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ANO XX • Nº 439 • 16 A 31 DE OUTUBRO DE 2012 • SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE CRÉDITO NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Bancos na mira

Prefeitura interdita mais três agências inseguras no Recife A Prefeitura do Recife interditou no início de outubro mais três agências de bancos que não cumprem a lei municipal de segurança bancária. Agora, já são quatorze unidades fechadas desde o mês de junho, quando o Sindicato intensificou a pressão sobre a Prefeitura para garantir o cumprimento da legislação. Além das interdições, o desrespeito dos bancos já acarretou cerca de R$ 60 milhões em multas, segundo o Ministério Público. Enquanto isso, o descaso das instituições financeiras com a segurança de suas agências continua fazendo vítimas. Até o dia 15 de outubro, o estado de Pernambuco registrou 24 assaltos a banco: oito a mais que no ano passado inteiro. Só nos primeiros dez dias de outubro, cinco ocorrências assustaram os bancários e aumentaram ainda mais a sensação de insegurança. Páginas 4 e 5

O Santander da Caxangá foi interditado no dia 1º de outubro

Campanha Nacional 2012

Conquistas dos bancários com a greve injetam R$ 7,6 bilhões na economia Os bancários já começaram a receber as conquistas da Campanha Nacional 2012. Praticamente todos os bancos já depositaram a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), num montante aproximado de R$ 2,3 bilhões. Ao todo, as conquistas arrancadas nesta Campanha após nove dias de greve injetarão na economia cerca de R$ 7,6 bilhões somente com os aumentos reais nos salários e nos auxílios-refeição e alimentação e com a PLR. Página 3

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LEIA TAMBÉM Bancários param o HSBC e exigem valorização Página 6

Festa do Dia das Crianças agita o Clube de Campo Página 8

BNB assina Convenção Coletiva pela 1ª vez Página 3


2 editorial

Tema livre

Uma conquista histórica A Convenção Coletiva é uma construção de muiNo último dia 2 o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram tas e muitas gerações de bancários, que remonta ao a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que início do século 20, quando a categoria conquistou a jornada de 6 horas diárias de traincorpora as conquistas garantibalho. É importante reconhecer das após nove dias de greve. A A Convenção esse passado de lutas para pensolenidade que encerrou a CamColetiva dos sar nos desafios do futuro. E é panha Nacional 2012 celebrou somente com a unidade nacional também uma data histórica: os Bancários é uma e com as mobilizações que avan20 anos da Convenção Coleti- conquista única çaremos para enfrentar os sérios va. Assinada pela primeira vez no Brasil, fruto problemas do emprego e da rotaem 1992, a CCT garante aos da ousadia, da tividade, do assédio moral e das bancários os mesmos salários e coragem, da metas abusivas, da insegurança, os mesmos direitos em todo o capacidade de das discriminações e da busca território nacional e em todos os organização e da permanente por uma remunerabancos, públicos e privados. unidade nacional ção decente, que passa pela valoEssa é uma conquista históda categoria rização dos pisos salariais, e por rica e única no Brasil, fruto da uma aposentadoria digna. ousadia, da coragem dos bancáTambém é desafio dos bancários dialogar com rios para a luta, da sua capacidade de organização e da busca permanente da unidade nacional – e que a sociedade brasileira sobre a necessidade de busé hoje objeto de desejo das demais categorias de carmos outro sistema financeiro, que forneça mais crédito e a um custo mais baixo para alavancar o trabalhadores. Foi com essa soma de fatores que os bancários desenvolvimento econômico e social do país. E lutar junto com os demais trabalhadores para alcançaram todas as suas conquistas, que passam pelos aumentos reais de salários e pela valorização que o Brasil, hoje a sexta maior economia, deixe de ainda maior dos pisos nos últimos nove anos inin- ser um dos doze países com a maior concentração de terruptos, pela majoração contínua da PLR, pelos renda do planeta. Só com mais emprego e melhor reavanços no combate ao assédio moral, na segurança muneração para os trabalhadores construiremos um bancária, na igualdade de oportunidades e pela gera- país mais justo, democrático e solidário, em que as pessoas sejam colocadas, sempre, em primeiro lugar. ção de novos empregos nos bancos públicos.

Humor Insegurança bancária

LIBÓRIO MELO

Correspondentes nas agências

O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou pela terceira vez o prazo para os bancos retirarem correspondentes de dentro das agências. A resolução, de dezembro de 2011, determinava que isso acontecesse em 1º de janeiro de 2012, mas os prazos foram adiados para 4 de abril e depois para 1º de novembro. Agora os bancos têm até 1º de março de 2013 para se adequar à norma. Os correspondentes que funcionam nas agências ou postos de atendimento são, em geral, prestadores de serviços contratados pelos bancos para vender operações de crédito consignado. Para o Sindicato, essa situação é um exemplo gritante da forma deturpada como os bancos usam os correspondentes.

Fim do ‘almoço grátis’

A presidenta Dilma Rousseff declarou no dia 3 que o Brasil foi o último “almoço grátis” no mundo para os bancos internacionais, e que o futuro brasileiro está em atividades produtivas que “fazem bem ao país”. Em entrevista concedida ao jornal britânico Financial Times, Dilma fez referência à queda da taxa de juros durante o seu governo, que diminuiu a rentabilidade dos bancos que operam no Brasil e incentivou setores produtivos como a indústria.

Informativo do Sindicato dos Bancários de Pernambuco Circulação quinzenal

Redação: Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife Telefone: 3316.4233 / 3316.4221. Correio Eletrônico: imprensa@bancariospe.org.br Sítio na rede: www.bancariospe.org.br Jornalista responsável: Fábio Jammal Makhoul Conselho Editorial: Jaqueline Mello, Anabele Silva, Geraldo Times e João Rufino. Redação: Fabiana Coelho, Fábio Jammal Makhoul e Wellington Correia. Diagramação: Bruno Lombardi. Fotos: Beto Oliveira e Ivaldo Bezerra. Impressão: NGE Tiragem: 11.000 exemplares

DIRETORIA EXECUTIVA Presidenta Jaqueline Mello

Secretário-Geral Fabiano Félix Comunicação Anabele Silva

Saúde do Trabalhador Wellington Trindade

Finanças Suzineide Rodrigues

Secretaria da Mulher Sandra Trajano

Administração Epaminondas França

Formação João Rufino

Assuntos Jurídicos Justiniano Junior

Ramo Financeiro Flávio Coelho

Bancos Privados Geraldo Times

Intersindical Renato Tenório

Bancos Públicos Daniella Almeida

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Cultura, Esportes e Lazer Adeílton Filho

Aposentados Luiz Freitas


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Conquistas da greve injetam R$ 7,6 bilhões na economia

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As conquistas

Os bancários conquistaram na campanha nacional deste ano 7,5% de reajuste salarial e 8,5%

sobre o piso, o que significa um ganho real, respectivamente, de 2% e 2,95%. Segundo cálculos do Dieese, esse acréscimo aplicado sobre o salário médio da categoria e multiplicado pelos cerca de 500

mil bancários do país significará um incremento anual na economia brasileira de R$ 2,35 bilhões. Além disso, R$ 4,85 bilhões entrarão em circulação por conta da PLR dos bancários. Outros R$

406,6 milhões serão injetados na economia por conta do aumento real de 2,95% também sobre o vale-refeição, sobre a cesta-alimentação e sobre a 13ª cesta-alimentação.

Pela primeira vez, BNB assina acordo junto com os demais bancos O Sindicato e a Contraf-CUT assinaram no último dia 8 o Acordo Coletivo de Trabalho do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) aditivo à Convenção Coletiva. Pela primeira vez, o instrumento foi firmado ao mesmo tempo de outros bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, o que significa um marco para o funcionalismo do BNB. Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, que representou os bancários de Pernambuco na solenidade de assinatura do acordo, a Campanha Nacional deste ano é histórica para os funcionários do BNB. “É a primeira vez que conseguimos assinar o acordo junto com o fechamento da Campanha. Nos últimos dez anos, o BNB submetia o acordo à aprovação do Dest, o que acabava atrasando a assinatura em até nove meses após a data base. Isso deixava os funcionários desprotegidos. Agora, a direção do banco ouviu os representantes dos bancários e foi buscar a autorização rapidamente”, destaca Jaqueline. Entre as principais conquistas do acordo, garantida após dez dias de greve, está a contratação de 300 novos bancários até o final do ano, sendo 48 em Pernambuco, com abertura de 32 agências. O banco também vai distribuir, a título de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), 9% do lucro líquido, segundo a fórmula definida na convenção coletiva. Além disso, os bancários arrancaram mais 2% do lucro líquido e outros 3% do lucro líquido como PLR social, divididos igualmente entre todos os bancários.

Jaqueline Mello assina acordo do BNB

Drawlio Joca

os últimos dias, os bancários começaram a receber as conquistas da Campanha Nacional 2012, encerrada no dia 2 de outubro, com a assinatura da nova Convenção Coletiva de Trabalho. Praticamente todos os bancos já depositaram a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), num montante aproximado de R$ 2,3 bilhões. A segunda parcela será paga até o dia 1º de março, garantindo assim, R$ 4,9 bilhões do lucro dos bancos diretamente para o bolso dos bancários. Segundo a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, ao todo, as conquistas arrancadas nesta Campanha após nove dias de greve injetarão na economia cerca de R$ 7,6 bilhões somente com os aumentos reais nos salários e nos auxílios-refeição e alimentação e com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Isso mostra que a luta é importante e vale a pena. Fizemos uma greve muito forte e conquistamos grande parte das nossas reivindicações, favorecendo não só os bancários mas toda a economia brasileira. Esses R$ 7,6 bilhões que arrancamos dos bancos só com as nossas conquistas econômicas vão estimular o consumo de diversos setores da economia, contribuindo com a geração de emprego e o desenvolvimento do país”, destaca Jaqueline, lembrando que os bancos depositam ainda este mês as diferenças salariais e nos vales refeição e alimentação retroativos a 1º de setembro, data-base dos bancários.

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©Depositphotos / Yu Ka Wing

Campanha Nacional dos bancários


4 Insegurança

Mais três agências bancárias são interditadas no Recife

Santander e Itaú, na Avenida Caxangá, foram fechados por desrespeitarem a legislação. Agora já são 14 agências interditadas na capital

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ais três agências foram interditadas este mês no Recife por descumprirem a lei municipal de segurança bancária. No dia 1º de outubro, a Prefeitura fechou as unidades do Santander e Itaú, na Avenida Caxangá, bairro do Cordeiro. No dia 10, foi a vez da agência do Itaú na Madalena ser interditado. Desde o mês de junho, quando o Sindicato pressionou a Prefeitura para garantir o cumprimento da Lei de Segurança Bancária no Recife, a Dircon (Diretoria de Controle Urbano) já interditou quatorze agências na capital pernambucana. Além das unidades fechadas, o descumprimento da lei já acarretou cerca de R$ 60 milhões

em multas, segundo o Ministério Público de Pernambuco. Para o diretor do Sindicato João Rufino, as tentativas de negociação para que os bancos cumprissem a legislação municipal esbarraram na intransigência dos banqueiros. “Só depois que o Ministério Público e a Dircon intensificaram a fiscalização e começaram a interditar as unidades é que os bancos se viram obrigados a se adequarem às exigências legais. Infelizmente, só estamos conseguindo mudar a postura dos bancos através da força. Graças às interdições, o Recife já tem uma grande quantidade de bancos com porta com detectores de metal, biombo e circuito de câmeras, inclusive do lado de fora

das agências”, comenta o dirigente.

João Rufino

As interdições

O Santander da Caxangá foi interditado por não ter estacionamento para o carro forte. Já no Itaú Caxangá o fechamento foi por falta de biombos entre os caixas, estacionamento para carro forte e número de vigilantes e câmeras insuficientes. O Itaú da Madalena, assaltado há cerca de 30 dias, foi fechado porque não tem número suficiente de vigilantes, nem biombos e divisórias, e estacionamento especial para carro-forte. De acordo com a Dircon, as agências interditadas ficarão fechada até que sejam resolvidas as pendências nos equipamentos de segurança.

Luta do Sindicato por mais segurança dá resultados A luta do Sindicato para garantir mais segurança nas agências bancárias do Recife começou a sair do papel em 2010, quando a Câmara Municipal aprovou uma lei que inclui as reivindicações dos bancários sobre o tema. Desde então, o Sindicato briga para que os bancos respeitem a legislação. “Conseguimos envolver o Ministério Público nesta luta e muitos outros órgãos, como a Prefeitura, as Polícias Civil e Mili-

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tar e o governo do Estado. Assim, o cerco contra os bancos se fechou e, na última Campanha Nacional, a Fenaban aceitou implantar um projeto piloto em Pernambuco para experimentar as medidas defendidas pelos sindicatos, como portas de segurança e biombos entre a fila e os caixas”, conta a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello. A Fenaban indicou as cidades de Recife, Olinda e Jaboatão para a realização do

projeto-piloto, com participação e acompanhamento dos bancários em todas as etapas. Para Jaqueline, a escolha das três cidades pernambucanas é resultado direto da luta do Sindicato. “Agora, vamos acompanhar todo o processo de implantação do projeto-piloto de segurança aqui na região metropolitana da capital para garantir o sucesso da proposta que, depois, será levada para todo o país”, destaca Jaqueline.


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Cinco assaltos a bancos nos primeiros 10 dias de outubro

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nquanto os bancos se recusam a cumprir a lei de segurança bancária do Recife e de outras cidades pernambucanas, os números da violência não param de crescer. Até o dia 15 de outubro, o estado de Pernambuco registrou 24 assaltos a banco: oito a mais que no ano passado inteiro. Só nos primeiros dez dias de outubro, cinco ocorrências assustaram os bancários e aumentaram ainda mais a sensação de insegurança. No interior

O primeiro caso ocorreu no dia 2 de outubro, na cidade de Santa Teresinha, onde a insegurança bancária deixou um rastro de destruição. Uma agência do BB e um posto de atendimento do Bradesco foram destruídos por explosões, que cobriram de fumaça uma das mais importantes avenidas da cidade. Na agência do BB, os vidros foram estilhaçados, parte do forro do teto veio abaixo e móveis foram destruídos. No Bradesco, a porta principal de vidro foi arremessada com tal violência que abriu um buraco no teto da agência. Os bandidos ainda saíram atirando pelas ruas. No dia seguinte, 4 de outubro, dois bancários foram usados como reféns em uma tentativa de assalto ao Banco do Brasil de Camocim de São Félix. O crime ocorreu no final do expediente. Uma bancária estava de saída quando foi

abordada pelos bandidos e obrigada a entrar na agência. O tesoureiro também foi rendido, mas o assalto não chegou a se consumar, porque o cofre já estava fechado e os bancários não tinham como abri-lo. Mesmo assim, eles foram mantidos como reféns e forçados a acompanhar os assaltantes, que só os liberaram na cidade vizinha. “Se com a legislação a favor da segurança bancária ainda temos problemas na capital, no interior do estado a situação é ainda pior, com agências muito mais inseguras”, opina o secretário de Formação do Sindicato, João Rufino. Na região metropolitana

O Bradesco do Janga foi alvo de assalto no dia 5. A investida ocorreu por volta do meio-dia e, segundo as testemunhas, foi rápida: dois bandidos levaram o dinheiro dos caixas e pertences de alguns clientes. Inaugurada no dia 3 de setembro, a unidade não tem porta com detector de metais nem biombos e o amplo vão, aberto, facilita os assaltos. “Os comentários que se ouviam entre clientes, bancários e vigilantes eram de que o assalto

já era esperado pois, além de se localizar em uma área de risco, a segurança da agência é muito vulnerável”, afirma o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade. No dia 10 de outubro, o Posto de Atendimento do Itaú na Odebrecht, em Suape, foi alvo de assalto pela segunda vez em menos de um ano. Desta vez, o gerente operacional da unidade foi interceptado e feito refém a caminho do trabalho, próximo à praia de Gaibu. Três bandidos entraram em seu carro e foram com ele até o posto, onde o assalto foi consumado. Em maio deste ano, a mesma unidade do Itaú sofreu outra investida. Quatro homens armados entraram sem dificuldades no local e renderam o vigilante. O banco colocou mais um vigilante e instalou circuito de câmera. Mas não há portas com detector de metais, biombos ou cabines

para os seguranças. Além disso, o local é insalubre: o espaço é pequeno e, em dias de pagamento, vira um verdadeiro inferno. Para ir ao banheiro, os funcionários precisam usar os externos da Odebrecht. Também no dia 10 de outubro o Bradesco de Casa Caiada, em Olinda, foi assaltado. A agência não tem portas de segurança com detector de metais, nem biombos, nem cabines para os seguranças. Um imenso vão, aberto, na entrada da unidade facilita a ação dos bandidos. Segundo as testemunhas, a ação foi rápida, mas violenta. Cinco assaltantes entraram na agência; obrigaram bancários, clientes e vigilantes a deitarem no chão; e retiraram os pertences das pessoas, as armas dos vigilantes e o dinheiro dos caixas.

Sindicato alerta sobre importância da CAT O Sindicato tem visitado as agências assim que os assaltos ocorrem para garantir o fechamento da unidade e a prestação de atendimento psicológico às vítimas, conforme previsto na Convenção Coletiva. O Sindicato também alerta quanto a importância de que, nestes casos, os bancários procurem a entidade para expedir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). “Os bancos privados têm se recusado a emitir a CAT, que atesta um acidente de trabalho. Ou seja, caso o bancário que passou por um assalto venha a sofrer algum dano psíquico no futuro, a doença será caracterizada como ocupacional. Garante, portanto, todos os direitos devidos às vítimas de acidente de trabalho. E o número de distúrbios psíquicos por conta de assaltos tem crescido muito entre os bancários”, afirma o secretário de Saúde do SinWellington dicato, Wellington Trindade. Trindade

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6 HSBC

Bancários paralisam agência no Recife e exigem valorização

O

s bancários do HSBC fecharam no último dia 10 uma das principais agências do Recife. O protesto fez parte do Dia Nacional de Luta dos empregados, que cobram do banco uma PLR justa e mais contratações, entre outros pontos. A agência Centro, localizada na avenida Conde da Boa Vista, um dos mais importantes corredores bancários da capital pernambucana, permaneceu fechada até o meio dia. Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e diretor do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Alan Patrício, o objetivo da mobilização é exigir a valorização dos funcionários do HSBC. A atividade também reforçou as principais reivindicações dos trabalhadores, como o fim das demissões e a contratação de mais funcionários, além da luta pelo não desconto dos programas próprios de remuneração (PPR/PSV) na PLR. “No dia 11, os bancários do HSBC receberam a PLR e o PSV. E, para nossa surpresa, o valor pago é bem aquém do esperado. O banco provi-

Empregados querem PLR justa e mais contratações

sionou três vezes o valor do seu lucro líquido do primeiro semestre a título de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), reduzindo drasticamente o valor da parcela adicional da PLR. Nas nossas contas, cada bancário deveria receber R$ 1.380, mas o banco está pagando cerca de R$ 600. Além disso, temos outros problemas, como a onda de demissões que o banco vem promovendo, a falta de funcionários, o assédio moral, as metas abu-

sivas. Por isso estamos organizando nacionalmente uma jornada de lutas pela valorização dos trabalhadores do HSBC”, explica Alan, que também é empregado do banco. Ainda segundo Alan, os trabalhadores do HSBC já conquistaram, no mês de maio, o não desconto do programa próprio de remuneração do banco na PLR. Porém, apenas para a área gerencial. “Nós temos ainda 15 mil trabalhadores regidos pelo PPRB,

que é o programa de participação nos resultados da área de retaguarda. A empresa insiste em abater da segunda parcela da PLR, que será paga em fevereiro do ano que vem, os valores do PPRB. Então, o Sindicato de Pernambuco, juntamente com a Contraf-CUT e as demais entidades sindicais, estamos na luta e vamos pressionar até que o banco volte atrás e não desconte nenhum programa próprio da nossa PLR”, esclarece Alan.

Caixa

Banco divulga regras para incentivo ao mestrado dos funcionários A Caixa Econômica Federal divulgou circular informando a abertura da sistemática de seleção para o incentivo à pós-graduação stricto sensu 2012 na modalidade mestrado profissional, com oferta de pelo menos 100 vagas. Esse incentivo, segundo a empresa, visa estimular a pesquisa e proposição de soluções às temáticas consideradas estratégicas para

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alcance de objetivos empresariais. A seleção consistirá em duas etapas: manifestação de interesse (primeira) e avaliação de pré-projeto (segunda). O cronograma da sistemática de seleção ficou assim estabelecido: manifestação de interesse e envio do pré-projeto pelos empregados (8 a 31 de outubro), divulgação da lista de inscritos (1º de novembro),

análise de requisitos e impedimentos (5 a 9 de novembro), análise dos pré-projetos pelas bancas temáticas (12 a 30 de novembro), apuração das notas e classificação (3 a 7 de dezembro), divulgação da classificação geral (7 de dezembro) e apresentação dos documentos de contratação pelos selecionados (7 de dezembro de 2012 a 28 junho de 2013).

Para outras informações, a orientação é para que seja consultada a página “Incentivos e Certificações” no portal da Universidade Caixa. Eventuais dúvidas podem ser dirimidas na Centralizadora Nacional de Atendimento Integrado e Monitoramento, pelo endereço eletrônico http://www.siate.caixa/ ou pelo telefone 0800 721 2222.


7 Ramo Financeiro

Luta dos financiários garante mais conquistas

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Sindicato realiza no dia 17 de outubro assembleia com os financiários para avaliação da proposta apresentada pela Fenacrefi (Federação das Financeiras), no último dia 10. A assembleia será realizada às 10 horas da manhã, na sede da BV Financeira (Avenida Agamenon Magalhães). A proposta prevê reajuste salarial de 6,96% (aumento real de 2%) e de 7,96% (ganho real de 2,96%) nos pisos, auxílio refeição, cesta-alimentação e 13ª cesta. O auxílio-refeição passa dos atuais R$ 20,38 ao dia para R$ 22; e a cesta-alimentação salta de R$ 321,46 para R$ 347,05 ao mês (mesmo valor da 13ª cesta). Já o valor fixo da Participação nos Lucros e Resultados - PLR cresce 10%, passando de R$ 1.600 para R$ 1.760 com teto de R$ 7.998,50. Ela será composta por 90% das verbas fixas, mais um valor fixo de R$ 1.760. Se o acordo for aprovado, as empresas se comprometem a antecipar o pagamento de 60% do va-

lor fixo da PLR (R$ 1.056) em, no máximo, 10 dias após a assinatura da convenção coletiva. A segunda parcela deve ser creditada em fevereiro e as diferenças salariais (tíquete, vale alimentação e salário) serão pagas até novembro. Para o secretário do Ramo Financeiro do Sindicato, Flávio Coelho, foi possível avançar em vários pontos e, por isso, o Sindicato orienta a aprovação. “Outras questões terminaram em impasse, como a unificação da data-base e adequação da PLR para o formato do benefício dos bancários. Estes e outros pontos voltarão a ser negociados em março”, explica Flávio.

Flávio Coelho

BNDES se compromete a trazer proposta para as reivindicações dos bancários no dia 19 Em rodada de negociação ocorrida no dia 9 passado, a diretoria do BNDES se comprometeu a apresentar para os sindicatos uma proposta de índice de reajuste salarial em nova reunião no próximo dia 19. Os funcionários reivindicam reajuste de 10,25%. A rodada foi bastante dinâmica e considerada positiva pelos dirigentes sindicais que participaram do encontro na sede do banco, no Rio de Janeiro. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a implantação de um plano de carreira e a ampliação do valor das férias, conforme a minuta aprovada no 1º Congresso dos Funcionários do BNDES, realizado em agosto, e entregue ao banco no dia 12 de setembro.

Banco do Brasil

Sindicato cobra acertos da campanha A Contraf-CUT enviou ofício ao Banco do Brasil no último dia 9 para, entre outras demandas, cobrar a correção da falta não abonada do dia 27 de setembro, último dia da greve nacional, que não foi reclassificada corretamente, em descumprimento ao acordo aditivo já assinado. “Nos surpreendeu o banco ter feito no sistema a reclassificação das faltas, que estava com o código indevido de falta não justificada, e ao corrigir o erro simplesmente desconsiderou o acordo coletivo aditivo já assinado”, afirma William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT

e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Demais correções

A Contraf-CUT também cobrou no ofício as datas dos acertos dos direitos e conquistas da campanha nacional, dentre os quais estão os reajustes dos vales-refeição e alimentação que virão no próximo crédito do Visa Vale e as demais verbas salariais no dia 20. “Esperamos que os acertos venham todos em outubro, já que a assinatura do acordo foi anterior ao fechamento da folha”, acrescenta William. 16 a 31 de outubro de 2012


8 L azer

Meninada lota Clube de Campo na Festa do Dia das Crianças

A

ntes mesmo da Festa das Crianças, no dia 14 passado, a meninada já enchia de animação o Clube de Campo dos Bancários. Quase todos os dez chalés passaram o fim de semana cheios de crianças fazendo festa. No domingo, a alegria foi redobrada: mais de 200 meninos e meninas, de diversas idades, inundaram o clube com muitas brincadeiras. Os recreadores tiveram trabalho para dar conta de tanta energia. As piscinas ficaram cheias de gente miúda. Nos campos de futebol e vôlei, nas bicas, na piscina de bola, na cama elástica, no tobogan... em cada canto e em cada brinquedo instalado no clube havia uma porção de crianças. A meninada fazia fila para pegar algodão-doce, pipoca e as sacolinhas com brindes e guloseimas. “Todas as 400 sacolinhas foram distribuídas. A gente fica muito feliz com o sucesso da festa, que a cada ano fica mais animada. Já é uma tradição dos bancários que enche de alegria o Clube de Campo”, afirma o secretário de Cultura, Esportes e Lazer do Sindicato, Adeilton Filho.

Esporte

Clube de Campo

Muita emoção na reta final da primeira fase do Campeonato de Futebol dos Bancários

Vagas para chalés serão sorteadas

A primeira fase do Campeonato de Futebol dos Bancários termina no próximo dia 27 de outubro e definirá os oito times que disputarão a segunda fase. A grande final está prevista para o dia 24 de novembro. Por causa da Festa do Dia das Crianças e do Feriado de Nossa Senhora Aparecida, não houve rodada

no final de semana de 13 de outubro. A competição será retomada nos dias 20 e 21 de outubro. No sábado, jogam Banco do Brasil contra BB/ Bradesco e Bradesco Caxangá contra Bradesco Cabo. No domingo é a vez de Bradesco X Bradesco Capibaribe e Itaú X Apcef-PE. Por enquanto, o Banco do Brasil

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está na liderança do Grupo A, seguido pela Apcef e Bradesco Jurídico. No Grupo B, quem lidera é o Bradesco, seguido pelo Santander e Bradesco Cabo. Todos os jogos acontecem aos sábados e domingos, a partir das 8h30, no Clube de Campo dos Bancários (Estrada de Aldeia, km 14,5).

Por conta da grande demanda para ocupação dos chalés do Clube de Campo dos Bancários, as vagas para os meses de dezembro e janeiro serão definidas por sorteio. As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro. O sorteio será realizado no dia 5 de novembro. São dez chalés mobiliados e equipados, com dois quartos, banheiro, sala e cozinha conjugados. O final de semana fica por apenas R$ 65. O Clube de Campo dos Bancários fica na Estrada de Aldeia, km 14,5. Tem parque aquático, bicas, quadras de futebol e vôlei, bar e restaurante, parque infantil, jogos de salão, churrasqueiras e uma imensa área verde.

Jornal dos Bancáros - ed. 439  

de 16 a 31 de outubro de 2012

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