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IRO! CHEGA DE TRUQUES, BANQUE ANO XX • Nº 437 • 24 A 30 DE SETEMBRO DE 2012 • SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE CRÉDITO NO ESTADO DE PERNAMBUCO

GREVE é forte

A

greve nacional dos bancários entrou na sua segunda semana e já é considerada uma das maiores paralisações realizadas pelos bancários nas últimas décadas. Só em Pernambuco, a greve parou mais de 80% das agências e todos os prédios administrativos dos bancos na primeira semana. Ao todo, cerca de 9 mil dos 12 mil bancários do estado aderiram à mobilização. Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a greve está muito forte e já superou a paralisação do ano passado, que foi considerada a maior greve dos últimos 20 anos. “Os bancários estão de parabéns pela adesão. Sabemos que não é fácil encarar uma greve e enfrentar toda a pressão dos bancos. Mas construímos uma grande paralisação nos primeiros dias e vamos continuar fortalecendo o movimento esta semana até que os bancos retomem as negociações e atendam nossas reivindicações”, garante Jaqueline. Além de Pernambuco, a greve segue forte em todo o Brasil, com mais de 8,5 mil agências paradas na semana passada. “Aqui em nosso estado a greve é forte em todos os lugares. Na região metropolitana do Recife paramos quase

100% das unidades dos bancos na sexta-feira passada. E no interior, a mobilização dos bancários é surpreendente, seja no sertão ou no agreste”, destaca Jaqueline. Solidariedade fortalece a luta

Durante as assembleias realizadas antes da greve, o Sindicato convocou os bancários para ajudar na mobilização não só da sua agência. A convocação foi ouvida e muitos funcionários ajudaram os colegas de outros bancos na greve. Em Camaragibe, por exemplo, os funcionários do Banco do Brasil fecharam sua agência e foram ajudar os colegas dos bancos privados a parar os trabalhos. “Sabemos das limitações enfrentadas pelos bancários dos bancos privados e viemos ajudar os funcionários do Bradesco a fechar sua agência. Nesta hora é importante ajudarmos uns aos outros”, explicou Aurélio Braga, funcionário do Banco do Brasil. Já o bancário Júlio César, também empregado do BB, foi até o Itaú para ajudar na mobilização. “Viemos convencer os bancários a pararem para reforçar a nossa greve. Temos de fazer uma mobilização muito forte para que a greve seja curta”, destacou.

Para Jaqueline, esta solidariedade é fundamental para o fortalecimento da greve. “Este ano, lançamos uma campanha entre os bancários chamada de adote uma agência. A ideia é que o trabalhador paralise sua unidade e ajude na mobilização de outras agências. Juntos, somos mais fortes e vamos derrotar a intransigência dos bancos”, afirma. apoio de clientes

A paralisação dos bancários tem recebido muito apoio e a compreensão dos clientes. Os trabalhadores em greve têm dialogado com a população e orientado sobre como resolver suas demandas. Carlos Lima da Silva, cliente do Itaú de Candeias, fez questão de manifestar seu apoio à greve dos bancários. “Estou achando ótimo, por mim não tem problema algum. A greve é um direito legal de todo o trabalhador”, disse. A opinião de Carlos é a mesma do cliente do Santander de Prazeres, que preferiu se identificar apenas pelo sobrenome: Oliveira. “A greve dos bancários é muito justa. Infelizmente, o trabalhador só tem seus direitos respeitados se fizer um movimento como este”, opinou Oliveira.


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17 a 23 de setembro de 2012


Jornal dos Bancários - ed. 437