2ª Via - Edição nº 265 - Outubro/2012

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Outubro 2012 - Nº 265

As conquistas da Campanha Nacional 2012 Páginas 04, 05 e 06

Páginas 04 e 05

AÇÃO SINDICAL Intervenção do sindicato garante direitos trabalhistas

CONQUISTA HISTÓRICA 20 anos da Convenção Coletiva dos Bancários

EDITORIAL A rã na chaleira e a gerência média do BB

AMÉRICA LATINA A reeleição de Hugo Chávez na Venezuela

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Editorial

A gerência média do Banco do Brasil e a rã na chaleira

Wagner Nascimento*

Se colocarmos uma rã numa chaleira com água fervente, ela saltará para sobreviver. Quando, porém, a colocamos numa chaleira com água fria e levamos ao fogo, ela se acomoda com o aquecimento aos poucos. Quando se atenta, já está quase cozida. A metáfora serve para entender o que acontece com a gerência média do Banco do Brasil. A inércia quanto às metas abusivas, à pressão e ao assédio moral tem levado a uma percepção tardia de que o corpo já está cozido, debilitado e doente; e, mesmo assim, a sensação é a de que não adianta fazer nada. Na Campanha Nacional dos Bancários, sempre se discute temas como metas absurdas e assédio, além, é claro, de falar sobre aumento salarial. Em 2012, não foi diferente. Passaram pela pauta reivindicações de interesse da gerência média, como a equiparação salarial com trabalhadores de outros bancos; igualdade de salários entre os gerentes de atendimento, serviço e relacionamento nas Unidades de Negócio; e igualdade entre os gerentes de grupo e de setor nas Unidades Estratégicas e Unidades de Apoio. Ninguém sabe como são criadas as metas, nem o porquê das constantes e “estimulantes” mudanças no Programa Sinergia - Sistema de Acompanhamento de Metas do Banco do Brasil, de forma que não é entendido nem pela gerência média, nem pelos gerentes gerais. São só algumas das reclamações colhidas nas conversas e desabafos diários de colegas angustiados. Mas como fazer da reclamação uma indignação? Greve. Contudo, a síndrome da BB a se transformarem rapidamente de indignados em resigna-

dos e a boicotarem o movimento. E por quê? Ouve-se dizer que: 1) fecharam os olhos para o assédio moral. Se a meta for abusiva demais, uma "espuminha" (vendas casadas e “incremento” de produtos em contas inativas) resolve, já que a fraude nos produtos é norma da casa e a "turma de cima" faz vista grossa. 2) O adoecimento por depressão tem promessa de cura com os diversos remédios de uso controlado à disposição nas farmácias. 3) Muitos foram comissionados de uma forma pouco objetiva e acham que devem ao seu superior uma relação servil, para evitar uma tormenta de ameaças de descomissionamento. Não se pode ter o comportamento de rã na chaleira e se esconder da luta, usando o período de greve para fazer seu telemarketing e cumprir suas metas "sossegadamente", sem a "chatice do atendimento" ao cliente, exatamente como o banco gosta. Já que a ética é coisa dos livros, vamos, então, "fraudar a za. Mas esse sentimento não é de toda a gerência média. Há muitos companheiros que, ao invés de resignação, demonstram profunda indignação com as condições de trabalho e adoecimento precoce e com a forma como a empresa tem conduzido seus negócios. Estes estão de parabéns pela postura seu recado claro durante a Campanha Nacional 2012. Agora, saia do inverno da resignação! Salte que a primavera chegou! *Wagner Nascimento, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região é funcionário do Banco do Brasil.

CANSADO DE APANHAR DA BM?

Campanha permanente Sindicato dos

Bancários e Financiários

Novo Hamburgo e Região

Rua João Antônio da Silveira, 885, Centro / NH. Fone (51) 3594-5418. E-mail: bancariosnh@terra.com.br. Coletivo de Comunicação: Joey de Farias e Everson Gross. Jornalista Responsável: Felipe de Oliveira - MTb/RS 14029 Outubro 2012 - Nº 265


AÇÃO SINDICAL

Ação sindical resulta em cumprimento da lei pelo Santander Período Perío erí do para erío rra que ban bancários cários manifestem contrariedade r rariedade começa no mês subsequente à assinatura rra do acordo acordo r coletivo rdo v vo

sindical que resultou no cumprimento da legislação trabalhista pelo Santander. Coordenador da Secretaria de Imprensa, Divulgação e Mobilização do sindicato que representa Novo Hamburgo e Região, ele foi um dos sindicalistas envolvidos no processo que culminou com a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pela agência de Estância Velha (foto) que sofreu

jurídico do Santander. Ouviu, como resposta à reivindicação, que o entendimento do banco é de que assalto não é acidente de trabalho. Foi quando o sindicalista arguiu acordo judicial que o banco espanhol mantém no Rio Grande do Sul, admitindo a emissão da CAT nesses casos, e obteve êxito no pleito. “É inaceitável que tenhamos que brigar para fazer valer um direito adquirido. Mas não vamos deixar de lutar enquanto houver abusos”, promete Farias.

direitos dos trabalhadores.

Entenda o caso

Uma prova de força f rça dos bancáfo

A opinião é compartilhada pelo bancário Sílvio Anísio Pedroso da Rosa, funcionário do Santander e membro da direção do sindicato. “O banco descumpre a lei sem pudor. É assim em todo o Brasil. Se não fosse pela ação do sindicato, os trabalhadores estariam desamparados”, argumenta.

A agência do Santander de Estância Velha foi assaltada no último dia 29 de agosto. Três homens renderam oito funcionários e os mantiveram como reféns, sob a mira de armas de fogo. Eles queriam um malote com dinheiro, mas acabaram desistindo e fugiram sem levá-lo; levaram valores de um carro-forte.

Segundo Joey de Farias, após tentativas frustradas junto à agência estanciense, o sindicato recorreu ao

Quando há esse tipo de ocorrência, os bancos devem emitir a

A aos órgãos competentes, informanAT info f rmanfo CAT do o acidente de trabalho, individualmente, para cada um dos funcionários envolvidos, descrito no Código Internacional de Doença como “CID 10 F43”, que indica "Reações ao estresse grave e transtornos de adaptação". Assim, os trabalhadores têm garantidos benefícios do INSS caso tenham que se afastar em razão da ocorrência e estabilidade de um ano no emprego. O documento deve ser emitido logo após a ocorrência. Entretanto, o Santander levou mais de 20 dias e só foi emitir depois da ação sindical. Seis bancários tiveram a CAT emitida descrevendo o “CID 10 F43.0”, que indica “reação aguda ao estresse”, e um como “CID 10 F43.1”, indicando "estado de estresse pós-traumático", já que teve de se afastar do emprego antes mesmo da emissão. O oitavo funcionário evolvido era estagiário e a sua situação está sendo estudada pelo jurídico do sindicato.

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CAMPANHA NACIONAL 2012

Mobilização dos bancários Após greve de nove dias, Fenaban atende às reivindicações da categoria. Convenção coletiva foi assinada no dia 02 de outubro A Contraf-CUT, as federações e os sindicatos assinaram com a Fenaban no dia 02 de outubro, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2012/2013. O acordo foi aprovado pelas assembleias realizadas em todo o país no dia 26 de setembro, depois de uma greve nacional de nove dias. "Este ano o acordo se reveste de uma simbologia especial, uma vez que estamos completando 20 anos da assinatura da primeira Convenção Coletiva, conquista histórica dos bancários que é hoje parâmetro para todos os trabalhadores dos outros setores", defende Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Já o coordenador da Secretaria de Organização e Política Sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região, Paulo Valmir Souza, avalia

que houve, sim, conquistas, mas mantém a categoria em alerta. “É preciso muita mobilização para fazermos cumprir os acordos”, argumenta.

Aumento real de 2%

A Convenção Coletiva garante reajuste salarial de 7,5%, correspondendo a aumento real de 2%, com valorização ainda maior nos pisos de ingresso, que serão reajustados em 8,5% (ganho real de 2,95%). Com isso, o salário dos bancários passa a acumular aumento real de 16,22% desde 2004. No piso, o ganho real foi de 35,57% no mesmo período. O salário inicial do escriturário, por exemplo, passa de R$ 1.400 para R$ 1.519. Vale lembrar que o férias, 13º salário, Fundo de Garantia, entre outras conquistas. Veja ao lado exemplos por faixa salarial:

Parte fixa da PLR tem reajuste de 10%

Pela Convenção, que é retroativa a 1º de setembro e vigorará até 31 de agosto de 2013, a PLR corresponderá a relação ao ano passado. A parcela adicional da PLR, que corresponde à distribuição linear de 2% do lucro líquido entre os bancários, também teve o teto reajustado em 10%, passando de até R$ 2.800 para até R$ 3.080. Esse valor é creditado sem desconto dos programas próprios de remuneração dos bancos. Se o total da distribuição da PLR com a regra básica o valor que cada bancário terá direito será de 2,2 salários, limitado a R$ 18.511,54 - o que vier primeiro. A primeira parcela da PLR será creditada dez dias após a assinatura do acordo. Ela corresponde a 54% do salário mais R$ 924, com teto de R$ 5.408,60 ou ao teto de 13% do lucro líquido - o que vier primeiro.

Vales refeição e alimentação maiores

Da mesma forma que os pisos, os vales refeição e alimentação e a 13ª cestaalimentação tiveram reajuste de 8,5%. O auxílio auxílios: Outubro 2012 - Nº 265

Piso tem 2,95% de ganho real

A valorização dos trabalhadores a partir do momento que ingressam na categoria é uma importante reivindicação, mais uma vez conquistada na campanha nacional deste ano. A valorização do piso, além disso, é uma forma de

para inibir a troca de trabalhadores apenas para economizar com salários.


garante 7,5% de reajuste AVANÇOS SOCIAIS

No tema saúde dos trabalhadores, a Convenção Coletiva conterá cláusula garantindo que os salários dos bancários afastados que aguardam perícia médica sejam mantidos pelos bancos até que seja regularizada a situação junto ao INSS. Há inúmeros casos em que o trabalhador recebe a alta programada do INSS, mas acaba sendo considerado inapto no exame de retorno ao trabalho sem salário. O acordo com a Fenaban também inclui a implementação de um projeto-piloto para experimentar medi-

das defendidas pelos bancários e vigilantes para a melhoria da segurança nos bancos, como portas de segurança, inclusive os eletrônicos, dentre outras demandas. Os bancos aceitaram ainda a proposta de realizar gênero e raça, na perspectiva da igualdade de oportunidades, nos moldes do Mapa da Diversidade, feito em 2008. Fonte: Contraf-CUT

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CAMPANHA NACIONAL 2012

Principais conquistas dos bancos públicos

Novo Plano de Cargos e Salários 1) Conclusão dos Trabalhos da Comissão Paritária até 31 de março

percentual de acréscimo entre um nível e outro de no mínimo 5% (cinco por cento).

calendário de implantação.

Cláusulas econômicas 1) Pagamento imediato PLR Fenaban: PLR acordada com Fenaban, com pagamento em uma única parcela. 2) PLR Banrisul: um acréscimo na PLR, com distribuição linear de mais 1 (um) ponto percentual do lucro líquido a ser pago em março de 2013 conjuntamente com o resíduo da PLR Fenaban.

proposta, já apresentada na Comissão Paritária, de contemplar no novo Plano de Cargos e Salários um Piso Banrisul diferenciado do Piso Fenaban. proposta, já apresentada na Comissão Paritária, de contemplar no novo Plano de Cargos e Salários um

Horas extras - As horas a compensar deverão ser previamente negociadas entre o gestor imediato e o empregado com no mínimo cinco dias úteis de antecedência. PLR - No caso da PLR social, o acordo aditivo estabelece a distribuição linear para todos os empregados de 4% do lucro líquido. Já o valor total da PLR é de 90% do salário mais R$ 1.540, com teto de R$ 8.414,34. A regra da Fenaban também é aplicada para a parcela adicional da PLR, correspondente a 2% do lucro líquido a ser distribuído linearmente, com teto de R$ 3.080. Promoção por mérito - Redução das horas de treinamento para promoção por mérito de 100 para 70 horas. Tesoureiro executivo - A Caixa apresentará na mesa permanente de negociação, até 31 março de 2013, um plano de ação situações apontadas sobre saúde, segurança e condições de trabalho do tesoureiro executivo. - O pagamento de substituição com remuneração apurada por minuto nas ausências parciais ou pausa para almoço do tesoureiro, condicionada

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à existência de saldo de minuto para esta substituição na unidade, e limitada a 480 minutos por dia para cada empregado, será implementado a partir de janeiro de 2013. - A Caixa se compromete até 31 de dezembro de 2012 construir corredores para abastecimento em todos os terminais de ATM das agências. tesoureiro executivo na linha de sucessão primária para a função supervisor de Atendimento, gerente de Atendimento e Negócios III e gerente de Canais e Negócios, mantendo na linha primária de supervisor de Centralizadora/Filial. - Formação de banco de habilitados para o exercício das atividades de tesoureiro executivo com empregados das agências e das Giret, no prazo de 90 dias após assinatura do presente acordo coletivo de trabalho. - Desenvolver e implementar curso de formação de tesoureiros. Descomissionamento - A Caixa assume o compromisso de apresentar, até 31 de março de 2013, estudos sobre descomissionamento contribuições apresentadas pelas entidades representativas.

BANCO DO BRASIL e A, cujo VR será de R$ 2.554,20. 2. PCR. Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40. 3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira. 4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados. 5. Adesão ao protocolo para prevenção de

to: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal. 7. PLR. Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013) e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários. 8. SACR. Permitir que o comissionado concorra à remoção sem necessidade de dispensa da comissão. Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados. semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para nenhum prejuízo salarial ao funcionário. 10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012.


CONQUISTA HISTÓRICA

20 anos da Convenção Coletiva de Trabalho CCT garante aos bancários os mesmos salários e os mesmos direitos em todo o território nacional e em todos os bancos, públicos e privados. A vitoriosa Campanha Nacional de 2012, que pelo nono ano consecutivo conquistou aumento real de salário, melhorias na PLR e em outras cláusulas econômicas e sociais, celebra uma data histórica: os 20 anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Bancários. Assinada pela primeira vez em 1992, a CCT garante aos bancários os mesmos salários e os mesmos direitos em todo o território nacional e em todos os bancos, públicos e privados. "Essa é uma conquista histórica e única no Brasil, uma construção de muitas e muitas gerações de bancários. A Convenção Coletiva é hoje um paradigma para as demais categorias de trabalhadores do país", comemora Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. A unidade nacional e capacidade de mobilização, por exemplo, os bancários conquistaram nos últimos nove anos com paralisações massivas, e 16,22% de aumen-

lho, combate ao assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades", acrescenta Cordeiro. Cronologia das conquistas 1992 - Assinatura da primeira Convenção Coletiva de Trabalho, válida para todo o país. 1994 - Conquista do Vale-alimentação. 1995 - Bancários são a primeira categoria a conquistar a Participação nos Lucros e Resultados. 1997 - Complementação salarial para afastados por doença ou acidentes e sional na demissão. Criada a comissão permanente de saúde. 1998 - Implementação do Programa de Prevenção, Tratamento e Readaptação de LER/DORT. 2000 - Inclusão na CCT da cláusula sobre Igualdade de Oportunidades. 2003 da. Com greve, bancários dos bancos públireal de 35,57% no piso e melhorias sucessi- cos conquistam a mesma PLR dos bancos vas na PLR. "Além das conquistas econômi- privados. cas, obtivemos importantes avanços nas 2004 - Conquista, com greve, de aumento cláusulas sobre saúde, condições de traba-

real de 1,7% no salário e de 5,7% sobre o piso. 2005 - Após greve vitoriosa, o BB assina pela primeira vez a CCT da categoria. Bancários conquistam 0,9% de ganho real no salário. Empregados da Caixa conquistam equiparação do valor da cestaalimentação da Fenaban. 2006 - Conquista do valor adicional de PLR e de 0,6% de aumento real. Pela primeira vez, a Caixa assina a Convenção Coletiva de Trabalho. 2007 - Conquista da 13ª cesta-alimentação e de 1,1% de ganho real. 2009 - Licença-maternidade de 180 dias. Aumento real de 1,5%. 2010 - Inclusão na CCT, pela primeira vez, de cláusula com mecanismo de combate ao assédio moral. Ganho real de 3,1% no salário e de 11,6% no piso. 2011 - Aumento real de 1,5% no salário e de 4,3% no piso. 2012 - Ganho real de 2% no salário e de 2,95% no piso, no auxílio-refeição, na cesta-alimentação e na 13ª cestaalimentação.

Festa dos Bancários é dia 30 de novembro A Festa dos Bancários em 2012 será no dia 30 de novembro, sexta-feira, às 20h30min. Promovido anualmente pelo sindicato de Novo Hamburgo e Região, o evento reúne a categoria para um momento de confraternização. A entrada é franca, mas a direção aconselha a doação de um quilo de alimento não perecível. O estilo da festa é “disco, anos 70 & 80”. Entre 20h30min e 22h30min será servido coquetel; a cerveja (extra) custará R$ 3,00 e o refrigerante e a água, R$ 2,00.

TORNEIO DE FUTSAL - Já o tornei de futsal masculino esse ano está marcado para o dia 08 de dezembro, a partir das 08 horas, entidade: Rua João Antônio da Silveira, 830, Centro - NH. Para saber quem pode participar e como fazer a inscrição basta entrar em contato pelo e-mail bancariosnh@terra.com.br ou pelo telefone (51) 3594-5418.

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Especial

Vitória da América Latina: Chávez é reeleito na Venezuela Atual presidente fez 54,42% e venceu Henrique Capriles, candidato da direita oposicionista. Novo mandato vai até 2019.

Foi para Estadunidense ver: com 54,42% dos votos, o presidente Hugo Chávez Frías foi reeleito na Venezuela e governará o país no período de 2013 a 2019. O candidato da direita

família e por lideranças no balcão presidencial, agradeceu a multidão e ressaltou que o povo "votou pela revolução, pelo socialismo e pela grandeza da Venezuela”.

com 44,97% e ganhou em apenas quatro estados, dos 24 que compõem o país. O comparecimento às urnas foi de 81%, mesmo o voto não sendo obrigatório. Apesar da expectativa de que o candidato da oposição pudesse não reconhecer o resultado, Capriles admitiu sua derrota e rejeitou a ação de setores radicais. Diante de dezenas de milhares de manifestantes que tomaram a frente e as imediações do Palácio de bro, o mesmo das eleições municipais no Brasil, o presidente Hugo Chávez agradeceu aos mais de oito milhões de venezuelanos que lhe garantiram um novo mandato. Acompanhado pela

Independência e integração

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Chávez fez questão de ressaltar que o primeiro e principal objetivo de seu novo mandato já foi conquistado. “Não é outro que ter conservado o bem mais precioso que conquistamos depois de 500 anos de luta: a independência nacional”. A expressiva vitória conquistada nas urnas, enfatizou o presidente, demonstra que “não haverá força imperialista, por mais forte que seja, que possa com o povo bolivariano. A Venezuela nunca mais voltará ao neoliberalismo, seguirá transitando para o socialismo bolivariano do século 21". E

reiterou que “ganhou a América Latina”. Imediatamente, milhares de vozes entoaram o grito “alerta, alerta que caminha a espada de Bolívar pela América Latina”, fazendo tremular bandeiras do Brasil, Cuba e Argentina, entre outras, num colorido que expressava o espírito da integração solidária do continente. Entre os movimentos sociais brasileiros, o “Brasil com Chávez!” liderou uma série de manifestações de apoio ao líder bolivariano. Para o articulista Vito Giannotti, do jornal Brasil de Fato, a participação popular é o que motiva a revolta imperialista. “O povo está participando, sendo protagonista do seu futuro. É por isso que os projeto bolivariano”, defende Giannotti. Informações de ComunicaSul (http://comunicasul.blogspot.com.br/)


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