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[ Conexão Solidária ]

O Projeto Conexão Solidária A Central de Comercialização Conexão Solidária tem como principal objetivo conectar produtores e consumidores em uma rede de comercialização solidária, para conquistar a sustentabilidade econômica, financeira e social de Empreendimentos Econômicos Solidários. Desta forma, o projeto é um processo de organização crescente, que apoia e interliga o comércio solidário, acompanhando as tendências dos consumidores em nível mundial, cada vez mais sensíveis aos desafios da sustentabilidade e exigentes quanto à qualidade e preço justo dos produtos e serviços, mas também que respeitam o meio ambiente e provenham,

quando pertinente, de fontes orgânicas e recicláveis e de trabalho decente. O projeto Conexão Solidária atua em diferentes escalas de mercado, considerando a distribuição geográfica, as diferenças estruturais entre estes empreendimentos, diversidade de produtos e situações de inserção nos

processos de comercialização, responsabilidade compartilhada entre várias entidades, entre outros.

O que é Economia Solidária O Ministério do Trabalho e Emprego classifica como Economia Solidária um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão.

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Sendo assim, a economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e raça. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica. BRASIL – Verifica-se no Brasil, durante a última década, a crescente organização da economia solidária. Essa tendência dá um salto considerável a partir das várias edições do Fórum Social Mundial, espaço privilegiado onde

Revista Revista O O Bancário Bancário nº nº 99 –– Março/Abril Março/Abril de de 2011 2011 Sindicato Sindicato dos dos Bancários Bancários do do Ceará Ceará

Foto: Secretaria de Imprensa SEEB/CE

diferentes atores, entidades, iniciativas e empreendimentos puderam construir uma integração que desembocou na demanda ao então recém-eleito presidente Lula pela criação de uma Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). Simultaneamente à criação da Secretaria, foi criado, na III Plenária Nacional de Economia Solidária, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), representando o movimento no País. A criação dessas duas instâncias, somada ao fortalecimento do campo da economia solidária no interior da dinâmica do Fórum Social Mundial, consolida a recente ampliação e estruturação desse movimento.

Revista O Bancário Nº 9 - Março/Abril 2011  

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