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BOM FIM Circula nos bairros: Bom Fim, Moinhos de Vento, Farroupilha, Centro, Independência, Floresta, Rio Branco, Santana, Cidade Baixa e Santa Cecília. Porto Alegre, abril de 2012 - Ano 26 - Número 417

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Restauração somente em 2013 A

esperada restauração do Instituto de Educação Flores da Cunha, uma das mais tradicionais escolas da região do Bom Fim, deve começar somente no próximo ano. Prevista para 2012, a obra irá atrasar porque não houve nenhuma resposta a primeira licitação - que visa a contratação da empresa que confeccionará o projeto de restauração e modernização da estrutura. O que obrigou a Secretaria da Educação (SEC) a rever e elaborar novo edital – que deve ficar pronto em meados de maio. José Tadeu de Almeida, diretor geral adjunto da SEC, diz que o valor proposto ficou abaixo do esperado pelo mercado. Por isso, no novo edital, o orçamento subirá de R$ 583 mil para R$ 602 mil. Almeida justifica a contratação da empresa devido as exigências da restauração. O IE é tombado pelo patrimônio histórico, o que aumenta os cuidados e os custos da obra. A previsão é que com os novos valores, e a revisão de algumas exigências do antigo edital, a empresa vencedora seja conhecida em junho. Esta terá prazo de seis meses para concluir o

serviço. Então, uma nova licitação será aberta para contratação da empresa que irá efetivametne realizar a reforma do complexo. O custo total é estimado pelo governo estadual em até R$ 7milhões, e deve durar cerca de 18 meses. Parte da obra será executada com recurso federais vindos do Ministério da Educação (MEC), pelo programa de Ações Articuladas (PAR). O restante sairá dos cofres estaduais. Pelos planos, o novo IE deve ter salas de aula climatizadas, acesso à internet sem fio em todas as dependências, biblioteca informatizada, laboratórios de ciências e informática modernizados, elevadores para o acesso de deficientes físicos, e ginásio e teatro recuperados. Para a reforma do prédio, as aulas não deverão ser suspensas. Tadeu de Almeida afimra que o objetivo é, além da recuperação da estrutura física, uma modernização do setor de recursos humanos, com programas de aprimorametno de professores e contratação de novos funcionários. “A meta é fazer esta restauração de exemplo para futuras obras no setor educacional”, diz o diretor

O prédio do IE, de 1935, deverá passar por uma revitalização completa até 2014.

da SEC. O IE possui problemas visíveis, principalmente na pracinha das crianças, que fica voltada para rua. Os pilares estão se desmanchando e há muita sujeira. Fora os vidros quebrados. Alunos ainda reclamam do frio, em especial no turno da noite. A escola é o mais antigo estabelecimento de ensino secundário e de formação de professores da cidade. O prédio foi tombado pelo município em 1997 e pelo IPHAE em 2006. Sua fachada, de dois

Área infantil apresenta avançado estado de deterioração.

pavimentos, é desenhada seguindo uma inspiração neoclássica, destacando-se as imponentes colunas jônicas no pórtico de entrada. Hoje o IE conta com mais de dois mil alunos,

embora suas instalações estejam em estado um tanto precário e sofra assaltos com frequência. Talvez em 2014, possamos tê-lo como referência, e não símbolo de abandono.


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Porto Alegre, abril de 2012

NOTA DO EDITOR A CPI que vai investigar as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira com o poder pode bater no nervo exposto da democracia brasileira – a imprensa. Pouco se sabe disso porque, obviamente, esse assunto não está no noticiário. Mas o pouco que se sabe já permite imaginar a extensão da bronca. Começa com a revista Veja. As escutas feitas pela polícia federal têm revelado que a semanal mais vendida do país há muito era usada pelo esquema criminoso de Cachoeira para alijar concorrentes, derrubar políticos e ministros. Num dos trechos divulgados há poucos dias, Cachoeira diz explicitamente a um comparsa que o escândalo que derrubou Luiz Antonio Pagot da presidência do DNIT foi “plantado” por ele na imprensa, através da Veja. Outros trechos já haviam revelado que o chefe da redação da revista em Brasília, Policarpo Júnior produziu várias capas com denúncias fornecidas pela turma de Cachoeira. Inevitável, portanto, que

www.jornalja.com.br Reportagem: Elmar Bones, Francisco Ribeiro, Patricia Marini e Tiago Baltz jaeditores@gmail.com Fotografia Arfio Mazzei, Tiago Baltz e arquivo Jornal JÁ Comercial Mário Lisboa (51) 3347 7595 / 9877 4800 mariolisboa1@hotmail.com Diagramação Tiago Baltz Tiragem: 10 MIL EXEMPLARES Distribuição gratuita Impressão: Gráfica CG - (51) 3043-2310 Diretor-Responsável: Elmar Bones Secretária Executiva: Velci Matias Redação: Av Borges de Medeiros, 915 Conj 203. Centro Histórico CEP 90020-025 - Porto Alegre/RS Fone: 3330-7272

Edições anteriores: R$ 3,00

esses fatos venham à tona durante as investigações da CPI e aí vai sobrar para toda a dita “grande imprensa” brasileira que sempre amplificou as denúncias da Veja, sem se preocupar em saber a veracidade e, principalmente, a fonte dos fatos. Caso exemplar, foi ano passado a demissão do então ministro dos esportes Orlando Silva. O que aconteceu foi o julgamento e a condenação de um ministro sem qualquer prova! O que existia contra Orlando Silva era a denúncia de um ex-policial, que esteve preso exatamente por ter desviado dinheiro dos programas do Ministério do Esporte. Só isso. O que deu consistência a essa denúncia foi a sua publicação, como “reportagem investigativa” pela revista Veja, e sua total aceitação e difusão pelos demais veículos de comunicação filiados à ANJ. Um aluno do primeiro ano do curso de jornalismo aprende que não se pode publicar uma denúncia, ainda mais de uma fonte interessada, sem primeiro checar todas as informações recebidas.

A Veja, no entanto, apostou que o ex-policial João Dias tinha as provas que dizia ter. Em poucos dias toda a mídia emparedou Orlando Silva, só com o troar de seus canhões. Uma semana depois, quando o policial declarou que não tinha as provas, ninguém se preocupou em esclarecer nada. O ministro caiu e o assunto foi esquecido. Os primeiros movimentos de instalação da CPI do Cachoeira mostram a imprensa fazendo toda a força para desacreditar as investigações, reduzindo-as a um embate entre governo e oposição. Há, porém, sinais de que algo novo pode acontecer. Por exemplo: a reunião de quatro horas entre Dilma e Lula no Palácio do Planalto. A imprensa diz que eles falaram da estratégia para evitar que o governo seja enlameado na CPI. Mas pode ter sido diferente. Eles podem ter discutido que a CPI é uma boa oportunidade para botar o sino no gato e desvendar a verdadeira face dessa imprensa irresponsável (E.B.)

Buffet de sushi aos sábados

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ara quem quer almoçar com calma aos sábados e gosta da saudável culinária japonesa, o Tamafa Sushi, na Augusto Pestana, 33, criou um Buffet de sushi, com Yakissoba, hot e salada de pepino, aberto das 11h30 às 15 horas. Mulheres pagam R$ 27,90 e homens, R$ 32,80. Às sextas-feiras, a casa fica aberta até as 23 horas. De segundas a quintas, fecha às 19 horas.

Acompanhamento gratuito para hipertensos

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ressão alta é uma das doenças mais frequentes no mundo. Para prevenir e tratar a hipertensão, foi criado um programa federal, em parceria com as universidades, que deve também contribuir para o desenvolvimento da pesquisa clínica no país. O programa chama-se Estudo Prever, e em Porto Alegre acontece no Hospital de Clínicas. Dois tipos de voluntários podem candidatar-se ao estudo: pessoas com idade entre 30 e 70 anos, que não sejam hipertensos mas apresentem pressão maior que 12 por 8, ou então

indivíduos hipertensos de 40 a 70 anos, que tomem apenas um remédio para controlar a pressão. Os candidatos selecionados para ingressar no estudo serão acompanhados por 18 meses em consultas médicas, receberão orientações para adotar hábitos mais saudáveis e, se necessário, receberão gratuitamente medicamentos para controlar a pressão. Os interessados podem obter mais informações no site www.estudoprever.com.br e agendar consulta pelos telefones 3359.8449 e 3359.6349.


Porto Alegre, abril de 2012

Mercado do Bom Fim recupera prestígio e vira ponto de encontro A

esquina da José Bonifácio com a Osvaldo Aranha vem se tornando nos últimos tempos um novo e movimentado ponto de encontro da Redenção, principalmente nos fins de tardes. Desde a Igreja Santa Teresinha até o mercado do Bom Fim, o público está redescobrindo este canto do Parque. São diversos os motivos. O mercado do Bom Fim, por exemplo, desde que foi revitalizado, há cerca de três anos, vive seu melhor momento. Em 2009, foram instaladas novas bancas e mudanças administrativas, o que ampliou a qualidade dos seus serviços. O processo de revitalização foi feito em parceria da Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) e os comerciantes, mesmo planejamento que ajudou na melhoria do Brique da Redenção. Além de uma reforma, houve implantação de estabelecimentos comerciais como o restaurante Equilibrium e o Georges Pastel, o que aumentou as opções e o fluxo de pessoas. Para a florista Rejane Azevedo, as melhorias deram impulso ao Mercado: “a iluminação e a instalação de um posto da Brigada Militar melhoraram a segurança para trabalharmos com tranquilidade”. Aliás, o posto da Brigada Militar é apontado como ferramenta essencial na va-lorização do entorno do mercado. Com o policiamento constante voltaram a frequentar aquela região pessoas de todas as idades, mesmo depois de anoitecer. Hoje, o Mercado do Bom Fim tem 24 bancas, entre restaurantes, bares, pet shop, lojas de artesanato, tabacaria, floricultura e cafeteria, além de um ponto de auxílio ao turista. O local fica aberto todos os dias (as lojas das 9h às 19h e os bares, até as 24h). De segunda-feira a

Após modernização ocorrida em 2009, mercado vive seu melhor momento.

Academia da terceira idade atraí grande público.

sábado, pode-se usufruir da área azul em frente ao Mercado para estacionar. No domingo, o estacionamento é gratuito. Outro diferencial é a Feira do Mercado do Bom Fim, que abriga 29 bancas e oferece produtos artesanais. A feira funciona aos domingos das 9h às 18h. E aos sábados, as bancas estão abertas junto com o Brique da Redenção. Com o incremento da segurança e com uma nova iluminação no parque, aumentou também a frequência nas missas. Na Igreja Santa Teresinha, as missas das seis horas são as mais

concorridas, há alguns anos chegou a ser cogitado o cancelamento da celebração, por causa da falta de segurança ao anoitecer. Outros pontos tradicionais, como a confeitaria Maomé e o Coletânea Café, também viram os frequentadores ficarem até mais tarde . Também sucesso foi a instalação da academia da terceira idade, ao lado do parquinho. Aparelhos de ginástica foram montados pela Pepsi, patrocinadora do parque. A academia ao ar livre atraí o público e é frequentada durante todo o dia.

Cafés na José Bonifácio são partes do cenário.

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Novo administrador aposta no diálogo

A Polêmica da área para o “cachorródromo”

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Café do Lago terá nova licitação

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Café do Lago, no parque da Redenção já está completando dois anos de portas fechadas. E o abandono é visível. O locatário que tinha ganhado a concessão não cumpriu com as regras estabelecidas e agora a

Paulo Jardim assumiu o cargo em março.

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esde o dia primeiro de março, o engenheiro agrônomo Paulo Jardim é o novo administrador do Parque Farroupilha, A Redenção. Nomeado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Jardim é funcionário concursado há seis anos. Entre outros cargos, ele foi o gestor do fundo municipal do meio ambiente durante dois anos. Jardim diz que está ainda conhecendo a rotina do trabalho – o administrador é responsável pelo dia-a-dia do Parque, a gerência do pessoal e a resolução dos problemas imediatos, como podas de árvores, limpeza e manutenção dos monumentos e áreas verdes da Redenção. Sob o comando de Jardim estão aproximadamente 35 funcionários - são vinte empregados do Parque, vinculados a Smam, e um total que pode chegar até quinze homens do regime semiaberto, que prestam serviços de limpeza, num convênio entre a Smam e a Superintendência dos Serviços Penitenciários, Susepe. Entre as principais demandas herdadas por Jardim, estão a recuperação do recanto oriental, atualmente muito avariado, em

especial o templo do Buda, quase todo comprometido. Há também a necessidade da troca do piso do eixo central, além da reforma do orquidário, principalmente a cobertura, e o replantio de mudas no roseiral. No momento ocorre a limpeza anual dos monumentos, e a limpeza dos espelhos da água do Parque. Jardim pretende implantar um plano de remoção de árvores secas, para remoção antes de elas caírem. A principal dificuldade do Parque finalmente deve ser solucionada. O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) já tem projeto pra Drenar cerca de 40% do terreno. Será drenada a área que vai do Araújo Vianna até a rua setembrina, indo até o centro do parque. O edital para contratação da empresa que irá fazer o serviço deve sair em maio. O DEP calcula que a obra da drenagem deve custar por volta de oito milhões de reais. Haverá ainda a desobstrução da drenagem do eixo central, melhorando o escoamento do local. Um dos principais pontos negativos apontados por Jardim são as luminárias do parque – “é o que mais sofre vandalismo,

parece que há um público, principalmente à noite, que não quer o parque iluminado”. Devido a isso, a nova iluminação pode rapidamente ser comprometida, o administrador já procurou a Pepsi, e está em negociação para reposição do material danificado. Falando na patrocinadora do Parque, Jardim quer melhorar a relação com a Pepsi, torná-la mais transparente. Numa primeira reunião com o conselho dos usuários foi feito o pedido de que o parque seja ressarcido dos eventos que ali ocorrem. Mas o administrador coloca que não tem gerência sobre o orçamento do parque. Os recursos vem do fundo ambiental municipal. Há hoje na Redenção dois permissionários, o pedalinho e o parquinho, que arrecadam cerca de R$ 30 mil mensais. O dinheiro vai para o fundo ambiental. Há ainda um conflito entre a segurança do parque, responsabilidade da BM, e os conselhos dos usuários, devido ao corte de vegetação.ABM quer que haja maior visibilidade, enquanto os usuários não querem cortar as árvores, pra não perder o verde. Jardim espera conciliar as partes.

prefeitura luta na Justiça para reaver o espaço, um dos mais nobres dentro do parque. O processo está tramitando na assessoria jurídica da comissão de licitação da Sman. A prefeitura acredita que

até quinze de maio obterá recurso para impugnar a antiga licitação e então uma nova será lançada. O local deve ser efetivamente um café, com funcionamento até às 10 da noite. As festas noturnas serão proibidas.

Garagem subterrânea: edital saí em maio

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edital para a construção da garagem subterrânea no campo do Ramiro Souto, na Redenção, deve ser apresentado na primeira quinzena de maio. O estacionamento será construído abaixo do estádio Ramiro Souto, onde deverão ser criadas 700 vagas para carros, o formato do projeto é de uma parceria

publica privada PPP, e o vencedor terá direito de explorar a concessão por vinte anos. O local servirá de apoio para o público do auditório Araújo Viana. O auditório terá sua reinauguração até junho. Estima-se que em noite de espetáculo, o Araújo Viana, que será a maior casa do gênero do Estado,

com capacidade para 3 mil pessoas, vai atrair pelo menos 800 carros para um local onde já é quase impossível estacionar. Até o momento, quatro empresas mostraram-se interessadas no projeto. São elas: Betapar e Estapar Estacionamentos, Sotil e Andraus, Conpasul Construção e Serviços (Grupo Bertin) e Multipark.

terreno do minizoo é o melhor lugar para a construção de um espaço para os usuários soltarem seus cachorros. É o pensamento da primeira dama, Regina Becker, responsável também pela Secretaria especial dos direitos dos animais. A primeira dama pede a revogação de lei aprovada na câmara municipal que cria um lugar específico para cães. A área escolhida, próxima ao chafariz, é tombada pelo município e não poderia haver construção de um cercado ali. Há uma lei municipal que proíbe os cachorros de passear sem guias, o que não Fechado desde dezembro, o terreno do minizoo pode ser espaço para cães. é comprido.


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Porto Alegre, abril de 2012

Sala Redenção exibe filmes de Carlos Saura A

Sala Redenção (Campus Central da UFRGS) está oferecendo em sua programação um pequeno ciclo de filmes do consagrado cineasta espanhol Carlos Saura. Com entrada franca, o público poderá ver, nos horários das 16h e 19h, as seguintes películas: Bodas de sangue, de 1981; Amor bruxo, de 1986; Tango, de 1998; e Fados, de 2007. Natural de Huesca, Espanha, Saura, que em janeiro deste ano completou 80 anos, têm em seu currículo a realização de mais de 40 filmes, vários prêmios, e uma penca de filhos com várias mulheres, incluindo a atriz Geraldine Chaplin. Foi com ela que, nos anos 70 do século passado, compartilhou um dos melhores momentos de sua carreira como diretor. São desta época dois de seus mais emblemáticos filmes: Ana e os Lobos, 1972 e Cria Cuervos, de 1975. Cheios de simbolismos e metáforas, e com ênfase nas pulsões, muitos dos seus filmes evocam traumas da guerra civil espanhola (19361939) e o decorrente autoritarismo da longa ditadura do general Franco (1939-1975). O ciclo mostra o percurso de Saura nas últimas três décadas. Bodas de Sangue e Amor bruxo fazem parte da trilogia flamenca e da ótima parceria com o bailarino Antônio Gades. O primeiro, baseado na peça homônima

Cinema de graça na UFRGS.

de Federico Garcia Lorca (1898-1936), traduz em dança uma tragédia rural andaluza, o motor da paixão como condutor das pulsões que levam ao desejo, ao crime, à morte. Em Amor, realizado três anos após o segundo filme da trilogia flamenca, Carmen, Saura adaptou a obra homônima do compositor espanhol Manuel de Falla (1876-1946). Novamente, a mescla de eros e thanatos, exorcizados pela sensualidade da dança andaluza, e com mais uma grande performance de Antônio Gades. Tango, rodado nas cercanias de Buenos Aires, mistura cinema, dança e música. Numa ficção em tom documental, o filme conta a história de um diretor em crise, abandonado pela mulher, e que procura encontrar sua redenção

Café para todos os gostos.

através de um ato criativo: a realização de um documentário sobre o tango. Como curiosidade, vale lembrar que Tango concorreu com Central do Brasil, de Walter Salles, ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1999. Fados faz uma homenagem ao gênero musical lusitano e, além de apresentar artistas portugueses de grande expressão, craques no gênero, conta com participações dos brasileiros Chico Buarque, Caetano Veloso e Carlinhos Brown. Fados, enfim, é mais um dos rebentos da paixão musical de Saura que – como comprova Io, Don Giovanni, 2009 – está longe de terminar. Quem sabe, talvez, em breve, este veterano diretor espanhol nos brinde com Samba. Os filmes estarão em cartaz de 23 até 30 de abril.

La Cafeteria, nova opção na Osvaldo

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numerosa clientela da rede de restaurantes do Bom Fim, Farroupilha e arredores, ganhou uma nova opção de culinária e ponto de encontro. Inaugurada há pouco mais de um mês La Cafeteria, casa de cafés, na Osvaldo Aranha, ao lado da Lancheria do Parque. A La Cafeteria aposta num ambiente que atraia o diversificado público que frequenta a região. As sócias Juliane e Janaína Azevedo dizem que a ideia é uma mistura de contemporaneidade e tradição, proporcionando um clima aconchegante. Até agora, os frequentadores parecem entusiasmados como o novo

estabelecimento As especialidades são as receitas como o Crispy Frappe e o Mocaccino, que já se tornaram os preferidos dos clientes. Há ainda opções para todos as preferências de café: curto, pingado, cortado, capuccino, etc. Além disso, são servidos salgados e quiches, e tortas, doces, brownies, muffins e cookies. A La Cafeteria está aberta de segunda a sábado, das 9 às 19 horas. Na sextafeira o horário se estende até às 23h30. A casa disponibiliza algumas opções de leitura, para entretenimento dos que aparecem sem companhia.


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Porto Alegre, abril de 2012

Noite da Cidade Baixa tem novos horários por 90 dias

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á está em vigor o Decreto de horário de bares na Cidade Baixa. Ficou acordado na reunião do dia 14 de abril que as regras serão implementadas gradativamente, conforme o consenso definido entre os integrantes do GT que trata dos bares, restaurantes, cafeterias e casas noturnas no bairro. O Presidente do Sindpoa, José De Jesus Santos confia no diálogo e ressalta a importância da discussão. “Estamos tratando do futuro da economia da cidade e não apenas de uma briga

entre vizinhos. Continuaremos muito presentes neste debate no sentido de encontrar o melhor para a cidade, seus moradores e para os empresários”, afirmou. Ficou definido que restaurantes, lancherias e cafeterias, devem fechar à 1h, com uma tolerância de 30 minutos. Os estabelecimentos não podem ter música ao vivo e um tamanho máximo de 200 metros quadrados. Ainda foi estabelecido que o decreto valerá apenas para a Cidade Baixa e terá um tempo de experiência de

90 dias, dando um crédito de confiança à Prefeitura. Também ficou decidido que haverá adequação de estabelecimentos comerciais de determinadas ruas do bairro. Será feita uma flexibilização dos bares já existentes à lei. As principais ruas são a João Alfredo, República, Lima e Silva, avenida Érico Veríssimo, largo Zumbi dos Palmares, entre outras. Com as mudanças, as casas noturnas poderão ser regularizadas mais facilmente.

Ainda há risco de dengue

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Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) de abril de 2012 mostrou que ainda é elevado o número de criadouros de larvas do mosquito transmissor da dengue em Porto Alegre. A taxa de infestação é de 4,7%, considerada de alto risco pelo Ministério da Saúde. Foi a mais alta registrada na Capital desde 2007. Pela a amostragem levantada pela CoordenaçãoGeral de Vigilância em Saúde, os bairros Auxi-liadora, Mont’Serrat, Bela Vista, Rio Branco, Floresta, Independência e Moinhos de Vento, possuem alto índice de infestação. Já os bair-

ros Centro, F arroupilha e Bom Fim possuem índice médio. O maior número de mosquitos (60%) foi registrado em pratinhos de suporte para vasos, potes e vasilhames. Em segundo lugar (14,8%), estão calhas, lajes, piscinas não tratadas, sanitários desativados e caixas pluviais. Lixo, sucatas e entulhos representaram 7,5%. A Vigilância em Saúde ressalta a necessidade de a população estar atenta para o controle de depósitos de

larvas em imóveis residenciais e comerciais. A principal medida de prevenção é evitar o acúmulo de água parada – como em vasos de plantas ou pneus em desuso. Vale lembrar que o mosquito resiste até uma temperatura de 0 graus, portanto, em Porto Alegre, mesmo com o começo do frio, ainda é forte o risco de contaminação.


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Porto Alegre, abril de 2012

Um abraço no Guaíba A

pesar da chuva, do vento e do frio, no sábado, 20 de abril, aconteceu o Abraço ao Guaíba, durante o Hanamatsuri (Festival das Flores), realizado na Usina do Gasômetro em Porto Alegre. O Abraço iniciou dentro da Usina, onde estava a feira e o Pequeno Buda. Em seguida, as pessoas, de mãos dadas, foram até a Orla, onde reverenciaram o rio. Integrantes da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), representantes de ONGs e integrantes do Movimento em Defesa da Orla, além de budistas, estudantes e o público que visitava o festival, participaram do ato. Como o tempo não ajudou, uma nova data será marcada para um novo “Abraço”. O objetivo da ação é chamar atenção para os novos projetos do Cais do Porto e da Orla do Guaíba. O projeto da Orla é ques-

(Ao lado) Mesmo com tempo instável, populaão aderiu ao abraço. (Acima), manifestação em 1988 contra venda de terrenos da Orla.

tionado por integrantes da RP1 (Região de Planejamento 1) do conselho municipal da Prefeitura. Eles, junto com a Agapan, denunciam a contratação, sem licitação nem concurso público, da empresa Jaime Lerner Arquitetos Associados Ltda, para a elaboração do Plano Conceitual de Urbanização da Orla do Guaíba.

O custo de elaboração do Projeto é estimado em R$ 2,108 milhões. A denúncia já foi encaminhada ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado. A primeira parte do projeto de Lerner compreende o trecho entre a Usina do Gasômetro e o arroio Cavalhada, numa área de 56,7 hectares.

“Junto à Promotoria de Justiça da Defesa do Patrimônio Público, questionamos o descaso da Prefeitura aos três estudos para a Orla, entre a Usina do Gasômetro e o Estádio do Internacional, sugeridos pelo GT da Prefeitura, e discutidos inclusive em reuniões do Conselho de Desenvolvimento Urbano

e Ambiental de Porto Alegre”, declara um dos delegados da RP1, Sylvio Nogueira, ao justificar o processo junto ao MP. O abraço do Guaíba também marca a semana de aniversário da Agapan, e lembra o ato de 1988, quando integrantes do grupo puseram uma faixa no alto da chaminé do gasometro, protesto contra votação para venda de terrenos na orla.

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JORNAL JÁ BOM FIM - 417  

Edição 417, abril 2012

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