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BOM FIM Circula nos bairros: Bom Fim, Moinhos de Vento, Farroupilha, Centro, Independência, Floresta, Rio Branco, Santana, Cidade Baixa e Santa Cecília.

Porto Alegre, agosto de 2011 - Ano 25 - Número 409

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Clínicas é modelo para todo o Brasil

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Hospital de Clínicas de Porto Alegre é o modelo para a grande reforma que o governo federal está fazendo nos 46 hospitais universitários existentes no país. “O Clínicas de Porto Alegre é um caso exemplar de sucesso, que vamos seguir”, disse ao JÁ o diretor de Hospitais Universitários do MEC, José Rubens Rebelatto. A forma de empresa pública, adotada pelo HCPA, que está completanto 40 anos em 2011, será estendida a todos os demais. Os hospitais universitários federais se tornarão

unidades subsidiárias da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cujo projeto de criação está para aprovação no Congresso Nacional. Hoje, com exceção do Clínicas de Porto Alegre, quase todos os hospitais universitários são autarquias federais ligadas às universidades, com pouca autonomia e muitos entraves para seu funcionamento. Com a forma de “empresa pública com personalidade jurídica de direito privado”, terão recursos do orçamento da União e ganharão autonomia administrativa, principalmente no que se refere à contratação

de pessoal, por regime de CLT. A reforma começou no governo Lula, a partir de um diagnósticos que apontou uma série de problemas crônicos, que tornam caro e ineficiente o funcionamento dos hospitaisescola ligados às universidades federais no país. O projeto já passou pela Câmara e está para ser votado no Senado, com a previsão de aprovação ainda este ano. Revitalização física e tecnológica dos hospitais universitários já começou, com recursos dos Ministérios da Saúde e Educação. Este ano já serão

destinados R$ 500 milhões para reconstrução dos cinco piores, entre os quais se encontra o hospital ligado à Universidade

Federal de Pelotas (os outros são: Amazonas, Uberlândia, Juiz de Fora, Mato Grosso e a Maternidade de Salvador).


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Porto Alegre, agosto de 2011

Imprensa

Pior que o erro é a má vontade na hora de corrigir

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Zero Hora, diário mais influente do Estado, publicou duas reportagens sobre o Coojornal, por conta do livro lançado recentemente pela editora Libretos . Nas duas errou, dizendo que a cooperativa de jornalistas, pioneira no Brasil, foi criada quando 21 jornalistas foram demitidos da Folha da Manhã, em 1976. Na verdade, quando houve a demissão coletiva na Caldas Júnior, o Coojornal já circulava há mais de ano. Prova é que a matéria principal da edição daquele mês era a saída dos jornalistas da Folha da Manhã. Nem todos eles se integraram à cooperativa. Pior que o erro é a má vontade na hora de corrigir. Depois da primeira matéria, advertido, o jornal publicou três linhas na seção de cartas: “A Coojornal não foi fundada a partir da demissão de um grupo de jornalistas da Folha da Manhã, como ZH disse ontem.” Resultado: uma semana depois, outra reportagem com o mesmo erro. Um artigo do ex-presidente da Coojornal, José Antonio Vieira da Cunha, negociado com a editoria de ZH, sem referir os erros, esclareceu os fatos. Mas o estrago estava feito. Não na história da Coojornal que está documentada. Estrago no jornalismo como fonte para a história e para a pesquisa. A lição que fica é a seguinte: um jornal que, em nome de uma pretensa infalibilidade, desperdiça a chance de corrigir um erro não tem consciência de que está fazendo história. (Elmar Bones)

Processo eleitoral já começou na ARI Em edital, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) publicou os nomes que coordenarão o processo de eleição dos novos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da D i re t o r ia Executiv a pa ra o triênio 2011/2014: Jayme Copstein (coordenador), Elmar Bones, Léo Guerreiro, Julio Ribeiro e José Nunes. O calendário prevê as seguintes etapas: até 25/8, registro dos candidatos aos Conselhos, incluindo os do interior do Estado; em 1º/9,

Brique da Redenção ganha cara nova no final de agosto

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s bancas do Brique da Redenção estarão renovadas e com nova cor (azul em vez do amarelo) a partir do dia 28 de agosto. Muda também a logomarca do patrocinador: a rede de supermercados BIG substitui o cartão de crédito Visa. A mudança é resultado de uma parceria da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), com a Associação do Brique da Redenção e o Walmart Brasil. Além das novas bancas, a feira ganhará camisetas,sacolas ecológicas padronizadas e material de divulgação (site, jornal ecartilha). De acordo com o secretário Valter Nagelstein, a parceria incentiva a qualificação dos serviços prestados pelos

assembléia para eleição dos Conselhos; em 8/9, prazo final para registro de chapas para a Diretoria Executiva.

EXPEDIENTE

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Reportagem: Elmar Bones e Patricia Marini jaeditores@gmail.com.br Fotografia Arfio Mazzei e arquivo Jornal JÁ Comercial Mário Lisboa (51) 3347 7595 / 9877 4800 Diagramação: T. Wayne Tiragem: 10 MIL EXEMPLARES Distribuição gratuita Diretor-Responsável: Elmar Bones Redação: Av Borges de Medeiros, 915 Conj 203. Centro Histórico CEP 90020-025 - Porto Alegre/RS Fone: 3330-7272 Edições anteriores: R$ 3,00

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Matheus Rosa/PMPA

expositores do Brique,agregando mais visibilidade com a definição do padrão visual dos segmentos deexpositores. “A Smic tem buscado parcerias para incentivar os empreendedores e criar condições favoráveis para que eles se desenvolvam”,destaca o secretário Inauguração Dia 28 deagosto, a partir das 10h serão realizadas atividades culturais para marcar a “revitalização do Brique”. O evento contará com a presença do prefeito JoséFortunati e do secretário Va l t e r N a g e l s t e i n . A programação completa será divulgada nos próximos dias. Desde 1978 Realizada há 33 anos no Parque Farroupilha (Redenção), a feira atrai cerca de 50 mil visitantes por final de semana. 0 O local é um dos principais pontos turísticos da cidade. Funciona das 9h às 18h, na avenida José Bonifácio. O Brique foi inaugurado em março de 1978 como “Mercado dePulgas”, com 40 expositores. Em 1982, surgiu a Feira de Artesanato do BomFim e o Arte na Praça. Atualmente, trabalham no local 184 expositores de artesanato, 66 de antiguidades, 40 de artes plásticas e dez de gastronomia.

Feiras de rua com novo visual

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té o final de agosto, todas as feiras de rua de Porto Alegre estarão padronizadas, com novas barracas, placas e uniformes. A mudança resulta de um convênio entre a Prefeitura e a empresa de produtos alimentícios Nestlé, para qualificação dos pontos de venda das Feiras da Capital. A parceria, que hoje já beneficia as Feiras Modelo, foi estendida para o Mercadão do Produtor. As barracas serão substituídas por novas estruturas de alumínio, com novos toldos e, além disso, uma preocupação ambiental, que são os pontos de coleta de pilhas e baterias. Melhorias que irão beneficiar os consumidores e incentivar o comércio local. (Informações da Assessoria da Imprensa da Smic)


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Lixo: lugares marcados

Notas Culturais Bundaflor, Bundamor

Sem espaço nas laterais, o caminhão não consegue esvaziar os conteineres

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DMLU e a EPTC começaram a marcar com faixas amarelas pintadas nas ruas os lugares definitivos dos conteineres para coleta do lixo orgânico instalados no início de julho. A marcação auxiliará os motoristas a respeitarem a distância mínima necessária entre os carros estacionados e os conteineres, para que haja espaço para o braço mecânico do caminhão que recolhe o lixo. Segundo a EPTC, na maioria dos casos a multa para quem estacionar sobre a faixa será de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de motorista. Outra razão que alertou para a necessidade de marcar os lugares é que alguns conteineres foram removidos do local original, inclusive obstruindo garagens, faixas de segurança e declives para cadeirantes. Atos de vandalismo Guilherme Santos/PMPA

Guilherme Santos/PMPA

Multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira na maioria dos casos

continuam sendo registrados, principalmente incêndios provocados. Nas primeiras três semanas, cinco conteineres precisaram ser removidos para manutenção. Outros puderam ser recuperados no próprio local. Os prejuízos são maiores quando há lixo seco dentro dos conteineres, como papéis e plásticos. Eles foram criados para receber apenas

lixo de banheiro e de cozinha, que não propagam o fogo. A coleta seletiva continua normalmente. Patrícia Marini

Cultura cidadã

Cultura cidadã

Em 19 e 20 de agosto, em Porto Alegre, o seminário Cultura Cidadã: Controle Social e Corresponsabilidade, com o ex-prefeito de Bogotá, Paul Broomberg, e outros professores da Universidade Nacional da Colômbia. Faz parte do V Congresso da Cidade.

A coreografia Bundaflor, Bundamor, da Eduardo Severino Cia. de Dança, retorna a Porto Alegre na sala 209 na Usina do Gasômetro nos dias 13, 14, 20 e 21 de agosto de 2011, às 19h. A obra é um desdobramento do espetáculo estreado em 2008. Em 2010 esta nova versão foi mostrada em Santiago/Chile, com financiamento do programa de difusão cultural e intercâmbio do Ministério da Cultura, e no Teatro da Dança no projeto Bem Casado da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.   A inspiração para a pesquisa coreográfica veio do livro do historiador francês Jean Luc Henning, “Breve história das nádegas”.  A Companhia, formada em 2000, já mostrou seus onze espetáculos nos EUA, Argentina, Uruguai, Paraguai, Alemanha, Chile e Espanha, além de diversas cidades do Brasil. Recebeu vários prêmios. O grupo administra a Sala 209, no Gasômetro, onde faz pesquisa, apresentações, aulas regulares, e disponibiliza o espaço para outros artistas.

Historiadores reunidos No dia 18 de agosto, no Museu de História da Medicina (Av. Independência, 270), mesaredonda sobre o processo de regulamentação da profissão de historiador que tramita no Congresso Nacional.Inscrições no site www.muhm.org.br ou no local.

Porto Alegre em Cena Os espetáculos do Porto Alegre em Cena começam dia 6 de setembro, mas a venda de ingressos será a partir de 28 de agosto. Os preços vão de 20 a 50 reais, com descontos de 50% para estudantes, professores, classe artística, pessoas com mais de 60 anos e funcionários e clientes de empresas e entidades apoiadoras do festival (prefeitura, ZH, Petrobras, CEF, Panvel, Zaffari Bourbon, NET, Braskem e Eletrosul). A programação completa está em www2.portoalegre.rs.gov.br/ poaemcena. Ingressos podem ser adquiridos pela internet (www.ingressorapido.com.br), a partir das 13 horas do dia 28) ou pelo telefone 4003-1212. Além do ponto de venda na Usina do Gasômetro, também nas lojas My Ticket, ou nas bilheterias dos teatros, quando houver ingressos disponíveis.

Música para Israel

Na noite de 15 de agosto, um concerto marcará o cinquentenário da Federação Israelita do Rio Grande do Sul e os 63 anos de independência de Israel. A partir das 21 horas, com a orquestra de câmata do Theatro São Pedro, sob regência do maestro Antônio Carlos Borges Cunha e participação do solista Nelson Freire ao piano.

Av. José Bonifácio, 731 - Bom Fim - Porto Alegre

meio dia


Redenção: cercar ou drenar? 4

Voltou às manchetes e ao debate o cercamento da Redenção, o mais tradicional e querido parque de Porto Alegre. Mas a cerca está longe de ser uma prioridade.

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azões de segurança e moralidade pública justificam a idéia de uma “cortina de ferro” para isolar o parque do seu entorno, com entrada e saída permitidas apenas pelos portões, durante o dia. São razões discutíveis. Não há dados que comprovem ser o Parque mais inseguro ou imoral do que qualquer outra área pública de Porto Alegre. É só comparar o número de ocorrências. A “Volta do Mercado“, por exemplo. Compare-se o números de pessoas (verdadeiras multidões nos fins-desemana) que o freqüentam com o número de registros de violência e se poderá dizer que o Parque da Redenção é um dos lugares mais seguros da cidade. Mas, digamos que a cerca represente maior segurança. Será que é essa a prioridade do parque? De que adianta cercar o parque sem resolver, por exemplo, a questão da drenagem das águas, que a cada chuva degradam a sua estrutura física, os seus canteiros, os seus passeios, os seus recantos? Sabem os mais antigos que aquela área era um alagadiço. O parque é uma conquista da urbanização. Foi possível implanta-lo e mantê-lo graças, principalmente, a um eficiente sistema de drenagem da águas da chuva, que se completou nos idos de 1960 e que hoje está completamente deteriorado. Os freqüentadores mais antigos lembram também: 24 horas depois de uma chuvarada o parque estava seco. As fotos desta edição foram feitas quatro dias depois da chuva. Em alguns pontos, a água escorre, corroendo os passeios e até as calçadas. Em outros se acumula vários dias, criando barro, dificultando a passagem. Alegação recorrente: não há verba. A situação chegou a um ponto em que todo o sistema de drenagem tem que ser refeito e o custo é alto. As estimativas variam entre três e dez milhões de reais. Não poderia ser incluído entre os projetos da Copa 2014? Não será um atrativo ter na cidade um grande parque público, seguro e bonito, sem cercas, nem grades. Um parque como poucos no mundo?

Estas fotos foram feitas quatro dias depois de uma chuva. A necessidade de recuperar o sistema de drenagem já estava na ata de fundação do Conselho dos Usuários do Parque, em 2001. A deterioração é visível. Na foto acima, e à esquerda, funcionários tentavam contornar o problema jogando areia em cerca de 30 pontos de alagamento.

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Porto Alegre, agosto de 2011

Festas &Eventos

Edição: Vera Fantin Nabinger - vera.nabinger@terra.com.br Teatro Bourbon Country Julieta Venegas, uma das maiores intérpretes do pop latino e multi instrumentista, volta ao Estado para uma única apresentação em 31 de agosto, às 21 horas. É a turnê de seu novo álbum “Outra Coisa”. O novo trabalho já lhe rendeu um Disco de Ouro no México, por ter vendido 30 mil cópias somente nos quatro primeiros dias após o lançamento.

Exclusividades do Moinhos Shopping Não bastasse ter recebido a primeira loja da Coca-Cola Clothing no mundo, em julho, o Moinhos Shopping agora também abriga, com exclusividade na cidade, a quinta loja no Brasil da Dudalina, a maior camisaria da América Latina, que há 54 anos fabrica camisas masculinas. Em 2010, decidiu investir no mercado feminino. Sua coleção Honfleur tem como slogam a frase “Camisas para mulheres que decidem”.

Pai, homenagem a você! Jovem, de meia-idade ou mais velho, ele nos amou desde o primeiro minuto. Mesmo muitas vezes nos parecendo errado, viveu e vive a nos ensinar a acertar. Em cada pai, um universo a ser descoberto, percorrido e amado com toda a intensidade. Ninguém como ele soube mostrar melhor o caminho a ser trilhado com retidão, honradez, justiça, liberdade com responsabilidade e muito amor. Alguns severos em demasia, outros condescendentes, mas todos preocupados em nos proporcionar o melhor. O meu amado Mirando Nabinger já vive em outro plano, mas sinto que vibra com minhas

Nono Enio Arioli

vitórias e me afaga nas minhas tristezas. E, como dia 14 é dia de festa e alegrias, quero home na ge ar aqu el e q u e, além de tio, considero meu segundo pai: Enio Arioli, que carinhosamente chamo de Nôno. Um exemplo aos 90 anos de vida e muitas batalhas vencidas.

Luiz Jacintho Pilla em noite de parabéns Relações públicas e cerimonialista de primeira grandeza, Luiz Jacintho Pilla comemorou seu niver reunindo seleto grupo de amigos na sala de eventos do Sulina Grill. A festa foi irretocável. Gente elegante e charmosa, como Greize Zaffari, Juliana San Martin Ribeiro, Glorinha Corbetta, Roni Benedetti, Iara Fontoura, Isoldinha Xavier,

Iara Fontoura em animado grupo

Jacintho feliz com seus amigos

Eduardo Bins Ely, Conill, Maria Inês Pilla Vilella, Carmes e Flávio Achutti, Paulo Failace, Marta Becker, entre tantos mais. O cardápio ficou a cargo de Le Petit Comitê. Foi um evento de sucesso em homenagem a um homem de luxo.

Sambista desde o berço G

uga Rodrigues é um músico porto-alegrense. Compõe e canta samba de raiz, acompanhando-se ao pandeiro. Sem amigos importantes, muito gramou até chegar ao primeiro disco independente, “Muito + Feliz”. Aos 37 anos de idade completados em 14 de julho (dia da queda na bastilha na França), finalmente começa a ser reconhecido como um artista. Com banda de sete músicos, vem se apresentando em cidades importantes do interior gaúcho, como Santa Maria, e em bares da noite no Moinhos de Vento. Agrada, ou não venderia tantos discos ao final de cada apresentação. A mais recente foi no Boteco do Natalício, em Porto Alegre, no final de julho. Vendeu 16 CDs só naquela noitada. O CD tem doze músicas, todas dele (duas compostas com parceiros). É crítico da mesmice

das letras que ouve no rádio, da pobreza das rimas e dos temas. Das próprias composições, a sua preferida é “Zé Povinho”, porque “aborda o social”. O verso que mais gosta, porém, refere-se ao samba: “Foram erguidos os pilares de grande estrutura, uma pedra bruta que se lapidou”. Está na música “Da Bahia aos pilares”.

O crime em debate “O Império do Crime - Um novo olhar sobre o problema e perspectivas de soluções” é o mote do seminário que ocorre dias 22 e 23 de agosto no Centro de Eventos Plaza São Rafael. Promovido pelo jornal MenteCorpo em parceria com o CelpCyro (Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro Martins), reunirá especialistas para expor e debater questões prementes sobre o crime e a criminalidade do ponto de vista da psicanálise, psiquiatria, antropologia, pedagogia, sociologia, do direito. A intenção é delinear um panorama da situação atual, com apresentação de iniciativas e projetos de ressocialização de egressos do sistema penitenciário, de penas alternativas e direitos humanos. Entre os participantes já inscritos, há médicos, psiquiatras, psicólogos, advogados, desembargadores, psicanalistas, antropólogos, sociólogos, pedagogos,

jornalistas e assistentes sociais. Algumas vagas foram reservadas para universitários em formação nessas áreas, que terão direito a taxa de inscrição de valor reduzido. A abertura oficial será feita por Maria Helena Martins, diretora-presidente do CelpCyro, e por João Gomes Mariante, diretor do jornal MenteCorpo, ambos psicanalistas. Os organizadores ainda aguardam confirmação da assessoria do governador e exministro da Justiça Tarso Genro para a conferência inicial, sobre a instituição do Pronasci. Além de integrantes do governo, instituições e profissionais envolvidos com o tema, haverá também depoimento de um egresso do sistema penitenciário. Para conhecer a programação completa, os interessados podem acessar os sites jornalmentecorpo.com.br ou celpcyro.org.br.

Guga começou aos 13 anos, tocando tamborim na bateria da escola de samba Bambas da Orgia. Mas foi em casa que aprendeu a cantar, com o pai, Ronaldo Rodrigues. Pintor profissional há mais de 40 anos, ofício que aprendeu com o pai, seu Ronaldo também é baterista e cantor. É, embora diga que foi. É pintando paredes ao lado do pai que Guga vem vivendo enquanto persiste no sonho de ter a música como atividade principal. Pinta um apartamento aqui, levanta dinheiro para pagar o estúdio. Outro ali, e manda fazer as camisetas da banda. Não desiste, não desistirá. Casado há quase vinte anos com a mesma mulher, é um rapaz muito família. E, agora, “Muito + Feliz”, está tratando de registrar suas músicas. Quem quiser contratar um show ou conhecer seu disco pode ligar para o celular do próprio Guga: (51) 9132-5897.

Cinema e música de graça na Câmara

Cena de Terra em Transe

A programação do teatro Glênio Peres, na Câmara Municipal, tem entrada franca. Dia 16/8, 19h, o filme Jango em Três Atos, dirigido por Deraldo Goulart – a queda e as polêmicas em torno da morte de Jango. Dia 19, 15h, o documentário Comece Você, de Giancarla Brunetto, coordenadora da Liga de Direitos Humanos, seguido de debate. Dia 22, 20h, Terra em Transe, de Glauber Rocha, um clássico do Cinema Novo. Haidé Guedes canta ícones da Dia 22, às 20h, no show Alto Astral. Mais informações: 3220-4174. O estacionamento é fechado e gratuito.

Quem Getúlio queria matar EDITORES

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Porto Alegre, agosto de 2011

As relações familiares e uma canção silenciosa Por Karina B. Nassif Azen

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ecentemente eu li o texto “A Canção Silenciosa”, que está na obra “A Cura da Família”, dos autores Salvador Minuchin e Michael P. Nichols. Este pequeno texto revela uma assertiva na qual todos acreditamos: a base de formação do ser humano é a família. As relações familiares são cercadas de complexidade. Em muitas situações ressaltamos mais as dificuldades e discordâncias, palavras dos autores, e deixamos de lado as sintonias e harmonias existentes entre os membros da família. Quando crianças, idolatramos a relação paterna e materna. Mais tarde, como consequência do “jogo familiar”, os filhos sentem-se vítimas do núcleo da família. Os pais estão sempre errados! Isso tudo não foge muito das relações como um todo, pois em certas ocasiões colocamos sempre os outros como o problema e não vemos onde está a nossa parcela de participação, isto é, o chefe é temperamental e me faz sofrer; o marido que me controla e não me deixa fazer nada, etc. E eu, o que faço? Quando nos reconhecemos como membro integrante, interativo e responsável pelo núcleo familiar, tudo muda de sentido! Nossas atitudes se transformam, os sentimentos de amor, compaixão e tolerância afloram nas relações! Deixamos de ser vítimas para sermos coautores! Há poucos dias li outro texto, acredito que foi na revista Psique, em que foi relatado o caso de uma família que a mãe foi embora e deixou o pai com quatro filhos pequenos. O pai não conseguiu cuidar dos filhos. Pelo contrário, ficou extremamente agressivo. Houve denúncia dos abusos,

e as crianças foram para um abrigo. Um grupo de psicólogos dividiu-se, uma parte trabalhou com as crianças e outra com o pai. O pai conseguiu expor na sua terapia que estava assustado com a nova função familiar e, em razão do seu passado (teve um pai violento), não sabia como expressar afeto e cuidar dos filhos. Ao reconhecer suas limitações, conseguiu trabalhálas e, assim, foi possível resgatar seu relacionamento com os filhos. Reconheço que, durante a leitura desse texto da revista, pensei que o final da estória seria outro, que acredito ser o mais comum: as crianças continuariam afastadas do pai, o pai perderia a guarda das mesmas, o que as levaria para a fila da adoção. Consequentemente, este núcleo familiar teria se perdido pra sempre. Ainda bem que o desfecho foi outro! Essa família, após muita dor e sofrimento, conseguiu, através de auxílio externo, crescer e evoluir, resgatando o vínculo e o amor, na verdade fazendo-os prevalecer sobre possíveis traumas oriundos da violência anterior. O importante é reconhecermos que “Família Comercial de Margarina” é ficção. Temos que viver bem com a família que temos, exercendo a tolerância nos relacionamentos, como também aceitando as diferenças e limitações de nós mesmos e dos demais. Assim, precisamos afastar qualquer busca pelo perfeccionismo nessa relação, o qual somente nos leva à frustração, ao aprisionamento, ao sofrimento. Outro aspecto a ressaltar é que, já faz algum tempo, o padrão familiar, pai provedor, mãe cuidadora dos filhos, está sendo superado. Na família moderna, o casal trabalha e, assim, é

responsável pelo sustento do lar. Diante disso, a educação, o cuidado com alimentação, os valores a serem passados aos filhos são pontos, entre outros, a serem discutidos e desenvolvidos numa parceria entre pai e mãe, a qual, é de se enfatizar, nem sempre ocorre. Diante de tantas mudanças, cresce de importância a terapia familiar, que poderá nos auxiliar na adaptação às transformações pelas quais a família vem passando, preparando-nos para lidar com situações do tipo filhos que possuem pais ou mães do mesmo sexo, ou que nascem através de doação de espermatozóide ou óvulo, entre outros casos que vêm surgindo com os avanços da medicina. Nos conhecermos melhor é o primeiro passo para, a partir de nossas experiências, buscarmos desenvolver uma relação familiar saudável e feliz. E a terapia familiar, neste aspecto, mostra–se um importante instrumento para se buscar tal resultado. ENA - Espíndola & Nassif Azen Advogados Associados Karina B. Nassif Azen Ronaldo G. Bonesso Espíndola www.ena.adv.br atendimento@ena.adv.br twitter.com/enaadv (51) 3023.6555 | (51) 9151.4321

Curso à distância da ONG Criança Segura A ONG Criança Segura abriu inscrições para mais uma turma do curso a distância, gratuito. todos os anos, cerca de 5 mil crianças de 1 a 14 anos morrem e 110 mil são hospitalizadas vítimas de acidentes no Brasil, mas 90% destes acidentes podem ser evitados com medidas de prevenção. Esta é a quarta turma

do Programa Formação de Mobilizadores, voltado a profissionais de educação, saúde, trânsito e outras pessoas que atuam na comunidade. São 800 vagas no país, com carga horária de 60h. Os interessados podem se inscrever na página http://criancasegura. pc2consultoria.com/inscricao/, até 1o de setembro. Devem ter

acesso a um computador com programa operacional a partir do Windows 2003, além de acesso regular à internet. A ong Criança Segura atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurugião pediatra Martin Eichelberger.

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Porto Alegre, agosto de 2011

24 de agosto de 1954. Nem o Fedor escapou. N

a madrugada de 24 de agosto de 1954, depois de uma reunião com os ministros, Getulio Vargas se recolheu aos seus aposentos no Palácio do Catete, sede do governo do Brasil, no Rio de Janeiro. Vestiu um pijama listrado, reclinou-se na cama, sobre dois travesseiros. Colocou o cano do revólver dois dedos abaixo do mamilo esquerdo e disparou. O suicídio do Presidente

abalou o país. Porto Alegre um dos principais redutos do “getulismo” no país, viveu dias de tensão. Jornais foram

empastelados, lojas e prédios foram depredadas. Nem o “Fedor” escapou. Era o mais conhecido bar do Bom Fim, pela variedade de seus freqüentadores – de prostitutas a estudantes de medicina – e pelo mau cheiro que exalava de seus banheiros. Foi depredado por causa de uma foto na janela acima do bar, onde funcionava a sede do Fluminense, do futebol amador.

O time não tinha como pagar o aluguel, cedeu o espaço para propaganda do governador Ademar de Barros, considerado um dos traidores de Vargas. No dia do suicídio, o cartaz

de Ademar na janela atraiu a fúria da massa que invadiu o bar e o prédio e quebrou tudo. (Com informações do jornalista Jorge Mendes, testemunha ocular da historia.)

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Jornal Já - edição agosto de 2011  

Edição impressa do Jornal Já Bom Fim - Agosto 2011

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