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H A B I TAÇ ÃO

DESIGN

DECORAÇÃ0

CULTURA

LAZER

SABORES

cultura

a maGia de luanda Passeámos pela nossa capital e ouvimos as suas histórias

Vela em anGola Fomos na regata do clube naval e sentímos a paixão pelo mar condomÍnios caJueiro regras e conselhos de boa convivência

n.º 12 • Julho/Agosto/Setembro

PUBLICAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DA COOPERATIVA DE HABITAÇÃO CAJUEIRO


editorial

NoVos proDutos Cajueiro

S

aber Viver é uma referência nos condomínios da Cooperativa Cajueiro onde pode encontrar toda a tranquilidade e o bem-estar com que sempre sonhou. Estas

são as máximas que defendemos e que pretendemos estender a um maior número de pessoas com o lançamento de novos produtos. Ficou decidido na última Assembleia Geral, a 17 de Abril, que vamos abrir a Cooperativa não só a trabalhadores da Sonangol e do Ministério dos Petróleos, como também a outras entidades, como bancos, outros ministérios, empresas

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subsidiárias da Sonangol etc. Desta forma, teremos um leque mais abrangente na distribuição de habitação ao público. Nesta edição da Saber Viver, agora com um novo rosto, damos destaque também à descaracterização de alguns condomínios por infracção dos condóminos, uma problemática que tentamos combater e que estamos a punir severamente. E como Saber Viver é saber desfrutar de pequenos prazeres falamos do prazer de velejar, do café em Angola e dos grandes investimentos na produção e reabilitação das antigas fazendas, de decoração para que aponte algumas “dicas” para a sua casa e de um dos melhores hotéis do mundo, na Escócia, no caso de querer marcar as suas férias. Sabemos que esta é a sua revista de eleição, por isso tenha uma agradável leitura à sombra de um dos condomínios Cajueiro.

CARLOS GIL DA CUNHA

Presidente da Cajueiro

16 escolHa diFÍcil as outras quatro imagens de capa que nos puseram a reflectir. Fotos de capa: Duarte Mexia

Saber Viver Saber Viver h a b i taç ão

design

decoraçã0

cultura

lazer

sabores

h a b i taç ão

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h a b i taç ão

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Saber Viver h a b i taç ão

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arquitectura

a Magia de Luanda Passeámos pela capital e ouvimos as suas histórias. Ângela Mingas falou-nos do futuro ArquitecturA

arquitectura

arquitectura

a Magia de Luanda

a Magia de Luanda

Passeámos pela capital e ouvimos as suas histórias. Ângela Mingas falou-nos do futuro

Passeámos pela capital e ouvimos as suas histórias. Ângela Mingas falou-nos do futuro

A MAgiA de LuAndA Passeámos pela capital e ouvimos as suas histórias. Ângela Mingas falou-nos do futuro VeLA eM AngoLAs Fomos na regata do Clube Naval e sentímos a paixão pelo mar condoMínioS cAJueiro Regras e conselhos de boa convivência

VeLa eM angoLas Fomos na regata do Clube Naval e sentímos a paixão pelo mar condoMínios cajueiro Regras e conselhos de boa convivência

VeLa eM angoLas Fomos na regata do Clube Naval e sentímos a paixão pelo mar condoMínios cajueiro Regras e conselhos de boa convivência

n.º 12 • Julho/Agosto/Setembro

n.º 12 • Julho/Agosto/Setembro

n.º 12 • Julho/Agosto/Setembro

publicação de distribuição gratuita da cooperativa de habitação cajueiro

publicação de distribuição gratuita da cooperativa de habitação cajueiro

publicação de distribuição gratuita da cooperativa de habitação cajueiro

VeLa eM angoLas Fomos na regata do Clube Naval e sentímos a paixão pelo mar condoMínios cajueiro Regras e conselhos de boa convivência

n.º 12 • Julho/Agosto/Setembro

publicação de distribuição gratuita da cooperativa de habitação cajueiro

ProPriedade Sociedade Cooperativa de Habitação CAJUEIRO rua samuel bernardo, n.º 8/10, r/c ingombota — Luanda teLeFoNes 00244 226 440 001 / 2 / 3 / 4 Fax 00244 226 440 005


04 Na casa de… Vanda da Cruz dos Santos

32 Lugares de Sonho Edimburgo, o coração da Escócia

08 debaixo do cajueiro Regras de boa convivência nos condomínios

36 Pequenos Prazeres O café mais caro do mundo

12 debaixo do cajueiro Colégio "O Cajueiro" um ensino de excelência

38 cultura A II Trienal de Luanda é já em Setembro

16 (De)Coração Quartos com imaginação para os seus filhos

42 Trocado em Miúdos Quantos Queres? 46 Vida Saudável Os perigos do sol

20 olha só... Fomos ao mercado de Benfica

48 Entre os tachos Eugénia da Conceição Esteves

22 passeio cultural A cidade de Luanda e os seus segredos

42

28 A dois passos do Paraíso A tradição de velejar em Angola

28

Presidente Carlos Gil da Cunha Secretária-Geral Deolinda Canifa

51 Vai ser notícia Lista de eventos a não perder

comunicação e marketing Lucinda Mangueira Tiragem 10 000 exemplares

12

Belas Business Park, Edifício Luanda, sala 102 – Talatona, Luanda Sul

38



Publicidade 00244 935 525 264


na casa de...

uMa DeCoração ViraDa para o jarDiM… a família cresceu e a vida no centro da cidade estava a ficar complicada. Mudaram-se para o condomínio Cajú e quase sem dar por isso a casa começa agora pelo jardim.

TExTo ana Maurício FoToS tiago jales tomé LocaLização Condomínio Cajú (zr1) EndErEço Camama

a

família santos vive no condomínio Cajú (zr1), em Luanda desde Maio de 2009. Desde então o modo de vida mudou radicalmente. trocaram a “selva de betão", como apelidam, pelo campo. Moravam na Maianga, a 10 minutos do emprego, mas

mesmo assim optaram por esta mudança. tudo o que aqui vivem compensa os minutos que passam no trânsito que, dizem, está melhorar dia após dia. Vanda santos, a técnica trabalhadora da sonangol Direcção de aviação nunca hesitou na decisão: “optámos pela qualidade de vida. Nós vivíamos na Maianga, mas a família cresceu, a vida na cidade é diferente e viver em apartamentos é sempre mais complicado, com todas as restrições que envolve. aqui há qualidade de vida, sossego, tranquilidade e principalmente espaço aberto. aqui cada um tem o seu lugar e lá era tudo muito mais reduzido. tudo isto e o facto de se ter que acordar mais cedo...” Vanda e Fernando santos têm três filhos, a soraia com 25 anos, o Neylor com 23 anos e a caçula da família, a jorvana de 6 anos. os mais velhos já trabalham, um é piloto da taaG e a mais velha é empregada numa petrolífera.

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também para eles foi importante esta mudança de vida. esta foi uma casa muito ansiada e desejada. Vanda ainda se lembra de quando requereu esta habitação, logo após a constituição da Cooperativa Cajueiro, em 2000, uma oportunidade que não deixou fugir, sendo uma feliz contemplada com uma casa, recebeu a chave em 2007 e só não foi logo ali morar porque ainda não existiam todas as infra-estruturas. Mudou definitivamente, em 2009.

a

gora Vanda dedica-se a um dos grandes prazeres que é a jardinagem, uma espécie de terapia no fim de um dia de trabalho.

o que mais lhe agrada quando chega a casa é cuidar das flores e plantas que serpenteiam por todo o exterior. isto é o seu orgulho, e não é para menos, pelo gosto com que decora cada recanto. a juntar-se a este prazer, um outro, o de gostar de acolher. “agora temos um espaço para receber os amigos, a família, tanto eu como o meu marido, somos de famílias numerosas e então, todos os sábados e Domingos, recebemos os irmãos, os sobrinhos, os amigos. todos vêm para cá e a nossa casa é super

PERFIL NOME

Vanda da Cruz dos Santos

IDADE

44 anos

NATURALIDADE PROFISSãO

Malange

Engenheira Química (Chefe de secção do

controlo operacional da Direcção de Aviação) HOBBIES

Jardinagem; decoração da casa; Ler e ouvir música

PRATO FAVORITO

Como gosto de cozinhar não tenho

nenhum em especial, mas adoro cozinhar para os amigos. DESPORTO

Tive uma curta passagem pelo ténis, pratiquei

basquetebol, fui federada do Sporting de Luanda, mas depois a minha mãe tirou-me do basquete para me dedicar mais aos estudos e a seguir vieram outras coisas, o namoro, o casamento os filhos. LEMA DE VIDA

A honestidade, o respeito pelo próximo, os

valores morais, os valores familiares.

saber viver

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movimentada ao fim-de-semana. para eles que vivem em Luanda também é uma terapia, porque eles saem daquela confusão e vêm desfrutar deste espaço pitoresco”. as infra-estruturas em Luanda sul também estão a crescer com mais supermercados, mais serviços e gostava também que houvesse mais escolas públicas, centros de saúde e hospitais. tal como no condomínio a água e a electricidade sem restrições, segurança, escolas e creches que a Vanda acredita que, quando abrirem os serviços sociais, tudo vai ficar ainda melhor. por enquanto, vivem sem o sufoco do estacionamento na cidade, na tranquilidade e conforto de um ambiente saudável, livre de poluição que só os condomínios do Cajueiro oferecem.

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debaixo do Cajueiro

SABER VIVER em comunidade «Devemos apelar ao bom senso dos moradores e lutar contra práticas que violam as normas internas do condomínio e de convivência social.» Texto Ana Maurício Fotos Ana Maurício Localização Cajueiro ZR1 Endereço Talatona – Luanda Sul

A

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rlete Santos, 38 anos é engenheira civil, tra-

cia foi desviada pela população que vive nos arredores e, para

balha na Cooperativa desde Janeiro de 2004.

resolver este problema, a cooperativa fez furos para a captação

Hoje é chefe do departamento de gestão de

de águas subterrâneas, no condomínio Gepa. Neste momento,

condomínios. Um departamento que acom-

os furos estão prontos, a água foi levada para o laboratório

panha todas as obras a serem realizadas nos

para se definir a unidade de tratamento a fazer, e, em breve,

condomínios, tanto a nível das infra-estru-

fornecer água sem restrições. O mesmo acontece no condo-

turas como das benfeitorias realizadas nas habitações, assim

mínio ZR1. O caudal da água é insuficiente, construiu-se, por

como do funcionamento dos mesmos por via da administra-

isso, furos para captar águas subterrâneas, de forma a refor-

ção dos condomínios e da empresa gestora. Fora da grande

çar o caudal, uma vez que as casas que se encontram locali-

capital, a gestão dos condomínios é feita por representantes

zadas em zonas mais altas não recebem água com a mesma

de cada província, mas com o apoio de Arlete Santos.

pressão das casas localizadas em cotas mais baixas».

Só em Luanda, a Cooperativa Cajueiro, gere condomínios como

Relativamente às alterações requiridas pelos condóminos,

o Gepa, o Acácias, o Pitanga, o ZR1 e o Girassol que está a ser

a cooperativa elaborou um padrão de projectos para ofere-

habitado há quatro meses. “Este último é um condomínio que

cer aos que as solicitassem, mas nem sempre estes mode-

precisa de toda a nossa atenção porque ainda não tem todas

los seguidos e recomendações cumpridas. Esta é uma das

as condições de habitabilidade como água e energia, todas as

“guerras” com que a Cooperativa se depara constantemente.

outras infra-estruturas estão concluídas e mesmo a ligação

«Os condóminos em de vez de executarem as obras con-

domiciliária das redes técnicas estão concluídas em 80 por

forme o projecto fornecido, alteram o projecto. Quando as

cento. A taxa de ocupação deste condomínio é de 15 por cento.

obras não se enquadram no padrão aprovado, nem no per-

De momento ainda não tem energia de rede e tem apenas

fil arquitectónico do condomínio, nós intervimos e a punição

uma fonte alternativa que só atende no período das 18 h às

passa pela demolição».

9 h da manhã. Esta-se a reunir todos os esforços junto da

Outro alerta de quem faz a gestão dos condomínios tem que

EDL, ENE e da Epal para se resolver a questão do forneci-

ver com os inertes que os condóminos colocam nos passeios

mento de energia e água. A água que temos no condomínio

e à frente das residências. Tem que haver regras de boa con-

ainda não está com o caudal que se deseja.

vivência e a Eng. Arlete não se cansa de as frisar – «Os condó-

Está em curso um projecto de reforço de água através de

minos têm que ter cuidado com os seus animais domésticos

uma outra conduta para se aumentar o caudal.

(cães e gatos) que não devem deixar à solta, pois podem

A gestão de condomínios é um trabalho árduo e permanente.

ameaçar a integridade dos moradores; a poluição sonora com

São muitas as questões com que se depara diariamente,

motos 4, a condução e o arranque em veículos a alta veloci-

por vezes, nem sempre da responsabilidade da Cooperativa.

dade. Deve-se apelar ao bom senso dos moradores e alertar

«O condomínio Gepa, por exemplo, tinha um problema com o

que estas práticas violam as normas internas do condomínio

abastecimento de água. A conduta que inicialmente o abaste-

e de convivência social e são passiveis de multas».

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saber viver

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SABER VIVER NOS CONDOMÍNIOS CAJUEIRO

BONS EXEMPLOS

CONDOMÍNIO CAJÚ a entrada da sua casa é como um cartão-de-visita. tenha gosto na decoração, invista na jardinagem e mantenha-a sempre impecavelmente bem tratada. Vai sentir-se bem, alegrar os seus vizinhos e quem o visita. temos aqui um excelente modelo de saber viver. parabéns!

CONDOMÍNIO CAJÚ outro bom exemplo de bem saber morar em condomínio. Mesmo dentro de casa, neste caso, no quintal, esta fotografia ilustra o bom gosto e a manutenção.

CONDOMÍNIO PITANGA No condomínio pitanga, o gosto pelo perfeito e harmonioso mantém-se. prova é este belíssimo jardim cuidado, onde não faltam palmeiras de jardim.

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MAUS EXEMPLOS

CONDOMÍNIO CAJÚ Como é que eu entro em casa? esta é uma verdadeira floresta até chegar à fechadura da porta. Cuide do seu jardim, cuide das plantas, não as deixe ao abandono. Dê um bom exemplo aos seus vizinhos e visitantes.

CONDOMÍNIO CAJÚ “Dentro de minha casa mando eu” é assim que se costuma dizer, mas não custa manter pelo menos a fachada limpa e ausente de detritos, inertes mesmo que a sua casa esteja em obras, tenha isso em atenção! esconda no quintal ou mantenha os materiais que vai usar arrumados. os seus vizinhos não têm que ser incomodados com as suas obras.

CONDOMÍNIO GEPA o espaço exterior à porta de sua casa é um espaço comum. preste atenção! Mantenha o passeio e as estradas limpas de inertes e outros objectos ou aparelhos.

CONDOMÍNIO VIANA a construção deste anexo não permitido pela Cooperativa Cajueiro, pois não está de acordo com o projecto aprovado pela mesma. há regras e normas que devem ser cumpridas com rigor. Não faça da sua casa um mau exemplo para quem vive em comunidade.

saber viver

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debaixo do Cajueiro

Colégio “O Cajueiro”

um ensino de excelência Para... «...formar futuros cidadãos que, no contexto de um mundo exigente, competitivo e em constante mudança sejam pessoas livres, seguras, responsáveis e com espírito de iniciativa, capazes de construir em torno de si uma rede de vinculações e de trabalhar em equipa, preocupadas com o bem comum e capazes de intervir activamente na sociedade...» Texto Ana Maurício Fotografia Susana Homem

Localização Luanda, Angola

A

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Cooperativa Cajueiro

dos filhos das famílias que habitam

Angola um sistema educativo que

possui um vasto

nesses condomínios, tem construído

possa vir a ser uma referência pela

conjunto de condo-

colégios em cada um deles e tem

sua elevada qualidade.

mínios e continua

como premissa ministrar um ensino

Os pais do século XXI desejam para

a construir muitos

de excelência. Nesta senda, entra a

os seus filhos uma educação onde se

outros por todo o

empresa de direito angolano "Apren-

desenvolvam essencialmente capaci-

território de Angola. Numa muito lou-

der Melhor", empresa que se dedica

dades de um processo, como a inicia-

vável preocupação com a educação

à educação e deseja desenvolver em

tiva, a determinação, a criatividade, a

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liberdade de pensamento imaginativo. A par destas capacidades, é posta maior ênfase nas competências, enquanto conhecimentos em acção,

O

sistema Educativo que se

Como proposta desta empresa, cada

pretende implementar nos

um dos colégios da Cooperativa, deve

colégios procura responder

possuir um corpo docente capacitado

a estas inquietações, valorizando as

para utilizar metodologias de ensino e

bem como na capacidade de reso-

competências referidas e contribuindo

aprendizagem actualizados e eficazes.

lução de problemas, como forma de

assim para a evolução de uma cultura

Uma exigente selecção dos professo-

ultrapassar dificuldades.

de dependência para uma cultura de

res e, muito especialmente, um inves-

empreendimento.

timento na sua formação.

saber viver

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debaixo do Cajueiro

A

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ssim, pretende-se criar um

estão sujeitos, obrigatoriamente, a uma

em equipa, preocupadas com o bem

colégio central que seja uma

formação contínua e a uma avaliação

comum e capazes de intervir activa-

escola de referência, onde se

exigida pela lei e o ensino será do pré-

mente na sociedade.

possam formar os professores que irão

escolar ao pré-universitário.

Este Sistema Educativo, já em vigor em

desempenhar as funções de orienta-

O sistema educativo proposto tem

Portugal e experimentado com muito

ção pedagógica nos restantes colégios.

como objectivo fundamental o aluno

bons resultados, segue uma orientação

Um colégio central com a função for-

enquanto pessoa. Por um lado, a for-

pedagógica na qual é possível detec-

mativa a ser instalado no condomínio

mação integral da sua personalidade

tar uma forte influência dos países do

Cajú (ZR1), em Talatona, Luanda Sul.

em todas as suas vertentes: física,

Norte da Europa. É um sistema peda-

Estes colégios que designaremos por

afectiva, social, intelectual e espiritual

gógico que tem como núcleo central a

colégio “O Cajueiro”, seguirá os currícu-

e, por outro lado, a formação acadé-

pedagogia de Kentenich que tem uma

los escolares angolano e português, a

mica, ou seja, a relação dinâmica com

forte componente afectiva e que procura

fim de ser reconhecido pelos respecti-

o mundo das ideias e do saber, cons-

fomentar em cada aluno a sua auto-

vos países bem como pela União Euro-

truindo o seu próprio conhecimento e

educação, a fim de o ajudar, enquanto

peia. A importância de ser um colégio

adquirindo competências.

ser individual e social, a descobrir-se a

reconhecido pelo Ministério da Educa-

É objectivo da Cooperativa Cajueiro

si próprio e a desenvolver, em plenitude,

ção português é tornar possível, sem

a educação. Formar cidadãos que,

todo um leque de potencialidades, no

perdas de regalias, o recrutamento de

no contexto de um mundo exigente,

sentido de construir um projecto pes-

professores em Portugal com uma qua-

competitivo e em constante mudança

soal de vida.

lificação suficientemente elevada para

sejam pessoas livres, seguras, res-

Uma pedagogia que centra todo pro-

poderem formar outros professores.

ponsáveis e com espírito de iniciativa.

cesso educativo na pessoa do aluno, que

Os professores abrangidos pelo regime

Capazes de construir em torno de si

desenvolve as competências para pla-

do Ministério da Educação português

uma rede de vinculações, de trabalhar

nificar o trabalho, para investigar, para

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sistematizar os conhecimentos adquiridos e para os comunicar e defender. Para além da pedagogia de Kentenich integra ainda vertentes de outras pedagogias e metodologias de ensino que reforçam e conferem uma melhor adequação ao meio escolar. Exemplos: O inglês será leccionado desde os três anos por professores de língua materna inglesa; Na matemática irá ser utilizada uma metodologia de ensino / aprendizagem especialmente eficaz; Valorizar-se-á o ensino experimental das ciências, enfatizando as matérias relacionadas com os recursos naturais angolanos; A formação moral e espiritual terá uma orientação católica; A educação física e o desporto serão especialmente valorizados, aproveitando os sete campos de jogos que o colégio possui; As tecnologias da informação e comunicação estarão constantemente disponíveis desde o jardim-de-infância.

saber viver

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(de)coração

Quartos CoM iMaGiNação a importância da cor e da criatividade no quarto dos seus filhos TExTo sofia Couto e sérgio antunes SELEcção dE iMagEnS sofia Couto e sérgio antunes LocaLização Quarto dos seus filhos

o

mundo fantástico da decoração infantil é

o quarto é o espaço onde as crianças passam uma grande

o melhor dos pretextos para pais e filhos

parte do seu tempo. Deve ser pensado de forma a ser-

embarcarem numa aventura de perso-

vir para as várias actividades que ali se realizam, dor-

nagens, alegria, cor e diversão. apesar

mir, ler, estudar e brincar. para além da cama convêm

de criado para agradar aos mais peque-

investir numa pequena secretária, armários ou pratelei-

nos, também aos adultos é difícil resis-

ras para arrumação e bastante espaço livre para recreio

tir à variada oferta que hoje em dia se encontra no mercado.

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e brinquedos.


nestas páginas, da esquerda para a direita, de cima para baixo cadeira eco Fish – SaTYEndra PaKHaLE caPPELLini E WaLT diSnEY – www.cappellini.it relógio kuckuck – dEnniS nino cLaSEn – www.clasen.tv lençóis Pikku Bo Boo – KaTSuji WaKiSaKa MariMEKKo – www.marimekko.fi estante calligrafia capo – FLou – www.flou.it cadeira Bite me – KariM raSHid xo – www.xo-design.com

saber viver

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se pretende adaptar um quarto da casa ao universo infantil existem alguns princípios que devem ser levados em conta: — os materiais devem ser resistentes e no caso dos tecidos, laváveis. — Dar preferência a cores vivas e alegres, não esquecendo que para além da tinta existem papeis de parede ou autocolantes em vinil muito divertidos, com desenhos e padrões. — optar por uma luz artificial suave que deve ser complementada por um candeeiro de secretária e luzes de presença a pensar nos pesadelos nocturnos. — procurar camas cujo espaço inferior é aproveitado para gavetões de arrumação ou para ter um colchão de reserva para receber um amigo.

nestas páginas, da esquerda para a direita, de cima para baixo toucador Hello kitty – c.i.a. – www.ciaarredamenti.it mesa Pallas – KonSTanTin grcic cLaSSicon – www.classicon.com candeeiro de mesa lolita – niKa zuPanc Moooi – www.moooi.com banco eames elephant – cHarLES and raY EaMES ViTra – www.vitra.com tapete Puzzle – SaTYEndra PaKHaLé MagiS – www.magisdesign.com cama makù – c.i.a. – www.ciaarredamenti.it

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saber viver

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olha só...

MerCaDo De beNFiCa A HISTÓRIA DO MERCADO DE BENFICA

o mercado do artesanato foi criado em 1985 por um pequeno grupo de artistas que, no princípio, expunham as suas peças de forma rudimentar. Neste momento, está prevista a construção de um espaço junto do Museu da escravatura, o projecto chama-se Centro de arte benfica. É um complexo, uma grande praça, um espaço coberto para as pessoas exercerem a actividade de venda, mas de uma forma mais condigna. o mercado estrutura-se em quatro áreas: a arte e pintura, o artesanato, a cestaria e a tecelagem.

ESCULTURAS EM MADEIRA

esculturas em madeira são mais que muitas neste mercado. podem ser cabeças de animais, figuras alusivas a acontecimentos, outras que simbolizam o homem ou a mulher numa actividade profissional. objectos que denotam poder, como espadas, lanças ou simples utensílios de uso no quotidiano.

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AS MÁSCARAS

as máscaras são um dos atractivos do mercado. executadas em diferentes técnicas, desempenham um papel importante na afirmação e consagração das diferentes cerimónias e rituais, quer de iniciação masculina, quer feminina ou casamentos. a cada cerimónia, uma máscara cuja pessoa que a coloca orienta os movimentos entre os bailarinos. as máscaras detêm um poder sobrenatural e são mediadoras entre o mundo dos vivos e os espíritos dos antepassados.


passeio cultural

uMa CiDaDe CoM Muito para CoNtar... Com cada vez mais adeptos, o turismo cultural ganha forma por todo o mundo. uma política de turismo bem definida, aliada ao património invejável da cidade de Luanda, são os ingredientes necessários para a capital tornar-se num destino ainda mais apelativo.

TExTo susana homem FoToS Nelson Nascimento e ana Maurício LocaLização Luanda / angola

Cidade de Luanda (capital) Fundada a 25 de Janeiro de 1575 4.500.000 Habitantes

e

ra um Domingo particularmente solarengo. De mochila às costas, e sem hora para regressar, iniciámos o que seria um final de fim-desemana extremamente agradável. o local marcado era o Largo do baleizão, nos Coqueiros, ingombota e as catorze horas, o

ponto de partida, para uma tarde de reflexão sobre a importância histórica do património classificado da cidade de Luanda.

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Chegados ao local, a animação era evidente, e ao sabor do

tura, urbanismo e Design, da universidade Lusíada de angola,

vento vários espaços convidavam os visitantes a participa-

juntamente com a associação Kalu, tinham para oferecer.

rem no Movimento reviver. uma exposição temática, vários bazares, uma oficina de acti-

Passeios Guiados a PÉ ou de autoBus

vidades destinada especialmente aos mais novos, uma zona

indecisos então, entre a possibilidade de um passeio a

de palestras e um espaço para danças de Luanda, da respon-

pé ou de mini bus acabámos por optar pelo mais longo e

sabilidade da associação Chá de Caxinde, eram algumas das

mais ambicioso. atentos, ao discurso dos nossos acompa-

muitas surpresas que o Núcleo de estudos de arte, arquitec-

nhantes o grupo, que contava com mais de vinte pessoas,

saber viver

23


começou por viajar no tempo. a primeira paragem foi um sobrado abandonado, originário do século xix, que ainda hoje imortaliza a praça infante D. henrique com o nome dos seus sorvetes e gelados. Na altura, a cervejaria e geladaria, que funcionava como ponto de encontro conquistou os luandenses com os seus baleizões vendidos em cone ou entre duas bolachas. também as tão famosas patas de elefante, nome utilizado para designar as canecas de vidro, grandes e largas, servidas de cerveja gelada e acompanhadas de marisco, castanha de caju ou outros petiscos fizeram, com que este local, entrasse inevitavelmente para a memória da capital. FortaleZa de s. miGuel PatrimÓnio nacional erguida no ano de 1575 pela decisão e firmeza de paulo Dias Novais, neto de bartolomeu Dias e primeiro capitão e governador de angola, a Fortaleza de s. Miguel foi a primeira estrutura defensiva a ser construída no país. Localizada no antigo Monte de s. paulo, a fortaleza tinha a função de salvaguardar a soberania local protegendo-a dos povos invasores. Curiosamente, durante o período de

ocupação holandesa, cerca de sete anos, foi baptizado de Fort aardenburgh. atentos ao discurso, ficamos a perceber, que vista do céu, a edificação apresenta uma planta com formato poligonal, com baluartes nos vértices, de forma a aumentar a sua função defensiva, e que no século xx foi classificada como Monumento Nacional. a caminhada contínua. o calor é muito mas nenhum de nós ousa sequer pensar em desistir. protegidos por chapéus e providos de garrafas de água, para saciar a sede, o grupo prossegue pelo que outrora foi o caminho de escravos. hoje são poucos os vestígios da calçada romana, mas enquanto descemos as calçadas dos enforcados e a de s. Miguel é-nos

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dito, que o Largo do pelourinho além da sua contribuição his-

da cultura do país. utensílios agrícolas, de caça e de pesca,

tórica pertenceu a uma área considerada como sendo o seio

instrumentos musicais, jóias e máscaras usadas nos rituais

cultural da cidade.

dos povos bantos são algumas das atracões.

entre ele e a igreja dos remédios (sé) existiu uma forte con-

ao som de um “voltem sempre e obrigado a todos” saímos

centração de jornais e indústrias gráficas que marcaram o

cheios de vontade de continuar.

último quartel do século xix e do primeiro do xx. o clima que outrora, emanava daquelas ruas, foi também

e tanto Por descoBrir

ancorado pelo teatro da providência, com a imprensa Nacio-

Mais à frente espera-nos a sé Catedral de Luanda, antiga

nal, a Casa dos rapazes e pelo Grande hotel de Luanda, com

igreja Nossa senhora dos remédios.

as suas tertúlias culturais e pela primeira indústria gráfica, a

É singular na sua arquitectura. enaltecida pelas suas torres,

Minerva, considerada como a escola dos mestres tipógrafos.

encimadas por cúpulas e pelas palmeiras que a ladeiam,

Foi com uma tristeza acentuada, que tivemos de deixar o

a sé teve o início da sua construção em 1636 e a sua inau-

esplendor dessa época, para nos depararmos com as ruínas

guração em agosto de 1679.

do famoso hotel, símbolo da luxúria do início do século xx.

por momentos, no silêncio do cair da tarde, ficamos ali a

Felizmente e depois do susto fomos informados que está

contemplá-la na sua grandiosidade, na sua imponência.

contemplada para breve a restauração do edifício. Num pro-

Minutos depois deparamo-nos com o Largo infante D.

jecto conjunto de angola e brasil, a Casa de Cultura do bra-

henrique.

sil vai honrar o espaço trazendo, de certo, os tempos áureos

para nossa curiosidade na parede de um edifício, ainda per-

de outros momentos.

manece uma placa toponímica com as inscrições do nome do largo e com o brasão dessa altura.

um esPÓlio a não Perder

a imagem da Nossa senhora de assunção comprova a his-

a paragem seguinte foi no Museu de Nacional de antropolo-

tória da cidade de são paulo de assunção de Luanda.

gia. um edifício recuperado recentemente e que tem ao dispor do cidadão um espólio variado, que se distribui entre a cultura e as diversas actividades do quotidiano do povo angolano. o ambiente é acolhedor e o guia cativa de imediato a nossa atenção. De forma apaixonada começa por fazer a apresentação do espaço, dando-nos as boas-vindas, convidando-nos a voltar e quem sabe a trazer mais alguém. “É esta a nossa missão”, diz no seu ar de investigador da ciência, que estuda o homem e a humanidade. «Devemos não só preservar o património mas também conquistar a essência cultural para transmiti-la às sociedades vindouras. temos a responsabilidade de valorizar e reafirmar a identidade de todos os angolanos, e para que isso aconteça é fundamental prosseguir com as pesquisas pelas várias províncias de Luanda, porque muito há para descobrir; são as nossas origens», remata não perdendo o fôlego do entusiasmo. sem perder tempo contextualiza-nos o edifício. De imediato diz-nos, que a sua recuperação foi posta em prática de forma exemplar pela endiama. e a partir desse momento o tempo parece voar. inebriados pela sua voz, pelos seus ensinamentos percorremos as catorze salas onde estão expostas peças tradicionais

saber viver

25


O

grupo contínua coeso e em passos largos aproximamo-nos das ruínas da casa de Alfredo Troni, que não fazem justiça ao seu admirável percurso

enquanto jornalista brilhante, pioneiro da imprensa livre e fundador do Jornal de Loanda, advogado, político e escritor. Fruto do seu carácter humanitário, e sendo uma pessoa de rara inteligência e cultura, deu também um contributo muito significativo na luta contra a escravatura sendo, inclusivamente ele, o autor do regulamento que declarou definitivamente extinto o estado de escravidão. E depois de várias horas a caminhar, ali estávamos nós, exaustos mas conscientes de que um vasto património, classificado e em risco de extinção, deve contribuir de forma positiva, para o desenvolvimento sociocultural e para a projecção internacional da história e cultura de Angola.

CIDADE COM DUPLA PROTECÇÃO Reza a história que a capital angolana foi fundada em Janeiro de 1575. Mas conta também, que muito antes dessa data, o nome de Loanda era já a designação utilizada para o que Paulo Dias Novais conheceu como a Ilha das Cabras, aquando da sua expedição. Sinónimo de terra rasa, sem montes, formação arenosa, instável, ao sabor das marés do Oceano e do caudal do rio Kwanza, Loanda foi a opção do explorador português para baptizar a cidade. No entanto, e em homenagem ao dia da sua chegada adicionou-lhe o nome do Santo desse dia resultando em São Paulo de Loanda. Curiosamente, e depois do período de ocupação holandesa entendeu-se, que o nome não podia manter-se daquela forma, pois apresentava uma semelhança inoportuna com Holanda. Assim, fez-se de novo um agradecimento pela protecção divina dada a reconquista da cidade. E já que o dia da chegada era regido por Nossa Senhora da Assunção, a cidade ficou baptizada Foto: Ana Maurício

como São Paulo da Assunção de Luanda.

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saber viver

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a dois passos do paraíso

O Prazer de Velejar Velejar é uma tradição em Angola. Na cidade capital existem dois clubes desportivos, o náutico e o naval de Luanda. Segundo reza a história, este último é o mais antigo de África. Texto Ana Maurício fotos Ana Maurício Localização Baía de Luanda

P 28

erde-se no tempo a invenção da vela, há

em triângulo de acordo com a adversidade do mar e só

notícia das primeiras embarcações nas

depois com os navegadores ibéricos, na época dos des-

redondezas do Mar Mediterrâneo, com

cobrimentos com as suas caravelas.

os gregos e depois os romanos. A vela

A Vela ou Latismo é o nome dado ao desporto que envolve

chamada latina, com um corte quase em

barcos movidos exclusivamente pela força do vento.

forma de triângulo e manobrável foi utili-

As competições envolvem os mais diferentes tipos de

zada nos barcos pesqueiros no fim da idade média, pelos

embarcações separadas em classes, podendo ter um ou

genoveses no comércio, depois há história ainda com os

dezenas de tripulantes. O Windsurf é a mais simples e

Vikings que aperfeiçoaram o sistema de quilha e vela, uti-

os grandes catamarãs de oceano, os mais complexos e

lizando tanto a forma de vela quadrada como a de vela

velozes. As provas são disputadas em percursos delimi-

julho/agosto/setembro 2010


tados por bóias, ilhas ou continentes, variando em duração desde poucas horas até mesmo vários dias, no caso das travessias oceânicas.

E

m Angola, o Comité Olímpico foi criado em Fevereiro de 1979 e, desde então, tem assegurado a participação angolana em todos os Jogos Olímpicos,

As competições da Vela são formadas por uma série de

depois da independência. Esteve presente em Moscovo,

regatas, como são chamadas as competições de Iatismo.

Seul, Barcelona, Atlanta e Sidney, com a ausência em Los

A cada regata o barco soma determinado números de

Angeles, pelas razões de ordem política conhecidas. Foi

pontos, de acordo com sua posição de chegada. Vence a

nos jogos olímpicos de Verão de 1992, em Barcelona que

competição a equipa que somar o menor número de pon-

Angola participou, pela primeira vez, na modalidade de

tos ao final da série de regatas. A Vela é também um des-

Vela com três atletas masculinos: João Neto, Luvambu

porto olímpico desde 1900.

Filipe e Eliseu Ganda. saber viver

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Proposta de leitura

TARTAN – As Velas da Liberdade

Velejar é uma tradição em Angola. Na cidade capital existem dois clubes desportivos, o náutico e o naval de Luanda. Segundo reza a história, este último é o mais antigo de África e, quiçá, o segundo mais antigo do mundo, uma vez que a Associação Naval de Lisboa é o mais antigo do mundo. O Clube Naval de Luanda, fundado a 23 de Maio de 1883 e com sede na ilha do Cabo, coloca à disposição da comunidade aulas de iniciação e aperfeiçoamento das técnicas de competição, organiza regatas e outras provas desportivas, promove a realização de conferências, festivais de carácter desportivo, recreativo e cultural. O prazer de velejar é único e são muitos os que procuram esta modalidade. Para aprender ou simplesmente para desfrutar de horas de prazer em alto mar. Na vertente social, é um clube sem fins lucrativos, em que todas as verbas investidas no clube se destinam única e exclusivamente, em primeiro lugar, para a formação e depois para competição. Prova disso é a formação gratuita que dão aos adolescentes da Ilha de Luanda, crianças na sua maioria de rua. O Objectivo é poder entreter e ajudar os que não podem por falta de recursos financeiros. Desta forma encaminham esses meninos no desporto, uma forma de os educar e evitar que sigam por maus caminhos. Para este trabalho, o clube conta com o apoio de empresas e particulares no que respeita aos custos com as embarcações e os materiais. No mês passado, o Clube Naval de Luanda festejou mais um aniversário, já lá vão 127 anos e, como já é habitual, com algumas actividades, entre elas, um concurso de pesca desportiva infantil Cath and Release (agarra e larga), canoagem, remo e vela de cruzeiro e ligeira e regatas de Vaurien, Optimist e Lazer.

30

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Um livro dos irmãos Nuno e Pedro Silveira Ramos Mais de 30 anos depois, a publicação dos factos ajuda-nos a compreender um período pouco explorado da nossa História e da nossa memória colectiva. “Tartan, As Velas da Liberdade” foi publicado este ano e é um relato fiel e emocionado de uma viagem que soltou amarras e deixou viver. Trata-se de uma história real de Angola em 1978. “Em plena guerra civil e no dia das comemorações do terceiro aniversário da independência, seis rapazes fogem de Luanda num veleiro de apenas 13 metros. Orientados por uma bússola, um mapa rudimentar e um rádio a pilhas, cruzam um oceano de dúvidas, medos e anseios. O seu destino é Portugal, onde acabam por chegar depois de mil e uma vicissitudes. Esta aventura foi uma fuga, foi a forma encontrada para fugirem de Luanda que, naquela altura, vivia momentos difíceis”. A chegada destes jovens a Portugal teve cobertura mediática na altura, mas a história completa ficou por contar, por isso este livro 32 anos depois. José Nuno Bobela-Motta da Silveira Ramos nasceu no Huambo em 1964. Após o início da guerra civil, viveu com a família no Namibe, em Benguela e em Luanda. Meia dúzia de anos depois da independência saiu do país com um salvo-conduto temporário e viajou para Portugal. Em 1987 partiu para Macau, onde estudou Comunicação Gráfica e Guitarra Clássica e onde exerceu funções de realizador de rádio na Teledifusão de Macau, profissão que viria a retomar no regresso a Portugal, depois de 1999. Pedro João Bobela-Motta da Silveira Ramos nasceu em Lisboa em 1959 e meses depois viajou para Angola. Passou a época colonial no Huambo e, tal como os seus familiares, passou o tempo de guerra civil em fuga entre Lubango, Namibe, Benguela e Luanda. Na capital angolana, ainda estudante, fez natação de competição no Clube Nun’Álvares Pereira e desenvolveu a sua paixão pelo mar e pela vela. Em 1978, foi um dos que regressou a Portugal no veleiro Tartan. Actualmente, trabalha numa empresa de observação de golfinhos no Algarve.


lugares de sonho

LE MONDE No coração da escócia

Uma cidade maravilhosa, um hotel único e chiquérrimo. Uma experiência inesquecível para quem visita.

A CIDADE DA HISTÓRIA

Texto Marta Lança fotos Paulo Sousa Coelho, Duarte Mexia e Hotel Le Monde Morada 16 George Street, New Town Localização Edimburgo, Escócia, Reino Unido Saber Mais www.lemondehotel.co.uk www.edinburgh.org

simplesmente o dobro.

O 32

Edimburgo é um grande centro turístico, com a sua oferta cultural de museus, galeria encantadoras e boa vida nocturna. No momento alto do Festival de Edimburgo em Agosto a população passa de 400 mil para 800 mil, Pode divertir-se bastante e ficar igualmente bem servido se optar por comer e beber somente dentro do hotel. E conhecerá gente de todas as proveniências. Se vai para Edimburgo de férias, e quiser saber o que ver e fazer, a vida

Le Monde fica em pleno centro da

nocturna e os encantos da cidade é só perguntar que lhe

bela cidade de Edimburgo, na Escócia,

indicam os mais atraentes lugares para visitar.

perto da Princes Street e da Estação

Será uma óptima oportunidade para conhecer a bonita

de Waverley. Tem quartos com uma

capital escocesa com toda a imponência e sabedoria da

decoração original, todas as comodi-

velha Europa. O hotel está situado na rua George Street,

dades que possa imaginar e ganhou o

bem no coração da cidade, cheia de lojas, restaurantes e

melhor 'Scottish Boutique Hotel’ de 2009. Pode usufruir de

bares. O centro é compacto, portanto, andar a pé é uma

algumas promoções que regularmente oferece e passar uns

excelente opção. Pode fazer compras na Princes Street,

dias de sonho num dos mais glamorosos hotéis da Europa.

que divide o centro ao meio onde pode visitar galerias, o

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alto Scott Monument, a torre de relógio do Balmoral Hotel e a principal estação de comboios Waverley. Se quer visitar lojas luxuosas dirija-se a Multrees Walk, a cinco minutos a pé, criado num ambiente moderno e atractivo. Pode dar uma volta no Edinburgh Dungeon que o convida para uma divertida jornada através de horríveis fragmentos da história. Os actores ao vivo, um passeio de carruagem entre espectáculos e efeitos especiais transportam-no para tempos negros. New Town, toda esta zona a norte de Princes Street, é um exemplo da arquitectura urbana georgiana com as suas fachadas elegantes e amplas ruas. Foi construída no final de 1700, proporcionando aos ricos uma fuga da sobrelotada e congestionada Old Town, mas ainda hoje Edimburgo tem muitas desigualdade sociais. É o segundo centro financeiro das Ilhas Britânicas e a sedo do parlamento escocês. O Hotel Le Monde também não fica longe do histórico Castelo Rock de Edimburgo ocupado por volta de 1000

saber viver

33


E

ainda, já que estamos a inventariar as componentes deste hotel de luxo: elevador, serviço de lavandaria / limpeza a seco, instalações para conferências,

serviços e equipamentos de qualidade superior. Pensando também no seu lazer e convívio há bares abertos até à uma da manhã, que se chamam Viena, Milão e Paris e dois restaurantes (onde pode provar a cozinha escocesa inspirada em tudo o que vem de fora e um pequeno-almoço que não lhe sairá da cabeça). Para os mais noctívagos oferece o clube nocturno, de nome Xangai, homenageando a cidade chinesa do ópio e das apostas (ganhar dinheiro de dia para gastar à noite), à sua disposição até às três da manhã. Com esta ampla gama de comodidades e pessoal afável e atencioso, preparado para lhe preparar um cocktail ao mesmo tempo que o aconselha sobre coisas a ver e fazer em Edimburgo, não é de admirar que os hóspedes voltem A.C. na Idade do Bronze. Situado no centro de basalto de

sempre ao Le Monde, um hotel de luxo, com decoração

um vulcão extinto, o Castelo de Edimburgo é uma antiga

distinta que leva a pensar que está a pairar pelo mundo

fortaleza que domina a silhueta da cidade de Edimburgo

inteiro. Pode reservar um quarto através da internet, tem

a partir da sua posição no topo do Castle Rock (Rochedo

todas as facilidades de marcação. Disfrute!

do Castelo) com uma vista estratégia para o estuário do Forth. Trata-se de um dos mais importantes castelos do país, sendo a segunda atracção turística mais visitada na Escócia,ao receber anualmente cerca de um milhão de pessoas. Lá dentro podemos ver o edifício mais antigo da cidade e outros edifícios do século XII ao século XX, reflectindo a sua evolução para fortaleza, palácio real, guarnição militar e prisão estatal. Charlotte Square, no extremo ocidental da New Town, é o clímax da primeira fase desta arquitectura com novos conceitos arquitectónicos. Aí o mais importante a visitar é Moray Estate, uma série de grandes casas ligadas que formam um crescente uma oval e, por fim, uma praça com doze lados.

UM HOTEL COM SERVIÇO INCORRIGÍVEL Os 18 quartos do hotel, com três níveis de luxo à sua escolha, foram baptizados com nomes de cidades mundiais e inspirados por cada uma delas. Lá dentro tem tudo o que precisa. Se for em trabalho pode usar internet Wi-Fi e uma secretária. Pode deliciar-se a assistir a filmes num plasma de TV e nada faltará para a sua comodidade: roupões de banho, óptimos artigos de toilette, ar condicionado, o jornal diário, secador de cabelo, tábua de engomar, cofre no quarto para depositar os seus bens, serviço de quartos 24 horas.

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saber viver

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pequenos prazeres

Kopi LuWaK

o CaFÉ Mais Caro Do MuNDo TExTo ana Maurício FoToS Direitos reservados LocaLização indonésia e Filipinas

HISTÓRIA DO CAFÉ A LENDA DE UM PASTOR

Não se sabe ao certo como foi descoberto, mas existem algumas lendas. Contamos aqui a mais conhecida e que relata a possível origem, a do pastor Kaldi que viveu na absínia, hoje etiópia, há cerca de mil anos. Conta a lenda que Kaldi observando as cabras, notou que elas ficavam alegres, com mais vida e energia depois de mastigarem uns frutos de coloração amarelo e avermelhado dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. o rebanho conseguia assim percorrer mais quilómetros e fazer subidas íngremes. ao comentar este feito com um monge, ele resolveu experimentar. Começou a utilizá-lo na forma de infusão e, assim que percebeu que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava, tornou-se um hábito. esta descoberta espalhou-se rapidamente, dizse que o primeiro cultivo de café aconteceu nos mosteiros islâmicos, no Yemen. Foi torrado, pela primeira vez, na pérsia e hoje, o brasil, é o maior produtor mundial do café, seguido do Vietname e da Colômbia.

K

opi Luwak ou café Civet, é um café produzido com grãos de café que foram comidos e passaram pelo sistema digestivo do civeta. este animal é uma espécie de doninha ou toupeira, alimenta-se de insectos, dos frutos mais doces, maduros e averme-

lhados do café. existem apenas na indonésia nas ilhas sumatra, java e sulawesi e nas Filipinas. estes animais comem os grãos de café e, à medida que o grão passa pelo sistema digestivo do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal e, ao serem dejectados, ficam intactos e com um sabor especial. Dizem os especialistas, uma mistura de chocolate com sumo de uva. Menos ácido e amargo que os cafés normais. Dada a produção destes grãos ser limitada, cerca de 230 quilos, ao ano, cada quilo, deste que é considerado o melhor café do mundo, pode custar mil dólares. O CAFÉ EM ANGOLA VOLTOU A SER UMA REALIDADE

«Depois de ter atingido lugares cimeiros na produção e exportação, nos anos 70, voltou-se à reabilitação das fazendas destruídas e ao cultivo de café no uíge». o primeiro empreendimento comercial da cultivação de café em angola foi iniciado por um fazendeiro vindo do brasil em 1837 na região do concelho de Cazengo. Depois dessa altura, a produção de café conheceu altos e baixos. só para se ter uma ideia, em 1973, só a província do uíge era responsável por mais de 35 por cento da produção total em angola, com mais de 74 mil toneladas das 200 mil que país exportava por ano.

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julho/agosto/setembro 2010


Neste momento, existe todo um envolvimento por parte dos

CAFÉ GOURMET

governadores e instituições nacionais e internacionais para

a variedade de café angolano amboím vai ser aproveitada

que se volte a falar de produção de café em angola, projec-

para o projecto africano de produção de “Café Gourmet”

tando novamente o nome das províncias que, outrora, foram

da organização inter-africana do Café. esta é uma inicia-

conhecidas por liderar a produção cafezeira.

tiva do uganda que na palestra sobre “a situação da cafei-

para que tal aconteça é necessário que os cafeicultores pro-

cultura em áfrica- os desafios do futuro e sua contribuição

duzam grandes quantidades, na escala familiar e nas asso-

no desenvolvimento” sugeriu aos membros presentes que

ciações, e que as colheitas se façam sentir até ao último e

angola e a tanzânia integrassem e adoptassem o programa.

precioso grão, como se registou na fazenda Kinfuma, aldeia

Com isto espera-se a criação de centros de excelência de

Kawenda, no município do Negage.

conservação de germo-plasmas com vista a fornecer o

estão a ser desenvolvidas várias acções que visam incen-

material genético para os referidos bancos. este projecto

tivar, apoiar os produtores de café e massificar a produção

visa ainda a retoma e o relançamento e comercialização

no país. Neste sentido, pretende-se dar formação, conceder

do café, actividade que

micro-créditos e comprar equipamentos, assim como ajudar

desempenha um papel

na comercialização estimulando os agricultores.

preponderante na cria-

o instituto Nacional do Café de angola (iNCa), apurou, só

ção de postos de traba-

no uíge, 9.152 toneladas de café Mabuba, no município de

lho, bem como na geração

Mucaba, 60 quilómetros a Norte da cidade do uíge.

da riqueza.

saber viver sala de provas de Boekenhoutskloof, áfrica do sul

37


cultura

GeoGraFias eMoCioNais, arte e aFeCtos «o ser humano é uno. Como é que isso se reflecte na cultura? Como é que a geografia, as relações humanas se reflectem na cultura e a arte como afecto». TExTo ana Maurício FoToS ana Maurício, Claudia Veiga e Dr LocaLização Luanda

três anos depois a ii trienal de luanda…

rânea africana, um estudo, um termómetro a nível do conti-

É verdade, a primeira trienal da Cultura de Luanda foi inau-

nente. esta ii trienal tem como tema “Geografias emocionais,

gurada em Dezembro de 2007 e foi até Fevereiro de 2008.

arte e afectos ”, o tema é sugestivo, é um scanner, é um mape-

Foi bastante empolgante porque teve dois anos de ante pro-

amento. Geografias emocionais, saber a que lugares as pes-

jectos em todas as vertentes, concertos, teatros, exposições

soas pertencem, quais são as referências dela como pessoa,

no campo das artes e cultura. Foi um teste ao público, sentir

qual a geografia dela emocional, por exemplo eu sou de um

como as pessoas iam reagir e, ao mesmo tempo, permitir o

lugar, mas a partir do momento em que eu circulo por outros

acesso das pessoas à arte contemporânea produzida naquela

pontos do planeta crio vínculos afectivos com várias pessoas.

época por artistas angolanos, africanos e internacionais. No

o ser humano é uno e como é que isso se reflecte na cultura?

fundo foi um ensaio, um termómetro da nossa parte, em ter-

Como é que a geografia, as relações humanas se reflectem

mos da cultura angolana para sentirmos como é que estava

na cultura e a arte como afecto.

a cultura, foi um exercício nosso, interno. Qual a metodologia desta trienal? e o termómetro, qual a temperatura que marcava em 2007?

a i trienal foi concebida pelo Fernando alvim e esta ii trienal

tinha uma temperatura equilibrada, apesar do cenário cultu-

também. a trienal é um projecto de autor onde vão partici-

ral e artístico dos últimos anos, de toda a trajectória política,

par vários artistas. a lista ainda não está definida, fechada,

social e económica do país. a sociedade estava ávida desses

as pessoas que quiserem participar podem enviar projec-

acontecimentos que pacificam que transcendem o espírito,

tos, está completamente aberta. em termos de programa-

a alma, que abrem pontos de visão, observação de vida, de

ção a trienal é dividida em dois eixos: Geografias emocionais

vários fenómenos do Modus Vivendi das pessoas.

e arte e afectos. estes dois títulos vão ser multiplicados por quatro núcleos: artes visuais; artes Cénicas; projectos cultu-

38

como vai ser apresentar a ii trienal de luanda?

rais e edições culturais. Cada um destes núcleos são dividi-

a ii trienal de Luanda começa a 12 de setembro de 2010 e vai

dos por mais sete matérias ou temas, por exemplo, nas artes

até dia 19 de janeiro 2011. estas são as datas oficiais, é pos-

visuais, temos sete exposições, nas artes cénicas temos sete

sível que se estenda um pouco mais. Vão ser 14 semanas no

disciplinas cénicas: conferências; moda; performance; teatro;

total, esta exposição tinha que abranger o mesmo número,

dança; música e cinema. são sete porque é uma para cada

tinha que ter o mesmo carácter da primeira, os mesmos ele-

dia da semana. Às 2ª feiras, a partir da data de inauguração

mentos culturais e artísticos, mas de uma forma mais com-

da trienal, durante as 14 semanas, vamos ter conferências, as

pacta, mais científica. a primeira era abrangente, tinha como

3ªfeiras estão destinadas à disciplina da moda, às 4ªfeiras são

título – “arte, Cultura, história e política contemporânea”.

as performances, às 5ªfeiras teatro, às 6ªfeiras a dança, aos

Foi uma trienal bem aberta, foi uma exposição contempo-

sábados Música e aos Domingos, o cinema. Nós montámos

julho/agosto/setembro 2010


MARITA SILVA 30 ANOS, ARQUITECTA E URBANISTA E DIRECTORA-GERAL DA FUNDAÇãO SINDIKA DOKOLO APRESENTOU O PROJECTO DA II TRIENAL DE LUANDA À REVISTA SABER VIVER

um calendário e definimos os dias exac-

já está a ser feita, criámos três paredes

Luanda. Não vai participar em termos

tos onde irão acontecer os projectos.

no palco que, no fundo, são armários

financeiros, mas vai disponibilizar meios

os conteúdos dependem exclusiva-

na parte de trás, que vai servir para

que no fundo é uma enorme ajuda.

mente dos artistas.

colocar arquivos, os acessórios, vão ser

No caso específico da educação, nós na

áreas de apoio, estamos a trocar toda

i trienal trabalhamos com 100 escolas e,

e quais os espaços escolhidos para

a parte de iluminação interna, colocar

desta vez, o GpL e a nossa Governadora,

esta ii trienal de luanda?

equipamento adequado de som, telas,

extremamente envolvida, vão disponi-

a trienal vai acontecer em dois pólos

um ecrã de cinema. e depois vamos ter

bilizar autocarros para ir buscar alunos

específicos. as artes visuais vão aconte-

também alguns espaços paralelos ao

e estudantes universitários para virem à

cer no cinema nacional Chá de Caxinde.

espaço central, a siexto, o Museu de

trienal aqui na cidade. e também desta

Nós temos um convénio, Fundação sin-

história Natural.

vez a trienal vai até às escolas. Como?

dika Dokolo com a associação recreativa

esta inovação está ligada ao banco de

Chá de Caxinde para restaurar a sala de

a trienal vai continuar a ir às escolas?

Desenvolvimento de angola, o bDa não

espectáculos e já começámos a fazer

um dado importante que difere da

faz patrocínios culturais, mas considerou

isso. Vamos colocar piso em madeira no

i trienal é que nesta ii trienal temos a

este projecto de educação da ii trienal,

palco, trocar todas as cadeiras, a pintura

parceria com o Governo provincial de

como um projecto de desenvolvimento.

saber viver

39


Em cada uma das escolas, nas 100 escolas, nós vamos entregar 100 projectores e 100 DVDs e projectar os trabalhos da Trienal, depois da Trienal os projectores são doados a cada escola. É vosso objectivo levar a Trienal da Cultura de Luanda a um maior número de pessoas… Sim e temos outra inovação. A trienal vai começar desde os espaços fechados até aos espaços públicos que são os tapumes da cidade. O GPL vai ceder os tapumes, mais especificamente, os que estão próximos dos espaços onde vão estar a acontecer as exposições da Trienal. Como a fundação tem já acordos com as gráficas, nós vamos cobrir os tapumes com projectos culturais desde obras de arte, a história da cidade, textos em grande. As pessoas vão a andar e dão de caras com uma obra de arte. E o Governo provincial dá o apoio como? Retirando as taxas de Kiluanji

publicidade. O que encare-se mais um outdoor é a publicidade, um outdoor publicitário não tem a mesma vertente, o mesmo carácter de informação que um outdoor cultural. O tema da exposição da II Trienal é fotografia África. Então vamos ter 100 outdoors na cidade em 20 bairros de Luanda com imagens da história da fotografia Africana, desde fotografia de 1928/ 1930 até 2010 de vários países africanos. Isto faz parte da colecção Reveu Noire, uma revista criada por artistas africanos que foi extinta, uma compilação sobre a história da fotografia, um acervo rico e histórico com mais de 12 anos que o Sindika Dokolo comprou e vamos expor toda essa colecção nos outdoors. Convidam portanto todos a visitarem a Trienal de cultura de Luanda?

Ihosvanny – 1 Campus 2 Faces

Samuel Fosso – spirits

Claro, normalmente as pessoas para terem acesso a obras internacionais teriam que ir a um museu internacional em Nova Iorque, e nós então vamos ter essas obras aqui. Nós temos desde artistas angolanos, africanos e internacionais. Luanda é frenética, Luanda tem um ritmo específico, mas deixa muito a desejar e as pessoas comentaram isso após a I Trienal de Luanda. As pessoas virão nem que seja pelo factor curiosidade. Para quem não conhece a Marita onde é que estudou e o que a fez regressar a Angola? Fiz Arquitectura e Urbanismo, dois cursos num só, no Brasil, em Curitiba. Estou em Luanda apenas há cinco anos. Andei um pouco pelo mundo. Vivi seis anos na antiga Jugoslávia,

Sindika Doloko e Simon Njami – ­ 1º Pavilhão Africano na 52ª Bienal de Veneza Fotografia: Fernando Alvim

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julho/agosto/setembro 2010


vinha sempre passar férias a angola, andava entre lá e cá e isso ajudou-me a não perder as referências. regressar a angola foi uma escolha minha, um dia acordei e disse, eu vou para angola. os meus pais batalharam por mim, tinha a bolsa da Fundação agostinho Neto, todo um aparelho do meu país apostou em mim, o mais justo é que eu contribua para o meu país, até porque o mercado brasileiro está muito saturado e ia ser mais uma entre muitos. eu tinha que voltar ao meu país e devia isso ao meu pai, ele que faleceu justamente no ano da minha formatura. tudo isso pesou e foi a melhor decisão que tomei na minha vida. hoje não consigo separar o trabalho do prazer e o prazer do trabalho, está tudo muito saudavelmente mesclado e todos os dias vou aprendendo, nem que seja para conhecer o olhar de um artista este trabalho da trienal não se trata só de colocar quadros na parede, mas trata-se de uma política, de uma estratégia cultural em termos de visibilidade de angola para o mundo e também internamente para o acesso da nossa sociedade, para o desenvolvimento da nossa sociedade que passa também pela educação. tem exercido a arquitectura aqui em angola? Na i trienal nós recuperámos sete espaços na cidade, como não existem centros de arte contemporânea em Luanda… a Fundação já tem um projecto, meu e do Fernando alvim, que se chama NaaC Núcleo africano de arte e Cultura Contemporânea, ainda não temos espaço, mas é um projecto de um centro de arte contemporânea, enquanto isso, não acontece, reabilitamos os espaços que já existem, é tornar o espaço mais perfeito possível em termos de equipamentos arquitectónicos. tenho também um projecto que ele próprio foi rectificado pelo presidente da república que é o mercado de artesanato de benfica, vamos construir um espaço junto do Museu da escravatura, o projecto chama-se Centro de arte benfica. É um complexo, uma grande praça, um espaço coberto para as pessoas exercerem a actividade de venda, mas de uma forma mais condigna. este projecto fi-lo no projecto final de graduação. eu tenho um contrato com o Governo da província e na verdade já devia estar a ser construído.

nick cave – soundsuit – 2007

saber viver

41


trocado em miúdos

Quantos queres?

Até a mais pequena brincadeira pode ser educativa, os pequenos Cajús do Colégio Flores aprendem brincando... Texto Ana Maurício Fotos Ana Maurício Localização Colégio Cajueiro do Gepa Endereço Morro Bento / Luanda

O

O Jogo “Quantos Queres”:

uma folha quadrada. 1 Ter Dobrar a folha ao meio. Depois dobra novamente ao meio. A folha fica assim dividida em quadrado.

os cantos da o papel ao con2 Dobra 3 Vira folha até ao meio, trário de forma a que onde os vincos se cruzam.

as partes dobradas fiquem viradas para baixo. Continuas a ter vincos desenhados.

Colégio Flores do Cajueiro fica no Condomínio Gepa, no Morro Bento, em Luanda. Está aberto desde 2002 e, desde então, tem formado meninos e meninas, no seio de um espaço tranquilo.

Neste momento, tem nove salas e 350 alunos que se dividem pelo ensino primário e o primeiro ciclo. Há apenas uma turma pré-escolar com 35 alunos, a que fomos visitar na companhia da professora Ester Cardoso. A proposta desta edição foi fazer-se um jogo, o “Quantos Queres”, porque é a brincar que os

a dobrar todos 4 Volta os cantos até ao meio, onde os vincos se cruzam. Quando todos os cantos estiverem dobrados a folha vai ter oito triângulos à vista.

na folha virada Abre os cantos e dese5 Segure para si, dobra-se ao 6 nhe frutos, animais, meio (para o lado) e volta a abrir. Faz a mesma coisa, mas agora dobra-se ao meio para cima e volta a abrir.

algo que entusiasme a criança para brincar.

mais pequenos gostam de aprender, uma boa fonte de motivação e de exploração da criatividade.

outra vez ao contrário, põe os dedos dentro 7 Vira dos cantos e ajeita a folha para ficar no formato do “Quantos Queres”. Por fora pode colocar números ou desenhar bolas com cores diferentes.

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julho/agosto/setembro 2010


Como jogar:

O jogador que manipula o Quantos Queres? pergunta: Quantos Queres? O parceiro do jogo responde por exemplo, “quero 15”. Então, o outro abre e fecha em sentido de pinça o Quanto Queres durante 15 vezes. Depois, mostra a parte de dentro do Quanto Queres, para que o companheiro escolha um número, uma cor, o que estiver desenhado e levantando a respectiva face, lê ou mostra o desenho que o parceiro obteve.

saber viver

43


O Grupo Veda é uma empresa de direito Angolano, portadora do Alvará da CUNICLE desde 2001, empenhada em contribuir para a melhoria das condições sociais do nosso Povo. O trabalho e os esforços dignificam a sua grandeza. Tem como Presidente do Concelho de Administração o Empresário Carlos Ventura, Angolano, com grande experiência profissional na Europa, mais precisamente na Holanda e Portugal. O Grupo veda. Lda. tem como campo de acção as áreas de Arquitectura; Construção Civil; Electricidade; e Prestação de Serviços. O Grupo veda protagonizou, sobretudo nos últimos 5 anos, um crescimento regular e sustentado que lhe permitiu assumir-se como uma Empresa de âmbito nacional, capaz de responder aos mais ousados e diversificados desafios do mercado. A articulação constante de factores como experiência, capacidade técnica, cumprimento de prazos, inovação e dinamismo, a adopção de uma sensata política de Recursos Humanos bem como a garantia de elevados padrões éticos, de respeito pelo Meio Ambiente, Segurança e Higiene do Trabalho, são aspectos em que assenta o crescente prestígio que o Grupo Veda tem granjeado no sector. Procura assim manter uma relação de parceria duradoura com todos os agentes do mercado, alicerçada numa verdadeira e permanente cultura de qualidade, está sempre focada no Desenvolvimento de Angola. O Grupo Veda é uma empresa habituada a executar obras de qualquer natureza. Na expectativa de um breve posicionamento dos leitores, apresentamos a nossa maior consideração e estima. Grupo Veda.

Se pretende construir não hesite, contacte-nos: Km 30 – Benfica – Rua Grupo Veda, n.º 100. Luanda / Angola (00244) 923 035 177– 912 100 500 grupoveda@hotmail.com www.grupoveda.com


Arquitectura

Construção Civil • Demolições • Remodelações; • Obras de Reabilitações; • Construção de Raiz: Edifícios, • Condomínios, Habitações, etc; • Construção de Jangos e Piscinas; • Casas Económicas e de Alto Padrão; • Casas Pré-fabricadas; • Saneamento e Canalizações.

• Topografia • Viabilidade de Construção; • Estudo Prévio / Desenhos; • Planeamento e Urbanismo; • Projectos; • Arquitectura de Interiores; • Projectos de Execução; • Arquitectura Paisagística; • Estudo de Viabilidade de Custos.

Electricidade Prestação de Serviços • Construção e Manutenção de Jardins; • Terraplanagens; • Manutenção de Edifícios, • Condomínios e Piscinas; • Aluguer de maquinaria; • Entrega de água ao domicílio; • Venda de Inertes: Burgau e Areia; • Limpezas em geral; • Recolha de Lixos.

• Serviços de electricidade para privados e estatais. • Iluminação Pública; • Montagem de Ramais de Baixa, Média, e Alta Tensão; • Fornecimento e montagem de PTs.


vida saudável

nem sempre o Sol, é o nosso melhor amigo Os perigos do Sol Texto Susana Homem Fotografia Direitos Reservados

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Nos desenhos das crianças, o sorriso inspira confiança. A cor

cas e de mosquitos; eles estão disponíveis no mercado e há

amarela alaranjada convida a um passeio ou um mergulho na

que usar e abusar!

praia. Mas atenção, nem sempre o Sol, é o nosso melhor amigo.

Mas interroga-se o leitor, do porquê de tantas recomendações,

Unidades, dezenas, centenas e milhares, não chegariam para

para fugirmos a sete pés da estrela central do sistema solar?

a quantidade de anúncios, campanhas, panfletos, brochuras

Afinal, durante anos de aprendizagens nos bancos das esco-

e sites que se usam para o alerta.

las, foi-nos revelado a sua importância no processo da fotos-

Falam da importância da prevenção, sensibilizam para os peri-

síntese, no movimento dos oceanos, na formação dos ventos

gos, aconselham-nos o uso de chapéus com abas grandes,

e até no desencadeamento da produção da vitamina D, tão

óculos de sol e roupas escuras. Contagiam-nos de fragrâncias

importante no fortalecimento dos ossos.

e dão-nos inúmeras opções de protectores solares.

A razão é simples e não retira de forma alguma a exclusividade

São óleos, loções, géis, cremes e sprays. De aparência fluida ou

que o Sol tem na vida de todos os seres vivos no planeta Terra.

compacta, hoje são já muitos, os produtos com multifunções.

Se nos debruçarmos nos livros, percebemos rapidamente, que

Em combate directo à celulite, com activos dinâmicos de

a maior parte da radiação ultravioleta emitida pelo Sol é absor-

anti-idade, com reforço para peles sensíveis ou com aler-

vida pela atmosfera terrestre. E por isso mesmo, devemos ter

gias, e ultimamente com protecção para picadas de alforre-

especial atenção às frequências UVA e UVB.

julho/agosto/setembro abril/maio/junho 2010 2010


tendo estas últimas maior energia, são as mais danosas e con-

tes etnias tem no entanto, características próprias, que exigem

sequentemente, as que habitualmente se denominam de car-

cuidados adequados.

cinogênicas, ou seja causadoras de câncer. já os uVa, embora

ainda que a tez negra tenha mais vantagens do que a cútis clara,

tenham intensidade constante, durante as várias estações do

já que é mais firme, mais espessa, mais resistente e mais elástica,

ano e ao longo do dia, não são inofensivos.

não tendo tanta propensão a rugas ou marcas de expressão,

ao penetrarem profundamente na derme, são responsáveis

não significa que possa dispensar o uso de um bom protector

pela foto envelhecimento e, em caso de danos nos núcleos

solar. Com uma actividade maior nas peles escuras, os mela-

das células, podem originar o melanoma, considerado pelos

cinótipos funcionam como um protector natural, aumentando

especialistas como o cancro mais perigoso da pele.

a resistência cutânea o que justifica o menor número de casos

e é exactamente aqui que tudo acontece. a pele, juntamente

de câncer. Mas os dermatologistas são unânimes e sugerem

com os pêlos e as unhas, faz parte do sistema tegumentar, que

a todas as pessoas os mesmos cuidados na exposição solar.

ao revestir os corpos dos seres vivos, tem a função de os pro-

regras como o uso, no mínimo de factor 20 e a proibição de

teger da tentativa de entrada de microrganismos.

realização, durante a época do verão, de peelings, lasers ou

representa no homem, quinze por cento do peso corporal e

tratamentos que utilizem substâncias ácidas ou à base de

cobre quase todo o corpo. praticamente idêntica nas diferen-

álcool devem ser tidas em conta.

– colocar protector solar uma hora

desde a casca até às sementes.

de infecções, o combate a alergias

poderoso antioxidante, rico em

na pele e ao cansaço. betacaroteno

vitaminas do complexo b, é famoso

e licopeno fazem o restante trabalho

pelo seu efeito calmante, pela cica-

na sua acção anticancerígena.

– evitar o sol das 11 às 17 horas

trização de ferimentos e pela par-

a goiaba, com o seu aroma e paladar

– abusar de protecção nas crianças

ticipação na síntese de colágeneo

inconfundível, previne as cefaleias

na pele.

e enxaquecas. Combate bactérias

a maçã, com as suas elevadas

nocivas, que estejam no intestino,

as Frutas Podem aJudar

quantidades de antioxidantes, é

reduzem a prisão de ventre, agem

a pêra, além de pouco calórica,

uma aliada na luta contra o can-

contra os radicais livres e é eficaz

é óptima para ser consumida na

cro. Nas variedades Fuji, Gala, red

no equilíbrio de líquidos no corpo.

época balnear. as fibras, o potássio,

Delicious e Granny smith é impres-

a ameixa é recomendada para regu-

o cálcio, o enxofre e o magnésio

cindível na saúde e no bem-estar.

larizar a digestão, acabar com a prisão

fazem com que fortaleçam o cora-

o caju conta com cinco vezes mais

de ventre, reduzir inchaços e a celulite.

ção e os ossos e previna a queda

vitamina C do que a laranja! tam-

o segredo, dizem os estudiosos da

do cabelo.

bém as fibras e os caratenóides

universidade de de innsbruck, na

o maracujá é 100 por cento aprovei-

promovem o fortalecimento do

áustria é ingeri-la, o mais madura

tável, ou seja pode ser aproveitada

sistema imunológico, a prevenção

possível.

antes da exposição – repetir de duas em duas horas ou após mergulhar

já que a sua pele é mais sensível

saber viver

47


entre os tachos

euGÉNia Da CoNCeição esteVes «os olhos são os primeiros a comer. uma expressão que uso quando está para sair um prato».

É

natural de bragança,

ser autodidacta «na altura não havia

frutas da época. Na sua cozinha são

portugal e está em

muitos profissionais de cozinha para

várias as iguarias que saem diaria-

angola desde 1991.

me apoiar e foi pesquisando, nos livros,

mente, e os clientes quase que fixos,

primeiro abraçou o

na internet que fui melhorando».

as mais requisitadas são o bacalhau

projecto do restau-

No seu dia-a-dia normalmente orienta

à Lagareiro, o bacalhau com broa,

rante barracuda, no

e supervisiona os trabalhos na cozinha.

Magret de pato, a Feijoada, o Cabrito,

final da ilha de Luanda e passado

aguarda a chegada da mercadoria

nas entradas, o famoso Carpaccio

pouco tempo abria o tambarino, no

(peixes, mariscos, legumes) e verifica

de Garoupa.

centro da cidade. Depois seguiu para

se os pratos estão a ser bem confec-

Na sua opinião esta é uma profissão

no restaurante pimm´s onde está há

cionados. «os olhos são os primeiros

em que se tem que estar nela por

13 anos a fazer as delícias dos clientes.

a comer. esta é uma expressão que

gosto. uma profissão onde tanto

Formada em hotelaria, cozinha e

uso quando está para sair um prato».

homens como mulheres estão em

pastelaria trabalha há mais de 25

Da riqueza da cozinha angola o que

pé de igualdade, embora “a mulher

anos neste ramo.

mais destaca são as ervas, a gimboa,

seja mais sensível e o homem mais

Mentor nunca teve, aqui em angola

os quiabos e tudo o que um bom mer-

criativo. a cozinha necessita sempre

teve que aprender um pouco sozinha,

cado angolano oferece, os legumes e

de muita atenção.

RECEITA

Gambas com alho e Coentros Começamos por descascar as gambas deixando a cabeça e o rabo. Depois temperamo-las com sal d´alho, vinagre e vinho branco. Fritamo-las em azeite. Quando prontas, juntamos alho picado e deixamos estalar o alho. refrescamos com vinho branco e adicionamos coentros picados. servem-se com o molho por cima e acompanhamos com arroz de manteiga. INGREDIENTES

1,8 KG GAMBAS 2 DL VINHO BRANCO SAL E VINAGRE Q.B 50 GR ALHO 1 RAMINHO DE COENTROS

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julho/agosto/setembro 2010

ARROZ: 1 CHAVENA ARROZ MEIA CEBOLA

50 GR MANTEIGA,SAL Q.B, 2,5 CHAVENAS AGUA


AQUI É POSSIVEL REALIZAR O SEU SONHO. Constituída no ano de 2000 a Cooperativa Cajueiro foi criada por trabalhadores da Sonangol, E.P. com o objectivo de ajudar a resolver os problemas de habitação dos seus membros, tornando possível o sonho da casa própria. Passados 10 anos, a

Cooperativa conta com 7973 sócios efectivos repartidos pelo nosso vasto país e beneficiou já 2222 associados, um

número que demonstra bem a grandeza e a responsabilidade desta instituição sem fins comerciais.

viver 49 Transformando sonhossaber em realidade.


aconteceu

O Festival de Jazz esteve EM Luanda

vai ser notícia

cartaz

II Trienal de Cultura de Luanda

U2 vão arrasar

Os cabeças de cartaz deste ano, foram

A digressão dos U2 360 Graus conti-

o Pianista Cubano Chucho Valdés e

nua este ano, após o cancelamento

Entre 30 de Julho e 1 de Agosto no

a cantora Americana Dianne Reeves.

da digressão norte-americana moti-

Cine Atlântico o Luanda International

Valdês é um decano do piano Cubano

vada pela lesão do vocalista Bono

Jazz Festival promoveu o regresso de

com 83 álbuns gravados e vencedor de

Voz. Calcula-se que o cancelamento

todos os nossos ritmos à casa, diz Antó-

sete Grammys.

dos espectáculos nos Estados Uni-

nio Cristóvão, Director Geral da Ritek,

Dianne Reeves é considerada a vocalista

dos já deu um prejuízo de 90 milhões

o mentor e patrono do festival.

de jazz feminino do mundo de hoje, foi a

A cidade de Luanda acolhe de 12 de

de euros .A digressão vai retomar a

Angola no topo da sua carreira artística

Setembro a 19 de Dezembro a segunda

estrada em Turim, Itália, no dia seis

consolidada de sucessos.

edição da trienal com o tema: "Geo-

de Agosto. Portugal recebe a banda

A dividir o palco com estes grandes

grafias Emocionais – Arte e Afectos".

a dois e três de Outubro no Estádio

músicos, estiveram o guitarrista / voca-

Um evento destinado a promover

Municipal de Coimbra, a cidade dos

lista Waldemar Bastos e o músico Filipe

e divulgar a cultura angolana, em

estudantes. Já há bilhetes à venda na

Mukenga, ambos de Angola.

especial os aspectos históricos da

internet por 600 euros (imagine-se!).

Para dar ao festival um forte sabor lusó-

capital do país. Com o objectivo de

Uma pequena fortuna!

fono, estiveram presentes duas bandas:

valorizar a cultura angolana e africana,

Só apaixonados é que pagam estes

Lura, uma cantora Cabo-Verdiana e um

bem como despertar nos cidadãos

valores para ver a sua banda favorita

quarteto de Moçambique conhecido

o interesse pela arte e a criatividade

ao vivo! Será o seu caso?

como 340ml.

dos artistas nacionais.

A parte mais popular do Festival ficou

Durante 14 semanas serão apresen-

a cargo dos Freshlyground a banda que

tados 196 projectos de artes cénicas,

está na ribalta um pouco por todo o

28 conferências sobre Angola e o

mundo. Freshlyground é uma banda

mundo, igual número de eventos

que incorpora elementos da música

de moda, teatro, cinema, dança e

tradicional de África do Sul, como kwela

música.

Africano e folk, blues e jazz. São a primeira banda Sul-Africana a receber um MTV Europe music award para best African

Constrói Angola

entidades financeiras, comunicação

act. Chegam a Luanda com um CD

De 14 a 17 de Outubro a Constrói Angola

social e outros decisores angolanos.

recém-lançado com a mistura de kwela

inclui a realização de uma Conferência

É uma grande oportunidade para

Afro-beat, folk, funk, rock and soul.

ao mais alto nível com representantes

contactar com o mercado angolano,

Jonas Gwangwa foi outro convidado

do governo, organismos do sector,

cimentando negócios já existentes e

Sul Africano no Luanda International

empresas de construção, arquitectos,

fazer novos contactos.

que é o único artista Africano a ter sido

5ª Edição da Alimentícia Angola

de produção e transformação.

nomeado duas vezes para um Óscar,

Salão Internacional da Alimentação,

Esta edição da Alimentícia Angola

viveu durante algum tempo em Angola

bebidas, mobiliário e equipamento

aposta numa estratégia de sectores

na década de 80, quando fugiu de seu

para Hotelaria e Restauração, entre

mais alargada e abrangente, numa

país natal e veio para o exílio.

os dias 23 a 26 de Setembro.

óptica de complementaridade da

O Luanda Internacional Jazz Festival está

O Mercado angolano está em profunda

oferta, passando a partir de agora

a posicionar-se rapidamente como um

transformação e forte desenvolvi-

a integrar os sectores Agricultura e

importante evento no calendário mundial

mento, nomeadamente num sector

Pescas, o que permitirá uma verdadeira

do jazz, graças à parceria entre a Ritek

vital para a economia – o Agro-ali-

mostra desde a produção/ Extracção,

e a EspAfrika conhecida produtora do

mentar- reorganizando e assumindo

passando pelo sector da Indústria

prestigiado"Cape Town International

cada vez mais canais formais de distri-

Transformadora até à Distribuição e

Jazz Festival".

buição, desenvolvendo a capacidade

Consumidor Final.

Jazz Festival. A sua presença em Angola marcou o regresso a casa. Gwangwa,

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julho/agosto/setembro 2010


saber viver

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ConstruĂ­mos sombras Ă sua medida. A semente vai ao solo. Com cuidado, resistĂŞncia e v i g o r, e l a g e r m i n a . Depois cresce e fortalece. Quando adulta oferece sombra, para todos acolher.

A sombra que o acolhe

Saber Viver nº12  

O mundo da Coopertativa Cajiueiro

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