Corpo + Cidade 2021 - Programa

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24—30 ABR/APR 2021 transmissão online gratuita / free online streaming festivalddd.com

BALLETEATRO.PT


24 ABR/APR 15H00 — 30 ABR/APR 23H59 OBJETO-DANÇA

Isabel Barros, Max Oliveira, Pedro Carvalho, Cláudia Marisa

ÍNDIGO (A COR ENTRE O CÉU E O MAR) Ana Renata Polónia, Marta Ramos

26 ABR/APR 15H00 — 30 ABR/APR 23H59 DOIS PEIXES EM MARTE Andreia Fraga, João Oliveira

PLUTÃO

Ricardo Pereira Carvalho

29 ABR/APR 15H00 — 30 ABR/APR 23H59 DARKTRACES Joana Castro

131 OUT

Sara Marasso, Stefano Risso

20–30 ABR/APR PERFORMATIVIDADES NO ESPAÇO PÚBLICO, HOJE/ PERFORMATIVITIES IN THE PUBLIC SPACE, TODAY Conversa com os artistas/ Conversation with the artists Moderação/Moderation: Gabriela Vaz-Pinheiro online em/at balleteatro.pt

PRODUÇÃO / PRODUCTION

ESTRUTURA FINANCIADA POR / FINANCED BY

ESTRUTURA RESIDENTE NO / RESIDENT AT

APOIOS / SUPPORT

PROGRAMA INTEGRADO NO FESTIVAL DDD - DIAS DA DANÇA

balleteatro.pt facebook.com/balleteatro instagram.com/balleteatro


Corpo + Cidade é um festival criado em 2014 no ano em que o balleteatro foi habitar o 5.º andar do edifício AXA, na avenida dos Aliados, a convite da Porto Lazer/Câmara Municipal do Porto. A nova casa inspirou a criação de um festival especialmente dedicado ao espaço público, promovendo uma reflexão sobre a arte performativa nesse contexto, acessível a todos.

Corpo + Cidade is a festival created in 2014, the year in which Balleteatro moved to the 5th floor of the AXA Building, in Avenida dos Aliados, at the invitation of Porto Lazer/Câmara Municipal do Porto. The new house inspired the creation of a festival specially dedicated to the public space, promoting a reflection on performative art in that context, accessible to all.

O conceito, a reinvenção da cidade, promovendo novas experiências urbanas, num encontro/cruzamento através das linguagens contemporâneas da dança.

The concept, the reinvention of the city, promoting new urban experiences, in an encounter/crossing through the contemporary languages of dance.

Humanizar, aproximar e, de alguma forma, perturbar os sentidos, criando novas ligações ao espaço e à relação com a arquitetura, são também aspetos que percorrem o festival Corpo + Cidade, desde a sua criação.

Humanizing, bringing closer and, in some way, disturbing the senses, by creating new connections to space and to the relationship with architecture, are also aspects that have run across the Corpo + Cidade festival since its creation.

Em 2016, com a criação do DDD Festival Dias da Dança, o balleteatro, enquanto parceiro, integra o seu festival, Corpo + Cidade, neste grande evento dedicado à Dança e com programação em várias cidades. Com esta colaboração, Corpo+ Cidade mantém a sua função, a programação para espaço público, passando a designar-se Corpo + Cidade DDD OUT. A edição 2021 será realizada 100% online, propondo um novo pensamento aos artistas sobre este novo lugar, o espaço público vivido na dimensão virtual.

In 2016, with the creation of DDD - Festival Dias da Dança, balleteatro, as a partner, integrates its festival, Corpo + Cidade, in this great event dedicated to Dance and with programming in several cities. With this collaboration, Corpo + Cidade keeps its function, the programming for public space, becoming designated Corpo + Cidade DDD OUT. ISABEL BARROS

ISABEL BARROS

EQUIPA / TEAM DIREÇÃO ARTÍSTICA/ARTISTIC DIRECTION Isabel Barros PROGRAMAÇÃO/PROGRAMMERS Isabel Barros, Flávio Rodrigues COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO/PRODUCTION COORDINATION Lucinda Gomes ASSISTENTE DE PRODUÇÃO/PRODUCTION ASSISTANT Lúcia Ribeiro DIREÇÃO TÉCNICA/TECHNICAL DIRECTION Alberto Lopes COMUNICAÇÃO E IMPRENSA/COMMUNICATION AND PRESS Sandra Mesquita DESIGN DE COMUNICAÇÃO Telmo Sá – Estúdio Ás FINANCEIRO/FINANCE José Paulo Sousa


Isabel Barros convida amigos de longa data para refletirem o efémero de um corpo individual e intrapessoal na cidade. O desafio é lançado a Max Oliveira, Pedro Carvalho e Cláudia Marisa. Aceitaram! A dança num diálogo a partir do movimento de cada intérprete e de uma paisagem sonora. As estórias já partilhadas e as que se constroem no momento criam um objeto-dança que se apresenta ao público. Sem rede. Mas com a verdade do aqui e do agora. CLÁUDIA MARISA

ESTREIA/PREMIERE

24 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

OBJETODANÇA

Isabel Barros, Max Oliveira, Pedro Carvalho e Cláudia Marisa Performance filmada na / Recorded at Praça D. João I, Porto | 20’ objeto-dança: um corpo na cidade A cidade não existe sem o corpo. Haverá sempre um outro alguém que observa esse corpo que se move atribuindolhe sentidos e narrativas. A cidade é um sítio privilegiado para a criação artística na medida em que se constitui como uma estrutura narrativa aberta, que reflete opiniões e dramaturgias individuais que irão contextualizar um determinado momento social. Neste sentido, podemos avançar com a ideia de que as memórias interpessoais e sociais desempenham um papel crucial na construção do espaço cénico. Isto partindo do pressuposto que o espaço público é um espaço de representação e performance em tudo similar a uma sala de espetáculos onde a vida acontece. Desta forma, o espetáculo do mundo é reorganizado a cada momento de acordo com as perceções individuais e as justificações que se atribuem. Este projeto surge de um desejo pessoal e urgente:

object-dance: a body in the city The city does not exist without the body. There will always be someone else who observes that body that moves, attributing meanings and narratives to it. The city is a privileged place for artistic creation insofar as it is constituted as an open narrative structure, reflecting individual opinions and dramaturgies that will contextualise a particular social moment. In this sense, we can move forward with the idea that interpersonal and social memories play a crucial role in the construction of the scenic space. This is based on the assumption that the public space is a space of representation and performance similar to a performance hall where life happens. In this way, the performance of the world is reorganised at every moment according to individual perceptions and the justifications that are given. This project arises from a personal and urgent desire: Isabel Barros invites long-time friends to reflect the ephemeral of an individual and intrapersonal body in the city. The challenge is set to Max Oliveira, Pedro Carvalho and Cláudia Marisa. They have accepted it! Dance in a dialogue from the movement of each performer and a soundscape. The stories already shared and those that are being constructed in the moment create an object-dance that is presented to the public. No network. But with the truth of the here and now. CLÁUDIA MARISA CRIAÇÃO / CREATED BY Isabel Barros, Max Oliveira,

Pedro Carvalho, Cláudia Marisa COM/WITH DJ Godzi REALIZADOR / DIRECTED BY Ivo Ribeiro PRODUÇÃO/PRODUCED BY balleteatro

Isabel Barros é coreógrafa, encenadora, cofundadora do balleteatro (1983), diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto desde 2010 e do Museu das Marionetas do Porto, inaugurado em fevereiro de 2013. Tem um vasto percurso de criação artística, no qual destaca o cruzamento de linguagens, nomeadamente dança, teatro e marionetas. Cedo se interessou por criar momentos de programação ligados à dança, ao teatro e à performance, privilegiando formatos transversais e alternativos e dedicando momentos para criadores emergentes, Recebeu o prémio Almada (1999) atribuído ao balleteatro, como distinção do trabalho realizado ao nível da programação. Em 2014 criou o Festival Corpo + Cidade, dedicado à performance em espaço público, o qual desde 2016 passou a integrar a programação do Festival DDD. Em 2018 recebeu a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro. O Porto é a sua cidade de origem e de eleição, na qual desenvolve o seu trabalho com sentido de urgência e forte dimensão social. Isabel Barros is a choreographer, stage director, co-founder of Balleteatro (1983), artistic director of Teatro de Marionetas do Porto since 2010 and Museu das Marionetas do Porto, opened in February 2013. She has a vast path of artistic creation, in which she emphasises the crossing of languages, namely dance, theatre and puppetry. Soon she became interested in creating programming moments related to dance, theatre and performance, privileging transversal and alternative formats and dedicating moments for emerging creators. She received the Almada prize (1999) awarded to Balleteatro, as a distinction of the work performed at the programming level. In 2014 she created the Festival Corpo + Cidade, dedicated to the performance in public spaces, which since 2016 became part of the Festival DDD programming. In 2018 she received the Municipal Gold Medal of Merit. Porto is his city of origin and of choice, where she develops her work with a sense of urgency and a strong social dimension. Max Oliveira é membro líder de Momentum Crew. Obteve resultados de destaque nos maiores eventos de dança Urbana Mundial (Winner IBE 2011, 2012, 2013, European Battle Pro 2016, World Battle Pro 2016, Finalist IBE 2017, Top 4 Freestyle Session 2017, Winner Warsaw Challenge 2018 World Final). Natural da Cidade do Porto, Bboy e Funky Styler profissional; Coreografo; Produtor; Empreendedor Cultural; Proprietário da MXM Artcenter, da Maxmomentum Artists & Productions e da Momentum Dance Studios; Professor na Escola Superior de Dança na época 2013/2014, é Professor no balleteatro escola profissional. Liderou e Cooperou em projetos artísticos para a Universidade Lisboa; Professor de Pós-Graduação no “Instituto CRIAP” nas cidades de Porto e Lisboa; Red Bull Artist Portugal; Diretor e Criador “WorldBattle”, “Bboy Gala”, “Eurobattle”; Produtor Espetáculos Solverde Casinos e Coreografo do “Impossível” Luís de Matos; Finalista de “Portugal Tem Talento” na SIC; Vencedor “Rock in Rio 2012”; Interprete do TNSJ nas temporadas 2013, 2014 e 2015. Max Oliveira is a leading member of the Momentum Crew. He obtained outstanding results at the biggest World Urban dance events (Winner IBE 2011, 2012, 2013, European Battle Pro 2016, World Battle Pro 2016, Finalist IBE 2017, Top 4 Freestyle Session 2017, Winner Warsaw Challenge 2018 World Final). Born in Porto, professional Bboy and Funky Styler; Choreographer; Producer; Cultural Entrepreneur; Owner of

MXM Artcenter, Maxmomentum Artists & Productions and Momentum Dance Studios; Professor at Escola Superior de Dança during the 2013/2014 season, Teacher at Balleteatro Escola Profissional. He led and cooperated artistic projects at the University of Lisbon; Post-Graduation professor at the CRIAP Institute in the cities of Porto and Lisbon; Red Bull Artist Portugal; Director and Creator of “WorldBattle”, “Bboy Gala”, “Eurobattle”; producer of Solverde Casinos shows and choreographer of “Impossible” by Luís de Matos; Finalist of the talent show “Portugal Tem Talento” on SIC; Winner of “Rock in Rio 2012”; Interpreter of the TNSJ in the seasons 2013, 2014 and 2015. Pedro Carvalho é professor, coreógrafo e fundador/diretor da Ventos e Tempestades – Associação Cultural (Vila do Conde). Tem desenvolvido projetos de dança com a comunidade, destacandose as peças Quero falar-te, Bater à Porta, Junto ao Rio e Debaixo da Pele. Interseta a ciência e a arte (matemática e dança), criando O Silêncio das Esferas (NEC, 2000), O Homem que só pensava em números e 30por1linha (Companhia Instável, 2011) e O homem que só pensava em números (Solo), coprodução entre Companhia Instável e Ventos e Tempestades. É formador/artista associado do programa LLTA – Learning Through The Arts, Alemanha. Pedro Carvalho is teacher, choreographer and founder/director of Ventos e Tempestades - Associação Cultural (Vila do Conde). He has been developing dance projects with the community, with emphasis on the plays Quero falar-te, Bater à Porta, Junto ao Rio and Debaixo da Pele. He intersects science and art (mathematics and dance), creating O Silêncio das Esferas (NEC, 2000), O Homem que só pensava em números e 30por1linha (Companhia Instável, 2011) and O homem que só pensava em números (Solo), a coproduction between Companhia Instável and Ventos e Tempestades. He is a trainer/associated artist for the LLTA - Learning Through The Arts programme, Germany. Cláudia Marisa é professora Adjunta na ESMAE. Investigadora integrada no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto. Doutorada em Motricidade Humana – Dança, com mestrado em Sociologia da Arte, bacharelato em Teatro (ESMAE/1996), licenciatura em Sociologia, diploma em dança. Publica regularmente sobre estética e análise de espetáculo. Desde 1989 desenvolve atividade profissional artística como Encenadora, Coreógrafa e Performer em colaboração com inúmeros teatros e festivais. Do seu trabalho mais recente como coreógrafa destaca-se: Cânticos dos Cânticos (2017); Re Sonancias (2015); Ordo Virtutum (2015) Eurídice após Orfeu (2013); Speciosa, Dolorosa (2013); Metamorfoses (2012). Cláudia Marisa is an adjunct professor at ESMAE. Researcher at the Institute of Sociology of the University of Porto. With a PhD in Human Motricity - Dance, with a master’s degree in Sociology of Art, a BA in Theatre (ESMAE / 1996), a degree in Sociology, a diploma in Dance. She regularly publishes on show analysis and aesthetics. Since 1989, she has developed a professional artistic journey as stage director, choreographer and performer in collaboration with numerous theatres and festivals. Among her most recent works as a choreographer, the following stand out: Cânticos dos Cânticos (2017); Re-Sonancias (2015); Ordo Virtutum (2015) Eurídice após Orfeu (2013); Speciosa, Dolorosa (2013); Metamorfoses (2012).


What do we discover when we overlap the sky and the sea? What is the colour of that vast line, which blurs in front of our eyes? What are its limits? How do we reach it? Where does it lead us? Índigo (a cor entre o céu e o mar) proposes an abstraction exercise about frontiers and limits conducted by two bodies and an intense and mysterious colour. Two points in movement trace lines between them, they demarcate territories and create connections. They try to unravel a new horizon, a space of dream and evasion, that projects them to a different plan. A new reality transfigured by a sea or a sky of colour and artifice is born, filled with adventures and new challenges. A temporary cartography, a meeting point or just an escape point. ESTREIA/PREMIERE

24 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

ÍNDIGO (A COR ENTRE O CÉU E O MAR) Ana Renata Polónia e Marta Ramos

Performance filmada na / Recorded at Marginal de Matosinhos | 45’

O que descobrimos quando sobrepomos o céu e o mar? De que cor é essa linha imensa, que se esbate perante os nossos olhos? Quais os seus limites? Como alcançá-la? Para onde nos conduz? Índigo propõe um exercício de abstração sobre fronteiras e limites conduzido por dois corpos e uma cor intensa e misteriosa. Dois pontos em movimento traçam entre si linhas, demarcam territórios, criam ligações. Tentam desvendar um novo horizonte, um espaço de sonho e evasão, que os projeta para outro plano. Uma cartografia temporária, um ponto de encontro ou apenas, um ponto de fuga.

CONCEÇÃO, CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO / CONCEPT, CREATION AND PERFORMANCE Ana Renata Polónia, Marta Ramos COPRODUÇÃO / CO-PRODUTION balleteatro APOIO À RESIDÊNCIA / SUPPORT TO RESIDENCY CRL-CENTRAL ELÉTRICA

Ana Renata Polónia desenvolve o seu trabalho artístico entre a arquitetura e as artes performativas. Conclui o mestrado em Arquitectura (FAUP, Porto) em 2009, com a tese “3 danças para 1 arquitecto”, tendo em 2015 frequentado a Formação Avançada em Criação e Interpretação Coreográfica da Companhia Instável e, em 2017, o Curso de Formação Especializada em Cenografia (EAUM, Guimarães). Entre 2013 e 2017 participa activamente no grupo desNORTE, plataforma de partilha coreográfica. Desde 2012 desenvolve criações da sua autoria ou em colaboração com outros artistas: A Dimensão Oculta de Renata Polónia (2012, Melhor Filme Português - InShadow), MESA (2014-2016), YEBORATH (2015-2017), ONEby1 (2015-2019), CARROSSEL (2017-2019), KAMA (2020-2021). Colaborou como intérprete com Alice Gonçalves, Willi Dorner, Vera Mota, Catarina Miranda e Jonathan Saldanha, Cristina Planas Leitão e Jasmina Krizaj, Luísa Saraiva e Alejandro Russo. Ana Renata Polónia develops her artistic work between architecture and performative arts. She concluded her Master in Architecture (FAUP, Porto) in 2009, with the thesis “3 danças para 1 arquiteto”, having in 2015 attended the Advanced Training in Choreographic Creation and Interpretation at Companhia Instável and, in 2017, the Specialized Training Course in Scenography (EAUM, Guimarães). Between 2013 and 2017, she actively participated in the desNORTE group, a choreographic sharing platform. Since 2012, she starts developing her own creations or in collaboration with other artists: A Dimensão Oculta de Renata Polónia (2012, Best Portuguese Film - InShadow), MESA (2014-2016), YEBORATH (20152017), ONEby1 (2015-2019), CARROSSEL (2017-2019), KAMA (2020-2021). She has collaborated as an interpreter with Alice Gonçalves, Willi Dorner, Vera Mota, Catarina Miranda and Jonathan Saldanha, Cristina Planas Leitão and Jasmina Krizaj, Luísa Saraiva and Alejandro Russo.

Marta Ramos é designer gráfica, artista visual e performer. Formada em design gráfico, mestre em Design de Comunicação pela ESAD (Matosinhos), com a dissertação intitulada “Do registo como condição coreográfica no design: experiência, notação e performance”. Em 2017, conclui o Curso de Especialização Pósgraduada em Performance na FBAUP. No mesmo ano apresenta as performances “Gesto sobre papel” e “Gesto sobre parede”, onde investiga as possibilidades de transferência entre as áreas do desenho e da performance. Em 2018/19, frequenta o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas (Fórum Dança, Lisboa), com a curadoria de Sofia Dias & Vítor Roriz, contexto onde desenvolve a peça “A body that hides also stands”. Em Abril de 2020, é atribuído ao projeto musical ZIMA (desenvolvido em parceria com Sara Zita Correia) a bolsa de criação da Associação OUT.RA (Barreiro). Como intérprete colaborou com Sofia Dias & Vítor Roriz e Gustavo Ciríaco. Atualmente, vive e trabalha entre o Porto e Lisboa. Marta Ramos is a graphic designer, visual artist and performer. She is graduated in graphic design, has a Master in Communication Design at ESAD - College of Art and Design (Matosinhos), with the dissertation entitled “Do registo como condição coreográfica no design: experiência, notação e performance”. In 2017, she concluded the Postgraduate Specialisation Course in Performance at FBAUP. In the same year she presents the performances “Gesto sobre papel” and “Gesto sobre parede”, where she investigates the possibilities of transfer between the areas of drawing and performance. In 2018/19, she attended the Advanced Creation Programme in Performative Arts (Forum Dança, Lisbon), curated by Sofia Dias & Vítor Roriz, context in which she develops the piece “A body that hides also stands”. In April 2020, the musical project ZIMA (developed in partnership with Sara Zita Correia) is awarded the OUT.RA Association (Barreiro) creation grant. As an interpreter she collaborated with Sofia Dias & Vítor Roriz and Gustavo Ciríaco. She currently lives and works between Porto and Lisbon.

ESTREIA/PREMIERE

26 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

DOIS PEIXES EM MARTE Andreia Fraga e João Oliveira Performance filmada no / Recorded at Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto | 15’ Num espaço livre de preconceitos ou rótulos sociais, dois indivíduos refletem sobre o estado de monotonia, desconstruindo-o com demonstrações de extravagância, numa dança composta por elementos encenados e simbólicos que comunicam ideias de como por vezes somos incapacitados de realmente observar aqueles que nos rodeiam, e as singularidades que cada um contém. Assim, “Dois Peixes em Marte” procura a aceitação de autenticidade numa sociedade que por vezes desaprova a diferença. In a space free of prejudice or social labels, two individuals reflect on the state of monotony, deconstructing it with demonstrations of extravagance, in a dance composed of staged and symbolic elements that communicate ideas of how we are sometimes incapable to really observing those around us and the singularities that each one holds. Thus, Dois Peixes em Marte seeks the acceptance of authenticity in a society that sometimes disapproves of difference.


CRIAÇÃO E PERFORMANCE/CREATED AND PERFORMED BY

Andreia Fraga, João Oliveira FIGURINOS/COSTUMES Dilli Pitt MÚSICA / MUSIC Gonçalo Tavares APOIOS / SUPPORTED BY balleteatro, Performact, Visões Úteis, Eixo Residências, DDD – Festival Dias da Dança Andreia Fraga iniciou o seu percurso artístico no balleteatro Escola Profissional como intérprete de dança contemporânea, onde teve a oportunidade de trabalhar com artistas como Né Barros, Isabel Barros, Cristina Planas Leitão, Flávio Rodrigues, Félix Lozano, Bruno Umberto, Joana von Mayer Trindade, Elisabete Magalhães, entre outros. Em 2017 estreou a sua primeira criação “Antes que Mude de Ideias” através do programa “Paralelo - 20 minutos” apoiado pelo Teatro Municipal do Porto. Terminou a sua licenciatura em Dança na Bath Spa University (Reino Unido) em 2020, onde teve a oportunidade de colaborar com diversas companhias e artistas como Impermanence Dance Theatre, Lila Dance Company, Antonia Grove, e Vicki Hearne. Em 2020 estagiou com a Companhia de Dança de Almada e fez assistência coreográfica da peça ‘Hodiernidades’ de Flávio Rodrigues. Tornou-se em 2021 artista associada do Visões Úteis no binómio 2021/2022. Andreia Fraga began her artistic path at balleteatro Escola Profissional as a contemporary dance performer, where she had the opportunity to work with artists such as Né Barros, Isabel Barros, Cristina Planas Leitão, Flávio Rodrigues, Félix Lozano, Bruno Umberto, Joana von Mayer Trindade, Elisabete Magalhães, among others. In 2017 she premiered her first creation “Antes que Mude de Ideias” through the programme “Paralelo - 20 minutos” supported by Teatro Municipal do Porto. She completed her degree in Dance at Bath Spa University (UK) in 2020, where she had the opportunity to collaborate with several companies and artists such as Impermanence Dance Theatre, Lila Dance Company, Antonia Grove and Vicki Hearne. In 2020, she did an internship with the Companhia de Dança de Almada and assisted Flávio Rodrigues with the choreography of his piece ‘Hodiernidades’. In 2021, she became an associated artist at Visões Úteis in the binomial 2021/2022. João Oliveira iniciou o seu percurso no balleteatro onde concluiu o curso de Teatro, e mais tarde o de Dança na Bath Spa University, no Reino Unido. Durante a sua formação, teve a oportunidade de colaborar com diversos encenadores e coreógrafos como Luís Mestre, Nuno M. Cardoso, Antonia Grove, Impermanence Dance Company, entre outros. Em 2017 recebeu a bolsa de criação “Paralelo - 20 Minutos” do Teatro Municipal do Porto, onde apresentou “Antes que Mude de Ideias”. Em 2019, fez assistência de coreografia a Eddy Becquart, e em 2020, ensinou e coreografou os alunos da escola Performact, em Torres Vedras. De momento, encontra-se a desenvolver com Andreia Fraga, a companhia “LAP.SO”, que estreará a sua primeira peça “Dois Peixes em Marte” no Festival DDD Corpo+Cidade 2021, e que se tornou artista associado da Visões Úteis no binómio 2021/2022. João Oliveira started his career at balleteatro where he concluded the Theatre course and later concluded the Dance degree at Bath Spa University in the United Kingdom. During his training, he had the

opportunity to collaborate with various directors and choreographers such as Luís Mestre, Nuno M. Cardoso, Antonia Grove, Impermanence Dance Company, among others. In 2017, he was awarded the “Paralelo - 20 minutos” creation grant by Teatro Municipal do Porto, where he presented “Antes que Mude de Ideias”. In 2019, he assisted Eddy Becquart with choreography, and in 2020, he taught and choreographed the students of the Performact school in Torres Vedras. At the moment, he is developing the company “LAP.SO” with Andreia Fraga, that will premiere the first piece “Dois Peixes em Marte” in the Festival DDD Corpo+Cidade 2021, and became an associated artist at Visões Úteis in the binomial 2021/2022.

É mais fácil imaginar o fim do mundo do que imaginar o fim da guerra. A destruição e o recomeço são mais fáceis que a transformação do sistema atual. A utopia não é um paraíso, contudo é algo que não existe porque não existe espaço na sociedade atual para a construir. O que falta mudar? O plano individual ou o plano coletivo? Como István Mészáros explica, para haver ato de libertação, tem de existir um processo de libertação.

at Northern School of Contemporary Dance. As a dancer, he worked professionally with André Mendes (Encounters and SHOWROOM), Victor Hugo Pontes (A Ballet Story and InExterior), Né Barros (Landing), Willi Dorner (Bodies in Urban Spaces), Inês Jacques + Mão Morta (No fim era o frio), Brink Dance Company (HOWL), among others. He presented shows in Portugal, United Kingdom, France, Holland, Brazil, Belgium, Denmark, Germany and Malta. At the moment he is a student of Psychology and is interested in the connection between dance and the study of the brain, focusing on neurodiversity and motor neurological diseases.

Herbert Marcuse describes that utopia is impossible due to subjective and objective factors, but the presence of these factors does not dictate that utopia will never be real. It is necessary to generate other factors that make it possible. And what are those factors? People invade spaces that do not belong to them and create systems that fail. Again and again. And what is left is put under the carpet... or it is thrown to a country in the global south. It is easier to imagine the end of the world than to imagine the end of the war. The destruction and restarting are easier than the transformation of the current system. Utopia is not a paradise, yet it is something that does not exist because there is no room in today’s society to build it. What is left to change? The individual plan or the collective plan? As István Mészáros explains, for there to be an act of liberation, there has to be a process of liberation. ESTREIA/PREMIERE

26 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

PLUTÃO

Ricardo Pereira Carvalho Performance filmada em/recorded in Wapping, Londres | 20’ (inicialmente prevista para o/ originally scheduled for Jardim Base, Clérigos, Porto)

Herbert Marcuse descreve que a utopia é impossível por fatores subjetivos e objetivos, mas que a presença desses fatores não dita que a utopia nunca será real. É necessário gerar outros fatores que a tornam possível. E quais são esses fatores? O Homem invade espaços que não lhe pertencem e cria sistemas que falham. Uma e outra vez. E o que resta é posto debaixo do tapete… ou é atirado para um país do sul global.

ESTREIA/PREMIERE CONCEÇÃO, COREOGRAFIA, INTERPRETAÇÃO, VÍDEO / CONCEPT, CHOREOGRAPHY, PERFORMANCE, VÍDEO Ricardo Pereira Carvalho MÚSICA / MUSIC Thelema Boy – Archives. Vol. XXVII – track 2 APOIO AO VÍDEO / VIDEO SUPPORT João Pereira Carvalho FIGURINOS/COSTUMES Rita Teles AGRADECIMENTOS / ACKNOWLEDGMENT balleteatro,

Teatro Municipal do Porto

Ricardo Pereira Carvalho nasceu no Porto em 1991. Bailarino, professor e coreógrafo. Estudou no balleteatro Escola Profissional e na Northern School of Contemporary Dance. Como bailarino, trabalhou profissionalmente com André Mendes (Encounters e SHOWROOM), Victor Hugo Pontes (A Ballet Story e InExterior), Né Barros(Landing), Willi Dorner (Bodies in Urban Spaces), Inês Jacques + Mão Morta (No fim era o frio), Brink Dance Company (HOWL), entre outros. Apresentou espetáculos em Portugal, Reino Unido, França, Holanda, Brasil, Bélgica, Dinamarca, Alemanha e Malta. De momento, é estudante de Psicologia e tem interesse na conexão entre a dança e o estudo do cérebro, focando-se na neurodiversidade e em doenças neurológicas motoras. Ricardo Pereira Carvalho was born in Porto in 1991. Dancer, teacher and choreographer. He studied at balleteatro Escola Profissional and

29 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

DARKTRACES Joana Castro

Performance filmada no pátio da / Recorded at the terrace of Reitoria da Universidade do Porto | 30’’ “Rara é a coragem de olhar pela morte dentro entre batimentos e estranhas divindades. Mas é preciso olhar. Não há outra passagem. Dela um só relance redime o sofrimento.” CARLOS POÇAS FALCÃO O negro enquanto matéria-prima. A escuridão como fonte, que deu origem a tudo. E no fim, o que permanece? Este projeto surge na sequência de RITE OF DECAY, estreado no Festival GUIdance em Fevereiro de 2020.


playful relationship that is inserted in the daily life of a public space in search of an impossible synchrony with 2000 km of distance and one hour of time zone difference that separates Lisbon from Turin, where the three bodies find themself separated. An invitation for the public to look in a different, unexpected and unpredictable way at the outer space, at the space of the cities and at that of human relations, in proximity as in distance.

“Rare is the courage to look straight into Death between heart beats and strange divinities. But we should look. There is no other passage. A single glance from Death redeems suffering.” CARLOS POÇAS FALCÃO

Darktraces is a performance / installation for five bodies. The black as raw material. The darkness as a source that led to everything. And in the end, what remains?

CONCEITO, REALIZAÇÃO, COREOGRAFIA E DANÇA / CONCEPT,

Darktraces appears following Joana Castro last choreographic project, RITE OF DECAY, which premiered at the Guidance festival in February 2020.

ARTISTIC DIRECTION, CHOREOGRAPHY AND DANCE Sara Marasso CONCEITO, REALIZAÇÃO, PESQUISA SONORA E COMPOSIÇÃO / CONCEPT, CO-ARTISTIC DIRECTION, SOUND RESEARCH AND COMPOSITION Stefano Risso COLABORAÇÃO PARA A CRIAÇÃO VÍDEO / CONTRIBUTION FOR THE VIDEO CREATION

CONCEÇÃO, DIREÇÃO ARTÍSTICA, PAISAGEM SONORA E FIGURINOS CONCEPT,

CORPO + CIDADE 2021 Pedro Sena Nunes / Vo’Arte in Lisbon

ARTISTIC DIRECTION, SOUND BACKDROP AND COSTUMES Joana Castro

and Miha Sagadin in Turin APOIO VIDEO / VIDEO SUPPORT Diana Matias (Lisbon) and Silvia Urbani (Turim) MONTAGEM / EDITING João Dias (Lisbon) 131 É UMA PRODUÇÃO / 131 IS A PRODUCTION Il Cantiere cultural association GESTÃO / MANAGEMENT Giovana Gosio APOIOS / SUPPORTED BY Piemonte dal Vivo_Lavanderia a Vapore_ Regional Center for Dance and Sumisura Torino, bXh Performing Arts Festival_L’Elastiko & C.AR.M.E. Brescia, Galerie Mazzoli Berlin, Cross Residence Verbania, Teatri di Vita Bologna, L’Avutarda Pinilla de L’Olmo. AGRADECIMENTOS / ACKNOWLEDGEMENT Balleteatro, Francesco Valente, Elia Lasorsa

INTÉRPRETES / PERFORMERS Ana Rita Xavier, André

Mendes, Maurícia | Neves, Thamiris Carvalho COPRODUÇÃO / CO-PRODUCED BY balleteatro (Corpo + Cidade) Joana Castro (1988, Porto) desenvolve o seu trabalho entre a dança, a performance e o som, tendo apresentado algumas das suas obras em Portugal, França, Bélgica e Alemanha. Iniciou os seus estudos no curso de dança no Balleteatro Escola Profissional em 2003, frequentou o curso PEPCC (Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica) no Fórum Dança em 2008, foi bolseira do NEC em 2009, em 2013 participa no DanceWeb Schoolarship Programme do Festival Impulstanz, em Vienna e em 2016/17 frequenta a pós-graduação de especialização em performance na Faculdade de Belas Artes do Porto. Enquanto performer colaborou com Joclécio Azevedo, Carlota Lagido, Né Barros, Victor Hugo Pontes, Ana Borralho e João Galante, Joana Providência, Juliana Snapper, Bruno Alexandre, Rita Vilhena, entre outras. Atualmente encontra-se em criação de and STILL we MOVE em colaboração com Maurícia | Neves a estrear no BoCA. É artista associada do Visões Úteis. Joana Castro (1988, Porto) develops her work between dance, performance and sound, having presented some of her works in Portugal, France, Belgium and Germany. She started her studies during a dance course at Balleteatro Profissional Escola in 2003, attended the PEPCC course (Study, Research and Choreographic Creation Programme) at Fórum Dança in 2008, was a NEC fellow in 2009, in 2013 participated in the DanceWeb Schoolarship Programme of Festival Impulstanz, in Vienna and in 2016/17 attended the postgraduate specialization in performance at the Faculty of Fine Arts of Porto. As a performer she collaborated with Joclécio Azevedo, Carlota Lagido, Né Barros, Victor Hugo Pontes, Ana Borralho and João Galante, Joana Providência, Juliana Snapper, Bruno Alexandre, Rita Vilhena, among others. Currently she is creating and STILL we MOVE in collaboration with Maurícia | Neves to be premiered at BoCA. She is an associated artist of Visões Úteis.

ESTREIA/PREMIERE

29 ABR/APR 15:00 - 30 ABR/APR 23:59

131 OUT

Sara Marasso & Stefano Risso Performance filmada em Lisboa/recorded in Lisbon (Sara Marasso) e/and Turim (Stefano Risso) | 20’ (Inicialmente prevista para o / originally scheduled for Jardim do Morro, V. N. De Gaia)

Três corpos – um bailarino, um músico e o seu instrumento incómodo, um contrabaixo – confrontam-se num espaço que se recria a si próprio a cada instante, por intermédio desse confronto. Um espaço no qual o contrabaixo – e não a bailarina ou o músico – se afirma como elemento-chave de um jogo do qual é o verdadeiro diretor. Uma relação lúdica que se insere no quotidiano de um espaço público a procura de uma impossível sincronia com 2000 km de distância e uma hora de fuso horário de diferença que separa Lisboa de Turim, onde os três corpos se encontram separados. Um convite para o publico a olhar de forma diferente, inesperada e imprevisível o espaço exterior, os espaços das cidades e aquilo das relações humanas, em proximidade como em distância. Three bodies - a dancer, a musician and his awkward instrument, a double bass - confront each other in a space that recreates itself at every moment, through this confrontation. A space in which the double bass - and not the dancer or the musician - asserts itself as the key element of a game of which it is the true director. A

Il Cantiere é um coletivo artístico independente que opera há muitos anos no campo das artes performativas, colocando-se numa perspetiva que considera a criação contemporânea como um encontro entre diferentes linguagens e uma prática de pesquisa. A sua atividade foca-se em performances para espaços teatrais e criações específicas do local para espaços não convencionais que conectam a pesquisa coreográfica e sonora ao vídeo, arte contemporânea e diferentes práticas de teatro participativo. A equipa de direção artística é formada pela bailarina e coreógrafa Sara Marasso e pelo contrabaixista, compositor e produtor de vídeos Stefano Risso. Il Cantiere is an independent artistic collective that has been operating for many years in the field of performing arts, placing it-self in a perspective that considers contemporary creation as an encounter between different languages and a research practice. Their activity focuses on performances for theatrical spaces and site-specific creations for unconventional places that link choreographic and sound research to video, contemporary art and different practices of participatory theatre. The artistic direction team is formed by the dancer and choreographer Sara Marasso and the bassist, composer and video maker Stefano Risso.


Acompanhando o Festival Corpo+Cidade, nesta conversa procurará enquadrar-se a pertinência da actuação em espaço público, nas suas dimensões artística mas também social, em particular quando a experiência colectiva tem sido tão condicionada pela situação sanitária global. Podemos considerar que a partilha no registo diferido, ou mesmo em situação de directo online, nos compensa da impossibilidade de proximidade, mas sabemos que há um custo social para todos, performers e públicos, que está para além do cancelamento das presenças. Vivemos em situação de permanente adiamento, sabemos que os corpos não esperam e as suas performatividades se ajustam. Como serão, então, as performativadades, amanhã?

20 - 30 ABR/APR

PERFORMATIVIDADES NO ESPAÇO PÚBLICO, HOJE

PERFORMATIVITIES IN THE PUBLIC SPACE, TODAY Conversa com os artistas / Conversation with the Artists online em / at balleteatro.pt Moderation / Moderação

Gabriela Vaz-Pinheiro

Following Corpo + Cidade Festival, this conversation is within the relevance of acting in a public space, in its artistic but also social dimensions, particularly when the collective experience has been so conditioned by the global health situation. We can consider that sharing in the deferred record, or even in a situation of live online streaming, it compensates us for the impossibility of proximity, but we know that there is a social cost for everyone, performers and audiences, which goes beyond the cancellation of attendance. We live in a situation of permanent postponement, we know that the bodies do not wait and their performance is adjusted. How will performativities be, then, tomorrow? Gabriela Vaz-Pinheiro, artista e professora universitária, tem trabalhado desde há várias décadas na curadoria de exposições e na produção de edições. Os seus interesses prendem-se com a expressão de questões identitárias no espaço da arte contemporânea e o seu atravessamento para espaços não convencionais, como seja o espaço público. Formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto onde leciona desde 2003. Lecionou durante um década no Central St. Martins College University of the Arts e possui Doutoramento por Projecto pelo Chelsea College of Art & Design. Gabriela Vaz-Pinheiro, artist and university professor, has worked for several decades in curating exhibitions and producing editions. Her interests are related to the expression of identity issues in the contemporary art space and their crossing into unconventional spaces, such as the public space. Having graduated in Sculpture from the Faculty of Fine Arts of the University of Porto where she has been teaching since 2003. She taught for a decade at Central St. Martins College University of the Arts and has a PhD by Project from Chelsea College of Art & Design.