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Jornal Da Comunidade Portuguesa Na África Do Sul / Portuguese Community Paper of South Africa

ORGULHOSAMENTE PORTUGUES / PROUDLY PORTUGUESE Ano 8 Número 97

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Director Dr. Fernando S. Capão

An International Icon to be Proud Of

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Festival Português em Riebeek Kastel

Maio , 2012

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Interview with Author – HANS BORNMAN

Peregrinações de Fátima florescem na África do Sul

Photo taken at the 2011 Fatima pilgrimage as over 1000 pilgrims walk the street of Johannesburg in prayer with our Lady of Fatima Como dizia o poeta “a vida é feita de nadas, a vida é ai que mal soa; a vida é núvem que foge, a vida é núvem que voa.” E por ser assim e o tempo se tornar cada vez mais curto, a memória dos homens mais e mais limitada, os

seus sentimentos mais degradados e egoístas e o seu coração mais empedrenido, a sua espiritualidade cedeu o lugar ao vil metal, que é preciso adquirir a qualquer preço. As coisas da sua realidade essencial, ou seja a vida que

Primeira vítima fatal este ano

António Paulo Guerra, nasceu em Trásos-Montes no Marão, nas agrestes, mas acolhedoras serranias daquela região nortenha de Portugal que Miguel Torga cantou abençoadamente. Gente dura, de trabalho, de amor à terra, a terra, onde mandam os que lá estão. Empurrado, como tantos de nós pelos “ventos de mudança” que atirados violentamente aos céus com a abertura dos odres da descolonização revolucionária de Abril varreram impiedosamente pessoas e bens como os dentes da serpente que Cadmo matou e espalhou a esmo, pelo vasto mundo de sofrimento que passaram, arribou à África do Sul onde vivia, parece que só num terreno, onde guardaria equipamento de transportes de um filho. De setenta anos

de idade, valente como um transmontano de puro sangue, confiante que ninguém o molestaria pela sua idade, não imaginou que pudesse vir a ser a vítima fatal de criminosos à solta que matam pelo prazer de matar. Mas, infelizmente, foi isso que aconteceu no sábado, dia 21 de Abril do ano em curso porque para quem procura satisfazer o prazer sádico de matar o semelhante, não há barreiras, nem escrúpulos, nem lei. E porque não há lei, nem moral, nem humanismo, num mundo decadente, a vida totalmente oposta à cultura da morte, nada vale. Um grupo de malfeitores e energúmenos entrou no seu mundo de paz e tranquilidade para o espancarem selvaticamente, brutalmente, sadicamente até o deixarem inânime no chão como uma coisa inútil

Deus lhe deu num sopro de espiritualidade, que a evolução não poderia dar nunca, e que o fez à Sua imagem e semelhança, passaram a plano inferior e só o que é material tem validade. O resto nada representa. Mas é

e sem valor…um ser humano supérfluo! Uma das pancadas desferidas por mãos assassinas arrancou-lhe a vida que Deus lhe deu, e que nem a lei nem a moral que não termos sancionarão, mas que a Lei Eterna do Criador julgará quando chegar a Hora da Verdade. Não apenas os autores do crime mas os que indirectamente o permitiram. O seu corpo só na segunda-feira dia 23 foi encontrado pelos seus familiares. Aos seus entes mais chegados apresentamos condolências nesta hora de luto e lágrimas. A toda a nossa Comunidade, lembramos que cada vez que um de nós se vai, em tais circunstâncias, ficamos mais pobres. À vítima inocente e incauta, a Deus rogamos que lhe dê o descando eterno no seu Reino de paz e luz.

o espírito que marca a nossa verdadeira identidade de ser racional e que após a morte sobreviverá, sendo a partir daí que assume preponderância ao corpo que voltou a ser o pó, de onde viemos. Aí não há poder que se oponha, nem resista. Somos uma sociedade modernista, pretenciosa e arrogante de cientistas que pretendem vender o resultado das suas investigações pagas pelos senhores do mundo, que são os únicos que possuem os meios para o fazer e assim poder impor a quem os serve, os resultados que pretendem dos seus trabalhos. Até aí chegou a corrupção que tem por fim, não dominar o poder e o dinheiro, mas possuir o mundo inteiro, substituir Deus e a transcendentalidade do mesmo mundo, porque os homens mesmo os mais cientistas, ignoram o Cosmos e os seus segredos e mistérios. Isto, apesar de Platão nos seus trabalhos filosóficos ter esctrito no século V a.C. : “ a terra está cheia do céu” . Mais ainda :”As ideias celestes são as melodias das coisas e as próprias coisas são figuras veladas ou imagens e sombras do seu próprio futuro”. Daí que somente a natureza eterna pode ser a “ verdadeira “ natureza . Muito se tem dito, escrito e mostrado sobre

Fátima, desde que ali tiveram lugar as aparições de Maria em 1917. Milhões de pessoas de todo o mundo, de todas as culturas, de todas as idades e sexo Continued on page 2


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In the Spotlight: Laura Bairos

When we are young we dream of our future careers, but sometimes those dreams and ideas are a little farfetched and extravagant. Not in the case of Laura Bairos, daughter of Manuel Bairos and Linda Bairos. Since a very young age she has been fascinated with fashion-ware seen on celebrities and icons, so it was actually very appropriate when she received a set of paper dresses and cardboard figure of Princess Diana, those figures we all well remember our little sisters playing with in the yesteryears. When dresses were limited Laura started drawing her own dresses and cutting them out to fit to her princess figure. The parents would have thought that this stage would soon dissipate with her coming of age, but to their surprise that willingness to learn about dress-making and fashion design just grew stronger. During the year of her grade 11 studies, at the age of 16 years old, Laura

was attending a sowing class a few times a week with a dress-maker, with the intentions to see if the actual trade would make Laura deter from this career or follow it with more passion and conviction. When Laura completed the sowing course, the next step was to go and learn from one of the best in the business, so she enrolled in Spiro Villiotti Elite Design Academy in Hyde Park for a three year course. In 2008, her second year, against the normal rule of only third year students being invited, Laura was invited to partake in the AUDI JOBURG FASHION WEEK. During the summer of 2008 and 2009, Laura attended a drawing course with Parson’s School of Design. In 2009 Laura graduated from Spiro Villiotti with top marks, being invited once again to participate in the Audi Joburg Fashion week in February 2010, placed in the Top 9 of Bridal Africa in 2008 and in 2010 attended a course at Lisof in Rosebank to receive an actual Business Degree in Fashion. Still in 2010, Laura worked for a company called House of Busby under Marion & Lindie as a product merchandiser for overseas manufacturers. In 2011, Laura started her own business working part time, while she lectured at the very school that she had earlier attended,

Mais uma data que a Política apunhalou… 1 de Maio é data mundialmente celebrada como o Dia do Trabalhador. Cantada como vitória e conquista democratica da classe trabalhadora isso não significa que sejamos seguidores da defesa do trabalho contra o capital ou vice-versa. Preferimos o princípio de “in medio virtus”, no meio está a virtude, e devemos evitar os extremos que nada de bom auguraram. O capital pode existir, mas parado, estagnado em vez de aumentar, diminui, porque desvaloriza. Para o pôr a trabalhar em favor do seu possuidor, este terá que o movimentar para o tornar produtivo. Para isso, o trabalho é imprescindível. Por outro lado o trabalho pode abundar, mas se não houver postos de trabalho, sera, por seu lado, igualmente inútil e improdutivo. São, por isso, capital e trabalho, dois elementos complementares ao mundo da produção de bens essenciais e necessarios. Desnecessário sera dizer que partimos do princípio de que um e outro têm validade real e honesta, isto é que o capital deve ter sido obtido por vias de trabalho honesto e o trabalho deve assentar na capacidade profissional de cada trabalhador para exercício das suas funções. Não há sociedades perfeitas, mas elas devem tender para essa meta. O Homem, criatura de Deus, que no acto da criação e na altura que entendeu dever ser disse”façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” e insiste o Génisis “criou Deus, pois, o homem à sua imagem à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”. Abençoou-os e colocou-os no Jardim da felicidade-EDEN- e perfeição, mas sob uma condição que o homem e a mulher não cumpriram e daí o castigo bem claro: “…maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida “ e ainda “no suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”. Bem explícito ficou que o homem terá que trabalhar sem limite para ganhar a vida, obrigação que Deus determinou com o reversível direito:” o direito ao trabalho” para acudir ao sustento, educação e habitação dos seus dependentes. E é nesta rerversibilidade que se conjuga o intercâmbio dos dois elementos referidos: capital e trabalho. Reconhece-se que o homem do capital ou investidor quere tornar o seu dinheiro rentável e recorre ao trabalho como “capital especializado” para isso. Mas o trabalho tem direitos inerentes ao “plus

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valor” que acrescenta ao capital e nessa base adquire direitos que têm de ser respeitados devidamente alicerçados na dignidade do trabalhador, nomeadamente: que a sua força laboral é o meio que Deus lhe concedeu para sua realização pessoal, para sua contribuição social no seio da família e no corpo social em que se integra e do qual participa como ser eminentemente social ou de relação. Daí nascem as lógicas ilações ou consequências que assistem como direitos: direito a um salário justo, direito a ser tratado como pessoa humana e não como uma coisa, direito a uma comparticipação nos lucros da empresa a quem alugou a sua capacidade específica, direito a descanso, a férias, à saúde. Com a obrigação reversível de ser fiel à entidade patronal, no horário de actividade, ao rigor da mesma, a uma vida que não ponha em risco a sua integridade física e saúde, a ser inovador e defender a propriedade de quem lhe paga, que, ao fim e ao cabo constitui património da Nação que todos integramos e a que pertencemos! Deus determinou que o “homem ganhasse o pão com o suor do seu rosto”, mas isso não confere à entidade patronal o “direito de enriquecer à custa do suor dos seus servidores”.O que, infelizmente, é mais comum do que se possa imaginar!...E tem que ser no respeito por esta gradação e reversibilidade de direitos e obrigações mútuas que devem assentar os alicerces de uma “sociedade equilibrada e responsável”. Mas o “Dia do Trabalhador” é aproveitado para emocionar as multidões com slogans de sabor essencialmente politico, com laivos muitas vezes acentuados de incitamento ao “odio contra as entidades patronais” classificadas como “capitalistas” e de empurrar os trabalhadores para estados ermocionais, por vezes, incontroláveis. Mas não para a educação de entidades patronais e trabalhadores nos códigos de conduta que devem reger o seu relacionamento sadio, produtor e de respeito mútuos. Essa sim seria a melhor celebração do DIA 1 DE MAIO, devotado ao TRABALHO e aos TRABALHADORES que são a maioria esmagadora da população mundial, pois estaríamos no caminho certo que leva à Justiça Equitativa e à Equidade que todos temos incritas na nossa natureza e essência humanas, ou seja a caminho de uma sociedade respeitadora dos valores que enformam a dignidade do Homem. Fernando Capão

Spiro Villiotti Elite Design Academy in Hyde Park, three times a week, teaching now others the skill of pattern-making and garment construction. When Laura’s business started to become more of a full time attention requisite, the lecturing was put aside. Now this young, beautiful and talented 24 year old is the owner of a label called BAIROS COUTURE specialising in her own designs of dresses, exclusive imported ready to wear and exclusive men’s outfits tailor made, in association with a well-known manufacturer of tailor made suits, who specialize in suits, shirts, waistcoats, ties, cravats, jackets and trousers. With a plentiful choice of imported quality fabrics, the tailor made suits and shirts ensure that men are also noticed for their sophisticated fashion sense. So just as the ladies can go to Laura and get their dream dress made for that once off occasion you can rest assured that the dress that comes out as final product is of the highest quality, is made with passion, and proudly Portuguese craftsmanship included. This is why we can say that our Portuguese community can contribute to all different aspects of this economy. Artigo: Jorge Martins

Laura with one of her creations

Peregrinações de Fátima Cont. primeira pagina

diferente, de linguajares diferentes, de denominações diversas, pelos mais diversos motivos ali têm acorrido, p a r a r i d i c u l a r i z a r, e s c a r n e c e r, b l a s f e m a r, m a s t a m b é m p a r a s e curvarem à evidência e acreditarem. Pessoalmente conhecemos muitos desses fenómenos e factos e também ali nos deslocámos, ao santuário por duas vezes em peregrinação a pé, calcorreando umas centenas de quilómetros e muitas vezes de carro. Sempre nos renovou a pureza, a paz e a atmosfera espiritual do santuário. Em Joanesburgo, agora pela décimal terceira vez vai realizarse a habitual peregrinação a que se tem devotado de alma e coração Manny de Freitas, Deputado no Parlamento pela DA, um jovem lusodescendente que não nega as suas origens nem rejeita a sua crença e fé. Para assinalar o aniversário de Maio deste ano, a Comunidade Católica de Joanesburgo, sob os auspícios da paróquia do Santíssimo Sacramento em Malvern, liderada pelo padre Tony Daniels, responsável pela mesma, vai realizar a peregrinação a pé. O acto religioso começa na Igreja Católica referida, situada na esquina das ruas Geldenhuis e Mullins, Malvern Este, no sábado, dia 12 de Maio, pelas 18h30 (6.30pm) e terminará com a Santa Missa no Santuário de Shoenstatt na esquina das ruas Van Buuren e Florence em Bedfordview. Todos são convidados a tomar parte nesta peregrinação que se tem evidenciado como acto religioso de grande espiritualidade e que este ano pretende ultrapassar o número dos 1.200 peregrinos participantes na sua última realização. Os peregrinos devem usar sapatos confortáveis e trazer uma vela. Vamos venerar a virgem de Fátima e trazer um pouco de Portugal, Terra de Santa Maria, não só a Joanesburgo, mas a toda a África do Sul. Maria foi a Mãe de Jesus e continua a ser a nossa Mãe no Céu. Referimos aqui um episódio passado com a família de um jovem pastor protestante da Igreja Metodista nos Estados Unidos

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TO Advertise in Contact Jorge Martins on 011 578-5613 or 074 307-0111 Email: jorgem@mannys.co.za

que entre muitos sofrimentos passou pela doença de um filhito de 3 anos e 10 meses que por duas vezes sucessivas esteve à beira de perder a vida. Depois da saga dolorosa por que passou a família, o pequeno Colton voltou à vida normal e começou a falar ao pai em termos que surpreendem a todos:”que tinha estado no céu, com Jesus”. Os dados que foi dando, cada vez levantavam mais surpresa e até angústia o que levou o pastor Todd Burpo, o pai, a escrever um livro cujo título é : “HEAVEN IS FOR REAL” e que vale a pena ler, mais, deve ser lido e meditado. Já quase no fim da edição os muitos amigos católicos dos pais de Colton faziam certas perguntas sobre Maria. Mas vamos transcrever em Inglês, “ipsis verbis”:” A lot of our Catholics friends asked wether Colton saw Mary the mother of Jesus. The answer to that is also yes. He saw Mary kneeling before the throne of God and at other times, standing beside Jesus”. “ She still loves him like a mom”, Colton said. De joelhos diante do trono de Deus a interceder por nós, como mediadora entre os homens e Deus pelo amor a Jesus, seu filho e pelo amor que nos tem, como filhos de Deus, irmãos de Jesus. Todos temos uma Mãe no Céu que devemos venerar e amar como se deve amar a Mulher-Mãe. Vamos todos fazer isso, participando nesta peregrinação com Fé e Amor à Mãe de Jesus. Fernando Capão WWW.PORTUGUESEFORUM.ORG.ZA

Jornal Da Comunidade Portuguesa Na África Do Sul / Portuguese Community Paper of South Africa

ORGULHOSAMENTE PORTUGUES / PROUDLY PORTUGUESE

ISSN 1028-5070 JORNAL MENSAL DA COMUNIDADE PORTUGUESA

Layout & Design 011 578 5652/5624 Email jorgem@mannys.co.za brentv@mannys.co.za

Telephone (011)575 5653 Fax: (011) 395 1070 Email voz@mannys.co.za


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João Silva: An International Icon to Be Proud Of

We have all heard the stories of soldiers putting their lives on the line for their country, patriotism and bravery, but do we seriously pay attention to what we are actually reading, seeing and hearing when we watch the news, read about it or hear it on the radio. Sit back and try and imagine that you knew that there was a war going on but you didn’t know what the updates were every now and then? The expression “Not knowing is worse than knowing bad news” Well, have you ever considered that reporters also put their lives on the line but for an even greater cause than Patriotism? They bring the information to the world of the good, the bad and the ugly. Those of you who have watched the movie or read the book “The Bang Bang Club” have seen or read how a reporter gets criticised about a photo of a little boy, so skinny, he can barely sit up with a vulture lurking over him. A photo made famous by a photographer named Greg, a recipient of a Pulitzer Prize, only to be criticised about not doing anything to help that child. Think carefully, that photo helped that child create a call to the rest of the world about the suffering and hunger in Africa. João Silva, a close friend to Greg, Ken, and Kevin, the characters of the movie and authors of the book, lived

João Silva Being Interviewd by RTP Contacto

with the purpose of telling a story worth a million words. This is the way that João Silva described his state of mind when out on the front line.

João Silva enjoying the morning with his children

At a young age, João Silva, wanted to be like all the professions that little boys dream about, then at a more mature age, following the passion for speed and adventure, João Silva went with a friend to the Kyalami Race Track and helped his friend take photos of the race that day, “From that moment onwards, in my mind, I was a photographer” without even owning equipment, the decision of what career to follow was made. With a difficult profession in the sense of a dime a dozen, João started working for a small local newspaper in the south of Johannesburg, the Alberton Rekord, later working for the Star in Johannesburg where he became a very involved reporter in the struggle during the 1990 and 1994 period on the east rand, as we can all remember the violence between the Incata and the ANC in the townships. With freelance work for the New York

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Times in recent years, João Silva has had many trips to the middle-east and was on ground zero most of the time, bringing us the news of war that few dare to venture to. In 2010 during one of his excursions with a military platoon in Afghanistan, during a routine patrol, with one sniffer dog and his handler leading the way, and an armed soldier in second followed by João Silva in third, he unfortunately triggered a plastic Russian-made anti-personnel mine that exploded leaving him without his leg, but to his own words “thankful to be alive”. During all the commotion, João Silva took his camera and started photographing everything around him while medical personnel was stabilising and evacuating Mr. Silva. Nearly two years later, we the Portuguese Forum South Africa, have had the honour of meeting Mr. João Silva in person. With the use of prosthetic legs he goes about his daily activities still with some getting used to but refusing to be bound to a wheel chair, taking the full essence of life to the limit and enjoying the company of his two beautiful children and loving and caring wife and parents. When asked about the Ordem de Liberdade decoration that he had been awarded a few weeks ago by the Portuguese Ambassador Dr João Ramos Pinto, he said that he is very grateful for the award and recognises it for its merit but that does not change him, nor his passion for photography, and that as soon as he is able he will continue working as a photographer to the best of his abilities. If one thing could be said about the man that we met, the only survivor of the four friends that were called by the nickname “The Bang Bang Club” is that he does not think of it as being a ‘Club’ but four friends that wanted to make a difference in the world by bringing us their point of views through their lenses and that he would go back out there and do it all over again. Artigo: Jorge Martins


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Página

PORTUGUESE FÓRUM No 1 Porterfield Road Tableview, Cape Town Tel & Fax: 021-556 4416 E:mail.pforumwc@telkomsa.net

Do Cabo Ocidental Organizada por I. Henriques

Festival Português em Riebeek Kastel O tempo voa! Passou mais uma quadra pascal, desde 2011, data do início das festividades em Riebeek Kastel, que este calhou em Domingo de Ramos (dia 1 de Abril) celebrado em terras da Swarthland District. O espaço anexo ao Royal Hotel torna-se pequeno cada ano que passa, para acolher os forasteiros não só portugueses como de outras

das festividades”. Seria essa a razão?! Penso que não, foi apenas uma justificação dada com boa disposição e brincalhona. Mas, lamentamos, assim o festival no capítulo religioso perdeu muito do seu conteúdo. O entretenimento esse esteve à altura, com o Conjunto Kanimambo a animar o arraial, as vozes jovens , de J.P. de Abreu (filho de um

O jovem J.P. de Abreu

Consul Geral Dr.Jorge Fonseca em franco convivio com a nossa gente nacionalidades que aproveitam assim umas horas bem passadas num ambiente diferente, ao som da música portuguesa saboreando os nossos petiscos à sombra das árvores que ali abundam. Houve quem se deliciasse à sombra de laranjeiras carregadas de fruto, a sorte ou o azar é que ainda estavam verdes, porque senão seria uma tentação. Este ano foi celebrada Missa Campal e contra o habitual para decepção de todos, não se realizou a Procissão dos Ramos que anteriormente percorria a artéria príncipal desta cidadezinha pitoresca. Ao interrogar uma responsável pela organização o porquê do facto, a resposta foi-nos dada com alguma graça “ talvez tenha sido por falta do burrinho, este ano não se conseguiu apanhar o animal, como anda de namoro com duas ou três fêmeas e como é burro, é teimoso, embirrou e não entrou na viatura. Penso que talvez fosse a falta da presença do jumento no cortejo religioso que motivou a falta que refere, porque a Procissão como tem sido nos anos anteriores, fazia parte do programa

advogado bem conhecido da nossa praça, Dr. José de Abreu) e ainda uma estreia, Miguel Martins, um jovem professor do Instituto Camões, natural de Aveiro chegado de fresco a terras do Sul de África para leccionar Português na Cidade do Cabo e ainda a participação do Grupo Folclórico de Danças Portuguesas de Cape Town Dia quente de Outono, bem passado num vale rodeado de montanhas, oliveiras e

Professor Miguel Martins

10 de Junho mais uma vez no Royal Yacht Club de C.T. Este ano o Royal Yacht Club de Cape Town celebra pela 10ª vez consecutiva o Dia de Portugal de Camões e das Comunidades. Victor Medina e Manuel Mendes têm sido os pilares deste evento ao longo dos dez anos. Faz parte das Comemorações como vai sendo hábito a Regata Dia de Portugal englobada no calendário de actividades náuticas do Club em que participam velejadores das mais diversas nacinalidades e ainda um jantar onde serão entregues os prémios aos respectivos vencedores. Os organizadores,

como são amantes do mar e das artes de marear decidiram celebrar o Nosso Dia sobre o tema Além-Mar. Aliás um tema cheio do maior significado para todo o mundo português, porque foi o mar que imprimiu à nossa História o cunho de universiladidade que a caracteriza. Felicitamos os organizadores pelo facto, pois nenhum outro lema seria mais feliz, até porque celebrar o mar e falar do mar, é cantar Portugal e os Portugueses.

videiras, os produtos de beleza extraídos da azeitona são de renome e já passaram alémfronteiras , mas o ex-libris deste lugar são os famosos vinhos da Swartland onde castas bem portuguesas como a Touriga Nacional e a Tinta Barroca têm lugar de destaque no fabrico destes bons vinhos, muito embora se afirme por este lado, que são castas originais destas paragens… Como portuguesa e defensora do que é nosso, continuo a bater na mesma tecla, o resto fica para quem de direito. O anfitrião foi como sempre o velhinho Royal Hotel com 150 anos de vida, propriedade de Robe (holandês) e Carminda (lusodescendente), bem no estilo colonial equipado com todo o conforto que proporciona a quem o procura uma atemosfera acolhedora

bem no coração da pequena cidade de cujas magníficas varandas se desfruta uma paisagem única das montanhas, “ Kastelberg “ e os pulmões se enchem de ar puro que por aqui ainda se respira. A organizacao do evento esteve a cargo dos proprietários do Hotel, Robe e Carminda Brendell, Carlos Aguiar, Meggei de Sousa, João Carvalho e Manuel de Sousa, que se esforçaram para que tudo corresse da melhor forma, petiscos não faltaram, a fonte para os sequiosos também estava com uma boa nascente de (água) para todas as preferências, aqueles a quem um petisco só, não convenece , tiveram oportunidade de ter um bom almoço, instalados com todo o conforto , numa das varandas do hotel . O festival contou ainda com a presença do Cônsul Geral nesta Província Dr. Jorge Fonseca. Ficou encontro marcado para o próximo ano 2013, Domingo de Ramos, mas esperamos que haja Procissão e que conte com a presença do burrinho no cortejo, para que este Festival Português em terras da Swartwland possa continuar a ser para os mais velhos um reviver das nossas tradições e para os mais novos, um encontro com as suas próprias raízes . Idalina Henriques

Celebração da Santa Missa pelo Padre Roman Viveros

Atribuição de Bolsas de Estudo Por ocasião do Concerto dos Pé na Terra na Associação Portuguesa do Cabo da Boa Esperança , o Cônsul-Geral Dr. Jorge Fonseca fez a entrega das Bolsas de Estudo Dr. Adelino Costa a alunos lusodescendentes, com bom aproveitamento escolar, com a particularidade, este ano, de todos eles falarem a Língua de Camões. Uma mão cheia de jovens com muito valor,

serão eles o garante da nossa Comunidade e os líderes de amanhã. Assim, este ano, foram contemplados , Ivone Gonçalves, Jessica Santos, Jaime Barros, Vincente de Sousa, Mikel Oliveira e Ricardo Oliveira, futuros homens de lei, dentista, contabilista e cientista. Idalina Henriques

Idalina Henriques

Victor Medina e Manuel Mendes organizadored de mais um 10 Junho no Yacht Club

Consul-Geral com os estudantes contemplados com as Bolsas de Estudo


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Concerto dos “Pé na Terra” em Cape Town Os “Pé na Terra” trouxeram até a cidade do “Gigante Adamastor” mais própriamente à Associação Portuguesa do Cabo da Boa Esperança, um CONCERTO com letra maiúscula, que nos falou de parte da nossa História com 900 anos, que são as nossas raízes musicais, algumas delas já perdidas na memória dos tempos, graças à parceria Instituto Camões, e Amigos Portugueses que se esmeraram na arte de bem receber, desde um Vinho do Porto à entrada , ao jantar servido ás cerca das 300 pessoas presentes ,dentro do horário previsto, recebidos pelo Cônsul-Geral de Portugal Dr. Jorge Fonseca, tudo esteve de acordo com a ocasião. Com o salão bem decorado para o efeito e completamente cheio, foi o cenário adequado para se assistir a um verdadeiro

Adufe, Bombos, Guitarra, Chocalho, Acordeão, etc., para surpresa de muitos dos presentes foi o constatarem que a gaita de foles é genuinamente portuguesa. Para alguns de nós foi um relembrar da nossa infância na casa dos nossos avós nos tempos em que os Zés Pereiras corriam as aldeias a anunciar as festas nas redondesas. Estão de parabéns os organizadores muito em especial o Sr. Cônsul Geral nesta cidade que prima pela divulgação da nossa língua, cultura e das nossas tradições, Bem-Haja!... Houve ainda a oportunidade de Voz Portuguesa conversar com os cinco elementos do Grupo, gente jovem com uma mente aberta e preocupada em não deixar morrer algo que faz parte da

Pe na Terra no palco durante o concerto confessar esse mesmo desinteresse :-“ a divulgação de grupos de recolha musical não é a melhor, há outras apostas, outros interesses e muitos “lobis”pelo meio, mas mesmo assim não nos podemos queixar pois temos dado concertos por muitos lugares dentro e fora do país incluindo as nossas ilhas, com óptima aceitação por parte do público, a prová-lo está a venda dos nossos dois trabalhos editados e práticamente esgotados. Esta é a nossa primeira digressão por terras africanas, já passamos pela Namibia, Windoek e Walvis Bay, Pretória e agora Cape Town

Embaixada de Portugal. Assim, graças a todos e ao Instituto Camões foi possível esta deslocação, o que é maravilhoso para todos nós. O tempo muito curto, sempre a correr, mas recompensados com todo o calor humano que temos recebido “. Os “Pé a Terra” não são só um grupo de música tradicional, são jovens Embaixadores da Língua e Cultura Portuguesa por onde quer que passem, são também os “arqueólogos” dessa mesma música por todo o levantamento da raíz das suas origens. O Sr. Cônsul-Geral Dr. Jorge Fonseca no

Uma das mesas Concerto das nossas raízes, onde a recolha das nossas melodias tradicionais, algumas tão antigas como o nosso Portugal se entrelaçaram em perfeita harmonia com os novos ritimos sem perderem a sua originalidade. Os instrumentos esses são 100% tradicionais portugueses tais como: Gaita de Foles, Gaita de Foles Mirandesa,

História dum País o que é de louvar, só é pena que a sua divulgação nos meios da comunicação social seja ela tão pobre, poucas das pessoas presentes tinham conhecimento da existência do grupo. No decorrer da nossa conversa um dos elementos, Ricardo (o homem das gaitas, como ele mesmo se intitula) acabou por

Pe na Terra no palco durante o concerto com boa adesão do público, o que nos é muito gratificante. Daqui seguimos para o Zimbabwé para participar no HIFA, (Harare Internacional of Artes ), este festival como o nome indica é dedicado ás artes: teatro, pintura, música, etc., a nossa participação deve-se principalmente ao contacto feito pelos organizadores do evento com a

Aspecto do Salao

A força de quem acredita

Ouvimos falar de um jovem casal que começou com um negócio de artigos para decoração de cerimónias específicas como casamentos, festas de aniversário, fim de ano, etc.,(coisa pequena) como se costuma dizer e que hoje têm ao dispor dos seus clientes todo o material requerido para estas e outras funções. Curiosa, Voz Portuguesa foi até lá para ver e também falar sobre o Projecto Fórum Português. Nelson e Sandra Jardim, são os nomes dos jovens luso-descendentes filhos de pais naturais da Pérola do Atlântico, com menos de 30 anos, e por incrível que pareça, não conheciam o Projecto Fórum. Nasceram, cresceram e casaram em Joanesburgo, Nelson trabalhou durante alguns anos para uma empresa do ramo no sul de Joanesburgo, e cansado de receber um salário ao fim do mês, pensou: “ tenho que arranjar alguma coisa que seja minha, que me ajude a assegurar o futuro da minha família”. No ano de 1999 o casal decidiu vir à Cidade do Cabo, com a qual ficaram enfeitiçados, o feitiço foi tão grande que num belo dia das ferias, junto ao mar sentados numa rocha, Sandra cheia de Fé resolveu falar com Deus

e fazer-lhe um pedido, pedido esse que o Senhor ouviu e ajudou-os a realizar. De regresso a Joanesburgo, Nelson resolveu falar com o patrão, Manny dos Santos ( familiar seu) e expor-lhe a ideia de querer abrir o seu próprio negócio, o que foi bem recebido pela outra parte, com a proposta de ser ele também sócio da companhia, as condições foram acordadas. Só faltava escolher o local para a abertura da nova delegação que ficaria sobre a total responsabilidade do nosso interlocutor. Essa foi a parte mais fácil, a cidade e a província já estavam há muito escolhidas no coração e na mente do nosso jovem, W. Cape e a cidade, Cape Town… A oportunidade foi agarrada com as duas mãos, no ano 2000 aí vêm os dois de malas aviadas, prontos a lutar com unhas e dentes pelo sucesso e realização de um sonho. No princípio as coisas não foram fáceis, mas a vontade de vencer e de criarem raízes nesta cidade banhada pelo Atlântico era tão grande, que conseguiram ultrapassar todos os obstáculos que se lhes foram deparando nos primeiros tempos. A apresentação do produto foi feita de porta a porta, com todo o material na traseira do camião, os possíveis clientes

ficavam, à partida, inteirados do produto, sem terem que fazer qualquer deslocação. A altura de abrir um estabelecimento chegou, e assim nasceu em Cape Town uma Super Floral com gerência de Nelson e Sandra Jardim ligada por cordão umbilical à já existente no sul da Joanesburgo. A super Floral nesta cidade emprega 16 trabalhadores, abranje uma área coberta de 1.900 metros quadrados, um local onde se encontra de tudo para tudo o que seja relacionado com decoração referente a festas ou funções de qualquer tipo. Uma particularidade que não pode passar sem ser mencionada, como estes jovens são pessoas de Fé e acreditam no Criador, diariamente antes de começar o dia de trabalho é feita uma oração em conjunto com todo o pessoal da empresa. Acreditam que tudo o que têm a Deus o devem, Deus que os tem ajudado a lutar e a progredir na vida. Esta história pode parecer um pouco romanceada, mas na realidade foi assim que nos foi contada, com lágrimas nos olhos deste jovem casal, em algumas passagens da nossa agradável conversa. Idalina Henriques

seu curto discurso de agradecimento aos presentes, colaboradores e patrocinadores, informou que os fundos angariados neste espectáculo se destinam exclusivamente ao FUNDO FIDEICOMISSO DR. ADELINO COSTA ,que anualmente atribui bolsas de estudo a alunos portugueses com bom aproveitamento escolar. Idalina Henriques

Nelson e Sandra Jardim


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Ordem Religioso-Militar dos Templários e seu Papel em Portugal e Península Ibérrica ( II PARTE )

O Condado Portutalense em 1143 recebeu certo estatuto de reconhecimento por parte do Papa Lúcio II, em atenção ao seu acto de submissão à Santa Sé, aumentando o tributo anual em ouro, mas o Sumo Pontífice não o reconheceu como “REX”, (REI ) apenas como “Dux Portug(c)alensis” ( Duque Portug(c)alense ) e continuou a chamar a Portugal, “Terra “ ( Terra ) e não “Regnum” ( Reino ). Foi um grande passo que se materializou plenamente, no ano de 1179, quando o Papa Alexandre III atribuíu oficialmente a D. Afonso Henriques o título e posse que ele procurava há muito, ou seja, Rei e Reino. Portugal nasceu no meio de lutas regionais em Galiza, Leão, Castela, entre discórdias de imperadores, reis, e outros nobres, num ambiente meio feudal, cheio de intrigas, interesses egoístas, querelas pessoais e de rivalidades e desejos de domínio mais alto entre Cristãos e Muçulmanos, entre a Cruz e o Crescente. Foi em 711 que os muçulmanos invadiram a Península Ibérica, derrotando o Reino Visigótico na batalha de Guadalete ou Guadibeca, com o desejo de conquista e levaria até 1492 a aturada Guerra da Reconquista Cristã com a expulsão definitiva dos muçulmanos do Reino de Granada em Espanha com os Reis Católicos, Fernando e Isabel. Deste modo os muçulmanos permaneceram no território que forma hoje Portugal durante

538 anos e no solo de Espanha 781 anos e daí os sinais evidentes da sua estadia nos dois países, particularmente em Espanha. O perigo dos muçulmanos gerou na Península Ibérica e em Portugal também lutas e trabalhos de toda a natureza. O Papa fomentou o movimento de Cruzadas, autorizou a formação das ordens religiosomilitares (Templários, Hospitalários e Teutónica ) com o fim de afastar e minimizar o perigo turco e muçulano no Oriente ou Terra Santa, mas esse perigo ameaçava igualmente a Europa, pois estava na Ibéria e no Norte de África e Roma ficava a dois passos. Por isso o Papado via com grande atenção e interesse o aumento da presença das Ordens Religioso-Militares na Península Ibérica, a que se chamou Cruzadas Ocidentais, inicialmente titulada como “Reconquista Cristã” ou seja a luta pela libertação peninsular do jugo dos muçulmanos para lhe devolver as raízes da Fé Cristã. Foi uma luta de séculos que trouxe à Ibéria os monges de Cluny, beneditinos, de França, ordem a que estava ligada intimamente a nobreza feudal francesa, em fins do século XI. Neste contexto vieram os fidalgos franceses D. Raimundo e D. Henrique da Burgonha e muitos outros francos ligados aos primórdios da nacionalidade portuguesa e que deixaram seu nome expresso em muitos topónimos da nossa terra. Os Cistercenses fixaramse em Portugal em meados do século XII, favorecidos pela realeza absorveram alguns mosteiros dos Clunicenses, como Lorvão, São João de Tarouca e Alcobaça. Os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho construíram a formosa Igreja de Santa Cruz em Coimbra. Franciscanos e Dominicanos fixaram-se no início do século XIII. Todas estas ordens propriamente religiosas tiveram papel de alto relevo em diferentes sectores da vida nacional: na pregação da fé cristã, na cultura, na arte, nos ofícios, na agricultura, no povoamento, no ensino superior, na vida social e política e, embora menos relevante, na defesa contra os muçulmanos.

Mentira e Hipocrisia.

A ciência popular traduz-se em pequenas frases, rifões ou adágios ditados pela experiência dos anos, acumulada nos substratos da tradição, mas que tem aspectos morais, pragmáticos e, em certa medida, com um valor filosófico digno de reflexão. Por exemplo, sobre a mentira, diz a ciência “doutoral” dos nossos idosos, ou do povo,” que é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo”. Ou ainda que “a verdade é como o azeite; vem sempre à tona ( da água )”. Mentir, mente-se por nada…e Voltaire dizia “mente, mente, que da mentira alguma coisa fica”. Mas há uma série de defesas que revelam a imaginação pobre do mentiroso que ele mesmo não consegue camuflar. O hipócrita, esse, pelo contrário, é refinado, ardiloso, melífluo, insinuante, pródigo em mentiras, é abundante na sacanice, na pulhice humana, pregando a Deus, é blasfemo, moralizador de fachada é pestilento na sua vida habitual, confessando-se amigo sincero e leal crava nas costas do que alicia o punhal da traição até onde ele não custou dinheiro, porque faz dinheiro na traição e na chantagem. Vendendo exuberantemente a sua hipocrisia sórdida e demoníaca emporcalha tudo o que toca, o que diz e o que faz, para se satisfazer num esgar de

imagem de uma harpia sorriso de harpia jesuítica, monstro sem forma e sem cara que se confunde com os réprobos do inferno em cuja porta Dante na sua DIVINA COMÉDIA escreveu:”Lasciate ogni speranza, voi ch´entrate.” ( Abandonai toda a esperança, vós que entrais.) Porque é lá o lugar próprio desses abutres humanos, Judas que traem e vendem os “amigos” com um beijo viperino, com um sorriso mefistofélico e um abraço de aranha assassina. Covardes, trabalham nos bastidores, porque não são homens, subvertem no anonimato, porque maçónicos da Escola de Loiola,

As Ordens Religioso-Militares fixaramse igualmente na Península Ibérica e em Portugal, sucessivamente, a pedido do Papa ou dos Reis locais. Assim, os Templários fixaram-se em Tomar em 1128, sendo ali a sua sede e casa-mãe. Os Hospitalários arribaram em meados do século XII e as Ordens de Santiago e Calatrava vieram em 1170. Toda esta movimentação das ordens referidas não veio aliviar grandemente o perigo muçulmano na Península, embora aos Templários tivessem sido concedidos castelos importantes na zona dos PirinéusCantábricos e quando o rei Afonso VII de Castela toma a fortaleza muçulmana de Kalaat-Rawa, a sul do Tejo, entrega-a aos Templários em 1147 e que eles renunciam a conservar em 1157, sendo entregue a um grupo de cavaleiros reunidos pelo abade cistercense de Fitero, que foi o núcleo que deu origem à ordem de Calatrava. Em Portugal foram entregues aos Templários os castelos de Soure e o de Almourol. O primeiro foi doado aos Templários por dois actos de 19 e 29 de Março de 1128, mas foi somente em 1144 que teve lugar o seu primeiro envolvimento militar, precisamente em Soure que protegem de um ataque do cádi de Santarém em cuja tomada viriam a participar em 1147, bem como na de Lisboa. Gualdim Pais, um português, mestre da provincia, ( de 1156 a 1196 ), depois de ter passado cinco anos no Oriente, obtém o território de Tomar onde emprende a construção de um castelo (1160) e uma cidade que se tornarão sede da provincia templária. Foi assim Gualdim Pais quem ali criou o Covento de Cristo (1162) que passou no século XV a ser a sede da mesma Ordem. D. João I entrega a gerência da Ordem ao filho D. Henrique, o Navegador, Mestre da Ordem em 1418 e sob ele se constroem os claustros entre a Charola e a Fortaleza dos Templários, uma obra do Mestre Fernão Gonçalves. As riquezas dos Descobrimentos permitem grandes transformações arquitectónicas, no reinado de D.Manuel I e D. João III, sobretudo este que procurou exprimir o

poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingem o máximo esplendor na janela da fachada ocidental. O castelo de Almourol situava-se e ainda lá está, numa pequena ilha escarpada, no curso do Rio Tejo, foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques que o entregou aos Templários, que ficaram encarregados do povoamento do território entre os rios Mondego e o Tejo e da defesa da então capital de Portugal, Coimbra. Em 1311 com a extinção da Ordem do Templo, o Castelo passou para as mãos da Ordem de Cristo. Na Península Ibérica havia, mais castelos Templários do que no Oriente, por baixo, 78 unidades, e também os que melhor estavam conservados, concretamente Tomar e Almourol. Já vimos no trabalho anterior que a Ordem do Templo foi extinta em 1312 pelo Papa Clemente V e por Filipe o Belo rei de França, os seus membros perseguidos, aprisionados, queimados na fogueira inquisitorial, torturados, mortos pela idade, pelos maus tratos na cadeia e pela doença e os seus bens confiscados e entregues a outras ordens e a quem os ansiava. Em Portugal reinava nessa altura D. Dinis ( 1261-1325) filho de D.Afonso III e da Infanta Beatriz de Castela, aclamado sexto rei de Portugal em 1279, numa altura em que o país estava em conflito com a Igreja Católica. D.Dinis procura normalizar a situação assinando um tratado com o Papa Nicolau III comprometendo-se a proteger os interesses de Roma. Cumprindo essa promessa instaura um processo aos Templários, na altura alvo de fortes perseguições em França, mas o inquérito nada concluíu. Inquieto com as natícias de que o Papa se preparava para benficiar a Ordem do Hospital com os bens do Templo, D. Dinis resolve agir rapidamente, salvando a Ordem dos Templários, através da criação da Ordem de Cristo (1319) reconhecida pelo Papa no mesmo ano e que herdou todo o seu património. D, Gil Martins foi o primeiro Grão-Mestre desta nova Ordem. Fernando Capão

são gorgulhos bufarinheiros que procuram na escória dos seus detritos o alimento podre de que se nutrem e se besuntam, são o “bas-fond” da sociedade mais degradada. Fogem da Verdade como o diabo da Cruz, mas apresentam-se como defensores de grandes causas políticas e sociais, humanas e patrióticas, para logo renegarem a Deus, Pátria e Família, por um odre esventrado de vinho azedo. Servem “grandes homens”, senhores de grandes riquezas, com elogios balofos e piegas, para, na primeira altura, aliviar o bandulho a abarrotar da pestilência do ódio, da raiva, da inferioridade e do ciúme, para divulgar a verdadeira face dos “heróis” e “magnatas” que outrora louvaram e defenderam, mas que os tiraram do açougue em que se putrefaziam. Mas, quando descobertos, porque incapazes de manter o “status quo”, a sua face verdadeira vem a lume e mostram-se tal qual são e sempre foram: hediondos, esqueletos desengonçados, caveiras descarnadas, demónios vermelhos de rabo agitado e tridente ao rubro, figuras fantasmagóricas do inferno. Cuidado, alguns vivem entre nós disfarçados de altruistas e benfeitores, ansiosos por deitar as unhas aduncas e felinas sobre

as suas vítimas. Fernando Capão

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VOLTAMOS ÀS COMENDAS, À DIVISÃO, AO MERCANTILISMO?

D. Luís, o único Rei de Portugal com este nome da nossa História, nasceu em Lisboa em 1838 e morreu em Cascais em 1889, subiu ao trono em 1861, por morte de seu irmão D. Pedro V, o “Bem Amado”, governando por 28 anos. Conforme escreveu Fortunato de Almeida era “acessível e atencioso para toda a gente, cativava todos os que dele se aproximavam. Conhecia as prerrogativas da realeza, não para satisfação pessoal, mas tão-somente para em tudo mostrar o seu desprendimento e a sua generosidade.” Foi no seu reinado que a escravatura foi abolida nas colónias portuguesas e que o Major Serpa Pinto saíu de Benguela chegando ao Bié, ao Zambeze e até às Cataratas Vitória. Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens exploraram o sertão de Benguela e atravessaram a África , de Luanda a Tete. E, no campo intellectual, viveu-se um dos períodos mais vibrantes, o apogeu da nossa História Literária, pois são dessa época nomes como Eça de Queirós, Antero de Quental, Teófilo Braga, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco e muitos outros, sem esquecer Alexandre Herculano. Aconteceu ainda a célebre “Questão Coimbrã” confronto literário que opôs Antero de Quental bastião dos realistas em Coimbra e António Feliciano de Castilho que pontificava os românticos em Lisboa. Antero feriu virulentamente o velho Castilho que cego se viu envolvido na contenda em que não escapou a sua “ mísera sorte, estranha condição” de ser “cego” , também, na sua mente o que caíu muito mal em Antero. Foi ainda no reinado de D.Luís que nasceram as célebres Conferências Democráticas do

D. Luis

20 DE MAIO - FESTA DA PARÓQUIA EM HONRA DE Na Sa DE FÁTIMA IGREJA DE Na Sa DE FÁTIMA BRENTWOOD PARK, BENONI

Casino que deram muito que falar. D. Luís casou com a filha mais nova do rei Vitor Manuel de Itália, D.Maria Pia, da qual lhe nasceram dois filhos: D. Carlos e o Infante D. Afonso de Bragança . Os festejos nupciais foram deslumbrantes atraíndo as atenções dos jornalistas que deixaram a política e o governo em paz termporária. Como era hábito em todos os casamentos reais, houve nessa altura uma chuva de condecorações e títulos ( hoje e desde há décadas, essa chuva cai todos os anos e até diversas vezes ao ano ). Muitos foram contemplados e entre eles o grande historiador e introdutor, com Almeida Garrett, da Escola Romântica em Portugal, Alexandre Herculano, agraciado com a Grã-Cruz de Sant´Iago. O emérito historiador e português de alma e coração recusou-a e, tendo sido censurado por tal atitude, justificou-a publicamente com uma carta onde havia períodos como os que citamos: “ Pertenço pelo berço a uma família obscura e modesta; queria morrer onde nasci. Há nisto uma grande ambição solapada. No imenso consumo que se está fazendo, que se tem feito há trinta anos, de distinções, de fitas, de fardas bordadas, de títulos, de graduações, de tratamentos, de rótulos nobiliários, o homem do povo que queira e possa morrer com esta classificação deve adquirir, em menos de meio século, estima e celebridade. No Baixo Império ( Romano ) , quando a sociedade romana caía ao contacto com os bárbaros, esfacelada pela podridão interna, chegaram a nobilitar à força os cidadãos mais obscuros, arrolando-os ( registando-os ) no colégio dos curiais

Another year, Another Lusitoland Festival On Wednesday the 18th of April the buzz was in the air at the Wemmer Pan grounds, this was the official opening of the Lusito festivities with dignataries and press to welcome one more year of traditional portuguese food, drinks, and artists. With the welcoming of all the present guests, the MC Mr Carlos Silva reminded everyone that this is for good cause and so we should not be afraid to participate in this year’s Lusito, calling then to the podium Mr Gilberto Martins. Placing even more emphasis on last year’s plea to understand that Lusito is a school for the more challenged and that without our support it becomes even harder to make the functioning of this school possible.

FESTEIRO: AUGUSTO DIAS E FAMÍLIA Sábado, 19

PRO G RAMA

 20.00 h - Eucaristia, Terço e Procissão de velas

Domingo, 20       

10.00 h - Eucaristia cantada em honra da Senhora de Fátima e Procissão. 13.00 h - Almoço no salão da Igreja com galinha assada na brasa. 15.00 h - Início do arraial com o DUO JOVIAL 16.00 h - Actuação de GINA MARTINS 17.00 h - Actuação de um rancho folclórico. 18.00 h - Eucaristia Dominical 19.00 h - Actuação do Rancho Folclórico e continuação do arraial

Simultaneamente funcionará a Casa de chá, com especialidades da cozinha portuguesa: canja de galinha, caldo verde, bifanas, pão caseiro, bolo do caco, “cus-cus”, bolos caseiros, pasteis de nata, “mal-assadas”, farturas, pipocas, espetadas (carne e galinha), etc… etc… etc… Estará aberta a “FARMÁCIA DE SERVIÇO” O PARQUE DE ESTACIONAMENTO SERÁ GUARDADO TODOS BEM VINDOS

PRÓXIMA FESTA: SENHORA DA BOA MORTE — 15 de Julho

( senador dos antigos municípios romanos ). Esta boa terra promete que há-de chegar lá…” Já chegámos e há muito… Nestas últimas cerca de quatro décadas, temos assistido impávidos e serenos, a uma cornucopia de condecorações atribuídas, por razões efémeras e ocas, dividindo a Comunidade que não reconhece, na maioria dos casos, o seu merecimento. Assim se tem gerado uma atmosfera de descrédito total nos critérios de atribuição do chamado “latão”, que deixa de lado gente bem merecedora ( poucos casos ) cuja frustração ultrapassa a sua identidade pessoal. Chegam-nos rumores ( infundados ou não ) de que a “bicha” dos candidatos se estende cada vez mais, não sendo possível satisfazer a todos e agradar a gregos e troianos. Mas onde estão as nossas autoridades, cá e lá? São todos míopes, daltónicos, vesgos, cegos ou só vêem o cifrão à frente dos olhos? Será que os responsáveis por essas “ordens honoríficas?” as consideram como bugigangas que se concedem ao sabor dos seus caprichos e interesses ou conforme os gases indecisos acumulados no seu odre? Ou Portugal e os seus responsáveis chegaram aos tempos do Baixo Império Romano, “quando a sociedade romana caía…esfacelada pela podridão interna…” no dizer de Herculano?! Onde estão os homens da têmpera de Alexandre Herculano? Onde estão os homens que faziam pela Pátria e pelo seu POVO, “ Pela Grei e Pela Lei” o que a alma lhes ditava a troco da satisfação espiritual das suas obras humanitárias? Foram eles que ergueram o que hoje se desmorona!... Fernando Capão O itálico é nossos.

Gonçalo Capitão, acting on behalf of the Portuguese Consulate in Johannesburg, shared with the guests his feelings of appreciation and honour to be invited to an event as prestigious as the Lusito festivities that have been happening for the last 34 years and he (Mr Gonçalo Capitão) hopes to see this festival grow even more over

the next few years. Carlos Silva also made a big call of thank you to the sponsors as this event would not be possible without the help from such kind sponsorships and furthermore to the public that attends the Lusitoland Festival as they are the very target that the festival is for, so without the public it would never be a success. During the course of the days while Lusitoland was open, several opinions and comments surged the social networks, and not all of it was good, with the odd comment about violence, alcohol abuse, and exuberant pricing for simple items that would under other circumstances cost less. We can’t say we agree with either party, as the argument was countered by the explanation that it is for charity. Regarding the comments about the violence it is necessary that we make an even higher plea to the security and organisers that are in charge of this festivity. Every year due to the abuse of alcoholic drinks, without proper control, originating violence has become an associated scene at Lusitoland, then, due to improper gate control by security, weapons are smuggled in. This is not an affirmation taken lightly, I stood in line waiting to be searched before entering and noticed that the metal detector wand was not being used in a correct manner as the security would not scan on the people’s back, this scan was done half heartedly down the side of the legs and inside ankles. This is why it is not surprising when social network chatter about Lusito sparks a reasonable argument between the people that want to support charity but are afraid they will fall victim to a crime while at the grounds. It can be assured that the people are aware of the surrounding suburbs being a little less than favourite and that is why the strictest of security measures should be implemented to create more public interest to attend this festival. Article Jorge Martins


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E a montanha pariu um rato!...

A vida ensina-nos muitas coisas que os livros raramente trazem e muitos, apesar de no século XXI, aprendem na universidade da vida. Certo que nem tudo o que nela se aprende está completamente certo, é moral ou justo. Muito do que se aprende no contexto do comportamento humano e nas relações com os humanos, pode caracterizar-se como algo intrincado, absurdo por vezes, e surpreendente quase sempre e a razão do facto asasenta no princípio da Verdade ou não Verdade. Se agimos fiéis à Verdade, a Verdade colhemos, porque foi a ela que semeámos. Se a nossa acção se alicerçou na não Verdade ou na Mentira e, pior do que isso, na Hipocrisia, então, por certo, colheremos, cedo ou tarde, a mentira e o desmascarar das manobras falsas, insidiosas, traiçoeiras e maquiavélicas. A política e os negócios são campos férteis nesta colheita e a eles se agregam os apêndices espúrios e os parasitas costumeiros, que não são capazes de reconhecer o logro em que caíram por cegueira e ignorância. O recurso a chavões costumeiros propalados por gente que habitualmente se serve deles como, “defesa da Língua e Cultura Portuguesas”, “divulgação da Língua e da Cultura”, “ser orgulhosamente Português”, ou “sentir-se orgulhosamente fiel às suas origens” e outros similares, caíu em rotina, e por isso mesmo vazios do sentido que as pessoas lhes querem dar. O seu uso constitui blasfêmia linguística, como é o uso do Santo Nome de Deus em vão. Em primeiro lugar, porque só se ama e se aceita ou se odeia e rejeita, aquilo que se conhece. Outra qualquer posição intermédia é puramente mentira ou reveladora de total

ignorância. Dizer alguém, seja quem for, que se sente orgulhoso, ufano, dignificado de ser qualquer coisa implica mais do que conhecimento dos factos, mas, sim, exige o amor acrisolado da vida, sobretudo da Nação a que se pertence, se for este o caso. A Língua não é apenas um meio de comunicação, pois foi o povo que ao longo dos séculos e num processo historico que moldou os caracteres socio-psicológicos e pessoais do mesmo povo, que a Língua se foi definindo e enriquecendo, pelo que cada palavra tem uma história, uma razão para ser assim em Português e outra coisa qualquer em qualquer outra Língua. A Cultura deriva de todos os factores sociais, morais, religiosos, históricos, económicos, militares e penetra as mais recônditas fimbrias do nosso existir e ser. É algo que se conhece, se vive, se interioriza, se manifesta no nosso “EU” individual ou colectivo. Algo que nos pertence e a mais ninguém! Para isso temos que lutar muito, planear muito, realizar ainda mais, deixando as palavras, cujo significado se esvaziou nelas mesmas, de lado, porque não passam de sons desarticulados e estéreis. Quando tivermos conseguido mostrar aos nossos filhos, aos nossos jovens a riqueza bíblica da nossa Cultura, e formos bem sucedidos na sua motivação para a dimensão patriótica do Povo que fomos e somos, então sim, teremos ganho a batalha contra a inércia, a apatia, o mercantilismo que hoje nos dominam e controlam. Mas isso requere muito dinheiro e o governo de Portugal não o tem nem o daria, em caso afirmativo, argumentam muitos. Os eternos proletários, sempre à espera da teta da República, para mamar e depois receber os louros que não lhes pertencem. Sendo o povo mais anti comunista e palrador, somos precisamente isso mesmo e por isso mesmo, o mais proletário e os mais firmes seguidores da teoria. Q u a n d o compreenderemos que a Cultura com a Língua são os elementos essenciaIs de identidade de qualquer povo e que tem que ser a partir deles que se ergue, conserva, mantém e se aviva a alma de uma Nação,

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estamos no limiar do caminho certo. Agora, pretender dissimular a promoção de instituição financeira sob a candura do debate dos “interesses e dos problemas da Comunidade”, muito especialmente da “Língua e da Cultura Portuguesas”, mais do que falso é absolutamente ofensivo de tudo isso e da história de uma Nação velha de cerca de um milénio. Empolar e adoçar o facto com a presença de um Ministro do Governo, foi, quando menos, abusivo, o que se constatou na sua ausência. A presença de Paulo Portas, seria para ele e o governo, comprometedora, e a vinda do Secretário das Comunidades não se livrou dos comentários pouco abonatórios e em desfavor do acontecimento. Lamentamos ter que o dizer, mas José Cesário prestou um mau serviço à Comunidade Portuguesa na África do Sul. Se lhe disserem o contrário, Senhor Secretário de Estado, estão a mentir e, certamente que não quererá firmar as suas decisões, na mentira. Além de imoral, e extremamernte perigoso! Isto traz-nos à memória a expressão tão nossa de o “ bode espiatório “ da tragédia grega. Todos sabem o que significa a palavra tragédia ( peça teatral cuja acção é de índole dramática e o desfecho, funesto ) mas muitos talvez ignorem a sua origem. Ela deriva de duas palavras gregas: “tragos” que significa bode e “odeo”, que quere dizer cantar, cântico; portanto cântico do bode, porque no fim da representação imolavam um bode para acalmar os deuses que se terão “enfadado” com as palavras que lhes foram dirigidas pelas personagens e pelo coro. Daí a nossa expressão “bode espiatório”. Mas a nossa Comunidade já não é um “bando de idiotas” como certos

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abutres que por aí defecam nas esquinas pensam. A nossa Comunidade acorda da letargia em que tem estado mergulhada sob a tutela de chantagistas e agiotas. Os que andam de chapéu na mão, curvando-se como fio no bolso, à espera da migalha da mesa do patrão troglodita do estado (?) em que isto está, a tudo se sujeitam, mesmo que seja para perder a guerra. A imprensa que deve ter liberdade para discutir os problemas que nos afligem, parece querer alhear-se da sua responsabilidade soberana de informar com verdade e pôr o dedo nas feridas pustulentas que ameaçam gangrena. Os Problenmas da nossa Comunidade, sobretudo dos JOVENS não podem estar ao sabor de interesses ocultos, de ignorantes e incompetentes, sejam eles quem forem. Digamos não à manipulação, ao egoismo, à ânsia de poder e domínio que pretendem impor-nos a canga da subserviência, como o fizeram em Angola e Moçambique e às suas populações empurradas para a miséria, a ignorância e a mutilação física que as atormentam, as diminuem e tornam desesperadas. Unidos, defendamos os direitos que nos assistem e que as Constituições nos conferem, não como um partido politico, mas sim e sempre como uma Comunidade rica de valores espirituais e mesmo materiais, alerta e bem acordada! Juntos como uma força humana e coesa, e, com pouco, seremos capazes de fazer muito, mesmo imenso para o Bem de todos NÓS!...Seremos ainda capazes de “forçar” os tubarões, mesmo os mais poderosos e até o governo a considerar a nossa posição e o nosso “poder” comunitário. Fernando Capão

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Spanish no, Portuguese Please! For the past two months I have found myself in a few situations in which Portugal and the Portuguese have been undermined into being Spanish. In one such situation I found myself in was at my Uncle’s house. He invited some friends over, and they brought a Greek couple with them. My uncle, father and the Greek man, started talking about the economic crises that is now destroying Europe. The Greek man turned around and stated that Portugal’s only way out of this crisis is for us Portuguese to become Spanish again. Now firstly are the Greeks not also going through this crisis, and worse than Portugal still? Must the Greeks become Turkish again to escape this crisis, because I red in one edition of the Time magazine, that Turkey’s economy is doing very well. Secondly, a fact the this ignorant man overlooked, Spain is in just a big a crisis as Portugal, with the highest unemployment rate in Europe, a change in government, protests, a huge public debt, all that is needed to put it on Portugal’s level is to go bankrupt. And judging by her prospects, she might just go bust. The last situation happened when I found myself in an argument defending Portugal against a simple minded fool, who stated that we had not formed as an independent country but in fact, just broke away from Spain. This is nothing new to Portuguese people. We have been walking in our neighbours shadow for so long, because this ignorant world still lives under the impression that there is no difference between Portugal and Spain. 60% of the Americans believe that Portugal is a province of Spain. It is said that Americans, when they meet Portuguese say “oh the people who speak a dialect of Spain with a Russian accent when they speak English”. That said, there are Americans who think Europe is a country, and many still don’t know their own geography. Some might find this funny, others yet will just ignore it. However this is one of the worst insults to the Portuguese nation. People don’t understand that by undermining us into being Spanish they are taking our 800 year old culture, history, language, heritage and contributions and giving Spain all the credit for it. So in this article I will be explaining how and when Portugal was founded to show that we existed long before the country that the world knows today as Spain, was created, therefore showing how wrong it is to assume that everything in Portugal originated in Spain. After all there was no such thing as Spain when Portugal was born. This article is not meant to down grade the Spanish. I am quite fond of Spain and its peoples and cultures and have nothing against them. But my loyalty is first to Portugal. The Portuguese and Spanish due to having similar ancestors (because they inhabit the same geographically position on the Iberian Peninsular) naturally have similarity’s: like names that Portuguese have the Spanish have; the same Religion because Christianity was introduced to the Peninsular at the same time; similar languages because they originated from Latin. Both nations share a common ancestry with the following invaders to the Peninsular: 1 the Iberians of North Africa and the Celtic groups from the British Isles. These groups would later mix creating various Celticiberic groups. The most important Celticiberic group which we Portuguese consider our noble ancients ancestors, were the Great Lusitanos, because they inhabited the lands between the Douro and Tagus rivers. Which means that they lived mostly in the territory that now Portugal is made up of. An ancient writer Deodoro wrote that the Lusitanos where the strongest people out of all the peoples of the Iberian Peninsular. 2 the Romans. When they meet the Lusitanos they were meet with great resistance. The great leader of the Lusitanios, Viriato, put up a great resistance campaign against the Romans between 147BC-139BC. Viriato would be murdered by one of his own, paid by the Romans. The Romans left their culture, language (Latin) and Law (The basis of Portuguese law). The Romans developed many of the Lusitanos cities in the north like Braga, and help found cities like Evora and Beja in the South. They called the Iberian Peninsular Hispania (from were Spain originates). Under the Republic, Hispania was divided into two provinces: Hispania

Citerior and Hispania Ulterior. Hispania Ulterior was divided into two new provinces, Baetica and Lusitania, while Hispania

Portugal's and Spain's formation Citerior was renamed Tarraconensis. Most of Portugal was part of Lusitania, named after the Lusitanios, with the exception of the Northern Portuguese province of Minho and the top part of Tras-os-Montes, which formed part of Tarraconensis. (See Map one)This explains why to this day there exist a difference in certain aspects of culture between the North and South of Portugal. From Vulgar (common) Latin developed 3 languages Galician-Portuguese, Castilian (Spanish) and Catalan. Already from here we see that our law and Language developed independent from Castilian and not from Castilian as many people wrongfully believe. 3 The barbarian invaders. The first of these barbarians were the Suevi. They established their kingdom in Galicia and Northern/

the Catalans are. The Kingdom of Leon for Portugal is most important one, because it is from this kingdom that we would gain

our Independence from. The Kingdom of Leon was in fact not Castilian (this word is the proper word to refer to the people we know as the Spanish) but Leonese, were they developed their own language and culture. Under Leon was a county called Galicia, where in Galicia was a county called Portucale, which was situated between the river Minho and the river Douro. During the Reconquista a lot of Crusades on their way to the Holy land stopped over in the Iberian peninsular to help the Christian Kingdoms fight the Moors. It is during this time that 2 crusaders, of Noble blood of the house of Burgundy arrived in Iberia, named Dom Raimundo and Dom Henrique. They were cousins. The first would marry King Alfonso VI of the Kingdom of Leon eldest daughter Dona Urraca, who was the heir to the Leonese throne, and the second crusader

Portugal's and Spain's formation Central Portugal. They were conquered by the Visigoths in 467AD. Under the Visigoths the church played an important role. They developed laws not only to regulate the internal aspects of the church but also for the administration of the land in general. 4 The Moors who invaded in 711AD, and who would rule the peninsular until the Reconquista. The Reconquista was a period were the Christian medieval kingdoms rose up against the Moors and retook the lands held by the Moors. The Moors had taken control over all of the Iberian Peninsular except for a tiny part, which became known as the Kingdom of Asturias. In 718AD after the battle of Covadonga, the Asturians began their fight against Islam. The Kingdom of Asturias became the first Christian kingdom in Iberia. It was established by a Noble called Pelayo. During the reign of Alfonse II Galicia and lands to the south of the river Douro would be conquered. Then in 910AD the Kingdom of Leon was established when the princes of Asturias moved the capital of Asturias from Oviedo to Leon. The other 2 Kingdoms to establish were the Kingdom of Navarra and the Kingdom of Aragon, which would go on to conquer all of eastern Spain, where

would marry the kings other daughter Dona Teresa. Henrique and Teresa would conceive the first King of Portugal, Dom Alfonso Henriques who would establish Portugal as an independent Kingdom and find the first royal house of Portugal: the Royal house of Burgundy. Portugal’s process to becoming an independent Kingdom from Leon began in 1128, when Alfonso Henriques conquered the county of Portucale, in the battle of Sao Mamede against his Mother. However only

in 1140 was his title as King recognized, however from 1128 the Portuguese were referring to him as King already. Only in1179 did the Pope recognize Portugal as an independent state, in a papal bull. Portugal finished her Reconquista in 1250 when the moors were driven out of western Algarve. We drove the Moors out 242 years before the Spanish. Those very borders established by the Portuguese Reconquista are the same ones that we have today. We have the oldest and most established borders in Europe. The present country that we know today as Spain was created in 3 stages: firstly when the Kingdom of Castile and Kingdom of Leon finally united in 1230, to the disadvantages of Leon, because Castile became the dominate region which would mean that Castilian, which became known as Spanish, became the main language and culture. Secondly the Kingdom of Castile united with the Kingdom of Aragon in 1479, creating for the first time since 8th century a single political unit referred to as Espana, Spain. Portugal was still an independent country at this time. This established the country that we know as Spain today. This was made possible by Isabella of Castile (who was half Portuguese) and Ferdinand of Aragon. Later they would become known as the Catholic Monarchs. Thirdly after the war of Granada in 1492 did Spain complete her Reconquista. Fourthly, the Kingdom of Navarra lost its independence in 1513, completing Spain’s borders, which would change a few times during history. There would come one more period in Portuguese history were Portugal and Spain would become united in Union referred to as the Iberian Union. Portugal was not conquered by Spain but instead was in a Union from 1581-1640 (60 years). Why do I say that Portugal was not conquered by the Spanish, because in that union the king of Spain Filipe I (Filipe II in Spain) kept the Portuguese kingdom independent within Spain, allowing her to keep her currency, Language and laws as were. Furthermore our Empire never became a part of theirs, it remained free. This was in line with the Federalism that Spain applied in her country. This can be seen with the Catalans who kept the same laws they had under the Kingdom of Aragon in the new united Spain in 1479. As you can imagine this caused great problems, as Spain remained and still remains a divided country. In 1640 the Portuguese rebelled against the Spanish, lead by Dom Joao IV and regained her independence. In conclusion Portugal was a medieval kingdom long before Spain was created. We got our independence from the Kingdom of Leon and not Castile. Our language has her origins in Latin and not Spanish. Before 1581, we had already started the age of discoveries, reached India, founded an Empire in Brazil, Africa and Asia, and started the Portuguese Golden age, a period of cultural development were Luis de Camoes already wrote Os Lusiadas, Gil Vicente helped develop Portuguese theatre and Manueline Architecture was introduced by Diogo Boitac. So there you have it Portugal exited long before Spain. I hope that through this Article I can finally put this Argument to rest. We Portuguese do not need the Spanish to define who we are. We have our own identity. No one undermines the Irish into being English. People respect the fact that the Irish are their own people. Therefore why can they not do the same for us, after all the Portuguese nation is older than the Irish nation and further the Irish were longer under British rule than the Portuguese under Spanish. Viva Portugal! Daniel Caires

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BARBERTON Interview with Author – HANS BORNMAN

A normal Summer evening in the Barbertonarea can be a starlit night surrounded by nature with the musical sounds of surrounding animals and perfumed breeze of the bush. Include a braai, people, and the stage is set for a perfect evening of storytelling entertainment. Recently, my son Izidro and I had the honour of meeting one of our very own story tellers. This gentleman, HANS BORMAN is well known for some historical publications. He is very well spoken and has a way of totally capturing you in his world of information. He was born in the Lowveld, Mpumalanga and studied Law. After completing his studies he went on to writing, enjoying the research

involved. He has a fascination for History and loves studying people and their backgrounds. He also has interests in Fauna and Flora. As per author inserts in his books, he has been involved in the following: Aloes of the South Africa Veld (1971) – he is artist and co-author TransvaalseLaeveld – contributing authoredited by Chris Barnard (1975) Nelspruit 75 in ’80 (1979) – author/editor Photo History of Barberton (1984) – coauthor Mpumalanga, the place where the sun rises (Tourist Guide) (1997) - co-author Golden Memories of Barberton(2002) – co-author A Dictionary of Kruger National Park Place Names (2005) – co-author Vryburg 1882-1982 (1982) – author FamilieNel van Nelspruit -(1st edition 1982 and 2nd edition 2004) - author Carolina 1886-1986 (1986),Vaalharts (1988),Hartswater (1991) – author A Dictionary of siSwati Place Names (1993) - author Establishment and Development of the Klaserie Private Nature Reserve (1993)- author

Baanbrekers van die Laeveld (1994) author Pioneers of the Lowveld (1st edition 1995 and 2nd edition 2006) – author Pioneer van die Onderberg (2002) author Huis Hermann Davin – 50th Anniversary (Hoerskool Nelspruit) 2004 author Barberton Photo Album (2007) author And most recently: COCKNEY LIZ – Legendary Barmaid of Barberton (2010) - Author When asked about thelatest publication, his smile acknowledged the enjoyment of the project.He gave us a brief storyline of the famousCockney Liz that is very much part of the Barberton Historical folklore.This young lady came to Barberton, built a life as a Barmaid, and after making her fortune returned to the then Transvaal. He did mention that a previous interviewer asked him whether he became a little fond of the character Cockney Liz, as in the book he does portray her well. I think he enjoyed the strong and optimistic personality she had. In a future article more

will be explained about Cockney Liz. He also briefly explained about other books he has published, and these are as fascinating as he mentioned. There are future projects, like a book of the Italians in the History of Barberton and he is now completing a book on interesting historical houses of Barberton. In conversation we also asked whether he had thought of writing about the Portuguese. He mentioned that he was very interested, but would need much more information on people that lived in the area during the South African Gold Rush in Barberton.Should anyone have information about family or friends that might have lived during that period, please send your information to The Voz Newspaper and this will be forwarded to MRHANS BORNMAN. That would certainly be an interesting book. Apart from being modest, HANS BORNMAN really enjoys his projects but prefers being a relaxed Barbertonian, as apposed to being a Celebrity. We therefore respect his request in not publishing one of his photographs. After meeting this gentleman, our future Starlit Veld Story-tellingBraais will include one of his books as I am sure yours might as well. Until next time.

Priestly Celibacy in the Patristics (Early Centuries of the Church) It is clear from the New Testament (Mark 1, 29-31; Mathew 8, 14-15; Luke 4, 38-39; 1Timothy 3, 2; 12; Titus 1,6) that at least the Apostle Peter had been married, that bishops, presbyters and deacons of the ancient church were often family men. It is also clear from testimony of the Fathers, synodal legislation, papal decretals and other sources that in the following centuries, a married clergy, in greater or lesser numbers, was a normal feature of Church

Fr. Carlos Gabriel

life. Even married popes are known to us. In the patristic era, clerical celibacy meant the inability to enter marriage once a higher order had been received. The first legislative expression of this is found in the eastern councils of Ancyra (314) and Neocaesarea (314-325) for deacons and priests respectively. An Armenian (present day Turkey) collection of canons (paragraphs), probably from 365, includes a prohibition of marriage for clergy. The Council of Chalcedon (451) endorses (albeit indirectly…) the same discipline. It is amazing that the Orthodox Church of the East, where this prohibition supposedly started does not impose celibacy for its clergy.

Pope Leo the Great writes to Bishop Rusticus of Narbonne (present day France) in 458/459: “The law of continence is the same for the ministers of the altar, bishops and priests; when they were (still) lay people or lectors, they could freely take a wife and beget children. Once they reach the ranks above, what had been permitted is no longer so”. Introduced here is the technical expression ‘law of continence’ widening forcefully to the ‘law of celibacy’. There was a contradiction however: how could a marriage persist without being consummated, i.e. without sexual intercourse? The explanation for the East is that the law of continence within marriage, that is faithfulness and fidelity in a marriage relationship. Although strange to our modern way of thinking, absolute marital continence (abstinence of sexual intercourse) was unknown or unesteemed (i.e. unacceptable) in patristic times. Tertullian himself, whom I quoted in my previous article, was a married man. He informs us in his catholic times married couples practised continence within marriage. The rapid growth of monasticism and the attraction to ascetic life led many couples to renounce sexual intimacy and enter a monastery. Other couples started practising abstinence within domestic settings, which prompted the Church to intervene as enthusiasm for the practice became exaggerated and led spouses to complain to Church authorities. That practice was considered tainted by heretical motives. Four centuries later the Second Council of Nicea (787) would still endorse the possibility of monastic vocations for married people. Again this practice happened in the Eastern Church, which does not impose celibacy to its clergy. They distanced progressively from these senseless practices, which became pretty hard as St. Augustine mentions as he talks about “eunuchs for the sake of the kingdom of heaven”. Clerical continence in the West - The Spanish Council of Elvira (ad 305)

Canon 33 of this local (Spain) states: “We decree that all bishops, priests and deacons in the ministry are entirely forbidden to have conjugal relations with their wives and to beget children; should anyone do so, let him excluded be from the honour of the clergy”. The first Council of Arles (France) in 314 has a similar canon: “Moreover, (concerned with) what is worthy, pure and honest, we exhort our brothers (in the episcopate) to make sure that priests and deacons have no sexual relations with their wives, since they are serving the Church every day. Whoever will act against this decision, will be deposed from the honour of the clergy”. The question to ask is this: how could they live with their wives (in marriage, therefore) and be forbidden to have sexual intercourse and beget children? It would certainly be impossible to enforce. In the fifth century, one of the interesting features of legislation was the inclusion of a continent wife or, later, of a sistercompanion like a mother, a sister, an aunt or a person beyond suspicion. The wife, which some obviously still took, would have to be converted by a promise of continence. That wife was then called presbytera, diaconissa, or even episcopia, according to the rank she was married to. They were supposed to live a brother-sister relationship. How amazing and fascinating this was! Pope Leo the Great in 458-459 wrote: “…in order for the union of bishops, priests and deacons to change from carnal to spiritual, they must, without sending away their wives, live as if they did not have them, so that conjugal love be safeguarded and nuptial activity cease”. What a contradiction! Fifth and sixth century imperial legislation also endorses cohabitation, without specifying its nature. The Byzantine Church (Eastern Church) understood this as authorizing marital relations. The west encouraged continent cohabitation, trying to combine marital affection with the values of consecrated life. Clerical continence in the East The Persian Church (which was outside the Byzantine Empire and became Nestorian)

did, however, legislate, in the late fifth century, explicitly against the practice of clerical marital continence, authorising those already in orders to contract marriage. Eusebius of Caesarea, a prominent bishop at the council of Nicea (315-325) writes: “It is fitting, according to Scripture, that a bishop be a husband of an only wife”. St’ Jerome, the organizer of the Vulgata (latin translation of the Bible), had good knowledge of the Eastern Churches and he writes to the priest Vigilantius in 406: “What would Egypt and the Apostolic See do, they who never accept clerics unless they are virgins or continent men, or if they had a wife, (accept them only) if they give up matrimonial life…” There are many examples of this same practice, which, of course, would be very difficult to enforce. The fact that married men, with sexual experience, were chosen for the ministry, however, showed the Church’s respect towards marital values. From the seventh century onwards, the Eastern Churches required married priests to practice continence, like any other married lay people, on the three days of the Eucharist as well as during fast days. In those days communion wasn’t a daily practice. The continence rule also discouraged attempts by married priests to celebrate the Eucharist daily. Non-monastic priests were expected to be married. From the eleventh century norms appear, which prohibit the ordination to the parochial ministry of an unmarried man. Later in Russia, married clergy who became widowers were compelled to leave their ministry and enter a monastery. The Synod of Moscow (1666-1667) abrogated this requirement, at the same time authorizing remarriage with reduction to the state of a minor cleric. Bishops were however chosen from amongst monastic candidates, a practice that has continued in the Orthodox Church to this day. Fr. Carlos Gabriel insf@ananzi.co.za

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Performance of audits Performance of “company” related audits / investigations in conjunction with or without SA auditors Execution of the annual Internal Audit Plan Execute special audits and investigations as requested by senior management Preparation of audit reports Production of timeous, accurate and relevant reports Forward draft audit reports to Risk Manager for review and discussion Distribution of audit reports for comments Finalization of the audit report and distribution thereof Following up on the progress of implementation of recommendations Updating and keeping the internal audit program current to meet operational changes in the business Customs Audits for the company Risk Assessments for company & subsidiaries Financial Audits for company & subsidiaries

Stock Counts and Year End Stock counts Assisting the Risk Manager with the preparation and performance of the stock counts and year end stock counts

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B) Systems review and improvement • Perform systems review, document and communicate suggested improvement with Senior Management and Risk Manager • Assist in the implementation of the suggested improvement after approval • Assist in the review and implementation of computer systems / software roll-out (As per the MassCash Computer Systems implementation methodology) C) Insurance Claims • Assist Risk Manager with the insurance renewal portfolio (Mozambique Portfolio) • Facilitate the insurance claims process (Mozambique portfolio) by: 1) Logging claims timeously with insurers 2) Collation of claim documentation as per insurers request and submitting to insurers 3) Continuously liaising with insurers with the aim of settling claims timeously and resolving problems 4) Maintaining a report of pending and settled claims 5) Forwarding the pending and settled claims report on a monthly to the Risk Manager for review

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Maintain a sound category strategy aligned with overall responsibility strategy. Keep abreast of local and cross border trends. Take the most advantageous action for the category in response, continually innovating, creating & being first to market within the category. Market Intelligence: Identify the assortment to be procured. Ensuring the attainment of a balanced mixture of merchandise. Monitoring and analyzing competitor activities and consumer demands. People Management: - Ensuring an open, motivated and pleasant work environment – Managing the performance of self and all direct reports. Supplier relationship management and networking: Establishing and verifying the reliability of suppliers for quality and price prior to buying Strong Negotiating skills. Process improvement and efficiency: - Make use of technology and systems effectively to create and develop buying plans and enhance best practice. The successful candidate must have knowledge and understanding of relevant policies and procedures of procurement. She/he must have a valid driver’s licence and must be an advanced user of procurement systems and Microsoft office. Must be willing to travel locally and cross border. General admin Experience in the Furniture and General Merchandise category will be an advantage. Excellent verbal and written communication skills Solid phone and interpersonal skills. Ability to operate under solid pressure and meet tight deadlines. Knowledge and use of the Microsoft Office products Fluency in English.

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Mother’s Day Dia Da Mãe 13 de Maio 2012-05-02 @ ACPP

Essential Requirements: • Diploma or degree in internal auditing or equivalent preferable, or at least 1 years working experience in Internal Auditing • Working Knowledge of Portuguese (read and speak) essential • At least 1-2 years experience in a similar position • Good working knowledge of Microsoft Office (Word, Excel, etc) • The ability to execute both operational and compliance audits using the risk based approach • The ability to produce written and verbal communication that is clear, fluent and concise • Excellent report writing skills • Good interpersonal skills to develop and maintain effective working relationships • The ability to work independently • Ability to meet deadlines • Must be in possession of a valid South African drivers license • Position will require regular travel within South Africa and Mozambique • Portuguese speaking and reading essential

With Performances by Com Espetáculos de Gina Marins Victor Tavares Mario Bettencourt Music by/Musica de Carlos Tavares Buffet Lunch / Almoço Buffet Gifts for all mothers present Prendas para todas as Mães presentes Price/Preço

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CONVIVIO NA CASA DA MADEIRA EM JOANESBURGO

QUINTA FEIRA, dia 10 de Maio, com inicio as 19H00, um show de Bellydancing onde a seguir vai haver danca accompanhado por um DJ e o artista Charl "Elvis Presley" Preco: Adultos: R100 Criancas 4 a 12: R50. Isto inclui um buffet.

TODAS AS SEXTAS FEIRAS

com comeco as 20H00 ha danca. O Cash Bar e Cozinha esta aberto. Entrada R50.

DOMINGO, dia 13 de Maio,

2012 com inicio as 13H00, havera almoco e danca accompanhado por o conjunto "Duo Jovial". O artista Charl "Elvis Presley" novamente faz um tribute ao Elvis Presley com a sua fantastica voz. A ementa: Caldo Verde, Bacalhau A CDM, Galinha Assada na Brasa, Carne de Porco a Alentejana, Accompanhamentos, Saladas, Sobremesa, Bolo, Cafe e Cha. Havera premios para a mae mais nova e a mais idosa. Preco: Adultos: R125, Criancas 4 a 12: R55, Criancas menos de 3: Entrada Gratis. Para marcar a vossa mesa em qualquer destes eventos, contacte: Manuela 083 412 0485

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Dia da Mãe Almoço com Baile Abrilhantado pelo conjunto Estrelas da Madeira Preço Sócio R 120 Não-Sócio R 140 Crianças 6–12 RPage 401 of 1


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De PORTUGAL... nas ROTAS DA PAZ

No passado dia 14 tive o prazer de ter sido convidada para dar uma palestra em Bocksburg, inserida no encontro para angariação de fundos a favor da Liga contra o Cancro. Foi um prazer estar presente e verificar que ainda há pessoas que se preocupam com o bemestar e a saúde dos outros. Parabéns a quem organiza e a quem participa nestes eventos. Pela minha parte, foi um prazer e, apesar da minha intervenção não ter podido ser mais longa, espero que algo tenha ficado nas vossas mentes e corações e que, dentro em breve,

possamos de novo estar juntos e quem sabe... com algumas perguntas a que eu possa responder. Neste espaço, já falei de CRESCER, EVOLUIR, AMAR, TER FÉ, NA GRANDE LEI CAUSA/EFEITO, EM CORTAR OS LAÇOS/O PERDÃO, etc... espero que algo tenha chegado a quem necessitar, entretanto, poderão sempre escrever para o meu email rotasdapaz@gmail.com que eu responderei com muito prazer. Vi que existe dificuldade para muita gente em falar/escrever português, não se preocupem pois podem escrever em inglês que eu responderei na mesma, combinado? Aqui fica uma curiosidade: Pensa possuir muita energia? Gostaria de ter mais do que aquela que tem? Um especialista da Califórnia, que já realiza investigações desse género há vários anos, afirmou que o corpo humano possui energia suficiente para sustentar a iluminação de uma cidade, semelhante a Montreal ou a Nova Iorque, durante um mês inteiro. Surpreendente, não é? Concordará provavelmente comigo quando lhe disser que a motivação e a

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MINHA VISITA a BOCKSBURG

satisfação de fazermos as coisas que gostamos desencadeia automaticamente

Ana Maria Thomä durante a sua intrevenção

um aumento de energia em nós, não é? Essa energia favorece a realização e a concretização de quaisquer projectos, portanto, a falta de energia é um sinal do seu corpo e do seu super-consciente para o avisar de que, naquele momento, está a agir, a pensar e a viver de uma

maneira que não lhe é benéfica e, consequentemente, que há falta de vida e de motivação em si. Utilizar inadequadamente a sua própria energia pode causar falta de vitalidade. O corpo físico está envolvido por outro corpo subtil, invisível, que nomeamos corpo energético ou corpo vital. Esse corpo vital é formado por milhares de pequenas linhas que envolvem o corpo físico. Vinte e uma dessas pequenas linhas cruzam-se em sete pontos exactos do corpo para formar um centro de energia. A energia está muito mais concentrada nesses pontos. Esses centros de energia são denominados, em sânscrito, «chakras» do corpo humano. Encontram-se entre a base da coluna vertebral e o topo da cabeça e sobre esses pontos falaremos no próximo artigo... Até lá, espero que viva feliz, bem consigo próprio e com os outros para que a sua energia seja sempre muito positiva. E é com muito amor que me despeço, de novo em Portugal... até ao nosso próximo "encontro" por aqui... Ana Maria Thomä

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