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Quiropraxia é alvo de preconceito

saúde

A área da saúde que mais cresce no mundo, a quiropraxia, sofre com o preconceito dos médicos por ser um método alternativo. Para o quiropraxista Rodney Mutter, a atitude é motivada pela falta de conhecimento e interesses.

10 Babélia n Unisinos n Junho 2010

(Bibiana Lunkes Kranz / Redação Jornalística I)

Excesso de fantasias, taras e quebra de tabus podem ser características de pessoas com instinto sexual compulsivo e com hábitos desesperados na busca do prazer

Quando o sexo está em primeiro lugar Renata Mandicajú

marcos augusto bocchi renata mandicajú Redação Jornalística II

I

magine você, uma mulher linda, casada com um dos melhores jogadores de golf e com duas filhas. Até então, um casamento perfeito. Mas, do dia para a noite, sua vida se torna um inferno. Você descobre que, nos últimos anos, seu marido teve nove amantes e, não bastando, vê sua vida exposta nos jornais, mostrando as traições do pai de suas filhas. Foi o que aconteceu com a ex-modelo Elin Nordegren e Tiger Woods. Acuado, ele se viu obrigado a assumir que é viciado em sexo e internou-se em uma clínica, para tratar uma compulsão sexual. Para muitos que sofrem desse mal, a busca por ajuda pode demorar e ser difícil, pois essas pessoas não admitem a doença, como é o caso de Ana, que prefere não ser identificada. “No começo, pensava que era normal e que meu marido era devagar. Ele me procurava pouco. Eu achava que era fogosa demais, e contava para minhas amigas”, conclui. Ana acredita que quem sofre dessa compulsão não consegue ser fiel, pois é muito difícil o parceiro saciar o desejo por sexo. Sem conseguir manter sua fidelidade, ela diz já ter melhorado muito desde que começou o tratamento. “Antigamente, eu fazia sexo com o entregador de gás, com meu dentista e o eletricista. Em vez de ter prazer, tinha um efeito contrário, sentia ódio, não sentia nada ao ter relações, sentia um vazio”, explica Ana. Os compulsivos chegam ao consultório por meio de familiares. É comum procurarem tratamento, porque têm uma necessidade sexual maior que a dos demais. Segundo a sexóloga Rafaela Couto, a compulsão é um agir angustiado, repetitivo e intenso. “É uma força interna intensa e coerciva que leva a pessoa a agir ou a pensar só em sexo e, mesmo que esteja consciente e seja contrário àquela conduta, se vê impelido a realizála. A pessoa viciada em sexo aplica regras a si mesmo. Por exemplo:

Compulsão: viciados sofrem por não conseguir controlar o desejo pela frequência de relações

Opinião

Por uma sociedade sã RAFAELA KLEY Redação Jornalística III

Como identificar o limite entre uma vida sexual saudável e um caso de vício? O assunto vem sendo intensamente abordado pela mídia mundial, contudo o questionamento ainda é enigma para muitos sexologistas. De acordo com estudos, indivíduos que possuem este transtorno mental não sentem bem estar após o ato, mas são atormentados por sintomas de depressão, como desespero e vergonha. As causas desta Sexo vende, perturbação podem estar mas de forma relacionadas a abusos irresponsável físicos, emocionais e sexuais sofridos, entretanto, pondero uma origem mais próxima e habitual no cotidiano da sociedade: a banalização do sexo, principalmente por parte dos meios de comunicação de massa. Comerciais, filmes,

novelas, seriados e programas estão impregnados de vulgaridade o que vem ocasionando esta banalização entre os sujeitos. A prática deixou de ser uma ação responsável e se tornou unicamente um entretenimento. Sexo vende, mas vende de forma irresponsável, causando distúrbios em crianças, jovens, adultos e idosos. Que futuro se espera de uma sociedade com ideais banais? Unicamente situações de vícios, pois tudo que desvia do parâmetro do equilíbrio configura quadros de calamidade e, sem dúvidas, vivemos em uma sociedade cada dia mais doente. Felizmente, já existem diferenciados procedimentos de tratamento empregados nestes casos, no entanto não existe cura, mas sim terapias que motivam a mudança de valores. E é precisamente esta modificação de caráter que todos devem ter, viciados ou não.

hoje tenho que transar cinco vezes. E, com esse pensamento, ditado pela própria regra, ela sai em busca de sexo”, explica. Especialistas acreditam que a compulsão sexual é mais freqüente em homens, embora o motivo ainda não seja conhecido. É correto afirmar que, desde cedo, eles são estimulados a ter várias relações sexuais para mostrar para os amigos a virilidade. Afirmar “ peguei cinco ou seis esta noite” é motivo de louvor entre os jovens. Há uma ideia de quanto mais “pegar”, mais viril será, o que poderia explicar o pensamento obsessivo por sexo. Caso não consiga ter o número de relações que “programou” para aquele dia, se desespera. Para Eduardo, também com compulsão e não quis ser identificado, mesmo tendo relações, o desejo ainda não era satisfeito e não tinha prazer. “No sexo não tinha orgasmo. Então tinha a sensação que na próxima transa iria ter, mas não era o que acontecia. Às vezes, me masturbava 14 vezes numa só noite em busca de prazer. Não trabalhava mais e só pensava em sexo o tempo todo”, lembra. Geralmente, as principais características de pessoas viciadas em sexo são promiscuidade, inquietação, dificuldade para se concentrar nos estudos e no trabalho. A autoestima é baixa. Praticam sexo várias vezes ao dia e, se não acharem um parceiro, praticam masturbação. “A vida de um viciado é muito sofrida. O compulsivo pensa em sexo praticamente o tempo todo. A vida deles é um caos, embora alguns nem se deem conta disso. Não conseguem namorar, ter bons relacionamentos. Suas relações afetivas adultas são de baixa qualidade. Trabalham mal porque não se concentram, perdem seus empregos, pois não obedecem regras”, finaliza a sexóloga Rafaela Couto. O importante é ter em mente que essa doenç a tem cura e que é preciso dar o primeiro passo, seja com família, amigo ou até mesmo só, em um acompanhamento médico e terapêutico, pois desta maneira é que essa dependência desaparecerá e, conseqüentemente, o indivíduo terá uma vida mais prazerosa.


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