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Prioridade nas obras da UTI de Montenegro

saúde

Os vereadores de Montenegro deixarão de realizar melhorias na Câmara para garantir o funcionamento da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Montenegro. Serão utilizados R$ 110.126,00 nas obras na casa de saúde.

11 Babélia n Unisinos n Junho 2010

(Cássio de Almeida Pereira / Redação Jornalística I)

De olho na saúde e no prato

As duas faces da psiquiatria

ADRIANA FONTOURA DA SILVA

AMANDA DE OLIVEIRA FRAGA

Redação em RP II

A

s crianças das regiões Sul e Sudeste estão deixando em alerta especialistas em saúde pública. De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), os meninos estão 17,9% acima do peso, e as meninas, 15,4%. A Organização Mundial da Saúde considera a obesidade infantil uma epidemia. Essa condição cresce no Brasil devido à alta ingestão de alimentos industrializados, guloseimas, embutidos e produtos ricos em gordura, que são preferidos e práticos na hora da fome. Na saúde pública o monitoramento da obesidade é feito pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), no qual as crianças são pesadas e medidas, e mensalmente é enviado um relatório com a intenção de levantar o perfil nutricional de uma determinada população. Segundo Juliana Fontoura, nutricionista da rede pública, os resultados melhoram o entendimento sobre a nova doença. Ela ressalta que, atualmente, as doenças crônicas não transmissíveis - como colesterol, diabetes e câncer - podem ser desenvolvidas pelas crianças e estão relacionadas diretamente a fatores genéticos e ambientais, atividade física e padrão alimentar. Como prevenção da obesidade infantil, grupos orientam a alimentação por meio de ativi-

Redação em RP II

Escolha: alimentos saudáveis influenciam no peso

dades didáticas de acordo com a faixa etária, o que deve ser estendido às famílias. “Programas de atenção a obesidade infantil devem ser continuados para que ocorra uma formação correta do hábito alimentar”, lembra Juliana. O resultado é um adulto mais saudável e com qualidade de vida.

Bairro convive com sujeira

Questionamentos são feitos diariamente sobre o assunto. De um lado, estão profissionais da área médica e hospitais especializados. De outro, uma lei que garantiu a internação de pacientes em leitos e em instituições e que promove não apenas tratamento psiquiátrico, mas a inclusão do cidadão na sociedade e a aproximação com a família. Graças ao projeto, pessoas nascidas com algum tipo de transtorno não ficam mais em manicômios, locais onde o paciente permanece isolado da sociedade e sem direito algum, como Especialistas discordam tratamento ideal e vida social. Para os profissionais da área psiquida lei de manicômios e átrica, pacientes devem ser internados aprovam a sepação de para não provocarem danos aos outros pacientes com doenças e a eles mesmos, porque necessitam de tratamento especializado. São pessoas que, se não tratadas, correm risco e podem trazer problemas para a sociedade. Na opinião da psiquiatra Claudimery Garcia, este é um motivador do regime de manicômios. Especialistas discordam da lei e aprovam o antigo regime em que cidadãos ficam em áreas separadas nos hospitais, com ajuda e observação especializadas. O mesmo acontece com crianças, pacientes com doenças de risco e que não são discriminados. Pelo contrário, têm leitos separados para obterem cuidados diferenciados. Só que muitos não compreendem o diagnóstico e acabam tendo conceitos errados em relação à internação. “O que adianta este paciente ser tratado igual a qualquer pessoa, se ele necessita de tratamento diferenciado, para obter uma melhoria?”, questiona Dra. Claudimery.

Quem lê o rótulo protege a vida

JOSÉ HENRIQUE VIJANDE ALONSO Redação em RP II

Conhecido pela beleza, o bairro Menino Deus convive com um triste aspecto: o acúmulo de sujeira nas vias. O local, de ruas largas e arborizadas, casas antigas de valor arquitetônico, está com um novo ornamento, muito lixo nas ruas e calçadas. Jussara Fernandes, moradora, relata descaso no saneamento do local. “Tenho que desviar de sacos de lixo rasgados e gatos mortos”, desabafa. Ela afirma que o fato não se deve somente à insuficiente manutenção por De acordo com o DMLU, parte da prefeitura, mas também por renão está prevista a am- laxamento dos moradores. pliação na coleta de lixo “As pessoas passeiam com cães de estimação sem se dar conta de que, se não do Menino Deus houver recolhimento de suas necessidades, nosso bairro ficará imundo”, diz. O contador José Ott, lembra com nostalgia a antiga rotina do local, dizendo que as pessoas passeavam, tomavam chimarrão à sombra dos flamboyans, apreciavam os canteiros floridos das avenidas. “Os transeuntes têm de desviar dos entulhos, cacos de vidros e rezam para não serem assaltados”. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) informa que não está prevista a ampliação na coleta de lixo, que, no geral, é feita três vezes por semana e diariamente em grandes avenidas. Para acompanhar o recolhimento nas ruas, é possível acessar www.portoalegre.rs.gov.br/ dmlu (abrir menu - coleta domiciliar). Segundo o órgão, o recolhimento de entulho de obras é fiscalizado por empresas contratadas, conforme as regras do Código Municipal de Limpeza Urbana.

ANA BEATRIZ BELLÓ Redação em RP II

Rico em vitamina, 50g proteínas, baixa caloria. São exemplos de várias informações disponíveis nos rótulos das embalagens de produtos industrializados e que influenciam a alimentação das pessoas. A tabela dos alimentos indica a quantidade de vitaminas, gorduras, proteínas, entre outros, por porção, e tem como objetivo facilitar o conhecimento das propriedades nutricionais, contribuindo para escolhas saudáveis e consumo adequado. A estudante de Letras, Cristiane Rosa de Souza relata que o filho de três anos está tomando medicação e não pode ingerir leite e seus derivados. Ela destaca que “esses rótu-

los para leigos são uma “sopa de letrinhas”, com letras pequenas, quase impossíveis de ler”. Ela tem consciência de que deveria ter atenção com a família, sempre optando pela facilidade de preparar os alimentos na hora de adquiri-los. Segundo o funcionário da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, Luiz Felipe Kunz Júnior, informar os consumidores dos dados nutricionais dos alimentos é uma necessidade de caráter público, pois beneficia a sociedade. Ele lembra que a Anvisa possui regras que facilitam o entendimento dos rótulos. Por lei, os nutrientes, valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio são obrigatórios na tabela nutricional.


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