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Gestão Financeira

ESDRM Gestão de Organizações Desportivas 1º semestre

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PROGRAMA: 1. Conceitos base: função financeira, gestão financeira, balanço contabilístico e financeiro; 2. Estudo da situação financeira das organizações: noção de equilíbrio financeiro: exigibilidade e liquidez; 3. Análise da rendibilidade das organizações: rendibilidade de exploração; rendibilidade dos capitais investidos. 4. Financiamento e fontes de financiamento; 5. Gestão financeira de CP: gestão do activo circulante; gestão do exigível de CP, fontes de financiamento de CP; 6. Planeamento financeiro de longo prazo; Elsa Vieira

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Regime de frequência – mínimo 2/3 de presenças, salvo os alunos em situação especial; Modelo de avaliação: Avaliação contínua: O aluno enquadra-se na avaliação contínua a partir do momento que participou num dos elementos de avaliação previstos: O sistema de avaliação contínua: 1º mini-teste – 20% da nota de avaliação contínua; 2º mini-teste – 20% da nota de avaliação contínua; Frequência – 60% da nota de avaliação contínua; Consideram-se aprovados os alunos com média => 10 valores

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Exame Final Condições de acesso a Exame de Época Normal:  Alunos que não tenham participado em nenhum dos elementos de avaliação contínua;  Alunos que tenham realizado avaliação contínua, cuja a classificação final tenha sido => a 8 valores e < a 10 valores; Nas duas situações é necessário o cumprimento do regime de frequência. Exame final composto por: Prova escrita: 70% da nota final; Prova oral: 30 % da nota final Consideram-se aprovados os alunos com média => 10 valores

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1 – Conceitos base 1.1 Função financeira e a gestão financeira  Função financeira – todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle dos recursos financeiros;  1) determinação das necessidades de recursos financeiros:    



2) obtenção dos recursos de forma vantajosa, considerando:   



Custos e prazos; Condições fiscais; Melhor relação entre capital próprio e capital alheio.

3) a aplicação criteriosa dos recursos obtidos para obter:  



Planeamento das necessidades; Inventariação dos recursos disponíveis; Previsão dos recursos libertados pela própria actividade normal; Cálculo do valor dos recursos a obter fora da org.;

Uma estrutura financeira equilibrada; Adequados níveis de eficiência e rendibilidade.

4) controle das aplicações dos fundos obtidos; Elsa Vieira

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1 – Conceitos base 1.1 Função financeira e a gestão financeira 

Função financeira:  





Análise financeira; Gestão financeira

Análise financeira – visa o estudo da situação económico-financeira, através do uso de técnicas e aplicação de instrumentos c/ base nas DF´s e demais informações. Gestão financeira:  sentido restrito: abrange o conjunto das técnicas que visam a melhoria das decisões financeiras assumidas na própria empresa e o respectivo controlo, assim são técnicas c/ vista ao estudo das decisões financeiras sobre a rendibilidade e risco financeiro.

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1 – Conceitos base



Balanço contabilístico – expressa a situação patrimonial da organização.

ACTIVO

CAPITAL PRÓPRIO

CAPITAL ALHEIO OU PASSIVO



Balanço financeiro - apresenta em moldes financeiros a estrutura económica e financeira da organização

APLICAÇÕES DE FUNDOS OU INVESTIMENTOS

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ORIGENS DE FUNDOS – RECURSOS OU FINANCIAMENTOS

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1 – Conceitos base 

Equação fundamental do balanço



As necessidades de fundos destinam-se:   



a financiar investimentos; a financiar as actividades correntes; A assegurar as meios líquidos financeiros.

Para isso recorrem:    

às às às às

fontes fontes fontes fontes

estáveis não reembolsáveis; estáveis reembolsáveis; derivadas das actividades correntes; complementares de financiamento corrente.

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AT=CP+CA;

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1 – Conceitos base





Grau de liquidez – aptidão de 1 activo para se transformar em meios monetários; Grau de exigibilidade – baseia nos prazos de vencimento dos créditos e informa da sua crescente exigibilidade.

Balanço Financeiro Investimentos

(financeiros, prop. de investimento, activos fixos tangíveis e intangíveis)

Aplicações cíclicas

(inventários, contas a receber)

Recursos estáveis

(capital, reservas e resultados transitados)

Recursos estáveis reembolsáveis

Meios Financeiros Líquidos

(caixa, DO, outros depósitos bancários)

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(dividas a MLP)

Recursos cíclicos Recursos complementares

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1 A estrutura financeira  Existem 3 ciclos financeiros nas organizações: 1) 2) 3)







Ciclo das operações de exploração. Ciclo das operações de investimento; Ciclo das operações financeiras;

Ciclo das operações de exploração – aquisição de bens/serviços e respectiva venda; Ciclo das operações de investimento – decisões relativas a novos investimentos em capital fixo, em participações financeiras. Ciclo das operações financeiras – decisões financeiras devidas a opções económicas e financeiras que afectam a tesouraria. este ciclo está ligado aos fluxos financeiros:    

empmos obtidos e concedidos e reembolsos; alterações do CS; distribuição de dividendos; Subsídios obtidos do Estado. Elsa Vieira

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1.1 Equilíbrio financeiro – exigibilidade e liquidez 

1 organização necessita de ter 1 ESTRUTURA FINANCEIRA EQUILIBRADA (é necessário, mas não suficiente) que:



ACTIVO CORRENTE, SEJA NO MÍNIMO IGUAL AO PASSIVO CORRENTE



Comparação de grau de exigibilidade c/ grau de liquidez.



O que permite 1 estrutura financeira equilibrada: 

O normal funcionamento da org;



Cobertura das necessidades operacionais;



Negociar sem aceitar pressões.

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1.2 Regra do equilíbrio financeiro mínimo (REFM) – Fundo de Maneio 





REFM – defende que os capitais utilizados p/ 1 org. para financiar 1 activo devem permanecer à disposição durante 1 período que corresponde pelo menos à duração desse activo. Baseia-se na permanente adequação do grau de liquidez das aplicações ao grau de exigência dos fundos utilizados; Limitações da REFM: 



Ignora a natureza e velocidade de rotação dos elementos do activo corrente; Ignora a natureza e calendarização dos prazos de vencimento do exigível a CP;

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1.2 Regra do equilíbrio financeiro mínimo (REFM) – Fundo de Maneio

A REFM é importante, mas existe ainda uma noção de equilíbrio financeiro a considerar:





A distribuição das origens e aplicações de fundos deve permitir que em cada momento existam meios financeiros liquidos para liquidação das exigibilidades vencidas

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1.2 Regra do equilíbrio financeiro mínimo (REFM) – Fundo de Maneio 



Fundo Maneio – é constituído pela parte de capital corrente que é financiada pelos capitais permanentes; forma de cálculo: 

FM = Capitais Permanentes – Activo Não Corrente Liquido ou FM = activo corrente – passivo corrente Activo

Não Capitais

Corrente Liquido Permanentes Activo

Fundo Maneio

Corrente

Débitos de CP



Quanto à comparabilidade entre o grau de liquidez e o grau de exigibilidade DCP podem existir 3 hipóteses: 

ACorrente = DCP é necessário ponderar sobre:  Realização das inventários;  Recebimento dos clientes pode ser dilatado;  Prazos fixados nos DCP são definitivos.  Aconselha-se 1 “reserva de liquidez” Elsa Vieira

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.1.2 Regra do equilíbrio financeiro mínimo (REFM) – Fundo de Maneio  



ACorrente>DCP - situação favorável; ACorrente<DCP – prevê-se dificuldades organização;

 

Variações no imobilizado; Variações das reservas, dos resultados líquidos retidos; Variações na dívida de MLP.

Tradicionalmente, o FM é 1 indicador utilizado pelos credores para medir o risco financeiro, no entanto, tem vindo a perder importância.

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a

FM é de natureza estática porque depende: 



para

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2.2 Equilíbrio financeiro de curto prazo 2.2.1 As necessidades e os recursos financeiros 

As necessidades financeiras:  De exploração – clientes c/c, crédito titulado não descontável; adiantamentos a fornecedores, inventários, margem de segurança de tesouraria; Exemplo fictício: Sport Zone Desportiva Calçado Crédito

concedido

não

75.000

50.000

45.000

30.000

Capital circulante real

120.000

80.000

Capital circulante ideal

80.000

80.000

mobilizável Existências





A Sport Zone necessita de recursos adicionais para financiar as suas deficiências. Os valores acima dos ideais pode resultar de deficiências estruturais ou actos deliberados de gestão, como sejam:  1 valor superior de meios financeiros liquidos por precaução;  Aumento de crédito concedido a 1 revendedor;  Formação de stocks, em vésperas de subidas de preço. Elsa Vieira

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.2.1 As necessidades e os recursos financeiros 

Necessidades extra-exploração:    



concessão de empréstimos a colaboradores; Concessão de empréstimos a associadas, aquisição de terrenos, construção de edifícios fabris, aquisição de 1 participação numa nova sociedade;

Os recursos financeiros:  De exploração – fornecedores c/c, forn. títulos a pagar, crédito obtido do Estado, adiantamentos de clientes  recursos extra-exploração – empréstimos CP renováveis, contratação de empréstimo a médio prazo, suprimentos obtidos junto de sócios, recebimentos de dividendos de uma participação financeira.

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.2.2 O fundo maneio necessário

Fundo Maneio Necessário  FMN – corresponde ao conjunto das necessidades financeiras (normais e anormais de natureza estrutural) , cujo o financiamento não está assegurado pelos recursos financeiros. ENTÃO: FMN = necessidades - recursos 





Se FMN >0 representa necessidades financiamento; Se FMN <0 representa excedentes financiamento.

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líquidas

de

líquidos

de

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.2.3 A equação fundamental de tesouraria 

A tesouraria é a diferença entre os recursos disponíveis e as necessidades. Tesouraria Liquida = Fundo Maneio – Fundo Maneio Necessário TL = (CP – A não correntes) - FMN

 

TL = 0, então, FM=FMN, tesouraria equilibrada; TL < 0, então, situação de insuficiência do FM, tesouraria deficitária, conduz: 



  

Menor segurança, mais risco financeiro e por vezes sinal de > rendibilidade; Situação ocasionada por: políticas de financiamento e investimento incorrectas; Txs de amortização baixas; Excessiva distribuição de dividendos; Elevados níveis de FMN

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.2.3 A equação fundamental de tesouraria 

TL > 0, então, FM excessivo, tesouraria superavitária; conduz:  



> segurança, < risco e por vezes menor rendibilidade; Situação ocasionada por: elevados níveis de autofinanciamento, políticas de financiamento do Activo Corrente conservadoras; preocupação em reduzir o FMN e manutenção de capitais próprios elevados.

Os elementos do activo de tesouraria (EAT) e os elementos do passivo de tesouraria (EPT) podem explicar o desequilíbrio da tesouraria.

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2. Estudo da situação financeira das organizações 2.2.4 O equilíbrio estrutural de tesouraria e o balanço funcional 



O balanço clássico é 1 documento estático e por isso limitativo, assim, têm surgido outros instrumentos analíticos – o balanço funcional; O balanço funcional permite:  Realizar 1 análise comparativa entre as necessidades financeiras e as aplicações de fundos e entre os recursos financeiros e as origens de fundos; 

Desta forma, ressalta a importância da relação fundamental de tesouraria e do conceito estrutural da tesouraria da empresa;

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2 – Gestão Financeira do CP 2.5 O equilíbrio estrutural da tesouraria Modelo-tipo do Balanço Funcional (Ano X) 1- Capital próprio……………………………………………………………………….X 2- Passivos não Correntes …..…………………………………………………….X 3- Capitais Permanentes (1+2)………………………………… ………………..X 4- Activo não corrente líquido…………..………………………………………….X 5- Fundo Maneio (3-4).……………………………………………………………….X 6- Necessidades financeiras de exploração.…………………….…………….X 7- Recursos financeiros de exploração.…………………………..…………….X 8- FMNE (6-7)……………………………………..……………………..….………….X 9- Necessidades financeiras extra-exploração….….………….…………….X 10- Recursos financeiros extra-exploração.…..………………..…………….X 11- FMNEE (9-10)……………….………………..……………………..…………….X 12- FMNT (8+11)……………….………………..……………………..…………….X 13- T (5-12)…………..………….………………..……………………..…………….X 14- Representação da tesouraria global 14.1- Elementos activos de tesouraria………………………….….……X 14.2- Elementos passivos de tesouraria……………………….….…….X 14.2- Tesouraria global (14.1+-14.2)……………..…………….……….X 

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2 – Gestão Financeira do CP 2.5 O equilíbrio estrutural da tesouraria 

Vantagens do balanço funcional:



Classificação das necessidades e recursos pela sua natureza;







a análise dos EAT e EPT permite verificar como a empresa ultrapassou, em certo momento, desequilíbrios estruturais ou conjunturais da situação da tesouraria; O estudo de diversos balanços funcionais sucessivos possibilita a obtenção de boas informações sobre as políticas históricas de financiamento e investimento em capital fixo e circulante. No entanto, a análise isolada do balanço funcional não dá 1 análise completa da tesouraria da empresa, é necessário avaliar a evolução esperada dos fluxos financeiros – orçamento de tesouraria. Elsa Vieira

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3. A análise financeira da rendibilidade das organizações 3.1 A rendibilidade de exploração A Teoria do custo-volume-resultados (CVR)  Objectivo: estudo da rendibilidade de exploração, através da análise dos proveitos/custos de exploração e das relações entre eles e o nível de actividade.  Esta teoria baseia-se no seguinte:

CT = Cv × Q + CF 

Como,

CT = Q × Cvunitário + CF VL

= Q × P

MT = Q ( P − CVunitário )

RE = MT − CF , ie , RE = Q × ( P − Cvunitário ) − CF Elsa Vieira

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3. A análise financeira da rendibilidade das organizações 3.1 A rendibilidade de exploração

VL CT CV

CF

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3. A análise financeira da rendibilidade das organizações 3.1 A rendibilidade de exploração Ponto morto económico –  identifica-se de acordo com a teoria de CVR, com o nível de actividade da empresa a que correspondem RE nulos; 

Em termos quantitativos: Qo =



Em termos valorimétricos: Vo =

CF ( P − Cvunitário

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)

CF ( P − Cvunitário ) / P

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3. A análise financeira da rendibilidade das organizações 3.1 A rendibilidade de exploração Em resumo (PME):  A margem bruta cobre os custos fixos;  Os RE são nulos;  Em termos financeiros, há a criação de excedente derivado das amortizações e provisões;  O PME corresponde a prejuízo real, porque ignora o custo do capital;  PME é um instrumento inicial de estudo da viabilidade económica de novos investimentos em capital fixo. 

Margem de segurança

vendas − p.critico p.critico

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3. A análise financeira da rendibilidade das organizações 3.1 A rendibilidade de exploração 

Críticas: 





 

 

A classificação de CF e variáveis, nem sempre é realista; Os custos não variam apenas com o nível de actividade; Os custos fixos mantém-se estáveis, apenas durante um certo período de tempo; O custo variável unitário não é uma função linear; A gama de produtos raramente abrange 1 só produto, ou vários produtos c/ variações constantes; Preço de venda pode não ser estável; Inexistência de stocks de pa’s e pvf é pouco realista.

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