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Sumário

Venture CAPitAl Fundos têm R$ 3 bilhões reservados para aportar em empresas emergentes. Saiba como atrair os investidores

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Com A PALAVrA

O Mapa, a Alavanca e o Arco Como todo líder é movido por desafios, projetos e imaginação, faço um convite para que entre na velocidade do hiperespaço e assim traga para o presente o futuro da empresa Imagine-se uma criança, em seu castelo (quarto), onde quem reinava era a mais profunda imaginação. Livrar a escola de monstros invasores, ser um samurai medieval, conduzir as tropas de chumbo para a vitória. Enfim, seu mundo era o universo e o universo era o quarto (sem paredes e com as mais densas estrelas a nos perseguir). Nada lhe causava medo, pois sabia que uma magia maior que a compreensão o salvaria. E no fim, você seria um Dom Quixote na busca do tão aguardado beijo de Dulcinéia. Todo empreendedor (como eu e você) é composto de camadas de imaginação.

O DESAFIO Certa feita meu pai me desafiou! ColocouColocou -me nas mãos um mapa, uma alavanca e um arco. Ele CONTOU-ME uma história repleta de ameaças, oportunidades, ponpon tos fracos e fortes. Se você é tão criativo, disse-me ele, porque, quando e como popo deria escapar de uma região inóspita para a segurança com entes queridos? Aceitei imediatamente. Era uma grande oportunidade de provar para meu pai os valores individuais que havia desenvolvidesenvolvi do. Curiosamente ele gostava da Caver Caverna do Dragão, desenho animado com 27 episódios e três temporadas. E eu assistia junto tantas e tantas vezes sem fim (tal(tal vez daí ele tenha tirado a ideia do desafio). Ainda hoje lembro desta alegoria intriintri gante e em como isto despertou-me a criatividade para resolver problemas e ver o lado positivo de tudo. Pensando nas empresas, percebo algo incrível: nada mudou realmente. O munmun do imaginário continua lá - povoando os sonhos. Vale a pena pensar que você está com o mapa, a alavanca e o arco

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para construir uma missão extraordinária. Destacar-se da concorrência rude, fria e com pouca ou nenhuma diferenciação. A semente da empresa (fundada ou her herdada por você) passa necessariamente pelos sonhos acordados, pelas expectativas e ansiedade de colocar as ideias em prática. A pior coisa que pode acontecer é não se movimentar em um mundo dinâmico. Foram geradas nos últimos 30 anos mais informação que nos 3 mil anos anteriores. Isto diz muito sobre nossa época e desafios de empreendedorismo. Também faço o desafio – utilizando os elementos abaixo – o que pode ser feito para inovar no mercado, reinventar a relação com o cliente e surpreender seus parceiros e fornecedores? Ah sim – bem-vindo ao jogo mundial. Estamos concorrendo contra qualquer empresa posicionada em qualquer país. O perigo é real e imediato. O mundo sistêmico da produção foi substituído pelo domínio das marcas.

MAPA Quando eu era garoto, o mapa representava para mim a possibilidade de movimentar-me por uma densa floresta de perigos pelo trajeto mais rápido e conhecido. Na empresa procuro desenvolver o mesmo raciocínio – defino o ponto onde quero chegar, no tempo certo e com um plano de metas a serem executadas sem reflexão demais. Ousadia na direção correta sempre produz frutos. É a cadeia logística que irá fornecer o posicionamento exato para o sucesso. O mapa (ou plano de metas) permite nos proteger de eventuais tempestades. E mais, que nossa liderança conduza a

expedição sem temer o agitado mundo surreal da concorrência. Dentro deste processo uma verdade: ou se mata o monstro da ineficiência ou se paga o preço do engessamento.

ALAVANCA Na floresta empresarial, existem muitas armadilhas que podem nos prender tempo demais. A alavanca livra o peso, retira os entulhos (ideias recicladas), ergue qualquer obstáculo à frente. Não atrasa a nossa caminhada guiada pelo mapa, demonstra a força da marca pessoal como empreendedor e coletiva (da empresa). Afinal, como afirmava Arquimedes – dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu movo o mundo. Com esta alavanca, quais as sete armadilhas que precisam ser removidas para que a empresa se desenvolva fortemente?

ARCO O arco no sentido bíblico é poder divino. Eu usava o arco para abrir os escudos mágicos dos vilões. Com ele podemos der derrotar os inimigos modernos – a mesmice das velhas convenções. Você sabe tanto quanto eu que pessoas teimosas (sócios, familiares, amigos e executivos) nos impedem de inovar. Imagine se Steve Jobs ouvisse demais os outros. Nunca faria o que fez. Sabe por que muitas empresas não inovam? Porque é trabalhoso. Regra: 1% inspiração e 99% transpiração! Ser um arqueiro significava ser rápido e mortal nas épicas lutas da baixa idade média. É preciso ser habilidoso para mexer nas coisas da empresa. Rapidamente dragões de maldições antigas se levantam para impedir de destruírem seus feudos de ineficiência.


Com A PALAVrA Em meio a tantas batalhas que travamos no dia a dia empresarial, acertar o alvo requer prática, inspiração e aperfeiçoamento. Errar o alvo é tão importante quanto acertar. Mexer significa ação. E ser arqueiro é estar comprometido com a aventura. Separe 20% do seu tempo para meditar, melhorar a mira, preparar as flechas certeiras e aprimorar suas habilidades para que uma grande ideia tenha espaço e vigor. A flecha flui em direção de algo – à vitória. Quando miramos, temos que calcular a força (canal de vendas) e a direção do vento (posicionamento estratégico) e as condições climáticas (pesquisa) para acertar o alvo em cheio.

Mapa + Alavanca + Arco = Revolução Necessária!

E FALANDO EM REVOLUÇÃO... VAMOS VENDER MAIS? Dentro da concepção que a imaginação altera o curso do mundo (e da sua empresa), nasce um novo conceito no mercado: CCO (Chief Culture Office). Trata-se de uma área (composta por uma única pessoa) absolutamente diferente de tudo o que se viu até hoje no meio empresarial. É o que valida verdadeiramente a antecipação de mercado e a conexão com o imaginário para criar, desenvolver e lançar produtos mágicos. A novidade está na habilidade fundamental para construir este conceito – é preciso ser altamente versado na cultura pop (cinema, televisão, arte, música, quadrinhos e literatura). É o intangível do mercado, a mão invisível que provoca fenômenos – físicos ou virtuais. E sua principal função é antecipar tendências de consumo. Normalmente a visão é mecanicista - as máquinas fazem os produtos da empresa. Mas as ideias constroem as máquinas e os produtos. E a resposta sobre a próxima revolução pode estar no cinema. Sim, isto mesmo – na imaginação do mapa, alavanca e arco dentro do experimento humano por excelência. Ele é livre, preferencialmente um consultor para que possa ter o olhar de fora da organização. Viajar, observar hábitos de determinados grupos, regiões e qualificar a matriz de consumo que possa gerar negócios diretos ou indiretos para a empresa. Se este profissional acertar uma tendência de consumo, ou seja, encontrar um

oceano azul, pode alterar o curso da sua empresa para sempre. Em um pequeno exercício de memória, procure lembrar da Jor Jornada nas Estrelas, série que influenciou milhares de jovens a tornarem-se cientistas. As aventuras da nave comandada pelo capitão James Kirk antecipou o celular, popularizou conceitos da física quântica, internet, hologramas, camuflagem aérea e outros desdobramentos no cotidiano. O que era imaginação tornou-se realidade. Roteiro de ficção científica. Será mesmo? É o ponto entre a magia e a técnica. Não existe limite. O limite está na mente de cada um. E se tivéssemos licenciado uma linha de produtos com a mar marca Matrix? Seguramente venderia muito mais pelo poder de atratividade que a cultura pop influencia em nosso imaginário, provocando uma mudança de comportamento de consumo. O cliente pensa o seguinte: quero fazer parte desta tribo! E ele consome determinada marca por associá-la; passa a grudar na mente e em sua percepção. É a chance de uma organização dobrar ou triplicar as vendas, ter o produto em mais canais de distribuição. Simplesmente porque estamos todos imersos neste caldo cultural. É monitorar a pulsação do mercado visível e o invisível. Pense nisto! Pense em como revolucionar sua empresa dentro desta premissa arrebatadora. Ou fique dentro do oceano vermelho disputando por preço e quase sem diferenciação. Por que temer a escuridão do porão de seus pesadelos?

CONCLUSÃO Nós, empreendedores, sempre nos movemos por desafios, pela mais perfeita ideia de procurar reinventar um mercado anan tes dos outros. Somos revolucionários. Mesmo que demore, que seja contra as regras da sabedoria comum ou custe um pouco de sangue e lágrimas. Jamais perca o hábito de imaginar. Ei...desperte para este novo mundo conectado. Afinal temos que salvar aquela empresa, a comunidade, o país. Acorde para a maior aventura de todos os tempos – viver a vida na plenitude das realizações. Amigos: um grande 2013 e que a imaginação prevaleça sobre o cotidiano. Alto e avante!

RODRIGO BERTOZZI CEO da B2L,, especializada em expansão, compra e venda de empresas. Sócio-fundador da Selem, Bertozzi e Consultores Associados, administrador, autor dos livros – ““Revolution Revolution Marketing Place”, ”, “A Reinvenção da Advocacia”, “Um Futuro Perfeito”, entre outras obras.

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APLiCAÇÕES

Clube de Investimento:

vale a pena?

Muito se fala (e se pratica) a respeito dos clubes de investimentos no Brasil. Considerado por muitos entre as melhores alternativas para quem quer iniciar seus investimentos no mercado de ações, a B2L Corporate ouviu especialistas sobre o tema. Cotista de um clube, Claudio Marinho, da Go UP Investimentos, de João Pessoa (PB), fala das vantagens, regulamentação e rentabilidade dos clubes.

B2L - Quais as principais Com relação à quantidade de cotis- O registro e fiscalização são feitos vantagens de um clube de tas, atualmente os clubes só podem pela BMFBOVESPA em conjunto ter de 3 a 50 participantes por Clube. com a CVM. A escolha da carteira do investimentos em relação a clube é feita pelo gestor cotista. um fundo de investimentos B2L - de que modo os clubes em ações? de investimentos estão con- B2L - Qual a rentabilidade e qual é o papel das corretoras A principal diferença é a gestão. tribuindo para a popularizaVocê não precisa contratar um ges- ção dos investimentos em que administram os clubes? tor de fundos para definir as estra- ações no Brasil? Buscamos obter rentabilidade média tégias de investimento. Os custos são menores, pois não é obrigatória a auditoria externa.

É uma maneira fácil e inteligente de construir carteiras diversificadas de ações.

B2L - Como funciona a triB2L - Como é feita a regulabutação de um clube? mentação e como é escolhiTodas as operações realizadas den- da a carteira dos clubes? tro da carteira do clube são isentas de Imposto de Renda. Somente se paga IR quando o cotista solicita o resgate. A alíquota é de 15% de IR sobre o lucro obtido.

B2L - Qual o volume financeiro de operações de empréstimos de ações, patrimônio líquido e número de cotistas nos clubes? No tocante às operações de empréstimos, o volume gira por volta de R$ 2.000.000,00 e possui um PL aproximado de R$ 4.000.000,00.

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anual de 20% a.a no longo prazo. É o responsável jurídico pelo Clube perante a BMF e CVM, quem cuida do Back-Oficce do clube, ou seja, calcula a cota, paga IR do resgate, fornece e mantém a documentação para cadastro dos cotistas, etc.

COMPARATIVO dAS ALTERNATIVAS dE INVESTIMENTOS EM AçõES Características

Fundo de Ações

Clube de Investimentos

Participantes

Aberto a pessoas físicas ou jurídicas

Pessoas físicas com afinidades entre si

Gestão de Carteira

Administradora

Membros ou Administradora

Carteira

Mínimo 51% em ações

Mínimo 51% em ações

N.º de investidores

Mínimo 3

Mínimo 3, máximo 50

Formas de saída

Resgate

Resgate ou cessão


APLiCAÇÕES

Clubes: Investidores ativos Essa modalidade de investimento foi criada pela Bolsa de Valores na década de 90 e fortemente utilizada na época das privatizações como instrumento de acesso ao mercado de capitais pelos funcionários dessas empresas. Os clubes permitem que investidores participem mais ativamente das decisões de investimento do que um fundo que tem um gestor terceirizado e com completa independência. É permitido que no mínimo dois terços do patrimônio do clube seja alocado em ações, bônus de ações e recibos representativos de ações. O restante do patrimônio poderá ser alocado em alguns ativos de renda fixa e regidos pelo Estatuto Social.

A grande vantagem dos clubes de investimentos é a possibilidade de se montar uma carteira diversificada e a postergação do Imposto de Renda, uma vez que os clubes são isentos e somente quem é tributado é o cotista por ocasião de resgate com lucro.

O papel fundamental da corretora é administrar e informar diariamente ao investidor o valor das cotas, zelando pelo bom funcionamento do clube, além de liquidar todas as operações demandadas pelo gestor e fazer cumprir à risca o Estatuto Social.

ditos clubes também são muito utilizados por grupos de amigos ou familiares com o propósito de formação de poupança a longo prazo por terem seus custos diluídos pelos cotistas. Podem ser geridos por um cotista, por um gestor profissional, ou pela própria corretora. Através dos clubes, investidores podem ter um acesso bem mais próximo ao gestor e assim entender porque determinadas posições foram escolhidas.

Para se iniciar um clube de investimento, pelo menos três investidores deverão procurar uma corretora de valores, que providenciará o cadastramento dos mesmos e a confecção da documentação necessária. Após registro na Bolsa de Valores e liberação do CNPJ, o clube estará apto a receber os aportes, mais cotistas, até o limite máximo de 50, e iniciar a formação da carteira de investimento.

ALExAnDRE BuEnO DO PRADO Gestor de negócios, Agente Autônomo de Investimento e sócio da empresa RJ Investimentos, sociedade de Agentes Autônomos de Investimentos afiliada ao Grupo XP Investimentos, que está apta a intermediar a relação investidor e corretora para a formação de novos clubes de investimento.


CAPA

Venture Capital

Como maximizar o valor da sua empresa Investidores aliados às empresas para ajudá-las a crescer. É assim que os 43 sócios da B2L levam a indústria do venture capital para todo o país e revelam oportunidades aos empreendedores. Os fundos de investimento têm cerca de R$ 3 bilhões reservados para aportar em empresas brasileiras emergentes - seis vezes mais do que há cinco anos, segundo estimativa do Instituto Inovação, órgão de fomento ao empreendedorismo.

Para os empresários já em contato com os fundos, a chegada dos novos sócios vai além da injeção de capital: são marcadas novas estruturas administrativas e de governança, networking, além da abertura de portas comerciais. Para Clovis Meurer, presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), a distribuição das operações entre venture capital e private equity tem medidas diferentes sobre valores ou número de operações.

A B2L é uma iniciativa inovadora e eficaz para a promoção de negócios entre empresas, investidores e players do mercado financeiro. Através de seus eventos e da integração nacional entre os seus escritórios e membros participantes, fomenta discussões que, de forma concreta, resultam em novas oportunidades de negócios. A RB Capital já participou de alguns eventos promovidos pela B2L com seus membros e clientes e, a partir destes, pudemos discutir negócios que se enquadram na esfera de atuação da nossa empresa e agregam valor como soluções para os clientes da B2L. O pioneirismo do grupo deve servir de referência para a prática do empreendedorismo e fomento de negócios no mercado nacional, ainda incipiente nesse tipo de atuação, focada e diferenciada no seu propósito.

Marcelo Michaluá

Sócio-diretor da RB Capital

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“É provável que as operações de private equity representem mais de 90% dos investimentos na indústria, quando se fala em valores monetários, por representarem operações de maior volume com empresas de muito maior porte. Por outro lado, se avaliarmos o número de operações, a situação é inversa, sendo as de venture capital responsáveis por mais de 50% das operações”.


CAPA

Poder das Médias Médias empresas com potencial para atrair investimentos estão por todo o país. No Ceará, refinaria, siderúrgica e a Zona de Processamento de Exportações (ZPE) são alvos dos fundos entre as empresas com potencial de crescimento. No Nordeste, região de muitas empresas com gestão familiar, a cultura do venture capital aos poucos ganha espaço. A indústria de private equity & venture capital permite aos empreendedores a fonte ideal de recursos para acelerar o crescimento dos negócios ao vender uma fração na sociedade para fundos que compram participações em empresas. Das Minas Gerais, destaques para biotecnologia, agronegócio e tecnologia. É de lá que a DLM Invista Asset Management S/A, gestora de recursos financeiros independente, acaba de concluir a primeira fase da captação (R$ 180 milhões) de seu primeiro fundo de private equity, o DLM Brasil TI. O foco é investir em empresas de software ou serviços baseados em software, que tenham faturado entre R$ 15 milhões e R$ 150 milhões no ano fiscal anterior à análise de investimento (growth capital), além de receita acima de 25% nos últimos três anos. O objetivo do fundo é investir entre R$ 10 milhões e R$ 40 milhões por empresa, visando acelerar o processo de crescimento das investidas.

O empreendedor deve se pautar pela riqueza que poderá ser construída a partir do investimento André Emrich – FIR Capital

e operações de M&A”, acrescenta. Para a negociação com investidores, a DLM ressalta que é importante demonstrar o valor agregado do produto para os clientes e sua efetividade comercial, além de perspectivas de mercado – possibilidade de crescimento e teses de M&A e perspectivas claras de saída. Administradora de fundos de investimento, a também mineira FIR Capital atua em uma fase anterior e complementar ao alvo de investimentos dos fundos de private equity, investindo tipicamente em pequenas e médias empresas com receita anual de até R$ 150 milhões, diz o gestor, André Emrich.

Os fundos de investimento têm cerca de R$ 3 bilhões reservados para aportar em empresas brasileiras emergentes

Seleção

Requisitos Paulo Caputo, sócio da DLM e responsável pelo fundo, fala dos requisitos necessários para a escolha das empresas. “É preciso ter um time diferenciado, com desejo de permanecer na empresa e liderar o processo de crescimento”. Entre as regiões mais cobiçadas, Caputo ressalta São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro. Sobre os impactos e como o venture capital pode alavancar projetos e negócios, a DLM tem como filosofia unir conhecimento do setor alvo de investimento em parceria com os empreendedores. “Aliado ao capital de longo prazo, nossa equipe agrega expertise, uma ampla rede de relacionamento, acesso às novas rodadas de investimentos por meio de co-investidores e estratégia de acesso ao mercado de capitais

Ele explica que o processo de seleção de um investidor ou fundo é mais análogo à seleção dos gestores-chave da companhia do que o de uma instituição financeira na busca de financiamento. “Ao invés de guiar-se pela diretriz de quanto dinheiro se pode levantar junto ao fundo, o empreendedor deve se pautar pela riqueza que poderá ser construída a partir do investimento”. Emrich detalha que os fundadores do negócio devem sempre ter em mente que os investidores serão um elemento importante no processo contínuo de tomada de decisões da empresa, o que pode ser muito enriquecedor dada a experiência que os gestores acumulam em seus diversos nichos de atuação. “No entanto, há algumas características importantes que os gestores buscam nas empresas-alvo para investimento, principalmente na figura do empreendedor, como liderança, visão de negócios, integridade, receptividade para novas ideias e dedicação”.

Num país grande como o Brasil e neste momento em que investidores de todo o mundo procuram oportunidades e empresas preparadas aqui, a B2L transmite confiança e faz as conexões necessárias em todas as regiões, abrindo portas, fechando negócios seguros e com criação de valor para os acionistas e empreendedores. Wilson M. Poit Empresário da Poit Energia Empreendedor do Ano – Endeavor

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CAPA

Case de Sucesso A Devex Mining é resultado de empresa investida pela FIR Capital. Após o investimento do FUNDOTEC II, a participação da FIR Capital na implementação das melhores práticas de governança corporativa na Devex foi pautada, principalmente, pela indicação do Presidente de seu Conselho de Administração, Diretoria Financeira, coordenação da reestruturação da área comercial da companhia, bem como de seu ciclo anual de planejamento e controle e definição de estratégias para crescimento inorgânico.

Tais iniciativas conduziram a companhia ao crescimento e internacionalização, sustentados por padrões sólidos de controladoria e orientação a resultados. Este novo patamar permitiu à Devex aproximar-se dos seus atuais e potenciais clientes, participar de projetos desenvolvidos conjuntamente com grandes players dos setores de mineração e logística globais.

mização das operações de minas a céu aberto e subterrânea, a empresa detém 82% do mercado neste segmento. A Devex é uma SA de capital fechado. Com 50 mineradoras em seu portfólio, como Vale, BHP Billiton, CSN. Usiminas, Yamana Gold, Kinross, dentre outras, a empresa ainda não tem planos de abrir capital na bolsa. Espera ampliar em 42% o faturamento em 2012, atingindo R$ 60 milhões.

Líder nacional no desenvolvimento de soluções para o gerenciamento e oti-

A B2L alavanca uma poderosa rede de relacionamentos com foco exclusivo na geração de oportunidades de negócios. Em função da importância de seus integrantes e da sua capilaridade, tornou-se rapidamente uma das mais importantes inovações no mundo dos grandes negócios no Brasil. Ricardo Lacerda CEO e sócio fundador do BR Partners Banco de Investimento

À procura do investidor Negócio: Horta da Terra Região: Belém (PA) Investimento Pretendido: R$6.027.801,00 Sócio B2L Responsável: Tito Valente do Couto tito@b2law.com.br Horta da Terra é um negócio para servir saúde através da alimentação. A principal vantagem competitiva é o modelo de negócio. A empresa produz hortaliças e frutas orgânicas num sistema agroflorestal. Entre os benefícios aos clientes, destaques ao maior prazo de validade, embalagens biodegradáveis, produção regional, preço competitivo. O atendimento é via internet, levando comodidade de entrega em domicílio.

As pessoas das classes A, B e C1 são o público-alvo principal do negócio. “O mercado brasileiro potencial do público-alvo da Horta da Terra está avaliado em R$ 25,3 bilhões, 38,74% da população”, conta o diretor-executivo, Bruno Kato. “Hoje, não há empresa no Norte que entregue o valor que a Horta da Terra entregará para os clientes”. A empresa pretende ocupar o mercado e consolidar a marca em Belém (PA) e Manaus (AM) nos primeiros cinco anos, além de expandir para o Nordeste, como Fortaleza (CE), Recife (PE) e Salvador (BA) no futuro. “A empresa investirá na excelência dos serviços, alta qualidade dos produtos e agressividade criativa das ações de marketing para desenvolver o mercado e apaixonar o cliente. O foco das ações será no marketing direto. As vendas e o atendimento pós-venda serão realizados via loja própria, internet ou telefone”.

Em um mercado tão promissor como o brasileiro é fundamental que os empresários emergentes tenham acesso ao capital para financiar seus planos de negócio. É justamente neste contexto em que se insere a B2L, pois através de uma estrutura singular, que soma o know how à capilaridade, é capaz de unir os grandes investidores à enorme gama de empreendedores distribuídos por todo o país. Antonio Kandir Sócio da GG Investimentos

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Venture Capital: Etapas de Excelência Além de recursos financeiros, os empreendedores e as empresas que se encontram nos estágios nascentes, emergentes e em expansão necessitam: • Assessoria intensa para definir o modelo de negócios e as estratégias nos mercados doméstico e internacional; • Práticas de governança corporativa; • Recrutar pessoas-chaves e dar suporte às equipes de gestão; • Melhores práticas nas áreas jurídica, financeira, contábil, fiscal e trabalhista; • Identificar e participar de processos de fusões e aquisições.

(fonte: FIR Capital)

A Era das Oportunidades A estabilização monetária que vive o Brasil desde os anos 90 trouxe forte impacto à economia e uma grande busca por bons negócios pelo mercado investidor. Assistimos à ascensão das classes C e D às classes mais altas, o Real se tornando a moeda forte do mundo, crise mundial em 2008 e todos os olhos voltados ao Brasil. E aí chegamos onde estamos agora: na ERA DAS OPORTUNIDADES! Vale ressaltar que a oportunidade está onde se enxerga diferente. A Disney, maior par parque de diversões do mundo, foi criada em um local onde antes só havia pântano. Foi quem viu além do pântano que aproveitou a oportunidade. Assim sendo, a B2L foi criada. E através desta imensa rede de oportunidades de negócios pujantes atraímos os mais diversos tipos de investidores. Antes da estabilização monetária, o brasileiro investia basicamente em poupança e em títulos da dívida pública, considerados investimentos seguros e garantidos pelo Estado que, em tese, seriam sempre os últimos a quebrar e poderiam honrar o pagamento de suas dívidas. Em tese, basta se observar o que tem acontecido com os títulos públicos emitidos pela Grécia e Espanha atualmente e toda a dificuldade em seu pagamento. Acontece que os títulos públicos brasi-

leiros sempre cobravam juros altíssimos em relação aos demais países do mundo. Agora sim, com a estabilização da nossa moeda, juros mais baixos e perda no rendimento dos investimentos mencionados, observamos um elevadíssimo número de pessoas e empresas buscando outros caminhos para a valorização do seu capital, seja por intermédio dos fundos de investimento, angels, grupos de venture capital, private equity, etc. Aquela senhora que antes pensava somente em investir seu capital em poupança agora pretende aplicar seu dinheiro onde será melhor rentabilizado. Os fundos de investimento, para que sejam viáveis, precisam formar uma ótima carteira de negócios muito diversificada, valendo-se de estatísticas de mercado para isso. Precisam variar constantemente os negócios onde investem o capital que recebem dos seus investidores, gerando, uma alta busca por bons negócios com o mínimo de governança corporativa, para fins de aplicarem ali os seus recursos. Por tudo isso, nossa economia vive um momento sui generis. Aquele empresário acostumado a trabalhar somente com a sua família, que não tinha o hábito da formalização contábil completa dos seus dados, agora se vê obrigado a ser o mais transparente possível, para fins de recebimento de recursos destes fundos.

Por isso, valem as dicas abaixo aos empresários que desejam receber recursos advindos de fundos investidores ou investidores individuais: 1 Ter a contabilidade da sua empresa da forma mais completa possível, de acordo com as novas normas contábeis internacionais; 2 Recursos ajudam na profissionalização da empresa; 3 Dão um caráter financeiro ao negócio; 4 O fundo geralmente não participa da parte executiva do negócio, mas exige resultados favoráveis; 5 O fundo divide o risco do negócio com o empresário. Atualmente, há uma demanda muito for forte pelos fundos para investimentos no segmento de meio ambiente, inovação, tecnologia, projetos diversos e infraestrutura (PPP). Por tudo isso, a importância da existência de um grupo de negócios como a B2L, dado o acesso aos profissionais e produtos que oferece. Tudo muito novo para o brasileiro e suas empresas, mas tão rico e conhecido à B2L!

PRISCILA SPADInGER Coordenadora de operações Angel Capital e Venture Capital e sócia B2L.

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A Hora do

BRASIL O Brasil continuará sendo uma das principais alternativas de investimento mundial

Clovis Meurer é presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP). A entidade possui mais de 200 membros que representam os principais players da indústria de private equity e venture capital, incluindo os maiores fundos de pensão brasileiros, gestores nacionais e internacionais e prestadores de serviços.

Congresso ABVCAP 2012

Em entrevista exclusiva à B2L Corporate, Meurer descarta a perda de investimento internacional no país, ressalta o impacto dos fundos nos principais setores da economia, dá dicas para o empresário vender o peixe ao investidor e reforça as oportunidades espalhadas por todo o Brasil.

Clovis Meurer presidente da ABVCAP

do conhecimento mútuo. Produto, mercado são questões importantes, mas a gestão é o principal ponto que deve estar claro entre os lados.

B2L - De que forma a ABVCAP dissemina os conceitos de private equity e venture capital pelo país? Além da aproximação entre investidores e empreendedores, estamos mostrando que as oportunidades do país estão além do eixo Rio-São Paulo. De Norte a Sul, a ABVCAP realiza encontros de venture forum, além de seminários e congressos ao lado das federações das indústrias, do comércio e associações setoriais nos Estados.

B2L - O Brasil já é considerado o mais atraente para os investidores entre os países emergentes. Vemos hoje forte ida de investimentos para nações como Turquia. Temos o risco de perder oportunidades? Qual a análise para os próximos anos?

Em absoluto. O Brasil continuará sendo uma das principais alternativas de investimento mundial. Possuímos inúmeros recursos naturais, terras cultiváveis, reservas de petróleo, grandes projeB2L - Qual o maior temor do empresário que descotos de infraestrutura em curso e um gigante mercado consumidor. Não nhece as operações de private equity e venture capital existe qualquer perspectiva que o quando é procurado pelos fundos? país perca oportunidades ou deixe de receber investimentos por funNão vejo temor, vejo desconhecimento. O fundo entra como sócio na empresa dos de private equity e venture investida. Projetos, metas e desafios passam a ser compartilhados. Trata-se de capital no futuro. um casamento. A postura e o estilo do empresário, assim como do investidor, vêm

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CAPA

A área de M&A vem crescendo a cada ano, fato diretamente ligado ao crescimento e amadurecimento do mercado brasileiro e mundial, em que empresas precisam se capitalizar e ter escala de produção para sobreviver. Várias empresas, chamadas de Boutique, vêm se preparando e se especializando para atuar neste segmento de Fusões e Aquisições. Particularmente, gosto muito deste modelo, principalmente porque não há conflito de interesses quando atua para uma determinada Companhia, como é o caso da B2L. Mauricio Quadrado Investment Banking

B2L – Em quais setores da economia nacional os fundos trouxeram maior impacto? Podemos chamar de revolução – seja em governança ou em lucratividade – alguns segmentos que os fundos atingiram? Nos últimos anos podemos destacar a área de serviços, em especial na saúde, englobando exames e diagnósticos, hospitais, atendimento e planos de saúde, a exemplo da Amil. Na educação, como no grupo Anhanguera, vemos as faculdades, colégios e cursos profissionalizantes sendo comprados ou trocados de mãos recentemente, melhorando fortemente o setor. Na área de comunicação, os avanços em telefonia e celulares. Em turismo, o exemplo clássico da CVC, quando um dos maiores fundos de private equity do mundo, a Carlyle, anunciou a aquisição do controle da empresa. O setor de serviços teve e continua tendo uma boa previsão para investimentos. No comércio, a exemplo da Tok Stok, grandes redes de supermercados são cada dia mais vistas pelo aumento do consumo. Na indústria, de modo geral, vemos energia, como óleo, petróleo, gás, eólica, elétrica e PCHs com forte expansão. Em agrobusiness, aquisições de terras, plantações como grãos, além dos investimentos em portos também.

B2L - O risco de um investimento de venture capital tende a ser maior do que de um investimento de private equity? Como é possível minimizar riscos aos investidores? À medida que as operações da empresa forem maiores, menores serão os riscos pelo controle, tamanho, consolidação e preparo da companhia. Na outra ponta, você tem negócios muito pequenos, de tecnologia muito específica, criados por pessoas competentes em tecnologia, mas com alguma deficiência na área de gestão e comercialização. Por isso são negócios que podem oferecer maiores riscos. No caso das empresas de maior porte, os investidores analisam a boa gestão. Já nas menores é preciso um forte monitoramento do produto e da tecnologia para saber se o negócio pode ou não ter vida curta.

B2L - Sobre venture capital. Como as médias empresas devem proceder ao negociar com investidores? Quais as estratégias para atrair investimentos dos fundos de participação? O empreendedor deve estar muito bem preparado para defender o seu negócio. Deve conhecer a fundo, vislumbrar sua capacidade de crescimento, ter boa ideia de mercado, quanto pode cobrar por seu produto. Tudo para poder sentar junto ao investidor e estar seguro. O investidor verá a potencialidade do negócio apresentado, qual volume de faturamento pode alcançar, lucratividade, etc.

B2l - Entre os fundos venture nacionais, quais negócios chamam a atenção dos investidores? Existem fundos para todos os gostos, como os setoriais apenas voltados às empresas de TI, saúde, meio ambiente, entre outros, mas a maioria trata de fundos multimercados.

B2L - Por fim, qual sua análise sobre a B2L e nossas operações com foco nas médias empresas brasileiras? Quando falamos na indústria de private equity e venture capital, muitas vezes damos foco apenas nos dois lados - investidores e empreendedores, que são os agentes principais do processo. Entidades como a B2L prestam um relevante serviço para esta indústria. Ao lado de consultores, advogados, meios de comunicação, todos são parte para completar o ciclo. Seja para prospecção do negócio, aproximar o empresário, participar da elaboração do plano de negócio, discutir a valuation, projetos de crescimento, alavancagem, mediar contatos, acompanhamento do investimento, preparo para abertura de capital, para a governança, no preparo de um sistema de informações gerenciais bacana, até chegar ao desinvestimento, venda da empresa ou associar a empresa a outro grupo. O papel da B2L é extremamente importante para que o investidor receba um bom retorno do seu investimento, assim como o empresário veja o retorno do seu capital empenhado ao longo dos anos. Parabenizo a B2L por sua atuação.

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iNSTiTuCioNAL

Planejamento

2013 Em encontro fechado para sócios B2L em novembro passado, análises e tendências sobre o mercado europeu e norte-americano – e seus reflexos no Brasil – foram apresentadas por Antonio Kandir, sócio da GG Investimentos. Em uma visão otimista, ainda temos lastro para um crescimento sustentável. Todos os meses, a B2L pratica encontros com líderes e analistas do mercado. A iniciativa é vista como uma estruturação sólida de conhecimentos de diversos setores de investimento para que os sócios possam compartilhar com as empresas que o grupo atua.

Venture Capital e Private Equity no Ceará Com o tema “Capitalização de Empresas por meio de Venture Capital e Private Equity, a B2L, com o apoio do SINDINEquity FOR, promoveram um evento em For Fortaleza (CE), em outubro passado. Com diversos executivos, 52% das empresas presentes eram do segmento de TI.

Segundo Ezequiel de Melo Campos Netto, sócio B2L, as operações de venture capital e private equity levam para as empresas muito mais do que mero aporte de capitais. “Geram a implantação de melhores níveis de gover governança, controle e profissionalização”. O advogado afirmou ainda, que os empreendedores precisam, na busca de um investidor, estar muito bem preparados, contando com a assessoria de profissionais com efetiva experiência no setor. “Desta forma, estarão aptos a apresentar um plano de negócios eficiente e a conduzir as negociações de maneira segura”. Guilherme Bastos Alvarenga, CEO da Devex Tecnologia e Sistemas S.A., apresentou o case de sucesso da empresa.

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B2L CorPorATE

1 ano da revista dos grandes negócios Ao unirmos jornalismo e circulação dirigida, a revista B2L Corporate chega ao primeiro ano de vida e alcança o status de falar a língua do seu público-alvo. Acreditar no empreendedor brasileiro é a marca de nossos sócios. Transmitir a pujança, garra e paixão do empresário são nossos desafios constantes. Das reportagens exclusivas com altos executivos e empresas do porte como Vale, ALL e BRMALLS, aos analistas de mercado e fundos de investimento. Dos embaixadores às badaladas “Big Four” da auditoria mundial. Das cooperativas do agronegócio aos empresários do turismo e até da energia eólica, sempre a mesma meta: trazer temas do momento ligados às questões estratégicas de mercado.

África: Seja bem-vindo e negocie à vontade Serão 220 milhões de novos consumidores até 2015. Ao mostrar o continente africano como porta de entrada para a internacionalização das médias empresas brasileiras, nossa reportagem concorreu ao prêmio APEX 2012, do Governo Federal, entre os maiores veículos de comunicação do país.

Para estarmos conectados aos empreendedores e executivos de médias e grandes empresas, seguimos regionalizados ao longo de 24 Estados. Com excelência na apresentação visual, além de retratar a realidade, apontamos novos caminhos e chegamos ao destino principal: pessoas que decidem.

Executivos do Campo 50% de toda a produção agropecuária do Brasil passa por uma cooperativa. Juntas, as 1.523 cooperativas do setor exportaram US$ 6,1 bilhões em 2011. Nossa reportagem participou da seleção do Prêmio Ocepar de Jornalismo 2012.

Espaço do Leitor

Edições ao longo de 2012

Fiquei fortemente impressionado com o seu conteúdo, desde o editorial até a última página, passando pelos artigos dos Srs. Rodrigo Bertozzi e Ezequiel Melo. Continuo com a impressão de que se trata de um dos melhores instrumentos motivacionais, que conheço pouco, da mídia empresarial. Parabéns pela ausência de luxo e pelo intenso nível de conhecimento exposto. Espero encontrá-los em breve como cliente. Pedro Cordeiro Filho / João Pessoa (PB)

Escreva pra gente também: alessandro@b2law.com.br / anazotto@b2law.com.br

Mapa de Oportunidades Em todas as edições uma tradição: prospecções, negócios, fusões, aquisições e cenários de um segmento. Investimentos na energia eólica trarão R$ 30 bilhões ao Brasil até 2013. Já o ciclo de expansão na indústria de papel e celulose trará US$ 20 bilhões ao país.

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INOVAÇÃO

Clube de negócios B2L Nós construímos o futuro

O lema é conhecido. A estratégia, decisiva. Unir a ideia de evento, conexão e indicação, resultando num verdadeiro trunfo: a reunião em grupos - maior tendência do marketing mundial. Assim criamos, em um grupo restrito, um alto grau de conexão entre os participantes. A B2L está lançando um dos conceitos mais modernos em gestão de negócios em sistema de crowdsourcing para a construção de conhecimento, projetos e ideias que causem alto impacto nos empreendedores participantes. Trata-se do conceito mais avançado do mundo na construção de ideias colaborativas consolidando um conhecimento que beneficie a todos. Segundo Rodrigo Bertozzi, CEO da B2L, a intenção é estimular novos projetos, parcerias, construção de produtos e o mais importante – a ligação dos integrantes com os maiores fundos de investimentos do Brasil e do mundo. “Não imagino nada mais extraordinário para 2013.” Pessoas inteligentes, de diferentes áreas de atuação, segmentos e regiões, ao debaterem o mesmo assunto, podem gerar impactos que causem reinvenções dentro das empresas.

A B2L tem em suas mãos: • veículo exclusivo (revista B2L Corporate);

• linguagem própria (negócios);

• mercado fechado (fundos e expansão

• plataforma nacional (a própria B2L);

de empresas);

• regionalidade (bancas).

Com público-alvo formado por empresários de pequeno e médio porte, ao lado de potenciais investidores regionais, vamos unir executivos e empreendedores de alto impacto em nosso clube exclusivo. O projeto vai além: os empresários poderão ser parceiros dos sócios B2L na indicação de negócios. A logomarca, com lançamento em 2013, será utilizada pelas empresas participantes, traduzindo a essência da proposta do grupo B2L.

Metodologia eficaz Todos os encontros - dirigidos pelos sócios - seguirão uma norma unificada. A) Discussão de negócios na plataforma B2L, aliando estratégias de mercado; B) Debate das matérias veiculadas na B2L Corporate, cujo banco de informações é vasto;

A força da B2L será colocada à prova. Um verdadeiro movimento nacional, envolvendo mais de 43 endereços no Brasil - cobrindo mais de 100 regiões por meio de seus sócios - com calendário anual para 2013, respeitando a regionalidade e encontros com duração de 1h30. Tudo visando falar alto no mercado,dentro de uma ampla conexão nacional. A execução concreta do nosso lema “Nós construímos o futuro”, se dará mais uma vez através da união de nossas vertentes: revista e site, aliados às ferramentas das redes sociais e regionalmente, com a expressividade e força de cada sócio. Ninguém possui 43 sedes no Brasil para receber empresários e empreendedores.

Mesma linguagem O Clube de Negócios permite o debate de temas estruturados e nacionais, interconectados pela revista B2L Corporate.As matérias serão o ponto de ligação entre todos os clubes no Brasil, seguindo a mesma diretriz de debate. “Desta reunião multidisciplinar irão sair ideias inovadoras, negócios, parcerias e a conexão com sócios. Assim teremos uma diretriz nacional operante em debate”, aponta Bertozzi.

C) Apresentação de ideias e soluções em negócios;

Reinvente seu negócio.

D) Empreendedores motivados a desenvolver ideias e criar conexões com outros profissionais (reunidos em diferentes regiões).

Amplie horizontes. Aposte na estratégia B2L.


mAPA DE oPorTuNiDADES

TECNOLOGIA DA

INFORMAÇÃO

Para 2013, o Brasil será um dos principais focos do mer mercado global de TI. Ao ocupar o segundo maior mercado de tecnologia entre os países emergentes, a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação (BRASSCOM) completa: o Brasil está se tornando um player global no mercado de Outsourcing de Tecnologia da Informação (ITO) e Business Process Outsourcing (BPO). O país possui o maior mercado de trabalho na área de TI na América Latina e excelência em applications management, serviços de infraestrutura e tecnologias seguras. Com um grande número de pessoas com formação técnica, particularmente nos setores de Tecnologia da Infor Informação, Engenharia, Finanças, Manufatura, Comunicações e Saúde, um número expressivo de empresas multinacionais tem se beneficiado dessas qualidades e estabelecido grandes centros de serviços globais de TI no Brasil. A maioria tem optado pelo país para aproveitar nossas vantagens em nearshore.

A indústria brasileira de TI tem se desenvolvido por quase cinco décadas, com expressivos investimentos gover governamentais e privados. O conhecimento da indústria e o mercado interno consolidado trazem ao país um momento estratégico para entrar agressivamente no jogo de Offshore/ Nearshore Outsourcing. Hoje, oportunidades de acessos móveis e multicanalidade oferecem campos de grande expansão, em especial pelo início da era do cloud computing e da mobilidade. Tudo o que será feito daqui para a frente terá acesso via celular e os dados produzidos surgem em escala cada vez maior. É o que chamamos de big data. Setores como Saúde, Educação, Segurança e bancarização irão sentir as principais mudanças tecnológicas. A utilização intensa de TI nas pequenas e médias empresas pode representar aumento de competitividade no país, já que representam 20% do PIB brasileiro e são responsáveis por 60% dos 94 milhões de empregos no país, segundo o IBGE. Nesta edição, confira no Mapa de Oportunidades, os cenários, análises e projeções.

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mAPA DE oPorTuNiDADES

uS$ 135 bilhões Previsão de gastos com Tecnologia da Informação (TI) no Brasil para 2013. Dados da Consultoria Gartner apontam avanço de quase 7%, considerada a estimativa para 2012: US$126,3 bilhões Em tecnologia pessoal, os gastos com tablets, computadores, telefonia celular e impressão de documentos serão de US$ 24 bilhões no próximo ano. Já o setor de telecomunicações será responsável por movimentar US$ 85,7 bilhões no Brasil. Já as compras com software irão representar US$ 5,3 bilhões e data center US$ 3,1 bilhões

uS$ 212 bilhões Receita no mercado de TI e telecomunicações no Brasil. Hoje o país ocupa a quinta posição em termos de faturamento. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil poderá ser o terceiro maior mercado mundial do setor até 2022. Entre as metas, o incentivo privado à inovação, aumento do uso de TI em áreas como Saúde e Educação, entre outras, além da continuidade da redução da carga tributária. Apenas em Tecnologia da Informação, o segmento fatura anualmente US$ 112 bilhões, o que representa 4,5% do PIB. Toda a cadeia envolvida em TI poderá superar o PIB da indústria automobilística dentro de 10 anos. Outra aposta é ampliar as exportações de serviços de TI, que atualmente representam apenas 2% do faturamento do setor, para algo em torno de 10% até 2020. No Chile, as exportações representam 20% do faturamento das empresas locais

investimentos O segmento de serviços é o que mais investe em TI, representando 24% do total. O setor financeiro no Brasil é composto por 155 bancos, sendo 130 múltiplos e 25 comerciais. Ao todo, estes bancos possuem 20.088 agências espalhadas em todo o território nacional: pelo menos cinco bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Itaú e Bradesco) representam 80% dos investimentos em TI do setor No setor de óleo, gás e mineração, os investimentos em TI vêm crescendo acima da média do mercado nos últimos cinco anos, mas só representa 4% no total do mercado. No agronegócio, o segmento ocupa apenas 2% do total. Já o setor de utilidades é formado por empresas de saneamento básico, limpeza urbana, geração e distribuição de energia e representa 3% (Fonte: Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação ABRADISTI)

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Mundo

4,4 milhões Empregos gerados no setor de TI até 2015 para dar suporte à tendência de gerenciamento das grandes bases de informação como o Big Data

Fusões e Aquisições No acumulado do ano, foram 83 acordos no mer mercado de TI, em nove meses. Até setembro, o setor respondeu por 13% das operações concluídas em todas as indústrias no Brasil em 2012. Desde 2008, o segmento de TI lidera o ranking feito pela KPMG

Segurança Atualmente, o orçamento destinado à Segurança da Informação representa entre 5% e 20% do total de TI, sendo que empresas com projetos corporativos (que afetam toda a empresa) de segurança têm orçamento mais expressivo, em torno de 15% a 20% do total de TI


mAPA DE oPorTuNiDADES

Áreas de mercado Quatro grandes áreas irão nortear o mercado de Tecnologia da Informação nos próximos anos. Além de concentrar os investimentos, mudarão a maneira de se fazer negócios: computação em nuvem, mobilidade, mídias sociais e Big Data. A computação em nuvem é tida como a infraestrutura para suportar as demais tecnologias. Atualmente 80% das empresas já utilizam software como serviço SaaS Fonte: Gartner

Mídia O Grupo RBS, do Rio Grande do Sul, acaba de lançar a e.Bricks Digital, sua companhia pure player digital, sob a qual ficarão outros negócios como a Wine (e-commerce de vinhos), a Predicta (tecnologia de mídia online), o Grupo.Mobi (mobile marketing e advertising), Guia da Semana, ObaOba e Hagah (guias locais de entretenimento), Lets (fast fashion online) e Hi-Mídia (mídia de performance). O objetivo é investir em empresas que estão em estágio de crescimento acelerado que atuam em mercados de grande potencial de crescimento nos setores de e-commerce segmentado, mobile e mídia digital e tecnologia. É um mercado potencial de R$ 66 bilhões de faturamento até 2015

Avanço A francesa Capgemini quer ser uma da três maiores empresas de serviços de TI do Brasil nos próximos cinco anos. Construída com a fusão das operações da CPM, Braxis, Spec, Pimentel e Unitech, mundialmente, o conglomerado registrou receita de 9,7 bilhões de euros em 2011, nos 40 países onde atua, com mais de 120 mil funcionários. A Capgemini BPO anunciou investimento de 2,2 milhões de euros para expandir seu escritório de ser serviços gerenciados de processos de negócios na cidade catarinense de Blumenau (SC)

Perfil e mercado Saúde Estudo da Frost &Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, detectou que os gastos com TI na área de saúde devem totalizar US$ 471,5 milhões no Brasil neste ano. As empresas planejam investir cerca de 4% do orçamento em produtos e soluções desse tipo e o movimento deve continuar crescente até 2015, quando os gastos chegarão a US$ 713,9 milhões, representando um aumento de 51,4%

O maior volume de operações foi verificado com empresas de pequeno e médio portes, com faturamento até R$ 90 milhões. No Brasil, o setor de TI caracteriza-se pela sua pulverização, com um grande número de micro, pequenas e médias, distribuídas em todo o país. Em relação ao perfil do investidor, os estratégicos - empresa que adquire outra empresa (controladora ou não) a fim de ter acesso a tecnologia, produto ou serviço - foram muito mais ativos nos negócios do que os investidores financeiros (fundos de investimentos). Sobre participação de investidores de capital nacional x de capital estrangeiro, a proporção é praticamente igual. Os EUA continuam sendo o principal país de origem dos investidores estrangeiros de TI Fonte dos dados: revista Veja, blog fusões e aquisições, Gartner, ABrADiSTi e Brasscom

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ESPECiAL

startups O que é? Uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de extrema incerteza

6 mil

Concentradas

Atuação

No Brasil

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul

Maioria no mercado digital: web e mobile

Fases do investimento

Love Money

Dinheiro investido por amigos e familiares no estágio inicial (até R$ 50 mil)

Angel Capital

Aporte financeiro de pessoas físicas para viabilizar o lançamento do negócio. (entre R$ 50 mil e R$ 500 mil)


Fonte: ABStartups

ESPECiAL

Seed Capital

É geralmente o segundo investimento da empresa, mais estruturado. Busca preparar para o grande investimento (entre R$ 500 mil e R$ 5 milhões)

Venture Capital

Aporte feito por fundos de investimento para alavancar o negócio, possibilitar aquisições e contratações em escala (entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões)

Private Equity

Investimento de grandes fundos para consolidar o negócio e expandi-lo em grande escala (a partir de R$ 30 milhões)

IPO

Abertura de Capital. Lançamento da empresa na Bolsa de Valores (a partir de R$ 100 milhões)

Da

deia à Startup

“Empreender é para todos, mas de fato, ao entrar no universo de startups, o empreendedor aprende algumas características do meio. A maioria dos empreendedores por trás das startups tem um perfil jovial, alto astral, não burocrático e com menos elementos tradicionais de um funcionário de uma empresa comum - como jornada de trabalho fixa, padrão de hierarquia rígida e formalidade de vestuário”. Quem explica é Amure Pinho, gestor da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) no Estado do Rio de Janeiro. Para abordar este universo, seus desafios e oportunidades, bem como o ritmo acelerado de crescimento no país, a B2L Corporate traz analistas do assunto.

No mundo, principalmente nos EUA - referência para o segmento - o mercado de startups é visto como a consolidação de uma tendência da nova economia: moderna, digital, online e com foco na entrega de soluções para problemas de segmentos específicos. Para o gestor, a consolidação do Brasil como importante polo mundial de novos empreendedores e startups mostra resultados concretos. “O mais visível é a entrada de grandes empresas de venture capital com a intenção de investir em empresas nacionais e principalmente em startups com foco no mercado interno.”

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ESPECiAL

Investidores Anjo Empresários, executivos ou profissionais liberais bem sucedidos que investem recursos próprios (uma parte do seu patrimônio) bem como aplicam seu conhecimento, experiência e relacionamento para apoiarem as empresas investidas são conhecidos como “investidores anjo”. Potencial de alto retorno de seu investimento e realização profissional complementar apoiando a criação e desenvolvimento de novas empresas fazem parte dos objetivos de quem aposta nas startups.

Etapas de negociação • conhecer o que é Investimento Anjo • contratar um conselheiro (advisor) advisor advisor) • pesquisar o mercado em que irá atuar • montar o time certo, avaliando competências essenciais para o negócio • desenvolver um protótipo ou prova de conceito do principal produto/serviço • elaborar um pitch e uma apresentação de seu modelo de negócio mas não executivo, isto é, não estará no dia a dia nem terá gestão direta, apenas alguns direitos de voto afirmativo sobre questões estratégicas da empresa.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 5.300 investidores anjo com cerca de R$ 450 milhões aplicados em empresas nascentes.

Amure Pinho é gestor da ABStartups no rio de Janeiro “Com estas etapas cumpridas, o empreendedor estará pronto para iniciar a busca, apresentação e negociação com potenciais investidores anjo para sua startup, lembrando que esta busca é mútua, pois como serão sócios, é equivalente a procurar uma esposa/marido, devendo-se cumprir as mesmas etapas”, aconselha Cássio Spina, fundador e líder da Anjos do Brasil. O investimento anjo varia de acordo com o perfil dos investidores e as necessidades da empresa. Em média, cada investidor aplica entre R$ 50 mil e R$ 150 mil por negócio, em conjunto com outros investidores, totalizando entre R$ 200 mil e R$ 600 mil, podendo em alguns casos chegar até R$ 1 milhão. Em troca, o investidor anjo recebe uma participação societária, se tornando um sócio da empresa,

“Muitas startups têm conseguido atingir patamares de alto nível na estruturação do seu negócio, mas ainda há muito trabalho para que tenhamos uma expressiva quantidade de empreendedores qualificados”, alerta. A Anjos do Brasil tem buscado criar e disseminar várias ferramentas para ajudar os empreendedores, desde o site (www.anjosdobrasil.net), o livro sobre investimento anjo (www.investidoranjo.net) além de cursos de capacitação (www.anjosdobrasil.net/ cursos.html). “O Brasil tem o potencial de gerar empreendedores de alto valor”, aponta.

Segundo Cassio Spina, o Brasil conta com mais de 5.300 investidores anjo


ESPECIAL

Aceleradoras Mola propulsora num mercado promissor

E quanto às chamadas “aceleradoras” no desenvolvimento de uma startup? Elas atuam para potencializar e alavancar o crescimento. Formada por 33 mentores – entre brasileiros e estrangeiros – a Aceleradora 21212 impulsiona startups digitais, buscando as empresas digitais mais promissoras do Brasil e que têm um pensamento: revolucionar o país e o mundo. As empresas são escolhidas a partir de um processo seletivo. “Focamos em negócios que consigam apresentar resultados expressivos em curto período de tempo e que sejam escaláveis”, explica o sócio fundador, Rafael Duton. Não há um faturamento mínimo determinado, porém, resultados mais expressivos são obtidos com empresas que já possuem faturamento significa-

tivo (acima de R$ 500 mil anual). Este público representa a prioridade para a 21212 que pretende, a partir de 2013, atuar também com investimentos maiores em startups mais avançadas.

Olhos no Brasil Sobre a visão estratégica das empresas norte-americanas apostarem nas startups brasileiras, Duton aponta que os investidores observam no Brasil um mercado extremamente promissor, tanto pelos indicadores que demonstram crescente penetração na internet e em smartphones, quanto pelo desenvolvimento de um ecossistema digital mais completo – constituído por empreendedores de sucesso, investidores anjo, melhores startups e acesso a tecnologias e metodologias de ponta. “As startups brasileiras não ficam para trás em termos de qualidade no desenvolvimento de produtos e serviços na

Rafael Duton, da Aceleradora 21212

internet, mas se destacam principalmente por possuírem um mercado consumidor com grande taxa de crescimento”. Duton aponta caminhos valiosos que devem ser seguidos para se ter sucesso. Startups digitais precisam adotar ferramentas que permitam que o seu desenvolvimento se torne mais veloz e menos custoso. “Do lado do negócio, é necessário adotar práticas que priorizam a interação com clientes e a validação de hipóteses de negócio (como o Business Model Canvas e o Customer Development, por exemplo). Já do lado de tecnologia, é preciso adotar métodos de desenvolvimento ágeis e pacotes prontos que permitem a construção de produtos com pouco investimento de tempo e capital.”

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ESPECIAL

Diversificação de ativos Ainda que cada investidor tenha critérios diferentes para decidir pelo investimento, os interessados buscam negócios repetíveis, escaláveis e com mercado bem definido. Reflexo claro da expansão desse mercado é o interesse e a quantidade de investidores com capital nacional e internacional atuando no Brasil, com recursos disponíveis para investir em empresas com potencial de mercado e diferencial competitivo.

Diretor jurídico da ABStartups de Campo Grande, Carlos Henrique Santana Carlos Henrique Santana, diretor jurídico da ABStartups de Campo Grande (MS), afirma que este tipo de investimento está se tornando uma excelente forma de diversificação de ativos. “Claro que pode depender mais da interação do investidor com o novo negócio, mas o fato é que os grandes investimentos - como o ocorrido com o Instagran - vem se tornando ainda mais isolados, pois a busca por oportunidades em startups é cada vez maior, antes que ela de fato apareça no mercado e se valorize”, prevê. Um ponto que o empreendedor deve ter muito claro é o momento e o perfil do investidor que ele precisa para impulsionar

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seu negócio, explica Santana. “Às vezes o que ele necessita não é do dinheiro, e sim de um mentor, que apoie e ajude a direcionar os negócios”.Tendo um negócio viável, o que não vai faltar é capital, seja como Angel Money, Seed Money, Venture Capital até chegar em um IPO, acrescenta.

vemos agora, é que todos sabem da importância dessas ferramentas nos negócios e já há uma grande adesão por parte das empresas. O mesmo acontece com o tema startups”, afirma o gerente da Incubadora, fundador e presidente da Associação StartupMS, Guilherme Junqueira.

Incubadora

Em breve, negócios digitais estarão no radar de todos os empreendedores que pretendem diversificar investimentos, inovar em modelos de negócios tradicionais e principalmente, quebrar as barreiras da distância com negócios web e mobile.

Apoiar empreendimentos de base tecnológica em fase inicial com estrutura física, capacitação empreendedora e mentoria para aumentar as chances de sucesso. Tais metas levaram a criação da Incubadora Tecnológica de Campo Grande (MS), mantida pela Prefeitura Municipal, com o apoio do SEBRAE/MS. Serão três etapas: pré-incubação (aceleração), desenvolvimento da solução e estratégia de crescimento em que o empreendedor já deverá possuir um modelo de negócios validado e traçar uma estratégia de atração de clientes de forma escalável. O objetivo desta etapa é atrair demanda para os canais de venda definidos pelo empreendimento. Fecha-se então um ciclo de incubação de 18 meses de incuba-aceleração. Hoje, das 45 startups que participam do StartupMS e estão interessadas no processo de incubação, 20% trabalham com tecnologias voltadas para educação, tendo desde cursos à distância, à sistemas de apoio a professores e profissionais da área educacional. Além disso, 70% dos empreendedores que possuem uma startup no MS têm idade entre 25 e 35 anos, 89% possuem ensino superior completo e 56% estão inseridos na classe C.

Amadurecimento “Lembro que em 2008, twitter e facebook ainda eram um bicho de sete cabeças para os empresários locais, porém o que

Entre os segmentos ideais para receber investimentos no MS, startups que já estejam com modelos de negócios validados e com foco em resolver problemas de grande escala (B2B, B2C e B2G) nas áreas da educação, comércio, sustentabilidade, saúde, games, aplicativos mobile, crowdsourcing, serviços, e e-commerce.

Guilherme Junqueira: presidente da StartupMS

Como começar? Para iniciar um projeto, os recursos podem ser originados da família, amigos ou do próprio bolso. O mais recomendado é o chamado ”bootstrapping”, começando com o dinheiro dos próprios clientes.


ESPECiAL

Após o amadurecimento da ideia/negócio, há diversos programas de fomento da FINEP, CNPq, Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa, BNDES, SebraeTEC. Outras linhas de recursos são os próprios investidores anjo, fundos de investimento e venture capital.

E as médias empresas, poderiam “patrocinar” iniciativas? Sim. Essa é uma tendência que cresce cada vez mais. Médias e grandes empresas possuem uma enorme estrutura (física, contábil, jurídica, financeira, comercial) que pode facilitar muito a vida de uma startup. “Temos visto grupos empresariais buscando startups promissoras para além de receber um aporte financeiro inicial, ter todo o suporte para escalar novos negócios e agregar o know-how e mentoria de empresários ex ex-perientes”, ressalta Guilherme Junqueira.

Portal Educação Estado: Mato Grosso do Sul Colaboradores: 150 Acessos: Mais de 1,5 milhão/mês e média de 50 mil/dia. Cursos: Mais de 900 cursos de atualização profissional em 32 áreas do conhecimento, além de idiomas, pós-graduação e concursos públicos.

HelpSaúde Plataforma que une pacientes a médicos, dentistas, hospitais, clínicas e demais prestadores de serviços médicos. A startup possui a maior base de dados do Brasil, com mais de um milhão de prestadores cadastrados e serviço 100% gratuito para os usuários.

HelpSaúde, que aposta em um espaço descontraído para relaxar o ambiente. A startup é líder de busca em profissionais da área de saúde

SYNC A empresa carioca fundada em 2010, por Amure Pinho, se especializou em criar soluções para o mercado de mobile desenvolvendo aplicativos para smartphones e tablets. Hoje, a Sync enxerga que esse mercado vai muito além do aparelho celular e aposta no conceito de interatividade, criando ferramentas para publicidade que atingem o sentido mais amplo da palavra inovação, como o primeiro jornal do mundo com vídeo, o primeiro anúncio impresso envolvendo 3D, realidade aumentada e QR Code e o Live Sync, plataforma de mobilização de conteúdo ganhadora do primeiro lugar na Campus Party 2011.

De startup a maior case de empresa consolidada no Mato Grosso do Sul, a trajetrajetória do Portal Educação foi longa. “So“Somente após 10 anos tivemos o primeiro investidor”, conta Ricardo Nantes, idealiidealizador e presidente. Ainda acadêmico do curso de Farmácia, em 2001, veio a criacriação de um site inicialmente para fornecer informações científicas sobre a área. O site funcionava em casa e contava apenas com um computador conectado à inter inter-net, um telefone com fax e alguns livros. Para oferecer cursos livres pela inter inter-net, Nantes recorreu ao apoio financeiro de bancos e chegou até a hipotecar a casa do pai. O tempo correu e a ideia de atuação em educação a distância estava certa. ConConsolidada, já com novos sócios, em 2010 a empresa ganhou um novo referencial e inovou mais uma vez ao incorporar a Englishvox, primeira escola online brasibrasileira a ensinar idiomas exclusivamente via internet.

Hoje, considerada uma das 250 pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil, Nantes analisa o amadurecimento – ou a falta dele – das startups nacionais. “Os investidores e empresários brasibrasileiros ainda não entendem muito bem o que é uma startup startup,, nem como popodem fazer dinheiro com elas. Do outro lado, o empreendedor de uma startup confunde muito o investidor como um “pai-trocinador”. Estão enganados. As verdadeiras startups crescem mais pelo empenho de seus empreendedores e uma política de acertos e erros, do que através de investidores”. Nantes fala ainda do chamado mentorismentorismo para o empreendedor ir mais longe. “Ele é criativo, arrojado, entende a par par-te técnica. Falta pensar um pouco mais sobre negócios, como pode escalar e a necessidade real do cliente. Não o que ele acha que é”.

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CASE DE SUCESSO

Sede Caxias do Sul (RS)

Colaboradores no mundo

20 mil

Operações internacionais África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Egito, Índia, México e Rússia

Investimentos 2007 até 2015

R$

1

bilhão

2012 até 2015

R$

450 milhões

Exportações Mais de 100 países

Receita líquida

Produção

2011 R$ 3,368 bilhões 2012 R$ 3,8 bilhões 2016 R$ 6 bilhões

2011 31.526 2012 32.500 2016 40.000

Líder do mercado brasileiro, com 46% de participação, a Marcopolo atingiu recentemente a marca histórica de 350 mil unidades produzidas. Entre as líderes globais de empresas dedicadas ao desenvolvimento de soluções para o transporte coletivo de passageiros, a empresa gaúcha quer atingir R$ 6 bilhões em receita líquida até 2016. Em entrevista exclusiva para a B2L Corporate, José Rubens de La Rosa, CEO da Marcopolo, fala das estratégias de internacionalização, operações de compras para garantir competitividade e a lição de casa para o ingresso no comércio exterior.


CASE DE SUCESSO

B2L - Trajetória. Quais fatos marcaram a expansão até atingir o status de gigante brasileira?

de que o nome acabou adotado pela companhia, a partir de 1971.

Fundada no dia 6 de agosto de 1949, em Caxias do Sul, a evolução do setor automobilístico (transportes e estradas), na década de 50, foi ponto-chave para o crescimento da empresa, cujo trabalho, até então artesanal, passou a ser aprimorado e especializado.

A implantação da filosofia japonesa de administração, em 1986, deu origem ao Sistema Marcopolo, a partir do qual foi formada uma nova cultura organizacional. Nela, o colaborador participa ativamente das ações da companhia e contribui com sugestões e melhorias, interagindo na tomada de decisões empresariais. Tal implementação nas organizações da empresa acabou se tornando referência nacional e mundial.

As primeiras exportações aconteceram em 1961, para o Uruguai, e deram início à significativa presença da empresa no exterior. O sucesso obtido com o ônibus Marcopolo – denominado a partir do viajante veneziano –, lançado em 1968, no VI Salão do Automóvel, em São Paulo, foi tão gran-

Com foco nos eventos esportivos que vão acontecer no Brasil, como a Copa do Mundo de Futebol 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a empresa lançou, no ano passado, um modelo de BRT (Bus Rapid Transit) que será utilizado na modernização dos sistemas de transporte dos grandes centros urbanos.

B2L - Governança. Dentro de uma empresa de origem familiar, como são tratados temas como renovação, liderança e governança para a preparação das novas gerações em conselhos de administração da Marcopolo S.A.? A Marcopolo, desde o início da década, é uma empresa Nível 2 de Governança e padrão internacional de transparência e conduta na divulgação de seus resultados. A empresa possui conselho de administração, cujo presidente é Mauro Bellini. Ele assumiu este ano no lugar de Paulo Bellini, até então presidente. O programa de sucessão foi feito ao longo de muitos anos e teve início na década de 90, com a profissionalização da diretoria executiva. Depois, já na década atual, houve um trabalho com os sucessores para assumirem postos no conselho.


CASE DE SUCESSO

B2L - Como se deu o processo de internacionalização da empresa? Em que momento a Marcopolo estava preparada para exportar e até produzir no exterior? O processo de internacionalização teve dois períodos distintos, mas igualmente importantes para o sucesso do plano. No primeiro, de 1997 a 2003, para crescer a companhia adotou a estratégia de abertura de novas unidades de montagem e finalização dos ônibus fornecidos pela controladora. Foram abertas fábricas no México, Colômbia e África do Sul. Nesta fase, os ônibus eram manufaturados em grande parte nas fábricas brasileiras e exportados de diferentes formas (kits), de acordo com as exigências de cada país/cliente. Com o aumento das vendas, o contínuo treinamento de mão-de-obra e desenvolvimento de fornecedores locais, a Marcopolo gradativamente conquistou esses mercados. Hoje, em seu ramo, é líder na África do Sul, México e Colômbia. Principalmente devido às mudanças na economia brasileira e à valorização do Real, a partir de 2003, a empresa viu-se forçada a rever a estratégia, adequando-a ao novo momento econômico. Pas-

Seleção na África do Sul

Dessa forma, os investimentos em cada nova fábrica (e também nas já existentes) foram aumentados, bem como também as horas de engenheiros e técnicos nos trabalhos de desenvolvimento e adequação das linhas de montagem. Em suas joint ventures pelo mundo, a Marcopolo é o parceiro ao qual cabem as atividades de desenvolvimento de produtos e tecnologia de manufatura e aos parceiros locais, principalmente, cabe instalações fabris, rede comercial e atividades financeiras. José Rubens de La Rosa, CEO da Marcopolo

sou, então, a incrementar de forma importante a manufatura nos países onde mantém unidades operacionais e a nacionalização de componentes, reduzindo a exportação de partes e peças a partir das unidades brasileiras. Começava aí o segundo período, no qual a empresa, ao invés de abrir novas unidades fabris com foco principal em montagem a partir de kits enviados do Brasil, passou a uma etapa mais complexa, onde a manufatura deveria ser mais completa, abrangendo a fabricação local de partes e peças, e o desenvolvimento de fornecedores nesses mercados.

Este modelo teve como primeiro case a transferência de tecnologia para a produção de três modelos de ônibus na China, a partir de 2001, e também está sendo aplicado nas joint ventures firmadas em 2006, na Índia, e em 2008, no Egito, na Rússia, em 2011, e também na aquisição da Volgren, principal fabricante australiano, no inicio deste ano.

B2L - Desempenho internacional. Quais os principais países compradores? Em que regiões a empresa vê expansão para os próximos anos? A crise internacional trouxe retração de vendas em alguma região? Principais países são os da América Latina. As regiões de maior expansão deverão ser a América Latina, Ásia e Leste Europeu. Sim, houve retração de vendas, desde 2008 na Europa e Leste europeu principalmente. Nas Américas e na Ásia, depois de um período inicial de desaceleração, as vendas voltaram. Isso ocasionou o fechamento da fábrica da empresa em Coimbra, Portugal, em 2009.


Crédito: Julio Soares

CASE DE SUCESSO

Matriz no RS: exportação para mais de 100 países

B2L - A parceria da empresa com a indiana Tata Motors foi apontada por analistas como um exemplo de como companhias de países emergentes estão se articulando para dividir experiências. Este é o caminho para garantir competitividade? Para sobreviver, no Brasil e no exterior, é preciso ser competitivo. Este foi um dos motivos que fizeram com que a Marcopolo e a Tata se associassem. A Marcopolo tem um modelo bastante amplo, que vai desde a instalação de uma unidade 100% controlada até joint ventures, como a da Tata, para atuar em mercados com potencial de crescimento e de forma competitiva.

B2L - Entre as ações recentes, a parceria com a Navistar, de faturamento global superior a US$ 15 bilhões por ano, com foco nos mercados norte-americano e da América do Sul. Há ainda a aquisição de 75% da Volgren Austrália. Para a empresa, esta é a hora de aquisições para a garantia de expansão?

B2L - A Marcopolo foi vencedora este ano da Premiação APEX 2012, Categoria empresas – internacionalização como estratégia para o desenvolvimento da competitividade. Qual a “lição de casa” para médias empresas que planejam a entrada no mercado internacional? A Marcopolo foi distinguida pelas diversas iniciativas que promoveu em seus processos de exportação, os investimentos aplicados em suas unidades no Brasil e no exterior e o constante crescimento de suas operações. A lição é que as empresas brasileiras precisam ter maior presença no exterior. Para isso, devem ser mais competitivas. A Marcopolo aumentou expressivamente sua produção nas operações no exterior e ampliou sua presença internacional. Também manteve seus investimentos nas unidades no Brasil, lançou um centro de treinamento, formação e inovação. Este é o nosso exemplo de atuação.

A Marcopolo está sempre atenta às possibilidades e oportunidades do mercado. Assim ocorreram os principais negócios. Para crescer e atingir receita de R$ 6 bilhões, uma das alternativas é a aquisição de empresas e estamos atentos às movimentações do mercado nacional e internacional.

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SÓCioS B2L


SÓCioS B2L


ArTiGo B2L

exCelênCiA e liderAnçA

CAmiNhAm JuNTAS O sucesso a longo prazo de qualquer organização está diretamente ligado a dois fatores cruciais para os dias de hoje: excelência e liderança. A excelência será percebida pelo cliente através da qualidade dos produtos e serviços prestados, relacionamento no pós-venda, atitude sustentável, cumprimento das obrigações, disponibilidade, acessibilidade, etc. Já a liderança gera impacto na equipe, na medida em que gera paixão, credibilidade, visão de futuro, segurança das promessas, vontade de fazer o melhor.

FOCO NO CLIENTE E NO MERCAdO

VISÃO SISTÊMICA

Mais do que nunca, o sucesso de uma empresa depende cada vez mais do sucesso das pessoas que ali trabalham. E isso somente irá ocorrer se essas pessoas encontrarem oportunidades de aprendizado e um ambiente favorável ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades.

Empresas são feitas da combinação de vários recursos interligados que devem perseguir os mesmos objetivos. É preciso ter em mente que seus desempenhos podem afetar, positiva ou negativamente, a organização em seu conjunto. A visão sistêmica pressupõe que os integrantes da equipe entendam seu papel no todo, as inter-relações entre os elementos que compõem a empresa, assim como a importância da integração desta com o ambiente externo.

INOVAçÃO

Hoje, mais do que nunca, empresas devem ser inovadoras, visando estar sempre na vanguarda de sua área de atuação, através da geração de ideias originais. A inovação deve ser perseguida em soluções simples ou complexas, sistêmicas ou não. Aqui, a liderança é fundamental, pois é imprescindível criar um ambiente propício à geração de ideias e que isso fique claro para a equipe.

LIdERANçA E CONSTÂNCIA dE PROPÓSITOS

Um líder sem clareza de objetivos leva a equipe a lugar algum. A liderança deve criar unidade de propósito junto a seus integrantes, e deve servir de exemplo a todos. Através de seu comportamento ético e transparente, habilidades de planejamento, comunicação e análise, o líder deve servir de canal de estímulo às pessoas, em busca da excelência.

VISÃO dE FUTURO

Uma empresa com clara visão de futuro, pensa, planeja e aprende estrategicamente, obtendo sucesso sustentado e duradouro em suas atividades. O planejamento tem que manter os olhos no futuro (para buscar o sucesso de longo prazo) e no presente (para buscar os resultados). É uma atividade constante e permanente, e requer muita disciplina, vontade e atenção.

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Quem realmente importa é o cliente, sempre. É ele quem vai julgar, a partir de suas percepções, se o produto ou serviço é bom ou não. E para isso, a empresa deve estar muito atenta a todas as características e atributos dos produtos que entrega e/ou dos serviços que presta.

VALORIZAçÃO dAS PESSOAS

ABORdAGEM POR PROCESSOS

Conhecer o cliente de cada processo e suas necessidades é o que a empresa precisa para agregar valor aos produtos e serviços que presta. Identificar e analisar os processos que levam ao melhor entendimento de como funciona a empresa, bem como gargalos na produção, permitirá a definição do uso eficiente dos recursos, a prevenção e solução de problemas e a eliminação de atividades redundantes.

ORIENTAçÃO PARA RESULTAdOS

Quando a organização, para atender as necessidades dos stakeholders e concretizar a visão de futuro, formula estratégias e estabelece planos de ação e metas, acaba por enfatizar o acompanhamento dos resultados frente a essas metas, monitorando a satisfação de todos os interessados, e por fim, obtém sucesso de forma sustentada e com adição de valor a eles. Estabelecer os mais altos padrões de excelência deve fazer parte da rotina das organizações que almejam atingir o estado da arte em sua gestão e liderança, visando garantir sua sustentabilidade de longo prazo. Nada menos que isso interessa.

LARA SELEm Advogada, dvogada, autora de diversos livros sobre gestão e sócia B2L.


EmPrEENDEDorAS

OLhOS PA RA A EuroPA CENTrAL AL Pesquisa, ensino, inovação - o triângulo do crescimento. Você, mulher, já sabe dos benefícios do empreendedorismo. Com uma ideia boa e viável, o campo fica aberto. Você já leu sobre as 400 incubadoras e 42 parques tecnológicos que abrigam 8.000 empresas, com 1,7 mil novos empreendimentos. Agora, toca a ler o ambiente externo. Uma viagem à Praga fez-me pensar. República Tcheca é o maior parceiro econômico do Brasil na Europa Central e Balcãs. Centro automotivo e polo de produtos eletrônicos. Por lá, empresas brasileiras de distribuição e vendas (e franquias) podem identificar oportunidades de comércio e investimento. Solos férteis, reservas de carvão (e derivados), urânio. Sistema de transporte avançado, com o VTL, o “bonde” urbano. Ao redor de Praga, 130 milhões de potenciais consumidores. Em infraestrutura, o país está na 43ª posição (Brasil em 81ª). Setor de serviços com mão de obra qualificada, mais um atrativo. É o 26º país mais competitivo do mundo no setor de TICs, à nossa frente e da Índia e Rússia, segundo o MDIC. Ah, mas nós agora temos, aqui, a Portaria MCTI – 721. Desde outubro deste ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação instituiu o Programa de Aceleração de Empresas ligadas às TICs (Start-up Start-up Brasil). Investimentos por lá? A Companhia Brasileira de Cartuchos (Ribeirão Pires/SP e Montenegro/RS), adquiriu em 2009 a respeitada fábrica tcheca de munições Sellier & Bellot. Aliada à aquisição em 2007 da

alemã MEN, os produtos civis e militares do Grupo CBC já estão em 90 países - sese gunda maior empresa no mundo em propro dução de balas. E através do país tcheco, está entrando para o mercado da OTAN. No setor da Aviação Executiva, a ABS Jets, líder de mercado TOP, comercializa o portfólio de três jatos executivos da Embraer. Renovou contrato com a brasileira em 2011 como representante de vendas e centro de serviços de manutenção. Muito a aprender - lá e cá. Mas a “verdadeira viagem” está em vivenciar o ambiente multicultural. Exemplos? A feitura e manuseio de marionetes impressionantes. Brinquedos do século XVIII, o Teatro Negro – símbolos culturais. Pensei na Rio + 20. Turismo. Recebemos menos turistas que a República Tcheca, país com o tamanho da Paraíba. Meio século escondida por trás da cortina de ferro comunista, rapidamente mostrou ao mundo suas paisagens imperiais, estúdios cinematográficos, 12 jóias arquitetônicas na lista da UNESCO. Que inveja. Que droga, nossa lerdeza. Isso me leva a outro pensar. A produção econômica depende das trocas internacionais. Ninguém é mais totalmente autônomo. Há circuitos mundiais em que a empresa produz uma peça, exporta para outro país, ali monta e envia para um ter terceiro. O Boeing 787 é feito em parceria com nove países diferentes. O projeto do avião cargueiro KC-390 da Embraer (substituirá o Hércules, da FAB), tem molde similar. A tcheca Aero Vodochody participa.

Aqui já se trabalha com parcerias exter externas, não tão a fundo. Está na hora de aproveitar mais. Temos habilidade e maturidade para atrair fusões e aquisições no mercado doméstico. Podemos atrair mais do externo. Não basta habilidade comercial e de negócio, mas sim, capacidade de se inserir, por exemplo, em alguma das etapas de produção globais. Rapidez, estudo, objetividade. Segundo a KPMG Internacional, o Brasil está em 6º lugar no ranking de número de negócios feitos por mercados desenvolvidos em países emergentes, com total de 51 transações. Atrás do Sudeste Asiático, China, Europa Central e Leste Europeu. A compra de participações de empresas brasileiras no exterior caiu, em 2012. Medo do desconhecido, surge o famoso “pé no freio”. Penso eu: se o Brasil é grande, o mundo é maior. Então, olho no todo, explorar vantagens. Por isso há CEOs sempre pensando em obter novos negócios. Eles não per perguntam se devem investir, mas onde. Tudo a ver com empreendedoras.

nOELY mAnFREDInI Empreendedora, colunista e autora de 22 livros.


NEGÓCIOS & VOCÊ

Rota São Paulo é a 13.ª melhor cidade do mundo para se abrir uma empresa do zero, as chamadas startups. A pesquisa mundial “Startup Ecosystem Report 2012” mostra a cidade à frente de outras grandes capitais mundiais, como Moscou, Berlim e Cingapura, quando o tema são as perspectivas para os novos empreendimentos. O ranking é liderado pelo Vale do Silício, Tel-Aviv e Los Angeles.

Alto Crescimento Estudo do IBGE e do Instituto Endeavor traçou o desempenho das chamadas Empresas de Alto Crescimento (EACs) - aquelas com característica empreendedora, crescimento médio dos empregos de ao menos 20% ao ano, por um período de três anos, e com pelo menos 10 empregados no ano inicial de observação. O número de empresas com esse perfil cresceu 7,7% no país, passando de 30.935 mil em 2009, para 33.320 mil em 2010. No período entre 2007 e 2010 foram gerados 5,4 milhões de novos empregos no país, dos quais 2,7 milhões (50%) estavam nas empresas de alto crescimento.

Capital em empresas A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai começar a investir na compra de participações diretas em empresas, num modelo que pretende encurtar o caminho de companhias pequenas e médias até a bolsa. Até hoje, o órgão só investia em participações indiretas, por meio de fundos. O perfil buscado é de empresas com receita a partir de R$ 90 milhões, alto potencial de crescimento e foco em inovação. Em 2013, a prioridade serão os setores de petróleo, gás e energias renováveis.

Crescimento II O estudo mostra ainda que em 2010 havia 4,5 milhões de empresas ativas no Brasil, das quais 33.320 eram EACs. Elas ocuparam 5 milhões de pessoas e pagaram R$ 88 bilhões em salários e outras remunerações. Desse total, 32.863 eram classificadas como empresas de alto crescimento orgânico, ou seja, tiveram aumento de funcionários por meio de contratações, e não por fusões ou incorporações.

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Ensino Particular Com as recentes fusões e aquisições, mais de 40% do setor é controlado por apenas 20 empresas, segundo levantamento da consultoria Hoper Educação. Hoje o ensino superior particular é responsável pela preparação de 73,2% dos universitários. A expectativa é de que, em 2015, 50% do mercado esteja sob a administração de 12 grupos.


Revista B2L Corporate 9  

Revista B2L Corporate 9 www.b2law.com.br

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