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03 O Estatudo da Cidade


O Estatudo da Cidade O estatuto da cidade é uma lei federal que estabelece políticas urbanas para a formação e o crescimento das cidades, antes não previstas pela constituição federal de 1988 (ver ano). Esse estatuto prevê a garantia de uma gestão democrática, formação de cidades sustentáveis, e o uso social do solo, onde todos os cidadãos tem o mesmo direito sobre ele. Em cidades com uma população maior de 20 mil habitantes, o estatuto da cidade indica que deve ser feito um plano diretor para as suas áreas urbanizadas, a fim de organizar a sua ocupação de acordo com os padrões da cidade. No caso do Recife, a elaboração do Plano diretor abordou quatro aspectos: I - função social da cidade II - função social da propriedade urbana III - sustentabilidade IV - gestão democrática “A função social da cidade do Recife corresponde ao direito de todos ao acesso à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, ao transporte, à saúde, à educação, à assistência social, à segurança pública, ao lazer, ao trabalho e renda, bem como a espaços públicos, equipamentos, infra-estrutura e serviços urbanos, ao patrimônio ambiental e histórico-cultural da cidade.” (Plano Diretor do Recife, Art, 3º)


Os Instrumentos Legais Para que as diretrizes que o plano diretor propõe sejam compridas, ele dispõe d instrumentos que direcionam os projetos e os planejamentos urbanos. Dentre eles estão: I- Parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; II - IPTU progressivo no tempo; III - Desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública; IV - Outorga onerosa do direito de construir; V- Transferência do direito de construir; VI - Operação urbana consorciada; VI - Consórcio imobiliário; VII - Direito de preempção; VIII - Direito de superfície; IX - Estudo de impacto de vizinhança; Esses instrumentos deveriam ser aplicados no polígono, pois existem terrenos ociosos, edificações de grande porte, áreas de habitação informal e de ambiente natural. No caso desses terrenos ociosos, que não possuem usos que beneficiem o território, deve se utilizar o parcelamento, edificação ou utilização compulsória, o IPTU progressivo no tempo, a desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública, pois eles agem em nesses lotes, a fim de que eles gerem um uso que beneficiem os moradores e que o solo possua uma função social. Contudo, o IPTU progressivo no tempo é um dos instrumentos que mais favorece esses intuitos, pois o proprietário acaba gerando uma dívida a mais para o seu terreno ocioso. Nas edificações de grande porte, deveria ser feito um estudo de impacto de vizinhança, para que não gerasse problemas em longo prazo, e que medidas devam ser tomadas para amenisá-las e assim o território não sofresse tanto com a edificação. Para as habitações informais, como elas estão há um período considerável no território, é favorável que seja dado o usocapião do solo em que habitam, caso não haja queixas por parte do dono do terreno. Dessa forma, potencialidades do território seriam valorizados, pelas comunidades existentes afim de atinguir o urbanismo sustentável.


04 Objetivo


Objetivos

Após o diagnóstico urbano, foram elaboradas diretrizes de Planejamento Urbano para a área de estudo (área que compreende os bairros dos Coelhos, Boa Vista e Ilha do Leite), a partir da leitura urbana realizada nas disciplinas de PU1 e PU2, à luz dos conceitos e recomendações do Urbanismo Sustentável.


05 Leituras Urbanas


06 Diretrizes de Planejamento


Princípio 1: Crie uma gama de oportunidades e escolhas de habitações No polígono de estudo, a presença de vazios construídos gera uma grande oportunidade habitacional, aliada a oferta de transporte público com uma variedade de linhas de ônibus nas ruas principais. Apesar da existência de áreas habitacionais de baixa renda, estas estão protegidas por lei, sendo classificadas como ZEIS, o que impede o acontecimento de um processo de gentrificação. No entanto, a densidade habitacional não é equilibrada e por isso não garante uma vitalidade permanente no centro continental, sendo muitos dos usos encontrados na região responsáveis pela movimentação das ruas apenas durante os horários comerciais. Essa variação discrepante de densidade habitacional e carência de habitações flexíveis, associadas ao déficit de espaços comunitários de lazer torna a área pouco atrativa para certos indivíduos, fazendo com que a área tenha uma ausência de públicos variados e tornando os espaços monofuncionais.

Oportunidades:

Presença de transporte público, ônibus, circulando no polígono.

Presença da ZEIS, dificultando a gentrificação

Presença de vazios construídos

Carência de tipos de habitações

Carência de espaços livres públicos de lazer

Desafios:

Densidade habitacional não equilibrada

Diretrizes: - Incentivar o uso habitaciona, tornando o polígono utilizado durante todo o dia; - Reabilitar edificações abandonadas, de forma que se possa aproveitar o potencial construído e minimizar os impactos ambientais da constante renovação do espaço urbano, forte característica da cidade do Recife; - Diversificar as tipologias, para atender diferentes configurações de famílias;

Princípio 2: Crie bairros nos quais se possa caminhar A variedade de usos presente a uma distância caminhável gera em certos pontos do polígono um fluxo intenso ou moderado de pedestres. Além disso, existem terrenos ociosos/vazios com potencial de implantação de novos usos/lazer, aplicando um instrumento do estatuto da cidade, para que esses tipos de terreno possuam uma função social. Os desafios estão na degradação e inadequação dos passeios e tipos de calçada pela presença de elementos que deveriam encontrar-se numa faixa de serviço e buracos pelo percurso, obrigando os pedestres a desviar constantemente de obstáculos. Os usos não voltados para os moradores, que geram a necessidade de automóveis para que se possa chegar aos locais das atividades diárias, e a outros fatores ligados à falta de estimulo a caminhabilidade, como: pouca vegetação para sombrear os passeios; interfaces não convidativas, que tornam o caminhar pela rua mais rápido e desinteressante; lugares de permanência pouco frequentes e/ou em mal estado de manutenção e principalmente a priorização do automóvel, que é responsável pela forma contraditória de se pensar a malha urbana.


Oportunidades:

Boa quantidade de áreas com fluxo de pedestres intenso/moderado

Variedade de usos a uma distância caminhável

Presença de terrenos com potencial de implantação de novos usos/lazer

Usos não voltados para os moradores

Falta de estímulo a caminhabilidade

Desafios:

Degradação, inadequação dos passeios e tipos de calçadas

Diretrizes: - Aumentar a presença vegetal para um maior sombreamento dos percursos; - Repartilhar a rua e adequar as calçadas, favorecendo a caminhabilidade e os espaços de permanência; - Propor usos que gerem movimento na rua e possam ocupar os espaços ociosos, de forma que exista uma vigilância social durante todo o dia.

Princípio 3: Estimule a colaboração da comunidade e dos envolvidos A presença de comunidades relevantes é uma característica muito importante da área de estudo, e fator importante para o envolvimento da população na elaboração dos espaços públicos. A densidade construtiva aliada a uma variedade de usos pode facilmente criar um espaço público de qualidade, ao qual os moradores tendem a criar uma sensação de afeto e cuidado, ajudando assim na sua manutenção. Apesar disso, as comunidades existentes hoje se encontram setorizadas, não existindo um dialogo que possa gerar um senso de união em prol de benefícios coletivos. Consequentemente, alguns espaços podem sofrer o processo de gentrificação, caso não haja intervenções públicas ou das próprias comunidades em favor de uma forte apropriação dos seus espaços.

Oportunidades:

Presença de comunidades relevantes

Alta densidade construtiva

Grande variedade de usos


Desafios:

Possibilidade de gentrificação

Setorização das comunidades

Diretrizes: - Criar oficinas de integração, a exemplo das charretes, com a participação de todos os habitantes para que as ação e planos sejam de comum acordo; - Estimular a implantação de diferentes usos, com o intuito de gerar uma troca/convivência, sendo responsável por uma aproximação das diferentes comunidades presentes no entorno.

Princípio 4: Promova lugares diferentes e interessantes com senso de lugar Espaços com senso de lugar,ao exemplo de edifícios que se destacam na paisagem, advém de pontos de referência, com carga histórica, identidade, e uso de memória, características presentes no polígono e responsáveis pela sensação de pertencimento da população, que é vital para um melhor uso do espaço público. A falta de manutenção dos acessos e descaracterização do patrimônio, diminui o interesse dos visitantes, assim como a sua quantidade. Dessa forma, o patrimônio que deveria ser cuidado tanto pelo poder público quanto pela população vai sendo esquecido, até o momento que suas ruínas são consideradas inconvenientes e a iniciativa privada, por vezes em comum acordo com entidades governamentais, se torna responsável pela dissipação das características históricas de espaços pertencentes à toda a população.

Oportunidades:

Existência de edifícios significantes que se destacam na paisagem

Existencia de lugares históricos com uso de memória

Edificações que servem como pontos de referência

Existência de edificações com carga histórica/identidade de local

Desafios:

Falta de manutenção dos acessos

Descaracterização do patrimônio e pouca visitação


Diretrizes: - Minimizar ou extinguir esse tipo de acontecimento e visam instituir políticas/estudos de conservação e preservação, para um melhor entendimento e esclarecimento sobre o patrimônio histórico; - Promover ações de arborização e planejar o entorno de áreas livres, favorecendo o percurso que a população usa para acessar esses espaços.

Princípio 5: Misture usos do solo A diversidade de usos do polígono é vital para uma maior circulação de pessoas e manutenção dos espaços públicos adjacentes. Apesar disso, os usos existentes se encontram setorizados, criando polos específicos para públicos específicos, com horários de pico e momentos de ruas despovoadas completamente contrastantes e responsáveis pela ausência da vigilância social, que só ocorre através de espaços multifuncionais.

Oportunidade:

Diversidade de usos no polígono

Desafio:

Diversidade de usos no polígono, contudo setorizados

Diretrizes: - Propor conectividade entre as quadras através de projetos e ações, criando assim uma quebra da setorização e uma relação entre os diferentes usos; - Possibilitar o térreo com usos mistos para maior compacidade e completude, gerando um espaço público ‘saudável’, seguro e interessante; - Identificar áreas com potencial para usos mistos, garantindo diferentes tipos de público em diferentes horas, de forma que o espaço tenha sempre uma vitalidade urbana.


Princípio 6: Faça decisões justas Diretrizes: - Pintar as faixas de pedestres; - Consertar de postes de iluminação; - Adequar as calçadas; - Revitalizar as praças, com a implantação de mobiliário e a manitenção das áreas verdes; - Criar espaços públicos nos vazios urbanos, em conjunto com as comunidades, fazendo valer o uso social do solo que o Estatuto da Cidade propõe; - Utilizar o potencial construtivo já existente, através de uma política pública. - Acomodar os habitantes informais em edificações já existentes, que atualmente encontran-se sem uso; - Instituir uma normativa para ceder uma porção de grandes equipamentos para o espaço público, a fim de gerar mais espaços de permanência.

Princípio 7: Preserve espaços abertos e ambientes em situação crítica A área de estudo possui um grande potencial para caminhabilidade, com a forte presença de um eixo verde, representado pelo rio e pela praça, que poderiam fazer parte de um percurso extremamente interessante, além da presença de lotes vazios que poderiam abrigar usos favoráveis ao pedestre, gerando maior movimentação das ruas. O excesso de elementos nas calçadas e estacionamentos é um dos problemas no percurso dos pedestres, assim como usos inadequados, que não contribuem para vitalidade da área. A iluminação inadequada aumenta a sensação de insegurança durante a noite, enquanto que a poluição do rio acaba tornando um potencial em uma problemática.

Oportunidades:

Grande potencial de caminhabilidade

Presença do Rio

Lotes com potencial sem uso

Poluição do Rio

Iluminação inadequada para o espaço

Desafios:

Estacionamentos ocupando vazios urbanos; Presença de usos inadequados


Diretrizes: - Gerar integração entre o meio ambiente e as demais áreas urbanas, e despoluir o rio, favorecendo assim a biofilia, a partir do entendimento da população sobre a importância de se preservar o ambiente natural; - Planejar e projetar acessos às áreas naturais e livres, de forma que esses espaços não estejam excluídos dos percursos cotidianos, e consequentemente sejam reconhecidos e ocupados; renovação do espaço urbano, forte característica da cidade do Recife; - Dispor melhor a iluminação dos espaços públicos de acordo com a escala humana, tornando as ruas mais seguras e com menor risco de acidentes devido à baixa visibilidade.

Princípio 8: Proporcione uma variedade de escolhas de transporte A presença dos ônibus no entorno, com uma boa quantidade de linhas nas ruas principais é um fator muito importante para mobilidade, que poderia ser aliada a demais modais de transporte, para os quais as vias tenham potencial. A problemática do polígono se concentra principalmente na má qualidade do transporte público, com ônibus sucateados e superlotados que deixam a população propensa ao uso de veículos particulares e o trânsito carregado nos horários de pico, devido a ausência de diferentes modais, assim como à frequente grande distância entre o local de moradia e de trabalho.

Oportunidades:

Presença de transporte público, ônibus, circulando no polígono.

Presença de vias que podem abrigar diferentes modais

Má qualidade dos transportes públicos ofertados

Trânsito hostil nas principais vias

Desafios:

Diretrizes: - Incentivar o uso do transporte público, de forma que a presença dos automóveis particulares diminua, aliviando o trânsito; - Incrementar a quantidade de ônibus e de linhas de ônibus, para que sejam capazes de atender um número cada vez maior de usuários; - Planejar/projetar a inclusão de múltiplos modais, para atender diferentes públicos, em variados horários e abranger um maior número de destinos.


Princípio 9: Reforce e direcione a urbanização para comunidades existentes A existência de comunidades na região, assim como os pontos referenciais que trazem identidade são pontos positivos para o direcionamento da urbanização, que visa evitar municípios suburbanos. No entanto, essas comunidades se concentram em lugares específicos e não possuem integração entre si, podendo retardar os esforços das melhorias urbanas.

Oportunidades:

Diversidade de comunidades

Pontos referenciais que trazem identidade às comunidades

Falta de integração entre as comunidades

Concentração em locais específicos

Desafios:

Diretrizes: - Estimular o transporte público para essas comunidades, formando uma conexão com o resto da cidade, o que torna a movimentação prática e de maior frequência para moradores e visitantes; - Etimular a diversidade de usos em pequenos trechos, criando áreas totalmente integradas e que podem ser percorridas a pé, de forma agradável e segura, devido a vitalidade gerada por esses usos.

Princípio 10: Tire proveito de projetos e construções compactas No polígono existem áreas compactas, algumas delas graças a legislação que preserva esse adensamento, como a ZEPH e a ZEIS, impedindo o fenômeno da gentrificação e mantendo zonas da cidade que surgiram de forma espontânea. Aliada as áreas compactas, a presença de usos variados cria espaços urbanos movimentados e atrativos, com potencial para caminhabilidade. Apesar disso, o déficit de uso habitacional é uma problemática presente, com certos espaços encontrando-se funcionais apenas durante os horários comerciais, o que torna as ruas inseguras nas demais ocasiões, problema agravado pelas formas geradas de acordo com o plano diretor: completamente muradas e sem permeabilidade devido aos estacionamentos, lote inteiramente privado visando apenas o maior lucro possível e negligenciando o entorno e a escala humana. Infelizmente, a legislação atual tem grande responsabilidade pela atual situação, pois acaba direcionando esse tipo de projeto, representado pelos edifícios verticais em forma de pódio, que apesar de abrigarem um grande número de residência, não se mostram uma solução compacta.


Oportunidades:

Existência de áreas com usos diversos

Legislação que conserva o adensamento construtivo (ZEPH, ZEIS)

Existência de áreas compactas

Falta de edificações de uso habitacional

Legislação estimula a construção de edificações não compactas

Desafios:

Formas geradas pelo plano diretor

Diretrizes: - Revitalizar áreas degradadas e/ou abandonadas, usufruindo o espaço urbano o máximo possível; - Elaborar planos/projetos e normativas que estimulem o adensamento construtivo/populacional e o uso misto, criando assim edificações compactas.


07 Planos EspecĂ­ficos


7.1

Plano específico para a Caminhabilidade

O Plano de Caminhabilidade foi desenvolvido com a finalidade de melhorar os percursos dos pedestres, que se encontram em estado crítico, para que assim o caminhar seja incentivado, fazendo com que as atividades cotidianas sejam realizadas a pé. A falta de estímulo à caminhabilidade é devido a: - Grande quantidade de calçadas degradadas e inadequadas; - A escassez da continuidade vegetal; - Interfaces não convidativas; - Déficit de lugares de permanência adequados, os quais são gerados a partir da implementação de mobiliário urbano eficiente; - Priorização dos automóveis, onde as ruas são projetadas para eles; - Iluminação insuficiente, havendo um excesso de postes de fiação, com sua implantação a curta distância, enquanto que os postes de iluminação, quando presentes, estão a uma distância considerável. Conectando pontos diferentes e interessantes com senso de lugar, foi criado um percurso, a fim de selecionar ruas as quais vão ser abordadas nesse plano. A partir disso, foram comparadas as rotas oferecidas pelo Google Maps e as rotas traçadas pelo Plano Centro Cidadão, com o percurso criado, para mostrar que com um estudo da área, rotas mais atrativas podem ser criadas. Os pontos escolhidos para criar esse percurso por serem geradores de movimento, por terem um valor histórico e por serem pontos de necessidade, sendo eles: - A Praça Miguel de Cervantes; - O IMIP; - A Igreja de São Gonçalo; - O Mercado da Boa Vista; - Igreja e Pátio de Santa Cruz.

Figura: Locais escolhidos para ser abrangidos no plano de caminhabilidade. Fonte: Acervo dos Autores

Esses locais foram escolhidos uma vez que são locais com grande circulação de pedestres e assim necessitam de passeios de melhor qualidade para melhorar a caminhabilidade, favorecendo assim, os pedestres já existentes e atraindo mais pessoas a circularem nesse espaço público; eles também são históricos, e foram escolhidos pela existência de edificações importantes na área estudada, as quais a população não tem conhecimento e com o estímulo à caminhabilidade, tomariam consciência da sua existência;


também são de necessidade, pois são utilizados diariamente e são atualmente acessados através de carros, assim, com o plano proposto, uma melhoria nos acessos seria realizada e assim a população os acessariam a pé, sendo o uso do carro reduzido. Portanto, o percurso abrangeu esses aspectos e foi traçado de forma que passasse por edificações históricas, como IEP’s e elementos tombados, locais de necessidades como o Mercado da Boa Vista e a Praça Miguel de Cervantes e locais de grande movimento de pedestre como o IMIP. Dessa forma, as ruas que foram contempladas pelo percurso foram: - Av. Agamenon Magalhães; - A margem do Rio Capibaribe; - Rua Francisco Alves; - Rua José de Alencar; - Rua do Jasmin; - Rua dos Coelhos; - Rua São Gonçalo. Onde a Av. Agamenon Magalhães, Rua Francisco Alves, Rua José de Alencar, Rua dos Coelhos e Rua São Gonçalo tem potencial de repartilhamento da via para melhorar a caminhabilidade e abrigar diferentes modais de transporte.

Oportunidades:

Boa quantidade de áreas com fluxo de pedestres intenso/moderado

Variedade de usos a uma distância caminhável

Presença de terrenos com potencial de implantação de novos usos/lazer

Usos não voltados para os moradores

Falta de estímulo a caminhabilidade

Desafios:

Degradação, inadequação dos passeios e tipos de calçadas

Diretrizes: - Aumentar a presença vegetal para um maior sombreamento dos percursos; - Repartilhar a rua e adequar as calçadas, favorecendo a caminhabilidade e os espaços de permanência; - Propor usos que gerem movimento na rua e possam ocupar os espaços ociosos, de forma que exista uma vigilância social durante todo o dia.


Devido à existência de habitações informais na margem do Rio Capibaribe, ao propor no plano de caminhabilidade que essa margem fosse revitalizada, faz-se necessário relocar essa população para outras áreas. Contudo, elas precisar ser transferidas para um local próximo ao rio, já que possuem uma ligação muito grande com ele. Dessa forma, uma diretriz gerada para que possa haver esse tratamento do rio é relocar a família existente para lotes vazios e que possam abrigar um uso residencial, assim, os terrenos ociosos irão ter uma função social, prevista no Estatuto da Cidade. Essas comunidades podem ser relocadas, também, para edificações já existentes, que atualmente estão sem uso, utilizando o potencial construtivo do território em análise, portanto, não seria necessário construir uma nova edificação, poupando matéria prima e locais que poderiam abrigar um outro uso, princípios que o urbanismo sustentável aborda.

Figura: Localiazação da Comunidade que deve ser relocada com o plano de caminhabilidade Fonte: Google Earth

Figura: Terrenos que podem abrigar os moradores da margem do rio Fonte: Google Earth


Figura: Avenidade Agamenon Magalhães com propostas de intervenção dos aspéctos mais graves encontrados. Fonte: Elaborado Pelos Autores


Figura: Rua do Jasmim com propostas de intervenção dos aspéctos mais graves encontrados. Fonte: Elaborado Pelos Autores


Figura: Rua dos Coelhos com propostas de intervenção dos aspéctos mais graves encontrados. Fonte: Elaborado Pelos Autores


Figura: Rua José de Alencar com propostas de intervenção dos aspéctos mais graves encontrados. Fonte: Elaborado Pelos Autores


Figura: Rua Francisco Alves com propostas de intervenção dos aspéctos mais graves encontrados. Fonte: Elaborado Pelos Autores


Referências Bibliográficas


Livros: - FARR, Douglas. Urbanismo sustentável: desenho urbano com a natureza. [Porto Alegre]: Bookman, 2013. 326 p. - ROGERS, Richard. Cidades para um pequeno planeta. 1. ed. Barcelona: G. Gili, 2001. 180 p. - GEHL, Jan. Cidades para as pessoas. 3. ed. [São Paulo]: Perspectiva, [2015]. 262 p.

Artigos Online: - BARRATO, Romullo. Cidades brasileiras: A pior verticalização do mundo. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/877110/cidades-brasileiras-a-pior-verticalizacao-do-mundo>. Acesso em: 12 set. 2017. - COSTA, Emanuel . O que é Gentrificação e por que você deveria se preocupar com isso?. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/o-que-e-gentrificacao-e-por-que-voce-deveria-se-preocupar-com-isso/?gclid=Cj0KCQiA0b_QBRCeARIsAFntQ9rczC7MZw8hGIQDij2-t2uR8y8n6ocz7vQAmwwBjXrOGLiyj-hDSsEaAgziEALw_wcB>. Acesso em: 29 set. 2017. - JUCÁ, Gisafran Nazareno Mota. O processo de Ocupação e Crescimento do Espaço Urbano Recife. Disponível em: <https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/2004/2004-ProcessoOcupacaoRecife.pdf>. Acesso em: 05 out. 2017. - BRASIL, Placemaking. O que é Placemaking?. Disponível em: <http://www.placemaking.org.br/home/o-que-e-placemaking/>. Acesso em: 21 set. 2017. - VALENCIA, Nicolás. 20 casos de gentrificação documentados para conhecer, analisar e debater. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/802933/20-casos-de-gentrificacao-documentados-para-conhecer-analisar-e-debater>. Acesso em: 18 nov. 2017. - TANSCHEIT, Paula. Placemaking x gentrificação: a diferença entre revitalizar e elitizar um espaço público. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/791764/placemaking-x-gentrificacao-a-diferenca-entre-revitalizar-e-elitizar-um-espaco-publico>. Acesso em: 18 nov. 2017. - GAETE, Constanza Martínez. 10 razões para desenhar cidades pensando nas comunidades. Disponível em: <http://www.archdaily.com.br/br/805298/10-razoes-para-desenhar-cidades-pensando-nas-comunidades>. Acesso em: 18 nov. 2017. - CAPUCHINHO, Cristiane. Design & build. Disponível em: <http://construcaomercado17.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/112/artigo283815-1.aspx>. Acesso em: 20 nov. 2017.

Normativas: - TERRITÓRIO NACIONAL. LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001. n. 10.257, de 10 de jul. de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.. Estatuto da Cidade. Brasília, p. 1-69, jul. 2001. Disponível em: <http://www.geomatica.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/03/Estatuto-da-Cidade.pdf>. Acesso em: 18 nov. 2017. - CIDADE DO RECIFE. LEI Nº 17.511/2008 n. 17.511, de 29 de dez. de 2008. PROMOVE A REVISÃO DO PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DO RECIFE.. Plano Diretor. Recife, p. 1-52, dez. 2008. Disponível em: <https://leismunicipais.com.br/plano-diretor-recife-pe>. Acesso em: 18 nov. 2017. JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 510 p.


Urbanismo Sustentável - 2/2  

Trabalho acadêmico desenvolvido em grupo para a disciplina de Urbanismo II, no 6º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidad...

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Trabalho acadêmico desenvolvido em grupo para a disciplina de Urbanismo II, no 6º período do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidad...

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