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S AÚ DE

o seu olhar + soluções para a miopia

Bronquiolites Como prevenir, tratar e recuperar

Nutrição coma melhor e poupe mais de 100 € por mês

Boas Ideias aprenda a Combater a humidade


editorial

Com a chegada do Outono, começam a cair as primeiras folhas das árvores e os dias ficam mais frios, por isso deve tomar alguns cuidados com o corpo e com a casa. Conheça e partilhe as informações e as dicas úteis que a revista do seu plano de saúde lhe preparou para este Outono/Inverno. Nesta edição falamos-lhe de Miopia, uma doença oftalmológica com soluções adaptadas a cada caso e idade, até porque a cirurgia é hoje uma realidade. Abordamos um tema que preocupa muitos pais de crianças pequenas, a bronquiolite e fique a saber como poderá agir assim que surgirem os primeiros sintomas. Consulte as dicas do artigo de Boas Ideias, nesta edição sobre a Humidade, e saiba que às vezes nem uma boa limpeza chega para eliminá-la, compensando contactar um profissional. Por fim, teste os seus conhecimentos oftalmológicos no Quizz e veja as nossas sugestões de receitas práticas e saudáveis para levar para o trabalho, se for o caso, ou para outros locais podendo assim poupar algum dinheiro. As nossas dicas e informação, validadas por especialistas, foram feitas a pensar no seu bem-estar.   Viva cada vez melhor. Conte connosco.

O frio está de volta prepare-se para o Inverno

Ficha Técnica VITALNEWS outono/inverno 2011 Periodicidade Semestral Propriedade AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. PRODUÇÃO Direcção de Qualidade e Organização (AdvanceCare) Concepção, DESIGN, PAGINAÇÃO e Produção Plot - Content Agency Fotografias Thinkstock Tiragem 19400 exemplares Depósito Legal 186.933/02


SUMĂ RIO

Nesta  edição... 06 Saúde MIOPIA Uma doença com vårias causas e soluçþes para cada caso e idade.

12 Em foco BRONQUIOLITES Identifique os primeiros sinais e dê mais alívio a quem sofre desta doença.

22 Boas ideias HUMIDADE Identifique, elimine e passe a viver sem este inimigo da saĂşde de toda a famĂ­lia.

29 Nutrição ALMOÇO NO TRABALHO Ao levar almoço de casa poupa dinheiro e ganha na qualidade da sua alimentação.

Como  sempre... 04

BREVES As novidades mais recentes em saĂşde.

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FICHAS DE SAÚDE Miopia e bronqueolites são as patologias desta edição.

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QUIZZ Sabe tudo sobre miopia? Faça o nosso quizz e veja melhor esta questão.

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RECEITAS Almoços com muito sabor para levar para o trabalho.

Caminhe     e  viva  melhor   Em  todas  as  idades  e  com   qualquer  tempo,  caminhar     Ê  um  exercício  que  faz  bem     ao  organismo.  Meia  hora  por   dia  deve  ser  o  objectivo  de   quem  quer  viver  melhor  todos   os  dias  do  ano.  Conquiste  este   håbito.  Comece  e  persista.     $R¿PGHGXDVDWUrVVHPDQDV jå  lhe  terå  tomado  o  gosto!   Caminhar  ao  ar  livre,  mesmo   com  o  tempo  frio,  tem   inúmeros  benefícios  para   o  organismo.  Fortalece  os   ossos,  os  músculos,  o  sistema   imunitårio  e  ainda  descontrai   a  mente,  o  que  evita  estados   depressivos.  Não  deixe  que     RIULRVHMDGHVFXOSDHGrMi hoje,  o  primeiro  passo  pela   sua  saúde.  

INFO Sempre que quiser saber mais sobre os temas que abordamos, consulte os sites e blogues que indicamos ao longo da revista OUTONO / INVERNO 2011 3


BREVES

NOVO SITE DE DOENÇAS RESPIRATĂ“RIAS APDP LANÇA A DIABETES NA SUA MĂƒO A Diabetes na Sua MĂŁo – agora que descobriu que tem diabetes tipo 2, ĂŠ um livro que a Associação Protectora dos DiabĂŠticos de Portugal lançou e que pretende ajudar as pessoas que acabam de saber que tĂŞm diabetes a tomarem a seu cargo o seu prĂłprio tratamento, ou seja, ajudar as pessoas a tornarem a diabetes uma situação que nĂŁo as impeça de viver.

DOS PORTUGUESES SĂ“ CONSULTAM UM PROFISSIONAL DE SAĂšDE ORAL

QUANDO TÊM DORES DE DENTES A  escovagem  dos  dentes  Ê  um  håbito  que  faz  parte  da   rotina  diåria  de  mais  de  90%  da  população  portuguesa   abrangida;  51%  dos  inquiridos  escovam  os  dentes  duas   vezes  ao  dia.   &RQWUDULDPHQWHjUHFRPHQGDomRGRVSUR¿VVLRQDLVGH saúde  oral,  que  aconselham  a  trocar  de  escova  (ou  a  cabeça   GHHVFRYD GHWUrVHPWUrVPHVHVGRVHQWUHYLVWDGRV apenas  fazem  a  substituição  quando  consideram  que  a   escova  jå  não  limpa  de  forma  adequada.   AlÊm  disso,  mais  de  um  terço  da  população  apenas  faz   YLVLWDVDRGHQWLVWDKLJLHQLVWDRUDOHPVLWXDomRGHXUJrQFLD Estas  são  algumas  conclusþes  de  um  estudo  promovido  em   parceria  com  a  Associação  Portuguesa  de  Higienistas  Orais.   4 OUTONO / INVERNO 2011

Foi  lançado  em  Setembro  o   site  www.respirasaude.com,   um  veículo  de  informação  e   consulta  para  todos  os  que   querem  saber  mais  sobre   patologias  respiratórias,   na  população  em  geral   e  nos  grupos  de  risco,  e   seguir  alguns  conselhos   das  entidades  que,  desde   logo,  se  associaram  a   esta  iniciativa:  Sociedade   Portuguesa  de  Imunologia  e   Alergologia  Clínica,  Sociedade   Portuguesa  de  Pneumologia,   Sociedade  Portuguesa  de   Otorrinolaringologia  e   Cirurgia  CÊrvico-­Facial,   Associação  Portuguesa   de  Asmåticos,  Associação   Portuguesa  de  Hipertensão   Pulmonar  e  Respira  –   Associação  de  Doentes  com   DPOC  e  outras  patologias   crónicas,  com  o  apoio  OM   Pharma.     Informar  a  população  sobre   as  doenças  respiratórias   mais  prevalentes,  meios  de   prevenção,  formas  de  contågio,   comportamentos  a  ter,  etc‌   o  www.respirasaude.com   tambÊm  terå  disponíveis   os  principais  dados  do   estudo  que  traça  o  retrato  do   conhecimento  dos  portugueses   acerca  das  doenças  do  Inverno.


BREVES

CANDIDATURA DA DIETA MEDITERRĂ‚NICA ALERTA

PARA UMA ALIMENTAĂ‡ĂƒO SAUDĂ VEL

CERCA DE UM MILHĂƒO

DE PORTUGUESES SOFRE DE ENXAQUECA Os  especialistas  referem  que  cerca  de   um  milhĂŁo  de  portugueses  sofre  de   enxaqueca.  Cada  pessoa  diagnosticada   com  enxaqueca  falta,  em  mĂŠdia,  cinco   dias  por  ano  ao  trabalho  ou  à  escola   devido  aos  sintomas  desta  condição   clĂ­nica.  “Mesmo  os  que  optam  por   desempenhar  as  suas  funçþes  com  uma   FULVHDSUHVHQWDPGLÂżFXOGDGHVFRJQL-­ tivas,  alĂŠm  da  dor,  que  os  impedem  de   realizar  as  tarefas  a  100%â€?,  enfatiza  a   Dr.ÂŞ  Raquel  Gil-­Gouveia,  neurologista   no  Hospital  da  Luz,  em  Lisboa.  Apesar   GHVWDUHDOLGDGHDSHQDVGDVSHV soas  que  sofrem  de  enxaqueca  recorrem   aos  cuidados  mĂŠdicos  com  vista  ao   tratamento,  segundo  dados  divulgados   pela  Sociedade  Portuguesa  de  Cefaleias.   Uma  das  explicaçþes  Ê  que  a  maioria   das  pessoas  recorre  à  automedicação   que,  alĂŠm  de  nem  sempre  resolver  o   problema,  pode  acarretar  riscos  para  a   saĂşde,  sobretudo  se  tomada  em  excesso.  

Um ano depois do Movimento Mulheres de Vermelho ter lançado a petição de apoio a uma candidatura portuguesa da Dieta Mediterrânica a Património Imaterial da UNESCO, volta a chamar atenção para a importância da adopção de estilos de vida saudåveis. O objectivo Ê sensibilizar a população para a alimentação mediterrânica, que Ê considerada uma das mais saudåveis do Mundo, sendo testemunhado pelo facto dos habitantes da Europa do Sul, entre os quais Portugal, terem a mais baixa taxa de mortalidade por doenças cardíacas da Europa. O último relatório da Organização Mundial de Saúde revela que a principal causa de morte no nosso país continuam a ser as doenças cardiovasculares. Segundo os dados da OMS de 2008, as doenças cardiovasculares foram responsåveis por 37% das mortes em Portugal.


SAÚDE

OLHE

PELA SUA

MIOPIA É UM PROBLEMA FREQUENTE QUE COMEÇA MUITAS VEZES EM IDADE ESCOLAR. TANTO NAS CRIANÇAS COMO NOS ADULTOS, A MIOPIA NÃO DEIXA VER BEM AO LONGE APESAR DE NÃO AFECTAR A VISÃO AO PERTO

Escrito  por   CL ÁUDIA PINTO Ent revista  e  revisão  cient íf ica     DR . FLORINDO ESPER ANCINHA , MÉDICO OF TALMOLOGISTA E PRESIDENTE DO COLÉGIO DE OF TALMOLOGIA


SAÚDE

A  miopia  é  um  vício  de   refracção  em  que  o  doente   YrPDODRORQJHHKDELWXDO-­ PHQWHYrEHPDRSHUWR   “A  imagem  que  se  forma  no   sistema  óptico  do  olho  vai   fazer  com  que  a  imagem  se   foque  à  frente  da  retina  e   os  médicos  oftalmologis-­ WDVWrPGHFRORFDUOHQWHV negativas  para  levar  a  ima-­ gem  para  a  retina”,  explica   o  Dr.  Florindo  Esperanci-­ nha,  médico  oftalmologista   e  Presidente  do  Colégio  de   Oftalmologia  da  Ordem  dos   Médicos.

A  miopia  aparece  mais   frequentemente  na  idade   escolar  e  “relaciona-­se  com   o  desenvolvimento  do  com-­ primento  do  olho.  Os  olhos   míopes  são  normalmente   maiores  do  que  deveriam   ser.  Um  milímetro  a  mais   do  aquilo  que  o  olho  deveria   ter  corresponde  a  3  diop-­ trias”,  explica  o  oftalmolo-­ gista.  A  miopia  pode  dever-­ -­se  a  factores  genéticos  mas   existem  outros  motivos  que   levam  ao  aparecimento  de   uma  percentagem  maior  da   doença.    

SINAIS DE ALARME Nas  crianças,  o  principal   sinal  é  o  facto  de  se  aproxi-­ marem  da  televisão  porque   YrHPPDO(VHDLQGDDVVLP não  conseguem  ver  a  ima-­ gem,  aproximam-­se  mais     ¿FDQGRSUDWLFDPHQWHFROD-­ das  ao  ecrã.  Este  é  o  princi-­ SDOVLQDOTXHMXVWL¿FDXPD consulta  no  oftalmologista.   Se  a  criança  começar  a  sen-­ WLUGL¿FXOGDGHHPYHURTXH está  escrito  no  quadro  da   escola  ou  os  sinais  informa-­ tivos  na  estrada  enquanto  os   pais  conduzem,  não  se  deve  

NAS CRIANÇAS, O PRINCIPAL SINAL É O FACTO DE SE APROXIMAREM DA TELEVISÃO PORQUE VÊEM MAL

Distância aconselhada...

quanto maior for o monitor maior deverá ser a distância, sendo que por exemplo com um monitor de 40 polegadas deve-se guardar a distância mínima de cerca de 2,5 m, enquanto com um de 42 esta deve ser de cerca de 2,7 m 8 OUTONO / INVERNO 2011


olhe pela sua miopia descurar  a  procura  de  ajuda   mĂŠdica.   “As  crianças  devem  ir  a  uma   primeira  consulta  de  oftal-­ PRORJLDSRUYROWDGRVWUrV anos,  embora  possamos  se-­ guir  crianças  mais  novas  se   tiverem  alguma  patologia.     É  frequente  avaliarmos  tam-­ bĂŠm  as  crianças  prematu-­ rasâ€?,  avança  Florindo  Espe-­ rancinha.   Na  idade  da  escolar,  a  evolu-­ ção  tende  a  ser  progressiva.   HĂĄ  crianças  que  estabilizam   mais  cedo  e  outras  mais  tar-­ de.  ApĂłs  a  ida  ao  oftalmolo-­ gista  e  o  inĂ­cio  do  tratamento   adequado  a  cada  caso,  “se  os   SDLVYHULÂżFDUHPTXHPHVPR com  óculos,  passado  um  ano   a  criança  estĂĄ  a  ver  mal  ao   longe,  Ê  necessĂĄrio  fazer  uma   UHFWLÂżFDomRGDVOHQWHV´ SOLUÇÕES PARA A MIOPIA Existem  vĂĄrias  alternativas   para  corrigir  uma  mio-­ pia.  “Em  primeiro  lugar  os   Ăłculos  habituais  e,  pos-­ teriormente,  as  lentes  de   contactoâ€?,  salienta  Florindo   Esperancinha.  Mais  recen-­ WHPHQWHWrPVXUJLGRQRYDV formas  de  correcção  de  mio-­ pia.  “O  LASIK  (cirurgia  a  la-­ ser)  pode  ser  utilizado  atĂŠ  às   seis  dioptrias  mas  Ê  preciso   que  o  doente  tenha  uma  es-­

SĂ“ SE DEVE OPERAR UMA MIOPIA COM LASER QUANDO A MESMA ESTĂ ESTABILIZADA, OU SEJA, DEPOIS DE DOIS A TRĂŠS ANOS SEM QUALQUER EVOLUĂ‡ĂƒO

pessura  de  cĂłrnea  adequada.   Vamos  fazer  uma  ablação  da   cĂłrnea  com  o  laser  conso-­ ante  a  miopia  que  queremos   corrigir.  Mas  hĂĄ  um  valor   abaixo  do  qual  nĂŁo  podemos   deixar  a  espessura  da  cĂłrnea   para  nĂŁo  termos  problemas   complicados,  porque  se  uma   FyUQHDÂżFDUPXLWRÂżQDQR ÂżQDOGDFLUXUJLDSRGHID]HU como  que  um  pequeno  balĂŁo   e  desfocar  completamente  a   imagemâ€?,  explica  o  mĂŠdico   oftalmologista.  HĂĄ  que  ter   sempre  em  atenção  que  se   pode  corrigir  atĂŠ  determina-­ do  nĂşmero  de  dioptrias  em   função  da  espessura  da  cĂłr-­ nea  que  a  pessoa  tiver.  “Se   a  miopia  nĂŁo  puder  ser  cor-­ rigida  com  laser  (atravĂŠs  do   LASIK),  temos  a  colocação   de  lentes  intra-­oculares  para   as  miopias  mais  altas.  Essas  

lentes  poderĂŁo  ser  colocadas   em  frente  à  íris  (lentes  de   câmara  anterior),  em  cima   do  cristalino  (lentes  de  câ-­ mara  posterior)  ou  mesmo   fazendo  uma  extracção  do   cristalino  (tirar  o  cristalino   e  substitui-­lo  por  uma  lente   que  Ê  o  que  fazemos  nor-­ malmente  nas  cataratas)â€?,   acrescenta  Florindo  Espe-­ rancinha.   Em  termos  de  acompanha-­ mento  da  miopia,  as  com-­ plicaçþes  podem  sempre   surgir,  quer  seja  corrigida   cirurgicamente  ou  nĂŁo.     “Vemos  descolamentos  da   retina  todos  os  dias  em   doentes  mĂ­opes  devido  ao   facto  de  a  sua  ser  retina   habitualmente  mais  frĂĄgilâ€?,   conclui  o  presidente  do  Co-­ lĂŠgio  de  Oftalmologia  da   Ordem  dos  MĂŠdicos. OUTONO / INVERNO 2011 9


SAÚDE

AS CRIANÇAS DEVEM IR A UMA PRIMEIRA CONSULTA DE OFTALMOLOGIA POR VOLTA DOS TRÊS ANOS


olhe pela sua miopia

 CONSELHOS ÚTEIS SOBRE A MIOPIA

1 Se os pais ou os professores se aperceberem que a criança está a ver mal, esta deve consultar um médico. Há sinais básicos: a criança esfrega os olhos; pede para se sentar nas primeiras carteiras da sala de aula; senta-se frente à televisão… Atenção que pode estar a aparecer uma miopia.

Só se deve operar uma miopia com laser quando a mesma está estabilizada, ou seja, depois de dois a três anos sem qualquer evolução, porque se for operada antes desse tempo poderá voltar a ter miopia. Nas cirurgias dos adultos há que ter a noção de que podem surgir complicações, ainda que sejam muito raras.

3 Se não gosta de usar óculos tem outras alternativas à disposição, dependendo do seu grau de miopia, mas deve ser sempre avaliado pelo seu médico oftalmologista.

 Se a miopia já estiver estabilizada nos adultos, um a dois anos é o tempo aceitável para uma consulta no oftalmologista. Se houver alguma queixa ou a evolução da doença for mais rápida do que o suposto, pode marcar uma consulta antes do previsto para ajustamento médico.

5 Caso tenha miopia, lembre-se que deve consultar o médico periodicamente mesmo que não sinta alterações. Há patologias que se desenvolvem sem apresentarem sintomas.

OUTONO / INVERNO 2011 11


EM FOCO

A BRONQUIOLITE É UMA INFECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS BAIXAS QUE ATINGE SOBRETUDO CRIANÇAS ATÉ AOS DOIS ANOS. É CAUSADA PELO VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO (VSR) QUE CIRCULA DURANTE TODO O ANO MAS É MAIS FREQUENTE NO INVERNO. FOMOS SABER MAIS ACERCA DESTA DOENÇA E CONHECER OS MELHORES CONSELHOS PARA OS PAIS

CONHECER, PREVENIR E TRATAR A

BRONQUIOLITE Escrito  por   CL ÁUDIA PINTO Ent revista  e  revisão  cient íf ica   DR.ª MARIA JOÃO BRITO, INFECCIOLOGISTA PEDIÁTRICA, MEMBRO DA DIRECÇÃO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PEDIATRIA


EM FOCO

Digamos  que  Ê  um   vĂ­rus  que  gosta  do  tempo   frio  e  hĂşmido.  Pode  surgir   no  Outono  mas  Ê  mais  pre-­ valente  no  Inverno.  “Even-­ tualmente,  pode  circular   juntamente  com  o  vĂ­rus  da   gripe,  que  atinge  mais  as   crianças  em  idade  escolar,   enquanto  que  o  o  VSR,  que   causa  a  bronquite,  atinge  os   mais  pequenosâ€?,  esclarece   a  Dr.ÂŞ  Maria  JoĂŁo  Brito,  in-­ fecciologista  pediĂĄtrica.     A  doença  manifesta-­se  ha-­ bitualmente  no  domicĂ­lio,   no  infantĂĄrio  ou  na  ama,   podendo  a  criança  pequena   ser  contagiada  pelos  adul-­ tos,  pelos  amiguinhos  da   escola  ou  pelos  irmĂŁos  mais   velhos.   “O  quadro  clĂ­nico  começa   com  uma  obstrução  nasal.   O  bebĂŠ  começa  depois  a  tos-­ sir  e  posteriormente  pode   WHUGLÂżFXOGDGHHPUHVSLUDU e,  consequentemente,  em  se   alimentar  convenientemen-­ te,  em  dormir  bemâ€?,  explica   Maria  JoĂŁo  Brito.   Por  vezes  a  criança  tem     38o  C,  38,  5o  C  de  febre.  Com   a  febre  e  o  nariz  obstruĂ­do,   ĂŠ  importante  que  os  pais   façam  uma  boa  higiene  na-­ VDOEDL[HPDIHEUHHGrHP lĂ­quidos  ao  bĂŠbĂŠ.  “Podem   tambĂŠm  utilizar  o  aerossol   14 OUTONO / INVERNO 2011

ENQUANTO O BEBÉ TEM FEBRE E O NARIZ OBSTRUĂ?DO, É IMPORTANTE QUE OS PAIS FAÇAM UMA BOA HIGIENE NASAL, TENTEM BAIXAR A FEBRE E LHE DĂŠEM LĂ?QUIDOS FRPVRURÂżVLROyJLFRH   atmosfera  hĂşmida  para   ajudar  a  criança  a  desem-­ baraçar-­se  melhor  das   secreçþes.  SĂŁo  sinais  de   GLÂżFXOGDGHHPUHVSLUDUD criança  começar  a  respi-­ rar  muito  rapidamente  ou   cansar-­se  enquanto  comeâ€?,   acrescenta  a  infecciologista   pediĂĄtrica.  Nesse  caso,  deve   ser  sempre  avaliada  pelo   mĂŠdico  porque  pode  ter  os   nĂ­veis  de  oxigĂŠnio  baixos  e   necessitar  de  um  tratamen-­ to  especial.  “Os  pediatras   estĂŁo  muito  habituados  a  li-­ dar  e  tratar  a  bronquioliteâ€?,   explica  Maria  JoĂŁo  Brito.   A QUE MÉDICO RECORRER? Ao  primeiro  sinal  de  falta  de   DURXGLÂżFXOGDGHVHPUHVSL-­ rar,  os  pais  devem  recorrer   ao  seu  mĂŠdico  assistente   RXDRSHGLDWUDGRVHXÂżOKR Se  nĂŁo  for  possĂ­vel,  podem   dirigir-­se  ao  serviço  de  aten-­ dimento  permanente  no  cen-­ tro  de  saĂşde  ou  no  hospital.  

Existe  ainda  a  linha  de  SaĂşde     TXHSRGH orientar  os  pais  numa  pri-­ meira  instância.   O  tratamento  depende  muito   GRJUDXGHGLÂżFXOGDGHUHV-­ piratĂłria  da  criança.  Maria   JoĂŁo  Brito  diz-­nos  que  “por   vezes  pode  ter  de  se  recor-­ rer  a  medicaçþes  inaladas   para  libertar  os  brĂ´nquios  ou   ser  necessĂĄrio  realizar  uma   drenagem  postural  em  que   se  liberta  a  criança  das  se-­ creçþesâ€?.  Em  situaçþes  muito   graves  mas  nĂŁo  muito  co-­ muns,  “quando  hĂĄ  um  gran-­ de  nĂ­vel  de  hipoxemia  (nĂ­veis   de  oxigĂŠnio  muito  baixos),   as  crianças  podem  neces-­ sitar  de  ser  ligadas  a  um   ventilador.  Mas  felizmente  a   maioria  de  crianças  Ê  trata-­ da  no  domicĂ­lio,  ainda  que   possam  surgir  casos  em  que   o  internamento  Ê  imperati-­ voâ€?,  acrescenta  a  pediatra  da   Sociedade  Portuguesa  de  Pe-­ diatria.  O  tempo  de  duração   da  doença  depende  da  idade  


bronquiolite Lavar as mãos

é uma das medidas mais eficazes para prevenir a doença. Quem o diz é a médica Maria João Brito

QUANDO A CRIANÇA SENTE DIFICULDADES EM RESPIRAR, A SITUAÇÃO É URGENTE E REQUER AVALIAÇÃO MÉDICA da  criança  e  da  carga  viral   com  que  foi  infectada.  Pode   LUGHGLDVDVHPDQDVRX prolongar-­se  em  casos  mais   graves. MEDIDAS EFICAZES Este  vírus  transmite-­se  pelas   PmRV³$PHGLGDPDLVH¿FD] para  prevenir  a  doença  é  a   lavagem  das  mãos  por  parte   dos  adultos  para  não  trans-­ mitir  o  vírus  às  crianças.  

Quando  tivemos  a  pande-­ mia  da  gripe  A,  os  casos  de   bronquiolite  por  VSR  qua-­ se  não  existiram  pois  as   pessoas  estavam  comple-­ tamente  consciencializa-­ das  de  que  tinham  de  lavar   as  mãos  regularmente  e   usar  os  anti-­sépticos,  o  que   acabou  por  ser  positivo   também  para  a  prevenção   desta  infecção”,  salienta   Maria  João  Brito.

TESTEMUNHO

de Sandra Leal, mãe de Vasco

“...  COMEÇOU  COM   'FARFALHEIRA'...” O Vasco começou com uma respiração mais rápida, "farfalheira" e engasgava-se muito. Ao fim de dois dias decidi ir às urgências pois a pediatra estava fora do país. Fizeram-lhe um aerossol, aspiraram as secreções e disseram para voltar ao fim de três dias. Voltei e ele estava pior. Ficou internado de imediato. Permaneceu no hospital durante cinco dias. Foi assustador. Só pensava o que tinha feito de mal para ele estar naquela situação. A equipa que acompanhou o Vasco foi impecável. Aprendi algumas estratégias e, nas infecções seguintes, ao primeiro sinal, já sabia como reagir e o que fazer. O Vasco teve mais quatro bronquiolites, menos graves, talvez porque aprendi a atenuar rapidamente os primeiros sintomas. Como conselhos a outros pais, considero que, por mais amigos que tenham, evitem estar com eles se estiverem constipados. Se consideram que alguma coisa não está bem, se há alguma dúvida com a saúde do vosso filho, contactem o pediatra, a linha de Saúde 24 e só então as urgências. OUTONO / INVERNO 2011 15


EM FOCO Ainda  não  há  uma  va-­ cina  disponível  mas  existe   uma  forma  de  prevenção   apenas  indicada  para  as     chamadas  crianças  de  risco,   nas  quais  se  incluem  gran-­ des  prematuros  e  crianças   com  doenças  crónicas  (car-­ diopatias  congénitas  ou  do-­ enças  pulmonares  crónicas   graves).  Nestes  casos,     “é  administrada  a  Imunoglo-­ bulina,  no  início  do  Outo-­ no,  antes  do  aparecimento   do  vírus.  Esta  prevenção  é   extremamente  dispendiosa   HVyVHMXVWL¿FDSDUDRVJUX-­ pos  de  risco.  Habitualmente,   é  efectuada  nos  hospitais”,   salienta  a  infecciologista  pe-­ diátrica.

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GRANDES CONSELHOS

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As pessoas constipadas devem lavar bem as mãos antes de pegarem nas crianças para evitar contagiá-las. 16 OUTONO / INVERNO 2011

A  bronquiolite  é  das  infec-­ TESTEMUNHO ções  respiratórias  que  mais   de Mónica Nunes, mãe de frequentemente  causam  in-­ Afonso ternamentos  em  pediatria.       “...  TOSSE  E  MUITA   Há  que  ter  em  atenção  que   EXPECTORAÇÃO...” as  constipações  nos  adultos   são  muitas  vezes  graves  para   O Afonso teve a primeira as  crianças  pequeninas.  “Daí   bronquiolite com cerca de que  se  peça  frequentemente   quatro meses. Começou com aos  adultos  para  não  anda-­ “farfalheira” e muita expectoração. Tinha uma pontinha de rem  com  as  crianças  ao  colo   febre e começou a ter tosse. nem  darem  beijinhos  aos   Depois de fazermos vapores bebés  quando  estão  consti-­ e aerossol, frequentámos pados.  No  fundo,  o  vírus  que   sessões de ginástica respiraé  inofensivo  para  os  adultos   tória que não foram suficienTXHWrPXPVLVWHPDLPXQR-­ tes para a sua recuperação. lógico  preparado,  pode  ter   Aconselhámo-nos com a FRQVHTXrQFLDVJUDYHVQRV pediatra, fomos ao hospital e foi diagnosticada a bronbebés  e  nas  crianças  peque-­ quiolite. Num mês o Afonso nas  com  menores  defesas”,   acrescenta  Maria  João  Brito.   voltou duas vezes ao hospital mas nunca ficou internado. Senti-me muito acompanhada, mesmo quando achava que estava a fazer perguntas pouco inteligentes. Hoje penso que as crianças com bronquiolite ou com susA higiene como a lavagem ceptibilidade de virem a ter das mãos ou a utilização alergias ou doenças respirade anti-sépticos é a melhor tórias não devem frequentar forma de prevenção. centros comerciais; devem estar afastadas do tabaco e não é aconselhável ter tapetes e bonecos com muitos pêlos em casa. São também crianças que não podem estar em contacto com ar Uma criança que esteja condicionado ou frequentar em dificuldade respiratória locais fechados com grande deve ser avaliada por um médico com urgência. concentração de pessoas.

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FICHA Miopia

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O QUE É A miopia é um vício de refracção que causa perda de visão ao longe mas não afecta a visão ao perto. SINTOMAS Dificuldade em ver ao longe. Nota-se, por exemplo, ao tentar ler letreiros na rua ou no caso dos estudantes, ao tentarem ler o que o professor escreve no quadro. Não conseguir ler as legendas da televisão ou do cinema também são sinais frequentes de miopia. TRATAMENTO Para tratar a miopia a única solução é a cirurgia LASIK, que pode ser realizada até às seis dioptrias desde que o doente tenha uma espessura de córnea adequada.

recorte  e  coleccione

OUTRAS SOLUÇÕES A utilização de óculos ou lentes de contacto corrige a refracção da luz, fazendo com que a imagem se forme na retina e a pessoa veja nitidamente. FACTORES DE RISCO A causa principal da miopia é a hereditariedade. No entanto, acre-

dita-se que ler em condições que forcem a vista de forma sistemática pode desencadear a doença. CUIDADOS A ADOPTAR É conveniente procurar as melhores condições de iluminação para estudar, ler e escrever. Assim que notar dificuldades em ver ao longe, procure o médico oftalmologista. Se os seus filhos se queixarem, leve-os também a fazer um exame. Quando uma criança se aproxima muito do televisor, isso pode ser sinal de que está a ver mal.

PARA SABER MAIS Sociedade Portuguesa de Oftalmologia Telefone: 21 782 04 43 www.spoftalmologia.pt


FICHA Bronquiolite

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O QUE É? A bronquiolite é uma infecção das vias respiratórias baixas causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

SINTOMAS Nariz entupido Tosse Dificuldade em respirar Febre (38º C – 38,5º C) Com a evolução da doença, a criança pode não conseguir alimentar-se ou dormir convenientemente. TRATAMENTO O tratamento depende muito do estado da criança e pode incluir: > medicação inalada para libertar os brônquios; > drenagem postural para libertar a criança das secreções; > em casos extremos as crianças podem necessitar de ser ligadas a um ventilador. QUANTO TEMPO DURA A DOENÇA O tempo de duração da doença depende da idade da criança e da carga viral com que foi infectada. Pode ir de 10 dias a 2 semanas ou prolongar-se em casos mais graves. 18 OUTONO / INVERNO 2011

FACTORES DE RISCO A maior causa de contaminação com o vírus que causa a bronquiolite são os adultos constipados, que têm um sistema imunológico preparado mas pode ter consequências graves para os bebés e as crianças pequenas. EM CASO DE URGÊNCIA A primeira medida é falar com o pediatra dos seus filhos. Se agir logo aos primeiros sintomas, medidas simples como manter uma boa higiene nasal, baixar a febre e dar líquidos ao bebé podem travar a evolução da doença. Se a criança respirar muito rapidamente ou ficar cansada quando come, é um sinal de dificuldade respiratória e, nesse caso, tem de ser vista pelo médico.

PARA SABER MAIS Sociedade Portuguesa de Pneumologia Telefone: 21 796 20 74 http://www.sppneumologia.pt/

Portal “Médicos de Portugal” medicosdeportugal.saude.sapo.pt

recorte  e  coleccione

GRUPOS DE RISCO Crianças até os dois anos.


TESTE OS SEUS CONHECIMENTOS

VEJA BEM... NEM SEMPRE AS DOENÇAS DOS OLHOS SÃO FÁCEIS DE IDENTIFICAR E AS SOLUÇÕES PODEM SER DIFERENTES DO QUE SE PENSA. FAÇA O NOSSO QUIZZ E VEJA SE ESTÁ BEM INFORMADO

OUTONO / INVERNO 2011 19


quizz

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Na miopia o doente vê bem ao longe e mal ao perto. Verdadeiro Falso

Quais os sinais básicos numa criança que está a ver mal? a) A criança esfrega os olhos b) A criança pede para se sentar nas primeiras carteiras da sala de aula c) A criança senta-se frente à televisão d) Todos os mencionados

 Esta patologia surge habitualmente em pessoas de meia idade. Verdadeiro Falso

3 Após a cirurgia não é necessário consultar o médico regularmente. Verdadeiro Falso

20 OUTONO / INVERNO 2011

5 O LASIK (cirurgia a laser) pode ser utilizado até às : a) 5 dioptrias b) 6 dioptrias c) 9 dioptrias d) 11 dioptrias


6 Em dioptrias mais altas a miopia não pode ser corrigida pois não se pode usar o laser. Verdadeiro Falso Soluções 1 Falso. A miopia é um vício de refracção em que o doente vê mal ao longe e habitualmente vê bem ao perto. 2 Falso. A miopia aparece mais frequentemente na idade escolar e relaciona-se com o desenvolvimento do comprimento do olho. Os olhos míopes são normalmente maiores do que deveriam ser. 3 Falso. É necessário realizar exames oftalmológicos de rotina após um LASIK. Mesmo que a visão não apresente alterações, torna-se necessário um seguimento médico para despiste de problemas a nível da visão. 4 Todos os mencionados. Se a criança começar a sentir dificuldade em ver o que está escrito no quadro da escola, os sinais informativos na estrada enquanto os pais conduzem ou se senta colada ao ecrã da televisão, são sinais que os pais não devem descurar mas sim procurar a ajuda médica.

5 (b) O LASIK pode ser utilizado até às seis dioptrias mas é preciso que o doente tenha uma espessura de córnea adequada. É feita uma ablação da córnea com o laser consoante a miopia que se pretende corrigir. Mas há um limite para reduzir a espessura da córnea, abaixo do qual podem surgir problemas. 6 Falso. Se a miopia não puder ser corrigida com laser (através do LASIK), podem colocar-se lentes intra-oculares para as miopias mais altas. Estas lentes são colocadas em frente à íris (lentes de câmara anterior), em cima do cristalino (lentes de câmara posterior) ou mesmo fazendo uma extracção do cristalino (tirando o cristalino e substituindo-o por uma lente). OUTONO / INVERNO 2011 21


BOAS IDEIAS

22 OUTONO / INVERNO 2010


BO AS ID EI AS

A humidade está muitas vezes escondida mas descobrir a sua origem ajuda a eliminá-la de uma vez por todas

LIVRE-SE DA

HUMIDADE!

COM A CHEGADA DO FRIO E DA CHUVA A HUMIDADE PODE TORNAR-SE UM VERDADEIRO PROBLEMA DENTRO DE CASA. FUNGOS E BOLORES AFECTAM PAREDES, MÓVEIS E SOBRETUDO A SUA SAÚDE. DIZEMOS-LHE COMO AREJAR A QUESTÃO EM TODAS AS FRENTES OUTONO / INVERNO 2010 23


BOAS IDEIAS

DE QUE SE TRATA, AFINAL? Bolor  e  mofo  são  fungos  microscópicos  que,  ao   contrário  das  plantas,  não  precisam  de  clorofila     para  viver.  Gostam  de  ambientes  húmidos  e   alimentam-­se  de  substâncias  orgânicas  tão  variadas   como  alimentos,  madeira,  papel,  tecido  ou  tinta.   Quando  encontram  um  lugar  propício,  os  milhões  de   esporos  microscópicos  que  andam  no  ar  instalam-­   -­se  e  multiplicam-­se  enquanto  o  diabo  (ou  o  incauto   habitante)  esfrega  um  olho.

AREJAR O MAIS POSSÍVEL Apesar  de  haver  menos  humidade  no  ar   no  Outono  e  no  Inverno,  a  diminuição  da   temperatura  facilita  a  condensação  do   vapor  de  água,  o  que  induz  a  acumulação   de  humidade  e  o  aparecimento  de  bolores   e  fungos  dentro  de  casa.  Isto  acontece   mesmo  em  habitações  bem  isoladas,  basta   que  não  exista  arejamento  suficiente.   Os  locais  mais  afectados  são  as  paredes   viradas  a  norte  e  nordeste,  as  casas  de   banho  e  as  cozinhas.  Os  roupeiros  e  as   costas  dos  móveis  encostados  à  parede   são  também  fortes  candidatos  à  formação   de  bolor. 24 OUTONO / INVERNO 2011


livre-se da humidade OS BOLORES GOSTAM DE AMBIENTES HÚMIDOS, COMO CASAS DE BANHO E CAVES, E REPRODUZEM-SE ATRAVÉS DE ESPOROS EM APENAS 24 HORAS!

Uma taça de sal no interior do roupeiro ajuda a absorver a humidade e o cheiro a mofo

10 LITROS É A QUANTIDADE APROXIMADA DE VAPOR DE ÁGUA PRODUZIDO DIARIAMENTE POR UMA FAMÍLIA DE QUATRO PESSOAS OUTONO / INVERNO 2011 25


BOAS IDEIAS

PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO A  melhor  forma  de  evitar  a  formação  de   bolores  Ê  impedir  a  acumulação  excessiva   de  humidade  no  ambiente.  Elimine  primeiro   as  possíveis  causas  estruturais  que  estejam   a  provocar  a  humidade:  caleiras  estragadas,   chaminÊs  sem  protecção  ou  infiltração  nos   caixilhos  de  portas  e  janelas.  Descartadas  es-­ tas  possibilidades,  o  mais  provåvel  Ê  tratar-­se   de  vapor  por  condensação.  Neste  caso  hå  que   aumentar  a  ventilação  e  controlar  as  fontes     de  humidade. Instale  exaustores  na  cozinha  e  na  casa  de     banho  para  controlar  a  humidade  nas  divi-­ sþes  mais  húmidas  da  casa. 26 OUTONO / INVERNO 2011

Evite  secar  roupa  dentro  de  casa.  Se  tiver   GHID]rORYHQWLOHEHPDGLYLVmRRXXVHXP desumidificador. Coloque  absorventes  de  humidade  (pequenas   caixas  com  cristais  de  cloreto  de  cålcio)  em   zonas  de  maior  condensação  como  armårios   da  casa  de  banho  e  do  lava-­loiça  ou  roupeiros. Recorra  a  um  desumidificador  em  zonas  de   grande  condensação.  Se  a  casa  de  banho  não   tiver  janela,  use  o  desumidificador  durante  o   banho  e  deixe-­o  ligado  mais  10  minutos. O  ar  fresco  Ê  um  dos  maiores  inimigos  do   bolor.  Areje  a  casa  todos  os  dias,  abrindo  as   janelas  para  deixar  entrar  ar  mais  seco.


livre-se da humidade

SIGA AS PISTAS! Manchas  de  humidade  e  de  bolor  no  tecto  e   SDUHGHVVmRDVHYLGrQFLDVPDLVyEYLDV(VWH bolor  pode  assumir  várias  cores,  dependendo   do  tipo  de  fungo:  preto,  verde  e  azulado  são   as  mais  comuns.  O  característico  cheiro   a  mofo  e  bafio  é  outro  indicador.  Convém   descobrir  a  origem  rapidamente  pois  alastra   depressa  e  causa  estragos  materiais  e   problemas  de  saúde.  Superfícies  de  madeira   também  podem  criar  fios  esbranquiçados   e  ficar  amolecidas.  Mas  mesmo  sem  provas   tão  aparentes  é  possível  detectar  a  presença   de  condensação:  observe  se  os  vidros  ficam   regularmente  embaciados  por  muito  tempo.   Cole  um  pouco  de  papel  de  alumínio  na   parede.  Se  passado  algum  tempo  ficar   húmido,  ela  está  no  ar!  

Veja o nível

O ambiente deve rondar os 40% a 60% de humidade. Se estiver menos húmido o ar fica demasiado seco, mais do que isso fica húmido de mais. Se tiver dúvidas pode comprar um higrómetro para medir o nível em casa

OUTONO / INVERNO 2011 27


BOAS IDEIAS

IB SA

A AM

IS

OPERAÇÃO LIMPEZA   Use luvas, óculos protectores e uma garrafa pulverizadora. A capacidade absorvente dos panos de microfibra impede que os esporos se espalhem no ar quando está a limpar.

DIGA-LHE ADEUS, PELA SUA SAÚDE Os  esporos  do  bolor  libertam-­se  no  ar  e  podem  provocar  e  agravar   asmas  e  alergias,  irritações  cutâneas,  e,  nos  casos  mais  graves,  até   provocar  infecções.  Grávidas,  bebés  e  idosos  estão  entre  os  mais   susceptíveis  de  sofrer  com  este  problema  devido  ao  seu  sistema   imunitário  mais  sensível.  Um  estudo  publicado  no  Journal   Pediatrics  revelou  uma  associação  clara  entre  os  problemas  de   humidade  na  cozinha  e  os  ácaros  nas  salas  e  quartos  das  crianças.   Alguns  bolores  podem  ser  especialmente  tóxicos,  pelo  que  a  sua   presença  em  casa  nunca  deve  ser  negligenciada.  

Areje-se

Os espaços fechados têm 20 vezes mais acumulação de partículas no ar do que os espaços abertos, sendo que passamos a maioria do nosso tempo em edifícios. Procure o ar livre para os momentos de lazer, seja uma caminhada num jardim ao fim do dia ou um passeio à beira mar no fim-de-semana. Os seus pulmões vão agradecer 28 OUTONO / INVERNO 2011


NUTRIÇÃO

MARMITAS

COMIDA CASEIRA

NO LOCAL DE TRABALHO O ALMOÇO É UMA REFEIÇÃO INDISPENSÁVEL QUE MERECE TODA A NOSSA ATENÇÃO. DE SEGUNDA A SEXTA RARAMENTE CONSEGUIMOS ALMOÇAR EM CASA. NOS RESTAURANTES, GASTAMOS DINHEIRO E DIFICILMENTE PODEMOS CONTROLAR A QUALIDADE DO QUE COMEMOS. A SOLUÇÃO? LEVAR ALMOÇO DE CASA


NUTRIĂ‡ĂƒO Com  os  orçamentos  fami-­ liares  sujeitos  a  uma  gestĂŁo   cada  vez  mais  apertada,  a   melhor  forma  de  eliminar   JDVWRVVXSpUĂ€XRVSDVVDSRU exemplo,  pelas  refeiçþes   caseiras  transportadas  para   o  local  de  trabalho. As  vantagens  sĂŁo  eviden-­ tes:  controla  a  qualidade  e  

a  quantidade  do  que  come   e  ainda  faz  uma  economia   bastante  apetitosa.  É  que,   considerando  que  cada   almoço  num  restaurante  dos   menos  dispendiosos  custa   FHUFDGHHXURVHPGLDV ~WHLVSRXSDHXURV0DV hå  mais  razþes  para  se  habi-­ tuar  a  levar  o  almoço  todos   os  dias. Patrícia  Almeida  Nunes,   dietista  e  coordenadora  do  

Serviço  de  DietĂŠtica  e  Nutri-­ ção  do  Hospital  Santa  Maria,   em  Lisboa,  nĂŁo  hesita  em   concordar  que,  em  tempo  de   crise,  levar  o  almoço  para  o   trabalho Â â€œĂŠ  uma  opção  mais   econĂłmica  e  a  ter  em  contaâ€?. Dito  isto,  qual  seria  a  “mar-­ mita  idealâ€??  “Num  almoço   ideal  nĂŁo  deve  faltar  sopa  ou   salada,  um  prato  equilibrado   com  carne  ou  peixe  (sem   fritos),  um  pouco  de  arroz,   massa  ou  batata  e  muitos   legumes  ou  vegetais,  com   pouca  gordura.  E,  claro,   terminar  com  fruta  fresca  e   sem  refrigerantesâ€?,  recomen-­ da  PatrĂ­cia  Almeida  Nunes.   A  dietista  garante  que  nĂŁo  se  

DICAS D Quando  levar  o  almoço   de  casa  inclua  sempre  sopa,   um  prato  rico  e  variado   alÊm  de  barato. D Se  não  tiver  acesso  a   um  microondas  opte  por   um  termo,  que  permite   levar  as  refeiçþes  à   temperatura  desejada. D Quando  tiver  de   almoçar  à  pressa,  opte  por  

30 OUTONO / INVERNO 2011

uma  sopa,  uma  sanduíche     e  uma  peça  de  fruta.     O  pão  deve  ser  escuro,  com   ingredientes  variados:   queijo  fresco,  bife  de  frango   ou  de  peru  grelhado,  atum,   ovo  cozido,  delícias  do   mar,  milho,  alface,  pepino,   tomate,  cenoura,  couve-­   -­roxa,  repolho  e  nozes,  entre   muitos  outros.  TambÊm  

pode  levar  saladas  e   massas  frias. D “Afaste  o  trabalho  do   pratoâ€?  e  coma  com  calma,   longe  do  computador  e   do  telefone.  A  ideia  Ê  nĂŁo   ter  distracçþes,  mastigar   lentamente  e  reconhecer   os  sinais  de  saciedade   enquanto  saboreia  a  sua   refeição.


marmitas perdem  propriedades  nutri-­ cionais  ao  aquecer  a  comida   desde  que  sejam  respeita-­ das  as  regras  de  segurança   alimentar.   E  se  nĂŁo  houver  microondas   na  empresa?  Nesse  caso,   segundo  PatrĂ­cia  Almeida   Nunes,  a  melhor  solução  Ê   “uma  salada  ou  uma  san-­ duĂ­che  com  iogurte  e  frutaâ€?.  

Na  sanduíche,  cujo  pão  deve   ser  integral,  deve  colocar-­se   pouca  manteiga  e  uma  fonte   GHSURWHtQDFRPR¿DPEUH ovo  mexido,  queijo  magro   e  não  esquecer  os  vegetais.   Alface  e  tomate  são  os  mais   comuns,  mas  espinafres  crus   ou  cozidos,  cenoura  ralada   ou  rodelas  de  beterraba   cozida  são  boas  opçþes  para  

Sopa

Um elemento essencial numa refeição equilibrada. Pode variar todos os dias

Prato carne ou peixe Inclua hidratos de carbono e muitos vegetais

Peça de fruta Se preferir pode deixar para comer a meio da tarde

variar.  Existem  garrafas   tÊrmicas  pequenas  onde  se   pode  levar  uma  dose  de  sopa,   um  elemento  que  enriquece   qualquer  refeição  e  a  torna   mais  aconchegante,  princi-­ palmente  nos  dias  frios.  Se   RSWDUSHODVDODGDGrDVDVj imaginação:  use  todos  os   vegetais  de  que  gosta  e  uma   fonte  de  proteína  que  pode  ir  

NUM ALMOÇO IDEAL NĂƒO DEVE FALTAR SOPA OU SALADA, UM PRATO EQUILIBRADO COM CARNE OU PEIXE (SEM FRITOS), UM POUCO DE ARROZ, MASSA OU BATATA, MUITOS LEGUMES OU VEGETAIS A ACOMPANHAR, COM POUCA GORDURA. TERMINAR COM FRUTA FRESCA E SEM REFRIGERANTES OUTONO / INVERNO 2011 31


AO COZINHAR EM MAIORES QUANTIDADES, AOS FINS-DE-SEMANA POR EXEMPLO, E CONGELAR EM DOSES INDIVIDUAIS, POUPA NAS FACTURAS DO Gà S, à GUA E ELECTRICIDADE GRTXHLMRPDJURDR¿DPEUH ovo  cozido,  atum  em  lata  ou   peixe  cozido.  Inclua  sempre   uma  fonte  de  hidratos  de   carbono  como  massa,  arroz,   batatas  ou  tostas.  Evite  os   tão  difundidos  croutons,   que  normalmente  são   IULWRVHSRULVVRWrPPXLWDV calorias. Para  terminar,  deixamos  um   lembrete  muito  importante:  

Maçã

ContĂŠm vitaminas B1, B2, Niacina e sais minerais

para  se  criar  um  håbito,  por   mais  saudåvel  e  vantajoso   que  seja,  Ê  preciso  um  pouco   de  esforço  e  disciplina  nos   primeiros  dias.  Mas  depois,   quando  sentir  que  alÊm  de   comer  bem  atÊ  pode  ema-­ grecer  e  ainda  ganha  tempo   para  passear  e  uma  boa   soma  em  dinheiro...  apos-­ tamos  que  não  vai  querer   outra  coisa!

PĂŞra Muito rica em minerais e com efeito diurĂŠtico

Laranja O betacaroteno då-lhe protecção antioxidante 32 OUTONO / INVERNO 2011

ALGUMAS VANTAGENS DE LEVAR O ALMOÇO PARA O EMPREGO   5  Tem total controlo em relação à quantidade e à qualidade dos ingredientes. 5  Pode seguir o regime alimentar que mais gosta. 5  Pode incluir sopa, uma opção muito saudåvel e barata. 5  Facilmente troca o (calórico) doce da sobremesa pela (saudåvel) peça de fruta. 5  Ganha tempo para fazer uma caminhada ou pôr os e-mails pessoais em dia. 5  Ao cozinhar em maiores quantidades, aos fins-de-semana por exemplo, e congelar em doses individuais, poupa tambÊm nas facturas do gås, ågua e electricidade.


RECEITA

Sopa  de  legumes  e  massa   Esta sopa, por ser à base de um caldo leve, é óptima quando tem pouco tempo pois, juntamente com uma sanduíche e uma peça de fruta, constitui um almoço bastante nutritivo

1

Corte as cenouras longitudinalmente, em quartos, e depois em pedaços com cerca de 2 cm de comprimento e pique as cebolas.

2

Refogue as cebolas na manteiga, junte as ervilhas e deixe cozinhar cinco minutos mexendo para não pegar. Junte o caldo e deixe ferver.

3 30’ 1 LITRO DE CALDO DE LEGUMES 500 G DE ERVILHAS COZIDAS 2 CEBOLAS 3 CENOURAS GRANDES DUAS CHÁVENAS DE MASSA DE LACINHOS COZIDA 1 COLHER DE MANTEIGA SAL E PIMENTA

Deite as cenouras e deixe cozer. Tempere e junte a massa.

4

Apure durante dois ou três minutos, apague o lume e deite um copo de água fria para impedir que a massa coza demasiado. Tempere com sal e pimenta.


RECEITA

Salada  de  atum  especial    

O sabor intenso do atum de conserva e a suavidade da batata cozida despertam o paladar para a frescura da alface e do feijão-verde

1 2

Escorra o atum.

Corte a alface, depois de lavada, em juliana e o tomate às rodelas (ao meio se preferir da qualidade “cereja”).

3 30’ 1 lata de atum em posta 4 batatas cozidas e cortadas às rodelas Alface a gosto 1 tomate (da sua qualidade preferida) 200 g de feijão-verde cozido 1 colher de chá de estragão seco Azeite para temperar sal e pimenta

Coloque a alface e os legumes numa tigela e junte as batatas. Tempere com azeite, sal, pimenta e o estragão. Misture cuidadosamente.

4

Por fim, junte o atum e mexa o menos possível para não se desmanchar. Rectifique os temperos e guarde no frigorífico.


RECEITA

Sanduíche  rica  de  carnes  frias    

Rica em proteína magra e em hidratos de carbono, esta sanduíche faz as vezes de um prato completo.

1 2

Abra e barre o pão com mostarda.

Coloque os ingredientes por camadas, começando e acabando com alface.

3

Acompanhe com sopa e uma peça de fruta.

30’ 1 PÃO INTEGRAL À ESCOLHA 3 FOLHAS DE ALFACE 4 RODELAS DE TOMATE 4 RODELAS DE PEPINO FATIAS DE PEITO DE FRANGO DEFUMADO OU OUTRA CARNE FRIA À ESCOLHA MOSTARDA


AXA Portugal, Companhia de Seguros S.A. Sede: Rua Gonçalo Sampaio, 39, Apart. 4076, 4002-001 Porto. Tel. 22 608 1100. Fax 22 608 1136 Matrícula / Pessoa Colectiva N.º 503 454 109. Conservatória de Registo Comercial do Porto. Capital Social 36.670.805 Euros


Revista VitalNews - n.º19 - Outono/Inverno 2011