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2010 RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS E DE RESPONSABILIDADE CORPORATIVA


FICHA TÉCNICA Título: Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal 2010 Propriedade: AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. / AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A. Direção: Departamentos de Responsabilidade Corporativa e de Comunicação e Marca da AXA Portugal Consultores: Sustentare, Lda consulting

think. walk. talk.

Paginação: Rita Botelho, Sustantare, Lda Fotografias: AXA Creative Gallery e arquivos AXA Portugal Edição: Junho 2011 Para esclarecimentos relativos a este relatório, contacte: Luciana Silva Coordenadora das Políticas e Práticas de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal luciana.silva@axa.pt Telf. [+351] 213 506 150 Este Relatório foi redigido segundo o novo Acordo Ortográfico.


7 I.

mensagem do presidente

11 II.

Identidade

12 - O GRUPO AXA 14 - A AXA PORTUGAL 15 - Valores e Atitudes-chave 16 - Implantação nacional 18 - Estrutura organizacional 19 - Valor económico direto gerado 20 - FACTOS MARCANTES EM 2010

23 III.

enquadramento da atividade 24 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO 26 - O SETOR DOS SEGUROS

31 IV.

abordagem integrada à responsabilidade corporativa

32 - MODELO DE GOVERNO 32 - Estrutura de Governo 33 - Ética no Negócio 35 - Gestão de Risco 36 - Desafios e Oportunidades 40 - RESPONSABILIDADE CORPORATIVA 40 - A Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco 44 - A AXA e o Desenvolvimento Sustentável: Principais Marcos 46 - Análise da Estratégia de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal 48 - Compromissos


50 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS CLIENTES 51 - Foco no Cliente 53 - Comunicação 54 - Gestão Rigorosa dos Processos de Sinistro 57 - Avaliação da Satisfação 60 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS DISTRIBUIDORES 60 - Desenvolvimento e Motivação da Força de Vendas 62- Incentivo à Excelência e Orientação Cliente 65 - Relação de Proximidade 66 - Relação de Transparência 67 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS COLABORADORES 67 - Caracterização dos Colaboradores 69 - Diversidade e Igualdade de Oportunidade 71 - Representatividade do Colaboradores 72 - Formação e Desenvolvimento 80 - Promoção do Bem-estar 85 - Satisfação dos Colaboradores 87 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS FORNECEDORES 87 - Critérios Sociais e Ambientais na Seleção e Gestão de Fornecedores 89 - Avaliação e Promoção de Boas Práticas 91 - RESPONSABILIDADE PARA COM A SOCIEDADE 93 - Evolução Demográfica 94 - Prevenção Rodoviária 95 - Inclusão Social 96 - Promoção da Melhoria dos Sistemas de Saúde 97 - A Fundação AXA Corações em Acção: Voluntariado e Solidariedade 101 - Apoio à Cultura e ao Desporto 102 - RESPONSABILIDADE PARA COM O AMBIENTE 103 - Gestão dos Impactos Ambientais 110 - Apoio a Projetos de Proteção da Biodiversidade 111 - Reconhecimento Externo da Abordagem da AXA ao Ambiente


113 V.

informação financeira

114 - SOCIEDADE NÃO VIDA 114 - Principais Indicadores de Gestão 115 - Análise Económica 119 - Análise Financeira 123 - Resultados e a sua Aplicação 123 - Perspetivas da Companhia para 2011 124 - Considerações Finais 125 - Composição dos Órgãos Sociais 126 - Demonstrações Financeiras 141 - Anexo Não Vida 216 - SOCIEDADE VIDA 216 - Principais Indicadores de Gestão 217 - Análise Económica 219 - Análise Financeira 223 - Resultados e a sua Aplicação 223 - Perspetivas da Companhia para 2011 224 - Considerações Finais 225 - Composição dos Órgãos Sociais 226 - Demonstrações Financeiras 246 - Anexo Vida

335 VI.

sobre o relatório

336 - ÂMBITO E DEFINIÇÃO DOS CONTEÚDOS 337 - CARTAS DE VERIFICAÇÃO

341 VII.

notas metodológicas

345 VIII.

indicadores e sumário GRI


I.

mensagem do presidente


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

MENSAGEM DO PRESIDENTE

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JOÃO LEANDRO

Presidente do Conselho de Administração e Conselho Executivo da AXA Portugal

O ano de 2010 foi um ano atípico, quer para a atividade económica em geral, quer para a atividade Seguradora. A economia portuguesa manteve o seu rumo incerto, agravado pela forte pressão externa para a redução do défice público e pelas dificuldades de financiamento, fatores que contribuíram para reforçar um clima social de pouca confiança no futuro. O setor Segurador não ficou alheio a todo este enquadramento. Embora o volume de prémios tenha registado um crescimento positivo, este foi essencialmente suportado pelo bom desempenho do ramo Vida, que beneficiou do já referido contexto de incerteza, tipicamente favorável ao aumento das taxas de poupança. No ramo Não Vida, o efeito foi inverso, tendo-se assistido a uma estagnação da atividade. Este foi ainda um ano marcante no que se refere à sinistralidade. As invulgares condições atmosféricas vividas, citando os exemplos da Região Autónoma da Madeira e da zona de Tomar, puseram à prova a nossa capacidade de resposta em situações limite. É com muita satisfação que posso afirmar que a AXA foi uma vez mais exemplar na rápida e eficaz regularização dos sinistros verificados, tendo obtido o reconhecimento público de muitos dos lesados. Este nível de desempenho só foi possível graças a uma equipa competente e dedicada e a uma relação de grande proximidade com todos os nossos parceiros.

A todos, e em nome de todo o Conselho Executivo, o meu agradecimento. De facto, são situações como estas que vêm realçar a importância do setor Segurador na proteção da sociedade que, através da partilha do risco, permite a prevenção e atenuação de potenciais perdas e uma maior capacidade de restabelecer a normalidade, contribuindo assim de forma sustentada para o desenvolvimento económico e para o bem-estar social. Neste ambiente externo adverso e de incerteza, os resultados alcançados evidenciam a solidez e a confiança na marca AXA e vêm demonstrar a adequação da estratégia que tem vindo a ser implementada. Porque encaramos a Responsabilidade Corporativa como algo intrínseco e indissociável do negócio da proteção financeira de pessoas e bens, decidimos reportar o nosso desempenho económico, social e ambiental referente ao ano de 2010 num único documento. Em 2010 continuámos a implementação da nossa Estratégia de Responsabilidade Corporativa, assente no seu tema estandarte “Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco”, dando importantes passos no sentido de reforçar o posicionamento da AXA como uma empresa responsável em termos económicos, sociais e ambientais, apostando:


MENSAGEM DO PRESIDENTE >

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Mensagem do Presidente

EM 2010 CONTINUÁMOS A IMPLEMENTAÇÃO DA NOSSA ESTRATÉGIA DE RESPONSABILIDADE CORPORATIVA, ASSENTE NO SEU TEMA ESTANDARTE “INVESTIGAÇÃO, EDUCAÇÃO E AÇÃO PARA PREVENIR O RISCO”

• Na solidez do nosso Modelo de Governo, colocando a ética como elemento fundamental nas nossas relações internas e externas e investindo na investigação e no desenvolvimento de capacidades internas que nos permitam conhecer e gerir de forma cada vez mais rigorosa e eficaz as cada vez mais diversificadas e complexas fontes de riscos económicos, sociais e ambientais; • Na satisfação e retenção dos nossos Clientes, que constituem o centro da nossa atenção, tendo por isso dado continuidade aos esforços no sentido de “Virar a Empresa para o Cliente”, primando pela comunicação clara e transparente, pela proatividade e pelo rigor na gestão dos processos de sinistro; • Na proximidade e na excelência dos nossos Distribuidores, criando uma relação de parceria e de desenvolvimento mútuo, assente numa efetiva capacidade de escuta; • No desenvolvimento, valorização e motivação dos nossos Colaboradores, oferecendo-lhes oportunidades de evolução e de bem-estar e promovendo a conciliação da sua vida profissional com a pessoal, tendo sempre presente que estes são o principal motor do sucesso da nossa atividade; • Na promoção de boas práticas ao longo de toda a cadeia de valor, avaliando e selecionando os nossos Fornecedores com base não só em critérios económicos, mas que estejam igualmente alinhados com a nossa política de Responsabilidade Corporativa, e ajudando-os a melhorar o seu desempenho nesta matéria; • Na nossa contribuição para o desenvolvimento económico-social, desempenhando um papel ativo na consciencialização e preparação da sociedade para os vários riscos que enfrenta, bem como no permanente apoio à comunidade

através do programa de mecenato social e cultural da Fundação AXA Corações em Acção e das várias iniciativas de voluntariado empresarial por si promovidas; • Na gestão e minimização da nossa pegada ecológica, através da redução dos nossos impactos ambientais diretos e pelo apoio e envolvimento contínuo em ações de proteção ambiental. Comprovando os nossos esforços e a qualidade dos resultados alcançados em matéria de Responsabilidade Corporativa, em 2010 obtivemos também diversos reconhecimentos externos que muito nos orgulham. Neste campo, atribuo especial destaque à distinção da AXA Portugal com um Ruban d’Honneur nos European Business Awards, tendo sido a única empresa nacional entre as dez finalistas na categoria de Empregador do Ano, ao prémio “Igualdade é Qualidade”, atribuído pela CITE e pela CIG, e à distinção “Cidadania das Empresas e Organizações” que conquistámos pelo segundo ano consecutivo. Pretendemos continuar a apostar no eficaz aconselhamento e consciencialização dos nossos Clientes e da Sociedade em geral para os vários tipos de risco, fortalecer a rendibilidade do nosso negócio e reforçar a nossa contribuição para o desenvolvimento da Sociedade. A aposta da AXA para os próximos anos é clara: continuar a Redefinir Standards!


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AXA

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Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


II.

Identidade

12 - O GRUPO AXA 14 - A AXA PORTUGAL

15 - Valores e Atitudes-chave 16 - Mercados abrangidos 18 - Estrutura organizacional 19 - Valor econ贸mico direto gerado

20 - FACTOS MARCANTES EM 2010

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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

O GRUPO AXA

O Grupo AXA posiciona-se como líder em seguros, previdência e gestão de ativos, desempenhando um papel de destaque nos serviços de proteção financeira, de pessoas e bens a nível mundial, tendo a marca AXA celebrado 25 anos em 2010.

61 Países 95 milhões de Clientes no Mundo 214.000 Colaboradores 91 mil milhões de euros em Volume de Negócios

Atualmente, serve cerca de 95 milhões de Clientes particulares e empresas, em mais de 60 países da Europa, América, África, Médio Oriente e região Ásia-Pacífico.

3,9 mil milhões de euros em Resultado Operacional 2,7 mil milhões de euros em Resultado Líquido 182% de Rácio de Solvência I 0,69 euros de Dividendo por Ação


IDENTIDADE

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O Grupo AXA

Apesar de a Europa continuar a ser quem mais contribui para as suas receitas globais, o Grupo AXA está fortemente implantado nas restantes regiões, incluindo os mercados emergentes. O Grupo tem a ambição de alcançar a liderança em todos os mercados em que opera, tendo para o efeito definido uma estratégia de excelência operacional. A AXA Portugal está integrada na Região Mediterrânica e América Latina do Grupo.

Distribuição das atividades por zona geográfica 15,7%

20,5%

13,8% 11%

9,7% 6,2%

23,1%

França América do Norte Europa do Norte Central e Oriental Reino Unido e Irlanda Ásia-Pacífico (inclui Japão) Região Mediterrânica e América Latina Outros: Seguros Internacionais, Gestão de Ativos, Banca e Holdings


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A AXA PORTUGAL

No âmbito da Proteção Financeira, o negócio da AXA Portugal consiste na oferta de soluções para os ramos Vida e Não Vida. O ramo Vida engloba seguros de vida, soluções de reforma e outros investimentos, enquanto o ramo Não Vida abrange seguros pessoais e patrimoniais. A disponibilização destes produtos permite a prevenção e atenuação de potenciais perdas e o incentivo à poupança e ao investimento.

SOLUÇÕES DISPONIBILIZADAS PELA AXA

A AXA define a sua Missão como o acompanhamento dos seus Clientes, particulares, pequenas, médias e grandes empresas, em cada etapa das suas vidas, respondendo às suas necessidades em matéria de produtos e serviços de seguros, previdência, poupança e transmissão de património. Através da sua atuação, a AXA ajuda os seus Clientes a viverem com maior confiança, promovendo de forma responsável e sustentada o desenvolvimento económico e social. A ambição da AXA Portugal é ser a empresa preferida no mercado nacional de Clientes, Colaboradores e Acionistas através da qualidade dos seus produtos e serviços e do seu desempenho.

Proteção do Património

Proteção da Família

Proteção do Negócio

Proteção de Momentos de Lazer

Proteção de Futuro

764.890 Clientes particulares e empresas

573.599 Milhares de euros em

Volume de Negócios 18.163 Milhares de euros em Resultado Operacional 14.819 Milhares de euros em Resultado Líquido

881 Colaboradores[1] 27.306 Horas de formação 376 Milhares de euros em

Investimentos na Comunidade 12.805 Horas de Voluntariado

[1] Inclui 221 Colaboradores da AXA Centro de Serviço a Clientes - ACE.

73,3 ton de papel consumido (75% é papel reciclado)

20.796 GJ de consumo de

energia

1.474 ton de emissões de CO2e 16.970 m3 de água consumida


IDENTIDADE

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A AXA Portugal

1 / Valores e atitudes-chave A AXA Portugal partilha com todo o Grupo AXA os seguintes 5 valores corporativos: • • • • •

Profissionalismo Inovação Realismo Espírito de equipa Respeito pela palavra

Associadas aos seus valores, estão as 3 AtitudesChave – Disponível, Fiável e Dedicado - interiorizadas e materializadas através dos seus Colaboradores, Agentes e Consultores, na relação com Clientes e restantes stakeholders:

Estar disponível quando os Clientes precisam e ouvi-los verdadeiramente;

Dizer o que faz e fazer o que diz, concretizar as suas promessas e manter os seus Clientes informados, para que seja estabelecida uma relação de confiança;

Tratar os seus Clientes com compreensão e consideração, oferecendo-lhes aconselhamento personalizado em cada etapa da sua vida e recompensando a sua lealdade.

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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A AXA PORTUGAL

CONTRIBUI PARA A PROTEÇÃO DOS PORTUGUESES

2/ Implantação nacional A AXA está fortemente implantada no território nacional, dispondo de pontos de vendas e/ou Distribuidores Exclusivos (AGEs) em todos os distritos de Portugal continental e Madeira.

VIANA DO CASTELO agênciaS: • 1 Loja • 5 AGEs 6 Colaboradores

BRAGA agênciaS: • 3 Lojas • 10 AGEs

PORTO

20 Colaboradores

agênciaS: • 11 Lojas • 20 AGEs

AVEIRO

340 Colaboradores[2]

agênciaS: • 2 Lojas • 12 AGEs 19 Colaboradores

COIMBRA agênciaS: • 2 Lojas • 6 AGEs

LEIRIA

15 Colaboradores

agênciaS: • 2 Lojas • 13 AGEs 16 Colaboradores

LISBOA agênciaS: • 5 Lojas • 22 AGEs 386 Colaboradores[2]

MADEIRA

SETúBAL

agênciaS: • 2 Lojas

agênciaS: • 1 Loja • 8 AGEs

7 Colaboradores

6 Colaboradores

[2] O número de Colaboradores em Lisboa e no Porto inclui os Colaboradores dos serviços centrais e do AXA Centro de Serviço ao Cliente - ACE.


IDENTIDADE

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A AXA Portugal

VILA REAL agênciaS: • 2 Lojas • 7 AGEs 10 Colaboradores

BRAGANÇA agênciaS: • 6 AGEs

VISEU agênciaS: • 2 Lojas • 9 AGEs 13 Colaboradores

GUARDA agênciaS: • 1 Loja • 3 AGEs

CASTELO BRANCO agênciaS: • 3 AGEs

7 Colaboradores

SANTARÉM PORTALEGRE agênciaS: • 1 Loja • 5 AGEs

ÉVORA

agênciaS: • 1 Loja • 13 AGEs 5 Colaboradores

5 Colaboradores

agênciaS: • 2 Lojas • 3 AGEs 8 Colaboradores

BEJA FARO agênciaS: • 2 Lojas • 7 AGEs 13 Colaboradores

agênciaS: • 1 Loja • 1 AGEs 5 Colaboradores


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

3/ Estrutura organizacional De modo a atingir os seus objetivos e a responder da melhor forma aos desafios que enfrenta, a AXA Portugal apresenta a seguinte estrutura organizacional em 2010: PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E CONSELHO EXECUTIVO DA AXA PORTUGAL João Leandro SECRETÁRIO GERAL Paulo Bracons AUDITORIA Vera Carvalho

SIST. INFORMAÇÃO Fernando Sampaio

RECURSOS HUMANOS Rui Magalhães

ASSESSORIA JURÍDICA Joaquim de Sá COMPLIANCE & RESPONS. CORPORATIVA Luciana Silva SEC. EXECUTIVO Paulo Bracons

FINANCEIRA

MARKETING

VENDAS

OFERTA

OPERAÇÕES

Beatriz Aguiar

Paulo Bracons

Pedro Oliveira

Angel Del Ser

Angel Del Ser

CONTROLO INTERNO E RISCOS Isabel Correia

MARKETING EST. E COMUNICAÇÃO António Alves

ASSESSORIA PROJ. ESPECIAIS Carlos Branco

RESSEGURO Manuel Lopes

GESTÃO DA QUALIDADE Constantino Ferreira

GESTÃO DE CUSTOS José Alberto Sousa

MARKETING OPERAC. Lucinda Rodrigues

DIRETOR GERAL ADJUNTO NÃO VIDA Maia dos Santos

PRODUTOS E TÉCNICA VIDA José Paulo Noronha

COORDENAÇÃO OPERATIVA António Dinis

CONTABILIDADE António Domingos

SEGMENTOS ESTRATÉGICOS Alexandra Catalão

DIRETOR GERAL ADJUNTO VIDA Daniel Muro

PRODUTOS NÃO VIDA Maria Carmo Oliveira

ATENDIMENTO Teresa Silva

FISCALIDADE Lúcia Correia

CANAIS DIRETOS Laurent Gerbaud

DIR. REG. NORTE Jorge Machado

SUBSCRIÇÃO EMPRESAS Pedro Soares

OPERAÇÕES Maria João Cervantes

PBR Elias Leal

DIR. REG. SUL Pedro Oliveira

ATUARIADO NÃO VIDA Luís Maranhão

GESTÃO PRESTADORES João Couto

COBRANÇAS / TESOURARIA / INA José Bernardo

PRIVATE Daniel Muro

UNIDADE DE PARCERIAS Henrique Moura

ORGANIZAÇÃO Luís Vaz

PROCUREMENT Abílio Meireles

CORRETORES PREMIUM E GRANDES CLIENTES Miguel Barros

LOGÍSTICA Armando Fontes


IDENTIDADE

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A AXA Portugal

A AXA PORTUGAL

CRIA VALOR PARA OS DIVERSOS STAKEHOLDERS

4/ Valor económico direto gerado Para uma melhor perceção dos impactos económicos da atividade da AXA Portugal, de seguida é apresentada a distribuição do valor económico gerado:

2008

2009

2010

Var. (09/10)

Valor Económico Direto Gerado

594.193

608.698

613.895

0,9%

Valor Económico Distribuído

553.220

543.062

562.532

3,6%

500.839

498.777

522.212

4,7%

Salários e benefícios aos Colaboradores

34.122

37.061

31.597

-14,7%

Pagamentos ao Estado

17.916

6.752

8.348

23,6%

Distribuição do Valor Económico Gerado

Custos Operacionais [3]

Investimentos na comunidade Valor Económico Acumulado

343

472

376

-20,4%

40.973

55.478

51.363

-7,4%

Unidade: Milhares de Euros

Apesar do difícil contexto económico, em 2010 verificou-se um aumento tanto do valor gerado pela atividade da empresa, como do valor distribuído pelos agentes económicos, reflexo do empenho da AXA na criação e distribuição de valor para os seus stakeholders. No gráfico ao lado, para uma melhor avaliação da atividade da empresa, é desagregado o valor económico gerado por cada uma das unidades de negócio da AXA Portugal (Vida e Não Vida), bem como a distribuição do mesmo.

Distribuição do Valor Económico Gerado por Unidade de Negócio 22.985

29.801

14.604

11.172

32.493

36.759

318.941 234.279

327.590 215.472

334.342 228.189

Vida Não Vida 2008

Vida Não Vida 2009

Vida Não Vida 2010

Valor Económico Distribuído

Valor Económico Acumulado

Unidade: Milhares de Euros

[3] A redução verificada nesta rubrica, deve-se ao elevado volume de rescisões e pré-reformas com colaboradores ocorridas em 2009 e que não se repetiu em 2010. Ver ponto 22.2 do anexo às demonstrações financeiras do ramo Não Vida.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

FACTOS MARCANTES

2010

Janeiro Nova proposta de valor para os Clientes PME e Mass Affluent

Este foi um ano de consolidação da oferta para PME através do programa de certificação e especialização de Agentes, da venda simplificada e da oferta global para segmentos alvo. Esta proposta de valor global materializou-se, ainda, com o Pack PME Grande Valor, com um conjunto de serviços, compromissos e vantagens para este segmento de Clientes. Quanto aos Mass Affluent, estruturou-se o modelo de abordagem e lançamento do programa de certificação e especialização de Agentes, suportado por campanhas e ações comerciais específicas.

Fevereiro 1

Condições Climatéricas Extraordinárias na Madeira

As condições climatéricas extraordinárias que assolaram a Região Autonóma da Madeira em fevereiro de 2010 tiveram um impacto invulgarmente elevado na sinistralidade suportada pelo setor Segurador. Só este evento deu início à abertura de cerca de 2.000 processos de sinistro e ao pagamento de cerca de €140.000 em indemnizações. Este facto veio simultaneamente realçar

a importância dos seguros na gestão dos riscos a que pessoas e empresas se encontram naturalmente expostas.

Março 2

AXA entre as melhores empresas para trabalhar

Mais uma vez, a AXA Portugal ocupa uma posição de destaque no ranking das “Melhores Empresas para Trabalhar” da revista Exame em parceria com a consultora Heidrick & Struggles. Em 2010 este estudo posicionou a AXA Portugal no 25º lugar na Categoria das Grandes Empresas.

Prémio Igualdade é Qualidade A política de recursos humanos da AXA Portugal, a favor do desenvolvimento profissional, do apoio ao bem-estar dos Colaboradores e do seu envolvimento na estratégia de empresa, foi distinguida pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) com o “Prémio Igualdade é Qualidade”. Segundo a Secretária de Estado da Igualdade “a AXA Portugal é um exemplo pelo seu empenho na promoção do equilíbrio adequado entre a vida profissional, familiar e pessoal dos seus Colaboradores.

Apesar da conjuntura económica, bons modelos como este devem ser aplicados pelo tecido empresarial, dado que a igualdade de género promove o bem-estar dos Colaboradores e ao mesmo tempo promove a competitividade empresarial”.

Abril Consolidação da Rede de Distribuição

A aposta num novo Modelo de Distribuição, assente na proximidade com a rede comercial, através do lançamento do Programa Conquista Cliente e da disponibilização de uma nova versão do Semáforo PME, vem permitir um incremento no nível de qualidade de serviço prestado aos Clientes AXA e na eficácia da força de vendas.

Maio Reforço da proposta de valor para Clientes Particulares

2010 foi também um ano de reforço da oferta AXA para os Clientes Particulares, nomeadamente através do lançamento de novas soluções (Solução Jovem, AXA Médis e Segurtrade).


IDENTIDADE

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21

Factos Marcantes em 2010

1

2

Dezembro

Junho MyAXA: iniciar a participação de um sinistro via iPhone A AXA lança uma aplicação inovadora que permite iniciar o processo de participação de um sinistro através do iPhone. Uma clara aposta na maior facilidade e proximidade entre a AXA e os seus Clientes, que podem hoje optar por participar um sinistro via iPhone, via internet através do portal de Clientes AXAnet ou pelos canais tradicionais – espaços AXA, Mediador e Contact Center.

Outubro AXA distinguida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa

De forma a promover as relações comerciais entre Portugal e França, os Troféus Luso-Franceses, uma iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria LusoFrancesa e do semanário SOL, distinguem empresas nas áreas do Investimento, Desenvolvimento Sustentável e PME. Em 2010 a AXA Portugal foi uma das empresas distinguidas, ficando posicionada no 2º lugar na categoria “Desenvolvimento Sustentável”.

3

AXA Barómetro Reforma 2010 Lançamento do AXA Barómetro Reforma 2010, um estudo de interesse público e uma referência numa das mais importantes temáticas da actualidade - a reforma. Os resultados foram divulgados, com uma forte cobertura ao nível da imprensa. As principais conclusões do estudo estão disponíveis em www.axa.pt

Novembro 3

Prémio Cidadania das Empresas e das Organizações As boas práticas de sustentabilidade, desenvolvidas e implementadas pela AXA Portugal foram, pelo segundo ano consecutivo, distinguidas com o Prémio Cidadania das Empresas e Organizações, atribuído pela PricewaterhouseCoopers e pela AESE – Escola de Direção de Negócios.

AXA Portugal recebe Ruban d’Honneur nos European Business Awards

A AXA Portugal foi distinguida com um Ruban d’Honneur nos European Business Awards, tendo sido a única empresa nacional entre as dez finalistas na categoria de “Empregador do Ano”. Este galardão, patrocinado pelo banco HSBC, distingue a excelência, as boas práticas e a inovação na comunidade empresarial europeia.

Tornado na região de Tomar

O tornado ocorrido no dia 7 de dezembro em Tomar, Sertá e Ferreira do Zêzere, que resultou na abertura de mais de 400 processos de sinistro que custaram cerca de €2.500.000 aos Seguradores, veio uma vez mais alertar a população sobre a importância do setor para a proteção da sociedade. Estes episódios alertam assim para o aumento da frequência de catástrofes ambientais, que constituem um dos principais riscos e desafios que se colocam atualmente à atividade Seguradora.


III.

enquadramento da atividade

24 - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO 26 - O SETOR DOS SEGUROS


24

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

ENQUADRAMENTO ECONÓMICO[4]

O crescimento económico mundial caracterizou-se, em 2010, por uma recuperação económica moderada, embora mais acentuada na segunda metade do ano, tendo-se situado em torno dos 5%. Contudo, este crescimento foi heterogéneo. Por um lado, as economias mais avançadas enfrentaram grandes dificuldades, com destaque para uma redução do rendimento disponível e dos níveis de confiança dos consumidores, o que implicou uma retração do consumo. Ao mesmo tempo, os riscos da dívida soberana de alguns países da zona euro ainda agravaram mais a incerteza quanto às perspetivas de crescimento. Como tal, o crescimento nas economias avançadas situou-se nos 3% e a taxa de inflação foi de 1,5%. Por outro lado, nos mercados emergentes a expansão económica atingiu os 7%, registando-se uma taxa crescente nos níveis de consumo, emprego e preços. A economia americana intensificou a sua recuperação económica no final do ano, em particular, através de um crescimento mais forte do consumo privado e de uma melhoria dos índices de confiança dos consumidores. O seu crescimento registou 2,8% (-2,6% em 2009), a taxa de desemprego foi de 9,6% (contra 9,3% em 2009) e a taxa de inflação subiu para 1,6% (contra -0,4% em 2009). A China continuou a evidenciar um forte crescimento da procura interna, bem como uma recuperação das exportações. Este dinamismo foi acompanhado por uma subida de preços, com a taxa de inflação a atingir os 4,7% no último trimestre de 2010 (contra 0,8% em período homólogo). No conjunto do ano, o crescimento do PIB desta economia atingiu os 10,3% (9,2% em 2009).

[4] Fontes: Banco de Portugal, Eurostat e FMI.

Ao nível da área do Euro, e apesar dos riscos e constrangimentos dos países periféricos, assistimos a uma recuperação do PIB ao longo do ano (1,9% registados no terceiro trimestre, contra 0,8% no primeiro trimestre), tendo o crescimento anual situado-se em 1,8% (-4,1% em 2009). Destaque a este nível para o dinamismo verificado na procura interna da Alemanha, o que induziu um crescimento do PIB desta economia na ordem dos 3,6%. A taxa de desemprego estabilizou em torno dos 10% (o mesmo valor de 2009) e a taxa de inflação média aumentou para 1,6% (contra 0,3% em 2009). O Euro perdeu face ao dólar, tendo o câmbio registado 1,336 dólares em 31 dezembro. As taxas de juro de referência mantiveram-se estáveis. Em 2010, a economia portuguesa esteve largamente condicionada por um pano de fundo caracterizado por pressões no sentido da redução do défice público e pelos respetivos riscos associados aos elevados custos com a dívida soberana. O pacote de medidas de austeridade anunciado no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento colocou a recuperação económica ainda mais ameaçada, em virtude, nomeadamente, do aumento da carga fiscal. Até meados do ano foi evidente uma trajetória ascendente na atividade económica em geral, tendo o indicador coincidente mensal para a evolução tendencial da atividade atingido o valor máximo de 1,5% em junho. Contudo, o segundo semestre do ano foi marcado pela evolução descendente deste mesmo indicador, o qual, atingiu em dezembro o valor negativo de 0,1%. Para o conjunto do ano, o crescimento económico foi estimado em 1,2%. Por seu turno, o indicador de confiança dos consumidores esteve em queda no último trimestre do ano (de -37,5 pontos em setembro para -48,8 pontos em dezembro).


ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE

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Enquadremento Económico

De assinalar, o aumento persistente da taxa de desemprego durante o ano, tendo em dezembro atingido os 10,9% (contra 10,1% em período homólogo). Este cenário é ainda caracterizado por uma subida progressiva da taxa de inflação ao longo do ano, a qual, atingiu 1,4% em dezembro (contra -0,8% em 2009). De destacar, igualmente, os crescimentos significativos das vendas de veículos, em 2010 face ao ano anterior (+33,9%), motivado pela evolução dos veículos ligeiros de passageiros (+38,8%). No mês de dezembro, as vendas de veículos cresceram 54% face ao período homólogo, refletindo a antecipação do aumento da taxa de IVA em 2011. Por fim, os mercados financeiros caracterizaram-se por uma grande volatilidade em 2010 e uma redução generalizada dos níveis de confiança dos investidores. O ano foi marcado por uma queda dos principais indicadores bolsistas, em particular, nas economias europeias. O índice bolsista norte-americano Dow Jones apresentou uma valorização de 11% (contra 18% em 2009). Por oposição, o principal índice bolsista europeu, o Euro-Stoxx 50, apresentou uma queda de 5,8% (contra uma valorização de 21,1% em 2009). De igual modo, o índice PSI-20 esteve em queda, registando uma desvalorização de 10,3%, contra a forte valorização de 33,5% verificada em 2009.

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AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

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O SETOR DOS SEGUROS [5]

Num ano difícil para a atividade económica em geral, a atividade Seguradora aumentou o seu peso relativo na atividade económica para 9,7%, com a produção de seguro direto a crescer cerca de 12,6% em termos globais para um montante de cerca de 16,3 mil milhões de euros. O prémio per capita atingiu €1.536, o que corresponde a um crescimento de 12,7% face a 2009.

Para a performance do ramo Vida concorreram fatores de instabilidade dos mercados financeiros e, consequentemente, uma maior procura de produtos mais estáveis e com rentabilidades garantidas, como sejam os produtos de vida não ligados a fundos de investimento, cujo crescimento se situou em 47% (contra 6% em 2009).

Prémios/PIB

O ramo Não Vida recuperou de -4,4% em 2009 para cerca de 1% em 2010. De assinalar o decréscimo verificado no ramo Acidentes de Trabalho de 4,1%, embora menos negativo do que em 2009, o qual decorreu da persistência de elevados níveis de desemprego. Por outro lado, o ramo Automóvel registou um crescimento marginal de 0,4%, recuperando, ainda assim, do decréscimo bastante acentuado de 8% verificado no ano anterior, em sequência de crescimentos elevados na venda de veículos e de uma inversão da tendência descendente verificada no prémio médio deste produto. Como fatores positivos do crescimento destacou-se a evolução do ramo Doença com 6,5% (contra 3,5% em 2009), o que evidencia a crescente importância deste mercado. Por fim, o ramo Incêndio e Outros Danos também reforçou o seu crescimento em 2010 em 2,8%, influenciado positivamente pelos riscos múltiplos de habitação (4,3%).

9,2%

8,5%

2,7%

2,5%

2,5%

2,6%

2008

2007

2009

Vida

Não Vida

7,2%

6,4%

6,6%

5,8%

9,7%

8,9%

2010

Global

O crescimento da atividade Seguradora foi impulsionado fundamentalmente pelo ramo Vida, o qual cresceu 17% em 2010, compensando largamente o crescimento de apenas 1% no ramo Não Vida.

Crescimentos Homólogos 17,5%

17,2%

11,5% 4,8%

12,6%

6,9% 0,9%

0,5% -1,5% 2007

-4,4% -5,6% 5,3%

2008 Não Vida

2009 Vida

Global

2010

Relativamente à concorrência, os cinco primeiros Grupos do ranking de prémios de Não Vida detiveram em 2010 cerca de 57% deste mercado (CGD, AXA, Tranquilidade, Banif e Allianz). Em Vida, esta quota ascendeu a 82% (CGD, AGEAS, CAgricole, Santander e BPI)[6]. A AXA Portugal manteve o destacado 2º lugar em Não Vida com uma quota de 8,4% e em Vida ocupou o 8º lugar com uma quota de 2%. No que respeita aos canais de distribuição[6], o canal bancário, incluído na categoria mediadores ligados e que representa 98% desta categoria, reforçou a sua posição dominante no mercado Vida para 85,6%

[5] Fonte: APS - Associação Portuguesa de Seguradores, informação disponibilizada em janeiro de 2011. [6] Ranking de prémios de seguro direto apurado na base dos Grupos, em amostras comparáveis extrapoladas, dados APS 2010.


ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE

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(82,7% em 2008). Em Não Vida, manteve-se o domínio dos Agentes, representando 51% da distribuição (contra 52% em 2008), embora perdendo peso relativo para os canais bancário e corretores.

Canais Distribuição Vida 3,9%

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O Setor dos Seguros

6,6%

2,7%

87,6%

86,9%

87,2%

1,4% 7,1%

1,2% 5,3%

1,0% 9,2%

2007

2008

2009

Ao nível dos canais de cobrança[7], destaca-se em Não Vida o reforço da cobrança direta de 47,5% em 2008 para 48,7% em 2009, com destaque para o canal “Débito em conta bancária” que passou de um peso de 20% em 2008 para 22,2% em 2009. Por seu turno, o canal “Agentes” diminiu o seu peso relativo de 35,7% em 2008 para 33,8% em 2009. Em Vida, a cobrança direta continua a ser o canal privilegiado, embora perdendo ligeiramente, nomeadamente, por força de uma redução relativa do canal “Débito em conta bancária” em cerca de 2 pontos.

Canais de Cobrança Vida

Agentes

Corretores

Mediadores Ligados

92,4%

Venda Direta

0,3% 6,1%

13,1%

14,3%

12,0%

16,5%

17,5%

16,1%

17,4%

19,6%

2007

Agentes

Agentes Balcões das Companhias Cartão Crédito

15,5%

Corretores

51,8%

1,0%

2008

Canais Distribuição Não Vida

55,3%

90,2%

Mediadores Ligados

1,2%

2009 Corretores Débito em conta bancária Multibanco

Canais de Cobrança Não Vida

51,0%

2008

0,5% 7,9%

2009 Venda Direta

12,7%

12,8%

20,0%

22,2%

14,8%

13,6%

16,8%

17,5%

35,7%

33,8%

2008 Agentes Balcões das Companhias Cartão Crédito [7] Dados 2010 não disponíveis à data de elaboração do relatório de gestão.

2009 Corretores Débito em conta bancária Multibanco


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> PEDRO SEIXAS VALE Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) ENTREVISTA 1. Em 2010, tiveram lugar em Portugal 2 catástrofes naturais - Funchal e Tomar - com efeitos devastadores em pessoas e bens. Como avalia a capacidade de resposta do setor aos seus Segurados não só em tempo, mas também na qualidade da resposta? Pedro Seixas Vale: A APS esforçou-se por revelar através da comunicação social, os Seguradores responderam a todos estes sinistros com grande empenho e celeridade e dedicando-lhes recursos excecionais. Foram colocadas de imediato nos locais afetados equipas de peritos e técnicos especializados e criaram-se a nível central linhas especiais para apoiar o seu trabalho. Paralelamente, o setor acionou ainda medidas excecionais de apoio aos seus Clientes, facilitando e tornando mais célere a respetiva reparação de danos. Em relação ao sinistro da Madeira, considerado o maior acontecimento deste género na história, é de destacar que no dia seguinte o setor já tinha efetuado um primeiro balanço dos impactos e uma reflexão sobre eventuais medidas de dimensão setorial. Por tudo isto, será justo observar que os Seguradores atuaram com rapidez e profundidade na resposta aos seus Clientes, realizando a sua missão e demonstrando de forma clara a função social dos seguros. 2. Na opinião da APS, as populações afetadas tinham os seus bens protegidos através de apólices de seguros, conseguindo assim minimizar as suas perdas patrimoniais? P.S.V.: O nível de proteção que nós detetámos nestes casos é bastante inferior àquele que desejávamos, havendo portanto um trabalho importante por parte dos Seguradores em convencer e demonstrar as vantagens que existem em ter um seguro.

Apesar da evolução positiva dos últimos anos, continuamos muito abaixo dos níveis dos países do norte e centro da Europa. Veja-se a título de exemplo a área do seguro normal de habitação: apenas cerca de 60% das habitações portuguesas tem um seguro de incêndio, enquanto nos países que referi este valor ultrapassa muitas vezes os 90%. As pessoas do sul da Europa têm a tendência para utilizar o seguro como instrumento de transferência de risco de uma forma menos responsável e acabam por tentar e conseguir resolver as suas questões sozinhas, à custa da família e de mecanismos de apoio social ou estatal. Esta solução, para além de não ser a mais honesta, porque leva a que outras entidades assumam as responsabilidades que não quisemos acautelar, acarreta também um enorme custo para a sociedade porque ficam sempre muitas perdas por recuperar e mesmo naquelas que de alguma forma são mitigadas, o tempo decorrido é sempre maior do que no caso de um seguro apropriado. Algo mais tem que ser feito no sentido de convencer as pessoas a prevenir o seu futuro, das suas famílias e, no caso dos empresários, dos seus negócios e dos Colaboradores que deles dependem. Repare que nos casos do Funchal e de Tomar, foram sobretudo pequenos empresários e pessoas com posses relativamente limitadas que foram afetadas e muitas delas não tinham seguro. Porquê? Porque as pessoas não tiveram a capacidade de entender o seguro como um instrumento de poupança, e com valores muito acessíveis, que lhes permitiria proteger o seu futuro deste tipo de riscos.


ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE

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O Setor dos Seguros

3. Estima-se que as indemnizações suportadas pelos Seguradores nestes 2 casos ascendam a 152,5 milhões de euros. Apesar de não ser possível ligar diretamente estes episódios às alterações climáticas, é certo que se prevê que este tipo de situações se torne cada vez mais frequente. Estará o setor preparado financeiramente para responder a este desafio? P.S.V.: O setor tem investido muito no estudo dos impactes das alterações climáticas e o consenso aponta para uma maior frequência e gravidade de grandes sinistros. Ao mesmo tempo, estes episódios irão ocorrer em regiões não habituadas, e por isso tendencialmente não preparadas, a enfrentar situações destas. Como gerir esta situação? Bom, desde logo rodearmo-nos de informação científica suficiente, para com ela construir diversos cenários e poder estimar os riscos. Estamos ainda na fase de recolha de informação relativa a estes novos riscos, o que leva o setor a assumir uma postura cautelosa em relação às coberturas que está disposto a assumir. Muitas vezes não é uma questão de preço, porque não há preço que justifique a assunção de determinado tipo de risco que se desconheça. Esta é uma das formas que os Seguradores têm de preservar a sua solidez financeira. A nível internacional, o setor possui ainda profundidade suficiente para diversificar os riscos individuais de cada Segurador, nomeadamente através dos resseguradores. Por outro lado, os Seguradores possuem uma rápida capacidade de assimilar conhecimento. Imagine que pretende segurar a primeira epidemia da gripe A. Este é um risco difícil de assumir para um Segurador – não existe informação histórica: quantas pessoas vão ser afetadas, quantos dias vão ficar de baixa, etc.

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“Será justo observar que os Seguradores atuaram com rapidez e profundidade na resposta aos seus Clientes, realizando a sua missão e demonstrando de forma clara a função social dos seguros.” No entanto, num momento seguinte e já com as probabilidades devidamente estudadas pelos cientistas, pode ter a certeza que o setor iria avançar com uma cobertura própria. As minhas palavras pretendem sintetizar que nós estamos a fazer tudo o que podemos, com base no conhecimento que já possuímos e no constante investimento em know-how, para continuar a fazer com que a utilidade social do seguro seja mais generalizada a estes novos riscos. Na grande maioria dos casos é isso que acontece. Existem no entanto limites, e esses limites são a assunção de riscos que ponham em causa a solvência do sistema. Porque o pior que pode acontecer é ter um sistema que pensa que vai cumprir a suas promessas e depois não tem a capacidade de o fazer.


IV.

abordagem integrada à responsabilidade corporativa

32 - MODELO DE GOVERNO

32 - Estrutura de Governo 33 - Ética no Negócio 35 - Gestão de Risco 36 - Desafios e Oportunidades

40 - RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

40 - A Investigação, a Educação e Ação para Prevenir o Risco 44 - A AXA e o Desenvolvimento Sustentável: Principais Marcos 46 - Análise da Estratégia de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal 48 - Compromissos

50 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS CLIENTES

51 - Foco no Cliente 53 - Comunicação 54 - Gestão Rigorosa dos Processos de Sinistro 57 - Avaliação da Satisfação

60 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS DISTRIBUIDORES

60 - Desenvolvimento e Motivação da Força de Vendas 62- Incentivo à Excelência e Orientação Cliente 65 - Relação de Proximidade 66 - Relação de Transparência

67 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS COLABORADORES

67 - Caracterização dos Colaboradores 69 - Diversidade e Igualdade de Oportunidade

71 - Representatividade do Colaboradores 72 - Formação e Desenvolvimento 80 - Promoção do Bem-estar 85 - Satisfação dos Colaboradores

87 - RESPONSABILIDADE PARA COM OS FORNECEDORES

87 - Critérios Sociais e Ambientais na Seleção e Gestão de Fornecedores 89 - Avaliação e Promoção de Boas Práticas

91 - RESPONSABILIDADE PARA COM A SOCIEDADE 93 - Evolução Demográfica 94 - Prevenção Rodoviária 95 - Inclusão Social 96 - Promoção da Melhoria dos Sistemas de Saúde 97 - A Fundação AXA Corações em Acção: Voluntariado e Solidariedade 101 - Apoio à Cultura e ao Desporto

102 RESPONSABILIDADE PARA COM O AMBIENTE 103 - Gestão dos Impactos Ambientais 110 - Apoio a Projetos de Proteção da Biodiversidade 111 - Reconhecimento Externo da Abordagem da AXA ao Ambiente


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

MODELO DE GOVERNO

A solidez do modelo de governo da AXA é garantida através da atuação em três pilares fundamentais: a estrutura de governo, a ética nos negócios e uma prudente gestão dos riscos e desafios colocados ao setor Segurador.

COMPOSIÇÃO DO CONSELHO EXECUTIVO DA AXA PORTUGAL EM 2010 > João Leandro Presidente do Conselho de Administração e Conselho Executivo da AXA Portugal

1/ Estrutura de Governo A estrutura de administração e fiscalização da sociedade é composta por um Conselho de Administração e um Conselho Fiscal. A gestão da sociedade é assegurada por um Conselho de Administração, eleito em Assembleia Geral para mandatos de 4 anos, sendo atualmente composto por 7 membros, para o mandato em curso (2009-2012). O Conselho de Administração delega a gestão corrente num Administrador-Delegado o qual é assessorado por um Conselho Executivo, composto pelos diretores de topo. O Administrador-Delegado preside em simultâneo ao Conselho de Administração e ao Conselho Executivo.

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Beatriz Aguiar Diretora-Geral Financeira

Paulo Bracons Diretor-Geral de Marketing e Secretário Geral

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Pedro Caldeira Oliveira Diretor-Geral de Vendas

Angel Del Ser Diretor-Geral de Oferta [7] e Diretor-Geral de Operações

>

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Rui Magalhães Diretor-Geral de Recursos Humanos

Fernando Sampaio Diretor-Geral de Sistemas de Informação e Processos

[8] Angel Del Ser substituiu Emmanuel Lesueur nesta função durante o ano de 2010.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

O Conselho Executivo, tendo como principal função a definição da estratégia e políticas gerais da AXA, pretende assegurar que a empresa atua de forma consentânea com os objetivos definidos pelo Grupo e pelos Conselhos de Administração de cada uma das sociedades. A sociedade tem um secretário da sociedade designado pelo Conselho de Administração. A fiscalização interna da sociedade é feita pelo Conselho Fiscal, composto por 3 membros independentes, sendo a fiscalização externa exercida por uma sociedade de Revisores Oficiais de Contas. A Assembleia Geral de Acionistas reúne pelo menos uma vez por ano e compõem a mesa da Assembleia Geral um Presidente, um Vice Presidente e um Secretário.

Remuneração e Avaliação do Conselho Executivo

A remuneração dos membros do Conselho Executivo e demais órgãos sociais é fixada por uma Comissão de Remuneração e Previdência, eleita em Assembleia Geral de Acionistas. No caso dos membros do Conselho Executivo, a remuneração é composta por duas componentes: uma fixa e outra variável. A componente fixa posiciona-se no quartil inferior do mercado e a componente variável é apurada com base no desempenho a nível individual e coletivo (no contexto local e do Grupo), a curto, médio e longo prazo. A avaliação de desempenho dos membros do Conselho Executivo é coordenada ao nível do Grupo AXA e inclui, entre outros fatores, uma avaliação 360º. A componente variável depende dos resultados da avaliação do desempenho, que se baseiam em critérios financeiros e não financeiros, tendo em conta o real crescimento da instituição e a riqueza efetivamente criada para os Acionistas, a proteção dos interesses dos diversos stakeholders, a sua sustentabilidade a longo prazo e os riscos assumidos, bem como o cumprimento das regras aplicáveis à atividade da instituição.

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Modelo de Governo

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2/ Ética no Negócio Na AXA a ética nos negócios aplica-se não só à gestão de topo, mas a todos os Colaboradores da empresa, esperando-se que estes desenvolvam a sua atividade de forma íntegra e de acordo com os requisitos legais e regulamentares. Neste sentido, e para evitar conflitos de interesses foi definido um Código Deontológico para o Grupo AXA.

Código de Deontologia Profissional do Grupo AXA

O Código Deontológico exige que cada Colaborador respeite uma deontologia profissional rigorosa, de forma a ganhar e manter a confiança dos seus parceiros, aplicando-se a todas as atividades das Sociedades do Grupo AXA e aos seus Colaboradores nos diversos países onde este opera. Desta forma, o Código Deontológico do Grupo AXA elucida os Colaboradores acerca dos princípios que devem orientar o exercício das suas funções, tais como: 1. Deontologia profissional reflexo dos Valores e Visão AXA; 2. Conduta Pessoal, Atividades e Conflitos de Interesses; 3. Informações Confidenciais e Práticas de Divulgação; 4. Cumprimento das Leis e Regulamentações/ Inquéritos, Regulamentares e Litígios; 5. Fraude Interna e Branqueamento de Capitais; 6. Denúncia de incumprimentos; 7. Derrogações e Certificações Anuais; 8. Práticas/Regras de Deontologia das Sociedades do Grupo AXA.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“A AXA FAZ TODOS OS ANOS UMA ANÁLISE DE RISCO GLOBAL ÀS UNIDADES DE NEGÓCIO VIDA E NÃO VIDA, NA QUAL A FRAUDE É UM DOS ASPETOS ANALISADOS.”

Combate à Fraude e ao Branqueamento de Capitais

O setor financeiro enfrenta enormes desafios no que respeita ao combate à corrupção, à fraude, ao branqueamento de capitais e à confidencialidade da informação. A AXA aborda estas questões de forma proativa, desenvolvendo todos os anos uma análise de risco global às unidades de negócio Vida e Não Vida, na qual a fraude é um dos aspetos analisados. Em 2010, e à semelhança do ano anterior, dos 53 processos existentes na AXA em ambas as unidades de negócio, 24 foram sujeitos a avaliação de riscos relacionados com a corrupção (45% do total). A empresa apoia ainda a denúncia de casos de corrupção ou fraude que sejam detetados pelos Colaboradores, podendo estes contactar com o Comité Anti-fraude e com o Fraud Control Officer.

SEMANA REGIONAL DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Campanha de sensibilização aos Colaboradores para a proteção da informação em termos de confidencialidade, integridade e disponibilidade, decorrendo em simultâneo nos vários países pertencentes à Região Mediterrânica e América Latina. Durante esta semana, os Colaboradores AXA tiveram a oportunidade de relembrar algumas ações-chave que estão na base da segurança da informação através da visualização de 5 vídeos sobre os seguintes temas: proteção do acesso ao computador pessoal, internet e redes sociais, utilização de passwords e política de segurança e classificação de documentos.

De modo a prevenir a empresa contra casos de branqueamento de capitais, a AXA dispõe de um Anti–Money Laundry Officer (AMLO), bem como de um Comité Anti-Branqueamento de Capitais. Para fazer face à preocupação com a confidencialidade de dados, existe o Programa Whistleblower/Alerta Profissional, consistindo num modelo de transmissão de informação que garante aos Colaboradores a total confidencialidade das informações transmitidas. Todos os anos são também levadas a cabo sessões de formação para gestores e não gestores, que têm como principal objetivo a prevenção de riscos relacionados com a corrupção. Em 2010 esta formação foi ministrada a 1 gestor (3% do total de gestores) e a 24 Colaboradores não gestores (3% do total de não gestores).


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Modelo de Governo

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3/ Gestão de Riscos[8] Sendo uma empresa de serviços financeiros, o negócio da AXA assenta na gestão dos vários riscos, otimizando a relação entre o risco e a rentabilidade. O papel da empresa consiste em antecipar os riscos potenciais e em desenvolver respostas adequadas de forma a reduzir possíveis impactos de eventos adversos, quer no seu negócio, quer na vida dos seus Clientes. Em 2010, a função de gestão de riscos foi reforçada com a criação e nomeação de um Chief Risk Management Officer. O processo de gestão de riscos segue o estipulado pela legislação nacional e comunitária, e abrange os seguintes tipos de risco:

RISCOS FINANCEIROS

RISCOS DE SEGUROS

• • • • • •

• Desenvolvimento e pricing do produto; • Política de provisionamento; • Política de subscrição; • Política de gestão de sinistros; • Resseguro.

Risco de taxa de juro; Risco de crédito; Risco de diversificação; Risco de volatilidade; Risco de liquidez; Risco cambial.

RISCOS OPERACIONAIS • • • •

Fraude interna; Fraude externa; RH e segurança no trabalho; Clientes e práticas de negócio (compliance); • Desastres naturais ou não naturais; • Interrupção de atividades e falhas nos sistemas; • Reputação e imagem.

[8] Esta secção é um resumo dos conteúdos específicos sobre a gestão de riscos dos ramos Vida e Não Vida, que constam no capítulo V - Informação Financeira.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“UMA PRUDENTE E DISCIPLINADA GESTÃO DO RISCO DEVERÁ CONSIDERAR ASPETOS ECONÓMICOS, AMBIENTAIS, SOCIAIS E DE GOVERNANCE (...)”

Com vista a esta identificação de riscos e à definição de subsequentes estratégias de mitigação a AXA tem 5 departamentos autónomos, que trabalham de forma coordenada esta matéria: • Compliance - existência de um Chief Compliance Officer, cuja missão é acautelar a empresa de riscos de sanções legais ou regulatórias e preservar a imagem, marca e reputação da AXA; • Controlo Interno - assegura o alinhamento da gestão de risco entre as várias unidades da AXA Portugal e os requisitos do Grupo, Região Mediterrânica e América Latina e entidades reguladoras locais, garantindo a fiabilidade dos sistemas de controlo interno implementados; • Business Continuity Management e Information Security - garante a segurança da informação e a continuidade do negócio;

No entanto, além dos habituais riscos relacionados com o mercado Segurador, a AXA está também atenta a outras fontes de novos riscos. Nos dias que correm, os cenários de risco evoluem rapidamente, gerando novos riscos que derivam de cada vez mais novas e complexas fontes. Fatores ambientais, sociais e de governance acarretam cada vez mais riscos, e traduzem-se em questões como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas, a escassez de água, a pobreza e exclusão social, os estilos de vida e as novas doenças, o envelhecimento da população, o trabalho infantil e a corrupção.

4/ Desafios e Oportunidades

• Gestão do Risco - assegura a otimização entre a rentabilidade e risco, de acordo com os objetivos definidos;

Uma prudente e disciplinada gestão do risco deverá considerar aspetos económicos, ambientais, sociais e de governance, como forma de garantir a criação de valor a longo prazo.

• Auditoria Interna - aprecia de forma objetiva e independente a existência, qualidade e integração dos controlos internos, para uma prevenção adequada dos riscos e um melhor desempenho nos domínios da segurança, eficácia e rentabilidade.

Isto implica não só a necessidade de desenvolver competências internas que permitam incorporar estes novos fatores de risco na análise dos seus portefólios, como também o desenvolvimento de produtos que possibilitem a proteção dos Clientes contra os mesmos.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Modelo de Governo

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Desta forma, os principais desafios e oportunidades que o setor Segurador enfrenta relacionam-se com:

A proteção do ambiente associada às alterações climáticas e à perda de biodiversidade • Aumentar a capacidade de medição dos novos riscos, fortalecendo a análise de risco e disponibilizando soluções financeiras adequadas; • Aumentar a capacidade de valorização dos recursos naturais, contribuindo assim para a sua contabilização e integração na atividade económica; • Promover comportamentos mais responsáveis junto da sociedade.

As novas tendências demográficas associadas ao envelhecimento da população • Tentar prever o futuro dos sistemas sociais existentes e desenvolver respostas adequadas; • Ajustar a oferta de seguros às tendências demográficas verificadas; • Adaptar a oferta de produtos e serviços financeiros para satisfazer uma maior e mais exigente procura de cuidados de saúde.

O Micro-seguro como um mecanismo que favorece a inclusão social da população mais desfavorecida • Aumentar a literacia financeira das camadas mais desfavorecidas; • Garantir uma maior acessibilidade das mesmas aos produtos financeiros, aumentando a adesão ao microcrédito e ao micro-seguro; • Inovar na oferta do micro-seguro de forma a garantir a competitividade da empresa através da adaptação dos seus produtos a nichos de maior risco.

A maior preocupação com a saúde e a manutenção de estilos de vida saudáveis • Avaliar os novos riscos e garantir o equilíbrio entre a rentabilidade da atividade e as necessidades das pessoas; • Promover comportamentos que tendem a reduzir o potencial de riscos; • Responder às necessidades e lacunas do mercado através da oferta de soluções financeiras.

A prevenção rodoviária como forma de diminuição da sinistralidade nas estradas • Incentivar e promover uma condução mais segura; • Contribuir com as entidades competentes para a melhoria e aperfeiçoamento das regras rodoviárias existentes, bem como na prevenção da sinistralidade; • Desenvolver um comportamento responsável no acompanhamento a sinistrados.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> PEDRO CALDEIRA OLIVEIRA Diretor-Geral de Vendas da AXA Portugal

ENTREVISTA 1. Como avalia o desempenho económico da AXA Portugal em 2010, considerando o contexto nacional? Pedro Caldeira Oliveira: O sobre-endividamento da economia portuguesa é uma das principais causas do seu mau desempenho económico e esta situação impacta de forma distinta os 2 ramos do nosso setor. No ramo Vida, verificou-se um crescimento, sobretudo em produtos financeiros com margens reduzidas, diretamente imputável ao aumento da taxa de poupança que tipicamente se observa em situações de grande incerteza. Já no ramo Não Vida, a diminuição da base segurável motivada pelo abrandamento económico, traduziu-se numa quebra em termos reais dos prémios emitidos. Por detrás desta fotografia geral, há no entanto um trabalho estratégico que a AXA tem vindo a desenvolver e que, não só suportou o nosso desempenho em 2010, como nos permite encarar o futuro com confiança. Em 2009 teve início a implementação de um novo modelo de distribuição, que nos permitiu aproximar dos mediadores e responder melhor às suas necessidades e investir em regiões do país consideradas mais atrativas e onde a nossa quota real estava abaixo do que seria expectável.

A força da marca AXA e de tudo aquilo que ela aporta para além do preço, complementada com todo este trabalho, permitiu-nos manter a confiança de muitos Clientes ao longo do ano e isso deixa-nos muito satisfeitos. 2. Em que medida foram os resultados obtidos afetados pelas catástrofes naturais do Funchal e de Tomar? P.C.O.: Para além dessas grandes catástrofes, 2010 foi também um ano com maior sinistralidade, em particular no ramo Automóvel, devido à elevada pluviosidade. O impacto desta realidade nos resultados da AXA não é irrelevante, embora estes resultados tenham beneficiado do bom desempenho do ramo Vida, que acabam por diluir este efeito negativo. Em relação aos eventos naturais, gostaria de destacar não tanto o seu impacto nos resultados da AXA, mas sim a nossa capacidade de resposta. Fomos mais uma vez exemplares na rápida e eficaz regularização dos sinistros verificados e obtivemos o correspondente reconhecimento público de muitos dos lesados. Em menos de 24 horas os nossos peritos estão no terreno, junto dos lesados a avaliar e por regra em menos de uma semana estamos já a pagar as indemnizações.

Paralelamente foi feito um grande investimento, através de um conjunto de iniciativas, para criar uma maior proximidade com os Clientes e procurar aumentar o seu grau de fidelização.

3. Que medidas já tomou a AXA, ou planeia tomar, caso estes fenómenos se tornem mais frequentes, de modo a manter a sua solidez financeira, essencial ao desenvolvimento da sua atividade Seguradora?

Dentro destas ações, destaco o cartão Clube AXA, que para além de conceder de uma forma gratuita vantagens a todos os nossos Clientes é também um instrumento privilegiado de contacto.

P.C.O.: Apesar dos impactos evidentes ligados a estes fenómenos naturais, desde logo devo referir que a solidez da AXA não ficou minimamente afetada. Prova disso é o valor do rácio de solvabilidade da Sociedade Não Vida, que no final de 2010 se situou em valores idênticos a 2009.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Em relação ao futuro, a nossa expertise técnica continuará a ser o garante da nossa solidez financeira. A atividade Seguradora exige um conhecimento muito específico – é na altura da subscrição dos riscos e da aceitação das propostas de seguro que se joga o destino da solidez financeira da empresa. Temos uma rede comercial madura, muito experiente e que compreende que os impactos da sua atuação vão para lá do recebimento dos prémios de seguro. 4. Dos riscos e oportunidades identificados para o setor a nível europeu, quais são aqueles, que merecem destaque para o contexto português a médio prazo? P.C.O.: Relativamente aos riscos, já referimos o desafio da solidez financeira e importância do conhecimento técnico e experiência das equipas comerciais neste campo. Nas oportunidades, destacaria desde logo a manutenção de um cenário favorável ao aumento da poupança em Portugal. No atual clima de incerteza em que vivemos, todos têm tendência para reduzir o consumo e aplicar as suas poupanças a médio prazo. Podem ainda contribuir para o aumento da poupança o facto de o nosso país ter uma das taxas mais baixas de poupança do mundo ocidental e as questões que se prendem com o aumento da esperança de média de vida e a sustentabilidade financeira do atual sistema de segurança social. O próprio AXA Barómetro Reforma é um instrumento de sensibilização para este último fator. No domínio da prevenção, damos formação a alguns grupos de empresas com o objetivo de minimizar os riscos de acidentes de trabalho, de viação e de responsabilidade civil. É uma situação em que todos – Empresa, Colaboradores, Sociedade em geral e Seguradores - ficam a ganhar com a previsível redução da sinistralidade.

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Modelo de Governo

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“Em menos de 24 horas os nossos peritos estão no terreno, junto dos lesados a avaliar e por regra em menos de uma semana estamos já a pagar as indemnizações.” Este é aliás, um ótimo exemplo da aplicação do tema estandarte da Responsabilidade Corporativa da AXA: “Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco”. Num mundo em tão grande mudança é essencial continuar a investir na qualidade da nossa rede comercial, para que esta possa responder às necessidades dos Clientes com qualidade, e assim realçar o importante serviço que a indústria dos seguros presta à sociedade em geral.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

No Grupo AXA, Responsabilidade Corporativa significa contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, assumindo a responsabilidade pelo impacto direto e indireto da sua atividade nos seus stakeholders prioritários: • • • • • •

Acionistas; Colaboradores; Clientes; Fornecedores; Ambiente; Sociedade.

1/ A Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco O Grupo AXA entende que é na prevenção e gestão dos vários riscos que a Sociedade enfrenta que mais e melhor pode contribuir para o desenvolvimento. Nesta lógica, o Grupo definiu a “Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco” como o tema estandarte da sua Estratégia de Responsabilidade Corporativa para o triénio de 2009 a 2012.

Com o objetivo de integrar progressivamente esta abordagem em todos os processos da sua atividade, o Grupo AXA instituiu em todas as unidades locais o cargo de Chief Corporate Responsibility Officer (CCRO).

O tema estandarte da Estratégia de Responsabilidade Corporativa da AXA concretiza-se na prossecução dos seguintes objetivos:

Com o objetivo de monitorizar o progresso na implementação da estratégia delineada pela empresa, os CCRO dos vários países reúnem-se periodicamente com o Departamento de Responsabilidade Corporativa do Grupo AXA, atualmente liderado por Alice Steenland. Na AXA Portugal, é o Presidente João Leandro que assume diretamente a função de CCRO.

INVESTIGAÇÃO

EDUCAÇÃO

AÇÃO

Promoção e realização de investigação para melhor conhecer e compreender os novos riscos e os desafios e oportunidades que se colocam ao setor Segurador.

Dinamização de iniciativas que promovam comportamentos mais responsáveis, como forma de prevenir riscos futuros.

Desenvolvimento de respostas adequadas para a prevenção e mitigação dos vários riscos.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Desta forma, o Grupo AXA espera contribuir com a experiência e conhecimento do seu negócio – a Proteção Financeira – para a edificação de uma sociedade mais consciente e informada sobre o impacto dos vários riscos na vida de cada indivíduo.

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Responsabilidade Corporativa

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O tema estandarte interliga-se com os restantes eixos de atuação da Estratégia de Responsabilidade Corporativa do Grupo AXA junto dos seus stakeholders:

INVESTIGAÇÃO, EDUCAÇÃO E AÇÃO PARA PREVENIR O RISCO

ACIONISTAS

Responsabilidade no modelo de governo • Modelo de Governo sólido; • Ética no negócio; • Gestão dos fatores de risco sociais e ambientais; • Investimento responsável.

FORNECEDORES

Responsabilidade na seleção e interação com Fornecedores • Fatores sociais e ambientais na seleção e gestão de Fornecedores; • Relações responsáveis.

CLIENTES

Responsabilidade na interação com os Clientes e nos produtos e serviços prestados • Comunicação clara; • Gestão responsável dos sinistros; • Produtos e serviços ligados à sustentabilidade.

SOCIEDADE

Responsabilidade para com a Sociedade • Investimento na comunidade; • Voluntariado; • Utilização do conhecimento do negócio para dar resposta a questões da Sociedade.

COLABORADORES

Responsabilidade no local de trabalho • Diversidade e igualdade de oportunidades; • Representatividade dos Colaboradores; • Formação e desenvolvimento; • Promoção do bem-estar.

AMBIENTE

Responsabilidade pelos impactos diretos e indiretos • Compromissos sobre alterações climáticas e biodiversidade; • Impactos diretos: Energia e CO2, Resíduos, Água e Papel.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> ALICE STEENLAND Coordenadora da Responsabilidade Corporativa do Grupo AXA

ENTREVISTA 1. O Departamento de Responsabilidade Corporativa (RC) do Grupo AXA supervisiona a implementação da sua estratégia de RC em todos os países onde atua, articulando-se para o efeito com uma rede de Chief Corporate Responsible Officers (CCRO) locais. Quais são as ferramentas disponíveis para gerir com sucesso um universo tão diverso do ponto de vista cultural e com diferentes desafios locais? Alice Steenland: Definir, e sobretudo implementar, uma estratégia de RC que vá de encontro às necessidades de uma organização com a nossa dimensão e complexidade é de facto um grande desafio. É algo que só é possível com um envolvimento real da gestão de topo a nível local. Felizmente, é isso que temos conseguido na AXA e os CCRO têm sido essenciais na adaptação das orientações gerais aos seus contextos e prioridades de negócio. A estratégia que definimos é suficientemente flexível para que cada unidade local possa elaborar o seu próprio plano de ação e escolher quais as melhores formas de envolver os Colaboradores, detetar oportunidades de negócio, melhorar a gestão do risco, etc. Para avaliar o progresso na sua implementação foi criado um KPI para a RC. É a combinação destes 3 fatores que nos tem permitido obter tão bons resultados. 2. A AXA Portugal tem sido uma das unidades do Grupo com melhores resultados nesta área. Qual é, na sua opinião, o segredo desta liderança? A.S.: Penso que o segredo dessa liderança é a própria liderança! Isto é, o forte empenho do CEO da AXA Portugal, João Leandro, que viu a oportunidade no tema da RC muito antes do próprio Grupo ter sistematizado a sua abordagem a esta questão. A sua visão da gestão, orientada para o longo prazo, permitiu-lhe perceber a relação entre a RC e a criação de valor muito cedo.

Nada substitui este tipo de visão e apoio, sendo certo que os resultados atingidos se devem igualmente a uma equipa dedicada e entusiástica como a que temos em Portugal. 3. O atual cenário económico na Europa é caracterizado por baixos níveis de atividade em vários países, o que coloca pressão na capacidade das empresas em gerarem lucros. O controlo de custos tornou-se mais apertado, levando a que os investimentos em RC sejam por vezes reduzidos, adiados ou mesmo cancelados. Como tem a AXA lidado com esta questão? A.S.: Na AXA a RC não é apenas um “programa” ou uma “iniciativa”, mas sim uma forma de estar no nosso negócio. Os nossos decisores têm perfeita consciência que a RC é uma alavanca para a criação de valor para o Grupo de vária formas. Produtos responsáveis, como por exemplo os micro-seguros, produtos ecológicos ou veículos de investimento responsável, são claramente oportunidades de negócio. Os investimentos em RC contribuem para a rendibilidade do negócio: permitem reduzir custos nos consumos de energia e outros recursos, reter talentos e aumentar a sua motivação e produtividade, em suma reforçam o valor da marca. A RC é um dos principais drivers da posição de liderança da marca AXA. A RC faz parte da “Ambição AXA”, mais uma prova de que é reconhecida como prioridade estratégica e fonte de criação de valor sustentado para o Grupo.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Responsabilidade Corporativa

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> Marisa Aguiar Secretária-Geral da Fundação AXA Corações em Acção

IV Quinzena da Responsabilidade Corporativa

Em 2010 a Quinzena Sustentável passou a denominar-se “Quinzena da Responsabilidade Corporativa” e teve como foco principal 2 dos eixos do tema estandarte da Estratégia de Responsabilidade Corporativa “Educação e Ação”, tendo sido promovidas as seguintes iniciativas:

4 «CLAIMS DAY», as equipas de gestão de sinistros explicaram a sua função aos outros Colaboradores com base em experiências e testemunhos reais, incluindo de Clientes.

Promoção do programa de Voluntários do Conhecimento com a «Aprender a Empreender»

Sessão com o Banco Alimentar Contra a Fome e o Banco de Bens Doados sobre como as ONG criam valor

«Conversas com a Autora», Helena Gonçalves sobre o livro «Gestão Ética e Socialmente Responsável»

Apresentação da peça de teatro sobre Responsabilidade Corporativa «Ver mais Além» por parte dos Colaboradores

Palestra sobre a Cultura de Segurança com o Instituto Politécnico de Beja e a Unidade de Protecção Civil

“A Quinzena da Responsabilidade Corporativa é um evento em que se traz à memória coletiva as boas práticas que a AXA realiza e em que se debatem temas relevantes para a nossa vivência em sociedade, muitos dos quais ultrapassam as questões diretamente relacionadas com a nossa atividade. Não temos receio de mostrar que nos preocupamos com o mundo que nos rodeia e que fazemos algo para o mudar positivamente, mesmo com pequenos gestos. Esta é mais uma prova de uma cultura fortalecedora e de uma forma responsável de exercer o negócio que contribui, sem dúvida, para uma diferenciação no mercado e que muito nos orgulha.”


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2/ A AXA e o Desenvolvimento Sustentável: Principais Marcos

2002 Adesão do Grupo AXA ao Global Compact, comprometendo-se a alinhar a sua estratégia e operações com 10 princípios nas áreas dos direitos humanos, condições laborais, meio ambiente e anticorrupção; O Grupo AXA aderiu à Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP FI), empenhando-se na identificação e promoção das melhores práticas na área das finanças sustentáveis a nível mundial.

2003 • Entrada do Grupo AXA no FTSE4Good, índice bolsista que inclui empresas que atendem a princípios reconhecidos de responsabilidade corporativa; • Grupo AXA entra no índice ASPI; • Grupo AXA adere ao Carbon Disclosure Project.

2006 • AXA Portugal torna-se associada do grupo de trabalho do setor financeiro do BCSD - Portugal; • Prémio “Best Place to Work” – atribuído à AXA Portugal pelo Great Place to Work.

2007 2005 AXA Portugal eleita Melhor Seguradora em Não Vida, pela revista Exame e a consultora Delloite.

• AXA Investment Managers assinou os Princípios para o Investimento Responsável comprometendo-se com a inclusão de fatores ambientais, sociais e de governance nas decisões de investimento; • Incorporação do Grupo AXA no Dow Jones Sustainability Index (DJSI), índice bolsista que inclui as empresas líderes em sustentabilidade a nível mundial; • “Menção Honrosa” do prémio “Igualdade é Qualidade”, da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE). Pela primeira vez em 6 anos de existência este prémio reconhece um Segurador; • 1º Prémio “Empresa Mais Familiarmente Responsável”, da Delloite e AESE – Escola de Direção e Negócios; • AXA Portugal é uma das 3 finalistas do prémio «Desenvolvimento Sustentável» atribuído pela Câmara do Comércio e Indústria Luso-Francesa.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Responsabilidade Corporativa

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2008

• Grupo AXA aderiu à plataforma Climate for Care, apoiada pelo Global Compact, em que um conjunto de empresas pretende lançar o debate em torno das alterações climáticas e avançar com soluções práticas nesta temática; • Publicação do 1º Relatório de Sustentabilidade da AXA Portugal e o primeiro do setor em Portugal; • 1.º Prémio “Mind Leaders Awards” promovido pela AIP-CE (Associação Industrial Portuguesa Confederação Empresarial), na categoria “Gestão de Seguros”; • Membro fundador da Rede RSO PT e única Seguradora, que tem como missão desenvolver, operacionalizar e incorporar as ferramentas de responsabilidade social nas organizações; • AXA Portugal é reconhecida como uma das Top 21 best players em práticas de sustentabilidade de acordo com o “Estudo de Sustentabilidade 2008” da Heidrick & Strugles; • Assinatura do Código de Conduta Empresas e VIH, promovido pela Plataforma Laboral Luta Contra a Sida.

2009 • AXA Portugal eleita Melhor Seguradora em Não Vida, pela revista Exame; • Eleita como uma das 25 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, na categoria das Melhores Grandes Empresas; • Prémio Desenvolvimento Sustentável, na iniciativa conjunta Heidrick & Struggles, Diário Económico e BCSD Portugal, sendo a AXA Portugal o único Segurador nas 25 finalistas.

2010 • AXA Portugal recebe o Prémio Cidadania das Empresas e das Organizações, da PricewaterhouseCoopers e Escola de Direção e Negócios AESE; • AXA Portugal considerada uma das 25 Melhores Empresas para Trabalhar, pela Exame e Heidrick & Struggles; • AXA Portugal recebe um Ruban d’Honneur ficando nos 10 finalistas na categoria de Empregador do Ano nos European Business Awards; • AXA Portugal volta a conquistar o Prémio Igualdade é Qualidade, atribuído pela CITE e Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG); • Colaboração com a Associação Portuguesa de Ética Empresarial na criação do Guia para as Organizações Familiarmente Responsáveis.


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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> LUCIANA SILVA Coordenadora das Políticas e Práticas de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal ENTREVISTA 3/ Análise da Estratégia de Responsabilidade Corporativa da AXA Portugal

1. Portugal enfrenta a maior crise dos últimos 30 anos. Como podem as empresas e as suas estratégias de Responsabilidade Corporativa contribuir para ultrapassar esta situação? Luciana Silva: As estratégias de Responsabilidade Corporativa orientam a atuação das empresas na Sociedade, visando exatamente a majoração dos seus impactos positivos junto da mesma. Essencial é que haja por parte das empresas um diagnóstico do seu verdadeiro potencial como agente de mudança e a implementação de um conjunto de medidas que permitam atingi-lo. A atuação como empresa cidadã permite assim que o seu contributo para ultrapassar a crise vá muito para além do seu impacto financeiro direto. Há quem defenda que é a falta de ética que está na origem da atual crise. A ser assim, as estratégias de Responsabilidade Corporativa poderão ser parte da resposta para, mais do que ultrapassar esta situação, serem criadas garantias para que de futuro uma crise semelhante não volte a acontecer. 2. No caso específico das empresas de seguros, existem riscos mas também oportunidades. Gostaria de destacar algumas delas? L.C.: Penso que uma das grandes oportunidades passa pela educação financeira e é válida tanto no ramo Vida como no ramo Não Vida. Começando por este último, temos que continuar a fazer com que cada vez mais pessoas percebam que o seguro não é apenas um encargo, e entendam a diferença entre terem ou não como recomeçar em caso de infortúnio. O ramo Vida, através das suas soluções de investimento e complementos de reforma tem, numa altura propícia à poupança como esta e depois da descredibilização dos bancos pelas falências, uma oportunidade ímpar.

Uma outra área de manifesta oportunidade, é a criação de seguros que ajudem a dar resposta a necessidades prementes de uma sociedade mais envelhecida, tais como o apoio às pessoas de mais idade, que nos nossos dias ainda é suportado pelas famílias de forma informal, mas com enormes custos para as empresas ao nível do absentismo e produtividade que terão cada vez mais Colaboradores afetados por esta realidade. Finalmente, destacaria ainda 3 áreas que, fruto de legislação recente, começam a ser manifestas oportunidades: a responsabilidade civil extracontratual do estado, a responsabilidade civil ambiental e a responsabilidade dos administradores e diretores das empresas (D&O). 3. Qual o balanço que faz de 2010 em termos de responsabilidade corporativa na AXA Portugal? Quais as oportunidades de melhoria em que a AXA se pretende focar em 2011? L.C.: 2010 foi um claro ano de consolidação da nossa estratégia de Responsabilidade Corporativa. O reconhecimento de sermos a empresa do Grupo AXA com maior maturidade nesta matéria, é para nós um motivo de orgulho. Em 2011 a nossa estratégia é dar continuidade às boas práticas que temos vindo a desenvolver, mas passa particularmente por focarmo-nos no plano da diversidade e inclusão, numa luta proativa do aumento do número de mulheres a ocupar patamares hierárquicos superiores (quebrar o glass ceiling) e para que a discriminação remuneratória em função do sexo deixe de ser uma realidade. Realizámos um estudo que nos permitiu quantificar esta questão e apresentar ao Conselho Executivo uma proposta de criação de uma bolsa com um valor que permita ir eliminando discrepâncias injustificadas. Outro caminho que pretendemos iniciar este ano é o das certificações. Pretendemos começar pela certificação Ambiental, seguindo-se a de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e terminando na de Responsabilidade Social.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Responsabilidade Corporativa

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Empenhada na melhoria contínua, e como forma de encontrar possíveis pontos de progresso, a AXA Portugal leva a cabo uma avaliação anual das ações por si desenvolvidas. Relativamente à avaliação realizada em 2010, destacam-se os seguintes aspetos:

PONTOS FORTES

PONTOS A DESENVOLVER

ACIONISTAS

• Modelo de Governo com 5 departamentos autónomos: • Compliance • Controlo interno • Business Continuity e Information Secutity • Gestão do Risco • Auditoria Interna • Existência de uma Comissão de remuneração e previdência eleita pela Assembleia Geral; • Existência de ferramentas como: Whistleblower/Alerta Profissional, Fraud Control Officer e AMLO.

COLABORADORES

• Programa de Diversidade e Inclusão, com Diversity Champion e Comité da Diversidade Local; • Política de Bem-estar; • Benefícios e flexibilidade na gestão do tempo.

• A AXA continua a apostar numa maior equidade e igualdade entre géneros nomeadamente ao nível da remuneração.

CLIENTES

• Processo e ferramentas de gestão de reclamações; • Implementação dos Standards AXA.

• Aumento da oferta de “produtos responsáveis”.

FORNECEDORES

• Existência do Ecovadis – Programa de avaliação dos Fornecedores.

• Reforço da aplicação do Ecovadis.

SOCIEDADE

• Política de filantropia através das iniciativas da Fundação AXA Corações em Acção.

• Foco nas ações relacionadas com o tema estandarte da Responsabilidade Corporativa.

AMBIENTE

• Sistema de Gestão Ambiental; • Promoção de práticas ambientalmente responsáveis junto dos Colaboradores; • Redução do consumo de recursos (energia e papel) e elevada utilização de papel reciclado.

• Redução do consumo de água.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

4/ Compromissos Relativamente aos compromissos assumidos pela AXA Portugal para 2010, o ponto de situação é o seguinte: INFORMAÇÃO ADICIONAL

PARTE ESTADO INTERESSADA

PONTO SITUAÇÃO

Consultar as partes interessadas e reportar as suas expectativas.

Todas

Em 2010 procedeu-se à consulta dos seguintes stakeholders: Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Clientes, Distribuidores, Colaboradores e Fornecedores, cujas opiniões são citadas no presente relatório.

Contínuo

Criar um grupo de trabalho interno para criação de novos produtos ligados à sustentabilidade.

Clientes Sociedade

Em vias de desenvolvimento.

Contínuo

Construir um site externo de Responsabilidade Corporativa.

Todas

Está a ser incorporado no site axa.pt numa lógica de micro-site dedicado à Responsabilidade Corporativa.

Sensibilizar todos os Colaboradores e Distribuidores para a Responsabilidade Corporativa da AXA.

Colaboradores Distribuidores

Foi apresentada a peça de teatro "Ver mais Além" pelos Alfa (jovens Colaboradores AXA com elevado potencial).

Contínuo

InforAXA e AXAInforma são dois fóruns que se tem procurado aproveitar para este efeito.

Contínuo

COMPROMISSOS DE 2010

Desenvolver uma linha de comunicação sistemática com os Distribuidores, através Distribuidores da qual estes se mantêm informados sobre a AXA. Criar um site de aconselhamento relativo às questões da reforma.

Clientes Sociedade

A recalendarizar.

Divulgar o relatório das reclamações ao Provedor do Cliente.

Clientes

Realizado no site axa.pt.

Desenvolver um projeto escolar de prevenção rodoviária relacionado com o regresso das férias.

Clientes Sociedade

Ficou sem efeito pois o parceiro não tinha interesse nos moldes propostos pela AXA.

Tornar o site da AXA acessível para pessoas invisuais.

Clientes Público em Geral

Implementado.

Desenvolver um espaço no site dedicado à prevenção rodoviária.

Clientes

A recalendarizar.

Desenvolver um espaço no site da Fundação AXA, dedicado ao Banco de Tempo para Voluntários externos.

Sociedade

A recalendarizar.

Concretizado

Em fase de concretização

Não concretizado

Contínuo


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Responsabilidade Corporativa

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Os próximos compromissos da AXA Portugal:

ESTRATÉGIA/ OBJETIVOS A ALCANÇAR Alinhamento com os padrões internacionais de responsabilidade corporativa e de ética nos negócios

Integração da responsabilidade corporativa no core-business

Desenvolvimento de práticas que incentivem a Diversidade e o Bem-estar dos Colaboradores

Divulgação e promoção de práticas responsáveis e de sustentabilidade

Gestão e minimização da pegada ecológica[9]

AÇÕES A DESENVOLVER

PARTE INTERESSADA

Obter a certificação SA8000

Acionistas Sociedade Clientes Fornecedores

2012

Tornar a oferta de produtos mais responsáveis

Clientes Distribuidores

2011

Publicar os AXA Standards na Intranet

Acionistas Colaboradores

2011

Desenvolver um plano de ação para descaracterizar estereótipos, compreender e combater as dificuldades das mulheres em aceder a cargos de direção

Colaboradores

2011

Incentivar a parentalidade

Colaboradores

2011

Desenvolver iniciativas de enriquecimento do Plano de Qualidade de Vida no Trabalho

Colaboradores

2011

Construir um espaço dedicado à Responsabilidade Corporativa no site axa.pt

Clientes Comunidade

2011

Utilizar apenas papel reciclado

Ambiente

2011

Compensar as emissões de CO2e geradas pela atividade da AXA Portugal

Ambiente

2012

A CONCRETIZAR

[9] Existem ainda metas de redução dos impactos ambientais definidas ao nível do Grupo para o período 2009/2012. Para mais informações ver capítulo Responsabilidade para com o Ambiente.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

RESPONSABILIDADE PARA COM OS CLIENTES

A AXA preocupa-se diariamente em satisfazer as necessidades e expectativas dos seus Clientes, com vista ao desenvolvimento e manutenção de relações duradouras baseadas na confiança. Só assim conseguirá conquistar a sua preferência.

Clientes AXA Empresas: 68.619 Clientes

85% Microempresas 12% Pequenas Empresas 3% Médias Empresas 0,5% Grandes Empresas

Particulares: 696.271 Clientes

Soluções disponibilizadas: Património; Acidentes de Trabalho; Responsabilidade Civil e Ambiental; Soluções específicas para a Construção, Comércio, Energias Renováveis, Indústria e Transportes.

Soluções disponibilizadas: Vida; Saúde; Acidentes Pessoais; Animais Domésticos; Património; Acidentes de Trabalho; Investimentos; Reforma; Desporto e Lazer.

Princípios da AXA na relação com o Cliente

FOCO NO CLIENTE

COMUNICAÇÃO CLARA E TRANSPARENTE

GESTÃO RIGOROSA DOS PROCESSOS DE SINISTRO

Como resultado da sua abordagem responsável perante o Cliente, a 1º vaga de 2010 do Estudo Data E (Empresas), estudo externo e independente, revela que a AXA é a Companhia de Seguros que consegue uma maior satisfação no segmento de Clientes PME, com um índice de satisfação de 85,1% (uma subida de 2,8 p.p. face ao estudo do ano anterior).

AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

1/ Foco no Cliente Trabalhar continuamente na melhoria da relação e na conquista da confiança dos seus Clientes, indo ao encontro das suas necessidades e expectativas, é a grande prioridade da AXA Portugal.

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Resp. para com os Clientes

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Provedor do Cliente e Gestão da Qualidade

As reclamações dos Clientes são encaradas pela AXA como uma importante fonte de diagnóstico interno e um possível ponto de partida para a implementação de ações que visem a melhoria do serviço prestado. Desta forma, desde 2001 que a AXA dispunha de um Provedor do Cliente interno que analisava e dava resposta a todas as reclamações que lhe eram dirigidas. Trimestralmente, eram apresentadas em Conselho Executivo as tendências e volumes das reclamações recebidas pelo Provedor, bem como as respetivas sugestões de melhoria.

Programa “Virar a Empresa para o Cliente”

Em 2008, para melhorar o serviço ao Cliente e a capacidade de resposta da empresa às necessidades, a AXA implementou o Programa “Virar a Empresa para o Cliente”. Este programa constitui um processo de aprendizagem contínuo e exigente, que além da revisão e aperfeiçoamento dos procedimentos em todas as fases do serviço, requer também o envolvimento de todos os Colaboradores. A sua formação e sensibilização dos para comportamentos de acordo com as três atitudes-chave – Disponível, Fiável e Dedicado – tem sido um passo fundamental na filosofia de foco no Cliente.

Em 2009, em virtude da nova legislação sobre a gestão das reclamações das empresas de seguros, que exige a existência de um Provedor do Cliente externo que figure como uma segunda instância de reclamação, foi reformulado o processo de gestão das reclamações. Assim, além da adoção dos serviços do Centro de Informação, Mediação, Provedoria e Arbitragem de Seguros (CIMPAS), a AXA reformulou os anteriores serviços do Provedor do Cliente, que passam a designarse de Gestão da Qualidade/ Reclamações. O CIMPAS, enquanto Provedor Externo do Cliente de Seguros, e com poderes meramente consultivos, tem como missão, receber e emitir apreciações sobre as reclamações de Tomadores de seguros, segurados, beneficiários ou terceiros lesados, que são apresentadas devido a atos ou omissões do Segurador.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“EM 2010 AS RECLAMAÇÕES DE CLIENTES DIMINUÍRAM EM CERCA DE 7% FACE AO ANO ANTERIOR”

Novo Processo de Gestão das Reclamações na AXA DECRETO-LEI N.º 2/2009 DE 5 DE JANEIRO

2001

Provedor do Cliente (interno) • Resposta e análise das reclamações dos Clientes; • Apresentação trimestral em Conselho Executivo das tendências e volumes das reclamações recebidas e respetivas sugestões de melhoria.

2009

Gestão da Qualidade/ Reclamações (interno) • Resposta e análise das reclamações dos Clientes; • Envio de relatórios semanais e mensais para diversos interessados; • Apresentação trimestral em Conselho Executivo das tendências e volumes das reclamações recebidas e respetivas sugestões de melhoria. Provedor do Cliente de Seguros (CIMPAS) • Intervém após esgotadas todas as vias internas de resolução do litígio junto do Segurador; • Aprecia as reclamações e emite recomendações aos Seguradores num prazo máximo de 45 dias.

Reclamações recebidas de Clientes 2.360 Reclamações 1.751 Reclamações 16 113 126 148

5 191

2.192 Reclamações

176

6 181 106 28

982

1262

261

O rácio entre o número de reclamações de Clientes e o número de contratos de seguros estabelecidos tem-se mantido relativamente constante, passando de 0,12% em 2008 para 0,16% em 2010. Relativamente ao Provedor do Cliente, em 2010 seguiram 20 reclamações de Clientes AXA para o CIMPAS.

818

745 530 2008

Em 2010 as reclamações de Clientes diminuíram em cerca de 7% face ao ano anterior, sendo que as reclamações relacionadas com os serviços de tesouraria e os produtos AXA foram os segmentos que verificaram uma maior diminuição.

2009

609

2010

Produção

Tesouraria

Vendas

Sinistros

Produtos

Comportamentos


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Clientes

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2/ Comunicação

Esta aplicação encontra-se dividida em 3 secções:

Comunicar de forma clara e transparente, através de uma linguagem simples e facilmente percebida, e manter os Clientes informados, contribui para a construção de relações de confiança e de longo prazo. Como tal, a AXA desenvolve continuamente um rigoroso controlo e gestão de toda a comunicação com o Cliente.

• Perfil: onde o Cliente pode carregar automaticamente os seus dados pessoais, fotografando, com o próprio iPhone, um código de barras que se encontra na sua área pessoal no portal de Clientes AXAnet, ou optar por carregar estes dados manualmente;

Aposta na Inovação e Proximidade

O desenvolvimento dos canais de comunicação e interação é uma das prioridades da AXA, como forma de conseguir uma relação de maior proximidade com o Cliente.

• Sinistros: em que o Cliente pode submeter a participação do seu sinistro à AXA, tendo disponíveis facilidades como a possibilidade de indicar, com o simples toque num desenho de uma viatura fictícia, o sítio onde a sua viatura sofreu danos e a possibilidade de anexar fotografias do acidente;

Neste sentido, além dos tradicionais canais de distribuição (espaços AXA, Mediador ou Contact Center) a AXA tem procurado o desenvolvimento e implementação de plataformas móveis e digitais inovadoras, tais como o serviço AXAnet e a possibilidade de participação de sinistros via iPhone.

• Suporte: em que o Cliente tem acesso a uma série de serviços como o contacto direto com a assistência, lista de números de emergência para casos em que há feridos registados, localização da oficina mais próxima num mapa interativo e informações úteis sobre prevenção rodoviária e o processo de resolução de sinistros automóvel.

O serviço AXAnet é um portal on-line reservado a Clientes, onde estes podem consultar informações sobre os seus contratos e atualizar os seus dados de uma forma rápida, cómoda e segura. Até à data, já aderiram a este serviço cerca de 55.000 Clientes, particulares e empresas.

Com esta funcionalidade, foi criado mais um ponto de diferenciação da marca AXA, indo ao encontro dos objetivos da estratégia de multiacesso, facilitando a comunicação num dos momentos-chave da relação com o Cliente.

Em 2010 a AXA lançou uma aplicação inovadora, pioneira no mercado português, que permite iniciar o processo de participação de sinistros automóvel através do iPhone – solução My AXA.

AXA.PT Acessível a Pessoas Invisuais

Para melhorar o acesso de pessoas com necessidades especiais ao seu site institucional, a AXA incorpora no mesmo algumas medidas de acessibilidade para pessoas invisuais. Neste sentido, todas as imagens e objetos do novo site axa.pt têm uma legenda que explica o seu conteúdo, sendo este compatível com os screen readers dos vários utilizadores.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“A PROXIMIDADE, A CLAREZA NA COMUNICAÇÃO E A GESTÃO RESPONSÁVEL DOS SINISTROS SÃO 3 DAS APOSTAS DA AXA NA RELAÇÃO COM O CLIENTE”

Clear Communication: lareza e simplificação das comunicações

3/ Gestão Rigorosa dos Processos de Sinistro

No sentido de melhorar continuamente a informação disponibilizada acerca dos seus produtos e serviços e reconhecendo que esta nem sempre é facilmente compreendida pelos Clientes, a AXA implementou a estratégia “Clear Communication”, que consiste na revisão de toda a sua comunicação escrita desde 2007. Trata-se de um projeto com continuidade e que será consolidado até 2012.

A AXA acompanha os seus Clientes em todas as fases da sua vida, sobretudo nos momentos em que o Cliente mais precisa, como por exemplo, quando ocorre um sinistro. Para tal, diversas iniciativas têm vindo a ser desenvolvidas, tais como o Projeto AXA Responsável na Gestão de Danos Corporais/ Grandes Incapacitados, o Gabinete de Crise e o projeto Smile - The Service Extra Mile.

Com o objetivo de cumprir na íntegra todas as disposições legais e regulamentares relativas à comunicação com o Cliente, a AXA:

Projeto AXA Responsável na Gestão de Danos Corporais/ Grandes Incapacitados

• Enviou algumas das reformulações, nomeadamente de contratos de seguros não obrigatórios, ao Instituto de Defesa do Consumidor para a sua apreciação; • Aderiu voluntariamente ao Código de Conduta do Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade. Numa busca contínua de aperfeiçoamento da compreensão pelo Cliente dos produtos, dos preços e das garantias, este esforço de clareza e transparência permanece na elaboração de todos os documentos externos da empresa, onde a preocupação com o Cliente é uma constante.

Criado em 2007, o Projeto Grandes Incapacitados, acionado em todos os tipos de sinistros com danos corporais em que o sinistrado fique com uma incapacidade permanente parcial superior ou igual a 60%, permitiu à AXA o acompanhamento de mais de 103 casos. Este projeto tem o objetivo de facilitar a reinserção profissional da pessoa lesada, através da sua reabilitação e apoio psicológico, auxiliando-a num período frágil da sua vida, e em que a resposta pública ou institucional é, normalmente, lenta ou inexistente.

Desta forma, o Projeto Grandes Incapacitados prevê as seguintes medidas: • Disponibilização de um gestor, responsável por acompanhar o sinistrado e articular a comunicação com todos os intervenientes no processo, tais como o Médico, o Psicólogo, a Assistente Social e o Gestor do sinistro; • Visita do Médico aos sinistrados hospitalizados; • Visita da Assistente Social para avaliar a situação da família e da envolvência social e a necessidade de adaptação da habitação; • Apoio psicológico ao sinistrado e à família; • Recuperação dos sinistrados em centros altamente especializados.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Clientes

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Em 2010, deram-se por concluídos os seguintes processos:

SINISTRO

SITUAÇÃO DO SINISTRADO

INTERVENÇÃO DA AXA

“Ao executar o trabalho a máquina apanhou a mão direita, trucidou-a e queimou-a.”

• Amputação da mão direita

“Caiu do veículo que o transportava do trabalho para casa enquanto descia do mesmo.”

• Fratura do acetábulo • Amputação da perna esquerda • Paraplegia (paralisia dos membros inferiores) • Sequelas de fratura de vértebras lombares • Fratura com luxação de ambas as ancas

• Acompanhamento de todo o processo e emcaminhamento para serviços clínicos adequados.

Oferta de uma prótese mioeléctrica.

• Disponibilização antecipada de uma percentagem de subsídio de invalidez previsível.

Oferta de uma cadeira de rodas elétrica.

Gabinete e Comité de Crise > Adelina Rodrigues Serviço a Clientes da AXA Portugal

“Desde o seu arranque, em setembro de 2008, o Projeto Grandes Incapacitados já acompanhou mais de 103 casos. A experiência acumulada ao longo deste período, tem-nos permitido melhorar progressivamente a qualidade da nossa resposta e a articulação com as restantes entidades envolvidas. Recentemente, recebi um testemunho de um dos principais fornecedores de ajudas técnicas com quem interagimos, em que este afirmava «com a vossa intervenção, percebemos que a AXA é uma Seguradora diferente».”

Como forma de desenvolver uma resposta adequada em casos de calamidade e sinistros de grande impacto, foram criados:

GABINETE DE CRISE

COMITÉ DE CRISE

• Formaliza a estratégia de atuação

• Ativa o Plano de Gestão de Crise e lidera o Gabinete de Crise de Sinistros Patrimoniais

• Gere as equipas executantes (Gestores de Crise e Peritos) e acompanha os seus progressos • Está em permanente articulação com o Comité de Crise, reportando regularmente o progresso na gestão da crise • Promove a rápida reparação/ liquidação dos danos e a assistência a sinistrados, bem como o seu alojamento ou integração

• Revê e ratifica a estratégia de gestão de crise proposta pelo Gabinete de Crise • Avalia o impacto do desastre no negócio • Estabelece o processo de comunicação com os responsáveis do Grupo AXA e define as linhas orientadoras sobre o processo de comunicação com o exterior


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Na maioria das situações, o Gabinete de Crise começa a atuar antes do Cliente fazer a participação do sinistro, pois este é acionado assim que alguém na AXA toma conhecimento do sucedido. Esta é uma postura que a empresa tem assumido em situações diversas,

nomeadamente em catástrofes e sinistros com forte impacto social, sobretudo na vida das pessoas.

A AXA NA RECUPERAÇÃO DA MADEIRA Proatividade, rapidez e proximidade

O TORNADO EM TOMAR Prontidão da AXA para com o Cliente

As marcas de destruição que assolaram a Madeira em fevereiro de 2010 são cada vez menos visíveis, fruto da rápida intervenção dos Madeirenses, de muitos operadores no terreno e várias campanhas de solidariedade. A AXA fez parte desse corpo de intervenção, quer ao nível do negócio, quer no que se refere ao apoio humanitário, através da Fundação AXA Corações em Acção.

A passagem de um tornado pelo concelho de Tomar durante o dia 7 de dezembro provocou vários feridos e danos materiais em casas, automóveis e outros tipos de propriedade.

O Gabinete de Crise foi imediatamente acionado e a AXA interveio imediatamente no terreno com uma equipa reforçada (agentes do espaço comercial AXA do Funchal e Colaboradores do continente) de forma a dar apoio e regularizar os sinistros o mais rapidamente possível. A equipa da AXA contactou proativamente diversos Clientes, disponibilizando-se para lhes prestar todo o apoio necessário. Rapidez na regularização e no pagamento foram as palavras de ordem desta equipa, totalmente mobilizada e dedicada, de forma a minimizar o sofrimento e os danos provocados por esta calamidade. Sinistros tratados: 100 casos Volume de indemnizações: €1.737.745 Prazo de liquidação: 60% dos casos regularizados nos primeiros 5 dias úteis e 1/3 das indemnizações foi efetuada nos primeiros 3 dias, após a participação.

Em 2010, destacam-se dois casos de maior dimensão, no que diz respeito à intervenção do Gabinete e Comité de Crise:

Mais uma vez, destaca-se a eficácia e rapidez da intervenção da AXA na regularização destes sinistros. E-mail recebido pela AXA: “A STARTMED vem, em nome dos seus clientes afetados pelo Tornado que assolou a região de Ferreira do Zêzere, agradecer a rapidez e eficiência com que a AXA tratou os processos de sinistro abertos em consequência do referido fenómeno. É com orgulho que informamos que em Ferreira do Zêzere foram hoje (10/12/2010) entregues os primeiros cheques de indemnização, menos de 72h após a ocorrência do fenómeno (porventura os primeiros entre todas as Seguradoras envolvidas). Isto só foi possível devido à prontidão com que os diversos departamentos de sinistros da AXA intervieram nessa situação. No dia 07/12, tendo ocorrido o sinistro pelas 14h30, às 19h00 já haviam peritos no terreno.” Sinistros tratados: 29 casos Volume de indemnizações: €160.925 Prazo de liquidação: 31% dos casos pagos em 72 horas e 60% dos casos pagos na 1ª semana


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ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Resp. para com os Clientes

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“85,1% DE CLIENTES PME SATISFEITOS COM O SERVIÇO PRESTADO PELA AXA”

4/ Avaliação da Satisfação

SMILE - The Service Extra-Mile

Para melhorar continuamente o processo de acompanhamento aos sinistrados, em 2008 foi criado o projeto SMILE - The Service Extra-Mile, que avalia o grau de satisfação dos Clientes que sofreram um sinistro em relação à postura da AXA no tratamento do seu processo. Neste sentido, após a regularização de um sinistro, o Cliente é contactado telefonicamente para dar a sua opinião sobre a atuação da AXA em termos de rapidez, disponibilidade, eficiência e eficácia. Em caso de insatisfação, e se o Cliente concordar, este é contactado por um responsável de sinistros que procurará ultrapassar o motivo da insatisfação. No âmbito do projeto SMILE, durante o ano de 2010 foram efetuados 17.012 contactos, dos quais 79% do ramo Automóvel e 21% de seguros Multirriscos. No fecho de 2010 constatou-se uma elevada satisfação, tanto por parte dos Clientes com seguro Automóvel (89% de Clientes satisfeitos, menos 1 p.p. do que em 2009), como por parte dos Clientes com seguros Multirriscos (84% de Clientes satisfeitos, mais 2 p.p. do que no ano anterior).

Scope Cliente

Para avaliar a satisfação dos Clientes em relação ao serviço prestado pela AXA e poder introduzir medidas corretivas em situações originadoras de descontentamento, é semestralmente realizado o Scope Cliente, incidindo sobre dois momentos-chave: • Venda, auscultando a satisfação de Clientes particulares que tenham adquirido um seguro; • Serviço, ouvindo a opinião de Clientes particulares que tenham sofrido um sinistro e cujo processo já foi encerrado. De seguida, são evidenciados os resultados dos vários Scope Cliente realizados nos 3 últimos anos:

Evolução dos resultados do Scope Cliente 80% 75%

Índice de satisfação global

70%

Índice de satisfação no momento da venda

65%

Índice de satisfação com o serviço

60% 1ºS

2º S

2008

1ºS

2º S

2009

1ºS

2º S

2010

Evolução dos resultados do Scope Cliente 60% 50% 40%

Índice de Clientes extremamente satisfeitos

30%

Índice de Clientes que recomendariam a AXA

20% 10% 1ºS

2º S

2008

1ºS

2º S

2009

1ºS

2º S

2010


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“(...) 53% DOS CLIENTES RECOMENDARIAM “DE CERTEZA” A AXA A FAMILIARES OU AMIGOS.”

Na segunda vaga do Scope Cliente realizada em 2010, o KPI de Satisfação Global com a AXA Portugal foi de 75 (+1 p.p. face à vaga anterior), o que reconhece o bom desempenho das equipas AXA, consolidando os bons resultados obtidos em anos anteriores. De notar que os diversos índices de satisfação apresentam uma tendência de crescimento, o que denota a eficácia dos esforços realizados no sentido de prestar um serviço de elevada qualidade ao Cliente, colocando-o no centro das suas atenções. De forma a avaliar mais profundamente a satisfação do Cliente e a poder incidir sobre questões prioritárias,

estes são ainda questionados acerca de 3 vectores-chave de atuação da AXA: Atenção, Aconselhamento, Eficácia. A elevada taxa de satisfação dos Clientes com o serviço prestado pela AXA é ainda mais notória quando 53% dos Clientes inquiridos afirmam que recomendariam “De Certeza” a AXA a familiares ou amigos. A qualidade, confiança e o forte sentido de responsabilidade inerentes à marca AXA são as características que a diferenciam no mercado e que se refletem numa elevada taxa de retenção e captação de novos Clientes.

PONTOS FORTES

PONTOS A DESENVOLVER

SEGUROS VIDA

Venda: A compreensão da situação pessoal e das necessidades dos Clientes na Venda de Produtos de Vida.

SEGUROS AUTOMÓVEL

Serviço: Os esclarecimentos prestados na regularização dos Sinistros Automóvel.

SEGUROS MULTIRRISCOS

Serviço: A qualidade das respostas no tratamento dos sinistros Multirriscos.

Em consequência dos resultados obtidos por esta auscultação dos Clientes, para 2011 as principais prioridades de melhoria da AXA relacionam-se com a regularidade da informação prestada ao Cliente, quer nos momentos que prosseguem a venda de um seguro, quer após a participação de um sinistro, e na qualidade de resposta (atributo mais relevante para o Cliente).


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Clientes

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> ANGEL DEL SER Diretor-Geral Oferta e Operações da AXA Portugal

ENTREVISTA 1. Os resultados da 2ª vaga do Scope Cliente de 2010, realizado durante o 2º semestre, revelam melhorias transversais face a 2009. A evolução do nº de reclamações também tem sido favorável. Estes parecem ser resultados muito encorajadores, sobretudo se considerarmos o mau desempenho da economia portuguesa e as catástrofes naturais a que a indústria teve que dar resposta. Concorda com esta leitura? Angel Del Ser: Sem dúvida. Dentro dos vários indicadores deste Scope, gostava de realçar a melhoria verificada na percentagem de Clientes que manifestaram estar extremamente satisfeitos e que portanto recomendariam a AXA a familiares e amigos. Podemos dizer que não só fomos melhores perante os nossos Clientes, como eles o percecionaram e estão dispostos a manifestá-lo a terceiros. No que toca às reclamações, é de realçar que só a sua diminuição, mas também o seu teor, tem sido mais concordante com aquilo que realmente não está correto. Este último aspeto é para nós muito importante, pois significa que a nossa capacidade de comunicação e diálogo com os nossos Clientes evoluiu para um patamar superior. Na AXA temos tido como prioridade aproximar a empresa do Cliente, pois sabemos que esse é o caminho certo a percorrer. Quando existe este grau de convicção e toda a organização se empenha em pô-lo em prática, é uma questão de tempo até os resultados aparecerem. É isto mesmo que todos estes indicadores vêm demonstrar. 2. Considerando que no rescaldo das catástrofes naturais de 2010 ficou mais uma vez claro que muitos particulares e empresas sofreram enormes prejuízos por não terem contratado as coberturas adequadas, não existirá aqui uma oportunidade significativa de gerar negócio (numa economia estagnada) e de aumentar o nível de proteção da sociedade?

A.D.S.: Sem dúvida que por detrás de todas essas situações dramáticas vividas na primeira pessoa - e para as quais dirigimos todos os nossos recursos no momento da catástrofe, porque é para isso que existimos - se escondem fragilidades no tecido social. Penso que a melhor forma de agir é procurar dar uma resposta rápida e de qualidade aos nossos segurados. Dessa forma não só cumprimos a nossa missão, evidenciando de forma clara o importante papel da indústria Seguradora para a sociedade, como deixamos no local os nossos valores e o espírito da marca AXA. Caberá num segundo momento, às nossas estruturas locais, porque são aquelas que conhecem de facto a realidade, aproveitar esta semente e traduzi-la em mais negócio. 3. A Lei da Responsabilidade Ambiental coloca as empresas perante um novo conjunto de responsabilidades para as quais os seguros de responsabilidade civil que incluam esta cobertura, são não só uma das respostas, mas talvez aquela que está mais acessível no curto prazo. Qual tem sido a atuação da AXA nesta frente? A.D.S.: É de facto um campo novo, e onde ainda estamos todos a aprender, começando desde logo pelo próprio legislador. Apesar da novidade, e beneficiando da experiência acumulada do Grupo AXA, temos já uma solução, o Ecosphere, praticamente pronta a ser lançada. Estamos confiantes que será um produto que não só vem dar resposta às necessidades dos nossos Clientes neste campo, mas que será igualmente muito útil para ajudar o Cliente a interpretar e identificar as melhores formas de responder aquilo que a lei prevê. Repare que, para além da proteção financeira em caso de danos ambientais, o Ecosphere tratará de dar resposta também à identificação e implementação da solução “compensatória” mais adequada, algo que será muito útil para o mercado português onde o legislador tem sido um dos mais ambiciosos a nível europeu.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

RESPONSABILIDADE PARA COM OS DISTRIBUIDORES

Os Distribuidores desempenham um papel chave na atividade Seguradora, na construção de relações de proximidade e confiança com o Cliente. Neste sentido, a AXA encara o desenvolvimento de relações de parceria com os seus Distribuidores como um processo crucial para o sucesso do seu negócio. Em 2010, a AXA continuou a apostar no seu modelo de distribuição, reforçando o seu apoio à força de vendas e promovendo a proximidade e a excelência dos seus Distribuidores.

Programa Conquista Cliente

Lançado em abril de 2010, o Programa Conquista Cliente consiste num modelo de trabalho de dinamização por atribuição de leads (oportunidades comerciais qualificadas). Este programa constitui uma poderosa ferramenta de dinamização comercial, cujo objetivo é intensificar o negócio dos parceiros AXA (Agentes e Consultores).

1/ Desenvolvimento e Motivação da Força de Vendas Com a finalidade de reforçar a posição da empresa no mercado Segurador português, a AXA definiu em 2010 um novo modelo de distribuição que aposta na proximidade com a sua rede de distribuição. O Programa PME é um exemplo da aposta da AXA neste segmento, diferenciando-se através da oferta de soluções globais e competitivas e pela prestação de um serviço de excelência. Dentro deste programa, destaca-se, a certificação dos agentes cujo objetivo é a especialização da rede de distribuição, reforçando as suas competências consultivas para um serviço de excelência, o lançamento do Programa Conquista Cliente PME e a disponibilização de uma nova versão do Semáforo PME.

A rede de Distribuição: 14 Lojas AXA 109 Agentes Gerais Exclusivos (AGE) 262 Consultores Rede Private

310 Outros Mediadores Exclusivos 532 Agentes Multimarca 85 Corretores 2328 Outros Agentes Não Exclusivos


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Distribuidores

“UMA DAS APOSTAS DA AXA EM 2010 FOI O REFORÇO DO APOIO À FORÇA DE VENDAS NO SEGMENTO DAS PME”

Semáforo PME

Em 2010 foi atualizado o Semáforo PME, que consiste numa ferramenta de orientação da rede comercial, que pretende reforçar a sua rentabilidade no segmento de negócio das PME, através da definição de atividades prioritárias para a conquista e retenção Cliente. Desta forma, após um rigoroso estudo do mercado Segurador português, as várias atividades foram classificadas por ordem de prioridade a abordar (“atividades verdes”, “atividades amarelas” e “atividades vermelhas”), garantindo desta forma a sustentabilidade da área comercial e a rentabilidade deste segmento de negócio. Neste sentido, foram igualmente desenvolvidos diversos suportes de apoio para os Agentes, tais como simuladores e áreas de aceitação de risco, tendo também sido criada uma carta de compromissos e serviços para estes Clientes.

Simulador Semáforo PME disponibilizado aos Distribuidores

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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2/ Incentivo à Excelência e Orientação do Cliente A AXA vê a formação e especialização como uma ferramenta que permite o contínuo desenvolvimento e atualização dos conhecimentos dos seus Distribuidores e Colaboradores. Neste sentido, decidiu desenvolver programas de formação com vista à criação de uma rede de distribuição especializada em áreas com maior potencial de negócio, como o segmento das Pequenas e Médias Empresas (PME) e a Reforma.

FORMAÇÃO DOS DISTRIBUIDORES

CONHECIMENTO DOS DISTRIBUIDORES EM RELAÇÃO AOS PRODUTOS AXA

QUALIDADE NO SERVIÇO PRESTADO AO CLIENTE Certificação de Especialistas em PME

SATISFAÇÃO DO CLIENTE

A grande representatividade das PME no tecido empresarial português e na carteira de negócios da AXA motivou a implementação de um programa de Certificação de Agentes Especialistas em PME em 2008. Este programa tem como objetivo reforçar a posição da empresa neste segmento, através da prestação de um serviço de excelência ao Cliente.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Distribuidores

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“A AXA VÊ A FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA QUE PERMITE O CONTÍNUO DESENVOLVIMENTO E ATUALIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS DOS SEUS DISTRIBUIDORES E COLABORADORES.”

Contando já com 3 edições, o programa desenvolvido em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, já certificou cerca de 140 Agentes especialistas em PME, contribuindo para uma maior capacitação dos mesmos na venda e aconselhamento às PME, respondendo de uma forma mais abrangente às necessidades específicas deste tipo de Clientes. Em fevereiro de 2010, com o objetivo de apoiar a força de vendas na conquista e satisfação de Clientes PME, deu-se também início à disponibilização de um guia prático de apoio à venda aos Agentes Especialistas em PME, onde são compiladas algumas dicas e ferramentas de venda existentes. Com diversa informação útil (qualificação, apresentação da proposta, fecho do negócio e assistência pós-venda) este guia pretende constituir uma mais-valia na relação do Agente com o Cliente.

> Paulo Machado Agente Certificado em Sistemas Privados de Reforma e, mais recentemente, em PME

“Com a frequência no Programa de Certificação de Agentes PME enriqueci os meus conhecimentos nos domínios de gestão, tão necessários para quem tem por missão liderar a relação comercial com as PME. Também a qualidade dos formadores e as diferentes experiências profissionais dos formandos, permitiram um exercício de análise e debate sobre os produtos vocacionados para as PME, efetuado num contexto de reflexão “fora da caixa”, isto é, realizado com algum distanciamento dos assuntos concretos, que não é possível dentro da rotina diária a que estamos sujeitos”.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“140 AGENTES ESPECIALISTAS EM PME; 134 AGENTES ESPECIALISTAS EM REFORMA.”

Certificação de Especialistas em Reforma

A incerteza sobre a futura sustentabilidade do sistema nacional de pensões e o facto de as pessoas quererem garantir a qualidade de vida na velhice, tem originado uma crescente procura de opções complementares à reforma, como os Planos Poupança Reforma (PPR). Considerando relevante dispor de uma rede de distribuição especializada no aconselhamento ao Cliente nesta matéria, foi criado, em 2007, o programa de Certificação de Agentes Especialistas em Sistemas Privados de Reforma. Esta parceria com o Centro de Investigação sobre Economia Financeira do Instituto Superior de Economia e Gestão (CIEF-ISEG) tem permitido que 134 Agentes se mantenham na linha da frente ao nível de experiência e conhecimento sobre o tema reforma, para que possam dar o melhor aconselhamento aos Clientes.

> Ana Luísa Faria Consultora certificada em Sistemas Privados de Reforma

“A abordagem do segmento de Clientes de produtos financeiros exige muita preparação, uma vez que se trata de pessoas, na sua grande maioria, com elevado nível de literacia financeira. Após esta certificação, sinto-me, sem dúvida, muito melhor preparada e, portanto, mais confiante para essa abordagem, pois os conhecimentos que adquiri permitir-me-ão manter um diálogo sobre mercados financeiros, sobre os nossos produtos e sobre os produtos da concorrência com segurança.”


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Distribuidores

3/ Relação de Proximidade

Convenção Certificados PME

A AXA entende que a criação de uma relação de parceria com os seus Distribuidores só é possível se forem implementados mecanismos que permitam uma contínua partilha de experiências, pontos de melhoria e recolha de opiniões.

Switch 2010/2011

Com o objetivo de criar uma relação de maior proximidade com a sua rede de Distribuição, a AXA organiza frequentemente um conjunto alargado de eventos, tais como Road Shows, congressos, ou seminários, alguns dos quais são apresentados de seguida.

Seminário das Redes Regionais

Os Gestores das Redes Regionais refletiram sobre os resultados alcançados em 2010 e os eixos estratégicos de atuação para 2011. Várias áreas da empresa foram envolvidas e questionadas quanto à forma como interagiram com as Redes Regionais e quais as expectativas para o próximo ano. Por fim, e através de um intenso debate de ideias, foi definido o caminho a percorrer de forma a alcançar o sucesso em 2011.

Seminário Private

Em Tróia, os Gestores de Negócio da Rede Private estiveram reunidos, com um foco específico na importância do trabalho em equipa para que a Rede possa crescer com rentabilidade em 2011. A Gestão de Equipas foi o tema central de dois dias intensos de trabalho, auto-reflexão e análise crítica sempre na perspetiva de melhoria continua, rumo à excelência.

Congresso AGE (Agentes Gerais Exclusivos)

O Congresso AGE 2010, reuniu e envolveu durante 2 dias todos os AGE no paradigma de “Ser Empreendedor, Ser Empresário, Ser AGE”, onde foram definidas as principais áreas de atuação.

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Inserida no Programa AXA PME, a II Convenção Certificados PME contou com a presença de agentes e consultores certificados em PME, sendo o culminar de um ano de trabalho e preparação para o ano em curso.

No Convento do Beato celebraram-se os resultados da Direção Geral de Vendas (DGV) do ano de 2010. Foram premiados os melhores desempenhos em diferentes áreas, definiram-se os principais eixos estratégicos da Distribuição para 2011, bem como das restantes Direções-Gerais. Foi em ambiente de festa que 2010 foi encerrado e 2011 lançado com muita expectativa.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

4/ Relação de Transparência

Scope Distribuidores

Realizado anualmente, o Scope Distribuição é mais um instrumento que permite à AXA ouvir, envolver e dar resposta aos assuntos relevantes para os Distribuidores. Este meio de aferição de satisfação foi iniciado em Portugal em 2004, tendo sofrido uma reestruturação, no seu âmbito, em 2009. Actualmente destina-se aos Distribuidores Exclusivos (Rede Private e AGEs), estando em análise o alargamento desta ferramenta a todos os Distribuidores. Quando questionados sobre: “Considerando a sua experiência com a AXA, se tivesse um amigo, familiar ou conhecido interessado em se tornar mediador AXA recomendaria que o fizesse?” Os resultados, nos últimos 2 anos, foram muito positivos: • Em 2009, 75% dos Distribuidores inquiridos indicaram que sim, recomendariam a AXA, em 2010, 70% afirmou novamente que o faria. A AXA encara os seus Distribuidores como Parceiros de Negócio e considera fundamental que estes reforcem diariamente a confiança nos produtos e serviços disponibilizados pela Empresa. Neste sentido uma das ações prioritárias para os próximos anos é melhorar, ainda mais, a satisfação com a AXA.

> Pedro Caldeira Oliveira Diretor-Geral de Vendas da AXA Portugal

“O Scope Distribuidores é um importante instrumento de avaliação da satisfação dos nossos parceiros, já que nos permite aferir e avaliar a qualidade da nossa relação em domínios como o serviço, o produto e a relação comercial. Mas este barómetro é também uma base de trabalho muito interessante porque nos permite detectar situações onde pretendemos apostar na melhoria contínua. Através da partilha dos resultados com as redes e com as diferentes áreas internas da empresa são construídos planos de acção comuns e é dado feedback continuamente, materializando assim a importância da voz e opinião do distribuidor. Pessoalmente, considero que, mais do um instrumento de medida, se trata de uma excelente oportunidade para tornar mais fortes e perenes as relações com os distribuidores.”


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Colaboradores

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RESPONSABILIDADE PARA COM OS COLABORADORES

Como empresa de serviços, o capital da AXA são as pessoas, logo quanto maior for o seu nível de desenvolvimento e a sua motivação, maior será o sucesso da empresa como um todo.

Relativamente à taxa de rotatividade dos Colaboradores, esta diminuiu de 11% em 2009 para 2% em 2010, o que se deveu sobretudo à grande diminuição do número de saídas de Colaboradores em idade de reforma.

1/ Caracterização dos Colaboradores[10]

De seguida, é desagregada a taxa de rotatividade dos Colaboradores por género e por faixa etária:

No final de 2010, a AXA contava com 881 Colaboradores, pertencendo quase a totalidade dos mesmos aos quadros da empresa (98%) e com funções a tempo inteiro (99,7%). A política de recrutamento inclusiva e as iniciativas tomadas com vista a uma maior retenção dos talentos da AXA estão a ter resultados bastante positivos:

Taxa de rotatividade por género (2010) 3%

1%

Distribuição dos Colaboradores por género (2010)

Mulheres 460 Homens 52%

Homens

421 Mulheres 48%

Taxa de rotatividade por faixa etária (2010)

Distribuição dos Colaboradores por faixa < de 30 anos etária (2010)

6%

(32 col.) 4%

> de 50 anos (368 col.) 42%

30 a 50 anos (481 col.) 54%

[10] Inclui 221 Colaboradores da AXA Centro de Serviço a Clientes - ACE.

< de 30 anos

2%

2%

30 a 50 anos

> de 50 anos


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AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

Os Colaboradores da AXA estão divididos em 7 categorias profissionais: Dirigentes (1%); Diretores (4%); Quadros superiores (10%); Quadros médios (20%); Profissionais altamente qualificados (23%); Profissionais qualificados (41%); Profissionais semi-qualificados (1%).

A equipa AXA caracteriza-se igualmente pela elevada qualificação dos Colaboradores, sendo que cerca de 70% destes possui, pelo menos, o ensino secundário, e 30% apresenta qualificações ao nível do ensino superior.

De seguida é ilustrada a distribuição das categorias profissionais por género e por faixa etária:

Distribuição dos Colaboradores por categorias profissionais e por género (2010) Mulheres

Homens

Dirigentes

41

Diretores

23

Quadros superiores

61

Quadros médios

99

Profissionais altamente qualificados

87

Profissionais qualificados Profissionais semi-qualificados

9 31 76 119

181

182

5 3

Distribuição dos Colaboradores por categorias profissionais e por faixa etária (2010) < de 30 anos

30 a 50 anos

Dirigentes Diretores

> de 50 anos

1 4 15 17

Quadros superiores

49

Quadros médios

62

Profissionais altamente qualificados Profissionais qualificados Profissionais semi-qualificados

12 151 20 202 1 7

43 113 43 141


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

De forma a desenvolver as competências e o talento individual de cada Colaborador e reforçar a sua motivação, a Política de Recursos Humanos da AXA assenta nos seguintes vetores-chave de atuação: • • • •

Diversidade e igualdade de oportunidades; Representatividade dos Colaboradores; Formação e desenvolvimento; Promoção do bem-estar.

2/ Diversidade e igualdade de oportunidades Um ambiente de trabalho diversificado e inclusivo é a base para uma força de trabalho mais capacitada para a resposta às diversas necessidades dos Clientes atraindo pessoas mais talentosas e reforçando o envolvimento e o espírito de equipa vivido na organização.

>

Resp. para com os Colaboradores

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Atualmente, apesar de a relação mulheres/homens ser de 48%/52% e o salário base por categoria ser o mesmo, (independentemente do género), verifica-se que existem ainda diferenças salariais algo significativas entre os dois géneros e que as mulheres ocupam apenas 1/5 dos cargos de gestão de topo da empresa. Neste sentido, tem vindo a ser realizado um conjunto de práticas ao nível da valorização da Diversidade e Inclusão, que têm colocado a AXA num lugar cimeiro ao nível do reconhecimento como empresa socialmente responsável. No âmbito da Política de Diversidade da AXA, em 2010 foi desenvolvido um plano de ação para a inclusão e igualdade de géneros cujos vetores de ação são a descaracterização de estereótipos, o incentivo à parentalidade e a conciliação da vida pessoal com a profissional.

Plano de ação para a inclusão e igualdade de géneros OBJETIVOS GERAIS

Envolvimento de toda a organização

Ambiente de trabalho inclusivo e equipas de elevado desempenho

Melhoria contínua na diversidade dos Colaboradores

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

AÇÕES

Demonstrar o compromisso da empresa através do envolvimento de executivos seniores.

Programa Qualidade de Vida no Trabalho, com atividades temáticas durante 5 meses.

Comunicação eficaz em toda a organização.

Comunicação das iniciativas por toda a organização.

Integração de módulos de diversidade nos programas de formação em gestão.

Duas sessões para discutir o livro “O Melhor homem para gerir uma empresa é uma Mulher” com Rosália Amorim.

Promoção da diversidade e inclusão.

Designação de um Diversity Champion, membro do Conselho Executivo, e implementação do Comité da Diversidade local.

Integração das preocupações com a diversidade no recrutamento.

Revisão e atualização das ferramentas, documentos e práticas de recrutamento.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“UMA DAS PRIORIDADES PARA OS PRÓXIMOS ANOS É A PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE E DA IGUALDADE DE GÉNEROS”

Diversity Champion e Comité da Diversidade local

Para assegurar a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, em 2009 foi designado um Diversity Champion, membro do Conselho Executivo, com o intuito de impulsionar e dinamizar um grupo de trabalho, para promover o aumento da representação das mulheres na gestão da empresa. Em 2010, realizaram-se várias reuniões com Colaboradoras, onde se discutiram os obstáculos a uma maior representatividade das mulheres ao nível da gestão de topo e possíveis soluções para esta problemática, destacando-se:

OBSTÁCULOS

SOLUÇÕES PROPOSTAS

• Grande inflexibilidade na gestão do tempo;

• Maior incentivo à formação das mulheres em liderança;

• A mulher é menos focada do que o homem, devido à multiplicidade de papéis (Colaboradora, mãe, dona de casa, etc.); • Existência de funções na AXA apenas para homens e outras só para mulheres; • Marcação de reuniões em horários inapropriados; • As chefias são, maioritariamente masculinas; • Em circunstâncias iguais de progressão, escolhe-se o homem.

• Integração da maternidade nos planos de carreira e apoio à parentalidade; • Aumento e melhoria da prestação de serviços de conveniência; • Promoção de condições para que as mulheres possam trabalhar através de casa; • Maior flexibilidade nos horários; • Marcação de reuniões tendo em conta o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

> Patrícia Garcia Recursos Humanos da AXA Portugal

“No que diz respeito à promoção da Diversidade, o grande foco em 2010 foi a Igualdade de Géneros, e neste sentido foram desenvolvidas diversas ações. A nível pessoal sinto os frutos deste tipo de ações através de um ambiente de trabalho mais aberto onde as diferenças individuais são respeitadas e onde as pessoas são valorizadas e reconhecidas pela sua competência e mérito. Ao nível da organização, a nomeação de um Diversity Champion (membro do Conselho Executivo) e de um Conselho de Diversidade local são um sinal muito forte da importância estratégica desta temática para a AXA, que representa sem dúvida uma vantagem competitiva no mercado.”


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

5

3/ Representatividade dos Colaboradores O envolvimento dos Colaboradores nos assuntos e questões da empresa é um fator-chave para aumentar a sua motivação, compromisso e sentimento de pertença. Neste sentido, a AXA tem vindo a implementar mecanismos que incentivam a participação dos Colaboradores, tais como:

5

>

Resp. para com os Colaboradores

71

5

• Vídeo Vai Quem Quer, reunião mensal a decorrer nos principais edifícios simultaneamente por vídeo-conferência, de caráter facultativo, na qual são debatidos diversos temas entre os Colaboradores e o Conselho Executivo;

• Reunião anual do Grupo AXA - Conselho Europeu de Colaboradores do Grupo – em que estão presentes 2 Colaboradores eleitos pela Comissão de Trabalhadores e 2 Delegados Sindicais; •

5 AXA Fórum, fórum de discussão on-line do Grupo AXA em que durante 48 horas os Colaboradores de várias partes do mundo debateram ideias sobre a Responsabilidade Corporativa da AXA;

• Reuniões Semestrais do Conselho Executivo com a Comissão de Trabalhadores (eleita de 2 em 2 anos) e os Delegados Sindicais, existindo na AXA representantes sindicais de 2 dos 3 sindicatos da Atividade Seguradora; • Porta Aberta com o Presidente, em que o Presidente visita ao longo do ano algumas Direções, dando oportunidade aos Colaboradores de partilharem, de forma aberta e informal, as suas preocupações, constrangimentos, opiniões e sugestões;

AXA Fórum on-line

A equipa portuguesa foi a mais participativa no AXA Fórum realizado em janeiro de 2010 com: Uma taxa de participação de 43%; 447 comentários publicados; 111 ideias inseridas.

• Conversando com o/a meu/minha Diretor/a Geral, onde o/a próprio/a reúne com os Colaboradores das suas direções para discutir questões relacionadas com a estratégia e desafios da empresa; • Site das Ideias, onde os Colaboradores, Agentes e Consultores exclusivos podem partilhar as suas ideias, identificando situações que consideram que devem ser melhoradas, com impacto no Cliente, dando propostas e soluções. As ideias publicadas podem ainda ser votadas, sendo que as mais votadas são premiadas e analisadas para implementação.

Site das Ideias

De acordo com o Barómetro de Comunicação Interna, o Site das Ideias é considerado por 60% dos Colaboradores como sendo uma ferramenta muito útil e importante para a recolha de ideias sobre como melhorar o serviço ao cliente de forma a conquistar a sua preferência.


72

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“94% DOS COLABORADORES ESTÃO SATISFEITOS OU MUITO SATISFEITOS COM AS FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO INTERNA.”

Existem ainda outros canais de comunicação interna, tais como o Portal My AXA, a AXA magazine, o desktop notícias, a TV AXA, newsletters, cartazes de comunicação, entre outros. O objetivo é manter o público interno sempre informado sobre a vida da empresa, mobilizar e envolver.

4/ Formação e desenvolvimento Além de ser altamente competitivo, o mercado Segurador encontra-se em constante mudança, o que faz com que a competitividade da AXA dependa da capacidade dos seus Colaboradores em acompanhar as tendências do mercado e as necessidades dos Clientes, o que só é possível através de um eficaz processo de gestão de performance.

Gestão da Performance na AXA

FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA

+ RECONHECIMENTO DOS COLABORADORES

+ PLANO DE BENEFÍCIOS ADEQUADO Para avaliar a perceção dos Colaboradores em relação à eficácia dos canais de comunicação existentes, a AXA realiza, anualmente, um inquérito junto dos mesmos - o Barómetro de Comunicação Interna. Os resultados do Barómetro de Comunicação Interna realizado em 2010 apontam para uma elevada taxa de satisfação dos Colaboradores em relação às ferramentas de comunicação existentes, sendo que 94% dos mesmos se encontram, de forma global, satisfeitos ou muito satisfeitos, uma subida de 4 p.p. em relação a 2009. Relativamente à informação a que os Colaboradores têm acesso e aos vários temas que são apresentados e discutidos, de uma forma global, esta também vai ao encontro das suas expectativas. No entanto, gostariam de ter mais informação relativamente à estratégia e a novos projetos da empresa.

DESENVOLVIMENTO HUMANO E PROFISSIONAL DOS COLABORADORES

Assim, todos os Colaboradores da AXA são abrangidos pelo Sistema de Gestão da Performance, onde é anualmente formalizado o seu compromisso com a empresa através de um Contrato de Objetivos Individual, bem como definido um Plano de Desenvolvimento Individual em conjunto com o seu gestor.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Formação

A AXA procura desenvolver um ambiente de aprendizagem e de melhoria contínua, incentivando os seus Agentes, Consultores e Colaboradores à constante aquisição de conhecimentos e ao seu desenvolvimento em 3 grandes pilares: saber-ser, saber-fazer e saberestar

>

Resp. para com os Colaboradores

73

• Academia AXA Para reforçar as competências dos Colaboradores e redes de distribuição, em 2010 a AXA tomou a iniciativa de constituir uma Academia AXA em Portugal, promovendo formação em todas as famílias profissionais existentes na empresa. Neste momento, quer a Escola Comercial, quer a Escola de Sinistros, encontram-se em implementação. Nesta linha de orientação, a Academia AXA move-se em torno dos seguintes objetivos: • Desenvolvimento da empresa através de uma maior eficácia e rentabilidade; • Desenvolvimento das pessoas e dos processos; • Criação de contextos de aprendizagem, reforçando a aquisição de conhecimentos técnicos e comportamentais, estimulando uma cultura de procura de saberes alinhada com a estratégia e o contexto atual da empresa.

Certificação de Entidade Formadora

A AXA é um dos dois únicos Seguradores do mercado português com certificação na área da formação nos domínios do diagnóstico e planeamento, comprovando a existência de recursos técnicos e humanos para a ministração de programas de formação.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“EM 2010 APOSTOU-SE NA FORMAÇÃO DOS COLABORADORES NAS ATITUDES CHAVE DA AXA: DISPONÍVEL, FIÁVEL E DEDICADO”

• Tipologias de Formação As ações de formação promovidas pela AXA dividem-se em ações de formação de caráter corporativo, institucional, complementar e técnica/comercial, podendo ser realizadas interna ou externamente.

FORMAÇÃO CORPORATIVA

FORMAÇÃO INSTITUCIONAL

• •

• •

Realizada ao nível do Grupo na AXA Université, em Bordéus, França, sendo vocacionada para a orientação e cultura do Grupo; A Academia encarrega-se do intercâmbio entre a AXA Université e os Colaboradores da AXA Portugal, assegurando a participação dos Gestores nos vários programas e consequente implementação local de ações. Ações de formação de cariz técnico, comportamental e de liderança, realizados a nível local; Engloba iniciativas como: Programas de Integração, AXA Brand Spirit (envolver no espírito da marca AXA), Seminário Descobrir a AXA e Na Linha da Frente com o Cliente.

FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

FORMAÇÃO TÉCNICA/ COMERCIAL

Ações de Formação Técnica de Seguros promovidas pela Academia, destinadas a candidatos externos a mediadores, alinhadas com o Instituto de Seguros de Portugal e realizadas em parceria com uma entidade externa.

Formação sustentada por novas estratégias e metodologias de aprendizagem, complementares ao desenvolvimento dos colaboradores; Esta área engloba iniciativas como E-Leaning (Portal de Aprendizagem AXA– Moodle com acesso a diversos cursos de cariz técnico, institucional); Management TV e Palestra com o Autor.

NOVAS FORMAS DE APRENDER

Financiamento parcial de formação académica complementar: Pós-Graduações, Mestrados e Doutoramentos; Aposta na motivação e desenvolvimento de Colaboradores com funções-chave na AXA, de forma a garantir a fidelização e o retorno do investimento efetuado.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Durante o ano de 2010, os Colaboradores da AXA Portugal despenderam cerca de 27.306 horas em programas de formação, uma redução de 7% face ao ano anterior.

>

Resp. para com os Colaboradores

75

No ano de 2010 verificou-se a necessidade de formação dos quadros da empresa em Liderança e Gestão de Equipas, razão pela qual neste ano se tenha privilegiado a formação para as categorias profissionais de gestão de topo e intermédias.

Média de horas de formação por nível hierárquico 2008

2009

2010

61

58

52

46

41

39 29

50

28

27

23

16

24

27

12

22 10

17 3

Dirigentes

Diretores

Seminário Descobrir a AXA

Quadros superiores

Quadros médios

Ação de integração e formação sobre a cultura da empresa, destinada tanto para novos Colaboradores como para estagiários. Ao longo de um dia de formação são debatidos, de forma lúdica e interativa, temas como a história, perfil, estratégia, cultura e organização da AXA.

Profissionais altamente qualificados

Profissionais qualificados

Na Linha da Frente com o Cliente

9 2

Profissionais semiqualificados

Programa através do qual se pretende clarificar processos, responsabilizar os Colaboradores por pequenas melhorias, orientando-os para uma cultura com foco no Cliente. Os Colaboradores que no seu dia-a-dia não contactam diretamente com o Cliente são levados a viver uma experiência nos locais de atendimento ao Cliente com os objetivos de identificar e perceber aspetos colocados pelos Clientes e desenvolver possíveis respostas, avaliar os processos implementados de resposta a Clientes e propor ações de melhoria geradoras de expertise e proximidade com os mesmos.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“27.306 HORAS DE FORMAÇÃO EM 2010”

Das cerca de 157 ações de formação desenvolvidas (-11% face ao ano anterior), a maioria teve como principal intuito o desenvolvimento pessoal dos Colaboradores, englobando formação ao nível do saber-ser e saberestar, e a atualização de conhecimentos relativamente à atividade Seguradora (saber-fazer).

Tipologia das ações de formação desenvolvidas em 2010 13%

21%

10%

18%

É ainda de destacar o facto de em 2010 se ter apostado na formação comportamental, nomeadamente ao nível do atendimento em linha com as atitudes-chave que caracterizam a marca AXA – Disponível, Fiável e Dedicado – o que resultou num aumento do nível de satisfação do Cliente.

Reconhecimento dos Colaboradores

O reconhecimento do esforço e mérito dos Colaboradores para o sucesso da empresa é uma das práticas a que a AXA atribui máxima importância. De seguida, são descritas algumas das práticas realizadas pela empresa neste sentido. • Reconhecimento 30 anos Trata-se de uma celebração e reconhecimento simbólico que pretende agradecer e compensar a dedicação destes Colaboradores, que têm possibilitado o sucesso da AXA ao longo de 30 anos na empresa.

38% Atividade Seguradora Implementação de novos métodos de trabalho

Plano anual de formação alinhado com os objetivos Outras

Desenvolvimento pessoal

Conversas c/ o/a Autor/a

Um momento de partilha, reflexão e discussão de novas ideias, com autores/as reconhecidos/as, sustentado pelas suas obras que abordam temas diversos e de relevância para o negócio e sociedade. Em 2010, destacamos Helena Gonçalves – “Gestão Ética e Socialmente Responsável”, no âmbito da Quinzena de Responsabilidade Corporativa e Rosália Amorim – “O Homem Certo para gerir uma empresa é uma mulher”.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

6

• Programa Alfa O programa Alfa destina-se a todos os Colaboradores com menos de 35 anos, licenciados, com 2 anos de antiguidade na AXA e com grau de concretização dos objetivos igual ou superior a 70%. Este programa pretende distinguir os jovens de elevado potencial que poderão vir a assumir funções de gestão na empresa. • 6 Reconhecimento de Equipas de Sucesso Este programa tem em vista o reconhecimento do desempenho excecional das equipas por ações meritórias, que se distinguem e contribuem para o progresso e aumento da competitividade da empresa. Assim, o Conselho Executivo reconhece estas equipas através de uma homenagem formal.

>

Resp. para com os Colaboradores

77

7

6

> Sónia Martins Assessoria Jurídica da AXA Portugal

“O Programa Alfa tem sido uma janela de oportunidades para mim, enquanto jovem Colaboradora, através do qual a AXA me tem permitido a integração no espírito da empresa e a participação em diversos projetos de interesse corporativo, contribuindo assim para o desenvolvimento das minhas potencialidades. Em especial no ano de 2010, o programa Alfa permitiu-nos desenvolver em nós próprios (Alfas), e fomentar em toda a empresa, o espírito da Responsabilidade Corporativa.”

7

Peça de Teatro “Ver mais Além!”

No âmbito do programa Alfa, 25 Colaboradores desenvolveram uma peça de teatro para comunicar as boas Práticas de Responsabilidade Corporativa da empresa e para sensibilizar os Colaboradores e distribuidores para um comportamento responsável junto dos Clientes e da sociedade em geral. De maneira informal e divertida, são retratadas situações do quotidiano da atividade Seguradora onde a responsabilidade individual assume

um papel preponderante no reconhecimento da AXA como empresa socialmente responsável. Devido ao elevado sucesso da peça, foi alargado o seu âmbito de atuação, tendo sido divulgada externamente no 4º Fórum de Responsabilidade Social das Organizações. Entre Colaboradores, Agentes, Consultores e público em geral, assistiram à peça, nas suas 6 exibições, mais de 1000 pessoas.


78

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Planos de Benefícios

De forma a compensar os Colaboradores pelo seu trabalho e respetivos resultados, a remuneração dos Colaboradores da AXA engloba duas componentes: • Direta - remuneração fixa, dependente da função exercida, e variável, dependente do desempenho e resultados alcançados; • Indireta – benefícios sociais e regalias atribuídas aos Colaboradores AXA, tais como:

BENEFÍCIOS SOCIAIS SEGUROS

• Vida, Saúde, Viagem em Serviço, Automóvel, Acidentes Pessoais e Multirriscos Habitação.

EDUCAÇÃO

• Apoio à educação dos filhos, subsídio de infantário e comparticipação de formação académica e profissional do próprio.

EMPRÉSTIMOS

• Situações de doença e urgência do agregado familiar, na aquisição de viatura, equipamento informático e passes de transporte sociais semestrais.

OUTROS

• Check-ups, subsídio de funeral, prémio por antiguidade, complemento de reforma por invalidez, assessoria jurídica, gabinete de apoio psicológico, gabinete de apoio social e massagens de relaxamento nas instalações da empresa.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com os Colaboradores

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“14 BOLSAS DE ESTUDO OFERECIDAS AOS COLABORADORES DA AXA (...) 7 LICENCIATURAS, 3 PÓS-GRADUAÇÕES, 3 MESTRADOS E 1 MBA.”

Relativamente aos incentivos à formação dos Colaboradores, em 2010 optou-se por oferecer 14 bolsas de estudo aos Colaboradores da AXA (mais uma do que em 2009), financiando 7 licenciaturas, 3 pós-graduações, 3 mestrados e 1 MBA.

Os montantes dos benefícios sociais atribuídos pela AXA aos seus Colaboradores em 2010 (abrangendo apenas os benefícios que a AXA consegue quantificar), totalizam o valor de 196 milhares de euros. É ainda de salientar que, em 2010 foi dado um especial enfoque aos benefícios atribuídos como incentivo à formação, traduzindo a preocupação da AXA com a qualidade das ações de formação e desenvolvimento dos Colaboradores.

Benefícios atribuídos a Colaboradores a tempo integral 2009

2010

85,4

92,6 81,3

71,1

25,2 24,1

17,8

3,6 1,8 Seguro de educação

Shareplan

N.D Subsídio de infantário

Apoio à educação dos filhos até aos 25 anos

Prémio de antiguidade

Programa que permite aos colaboradores do Grupo AXA associarem-se financeiramente ao Grupo, retirando benefícios numa perspetiva de rendimento a longo prazo. No final de 2010, os Colaboradores do Grupo AXA detinham 5,86% do capital do Grupo e 6,77% dos direitos de voto.

Incentivo à formação

N.D - Não Disponível Unidade: Milhares de Euros


80

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

8

8

5/ Promoção do bem-estar A AXA reconhece que o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar é gerador de benefícios, tanto para os Colaboradores, como para a empresa. Neste sentido, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho assume um papel de destaque na promoção de um conjunto de iniciativas de conciliação e equilíbrio da vida profissional, pessoal e familiar. 8

Programa Qualidade de Vida no Trabalho

Integrado numa Política de Recursos Humanos global, o Programa Qualidade de Vida no Trabalho está assente em cinco dimensões fundamentais para o bem-estar do Colaborador: as condições de trabalho, as oportunidades de crescimento e segurança, a sua integração social e na organização, o trabalho e o espaço total de vida e uma compensação adequada e justa. Algumas das práticas desenvolvidas pela AXA que estão relacionadas com estes temas: • Condições de Trabalho: Gabinete de Apoio Psicológico, Gabinete de Serviço Social, Expresso Oriente, Rondas Ergonómicas e Formação em Primeiros Socorros; • Oportunidades de Crescimento e Segurança: Academia AXA, Programa de Bolsas, Idiomas, Novas Oportunidades 12º ano e o 1º Curso Superior AXA;

Mordomias: “Um mordomo modernos ao seu dispor...”

dos

tempos

Com o intuito de reduzir as preocupações dos Colaboradores no que respeita a serviços domésticos ou do foro pessoal, a AXA desenvolveu uma nova parceria com uma empresa de serviços de conveniência, a Mordomias.

• Integração Social e na Organização: AXA Verde, Diversidade, Apagão, Fundação AXA Corações em Acção, atividades do Clube dos Colaboradores; • O trabalho e o Espaço Total de Vida: Check-ups (mais completos do que o exigido por lei), serviço de conveniência, massagens anti-stress, rastreios anuais, horários flexíveis, Dia do Aniversário e Semana Sénior; • Compensação Adequada e Justa: Shareplan, Comités de Desenvolvimento, Prémio Desempenho e Remuneração Variável Comercial.

Meses do Bem-estar

Em 2010, os habituais 5 dias da semana do bem-estar, que têm vindo a ser desenvolvidos desde 2007, foram substituídos pelos ”5 meses do bem-estar”, cada um dedicado a um tema específico: • Maio - Mês do Coração; • Junho – Mês da Criança; • Setembro - Mês da Amizade; • Outubro - Mês da Árvore; • Novembro – Mês Ver, Sorrir, Sentir. Durante os 5 meses temáticos foram desenvolvidas atividades, em parceria com a Academia AXA, Clube de Colaboradores e Fundação AXA Corações em Acção, que pretenderam proporcionar experiências enriquecedoras aos Colaboradores e à sua família, contribuindo para o seu bem-estar e para a conciliação da vida profissional com a pessoal.

O objetivo é que ao solicitar os serviços desta empresa, cada Colaborador tenha mais tempo para si e para a sua família.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com os Colaboradores

81

Maio - Mês do Coração ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

PARTICIPANTES

NOTAS

• Rastreios Cardiovasculares (rastreios de tensão arterial, índice de massa corporal e índice de massa gorda).

275

• Cuidados com a Imagem + Dicas de Maquilhagem.

58

• Rastreio de Podologia.

81

• Folheto Mês do Coração «Cuide do seu Coração» + Barrita de Cereais + Sumo de Frutas.

197

Colaboradores dos Pontos e Lojas AXA.

PARTICIPANTES

NOTAS

3 Edifícios de Lisboa e Porto.

Junho – Mês da Criança ATIVIDADES DESENVOLVIDAS • “Vamo-nos divertir…” - Visita dos filhos dos Colaboradores e crianças da Obra do Frei Gil e da Fundação Obra Nossa Sra. Purificação à Quintinha Pedagógica e ao Museu Nacional da Imprensa. • “Vamos conhecer a Empresa do Pai ou da Mãe!” - Visita das crianças à AXA.

38 Crianças da AXA + 38 Crianças de duas Instituições convidadas

• “Más maneiras de sermos bons pais” – Palestra com o autor Eduardo Sá.

81

Promovido pela Academia AXA

• “Vá ao cinema, Teatro ou a um espetáculo com as suas crianças!”.

30

Promovido pelo Clube de Colaboradores AXA

• Folheto: “15 valores a transmitir à Criança”.

195

Enviado para todos os Colaboradores dos Pontos e Lojas AXA

38 Crianças da AXA + 38 Crianças de duas Instituições convidadas pela Fundação AXA Corações em Acção

Setembro - Mês da Amizade ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

PARTICIPANTES

NOTAS

• Campanha de recolha de sangue “Dar sangue é uma dádiva!”

73

• Concurso de Bolos

11

• Passeio de Bicicleta / Cicloturismo

25

Promovido pelo Clube de Colaboradores AXA

• Gestão de E-Mail

64

Promovido pela Academia AXA

• Folheto: “Enquanto houver amizade…”

195

Enviado para todos os Colaboradores dos Pontos e Lojas AXA

3 Edifícios de Lisboa e Porto


82

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Outubro - Mês da Árvore ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

PARTICIPANTES

• Palestra informativa “Deixei de fumar... E o prazer?”

12

• “Batidão…uma tareia de sabor!” - Oferta de Batidos de Frutas

150

• Feira Gourmet

N.D.

• “Projeto Floresta Unida” - Reflorestação da Serra da Lousã

48

• “Conhecer Portugal – Nos Trilhos dos Templários” – Passeio por Tomar

30

• Coro Clube Colaboradores AXA - Auditório do Seminário dos Carvalhos

100

• “À Descoberta de Lisboa” - Passeio

40

• Folheto: “Estarei EU a contribuir para a preservação da Água?”

195

NOTAS 3 Edifícios de Lisboa e Porto Colaboradores dos Edifícios de Lisboa Promovido pela Fundação AXA Corações em Acção

Promovido pelo Clube de Colaboradores AXA

Enviado para todos os Colaboradores dos Pontos e Lojas AXA N.D. - Não Disponível

Novembro – Mês Ver, Sorrir, Sentir ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

PARTICIPANTES

• Rastreio oftalmológico

161

• Sessões de stand-up comedy

31

• Feira Gourmet • Recolha de Alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome

N.D. 48

• Rondas de Ergonomia

N.D.

• Convívio com Magusto

150

• Folheto: “Sorrir faz bem!”

197

NOTAS 3 Edifícios de Lisboa e Porto Colaboradores dos Edifícios de Lisboa Promovido pela Fundação AXA Corações em Acção Promovido pela Academia AXA, em Lisboa Promovido pelo Clube de Colaboradores AXA Enviado para todos os Colaboradores dos Pontos e Lojas AXA N.D. - Não Disponível


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Saúde e Segurança

A AXA preocupa-se também em promover uma cultura de segurança nas suas atividades, razão pela qual existe a Comissão de Higiene e Segurança no Trabalho (CHST). Como forma de motivar e integrar as preocupações dos Colaboradores e a sua visão na empresa, esta é composta por 10 Colaboradores da AXA designados pela Comissão Executiva e pelos Órgãos Representativos dos Trabalhadores, representando 100% dos Colaboradores. Com reuniões mensais, as principais funções da CHST prendem-se com o estabelecimento de condições de Segurança, Higiene e Saúde no trabalho, o desenvolvimento de medidas de prevenção e a sensibilização e informação aos vários Colaboradores sobre estas questões. A seguinte tabela demonstra o desempenho da organização quanto à segurança dos locais de trabalho e a eficácia das práticas de gestão da segurança implementadas: 2008

2009

2010

Variação (2008/2010)

Taxa de Acidentes

4%

2,1%

3,7%

-0,3 p.p.

Índice de Dias Perdidos por Acidente

105

230

357

240

Taxa de Absentismo

5%

5,2%

3,1%

-1,9 p.p.

>

Resp. para com os Colaboradores

83

Gestão Flexível

As pessoas e a qualidade da sua prestação profissional e pessoal são a base de toda a sustentabilidade do negócio da AXA e da sua estabilidade a longo prazo. FLEXIBILIDADE • Autonomia na própria gestão do tempo; • Oportunidades de mobilidade; • Equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e profissional.

QUALIDADE NO SERVIÇO PRESTADO AO CLIENTE

SATISFAÇÃO E MOTIVAÇÃO DOS COLABORADORES

Neste sentido, e acreditando no profissionalismo, responsabilidade e rigor dos Colaboradores, em 2007 foram introduzidas na empresa medidas de maior flexibilidade na sua gestão diária, tais como: • Fim de semana Plus e Horário de Mobilidade Geográfica – em vez de trabalharem 7h por dia, os Colaboradores podem trabalhar 8h de 2ª a 5ª feira e sair mais cedo na 6ª feira, ou entrar mais tarde na 2ª feira; • Apagão – às 20h são apagadas todas as luzes dos edifícios da empresa, para evitar que os Colaboradores fiquem a trabalhar no escritório após essa hora; • Mobilidade Interna – possibilita que o Colaborador desenvolva um trabalho que vai ao encontro das suas competências e realização profissional, dentro das oportunidades da empresa;


84

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

9

• Mobilidade Internacional – permite o desenvolvimento de sinergias, troca de experiências e de conhecimentos, melhoria das performances, alargamento de competências, enriquecimento pessoal; • Semana Sénior – os Colaboradores com 57 anos de idade ou mais podem desfrutar de 4 dias adicionais de descanso, desde que não sejam Diretores nem Diretores-Gerais; • Teletrabalho – possibilidade de trabalho à distância; • Dia do Aniversário – este dia é oferecido ao Colaborador. De seguida é apresentada a adesão por parte dos Colaboradores às iniciativas anteriormente descritas: ADESÃO

INICIATIVA Fim de semana Plus e Horário de Mobilidade Geográfica Apagão Mobilidade Interna Mobilidade Internacional Semana Sénior Teletrabalho Dia do Aniversário

Fórum de Mobilidade AXA

9

9

1 Colaborador 86 Colaboradores 4 Colaboradores 17 Colaboradores 6 Colaboradores 443 Colaboradores

Reconhecendo que a Mobilidade é uma oportunidade para desenvolver e potenciar as competências dos Colaboradores, em 2010 a AXA organizou um fórum dedicado a este tema, onde se debateram questões relacionadas com o autoconhecimento, a mobilidade internacional, a oferta formativa, planos de desenvolvimento individual e bolsa de competências.

Programa Terra à Vista

No âmbito do Programa Qualidade de Vida no Trabalho, a AXA desenvolveu em 2010 o Programa Terra à Vista, com o intuito de prevenir um dos maiores causadores de depressão em Portugal: a desvinculação da vida ativa no trabalho. Este projeto transmite a preocupação da AXA em ajudar os seus Colaboradores na busca do equilíbrio e de uma vida saudável, preparando-os para uma nova etapa das suas vidas, o pós-carreira. 9

Clube dos Colaboradores

O Clube dos Colaboradores é uma associação sem fins lucrativos que reúne Colaboradores da AXA com o fim de proporcionar diversos eventos sociais, culturais, desportivos e recreativos para os associados e seus familiares ao longo de todo o ano. O espaço do clube inclui bar, televisão e snooker. Os ginásios instalados nos edifícios AXA, que também integram as atividades do Clube dos Colaboradores, podem ser utilizados a preços simbólicos.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com os Colaboradores

85

“84% DOS COLABORADORES ESTÃO SATISFEITOS EM RELAÇÃO À AXA”

7/ Satisfação dos Colaboradores Para avaliar o nível de satisfação e envolvimento dos Colaboradores em relação à AXA é efetuado anualmente, desde 1998, o Scope Colaboradores, constituindo este um barómetro de clima social interno. O Scope é composto por um conjunto alargado de questões divididas em 9 dimensões: Envolvimento com os Colaboradores, Liderança, Atitudes e Valores, Orientação para o Cliente, Gestão Direta, Satisfação no Trabalho, Remuneração, Reconhecimento e Desenvolvimento. A avaliação destas dimensões tem por objetivo medir o grau de envolvimento dos Colaboradores, bem como a sua satisfação com a empresa, com o trabalho desempenhado e com a gestão da sua carreira na AXA.

O elevado envolvimento dos Colaboradores deriva essencialmente do facto de estes apoiarem firmemente os valores AXA (95%), acreditarem nos produtos e serviços (91%) e nas metas e objetivos da empresa (85%) o que faz com que sintam orgulho na empresa e que a recomendem como um bom local onde trabalhar (87%). De seguida apresentam-se as variações por dimensão face ao ano de 2009:

Variação por Dimensão face a 2009 0 LIDERANÇA A MINHA EMPRESA

Resultados Scope Colaboradores 2010

Os resultados do Scope Colaboradores realizado em 2010 vêm evidenciar os esforços que a AXA tem vindo a desenvolver no campo da motivação, envolvimento e valorização do seu Capital Humano. Mais uma vez, foi conseguida uma elevada representatividade das opiniões dos vários Colaboradores AXA Portugal, com uma taxa de participação de 89% dos mesmos neste inquérito. No Envolvimento dos Colaboradores, uma das variáveis chave da estratégia da AXA na procura da satisfação dos seus Colaboradores, foi atingida uma taxa de 84%.

Envolvimento dos Colaboradores 90%

80% 2008

2009

2010

ATITUDE

GESTÃO DIRETA

EU

+1

E VALORES ORIENTAÇÃO PARA O CLIENTE

O MEU TRABALHO

-1

-1

+1

SATISFAÇÃO NO TRABALHO

+2

REMUNERAÇÃO

+2

RECONHECIMENTO

+3

DESENVOLVIMENTO

+3


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> Helena Santos Diretora de Recursos Humanos AXA Portugal

ENTREVISTA 1. Os resultados do Scope Colaboradores 2010, a consulta anual que a AXA faz às suas equipas a nível global, revelam que o índice de satisfação global se mantém em níveis elevados, tendo mesmo registado uma subida de 1 p.p. Se comparado com os restantes resultados na região em que a AXA Portugal se integra, este desempenho ganha ainda mais relevo. Qual o segredo? Será que o facto de a AXA Portugal ser considerada um exemplo a seguir dentro do Grupo em termos de implementação da Estratégia de Responsabilidade Corporativa é um fator relevante? Helena Santos: Acredito que este resultado seja fruto de um conjunto de fatores que tem contribuído para a manutenção do elevado envolvimento dos colaboradores, seguindo algumas linhas de atuação, tais como: considerar o talento como um ativo estratégico, desenvolvendo-o de forma diferencial e contínua, capitalizar na diversidade da força de trabalho multigeracional, potenciar a aprendizagem e a gestão do conhecimento, através de uma renovada estratégia de formação, capitalizar o uso da tecnologia (e-learning), incrementar o compromisso e envolvimento para com a empresa para melhorar o desempenho e a retenção, desenvolver a capacidade de liderança. Por outro lado, destacaria o conjunto de práticas que a AXA tem desenvolvido ao longo dos últimos anos no âmbito do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. A conciliação entre estes dois eixos surge cada vez mais, com insistência em momentos de reflexão pessoal ou familiar ou em conversa com amigos, traduzindo o desejo de encontrar uma resposta satisfatória e gratificante. O Programa Qualidade de Vida no Trabalho é hoje um programa maduro que abrange aspetos diversos como a gestão flexível de horários, o teletrabalho, a semana sénior, dispensa no dia de aniversário, o subsídio de infantário, o serviço de massagens, entre outros. Por fim, não poderia deixar de referir as iniciativas da Academia AXA no âmbito do desenvolvimento contínuo dos nossos colaboradores. A ampla oferta de cursos de formação comportamental e técnica, a existência de programas específicos para diferentes etapas da carreira (Programa Alfa, Programa Terra à Vista, etc.) são exemplos concretos de uma estratégia de gestão do conhecimento, bem

como uma política de benefícios sociais que patrocina bolsas de estudo e incentivos à formação. Sem dúvida fatores fundamentais para que tenhamos pessoas motivadas e envolvidas. Os aspetos acima referidos são apenas alguns dos ingredientes cuja combinação resulta numa Estratégia de Responsabilidade Corporativa sólida e consistente, que assegurou à AXA Portugal o lugar cimeiro na auditoria realizada pelo Grupo em 2010, e que suporta os resultados obtidos no Scope. 2. A questão da remuneração continua a ser uma das áreas onde os resultados ficam muito aquém das restantes dimensões. Existirá aqui alguma desinformação? O que está planeado para esta área? H.S.: De facto as questões relacionadas com a remuneração costumam apresentar os resultados mais baixos em comparação com as outras dimensões, tendência demonstrada inclusive nos resultados de clima organizacional das Top performance companies. A AXA tem vindo a manter uma política de remuneração consistente, que anualmente atualiza os seus referenciais comparativos de mercado para mantermos um alinhamento competitivo face ao mercado externo e uma equidade interna entre os vários departamentos e funções. Contudo, parte do resultado desta dimensão prende-se com a falta de informação acerca do conceito de Compensação Global. Quando se fala em remuneração, pensa-se automaticamente no salário mensal, o que se torna bastante redutor, quando na realidade a nossa empresa proporciona uma proposta de valor muito além deste conceito, que abrange não só a remuneração mensal e variável anual, mas todo um conjunto extensivo de benefícios sociais e vantagens (formação, atividades de conciliação vida pessoal e profissional, parcerias, etc.). Neste sentido, pretendemos realizar sessões de esclarecimento e sensibilização acerca do conceito de Compensação Total junto das nossas equipas. Por outro lado, se pensarmos que face à conjuntura económica atual, os incentivos financeiros estão profundamente limitados para recompensar e melhorar o desempenho dos colaboradores, a capacidade dos gestores em saber reconhecer o mérito das suas equipas torna-se um valioso asset corporativo.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com os Fornecedores

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RESPONSABILIDADE PARA COM OS FORNECEDORES

Um dos pilares da Política de Responsabilidade Corporativa da AXA é a promoção de comportamentos responsáveis, sobretudo junto dos seus Clientes e Fornecedores. A AXA estende assim o compromisso com o desenvolvimento sustentável à sua cadeia de valor, através de uma responsável seleção e interação com os seus Fornecedores:

CRITÉRIOS SOCIAIS E AMBIENTAIS NA SELEÇÃO DE FORNECEDORES

AVALIAÇÃO E PROMOÇÃO DE BOAS PRÁTICAS

1/ Critérios Sociais e Ambientais na Seleção e Gestão de Fornecedores Aquando do processo de avaliação e seleção de Fornecedores e Prestadores de Serviços, a AXA tem em conta, além dos habituais critérios relacionados com a relação qualidade/preço das propostas, experiência e capacidade para cumprir os requisitos estipulados, o cumprimento de critérios sociais e ambientais, como o respeito pelos Direitos Humanos, as condições de trabalho, os impactos ambientais, entre outros. Desta forma, os principais critérios de avaliação dos Fornecedores prendem-se com: • Qualidade, transparência e adequação da proposta às necessidades da AXA; • Condições do contrato e competitividade da proposta; • Capacidade e recursos do Fornecedor para cumprir com as condições estabelecidas no contrato; • Certificação e responsabilidade social e ambiental do Fornecedor. Neste sentido, desde 2006 que a AXA inclui nos contratos com Fornecedores uma cláusula de responsabilidade social baseada nos pressupostos da Organização Internacional do Trabalho e nos dez princípios do Global Compact, assinados pelo Grupo AXA. Em 2010 foram celebrados 61 contratos com Fornecedores e prestadores de serviços (dos quais 40 são de valor superior a €50.000) e em todos eles foram incluídas cláusulas de Responsabilidade Social e cláusulas relativas à Responsabilidade Corporativa da AXA.


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AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

CLÁUSULA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

CLÁUSULA DE RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

A Cláusula de Responsabilidade Social, aplicada em todos os contratos com Fornecedores a partir de 2006, visa o compromisso dos mesmos em exercer a sua atividade respeitando os princípios de responsabilidade social no âmbito dos direitos humanos, direito do trabalho e meio ambiente.

Os critérios de Responsabilidade Social nos contratos são ainda reforçados com a menção à política de Responsabilidade Corporativa.

Desta forma, esta cláusula sensibiliza os seus Fornecedores para: • O apoio, respeito e proteção dos direitos humanos; • A defesa da liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito dos Colaboradores ao convívio coletivo; • A eliminação de trabalho forçado e compulsivo e a exploração infantil; • A não discriminação no recrutamento de Colaboradores e na atribuição de funções; • O apoio a medidas cautelares de prevenção ambiental e a promoção de iniciativas de maior responsabilidade ambiental; • O desenvolvimento e difusão de tecnologias que não provoquem danos ambientais; • O não envolvimento em qualquer tipo de corrupção, incluindo extorsão ou suborno. Caso a AXA verifique o não cumprimento de algum destes princípios por parte do Fornecedor, o contrato celebrado com o mesmo poderá vir a ser rescindido.

A aceitação desta cláusula obriga os Fornecedores a serem responsáveis em termos sociais e ambientais nos termos definidos no Código Deontológico do Grupo AXA, bem como a terem uma conduta em conformidade com os 3 princípios base da Organização Mundial do Trabalho (OIT): • Não recorrer ou aceitar fornecedores e subcontratados que recorram a trabalho infantil ou trabalho forçado; • Garantir um ambiente e condições de trabalho seguros e saudáveis, respeitando as liberdades individuais e coletivas; • Promover a não discriminação aquando dos processos de contratação e de gestão de pessoal. Com esta cláusula, além de obrigar os Fornecedores a desenvolverem uma conduta responsável e em conformidade com a sua política de Responsabilidade Corporativa, a AXA compromete-se também a apoiá-los na melhoria das suas condições. No entanto, caso um Fornecedor não cumpra os princípios defendidos e não mostrar intenções de melhorar as suas práticas, o contrato em causa poderá vir a ser rescindido.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com os Fornecedores

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“A SENSIBILIZAÇÃO DOS FORNECEDORES PARA A RESPONSABILIDADE CORPORATIVA É UM DOS COMPROMISSOS DA AXA”

2/ Avaliação e promoção de boas práticas O Grupo AXA desenvolveu um programa de assessment ambiental e social de Fornecedores, denominado por Ecovadis, que contém critérios relacionados com a sua responsabilidade corporativa, tais como práticas ambientais, práticas no local de trabalho, integridade no negócio e cadeia de fornecimento. De acordo com a performance dos vários Fornecedores em relação a estes critérios, é gerada uma avaliação, numa escala de 1 a 5, do risco envolvido nas operações com as várias entidades. Este assessment permite ainda a identificação de pontos fortes e fracos na relação com os vários Fornecedores, revelando-se como uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão da AXA. Em 2009, foi iniciada a fase de teste dos questionários a aplicar aos Fornecedores com uma empresa do setor das tecnologias de informação e outra da área da distribuição especializada. Depois dos 2 testes realizados no ano anterior, em 2010 procedeu-se à avaliação de 8 Fornecedores, que representam 5 das 34 tipologias de Fornecedores de risco médio e elevado identificadas. De entre as 8 avaliações realizadas a Fornecedores, 3 resultaram na elaboração de planos de melhoria para as condições verificadas com o apoio da AXA.

> Licínio Nunes Diretor-Geral Saint-Gobain Autover Portugal

“Da AXA sentimos um compromisso permanente com o ambiente natural e social. A reciclagem do vidro e dos produtos que manuseamos, o compromisso assumido contratualmente quanto à não utilização de mão-de-obra infantil e ao cumprimento escrupuloso das regras ambientais que o contrato que celebramos consagra, é disso um exemplo. Outro exemplo marcante é a utilização de sacos de reciclagem de lixo e a sua distribuição aos seus Clientes, para cujo compromisso sensibilizou os seus Fornecedores, como foi o caso da Glassdrive.”


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> José Luís Sousa ExpressGlass (Fornecedor)

“Foi com enorme satisfação que a ExpressGlass aderiu ao programa ECOVADIS. Sem dúvida que este programa representa uma visão mais ampla de relacionamento entre a AXA e todos os seus parceiros de negócio. O feedback obtido pela análise externa dos princípios de índole ambiental e social é de vital importância para a nossa organização, independentemente de muitos aspetos avaliados já serem uma prática instalada. A melhoria contínua e a análise de desempenho ajudam-nos a atingir patamares qualitativos mais elevados no serviço prestado, o que se traduz na qualidade com que servimos diariamente todos os segurados da AXA.”

Após um ano o Fornecedor será novamente avaliado pelo Ecovadis, para se perceber se houveram melhorias significativas nas condições verificadas ou se é necessários tomar outro tipo de medidas.

Tipologias de fornecedores avaliados em 2010 Manutenção 2 Fornecedores

Serviços de Limpeza 2 Fornecedores

Comunicações 1 Fornecedor Segurança 1 Fornecedor

Quebra de Vidros 2 Fornecedores


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com a Sociedade

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RESPONSABILIDADE PARA COM A SOCIEDADE

O setor Segurador desempenha um papel de destaque na proteção da Sociedade, permitindo a prevenção e atenuação de potenciais perdas, através da partilha do risco. Neste sentido, a AXA entende que deve contribuir para alcançar uma sociedade mais próspera, preocupando-se em estudar questões económico-sociais e que suportam aquilo que define como o seu negócio – acompanhar os seus Clientes ao longo de todas as etapas da sua vida, bem como desenvolver respostas adequadas aos diversos riscos. Para promover a investigação, principalmente nas áreas da saúde, ambiente, economia e trabalho, em 2008 o Grupo AXA decidiu criar o AXA Research Fund. Com uma dotação de €100.000.000, este fundo de investigação tem em vista o financiamento de projetos de investigação nos 5 anos seguintes que permitam compreender melhor os vários riscos com que a sociedade se depara e encontrar soluções para os prevenir.

A AXA NA PROTEÇÃO DA SOCIEDADE

INVESTIGAÇÃO, EDUCAÇÃO E AÇÃO PARA PREVENIR O RISCO

EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA

PREVENÇÃO RODOVIÁRIA

INCLUSÃO SOCIAL

PROMOÇÃO DA SAÚDE

VOLUNTARIADO E SOLIDARIEDADE MECENATO À CULTURA E AO DESPORTO


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

> Anne-Juliette Hermant Coordenadora do AXA Research Fund

ENTREVISTA 1. O AXA Research Fund é uma importante iniciativa da AXA. Pode dar-nos uma breve perspetiva dos seus objetivos e áreas de atuação? Anne-Juliette Hermant: Estamos convencidos que ao investigar hoje, nos colocamos numa muito melhor posição para proteger eficazmente o amanhã, e por esse motivo a AXA criou o AXA Research Fund em 2008. A nossa missão é acelerar o progresso científico e descobertas que contribuam para um melhor conhecimento e prevenção dos riscos relacionados com o Ambiente, a vida e as questões sócio-económicas. O nosso objetivo é investir 100 milhões de euros, apoiando projetos científicos durante os próximos 5 anos. Neste momento, já foram aplicados 48 milhões de euros, sobretudo na Europa. Uma das prioridades atuais é diversificar geograficamente, sobretudo na Ásia. 2. De que forma procura a AXA garantir que o conhecimento produzido é de facto passado para o seu negócio e para a sociedade em geral, de forma a beneficiar de facto ambos? A.J.H.: O objetivo do fundo é preparar a sociedade para os vários riscos que poderão materializar-se no longo prazo. O nosso papel é essencialmente ser um facilitador entre os investigadores e não forçá-los a estudar determinados temas. A política do fundo vai no sentido de respeitar sempre a autonomia dos investigadores, existindo por isso mais liberdade de ação do que no caso das bolsas atribuídas pelos governos. As candidaturas são avaliadas por comités independentes, constituídos exclusivamente por membros reputados da comunidade académica. Apenas cerca de 15% das candidaturas acabaram por ser apoiadas.

3. Na Europa, ocorrem cada vez mais catástrofes naturais. Em 2010, também o território português sofreu 2 eventos deste tipo. De que forma poderá a investigação apoiada pelo fundo contribuir para a previsão e prevenção destas situações? A.J.H.: O AXA Research Fund tem estado muito ativo no apoio à investigação de ponta nesta área, apoiando vários projectos. Dos muitos que poderia referir, gostaria de destacar o RACEWIN, um projeto da equipa do Professor David Stephenson, diretor da Exeter Climate Systems no Reino Unido, que irá avaliar o impacto das alterações climáticas nas tempestades europeias, permitindo assim uma melhor capacidade de previsão das futuras ocorrências em termos de localização, frequência e intensidade. No campo das ciências da Vida gostaria ainda de referir a bolsa de doutoramento concedida à investigadora Susana Gonçalves do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa que poderá abrir caminho a novas terapêuticas para doenças neurodegenerativas como o Parkinson.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com a Sociedade

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1/ Evolução Demográfica

O Barómetro Reforma tem como grandes objetivos:

A esperança média de vida é cada vez mais longa e a população ativa apresenta uma tendência decrescente, enquanto a população reformada se encontra em forte expansão. Estas são algumas das tendências demográficas da sociedade que comprometem o atual sistema público de pensões.

• Explorar e compreender as atitudes face à Reforma; • Comparar as perceções relativas à Reforma entre as pessoas no ativo e as reformadas; • Estabelecer uma comparação das perceções relativas à Reforma nos vários países em que o estudo é realizado; • Sensibilizar a população para a evolução demográfica e as possíveis consequências, alertando as pessoas para a necessidade de poupar de forma regular e diversificada.

Enquanto especialista em Proteção Financeira que disponibiliza produtos e serviços na área de Seguros, Previdência, Poupança e Reforma, a evolução demográfica é uma questão fundamental para a AXA. Neste sentido, o Grupo AXA lançou, em 2004 e à escala internacional, o AXA Barómetro Reforma, um estudo exaustivo sobre a evolução do pensamento e do comportamento da população relativamente à Reforma.

Da realização do AXA Barómetro Reforma 2010, foi possível retirar as seguintes conclusões:

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO BARÓMETRO REFORMA EM 2010 PERCEÇÃO SOBRE A REFORMA

• As pessoas com baixos rendimentos são o grupo com maior nível de preocupação em relação ao período de Reforma; • Três em cada dez jovens trabalhadores acreditam que terão de contar apenas com os próprios rendimentos.

INFORMAÇÃO SOBRE A REFORMA

• No contexto da Europa Ocidental, os portugueses são os menos informados sobre o tema, apenas dois em cada dez trabalhadores sabem qual será o seu rendimento nesta fase da vida; • Apenas 34% dos trabalhadores portugueses pensam que o montante que irão receber neste período será suficiente (tendo diminuído 41% desde 2005).

PLANEAMENTO DA REFORMA

• Portugal é o país da Europa Ocidental mais favorável à auto-dependência, pois a população trabalhadora prefere fazer um esforço financeiro durante a sua vida laboral do que prolongar os anos no ativo; • 40% dos trabalhadores já começaram a preparar a Reforma, uma taxa estável desde 2004 e que se mantém em linha com a média da Europa Ocidental; • A preparação está a ocorrer mais cedo, por norma aos 34 anos, justificando o facto desta geração de Trabalhadores mais jovens apresentar uma visão mais consciente, preferindo depender dos próprios investimentos para a provisão de pensão (31% dos inquiridos).

POUPANÇA PARA A REFORMA

• O montante poupado pelos Trabalhadores portugueses (cerca de 3.000€/ano) é o mais baixo dos países da Europa Ocidental (em média 5.000€/ano).


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2/ Prevenção Rodoviária A elevada taxa de sinistralidade rodoviária registada em Portugal faz com que a prevenção associada à redução da sinistralidade nas estradas seja vista como uma questão central e aglutinadora para a atividade Seguradora. Esta situação, além de ter impactos diretos no seguro Automóvel, acarreta ainda impactos indiretos noutros seguros, como os do ramo Vida, Saúde e Acidentes Pessoais. Consciente desta situação, a AXA tem realizado e apoiado estudos e debates sobre os motivos que provocam a sinistralidade rodoviária, bem como contribuído ativamente com as entidades competentes na prevenção e redução da sinistralidade.

Barómetro Prevenção Rodoviária

O Barómetro Prevenção Rodoviária é uma das respostas da AXA à problemática da redução da sinistralidade rodoviária, procurando conhecer os comportamentos e atitudes dos condutores, para melhor compreender os motivos que levam à sinistralidade, pretendendo igualmente constituir uma forma de sensibilização para os benefícios de uma condução segura.

Jornadas de Proteção Civil 2010

No âmbito do seu tema estandarte de Responsabilidade Corporativa “Investigação, Educação e Ação para Prevenir o Risco”, a AXA apoiou e participou nas Jornadas de Proteção Civil 2010 da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Beja, onde foram debatidas algumas das problemáticas do risco associado à sinistralidade rodoviária e realizados alguns simulacros.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

3/ Inclusão Social A preocupação com a pobreza e a exclusão social é hoje uma tendência mundial, não apenas por questões humanitárias, mas também pelas consequências sociais, económicas, políticas e ecológicas geradas pela desigualdade e pela pobreza, agravando-se em cenários de crise económica, como o que vivemos atualmente. Apesar de as pessoas e organizações mais desprotegidas ou desfavorecidas serem mais vulneráveis aos riscos, tanto os originados por catástrofes naturais, como os causados por ocorrências do quotidiano, estas são também as que apresentam uma maior limitação no acesso a serviços financeiros.

Micro-finanças

Não indiferente a esta questão, em 2009 a AXA decidiu colaborar no apoio às micro-finanças, estabelecendo um protocolo com a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) com vista à oferta de um pacote de seguros com condições vantajosas para micro-empresários. Este pacote inclui seguros de acidentes de trabalho, acidentes pessoais, saúde e automóvel com uma redução de 50% do prémio bem como a possibilidade de fracionamentos do prémio em pagamentos trimestrais.

Protocolo IPSS - Kit de Seguros para Instituições de Solidariedade Social

Outra forma de incentivo à inclusão social praticada pela AXA é a disponibilização de um conjunto integrado de seguros com condições vantajosas para Instituições de Solidariedade Social. Com o objetivo de conferir maior segurança e proteção à atividade destas instituições, o Kit integra os seguros normalmente necessários à cobertura dos riscos em que estas incorrem na sua atividade, incluindo: • Seguro Automóvel Protec; • Seguro Multirriscos Segurtrade; • Seguro de Acidentes de Trabalho Conta de Outrem; • Seguro de Acidentes Pessoais.

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Resp. para com a Sociedade

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Em 2010, no ano de lançamento deste projeto, registou-se uma elevada adesão ao Kit de Seguros para IPSS, tendo sido concedidos prémios no valor global de €74.712 contribuindo assim para a sua proteção e uma maior estabilidade e segurança da sua atividade.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

4/ Promoção da Melhoria dos Sistemas de Saúde Em julho de 2010 a AXA Portugal tornou-se parceira do programa de Formação de Executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresarias da Universidade Católica Portuguesa (FCEE – Católica), apostando na formação em gestão no setor da Saúde. O apoio da AXA surge no âmbito do Programa Avançado de Gestão para Médicos Dentistas, do Curso de PósGraduação em Gestão de Unidades de Saúde e do novo programa Young Medical Leadership Program, um programa integrado de formação que visa o desenvolvimento de jovens médicos, de modo a que possam colaborar no desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde Público e Privado. Com esta parceria, a AXA procura dar resposta aos múltiplos desafios com que a Sociedade e o setor da Saúde se deparam, como o envelhecimento da população, a procura por melhores cuidados de saúde e a dificuldade de financiamento do Sistema Nacional de Saúde. Assim, a AXA aposta na formação de profissionais de Saúde como forma de incrementar a qualidade e a abrangência destes serviços, e ao mesmo tempo assegurar relações custo/benefício cada vez mais favoráveis.

> João Leandro Presidente do Conselho de Administração e Conselho Executivo da AXA Portugal

“Acreditamos que os cursos de gestão da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica, orientados especificamente para médicos e médicos dentistas, são um importante contributo para a inovação e reforço de competências, promovendo assim um futuro melhor para todos.”


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

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Resp. para com a Sociedade

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5/A Fundação AXA Corações em Acção: Voluntariado e Solidariedade

e Consultores, amigos e familiares, que têm tornado possível o apoio efetivo e continuado a um elevado número de instituições e projetos ao longo dos vários anos.

10 As ações de intervenção da AXA na sociedade são realizadas através da Fundação AXA Corações em Acção, atuando sobretudo em três vertentes: voluntariado, mecenato social e mecenato cultural.

A Fundação AXA Corações em Acção é reconhecida como uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), desde novembro de 2007, caracterizando-se como uma instituição sem fins lucrativos, com o objetivo de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos. Ao longo dos anos, a Fundação tem-se focado, sobretudo, no desenvolvimento de ações com vista ao aumento da inclusão social, dinamizando importantes projetos de apoio a franjas mais desfavorecidas da sociedade, como crianças, jovens, idosos, sem abrigo, e em ações de proteção dos recursos florestais nacionais, com especial ênfase na plantação e preservação. O caráter distintivo da Fundação AXA Corações em Acção reside no seu numeroso e empenhado corpo de Voluntários, que engloba Colaboradores, Agentes

A FUNDAÇÃO AXA CORAÇÕES EM ACÇÃO 12.805 Horas dedicadas à Fundação 102 Instituições apoiadas 354 Ações de solidariedade 1.967 Participações em ações 736 Voluntários envolvidos

Consulte o Relatório e Contas da Fundação AXA Corações em Acção no site www.axa.pt.

Sob o lema “com o pouco tempo de muitos, queremos fazer muito”, os Voluntários AXA, mobilizam-se de forma dinâmica, consciente e responsável, em torno de um instrumento “cultural” inovador – o Banco de Tempo.

O Banco do Tempo

Este é um espaço on-line aberto a todos os Colaboradores que pretendam mobilizar-se em torno de causas sociais e culturais promovidas pela Fundação AXA Corações em Acção, permitindo que os Colaboradores despendam algumas horas do seu tempo em projetos de voluntariado. O modelo de funcionamento do Banco do Tempo é idêntico ao de um banco comum, no entanto a moeda de troca é o tempo dos Voluntários. Estes “depositam” o seu tempo no Banco e o retorno do seu investimento reflete-se na dedicação de horas de trabalho a ações de solidariedade, saldando o “tempo depositado”.

O BANCO DO TEMPO

1.220 Voluntários 15.910 Horas depositadas 12.805 Horas utilizadas 3.105 Horas de saldo transitado para 2011


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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Voluntários do Conhecimento Programa Economia para o Sucesso

> Ana Margarida Azevedo Marketing Estratégico da AXA Portugal

A AXA e a Fundação AXA Corações em Acção associaram-se à ONG Junior Achievement – Aprender a Empreender, incentivando os seus Colaboradores a serem Voluntários do Conhecimento no programa “Economia para o Sucesso”. Neste programa, os voluntários realizam sessões de formação em escolas com o intuito de ajudar os jovens a desenvolverem características como o empreendedorismo, criatividade e inovação. Este programa é direcionado para jovens do ensino básico, fornecendo informações práticas sobre finanças e a importância de identificar objetivos de educação e carreira baseados em interesses, valores e qualidades dos alunos. Para apoiar os Voluntários nesta missão, é-lhes facultada uma sessão de formação antes do início do programa, bem como um Kit com todos os detalhes sobre os conteúdos a serem transmitidos aos alunos.

“Participar no programa dos Voluntários do Conhecimento foi muito interessante e gratificante. Num contexto de crise, o que se faz gratuitamente não aporta apenas benefícios para quem recebe e para quem (se) dá. “Voltar à escola” e partilhar conhecimentos com os Jovens de hoje, que serão os Empreendedores de amanhã, faz-me sentir que estou também a partilhar os Valores AXA de Profissionalismo, Espírito de equipa e Respeito pela palavra.”


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Iniciativas desenvolvidas em 2010 pela Fundação AXA Corações em Acção

De entre um vasto número de iniciativas levadas a cabo pela Fundação AXA Corações em Acção em 2010, podem ser destacadas as seguintes ações de voluntariado e solidariedade social:

Abril

Apoio à AMI na ajuda ao Haiti após o terramoto em Port-au-Prince com a criação de uma campanha de donativos. Ao montante doado, a Fundação AXA duplicou o valor e o Grupo AXA triplicou-o, entregando €19.843. 11

Fevereiro

Projecto Loving Kids continua, pelo 2º ano consecutivo, a pintar sorrisos às crianças nos hospitais de Lisboa, Almada, Setúbal, Torres Vedras e Barreiro.

Março

Corrida do Dia do Pai, cujas receitas reverteram a favor da Operação Nariz Vermelho, que através dos Doutores do Riso leva alegria a crianças hospitalizadas.

Resp. para com a Sociedade

12

11

Janeiro

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205 voluntários participaram na Caminhada Acreditar, juntando uma grande massa humana à missão da Acreditar e às crianças doentes que esta apoia.

Maio

227 Voluntários participaram na Corrida da Mulher no Porto, uma iniciativa que visa alertar e angariar fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), destinados à luta contra o cancro da mama.

Junho

99

13

Agosto

144h de voluntariado concretizaram um campo de férias em Tábua para cerca de 30 adolescentes de um meio carenciado do Porto. A Fundação apoiou ainda o alugar do autocarro e ofereceu sacos-mochila às crianças.

Setembro

18 voluntários realizaram 3 rondas pelos Sem-abrigo no Porto. Uma forma calorosa de ajudar aqueles que não têm mais do que a rua como casa e o céu como teto.

13

Outubro

Alfas e tutores pintaram muros no Banco Alimentar Contra a Fome, prepararam cabazes de alimentos para o Banco Alimentar e separaram roupa para o Banco de Bens Doados.

12

Novembro

1.500 quilos de material informático, fora de uso na AXA, foram entregues ao Banco de Equipamentos para reciclagem ou reutilização, combatendo o desperdício e reduzindo os impactos ambientais.

O Clube de Excelência da Rede Private celebrou mais um Dia da Excelência com Solidariedade, pintando as paredes do berçário e sala de aulas e separando as roupas para bebés na Instituição Ajuda de Mãe.

Julho

Dezembro

Apoio a projectos de Colónias de Férias da APPACDM, Associação Crescer Ser e Fundação Porto Social, fazendo com que centenas de crianças pudessem ter um Verão inesquecível.

Convite de 140 crianças apoiadas pela Cruz Vermelha Portuguesa, APPACDM Setúbal, Obra do Padre Grilo e ASAS para assistirem ao circo, tendo também recebido lanches e presentes de Natal.


100

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

“O GRANDE OBJETIVO PARA 2011 É A MOBILIZAÇÃO A 100% DOS COLABORADORES PARA AÇÕES DE VOLUNTARIADO”

Equipas Solidárias > Madalena Teixeira Duarte Ajuda de Mãe

“Para a Ajuda de Mãe estas ações de voluntariado, em contexto de crise ou não, são um enorme contributo: divulgamos o trabalho efetuado, aproveitamos a existência de um grupo numeroso para a execução de trabalhos que dificilmente seriam feitos noutras condições e que muito beneficiam as instalações e as condições de trabalho, abrimos a instituição a pessoas doutro contexto profissional que dão exemplo de trabalho e trabalho bem feito. Ao fomentar este tipo de voluntariado, a empresa permite que os Colaboradores envolvidos contactem com uma realidade diferente e contribuam de um modo próximo para um trabalho social, que muitas vezes é a 1ª de muitas participações. É uma forma muito “carinhosa “ e de grande envolvimento pessoal não se ficando pela útil doação financeira. Os voluntários da AXA foram inexcedíveis e a ação foi feita com tanto entusiasmo que ficámos também com o pátio pintado. Obrigada.”

No âmbito do Ano Europeu do Voluntariado declarado pela Comissão Europeia, em 2011 a Fundação AXA Corações em Acção pretende lançar um desafio a todos os Colaboradores AXA através do Projeto Equipas Solidárias. A grande ambição do projeto Equipas Solidárias é que cada Colaborador dedique, pelo menos, uma hora do seu período laboral a ações de solidariedade.

1 COLABORADOR AXA

=

1 HORA DE VOLUNTARIADO

EQUIPAS SOLIDÁRIAS O objetivo é que num ano especialmente dedicado ao voluntariado, cada equipa organize e realize uma ação de cariz social, reforçando ao mesmo tempo o seu espírito de equipa numa ação de team building. O projeto Equipas Solidária consiste assim na ambição da Fundação AXA para a mobilização de 100% dos Colaboradores da empresa, de forma a que 2011 seja um ano marcante e um motivo de orgulho e motivação pessoal para cada Colaborador.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

14

No âmbito do mecenato cultural, a AXA apoia desde 2007 a Orquestra Sinfónica do Porto - Casa da Música e em 2010 passou a apoiar a Fundação Rotária Portuguesa. 14 No âmbito do mecenato da AXA à Orquestra Sinfónica do Porto, e com o intuito de aproximar a empresa ao Cliente e fortalecer a sua relação com Colaboradores e Distribuidores, foi criado o concerto AXA, para o qual são convidadas cerca de 1.200 pessoas.

Em 2010 a AXA Portugal alia-se também à Fundação Rotária Portuguesa (FRP), através da constituição do “Prémio AXA” no 4º Concurso desta fundação, composto por uma Bolsa de estudo no valor de €2.000 atribuída ao Melhor Pianista Acompanhador.

101

Resp. para com a Sociedade

14

6/ Apoio à Cultura e ao Desporto

Principais investimentos e apoios à comunidade

>

15

15 No âmbito do desporto, desde 2007 que a AXA é o patrocinador oficial da equipa principal do Sporting Clube de Braga, dando assim o seu nome ao estádio do Clube “Estádio AXA” e às camisolas, equipamentos e campos de treino dos jogadores, bem como às salas de Conferência de Imprensa.

Em 2010 a empresa celebrou também um protocolo de apoio à escola de formação em futebol “Força Portimonense” do Sporting Clube para a próxima época desportiva e um contrato de patrocínio da equipa principal do Varzim Sport Club. Assim nos últimos anos a AXA Portugal realizou inúmeros investimentos e apoios à comunidade, dos quais se destacam:

2008

2009

2010 Investimento (Milhares de euros)

Nº de ações

Investimento (Milhares de euros)

Nº de ações

Investimento (Milhares de euros)

Nº de ações

Apoios diretos à Sociedade: Cultura Social[11] Ambiente[12] Desporto Outras Apoios às atividades da Fundação AXA Corações em Acção:

315 2 1 1.048 11

7 2 1 29 5

262 3 1.362 10

6 4 46 11

288 9 1.327 17

8 3 50 2

60

-

60

-

65

-

Total dos apoios

1.437

44

1.697

67

1.701

63

[11] A maior parte das ações de solidariedade são apoiadas diretamente pela Fundação AXA Corações em Acção. [12] Em 2009 e 2010 as ações de proteção ambiental foram apoiadas através da Fundação AXA Corações em Acção.


102

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

RESPONSABILIDADE PARA COM O AMBIENTE

As alterações climáticas são apontadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta enfrenta na atualidade, causando inundações, tempestades, entre outras catástrofes naturais. De facto, 2010 foi um ano marcante para o mercado Segurador no que respeita a este tema, com as inundações na Madeira e o tornado em Tomar. Outra das preocupações com o Ambiente, prende-se com a proteção da biodiversidade e da natureza. O desafio que se coloca à AXA está na forma como a empresa deve gerir os riscos que as alterações climáticas e a perda da biodiversidade representam e qual o papel a desempenhar na estratégia de abrandamento do aquecimento global e na proteção dos recursos naturais. Desta forma, o Grupo AXA definiu algumas linhas orientadoras da sua atuação no que respeita à proteção do Ambiente: • Promover a investigação através do AXA Fund Research, em que uma das áreas de atuação prioritária é o Ambiente; • Gerir e minimizar os impactos ambientais decorrentes da sua atividade local, através da implementação de sistemas de gestão ambiental em todas as suas empresas; • Promover um comportamento responsável junto dos Colaboradores e da sociedade em geral, desenvolvendo ações de educação e literacia como forma de prevenir riscos; • Desenvolver e participar em iniciativas que contribuam para minimizar riscos ambientais, nomeadamente no que respeita ao combate às alterações climáticas e à proteção da biodiversidade;

• Alertar o governo e autoridades locais para os novos riscos e recomendar soluções de reforço das políticas de prevenção dos mesmos; • Melhorar a qualidade da informação fornecida aos investidores, promovendo a transparência e a acessibilidade à informação sobre riscos e oportunidades relacionadas com as emissões de GEE e a estratégia ambiental. 1


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

1/ Gestão dos Impactos Ambientais[13] O elevado compromisso e preocupação da AXA em minimizar os impactos ambientais decorrentes da sua atividade local levou a que, em 2001, fosse implementado o projeto AXA Verde, contemplando metas específicas de redução de consumos de recursos e emissões de gases com efeitos de estufa.

Os seus objetivos têm vindo a ser cumpridos ao longo dos anos, devido em muito às campanhas de sensibilização levadas a cabo pela empresa e à elevada proatividade dos seus Colaboradores. A recolha sistemática de informação ambiental teve início em 2005, tendo dado origem mais tarde à implementação de um Sistema de Gestão Ambiental. Esta ferramenta tem permitido à AXA uma mais eficaz e eficiente avaliação e controlo dos impactos ambientais das suas atividades.

>

Resp. para com o Ambiente

103

Os resultados alcançados na redução do consumo de recursos no período de 2007/2009 foram bastantes positivos, conseguindo reduções muito acima do esperado, o que levou a que o Grupo AXA definisse novas e ambiciosas metas de redução para todas as suas empresas no período de 2008/2012: CONSUMOS DE RECURSOS POR FTE [14]

METAS DE REDUÇÃO (2009/2012)

Consumo de papel

10%

Consumo de energia (eletricidade e gás)

5%

Emissões de CO2e nas deslocações

5%

Consumo de água

10%

Com vista a atingir os objetivos de redução acima descritos, a AXA tem vindo a desenvolver, um conjunto de iniciativas que incidem sobre as diversas áreas.

[13] Os consumos de papel, água e energia reportados neste capítulo incluem também consumos gerados por outras empresas do Grupo e que partilham instalações com a AXA Portugal (mas cujos centros de decisão estão fora de Portugal, motivo pelo qual as suas atividades não fazem parte do âmbito deste relatório). Esta distorção faz com que os indicadores de consumo por Colaborador possam apresentar valores superiores ao que seria de esperar para uma empresa de serviços como a AXA. A AXA está a fortalecer internamente a abordagem com base nos FTE (ver nota seguinte) para contornar esta questão. [14] Full time equivalent (FTE), medida que tem em consideração todas as pessoas que trabalham nas instalações (Colaboradores e pessoal externo) e as respetivas cargas horária e taxas de absentismo.


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AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Consumo de Papel

Enquanto empresa de serviços, um dos grandes impactos ambientais diretos da AXA prende-se com o consumo de papel. Consciente deste facto, a AXA tem vindo a desenvolver um conjunto de medidas que visam a diminuição do consumo de papel, quer a nível interno quer externo. Internamente, todos os Colaboradores da AXA são incentivados à redução do uso de papel, através da minimização do número de impressões e recorrendo à impressão nos dois lados da folha. Desta forma a AXA tem conseguido reduções significativas no consumo absoluto de papel e por Colaborador. Através da utilização da frase “Pense antes de imprimir” nas assinaturas de email dos vários Colaboradores, a empresa está também a incentivar o mesmo comportamento por parte dos Clientes, Distribuidores e Fornecedores, bem como da Sociedade em geral. A utilização de papel reciclado é outra prática corrente da empresa, tendo vindo a aumentar a proporção de papel reciclado utilizado ao longo dos anos, como é possível perceber nos gráficos seguintes:

Pedro Carvalho Oliveira Controlo de Resultados da AXA Portugal

“A AXA Portugal tem tido uma performance exemplar em termos ambientais, a qual apenas é possível devido ao envolvimento de todos os Colaboradores. Os objetivos inicialmente definidos foram atingidos, tendo sido inclusivé superados em alguns casos. No entanto, existe uma área – consumo de água – onde ainda temos um longo caminho a percorrer e na qual teremos de dar um foco especial. Os novos objetivos fixados são ainda mais ambiciosos, mas a excelente performance verificada nos últimos anos faz com que estejamos otimistas. O desenvolvimento de novos hábitos de consumo, a adoção de novas ferramentas digitais, a mudança para um edifício mais eficiente energeticamente e a continuação de uma forte comunicação e sensibilização serão os pilares fundamentais para atingir esses objetivos.” Consumo total de papel/Colaborador (kg)

Consumo global de papel (ton) 91,7

>

97,3

35%

81,9 27%

65%

73%

75%

2008

2009

2010

73,3 25%

94,0

83,2

Papel reciclado Papel normal

2008

2009

2010


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Consumo Energético e Emissões de GEE

A pegada ecológica da AXA, como em todas as empresas de serviços, está muito relacionada com o consumo de energia nas suas atividades e com as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) que daí resultam e que têm como principal consequência as alterações climáticas. Desta forma, a AXA tem vindo a medir, reportar e a desenvolver continuamente um conjunto de iniciativas que têm como objetivo contribuir para uma mobilidade cada vez mais sustentável (assente na redução do tráfego automóvel, do consumo de energia e das emissões de gases GEE), numa melhor qualidade do ar, numa maior eficiência energética, bem como beneficiar das respetivas oportunidades de redução de custos. As emissões de GEE relacionadas com a atividade da empresa têm como origem o consumo de energia em 3 âmbitos distintos: 1. Consumo direto de combustíveis nas deslocações em trabalho e que a empresa consegue controlar (frota própria e restantes deslocações); 2. Consumo de eletricidade (consumo indireto de energia); 3. Consumo de combustíveis nas deslocações casa-trabalho-casa dos Colaboradores e que a empresa não consegue controlar diretamente.

>

Resp. para com o Ambiente

105

Emissões de âmbito 1 – Deslocações em trabalho

No seio de uma política de controlo das emissões de carbono, a AXA tem-se debruçado cada vez mais sobre a problemática da mobilidade sustentável, desenvolvendo um conjunto de iniciativas que visam, por um lado, a redução do número de deslocações em serviço, por outro lado, a promoção de utilização de meios de transporte mais sustentáveis. De forma a minimizar os custos com deslocações e as emissões de GEE, faz parte da política de deslocações e de marcação de reuniões da AXA privilegiar a utilização de vídeo ou teleconferências em detrimento de deslocações entre Porto, Lisboa e outras cidades nacionais ou europeias. Esta iniciativa tem contribuído para uma grande diminuição do número de viagens dos Colaboradores. Para tal, em 2010 foi instalada uma sala “AXA Presence” pretendendo obter diversos benefícios inerentes à qualidade e comodidade de utilização de um sistema de elevada qualidade, designadamente: • Potenciar a regionalização, fomentando as relações com as equipas regionais; • Reduzir a sua pegada ecológica, nomeadamente com a redução de emissões de GEE associadas às deslocações; • Reduzir o inconveniente e os custos com as viagens; • Melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos Colaboradores e aumentar a sua produtividade com a redução do tempo em deslocações.


106

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Apesar destas iniciativas, o consumo direto de combustíveis nas deslocações em trabalho dos Colaboradores AXA recorrendo à frota própria de automóveis, tem vindo a apresentar uma tendência de crescimento. Este aumento é justificado essencialmente pela maior atribuição de viaturas aos Diretores e aos Comerciais da empresa e é parcialmente compensado pela diminuição deste tipo de deslocações em frota própria. A AXA continua, no entanto, a sua busca contínua de novas oportunidades de redução.

Consumo direto de combustíveis (GJ) Gasóleo

Gasolina

4.600

5.176

5.904

2008

2009

2010

Emissões de GEE resultantes das deslocações em trabalho (ton/CO2e) Emissões Comboio

174 22

2008

15.493

14.772

14.831

2008

2009

2010

48

2009

116

16,45

2008

16,96

16,83

2009

2010

Emissões Avião 442

390

351

Consumo de Eletricidade (GJ)

Consumo de Eletricidade/ Colaborador (GJ)

Relativamente às emissões de GEE respeitantes às deslocações dos Colaboradores AXA em trabalho, podemos identificar 3 vias de deslocação: automóvel, avião e comboio, às quais estão associadas as seguintes emissões:

Emissões Automóvel

Além do consumo direto de combustíveis necessário às viagens em trabalho, a AXA na sua atividade diária consome também combustíveis de forma indireta, ou seja, através do consumo de eletricidade nos seus edifícios.

61

90

152

Emissões de âmbito 2 – Consumo de Eletricidade

16

2010

72

Como é possível verificar pelos gráficos anteriores, o consumo global de eletricidade aumentou ligeiramente em 2010, no entanto este pode ser justificado pelo aumento do número de Colaboradores. Já o consumo por Colaborador, mais relevante para uma eficiente gestão energética, registou uma queda de 0,7% face a 2009.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

>

Resp. para com o Ambiente

107

“-33% DE EMISSÕES DE CO2e DERIVADAS DO CONSUMO DE ELETRICIDADE FACE A 2009”

No entanto, devido ao aumento da utilização de energias renováveis pelo Fornecedor de eletricidade na respetiva produção, o consumo indireto de fontes de energia primária da AXA Portugal tem vindo a diminuir substancialmente ao longo dos últimos anos.

Com o intuito de gerir de uma forma mais eficiente o consumo de eletricidade nos edifícios AXA, são efetuadas medições diárias do consumo de eletricidade por parte da equipa de segurança, através da atualização de um mapa específico para o efeito.

Este mesmo fator explica a queda acentuada das emissões de GEE associadas ao consumo de eletricidade.

Como o consumo de eletricidade na AXA deriva essencialmente de todos os Colaboradores, estes são também frequentemente sensibilizados para a adoção de comportamentos de racionalização no uso da energia elétrica.

Consumo indireto de energia por fonte primária (GJ) 23.766 6% 24% 6%

22.634 6% 24% 6%

20.917 6% 37%

Carvão Fuelóleo Gás natural Outras energias primárias

2% 64%

2008

64%

2009

55%

2010

Emissões de GEE resultantes do consumo de eletricidade (ton/CO2e) 1.642

1.399 944

2008

2009

2010


108

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Emissões de âmbito 3 – Emissões de GEE nas deslocações casa-trabalho A avaliação dos impactos ambientais do transporte de Colaboradores faz parte de uma abordagem abrangente para o planeamento de estratégias de gestão ambiental da AXA, pelo que são igualmente contabilizadas as emissões resultantes das deslocações casa-trabalho dos mesmos[15].

Em 2010, as deslocações casa-trabalho repartiram-se da seguinte forma:

Deslocações casa-trabalho em 2010 (% dos km totais percorridos) 2,5% 26,9%

Emissões de GEE nas deslocações casatrabalho (ton/CO2e) 900

883

855

76%

76%

78%

7% 17%

9% 15%

8% 14%

2008

2009

2010

60,7% 10,0%

Comboio / Metro Autocarro

Emissões Comboio/Metro

Automóvel / Moto

Emissões Autocarro

A pé / Bicicleta

Emissões Automóvel/Moto

No âmbito do reporting ambiental do Grupo AXA, é anualmente realizado um inquérito relativo ao meio de transporte utilizado no percurso casa-trabalho pelos Colaboradores, cujo objetivo é incentivar a escolha de meios de transportes mais ecológicos.

Partindo da sugestão de um Colaborador no âmbito da Quinzena do Desenvolvimento Sustentável, a AXA disponibiliza parque para bicicletas nos edifícios centrais de Lisboa e Porto.

[15] Para melhor comparabilidade dos dados, as emissões dos anos 2008 e 2009 foram recalculadas utilizando os novos fatores de emissão considerados em 2010.


ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

16

Embora a atividade da AXA não exerça grandes impactos sobre os recursos hídricos, a empresa tem também como princípio gerir e promover a eficiência na utilização deste recurso, que é sobretudo utilizado para fins sanitários, tendo como proveniência a rede pública. A água consumida nos edifícios da AXA ao longo dos últimos 3 anos apresenta a seguinte tendência:

Consumo total de água (m3)

2008

15.587

2009

16.970

2010

Consumo de água por Colaborador (m3)

15,47

2008

Resp. para com o Ambiente

17,90

2009

19,26

2010

109

16

16

Consumo de Água

14.574

>

Os aumentos verificados nos últimos 2 anos devem-se sobretudo a situações pontuais. Em 2009, realizaram-se obras no edifício de Campo Alegre, no Porto. Já em 2010, a maior utilização temporária por elementos não pertencentes à AXA de um dos edifícios em Lisboa e a ocorrência de alguns problemas de funcionamento foi a principal causa do aumento ocorrido. Prevê-se que a mudança em 2011 para instalações mais modernas em Lisboa e que já incorporam várias soluções de racionalização dos consumos de água e de outros consumos, permita reverter esta situação. 16

Gestão dos Resíduos

Outra das preocupações da AXA levada em conta na proteção do Ambiente prende-se com a gestão eficiente dos resíduos que são gerados nos seus edifícios. Para este fim, é essencial a cooperação de todos os Colaboradores, razão pela qual a AXA desenvolve várias iniciativas de sensibilização para a gestão e separação de resíduos: • Disponibilização de Ecomodos - pequenos centros de separação de resíduos, existentes em todos os pisos, de todos os edifícios AXA; • Acordo com a Ecopilhas, para armazenar e recolher as pilhas e outros acumuladores consumidos nos edifícios centrais de Lisboa e Porto; • Gestão dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), através da reciclagem de toners e impressoras e da doação de computadores em fim de vida útil à Fundação AXA Corações em Acção, que depois os distribui por escolas e instituições.


110

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

17

Em 2010, a AXA recolheu e encaminhou para valorização 45,5 ton de papel[16], menos 28% face a 2009. Esta diminuição tem origem no menor consumo de papel e pelo facto de em 2009 se ter procedido à destruição de parte do arquivo físico. No entanto, a AXA ainda não consegue quantificar a restante quantidade de resíduos valorizados, estando a analisar com a AXA Technologie a melhor forma de contabilizar estes dados. 2/ Apoio a Projetos de Proteção da Biodiversidade A AXA eleva o seu compromisso para com a proteção do Ambiente. Como tal, além de gerir a sua pegada ecológica, apoia de forma contínua projetos de cariz ambiental, desenvolvendo esforços na defesa do património florestal nacional.

Fundação Mata do Buçaco

A AXA Portugal é um dos fundadores da Fundação Mata do Buçaco (FMB).

Disponibilização de sacos de papel ou plástico reciclado

Anualmente, são utilizadas largas toneladas de sacos de plástico descartáveis, cuja grande parte, depois de usados, vai parar aos rios, lagos e mares, contaminando solos e vias fluviais. Neste sentido, o Clube dos Colaboradores da AXA tomou a iniciativa de, a partir do dia 5 de junho – Dia Mundial do Ambiente –

17

17

A Fundação tem como objetivo gerir de forma integrada o património florestal, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco, em que as suas prioridades passam pela limpeza da mata, a recuperação da Via-sacra, do trilho dos jardins e Estufas, da Natureza e da Água.

17

Projeto Floresta Unida

A AXA associou-se ao programa internacional de voluntariado promovido pelo Barclays, cujo objetivo é a plantação de 400 milhões de árvores em todo o mundo, até 2030, das quais 100 milhões estão destinados ao território português. Lançada em 2007, a iniciativa privilegia a reflorestação de áreas atingidas por incêndios, pragas ou erosão e visa a manutenção das novas plantações por 30 anos. Em outubro, 1.200 voluntários, dos quais 50 da AXA Portugal e da Fundação AXA Corações em Acção, plantaram cerca de 30.000 árvores na Serra da Lousã, numa área que havia sido afetada pela doença do pinheiro (nemátodo). Globalmente, já foram reflorestados 300 hectares de património florestal, num total de 370.000 árvores.

passar a distribuir sacos de papel ou plástico reciclado nas suas sedes. Esta constitui assim uma forma de sensibilização de Clientes, Colaboradores, Fornecedores e Distribuidores para o perigo da utilização de sacos de plástico descartáveis, alertando-os para a necessidade de proteção do ambiente.

[16] O valor de 45,5 ton foi obtido por estimativa, extrapolando para Lisboa a variação verificada no Porto entre 2009 e 2010. Esta alteração prende-se com a mudança no prestador do serviço de recolha de papel para reciclagem na região de Lisboa, em que a nova entidade não procede à sua pesagem.


>

ABORDAGEM INTEGRADA À RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

Resp. para com o Ambiente

111

“ALÉM DA GESTÃO DA PEGADA ECOLÓGICA, A AXA APOIA DIVERSAS INICIATIVAS DE PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE”

Movimento ECO – Empresas Contra os Fogos

Anualmente a AXA tem renovado a sua associação ao Movimento ECO – Empresas contra os Fogos, uma iniciativa lançada em 2007 pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, de que a AXA é fundadora. Este movimento tem o objetivo de unir forças políticas, empresariais e sociais no combate aos fogos nas florestas portuguesas. Sob o lema “Portugal sem fogos depende de todos”, o Movimento ECO desenvolve campanhas de sensibilização para os cidadãos, assente na evidência de que a maioria dos incêndios decorre de comportamentos negligentes.

3/ Reconhecimento Externo da Abordagem da AXA ao Ambiente A abordagem integrada da AXA às questões ambientais tem sido reconhecida externamente, como demonstram os resultados obtidos no índice ACGE – Responsabilidade Climática. Este índice, desenvolvido pela Euronatura, avalia a resposta das empresas aos desafios colocados pelas alterações climáticas e a sua contribuição para a transição para uma economia de baixo carbono. Em 2010, num total de 59 empresas pertencentes a 14 setores de atividade, a AXA assegurou a terceira posição entre as 7 instituições financeiras presentes no ranking, sendo ainda o Segurador melhor posicionado[17].

Pontuação das empresas do setor financeiro no índice ACGE em 2010 BES

75%

CGD

72,5% 57,5%

AXA PORTUGAL

52,5%

MÉDIA DO SETOR FINANCEIRO MILLENIUM BCP

50%

SANTADER TOTTA

50% 44,7%

MÉDIA GLOBAL FIDELIDADE MUNDIAL

33,8%

IMPÉRIO BONANÇA

33,8%

Fonte: Relatório do Índice AGE de 2010

[17] Fonte: (http://www.responsabilidadeclimatica.net/index.php?opcao=1261&ling=1).


V.

informação financeira

114 - SOCIEDADE NÃO VIDA

114 - Principais Indicadores de Gestão 115 - Análise Económica 119 - Análise Financeira 123 - Resultados e a sua Aplicação 123 - Perspetivas da Companhia para 2011 124 - Considerações Finais 125 - Composição dos Órgãos Sociais 126 - Demonstrações Financeiras 141 - Anexo Não Vida

216 - SOCIEDADE VIDA

216 - Principais Indicadores de Gestão 217 - Análise Económica 219 - Análise Financeira 223 - Resultados e a sua Aplicação 223 - Perspetivas da Companhia para 2011 224 - Considerações Finais 225 - Composição dos Órgãos Sociais 226 - Demonstrações Financeiras 246 - Anexo Vida


114

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

SOCIEDADE NÃO VIDA Como referido nos capítulos anteriores deste documento integrado, o atual panorama de mercado é caracterizado por um ambiente macroeconómico adverso, por um quadro legislativo mais exigente e por consumidores mais atentos relativamente aos preços, aos prazos praticados e mais rigorosos na avaliação sobre a qualidade do serviço prestado. No sentido de dar resposta às novas imposições do mercado, a AXA desenvolveu a sua actuação tendo como

pilares uma forte orientação Cliente, um foco permanente na inovação, na Responsabilidade Corporativa, na Solvência/Rentabilidade da empresa e no envolvimento de todos os colaboradores para a concretização da estratégia de negócio definida. A consolidação do posicionamento da AXA no mercado Português releva o sucesso desta estratégia. Estas linhas de atuação encontram-se mais desenvolvidas ao longo dos capítulos anteriores deste documento.

1/ Principais Indicadores de Gestão

AXA NÃO VIDA

2010

2009

VARIAÇÃO

Prémios Emitidos (1)

353.703

350.148

1,0%

Resultados Operacional (2)

-782

11.628

-106,7%

Resultado Líquido

1.695

4.158

-59,2%

Capital Próprio

105.086

105.792

-0,7%

Ativo Líquido Total

745.213

769.903

-3,2%

Provisões Técnicas

553.449

577.990

-4,2%

N.º de Contratos em Carteira

1.185.289

1.181.971

0,3%

N.º de Colaboradores

597

590

1,2%

Prémios Emitidos (1) / N.º Colaboradores

592

593

-0,2%

Nº Contratos em vigor / N.º Colaboradores

1.985

2.003

-0,9%

Resultados Operacional(2) / Prémios Emitidos(1)

-0,22%

3,32%

-3,5 pts

Resultado Líquido/ Prémios Emitidos(1)

0,48%

1,19%

-0,7 pts

Resultado Líquido/Ativo Líquido

0,23%

0,54%

-0,3 pts

Resultado Líquido/Capital Próprio

1,61%

3,93%

-2,3 pts

Rácio de Sinistralidade(4)

74,2%

70,7%

3,5 pts

Rácio de Despesa(5)

29,3%

30,2%

-0,9 pts

Rácio Combinado

103,4%

100,9%

2,5 pts

189,9%

190,7%

Rácios de Produtividade

Rácios de Rendibilidade

Rácios de Eficiência

(3)

(4)

Rácio de Solvência Grau de Cobertura das Responsabilidades (1) Seguro direto e resseguro aceite (2) Resultado antes de mais e menos valias, bruto de imposto (3) Sobre prémios adquiridos (4) Líquido de resseguro cedido (5) Inclui custos com saldos

-0,8 pts Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

115

Sociedade Não Vida

2/ Análise Económica

Produção PRÉMIOS EMITIDOS SD

2010

2009

Acidentes de Trabalho

72.690

75.338

Acidentes Pessoais

8.181

8.582

Doença

18.318

16.798

Incêndio e Outros Danos

53.290

52.695

Automóvel

179.351

176.962

Transportes

4.656

4.647

Responsabilidade Civil

12.135

11.620

Diversos

1.043

1.191

TOTAL

349.655

347.833

QUOTA MERCADO

8,4%

8,4% Unidade: Milhares de Euros

Em 2010, os Prémios Emitidos de Seguro Direto ascenderam a 350 milhões de euros, traduzindo-se num aumento de 0,5% face ao ano anterior. Numa análise dos principais ramos, destaca-se:

ao desempenho registado no ano anterior (-5,2%) e superior ao verificado no mercado Segurador (-4,1%). A carteira deste ramo também verificou um decréscimo face ao ano anterior;

• O ramo Automóvel, que tinha registado uma perda de carteira nos três últimos anos, verificou um crescimento de 1,3%, superior à evolução verificada no mercado, essencialmente devido ao aumento do número de contratos em carteira. O prémio médio inverteu a tendência de queda dos últimos anos, registando um ligeiro aumento face ao ano anterior;

• O ramo Doença manteve a boa performance verificada nos dois anos anteriores, registando um crescimento de 9,0%, superior ao crescimento do mercado (6,5%). Esta evolução foi suportada por um aumento da carteira e prémio médio;

• O ramo Acidentes de Trabalho, o segundo ramo mais representativo da carteira de prémios, continuou a ser penalizado pelo contexto económico, que se refletiu no elevado número de falências e no consequente aumento da taxa de desemprego. A AXA, apesar de verificar um decréscimo de 3,5% nos prémios deste ramo, registou uma recuperação face

• O ramo Incêndio e Outros Danos cresceu 1,1%, embora abaixo do mercado, essencialmente devido ao aumento dos prémios de Multirriscos Comércio e Habitação (5,9% e 3,6%, respetivamente).


116

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

Prémios Emitidos SD (var. homóloga) 10/09

09/08

9,0%

9,0%

5,7% 1,3%

1,1%

0,5%

-3,5% -6,3%

Automóvel

-4,5%

-5,2%

Acidentes de Trabalho

Incêndio e Outros Danos

Doença

TOTAL

Estrutura Carteira 2010 Responsabilidade Civil 3,5%

Transportes 1,3%

A produção de resseguro aceite ascendeu a 4.047 milhares de euros, registando um crescimento de 74,9% face ao ano anterior.

Diversos 0,3% Acidentes de Trabalho 20,8% Acidentes Pessoais 2,3% Doença 5,2%

Automóvel 51,3%

Incêndio e Outros Danos 15,2%

A AXA mantém o 2º lugar no ranking com uma quota de 8,4%. Os principais ramos assinalaram as seguintes evoluções: • O Automóvel manteve uma quota superior à quota de Não Vida, fixando-se em 10,3%; • Em Acidentes de Trabalho verificou-se um ligeiro incremento de 0,1 p.p. para 11,3%; • Em Incêndio e Outros Danos a quota manteve-se nos 7,0%[18].

[18] Valores apurados em amostras comparáveis extrapoladas, dados APS relativos a 2010.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

117

Sociedade Não Vida

Custos com Sinistros CUSTOS COM SINISTROS SD

2010

2009

Acidentes de Trabalho

67.056

57.260

Acidentes Pessoais

2.737

2.856

Doença

15.428

15.896

Incêndio e Outros Danos

47.875

27.821

Automóvel

104.061

105.571

Transportes

2.231

2.038

Responsabilidade Civil

663

8.547

Diversos

1.966

326

TOTAL NÃO VIDA

242.017

220.314 Unidade: Milhares de Euros

Nota: Os valores dos custos com sinistros de seguro direto não incluem os custos por natureza a imputar.

Evolução da taxa sinistralidade S/PE 2009

2010 92,2%

89,8%

76,0% 63,3%

59,7% 58,0%

Automóvel

69,2%

52,8%

Acidentes de Trabalho

Incêndio e Outros Danos

TOTAL NÃO VIDA

Nota: S/PE = Custos com sinistros seguro direto/Prémios emitidos seguros direto.

Os Custos com Sinistros de Seguro Direto atingiram o montante de 242 milhões de euros, um aumento de 9,9% face a 2009, essencialmente por força dos sinistros de elevado montante, nomeadamente das tempestades da Madeira e Xynthia, assim como pelo aumento da frequência de sinistros do exercício (sem doença) de 0,8 p.p.


118

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Em consequência, a Taxa de Sinistralidade (medida pelo rácio Custos com Sinistros SD/Prémios Emitidos SD) aumentou 5,9 p.p. para um rácio de 69,2%. Na análise dos principais ramos, verifica-se: • No ramo Automóvel a taxa de sinistralidade melhorou 1,7 p.p., situando-se nos 58,0%, positivamente influenciado pelo aumento dos prémios e pela redução dos custos com sinistros, essencialmente de exercícios anteriores; • O ramo Incêndio e Outros Danos, fortemente impactado em Multirriscos Comércio pelas tempestades referidas anteriormente, apresentou um agravamento do rácio para 89,8%. Também a frequência registou um ligeiro agravamento; • No ramo Acidentes de Trabalho, a descida nos prémios emitidos e o aumento dos custos com sinistros refletiu-se num aumento da taxa de sinistralidade para 92,2%. Os custos com sinistros de Resseguro Aceite situaram-se em 3.079 milhares de euros, superior em 17,0% face ao ano anterior.

Resseguro Cedido

O saldo de Resseguro Cedido registou uma melhoria de 35,3% para 13.957 milhares de euros. O aumento da carga de sinistros recuperada, impactada pelos sinistros da tempestade da Madeira, é o principal fator para esta variação. O ramo Multirriscos Comércio foi o ramo que mais contribuiu para a evolução do saldo de Resseguro Cedido. A taxa de cedência subiu 0,4 p.p face ao ano anterior para 9,0%.

Custos Administrativos

O total dos Custos Administrativos ascendeu a 31.369 milhares de euros em 2010, o que se traduziu numa redução de 17,1% face a 2009. Destes custos, 27.689 milhares de euros corresponderam ao montante de custos indiretos e 3.680 milhares de euros a comissões de cobrança. A evolução nos custos administrativos decorre de custos com saídas de Colaboradores por Rescisões e Pré-Reformas, ocorridas em 2009.

Custos de Aquisição

Os custos de aquisição ascenderam a 67.365 milhares de euros, representando 19% do total de prémios emitidos, dos quais: • As Comissões de Mediação, corretagem e restantes custos de aquisição diretos atingiram o montante de 41.997 milhares de euros, representando 11,9% do total de prémios emitidos (11,5% em 2009); • As Despesas de Aquisição imputadas foram de 25.367 milhares de euros, representando 7,2% do total de prémios emitidos (contra 6,7% em 2009).


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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119

Sociedade Não Vida

3/ Análise Financeira

Investimentos 2010

2009

Caixas e seus equivalentes e depósitos à ordem

32.825

12.210

Investimentos em filiais, associados e empreendimentos conjuntos

3.980

3.547

Ativos financeiros detidos para negociação

1.089

25

652

0

Ativos disponíveis para venda

465.753

512.244

Terrenos e edíficios

39.704

43.110

Outros ativos

8.324

7.918

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

552.328

579.055

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas

Unidade: Milhares de Euros

A carteira de investimentos atingiu, em 2010, o montante de 552.328 milhares de euros, traduzindo-se numa redução de 26.727 milhares de euros (-4,6%) face ao período homólogo. Esta redução, essencialmente verificada em Ativos Mobiliários, foi em parte compensada por um aumento de Caixa e Depósitos à Ordem.

Carteira de Investimentos 2,0% 7,4%

2,4% 7,2%

88,5%

84,3%

Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Ativos disponíveis para venda Terrenos e edifícios

2,1%

5,9%

Outros ativos

2009

2010


120

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Resultado de Investimentos 2010

2009

Rendimentos

19.232

19.858

Ganhos Liquídos de Ativos e Passivos Financeiros

1.917

2.173

Perdas de Imparidade

-841

-7.900

TOTAL

20.309

14.132 Unidade: Milhares de Euros

O Resultado de Investimentos registou um aumento de 6.177 milhares de euros (43,7%), atingindo os 20.309 milhares de euros. Os Rendimentos Financeiros diminuíram 626 milhares de euros para 19.232 milhares de euros. Esta diminuição deveu-se essencialmente à redução de rendimentos de ações, obrigações e imóveis, compensada por uma diminuição dos custos imputados. Os Ganhos líquidos de Ativos e Passivos Financeiros reduziram no montante de 256 milhares de euros para 1.917 milhares de euros, em resultado de uma redução das mais valias relacionadas com obrigações compensada em parte por um aumento das mais valias de ações e derivados. As perdas de imparidade diminuíram para 841 milhares de euros, correspondendo a uma redução de 7.059 milhares de euros em relação ao ano anterior, como consequência da valorização do mercado financeiro.

Provisões Técnicas

O total das Provisões Técnicas, considerando, com a necessária prudência, as responsabilidades futuras da empresa, atingiu o montante de 553.449 milhares de euros em 2010.

O valor das provisões representou 156,5% dos prémios emitidos (seguro direto e resseguro aceite), inferior em 8,6 p.p. relativamente ao ano anterior, mantendo-se a empresa dentro dos parâmetros europeus, com uma posição relevante e consolidada no mercado português.

Capitais Próprios

Os Capitais Próprios totalizaram 105.086 milhares de euros, apresentando um ligeiro decréscimo de 0,7% face ao ano anterior. As reservas de reavaliação registaram 30.104 milhares de euros, o que correspondeu a uma variação de 540 milhares de euros face ao ano anterior. A reserva por impostos diferidos registou -8.641 milhares de euros (uma variação de 888 milhares de euros) e as outras reservas 15.423 milhares de euros (um aumento de 233 milhares de euros) dos quais 416 milhares correspondem à reserva legal dos resultados 2009. Os resultados que transitaram de 2009 totalizaram 1.871 milhares de euros.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

Margem de Solvência e Fundo de Garantia

A margem de solvência exigível nos termos legais é de 57.042 milhares de euros. O fundo de garantia exigível é de cerca de 19.014 milhares de euros. Os capitais próprios elegíveis asseguram a cobertura da margem de solvência em 189,87%.

Gestão de Riscos

Na atual conjuntura económica e enquadramento legislativo - Diretiva Comunitária sobre Solvency II e as Normas 14/2005-R e 8/2009-R emitidas pelo regulador Português, Instituto de Seguros de Portugal (ISP) sobre Sistemas de Gestão de Risco e Controlo Interno - a função de Gestão de Risco assume uma relevância significativa. Face ao exposto e de forma a reforçar a apropriação pela entidade dos temas relacionados com a gestão de riscos, em 2010, foi fortalecida a função de gestão de riscos através da criação de uma área específica de Risk Management, com a nomeação do Chief Risk Management e Gestores de Risco com incumbência de monitorizar os riscos de: • • • •

Seguros Vida; Seguros Não Vida; Financeiros; Operacional.

O Risk Management tem como objetivos principais a otimização da relação entre o risco e a rentabilidade e reduzir a volatilidade dos resultados do negócio da empresa face ao risco de movimentação dos mercados financeiros, ao risco de contraparte, ao risco de seguros e ao risco operacional. Para suportar o cumprimento dos objetivos enumerados foram implementados os seguintes comités de risco: • • • •

Comité de Risco e Compliance; Comité de Gestão de Ativos-Passivos; Comité de Risco de Seguros; Comité de Risco Operacional e Controlo Interno.

121

Tipologias de risco A gestão de riscos focaliza-se nas seguintes tipologias/ riscos: • Financeiros, que inclui: Risco de taxa de juro; Risco de volatilidade; Risco imobiliário; Risco de crédito (emissão/spread e concentração); Risco cambial; Risco de liquidez; • Risco de seguros relacionado com o desenho e pricing do produto, política de provisionamento, política de subscrição, política de gestão de sinistros e resseguro; • Risco operacional baseado nos princípios definidos na Solvency II. A política de riscos da entidade aplica-se no negócio através do estabelecimento de limites de tolerância para a gestão dos riscos, de acordo com regulamentações aplicáveis e/ou de acordo com decisões estratégicas da AXA, nomeadamente: • Riscos financeiros: ◘◘ Lista de ativos elegíveis para investimento, definidos na política de investimentos; ◘◘ Risco da taxa de juro mediante a existência de limites ao nível do gap de duração do ativo vs passivo; ◘◘ Risco de crédito, através de limites de concentração em termos de emitente, em função do tipo de ativo e seu rating; ◘◘ Risco de volatilidade do mercado de capitais limitando o universo de ativos em que a entidade pode investir; ◘◘ Regras de utilização de Hedge Funds; ◘◘ Limites para a utilização de produtos derivados; ◘◘ Risco de liquidez, que consiste no controlo sobre um mínimo de liquidez disponível para fazer face às necessidades para períodos de 3 e 12 meses; ◘◘ Limites definidos na política de investimentos em termos de exposição às várias classes de ativos.


122

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

• Risco de seguros: ◘◘ Existência de um processo para a aprovação de produtos; ◘◘ Existência de limites de subscrição e sua revisão periódica; ◘◘ Delegação de limites para gestão de sinistros conforme tipologia dos mesmos; ◘◘ A existência de um processo de provisionamento; ◘◘ Limites estabelecidos no âmbito do resseguro, bem como identificação das entidades que podem ser contratadas para colocação do Risco. • Risco operacional: ◘◘ Política/procedimentos estabelecidos em matéria de: Continuidade de Negócio; Segurança IT; Procurement; Branqueamento de Capitais; Controlo Interno; Combate à Fraude. O controlo e monitorização dos Riscos assenta em vários indicadores seguidos nos comités supracitados e que são os seguintes: • Risco de seguros: ◘◘ Seguimento do valor intrínseco do negócio de Não Vida; ◘◘ Monitorização do Capital Económico (CE) em relação a riscos técnicos; ◘◘ Monitorização das contas técnicas dos produtos e do resseguro; ◘◘ Monitorização do processo de provisionamento onde se efetua também um teste sobre a adequação das provisões constituídas denominado por LAT - Liability Adequacy Test. • Riscos financeiros: ◘◘ Monitorização do risco de taxa de juro, do risco de crédito/spread, do risco de concentração, do risco de volatilidade/ mercados de capitais, risco de liquidez e risco imobiliário, através de análises de sensibilidade;

◘◘ Análises de impacto sobre a margem de solvência e sobre a cobertura de provisões técnicas em termos de variações mercado de capitais e curva da taxa de juro. • Risco operacional: ◘◘ Estabelecimento de indicadores para medir a exposição da entidade ao risco em processos core e de suporte da entidade, nomeadamente, produção, sinistros, cobranças, subscrição, atividades em outsourcing, pagamentos/ recebimentos, entre outras; ◘◘ Quantificação das perdas reais relativas aos riscos que se materializam na entidade; ◘◘ Implementação de ações de mitigação. Cálculo das exigências de capital regulatório No âmbito das exigências internacionais definidas na Diretiva Comunitária de Solvência II de aplicação obrigatória para todas entidades de seguros, será necessário apurar os fundos próprios inerentes à garantia de solvência. Por conseguinte, em 2010 foi lançado o projecto Solvency II existindo um PMO - Project Manager Officer local para gerir este projeto ao nível de Portugal e para submeter à aprovação do modelo interno junto do regulador. O modelo interno adotado pelo Grupo AXA chama-se STEC - Short Term Economic Capital e reflete o perfil de risco nos requisitos de capital de solvência tomando em consideração as especificidades da entidade. É indispensável que o processo seja alvo de uma auditoria interna e de uma revisão externa independente, para a aprovação formal pelo CA e suportado pelo relatório ORSA - Own Risk & Solvency Assessment.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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123

Sociedade Não Vida

Este documento tem por objectivo ser uma ferramenta de gestão que irá contribuir para fortalecer a cultura de Risk Management e garantir uma completa compreensão/ apropriação do mesmo. Servirá também de suporte à tomada de decisão relativamente à gestão do capital económico e de solvência, para garantir o cumprimento com os requisitos legais em termos de capital e provisões técnicas, bem como para uma gestão sã e prudente do risco em toda a sua plenitude pela entidade.

4/ Resultados e sua Aplicação Os resultados apurados, líquidos de imposto, ascenderam a €1.694.617, pelo que propomos a seguinte aplicação:

Reserva Legal

169.462

Resultados transitados

508.385

Dividendos

1.016.770

TOTAL

1.694.617 Unidade: Euros

5/ Perspetivas da Companhia para 2011 A base do negócio da AXA está na proteção e segurança que oferece aos seus Clientes de forma a merecer a sua total preferência e confiança. É esta a Ambição da Companhia e que será corporizada e consolidada em 2011, através dos seguintes focos de atuação: • Promover uma escuta ativa dos Clientes, Distribuidores e Colaboradores e alavancar o posicionamento da marca AXA, estabelecendo e comunicando compromissos tangíveis no âmbito da qualidade de serviço; • Materializar a assinatura de marca “Redefinimos Standards” alavancando a inovação na Oferta, nos Serviços, nos Processos e na Comunicação, como fator de diferenciação; • Reforçar o posicionamento da marca AXA nos segmentos estratégicos de Clientes, assegurando-lhes uma proposta de valor segmentada e uma rede de vendas especializada nas componentes técnicas, jurídicas, legais, fiscais e financeiras, com o objetivo de fidelizar e reter os bons Clientes; • Assegurar a eficácia da força de vendas através da maximização da sua capacidade de venda e da otimização dos custos de distribuição; • Consolidar a estratégia de multiacesso, focada na excelência do serviço ao Cliente, através de uma infraestrutura de canais (físicos e digitais) integrada, para que os Clientes possam optar pelo canal de comunicação e/ou interação que melhor se adequa às suas necessidades; • Prosseguir com a estratégia de otimização de custos, potenciando a reutilização e sinergias dentro do Grupo, identificando tarefas de baixo valor e desenvolvendo mecanismos que permitam a respetiva automatização;


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

• Garantir a rentabilidade técnica e a solvabilidade sustentada do ramo Não Vida;

6/ Considerações Finais

• Prosseguir com as políticas de tarifação, subscrição e monitorização da carteira, de modo a assegurar a rentabilidade técnica Não Vida;

O Conselho de Administração escolheu para o cargo de Presidente João Mário Basto Ferreira Leandro, que exerceu em acumulação com o de Administrador-Delegado.

• Envolver continuamente os Colaboradores e Distribuidores na prática das 3 atitudes-chave (Disponível, Dedicado e Fiável), com especial foco nas áreas com contacto direto com o Cliente: Contact Center, Lojas AXA e Agentes Exclusivos; • Reforçar as políticas de Responsabilidade Corporativa, em especial, nos aspetos ligados à gestão do risco, prevenção e diversidade & inclusão; • Captar e reter os melhores talentos, assegurando o envolvimento de todos os Colaboradores na concretização da estratégia e Ambição AXA.

A Assembleia Geral ratificou a cooptação de Jean Laurent Granier como membro do Conselho de Administração. Entretanto, em janeiro de 2011, Frederic Flejou renunciou ao cargo de Administrador que ocupava neste Conselho de Administração, sendo cooptado em sua substituição Alban Christian Maria Armel de Mailly Nesle. A preferência e a confiança demonstradas pelos Clientes e Mediadores, traduzidas nos diferentes indicadores de gestão, constituem motivo de satisfação e justificam o agradecimento da Companhia. O Conselho de Administração agradece igualmente o esforço dedicado de todos os colaboradores que têm dado uma resposta positiva às solicitações decorrentes da renovação da Empresa adaptando-se às novas exigências de mercado. Para o Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas, a expressão do nosso reconhecimento pelo atento acompanhamento da atividade da Companhia. Finalmente é de sublinhar a colaboração prestada pela Associação Portuguesa de Seguradores e pelo Instituto de Seguros de Portugal nos vários domínios das respetivas áreas de competência.


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Sociedade Não Vida

7/ Composição dos Órgãos Sociais

Revisor Oficial de Contas

Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Carlos Maria da Rocha Pinheiro Torres

Efetivo: PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. representada por Ricardo Filipe de Frias Pinheiro ou António Alberto Henriques Assis

Vice-Presidente: Maria Inês Palha Moreira de Araújo Sousa e Silva

Suplente: José Manuel Henriques Bernardo

Secretário: Ricardo Augusto de Castilho Gersão Garção Soares

Secretário da Sociedade

Joaquim Eduardo Sousa Gonçalves de Sá

Conselho de Administração

Presidente e Administrador-Delegado: João Mário Basto Ferreira Leandro Vogais: Jean Laurent Granier Carlos Manuel Pereira da Silva Elie Sisso Javier de Agustín Alban Christian Maria Armel de Mailly Nesle Elie Harari

Conselho Fiscal

Presidente: Rui Manuel Ferreira de Oliveira Vogais: Manuel José Moreira Elisa Maria Calado Pedro Gouveia Suplente: Marta Isabel Guardalino da Silva Penetra

Secretário da Sociedade Suplente

Luciana Guedes Pereira da Silva e Duarte Torres

Comissão de Remunerações e Previdência AXA S.A. AXA FRANCE VIE AXA PORTUGAL Vida S.A.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

8/ Demonstrações Financeiras

Balanço Não Vida - Ativo Exercício Exercício anterior

Notas do Anexo

ATIVO

2;8;11;30

Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem

32.824.998,97

32.824.998,97

12.209.691,59

2;3.1.g);6.12;7;11

Investimentos em filias, associadas e empreendimentos conjuntos

3.979.898,55

3.979.898,55

3.547.390,48

3.1.p);6.7;11

Ativos financeiros detidos para negociação

1.089.474,60

1.089.474,60

25.170,55

3.1.q)

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas

652.280,86

652.280,86

0,00

Valor bruto

Imparidade, depreciações / amortizações ou ajustamentos

Valor líquido

Derivados de cobertura 2;3.1.f);3.1.l);6.12;6.17;11

Ativos disponíveis para venda

465.753.098,52

465.753.098,52

512.244.428,05

2;11

Empréstimos e contas a receber

2.625.392,33

2.625.392,33

1.825.932,87

2.625.392,33

2.625.392,33

1.825.932,87

Depósitos junto de empresas cedentes Outros depósitos Empréstimos concedidos Contas a receber Outros Investimentos a deter até à maturidade 2;3.1.l);3.1.n);9; 11

Terrenos e edíficios

46.011.681,66

6.307.567,80

39.704.113,86

43.110.126,25

Terrenos e edíficios de uso próprio 46.011.681,66

6.307.567,80

39.704.113,86

43.110.126,25

2;3.1.h);10;11

Outros ativos tangíveis

Terrenos e edifícios de rendimento

48.524.860,79

45.581.318,57

2.943.542,22

3.304.969,17

2;11

Inventários

349.647,09

349.647,09

235.618,21

Goodwill 2;3.1.i);11;12

Outros ativos intangíveis

60.962.951,67

2.405.151,19

2.551.566,85

2;3.1.c);11

Provisões técnicas de resseguro cedido

19.734.961,40

19.734.961,40

19.528.794,82

2.988.493,12

2.988.493,12

2.956.092,27

16.746.468,28

16.746.468,28

16.572.702,55

Provisão para prémios não adquiridos

58.557.800,48

Provisão matemática do ramo vida Provisão para sinistros Provisão para participação nos resultados Provisão para compromissos de taxa Provisão para estabilização de carteira Outras provisões técnicas Ativos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 2;37.2.1;11

169.016.931,64

13.983.102,84

155.033.828,80

154.915.268,62

3.1.e);4.7);13

Contas a receber por operações de seguro directo

100.022.878,88

12.187.087,24

87.835.791,64

92.966.900,48

3.1.e)

Contas a receber por outras operações de resseguro

18.421.182,95

34.204,39

18.386.978,56

14.673.910,81

3.1.e);13;29

Contas a receber por outras operações

50.572.869,81

1.761.811,21

48.811.058,60

47.274.457,33

17.663.869,54

17.663.869,54

15.995.136,88

Ativos por impostos correntes

407.371,90

407.371,90

504.522,52

Ativos por impostos diferidos

17.256.497,64

17.256.497,64

15.490.614,36

452.400,98

408.843,00 0,01

2;3.1.m);11;24;37.2.1

Outros devedores por operações de seguros e outras operações

Ativos por impostos

2;11

Acréscimos e diferimentos

452.400,98

2;11

Outros elementos do ativo

223.706,91

223.706,90

0,01

869.866.155,51

124.653.496,59

745.212.658,92

Ativos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas TOTAL ATIVO

769.902.937,35

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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127

Sociedade Não Vida

Balanço Não Vida - Passivo e Capital Próprio Notas do Anexo

PASSIVO

Exercício

Exercício anterior

2;3.1.c);4.5

Provisões técnicas

553.448.889,11

577.990.412,97

98.572.887,93

104.177.252,99

De acidentes de trabalho

197.517.743,77

200.704.857,53

De outros ramos

232.752.524,74

257.309.355,19

764.280,99

760.303,55

2;3.1.c)

Provisão para prémios não adquiridos Provisão matemática do ramo vida

2;3.1.c) d);3.3;4.1.e)

Provisão para sinistros De vida

4.1.b)

2;3.1.g);4.1.c);4.1.e)

Provisão para participação nos resultados Provisão para compromissos de taxa Provisão para estabilização de carteira

2;3.1.c)

Provisão para desvios de sinistralidade

8.226.249,51

7.223.025,12

2;3.1.c)

Provisão para riscos em curso

15.615.202,17

7.815.618,59

14.033.817,01

16.513.439,19

14.033.817,01

16.513.439,19

Outras provisões técnicas Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento 2

Outros passivos financeiros Derivados de cobertura Passivos subordinados Depósitos recebidos de resseguradores Outros

2;3.1.j);23;29.2

Passivos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo

2.677.221,48

2.858.281,00

2;3.1.o);37.2.2

Outros credores por operações de seguros e outras operações

32.216.006,83

34.740.251,11

Contas a pagar por operações de seguro direto

21.627.018,98

23.883.175,76

Contas a pagar por outras operações de resseguro

3.308.143,16

3.089.123,24

Contas a pagar por outras operações

7.280.844,69

7.767.952,11

23.719.657,58

17.121.509,00

29.3 2;3.1.m);37.2.2

Passivos por impostos

24

Passivos por impostos correntes

13.305.184,56

9.368.720,11

24

Passivos por impostos diferidos

10.414.473,02

7.752.788,89

2;3.2;3.3

Acréscimos e diferimentos

12.788.444,32

13.684.380,31

2;3.1.d);13

Outras Provisões

1.243.017,34

1.202.166,33

640.127.053,67

664.110.439,91

36.670.805,00

36.670.805,00

30.104.504,08

29.564.248,81

29.796.062,44

29.255.807,17

308.441,64

308.441,64

Outros elementos do passivos Passivos de um grupo para alienação classificado como detido para venda TOTAL PASSIVO

CAPITAL PRÓPRIO 25;37.2.3

Capital (Ações Próprias) Outros instrumentos de capital

25;26 3.1.p);6.11;6.17;25;26

Reservas de reavaliação Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros Por revalorização de terrenos e edifícios de uso próprio Por revalorização de ativos intangíveis

25;26

Por revalorização de outros ativos tangíveis Por ajustamentos no justo valor de instrumentos de cobertura em coberturas de fluxos de caixa Por ajustamentos no justo valor de cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira De diferenças de câmbio

25;26

Reserva por impostos diferidos

-8.640.858,13

-7.752.788,90

25;26

Outras reservas

15.423.360,29

15.189.951,08

25

Resultados transitados

29.833.176,78

27.961.909,31

25;27;28;29

Resultado do exercício

1.694.617,23

4.158.372,14

2

TOTAL CAPITAL PRÓPRIO

105.085.605,25

105.792.497,44

TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO

745.212.658,92

769.902.937,35

Unidade: Euros


128

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Conta de Ganhos e Perdas - Não Vida Notas do Anexo

Conta de Ganhos e Perdas

1.2;2;4.5;14

Prémios adquiridos líquidos de resseguro

Execício Técnica Vida

Técnica Não-Vida

Não Técnica

Total

Exercício anterior

326.820.024,10

326.820.024,10

326.785.776,18

Prémios brutos emitidos

353.702.942,74

353.702.942,74

350.147.533,10

Prémios de resseguro cedido

31.568.146,48

31.568.146,48

30.018.839,86

3.1.c)

Provisão para prémios não adquiridos (variação)

-4.652.826,99

-4.652.826,99

-6.770.315,53

3.1.c)

Provisão para prémios não adquiridos, parte resseguradores (variação)

32.400,85

32.400,85

-113.232,59

4.6

Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços 2;4.5.a);4.5; 21;22

Custos com sinistros, líquidos de resseguro Montantes pagos

4.6 3.1.c);3.1.d);3.3;4.1.b);4.1.e) 4.6

2;3.1.c)

278.352.664,08

278.352.664,08

243.387.999,58

Montantes brutos

291.441.653,66

291.441.653,66

251.310.502,58

Parte dos resseguradores

13.088.989,58

13.088.989,58

7.922.503,00

-35.999.899,23

-35.999.899,23

-12.353.222,44

Montante bruto

-33.618.766,92

-33.618.766,92

-14.634.301,34

Parte dos resseguradores

2.381.132,31

2.381.132,31

-2.281.078,90

Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro

8.802.807,97

8.802.807,97

5.445.704,01

3.977,44

3.977,44

-155.696,45

Provisão para sinistros (variação)

Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro Montante bruto Parte dos resseguradores 2;3.1.g);4.1.e)

Participação nos resultados, líquida de resseguro

2;4.5.a);4.6

Custos e gastos de exploração líquidos

95.674.240,73

95.674.240,73

98.690.876,05

2;3.1.o);21;22;23

Custos de aquisição

67.364.605,32

67.364.605,32

63.711.779,06

Custos de aquisição diferidos (variação)

-951.538,07

-951.538,07

40.017,46

21;22;29.2;29.3;31

9.17;16

Gastos administrativos

31.369.385,08

31.369.385,08

37.850.874,27

Comissões e participação nos resultados de resseguro

2.108.211,60

2.108.211,60

2.911.794,74

Rendimentos De juros de ativos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas

22.556.353,10

303.747,49

22.860.100,59

24.119.303,77

19.417.402,76

133.753,73

19.551.156,49

19.925.655,58

3.138.950,34

169.993,76

3.308.944,10

4.193.648,19

3.627.642,67

551,34

3.628.194,01

4.261.119,14

245.292,82

401.359,14

3.382.901,19

3.859.760,00

De juros de passivos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas Outros 21;22

Gastos financeiros De juros de ativos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas

245.292,82

De juros de passivos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas Outros

3.382.349,85

551,34

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

129

Sociedade Não Vida

Conta de Ganhos e Perdas - Não Vida Execício

Exercício anterior

Notas do Anexo

Conta de Ganhos e Perdas

17;18

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas

2.587.609,93

8.238,62

2.595.848,55

3.634.264,65

De ativos disponíveis para venda

1.309.216,26

8.238,62

1.317.454,88

2.561.566,27

1.278.393,67

1.072.698,38

-678.559,01

-1.461.071,45

-1.011.734,23

-1.461.071,45

Técnica Vida

Técnica Não-Vida

Não Técnica

Total

De empréstimos e contas a receber De investimentos a deter até à maturidade De passivos financeiros valorizados a custo amortizado De outros

1.278.393,67

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através ganhos e perdas

-885.987,28

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros detidos para negociação

-1.011.734,23

3.1.q)

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas

125.746,95

207.428,27

333.175,22

19

Diferenças de câmbio

Perdas de imparidade (líquidas reversão)

822.312,69

18.260,71

840.573,40

7.899.874,46

De ativos disponíveis para venda

822.312,69

18.260,71

840.573,40

6.635.811,56

3.1.p);6.7

207.428,27

Ganhos líquidos pela venda de ativos não financeiros que não estejam classificados como ativos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas 3.1.l);3.3;6.17;9.7;9.8

De empréstimos e contas a receber valorizados a custo amortizado De investimentos a deter até à maturidade De outros

1.264.062,90

Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro Outras provisões (variação)

-207.761,86

-207.761,86

430.648,96

1.559.969,19

49.856,10

1.609.825,29

1.008.279,86

RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS

1.354.222,69

758.220,29

2.112.442,98

6.479.249,70

24

Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes

83.014,73

46.479,40

129.494,13

946.612,97

24

Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos

184.840,60

103.491,02

288.331,62

1.374.264,59

25;27;28;29

RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

1.086.367,36

608.249,87

1.694.617,23

4.158.372,14

Outros rendimentos/gastos Goodwill negativo reconhecido imediatamente em ganhos e perdas Ganhos e perdas de associadas e empreendimentos conjuntos contabilizados pelo método da equivalência patrimonial Ganhos e perdas de ativos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda

Unidade: Euros


130

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Demonstração de Variações do Capital Próprio - Não Vida Outros instrumentos de capital

Notas do Anexo

Demonstração de variações do capital próprio

Capital social

Balanço a 31 de dezembro 2009(balanço de abertura)

36.670.805,00

Ações próprias

Instrumentos financeiros compostos

Prestações suplementares

Outros

Reservas de reavaliação Por ajustamentos no justo valor de investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda

Por revalorização de terrenos e edifícios de uso próprio

Por revalorização de ativos intangíveis

29.255.807,17

Correções de erros (IAS 8) Alterações políticas contabilísticas (IAS 8) Balanço de abertura alterado

36.670.805,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

29.255.807,17

0,00

0,00

Aumentos/reduções de capital Transação de ações próprias Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

3.1.f);6.17;25;26

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda

540.255,27

Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorização de terrenos e edíficios de uso próprio Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorizações de ativos intangíveis Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorizações de outros ativos tangíveis Ganhos líquidos por ajustamentos de instrumentos de cobertura em cobertura de fluxos de caixa Ganhos líquidos por ajustamentos de instrumentos de cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira Ganhos líquidos por diferenças por taxa de câmbio 25;26

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos

25;26

Aumentos de reservas por aplicação de resultados Distribuição de reservas

25;27;28

Distribuição de lucros/prejuízos Alterações de estimativas contabilísticas Outros ganhos/ perdas reconhecidos diretamente no capital próprio

25

Transferências entre rubricas de capital póprio não incluídas noutras linhas Total das variações do capital próprio

25;27;28;29

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

540.255,27

0,00

0,00

36.670.805,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

29.796.062,44

0,00

0,00

Resultado líquido do período Distribuição antecipada de lucros Balanço a 31 de dezembro 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

131

Sociedade Não Vida

Outras reservas Por revalorização de outros ativos tangíveis

De instrumentos de cobertura em coberturas de fluxos de caixa

De cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira

De diferenças de câmbio

308.441,64

Reserva por impostos diferidos

-7.752.788,90

Reserva legal

Reserva estatutária

15.068.073,25

Prémios de emissão

3.100.366,48

Outras reservas

-2.978.488,65

Resultados transitados

Resultado do exercício

TOTAL

27.961.909,31

4.158.372,14

105.792.497,44 0,00 0,00

308.441,64

0,00

0,00

0,00

-7.752.788,90

15.068.073,25

0,00

3.100.366,48

-2.978.488,65

27.961.909,31

4.158.372,14

105.792.497,44 0,00 0,00

0,00

540.255,27

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00 -888.069,23

-888.069,23

415.837,21

-415.837,21

0,00

-1.871.267,46

-1.871.267,46

0,00

0,00

-182.428,00

0,00

0,00

0,00

0,00

-888.069,23

415.837,21

0,00

0,00

-182.428,00

-182.428,00

1.871.267,47

-1.871.267,47

0,00

1.871.267,47

-4.158.372,14

-2.401.509,42

1.694.617,23

1.694.617,23 0,00

308.441,64

0,00

0,00

0,00

-8.640.858,13

15.483.910,46

0,00

3.100.366,48

-3.160.916,65

29.833.176,78

1.694.617,23

105.085.605,25

Unidade: Euros


132

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Demonstração de Rendimento Integral - Não Vida Notas do Anexo

DEMONSTRAÇÃO DE RENDIMENTO INTEGRAL

Exercício

Exercício anterior

1.694.617,23

4.158.372,14

540.255,27

28.956.751,63

25;27;28;29

Resultado líquido do exercício

25; 26

Reserva de reavaliação

25;26

Reserva por impostos diferidos -888.069,23

-7.673.539,18

25;26

Reserva de ganhos e perdas atuariais

-182.428,00

-1.837.311,36

Resultado não incluído na conta de ganhos e perdas

-530.241,96

19.445.901,09

Rendimento integral total do exercício

1.164.375,27

23.604.273,23

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros

Unidade: Euros

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

1 - TÍTULOS DE FILIAIS, ASSOCIADAS, EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E OUTRAS EMPRESAS PARTICIPADAS E PARTICIPANTES 1.1 - Nacionais 1.1.1 - Partes de capital em filiais sub-total

0

0

0

1.1.2 - Partes de capital em associadas 921910003001

AUDATEX PORTUGAL,SA

300

249,40

74.820

228,83

68.649

921910006001

ARGOGEST

9.750

3,84

37.410

0,00

49

921910033301

MOSTEIRO GRIJO

250.000

4,47

1.117.500

3,91

976.782

921910033401

PLATAFORMA SOC COB

1.000

4,99

4.988

4,99

4.988

921910033501

REAL COMP VELHA

88.722

2,55

226.217

0,00

0

921910033601

SOC PORT EMPREEND

2.248

7,62

17.133

0,00

0

921910037901

AXA DISTRIBUIÇÃO

1

5.000,00

5.000

5.000,00

5.000

921910038001

AXA IT MED

1

50.000,00

50.000

50.000,00

50.000

922910033701

GAIVINA EMP TURIS IMOB

2.000

576,12

1.152.247

499,42

998.845

921910012401

FUNFRAP (ISP:921910012401)

40.000

7,46

298.281

5,27

210.800

921910046001

FINIPAR -SOCIEDADE DE MEDIAÇAO DE SEGUROS, LDA

1

995,00

995

995,00

995

sub-total

394.023

2.984.591

2.316.108

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

133

Sociedade Não Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Designação

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço

Quantidade

Montante do valor nominal

394.023

0

2.984.591

2.316.108

394.023

0

2.984.591

2.316.108

Unitário

Total

1.1.3 - Partes de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.4 - Partes de capital em outras empresas participadas e participantes sub-total 1.1.5 - Obrigações de capital em filiais 1.1.6 - Obrigações de capital em associadas 1.1.7 - Obrigações de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.8 - Obrigações de outras empresas participadas e participantes ... sub-total 1.1.9 - Outros títulos de capital em filiais 1.1.10 - Outros títulos de capital em associadas 1.1.11 - Outros títulos de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.12 - Outros títulos de outras empresas participadas e participantes sub-total sub-total 1.2 - Estrangeiras 1.2.1 - Partes de capital em filiais 1.2.2 - Partes de capital em associadas 1.2.3 - Partes de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.4 - Partes de capital em outras empresas participadas e participantes sub-total 1.2.5 - Obrigações de capital em filiais 1.2.6 - Obrigações de capital em associadas 1.2.7 - Obrigações de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.8 - Obrigações de outras empresas participadas e participantes ... sub-total 1.2.9 - Outros títulos de capital em filiais 1.2.10 - Outros títulos de capital em associadas 1.2.11 - Outros títulos de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.12 - Outros títulos de outras empresas participadas e participantes sub-total sub-total total 2 - OUTROS TÍTULOS 2.1 - Nacionais 2.1.1 - Instrumentos de capital e unidades de participação 2.1.1.1 - Acções 921810001301

HIDRO ELECT REVUE(MOÇAMB)

205

4,99

1.023

4,99

1.023

921810003501

BANCO TOTTA STANDARD (AN)

42

2,49

105

2,49

105

921910010701

COMP SEG ANGOLA (ANG)

54.508

0,37

20.009

0,37

20.004

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


134

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

921910011701

COMP CELULOSE U PORT(ANG)

227

4,99

1.132

4,99

1.132

921910029001

COMP SEG GARANTIA AFRICA

18.989

3,44

65.254

3,44

65.246

921910036801

PERISINISTROS SOC AVAL PERIT SINISTROS E SEGUROS

19.600

1,00

19.600

1,00

19.600

922910013101

MUNDIAL CONFIANÇA COMPSEG

1.000

12,47

12.470

12,47

12.469

922910033801

SOLUR (SOC TUR ULT)(ANG)

5.333

4,99

26.601

4,99

26.596

PTBES0AM0007

BANCO ESPIRITO SANTO-REG

180.000

11,82

2.126.775

2,88

518.040

PTEDP0AM0009

ENERGIAS DE PORTUGAL SA

362.000

3,90

1.413.033

2,49

901.380

PTJMT0AE0001

JERONIMO MARTINS

285.300

4,40

1.254.515

11,40

3.252.420

PTSEM0AM0004

SEMAPA-SOCIEDADE DE INVESTIM

120.000

4,47

536.341

8,28

993.600

PTSON0AM0001

SONAE SGPS SA

1.100.000

1,87

2.054.908

0,78

855.800

921910033201

EMP ARTISTICA

9.603

343,37

3.297.363

309,91

2.976.066

921910036701

AXA TECHNOLOGY SERV.REG.MED.AEIE

1

1.000,00

1.000

1.000,00

1.000

sub-total

2.156.808

10.830.128

9.644.480

2.1.1.2 - Títulos de participação sub-total 2.1.1.3 - Unidades de participação em fundos de investimento 739910033901

FIUL

728

1,37

999

275,00

200.200

PTYBCHLM0001

BARCLAYS PREMIER TESOURARIA

26.794

8,13

217.788

9,90

265.220

sub-total

27.522

218.787

465.420

2.1.1.4 - Outros sub-total sub-total 2.1.2 - Títulos de dívida 2.1.2.1 - De dívida pública PTOTEYOE0007

PGB 3.85 04/15/21

3.500.000

86,97%

3.043.940

79,50

2.782.500

PTOTE5OE0007

PGB 4.1 04/15/37

3.150.000

97,29%

3.064.524

69,78

2.197.944

PTOTEMOE0027

PGB 4 3/4 06/14/19

1.500.000

103,75%

1.556.276

88,35

1.325.250

PTOTEGOE0009

PGB 5.45 09/23/13

13.622.295

101,10%

13.771.512

101,73

13.858.233

sub-total

21.772.295

21.436.252

20.163.927

0

0

0

2.1.2.2 - De outros emissores públicos sub-total 2.1.2.3 - De outros emissores XS0126990778

ELEPOR 5 7/8 03/28/11

4.000.000

99,49%

3.979.760

100,66

4.026.552

PTCPEHOM0006

REFER 5 7/8 02/18/19

1.650.000

99,85%

1.647.558

82,07

1.354.155

PTRELAOM0000

RENEPL 6 3/8 12/10/2013

650.000

99,60%

647.381

106,84

694.433

sub-total total

0

6.300.000

6.274.699

6.075.140

2.184.330

28.072.295

38.759.866

36.348.968

2.2 - Estrangeiros 2.2.1 - Instrumentos de capital e unidades de participação 2.2.1.1 - Acções FR0000120073

AIR LIQUIDE

16.397

82,63

1.354.887

94,64

1.551.812

CH0034389707

ALPIQ HOLDING AG

4.074

404,65

1.648.542

285,49

1.163.069

GB0008762899

BG GROUP PLC

71.991

12,38

890.996

15,13

1.088.876

FR0010096479

BIOMERIEUX

25.000

78,08

1.951.881

73,82

1.845.500

IT0001334587

BANCA MONTE DEI PASCHI SIENA

622.528

3,23

2.011.722

0,85

529.771

FR0000130403

CHRISTIAN DIOR

22.200

73,80

1.638.377

106,45

2.363.190

IE0001827041

CRH PLC

53.224

18,74

997.477

15,50

824.972

FR0000130650

DASSAULT SYSTEMES, S.A.

31.000

36,98

1.146.465

56,42

1.749.020

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

135

Sociedade Não Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

FR0000121667

ESSILOR INTERNATIONAL

44.400

18,28

811.791

48,17

2.138.970

FR0000120271

TOTAL SA

35.000

34,95

1.223.223

39,65

1.387.750

FR0010208488

GDF SUEZ

46.800

42,00

1.965.699

26,84

1.256.112

CH0012214059

HOLCIM LIMITED-REG SHRS

20.798

47,11

979.883

56,50

1.175.033

FR0004035913

ILIAD SA

10.000

69,69

696.912

81,13

811.300

FR0000121261

MICHELIN

27.613

40,90

1.129.498

53,70

1.482.818

FR0000044448

NEXANS SA

19.956

50,40

1.005.813

58,71

1.171.617

GB00B24CGK77

RECKITT BENCKISER GROUP PLC

32.460

36,73

1.192.135

41,14

1.335.374

ES0113900J37

BANCO SANTANDER SA

116.013

8,72

1.011.751

7,93

919.751

DE0007162000

K+S AG

27.065

42,14

1.140.447

56,61

1.532.150

CH0002497458

SGS SA-REG

1.100

931,06

1.024.169

1.254,70

1.380.168

DE0007236101

SIEMENS AG

27.000

79,63

2.150.081

93,11

2.513.970

FR0000121220

SODEXHO ALLIANCE SA

28.211

36,06

1.017.387

51,57

1.454.841

FR0000131708

TECHNIP SA

21.920

46,90

1.027.941

69,10

1.514.672

ES0178430E18

TELEFONICA SA

91.647

19,62

1.798.295

16,97

1.554.791

NL0000009355

UNILEVER NV-CVA

53.005

22,19

1.176.412

23,30

1.235.017

FR0000120354

VALLOUREC

20.830

54,44

1.134.052

78,60

1.637.238

GG00B1GHHH78

VOLTA FINANCE LTD

500.000

10,00

5.000.000

3,60

1.800.000

921910036601

Axa Infrastructure Investissement S.A.S

45.955

42,07

1.933.121

43,00

1.976.065

sub-total

2.016.187

39.058.956

39.393.847

2.2.1.2 - Títulos de participação sub-total 2.2.1.3 - Unidades de participação em fundos de investimento FR0010950089

AIM COLOMBUS US SHORT DURATION HIGH YIELD FCP

100.000

100,00

10.000.000

99,94

9.994.000

734930008801

AXA CAPITAL FUND L.P

2.500.000

0,32

791.213

0,32

806.513

734930002201

Axa Expansion II, French FCPR

10.000

60,57

605.717

48,29

482.900

734930009001

AXA EARLY SECONDARY FUND IV JERSEY

2.000.000

0,28

552.332

0,30

595.200

734930002301

Axa Primary Fund Europe III Scotish L.P. S.

3.000.000

0,52

1.545.188

0,57

1.710.639

FR0010481044

COLUMBUS NORTH AMERICA

3.278

4.384,22

14.371.484

4.143,98

13.583.966

FR0010455816

COLUMBUS US MARKET EQUITY

419

10.012,43

4.195.210

8.242,77

3.453.721

734930002701

Axa Secondary Fund IV, Jersey L.P

1.500.000

0,40

599.341

0,43

652.281

922910038101

European Logistic Income Venture SCA (ELIV SCA)Serie B

84.043

30,64

2.575.217

18,51

1.555.490

734930009101

AXA CAPITAL EUROPE L.P.

2.500.000

0,37

935.523

0,33

813.325

734930009201

AXA CO-INVESTMENT FUND III

1.700.000

0,41

700.115

0,36

611.150

733930005901

Alternative Property Income Venture Fund LP (APIV)

2.000.000

0,70

1.407.593

0,62

1.245.265

sub-total

15.397.740

38.278.933

35.504.450

2.2.1.4 - Outros sub-total 2.2.2 - Títulos de dívida 2.2.2.1 - De dívida pública BE0000303124

BGB 4 1/4 09/28/14

2.000.000

105,90%

2.118.000,00

105,05

2.101.000

BE0000304130

BGB 5 03/28/35

11.100.000

101,01%

11.211.600,00

109,87

12.195.681

BE0000291972

BGB 5 1/2 03/28/28

3.750.000

95,24%

3.571.500,00

114,59

4.297.125

IT0003493258

BTPS 4 1/4 02/01/19

4.000.000

95,01%

3.800.400,00

98,56

3.942.240

IT0003256820

BTPS 5 3/4 02/01/33

4.300.000

111,45%

4.792.350,00

104,85

4.508.679

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


136

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

IT0001444378

BTPS 6 05/01/31

14.000.000

103,23%

14.451.920,00

108,00

15.119.440

DE0001135226

DBR 4 3/4 07/04/34

5.400.000

111,44%

6.017.760,00

119,53

6.454.350

FR0010070060

FRTR 4 3/4 04/25/35

3.125.000

111,26%

3.476.875,00

113,65

3.551.563

IE0034074488

IRISH 4 1/2 04/18/20

6.400.000

110,45%

7.068.800,00

72,85

4.662.336

AT0000386115

RAGB 3.9 07/15/20

1.385.000

102,27%

1.416.439,50

104,18

1.442.893

AT0000385745

RAGB 4.65 01/15/18

4.800.000

101,84%

4.888.320,00

110,50

5.303.808

AT0000383864

RAGB 6 1/4 07/15/27

9.250.000

129,44%

11.973.200,00

130,42

12.064.128

ES0000012932

SPGB 4.2 01/31/37

2.500.000

98,18%

2.454.465,40

76,98

1.924.500

ES0000011868

SPGB 6 01/31/29

8.500.000

99,34%

8.443.900,00

100,99

8.583.810

sub-total

80.510.000

85.685.530

86.151.552

2.2.2.2 - De outros emissores públicos XS0113788466

LBBW 0 07/14/15

10.000.000

100,00%

10.000.000

111,35

11.135.000

XS0171597395

REGMAR 4.6478 06/27/23

2.500.000

100,00%

2.500.000

82,85

2.071.200

sub-total

12.500.000

12.500.000

13.206.200

2.2.2.3 - De outros emissores XS0358158052

AALLN 5 7/8 04/17/2015

1.160.000

99,30%

1.151.845

111,13

1.289.106

ES0211845211

ABES 5 1/8 06/12/2017

1.000.000

107,70%

1.077.000

90,94

909.420

BE6000782712

ABIBB 4 04/26/18

151.000

99,55%

150.321

101,69

153.555

XS0343877451

ACAFP 5.971% 02/01/2018

900.000

100,00%

900.000

107,26

965.330

FR0000488611

ADPFP 5 1/4 03/25/12

2.500.000

103,05%

2.576.250

104,29

2.607.220

XS0207157743

AEGON 4 1/8 12/08/14

1.000.000

99,04%

990.400

103,98

1.039.793

FR0000487936

AIFP 5 1/4 12/28/11

525.000

106,01%

556.553

103,72

544.549

XS0275880267

ALVGR 4 11/23/16

4.650.000

94,42%

4.390.465

103,15

4.796.303

DE000A0TR7K7

ALVGR 5 03/06/13

450.000

99,57%

448.056

106,32

478.440

XS0300682621

ANZ 4 3/8 05/24/12

5.000.000

98,08%

4.904.000

103,71

5.185.690

XS0218469962

ASSGEN 3 7/8 05/06/15

3.650.000

93,64%

3.417.860

102,18

3.729.632

ES0312358015

AYTCED 4 03/31/20

2.100.000

95,72%

2.010.120

78,94

1.657.721

XS0124750471

BACA 5 3/4 02/22/13

3.000.000

99,24%

2.977.200

105,23

3.156.870

XS0479945353

BACR 4 01/20/17

1.625.000

98,31%

1.597.460

99,52

1.617.129

XS0445843526

BACR 4 7/8 08/13/19

500.000

99,38%

496.909

101,60

508.022

DE000A0JRFB0

BASGR 4.50% 06/29/2016

3.000.000

99,40%

2.982.000

108,01

3.240.390

ES0413211030

BBVASM 4 1/4 01/29/13

1.000.000

101,91%

1.019.100

101,17

1.011.722

XS0127011798

BCPN 6 1/4 03/29/11

4.450.000

99,88%

4.444.500

95,88

4.266.705

XS0252824858

BHP 4 1/8 05/05/11

1.000.000

100,04%

1.000.400

100,96

1.009.628

XS0288320798

BHP 4 3/8 02/26/14

1.500.000

96,42%

1.446.300

106,38

1.595.693

XS0261718653

BMW 4 1/8 01/24/12

2.000.000

100,04%

2.000.800

102,65

2.052.942

XS0166957000

BNG 4 3/8 07/04/13

1.000.000

104,58%

1.045.800

106,46

1.064.596

FR0010326967

BOUY 4 1/2 05/24/13

3.000.000

95,19%

2.855.700

105,42

3.162.471

FR0010612713

BSNSA 5 1/2 05/06/2015

350.000

99,81%

349.325

112,47

393.653

XS0255605825

BYIF 4 1/2 05/23/13

5.000.000

97,24%

4.862.000

105,95

5.297.675

XS0369258412

CAFP 5 3/8 06/12/2015

750.000

99,62%

747.143

110,04

825.299

XS0173790469

CAMFER 4 1/2 07/29/13

1.000.000

105,09%

1.050.900

98,82

988.220

XS0252760607

CARGIL 4 3/8 04/29/13

1.500.000

100,45%

1.506.750

104,88

1.573.239

XS0302816672

CARGIL 4 7/8 05/29/17

1.750.000

99,07%

1.733.778

107,60

1.882.930

XS0490013801

CBAAU 4 3/8 02/25/20

597.000

100,08%

597.501

101,68

607.030

XS0465601754

CBA 4 1/4 11/10/16

754.000

99,79%

752.432

104,47

787.666

FR0000494700

CCCI 4 1/2 04/25/11

5.000.000

100,21%

5.010.375

100,80

5.039.775

FR0010398339

BPCE 3,875 EMTN 09/12/12

3.900.000

99,60%

3.884.556

102,35

3.991.826

FR0000487498

BCPE 4 3/4 11/21/11 EMTN

800.000

100,61%

804.880

102,33

818.648

XS0271020850

CEZCO 4 1/8 10/17/13

2.000.000

96,40%

1.928.000

104,79

2.095.804

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

137

Sociedade Não Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Designação

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

FR0000488108

CFCM 5 1/2 02/14/12

5.000.000

106,93%

5.346.250

103,78

5.188.955

FR0000488017

CNA 5 1/4 01/30/17

475.000

105,36%

500.460

112,93

536.418

ES0224261000

CORES 4 07/15/13

3.000.000

99,95%

2.998.500

101,62

3.048.630

XS0226062981

C 3 1/2 08/05/15

2.500.000

95,91%

2.397.750

97,27

2.431.635

XS0270148793

C 3.95 10/10/13

1.400.000

94,40%

1.321.600

101,67

1.423.365

DE000A1C9VQ4

DAIGR 4 1/8 01/19/17

756.000

99,74%

754.026

103,93

785.723

XS0247812836

DAIGR 4 3/8 03/21/13

721.000

97,99%

706.508

104,92

756.476

XS0473787025

DANGAS 4 12/16/16

490.000

100,38%

491.854

103,28

506.054

XS0426738976

DANGAS 6 1/2 05/07/19

1.000.000

115,51%

1.155.147

117,01

1.170.100

XS0275636438

DBB 4 01/16/17

700.000

99,24%

694.708

105,54

738.753

XS0164831843

DBB 4 3/4 03/14/18

2.500.000

97,65%

2.441.250

111,26

2.781.480

XS0272605519

DT 4 1/2 10/25/13

2.000.000

95,48%

1.909.600

105,94

2.118.820

FR0010369587

EDF 4 1/8 09/27/16

500.000

99,23%

496.150

105,20

526.012

FR0000487258

EDF 5 1/2 10/25/16

750.000

102,21%

766.575

112,23

841.696

XS0196608003

EEEKGA 4 3/8 07/15/11

1.000.000

101,32%

1.013.200

101,52

1.015.212

XS0271757832

ENBW 4 1/4 10/19/16

1.143.000

99,04%

1.131.981

105,61

1.207.106

XS0192503000

ENEL 4 1/8 05/20/11

1.000.000

102,80%

1.028.000

101,01

1.010.136

XS0170342868

ENEL 4 1/4 06/12/13

2.000.000

103,24%

2.064.800

104,61

2.092.120

XS0451457435

ENIIM 4 1/8 09/16/19

1.500.000

102,70%

1.540.445

100,21

1.503.195

XS0322977223

EOANGR 5 1/2 10/02/17

1.500.000

101,75%

1.526.250

112,27

1.684.110

XS0296551970

ERSTBK 4 3/8 04/25/12

5.000.000

99,75%

4.987.250

102,74

5.137.190

FR0000472334

GAZDF 5 1/8 02/19/18

1.900.000

101,48%

1.928.120

111,63

2.121.025

XS0222473877

GPPS 3 3/8 01/18/16

6.000.000

93,90%

5.634.000

102,19

6.131.226

XS0222474339

GPPS 3 3/4 01/18/21

2.600.000

93,74%

2.437.240

99,61

2.589.982

FR0010678185

GSZFP 6 7/8 01/24/19

1.000.000

105,77%

1.057.740

121,96

1.219.607

XS0241851764

HBOS 3 1/4 01/25/13

7.000.000

95,67%

6.696.550

101,34

7.093.891

XS0156924051

HBOS 5 1/2 10/29/12

4.200.000

104,66%

4.395.620

100,26

4.210.874

XS0494868630

IBESM 4 1/8 03/23/20

450.000

99,26%

446.679

92,26

415.152

XS0362224841

IBESM 5 5/8 05/09/18

200.000

99,44%

198.880

105,37

210.737

XS0274906469

IBM 4 11/11/11

1.000.000

99,27%

992.650

102,24

1.022.396

XS0467864160

ISPIM 3 3/4 11/23/16

1.500.000

99,40%

1.491.030

97,79

1.466.847

XS0486454530

ISPIM 4 3/8 02/12/20

1.000.000

99,77%

997.727

95,77

957.650

XS0193864229

JPM 4 1/4 06/09/11

994.000

101,04%

1.004.338

101,24

1.006.301

XS0335880463

JPM 5 1/4 01/14/15

500.000

101,21%

506.050

108,03

540.136

XS0362269945

JPM 5 1/4 05/08/2013

750.000

99,78%

748.328

105,97

794.759

XS0297698853

LINGR 4 3/8 04/24/12

1.100.000

97,73%

1.075.030

103,69

1.140.588

FR0010028001

LOCIN 5 01/06/14

5.000.000

99,85%

4.992.500

106,74

5.337.150

FR0010094714

MOET 4 5/8 07/01/11

1.750.000

98,36%

1.721.300

101,61

1.778.235

XS0497186758

MRKGR 4 1/2 03/24/20

208.000

99,58%

207.131

102,60

213.401

XS0270800815

MS 4 3/8 10/12/16

5.000.000

99,95%

4.997.600

98,30

4.915.040

XS0469028582

NAB 3 1/2 01/23/15

1.512.000

99,64%

1.506.496

102,24

1.545.819

XS0485326085

NAB 4 5/8 02/10/20

1.000.000

99,42%

994.220

95,37

953.662

XS0489825223

NBHSS 3 3/4 02/24/17

767.000

99,59%

763.842

101,06

775.139

XS0282588952

NYL 4 3/8 01/19/17

5.750.000

99,74%

5.734.935

103,72

5.963.906

XS0206152810

OBND 3 7/8 12/01/14

1.000.000

99,81%

998.100

105,29

1.052.893

XS0346402547

OTE 5 3/8 02/14/11

1.950.000

99,35%

1.937.325

99,99

1.949.867

XS0363742338

PCAR 5 1/8 05/19/11

1.700.000

99,62%

1.693.540

101,32

1.722.464

XS0301010145

PFE 4.55 05/15/17

7.500.000

98,05%

7.353.500

106,95

8.021.025

XS0237323943

PG 4 1/8 12/07/20

1.300.000

90,96%

1.182.480

104,40

1.357.142

XS0300112108

PG 4 1/2 05/12/14

5.000.000

97,67%

4.883.500

107,31

5.365.400

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


138

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Não Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

XS0296962763

PREGRE 4.81 05/15/22

5.000.000

100,00%

5.000.000

95,13

4.756.500

XS0478074924

RABOBK 4 1/8 01/14/20

1.000.000

100,35%

1.003.488

100,44

1.004.399

XS0254720633

RBOSCH 4 3/8 05/19/16

1.200.000

101,22%

1.214.640

107,31

1.287.719

XS0301945860

RDSALN 4 5/8 05/22/17

5.000.000

99,73%

4.986.250

108,48

5.424.150

XS0176347044

REDELE 4 3/4 09/18/13

2.000.000

103,18%

2.063.600

105,19

2.103.872

XS0365122299

RENAUL 5 1/4 05/27/2011

900.000

99,82%

898.416

101,33

911.957

XS0196302425

RWE 4 5/8 07/23/14

2.500.000

101,86%

2.546.500

107,36

2.684.023

XS0283716321

RY 4 1/8 01/26/12

2.000.000

94,85%

1.897.000

102,70

2.054.092

FR0010128819

SAGESS 4 02/09/15

3.000.000

99,26%

2.977.890

106,23

3.186.810

FR0000472458

SAGESS 4 1/4 02/25/13

700.000

102,30%

716.100

105,37

737.605

XS0414582246

SANDVK 6 7/8 02/25/14

457.000

99,86%

456.342

112,79

515.459

ES0413900103

SANTAN 3 1/8 09/28/15

1.500.000

93,91%

1.408.650

94,21

1.413.204

XS0245129597

SCANIA 3 5/8 02/22/11

2.000.000

97,20%

1.944.000

100,31

2.006.260

XS0271527599

SESGLX 4 3/8 10/21/13

1.214.000

99,28%

1.205.199

105,07

1.275.564

XS0490111563

SHBASS 3 3/4 02/24/17

940.000

99,43%

934.619

101,56

954.677

XS0413806596

SIEGR 5 1/8 02/20/17

1.500.000

102,47%

1.537.068

110,51

1.657.646

XS0185887576

SNSBNK 4 5/8 02/18/14

1.334.000

98,60%

1.315.324

102,56

1.368.204

XS0354843533

SOCGEN 5 1/4 03/28/2013

1.900.000

99,63%

1.892.989

106,33

2.020.331

XS0100446268

SOLAR 7.9375 08/04/14

1.200.000

100,00%

1.200.000

85,09

1.021.073

BE0934260531

SZEFP 4 3/4 04/10/15

1.000.000

98,72%

987.200

106,48

1.064.800

XS0363922823

TD 5 3/8 05/14/15

1.000.000

99,46%

994.600

111,51

1.115.112

XS0496546853

TELECO 4 1/4 03/23/20

330.000

98,97%

326.585

100,74

332.435

XS0462999573

TELEFO 4.693 11/11/19

1.350.000

101,21%

1.366.385

98,33

1.327.460

XS0282572956

TOTAL 4 1/8 01/16/13

10.000.000

99,78%

9.977.600

104,73

10.472.800

XS0303256050

TOTAL 4.7 06/06/17

2.500.000

100,13%

2.503.325

109,02

2.725.428

XS0203714802

TRNIM 4 1/4 10/28/14

1.160.000

99,97%

1.159.629

105,69

1.225.992

XS0414340074

TSCOLN 5 1/8 02/24/15

240.000

99,49%

238.778

110,00

264.008

XS0356044643

T 6 1/8 04/02/2015

1.250.000

99,90%

1.248.763

113,26

1.415.761

XS0345983638

UCGIM 4 7/8 02/12/13

1.400.000

99,85%

1.397.928

103,63

1.450.816

XS0143731445

UCIM 6.1 02/28/12

1.500.000

108,71%

1.630.650

103,01

1.545.110

FR0010261388

VIEFP 4 02/12/16

1.000.000

89,23%

892.300

103,93

1.039.334

FR0010737882

VINCI 7 3/8 03/20/19

500.000

123,86%

619.290

123,36

616.777

XS0302948319

VLVY 5 05/31/17

1.134.000

99,42%

1.127.457

105,37

1.194.896

XS0236598164

VOD 3 5/8 11/29/12

800.000

91,90%

735.200

103,46

827.697

XS0196576804

VW 4 3/4 07/19/11

2.000.000

102,20%

2.044.000

101,76

2.035.142

XS0262913998

WB 4 3/8 08/01/16

2.000.000

88,29%

1.765.800

102,40

2.048.022

XS0323421916

WSTP 4 7/8 09/28/12

1.300.000

100,28%

1.303.640

105,32

1.369.157

sub-total total

17.413.927

238.937.000

237.032.635

247.174.476

331.947.000

412.556.055

421.430.525

2.3 - Derivados de negociação 779011524501

CAP/FLOOR

9.000.000

0,50%

45.103

0,25%

22.797

779011664601

CAP/FLOOR

17.000.000

0,21%

36.259

0,12%

19.810

763011524502

call vendida eurostoxx50 26/10/2010

25.000.000

-2,46%

-614.650

-1,47%

-367.695

767011524502

Put comprada eurostoxx50 26/10/2010 BNP

25.000.000

9,09%

2.272.535

8,76%

2.190.042

767011524503

Put vendida Eurostoxx50 26/10/2010 BP

25.000.000

-3,30%

-825.387

-3,10%

-775.480

sub-total total 3 - TOTAL GERAL

101.000.000

913.859

1.089.475

19.598.257

461.019.295

452.229.780

458.868.967

19.992.280

461.019.295

455.214.370

461.185.075

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

139

Sociedade Não Vida

Desenvolvimento da provisão para sinistros relativa a sinistros ocorridos em exercícios anteriores e dos seus reajustamentos (correções) - Não Vida Provisão para sinistros em 31/12/n-1

Montantes pagos no exercício

Provisão para sinistros em 31/12/n

458.014.213,58

134.144.401,79

307.353.881,27

-16.515.930,52

208.777.232,67

54.571.513,58

165.836.246,52

11.630.527,43

Acidentes de Trabalho

200.704.857,56

50.521.021,99

163.813.123,74

13.629.288,17

Acidentes pessoais e pessoas transportadas

3.206.122,76

1.465.999,70

1.403.405,62

-336.717,44

Doença

4.866.252,35

2.584.491,89

619.717,16

-1.662.043,30

Incêndio e Outros Danos

24.010.387,46

19.918.598,73

10.836.671,15

6.744.882,42

Automóvel

188.189.475,18

54.936.752,22

102.576.728,82

-30.675.994,14

Responsabilidade Civil

174.859.909,76

36.457.032,43

95.311.161,95

-43.091.715,39

Outras coberturas

13.329.565,42

18.479.719,79

7.265.566,87

12.415.721,25

Marítimo e Transportes

1.303.414,62

264.961,26

1.006.745,84

-31.707,52

Aéreo

1.564,93

1.372,38

1.000,00

807,45

Mercadorias transportadas

2.182.734,13

1.199.194,27

1.170.103,85

186.563,99

Responsabilidade Civil Geral

33.062.268,14

3.252.445,07

25.540.142,56

-4.269.680,51

Crédito e Caução

215.594,39

-27.386,15

168.797,66

-74.182,88

Ramos/Grupos de Ramos

Reajustamentos 0,00

Vida Não Vida Acidentes e Doença

Proteção jurídica

0,00

Assistência

0,00

Diversos Total

271.542,06

26.950,43

217.444,87

-27.146,76

458.014.213,58

134.144.401,79

307.353.881,27

-16.515.930,52 Unidade: Euros

Discriminação dos custos com sinistros - Não Vida Montantes pagos prestações Seguro Direto

Montantes pagos - Custos de gestão imputados

Provisão para sinistros (variação)

Custos com sinistros

275.409.017,97

12.727.180,71

-33.392.095,43

254.744.103,25

92.448.936,85

4.468.306,68

-7.227.438,32

89.689.805,21

Acidentes de Trabalho

72.655.780,04

4.150.567,64

-5.599.486,41

71.206.861,27

Acidentes pessoais e pessoas transportadas

2.886.271,79

317.379,67

-149.332,71

3.054.318,75

Doença

16.906.885,02

359,37

-1.478.619,20

15.428.625,19

Incêndio e Outros Danos

46.702.915,68

1.154.387,70

1.172.012,27

49.029.315,65

Automóvel

129.158.905,95

6.797.793,98

-25.098.184,50

110.858.515,43

Responsabilidade Civil

85.712.209,62

4.511.140,28

-23.320.466,10

66.902.883,80

Outras coberturas

43.446.696,33

2.286.653,70

-1.777.718,40

43.955.631,63

Marítimo e Transportes

590.210,47

3.269,38

-242.406,21

351.073,64

Aéreo

1.372,38

0,13

-564,93

807,58

Mercadorias transportadas

1.969.017,96

88.968,38

-86.936,59

1.971.049,75

Responsabilidade Civil Geral

4.412.813,64

198.087,75

-3.749.551,48

861.349,91

Crédito e Caução

-3.860,88

15.286,82

188.387,32

199.813,26

Acidentes e Doença

Proteção jurídica

0,00

Assistência

0,00

Diversos Resseguro Aceite Total

128.705,92

1.079,89

1.652.587,01

1.782.372,82

3.305.454,92

0,00

-226.671,49

3.078.783,43

278.714.472,89

12.727.180,71

-33.618.766,92

257.822.886,68

Unidade: Euros


140

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Discriminação de alguns valores por ramos - Não Vida Prémios brutos emitidos

Prémios brutos adquiridos

Custos com sinistros brutos

Custos e gastos de exploração brutos

Saldo de Resseguro

349.655.448,30

354.293.631,59

254.744.103,25

97.586.172,57

13.957.412,14

99.189.471,69

103.355.942,01

89.689.805,21

25.397.165,55

994.005,35

Acidentes de Trabalho

72.690.143,96

76.155.542,13

71.206.861,27

20.007.203,50

464.037,18

Acidentes pessoais e pessoas transportadas

8.181.137,54

8.371.876,03

3.054.318,75

2.452.582,00

123.240,42

Doença

18.318.190,19

18.828.523,85

15.428.625,19

2.937.380,05

406.727,75

Incêndio e Outros Danos

53.289.599,75

53.482.968,60

49.029.315,65

15.132.336,35

-1.757.026,02

Automóvel

179.350.976,73

179.441.470,64

110.858.515,43

51.495.205,08

13.276.999,04

Responsabilidade Civil

112.089.696,20

112.146.252,54

66.902.883,80

32.183.163,98

8.297.779,11

Outras coberturas

67.261.280,53

67.295.218,10

43.955.631,63

19.312.041,10

4.979.219,93

Marítimo e Transportes

465.645,62

484.225,42

351.073,64

183.159,54

21.520,12

Aéreo

-3.560,00

-1.014,34

807,58

247,55

Mercadorias transportadas

4.194.365,91

4.230.940,11

1.971.049,75

1.333.338,78

948.498,08

Responsabilidade Civil Geral

12.134.969,37

12.207.913,65

861.349,91

3.755.561,69

1.444.838,75

Crédito e Caução

456.572,58

472.373,62

199.813,26

106.482,27

-21.329,21

577.406,65

618.811,88

1.782.372,82

182.675,76

-950.093,97

4.047.494,44

4.062.138,14

3.078.783,43

196.279,76

353.702.942,74

358.355.769,73

257.822.886,68

97.782.452,33

Seguro Direto Acidentes e Doença

Proteção jurídica Assistência Diversos Resseguro Aceite Total

13.957.412,14

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

141

Sociedade Não Vida

9/ Anexo Não Vida

ANEXO AO BALANÇO E À CONTA DE GANHOS E PERDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 Introdução

A Aliança UAP - Companhia de Seguros, S.A. (“Companhia”) resultou da fusão das Seguradoras Aliança Seguradora, S.A., Companhia de Seguros Garantia, S.A. e UAP Portugal - Companhia de Seguros, S.A. cuja escritura pública de fusão foi outorgada em 8 de junho de 1995, tendo todas as operações destas Sociedades passado a estar contabilisticamente registadas nas contas da Companhia a partir de 1 de janeiro de 1995 e para a qual se transferiram globalmente os patrimónios das Sociedades acima referidas, com referência a esta última data. A Companhia, em dezembro de 1997, alterou a sua designação para AXA Portugal - Companhia de Seguros, S.A., dedicando-se ao exercício da atividade de seguro e resseguro para todos os ramos técnicos, excluindo o ramo “Vida”. Em 2000 a AXA Portugal – Companhia de Seguros S.A. aumentou o seu capital social por entrada em espécie - incorporação dos ativos e passivos da Royal Exchange – Agência em Portugal com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2000. Na mesma escritura pública foi realizada a redenominação do capital social para EURO. Em 31 de dezembro de 2010 o capital social encontrava-se totalmente realizado, totalizando €36.670.805. As notas às contas incluídas no presente anexo respeitam a ordem estabelecida no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, sendo de referir que os números que não são indicados, não são aplicáveis, ou a sua apresentação não foi considerada relevante para a análise da situação patrimonial da Companhia.

As demonstrações financeiras agora apresentadas, foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 25 de fevereiro de 2011.

1. INFORMAÇÕES GERAIS 1.1. Domicílio e forma jurídica da empresa de seguros, o seu país de registo e o endereço da sede registada (e o local principal dos negócios, se diferente da sede registada) A AXA Portugal – Companhia de Seguros, S.A. é uma sociedade anónima de direito Português com sede na Rua Gonçalo Sampaio, n.º 39, Porto e opera em todo o território nacional, explorando todos os seguros do ramo Não Vida.

1.2. Descrição da natureza do negócio da empresa de seguros e do ambiente externo em que opera

Num ano difícil para a atividade económica em geral, a atividade Seguradora aumentou o seu peso relativo na atividade económica para 9,7%, com a produção de seguro direto a crescer cerca de 12% em termos globais para um montante de cerca de 16,3 mil milhões de euros. O prémio per capita atingiu €1.536, o que corresponde a um crescimento de 12,7% face a 2009. O crescimento da atividade Seguradora foi impulsionado fundamentalmente pelo segmento Vida, o qual cresceu 17% em 2010, compensando largamente o crescimento de apenas 1% no segmento Não Vida. O segmento Não Vida recuperou de -4,4% em 2009 para cerca de 1% em 2010. De assinalar o decréscimo verificado em Acidentes de Trabalho de 4,1%, embora menos negativo do que em 2009, o qual decorreu da persistência de elevados níveis de desemprego. Por outro lado, o ramo Automóvel registou um crescimento marginal de 0,4%, recuperando, ainda assim, do decréscimo bastante acentuado de 8% verificado no ano anterior, em sequência de crescimentos elevados na venda de veículos e de uma inversão da tendência descendente verificada no prémio médio deste produto.


142

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Como fatores positivos do crescimento destacou-se a evolução do ramo Doença com 6,5% (contra 3,5% em 2009), o que evidencia a crescente importância deste mercado. Por fim, o ramo Incêndio e Outros Danos também reforçou o seu crescimento em 2010 em 2,8%, influenciado positivamente pelos riscos múltiplos de habitação (4,3%). Relativamente à concorrência, os cinco primeiros Grupos do ranking de prémios de Não Vida detiveram em 2010 cerca de 59% deste mercado (CGD, AXA, Tranquilidade, Banif e Allianz). Em Vida, esta quota ascendeu a 81,9% (CGD, AGEAS, CAgricole, Santander e BPI).

desta categoria, reforçou a sua posição dominante no mercado Vida para 85,6% (82,7% em 2008). Em Não Vida, manteve-se o domínio dos Agentes, representando 51% da distribuição (contra 52% em 2008), embora perdendo peso relativo para os canais bancário e corretores. Todos os dados de mercado apresentados foram recolhidos através da informação anual emanada pela APS. A natureza do negócio da AXA Portugal – Companhia de Seguros, S.A., como referido no ponto 1.1., enquadra-se na área de seguros reais (Não Vida).

2. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

A AXA Portugal manteve o destacado 2º lugar em Não Vida com uma quota de 8,4% e em Vida ocupou o 8º lugar com uma quota de 2%. No que respeita aos canais de distribuição, o canal bancário, incluído na categoria mediadores ligados e que representa 98%

AXA Não Vida em 2010

A atividade desta Empresa é exercida nos segmentos de negócio a seguir identificados e no segmento geográfico correspondente ao território português.

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Total 2010

Prémios Adquiridos, seguro direto

76.156

8.372

18.829

53.483

179.441

4.714

12.208

1.091

354.294

Custos com sinistros, seguro direto

-71.207

-3.054

-15.429

-49.029

-110.859

-2.323

-861

-1.982

-254.744

Outros Custos Técnicos

-234

0

1.484

-3.223

-7.012

252

238

-312

-8.807

Margem Técnica, seguro direto

4.715

5.318

4.884

1.230

61.571

2.643

11.584

-1.203

90.743

Resultado Resseguro Aceite

-16

108

0

451

201

69

-46

21

787

Resultado Resseguro Cedido

-464

-123

-407

1.757

-13.277

-970

-1.445

971

-13.957

Margem Técnica Líquida

4.235

5.302

4.477

3.438

48.495

1.742

10.094

-210

77.572

Custos exploração

-20.007

-2.453

-2.937

-15.132

-51.495

-1.517

-3.756

-289

-97.586

Resultado Exploração

-15.772

2.849

1.540

-11.694

-3.000

225

6.338

-500

-20.014

Resultado de investimentos

7.617

225

189

2.183

8.843

112

1.284

178

20.630

Perdas de imparidade

-198

-10

-8

-97

-437

-7

-56

-8

-822

Outros

-186

-3

-125

1.942

-75

-1

-10

18

1.560

Resultado Técnico

-8.539

3.061

1.595

-7.667

5.331

329

7.556

-311

1.354

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

143

Sociedade Não Vida

Em 2009 a empresa apresentou o seguinte relato por segmentos da conta de Ganhos e Perdas: AXA Não Vida em 2009

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Total 2009

Prémios Adquiridos, seguro direto

77.261

8.703

16.593

51.976

182.211

4.808

11.843

1.298

354.694

Custos com sinistros, seguro direto

-61.860

-3.264

-15.897

-29.151

-112.530

-2.175

-8.803

-365

-234.044

Outros Custos Técnicos

46

0

-679

-889

-3.533

12

-238

-9

-5.290

Margem Técnica, seguro direto

15.448

5.440

17

21.937

66.147

2.645

2.803

924

115.360

Resultado Resseguro Aceite

-18

35

0

-869

289

228

-154

20

-468

Resultado Resseguro Cedido

-599

-266

-338

-6.940

-10.261

-1.158

-1.487

-529

-21.579

Margem Técnica Liquida

14.831

5.209

-321

14.128

56.175

1.715

1.161

415

93.313

Custos exploração

-20.441

-3.460

-3.040

-15.765

-53.057

-1.720

-3.775

-285

-101.543

Resultado Exploração

-5.610

1.749

-3.362

-1.637

3.119

-6

-2.614

130

-8.230

Resultado de investimentos

5.034

164

-16

1.663

7.162

76

1.132

539

15.754

-483

-483

-576

1.913

-3.378

26

10.281

70

-1.482

186

7.040

Outros Resultado Técnico

Unidade: Milhares de Euros

O relato por segmentos do Balanço, referente ao ano de 2010, apresenta-se seguidamente: Balanço por segmentos em 2010 (Ativo)

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Não afetos

Total 2010

Caixa e equivalentes

27.463

161

363

1.031

3.460

91

235

21

0

32.825

Terrenos e edifícios

0

1.195

2.688

7.635

25.615

673

1.743

156

0

39.705

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

0

0

0

0

0

0

0

0

3.980

3.980

Ativos financeiros detidos para negociação

0

33

74

209

703

18

48

4

0

1.089

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

0

0

0

0

0

0

0

652

652

Ativos financeiros disponíveis para venda

181.881

8.455

19.015

54.014

181.222

4.761

12.329

1.102

2.975

465.754

Empréstimos concedidos e contas a receber

2.625

0

0

0

0

0

0

0

0

2.625

Outros ativos tangíveis

519

0

0

0

0

0

0

0

2.424

2.943

Outros ativos

173

1.042

2.344

6.658

22.340

587

1.520

136

160.840

195.640

Total

212.662

10.886

24.484

69.547

233.339

6.130

15.875

1.419

170.871

745.213

Unidade: Milhares de Euros


144

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Balanço por segmentos em 2010 (Passivo e Capital Próprio)

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Não afetos

Total 2010

Provisões Técnicas

204.050

5.745

4.635

55.179

242.028

4.168

33.364

4.279

Outros Passivos Financeiros

0

0

0

0

0

0

0

0

14.034

14.034

Passivos por benéficos pós emprego

0

0

0

0

0

0

0

0

2.677

2.677

Outros credores

0

0

0

0

0

0

0

0

32.216

32.216

Passivos por impostos

0

0

0

0

0

0

0

0

23.720

23.720

Acréscimos e diferimentos

0

0

0

0

0

0

0

0

12.788

12.788

Outras Provisões

0

0

0

0

0

0

0

0

1.243

1.243

Capital Próprio

0

0

0

0

0

0

0

0

105.086

105.086

Total

204.050

5.745

4.635

55.179

242.028

4.168

33.364

4.279

191.764

745.213

553.449

Unidade: Milhares de Euros

A empresa optou por efetuar o relato do Ativo, Passivo e Capital Próprio conforme efetuado ao Instituto de Seguros de Portugal.

Em termos comparativos, o relato de segmentos do balanço de 2009, apresenta-se abaixo:

Balanço por segmentos em 2009 (Ativo)

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Não afetos

Total 2009

Caixa e equivalentes

9.050

99

189

592

2.076

55

135

15

0

12.210

Terrenos e edifícios

0

1.352

2.578

8.077

28.314

747

1.840

202

0

43.110

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

1.328

0

0

0

0

0

0

0

2.219

3.547

Ativos financeiros detidos para negociação

0

1

2

5

17

0

1

0

0

25

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

Derivados de cobertura

0

Ativos financeiros disponíveis para venda

172.581

Empréstimos concedidos e contas a receber

1.826

10.468

19.957

62.512

219.144

5.783

14.244

1.561

5.996

1.826

Investimentos a deter até à maturidade Outros ativos tangíveis

512.244

0 661

2.644

3.305

Outros ativos

31.273

278

531

1.662

5.826

154

379

41

153.492

193.635

Total

216.719

12.198

23.256

72.847

255.376

6.739

16.599

1.819

164.351

769.903

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

145

Sociedade Não Vida

Balanço por segmentos em 2009 (Passivo e Capital Próprio)

Acidentes de Trabalho

Acidentes Pessoais

Saúde

Incêndio e Outros Danos

Automóvel

Transportes

Responsabilidade Civil

Diversos

Provisões Técnicas

209.950

11.546

22.013

68.951

241.719

6.378

15.711

1.721

Não afetos

Total 2009

577.990

Outros Passivos Financeiros

16.513

16.513

Passivos por benéficos pós emprego

2.858

2.858

Outros credores

34.740

34.740

Passivos por impostos

17.122

17.122

Acréscimos e diferimentos

13.684

13.684

Outras Provisões

1.202

1.202

Capital Próprio

105.792

105.792

191.913

769.903

Total

209.950

11.546

22.013

68.951

241.719

6.378

15.711

1.721

Unidade: Milhares de Euros

3. BASE DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E DAS POLITICAS CONTABILÍSTICAS 3.1 Descrição da(s) base(s) de mensuração usada(s) na preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas, aplicáveis aos diversos ativos, passivos e rubricas de capital próprio, relevantes para uma compreensão das demonstrações financeiras. a) Bases de apresentação As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da Companhia, mantidos em conformidade com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pela Norma n.º 4/2007-R, de 27 de abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007, de 31 de dezembro de 2007, seguindo o estabelecido das NIC, com exceção da IFRS 4, em que apenas são adotados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.

A preparação das demonstrações financeiras de acordo com o Novo Plano de Contas para as empresas de seguros requer que a Companhia efetue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de Proveitos, Custos, Ativos e Passivos. Estas estimativas e pressupostos são baseadas na informação disponível mais recente, servindo de suporte para os julgamentos sobre os valores dos Ativos e Passivos cuja valorização não é suportada por outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. As políticas contabilísticas encontram-se consistentes com as utilizadas em exercícios anteriores. b) Reconhecimento de Custos e Proveitos Os Custos e os Proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o regime do acréscimo.


146

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

c) Provisões Técnicas (i) Provisão para prémios não adquiridos A provisão para prémios não adquiridos é baseada na avaliação dos prémios emitidos antes do final do exercício, mas com vigência após essa data. A sua determinação é efetuada mediante a aplicação do método “Pro-rata temporis“, para cada contrato em vigor. De acordo com a Norma n.º 19/94 do Instituto de Seguros de Portugal, o método “Pro-rata temporis“ é aplicado sobre os prémios comerciais acima citados, deduzidos dos respetivos custos de aquisição. (ii) Provisão para sinistros Reconhece a estimativa efetuada das responsabilidades da Companhia por sinistros pendentes de liquidação à data do balanço, bem como das responsabilidades globais que possam ocorrer como consequência dos sinistros ocorridos e ainda não declarados naquela data, nomeadamente as despesas de regularização de sinistros, calculadas com base nos dados históricos dos custos da função sinistros. Relativamente ao ramo de Acidentes de Trabalho esta provisão destina-se ainda a fazer face a indemnizações e a encargos com a assistência ambulatória e despesas hospitalares, a pagar no futuro. Inclui ainda uma provisão matemática, a qual é calculada sinistro a sinistro, mediante tabelas e fórmulas atuariais estabelecidas para o ramo pelo ISP, Ministério do Trabalho e legislação laboral em vigor. (iii) Provisão para riscos em curso A provisão para riscos em curso corresponde ao montante necessário para fazer face a prováveis indemnizações e encargos a suportar após o termo do exercício. De acordo com o estipulado pelo Instituto de Seguros de Portugal, a provisão para riscos em

curso é constituída/reforçada sempre que a soma dos rácios de sinistralidade, de despesa e de cedência, deduzida do rácio de rentabilidade dos investimentos, seja superior a 1. O montante desta provisão é igual ao produto da soma dos prémios brutos emitidos imputáveis a exercícios seguintes e dos prémios exigíveis ainda não emitidos relativos a contratos em vigor pela soma dos rácios deduzida de 1. (iv) Provisão para desvios de sinistralidade A provisão para desvios de sinistralidade é constituída quando o resultado técnico dos ramos de seguros de caução e risco atómico é positivo. Esta provisão é calculada com base em taxas específicas estabelecidas pelo Instituto de Seguros de Portugal aplicadas ao resultado técnico. Esta provisão é também constituída para o risco de fenómenos sísmicos, sendo neste caso calculada através da aplicação de um fator de risco, definido pelo Instituto de Seguros de Portugal para cada zona sísmica, ao capital retido pela Companhia. (v) Provisão para participação nos resultados Destina-se a fazer face à restituição, por ausência de sinistralidade, dos prémios cobrados relativos a agravamentos do ramo automóvel - modalidade Protec - sub 25. (vi) Provisões para o resseguro cedido As provisões para o resseguro cedido são determinadas aplicando os critérios acima descritos para o seguro direto, tendo em atenção as percentagens de cessão e as condições estipuladas nos contratos de resseguro. d) Provisões para Outros Riscos e Encargos Inclui-se nesta rubrica responsabilidades de natureza específica, nomeadamente as Provisões para pagamento de encargos com rescisões contratuais e a Provisão para o FAT.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

e) Ajustamento de Recibos por Cobrar e Créditos de Cobrança Duvidosa Os montantes destes ajustamentos são calculados com base no valor dos prémios por cobrar e nas dívidas de cobrança duvidosa, segundo a aplicação dos critérios estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal, em particular, o estabelecido na Circular n.º 9/2008 de 27 de novembro. f) Ativos Disponíveis para Venda (i) Ações e outros títulos de rendimento variável Os investimentos em ações e outros títulos de rendimento variável admitidos à negociação em bolsas de valores ou mercados regulamentados são valorizados de acordo com o estabelecido na IAS 39. Estes instrumentos estão considerados ao justo valor e classificados como ativos financeiros disponíveis para venda, sendo a variação do seu justo valor registada em Reservas de Reavaliação, na sub-rubrica aplicável, líquido de impostos diferidos, à taxa legal em vigor. No momento da venda dos ativos, efetua-se a recuperação da mais/menos valia registada na reserva, em resultados do exercício. (ii) Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Os investimentos em obrigações e outros títulos de rendimento fixo são valorizados de acordo com o estabelecido na IAS 39. Todos estes instrumentos estão considerados ao justo valor e classificados como ativos financeiros disponíveis para venda, sendo a variação do seu justo valor registada em Reservas de Reavaliação, na sub-rubrica aplicável, líquido de impostos diferidos, à taxa legal em vigor. No momento da venda dos ativos, efetua-se a recuperação da mais/menos valia registada na reserva, em resultados do exercício. O prémio ou desconto verificado aquando da compra é amortizado pelo método da taxa efetiva pelo período que decorre até à data de vencimento

147

dos títulos, por contrapartida de resultados, antes da respetiva valorização ao justo valor. g) Investimentos em Empresas do Grupo e Associadas Os investimentos em empresas do Grupo e empresas associadas (isto é, investimentos onde a Companhia detém mais de 20% dos direitos de voto) encontram-se valorizados ao custo de aquisição sujeitas a testes de imparidade. h) Ativos Tangíveis Estes bens de imobilizado estão contabilizados ao custo histórico de aquisição, sujeito a depreciações e testes de imparidade, de acordo com o estabelecido na IAS 16. As reintegrações são calculadas com base no método das quotas constantes e de acordo com a vida útil estabelecida. As benfeitorias subsequentes são reconhecidas apenas se for provável que delas resultarão benefícios económicos futuros para a Empresa. A vida útil estabelecida é revista anualmente e ajustada, se apropriada, de acordo com o nível esperado de consumo dos benefícios económicos futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do ativo. i) Ativos Intangíveis Estes bens seguem os princípios de reconhecimento e valorização estabelecidos na IAS 38, ou seja, são reconhecidos inicialmente ao seu valor de custo, sendo depreciados com base no método das quotas constantes e de acordo com a vida útil estabelecida e sujeito a testes de imparidade. Constituem ativos intangíveis todos aqueles em que é mensurável o benefício económico futuro. j) Responsabilidade por Pensões Complementares de Reforma e Pré-reforma Em conformidade com o contrato coletivo de trabalho vigente para o setor Segurador, a Companhia assumiu o compromisso de conceder aos seus Colaboradores


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

admitidos até junho de 1995, prestações pecuniárias para o complemento de reformas atribuídas pela Segurança Social. Para este efeito, a Companhia constituiu um Fundo de Pensões que se destina a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez ou sobrevivência relativamente ao seu pessoal no ativo, calculadas em função dos seus salários projetados. Foram também constituídas apólices de Rendas Vitalícias e Rendas Temporárias que assumem parte das responsabilidades com pensões em pagamento de velhice, invalidez e pré-reforma, mediante transferências anuais dessas responsabilidades do Fundo de Pensões para as referidas apólices, ocorridas em anos anteriores, via pagamento de Prémios. As contribuições para o Fundo são determinadas de acordo com o respetivo plano técnico - atuarial e financeiro, o qual é revisto anualmente, de acordo com a técnica atuarial, e ajustado em função da atualização das pensões, da evolução do grupo de participantes e das responsabilidades a garantir, e ainda, com a política prosseguida pela Companhia de cobertura total das responsabilidades atuarialmente determinadas, de acordo com o estabelecido na Norma n.º 5/2007 de 27 de abril. Ainda de acordo com a IAS 19, a empresa reconhece em Capitais Próprios, os ganhos e perdas atuariais resultantes das responsabilidades calculadas. l) Imparidade Os ativos representados no Balanço da Seguradora foram alvo do cálculo de imparidade, efetuado de acordo com o estabelecido na IAS 39 para os títulos ou o estabelecido na IAS 36 para os imóveis de rendimento, tendo a empresa adotado os seguintes princípios, de acordo com o estabelecido ao nível do Grupo AXA: (i) Títulos de rendimento variável a) É reconhecido em ganhos e perdas (por contrapartida de reservas de reavaliação) a

menos valia potencial (diferença entre o valor de mercado e o valor de aquisição, liquida de qualquer perda por imparidade, anteriormente reconhecida) quando o título se encontrar com uma perda potencial igual ou superior a 20% ou se encontrar numa situação de desvalorização contínua nos últimos seis meses; b) Esta perda é definitiva e não recuperável. (ii) Títulos de rendimento fixo a) É reconhecido em ganhos e perdas (por contrapartida de reservas de reavaliação) quando um título se encontra em situação de quebra de compromissos; b) Esta perda pode ser recuperável se a situação de quebra de compromissos for restabelecida. (iii) Imóveis De acordo com o estabelecido na IAS 36, o cálculo da imparidade deste tipo de ativos é baseado num valor recuperável o qual é medido pelo valor mais alto entre o valor de venda e seu valor de uso. De acordo com o Guidance da AXA, o valor de venda deste tipo de ativos é obtido por uma avaliação independente, geralmente construído por dois métodos: a) Cash flows descontados (o qual representa também o valor de uso); b) Valores comparáveis de mercado (os quais, não apresentam geralmente, uma diferença significativa entre o valor final de mercado e o valor obtido pelo método dos cash flows descontados). Assim, a cada data de reporte, o valor de custo, líquido de depreciações acumuladas, deve de ser comparado com o valor da avaliação efetuada, determinado por um avaliador independente,


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Sociedade Não Vida

baseado no método dos cash flows descontados futuros. Se, para cada imóvel, o valor de avaliação representar menos de 85% do que o valor de custo líquido de depreciações e de valores já existentes à anterior de imparidade, é uma indicação de um valor de imparidade que deve de ser registado. Se se verificar que existe uma menos valia realizada superior a 15%, será registado um valor de imparidade pela diferença entre o valor de custo líquido de depreciações e o valor obtido pela avaliação independente. Como já referido, todos os anos, estes testes são efetuados para verificar se existe lugar a constituição de imparidade, mas também, se existe lugar à reversão da imparidade. Esta reversão verifica-se quando, após as amortizações do ano (já atualizadas face ao calculo de imparidade), a situação da menos valia potencial já seja inferior a 15%. m) Imposto sobre o Rendimento O imposto sobre Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) é determinado com base em declarações de autoliquidação, elaboradas de acordo com as normas fiscais vigentes, que ficam sujeitas a inspeção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais durante um período de quatro anos, contado a partir dos exercícios a que respeitam. Não se esperam ajustamentos significativos às declarações de anos anteriores. São registados em balanço as diferenças temporárias entre a quantia escriturada de um ativo ou de um passivo e a sua base tributável que sejam recuperáveis/tributáveis em períodos futuros, de acordo com o estipulado na IAS 12. n) Imóveis O modelo de valorização aplicado aos imóveis de rendimento é o modelo alternativo do custo, previsto na IAS 40.

149

o) Remunerações As comissões de mediação e de cobrança são representadas pela remuneração contratualmente atribuída aos mediadores pela angariação/cobrança de prémios de seguro e são registadas como custos no momento de processamento dos respetivos prémios. p) Ativos Financeiros detidos para Negociação Os ativos financeiros registados dizem respeito a instrumentos financeiros derivados que são reconhecidos, na data da sua negociação (trade date) pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor destes instrumentos é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados diretamente em ganhos e perdas do exercício. O seu justo valor corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa e métodos de avaliação de opções, conforme seja apropriado. q) Ativos Financeiros Classificados no Reconhecimento Inicial ao Justo Valor através de Ganhos e Perdas Contém os ativos financeiros designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com variações reconhecidas em Ganhos e Perdas, nomeadamente quando tais ativos são geridos, avaliados e analisados internamente com base no seu justo valor. Encontram-se registados no Balanço da Empresa as Private Equity. r) Locações As locações operacionais são classificadas de acordo com os critérios definidos na IAS 17, dado que os riscos e benefícios inerentes à propriedade dos ativos não são transferidos para o locatário. Nas locações operacionais, os pagamentos efetuados pela Companhia à luz dos contratos de locação operacional, são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.


150

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

r) Provisões e Passivos Contingentes Procede-se à constituição de provisões quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o dispêndio futuro de recursos e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão deve corresponder à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a responsabilidade à data de balanço.

Responsabilidade por férias e subsídio de férias Incluída na rubrica de “Acréscimos e diferimentos” do passivo, corresponde a cerca de 2 meses de remunerações e respetivos encargos, baseados nos valores do respetivo exercício, e destina-se a reconhecer as responsabilidades legais existentes no final de cada exercício perante os Colaboradores pelos serviços prestados até àquela data, a regularizar posteriormente.

Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente, não necessitando de se constituir a respetiva provisão, mas apenas ser objeto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota.

Pensões e outros benefícios a Colaboradores A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projeções atuariais, rendibilidades de investimentos estimadas, bem como outros fatores que podem ter impactos nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter impactos significativos nos valores determinados.

3.3. Descrição das principais estimativas contabilísticas e julgamentos relevantes utilizados na elaboração das demonstrações financeiras, com indicação dos principais pressupostos relativos aos exercícios seguintes, e outras principais fontes de incerteza das estimativas à data do balanço, que apresentam um risco significativo de provocar um ajustamento material nas quantias escrituradas de ativos e passivos durante os próximos exercícios financeiros Responsabilidade com sinistros O custo com os sinistros ocorridos e participados à Empresa, bem como o custo com aqueles que ainda não foram participados mas já ocorreram, constituem estimativas cuja evolução é acompanhada e analisada, pelo atuário responsável, com base em dados históricos por exercícios de ocorrência. Esta análise permite acompanhar a evolução dos pagamentos, reservas pendentes e custo total e constitui a base justificativa para alterações nos custos médios de abertura de processo de sinistros.

Impostos sobre os lucros O cálculo dos impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Outras interpretações e estimativas podem conduzir a um diferente nível de imposto calculado, reconhecido no período, quer corrente quer diferido. De acordo com a legislação fiscal em vigor, existe a possibilidade de as Autoridades Fiscais poderem rever o cálculo da matéria coletável efetuado pela Empresa durante um período de quatro anos. Assim sendo, é possível que haja correções à matéria coletável, resultante principalmente de diferenças de interpretação da legislação fiscal em vigor. Contudo, é convicção do Conselho Executivo da Companhia de que não haverá correções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras. Imparidade A Empresa avalia regularmente se existe evidência objetiva de que um ativo apresenta sinais de imparidade.


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>

Sociedade Não Vida

Para os ativos que apresentam sinais de imparidade é determinado o respetivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas em resultados do exercício. A empresa segue os princípios de imparidade estabelecidos na IAS 36, com exceção de: a) Ativos por impostos diferidos, constante da IAS 12; b) Ativos financeiros que estejam no âmbito da IAS 39. Os critérios de imparidade reconhecidos pela empresa, são os mencionados no ponto, 3.1.l).

4. NATUREZA E EXTENSÃO DAS RUBRICAS E DOS RISCOS RESULTANTES DE CONTRATOS DE SEGURO E ATIVOS DE RESSEGURO 4.1. Prestação de informação que permita identificar e explicar as quantias indicadas nas demonstrações financeiras resultantes de contratos de seguro, incluindo, nomeadamente: a) Informação acerca das políticas contabilísticas adotadas relativamente a contratos de seguro e a ativos, passivos, rendimentos e custos ou gastos relacionados As políticas contabilísticas adotadas seguem os princípios descritos na ponto 3 deste Anexo. b) Processo usado para determinar os pressupostos que têm maior efeito na mensuração dessas quantias, incluindo um resumo das principais hipóteses consideradas no cálculo da provisão matemática relativa ao seguro de Vida e ao seguro de Acidentes de Trabalho, assim como da provisão para participação nos resultados (quantificação de todos os pressupostos quando praticável)

151

As bases técnicas utilizadas no cálculo das Provisões Matemáticas do Seguro de Acidentes de Trabalho foram as seguintes: Pensões Obrigatoriamente Remíveis: • Tábua de mortalidade: TD 88/90 • Taxa de Juro: 5,25% • Taxa de Gestão: 1% Pensões Não Obrigatoriamente Remíveis: • Tábua de mortalidade: PF 60/64 • Taxa de Juro: 6% • Taxa de Gestão: 2,5% • Incremento do valor da reserva conforme fórmula: , , em que x é a idade atuarial do pensionista em 31.12.2010. Estes pressupostos constituem a base atuarial das provisões matemáticas de Acidentes de Trabalho. As provisões para sinistros são estimadas de acordo com os princípios definidos na ponto 3.3.. Para as pensões não obrigatoriamente remíveis a empresa utiliza um fator de correção da taxa de juro conforme é descrito na Norma n.º 15/2000, de 23 de novembro, emitida pelo ISP e na Portaria n.º 11/2000, de 13 de janeiro. c) Informação acerca das metodologias de cálculo das estimativas dos montantes a atribuir aos tomadores de seguros ou beneficiários e dos montantes efetivamente atribuídos como participação nos resultados Esta provisão aplica-se somente ao Ramo Automóvel, devido à solução SUB-25 introduzida no produto Automóvel (PROTEC) onde os jovens condutores (idade inferior a 25 anos) são reembolsados do agravamento tarifário no caso da ausência de sinistros nas 2 primeiras anuidades do contrato. O valor provisionado corresponde a 100% do montante que potencialmente pode ser reembolsado.


152

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

e) Reconciliações de alterações nos passivos resultantes de contratos de seguro, nos ativos resultantes de contratos de resseguro e nos custos de aquisição diferidos relacionados (i) Com relação à provisão para sinistros Os reajustamentos relevados nos Anexos 2 e 3 para as rubricas Provisão para sinistros e Custos com sinistros, respetivamente, resultam da normal atividade e são consequência do encerramento de processos de exercícios anteriores. (ii) Movimentos na provisão para participação de resultados Descrição

Saldo inicial

Aumentos

Reduções

Saldo final

Part. Resultados (Protec)

760.306

3.977

0

764.283 Unidade: Euros

4.2. Prestação de informação que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos específicos de seguros, nomeadamente: a) Objetivos, políticas e processos de gestão dos riscos resultantes de contratos de seguro e os métodos usados para gerir esses riscos, incluindo uma descrição do processo de aceitação, avaliação, monitorização e controlo desses riscos Com base na definição estratégica dos segmentos alvo, são conceptualizadas políticas e processos de gestão de riscos dos respetivos contratos de seguro. Essas políticas focalizam-se na aceitação, provisionamento de responsabilidades e monitorização da carteira quer, para identificação de desvios ao nível da tarifa e da sinistralidade, quer para averiguação permanente do bom provisionamento. Quanto à política de aceitação de riscos é definida conforme os segmentos alvo e é estruturada com base nos resultados obtidos das análises atuariais.

Em sequência, são definidas regras de aceitação é efetuada a sua parametrização no sistema informático de suporte, bem como fixados mecanismos de impedimento e alerta sempre que alguma dessas condições seja violada. A aceitação de condições de exceção/interditas é da competência da área de Subscrição. No que respeita ao provisionamento de responsabilidades, conforme descrito no ponto 3.3., a abertura de um sinistro, por regra, é efetuado com base num custo médio, resultante de análises atuariais permanentes às bases de dados de sinistros históricas, por anos de ocorrência. O acompanhamento subsequente, pelo gestor de sinistros, segue o conjunto de regras de gestão de sinistros implementadas. A monitorização da carteira de contratos de seguro por ramo, permite acompanhar a adequabilidade da tarifa e avaliar da necessidade de saneamento. Para além dessa análise são ainda efetuadas: (i) Análises de sensibilidade periódicas, ao nível das Provisões Técnicas, segundo metodologias em uso no Grupo; (ii) Análises casuísticas; (iii) Verificação de algoritmos e alertas dos sistemas informáticos (de subscrição, emissão e sinistros); (iv) Matching de ativos e passivos. Como forma de reduzir o risco para a Empresa, é definida anualmente a política de resseguro. Dessa definição consta: os riscos a ressegurar, lista dos resseguradores e grau de concentração. A monitorização destas variáveis é mensal. Um processo de aprovação de produtos está implementado na entidade sendo aplicado quer ao lançamento de novos produtos, quer no âmbito de refresh dos existentes. Este processo incorpora um sign-off formal por todos os intervenientes relativamente às condições/rentabilidade do produto.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

153

Sociedade Não Vida

b) Sobre o risco específico de seguros (antes e após resseguro), incluindo informações acerca das análises de sensibilidade efetuadas, concentrações de risco e sinistros efetivos comparados com estimativas anteriores O risco específico de seguros é mensurado tendo por base o risco associado aos prémios e reservas antes e após o efeito do resseguro através de um modelo interno para apuramento do capital económico (STEC) e valor intrínseco do portefólio da Empresa.

distritos mais relevantes em termos de concentração de risco (25% e 24%, respetivamente). A análise por ramos fornece conclusões complementares pois a Empresa tem políticas de subscrição e coberturas de resseguro implementadas para mitigar elevadas concentrações de risco geográfico e acontecimento seguro em simultâneo.

Neste contexto, o comportamento do mercado e dos clientes, os critérios de subscrição e as características dos prémios em carteira constituem dados necessários para a modelização das duas variáveis – prémios e reservas – e, por consequência, aferir da necessidade de capital. Outros dados como o risco catastrófico, longevidade e mortalidade são considerados, designadamente para o ramo Acidentes de Trabalho.

4.3. Prestação de informação quantitativa e qualitativa acerca do risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco operacional. A informação qualitativa deve incluir, nomeadamente, a exposição ao risco e a origem dos riscos, objetivos, políticas e procedimentos de gestão de riscos e os métodos utilizados para mensurar os riscos, assim como alterações face ao período anterior.

Os montantes estimados de novo negócio e de renovações bem como a probabilidade de anulação dos contratos são igualmente obtidos neste modelo e servem em simultâneo para o cálculo das responsabilidades. Este modelo permite efetuar análises de sensibilidade bem como mensurar a evolução real. A monitorização é efetuada trimestralmente. O risco específico de seguros a 31 de dezembro de 2010 era de 90 milhões de euros após diversificação. Antes do efeito da diversificação, a decomposição é de 58 milhões de euros para a componente de reserva, de 50 milhões para a componente de prémios e de 14 milhões para risco catastrófico. Os impactos que advém dos contratos de resseguro existentes são também uma variável tida em conta na modelização destes efeitos. O total do capital em risco na Empresa está disperso pelos diferentes distritos de Portugal, designadamente os que constituem o seu litoral. Porém, em resultado da concentração da população e consequentes objetos seguros, no distrito de Lisboa e distrito do Porto, são estes os

Os Anexos 2 e 3 relevam as diferenças de estimativa ao nível dos sinistros.

O departamento de Risk Management efetua análises de risco, estudos de impacto quantitativos relacionados com a solvência II, assegura a gestão saudável dos riscos com base no uso de métricas dentro das quais se destaca o Capital Económico de curto prazo. No âmbito do seu trabalho, foram identificados, mapeados e quantificados diversos riscos que a seguir se enumeram: a) Risco de Mercado (i) Risco de taxa de Juro As metodologias do modelo de cálculo do Capital Económico de curto prazo, os pressupostos/ metodologia CEIOPS e resultados das análises QIS, o cálculo do P&C value que fornece informação relativa às “duration” (determinadas por métodos estocásticos e determinísticos para os ativos e passivos) são, entre outras, as formas encontradas para mensurar este risco.


154

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

identificação dos riscos de curto prazo que podem impactar a liquidez, bem como de um constante simulador de cenários, de curto e longo prazo, onde são identificadas as necessidades e respetivas fontes de financiamento. O resultado obtido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 para o risco de mercado totalizava 46 milhões de euros após diversificação. A decomposição deste montante por tipo de risco apresenta os seguintes montantes (antes de impostos e antes de efeito de diversificação):

(ii) Risco de crédito /risco de spread Estes riscos são quantificados trimestralmente. O modelo de apuramento de cada um deles é estandardizado ao nível do Grupo. (iii) Risco de concentração/diversificação Este risco é identificado e quantificado no âmbito de uma política que define o máximo de exposição por emitente baseado no seu nível de rating. (iv) Risco de volatilidade O risco de volatilidade, associado às ações, é obtido a partir de mudanças na volatilidade implícita dos produtos derivados. Por outro lado, nas circunstâncias em que as responsabilidades também contêm risco de volatilidade, devido às opções imbuídas, tais como participações nos benefícios ou opções que garantem o resgate, também é feito o seguimento com a mesma periodicidade.

• • • • • •

(iv) Risco de liquidez O Grupo possui um modelo de gestão do risco de liquidez que permite a monitorização e adoção de medidas para evitar a sua rutura, quer em termos de curto prazo para fazer face às suas operações diárias, quer em termos de longo prazo, para corresponder às necessidades da Margem de Solvência e Cobertura das suas Provisões Técnicas. Esse modelo é constituído por uma tabela de

Este modelo permite efetuar análises de sensibilidade bem como mensurar a evolução real. A monitorização é efetuada trimestralmente. Foram realizadas as análises de sensibilidade para os seguintes cenários:

Taxa de juro - 9 milhões de euros Spread - 14 milhões de euros Equity and Private equity - 27 milhões de euros Investimento imobiliários - 14 milhões de euros Cambial - 7 milhões de euros Volatilidade - 2 milhões de euros

No que respeita ao risco de crédito o montante obtido para o período em referência foi de 7 milhões de euros.

Q4 2010 - Market Risk Category Contributions to STEC Scenario and Neighbouring Scenarios (99,5%, in EUR bn) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

TOTAL STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

STEC Scenarios by risk category

Interest Rates

4,5

3,0

2,5

-2,5

0,3

7,7

0,2

7,0

8,3

2,9

3,7

3,4

8,6

Spread

6,8

12,5

11,9

13,8

17,2

9,2

13,2

9,0

4,9

7,4

16,0

11,1

13,6

Equity

19,1

25,6

17,7

21,2

20,2

17,7

18,0

21,1

16,4

19,8

15,2

19,3

23,9

FX

6,1

-0,1

0,7

3,8

-4,4

-1,3

-3,0

-4,0

5,8

2,3

2,5

0,8

7,1

Volatility

0,1

1,3

0,9

1,0

0,6

0,2

0,3

2,7

0,7

1,2

0,5

0,8

1,8

Real Estate

11,3

3,7

11,1

9,1

10,7

9,6

15,3

8,3

11,9

11,1

6,5

9,9

14,1

Hedge Funds

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Private Equity

0,6

1,4

2,0

1,0

0,3

2,4

1,5

1,7

-1,0

2,1

1,5

1,2

2,6

Total

46,9

46,8

44,8

46,2

46,2

46,2

46,1

46,0

46,0

45,8

45,7

46,2

46,2


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

155

Sociedade Não Vida

Total STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

Total STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

IR EUR 1yr

-27 bps

-28 bps

-32 bps

-48 bps

-22 bps

-37 bps

-44 bps

-27 bps

-50 bps

-22 bps

-42bps

-34 bps

IR EUR 5yr

-13 bps

-42 bps

-45 bps

-11 bps

-10 bps

-50 bps

-15 bps

-47 bps

-71 bps

-23 bps

-40 bps

-33 bps

IR EUR 10yr

-39 bps

-40 bps

-67 bps

6 bps

15 bps

-78 bps

-29 bps

-84 bps

-109bps

-26 bps

-55 bps

-46 bps

IR EUR 20yr

-55 bps

-42 bps

-51 bps

34 bps

12 bps

-89 bps

-9 bps

-92 bps

-104 bps

-28 bps

-58 bps

--44 bps

IR EUR 30yr

-57 bps

-53 bps

-44 bps

34 bps

-10 bps

-102 bps

-4 bps

-90 bps

-108 bps

-41 bps

-55 bps

-48 bps

IR USD 1yr

-19 bps

-15 bps

-18 bps

-22 bps

-14 bps

-14 bps

-4 bps

-18 bps

-24 bps

-2 bps

-15 bps

-15 bps

IR USD 5yr

-88 bps

-73 bps

-57 bps

-46 bps

-43bps

-38 bps

-20 bps

-24 bps

-105 bps

-52 bps

-43 bps

-53 bps

IR USD 10yr

-144 bps

-109 bps

-70 bps

-17 bps

-51 bps

-60 bps

-68 bps

-19 bps

-125 bps

-81 bps

-83 bps

-75 bps

IR USD 20yr

-144 bps

-123 bps

-73 bps

40 bps

-50 bps

-79 bps

-82 bps

-8 bps

-133 bps

-82 bps

-94 bps

-75 bps

IR USD 30yr

-162 bps

-130 bps

-78 bps

61 bps

-52 bps

-94 bps

-84 bps

12 bps

-128 bps

-93 bps

-101 bps

-77 bps

Spread EUR AAA

40 bps

31 bps

52 bps

119 bps

102 bps

14 bps

29 bps

16 bps

-12 bps

42 bps

86bps

47 bps

Spread EUR AA

15 bps

87 bps

88 bps

73 bps

97 bps

59 bps

90 bps

28 bps

20 bps

31 bps

101 bps

63 bps

Spread EUR A

72 bps

139 bps

150 bps

143 bps

171 bps

119 bps

155 bps

92 bps

42 bps

93 bps

128 bps

119 bps

Spread EUR BBB

146 bps

375 bps

259 bps

125 bps

411 bps

178 bps

226 bps

260 bps

160 bps

116 bps

283 bps

231 bps

Spread EUR HY

435 bps

595 bps

626 bps

570 bps

581 bps

505 bps

1011 bps

1232 bps

427 bps

289 bps

581 bps

623 bps

Spread USD AAA

57 bps

47 bps

42 bps

120 bps

95 bps

16 bps

24 bps

70 bps

26 bps

30 bps

28 bps

50 bps

Spread USD AA

40 bps

113 bps

60 bps

48 bps

125 bps

19 bps

104 bps

152 bps

53 bps

22 bps

41 bps

71 bps

Spread USD A

90 bps

177 bps

122 bps

113 bps

250 bps

69 bps

148 bps

170 bps

47 bps

55 bps

104 bps

122 bps

Spread USD BBB

75 bps

308 bps

168 bps

102 bps

366 bps

159 bps

209 bps

232 bps

114 bps

66 bps

195 bps

181 bps

Spread USD HY

681 bps

999 bps

447 bps

478 bps

1078 bps

664 bps

1205 bps

1781 bps

761 bps

232 bps

418 bps

795 bps

Equity EUR

-31%

-49%

-39%

-46%

-39%

-35%

-41%

-42%

-41%

-43%

-34%

-40%

Equity USD

-37%

-46%

-20%

-27%

-41%

-32%

-22%

-33%

-18%

-36%

-24%

-31%

FX USD/EUR

-21%

1%

-3%

-14%

14%

5%

12%

13%

-20%

-8%

-8%

-3%

FX JPY/EUR

-15%

8%

10%

-6%

46%

29%

14%

37%

-15%

.-1%

-10%

9%

STEC Scenarios per risk category (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

Total STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

IR EUR 1yr

-42 bps

-28 bps

-7 bps

-42 bps

-50 bps

-16 bps

-30 bps

31 bps

18 bps

2 bps

-23bps

-17 bps

IR EUR 5yr

-64 bps

-53 bps

-49 bps

-55 bps

-66 bps

-37 bps

-55bps

13 bps

-39 bps

-47 bps

-73 bps

-48 bps

IR EUR 10yr

-100 bps

-79 bps

-90 bps

-86 bps

-108 bps

-73 bps

-101 bps

-31 bps

-75 bps

-106 bps

-117 bps

-88 bps

IR EUR 20yr

-114 bps

-97 bps

-104 bps

-109 bps

-121 bps

-99 bps

-110 bps

-70 bps

-97 bps

-114 bps

-121 bps

-105 bps

IR EUR 30yr

-115 bps

-111 bps

-108 bps

-109 bps

-110 bps

-106 bps

-106 bps

-93 bps

-106 bps

-105 bps

-111 bps

-107 bps

IR USD 1yr

-15 bps

-3 bps

17 bps

-18 bps

-24 bps

2 bps

-22 bps

86 bps

22 bps

14 bps

-15 bps

4 bps

IR USD 5yr

-101 bps

-43 bps

61 bps

-42 bps

-99bps

-4 bps

-62 bps

94 bps

-58 bps

-30 bps

-91 bps

-34 bps

IR USD 10yr

-173 bps

-71 bps

35 bps

-105 bps

-145 bps

-33 bps

-50 bps

20 bps

-105 bps

-84 bps

-147 bps

-78 bps

IR USD 20yr

-190 bps

-110 bps

-27 bps

-132 bps

-146 bps

-51 bps

-44 bps

-61 bps

-125 bps

-108 bps

-161 bps

-105 bps

IR USD 30yr

-213 bps

-126 bps

-35 bps

-158 bps

-161 bps

-53 bps

-46 bps

-83 bps

-144 bps

-120 bps

-178 bps

-20 bps

Spread EUR AAA

49 bps

85 bps

157 bps

51 bps

64 bps

41 bps

61 bps

73bps

82 bps

122 bps

86bps

79 bps

Spread EUR AA

75 bps

109 bps

80 bps

85 bps

102 bps

85 bps

101 bps

93 bps

90 bps

86 bps

107 bps

92 bps

Spread EUR A

131 bps

118 bps

118 bps

140 bps

171 bps

130 bps

152 bps

145 bps

140 bps

109 bps

120 bps

131 bps

Spread EUR BBB

364 bps

266 bps

73 bps

191 bps

221 bps

327 bps

164 bps

353 bps

311 bps

127 bps

177 bps

234 bps

Spread EUR HY

1364 bps

988 bps

346 bps

929 bps

446 bps

498 bps

735 bps

590 bps

505 bps

1250 bps

724 bps

761 bps

Spread USD AAA

107 bps

58 bps

71 bps

0 bps

41 bps

56 bps

45 bps

19 bps

69 bps

115 bps

46 bps

57 bps

Spread USD AA

128 bps

54 bps

52 bps

32 bps

81 bps

113 bps

43 bps

71 bps

92 bps

63 bps

75 bps

74 bps

Spread USD A

153 bps

66 bps

64 bps

95 bps

98 bps

221 bps

114 bps

126 bps

110 bps

86 bps

121 bps

114 bps

Spread USD BBB

195 bps

118 bps

71 bps

152 bps

103 bps

301 bps

142 bps

142 bps

160 bps

148 bps

75 bps

146 bps

Spread USD HY

1117 bps

718 bps

344 bps

470 bps

454 bps

940 bps

875 bps

818 bps

900 bps

862 bps

885 bps

762 bps

Equity EUR

-48%

-48%

-45%

-53%

-44%

-48%

-50%

-44%

-43%

-48%

-48%

-47%

Equity USD

-40%

-40%

-50%

-31%

-46%

-36%

-36%

-41%

-49%

-34%

-41%

-40%

FX USD/EUR

-24%

-23%

-24%

-24%

-23%

-24%

-25%

-25%

-24%

-24%

-25%

-24%

FX JPY/EUR

-27%

7%

-12%

-8%

-21%

-19%

-12%

-8%

-29%

.-27%

-19%

-16%


156

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Q4 2010 - AXA Portugal - P&C - P&C risk factors contribution in STEC scenario and neighbouring scenarios (99,5%, in EUR m) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

Original STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

Risk Factors standalone STEC scenarios

STEC Reserve

203

191

287

208

257

246

241

185

229

187

195

221

241

STEC Premium

109

102

30

110

54

25

74

130

67

103

119

84

108

STEC Cat

9

23

-2

-4

2

41

-2

-2

16

19

-5

9

46

Total

321

315

315

313

313

313

313

312

312

309

309

313

313

b) Riscos Operacionais No âmbito das exigências internacionais definidas na Diretiva Comunitária de Solvência II, bem como na Norma 14/2005-R emitida pelo regulador português, a entidade no decorrer do ano de 2010 reforçou o ambiente de governo sobre o qual assenta, quer a gestão pelo negócio do Risco Operacional, quer o respetivo cálculo das exigências de Capital Económico para este risco. Este passo foi consubstanciado em três ações distintas: •

Reforço da organização local existente para a gestão de risco através da formalização do departamento de Risk Management local, o qual inclui uma área dedicada exclusivamente ao Risco Operacional & Controlo Interno;

Lançamento dos Comités de Risco Operacional & Controlo Interno com periodicidade quadrimestral e realizados por Direção-Geral (Financeira, Oferta, Operações e Sistemas de Informação/Recursos Humanos);

A definição da framework de gestão do risco operacional que comporta as seguintes ações: 1. 2.

Identificação dos principais riscos operacionais a que a entidade está exposta e cálculo anual do capital económico afeto; Implementação de processo de recolhas de perdas operacionais;

3. 4. 5.

Estabelecimento/monitorização do risk appetite; Definição/monitorização de RPI’s – Risk Performance Indicator’s/Risk Tolerances por sub-tipologia de risco; Implementação de ações de mitigação para os principais riscos e perdas operacionais.

Em 2010, para além do seguimento em sede do Comité referenciado dos temas inerentes, a gestão deste risco assentou nos pressupostos mencionados de seguida cuja adequabilidade será consolidada substancialmente em 2011: •

Estabelecimento de indicadores para medir a exposição da entidade ao risco em processos core e de suporte da entidade, nomeadamente, subscrição, produção, cobranças, sinistros, atividades em outsourcing, pagamentos/ recebimentos, entre outras;

Identificação das perdas reais relativas aos riscos que se materializam na entidade;

Implementação de ações de mitigação para riscos operacionais com monitorização em sede do comité referenciado.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Em complemento a toda a informação descrita relevamos a importância de estarem implementadas e disseminadas pela entidade, políticas/procedimentos em matéria de Continuidade de Negócio, Segurança IT, Procurement, Branqueamento de Capitais, Controlo Interno, Combate à Fraude e Código de Ética. No âmbito do cálculo do Capital Económico em sede de Solvency II, o Grupo AXA adotou a utilização de um modelo interno designado por STEC (Short term Economic Capital), o qual reflete o perfil de risco nos requisitos de capital de solvência tomando em consideração as especificidades da entidade. Os riscos operacionais passíveis de serem avaliados inserem-se nas categorias abaixo descritas e com base na seguinte metodologia:

CAUSAS

157

Sociedade Não Vida

A identificação dos riscos que serão alvo de Capital Económico normalmente é baseada em informação dos seguintes intervenientes: Administrador Delegado; Diretores de Topo; Auditoria Interna; Fraud Control Officer (FCO); Chief Anti Money Laundering Officer (CAMLO); Compliance (incluindo área Jurídica); Group Risk Management; Risk Management Regional; Risk Management local; BCM – Business Continuity Management; IT Security Manager; RH – Recursos Humanos; Detentores dos processos. Bem como em informação decorrente do processo de recolha de perdas operacionais e falhas detetadas no controlo interno em vigor para os processos. Este processo de identificação origina o Risk Mapping da entidade.

EVENTOS

IMPACTOS

Grupo – Tipologias de risco operacional

100 Eventos de risco reagrupados em 7 categoriais

CAUSAS

Causas Internas: • Pessoas, Processos, Sistemas. Causas Externas: • Catástrofes naturais; • Desastres provocados pelo Homem; • Exclui causas externas que conduzem ao risco estratégico.

EVENTOS

1. Fraude Interna; 2. Fraude Externa; 3. Práticas relacionadas com os Recursos Humanos e com Segurança no Trabalho; 4. Clientes, produtos e práticas comerciais; 5. Eventos externos que causem danos nos ativos físicos (aqui inclui-se eventos man made); 6. Interrupção de atividades e falhas nos sistemas; 7. Riscos relacionados com os processos de negócio. DISTRIBUÍDOS POR 21 SUB-CATEGORIAS

IMPACTOS

Financeiros: • Conta de Resultados; • Outros Custos. Sanções Legais & Regulatórias. Imagem - Reputação.


158

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A identificação dos riscos que serão alvo de capital económico normalmente é baseada em informação dos seguintes intervenientes: • • • • • • • • • • • • •

Administrador Delegado; Diretores de topo; Auditoria Interna; FCO - Fraud Control Officer; CAMLO - Chief Anti Money Laundering Officer; Compliance (incluindo área Jurídica); Group Risk Management; Risk Management Regional; Risk Management Local; BCM - Business Continuity Management; IT Security Manager; RH - Recursos Humanos; Detentores dos processos.

Bem como em informação decorrente do processo de recolha de perdas operacionais e falhas detetadas no controlo interno em vigor para os processos. Este processo de identificação origina o Risk Mapping da entidade. A quantificação/modelização dos riscos é feita através de avaliações efetuadas com os detentores dos processos e tem cariz quantitativo (estabelecimento de potenciais perdas financeiras que a entidade incorre se o risco ocorrer, bem como a definição de uma frequência para o evento) e qualitativo (identificação de controlos de mitigação, estratégias de recuperação e causas externas e internas). A informação recolhida é gerida no modelo interno, que calcula o CE - Capital Económico a alocar em termos de risco operacional. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 o montante necessário ronda 6 milhões de euros.

4.5. Prestação de informação qualitativa relativamente à adequação dos prémios e à adequação das provisões a) Análise à adequação e suficiência dos prémios De acordo com a Conta de Ganhos e Perdas, parte

integrante destas demonstrações financeiras, pode constatar-se que os prémios foram suficientes para fazer face aos custos - Resultado Operacional positivo de cerca de 1.354 mil euros. A análise por ramos releva, contudo, que os ramos IOD, Diversos e Acidentes de Trabalho apresentam resultados negativos. A análise de sensibilidade da tarifa é feita segundo parâmetros relacionados com Prémio Médio, Custo Médio e Frequência de Sinistralidade. A análise centra-se na elasticidade do rácio de sinistralidade, face a um aumento/redução da frequência de sinistralidade e/ou do custo médio. Em termos de sumários, os resultados dessas sensibilidades para os principais ramos - Automóvel e Acidentes de Trabalho – são: Automóvel: • Aumento da Frequência ou do Custo Médio de Danos Materiais de 4,0% implica um incremento do rácio de sinistralidade de 1,9pp. • Redução da Frequência ou do Custo Médio de Danos Corporais de 5,0% implica uma redução do rácio de sinistralidade 1,1pp. • Com a verificação dos dois pontos anteriores em simultâneo teríamos um incremento do rácio de sinistralidade de 0,8pp. Estas simulações são feitas com base numa carteira parada, isto é, sem o dinamismo de passagem de mais um ano. Acidentes de Trabalho: • Aumento da Frequência ou do Custo Médio de Despesas Médicas de 4,0% implica um aumento do rácio de sinistralidade 1,5pp; • Redução da Frequência ou do Custo Médio de Reservas Matemática de 2,0% implica uma redução do rácio de sinistralidade 0,2pp; • Com a verificação dos dois pontos anteriores, em simultâneo, ter-se-ia um aumento do rácio de sinistralidade de 1,3pp.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

159

Sociedade Não Vida

b) Análise à adequação e suficiência das provisões O modelo utilizado pela AXA Portugal para aferir o seu nível de provisionamento, assenta numa análise histórica (triangulação) dos últimos 15 exercícios de ocorrência. Nesta análise acompanha-se a evolução dos pagamentos, reservas pendentes, custo total, número de sinistros total, número de sinistros pendentes e custos médios. O acompanhamento mensal permite, consoante a especificidade de cada ramo, estimar qual o custo final previsível para cada exercício de ocorrência. Nos ramos de desenvolvimento rápido (Automóvel- Danos Materiais; Multirriscos Habitação), dá-se maior atenção à cadência de pagamentos. Em contrapartida, para os ramos de desenvolvimento longo (Automóvel - Danos Corporais; Responsabilidade Civil), a maior atenção é dada à cadência dos custos totais. Paralelamente, analisam-se, também, os sinistros por perfil de custos e taxas de encerramento, a evolução dos custos médios dos processos encerrados. Para melhor prever e monitorizar a evolução do Exercício Corrente existem também uma série de triangulações que permitem o seguimento, não por ano de ocorrência, mas por mês de ocorrência, para os 4 últimos exercícios. A assertividade é, deste modo, uma realidade. Esta análise é efetuada para os ramos com o seguinte agrupamento: Automóvel – Danos Corporais; Automóvel – Danos Materiais; Ocupantes; Acidentes Pessoais (Individual, Coletivo e Viagens); Transportes; Diversos; Responsabilidade Civil; Multirriscos Habitação; Multirriscos Comércio; Colheitas; Incêndio e Outros Danos (restantes ramos); Saúde; Acidentes de Trabalho – Despesas (pagamentos de subsídios mais assistências); Acidentes de Trabalho – Reservas Matemáticas – Obrigatoriamente Remíveis; Acidentes de Trabalho – Reservas Matemáticas – Não Obrigatoriamente Remíveis. A análise efetuada pelo Atuário responsável conclui que as provisões contabilísticas são adequadas.

4.6. Informação qualitativa e quantitativa acerca dos rácios de sinistralidade, rácios de despesas, rácios combinados de sinistros e despesas e rácio operacional (resultante da consideração dos rendimentos obtidos com investimentos afetos aos vários segmentos), calculados sem dedução do resseguro cedido No exercício de 2010 foram obtidos os seguintes rácios:

2010

2009

Variação

Rácio de Sinistralidade

74,40%

67,79%

6,6pp

Rácio de Despesas

27,3%

28,50%

-1,2pp

Rácio Combinado

101,7%

96,30%

5,4pp

Rácio Operacional

-0,2%

3,3%

-3,5pp

Comentamos de seguida a sua evolução: • O rácio de sinistralidade teve uma evolução negativa de 6,6pp, relativamente ao ano anterior, devido ao aumento dos custos com sinistros, essencialmente em sinistros de elevado montante, nomeadamente das tempestades da Madeira e Xynthia, assim como pelo aumento da frequência de sinistros do exercício; • O rácio de despesas teve um comportamento positivo de 1,2pp devido à política de redução de despesas; • O rácio combinado aumentou 5,4pp, explicado pelo aumento do rácio de sinistralidade, parcialmente compensado pela redução do rácio de despesas; • O resultado operacional obteve uma descida de 3,5pp, influenciado pelo aumento da carga de sinistros e redução dos rendimentos financeiros.


160

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

4.7. Indicação dos montantes recuperáveis, relativamente a montantes pagos pela ocorrência de sinistros, provenientes da aquisição dos direitos dos segurados em relação a terceiros (sub-rogação) ou da obtenção da propriedade legal dos bens seguros (salvados) Os montantes recuperáveis relativos a prestações efetuadas pela ocorrência de sinistros e que se encontram registados nas contas do exercício de 2010 são:

2010

2009

4033 – Reemb. Sinistros Tomadores de seguro

444.238

446.799

4703 – Reemb. Sinistros outros devedores e credores

7.428.877

4.054.935

Total

7.873.115

4.501.735 Unidade: Euros

6. INSTRUMENTOS FINANCEIROS O inventário de títulos e participações financeiras em 31 de dezembro de 2010 encontra-se no Anexo 1.

6.6. Prestação de informação acerca das garantias colaterais cedidas e aceites, assim como, dos ativos cedidos e recebidos com acordo de recompra firme No final do exercício em curso a AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A., detinha €1.067.000 recebidos como um colateral de uma “put spread collar” em vigor no BNP. O valor nocional do colateral recebido é de (i) €161.000 de uma obrigação governamental Alemã com maturidade a 4 de julho de 2027 e de (ii) um valor nocional de €906.000 de uma obrigação governamental Portuguesa com maturidade a 15 de abril de 2037.

6.7. Prestação de informação relativa à utilização de produtos derivados e à utilização de operações de reporte e de empréstimo de valores, tal como definido no normativo aplicável Não existe qualquer operação de reporte e de empréstimo de valores. Em 2010 concretizaram-se duas operações envolvendo utilização de derivados: a) Equity hedge - implementado em janeiro e vencido em outubro. Durante o primeiro trimestre de 2010, a estratégia adotada foi a proteção do portefólio de ações europeias contra uma potencial descida nas cotações dos mercados de ações. A estratégia usada pela Companhia passou pela utilização de um “put spread collar” sobre o índice Eurostoxx50 com maturidade a novembro de 2010 para um total nocional coberto de €40.000.000 Nesta estratégia, houve a combinação da compra de uma “put option” e o financiamento desse custo através da venda de outra “put option”, com um custo global de 5,17% do nocional coberto. b) Equity hedge – Durante o mês de outubro a estratégia foi revertida e substituída por uma nova estratégia com o mesmo objetivo mas composta pela compra de uma “put option” parcialmente financiada através da venda de uma “put” e uma “call option” com maturidade a novembro de 2011. O custo desta estratégia foi de 3,3%.

6.11. Descrição relativa ao apuramento do justo valor, designadamente: a) Dos métodos e, quando for usado um método de avaliação, dos pressupostos aplicados na determinação do justo valor de cada classe de ativos financeiros e de passivos financeiros Considera-se como justo valor o preço ou valorização recebida das contrapartes, de agentes de mercado existentes, para os instrumentos cotados num mercado oficial. Para aqueles instrumentos que carecem da dita valorização, utiliza-se um modelo


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

161

Sociedade Não Vida

de valorização interno baseado em métodos comummente utilizados no mercado e utilizando elementos ou referências observáveis de mercado tal como curvas de taxas de juro ou diferenciais de crédito. O mapa seguinte, demonstra o tipo e a dimensão das valorizações de mercado utilizadas:

Tipo de Ativo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Total

Títulos de rendimento Fixo

286.574

96.419

0

382.993

Títulos de rendimento Variável

40.906

8.473

3.401

52.780

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

22.393

5.911

2.789

31.093

TOTAL

349.873

110.803

6.190

466.866

Unidade: Milhares de Euros

Nível 1 - Justo valor determinado diretamente com referência a um mercado oficial ativo. Nível 2 - Justo valor determinado utilizando técnicas de valorização suportadas em preços observáveis em mercados correntes transacionáveis para o mesmo instrumento financeiro. Nível 3 - Justo valor determinado utilizando técnicas de valorização não suportadas em preços observáveis em mercados correntes transacionáveis para o mesmo instrumento financeiro. A informação comparativa com 2009 apresenta-se de seguida:

Tipo de Ativo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Total

Títulos de rendimento Fixo

330.390

110.206

0

440.496

Títulos de rendimento Variável

43.803

7.683

0

51.486

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

14.891

1.965

2.116

18.972

TOTAL

388.984

119.854

2.116

510.954

Unidade: Milhares de Euros


162

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

6.12. Para as classes de ativos financeiros e de passivos financeiros não valorizados a justo valor: a) Nos casos em que não podem ser mensurados com fiabilidade, indicação da sua não divulgação, referindo a causa Existem ainda alguns títulos de associadas e filiais que não foram valorizados ao justo valor porque não existem cotações de mercado disponíveis (instrumentos não cotados), nem foram efetuadas avaliações às respetivas entidades: Título

Participação

Balanço

PLATAFORMA SOC COB

20,00%

4.988

EMP ARTÍSTICA

96,03%

2.976.066

GAIVINA EMP TURIS IMOB

20,00%

998.845 Unidade: Euros

Os referidos instrumentos estão registados ao custo de aquisição e são sujeitos a testes de imparidade. No ponto 7, pode-se observar alguns dados financeiros referentes a estas entidades.

Exposição ao risco de mercado 2010 Títulos de rendimento variável por tipo de indústria

6.16. Prestação de informação qualitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros, nomeadamente: a) Exposição ao risco e a origem dos riscos e quaisquer alterações referentes ao período b) Objetivos, políticas e procedimentos de gestão de risco, os métodos usados para gerir esses riscos e quaisquer alterações referentes ao período A política de exposição ao risco, dos instrumentos financeiros, obedece aos critérios emanados pelo Grupo AXA, conforme descrito no ponto 4.3.

6.17. Prestação de informação quantitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros por cada tipo de risco Apresentam-se em seguida um conjunto de informações relativas à exposição dos instrumentos financeiros a cada um dos riscos mais significativos e respetiva comparação com o ano anterior:

Instituições Financeiras

Consumo

Energia

Comunicações

Industriais

Utilitárias

Bens de Consumo

Tecnológicas

Outras

TOTAL

5.346

16.071

3.991

1.555

12.108

3.322

5.254

2.560

2.573

52.780

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

Exposição ao risco de mercado 2009 Títulos de rendimento variável por tipo de indústria

>

163

Sociedade Não Vida

Instituições Financeiras

Consumo

Energia

Comunicações

Industriais

Utilitárias

Bens de Consumo

Tecnológicas

Outras

TOTAL

4.943

14.947

4.317

2.942

9.909

3.812

5.746

2.063

5.178

53.857

Unidade: Milhares de Euros

Na exposição ao risco de mercado, verifica-se que existe uma dispersão de investimento dos títulos de rendimento variável, em diversos tipos de setores de atividade, não havendo por isso risco elevado de concentração. Exposição ao risco de crédito 2010

Títulos de rendimento fixo por rating TOTAL

AAA

AA +

AA

AA -

A+

A

A-

BBB +

BBB

BBB -

B

B-

Obrigações do Estado

29.552

30.267

0

23.882

0

20.592

4.865

0

0

0

0

0

109.158

Outros títulos de rendimento fixo

45.881

10.473

36.719

39.164

52.631

28.791

29.739

18.496

7.624

3.270

1.047

0

273.835

Total

75.433

40.740

36.719

63.046

52.631

49.383

34.604

18.496

7.624

3.270

1.047

0

382.993

Unidade: Milhares de Euros

Exposição ao risco de crédito 2009

Títulos de rendimento fixo por rating TOTAL

AAA

AA +

AA

AA -

A+

A

A-

BBB +

BBB

BBB -

B

B-

Obrigações do Estado

39.696

32.678

7.307

47.893

0

0

0

3.474

0

0

0

0

131.048

Outros títulos de rendimento fixo

32.416

15.356

46.247

25.510

51.037

52.794

46.173

26.785

10.956

953

1.061

160

309.448

Total

72.112

48.034

53.554

73.403

51.037

52.794

46.173

30.259

10.956

953

1.061

160

440.496

Unidade: Milhares de Euros

A Companhia apresenta um nível de investimentos em títulos de rendimento fixo de elevado rating, sendo de salientar que, cerca de 56,4% do seus títulos são de rating igual ou superior a duplo A (56,1% em 2009) e 92,1% com rating superior a A (90,1% em 2009), pelo

que o nível de exposição a eventuais quebras de compromissos por parte dos emitentes, tem um risco reduzido e com tendência de diminuição, se comparada com o ano anterior.


164

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

Maturidades

Exposição ao risco de liquidez 2010

TOTAL

Inferior a 1 ano

Entre 1 e 2 anos

Entre 2 e 5 anos

Entre 5 e 10 anos

Mais de 10 anos

Títulos de rendimentos fixo

31.134

106.791

132.254

39.945

72.869

382.993

Empréstimos

0

0

69

0

0

69

Total

31.134

106.791

132.323

39.945

72.869

383.062

Unidade: Milhares de Euros

Maturidades

Exposição ao risco de liquidez 2009

TOTAL

Inferior a 1 ano

Entre 1 e 2 anos

Entre 2 e 5 anos

Entre 5 e 10 anos

Mais de 10 anos

Títulos de rendimentos fixo

25.871

41.721

150.613

116.638

105.653

440.496

Empréstimos

0

0

93

0

0

93

Total

25.871

41.721

150.706

116.638

105.653

440.589

Unidade: Milhares de Euros

A Companhia segue uma política de maturidade dos seus produtos de acordo com rigorosos critérios de ALM, no sentido de adequar o vencimento dos seus instrumentos financeiros às datas de vencimentos dos seus compromissos registados no passivo.

Exposição ao Risco de Justo Valor Análise às mais e menos valias potenciais 2010

Justo Valor

Mais valia potencial

Menos valia potencial

Análise às mais e menos valias potenciais 2009

Justo Valor

Mais valia potencial

Menos valia potencial

Títulos de rendimento fixo

382.993

16.618

6.583

Títulos de rendimento fixo

440.496

16.424

4.512

Títulos de rendimento variável

52.780

15.825

0

Títulos de rendimento variável

51.486

14.468

152

18.972

3.033

5

93

0

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

31.093

3.942

6

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

Empréstimos

69

0

0

Empréstimos

Unidade: Milhares de Euros

0 Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

165

Sociedade Não Vida

Análise das menos valias potenciais 2010

Valor de aquisição

Justo valor

Menos valias

Menos valia < a 20% do valor de aquisição

Menos valia entre 20 e 50% do valor de aquisição

Menos valia > a 50% do valor de aquisição

Títulos de Rendimento Fixo

62.079

55.496

6.583

2.991

3.592

0

Com menos valias há menos de 6 meses

18.451

17.845

606

606

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

15.678

14.421

1.257

1.257

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

27.950

23.230

4.720

1.128

3.592

0

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

10.000

9.994

6

6

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

10.000

9.994

6

6

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

72.079

65.490

6.589

2.997

3.592

0

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

Unidade: Milhares de Euros

Análise das menos valias potenciais 2009

Valor de aquisição

Justo valor

Menos valias

Menos valia < a 20% do valor de aquisição

Menos valia entre 20 e 50% do valor de aquisição

Menos valia > a 50% do valor de aquisição

Títulos de Rendimento Fixo

112.660

108.148

4.512

4.512

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

11.148

11.039

109

109

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

33.256

31.971

1.285

1.285

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

68.256

65.138

3.118

3.118

0

0

2.263

2.111

152

107

0

45

Com menos valias há menos de 6 meses

2.198

2.046

152

107

0

45

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

65

65

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

1.252

1.247

5

5

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

1.252

1.247

5

5

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

116.175

111.506

4.669

4.624

0

45

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

Unidade: Milhares de Euros


166

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Há menos de 12 meses

Análise das menos valias potenciais por tipo de emitente 2010

Títulos de Rendimento Fixo

Há mais de 12 meses

Total

Justo Valor

Meno Valia

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

32.264

1.863

23.230

4.720

55.496

6.583

Governamentais

11.299

1.022

11.248

4.021

22.547

5,043

Outras entidades públicas

4.907

243

0

0

4.907

243

Obrigações Privadas

16.058

598

11.982

699

28.042

1.297

0

0

0

0

0

0

Cotadas

0

0

0

0

0

0

Não cotadas

0

0

0

0

0

0

9.994

6

0

0

9.994

6

Cotadas

9.994

6

0

0

9.994

6

Não cotadas

0

0

0

0

0

0

42.258

1.869

23.230

4.720

65.490

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

6.589

Unidade: Milhares de Euros

Há menos de 12 meses

Análise das menos valias potenciais por tipo de emitente 2009

Títulos de Rendimento Fixo

Há mais de 12 meses

Total

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

43.010

1.394

65.138

3.118

108.148

4.512

Governamentais

34.405

1.306

22.720

1.508

57.125

2.814

Outras entidades públicas

2.117

13

3.281

78

5.398

91

Obrigações Privadas

6.488

75

39.137

1.532

45.625

1.607

2.110

152

0

0

2.110

152

Cotadas

1.980

107

0

0

1.980

107

Não cotadas

130

45

0

0

130

45

1.247

5

0

0

1.247

5

Cotadas

0

0

0

0

0

0

Não cotadas

1.247

5

0

0

1.247

5

46.367

1.551

65.138

3.118

111.505

4.669

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

167

Sociedade Não Vida

Análise de sensibilidade

A Companhia apresenta no conjunto do seu portefólio, uma mais valia potencial de 29.796 mil euros (29.256 mil em 2009), já líquida das perdas potenciais antecipadas registadas como imparidade no exercício e exercícios anteriores. A análise das menos valias potenciais encontra-se espelhada nos quadros acima, sendo seguida de forma rigorosa a sua evolução.

Foram efetuadas algumas análises de sensibilidade às variações dos mercados financeiros tendo por base variações percentuais nos mercados de capitais, bem como variações nas taxas de juro, que podem influenciar, quer o resultado do exercício, quer a reserva de reavaliação por ajustamentos ao justo valor, conforme se apresenta no quadro seguinte:

Títulos Rendimento Variável Análise de sensibilidades 2010

Titulo Rendimento Fixo

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

+ 10% no mercado de ações

-493

4.344

0

0

- 10% no mercado de ações

469

-4.063

0

0

+ 25% no mercado de ações

-1.834

10.859

0

0

- 25% no mercado de ações

978

-8.705

0

0

+100bps na taxa de juro

0

0

0

-13.573

-100bps na taxa de juro

0

0

0

15.250 Unidade: Milhares de Euros

Títulos Rendimento Variável Análise de sensibilidades 2009

Impacto no Resultado

Titulo Rendimento Fixo

Impacto na Reserva de Reavaliação

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavalidação

+ 10% no mercado de ações

0

4.420

0

0

- 10% no mercado de ações

1.360

-4.312

0

0

+ 25% no mercado de ações

0

11.051

0

0

- 25% no mercado de ações

2.947

-8.120

0

0

+100bps na taxa de juro

0

0

0

-16.888

-100bps na taxa de juro

0

0

0

19.082 Unidade: Milhares de Euros

Os valores apresentados são líquidos de imposto à taxa nominal em vigor. Em nenhum dos cenários apresentados, o impacto em Capital Próprio supera o excesso da Margem de Solvência existente.

Evidencia-se em seguida os ativos financeiros em imparidade. Os critérios de imparidade deste tipo de ativos encontram-se referidos no ponto 3.1.l).


168

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Product Category Text

Security ID

Long Name Security ID

ISIN

Impairment a 31/12/2009

Aumento de Impairment

Redução de Impairment(*)

Saldo de Impairment 31/12/2010

Bond

LEH__47500114

LEH 4 3/4 01/16/14

XS0183944643

-1.882.134

0

1.882.134

0

Investment certificate

APIV SCA

Alternative Property Income Venture Fund LP (APIV)

B00000000118

-162.328

0

0

-162.328

Investment certificate

AXACAPFLP

AXA CAPITAL FUND L.P

734930008801

-316.050

0

0

-316.050

Investment certificate

AXAEXPANSIIFC

AXA Expansion II, French FCPR

FR0010394387

-124.187

-18.261

0

-142.447

Investment certificate

AXPREQEARSEC4

AXA EARLY SECONDARY FUND IV JERSEY

D00000000123

-177.220

0

0

-177.220

Investment certificate

AXPREQUSECFIV

AXA Secondary Fund IV, Jersey L.P

B00000000103

-54.680

0

0

-54.680

Investment certificate

COLUMNORTHAME

COLUMBUS NORTH AMERICA

FR0010481044

-2.947.639

-47.810

0

-2.995.448

Investment certificate

COLUMUSMKEQUI

COLUMBUS US MARKET EQUITY

FR0010455816

-4.403.877

0

2.911.654

-1.492.223

Investment certificate

ELIV SCA

European Logistic Income Venture SCA (ELIV SCA)Serie B

922910038101

-1.019.727

0

0

-1.019.727

Stock

01D_0000001

PIRIT ALENT

D00000000102

-19.548

0

19.548

0

Stock

01D_0000002

AUDATEX PORTUGAL,SA

D00000000105

-6.171

0

0

-6.171

Stock

01D_0000003

ARGOGEST

D00000000106

-37.361

0

0

-37.361

Stock

01D_0000004

EMP ARTISTICA

D00000000110

-321.297

0

0

-321.297

Stock

01D_0000005

MOSTEIRO GRIJO

921910033301

-140.718

0

0

-140.718

Stock

01D_0000007

REAL COMP VELHA

D00000000113

-226.217

0

0

-226.217

Stock

01D_0000008

SOC PORT EMPREEND

D00000000114

-17.133

0

0

-17.133

Stock

01D_0000011

GAIVINA EMP TURIS IMOB

D00000000119

-153.402

0

0

-153.402

Stock

01D_0000012

FUNFRAP (ISP:921910012401)

921910012401

-87.481

0

0

-87.481

Stock

AI_FP

AIR LIQUIDE

FR0000120073

-8.602

0

0

-8.602

Stock

AIRPDF_FP

AIR LIQUIDE PRIMES DE FID09

FR0010399675

-605.205

0

291.140

-314.065

Stock

ATHN_SW

ALPIQ HOLDING AG

CH0034389707

-512.918

-10.558

38.003

-485.473

Stock

BAY_GR

BAYER AG

DE0005752000

-535.608

0

535.608

0

Stock

BES_PL

BANCO ESPIRITO SANTO-REG

PTBES0AM0007

-1.437.015

-171.720

0

-1.608.735

Stock

BIM_FP

BIOMERIEUX

FR0010096479

-542.257

0

90.376

-451.881

Stock

BMPS_IM

BANCA MONTE DEI PASCHI SIENA

IT0001334587

-1.297.059

-184.891

0

-1.481.950

Stock

CDI_FP

CHRISTIAN DIOR

FR0000130403

-996.457

0

251.631

-744.827

Stock

DYS_FP

DASSAULT SYSTEMES, S.A.

FR0000130650

-171.205

0

0

-171.205

Stock

EDP_PL

ENERGIAS DE PORTUGAL SA

PTEDP0AM0009

-841.073

0

0

-841.073

Stock

GSZ_FP

GDF SUEZ

FR0010208488

-724.329

-140.400

0

-864.729

Stock

CRH_ID

CRH PLC

IE0001827041

-172.505

0

-172.505

Stock

JMT_PL

JERONIMO MARTINS

PTJMT0AE0001

-1.318.199

0

460.152

-858.048

Stock

SAN_SM

BANCO SANTANDER SA

ES0113900J37

-65.389

-26.610

0

-92.000

Stock

SEM_PL

SEMAPA-SOCIEDADE DE INVESTIM

PTSEM0AM0004

-191.292

0

86.951

-104.341

Stock

SGO_FP

COMPAGNIE DE SAINT-GOBAIN

FR0000125007

-146.473

0

146.473

0

Stock

SGSN_VX

SGS SA-REG

CH0002497458

-213.829

0

0

-213.829

Stock

SIE_GR

SIEMENS AG

DE0007236101

-728.582

0

0

-728.582

Stock

SON_PL_1

SONAE SGPS SA

PTSON0AM0001

-2.590.642

0

690.838

-1.899.804

Stock

TEC_FP

TECHNIP SA

FR0000131708

-294.294

0

0

-294.294

Stock

TEF_SM

TELEFONICA SA

ES0178430E18

-345.690

-67.819

0

-413.508

Stock

VTA_NA

VOLTA FINANCE LTD

GG00B1GHHH78

-4.750.000

0

0

-4.750.000

-30.413.288

-840.573

7.404.507

-23.849.354

Unidade: Euros (*) Libertação de perdas por imparidade por alienação de ativos


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

169

Sociedade Não Vida

7. INVESTIMENTOS EM FILIAIS E ASSOCIADAS

A Companhia não efetua consolidação de contas destas empresas por questões de imaterialidade.

O registo dos investimentos em filiais e associadas seguem os princípios descritos no ponto 3.1.g) e encontram-se relevados no Anexo 1. Segue-se informação mais detalhada: Titulo

Ativo

Passivo

Capital Próprio

Resultado

Participação

Data informação

GAIVINA EMP TURIS IMOB

5.055.696

771.916

4.283.779

4.700

20%

2009

PLATAFORMA SOC COB

476.756

62.945

414.812

21.110

20%

2009

EMPRESA ARTISTICA

3.458.829

27.821

3.431.008

83.804

96,03%

2009 Unidade: Euros

8. CAIXA E EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM O montante disponível em caixa e bancos no exercício findo em 31.12.2010: Caixa e seus equivalentes

2010

2009

Caixa

19.295

18.012

Depósitos bancários

32.805.704

12.191.680 Unidade: Euros

Nota: O valor de caixa e seus equivalentes difere em cerca de 3.269 mil euros relativamente ao fluxo de caixa na Nota 30, devido ao valor de cheques pré-datados, que se encontra registado em Outros Devedores e Credores.


170

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

9. TERRENOS E EDIFÍCIOS 9.1. Identificação do modelo de valorização aplicado O modelo de valorização aplicado aos imóveis de rendimento é o modelo alternativo do custo, deduzido de depreciações e sujeito a testes de imparidade, previsto na IAS 40.

9.2. Descrição dos critérios utilizados para distinguir terrenos e edifícios de rendimento de terrenos e edifícios de uso próprio A Companhia reconhece como propriedades de rendimento todos os terrenos e edifícios detidos pelo próprio para obter rendas ou para valorização do capital ou ambas. Nos casos em que a Companhia venha a utilizar os terrenos e edifícios para uso administrativo, serão classificados como de serviço próprio.

9.6. Indicação dos critérios de mensuração usados para determinar a quantia escriturada bruta, dos métodos de depreciação utilizados e das vidas úteis ou das taxas de depreciação usadas O modelo adotado para determinar a quantia escriturada bruta é o Modelo do Custo. Através deste modelo o Imóvel é escriturado pelo seu custo, deduzido da depreciação acumulada e eventuais perdas por imparidade.

As reintegrações são calculadas com base no método das quotas constantes, tendo em conta o número de anos de vida útil de cada imóvel. A vida útil dos imóveis foi estimada, imóvel a imóvel, por perito independente. Estas vidas úteis variam entre 20 e 50 anos, conforme o imóvel em causa. As vidas úteis dos imóveis em Balanço, são as seguintes: (tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

171

Sociedade Não Vida

Categoria

Localidade

Morada

Vida útil

Rendimento

Barreiro

R. MIGUEL BOMBARDA, 211-213 A R/C

50

Rendimento

Covilhã

CENTRO CÍVICO DA COVILHÃ

50

Rendimento

Lisboa

AV. SIDÓNIO PAIS, 2 - LOJA B (FR.E)

50

Rendimento

Lisboa

R. ENTRECAMPOS, 23 A

50

Rendimento

Porto

PR. D. JOÃO I, 25

40

Rendimento

Porto

R. ALFERES MALHEIRO, 107/121

40

Rendimento

Porto

R. CAMPO ALEGRE, 1376 1.CV. FR.B e JE

50

Rendimento

Porto

R. DR. JOAQUIM PIRES DE LIMA, 1-11

40

Rendimento

Porto

R. JÚLIO DINIS, 604

50

Rendimento

Porto

R. COSTA CABRAL, 703/717

30

Rendimento

Porto

R. D. JOÃO IV, 385-403 FR. AM

30

Rendimento

Seixal / Cruz de Pau

R. CIPRIANO DOURADO, 14

40

Rendimento

Setúbal

AV. BELO HORIZONTE, 14

40

Rendimento

Setúbal

PR. BRASIL, 16

40

Rendimento

Setúbal

PR. BRASIL, 18

40

Rendimento

Setúbal

R. ESTEVÃO LIZ VELHO, 17

40

Rendimento

Setúbal

AV. 22 DE DEZEMBRO, 21-21AB Fração B,C,E e F

50

Rendimento

Sintra / Mem Martins

PRACETA DA ÍNDIA PORTUGUESA, 9

30

Rendimento

Sintra / Mem Martins

PRACETA DA ÍNDIA PORTUGUESA, 10

30

Rendimento

Beja

R. GOMES PALMA, 24

50

Rendimento

Lagos

AV. DESCOBRIMENTOS, R/C A

50

Rendimento

Porto

R. GONÇALO SAMPAIO, 271-2º DTO - FR. I e J

50

Rendimento

Porto

R. VANZELERES, 116 - 2.º

20

Rendimento

S.J.Madeira

AV. BENJAMIM ARAÚJO, 75 1º

Rendimento

Peso da Régua

R. SERPA PINTO, 20

FR. H, I, J e K

40 30

Rendimento

Seixal / Paivas

R. MOUZINHO ALBUQUERQUE, 1-1B-R/C -LT.14 - FR. A, G, K,X e AA

40

Rendimento

Porto

AV. ALIADOS, 195-237 GAVETO

40

Rendimento

Portimão

R. FRANCISCO MAURÍCIO, 17 - 1A

50

Rendimento

S.João Madeira

R. JÚLIO DINIS, 79 RC FR.C

40

Rendimento

Maia

R. D. MANUEL II, 16-38 GAVETO

40

Rendimento

Matosinhos

AV. SERPA PINTO, 561/7

40

Rendimento

Lisboa

AV. MARQUÊS TOMAR, 2

50

Rendimento

Lisboa

AV. MARQUÊS TOMAR, 2 Estacionamento 12 e 13

48

Rendimento

Aveiro

AV. DR. LOURENÇO PEIXINHO, 54-58

40

Rendimento

V.N.Gaia

R. ANTÓNIO LUÍS GOMES, 162-170

50

Rendimento

Viseu

R. ALVES MARTINS, 34 1º, r/c e cave

40

Rendimento

Lisboa

R. ACTOR TABORDA, 37 AB FR.A

40

Rendimento

Almada

AV. D. NUNO ÁLVARES PEREIRA

50

Rendimento

Braga

LG. BARÃO S. MARTINHO, 78-81

40

Rendimento

Faro

AV. 5 DE OUTUBRO

50

Rendimento

Oeiras

LG. 5 DE OUTUBRO, 11/12

50

Rendimento

Porto

R. GONÇALO SAMPAIO, 39

50

Rendimento

Porto

R. RODRIGUES LOBO, 67-75

30

Rendimento

Portalegre

R. 5 OUTUBRO, 41/43 R/C+CV FR.A

50

Rendimento

Penafiel

AV. SACADURA CABRAL / R. DR. A. CASTELÕES

50

Rendimento

Funchal

R. CONS. J. SILVA / AV. ARRIAGA, 34 - 1.º A -FR.C, D e E

50

Rendimento

Porto

R. CAMPO ALEGRE, 1376 1.CV. FR.B e JE

50


172

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

9.7. e 9.8. Indicação da quantia escriturada bruta e da depreciação acumulada (agregada com as perdas por imparidade acumuladas) no início e no fim do período, e reconciliação entre as quantias escrituradas do terreno e edifício no início e no fim do período

Transferências do exercício

Saldo Inicial Rubricas Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Aquisições ou benfeitorias do Exercício

Depreciações do Exercício

Vendas

Saldo Final

Imparidade Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas/ imparidade

Valor Líquido

De serviço próprio Terrenos

0

0

Edifícios

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

De rendimento Terrenos

13.875.092

Edifícios

35.284.406

-6.049.372

45.396

716.152

0

0

0

2.345.035

-457.957

32.984.767

-6.307.568

26.677.200

49.159.499

-6.049.372

45.396

716.152

0

0

0

3.193.213

-457.957

46.011.682

-6.307.568

39.704.114

49.159.499

-6.049.372

45.396

716.152

0

0

0

3.193.213

-457.957

46.011.682

-6.307.568

Total

848.178

13.026.914

13.026.914

39.704.114

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

173

Sociedade Não Vida

9.9. Indicação do justo valor dos terrenos e edifícios de rendimento O justo valor dos terrenos e edifícios de rendimento é de €46.347.076 (€49.898.900 em 2009). Todos os imóveis foram alvo de reavaliação do seu justo valor em 2010.

9.17. Identificação das quantias reconhecidas em ganhos e perdas relativas a gastos operacionais diretos (incluindo reparações e manutenção) separados por terrenos e edifícios de rendimento que geraram rendimentos de rendas durante o período e terrenos e edifícios de rendimento que não geraram rendimentos de rendas durante o período No exercício findo em 31.12.2010, todos os terrenos e edifícios de rendimento durante o período geram rendimentos de rendas, sendo os gastos operacionais diretos decompostos da seguinte forma: 2010

2009

Manutenção

573.201

700.267

Depreciações

716.152

827.530 Unidade: Euros


174

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

10. OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS (exceto terrenos e edifícios) É como segue a evolução:

Saldo Inicial Rubricas

Aumentos

Transferências e abates

Depreciações do exercício Alienações

Regularizações

Saldo Final (valor líquido)

Valor Bruto

Depreciações

Aquisições

Equipamento administrativo

8.775.519

8.566.864

0

48.367

0

160.288

Máquinas e ferramentas

6.436.972

5.946.355

32.988

188.061

0

335.544

Equipamento informático

16.856.765

16.846.247

0

7.392

0

3.126

Instalações interiores

6.552.256

6.502.473

0

16.048

0

33.735

Material de transporte

164.049

164.049

0

0

0

0

Outros equipamentos

9.237.917

6.692.520

191.495

608.813

5.872

2.133.951

Imobilizações em curso

0

0

276.899

0

0

276.899

48.023.478

44.718.509

501.382

868.681

5.872

Reavaliações

Reforço

Ativos Fixos Tangíveis

Total

0

0

0

2.943.542

Unidade: Euros

As vidas úteis dos ativos fixos tangíveis em Balanço são as seguintes: Ativos Fixos Tangíveis

N.º anos

Equipamento administrativo

8 a 10

Máquinas e ferramentas

5a8

Equipamento informático

3a5

Instalações interiores

10 a 20

Outros equipamentos

8 a 10


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

175

Sociedade Não Vida

11. AFETAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ATIVOS A afetação dos investimentos e outros ativos está relevada no quadro seguinte:

Seguros não vida

Não afetos

Total

Caixa e equivalentes

32.824.999

0

32.824.999

Terrenos e edifícios

39.704.114

0

39.704.114

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

0

3.979.899

3.979.899

Ativos financeiros detidos para negociação

1.089.475

0

1.089.475

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

652.281

652.281

Ativos financeiros disponíveis para venda

462.778.456

2.974.642

465.753.099

Empréstimos concedidos e contas a receber

2.625.392

0

2.625.392

Outros ativos tangíveis

519.444

2.424.098

2.943.542

Outros ativos

34.800.243

160.839.616

195.639.859

Total

574.342.123

170.870.536

745.212.659 Unidade: Euros

Em 2009 a afetação dos investimentos e dos outros ativos era a seguinte:

Seguros não vida Caixa e equivalentes

Não afetos

12.209.691,59

Terrenos e edifícios

43.110.126,25

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

1.328.300,00

Ativos financeiros detidos para negociação

25.170,55

Ativos financeiros disponíveis para venda

506.248.648,66

Empréstimos concedidos e contas a receber

1.825.932,87

Outros ativos tangíveis

660.993,83

Total 12.209.691,59 43.110.126,25

2.219.090,48

3.547.390,48 25.170,55

5.995.779,39

512.244.428,05 1.825.932,87

2.643.975,34

3.304.969,17

Outros ativos

40.143.036,70

153.492.191,69

193.635.228,39

Total

605.551.900,45

164.351.036,90

769.902.937,35 Unidade: Euros


176

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

12. ATIVOS INTANGÍVEIS

Segue-se informação sobre os ativos intangíveis:

A Companhia considerou como ativos intangíveis, ao abrigo da Norma n.º 4/2007-R, de 27 de abril e da IAS 38, as despesas de desenvolvimento de software.

• Elementos do ativo imobilizado reavaliados ao abrigo do Dec. Lei nº 49/91, de 25 de janeiro, quando totalmente reintegrados na data a que se reporta a reavaliação:

Os ativos foram reconhecidos ao custo de aquisição amortizado sujeitos aos testes de imparidade. As amortizações são efetuadas de acordo com o período de vida útil esperado para estes ativos, pelo método das quotas constantes.

Cód. De acor. tab. anex. Dec. Reg.

Valores do ativo Intangível

Ano Descrição do ativo Intangível Aq. Ano

Iníc. de Util.

Anos Vida Útil

De aquisição, Produção ou da Última reaval. Efectuada

De reavaliação ao abrigo do D.Lei n.º49/91

Reintegrações Atualizadas Corrigidas Nº anos ut. es.

De Exercícios Anteriores

Do exercício

Taxas

Acumuladas

Valores

2440

Programas de computador

1985

1985

3

3.259

4.498

6

4.498

4.498

2440

Programas de computador

1988

1988

3

105.349

133.793

6

133.793

133.793

138.291

138.291

a) Total Geral

108.608

138.291

a) Após Reavaliação Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

177

Sociedade Não Vida

>

• Elementos do ativo imobilizado reavaliados ao abrigo do Dec. Lei n.º 111/88, de 02 de abril, quando não totalmente reintegrados na data a que se reporta a reavaliação: Valores do ativo Imobilizado Cód. De acor. tab. anex Dec. Reg.

Reintegrações Atualizadas

Ano Descrição do ativo Intangível

Início Utilização

De aquisição ou outros val. contab. nos termos d/n.2 d/ar.2 do DL.111/88

Anos Vida Útil

Aq. Ano Mês

Ano

DL.430/78 ou 24/82,219/82 143/84,399-G /84,278/85 118-B/86

Do exercício

Dec.Lei

De Exercícios Anteriores

111/88

Taxas

Valores

Acumuladas

2440

Programas de computador

1984

1984

3

299

0

434

434

434

2440

Programas de computador

1986

1986

3

7.547

4.240

8.226

8.226

8.226

7.846

4.240

8.660

8.660

Total Geral

8.660 Unidade: Euros

• Elementos do ativo imobilizado reavaliados ao abrigo do Dec. Lei n.º 49/91, de 25 de janeiro, quando não totalmente reintegrados na data a que se reporta a reavaliação: Valores do ativo Intangível Cód. de acor tab. anex Dec. Reg.

2440

Ano Descrição do ativo Intangível Aq. Ano Programas de computador Total Geral

1989

Início de Útil.

1989

Anos Vida Útil

Núm. anos ut. esp.

De aquisição produção ou out.val.con. nos termos al.b) n.º1 do ar.3 DL49/91

Dec.-Lei 49/91

Reintegrações atualizadas

De Exercícios Anteriores

Do exercício Acumuladas Taxas

3

6

Valores

44.333

49.653

49.653

49.653

44.333

49.653

49.653

49.653

Unidade: Euros


178

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

• Elementos do ativo não reavaliado (incluindo os adquiridos em estado de uso):

Cód. DGCI

Data

Descrição do ativo Intangível

Início Utilização Aq. Ano Mês

2440

Programas de computador

2440

Programas de computador

2006

2440

Programas de computador

2440

Anos Vida Útil

Ano

Ativo Intangível (valores de aq. ou outro valor contab. na falta daqueles)

De exercícios anteriores

Reintegrações atualizadas

Do exercício

Taxas

Acumuladas

Valores

3

45.658.970

45.651.305

33

0

45.651.305

2006

3

3.401.838

3.401.838

33

0

3.401.838

2007

2007

3

2.757.918

2.757.918

33

0

2.757.918

Programas de computador

2008

2008

3

2.293.047

1.528.698

33

764.349

2.293.046

2440

Programas de computador

2009

2009

3

2.669.273

889.758

33

889.758

1.779.515

2440

Programas de computador

2010

2010

3

2.261.536

0

33

753.845

753.845

2470

Desp. Desenv.

1995

1995

3

1.723.766

1.723.728

33

0

1.723.728

60.766.347

55.953.245

2.407.952

58.361.196

Total Geral

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

179

Sociedade Não Vida

13. OUTRAS PROVISÕES E AJUSTAMENTOS DE CONTAS DE ATIVO 13.1. Desdobramento das contas de ajustamentos e outras provisões pelas respetivas subcontas, conforme quadro seguinte: Contas

Saldo Inicial

Aumento

Redução

Saldo Final

490

Ajustamentos de recibos por cobrar

7.996.957

0

835.331

7.161.626

491

Ajustamentos de créditos de cobrança duvidosa

6.417.614

855.615

228.046

7.045.183

492

Outras provisões

4920

Impostos

48.010

0

0

48.010

4921

Fundap

885.801

949.551

908.700

926.652

4921

Outros riscos e encargos

268.355

0

0

268.355 Unidade: Euros

13.2. Descrição da natureza da obrigação e do momento de ocorrência esperado de quaisquer exfluxos de benefícios económicos resultantes dos ajustamentos e provisões constituídas e indicação da incerteza acerca da quantia e/ou do momento de ocorrência desses exfluxos, assim como, a quantia de qualquer reembolso esperado com referência a qualquer ativo que tenha sido reconhecido no âmbito deste reembolso No decurso da atividade da Empresa geram-se situações de incobrabilidade de recibos à cobrança, como também, de dívidas geradas com outras atividades inerentes à concretização da atividade “core” da Empresa. A ocorrência esperada dessas situações está devidamente registada através das rubricas de Ajustamentos, conforme relevado no ponto 13.1..

O valor inserido na rubrica de Outras Provisões do ponto anterior, diz respeito a uma provisão para rescisões contratuais de ações com ex-Colaboradores, que se encontram a decorrer em tribunal. Indicação, relativamente a contratos de seguro com garantias suspensas por falta de pagamento de prémios: Os valores e respetiva provisão são:

2010

2009

Valor recibos por cobrar

13.272.151

14.882.881

Ajustamento a recibos por cobrar

7.161.626

7.996.957 Unidade: Euros


180

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

14. PRÉMIOS DE CONTRATOS DE SEGURO Os prémios emitidos de seguro direto durante o exercício de 2010 são, na sua totalidade, provenientes de contratos celebrados em Portugal, num total de €353.702.943 (2009: €350.147.533):

Prémios brutos emitidos 2010

Prémios brutos emitidos 2009

Acidentes e doença

99.189.472

100.718.269

Incêndio e outros danos

53.289.600

52.694.621

Responsabilidade civil

112.089.696

113.132.214

Outras coberturas

67.261.281

63.829.829

Marítimo, aéreo e transportes

4.656.452

4.647.468

Responsabilidade civil geral

12.134.969

11.620.158

Crédito e caução

456.573

431.036

Diversos

577.407

759.665

Total

349.655.448

347.833.259

Resseguro aceite

4.047.494

2.314.274

Total geral

353.702.943

350.147.533

Ramos/Grupos de Ramos Seguro direto

Automóvel

Proteção jurídica Assistência

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

181

Sociedade Não Vida

16. RENDIMENTOS / RÉDITOS DE INVESTIMENTOS

17. GANHOS E PERDAS REALIZADAS EM INVESTIMENTOS

16.1. Descrição das políticas contabilísticas adotadas para o reconhecimento dos réditos

No exercício de 2010 os ganhos e perdas realizados, foram os seguintes:

O rendimento das ações (dividendos) é contabilizado no momento do recebimento. Quanto ao rendimento das obrigações e outros títulos, procede-se à sua especialização independentemente do momento do seu recebimento.

Descrição do investimento

16.2. Indicação, por categoria de investimento, da quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecida durante o período, incluindo o proveniente, nomeadamente de juros, royalties e dividendos O mapa que se segue releva a alocação dos rendimentos por categorias de ativos.

Descrição do rédito

2010

2009

Depósitos

41.541

125.994

Rendas de imóveis

1.765.007

2.092.035

Dividendos

1.543.123

2.097.965

Juros de obrigações

19.417.500

19.699.152

Juros de empréstimos

92.929

104.157 Unidade: Euros

2010

2009

Imóveis

1.278.394

1.072.698

Títulos de rendimento variável

5.932.185

2.764.492

Títulos de rendimento fixo

-4.614.730

24.781

Derivados

-1.255.249

-1.319.463

Total

1.340.600

2.542.509 Unidade: Euros

18. GANHOS E PERDAS PROVENIENTES DE AJUSTAMENTOS DE JUSTO VALOR EM INVESTIMENTOS O valor de menos valias não realizadas, dizem respeito a: a) Private equities valorizadas ao justo valor via ganhos e perdas no valor de €333.175 (2009: €-301.416); b) Valorização de derivados no valor de €243.514 (2009: €-67.899).


182

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

19. GANHOS E PERDAS EM DIFERENÇAS DE CÂMBIO A composição desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 não releva valores significativos.

21. GASTOS DIVERSOS POR FUNÇÕES E NATUREZA A Companhia apresenta a seguinte estrutura de Gastos em dezembro 2010:

AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

8.254.154

9.719.982

1.864.670

247.128

20.085.934

Benefícios pós emprego

246.326

276.366

72.095

6.008

600.796

Encargos Remunerações

1.895.719

2.260.369

450.853

58.505

4.665.445

619.659

939.669

229.076

17.262

1.805.666

Comunicação

2.014.737

145.999

26.488

0

2.187.224

Trabalhos especializados

8.456.946

4.506.801

7.794.916

395.219

21.153.882

Pessoal Remuneração

Outros FSE

Outros

3.338.551

6.016.830

812.649

653.662

10.821.692

Impostos

1.644.901

0

926.653

41.775

2.613.329

Amortizações

1.221.678

1.497.760

549.781

723.566

3.992.785

Provisões

0

0

0

0

0

Juros

0

0

0

470.999

470.999

Comissões

0

0

0

768.777

768.777

Totais

27.692.671

25.363.776

12.727.181

3.382.901

69.166.529 Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

183

Sociedade Não Vida

A AXA apresenta a seguinte estrutura de Gastos em dezembro 2009:

AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

8.981.363

9.494.493

1.950.408

181.342

20.607.606

Benefícios pós emprego

1.989.905

2.213.851

457.555

42.126

4.703.436

Encargos Remunerações

3.935.506

262.591

88.570

6.563

4.293.229

2.511.623

833.445

230.236

15.924

3.591.228

Comunicação

2.180.662

241.178

84.647

31

2.506.519

Trabalhos especializados

8.081.903

4.108.178

8.613.324

432.731

21.236.137

Pessoal Remuneração

Outros FSE

Outros

3.401.139

4.665.033

829.558

834.635

9.730.365

Impostos

1.617.821

250

885.801

201.835

2.705.707

Amortizações

1.299.068

1.565.517

589.249

839.624

4.293.459

Provisões

-222.166

0

0

0

-222.166

Juros

0

0

0

616.661

616.661

Comissões

0

0

0

688.287

688.287

Totais

33.776.824

23.384.536

13.729.349

3.859.760

74.750.469 Unidade: Euros

Análise da estrutura por Função/Natureza para o ano de 2010: AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

Pessoal

40%

52%

21%

10%

39%

FSE

50%

42%

68%

31%

49%

Impostos

6%

0%

7%

1%

4%

Amortizações

4%

6%

4%

21%

6%

Provisões

0%

0%

0%

0%

0%

Juros

0%

0%

0%

14%

1%

Comissões

0%

0%

0%

23%

1%

Totais

100%

100%

100%

100%

100%


184

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Análise da estrutura por Função/Natureza para o ano de 2009:

AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

Pessoal

52%

55%

20%

6%

44%

FSE

41%

39%

69%

33%

45%

Impostos

5%

0%

6%

5%

4%

Amortizações

4%

7%

4%

22%

6%

Provisões

-1%

0%

0%

0%

0%

Juros

0%

0%

0%

16%

1%

Comissões

0%

0%

0%

18%

1%

Totais

100%

100%

100%

100%

100%

Os gastos com Pessoal representam cerca de 39% do total das Despesas Gerais. Os Fornecimentos e Serviços Externos ascenderam a 49% do total. Análise da estrutura por Natureza/Função para o ano de 2010: AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

Pessoal

41%

49%

10%

1%

100%

FSE

40%

31%

25%

3%

100%

Impostos

63%

0%

35%

2%

100%

Amortizações

31%

38%

14%

18%

100%

Provisões

0%

0%

0%

0%

0%

Juros

0%

0%

0%

100%

100%

Comissões

0%

0%

0%

100%

100%

Totais

40%

37%

18%

5%

100%


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

185

Sociedade Não Vida

Análise da estrutura por Natureza/Função para o ano de 2009: AXA Não Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Total

Pessoal

52%

39%

8%

1%

100%

FSE

41%

27%

28%

4%

100%

Impostos

60%

0%

33%

8%

100%

Amortizações

30%

36%

14%

20%

100%

Provisões

100%

0%

0%

0%

100%

Juros

0%

0%

0%

0%

0%

Comissões

0%

0%

0%

100%

100%

Totais

45%

31%

18%

5%

100%

Os gastos administrativos representam a maior fatia do total de custos, cerca de 40%. Os gastos de aquisição têm uma representatividade de 37%.

22. GASTOS COM PESSOAL 22.1. Número médio de trabalhadores Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, o número médio de trabalhadores ao serviço da Companhia repartido por categorias profissionais, era como segue:

Categorias

2010

2009

Dirigentes executivos

5

6

Quadros superiores

92

91

Quadros médios

112

117

Profissionais altamente qualificados

168

171

Profissionais qualificados

209

223

Profissionais semi-qualificados

9

9

Outros

0

0

Total

595

617


186

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

22.2. Montante dos custos com o Pessoal O montante dos custos com o Pessoal durante o exercício findo em 31 de dezembro, foi o seguinte:

Rubricas

2010

2009

Remunerações: 6800

- dos órgãos sociais

344.162

297.259

6801

- do pessoal

19.741.772

20.310.347

6802

Encargos sobre remunerações

4.665.445

4.703.436

6803

Benefícios pós-emprego

68031

Planos de benefícios definidos

600.796

4.293.229

6804

Outros benefícios a longo prazo dos Colaboradores

49.076

710.647

6806

Seguros obrigatórios

455.624

438.121

6807

Gastos de ação pessoal

672.032

632.810

6808

Outros gastos com pessoal

628.935

1.809.651 Unidade: Euros

Os custos relacionados com os benefícios pós emprego e com outros benefícios a longo prazo dos Colaboradores, apresentaram uma diminuição significativa devido ao grande volume de rescisões e pré-reformas com Colaboradores em 2009, que não se verificou em 2010.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

187

Sociedade Não Vida

22.3. Membros dos órgãos sociais com créditos concedidos Os empréstimos concedidos a membros dos Órgãos Sociais totalizam em 31 de dezembro de 2010 o montante de €15.525 (2009: €30.276). Têm liquidações mensais e são sujeitos a uma taxa de juro de 3%. As responsabilidades com pensões de reforma para com antigos administradores são de 1.313 mil euros, estando financiados em 75 mil euros pelo Fundo de Pensões e em 1.238 mil euros em apólices de rendas vitalícias.

• Pensão de reforma por velhice: para todos os Participantes, com as exceções referidas na Cláusula 5.ª do Contrato Constitutivo do Fundo de Pensões AXA (Exceção dos ex - Colaboradores da Ourique):

! , tal que,

no CCT da Atividade Seguradora. Para os ex-Colaboradores da Ourique:

! , tal que,

23. OBRIGAÇÕES COM BENEFÍCIOS DOS COLABORADORES 23.2. Para cada plano de benefício definido, prestação de informação considerada relevante para a compreensão quer do plano, quer da evolução das quantias registadas nas contas face a exercícios anteriores, nomeadamente: b) Uma descrição geral do plano, com indicação dos benefícios assegurados, do prazo esperado de liquidação dos compromissos assumidos e do grupo de pessoas abrangidas Plano de Pensões de Reforma, Pré-Reforma e Invalidez, complementar mas independente das pensões atribuídas pela Segurança Social, Não Contributivo, com a seguinte definição de benefícios estipulada pelo CCT - Contrato Coletivo de Trabalho da Atividade Seguradora, Contrato Constitutivo e de Gestão do Fundo:

,!com P, R, n e S, definidos

!, com P, R, n e S, definidos no CCT da Atividade Seguradora.

• Pensão de reforma por invalidez:

! , tal que,

,e

!

com P, R, n, t e S, definidos no CCT da Atividade Seguradora.

• Pensão de pré-reforma: !, com P e R, definidos no CCT.


188

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

• Pagamento das pensões: as pensões de reforma e de pré-reforma são pagas 14 vezes por ano. • Direitos adquiridos: o presente Plano de Pensões não confere direitos adquiridos. Não obstante, e nos termos da Cláusula 55.ª do CCT da Atividade Seguradora, aplica-se o princípio de solidariedade entre Entidades, cabendo à última Seguradora a responsabilidade da pensão a pagar. • Atualização de pensões: as pensões a cargo do Fundo serão atualizadas de acordo com o estabelecido na Secção IV do CCT da Atividade Seguradora. • Forma de pagamento dos benefícios: as pensões são liquidadas pelo Fundo, ou garantidas mediante a contratação junto da AXA Vida de apólices de seguro de rendas imediatas temporárias em nome e em benefício dos pré-reformados, ou apólice de seguro de rendas vitalícias imediatas em nome e em benefício dos reformados, a qual também se responsabiliza pelo respetivo processamento e pagamento aos beneficiários. Esta transferência de responsabilidades ocorre anualmente, tal como o referido anteriormente, apenas para pensionistas que não sejam da Companhia AXA Vida, e de acordo com a estratégia e estimativas do plano estratégico trienal, que se foca na gradual transferência total da responsabilidade de pagamento das pensões pelas apólices, como já atualmente sucede com os Reformados originários da Associada AXA. c) O veículo de financiamento utilizado O veículo de financiamento é o fundo de pensões ao qual se associam apólices de renda vitalícia imediata (risco transferido para a AXA Vida). d) O valor e a taxa de rendibilidade efetiva dos ativos do plano A quantia de ativos financeiros é de €33.702.052 e a taxa de rendibilidade é de 2,03%.

e) A responsabilidade passada com benefícios pósemprego, separadamente entre o valor atual da responsabilidade por serviços passados e o valor atual dos benefícios já em pagamento O valor atual da responsabilidade por serviços passados é de €14.173.143 e o valor atual dos benefícios já em pagamento é de €20.221.737. f) Reconciliação dos saldos de abertura e de fecho do valor presente da obrigação de benefícios definidos mostrando separadamente, se aplicável, os efeitos durante o período atribuíveis a cada um dos seguintes:

2010

2009

37.548.615

32.566.860

Custo do serviço corrente

613.356

456.361

Custo de juros

1.652.139

1.758.610

Ganhos e perdas atuariais

-489.484

4.301.446

Benefícios pagos

-2.833.412

-2.581.521

Transferências

-2.096.334

-2.590.057

Cortes e liquidações

0

3.636.916

34.394.881

37.548.615

Saldo inicial

Saldo Final

Unidade: Euros

Existe ainda registado no passivo da Companhia no ano de 2010, o valor das responsabilidades com o seguro de vida, no total de €1.984.393.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

189

Sociedade Não Vida

g) Análise da obrigação de benefícios definidos em quantias resultantes de planos que não têm qualquer financiamento e em quantias resultantes de planos que estão total ou parcialmente financiados Ver alínea e). h) Reconciliação dos saldos de abertura e de fecho do justo valor dos ativos do plano e dos saldos de abertura e de fecho de qualquer direito de reembolso reconhecido como ativo, mostrando separadamente, se aplicável, os efeitos durante o período atribuíveis a cada um dos seguintes itens:

2010

2009

Saldo inicial

36.774.970

31.012.179

Retorno esperado dos ativos

1.776.132

1.558.658

Ganhos e perdas atuariais

-1.141.627

1.525.710

Contribuições do Colaborador

1.220.883

7.850.000

Benefícios pagos

-2.833.412

-5.171.578

Transferências

-2.096.334

0

Saldo final

33.702.052

36.774.970 Unidade: Euros

i) Reconciliação do valor presente da obrigação de benefícios definidos da alínea f) e do justo valor dos ativos do plano da alínea h) com os ativos e passivos reconhecidos no balanço: 2010

2009

Responsabilidades

36.379.273

39.633.251

Ativos

33.702.052

36.774.970

Insuficiências contabilísticas no passivo

2.677.221

2.858.281 Unidade: Euros

j) Indicação do gasto total reconhecido na Conta de Ganhos e Perdas do exercício corrente relativos a:

2010

2009

Custo do serviço corrente

613.356

456.361

Custo de juros

1.652.139

1.758.610

Retorno esperado dos ativos

-1.776.132

-1.558.658

Ganhos ou perdas decorrentes de cortes e liquidações

0

3.636.916 Unidade: Euros

k) As quantias reconhecidas no exercício corrente, na Conta de Ganhos e Perdas ou em rubrica específica de Capital Próprio, relativamente aos ganhos ou perdas atuariais e do limite estabelecido na IAS 19 O valor de perdas atuariais reconhecidas em rubrica de Capital Próprio no ano de 2010 foi de €182.428, líquido de imposto diferido. l) A quantia cumulativa de ganhos e perdas atuariais reconhecidos em rubrica específica de Capital Próprio no caso de adotada esta opção O valor acumulado de perdas atuariais reconhecidas em rubrica de Capital Próprio em 2010 é de €4.507.168, líquido de imposto diferido.


190

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

m) A percentagem e quantia de cada categoria principal dos investimentos do plano e outros ativos, que constituem o justo valor do total dos ativos do plano e as quantias incluídas no justo valor dos ativos do plano relativas a instrumentos financeiros da entidade e qualquer terreno e edifício ocupado, ou outros ativos utilizados, pela empresa de seguros

Categoria do Título

2010

Percentagem

Títulos de rendimento variável

7.051.812

16%

Títulos de rendimento fixo

33.853.708

78%

Numerário, Dep. em Inst. de Crédito e Aplicações no MMI

1.461.717

3%

Outros

1.188.477

3%

Gestão de fundos de pensões

43.555.714

100% Unidade: Euros

Categoria do Título

2009

Percentagem

Títulos de rendimento variável

7.414.133

16%

Títulos de rendimento fixo

32.631.550

72%

Numerário, Dep. em Inst. de Crédito e Aplicações no MMI

4.375.053

10%

Outros

976.646

2%

Gestão de fundos de pensões

45.397.382

100% Unidade: Euros

A quota-parte da Companhia no Fundo é de €33.702.052. A Companhia representa cerca de 77% do total deste fundo, conforme alínea h).


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

o) Descrição da base usada para determinar a taxa esperada global de retorno dos ativos, incluindo o efeito das principais categorias de ativos do plano A taxa esperada de retorno é fixada por categoria de ativo com base nas melhores estimativas decorrentes do mercado financeiro. p) Indicação do retorno real dos ativos do plano, bem como o retorno real sobre qualquer direito de reembolso reconhecido como um ativo O retorno real dos ativos do plano é de €634.506. A percentagem de retorno dos ativos foi de 2,03%, conforme o descrito na alínea d). q) Descrição dos principais pressupostos atuariais (em termos absolutos) usados, incluindo, quando aplicável: (i) Taxas de desconto de 4,36%; (ii) Taxas esperadas do retorno em quaisquer ativos do plano bem como sobre qualquer direito de reembolso para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras de 4,9%; (iii) Taxas esperadas de crescimento das remunerações de 2%; (iv) Quaisquer outros pressupostos atuariais usados materialmente relevantes, tais como, tábuas de mortalidade, de invalidez e de rotação de Colaboradores e taxas de passagem à situação de pré-reforma/reforma antecipada. Tábuas: • Mortalidade: TV 73-77 (população francesa) • Invalidez: EKV 80 (população suíça) • Percentagem de pré-reformas: considera-se uma percentagem anual de futuras pré-reformas de 30% e 40%, para a AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. e para as restantes 6 Associadas, respetivamente, aplicável aos Ativos que reúnam

191

as condições estipuladas no CCT da Atividade Seguradora. Estas percentagens são consistentes com as utilizadas nas últimas avaliações e consideram-se adequadas face à realidade de pré-reformas dos últimos 9 anos, conforme estudo efetuado pelo Atuário Responsável. r) Descrição dos elementos respeitantes aos planos de amortização regulamentarmente previstos e informação dos elementos necessários para o seu entendimento As contribuições efetuadas em 2010 foram determinadas com base no valor de rentabilidade real do Fundo e tendo presente o cumprimento da Norma 5/2007, designadamente: a) Financiamento de 100% das responsabilidades com pensões em pagamento; b) Inclusão de 1/5 do valor do deficit entre 95% das responsabilidades por serviços passados de ativos no final de 2010, e a parte dessas responsabilidades cobertas pelo Fundo, de tal forma que neste exercício e nos 2 subsequentes se atinja a meta de nível de financiamento mínimo a 95%. Neste contexto, no exercício de 2012, pelo menos 95% das Responsabilidades por Serviços Passados de ativos estarão totalmente financiadas pelo Fundo. t) Indicação das quantias do período anual corrente e dos quatro períodos anuais anteriores quando aplicável de: (i) Valor presente da obrigação de benefícios definidos, o justo valor dos ativos do plano e o excedente ou défice do plano e,


192

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

(ii) Os ajustamentos de experiência resultantes dos passivos do plano expressos quer como uma quantia, quer como uma percentagem dos passivos do plano à data do balanço, e os ativos do plano expressos quer como uma quantia, quer como uma percentagem dos ativos do plano à data do balanço. 2010

2009

2008

2007

2006

Responsabilidades

36.379.273

39.633.251

Ativos

33.702.052

36.774.970

34.927.488

40.374.738

43.082.703

31.012.179

33.282.593

35.848.703

Insuficiências contabilísticas no Passivo

2.677.221

2.858.281

3.915.309

7.092.145

7.234.000

Unidade: Euros

v) Descrição da melhor estimativa da empresa de seguros, assim que possa ser razoavelmente determinada, das contribuições que se espera que sejam efetuadas durante o período anual que começa após a data de balanço As contribuições para o ano de 2011 estimam-se em €1.900.000, valor que poderá ser alterado se se decidir a retoma do programa de redução de efetivos.

24. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO O imposto sobre lucros – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) - compreende o imposto corrente e os impostos diferidos. O imposto sobre os lucros foi reconhecido nas contas nos termos previstos na Norma n.º 4/2007-R, de 27 de abril, com as alterações entretanto introduzidas, e de harmonia com IAS 12. O imposto sobre o lucro é reconhecido na Conta de Ganhos e Perdas, exceto quando esteja relacionado com rubricas que sejam reconhecidas diretamente em Capital Próprio, casos em que é também registado por contrapartida da conta de Capital Próprio respetiva.

Os impostos reconhecidos em Capital Próprio decorrentes da reavaliação de ativos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos na Conta de Ganhos e Perdas, no momento em que forem reconhecidos na citada Conta os Ganhos e Perdas que lhe deram origem. Neste momento, existem reconhecidos no Capital Próprio, os seguintes valores relativamente a impostos diferidos: • Sobre mais valias potenciais de investimentos: €8.640.858; • Sobre ganhos e perdas atuariais: €1.840.955. O imposto corrente é determinado com base no resultado tributável apurado nas declarações de auto - liquidação, elaboradas de acordo com as normas fiscais vigentes, as quais ficam sujeitas a inspeção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais durante um período de quatro anos, contado a partir dos exercícios a que respeitam. Não se esperam ajustamentos significativos às declarações de anos anteriores. Os impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis e tributáveis entre o valor contabilístico do ativo ou passivo e a sua respetiva base fiscal: • Os impostos diferidos ativos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis; • Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

193

Sociedade Não Vida

Reconciliação ao Imposto do exercício:

2010 Resultado Antes de Imposto

2.112.443

Taxa nominal: 27,5% + derrama (1,5%)

612.608

Custo do IRC

417.826 Imposto Corrente

129.494

Imposto diferido

288.332

Taxa efetiva

19,78%

Diferença entre taxa nominal e efetiva

-194.783

Diferenças permanentes no exercício Acréscimos Donativos não previstos ou além dos limites legais

18.211

Multas, coimas, juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações

4.570

Correções relativas a exercícios anteriores

6.768

Outros Custos Não Aceites

-8.796

Tributação autónoma

129.494 150.247

Deduções Prejuízo fiscal imputado por ACEs ou AEIEs

43.231

Restituição de impostos não dedutíveis e excesso da estimativa para impostos

5.283

Benefícios Fiscais - Dividendos

314.085

Benefícios Fiscais - Donativos + Quotizações

81.270 443.870

Total das diferenças permanentes

-293.622

Alterações de estimativa a impostos diferidos

98.840

Total de diferenças no exercício

-194.782 Unidade: Euros


194

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A taxa efetiva de 2009 era de 35,82%, bem superior à deste ano, devido essencialmente a um valor elevado de contribuições para o Fundo de Pensões que excedeu os limites de aceitação fiscal.

A reconciliação da taxa de imposto de 2009 era a seguinte:

2009 Resultado Antes de Imposto

6.479.250

Taxa nominal: 25% + derrama (1,5% )

1.717.001

Custo do IRC

2.320.878 Imposto Corrente

946.613

Imposto diferido

1.374.265

Taxa efetiva

35.82%

Diferença entre taxa nominal e efetiva

603.876

Diferenças permanentes no exercício Acréscimos Realizações de utilidade social

1.190.882

Donativos não aceites

25.961

Penalidades não aceites

286

Despesas confidenciais

668

Correções Exercícios Anteriores

26.746

Outros custos não aceites

16.537

Tributação autónoma

121.538 1.382.617

Deduções Prejuízo ACE's

45.289

Excesso de estimativa - 2007

31.256

Benefícios fiscais - dividendos

422.355

Benefícios fiscais - donativos e quotizações

76.779 575.679

Total das diferenças permanentes

806.938

Alterações de estimativa a impostos diferidos

-203.062

Total de diferenças no exercício

603.876 Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

195

Sociedade Não Vida

Apresenta-se seguidamente o desdobramento das contas de impostos diferidos em balanço, dividido por tipo de imposto.

Imposto diferido

Balanço 2009

Variação 2010

Balanço 2010

Valor reconhecido em Resultado em 2010

Imóveis

4.158.736

127.659

4.286.395

127.659

Impairment

9.367.141

-2.084.250

7.282.891

-2.084.250

Movimentos de transição

420.936

-86.542

334.394

-86.542

2.188.841

2.188.841

2.188.841

Provisões não dedutíveis

784.466

-170.498

613.968

-170.498

Fundos de Pensões

-801.019

-263.542

-1.064.561

-263.542

Total ID via Resultado

13.930.260

-288.332

13.641.929

-288.332

Mais/menos valias não realizadas de investimentos

-7.752.792

-888.066

-8.640.858

Ganhos e perdas actuarias no Capital Próprio

1.560.355

280.600

1.840.955

Prejuízo Fiscal

Unidade: Euros

O total de imposto diferido em Balanço é de €6.842.025, dividido em 13,6 milhões de euros em Imposto diferido ativo que impacta resultados; 8,6 milhões de euros de imposto diferido passivo resultante de mais valias potenciais dos títulos em carteira e de 1,8 milhões de euros de imposto diferido ativo resultante de Ganhos e Perdas atuariais, reconhecidos no Capital Próprio. O total de imposto diferido que influenciou resultados foi de 288 mil euros de gasto do exercício.


196

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

25. CAPITAL O capital social é constituído por 7.334.161 ações ordinárias ao valor de €5 cada, integralmente pagas. Reversas reavaliação Demonstração de Variações do Capital Próprio

Capital

Balanço a 31 de dezembro 2009 (balanço de abertura)

36.670.805

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda 29.255.807

Por revalorização de outros ativos tangíveis

308.442

Outras reservas Reserva por impostos diferidos

Reserva legal

Prémios de emissão

Outras reservas

-7.752.789

15.068.073

3.100.366

-2.978.489

Resultados transitados

Resultado do exercício

27.961.909

4.158.372

Alterações políticas contabilísticas (IAS 8) Balanço de abertura alterado

36.670.805

29.255.807

308.442

-7.752.789

15.068.073

3.100.366

-2.978.489

27.961.909

4.158.372

540.255

-888.069

Aumentos de reservas por aplicação de resultados

-888.069

415.837

Distribuição de lucros/prejuízos Outros ganhos/ perdas reconhecidos diretamente no Capital Próprio

-415.837

0

-1.871.267

-1.871.267

-182.428

Transferências entre rubricas de Capital Próprio não incluídas noutras linhas 0

540.255

0

-888.069

415.837

0

-182.428

-182.428

1.871.267

-1.871.267

0

1.871.267

-4.158.372

-2.401.509

1.694.617

1.694.617

1.694.617

105.085.605

Resultado líquido do período 36.670.805

29.796.062

105.792.497

540.255

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos

Balanço a 31 de dezembro 2010

105.792.497

0

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda

Total das variações do Capital Próprio

TOTAL

308.442

-8.640.858

15.483.910

3.100.366

-3.160.917

29.833.177

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

A legislação portuguesa aplicável ao setor Segurador exige que a Reserva Legal, que não é passível de distribuição, seja reforçada em pelo menos 10% do lucro líquido anual, até a concorrência do capital social, sempre que a Margem de Solvência permita efetuar esta distribuição. O resultado do exercício de 2009 foi aplicado da seguinte forma: Reserva legal

415.837

Resultados Transitados

1.871.267

Dividendos

1.871.267 4.158.372 Unidade: Euros

26. RESERVAS Descrição das reservas incluídas no Capital Próprio: • Reservas de reavaliação por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda – contém as mais/menos valias potenciais dos títulos em carteira líquidas de imparidade; • Reservas de reavaliação por revalorização de outros ativos tangíveis – contém a reavaliação do imobilizado tangível efetuado em 1991; • Reservas por impostos diferidos – contém a percentagem de imposto nominal aplicada sobre as reservas de reavaliação para fazer face a impostos potenciais no futuro; • Reserva legal – é constituída pela aplicação de uma percentagem sobre os resultados do exercício e destina-se a cobrir o prejuízo do exercício ou/e de exercícios anteriores que não possam ser cobertas por outras reservas;

197

• Prémios de emissão – é constituída pela diferença entre o valor de subscrição das ações emitidas e o seu valor nominal; • Reservas livres – é constituída por lucros distribuídos em anos anteriores, não impostos por lei e podem ser utilizáveis para cobertura de prejuízos, depreciação de valores e aumentos de capital; • Reservas para ganhos e perdas atuariais – contém os ganhos e perdas atuariais de planos de benefício definido.


198

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Reservas reavaliação Demonstração de Variações das Reservas

Balanço a 31 de dezembro 2009 (balanço de abertura)

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda 29.255.807

Por revalorização de outros ativos tangíveis 308.442

Outras reservas Reserva por impostos diferidos

-7.752.789

Reserva legal

15.068.073

Prémios de emissão

3.100.366

Outras reservas

-2.978.489

Alterações políticas contabilísticas (IAS 8)

TOTAL

37.001.411 0

Balanço de abertura alterado

29.255.807

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda

540.255

308.442

-7.752.789

15.068.073

3.100.366

-2.978.489

37.001.411

540.255

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos

-888.069

Aumentos de reservas por aplicação de resultados

415.837

Distribuição de lucros/prejuízos

0

Outros ganhos/perdas reconhecidos diretamente no Capital Próprio

-182.428

-182.428

Total das variações do Capital Próprio

540.255

0

-888.069

415.837

0

-182.428

-114.405

Balanço a 31 de dezembro 2010

29.796.062

308.442

-8.640.858

15.483.910

3.100.366

-3.160.917

36.887.006

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

199

Sociedade Não Vida

27. RESULTADO POR AÇÃO

28. DIVIDENDOS POR AÇÃO

O Capital Social da AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. é composto por 7.334.161 ações, e a sua estrutura acionista de referência manteve-se estável durante o ano de 2010.

28.1. Indicação da quantia de dividendos reconhecida como distribuições aos detentores de Capital Próprio durante período, e a quantia relacionada por ação

Acionista

Início do Período

AXA Corporate Solutions (Grupo AXA)

665.424

665.424

AXA P. Comp. Seg. Vida, S.A. (Grupo AXA)

166.574

166.574

AXA, S.A. (Grupo AXA)

6.088.235

6.088.235

AXA Assurance Vie (Grupo AXA)

394.117

394.117

Outros (Minoritários fora do Grupo AXA)

19.811

Total

7.334.161

Movimento ano

Final do Período

19.811 0

7.334.161 Unidade: Euros

O resultado por ação de 2010 é de €0,231058, comparado com o de €0,56699 de 2009, sofreu uma redução de 59,3%, devido à diminuição do resultado líquido do exercício.

A distribuição de dividendos em 2010, resultou da decisão da Assembleia-geral de Acionistas ocorrida em 31/03/2010, onde foi deliberada a seguinte aplicação de resultados: Resultado Líquido do ano de 2009 Reforço da Reserva Legal (10%)

4.158.372 415.837

Resultados Transitados

1.871.267

Distribuição de Dividendos

1.871.267 Unidade: Euros

Sendo o número de ações de 7.334.161, chegou-se a um dividendo bruto por ação de €0,255144039, tendo sido distribuído no mês de maio de 2010, da forma como se apresenta no quadro seguinte, bruto de impostos: Acionista

Número de ações

Dividendo unitário (euros)

Dividendo bruto (euros)

AXA Corporate Solutions (Grupo AXA)

665.424

0,255144039

169.779

AXA P. Comp. Seg. Vida, S.A. (Grupo AXA)

166.574

0,255144039

42.500

AXA, S.A. (Grupo AXA)

6.088.235

0,255144039

1.553.377

AXA Assurance Vie (Grupo AXA)

394.117

0,255144039

100.557

Outros (Minoritários fora do Grupo AXA)

19.811

0,255144039

5.055

Total

7.334.161

1.871.267

A Companhia não procedeu a qualquer pagamento extraordinário de dividendos nem efetuou qualquer antecipação dos mesmos durante o ano de 2010.


200

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

28.2. Indicação da quantia de dividendos proposta ou declarada antes de as demonstrações financeiras serem aprovadas mas não reconhecida como distribuição aos detentores de Capital Próprio durante o período, a quantia relacionada por ação, e a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não reconhecido A aplicação de resultados do ano de 2010 a apresentar em Assembleia-geral de acionistas será a que a seguir se apresenta: Resultado Líquido do ano de 2010

1.694.617

Reforço da Reserva Legal

169.462

Resultados Transitados

508.385

Distribuição de Dividendos

1.016.770 Unidade: Euros

O dividendo bruto por ação será de €0,138635.

29. TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS 29.1. Indicação do nome da empresa mãe e da empresa mãe do topo do grupo A AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. em 31 de dezembro de 2010 tinha a seguinte composição acionista: AXA S.A.

83,01%

AXA Corporate Solution Assurance

9,07%

AXA France Vie

5,37%

AXA Portugal, Comp. Seguros de Vida, SA

2,27%

Outros

0,28%

Total

100,00%

A AXA, S.A., empresa holding do Grupo AXA, constituída de acordo com a lei francesa e residente em França, decorre da fusão de várias mútuas de seguros, designadas coletivamente por “Les Mutuelles Unies”. Em 1982 “Les Mutuelles Unies” tomaram o controlo do Grupo Drouot passando a operar sob a designação de AXA. A AXA, S.A. encontra-se cotada na bolsa francesa e na bolsa de Nova Iorque sendo detida essencialmente por outras pessoas coletivas e individuais, independentes do Grupo AXA (em 31.12.2010, cerca de 74,28% das ações da AXA, S.A. eram detidas pelo público em geral). A AXA Corporate Solutions Assurance tem sede em França e é uma subsidiária da AXA France Assurance que por sua vez é detida pela AXA, S.A.. A AXA Corporate Solutions Assurance opera no mercado do Ramo de Seguros Não Vida (“Property & Casuality”), desenvolvendo produtos para grandes empresas europeias e empresas de aviação e marítimas à escala mundial. No âmbito da sua atividade, a AXA Corporate Solutions Assurance providencia produtos globais aos seus Clientes, especialmente quando estes estejam localizados em diversas jurisdições nomeadamente nos sub-ramos de: outros danos em coisas, responsabilidade, riscos na construção, auto, aeronaves e embarcações, bem como, perdas pecuniárias diversas. A AXA France Vie, com sede em França, é uma seguradora que opera no mercado do Ramo Vida sendo detida pela AXA France Assurance, subsidiária da AXA, S.A.. A Companhia detém ainda algumas participações em filiais e associadas com pouca expressão, caracterizando-se essas sociedades pelas seguintes atividades: • Gaivina – Empresa de gestão de parque imobiliário com uma participação de 20%. Durante o ano de 2010 não houve qualquer tipo de registos em Ganhos e Perdas nem em balanço com esta entidade;


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

201

Sociedade Não Vida

• Plataforma – Empresa de gestão de cobranças que exerce para a Companhia algumas atividades administrativas. A Companhia, nesta área, detém uma participação de 20% tendo havido durante o ano de 2010 movimentos quase insignificantes; • Empresa artística, S.A. – Empresa de exploração de salas de espetáculos e atividades conexas com uma participação de 96,03%. Durante o ano de 2010 não houve qualquer tipo de registos em Ganhos e Perdas nem em balanço com esta entidade.

29.2 Indicação da remuneração das pessoas que têm autoridade e responsabilidade pelo planeamento, direção e controlo, de forma direta ou indireta, incluindo qualquer administrador (executivo ou outro), no total e para cada uma das categorias de benefícios de Colaboradores de curto prazo, benefícios pós-emprego, outros benefícios de longo prazo, benefícios de cessação de emprego e pagamento com base em ações O total de remunerações, benefícios pós-emprego (custos com fundo de pensões) e prémios de incentivo relativo ao conjunto de pessoas nas circunstâncias acima citadas totalizou, respetivamente €4.467.336, €219.544 e €165.262. As remunerações do Conselho de Administração correspondem às do Administrador Delegado. No exercício de 2010 totalizaram respetivamente nas rubricas de remunerações, benefícios pós-emprego (custos com Fundo de Pensões) e prémios, os montantes de 161 mil euros, 42 mil euros e 162 mil euros. Quanto às remunerações do Conselho Fiscal, os montantes auferidos em 2010, foram de €10.800 para o respetivo Presidente, €4.800 para o 1.º vogal e €3.600 para o 2.º vogal. Quanto à remuneração do ROC, os montantes auferidos em 2010 foram de €76.775.

29.3. Indicação no caso de ter havido transações entre partes relacionadas, da natureza do relacionamento existente, assim como, relativamente às transações e saldos pendentes, a informação necessária para a compreensão do respetivo potencial nas demonstrações financeiras Em Portugal, o Grupo AXA encontra-se representado por quatro Seguradoras: (i) AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A.; (ii) AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A.; (iii) Seguro Directo Gere, Companhia de Seguros, S.A. e (iv) AXA Life Europe Limited, Sucursal em Portugal. No quadro abaixo evidenciam-se as transações ocorridas com empresas relacionadas durante o ano de 2010:

Rendimentos

Gastos

Balanço

Gie AXA

0

900.532

-14.686

AXA IM

0

516.547

0

Cepres

0

109.486

0

AXA REIM

9.000

273.753

2.390

AXA Life Europe

0

0

10.979

AXA Portugal Vida

0

0

1.248.432

Seguro Directo Gere

463.661

0

125.155

AXA Centro de Serviço a Clientes, ACE

0

10.062.373

413.347

AXA Group Solutions AEIE

0

183

-183

AXA Group Solutions Paris, Suc. Portugal

0

363.684

-24.939

AXA MED

0

441.160

3.234

AXA Technology Serv.Med.Reg. AEIE

66.116

5.922.680

-810.415

AXA Itmed Unipessoal, LDA

165.750

0

2.506.164 Unidade: Euros


202

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

No quadro abaixo evidenciam-se as transações ocorridas com empresas relacionadas durante o ano de 2009: Rendimentos

Gie AXA

0

Gastos

Balanço

550.655

-26.321 0

AXA IM

0

462.287

Cepres

0

136.531

57

AXA REIM

99.000

222.420

-70

AXA Life Europe

0

0

30.443

AXA Portugal Vida

0

0

-228.379

Seguro Directo Gere

1.076.000

0

849.044

AXA Centro de Serviço a Clientes, ACE

0

11.604.771

2.899.493

AXA Group Solutions AEIE

10.945

112.000

102.663

AXA MED

0

329.564

-30.803

AXA Technology Serv.Med. Reg. AEIE

66.116

5.368.042

-877.620

AXA Itmed Unipessoal, LDA

0

0

1.379.920 Unidade: Euros

A GIE AXA é uma partnership criada para prestar serviços comuns ao Grupo AXA. A GIE AXA foi constituída com o propósito de prestar serviços às empresas do Grupo nas seguintes áreas: • Corporate finance; • Planeamento e estratégia; • Financiamento, gestão de tesouraria e equity management; • Ratings financeiros; • Assistência técnica. A AXA Investment Managers Paris (AXA IM) é uma sociedade anónima constituída de acordo com a legislação francesa, tendo por objeto: • A gestão de investimentos financeiros; • A criação de produtos de investimento; • A realização de estudos e a prestação de serviços no domínio financeiro. Para além da gestão da carteira efetua ainda a própria análise de risco de emitentes de obrigações, é parte integrante nos estudos e análises que permitem ao Grupo e a cada entidade individualmente, definir a macro – política financeira tendo em conta a volatilidade que se pretende assumir no curto e médio prazo e as condições do mercado. O CEPRES – Central de Prestadores de Serviços, A.C.E. é um agrupamento complementar de empresas constituído nos termos da Lei n.º 4/73, de 4 de junho e Decreto-Lei n.º 148/90, de 9 de maio e demais legislação em vigor aplicável que tem por objeto representar e defender os interesses das empresas agrupadas, a saber AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A., Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. e Seguro Directo Gere, Companhia de Seguros, S.A., na prestação ou obtenção de serviços de reparação de viaturas, aluguer de viaturas, reboques de viaturas, recolha e venda de salvados e fornecimento de peças, bem como quaisquer outras atividades conexas, se tal for considerado necessário pelas empresas agrupadas.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

A AXA Real Estate Investment Managers Iberica Exploração de Imóveis, S.A. – AXA REIM – é uma empresa com sede em Portugal, filial da AXA Real Estate Investment Managers Ibéria com sede em França, cujo objeto é a aquisição, venda, arrendamento e exploração de imóveis, próprios e alheios, bem como a prestação de serviços conexos. O AXA Centro de Serviços a Clientes A.C.E. (AXA CSC) é um agrupamento complementar de empresas, constituído nos termos da Lei n.º 4/73, de 4 de junho e Decreto-Lei n.º 148/90, de 9 de maio e demais legislação em vigor aplicável, que visa melhorar as condições de exercício da atividade Seguradora ao nível do serviço a Clientes (conforme respetivos Estatutos), concretamente, por meios de comunicação eletrónica por processos não presenciais nas áreas de subscrição de seguros e regularização de sinistros. O AXA Group Solutions, A.E.I.E. (AXA GS) é um agrupamento europeu de interesse económico com sede em Portugal, constituído a 1 de setembro de 2005 nos termos do Regulamento (CEE) n.º 2137/85 do conselho, de 25 de julho, que tem por objecto a prestação de serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas SAP. A AXA Mediterranean Services A.E.I.E – Sucursal em Portugal (AXA MED), é uma sucursal do AXA Mediterranean Services A.E.I.E, que é um agrupamento europeu de interesse económico com sede em Espanha. A AXA MED tem por objeto a prestação de serviços variados aos respetivos membros, como sejam: a prestação e gestão aos seus membros dos serviços de planificação orçamental, controlo de gestão, gestão de investimentos, análise de riscos, atuariado corporativo, compras, comunicação, qualidade e otimização de processos, serviços técnicos do ramo Vida e implementação da política de resseguro e, em concreto, prover os seus sócios dos meios necessários

203

para o exercício de tais atividades e, designadamente, conceber e definir as normas e standards comuns nestas matérias. A AXA Technology Services Mediterranean Region, A.E.I.E. (AXA TECH) é uma sucursal em Portugal de um agrupamento europeu de interesse económico com sede em Espanha, tendo sido constituída a 6 de junho de 2006. A AXA TECH tem por objeto a prestação de serviços de arquitetura de sistemas informáticos e de telecomunicações, concretamente, provendo os membros agrupados dos meios necessários para o exercício das suas atividades, concebendo e definindo as normas standard em matéria de infraestruturas informáticas e de telecomunicações comuns. A AXA TECH assume igualmente a conceção, a exploração e desenvolvimento de tais infraestruturas informáticas e de telecomunicações comuns. Tratando-se de uma sucursal de um agrupamento europeu de interesse económico, presta serviços exclusivamente aos membros agrupados não tendo por objetivo a obtenção de lucros, tendo uma natureza meramente civil. A AXA Life Europe Limited é uma sucursal em Portugal de uma Seguradora do Grupo AXA com sede na Irlanda. Esta empresa explora em Portugal, o seguro de Vida. A AXA ITMED Unipessoal, Lda., é uma sociedade unipessoal com sede em Portugal e detida a 100% pela AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A. Esta empresa tem como objeto social as atividades de programação. AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A. é uma sociedade anónima de direito português que exerce a atividade de comercialização de seguros de Vida no território Português, pertencente ao Grupo AXA, cuja casa-mãe se situa em França.


204

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

AXA Group Solutions Paris Société Anonyme – Sucursal em Portugal é uma sucursal em Portugal detida pela AXA Group Solution Paris com sede em França, tendo sido constituída a 07 de julho de 2007. Tem por objeto o fornecimento de prestações de consultadoria e de assistência em matéria de informática, de telecomunicação e de organização funcional e operacional. As transações com resseguradoras do Grupo em 2010, são: Nome

Rendimentos

Gastos

Balanço

AXA Cessions

28.799

16.173

-1.136

AXA Corporate Solutions Assurances France

1.773

1.339

44

Inter Partner Assistance

0

6.601

460

AXA Art Espanha

23

78

56

AXA Cessions – Aceite

3.504

5.136

3.361

Unidade: Milhares de Euros

As transações com resseguradoras do Grupo em 2009, foram as seguintes: Nome

Rendimentos

Gastos

Balanço

AXA Cessions

6.536

14.997

-6.206

AXA Corporate Solutions Assurances France

217

1.110

-44

Inter Partner Assistance

0

6.695

583

AXA Art Espanha

30

101

-8

AXA Cessions – Aceite

1.833

2.716

1.867

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

205

Sociedade Não Vida

30. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA A demonstração dos fluxos de caixa, obtida pelo método indireto em referência a 31.12.2010, é como segue: Demonstração dos Fluxos de Caixa

2010

2009

Resultado líquido

1.695

4.158

Amortizações e alisamento

4.238

4.695

Despesas de aquisição diferidas

-952

40

Imparidade líquida de reversões

841

7.899

Impacto de variações de justo valor em Ganhos e Perdas

-577

369

Variação líquida das provisões técnicas

-23.796

-17.234

Variação líquida de outras provisões não técnicas

-167

217

Ganhos realizados de investimentos

-1.341

-2.543

Variação do juro decorrido

-925

-4.357

Variação líquida de outros devedores e credores operacionais

-2.435

7.511

Variação líquida de outros ativos e passivos

1.329

-6.441

Impostos pagos

-947

-9.072

Outras despesas sem impacto financeiros

261

3.413

Fluxo de caixa fornecido por atividades operacionais

-22.776

-11.345

Vendas de ativos financeiros e reembolsos

126.052

49.137

Compras de ativos financeiros

-78.172

-26.543

Fluxo líquido proveniente de compra e venda de ativos tangíveis e intangíveis

-2.877

-995

Fluxo de caixa fornecido por atividades de investimento

45.003

21.599

Dividendos pagos

-1.870

-9.004

Fluxo de caixa fornecido por atividades de financiamento

-1.870

-9.004

Caixa e seus equivalentes no início do exercício

15.737

14.487

Fluxo de caixa fornecido por atividades operacionais

-22.776

-11.345

Fluxo de caixa fornecido por atividades de investimento

45.003

21.599

Fluxo de caixa fornecido por atividades de financiamento

-1.870

-9.004

Caixa e seus equivalentes no final do exercício

36.094

15.737 Unidade: Milhares de Euros


206

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

O cash flow disponível no final do ano cresceu cerca de 129% relativamente ao ano anterior, em grande medida devido à venda de ativos financeiros. Em termos parciais, observamos uma descida dos fluxos de caixa provenientes das atividades operacionais devido ao incremento dos pagamentos técnicos e da cadência de pagamentos. A descida dos fluxos das atividades operacionais e das atividades de financiamento (por pagamento de dividendos) é compensada pelo fluxo de caixa gerado pelas atividades de investimento.

31. COMPROMISSOS Durante o ano de 2010, a AXA registou na contabilidade rendas relativas a contratos de aluguer operacional de viaturas (renting) celebrados com: • Lease Plan Portugal – Comércio e Aluguer de Automóveis e Equipamento Unipessoal; • Arval Service Lease – Aluguer e Gestão Automóvel S.A.; • FINLOG – Companhia Portuguesa de aluguer de viaturas; • LocaRent – Companhia Portuguesa de aluguer de viaturas, S.A.. A duração dos contratos variam por prazos superiores a 3 meses até aos 48 meses. No exercício de 2010 os custos registados com aluguer de viaturas (renting) ascenderam a €452.627.

34. ELEMENTOS EXTRAPATRIMONIAIS 34.2 Valor Global dos compromissos financeiros que não figurem no balanço, na medida em que a sua indicação seja útil para a apreciação da situação financeira da empresa A empresa celebrou um contrato de derivados, no valor nocional de 101 milhões de euros para cobrir o risco de taxa de juro, conforme o ponto 6.7.b). A Companhia acordou com a casa-mãe, subscrever Unidades de Participação a serem emitidas no futuro, de 8 Private Equities do Grupo AXA, no valor de €7.800.000, até 2025.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

207

Sociedade Não Vida

37.2. OUTRAS INFORMAÇÕES CONSIDERADAS RELEVANTES 37.2.1. Devedores O detalhe desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 e 2009:

2010

2009

Contas de cobrança

43.452.698

52.422.739

Mediadores de seguros

23.117.089

25.183.856

Co-seguradores

16.487.880

14.859.328

Reembolsos de sinistros

7.878.103

4.501.735

Segurados

5.857.044

5.104.557

Outros

3.230.064

3.251.707

Total

100.022.879

105.323.921

Ressegurados

2.593.155

1.852.857

Resseguradores

15.828.028

12.855.258

Total

18.421.183

14.708.115

Por operações de seguro direto

Por operações de resseguro

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


208

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2010

2009

Acionistas

0

42.180

Adiantamentos a fornecedores

407.883

599.194

Operações com o Pessoal

1.478.324

1.691.409

Sindicato

6.618

0

FAT

1.378.614

1.389.850

- Rendas imóveis

366.358

474.212

- Convenção IDS

15.466.010

13.511.705

- Representantes Tribunal

298.565

303.545

- Empresas de seguros do grupo

1.569.844

2.336.268

- Bonificações fundo compensação seguro Colheitas

12.184.411

10.321.938

- Valores em depósito – vários Rendas imóveis

169.889

16.829

- AXA Centro Serviços Clientes (CSC), ACE

885.458

1.774.163

- IPA

19.468

2.368.566

- ITMED - Unipessoal, Lda.

2.506.164

1.379.920

- Outros (valores <820 mil euros)

10.406.888

9.431.275

Total

47.144.495

45.641.054

Empresas Grupo

2.175.500

2.584.000

Empresas participadas

1.252.875

849.044

Total

3.428.375

3.433.044

Ativos por impostos correntes

407.372

504.523

Ativos por impostos diferidos

17.256.498

15.490.614

Total

17.663.870

15.995.137

Por outras operações - outros devedores

Outros devedores

Por outras operações

Ativos por impostos

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

209

Sociedade Não Vida

37.2.2. Credores

O detalhe desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 e 2009:

2010

2009

Estornos a pagar

2.566.066

2.741.902

Segurados

254.640

255.119

Prémios Recebidos Antecipadamente

5.631.731

5.064.572

Mediadores de Seguros

7.325.584

8.710.658

Co-Seguradores

5.848.998

7.110.925

Total

21.627.019

23.883.176

Ressegurados

633.546

669.229

Resseguradores

2.674.597

2.419.895

Total

3.308.143

3.089.123

Passivos por impostos correntes

13.305.185

9.368.720

Passivos por impostos diferidos

10.414.473

7.752.789

Total

23.719.658

17.121.509

Por operações de seguro direto

Por operações de resseguro

Passivos por Impostos

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


210

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2010

2009

Fornecedores

4.020.688

4.456.585

Pessoal

23.126

31.771

Sindicato

6.618

0

- Valores em Depósito – Vários

0

15.862

- Rendas Imóveis

35.652

44.430

- Empresas de Seguros do Grupo

355.601

300.541

- AXA Portugal Vida

15.102

228.379

- Outros (valores <820 mil euros)

2.824.058

2.690.385

Total

7.280.845

7.767.952

Credores diversos

Outros credores:

Unidade: Euros

37.2.3. Outros Rendimentos/Gastos

37.2.4. Margem Solvência

Na rubrica de Outros Rendimentos/Gastos constante na Conta de Ganhos e Perdas, encontra-se registado um valor de 1.842 milhares de euros referente a compensação de sinistralidade do seguro de Colheitas.

De acordo com a legislação vigente, os Seguradores devem dispor, em cada exercício económico, de um património não comprometido (Margem de Solvência) e de um Fundo de Garantia (um terço da Margem de Solvência) que representam certas percentagens e montantes mínimos legalmente estabelecidos. A Margem de Solvência exigível em 31 de dezembro de 2010 é de 57.042 mil euros (2009: 56.732 mil euros). A cobertura da Margem de Solvência é de 189,87% (2009: 190,65%).


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

211


212

AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

213


214

AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Não Vida

215


216

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

SOCIEDADE VIDA Como referido nos capítulos anteriores deste documento integrado, o atual panorama de mercado é caracterizado por um ambiente macroeconómico adverso, por um quadro legislativo mais exigente e por consumidores mais atentos relativamente aos preços, aos prazos praticados e mais rigorosos na avaliação sobre a qualidade do serviço prestado. No sentido de dar resposta às novas imposições do mercado, a AXA desenvolveu a sua actuação tendo como

pilares uma forte orientação Cliente, um foco permanente na inovação, na Responsabilidade Corporativa, na Solvência/Rentabilidade da empresa e no envolvimento de todos os colaboradores para a concretização da estratégia de negócio definida. A consolidação do posicionamento da AXA no mercado Português releva o sucesso desta estratégia. Estas linhas de atuação encontram-se mais desenvolvidas ao longo dos capítulos anteriores deste documento.

1/ Principais Indicadores de Gestão

AXA VIDA Prémios Emitidos

2010

2009

VARIAÇÃO

219.896

218.796

0,5%

Resultado Operacional (2)

18.944

4.214

349,5%

Resultado Líquido

13.124

6.160

113,1%

Capital Próprio

94.485

94.659

-0,2%

(1)

Ativo Líquido Total

1.250.275

1.259.726

-0,8%

Provisões Técnicas (3)

1.063.578

1.034.791

2,8%

N.º de Contratos em Carteira

190.462

204.170

-6,7%

N.º de Colaboradores

63

64

-1,6%

Prémios Emitidos (1) / N.º Colaboradores

3.490

3.419

2,1%

N.º Contratos em vigor / N.º Colaboradores

3.023

3.190

-5,2%

Resultado Operacional (2) / Prémios Emitidos (1)

8,62%

1,93%

6,7 pts

Resultado Líquido / Prémios Emitidos (1)

5,97%

2,82%

3,2 pts

Resultado Líquido / Ativo Líquido

1,05%

0,49%

0,6 pts

Resultado Líquido / Capital Próprio

13,89%

6,51%

7,4 pts

1,34%

1,26%

0,1 pts

105,8%

112,7%

-6,9 pts

62,1%

83,5%

-21,5 pts

159,3%

178,9%

Rácios de Produtividade

Rácios de Rendibilidade

Rácios de Eficiência Custos de Exploração / Provisões Técnicas Custos com Sinistros

(4)

/ Prémios

Rácio de Eficiência Rácio de Solvência Grau de Cobertura das Responsabilidades

(1) Seguro direto e resseguro aceite (2) Resultado antes de mais e menos valias, bruto de imposto (3) Exclui provisões técnicas relativas a seguros de vida em que o risco de investimento é suportado pelo Tomador do Seguro (4) Inclui provisão matemática e outras provisões técnicas, bruto de resseguro

-19,5 pts Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

217

Sociedade Vida

2/ Análise Económica

Produção 2010

2009

Vida Individual

191.217

189.097

Vida Coletivo

26.739

27.877

TOTAL

217.956

216.974 Unidade: Milhares de Euros

Em 2010, a produção de seguro direto ascendeu a 217.956 milhares de euros, correspondendo a um crescimento de 0,5% face a 2009. O segmento individual, que corresponde a 87,7% dos prémios emitidos, cresceu 1,1%, enquanto o segmento coletivo, com uma representação de 12,3%, decresceu 4,1%.

Os produtos financeiros e de reforma registaram um decréscimo de 6.150 milhares de euros (-3,5%) e os produtos de risco aumentaram 7.144 milhares de euros (+16,8%). O resseguro aceite ascendeu a 1.940 milhares de euros, correspondente a um aumento de 6,5% face ao ano transato.

Custos com Sinistros 2010

2009

Vida Individual

192.423

169.734

Vida Coletivo

16.925

30.734

TOTAL

209.349

200.469 Unidade: Milhares de Euros

Os custos com sinistros de seguro direto[19] atingiram o montante de 209.349 milhares de euros, correspondendo a um aumento de 4,4% relativamente a 2009. O aumento dos sinistros deve-se a um incremento de 16.665 milhares de euros dos vencimentos face ao ano anterior, os quais representam 58% do total

de sinistros, para um montante de 122.173 milhares de euros. As boas práticas quanto às políticas de reinvestimento permitiram uma taxa de retenção de capitais vencidos de 44,9%, superior em 4,3 p.p. face ao ano anterior.

[19] Os valores dos custos com sinistros de seguro direto não incluem os custos por natureza a imputar. Os custos indiretos da função sinistros ascendem a 438 milhares de euros.


218

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Por outro lado, o montante de resgates, correspondente a 32,5% do total dos custos com sinistros, reduziu 8.934 milhares de euros, para um total de 67.965 milhares de euros. Por fim, os outros custos com sinistros registaram um aumento de 14,0% correspondente a 1.734 milhares de euros.

Evolução da taxa sinistralidade S/PE 2009

2010

100,6%

110,3% 92,4%

89,8%

96,1%

Vida Coletivo

O total dos custos administrativos ascendeu a 4.635 milhares de euros (dos quais 29 milhares de euros correspondem às comissões de cobrança), representando 2,1% dos prémios emitidos. CUSTOS DE AQUISIÇÃO Os custos de aquisição ascenderam a 10.808 milhares de euros, representando 4,9% do total de prémios emitidos, dos quais:

63,3%

Vida Individual

RESSEGURO CEDIDO O saldo da conta ascendeu a 632 milhares de euros em 2010, a favor da empresa, o que representou uma melhoria de 881 milhares de euros face ao ano anterior. Este resultado decorreu de um aumento da carga de sinistros recuperada em 830 milhares de euros. CUSTOS ADMINISTRATIVOS

Total

Nota: S/PE = Custos com sinistros seguro direto / Prémios emitidos seguro direto.

Como consequência do incremento dos Custos com Sinistros, a taxa de sinistralidade (S/PE) aumentou 3,7 p.p., de 92,4% no ano anterior para 96,1% em 2010. Numa relação com as provisões matemáticas (com inclusão das provisões técnicas relativas a produtos unit-linked) o peso dos custos com sinistros manteve-se ao nível do ano anterior em 20%. Os custos com sinistros de resseguro aceite situaram-se em 1.059 milhares de euros, representando uma redução de 16,3% face a 2009.

• As Comissões de Mediação e restantes custos de aquisição diretos atingiram um valor de 6.705 milhares de euros, com um peso relativo nos prémios emitidos de 3%; • As despesas de aquisição imputadas foram de 4.103 milhares de euros e representaram 1,9% dos prémios emitidos.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

219

Sociedade Vida

3/ Análise Financeira

Investimentos 2010

2009

Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem

27.929

36.792

Ativos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas

38.033

58.312

Ativos disponíveis para venda

1.123.694

1.109.366

Terrenos e edíficios

37.890

38.376

Outros ativos

2.075

578

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

1.229.621

1.243.424 Unidade: Milhares de Euros

Carteira de Investimentos 0,0% 3,1%

0,2% 3,1%

89,2%

91,4%

Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Ativos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas Ativos disponíveis para venda

4,7% 3,0%

3,1% 2,3%

2009

2010

Terrenos e edifícios Outros ativos

A carteira de investimentos variou negativamente face a 2009 no montante de 13.803 milhares de euros, correspondendo a uma redução de -1,1%.

Esta redução líquida derivou, essencialmente de: • Redução de 4.454 milhares de euros em ativos mobiliários; • Redução de 8.863 milhares de euros em caixa e depósitos à ordem.


220

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Resultado de Investimentos 2010

2009

Rendimentos

45.737

46.071

Ganhos Líquidos de Ativos e Passivos Financeiros

1.467

11.001

Não valorizados ao justo valor

-1.456

2.697

Valorizados ao justo valor

2.923

8.304

Perdas de Imparidade

--122

-5.400

TOTAL

47.082

51.671 Unidade: Milhares de Euros

Os resultados de investimentos atingiram o montante de 47.082 milhares de euros, o que correspondeu a uma diminuição de 4.589 milhares de euros (-8,9%) face a 2009. As variações do resultado discriminam-se da seguinte forma: • Rendimentos financeiros evidenciaram um decréscimo de 333 milhares de euros (-0,7%) face a 2009; • Os ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros traduziram-se num ganho de 1.467 milhares de euros, inferior em 9.534 milhares de euros face ao ano anterior; • As perdas de imparidade registaram uma diminuição de 5.278 milhares de euros face ao ano anterior, atingindo uma perda de 122 milhares de euros.

Provisões Técnicas

As provisões técnicas, excluindo as provisões em que o risco de investimento é suportado pelo Tomador do Seguro, atingiram o montante de 1.063.578 milhares de euros, correspondendo a um aumento de 2,8% em relação ao ano anterior.

As provisões técnicas em que o risco de investimento é suportado pelo Tomador do Seguro totalizaram 36.094 milhares de euros, equivalendo a uma redução de 21.528 milhares de euros face ao ano anterior, em resultado da pouca expressão de vendas e elevado volume de vencimentos destes produtos. O rácio entre o total de investimentos e as provisões técnicas, incluindo aquelas em que o risco é suportado pelo Tomador do Seguro, é de 112% em 2010, inferior em 2 p.p. face ao ano anterior.

Capitais Próprios

Os Capitais Próprios totalizaram 94.485 milhares de euros, ligeiramente inferior em 174 milhares de euros face a 2009. As reservas de reavaliação reduziram em 12.631 milhares de euros por ajustamentos no justo valor dos ativos financeiros, em consequência da desvalorização dos ativos, designadamente obrigações. A reserva por impostos diferidos aumentou em 3.509 milhares de euros e as outras reservas reduziram 173 milhares de euros. Os resultados que transitaram de 2009 registaram 2.156 milhares de euros.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Vida

Margem de Solvência e Fundo de Garantia

A margem de solvência exigível nos termos legais é de 52.744 milhares de euros. O fundo de garantia exigível é de cerca de 17.581 milhares de euros. Desta forma, os capitais próprios elegíveis asseguram a cobertura da margem de solvência de 159,32%.

Gestão de Riscos

Na atual conjuntura económica e enquadramento legislativo - Diretiva Comunitária sobre Solvency II (2009/138/CE) e as Normas Regulamentares 14/2005-R e 8/2009-R emitidas pelo regulador Português, Instituto de Seguros de Portugal (ISP) sobre Sistemas de Gestão de Risco e Controlo Interno - a função de Gestão de Risco assume uma relevância significativa. Face ao exposto e de forma a reforçar a apropriação pela entidade dos temas relacionadas com a gestão de Riscos, foi fortalecida, em 2010 a função de gestão de Riscos através da criação de uma área local de Risk Management, com a nomeação do Chief Risk Management e Gestores de Risco com incumbência de monitorizar os riscos de: • • • •

Seguros Vida; Seguros Não Vida; Financeiros; Operacional.

O Risk Management tem como objetivos principais a otimização da relação entre o risco e a rentabilidade e reduzir a volatilidade dos resultados do negócio da empresa face ao risco de movimentação dos mercados financeiros, ao risco de contraparte, ao risco de seguros e ao risco operacional. Para suportar o cumprimento dos objetivos enumerados foram implementados/reforçados na periodicidade os seguintes comités de Risco: • • • •

Comité de Risco e Compliance; Comité de Gestão Ativos-Passivos; Comité de Risco de Seguros; Comité de Risco Operacional e Controlo Interno.

221

Tipologias de Risco A gestão de riscos focaliza-se nas seguintes tipologias/ riscos: • Financeiros, que inclui: risco de taxa de juro; riscos de volatilidade; risco imobiliário; risco de crédito (emissão/spread e concentração); risco cambial; risco de liquidez; • Risco de seguros relacionado com o desenho e pricing do produto, política de provisionamento, política de subscrição, política de gestão de sinistros e resseguro; • Risco operacional baseado nos princípios definidos na Solvency II. A política de riscos da entidade aplica-se no negócio através do estabelecimento de limites de tolerância para a gestão dos riscos, de acordo com regulamentações aplicáveis e/ou de acordo com decisões estratégicas da AXA, nomeadamente: • Riscos financeiros (ISP NR 13/2003-R – Regras de representação Provisões Técnicas): ◘◘ Lista de ativos elegíveis para investimento, definidos na política de investimentos; ◘◘ Limites definidos na política de investimentos em termos de exposição às várias classes de ativos – Risk appetite; ◘◘ Risco da taxa de juro mediante a existência de limites ao nível do gap de duração do ativo vs passivo; ◘◘ Risco de crédito, através de limites de concentração em termos de emitente, em função do tipo de ativo e seu rating; ◘◘ Risco de volatilidade do mercado de capitais limitando o universo de ativos em que a entidade pode investir; ◘◘ Regras de utilização de Hedge Funds; ◘◘ Limites para a utilização de produtos derivados; ◘◘ Risco de liquidez, que consiste no controlo sobre um mínimo de liquidez disponível para fazer face às necessidades para períodos de 3 e 12 meses.


222

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

• Risco de seguros: ◘◘ Existência de um processo para a aprovação de produtos; ◘◘ Existência de limites de subscrição e sua revisão periódica; ◘◘ Delegação de limites para gestão de sinistros conforme tipologia dos mesmos; ◘◘ Existência de um processo de provisionamento; ◘◘ Limites estabelecidos no âmbito do resseguro, bem como identificação das entidades que podem ser contratadas para colocação do Risco. • Risco operacional: ◘◘ Política/procedimentos estabelecidos em matéria de: continuidade de negócio; segurança IT; procurement; branqueamento de capitais; controlo interno; combate à fraude. O controlo e monitorização dos Riscos assenta em vários indicadores seguidos nos comités supracitados e que são os seguintes: • Risco de seguros: ◘◘ Seguimento do valor intrínseco do negócio de vida através do cálculo do EEV – European Embedded Value que incorpora duas análises distintas, o valor da carteira e o valor do novo negócio; ◘◘ Monitorização do Capital Económico (CE) em relação a riscos técnicos; ◘◘ Monitorização das contas técnicas dos produtos e do resseguro; ◘◘ Monitorização do processo de provisionamento onde se efetua também um teste sobre a adequação das provisões constituídas denominado por LAT - Liability Adequacy Test. • Riscos financeiros: ◘◘ Monitorização do risco de taxa de juro, do risco de crédito/spread, do risco de concentração, do risco de volatilidade/mercados de capitais, risco de liquidez e risco imobiliário, através de análises de sensibilidade;

◘◘ Análises de impacto sobre a margem de solvência e sobre a cobertura de provisões técnicas em termos de variações mercado de capitais e curva da taxa de juro. • Risco operacional: ◘◘ Estabelecimento de indicadores para medir a exposição da entidade ao risco em processos core e de suporte da entidade, nomeadamente, produção, sinistros, cobranças, subscrição, atividades em outsourcing, pagamentos/ recebimentos, entre outras; ◘◘ Quantificação das perdas reais relativas aos riscos que se materializam na entidade; ◘◘ Implementação de ações de mitigação. Cálculo das exigências de capital regulatório No âmbito das exigências internacionais definidas na Diretiva Comunitária de Solvência II (2009/138/CE) de aplicação obrigatória para todas as entidades de seguros, para apurar os fundos próprios inerentes à garantia de solvência, foi lançado o projeto Solvency II existindo um PMO - Project Manager Officer local para gerir este projeto ao nível de Portugal e para submeter à aprovação do modelo interno junto do regulador nacional em coordenação com o regulador do país da sede dos nossos acionistas.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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223

Sociedade Vida

4/ Resultados e sua Aplicação

5/ Perspetivas da Companhia para 2011

Os resultados apurados, líquidos de imposto, ascenderam a €13.124.474, pelo que propomos a seguinte aplicação:

A base do negócio está na proteção e segurança que oferece aos seus Clientes de forma a merecer a sua total preferência e confiança. É esta a Ambição da Companhia e que será corporizada e consolidada em 2011, através dos seguintes focos de atuação:

Resultados Transitados

328.112

Dividendos

12.796.362

Total

13.124.474

• Promover uma escuta ativa dos seus Clientes, Distribuidores e Colaboradores, estabelecendo e comunicando compromissos tangíveis no âmbito da qualidade de serviço;

Unidade: Euros

• Materializar a assinatura da marca “Redefinimos Standards” alavancando a inovação na Oferta, nos Serviços, nos Processos e na Comunicação, como fator de diferenciação; • Reforçar o posicionamento da marca AXA nos segmentos estratégicos de Clientes (PMEs e Mass Affluent), assegurando-lhes uma proposta de valor segmentada e uma rede de vendas especializada nas componentes técnicas, jurídicas, legais, fiscais e financeiras, com o objetivo de fidelizar e reter os bons Clientes; • Assegurar a eficácia da força de vendas através da maximização da sua capacidade de venda e da otimização dos custos de distribuição; • Consolidar a estratégia de multiacesso, focada na excelência do serviço ao Cliente, através de uma infraestrutura de canais (físicos e digitais) integrada, para que os Clientes possam optar pelo canal de comunicação e/ou interação que melhor se adequa às suas necessidades; • Prosseguir com a estratégia de otimização de custos, potenciando a reutilização e sinergias dentro do Grupo e industrializando tarefas de baixo valor; • Garantir a rentabilidade técnica e a solvabilidade sustentada do ramo Vida;


224

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

• Reforçar a estratégia de produtos vida risco e unit-linked; • Envolver continuamente os Colaboradores e Distribuidores na prática das 3 atitudes-chave (Disponível, Dedicado e Fiável) com especial foco nas áreas com contacto direto com o Cliente: Contact Center, Lojas AXA e Agentes Exclusivos; • Reforçar as políticas de Responsabilidade Corporativa, em especial, nos aspetos ligados à gestão do risco, prevenção e diversidade e inclusão; • Captar e reter os melhores talentos, assegurando o envolvimento de todos os Colaboradores na concretização da estratégia e Ambição AXA.

6/ Considerações Finais O Conselho de Administração escolheu para o cargo de Presidente João Mário Basto Ferreira Leandro, que exerceu em acumulação com o de Administrador Delegado. A Assembleia Geral ratificou a cooptação de Jean Laurent Granier como membro do Conselho de Administração. A preferência e a confiança demonstradas pelos Clientes e Mediadores, traduzidas nos diferentes indicadores de gestão, constituem motivo de satisfação e justificam o agradecimento da Companhia. O Conselho de Administração agradece igualmente o esforço dedicado de todos os Colaboradores que têm dado uma resposta positiva às solicitações decorrentes da renovação da Empresa adaptando-se às novas exigências de mercado. Para o Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas, a expressão do nosso reconhecimento pelo atento acompanhamento da atividade da Companhia. Finalmente, é de sublinhar a colaboração prestada pela Associação Portuguesa de Seguradores e pelo Instituto de Seguros de Portugal nos vários domínios das respetivas áreas de competência.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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225

Sociedade Vida

7/ Composição dos Órgãos Sociais

Revisor Oficial de Contas

Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Carlos Maria da Rocha Pinheiro Torres

Efetivo: PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda, representada por Ricardo Filipe de Frias Pinheiro ou António Alberto Henriques Assis

Vice-Presidente: Maria Inês Palha Moreira de Araújo Sousa e Silva

Suplente: José Manuel Henriques Bernardo

Secretário: Ricardo Augusto de Castilho Gersão Garção Soares

Secretário da Sociedade

Joaquim Eduardo Sousa Gonçalves de Sá

Conselho de Administração

Presidente e Administrador-Delegado: João Mário Basto Ferreira Leandro Vogais: Jean Laurent Granier Carlos Manuel Pereira da Silva Elie Sisso Claude Bernard Cargou MAGUE - SGPS, S.A., representada por Ana Maria Louro de Aragão Teixeira de Sande e Lemos Elie Harari

Conselho Fiscal

Presidente: Rui Manuel Ferreira de Oliveira Vogais: Manuel José Moreira Elisa Maria Calado Pedro Gouveia Suplente: Marta Isabel Guardalino da Silva Penetra

Secretário da Sociedade Suplente

Luciana Guedes Pereira da Silva e Duarte Torres

Comissão de Remunerações e Previdência AXA S.A. AXA France Vie AXA France Assurance


226

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

8/ Demonstrações Financeiras

Balanço Vida - Ativo Exercício Notas do Anexo

ATIVO

2; 8; 11; 30

Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem

Valor bruto

Imparidade, depreciações / amortizações ou ajustamentos

Valor líquido

Exercício anterior

27.928.959,59

27.928.959,59

36.792.056,07

Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos 2; 3.1.o); 6; 11

Ativos financeiros detidos para negociação

1.679.745,66

1.679.745,66

176.000,00

2; 3.1.h1); 6; 6.8; 11

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas

38.033.244,21

38.033.244,21

58.312.289,42

1.123.694.151,05

1.123.694.151,05

1.109.366.181,19

Derivados de cobertura 2; 3.1.h);3.1.M); 6; 6.8; 6.11;6.12; 6.17; 11

Ativos disponíveis para venda Empréstimos e contas a receber Depósitos junto de empresas cedentes Outros depósitos Empréstimos concedidos Contas a receber Outros Investimentos a deter até à maturidade

2; 9; 11

Terrenos e edíficios

40.313.739,04

2.424.132,00

37.889.607,04

38.375.860,27

Terrenos e edíficios de uso próprio

24.758.627,62

1.279.414,68

23.479.212,94

23.740.676,36

Terrenos e edifícios de rendimento

15.555.111,42

1.144.717,32

14.410.394,10

14.635.183,91

5.046.737,12

351.558,33

353.367,51

43.834,42

48.382,68

2; 3.1.i); 10; 11

Outros ativos tangíveis

5.398.295,45

2; 11

Inventários

43.834,42

Goodwill 2; 3.1.j); 11; 12 2; 3.1.f)

Outros ativos intangíveis

0,00 513.709,96

483.597,97

1.210.678,54

1.210.678,54

402.883,48

Provisão para sinistros

1.010.565,32

1.010.565,32

210.911,07

Provisão para participação nos resultados

200.113,22

200.113,22

191.972,41

Provisões técnicas de resseguro cedido

11.337.652,65

10.823.942,69

Provisão para prémios não adquiridos Provisão matemática do ramo vida

Provisão para compromissos de taxa Provisão para estabilização de carteira Outras provisões técnicas Ativos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 2; 11; 37,2,1 3.1.g); 13

3.1.g); 13; 29 2; 3.1.n); 11; 24; 37.2.1

2; 3.1.b); 11

Outros devedores por operações de seguros e outras operações

16.234.932,77

2.497.770,96

13.737.161,81

12.727.731,55

Contas a receber por operações de seguro directo

7.812.102,84

1.671.020,58

6.141.082,26

4.949.054,05

Contas a receber por outras operações de resseguro

3.117.965,85

3.117.965,85

3.894.122,50

Contas a receber por outras operações

5.304.864,08

4.478.113,70

3.884.555,00

5.191.970,19

5.191.970,19

2.665.921,76

Ativos por impostos correntes

1.294.117,22

1.294.117,22

72.613,16

Ativos por impostos diferidos

3.897.852,97

3.897.852,97

2.593.308,60

812,97

812,97

21.481,89

1.250.275.433,77

1.259.725.753,79

Ativos por impostos

Acréscimos e diferimentos

826.750,38

Outros elementos do ativo Ativos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas TOTAL ATIVO

1.271.068.016,54

20.792.582,77

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

227

Sociedade Vida

Balanço Vida - Passivo e Capital Próprio Notas do Anexo

PASSIVO

Exercício

Exercício anterior

Provisões técnicas

1.099.672.417,18

1.092.412.809,11

1.006.354.917,67

964.182.021,63

28.386.213,72

26.352.651,94

28.837.342,54

44.256.279,99

Provisão para prémios não adquiridos 2; 3.1.d); 4.1.b); 37.2.3

Provisão matemática do ramo vida

2; 3.1.c); 3.3; 4.1.e)

Provisão para sinistros De vida De acidentes de trabalho De outros ramos

2; 3.1.e); 3.1.e1); 4.1.b); 4.1.e)

Provisão para participação nos resultados Provisão para compromissos de taxa Provisão para estabilização de carteira Provisão para desvios de sinistralidade Provisão para riscos em curso

2; 3.1.d); 4.1.b)

36.093.943,25

57.621.855,55

2; 5

Passivos financeiros da componente de depósitos de contratos de seguros e de contratos de seguros e operações consideradas para efeitos contabilísticos como contratos de investimento

Outras provisões técnicas

44.430.711,80

51.674.320,55

2

Outros passivos financeiros

57.719,74

57.719,74

57.719,74

57.719,74

Derivados de cobertura Passivos subordinados Depósitos recebidos de resseguradores Outros 2; 3.1.l); 23

Passivos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo

356.075,27

325.969,00

2; 37.2.2

Outros credores por operações de seguros e outras operações

7.246.811,73

8.083.886,54

Contas a pagar por operações de seguro direto

4.572.175,94

4.797.504,01

Contas a pagar por outras operações de resseguro

418.786,72

566.213,03

Contas a pagar por outras operações

2.255.849,07

2.720.169,50

2.473.321,71

10.770.214,12

Passivos por impostos correntes

721.014,55

6.832.531,52

Passivos por impostos diferidos

1.752.307,16

3.937.682,60

1.553.496,87

1.741.916,35

1.155.790.554,30

1.165.066.835,41

10.000.000,00

10.000.000,00

29 2; 3.1.n), 24; 37.2.2

Passivos por impostos

2; 3.1.b; 3.2; 3.3

Acréscimos e diferimentos

3.2

Outras Provisões Outros Passivos Passivos de um grupo para alienação classificado como detido para venda TOTAL PASSIVO

CAPITAL PRÓPRIO 2; 25

Capital (Ações Próprias) Outros instrumentos de capital

2; 25; 26 2; 3.1.h); 3.1.m); 6.11

Reservas de reavaliação Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros

-6.225.838,62

6.404.853,59

-6.482.128,76

6.148.563,45

256.290,14

256.290,14

Por revalorização de terrenos e edifícios de uso próprio Por revalorização de outros ativos tangíveis Por revalorização de ativos intangíveis Por ajustamentos no justo valor de instrumentos de cobertura em coberturas de fluxos de caixa Por ajustamentos no justo valor de cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira De diferenças de câmbio 2; 26

Reserva por impostos diferidos

1.879.817,34

-1.629.438,48

2; 26

Outras reservas

10.776.763,28

10.949.908,12

2;

Resultados transitados

64.929.663,15

62.773.700,21

2; 27; 28

Resultado do exercício

13.124.474,32

6.159.894,94

TOTAL CAPITAL PRÓPRIO

94.484.879,47

94.658.918,38

TOTAL PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO

1.250.275.433,77

1.259.725.753,79

Unidade: Euros


228

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Conta de Ganhos e Perdas - Vida Notas do Anexo

Conta de Ganhos e Perdas

2; 4.6; 14

Prémios adquiridos líquidos de resseguro

Execício Técnica Vida

Técnica Não-Vida

Não Técnica

Total

Exercício anterior

219.207.612,35

219.207.612,35

217.698.405,72

Prémios brutos emitidos

219.896.457,45

219.896.457,45

218.795.686,99

Prémios de resseguro cedido

688.845,10

688.845,10

1.097.281,27

13.626,41

13.626,41

14.429,31

Provisão para prémios não adquiridos (variação) Provisão para prémios não adquiridos, parte resseguradores (variação)

15

Comissões de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento ou como contratos de prestação de serviços

2; 3.1.c); 4.1.e); 4.6; 14; 21

Custos com sinistros, líquidos de resseguro

209.614.716,41

209.614.716,41

201.842.225,26

208.316.873,32

208.316.873,32

200.207.236,05

Montantes brutos

208.812.049,52

208.812.049,52

200.583.482,30

Parte dos resseguradores

495.176,20

495.176,20

376.246,25

1.297.843,09

1.297.843,09

1.634.989,21

Montante bruto

2.033.561,78

2.033.561,78

1.659.197,30

Parte dos resseguradores

735.718,69

735.718,69

24.208,09

-21.527.912,30

-21.527.912,30

-7.503.345,62

Montantes pagos

Provisão para sinistros (variação) 3.1.f)

Outras provisões técnicas, líquidas de resseguro 3.1.d); 4.6

Provisão matemática do ramo vida, líquida de resseguro Montante bruto

41.665.462,61

41.665.462,61

48.384.243,08

41.665.462,61

41.665.462,61

48.384.243,08

1.637.371,96

1.637.371,96

3.510.457,83

Parte dos resseguradores 3.1.e) 2; 4.6; 14; 21; 22; 23

3.1.l); 20; 31

2; 14; 16

Participação nos resultados, líquida de resseguro Custos e gastos de exploração líquidos

14.624.569,53

14.624.569,53

13.335.631,01

Custos de aquisição

10.807.620,50

10.807.620,50

10.714.142,90

Custos de aquisição diferidos (variação)

-728.410,24

-728.410,24

-847.896,15

Gastos administrativos

4.634.908,36

4.634.908,36

3.917.258,38

Comissões e participação nos resultados de resseguro

89.549,09

89.549,09

447.874,12

Rendimentos De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas

48.547.643,35

3.187.225,00

51.734.868,35

49.918.431,95

46.476.155,28

1.739.922,05

48.216.077,33

45.590.931,97

De juros de passivos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas Outros 3.1.h.(ii); 14; 21

Gastos financeiros De juros de activos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas

2.071.488,07

1.447.302,95

3.518.791,02

4.327.499,98

5.002.832,45

994.636,86

5.997.469,31

3.847.894,67

2.962.931,44

200.674,09

3.163.605,53

1.419.366,41

2.039.901,01

793.962,77

2.833.863,78

2.428.528,26

De juros de passivos financeiros não valorizados ao justo valor por via de ganhos e perdas Outros

Unidade: Euros

(continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

229

Sociedade Vida

Conta de Ganhos e Perdas - Vida Execício

Exercício anterior

Notas do Anexo

Conta de Ganhos e Perdas

2; 3.1.h); 17

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros não valorizados ao justo valor através ganhos e perdas

-3.004.845,67

-270.801,52

-3.275.647,19

467.390,79

De ativos disponíveis para venda

-1.185.342,76

-270.801,52

-1.456.144,28

2.626.856,69

-1.819.502,91

0,00

-1.819.502,91

-2.229.459,81

0,00

0,00

69.993,91

2.916.174,75

6.624,36

2.922.799,11

8.303.794,83

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros detidos para negociação

824.773,53

6.624,36

831.397,89

995.680,78

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas

2.091.401,22

2.091.401,22

7.308.114,05

0,00

0,00

-17.315,48

Técnica Vida

Técnica Não-Vida

Não Técnica

Total

De empréstimos e contas a receber De investimentos a deter até à maturidade De passivos financeiros valorizados a custo amortizado De outros 3.1.h); 18

19

Ganhos líquidos de ativos e passivos financeiros valorizados ao justo valor através de ganhos e perdas

Diferenças de câmbio Ganhos líquidos pela venda de ativos não financeiros que não estejam classificados como ativos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas

3.1.m); 17

Perdas de imparidade (líquidas reversão)

122.026,33

0,00

122.026,33

5.399.728,23

De ativos disponíveis para venda

122.026,33

0,00

122.026,33

5.399.728,23

De empréstimos e contas a receber valorizados a custo amortizado De investimentos a deter até à maturidade De outros Outros rendimentos/gastos técnicos, líquidos de resseguro Outras provisões (variação)

478.343,56

478.343,56

611.674,37

-19.889,03

217.011,97

197.122,94

627.342,25

RESULTADO LÍQUIDO ANTES DE IMPOSTOS

16.521.255,17

1.667.079,39

18.188.334,56

7.583.970,54

3.1.n); 24

Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos correntes

5.543.263,16

559.343,69

6.102.606,85

1.560.171,70

3.1.n); 24

Imposto sobre o rendimento do exercício - Impostos diferidos

-943.538,71

-95.207,90

-1.038.746,61

-136.096,10

27; 28

RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

11.921.530,72

1.202.943,60

13.124.474,32

6.159.894,94

19

Outros rendimentos/gastos Goodwill negativo reconhecido imediatamente em ganhos e perdas Ganhos e perdas de associadas e empreendimentos conjuntos contabilizados pelo método da equivalência patrimonial Ganhos e perdas de ativos não correntes não correntes (ou grupos para alienação) classificados como detidos para venda

Unidade: Euros


230

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Demonstração de Variações do Capital Próprio - Vida Outros instrumentos de capital

Notas do Anexo

Demonstração de variações do capital próprio

Capital social

Balanço a 31 de dezembro 2009 (balanço de abertura)

10.000.000,00

Ações próprias

Instrumentos financeiros compostos

Prestações suplementares

Outros

Reservas de reavaliação Por ajustamentos no justo valor de investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda

Por revalorização de terrenos e edifícios de uso próprio

Por revalorização de ativos intangíveis

6.148.563,45

Correções de erros (IAS 8) Alterações políticas contabilísticas (IAS 8) Balanço de abertura alterado

10.000.000,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

6.148.563,45

0,00

0,00

Aumentos/reduções de capital Transação de ações próprias Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de filiais, associadas e empreendimentos conjuntos 3.1.h); 3.1.m); 6.11

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de activos financeiros disponíveis para venda

-12.630.692,21

Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorização de terrenos e edíficios de uso próprio Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorizações de ativos intangíveis Ganhos líquidos por ajustamentos por revalorizações de outros ativos tangíveis Ganhos líquidos por ajustamentos de instrumentos de cobertura em cobertura de fluxos de caixa Ganhos líquidos por ajustamentos de instrumentos de cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira Ganhos líquidos por diferenças por taxa de câmbio 24; 26

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos Aumentos de reservas por aplicação de resultados Distribuição de reservas Distribuição de lucros/prejuízos Alterações de estimativas contabilísticas

23; 24; 26;

Outros ganhos/ perdas reconhecidos diretamente no capital próprio Transferências entre rubricas de capital próprio não incluídas noutras linhas Total das variações do capital próprio

27; 28

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

-12.630.692,21

0,00

0,00

10.000.000,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

-6.482.128,76

0,00

0,00

Resultado líquido do período Distribuição antecipada de lucros Balanço a 31 de dezembro 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

231

Sociedade Vida

Outras reservas Por revalorização de outros ativos tangíveis

De instrumentos de cobertura em coberturas de fluxos de caixa

De cobertura de investimentos líquidos em moeda estrangeira

De diferenças de câmbio

256.290,14

Reserva por impostos diferidos

Reserva legal

-1.629.438,48

10.151.749,18

Reserva estatutária

Prémios de emissão

Outras reservas

Resultados transitados

Resultado do exercício

TOTAL

798.158,94

62.773.700,21

6.159.894,94

94.658.918,38 0,00 0,00

256.290,14

0,00

0,00

0,00

-1.629.438,48

10.151.749,18

0,00

0,00

798.158,94

62.773.700,21

6.159.894,94

94.658.918,38 0,00 0,00

0,00

-12.630.692,21

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00 3.509.255,82

3.509.255,82

0,00 0,00 -4.003.932,00

-4.003.932,00 0,00

-173.144,84

0,00

0,00

0,00

0,00

3.509.255,82

0,00

0,00

0,00

-173.144,84

-173.144,84

2.155.962,94

-2.155.962,94

0,00

2.155.962,94

-6.159.894,94

-13.298.513,23

13.124.474,32

13.124.474,32

13.124.474,32

94.484.879,47

0,00 256.290,14

0,00

0,00

0,00

1.879.817,34

10.151.749,18

0,00

0,00

625.014,10

64.929.663,15

Unidade: Euros


232

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Demonstração de Rendimento Integral - Vida Notas do Anexo

DEMONSTRAÇÃO DE RENDIMENTO INTEGRAL

Exercício

Exercício anterior

27;28

Resultado líquido do exercício

13.124.474,32

6.159.894,94

25; 26

Reserva de reavaliação -12.630.692,21

24.705.884,81

24;25;26

Reserva por impostos diferidos 3.509.255,82

-6.547.128,64

23;25;26;

Reserva de ganhos e perdas atuariais

-173.144,84

-26.251,00

Resultado não incluído na conta de ganhos e perdas

-9.294.581,23

18.132.505,17

Rendimento integral total do exercício

3.829.893,09

24.292.400,11

Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros Por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros

Unidade: Euros

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

1 - TÍTULOS DE FILIAIS, ASSOCIADAS, EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS E OUTRAS EMPRESAS PARTICIPADAS E PARTICIPANTESS 1.1 - Nacionais 1.1.1 - Partes de capital em filiais sub-total

0

0

0

0

0

0

0

0

1.1.2 - Partes de capital em associadas sub-total 1.1.3 - Partes de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.4 - Partes de capital em outras empresas participadas e participantes sub-total 1.1.5 - Obrigações de capital em filiais 1.1.6 - Obrigações de capital em associadas 1.1.7 - Obrigações de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.8 - Obrigações de outras empresas participadas e participantes ... sub-total 1.1.9 - Outros títulos de capital em filiais 1.1.10 - Outros títulos de capital em associadas 1.1.11 - Outros títulos de capital em empreendimentos conjuntos 1.1.12 - Outros títulos de outras empresas participadas e participantes sub-total sub-total

0

0

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

233

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Designação

Quantidade

Montante do valor nominal

0

0

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

1.2 - Estrangeiras 1.2.1 - Partes de capital em filiais 1.2.2 - Partes de capital em associadas 1.2.3 - Partes de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.4 - Partes de capital em outras empresas participadas e participantes sub-total 1.2.5 - Obrigações de capital em filiais 1.2.6 - Obrigações de capital em associadas 1.2.7 - Obrigações de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.8 - Obrigações de outras empresas participadas e participantes ... sub-total 1.2.9 - Outros títulos de capital em filiais 1.2.10 - Outros títulos de capital em associadas 1.2.11 - Outros títulos de capital em empreendimentos conjuntos 1.2.12 - Outros títulos de outras empresas participadas e participantes sub-total sub-total total

0

0

2 - OUTROS TÍTULOS 2.1 - Nacionais 2.1.1 - Instrumentos de capital e unidades de participação 2.1.1.1 - Acções PTAXA0AM0007

AXA PORTUGAL CIA DE SEGUROS

166.574

6,90

1.148.889

6,90

1.148.889

921910036701

AXA TECHNOLOGY SERV.REG.MED.AEIE

1

1.000,00

1.000

1.000,00

1.000

PTBCP0AM0007

BANCO COMERCIAL PORTUGUES-R

630.834

1,53

963.966

0,58

367.145

PTBES0AM0007

BANCO ESPIRITO SANTO-REG

61.158

10,93

668.391

2,88

176.013

PTBNF0AM0005

BANIF SGPS SA-REG

60.584

3,98

241.166

0,86

52.102

PTBRI0AM0000

BRISA

7.143

6,98

49.824

5,18

36.979

PTCPR0AM0003

CIMPOR-CIMENTOS DE PORTUGAL

28.663

6,42

184.102

5,07

145.178

PTEDP0AM0009

ENERGIAS DE PORTUGAL SA

174.422

4,11

717.134

2,49

434.311

921910012401

FUNFRAP (ISP:921910012401)

30.000

7,46

223.711

5,27

158.100

PTGAL0AM0009

GALP ENERGIA SGPS SA-B SHRS

25.348

12,31

312.029

14,34

363.490

PTJMT0AE0001

JERONIMO MARTINS

136.836

5,75

786.785

11,40

1.559.930

PTMEN0AE0005

MOTA ENGIL SGPS SA

41.605

3,34

139.028

1,72

71.561

PTPTC0AM0009

PORTUGAL TELECOM SGPS SA-REG

78.592

9,04

710.378

8,38

658.601

PTREL0AM0008

REDES ENERGETICAS NACIONAIS

77.556

3,77

292.400

2,58

200.094

PTSNP0AE0008

SONAE CAPITAL SGPS SA

12.500

1,95

24.423

0,40

5.000

PTS3P0AM0017

SONAE INDUSTRIA SGPS SA/NEW

19.592

5,43

106.387

1,91

37.421

PTSON0AM0001

SONAE SGPS SA

521.575

1,25

652.390

0,78

405.785

PTSNC0AM0006

SONAECOM SGPS SA

30.000

2,32

69.676

1,35

40.500

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


234

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

48.000

2,33

111.910

0,72

32.260

7,48

241.348

3,36

Quantidade

Designação

PTTD10AM0000

TEIXEIRA DUARTE SA

PTZON0AM0006

ZON MULTIMEDIA SERVICOS DE T sub-total

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Valor de balanço Unitário

Total 34.560 108.265

2.183.243

7.644.938

6.004.925

0

0

0

2.1.1.2 - Títulos de participação sub-total 2.1.1.3 - Unidades de participação em fundos de investimento sub-total 2.1.1.4 - Outros sub-total sub-total 2.1.2 - Títulos de dívida 2.1.2.1 - De dívida pública PTOTE3OE0017

PGB 3.35% 10/15/2015

10.400.000

95,28%

9.909.069

9.406.696

PTOTEOOE0017

PGB 3.6 10/15/14

5.100.000

98,57%

5.027.282

4.793.133

PTOTEYOE0007

PGB 3.85 04/15/21

14.402.000

94,97%

13.677.556

11.449.590

PTOTEMOE0027

PGB 4 3/4 06/14/19

5.700.000

101,71%

5.797.367

5.035.950

PTOTE1OE0019

PGB 4 3/8 06/16/14

10.085.000

105,41%

10.630.181

9.827.429

PTOTE5OE0007

PGB 4.1 04/15/37

22.345.000

94,98%

21.223.730

15.591.447

PTOTE6OE0006

PGB 4.2 10/15/16

15.100.000

99,91%

15.085.816

13.798.984

PTOTELOE0010

PGB 4.35 10/16/17

7.700.000

99,33%

7.648.476

6.910.211

PTOTENOE0018

PGB 4.45 06/15/18

6.900.000

102,21%

7.052.496

6.122.853

PTOTEAOE0021

PGB 4.95 10/25/23

5.010.000

105,14%

5.267.381

4.216.115

PTOTEKOE0003

PGB 5 06/15/12

1.140.000

105,17%

1.198.985

1.151.240

PTOTEJOE0006

PGB 5.15 06/15/11

10.380.000

104,42%

10.839.274

10.438.855

PTOTEGOE0009

PGB 5.45 09/23/13

48.532.503

100,00%

sub-total

48.533.051

49.373.086

162.794.503

161.890.664

148.115.590

0

0

0

2.1.2.2 - De outros emissores públicos sub-total 2.1.2.3 - De outros emissores PTCGF11E0000

CXGD 3 7/8 12/06/16

450.000

96,80%

435.584

384.374

XS0126990778

ELEPOR 5 7/8 03/28/11

5.000.000

101,20%

5.060.230

5.033.190

sub-total

0

5.450.000

5.495.814

5.417.564

sub-total

2.183.243

168.244.503

175.031.416

159.538.079

2.2 - Estrangeiros 2.2.1 - Instrumentos de capital e unidades de participação 2.2.1.1 - Acções ES0111845014

ABERTIS INFRAESTRUCTURAS SA

2.893

9,47

27.385

13,46

38.925

FR0000120404

ACCOR SA

1.015

29,17

29.606

33,05

33.546

BE0003764785

ACKERMANS & VAN HAAREN

18.188

70,67

1.285.422

62,10

1.129.475

FR0010340141

ADP

1.186

45,77

54.286

59,00

69.974

BE0003801181

AGEAS

11.030

23,17

255.575

1,71

18.861

FR0000120073

AIR LIQUIDE

1.525

80,27

122.407

94,64

144.326

ES0113900J37

BANCO SANTANDER SA

99.814

11,67

1.165.122

7,93

791.325

IE0030606259

BANK OF IRELAND

4.800

9,67

46.425

0,38

1.834

DE000BASF111

BASF AG

27.270

27,91

761.014

59,32

1.617.656

BE0974258874

BEKAERT NV - NEW SHS

22.749

34,31

780.540

85,90

1.954.139

BE0003810273

BELGACOM SA

33.605

24,94

838.033

25,13

844.326

FR0010096479

BIOMERIEUX

8.302

55,00

456.645

73,82

612.854

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

235

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código FR0000120503

Quantidade

Designação BOUYGUES

9.300

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

64,27

597.716

Valor de balanço Unitário 32,25

Total 299.925

FR0000130403

CHRISTIAN DIOR

14.460

60,85

879.917

106,45

1.539.267

FR0000125007

COMPAGNIE DE SAINT-GOBAIN

27.160

47,13

1.280.009

38,49

1.045.388

NL0000288967

CORIO NV

3.300

28,84

95.185

47,87

157.955

FR0000045072

CREDIT AGRICOLE SA

38.953

18,79

731.748

9,50

370.209

FR0000130650

DASSAULT SYSTEMES, S.A.

16.209

37,06

600.662

56,42

914.512

FR0000053381

DERICHEBOURG

30.800

3,00

92.539

5,21

160.499

BE0003796134

DEXIA SA

19.244

19,20

369.490

2,60

50.034

DE000ENAG999

E. ON AG (split)

3.600

15,05

54.171

22,82

82.170

FR0010908533

EDENRED

1.015

9,61

9.750

17,70

17.960

ES0127797019

EDP RENOVAVEIS SA

26.736

6,41

171.487

4,34

115.954

FR0010242511

ELECTRICITE DE FRANCE

10.260

70,66

724.963

30,70

314.931

IT0003132476

ENI SPA

12.600

23,87

300.731

16,28

205.128

FR0000121667

ESSILOR INTERNATIONAL

46.874

31,12

1.458.494

48,17

2.258.155

FR0010208488

GDF SUEZ

25.884

42,01

1.087.305

26,84

694.727

BE0005588596

GROUPE BRUXELLES LAMBERT S.A. STRIP

1.424

0,00

0

0,01

11

BE0003797140

GROUPE BRUXELLES LAMBERT SA

13.420

82,87

1.112.112

62,93

844.521

FR0000120644

GROUPE DANONE EUR1

21.665

46,82

1.014.312

47,02

1.018.688

FR0004035913

ILIAD SA

15.408

76,66

1.181.189

81,13

1.250.051

FR0000120859

IMERYS SA

15.800

69,90

1.104.427

49,88

788.183

NL0000303600

ING GROEP N.V.-CVA

30.300

14,72

445.982

7,28

220.584

IT0000072618

INTESA SANPAOLO

90.000

5,77

519.637

2,02

181.800

BE0003565737

KBC GROEP NV

850

103,84

88.260

25,50

21.675

FR0000120537

LAFARGE SA

1.270

46,29

58.784

46,85

59.500

DE0006483001

LINDE AG

1.200

84,50

101.400

113,95

136.740

FR0000120321

L'OREAL

14.905

71,36

1.063.631

83,07

1.238.158

FR0000121261

MICHELIN

27.991

50,12

1.402.816

53,70

1.503.117

FR0010096354

PAGESJAUNES

32.000

17,03

545.088

6,80

217.600

FR0000120693

PERNOD-RICARD SA

1.608

25,60

41.170

70,36

113.139

NL0000009538

PHILIPS ELECTRONICS NV

44.350

31,20

1.383.823

22,92

1.016.502

FR0000131906

RENAULT SA

3.500

117,99

412.968

43,43

152.005

BE0003741551

ROULARTA MEDIA GROUP NV

7.800

66,80

521.060

25,70

200.460

GB00B03MLX29

ROYAL DUTCH SHELL PLC-A SHS

14.590

25,60

373.539

24,73

360.811

LU0061462528

RTL GROUP

16.334

64,83

1.058.905

72,90

1.190.749

FR0000073272

SAFRAN SA

3.213

17,59

56.506

26,50

85.145

FR0000120578

SANOFI-AVENTIS

31.841

59,13

1.882.878

47,85

1.523.592

DE0007164600

SAP AG-COMMON

16.400

27,14

445.169

37,91

621.642

NL0000360618

SBM OFFSHORE NV

10.402

25,06

260.719

16,75

174.234

LU0088087324

SES-FDR

77.813

8,53

663.760

17,73

1.379.235

DE0007236101

SIEMENS AG

14.230

74,01

1.053.219

93,11

1.324.955

FR0000130809

SOCIETE GENERALE

7.193

98,29

707.017

40,22

289.302

FR0000121220

SODEXHO ALLIANCE SA

37.246

38,72

1.442.217

51,57

1.920.776

BE0003470755

SOLVAY SA

420

94,84

39.834

79,75

33.495

FR0010613471

SUEZ ENVIRONNEMENT S.A.

17.630

12,68

223.499

15,45

272.384

FR0000131708

TECHNIP SA

24.339

39,97

972.741

69,10

1.681.825

ES0178430E18

TELEFONICA SA

13.000

22,73

295.427

16,97

220.545

FR0000054900

TELEVISION FRANCAISE (T.F.1)

1.650

24,32

40.128

13,00

21.450

FR0000120271

TOTAL SA

34.900

47,17

1.646.204

39,65

1.383.785

BE0003884047

UMICORE

8.150

15,08

122.923

38,90

317.035

IT0000064854

UNICREDITO ITALIANO SPA

31.334

4,86

152.229

1,55

48.505

NL0000009355

UNILEVER NV-CVA

6.735

21,52

144.937

23,30

156.926

sub-total

1.209.683

36.855.137

37.453.178

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


236

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

2.2.1.2 - Títulos de participação sub-total 2.2.1.3 - Unidades de participação em fundos de investimento LU0072816332

AXA WORLD FUND-EURO BONDS-FC

53.065

38,68

2.052.574

46,51

FR0010443663

GARANTISS'IMMO II

31.132

100,64

3.133.068

105,27

3.277.271

DE0005933956

ISHARES EURO STOXX 50 DE

4.100

28,13

115.342

28,43

116.563

LU0073680620

AXA WORLD-EURO VL EQUIT-FC

57.181

53,35

3.050.694

39,67

sub-total

145.478

8.351.678

2.468.072

2.268.358 8.130.265

2.2.2 - Títulos de dívida 2.2.2.1 - De dívida pública BE0000316258

BGB 3 1/2 03/28/15

360.000

106,61%

383.778

366.664

BE0000307166

BGB 3 1/4 09/28/16

75.000

99,34%

74.503

74.311

BE0000306150

BGB 3 3/4 09/28/15

6.515.000

105,54%

6.876.117

6.676.767

BE0000318270

BGB 3 3/4 09/28/20

150.000

104,84%

157.259

147.362

BE0000310194

BGB 4 03/28/13

2.500.000

106,90%

2.672.500

2.596.900

BE0000309188

BGB 4 03/28/17

800.000

107,04%

856.312

821.072

BE0000315243

BGB 4 03/28/19

550.000

107,30%

590.161

557.634

BE0000308172

BGB 4 03/28/22

1.287.000

98,56%

1.268.413

1.279.806

BE0000301102

BGB 4 1/4 09/28/13

1.900.000

107,60%

2.044.455

1.991.656

BE0000303124

BGB 4 1/4 09/28/14

6.170.000

109,56%

6.759.835

6.481.585

BE0000312216

BGB 4% 28.03.2018

370.000

107,36%

397.214

377.874

BE0000304130

BGB 5 03/28/35

6.760.000

109,59%

7.408.519

7.427.280

BE0000291972

BGB 5 1/2 03/28/28

1.300.000

113,52%

1.475.726

1.489.670

BE0000300096

BGB 5 1/2 09/28/17

840.000

110,77%

930.478

933.912

BE0000282880

BGB 8 03/28/15

350.000

131,27%

459.456

418.551

IT0004505076

BTPS 3 1/2 06/01/14

9.100.000

102,98%

9.370.761

9.121.021

IT0004656275

BTPS 3 11/01/15

1.300.000

97,54%

1.267.977

1.251.783

IT0003844534

BTPS 3 3/4 08/01/15

870.000

104,27%

907.149

871.679

IT0004019581

BTPS 3 3/4 08/01/16

100.000

97,10%

97.101

99.142

IT0004164775

BTPS 4 02/01/17

5.440.000

104,72%

5.696.537

5.414.704

IT0003934657

BTPS 4 02/01/37

1.896.000

88,83%

1.684.276

1.564.636

IT0004273493

BTPS 4 1/2 02/01/18

3.500.000

105,00%

3.674.930

3.537.100

IT0003644769

BTPS 4 1/2 02/01/20

1.550.000

105,39%

1.633.570

1.537.616

IT0004361041

BTPS 4 1/2 08/01/18

1.200.000

103,87%

1.246.484

1.206.624

IT0003719918

BTPS 4 1/4 02/01/15

4.703.000

107,06%

5.034.892

4.814.038

IT0003493258

BTPS 4 1/4 02/01/19

1.060.000

95,01%

1.007.106

1.044.694

IT0003472336

BTPS 4 1/4 08/01/13

5.000.000

105,24%

5.261.750

5.138.500

IT0003357982

BTPS 4 3/4 02/01/13

100.000

104,95%

104.950

103.647

IT0003190912

BTPS 5 02/01/12

859.000

103,63%

890.200

882.030

IT0003080402

BTPS 5 1/4 08/01/11

300.000

109,72%

329.160

305.442

IT0003242747

BTPS 5 1/4 08/01/17

1.250.000

109,72%

1.371.465

1.324.550

IT0001278511

BTPS 5 1/4 11/01/29

500.000

108,44%

542.200

500.840

IT0003256820

BTPS 5 3/4 02/01/33

450.000

112,12%

504.540

471.839

IT0001444378

BTPS 6 05/01/31

3.675.000

108,24%

3.977.935

3.968.853

IT0001174611

BTPS 6 1/2 11/01/27

420.000

120,84%

507.528

479.606

IT0000366655

BTPS 9 11/01/23

150.000

156,55%

234.825

206.471

DE0001135390

DBR 3 1/4 01/04/20

1.625.000

100,79%

1.637.890

1.669.980

DE0001135085

DBR 4 3/4 07/04/28

1.082.000

99,05%

1.071.717

1.261.612

DE0001135226

DBR 4 3/4 07/04/34

290.000

96,33%

279.357

346.623

DE0001135366

DBR 4 3/4 07/04/40

1.000.000

111,35%

1.113.480

1.238.520

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

237

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código DE0001135176

Designação DBR 5 1/2 01/04/31

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

750.000

116,63%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 874.737

Valor de balanço Unitário

Total 959.520

DE0001134468

DBR 6 06/20/16

1.575.000

118,19%

1.861.540

1.885.811

DE0001135044

DBR 6 1/2 07/04/27

80.000

124,30%

99.438

110.558

DE0001134922

DBR 6 1/4 01/04/24

417.000

116,86%

487.301

549.789

FR0010163543

FRTR 3 1/2 04/25/15

3.240.000

107,35%

3.478.023

3.433.720

FR0010288357

FRTR 3 1/4 04/25/16

4.800.000

103,52%

4.968.784

5.007.216

FR0010216481

FRTR 3 10/25/15

200.000

105,55%

211.090

207.056

FR0010415331

FRTR 3 3/4 04/25/17

150.000

109,45%

164.168

159.362

FR0010604983

FRTR 4 04/25/18

300.000

109,78%

329.331

321.174

FR0010773192

FRTR 4 1/2 04/25/41

1.000.000

104,55%

1.045.500

1.109.060

FR0000189151

FRTR 4 1/4 04/25/19

1.095.000

97,93%

1.072.307

1.184.199

FR0010670737

FRTR 4 1/4 10/25/18

1.320.000

112,64%

1.486.818

1.432.424

FR0010112052

FRTR 4 10/25/14

19.300.000

109,93%

21.216.909

20.852.299

FR0010371401

FRTR 4 10/25/38

350.000

88,44%

309.526

358.208

FR0010070060

FRTR 4 3/4 04/25/35

1.470.000

97,92%

1.439.386

1.670.655

FR0000571218

FRTR 5 1/2 04/25/29

650.000

108,10%

702.678

793.072

FR0000187874

FRTR 5 10/25/11

400.000

109,05%

436.200

413.844

FR0000187361

FRTR 5 10/25/16

650.000

107,82%

700.820

736.645

FR0000187635

FRTR 5 3/4 10/25/32

8.363.000

121,33%

10.146.925

10.698.786

FR0000571150

FRTR 6 10/25/25

375.000

113,40%

425.250

475.564

FR0000571085

FRTR 8 1/2 04/25/23

707.000

140,88%

996.040

1.061.249

GR0138002689

GGB 4.6 09/20/40

300.000

93,18%

279.549

160.848

GR0133002155

GGB 5.9 10/22/22

1.700.000

113,98%

1.937.660

1.106.054

GR0128002590

GGB 6 1/2 01/11/14

775.000

116,84%

905.490

634.485

IE0034074488

IRISH 4 1/2 04/18/20

10.510.000

108,58%

11.411.912

7.656.430

IE00B28HXX02

IRISH 4 1/2 10/18/18

3.666.500

97,75%

3.583.943

2.842.417

IE0006857530

IRISH 4.6 04/18/16

1.600.000

102,40%

1.638.400

1.364.160

IT0003621445

ITALY 4 1/2 07/31/14

500.000

103,50%

517.500

514.500

NL0000102242

NETHER 3 1/4 07/15/15

1.725.000

95,16%

1.641.426

1.823.567

NL0000102275

NETHER 3 3/4 01/15/23

2.500.000

94,17%

2.354.260

2.601.200

NL0000102325

NETHER 3 3/4 07/15/14

660.000

95,36%

629.368

711.440

NL0000102234

NETHER 4 01/15/37

825.000

95,76%

790.011

889.598

NL0000102689

NETHER 4 1/4 07/15/13

210.000

106,25%

223.115

226.693

NL0000102317

NETHER 5 1/2 01/15/28

750.000

115,16%

863.713

937.875

AT0000386198

RAGB 3 1/2 07/15/15

1.650.000

100,78%

1.662.788

1.739.777

AT0000A001X2

RAGB 3 1/2 09/15/21

150.000

97,69%

146.528

149.894

AT0000386115

RAGB 3.9 07/15/20

11.465.000

103,58%

11.875.559

11.944.237

AT0000A011T9

RAGB 4 09/15/16

2.300.000

102,17%

2.349.933

2.468.452

AT0000A04967

RAGB 4.15 03/15/37

350.000

90,77%

317.702

366.114

AT0000385745

RAGB 4.65 01/15/18

5.120.000

104,68%

5.359.850

5.657.395

AT0000383864

RAGB 6 1/4 07/15/27

1.700.000

127,79%

2.172.380

2.217.191

FI0001005704

RFGB 4 1/4 07/04/15

700.000

98,16%

687.120

769.279

ES00000122R7

SPGB 2 1/2 10/31/13

200.000

96,80%

193.598

192.502

ES00000121I8

SPGB 2 3/4 04/30/12

2.000.000

99,86%

1.997.240

1.987.460

ES00000122F2

SPGB 3 04/30/15

13.950.000

95,02%

13.255.110

13.186.098

ES00000122X5

SPGB 3 1/4 04/30/16

3.230.000

92,85%

2.999.121

3.005.870

ES00000120G4

SPGB 3.15 01/31/16

4.750.000

96,22%

4.570.597

4.441.963

ES00000121P3

SPGB 3.3 10/31/14

3.150.000

100,73%

3.172.842

3.058.902

ES00000120J8

SPGB 3.80% 01/31/2017

1.950.000

93,87%

1.830.378

1.838.226

ES0000012098

SPGB 4 3/4 07/30/14

15.500.000

103,60%

16.058.684

15.860.840

ES0000012866

SPGB 4.2 07/30/13

2.950.000

106,52%

3.142.276

2.981.182

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


238

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código ES0000012916

Quantidade

Designação SPGB 4.4 01/31/15

Montante do valor nominal

% do valor nominal

17.980.000

103,02%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 18.522.676

Valor de balanço Unitário

Total 18.072.777

ES00000120N0

SPGB 4.9 07/30/40

300.000

102,03%

306.096

258.279

ES0000012783

SPGB 5 1/2 07/30/17

180.000

108,22%

194.796

185.024

ES0000012411

SPGB 5 3/4 07/30/32

8.922.000

121,11%

10.805.428

8.714.385

ES0000012452

SPGB 5.35 10/31/11

8.665.000

103,46%

8.965.122

8.823.829

ES0000011868

SPGB 6 01/31/29

2.405.000

118,16%

2.841.639

2.428.713

ES0000011660

SPGB 6.15 01/31/13

2.700.000

106,39%

2.872.504

2.833.650

277.331.584

268.074.104

sub-total

262.527.500

2.2.2.2 - De outros emissores públicos FR0000488389

AGFRNC 5 1/8 04/25/12

300.000

106,27%

318.810

314.586

XS0252901607

BRADBI 4 1/4 05/04/16

2.500.000

95,55%

2.388.750

2.503.273

XS0184468550

BYLAN 4 3/8 01/22/14

1.000.000

102,77%

1.027.700

1.064.424

FR0010347989

CADES 4 3/8 10/25/21

1.800.000

102,44%

1.843.920

1.922.166

IT0004103492

CDEP 3 3/4 01/31/12

1.600.000

99,90%

1.598.393

1.623.968

FR0000473217

CNA 4 1/2 03/28/18

3.577.000

97,33%

3.481.472

3.881.188

XS0093667334

EIB 5 5/8 02/15/28

7.192.000

102,86%

7.397.393

8.624.503

XS0069971710

EIB 8 10/11/16

1.246.996

100,00%

1.246.995

1.570.270

FR0010586081

FRPTT 4 1/2 02/27/18

300.000

107,64%

322.905

318.778

FR0010394437

FRPTT 4 1/4 11/08/21

858.000

99,24%

851.471

874.359

FR0010394429

FRPTT 4 11/08/13

349.000

99,56%

347.475

366.630

FR0010096941

FRPTT 4 3/4 07/08/19

900.000

99,78%

897.998

967.379

XS0129547948

LBSACH 6.195 05/21/31

1.750.000

114,54%

2.004.400

1.882.545

XS0131273012

Q 5 5/8 06/21/11

75.000

108,70%

81.527

76.594

XS0045751996

SNCF 6 3/4 09/16/13

76.225

118,30%

sub-total

23.524.221

90.174

85.868

23.899.381

26.076.530

2.2.2.3 - De outros emissores XS0254035768

AAB 4 1/4 05/11/16

130.000

99,05%

128.768

129.535

XS0179253934

AAB 4 5/8 10/28/13

2.500.000

100,09%

2.502.240

2.638.773

XS0358158052

AALLN 5 7/8 04/17/2015

2.910.000

99,30%

2.889.543

3.233.877

XS0220989692

ABBEY 3 3/8 06/08/15

2.000.000

95,18%

1.903.640

1.991.922

XS0250729109

ABBEY 4 1/4 04/12/21

150.000

98,44%

147.657

144.885

XS0094515953

ABBEY 4 5/8 02/11/11

5.000.000

97,31%

4.865.553

5.000.560

XS0314447722

ABBEY NAT TREASURY 30/11/2012 (PRIV SEL30)

3.800.000

99,47%

3.779.805

3.301.120

ES0211845179

ABESM 4 3/4 02/11/14

500.000

106,90%

534.500

501.182

ES0211845237

ABESM 4 5/8 10/14/16

1.250.000

104,78%

1.309.750

1.148.045

XS0356838523

ACAFP 4 7/8 04/08/11

1.500.000

104,80%

1.572.000

1.514.018

FR0000187353

ACAFP 5.2 02/02/11

200.000

104,01%

208.020

200.222

XS0343877451

ACAFP 5.971% 02/01/2018

5.850.000

102,56%

5.999.675

6.274.646

FR0000485831

ADPFP 5 1/4 03/15/11

872.000

110,47%

963.298

878.645

FR0000488611

ADPFP 5 1/4 03/25/12

1.250.000

109,16%

1.364.500

1.303.610

FR0010096123

AIFP 4 3/4 06/25/14

9.100.000

101,31%

9.218.810

9.888.679

FR0010535583

AIFP 5 03/22/13

400.000

99,95%

399.808

427.625

XS0194778782

AIG 4 5/8 06/22/11

4.340.000

100,34%

4.354.970

4.198.950

XS0275880267

ALVGR 4 11/23/16

750.000

93,00%

697.500

773.597

XS0493543986

ANZ 3 3/4 03/10/17

150.000

99,63%

149.445

151.602

XS0300682621

ANZ 4 3/8 05/24/12

3.000.000

103,80%

3.114.000

3.111.414

XS0363415489

ANZ 5 1/4 05/20/2013

3.768.000

99,85%

3.762.348

4.038.365

XS0213159824

APD 3 7/8 03/10/15

500.000

98,37%

491.850

518.813

XS0302740328

ATCOA 4 3/4 06/05/14

1.400.000

99,32%

1.390.480

1.508.865

XS0427290357

ATLIM 5 5/8 05/06/16

300.000

111,58%

334.740

322.228

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

239

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código FR0010746016

Designação AUCHAN 4 3/4 04/15/15

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

3.000.000

105,26%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 3.157.800

Valor de balanço Unitário

Total 3.249.750

FR0010611418

AUCHAN 5% 04/29/13 STEP UP

5.000.000

99,72%

4.986.000

5.350.370

XS0193947271

AUTSTR 5 06/09/14

2.000.000

105,36%

2.107.220

2.100.822

ES0312368006

AYTCED 4 03/13/13

700.000

99,10%

693.700

684.296

ES0312360003

AYTCED 4 04/07/14

300.000

97,07%

291.210

286.729

ES0370148019

AYTCED 4 3/4 12/04/18

300.000

100,92%

302.760

263.278

XS0321640301

AZN 5 1/8 01/15/15

75.000

100,40%

75.300

82.610

XS0255015603

BAC ZERO COUPON ASSET SWAP

5.300.000

93,68%

4.964.894

6.199.407

XS0124750471

BACA 5 3/4 02/22/13

4.120.000

99,30%

4.091.072

4.335.435

XS0495946310

BACR 3 1/2 03/18/15

250.000

100,96%

252.400

251.659

XS0479945353

BACR 4 01/20/17

150.000

101,54%

152.309

149.273

XS0125133644

BACR 5 3/4 03/08/11

500.000

103,28%

516.400

502.081

ES0413440068

BANEST 3 1/2 01/27/15

2.000.000

101,14%

2.022.800

1.908.702

DE000A0EUB86

BASGR 3 3/8 05/30/12

300.000

99,94%

299.820

308.465

XS0439773002

BASGR 4 1/4 10/14/16

5.000.000

100,30%

5.015.000

5.309.590

XS0170386998

BASGR 4 7/8 06/20/18

150.000

109,48%

164.220

164.524

DE000A0JRFB0

BASGR 4.50% 06/29/2016

250.000

108,09%

270.225

270.033

XS0247308595

BATSLN 4 3/8 09/15/14

500.000

104,42%

522.100

528.588

XS0307791698

BATSLN 5 3/8 06/29/17

150.000

112,22%

168.327

164.870

XS0352065584

BATSLN 5 7/8 03/12/15

2.450.000

109,26%

2.676.750

2.729.976

ES0413211121

BBVASM 3 1/2 01/24/21

1.700.000

91,45%

1.554.616

1.430.876

XS0503253345

BBVASM 3 1/4 04/23/15

250.000

98,60%

246.500

234.378

XS0250172003

BBVASM 4 04/22/13

100.000

99,97%

99.970

99.853

ES0413211055

BBVASM 4 1/4 07/15/14

500.000

98,83%

494.160

500.547

FR0000487498

BCPE 4 3/4 11/21/11 EMTN

1.500.000

99,49%

1.492.410

1.534.965

XS0127011798

BCPN 6 1/4 03/29/11

1.500.000

99,95%

1.499.175

1.438.215

XS0296494569

BEAR STEARNS GLOBAL ASSET 0% 21/09/2015(NATURINVEST)

11.025.000

99,24%

10.940.686

10.223.955

XS0129239454

BESPL 6 1/4 05/17/11

6.500.000

99,88%

6.492.357

6.413.830

XS0297541285

BFCM 4 5/8 04/27/17

890.000

101,41%

902.543

927.270

FR0010015982

BFCM 5 09/30/15

500.000

109,87%

549.350

518.361

XS0252824858

BHP 4 1/8 05/05/11

1.500.000

103,49%

1.552.275

1.514.442

XS0288320798

BHP 4 3/8 02/26/14

75.000

96,68%

72.510

79.785

XS0421249235

BHP 6 3/8 04/04/16

1.000.000

118,20%

1.182.000

1.162.273

XS0478931354

BMW 3 7/8 01/18/17

300.000

100,43%

301.293

308.772

XS0261718653

BMW 4 1/8 01/24/12

1.600.000

100,98%

1.615.650

1.642.354

XS0275937471

BMY 4 3/8 11/15/16

250.000

107,12%

267.805

266.171

XS0189326951

BNG 4 07/15/14

500.000

97,37%

486.850

531.410

XS0159590610

BNP 5 1/4 12/17/12

1.050.000

105,78%

1.110.675

1.102.081

XS0320303943

BNP 5.431 09/07/17

2.000.000

101,25%

2.025.000

2.164.284

FR0010398347

BNPPCB 3 3/4 12/13/11

300.000

101,14%

303.411

306.919

FR0010029769

BOUY 4 5/8 02/25/11

2.000.000

102,44%

2.048.884

2.009.620

FR0010633974

BOUY 6 1/8 7/3/2015

1.700.000

99,44%

1.690.497

1.915.402

FR0010398339

BPCE 3,875 EMTN 09/12/12

150.000

99,60%

149.406

153.532

BE0932179097

BRTT 4 1/8 11/23/11

100.000

97,16%

97.159

102.371

BE0932180103

BRTT 4 3/8 11/23/16

1.750.000

97,27%

1.702.225

1.852.725

FR0010612713

BSNSA 5 1/2 05/06/2015

1.250.000

99,81%

1.247.588

1.405.903

US22541LAC72

C SUISSE 02/12 TF 6,5%

7.500.000

130,45%

9.783.728

7.929.975

FR0010257873

CAFP 3 5/8 05/06/13

1.500.000

99,43%

1.491.450

1.554.024

XS0167864544

CAFP 4 3/8 06/15/11

75.000

98,52%

73.886

75.995

FR0010526848

CAFP 5 1/8 10/10/14

100.000

109,67%

109.667

108.919

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


240

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código XS0369258412

Designação CAFP 5 3/8 06/12/2015

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

1.700.000

99,62%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 1.693.523

Valor de balanço Unitário

Total 1.870.677

ES0414970238

CAIXAB 3 3/8 06/30/14

5.300.000

95,06%

5.038.110

5.109.030

ES0414970162

CAIXAB 4 1/2 11/21/12

2.100.000

102,06%

2.143.330

2.131.141

ES0414970188

CAIXAB 4 1/4 10/31/13

200.000

98,64%

197.284

200.357

ES0414950651

CAJAMM 4 1/4 05/25/18

950.000

98,03%

931.285

839.628

ES0314950348

CAJAMM 5 1/8 04/11/11

300.000

99,65%

298.950

300.815

ES0414950560

CAJAMM 5 3/4 06/29/16

2.000.000

112,18%

2.243.600

1.991.188

XS0173790469

CAMFER 4 1/2 07/29/13

1.000.000

95,92%

959.210

988.220

XS0201947826

CARGIL 4 1/2 09/29/14

75.000

96,22%

72.165

79.934

XS0252760607

CARGIL 4 3/8 04/29/13

2.500.000

94,98%

2.374.525

2.622.065

XS0302816672

CARGIL 4 7/8 05/29/17

100.000

99,07%

99.073

107.596

XS0465601754

CBA 4 1/4 11/10/16

250.000

105,11%

262.785

261.163

FR0000494700

CCCI 4 1/2 04/25/11

500.000

102,29%

511.450

503.978

FR0000488793

CCCI 5 7/8 04/25/12

3.410.000

110,70%

3.774.976

3.560.698

FR0000188948

CDEE 4 1/2 02/14/15

1.250.000

104,17%

1.302.150

1.218.275

FR0000189227

CDEE 4.1 07/04/15

300.000

102,33%

306.990

295.752

XS0271020850

CEZCO 4 1/8 10/17/13

100.000

95,00%

94.997

104.790

XS0430082932

CEZCO 5 3/4 05/26/15

1.900.000

109,85%

2.087.150

2.111.033

XS0376701206

CEZCO 6.00% 07/18/2014

3.885.000

99,40%

3.861.573

4.306.693

FR0010157297

CFF 3 3/4 01/24/17

260.000

94,09%

244.644

265.735

FR0010582312

CFF 3 7/8 02/11/11

2.650.000

103,22%

2.735.198

2.657.611

FR0010526988

CFF 4 1/2 01/09/13

3.000.000

103,84%

3.115.200

3.156.690

FR0000474652

CFF 4 1/2 05/16/18

750.000

99,03%

742.700

791.364

FR0000487225

CFF 5 3/4 10/04/21

250.000

115,29%

288.215

286.962

FR0010064352

CFNG 4 1/4 03/26/14

250.000

98,94%

247.350

260.393

FR0000481582

CHRBNG 5 7/8 04/25/11

200.000

110,47%

220.940

203.016

FR0000470387

CIFEUR 4 5/8 10/11/12

1.500.000

107,12%

1.606.800

1.578.129

FR0000488017

CNA 5 1/4 01/30/17

2.300.000

105,36%

2.423.280

2.597.390

FR0000582660

CNA 5.85 03/24/13

1.500.000

102,36%

1.535.400

1.635.375

FR0010773697

COFP 5 1/2 01/30/15

250.000

109,18%

272.950

271.055

ES0224261000

CORES 4 07/15/13

3.000.000

99,46%

2.983.750

3.048.630

XS0165499756

CORSAIR (JERSEY) LIMITED 14/04/2011

2.700.000

132,10%

3.566.668

2.734.830

FR0010261495

CRH 3 1/2 04/25/17

6.744.000

93,85%

6.329.345

6.845.086

FR0010591578

CRH 4 1/2 10/25/17

550.000

103,79%

570.856

588.880

FR0010018275

CRH 4 1/4 10/25/14

500.000

98,04%

490.175

532.504

FR0000186249

CRH 4.2 04/25/11

2.300.000

103,25%

2.374.750

2.321.266

XS0480903466

CS 3 7/8 01/25/17

350.000

100,83%

352.900

351.262

DE000A0T06M2

DAIGR 5 7/8 09/08/2011

3.300.000

99,91%

3.296.865

3.392.077

DE000A0T06N0

DAIGR 6 1/8 09/08/15

250.000

112,91%

282.270

283.864

XS0431725901

DANBNK 4 3/4 06/04/14

700.000

107,77%

754.390

740.382

XS0372093921

DANBNK 5 7/8 06/23/11

3.000.000

105,10%

3.153.000

3.065.235

XS0205790214

DBB 4 1/4 11/23/16

2.000.000

100,42%

2.008.416

2.157.576

XS0164831843

DBB 4 3/4 03/14/18

1.000.000

97,94%

979.400

1.112.592

DE0007787780

DBB 5 1/8 11/28/13

240.000

103,39%

248.136

261.773

XS0353963225

DBOERS 5 04/22/13

500.000

99,62%

498.120

530.734

XS0371944926

DE 6% 06/23/11

6.900.000

102,11%

7.045.864

7.044.044

DE0002738408

DEKA 5 3/8 01/31/14

900.000

108,38%

975.420

949.020

XS0210318795

DEUTSCHE TELEKOM INTERNAT 19/01/2015 CPZ

9.405.000

104,53%

9.830.628

11.115.770

FR0000488132

DEXMA 5 1/4 02/06/17

750.000

107,17%

803.775

821.887

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

241

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código XS0356009810

Designação DIAG 5 1/2 7/1/2013

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

2.162.000

99,62%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 2.153.784

Valor de balanço Unitário

Total 2.336.054

XS0403180119

DIAG 6 5/8 12/05/14

800.000

116,59%

932.750

914.056

XS0430768332

DNBNOR 4 1/2 05/29/14

150.000

98,70%

148.050

159.449

XS0371409292

DNBNOR 5 7/8 06/20/2013

4.106.000

99,60%

4.089.535

4.468.445

DE0009279042

DPW 5 1/8 10/04/12

521.000

102,38%

533.400

550.034

XS0235117891

DSM 4 11/10/15

250.000

104,43%

261.075

261.734

XS0326230181

DSM 5 1/4 10/17/17

2.600.000

100,95%

2.624.780

2.860.328

XS0417825444

DSM 5 3/4 03/17/14

1.550.000

112,16%

1.738.480

1.705.694

XS0210318795

DT 4 01/19/15

30.000

100,60%

30.180

31.212

XS0272605519

DT 4 1/2 10/25/13

1.600.000

97,73%

1.563.680

1.695.056

DE000A0GTCB9

DT 4 3/4 05/31/16

160.000

99,72%

159.552

171.549

DE000A0TWHZ4

DT 5 3/4 01/10/2014

3.000.000

99,49%

2.984.700

3.287.028

XS0342783692

EDF 5 02/05/18

500.000

111,23%

556.150

544.137

FR0000487258

EDF 5 1/2 10/25/16

4.800.000

108,12%

5.189.627

5.386.853

XS0466300257

EEEKGA 4 1/4 11/16/16

150.000

102,60%

153.900

155.990

XS0176532371

EIRLES TWO LTD 15/10/2011

8.500.000

134,81%

11.459.088

12.283.350

BE0119549450

ELIAS 4 3/4 05/13/2014

475.000

108,23%

514.100

506.388

BE0119550466

ELIASO 5 1/4 05/13/19

650.000

109,72%

713.180

716.685

BE6000105732

ELIASO 5 5/8 04/22/16

250.000

113,01%

282.525

277.788

XS0192503000

ENEL 4 1/8 05/20/11

100.000

98,30%

98.301

101.014

XS0306644344

ENEL 5 1/4 06/20/17

1.200.000

110,14%

1.321.680

1.284.808

ES0230960009

ENGSM 4 3/8 07/06/15

500.000

104,24%

521.200

521.592

XS0331141332

ENIIM 4 3/4 11/14/17

250.000

108,55%

271.375

265.551

XS0167456267

ENIIM 4 5/8 04/30/13

1.900.000

106,55%

2.024.502

2.010.842

XS0411044653

ENIIM 5 01/28/16

900.000

107,90%

971.055

972.124

XS0400780887

ENIIM 5 7/8 01/20/14

1.500.000

110,80%

1.662.000

1.646.301

XS0322976415

EOAGR 5 1/8 10/2/2012

100.000

100,95%

100.945

105.807

XS0140090514

EVN 5 1/4 12/14/11

2.000.000

99,28%

1.985.580

2.061.420

XS0292924775

EXHO 4 1/2 03/28/14

282.000

103,24%

291.137

299.075

XS0408827409

EXHO 6 1/4 01/30/15

1.550.000

115,06%

1.783.478

1.743.519

XS0196047723

FBNETH 4 5/8 07/09/14

500.000

100,12%

500.600

523.916

XS0357836955

FORTIS 5 1/2 04/15/11

2.000.000

100,15%

2.003.000

2.008.626

FR0000471948

FRTEL 7 1/4 01/28/13

75.000

110,18%

82.638

82.882

XS0258428712

FRTUM 4 1/2 06/20/16

250.000

107,41%

268.525

268.162

FR0000472326

GAZDF 4 3/4 02/19/13

250.000

106,50%

266.250

265.412

XS0272770396

GE 4 1/8 10/27/16

1.526.000

100,10%

1.527.508

1.566.981

XS0441800579

GE 4 3/4 07/30/14

5.000.000

99,91%

4.995.650

5.290.885

XS0363471805

GE 5 1/4 05/18/2015

3.671.000

99,75%

3.661.933

3.970.025

US38141GBU76

GOLDMAN SACHS 6,6% ZC

13.800.497

127,20%

17.553.708

14.615.416

XS0222473448

GPPS 2 3/4 01/18/11

400.000

99,84%

399.348

400.278

XS0256171777

GPPS 4 3/8 01/18/22

300.000

100,06%

300.180

313.319

XS0361975443

GS 6 3/8 05/02/18

4.000.000

99,93%

3.997.200

4.304.820

XS0438140526

GSK 3 7/8 07/06/15

1.250.000

101,83%

1.272.875

1.307.540

FR0010709279

GSZFP 5 5/8 01/18/16

1.900.000

109,60%

2.082.400

2.135.480

FR0010678151

GSZFP 6 1/4 01/24/14

237.000

109,85%

260.345

264.744

XS0212074388

HBOS 3 7/8 02/07/20

350.000

95,15%

333.025

333.447

XS0260981658

HBOS 4 1/2 07/13/21

1.900.000

102,57%

1.948.880

1.881.528

XS0165449736

HBOS 4 7/8 03/20/15

2.590.000

101,99%

2.641.556

2.458.278

XS0193640629

HBOS 4 7/8 06/04/19

2.000.000

110,22%

2.204.400

2.073.478

XS0156924051

HBOS 5 1/2 10/29/12

3.000.000

99,81%

2.994.360

3.007.767

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


242

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código XS0233988004

Designação HSBC 3 3/4 11/04/15

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

4.850.000

90,26%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 4.377.695

Valor de balanço Unitário

Total 4.896.424

XS0273910793

HSBC 3 7/8 11/09/11

760.000

99,85%

758.845

776.049

XS0257496694

HSBC 4 1/2 06/14/16

2.400.000

92,21%

2.213.040

2.490.631

XS0172201955

HUTCH WHAM FIN 5,875% 05/13

7.000.000

119,53%

8.367.291

7.516.670

XS0362224841

IBESM 5 5/8 05/09/18

1.050.000

99,44%

1.044.120

1.106.371

XS0400006234

IBESM 7 1/2 11/25/15

650.000

117,31%

762.488

744.491

XS0274906469

IBM 4 11/11/11

100.000

96,99%

96.986

102.240

XS0236951207

IMTLN 4 12/11/15

100.000

99,33%

99.330

103.024

NL0000113140

INTNED 5 1/4 01/04/13

500.000

107,75%

538.750

518.509

NL0000118594

INTNED 6 1/8 01/04/11

950.000

113,66%

1.079.795

950.145

XS0246593304

INVSA 4 03/14/16

6.000.000

92,16%

5.529.800

6.236.334

XS0245125256

ISPIM 3 1/2 02/24/11

1.000.000

98,20%

982.000

1.003.111

XS0215743252

ISPIM 3 7/8 04/01/15

1.000.000

103,49%

1.034.930

1.006.613

XS0359384947

ISPIM 5 04/28/11

1.000.000

104,67%

1.046.700

1.010.743

XS0405713883

ISPIM 5 3/8 12/19/13

1.600.000

108,10%

1.729.600

1.695.765

XS0161101679

ITALIE TELECOM OLIVETTI 6,875% 05/13

5.500.000

119,59%

6.577.431

5.916.680

XS0193805214

JAPTOB 4 5/8 06/10/11

3.400.000

104,20%

3.542.820

3.446.968

XS0329522246

JNJ 4 3/4 11/05/2019

1.550.000

105,78%

1.639.663

1.723.000

XS0362269945

JPM 5 1/4 05/08/2013

19.000.000

99,42%

18.889.316

20.133.901

XS0275164084

KPN 4 3/4 01/17/17

6.250.000

102,89%

6.430.635

6.610.475

XS0411850075

KPN 7 1/2 02/04/19

850.000

123,40%

1.048.900

1.035.176

XS0194605506

LBBER 4 5/8 06/18/14

223.000

103,33%

230.426

240.314

XS0403540189

LINGR 6 3/4 12/08/15

250.000

118,62%

296.560

294.662

XS0095501606

LLOYDS 4 3/4 03/18/11

2.000.000

96,60%

1.932.000

1.999.936

XS0433152690

MCD 4 1/4 06/10/16

250.000

106,31%

265.770

265.550

XS0353791345

MCD 5 03/26/15

4.500.000

97,83%

4.402.350

4.943.957

XS0177573937

MER 4 5/8 10/02/13

1.250.000

103,35%

1.291.852

1.269.138

XS0273235613

MER 4.2 10/31/11

220.000

99,93%

219.844

223.349

XS0310997068

MMM 5 07/14/14

75.000

100,13%

75.095

81.934

FR0010094714

MOET 4 5/8 07/01/11

3.000.000

99,02%

2.970.450

3.048.402

XS0497185511

MRKGR 3 3/8 03/24/15

3.570.000

103,08%

3.679.919

3.634.942

XS0235620142

MS 4 11/17/15

7.500.000

90,36%

6.776.625

7.415.288

XS0431928760

MTNA 8 1/4 06/03/13

100.000

117,17%

117.175

111.799

XS0440279338

NAB 4 3/4 07/15/16

50.000

99,84%

49.919

53.372

XS0365320174

NAB 5 1/2 05/20/2015

7.050.000

102,07%

7.195.785

7.760.548

XS0489825223

NBHSS 3 3/4 02/24/17

300.000

101,87%

305.624

303.183

XS0428007081

NBHSS 4 1/2 05/12/14

1.000.000

101,00%

1.010.000

1.061.661

XS0257884436

NEDG 4 1/2 06/20/21

1.966.000

99,54%

1.956.956

2.082.869

XS0363740985

NGGLN 5 1/8 05/14/13

3.000.000

99,14%

2.974.200

3.203.139

XS0432810116

NOVART 4 1/4 06/15/16

3.000.000

104,37%

3.131.100

3.199.296

XS0217395705

NRKLN 3 5/8 04/20/15

500.000

97,28%

486.375

490.411

XS0235418828

NRKLN 3 7/8 11/16/20

320.000

94,65%

302.877

282.941

XS0193590261

NTT 4 1/8 06/09/11

1.000.000

101,85%

1.018.500

1.011.370

XS0423530350

NUONNV 5 1/2 04/20/16

2.750.000

104,76%

2.880.988

3.076.257

XS0237259329

NWIDE 3 1/2 12/07/15

2.500.000

92,50%

2.312.500

2.515.328

XS0282588952

NYL 4 3/8 01/19/17

1.050.000

99,73%

1.047.162

1.089.061

XS0358820222

NYX 5 3/8 06/30/15

3.500.000

98,89%

3.461.000

3.796.842

XS0206152810

OBND 3 7/8 12/01/14

3.700.000

99,74%

3.690.374

3.895.704

XS0346402547

OTE 5 3/8 02/14/11

750.000

99,75%

748.125

749.949

XS0363742338

PCAR 5 1/8 05/19/11

5.000.000

98,94%

4.947.000

5.066.070

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

243

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Designação

Quantidade

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

FR0000487159

PEUGOT 5 7/8 09/27/11

2.200.000

100,93%

2.220.436

2.257.378

XS0432070752

PFE 4,75 06/03/16 CALL EXC.2009 TO 2016

1.250.000

103,42%

1.292.758

1.353.673

XS0300112108

PG 4 1/2 05/12/14

75.000

97,56%

73.170

80.481

XS0129477633

PHG 6 1/8 05/16/11

1.100.000

105,07%

1.155.770

1.118.855

XS0419179972

PM 4 1/4 03/23/12

500.000

102,76%

513.800

515.421

XS0419195408

PM 5 3/4 03/24/16

250.000

113,85%

284.625

283.091

XS0385770853

PM 5 5/8 09/06/11

3.000.000

106,46%

3.193.700

3.081.468

XS0385771158

PM 5 7/8 09/04/15

3.600.000

99,33%

3.575.880

4.076.320

ES0413790017

POPSM 4 10/18/16

800.000

99,10%

792.776

730.320

XS0215828913

PORTEL 4 3/8 03/24/17

300.000

91,50%

274.500

285.706

XS0150307980

POSIM 5 1/4 07/03/12

1.150.000

106,32%

1.222.726

1.184.896

XS0240383603

RABOBK 3 3/8 01/18/16

1.000.000

95,71%

957.050

1.015.673

XS0503734872

RABOBK 3 3/8 04/21/17

500.000

99,56%

497.795

497.428

XS0339454851

RABOBK 4 3/4 01/15/18

200.000

101,02%

202.040

212.775

XS0256967869

RABOBK 4 3/8 06/07/21

300.000

99,94%

299.820

303.427

XS0254720633

RBOSCH 4 3/8 05/19/16

1.750.000

101,22%

1.771.350

1.877.923

XS0433001137

RBOSCH 5 1/8 06/12/17

100.000

104,92%

104.920

111.178

XS0167127447

RBS 4 7/8 04/22/15

3.800.000

100,59%

3.822.420

3.640.347

XS0428146442

RDSALN 3 05/14/13

3.143.000

99,63%

3.131.355

3.224.476

XS0428147093

RDSALN 4 3/8 05/14/18

1.800.000

104,77%

1.885.785

1.918.098

XS0301945860

RDSALN 4 5/8 05/22/17

250.000

99,73%

249.313

271.208

XS0176347044

REDELE 4 3/4 09/18/13

2.567.000

100,47%

2.579.065

2.700.320

FR0010326942

RENAUL 4 3/8 05/24/2013

4.200.000

93,87%

3.942.372

4.319.952

XS0365122299

RENAUL 5 1/4 05/27/2011

6.450.000

99,65%

6.427.548

6.535.688

XS0415624393

ROSW 4 5/8 03/04/13

3.500.000

104,31%

3.650.750

3.702.311

XS0415624120

ROSW 5 5/8 03/04/16

1.547.000

99,93%

1.545.855

1.741.162

XS0196302425

RWE 4 5/8 07/23/14

5.975.000

101,77%

6.080.944

6.414.814

XS0147030554

RWE 6 1/8 10/26/12

1.256.000

110,09%

1.382.671

1.354.236

XS0378754906

RY 5 3/4 07/25/2011

4.462.000

99,73%

4.449.908

4.573.180

FR0000485443

SAGESS 5 1/4 04/27/11

1.275.000

106,85%

1.362.335

1.291.968

XS0414582246

SANDVK 6 7/8 02/25/14

2.242.000

99,86%

2.238.772

2.528.794

XS0428037666

SANFP 3 1/2 05/17/13

3.000.000

100,52%

3.015.450

3.102.888

XS0428037740

SANFP 4 1/2 05/18/16

130.000

109,82%

142.762

139.636

XS0456451771

SANFP 4 1/8 10/11/19

100.000

102,73%

102.730

102.922

ES0413900079

SANTAN 3 1/4 02/07/12

800.000

96,45%

771.600

802.797

ES0413900020

SANTAN 4 07/08/13

700.000

99,02%

693.140

704.171

FR0010745984

SEVFP 4 7/8 04/08/14

500.000

105,52%

527.600

537.306

FR0010210054

SFRSA 3 3/8 07/18/2012

5.000.000

93,42%

4.670.750

5.105.860

XS0294547285

SGOFP 4 3/4 04/11/17

300.000

88,80%

266.400

312.789

XS0387435117

SGOFP 7 1/4 09/16/13

1.255.000

99,94%

1.254.234

1.406.908

XS0490111563

SHBASS 3 3/4 02/24/17

400.000

101,97%

407.880

406.246

XS0385088140

SHBASS 5 3/8 09/02/11

2.757.000

104,86%

2.890.947

2.831.646

XS0413806596

SIEGR 5 1/8 02/20/17

482.000

99,26%

478.452

532.657

XS0131224155

SIEGR 5 3/4 07/04/11

2.450.000

99,47%

2.437.130

2.504.118

XS0369461644

SIEGR 5 5/8 06/11/2018

270.000

101,39%

273.748

309.914

FR0000470288

SNCF 4 3/4 10/25/12

150.000

108,68%

163.020

158.650

FR0010000448

SNCF 4 3/8 07/10/18

1.475.000

97,98%

1.445.204

1.592.192

XS0363514893

SNSGRP 6 5/8 05/14/18

1.500.000

99,72%

1.495.725

1.455.975

XS0354843533

SOCGEN 5 1/4 03/28/2013

3.500.000

100,07%

3.502.440

3.721.662

XS0142908770

SOCGEN 5 5/8 02/13/12

200.000

114,00%

228.000

206.092

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


244

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código XS0142908770

Quantidade

Designação SOCGEN 5 5/8 02/13/12

Montante do valor nominal

% do valor nominal

200.000

114,00%

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição 228.000

Valor de balanço Unitário

Total 206.092

XS0383634762

SOCGEN 6 1/8 08/20/18

4.000.000

99,28%

3.971.160

4.380.884

XS0100446268

SOLAR 7.9375 08/04/14

1.300.000

100,00%

1.300.000

1.106.163

XS0377253405

SSELN 6 1/8 07/29/13

3.600.000

99,83%

3.593.808

3.939.019

XS0292873683

STATK 4 5/8 09/22/17

400.000

107,79%

431.146

426.220

XS0217939494

SYNNVX 4 1/8 04/22/15

100.000

93,78%

93.780

106.014

XS0268181335

SYNNVX 4 1/8 09/21/11

2.000.000

97,35%

1.947.000

2.039.432

XS0356044643

T 6 1/8 04/02/2015

4.450.000

101,16%

4.501.570

5.040.110

XS0363922823

TD 5 3/8 05/14/15

3.000.000

99,46%

2.983.800

3.345.336

XS0356725084

TELEC 6.00% 04/08/2013

2.100.000

99,61%

2.091.873

2.280.386

XS0223268136

TELECO 3 7/8 07/24/15

1.000.000

87,53%

875.250

1.038.227

XS0131858838

TELECO 6 3/8 06/29/11

1.350.000

103,08%

1.391.550

1.382.075

XS0241946630

TELEFO 4 3/8 02/02/16

250.000

104,03%

260.075

254.103

XS0142531903

TITIM 6 1/4 02/01/12

5.000.000

99,91%

4.995.268

5.218.985

XS0428461718

TOTAL 3 5/8 05/19/15

2.400.000

105,88%

2.541.120

2.509.474

XS0282572956

TOTAL 4 1/8 01/16/13

150.000

99,78%

149.664

157.092

XS0379935652

TOYOTA 5 3/8 07/29/11

1.210.000

105,23%

1.273.283

1.237.254

XS0411602765

TOYOTA 6 5/8 02/03/16

3.300.000

116,78%

3.853.800

3.881.661

XS0176571866

TRIDENT SECURITIES LTD 03/10/2011

5.000.000

100,00%

5.000.000

5.167.913

XS0436320278

TRNIM 4 7/8 10/03/19

150.000

106,92%

160.380

156.336

XS0414340074

TSCOLN 5 1/8 02/24/15

3.590.000

108,37%

3.890.394

3.949.126

XS0341224151

UBS 4 7/8 01/21/2013

800.000

100,85%

806.800

838.928

XS0345983638

UCGIM 4 7/8 02/12/13

1.000.000

99,85%

998.520

1.036.297

XS0185030698

UCIM 4 3/8 02/10/14

600.000

98,33%

590.001

615.842

XS0484797153

URENCO 4 05/05/17

150.000

105,02%

157.530

155.670

XS0365327930

URENCO 5 3/8 05/22/2015

3.250.000

100,64%

3.270.910

3.590.742

XS0417208161

VATFAL 5 1/4 03/17/16

250.000

110,88%

277.205

276.830

XS0424019437

VERBND 4 3/4 04/17/15

1.100.000

101,48%

1.116.262

1.178.459

XS0439828269

VERBND 4 3/4 07/16/19

168.000

102,20%

171.703

175.526

XS0307453026

VERBND 5 06/25/14

1.000.000

101,81%

1.018.100

1.080.672

FR0010261388

VIEFP 4 02/12/16

100.000

103,39%

103.389

103.933

FR0010397927

VIEFP 4 3/8 01/16/17

150.000

99,04%

148.560

156.935

FR0010750497

VIEFP 5 1/4 04/24/14

1.325.000

108,88%

1.442.600

1.433.839

FR0000474983

VIEFP 5 3/8 05/28/18

300.000

111,64%

334.905

333.199

FR0000473993

VINCI 5 1/4 04/30/18

1.300.000

111,03%

1.443.356

1.455.084

FR0000487217

VINCI 5 7/8 10/09/16

1.500.000

111,98%

1.679.700

1.728.663

XS0166667344

VOD 5 1/8 04/10/15

40.000

102,31%

40.924

44.056

XS0408285913

VOD 6 1/4 01/15/16

6.000.000

110,40%

6.624.000

6.840.636

XS0168882495

VOLKSWAGEN ZERO COUPON ASSET SWAP

8.000.000

119,77%

9.581.888

8.523.520

XS0470518605

VW 3 1/2 02/02/15

2.250.000

99,73%

2.243.970

2.312.548

XS0325760444

VW 4 7/8 10/18/12

100.000

99,31%

99.313

105.052

XS0405876599

VZW 8 3/4 12/18/15

1.550.000

128,76%

1.995.746

1.957.004

XS0262913998

WB 4 3/8 08/01/16

150.000

99,03%

148.547

153.602

XS0365663961

WB 6.00% 05/23/2013

3.150.000

99,98%

3.149.213

3.393.971

DE0008079575

WESTLB 5 12/15/15

55.000

100,48%

55.264

56.756

XS0366203585

XTALN 5 7/8 05/27/11

2.590.000

99,69%

2.582.049

2.633.867

619.943.107

633.276.885

sub-total

599.257.497

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

245

Sociedade Vida

Inventário de Participações e Instrumentos Financeiros - Vida Identificação dos Títulos Código

Quantidade

Designação

Montante do valor nominal

% do valor nominal

Preço médio de aquisição

Valor total de aquisição

Valor de balanço Unitário

Total

2.3 - Derivados de negociação 769013425101

Swaption on IRS

22.000.000

0,64%

141.386

0,26%

57.200

794013425101

Cap CMS5Y

7.500.000

1,29%

96.375

2,71%

202.884

794013425101

Cap CMS5Y

10.500.000

1,29%

134.925

2,71%

284.038

794013425101

Cap CMS5Y

27.000.000

1,29%

346.950

2,71%

730.383

794013425101

Cap CMS5Y

7.500.000

1,29%

96.375

2,71%

202.884

794013425101

Cap CMS5Y

3.000.000

1,29%

38.550

2,71%

81.154

794013425101

Cap CMS5Y

4.500.000

1,29%

57.825

2,71%

121.731

796013425101

Credit Default Swap

4.600.000

0,09%

4.119

0,08%

3.526

796011664601

Credit Default Swap

5.800.000

-0,13%

-7.805

-0,01%

-588

sub-total

92.400.000

908.700

1.683.212

total

0

92.400.000

908.700

1.683.212

total

1.355.161

977.709.218

967.289.585

974.694.174

3.538.404

1.145.953.721

1.142.321.001

3 - TOTAL GERAL

1.134.232.252

Unidade: Euros

Desenvolvimento da provisão para sinistros relativa a sinistros ocorridos em exercícios anteriores e dos seus reajustamentos (correções) - Vida Ramos/Grupos de Ramos

Provisão para sinistros em 31/12/N-1 (1)

Custos com sinistros* montantes pagos no exercício (2)

Provisão para sinistros* em 31/12/N (3)

Reajustamentos (3)+(2)-(1)

Vida

23.690.348

15.674.121

11.051.427

3.035.200

Não Vida Acidentes e Doença

0

Incêndio e Outros Danos

0

Automóvel Responsabilidade Civil

0

Outras coberturas

0

Marítimo, Aéreo e Transportes

0

Responsabilidade Civil Geral

0

Crédito e Caução

0

Proteção jurídica

0

Assistência

0

Diversos

0 Total Total Geral

0

0

0

0

23.690.348

15.674.121

11.051.427

3.035.200

* Sinistros ocorridos no ano N-1 e anteriores Unidade: Euros


246

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

9/ Anexo Vida

1. INFORMAÇÕES GERAIS

ANEXO AO BALANÇO E À CONTA DE GANHOS E PERDAS

1.1. Domicílio e forma jurídica da empresa de seguros, o seu país de registo e o endereço da sede registada (e o local principal dos negócios, se diferente da sede registada)

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 Introdução

O grupo U.A.P. iniciou a sua atividade em Portugal no ramo Vida em junho de 1989, através da constituição da U.A.P. Portugal - Companhia de Seguros Vida, S.A.. Em junho de 1993, após fusão da U.A.P. Portugal Companhia de Seguros Vida, S.A. com as companhias Seguradoras Garantia e Aliança Seguradora, surge a nova Aliança UAP – Companhia de Seguros de Vida, S.A. (UAP Vida). A UAP Vida viria a alterar a sua designação, em dezembro de 1997, para AXA Portugal – Companhia de Seguros de Vida, S.A. (adiante designada por AXA Vida ou Companhia), como resultado da fusão à escala internacional entre os grupos AXA e UAP. A Companhia dedica-se ao exercício da atividade de seguros e de resseguros para o ramo Vida. As notas às contas incluídas no presente anexo respeitam a ordem estabelecida no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pelo Instituto de Seguros de Portugal, pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007-R, de 31 de dezembro, sendo de referir que os números que não são indicados, não são aplicáveis, ou a sua apresentação não foi considerada relevante para a análise da situação patrimonial da Companhia. As demonstrações financeiras agora apresentadas, foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 25 de fevereiro de 2011.

A AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A. é uma sociedade anónima de direito Português com sede na Praça Marquês de Pombal, 14 - Lisboa e opera em todo o território nacional, distribuindo todos os seguros do ramo Vida.

1.2. Descrição da natureza do negócio da empresa de seguros e do ambiente externo em que opera

Num ano difícil para a atividade económica em geral, a atividade Seguradora aumentou o seu peso relativo na atividade económica para 9,7%, com a produção de seguro direto a crescer cerca de 12% em termos globais para um montante de cerca de 16,3 mil milhões de euros. O prémio per capita atingiu 1.536 euros, o que corresponde a um crescimento de 12,7% face a 2009. O crescimento da atividade Seguradora foi impulsionado fundamentalmente pelo segmento Vida, o qual cresceu 17% em 2010, compensando largamente o crescimento de apenas 1% no Ramo Não Vida. Para a performance do Ramo de Vida concorreram fatores de instabilidade dos mercados financeiros e, consequentemente, uma maior procura de produtos mais estáveis e com rentabilidades garantidas, como sejam os produtos de Vida não ligados a fundos de investimento cujo crescimento se situou em 47% (contra 6% em 2009). Relativamente à concorrência, os cinco primeiros Grupos do ranking de prémios de Não Vida detiveram em 2010 cerca de 59% deste mercado (CGD, AXA, Tranquilidade, Banif e Allianz). No Ramo Vida, esta quota ascendeu a 81,9% (CGD, AGEAS, CA Agricole, Santander e BPI). A AXA Portugal manteve o destacado 2.º lugar em Não Vida com uma quota de 8,4% e em Vida ocupou o 8.º lugar com uma quota de 2%.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

247

Sociedade Vida

No que respeita aos 3 canais de distribuição, o canal bancário, incluído na categoria mediadores ligados e que representa 98% desta categoria, reforçou a sua posição dominante no mercado Vida para 85,6% (82,7% em 2008). Em Não Vida, manteve-se o domínio dos Agentes, representando 51% da distribuição (contra 52% em 2008), embora perdendo peso relativo para os canais bancário e corretores. Todos os dados de mercado apresentados foram recolhidos através da informação anual emanada pela APS.

2. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS A atividade desta Companhia é exercida em 5 segmentos básicos de negócio e num segmento geográfico correspondente ao território Português. O relato por segmento é como se segue, em milhares euros:

A natureza do negócio da AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A., como referido no ponto 1.1., enquadra-se no Ramo dos seguros de vida.

AXA Vida em 2010

Seguros Vida

Seguros Ligados

Operações Capitalização não Ligados

Investimento Contratual

Fundo de Pensões

Total 2010

Prémios Emitidos e comissões de contratos investimento

217.839

117

0

14

0

217.970

Custos Técnicos, seguro direto

-229.106

-1.886

-570

0

0

-231.561

Margem Técnica, seguro direto

-11.267

-1.769

-570

14

0

-13.592

Resultado Resseguro Aceite

389

22

0

0

0

411

Resultado Resseguro Cedido

632

0

0

0

0

632

Margem Técnica Líquida

-10.247

-1.746

-570

14

0

-12.549

Custos exploração

-13.546

-443

-64

-77

-113

-14.244

Resultado Exploração antes Resultado Financeiro

-23.793

-2.190

-634

-63

-113

-26.793

Resultado financeiro

39.050

2.370

652

1.364

0

43.436

Perdas imparidade

-122

0

0

0

0

-122

Resultado Exploração com Resultado Financeiro

15.135

181

18

1.301

-113

16.521

Unidade: Milhares de Euros


248

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Em 2009 a empresa apresentou o seguinte relato por segmentos da conta de Ganhos e Perdas: AXA Vida em 2009

Seguros Vida

Seguros Ligados

Operações Capitalização não Ligados

Investimentos Contratual

Fundos Pensões

Total 2009

Prémios Emitidos e comissões de contratos investimento

216.541

405

28

14

0

216.989

Custos Técnicos, seguro direto

-231.375

-12.824

-1.169

-1

0

-245.369

Margem Técnica, seguro direto

-14.835

-12.419

-1.141

14

0

-28.380

Resultado Resseguro Aceite

4

16

0

0

0

20

Resultado Resseguro Cedido

-249

0

0

0

0

-249

Margem Técnica Líquida

-15.080

-12.403

-1.141

14

0

-28.610

Custos exploração

-12.348

-378

-283

-134

-103

-13.247

Resultado Exploração antes Resultado Financeiro

-27.428

-12.781

-1.424

-121

-103

-41.856

Resultado financeiro

34.240

7.108

1.983

1.405

0

44.735

Resultado Exploração com Resultado Financeiro

6.812

-5.673

559

1.284

-103

2.879

Unidade: Milhares de Euros

O relato por segmentos do Balanço, referente ao ano de 2010, apresenta-se em seguida: Balanço por segmentos em 2010 (Ativo)

Seguros Vida

Seguros Ligados

Investimentos Contratual

Não afetos

Total 2010

Caixa e equivalentes

27.927

0

2

0

27.929

Terrenos e edifícios

7.691

0

1

30.198

37.890

Ativos financeiros detidos para negociação

1.680

0

0

0

1.680

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

38.033

0

0

38.033

Ativos financeiros disponíveis para venda

1.031.929

0

57.146

34.620

1.123.694

Outros ativos tangíveis

60

0

0

292

352

Outros ativos

306

0

0

20.392

20.698

Total

1.069.593

38.033

57.148

85.501

1.250.275

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

249

Sociedade Vida

>

Balanço por segmentos em 2010 (Passivo e Capital Próprio)

Seguros Vida

Seguros Ligados

Investimentos Contratual

Não afetos

Total 2010

Provisões Técnicas

1.061.585

38.013

73

0

1.099.671

Passivos Financeiros

0

0

44.431

58

44.489

Passivos por benéfico pós-emprego

0

0

0

356

356

Outros credores

0

0

0

7.247

7.247

Passivos por impostos

0

0

0

2.473

2.473

Acréscimos e diferimentos

0

0

0

1.553

1.553

Capital Próprio

0

0

0

94.485

94.485

Total

1.061.585

38.013

44.504

106.172

1.250.275

Unidade: Milhares de Euros

A empresa optou por efetuar o relato do Ativo, Passivo e Capital Próprio conforme efetuado ao Instituto de Seguros de Portugal. A repartição entre seguros de vida, operações de capitalização não ligados e investimentos contratuais teve por base a percentagem da rubrica de prémios emitidos. Em termos comparativos, o relato de segmentos do balanço de 2009, apresenta-se abaixo:

Balanço por segmentos em 2009 (Ativo)

Seguros Vida

Seguros Ligados

Operações Capitalização não Ligados

Caixa e equivalentes

36.791

1

Terrenos e edifícios

7.798

1

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Ativos financeiros detidos para negociação

176

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0 58.312

Derivados de cobertura Ativos financeiros disponíveis para venda

1.063.131

138

Investimentos Contratual

Não afetos

Total 2009

1

30.576

38.376

36.792

0

0

0

176

0

58.312

0

0

71

46.026

1.109.366

Empréstimos concedidos e contas a receber

0

0

Investimentos a deter até à maturidade

0

0

Outros ativos tangíveis

71

0

0

283

353

Outros ativos

1.439

0

0

14.911

16.350

Total

1.109.406

140

72

91.796

1.259.726

58.312

Unidade: Milhares de Euros


250

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Balanço por segmentos em 2009 (Passivo e Capital Próprio)

Seguros Vida

Seguros Ligados

Operações Capitalização não Ligados

Investimentos Contratual

Não afetos

Total 2009

Passivos Financeiros

Provisões Técnicas

1.085.612

58.262

141

72 58

58

Passivos por benéfico pós-emprego

326

326

1.144.087

Outros credores

8.084

8.084

Passivos por impostos

10.770

10.770

Acréscimos e diferimentos

1.742

1.742

Outras Provisões

0

0

Capital Próprio

94.659

94.659

115.639

1.259.726

Total

1.085.612

58.262

141

72

Unidade: Milhares de Euros

3. BASE DE PREPARAÇÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

DAS DAS

3.1. Descrição da(s) base(s) de mensuração usada(s) na preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas, aplicáveis aos diversos Ativos, Passivos e rubricas de Capital Próprio, relevantes para uma compreensão das demonstrações financeiras. a) Bases de apresentação As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da Companhia, mantidos em conformidade com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pela Norma n.º 4/2007-R, de 27 de abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007, de 31 de dezembro de 2007, seguindo o estabelecido das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/ IFRS), com exceção da IFRS 4, em que apenas são adotados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.

A preparação das demonstrações financeiras de acordo com o Plano de Contas para as empresas de seguros requer que a Companhia efetue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de Proveitos, Custos, Ativos e Passivos. Estas estimativas e pressupostos são baseadas na informação disponível mais recente, servindo de suporte para os julgamentos sobre os valores dos Ativos e Passivos cuja valorização não é suportada por outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. Ver ponto 3.3.. As políticas contabilísticas encontram-se consistentes com as utilizadas em exercícios anteriores. b) Reconhecimento de Custos e Proveitos Os Custos e os Proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio do acréscimo. c) Provisão para Sinistros O montante desta provisão é determinado casuisticamente, correspondendo aos montantes


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

251

Sociedade Vida

• A partir da análise dos sinistros pendentes no final do exercício e da consequente estimativa da responsabilidade existente nessa data;

e1) Provisão para Participação nos Resultados a Atribuir Corresponde às valias potenciais (incluindo o remanescente do anterior Fundo para Dotações Futuras) dos investimentos afetos a seguros de vida com participação nos resultados, na parte que seja atribuível ao Tomador do Seguro ou beneficiário do contrato.

• Pela provisão fundamentada em bases estatísticas sobre o valor dos custos com sinistros do exercício, excetuando vencimentos e resgates, de forma a fazer face à responsabilidade com sinistros declarados após fecho do exercício (IBNR).

f) Provisões Técnicas de Resseguro Cedido Compreendem os montantes efetivos ou estimados que, em conformidade com os tratados de resseguro, correspondem à parte dos resseguradores nos montantes brutos das provisões técnicas do seguro de vida.

d) Provisão Matemática A provisão matemática corresponde ao valor atual estimado dos compromissos da Companhia relativamente às apólices emitidas, sendo calculada segundo o método atuarial prospetivo que, tendo em atenção os prémios futuros a receber, tem em consideração todas as obrigações futuras, de acordo com as condições fixadas para cada contrato em curso.

g) Ajustamento de Recibos por Cobrar e Créditos de Cobrança Duvidosa Os montantes destes ajustamentos são calculados com base no valor dos prémios por cobrar e nas dívidas de cobrança duvidosa, segundo a aplicação dos critérios estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal, em particular, o estabelecido na Circular n.º 9/2008, de 27 de novembro.

devidos aos beneficiários, ainda não liquidados no final do exercício. Esta provisão foi determinada como se segue:

A provisão matemática dos produtos financeiros é calculada pelo método retrospetivo, consistindo na capitalização da provisão do ano anterior acrescida do(s) prémio(s) pago(s) na anuidade, líquidos de resgates, e da participação nos resultados do exercício anterior, capitalizados à taxa de juro técnica. O montante desta provisão é calculado com base em pressupostos atuariais com o prévio conhecimento, acordo e fiscalização do Instituto de Seguros de Portugal. e) Provisão para Participação nos Resultados Atribuída Esta provisão corresponde aos montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários de contratos, a título de participação nos resultados, e que não tenham sido distribuídos.

h) Ativos Disponíveis para Venda (i) Ações e Outros Títulos de Rendimento Variável Os investimentos em ações e outros títulos de rendimento variável admitidos à negociação em bolsas de valores ou mercados regulamentados são valorizados de acordo com o estabelecido na IAS 39. Os investimentos livres e afetos à representação das provisões técnicas dos produtos com e sem participação nos resultados estão considerados ao justo valor e classificados como ativos financeiros disponíveis para venda, sendo a variação do seu justo valor registada em Reservas de Reavaliação, na sub-rubrica aplicável, líquido de impostos diferidos, à taxa legal em vigor (reconhecidos na sub-rubrica aplicável – Reserva por impostos diferidos). No momento da venda dos ativos, efetua-se a recuperação da mais/ menos valia registada na reserva, em resultados do exercício.


252

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

(ii) Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo Os investimentos em obrigações e outros títulos de rendimento fixo são valorizados de acordo com o estabelecido na IAS 39. Os investimentos livres e afetos à representação das provisões técnicas dos produtos com e sem participação nos resultados, estão considerados ao justo valor e classificados como ativos financeiros disponíveis para venda, sendo a variação do seu justo valor registada em Reservas de Reavaliação, na subrubrica aplicável, líquido de impostos diferidos, à taxa legal em vigor (reconhecidos na sub-rubrica aplicável – Reserva por impostos diferidos). No momento da venda dos ativos, efetua-se a recuperação da mais/menos valia registada na reserva, em resultados do exercício. O prémio ou desconto verificado aquando da compra é amortizado pelo método da taxa efetiva pelo período que decorre até à data de vencimento dos títulos, por contrapartida de resultados, antes da respetiva valorização ao justo valor. h1) Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Os investimentos afetos a produtos em que o risco é suportado pelos Tomadores do Seguro, estão considerados ao justo valor e classificados como ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas. i) Ativos Tangíveis Estes bens de imobilizado estão contabilizados ao custo histórico de aquisição de acordo com o estabelecido na IAS 16, líquidos de amortizações e sujeitos a testes de imparidade. As reintegrações são calculadas com base no método das quotas constantes e de acordo com a vida útil estabelecida. Os custos subsequentes são reconhecidos apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. A vida útil estabelecida é revista anualmente e ajustada, se apropriada, de acordo com o nível

esperado de consumo dos benefícios económicos futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do ativo. j) Ativos Intangíveis Estes bens seguem os princípios de reconhecimento e valorização estabelecidos na IAS 38, ou seja, são reconhecidos ao seu valor de custo, líquidas de amortizações e sujeitos a testes de imparidade, sendo depreciados com base no método das quotas constantes e de acordo com a vida útil estabelecida. Constituem ativos intangíveis, todos aqueles em que é mensurável o benefício económico futuro. l) Responsabilidade por Pensões Complementares de Reforma e Pré-reforma Em conformidade com o contrato coletivo de trabalho vigente para o setor de seguros, a Companhia assumiu o compromisso de conceder aos seus Colaboradores admitidos até junho de 1995, prestações pecuniárias para o complemento de reformas atribuídas pela Segurança Social. Para este efeito, a Companhia constituiu um Fundo de Pensões que se destina a cobrir as responsabilidades com pensões de reforma por velhice, invalidez ou sobrevivência relativamente ao seu Pessoal no ativo, calculadas em função dos seus salários projetados. Foram também constituídas apólices de Rendas Vitalícias e Rendas Temporárias que assumem parte das responsabilidades com pensões em pagamento de velhice, invalidez e pré-reforma, mediante transferências anuais dessas responsabilidades do Fundo de Pensões para as referidas apólices, ocorridas em anos anteriores, via pagamento de prémios. As contribuições para o Fundo são determinadas de acordo com o respetivo plano técnico - atuarial e financeiro, o qual é revisto anualmente, de acordo com a técnica atuarial, e ajustado em função da atualização das pensões, da evolução do grupo de participantes e das responsabilidades a garantir, e, ainda, com a política prosseguida pela Companhia de cobertura total das responsabilidades atuarialmente determinadas, de acordo com o estabelecido na Norma n.º 5/2007, de 27 de abril.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

253

Sociedade Vida

Ainda de acordo com o parágrafo 93A, da IAS 19, a empresa reconhece em Capitais Próprios, os ganhos e perdas atuariais resultantes das responsabilidades calculadas. m) Imparidade Os ativos representados no Balanço da Companhia, foram alvo do cálculo de imparidade, efetuado de acordo com o estabelecido na IAS 39, para os ativos financeiros ou o estabelecido na IAS 36 para os imóveis de rendimento, tendo a empresa adotado os seguintes princípios, de acordo com o estabelecido ao nível do Grupo AXA: (i) Títulos de Rendimento Variável a) É reconhecido em ganhos e perdas (por contrapartida de Reservas de Reavaliação) a menos valia potencial (diferença entre o valor de mercado e o valor de aquisição) quando o título se encontrar com uma perda potencial igual ou superior a 20% ou se encontrar numa situação de desvalorização contínua nos últimos seis meses; b) Esta perda é definitiva e não recuperável. (ii) Títulos de Rendimento Fixo a) É reconhecido em ganhos e perdas (por contrapartida de Reservas de Reavaliação) quando um título se encontra em situação de quebra de compromissos; b) Esta perda pode ser recuperável se a situação de quebra de compromissos for restabelecida. (iii) Imóveis De acordo com o estabelecido na IAS 36, o valor de cálculo da imparidade deste tipo de ativos é baseado no valor recuperável o qual é medido pelo valor mais alto entre o valor de venda e seu valor de uso. De acordo com o Guidance da AXA, o valor de venda deste tipo de ativos é obtido por uma avaliação independente, geralmente

construído por dois métodos: a) Cash flows descontados (o qual representa também o valor de uso); ou, b) Valores comparáveis de mercado. Os quais não apresentam, geralmente, uma diferença significativa entre o valor final de mercado e o valor obtido pelo método dos cash flows descontados. Assim, a cada data de reporte, o valor de custo, líquido de depreciações acumuladas, deve de ser comparado com o valor da avaliação efetuada, determinado por um avaliador independente, baseado no método dos cash flows descontados futuros. Se, para cada imóvel, o valor de avaliação representar menos de 85% do que o valor de custo líquido de depreciações e de valores já existentes à anteriori de imparidade, é uma indicação de que um valor de imparidade deve de ser registado. Se se verificar que existe uma menos valia realizada superior a 15% será registado um valor de imparidade pela diferença entre o valor de custo líquido de depreciações e o valor obtido pela avaliação independente. Como já referido, todos os anos, estes testes são efetuados para verificar se existe lugar à constituição e à reversão da imparidade. Esta reversão verifica-se quando, após as amortizações do ano (já atualizadas face ao cálculo de imparidade) a situação da menos valia potencial seja inferior a 15%. (iv) Contas a Receber Ver ponto 3.1.g) n) Impostos sobre Rendimento O imposto sobre Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) é determinado com base em declarações de autoliquidação, elaboradas de acordo com as normas fiscais vigentes, que ficam sujeitas a inspeção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais


254

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

durante um período de quatro anos, contado a partir dos exercícios a que respeitam. Não se esperam ajustamentos significativos às declarações de anos anteriores. São registados em balanço as diferenças temporárias entre a quantia escriturada de um ativo ou de um passivo e a sua base tributável que sejam recuperáveis/tributáveis em períodos futuros, de acordo com o estipulado nas IAS 12. o) Ativos Financeiros detidos para Negociação Os ativos financeiros representados dizem respeito a instrumentos financeiros derivados, que são reconhecidos na data da sua negociação (trade date) pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor destes instrumentos é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados diretamente em ganhos e perdas do exercício. O seu justo valor corresponde ao seu valor de mercado, quando disponível, ou é determinado tendo por base técnicas de valorização incluindo modelos de desconto de fluxos de caixa e métodos de avaliação de opções, conforme seja apropriado. p) Contratos de Investimento Um contrato emitido pela Companhia que transfere apenas risco financeiro, sem participação nos resultados discricionária, é registado como um passivo financeiro. q) Locações As locações operacionais são classificadas de acordo com os critérios definidos na IAS 17, dado que os riscos e benefícios inerentes à propriedade dos ativos não são transferidos para o locatário. Nas locações operacionais, os pagamentos efetuados pela Companhia à luz dos contratos de locação operacional, são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.

r) Provisões e Passivos Contingentes Procede-se à constituição de provisões quando existe uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de eventos passados relativamente à qual seja provável o dispêndio futuro de recursos e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão deve de corresponder à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar à responsabilidade à data de balanço. Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo contingente, não necessitando de se constituir a respetiva provisão, mas apenas ser objeto de divulgação, a menos que a possibilidade da sua concretização seja remota.

3.3. Descrição das principais estimativas contabilísticas e julgamentos relevantes utilizados na elaboração das demonstrações financeiras, com indicação dos principais pressupostos relativos aos exercícios seguintes, e outras principais fontes de incerteza das estimativas à data do balanço, que apresentam um risco significativo de provocar um ajustamento material nas quantias escrituradas de Ativos e Passivos durante os próximos exercícios financeiros Responsabilidade com sinistros ocorridos mas ainda não participados O custo com os sinistros que ainda não foram participados mas já ocorreram constitui estimativas cuja evolução é acompanhada e analisada, pelo atuário responsável, com base em dados históricos por exercícios de ocorrência. Responsabilidades por férias e subsídio de férias Incluída na rubrica de “Acréscimos e diferimentos” do passivo, corresponde a cerca de 2 meses de remunerações e respetivos encargos, baseados nos valores do respetivo exercício, e destinam-se a reconhecer as responsabilidades legais existentes


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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Sociedade Vida

255

no final de cada exercício perante os Colaboradores pelos serviços prestados até àquela data, a regularizar posteriormente.

Os critérios de imparidade de ativos financeiros reconhecidos pela empresa são os mencionados no ponto 3.1.m).

Pensões e outros benefícios a Colaboradores A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projeções atuariais, rendibilidades de investimentos estimadas bem como outros fatores que podem ter impactos nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter impactos significativos nos valores determinados.

Provisão Matemática As provisões matemáticas têm como objetivo registar o valor atual das responsabilidades futuras da Companhia relativamente aos contratos de seguro e de investimento com participação nos resultados discricionária emitidos e são calculadas mediante tabelas (ponto 4.b)) e fórmulas atuariais enquadradas no normativo ISP.

Impostos sobre os lucros O cálculo dos impostos sobre os lucros requer determinadas interpretações e estimativas. Outras interpretações e estimativas podem conduzir a um diferente nível de imposto calculado, reconhecido no período, quer corrente quer diferido. De acordo com a legislação fiscal em vigor, existe a possibilidade de as Autoridades Fiscais, poderem rever o cálculo da matéria coletável efetuado pela Empresa durante um período de quatro anos. Assim sendo, é possível que hajam correções à matéria coletável, resultantes principalmente de diferenças de interpretação da legislação fiscal em vigor. Contudo, é convicção do Conselho Executivo da Companhia, de que não haverão correções significativas aos impostos sobre lucros registados nas demonstrações financeiras. Imparidade A Companhia avalia regularmente se existe evidência objetiva de que um ativo apresenta sinais de imparidade. Para os ativos que apresentem sinais de imparidade, é determinado o respetivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas em resultados do exercício. A empresa segue os princípios de imparidade estabelecidos na IAS 36, com exceção de: a) Ativos por impostos diferidos, constante da IAS 12; b) Ativos financeiros que estejam no âmbito da IAS 39;

Provisão para sinistros A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não reportados (IBNR) e aos custos diretos e indiretos associados à sua regularização no final do exercício. Os IBNR’s são estimados com base na experiência passada, informação disponível e na aplicação de métodos estatísticos.

4. NATUREZA E EXTENSÃO DAS RUBRICAS E DOS RISCOS RESULTANTES DE CONTRATOS DE SEGURO E ATIVOS DE RESSEGURO 4.1. Prestação de informação que permita identificar e explicar as quantias indicadas nas demonstrações financeiras resultantes de contratos de seguro, incluindo, nomeadamente: a) Informação acerca das políticas contabilísticas adotadas relativamente a contratos de seguro e a Ativos, Passivos, Rendimentos e Custos ou Gastos relacionados As políticas contabilísticas adotadas seguem os princípios descritos no ponto 3 deste Anexo.


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

b) Processo usado para determinar os pressupostos que têm maior efeito na mensuração dessas quantias, incluindo um resumo das principais hipóteses consideradas no cálculo da provisão matemática relativa ao seguro de vida A provisão matemática dos produtos tradicionais corresponde ao valor atual estimado dos compromissos da Companhia relativamente às apólices emitidas, sendo calculada segundo o método atuarial prospetivo que, tendo em atenção os prémios futuros a receber, toma em consideração todas as obrigações futuras, de acordo com as condições fixadas para cada contrato em curso.

PRODUTOS

A provisão matemática dos produtos financeiros é calculada pelo método retrospetivo, consistindo na capitalização da provisão do ano anterior acrescida do(s) prémio(s) pago(s) na anuidade, líquidos de resgates, e da participação nos resultados do exercício anterior, capitalizados à taxa de juro técnica. O montante desta provisão é calculado com base em pressupostos atuariais com o prévio conhecimento, o acordo e fiscalização do Instituto de Seguros de Portugal.

TAXA TÉCNICA GARANTIDA

TABELA MORTALIDADE

Rendas de Sobrevivência

3%

TD 88/90 - TV 88/90

Rendas Certas

3%

TD 88/90

3%

TV 88/90 - GFK 95

Vidas Inteiras

3%

TD 88/90 – GKM 95

CAPITAIS DIFERIDOS C/ CONTRASSEGURO

2,1% 3% 3,25% 3,50% 3,75% 4% 4,15% 4,70% 6%

RF - GKM 95

CAPITAIS DIFERIDOS S/ CONTRASSEGURO

VIDA INDIVIDUAL SEM PARTICIPAÇÃO Seguro de Rendas Rendas em caso de morte

Rendas em caso de vida Rendas Imediatas Seguro de Capitais

3,25%

RF

MISTOS

3%

TD 88/90

TEMPORÁRIOS

2,25% 2,5% 3%

TD 88/90 – GKM 95

OUTROS

4%

AF - RF - TMG 1938 (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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Sociedade Vida

PRODUTOS

TAXA TÉCNICA GARANTIDA

TABELA MORTALIDADE

3%

TD 88/90

3% 2%

TV 88/90 - GFK 95

Vidas Inteiras

3%

TD 88/90 – GKM 95

CAPITAIS DIFERIDOS C/ CONTRASSEGURO

2% 2,4% 3% 4%

PF 60/64 - TV 88/90 - GKM 95

MISTOS

3%

TD 88/90

TEMPORÁRIOS

3%

TD 88/90 – GKM 95

Seguros do Tipo "Universal Life"

2,5% 3% 4%

PM 60/64 - TV 73/77 - TD 88/90 - GKM 95

PPR

2,4% 3% 3,46% 4%

PF 60/64 - TV 88/90

OUTROS

4%

PF 60/64 - PM 60/64

RENDAS VITALÍCIAS IMEDIATAS

3% 4%

TV 73/77 - TV 88/90

TEMPORÁRIOS

2,25% 3% 4%

PM 60/64 - TD 88/90 - GKM 95

VIDA INDIVIDUAL COM PARTICIPAÇÃO Seguro de Rendas Rendas em caso de morte RENDAS CERTAS Rendas em caso de vida RENDAS IMEDIATAS Seguro de Capitais

VIDA GRUPO COM PARTICIPAÇÃO

OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO

2% 3,5%


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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A provisão para participação nos resultados atribuída corresponde a montantes atribuídos aos segurados ou aos beneficiários dos contratos de seguro e de investimento, sob a forma de participação nos

resultados, que não tenham ainda sido distribuídos ou incorporados na provisão matemática do ramo vida. O quadro seguinte demonstra a evolução desta provisão no ano de 2010:

Resultados Distribuídos 2010

Participação Atribuída 2010

Provisão Matemática 31.12.2010

Provisão Matemática 31.12.2009

Tradicionais

52.742

0

24.110.491

26.997.713

CR Individual

0

0

116.733.372

138.945.858

VIDA INDIVIDUAL

Start

84.450

402.726

38.836.403

36.902.677

IP

0

0

2.896.140

3.804.987

IP 2000

0

0

1.562.839

1.777.157

Maximus Investimento

0

0

93.781.137

98.994.551

Maximus Invest

236.698

730.439

180.568.189

85.730.394

PPR

54.360

22.100

23.413.677

26.664.519

PPR PLUS

0

0

32.979.600

35.335.053

PPR Aliança

0

4.162

1.490.262

1.921.895

PPR Valoris

0

0

114.330.732

121.896.983

PPR Opção Garantida

173.429

264.429

49.176.778

42.032.313

PPR OMD

0

0

388.595

299.356

PPR Flex Planning

0

0

10.330.200

8.879.809

PPR Flex Top 5

0

0

22.819.472

26.031.221

PPR Opção Garantida Série II

94

41.261

7.913.532

1.004.381

Plano Poupança Plus

0

0

51.462

41.997

VIP

0

0

8.214.126

8.649.155

Multiplic

0

0

9.251.191

9.425.231

Multiplic Gold

0

0

39.177.745

39.229.437

Multiplic+

122.195

183.428

48.553.421

33.162.476

Unidade: Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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259

Sociedade Vida

Resultados Distribuídos 2010

Participação Atribuída 2010

Provisão Matemática 31.12.2010

Provisão Matemática 31.12.2009

Capinveste 98 - 3,00

0

0

0

0

Capinveste Prestige

478.621

17.499

29.941

15.812.127

Capinveste Novo

32.651

97.819

4.041.396

4.029.060

Conta Reforma

0

0

4.321.139

6.087.111

Conta Futuro

0

0

192.085

279.386

Rendimento Crescente IV

0

0

9.965.993

10.053.679

8.4 Turbo

0

0

5.090.466

4.998.550

Sol. Investimento Garantido

0

0

84.368.496

102.381.012

Dual Taxa Fixa

0

0

2.068.859

2.065.569

Cupão Fixo 2006

0

0

8.498.873

8.878.820

Cupão Fixo 2007

0

0

15.747.596

16.538.082

Aplicação 5,1

0

0

0

0

Fixinveste - Edição 2008

0

0

5.234.198

5.129.942

SUBTOTAL INDIVIDUAL

1.235.240

1.763.863

966.138.404

923.980.501

2.485.509

1.974.191

4.438.804

2.885.732

VIDA GRUPO Temporários Rendas Grupo

0

532.336

36.799.009

37.926.605

IP Coletivo

0

0

6.166.119

6.227.412

CO-Seguro APS

604

0

Excellentia

0

0

11.753.022

10.874.150

Soluções Empresas

0

33.074

1.702.834

1.525.980

SUBTOTAL GRUPO

2.486.112

2.539.601

60.859.788

59.439.878

TOTAL GERAL VIDA

3.721.352

4.303.464

1.026.998.192

983.420.380 Unidade: Euros


260

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Relativamente à provisão para participação nos resultados a atribuir e de acordo com o estabelecido no plano de contas para as empresas de seguros, os ganhos e perdas não realizados dos ativos financeiros afetos a responsabilidades de contratos de seguros e de investimento com participação nos resultados, são atribuídos aos Tomadores de Seguros, tendo por base a expetativa que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizados quando se realizarem efetivamente, de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis. c) Informação acerca das metodologias de cálculo dos montantes a atribuir aos Tomadores de Seguros ou Beneficiários e dos montantes efetivamente atribuídos como participação nos resultados (quantificação dos pressupostos sempre que aplicável). O cálculo e validação das participações nos resultados, para além de efetuado no fecho anual de contas da AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida S.A., é garantido mensalmente (em termos de estimação das participações atribuídas, face à evolução das variáveis técnicas e dos rendimentos financeiros), de forma a se conhecer, em permanência os resultados dos investimentos financeiros, os resultados técnicos e ser possíveis atuações corretivas ao nível dos investimentos ou mesmo, efetuar comparações com o mercado. Os procedimentos traduzem-se, pois, na elaboração da conta anual final e de contas mensais de participação nos resultados por cada produto, tendo em conta a definição do plano de participação nos resultados por produto. A conta técnica é creditada pelo valor dos prémios totais, juros técnicos e valor dos resultados distribuídos, e debitada pelo valor da variação das provisões matemáticas, custos com sinistros, comissões, despesas gerais e despesas de aquisição.

A conta financeira é creditada por uma percentagem (definida por produto) dos rendimentos financeiros e debitada pelo juro técnico e encargo sobre a conta (percentagem do saldo médio). A participação nos resultados apurada é creditada mensalmente ao valor da provisão para participação nos resultados, sendo o valor definitivo apurado no final do ano. A distribuição é efetuada em maio do ano seguinte, com efeitos retroativos desde 1 de janeiro, a todos os contratos que, de acordo com as respetivas condições contratuais, estejam em condições de beneficiar dessa participação, sendo efetuado o correspondente movimento de redução da provisão para participação nos resultados. A forma de distribuição é efetuada de acordo com o estipulado contratualmente. A provisão para participação nos resultados a atribuir corresponde à diferença entre o valor de aquisição e o justo valor dos investimentos afetos aos seguros de vida com participação nos resultados, na parte estimada que corresponde ao Tomador do Seguro ou Beneficiário do contrato. Este valor a atribuir aos segurados sob a forma de participação nos resultados é calculada, produto a produto, tendo por base o plano adequado de distribuição, o plano de participação e de uma forma consistente ao longo dos anos. Os dados de 2010 podem ser observados na alínea b). e) Reconciliações de alterações nos passivos resultantes de contratos de seguro, nos Ativos resultantes de contratos de resseguro e nos custos de aquisição diferidos relacionados, incluindo: (i) Com relação à provisão para sinistros: Os reajustamentos relevados no anexo 2 para a rubrica de provisão para sinistros resultam da normal atividade e são consequência do encerramento de processos de exercícios anteriores.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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261

Sociedade Vida

(ii) Descrição dos movimentos efetuados na provisão para participação nos resultados atribuída

Provisão para Participação nos Resultados

Saldo Inicial

Provisão atribuída

Provisão distribuída

Saldo Final

6.649.983

4.303.464

3.721.352

7.232.096 Unidade: Euros

4.2. Prestação de informação que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos específicos de seguros, nomeadamente: a) Objetivos, políticas e processos de gestão dos riscos resultantes de contratos de seguro e os métodos usados para gerir esses riscos, incluindo uma descrição do processo de aceitação, avaliação, monitorização e controlo desses riscos Com base na definição estratégica dos segmentos alvo são concetualizadas políticas e processos de gestão de riscos dos respetivos contratos de seguro. Essas políticas focalizam-se na aceitação, provisionamento de responsabilidades, monitorização da carteira quer para identificação de desvios ao nível da tarifa e da sinistralidade, quer para averiguação permanente do bom provisionamento. Quanto à política de aceitação de riscos, esta é definida por tipo de contrato de seguro conforme os segmentos alvo e é estruturada com base nos resultados obtidos das análises atuariais. Em sequência, são definidas regras de aceitação, é efetuada a sua parametrização no sistema informático de suporte bem como fixados mecanismos de impedimento e alerta sempre que algumas dessas condições sejam violadas. A aceitação de condições de exceção/interditas é da competência da área de subscrição.

No que respeita ao provisionamento de responsabilidades com sinistros ocorridos mas ainda não participados, conforme descrito no ponto 3.3., o custo com os sinistros que ainda não foram participados mas já ocorreram, constituem estimativas cuja evolução é acompanhada e analisada, pelo atuário responsável, com base em dados históricos por exercícios de ocorrência. A monitorização da carteira de contratos de seguro por segmento permite acompanhar a adequabilidade da tarifa e do provisionamento e avaliar da necessidade de saneamento. Para além dessa análise, são ainda efetuadas (i) análises de sensibilidade periódicas, ao nível das provisões técnicas, segundo metodologias em uso no Grupo e, (ii) análise casuísticas de matching de ativos e passivos. Anualmente é também efetuado o LAT - Liability Adequacy Test para averiguar a adequabilidade das provisões técnicas. Como forma de reduzir o risco para a Companhia, é definida anualmente a política de resseguro. Dessa definição consta os riscos a ressegurar, lista dos resseguradores e grau de concentração. A monitorização destas variáveis é mensal. Um processo de aprovação de produtos está implementado na entidade sendo aplicado quer ao lançamento de novos produtos, quer ao refresh dos existentes. Este processo incorpora um sign-off


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AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

formal de todos os intervenientes relativamente às condições/rentabilidade do produto. b) Sobre o risco específico de seguros (antes e após resseguro), incluindo informações acerca das análises de sensibilidade efetuadas, concentrações de risco e sinistros efetivos comparados com estimativas anteriores O risco específico de seguros de vida é mensurado tendo por base o risco associado ao aumento da mortalidade, longevidade, dos resgates, das despesas e das situações de catástrofes através de um modelo interno para apuramento do capital económico (STEC). Neste contexto o comportamento do mercado e dos Clientes, a evolução dos mercados financeiros, os critérios de subscrição, assim como o comportamento da mortalidade e longevidade esperada têm um forte impacto nos compromissos assumidos pela Companhia refletidos e quantificados no European Embedded Value assim como no Best Estimate Liability. Através da quantificação da exposição de cada risco é aferida a necessidade de capital por cada um dos riscos aplicando fatores de stress assumindo a possibilidade de no ano seguinte acontecerem eventos extremos (com probabilidade de ocorrer 1 em cada 200 anos com um grau de confiança de 99,5%).

O resultado obtido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 para o risco de seguros totalizava 25 milhões de euros após diversificação, Por cada tipo de risco, apresenta os seguintes montantes (antes de impostos e antes de diversificação): • • • • •

Catastrófico – 0,5 milhões de euros Mortalidade - 18 milhões de euros Longevidade - 6 milhões de euros Resgates - 17 milhões de euros Despesas - 5 milhões de euros

O anexo 2 releva as diferenças de estimativa ao nível dos sinistros.

4.3. Prestação de informação quantitativa e qualitativa acerca do risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco operacional. A informação qualitativa deve incluir, nomeadamente, a exposição ao risco e a origem dos riscos, objetivos, políticas e procedimentos de gestão de riscos e os métodos utilizados para mensurar os riscos, assim como, alterações face ao período anterior.

Este modelo permite efetuar análises de sensibilidade bem como mensurar a evolução real. A monitorização é efetuada trimestralmente.

A área de Risk Management efetua análises de risco, estudos de impacto quantitativos relacionados com a Solvência II, assegura a gestão saudável dos riscos com base no uso de métricas, dentro das quais se destaca o European Embedded Value, Capital Económico de longo e curto prazo.

Os impactos que advém dos contratos de resseguro existentes são também uma variável tida em conta na modelização destes efeitos.

No âmbito do seu trabalho são permanentemente identificados, mapeados e quantificados, diversos riscos, que a seguir se enumeram:

Os resultados das análises de sensibilidade efetuadas bem como os níveis de concentração de riscos são medidos, controlados e seguidos pela área do Risk Management ao longo do ano e, divulgados anualmente através do relatório exigido pelo normativo do órgão supervisor.

a) Risco de Mercado (i) Risco de taxa de Juro As metodologias do modelo de cálculo do Capital Económico de curto prazo, os pressupostos/ metodologia CEIOPS - Committee of European Insurance and Occupational Pensions Supervisors e resultados das análises QIS, o cálculo do


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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Sociedade Vida

EEV - European Embedded Value que fornece informação relativa às duration (determinadas por métodos estocásticos e determinísticos para os Ativos e Passivos) são entre outras as formas encontradas para mensurar este risco. (ii) Risco de crédito/ risco de spread Estes riscos são quantificados trimestralmente. O modelo de apuramento de cada um deles é estandardizado ao nível do Grupo. (iii) Risco de concentração/ diversificação Este risco é identificado e quantificado no âmbito de uma política que define o máximo de exposição por emitente baseado no seu nível de rating. (iv) Risco de volatilidade O risco de volatilidade, associado às ações, é obtido a partir de mudanças na volatilidade implícita dos produtos derivados. Por outro lado, nas circunstâncias em que as responsabilidades também contêm risco de volatilidade, devido às opções imbuídas, tais como participações nos benefícios ou opções que garantem o resgate, também é feito o seguimento com a mesma periodicidade. (v) Risco de liquidez O Grupo possui um modelo de gestão do risco de liquidez que permite a monitorização e adoção de medidas para evitar a sua rutura, quer em termos de curto prazo para fazer face às suas operações diárias, quer em termos de longo prazo, para corresponder às necessidades da margem de solvência e cobertura das suas provisões técnicas. Esse modelo é constituído por uma tabela de identificação dos riscos de curto prazo que podem impactar a liquidez, bem como de um constante simulador de cenários, de curto e longo prazo, onde são identificadas as necessidades e respetivas fontes de financiamento.

O resultado obtido para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 para o risco de mercado totalizava 58 milhões de euros após diversificação. A decomposição deste montante por tipo de risco apresenta os seguintes montantes (antes de impostos e do efeito de diversificação): • • • • •

Taxa de juro - 23 milhões de euros Spread - 28 milhões de euros Equity and Private Equity - 26 milhões de euros Investimento imobiliário - 12 milhões de euros Volatilidade - 7 milhões de euros

No que respeita ao risco de crédito o montante obtido para o período em referência foi de 13 milhões de euros. Este modelo permite efetuar análises de sensibilidade bem como mensurar a evolução real. A monitorização é efetuada trimestralmente. Foram realizadas as análises de sensibilidade para os seguintes cenários: (tabelas na página seguinte)


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AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Total STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

Total STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

IR EUR 1yr

-29 bps

-30 bps

-14 bps

-50 bps

-29 bps

-35 bps

-37 bps

-32 bps

-25 bps

-39 bps

10 bps

-28 bps

IR EUR 5yr

7 bps

-39 bps

-23 bps

-48 bps

-55 bps

-46 bps

-50 bps

-45 bps

-18 bps

-1 bps

19 bps

-27 bps

IR EUR 10yr

9 bps

-46 bps

-45 bps

-52 bps

-56 bps

-58 bps

-78 bps

-67 bps

-31 bps

51 bps

33 bps

-31 bps

IR EUR 20yr

8 bps

-41 bps

-67 bps

-36 bps

-56 bps

-55 bps

-89 bps

-51 bps

-29 bps

90 bps

32 bps

-27 bps

IR EUR 30yr

8 bps

-45 bps

-81 bps

-49 bps

-66 bps

-63 bps

-102 bps

-44 bps

-44 bps

79 bps

26 bps

-35 bps

IR USD 1yr

31 bps

-3 bps

50 bps

-22 bps

29 bps

-4 bps

-14 bps

-18 bps

4 bps

4 bps

-12 bps

4 bps

IR USD 5yr

29 bps

-44 bps

91 bps

-77 bps

6 bps

-23 bps

-38 bps

-57 bps

-52 bps

35 bps

-7 bps

-13 bps

IR USD 10yr

-45 bps

-78 bps

45 bps

-107 bps

10 bps

-25 bps

-60 bps

-70 bps

-81 bps

2 bps

-16 bps

-39 bps

IR USD 20yr

-61 bps

-99 bps

-29 bps

-106 bps

-14 bps

-50 bps

-79 bps

-73 bps

-81 bps

-45 bps

-20 bps

-60 bps

IR USD 30yr

-78 bps

-109 bps

-50 bps

-115 bps

-9 bps

-55 bps

-94 bps

-78 bps

-85 bps

-65 bps

-23 bps

-69 bps

Spread EUR AAA

37 bps

56 bps

79 bps

5 bps

49 bps

70 bps

14 bps

52 bps

79 bps

44 bps

48 bps

48 bps

Spread EUR AA

85 bps

88 bps

102 bps

24 bps

75 bps

70 bps

59 bps

88 bps

98 bps

89 bps

59 bps

76 bps

Spread EUR A

144 bps

141 bps

162 bps

51 bps

131 bps

116 bps

119 bps

150 bps

114 bps

153 bps

137 bps

129 bps

Spread EUR BBB

240 bps

361 bps

310 bps

309 bps

364 bps

258 bps

178 bps

259 bps

178 bps

314 bps

381 bps

287 bps

Spread EUR HY

673 bps

705 bps

1110 bps

678 bps

1364 bps

863 bps

505 bps

626 bps

360 bps

1284 bps

839 bps

819 bps

Spread USD AAA

26 bps

45 bps

131 bps

15 bps

107 bps

42 bps

16 bps

42 bps

70 bps

57 bps

88 bps

58 bps

Spread USD AA

66 bps

95 bps

167 bps

11 bps

128 bps

28 bps

19 bps

60 bps

51 bps

115 bps

70 bps

74 bps

Spread USD A

107 bps

143 bps

235 bps

13 bps

153 bps

44 bps

69 bps

122 bps

102 bps

177 bps

126 bps

117 bps

Spread USD BBB

142 bps

258 bps

281 bps

141 bps

195 bps

150 bps

159 bps

168 bps

223 bps

236 bps

296 bps

204 bps

Spread USD HY

379 bps

1206 bps

944 bps

625 bps

1117 bps

659 bps

664 bps

447 bps

652 bps

991 bps

707 bps

763 bps

Equity EUR

-47%

-40%

-21%

-55%

-49%

-40%

-35%

-39%

-48%

-30%

-36%

-40%

Equity USD

-39%

-41%

-25%

-48%

-47%

-29%

-32%

-20%

-40%

-38%

-37%

-36%

FX USD/EUR

4%

-1%

19%

-8%

6%

9%

5%

-3%

20%

7%

-5%

5%

FX JPY/EUR

2%

-10%

40%

3%

8%

8%

29%

10%

17%

6%

9%

11%

Real Estate

-16%

-10%

-16%

-14%

-13%

-16%

-20%

-15%

-16%

-12%

-17%

-15%

Hedge Funds

-30%

-25%

-30%

-33%

-17%

-13%

-19%

-20%

-23%

-20%

-30%

-24%

Private Equity

-12%

2%

-3%

10%

-21%

-16%

-40%

-31%

-36%

-20%

5%

-15%


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

265

Sociedade Vida

STEC Scenarios per risk category (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

Total STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

IR EUR 1yr

101 bps

175 bps

70 bps

688 bps

356 bps

93 bps

56 bps

64 bps

52 bps

148 bps

362 bps

197 bps

IR EUR 5yr

145 bps

166 bps

136 bps

234 bps

190 bps

140 bps

141 bps

134 bps

145 bps

163 bps

204 bps

164 bps

IR EUR 10yr

219 bps

219 bps

214 bps

260 bps

202 bps

205 bps

189 bps

200 bps

206 bps

191 bps

221 bps

211 bps

IR EUR 20yr

240 bps

228 bps

232 bps

250 bps

169 bps

242 bps

199 bps

192 bps

221 bps

164 bps

237 bps

216 bps

IR EUR 30yr

241 bps

222 bps

215 bps

244 bps

169 bps

237 bps

179 bps

189 bps

238 bps

160 bps

260 bps

214 bps

IR USD 1yr

-0 bps

480 bps

68 bps

658 bps

78 bps

63 bps

44 bps

29 bps

64 bps

12 bps

149 bps

149 bps

IR USD 5yr

118 bps

461 bps

227 bps

443 bps

169 bps

243 bps

214 bps

276 bps

363 bps

208 bps

264 bps

271 bps

IR USD 10yr

208 bps

477 bps

244 bps

403 bps

188 bps

330 bps

279 bps

380 bps

455 bps

227 bps

280 bps

315 bps

IR USD 20yr

223 bps

416 bps

210 bps

296 bps

185 bps

289 bps

258 bps

355 bps

440 bps

173 bps

243 bps

281 bps

IR USD 30yr

246 bps

435 bps

218 bps

296 bps

205 bps

294 bps

274 bps

371 bps

448 bps

162 bps

253 bps

291 bps

Spread EUR AAA

83 bps

64 bps

25 bps

44 bps

47 bps

79 bps

44 bps

66 bps

91 bps

71 bps

31 bps

59 bps

Spread EUR AA

93 bps

102 bps

90 bps

68 bps

71 bps

81 bps

89 bps

100 bps

73 bps

89 bps

87 bps

86 bps

Spread EUR A

133 bps

171 bps

143 bps

167 bps

146 bps

127 bps

153 bps

151 bps

162 bps

152 bps

139 bps

150 bps

Spread EUR BBB

293 bps

221 bps

335 bps

286 bps

335 bps

351 bps

314 bps

273 bps

277 bps

227 bps

375 bps

299 bps

Spread EUR HY

654 bps

446 bps

937 bps

1262 bps

812 bps

607 bps

1284 bps

389 bps

371 bps

1278 bps

595 bps

785 bps

Spread USD AAA

92 bps

41 bps

46 bps

24 bps

17 bps

29 bps

57 bps

48 bps

41 bps

17 bps

47 bps

42 bps

Spread USD AA

53 bps

81 bps

128 bps

56 bps

66 bps

104 bps

115 bps

113 bps

61 bps

72 bps

113 bps

87 bps

Spread USD A

130 bps

98 bps

192 bps

193 bps

88 bps

118 bps

177 bps

188 bps

130 bps

106 bps

177 bps

145 bps

Spread USD BBB

236 bps

103 bps

301 bps

237 bps

190 bps

268 bps

236 bps

337 bps

150 bps

207 bps

308 bps

234 bps

Spread USD HY

853 bps

454 bps

547 bps

1031 bps

561 bps

293 bps

991 bps

547 bps

496 bps

639 bps

999 bps

674 bps

Equity EUR

-42%

-50%

-45%

-47%

-44%

-45%

-47%

-47%

-46%

-44%

-46%

-46%

Equity USD

-41%

-26%

-48%

-44%

-42%

-34%

-48%

-42%

-27%

-41%

-18%

-37%

FX USD/EUR

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

-5%

FX JPY/EUR

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

8%

Real Estate

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

-20%

Hedge Funds

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

Private Equity

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%


266

AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Standalone IR STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

IR STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

IR EUR 1yr

101 bps

175 bps

70 bps

688 bps

356 bps

93 bps

56 bps

64 bps

52 bps

148 bps

362 bps

197 bps

IR EUR 5yr

145 bps

166 bps

136 bps

234 bps

190 bps

140 bps

141 bps

134 bps

145 bps

163 bps

204 bps

164 bps

IR EUR 10yr

219 bps

219 bps

214 bps

260 bps

202 bps

205 bps

189 bps

200 bps

206 bps

191 bps

221 bps

211 bps

IR EUR 20yr

240 bps

228 bps

232 bps

250 bps

169 bps

242 bps

199 bps

192 bps

221 bps

164 bps

237 bps

216 bps

IR EUR 30yr

241 bps

222 bps

215 bps

244 bps

169 bps

237 bps

179 bps

189 bps

238 bps

160 bps

260 bps

214 bps

IR USD 1yr

-0 bps

480 bps

68 bps

658 bps

78 bps

63 bps

44 bps

29 bps

64 bps

12 bps

149 bps

149 bps

IR USD 5yr

118 bps

461 bps

227 bps

443 bps

169 bps

243 bps

214 bps

276 bps

363 bps

208 bps

264 bps

271 bps

IR USD 10yr

208 bps

477 bps

244 bps

403 bps

188 bps

330 bps

279 bps

380 bps

455 bps

227 bps

280 bps

315 bps

IR USD 20yr

223 bps

416 bps

210 bps

296 bps

185 bps

289 bps

258 bps

355 bps

440 bps

173 bps

243 bps

281 bps

IR USD 30yr

246 bps

435 bps

218 bps

296 bps

205 bps

294 bps

274 bps

371 bps

448 bps

162 bps

253 bps

291 bps

Standalone Spread STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

SPREAD STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

Spread EUR AAA

83 bps

64 bps

25 bps

44 bps

47 bps

79 bps

44 bps

66 bps

91 bps

71 bps

31 bps

59 bps

Spread EUR AA

93 bps

102 bps

90 bps

68 bps

71 bps

81 bps

89 bps

100 bps

73 bps

89 bps

87 bps

86 bps

Spread EUR A

133 bps

171 bps

143 bps

167 bps

146 bps

127 bps

153 bps

151 bps

162 bps

152 bps

139 bps

150 bps

Spread EUR BBB

293 bps

221 bps

335 bps

286 bps

335 bps

351 bps

314 bps

273 bps

277 bps

227 bps

375 bps

299 bps

Spread EUR HY

654 bps

446 bps

937 bps

1262 bps

812 bps

607 bps

1284 bps

389 bps

371 bps

1278 bps

595 bps

785 bps

Spread USD AAA

92 bps

41 bps

46 bps

24 bps

17 bps

29 bps

57 bps

48 bps

41 bps

17 bps

47 bps

42 bps

Spread USD AA

53 bps

81 bps

128 bps

56 bps

66 bps

104 bps

115 bps

113 bps

61 bps

72 bps

113 bps

87 bps

Spread USD A

130 bps

98 bps

192 bps

193 bps

88 bps

118 bps

177 bps

188 bps

130 bps

106 bps

177 bps

145 bps

Spread USD BBB

236 bps

103 bps

301 bps

237 bps

190 bps

268 bps

236 bps

337 bps

150 bps

207 bps

308 bps

234 bps

Spread USD HY

853 bps

454 bps

547 bps

1031 bps

561 bps

293 bps

991 bps

547 bps

496 bps

639 bps

999 bps

674 bps

Spread CHF AAA

92 bps

4 bps

-2 bps

5 bps

15 bps

22 bps

-10 bps

16 bps

14 bps

-7 bps

-13 bps

12 bps

Spread CHF AA

91 bps

23 bps

9 bps

47 bps

65 bps

48 bps

24 bps

23 bps

38 bps

14 bps

-20 bps

33 bps

Spread CHF A

137 bps

55 bps

-40 bps

75 bps

18 bps

86 bps

-15 bps

34 bps

101 bps

51 bps

-15 bps

44 bps

Spread CHF BBB

431 bps

42 bps

13 bps

118 bps

-10 bps

225 bps

69 bps

97 bps

357 bps

-16 bps

164 bps

135 bps

Spread CHF HY

654 bps

446 bps

937 bps

1262 bps

812 bps

607 bps

1284 bps

389 bps

371 bps

1278 bps

595 bps

785 bps

Standalone Equity STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

EQUITY STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

Equity EUR

-42%

-50%

-45%

-47%

-44%

-45%

-47%

-47%

-46%

-44%

-46%

-46%

Equity USD

-41%

-26%

-48%

-44%

-42%

-34%

-48%

-42%

-27%

-41%

-18%

-37%

Equity GBP

-39%

-24%

-41%

-39%

-37%

-40%

-39%

-37%

-29%

-39%

-32%

-36%

Equity JPY

-52%

-31%

-30%

-44%

-43%

-19%

-29%

-35%

-10%

-36%

-51%

-35%

Equity CHF

-37%

-25%

-28%

-32%

-37%

-47%

-33%

-41%

-36%

-45%

-44%

-37%


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

267

Sociedade Vida

Standalone Hedge Fund STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

HF STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

Convertible Arbitrage

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

CTA Global

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

Distressed Securities

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

-8%

Emmerging Markets

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

Market Neutral

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

-2%

Event Driven

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

-6%

Fixed Inc. Arbitrage

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

-14%

Fund of Fund

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

-11%

Global Macro

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

Long Short Equity

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

-9%

Merger Arbitrage

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

Relative Value

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

-1%

Short Selling

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

37%

Standalone Private Equity STEC Scenarios (99,5%) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

PE STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

Euro Buyout

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

-35%

Euro Mezzanine

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

Euro Venture

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

9%

US Buyout

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

-18%

US Mezzanine

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

-4%

US Venture

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%

19%


268

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Os resultados obtidos foram os seguintes:

Q4 2010 - Market Risk Category Contributions to STEC Scenario and Neighbouring Scenarios (99,5%, in EUR bn) 5th higher Scenario

4th higher Scenario

3rd higher Scenario

2nd higher Scenario

1st higher Scenario

TOTAL STEC Scenario

1st lower Scenario

2nd lower Scenario

3rd lower Scenario

4th lower Scenario

5th lower Scenario

Average

STEC Scenarios by risk category

Interest Rates

-0,0

0,0

-0,0

0,0

0,0

-0,0

-0,0

0,0

-0,0

0,0

-0,0

-0,0

-0,0

Spread

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

Equity

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

FX

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Volatility

0,0

-0,0

-0,0

0,0

-0,0

-0,0

-0,0

0,0

-0,0

0,0

-0,0

-0,0

-0,0

Real Estate

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

-0,0

Hedge Funds

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Private Equity

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Total

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

-0,1

b) Riscos Operacionais No âmbito das exigências internacionais definidas na Diretiva Comunitária de Solvência II, bem como na Norma Regulamentar n.º 14/2005-R, de 29 de novembro, emitida pelo regulador Português, a entidade no decorrer do ano de 2010 reforçou o ambiente de Governo sobre o qual assenta, quer a gestão pelo negócio do risco operacional, quer o respetivo cálculo das exigências de capital económico para este risco. Este passo foi consubstanciado em três ações distintas: • Reforço da organização local existente para a gestão de risco através da formalização do departamento de Risk Management local o qual inclui uma área dedicada exclusivamente ao risco operacional & controlo interno; • Lançamento dos comités de risco operacional & controlo interno com periodicidade quadrimestral e realizados pela Direção-Geral (Financeira, Oferta, Operações e Sistemas de Informação e de Recursos Humanos);

• A definição do framework de gestão do risco operacional que comporta as seguintes ações: ◘◘ Identificação dos principais riscos operacionais a que a entidade está exposta e cálculo anual do capital económico afeto; ◘◘ Implementação de processo de recolhas de perdas operacionais; ◘◘ Estabelecimento/monitorização do risk appetite; ◘◘ Definição/monitorização de RPI’s – Risk Performance Indicator’s/Risk Tolerances por sub-tipologia de risco; ◘◘ Implementação de ações de mitigação para os principais riscos e perdas operacionais. Em 2010, para além do seguimento em sede do Comité referenciado dos temas inerentes, a gestão deste risco assentou nos pressupostos mencionados de seguida cuja adequabilidade será consolidada substancialmente em 2011: • Estabelecimento de indicadores para medir a exposição da entidade ao risco em processos core e


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

de suporte da entidade, nomeadamente, Subscrição, Produção, Cobranças, Sinistros, atividades em outsourcing, pagamentos/recebimentos, entre outras; • Identificação das perdas reais relativas aos riscos que se materializam na entidade; • Implementação de ações de mitigação para riscos operacionais com monitorização em sede do comité referenciado. Em complemento a toda a informação descrita, relevamos a importância de estarem implementados e disseminados pela entidade, políticas/procedimentos em matéria de Continuidade

CAUSAS

269

Sociedade Vida

de Negócio, Segurança IT, Procurement, Branqueamento de Capitais, Controlo Interno, Combate à Fraude e Código de Ética. No âmbito do cálculo do capital económico em sede de Solvency II, o Grupo AXA adotou a utilização de um modelo interno designado por STEC - Short Term Economic Capital, o qual reflete o perfil de risco nos requisitos de capital de solvência tomando em consideração as especificidades da entidade. Os riscos operacionais passíveis de serem avaliados inserem-se nas categorias abaixo descritas e com base na seguinte metodologia:

EVENTOS

IMPACTOS

Grupo – Tipologias de risco operacional 100 Eventos de risco reagrupados em 7 categorias

CAUSAS

Causas Internas • Pessoas, Processos, Sistemas. Causas Externas: • Catástrofes naturais; • Desastres provocados pelo Homem; • Exclui causas externas que conduzem ao risco estratégico.

EVENTOS

1. Fraude Interna; 2. Fraude Externa; 3. Práticas relacionadas com os Recursos Humanos e com Segurança no Trabalho; 4. Clientes, produtos e práticas comerciais; 5. Eventos externos que causem danos nos ativos físicos (aqui inclui-se eventos man made); 6. Interrupção de atividades e falhas nos sistemas; 7. Riscos relacionados com os processos de negócio. DISTRIBUÍDOS POR 21 SUB-CATEGORIAS

IMPACTOS

Financeiros: • Conta de Resultados; • Outros Custos. Sanções Legais & Regulatórias. Imagem - Reputação.


270

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A identificação dos riscos que serão alvo de capital económico normalmente é baseada em informação dos seguintes intervenientes: • • • • • • • • • • • • •

Administrador Delegado; Diretores de topo; Auditoria Interna; FCO - Fraud Control Officer; CAMLO - Chief Anti Money Laundering Officer; Compliance (incluindo área Jurídica); Group Risk Management; Risk Management Regional; Risk Management local; BCM – Business Continuity Management; IT Security Manager; RH – Recursos Humanos; Detentores dos processos.

Bem como em informação decorrente do processo de recolha de perdas operacionais e falhas detetadas no controlo interno em vigor para os processos. Este processo de identificação origina o Risk Mapping da entidade. A quantificação/modelização dos riscos é feita através de avaliações efetuadas com os detentores dos processos e tem cariz quantitativo (estabelecimento de potenciais perdas financeiras que a entidade incorre se o risco ocorrer, bem como, definição de uma frequência para o evento) e qualitativo (identificação de controlos de mitigação, estratégias de recuperação e causas externa e internas). A informação recolhida é gerida no modelo interno, que calcula o capital económico a alocar em termos de risco operacional. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 o montante necessário ronda 6 milhões de euros.

4.5. Prestação de informação qualitativa relativamente à adequação dos prémios e à adequação das provisões a) Adequação dos prémios Numa análise dinâmica, a adequação dos prémios ou tarifas praticadas pela Companhia, face à estimativa das responsabilidades, custos de aquisição, custos de gestão financeira, custos de gestão administrativa, overheads, resseguro, resultados financeiros e outros encargos, é anualmente aferida pela realização dos estudos no âmbito do EEV - European Embedded Value e NBV - New Business Value, nos quais se projeta por cada produto e por apólice, e por cada ano futuro: • Prémios anuais (projeção da carteira existente e New Business); • Rendimentos financeiros e juro técnico; • Participações distribuídas;

nos

resultados

atribuídas

e

• Custos de aquisição, gestão financeira, gestão de sinistros e overheads; • Comissões; • Variação da provisão matemática; • Custos com sinistros (resgates, mortes e vencimentos); • Saldo de resseguro; • Capital e juro da margem de solvência; • Imposto.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

271

Sociedade Vida

Os resultados do ano, bem como os resultados projetados dos anos seguintes são agrupados por quatro contas: • Conta técnica (prémios + participações nos resultados distribuídas + saldo resseguro + juros técnicos - variação da provisão matemática participações nos resultados técnicas atribuídas - encargos teóricos - custos com sinistros); • Conta financeira (rendimentos financeiros - encargos nas contas de participação nos resultados - juros técnicos - participações nos resultados financeiros atribuídas); • Conta administrativa (encargos teóricos + encargos nas contas de participação nos resultados - custos de aquisição incluindo comissões - custos gestão – overheads + custos de aquisição diferidos (driação – amortização)); • Conta do Acionista (resultado exploração imposto).

Esta forma de apresentação dos resultados, desde logo permite identificar a adequação dos prémios e das bases técnicas à estrutura de custos da empresa, nomeadamente e no caso dos produtos de pura capitalização, via análise da conta administrativa. Já nos produtos de risco (temporários, capitais diferidos tradicionais, mistos, universal life, rendas vitalícias), a referida análise baseia-se no estudo conjunto dos resultados técnicos e administrativos. No que se refere ao ano 2010 os Resultados Globais pelo método das quatro contas, foram os seguintes: (tabela na página seguinte)


272

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

PRODUTOS TRADICIONAIS

PRODUTOS FINANCEIROS Oper. de Capitalização

Livres

TOTAL

Rendas

Capitais Diferidos

Temp. / Mistos / Outros

Universal Life

Capitais Diferidos

Ligados Fundo Investimento

(+) Prémios

3.631

12.156

25.241

26.602

152.161

117

0

219.908

(-) Encargos teóricos

-43

-1.621

-6.734

-1.241

-1.555

-1

0

-11.195

(-) Custos com Sinistros

-5.490

-39.617

-9.863

-13.662

-110.123

-23.402

-16.721

-218.878

(+) Provisão Matemática inicial

42.788

198.904

6.745

96.875

670.958

57.681

19.841

1.093.792

(-) Provisão Matemática final

-41.437

-175.292

-7.548

.-109.761

-734.320

-36.123

-4.071

-1.108.552

(+) Saldo Resseguro

0

0

682

-50

0

0

0

632

(+) Juros Técnicos

1.630

6.378

835

2.998

22.777

2.481

452

37.550

(+) PB Incorporada

0

84

53

122

465

0

511

Resultados Técnicos

1.079

992

9.412

1.882

363

753

12

(-) PB Atrib Técnica

-515

0

-1.974

0

-44

0

0

Margem Técnica

564

992

7.438

1.882

319

753

12

0

11.960

(+) Rendimentos Financeiros

1.598

8.729

2.670

4.209

31.457

2.521

674

2.871

54.728

(+) Impairement

-19

-3.026

-303

-1.652

(-) Encargos s/ Saldo Médio

0

-8

0

-348

-3.379

-40

0

-3.774

(-) Juros Técnicos

-1.630

-6.378

-835

-2.998

-22.777

-2.481

-452

-37.550

Resultados Financeiros

-50

-683

1.835

560

3.650

0

22

(-) PB Atribuída Financeira

-17

-407

0

-183

-1.047

0

-115

-1.770

(-) PB a Atribuir Financeira

0

2.098

0

0

568

0

0

2.666

Margem Financeira

-68

1.009

1.835

377

3.171

0

107

2.871

9.301

Resultados Técn. Financeira

1.029

310

11.246

2.443

4.013

753

234

2.871

22.898

(-) PB Atrib./a atrib. Total

-532

1.691

-1.974

-183

-523

0

-115

Margem Técn. Financeira

497

2.001

9.272

2.259

3.490

753

119

1. CONTA TÉCNICA PURA

1.236 0

14.493 -2.533

2. CONTA FINANCEIRA

-4.999

2.871

8.405

-1.637 2.871

21.261

Unidade: Milhares de Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

273

Sociedade Vida

PRODUTOS TRADICIONAIS

PRODUTOS FINANCEIROS Operação de Capitalização

Livres

TOTAL

Rendas

Capitais Diferidos

Temp. / Mistos / Outros

Universal Life

Capitais Diferidos

Ligados Fundo Investimento

(+) Encargos teóricos

43

1.621

6.734

1.241

1.555

1

0

11.195

(+) Encargos s/ Saldo Médio

0

47

0

348

3.379

40

0

3.813

(-) Custos Aquisição

-35

-368

-4.144

-1.831

-2.292

-2

0

-8672

(-) Custos Gestão

-6

-160

-205

-105

-218

-42

-14

-750

(-) Custos Investimento

-93

-587

-30

-197

-1.864

-59

-5

-2.834

(-) Outros Custos líquidos Ctos Inv.

-38

-440

-3.394

-1.011

-1.613

-55

-2

-6.553

(+) DAC (Criado Amortizado)

0

-630

1.174

931

-725

-377

-25

349

(-) URR (Criado Amortizado)

0

0

0

0

322

52

5

380

Resultados Administrativos

-129

-517

136

-625

-1.457

-442

-41

0

-3.074

Resultados de Exploração

368

1.484

9.408

1.634

2.033

311

78

2.871

18.188

Resultado Exploração

368

1.484

9.408

1.634

2.033

311

78

2.871

18.188

Impostos

-102

-413

-2.619

-455

-566

-87

-22

-799

-5.064

Resultado Líquido Social

266

1.071

6.789

1.179

1.467

224

56

2.072

13.124

3. CONTA ADMINISTRATIVA

4. CONTA DO ACIONISTA

Unidade: Milhares de Euros


274

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A informação comparativa com 2009 apresenta-se de seguida:

PRODUTOS TRADICIONAIS

PRODUTOS FINANCEIROS Operações de Capitalização

Livres

TOTAL

Rendas

Capitais Diferidos

Temp. / Mistos / Outros

Universal Life

Capitais Diferidos

Ligados Fundos Investimento

(+) Prémios

4.380

15.496

22.651

21.419

153.891

405

28

218.271

(-) Encargos teóricos

-38

-1.867

-6.111

-1.065

-1.636

-4

0

-10.721

(-) Custos com Sinistros

-6.385

-40.485

-9.051

-11.684

-126.697

-20.235

-8.055

-222.591

(+) Provisão Matemática inicial

42.961

218.623

6.016

86.883

622.594

65.125

26.651

1.068.853

(-) Provisão Matemática final

-42.788

-198.904

-6.745

-96.875

-670.958

-57.681

-19.841

-1.093.792

(+) Saldo Resseguro

0

0

-176

-73

0

0

0

-249

(+) Juros Técnicos

1.591

7.249

785

2.756

21.971

7.711

667

42.731

(+) PB Incorporada

73

684

1

455

811

0

594

Resultados Técnicos

-207

797

7.371

1.817

-22

-4.679

44

(-) PB Atrib. Técnica

0

0

-2.336

0

-14

0

0

Margem Técnica

-207

797

5.035

1.817

-36

-4.679

44

0

2.771

(+) Rendimentos Financeiros

1.996

11.677

1.678

4.058

27.219

7.780

1.573

3.486

59.467

(+) Impairement

-310

-2.448

-854

-1.755

(-) Encargos s/ Saldo Médio

0

-10

0

-340

-3.406

-69

0

-3.825

(-) Juros Técnicos

-1.591

-7.249

-785

-2.756

-21.971

-7.711

-667

-42.731

Resultados Financeiros

95

1.969

893

108

87

0

906

(-) PB Atrib Financeira

0

-75

0

-123

-451

0

-511

Margem Financeira

95

1.894

893

-14

-365

0

395

3.486

6.383

Resultados Técn. Fin.

-112

2.766

8.263

1.925

65

-4.679

950

3.486

12.665

(-) PB Atribuída Total

0

-75

-2.336

-123

-465

0

-511

Margem Técn. Financeira

-112

2.691

5.928

1.803

-400

-4.679

439

1. CONTA TÉCNICA PURA

2.619 0

5.121 -2.350

2. CONTA FINANCEIRA

-5.367

3.486

7.544 -1.161

-3.510 3.486

9.154

Unidade: Milhares de Euros (continuação da tabela na página seguinte)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

275

Sociedade Vida

PRODUTOS TRADICIONAIS

PRODUTOS FINANCEIROS Operações de Capitalização

Livres

TOTAL

Rendas

Capitais Diferidos

Temp. / Mistos / Outros

Universal Life

Capitais Diferidos

Ligados F.undos Investimento

(+) Encargos teóricos

38

1.867

6.111

1.065

1.636

4

0

10.721

(+) Encargos s/ Saldo Médio

0

89

0

340

3.406

69

0

3.903

(-) Custos Aquisição

-51

-505

-4.097

-1.449

-2.525

-8

0

-8.635

(-) Custos Gestão

-5

-165

-195

-90

-288

-33

-7

-784

(-) Custos Investimento

-55

-533

-13

-130

-1.589

-99

-10

-2.429

(-) Outros Custos liq. Ctos Inv.

-38

-584

-2.817

-667

-1.526

-80

-9

-5.720

(+) DAC (Criado Amortizado)

0

0

662

49

-287

-197

-199

27

(-) URR (Criado Amortizado)

0

0

0

0

693

57

72

822

Resultados Administrativos

-111

169

-349

-882

-481

-287

-153

0

-2.095

Resultados de Exploração

-223

2.860

5.579

921

-882

-4.967

286

3.486

7.059

Resultado Exploração

-223

2.860

5.579

921

-882

-4.967

286

3.486

7.059

Resultado Extraordinário

4,0

96,3

165,5

50

199

9

1

Impostos

41

-555

-1.079

-182

128

931

-54

-655

-1.424

Resultado Líquido Social

-178

2.401

4.666

788

-555

-4.027

233

2.831

6.160

3. CONTA ADMINISTRATIVA

4. CONTA DO ACIONISTA

525

Unidade: Milhares de Euros


276

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Em termos de análise dinâmica: • EEV O EEV - European Embedded Value sobre a carteira modelizada em 2010 correspondia a 121,7 milhões de euros. • PVFP O Present Value of Future Profits Certainty Equivalent deduzido das Opções e Garantias, ou Risk Neutral Value, representa o valor atual da carteira existente sem qualquer efeito de futuros prémios de risco por investimento deduzido das Opções e Garantias embebidas nos contratos (calculadas estocasticamente). O montante apurado situa-se nos 55,9 milhões de euros. • NBV O indicador utilizado ao nível do Grupo AXA para quantificar o valor do novo negócio é o NBV - New Business Value. O NBV representa o valor do PVFP das apólices novas do ano, adicionado ao valor do resultado do 1.º ano (Strain) e deduzido do valor das Opções e Garantias incluídas no produto (calculado estocasticamente) e do custo do capital para o Acionista (capital de AA rating e considerando Soft Capital). O NBV da carteira Vida apresentou em 2010 um valor de 10,5 milhões de euros. b) Adequação das provisões A política de provisionamento enquadra-se na legislação em vigor, e obedece às análises de rentabilidade efetuadas previamente ao lançamento dos novos produtos, bem como aos estudos anuais de projeção de carteira Vida por cada produto e por grupo de apólices com características comuns (estudo integrado no European Embedded Value). A criação de provisões para sinistros é efetuada de acordo com: • Sinistro morte: provisão equivalente ao montante de capital seguro;

• Sinistro invalidez: provisão equivalente ao montante de capital seguro; • Sinistro incapacidade: provisão de acordo com a duração prevista medicamente - os reforços de provisões são feitos periodicamente consoante a evolução do processo. a) Pagamentos - Incapacidades: mensais; b) Encerramentos - dadas as características específicas da maioria dos produtos (Grupo) e ao maior número de incapacidades totais temporárias, os processos podem estar abertos 1095 dias. Em 2010, a Companhia elaborou um estudo no âmbito das provisões para IBNR - Incurred But Not Reported de forma a identificar e validar o comportamento da taxa para o cálculo do IBNR nas modalidades temporários vida. Da elaboração deste estudo, resultou: • Temporários vida grupo: taxa a aplicar no cálculo da provisão para sinistros não declarados mantém-se em 19%, correspondendo à média dos últimos cinco anos. • Temporários vida individual: taxa a aplicar no cálculo da provisão para sinistros não declarados de 37%, correspondendo à média dos últimos cinco anos. Os estudos do IBNR continuarão a ser assegurados anualmente, pelo que será acompanhado e analisado o comportamento da taxa real dos sinistros participados após o encerramento do exercício, podendo caso se venha a verificar um desvio, alterar a taxa de IBNR. No âmbito da IFRS4, efectuou-se o LAT - Liability Adequacy Test, segundo o qual não se identificaram insuficiências das provisões técnicas face às responsabilidades previstas. Portanto, face ao exposto anteriormente conclui-se que não é necessário qualquer tipo de ajustamento nas provisões técnicas.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

277

Sociedade Vida

No âmbito do estudo do EEV foram realizadas as seguintes análises de sensibilidade:

EEV

NBV

Acréscimo de 100 b.p das risk free rates

--12.548

140

Decréscimo de 100 b.p das risk free rates

2.421

-1.280

Acréscimo de 50 b.p das risk free rates

-5.058

212

Decréscimo de 50 b.p das risk free rates

2.426

-497

Decréscimo de 50 b.p de governance rates

-7.342

-526

Aumento de 1% na taxa de desconto

-7.468

-1.655

Redução de 1% na taxa de desconto

8.771

1.960

Aumento de 10% do valor das ações no início da projeção

2.352

302

Redução de 10% do valor das ações no início da projeção

-2.299

-269

Aumento de 10% no real estate no início da projeção

2.807

0

Redução de 10% no real estate no início da projeção

-2.807

0

Decréscimo de 10% de anulações e resgates

3.574

954

Decréscimo de 10% das despesas

2.813

370

Redução de 5% na taxa de mortalidade das rendas

-639

-23

Redução de 5% na taxa de mortalidade restantes modalidades

5.112

881

Acréscimo de 25% de volatilidade no mercado das ações

0

0

Acréscimo de 25% de volatilidade nas obrigações

-258

-5

Acréscimo de 50 b.p no credit spread

-9.230

-760

Decréscimo de 50 b.p no credit spread

8.583

619

Reference rate sem prémio de iliquidez

-7.329

-1.259

ANÁLISE DE SENSIBILIDADE

Unidade: Milhares de Euros


278

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Para o cálculo do prémio único e das provisões matemáticas da carteira de rendas vitalícias, é utilizada a Tábua de Mortalidade TV73/77 com a taxa técnica de juro de 4% na determinação das provisões matemáticas.

ANOS

TÁBUA DE MORTALIDADE UTILIZADA (n.º de eventos) PM Bal: TV73/77 a 4%

Face à mortalidade real dos últimos anos, mantém-se adequada a base técnica para tarifação e provisionamento. As análises de sensibilidade efetuadas apresentam os resultados apresentados nos seguintes quadros: TÁBUAS DE MORTALIDADE ALTERNATIVAS (n.º de eventos)

TV73/77 a 3%

Var face à PMB (%)

TV88/90 a 4%

Var face à PMB (%)

2010

29.699

31.791

7,05%

32.966

11,10%

2009

31.404

33.594

6,97%

34.731

10,59%

2008

31.167

33.304

6,86%

34.382

10,32%

2007

31.853

34.023

6,81%

35.047

10,03%

2006

32.523

34.787

6,96%

35.721

9.83%

2005

32.491

34.695

6,78%

35.510

9,29%

2004

33.103

35.405

6,95%

36.165

9,25%

2003

34.549

36.020

4,26%

36.663

6,12%

2002

35.111

37.379

6,46%

37.857

7,82%

2001

34.291

36.635

6,84%

37.040

8,02%

2000

32.667

34.401

5,31%

34.752

6,38%

ANOS

TÁBUA DE MORTALIDADE UTILIZADA (n.º de eventos) PM Bal: TV73/77 a 4%

TÁBUAS DE MORTALIDADE ALTERNATIVAS (n.º de eventos) TV88/90 a 3%

Var face à PMB (%)

GKF95 a 3%

Var face à PMB (%)

2010

29.699

35.546

19,69%

37.909

27,65%

2009

31.404

37.391

19,07%

39.710

26,46%

2008

31.167

36.976

18,64%

39.177

25,70%

2007

31.853

37.678

18,29%

39.802

24,96%

2006

32.523

38.457

18,25%

40.499

24,52%

2005

32.491

38.261

17,76%

2004

33.103

38.925

17,59%

2003

34.549

39.397

14,03%

2002

35.111

40.608

15,66%

2001

34.291

39.797

16,06%

2000

32.667

37.388

14,45%


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

279

Sociedade Vida

4.6. Informação qualitativa e quantitativa acerca dos rácios de sinistralidade, rácios de despesas, rácios combinados de sinistros e despesas e rácio operacional (resultante da consideração dos rendimentos obtidos com investimentos afetos aos vários segmentos), calculados sem dedução do resseguro cedido No exercício de 2010 foram obtidos os seguintes rácios:

2010

2009

Variação

Rácio de Sinistralidade

105,78%

112,72%

-6,9%

Rácio de Despesas

6,7%

6,30%

0,4%

Rácio Combinado

112,2%

119,1%

-6,9%

Rácio Operacional

8,6%

1,93%

6,7%

Comentamos de seguida a sua evolução: • Melhoria do rácio de sinistralidade em 6,9%, em parte explicado pela redução das provisões técnicas e pelo aumento dos prémios; • O rácio de despesas agravou 0,4%, em resultado do aumento das despesas, parcialmente compensado pelo aumento dos prémios; • O rácio combinado reduziu 6,9%, essencialmente devido à melhoria do rácio de sinistralidade; • O rácio operacional, incluindo rendimentos financeiros, aumentou 6,7%, em resultado da redução dos custos técnicos, aumento das despesas, aumento dos rendimentos financeiros e aumento dos prémios.


280

5. PASSIVOS INVESTIMENTO

AXA

POR

>

CONTRATOS

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

DE

As responsabilidades para com os contratos considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento estão classificados no Balanço como Passivos Financeiros e o seu desdobramento encontra-se no quadro seguinte:

Montante gerido no início do período Componente de depósitos de contratos de seguros e contratos de seguro e operações consideradas para efeitos contabilísticos como contratos de investimento

51.674.321

Ramo Vida

51.674.321

Montantes Entradas

0

Saídas

Variações de Ganhos e Perdas

Montante gerido no final do período

Comissões

7.243.609

1.819.503

44.430.712

13.626

7.243.609

1.819.503

44.430.712

13.626 Unidade: Euros

O comparativo do ano de 2009 apresenta-se de seguida: Montante gerido no início do período Componente de depósitos de contratos de seguros e contratos de seguro e operações consideradas para efeitos contabilísticos como contratos de investimento

69.379.850

Ramo Vida

69.379.850

Montantes Entradas

0,00

Saídas

Variações de Ganhos e Perdas

Montante gerido no final do período

Comissões

17.705.529

2.229.460

51.674.321

14.429

17.705.529

2.229.460

51.674.321

14.429 Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

281

Sociedade Vida

6. INSTRUMENTOS FINANCEIROS 6.1. Inventário de participações instrumentos financeiros

de

O inventário de títulos e de participações financeiras em 31 de dezembro de 2010 encontra-se no Anexo 1.

6.6. Prestação de informação acerca de garantias colaterais cedidas e aceites, assim como, dos Ativos cedidos e recebidos com acordo de recompra firme A Companhia não efetuou qualquer atividade de recompra firme de ativos durante o ano de 2010. No final do ano, a Companhia detinha uma posição de garantia colateral recebida de €1.674.000 como nominal das seguintes obrigações governamentais: • Valor nominal de €97.000 do Governo Alemão (5%) com maturidade a 4 de janeiro de 2012; • Valor nominal de €282.000 do Governo Alemão (4%) com maturidade a 11 de outubro de 2013; • Valor nominal de €153.000 do Governo Alemão (6,25%) com maturidade a 4 de janeiro de 2024; • Valor nominal de €275.000 do Governo Alemão (4,25%) com maturidade a 4 de julho de 2014; • Valor nominal de €867.000 do Governo Francês (3,25%) com maturidade a 25 de abril de 2016; Este colateral foi recebido do Credit Suisse como garantia de uma mudança positiva na valorização com transações de derivados.

6.7. Prestação de informação relativa à utilização de derivados e à utilização de operações de reporte e de empréstimo de valores Os derivados foram exclusivamente utilizados como objetivo de hedging. Durante o exercício de 2010, existiu maioritariamente um tipo de risco de hedging durante o ano: • Potencial risco de subida nas taxas de juro e correspondente impacto negativo na estratégia de gestão do portefólio de investimentos. Para cobrir este risco, a AXA Vida, comprou um Payer Swaption em 2009, por um valor do risco coberto de 22 milhões de euros. Em agosto de 2010 foi implementada uma nova estratégia para alargar o perímetro de cobertura do portefólio contra o mesmo risco. O objetivo é a cobertura do risco da subida da taxa de juro das obrigações a 5 anos, acima dos 4,5%, durante a vigência desta estratégia. Se esta situação acontecer, esta estratégia irá permitir à Companhia receber a diferença entre os nível das taxas de juro a cinco anos e os 4,5% vezes o nocional coberto. A estratégia é denominada de “Forward start CAP CMS 5y” com o nocional de 60 milhões de euros durante o período de janeiro de 2013 a dezembro de 2017. Este valor será recebido numa base anual no final de cada ano a começar em 2013 e com período final em 2017. O preço desta opção foi de 1,29% do nocional coberto. O valor de mercado dos derivados à data de balanço é de €1.679.746.


282

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

6.8. Prestação de informação acerca de instrumentos financeiros compostos, com múltiplos derivados embutidos A Companhia detém alguns ativos com derivados embutidos, maioritariamente afetos a produtos unit linked cuja informação relativa ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010 é como se segue:

Código

Título

Quantidade 2010

Valor Mercado 2010

Quantidade 2009

Valor Mercado 2009

XS0314447722

ABBEY NAT TREASURY 30/11/2012 (PRIV SEL30)

3.800.000

3.299.540

3.765.677

3.144.717

XS0296494569

BEAR STEARNS GLOBAL ASSET 0% 21/09/2015 (NATURINVEST)

11.025.000

10.223.483

10.952.552

9.319.527

XS0210318795

DEUTSCHE TELEKOM INTERNAT 4% 19/01/2015 (Solid 3.8)

6.591.560

7.790.565

6.623.802

7.882.642

XS0226642634

ISLANDSBANKI HF FRN 16/12/2010 (Swing)

0

0

5.142.348

668.505

XS0202547856

JPMORGAN I DERIVATIVES LTD 06/12/2010 (PRIVILEGE 14)

0

0

2.919.608

3.294.486

XS0215282855

MERRILL LYNCH SA 0,95% 30/06/2010 (EASY 5)

0

0

7.490.342

6.630.451 Unidade: Euros

Encontram-se classificados nesta rubrica títulos que a Companhia considerou, como consequência da aplicação do IAS 39 e de acordo com a opção tomada e a estratégia documentada de gestão do risco, que (i) são geridos e avaliados numa base de justo valor e/ou (ii) contêm instrumentos derivados embutidos.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

283

Sociedade Vida

6.11. Descrição relativa ao apuramento do justo valor Considera-se como justo valor o preço ou valorização recebida das contrapartes, de agentes de mercado existentes, para os instrumentos cotados num mercado oficial. Para aqueles instrumentos que carecem da dita valorização, utiliza-se um modelo de valorização interno baseado em métodos comummente utilizados no mercado e utilizando elementos ou referências observáveis de mercado tal como curvas de taxas de juro ou diferenciais de crédito. O mapa seguinte demonstra o tipo e a dimensão das valorizações de mercado utilizadas:

Tipo de Ativo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Total

Títulos de rendimento fixo

758.244

324.429

0

1.082.673

Títulos de rendimento variável

36.160

3.105

0

39.265

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

84

0

0

84

TOTAL

794.488

327.534

0

1.122.022 Unidade: Milhares de Euros

Nível 1 – Justo valor determinado diretamente com referência a um mercado oficial ativo. Nível 2 – Justo valor determinado utilizando técnicas de valorização suportadas em preços observáveis em mercados correntes transacionáveis para o mesmo instrumento financeiro. Nível 3 - Justo valor determinado utilizando técnicas de valorização não suportadas em preços observáveis em mercados correntes transacionavam para o mesmo instrumento financeiro.


284

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Comparando com 2009 (no quadro seguinte) os valores de títulos avaliados segundo o primeiro nível, aumentaram, em percentagem do total, de 65,9% para 70,8%.

Tipo de Ativo em 2009

Nível 1

Nível 2

Nível 3

Total

Títulos de rendimento fixo

681.014

374.564

0

1.055.578

Títulos de rendimento variável

47.293

3.661

0

50.954

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

1.248

0

0

1.248

TOTAL

729.555

378.225

0

1.107.780 Unidade: Milhares de Euros

6.12. Para as classes de Ativos Financeiros e de Passivos Financeiros não valorizados a justo valor: a) Nos casos em que não podem ser mensurados com fiabilidade, indicação da sua não divulgação, referindo a causa O único investimento financeiro não valorizado ao justo valor diz respeito a ações detidas da AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A., uma vez que se trata de uma empresa do Grupo AXA. O modelo de valorização é o custo histórico. A Companhia detém 166.574 ações desta entidade cujo valor de custo ascende a €1.148.889.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

285

Sociedade Vida

6.16. Prestação de informação qualitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros

6.17. Prestação de informação quantitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros por cada tipo de risco

A política de exposição ao risco dos instrumentos financeiros obedece a critérios referidos emanados pelo Grupo AXA, conforme se pode ver expresso no ponto 4.3..

Apresenta-se em seguida um conjunto de informações que pretende demonstrar a exposição dos instrumentos financeiros a cada um dos riscos mais significativos e respetiva comparação com o ano anterior:

Exposição ao risco de mercado 2010 Títulos de rendimento variável por tipo de indústria

Instituições Financeiras

Consumo

Energia

Comunicações

Industriais

Utilitárias

Bens de Consumo

Tecnológicas

Outras

TOTAL

4.126

12.100

3.806

1.642

11.229

1.092

2.309

2.786

175

39.265

Unidade: Milhares de Euros

Exposição ao risco de mercado 2009 Títulos de rendimento variável por tipo de indústria

Instituições Financeiras

Consumo

Energia

Comunicações

Industriais

Utilitárias

Bens de Consumo

Tecnológicas

Outras

TOTAL

5.317

11.893

5.909

3.830

13.151

5.172

2.177

3.347

158

50.954

Unidade: Milhares de Euros


286

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

Na exposição ao risco de mercado, verifica-se que existe uma dispersão de investimento dos títulos de rendimento variável, em diversos tipos de setores de atividade, não havendo por isso risco elevado de concentração.

Exposição ao risco de crédito 2010

Títulos de rendimento fixo por rating TOTAL AAA

AA+

AA

AA -

A+

A

A-

BBB+

BBB

BBB -

BB+

B

B-

D

Obrigações do Estado

90.344

122.342

0

44.107

0

151.120

12.281

0

0

0

1.969

0

0

0

422.163

Outros títulos de rendimento fixo

88.875

9.579

59.341

84.475

102.675

130.123

74.719

65.066

30.336

3.156

6.726

1.134

4.305

0

660.510

Total

179.219

131.921

59.341

128.582

102.675

281.243

87.000

65.066

30.336

3.156

8.695

1.134

4.305

0

1.082.673

Unidade: Milhares de Euros

Exposição ao risco de crédito 2009

Títulos de rendimento fixo por rating TOTAL AAA

AA +

AA

AA -

A+

A

A-

BBB +

BBB

BBB -

BB+

BB

BB-

B

B-

D

Obrigações do Estado

59.144

68.346

16.638

178.497

0

0

0

2.821

0

0

0

0

0

0

0

0

325.446

Outros títulos de rendimento fixo

100.182

16.758

57.562

52.289

138.165

138.461

98.053

66.339

37.486

10.258

2.852

5.089

5.396

1.149

44

49

730.132

Total

159.326

85.104

74.200

230.786

138.165

138.461

98.053

69.160

37.486

10.258

2.852

5.089

5.396

1.149

44

49

1.055.578

Unidade: Milhares de Euros

A Companhia apresenta um nível de investimentos em títulos de rendimento fixo de elevado rating, sendo de salientar que, cerca de 46,1% dos seus títulos são de rating igual ou superior a duplo A (52,1% em 2009) e 89,6% com rating superior a A (87,5% em 2009), pelo que o nível de exposição a eventuais quebras de compromissos por parte dos emitentes tem um risco reduzido. A informação sobre o rating foi retirado da Bloomberg.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

Exposição ao risco de taxa do juro 2010

>

287

Sociedade Vida

Maturidades

TOTAL

Inferior a 1 ano

Entre 1 e 2 anos

Entre 2 e 5 anos

Entre 5 e 10 anos

Mais de 10 anos

Títulos de rendimentos fixo

149.640

259.754

523.668

69.780

79.831

1.082.673

Empréstimos

0

518

0

0

0

518

Total

149.640

260.272

523.668

69.780

79.831

1.083.191 Unidade: Milhares de Euros

Exposição ao risco de taxa do juro 2009

Maturidades

TOTAL

Inferior a 1 ano

Entre 1 e 2 anos

Entre 2 e 5 anos

Entre 5 e 10 anos

Mais de 10 anos

Títulos de rendimentos fixo

88.364

160.336

362.416

300.421

144.041

1.055.578

Empréstimos

0

450

0

0

0

450

Total

88.364

160.786

362.416

300.421

144.041

1.056.028 Unidade: Milhares de Euros

A Companhia adota políticas de maturidade dos seus produtos de acordo com rigorosos critérios de ALM, no sentido de adequar o vencimento dos seus instrumentos financeiros às datas de vencimentos dos seus compromissos registados no passivo.


288

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Exposição ao Risco de Justo Valor Análise às mais e menos valias potenciais 2010

Justo Valor

Mais valia potencial

Menos valia potencial

Análise às mais e menos valias potenciais 2009

Justo Valor

Mais valia potencial

Menos valia potencial

Títulos de rendimento fixo

1.082.673

32.979

35.931

Títulos de rendimento fixo

1.055.578

38.866

9.091

Títulos de rendimento variável

39.265

12.591

10

Títulos de rendimento variável

50.954

9.937

0

1.248

25

0

450

0

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

84

0

0

Fundos de investimento não consolidados disponíveis para venda

Empréstimos

518

0

0

Empréstimos

0 Unidade: Milhares de Euros

Unidade: Milhares de Euros

Análise das menos valias potenciais 2010

Valor de aquisição

Justo valor

Menos valias

Menos valia < a 20% do valor de aquisição

Menos valia entre 20 e 50% do valor de aquisição

Menosvalia > a 50% do valor de aquisição

Títulos de Rendimento Fixo

430.111

394.180

35.931

24.307

11.624

0

Com menos valias há menos de 6 meses

164.276

158.490

5.786

5.786

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

120.292

110.956

9.336

8.027

1.309

0

Com menos valias há mais de 12 meses

145.543

124.734

20.809

10.494

10.315

0

261

251

10

10

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

261

251

10

10

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

430.372

394.431

35.941

24.317

11.624

0

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

289

Sociedade Vida

Análise das menos valias potenciais 2009

Valor de aquisição

Justo valor

Menos valias

Menos valia < a 20% do valor de aquisição

Menos valia entre 20 e 50% do valor de aquisição

Menos valia > a 50% do valor de aquisição

Títulos de Rendimento Fixo

229.204

220.113

9.091

8.608

483

0

Com menos valias há menos de 6 meses

90.305

89.560

745

745

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

30.173

28.963

1.210

1.210

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

108.726

101.590

7.136

6.653

483

0

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há menos de 6 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 6 meses e menos de 12 meses

0

0

0

0

0

0

Com menos valias há mais de 12 meses

0

0

0

0

0

0

229.204

220.113

9.091

8.608

483

Títulos de Rendimento Variável

Fundos de Investimento não consolidados disponíveis para venda

Total

0 Unidade: Milhares de Euros

Há menos de 12 meses

Análise das menos valias potenciais por tipo de emitente 2010

Títulos de Rendimento Fixo

Há mais de 12 meses

Total

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

269.446

15.122

124.734

20.809

394.180

35.931

Governamentais

199.190

10.535

75.499

14.986

274.689

25.521

Outras entidades públicas

0

0

0

0

0

0

Obrigações Privadas

70.256

4.587

49.235

5.823

119.491

10.410

251

10

0

0

251

10

Cotadas

251

10

0

0

251

10

Não cotadas

0

0

0

0

0

0

269.967

15.132

124.734

20.809

394.431

Títulos de Rendimento Variável

Total

35.941

Unidade: Milhares de Euros


290

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Há menos de 12 meses

Análise das menos valias potenciais por tipo de emitente 2009

Títulos de Rendimento Fixo

Há mais de 12 meses

Total

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

Justo Valor

Menos Valia

118.523

1.955

101.590

7.136

220.113

9.091

Governamentais

81.709

1.586

33.336

1.947

115.045

3.533

Outras entidades públicas

3.403

24

6.532

159

9.935

183

Obrigações Privadas

33.411

345

61.722

5.030

95.133

5.375

0

0

0

0

0

0

Cotadas

0

0

0

0

0

0

Não cotadas

0

0

0

0

0

0

118.523

1.955

101.590

7.136

220.113

Títulos de Rendimento Variável

Total

9.091

Unidade: Milhares de Euros

A Companhia apresenta, no conjunto do seu portefólio, uma mais valia potencial de 9.629 mil euros (39.737 mil euros em 2009), líquida das já registadas como imparidade no exercício e exercícios anteriores. Esta descida acentuada é devida à evolução dos mercados de capitais, nomeadamente no último trimestre do ano. Os montantes das menos valias potenciais, encontram-se espelhados nos quadros acima. As referidas perdas potenciais são alvo de um seguimento rigoroso relativamente à sua evolução.

Análise de sensibilidade Foram efetuadas algumas análises de sensibilidade às variações dos mercados financeiros tendo por base variações percentuais nos mercados de capitais bem como variações nas taxas de juro, que podem influenciar, quer o resultado do exercício, quer a reserva de reavaliação por ajustamentos ao justo valor, conforme se apresenta no quadro seguinte:

Títulos Rendimento Variável Análise de sensibilidades 2010

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

Título Rendimento Fixo Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

+ 10% no mercado de ações

0

177

0

0

- 10% no mercado de ações

-8

-170

0

0

+ 25% no mercado de ações

0

444

0

0

- 25% no mercado de ações

-70

-373

0

0

+100bps na taxa de juro

0

0

97

-1.943

-100bps na taxa de juro

0

0

-57

2.128 Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

291

Sociedade Vida

Títulos Rendimento Variável Análise de sensibilidades 2009

Titulo Rendimento Fixo

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

Impacto no Resultado

Impacto na Reserva de Reavaliação

+ 10% no mercado de ações

0

3.829

0

0

- 10% no mercado de ações

-119

-3.711

0

0

+ 25% no mercado de ações

0

9.574

0

0

- 25% no mercado de ações

-3.041

-6.533

0

0

+100bps na taxa de juro

0

0

273

-32.857

-100bps na taxa de juro

0

0

0

36.224 Unidade: Milhares de Euros

Os valores apresentados são líquidos de imposto à taxa nominal em vigor e de participação nos resultados, se aplicável. Em nenhum dos cenários apresentados, o impacto no Capital Próprio supera o excesso da Margem de Solvência apresentada. Evidencia-se em seguida a evolução da imparidade. Os critérios de imparidade deste tipo de ativos encontram-se referidos no ponto 3.1.m).

Os passivos financeiros totalizam o montante de 44.431 mil euros (51.674 mil euros em 2009) tendo a sua maturidade prevista entre os anos de 2011 e 2013, da seguinte forma: 2011

17.534

2012

16.179

2013

10.718 Unidade: Milhares de Euros

Saldo Inicial

3.896

Aumentos

122

Reduções por venda

3.125

Saldo Final

893 Unidade: Milhares de Euros

Como a Companhia utiliza as técnicas de ALM tem os ativos perfeitamente cobertos com estes passivos.


292

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

8. CAIXA E EQUIVALENTES E DEPÓSITOS À ORDEM O montante de Caixa e seus Equivalentes apresenta o valor de €27.928.960, desdobrando-se do seguinte modo: Caixa e seus Equivalentes

2010

2009

Caixa

2.000

363.385

Depósitos bancários

27.926.960

36.428.671 Unidade: Euros

9. TERRENOS E EDIFÍCIOS 9.1. Identificação do modelo de valorização aplicado O modelo de valorização aplicado aos imóveis de rendimento é o modelo alternativo do custo amortizado previsto na IAS 40. O modelo de valorização aplicado aos imóveis de serviço próprio é o modelo do custo amortizado, previsto na IAS 16. Em ambos os casos são efetuados testes de imparidade.

9.6. Indicação dos critérios de mensuração usados para determinar a quantia escriturada bruta, dos métodos de depreciação utilizados e das vidas úteis ou das taxas de depreciação usadas O modelo adotado para determinar a quantia escriturada bruta é o modelo do custo. Através deste modelo, o imóvel é escriturado pelo seu valor de custo, deduzido da depreciação acumulada e eventuais perdas por imparidade. As reintegrações são calculadas com base no método das quotas constantes, tendo em conta o número de anos de vida útil de cada imóvel. A vida útil dos imóveis foi estimada, imóvel a imóvel, por perito independente. As vidas úteis dos imóveis em Balanço são as seguintes:

Categoria

Localidade

Morada

Vida útil

Rendimento

LISBOA

Av. Estados Unidos América, 49

50

Rendimento

LISBOA

R. Castilho, 69

47 47

9.2. Descrição dos critérios utilizados para distinguir terrenos e edifícios de rendimento de terrenos e edifícios de uso próprio

Rendimento

PORTO

Gav. R. F. Tomás / Alves Veiga

Rendimento

PORTO

Rua Santa Catarina, 663/7

50

Rendimento

LISBOA

R. Quirino Fonseca, 15

30

Os terrenos e edifícios classificados como de uso próprio pela empresa são apenas dois e destinam-se na sua quase totalidade para o uso administrativo dos seus próprios serviços.

Serviço Próprio

LISBOA

Pr. Marquês de Pombal, 14

50

Serviço Próprio

LISBOA

R. Camilo C. Branco, 36 a 44

50

Todos os outros edifícios, classificados como de rendimento, estão arrendados a terceiros, resultando daí uma compensação financeira pela ocupação do seu espaço.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

293

Sociedade Vida

9.7 e 9.8. Indicação da quantia escriturada bruta e da depreciação acumulada (agregada com as perdas por imparidade acumuladas) no início e no fim do período, e reconciliação entre as quantias escrituradas do terreno e edifício no início e no fim do período: O quadro seguinte apresenta os movimentos do ano:

Saldo Inicial Rubricas

Transferências do exercício Aquisições ou benfeitorias do Exercício

Depreciações do Exercício

Vendas

Saldo Final

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas/ imparidade

Valor Líquido

0

0

0

0

0

7.861.671

0

7.861.671

77.089

-338.552

0

0

0

0

16.896.957

-1.279.415

15.617.542

-940.863

77.089

-338.552

0

0

0

0

24.758.628

-1.279.415

23.479.213

4.375.678

0

0

0

0

0

0

0

4.375.678

0

4.375.678

11.167.565

-908.060

11.868

-236.658

0

0

0

0

11.179.433

-1.144.717

10.034.716

15.543.243

-908.060

11.868

-236.658

0

0

0

0

15.555.111

-1.144.717

14.410.394

40.224.782

-1.848.922

88.957

-575.210

0

0

0

0

40.313.739

-2.424.132

37.889.607

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Terrenos

7.861.671

0

0

Edifícios

16.819.868

-940.863

24.681.539

Terrenos Edifícios

De serviço próprio

De rendimento

Total

Unidade: Euros


294

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

O comparativo de 2009 apresenta-se de seguida:

Saldo Inicial Rubricas

Transferências do exercício

Aquisições ou benfeitorias do Exercício

Depreciações do Exercício

Vendas

Saldo Final

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Valor Bruto

Depreciações acumuladas/ imparidade

Valor Líquido

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

7.861.671,02

0,00

7.861.671,02

17.664,00

-336.911,80

0,00

0,00

0,00

0,00

16.819.868,04

-940.862,70

15.879.005,34

-603.950,90

17.664,00

-336.911,80

0,00

0,00

0,00

0,00

24.681.539,06

-940.862,70

23.740.676,36

4.388.585,99

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

12.907,73

0,00

4.375.678,26

0,00

4.375.678,26

11.188.397,66

-676.691,10

9.285,54

-236.388,08

0,00

0,00

30.118,03

-5.019,67

11.167.565,17

-908.059,51

10.259.505,66

15.576.983,65

-676.691,10

9.285,54

-236.388,08

0,00

0,00

43.025,76

-5.019,67

15.543.243,43

-908.059,51

14.635.183,92

40.240.858,71

-1.280.642,00

26.949,54

-573.299,88

0,00

0,00

43.025,76

-5.019,67

40.224.782,49

-1.848.922,21

38.375.860,28

Valor Bruto

Depreciações acumuladas

Terrenos

7.861.671,02

0,00

0,00

Edifícios

16.802.204,04

-603.950,90

24.663.875,06

Terrenos

Edifícios

De serviço próprio

De rendimento

Total

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

295

Sociedade Vida

9.9. Indicação do justo valor dos terrenos e edifícios de rendimento, sem prejuízo dos casos específicos considerados no ponto 9.19

O justo valor dos terrenos e edifícios de uso próprio é de €22.849.000. (€22.725.000 em 2009).

9.17. Identificação das quantias reconhecidas em ganhos e perdas relativas a gastos operacionais diretos (incluindo reparações e manutenção) separados por terrenos e edifícios de rendimento que geraram rendimentos de rendas durante o período e terrenos e edifícios de rendimento que não geraram rendimentos de rendas durante o período

Todos os imóveis foram alvo de reavaliação do seu justo valor em 2010.

Os valores incluídos na conta de Ganhos e Perdas do ano de 2010, relativo a imóveis são os seguintes:

O justo valor dos terrenos e edifícios de rendimento é de €17.898.900. (€17.666.700 em 2009).

2010

2009

Rendas

1.476.447

1.630.120

Manutenção

630.020

630.097

Amortizações

236.658

236.288 Unidade: Euros


296

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

10. OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS (exceto terrenos e edifícios) Os critérios utilizados para a determinação do valor bruto das depreciações e da vida útil encontram-se mencionados no ponto 3.1. A evolução dos ativos é a seguinte:

Saldo Inicial

Aumentos

Rubricas

Transferências e abates

Alienações

Depreciações do exercício

Regularizações

Saldo Final (valor líquido)

Valor Bruto

Amortizações

Aquisições

Reavaliações

Reforço

Equipamento administrativo

1.014.201

920.403

3.720

0

0

0

17.680

0

79.838

Máquinas e ferramentas

937.633

879.343

10.542

0

0

0

23.551

0

45.280

Equipamento informático

1.502.919

1.501.251

0

0

0

0

1.666

0

2

Instalações interiores

1.307.838

1.297.114

0

0

0

0

1.672

0

9.052

Material de transporte

93.912

93.912

0

0

0

0

0

0

0

Equipamento hospitalar

2.002

2.002

0

0

0

0

0

0

0

Outras imobilizações corpóreas

472.958

284.069

0

0

0

0

24.074

0

164.815

Imobilizações em curso

0

0

52.572

0

0

0

0

0

52.572

Adiantamentos por conta

0

0

0

0

0

0

0

0

0

5.331.461

4.978.094

66.834

0

0

0

68.643

0

351.558

IMOBILIZAÇÕES TANGÍVEIS

Total

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

297

Sociedade Vida

A evolução dos ativos referente ao ano de 2009 foi a seguinte: Saldo Inicial

Aumentos

Rubricas

Transferências e abates

Valor Bruto

Amortizações

Aquisições

Reavaliações

Equipamento administrativo

1.013.096,95

903.187,24

1.104,00

0 ,00

0 ,00

Máquinas e ferramentas

935.028,50

856.170,10

2.604,00

0 ,00

Equipamento informático

1.502.918,57

1.499.585,58

0 ,00

Instalações interiores

1.307.837,71

1.292.908,87

Material de transporte

93.911,92

Equipamento hospitalar

Depreciações do exercício Alienações

Saldo Final (valor líquido)

Reforço

Regularizações

0 ,00

17.215,41

0 ,00

93.798,30

0 ,00

0 ,00

23.172,85

0 ,00

58.289,55

0 ,00

0 ,00

0 ,00

1.665,58

0 ,00

1.667,41

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

4.204,82

0 ,00

10.724,02

93.911,92

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0,00

2.002,31

2.002,31

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0,00

Outras imobilizações corpóreas

426.981,66

259.995,78

45.975,86

0 ,00

0 ,00

0 ,00

24.073,51

0 ,00

188.888,23

Imobilizações em curso

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0,00

Adiantamentos por conta

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0 ,00

0,00

5.281.777,62

4.907.761,80

49.683,86

0,00

0,00

0,00

70.332,17

0,00

353.367,51

IMOBILIZAÇÕES TANGÍVEIS

Total

Unidade: Euros

A vida útil dos ativos fixos tangíveis em Balanço são as seguintes:

Ativos Fixos Tangíveis

N.º anos

Equipamento administrativo

8

Máquinas e ferramentas

8

Equipamento informático

3a5

Instalações interiores

10 a 15

Outras imobilizações corpóreas

8 a 10


298

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

11. AFETAÇÃO DOS INVESTIMENTOS E OUTROS ATIVOS A afetação dos investimentos e outros ativos está relevada no quadro seguinte: Seguros de vida com participação nos resultados

Seguros de vida sem participação nos resultados

Seguros de vida e operações classificados como contratos de investimento

Seguros Ligados

Não afetos

Total 2010

Caixa e equivalentes

27.928.960

0

0

0

0

27.928.960

Terrenos e edifícios

0

7.691.685

0

0

30.197.922

37.889.607

Ativos financeiros detidos para negociação

1.679.746

0

0

0

0

1.679.746

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

0

0

38.033.244

0

38.033.244

Ativos financeiros disponíveis para venda

1.006.049.010

25.879.898

57.145.574

0

34.619.669

1.123.694.151

Outros ativos tangíveis

0

59.797

0

0

291.761

351.558

Outros ativos

0

306.483

0

0

20.391.684

20.698.168

Total

1.035.657.715

33.937.864

57.145.574

38.033.244

85.501.036

1.250.275.434

2010

Unidade: Euros

2009

Seguros de vida com participação nos resultados

Seguros de vida sem participação nos resultados

Seguros de vida e operações classificados como contratos de investimento

Seguros Ligados

Não afetos

Total 2009

Caixa e equivalentes

36.792.056

0

0

0

0

36.792.056

Terrenos e edifícios

0

7.799.468

0

0

30.576.392

38.375.860

Ativos financeiros detidos para negociação

176.000

0

0

0

0

176.000

Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial a justo valor através de ganhos e perdas

0

0

0

58.312.289

0

58.312.289

Ativos financeiros disponíveis para venda

983.958.572

18.481.586

60.450.037

0

46.475.985

1.109.366.181

Outros ativos tangíveis

0

70.374

0

0

282.994

353.368

Outros ativos

0

1.439.176

0

0

14.910.823

16.349.999

Total

1.020.926.629

27.790.604

60.450.037

58.312.289

92.246.194

1.259.725.754 Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

299

Sociedade Vida

>

12. ATIVOS INTANGÍVEIS

Os ativos foram reconhecidos ao custo de aquisição amortizado. As amortizações são efetuadas de acordo com o período de vida útil esperada destes ativos, pelo método das quotas constantes. Segue-se a informação sobre o Ativo intangível:

A AXA Vida considerou como ativos intangíveis, ao abrigo da Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de abril e da IAS 38, as despesas de desenvolvimento de software. Descrição do Ativo imobilizado Intangível

Data

Aq. Ano

InÍcio Utilização Mês

Anos Vida Útil

Anos Vida Útil Expirados

Anos Vida Útil Restantes

Reintegrações e Amortizações

Ativo Imobilizado

De exercícios Anteriores

Do exercício

Ano

Programas de computador

Taxas

Acumuladas

Valores

3

3

0

8.615.459

8.611.185

33,33

0

8.611.185

Programas de computador

2006

2006

3

3

0

618.838

618.838

33,33

0

618.838

Programas de computador

2007

2007

3

3

0

571.763

571.763

33,33

0

571.763

Programas de computador

2008

2008

3

3

0

430.156

286.771

33,33

143.385

430.156

Programas de computador

2009

2009

3

2

1

493.840

164.613

33,33

164.613

329.227

Programas de computador

2010

2010

3

1

2

517.233

0

33,33

172.411

172.411

Despesas Investimento e Desenvolvimento

90.363

90.363

33,33

0

90.363

Total

11.337.653

10.343.533

480.410

10.823.943

Unidade: Euros

Apresentamos de seguida o mapa de entradas e saídas dos Ativos intangíveis: Rubricas Despesas com Aplicações Informáticas

Saldo Inicial

Aumentos

Valor Bruto

Amortizações

Aquisições

Reavaliações

Transferências e abates

Alienações

Amortizações do exercício

Regularizações

Reforço

Saldo Final (valor líquido)

10.740.123

10.256.525

517.233

0

10.067

0

480.410

3.356

513.710

Despesas de investigação e desenvolvimento

90.363

90.363

0

0

0

0

0

0

0

Subtotal

10.830.486

10.346.888

517.233

0

10.067

0

480.410

3.356

513.710

Unidade: Euros


300

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

13. OUTRAS PROVISÕES E AJUSTAMENTOS DE CONTAS DO ATIVO 13.1. Desdobramento das contas de ajustamentos e outras provisões pelas respetivas subcontas, conforme quadro seguinte:

Contas

Saldo Inicial

Aumento

Redução

Saldo Final

490

Ajustamentos de recibos por cobrar

1.630.907

0

45.344

1.585.563

491

Ajustamentos de créditos de cobrança duvidosa

388.520

523.687

0

912.208 Unidade: Euros

13.2. Descrição da natureza da obrigação e do momento de ocorrência esperado de quaisquer exfluxos de benefícios económicos resultantes dos ajustamentos e provisões constituídas e indicação da incerteza acerca da quantia e/ou do momento de ocorrência desses exfluxos, assim como, a quantia de qualquer reembolso esperado com referência a qualquer ativo que tenha sido reconhecido no âmbito deste reembolso No decurso da atividade da Companhia geram-se situações de incobrabilidade de recibos à cobrança bem como de outras dívidas inerentes à concretização da atividade core da Companhia. A ocorrência esperada dessas situações está devidamente registada através das rubricas de Ajustamentos, conforme relevado no ponto 13.1.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

301

Sociedade Vida

14. PRÉMIOS DE CONTRATOS DE SEGURO 14.1. Indicação dos prémios reconhecidos resultantes de contratos de seguro Os prémios emitidos de seguro direto durante o exercício de 2010 são na sua totalidade provenientes de contratos celebrados em Portugal, num total de €217.956.056 (2009: €216.974.082).

14.2. Indicação de alguns valores relativos ao seguro de vida, de acordo com o seguinte quadro:

2010

2009

Prémios brutos emitidos de seguro direto

217.956.056

216.974.082

Relativos a contratos individuais

191.217.264

189.097.897

Relativos a contratos de grupo

26.738.792

27.876.185

Periódicos

69.275.259

69.826.366

Não Periódicos

148.680.797

147.147.717

De contratos sem participação nos resultados

4.100.497

36.679.737

De contratos com participação nos resultados

213.738.638

179.889.067

De contratos em que o risco de investimento é suportado pelo Tomador de seguro

116.921

405.279

Prémios brutos emitidos de resseguro aceite

1.940.402

1.821.605

Saldo do resseguro

631.599

(248.953) Unidade: Euros


302

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

16. RENDIMENTOS / RÉDITOS DE INVESTIMENTO

17. GANHOS E PERDAS REALIZADOS EM INVESTIMENTOS

16.1. Descrição das políticas contabilísticas adotadas para o reconhecimento dos réditos

No exercício de 2010 os ganhos e perdas realizados foram os seguintes:

O rendimento das ações (dividendos) é contabilizado no momento do recebimento, quanto ao rendimento das obrigações e outros títulos, procede-se à sua especialização independentemente do momento do seu recebimento.

16.2. Indicação, por categoria de investimento, da quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecida durante o período, incluindo o proveniente, nomeadamente, de juros, royalties e dividendos O mapa que se segue releva a alocação dos rendimentos por categorias de Ativos:

Descrição do rédito

Valor 2010

Valor 2009

Empréstimos

14.976

2.696

Derivados

(163.144)

(42.115)

Rendas de imóveis

1.602.509

1.630.120

Dividendos

1.856.793

2.406.920

Juros de obrigações

48.006.019

45.611.223

Juros de depósitos

47.871

309.588 Unidade: Euros

Descrição do rédito

Valor 2010

Valor 2009

Ganhos realizados em Imóveis

0

69.994

Ganhos realizados em títulos de rendimento variável

2.158.439

3.268.414

Ganhos realizados em títulos de rendimento fixo

2.255.174

876.934

Ganhos realizados em derivados

0

1.052.566

Total

4.413.613

5.267.908 Unidade: Euros

18. GANHOS E PERDAS PROVENIENTES DE AJUSTAMENTOS DE JUSTO VALOR EM INVESTIMENTOS São apenas registados em Ganhos e Perdas os ajustamentos de justo valor dos investimentos afetos a produtos em que o risco do seguro é suportado pelo Tomador do Seguro (produtos unit linked com risco de seguro). Este impacto em Ganhos e Perdas, durante o ano de 2010, foi de um ganho no valor de €1.098.524 (€5.789.623 de perda em 2009). Todos os outros ajustamentos de justo valor (por exemplo, os ativos disponíveis para venda) são registados em reservas de reavaliação.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

303

Sociedade Vida

19. GANHOS E PERDAS EM DIFERENÇAS DE CÂMBIO A composição desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 é a seguinte: Exercícios

Custos e Perdas

2010 69111

Diferenças câmbio desfavoráveis

Total

Exercícios

Proveitos e Ganhos

2009

299.330

31.369

299.330

31.369

2010 79111

Diferenças câmbio favoráveis Total

2009

23.135

14.053

23.135

14.053 Unidade: Euros

21. GASTOS DIVERSOS POR FUNÇÕES E NATUREZA A AXA Vida apresenta a seguinte estrutura de Gastos em dezembro de 2010: AXA Vida

Administrativa Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal 1.066.251

1.459.868

39.703

0

75.382

2.641.204

Benefícios pós-emprego

Remuneração

812.762

19.280

576

0

0

832.617

Encargos Remunerações

215.359

356.761

10.148

0

18.293

600.559

234.260

125.487

4.583

0

207

364.537

Outros FSE Trabalhos especializados

1.119.142

573.229

278.000

443.233

5.024

2.418.628

Outros

517.181

1.187.093

30.518

654.272

14.339

2.403.404

Impostos

105.745

0

0

149.880

0

255.626

Amortizações

535.199

268.005

74.246

246.813

0

1.124.263

Provisões

0

0

0

0

0

0

Juros

0

0

0

950

0

950

Comissões

0

0

0

1.338.716

0

1.338.716

Total

4.605.899

3.989.723

437.774

2.833.864

113.245

11.980.504 Unidade: Euros


304

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

A AXA Vida apresentava a seguinte estrutura de Gastos em dezembro de 2009:

AXA Vida

Administrativa Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal 978.027

1.736.396

68.576

3.362

74.264

2.860.625

Benefícios pós emprego

Remuneração

186.171

410.723

16.661

805

18.021

632.379

Encargos Remunerações

32.374

56.373

2.322

370

0

91.439

138.525

137.334

5.149

300

36

281.344

Trabalhos especializados

1.356.149

515.112

312.005

326.039

0

2.509.305

Outros

583.645

975.737

28.663

656.077

10.944

2.255.066

Outros FSE

Impostos

108.991

0

0

194.542

0

303.533

Amortizações

552.313

269.566

75.237

248.458

0

1.145.574

Provisões

-52.474

0

0

0

0

-52.474

Juros

0

0

0

0

0

0

Comissões

0

0

0

998.576

0

998.576

Total

3.883.721

4.101.242

508.612

2.428.528

103.264

11.025.368 Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

305

Sociedade Vida

Análise da estrutura por Função / Natureza em dezembro de 2010:

Estrutura Função/Natureza AXA Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal

51%

49%

13%

0%

83%

37%

FSE

36%

44%

70%

39%

17%

40%

Impostos

2%

0%

0%

5%

0%

2%

Amortizações

12%

7%

17%

9%

0%

9%

Provisões

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Juros

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Comissões

0%

0%

0%

47%

0%

11%

Total

100%

100%

100%

100%

100%

100%

Análise da estrutura por Função/Natureza em de dezembro de 2009:

Estrutura Função/Natureza AXA Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal

34%

57%

18%

0%

89%

35%

FSE

50%

36%

67%

40%

11%

43%

Impostos

3%

0%

0%

8%

0%

3%

Amortizações

14%

7%

15%

10%

0%

10%

Provisões

-1%

0%

0%

0%

0%

-0%

Juros

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Comissões

0%

0%

0%

41%

0%

9%

Total

100%

100%

100%

100%

100%

100%


306

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Os gastos com pessoal representam cerca de 37% do total das despesas Gerais. Os Fornecimentos e Serviços Externos ascenderam a 40% do total.

A estrutura de custos de 2010 não apresenta diferenças significativas comparativamente a 2009. Análise da estrutura por Natureza / Função em dezembro de 2010:

AXA Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal

52%

44%

1%

0%

2%

100%

FSE

34%

37%

6%

23%

0%

100%

Impostos

41%

0%

0%

59%

0%

100%

Amortizações

48%

24%

7%

22%

0%

100%

Provisões

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Juros

0%

0%

0%

100%

0%

100%

Comissões

0%

0%

0%

100%

0%

100%

Totais

38%

33%

4%

24%

1%

100%

Análise da estrutura por Natureza / Função em dezembro de 2009: AXA Vida

Administrativa

Aquisição

Sinistros

Investimentos

Fundo Pensões

Total

Pessoal

35%

61%

2%

0%

2%

100%

FSE

41%

31%

7%

21%

0%

100%

Impostos

36%

0%

0%

64%

0%

100%

Amortizações

48%

24%

7%

22%

0%

100%

Provisões

100%

0%

0%

0%

0%

100%

Juros

0%

0%

0%

0%

0%

0%

Comissões

0%

0%

0%

100%

0%

100%

Totais

35%

37%

5%

22%

1%

100%

Os gastos administrativos representam a maior fatia do total de custos, cerca de 38%. Os gastos de aquisição têm uma representatividade de 33%.

A estrutura de custos de 2010 não apresenta diferenças significativas comparativamente a 2009.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

307

Sociedade Vida

22. GASTOS COM PESSOAL

22.1. Número médio de Colaboradores Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, o número médio de Colaboradores ao serviço da Companhia repartido por categorias profissionais, era como segue: Categorias

2010

2009

Dirigentes executivos

1

1

Quadros superiores

10

10

Quadros médios

4

4

Profissionais altamente qualificados

22

21

Profissionais qualificados

26

28

Total

63

64

22.2. Montante dos custos com o Pessoal O montante dos custos com o Pessoal durante o exercício findo em 31 de dezembro foi o seguinte: Rubricas

2010

2009

dos órgãos sociais

161.602

141.074

6801

do Pessoal

2.479.602

2.719.551

6802

Encargos sobre remunerações

600.559

632.379

6803

Benefícios pós-emprego

68031

Planos de benefícios definidos

832.617

91.439

6804

Outros benefícios a longo prazo dos Colaboradores

132.712

6806

Seguros obrigatórios

66.538

57.253

6807

Gastos de ação Pessoal

86.248

91.268

6808

Outros gastos com Pessoal

79.040

132.822

Remunerações: 6800

A explicação para a variação significativa nos custos com Beneficio pós-emprego encontra-se no ponto 23.

Unidade: Euros


308

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

23. OBRIGAÇÕES COM BENEFÍCIOS DOS COLABORADORES 23.2. Para cada plano de benefício definido, prestação de informação considerada relevante para a compreensão quer do plano, quer da evolução das quantias registadas nas contas face a exercícios anteriores, nomeadamente: a) A política contabilística da entidade para reconhecer ganhos e perdas atuariais A Companhia reconhece nos Capitais Próprios os Ganhos e Perdas atuariais. b) Uma descrição geral do plano, com indicação dos benefícios assegurados, do prazo esperado de liquidação dos compromissos assumidos e do grupo de pessoas abrangidas Plano de pensões de reforma, pré-reforma e invalidez, complementar mas independente das pensões atribuídas pela segurança social, não contributivo, com a seguinte definição de benefícios estipulada pelo CCT - Contrato Coletivo de Trabalho da Atividade Seguradora, Contrato Constitutivo e de Gestão do Fundo:

• Pensão de reforma por velhice: Para todos os Participantes, com as exceções referidas na Cláusula 5.ª do Contrato Constitutivo do Fundo de Pensões AXA (Exceção dos ex-Colaboradores da Ourique):

! , tal que,

, com P, R, n e S,

definidos no CCT da Atividade Seguradora. Para os ex – Colaboradores da Ourique: , tal que, , com P, R, n e S, definidos no CCT da Atividade Seguradora. • Pensão de reforma por invalidez: , tal que,

!, e,

com P, R, n, t e S, definidos no CCT da Atividade Seguradora. • Pensão de pré-reforma: , com P e R, definidos no CCT.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

309

Sociedade Vida

• Pagamento das pensões: As pensões de reforma são pagas 14 vezes por ano. • Direitos adquiridos: O presente Plano de Pensões não confere direitos adquiridos. Não obstante, e nos termos da Cláusula 55.ª do CCT da Atividade Seguradora, aplica-se o princípio de solidariedade entre Entidades, caso um ex-Participante se reforme ao serviço de outra Seguradora abrangida pelo CCT, ou um participante oriundo de outra Seguradora se reforme ao serviço de qualquer dos associados. • Atualização de pensões: As pensões a cargo do Fundo serão atualizadas de acordo com o estabelecido na Secção IV do CCT da Atividade Seguradora. • Forma de pagamento dos benefícios: As pensões são liquidadas pelo Fundo, ou garantidas mediante a contratação junto da AXA Vida de apólices de seguro de rendas imediatas temporárias em nome e em benefício dos pré-reformados, ou apólice de seguro de rendas vitalícias imediatas em nome e em benefício dos reformados, a qual também se responsabiliza pelo respetivo processamento e pagamento aos beneficiários. Esta transferência de responsabilidades ocorre anualmente, tal como referido antes, apenas para pensionistas que não sejam da Companhia AXA Vida, e de acordo com a estratégia e estimativas do plano estratégico trienal, que se foca na gradual transferência total da responsabilidade de pagamento das pensões pelas apólices, como já atualmente sucede com os Reformados originários da Associada AXA. c) O veículo de financiamento utilizado O veículo de financiamento é o fundo de pensões ao qual se associam apólices de renda vitalícia imediata (risco transferido para AXA Vida).

d) O valor e a taxa de rendibilidade efetiva dos ativos do plano A quantia de ativos financeiros é de €3.326.270 e a taxa de rendibilidade é de 2,03%. e) A responsabilidade passada com benefícios pósemprego, separadamente entre o valor atual da responsabilidade por serviços passados e o valor atual dos benefícios já em pagamento O valor atual da responsabilidade por serviços passados é de €926.283 e o valor atual dos benefícios já em pagamento é de €2.357.450. f) Reconciliação dos saldos de abertura e de fecho do valor presente da obrigação de benefícios:

2010

2009

Saldo inicial

2.395.223

2.214.447

Custo do serviço corrente

37.443

61.921

Custo de juros

105.390

119.580

Ganhos e perdas atuariais

135.174

216.151

Benefícios pagos

-188.411

216.876

Cortes e Liquidações no Plano

798.914

0

Saldo final

3.283.733

2.395.223 Unidade: Euros

Existe ainda registado no Passivo da Companhia no ano de 2010 o valor das responsabilidades com o seguro de vida, no valor de €398.612.


310

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

g) Análise da obrigação de benefícios definidos em quantias resultantes de planos que não têm qualquer financiamento e em quantias resultantes de planos que estão total ou parcialmente financiados Ver alínea e). h) Reconciliação dos saldos de abertura e de fecho do justo valor dos Ativos do plano e dos saldos de abertura e de fecho de qualquer direito de reembolso reconhecido como Ativo: 2010

2009

Saldo inicial

2.424.075

2.194.344

Ganhos e perdas atuariais

-100.367

107.760

Contribuições do empregador

1.050.000

230.000

Retorno esperado dos ativos do plano

140.972

108.848

Benefícios pagos

-188.411

216.877

Saldo final

3.326.270

2.424.075 Unidade: Euros

j) Indicação do gasto total reconhecido na Conta de Ganhos e Perdas do exercício corrente: 2010

2009

Custo do serviço corrente

37.443

61.921

Custo de juros

105.972

119.580

Retorno esperado dos Ativos

-140.972

-108.848

Ganhos ou perdas decorrentes de cortes e liquidações

798.914

0 Unidade: Euros

k) As quantias reconhecidas no exercício corrente, na Conta de Ganhos e Perdas ou em rubrica específica de Capital Próprio, relativamente aos ganhos ou perdas atuariais e do limite estabelecido na IAS 19 O valor de ganhos e perdas atuariais reconhecidas em rubrica de capital próprio no ano de 2010 foi de €173.145, líquido de impostos diferidos (em 2009 era de 26.251). l) A quantia cumulativa de Ganhos e Perdas atuariais reconhecidos em rubrica específica de Capital Próprio no caso de adotada esta opção O valor de ganhos e perdas atuariais reconhecidas em rubrica de Capital Próprio acumulado em 2010 é de €244.669, líquido de impostos diferidos.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

311

Sociedade Vida

m) A percentagem e quantia de cada categoria principal dos investimentos do plano e outros ativos, que constituem o justo valor do total dos ativos do plano e as quantias incluídas no justo valor dos ativos do plano relativas a instrumentos financeiros da entidade e qualquer terreno e edifício ocupado, ou outros ativos utilizados, pela empresa de seguros

DESCRIÇÃO

VALOR 2010

PERCENTAGEM

Títulos de rendimento variável

7.051.812

16%

Títulos de rendimento fixo

33.853.708

78%

Numerário, depósitos em instituições de crédito e aplicações no MMI

1.461.717

3%

Outros

1.188.477

3%

Gestão de fundos de pensões

43.555.714

100% Unidade: Euros

DESCRIÇÃO

VALOR 2009

PERCENTAGEM

Títulos de rendimento variável

7.414.133

16%

Títulos de rendimento fixo

32.631.551

72%

Numerário, depósitos em instituições de crédito e aplicações no MMI

4.375.054

10%

Outros

976.646

2%

Gestão de fundos de pensões

45.397.382

100% Unidade: Euros

A quota-parte da Companhia no Fundo é de €3.326.270.


312

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

o) Descrição da base usada para determinar a taxa esperada global de retorno dos ativos, incluindo o efeito das principais categorias de ativos do plano A taxa esperada de retorno é fixada por categoria de Ativo com base nas melhores estimativas decorrentes do mercado financeiro. Essa estimativa foi de €140.972 (ver ponto 23.2 j).

• Percentagem de pré-reformas: considera-se uma percentagem anual de futuras pré-reformas de 30% e 40%, para a AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A. e para as restantes 6 Associadas, respetivamente, aplicável aos Ativos que reúnam as condições estipuladas no CCT da Atividade Seguradora.

p) Indicação do retorno real dos ativos do plano, bem como o retorno real sobre qualquer direito de reembolso reconhecido como um Ativo O retorno real dos ativos do plano é de €40.606.

Estas percentagens são consistentes com as utilizadas nas últimas avaliações e, consideram-se adequadas face à realidade de pré-reformas dos últimos 9 anos, conforme estudo efetuado pelo Atuário responsável.

q) Descrição dos principais pressupostos atuariais (em termos absolutos) usados, incluindo, quando aplicável: (i) Taxa de desconto é de 4,36%; (ii) Taxas esperadas do retorno em quaisquer ativos do plano bem como sobre qualquer direito de reembolso para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras é de 4,9%;

r) Descrição dos elementos respeitantes aos planos de amortização regulamentarmente previstos e informação dos elementos necessários para o seu entendimento As contribuições efetuadas em 2010 foram determinadas com base no valor de rentabilidade real do Fundo e tendo presente o cumprimento da Norma Regulamentar n.º 5/2007, de 27 de abril, designadamente:

(iii) Taxa esperada de crescimento das remunerações é de 2%;

a) Financiamento de 100% das responsabilidades com pensões em pagamento;

(v) Quaisquer outros pressupostos atuariais usados materialmente relevantes, tais como, tábuas de mortalidade, de invalidez e de rotação de Colaboradores e taxas de passagem à situação de pré-reforma/reforma antecipada.

b) Inclusão de 1/5 do valor do deficit entre 95% das responsabilidades por serviços passados de Ativos no final de 2010, e a parte dessas responsabilidades cobertas pelo Fundo, de tal forma que neste exercício e nos 2 subsequentes se atinja a meta de nível de financiamento mínimo a 95%.

Tábuas: • Mortalidade: TV 73-77 (população francesa) • Invalidez: EKV 80 (população suíça)


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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313

Sociedade Vida

t) Indicação das quantias do período anual corrente e dos quatro períodos anuais anteriores quando aplicável de:

2010

2009

2008

2007

2006

Responsabilidades

3.682.345

2.750.044

2.623.158

2.782.165

3.209.278

Ativos

3.326.270

2.424.075

2.194.344

2.205.910

2.596.278

Insuficiências contabilísticas no Passivo

356.075

325.969

428.814

576.255

613.000

Unidade: Euros

v) Descrição da melhor estimativa da empresa de seguros, assim que possa ser razoavelmente determinada, das contribuições que se espera que sejam efetuadas durante o período anual que começa após a data de Balanço As contribuições para o ano de 2011 são de €60.000.

24. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO O imposto sobre lucros – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) - compreende o imposto corrente e os impostos diferidos. O imposto sobre os lucros foi reconhecido nas contas nos termos previstos na Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de abril, com as alterações entretanto introduzidas, e de harmonia com IAS 12. O imposto sobre o lucro é reconhecido na conta de Ganhos e Perdas, exceto quando esteja relacionado com rubricas que sejam reconhecidas diretamente em Capital Próprio, casos em que é também registado por contrapartida da conta de Capital Próprio respetiva. Os impostos reconhecidos em Capital Próprio decorrentes da reavaliação de ativos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos na conta

de Ganhos e Perdas no momento em que forem reconhecidos, na citada conta, os Ganhos e Perdas que lhe deram origem. Neste momento, encontram-se reconhecidos no Capital Próprio, os seguintes valores relativamente a impostos diferidos: • Sobre mais/menos valias potências de investimentos: €1.879.817; • Sobre Ganhos e Perdas atuariais: €99.935. O imposto corrente é determinado com base no resultado tributável apurado nas declarações de auto-liquidação, elaboradas de acordo com as normas fiscais vigentes, as quais ficam sujeitas a inspeção e eventual ajustamento pelas autoridades fiscais durante um período de quatro anos, contado a partir dos exercícios a que respeitam. Não se esperam ajustamentos significativos às declarações de anos anteriores. Os impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis e tributáveis entre o valor contabilístico do Ativo ou Passivo e a sua respetiva base fiscal: • Os impostos diferidos Ativos são reconhecidos apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis. No caso particular dos imóveis, foram somente reconhecidas diferenças temporárias dedutíveis na medida em que seja expectável a respetiva alienação no futuro; • Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis. (ver página seguinte)


314

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

2010 Resultado antes de imposto

18.188.335

Taxa nominal – 27,5% + Derrama (1,5%)

5.274.617

Custo do IRC

5.063.861 Imposto Corrente

6.102.607

Imposto Diferido

-1.038.746

Diferença entre taxa nominal e efetiva

-210.756 Taxa efetiva

27,84%

Diferenças no Exercício Acréscimos Realizações de utilidade social não dedutíveis

203.301

Donativos não previstos ou além dos limites legais

899

Insuficiência de estimativa

43.699

Multas, coimas, juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações

2.072

Despesas de caráter confidencial

25

Correções relativas a exercícios anteriores

14.601

Outros custos não aceites

1.446

Tributações Autónomas

15.137 281.181

Deduções Prejuízo fiscal imputado por ACEs ou AEIEs

2.303

Restituição de impostos não dedutíveis e excesso da estimativa para impostos

590

Benefícios – Dividendos

377.357

Benefícios – Donativos e Quotizações

2.644 382.894

Total das diferenças permanentes

-101.713

Efeito da alteração da taxa de imposto de 26,5% para 29% para lucros tributáveis > 2 milhões

-50.000

Alterações de estimativa a impostos diferidos

-50.044

Total de diferenças no exercício

-210.757 Unidade: Euros

A taxa efetiva de imposto em 2009 era de 18,78% explicada pela maior quantia de benefícios fiscais utilizados em 2009.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

315

Sociedade Vida

A reconciliação da taxa de imposto em 2009 foi a seguinte:

2009 Resultado antes de Imposto

7.583.971

Taxa nominal -25% + Derrama (1,5% )

2.009.752

Custo do IRC

1.424.076 Imposto Corrente

1.560.172

Imposto Diferido

-136.096

Diferença entre taxa nominal e efetiva

-585.677 Taxa efetiva

18.78%

Donativos não aceites

1.786

Correções Exercício Anteriores

1.443

Outros custos não aceites

15.110

Tributações Autónomas

11.180

Diferenças permanentes no exercício Acréscimos

29.520 Deduções Prejuízo ACE’s

2.682

Provisões

18.906

Excesso de estimativa - 2007

2.637

Benefícios fiscais - Dividendos

568.257

Benefícios fiscais - Donativos e Quotizações

2.604 595.086

Total das diferenças permanentes

-565.566

Alterações de estimativa a impostos diferidos

-20.111

Total de diferenças no exercício

-585.677 Unidade: Euros


316

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

Apresentamos em seguida o desdobramento das contas de Impostos Diferidos em Balanço, dividido por tipo de imposto:

Imposto diferido com Impacto em G&P

Balanço 2009

Variação 2010

Balanço 2010

Valor reconhecido em Resultado em 2010

Imóveis

1.167.863

161.590

1.329.453

161.590

Imparidade

338.229

-1.362

336.867

-1.362

Movimentos de transição

-2.996.905

1.045.536

-1.951.369

1.045.536

Fundos de Pensões

221.731

-218.404

3.327

-218.404

Provisões não dedutíveis

0

51.386

51.386

51.386

Total ID via Resultado

-1.269.082

1.038.746

-230.337

987.360 Unidade: Euros

O total de imposto diferido que influenciou resultados foi de €1.038.746 de rendimento no exercício de 2010.

Imposto diferido em Capital Próprio

Balanço 2009

Variação 2010

Balanço 2010

Mais/menos valias não realizadas de investimentos (diferido)

-100.883

2.376.831

2.275.948

Ganhos e perdas atuariais no Capital Próprio

25.591

74.344

99.935

Total

-75.292

2.451.175

2.375.883 Unidade: Euros

Imposto diferido e corrente em Capital Próprio

Balanço 2009

Variação 2010

Balanço 2010

Mais/menos valias não realizadas de investimentos (diferido)

100.883

-2.376.831

-2.275.948

Mais/menos valias não realizadas de investimentos (corrente)

1.528.555

-1.132.425

396.131

Total

1.629.438

-3.509.256

-1.879.817 Unidade: Euros

A variação do imposto com impacto em Capital Próprio foi de €3.509.256 (credor), ficando em Balanço com um Imposto diferido Ativo Total de €1.879.817.

A variação do imposto diferido em Capital Próprio é explicada pela forte diminuição das mais valias potenciais entre 2009 e 2010.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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317

Sociedade Vida

25. CAPITAL O capital social é constituído por 2.000.000 ações ordinárias ao valor de €5 cada integralmente pagas.

26.2. Descrição dos movimentos de cada reserva dentro do Capital Próprio Os movimentos ocorridos durante o exercício findo em 31.12.2010 estão sumarizados no quadro anexo. (ver na página seguinte)

26. RESERVAS 26.1 Descrição das reservas incluídas no Capital Próprio: • Reservas de Reavaliação por ajustamentos no justo valor de Ativos Financeiros disponíveis para venda: contém as mais/menos valias potenciais dos títulos em carteira líquidas de imparidade; • Reservas de Reavaliação por revalorização de outros Ativos tangíveis: contém a reavaliação do imobilizado tangível efetuado em 1991; • Reservas por Impostos Diferidos: contém a percentagem de imposto nominal aplicada sobre as Reservas de Reavaliação para fazer face a impostos potenciais no futuro; • Reserva Legal: é constituída pela aplicação de uma percentagem sobre os resultados do exercício e destina-se a cobrir o prejuízo do exercício ou de exercícios e de exercícios anteriores que não possam ser cobertas por outras reservas; • Reservas Livres: é constituída por lucros distribuídos em anos anteriores, não impostos por lei e podem ser utilizáveis para cobertura de prejuízos, depreciação de valores e aumentos de capital; • Reservas para Ganhos e Perdas atuariais: contém os Ganhos e Perdas atuariais de planos de benefício definido.


318

AXA

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

>

Reservas Reavaliação

Outras Reservas

Por ajustamentos no justo valor de Ativos Financeiros disponíveis para venda

Por revalorização de outros Ativos tangíveis

Reserva por impostos diferidos

Balanço a 31 de dezembro 2009 (Balanço de abertura)

6.148.563

256.290

-1.629.438

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de Ativos financeiros disponíveis para venda

-12.630.692

0

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos

0

Outros Ganhos/Perdas reconhecidos diretamente no Capital Próprio Balanço a 31 de dezembro 2010

Demonstração de Variações das Reservas

Outras Reservas

TOTAL

10.151.749

798.159

15.725.323

0

0

0

-12.630.692

0

3.509.256

0

0

3.509.256

0

0

0

0

-173.145

-173.145

-6.482.129

256.290

1.879.817

10.151.749

625.014

6.430.742

Reserva Legal

Unidade: Euros

Os movimentos nas reservas em 2009 foram os seguintes:

Reservas reavaliação

Outras Reservas

Por ajustamentos no justo valor de Ativos Financeiros disponíveis para venda

Por revalorização de outros Ativos tangíveis

Reserva por impostos diferidos

Balanço a 31 de dezembro 2008 (Balanço de abertura)

-18.557.321,36

256.290,14

4.917.690,16

10.151.749,18

824.409,94

-2.407.181,94

Ganhos líquidos por ajustamentos no justo valor de Ativos financeiros disponíveis para venda

24.705.884,81

0

0

0

0

24.705.884,81

Ajustamentos por reconhecimento de impostos diferidos

0

0

-6.547.128,64

0

0

-6.547.128,64

Outros Ganhos/Perdas reconhecidos diretamente no Capital Próprio

0

0

0

0

-26.251,00

-26.251,00

Balanço a 31 de dezembro 2009

6.148.563,45

256.290,14

-1.629.438.48

10.151.749,18

798.158.94

15.725.323.23

Demonstração de Variações das Reservas

Reserva Legal

Outras Reservas

TOTAL

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

319

Sociedade Vida

27. RESULTADO POR AÇÃO O resultado por ação de 2010 é de €6,40 (arredondado). O valor de 2009 era de €3,08.

28. DIVIDENDOS POR AÇÃO 28.1. Indicação da quantia de dividendos reconhecida como distribuições aos detentores de Capital Próprio durante o período, e a quantia relacionada por ação A distribuição de dividendos em 2010 resultou da decisão da Assembleia-geral de Acionistas ocorrida em 31/03/2010, que teve por deliberação a seguinte aplicação de resultados: Resultado Líquido do ano de 2009

€6.159.895

Distribuição de Dividendos

€4.003.932

28.2. Indicação da quantia de dividendos proposta ou declarada antes de as Demonstrações Financeiras serem aprovadas mas não reconhecida como distribuição aos detentores de Capital Próprio durante o período, a quantia relacionada por ação, e a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não reconhecido A aplicação de resultados do ano de 2010 a apresentar em Assembleia-geral de Acionistas será a que a seguir se apresenta: Resultado Líquido do ano de 2010

€13.124.474

Reforço da Reserva Legal

€0

Resultados Transitados

€328.112

Distribuição de Dividendos

€12.796.362

O dividendo bruto por ação será de €6,398181. Não existe a obrigatoriedade de constituição de Reserva Legal, visto, esta já ter ultrapassado o limite legal descrito no Código das Sociedades Comerciais. Sendo o número de ações de 2.000.000, chegou-se a um dividendo bruto por ação de €2,001966, tendo sido distribuído no mês de maio de 2010, da forma como se apresenta no quadro seguinte, bruto de impostos: Acionista

Número de ações

Dividendo unitário

Dividendo bruto

AXA, S.A. (Grupo AXA)

149.262

2,001966

298.817

AXA France Vie (Grupo AXA)

1.752.614

2,001966

3.508.674

AXA France Assurance (Grupo AXA)

1

2,001966

2

Outros (minoritários fora do Grupo AXA)

98.123

2,001966

196.439

Total

2.000.000

4.003.932 Unidade: Euros

A Companhia não procedeu a qualquer pagamento extraordinário de dividendos nem efetuou qualquer antecipação dos mesmos durante o ano de 2010, nem após o encerramento do exercício.


320

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

29. TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS 29.1 Indicação do nome da empresa–mãe e da empresa-mãe do topo do Grupo A AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S. A. em 31 de dezembro de 2010 tinha a seguinte composição acionista (sem mudanças, relativas ao ano anterior): AXA France Vie

87,63%

AXA S.A.

7,46%

AXA France Assurance

0,01%

Mague – Gestão e Participações, S.A.

4,90%

Total

100,00%

A AXA S.A., empresa holding do Grupo AXA em termos mundiais é uma Companhia incorporada de acordo com a lei francesa, residente em França, decorrente da fusão de várias mútuas de seguros, designadas coletivamente por Les Mutuelles Unies. Em 1982, Les Mutuelles Unies tomaram o controlo do Grupo Drouot passando a operar sob a designação de AXA. A AXA S.A. encontra-se cotada na bolsa francesa e na bolsa de Nova Iorque sendo detida essencialmente por outras pessoas coletivas e individuais, independentes do Grupo AXA (em 31.12.2010, cerca de 74,28% das ações AXA, S.A. eram detidas pelo público em geral). A AXA France Assurance é a holding do Grupo, constituída de acordo com a legislação francesa, que detém a atividade Seguradora do Ramo Vida, através da AXA France Vie, e Ramo Não Vida, através da AXA Corporate Solutions Assurance. A AXA France Vie, com sede em França, é uma Seguradora que opera no mercado do Ramo Vida sendo detida pela AXA France Assurance, subsidiária da AXA, S.A..

29.3 Indicação da remuneração das pessoas que têm autoridade e responsabilidade pelo planeamento, direção e controlo, de forma direta ou indireta, incluindo qualquer administrador (executivo ou outro), no total e para cada uma das categorias de benefícios de Colaboradores de curto prazo, benefícios pós-emprego, outros benefícios de longo prazo, benefícios de cessação de emprego e pagamento com base em ações O total de remunerações, benefícios pós-emprego (custos com fundo de pensões) e prémios de incentivo relativo ao conjunto de pessoas nas circunstâncias acima citadas totalizou, respetivamente €731.521, €32.463 e €22.732. As remunerações do Conselho de Administração correspondem às do Administrador Delegado e as senhas de presença auferidas pelo acionista Mague. No exercício de 2010 totalizaram respetivamente nas rubricas de remunerações, benefícios pós-emprego (custos com Fundo de Pensões) e prémios, os montantes de €69.000, €15.000 e €69.000. O montante usufruído pela Mague – Gestão e Participações, S.A. foi de 2 mil euros. Quanto às remunerações do Conselho Fiscal, os montantes auferidos em 2010 foram de €10.800 para o respetivo Presidente, €4.800 para o 1.º vogal e €3.600 para o 2.º vogal. Quanto à remuneração do ROC, os montantes auferidos em 2010 foram de €42.994.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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321

Sociedade Vida

29.4 Indicação no caso de ter havido transações entre partes relacionadas, da natureza do relacionamento existente, assim como, relativamente às transações e saldos pendentes, a informação necessária para a compreensão do respetivo potencial nas demonstrações financeiras Em Portugal, o Grupo AXA encontra-se representado por quatro Seguradoras: • AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A.; • AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A.; • Seguro Directo Gere, Companhia de Seguros, S.A.; • AXA Life Europe Limited - Sucursal em Portugal. A Seguro Directo Gere, Companhia de Seguros, S.A. é detida a 100% pela AXA Meditarranean Holding, S.A., constituída de acordo com a legislação espanhola. A AXA Life Europe Limited é uma Companhia de Seguros de Vida com sede na Irlanda.

No quadro abaixo evidenciam-se as transações ocorridas com empresas relacionadas durante o ano de 2010:

Rendimentos

Gastos

Balanço

GIE AXA

0

0

-3.650

AXA IM

0

913.768

0

AXA REIM

0

198.121

-67.460

AXA Portugal Não Vida

0

0

1.233.118

Seguro Directo Gere

0

0

13.102

AXA Centro de Serviço a Clientes, ACE

0

639.872

-51.025

AXA Technology Serv.Med.Reg. AEIE

0

857.230

-266.023

AXA Mediterranean Services AEIE, Sucursal Portugal

0

385.461

-55.724

AXA Life Europe Limited, Sucursal em Portugal

174.999

0

704.125

AXA Group Solutions Paris, Suc. Portugal

0

55.358

-4.768

AXA Investement Managers Paris

167.946

0

26.252 Unidade: Euros


322

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

No quadro abaixo evidenciam-se as transações ocorridas com empresas relacionadas durante o ano de 2009:

GIE AXA

Rendimentos

Gastos

Balanço

1.380

0

-3.650

AXA IM

0

823.140

0

AXA REIM

0

164.633

-63

AXA Portugal Não Vida

0

0

168.125

Seguro Directo Gere

0

0

14.626

AXA Centro de Serviço a Clientes, ACE

0

649.925

-189.212

AXA Group Solutions AEIE

0

23.333

10.565

AXA Technology Serv.Med. Reg. AEIE

0

778.506

-135.958

AXA Mediterranean Services AEIE, Sucursal Portugal

0

363.348

-63.011

AXA Life Europe Limited, Sucursal em Portugal

230.616

0

-380.680

Unidade: Euros

A GIE AXA é uma partnership criada para prestar serviços comuns ao Grupo AXA. A GIE AXA foi constituída com o propósito de prestar serviços às empresas do Grupo nas seguintes áreas: • Corporate finance; • Planeamento e estratégia; • Financiamento, gestão de tesouraria e equity management; • Ratings financeiros; • Assistência técnica. A AXA Investment Managers Paris (AXA IM) é uma sociedade anónima constituída de acordo com a legislação francesa, tendo por objeto: • A gestão de investimentos financeiros; • A criação de produtos de investimento; • A realização de estudos e a prestação de serviços no domínio financeiro. A AXA Investment Managers Paris - Empresa do Grupo detida pela AXA Investments Managers, que foi criada em 1994 e redenominada em 1997. O objeto principal é o desenvolvimento e a gestão dos investimentos do Grupo AXA. Para além da gestão da carteira efetua ainda a própria análise de risco de emitentes de obrigações é parte integrante nos estudos, análises que permitem ao Grupo e a cada entidade individualmente, definir a macro-política tendo em conta a volatilidade que se pretende assumir no curto e médio prazo face às condições de mercado. A AXA Real Estate Investment Managers Ibérica - Exploração de Imóveis S.A. – AXA REIM, é uma empresa com sede em Portugal, filial da AXA Real Estate Investment Managers Ibéria com sede em França, cujo objeto é a aquisição, venda, arrendamento e exploração de imóveis, próprios e alheios, bem como prestação de serviços conexos.


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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323

Sociedade Vida

O AXA Centro de Serviços a Clientes ACE (AXA CSC) é um Agrupamento Complementar de Empresas, constituído nos termos da Lei n.º 4/73, de 4 de junho e Decreto-Lei n.º 148/90, de 9 de maio e demais legislação em vigor aplicável, que visa melhorar as condições de exercício da atividade Seguradora ao nível do serviço a Clientes (conforme respetivos Estatutos), concretamente, por meios de comunicação eletrónica por processos não presenciais nas áreas de subscrição de seguros e regularização de sinistros. O AXA Group Solutions, AEIE (AXA GS) é um Agrupamento Europeu de Interesse Económico com sede em Portugal, constituído a 1 de setembro de 2005 nos termos do Regulamento (CEE) n.º 2137/85 do conselho, de 25 de julho, que tem por objeto a prestação de serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas SAP. A AXA Group Solutions Paris Société Anonyme, Sucursal em Portugal é uma sucursal em Portugal da AXA Group Solution Paris, com sede em França, tendo sido constituída a 7 de julho de 2007. Tem por objeto o fornecimento de prestações de consultoria e de assistência em matéria de informática, de telecomunicação e de organização funcional e operacional. A AXA Technology Services Mediterranean Region, AEIE (AXA TECH) é uma sucursal em Portugal de um Agrupamento Europeu de Interesse Económico com sede em Espanha, tendo sido constituída a 6 de junho de 2006. A AXA TECH tem por objeto a prestação de serviços de arquitetura de sistemas informáticos e de telecomunicações, concretamente, provendo os membros agrupados dos meios necessários para o exercício das suas atividades, concebendo e definindo as normas standard em matéria de infraestruturas informáticas e de telecomunicações comuns.

A AXA TECH assume igualmente a conceção, a exploração e desenvolvimento de tais infraestruturas informáticas e de telecomunicações comuns. Tratando-se de uma sucursal de um Agrupamento Europeu de Interesse Económico, presta serviços exclusivamente aos membros agrupados, não tendo por objetivo a obtenção de lucros, tendo uma natureza meramente civil. A AXA Mediterranean Services em Portugal (AXA MED), é uma Mediterranean Services AEIE, que é Europeu de Interesse Económico Espanha.

AEIE, Sucursal sucursal do AXA um Agrupamento com sede em

A AXA MED tem por objeto a prestação de serviços variados aos respetivos membros, como sejam: a prestação de gestão aos seus membros dos serviços de planificação orçamental, controlo de gestão, gestão de investimentos, análise de riscos, atuariado corporativo, compras, auditoria interna, comunicação, qualidade e otimização de processos, serviços técnicos do ramo de Vida e implementação da política de resseguro e, em concreto, prover os seus sócios dos meios necessários para o exercício de tais atividades e, designadamente, conceber e definir as normas e standards comuns nestas matérias.


324

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

30. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA A demonstração dos fluxos de caixa, obtida pelo método indireto, é como segue: Demonstração dos Fluxos de Caixa

2010

2009

Resultado líquido do exercício

13.124

6.160

Amortizações e alisamento

3.740

1.992

Despesas de aquisição diferidas

-349

-33

Imparidade líquida de reversões

122

5.400

Variações líquidas das provisões técnicas

41.870

34.802

Mais/menos valias de títulos afetos a produtos unit linked com risco de seguro

-3.293

-7.620

Variação líquida do Passivo Financeiro relativo à componente de depósito do contrato de seguro (unit linked com risco de seguro)

-21.528

-7.386

Variação líquida de outras provisões não técnicas

28

22

Ganhos realizados em investimentos

-3.421

-3.750

Variação do juro decorrido

-2.395

311

Variação líquida de outros devedores e credores operacionais

-87

2.371

Variação líquida de outros ativos e passivos

-12.752

8.138

Impostos pagos

-1.560

-4.486

Outras despesas sem impacto financeiros

4.358

-634

Fluxo de caixa fornecido por atividades operacionais

17.857

35.287

Vendas de Ativos Financeiros e reembolsos

243.637

297.406

Compras de Ativos Financeiros

-266.166

-317.010

Fluxo líquido proveniente de compra e venda de Ativos tangíveis e intangíveis

-187

-554

Fluxo de caixa fornecido por atividades de investimento

-22.716

-20.158

Dividendos pagos

-4.004

0

Fluxo de caixa fornecido por atividades de financiamento

-4.004

0

Caixa e seus equivalentes no início do exercício

36.792

21.663

Fluxo de caixa fornecido por atividades operacionais

17.857

35.287

Fluxo de caixa fornecido por atividades de investimento

-22.716

-20.158

Fluxo de caixa fornecido por atividades de financiamento

-4.004

0

Caixa e seus equivalentes no final do exercício

27.929

36.792 Unidade: Milhares de Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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Sociedade Vida

O cash flow disponível no final do ano diminuiu cerca de 24% relativamente ao ano anterior, em grande medida devido aos fluxos resultantes da atividade operacional. Em termos parciais, os fluxos de caixa das atividades operacionais foram positivos em cerca de €18.000.000 embora sejam inferiores aos fluxos de caixa do ano anterior em cerca de €17.000.000, devido essencialmente, ao incremento da cadência dos pagamentos técnicos. Este fluxo de caixa positivo das atividades operacionais é aproveitado para efetuar mais compras de ativos de investimento provocando a descida do fluxo de caixa das atividades de investimento, necessárias para a cobertura das suas provisões técnicas. O fluxo de caixa das operações de financiamento é negativo, em função da distribuição de dividendos, relativos ao exercício anterior.

31. COMPROMISSOS Durante o ano de 2010, a AXA registou na Contabilidade Rendas relativas a contratos de aluguer operacional de viaturas (renting) celebrados com: • Lease Plan Portugal – Comércio e Aluguer de Automóveis e Equipamento Unipessoal; • Arval Service Lease-Aluguer e Gestão Automóvel S.A. A duração dos contratos varia por prazos superiores a três meses até aos 48 meses. No exercício de 2010 os custos registados com aluguer de viaturas ascenderam a €55.195 (€42.308 em 2009).

325

34. ELEMENTOS EXTRAPATRIMONIAIS 34.2. Valor Global dos compromissos financeiros que não figurem no Balanço, na medida em que a sua indicação seja útil para apreciação da situação financeira da empresa A empresa celebrou, em 2009, um contrato de derivados no valor nominal de 22.000.000 e em 2010, no valor nominal de 70.400.000 para cobrir o risco de taxa de juro, conforme descrito no ponto 6.13.

34.3. Valor dos Ativos dos Fundos de Pensões geridos pela empresa de seguros, explicitando os relativos aos fundos em que se garanta um rendimento mínimo O valor dos Ativos dos fundos de pensões geridos pela empresa de seguros, em 31 de dezembro de 2010, é de €52.646.191 (€54.604.794 no ano 2009). Não existem Fundos de Pensões que garantem rendimento mínimo garantido.


326

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

37.2. OUTRAS INFORMAÇÕES CONSIDERADAS RELEVANTES 37.2.1. Devedores

O detalhe desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é como se segue:

2010

2009

Contas de cobrança

6.392.204

5.645.833

Segurados

327.231

230.319

Mediadores

1.012.729

708.666

Outros

79.939

80.601

Total

7.812.103

6.665.418

Resseguradores

775.187

2.255.193

Ressegurados

2.342.779

1.638.930

Total

3.117.966

3.894.123

Por operações de seguro direto

Por operações de resseguro

Por outras operações Rendas imóveis

202.282

273.126

Pessoal

292.630

229.549

Outros

4.117.602

3.502.192

Total

4.612.514

4.004.868

Empresas participadas

692.350

182.750

Total

692.350

182.750

Ativos por impostos correntes

1.294.117

72.613

Ativos por impostos diferidos

3.897.853

2.593.309

Total

5.191.970

2.665.922

Por outras operações

Ativos por impostos

Unidade: Euros


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

327

Sociedade Vida

37.2.2. Credores

O detalhe desta rubrica em 31 de dezembro de 2010 e 2009 é como se segue:

2010

2009

Por operações de seguro direto Segurados

79.155

79.155

Co-Seguro

206.216

206.216

Mediadores

1.722.155

1.815.718

Estornos a pagar

398.957

232.747

Prémios Recebidos Antecipadamente

367.449

568.970

Comissões a Pagar

1.798.244

1.894.698

Total

4.572.176

4.797.504

Resseguradores

414.618

562.044

Ressegurados

4.169

4.169

Total

418.787

566.213

Depósitos resseguradores recebidos

57.720

57.720

Por operações de resseguro

Passivos por impostos Passivos por impostos correntes

721.015

6.832.532

Passivos por impostos diferidos

1.752.307

3.937.683

Total

2.473.322

10.770.214

Fornecedores

663.750

1.202.623

Empresas grupo

1.233.118

697.238

Outros

347.150

808.316

Pessoal

11.831

11.992

Total

2.255.849

2.720.170

Por Outras Operações


328

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

37.2.3. COBERTURA DE RESPONSABILIDADES 37.2.4. MARGEM SOLVÊNCIA AFETAS A PRODUTOS COM TAXA GARANTIDA Em 2010 o Segurador não aceitou a subscrição de prémios com garantia de taxa fixa superior a 4%. As provisões matemáticas constituídas com taxa garantida superior a 4% ascendem a 38.163 mil euros a 31 de dezembro de 2010 (2009: 50.945 mil euros). As modalidades associadas a estas provisões matemáticas são Cupão Fixo 2007, Fixinvest – Edição 2008, Rendimento Crescente II e Rendimento Crescente III.

De acordo com a legislação vigente, as Seguradoras devem dispor, em cada exercício económico, de um património não comprometido (Margem de Solvência) e de um fundo de garantia (um terço da Margem de Solvência) que representam certas percentagens e montantes mínimos legalmente estabelecidos. A Margem de Solvência em 31 de dezembro de 2010 é de 52.744 mil euros (ano de 2009: 51.512 mil euros), estando coberta em 159,32% (ano de 2009: 178,78%).


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

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Sociedade Vida

329


330

AXA

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Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Vida

331


332

AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


INFORMAÇÃO FINANCEIRA

>

Sociedade Vida

333


VI.

sobre o relatório 336 - ÂMBITO E DEFINIÇÃO DOS CONTEÚDOS 337 - CARTAS DE VERIFICAÇÃO


336

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

ÂMBITO E DEFINIÇÃO DOS CONTEÚDOS

A AXA Portugal, firmemente empenhada na prossecução da sua estratégia de Responsabilidade Corporativa, iniciou em 2008 o ciclo anual de publicação do seu Relatório de Responsabilidade Corporativa, através do qual demonstra aos seus stakeholders os compromissos, estratégia e desempenho da empresa em termos de responsabilidades económicas, sociais e ambientais. Em 2010 a empresa deu mais um passo em prol da integração da Responsabilidade Corporativa no negócio da AXA, decidindo reportar o seu desempenho em termos económico-financeiros, sociais e ambientais num único documento. Assim, os temas incluídos no relatório foram selecionados tendo em conta não só os objetivos estratégicos da AXA Portugal, as linhas orientadoras da sua Estratégia de Responsabilidade Corporativa e as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI - G3), mas também o feedback recebido dos stakeholders através dos vários mecanismos de diálogo existentes, os resultados de uma análise de benchmark dos

NÍVEIS DE APLICAÇÃO OBRIGATÓRIO

OPCIONAL

relatórios de sustentabilidade do peer group e a consulta de estudos de referência do setor[20]. Os conteúdos apresentados ao longo deste relatório referem-se à atividade da AXA Portugal entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2010. Desta forma, é reportado o desempenho financeiro e não financeiro da AXA Portugal – Companhia de Seguros, S.A. e da AXA Portugal – Companhia de Seguros de Vida, S.A.. O presente relatório está organizado em 5 secções distintas: Mensagem do Presidente; Identidade (caracterização do Grupo AXA e da AXA Portugal); Enquadramento económico da atividade; Standards AXA (que inclui o reporte do desempenho social e ambiental); Informação Financeira. No final do relatório, são ainda reportados alguns indicadores do referencial GRI G3, que por opção de redação não foram incluídos nos capítulos anteriores.

C

C+

B

B+

A

A+

AUTO-DECLARAÇÃO VERIFICAÇÃO POR 3.ª PARTE VERIFICAÇÃO GRI

[20] Foram consultados entre outros os seguintes documentos: “The global state of sustainable insurance” (2009), UNEP FI; “Reducing Risk for Tomorrow”, Climate Wise; “Kioto Statement of the Geneva Association” (2009), Geneva Association;


SOBRE O RELATÓRIO

>

Cartas de verificação

337

CARTAS DE VERIFICAÇÃO CARTA DE VERIFICAÇÃO INDEPENDENTE DO RELATÓRIO DE RESPONSABILIDADE CORPORATIVA


338

AXA

>

Relat贸rio de Gest茫o e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010


SOBRE O RELATÓRIO

>

Cartas de verificação

339


VII.

notas metedol贸gicas


342

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

De seguida são apresentados os critérios adotados para a medição de dados e indicadores:

Taxa de rotatividade

A taxa de rotatividade foi calculada de acordo com a seguinte fórmula: n.º de saídas de Colaboradores em 2010 /n.º Colaboradores a 31 de dezembro[21].

Taxa de acidentes

A taxa de acidentes foi calculada de acordo com a seguinte fórmula: n.º acidentes/n.º total de horas trabalhadas pelo total de Colaboradores * 200.000.

Taxa de dias perdidos

A taxa de dias perdidos foi calculada de acordo com a seguinte fórmula: n.º total de dias perdidos por baixa / n.º total de horas trabalháveis * 100.000.

Consumo direto de energia

Para o cálculo do consumo direto de energia (consumo de combústiveis) em GJ foi utilizada a seguinde fórmula: Consumo de combustívelX (l) * PCIX * DensidadeX / 1000, recorrendo aos seguintes fatores de conversão:

FATORES DE CONVERSÃO[22] PCI gasóleo Densidade do gasóleo PCI da gasolina Densidade da gasolina

43,3 GJ/ton 0,8450 ton/m3 44,8 GJ/ton 0,7475 ton/m3

Taxa de absentismo

A taxa de absentismo foi calculada de acordo com a seguinte fórmula: n.º de horas de absentismo / n.º total de horas trabalháveis * 100, sendo que nas horas de absentismo foram excluídas as horas de ausência por licenças permitidas por lei, como férias, estudos, maternidade/ paternidade e luto.

[21] Este cálculo sofreu uma reformulação face aos anos anteriores de forma a adequar-se melhor aos requisitos da GRI, sendo anteriormente calculada com base na seguinte fórmula: n.º de entradas e saídas de colaboradores / n.º total de entradas e saídas durante o ano. [22] Fontes: Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Ficha de Segurança do Produto da BP.


NOTAS METODOLÓGICAS

>

343

Notas Metodológicas

Consumo de eletricidade

Na transformação dos consumos de eletricidade para GJ foi utilizado o fator de conversão: 1 KWh = 0,0036 GJ[23] . Consumo de eletricidade por fonte de energia primária A desagregação por fonte de energia primária é feita com base nos dados divulgados pela EDP (fornecedor de eletricidade) no seu Relatório de Sustentabilidade do ano anterior ao que se está a reportar.

Mix Energético 2010

Emissões diretas e indiretas de GEE

Neste cálculo são incluídas as emissões resultantes das deslocações dos Colaboradores em trabalho, das deslocações casa/trabalho e do consumo de energia elétrica, recorrendo às seguintes fórmulas: • Emissão = Consumo X * Fator de emissão (FE) X • Emissão = Viagem (Km) X * Fator de emissão X

Fatores de Emissão[24] FE Gasóleo

74,1Kg CO2/GJ

FE Gasolina

68,6Kg CO2/GJ

Carvão

54,6%

Fuelóleo

2,5%

FE Avião

0,1%

FE Automóvel/moto

0,15 kg CO2e /passageiro.km

FE Comboio/metro

0,06 kg CO2e /passageiro.km 0,09 kg CO2e /passageiro.km

Gasóleo Gás Natural

36,7%

FE Eletricidade

Resíduos Florestais

1,7%

FE Autocarro

Outras Energias Primárias

4,4%

FE Pé/bicicleta

230 ton CO2/GWh 0,14 kg CO2e /passageiro.km

0 kg CO2e /passageiro.km

Para uma melhor comparibilidade das informações reportadas (2008/2010), as emissões realizadas em anos anteriores a 2010 foram recalculadas tendo em conta os novos fatores de emissão.

[23] Fonte: Agência Internacional de Energia e GRI. [24] Fonte: DEFRA, Conversion and emission factors (2007).


VIII.

indicadores e sumรกrio GRI


346

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

ESTRATÉGIA E ANÁLISE

Observações | Página

1.1

Declaração da administração sobre a relevância da sustentabilidade para organização e a sua estratégia.

8-9

1.2

Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades, relacionados com a atividade da empresa.

35-39; 40-42; 46-49

PERFIL ORGANIZACIONAL

Observações | Página

2.1

Denominação da organização relatora.

358 (contra-capa)

2.2

Principais marcas, produtos e/ou serviços.

14

2.3

Estrutura operacional da organização (principais departamentos, empresas em funcionamento, ...).

18

2.4

Localização da sede social da empresa.

358 (contra-capa)

2.5

Países em que está presente e nome daqueles com operações significativamente relevantes para as questões de sustentabilidade abordadas no relatório.

Portugal

2.6

Tipo e natureza jurídico-legal de propriedade.

326

2.7

Mercados abrangidos.

16-17; 50

2.8

Dimensão da organização relatora (número de funcionários, vendas e serviços prestados).

14; 16-17

2.9

Principais alterações que tenham ocorrido, durante o período abrangido pelo relatório, referentes à dimensão, à estrutura organizacional ou à estrutura Acionista.

Não ocorreram.

2.10

Prémios recebidos durante o período a que se refere o relatório.

20-21

PARÂMETROS PARA O RELATÓRIO

Observações | Página

3.1

Período abrangido para as informações apresentadas no relatório.

326

3.2

Data do último relatório publicado.

2009

3.3

Ciclo de publicação de relatórios.

326

Global Compact

Global Compact

Global Compact


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

347

Tabela GRI

PARÂMETROS PARA O RELATÓRIO

Observações | Página

3.4

Contacto para esclarecimentos referentes ao relatório, incluindo o endereço eletrónico.

2

3.5

Processo para a definição do conteúdo do relatório, incluindo: o processo para determinar a relevância, a definição de questões prioritárias no âmbito do relatório e a identificação das partes interessadas que sejam potenciais utilizadoras do relatório.

326

3.6

Limites do relatório (países ou regiões, produtos ou serviços, departamentos, instalações, joint ventures ou empresas participadas, bem como outras limitações de âmbito específico).

326

3.7

Refira quaisquer limitações específicas relativas ao âmbito e ao limite do relatório.

Não existem.

3.8

Base de elaboração do relatório no que se refere a joint ventures, empresas participadas, parcialmente controladas, instalações arrendadas, operações subcontratadas e outras situações que possam afetar significativamente a comparabilidade entre períodos distintos ou com relatórios de outras organizações.

Não existem.

3.9

Técnicas de medição de dados e as bases de cálculo, incluindo hipóteses e técnicas subjacentes às estimativas aplicadas à compilação dos indicadores e de outras informações contidas no relatório.

335-337

3.10

Explicação do efeito de quaisquer reformulações de informações existentes em relatórios anteriores e as razões para tais reformulações (por ex., fusões/aquisições, mudança do período ou ano base, natureza do negócio, métodos de medição).

335-337

3.11

Alterações significativas, em relação a relatórios anteriores, no âmbito, limite ou métodos de medição aplicados.

335-337

3.12

Tabela que identifica o local das informações padrão no relatório.

Presente tabela.

3.13

Política e prática corrente relativa à procura de um processo independente de garantia de fiabilidade para o relatório.

326-333

Global Compact


348

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

MODELO DE GOVERNO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO

Observações | Página

4.1

Estrutura de governação, incluindo comissões subordinadas ao órgão de governação hierarquicamente mais elevado e com responsabilidade por tarefas específicas, tais como a definição da estratégia ou a supervisão da organização.

32-33

4.2

Indicar se o Presidente do órgão de governação hierarquicamente mais elevado é, simultaneamente, diretor executivo.

32

4.3

Indicar, no caso de organizações com uma estrutura de administração unitária, o número de membros do órgão de governação hierarquicamente mais elevado independentes e/ ou os membros não-executivos.

Com a exceção do Presidente, todos os membros do Conselho de Administração, são não-executivos.

4.4

Mecanismos que permitam a Acionistas e Colaboradores transmitir recomendações ou orientações ao órgão de governação hierarquicamente mais elevado.

71-72

4.5

Relação entre a remuneração dos membros do órgão de governação hierarquicamente mais elevado, dos diretores de topo e dos executivos (incluindo acordos de tomada de decisão) e o desempenho da organização (incluindo o desempenho social e ambiental).

33

4.6

Processos ao dispor do órgão de governação hierarquicamente mais elevado para evitar conflitos de interesse.

32-33

Processo para a determinação de qualificações/ competências exigidas aos membros do órgão de governação hierarquicamente mais elevado para definir a estratégia da organização relativamente às questões ligadas ao desempenho económico, ambiental e social.

Pela natureza da atividade da AXA, os membros do órgão de governação têm competências na área da gestão de risco e partilham uma visão global do negócio. Pela participação da AXA em diversas plataformas internacionais de reflexão sobre a sustentabilidade, os responsáveis de topo partilham uma visão global da sustentabilidade aplicada à estratégia da empresa.

4.7

Global Compact


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

349

Tabela GRI

MODELO DE GOVERNO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO

Observações | Página

Desenvolvimento interno de declarações de princípios ou de missão, códigos de conduta e princípios considerados relevantes para o desempenho económico, ambiental e social.

14-15; 33

4.9

Processos do órgão de governação, para supervisionar a forma como a organização efetua a identificação e a gestão do desempenho económico, ambiental e social, a identificação e a gestão de riscos e oportunidades relevantes, bem como a adesão ou conformidade com normas internacionais.

Realizam-se reuniões regulares entre o Conselho Executivo e as Direções das diferentes áreas, com o objetivo de partilhar informação, e reuniões bianuais mais aprofundadas com as Equipas de Direção, para alinhar a estratégia da empresa. O Conselho Executivo encontra-se igualmente com os representantes dos trabalhadores duas a três vezes por ano, mantendo, para além disso, pontes de diálogo permanentes, através do Diretor-Geral de Recursos e do Presidente do Conselho Executivo.

4.10

Processos para a avaliação do desempenho do órgão de governação hierarquicamente mais elevado, especialmente em relação ao desempenho económico, ambiental e social.

33

Explicação sobre se o princípio da precaução é abordado pela organização e de que forma.

Na AXA, em observância ao estipulado pelo regulador português – o ISP – na norma 14/2005 – R, “Princípios Aplicáveis ao Desenvolvimento de Sistemas de Gestão de Riscos e de Controlo Interno das Empresas de Seguros”, vigora uma política interna de gestão de risco aplicável a todas as áreas da empresa que regimenta o governo associado ao processo, a periodicidade das avaliações a efetuar, o modelo de reporting interno e também os tipos de riscos a gerir. No Grupo AXA, esta área de gestão encontra-se descentralizada, dispondo a empresa de mais de 300 gestores de risco locais. Regularmente, são entregues relatórios de ponto de situação ao Grupo, de modo a aprofundar o conhecimento dos riscos que podem existir nas suas diferentes entidades.

4.8

4.11

Global Compact


350

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

MODELO DE GOVERNO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO

Observações | Página

4.12

Cartas, princípios ou outras iniciativas, desenvolvidas externamente, de caráter económico, ambiental e social, que a organização subscreve ou defende.

44-45

4.13

Participação significativa em associações e/ou organizações de defesa nacionais/internacionais, em que a organização: detém posições nos órgãos de governação; participa em projetos e comissões; contribui com financiamentos substanciais.

44-45; 94; 110-111

4.14

Relação dos grupos que constituem as partes interessadas envolvidas pela organização.

41

Base para a identificação e seleção das partes interessadas a serem envolvidas.

Foram eleitos como prioritários os Acionistas, os Colaboradores, os Clientes, os Fornecedores, o Ambiente e a Sociedade, tendo em conta a avaliação do grau de influência e/ou de controlo que a organização exerce sobre estes ou que estes exercem sobre ela.

4.16

Abordagens utilizadas para envolver as partes interessadas, incluindo a frequência do envolvimento, por tipo e por grupos, das partes interessadas.

Clientes: 14-15; 51-52; 55-57 Colaboradores: 42-43; 60-67; 70-77; 85-86 Fornecedores: 87-90 Sociedade: 93-94; 97-100 Acionistas e restantes stakeholders: Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidadlde Corporativa

4.17

Principais questões e preocupações identificadas através do envolvimento das partes interessadas e as medidas adotadas pela organização no tratamento das mesmas, nomeadamente através dos relatórios.

40-41; 57-59; 66; 85-86; 91-96

4.15

ABORDAGENS DE GESTÃO

Observações | Página

Económica

19; 20-21; 91

Práticas Laborais

69-86

Global Compact

Global Compact


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

351

Tabela GRI

ABORDAGENS DE GESTÃO Direitos Humanos

87-88

Sociedade

33-34; 40-42; 91-92

Responsabilidade no Produto

50-58

Ambiental

102-111

Produtos e Serviços (Suplemento GRI para o setor financeiro)

FS1 a FS5; FS6 e FS7

INDICADORES DE DESEMPENHO ECONÓMICO

EC1

EC2

Global Compact

Observações | Página

Global Compact

Observações | Página

Valor económico direto gerado e distribuído, incluindo receitas, custos operacionais, remuneração de funcionários, doações e outros investimentos na comunidade, lucros acumulados e pagamentos a investidores e governos.

19

Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para as atividades da organização, devido às alterações climáticas.

As alterações climáticas têm fortes implicações no negócio da AXA, sobretudo no Ramo Não Vida e como consequência da maior frequência e intensidade de fenómenos metereológicos. Por este motivo, a AXA dá especial atenção a esta questão e tem investido fortemente na investigação, inclusivé através do AXA Research Fund, com o objectivo de melhorar a sua capacidade de compreensão e previsão deste tipo de fenómenos. Mais informação sobre o AXA Research Fund nas págs 91 a 92.

7


352

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO ECONÓMICO

Global Compact

Observações | Página

EC3

Cobertura das obrigações referentes ao plano de benefícios definidos pela organização.

O Plano de Pensões é um plano não contributivo, o que implica que os beneficiários não efectuam contribuições, sendo o provimento do fundo da inteira responsabilidade da empresa. A contribuição da AXA em 2010 foi de 2.575 mil euros. No final do ano o valor do fundo era de 43,6 milhões de euros e apresentava-se de acordo com os pressupostos do Fundo Mínimo do ISP (Norma n.º 5/2007-R), quase integralmente financiado, sendo 97,9% o nível de cobertura das responsabilidades (100% de cobertura das responsabilidades com pensões em pagamento e 95,6% de cobertura das responsabilidades com serviços passados do pessoal no ativo, para os quais a cobertura mínima de 95% se prevê atingir nos próximos cinco exercícios). Constatou-se a salvaguarda da capacidade de cumprimento dos compromissos com reformas.

EC4

Apoio financeiro significativo recebido do governo.

Não se verificou.

EC5

Rácio entre o salário mais baixo e o salário mínimo local, nas unidades operacionais importantes.

Na AXA nenhum Colaborador recebe o salário mínimo. O salário mais baixo na AXA é de €718,63. Tendo o salário mínimo nacional o valor de €475,00, o salário mais baixo na AXA é 1,51 vezes superior ao do mercado.

EC6

Políticas, práticas e proporção de custos com Fornecedores locais, em unidades operacionais importantes.

Não existem práticas ou políticas que beneficiem Fornecedores locais.

1

EC7

Procedimentos para a contratação local e proporção de cargos de gestão de topo ocupado por indivíduos provenientes da comunidade local, nas unidades operacionais mais importantes.

Em situações de recrutamento, o factor determinante de selecção são as competências do candidato. Na AXA Portugal 83% dos Dirigentes são Portugueses.

6

EC8

Desenvolvimento e impacte dos investimentos em infraestruturas e serviços que visam essencialmente o benefício público através de envolvimento comercial, em géneros ou pró bono.

101


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

353

Tabela GRI

INDICADORES DE DESEMPENHO ECONÓMICO EC9

Impactes Económicos Indiretos mais significativos, incluindo a sua extensão.

Global Compact

Observações | Página 91-94

INDICADORES DE DESEMPENHO AMBIENTAL

Observações | Página

Global Compact

EN1

Discriminação das matérias-primas, por peso ou por volume.

104

8

EN2

Percentagem das matérias-primas utilizadas que são provenientes de reciclagem.

104

8, 9

EN3

Discriminação do consumo direto de energia, por fonte de energia primária.

106

8

EN4

Discriminação do consumo indireto de energia, por fonte primária.

106-107

8

EN5

Total de poupança de energia devido a melhorias na conservação e na eficiência.

A AXA tem vindo a alcançar uma poupança de energia, no entanto ainda não consegue reportar a poupança por ação.

8, 9

EN6

Iniciativas para fornecer serviços baseados na eficiência energética ou nas energias renováveis.

48

8, 9

EN7

Iniciativas para reduzir o consumo indireto de energia e objetivos alcançados.

107

8, 9

EN8

Consumo total de água, por fonte.

109

8

EN9

Fontes hídricas significativamente afetadas pelo consumo de água.

As operações da AXA Portugal não afetam significativamente os recursos hídricos, porque se trata de um reduzido consumo de água.

8

EN10

Percentagem e volume total de água reciclada e reutilizada.

Os edifícios AXA não preveem um sistema de reutilização de água.

8, 9

EN11

Localização e dimensão dos terrenos pertencentes, arrendados ou administrados pela organização em áreas protegidas ou de elevado valor para a biodiversidade, ou adjacente às mesmas.

Não se verificou.

8

EN12

Impactes significativos de atividades sobre áreas protegidas ou de elevado valor na biodiversidade.

As operações da AXA Portugal não têm um impacto direto sobre a biodiversidade.

8


354

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO AMBIENTAL

Observações | Página

Global Compact

Habitats protegidos ou recuperados.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque as suas operações não geram impactos diretos em habitats naturais.

8

EN14

Estratégias e programas, atuais e futuros, de gestão de impactes na biodiversidade.

A UNEP FI constituiu um grupo de trabalho para refletir sobre as questões dos recursos naturais, em particular a biodiversidade. No Grupo AXA ainda não há uma estratégia global nesse sentido. Mas existem ações levadas a cabo localmente.

8

EN15

Número de espécies, na Lista Vermelha da IUCN e na lista nacional de conservação das espécies, com habitats em áreas afetadas por operações, discriminadas por nível de risco de extinção.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque as suas operações não geram impactos diretos em habitats naturais.

8

*EN16

Totalidade das emissões de gases causadores do efeito de estufa, por peso.

106-107

8

EN17

Outras emissões relevantes e indiretas de gases com efeito de estufa, por peso.

108

8

Iniciativas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e reduções alcançadas.

A AXA desenvolve algumas iniciativas que resultam numa redução de emissões de gases com efeito de estufa, no entanto não consegue quantificar o total economizado com estas iniciativas

7, 8, 9

EN19

Emissão de substâncias destruidoras da camada de ozono, por peso.

Não relevantes para a atividade da proteção financeira, porque não existem emissões directas significativas deste tipo de substâncias.

8

EN20

NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas, por tipo e por peso.

Não relevantes para a atividade da proteção financeira, porque não existem emissões diretas significativas deste tipo de gases.

8

EN21

Descarga total de água, por qualidade e destino.

Não relevantes para a atividade da proteção financeira, porque as suas operações não geram descargas de água significativas.

8

*EN22

Quantidade total de resíduos, por tipo e método utilizado no fim de linha.

109

8

EN13

EN18


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

355

Tabela GRI

INDICADORES DE DESEMPENHO AMBIENTAL

Observações | Página

Global Compact

EN23

Número e volume total de descargas significativas.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque as suas operações não geram derrames.

8

EN24

Peso dos resíduos transportados, importados, exportados ou tratados, considerados perigosos e percentagem de resíduos transportados por navio, a nível internacional.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque não produz este tipo de resíduos.

8

EN25

Dimensão, estatuto de proteção e valor para a biodiversidade dos recursos hídricos e respetivos habitats, afetados de forma significativa pelas descargas de água e escoamento superficial.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque as suas operações não geram descargas de água.

8

EN26

Iniciativas para mitigar os impactes ambientais de serviços e o grau de redução do impacte.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque não produz produtos que tenham um impacto direto ambiental significativo.

7, 8, 9

EN27

Percentagem recuperada de produtos vendidos e respetivas embalagens, por categoria.

Não relevante para a atividade da proteção financeira, porque não fabrica produtos e respetivas embalagens.

8, 9

EN28

Coimas e sanções não-monetárias por incumprimento das leis e regulamentos ambientais.

Não ocorreram.

8

EN29

Impactes ambientais significativos, resultantes do transporte de produtos e outros bens ou matérias-primas utilizados nas operações da organização, bem como o transporte de funcionários.

108

8

EN30

Total de custos e investimentos com a proteção ambiental, por tipo.

A AXA Portugal ainda não dispõe de métricas, a nível contabilístico, para quantificar estas despesas.

7, 8, 9

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - PRÁTICAS LABORAIS

Observações | Página

*LA1

Mão-de-obra total, por tipo de emprego, por contrato de trabalho e por região.

67

*LA2

Total de funcionários e respetiva taxa de rotatividade, por faixa etária, por género e por região.

67

Global Compact

6


356

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - PRÁTICAS LABORAIS

Observações | Página

Global Compact

*LA3

Benefícios assegurados aos funcionários a tempo inteiro não concedidos a funcionários temporários ou a tempo parcial.

78-79

LA4

Percentagem de funcionários abrangidos por acordos de negociação coletiva.

100% dos Colaboradores

1, 3

LA5

Prazos mínimos para aviso prévio em relação a mudanças operacionais.

Não existe prazo mínimo de notificação definido. No caso de alterações mais profundas há envolvimento dos Colaboradores alinhado com o timing da gestão da mudança. A AXA assegura também o diálogo com os Órgãos Representativos dos Colaboradores, no sentido de serem informados antes da comunicação das mudanças.

3

*LA6

Totalidade da mão-de-obra representada em comissões formais de segurança e saúde, que ajudam no acompanhamento e aconselhamento sobre programas de segurança e saúde ocupacional.

83

1

*LA7

Lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, absentismo e óbitos relacionados com o trabalho.

0 Óbitos.

1

LA8

Programas de educação, formação, aconselhamento, prevenção e controlo de risco para garantir assistência aos funcionários, às suas famílias ou membros da comunidade afetados por doenças graves.

80-82

1

LA9

Tópicos relativos a saúde e segurança, abrangidos por acordos formais com sindicatos.

A AXA Portugal não possui acordos formais com sindicatos a nível local.

1

*LA10

Média de horas de formação, por ano, por funcionário, discriminadas por categoria de funcionário.

75

LA11

Programas para a gestão de competências e aprendizagem contínua que apoiam a continuidade da empregabilidade dos funcionários e para a gestão de carreira.

76

LA12

Funcionários que recebem análises de desempenho e de desenvolvimento da carreira.

72


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

357

Tabela GRI

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - PRÁTICAS LABORAIS

Observações | Página

Global Compact

*LA13

Composição dos órgãos de governação e discriminação dos funcionários por categoria, de acordo com o género, a faixa etária, as minorias e outros indicadores de diversidade.

68

1, 6

LA14

Discriminação do rácio do salário-base de homens e mulheres, por categoria.

69

1, 6

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - DIREITOS HUMANOS

Observações | Página

Global Compact

*HR1

Acordos de investimento significativos que incluam cláusulas referentes a direitos humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos.

87

1-6

*HR2

Principais Fornecedores submetidos a avaliações relativas a direitos humanos.

87;89

1-6

HR3

Horas de formação em políticas e procedimentos relativos a aspetos dos direitos humanos relevantes para as operações, incluindo a percentagem de funcionários que beneficiaram de formação.

Em 2010 dois Colaboradores AXA (0,2%) receberam o total de 42h de formação em direitos humanos.

1-6

HR4

Número total de casos de discriminação e ações tomadas.

Não se verificaram casos.

1, 2, 6

HR5

Casos de risco significativo de impedimento ao livre exercício da liberdade de associação e realização de acordos de negociação coletiva.

Princípio consagrado na Constituição Portuguesa. Em matéria de contratação coletiva, a AXA está sujeita ao Acordo Coletivo de Trabalho da Atividade Seguradora.

1, 2, 3

HR6

Casos de risco significativo de ocorrência de trabalho infantil e medidas para a sua eliminação.

Nas operações da AXA Portugal não existe este risco. Na contratação de Fornecedores, a AXA prevê uma cláusula referente a este princípio, apesar de o mesmo estar consagrado na Constituição Portuguesa.

1, 2, 5

HR7

Casos em que exista um risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou escravo, e medidas que contribuam para a sua eliminação.

Nas operações da AXA Portugal não existe este risco. Na contratação de Fornecedores, a AXA prevê uma cláusula referente a este princípio, apesar de o mesmo estar consagrado na Constituição Portuguesa.

1, 2, 4


358

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - DIREITOS HUMANOS

Observações | Página

Global Compact

HR8

Pessoal de segurança submetido a formação nas políticas ou procedimentos da organização, relativos aos direitos humanos.

Não se verificou.

1, 2

HR9

Incidentes que envolvam a violação dos direitos dos povos indígenas e ações tomadas.

Contexto inexistente para a AXA Portugal.

1, 2

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL - SOCIEDADE

Observações | Página

Global Compact

SO1

Programas e práticas para avaliar e gerir os impactes das operações nas comunidades.

Apesar de ainda não haver um programa formalizado sobre impactos de início e fim de atividade, a AXA tem por prática agir de acordo com a legislação portuguesa e com base em medidas de minimização dos impactos negativos para os stakeholders.

SO2

Unidades de negócio alvo de análise de riscos para prevenir a corrupção.

34

10

*SO3

Funcionários que tenham efetuado formação nas políticas e práticas de anticorrupção.

34

10

SO4

Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção.

Não se verificaram casos de corrupção.

10

SO5

Participação na elaboração de políticas públicas e lobbies.

As relações institucionais da AXA resumem-se a entidades públicas e corporativas, de tutela e setor de negócio (APS - Associação Portuguesa de Seguradores; ISP Instituto de Seguros de Portugal). No Código de Deontologia Profissional estabelecem-se regras de conduta nas relações entre a AXA e os órgãos governamentais.

1-10

SO6

Contribuições financeiras ou em espécie a partidos políticos, políticos ou a instituições relacionadas.

Não se verificaram contribuições destas especies.

10

SO7

Ações judiciais por concorrência desleal, antitrust e práticas de monopólio.

Não se verificaram ações judiciais destas naturezas.

SO8

Multas e sanções não-monetárias relacionadas com o não cumprimento de leis e regulamentos.

Não se verificaram multas ou sanções destas naturezas.


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

359

Tabela GRI

INDICADORES DE DESEMPENHO SOCIAL RESPONSABILIDADE PELO PRODUTO

Observações | Página

Global Compact

PR1

Os ciclos de vida dos produtos e serviços em que os impactes de saúde e segurança são avaliados com o objetivo de efetuar melhorias, bem como a percentagem das principais categorias de produtos e serviços sujeitas a tais procedimentos.

Os produtos e serviços da AXA não oferecem impactos directos de relevo sobre a saúde e a segurança dos seus Clientes.

1

PR2

Incidentes resultantes da não-conformidade com os regulamentos e códigos voluntários relativos aos impactes, na saúde e segurança, dos produtos e serviços durante o respetivo ciclo de vida.

Não se verificaram casos destes.

1

PR3

Procedimentos para informação e rotulagem dos produtos e serviços, bem como a percentagem dos principais produtos e serviços sujeitos a tais requisitos.

As condições gerais e especiais dos produtos, bem como os folhetos informativos e publicitários são previamente validados pelo Departamento Jurídico.

8

PR4

Número total de incidentes resultantes da nãoconformidade com os regulamentos e códigos voluntários relativos à informação e rotulagem de produtos e serviços, discriminados por tipo de resultado.

Não se verificaram casos destes.

8

*PR5

Procedimentos relacionados com a satisfação do cliente.

51-52; 57-59

PR6

Programas de adesão a leis, normas e códigos voluntários relacionados com comunicações de marketing, incluindo publicidade, promoção e patrocínio.

54

PR7

Incidentes resultantes da não-conformidade com os regulamentos e códigos voluntários relativos a comunicações de marketing, incluindo publicidade, promoção e patrocínio.

Não se verificaram.

PR8

Reclamações registadas relativas à violação da privacidade de clientes.

Houve apenas 1 reclamação de entidades reguladoras (da CNPD), no entanto o processo foi arquivado.

Multas e sanções não-monetárias relacionadas com o não cumprimento de leis e regulamentos.

Em 2010 a AXA foi alvo de 11 processos por não cumprimento de leis e regulamentos, dos quais 3 resultaram em absolvição, 4 em confissão/condenação e os outros 4 aguardam ainda decisão ou recurso. No total, a AXA despendeu 997,60€ em coimas por estes motivos.

PR9

1


360

AXA

>

Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO – SUPLEMENTO PARA EMPRESAS DO SETOR FINANCEIRO

FS1

FS2

FS3

Observações | Página

Políticas que contenham aspetos ambientais e sociais, aplicáveis às diferentes linhas de negócio.

Ao nível do Grupo destaca-se o Código Deontológico do Grupo AXA e a adesão aos Principles for Responsible Investment. A nível local, destaca-se o protocolo com a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), oferecendo um pacote de seguros com condições especiais a microempresários e as cláusulas de Responsabilidade Social e Corporativa nos Contratos. Para 2011 está ainda planeado o lançamento de um novo produto que vem responder às exigências da nova Lei da Responsabilidade Ambiental.

Procedimentos para avaliar os riscos sociais e ambientais nas diferentes linhas de negócio.

A gestão de risco é muito abrangente: inclui os riscos emergentes, nomeadamente as alterações climáticas. É avaliada a cobertura desses mesmos riscos e quais as estratégias de negócio a desenvolver com base nestes novos contextos. O Grupo AXA faz parte do UNEP FI (United Nations Environment Programme Finance Initiative), no âmbito do qual estuda a relação entre o aquecimento global e os fenómenos naturais, do Carbon Disclousure Project. Participa ainda na iniciativa de empresas Caring for Climate.

Processos para monitorizar o cumprimento por parte dos Clientes, dos diferentes requisitos incluídos nos acordos e/ou contratos.

Em 2010 ainda não foi feita a monitorização destes tipos de riscos junto dos Clientes. No entanto, com o lançamento em 2011 do novo produto que vem responder às exigências da nova Lei da Responsabilidade Ambiental, prevê-se a implementação de procedimentos neste sentido.

Global Compact


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

361

Tabela GRI

INDICADORES DE DESEMPENHO – SUPLEMENTO PARA EMPRESAS DO SETOR FINANCEIRO

Observações | Página

Processos para desenvolver competências para a implementação de políticas e procedimentos ambientais e sociais, aplicáveis às linhas de negócio.

Decorrente da política de Responsabilidade Corporativa, todos os Colaboradores são incentivados a terem um papel de contributo individual para o desenvolvimento sustentável. Ministrou-se formação aos Alfas sobre Responsabilidade Corporativa em 2009 e em 2010 através de uma peça de teatro por estes escrita e interpretada e foi dada formação de forma didática a Colaboradores e Agentes. Para além disso, a realização anual da Quinzena da Responsabilidade Corporativa enfatiza a estratégia e as medidas a tomar pelos Colaboradores no dia-a-dia. Para 2011 está prevista uma operação vacina para todos os Colaboradores através de e-learning.

FS5

Interação com os Clientes/Investidores/Parceiros no que respeita aos riscos e oportunidades sociais e ambientais.

O diálogo com os stakeholders permite abordar e alavancar estas questões de modo a melhorar o desempenho da AXA nesta matéria: - O Grupo AXA faz parte da UNEP-FI, da iniciativa Caring for Climate, do Carbon Disclousure Project. A nível nacional, a AXA é membro do BCSD Portugal e da RSO; - O Grupo AXA assinou os Principles for Responsible Investment; - O Grupo AXA desenvolveu o AXA Barómetro Reforma e o AXA Barómetro de Prevenção Rodoviária para estudar, as problemáticas e oportunidades de melhoria e de sensibilização nestas áreas; - Os Clientes e os Distribuidores são auscultados periodicamente através de inquéritos de satisfação de modo a obter a sua opinião sobre o desempenho e oportunidades de melhoria da AXA.

FS6

Percentagem das linhas/segmento de negócio específicas, no volume total, por região e dimensão.

FALTA INCLUIR TABELA

FS4

Global Compact


362

AXA

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Relatório de Gestão e Contas e de Responsabilidade Corporativa 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO – SUPLEMENTO PARA EMPRESAS DO SETOR FINANCEIRO

Observações | Página

Volume (monetário) dos produtos e serviços com benefício social, por linha de negócio.

95

Volume (monetário) dos produtos e serviços com benefício ambiental, por linha de negócio.

O seguro "Renovável" para Clientes que investem em energias renováveis foi criado em 2007. Até agora o volume de negócios realizado ainda é baixo, devido às características do mercado português, nomeadamente a sensibilização ainda incipiente para este tema.

FS9

Âmbito e frequência das auditorias para avaliar a implementação das políticas ambientais e sociais e dos procedimentos de avaliação de risco.

A AXA iniciou auditorias ao relatório ambiental anual, realizada pela PwC de França. No âmbito deste relatório, os dados sociais e ambientais foram igualmente auditados pela referida auditora. A avaliação dos riscos segue procedimentos estipulados pelo Grupo AXA.

FS10

Percentagem e número de empresas incluídas no portfólio da organização e com as quais interagiu no que respeita aspetos sociais e ambientais.

O Grupo AXA aderiu em 2005 aos Principles for Responsible Investment que preveem critérios ambientais e sociais na tomada de decisão sobre investimentos no âmbito da atividade de gestão de ativos.

FS11

Percentagem de ativos sujeitos a avaliação ambiental e social.

A AXA assinou o Tratado de Ottawa que proíbe o investimento em empresas relacionadas com a produção de minas antipessoais e aderiu também aos Principles for Responsible Investment.

FS12

Políticas de voto sobre aspetos sociais e ambientais aplicadas a ações sobre as quais a organização detém o direito de voto ou apoia na decisão de voto.

A adesão do Grupo AXA aos Principles for Reponsible Investment prevê este tipo de atuação, mas ainda não existe informação sistematizada.

Acesso em zonas de baixa densidade populacional ou economicamente desfavorecidas.

16-17. A rede comercial da AXA chega a todo o território nacional, incluindo as zonas de baixa densidade populacional e economicamente desenvolvidas.

FS7

FS8

FS13

Global Compact


INDICADORES E SUMÁRIO GRI

>

363

Tabela GRI

Iniciativas para melhorar o acesso a serviços financeiros por parte de pessoas incapacitadas.

Todos os edificios novos estão de acordo com o Dec Lei 163/2006, que impõe a adequação dos espaços para a mobilidade condicionada e eliminação de barreiras arquitetónicas, sendo seguidos sempre que são feitas remodelações. Continuam, no entanto, a existir espaços que ainda não foram intervencionados nesta óptica, muitas vezes por dificuldades de articulação com os condomínios.

FS15

Políticas de desenho e comercialização de produtos e serviços financeiros.

A AXA respeita os requisitos e regulamentos emitidos pelas entidades reguladoras, que se destinam a assegurar um correto desenho e comercialização de serviços financeiros. Para além disso, a adesão a várias iniciativas voluntárias, garantem uma constante preocupação em responder aos desafios da sustentabilidade para este setor.

FS16

Iniciativas para melhorar a literacia financeira, por tipo de beneficiário.

53-54

FS14

Legenda (complementar): ND *

Não existe informação disponível. Indicador auditado. Indicador essencial. Indicador complementar.


AXA Portugal, Companhia de Seguros de Vida, S.A.

Sede: Edifício AXA, Av. do Mediterrâneo, Lote 1.01.1.2, Parque das Nações, Apart. 1953, 1058-801 Lisboa. Tel. 21 350 6100. Fax 21 350 6136 Matrícula/Pessoa Coletiva N.º 502 220 473. Conservatória de Registo Comercial de Lisboa. Capital Social 10.000.000 Euros

AXA Portugal, Companhia de Seguros, S.A.

Sede: Rua Gonçalo Sampaio, 39, Apart. 4076, 4002-001 Porto. Tel. 22 608 1100. Fax 22 608 1136 Matrícula/Pessoa Coletiva N.º 503 454 109. Conservatória de Registo Comercial do Porto. Capital Social 36.670.805 Euros

www.axa.pt

relatorio e contas 2010  

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