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PARLAMENTO LIVRE Daniel Braz de Medeiros Orientador guilherme Lemke Motta


Histórico A história da cidade de São Paulo tem suas peculiaridades, ela foi gerada pela necessidade de um pouso após a serra, Desde esta época até os dias atuais este local, que ao longo da história se constituiu como grande metrópole, tem características de hidrografia que facilitam os caminhos de fundo de vale. Isto abre possibilidades de desenvolvimento dos fluxos que permitiriam a formação da cidade com uma gênese única. Mesmo assim, por conta de seu crescimento desordenado, a cidade não teve vias de se concretizar tal como se propunham as suas expectativas. Especificamente, a região do Anhangabaú, prestou-se como local desafiador perante a proposta de expansão do centro velho para o centro novo, sendo superado em primeira instância pelo Viaduto do Chá. Porém outros desafios se apresentavam: a organização de novos fluxos e a compreensão da hidrografia convertidas como espaço público. O período histórico a se destacar para o entendimento da formação de espaço público do Vale do Anhangabaú, tem início no começo do século e vai até os anos 30. Onde a Light, empresa de capital canadense, e a Prefeitura Municipal serão os principais agentes dos acontecimentos que tangem o desenvolvimento da cidade. Neste contexto a Light é a única geradora de energia da cidade, além de detentora do sistema de bondes, portanto, um monopólio para a época. Em contraponto a Prefeitura escolhe o plano rodoviarista como opção para os transportes e para o crescimento da cidade. Para isso contratou em 1930, o engenheiro Prestes Maia. Porém, com o plano de avenidas implantado o problema que antes era de ordem topográfica se torna um obstáculo de ordem viária. Ao impor essa conformação de evolução para a cidade, será inevitável que o foco no aumento da utilização de veículos e construção de estacionamentos se reforce. Essa é uma problemática que será abordada tanto por Villa Nova Artigas quanto por Rino Levi em suas preposições de desenvolvimento urbano para a cidade. Em 1981, a Prefeitura da cidade de São Paulo, organiza um concurso para o Vale do Anhangabaú. A proposta vencedora revela um problema mais profundo: o vazio gerador de um tampão sobre o vale. Como os fluxos da região continuam a ser esquecidos pelo Poder Público, as soluções propostas serão sempre inacabadas e sem fundo para a efetiva resolução do problema. Deixando esta região alheia a sobreposição de intervenções que geram as camadas envolvidas entre vias, viadutos e passarelas. O Terminal Bandeira, antiga Praça da Bandeira, torna-se, portanto, resíduo de todas essas alterações, tendo como consequência a mistura de fluxos, não discernindo a importância deste espaço. Desta forma, se faz necessária a intermodalidade não só de transportes, mas também de usos e velocidades por se tratar de uma cidade congestionada não somente pelo trânsito mas também por ideias e ideais.

Conceitos: Os conceitos tomados para gerar a forma e as soluções projectuais surgem da abordagem a qual Rem Koolhaas trata no livro “Nova Yorque Delirante” – uma cidade gerada por incorporadores – como exemplo de ocupação urbana ocidental. Além disto, tomam-se os problemas da fluidez humana através da filosofia abordada por Zygmunt Bauman, onde inclui a aproximação da cidade de fluxos correntes com a mistura de usos presentes, dentro disto são fixadas três premissas de projeto: Fluxos: redefinição dos fluxos fazendo uma intersecção das velocidades da cidade. Topografia: utilizar de fatores topográficos como partido arquitetônico para adequar a necessidade do local. Usos flexíveis: propor um partido que adéqüe ao tempo, não deixando as características de monumento urbano esquecidas. Conclusões Dentro da arquitetura contemporânea a busca de uma identidade em uma cidade sem rosto é preocupação freqüente, porém não estamos atentos a quem designa realmente identidade à edificação. A proposta de um edifício “não-terminado” é uma busca do usuário como complemento, conferindo-lhe uma identidade. Este é o meio a qual temos para tornar a cidade um ambiente urbano igualitário, mas não de formas marxistas ou conteanas, mas um conceito de espaço urbano efetivamente democrático; indo contra ao confinamento das pessoas a espaços fechados. O projeto dentro destas características busca equilíbrio para aproximar estado à cidadania, pois preocupar-se com o conhecimento político de acesso democrático não é premissa somente do Socialismo, mas do ideal das práticas da Democracia. Este entendimento de unificação passa dos ideais para as praticas, onde a mescla entre usos abrigam também o progresso e o conhecimento de uma cidade. O papel do arquiteto, portanto, passa das belas edificações para a compreensão deste inconsciente coletivo que revela o desenvolvimento como um todo. Vemos atualmente a freqüente aproximação de disciplinas diferentes como física e religião, política e ecologia, entre outros exemplos que demonstram que todo o mundo inclusive a Arquitetura passa por um ponto crucial de transformação, onde problemas complexos abordam a vida. E o problema complexo a qual aflige mais o Arquiteto é como o espaço torna-se sinônimo de tempo.

conceitos


Estudante morto 1968 (fonte http://www.arquivoestado.sp.gov.br/)

cenário político

Diretas já – anhangabau 1984 (fonte http://www.arquivoestado.sp.gov.br/)

Passeata marcha da liberdade 2011 (fonte: http://plantacao.files.wordpress.com)


Cenårio atual – Movimento 15-m

(http://alvaroiriarte.files.wordpress.com/)


15-km ou 15-min tempo_Espaรงo


City Hall Londres – Foster and Patners


Library Seatle - oma


CEU - Alexandre Delijaicov, AndrĂŠ Takiya e Wanderley Ariza


Bacia hidrográfica do Anhangabaú

Planialtimétrico - Hidrografia


Hist贸rico arquitet么nico

Fluxos Existentes


Usos agregadores


Praças espaços públicos


Usos Fixos


Estrutura


Vazios – cheios - fluxos

Caminhos do edifício


Usos - loading


Perspectiva 2


implantação

Implantação geral


Implantação


Hist贸rico arquitet么nico

Corte bb


Planta do tĂŠrreo


Planta Piso Plenário – Praças


Corte bb


Planta Piso mezanino plenรกrio


Planta do Piso Passarelas – 1:1000


Perspectiva Interna


Planta foyer – sala de mídias políticas


Planta do audit贸rio e biblioteca


Planta do Piso mezanino biblioteca


Planta do Piso mezanino audit贸rio


Planta belvedere restaurante


Corte CC


Elevações 1


Elevações 2


Elevações 3


Perspectiva 4


Elevações 4


Passarela atirantada


Detalhe – fachada ventilada


Agradecimentos: guilherme motta JosĂŠ Aly A&G Yuri Vital Familiares


Parlamento Livre