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Homo erectus


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"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.” Mahatma Gandhi

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Índice Capitulo 1- INTRODUÇÃO........................................................................................................ 4 Capitulo 2 - O DESPERTAR DA HUMANIDADE .................................................................. 7 Capitulo 3 – CARACTERÍSTICAS ......................................................................................... 11 Capitulo 4 - A INVASÃO HUMANA ....................................................................................... 14 Capitulo 5 – REFERÊNCIAS .................................................................................................. 15

Índice de figuras Figura 1 – África, Oriente Médio e Ásia.......................................................................................4 Figura 2 – Esqueleto do Homo erectus......................................................................................11

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Capitulo 1- INTRODUÇÃO O Homo erectus cujo nome significa "homem ereto", viveu há aproximadamente 1,8 milhões a 50.000 anos atrás durante o Pleistoceno, desde a África (local onde acredita-se que ocorreu o surgimento da espécie a partir do Homo ergaster), Ásia, Europa, até a Indonésia e Oceania.

Figura 1 – África, Oriente Médio e Ásia Apesar de muitos aspectos da organização social, serem, já herdados do H. ergaster, o H. erectus desenvolveu ainda mais estas características. A sua sociedade baseava-se em pequenas comunidades, composta de abrigos de pedra pequenos e simples, entretanto eram os mais sofisticados que existiam no Planeta Terra até aquela época. Utilizavam habilmente fogueiras, para se protegerem de animais selvagens, aquecimento e preparação de alimentos. A divisão de tarefas era baseada em talhadores (normalmente pessoas velhas já sem capacidade para caçar e crianças) que realizavam as tarefas mais simples, organizando coisas e confeccionando utensílios de madeira, pedras e ossos, machados e lanças; os caçadores, que eram compostos por machos que estivessem no auge da forma física e eram responsáveis pela caça de animais, pesca e em combater possíveis ameaças; as mulheres cuidavam das crianças e faziam a coleta de frutos, folhas e raízes. O mais antigo registro do H. erectus foi encontrado pelo holandês Eugéne Dubois (1858-1940), numa margem do rio Bengawan Solo em Trinil, região central de Java na Indonésia. Foram encontrados restos fossilizados Atlas Virtual da Pré-história – www.avph.com.br


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também no Lago Turkana e no desfiladeiro Olduvai na África (que posteriormente foram reclassificados como H. ergaster), na Geórgia (fronteira entre Europa e Ásia), em Sangiran e em Shaanxi na China. O uso habilidoso do fogo distinguiu o H. erectus de todas as espécies que haviam surgido antes, ossos carbonizados de animais foram encontrados em sítios arqueológicos em muitos lugares. Essa espécie foi tão bem sucedida que só foi extinta provavelmente pelo próprio Homo sapiens ou humano atual, há cerca de 50 mil anos atrás, tais como as populações do rio Bengawan Solo, em Java. Quanto à possível filogenia do Homo habilis ter dado origem ao H. erectus, não parece provável, pois existe maior probabilidade, devido as características físicas, de uma ligação maior com o Homo rudolfensis, pois os H. habilis viveram na África até mais ou menos 1,44 milhões de anos atrás, significando uma coexistência com o H. erectus por um período de tempo de uns 500 mil anos. A taxonomia de H. erectus e H. ergaster é controversa, em resumo é adotado que os primeiros H. erectus que viveram na África seriam classificados como H. ergaster e eles teriam evoluído no H. erectus ao sair do continente Africano. Alguns estudiosos afirmam que existem diferenças importantes entre os fósseis da Ásia e da África, sendo os mais proeminentes a definir a diferença entre ergaster e erectus, os pesquisadores P. Andrews e B. Madeira, identificando diferenças no crânio como quilhas sagitais (topo do crânio) e solidez do neurocrânio (parte do crânio que cobre e protege o cérebro), a face é encontrada apenas em fósseis de H. erectus asiáticos. Wood enumera sete características que os H. ergaster possuíam em comum com H. sapiens e que os distinguiam de H. erectus, sendo elas um aumento na largura do crânio nos ossos parietais, aumento do comprimento do osso occipital, maiores ossos nasais, maior abertura nasal, redução da base do crânio, maior desenvolvimento da sínfise mandibular e dentes caninos inferiores mais estreitos. Para esses paleoantropólogos, essas evidências sugerem que as amostras da Ásia e África representam espécies distintas, sendo o nome "H. ergaster" criado para representar os fósseis africanos, formalizando essa distinção em nível de espécie. No entanto, outros estudiosos afirmam que, muitos desses traços também são encontrados em alguns fósseis de H. erectus na África, sugerindo que toda a amostra constitui uma única espécie denominada H. erectus. Desde o descobrimento do H. erectus, os cientistas questionam se esta espécie era um antepassado direto do H. sapiens, porém como os H. erectus sobreviveram até 50 mil anos atrás, juntamente com os H. sapiens, descarta-se que o H. sapiens tenha evoluído a partir destas últimas populações de H. erectus. Ainda que populações mais antigas de H. erectus asiáticos poderiam Atlas Virtual da Pré-história – www.avph.com.br


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ter evoluído ao H. sapiens, hoje se considera mais provável que o H. sapiens tenha evoluído na África, a partir de outros hominídeos que provavelmente evoluí de populações africanas de H. erectus ou H. ergaster. Uma espécie que aparentemente evoluiu do H. erectus é o pequeno Homo floresiensis.

- Informações: Nome Comum: Homem ereto Nome Científico: Homo erectus Época: Pleistoceno Local onde vive: África, Europa, Ásia e Oceania Peso: Cerca de 70 quilogramas Tamanho: 1,70 metros de altura Alimentação: Onívora

- Classificação científica: Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Mammalia Ordem: Primates Subordem: Haplorrhini Superfamília: Hominoidea Família: Hominidae Subfamília: Homininae Gênero: Homo Espécie: Homo erectus Dubois, 1894

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Capitulo 2 - O DESPERTAR DA HUMANIDADE Esta jornada tem início há 7 milhões de anos atrás, quando surge nas florestas africanas o primeiro macaco com características bípedes que se conhece, o Sahelanthropus tchadensis, vislumbrando assim a possibilidade do início da história da linhagem humana. Lentamente o andar ereto foi praticado pelos primatas e mesmo após1 milhão de anos, ele ainda não havia se consolidado, porém liberava gradualmente as mãos para realização de atividades mais nobres, iniciando assim a habilidade manual com o Orrorin tugenensis há 6 milhões de anos atrás. A alimentação foi um fator importante durante a evolução dos primatas. Analisando-se os dentes e mandíbulas dos fósseis podemos determinar qual o tipo de alimentos a espécie consumia e dessa forma saber como era o estilo de vida. No caso dos primatas há 5 milhões de anos atrás, a evolução provocou uma redução gradual nos caninos, resultando em uma menor agressividade e maior facilidade no convívio social. Como verificado na espécie Ardipithecus kadabba há 5,5 milhões de anos atrás. Há 4,5 milhões de anos atrás, mudanças morfológicas nos pés auxiliaram na evolução do andar ereto. A estrutura corporal também se tornou mais ereta, facilitando o equilíbrio do corpo durante o caminhar e mudanças faciais tornaram o rosto mais plano, dando características mais humanóides a esses primatas. Como se verifica na espécie Ardipithecus ramidus. Passados mais 500 mil anos no processo de adaptação ao novo ser, há cerca de 4 milhões de anos atrás, o andar ereto passa a predominar nesse ramo da família dos primatas e com isso as mãos se tornam livres de vez para executarem diversas tarefas mais nobres e para potencializar essa habilidade, se iniciou o desenvolvimento do maior diferencial dessa família e melhor ferramenta competitiva entre as espécies, o cérebro. Como se verifica na espécie Australopithecus anamensis.

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Os primatas de 3 milhões de anos atrás foram sujeitos a diversos tipos de ambientes, conforme a região em que estavam habitando, eram obrigados a se adaptar há um estilo de vida diferente e se adaptaram muito bem a esses outros ambientes. Cada hominídeo então começou a evoluir de forma distinta, proporcionando assim pela primeira vez no planeta a existência de várias espécies de hominídeos ao mesmo tempo, entre eles estavam os Australopithecus bahrelghazali, Australopithecus afarensis e Kenyanthropus platyops. Durante o processo de adaptação ao meio ambiente, as espécies acabam

trilhando

caminhos específicos,

se

generalizando

e

estando

preparados para diversas situações (porém sem conseguir aproveitar todas as oportunidades oferecidas pela natureza, estando assim sujeitos a dificuldades que poderiam levar a extinção) ou então se especializando e tirando o máximo proveito de um determinado recurso da natureza (porém quando este recurso se tornava escasso, a espécie passava por imensas dificuldades que também poderiam levar a extinção). Há 2,5 milhões de anos atrás a África possuía diversos hominídeos enfrentando diferentes situações, entre eles estavam as espécies

Paranthropus

aethiopicus,

Australopithecus

africanus

e

Australopithecus garhi. Após

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milhões

de

anos

de

evolução,

o

aparecimento

e

desaparecimento de várias espécies, surge então dentre os primatas,há 2,0 milhões de anos atrás, as primeiras espécies do gênero Homo, a qual pertencemos. Nesse período existiam diversas espécies de hominídeos convivendo e competindo por espaço e alimento, gerando conflitos e impulsionando o processo de seleção natural, onde triunfaram novamente as espécies melhores adaptadas, porém desta vez a seleção atuou de forma diferente, sendo determinada pela capacidade intelectual dos seres. O processo de confecção de ferramentas lhes ajudou a se adaptar ao meio, diversas ferramentas foram confeccionadas por diversas espécies, sendo as melhores pertencentes ao gênero Homo, tornando-os assim os melhores sucedidos. Entre essas espécies estavam presentes o Paranthropus boisei,

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Paranthropus robustus, Australopithecus sediba, Homo habilis e Homo rudolfensis. Pela primeira vez na “história” uma espécie do gênero Homo deixa a África, demonstrando uma habilidade nata para esse gênero em efetuar migrações e se adaptar a novos ambientes, mesmo não conseguindo efetuar longas migrações e sucumbindo ao longo do caminho, ela deixou para a posteridade seu espírito aventureiro. As espécies do gênero Homo que se mantiveram na África continuaram sua estória de sucesso, se impondo sobre as demais espécies e praticamente levando-as a extinção. Essas espécies bem sucedidas eram o Homo georgicus e o Homo ergaster. Após restarem somente espécies de hominídeos do gênero homo no mundo, a seleção passou a atuar entre essas espécies, impulsionando-as a novas descobertas.Surge então uma das maiores conquistas da humanidade, o controle do fogo, o qual permitiu preparar melhor os alimentos, iluminação durante os períodos noturnos, aquecimento durante períodos mais frios, entre outras diversas facilidades. Neste contexto há 1milhão de anos atrás, a migração em grande escala começou, chegando primeiramente ao Oriente médio, em seguida o sul Asiático e sudeste Europeu. Quando essas espécies chegavam em locais novos,

ficavam

sujeitas

a

diversos

desafios

diferentes

(ambientais,

competições com novas espécies e alimentos), forçando assim a se adaptarem e os levando a evoluir a novos patamares, proporcionando assim o surgimento de novas espécies, como os Homo erectus, Homo antecessor, Homo cepranensis e Homo heidelbergensis. As diversas espécies de hominídeos existentes continuavam a trilhar seus caminhos evolutivos, desenvolvendo ferramentas, armas e vestimentas cada vez melhores.Seus cérebros já possuíam tamanhos consideráveis, comparáveis ao nossos, porém sem apresentar a mesma capacidade de pensar e criar coisas novas, estando as espécies Homo floresiensis, Homo rhodesiensise, Homo neanderthalensis fadadas a extinção devido a competição com uma nova espécie.

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Surge então na África há 200 mil anos atrás uma espécie nova, o Homo sapiens, com características físicas frágeis, que se destacou por uma qualidade fantástica, a criatividade. Ela foi usada para fazer as coisas que sempre foram feitas a milênios, porém de formas diferentes e a cada resultado bem sucedido, a informação era passada aos descendentes. Sua evolução foi esplêndida, em pouco tempo mudaram a forma de ver o mundo, revolucionaram nas mais diversas áreas e aos poucos conquistaram o mundo, eliminando de forma gradativa todas as dificuldades que encontravam, entretantoentre essas dificuldades estavam os Homo erectus.

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Capitulo 3 –CARACTERÍSTICAS Possuíam a altura de um homem moderno, onde os machos mediam cerca de 1,70 metros e pesavam cerca de 65 quilogramas e as fêmeas mediam cerca de 1,60 metros de altura e pesavam cerca de 55 quilogramas, seu volume craniano variava entre 750 e 1250 cm³.

Figura 2 – Esqueleto de Homo erectus A mandíbula do H. erectus era fortemente constituída de ossos grossos, as proeminências ósseas superciliares eram também maciçamente constituídas, o crânio em geral era de formato esférico e bem reforçado, o esqueleto do H. erectus é muito semelhantes aos do H. sapiens, sendo a principal diferença notável que os restos do H. erectus são mais grossos e maciçamente constituídos, a estatura é muito semelhantes aos dos seres humanos atuais, a perna do H. erectus é bem maior do que a das espécies anteriores, sendo a proporção do comprimento da perna para o braço idêntico ao do H. sapiens e a forma bípede de locomoção era indistinguível do H. sapiens. As ferramentas confeccionadas e utilizadas nessa época eram chamadas de Acheulean e consistiam basicamente de machadinhas e cutelo, além de outros tipos de ferramentas. As machadinhas são menos abundante em locais no leste da Ásia, devido as características da região.

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O H. erectus foi uma das mais bem sucedidas espécies de hominídeos, sobrevivendo por mais de 1,7 milhões de anos, conquistando quase toda a superfície do planeta e gerando um grande número descendentes: - Homo erectus yuanmouensis: O Homem de Yuanmou é uma subespécie de H. erectus, descoberta através de dois dentes incisivos encontrados próximo ao vilarejo de Danawu no Condado de Yuanmou, na província de Yunnan, sudeste da China. A descoberta ocorreu em 1º de maio de 1965 pelo geologista Fang Qian, que trabalhava para o Geological Mechanics Research Institute. Os restos fósseis foram foi datados em cerca de 1,7 milhão de anos atrás, o que representou, há até pouco tempo, o mais antigo fóssil de ancestral humano achado na China e leste da Ásia. Posteriormente, artefatos de pedra, pedaços de ossos de animais exibindo marcas de trabalho humano e cinzas de fogueiras também foram encontradas nas escavações do local. Os restos fósseis estão em exibição no Museu Natural da China, em Pequim. - Homo erectus lantianensis: O Homem de Lantian é uma subespécie de H. erectus, descoberta em 1963 e foi descrito por J.K. Woo em 1964. Os restos foram achados no Condado de Lantian, na província de Shaanxi, no noroeste da China. Primeiramente, no Condado de Lantian, foi achada uma mandíbula em Chenjiawo e em seguida, em Gongwangling, foi achado um crânio que incluía os ossos nasais, o maxilar direito e três dentes. Acredita-se que estes fósseis pertenceram a duas mulheres que viveram entre 530 mil e 1,0 milhão de anos atrás, sendo que o crânio é pelo menos uns 400 mil anos mais antigo que a mandíbula. O Homem de Lantian encontrado em Gongwangling é o fóssil mais antigo de um humano que caminhava ereto encontrado no norte da Ásia. Os fósseis estão em exibição no Shaanxi History Museum, em Xian. Sua capacidade cranial é estimada em 780 centímetros cúbicos e é similar a de seu contemporâneo, o Homem de Java, sendo mais antigo que o Homem de Pequim (240.000 a 400.000 a.C.). No mesmo estrato e próximo de seus restos fósseis, foram encontrados objetos talhados, como seixos, além de cinzas, sugerindo que o Homem de Lantian usava ferramentas e conhecia o fogo. - Homo erectus soloensis: é uma subespécie de H. erectus. O único exemplar conhecido deste anômalo hominídeo foi retirado do sítio arqueológico das margens do Rio Bengawan Solo, no leste da ilha de Java (Indonésia). Os restos fósseis são comumente chamados de Ngandong, em referência ao vilarejo próximo ao local onde foram primeiramente achados. Embora sua morfologia era típica de um H. erectus, sua cultura era extraordinariamente avançada, devido às ferramentas encontradas com o extinto hominídeo e a muitas de suas características anatômicas, foi primeiramente classificado como uma subespécie de H. sapiens (Homo sapiens soloensis, inicialmente denominada javanthropus) e considerado o ancestral do moderno aborígene australiano. Contudo, estudos mais rigorosos concluíram que, enquanto muitas Atlas Virtual da Pré-história – www.avph.com.br


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subespécies de H. erectus desapareceram do registro fóssil bruscamente há 400 mil anos atrás, H. e. soloensis persistiu até 50 mil anos atrás na região de Java e foi possivelmente absorvida por uma população local de H. sapiens na época de seu declínio.

- Homo erectus pekinensis (Black, 1927): O Homem de Pequim ou de Beijing, cuja denominação científica original era Sinanthropus pekinensis, é uma subespécie da espécie de H. erectus, que foi descoberto durante escavações nos anos de 1923 a 1927, em um local próximo a Pequim, na China. O material arqueológico encontrado foi datado entre 250 mil a 400 mil anos atrás, mas estudos recentes descobriram que ele poderia ter vivido até a 800 mil anos atrás. - Homo erectus palaeojavanicus: é o nome dado a mandíbula grande e vários fragmentos do crânio encontrados em Sangiran, região central de Java. O nome científico original era Meganthropus palaeojavanicus sendo reclassificado a partir de 2005. - Homo erectus wushanensis: O Homem de Wushan é uma subespécie de H. erectus, descoberta primeiramente em Longgupo, no vilarejo Zhenlongping, Condado de Wushan, província de Chongqing, na China em 1985. O fóssil consiste na parte esquerda da mandíbula, com dois molares e alguns ossos achatados. Em 1986, três dentes anteriores e uma maxila com dois dentes foram desenterradas. Junto destes, foram achados fósseis de animais. Após serem analisados por autoridades de professores, os fósseis foram considerados como pertencentes a uma nova subespécie de Homo erectus. De acordo com os cientistas, o Homem de Wushan viveu há cerca de 2,0 milhões de anos atrás, mais de 300 mil anos antes do Homem de Yuanmou, o que faz do Homem de Wushan o mais antigo homem achado no território da China. Os dentes do Homem de Wushan são mais fortes que os do homem atual e o esqueleto lembra o homem moderno em diversos aspectos.

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Capitulo 4 - A INVASÃO HUMANA Há aproximadamente 75 mil anos atrás o Homo sapiens chegou a Ásia pela região do Oriente Médio e encontrou os primeiros Homo erectus. Esse encontro aparentemente, como demonstram os vestígios encontrados, não foi nada amistoso. Os H. erectus estavam acostumados a caçar todos os animais que encontravam e os H. sapiens nada mais eram do que apenas outros animais coexistindo no mesmo ecossistema. Muitas teorias tentam explicar como tudo isso aconteceu, essa coexistência mostrou-se desfavorável ao H. sapiens inicialmente, devido a desvantagem numérica. Os H. erectus deveriam se assemelhar a “terríveis monstros inteligentes” caçadores de homens, capazes de rastrear, preparar armadilhas, utilizarem o fogo, ferramentas e armas. Entretanto com o passar dos milhares de anos, hordas e mais hordas de H. sapiens estavam chegando a Ásia vindos da África e como possuíam maior grau de inteligência, melhores armas e ferramentas e um grau de organização social mais elevado, não demorou muito para eles começarem a dominar os territórios antes ocupados pelos H. erectus, que foram obrigados a migrar para regiões menos favoráveis em busca de sobrevivência. Esse evento ocorreu diversas vezes em muitos outros lugares (Oriente Médio, Ásia Central, região da Índia, Região sul da China e Oceânia), pois onde quer que os H. erectus conseguissem chegar, algum tempo depois os H. sapiens logo chegavam. Confinados apenas a lugares onde os H. sapiens não quiseram ocupar devido às condições adversas, os H. erectus ficaram apenas sobrevivendo, aguardando até que algum evento climático global desfavorável ocorresse para que a espécie entrasse em extinção. Na verdade, não se sabe ao certo o que levou os H. erectus a extinção, a única certeza deste evento é a de que os homens atuais contribuíram de forma decisiva para que isto ocorresse.

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Capitulo 5 – REFERÊNCIAS - Darwin, Charles R. (1871). The Descent of Man and Selection in Relation to Sex. John Murray. ISBN 0-8014-2085-7. - Hazarika, Manji (16–30 June 2007). "Homo erectus/ergaster and Out of Africa: Recent Developments in Paleoanthropology and Prehistoric Archaeology". - James, Steven R. (February 1989). "Hominid Use of Fire in the Lower and Middle Pleistocene: A Review of the Evidence". Current Anthropology (University of Chicago Press) 30 (1): 1–26. doi:10.1086/203705. - Lordkipanidze D, Jashashvili T, Vekua A, Ponce de León MS, Zollikofer CP, Rightmire GP, Pontzer H, Ferring R, Oms O, Tappen M, Bukhsianidze M, Agusti J, Kahlke R, Kiladze G, Martinez-Navarro B, Mouskhelishvili A, Nioradze M, Rook L (2007). "Postcranial evidence from early Homo from Dmanisi, Georgia". Nature 449 (7160): 305–310. doi:10.1038/nature06134. PMID 17882214. - http://www.becominghuman.org/node/human-lineage-through-time

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História detalhada sobre os Homo erectus, suas origens, estilo de vida, interações com o Homo sapiens e possíveis eventos que os levaram a e...

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