Page 1

Ano I | nº 1 Agosto 2013

A Voz do Povo Negro

Francielly Camilo

Aqui nasce um jornal

Um pequeno grande jornal; pequeno no tamanho, nas dimensões internas e externas, mas grande na intenção, na missão, na tarefa. Este jornal é um sonho secular e uma necessidade inadiável. Sonho secular porque desde a destrambelhada abolição do 13 de maio de 1888, a comunidade negra do Paraná e, de Curitiba em particular, sente a falta de um veículo de comunicação que possa informar, formar e divulgar as questões atinentes ao povo negro. Uma necessidade inadiável porque nem um dia mais podemos ignorar a falta que nos faz um instrumento que possa servir de elo de unidade entre as várias manifestações da comunidade negra neste Estado que é o mais negro do sul do país. Um jornal dizendo que há eventos de interesse do povo negro, que esta ou aquela iniciativa é importante para a nossa causa, que esta ou aquela lei poderá ser de grande efeito para nossa gente, que o racismo e o preconceito fizerem mais uma vítima aqui ou acolá, enfim, um instrumento que possa denunciar, divulgar, unir e organizar. Um dia o grande sambista negro (tão grande quanto ignorado) Assis Valente , disse num samba que Chico Buarque tornou famoso: “ a dor da gente não sai nos jornal” (Sic). Neste nosso jornal, a dor e também os anseios da gente negra irá ganhar sempre a primeira página. Vida longa!


2 | A Voz do Povo Negro

Muito além do Sítio do Pica-Pau Amarelo Em 1º de setembro de 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE), em resposta a uma denúncia de racismo na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, emitiu o Parecer nº 15/2010. Setores da mídia, jornalistas, alguns intelectuais e oportunistas de toda sorte, deflagraram uma batalha sem trégua ao Conselho Nacional, como se fosse o povo negro o agressor e Monteiro Lobato o agredido. Na citada obra, a personagem Tia Nastácia, negra, é tratada de forma ofensiva. Senão vejamos: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”. E em outro trecho, Emília, referindo-se às histórias contadas por Tia Nastácia, diz: “Só aturo estas histórias como estudos da ignorância e burrice do povo. Não são tão engraçadas, não têm humorismo. Parecem-me muito grosseiras e até bárbaras - coisa de negra beiçuda como Tia Nastácia.” Estes trechos, por si só, já demonstram a propriedade do Parecer do Conselho Nacional de Educação. No aludido Parecer, o CNE tão somente orienta a Secretaria de Educação do Distrito Federal que “se abstenha de utilizar material que não se coadune com as políticas públicas para uma educação antirracista”. Diz ainda o Parecer: “A Secretaria de Educação Básica do MEC deverá exigir que as editoras de livros que componham o acervo do PNBE (Programa Nacional de Biblioteca nas Escolas) e apresentem preconceitos estereótipos, publiquem nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura”.

EXPEDIENTE Jornal: A Voz do Povo Negro Conselho Editorial: Aline Reis, Carlos de Jesus (Carlinhos), Clotilde Vasconcelos, Edna Cordeiro, Francielly Camilo, Jaime Tadeu, Luiz Carlos Paixão Rocha, Osvaldo Araújo, Paulo Borges, Romeu Miranda, Ronaldo Gonzaga, Tania Lopes Jornalistas responsáveis: Aline Reis e Francielly Camilo Diagramação: Francielly Camilo Tiragem: 2 mil exemplares Gráfica: WL Impressões E-mail: avozdopovonegro@gmail.com

Tia Nastácia. Reprodução do livro “As Reinações de Narizinho” , de Monteiro Lobato, edição de 1974.

O mundo veio abaixo. O escritor Ruy Castro não poupou “elogios”; considerou a recomendação uma atitude politicamente correta de galinheiro. Não é objetivo deste artigo, negar a importância literária de Lobato, nem incentivar uma caça às bruxas às obras do notável criador da mal-educada Emília e do turbulento Sítio. Queremos apenas demonstrar que a onda que projetaram sobre o Conselho Nacional de Educação, foi injusta e preconceituosa. Queremos mostrar que não foi um deslize ou um descuido verbal do criador de Caçadas de Pedrinho. Lobato transpôs para seus personagens de origem africana, o que ele pensava a respeito do povo negro no Brasil. E isto ficou evidenciado em vários pronunciamentos que fez de forma ofensiva a nós afrodescendentes. Em uma carta endereçada a Arthur Neiva, seu amigo, em abril de 1928, quando se encontrava nos Estados Unidos, disse Lobato:

“País de mestiços, onde branco não tem força para organizar uma Kux-Klan (sic), é pais perdido para altos destinos. (...) Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa desta ordem que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca, mulatinho fazendo jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva”. Só para lembrar, a Ku-Kux-Klan foi uma entidade racista fundada no Tenesse, que inconformada com o fim da escravidão, queimava casas, enforcava negros, espalhando o terror pelo sul dos Estados Unidos. Só isto já seria o bastante para qualquer leitor de boa-fé entender quem é o ofendido nesta história. Mas vamos a mais uma pérola do senhor Monteiro Lobato. Em visita a Salvador, Bahia, em outra carta enviada também a seu amigo Arthur Neiva, em 15 de dezembro de 1935, diz o malfadado eugenista:

“Mas que feio material humano formiga entre tanta pedra velha! A massa popular é positivamente um resíduo, um detrito biológico. Já a elite que brota como flor desse esterco tem todas as finuras cortesãs das raças bem amadurecidas.” Pena Monteiro Lobato não ter vivido para ver que do mesmo “esterco” , do “detrito biológico” que ele viu na capital baiana, surgiu um também baiano, professor Milton Campos, reconhecido mundialmente como uma das maiores autoridades científicas. Que faria, hoje, Monteiro Lobato, se olhasse para o Supremo Tribunal Federal (STF) e visse sentado na cadeira de presidente o negro Joaquim Barbosa? E se olhasse um pouco mais ao norte e visse Barack Obama ocupando a presidência dos Estados Unidos da América? Teria a nobreza de, ao menos, desculpar-se pelos absurdos e barbaridades que escreveu? Eugenistas de outras plagas, ao ver suas teses fracassadas, suicidaram-se. Outros foram condenados à morte. Tenhamos sempre em mente que foram ideias eugenistas defendidas por Adolph Hitler que provocaram os horrores do Holocausto contra o povo judeu. Descanse em paz, senhor Monteiro Lobato! Nós negros e negras, seguiremos nossa luta sem trégua até transformar o mundo, num lugar onde todos os homens e mulheres sejam tratados com decência e respeito, independentemente da cor de sua pele.

Romeu Gomes de Miranda Professor

DICAS DE FILME

Apoio: AMISTAD Steven Spielberg Negros escravizados se rebelam e tomam o navio espanhol na costa de Cuba, e enganados acabam capturados por um navio americano.

BOPHA! Á FLOR DA PELE Morgan Freeman Denunciar o regime do apartheid na África do Sul por meio da história de um policial negro.


A Voz do Povo Negro | 3

Passageiros sofrem racismo de taxistas em Curitiba Era um dia comum durante a semana e quatro jovens negros precisavam de um táxi para voltar para suas casas, em Curitiba. É fato que existe um problema no número de táxis na capital, que tem uma previsão de aumento de 748 veículos ainda para este ano, segundo a Urbs. Entretanto, os quatro jovens não conseguiram um táxi por outro motivo: serem negros. De acordo com Maria Cláudia Gonçalves Ferreira e Eliane Teixeira, conhecida como Chica, dois taxistas se negaram a transportar o grupo numa atitude de racismo. “Nós pedimos para o primeiro taxista parar e ele disse que tinha uma corrida, então pedimos para outro e ele disse que se o primeiro não parou ele também não ia parar”, explica Chica. No Paraná temos uma população de 10.444.526 pessoas, segundo o censo de 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Des-

sas 300.830 se declaram pretas e outras 2.620.378 se declaram pardas. Isso representa quase 32% de população afro -brasileira no Paraná, ainda assim, o Estado é visto como branco. Não diferente é a percepção de “poucos negros” no Brasil, mas essa tentativa de “branqueamento” tem sido combatida há anos pelo Movimento Negro nos quatro cantos do país. Tanto que desde 1951 existe uma Lei que proíbe a separação das raças: a Lei Afonso Arinos (Nº1390/51). O racismo ocorre quando uma pessoa é menosprezada devido à cor de sua pele. No Brasil, este crime é inafiançável e, em suma, o racismo ocorre quando algum direito da pessoa é negado. Os jovens que foram desprezados pelos taxistas tiveram seu direito de ir e vir negados, mas não se intimidaram e fizeram questão de denunciar. “Por sorte estava passando uma equipe da RIC Record na hora, então

nós chamamos ela, mas os ta- Maria Cláudia Gonçalves Ferreira xistas foram embora”, conta e Eliane Teixeira (Chica) foram de preconceito racial em Maria Cláudia. Depois disso vítimas Curitiba. os jovens foram até o 1º Distrito Policial para prestar queixa. Porém, na delegacia, os atendentes não fizeram um boletim de ocorrência por racismo, mas sim por injúria racial. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), a atitude dos taxistas foi considerada “injúria racial”, que é quando atitudes ou palavras que expressam ofensas contra outras pessoas devido à sua raça acontecem. “É importante denunciar, eu já ouvi ria racial, basta que o denunciante se muita coisa e fiquei quieta, mas agora dirija até uma delas e dê seguimento fui atrás dos meus direitos”, diz Maria nos trâmites depois. Cláudia. Todas as delegacias de PolíAline Reis cia Civil estão aptas para receber denúncias do crime de racismo ou injúJornalista

Lei 10.639 completa 10 anos No dia 9 de janeiro de 2003, o presidente Lula (PT) assinou a Lei nº 10.639, que tornou obrigatório em todas as escolas do país, o ensino da História e cultura africana e afro-brasileira. Com a Lei, a exigência do ensino destes conteúdos passou a fazer parte da nossa legislação mais importante da educação brasileira, a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Embora assinada em 2003, a mesma era reivindicada já há muito tempo pelo Movimento Social Negro brasileiro. Um dos principais argumentos apresentados era a necessidade da escola

alterar a abordagem dada aos conteúdos relacionados ao negro no currículo, e se estabelecer como um espaço importante para o combate ao racismo presente na sociedade. Infelizmente, o negro sempre foi apresentado na escola de forma inferiorizada, como o escravo acomodado com o processo de escravização. Omitia-se aí todas as contribuições

culturais, intelectuais, arquitetônicas e científicas que os povos negros trouxeram para a humanidade e para o país, e toda sua heroica resistência à escravização. A Lei 10.639 nasce do sonho de termos uma escola em que todos os nossos estudantes encontrem nela um espaço para construir de forma positiva a sua identidade. Pois bem, dez anos

se passaram e a Lei nº 10.639/03 ainda não se consolidou, de fato como uma realidade em nossas escolas. No entanto, existem várias experiências interessantes de valorização da diversidade em várias escolas de nosso Estado. Como pais e mães negras precisamos estar atentos. Precisamos perguntar se a escola do nosso filho está aplicando a Lei nº 10.639. Se não está cabe denúncia ao Ministério Público. A sociedade brasileira, apesar de toda a tentativa de negação, ainda é racista. A escola faz parte desta realidade.

Fórum de Educação e Diversidade Étnico-Racial Acontece nos dias 15, 16 e 17 de agosto em Toledo, o X Encontro do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Paraná (Fpeder/PR). O evento é co-organizado por entidades ligadas ao Estado, sindicatos e Movimento Negro. A ideia do Fórum é debater e ana-

lisar a implementação da Lei n° 10.639/2003, que instaura o ensino da cultura africana e afro-brasileira e indígena nas escolas públicas e privadas de todo Brasil. O Encontro vai analisar os desafios da implementação da lei, especialmente no que diz respeito à efetivação da

Educação das Relações Étnico-Raciais e do Ensino de História e Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena na rede pública e privada, em âmbito municipal e estadual de educação básica, média e superior. O Fpeder foi criado em 2004 e a partir deste ano iniciaram-se os en-

contros anuais. O último foi realizado em Maringá em 2012. O fórum é uma instância de interlocução entre a sociedade e o Estado e visa acompanhar, propor e debater as políticas para a Educação, voltadas ao ensino da História e Cultura afro-brasileira, africana e indígena.


A Voz do Povo Negro | 4

20 de novembro é Feriado em Curitiba! “Ninguém ouviu um soluçar de dor no canto do Brasil (...) Negro entoou um canto de revolta pelos ares, no Quilombo dos Palmares, onde se refugiou”. O Canto das três raças - Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro. No dia 7 de janeiro deste ano foi promulgada a Lei 14.224, de autoria do ex-vereador Clementino Vieira, que instituiu o dia 20 de novembro como feriado municipal da Consciência Negra. Uma importante conquista para a população negra de nossa cidade, que até então vinha sendo ignorada da política oficial. Além do mais, essa conquista coloca a cidade de Curitiba em uma agenda nacional de adoção de políticas de promoção da igualdade racial. Mais de mil cidades no país já instituíram em Lei o feriado da Consciência Negra. Entre estas, as capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. No Paraná, já temos o feriado em Londrina e Guarapuava. Ainda em esfera nacional, o feriado é comemorado em seis Estados: Alagoas, Amazonas,

VOCÊ SABIA? Segundo o Censo 2010: - 50,74% da população brasileira é negra (pardo e preto) - 28,3% da população do Paraná é negra - 18,79% da população de Curitiba é negra

Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. O feriado de 20 de novembro é a comemoração da resistência negra ao processo de escravização e ao racismo estrutural e institucional ainda presentes na nossa sociedade. Para o negro tudo é mais difícil. É mais difícil ocupar bons postos de trabalho, boas universidades, moradia, saúde, etc. A resistência negra tem sido efetuada de diversas maneiras: desde a luta contra a escravização no passado, e as lutas atuais por políticas de ação afirmativa, como cotas para ingresso no ensino superior, e concurso públicos, respeito as religiões de matriz africana, a valorização da mulher negra, entre outros. E nada melhor para celebrar esta resistência, do que lembrar o grande herói da luta negra: Zumbi dos Palmares. Zumbi, morto no dia 20 de novembro de 1695, foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares. Palmares é um dos maiores símbolos da organização e luta contra a escravização em nosso país. O quilombo existiu por quase cem anos, e no seu auge chegou a ter uma população de cerca de 20 mil habitantes. Curitiba: a capital mais negra do sul do país O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feito em 2010 aponta Curitiba com uma população negra (pretos e pardos) de aproximadamente 20%. Apesar

do Memorial Africano, inaugurado no Pinheirinho há alguns anos, essa presença continua sendo relegada no imaginário da cidade. Pouco se vê de políticas valorativas da presença negra para além dos espaços constituídos pela própria comunidade negra. E pouco se destaca das importantes contribuições que os negros trouxeram para a nossa cidade. Por exemplo, as contribuições dos engenheiros negros Rebouças, que foram responsáveis pelo projeto de execução da estrada de ferro Curitiba – Paranaguá. E olha que estão imortalizados com o nome um bairro da Capital! Quem foram os Voluntários da Pátria que aqui têm nome de rua? E qual a importância do Clube 13 de Maio para a memória da nossa cidade? Isso nos mostra a importância de nos encontrarmos com a história e lembrar da resistência e das contribuições dos nossos antepassados negros e negras para nossa cidade e nosso país. A maior parte das riquezas herdadas pelas recentes gerações de brasileiros foi construída pelas mãos e inteligência negra. Nas palavras do historiador Dornas Filho, “o negro trouxe um Estado mais adiantado de civilização, pois ele já vivia na África trabalhando uma agricultura regular, pastoreando o gado e conhecendo a siderurgia”. Assim, a nação brasileira tem uma dívida com a população negra. Esta dívida pode ser paga com a implementação de políticas públicas afirmativas.

Associação Comercial do Paraná quer barrar o Feriado da Consciência Negra. Um mês depois da promulgação da Lei, desconsiderando essa importante conquista para nossa cidade, a Associação Comercial do Paraná e o Sindicato de Empresas da Construção Civil do Paraná ingressaram com uma ação no judiciário paranaense para suspender o feriado de 20 de novembro. A postura da ACP, preocupada simplesmente com os possíveis “prejuízos financeiros” com o fechamento do comércio, é no mínimo retrógrada e inoportuna. Colocam o lucro imediato acima da vida de milhares homens e mulheres que deram a sua vida para a construção da riqueza que hoje estes poderosos usufruem. Estranho não utilizar o mesmo argumento em feriados como o Dia da Criança, Páscoa etc. Qual o sentido ético e civilizatório que se vê aí a não ser o do ‘santo’ lucro de cada dia? Assim, é fundamental que a comunidade negra da nossa cidade esteja unida para defender o feriado de 20 de novembro. Vamos precisar organizar uma corrente de advogados e lideranças negras para organizar uma grande resistência para manter o nosso direito de celebrar a história e a resistência de nossos antepassados. Viva a luta negra! Viva Zumbi dos Palmares! Viva o 20 de novembro!

Luiz Carlos Paixão da Rocha Professor

III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial A III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Paraná será realizada nos dias 24 e 25 de agosto, em Curitiba, com local e hora ainda não definidos. Terá como Tema: “Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo: Por um Brasil Afirmativo”. A Conferência tem como objetivos: - Reafirmar e ampliar o compromisso do Governo Federal e da sociedade brasileira com políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade como fatores essenciais à democracia plena e ao desenvolvimento com justiça social no Brasil.

- Avaliar os avanços obtidos e os desafios a serem enfrentados após dez anos de implementação da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial; - Propor recomendações para o enfrentamento ao racismo e o fortalecimento da promoção da igualdade racial no âmbito do Poder Executivo (federal, estadual e municipal) e de outros Poderes da República; - Discutir os mecanismos de institucionalização da promoção da igualda-

de racial, tendo em vista a implantação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR). Os quatro eixos temáticos a serem discutidos na conferência, em grupos de trabalho, são: estratégias para o desenvolvimento e o enfrentamento ao racismo; políticas de igualdade racial no Brasil: avanços e desafios; arranjos institucionais para assegurar a sustentabilidade das políticas de igualdade racial: Sistema Nacional de Políticas e Igualdade Racial (Sinapir),

órgãos de promoção da igualdade racial, fórum de gestores, conselhos e ouvidorias; e a participação política e controle social: igualdade racial nos espaços de decisão e mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de igualdade racial. Os subsídios e documentos de preparação para a Conferência estão disponíveis no site: www.justica.pr.gov.br A III Conferência Nacional deverá acontecer entre os dias 5 e 7 de novembro, em Brasília. Para participar como delegado é necessário ser eleito nas Conferências Municipais e Estaduais.

A Voz do Povo Negro  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you