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A VOZ DE

ERMESINDE

MAIS DE 50 ANOS – E MAIS DE 900 NÚMEROS!

M E N S Á R I O

N.º 911

• ANO LIII/LV 15 DEZEMBRO de 2013 DIRETORA: Fernanda Lage PREÇO: 1,00 Euros (IVA incluído) • Tel.s: 229757611 / 229758526 / 938770762 • Fax: 229759006 • Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde • E-mail: avozdeermesinde@gmail.com

TAXA PAGA PORTUGAL 4440 VALONGO

“A Voz de Ermesinde” - página web: http://www.avozdeermesinde.com/ DAVID VERNIER (FRAGMENTO)

DESTAQUE CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

Serviços jurídicos serão contratados por concurso público Rede Ambiente é o novo prestador do serviço de recolha de resíduos urbanos

DESTAQUE. PÁG.S 3 E 4

Novo protesto contra eventual fecho das Finanças de Ermesinde

DESTAQUE. PÁG. 5

Jorge Videira é o novo presidente da Direção dos Bombeiros

DESTAQUE. PÁG. 6

Natal 2013

FUTEBOL

Um consistente Ermesinde 1936 continua a ganhar jogos sobre jogos

DESPORTO

A c o m p a n h e t a m b é m “ A Vo z d e E r m e s i n d e ” o n l i n e n o f a c e b o o k e g o o g l e +


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Destaque

FERNANDA LAGE DIRETORA

Dançam, dançam, às vezes contra o vento!...

EDITORIAL

P

reparada para lembrar o fim do outono e os festejos de Natal deparei-me com a partida, já anunciada, de Nelson Mandela. Não podia deixar de lembrar «esse sorriso do tamanho do mundo» … A sua força na luta, a sua capacidade de diálogo, associada a uma perceção exata do tempo certo, concretizada através de pequenos gestos, fez dele uma figura ímpar da história do século XX. Neste outono seco as árvores encheram os jardins e as florestas de folhas douradas, desprendidas, soltas, movediças que dançam movidas pelo vento. Perderam a clorofila, mas dançam… Dançam ao sabor do vento e contra o vento, como Mandela. A dança tem essa magia comunicacional que o povo africano tão bem utiliza em rituais ancestrais, como nas cerimónias fúnebres. «(…) A secura do sol causticou-as de rugas, um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos e esta real e pobre criatura vendo o solo coberto de folhas outonais medita no malogro das coisas que a rodeiam» (1) Os poetas têm o dom de nos encherem a alma com palavras que gostamos de agarrar, especialmente quando o vazio da perda nos deixa a nós sem palavras, é o caso do poema das folhas secas de plátano de António Gedeão. Tal como as folhas, alguns amigos, conhecidos, ou notáveis, como Mandela, partiram: poetas, arquitetos, pintores, políticos e gente simples, mas gente que fez história, que são imortais, porque nos deixaram

património, porque foram inovadores, porque lutaram por ideais, porque desenvolveram conceitos, porque amaram a vida e nela encontraram valores e saberes que nos transmitiram com beleza e sabedoria. Obrigado a todos os que partiram neste outono pelo que me ensinaram, pelo que construíram, pela ternura das palavras e das obras, pelo sentido universal do que fizeram, a Ramos Rosa, Alcino Soutinho, Nadir FOTO ARQUIVO Afonso e Nelson Mandela. Hoje 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, faz todo o sentido lembrar Mandela e continuar a luta pela paz e pela igualdade entre os homens. Em 1948 a Assembleia-geral da ONU adotou o dia 10 de dezembro como Dia Internacional dos Direitos Humanos. Mais tarde (1998) a Assembleia da República Portuguesa aprovou uma resolução na qual instituiu o dia 10 de dezembro Dia Nacional dos Direitos Humanos. «Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade». (2) Mandela foi um defensor da liberdade e dos direitos dos mais desfavorecidos, lutou pela igualdade de oportunidade para todos e pelo fim de todas as formas de opressão. Aos 90 anos afirmou: «Onde quer que haja pobreza e doença, onde quer que os seres humanos estejam a ser oprimidos, há trabalho a fazer. Após 90 anos de vida, é tempo de novas mãos empreenderem a tarefa. Agora está nas vossas mãos». E há muito a fazer, sejamos dignos do seu legado. (1)

António Gedeão, Poema das folhas secas de plátano, “Obra Completa!, Relógio D Água. (2) Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Destaque

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• CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO •

Contratação de serviços jurídicos da Câmara será feita por concurso público Na sessão de quarta-feira, dia 4 de dezembro, da Câmara Municipal de Valongo dedicou-se algum espaço de tempo para se discutirem várias questões ligadas à gestão do parque escolar e à política educativa. Também à contratação de serviços jurídicos, o que será feito por concurso público. E finalmente, neste mandato... houve intervenções do público. LC

A contratação de serviços jurídicos por parte da Câmara Municipal de Valongo será feita por concurso público, um procedimento muito pouco habitual das autarquias. A decisão foi tomada na última sessão camarária, com a abstenção dos vereadores da oposição. A decisão não foi, contudo, tomada de ânimo leve e sem aviso. Por parte de Adriano Ribeiro, da CDU, que colocava como hipótese a autarquia não externalizar estes serviços e, por parte dos vereadores do PSD o aviso de que, muitas vezes é preferí-

vel não recorrer a concurso público para que possa haver uma garantia de que estes serviços são entregues a técnicos com grande competência, mas também grande conhecimento concreto das situações que envolvam a autarquia. José Manuel Ribeiro esclareceu também que as condições do concurso estabeleciam valores semelhantes aos que tinham sido contratados por ajuste direto ao advogado Bolota Belchior recentemente. O presidente da Câmara esclareceu também que não era possível à autarquia a contratção de mais ninguém, porque o qua-

dro de pessoal da Câmara Municipal de Valongo (CMV) estava tapado (em virtude do processo de saneamento financeiro em curso). Assuntos importantes na sessão foram também a proposta de Adriano Ribeiro para a cedência da antiga Escola Primária da Lomba ao Rancho de Santo André de Sobrado e a discussão relativa à representação do município nos conselhos gerais dos agrupamentos de escolas. Quanto à primeira, esta acabaria por ser retirada, por se ter encontrado entretanto uma solução de partilha da escola entre o Rancho de Santo André de Sobrado e a Plataforma Solidária que ali deve também ser instalada.A recomendação que saiu da reunião foi que fosse já protocolada a entrega do lado direito da escola ao rancho, estabelecendo depois, logo que possível, o protocolo com a Plataforma Solidária. Relativamente à questão da representação do município nos Conselhos Gerais das escolas, o vereador com o pelouro, Orlando Rodrigues, fez o ponto da situação, sendo que, em geral, se vinha desvalorizando a representação da autarquia, o

que deve vir a ser agora objeto de correção, com uma maior intervenção desta nos assuntos da política educativa do município. No decurso da sessão foi ainda aprovada a designação do representante da CMV no Núcleo Executivo da Rede Social, que será Ilda Soares, tendo como suplente Lúcia Ramalho, segundo o despacho de José Manuel Ribeiro trazido à reunião. De notar que a proposta da Divisão de Educação e Juventude apontava para a permanência da técnica Júlia Mendes como membro efetivo (mantendo-se Lúcia Ramalho como suplente). Por tal motivo a vereadora do PSD Maria Trindade Vale interveio fazendo o elogio de Júlia Mendes, iniciadora da Rede Social, tendo José Manuel Ribeiro também salientado o grande papel dos CLAS (Conselhos Locais de Ação Social). Intervenções do público Finalmente, e após várias sessões no mandato deste Executivo, muito frequentadas de público (como antes não eram), mas sem as FOTOS URSULA ZANGGER

intervenções deste, pela primeira vez um munícipe (ou melhor uma munícipe) interveio no período destinado ao público. Foi Fernanda Loureiro, que levantou a questão de um aluno portador de deficiência (autismo) ter sido colocado numa escola do concelho da Maia por lhe ter sido recusado frequentar a Escola EB 2/3 de S. Lourenço, em Ermesinde, a qual seria da preferência dos pais e que, além do mais está plenamente apta, com professores competentes para acompanhar aquela deficiência. As razões apontadas para a recusa de receber o aluno prender-se-iam com o facto de o seu local de residência, embora no concelho, estar a mais de 4 km de distância do estabelecimento de ensino. A autarquia ficou de esclarecer melhor o que realmente aconteceu. Por sua vez, o vereador Nogueira dos Santos fez o eleogio da instituição que tinha acolhido o menino na Maia, declarando que conhecia bem o projeto e que o recomendava. Outra denúncia de Fernanda Loureiro foi acerca das condições de funcionamento da ADICE. A munícipe acusava esta instituição de colocar os meninos em instalações exíguas, sem proteção, com cadeiras sobrepostas e numa situação de perigo, inclusive com pouca vigilância, que permitia a alunos com comportamentos violentos sair da escola sem acompanhamento. A ADICE, no dizer da munícipe, não seria nenhum modelo: «Não se podem apresentar como boas práticas coisa que o não são». Maria Trindade Vale mostrou-se indignada com as acusações da munícipe, ex-

plicando que a ADICE tem feito um grande esforço para poder receber os meninos da melhor maneira possível, inclusive fornecendo-lhes alimento e tentando melhorar as suas condições de conforto. Recusou também a acusação de que os meninos não seriam acompanhados. E por fim solicitou-lhe algum tempo para que, no fim da reunião, poderem conversar e esclarecer o que fosse necessário. Convidou também Fernanda Loureiro a visitar as instalações da ADICE. Outras questões pontuais foram também levantadas por vários vereadores no período de intervenções de antes da Ordem do Dia. Uma forma diferente de relacionamento com os munícipes Cabe aqui fazer um pequeno comentário acerca da forma como José Manuel Ribeiro conduziu o período de intervenções destinado ao público. Todos sabemos que o regimento de funcionamento do órgão determina que aos munícipes não caiba mais do que apresentarem questões para serem respondidas pelo Executivo. Na estreita aceção do cumprimento desse regulamento, Fernando Melo retirou muitas vezes a palavra aos munícipes que excediam esse direito. João Paulo Baltazar também o fez, embora de forma um pouco menos autoritária. Por isso, José Manuel Ribeiro, pela forma como soube, com alguma sensibilidade, tornar menos autoritário o seu exercício de poder na reunião da Câmara, merece aqui um pequeno destaque.


A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Destaque

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• CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO • FOTOS URSULA ZANGGER

Rede Ambiente é o novo prestador do serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos Em sessão pública que decorreu na pasada sexta-feira, dia 13 de dezembro, a Câmara Municipal de Valongo aprovou um conjunto de medidas entre as quais se destaca a atribuição do serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos, varredura e outros serviços de higiene urbana à empresa Rede Ambiente. Foi também aprovada a derrama a cobrar no ano de 2014. LC

Com a oposição da CDU, para a qual a decisão da Câmara de Valongo é mais do mesmo, isto é, a continuação de uma política de entrega dos serviços municipais a operadores privados, a Câmara Municipal de Valongo aprovou, na sua última sessão, a entrega do serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos à empresa Rede

Ambiente, por ser a quer apresentou preços mais competitivos – determinantes na escolha da autarquia –, assegurando assim que, a partir de janeiro, quando cessam os serviços da operadora anterior, não se verifique um vazio, com o que seriam desencadeados os inevitáveis e inerentes problemas de higiene e saúde pública. A CDU considerava que a política da autar-

quia deveria ser a de dar passos concretos no sentido da reversão dos serviços entregues a privados novamente para as mãos da Câmara. A esta pretensão responderia José Manuel Ribeiro que, considerando essa pretensão legítima, a via neste momento, como inexequível, tendo em conta as restrições relativas ao quadro de pessoal da Câmara. A média de idades dos trabalhadores da Câmara afetos aos serviços de limpeza seria muito elevada, tornando a entrega desses serviços aos trabalhadores municipais impossível, além do mais estando vedada por ora a contratação de mais trabalhadores. Nas respostas de José Manuel Ribeiro e João Paulo Baltazar a Adriano Ribeiro – o vereador da CDU – foi lembrado contudo o acontecido com os serviços de jardinagem, em que tinha sido possível dispensar um prestador externo a favor dos trabalhadores da própria

Valongo tem novo presidente da Concelhia do PSD Miguel Santos é o novo presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata de Valongo, eleito por esmagadora maioria. De facto, as eleições para a Concelhia, em que participaram 2 listas, contaram com uma afluência às urnas de 337 votantes, tendo a Lista A, liderada por Miguel Santos, arrecadado 264 votos, e a Lista B, liderada por Mário Duarte, 64 votos. Verificaram-se 3 votos nulos e 6 votos em branco, sendo assim eleito Miguel Santos com uma percentagem de 78,2% de votos contra 19% da lista de Mário Duarte. Recorde-se que Miguel Santos, ex-vereador da Câmara Municipal de Valongo, é atualmente vicepresidente da bancada parlamentar do PSD, vicepresidente da Comissão Distrital do Porto e ainda diretor do jornal "Povo Livre". Mário Duarte, também ex-vereador na Câmara de Valongo, é diretor municipal na Câmara Municipal de Gaia.

autarquia, medida essa que não só permitiu uma redução de custos, mas possibilitou igualmente uma melhoria dos serviços. Outra denúncia da CDU foi a de que este seria mais um negócio de desmantelamento dos serviços públicos a favor de privados com relações muito fortes aos partidos da área do poder, neste caso, do PSD, como antes o teria sido a entrega dos serviços jurídicos ao gabinete de Ricardo Bexiga, tendo José Manuel Ribeiro, na resposta, estranhado ter-se esquecido Adriano Ribeiro de que esses serviços iriam ser alvo de um concurso público. A proposta do Executivo seria aprovada com 8 votos a favor (PS e PSD) e 1 contra (CDU). O concurso público que decidiu da atribuição deste serviço à Rede Ambiente recebeu a candidatura de oito empresas, tendo dele sido excluídas as propostas apresentadas pelos consórcios

CLECE e CESPA (antigo prestador), em virtude de «não apresentarem alguns dos atributos» exigíveis. Foram por isso consideradas seis propostas, sendo a decisão do júri contestada em devido tempo pelo consórcio Ecoambiente e esta reclamação, depois de analisada pelo júri, considerada inconsistente, tendo-se mantido a decisão final de entrega do serviço de recolha à Rede Ambiente. Também aprovada na mesma sessão foram os valores da derrama a cobrar no ano de 2014. Período de antes da Ordem do Dia No período de antes da Ordem do Dia intervieram Adriano Ribeiro, felicitando o Executivo pela presteza demonstrada a resolver as questões que envolveram duas associações – o Sporting Clube de Campo e o Rancho Folclórico de Santo André de Sobrado.

O mesmo autarca apresentou também algumas reclamações de comerciantes valonguenses sobre o mau estado dos negócios no mercado de Valongo, a definhar. Os comerciantes tinham esperanças, contudo, na transferência da feira para outro local, por exemplo, no retorno ao Largo do Centenário. Na resposta, José manuel Ribeiro apontaria quer esta era uma das possibilidades, mas de menor probabilidade, sendo mais possível, conforme o estudo em curso, que se aproveitasse o terreno do estacionamento existente no centro de Valongo, próximo da Câmara. Outra questão discutida nesta sessão da Câmara foi a da iluminação pública. José Manuel Ribeiro anunciou que a ideia da autarquia é instalar mecanismos de regulação de energia, que permitiriam ligar praticamente toda a iluminação elétrica, sem com isso haver um significativo aumento dos custos para a Câmara.

Concelhia do PS teve eleição tranquila Ao contrário do PSD, que pela mesma altura realizou as eleições para a sua Comissão Política Concelhia, o Partido Socialista de Valongo teve um ato eleitoral muito mais tranquilo e consensual, mantendo-se a liderança da Concelhia nas mãos de José Manuel Ribeiro. Ao ato eleitoral concorreu apenas a Lista A, encabeçada pelo atual presidente da Câmara, verificando-se os seguintes resultados: Inscritos: 720; Votantes: 549; Lista A: 496; Votos brancos: 47; Votos nulos: 6.


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Destaque

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Novo protesto contra fecho das Finanças marcado por uma recolha de assinaturas para enviar à Assembleia da República MIGUEL BARROS

«Enquanto não tivermos a garantia do Governo de que a repartição de Finanças de Ermesinde não vai encerrar, vamos continuar a manifestarmo-nos». A promessa é feita por Ângela Ferraz, a porta-voz do grupo de utentes das Finanças da nossa freguesia que ontem – dia 14 de dezembro – voltou a sair à rua para encetar mais uma ação de protesto contra a anunciada intenção do Governo em

levar ao encerramento deste serviço público e à posterior fusão com as Finanças de Valongo, que passaria a ser a única repartição do concelho. Recorde-se que a primeira manifestação ocorreu no passado dia 22 de novembro – e da qual demos conta na nossa edição anterior –, tendo juntado à porta dos serviços das Finanças de Ermesinde cerca de uma centena de manifestantes. Desta feita os protestos tiveram lugar na Praça da Estação, tendo tido como

particularidade a existência de uma banca para a recolha de assinaturas com a finalidade de serem enviadas a todos os partidos com assento na Assembleia da República. Quem o disse foi precisamente Ângela Ferraz, que acrescentaria ainda que esta recolha de assinaturas não se ficaria por ali, já que o grupo de utentes das Finanças de Ermesinde pretende nos próximos dias fazer uma deambulação pelos comerciantes da nossa freguesia no sentido não

ramente implícita a fusão das repartições de Ermesinde e Valongo. Trata-se do PREMAC (Plano de Redução e Melhoria da Administração Central), que para 2014 traça o encerramento de largas dezenas de serviços de Finanças em todo o país, sendo que no Distrito do Porto os concelhos “abrangidos” serão Baião, Matosinhos, e Valongo, apontando então para a tal fusão entre as repartições da sede do concelho e de Ermesinde. E enquanto o grupo de uten-

só de alongar a citada lista de assinaturas mas também dar a conhecer a situação, já que, nas palavras da porta-voz dos manifestantes, ainda há muita gente na cidade que desconhece esta intenção do Governo. Apesar da ausência de garantias – verbais – do Poder Central relativamente à manutenção da repartição das Finanças ermesindense, Ângela Ferraz deu conta aos órgãos de comunicação social presentes de um documento onde está cla-

tes das Finanças de Ermesinde não agenda um novo protesto – que segundo Ângela Ferraz só irá ter fim no dia em que o Governo der a garantia de que não irá levar por diante esta cada vez mais evidente decisão – os partidos políticos tomam o pulso à situação, estando prevista para a próxima segunda-feira – 16 de dezembro – uma visita da deputada da AR eleita pela CDU, Paula Baptista, à repartição ermesindense, da qual daremos conta na próxima edição. FOTOS MANUEL VALDREZ

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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Destaque

Jorge Videira é o novo presidente dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde LC/AVE

Em ato que decorreu no passado sábado, dia 14 de dezembro, foram eleitos os órgãos sociais para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, num ato muito concorrido e disputado. A decisão final dos sócios, inesperada para muita gente, foi a vitória da lista da oposição.

O ex-presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde Jorge Videira é o novo presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, sendo eleito pela Lista B, lista da oposição, que venceu a lista A, afeta aos atuais corpos sociais, com 223 votos contra 204. Votaram cerca de 434 sócios, tendo-se ainda verifi-

cado alguns votos brancos e nulos. Para o desfecho destas eleições, para muitos inesperado, terão contribuído bastante as acusações que pendiam sobre a Direção de que esta nada fez para pôr cobro a eventuais abusos de que vinha sendo acusado o comandante da corporação. A Direção dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde ficará assim constituída: Jorge Videira (presiden-

te), Rodrigo Monteiro (vicepresidente), José Manuel Pereira (1º secretário), Serafim Barros (2º secretário), Estêvão Campos (tesoureiro), Manuel Silva Martins (1º vogal) e Fátima Sousa (2º vogal); a Mesa da Assembleia Geral será presidida por Serafim Santos, sendo vicepresidente João Bastos, 1º secretário José Craveiro e 2º secretário Joana Martins. O Conselho Fiscal será presidido por Manuel Reis

Miranda, tendo como vicepresidente José Alberto Silva e como relator Manuel Moreira Alves. Recorde-se que a Lista A, agora derrotada Mário Santos como candidato à presidência da Direção, Artur Carneiro, anterior presidente do Executivo, como candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral e José Vieira como candidato a presidente do Conselho Fiscal. FOTOS MANUEL VALDREZ


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Maleitas da Cidade

Local

TEXTO: AVE FOTOS: MANUEL VALDREZ

UM LAGO COM A FRESCURA DO... MUITO PIOR QUE NADA – Nas imediações da Rua Domingos Sequeira, este lago, que deveria ser de água fresca, encontra-se, há muito, como as fotos documentam. Na verdade se estivesse completamente vazio, esse nada era muito melhor do que aquilo que por lá está agora. Espera-se que alguma coisa se faça que justifique o gasto inicial no equipamento.

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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Local

Loja dos CTT de Ermesinde provou • NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL “Portugal Connosco – Receitas ao Balcão” MIGUEL BARROS

“Portugal Connosco – Receitas ao Balcão” é o mais recente projeto literário lançado pelos CTT, o qual esteve em destaque na loja CTT de Ermesinde na tarde do passado dia 6 de dezembro, altura em que uma das autoras da obra, neste caso Celina Gouvinhas, esteve presente para uma deliciosa sessão de autógrafos. Deliciosa porque a “decorar” o evento estava uma mesa repleta de doces das mais variadas formas e feitios, à qual foram poucos os que resistiram, mesmo as figuras públicas presentes. Entre estas destacavam-se os nomes dos presidentes da Câmara Municipal de Valongo e da Junta de Freguesia de Ermesinde, respetivamente José Manuel Ribeiro, e Luís Ramalho. A recebê-los estiveram não só os responsáveis pelo balcão dos CTT de Ermesinde como igualmente quadros superiores da empresa, entre outros Nuno Marques Neves, o diretor comercial da Região Norte, que com o nosso jornal trocou breves palavras. Começou por frisar que este novo projeto surge no seguimento do sucesso

alcançado por “Portugal Connosco – o Olhar dos Carteiros”, o primeiro livro lançado pelos CTT, nascido com o intuito de captar a essência e o dia a dia da profissão de carteiro. Já este novo projeto literário, digamos assim, envolve os atendedores das lojas do CTT, sendo que numa descrição mais pormenorizada Nuno Marques Neves refere que este novo livro transporta para o papel 52 receitas selecionadas entre aproximadamente 600 propostas lançadas por atendedores dos balcões dos correios. «Mais do que um livro de culinária esta edição é uma recolha extensiva dos hábitos gastronómicos reais da nossa população nos tempos que correm. O que comem os portugueses no seu dia a dia? E em dias especiais? Que pratos estão para além da gastronomia tradicional? Foi também responder a estas perguntas que este projeto foi lançado no início deste ano a todos aqueles que diariamente dão a cara pelos CTT nas estações de correio», explica o diretor comercial. Como já mencionámos, 600 atendedores de balcão de todo o país aderiram ao desafio lançado pelos CTT, cabendo ao

MANUEL VALDREZ

DE ERMESINDE • Lipor distinguida

com galardão “Acessibilidades” A Lipor foi distinguida com o Galardão “Acessibilidades” na IV Gala da Inclusão, pelo projeto “R+ reciclar +, reabilitar mais” que dinamiza, e onde está explícito o conceito “R+ Equipamentos Amigos das Pessoas”. A IV Gala da Inclusão, uma iniciativa do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) e da Câmara Municipal

de Leiria tem como objetivo homenagear entidades e individualidades, que se distinguiram na inclusão de pessoas com deficiência, distinguindo as boas práticas inclusivas nas áreas de “Media”, “Investigação aplicada”, “Cultura, desporto e lazer”, “Boas práticas de inclusão no mundo do trabalho”, “Acessibilidades” e “Mérito regional”. FOTO ARQUIVO

conceituado Chefe Henrique Sá Pessoa selecionar posteriormente as 52 melhores receitas para incluir no livro. E porquê 52? Porque 52 é o número de distritos postais que o território nacional tem. Pormenor curioso! Numa rápida visualização ao livro é ainda de referir que as 52 receitas se encontram divididas em quatro categorias de 13 receitas cada: sopas, entradas e petiscos, pratos da terra e pratos do mar, e bolos e sobremesas.

O livro já vai na sua segunda edição, e pelo sucesso que tem tido muito provavelmente irá ter uma terceira, como adiantou o diretor comercial, que a terminar, e já que estamos perto do Natal, sugeriu esta obra como uma boa prenda não para os maridos ofereceram às esposas, mas sim para estas brindarem as suas caras metade. Fica a sugestão. Resta dizer que o livro se encontra à venda em todas as lojas dos CTT.

Junta de Freguesia da Cidade de Valongo A Junta de Freguesia da Cidade de Valongo deseja a toda a população um Feliz Natal e Bom Ano 2014!


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Local

PROJETO QUE VISA A EMPREGABILIDADE DOS JOVENS DESTACOU-SE ENTRE 262 PROPOSTAS

BiscoiTOP de Valongo em primeiro lugar no Programa Escolhas O projeto BiscoiTOP, promovido pelo Município de Valongo, conquistou o honroso primeiro lugar entre as 262 candidaturas apresentadas, a nível nacional, ao Programa Escolhasª Geração. O BiscoiTOP de Valongo tem como objetivo facilitar a empregabilidade e o emprego de jovens em situação de desemprego e/ou desocupação, pretendendo envolver jovens residentes nos Bairros Sociais das Pe-

reiras e do Calvário, com idades entre os 16 e os 24 anos, e arrancará em janeiro de 2014 com a duração de um ano. Ao longo da implementação deste projeto serão, por um lado, trabalhadas as competências para a empregabilidade através da ferramenta do teatro e, por outro, associando-se à forte tradição da indústria da panificação do concelho, será criado um negócio social de venda ambulante dos biscoitos de Valongo, que integrará profissionalmente os

jovens alvo deste projeto. A rede de parceiros que integra o projeto BiscoiTOP selecionado pelo Programa Escolhas inclui a Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde (ADICE), a Biscoitaria Valonguense, a Cabeças no Ar e Pés na Terra – Associação Cultural, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP, a Paupério Bolachas e Biscoitos e a Vallis Habita – Empresa Municipal.

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Rui Teixeira venceu terceira edição do concurso “Alma do Fado” Chegou ao fim mais uma intensa mas proveitosa viagem pelos meandros do fado amador. Na passada sexta-feira, dia 30 de novembro, o Fórum Cultural de Ermesinde engalanou-se para receber a grande final do concurso de fado amador do concelho de Valongo – “Alma do Fado”. Perante uma plateia que lotava por completo o espaço, os quinze finalistas proporcionaram um espetáculo com muita incerteza à mis-

tura. Apesar da dificuldade de escolher um entre quinze grandes fadistas, o júri acabou por atribuir a vitória a Rui Teixeira. Em segundo e terceiro lugares ficaram, respetivamente, Sílvia Costa e Manuel Delindro. Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, agradeceu «o empenho e dedicação de todos os que contribuíram para a realização desta grande iniciativa» e demonstrou «total disponibilidade da autarquia em continuar a

apoiar esta e outras manifestações culturais que contribuam para a afirmação do concelho de Valongo como um pólo cultural de excelência». Uma nota final para o momento de encerramento desta festa que juntou todos os finalistas, acompanhados pelos instrumentistas, Miguel Silva e Lino Lobão, na interpretação de “Tudo Isto é Fado”, um dos muitos êxitos da diva Amália Rodrigues. FOTO MANUEL VALDREZ

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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

História

A expulsão dos judeus no início do reinado de D. Manuel I Foi no dia 4 de dezembro de 1496, há 517 anos, que D. Manuel I forçou os judeus a converterem-se ao Cristianismo sob pena de expulsão do Reino, assim como os muçulmanos. FOTO ARQUIVO MAD

MANUEL AUGUSTO DIAS

oi no dia 4 de dezembro de 1496, há 517 anos, que D. Manuel I forçou os judeus a converteremse ao Cristianismo sob pena de expulsão do Reino, assim como os muçulmanos. Já em 1492, após a conquista de Granada, os judeus haviam sido expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, por não quererem converter-se ao Catolicismo. Na sequência dessa expulsão, cerca de 60 000 judeus vieram para Portugal (mas há quem refira terem sido mais de 90 mil), por deferência de D. João II que os obrigou, no entanto, ao pagamento de oito ducados de ouro por pessoa para, em troca, obterem a necessária licença de trânsito por oito meses. Aqueles que não tinham essa importância viram os seus bens confiscados por ordem real e, pior que isso, foram-lhes igualmente retirados os filhos menores de 14 anos, que foram batizados à força e entregues a Álvaro de Caminha, que com eles povoou a ilha de São Tomé, onde, infelizmente, a maioria não resistiu às condições climáticas.

Com a morte de D. João II (e o prematuro desaparecimento do seu herdeiro D. Afonso), sucedeu-lhe o primo e cunhado D. Manuel I, que, embora se mostrasse bastante tolerante com os judeus, anunciou a 4 de dezembro de 1496, em Muge (onde andava na caça), a intenção de expulsar a comunidade judaica de Portugal, por influência dos Reis Católicos, aquando da negociação do seu casamento com a Infanta D. Isabel, filha desses mesmos Reis. D. Manuel I cedo se apercebeu de que a saída dos judeus levaria, também, à fuga de capitais do Reino, pois a comunidade judaica era constituída por um largo conjunto de mercadores, banqueiros, médicos, economistas, ourives, e por outros profissionais ligados aos próprios descobrimentos portugueses. Era, portanto, gente de iniciativa e endinheirada que fez muita falta à pátria portuguesa. Portugal acabava, assim, com a coexistência judaico-cristã-muçulmana, evidenciando uma grande intolerância religiosa. Esta conversão forçada dos judeus portugueses que, hipocritamente, foram rotulados de “Cristãos-Novos” e a expulsão da minoria muçulmana só contribuíram para a decadência de Portugal. Consciente deste impacto negativo, em 1499, D. Manuel proibiu os cristãos-novos de sair de Portugal, permitindo-

Monumento em memória dos milhares de judeus massacrados na Páscoa de 1506. lhes o acesso a cargos políticos, administrativos e eclesiásticos. O rei permitiu ainda que praticassem a sua religião de forma secreta, revelando grande benevolência para com os antigos judeus. Contudo, o rótulo de cristãos-novos esteve na base de várias perseguições e até massacres, obrigando muitos dos cristãos-novos a sair do País. Um desses massacres ocorreu em Lisboa, no dia 19 de abril de 1506, no largo frente à Igreja de S. Domingos, onde pereceram centenas de judeus acusados de, como hereges e assassi-

nos de Jesus Cristo, serem os responsáveis pela seca, fome e peste que assolavam o país naquela altura. Alguns monges dominicanos terão sido responsáveis pelo incitamento à violência e pagaram com a vida esse seu envolvimento. Depois da expulsão manuelina, no início do século XVI, conta-se que uma das embarcações carregada de judeus com destino a África naufragou, em maio de 1501, perto da Ilha Terceira, nos Açores, salvando-se alguns junto à costa, já muito perto de Angra, num local que

ainda hoje se denomina Porto Judeu. Esses judeus foram oferecidos como escravos a Vasco Anes Corte-Real (Capitão Donatário de Angra), que, no entanto, os acolheu bem e tratou como iguais, evidenciando uma tolerância que se antagonizava claramente com o fanatismo que progredia em Lisboa e soube reconhecer as suas capacidades e integrá-los dignamente na sociedade terceirense, permitindo-lhes a prática dos rituais judaicos. Em 1558, a comunidade de cristãosnovos de Angra, já bastante numerosa, contribuiu com 150 mil

cruzeiros para o provimento das armadas da Índia, no tempo da Regente D. Catarina, avó de D. Sebastião, que lhes permitiu mais uma década de paz na Ilha. Muitos dos judeus expulsos de Portugal fixaram--se na Holanda, onde encontraram um clima de grande tolerância religiosa e política, permitindo o seu envolvimento nos negócios internacionais que fizeram, então, da Holanda uma das maiores potências do comércio marítimo mundial. Em 1602, muitos deles envolvem-se diretamente na criação da famosa Companhia das Índias Orientais, que irá ocupar os territórios e mercados até então sob o domínio português, ao tempo controlado pela Espanha filipina, sua inimiga. Um descendente célebre destes judeus portugueses foi o filósofo Espinosa, que é também um dos símbolos das profundas relações luso-holandesas. A numerosa comunidade portuguesa manteve-se muito unida em torno da famosa Sinagoga de Amesterdão até à 2ª Guerra Mundial, altura em que foi totalmente dizimada pelas bem co-

nhecidas perseguições nazis. Outro português famosíssimo ligado aos cristãos-novos portugueses foi o insigne médico Ribeiro Sanches que escreveu muitos artigos ligados à medicina, na Enciclopédia de Diderot e D’Alembert, e foi médico da Imperatriz russa.

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE - DEZEMBRO

A criação do concelho de Ermesinde A vontade autonómica de Ermesinde já vem de longe, praticamente desde o tempo em que foi retirada ao Concelho da Maia, para integrar o novo Concelho de Valongo, logo após o triunfo do liberalismo. Mas o documento mais completo onde esta reivindicação é acompanhada de uma proposta concreta do novo concelho a criar, foi aprovada na sessão da Junta de Freguesia de Ermesinde de 4 de dezembro de 1938 e enviado ao Governo. O referido documento foi da autoria de Serafim Ferreira dos Santos, do Dr. Joaquim Rodrigues Santos Júnior e do Dr. António Correia da Costa e Almeida. Desde a criação do município valonguense, Ermesinde tem estado sempre integrada no Concelho de Valongo, exceto no período que vai de 26 de junho de 1867 a 14 de janeiro de 1868, altura em que pertenceu ao recém-criado Concelho de Rio Tinto, juntamente com as freguesias eclesiásticas de Águas Santas, Milheirós, Covelo, Foz do Sousa, Medas, Melres, Gondomar (S. Cosme), Jovim, Fânzeres, S. Pedro da Cova, Rio Tinto, Alfena e Valongo (cf. Américo Costa, Dicionário Corográfico de Portugal, Continental e Insular, volume X). Na década de 1920, várias vezes a imprensa diária deu conta, de um certo descontentamento que a população de Ermesinde nutria pelo facto de não ser concelho. Não deixa de ser interessante, relativamente a esta questão, o comentário do “Éco de Ermesinde” (de 1 de julho de 1928) a uma “correspondência de Valongo”, que o “Jornal de Notícias” publicou no dia 26 de junho de 1928, e que de seguida reproduzimos, bem como o respetivo comentário daquele periódico ermesindense. A notícia: «Prosseguem activamente os trabalhos das instalações para

electrificação da parte principal desta Vila. A digna comissão administrativa espera fazer a inauguração da luz pública e particular no próximo mês de Agosto. Oxalá que o tempo permita a continuação dos trabalhos e que não sobrevenham quaisquer contratempos. O Comentário (os sublinhados são nossos): Estranhamos (e o caso não é para menos!) que o ilustre correspondente do “Notícias” se esqueça que Ermesinde também vai ser electrificado e, como parece andar bem informado, se esquecesse de noticiar àcêrca da nossa terra, porque a electrificação não é exclusivo para Valongo, mas para tôdas as freguesias do concelho que a quizeram. Ermesinde como centro mais importante do concelho também tem direito à almejada luz eléctrica e também a vai possuir. O que é de lamentar é que em Valongo se ande a trabalhar afanosamente para êste importante melhoramento e em Ermesinde não exista ainda nem um poste. Ou dar-se há o caso que Ermesinde tenha sido posto fóra do programa das realisações concelhias? Sendo assim... Que grande favor nos faziam se nos puzessem, mesmo, fóra do concelho. Nós também nos saberiamos governar e muito bem. Se temos indústrias florescentes, comércio activo e riquezas enormes que engrandecem esta terra não as devemos em nada, absolutamente em nada a Valongo. Tudo quanto possuimos à nossa custa é, à nossa custa tem sido feito. E alguma mísera migalha de melhoramentos que de Valongo nos tem vindo, ainda à nossa custa é, porque para isso pagamos para os cofres da Câmara bem boa quantia.

Já vê, pois, o ilustre correspondente que não é favor algum que se nos faz em nos conceder a luz eléctrica, visto que o empréstimo foi feito para o Concelho de Valongo e não para a Vila de Valongo. Por isso, informe-se devidamente e rectifique a notícia, dizendo que a Ex.ma Comissão Administrativa do Concelho trabalha afanosamente para que a luz eléctrica seja dentro em breves meses um facto, não só em Valongo, mas também em Ermesinde e em Alfena, onde existe gente civilizada tam bôa... como em Valongo». O desejo de autonomia administrativa foi, no entanto, maior logo a seguir à elevação a vila (1938) e, sobretudo na década de 1990, depois de ter sido feita cidade. O centro de Ermesinde, frente à Estação. Um espaço hoje totalmente remodelado.


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Literatura

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• A VOZ DAS PALAVRAS • A VOZ DAS PALAVRAS • A VOZ DAS PALAVRAS •

O Viajante sem Sono

RICARDO SOARES (*)

adre desde os 24 anos de idade, José Tolentino Mendonça afirma que a sua vocação religiosa «foi uma coisa da juventude, inconsequente, imprudente, inesperada, que eu procuro manter. Ser padre é (...) aceitar a pobreza como condição. E a pobreza é uma coisa chata de viver. É achar que isso pode ser uma forma de dizer alguma coisa ao seu tempo». Além de padre é poeta, ensaísta, e tradutor do

"Cântico dos Cânticos", professor de Estudos Bíblicos na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa. Tolentino de Mendonça é um dos mais celebrados poetas da sua geração. Em dezembro de 2011 foi nomeado consultor do Conselho Pontifício da Cultura. É o responsável nacional pela Pastoral da Cultura e, recentemente, foi também nomeado Consultor do Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano. A sua poesia apresenta, segundo a crítica, uma linguagem pura e límpida, um tom sublime e belo, uma delicadeza aparente aliada a uma profunda sabedoria. O livro “O

Viajante sem Sono” foi o vencedor da terceira edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. «É bom estarmos aqui», disse Pedro a Jesus, citado na epígrafe de "O Viajante sem Sono". Este exemplar, um precioso livro que prossegue, sem grandes mudanças de orientação, aquilo a que poderíamos talvez chamar uma investigação estética do mundo e dos seus mistérios; há um trabalho cuidado das palavras e dos silêncios. Os quatro versos iniciais do primeiro poema (intitulado "Para ler aos noviços") definem desde logo uma fronteira: «Deus não aparece no poema / apenas escutamos a sua voz de cinza / e assistimos sem compreender / a escuras perícias». Embora o poema seja o «acto espiritual por excelência», como recorda uma epígrafe de Levinas, Tolentino separa a experiência religiosa da experiência poética, o nome de Deus é indizível, aparta a luz da fé das «escuras perícias» a que a escrita o conduz: «Só há um modo verdadeiro de rezar: / estende o teu corpo ao longo do barco / que desce silencioso o canal». O corpo

que os apaga, ou declives e intervalos que os desviam para «aonde ninguém sabe». Esta é uma poesia do espanto e do «louvor» diante da beleza mais pura das coisas, beleza sentida na pele – «por uma elipse, um rasgão, uma alteração cutânea» – mas impossível de nomear. Porque «o mundo é aquilo que nos separa do mundo» e estamos sempre à mercê da «ordem aleatória do tempo», sem o conforto sequer de uma «certeza culminante». Quando José Tolentino Mendonça escreve que «o mundo é aquilo que nos separa do mundo», sabemos que o primeiro “mundo” é o mundo mundano, e o segundo é um mundo mudado. Não vale a pena pensar que o mundo é um inimigo, o mundo é sobretudo um problema – «o mundo está sempre a florescer / Longe de mim diminuir o louvor» – e, frisa mais à frente – «Talvez nos caiba viver por cidades estranhas / em casas que esconderão sempre o seu medo / e a sua glória / sós diante dos céus / sem a certeza culminante». A matéria do poema é mineral, feita de nácar e osso, húmus e folhas mortas, uma matéria que se inclina e «desliza». A transcenFOTO ARQUIVO dência não se procura, encontrase: «Imaginamos lugares estritos / para o sublime que vem afinal / depositar-se à nossa soleira». No poema, cabe tudo. De segredos, em grande medida, se constrói este livro, de uma voz que se pressagia mais do que se ouve em pleno. A perfeição e a trivialidade, a verdade e o erro, «correntes marítimas em vez de correntes literárias», uma «paciência quase animal», uma conformada dubiez. Sugere que a atenção e a aceitação fazem com que o mundo não se oponha ao mundo. Daí estes cuidadosos versos sobre Jacob e o anjo, sobre Rothko e a identidade instável, sobre os castanheiros ou essa «bicicleta caída junto às primeira paixões sombrias». As palavras que atribui a Lourdes Castro, Tolentino Mendonça podia tomá-las (e toma-as) para si mesmo: «A minha arte é uma espécie de pacto: / não distingo as áreas selvagens das cultivadas / e elas não distinguem a minha sombra / da minha luz». Aqui o poeta lembra que «o poema faz parte do real», acrescentando que «o é a atualização executável da alma, a única poema é a inevitabilidade de uma experiência jangada com que podemos contar para a mais humana». Quanto a esta obra, “O viajante escura das caminhadas: caminho para a morte, sem Sono”, o poeta, ao escrevê-la, disse lembusca de um sentido que nos ilude e quase brar «alguns amigos que partiram, que mornunca chega a tempo. Repare-se como, por reram», embora queira lembrar, também, «amiexemplo, se cindem o transcendente e o gos vivos e dizer-lhes que a poesia é uma corpóreo – «rezar» / «corpo» –, sem que a forma de partilhar com eles o lume». transição propriamente o seja, e como uma Estamos em dezembro e aproxima-se a da outra escoam em correlação. época natalícia, seria uma boa escolha partiO horizonte de alguns destes textos até lhar estes versos junto do mundo, das genpode ser a revelação de uma verdade, o «in- tes que o habitam e dos que moram dentro finito alcance», a epifania que ilumina, mas o de nós. poeta sabe que os trilhos para lá chegar são impraticáveis: há sempre um vento gelado (*) avozdasp@gmail.com

Breves

- O prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), foi atribuído, no dia 2 de dezembro, à romancista Maria Velho da Costa.

- O romance “E a Noite Roda“ de Alexandra Lucas Coelho (Tinta da China) é o vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) relativo a 2012. - O romance “O Sonâmbulo Amador”, do escritor brasileiro José Luiz Passos, é o grande vencedor da 13ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, tendo também recebido o prémio de melhor livro de romance. Os outros livros vencedores da noite foram “Essa coisa brilhante que é a chuva”, de Cíntia Moscovich, na categoria de contos, e “Sentimental”, de Eucanaã Ferraz, na categoria de poesia. Entre as 12 obras finalistas estava “O Filho de Mil Homens”, de Valter Hugo Mãe (Cosac Naify), que foi o grande vencedor da edição deste prémio no ano passado. - Curso de Escrita Criativa – carga horária de 14 horas, na Academia Apamm de Ermesinde. Contactos: tlf-220924475, tlm918963100; morada: Rua José Joaquim Ribeiro Teles, nº 545, 4445-485 Ermesinde; email: ermesinde@academiaapamm.com


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Património

• TEMAS ALFENENSES •

A emigração para o Brasil e as suas marcas na paisagem urbana de Alfena (1) FOTOS ARQUIVO AL HENNA

ARNALDO MAMEDE (*)

té agora não podemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo, a terra é em si de muitos bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo de agora assim os achamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, darse-á nela tudo; por causa das águas que tem." Neste pequeno extrato da célebre Carta ao Rei D. Manuel assim Pero Vaz de Caminha, escrivão da Feitoria de Calecut, enviado na armada sob o comando de Pedro Álvares Cabral, descreve em 1 de Maio de 1500, a Terra de Vera Cruz "descoberta" alguns dias antes. Curiosa e, de certo modo, premonitória a semelhança que estabelece com a sua região natal, o Entre-Douro-e-Minho, como que adivinhando o futuro que estava para vir, pois seria desta Região do Noroeste Português que partiriam levas sucessivas de colonos e emigrantes que, maioritariamente, nos séculos seguintes viriam a promover a colonização e o povoamento dos imensos territórios que hoje constituem a República Federativa do Brasil. Todos nós temos, por certo, conhecimento de familiares próximos ou mais afastados, de simples vizinhos ou conhecidos, que abalaram das suas terras de origem, temporária ou definitivamente, à procura de melhores condições de vida no Brasil. Nos anos seguintes após a "Descoberta", o seu povoamento foi pouco significativo com algumas pequenas feitorias no litoral para exportação do pau brasil e por degredados, pessoas condenadas em Portugal por crimes diversos, largados e abandonados à sua sorte, alguns dos quais conseguiriam integrar-se nas comunidades indígenas locais. A colonização inicia-se, de facto, em 1530, com a criação das Capitanias Hereditárias, atribuídas a elementos da Nobreza, que re-

ERMESINDE Sede: R. Manuel Ferreira Ribeiro, 30 4445-501 Ermesinde TEL: 22 971 4442 FAX: 22 975 8926 TLM: 91 755 4658 / 91 269 6074 / 91 689 7854

crutavam colonos aos quais concediam Sesmarias, largas áreas de terrenos com prazos fixados para a exploração e desenvolvimento da agricultura e pecuária, principalmente o cultivo da cana-de-açúcar. A notícia chegada a Portugal da descoberta de grandes jazidas de ouro originou em pouco tempo a partida de grande número de homens, grande parte jovens, originários do Minho, em busca de fortuna, uma autêntica corrida ao ouro. Contudo, esta emigração não substituiu a anterior, colonos e emigrantes sempre coexistiram. Este surto migratório, de tão intenso, fez despovoar de homens aldeias inteiras do Noroeste, de modo tal que o Governo se viu obrigado a impor restrições à emigração com as leis publicadas em 1709, 1711, e 1720. "Tendo sido o mais povoado, o Minho é hoje um estado no qual não há pessoas suficientes para cultivar a terra", escreveu um autor da época. Entre finais do Séc. XVIII e a primeira metade do Séc. XIX a emigração sofreu um forte decréscimo, comparando com o período anterior, contudo, prosseguiu, agora em muito menor escala, em termos de quantidade, porém, de qualidade superior, com a partida de jovens adolescentes instruídos, filhos segundos ou terceiros de agricultores mais ou menos abastados, com idade de 14 anos e até menos, para assim escaparem ao serviço militar. Estes jovens eram recomendados aos cuidados de parentes ou simples conterrâneos, comerciantes estabelecidos no Rio de Janeiro, S. Paulo, Salvador e outras cidades, não raras vezes sucedendolhes à frente dos respetivos negócios. Alguns regressaram ricos às suas terras, compraram propriedades, construíram grandes casas, possuíram bens móveis e imóveis, muito dinheiro e ações em grandes companhias e bancos. Por vezes, por falta de sucessores diretos, decidiram legar às suas comunidades asilos, hospitais, escolas e outros melhoramentos, tornando-se mecenas e benfeitores, merecendo, justamente, o reconhecimento e consideração dos seus concidadãos. Alfena, terra situada na província de EntreDouro-e-Minho, a que mais gente mobilizou para a colonização e povoamento do Brasil, não podia deixar de dar o seu contributo. Chegaram até nós vários documentos que testemunham a presença de alfenenses no Brasil, desde os primórdios da colonização no Séc. XVI até aos tempos mais recentes: Gaspar Dias Matado, metade cristão-novo, natural de Alfena, termo do Porto, barqueiro de profissão, filho de Manuel Dias e Isabel Afonso, casado com Beatriz Luís, acusado do crime de "proposições heréticas", caiu nas garras da Inquisição, em 1593, no Recife, tendo sido condenado em "auto de fé privado, por sentença de 18-08-1595". Manuel Moreira Bello, natural do lugar da Rua, Alfena, contraiu matrimónio cerca de 1720, em S. Salvador da Baía, com Mariana Josepha de Meneses, natural de Luanda, An-

gola, tiveram quatro filhas das quais houve larga descendência, espalhada por todo o território brasileiro. Um outro Moreira Bello, de seu nome José, também natural do lugar da Rua, Alfena, talvez sobrinho do anterior, proprietário de duas fazendas e de uma dezena de escravos, no Estado de Minas Gerais, fez testamento em 1804: "Em nome da Santíssima Trindade (...) eu José Moreira Bello, estando em meu perfeito juízo, doente de cama da moléstia que Deus foi servido dar-me, faço meu testamento da forma seguinte: Declaro que sou natural de S. Vicente de Alfena, Bispado do Porto, filho legítimo de Silvestre Moreira Bello e de sua mulher Brites Mendes de Oliveira, já falecidos (...) declaro que nesta terra de Minas fui casado com Quitéria Maria de Jesus (...) tivemos um filho de nome Pedro...".. (*) Membro da AL HENNA – Associação para a Defesa do Património de Alfena.

Site: www/afunerariamarujo.com / Email: afunerariamarujo@gmail.com CONS. REG. COM. VALONGO N.º 56190

SOCIEDADE POR QUOTAS - CAPITAL SOCIAL: 20000•

CONTRIBUINTE: 507 219 708

ALFENA Armazém: R. das Passarias, 464 4445-171 Alfena ZONA INDUSTRIAL DE ALFENA TEL: 22 967 0005


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Desporto

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Suplemento de "A Voz de Ermesinde" N.º 911 • 15 DEZEMBRO de 2013 • Coordenação: Miguel Barros

Aí vão dois títulos de campeão regional para os zuppers FOTOCLUBEZUPPER

Pelo segundo ano consecutivo os ermesindenses alcançaram o título de campeões regionais do norte de hóquei subaquático. Para agarrar a taça os zuppers somaram quatro triunfos noutros tantos jogos realizados na Piscina de Porto de Mós, o local onde decorreu a fase final dos regionais do norte e sul alusivos à temporada de 2013/14.

Primeira derrota da vida do Ermesinde 1936 não deixou marcas, clube de Sonhos continua a vencer e segue nos lugares da frente da classificação!

FOTOMANUELVALDREZ


II

A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Desporto

HÓQUEI EM PATINS

BOCCIA

A.D. Valongo é líder a nível interno e externo!

Convívio de Boccia juntou seniores de Valongo, Paredes e Rio Tinto FOTO CMVALONGO FOTOADVALONGO

Sensacional é a palavra escolhida para caracterizar este início de temporada para as cores da Associação Desportiva de Valongo (na imagem). Tanto a nível interno como externo os valonguenses dominam o “universo” do hóquei patins, isto é são líderes! Começando pela prova rainha do hóquei patinado europeu, a Liga Europeia, onde o Valongo regressa após mais de duas décadas de ausência, o cenário tem sido para lá de surpreendente. Ao cabo de três jornadas o Grupo A, que inclui os “tubarões” Amatoti Lodi (Itália) e Liceo da Corunha (Espanha), é liderado com sete pontos pelo “outsider” Valongo. E foi precisamente ante o colosso galego que ontem – dia 14 – os pupilos de Paulo Pereira mediram forças. Num Pavilhão Municipal de Valongo a rebentar pelas costuras, o Liceo adiantou-se primeiro no marcador, aos 15 minutos, por intermédio de Toni Pérez. Já perto do final do primeiro tempo a turma da casa chega à igualdade, graças a uma sticada plena de êxito de António Magalhães. Na etapa complementar surgiram mais dois golos, um para cada lado, primeiro para os galegos, e de novo pelo sitck de Toni Pérez, e depois para os hoquistas da casa, por intermédio de Hugo Azevedo. 2-2, resultado final, e o Valongo a continuar no comando do grupo, com os tais sete pontos, mais dois que o Liceo da Corunha, e mais três que os franceses do St. Omer, ao passo que na cauda da tabela está – de forma não menos surpreendente – o Amatori Lodi. Equipa esta que no passado dia 23 de novembro perdeu em casa diante do Valongo, em jogo da 2ª jornada. Diante de uma equipa mais experiente em termos de competições europeias, o Valongo deu uma prova cabal do seu valor, da raça que vem empregando em todos os jogos disputados neste início de época, e com muita categoria arrancou uma

saborosa vitória por 4-1. Hugo Azevedo foi o homem em destaque, graças aos seus três golos, tendo João Souto feito o outro tento do Valongo, que assim alcança um triunfo histórico no rinque de uma das equipas favoritas a marcar presença na fase final da competição. Líder também no campeonato E se na Europa o Valongo é “rei”, em Portugal não faz a coisa por menos, e também lidera o Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Posição cimentada a 7 de dezembro último, dia em que os valonguenses viajaram até Tomar para defrontar o Sporting local em partida alusiva à 7ª jornada. Na cidade dos Templários os jogadores de Paulo Pereira obtiveram uma vitória incontestável por 5-2, com golos de Nuno Rodrigues, Rafa Costa, Hugo Azevedo, Miguel Viterbo, e Telmo Pinto, somando assim mais três pontos, passando a contabilizar 21, que a juntar à derrota do líder FC Porto em Cambra (por 4-7) fez com que o Valongo ascendesse a primeiro lugar da tabela.

O Pavilhão Municipal de Valongo acolheu, a 9 de dezembro último, a segunda edição do “Encontro/Convívio de Boccia Sénior de Valongo”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Valongo, no âmbito da Academia Sénior do Programa de Ação Sénior. No evento participaram 10 equipas (sete da Academia Sénior de Valongo, duas oriundas do concelho vizinho de Paredes – “Movimento Sénior” – e uma de Rio Tinto – Centro de Convívio da Junta de Freguesia de Rio Tinto), num total de 60 atletas, com idades compreendidas entre os 62 e os 85 anos. Ao longo da tarde realizaram-se 15 jogos, em plena “competição lúdica, em que todos/as atletas “venceram” pela participação, amizade e convívio.

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15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Desporto

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HÓQUEI SUBAQUÁTICO

Clube Zupper é bicampeão regional de hóquei subaquático FOTO CLUBE ZUPPER

MB

Pelo segundo ano consecutivo os ermesindenses do Clube Zupper (na imagem) conquistaram o título regional (do Norte) de hóquei subaquático, feito alcançado no passado dia 30 de novembro na Piscina de Porto de Mós. De referir que simultaneamente se realizou aqui também o Campeonato Regional Sul. O Clube Zupper apresentou-se em Porto de Mós – que tem sido o grande palco (quer no que toca a competições nacionais, quer em relação a pro-

vas regionais) do hóquei subaquático português nos últimos anos – com duas equipas, sendo que o combinado “A”, mais forte, e sobretudo mais experiente, começou por bater um dos principais candidatos ao título do Campeonato Regional do Norte, o Núcleo de Coimbra, por 2-1. No segundo encontro do dia houve duelo de zuppers, com a equipa “A” a bater facilmente a “B”, por 8-0. Seguiu-se aquele que se poderá chamar de jogo do título, o embate entre o Clube Zupper “A” e os Sharks, também de Coimbra, e outro dos grandes candidatos à vitória final. Mais uma vez assistiu-se a

um grande jogo, e com muita garra e engenho os ermesindenses venceram por 2-1, e perante este resultado só mesmo uma catástrofe os iria impedir de celebrar o título, até porque o derradeiro encontro era com a inexperiente equipa do Porto Fluvial, que apenas este ano fez a sua estreia nas andanças do hóquei subaquático. Como seria de prever este último encontro não foi mais do que a consagração para os zuppers, que sem qualquer dificuldade venceram a turma portuense por 10-0, assegurando assim e de forma oficial o título regional do Norte na época 2013/14. Para o presidente/jogador

Nuno Ribeiro este título teve um sabor ainda mais especial que o da época passada, já que foi alcançado num período difícil para o hóquei subaquático do clube. «Neste momento estamos com problemas ao nível de treino, pois a piscina do CPN, onde as nossas equipas desenvolvem a sua atividade semanalmente, tem denotado falta de condições de trabalho. A água, por exemplo, tem estado a 22 graus de temperatura, o que nesta altura do ano faz com que treinemos num ambiente gélido! Estas dificuldades já fizeram com que alguns dos nossos atletas abandonassem a modalidade

e o clube, o que nos tem deixado tristes e desiludidos. Como tal, este novo título serviu-nos de alento face a tudo o que temos vivido nos últimos tempos», sublinha Nuno Ribeiro, que acrescentaria

ainda que o clube já contactou a Câmara Municipal de Valongo no sentido de que seja encontrada uma solução para o hóquei subaquático do dinâmico clube da nossa freguesia.

BASQUETEBOL

ANDEBOL

CPN segue invicto à espreita da liderança

Cepeenistas organizam torneio de cariz solidário

A equipa de seniores femininos do CPN continua invicta na sua caminhada na zona norte do Campeonato Nacional da 2ª Divisão, ocupando neste momento o segundo lugar da classificação, a um ponto do líder, o Braga, que tem por esta altura mais um jogo disputado do que as ermesindenses. O último triunfo das pupilas de Agostinho Pinto foi conseguido no passado dia 7 de dezembro, em casa do Bolacesto, por 51-42, em jogo alusivo à jornada número sete da prova. Foi uma vitória difícil, num encontro onde o CPN usou e abusou do tiro exterior, mostrando que neste aspeto particular estava em dia não, e só a espaços foi capaz de demonstrar a sua evidente superioridade em realação ao combinado da casa. Mas mesmo assim venceu. Antes deste jogo o CPN havia vencido – no dia 24 de novembro – em casa do líder do campeonato, o Braga, por 63-62, em partida referente à 5ª jornada. Foi um duelo cheio de dificuldades para as jogadoras da nossa freguesia, tal como já se previa, ou não estivessem as bracarenses repletas de jogadoras experientes, sendo que muitas delas atuaram já na competitiva Liga Feminina. Com um início desconcertante, em menos de quatro minutos as cepeenistas já estavam atrás no marcador por 13-02, conseguindo no entanto encurtar a distância até final do período. No segundo quarto, e apesar de uma

boa reação ofensiva, o CPN cometeu erros infantis que possibilitaram ao adversário cestos fáceis, acabando por ir para intervalo a perder por 38-34. No começo do terceiro período o Braga conseguiu a maior diferença no marcador, colocando o jogo a 14 pontos de diferença quando faltavam três minutos para o fim do período, conseguindo o CPN de novo uma pequena recuperação, mas entrando no último quarto ainda atrás no marcador (57-45). Quando muitos baixariam os braços, as atletas ermesindenses deram mais uma prova do carácter vencedor que possuem, e com um quarto período intenso, sério e determinado, conseguiram ir reduzindo no marcador até seis pontos, quando faltavam 34 segundos para acabar. Altura de deitar a toalha ao chão? Não para o CPN, e restando dois segundos para acabar, e a perder por três pontos as cepeenistas dispuseram de dois lances livres, convertendo ambos e provocando um turnover do adversário logo na reposição de bola em jogo. Bola do CPN na linha final, sensação de “deja vu” na equipa, e a magia acontece: bola no ar, tapinha, e dois pontos! Fantástico! Um lance emocionante, típico de NBA! O CPN vencia por 63-62. Na classificação, e como já frisámos, as propagandistas estão atrás do Braga um ponto, 13 têm as bracarenses, 12 as ermesindenses, mas estas últimas com menos um encontro, alusivo à 6ª jornada, em casa ante o Vitória de Guimarães, agendado para o próximo dia 21.

AVE

Arranca no próximo dia 19 de dezembro mais uma edição do Torneio CPN/Cidade de Ermesinde, em andebol, organizado pelo citado emblema da nossa freguesia e destinado ao escalão de juvenis masculinos. Este ano, e para além do combinado da casa, participam no evento – que irá ter lugar no Pavilhão Gimnodesportivo de Ermesinde – as equipas do Dragon Force/Futebol Clube do Porto, do Gondomar Cultural, e do Ginásio Clube de Santo Tirso. Cepeenistas e portistas abrem o certame no dia 19, pelas 15h00, o qual será encerrado no dia seguinte, pelas 17h00, com o embate entre as equipas de Santo Tirso e do FC Porto. A entrada é livre. E porque nos aproximamos da quadra natalícia, o torneio deste ano será desenrolado num clima de solidariedade, já que em simultâneo irá decorrer uma campanha solidária aberta a toda a comunidade que se desloque ao pavilhão para assistir aos jogos, e que poderá ajudar na entrega de roupas e brinquedos (para crianças com mais de seis anos de idade), que terão como destinatários três instituições locais, nomeadamente o Lar Maristas de Ermesinde, o Instituto Bom Pastor, e a Associação Ermesinde Cidade Aberta (ligada ao Centro Social de Ermesinde).

Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente). Coordenação: Miguel Barros; Fotografia: Manuel Valdrez. Colaboradores: Agostinho Pinto e Luís Dias.


A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Desporto FUTEBOL

DAMAS

Primeira derrota da história não fez mossa

Sonho da final (da taça) morreu na praia!

Alguma vez tinha de acontecer, e o primeiro dissabor – o mesmo é dizer derrota – da curta história de vida do Ermesinde 1936 surgiu em finais de novembro, quando no Estádio de Sonhos o Leça do Balio venceu por 3-0 e roubou a liderança da Série 1 do Campeonato Distrital da 2ª Divisão aos pupilos de Jorge Lopes. Derrota que no entanto não causou mossa, já que nos dois jogos seguintes – disputados nos primeiros dias de dezembro – os ermesindistas voltaram aos triunfos, que lhes permitiram ficar colados ao novo líder, estando agora as duas equipas separadas por apenas um ponto: o Leça do Balio soma 25, ao passo que o Ermesinde 1936 contabiliza 24, mas menos um jogo. Em seguida passamos em revista o desempenho ermesindista nas últimas três jornadas, começando pela derrota caseira ante o Leça do Balio. MB Tarde soalheira – a 24 de novembro passado – no Estádio de Sonhos, para receber a formação do Ermesinde 1936 e do Leça do Balio, que entre si disputavam os três pontos alusivos à 8ª jornada. As bancadas, bem compostas de público, esperavam ver da equipa da casa uma boa partida que permitisse continuar no primeiro lugar da tabela classificativa, lugar que podia ser perdido em caso de derrota para a equipa de Leça do Balio. A equipa do Ermesinde 1936 até nem entrou mal na partida, mas coube ao ponta de lança da formação visitante, Paulo Fernandes, inaugurar o marcador, com um golo caricato, através de um cabeceamento que fez a bola embater no poste e, de seguida, bater no corpo do guarda-redes antes de cruzar a linha de golo. Em desvantagem no marcador a equipa da casa continuou a vir para o ataque com fulgor, mas as oportunidades de golo escasseavam. E como quem não marca sofre, foi o mesmo Paulo Fernandes que desta vez, fazendo o gosto ao pé, fez o segundo golo da formação forasteira a um minuto do intervalo. A etapa complementar chegou com os “hábitos” da primeira parte e o Ermesinde 1936 continuou por todos os meios a tentar chegar ao golo. Paulo, aos 60 minutos, teve um cabeceamento que quase dava o primeiro tento à equipa verde e branca, mas uma boa intervenção do

guarda-redes do Leça desviou a bola e esta foi embater na barra. Aos 71 minutos, foi o defesa Folgosa que, à entrada da área, teve um remate forte mas o esférico acabou por sair um pouco ao lado do poste, quando já se gritava golo nas bancadas. O treinador do Ermesinde 1936, Jorge Lopes, já tinha feito as cinco alterações permitidas quando a equipa do Leça do Balio, aproveitando o balanço ofensivo da equipa da casa, fechou o marcador com mais um golo num rápido lance de contra-ataque aos 87 minutos. O jogo chegou ao fim com números que acabam por ser bastante pesados para o conjunto da casa. O Ermesinde 1936 sofreu, desta forma, a primeira derrota desta época desportiva e a primeira da sua ainda curta história. Neste jogo os verde-e-brancos alinharam com: Teixeira; Davide (Pinto, 65), Marco, Pedro Castro e Folgosa; Fajó (Morangos, 75), Leça (Pedro, 75) e Serginho; Faria (Pedro Assunção, 65), Amaro (André, 45) e Paulo. Treinador: Jorge Lopes. LUÍS DIAS Derrota foi sol de pouca dura Uma semana depois da histórica derrota, o Ermesinde 1936 regressou aos triunfos. Facto ocorrido no velhinho Campo Rui Navega, em Campanhã, reduto do Desportivo de Portugal que, no dia 1 de dezembro, recebeu e perdeu, por 2-0, a turma da nossa cidade, em partida referente à 9ª ronda. Os golos foram marcados na etapa complementar, tendo o primeiro ocorrido ao minuto 55, por intermédio de

FOTOMANUELVALDREZ

Nuno Sousa, sendo que a cinco minutos do fim o goleador ermesindista Paulo fez o resultado final. Neste encontro o Ermesinde 1936 jogou com: Teixeira; Fábio David, Diogo Fonseca, Pedro Castro, e Nuno Sousa (Diogo Pinto, 74); Marco, Sérgio (João Barbosa, 90), Tiago Barbosa (Nuno Machado, 74), David (Hugo Oliveira, 90), Paulo, e Amaro (Tiago, 90). Treinador: Jorge Lopes

Chapa 3 ao lanterna vermelha E no último domingo – 8 de dezembro – os ermesindistas receberam o último classificado do campeonato, a turma do Torrão, que em jogo (na imagem) alusivo à 10ª jornada saiu dos Sonhos com uma derrota por 3-0 no bolso. Começou bem o clube anfitrião com um golo fácil logo aos quatro minutos: Amaro adiantou-se aos principais opositores, desde o meio campo, foi muito mais rápido que os centrais da equipa adversária e, ainda teve força para rematar certeiro e forte à baliza de Nuno, o qual

ainda se fez ao lance, mas não foi o suficiente para evitar o golo. Daí para diante assistiu-se a um verdadeiro festival de golos perdidos, pois o clube visitante praticamente desistiu de atacar. Paulo foi o mais perdulário tendo tido ocasiões para marcar aos 11, 15, 29 e 38 minutos. Mas os seus colegas alinharam pelo mesmo diapasão, contabilizando-se perdidas de Faria aos 22 e aos 30 minutos, Morangos, aos 31, e Serginho, aos 35. O único remate, na primeira parte, do Torrão à baliza do Ermesinde 1936, defendida neste encontro por Erikson, ocorreu ao minuto 43, por intermédio de Geraldo, na cobrança de um livre, o qual no entanto passou sobre a barra. Curioso foi também o número de substituições da primeira parte. O técnico Jorge Lopes fez quatro ainda no decorrer do primeiro tempo, a maior parte delas por lesão dos titulares. No reatar da partida, o clube visitante foi mais ofensivo, parecendo acreditar que seria ainda possível pontuar. Mas dez minutos depois o Ermesinde 1936 voltaria ao seu jogo ofensivo e o meio

campo da equipa visitante ficou novamente desértico. Aos 55 minutos, André falha incrivelmente na grande área, depois do excelente trabalho de Diogo Loureiro a colocar-lhe a bola nos pés. Finalmente aos 57 minutos o Ermesinde 1936 reencontrou-se com os golos, com Pinto a corresponder da melhor maneira a um centro de Paulo, do lado direito, fazendo o segundo da tarde. A equipa verde-e-branca comandava a partida e muito naturalmente aos 70 minutos surge o terceiro golo, da autoria de André. A única verdadeira oportunidade de golo do Torrão aconteceu a cinco minutos do final, com um forte remate de Vieirinha, a que Erikson correspondeu com uma grande defesa. Neste jogo o Ermesinde alinhou com: Erikson; Fábio, Marco (Fajó, 38), Pedro Castro e Folgosa (Davide, 73); Morangos (André, 38), Serginho e Pedro Assunção; Amaro (Diogo Loureiro, 25), Paulo e Faria (Pinto, 40). Treinador: Jorge Lopes. LD

Chegou ao fim a aventura da equipa do Núcleo de Damas de Ermesinde/Café Avenida na edição de 2013 da Taça de Portugal. A 23 de novembro passado a turma da nossa cidade disputava em casa – no Café Avenida – o acesso à final da competição, ante o CCD de S. João da Madeira. A partida até nem começou mal para os ermesindenses, já que Sérgio Bonifácio venceu o primeiro tabuleiro, colocando o resultado em 1-0. No segundo tabuleiro Nélson Monteiro perdeu, e a meia-final ficou empatada a um, pelo que as partidas seguintes seriam decisivas para as aspirações do Núcleo de Damas de Ermesinde. Partidas essas onde a sorte nada quis com os jogadores de Ermesinde, tendo Manuel Silva e José Rocha perdido os seus respetivos jogos, o que ditou assim o adeus à sonhada final da Taça de Portugal. Uma semana mais tarde – 30 de novembro – Sérgio Bonifácio e Nélson Monteiro disputaram a etapa final do Campeonato Nacional Individual/Rápidas, que juntou em S. João da Madeira os 20 melhores damistas de 2013. A prova não correu bem aos dois ermesindenses, como comprova o 12º lugar de Bonifácio, e o 15º de Monteiro. O título nacional foi arrecadado pelo segundo ano consecutivo por Nuno Vieira (do Clube Ramiro José, de Lisboa). Esta foi a derradeira prova do calendário de 2013 para os damistas do Núcleo de Damas de Ermesinde, pelo que só em 2014 irão voltar à ação, já na nova temporada.


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Crónicas

Põe lá a tua estrela

GLÓRIA LEITÃO

ia 25 de novembro comemorou-se o “Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres”. É um assunto a que não podemos, nem devemos, estar alheios. Demasiado grave mas também tão profundo que o que quer se possa esmiuçar sobre o cerne desta questão terá que ser feito por especialistas, credenciados e homologados, para sustentar algo que nos possa ajudar a entender este fenómeno dramático. Quanto a mim, quando leio a palavra “violência”, qualquer tipo de violência – seja contra mulheres, homens, crianças e mesmo animais, fico desconfortável e profundamente triste. Por norma, ouvimos dizer que a “violência gera violência” e isso vemnos de pequenitos até pela “mutação” a que assistimos numa evolução tão simples como os “desenhos animados”, que a evolução transformou em “jogos de guerra”, que prendem os miúdos, horas a fio, às suas pequenas caixas mágicas. Depois a vida habitua-nos a conviver com cenários de violência. Ainda hoje e ainda manhã cedo, enquanto me preparava para um novo dia ouvia o noticiário que passa na televisão – lá surgem as interrupções para publicidade a que juntam o “despertar” para o interesse de seguir as novelas que o dia há-de transmitir e quase sempre em pequenos excertos com cenários de violência, mesmo numa que para mim é pior: a psicológica, que silenciada e acumulada, se torna numa

“bomba-relógio” que rebentará com o simples acionar do clique da mente. Os telhados de cada casa sempre e cada vez mais irão encobrir “sabe Deus o quê”. Mesmo os que estarão “por perto” somente nos “Post Mortem”, é que se mobilizam em opiniões, e quase sempre há uma que se torna cliché: «– Algum dia dava nisto!». Porque continuo a pensar que nunca seremos detentores de verdades absolutas (ainda mais porque elas divergem segundo os padrões de cada um) na história que um dia precisei de escrever para a Ritinha ainda hoje e cada vez mais continuo a reconhecer como heróis os que ficam quando muitas vezes queriam

partir e isto quer sejam mulheres, homens, crianças e até animais. Oxalá se tornasse prática o que um dia li – «o que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor

se deparou com um baloiços familiares (com capacidade para quatro pessoas), que se encontravam distribuídos de forma dispersa pela “Avenida dos Aliados”. As pessoas podiam escolher os temas que os identificavam. Ela escolheu um onde estava sentada somente uma pessoa. Pediu licença para se sentar e balouçar-se ao sabor da magia que encontrou ali e tão precisa e preciosa para atenuar a exigência do compreensível e incompreensível de quem trabalha numa área social. Passado um bocadinho o “seu par “ despedia-se e dizia que já podia ir embora porque tinha encontrado alguém que não deixaria sozinho o FOTO ARQUIVO GL “baloiço da paz”. Este episódio foi-nos contado quando a Susana nos apoiou na “Feira de Saberes” onde, graças a pessoas generosas, a nossa Associação pôde marcar presença e promover uma venda social. Os preços eram simbólicos e aqui tocou-nos uma criança que nos comprava uma fita de Natal – custava 10 cêntimos e ele, feliz, dizia que era o que tinha para enfeite de Natal, numa árvore que ficamos com a ideia de que não iria existir. Naquele “largo da feira velha” voltávamos a integrar um projeto construído no sentido de se promover e divulgar as competências de pessoas que batalham na procura de emprego. Aqui, também eu tive a oportunidade de ter o meu presépio, pequenino e feito de enfeites de Natal que foram reutilizados. Uma semana diferente, partilhada com tanta gente de vidas diferentes. Quando podia “passear-me” pelas pela sua origem ou ainda pela sua religião. banquinhas de artesanato (e outras), Para odiar, as pessoas precisam de aprender, onde todos, por motivos também e se podem aprender a odiar, podem ser diferentes, precisávamos de acreditar que ensinadas a amar». Penso ser incontornável o amanhã será um dia melhor, dei por o entendimento de que esta forma de ser, mim a lembrar uma pequena citação de este tipo de atitude e esta forma de acreditar Vergílio Ferreira – «Para que percorres inutilmente o céu inteiro à procura da nos conduzir-nos-ia à paz. E foi a pensarmos em paz que a Susana tua estrela? Põe-na lá». nos relata um episódio que a tocou quando Feliz Natal! neste mês de dezembro, já no cair da noite, começa. É na não-escuta que ele termina. Aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção» (Rubem Alves). Ia eu construindo esta reflexão e Nelson Mandela passava a fazer parte da história. Deixava-nos a nós e aos que nos sucederem lições que cada um interpretará à sua maneira. Ouvia também no noticiário que na África do Sul – onde nesta altura andavam de “candeias às avessas” a nível interno e entre pares – abriam tréguas entre todos e todos se uniram num estádio que se encheu perante um mundo que se curvou a um homem que achava que «ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele,

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15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Crónicas

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A cultura desmistificada

NUNO AFONSO

Zora pastoreava gados alheios e sonhos próprios condicionados por estreitos horizontes. Foi assim que o conheci, ele já adulto de capa e bordão, habitualmente sentado num qualquer banco de taberna da aldeia a escorropichar copos de vinho e a jogar chincalhão, manancial de histórias que a vida lhe fora ensinando no contacto com gente de muitos sítios e, sobretudo, com os ensinamentos que a Mãe Natureza prodigaliza a quem souber entendê-la e respeitá-la. “Quem terras não lavra e onde cabras não há de algum lado lhe virá” assim torci o provérbio ancestral para o tornar adequado ao caso do Zora porque a versão autêntica aponta os que, não tendo bens ao luar (1), apresentam sinais exteriores de abastança. Nascido em família muito pobre que lutava para subsistir, ainda que tivesse uma ou duas leiras para ser(em) lavrada(s) e dela(s) obter o curto pão de cada dia e, quanto a cabras, o plural é exagero, uma seria pouco para dar leite que bondasse (2) para alimentar frugalmente quatro bocas, o rapaz outro recurso não tinha que não fosse tomar conta do que a outros pertencia. Ora, só lavradores de posses estavam em condições de adquirir e manter rebanho de ovelhas/cabras, arrostar com soldo raquítico e oferecer palheiro ou carreta para dormir, casqueiro e um cibo de presunto ou chouriça do fumeiro a quem o apascentasse. Muito erra quem pense que é fácil ser pastor: requer-se, além de vigilância apertada, amor aos animais e mão sábia para os meter na ordem com uma lapada (3) sob medida, sem falar no sacrifício de viver isolado da família e dos amigos sujeito às intempéries e às constantes ameaças de alcateias famintas, protegido apenas por dois ou três cães de guarda. Não por acaso, Jesus se intitulou “Bom Pastor” e a Bíblia contém inúmeras referências ao tema, desde os Patriarcas do Antigo Testamento que conduziam seus gados pelos serros, passando pela referência ao cordeiro que, frequentemente, era imolado em homenagem a Deus, louvado pela Sua bondade infinda ou como oferenda por graças recebidas, até à vinda do Redentor que tem como primeiros visitantes os pastores a quem o Anjo anuncia o Seu nascimento e correm a oferecer-Lhe presentes não especificados, com certeza produtos derivados do leite das suas ovelhas, está presente em parábolas como a do pastor que perde uma ovelha entre cem, deixa as noventa e nove restantes no deserto e vai à procura da ovelha tresmalhada até a encontrar, pedindo a todos que se regozijem com ele por esse bom êxito até à assunção pessoal da metáfora do “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Tal como na “terra onde corre o leite e o mel” a abundância não passava de ludíbrio para

o espírito, também para lá das serranias maronesas o chão era ingrato na satisfação das necessidades básicas dos habitantes. O Zora não tinha instrução, frequentara a escola até à segunda ou terceira classes e, por suposto, fora ajudar a mãe e as irmãs que esgadanhavam um quintalzito para “o caldo nosso de cada dia”, uns sucos (4) plantados de batatas, uma dúzia de pés de couve e outros tipos de hortaliça. Além disso, criavam galinhas e coelhos, má criação esta última porque os leporídeos são demasiado atreitos a doenças que em pouco tempo os dizimam, se não existirem instalações bem limpas e arejadas que lhes permitam resistir aos vírus maléficos. Todavia, reduzido que fosse o número de sobreviventes, sempre davam para tornar mais alegre o almoço dum dia nomeado, talvez para um agrado a quem os ajudasse a resolver embaraçoso problema nas Finanças ou no Registo Civil que as pessoas da cidade são muito sensíveis a estes mimos, era até costume dizer-se que preferiam que lhes batessem à porta com os pés, as mãos iriam, obviamente, ocupadas com presentes. Galinhas eram mais fáceis de criar, elas próprias buscavam seu sustento, vagueando por quintais e cortinhas a esgravatar a terra à procura de vermes, debicando folhas de leguminosas a catar insetos e retornando à capoeira, mal a noite se anunciava,

as peripécias ocorridas nos últimos tempos, descritas em verso pelos organizadores, tivessem o acolhimento das pessoas do lugar e de aldeias vizinhas que certamente não faltariam a esse espectáculo inusitado. Sobre fortes estacas de carvalho cravadas no chão, tinham assentado barrotes de castanho, o tipo de madeira mais indicado para esse efeito e que deveriam sustentar as tábuas do palco. O Abílio ajustara tábuas e já cravara pregos caibrais de um lado mas para as nivelar do lado contrário, tinha deixado martelo e pregos à distância. Para não ter que voltar atrás e vendo a multidão de miúdos que seguiam o seu trabalho, interpelou o Zora que ocupava a primeira linha de assistentes: - Ó tu, abonda-me (7) daí o martelo e esses pregos maiores, avia-te (8)! Não podia ter sido mais a propósito para o Zora satisfazer a sua veia brincalhona. Pegou no martelo mas, em vez de levar os pregos caibrais, meteu a mão ao bolso, encheu-a com cerzetas (9) que trazia misturadas com outras ninharias e depositou-as sobre a tábua, desatando a fugir. O Abílio, que não esperava aquela partida, praguejou tentando alcançar o garoto mas ele já ia longe rindo, rindo… Os anos passaram mas o Zora conservou o bom humor que em pequeno o distinguia. Junho entrado, as temperaturas subiam e o gado requeria séstia (10) . Os pastores abriam as cancelas antes FOTO ARQUIVO do amanhecer - quando o tempo aquecia o gado dormia ao ar livre, cercado por cancelas de madeira, para estrumar terras de cereal –, permitindo às ovelhas tosar erva “pela fresca” e, cerca do meio-dia, levavam-nas para uma touça (11) onde repousariam até que o calor abrandasse. O descanso do gado permitia aos pastores descer ao povoado para descansar e divertir-se. O Zora não perdia essa oportunidade. Quem o conhecesse, encontrá-lo-ia na taberna do tio Adriano abancado, à frente um baralho de cartas pronto para jogar ao chincalhão com quem aparecesse e um copo de vinho para aclarar a voz e abrir o raciocínio. Quando ganhava, punha ênfase na explicação - É licultura! É licultura! Os circunstantes riam-se mas ninguém lhe perguntava o significado de tal neologismo. Se, como dizia o meu saudoso mestre Professor José Augusto Seabra, o texto (literário) admite todas as leituras, estamos autorizados a pensar que o Zora se referia à própria cultura adquirida na prática da sua profissão ou pretenderia darnos uma lição de cultura. (1)

“Ter bens ao luar” – possuir terras, casas ou outros bens materiais. (2) Bondasse – pretérito imperfeito do conjuntivo do verbo bondar = bastar, para receberem uma mão de centeio, cevada ou milho que a dona lhes reservava para dormirem de papo mais confortado. Os coelhos são “fidalgos”, selectivos, há ervas que rejeitam, outras a que se agarram com sofreguidão, forçoso é conhecêlas bem e abastecê-los com generosidade, sem falar das folhas de algumas árvores só disponíveis em parte do ano. O Zora era um garoto travesso e esperto – no Brasil, diriam um moleque levado – que aprendia depressa o que lhe ensinavam e, mais depressa ainda, furtava-se à vigilância da mãe e das irmãs em busca de jarolda (5) e desaparecia em menos de um credo. Quando o Abílio Ferreira e o Manuel Nunes decidiram fazer um estrelóquio (6), o largo d’à Bica tornou-se, para o miúdo, sítio de eleição. Os rapazes mais velhos trabalhavam afanosamente para montar o palco onde

chegar (3) Lapada – pedrada. (4) Sucos – sulcos, regos para plantar batatas. (5) Jarolda – brincadeira com outros miúdos. (6) Estrelóquio – espetáculo teatral. (7) Abonda-me – imperativo do verbo abondar = pegar num objeto e entregá-lo a quem o pediu. (8) Avia-te – imperativo do verbo aviar-se = andar depressa. (9) Cerzetas – preguinhos minúsculos, utilizados pelos sapateiros para pregar as solas do calçado. (10) Séstia – corruptela de sesta (descanso ao princípio da tarde) (11) Touça – floresta de carvalhos.


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Crónicas

Natal (idade)

SERAFIM MARQUES (*)

Natal é das crianças, dizse, talvez porque o símbolo genuíno deste período no mundo cristão seja um menino (Jesus Cristo) deitado num simples berço (ou manjedoura) de palha e semi-nu, rodeado dum casal (homem e mulher, para os católicos Maria e José) e de dois animais domésticos. Talvez por isso ou não, os presépios viraram moda conduzindo-nos para o imaginário mítico dum “modis vivendi” simples. Quem é insensível, e não pensemos apenas nas crianças, que fica indiferente àquelas imagens, desprovidas de luxos e representativa duma forma de vida da época, mesmo que não professe o cristianismo ou seja crente? Obviamente que o mundo mudou muito nestes dois mil e treze anos da era cristã e as banalidades de hoje, para os ricos e remediados, seriam luxos para muitos milhões de seres humanos, por esse mundo fora, onde sobrevivem (?) milhões de “meninos-Jesus”, que não têm sequer acesso a coisas tão básicas para a vida humana. Vivemos, pois, num mundo terrivelmente desigual, mesmo naqueles que professam a mesma fé e a mesma religião, pelo que o Natal não é igual para todos, muito longe disso. Deveríamos, pois e pelo menos nesta época natalícia, olhar em redor e não fecharmos os olhos ao sofrimento humano, nas variadas

+ + +

ABÊ

FOTO ARQUIVO

formas, por vezes bem perto de nós, na nossa rua , bairro ou cidade. “Mas quem sou eu e que força tenho para resolver os problemas do mundo?”, pensamos e dizemo-lo, para não agirmos e para justificarmos o nosso egocentrismo em relação àquilo que de mau nos rodeia, fechando-nos ainda mais e com essa atitude tornarmos-nos mais frios e egoístas. Assim, o Natal encontra em cada um de nós o caminho aberto para se converter ao consumismo, perdendo grande parte da força e do seu significado e simbolismo: família, crianças, amor, paz, solidariedade, fraternidade, etc, entre os humanos, sejam familiares ou não. E nessa festa, seriam as crianças os elos unificadores e congregadores entre os adultos, mas também elas já foram “convertidas” pelos adultos a uma nova “religião”- o consumismo e o materialismo - que, friamente, vai alterando os valores humanos. Endeusados pelos pais, avós e outros familiares, por serem cada vez mais raros, devido à baixa natalidade, estas novas crianças continuam a ser o centro das festividades natalícias, nas famílias onde ainda existem crianças e jovens, mas perderam a graça e a genuinidade das crianças doutros tempos não muito longínquos, em que a alegria natalícia provinha de valores bem mais simples e genuínos e não na sofisticação e na quantidade das prendas que lhes são oferendadas por aqueles que as idolatram, estes, por vezes, que acabam por ser vítimas das exigências daqueles seres cada vez mais insatisfeitos, face ao “mundo da abundância” a que são habituados. A crise em que muitas famílias deste ex-rico país caíram, acaba por trazer problemas afetivos mais difíceis de gerir, porque muitas dessas crianças estavam habituadas a extravagâncias e que agora os pais não podem satisfazer. E nos lares onde já não há, por vezes há muito tempo ou algumas gerações, crianças e jovens, como é passado o Natal dos dias de hoje? São lares onde faz falta o chilrear e a alegria contagiante das crianças e dos (ainda) jovens sem rebeldias nefastas ou com comportamentos contestatários ou mesmo desviantes, porque os erros passados já estão consolidados na sua educação e onde não

Banho privativo

Telefone

TV c/ vários canais

existe um futuro de continuidade da respetiva árvore genealógica. É verdade que globalmente a população mundial continua a crescer, ameaçando o equilíbrio da Terra, mas, geograficamente muito desigual. Se nalgumas partes do globo o aumento da população é dramático, em vários aspetos, nos países desenvolvidos, a natalidade tem vindo a diminuir, criando sérias ameaças à sustentabilidade do modelo económico e social neles vigente. Este é um problema que tem que ser entendido e encarado em todas as suas variáveis e implicações e não apenas segundo as variáveis “capitalistas”. Mas, infelizmente, os governantes, com os mandatos sempre a curto prazo, estão mais preocupados com a questão da sustentabilidade financeira e esquecem-se que o modelo das sociedades da “abastança”, real ou fictícia, foi matando valores humanos, principalmente a família, onde se realiza o sublime papel da natalidade e a sustentação do modelo de sociedade, sem esquecer a perpetuação intergeracional das famílias. São muitas as desculpas invocadas por aqueles que não querem ter filhos, alguns motivos com razão, que, contudo, até eram mais graves e difíceis no tempo em “nasciam os filhos que Deus quisesse e todos se haveriam de criar”, como dizia o povo, mas talvez os motivos mais fortes sejam reflexo dum puro egoísmo e duma forma de vida que oferece outras alternativas à maternidade e à paternidade. O investimento (dinheiro, tempo e longo, sacrifícios, etc., inerentes a um filho) pode ser gasto noutros prazeres, pensarão muitos jovens casais e adiam ou recusam a natalidade e a sua insubstituível realização humana. Esta sociedade do bem-estar, muito aberta a aprovar e a aceitar certos comportamentos e devaneios, incluindo os sentimentos e os afetos, tem vindo a matar valores e a revolucionar a sociedade dos afetos, para além da vital questão da perpetuação

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das famílias e até da espécie humana, esta contudo garantida pelos fortes movimentos migratórios provenientes das regiões pobres e de elevada natalidade. Paradoxalmente e porque um filho e ou um neto é cada vez mais raro em muitas famílias, estes acabam por ser tratados como príncipes, apesar de infelizmente persistir horrenda violência sobre as crianças mesmo nos países desenvolvidos, mas relevando os aspetos negativos, com consequências nefastas dessa forma de educação, isto é, fomentar nas crianças os egoísmos e os egocentrismos que determinarão a sua personalidade e atitudes futuras. Que tipo de cidadãos estamos a educar e a formar? Esta é, pois , uma época que nos deveria levar a meditarmos nos erros que estamos a cometer sobre as nossas crianças e jovens, mas que se refletirão também nos seus próprios ascendentes (pais, avós, etc.), porque : “filho és, pai serás (?); como fizeres, assim receberás”. O Natal é das crianças e com as crianças, mas onde estão elas. “Made in China”, como muitas coisas que tornam o Natal tão consumista e que adquirimos ainda mais nesta época? Também lá o novo-riquismo de alguns chineses já está a sobrepor-se aos valores familiares tradicionais, mesmo não sendo uma nação cristã. Para onde caminhamos?

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15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Azeitona

GIL MONTEIRO (*)

oliveira será uma árvore especial? Desde pequeno que a considero sagrada. Sem o ramo de oliveira não haveria idas a S. Martinho à Missa de Domingo de Ramos, nem entrega, depois de benzido pelo Senhor Prior, aos padrinhos, para receber o folar da Páscoa! A iluminação da aldeia era feita com petróleo ou velas. Só em casos especiais ou, na falta de petróleo a vender, é que as candeias de azeite (mais bonitas, diga-se...) entravam em exercício. Os lampiões de ir às lojas dos animais e palheiros, por precaução de incêndios, eram de azeite. Mas, nos velórios,

toda a iluminação era com azeite, em candeeiros especiais e candeias, emprestados por amigos; assim como as almotolias de abastecimento. Os cheiros dos mortiços pavios tornavam o ambiente da sala mortuária própria dos templos ou dos céus?! Ao matabicho não faltavam os figos secos e nas merendas as azeitonas marcavam presença, e eram guardadas na talha, para todo o ano. Um naco de broa, numa mão, e um punhado de azeitonas, na outra, davam para o lanche da tarde da pequenada na escola! Agora, outros galos cantam: levam pacotes de quase tudo, com as embalagens de batata frita, à frente de outras semelhantes, ou de olivas (nome será poético?), selecionadas e sem caroço. Em S. João da Pesqueira a bola de carne, como as do folar da Páscoa, leva, no recheio, azeitonas caseiras. É com uma tigela delas cortilhadas que o Mateus convida os amigos para a degustação do vinho novo na adega. As oliveiras podem ser centenares, quando não milenares. Quase se poderia dizer que são eternas. Qualquer tronco queimado ou

Crónicas

destruído dá novos rebentos... Numa plantação de vinha foram arrancadas as oliveiras, dispersas no terreno, e colocadas nas bordaduras dos socalcos. Fiquei cético do trabalho, mas mais incrédulo permaneci ao ver abrir um rego e serem “semeados” nacos de oliveira, cobertas com a terra cascalhenta! Mas, o Manuel foi dizendo: – Para o próximo ano tenho aqui um alfobre de novas plantas! Hoje, cercam o plantio de touriga nacional e dão bonitos frutos. Quando vimos a praça dos Clérigos (Porto) ajardinada com oliveiras e também em terraços de prédios modernos, temos que venerar a árvore?! Sim, mas a parte mais sentimental é ela ser, preferivelmente, escolhida para os pássaros fazerem os ninhos, como os melros e outros. Se a dieta alimentar anda tanto na berra, não devemos esquecer o consumo do azeite. Molhar o pão torrado – o de centeio é o melhor – em azeite puro é um manjar! Jamais posso esquecer o dia da safra do azeite da quinta do Douro, em que se comiam torradas do famoso pão de Provesende, feitas no bagaço de aquecimento da azenha e mergulhadas no azeite quente, acabado de sair da separadora. A azeitona, utilizada em saladas e aperitivos, deverá também fazer parte das novas dietas sofisticadas, como, por

CONDURIL -

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FOTO ARQUIVO

exemplo, em condimentos dos milhos no pote (!), tão apregoados, ultimamente, e tão pouco encontrados nos restaurantes. É preciso dar força à dieta mediterrânica, não esquecendo as papas de sarrabulho feitas com milhos. Árvore tão bela, tão santificada, tão modesta no cultivo e tão útil, tinha que ter um contra: a apanha

da azeitona, durante as geadas de inverno, é um inferno frio! Só as fogueiras e o sobe e desce do nevoeiro, nas linhas de água, dão alento aos apanhadores dos olivais durienses! A oliveira devia ser entronizada como a árvore de Portugal. (*) jose.gcmonteiro@gmail.com

CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Lazer

Efemérides

Coisas Boas

16 DEZEMBRO 1963 – O Quénia é admitido como Estado-membro da ONU (Organização das Nações Unidas).

Palavras cruzadas

•3 chávenas de farinha de trigo; • 2 chávenas de farinha de trigo integral; • 150g de margarina vegana de cozinha; • 10g de fermento de padeiro fresco; • 1 copo de vinho do Porto; • 1 chávena de água a ferver; • 1 chávena de açúcar amarelo; • 1 colher de sopa de sementes de linhaça em pó (podem triturar-se na picadora) diluída em 3 de água; • 1 colher de sopa de amido de milho; • 2 colheres de sopa de leite de soja com 1/ 2 de limão e 1/2 de bicarbonato de sódio; • 5 chávenas de frutos secos e cristalizados a gosto (reserva alguns para decorar) raspa de 1 laranja; • 3 colheres de sopa de geleia de arroz integral.

HORIZONTAIS 1. Latada; construtor automóvel de origem holandesa. 2. Vazia por dentro; brando. 3. Despido; resgatais. 4. Delineie; extra-terrestre. 5. Pranteei; imposto sobre imóveis. 6. Bebida alcoólica; oceano. 7. Partir; arremessara. 8. Nada bem; nota antiga; vai embora. 9. Gostar muito de alguém; contração de preposição e artigo; forçamilitar nazi. 10. Referente ao Natal.

VERTICAIS

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS

VERTICAIS 1. Rente; iman. 2. Ur; grama. 3. Mo; agi;Lat. 4. Acucena; ra. 5. Da; em; tu. 6. Imitaia. 7. Mel; ar; Oc. 8. Dom; iras. 9. Aliem; raso. 10. Festivais.

1. Ramada; DAF. 2. Oca; mole. 3. Nu; remis. 4. Trace; ET. 5. Gemi; IMI. 6. Gin; mar. 7. Ir; atirar. 8. Mal; Ut; sai. 9. Amar; ao, SS. 10. Natalicio.

1. Cerce; magnete. 2. Cidade bíblica; medida de peso. 3. Pedra de moinho; procedi; latim (abrev.). 4. Lírio branco; batráquio. 5. Oferece; preposição; pronome pessoal. 6. Arremedai. 7. É produzido pelas abelhas; atmosfera; língua provençal. 8. Talento; zangas. 9. Unam; rente. 10. Grande festa.

Anagrama Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: ALCINA MELO FELIZ CRAVEIRA SIVUNU.

“A Voz de Ermesinde” prossegue neste número uma série de receitas vegetarianas de grau de dificuldade “muito fácil” ou “média”. A reprodução é permitida por http://www.centrovegetariano.org/receitas/, de acordo com os princípios do copyleft.

Sudoku

Veja se sabe 01 - Alemão, um dos Prémios Nobel da Paz em 1927. SOLUÇÕES: 02 - Povo do leste e sul do Afeganistão e Paquistão. 03 - Realizador francês, autor de “O Desconhecido do Lago” (2013). 04 - Rio que nasce na serra do Caldeirão com o nome Séqua. 05 - A que classe de animais pertence o chicharro? 06 - A que país pertence a região das Astúrias? 07 - Em que país fica a cidade de Istambul? 08 - Qual é a capital de Porto Rico? 09 - A abreviatura Aql corresponde a qual constelação? 10 - Elemento metálico de transição, prateado, n.º 57 da Tabela Periódica (La).

01 – Ludwig Quidde. 02 – Pachtuns. 03 – Alain Giraudie. 04 – Rio Gilão. 05 – Peixes. 06 – Espanha. 07 – Turquia. 08 – San Juan. 09 – Águia. 10 – Lantânio.

Provérbio Em dezembro chuva, em agosto uva.

(Provérbio português)

Diferenças

SOLUÇÕES:

168 Em cada linha, horizontal ou vertical, têm que ficar todos os algarismos, de 1 a 9, sem nenhuma repetição. O mesmo para cada um dos nove pequenos quadrados em que se subdivide o quadrado grande. Alguns algarismos já estão colocados no local correcto.

Sudoku (soluções) ILUSTRAÇÃO EXTRAÍDA DE WPCLIPART.COM

168

Descubra as 10 diferenças existentes nos desenhos

FOTO ARQUIVO

Numa taça colocam-se todos os frutos (os maiores cortados em pequenos pedaços) com o vinho. Envolvem-se bem e reservam-se. Misturam-se muito bem os ingredientes secos, esfarela-se o fermento com as farinhas. Junta-se depois a água e os restantes ingredientes líquidos e mexe-se muito bem; amassa-se também com as mãos até se obter uma massa homogénea que se despegue do recipiente. Deixa-se levedar cerca de 1h num ambiente ameno tapado com um pano. Depois, juntam-se os frutos e incorporam-se muito bem na massa. Passam-se para uma superfície enfarinhada, amassam-se com as mãos enfarinhadas e formase uma rosca. Leva-se a forno pré-aquecido a 180ºC num tabuleiro untado e enfarinhado durante cerca de 45min. Protege-se com papel de alumínio quando a superfície começar a secar, altura em que se pode colocar a decoração. Espeta-se o bolo com um pau de espetadas ou palito que, se sair seco, indica que está pronto. Pincela-se toda a superfície ainda quente com geleia de arroz integral.

Rua Manuel Feliciano Vieira Silva Cruz.

SOLUÇÕES:

Bolo rei integral

01. Copo. 02. Garfo. 03. Laço. 04. Cabelo. 05. Faca. 06. Prato. 07. Orelha. 08. Avental. 09. Manga. 10. Peru.


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

distros em linha...

Resumo e princípios gerais (continuação)

O "Commons da RALN" é elaborado e revisto através dum debate público entre todos/as os/as que participam na rede. Finalização do acordo O "Commons para a RALN " pode-se suspender ou finalizar por: 1. Vontade de quem o subscreveu. A vontade é expressa diretamente com a baixa das suas participações nas ferramentas que proporciona guifi.net ou, no caso de que as participações subsistam, por transmissão a novas titulares. 2. Pelos procedimentos previstos na epígrafe X. Sobre a resolução de conflitos.

do Commons da RALN. Qualquer outro compromisso deve ser expresso explicitamente. 4. A adesão à rede pode exprimir-se a título individual ou coletivo, e comporta a aceitação dos termos do Commons da RALN. Em qualquer momento, uma participante aderente à rede pode renunciar a sua adesão como é previsto no pontoII. 5. Em caso de renunciar à sua adesão, poderá recuperar os bens, equipamentos e infraestruturas dos que seja titular, com independência de onde fiquem localizados, com a única exceção dos casos descritos na epígrafe IV.8 (“Sobre a titularidade e os seus participantes”). 6. Os/as participantes da rede, com a finalidade de facilitar o seu crescimento e conetividade com carácter aberto, comprometem-se a: 1. Permitir livremente o tráfego das outras participantes na secção que estende a rede,

CANAIMA GNU/LINUX 4.0 http://canaima.softwarelibre.gob.ve/ Acaba de ser lançado o Canaima GNU/Linux 4.0, uma distribuição apoiada pelo Governo venezuelano, baseada no ramo estável do Debian. Vem com o kernel Linux 3.2 e ambiente de desktop GNOME Shell 3.4. Imagem CD .iso otimizada para arquitetura PC 64 bits (699 MB). CENTOS 6.5 http://www.centos.org/ Karanbir Singh anunciou o lançamento do CentOS 6.5, uma distribuição baseada no código-fonte do Red Hat Enterprise Linux 6.5. Imagens otimizadas para arquitetura PC 64 bits, DVD .iso instalável (4 261 MB, torrent) e live (1 788 MB, torrent) e CD .iso (649 MB, torrent). LINUX MINT 16 http://linuxmint.com/ Clement Lefebvre anunciou o lançamento do Linux Mint 16, distribuição baseada em Ubuntu 13.10. Vem com ambientes de desktop MATE e Cinnamon 2.0 (novo). Imagens DVD .iso otimizadas para arquitetura PC 64 bits, com Cinnamon (1 194MB, torrent) e MATE (1 265MB, torrent). TINY CORE LINUX 5.1 http://www.tinycorelinux.net/ Foi lançado o Tiny Core Linux 5.1, uma distribuição Linux minúscula mas extensível. Vem com o kernel Linux 3.8.13. Imagens CD .iso TinyCore, com ambiente de desktop flwm (14 MB) e CorePlus, com flwm, JWM, IceWM, Fluxbox, Hackedbox e Openbox (71 MB).

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A licença Commons da RALN – Rede Aberta Livre e Neutra (4) BEKA IGLESIAS (*)

Esta quinzena o site de divulgação das distribuições de software open source Distrowatch anunciou, entre outras, o lançamento das seguintes distros: Canaima GNU/Linux 4.0, CentOS 6.5, Linux Mint 16, Tiny Core Linux 5.1, Foram anunciadas duas novas distribuições, Microlinux Enterprise Desktop e Nanolinux, que ficam a aguardar a entrada na lista da base de dados oficial da Distrowatch. Além destas foram ainda disponibilizadas à comunidade de desenvolvedores várias distribuições em fase de desenvolvimento, entre elas FreeBSD e Rescatux.

Tecnologias

Sobre a rede 1. A RALN é uma expressão de valores fundamentais como a liberdade, a igualdade de oportunidades e a solidariedade e fraternidade através do direito de se comunicar livremente e de obter o máximo das prestações possíveis segundo os princípios gerais , que serão utilizados como inspiração em caso de ter que resolver qualquer dúvida sobre a interpretação do Commons da RALN. 2. A rede permite o acesso a todas as pessoas, e resulta da interconexão de todas as suas participantes. Se há mecanismos de controlo no seu acesso serão utilizados para a correta gestão da rede de um ponto de vista tecnológico, nunca para restringir as liberdades protegidas pelo Commons da RALN . 3. Os/as participantes da rede comprometem-se unicamente às condições e termos

sem manipulá-lo nem revê-lo além do que seja necessário para a correta gestão da rede. 2. Facilitar e prever tecnicamente como fazer a interconexão com as secções que estendem a rede que incorporam outros/as participantes sem fazer uma exploração comercial nem exigir-lhes nenhum custo no que concerne à interconexão ou trânsito dos dados. A interconexão de secções que estendem a rede entende-se que são gratuitos já que a compensação é mutua dado que obtêm conectividade para com os novos percursos. Além da gratuitidade no que faz referência ao trânsito e interconexão, se se aproveita o agir da conexão para repercutir algum custo por outro conceito, tal será feito atendendo às seguintes disposições: Especificar claramente qual é o motivo pelo qual se produzem as compensações, como por exemplo o acesso a alguns tipos de conteúdos, acesso a outras conexões na

internet, serviços profissionais, garantia de disponibilidade, etc.. Ampliações 1. Na hora de fazer a interconexão, e sem excluir que se possam realizar-se outro tipo de acordos entre os/as participantes, se há que fazer uma ampliação no ponto de interconexão dos percursos, ou uma conversão dum percurso de conexão simples num percurso que estenda a rede, entende-se que o custo é assumido na sua totalidade pelo/a participante que se está a incorporar com um novo percurso, e desde então a titularidade do nó de onde se faz a interconexão passa a ser partilhada em função do nível de investimento de cada participante. No caso do titular préexistente querer manter a sua titularidade sem partilhá-la, deverá assumir o custo de cada ampliação, e em qualquer caso tem preferência no momento de escolher que modelo prefere. 2. No caso de haver necessidade de amortizar custos importantes de infraestruturas ou de locações, é possível prever compensações no momento de realizar as conexões, com a implicação de que então a titularidade passa a ser partilhada como no ponto anterior, não podendo haver tratamentos discriminatórios entre os/as participantes, estas compensações terão de ser razoáveis, orientadas ao custo e à sustentabilidade, e não podem estar encaminhadas para a obtenção de margens para uma exploração comercial. 3. Pode haver outras organizações que também promovam uma rede com características semelhantes à guifi.net, uma rede livre, aberta e neutral. As redes abertas têm de caraterizar-se por terem a vocação de se interconetar, de modo a procura o previsto no pontoVII.1 sobre evitar a duplicidade de infraestruturas e no ponto IX. 7 sobre a reciprocidade. 4. A conexão à rede é livre e gratuita, como já é interpretável no ponto III.5.b. Os/as participantes encarregam-se das infraestruturas para estar ligados/as, individualmente através de meios próprios, doações, amadrinhamentos, ou coletivamente da maneira que livremente decidam, ou através de serviços profissionais. A atividade económica derivada destas atividades, como por exemplo, a cobrança de dinheiro em troca de fornecimento de equipamentos, criação de infraestruturas ou manutenção, é responsabilidade de quem a realiza, e haverá que informar com clareza a quem é pago e a que conceitos correspondem os pagamentos. Quando são estabelecidos termos e condições económicas pelo conceito de contribuição a estas infraestruturas, têm que ser fundamentadas, públicas, e não discriminatórias. (*)

rbc.iglesias@gmail.com


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Arte Nona

Entretanto

A seleção oficial para os prémios do 41º Festival de Banda Desenhada de Angoulême O 41º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême acaba de revelar a sua seleção oficial. O Festival tem lugar entre 30 janeiro e 2 de fevereiro de 2014.

Lista de prémios

Conferências sobre Banda Desenhada em Paris Realizou-se (de 29 de novembro a 1 de dezembro) um programa de Conferências sobre BD, em Paris. O 1º Ciclo abordou as “Tendências da Edição de BD” e o 2º Ciclo a “Bandas Desenhada do Sul” – onde se foram objeto de análise as bandas desenhadas de Itália, Portugal, Países Árabes e a África Subsariana, e onde estiveram presentes, sob confirmação, Pedro Moura e Leonardo De Sá, como conferencistas para a BD portuguesa. O primeiro ciclo contou com a presença de Harry Morgan, Catel, José-Louis Bocquet, Jeanne Puchol, Benoîte Groult e Manuel Picaud, Antoine Sausverd, Philippe Capart, Sylvain Insergueix, Georges Fernandes, Philippe Marcel, Aurélia Bollé e Jean-François Ferraille Quanto a osegundo ciclo teve a animá-lo as presenças, além dos já referidos Pedro Moura e Leonardo de Sá, sobre Portugal, de Patrick Gaumer, sobre a Itália de Thierry Lemaire, Florian Rubis, Matteo Stefanelli e Manuele Fior, sobre o Irão de Mathilde Chèvre, Mana Neyestani, Lena Merhej, Simona Gabrieli, Mohammad El Sharkawi, sobre a África subsaariana, de Christophe Cassiau, Christophe Ngalle Edimo, Karlien de Villiers e Simon Mbumbo.

Fonte: http://kuentro.blogspot.pt/

É a seguinte a lista de prémios do 41º Festival de Angoulême: Palma de Ouro para o Melhor Álbum, Prémio Especial do Júri, Prémio da Série, Prémio Revelação, Prémio Património, Prémio Juventude, Palma “Polar SNCF”, Prémio do Público “Cultura” e Prémio BD Alternativa. O Grande Júri presidido por Willem designaráos cinco primeiros prémios; é composto por Jean-Pierre Fuéri (jornalista, Casemate), Samuel Le Bihan (comediante), Jean-Claude Loiseau (jornalista, Télérama), Catherine Meurisse (autora), Lisa Mandel (autora) e Denis Robert (jornalista, escritor e realizador). O Prémio Juventude será escolhido por um júri de crianças, o Prémio do Público por um voto público numa seleção das livrarias Cultura, a Palma Polar SNCF por um júri de personalidades e o Prémio BD Alternativa por um júri especializado. Seleção Oficial - Ainsi se tut Zarathoustra – Nicolas Wild (La Boîte à Bulles / Arte éditions); - Annie Sullivan & Helen Keller – Joseph Lambert (çà et là / Cambourakis); - L’Attaque des titans #1 – Hajime Isayama (Pika); - C’est toi ma maman ? – Alison Bechdel (Denoël Graphic); - Carnet du Pérou – Sur la route de Cuzco – Fabcaro (Six Pieds sous terre); - Cesare #1 – Fuyumi Soryo (Ki-oon); - Charly 9 – Richard Guérineau et Jean Teulé (Delcourt); - Le Chien qui louche – Etienne Davodeau (Futuropolis); - Come Prima – Alfred (Delcourt); - Deadline – Christian Rossi et Laurent-Frédéric Bollée (Glénat); - L’Étranger – Jacques Ferrandez (Gallimard); - Fenêtres sur rue – Matinées / Soirées – Pascal Rabaté (Soleil); - Fuzz and Pluck #2 – Splitsville – Ted Stearn (Cornélius); - Goggles – Tetsuya Toyoda (Ki-oon); - Goliath – Tom Gauld (L’Association); - Les Guerres silencieuses – Jaime Martin (Dupuis); - Hawkeye #1 – Ma vie est une arme – David Aja, Javier Pulido et Matt Fraction (Panini); - In God We Trust – Winshluss (Les Requins Marteaux); - Jonathan #16 – Celle qui fut – Cosey (Le Lombard); - Kililana Song #2 – Benjamin Flao (Futuropolis); - Lastman #1 – Bastien Vivès, Balak et Michaël Sanlaville (Casterman); - Le Livre de Léviathan – Peter Blegvad (L’Apocalypse); - Macanudo #4 – Liniers (La Pastèque); - Mauvais genre – Chloé Cruchaudet (Delcourt); - Mon ami Dahmer – Derf Backderf (çà et là); - Opus #1 – Satoshi Kon (Imho); - Paco les mains rouges #1 – Éric Sagot et Fabien Vehlmann (Dargaud) - Un petit détour et autres racontars #3 – Hervé Tanquerelle et Gwen de Bonneval (Sarbacane); - La Propriété – Rutu Modan (Actes Sud BD); - Le Roi des mouches #3 – Sourire suivant – Mezzo et Pirus (Glénat); - Saga #1 – Fiona Staples et Brian K. Vaughan (Urban Comics); - Les Temps mauvais – Madrid 19361939 – Carlos Giménez (Fluide Glacial); - La Tendresse des pierres – Marion Fayolle (Magnani); - Vapor – Max (L’Apocalypse); - Les Voleurs de Carthage #1 – Le Serment du Tophet – Hervé Tanquerelle et Appollo (Dargaud).

Juventude - Agito Cosmos #2 – Pro Humanitae – Fabien Mense et Olivier Milhaud (Glénat); - Battling Boy #1 – Paul Pope (Dargaud); - Carnets de Cerise #2 – Le Livre d’Hector – Joris Chamblain et Aurélie Neyret (Soleil); - Détective Rollmops – Olivier Philipponeau et Renaud Farace (The Hoochie Coochie); - Jane, le Renard et moi – Isabelle Arsenault et Fanny Britt (La Pastèque); - Kairos #1 – Ulysse Malassagne (Ankama); - Klaw #1 – Eveil – Joël Jurion et Antoine Ozanam (Le Lombard); - Louca #1 – Coup d’envoi - Bruno Decquier (Dupuis); - Le Monde de Milo #1 – Christophe Ferreira et Richard Marazano (Dargaud) - Space Brothers #1 – Chûya Koyama (Pika); - Walhalla #1 – Terre d’écueils – Marc Lechuga et Nicolas Pothier (Glénat/Treize Étrange); - Zita, la Fille de l’espace #1 – Ben Hatke (Rue de Sèvres). Património - Amy et Jordan – Mark Beyer (Cambourakis); - Cowboy Henk – Herr Seele et Kamagurka (Fremok); - Fritz the Cat – Robert Crumb (Cornélius); - Frontline Combat volume 2 – Collectif – Harvey Kurtzman (Akileos); - Jack Kirby Anthologie – Jack Kirby (Urban Comics); - Melody – Sylvie Rancourt (Ego comme X); - Nancy – 1943-1945 – Ernie Bushmiller (Actes Sud / L’An 2); - Poissons en Eaux troubles – Susumu Katsumata (Le Lézard noir); - Spirou par Y. Chaland – Yves Chaland (Dupuis); - Les Trois Royaumes – Luo Guanzhong (Fei); Polar - Heartbreak Valley – Simon Roussin (Editions 2024); - Lartigues et Prévert – Benjamin Adam (La Pastèque); - Ma Révérence – Rodguen – Wilfrid Lupano (Delcourt); - Scalped #8 – Le Prix du salut – R.M. Guéra et Jason Aaron (Urban Comics). Willem é o presidente do júri do 41º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême.


21 Arte Nona

O Observador de impossíveis (09/10)

O Observador de impossíveis (03/04) O Observador de impossíveis (03/04

autor: PAULO PINTO

autor:

)

15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

PAULO PINTO


A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Serviços

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Farmácias de Serviço Permanente

Telefones CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) (Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância)

De 15/12/13 a 18/01/14 Dias

• Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares) • População Idosa (Anabela Sousa) (Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) • Serviços de Administração (Júlia Almeida) Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde • Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) (Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) • Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde

Telefones

ECA

Telefones de Utilidade Pública

ERMESINDE CIDADE ABERTA

• Sede Tel. 22 974 7194 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde

Auxílio e Emergência

Saúde

Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde ......... 22 974 0779 Avarias - Água - Eletricidade de Valongo ............. 22 422 2423 B. Voluntários de Ermesinde ...................................... 22 978 3040 B.Voluntários de Valongo .......................................... 22 422 0002 Polícia de Segurança Pública de Ermesinde ................... 22 977 4340 Polícia de Segurança Pública de Valongo ............... 22 422 1795 Polícia Judiciária - Piquete ...................................... 22 203 9146 Guarda Nacional Republicana - Alfena .................... 22 969 8540 Guarda Nacional Republicana - Campo .................. 22 411 9280 Número Nacional de Socorro (grátis) ...................................... 112 SOS Criança (9.30-18.30h) .................................... 800 202 651 Linha Vida ............................................................. 800 255 255 SOS Grávida ............................................................. 21 395 2143 Criança Maltratada (13-20h) ................................... 21 343 3333

Centro Saúde de Ermesinde ................................. 22 973 2057 Centro de Saúde de Alfena .......................................... 22 967 3349 Centro de Saúde de Ermesinde (Bela).................... 22 969 8520 Centro de Saúde de Valongo ....................................... 22 422 3571 Clínica Médica LC ................................................... 22 974 8887 Clínica Médica Central de Ermesinde ....................... 22 975 2420 Clínica de Alfena ...................................................... 22 967 0896 Clínica Médica da Bela ............................................. 22 968 9338 Clínica da Palmilheira ................................................ 22 972 0600 CERMA.......................................................................... 22 972 5481 Clinigandra .......................................... 22 978 9169 / 22 978 9170 Delegação de Saúde de Valongo .............................. 22 973 2057 Diagnóstico Completo .................................................. 22 971 2928 Farmácia de Alfena ...................................................... 22 967 0041 Farmácia Nova de Alfena .......................................... 22 967 0705 Farmácia Ascensão (Gandra) ....................................... 22 978 3550 Farmácia Confiança ......................................................... 22 971 0101 Farmácia Garcês (Cabeda) ............................................. 22 967 0593 Farmácia MAG ................................................................. 22 971 0228 Farmácia de Sampaio ...................................................... 22 974 1060 Farmácia Santa Joana ..................................................... 22 977 3430 Farmácia Sousa Torres .................................................. 22 972 2122 Farmácia da Palmilheira ............................................... 22 972 2617 Farmácia da Travagem ................................................... 22 974 0328 Farmácia da Formiga ...................................................... 22 975 9750 Hospital Valongo .......... 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 Ortopedia (Nortopédica) ................................................ 22 971 7785 Hospital de S. João ......................................................... 22 551 2100 Hospital de S. António .................................................. 22 207 7500 Hospital Maria Pia – crianças ..................................... 22 608 9900

Serviços Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" • Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; • Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; • Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra; • Café Campelo - Sampaio; • A Nossa Papelaria - Gandra; • Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; • Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro.

Fases da Lua

Nov 20 20113

Lua Cheia: 17 17;; Q. Minguante: 25 25;; Lua Nova: 3 ; Q. Crescente: 9 .

16 16;; Q. Minguante: 24 24;; Jan 2014 LLuaua Cheia: Nova: 1 ; Q. Crescente: 8 .

Ficha de Assinante A VOZ DE

ERMESINDE Nome ______________________________ _________________________________ Morada _________________________________ __________________________________________________________________________________ Código Postal ____ - __ __________ ___________________________________ Nº. Contribuinte _________________ Telefone/Telemóvel______________ E-mail ______________________________ Ermesinde, ___/___/____ (Assinatura) ___________________ Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros NIB 0036 0090 99100069476 62 R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854

Cartório Notarial de Ermesinde ..................................... 22 974 0087 Centro de Dia da Casa do Povo .................................. 22 971 1647 Centro de Exposições .................................................... 22 972 0382 Clube de Emprego ......................................................... 22 972 5312 Mercado Municipal de Ermesinde ............................ 22 975 0188 Mercado Municipal de Valongo ................................. 22 422 2374 Registo Civil de Ermesinde ........................................ 22 972 2719 Repartição de Finanças de Ermesinde...................... 22 978 5060 Segurança Social Ermesinde .................................. 22 973 7709 Posto de Turismo/Biblioteca Municipal................. 22 422 0903 Vallis Habita ............................................................... 22 422 9138 Edifício Faria Sampaio ........................................... 22 977 4590

Bancos Banco BPI ............................................................ 808 200 510 Banco Português Negócios .................................. 22 973 3740 Millenium BCP ............................................................. 22 003 7320 Banco Espírito Santo .................................................... 22 973 4787 Banco Internacional de Crédito ................................. 22 977 3100 Banco Internacional do Funchal ................................ 22 978 3480 Banco Santander Totta ....................................................... 22 978 3500 Caixa Geral de Depósitos ............................................ 22 978 3440 Crédito Predial Português ............................................ 22 978 3460 Montepio Geral .................................................................. 22 001 7870 Banco Nacional de Crédito ........................................... 22 600 2815

Transportes Central de Táxis de Ermesinde .......... 22 971 0483 – 22 971 3746 Táxis Unidos de Ermesinde ........... 22 971 5647 – 22 971 2435 Estação da CP Ermesinde ............................................ 22 971 2811 Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda ............ 22 973 6384 Praça de Automóveis de Ermesinde .......................... 22 971 0139

Desporto Águias dos Montes da Costa ...................................... 22 975 2018 Centro de Atletismo de Ermesinde ........................... 22 974 6292 Clube Desportivo da Palmilheira .............................. 22 973 5352 Clube Propaganda de Natação (CPN) ....................... 22 978 3670 Ermesinde Sport Clube ................................................. 22 971 0677 Pavilhão Paroquial de Alfena ..................................... 22 967 1284 Pavilhão Municipal de Campo ................................... 22 242 5957 Pavilhão Municipal de Ermesinde ................................ 22 242 5956 Pavilhão Municipal de Sobrado ............................... 22 242 5958 Pavilhão Municipal de Valongo ................................. 22 242 5959 Piscina Municipal de Alfena ........................................ 22 242 5950 Piscina Municipal de Campo .................................... 22 242 5951 Piscina Municipal de Ermesinde ............................... 22 242 5952 Piscina Municipal de Sobrado ................................... 22 242 5953 Piscina Municipal de Valongo .................................... 22 242 5955 Campo Minigolfe Ermesinde ..................................... 91 619 1859 Campo Minigolfe Valongo .......................................... 91 750 8474

Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo ...... 22 242 6490 Biblioteca Municipal de Valongo ........................................ 22 421 9270 Centro Cultural de Alfena ................................................ 22 968 4545 Centro Cultural de Campo ............................................... 22 421 0431 Centro Cultural de Sobrado ............................................. 22 415 2070 Fórum Cultural de Ermesinde ........................................ 22 978 3320 Fórum Vallis Longus ................................................................ 22 240 2033 Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) ............................ 22 977 4440 Museu da Lousa ............................................................... 22 421 1565

Comunicações Posto Público dos CTT Ermesinde ........................... 22 978 3250 Posto Público CTT Valongo ........................................ 22 422 7310 Posto Público CTT Macieiras Ermesinde ................... 22 977 3943 Posto Público CCT Alfena ........................................... 22 969 8470

Administração Agência para a Vida Local ............................................. 22 973 1585 Câmara Municipal Valongo ........................................22 422 7900 Centro de Interpretação Ambiental ................................. 93 229 2306 Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) ...... 22 977 4440 Secção da CMV (Ermesinde) ....................................... 22 977 4590 Serviço do Cidadão e do Consumidor .......................... 22 972 5016 Gabinete do Munícipe (Linha Verde) ........................... 800 23 2 001 Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto ...... 22 421 9210 Casa Juventude Alfena ................................................. 22 240 1119 Espaço Internet ............................................................ 22 978 3320 Gabinete do Empresário .................................................... 22 973 0422 Serviço de Higiene Urbana.................................................... 22 422 66 95 Ecocentro de Valongo ................................................... 22 422 1805 Ecocentro de Ermesinde ............................................... 22 975 1109 Junta de Freguesia de Alfena ............................................ 22 967 2650 Junta de Freguesia de Sobrado ........................................ 22 411 1223 Junta de Freguesia do Campo ............................................ 22 411 0471 Junta de Freguesia de Ermesinde ................................. 22 973 7973 Junta de Freguesia de Valongo ......................................... 22 422 0271 Serviços Municipalizados de Valongo ......................... 22 977 4590 Centro Veterinário Municipal .................................. 22 422 3040 Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais .... 22 421 9459

Ensino e Formação Cenfim ......................................................................................... 22 978 3170 Colégio de Ermesinde ........................................................... 22 977 3690 Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo .............. 22 422 0044 Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes .................. 22 973 3703/4 Escola EB2/3 de S. Lourenço ............................ 22 971 0035/22 972 1494 Escola Básica da Bela .......................................................... 22 967 0491 Escola Básica do Carvalhal ................................................. 22 971 6356 Escola Básica da Costa ........................................................ 22 972 2884 Escola Básica da Gandra .................................................... 22 971 8719 Escola Básica Montes da Costa ....................................... 22 975 1757 Escola Básica das Saibreiras .............................................. 22 972 0791 Escola Básica de Sampaio ................................................... 22 975 0110 Escola Secundária Alfena ............................................. 22 969 8860 Escola Secundária Ermesinde ........................................ 22 978 3710 Escola Secundária Valongo .................................. 22 422 1401/7 Estem – Escola de Tecnologia Mecânica .............................. 22 973 7436 Externato Maria Droste ........................................................... 22 971 0004 Externato de Santa Joana ........................................................ 22 973 2043 Instituto Bom Pastor ........................................................... 22 971 0558 Academia de Ensino Particular Lda ............................. 22 971 7666 Academia APPAM .......... 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393 AACE - Associação Acad. e Cultural de Ermesinde ........... 22 974 8050 Universidade Sénior de Ermesinde .............................................. 93 902 6434

Farmácias de Serviço

15 Dom. Sobrado (Sobr.) Hosp. S. João (Circunv.) 16 Seg. Vilardell (Campo) Maia (Alto Maia) 17 Ter. MAG (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 18 Qua. Marques Cunha (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 19 Qui. Nova Alfena (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 20 Sex. Palmilheira (Erm.) 21 Sab. Outeiro Linho (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) Sousa Reis (Brás Oleiro) 22 Dom. Sampaio (Erm.) 23 Seg. Santa Joana (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 24 Ter. Bemmequer (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 25 Qua. Travagem (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Alírio Barros (Costa Cabral) 26 Qui. Bessa (Sobr.) 27 Sex. Ascensão (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 28 Sab. Central (Val.) 29 Dom. Confiança (Erm.) Martins Costa (Alto Maia) Hosp. S. João (Circunv.) 30 Seg. Alfena (Alf.) 31 Ter. Marques Santos (Val) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 01 Qua. Formiga (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 02 Qui. Sobrado (Sobr.) 03 Sex. Vilardell (Campo) Giesta (Areosa) 04 Sab. MAG (Erm.) Sousa Torres (Maiashop.) 05 Dom. Marques Cunha (Val.) Oliveiras (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) 06 Seg. Nova Alfena (Alf.) Maia (Alto Maia) 07 Ter. Palmilheira (Erm.) 08 Qua. Outeiro Linho (Val.) Areosa (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) 09 Qui. Sampaio (Erm.) 10 Sex. Santa Joana (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 11 Sab. Bemmequer (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 12 Dom. Travagem (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 13 Seg. Bessa (Sobr.) Hosp. S. João (Circunv.) 14 Ter. Ascensão (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 15 Qua. Central (Val.) 16 Qui. Confiança (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 17 Sex. Alfena (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 18 Sab. Marques Santos (Val) Sousa Reis (Brás Oleiro) FICHA TÉCNICA A VOZ DE

ERMESINDE JORNAL MENSAL

• N.º ERC 101423 • N.º ISSN 1645-9393 Diretora: Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455). Fotografia: Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859). Maquetagem e Grafismo: LC, MB. Publicidade e Asssinaturas: Aurélio Lage, Lurdes Magalhães. Colaboradores: Afonso Lobão, A. Álvaro Sousa, Ana Marta Ferreira, Armando Soares, Cândida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gonçalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gonçalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Marta Ferreira, Nuno Afonso, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral. Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637 ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publicidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Direção; no entanto, são sempre da responsabilidade de quem os assina.

Emprego Centro de Emprego de Valongo .............................. 22 421 9230 Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde .. 22 975 8774 Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta ... 22 977 3943 Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena ... 22 967 2650 Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado ... 91 676 6353 Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo ... 22 411 0139 UNIVA ............................................................................. 22 421 9570

Tiragem Média do Mês Anterior: 1100


15 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Serviços

Agenda Desporto FUTEBOL 22 DE DEZEMBRO 2013, 15H00

Er mesinde 1936 - FC SS.. R omão Romão 12ª jor nada do Campeona jornada Campeonato Divisão visão,, Série 1, da to da 2ª Di visão bol do P to Futebol Por orto to.. Associação de Fute or – Estádio de Sonhos. 12 DE JANEIRO 2014, 15H00

Er mesinde 1936 - Inter de Milheirós 14ª jor nada do Campeona jornada Campeonato Divisão visão,, Série 1, da to da 2ª Di visão bol do P to Futebol Por orto to.. Associação de Fute or – Estádio de Sonhos.

(Agenda Associação Futebol do Porto)

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15 out - 30 nov Festivais e exposições 6 DEZEMBRO 2013 A 5 JANEIRO 2014 o alongo Museu Municipal de Valong PRESÉPIOS Para assinalar a quadra natalícia que se avizinha, a Câmara Municipal de Valongo está a promover uma ExposiçãoVenda de Presépios que decorrerá no Edifício do Turismo, Museu e Arquivo Municipais. Será possível admirar presépios feitos dos mais variados materiais, dimensões e formatos, trabalhos resultantes do saber-fazer de artesãos concelhios e de alunos da disciplina “Artes da Ardósia” da Escola Básica Vallis Longus. (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).

DEZEMBRO 2013 o alongo Museu Municipal de Valong DOCUMENTO DO MÊS Promovendo a história do concelho de Valongo e valorizando o património arquivístico que custodia, o Arquivo Histórico Municipal apresenta mais um Documento do Mês. Assim, durante o mês do Natal, no átrio do edifício do Turismo, Museu e Arquivo Histórico Municipal, como habitualmente, está exposto ao público mais um interessante tema: MANIFESTO DO TRIGO. O tema aborda a necessidade, em finais do séc. XIX, do manifesto de um importante ingrediente na história do concelho. O trigo é cá utilizado, desde há muito, pelos padeiros e biscoiteiros na confeção de variados produtos, dos quais se destacam algumas iguarias muito apreciadas, principalmente na época natalícia, como a sopa seca e os biscoitos de Valongo. Arquivo Histórico Municipal de Valongo Segunda a Sexta-feira: 9h00 – 12h30 / 14h00 – 17h30 Fins de semana (só visita a exposições): Sáb: 10h00 – 13h00 / 15h00 – 19h00 Dom: 15h00 – 18h00 (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).

A VOZ DE

ERMESINDE Comunica-se aos Senhores Assinantes de “A Voz de Ermesinde” que o pagamento da assinatura (12 números = 9 euros) deve ser feito através de uma das seguintes modalidades, à sua escolha:

• Cheque - Centro Social de Ermesinde • Vale do correio • Tesouraria do Centro Social de Ermesinde • Transferência bancária para o Montepio Geral - NIB 0036 0090 99100069476 62 • Depósito bancário - Conta Montepio Geral nº 090-10006947-6


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A Voz de Ermesinde • 15 DEZEMBRO de 2013

Última

Uma musical história de luta pelo poder... mas também um conto de Natal A Associação Académica e Cultural de Ermesinde, através de uma das suas valências, grupo de Danças Criativas, ntou

no Fórum Cultural de Ermesinde o seu espetáculo “Rei Leão”. Dele aqui ficam alguns expressivos momentos. LC

FOTOS URSULA ZANGGER


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