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28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

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A VOZ DE

ERMESINDE

MAIS DE 50 ANOS – E MAIS DE 900 NÚMEROS! N.º 902 • ANO LIII/LV

28 de fevereiro de 2013

DIRETORA: Fernanda Lage

M E N S Á R I O

PREÇO: 1,00 Euros (IVA incluído)

TAXA PAGA PORTUGAL 4440 VALONGO

• Tel.s: 229757611 / 229758526 / 938770762 • Fax: 229759006 • Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde • E-mail: avozdeermesinde@gmail.com

“A Voz de Ermesinde” - página web: http://www.avozdeermesinde.com/

MARIA JOSÉ AZEVEDO

DESTAQUE CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

Mostra de Teatro Amador vem aí Enviada ao Ministério Público inviabilização de processo disciplinar por Fernando Melo

Pág. 3

Enterro do João sofreu agruras do mau tempo

Pág.s 6 e 7

Auditoria Interna Global do Centro Social de Ermesinde

Pág. 9

A VOZ DAS PALAVRAS

Dois autores, um título

Pág. 10

Líder do movimento Coragem de Mudar, mas divorciada hoje da Associação que ainda leva aquele nome, Maria José Azevedo não se sente ainda, devido à doença, com condições para travar outra batalha pela Câmara Municipal de Valongo. Mas entende necessária uma renovação política e aponta mesmo nomes que estariam à altura de a protagonizar . DESTAQUE

É necessária uma renovação política! A c o m p a n h e t a m b é m “ A Vo z d e E r m e s i n d e ” o n l i n e n o f a c e b o o k

HISTÓRIA

O “general sem mdo” foi assassinado há 48 anos

Pág. 11

BASQUETEBOL

CPN campeão distrital feminino em juniores, cadetes e iniciadas

DESPORTO

EDIÇÃO NET * EDIÇÃO NET * EDIÇÃO NET


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Destaque

FERNANDA LAGE DIRETORA

EDITORIAL

F

Dia da Mulher

estejar as conquistas alcançadas, lemum dos mais conhecidos: “Quanto mais me bates, mais gosbrar a luta das mulheres, no passado e to de ti”. no presente, denunciar e lutar pelos diEmbora tenha sido com o 25 de Abril e as conquistas de reitos das mulheres que continuam a uma sociedade democrática e mais justa que no nosso país diferentes velocidades: «entre duas as questões da paridade e o apoio às mulheres vítimas de “Europas” que se confrontam, entre a violência se veio a acentuar, em muitos países civilizados o Ásia e a África, entre o norte e o sul da América, há papel da mulher na sociedade tinha já sofrido profundas altemulheres a quem são vedados rações nos valores morais e culturais PINTURA JEAN-FRANÇOIS MILLET os mais elementares direitos segundo os quais hoje vivemos. humanos e cometidas as mais Muitos questionam se faz sentido um (1) profundas atrocidades». Dia da Mulher, convencidos que as conDurante séculos a mulher foi quistas alcançadas já atingiram a parivista como um ser frágil que o dade desejada. Como se enganam!, homem aparentemente proteo mundo continua a ser governado por gia, negando-lhe toda a capahomens, homens esses que em muicidade de intervenção ativa na tos casos maltratam as mulheres. sociedade. Também é vulgar pensar-se que os (…) «Impediram-na de fazer casos de violência sobre as mulheres ouvir a sua voz no questionasão exercidos apenas por homens mento fundamental e colectivo sem instrução, o que não é verdade, à existência que permite pera violência e os maus tratos atingem tencer a uma sociedade cultutodos os estratos sociais. ral, caracterizada por indivíduVivemos momentos difíceis que em os providos de sensibilidade, muito poderão contribuir para o au(1) inteligência e vontade». mento da violência e dos maus tratos, Alguém dizia que uma mãe o desemprego, a falta de dinheiro para que dedica a sua vida, de coros bens essenciais, a fome, a falta de po e alma, ao marido e à famíesperança para viver... lia é amada e estimada… e São mais uma vez as mulheres que desprezada. continuam a fazer milagres de divisão No período em que vigorou em Portugal o Estado e partilha com os seus, que acolhem os filhos sem emprego, Novo era dominante a ideia de que «à mulher cabia e quantos desses casos não serão também eles motivos de sacrificar-se em proveito da família (…), esta deveria discórdia!... aceitar o destino de Deus, resignar-se perante a dor e Comemoremos o dia 8 de março, se possível com ale(2) as penas que lhe coubessem suportar». gria, porque nos últimos 100 anos a mulher mudou o mundo Até 1967 a legislação admitia, de facto, como fundaem muitos setores, não para ser melhor que os homens, mas mento para o divórcio a ocorrência de sevícias e injúrias para ser ela própria. gravas, no entanto «se os maus-tratos forem infligidos «Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os hopelo marido à mulher, sem exceder os limites de uma mens, mas sobre si mesmas». (3) moderada correcção doméstica eles não constituirão (1) http://www.glfp.pt/glfp/sinteses_pdf/a_insercao_da_mulher_na_sociedade_do_sesevícias capazes de justificar o pedido de divórcio.» (2) culo_XXI.pdf “História da Vida Privada em Portugal. Os Nossos Dias”. Cláudia Casimiro. Tensões, Os maus tratos eram portanto aceites e desculpátiranias e violência familiar. As mulheres: quem cala…consente? (3) Simone de Beauvoir veis e muitas vezes referidos nos ditos populares, como (2)


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de Ermesinde

Destaque

CÂMARA

MUNICIPAL

DE

VALONGO

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Vem aí a Mostra de Teatro Amador

FOTOS URSULA ZANGGER

Reuniu no passado dia 21 de fevereiro, a Câmara Municipal de Valongo (CMV), em sessão morna na qual se aprovaram, entre outras decisões, o Regulamento da Feira do Parque Aventura da Lipor, a anulação do concurso anterior para aquisição de combustíveis rodoviários a granel, o concurso público para serviços de varredura e recolha de resíduos sólidos urbanos, uma candidatura ao programa Comenius Regio (no âmbito do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida), e o apoio às associações participantes na Mostra de Teatro Amador 2013. LC

A sessão teve início com o ponto de intervenções antes da Ordem do Dia, tendo usado da palavra o vereador independente Afonso Lobão, que apontou as grandes questões económicas que tolhem o concelho. Apontou a situação de desemprego crescente, o investimento inexistente, o desaparecimento de muitas pequenas e médias empresas e a grave crise do comércio tradicional. Relembrou, por isso, as suas propostas anteriores de apoio a este comércio, às empresas e às atividades económicas tradicionais – pão, brinquedo, lousa – como suscetíveis de dinamizar o concelho. Defendeu ainda a dinamização das zonas industriais, o desenvolvimento do associativismo (reconhecendo embora a pouca expressão do associativismo empresarial), a promoção de projetos criativos de jovens, um ninho de empresas em Alfena, a criação de cooperativas (beneficiando dos novos apoios dados a conhecer pelo Instituto António Sérgio). João Paulo Baltazar manifestou a sua concordância no essencial com a intervenção de Afonso Lobão, e recordou as iniciativas da autarquia do concurso de montras (um exemplo de promoção do comércio tradicional), a colaboração com a ADRITEM, reconheceu a fraqueza do movimento associativo empresarial, anunciando contudo uma iniciativa que pode vir a dar frutos, numa fase ini-

cial, recorrendo ao apoio de uma associação empresarial do vizinho concelho de Paredes. Referiu a existência, em Sobrado, de alguns produtores agrícolas de alguma importância que, de algum modo, pensa poder vir a associar ao trabalho de promoção das Bugiadas e, finalmente referiu a crescente procura de espaços na zona industrial de Campo, como consequência da abertura da Via Distribuidora. João Paulo Baltazar comentou ainda, a finalizar a sua intervenção, que o empobrecimento imposto ao País também o torna mais atrativo ao investimento. Pedro Panzina foi o último vereador a intervir neste período de antes da Ordem do Dia, e respondendo ao presidente da autarquia valonguense, apontou que, não discutindo as questões de fé ou esperança, na verdade as empresas vão fechando a um ritmo mais acelerado do que as que vão chegando. Apontou depois que era bom que se soubesse o que cada um queria para o concelho, pois as candidaturas iam aparecendo e não se conhecia nenhuma ideia: «Não se conhece o pensamento dos candidatos ou potenciais candidatos – disse –. Falo em nome dos cidadãos que represento». Período da Ordem do Dia Com assuntos pouco escaldantes, destaque para

um reparo de Pedro Panzina apontando que o edifício que atualmente acolhe a Polícia de Segurança Pública não oferece, ele mesmo, condições de segurança, de certo modo criticando o projeto camarário de entregar uma parte maior do edifício (antigo Tribunal do

de «obras de urbanização da Câmara Municipal», Sérgio Sousa esclareceu tratar-se de inconformidades com a lei que, apontadas pela autarquia, não foram sanadas, assumindo esta as competentes decisões pelo incumprimento. João Paulo Baltazar, mais à frente, anunciou a participação de 11 associações do concelho na Mostra de Teatro Amador, para o qual chamou a atenção e apelou à presença do público. Período de intervenções do público

Trabalho de Valongo) a esta corporação. João Paulo Baltazar, reconhecendo em parte a situação, esclareceu que tal tinha sido alvo de consulta aos próprios interessados. Mais à frente foi Maria Trindade Vale quem esclareceu que a anulação do concurso para aquisição de combustíveis rodoviários a granel se devia a que nenhum dos concorrentes tinha cumprido os requisitos do concurso, sendo necessário abrir um novo. Sobre um processo de loteamento no qual a CMV apresentava uma proposta

Neste período interveio o munícipe Celestino Neves, que pediu esclarecimentos sobre duas questões, uma referente ao assunto Marcelo, Peixoto & Irmão, que seria respondida por Sérgio Sousa, outra sobre uma intervenção solicitada pela Junta de Freguesia de Alfena junto do viaduto da A41, intervenção esta que seria faseada e que, na primeira fase deveria avançar até ao 5º pilar, com uso de betuminoso. O munícipe queria saber se era possível tal intervenção, em leito de cheia. João Paulo Baltazar garantiu que a intervenção solicitada não era em leito de cheia e ainda que nunca seria ali criada uma feira, como anteriormente se tinha chegado a aventar. Apenas será feita uma requalificação que permita a utilização do es-

paço pelas pessoas. Relativamente ao outro assunto, Sérgio Sousa garantiu que decorre normalmente, mas com todo o cuidado. Uma parte do pro-

blema pode ser resolvido no quadro da revisão do PDM, havendo contudo outras situações em que a CMV terá de atuar de acordo com o previsto na lei.

Câmara envia ao Ministério Público não viabilização de processo disciplinar por Fernando Melo Na reunião camarária de 7 de fevereiro, a Câmara Municipal de Valongo decidiu enviar ao Ministério Público o pedido de apreciação para eventual instauração de processo criminal a Fernando Melo, pelo facto de este não ter viabilizado o devido processo disciplinar a uma funcionária. A questão em torno do processo disciplinar a Isabel Oliveira tinha sido levantada pelos vereadores da Oposição, e foi suscitada pelo facto de a referida técnica não ter fixado os objetivos para avaliação de desempenho dos trabalhadores, tal como é exigido por lei, constituindo uma falta grave e sancionável. Conforme aponta documento da Câmara, «instruído o processo disciplinar, o instrutor nomeado propôs o arquivamento, tendo entendido que ocorreu a prescrição, uma vez que o procedimento não foi instaurado pelo presidente da Câmara no prazo de 30 dias contados da data do conhecimento dos factos praticados». Ora foi precisamente sobre esta omissão que incidiu a intervenção de Pedro Panzina, da Coragem de Mudar. Este vereador aceitava o facto de ter prescrito o período de instauração do processo disciplinar e a consequência da abertura do inquérito, pondo termo à comissão de serviço da referida técnica à frente do Departamento. Não era pois sobre isso que queria intervir, mas sim sobre o facto de, tendo declarado em reunião de Câmara não se opor à instauração de um processo, e que tudo iria ser averiguado, ter já antes e noutra instância Fernando Melo afiançado que tudo estava bem. O presidente da Câmara, apontou ainda Pedro Panzina, não tinha competências legais para não abrir o processo disciplinar suscitado. Concretizada a proposta do vereador da Coragem de Mudar de envio dos factos ao Ministério Público, José Luís Catarino, do PS, pediu uma interrupção de dois minutos, saindo então da sala para conferenciar, os dois vereadores socialistas – José Luís Catarino e Luísa Oliveira – e o vereador independente Afonso Lobão. Reatada a sessão foi a proposta votada e aprovada com três votos a favor – Pedro Panzina e Maria José Azevedo, da Coragem de Mudar, e o vereador independente Afonso Lobão – e com seis abstenções, do PS e PSD.


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Destaque

• GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA •

FOTOS URSULA ZANGGER

Maria José Azevedo – Pela necessidade da renovação política

Candidata a presidente da Câmara de Valongo pelo Partido Socialista em 2005 e líder do movimento independente Coragem de Mudar após a sua saída do PS quatro anos depois, Maria José Azevedo – uma figura incontornável de mulher marcante no concelho – vê hoje, com indignação, valores defendidos na sua candidatura independente a serem esquecidos por alguns dos que foram seus apoiantes. Não se revê nos processos de negociação de lugares nas listas de candidatos, mas não se sente ainda com condições físicas e outras, devida à longa batalha que vem travando contra um cancro, para liderar uma nova candidatura independente. Defende uma renovação geracional e aponta mesmo o nome a jovens quadros nos quais reconhece uma grande capacidade e preparação política. Foi ela a figura que simbolicamente escolhemos nesta aproximação ao Dia Mundial da Mulher.

LC

Chega a Portugal em 1975, refugiada de Angola, mas este não foi o seu primeiro contacto com o Continente. Tinha já aqui estado a estudar durante dois anos, tendo chegado então com 17 anos de idade, para encontrar, mesmo em Lisboa, onde se radicou durante esse tempo, uma sociedade muito conservadora e preconceituosa, que “obrigava” os estudantes vindos das colónias a juntarem-se entre si para continuarem a viver numa maior sociabilidade, a que estavam habituados. Oriunda de Silva Porto (Bié), não se adaptou muito bem e regressou a Angola. O pai fora, entretanto, transferido para Malanje e o prosseguimento dos seus estudos universitários, em História, é feito em Sá da Bandeira (Lubango). A segunda vinda é ainda mais traumática, feita em pleno PREC, e defrontando a animosidade da época contra as pessoas vindas das colónias. Não se sentiu bem vinda. A sociedade portuguesa, tirando a agitação social e política efervescente não era então muito diferente da que encontrara alguns anos antes. Um acolhimento diferente veio a encontrá-lo nos Açores, em Ponta Delgada (S. Miguel), pois embora sociedade mais conservadora que a metrópole, não se sentia ali aquela animosidade contra as pessoas que chegavam de África, refugiadas. Ali viveu durante nove anos.

“A Voz de Ermesinde” (AVE) – Como aconteceu a sua primeira atividade político-partidária? Já tinha tido experiências de envolvimento político? Maria José Azevedo – Não, não tive qualquer experiência an-

dato, era eu jornalista da RTP, e o seu convite honrou-me muito. Fiz ali, na Câmara do Porto, a minha aprendizagem política, através de um trabalho muito intenso, durante oito anos, pois tinha as competências pesadas relativas à Habitação e à Ação

Nos partidos, de negativo, há uma lógica de disputa de lugares só por si, de sindicatos de voto, em que se sucedem sempre as mesmas caras. terior. Cheguei à política pela mão de Fernando Gomes, presidente da Câmara do Porto, um homem que sabia liderar e motivar fortemente as pessoas. Isto aconteceu no seu segundo man-

Social. Foi um trabalho, nos dois mandatos, no qual me revejo inteiramente. AVE – O que a fez aderir ao PS?

MJA – A minha passagem de independente a militante do PS resultou de um convite de Fernando Gomes, no final do seu segundo mandato (na liderança socialista de António Guterres), convite que foi apadrinhado por Mário Soares – pessoa por quem tenho um especial carinho que julgo correspondido –, e que aceitei logo. Os dois assinaram a minha proposta de adesão. AVE – Não foi, por isso, uma adesão motivada por um impulso de arrebatamento partidário? MJA – Não, fez-se mais por insistência em relação a mim. Tenho da vida partidária uma perceção de que é limitada, os partidos funcionam muitas vezes com práticas em que não me revejo. Mas nunca deixei de dizer aquilo em que pensava. Nos partidos, de negativo, há uma lógica de compadrio, de disputa de lugares só por si e de sindicatos de voto. Em que se sucedem sempre as mesmas caras. Hoje há um grande desgaste da política partidária, e é tempo dos partidos mudarem as suas práticas, por dentro, antes que os obriguem a mudar, por fora. AVE – Equaciona um eventual regresso à política partidária? MJA – De forma alguma! Já não estou disponível para isso. AVE – Como ocorreu a sua primeira candidatura à Câmara Municipal de Valongo? MJA – Fui contactada por um dirigente nacional que me abordou no sentido de saber se eu estaria disponível para uma candidatura autárquica na Área Metropolitana do Porto. Respondi que, como militante, ajudaria o partido, se tal fosse preciso. Mas que não seria candidata só para cumprir o mandato. AVE – Como foi recebida pelo aparelho socialista local? MJA – Fui muito bem recebida pela Comissão Política Concelhia, então liderada por Jorge Videira, de quem recebi todo o apoio. E realizámos então uma campanha extraordinária. AVE – Que se passou entretanto, com o aparelho socialista a não lhe renovar a sua confiança? MJA – No partido havia várias sensibilidades e muitas

tensões. E nestas situações préeleitorais as sensibilidades emergem rapidamente e criamse situações de algum melindre. Por vezes é preciso escolher quem, numa dada circunstância, é a melhor pessoa para desempenhar um certo papel, o que não quer dizer que o seja sempre, ou que seja melhor que outros. Se nas eleições autárquicas anteriores se conseguiu o melhor resultado de sempre do PS na oposição – talvez até com surpresa de alguns –, se continuava a ser gratificante conhecer cada vez melhor o concelho, fazia todo o sentido que a mesma equipa continuasse a desenvolver aquele projeto. Mas

não..., porque era necessário que o aparelho aplacasse as ameaças de dissensão internas. Eu já não era precisa. Mas o meu trabalho ia aproveitar a outros. Enfim, do que conheço do PS local, ele dificilmente se renovará. Pode haver caras novas, mas mantêm-se as velhas práticas e as velhas políticas. Aqui e noutros lados. Hoje o JN dá a notícia da saída de mais de 100 militantes em Valongo. Em vez de se apaziguarem há uma cada vez maior exacerbamento das tensões. AVE – Há hoje um espaço maior para os movimentos cívicos de cidadãos?


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Destaque

• GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA •

MJA – Certamente! Sobretudo no Poder Local. Quanto à Assembleia da República acho isso mais difícil, pela necessida-

de de uma gestão política de grupo. Mas não tenho dúvidas de que, a nível local, vão surgir muitas candidaturas de cidadãos.

quer na vereação, quer no grupo municipal? MJA – Na vereação estudamos sempre muito bem os

AVE – A saída do PS foi difícil? MJA – Confesso que não custou nada. Apresentar uma candidatura foi uma escolha natural e um desafio interessante do ponto de vista cívico. E embora tivesse a expetativa de vitória, tive um muito bom resultado, embora não pudesse aplicar o meu projeto. Penso que houve mesmo quem votasse na lista do PS a pensar que estava a votar em mim.

assuntos e tentamos apresentar alternativas, não numa oposição sistemática, mas sempre que o entendemos necessário. Não tenho acompanhado a Assembleia Municipal, que tem gente muita qualificada. Mas reconheço que não foi bem conseguida a articulação entre a vereação e o grupo municipal, até porque as pessoas aqui terão menos tempo e também menos experiência política. Mas talvez isto não fosse uma inevitabilidade. O facto de haver dois órgãos prejudica a coesão, havendo um divórcio entre Câmara e Assembleia Municipal, que não será tão notório nos partidos. Tudo seria diferente se houvesse, como defendo, um Executivo homogéneo, em que o presidente da Câmara convidasse todo o Executivo e à Assembleia Municipal coubesse fiscalizar os atos da Câmara.

AVE – E que balanço faz do desempenho dos eleitos,

AVE – O que é hoje o movimento Coragem de Mudar?

AVE – O facto de ser mulher pode ter sido um entrave? MJA – Nunca me senti prejudicada por isso, nem na minha vida profissional, nem na minha vida política.

MJA – Não sei bem. À exceção do Núcleo de Ermesinde, que manteve a sua atividade, e que fez um trabalho considerável, realizou feiras, distribuiu livros escolares, etc., a atividade no concelho quase não existiu. A Coragem de Mudar impôs-se como marca e teve uma voz na Câmara. Na Assembleia Municipal, nalgumas freguesias. Teria sido desejável haver uma maior sintonia. AVE – E a Associação Coragem de Mudar? MJA – Já não me revejo nem estou nela. Não concebo outro trabalho senão o de uma associação cívica interveniente mas, ao contrário, parece que se aceita – é público –, dar apoio a um partido em troca de lugares, sem se discutir sequer uma ideia. A Direção do José Bandeira, que tem 14 membros, foi eleita com 14 votos! Isto já diz tudo! Não posso estar de acordo com práticas de negociação política de lugares como é comum nos partidos, é o que há de pior na política. Nenhum dos sete fundadores da Associação se revê neste percurso que agora é feito pela Associação Coragem de Mudar. Se, da parte do PS, se pretendeu algum acordo pensando que iria incluída no pacote foi puro engano. Não estou disponível para essas negociatas. Aliás não consigo ver expressas ideias políticas claras da parte do Dr. José Manuel Ribeiro. E digo mais: o que fizeram comigo no PS parece-me que é o que estão a fazer agora ao Dr. Afonso Lobão. O partido assim nunca mais se endireita. AVE – E há espaço para uma nova candidatura independente liderada por si? MJA – Há espaço para uma candidatura independente, mas de momento não há disponibilidade física da minha parte, devido à doença, e as eleições são já muito próximo. E vejo com bons olhos uma renovação geracional. Dou-lhe um exemplo, a Eugénia Adão, eleita pela

Coragem de Mudar para a Assembleia de Freguesia de Valongo. Seria um excelente quadro e uma excelente candidata, muito bem preparada. Eu não reúno ainda as condições físicas e outras. E tê-las é indispensável. É um trabalho muito exigente e ainda não estou a 100%. Lembro-me como, há quatro anos, em Sobrado, bati porta a porta e acabei por bater o Dr. Fernando Melo na eleição para a Câmara, quando todos diziam que esse era um assunto resolvido de antemão a favor dele. AVE – Faria sentido apresentar hoje o mesmo programa que a Coragem de Mudar apresentou há quatro anos? MJA – Nós apresentámos então uma candidatura detalhada, com registo notarial das nossas propostas e grande parte delas ainda se mantém, mas naturalmente o programa teria de ser reajustado, até porque a liderança da Câmara e as atuais circunstâncias já são outras... Mas fazem todo o sentido as candidaturas de cidadãos. Estou em crer que as próximas autárquicas, a não aparecerem candidaturas independentes, se

saldarão por níveis de abstenção muito muito elevados. AVE – Teria o apoio do Dr. Pedro Panzina, creio, caso houvesse condições para se candidatar? MJA – Certamente, e ele já me deixou isso claro. AVE – A doença apanhou-a completamente de surpresa? Foi uma situação difícil?

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uma operação muito demorada, foi uma batalha muito intensa, mas procurei nunca faltar às reuniões da Câmara, só mesmo àquelas a que era obrigada a faltar por causa dos tratamentos. AVE – Qual é então a sua disponibilidade para a luta política hoje em dia? MJA – Eu liguei-me muito a Valongo, embora não seja de cá

O concelho de Valongo merece ter um papel diferente e muito maior no seio da Área Metropolitana do Porto MJA – Sim, quando aparentemente não contribuímos em nada para isso, a doença é sempre uma muito desagradável surpresa. Este segundo cancro trouxe-me um processo de luta muito pesado, de grande violência física e psicológica e o meu processo de cura ainda não está terminado. Tive

nem viva cá. Mas aprendi aqui muito e fiquei a conhecer muito melhor e a gostar do concelho. Por isso eu estarei sempre disponível para ajudar. O concelho de Valongo tem muitas potencialidades e merece ter um papel difertente e muito maior, no seio da Área Metropolitana do Porto.


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Destaque

• ENTERRO DO JOÃO • ENTERRO DO JOÃO • ENTERRO DO JOÃO •

Enterro do João sofreu as agruras do mau tempo LC

A tradição carnavalesca do Enterro do João voltou, este ano, a animar esta quadra festiva, na qual aliás, se esperava que pudesse dar um grande salto em frente resultante do empenho da autarquia ermesindense em apadrinhar o evento. Todavia, o tempo frio e de chuva tramou as festividades, que ficaram muito aquém do programa anunciado, só se salvando o julgamento, cortejo fúnebre e a queima do boneco, na noite de terça-feira. Mesmo o programa de terça-feira teve de sofrer alterações, realizando-

se o julgamento – uma das mais importantes fases desta farsa carnavalesca, na qual são lidas as picarescas deixas – no abrigado pavilhão da União Desportiva Cultural e Recreativa da Bela, e só depois daí saindo o cortejo fúnebre para as margens do Leça, onde se procedeu ao habitual último ato da celebração, a cremação do João, ainda assim presenciada por numeroso público (embora, ao contrário do desejado, em menor número que no ano anterior). Foram anuladas as fases da chegada do João à estação de Ermesinde e o desejado e novo

cortejo, com carros alegóricos, daí até ao largo da feira velha, na tarde de domingo, e ainda o velório nesta, na noite de segunda-feira. A farsa carnavalesca acolheu uma ou outra novidade, como a introdução de “A Voz” – autoridade “superior” no programa da TVI “Casa dos Segredos”, e proporcionou momentos de particular comicidade nalgumas deixas, quer as tradicionais referências muito brejeiras do testamento às moças de Ermesinde, quer a algumas charges políticas de flagrante atualidade, envolvendo,

por exemplo, a Troika e o Governo, muito bem recebidas pelo público presente. No piso do pavilhão, uma troupe de fantasmas chamava a atenção, incorporando-se, no fim, no cortejo fúnebre. O corpo do João esteve também aqui a ser velado, antes de sair para a cremação. Como aspetos negativos, a qualidade do som produzido dentro do pavilhão, que não era a melhor, impediu os espetadores de ouvir nas melhores condições a atuação do Grupo de Música Tradicional Portuguesa da

Associação Académica e Cultural de Ermesinde, cujo concerto precedeu o ansiado julgamento e a maior parte do texto deste (exceção feita à magnífica voz do leitor das deixas) e, de novo, muito negativo, as referências publicitárias enfiadas dentro da própria récita. Pior que isto só a reincidência, de muito mau gosto, dos autarcas de Ermesinde e de Valongo em participarem enquanto figuras da farsa, na sua qualidade de autarcas – um artifício detestável de campanha eleitoral antecipada, que fez lembrar o de Fernando Seabra,

que também apareceu enquanto personagem política e autarca em telenovela também da TVI, embora este pretenda agora concorrer à Câmara de Lisboa e não de Sintra (se o deixarem). Mas a vida continua, nos dias seguintes era a vez dos trabalhadores da Junta desmontarem todo o aparato necessário à montagem do final da farsa junto ao rio. E como prova disso mesmo – de que a vida continua – ali ao lado do local onde o João foi cremado, uma família de patos, sulcava com encantadora agilidade as águas agora límpidas do Leça.

FOTOS URSULA ZANGGER


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• ENTERRO DO JOÃO • ENTERRO DO JOÃO • ENTERRO DO JOÃO •

A paródia das deixas do João As deixas deste ano eram constituídas por 109 quadras. Como habitualmente o texto começa por se referir à vida do João, com algumas insinuações fesceninas... Foi ajudante de cozinha E chegou a cozinheiro Por sorte não fez panelas Senão era pa... aliás funileiro e desde logo aí surgindo algumas interessantes coisas a anotar, como a referência a Badajoz... Capitão em Badajoz Em Macedo ajudante Em Lamego foi tenente E em Braga comandante ... uma indicação de que era vulgar a ida a Espanha ou a ida até ao sul, para trabalhar ou fazer contrabando. E a crítica viperina aos partidos e à corrupção muito bem metidas nas seguintes quadras, algumas delas subtilmente introduzidas, talvez para esquivar uma eventual censura moderna (o que veio pior do que o que saiu): Em Vila Real foi moço de trolha E ajudante de pedreiro Inscreveu-se num partido E chegou a empreiteiro Meteu-se em confusões Mas saiu sempre sereno Fez tantas habilidades E chegou ao Governo Foi gestor público E dinheiro esbanjava Mas não fazia mal Era o povo que pagava Enriqueceu e quis sair Arranjaram-lhe um substituto Tiveram azar, era pior do que ele E era um grande prostituto Seguiam-se as deixas propriamente ditas, onde se homenageava Abílio Ramboia e a permanência da tradição carnavalesca: Se há funeral cá em Ermesinde Do nosso amigo João Agradecemos ao Sr. Abílio Que os fez sem um tostão A causa de tudo isto E não para andar à boia E para não apagar da memória Era o senhor Abílio Ramboia (pedir aplauso de homenagem) Uma ou outra referência à atualidade política dos utentes e consumidoores: Se ele ficou assim a dever Foi por causa duma doutora Ficou a dever à saúde A taxa moderadora E porque precisei para champanhe Que bebi em flutes Deixei também por pagar As portagens das scuts Vêm depois as referências brejeiras, dirigidas às meninas de vários lugares de Ermesinde, que são gozadas pela sua gulodice, umas mais que outras: Deixo às moças das Malvinas Que gostam muito de dança 1000 camisas sem mangas Para não inchar a pança

(...) Deixo às moças sozinhas Por serem das últimas a falar 200 salpicões bem grossos Para se poderem consolar Deixo à moças da Ermida Porque vem mesmo a calhar Deixo os meus quartos livres Para à vontade a malhar (...) Deixo às moças da Costa Porque isso é bom saber Deixo-lhes a minha potente mangueira Porque estão sempre a arder (...) E para as moças da Formiga Que são quem mais come Deixo chouriços compridos Para lhes matar a fome (...) Para às moças dos Montes da Costa Isto agora é que vai ser Deixo-lhes um salpicão Para tirar e meter (..) Deixo para as moças loiras A quem ninguém mal faz Mil caixas de calmante Para porem a pomba em paz

Também para as Finanças Deixo 200 fardos de palha Que comam tudo aquilo E não incomodem quem trabalha Um pouco de bajulação: E não me podia esquecer Pois fico muito mais à vontade Deixo cumprimentos de mão e abraços Ao Sr. Presidente da Junta desta cidade Um aviso de amigo: Ao Governo deixo um aviso A vida está mal e trabalho nem vê-lo Ou resolvem a situação Ou nas eleições levam no pelo Mais alguma insinuação fescenina: E para quem ficar chateado Use para proteção muito alho Com as verdades que digo Vos estou a mandar para outro lado Uma reação a críticas do ano anterior: E para quem nos chama xenófobos Talvez por se acharem melhores Dediquem-se mas é à lavoura Para não vos dizer coisas piores Mais uma constatação popula:

(...) Ruivas há poucas Mas são das mais quentes Porque sabem dar uso Às traseiras e às frentes

Fujam que vou dizer a verdade No Brasil só tive saudade Quando soube que em Portugal Se roubava à vontade

Um reparo para “A Voz de Ermesinde” e Vêm depois os bens que o João deixa aos bombeiros, ao lar de idosos, e onde se eventualmente outros: fazem mais algumas referências à vida das E para os jornalistas instituições de Ermesinde, como o Gente que espero aqui presente Ermesinde Sport Club, a quem não esqueNão escrevam só o que pensam cem os maus resultados desportivos, pelo Mas também o que o povo sente menos os de princípio da presente época desportiva. Mais queixas cidadãs: Mais referências políticas sobre a inutiliPara o Ministério da Saúde dade dos candidatos Pois é pessoal sem luta Quando os doentes já morreram Deixo neste ano de eleições É que os chamam para a consulta Mesmo sabendo que o povo está farto Uma promessa bem sólida Melhor rima com pior Mesmo morto vou ser candidato E começar com acabar Pensei ter melhorado ou sobre a rivalidade entre Ermesinde e Mas fiquei todo entroikado Valongo Deixo 2 milhões de euros à Junta Por ser gente de valia Para iluminar a cidade Que à Câmara competia Deixo a decisão ao povo Que Valongo não leve a mal Mas só com Câmara em Ermesinde Haverá iluminação no Natal Há também uma referência para os atuais proprietários do cinema de Ermesinde (Centro Social de Ermesinde, mas de momento que meios tem, este para intervir?): E para o cinema de Ermesinde Onde não passa filme nem mosca poisa Deixo vontade a quem pode De lá fazer qualquer coisa Mostra-se também a revolta pela arbitrariedade do Estado (como o exministro da Cultura):

Uma referência a um furto concreto: E para a grande cavalgadura Que veio roubar o João Deixo-lhe uma sorte maldita Hás de lá querer ir e só se for com a mão As mãos te hão de tremer E no rabo terás comichão Hás de ser lambedor de cricas E só no rabo terás tesão E de novo a política, agora numa cumplicidade local: Bem sei que a minha cara Vale menos que um chavelho Mas a culpa não é nossa Não havia máscara do Coelho E nem do Portas ou do Gaspar Então talvez não fosse pior Como a do Baltazar é bem larocas Fazer máscaras do Belchior


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Local

Março – •mês da Mostra Amador CÂMARA MUNICIPALde DETeatro VALONGO • De 01 a 27 de março, a Sala das Artes (Valongo) e o Fórum Cultural de Ermesinde vão acolher mais uma edição da Mostra de Teatro Amador do Concelho de Valongo. Pelo palco dos espaços culturais vão passar 11 grupos de teatro amador e muitas dezenas de atores que têm em comum o amor pela arte de representar. Como habitualmente, o encerramento da Mostra acontecerá no dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, com a apresentação de um espetáculo a cargo da companhia profissional sedeada em Valongo, o ENTREtanto Teatro. Ao longo dos últimos 10 anos, a Mostra de Teatro Amador, que já vai na sua 19ª edição, serviu de palco à apresentação de 136 espetáculos, de mais de 20 associações diferentes, com mais de mil pessoas envolvidas diretamente, num total de cerca de 200 horas de teatro e com uma assistência superior a sete mil pessoas. Programa da Mostra 01 DE MARÇO (sex.) - Associação Académica e Cultural de Ermesinde (Casca de Nós) Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, 21h45 “Aniversário do Banco”; 02 DE MARÇO (sab.) - Cabeças no Ar e Pés na Terra Associação Cultural (Batatas com Salsichas) Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “Sementinha”; 03 DE MARÇO (dom.) - Associação Cultural e Recreativa Vallis Longus Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, 17h00 “A Titi é Boazona”;

08 DE MARÇO (sex.) - Teatro Amador Susanense Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, 21h45 “O Duelo”; 09 DE MARÇO (sab.) - Centro Recreativo Estrelas da Balsa Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “A Improvisação”; 15 DE MARÇO (sex.) - Associação Desportiva e Cultural Canários de Balselhas Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “Sai de baixo – pintou sujeira” 16 DE MARÇO (sab.) - Agorarte - Associação Cultural e Artística (Sabor a Teatro) Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, 21h45 “Despertar da Primavera / Tragédia da Adolescência” 17 DE MARÇO (dom.) - Grupo Dramático e Musical de Campo Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “A Calcinha do Zé”; 22 DE MARÇO (sex.) - Grupo Dramático da Universidade Sénior do Rotary de Valongo Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “A Sopa Juliana”; 23 DE MARÇO (sab.) - Associação Cultural e Recreativa Fora d'Horas Sala das Artes do Fórum Vallis Longus, 21h45 “Reis... ou Rainhas?” 24 DE MARÇO (dom.) - Grupo Dramático e Recreativo da Retorta Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 “A História é uma História” 27 DE MARÇO (qua.) - ENTREtanto Teatro Casa de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, 21h45 Espetáculo de Encerramento da Mostra de Teatro Amador

Carnaval na Secundária de Ermesinde ANA MARTA FERREIRA

Tem lugar anualmente na Escola Secundária de Ermesinde o Concurso de Carnaval, que se realiza na sexta-feira anterior à interrupção letiva do Carnaval. Este ano, mais uma vez, a turma de 12ºAS (Animação Sociocultural) foi a organizadora do que é, todos os anos, o evento que mais alunos atrai ao Polivalente e que mais inscrições recebe. Apresentada pelas alunas Marta Ferraz e Marta Correia, o concurso teve início às 15h00 e passava já das 18h30 quando foram anunciados os vencedores.

Ao todo as cortinas abriram-se catorze vezes – inicialmente estavam previstas quinze atuações, porém a turma do 11ºF ausentou-se – subindo ao palco turmas de todos os níveis de ensino: básico, secundário, cursos profissionais e até funcionários. O júri, constituído pelo presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho, pela professora Ana Maria Cortês, como membro representante da Direção da ESE, pelo representante dos funcionários, Marco Morgado, pela professora Ana Marinho, representando os professores de Artes Visuais, e pelo representante dos alunos e presidente da Associação de Estudantes, Tiago ANA MARTA FERREIRA

Bragança, elegeram, depois de pontuarem todas as atuações e deliberarem, o 11ºDG como vencedor do Concurso de Carnaval do Ensino Secundário. Em 2º e 3º lugares ficaram posicionadas as turmas do 12ºH e do 11ºI, respetivamente. Do ensino básico, as turmas eleitas vencedoras foram o 9ºG, o 8ºB e F (em conjunto) e o 9ºE, em 1º, 2º e 3º lugares, respetivamente. Destaque ainda para a única atuação do escalão dos docentes e funcionários e, obviamente premiada, da D.ª Fátima, funcionária da escola, que atuou com dois alunos – a “Família Sexy”. A animação mantevese sempre ao mais alto nível, fomentada pela boa disposição das apresentadoras e pelo trabalho dos participantes – que receberam todos um diploma de participação. Todos os prémios foram patrocínio da Marco Morgado Decoração. O Carnaval da Escola Secundária de Ermesinde, finalizado por mais um ano, foi uma ótima forma de toda a comunidade escolar entrar em férias.

Maleitas... e coisas positivas JOÃO DIAS CARRILHO

Aqui no nosso Parque Urbano de Ermesinde acontecem coisas lindas, como a comovente história da patinha. Como também coisas infelizes, como um certo carrinho com estacionamento permanente no interior do parque, junto à entrada norte. Talvez não viesse mal ao mundo, se ao menos estivesse encostado ao muro, não deixando mesmo assim de ser uma aberração. Mas instalado ali no meio de quatro bancos, aonde as pessoas se sentem bem e gostam de conviver, elas são obrigadas a levar com a lataria por tabela. A lata ali naquele lugar, não é falta de bom senso, mas abuso de confiança. Será que os responsáveis do Parque Urbano terão necessidade de ir ao oftalmologista? Devo informar que não conheço nem sei a quem pertence a relíquia. Mas tenho a certeza de que um jardim utilizado para parque de estacionamento só lembra ao diabo, com a agravante de prejudicar os utentes do Parque, já de si tão reduzido para as necessidades da enorme comunidade populacional da Cidade. De notar também que o dito não se encontra ali naquele sítio uma vez por outra, já leva meses de permanência, desde que adotou aquele lugar.

Agora por razões mais positivas, os nossos leitores já viram insurgir-me aqui nestas páginas contra os penduricalhos publicitários, pendurados por tudo o que é sítio e incomodando toda a gente e, normalmente, só caem quando caem de maduros. Pois desta vez também vi a Cidade inundada de bandeirolas (os meus penduricalhos) por toda a cidade e disse para os meus botões; lá vem a chatice. Puro engano, o evento publicitado era da Feira de Oportunidades, que funcionou entre 15 e 17 de fevereiro no pavilhão aqui do CPN. Agora vem a magia: dois dias após o evento todas as bandeirolas espalhadas pela cidade tinham sido recolhidas.

Não sei se pela Junta de Freguesia. Se o foi parabéns, se foi pela organização parabéns a dobrar. A Cidade ficou mais linda e todos ficámos a ganhar. Gostaria ainda de, pelo menos, dar algumas ideias: quando colocado este estilo de publicidade não seja colocada – junto de cruzamentos e entroncamentos, cortando a visibilidade; – à altura da cara das pessoas; – em passeios estreitos, dificultando a mobilidade dos transeuntes. Creio que cabe à Junta de Freguesia zelar pelo cumprimento destas regras, se autorizada esta forma de publicidade. É bom termos coisas boas e positivas para comunicar. JOÃO DIAS CARRILHO


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Local

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• NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE •

Auditoria Interna Global do Centro Social de Ermesinde SÉRGIO GARCIA

Nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2013 o Centro Social de Ermesinde (CSE), no decorrer da implementação do seu Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), foi alvo de uma Auditoria Interna Global (AIG), realizada por um auditor da empresa que presta consultoria ao CSE nesta área. A AIG, de dois dias, teve como principal objetivo aferir o estado de maturação do

SGQ implementado, de acordo com o referencial NP EN ISO 9001: 2008 e os Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais da Segurança Social (MAQ). As constatações finais apresentadas pelo auditor e os resultados evidenciados no relatório são animadores, indicando que o SGQ e implementação do MAQ se encontram, na generalidade, «adequadamente documentados apesar da juventude de alguns dos seus registos» e

Carnaval 2013 No âmbito do projeto de Carnaval, e sempre no intuito de manter a proximidade com famílias dos utentes, o CATL do CSE desafiou os Educadores, a juntamente com os seus educandos, criarem uma mascarilhas utilizando apenas materiais reutilizáveis ou de desperdício. Apesar da pouca parti-

cipação dos pais, os utentes, sem ajuda mas motivados pela equipa pedagógica, criaram máscaras fantásticas, que primam pela originalidade dos materiais (cascas de ovos, pedrinhas, restos de corda, chips, redes, algodão, papel higiénico, etc.). Para compor a mesa do júri do concurso, foram con-

que, com a implementação das melhorias já identificadas, «possuí os meios e recursos adequados para ser eficaz». Na reunião final da AIG o auditor mostrou-se surpreendido com o envolvimento dos trabalhadores do CSE em torno da implementação do seu SGQ, expressando-o através das frases «gostei muito da vossa participação» e «todos os trabalhadores se empenharam e demonstraram estar comprometidos com o sistema». FOTO CATL

vidados alguns idosos do Lar (os mais autónomos), que seguiram atentamente o desfile das máscaras e escolheram criteriosamente as mais originais e trabalhosas, não se cansando no entanto, de tecer rasgados elogios a todos os participantes. Como agradecimento por tão simpática colaboração, os utentes ofereceram aos idosos uns bombons e a

CONDURIL -

sobremesa para o dia seguinte: gelatina de ananás (confecionada pelos próprios). Foram momentos bem passados, onde marcou presença a alegria, a criatividade e principalmente a troca de afetos que aqueceu o ambiente do salão. A equipa do CATL agradece a participação das animadoras do Lar, Cristina e Carla Ferreira. CATL

CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Literatura

• A VOZ DAS PALAVRAS • A VOZ DAS PALAVRAS • A VOZ DAS PALAVRAS •

Dois autores, um título RICARDO SOARES (*)

«

onde Portugal acaba e é esquecido, onde todo um modo de vida está em vias de desaparecer – «Uma ilha, mas em vez de mar, terra.» (4) A escrita é pausada, lenta, de quem sabe ouvir em silêncio, com olhos cúmplices e sem as cedências do tempo. João, Maria, Paula, Sara e Elisa são seres humanos reais, com sofrimentos reais. Nada do que vivem e contam é ficção, mas a autora soube aproximar-se

a autora encontrou e quis representar, porque uma das grandes questões é a de como representar a realidade que ninguém quer ver. É aí, num tempo de fim, num tempo de urgência, que – perante a solidão da velhice, o sofrimento da doença e a nossa mortalidade – começamos a perceber o que é importante. O retrato énos dado pela viva voz das figuras retratadas, e num discurso direto (em itálico) tão em bruto que nos esmaga com a sua verdade. Não é preciso ir a Trás-os-Montes, à porta da nossa casa, temos a vida tal como ela é. Portugal está aqui, nestas páginas. Brilhante livro de estreia que desafia os limites – não apenas da reportagem mas dos

Breves

FOTO ARQUIVO

o inverno / dizes de muito longe que não voltarás aqui.» (1)

São talvez os versos mais explícitos que José Agostinho Baptista escreveu em “Inverno”, poema que integra a obra “Agora e na Hora da Nossa Morte”. O autor rabiscou este livro de poesia secretamente e revestido de silêncio enquanto assistia à morte do pai. Esta obra, do foro íntimo e corajoso, chega a ser um combate que o poeta estabelece com Deus e uma tentativa vã de recordar a infância. Fala-nos do mais íntimo dos momentos – a morte – e com uma enorme aptidão de acordar a emoção em quem lê. Não é fácil entrar neste tema sem estremecer porque ver a morte do outro é meditar a própria: «… aquilo que nos convoca para o silêncio e para / a mão que escreve, sonâmbula e feroz, estremecendo.» (2) E é precisamente sobre este eterno assunto, melindroso e assombroso, que o autor nos comunica com uma rara sensibilidade poética. Não se pode esconder nada, nem a dor, nem a perda. E com as palavras mais simples, que brotam abundantemente: «Em círculo,/ Estão os círios e as candeias, Nas aldeias de novembro elas também estão Em círculo,/As mães que fecham a escuridão. …» (3) “Agora e na Hora da Nossa Morte” é igualmente o livro de estreia de Susana Moreira Marques, título pedido de empréstimo do livro de poemas de José Agostinho Baptista. É o desfecho da viagem que Susana Moreira Marques, acompanhada pelo fotógrafo André Cepeda, fez a Trás-os-Montes para seguir um projeto de prestação de cuidados paliativos domiciliários, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Na cabeça levava a ideia de uma reportagem e uma pergunta: «O que é que as pessoas pensam no fim da vida, que sabedoria têm?» Andou por aldeias longínquas e esquecidas, visitou casas, falou com «as gentes» e escreveu sobre a morte como nunca se escreveu, tentando apanhar-lhe o tom e adequar-lhe a linguagem, libertando-se de lugares comuns, sem nunca ceder à emoção fácil. Num registo que mistura reportagem, ensaio, entrevista e diário de viagem, "Agora e na Hora da Nossa Morte" leva-nos para o lugar

• O escritor Francisco José Viegas, que foi secretário de Estado da Cultura até outubro último, assume a direção da revista “Ler” a partir de março.

José Agostinho Baptista

delas com a profundidade, a linguagem e o olhar de um romancista. São histórias de pacientes e o impacto avassalador das doenças terminais no espaço da intimidade familiar. A violência da morte próxima, «pairando em círculo como as águias sobre as escarpas do rio.» (5) Por isso, as vozes, os lugares e os objetos fazem eco dentro de nós. E luto. Relata as vidas de quem teve a generosidade de abrir a porta na hora mais íntima e traz, de uma maneira pungente, a voz de quem raramente pode falar. Entra no dia a dia familiar, ganha confiança, habitua-se e àquelas pessoas, participa em almoços de domingo, regressa mais tarde para as vindimas, encontra pessoas com pouco tempo de vida, familiares que dormem à cabeceira de camas e ouve com a atenção minuciosa de quem sabe que o desaparecimento futuro já se instalou dentro da casa. Sempre com uma réstia de esperança – «Querem apenas um pouco mais de vida, querem um pouco mais de tempo para acreditar que o corpo vence; todos querem, com uma força desproporcionada, talvez delirante, continuar de olhos abertos.» (6) É um livro que perturba, interpela, que magoa porque a realidade é mesmo assim. São histórias exemplares entre as muitas que

géneros literários. Esse livro é um soco. É um soco de vida. Trecho: «Quando soube que não sobreviveria à doença e que não poderia continuar a caminhar no vasto campo em frente de sua casa, o caçador que gostava de flores pediu misericórdia, que o matassem depressa, por favor. Morreu numa cama sem dizer últimas palavras de significado e nesse dia nasceu no quintal um cachorro que nunca viria a ser cão de caça; foi então levado para um caixão e velado no centro da sua sala, os pássaros empalhados com as asas abertas olhando-o de cima do armário. Na varanda, com vista para a terra que tinha sido a sua maior alegria e que supunha ir gozar em pleno na velhice, tinha o vaso preferido que deu ainda flor na Primavera após a sua morte.» (7) (1)

José Agostinho Baptista, in “Agora e na hora da nossa morte”. Lisboa: Assírio & Alvim, 1998. (2) Ibidem. (3) Ibidem. (4) Susana Moreira Marques, in “Agora e na Hora da Nossa Morte”, Tinta da China, 2012. (5) Ibidem. (6) Ibidem. (7) Ibidem. (*) avozdasp@gmail.com

• Hélia Correia foi a vencedora do 14º Correntes d’Escritas da Póvoa de Varzim, com a obra “A Terceira Miséria”. O Júri, constituído por Almeida Faria, Carlos Vaz Marques, Helena Vasconcelos, José Mário Silva e Patrícia Reis decidiu por maioria. O regresso de Hélia Correia à poesia é um regresso à memória e aos clássicos. É isso que explica o título deste longo poema dividido em 32 secções: “A terceira miséria é esta, a de hoje. / A de quem já não ouve nem pergunta. / A de quem não recorda”. • Prémios LER/Booktailors: Os vencedores dos galardões – relativos a 2012 e instituídos por iniciativa da revista Ler e dos consultores editoriais Booktailors – foram anunciados no âmbito do encontro literário 14.ª edição Correntes d'Escritas. A editora Tinta-da-China foi eleita para o Prémio Especial de Editora do Ano; O Prémio Especial da Crítica 2012 foi para a obra "Todas as Palavras: Poesia Reunida", de Manuel António Pina, publicada pela Assírio & Alvim; O Prémio Especial Carreira (Editor) foi atribuído a Vítor Silva Tavares, fundador da &etc. • Curso de Escrita Criativa – carga horária de 14 horas, na Academia APAMM de Ermesinde. Contactos: tlf220924475, tlm-918963100; morada: Rua José Joaquim Ribeiro Teles, nº 545, 4445-485 Ermesinde; email: ermesinde@academiaapamm.com


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

História

O “general sem medo” foi assassinado há 48 anos MANUEL AUGUSTO DIAS

ara se perceber melhor o que representou, na História de Portugal, a personalidade do “general sem medo” torna-se necessário fazer a contextualização histórica daquele período que dista de nós mais de meio século. A reviravolta na 2ª Guerra Mundial a favor dos Aliados exerceu uma grande influência política, económica e social na sociedade portuguesa. A nível político, ainda em 1943, surgiu o MUNAF (Movimento Nacional de Unidade Antifascista) e, em 1945, o MUD (Movimento de Unidade Democrática) que pretendiam uma democratização da sociedade portuguesa. Contudo, a esperança gorou-se completamente, houve apenas uma (re)composição ministerial, já que a conjuntura de Guerra Fria que passou a viver-se acabou por ser favorável ao regime português que continuou a perseguir todos os opositores, rotulados de comunistas. Mas a oposição ao Estado Novo esteve sempre ativa. Até

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FOTO ARQUIVO MAD

Foi no dia 13 de fevereiro de 1965 que o General Humberto Delgado foi assassinado, juntamente com a sua secretária brasileira, por elementos da PIDE que lhe prepararam uma cilada perto de Badajoz, em território espanhol. Contava apenas 59 anos de idade. A candidatura à Presidência da República e a convicção de que o Estado Novo só poderia ser deposto na sequência de uma Revolução ditariam o seu trágico fim. finais da década de 1950, os movimentos de maior atividade e visibilidade eram as conjunturas eleitorais para a Presidência da República, com destaque para as candidaturas de Norton de Matos (1949) e, sobretudo, do próprio Humberto Delgado (1958). Norton de Matos reuniu à sua volta toda a oposição, prometendo a liberdade e o reconhecimento dos direitos dos cidadãos, caso fosse eleito. Não o foi, porque desistiu do ato eleitoral ao verificar que o resultado oficial seria fraudulento. Humberto Delgado, o “general sem medo”, em 1958, também congregou na sua candidatura todos os movimentos oposicionistas ao regime. Militar de carreira, Humberto Delgado frequentara o Colégio Militar e a Escola Prática de Artilharia, subindo muito rapidamente a longa carreira hierárquica, que fez dele, aos 47 anos, o mais jovem general da Força Aérea Portuguesa. Claro que o regime tinha nele

uma pessoa de “confiança” senão nunca alcançaria o generalato. Tão comprometido estava com a situação política portuguesa, que, entre 1951 e 1952, foi Procurador da Câmara Corporativa e, ainda na década de 1950, representou Portugal nas negociações secretas para ceder a Base das Lajes, na Ilha Terceira (Açores) aos aliados americanos. Os seus horizontes ideológicos e políticos ter-se-ão alterado profundamente, quando, entre 1952 e 1957, se tornou chefe da Missão Militar Portuguesa em Washington, contactando de perto, com regimes claramente democráticos. A pouco e pouco foi-se afastando do regime que o formara e que servira até então. Surgindo, entretanto, no calendário eleitoral português as eleições presidenciais, o mais novo general da Força Aérea (que fundara a TAP em 1945, e no ano seguinte inaugurara as carreiras aéreas Lisboa – Madrid e as liga-

ções regulares entre Portugal e Angola e Moçambique) mostrou-se determinado em levar a sua candidatura até ao fim. A sua célebre resposta: «Obviamente demito-o», referindo-se ao que faria com Salazar, no caso de vencer as eleições, catapultou-o para o incondicional apoio das massas, fazendo-o acreditar na vitória. Muitos o tentaram demover, apontando-lhe os perigos que corria. Mas, contra tudo e contra todos, apresentou-se ao ato eleitoral depois de uma campanha promissora, cheia de “banhos” de multidão. Mas a verdade é que os resultados “oficiais” determinaram a sua derrota e o “Estado Novo” manteve-se, como sabemos hoje, mais 16 anos. Finda a má experiência eleitoral, seguiram-se sete anos de exílio político. Esteve primeiro no Rio de Janeiro (Brasil), depois envolveuse em peripécias políticas de que nada resultou, designa-

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE - FEVEREIRO

Gago Coutinho na toponímia ermesindense Em 22 de fevereiro de 1959, a Junta da Freguesia decidiu dar o nome do famoso Almirante Carlos de Viegas Gago Coutinho a uma rua de Ermesinde. Em meados de 1961 constituiuse em Ermesinde uma Comissão de Toponímia com o objetivo de dar nome às ruas que ainda não o tinham. Dessa Comissão fizeram parte o TenenteCoronel Aires Martins, Manuel Ferreira Ribeiro – Vereador, Dr. Luís Ramos – Sub-Delegado de Saúde, Professor Carlos Fernando Correia de Sá (mais tarde declina o convite justificando a recusa por afazeres profissionais), Domingos Ferreira dos Santos – representante da Imprensa e Delegado da Junta da Freguesia, e Belmiro Ferreira Mendes – Vogal. Em fevereiro de 1962, era aprovado o trabalho desta Comissão de Toponímia, sendo dados os seguintes nomes a ruas de várias zonas da cidade: na zona de Porto-Carreiro (Gandra) – Ruas de Angola, Cabo Verde, Índia Portuguesa, Moçambique, Guiné, Eng.º Armando Magalhães e D. Afonso Henriques; na zona da Cancela – D. Afonso de Albuquerque e Alexandre Herculano; na zona da Cancela-Resineira – Júlio Dinis, Eça de Queirós, Ponte dos Moinhos e Luís de Camões; na zona da Igreja-

Ermida – Rua de S. Silvestre, Nossa Senhora de Fátima, Infante D. Henrique, Dr. Luís Ramos e Rua da Igreja; na zona da Bela – Álvares Cabral, Bartolomeu Dias, Santo António, Macau, Timor, Senhor dos Aflitos, Calvário; na zona da Formiga – Outeiro de Sá. Na mesma data, foram ainda aprovadas algumas alterações: ao Largo das Escolas (no Carvalhal) foi atribuído o nome de Alberto Dias Taborda (dois anos depois, Alberto Taborda em carta enviada à Junta de Freguesia pede que seja retirada a lápide que dá o seu nome ao antigo Largo das Escolas – cf. ata da reunião da Junta de 16 de Fevereiro de 1964, fl.58v.); à Rua da Liberdade na zona da Cancela foi dado o nome de Professor Sebastião Pereira; ao Largo da Feira o nome de António da Silva Moreira Canório; à parte da Rua Miguel Bombarda, entre a Fábrica de Cerâmica e a Capela de S. Silvestre foi dado o nome de Vasco da Gama; à continuação da Rua da Fábrica foi dado o nome de Almeida Garrett; e, uma vez que a Rua José Joaquim Ribeiro Teles vai da 5 de Outubro ao Colégio de Ermesinde, deu-se à Avenida entre a Igreja de Santa Rita e a Ponte da Palmilheira o nome de Eng.º Duarte Pacheco.

Humberto Delgado (1906-1965)

damente a tomada do paquete Santa Maria (1961) e o ataque ao Regimento de Infantaria n.º 3 de Beja (na passagem de ano de 1961 para 1962). Em 1963 está na Argélia onde funda a Frente Patriótica de Libertação Nacional. Mas as malhas da polícia política portuguesa infiltramse nas suas relações, combinando uma suposta reunião

política com a oposição a Salazar, para 13 de fevereiro de 1965, em Badajoz, que acabaria com o seu assassinato. Só depois do 25 de Abril o seu nome ganhou a auréola de coragem e de heroicidade que hoje lhe reconhecem e que está na origem da trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional.

Pedido de desculpas aos nossos leitores Por motivo de erro tipográfico a que a Redação do jornal “A Voz de Ermesinde” é totalmente alheia, a fotografia de Afonso Costa (ao lado) que haveria de acompanhar o texto do nosso colaborador Manuel Augusto Dias, não foi impressa na versão do jornal publicada em papel no último número de “A Voz de Ermesinde”, deixando em seu lugar um retângulo em branco, embora tivesse sido publicada corretamente na versão em .pdf cópia daquela, publicada na nossa edição online. Do facto pedimos desculpa aos nossos leitores e, naturalmente ao nosso estimado colaborador Manuel Augusto Dias, que assim viu em parte desnaturada a sua colaboração nesse número referente à rubrica de que, em boa hora, o autor encetou com a publicação no nosso jornal.


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Património

• TEMAS ALFENENSES •

A delimitação de Alfena com Folgosa e São Pedro Fins – 1689 (2)

ARNALDO MAMEDE (*)

m complemento da crónica publicada no número anterior (da autoria de Ricardo Ribeiro, presidente da Direção da AL HENNA - Associação para a Defesa do Património de Alfena, sobre o mesmo tema), vamos agora tentar, em linguagem mais simples e acessível – assim o esperamos –, fazer como que a "tradução" abreviada do Português arcaico do séc. XVII, tal como se encontra no Tombo da Igreja de S. Vicente de Alfena, do Colégio do Carmo da Universidade de Coimbra. Em 25 de junho de 1689, no lugar de Saínhas, no exato local onde se encontram três freguesias, Alfena (Lugar da Ferraria), Folgosa (Lugar de Vilar de Luz) e Água Longa (Lugar da Póvoa) e, simultaneamente, na atualidade, três concelhos, Valongo, Maia e Santo Tirso, compareceram as entidades designadas para executar a delimitação da freguesia de Alfena com a de Folgosa, dando, assim, início ao cumprimento da Provisão Real do Príncipe Regente D. Pedro, futuro Rei D. Pedro II, a solicitação do Reitor do referido Colégio do Carmo, detentor do direito de Padroado sobre a Igreja de Alfena. A presidir ao ato, o Juiz Desembargador Doutor Cristóvão Alão de Morais; como representante de Folgosa, o seu Reverendo Abade Pedro da Afonseca Coutinho; o Procurador do Colégio, Manuel de Paiva Barro; os Louvados Francisco da Costa e João Afonso; e ainda, o Escrivão, Manuel de Sousa Barbosa, mais o respetivo Porteiro (Pregoeiro). E, aí, por mandado do Juiz, com a concordância dos demais, representantes e louvados, foi levantado o primeiro marco, um esteio de granito «o coal marco tem humas letras que dizem Carmo», ao mesmo tempo que ordenava ao "Porteiro" que lançasse o pregão que nenhuma pessoa, sob pena da Lei, «quatro anos de degredo para as partes de África e cem mil Reis para as despesas da Repartição», arrancasse o dito marco.,Este marco continua no mesmo local onde há mais de três séculos foi implantado, embora desgastado pelas intempéries, pelos agentes naturais e, talvez, vítima de algumas agressões de humanos, visto que se encontra no bordo de um velho caminho, outrora muito frequentado por veículos de tração animal, mas a verdade é que, ainda hoje, são bem visíveis algumas das letras que compõem a palavra CARMO. A seu lado, a uma distância de dois a três

ERMESINDE Sede: R. Manuel Ferreira Ribeiro, 30 4445-501 Ermesinde TEL: 22 971 4442 FAX: 22 975 8926 TLM: 91 755 4658 / 91 269 6074 / 91 689 7854

metros, encontra-se um outro marco, um perfeito prisma regular de base quadrada, também em granito, tendo inscritos nas faces laterais voltada para cada freguesia, o nome desta bem como o do Concelho a que pertence. Terá sido colocado em finais do Séc. XIX, ou já no Séc. XX, como muitos outros; depois que Alfena deixou de pertencer ao Concelho da Maia e passou a integrar o novo Concelho de Valongo, os limites de Alfena com Folgosa e S. Pedro Fins passaram a ser também os limites dos referidos Concelhos. Muitos outros marcos desapareceram ao longo dos tempos, por ignorância, ou por incúria, vítimas da brutalidade dos buldózeres e das escavadoras, no alargamento e melhoria de velhos caminhos, mais recentemente, na plantação de eucaliptos, ou, simplesmente, aproveitados como ombreiras de cancelas de campos ou bouças, para defesa dos gados alheios, nos tempos da pastorícia dos gados que todos tinham, miúdos ou graúdos. Outros, porventura, servindo de lintel sobre modestas entradas de velhos pardieiros onde se guardava o pão ou se recolhiam os animais. Um pequeno parêntesis para daqui lançarmos um apelo às entidades responsáveis, Câmara Municipal e

vam para beber e descansar, o que ainda hoje sucede, já que entre a estrada e a fonte há espaço suficiente para parquear várias viaturas. O Regueirão mais não é que a linha de água que desce a encosta, no sentido de poente para nascente, que aí atravessa a estrada em aqueduto subterrâneo, até se juntar ao ribeiro da Junqueira algumas centenas de metros para nascente. Assim, embora de um modo aproximado e menos rigoroso, tomando como referência uma linha definida pelo marco implantado na Estrada de Vila do Conde (atual EN 318), sobre a margem direita do ribeiro da Junqueira e a fonte situada na EN 105-2, a meio caminho entre o cruzamento da Camposa e o cimo, junto a S. Miguel-o-Anjo, podemos dizer que, para norte desta linha é território de Folgosa, e para sul da mesma é território alfenense. Do quinto marco, situado no cimo da serra, agora em direção ao sul, sempre pela cumeada até onde termina a divisão com Folgosa e começa a divisão com S. Pedro de Fins. Aqui chegados, mandou o Juiz apregoar a Abadessa do Convento de S. Bento da Avé-Maria, a quem pertenciam os respetivos dízimos,

(Errado)

(Correto)

Junta de Freguesia, por este Património, desconhecido e ao abandono, que é urgente proteger e divulgar. Voltemos à divisão de Alfena com Folgosa. O segundo marco foi colocado a 573 varas, aproximadamente 630 metros (1 vara = 1,10 metros), do primeiro, junto à estrada de Vila do Conde, na margem direita do ribeiro da Junqueira, o terceiro a 237 varas (260 metros) mais para o poente, o quarto no sopé da serra, 201 varas (221 metros) sempre para poente, deste pelo Regueirão da Serra dos Vales, sempre para poente até ao cimo, onde foi colocado o quinto marco, a 303 varas (334 metros) do anterior. Uma pequena nota para explicar de que Regueirão se trata. Muitos leitores conhecerão, decerto, uma antiga fonte, atualmente desativada enquanto tal, mas ainda hoje existente, situada à margem da Estrada Nacional 105-2, do lado direito de quem sobe do cruzamento da Camposa para S. Miguel-o-Anjo, sensivelmente a meio caminho, onde antigamente os viajantes para-

que não compareceu nem enviou Procurador. Assim, após o segundo pregão, ordenou o Juiz que a divisão e medição se fizessem à sua revelia, não sendo necessário o levantamento de marcos dada a recente demarcação desta Freguesia (São Pedro Fins). A distância do anterior ao marco existente é de 236 varas (260 metros). A divisão com a mesma de S. Pedro Fins prosseguiu, sempre para Sul, até ao meio da capela de S. Miguel-o-Anjo, cuja distância ao Marco anterior é de 92 varas ( 101 metros ). A divisão continuou, sempre em direção ao sul, até onde começa a freguesia de Santa Cristina de Folgosa, do marco que aí se encontra, também da recente demarcação de S. Pedro de Fins, ao anterior, junto à Capela, vão 342,5 varas (377 metros). Assim, a fronteira de Alfena com S. Pedro de Fins tem uma extensão de 478 metros, número que convém reter, como adiante se verá. Continuou a divisão com a "Freguesia de Santa

Cristina de Folgosa", agora com apoio nos marcos, anteriores à presente delimitação, da Comenda de Águas Santas, com a Cruz de Malta esculpida em baixo relevo – a Comenda de Águas Santas pertencia à Ordem do Hospital - (ver foto em anexo), senhoria das terras dos lugares alfenenses confinantes com Santa Cristina (o Lugar de Baguim), terminando no marco da mesma Comenda, situado na Agra de Monforte, limite de Santa Cristina de Folgosa com S. Lourenço de Asmes (Ermesinde), como também o atestam as Inquirições do “Bolonhês” de 1258. De tudo que atrás se descreve, resulta, sem quaisquer dúvidas, que a atual Freguesia de Folgosa, constituída pelas freguesias medievais de S. Salvador de Felgosa e Santa Cristina de Vale Coronado, esta extinta no séc. XVI e integrada na primeira, não tem continuidade territorial, entre ambas situa-se o lugar de Arcos, pertencente à também medieval Sanfins de Coronado, atual freguesia de S. Pedro de Fins. Porém, como não há limites para a imaginação, sobretudo em pessoas historicamente menos informadas, há quem defenda que a continuidade territorial da Freguesia de Folgosa existe através de uma estreita faixa de terreno, ligando o Lugar da Camposa a Santa Cristina, havendo, inclusivamente, um mapa bastante divulgado em certos meios maiatos de suporte gráfico a tal pretensão. Ora, como atrás recordamos, Alfena confronta com S. Pedro de Fins numa extensão de 478 metros, ou seja, entre Folgosa (Lugar da Camposa) e Folgosa (Santa Cristina) não há só o lugar de Arcos, de S. Pedro de Fins, há também quase 0,5 Km de território alfenense que os separa. De resto, há longos anos que assim é. Vejamos, ainda, um diploma da Chancelaria de D. Dinis, do ano de 1312, que outorga uma carta de Foro a um casal na Ferraria, da Freguesia de S. Vicente de Queimadela (atual Alfena), termo da Maia: «D. Dinis pela graça de Deus Rei de Portugal e do Algarve. A quantos esta carta virem faço saber que eu dou e outorgo e aforo, para todo o sempre, a Domingos Peres, morador em Alfena, e a sua mulher e a todos seus sucessores, um meu casal regalengo que é em seu termo e que parte da Ferida do Malho directamente ao Penedo, e, desde aí, como vai directamente ao rio da Ganza, e, desde aí, à pedra sobreposta do vale de Martim, e, desde aí, PELA ESPIGA DO MONTE DE S: MIGUEL; e, desde aí, directamente ao rio Leça, pela veia da água». O casal regalengo sito no Lugar da Ferraria tinha como limite a poente a "espiga", ou seja, a linha de cumeada do monte de S. Miguel, disse-o D. Dinis, vai para 700 anos. Palavra de Rei. (*) Membro da AL HENNA – Associação para a Defesa do Património de Alfena.

Site: www/afunerariamarujo.com / Email: afunerariamarujo@gmail.com CONS. REG. COM. VALONGO N.º 56190

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28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Desporto

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Suplemento de "A Voz de Ermesinde" N.º 902 • 28 de fevereiro de 2013 • Coordenação: Miguel Barros

Rescaldo das finais Bilharsinde

FOTOS VOXX CLUB BILHAR

Durante uma semana e meia o centro comercial Parque Nascente (em Rio Tinto) foi palco de uma dezena de finais de competições alusivas ao universo Bilharsinde. Organizadas pelo Voxx Club de Bilhar (de Ermesinde) as provas contaram com a presença de mais de uma centena de bilharistas, alguns deles de alto gabarito internacional!


II

A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Desporto BILHAR

As tacadas finais de uma dezena de competições do universo Bilharsinde FOTOVOXXCLUBBILHAR

MIGUEL BARROS

Conforme anunciámos na última edição (em papel), fevereiro foi o mês onde o bilhar foi “rei e senhor” do panorama desportivo local, graças à realização de várias finais de competições alusivas ao “universo bilharsinde”. E pelo segundo ano consecutivo o centro comercial Parque Nascente, em Rio Tinto, acolheu as provas organizadas pelo Voxx Club de Bilhar (de Ermesinde), entre os dias 13 e 24, constituindo desta forma uma autêntica maratona de partidas de bilhar – na variante de pool português – que foram presenciadas por alguns milhares de pessoas, que ao longo dos citados dias passaram pelo citado recinto comercial. No total foram 10 as competições disputadas por alguns dos melhores jogadores nacionais e internacionais. Começando pelos mais novos, a Taça Bilharsinde Júnior, prova na qual participaram cinco equipas, foi conquistada pelo C.S. Trofa, que na final levou a melhor sobre o combinado do clube organizador, o Voxx Club de Bilhar. No plano individual, a Bilharsinde Júnior foi arrecadada por Orlando José Conde, bilharista do Café S. Brás, tendo o pódio final ficado completo com Marcos Ramada (2º, atleta do Gondivai), e Ricardo Castro (3º, pertencente aos quadros do Clube Bilhar Netinhos). Participaram nesta Taça Individual Bilharsinde Júnior um total de 32 atletas, oriundos de 6 equipas. Novidade foi também a primeira edição da Bilharsinde Cup, certame destinado às senhoras! E no plano coletivo as primeiras a inscrever o seu nome numa competição na qual estiveram em ação cinco equipas foram as Amigas do Bilhar, que na grande final derrotaram as meninas do Voxx Club de Bilhar. No plano individual as Amigas do Bilhar também fizeram a festa, já que Sérgia Queirós venceu a Bilharsinde Cup Individual. Logo no segundo dia de competição (dia 14) teve início a prova de 64 Duplo KO Individual, onde esteve em ação o tricampeão da Europa de bilhar “9 Pés”, Manuel Pereira, aqui a representar as cores do Clube de Bilhar Pedro Grilo. Este atleta confirmaria no Parque Nascente todo o seu favoritismo nesta prova, já que na final (ocorrida no dia 24) bateu outro peso pesado do bilhar português, Fernando Oliveira, atleta do Paparugui. A prova de 32 KO Duplo Tacada Escocesa (em pares) foi vencida pela dupla representante do Clube de Bilhar Pedro Grilo composta por Manuel Pereira (mais um título!) e João Sousa. Já a Taça Liga Bilharsinde contou com a participação de 24 equipas, tendo como vencedores os bilharistas do Clube de Bilhar Pedro Grilo. A Taça Liga Bilharsinde Individual também ficou na posso do poderoso Clube de Bilhar Pedro Grilo, mais concretamente através do seu jogador João Sousa, que na final bateu Hugo Saraiva, do 8 Pool Team. Por fim a Taça Superliga Bilharsinde e a Taça Superliga Bilharsinde Individual, as duas provas de maior cartaz deste evento, coroaram a equipa que dominou a edição de 2013 do mega evento chancelado pelo Voxx Club de Bilhar, o mesmo é dizer o Clube de Bilhar Pedro Grilo. No plano individual João Sousa levou para casa mais um título, desta feita após ter batido a jovem promessa do pool português, Rúben Guedes, enquanto

que no plano coletivo os bilharistas de Pedro Grilo venceram a Taça Superliga Bilharsinde depois de um triunfo na final da competição sobre o New Academy. No dia 24 caiu então o pano sobre o evento, tendo decorrido a habitual cerimónia da entrega de prémios aos novos(as) campeões(ãs). A abrilhantar a cerimónia esteve o presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde Luís Ramalho, assim como o representante da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Artur Sá Reis, e o presidente do Voxx Clube de Bilhar, Fernando Durão. Satisfeito, e orgulhoso, estava naturalmente Adolfo Pinto, o grande mentor e dinamizador das provas “Bilharsinde”, o qual à nossa reportagem começou por traçar um balanço muito positivo do evento erguido pelo seu clube. «Correu tudo muito bem, estamos muito contentes, e com uma enorme vontade de continuar a trabalhar para que no próximo ano seja ainda melhor. Quero destacar alguns aspetos que ajudaram ao sucesso do evento, e em primeiro lugar sublinho a presença de público, a zona onde estavam as mesas de bilhar tinham sempre muitos adeptos à sua volta. Em segundo lugar é de destacar a qualidade dos atletas presentes, alguns de nível internacional que trouxeram um nível de competição altíssimo, e a prova disso é que tivemos jogos que demoraram três horas a serem decididos (!), o que demonstra uma qualidade bilharística enorme. Em terceiro lugar, quero agradecer e destacar o apoio dado pelo pessoal da segurança e manutenção do Parque Nascente, e estender esses agradecimentos à própria direção do centro comercial pela cedência do espaço. Por último, enaltecer o convívio e amizade verificadas entre todos os participantes das competições, no fundo a essência das competições Bilharsinde», rematou Adolfo Pinto.

HÓQUEI SUBAQUÁTICO

Zuppers entraram em ação na temporada de 2013 de hóquei subaquático FOTOCLUBEZUPPER

Arrancou neste mês de fevereiro a temporada de 2013 de hóquei subaquático, com a realização da primeira etapa do Campeo-

nato Nacional, decorrida no fim de semana de 16 e 17 de fevereiro no Complexo Olímpico de Piscinas de Coimbra. Entre os conjuntos presentes desta-

cam-se os ermesindenses do Clube Zupper (na imagem), os quais entraram numa competição que esta época sofreu algumas alterações impostas pelo Instituto de Desporto de Portugal. De acordo com este organismo cada clube apenas pode participar no campeonato nacional com uma equipa, contrariamente ao que vinha sucedendo até aqui, facto que obrigou a Federação Portuguesa de Atividades Subquáticas a criar uma espécie de competição paralela, denominada de Open, onde os clu-

bes podem inscrever o número de conjuntos que quiserem. Open este que em Coimbra esteve aberto a combinados internacionais, neste caso oriundos da vizinha Espanha. No campeonato nacional o Clube Zupper foi olhado com respeito pelos restantes adversários, até porque não era à toa que ostentavam o título de campeões regionais da modalidade. Contudo, e apesar das boas exibições, os “zuppers” não foram além do penúltimo lugar da competição, sendo que em cinco en-

contros disputados conseguiram apenas um empate – ante o NS Coimbra –, terminando os restantes com derrotas. O vencedor desta primeira etapa foi o CNAmadora, que venceu todos os jogos em que participou, seguido dos Aquacarca, do Eixo, e dos Sharks. Já no Open o Clube Zupper – que competiu com duas equipas – fez um pouco melhor. Em nove partidas os “zuppers” “A” somaram duas vitórias, um empate, e seis derrotas, performance que

lhes valeu a 7ª posição, com sete pontos, ficando à frente de um dos dois conjuntos internacionais presentes, neste caso o Sevilha, último combinado este que no encontro de abertura foi esmagado pelos ermesindenses por 7-0! Quanto aos “zuppers” “B” quedaram-se pelo 9º e penúltimo lugar, com três pontos somados, fruto de uma vitória e oito derrotas. O vencedor deste Open foi a equipa de Madrid, que não perdeu um único jogo!


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Desporto

III

BASQUETEBOL

CPN alcança terceiro título distrital no espaço de mês e meio! FOTOCPN/BASQUETEBOL

AVE/CPN

O “basket” cepeenista levou à letra o velho ditado que “não há uma sem duas, nem duas sem três”, ao conquistar neste início de fevereiro o seu terceiro título distrital no curto espaço de mês e meio! Depois das iniciadas terem inaugurado as festividades em finais de dezembro passado, e das juniores terem dado continuidade à onda festiva no derradeiro fim de semana de janeiro foi agora a vez das cadetes (na imagem) trazerem para Ermesinde mais um “caneco”, o de campeão distrital feminino do citado escalão. Facto consumado no pri-

meiro fim de semana de fevereiro, altura em que Matosinhos recebeu a fase final do campeonato distrital. Prova onde à imagem do que tinha feito até então – na fase regular – o CPN teve um percurso 100 por cento vitorioso, ou seja, três vitórias noutros tantos encontros disputados. No primeiro dia da competição (dia 1) a turma da nossa freguesia bateu o Juvemaia por concludentes 82-35. Uma partida onde após um início onde permitiram dois triplos ao adversário as cepeenistas para um resto de primeiro quarto sufocador e intenso, acabando os primeiros dez minutos da partida com uma vantagem de 43-10, sendo essa vantagem aumentada progressivamente até ao resultado final de 82-35. No outro encontro da ronda inaugural o Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo vencia o Desportivo da Póvoa por 19 pontos de diferença. No dia seguinte foi a vez das poveiras sucumbirem aos pés das ermesindenses, num jogo onde estas últimas não permitiram ao adversário passar a barreira dos 8 pontos por período. No final o marcador indicava uns expressivos 101-26 a favor do CPN! O título estava cada vez mais perto, sendo que na outra partida o Valongo derrotava o Juvemaia por 58-43, e assim sendo o CPN-Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo do dia seguinte assumia contornos de verdadeira final. E no domingo, após o Juvemaia ter garantido o 3º lugar após bater o Desportivo da Póvoa, o CPN entrou em campo para defrontar as vizinhas do Núcleo Cultural e Recreativo de

Valongo. Com uma entrada desconcentrada e perdulária, as ermesindenses permitiram ao adversário colocar o jogo a 01-10 nos primeiros três minutos da partida, sabendo no entanto reagir logo de seguida e acabando o período com uma igualdade a 14 pontos. No segundo quarto, o CPN manteve o ascendente demonstrado nos minutos finais do primeiro quarto, colocando a partida a 11 pontos, mas distrações defensivas e precipitações ofensivas no último minuto permitiu que o adversário reduzisse a diferença para 4 pontos. 28-24 ao intervalo. No terceiro quarto, o CPN entrou forte e decidido, realizando um parcial de 9-0 em menos de dois minutos, aumentando a vantagem para 15 pontos até ao final do período (48-33), sendo que no último quarto, apesar do “tudo por tudo” dado pelo adversário, as cepeenistas não deixaram baixar da barreira dos 8 pontos de diferença, acabando por vencer a partida 60-51, sagrando-se assim bicampeãs distritais de cadetes. Para a história ficam os nomes dos campeões: Beatriz Mesquita, Catarina Bonito, Catarina Miranda, Celeste Almeida, Joana Gadelho, Joana Nora, Mafalda Sousa, Mariana Guerra, Rita Madureira, Rita Pereira, Rita Teixeira, Sara Miranda, Sara Moreira, Sofia Almeida (todas elas atletas), Agostinho Pinto (treinador), Francisco Costa (treinador-adjunto), Renato Horta (diretor) e de Julião Costa (responsável pela estatística).

SETAS

DAMAS

Conjuntos do Pedros Bar trazem um pouco de alegria ao triste cenário das equipas ermesindenses

Ermesinde acolhe importante certame damístico nacional

AVE

Está longe de poder ser considerada positiva a época que a maioria das equipas ermesindenses – a competir nos três escalões da Associação de Setas do Porto – está por estas alturas a protagonizar. Os maus resultados sucedem-se jornada após jornada e como consequência vamos vendo os clubes da nossa freguesia mergulhados no fundo das respetivas tabelas classificativas. Uma das exceções, ou as exceções, são duas das quatro equipas que o Pedros Bar tem a competir nas provas da Associação de Setas do Porto. Equipas essas que se encontram na 2ª Divisão, “coladas” ao líder deste escalão, o Inter Claudis Darts. E na última ronda da prova, mais precisamente a 14ª, ocorrida no passado dia 22 de fevereiro, houve um encontro entre os dois conjuntos do Pedros Bar, nomeadamente o Pedros Bar X e o Pedros Bar. O triunfo sorriu a estes últimos, por 5-4, resultado que fez com que na tabela classificativa as duas equipas estejam agora de braço dado na vice-liderança com 36 pontos, a quatro do Inter Caludis Darts. Quem também dá indícios de querer abandonar a parte inferior do quadro classificativo é o

terceiro conjunto do Pedros Bar, os Austeridardos Pedros, que ao vencer em casa dos Wizard Darts por 6-3 elevaram para dois o número de vitórias consecutivas, subindo assim ao 12º lugar da classificação, agora com 20 pontos. Quanto à outra equipa de Ermesinde a competir nesta 2ª Divisão, os Cruzas, foram a Valongo perder com os Flexas por 0-9! E na 1ª Divisão da Associação de Setas do Porto o destaque vai mais uma vez para a Eleet Team/Café Conquistador, equipa que vai de mal a pior! Na 14ª jornada sofreu mais uma derrota, desta feita em casa do Addicted Quinta da Caverneira, por 4-5, o que lhe valeu mais uma queda, desta feita até ao 6º lugar, onde se encontra com 26 pontos, a 12 do líder provisório, o Latitude. Menos mal estão os Arrebola Setas, que em casa venceram o derby ermesindense ante o Estádio Dart’s/40’s Bar por 6-3, subindo assim ao 5º lugar da tabela, contabilizando 28 pontos. Na 3ª Divisão, a única equipa da nossa cidade presente, o Pedros Bar III, foi derrotada em casa, na 4ª jornada, ante o Bar Sede Regufe, por 4-5, e ocupa assim a penúltima posição da classificação, com cinco pontos, os mesmos que leva de distância Claudis II.

É já no próximo dia 16 de março que a nossa freguesia vai receber alguns dos melhores jogadores de damas nacionais, que aqui virão para disputar o I Open de Damas Clássicas de Ermesinde. Certame que irá decorrer no polivalente da Escola Secundária de Ermesinde, com início agendado para as 14h00, estando sob a responsabilidade do Núcleo de Damas de Ermesinde, que contará com o apoio da Federação Portuguesa de Damas, da Associação de Damas do Porto, e da Junta de Freguesia de Ermesinde. Ao todo são esperados 80 damistas, em representação de equipas vindas de Mangualde, Viseu, Vizela, Gondomar, Valadares, Vila do Conde, Lobão, Coimbra,Aveiro, Santo Tirso, S. Pedro da Cova, São João da Madeira, e claro está, Ermesinde. Entre os nomes sonantes já confirmados destaca-se o do maior jogador português de todos os tempos, Vaz Vieira, que aliás será alvo de uma homenagem durante o evento. Paralelamente será disputado pela primeira vez a nível nacional um torneio destinado ao escalão sub-15, sendo que os interessados em participar no torneio destinado às jovens promessas das damas deverão contactar os elementos da organização Jorge Teixeira Rocha (91 63 53 499) e Sérgio Bonifácio (91 57 83 707).

Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente). Coordenação: Miguel Barros; Fotografia: Manuel Valdrez. Colaboradores: Agostinho Pinto e Luís Dias.


A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Desporto FUTEBOL

Ermesinde vive a melhor fase da temporada! Já diz o ditado que “não há mal que sempre dure”, e depois de uma primeira volta do campeonato distrital da Divisão de Honra verdadeiramente catastrófica, a equipa principal do Ermesinde Sport Clube parece agora ter encontrado os caminhos dos resultados positivos, e sobretudo mantém – e cada vez mais – viva a esperança num final feliz, o mesmo será dizer, permanecer no escalão maior da Associação de Futebol do Porto (AFP). Neste mês de fevereiro a turma de Sonhos não perdeu um único encontro (!), facto que se traduziu a melhor série de resultados averbados em 23 jogos disputados. Em termos concretos os pupilos de Jorge Abreu somaram dois empates e festejaram duas vitórias – seguidas (!) -, a última delas no passado domingo (24 de fevereiro) no reduto do Canidelo, por 1-0. Esta sequência de bons resultados fez com que o Ermesinde tivesse deixado o último lugar da prova, indesejado testemunho passado ao Perosinho, sendo que os rapazes da nossa freguesia ocupam agora a 17ª posição, com 20 pontos, a somente oito da “linha de água”, isto quando faltam 11 jornadas para o final do campeonato. Seguidamente apresentamos os resumos das quatro partidas do Ermesinde no mês que agora finda, começando pela já citada vitória em Canidelo, em partida alusiva à 23ª jornada. MB O Ermesinde deslocou-se na tarde do passado dia 24 ao terreno do Canidelo (encontro da imagem) para aí lutar pelos três pontos em disputa na 23ª jornada do campeonato da Divisão de Honra . O jogo na primeira parte foi bastante apático, muita luta a meio campo mas poucas ocasiões de perigo. O Canidelo dispôs de apenas uma boa ocasião para marcar, e o Ermesinde de poucas mais. No entanto, na segunda parte, com a atitude que se viu logo no início, cedo deu para perceber que eram os forasteiros que mostravam a intenção de amealhar os três pontos. O Ermesinde tentou sempre ser dono e senhor do jogo, com muito mais iniciativas de ataque que o seu adversário. Contudo os gaienses dispuseram de vários livres em zona frontal da baliza à guarda de Rui Manuel, mas só por uma vez criaram um calafrio quando a bola bateu com estrondo no poste direito. Não mais se viu do Canidelo nos restantes minutos! Até que ao minuto 88 Leça parte em velocidade e é carregado em falta na grande área, sendo que o juiz da partida não teve dúvidas e de imediato apontou para a marca de castigo máximo. Guedes, encarregado da marcação, com calma, faz o golo solitário da turma da nossa cidade. Neste jogo os ermesindistas alinharam com: Rui Manuel, Tiago Silva, Hélder Borges, Rui Stam, Delfim, Guedes, Ricardo Leça, Gato (Davide, aos 65m), Diogo Sousa, Paulo (Huguinho,

aos 55m) e Flávio Rocha (Rivaldo, aos 55m). MÁRCIO CASTRO

Abandono do último lugar E eis que ao fim de 21 jornadas a carregar a “lanterna vermelha” do campeonato da Divisão de Honra da AFP, o Ermesinde passou o indesejável testemunho ao Perosinho, na sequência de um triunfo caseiro por 1-0 diante dos Dragões Sandinenses, encontro alusivo à 22ª ronda, disputado no passado dia 17 de fevereiro. Num jogo de emoções fortes os da casa entraram muito bem e logo aos dois minutos Rivaldo faria o único golo do jogo. Com o golo sofrido a formação de Sandim apostou forte no ataque mas embateu sempre contra uma defesa bem estruturada do Ermesinde, a qual poucas hipóteses deu à equipa visitante para chegar perto do golo. Ainda antes de o cronómetro contabilizar a meia hora de jogo Flávio lesionou-se e teve que ser substituído. Para o seu lugar entrou Miguel, jovem da “cantera ermesindista”, que acabou por não ter muita sorte pois aos 58 minutos acabou expulso e obrigou o Ermesinde a jogar mais de meia hora de jogo com uma unidade a menos. Mesmo com esta contrariedade na segunda parte os homens orientados por Jorge Abreu não deram parte de fracos e a formação dos Dragões Sandinenses teve sempre muitas dificuldades para chegar perto da baliza de Rui Manuel. A equipa visitante, já nos descontos, ainda introduziu a bola na baliza dos locais mas o árbitro anulou o lance por alegado fora de jogo. Quinzinho, dos Dragões

Sandinenses, após o lance acabou expulso por palavras a um dos juízes da partida. No final do jogo a equipa da nossa freguesia foi quem levou os três pontos, completamente justos, e que fazem sonhar, ainda, com a possibilidade de, no final do campeonato, não se sinta em Ermesinde a tristeza de uma descida de escalão. No encontro com os Dragões Sandinenses o Ermesinde alinhou com: Rui Manuel, Tiago Silva, Hélder Borges, Stam, Delfim, Guedes, Leça, Hemery; Rivaldo (Gato, aos 88m), Hugo (Sousa, aos 93m) e Flávio (Miguel, aos 24m). LUÍS DIAS

Empate em tarde de carnaval O mau tempo e a quadra carnavalesca afastaram muitas pessoas do Estádio de Sonhos na tarde do passado 10 de fevereiro, para assistir ao encontro entre o Ermesinde e o Serzedo a contar para a 21ª jornada. Apesar do nulo final este foi um jogo muito disputado entre ambas as equipas, com ocasiões de golo de parte a parte. Na etapa inicial foi a formação visitante a primeira a levar perigo à baliza adversária, por intermédio de Vita, quando iam decorridos apenas quatro minutos da partida, com um bom remate, mas ligeiramente ao lado do poste direito da baliza defendia por Rui Manuel. Apenas dois minutos depois, foi a vez de Franco, com um bom remate para defesa do guardião ermesindista. Reagiu bem a turma da casa, e o estreante Hugo só não marcou golo aos 10 minutos, porque o poste da baliza do Serzedo impediu o seu intento. Este jogador teve uma bela exibição, que bem merecia ter

FOTO MÁRCIOCASTRO

sido premiada com um golo. O jogo passou a fazer-se mais a meio campo, com grande sacrifício para os intervenientes dado o estado pesado do relvado. Aos 21 minutos, Leça esteve muito perto de inaugurar o marcador, mas o guardião César estava atento e lá conseguiu evitar o golo dos homens da casa. Aos 23 minutos ocorreu o caso do jogo: João Reis, num lance com Hélder Borges, fez falta que o árbitro considerou punível com cartão amarelo. O atleta do Serzedo não aceitou a decisão do juiz da partida, terá reclamado em termos menos próprios e viu cartão vermelho direto. O Ermesinde ficou em superioridade numérica e a assistência em Sonhos pensou que se seguiria um amplo e total domínio da sua equipa, mas, na verdade, o clube visitante soube ocupar bem os espaços e sobretudo organizar-se bem em termos defensivos. Até ao fim da primeira parte não se registou mais nenhum lance digno de destaque. No reatamento da partida voltou o Serzedo a demonstrar que não queria defender o resultado, mas fazendo jus ao seu lugar na tabela classificativa (com o dobro da pontuação do Ermesinde), pretendia levar consigo os três pontos. De-

corridos apenas dois minutos, Rui Manuel foi obrigado a aplicar-se para evitar o golo dos forasteiros. Respondeu o Ermesinde, por intermédio de Rivaldo, quando ia decorrido o minuto 57, jogador que desfrutou de excelente oportunidade para marcar, mas César voltou a corresponder com uma boa defesa. Já no período final do encontro, Sousa, que havia entrado para o lugar de Leça, dá sequência a um centro de Flávio, mas a bola passa ao lado do poste direito de César. Mesmo com o adversário reduzido a 10 unidades (a 9 já no período de compensação), a equipa anfitriã, que apenas fez duas substituições, não conseguiu desfeitear a bem organizada defesa visitante, mantendo-se o nulo até final, que acaba por se aceitar. Neste jogo a turma da nossa freguesia alinhou com: Rui Manuel, Tiago Silva, Hélder Borges, Stam, Delfim, Guedes, Leça (Sousa, aos 74m), Hemery, Rivaldo, Hugo (André, aos 89m) e Flávio. LUÍS DIAS

Resultado positivo em casa de candidatos Depois da goleada imposta ao Baião no dia 27 de janeiro a turma de Sonhos foi arrancar

no passado dia 3 de fevereiro um precioso empate a zero bolas no reduto de um dos candidatos à subida de divisão, o Nogueirense. Alusivo à 20ª jornada o duelo mostrou um Ermesinde que nunca foi inferior aos visitados ao longo de 90 minutos sem grandes motivos de interesse, tão poucas foram as ocasiões de golo em ambas as balizas. E por falar em balizas, Rui Manuel, guarda-redes ermesindista teve de ser substituído por Eriksson ao intervalo, na sequência de uma lesão contraída após uma grande defesa. Muito disputado a meio campo, o encontro terminou com uma justa repartição de pontos, divisão esta que deixou mais satisfeito o Ermesinde, que agora soma 13 pontos, estando a apenas dois de alcançar o penúltimo classificado, o Perosinho. Em Nogueira da Maia o Ermesinde alinhou com: Rui Manuel (Eriksson, aos 45m); Tiago Silva, Hélder Borges, Rui Stam, Delfim; Guedes, Ricardo Leça (Rivaldo, aos 82m), Hemery, Flávio, Rui Pedro (Sousa, aos 60m) e Miguel (Vítor Gato, aos 60m). MÁRCIO CASTRO


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

A VOZ DE

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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Crónicas

O Homo economicus

REINALDO BEÇA

a sua caminhada através da Europa, o “Homo neanderthalensis” ou de Neandertal, chegou à Península Ibérica há cerca de 200 000 anos e, no seu extremo ocidental, não podendo prosseguir, devido ao grande oceano que encontrou pela frente, aqui ficou, ocupando, para sua habitação, todas as cavernas disponíveis que encontrou na orla marítima. Nos meios científicos de Antropologia e Arqueologia, ficou a dúvida se aquele antropóide primitivo cá permaneceu na sua pureza ou foi extinto na competição com o Homo sapiens de CroMagnon que também aqui arribou há cerca de 40 000 anos ou então cruzou-se com este, dando origem à base da raça ibérica ou hispânica. Esta última hipótese de cruzamento genético parece ser a mais provável e credível, dado o número de espécies neandertalenses que ainda se detetam com frequência, no dia a dia, tanto no seu estado puro como mesclados de sapiens. Penso até que essa

espécie de homem pré-histórico seja o antepassado mais próximo do actual Homo economicus ibericus, a nova espécie que mesmo considerada racional, se endivida irracionalmente, até cair na teia da banca que só o larga quando não houver mais que sugar De facto, o Homo economicus ibericus, dentro dos novos conceitos de Economia, é um agente racional dotado de preferências e capaz de classificar diferentes cabazes de bens. É precisamente isto que o torna diferente do Homem de Neandertal, sabe classificar cabazes de compras e escolher a combinação de bens que maximizam a sua consolação ou satisfação, podendo atingir a felicidade total ou o êxtase consumista se o seu rendimento tiver a elasticidade suficiente para lhe permitir consumir tudo o que lhe der na gana. E é precisamente essa overdose de consumo que o poderá levar à irracionalidade de cair no endividamento à banca, não resistindo ao apelo, aliás irrecusável, das promoções e dos banqueiros que o incitam com o slogan “leve agora e pague depois”. Para o “Homo economicus” da nova vaga consumista, semelhante apelo é irresistível mas também corre o risco de perder tudo aquilo que fazia a sua felicidade suprema: a vivenda com piscina e o pó-pó de grande cavalaria que fazia a inveja dos vizinhos e dos amigos, para além de inúmeras inutilidades. E a culpa é sempre do vizi-

nho ou do amigo que compram tudo o que ele não pode comprar e isso é muito difícil de engolir. Daí, o “Homo economicus” deixar de ser racional e continuar a fiar-se nas facilidades muito interessantes e atrativas dos banqueiros e vendedores que lhe dizem para comprar agora, ir de carro novo para férias e só começará a pagar no Natal. Impossível resistir, e o endividamento volta quando regressa de f��rias e lá vai o carro juntamente com o emprego e o resto dos bens que possuía. Mas gozou e foi feliz. Atualmente, no “Economicus Mundi” em que vivemos felizes no Ocidente, a Economia de Endividamento passou a substituir a de Mercado e o “Homo economicus ibericus” já não é dotado de preferências, nem capacidade tem para escolher e classificar cabazes de bens de conformidade com a sua elasticidade financeira, consome tudo o que couber no carrinho das compras. E quando há descontos irresistíveis de 50%, os genes neanderthalescus dos seus antepassados que ainda perduram latentes nas moléculas da sua célula biológica, saltam cá para fora com tal violência, que o parceiro das compras, ao lado, correrá grande risco se açambarcar algum bem que ele pretenda também para si. E haverá grandes sarilhos, de certeza, naquele ambiente de grande competitividade, quando a concorrência, sem regras nem limites,

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prevista numa economia de mercado neoliberal, se transforma numa guerra e os primitivos instintos de preservação e continuidade da espécie, em estado latente desde os primórdios tempos dos hominídeos, voltam a entrar em ação como na pré-história e a cacetada começa com garrafas de ketchup e latas de conserva pelo ar e assaltos aos carrinhos de compras dos açambarcadores que transportam, apressados, olhando para trás, o que já está esgotado. No meio desta barafunda consumista nem o laissezfaire dos fisiocratas nem a intervenção da Natureza auto-reguladora dos liberais de há 200 anos, como Adam

Smith e Stuart Mill, regularizarão semelhante balbúrdia dos mercados. É isto que nos espera e talvez acabe, num grave conflito de grandes proporções, esta experiência anacrónica de livre concorrência sem limites, de mercados auto-regulados pela flexibilidade dos preços e sem qualquer intervenção estatal, mas antes desregulados pela ganância de muitos especuladores, experiência essa que está a levar os combustíveis a uma escandalosa inflação diária jamais vista. E a célebre Economia de Mercado, que diziam trazer riqueza e prosperidade aos povos, está a dar lugar a uma Economia de Endividamento

de muitos países, graças aos “multiplicadores da despesa pública” que os desgraçaram durante anos e se puseram a andar, vivendo agora à grande e à francesa sem prestarem contas. E tudo isto numa Europa desempregada, que atravessa uma grave crise económica e que troca o avançado e pacificador Estado Social por uma Economia de Penúria no âmbito duma concorrência pré-histórica de trogloditas que se destroem uns aos outros numa guerra de sobrevivência, arrastando os trabalhadores para um desemprego crescente que já atingiu níveis que nem em tempo de guerra se alcançou.

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28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Ser professor mentos. Contra o que era costume, fizeramme muitas perguntas que eu procurei satisfazer. Espero não os ter defraudado e não me ter excedido em entusiasmo. Com sinceridade, não fiquei surpreendido uma vez que já conhecia o rigor temperado de carinho que a

Crónicas

sa do 6º Ano, dirigi-me ao bloco onde os meus alunos tinham cumprido a sua prestação e fiquei siderado ao ver a Beatriz desfeita em lágrimas, rodeada por vários dos seus colegas que tentavam confortá-la. Perguntei-lhe o porquê de tão grande perturbação. Com muita dificuldade, respondeu-me que a prova lhe tinha corrido mal. «Como assim?» FOTO ARQUIVO

NUNO AFONSO

izia o Professor Cândido Mendes, meu antigo professor na PUC do Rio de Janeiro, que «Sociologia é o único curso que se segue por opção». Os eclesiásticos diziam que para ser padre é preciso ter vocação. Eu disse muitas vezes aos meus colegas que ser professor é uma missão. Um ano depois de me ter aposentado, conduziram-me à presença da colega que presidia ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escola de Alfena. Quem fez as apresentações acrescentou à enunciação: – Foi professor e aposentou-se o ano passado. Antes do cumprimento formal, declarei: – Desculpe que faça uma correção: fui professor e continuo a sê-lo. Esta é uma daquelas profissões que não se deixam para aceder ao merecido descanso, como quem se desfaz do guarda-chuva ou do sobretudo ao entrar em casa. – Tem toda a razão – respondeu. Não me vou esquecer do que acaba de me dizer. Mal imaginava eu que, menos de cinco anos volvidos, retomaria, ainda que provisoriamente, a antiga função. A Professora Clara Fontes, diretora de uma das escolas do meu antigo Agrupamento, dirigiu-me o honroso convite que, de pronto, aceitei. Fui recebido com a esperada simpatia da Diretora e por um grupo de crianças muito bem comportadas e ávidas de novos conheci-

professora imprimia às suas turmas. “Herdei” algumas turmas preparadas por ela e ainda recordo esses antigos alunos com saudade. Não me esqueci dos seus nomes. Por ela soube que a melhor aluna da última delas e que, agora, frequenta o 12º Ano, teve 20 valores a todas as matérias na avaliação do primeiro período letivo. Absolutamente invulgar e digno de encómios. Não me admiraria nada que, no fim do ano, fosse considerada a melhor aluna do país. Conhecendo as suas capacidades e a sua aplicação ao estudo, sei que vai ter um futuro brilhante, provavelmente lá fora, num país que saiba reconhecer-lhe o valor desdenhado pelos nossos atuais governantes. Recordo para os leitores um episódio significativo: terminada a Prova de Aferição de Língua Portugue-

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– indaguei. «Não soube responder a uma questão», disse entre soluços. Como inspetor para as Provas de Aferição, eu já conhecia as perguntas e quis saber onde tinha errado. «Não soube o significado de q.b. numa alínea sobre a receita culinária que foi apresentada» – conseguiu balbuciar. «Não fiques assim tão preocupada. Essa alínea tem uma cotação quase insignificante. Se foi esse o erro, podes ficar tranquila, vais ter, certamente, a cotação máxima. Quando, semanas depois, foram publicados os resultados, verifiquei que obtivera a nota máxima não apenas da sua turma mas de toda a escola e recebeu os parabéns de alunos e professores. Acresce que não houve qualquer negativa na turma. Esta foi, entre todas aquelas de que fui professor, a que mais sauda-

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des me deixou. Tive muitos alunos nos vinte anos em que permaneci na Escola dos 2º e 3º ciclos de Alfena, alguns muito bons. Peço desculpa a todos os que foram meus alunos por eleger esta como a melhor turma que lecionei. Recordo com saudade outras turmas e mais de mil alunos que procurei ajudar nesses últimos anos de profissão efetiva. Gostaria de referir os nomes de alguns dos que mais se distinguiram mas acho que seria injusto para os restantes. Todos mereceram a minha atenção e disponibilidade. Peço desculpa se não os identifico quando, por acaso, os vou encontrando nos mais diversos lugares. Desejo, de todo o meu coração, que estejam bem e que tenham sucesso na vida. Tive oportunidade de encontrar entre o corpo docente da escola várias colegas de cujos filhos fui professor em anos letivos diferentes. De todas recebi as maiores atenções e, juntos, relembrámos esses tempos distantes. Celebrámos o nosso reencontro com um chá no intervalo a meio da manhã, tal como acontecia no tempo em que lecionei na Escola dos 2º e 3º ciclos de Alfena. Fui professor de grande parte dos filhos de colegas e de auxiliares da nossa escola e do nosso agrupamento. A própria Professora Clara se esforçou para que eu fosse o professor de Língua Portuguesa da turma em que o filho dela e do Professor Jorge Fontes estava integrado. Também reencontrei a D. Célia, auxiliar de ação educativa que trabalhou na “minha” escola e cujas filhas – a Daniela e a Catarina – foram minhas alunas. O dia 21 de fevereiro de 2013 foi, para mim, um dia feliz. Se outras oportunidades houver, terei imenso gosto em repetir, desde que não tenha obrigações familiares ou pessoais nessa ocasião. Deixo aqui expressa a minha gratidão à Professora Clara pelo convite que me endereçou, pelas amáveis palavras que me dirigiu e pelo ambiente de sã camaradagem que pude reviver. Foi bom demais ter encontrado muitas outras colegas e delas ter recebido tão grandes demonstrações de carinho. Bem hajam!

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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Crónicas

Os timoneiros

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ma das vantagem de caminharmos muito a pé, para além de ser benéfico para a saúde, é a de termos tempo para “olhar” – ver coisas que fazem parte do nosso país real. Ultimamente nas minhas caminhadas, em trabalho, tenho tido oportunidade de ver que ainda existem muitas coletividades a que vulgarmente se chamam associações culturais e recreativas e Ermesinde não é exceção. Também a ideia que eu tinha de que quem as representava no topo da hierarquia, o presidente, o faria por uma questão de vaidade pessoal ou até “fonte de poder”, haveria de tombar por terra quando a amizade me cruzava com um colega de carteira que desempenha o papel de “presidente” de uma destas associações. Pessoa de carácter, de vontade férrea e de humildade quanto basta, ajudou-me a perceber que fazia jus ao “lema” da sua Associação – “O exemplo é o melhor dos sermões”, e foi a tentar perceber aquela paixão e aquele carinho por um sonho que já vinha da sua infância que mudei de atitude e de opinião sobre a importância social que tinham estas associações agora, uma fonte de interesse para a minha aprendizagem “on going”. E um lugar onde já não me coíbo de entrar e tomar um cafezinho, como aconteceu há poucos dias enquanto espe-

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rava pelo autocarro na “Milanesa”, onde percebi que era a sede de uma destas Associações. Posteriormente, num outro dia via chegar a esta associação, lá em Parada, jovens equipados para a prática de desporto e eu gostei de os ver orientados pelos adultos, aqueles que se dedicam a estas causas, porque aqui não se fala em “honorários” – tudo é traduzido em altruísmo, bairrismo, amizade, convívio e tantas coisas que farão mover as pessoas que se abrigam nelas, lhes dedicam o seu tempo, o seu empenho e a sua dedicação, dando a cara à compreensão e à incompreensão, também. Quando estes “carolas” se cansam de serem apontados e criticados, atirando com a “toalha ao chão”, quase sempre se aplica a regra popular “atrás de mim virá quem bom de mim fará”, porque as pessoas às vezes têm a memória curta e não se lembram que para se chegar lá, ao objetivo que faz os outros “cobiçarem o poleiro”, é preciso sacrificar muita coisa a estas causas que dão um trabalho árduo e duro. Tendo em conta que só os diamantes serão eternos, tudo o mais se esfuma enquanto o “diabo esfrega o olho”. De repente, na reflexão que fazia, associava o papel das pessoas que levam a bom porto este tipo de coletividades aos dos “timoneiros”, cuja perícia, mestria e coragem os fazem conduzir em segurança e sabiamente as naus, que se modernizaram, e a evolução dos tempos transformou, e onde este tipo de profissão e desempenho ainda não foi substituído por uma máquina. Ao longo do tempo eu tenho vindo a perceber que ainda acresce a esta responsabilidade o facto de estas naus (associações, coletividades, instituições, etc.) terem à sua

responsabilidade crianças e jovens – os adultos de amanhã, que irão herdar o tal exemplo que efetivamente na maioria das vezes vale muito mais que um bom sermão. Se na crónica anterior referia um retrocesso a

ram de acreditar, que servem a comunidade abrindo-lhes a porta ao convívio, à tertúlia na discussão de ideias, que em grupo são bem mais fortes do que isoladas, que possibilitem o acesso dos miúdos na procura de valores de integridade que lhes formem o carácter entregando à sociedaFOTO ARQUIVO GL de adultos bem formados como seres humanos que estejam habituados a partilhar, a pensar e agir no “coletivo” e, fundamentalmente, saberem gerir as emoções no saber ganhar e também saber perder, não baixando os braços, ao terem na sua retaguarda pessoas em quem eles e as suas famílias confiam e que lhes saibam incutir a coragem necessária para não desistirem e seguirem em frente, atrás de novas batalhas e novas conquistas. E aqui escolho mesmo a expressão do rosto do Miguel (um dos jovens do nosso Centro de Ocupação Juvenil, COJ) que ilustra toda a pujança própria de quem vive neste nosso mundo que sempre pula e avança e nada poderá impedir isso. Eu gosto da frase que se atribui a Goethe: «É na limitação que se revela o mestre», daí o tremendo respeito que me passou a merecer este tipo de associativismo, a quem desejo a continuação de bom trabalho para os seus “timoneiros” e todos os que os coadjuvam, com um bem hajam! por tudo o que dão de si a uma causa que, por ser recreativa, cultural, desportiva e até social, é um bocadinho de todos, porque o que estamos a assistir no nosso País, pode ser saber ganhar e saber perder sem se que cada que a crise possa ser o tal “negócio de oportuni- um se perca dentro de si mesmo é e sempre dades” para estes “teimosos” que nunca deixa- será uma mestria.

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de Ermesinde

Opinião

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Governo sobreviverá à 7ª avaliação?

A. ÁLVARO SOUSA (*)

o momento em que escrevo estas linhas lê-se na primeira página do jornal “I” que “Sobrevivência do governo está em risco se a troika não travar austeridade”. No desenvolvimento do trabalho jornalístico, Liliana Valente escreve a dada altura que «o executivo de Passos Coelho aposta todas as fichas nesta avaliação [7ª] e numa flexibilização europeia. Numa estratégia de ou vai ou racha, os dois ministros de Estado Vítor Gaspar e Paulo Portas vão debater com os técnicos do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional o plano que têm vindo a desenhar nos últimos tempos de cortes na despesa pública de cerca de quatro mil milhões de euros». Estando ainda por se iniciar os trabalhos da referida avaliação, ninguém saberá o resultado final e, consequentemente, se o Governo resistirá qualquer que seja o desfecho que venhamos a registar. Há, porém, uma certeza para muitos economistas, políticos e comentadores: se o Governo tentar intro-

duzir mais austeridade na vida das pessoas e na atividade das empresas, não só não resolverá o grave problema do défice e da dívida, como agravará o já preocupante índice da recessão da economia previsto para 2013. Comungamos, infelizmente, do pensamento de todos, e são muitos, os que reclamam por outras políticas, conhecidos que são os resultados desastrados das que têm vindo a ser seguidas. Começamos mesmo a recear que no edifício da Presidência Oficial do primeiro-ministro, haja por lá um qualquer vírus de “casmurrice” que impede aos seus inquilinos de enxergarem o desastre das suas políticas. Foi assim com José Sócrates. Quando muitos começaram a dizer-lhe que era preciso arrepiar caminho, ele teimou até ao momento em que a Oposição lhe apontou a saída através da rejeição do PEC IV. É agora com Passos Coelho que, insensível ao drama que a sua teimosia causa a todo o País, continua a afirmar publicamente que o caminho que a governação tem vindo a trilhar é para continuar, custe o que custar. A dada altura do programa da RTP “Prós e Contras” de ontem (24/02), o General Pinto Ramalho lembrava que na execução das operações militares não há lugar a experimentalismos, deixando perceber que a prática reiterada dos políticos de avançar com medidas sem se preocuparem com os seus efeitos é coisa que, felizmente, não pode acontecer nas Forças Armadas. Mutatis mutandis, os nefastos resultados do experimentalismo deste governo deveriam aconselhar os seus membros a terem já procurado políticas alternativas, percebendo que, como ontem afirmou Marcelo Rebelo

de Sousa, as terão de anunciar e implementar mais tarde, com o gravame de o fazerem em estado de necessidade, que deveriam e poderiam ter evitado. Quando não aprendemos com os erros dos outros, poderemos ser tudo menos inteligentes. Se outros exemplos a vida política nacional não nos oferecesse, bastaria recorrer ao erro de Sócrates em pedir ajuda externa só quando os cofres do Estado estavam praticamente exauridos, obstinação que sujeitou os portugueses à perda de independência económico-financeira, tendo de aceitar condições inscritas num memorando que trouxe como consequência a destruição da economia, o flagelo do desemprego, a ruína de muitos milhares de famílias, o empobrecimento de trabalhadores, pensionistas e aposentados, catapultando para as primeiras páginas dos jornais as ajudas de instituições de assistência social que se têm desdobrado para matar a fome a portugueses que, em menos de dois anos, se viram empurrados da classe média, a que pertenciam, para a de utentes das cantinas e outros serviços das Misericórdias e de outras Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPPS). Na nossa história da democracia temos o mau exemplo dos políticos que detêm o poder ignorarem e molestarem as oposições, mesmo em períodos em que deveriam perceber que – devendo a sua preocupação centrar-se na resolução dos problemas dos cidadãos – se lhes imporia incentivarem o diálogo com os representantes destas, com vista a implementarem as reformas necessárias para assegurar uma panóplia de medidas garantistas de estabilidade política, um

sistema judicial dinâmico com decisões céleres e compreensivas e de um quadro fiscal razoável e inalterável para um período de dez ou mais anos, a fim de que os investidores possam procurar-nos nas suas opções, por saberem as regras com que podem contar, pelo menos para o período que precisam para conseguirem o “breack-even” das suas apostas. Uma última questão: Perante o desacerto do ministro das Finanças nas suas previsões, com consequências graves para os portugueses e a confrangedora imagem do ministro Miguel Relvas, causa de autênticos e repetidos enxovalhos para a instituição Governo de Portugal, Passos Coelho faria bem, e quanto a nós tem pouco tempo para o fazer de forma não dramática, se se libertasse da “canga” que arrosta, dispensando os serviços prestados a Vítor Gaspar e ao do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares e promovendo uma remodelação ministerial, procurando outros que sejam mais assertivos e menos odiados pelos cidadãos, que possam incutir alguma esperança aos portugueses e proporcionar aos membros do Executivo deslocarem-se a qualquer ponto do país sem necessidade de segurança reforçada, cujo medo impõe às forças da ordem afastarem para bem longe as pessoas que gostariam de estar presentes em cerimónias que lhes dizem muito, como foi o caso que ocorreu ontem em Espinho, junto do Quartel dos Bombeiros Voluntários Espinhenses. (*) alvarodesousa@sapo.pt

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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Lazer

Efemérides

Coisas Boas

9 MARÇO 1513 – Giovanni di Lorenzo de Medici é eleito papa com o nome Leão X. Foi o último papa antes da Reforma protestante de Martinho Lutero.

Palavras cruzadas

Sopa de tomate FOTO ARQUIVO

HORIZONTAIS 1. Sempre. 2. Pronome pessoal; envernizais. 3. Aplauda; transportadora aérea portuguesa. 4. Marsupial; bebida. 5. Unidade; extra-terrestre; antes de Cristo. 6. Ocasião; treinador português. 7. Tornar a cair; afuente do Douro. 8. Tecido de origem animal (pl.): senhor. 9. Partiam; botequim. 10. Acercara.

• 8 tomates maduros; • 2 curgetes grandes; • 10 dentes de alho; • 2l de água; • 1 colher de sopa de sementes de cominhos; • 5 folhas de hortelã-pimenta; • azeite q.b..

VERTICAIS

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS

VERTICAIS 1. Evacuara. 2. Com; IP. 3. Etla; achar. 4. Realiza; mo. 5. Ma; oli. 6. Ipe; rabi. 7. Do; CTT; Sam. 8. Alta; Oc; ra. 9. Diafanos. 10. Especiaria.

1. Eternidade. 2. Te; polis. 3. Aclame; TAP. 4. Coala; cafe. 5. Um; ET; aC. 6. Azo; Toni. 7. Recair; Coa. 8. Las; Sr. 9. Iam; bar. 10. Aproximara.

1. Expelira. 2. Preposição; identificação de dispositivo numa rede digital. 3. Cidade do México; encontrar. 4. Dirige; pedra de moinho. 5. Ruim; sim (do fr. antigo). 6. Árvore bignoniácea; rabino. 7. Piedade; empresa postal; tio americano. 8. Elevada; língua provençal; batráquio. 9. Transparentes. 10. Planta aromática.

Anagrama Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: LERMAIA.

“A Voz de Ermesinde” prossegue neste número uma série de receitas vegetarianas de grau de dificuldade “muito fácil” ou “média”. A reprodução é permitida por http://www.centrovegetariano.org/receitas/, de acordo com os princípios do copyleft.

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Rua da Lameira.

SOLUÇÕES:

Preparação: Refoga-se metade dos alhos partidos ao meio e as curgetes em cubos pequenos num pouco de azeite e água. Juntam-se os tomates em pedaços pequenos. Mexese bem e adicionam-se 2 litros de água. Deixa-se 15 minutos em lume brando. Tostam-se os cominhos e esmagam-se com o resto dos alhos. Junta-se este preparado à sopa e deixa-se ao lume mais 5 minutos. Apaga-se e adiciona-se a hortelã e um fio de azeite. Mexe-se um pouco e está pronta.

Veja se sabe 01 - Norte-americano Nobel da Paz 1945, um dos fundadores da ONU. SOLUÇÕES: 02 - Colonizaram rergião da França, vindos da Grã-Bretanha (séc. IV a VI). 03 - Realizador norte-americano, autor de “O Mentor” (2012). 04 - Afluente do Zêzere, banha a vila da Pampilhosa da Serra. 05 - A que classe de animais pertence a coruja? 06 - A que continente pertence Portugal? 07 - Em que país fica a cidade de Bastia? 08 - Qual é a capital da Rep. Turca do Norte de Chipre? 09 - A abreviatura Car corresponde a qual constelação? 10 - Elemento metálico prateado, n.º 55 da Tabela Periódica (Cs).

01 – Cordell Hull. 02 – Bretões. 03 – Paul Thomas Anderson. 04 – Rio Unhais. 05 – Aves. 06 – Europa. 07 – França. 08 – Nicósia. 09 – Carena (Quilha). 10 – Césio.

Provérbio Em março esperam-se as rocas e sacham-se as hortas. (Provérbio português)

Diferenças

SOLUÇÕES:

Em cada linha, horizontal ou vertical, têm que ficar todos os algarismos, de 1 a 9, sem nenhuma repetição. O mesmo para cada um dos nove pequenos quadrados em que se subdivide o quadrado grande. Alguns algarismos já estão colocados no local correcto.

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Descubra as 10 diferenças existentes nos desenhos

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01. Bolota. 02. Coração. 03. Focinho dele. 04. Focinho dela. 05. Erva. 06. Cauda. 07. Orelha. 08. Dente. 09. Ramo. 10. Lacinho.


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Tecnologias

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distros em linha... Esta semana o site dedicado às distribuições de software livre Distrowatch anunciou o lançamento das seguintes distros: Manjaro Linux 0.8.4, Tails 0.17, Superb Mini Server 2.0.3, SalentOS 12.04.2, SolusOS 1.3 e NetBSD 6.1 RC1. Duas distribuições entraram para a lista de espera: Point Linux e SolydXK. MANJARO LINUX 0.8.4 http://manjaro.org/ Philip Müller anunciou o lançamento do Manjaro Linux 0.8.4, a uma distribuição baseada em Arch, com ambientes de desktop Xfce, Cinnamon e Openbox. Vem com o novo gestor de software Pamac. Imagens DVD .iso para 64 bits, com Xfce (1 098MB), Cinnamon (1 365MB) e Openbox (890MB). TAILS 0.17 https://tails.boum.org/ Foi lançada uma nova versão do Tails, uma distribuição DVD live baseada em Debian, cujo propósito é assegurar um ambiente de anonimato na navegação web. Imagem para arquiteturas 32 bits (851MB, torrent). SUPERB MINI SERVER 2.0.3 http://sms.it-ccs.com/ Foi lançado o Superb Mini Server (SMS) 2.0.3, uma versão atualizada desta distribuição para servidores baseada em Slackware. Vem com o kernel Linux 3.4.33 e diversos novos pacotes de software. Imagem CD .iso para arquitetura 64 bits (675MB, MD5). SALENTOS 12.04.2 http://www.salentos.it/ Gabriele Martina anunciou o lançamento do SalentOS 12.04.2, uma atualização desta leve distribuição Linux baseada em Ubuntu, com ambientes de desktop Openbox ou Razor-qt com correção de bugs e refinamento gráfico. Imagens DVD .iso com Openbox (891MB) e Razor-qt (934MB). NETBSD 6.1 RC1 http://www.netbsd.org/ Jeff Rizzo anunciou a disponibilidade da primeira versão prévia final de desenvolvimento do NetBSD 6.1, uma distribuição BSD disponível para amiga, arm, sparc64 e x86. Imagem CD .iso para x86 (162MB). Novas distribuições POINT LINUX http://pointlinux.org/ Point Linux é uma distribuição GNU/ Linux baseada em Debian, com ambiente de desktop MATE. Os seus objetivos são combinar a facilidade de configuração e de uso com uma mais alargada deteção de hardware. Imagem DVD .iso para arquiteturas 32 bits (1107.3 MB) e imagem DVD .iso para arquiteturas 64 bits (1071.6 MB). SOLYDXK http://solydxk.com/ SolydX e SolydK são distribuições Linux baseadas em Debian, com ambientes de trabalho Xfce e KDE, respetivamente. SolydXK pretende-se fácil de usar, num ambiente estável e seguro. SolydXK é uma solução open-source alternative destinada a pequenas empresas, organizações não empresariais e utilizadores domésticos. Imagens DVD .iso para 32 bits (932 MB) e para 64 bits (947 MB).

Concurso de wallpapers do Ubuntu O Linux Ubuntu 13.04 está muito perto da versão final, e como de costume a equipa de design do Ubuntu anunciou o Concurso de Wallpapers para a versão 13.04. O prazo para enviar as imagens vai até ao dia 8 de março, e no dia 21 a equipa anuncia os vencedores do Concurso # SEJA LIVRE! (*)

Caso queira participar no Concurso de Wallpapaers do Ubuntu e queira enviar a sua imagem siga as seguintes normas: * A sua imagem deve estar licenciada em Creative Commons como "SA"; * Deve evitar imagens como muitas formas e cores; * Deve ter apenas um ponto de foco nas imagens; * Deve evitar elementos visuais nas áreas onde deverá estar a barra do Unity e o painel superior. Para uma lista completa dos detalhes das imagens, bem como do concurso, acesse a Wiki do concurso em https://wiki.ubuntu.com/ Artwork/Documentation/Backgrounds. Os membros da equipa de design já deixaram claro que para esta versão os papéis de parede serão escolhidos pela qualidade e o número máximo de wallpapers inseridos no 13.04 (Ubuntu Raring Ringtail) serão 10. Não fique de fora deste Concurso! Aproveite e envie as suas fotos para o Concurso

de Papéis de Parede do Raring Ringtail diretamente do seu Nautilus. Eis como: Upload de fotos para o Flickr diretamente do Nautilus O Nautilus é o gestor de ficheiros de arquivos padrão do Gnome e algumas das principais distribuições de Linux utilizam-no, tal como o Fedora e o Ubuntu. Apesar de existirem outras soluções à gestão de ficheiros no Linux, como por exemplo o Nemo, que é utilizado pelo Linux Mint, o Nautilus é conhecido pela sua estabilidade e funcionalidades variadas. Uma funcionalidade interessante do Nautilus, que apesar de não ser oficial da aplicação, é muito útil: o upload das suas fotos para o Flickr diretamente do Nautilus.

• Configurações de privacidade da imagem (fornecidas pelo Flickr); • Atribuição de tags à imagem; • Redimensionamento da imagem; • Opção de controlo da velocidade de upload para que possa navegar ao mesmo tempo. O código fonte do script pode ser obtido aqui neste link e se o quiser instalar no Ubuntu é só seguir os passos abaixo: sudo wget http://www.usebox.net/jjm/ nautilus-flickr-uploader/deb/nautilus-flickruploader_0.14.2-1_all.deb sudo dpkg -i nautilus-flickr-uploader Uma grande vantagem é que com esta implementação você pode participar muito facilmente no Concurso de Wallpapers do Ubuntu 13.04. Já agora, se quiser instalar o script no Fedora: wget http://www.usebox.net/jjm/nautilus-flickr-uploader/repo/nautilus-flickruploader-all.repo sudo cp nautilus-flickr-uploaderall.repo/etc /yum.repos.d/ sudo yum install nautilus-flickr-uploader

O script que permite isso é desenvolvido independentemente e possui as seguintes opções: • Envio de fotos de forma simples através do menu drop down do clique direito do rato; • Opção de edição do título da imagem;

(*) Extraído de http://sejalivre.org, com adaptação para o Português europeu. Propostas de wallpapers apresentadas por helderjean, tri-san-art e sagarjain, de cima para baixo e da esquerda para a direita.


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Arte Nona

Salão Entretanto Moura BD 2013

Grande Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême para Willem O 40º Festival Internacional de BD de Angoulême atribuiu o seu Grande Prémio a Willem, o grande desenhador satírico de origem holandesa, radicado em França desde 1968, e figura de proa da revista crítica e de humor “Charlie Hebdo”. Os autores e obras galardoados na edição de2013 do salão de Banda Desenhada de Angoulême foram: - GRANDE PRÉMIO DE ANGOULÊME Willem; - GRANDE PRÉMIO ESPECIAL 40 ANOS Akira Toriyama; - MELHOR ÁLBUM Quai D’Orsay – Chroniques Diplomatiques, de Lanzac e Blain;

PRANCHA VASSALO DE MIRANDA

O Salão Moura BD 2013, na sua 18ª edição, vai decorrer naquela localidade alentejana de 19 de abril a 1 de maio. Serão homenageados no 18º Moura BD os portugueses Vassalo de Miranda e Zé Manel e o francês Hugues Barthe, que receberão os devidos Troféus Balanito. Quanto a exposições, para além das modtras individuais de cada um destes três autores, estão garantidas as seguintes: "Eça de Queiróz na BD" e "Centenário de Willy Vandersteen" (ambas comissariadas por Luiz Beira), "Comic 21" (coletiva de autores granadinos), "Saramago em Caricaturas" (com trabalhos de autores portugueses e espanhóis), e a apresentação dos melhores trabalhos do 16º Concurso de Banda Desenhada & "Cartoon" e do 14º Concurso Escolar de BD. Quanto a edições, mantém-se a aposta nos Cadernos Moura BD, com um número dedicado a Vassalo de Miranda. Também a exposição de Zé Manel terá direito a catálogo numa produção da Humorgrafe/Osvaldo de Sousa. Há, ainda, a possibilidade de, durante o salão, as edições Polvo fazerem o lançamento de um álbum de Hugues Barthe, embora ainda não se possa confirmar esta notícia. Informação mais completa e atualizada em http://www.mourabd.pt/index.html

NO QUADRO DA INICIATIVA DO CNBDI “ÀS QUINTAS FALAMOS DE BD”

Encontro imaginário com Fernão Mendes Pinto

- PRÉMIO DO PÚBLICO Tu Mourras Moins Bête, de Marion Montaigne; - PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI Le Nao, de Brown; - A MELHOR SÉRIE Aâma, de Frederik Peeters; - PRÉMIO REVELAÇÃO Automne, de Jon McNaught; - PRÉMIO JUVENTUDE Les Legendaires, de Sobral e Nadou; - PRÉMIO PATRIMÓNIO DA BD Krazy Kat, de George Herriman; - PRÉMIO POLAR SNCF (Prémio atribuído a BD policial, patrocinado pelos Caminhos de Ferro Franceses, SNCF) Castilla Drive, de Anthony Pastor; - PRÉMIO BD ALTERNATIVA Dopu Tutto, de Max.

No No seguimento da iniciativa “Às Quintas Falamos de BD”, do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) na Amadora, realiza-se hoje, às 21h00, nas

suas instalações na Avenida do Brasil um Encontro Imaginário com Fernão Mendes Pinto. Hélder Costa entrevistará Fernão Mendes Pinto, interpretado pelo ator Sérgio Moras.

Presentes estarão também autores de BD, ilustração e cartoon que trabalharam a “Peregrinação” e seu autor, personagem central da mostra em exibição no CNBDI.


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Arte Nona

A Quadrilha (7/8) autor: PAULO PINTO


A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Serviços

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Farmácias de Serviço Permanente

Telefones CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) (Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância)

De 01/03/13 a 07/04/13 Dias

• Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares) • População Idosa (Anabela Sousa) (Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) • Serviços de Administração (Júlia Almeida) Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde • Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) (Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) • Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde

Telefones de Utilidade Pública

Telefones

ECA

ERMESINDE CIDADE ABERTA

• Sede Tel. 22 974 7194 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde

Auxílio e Emergência

Saúde

Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde ......... 22 974 0779 Avarias - Água - Eletricidade de Valongo ............. 22 422 2423 B. Voluntários de Ermesinde ...................................... 22 978 3040 B.Voluntários de Valongo .......................................... 22 422 0002 Polícia de Segurança Pública de Ermesinde ................... 22 977 4340 Polícia de Segurança Pública de Valongo ............... 22 422 1795 Polícia Judiciária - Piquete ...................................... 22 203 9146 Guarda Nacional Republicana - Alfena .................... 22 968 6211 Guarda Nacional Republicana - Campo .................. 22 411 0530 Número Nacional de Socorro (grátis) ...................................... 112 SOS Criança (9.30-18.30h) .................................... 800 202 651 Linha Vida ............................................................. 800 255 255 SOS Grávida ............................................................. 21 395 2143 Criança Maltratada (13-20h) ................................... 21 343 3333

Centro Saúde de Ermesinde ................................. 22 973 2057 Centro de Saúde de Alfena .......................................... 22 967 3349 Centro de Saúde de Ermesinde (Bela).................... 22 969 8520 Centro de Saúde de Valongo ....................................... 22 422 3571 Clínica Médica LC ................................................... 22 974 8887 Clínica Médica Central de Ermesinde ....................... 22 975 2420 Clínica de Alfena ...................................................... 22 967 0896 Clínica Médica da Bela ............................................. 22 968 9338 Clínica da Palmilheira ................................................ 22 972 0600 CERMA.......................................................................... 22 972 5481 Clinigandra .......................................... 22 978 9169 / 22 978 9170 Delegação de Saúde de Valongo .............................. 22 973 2057 Diagnóstico Completo .................................................. 22 971 2928 Farmácia de Alfena ...................................................... 22 967 0041 Farmácia Nova de Alfena .......................................... 22 967 0705 Farmácia Ascensão (Gandra) ....................................... 22 978 3550 Farmácia Confiança ......................................................... 22 971 0101 Farmácia Garcês (Cabeda) ............................................. 22 967 0593 Farmácia MAG ................................................................. 22 971 0228 Farmácia de Sampaio ...................................................... 22 974 1060 Farmácia Santa Joana ..................................................... 22 977 3430 Farmácia Sousa Torres .................................................. 22 972 2122 Farmácia da Palmilheira ............................................... 22 972 2617 Farmácia da Travagem ................................................... 22 974 0328 Farmácia da Formiga ...................................................... 22 975 9750 Hospital Valongo .......... 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 Ortopedia (Nortopédica) ................................................ 22 971 7785 Hospital de S. João ......................................................... 22 551 2100 Hospital de S. António .................................................. 22 207 7500 Hospital Maria Pia – crianças ..................................... 22 608 9900

Serviços Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" • Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; • Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; • Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra;

Bancos

• Café Campelo - Sampaio; • A Nossa Papelaria - Gandra; • Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; • Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro.

Fases da Lua

Cheia: 2277 ; Q. Minguante: 4 ; Mar 20 20113 LLuaua Nova: 11 11;; Q. Crescente: 19 19.. 25 25;; Q. Minguante: 3 ; Abr 2013 LLuaua Cheia: Nova: 10 10;; Q. Crescente:

Cartório Notarial de Ermesinde ..................................... 22 974 0087 Centro de Dia da Casa do Povo .................................. 22 971 1647 Centro de Exposições .................................................... 22 972 0382 Clube de Emprego ......................................................... 22 972 5312 Mercado Municipal de Ermesinde ............................ 22 975 0188 Mercado Municipal de Valongo ................................. 22 422 2374 Registo Civil de Ermesinde ........................................ 22 972 2719 Repartição de Finanças de Ermesinde...................... 22 978 5060 Segurança Social Ermesinde .................................. 22 973 7709 Posto de Turismo/Biblioteca Municipal................. 22 422 0903 Vallis Habita ............................................................... 22 422 9138 Edifício Faria Sampaio ........................................... 22 977 4590

18 18..

Ficha de Assinante A VOZ DE

ERMESINDE Nome ______________________________ _________________________________ Morada _________________________________ __________________________________________________________________________________ Código Postal ____ - __ __________ ___________________________________ Nº. Contribuinte _________________ Telefone/Telemóvel______________ E-mail ______________________________ Ermesinde, ___/___/____ (Assinatura) ___________________ Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros NIB 0036 0090 99100069476 62 R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854

Banco BPI ............................................................ 808 200 510 Banco Português Negócios .................................. 22 973 3740 Millenium BCP ............................................................. 22 003 7320 Banco Espírito Santo .................................................... 22 973 4787 Banco Internacional de Crédito ................................. 22 977 3100 Banco Internacional do Funchal ................................ 22 978 3480 Banco Santander Totta ....................................................... 22 978 3500 Caixa Geral de Depósitos ............................................ 22 978 3440 Crédito Predial Português ............................................ 22 978 3460 Montepio Geral .................................................................. 22 001 7870 Banco Nacional de Crédito ........................................... 22 600 2815

Transportes Central de Táxis de Ermesinde .......... 22 971 0483 – 22 971 3746 Táxis Unidos de Ermesinde ........... 22 971 5647 – 22 971 2435 Estação da CP Ermesinde ............................................ 22 971 2811 Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda ............ 22 973 6384 Praça de Automóveis de Ermesinde .......................... 22 971 0139

Desporto Águias dos Montes da Costa ...................................... 22 975 2018 Centro de Atletismo de Ermesinde ........................... 22 974 6292 Clube Desportivo da Palmilheira .............................. 22 973 5352 Clube Propaganda de Natação (CPN) ....................... 22 978 3670 Ermesinde Sport Clube ................................................. 22 971 0677 Pavilhão Paroquial de Alfena ..................................... 22 967 1284 Pavilhão Municipal de Campo ................................... 22 242 5957 Pavilhão Municipal de Ermesinde ................................ 22 242 5956 Pavilhão Municipal de Sobrado ............................... 22 242 5958 Pavilhão Municipal de Valongo ................................. 22 242 5959 Piscina Municipal de Alfena ........................................ 22 242 5950 Piscina Municipal de Campo .................................... 22 242 5951 Piscina Municipal de Ermesinde ............................... 22 242 5952 Piscina Municipal de Sobrado ................................... 22 242 5953 Piscina Municipal de Valongo .................................... 22 242 5955 Campo Minigolfe Ermesinde ..................................... 91 619 1859 Campo Minigolfe Valongo .......................................... 91 750 8474

Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo ...... 22 242 6490 Biblioteca Municipal de Valongo ........................................ 22 421 9270 Centro Cultural de Alfena ................................................ 22 968 4545 Centro Cultural de Campo ............................................... 22 421 0431 Centro Cultural de Sobrado ............................................. 22 415 2070 Fórum Cultural de Ermesinde ........................................ 22 978 3320 Fórum Vallis Longus ................................................................ 22 240 2033 Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) ............................ 22 977 4440 Museu da Lousa ............................................................... 22 421 1565

Comunicações Posto Público dos CTT Ermesinde ........................... 22 978 3250 Posto Público CTT Valongo ........................................ 22 422 7310 Posto Público CTT Macieiras Ermesinde ................... 22 977 3943 Posto Público CCT Alfena ........................................... 22 969 8470

Administração Agência para a Vida Local ............................................. 22 973 1585 Câmara Municipal Valongo ........................................22 422 7900 Centro de Interpretação Ambiental ................................. 93 229 2306 Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) ...... 22 977 4440 Secção da CMV (Ermesinde) ....................................... 22 977 4590 Serviço do Cidadão e do Consumidor .......................... 22 972 5016 Gabinete do Munícipe (Linha Verde) ........................... 800 23 2 001 Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto ...... 22 421 9210 Casa Juventude Alfena ................................................. 22 240 1119 Espaço Internet ............................................................ 22 978 3320 Gabinete do Empresário .................................................... 22 973 0422 Serviço de Higiene Urbana.................................................... 22 422 66 95 Ecocentro de Valongo ................................................... 22 422 1805 Ecocentro de Ermesinde ............................................... 22 975 1109 Junta de Freguesia de Alfena ............................................ 22 967 2650 Junta de Freguesia de Sobrado ........................................ 22 411 1223 Junta de Freguesia do Campo ............................................ 22 411 0471 Junta de Freguesia de Ermesinde ................................. 22 973 7973 Junta de Freguesia de Valongo ......................................... 22 422 0271 Serviços Municipalizados de Valongo ......................... 22 977 4590 Centro Veterinário Municipal .................................. 22 422 3040 Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais .... 22 421 9459

Ensino e Formação Cenfim ......................................................................................... 22 978 3170 Centro de Explicações de Ermesinde ...................................... 22 971 5108 Colégio de Ermesinde ........................................................... 22 977 3690 Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo .............. 22 422 0044 Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes .................. 22 973 3703/4 Escola EB2/3 de S. Lourenço ............................ 22 971 0035/22 972 1494 Escola Básica da Bela .......................................................... 22 967 0491 Escola Básica do Carvalhal ................................................. 22 971 6356 Escola Básica da Costa ........................................................ 22 972 2884 Escola Básica da Gandra .................................................... 22 971 8719 Escola Básica Montes da Costa ....................................... 22 975 1757 Escola Básica das Saibreiras .............................................. 22 972 0791 Escola Básica de Sampaio ................................................... 22 975 0110 Escola Secundária Alfena ............................................. 22 969 8860 Escola Secundária Ermesinde ........................................ 22 978 3710 Escola Secundária Valongo .................................. 22 422 1401/7 Estem – Escola de Tecnologia Mecânica .............................. 22 973 7436 Externato Maria Droste ........................................................... 22 971 0004 Externato de Santa Joana ........................................................ 22 973 2043 Instituto Bom Pastor ........................................................... 22 971 0558 Academia de Ensino Particular Lda ............................. 22 971 7666 Academia APPAM .......... 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393 AACE - Associação Acad. e Cultural de Ermesinde ........... 22 974 8050 Universidade Sénior de Ermesinde .............................................. 93 902 6434

Farmácias de Serviço

01 Sex. Formiga (Erm.) Cosme (Costa Cabral) 02 Sáb. Sobrado (Sobr.) Sousa Torres (Maiashop) Vaz Teixeira (Bonfim) 03 Dom. Vilardell (Campo) 04 Seg. MAG (Erm.) 05 Ter. Marques Cunha (Val.) Maia (Alto Maia) 06 Qua. Nova Alfena (Alf.) Alírio Barros (Costa Cabral) 07 Qui. Palmilheira (Erm.) 08 Sex. Outeiro Linho (Val.) Menezes Lima (Bonfim) 09 Sáb. Sampaio (Erm.) Silva Dias (ParqueNasc.) 10 Dom. Santa Joana (Erm.) 11 Seg. Bemmequer (Alf.) Silva Pereira (Costa Cabral) 12 Ter. Travagem (Erm.) Giesta (Areosa) 13 Qua. Bessa (Sobr.) Hosp. S. João (Circunv.) 14 Qui. Ascensão (Erm.) 15 Sex. Central (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) 16 Sáb. Confiança (Erm.) 17 Dom. Alfena (Alf.) Areosa (Areosa) 18 Seg. Marques Santos (Val.) Martins Costa (Alto Maia) 19 Ter. Formiga (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 20 Qua. Sobrado (Sobr.) 21 Qui. Vilardell (Campo) Hosp. S. João (Circunv.) 22 Sex. MAG (Erm.) 23 Sáb. Marques Cunha (Val.) Constituição (Constit.) Sousa Torres (Maiashop) 24 Dom. Nova Alfena (Alf.) 25 Seg. Palmilheira (Erm.) 26 Ter. Outeiro Linho (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) 27 Qua. Sampaio (Erm.) Sousa Reis (Brás Oleiro) 28 Qui. Santa Joana (Erm.) 29 Sex. Bemmequer (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 30 Sáb. Travagem (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 31 Dom. Bessa (Sobr.) 01 Seg. Ascensão (Erm.) Costa Cabral (Costa Cabral) 02 Ter. Central (Val.) 03 Qua. Confiança (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 04 Qui. Alfena (Alf.) FICHA TÉCNICA A VOZ DE

ERMESINDE JORNAL MENSAL

• N.º ERC 101423 • N.º ISSN 1645-9393 Diretora: Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455). Fotografia: Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859). Maquetagem e Grafismo: LC, MB. Publicidade e Asssinaturas: Aurélio Lage, Lurdes Magalhães. Colaboradores: Afonso Lobão, A. Álvaro Sousa, Ana Marta Ferreira, Armando Soares, Cândida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gonçalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gonçalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Marta Ferreira, Nuno Afonso, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral. Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637 ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publicidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Direção; no entanto, são sempre da responsabilidade de quem os assina.

Emprego Centro de Emprego de Valongo .............................. 22 421 9230 Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde .. 22 975 8774 Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta ... 22 977 3943 Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena ... 22 967 2650 Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado ... 91 676 6353 Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo ... 22 411 0139 UNIVA ............................................................................. 22 421 9570

Tiragem Média do Mês Anterior: 1100


28 de fevereiro de 2013 • A Voz

de Ermesinde

Serviços

Agenda Desporto

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01 mar - 31 mar Exposições

FUTEBOL

3 DE MARÇO, 15H00

Estádio do Perafita – ERMESINDE - PEROSINHO Jogo a contar para a vigésima-quarta jornada do Campeonato Distrital – Divisão de Honra, da Associação de Futebol do Porto. 17 DE MARÇO, 15H00

Estádio de Sonhos – ERMESINDE - PERAFITA Jogo a contar para a vigésima-sexta jornada do Campeonato Distrital – Divisão de Honra, da Associação de Futebol do Porto. (Agenda Associação de Futebol do Porto).

23 DE NOVEMBRO A 27 MARÇO Fórum Cultural de Ermesinde “TRÊS SIMPLES SÉRIES E UM DESFECHO INESPERADO” (TERESA CANTO NORONHA) A obra destaa artista plástica, que também é jornalista da SIC, é composta por três series de esculturas/instalações, autênticas pinturas tridimensionais. (Agenda da Câmara Municipal ce Valongo).

27 MARÇO, 21H30 um Vallis Longus/ Fórum Fór /Fórum Cultural de Ermesinde MOSTRA DE TEATRO AMADOR - ENCERRAMENTO COM PEÇA DE ESTREIA DO ENTRETANTO TEA TR O NO D IA M UNDIAL DO T EA TR O. EATR TRO EATR TRO A Mostra de Teatro Amador decorre ao longo de várias semanas, às sextas, sábados e domingos, sendo um certame dedicado à promoção e dignificação do teatro amador, e procurando movimentar as companhias de teatro de várias associções do concelho. Decorre alternadamente no Fórum Vallis Longus - Sala das Artes em Valongo e na Sala de Espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, culminando com a estreia de uma peça, no Dia Mundial do Teatro por parte da companhia profissional residente do concelho, o ENTREtanto Teatro. (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).


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A Voz de Ermesinde • 28 de fevereiro de 2013

Última

João deixa fortuna ao povo de Ermesinde FOTOS URSULA ZANGGER

A tradição carnavalesca do Enterro do João teve, este ano, o S. Pedro a gozar com ela. Trocadas as voltas ao santo, a folia correu dentro e fora de portas. Águas passadas não mo-

vem moinhos, mas as do Leça serão sempre indissociáveis desta festa que se quer cada vez mais participada e revivida, mas de acordo com o seu espírito transgressor original. LC


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