Page 1

SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes RELIT www.relit.org.br ISSN 2177-1065

Periódico de Acesso Livre (Open Access Journal)

Publicado pela Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes (SBPT)

Acesso ao acervo completo (2007-): www.relit.org.br

Submissão eletrônica pelo Sistema SEER/IBICT

Primeiro Periódico Científico da América Latina com foco em Gestão e Economia dos Transportes

www.pesquisaemtransportes.net.br

Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes


Revista de Literatura dos Transportes

Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes

Publicação

SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes www.pesquisaemtransportes.net.br


SBPT - Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes 2011 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Guia RELIT 2011 – Acervo das Pesquisas em Transportes. São José dos Campos: Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes, SBPT, 2011. Anual. 1. Transportes 2. Gestão 3. Economia 4. Planejamento 5. Políticas Públicas CDD 380

Índice para Catálogo Sistemático 1. Comércio, Comunicações e Transportes em Geral, 380 2. Transporte Ferroviário, 385 3. Transporte aquaviário, 386 4. Transporte aéreo, marítmo e espacial, 387 5. Transporte de superfície, 388


Revista de Literatura dos Transportes Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes Sumário Apresentação

Vol. 5, n. 1 (2011) Diretório de Pesquisas Influência do país construtor no preço internacional de navios Floriano Carlos Martins Pires Jr., William M. Cipriano, Luiz Felipe Assis 2 A Steady State Analysis for Yard Performances Marin Varbanov Marinov, Philip Mortimer, Tom Zunder, Dewan M. Z. Islam 3 Custos do Transporte de Carga no Brasil: Rodoviário x Ferroviário Rogéria A. G. Eller, Wilson Cabral de Sousa, Marcos Lopes Cançado Curi 4 Escoamento de cargas dos APLs de frutas regionais em municípios da região metropolitana de Manaus: caso do modal aquaviário Andressa Oliveira Marques, Nelson Kuwahara, João Bosco L. Andrade 5 O custo do seguro aeronáutico e seus determinantes Cícero Rodrigues de Melo Filho 6 Setor aéreo regional no estado de São Paulo: o papel do estado na gestão do transporte aéreo Ana Paula Camilo Pereira, Márcio Rogério Silveira 7 Infraestrutura aeroportuária e o desenvolvimento do tráfego aéreo regional no Brasil Marcos A. R. Demant 8

Leituras & Ensaios Estudo e Previsão de Demanda Aeroportuária para a Cidade do Rio de Janeiro Mayara Condé 9 Análise dos determinantes da oferta no setor de turismo: efeitos sobre o setor de transporte aéreo Edgard Antonio Pereira, Emerson Fernandes Marçal 10 Verificação do efeito da distância entre pontos de paradas de ônibus em variáveis determinantes do tempo de ciclo veicular Denis Hideki Kishi Konishi, Melissa Sabrina Mendes, Luiz Tozi 11 Diagnosis of the Brazilian airport system and the alternatives for its privatization Dorieldo Luiz dos Prazeres, Leonardo Lúcio Esteves, Rogério Pecci Filho 12


Vol. 5, n. 2 (2011) Diretório de Pesquisas Eficiência de Portos e Terminais Privativos Brasileiros com Características Distintas Rodrigo Ferreira Bertoloto, João Carlos Correia Baptista Soares de Mello 14 Proposta metodológica para escolha de transportadoras rodoviárias de produtos perigosos com enfoque em gerenciamento de riscos Marne Lieggio Júnior, Sérgio Ronaldo Granemann, Osmar Ambrósio de Souza 15 Estimativa da distribuição da demanda na Região Metropolitana de São Paulo com cenários de um novo aeroporto Anderson Ribeiro Correia, Lucia Erika Niyama, Sabrina de Araújo Furtado Nogueira 16 Simulation model of a baggage claim device coping with a new large aircraft (NLA) Rogéria A. Gomes Eller, Milton Valdir de Matos Feitosa, Protógenes Pires Porto 17 Algoritmos de fluxo máximo em rede aplicado em gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo Cícero Roberto Ferreira de Almeida, Li Weigang, Antonio Pedro Timoszczuk 18 Transporte aéreo - uma alternativa ao transporte rodoviário de cargas Douglas Amaury Bez Batti, Carlos Alberto Faria 19 Mensuração de concentração e identificação de hubs no transporte aéreo Tiago F. Gondim Costa, Guilherme Lohmann, Alessandro V. M. Oliveira 20

Leituras & Ensaios Avaliação de modais alternativos para o transporte de combustíveis ao longo da região do rio Tietê Aline Flavia da Silva, Luiz Antonio Tozi 21 Análise dos efeitos de fusão entre companhias aéreas Sidneia Rocha de Sousa 22 Análise comparativa da regulação dos transportes aéreos nos Estados Unidos e Brasil: breves notas Osvaldo Agripino de Castro Junior 23 O controle de tráfego aéreo brasileiro entre setembro de 2006 e março de 2007: a ruptura operacional, o modelo administrativo e perspectivas Bemildo Alvaro Ferreira Filho 24


Vol. 5, n. 3 (2011) Diretório de Pesquisas A model of lease of port areas: a new contribution Carlos Henrique Rocha, Ivan Ricardo Gartner, Luiz Ricardo Cavalcante 26 Sistemas de transporte público coletivo e interações espaciais em Marília e Presidente Prudente Rodrigo Giraldi Cocco, Márcio Rogério Silveira 27 Possibilidades de melhorias no sistema de transporte intermunicipal: o caso da ligação aquaviária Manaus e Careiro da Várzea Rita Carolina Dias Santana Duarte, Nelson Kuwahara, Marcelo Duarte da Silva 28 Demanda por ticket aéreo na economia brasileira: uma análise de co-integração Patrick Franco Alves, Gustavo Varela Alvarenga, Carlos Henrique Rocha 29 Estudo empírico de práticas predatórias de companhias aéreas Natália dos Santos Ferreira 30 Desempenho de empresas aéreas: uma análise mundial Elton Fernandes, Heloisa Márcia Pires 31 Estudo do desempenho operacional dos aeroportos brasileiros relativo ao movimento de cargas Daniele Silva Oliveira, Anderson Ribeiro Correia 32

Leituras & Ensaios Impactos da utilização de centros de distribuição na logística de distribuição de produtos acabados Bárbara Coutinho Fernandes, Fernanda Heloise Galamba, Lucas Irineu Tosta, Renato da Silva Lima 33 Evolução dos tempos das viagens do modo trem na Região Metropolitana de São Paulo Carlos Eduardo Paiva Cardoso 34 Aplicação de método multicritério no planejamento de sistema de transporte rápido de massa Marina Ciarlini, Anderson Ribeiro Correia 35 O arrendamento de aeronaves no mercado brasileiro de transporte aéreo regular Fábio Anderson Batista dos Santos 36 Análise da literatura recente dos impactos da taxação de emissões em transporte aéreo Paulo Rogério Perez Silva 37 A aviação civil brasileira no debate sobre a mudança do clima Jorge A. Silveira, Rafael Matera, Daniel Nicolato, Luiz Brettas, Fábio Magalhães, Alexandre Filizola 38 Mercado Doméstico de Carga Aérea: Análise Descritiva e Econométrica do Setor Rafael Fraga 39


Vol. 5, n. 4 (2011) Diretório de Pesquisas Tarifas máxima e mínima para as concessões de transporte: um estudo estatístico Carlos Henrique Rocha, Reinaldo Crispiniano Garcia 41 Estimativa da demanda de carga captável pela estrada de ferro Norte-Sul José Eduardo Holler Branco, José Vicente Caixeta Filho 42 Uma análise da importância da regulação econômica do transporte aquaviário de passageiros na Amazônia Floriano Carlos Martins Pires Jr., Luiz Felipe Assis 43 Atributos de Paralisação como Indicador de Produtividade da Operação Portuária de Cabotagem em Manaus Jose Teixeira de Araujo Neto Santos, Poliana Cardoso, Márcia Helena Veleda Moita 44 Aplicação de análise envoltória de dados (DEA) para medir eficiência em portos brasileiros Cristina M. M. Acosta, Ana Maria V. A. da Silva, Milton Luiz Paiva de Lima 45 Ainda há diferença no serviço de bordo entre empresas aéreas brasileiras? João Luiz de Castro Fortes 46 Aplicação de uma proposta de medida de centralidade para avaliação de malha aérea de uma empresa do setor de transporte aéreo brasileiro Nissia C. R. Bergiante, João Carlos C. B. Soares de Mello, Mariana V. R. Nunes, Fernanda F. Paschoalino 47 Leituras & Ensaios Short haul rail freight services Marin Marinov, Philip Mortimer, Tom Zunder, Dewan M. Z. Islam 48 Análise de sistema de cobrança de passagem em transporte público urbano através de leitor digital biométrico Josimary G. T. Gonçalves, Marcos R. Savastano, Maria S. Santiago, Luiz A. Tozi 49 Transporte aéreo regional: entre economias de densidade e custos de transação Humberto Filipe de Andrade Januário Bettini, Alessandro V. M. Oliveira 50 Políticas públicas para a melhoria da competitividade da aviação regional brasileira Frederico Araujo Turolla, Maria Fernanda F. Lima, Thelma Harumi Ohira 51 Escolha do tamanho da aeronave pelas empresas aéreas Ricardo Gramulha 52 Estrutura de capital de empresas aéreas Heloisa Márcia Pires, Márcio Pereira Sousa 53 Análise da legislação sobre o transporte de produtos perigosos Ely Emerson Santos da Costa, Paulo Cezar Martins Ribeiro 54


Revista de Literatura dos Transportes

Editorial

Apresentação do Guia RELIT 2011

Seja mais do que bem-vindo(a) a bordo do Guia RELIT 2011, o Acervo de Pesquisas em Transportes da RELIT - Revista de Literatura dos Transportes. Neste Guia, são apresentados os resumos de todas as pesquisas publicadas no volume 5 da RELIT, para pronta referência dos pesquisadores de transportes. O volume 5, 2011, da RELIT foi o primeiro depois de concretizada a decisão de tornar a RELIT uma revista trimestral. Decisão corajosa, realização de um sonho. Esperamos poder ver nosso sonho alavancar a produtividade dos colegas pesquisadores de transportes, em uma grande rede de pesquisas nacionais. E a RELIT está aí justamente para isso, para congregar, para somar, para contribuir com os esforços de pesquisadores, centros de pesquisas, instituições de fomento, etc. Todos são convidados a participar dessa empreitada! A Revista de Literatura dos Transportes (RELIT) é uma publicação da SBPT - Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes. Tem por objetivo promover a difusão do conhecimento científico nas áreas de atuação da SBPT. A SBPT é uma sociedade científica sem fins lucrativos que tem por objetivo estimular, divulgar, promover e alavancar a produção científica e técnica aplicada ao setor de transportes. O objetivo da SBPT é ser um ponto de encontro e de ideias de seus pesquisadores associados. A SBPT é a entidade responsável pela coordenação da RPT, Rede de Pesquisa em Transportes, uma aliança que congrega Centros de Pesquisa na área e que possuem participação do Diretório de Grupos do CNPq (DGP). A SBPT visa contribuir para a pesquisa em transportes no Brasil, alavancando a produtividade


dos pesquisadores e colaborando com as demais associações científicas nacionais em prol de um maior fortalecimento da área. A revista, de cunho acadêmico-científico, é a única do gênero na América Latina a manter foco específico nos campos do Planejamento e Economia dos Transportes. Possui periodicidade trimestral, processo rigoroso de avaliação em pares, em regime de double blind review, e compromisso com os prazos editoriais. Totalmente eletrônica, a RELIT é um Open Access Journal integrante do DOAJ (www.doaj.org). Seu Conselho Editorial é composto por experientes professores doutores de universidades de todas as regiões do Brasil e inclusive do exterior, sempre na busca incessante pela excelência na produção e divulgação científica. A RELIT é um periódico com reconhecimento oficial, estando presente no Portal Ibict, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Na RELIT são publicados trabalhos nas áreas de Transportes e Serviços de Infraestrutura associada, com ênfase em questões de Gestão, Planejamento, Políticas Públicas, Economia e Logística de Transportes, bem como Impactos Sócio-Econômicos, Regulatórios e Ambientais associados. Em particular, nas seguintes subáreas da Engenharia de Transportes: Planejamento dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001009), Planejamento e Organização do Sistema de Transportes (código CNPQ/CAPES 31001017) e Economia dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001025). A criação e desenvolvimento da RELIT é uma conquista de toda a comunidade acadêmica de transportes, na busca por um legado de consolidação das pesquisas na área gerencial do setor. Todos os pesquisadores e especialistas com trabalhos relacionados às áreas de afinidade da RELIT são convidados a submeter trabalhos. A RELIT é constituída por duas seções: Diretório de Pesquisas e Leituras & Ensaios. A seguir, apresentamos algumas estatísticas do processo editorial da RELIT, com base na Amostra do Volume 5, 2011. É possível perceber que nossos prazos mantiveram-se estritamente dentro do esperado e delineado por nossa Política Editorial. Adicionalmente, pode-se perceber que mantivemos uma taxa de rejeição elevada, de 51%. Ou seja, a cada dois artigos submetidos, um é recusado pela revista.


Figura 1 – Número de artigos do volume 5 RELIT (2011)

Figura 2 – Tempos editoriais do volume 5 RELIT (2011)


Figura 3 – Região de origem dos autores do volume 5 RELIT (2011)

Figura 4 – Tipo de Instituição de origem dos autores do volume 5 RELIT (2011)


Figura 5 – Língua dos artigos do volume 5 RELIT (2011)

Figura 6 – Origem dos pareceristas do volume 5 RELIT (2011)


Figura 7 – Região dos pareceristas do volume 5 RELIT (2011)

Figura 8 – Instituição dos pareceristas do volume 5 RELIT (2011)


Figura 9 – Qualificação dos autores do volume 5 RELIT (2011)

Por fim, aos colegas e leitores, enviamos as mais respeitosas saudações. Esperamos contar com o apoio de vocês nas leituras e na submissão de artigos para a RELIT. Igualmente importante, solicitamos a todos que citem e referenciem trabalhos publicados pela RELIT, prestigiando assim as publicações de pesquisadores nacionais. Sintam-se à vontade para entrar em contato com o Conselho de Editores ou com qualquer autor de artigos publicados. É dessa interação que depende o progresso da ciência em nossa área!

Atenciosamente, Conselho de Editores - RELIT Revista de Literatura dos Transportes


Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes

Vol. 5, n. 1 (2011)

Diretório de Pesquisas Influência do país construtor no preço internacional de navios Floriano Carlos Martins Pires Jr., William M. Cipriano, Luiz Felipe Assis 2 A Steady State Analysis for Yard Performances Marin Varbanov Marinov, Philip Mortimer, Tom Zunder, Dewan M. Z. Islam 3 Custos do Transporte de Carga no Brasil: Rodoviário x Ferroviário Rogéria A. G. Eller, Wilson Cabral de Sousa, Marcos Lopes Cançado Curi 4 Escoamento de cargas dos APLs de frutas regionais em municípios da região metropolitana de Manaus: caso do modal aquaviário Andressa Oliveira Marques, Nelson Kuwahara, João Bosco L. Andrade 5 O custo do seguro aeronáutico e seus determinantes Cícero Rodrigues de Melo Filho 6 Setor aéreo regional no estado de São Paulo: o papel do estado na gestão do transporte aéreo Ana Paula Camilo Pereira, Márcio Rogério Silveira 7 Infraestrutura aeroportuária e o desenvolvimento do tráfego aéreo regional no Brasil Marcos A. R. Demant 8

Leituras & Ensaios Estudo e Previsão de Demanda Aeroportuária para a Cidade do Rio de Janeiro Mayara Condé 9 Análise dos determinantes da oferta no setor de turismo: efeitos sobre o setor de transporte aéreo Edgard Antonio Pereira, Emerson Fernandes Marçal 10 Verificação do efeito da distância entre pontos de paradas de ônibus em variáveis determinantes do tempo de ciclo veicular Denis Hideki Kishi Konishi, Melissa Sabrina Mendes, Luiz Tozi 11 Diagnosis of the Brazilian airport system and the alternatives for its privatization Dorieldo Luiz dos Prazeres, Leonardo Lúcio Esteves, Rogério Pecci Filho 12


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 4-32 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ˆŽ—²…‹ƒ†‘’ƒÀ•…‘•–”—–‘”‘’”‡­‘‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ†‡ƒ˜‹‘• Ž‘”‹ƒ‘ƒ”Ž‘•ƒ”–‹•‹”‡• ”Ǥȗǡ‹ŽŽ‹ƒǤ‹’”‹ƒ‘ǡ —‹œ ‡Ž‹’‡••‹• ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ‡…‡„‹†‘‡Ϳ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ’”‘…‡••‘ †‡ ˆ‘”ƒ­ ‘ †‡ ’”‡­‘• †‡ ƒ˜‹‘• †‡ •‡‰—†ƒ  ‘ ‘ ‡”…ƒ†‘ ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ ± ‡š–”‡ƒ‡–‡ …‘’Ž‡š‘Ǥ  ’”‡•‡–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ –‡ ‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡ ƒƒŽ‹•ƒ” ƒ Š‹’×–‡•‡ †‡ “—‡ ‘ ’ƒÀ• †‡ …‘•–”—­ ‘ ‡•–ž ‡–”‡ ƒ• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• ”‡Ž‡˜ƒ–‡•Ǥ ‘”ƒ …‘•‹†‡”ƒ†‘• ƒ˜‹‘• ’‡–”‘Ž‡‹”‘•ǡ ‰”ƒ‡Ž‡‹”‘• ‡ ’‘”–ƒǦ…‘–²‹‡”‡•ǡ …‘ ‹†ƒ†‡ ƒ–± ʹͲ ƒ‘•ǡ ˜‡†‹†‘• ‘• ƒ‘• †‡ ʹͲͲ͵ǡ ʹͲͲͶ ‡ ʹͲͲͷǤ  ƒžŽ‹•‡ ‡…‘‘±–”‹…ƒ ‹†‹…‘—ǡ ’ƒ”ƒ ‘ …ƒ•‘ †‡ ‰”ƒ‡Ž‡‹”‘•ǡ ‡˜‹†²…‹ƒ ‡•–ƒ–À•–‹…ƒ ”‘„—•–ƒ †‡ “—‡ ƒ˜‹‘• …‘•–”—À†‘• ‘ ƒ’ ‘ ƒ’”‡•‡–ƒ ˜ƒŽ‘” ‡•’‡”ƒ†‘ †‘ ’”‡­‘ †‡ •‡‰—†ƒ  ‘ǡ …‡–‡”‹• ’ƒ”‹„—•ǡ ƒ‹‘” †‘ “—‡ ‘• …‘•–”—À†‘• ‘• †‡ƒ‹• ’ƒÀ•‡•Ǥ ƒ”ƒƒ•†‡ƒ‹•…Žƒ••‡•ƒƒŽ‹•ƒ†ƒ•ǡ’”‘„Ž‡ƒ•†‡–‡†‡…‹‘•‹†ƒ†‡ƒ•ƒ‘•–”ƒ•‹’‡†‡—ƒƒžŽ‹•‡…‘…Ž—•‹˜ƒǤ

ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ‡”…ƒ†‘‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ†‡ƒ˜‹‘•Ǣ’”‡­‘•†‡ƒ˜‹‘•†‡•‡‰—†ƒ ‘Ǣ‹ˆŽ—²…‹ƒ†‘’ƒÀ•…‘•–”—–‘”‘’”‡­‘†‡ƒ˜‹‘•Ǣ‘†‡Ž‘‡…‘‘

„•–”ƒ…– Š‡ ’”‹…‹‰ ’”‘…‡•• ‹ –Š‡ ‹–‡”ƒ–‹‘ƒŽ ƒ”‡– ‘ˆ •‡…‘†ǦŠƒ† •Š‹’• ‹• ‡š–”‡‡Ž› …‘’Ž‡šǤ Š‹• ’ƒ’‡” ƒ‹• ƒ– ƒƒŽ›•‹‰ –Š‡ Š›’‘–Š‡•‹• –Šƒ– –Š‡ „—‹Ž†‡” …‘—–”› ‹• ‘‡ ‘ˆ –Š‡ •‹‰‹ˆ‹…ƒ– ‡š’Žƒƒ–‘”› ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡•Ǥ Š‡ •ƒ’Ž‡ ƒƒŽ›•‡† ™ƒ• …‘’‘•‡† ‘ˆ –ƒ‡”•ǡ „—Ž …ƒ””‹‡”• ƒ† ˆ—ŽŽǦ…‘–ƒ‹‡”•Š‹’• ™‹–Š Ž‡•• –Šƒ ʹͲ ›‡ƒ”•ǡ •‘Ž† „‡–™‡‡ ʹͲͲ͵ ƒ† ʹͲͲͷǤ Š‡ ‡…‘‘‡–”‹… ƒƒŽ›•‹• Šƒ• ’‘‹–‡† ‘—– ”‘„—•– •–ƒ–‹•–‹…ƒŽ ‡˜‹†‡…‡ –Šƒ– „—Ž …ƒ””‹‡”• „—‹Ž– ‹ ƒ’ƒ –‡† –‘ Šƒ˜‡ Š‹‰Š‡” ‡š’‡…–‡† ˜ƒŽ—‡ ‘ˆ •‡…‘†ǦŠƒ† ’”‹…‡ǡ …‡–‡”‹• ’ƒ”‹„—•Ǥ  –Š‡ …ƒ•‡• ‘ˆ –Š‡ ‘–Š‡” …Žƒ••‡• ‘ˆ •Š‹’•ǡ •ƒ’Ž‡ „‹ƒ• †—‡ –‘ †‹ˆˆ‡”‡– ”‡ƒ•‘• ’”‡…Ž—†‡† ƒ› …‘…Ž—•‹˜‡ ƒƒŽ›•‹•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ•‡…‘†ǦŠƒ†•Š‹’’”‹…‡Ǣ„—‹Ž†‡”…‘—–”›ƒ†•Š‹’’”‹…‡Ǣ‡…‘‘‡–”‹…‘†‡Ž

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣˆŽ‘”‹ƒ‘̷’‡‘Ǥ…‘’’‡Ǥ—ˆ”ŒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹”‡• ”Ǥǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‹’”‹ƒ‘ǡ Ǥ Ǥ ‡ ••‹•ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ˆŽ—²…‹ƒ †‘ ’ƒÀ• …‘•–”—–‘” ‘ ’”‡­‘ ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ †‡ ƒ˜‹‘•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤͶǦ͵ʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;ͿǤŠ–Ǥ

2


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 33-49 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–‡ƒ†›•–ƒ–‡ƒƒŽ›•‹•ˆ‘”›ƒ”†’‡”ˆ‘”ƒ…‡•

ƒ”‹ƒ”‹‘˜ȗǡŠ‹Ž‹’‘”–‹‡”ǡ ‘—†‡”ǡ‡™ƒǤǤ •Žƒ ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–›ǡ”—…”ƒ‹‡˜‡Ž‘’‡–•–†ǡ ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–›ǡ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–› ‡…‡„‹†‘‡ͷͿ†‡ƒ‰‘•–‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͻ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͷ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ • ’ž–‹‘• †‡ –”‹ƒ‰‡ ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘• –² — ’ƒ’‡Ž ˜‹–ƒŽ ƒ ’”‡•–ƒ­ ‘ †‘• •‡”˜‹­‘• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …ƒ”‰ƒ ˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒǤ •–ƒ• ‹•–ƒŽƒ­Ù‡• ˆ—…‹‘ƒ …‘‘ …‡–”‘• †‡ Œ—­ ‘ ‡ ”‡†‹•–”‹„—‹­ ‘ †ƒ• ‡”…ƒ†‘”‹ƒ• ƒ ”‡†‡ ˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒ ‡ ’‘••—‡ ‹’‘”–ƒ–‡• ”‡…—”•‘• ˆ‹š‘• ‡ ×˜‡‹•Ǥ ƒ ’‡”•’‡…–‹˜ƒ †‘• …Ž‹‡–‡• †‘ •‡”˜‹­‘ †‡ …ƒ”‰ƒǡ ‘• ’ž–‹‘• †‡ –”‹ƒ‰‡ ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘•  ‘ ƒ…”‡•…‡–ƒ ‰”ƒ†‡ ˜ƒŽ‘” ‘ ’”‘†—–‘ ˆ‹ƒŽǤ ‡•‘ ’ƒ”ƒ ‘• ‘’‡”ƒ†‘”‡• ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘•ǡ ‘• ’ž–‹‘• • ‘ —‹–ƒ• ˜‡œ‡• ‡…ƒ”ƒ†ƒ• …‘‘ ‡Ž‡‡–‘• …ƒ—•ƒ†‘”‡• †‡ ƒ–”ƒ•‘• ‡ ‹–”‘†—œ‡ ’‡”†ƒ• ’ƒ”ƒ ‘ ‡‰×…‹‘Ǥ ƒÀ “—‡ǡ ’ƒ”ƒ ƒ„‘•ǡ —ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ ‹‡ˆ‹…‹‡–‡ †‘• ’ž–‹‘•  ‘ ± — ˆƒ–‘” †‡•‡Œž˜‡ŽǤ ‡•–‡ ƒ”–‹‰‘ǡ • ‘ ‡•–—†ƒ†‘• ’ž–‹‘• †‡ Dz†—’Žƒ ‡–”ƒ†ƒ ‡ •‡ †‡…Ž‹˜‡dz ƒ–”ƒ˜±• †ƒ –‡‘”‹ƒ †‡ ˆ‹Žƒ• †‡ ‡•’‡”ƒǡ —•ƒ†‘

Ȁ ȀǤ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‘„–‹†‘• †‡‘•–”ƒ „ƒ‹š‘• À˜‡‹• †‡ —–‹Ž‹œƒ­ ‘ †ƒ• ˜ž”‹ƒ• ’ƒ”–‡• “—‡ …‘•–‹–—‡ ‘• ’ž–‹‘• ‡•–—†ƒ†‘•Ǥ ƒ…‡ ƒ ƒžŽ‹•‡ ‡ˆ‡–—ƒ†ƒ • ‘ ’”‘’‘•–ƒ• ‡†‹†ƒ• ’ƒ”ƒ ƒ ‡ŽŠ‘”‹ƒ †ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ †‘• ’ž–‹‘• ƒ–”ƒ˜±• †‡ —†ƒ­ƒ• ƒ• ”‡‰”ƒ• †‡ …‹”…—Žƒ­ ‘‡• ‘†‹•…—–‹†‘•‡•“—‡ƒ•†‡’”‘†—­ ‘’ƒ”ƒƒ•‡•ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…ƒ”‰ƒˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒǢ’ž–‹‘•†‡–”‹ƒ‰‡ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘•Ǣ Ȁ ȀǢˆ‹Žƒ•

„•–”ƒ…– ƒ”†• ’Žƒ› ƒ ‹’‘”–ƒ– ”‘Ž‡ ˆ‘” –Š‡ “—ƒŽ‹–› ‘ˆ ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– •‡”˜‹…‡•Ǥ Š‡•‡ ˆƒ…‹Ž‹–‹‡• ˆ—…–‹‘ ƒ• ”‡ƒ••‡„Ž› Š—„• ‹ ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– ‡–™‘”• ƒ† ‹…‘”’‘”ƒ–‡ ƒ •‹‰‹ˆ‹…ƒ– ƒ‘—– ‘ˆ •–ƒ–‹… ƒ† †›ƒ‹… ”‡•‘—”…‡•Ǥ ”‘ –Š‡ …—•–‘‡”ǯ• ’‡”•’‡…–‹˜‡ ›ƒ”†• ƒ”‡ –Š‘—‰Š– ‘ˆ ƒ• ƒ ‡Ž‡‡– –Šƒ– ƒ††• ƒ Ž‹––Ž‡ ˜ƒŽ—‡ –‘ –Š‡ ˆ‹ƒŽ ’”‘†—…–Ǥ ‘” –Š‡ ”ƒ‹Ž ‘’‡”ƒ–‘”ǯ• ’‡”•’‡…–‹˜‡ ›ƒ”†• ƒ”‡ •‡‡ ƒ• ƒ ƒ‹ •‘—”…‡ ‘ˆ †‡Žƒ› ƒ† Ž‘•• ‘ˆ „—•‹‡••Ǥ Š‡”‡ˆ‘”‡ǡ ”—‹‰ ›ƒ”†• ‹‡ˆˆ‹…‹‡–Ž› ‹• ‘– ƒ……‡’–ƒ„Ž‡Ǥ  –Š‹• ’ƒ’‡”ǡ ƒ †‘—„Ž‡Ǧ‡†‡† ˆŽƒ–Ǧ•Š—–‡† ›ƒ”† Šƒ• „‡‡ •–—†‹‡† „› Ȁ Ȁ “—‡—‡•Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• ‘„–ƒ‹‡† †‡‘•–”ƒ–‡ •‹‰‹ˆ‹…ƒ–Ž› Ž‘™ —–‹Ž‹•ƒ–‹‘ Ž‡˜‡Ž• ‘ˆ –Š‡ ›ƒ”† •—„•›•–‡• ‹ “—‡•–‹‘Ǥ Š‡”‡ˆ‘”‡ǡ ’‘••‹„Ž‡ ‹’”‘˜‡‡–• –Š”‘—‰Š …Šƒ‰‡• ‹ –”ƒˆˆ‹… ”—Ž‡• ƒ† ’”‘†—…–‹‘ •…Š‡‡• ƒ”‡ †‹•…—••‡†Ǥ ‡›™‘”†•ǣ”ƒ‹Žˆ”‡‹‰Š–Ǣ•Š—–‹‰›ƒ”†•Ǣˆ”‡‹‰Š––”ƒ‹•Ǣ Ȁ ȀǢ“—‡—‡•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ”‹Ǥƒ”‹‘˜̷…ŽǤƒ…Ǥ—Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ”‹‘˜ǡ Ǥǡ ‘”–‹‡”ǡ Ǥ —†‡”ǡ Ǥ ‡ •Žƒǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  •–‡ƒ†› •–ƒ–‡ ƒƒŽ›•‹• ˆ‘” ›ƒ”† ’‡”ˆ‘”ƒ…‡•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’Ǥ͵͵ǦͶͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͽǤŠ–Ǥ

3


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 50-64 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

—•–‘•†‘–”ƒ•’‘”–‡†‡…ƒ”‰ƒ‘”ƒ•‹Žǣ ”‘†‘˜‹ž”‹‘˜‡”•—•ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘ ‘‰±”‹ƒ†‡”ƒ–‡• ‘‡•ŽŽ‡”ȗǡ‹Ž•‘ƒ„”ƒŽ†‡‘—•ƒ —‹‘”ǡ ƒ”…‘•‘’‡•ƒ­ƒ†‘—”‹

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ …‘’ƒ”ƒ ‘• …—•–‘• †‡ ‹’Žƒ–ƒ­ ‘ǡ ‘’‡”ƒ­ ‘ ‡ ƒ—–‡­ ‘ †‘• ‘†ƒ‹• ”‘†‘˜‹ž”‹‘ ‡ ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …ƒ”‰ƒ ‘ ”ƒ•‹Ž ƒ ’ƒ”–‹” †‘ …—•–‘ †‡ …ƒ†ƒ –‘‡Žƒ†ƒǦ“—‹ŽØ‡–”‘ ŽǤ ƒ„± • ‘ ‡•–‹ƒ†‘• ‘• …—•–‘• †‡…‘””‡–‡• †‘• ‹’ƒ…–‘• ƒ„‹‡–ƒ‹• ‰‡”ƒ†‘• …‘ ƒ ‹’Žƒ–ƒ­ ‘ ‡ ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ †‡ …ƒ†ƒ — †‘• ‘†ƒ‹•Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‘„–‹†‘• ‘•–”ƒ “—‡ ‘ ‘†ƒŽ ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘ ƒ’”‡•‡–ƒ …—•–‘• ˆ‹š‘• ‡Ž‡˜ƒ†‘•ǡ ‡ †‡…‘””²…‹ƒ †‡ ‰”ƒ†‡• ‹˜‡•–‹‡–‘• ‡ –”‹ŽŠ‘•ǡ Ž‘…‘‘–‹˜ƒ• ‡ ˜ƒ‰Ù‡•Ǥ ž ‘ ‘†ƒŽ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ǡ ‘• …—•–‘• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• ± “—‡ • ‘ ‡Ž‡˜ƒ†‘•Ǥ ‘ ˆ‹ƒŽ †‘ ‡•–—†‘ǡ ˜‡”‹ˆ‹…ƒǦ•‡ “—‡ ƒ ’”‹‘”‹œƒ­ ‘ †‡ ‹˜‡•–‹‡–‘• ‘ ‘†ƒŽ ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘ •‡ ‘•–”ƒ ƒ‹• ‡ˆ‹…‹‡–‡ ‡ ”‡Žƒ­ ‘ ƒ‘ ‘†ƒŽ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ǡ “—ƒ†‘ •‡ …‘•‹†‡”ƒ ‘• …—•–‘• †‡ ±†‹‘ ‡ Ž‘‰‘ ’”ƒœ‘•ǡ ’”‹…‹’ƒŽ‡–‡ ‘• …—•–‘• ‡š–‡”‘•ǡ —ƒ ˜‡œ “—‡ ‘• …—•–‘• ƒ„‹‡–ƒ‹• ƒ’”‡•‡–ƒǦ•‡ ‡š’”‡••‹˜ƒ‡–‡ ƒ‹‘” ‘ •‡‰—†‘ ‘†‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡†‡…ƒ”‰ƒǢ…—•–‘•‘…‹ƒŽǢ‡‹‘ƒ„‹‡–‡

„•–”ƒ…– Š‹• •–—†› …‘’ƒ”‡• –Š‡ …‘•–• ‘ˆ ‹’Ž‡‡–ƒ–‹‘ǡ ‘’‡”ƒ–‹‘ ƒ† ƒ‹–‡ƒ…‡ ‘ˆ ”‘ƒ†™ƒ› ƒ† ”ƒ‹Ž ‹ ˆ”‡‹‰Š– –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹ ”ƒœ‹Ž …‘•‹†‡”‹‰ –Š‡ …‘•– ‘ˆ ‡ƒ…Š –‘Ǧ –”ƒ•’‘”–‡†Ǥ – ™ƒ• ƒŽ•‘ ‡•–‹ƒ–‡† –Š‡ …‘•–• ‘ˆ ‡˜‹”‘‡–ƒŽ ‹’ƒ…–• ‰‡‡”ƒ–‡† „› –Š‡ ‹’Ž‡‡–ƒ–‹‘ ƒ† ‘’‡”ƒ–‹‘ ‘ˆ ‡ƒ…Š ‘†‡Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• •Š‘™ –Šƒ– –Š‡ ”ƒ‹Ž”‘ƒ† Šƒ• Š‹‰Š ˆ‹š‡† …‘•–•ǡ †—‡ –‘ Žƒ”‰‡ ‹˜‡•–‡–• ‹ –”ƒ…•ǡ Ž‘…‘‘–‹˜‡• ƒ† ™ƒ‰‘•Ǥ ƒ”‹ƒ„Ž‡ …‘•– ƒ”‡ Š‹‰Š‡” ‹ –Š‡ Š‹‰Š™ƒ› ‘†‡Ǥ – –Š‡ ‡† ‘ˆ –Š‡ •–—†›ǡ ‹– ƒ’’‡ƒ”• –Šƒ– –Š‡ ’”‹‘”‹–‹œƒ–‹‘ ‘ˆ ‹˜‡•–‡–• ‹ –Š‡ ”ƒ‹Ž”‘ƒ† ‹• ‘”‡ ‡ˆˆ‹…‹‡– ™Š‡ …‘’ƒ”‡† –‘ ”‘ƒ† –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǡ ™Š‡ …‘•‹†‡”‹‰ –Š‡ …‘•–• ‘ˆ‡†‹—ƒ†Ž‘‰–‡”ǡƒ‹Ž›‡š–‡”ƒŽ…‘•–••—…Šƒ•‡˜‹”‘‡–ƒŽ…‘•–•–Šƒ–’”‡•‡–‡†•‹‰‹ˆ‹…ƒ–˜ƒŽ—‡•‹–Š‡Š‹‰Š™ƒ›Ǥ

‡›™‘”†•ǣˆ”‡‹‰Š––”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ•‘…‹ƒŽ…‘•–Ǣ‡˜‹”‘‡–

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ”‘‰‡”‹ƒ̷‹–ƒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ŽŽ‡”ǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‘—•ƒ —‹‘”ǡ Ǥ Ǥ ‡ —”‹ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ —•–‘• †‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …ƒ”‰ƒ ‘ ”ƒ•‹Žǣ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ ˜‡”•—• ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤͷͲǦ͸ͶǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽͽǤŠ–Ǥ

4


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 65-82 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•…‘ƒ‡–‘†‡…ƒ”‰ƒ•†‘••†‡ˆ”—–ƒ•”‡‰‹‘ƒ‹•‡ —‹…À’‹‘•†ƒ”‡‰‹ ‘‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ†‡ƒƒ—•ǣ …ƒ•‘†‘‘†ƒŽƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘ †”‡••ƒŽ‹˜‡‹”ƒƒ”“—‡•ǡ‡Ž•‘—™ƒŠƒ”ƒȗǡ ‘ ‘‘•…‘ƒ†‹•Žƒ—†‡†”ƒ†‡ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘ƒœ‘ƒ• ‡…‡„‹†‘‡͹†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͶ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ ‘ —†‘ ‰Ž‘„ƒŽ‹œƒ†‘ ƒ–—ƒŽ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …ƒ”‰ƒ• •‡ †‡•–ƒ…ƒ …‘‘ ‹’‘”–ƒ–‡ •—„•–”ƒ–‘ ƒ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ ‡…‘Ø‹…‘Ǥ •–‡ ƒ”–‹‰‘ǡ “—‡ –”ƒ–ƒ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• †‡ — ’ƒ”–‹…—Žƒ” –‹’‘ †‡ ””ƒŒ‘ ”‘†—–‹˜‘ ‘…ƒŽ Ȃ ǡ –‡ …‘‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ ‰‡”ƒŽ ƒ˜ƒŽ‹ƒ” ‘ †‘…—‡–‘ †‡‘‹ƒ†‘ Žƒ‘ †‡ ‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ ”‡Ž‹‹ƒ” Ǧ  ‘ “—‡ •‡ ”‡ˆ‡”‡ ƒ‘ –”ƒ•’‘”–‡ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• †‘• • †‡ ˆ”—–ƒ• ”‡‰‹‘ƒ‹• ‡ —‹…À’‹‘• ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ‘• †‡ ƒƒ—•ǡ ƒ ˆ‹ †‡ ”‡•’‘†‡” ƒ •‡‰—‹–‡ ’”‘„Ž‡ƒ–‹œƒ­ ‘ǣ “—ƒ‹• ‘• ƒ•’‡…–‘• ˜‘Ž–ƒ†‘• ’ƒ”ƒ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ “—‡ ’‡”‹–‡ǡ ƒ ’ƒ”–‹” †ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘ †‘ ǡ ’‡”…‡„‡” …‘‘ ‘…‘””‡ ‘ ‡•…‘ƒ‡–‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• †‘• • †‡ ˆ”—–ƒ• ”‡‰‹‘ƒ‹• ‡ —‹…À’‹‘• †ƒ ‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ †‡ ƒƒ—•ǫ  ”‡•—Ž–ƒ†‘ ‘•–”‘— “—‡ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ ƒ ”‡‰‹ ‘ ‡•–—†ƒ†ƒ ƒ’”‡•‡–ƒ ‡–”ƒ˜‡•ǡ ƒŽ± †‡ •‡” …‘–‡’Žƒ†‘ †‡ ‘†‘ ’Àˆ‹‘ ‘ Ǥ  …‘•‹†‡”ƒ­ ‘ ˆ‹ƒŽ …‘Ž‘…ƒ ƒ ‡…‡••‹†ƒ†‡ †‡ “—‡ ‡•–‡ –”ƒ•’‘”–‡ •‡Œƒ Ž‡˜ƒ†‘ ‡ …‘–ƒ ‘ ”‡ˆ‡”‹†‘ †‘…—‡–‘ǡ ‹…Ž—•‹˜‡ ‡Ž‡ƒ’ƒ”‡…‡†‘…‘‘‹†‹…ƒ†‘”Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǣ–”ƒ•’‘”–‡ˆŽ—˜‹ƒŽƒƒœØ‹ƒǢ”‡‰—Žƒ­ ‘

„•–”ƒ…–

 –‘†ƒ›̵• ‰Ž‘„ƒŽ‹œ‡† ™‘”Ž† …ƒ”‰‘ –”ƒ•’‘”– ‹• Š‹‰ŠŽ‹‰Š–‡† ƒ• ƒ ‹’‘”–ƒ– •—„•–”ƒ–‡ ˆ‘” ‡…‘‘‹… †‡˜‡Ž‘’‡–Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ǡ ™Š‹…Š †‡ƒŽ• ™‹–Š –Š‡ ™ƒ–‡” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‘ˆ …ƒ”‰‘ ˆ”‘ ƒ ’ƒ”–‹…—Žƒ” –›’‡ ‘ˆ ‘…ƒŽ ”‘†—…–‹˜‡ ””ƒ‰‡‡– Ǧ ǡ ƒ‹‡† ƒ– ‡˜ƒŽ—ƒ–‹‰ –Š‡ ”‡Ž‹‹ƒ”› ‡˜‡Ž‘’‡– ŽƒǦ ™‹–Š ”‡‰ƒ”† –‘ ™ƒ–‡” –”ƒ•’‘”– ‹ –Š‡ ˆŽ‘™ ‘ˆ Ž‘ƒ†• ‘ˆ Ž‘…ƒŽ ˆ”—‹– ‹ …Ž—•–‡”• ‘ˆ —‹…‹’ƒŽ‹–‹‡• ‹ –Š‡ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ ”‡‰‹‘ ‘ˆ ƒƒ—•ǡ ‹ ‘”†‡” –‘ ƒ•™‡” –Š‡ ˆ‘ŽŽ‘™‹‰ “—‡•–‹‘‹‰ǣ ™Š‹…Š ƒ•’‡…–• ”‡Žƒ–‡† –‘ ™ƒ–‡” –”ƒ•’‘”– –Šƒ– ƒŽŽ‘™ǡ ˆ”‘ –Š‡ ‡˜ƒŽ—ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ǡ –‘ •‡‡ Š‘™ –Š‡ ˆŽ‘™ ‘……—”• ‹ …Ž—•–‡”• ‘ˆ ˆ”—‹– Ž‘ƒ†• ‘ˆ ”‡‰‹‘ƒŽ —‹…‹’ƒŽ‹–‹‡• ‹ –Š‡ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ ”‡‰‹‘ ‘ˆ ƒƒ—•ǫ Š‡ ”‡•—Ž– •Š‘™‡† –Šƒ– –Š‡ ™ƒ–‡” –”ƒ•’‘”– ‹ –Š‡ •–—†‹‡† ”‡‰‹‘ ’”‡•‡–• „ƒ””‹‡”•ǡ „‡•‹†‡• „‡‹‰ …‘–‡’Žƒ–‡† •‘ ‹•‹‰‹ˆ‹…ƒ– ‹ –Š‡ Ǥ Š‡ ˆ‹ƒŽ …‘•‹†‡”ƒ–‹‘ ”ƒ‹•‡• –Š‡ ‡‡† ˆ‘” –Š‹• –”ƒ•’‘”– ‹• …‘•‹†‡”‡†‹–Š‹•†‘…—‡–ǡ‹…Ž—†‹‰‹‹–ƒ’’‡ƒ”‹‰ƒ•ƒ‹†‹…ƒ–‘”Ǥ ‡›™‘”†•ǣ’ƒ••‡‰‡”™ƒ–‡”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ–”ƒ•’‘”–‹”ƒœ‹Ž‹ƒƒœ‘Ǣ”‡‰—Žƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ‡Ž•‘̷—ˆƒǤ‡†—Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ”“—‡•ǡ Ǥ Ǥǡ —™ƒŠƒ”ƒǡ Ǥ ‡ †”ƒ†‡ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •…‘ƒ‡–‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• †‘• • †‡ ˆ”—–ƒ• ”‡‰‹‘ƒ‹• ‡ —‹…À’‹‘• †ƒ ”‡‰‹ ‘‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ†‡ƒƒ—•ǣ…ƒ•‘†‘‘†ƒŽƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’Ǥ͸ͷǦͺʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹͹ǤŠ–Ǥ

5


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 83-96 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

…—•–‘†‘•‡‰—”‘ƒ‡”‘ž—–‹…‘‡•‡—•†‡–‡”‹ƒ–‡• À…‡”‘‘†”‹‰—‡•†‡‡Ž‘ ‹ŽŠ‘ȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͽ†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸Ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ˆƒœ —ƒ ƒžŽ‹•‡ †‘ ‡”…ƒ†‘ †‡ •‡‰—”‘• ƒ‡”‘ž—–‹…‘•ǡ ‡ ƒ‹• ‡•’‡…‹ˆ‹…ƒ‡–‡ †ƒ• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• “—‡ ƒˆ‡–ƒ ‘ ˜ƒŽ‘” †‘ ’”²‹‘ ’ƒ‰‘ ’‡Žƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ•Ǥ  ’ƒ”–‹” †‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‡ — ‘†‡Ž‘ ‡…‘‘±–”‹…‘ǡ „—•…ƒǦ•‡ ’”‘’‹…‹ƒ” —ƒ …‘’”‡‡• ‘ †ƒ †‡’‡†²…‹ƒ †‘ ’”‡­‘ …‘„”ƒ†‘ ’‡Žƒ• ‡’”‡•ƒ• •‡‰—”ƒ†‘”ƒ• …‘ ‘• ’ƒ”Ÿ‡–”‘• ‡•–ƒ„‡Ž‡…‹†‘• ’‘” ‡Žƒ• ’ƒ”ƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ ”‹•…‘ †‡ …ƒ†ƒ …‘’ƒŠ‹ƒ ƒ±”‡ƒǤ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‘„–‹†‘• ‘•–”ƒ “—‡ ‘ …—•–‘ —‹–ž”‹‘ †‘ •‡‰—”‘ ƒ‡”‘ž—–‹…‘ ’‘” Š‘”ƒ ± „‡ ”‡Žƒ…‹‘ƒ†‘ …‘ ƒ –ƒšƒ †‡ …Ÿ„‹‘ǡ ‘— •‡Œƒǡ “—ƒ–‘ ƒ‹‘” ‘ …Ÿ„‹‘ǡ ƒ‹‘” ‘ …—•–‘ …‘ •‡‰—”‘ǡ ƒŽ± †‹••‘ǡ ‘ –ƒƒŠ‘ †ƒ ‡’”‡•ƒ •‡ ‘•–”‘— ”‡Ž‡˜ƒ–‡ ‘ ˜ƒŽ‘” ’ƒ‰‘ ’‡Ž‘ •‡‰—”‘ǡ ‘— •‡Œƒǡ “—ƒ–‘ ‡‘” ƒ ‡’”‡•ƒǡ ƒ‹‘”‡• ‘• ‰ƒ•–‘• …‘ •‡‰—”‘ ƒ‡”‘ž—–‹…‘Ǥ  ’‘” ˆ‹ ƒ’ו ‘• ƒ–‡–ƒ†‘• –‡””‘”‹•–ƒ• †‡ ͳͳ †‡ •‡–‡„”‘ǡ ’‡”…‡„‡Ǧ•‡ —ƒ ‡Ž‡˜ƒ­ ‘ ‘ …—•–‘ —‹–ž”‹‘ †‘ •‡‰—”‘ ƒ‡”‘ž—–‹…‘’‘”Š‘”ƒǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ•‡‰—”‘ƒ‡”‘ž—–‹…‘ǢƒžŽ‹•‡‡…‘‘±–”‹…ƒǢ…‘’ƒŠ‹ƒ••‡‰—”ƒ†‘”ƒ•

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ƒƒŽ›œ‡• –Š‡ ƒ‹”…”ƒˆ–ǯ• ‹•—”ƒ…‡ ƒ”‡–ǡ ƒ† ‘”‡ •’‡…‹ˆ‹…ƒŽŽ› –Š‡ ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• –Šƒ– ƒˆˆ‡…– –Š‡ ’”‡‹— ’ƒ‹† „› –Š‡ ƒ‹”Ž‹‡•Ǥ ”‘ –Š‡ †‡˜‡Ž‘’‡– ‘ˆ ƒ ‡…‘‘‡–”‹… ‘†‡Žǡ ™‡ ƒ‹ –‘ ’”‘˜‹†‡ ƒ —†‡”•–ƒ†‹‰ ‘ˆ –Š‡ †‡’‡†‡…‡ ‘ˆ –Š‡ ’”‹…‡ …Šƒ”‰‡† „› ‹•—”ƒ…‡ …‘’ƒ‹‡• ™‹–Š –Š‡ ’ƒ”ƒ‡–‡”• •‡– „› –Š‡ ˆ‘” ”‹• ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ‡ƒ…Š ƒ‹”Ž‹‡Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• •Š‘™ –Šƒ– –Š‡ —‹– …‘•– ‘ˆ ‹•—”ƒ…‡ ƒ‹”…”ƒˆ– ’‡” Š‘—” ‹• ™‡ŽŽ …‘””‡Žƒ–‡† ™‹–Š –Š‡ ‡š…Šƒ‰‡ ”ƒ–‡ǡ ‹‡ –Š‡ Š‹‰Š‡” –Š‡ ‡š…Šƒ‰‡ ”ƒ–‡ǡ –Š‡ Š‹‰Š‡” –Š‡ …‘•– ‘ˆ ‹•—”ƒ…‡ǡ ‹ ƒ††‹–‹‘ǡ –Š‡ •‹œ‡ ‘ˆ –Š‡ …‘’ƒ› ™ƒ• ƒŽ•‘ ”‡Ž‡˜ƒ– ‹ –Š‡ ƒ‘—– ’ƒ‹† „› •ƒˆ‡ǡ –Šƒ– ‹•ǡ –Š‡ •ƒŽŽ‡” –Š‡ …‘’ƒ›ǡ –Š‡ Žƒ”‰‡•– ƒ˜‹ƒ–‹‘ ‹•—”ƒ…‡ ‡š’‡†‹–—”‡•Ǥ ‹ƒŽŽ› ƒˆ–‡” –Š‡ –‡””‘”‹•– ƒ––ƒ…• ‘ˆ ‡’–Ǥ ͳͳ ‘‡ •‡‡• ƒ ‹…”‡ƒ•‡ ‹ —‹– …‘•– ‘ˆ ‹•—”ƒ…‡ƒ‹”…”ƒˆ–’‡”Š‘—”Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ˜‹ƒ–‹‘ •—”ƒ…‡Ǣ‡…‘‘‡–”‹…ƒƒŽ›•‹•Ǣ‹•—”ƒ…‡…‘’ƒ‹‡•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…‹…‡”‘‡Ž‘ˆ‹ŽŠ‘̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡Ž‘ ‹ŽŠ‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  …—•–‘ †‘ •‡‰—”‘ ƒ‡”‘ž—–‹…‘ ‡ •‡—• †‡–‡”‹ƒ–‡•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ ˜‘ŽǤ ͷǡ Ǥ ͳǡ ’’Ǥͺ͵Ǧͻ͸Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹͸ǤŠ–Ǥ

6


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 97-123 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡–‘”ƒ±”‡‘”‡‰‹‘ƒŽ‘‡•–ƒ†‘†‡ ‘ƒ—Ž‘ǣ ‘’ƒ’‡Ž†‘‡•–ƒ†‘ƒ‰‡•– ‘†‘–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘ ƒƒ—Žƒƒ‹Ž‘‡”‡‹”ƒȗǡž”…‹‘‘‰±”‹‘‹Ž˜‡‹”ƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡ ‘ƒ—Ž‘ǡ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‡ƒ–ƒƒ–ƒ”‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͺ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͿ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ƒžŽ‹•‡ ‡’À”‹…ƒ ”‡˜‡Žƒ†ƒ ‡••‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ”‡ˆ‡”‡Ǧ•‡ ƒ‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ‘ ‡•–ƒ†‘ †‡  ‘ ƒ—Ž‘ǡ …‘ ˆ‘…‘ ƒ ƒ­ ‘ †‘ ’‘†‡” †‘ •–ƒ†‘ ƒ ‰‡•– ‘ ‡ ‘ ’Žƒ‡Œƒ‡–‘ †‘ ‘†ƒŽǤ —•…ƒ‘• ‡ˆƒ–‹œƒ” ƒ ’ƒ”–‹” †‡••‡ ‡•–—†‘ ƒ †‡•…‘…‡–”ƒ­ ‘ ’”‘†—–‹˜ƒ ‡ ƒ ‹–‡‰”ƒ­ ‘ –‡””‹–‘”‹ƒŽ …‘‘ …ƒ—•ƒȀ‡ˆ‡‹–‘ ’ƒ”ƒ ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‘ •‡–‘” ƒ±”‡‘ ‘ ‹–‡”‹‘” ’ƒ—Ž‹•–ƒǡ …‘ˆ‹‰—”ƒ†‘ ‘ …”‡•…‹‡–‘ †‘ ‘†ƒŽ Œ—–‘ ƒ †‡•…‘…‡–”ƒ­ ‘ †ƒ• ƒ–‹˜‹†ƒ†‡• ‹†—•–”‹ƒ‹•Ǥ ‡••‡ ƒ•’‡…–‘ǡ ƒ„‘”†ƒ‘• ƒ‹†ƒ ƒ ‰²‡•‡ ‡ ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ‘ ‡•–ƒ†‘ǡ …‘•‹†‡”ƒ†‘ ƒ †‡ƒ†ƒ ‡ ƒ ‘ˆ‡”–ƒ †‡ ˆŽ—š‘• ‘ …‹”…—‹–‘ ‡•’ƒ…‹ƒŽ †ƒ …‹”…—Žƒ­ ‘ ƒ±”‡ƒǤ ‡•–ƒ ˆ‘”ƒǡ †‡•–ƒ…ƒ‘• ƒ ‰‡•– ‘ ‡ ’‘ŽÀ–‹…ƒ †‡ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ƒ–”‡Žƒ†‘ ‡ ƒ “—‡•– ‘ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒŽ †‘• …‘’Ž‡š‘• ƒ‡”‘˜‹ž”‹‘• ‡ ƒ ‡…‡••‹†ƒ†‡ †‡ ‹˜‡•–‹‡–‘• ’ƒ”ƒ ‘ •‡–‘”ǡ …‘‘ ˆ‘”ƒ †‡ •‡ ’”‘‘˜‡” ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘‡‘…”‡•…‹‡–‘†‘‘†ƒŽƒ±”‡‘‘•‡‰‡–‘”‡‰‹‘ƒŽǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘”‡‰‹‘ƒŽǢ‰‡•– ‘Ǣ’Žƒ‡Œƒ‡–‘Ǣ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒǢ‡•–ƒ†‘†‡ ‘ƒ—Ž‘

„•–”ƒ…– Š‡ ‡’‹”‹…ƒŽ ƒƒŽ›•‹• ”‡˜‡Ž‡† ‹ –Š‹• ™‘” ”‡ˆ‡”• –‘ –Š‡ ”‡‰‹‘ƒŽ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‘ˆ ƒ‘ ƒ—Ž‘ •–ƒ–‡ǡ ˆ‘…—•‹‰ ‘ –Š‡ –ƒ–‡ǯ• ’‘™‡” ƒ…–‹‘ ‘ ƒƒ‰‡‡– ƒ† ‘†ƒŽ ’Žƒ‹‰Ǥ ‡ –”› –‘ ‡’Šƒ•‹œ‡ –Š‡ ’”‘†—…–‹˜‡ †‡…‘…‡–”ƒ–‹‘ ƒ† –Š‡ –‡””‹–‘”‹ƒŽ ‹–‡‰”ƒ–‹‘ ƒ• …ƒ—•‡ ƒ† ‡ˆˆ‡…– –‘ –Š‡ †‡˜‡Ž‘’‡– ‘ˆ ƒ‹” •‡…–‘” ƒ– ’ƒ—Ž‹•–ƒ …‘—–”›•‹†‡ǡ ˆ‘”‹‰ –Š‡ ‘†ƒŽ ‰”‘™–Š ™‹–Š ‹†—•–”‹ƒŽ ƒ…–‹˜‹–‹‡• †‡…‘…‡–”ƒ–‹‘Ǥ  –Š‹• ™ƒ›ǡ ™‡ †‹•…—•• –Š‡ ‰‡‡•‹• ƒ† –Š‡ •–ƒ–‡Ʋ• ƒ‹” –”ƒ•’‘”– †‡˜‡Ž‘’‡–ǡ …‘•‹†‡”‹‰ –Š‡ †‡ƒ† ƒ† †‡ƒŽ ‘ˆ ˆŽ‘™ ƒ– •’ƒ–‹ƒŽ …‹”…—‹– ‘ˆ ƒ‹” …‹”…—Žƒ–‹‘Ǥ ‘ǡ ™‡ ’‘‹– ‘—– –Š‡ ƒƒ‰‡‡– ƒ† ’‘Ž‹…› ‘ˆ †‡˜‡Ž‘’‡– ‘ˆ ”‡‰‹‘ƒŽ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– ƒ† –Š‡ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”ƒŽ “—‡•–‹‘ ‘ˆ ƒ‹”Ž‹‡ ‰”‘—† ƒ† –Š‡ ‡…‡••‹–› ‘ˆ ‹˜‡•–‡–• –‘ –Š‹• •‡…–‘” ƒ• ƒ ™ƒ› –‘’”‘‘–‡–Š‡†‡˜‡Ž‘’‡–ƒ†‰”‘™–Š‘ˆƒ‹”‘†ƒŽ‹”‡‰‹‘ƒŽ•‡‰‡–Ǥ ‡›™‘”†•ǣ”‡‰‹‘ƒŽƒ‹”–”ƒ•’‘”–Ǣ’Žƒ‹‰Ǣƒƒ‰‡‡–Ǣ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡Ǣ ‘ƒ—Ž‘–ƒ–‡

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ’ƒ—Žƒ…ƒ’‡̷Š‘–ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ‹Ž‘ ‡”‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‹Ž˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡–‘” ƒ±”‡‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ‘ ‡•–ƒ†‘ †‡  ‘ ƒ—Ž‘ǣ ‘ ’ƒ’‡Ž †‘ ‡•–ƒ†‘ ƒ ‰‡•– ‘ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’Ǥͻ͹Ǧͳʹ͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹ͼǤŠ–Ǥ

7


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 124-160 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ‡‘†‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘†‘–”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘”‡‰‹‘ƒŽ‘”ƒ•‹Ž ƒ”…‘•ǤǤ‡ƒ–ȗ „”ƒ‡”Ȃ’”‡•ƒ”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷ͸†‡ƒ”­‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡ͷ͸†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ „—•…ƒ ƒƒŽ‹•ƒ” †‡ ˆ‘”ƒ ‡’À”‹…ƒ ƒ ‹ˆŽ—²…‹ƒ †ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ •‘„”‡ ‘ ‘˜‹‡–‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ‘• ˜‘‘• ”‡‰‹‘ƒ‹• ‡ ƒ‡”‘’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• •‡Ž‡…‹‘ƒ†‘•Ǥ  ’ƒ’‡Ž †ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ …‘‘ „ƒ””‡‹”ƒ †‡ ‡–”ƒ†ƒ –ƒ„± ± †‹•…—–‹†‘ǡ —ƒ ˜‡œ “—‡ ƒ‹‘”‡• …—•–‘• †‡ ‡–”ƒ†ƒ ’‘†‡ Ž‹‹–ƒ” ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‡ ‘˜ƒ• ”‘–ƒ•Ǥ  –”ƒ„ƒŽŠ‘ ’ƒ”–‡ †‡ —ƒ •‡Ž‡­ ‘ ƒŽ‡ƒ–×”‹ƒ †‡ ͷͲ ƒ‡”‘’‘”–‘• ‘ ”ƒ•‹Žǡ •‡†‘ ƒ˜ƒŽ‹ƒ†ƒ ƒ •—ƒ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ȋ…‘‘ ˜ƒ”‹ž˜‡Ž †‡’‡†‡–‡Ȍ ‡ †‹˜‡”•ƒ• ‡†‹†ƒ• ”‡ˆ‡”‡–‡•  •—ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒǡ —–‹Ž‹œƒ†‘ –ƒ„± ˜ƒ”‹ž˜‡‹• †‡ …‘–”‘Ž‡ …‘‘ ’‘’—Žƒ­ ‘ ‡   ’‡” …ƒ’‹–ƒ †‘• —‹…À’‹‘• •‡†‡ †‘• ƒ‡”‘’‘”–‘•ǡ ‡–”‡ ‘—–”ƒ•Ǥ  –”ƒ„ƒŽŠ‘ …‘…Ž—‹ “—‡ ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ ƒˆ‡–ƒ ‘ ‘˜‹‡–‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• †‡ — ƒ‡”‘’‘”–‘ǡ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ†‘ –ƒ„± ‘• ‹–‡• †‡ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ƒ‹• ‹ˆŽ—‡–‡•ǡ …‘Ž‡–‹˜ƒ‡–‡ǡ •‡†‘ ‡Ž‡•ǣ ƒ “—ƒŽ‹†ƒ†‡ †ƒ ’‹•–ƒǡ ‘ –ƒƒŠ‘†‘’ž–‹‘ȋƒ’”‘Ȍ‡‘–ƒƒŠ‘†‘–‡”‹ƒŽ†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒǡƒ‡”‘’‘”–‘ǡ–”žˆ‡‰‘ƒ±”‡‘ǡ„ƒ””‡‹”ƒ•†‡‡–”ƒ†ƒǡƒ˜‹ƒ­ ‘”‡‰‹‘ƒŽ

„•–”ƒ…– Š‹• •–—†› ˆ‘…—•‡• ƒ ‡’‹”‹…ƒŽ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ –Š‡ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ‹ˆŽ—‡…‡ ‘˜‡” ”‡‰‹‘ƒŽ ’ƒ••‡‰‡” ƒ‹” –”ƒˆˆ‹…ǡ …‘•‹†‡”‹‰ ƒ• –Š‡ —‹– ‘ˆ ƒƒŽ›•‹• •‡Ž‡…–‡† ƒ‹”’‘”– ’ƒ••‡‰‡” –”ƒˆˆ‹…Ǥ Š‡ ”‘Ž‡ ‘ˆ –Š‡ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ƒ• ƒ ‡–”› „ƒ””‹‡” ‹• ƒŽ•‘ †‹•…—••‡†ǡ ‰‹˜‡ –Šƒ– Š‹‰Š ‡–”› …‘•–• …ƒ Ž‹‹– –Š‡ †‡˜‡Ž‘’‡– ‘ˆ ‡™ ”‘—–‡•Ǥ ͷͲ ƒ‹”’‘”–• ‹ ”ƒœ‹Ž ™‡”‡ ”ƒ†‘Ž› •‡Ž‡…–‡† ƒ† ‡˜ƒŽ—ƒ–‡† „› ‹–• ’ƒ••‡‰‡” ‘˜‡‡– ȋƒ• †‡’‡†‡– ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡Ȍ ƒ† •‘‡ ‡ƒ•—”‡• ‘ˆ ƒ‹”’‘”– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ǡ …‘–”‘Ž ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• ƒ”‡ ƒŽ•‘ —•‡† •—…Š ƒ• …‹–› ’‘’—Žƒ–‹‘ ƒ† ’‡” …ƒ’‹–ƒ Ǥ – ™ƒ• ˆ‘—† –Šƒ– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ Šƒ• ƒ •‹‰‹ˆ‹…ƒ– ‹’ƒ…– ‘˜‡” ’ƒ••‡‰‡” –”ƒˆˆ‹…ǡ ™Š‡”‡ –Š‡ ‘•–‹’‘”–ƒ–‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡‹–‡•ƒ’’‡ƒ”–‘„‡ǡ…‘ŽŽ‡…–‹˜‡Ž›ǡ”—™ƒ›“—ƒŽ‹–›ǡƒ’”‘ƒ”‡ƒƒ†’ƒ••‡‰‡”–‡”‹ƒŽ•‹œ‡Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”’‘”–‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡Ǣƒ‹”’‘”–Ǣƒ‹”–”ƒˆˆ‹…Ǣ‡–”›„ƒ””‹‡”•Ǣ”‡‰‹‘ƒŽƒ˜‹ƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ”…‘•Ǥ†‡ƒ–̷„‘ŽǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡ƒ–ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ ‡ ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‘ –”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ‘ ”ƒ•‹ŽǤ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤͳʹͶǦͳ͸ͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶͻǤŠ–Ǥ

8


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 161-183 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–—†‘‡’”‡˜‹• ‘†‡†‡ƒ†ƒƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ’ƒ”ƒƒ …‹†ƒ†‡†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ƒ›ƒ”ƒ‘†±ȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡Ϳ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ …‘•‹•–‡ ƒ ”‡ƒŽ‹œƒ­ ‘ †‡ — ‡•–—†‘ †‡ †‡ƒ†ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ …‹†ƒ†‡ †‘ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘ …‘ ‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡ ’”‡˜‡” ‘ …”‡•…‹‡–‘ ‘”‰Ÿ‹…‘ †‘ ‘˜‹‡–‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ’ƒ”ƒ ‘ ƒ‘ †‡ ʹͲͳͶǤ ƒ”ƒ ‹••‘ǡ ˆ‘”ƒ —–‹Ž‹œƒ†ƒ• ˆ‡””ƒ‡–ƒ• †ƒ ‡…‘‘‡–”‹ƒ ’ƒ”ƒ †‡•‡˜‘Ž˜‡” ‘†‡Ž‘• †‡ ’”‡˜‹• ‘ †‡ †‡ƒ†ƒ †‘±•–‹…ƒ ‡ ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ ‡ ‰‡”ƒ” ƒ• ’”‡˜‹•Ù‡•ǡ ƒƒŽ‹•ƒ†‘Ǧ•‡ †‹˜‡”•‘• …‡ž”‹‘•Ǥ ••‹ǡ ’”‡–‡†‡Ǧ•‡ …”‹ƒ” —ƒ ˆ—†ƒ‡–ƒ­ ‘ –±…‹…ƒ ’ƒ”ƒ ˜‹ƒ„‹Ž‹œƒ” ƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ †‘• ƒ‡”‘’‘”–‘• †‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘‡…‘–”‹„—‹”’ƒ”ƒƒ–‘ƒ†ƒ†‡†‡…‹•Ù‡•ƒƒŽ‘…ƒ­ ‘†‡‹˜‡•–‹‡–‘•‘•‡–‘”ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ†‡ƒ†ƒƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒǢ…”‡•…‹‡–‘‘”‰Ÿ‹…‘Ǣ‹‘†‡ ƒ‡‹”‘Ǣ‡…‘‘‡–”‹ƒǢ‹˜‡•–‹‡–‘•

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ‹˜‘Ž˜‡• …ƒ””›‹‰ ‘—– ƒ ƒ‹”’‘”– †‡ƒ† •–—†› ˆ‘” –Š‡ …‹–› ‘ˆ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘ ™‹–Š –Š‡ ƒ‹ –‘ ’”‡†‹…– –Š‡ ‘”‰ƒ‹… ‰”‘™–Š ‘ˆ ’ƒ••‡‰‡” –”ƒˆˆ‹… ˆ‘” –Š‡ ›‡ƒ” ʹͲͳͶǤ ‘” –Š‹•ǡ –‘‘Ž• ‘ˆ ‡…‘‘‡–”‹…• ™‡”‡ —•‡† –‘ †‡˜‡Ž‘’ ’”‡†‹…–‹˜‡ †‘‡•–‹… ƒ† ‹–‡”ƒ–‹‘ƒŽ †‡ƒ† ‘†‡Ž• ƒ† ‰‡‡”ƒ–‡ ˆ‘”‡…ƒ•–• „› ƒƒŽ›œ‹‰ †‹ˆˆ‡”‡– •…‡ƒ”‹‘•Ǥ Š‡”‡ˆ‘”‡ǡ ’ƒ”– ‘ˆ –Š‡ ‰‘ƒŽ ‹• –‘ …”‡ƒ–‡ ƒ –‡…Š‹…ƒŽ ˆ‘—†ƒ–‹‘ –‘ ‡ƒ„Ž‡ ƒ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ƒ‹”’‘”– …ƒ’ƒ…‹–› ‹ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘ ƒ† …‘–”‹„—–‡ –‘ †‡…‹•‹‘ ƒ‹‰ ‹ –Š‡ ƒŽŽ‘…ƒ–‹‘‘ˆ‹˜‡•–‡–•‹–Š‡ƒ‹”’‘”–•‡…–‘”Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”’‘”–†‡ƒ†Ǣ‘”‰ƒ‹…‰”‘™–ŠǢ‹‘†‡ ƒ‡‹”‘Ǣ‡…‘‘‡–”‹…•Ǣ‹˜‡•–‡–•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ›Ǥ…”̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘†±ǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–—†‘ ‡ ’”‡˜‹• ‘ †‡ †‡ƒ†ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ …‹†ƒ†‡ †‘ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’Ǥͳ͸ͳǦͳͺ͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͻͶǤŠ–Ǥ

9


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 184-210 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡†‘•†‡–‡”‹ƒ–‡•†ƒ‘ˆ‡”–ƒ‘•‡–‘”†‡–—”‹•‘ǣ‡ˆ‡‹–‘• •‘„”‡‘•‡–‘”†‡–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘ †‰ƒ”†–‘‹‘‡”‡‹”ƒȗǡ‡”•‘ ‡”ƒ†‡•ƒ”­ƒŽ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡•–ƒ†—ƒŽ†‡ƒ’‹ƒ•ǡ —†ƒ­ ‘ ‡–‘ƒ”‰ƒ• ‡…‡„‹†‘‡ͷͻ†‡ƒ”­‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸Ϳ†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͷ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘  ƒ–‹˜‹†ƒ†‡ –—”À•–‹…ƒ ± —ƒ †ƒ• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• †‡–‡”‹ƒ–‡• †ƒ ‡•–”—–—”ƒ †‡ ‘ˆ‡”–ƒ †‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡• ƒ±”‡‘• ‡ †‡ •‡— †‡•‡’‡Š‘ ‡…‘Ø‹…‘Ǥ ‡•–‡ ƒ”–‹‰‘ ƒƒŽ‹•ƒǦ•‡ ƒ Ž‹–‡”ƒ–—”ƒ ‡…‘Ø‹…ƒ ƒ’Ž‹…ƒ†ƒ ƒ‘ •‡–‘” †‡ –—”‹•‘ǡ ‘•–”ƒ†‘ “—‡ ‡ ˆ—­ ‘ †ƒ• …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‘ „‡ Dz–—”‹•‘dz Šž ’‘–‡…‹ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡ ‘…‘””²…‹ƒ †‡ ˆƒŽŠƒ• †‡ ‡”…ƒ†‘ “—‡ ‹’‡†‡ ƒ ‡ŽŠ‘” ƒŽ‘…ƒ­ ‘ †‘• ”‡…—”•‘•Ǥ ••ƒ• ˆƒŽŠƒ• †‡ ‡”…ƒ†‘ ’‘†‡ ‘…‘””‡” ’‘” ’”‘„Ž‡ƒ• †‡ ‹ˆ‘”ƒ­ ‘ǡ ‡š–‡”ƒŽ‹†ƒ†‡• ‘— •—’‡”Ǧ—–‹Ž‹œƒ­ ‘ †‡ ”‡…—”•‘•  ‘ ”‡‘˜ž˜‡‹•Ǥ  …‘•‡“—²…‹ƒǡ —ƒ ƒ†‡“—ƒ†ƒ ”‡‰—Žƒ­ ‘ †‘ •‡–‘” ± ‡…‡••ž”‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ ‘„–‡­ ‘ †‡ —ƒ ƒŽ‘…ƒ­ ‘ ƒ‹• ‡ˆ‹…‹‡–‡ †‘• ”‡…—”•‘•Ǥ  ”‡‰—Žƒ­ ‘ †‡˜‡”ž …‘–‡’Žƒ” ‡ …ƒ†ƒ …ƒ•‘ ƒ ‘’­ ‘ ’‘” —ƒ ‡š’Ž‘”ƒ­ ‘ †‡ ƒ‹‘” ˜ƒŽ‘” ‘— ƒ‹‘” ˜‘Ž—‡ †‘ „‡ –—”À•–‹…‘ ‡ ‡…‡••ƒ”‹ƒ‡–‡ †‡˜‡”ž …‘–‡’Žƒ” ƒ• †‹˜‡”•ƒ• ‡•ˆ‡”ƒ• †‡ ‰‘˜‡”‘ǣ ˆ‡†‡”ƒŽǡ ‡•–ƒ†—ƒŽ ‡ —‹…‹’ƒŽǤ  ‘’­ ‘ ”‡‰—Žƒ–×”‹ƒ ƒ†‘–ƒ†ƒ ”‡•—Ž–ƒ”ž ‡ †‹ˆ‡”‡–‡• ‹’ƒ…–‘• •‘„”‡ ƒ ‡•–”—–—”ƒ­ ‘ †ƒ ‘ˆ‡”–ƒ ‡ •‘„”‡ ‘ †‡•‡’‡Š‘ †‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡•ƒ±”‡‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–—”‹•‘ǢˆƒŽŠƒ•†‡‡”…ƒ†‘Ǣ”‡‰—Žƒ­ ‘

„•–”ƒ…– ‘—”‹•– ƒ…–‹˜‹–› ‹• ‘‡ ‘ˆ –Š‡ ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• †‡–‡”‹‹‰ –Š‡ •–”—…–—”‡ ‘ˆ –Š‡ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– •‡…–‘” •—’’Ž› ƒ† –Š‡ ‡…‘‘‹… ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ ‘ˆ –Š‹• •‡…–‘”Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ ƒƒŽ›œ‡• –Š‡ ‡…‘‘‹… Ž‹–‡”ƒ–—”‡ ƒ’’Ž‹‡† –‘ –Š‡ –‘—”‹• •‡…–‘”ǡ •Š‘™‹‰ –Šƒ– †‡’‡†‹‰ ‘ –Š‡ …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…• ‘ˆ ‰‘‘† ̶–‘—”‹•̶ ‹• –Š‡ ’‘–‡–‹ƒŽ ‘……—””‡…‡ ‘ˆ ƒ”‡– ˆƒ‹Ž—”‡• –Šƒ– ’”‡˜‡– –Š‡ „‡•– ƒŽŽ‘…ƒ–‹‘ ‘ˆ ”‡•‘—”…‡•Ǥ Š‡•‡ ƒ”‡– ˆƒ‹Ž—”‡• ƒ› ‘……—” †—‡ –‘ ’”‘„Ž‡• ‘ˆ ‹ˆ‘”ƒ–‹‘ǡ ‡š–‡”ƒŽ‹–‹‡• ‘” ‘˜‡” —•‡ ‘ˆ ‘”‡‡™ƒ„Ž‡ ”‡•‘—”…‡•Ǥ • ƒ ”‡•—Ž–ǡ ƒ ’”‘’‡” ”‡‰—Žƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ •‡…–‘” ‹• ”‡“—‹”‡† –‘ ‘„–ƒ‹ ƒ ‘”‡ ‡ˆˆ‹…‹‡– ƒŽŽ‘…ƒ–‹‘ ‘ˆ ”‡•‘—”…‡•Ǥ Š‡ ”‡‰—Žƒ–‹‘ •Š‘—Ž† ‹…Ž—†‡ ‹ ‡ƒ…Š …ƒ•‡ –Š‡ ‘’–‹‘ ‘ˆ ƒ Š‹‰Š‡” ˜ƒŽ—‡ ‘” ‰”‡ƒ–‡” ˜‘Ž—‡ •–”ƒ–‡‰› ‘ˆ —•‡ ‘ˆ –Š‡ –‘—”‹•–‹… ‰‘‘† ƒ† ‡…‡••ƒ”‹Ž› —•– ‹…Ž—†‡ –Š‡ ˜ƒ”‹‘—• –‹‡”• ‘ˆ ‰‘˜‡”‡–ǣ ˆ‡†‡”ƒŽǡ •–ƒ–‡ ƒ† —‹…‹’ƒŽ Ž‡˜‡Ž•Ǥ Š‡ ”‡‰—Žƒ–‘”› ‘’–‹‘ ƒ†‘’–‡† Ž‡ƒ†•–‘†‹ˆˆ‡”‡–‹’ƒ…–•‘–Š‡•—’’Ž›•–”—…–—”‡ƒ†‘–Š‡’‡”ˆ‘”ƒ…‡‘ˆ–Š‡ƒ‹”–”ƒ•’‘”–•‡…–‘”Ǥ ‡›™‘”†•ǣ–‘—”‹•Ǣƒ”‡–ˆƒ‹Ž—”‡•Ǣ”‡‰—Žƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ‡†‰ƒ”†̷‡…‘Ǥ—‹…ƒ’Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡”‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ƒ”­ƒŽǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ žŽ‹•‡ †‘• †‡–‡”‹ƒ–‡• †ƒ ‘ˆ‡”–ƒ ‘ •‡–‘” †‡ –—”‹•‘ǣ ‡ˆ‡‹–‘• •‘„”‡ ‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤͳͺͶǦʹͳͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶ;ǤŠ–Ǥ

10


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 211-228 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡”‹ˆ‹…ƒ­ ‘†‘‡ˆ‡‹–‘†ƒ†‹•–Ÿ…‹ƒ‡–”‡’‘–‘•†‡’ƒ”ƒ†ƒ•†‡ ؐ‹„—•‡˜ƒ”‹ž˜‡‹•†‡–‡”‹ƒ–‡• †‘–‡’‘†‡…‹…Ž‘˜‡‹…—Žƒ” ‡‹• ‹†‡‹‹•Š‹‘‹•Š‹ǡ‡Ž‹••ƒƒ„”‹ƒ‡†‡•ǡ —‹œ–‘‹‘‘œ‹ȗ ƒ…—Ž†ƒ†‡†‡‡…‘Ž‘‰‹ƒǦ  ‡…‡„‹†‘‡ͷ;†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ‡ˆ‘…ƒ ‘ ƒ””ƒŒ‘ †‘• ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒ †‡ ؐ‹„—• ‡ —ƒ †ƒ• ’”‹…‹’ƒ‹• ƒ˜‡‹†ƒ• †ƒ …‹†ƒ†‡ †‡  ‘ ‘•± †‘• ƒ’‘•Ǥ ‡‰—†‘ ‘  ȋ”ƒ•‹– ‘‘’‡”ƒ–‹˜‡ ‡•‡ƒ”…Š ”‘‰”ƒȌ ƒ †‹•–Ÿ…‹ƒ …‘•‹†‡”ƒ†ƒ ”‡…‘‡†ž˜‡Ž ‡–”‡ ƒ• ’ƒ”ƒ†ƒ• †‡ ؐ‹„—• ± †‡ ͺͲͲ ‡–”‘•Ǥ ”‡–‡†‡Ǧ•‡ ”‡ƒŽ‹œƒ” — †‹ƒ‰×•–‹…‘ †ƒ •‹–—ƒ­ ‘ ƒ–—ƒŽ †‘• ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒ ‘ –‘…ƒ–‡ ƒ ƒ‰‹Ž‹†ƒ†‡ ‡ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‡ǡ ƒ’”‡•‡–ƒ” †‹˜‡”•ƒ• •‹—Žƒ­Ù‡• †‡ ‡ŽŠ‘”‹ƒ †‘ •‹•–‡ƒǤ ‘” ‡‹‘ †‘ †‹ƒ‰‘•–‹…‘ †‡–‡…–‘—Ǧ•‡ ƒ ‡š‹•–²…‹ƒ †‡ ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒ …‘ †‹•–Ÿ…‹ƒ ƒ„ƒ‹š‘ †ƒ …‘•‹†‡”ƒ†ƒ ”‡…‘‡†ž˜‡Ž ’‡Žƒ ǡ ƒ…Ž‘ †‡ ؐ‹„—• ‘• ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒ †‡˜‹†‘  …‘‹…‹†²…‹ƒ †‡ Š‘”ž”‹‘• †‡ †‹˜‡”•ƒ• Ž‹Šƒ• ‡ǡ „ƒ‹š‘ À˜‡Ž †‡ •‡”˜‹­‘Ǥ „•‡”˜‘—Ǧ•‡ ƒ ”‡–‹”ƒ†ƒ †‡ …‡”–‘• ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒǡ “—‡ ‘ –”Ÿ•‹–‘ ƒ ”‡‰‹ ‘ –‘”ƒǦ•‡ ƒ‹• ž‰‹Ž ’‘”  ‘ Šƒ˜‡” ƒ‹• ˆ‘”ƒ­ ‘ †‡ ˆ‹Žƒ• †‡ ؐ‹„—• ‘• Š‘”ž”‹‘• †‡ ’‹…‘Ǥ  –‡”‘• †‡ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒǡ ‘ ’”‹…‹’ƒŽ „‡‡ˆÀ…‹‘ ˆ‘‹ ƒ †‹‹—‹­ ‘ ’ƒ”…‹ƒŽ †‘ –‡’‘ †‡ –”ƒŒ‡–‘ †‡ †‡–‡”‹ƒ†ƒ• Ž‹Šƒ•ǡ ’‘••‹„‹Ž‹–ƒ†‘ ‹‹‹œƒ” ‘ Š‡ƒ†™ƒ›ȋ‹–‡”˜ƒŽ‘‡–”‡ƒ•ƒÀ†ƒ†‡—˜‡À…—Ž‘‡ƒ…Š‡‰ƒ†ƒ†‘’”ך‹‘Ȍ†‡••ƒ•Ž‹Šƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡—”„ƒ‘Ǣ’‘–‘†‡’ƒ”ƒ†ƒ†‡ؐ‹„—•

„•–”ƒ…– Š‹• ™‘” ˆ‘…—•‡• ‘ –Š‡ ƒ””ƒ‰‡‡– ‘ˆ „—• •–‘’• ‹ –Š‡ ƒ‹ ƒ˜‡—‡ ‘ˆ  ‘ ‘•± †‘• ƒ’‘•Ǥ ……‘”†‹‰ –‘  ȋ”ƒ•‹– ‘‘’‡”ƒ–‹˜‡ ‡•‡ƒ”…Š ”‘‰”ƒȌ ”‡…‘‡†• –Šƒ– –Š‡ „—• •–‘’ —•– „‡ ͺͲͲ ‡–‡”• †‹•–ƒ…‡ ˆ”‘ ‡ƒ…Š ‘–Š‡”Ǥ ‹–Š –Š‹• ™‘” ™ƒ• †‡–‡…–‡† –Š‡ ‡š‹•–‡…‡ ‘ˆ „—• •–‘’ ƒ– –Š‡ ƒ˜‡—‡ ™‹–Š †‹•–ƒ…‡ •Š‘”– –Šƒ –Š‡ …‘•‹†‡”‡† ƒ† ”‡…‘‡†‡† „› ǡ –‘‘ ƒ› „—•‡• ’ƒ”‡† ƒ– –Š‡ •ƒ‡ –‹‡ †—‡ –‘ –Š‡ •ƒ‡ –‹‡–ƒ„Ž‡ ‘ˆ ƒ› Ž‹‡• ƒ† ƒ Ž‘™ Ž‡˜‡Ž ‘ˆ •‡”˜‹…‡Ǥ Š‡ ™‡ ”‡‘˜‡ •‘‡ „—• •–‘’• ™‡ …‘—Ž† •‡‡ –Š‡ –”ƒˆˆ‹… ˆŽ‘ƒ–‹‰ ‹ ƒ •‹‰‹ˆ‹…ƒ– ‹’”‘˜‡‡– „‡…ƒ—•‡ –Š‡”‡ ™ƒ• ‘ ‘”‡ „—• ‹Ž‹‡•Ǥ  –‡”• ‘ˆ ‡ˆˆ‹…‹‡…›ǡ–Š‡ƒ‹„‡‡ˆ‹–™ƒ•–Š‡Ž‘™–‹‡–Šƒ–…‡”–ƒ‹Ž‹‡•–‘‘–‘‰‡––‘–Š‡’‘‹–ǡ‹‹‹œ‹‰–Š‡Š‡ƒ†™ƒ›‘ˆ–Š‘•‡Ž‹‡•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ—”„ƒ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ„—••–‘’

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ–‘–‘Žƒ–̷„‘ŽǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘‹•Š‹ǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‡†‡•ǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘œ‹ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡”‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‘ ‡ˆ‡‹–‘ †ƒ †‹•–Ÿ…‹ƒ ‡–”‡ ’‘–‘• †‡ ’ƒ”ƒ†ƒ• †‡ ؐ‹„—• ‡ ˜ƒ”‹ž˜‡‹•†‡–‡”‹ƒ–‡•†‘–‡’‘†‡…‹…Ž‘˜‡‹…—Žƒ”Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤʹͳͳǦʹʹͺǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺ͹ǤŠ–Ǥ

11


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 1, pp. 229-244 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‹ƒ‰‘•‹•‘ˆ–Š‡”ƒœ‹Ž‹ƒƒ‹”’‘”–•›•–‡ƒ†–Š‡ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡• ˆ‘”‹–•’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘ ‘”‹‡Ž†‘—‹œ†‘•”ƒœ‡”‡•ȗǡ‡‘ƒ”†‘‘•–‡˜‡•ǡ ‘‰±”‹‘‡……‹ ‹ŽŠ‘ ‰²…‹ƒƒ…‹‘ƒŽ†‡˜‹ƒ­ ‘‹˜‹Ž ‡…‡„‹†‘‡͸͸†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸Ϳ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ƒ’‘–ƒ “—‡ǡ †—”ƒ–‡ ‘• ‹‘• †‡œ ƒ‘• ‘ –”žˆ‡‰‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ‘• ƒ‡”‘’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• †‘„”‘—ǡ •—’‡”ƒ†‘ ‡ ʹͲͲ͹ ‘ ‘–ƒ–‡ †‡ ͳͳͲ ‹ŽŠÙ‡•Ǥ  †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‡ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒǡ ’‘” ‘—–”‘ Žƒ†‘ǡ  ‘ –‡ ‘…‘””‹†‘ ‡ —ƒ –ƒšƒ ƒ†‡“—ƒ†ƒ ’ƒ”ƒ •—’‘”–ƒ” ƒ …”‡•…‡–‡ †‡ƒ†ƒ ’‘” –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘Ǥ •–‹ƒǦ•‡ “—‡ ͳͷ †‘• ’”‹…‹’ƒ‹• ƒ‡”‘’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• ‘’‡”ƒ ƒ…‹ƒ †‡ •—ƒ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ ‘‹ƒŽ †‡ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒǤ ‡˜‹†‘ ƒ ”‡•–”‹­Ù‡• ‘”­ƒ‡–ž”‹ƒ•ǡ ‘ ‰‘˜‡”‘ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘ –‡ ’Žƒ‡Œƒ†‘ ƒ ’”‹˜ƒ–‹œƒ­ ‘ …‘‘ — ‡‹‘ ƒ†‡“—ƒ†‘ ’ƒ”ƒ ƒ–”ƒ‹” ‹˜‡•–‹‡–‘ ’”‹˜ƒ†‘ ’ƒ”ƒ ‡š’ƒ†‹” ‡ ‡ŽŠ‘”ƒ” ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒǤ  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ± ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ” ‡ ƒƒŽ‹•ƒ” ƒ• ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ• Ž‡‰ƒ‹• ’ƒ”ƒ ƒ ’”‹˜ƒ–‹œƒ­ ‘ †ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ ‘ ”ƒ•‹ŽǤ ƒ”ƒ …—’”‹” ‡•–‡ ‘„Œ‡–‹˜‘ǡ ‡ ’”‹‡‹”‘ Ž—‰ƒ”ǡ ‡Ž‡ †‡ˆ‹‡ ‘ ’‡”ˆ‹Ž †‘ •‹•–‡ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹‘ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘ …‘ „ƒ•‡ ƒ• ‹ˆ‘”ƒ­Ù‡• •‘„”‡ ‘ ˜‘Ž—‡ ‡ ‘ –‹’‘ †‡ –”žˆ‡‰‘ ‡ –ƒ„± ‘ –‹’‘ †‡ ‰‡•– ‘Ǥ  •‡‰—‹†ƒǡ ‘• ‘†‡Ž‘• †‡ ’”‹˜ƒ–‹œƒ­ ‘ ƒ†‘–ƒ†‘ ‡ ‘—–”‘• ’ƒÀ•‡• …‘ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• •‡‡ŽŠƒ–‡• ƒ‘ ”ƒ•‹Ž • ‘ ƒƒŽ‹•ƒ†‘• ‡ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ• ƒ†‡“—ƒ†ƒ• • ‘ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ†ƒ• …‘ƒ’”‹˜ƒ–‹œƒ­ ‘†‘ƒ‡”‘’‘”–‘†‘”ƒ•‹Ž†‡ƒ…‘”†‘…‘‘•‡—ƒ–—ƒŽ“—ƒ†”‘Œ—”À†‹…‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ’”‹˜ƒ–‹œƒ­ ‘Ǣƒ‡”‘’‘”–‘•Ǣ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ’‘‹–• ‘—– –Šƒ– †—”‹‰ –Š‡ Žƒ•– –‡ ›‡ƒ”• –Š‡ ’ƒ••‡‰‡”• –”ƒˆˆ‹… ƒ– ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”–• †‘—„Ž‡†ǡ •—”’ƒ••‹‰ ‹ ʹͲͲ͹ –Š‡ ƒ‘—– ‘ˆ ͳͳͲ ‹ŽŽ‹‘Ǥ Š‡ ƒ‹”’‘”– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ †‡˜‡Ž‘’‡–ǡ ‘ –Š‡ ‘–Š‡” Šƒ†ǡ Šƒ• ‘– ‘……—””‡† ‹ ƒ ƒ†‡“—ƒ–‡ ”ƒ–‡ –‘ •—’’‘”– –Š‡ ‰”‘™‹‰ †‡ƒ† ˆ‘” ƒ‹” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǥ – ‹• ‡•–‹ƒ–‡† –Šƒ– ͳͷ ‘ˆ –Š‡ ƒ‹ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”–• ƒ”‡ ‘’‡”ƒ–‡† ƒ„‘˜‡ –Š‡‹” ‘‹ƒŽ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ …ƒ’ƒ…‹–›Ǥ —‡ –‘ „—†‰‡– ”‡•–”‹…–‹‘•ǡ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ‰‘˜‡”‡– Šƒ• „‡‡ ƒŽ”‡ƒ†› ’Žƒ‹‰ –Š‡ ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘ ƒ• ƒ ƒ’’”‘’”‹ƒ–‡ ‡ƒ• –‘ ƒ––”ƒ…– ’”‹˜ƒ–‡ ‹˜‡•–‡– –‘ ‡š’ƒ† ƒ† ‹’”‘˜‡ –Š‡ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡Ǥ Š‡ ’—”’‘•‡ ‘ˆ –Š‹• ’ƒ’‡” ‹• –‘ ‹†‡–‹ˆ› ƒ† –‘ ƒƒŽ›œ‡ –Š‡ Ž‡‰ƒŽ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡• ˆ‘” –Š‡ ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘ ‘ˆ ƒ‹”’‘”– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ‹ ”ƒœ‹ŽǤ ‘ ˆ—Žˆ‹ŽŽ –Š‹• ’—”’‘•‡ǡ ƒ– ˆ‹”•–ǡ ‹– †‡ˆ‹‡• –Š‡ ’”‘ˆ‹Ž‡ ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”– •›•–‡ „ƒ•‡† ‘ ‹ˆ‘”ƒ–‹‘ ƒ„‘—– –Š‡ ˜‘Ž—‡ ƒ† ‹† ‘ˆ –”ƒˆˆ‹… ƒ† ƒŽ•‘ –Š‡ ‹† ‘ˆ ƒƒ‰‡‡–Ǥ Š‡ǡ ‘†‡Ž• ‘ˆ ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘ ƒ†‘’–‡† ‹ ‘–Š‡” …‘—–”‹‡• ™‹–Š …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…• •‹‹Žƒ” –‘ ”ƒœ‹Ž ƒ”‡ ƒƒŽ›œ‡† ƒ† ƒ†‡“—ƒ–‡ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡• ƒ”‡ ‹†‡–‹ˆ‹‡† –‘ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”– ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘ ƒ……‘”†‹‰ –‘ ‹–• ’”‡•‡– Ž‡‰ƒŽ ˆ”ƒ‡™‘”Ǥ ‡›™‘”†•ǣ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘Ǣƒ‹”’‘”–•Ǣ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ†‘”‹‡Ž†‘Ǥ’”ƒœ‡”‡•̷ƒƒ…Ǥ‰‘˜Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ”ƒœ‡”‡•ǡ Ǥ Ǥǡ •–‡˜‡•ǡ Ǥ Ǥ ‡ ‡……‹ ‹ŽŠ‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‹ƒ‰‘•‹• ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”– •›•–‡ ƒ† –Š‡ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡• ˆ‘” ‹–• ’”‹˜ƒ–‹œƒ–‹‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͳǡ’’ǤʹʹͻǦʹͶͶǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽ͹ǤŠ–Ǥ

12


Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes

Vol. 5, n. 2 (2011)

Diretório de Pesquisas Eficiência de Portos e Terminais Privativos Brasileiros com Características Distintas Rodrigo Ferreira Bertoloto, João Carlos Correia Baptista Soares de Mello 14 Proposta metodológica para escolha de transportadoras rodoviárias de produtos perigosos com enfoque em gerenciamento de riscos Marne Lieggio Júnior, Sérgio Ronaldo Granemann, Osmar Ambrósio de Souza 15 Estimativa da distribuição da demanda na Região Metropolitana de São Paulo com cenários de um novo aeroporto Anderson Ribeiro Correia, Lucia Erika Niyama, Sabrina de Araújo Furtado Nogueira 16 Simulation model of a baggage claim device coping with a new large aircraft (NLA) Rogéria A. Gomes Eller, Milton Valdir de Matos Feitosa, Protógenes Pires Porto 17 Algoritmos de fluxo máximo em rede aplicado em gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo Cícero Roberto Ferreira de Almeida, Li Weigang, Antonio Pedro Timoszczuk 18 Transporte aéreo - uma alternativa ao transporte rodoviário de cargas Douglas Amaury Bez Batti, Carlos Alberto Faria 19 Mensuração de concentração e identificação de hubs no transporte aéreo Tiago F. Gondim Costa, Guilherme Lohmann, Alessandro V. M. Oliveira 20

Leituras & Ensaios Avaliação de modais alternativos para o transporte de combustíveis ao longo da região do rio Tietê Aline Flavia da Silva, Luiz Antonio Tozi 21 Análise dos efeitos de fusão entre companhias aéreas Sidneia Rocha de Sousa 22 Análise comparativa da regulação dos transportes aéreos nos Estados Unidos e Brasil: breves notas Osvaldo Agripino de Castro Junior 23 O controle de tráfego aéreo brasileiro entre setembro de 2006 e março de 2007: a ruptura operacional, o modelo administrativo e perspectivas Bemildo Alvaro Ferreira Filho 24


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 4-21 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ˆ‹…‹²…‹ƒ†‡’‘”–‘•‡–‡”‹ƒ‹•’”‹˜ƒ–‹˜‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘•…‘ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ•†‹•–‹–ƒ• ‘†”‹‰‘ ‡””‡‹”ƒ‡”–‘Ž‘–‘ǡ ‘ ‘ƒ”Ž‘•‘””‡‹ƒƒ’–‹•–ƒ‘ƒ”‡•†‡‡ŽŽ‘ȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ Ž—‹‡•‡ ‡…‡„‹†‘‡ͽ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  –‹’‘ †‡ …ƒ”‰ƒ ‹ˆŽ—‡…‹ƒ †‹”‡–ƒ‡–‡ ƒ• …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‘• ƒ˜‹‘• ‡ ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ’‘”–—ž”‹ƒ ‡…‡••ž”‹ƒ ’ƒ”ƒ ‘˜‹‡–ƒ” ‡•–ƒ …ƒ”‰ƒǤ ‡••‡ •‡–‹†‘ǡ ƒŽ‰—• ’‘”–‘• „—•…ƒ ƒ ‡•’‡…‹ƒŽ‹œƒ­ ‘ †‡ •—ƒ• ƒ–‹˜‹†ƒ†‡• ‘— ƒ †‹˜‡”•‹ˆ‹…ƒ­ ‘ǡ †‡’‡†‡†‘ †ƒ• …ƒ”‰ƒ• “—‡ • ‘ ‘˜‹‡–ƒ†ƒ• ‡ •—ƒ• ‹•–ƒŽƒ­Ù‡•Ǥ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ƒƒŽ‹•ƒǡ ƒ–”ƒ˜±• †‡ žŽ‹•‡ ˜‘Ž–×”‹ƒ †‡ ƒ†‘• ȋȌǡ ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ †‡ ’‘”–‘• ’ï„Ž‹…‘• ‡ –‡”‹ƒ‹• †‡ —•‘ ’”‹˜ƒ–‹˜‘ …‘ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‹•–‹–ƒ•ǡ ‘— •‡Œƒǡ • ȋ†‘ ‹‰Ž²•ǡ ‡…‹•‹‘ ƒ‹‰ ‹–•ǡ ‹†ƒ†‡• ‘ƒ†‘”ƒ• †‡ ‡…‹• ‘Ȍ  ‘ Š‘‘‰²‡ƒ•ǡ ‘ ’‡”À‘†‘ †‡ ʹͲͲ͹ ƒ ʹͲͲͻǤ • †‹ˆ‡”‡–‡• ’‘”–‘• • ‘ …Žƒ••‹ˆ‹…ƒ†‘• ‡ “—ƒ–”‘ …Ž—•–‡”• †‹•–‹–‘• ‡ ƒ’ו ƒ Š‘‘‰‡‡‹œƒ­ ‘ †ƒ• • — ‘˜‘ ‘†‡Ž‘  ± ”‘†ƒ†‘ …‘ –‘†‘• ‘• ’‘”–‘•’ƒ”ƒ‡– ‘‘„–‡”ƒ•‡ˆ‹…‹²…‹ƒ•…‘’‡•ƒ†ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣǢ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ’‘”–—ž”‹ƒǢ’‘”–‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘•

„•–”ƒ…– Š‡ …ƒ”‰‘ –›’‡ ‹ˆŽ—‡…‡• †‹”‡…–Ž› –Š‡ …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…• ‘ˆ •Š‹’• ƒ† ’‘”– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ‡‡†‡† –‘ ‘˜‡ –Š‹• Ž‘ƒ†Ǥ Š—•ǡ •‘‡ ’‘”–• ƒ”‡ •‡‡‹‰ –Š‡ ‡š’‡”–‹•‡ ‘ˆ ‹–• ƒ…–‹˜‹–‹‡• ‘” †‹˜‡”•‹ˆ‹…ƒ–‹‘ †‡’‡†‹‰ ‘ –Š‡ Ž‘ƒ†• –Šƒ– ƒ”‡ ‘˜‡† ‹–‘ –Š‡‹” ‹•–ƒŽŽƒ–‹‘•Ǥ Š‹• •–—†› ƒƒŽ›œ‡•ǡ –Š”‘—‰Š ƒ–ƒ ˜‡Ž‘’‡– ƒŽ›•‹• ȋȌǡ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ‘ˆ ’—„Ž‹… ’‘”–• ƒ† –‡”‹ƒŽ• ˆ‘” ‡š…Ž—•‹˜‡ —•‡ ™‹–Š †‹ˆˆ‡”‡– …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…•ǡ ‹‡ ‘– Š‘‘‰‡‡‘—• • ȋ‡…‹•‹‘ ƒ‹‰ ‹–•Ȍǡ ‹ –Š‡ ’‡”‹‘† ʹͲͲ͹ –‘ ʹͲͲͻǤ ‹ˆˆ‡”‡– ’‘”–• ƒ”‡ …Žƒ••‹ˆ‹‡† ‹–‘ ˆ‘—” †‹•–‹…– …Ž—•–‡”• ƒ† ƒˆ–‡” –Š‡ Š‘‘‰‡‹œƒ–‹‘ ‘ˆ • ƒ ‡™  ‘†‡Ž ‹• ”— ™‹–Š ƒŽŽ ’‘”–• ƒ† –Š‡ –Š‡ …‘’‡•ƒ–‡†‡ˆˆ‹…‹‡…‹‡•ƒ”‡‘„–ƒ‹‡†Ǥ

‡›™‘”†•ǣǢ’‘”–‡ˆˆ‹…‹‡…›Ǣ”ƒœ‹Ž‹ƒ’‘”–•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŒ…•‡ŽŽ‘̷’“Ǥ…’“Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡”–‘Ž‘–‘ǡ Ǥ Ǥ ‡ ‡ŽŽ‘ǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ˆ‹…‹²…‹ƒ †‡ ’‘”–‘• ‡ –‡”‹ƒ‹• ’”‹˜ƒ–‹˜‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• …‘ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‹•–‹–ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’ǤͶǦʹͳǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;;ǤŠ–Ǥ

14


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 22-43 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

”‘’‘•–ƒ‡–‘†‘Ž×‰‹…ƒ’ƒ”ƒ‡•…‘ŽŠƒ†‡–”ƒ•’‘”–ƒ†‘”ƒ• ”‘†‘˜‹ž”‹ƒ•†‡’”‘†—–‘•’‡”‹‰‘•‘•…‘‡ˆ‘“—‡‡ ‰‡”‡…‹ƒ‡–‘†‡”‹•…‘• ƒ”‡‹‡‰‰‹‘ ‘”ȗǡ±”‰‹‘‘ƒŽ†‘ ”ƒ‡ƒǡ •ƒ”„”ו‹‘†‡‘—œƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒǡ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒǡ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡•–ƒ†—ƒŽ†‘‡–”‘Ǧ‡•–‡Ǧ‹…‡–”‘ ‡…‡„‹†‘‡͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͿ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ …‘•‹•–‡ ƒ ’”‘’‘•‹­ ‘ †‡ —ƒ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ ’ƒ”ƒ ‡•…‘ŽŠƒ †‡ –”ƒ•’‘”–ƒ†‘”ƒ• ”‘†‘˜‹ž”‹ƒ• †‡ ’”‘†—–‘• ’‡”‹‰‘•‘•ǡ …‘ ‡ˆ‘“—‡ ‡ ‰‡”‡…‹ƒ‡–‘ †‡ ”‹•…‘• ‡ —–‹Ž‹œƒ†‘ ƒ ±…‹…ƒ †‡ ”‡ˆ‡”²…‹ƒ ‡…Žƒ”ƒ†ƒǤ  ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ ’”‘’‘•–ƒ •‡ †‹˜‹†‡ ƒ• ‡–ƒ’ƒ• †‡ ’Žƒ‡Œƒ‡–‘ǡ ‡š‡…—­ ‘ǡ ƒ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘ †ƒ ‡’”‡•ƒ …‘–”ƒ–ƒ†ƒ ‡ ”‡–”‘ƒŽ‹‡–ƒ­ ‘Ǥ  •—ƒ ƒ’Ž‹…ƒ­ ‘ •‡ †‡•–‹ƒ –ƒ–‘ ƒ — ‡„ƒ”…ƒ†‘” “—ƒ–‘ ƒ — ‰”—’‘ †‡ ‡„ƒ”…ƒ†‘”‡•ǡ ‡ ’‘†‡ •‡” —•ƒ†ƒ ’ƒ”ƒ “—ƒŽ“—‡” Žƒ••‡ †‡ ‹•…‘ †‘ ’”‘†—–‘ –”ƒ•’‘”–ƒ†‘Ǥ  ƒ’Ž‹…ƒ­ ‘ †ƒ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ ’”‘’‘•–ƒ ‡ — ‡š‡’Ž‘ Š‹’‘–±–‹…‘ ”‡•—Ž–‘— ƒ ‹†‹…ƒ­ ‘ †ƒ ‡’”‡•ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ †‡ ’”‘†—–‘• ’‡”‹‰‘•‘• ƒ …‘–”ƒ–ƒ”ǡ †‡ ƒ…‘”†‘ …‘ ƒ• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• ”‡ˆ‡”‡–‡• ƒ ‰‡”‡…‹ƒ‡–‘ †‡ ”‹•…‘• •‡Ž‡…‹‘ƒ†ƒ•’‡Ž‘•–‘ƒ†‘”‡•†‡†‡…‹• ‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡”‘†‘˜‹ž”‹‘Ǣ’”‘†—–‘•’‡”‹‰‘•‘•Ǣ‰‡”‡…‹ƒ‡–‘†‡”‹•…‘•Ǣ–±…‹…ƒ†‡”‡ˆ‡”²…‹ƒ‡…Žƒ”ƒ†ƒ

„•–”ƒ…– Š‡ ‘„Œ‡…–‹˜‡ ‘ˆ –Š‹• ™‘” …‘•‹•–• ‹ ’”‘’‘•‹‰ ƒ ‡–Š‘†‘Ž‘‰› ‘ˆ …Š‘‹…‡ ˆ‘” …‘’ƒ‹‡• ‘ˆ ”‘ƒ† –”ƒ•’‘”– ‘ˆ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†•ǡ ˆ‘…—•‹‰ ‘ ƒƒ‰‹‰ ”‹•• ƒ† —•‹‰ –Š‡ –‡…Š‹“—‡ ‘ˆ –ƒ–‡† Š‘‹…‡Ǥ Š‡ ’”‘’‘•‡† ‡–Š‘†‘Ž‘‰› ‹• †‹˜‹†‡† ‹–‘ •–ƒ‰‡• ‘ˆ ’Žƒ‹‰ǡ ‹’Ž‡‡–ƒ–‹‘ǡ ‡˜ƒŽ—ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ …‘’ƒ› ƒ† ˆ‡‡†„ƒ…Ǥ –• ƒ’’Ž‹…ƒ–‹‘ ‹• ‹–‡†‡† „‘–Š ƒ• ƒ •Š‹’’‡” „› ƒ ‰”‘—’ ‘ˆ •Š‹’’‡”•ǡ ‹†‡’‡†‡– ‘ˆ ‹• Žƒ•• ‘ˆ –Š‡ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†Ǥ Š‡ ‹’Ž‡‡–ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ’”‘’‘•‡† ‡–Š‘†‘Ž‘‰› ‹ ƒ Š›’‘–Š‡–‹…ƒŽ ‡šƒ’Ž‡ ”‡•—Ž–‡† ‹ –Š‡ ‹†‹…ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ”‘ƒ† …ƒ””‹‡” ‘ˆ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†• –‘ Š‹”‡ǡ ƒ……‘”†‹‰ –‘ ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• ”‡Žƒ–‡† –‘ ƒƒ‰‡‡– ‘ˆ”‹•••‡Ž‡…–‡†„›†‡…‹•‹‘Ǧƒ‡”•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ”‘ƒ†–”ƒ•’‘”–Ǣ†ƒ‰‡”‘—•‰‘‘†•Ǣ”‹•ƒƒ‰‡‡–Ǣ–ƒ–‡†Š‘‹…‡

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ”‡Œ”̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹‡‰‰‹‘ ‘”ǡ Ǥǡ ”ƒ‡ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘—œƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ”‘’‘•–ƒ ‡–‘†‘Ž×‰‹…ƒ ’ƒ”ƒ ‡•…‘ŽŠƒ †‡ –”ƒ•’‘”–ƒ†‘”ƒ• ”‘†‘˜‹ž”‹ƒ• †‡ ’”‘†—–‘•’‡”‹‰‘•‘•…‘‡ˆ‘“—‡‡‰‡”‡…‹ƒ‡–‘†‡”‹•…‘•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’ǤʹʹǦͶ͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺ;ǤŠ–Ǥ

15


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 44-62 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–‹ƒ–‹˜ƒ†ƒ†‹•–”‹„—‹­ ‘†ƒ†‡ƒ†ƒƒ ‡‰‹ ‘‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ†‡ ‘ƒ—Ž‘ …‘…‡ž”‹‘•†‡—‘˜‘ƒ‡”‘’‘”–‘ †‡”•‘‹„‡‹”‘‘””‡‹ƒȗǡ—…‹ƒ”‹ƒ‹›ƒƒǡ ƒ„”‹ƒ†‡”ƒïŒ‘ —”–ƒ†‘‘‰—‡‹”ƒ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ƒ’”‡•‡–ƒ —ƒ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ” ƒ †‹•–”‹„—‹­ ‘ †‡ †‡ƒ†ƒ ƒ ‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ †‡  ‘ ƒ—Ž‘ ȋȌǡ ‡ ˆ—­ ‘ †ƒ ‡˜‡–—ƒŽ ‡–”ƒ†ƒ †‡ — ‘˜‘ ‘’‡”ƒ†‘” ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹‘Ǥ ‡‹• Ž‘…ƒŽ‹†ƒ†‡• †ƒ ȋ‘— ’”ך‹ƒ †ƒȌ  • ‘ ƒ˜ƒŽ‹ƒ†ƒ• ‡ •‡—• ’‘–‡…‹ƒ‹• †‡ ƒ–”ƒ­ ‘ †ƒ †‡ƒ†ƒ • ‘ ‡•–‹ƒ†‘• …‘•‹†‡”ƒ†‘Ǧ•‡ ‘• –‡’‘• †‡ ƒ…‡••‘ ‡ ˆ—–—”‘• À˜‡‹• †‡ •‡”˜‹­‘• ‡ –‡”‘• †‡ †‡•–‹‘• ‡ ˆ”‡“—²…‹ƒ•Ǥ  ‘†‡Ž‘ †‡ ‹–‡”ƒ­ ‘ ‡•’ƒ…‹ƒŽ ± —–‹Ž‹œƒ†‘ ’ƒ”ƒ ‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †ƒ• ƒžŽ‹•‡•Ǥ ƒ ƒ–”‹œ ‘”‹‰‡Ǧ†‡•–‹‘ ‘ˆ‹…‹ƒŽ ‡ —ƒ ‡•–‹ƒ–‹˜ƒ †‡ †‡ƒ†ƒ ’ƒ”ƒ ƒ  †‡ ͸ͳ ‹ŽŠÙ‡• †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ’‘” ƒ‘ ‡ ʹͲʹͲ • ‘ —–‹Ž‹œƒ†ƒ• …‘‘ „ƒ•‡ ’ƒ”ƒ ‘ ‡•–—†‘Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‹†‹…ƒ “—‡ ƒ‡”‘’‘”–‘• Ž‘…ƒŽ‹œƒ†‘• ƒ  • ‘ —‹–‘ ƒ‹• ‡ˆ‹…ƒœ‡• ƒ ƒ–”ƒ–‹˜‹†ƒ†‡ƒ‘•’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•†‘“—‡ƒ‡”‘’‘”–‘•‡”‡‰‹Ù‡•ƒ‹•†‹•–ƒ–‡•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǣƒ‡”‘’‘”–‘•Ǣ…‡ž”‹‘•

„•–”ƒ…– Š‹• ™‘” ’”‡•‡–• ƒ ‡–Š‘†‘Ž‘‰› –‘ ‡˜ƒŽ—ƒ–‡ –Š‡ †‡ƒ† †‹•–”‹„—–‹‘ ƒ– –Š‡  ‘ ƒ—Ž‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ ‡‰‹‘ ȋȌǡ …‘•‹†‡”‹‰ ƒ ‡™ ‡–”ƒ– ƒ‹”’‘”– ‘’‡”ƒ–‘”Ǥ ‹š Ž‘…ƒ–‹‘• ƒ– –Š‡  ™‡”‡ ‡˜ƒŽ—ƒ–‡† ƒ† –Š‡‹” ƒ––”ƒ…–‹‘ ’‘–‡–‹ƒŽ• ™‡”‡ ‡•–‹ƒ–‡† …‘•‹†‡”‹‰ ƒ……‡•• –‹‡• ƒ† ˆ—–—”‡ Ž‡˜‡Ž• ‘ˆ •‡”˜‹…‡ ‹ –‡”• ‘ˆ ˆ”‡“—‡…‹‡• ƒ† †‡•–‹‡•Ǥ  ”ƒ˜‹–› ‘†‡Ž ‹• ‡’Ž‘›‡† ˆ‘” ƒƒŽ›•‡•Ǥ  ‘”‹‰‹Ǧ†‡•–‹ƒ–‹‘ ƒ–”‹š ƒ† ƒ †‡ƒ† ˆ‘”‡…ƒ•– ˆ‘”  ‘ˆ ͸ͳ ‹ŽŽ‹‘ ’ƒ••‡‰‡”• ’‡” ›‡ƒ” ‹ ʹͲʹͲ ™‡”‡ —•‡† ƒ• ƒ „ƒ•‹• ˆ‘” –Š‡ •–—†›Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• ‹†‹…ƒ–‡ –Šƒ– ƒ‹”’‘”–• Ž‘…ƒ–‡† ƒ– –Š‡  ƒ”‡ —…Š ‘”‡ ƒ„Ž‡ –‘ ƒ––”ƒ…– ’ƒ••‡‰‡”•–Šƒƒ‹”’‘”–•Ž‘…ƒ–‡†ƒ–†‹•–ƒ–”‡‰‹‘•Ǥ

‡›™‘”†•ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǡƒ‹”’‘”–•ǡ•…‡ƒ”‹‘•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…‘””‡‹ƒ̷‹–ƒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘””‡‹ƒǡ Ǥ Ǥǡ ‹›ƒƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘‰—‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–‹ƒ–‹˜ƒ †ƒ †‹•–”‹„—‹­ ‘ †ƒ †‡ƒ†ƒ ƒ ”‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ †‡  ‘ ƒ—Ž‘…‘…‡ž”‹‘•†‡—‘˜‘ƒ‡”‘’‘”–‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’ǤͶͶǦ͸ʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;ͶǤŠ–Ǥ

16


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 63-72 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‹—Žƒ–‹‘‘†‡Ž‘ˆƒ„ƒ‰‰ƒ‰‡…Žƒ‹†‡˜‹…‡…‘’‹‰™‹–Šƒ‡™ Žƒ”‰‡ƒ‹”…”ƒˆ–ȋȌ ‘‰±”‹ƒ†‡”ƒ–‡• ‘‡•ŽŽ‡”ǡ‹Ž–‘ƒŽ†‹”†‡ƒ–‘• ‡‹–‘•ƒǡ ”‘–׉‡‡•‹”‡•‘”–‘ȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒǡœ—Ž‹Šƒ•±”‡ƒ•”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ•ǡ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͻ†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ƒ’”‡•‡–ƒ —ƒ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘ ‡ ’”‘Œ‡–‘ †‡ — †‹•’‘•‹–‹˜‘ †‡ ”‡•–‹–—‹­ ‘ †‡ „ƒ‰ƒ‰‡• …ƒ’ƒœ †‡ ƒ–‡†‡” ƒ• ‡…‡••‹†ƒ†‡• †‡ —ƒ ƒ‡”‘ƒ˜‡ ‰”ƒ†‡ †‘ –‹’‘ …‘Š‡…‹†‘ …‘‘ ‡™ ƒ”‰‡ ‹”…”ƒˆ– Ȃ ǡ …Š‡‰ƒ†‘ †‡ — ˜‘‘ ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽǤ ‘‹• ‘†‡Ž‘• †‡ •‹—Žƒ­ ‘ ˆ‘”ƒ †‡•‡˜‘Ž˜‹†‘•Ǥ  ’”‹‡‹”‘ ± — ‘†‡Ž‘ †‡–‡”‹À•–‹…‘ ‡’”‡‰ƒ†‘ ƒ ˆ‡””ƒ‡–ƒ †‹•’‘À˜‡Ž ƒ• Žƒ‹ŽŠƒ• š…‡ŽǤ  •‡‰—†‘ǡ — ‘†‡Ž‘ ‡•–‘…ž•–‹…‘ǡ ± †‡•‡˜‘Ž˜‹†‘ ƒ ’Žƒ–ƒˆ‘”ƒ …‘’—–ƒ…‹‘ƒŽ Ǥ • ’ƒ”Ÿ‡–”‘• †ƒ …‘ˆ‹‰—”ƒ­ ‘ †‡ †ƒ†‘•ǡ –ƒ‹• …‘‘ ï‡”‘ †‡ „ƒ‰ƒ‰‡• ’‘” ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘ǡ –ƒƒŠ‘ ±†‹‘ †ƒ• „ƒ‰ƒ‰‡•ǡ ‡ ˜‡Ž‘…‹†ƒ†‡ †‡ †‡•Ž‘…ƒ‡–‘ †‘ …ƒ””‘••‡Ž ȋ‡•–‡‹”ƒȌǡ ˆ‘”ƒ ƒ–”‹„—À†‘• …‘ „ƒ•‡ ƒ• ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ• ’”‘’‘•–ƒ• ’‡Žƒ –‡”ƒ–‹‘ƒŽ ‹” ”ƒ•’‘”– ••‘…‹ƒ…‹‘ ȋ Ȍǡ ’‘” ƒ”– ȋ ƒ”–ǡ ͳͻͺͷȌ ‡ ’‘” ‘”‘Œ‡ˆˆ ȋ ‘”‘Œ‡ˆˆǡ ͳͻ͸ͻȌǤ ‘”ƒ •‹—Žƒ†ƒ• …Š‡‰ƒ†ƒ• †‡•‡„ƒ”…ƒ†‘ ͸ͷͲǡ ͹ͷͲǡ ͺͷͲǡ ͻͷͲ ‡ ͳͲͲͲ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• …‘ ƒ ˆ‹ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡ ˜‡”‹ˆ‹…ƒ”ǡ ’ƒ”ƒ …ƒ†ƒ ˜‘‘ǡ ‘ …‘’‘”–ƒ‡–‘ †ƒ ‡•–‡‹”ƒǤ ‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• ˆ‘”ƒ ‡š–”ƒÀ†‘• ‘‘‰”ƒƒ• ȋž„ƒ…‘•Ȍ ’ƒ”ƒ ‡’”‡‰‘ ƒ –‘ƒ†ƒ –ž–‹…ƒ †‡ †‡…‹• ‘ ’‡Ž‘ •—’‡”˜‹•‘” †‘ •‡–‘” †‡ †‡˜‘Ž—­ ‘ †‡ „ƒ‰ƒ‰‡• ‡ ’ƒ”ƒ ƒ –‘ƒ†ƒ †‡ †‡…‹•Ù‡• ‡•–”ƒ–±‰‹…ƒ• ’‘” ’ƒ”–‡ †ƒ ƒ—–‘”‹†ƒ†‡ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒ …‘ ƒ ˆ‹ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡ ’Žƒ‡Œƒ‡–‘Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• …‘’ƒ”ƒ–‹˜‘• †‘• †‘‹• ‘†‡Ž‘• †‡‘•–”ƒ”ƒ …‘•‹•–²…‹ƒ ƒ–± ‘ À˜‡Ž †‡ ͺͷͲ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǥ Ž± †‡••‡ À˜‡Žǡ ‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• ƒ’”‡•‡–ƒ †‹ˆ‡”‡­ƒ• Ž‹‰‡‹”ƒ‡–‡ …”‡•…‡–‡• “—‡ †‡˜‡ •‡” Ž‡˜ƒ†ƒ• ‡ …‘•‹†‡”ƒ­ ‘ ’ƒ”ƒ ˆ‹• †‡ ’Žƒ‡Œƒ‡–‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ‹”’‘”–•Ǣ…ƒ’ƒ…‹–›Ǣˆƒ…‹Ž‹–‹‡•Ǣ•‹—Žƒ–‹‘ „•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ’”‡•‡–• ƒ ‡–Š‘†‘Ž‘‰› ˆ‘” ƒ••‡••‡– ƒ† †‡•‹‰ ‘ˆ ƒ „ƒ‰‰ƒ‰‡ …Žƒ‹ †‡˜‹…‡ …ƒ’ƒ„Ž‡ ‘ˆ ƒŽŽ‘™‹‰ ƒ ƒ‹”’‘”– –‡”‹ƒŽ –‘ ”‡…‡‹˜‡ ƒ ‡™ ƒ”‰‡ ‹”…”ƒˆ– Ǧ  ˆ”‘ ƒ ‹–‡”ƒ–‹‘ƒŽ ˆŽ‹‰Š–Ǥ – ™ƒ• †‡˜‡Ž‘’‡† –™‘ •‹—Žƒ–‹‘ ‘†‡Ž•Ǥ Š‡ ˆ‹”•– ‘‡ ‹• ƒ †‡–‡”‹‹•–‹… ‘†‡Ž ƒ† ‡’Ž‘›• –Š‡ ‹…”‘•‘ˆ– š…‡Ž Ž‡…–”‘‹… ’”‡ƒ†•Š‡‡–Ǥ Š‡ •‡…‘† ‘‡ǡ ™Š‹…Š ‹• •–‘…Šƒ•–‹…ǡ ‹• †‡˜‡Ž‘’‡† ‹ Ǥ Š‡ …‘ˆ‹‰—”ƒ–‹‘ †ƒ–ƒ ’ƒ”ƒ‡–‡”•ǡ •—…Š ƒ• —„‡” ‘ˆ „ƒ‰• ’‡” ’ƒ••‡‰‡”ǡ ƒ˜‡”ƒ‰‡ „ƒ‰‰ƒ‰‡ •‹œ‡ǡ ƒ† …ƒ”‘—•‡Ž ˜‡Ž‘…‹–›ǡ ƒ”‡ ƒ••‹‰‡† „ƒ•‡† ‘ –‡”ƒ–‹‘ƒŽ ‹” ”ƒ•’‘”– ••‘…‹ƒ–‹‘ ȋ Ȍǡ ƒ”– ȋͳͻͺͷȌ ƒ† ‘”‘Œ‡ˆˆ ȋͳͻ͸ͻȌ ‡–Š‘†‘Ž‘‰‹‡•Ǥ – ™ƒ• •‹—Žƒ–‡† ˆŽ‹‰Š– ƒ””‹˜ƒŽ• †‹•‡„ƒ”‹‰ ͸ͷͲǡ ͹ͷͲǡ ͺͷͲǡ ͻͷͲ ƒ† ͳǡͲͲͲ ’ƒ••‡‰‡”• ƒˆˆ‡…–‹‰ –Š‡ …Žƒ‹ †‡˜‹…‡ ˆ‘” ‡ƒ…Š ˆŽ‹‰Š–Ǥ ”‘ –Š‡ ”‡•—Ž–•ǡ ‘‘‰”ƒ• ™‡”‡ †‡”‹˜‡† –‘ „‡ —•‡† ƒ• ƒ –‘‘Žǡ ‡‹–Š‡” ˆ‘” –ƒ…–‹…ƒŽ †‡…‹•‹‘Ǧƒ‹‰ „› ƒ „ƒ‰‰ƒ‰‡ …Žƒ‹ †‡˜‹…‡ •—’‡”˜‹•‘”ǡ ‘” ˆ‘” ƒ‹”’‘”– ƒ—–Š‘”‹–› ’Žƒ‹‰ ’—”’‘•‡•Ǥ Š‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜‡ ”‡•—Ž–• „‡–™‡‡ –Š‡ –™‘ ‘†‡Ž• •Š‘™ –Šƒ– –Š‡› ƒ”‡ …‘•‹•–‡– —’ –‘ ƒ Ž‡˜‡Ž ‘ˆ ͺͷͲ ’ƒ••‡‰‡”•Ǥ ‡›‘† –Š‹• Ž‡˜‡Žǡ –Š‡ ”‡•—Ž–• ’”‡•‡– •Ž‹‰Š–Ž› ”‹•‹‰ †‹ˆˆ‡”‡…‡• –Šƒ– —•– „‡ …‘•‹†‡”‡†ˆ‘”’Žƒ‹‰’—”’‘•‡•Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”’‘”–•Ǣ…ƒ’ƒ…‹–›Ǣˆƒ…‹Ž‹–‹‡•Ǣ•‹—Žƒ–‹‘ ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ’‘”–‘’’̷—‘ŽǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ŽŽ‡”ǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‡‹–‘•ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ‘”–‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‹—Žƒ–‹‘ ‘†‡Ž ‘ˆ ƒ „ƒ‰‰ƒ‰‡ …Žƒ‹ †‡˜‹…‡ …‘’‹‰ ™‹–Š ƒ ‡™ Žƒ”‰‡ ƒ‹”…”ƒˆ– ȋȌǤ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’Ǥ͸͵Ǧ͹ʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸;ǤŠ–Ǥ

17


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 73-91 Diretório de Pesquisas

RELIT www.relit.org.br ISSN 2177-1065

Algoritmos de fluxo máximo em rede aplicado em gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo Cícero Roberto Ferreira de Almeida*, Li Weigang, Antonio Pedro Timoszczuk Universidade de Brasília, Universidade de Brasília, Fundação Atech Recebido em 10 de janeiro de 2011; recebido em versão revisada em 3 de fevereiro de 2011; aceito em 6 de fevereiro de 2011

Resumo Este artigo apresenta o Modelo de Balanceamento de Fluxo de tráfego aéreo (MBF) que emprega algoritmos de fluxo máximo em rede para realizar balanceamento de fluxo de tráfego aéreo nas regiões de informação de voo controladas pelo Brasil. Foram implementados quatro algoritmos de fluxo máximo (Edmonds-Karp, Dinic, FIFO Preflow Push e Highest Label Preflow Push). Cada algoritmo dispõe de um método próprio para calcular o valor máximo de fluxo, o que conduz à soluções diferenciadas para o balanceamento de fluxo de tráfego aéreo. Estas soluções são comparadas por meio de um estudo de caso que apresenta os resultados de cada algoritmo com opções diferentes de balanceamento, e permite aos gerentes de fluxo de tráfego aéreo escolher a opção que melhor se adapta à evolução tática do cenário aéreo. Palavras-chave: tráfego aéreo; controle; gerenciamento de fluxo; fluxo máximo; teoria dos grafos

Abstract This paper presents the air traffic Flow Balancing Model (FBM) which uses network maximum flow algorithms to accomplish air traffic flow management in the flight information regions under Brazilian control responsibility . Four maximum flow algorithms were implemented and tested in this work: Edmonds-Karp, Dinic, FIFO Preflow Push and Highest Label Preflow Push. Each algorithm has its particular method to calculate the maximum flow value, that results in different air traffic flow balancing solutions. A case study comparing the results for each algorithm is presented, and the results represent different balancing options that allow the traffic flow managers to choose which one better adapts to the tactical air traffic management scenery under analysis. Key words: air traffic; control; flow management; maximum flow; graph theory

* Autor correspondente. Email: cicero.almeida@gmail.com.

Citação Recomendada Almeida, C. R. F., Weigang, L. e Timoszczuk, A. P. (2011) Algoritmos de fluxo máximo em rede aplicado em gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo. Revista de Literatura dos Transportes, vol. 5, n. 2, pp. 73-91.

Ŷ A RELIT é um Periódico de Acesso Livre (Open Access Journal), com foco em Gestão e Economia dos Transportes e mantido pela Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes (SBPT), website www.pesquisaemtransportes.net.br. E-ISSN 2177-1065. Artigo disponível sem restrições em www.relit.org.br/r2011-092.htm.

18


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 92-105 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǧ—ƒƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒƒ‘ –”ƒ•’‘”–‡”‘†‘˜‹ž”‹‘†‡…ƒ”‰ƒ• ‘—‰Žƒ•ƒ—”›‡œƒ––‹ǡƒ”Ž‘•Ž„‡”–‘ ƒ”‹ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‡„‡”ŽŸ†‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͶ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸͸†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ ‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ˆ‘‹ ˆ‡‹–‘ —ƒ ƒžŽ‹•‡ …‘ „ƒ•‡ ‘• …—•–‘• †‹”‡–‘• †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ …‘‘ —ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ƒ‘ –”ƒ•’‘”–‡ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ †‡ …ƒ”‰ƒ •‘„ †‡–‡”‹ƒ†ƒ• …‘†‹­Ù‡• –ƒ‹• …‘‘ǡ ï‡”‘ ‡š’”‡••‹˜‘ †‡ ’‡†ž‰‹‘• ‡ ‹…‡”–‡œƒ “—ƒ–‘ • …‘†‹­Ù‡• †‡ •‡‰—”ƒ­ƒ †‡˜‹†‘ ƒ‘ ”‘—„‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• †—”ƒ–‡ ‘ ’‡”…—”•‘ ‡ ‡ …Š‡‰ƒ” ƒ‘ †‡•–‹‘ †‡˜‹†‘ ƒ• …‘†‹­Ù‡• ’”‡…ž”‹ƒ• †ƒ• ”‘†‘˜‹ƒ• „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ•Ǥ ’‡•ƒ” †‡ ƒ’”‡•‡–ƒ” …—•–‘• ƒ‹‘”‡•ǡ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ –‡ ˜ƒ–ƒ‰‡• ƒ†‹…‹‘ƒ‹• ’‘” •‡” ƒ‹• ”ž’‹†‘ǡ •‡‰—”‘ ‡ …‘ˆ‹ž˜‡ŽǤ ‡••‡ ‡•–—†‘ ˆ‘‹ ˆ‡‹–‘ ƒŽ‰—ƒ• …‘•‹†‡”ƒ­Ù‡• …‘ ”‡Žƒ­ ‘ ƒ ‘”‹‰‡ǡ †‡•–‹‘ ‡ ˆ”‡“—‡…‹ƒ †ƒ• …ƒ”‰ƒ• •‡‰—†‘ ˆƒ‹šƒ• †‡ †‹•–ƒ…‹ƒ•…—”–ƒ•ǡ±†‹ƒ•‡Ž‘‰ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡†‡…ƒ”‰ƒǢ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘ǢƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ†‡–”ƒ•’‘”–‡Ǣ•‡‰—”ƒ­ƒ‡”ƒ’‹†‡œ

„•–”ƒ…–

 –Š‹• ™‘” ™ƒ• †‘‡ ƒ ƒƒŽ›•‹• „ƒ•‡† ‘ †‹”‡…– …‘•–• ‘ˆ ƒ‹” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ƒ• ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ –‘ ”‘ƒ† ˆ”‡‹‰Š– –”ƒ•’‘”– —†‡” …‡”–ƒ‹ …‘†‹–‹‘•ǡ •—…Š ƒ• Žƒ”‰‡ —„‡” ‘ˆ –‘ŽŽ ƒ† —…‡”–ƒ‹ •‡…—”‹–› …‘†‹–‹‘• †—‡ –‘ –Š‡ˆ– ‘ˆ …ƒ”‰‘ ‘ ”‘—–‡ ƒ† ƒ””‹˜‡ †‡•–‹ƒ–‹‘ †—‡ –‘ ’‘‘” …‘†‹–‹‘• ‘ˆ ”ƒœ‹Ž‹ƒ Š‹‰Š™ƒ›•Ǥ ‡•’‹–‡ •Š‘™‹‰ Š‹‰Š‡” …‘•–•ǡ ƒ‹” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ Šƒ• ƒ††‹–‹‘ƒŽ ƒ†˜ƒ–ƒ‰‡• ‘ˆ „‡‹‰ ˆƒ•–‡”ǡ •‡…—”‡ ƒ† ”‡Ž‹ƒ„Ž‡Ǥ Ž•‘ǡ ‹– ™ƒ• †‘‡ •‘‡ …‘•‹†‡”ƒ–‹‘• ƒ„‘—– –Š‡ ‘”‹‰‹ǡ †‡•–‹ƒ–‹‘ ƒ† ˆ”‡“—‡…›‘ˆŽ‘ƒ†•„›”ƒ‰‡‘ˆ•Š‘”–ǡ‡†‹—ƒ†Ž‘‰†‹•–ƒ…‡•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ…ƒ”‰‘–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǢƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡‘ˆ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ•ƒˆ‡–›ƒ†•’‡‡†

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…ƒˆƒ”‹ƒ̷—ˆ—Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ––‹ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ƒ”‹ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ Ǧ —ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ƒ‘ –”ƒ•’‘”–‡ ”‘†‘˜‹ž”‹‘ †‡ …ƒ”‰ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’ǤͻʹǦͳͲͷǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿͷǤŠ–Ǥ

19


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 106-133 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡•—”ƒ­ ‘†‡‘…‡–”ƒ­ ‘‡ †‡–‹ˆ‹…ƒ­ ‘†‡ —„•‘ ”ƒ•’‘”–‡±”‡‘ ‹ƒ‰‘ ‡”ƒ†‡• ‘†‹‘•–ƒȗǡ —‹ŽŠ‡”‡‘Šƒǡ Ž‡••ƒ†”‘ǤǤŽ‹˜‡‹”ƒ ‹”–—•ƒ”–‡”•ǡ‘—–Š‡””‘••‹˜‡”•‹–›ǡ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͻ†‡ƒ‰‘•–‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡;†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡ͷͻ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ƒ˜‹ƒ­ ‘ …‘‡”…‹ƒŽ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ ˜‡ •‡†‘ ‹–‡•ƒ‡–‡ †‹•…—–‹†ƒ ‘• ‹‘• –‡’‘•ǡ •‘„”‡–—†‘ ‘ “—‡ †‹œ ”‡•’‡‹–‘ ƒ “—‡•–Ù‡• †‡ …‘‰‡•–‹‘ƒ‡–‘ ‡ ‰ƒ”‰ƒŽ‘• †‡ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒǤ  †‘• ˆƒ–‘”‡• ‡•–”—–—”ƒ‹•ǡ “—‡ ˜‡ •‡†‘ ƒ’‘–ƒ†‘ …‘‘ ’‘–‡…‹ƒŽ‡–‡ ‹†—–‘” †‘• ’”‘„Ž‡ƒ• ‘„•‡”˜ƒ†‘• ƒ–—ƒŽ‡–‡ ‘ •‡–‘”ǡ ± ‘ ƒ—‡–‘ †ƒ …‘…‡–”ƒ­ ‘ †ƒ ”‡†‡ †ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ• ‡ †‡–”‹‡–‘ †ƒ …‘„‡”–—”ƒ ƒ‘ Ž‘‰‘ †‘ –‡””‹–×”‹‘ ƒ…‹‘ƒŽǤ  ’”‡•‡–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ˜‹•ƒ ‡•–—†ƒ” ‡•–‡ ‰”ƒ— †‡ …‘…‡–”ƒ­ ‘ ‘— DzŠ—„‹‹œƒ­ ‘dz †ƒ ƒŽŠƒ ƒ‡”‘˜‹ž”‹ƒ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǡ ’‘” ‡‹‘ †ƒ ‘†‡Žƒ‰‡ †‡ ‹†‹…ƒ†‘”‡• „ƒ•‡ƒ†‘• ‘ …Šƒƒ†‘ A†‹…‡ †‡ ‡”ˆ‹†ŠƒŽǦ ‹”•…Šƒ ȋ ȌǤ ‘‹ †‡•‡˜‘Ž˜‹†‘ — …‘Œ—–‘ †‡ Ž‹‹–‡• –‡×”‹…‘• ”‡ˆ‡”‡–‡• ƒ –‹’‘• ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‘• †‡ ‡•–”—–—”ƒ †‡ ”‡†‡ Ȃ ’‘–‘ǦƒǦ’‘–‘ ˜‡”•—• Š—„Ǧƒ†Ǧ•’‘‡ Ȃ †‡ ˆ‘”ƒ ƒ •‡ ’”‘’‹…‹ƒ” —ƒ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ †‡ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‡ ’‘••À˜‡‹• ƒ‡”‘’‘”–‘• Š—„•ǡ “—‡ •‡Œƒ ƒ‹• ƒ’”‘’”‹ƒ†ƒ  ”‡ƒŽ‹†ƒ†‡ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ƒ…‹‘ƒŽ †‘ “—‡ ƒ –”ƒ†‹…‹‘ƒŽ ƒ„‘”†ƒ‰‡ †ƒ ‡†‡”ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ †‹‹•–”ƒ–‹‘ ȋ ȌǤ †‹…‹‘ƒŽ‡–‡ǡ ˆ‘‹ ’”‘‘˜‹†ƒ —ƒ ƒžŽ‹•‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ †‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‘„–‹†‘• ƒ ’ƒ”–‹” †ƒ• †‹ˆ‡”‡–‡• ƒ„‘”†ƒ‰‡•ǡ …‘–”ƒ•–ƒ†‘Ǧ‘• …‘ ”‡•—Ž–ƒ†‘• †‡ — Ž‡˜ƒ–ƒ‡–‘ ‡ˆ‡–—ƒ†‘ Œ—–‘ ƒ — ’ƒ‹‡Ž †‡ ‡•’‡…‹ƒŽ‹•–ƒ•Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ˆ‹ƒ‹•ƒ’‘–ƒ’ƒ”ƒ—‡ŽŠ‘”†‡•‡’‡Š‘†ƒ‘†‡Žƒ‰‡’”‘’‘•–ƒǡ‡…‘–”ƒ’‘•‹­ ‘ƒ‘•‹†‹…ƒ†‘”‡••—‰‡”‹†‘•’‡Žƒ Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…‘…‡–”ƒ­ ‘ǢŠ—„•ǢÀ†‹…‡

„•–”ƒ…– Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ …‘‡”…‹ƒŽ ƒ˜‹ƒ–‹‘ ‹†—•–”› Šƒ• „‡‡ ‹–‡•‹˜‡Ž› †‡„ƒ–‡† ‹ ”‡…‡– ›‡ƒ”•ǡ ‡•’‡…‹ƒŽŽ› ”‡‰ƒ”†‹‰ …‘‰‡•–‹‘ ƒ† ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ „‘––Ž‡‡…•Ǥ ‡ ‘ˆ –Š‡ •–”—…–—”ƒŽ ˆƒ…–‘”• –Šƒ– Šƒ˜‡ „‡‡ ‹†‡–‹ˆ‹‡† ƒ• ’‘–‡–‹ƒŽ ‹†—…‡”• ‘ˆ –Š‡ ’”‘„Ž‡• …—””‡–Ž› ‘„•‡”˜‡† ‹ –Š‡ ‹†—•–”› ‹• ‹…”‡ƒ•‹‰ –Š‡ …‘…‡–”ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ‡–™‘” ‘ˆ ƒ‹”Ž‹‡• ƒ– –Š‡ ‡š’‡•‡ ‘ˆ …‘˜‡”ƒ‰‡ –Š”‘—‰Š‘—– –Š‡ ƒ–‹‘ƒŽ –‡””‹–‘”›Ǥ Š‡ ’”‡•‡– ™‘” ƒ‹• –‘ •–—†› –Š‹• †‡‰”‡‡ ‘ˆ …‘…‡–”ƒ–‹‘ ‹ ”ƒœ‹Žǡ –Š”‘—‰Š –Š‡ ‘†‡Ž‹‰ ‘ˆ ‹†‹…ƒ–‘”• „ƒ•‡† ‘ –Š‡ ‡”ˆ‹†ŠƒŽ ‹”•…Šƒ †‡š ȋ ȌǤ ‡ †‡˜‡Ž‘’‡† ƒ •‡– ‘ˆ –Š‡‘”‡–‹…ƒŽ „‘—†• …‘…‡”‹‰ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ –›’‡• ‘ˆ ‡–™‘” •–”—…–—”‡ Ǧ ’‘‹–Ǧ–‘Ǧ’‘‹– ˜‡”•—• Š—„Ǧƒ†Ǧ•’‘‡ Ǧ ‹ ‘”†‡” –‘ ’”‘˜‹†‡ ƒ ‡–Š‘†‘Ž‘‰› –‘ ‹†‡–‹ˆ› ’‘••‹„Ž‡ ƒ‹”’‘”–• Š—„•Ǥ Š‹• ‡–Š‘†‘Ž‘‰› ‹• ‘•– ƒ’’”‘’”‹ƒ–‡ –‘ –Š‡ ”‡ƒŽ‹–› ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ …ƒ•‡ –Šƒ –Š‡ –”ƒ†‹–‹‘ƒŽ ƒ’’”‘ƒ…Š ‘ˆ –Š‡ ‡†‡”ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ †‹‹•–”ƒ–‹‘ ȋ ȌǤ ††‹–‹‘ƒŽŽ›ǡ ™‡ ’”‘‘–‡† ƒ …‘’ƒ”ƒ–‹˜‡ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ”‡•—Ž–• ˆ”‘ †‹ˆˆ‡”‡– ƒ’’”‘ƒ…Š‡•ǡ …‘–”ƒ•–‹‰ –Š‡ ™‹–Š –Š‡ ”‡•—Ž–• ‘ˆ ƒ •—”˜‡› …‘†—…–‡† „› ƒ ’ƒ‡Ž ‘ˆ ‡š’‡”–•Ǥ Š‡ ˆ‹ƒŽ ”‡•—Ž–• •Š‘™ ƒ „‡––‡” ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ ‘ˆ –Š‡ ‘†‡Ž‹‰ ’”‘’‘•‡†Š‡”‡ǡ‹…‘–”ƒ•––‘–Š‡‹†‹…ƒ–‘”••—‰‰‡•–‡†„›–Š‡ Ǥ ‡›™‘”†•ǣ…‘…‡–”ƒ–‹‘ǢŠ—„•Ǣ ‹†‡š

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ–ˆ‰…‘•–ƒ̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘•–ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‘Šƒǡ Ǥ ‡ Ž‹˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡•—”ƒ­ ‘ †‡ ‘…‡–”ƒ­ ‘ ‡ †‡–‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‡ —„• ‘ ”ƒ•’‘”–‡ ±”‡‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’ǤͳͲ͸Ǧͳ͵͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͷͶ͹ǤŠ–Ǥ

20


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 134-151 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

˜ƒŽ‹ƒ­ ‘†‡‘†ƒ‹•ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‘•’ƒ”ƒ‘–”ƒ•’‘”–‡†‡ …‘„—•–À˜‡‹•ƒ‘Ž‘‰‘†ƒ”‡‰‹ ‘†‘”‹‘‹‡–² Ž‹‡ Žƒ˜‹ƒ†ƒ‹Ž˜ƒǡ—‹œ–‘‹‘‘œ‹ȗ Ǧ ƒ…—Ž†ƒ†‡†‡‡…‘Ž‘‰‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷ;†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …‘„—•–À˜‡‹• ± — –‡ƒ ”‡…‘””‡–‡ ‡ ’‡•“—‹•ƒ• …‹‡–Àˆ‹…ƒ•Ǥ ‘ ‘ ƒ’‘‹‘ †‘ ˆ‡””ƒ‡–ƒŽ “—ƒ–‹–ƒ–‹˜‘ ‘ˆ‡”‡…‹†‘ ’‡Žƒ• –±…‹…ƒ• †‡ •‹—Žƒ­ ‘ ’‘” ‡˜‡–‘• †‹•…”‡–‘•ǡ †‹•’‘À˜‡‹• ‘ •‘ˆ–™ƒ”‡ ǡ ƒ ’”‡•‡–‡ ’‡•“—‹•ƒ †‡•‡˜‘Ž˜‡— — ‘†‡Ž‘ †‡ †‡–‡”‹ƒ­ ‘ †ƒ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ †ƒ Š‹†”‘˜‹ƒ ‡ ’”‘†—œ‹” –”ƒ•’‘”–‡ †‡ ‡–ƒ‘Ž ‡ †‹ˆ‡”‡–‡• …‡ž”‹‘•Ǥ ˜ƒŽ‹ƒ†‘ ‘ ’‘–‡…‹ƒŽ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …‘„—•–À˜‡Ž †ƒ Š‹†”‘˜‹ƒ ‹‡–²Ǧƒ”ƒžǡ ˜‡”‹ˆ‹…‘—Ǧ•‡ “—‡ ‡•–‡ ± Ž‹‹–ƒ†‘ ƒ ͳͶ ‹ŽŠÙ‡• †‡ ‡–”‘• …ï„‹…‘• ƒ—ƒ‹•Ǥ ‘ˆ”‘–ƒ†‘ ‘• …—•–‘• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ †‘ ‘†ƒŽ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ǡ …‘ ‘ ‘†ƒŽ †—–‘˜‹ž”‹‘ǡ ˆ‘‹ ’‘••À˜‡Ž †‡‘•–”ƒ” “—‡ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ ‡–ƒ‘Ž ’‡Žƒ ‹†”‘˜‹ƒ ‹‡–²Ǧƒ”ƒž ƒ’”‡•‡–ƒ ˜‹ƒ„‹Ž‹†ƒ†‡ †‡ …—•–‘ ‡ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ ’ƒ”ƒ –”ƒ•’‘”–ƒ” ͷ ‹ŽŠÙ‡• †‡ ‡–”‘• …ï„‹…‘• ƒ—ƒ‹•ǡ ‡–”‡–ƒ–‘ǡ ± ‹˜‹ž˜‡Ž ’ƒ”ƒ –”ƒ•’‘”–ƒ” ͳͲ ‹ŽŠÙ‡• †‡ ‡–”‘• …ï„‹…‘• ’‘” ˆƒŽ–ƒ †‡ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ ‡ ƒ…‘‘†ƒ”…‘„‘‹‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣŠ‹†”‘˜‹ƒǢ†—–‘˜‹ƒǢ•‹—Žƒ­ ‘Ǣ‡–ƒ‘Ž

„•–”ƒ…– Š‡ ˆ—‡Ž –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹• ƒ ”‡…—””‹‰ –Š‡‡ ‹ •…‹‡–‹ˆ‹… ”‡•‡ƒ”…Š‡•Ǥ ‹–Š •—’’‘”– “—ƒ–‹–ƒ–‹˜‡ –‘‘Ž‹‰ ’—– ‘ –Š‡ ƒ”‡– „› –Š‡ •‹—Žƒ–‹‘ –‡…Š‹“—‡• „› †‹•…”‡–‡ ‡˜‡– •›•–‡ǡ ‘„–ƒ‹ƒ„Ž‡ ‹ –Š‡  •‘ˆ–™ƒ”‡ǡ –Š‡ ’”‡•‡– ”‡•‡ƒ”…Š †‡˜‡Ž‘’‡† ƒ ‘†‡Ž –‘ –Š‡ †‡–‡”‹ƒ–‹‘ ‘ˆ …ƒ’ƒ…‹–› –‘ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‡–Šƒ‘Ž ™ƒ–‡”™ƒ› ‹ ƒ •…‡ƒ”‹‘• †‹ˆˆ‡”‡–Ǥ – ™ƒ• ‘„•‡”˜‡† –Šƒ– –Š‡ …ƒ’ƒ…‹–› ‹• Ž‹‹–‡† „› ͳͶ ‹ŽŽ‹‘ ‘ˆ …—„‹…• ‡–‡”• ƒ ›‡ƒ”Ǥ ‘’ƒ”‹‰ –Š‡ …‘•–• ‘ˆ –”ƒ•’‘”– ‘ˆ ™ƒ–‡”™ƒ› ‘†ƒŽ ™‹–Š –”ƒ•’‘”– –Š”‘—‰Š †—…–•ǡ ™ƒ• ’‘••‹„Ž‡ •Š‘™ –Šƒ– ‡–Šƒ‘Ž –”ƒ•’‘”– „› ™ƒ–‡”™ƒ› ‹‡–²Ǧƒ”ƒž ’”‡•‡–• ˜‹ƒ„‹Ž‹–› ‘ˆ …‘•–• ƒ† …ƒ’ƒ…‹–› ‘ˆ –”ƒ•’‘”– –‘ ͷ ‹ŽŽ‹‘• ‘ˆ …—„‹…• ‡–‡”• ƒ ›‡ƒ”Ǥ ‘™‡˜‡”ǡ ‹– ‹• ‹˜‹ƒ„‹Ž‹–› –‘ –”ƒ•’‘”– ͳͲ ‹ŽŽ‹‘• ‘ˆ …—„‹…• ‡–‡”• ‹ ˆ—…–‹‘ ƒ Žƒ… ‘ˆ …ƒ’ƒ…‹–› –‘ƒ……‘‘†ƒ–‡…‘˜‘›Ǥ

‡›™‘”†•ǣ™ƒ–‡”™ƒ›Ǣ†—…–•–”ƒ•’‘”–Ǣ•‹—Žƒ–‹‘Ǣ‡–Šƒ‘Ž

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ–‘–‘Žƒ–̷„‘ŽǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹Ž˜ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘œ‹ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘ †‡ ‘†ƒ‹• ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‘• ’ƒ”ƒ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …‘„—•–À˜‡‹• ƒ‘ Ž‘‰‘ †ƒ ”‡‰‹ ‘ †‘ ”‹‘ ‹‡–²Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’Ǥͳ͵ͶǦͳͷͳǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺ͸ǤŠ–Ǥ

21


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 152-162 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡†‘•‡ˆ‡‹–‘•†‡ˆ—• ‘‡–”‡…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ• ‹†‡‹ƒ‘…Šƒ†‡‘—•ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡•–ƒ†—ƒŽ†‡‘–‡•Žƒ”‘• ‡…‡„‹†‘‡͸ͻ†‡ƒ”­‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸͸†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡Ͷͺ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ± ƒ ‡Žƒ„‘”ƒ­ ‘ †‡ —ƒ ”‡•‡Šƒ †‘ ƒ”–‹‰‘ DzƒŽ›œ‹‰ –Š‡ ˆˆ‡…–• ‘ˆ ƒ ‡”‰‡” „‡–™‡‡ ‹”Ž‹‡ ‘†‡•Šƒ”‡ ƒ”–‡”•dzǡ †‡ ”‘™ ‡ ƒ›Ž‡ ȋʹͲͲͻȌǤ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ƒŽ‡‰ƒ “—‡ ‘ ’‘–‡…‹ƒŽ †‡ •—„•–ƒ…‹ƒ‹• ‰ƒŠ‘• †‡ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ƒ–”ƒ˜±• †ƒ ˆ—• ‘ ‡–”‡ …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ• Ȃ •‡†‘ ‡•–ƒ• ‡Ž–ƒȀ‘”–Š™‡•– †‘• Ǥ Ǥ ǡ ’‘••—‹ ’‘—…‘ ‘— ‡Š— ‡ˆ‡‹–‘ ’”‡Œ—†‹…‹ƒŽ ’ƒ”ƒ ƒ …‘…‘””²…‹ƒǤ  ˆ—• ‘ ’‘†‡ –‡” ˜ž”‹‘• ‡ˆ‡‹–‘• ’ƒ”ƒ †‹ˆ‡”‡–‡• –‹’‘• †‡ ’”‘†—–‘• ȋ‹–‹‡”ž”‹‘ ‘ǦŽ‹‡ ’—”‘ ˜‡”•—• ‹–‹‡”ž”‹‘ ‡ …‘†‡•Šƒ”‡ǡ –”ƒ†‹…‹‘ƒŽ ‘— ˜‹”–—ƒŽȌǤ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‡…‘–”ƒ†‘• ’‡Ž‘• ƒ—–‘”‡• ƒ–”ƒ˜±• †ƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ †ƒ†‘• ’”±Ǧˆ—• ‘ ‡ ‘†‡Ž‘• ‡•–”—–—”ƒ‹• ‡…‘‘±–”‹…‘• †‡‘•–”ƒ “—‡ ‘• ƒ—‡–‘• ’‡”…‡–—ƒ‹• †‡ ’”‡­‘• ’”‡˜‹•–‘• ’ƒ”ƒ ’”‘†—–‘• ƒ–”ƒ˜±• †‡ …‘†‡•Šƒ”‡ • ‘ƒ‹‘”‡•†‘“—‡‘•ƒ—‡–‘•’‡”…‡–—ƒ‹•’ƒ”ƒ‘‹–‹‡”ž”‹‘’—”‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣˆ—• ‘Ǣ…‘†‡•Šƒ”‡Ǣ…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ•

„•–”ƒ…– Š‡ ‘„Œ‡…–‹˜‡ ‘ˆ –Š‹• ’ƒ’‡” ‹• –‘ ’‡”ˆ‘” ƒ ”‡˜‹‡™ ‘ˆ –Š‡ •–—†› DzƒŽ›œ‹‰ –Š‡ ˆˆ‡…–• ‘ˆ ƒ ‡”‰‡” „‡–™‡‡ ‹”Ž‹‡ ‘†‡•Šƒ”‡ ƒ”–‡”•dz ȋ”‘™ ƒ† ƒ›Ž‡ǡ ʹͲͲͻȌǤ Š‡ •–—†› ‹†‹…ƒ–‡• –Šƒ– –Š‡ ’‘–‡–‹ƒŽ ‹’ƒ…–• …ƒ—•‡† „› –Š‡ ‡”‰‡” ‘ˆ –™‘ ƒŒ‘” ƒ‹”Ž‹‡• ‹ –Š‡  ƒ”‡– Ǧ ‡Ž–ƒ ƒ† ‘”–Š™‡•– ‹”Ž‹‡• Ǧ ƒ”‡ ‘– Šƒ”ˆ—Ž ˆ‘” –Š‡ …‘’‡–‹–‹‘Ǥ Š‡ …‘ƒŽ‹–‹‘ ƒ› Šƒ˜‡ •‡˜‡”ƒŽ ‡ˆˆ‡…–• ˆ‘” †‹ˆˆ‡”‡– –›’‡• ‘ˆ ’”‘†—…–• ȋ’—”‡ ‘ǦŽ‹‡ ‹–‹‡”ƒ”› ˜‡”•—• …‘†‡•Šƒ”‡ ‹–‹‡”ƒ”›ǡ ‡‹–Š‡” –”ƒ†‹–‹‘ƒŽ ‘” ˜‹”–—ƒŽȌǤ Š‡ ”‡•—Ž–• ˆ‘—† „› –Š‡ ƒ—–Š‘”• –Š”‘—‰Š –Š‡ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ’”‡Ǧ‡”‰‡” †ƒ–ƒ ƒ† •–”—…–—”ƒŽ ‡…‘‘±–”‹… ‘†‡Ž• ‹†‹…ƒ–‡ –Šƒ– –Š‡ ’‡”…‡–‹Ž‡ ‹…”‡ƒ•‡ ‹ ’”‹…‡•ˆ‘”‡…ƒ•–‡†ˆ‘”…‘†‡•Šƒ”‡’”‘†—…–•ƒ”‡Žƒ”‰‡”–Šƒ–Š‡’‡”…‡–‹Ž‡‹…”‡ƒ•‡•ˆ‘”’—”‡‘ǦŽ‹‡‹–‹‡”ƒ”›Ǥ ‡›™‘”†•ǣ‡”‰‡”Ǣ…‘†‡•Šƒ”‡Ǣƒ‹”Ž‹‡•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ•›†‡›ƒ•‘—•ƒ̷Š‘–ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘—•ƒǡǤǤȋʹͲͳͳȌžŽ‹•‡†‘•‡ˆ‡‹–‘•†‡ˆ—• ‘‡–”‡…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’Ǥ ͳͷʹǦͳ͸ʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͶǤŠ–Ǥ

22


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 163-174 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡…‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ†ƒ”‡‰—Žƒ­ ‘†‘•–”ƒ•’‘”–‡•ƒ±”‡‘•‘• •–ƒ†‘•‹†‘•‡”ƒ•‹Žǣ„”‡˜‡•‘–ƒ• •˜ƒŽ†‘‰”‹’‹‘†‡ƒ•–”‘ —‹‘”ȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‘ƒŽ‡†‘ –ƒŒƒÀǦ‹˜ƒŽ‹ ‡…‡„‹†‘‡͸ͺ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷ;†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ’”‡•‡–‡ ƒ”–‹‰‘ ‘„Œ‡–‹˜ƒ …‘–”‹„—‹” ’ƒ”ƒ ‘ ƒ’‡”ˆ‡‹­‘ƒ‡–‘ †ƒ ”‡‰—Žƒ­ ‘ •‡–‘”‹ƒŽ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ‘ ”ƒ•‹Ž ’‘” ‡‹‘ †‡ „”‡˜‡• ‘–ƒ• •‘„”‡ ‘ ‹”‡‹–‘ ‘’ƒ”ƒ†‘ ‡ ƒ ƒžŽ‹•‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ †‡ †‡œ ‡Ž‡‡–‘• †‡–‡”‹ƒ–‡• †ƒ ‡†‡”ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ †‹‹•–”ƒ–‹‘ ‡ †ƒ ‰²…‹ƒ ƒ…‹‘ƒŽ †‡ ˜‹ƒ­ ‘ ‹˜‹ŽǤ ‘” –ƒ‹• ”ƒœÙ‡•ǡ •—•–‡–ƒǦ•‡ “—‡ǡ ’‘” ‡‹‘ †‘ …‘–”ƒ•–‡ †ƒ• †‹ˆ‡”‡­ƒ• †‘• †‡œ ‡Ž‡‡–‘• †‡–‡”‹ƒ–‡•ǡ ‡•…‘ŽŠ‹†‘• …‘ „ƒ•‡ ƒ ”‡Ž‡˜Ÿ…‹ƒ ‡ •‡‡ŽŠƒ­ƒǡ ’‘†‡Ǧ•‡ …‘–”‹„—‹” ’ƒ”ƒ ƒ ”‡ˆ‘”ƒ ”‡‰—Žƒ–×”‹ƒ †‘ •‡–‘”†ƒƒ˜‹ƒ­ ‘…‹˜‹Ž„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ”‡‰—Žƒ­ ‘†‡–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǣ†‹”‡‹–‘…‘’ƒ”ƒ†‘Ǣ•–ƒ†‘•‹†‘•Ǣ”ƒ•‹ŽǤ

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ƒ‹• –‘ ‹’”‘˜‡ –Š‡ ‹•–‹–—–‹‘ƒŽ ”‡‰—Žƒ–‘”› ˆ”ƒ‡™‘” ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ˜‹ƒ–‹‘ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ •‡…–‘” –Š”‘—‰Š ƒ ‰‡‡”ƒŽ ‘˜‡”˜‹‡™ ‘ˆ –Š‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜‡ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ –‡ †‡–‡”‹ƒ– ‡Ž‡‡–• ‘ˆ ‡†‡”ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ †‹‹•–”ƒ–‹‘ ƒ† ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ–‹‘ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ †‹‹•–”ƒ–‹‘ ȋȌǤ ‘” –Š‹• ”‡ƒ•‘•ǡ ‹– ‹• Š‡Ž† –Šƒ–ǡ –Š”‘—‰Š –Š‡ …‘–”ƒ•– ‘ˆ –Š‡ †‹ˆˆ‡”‡…‡• ‘ˆ –Š‡ –‡ †‡–‡”‹ƒ– ‡Ž‡‡–•ǡ …Š‘•‡ „› –Š‡‹” ‹’‘”–ƒ…‡ ƒ† •‹‹Žƒ”‹–‹‡•ǡ ‹– ‹• ’‘••‹„Ž‡ –‘ …‘–”‹„—–‡ –‘ –Š‡ ”‡‰—Žƒ–‘”› ”‡ˆ‘” ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ…‹˜‹Žƒ˜‹ƒ–‹‘•‡…–‘”Ǥ ‡›™‘”†•ǣ”‡‰—Žƒ–‹‘‘ˆ–Š‡ƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘•‡…–‘”Ǣ…‘’ƒ”ƒ–‹˜‡Žƒ™Ǣ‹–‡†–ƒ–‡•Ǣ”ƒœ‹Ž

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ‰”‹’‹‘̷ƒ†•ƒ†˜‘‰ƒ†‘•Ǥƒ†˜Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ•–”‘ —‹‘”ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ žŽ‹•‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ †ƒ ”‡‰—Žƒ­ ‘ †‘• –”ƒ•’‘”–‡• ƒ±”‡‘• ‘• •–ƒ†‘• ‹†‘• ‡ ”ƒ•‹Žǣ „”‡˜‡• ‘–ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’Ǥͳ͸͵Ǧͳ͹ͶǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽͿǤŠ–Ǥ

23


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 2, pp. 175-199 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

…‘–”‘Ž‡†‡–”žˆ‡‰‘ƒ±”‡‘„”ƒ•‹Ž‡‹”‘ ‡–”‡•‡–‡„”‘†‡ʹͲͲ͸‡ƒ”­‘†‡ʹͲͲ͹ǣƒ”—’–—”ƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǡ‘‘†‡Ž‘ƒ†‹‹•–”ƒ–‹˜‘‡’‡”•’‡…–‹˜ƒ• ‡‹Ž†‘Ž˜ƒ”‘ ‡””‡‹”ƒ ‹ŽŠ‘ȗ ‡†‡”ƒ­ ‘”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡••‘…‹ƒ­Ù‡•†‡‘–”‘Žƒ†‘”‡•†‡”žˆ‡‰‘±”‡‘Ǧ  ‡…‡„‹†‘‡ͽ†‡Œ—ŽŠ‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͹Ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͸†‡ˆ‡˜‡”‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ’”‘…—”ƒ ƒ’”‡•‡–ƒ” ƒŽ‰—• †‡–ƒŽŠ‡• †ƒ ’”‡’ƒ”ƒ­ ‘ †‘ –”ƒ„ƒŽŠƒ†‘” ‹Ž‹–ƒ” “—‡ ’”‡•–ƒ˜ƒ ‘• •‡”˜‹­‘• †‡ …‘–”‘Ž‡ †‡ –”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘ ‘   ƒ ±’‘…ƒ †‘ ƒ…‹†‡–‡ ƒ±”‡‘ †‡ ʹͻ †‡ •‡–‡„”‘ †‡ ʹͲͲ͸Ǥ ”‘…—”ƒǡ –ƒ„±ǡ ‡˜‹†‡…‹ƒ” ‘• ‡Ž‡‡–‘• …‹”…—•–ƒ…‹ƒ‹• “—‡ ‡…‡••ƒ”‹ƒ‡–‡ ‡•–ƒ˜ƒ ’”‡•‡–‡• ‘ ƒ„‹‡–‡ †‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ’ƒ”ƒ ‡ˆ‡‹–‘ †‡ †‡ˆ‡•ƒ ‡ …‘–”‘Ž‡ ‘ “—‡ …‘’‡–‡ ƒ ƒ†‡“—ƒ†ƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽ‹†ƒ†‡ †‘ ה‰ ‘ †‡ …‘–”‘Ž‡Ǥ ƒ‹• ‡Ž‡‡–‘• –‹Šƒ ’‘” ‘„Œ‡–‹˜‘ ƒ ’”‘–‡­ ‘ †‘• •ƒ”‰‡–‘• ‡ •—„‘ˆ‹…‹ƒ‹• †ƒ ‡•’‡…‹ƒŽ‹†ƒ†‡ …‘–”‘Ž‡ †‡ –”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘ “—ƒ–‘ ƒ• ƒ‡ƒ­ƒ• …‘Š‡…‹†ƒ• ‘— Žƒ–‡–‡• ‡ ƒ •‡˜‡”‹†ƒ†‡ †‡ •‡—• ”‹•…‘•Ǥ —•–‡–ƒǦ•‡ ƒ ‹†‡‹ƒ †‡ “—‡ ‘ ƒ…‹†‡–‡ ˆ‘‹ —ƒ •—”’”‡•ƒ ’ƒ”ƒ ƒ„ƒ• ƒ• ’ƒ”–‡•ǡ †‡•‡…ƒ†‡ƒ†‘ǡ ƒ’ו ’ƒ••ƒ†‘ ‘ ’”‹‡‹”‘ ²•ǡ ƒ• ”‡ƒ­Ù‡• ƒ–ƒ‰Ø‹…ƒ• “—‡ •‡ •‡‰—‹”ƒ ƒ–± ‘ †‡•ˆ‡…Š‘ †‘ ƒ—–‘ƒ“—ƒ”–‡Žƒ‡–‘ †‡ ͵Ͳ †‡ ƒ”­‘ †‡ ʹͲͲ͹ ‡ ƒ ”‡ƒ­ ‘ †‘  ‘ †‹ƒ •—„•‡“—‡–‡Ǥ ‘” ˆ‹ǡ ’”‘’Ù‡ ƒ ”‡ˆŽ‡š ‘ ‹‡“—À˜‘…ƒ †ƒ ’”‡•–ƒ­ ‘ †‡ •‡”˜‹­‘ †‡ …‘–”‘Ž‡ †‡ –”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘ –ƒŽ …‘‘ ± ˆ‡‹–ƒ ƒ–± Š‘Œ‡Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…‘–”‘Žƒ†‘”†‡–”žˆ‡‰‘ƒ±”‡‘Ǣƒ…‹†‡–‡•ƒ±”‡‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘•Ǣ

„•–”ƒ…– Š‡ ƒ”–‹…Ž‡ ‡šƒ‹‡• •‘‡ †‡–ƒ‹Ž• ‘ˆ –Š‡ •ƒˆ‡–› †‡ˆ‡•‡• ’”‘˜‹†‡† „› –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ‹” ƒ˜‹‰ƒ–‹‘ ‡”˜‹…‡ ”‘˜‹†‡” ȋȌ –‘ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ‹” ”ƒˆˆ‹… ‘–”‘Ž Ǧ ˆƒ…‹Ž‹–› ƒ– –Š‡ –‹‡ ‘ˆ –Š‡ ‹†ƒ‹” …‘ŽŽ‹•‹‘ ‘˜‡” –Š‡ ƒœ‘‹ƒ ƒ‹ˆ‘”‡•– ‘ ʹͻ ‡’–‡„‡” ʹͲͲ͸Ǥ – •Š‘™• ’”‡˜‡–‹˜‡ ƒ…–‹‘• ‡š’‡…–‡† ˆ‘” …‘’‹‰ ™‹–Š Š‹•–‘”‹…ƒŽŽ› ‘™ ‘” Žƒ–‡– •›•–‡ †‡‰”ƒ†ƒ–‹‘•ǡ ƒ† ƒŽ•‘ ‡šƒ‹‡ •‡Ž‡…–‹‘ …”‹–‡”‹ƒ ˆ‘” „‡‹‰ ƒ……‡’–‡† ˆ‘” –Š‡ ƒ•‹… ‹” ”ƒˆˆ‹… ‘–”‘ŽŽ‡” ȋ ‹ ‘”–—‰—‡•‡Ȍ •’‡…‹ƒŽ‹–› ‹ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ‹” ‘”…‡ǡ ™Š‹…Š ’”‘˜‹†‡• ‘•– ”ƒœ‹Ž‹ƒ  •‡”˜‹…‡•Ǥ Š‡ ƒ”–‹…Ž‡ ƒƒŽ›•‡• •‘‡ ‡˜‡–• ™Š‹…Š –‘‘ ’Žƒ…‡ „‡–™‡‡ ‡’–‡„‡” ʹͻǡ ʹͲͲ͸ ƒ† ƒ”…Š ͵ͳǡ ʹͲͲ͹ –Šƒ– …‘—Ž† „‡ •‡‡ ƒ• ƒ ’‘–‡…‹ƒŽ …‘–”‹„—–‹‰ ˆƒ…–‘”• –‘ –Š‡ ”‡ƒ…–‹‘• ‹ –Š‡ ƒ……‹†‡– ƒˆ–‡”ƒ–Š –Šƒ– ‘’’‘•‡†  •‡”‰‡ƒ–• ƒ– –Š‡ •Šƒ”’ ‡† ‘ˆ –Š‡ •›•–‡ ƒ† –Š‡ ̵• ‘ˆˆ‹…‡”• ƒ– ‹–• „Ž—– ‡†Ǥ ‹ƒŽŽ›ǡ –Š‡ ƒ”–‹…Ž‡ ’”‘’‘•‡•ƒƒ••‡••‡–‘ˆ–Š‡˜ƒŽ‹†‹–›‘ˆƒ‹–ƒ‹‹‰–Š‡…—””‡–‘”‰ƒ‹œƒ–‹‘ƒŽƒ†‹‹•–”ƒ–‹‘ˆ‘”–Š‡”ƒœ‹Ž‹ƒǤ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”–”ƒˆˆ‹……‘–”‘ŽŽ‡”Ǣ”ƒœ‹Ž‹ƒƒ‹”…”ƒ•Š‡•Ǣ

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ–…‘•—’’‘”–̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡””‡‹”ƒ ‹ŽŠ‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  …‘–”‘Ž‡ †‡ –”žˆ‡‰‘ ƒ±”‡‘ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘ ‡–”‡ •‡–‡„”‘ †‡ ʹͲͲ͸ ‡ ƒ”­‘ †‡ ʹͲͲ͹ǣ ƒ ”—’–—”ƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǡ‘‘†‡Ž‘ƒ†‹‹•–”ƒ–‹˜‘‡’‡”•’‡…–‹˜ƒ•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤʹǡ’’Ǥͳ͹ͷǦͳͻͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͷͶ͸ǤŠ–Ǥ

24


Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes

Vol. 5, n. 3 (2011)

Diretório de Pesquisas A model of lease of port areas: a new contribution Carlos Henrique Rocha, Ivan Ricardo Gartner, Luiz Ricardo Cavalcante 26 Sistemas de transporte público coletivo e interações espaciais em Marília e Presidente Prudente Rodrigo Giraldi Cocco, Márcio Rogério Silveira 27 Possibilidades de melhorias no sistema de transporte intermunicipal: o caso da ligação aquaviária Manaus e Careiro da Várzea Rita Carolina Dias Santana Duarte, Nelson Kuwahara, Marcelo Duarte da Silva 28 Demanda por ticket aéreo na economia brasileira: uma análise de co-integração Patrick Franco Alves, Gustavo Varela Alvarenga, Carlos Henrique Rocha 29 Estudo empírico de práticas predatórias de companhias aéreas Natália dos Santos Ferreira 30 Desempenho de empresas aéreas: uma análise mundial Elton Fernandes, Heloisa Márcia Pires 31 Estudo do desempenho operacional dos aeroportos brasileiros relativo ao movimento de cargas Daniele Silva Oliveira, Anderson Ribeiro Correia 32

Leituras & Ensaios Impactos da utilização de centros de distribuição na logística de distribuição de produtos acabados Bárbara Coutinho Fernandes, Fernanda Heloise Galamba, Lucas Irineu Tosta, Renato da Silva Lima 33 Evolução dos tempos das viagens do modo trem na Região Metropolitana de São Paulo Carlos Eduardo Paiva Cardoso 34 Aplicação de método multicritério no planejamento de sistema de transporte rápido de massa Marina Ciarlini, Anderson Ribeiro Correia 35 O arrendamento de aeronaves no mercado brasileiro de transporte aéreo regular Fábio Anderson Batista dos Santos 36 Análise da literatura recente dos impactos da taxação de emissões em transporte aéreo Paulo Rogério Perez Silva 37 A aviação civil brasileira no debate sobre a mudança do clima Jorge A. Silveira, Rafael Matera, Daniel Nicolato, Luiz Brettas, Fábio Magalhães, Alexandre Filizola 38 Mercado Doméstico de Carga Aérea: Análise Descritiva e Econométrica do Setor Rafael Fraga 39


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 4-15 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‘†‡Ž‘ˆŽ‡ƒ•‡‘ˆ’‘”–ƒ”‡ƒ•ǣƒ‡™…‘–”‹„—–‹‘ ƒ”Ž‘• ‡”‹“—‡‘…Šƒȗǡ ˜ƒ‹…ƒ”†‘ ƒ”–‡”ǡ —‹œ‹…ƒ”†‘ƒ˜ƒŽ…ƒ–‡ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒȋȌǡ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒȋȌǡ

•–‹–—–‘†‡‡•“—‹•ƒ…‘Ø‹…ƒ’Ž‹…ƒ†ƒȋ ’‡ƒȌ ‡…‡„‹†‘‡ͷ͸†‡ƒ‰‘•–‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͹ͷ†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡ͷͶ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ –‡ †‘‹• ’”‘’ו‹–‘•Ǥ  ’”‹‡‹”‘ ± ‘ˆ‡”‡…‡” — ‘†‡Ž‘ †‡ ’”‡…‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‡ ƒ””‡†ƒ‡–‘• ’‘”–—ž”‹‘•Ǥ  •‡‰—†‘ ± ‡•–ƒ„‡Ž‡…‡” — …‘–”ƒ–‘ ‡–”‡ ‘ ’‘”–‘ ‡ ‘ ƒ””‡†ƒ–ž”‹‘ “—‡ ’‘••ƒ •‡” ‡‰‘…‹ƒ†‘ ‡ „‘Ž•ƒ †‡ ˜ƒŽ‘”‡•Ǣ ‘ …‘–”ƒ–‘ ± — ’ƒ’‡Ž ‡‰‘…‹ž˜‡Ž ‘• ‡”…ƒ†‘• ‘‡–ž”‹‘• ‡ †‡ …ƒ’‹–ƒ‹•Ǥ  ‘†‡Ž‘ ƒ’׋ƒǦ•‡ ƒ ”‡•–”‹­ ‘ ‘”­ƒ‡–ž”‹ƒ ‹–‡”–‡’‘”ƒŽ †‘ ’‘”–‘ ‡ ‘ …—•–‘ †‡ ‘’‘”–—‹†ƒ†‡ †ƒ ‹ˆ”ƒ‡•–”—–—”ƒ ’‘”–—ž”‹ƒǤ  ‘†‡Ž‘ ± †‘ –‹’‘ ’ƒ”…‡”‹ƒ ’ï„Ž‹…‘Ǧ’”‹˜ƒ†ƒ ȋȌǡ ’‘‹• “—‡†ƒ ƒ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• ƒ ž”‡ƒ †‘ ƒ””‡†ƒ‡–‘ǡ †‡˜‹†‘ ƒ “—‡•–Ù‡• •‹•–²‹…ƒ• ȋƒ…”‘‡…‘Ø‹…ƒ•Ȍǡ ’‘” ‡š‡’Ž‘ǡ ˆƒœ ‘ ’‘”–‘ ‘„–‡”‡‘””‡…‡‹–ƒ†‡ƒ””‡†ƒ‡–‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ””‡†ƒ‡–‘•’‘”–—ž”‹‘•Ǣ”‡•–”‹­ ‘‘”­ƒ‡–ž”‹ƒ‹–‡”–‡’‘”ƒŽǢ‘†‡Ž‘†‡’”‡…‹ˆ‹…ƒ­ ‘

„•–”ƒ…– Š‡ ƒ‹ ‘ˆ –Š‹• ’ƒ’‡” ‹• –™‘ˆ‘Ž†Ǥ Š‡ ˆ‹”•– ‘‡ ‹• –‘ ’”‘’‘•‡ ƒ ’”‹…‹‰ ‘†‡Ž ‘ˆ ’‘”– ”‡ƒŽ ƒ••‡– ƒ† –Š‡ •‡…‘† ‹• –‘ ‡•–ƒ„Ž‹•Š ‰”‘—†• ˆ‘” ƒ‰”‡‡‡–• „‡–™‡‡ –Š‡ Ž‡••‡‡• ƒ† –Š‡ ’‘”–•Ǥ Š‡ ’”‹…‹‰ ‘†‡Ž ‹• „ƒ•‡† ‘ –Š‡ ’‘”–ǯ• –‹‡ „—†‰‡– …‘•–”ƒ‹– ƒ† ‘’’‘”–—‹–› …‘•– ‘ˆ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡Ǥ Š‡ Ž‡ƒ•‡ ˆ‡‡ ‹…Ž—†‡• ƒ ˆ‹š‡† ’ƒ”– ƒ† ƒ ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡ ’ƒ”– –Šƒ– ‹• ‹†‡š‡† –‘ –Š‡ ‹–‡•‹–› ‘ˆ …ƒ”‰‘Ǧ Šƒ†Ž‹‰Ǥ Š‡ Ž‡•• …ƒ”‰‘ ‹• Šƒ†Ž‡† ƒ– –Š‡ Ž‡ƒ•‡† ƒ”‡ƒ ‹ ƒ ‰‹˜‡ ›‡ƒ” –Š‡ Ž‡•• Ž‡ƒ•‡ ”‡˜‡—‡• –Š‡ ’‘”– ™‹ŽŽ ‘„–ƒ‹Ǥ Š‡ ’‘”– Ž‡ƒ•‡ ‘†‡Ž ’”‘’‘•‡† ‹ –Š‹• ’ƒ’‡” Ž‘‘• ‘”‡ Ž‹‡ ƒ ’—„Ž‹…Ǧ’”‹˜ƒ–‡ ’ƒ”–‡”•Š‹’ ƒ† †‹ˆˆ‡”• ˆ”‘ …‘…‡••‹‘ ‘” ’‡”‹••‹‘ ‰”ƒ–•Ǥ Š‡ ƒ‰”‡‡‡– „‡–™‡‡ –Š‡ ’‘”– ƒ† –Š‡ Ž‡••‡‡ •Š‘—Ž† ‘……—” „› ‡ƒ• ‘ˆ •‡…—”‹–‹‡• –Šƒ– …ƒ „‡ –”ƒ†‡† ‹ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ •–‘… ƒ”‡–Ǥ Š‡•‡•‡…—”‹–‹‡•…ƒ„‡–”ƒ†‡†™‹–Š‹˜‡•–‘”•Ǣ‹–Š‡’‘”–ǯ•’‡”•’‡…–‹˜‡ǡ•‡…—”‹–‹‡•…ƒ„‡˜‹‡™‡†ƒ•ƒ•‘—”…‡‘ˆˆ—†‹‰Ǥ ‡›™‘”†•ǣŽ‡ƒ•‡•‘ˆ’‘”–ƒ”‡ƒ•Ǣ’‘”–‹–‡”–‡’‘”ƒŽ…‘•–”ƒ‹–Ǣ’”‹…‹‰‘†‡Ž

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…Š”‘…Šƒ̷—„Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘…Šƒǡ Ǥ Ǥǡ ƒ”–‡”ǡ Ǥ Ǥ ‡ ƒ˜ƒŽ…ƒ–‡ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  ‘†‡Ž ‘ˆ Ž‡ƒ•‡ ‘ˆ ’‘”– ƒ”‡ƒ•ǣ ƒ ‡™ …‘–”‹„—–‹‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤͶǦͳͷǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͻǤŠ–Ǥ

26


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 16-44 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‹•–‡ƒ•†‡–”ƒ•’‘”–‡’ï„Ž‹…‘…‘Ž‡–‹˜‘‡‹–‡”ƒ­Ù‡•‡•’ƒ…‹ƒ‹• ‡ƒ”ÀŽ‹ƒ‡”‡•‹†‡–‡”—†‡–‡ ‘†”‹‰‘ ‹”ƒŽ†‹‘……‘ǡž”…‹‘‘‰±”‹‘‹Ž˜‡‹”ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡•–ƒ†—ƒŽƒ—Ž‹•–ƒǡ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‡ƒ–ƒƒ–ƒ”‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸ͻ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͶ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ • •‹•–‡ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘ ”‡Žƒ…‹‘ƒǦ•‡ †‹ƒŽ‡–‹…ƒ‡–‡ ƒ‘• ’”‘…‡••‘• †‡ ’”‘†—­ ‘ †‘ ‡•’ƒ­‘ †ƒ …‹†ƒ†‡ǡ –ƒ–‘ ‹ˆŽ—‡…‹ƒ†‘ …‘‘ •‡†‘ ƒŽ˜‘ †‡ ‡ˆ‡‹–‘• †‡Ž‡–±”‹‘•ǡ ”‡†—†ƒ†‘ ‡ ’ƒ†”Ù‡• †‹•’‡”•‘• †‡ ‘…—’ƒ­ ‘ǡ “—‡ Œ—–ƒ‡–‡ …‘ ‘ ƒ—‡–‘ †‘ —•‘ †‘• –”ƒ•’‘”–‡• ’”‹˜ƒ†‘• ‹†‹˜‹†—ƒ‹•ǡ ‹’Ù‡ ‡ˆ‡‹–‘• ‡…‘Ø‹…‘• ‡‰ƒ–‹˜‘• ƒ‘ •‹•–‡ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘Ǥ  …ƒ’‹–ƒŽ †‡ –”ƒ•’‘”–‡•ǡ ƒ‘ —–‹Žƒ” ‡ ƒ˜‹Ž–ƒ” ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‡ ƒ “—ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡•–‡• •‹•–‡ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ǡ …‘‘ ’ƒ”–‡ †‡ •—ƒ• ‡•–”ƒ–±‰‹ƒ• †‡ ƒ…——Žƒ­ ‘ ‡ …‘–‡­ ‘ †‡ …—•–‘•ǡ ‹’”‹‡ „ƒ‹šƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ • ‹–‡”ƒ­Ù‡• ‡•’ƒ…‹ƒ‹• ƒ …‹†ƒ†‡ǡ …‘ †ƒ‘•  ‘„‹Ž‹†ƒ†‡ ‡  ƒ…‡••‹„‹Ž‹†ƒ†‡ǡ ”‡ˆŽ‡–‹†ƒ• ‘• –‡’‘• †‡ †‡•Ž‘…ƒ‡–‘ ‡ ƒ …‘ˆ‹ƒ„‹Ž‹†ƒ†‡ †‘• •‡”˜‹­‘•Ǥ 2 †‡•‡˜‘Ž˜‡†‘ ‡•–ƒ• “—‡•–Ù‡• “—‡ „—•…ƒ‘• …‘–”‹„—‹” …‘ ƒ †‹•…—•• ‘ “—‡ ‹–‡‰”ƒ ‘• –”ƒ•’‘”–‡• —”„ƒ‘• ‡ ƒ †‹•’‡”• ‘ †ƒ• …‹†ƒ†‡• ±†‹ƒ•ǡ ’”‘…‡••‘• “—‡ ”‡†—œ‡ ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ †ƒ• ‹–‡”ƒ­Ù‡• ‡•’ƒ…‹ƒ‹• †ƒ ˆ‘”­ƒ †‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ‡ ‹ˆŽ—‡…‹ƒ ‡‰ƒ–‹˜ƒ‡–‡ ƒ •—ƒ ”‡’”‘†—­ ‘ǡ–ƒ–‘“—ƒ–‘ƒ”‡’”‘†—­ ‘†‘…ƒ’‹–ƒŽǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡’ï„Ž‹…‘Ǣ•‹•–‡ƒ†‡–”ƒ•’‘”–‡Ǣ‹–‡”ƒ­Ù‡•‡•’ƒ…‹ƒ‹•Ǣ‘„‹Ž‹†ƒ†‡Ǣƒ…‡••‹„‹Ž‹†ƒ†‡

„•–”ƒ…– Š‡ ’—„Ž‹… –”ƒ•’‘”– •›•–‡• ƒ”‡ ”‡Žƒ–‡† †‹ƒŽ‡…–‹…ƒŽŽ› –‘ –Š‡ ’”‘†—…–‹‘ ’”‘…‡••‡• ‘ˆ –Š‡ …‹–› •’ƒ…‡ǡ „‘–Š ‹ˆŽ—‡…‹‰ ƒ† „‡‹‰ •—„Œ‡…–‡† –‘ –Š‡ †‡Ž‡–‡”‹‘—• ‡ˆˆ‡…–•ǡ ”‡•—Ž–‹‰ ‹ •…ƒ––‡”‡† ’ƒ––‡”• ‘ˆ ‘……—’ƒ–‹‘ǡ ™Š‹…Š –‘‰‡–Š‡” ™‹–Š –Š‡ ‹…”‡ƒ•‡† —•‡ ‘ˆ ’”‹˜ƒ–‡ –”ƒ•’‘”– ‹†‹˜‹†—ƒŽ• ‹’‘•‡ ‡‰ƒ–‹˜‡ ‡…‘‘‹… ‡ˆˆ‡…–• –Š‡ ’—„Ž‹… –”ƒ•’‘”– •›•–‡Ǥ Š‡ …ƒ’‹–ƒŽ ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ǡ –‘ ƒ‹ ƒ† †‡‰”ƒ†‡ –Š‡ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ƒ† “—ƒŽ‹–› ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ •›•–‡• ƒ• ’ƒ”– ‘ˆ –Š‡‹” ƒ……——Žƒ–‹‘ •–”ƒ–‡‰‹‡• ƒ† …‘•– …‘–ƒ‹‡–ǡ ‡ˆˆ‹…‹‡…› –‘ ‹’‹‰‡ Ž‘™ •’ƒ–‹ƒŽ ‹–‡”ƒ…–‹‘• ‹ –Š‡ …‹–›ǡ ™‹–Š †ƒƒ‰‡ –‘ ‘„‹Ž‹–› ƒ† ƒ……‡••‹„‹Ž‹–›ǡ ”‡ˆŽ‡…–‡† ‹ –Š‡ –‹‡• †‹•’Žƒ…‡‡– ƒ† ”‡Ž‹ƒ„‹Ž‹–› ‘ˆ •‡”˜‹…‡•Ǥ – ‹• †‡˜‡Ž‘’‹‰ –Š‡•‡ ‹••—‡• ™‡ •‡‡ –‘ …‘–”‹„—–‡ –‘ –Š‡ †‹•…—••‹‘ –Šƒ– ‹–‡‰”ƒ–‡• —”„ƒ –”ƒ•’‘”– ƒ† †‹•’‡”•‹‘ ‘ˆ ‹–‡”‡†‹ƒ”› …‹–‹‡•ǡ ’”‘…‡••‡• –Šƒ– ”‡†—…‡ –Š‡ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ‘ˆ •’ƒ–‹ƒŽ ‹–‡”ƒ…–‹‘• ‘ˆ –Š‡ ™‘”ˆ‘”…‡ƒ†‡‰ƒ–‹˜‡Ž›ƒˆˆ‡…––Š‡‹””‡’”‘†—…–‹‘ǡƒ•™‡ŽŽƒ•–Š‡”‡’”‘†—…–‹‘‘ˆ…ƒ’‹–ƒŽǤ ‡›™‘”†•ǣ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘•›•–‡•Ǣ’—„Ž‹…–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ•’ƒ–‹ƒŽ‹–‡”ƒ…–‹‘•Ǣ‘„‹Ž‹–›Ǣƒ……‡••‹„‹Ž‹–›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ”…‹‘‘—”‹Š‘•̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘……‘ǡ Ǥ Ǥ ‡ ‹Ž˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‹•–‡ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘ …‘Ž‡–‹˜‘ ‡ ‹–‡”ƒ­Ù‡• ‡•’ƒ…‹ƒ‹• ‡ ƒ”ÀŽ‹ƒ ‡ ”‡•‹†‡–‡ ”—†‡–‡Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’Ǥͳ͸ǦͶͶǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺͻǤŠ–Ǥ

27


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 45-63 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‘••‹„‹Ž‹†ƒ†‡•†‡‡ŽŠ‘”‹ƒ•‘ •‹•–‡ƒ†‡–”ƒ•’‘”–‡‹–‡”—‹…‹’ƒŽǣ ‘…ƒ•‘†ƒŽ‹‰ƒ­ ‘ƒ“—ƒ˜‹ž”‹ƒƒƒ—•‡ƒ”‡‹”‘†ƒž”œ‡ƒ ‹–ƒƒ”‘Ž‹ƒ‹ƒ•ƒ–ƒƒ—ƒ”–‡ǡ‡Ž•‘—™ƒŠƒ”ƒȗǡ ƒ”…‡Ž‘—ƒ”–‡†ƒ‹Ž˜ƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘ƒœ‘ƒ• ‡…‡„‹†‘‡͹†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ‡‰‹ ‘ ƒœØ‹…ƒ ’‘••—‹ —ƒ ‡Ž‡˜ƒ†ƒ ‡š–‡• ‘ †‡ ˜‹ƒ• ƒ˜‡‰ž˜‡‹•Ǥ •–ƒ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ ‰‡‘‰”žˆ‹…ƒ ”‡•—Ž–ƒ ƒ ‡š–”‡ƒ †‡’‡†²…‹ƒ †‘ ‘†ƒŽ Š‹†”‘˜‹ž”‹‘ ’ƒ”ƒ “—‡ ƒ• ’‘’—Žƒ­Ù‡• Ž‘…ƒ‹• ’‘••ƒ •‡ Ž‘…‘‘˜‡”Ǥ  ˜‹”–—†‡ †ƒ ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ †‡•–‡ –‹’‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ƒ”ƒ ƒ ”‡‰‹ ‘ǡ ± ‡…‡••ž”‹‘ “—‡ ƒ• ‡„ƒ”…ƒ­Ù‡• —–‹Ž‹œƒ†ƒ• ’ƒ”ƒ †‡•Ž‘…ƒ‡–‘ ‹–‡”—‹…‹’ƒŽ †‡ ’‡••‘ƒ• ‡•–‡Œƒ †‡ ƒ…‘”†‘ …‘ ƒ• ‘”ƒ• ’‘”–—ž”‹ƒ• ‡ ‡”‰‘Ø‹…ƒ•ǡ ‘ “—‡ ‰‡”ƒŽ‡–‡  ‘ ‘…‘””‡Ǥ ”‘„Ž‡ƒ• †‡ ƒ…‡••‘ ‡ …‹”…—Žƒ­ ‘ †‘• ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ‡ †‡ •‡‰—”ƒ­ƒ • ‘ ˜‡”‹ˆ‹…ƒ†‘• ƒ ƒ‹‘”‹ƒ †‘• „ƒ”…‘•Ǥ ‘” ‹••‘ǡ ˆ‘‹ ”‡ƒŽ‹œƒ†ƒ —ƒ ƒžŽ‹•‡ ƒ• ‡„ƒ”…ƒ­Ù‡• †‘ ‡•–ƒ†‘ †‘ƒœ‘ƒ•…‘‘‘„Œ‡–‹˜‘†‡’”‘’‘”‡ŽŠ‘”‹ƒ•’ƒ”ƒƒ•…‘†‹­Ù‡•‡š‹•–‡–‡•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǣ–”ƒ•’‘”–‡ˆŽ—˜‹ƒŽƒƒœØ‹ƒǢ”‡‰—Žƒ­ ‘

„•–”ƒ…– Š‡ ƒœ‘ ‡‰‹‘ Šƒ• ƒ Š‹‰Š ‡š–‡– ‘ˆ ™ƒ–‡”™ƒ›•Ǥ Š‹• ‰‡‘‰”ƒ’Š‹…ƒŽ …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹… –—”‡† ‘—– ‹ –Š‡ ‡š–”‡‡ †‡’‡†‡…‡ ‘ˆ –Š‡ ™ƒ–‡”™ƒ› ‘†‡ ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ –‘ †‹•Ž‘…ƒ–‡ Ž‘…ƒŽ ’‡‘’Ž‡Ǥ ‹˜‡ –Š‡ ‹’‘”–ƒ…‡ ‘ˆ –Š‹• –›’‡ ‘ˆ –”ƒ•’‘”– ˆ‘” –Š‡ ”‡‰‹‘ǡ ‹– ‹• ‡…‡••ƒ”› –Šƒ– –Š‡ ˜‡••‡Ž• —•‡†ǡ „› –Š‡ ’‘’—Žƒ–‹‘ǡ ˆ‘” ‹–‡”…‹–› –”ƒ˜‡Ž• –‘ „‡ ‹ ƒ……‘”†ƒ…‡ ™‹–Š Šƒ”„‘”•ǯ ”—Ž‡• ƒ† ‡”‰‘‘‹… ‘”•ǡ ™Šƒ– ‰‡‡”ƒŽŽ› †‘‡• ‘– ‘……—”Ǥ ”‘„Ž‡• ‘ˆ ’ƒ••‡‰‡”•ǯ ƒ……‡•• ƒ† …‹”…—Žƒ–‹‘ ƒ† ‘ˆ •‡…—”‹–› ƒ”‡ ˜‡”‹ˆ‹‡† ‹ ‘•– „‘ƒ–•Ǥ Š‡”‡ˆ‘”‡ǡ ƒ ƒƒŽ›•‹• ‹ –Š‡ ƒœ‘ •–ƒ–‡ǯ• ˜‡••‡Ž• ™ƒ• ’‡”ˆ‘”‡† ™‹–Š –Š‡ ƒ‹ ‘ˆ ’”‘’‘•‹‰ ‹’”‘˜‡‡–• –‘ –Š‡ ‡š‹•–‹‰ …‘†‹–‹‘•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ’ƒ••‡‰‡”™ƒ–‡”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ–”ƒ•’‘”–‹”ƒœ‹Ž‹ƒƒœ‘Ǣ”‡‰—Žƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ‡Ž•‘̷—ˆƒǤ‡†—Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ —ƒ”–‡ǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥǡ —™ƒŠƒ”ƒǡ Ǥ ‡ ‹Ž˜ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‘••‹„‹Ž‹†ƒ†‡• †‡ ‡ŽŠ‘”‹ƒ• ‘ •‹•–‡ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ‹–‡”—‹…‹’ƒŽǣ ‘ …ƒ•‘ †ƒŽ‹‰ƒ­ ‘ƒ“—ƒ˜‹ž”‹ƒƒƒ—•‡ƒ”‡‹”‘†ƒž”œ‡ƒǤ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤͶͷǦ͸͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹ͻǤŠ–Ǥ

28


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 64-88 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡ƒ†ƒ’‘”–‹…‡–ƒ±”‡‘ƒ‡…‘‘‹ƒ„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǣ —ƒƒžŽ‹•‡†‡…‘Ǧ‹–‡‰”ƒ­ ‘ ƒ–”‹… ”ƒ…‘Ž˜‡•ȗǡ —•–ƒ˜‘ƒ”‡ŽƒŽ˜ƒ”‡‰ƒǡ ƒ”Ž‘• ‡”‹“—‡‘…Šƒ

•–‹–—–‘†‡‡•“—‹•ƒ…‘Ø‹…ƒ’Ž‹…ƒ†ƒǡ •–‹–—–‘†‡‡•“—‹•ƒ…‘Ø‹…ƒ’Ž‹…ƒ†ƒǡ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸ͺ†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͽ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘  †‡ƒ†ƒ ’‘” –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ‡•–ž †‹”‡–ƒ‡–‡ ”‡Žƒ…‹‘ƒ†ƒ ƒ‘• …‹…Ž‘• ‡…‘Ø‹…‘• ȋ†‘±•–‹…‘ ‡ ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽȌǡ • ˆŽ—–—ƒ­Ù‡• †‡ ‘‡†ƒ ‡ …Ÿ„‹‘ ‡ ƒ‘ †‡•‡’‡Š‘ †ƒ• ‡…‘‘‹ƒ•Ǥ  †‡•‡’‡Š‘ †‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ’‘†‡ •‡” —–‹Ž‹œƒ†‘ ’ƒ”ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ” ‘ ‰”ƒ— †‡ ƒ“—‡…‹‡–‘ †ƒ ‡…‘‘‹ƒǤ •–‡ •‡–‘”ǡ •‡†‘ ƒŽ–ƒ‡–‡ ‹–‡•‹˜‘ ‡ …ƒ’‹–ƒŽ ‡ ‡‡”‰‹ƒǡ ± ˆ—†ƒ‡–ƒŽ ƒ …ƒ†‡‹ƒ ’”‘†—–‹˜ƒ †‡ — ’ƒÀ•ǡ ’‘” ”‡Žƒ…‹‘ƒ” †‹ˆ‡”‡–‡• ž”‡ƒ•Ǥ  ’”‡•‡–‡ ƒ”–‹‰‘ „—•…ƒ ƒ˜‡”‹‰—ƒ” •‡ Šž —ƒ ”‡Žƒ­ ‘ †‡ ‡“—‹ŽÀ„”‹‘ †‡ Ž‘‰‘ ’”ƒœ‘ ‡–”‡ ƒ †‡ƒ†ƒ ’‘” –‹…‡–• ƒ±”‡‘• ‘ ”ƒ•‹Žǡ •‡—• ’”‡­‘•ǡ ‡ ‹†‹…ƒ†‘”‡• ƒ…”‘‡…‘Ø‹…‘• Ȃ –ƒ‹• …‘‘ ‘   ‡ ‘ ’”‡­‘ †‘• …‘„—•–À˜‡‹•Ǥ  ƒžŽ‹•‡ …‡–”ƒǦ•‡ ƒ †‡ƒ†ƒ †ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ• ǡ ‘Ž ȋ‡ 

Ȍ ‡ ‡„ ‡–ǡ ƒ• “—ƒ‹• Œ—–ƒ• …‘…‡–”ƒ ƒ‹• †‡ ͺͷΨ †‘ ‡”…ƒ†‘ †‘±•–‹…‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‹†‹…ƒ “—‡ ‘ …”‡•…‹‡–‘ ‡…‘Ø‹…‘ ± — †‘• ˆƒ–‘”‡• †‡–‡”‹ƒ–‡• †ƒ ’”‡•• ‘ •‘„”‡ ƒ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ †ƒ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒ ƒ‡”‘’‘”–—ž”‹ƒǡ ‡–”‡–ƒ–‘ ‘ ’ƒ”Ÿ‡–”‘ †‡ Ž‘‰‘ ’”ƒœ‘ †‘ ’”‡­‘ ± „ƒ‹š‘ǡ ”‡ˆŽ‡–‹†‘ ƒ ’”‡†‘‹Ÿ…‹ƒ †‘ ˜‹ƒŒƒ–‡ ƒ ‡‰×…‹‘• ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‘±•–‹…‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǣ–ƒ”‹ˆƒ›‹‡Ž†Ǣ’”‡˜‹• ‘†‡†‡ƒ†ƒ’‘”–‹…‡–

„•–”ƒ…– Š‡ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– †‡ƒ† ‹• †‹”‡…–Ž› ”‡Žƒ–‡† –‘ ‡…‘‘‹… …›…Ž‡• ȋ†‘‡•–‹… ƒ† ‹–‡”ƒ–‹‘ƒŽȌǡ –‘ –Š‡ …—””‡…› ˆŽ—…–—ƒ–‹‘• ƒ† ‡š…Šƒ‰‡ ƒ† –‘ –Š‡ ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ ‘ˆ ‡…‘‘‹‡•Ǥ Š‡ ƒ‹”Ž‹‡ ‹†—•–”› ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ …ƒ „‡ —•‡† ƒ• ƒ ‡ƒ•—”‡ ‘ˆ –Š‡ ‡…‘‘‹… Š‡ƒ–‹‰ Ž‡˜‡ŽǤ Š‹• •‡…–‘” ‹• Š‹‰ŠŽ› …ƒ’‹–ƒŽ ‹–‡•‹˜‡ ƒ† ‡‡”‰› „ƒ•‡†ǡ „‡‹‰ ƒ ‡••‡–‹ƒŽ –‘‘Ž ‹ ƒ …‘—–”›ǯ• ’”‘†—…–‹‘ …Šƒ‹ǡ ƒ• ‹– ”‡Žƒ–‡• †‹ˆˆ‡”‡– ƒ”‡ƒ•Ǥ Š‹• ’ƒ’‡” •‡‡• –‘ †‡–‡”‹‡ ™Š‡–Š‡” –Š‡”‡ ‹• ƒ Ž‘‰Ǧ–‡” ‡“—‹Ž‹„”‹— „‡–™‡‡ –Š‡ †‡ƒ† ˆ‘” ƒ‹”Ž‹‡ –‹…‡–•ǡ ‹–• ’”‹…‡•ǡ ƒ† ƒ…”‘‡…‘‘‹… ‹†‹…ƒ–‘”• Ȃ •—…Š ƒ•  ƒ† ˆ—‡Ž ’”‹…‡• ‹ ”ƒœ‹ŽǤ Š‡ ƒƒŽ›•‹• ˆ‘…—•‡• ‘ –Š‡ †‡ƒ† ‘ˆ ƒ‹”Ž‹‡• ǡ ‘Ž ȋƒ† 

Ȍ ƒ† ‡„ ‡–ǡ ™Š‹…Š –‘‰‡–Š‡” ”‡’”‡•‡–• ƒ„‘—– ͺͷΨ ‘ˆ †‘‡•–‹… ’ƒ••‡‰‡” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǥ ‡•—Ž–• •–ƒ–‡• –Šƒ– ‡…‘‘‹… ‰”‘™–Š ‹• ‘‡ ‘ˆ –Š‡ ‡› ˆƒ…–‘”• ‘ ƒ‹”’‘”– ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ …ƒ’ƒ…‹–› ’”‡••—”‡ǡ Š‘™‡˜‡” –Š‡ Ž‘‰ ”— ’”‹…‡ ’ƒ”ƒ‡–‡” Šƒ• ƒ Ž‘™ ‹–‡•‹–›ǡ ™Š‹…Š ”‡ˆŽ‡…–• –Š‡ „—•‹‡•• –”ƒ˜‡Ž ’ƒ••‡‰‡” –›’‡ †‘‹ƒ…‡ ‹ ”ƒœ‹Ž‹ƒƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ›‹‡Ž†”ƒ–‡Ǣƒ‹”Ž‹‡–‹…‡–ˆ‘”‡…ƒ•–

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ’ƒ–”‹…ǤƒŽ˜‡•̷‹’‡ƒǤ‰‘˜Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ Ž˜‡•ǡ Ǥ ǡ Ž˜ƒ”‡‰ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘…Šƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡ƒ†ƒ ’‘” –‹…‡– ƒ±”‡‘ ƒ ‡…‘‘‹ƒ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǣ —ƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ …‘Ǧ‹–‡‰”ƒ­ ‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’Ǥ͸ͶǦͺͺǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͿǤŠ–Ǥ

29


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 89-122 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–—†‘‡’À”‹…‘†‡’”ž–‹…ƒ•’”‡†ƒ–×”‹ƒ• †‡…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ• ƒ–žŽ‹ƒ†‘•ƒ–‘• ‡””‡‹”ƒȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͼ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ –‡ ’‘” ‘„Œ‡–‹˜‘• ƒ †‹•…—•• ‘ †‡ ˆ‡Ø‡‘• †‡ ‰—‡””ƒ• †‡ ’”‡­‘ ‘ •‡–‘” ƒ±”‡‘ ‡ ƒ ’”‘’‘•‹­ ‘ †‡ ‘†‡Žƒ‰‡ †‡ ’ƒ”Ÿ‡–”‘ †‡ …‘†—–ƒ †ƒ ‘˜ƒ ”‰ƒ‹œƒ­ ‘ †—•–”‹ƒŽ ’À”‹…ƒ ȋ Ȍ ’ƒ”ƒ ƒ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‘ …‘’‘”–ƒ‡–‘ †ƒ• ˆ‹”ƒ•ǡ ƒ ˆ‹ †‡ •‡ †‹•–‹‰—‹” —ƒ …‘†—–ƒ ƒ–‹…‘’‡–‹–‹˜ƒ †‡ ’”‡†ƒ­ ‘ †‡ ˆ‹”ƒ• †‡ — …‘’‘”–ƒ‡–‘ †‡ …‘’‡–‹­ ‘ ‘”ƒŽǡ ’‘”± ƒ…‹””ƒ†ƒǤ  ‡•–—†‘ †‡ …ƒ•‘ ”‡ƒŽ‹œƒ†‘ …‘’”‡‡†‡— ƒ ƒžŽ‹•‡ †ƒ …‘†—–ƒ †ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ• „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ• ‘ ‡”…ƒ†‘ ”‡Ž‡˜ƒ–‡ …‘’”‡‡†‹†‘ ’‡Žƒ ‘–‡ ±”‡ƒ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘ ȋƒ‡”‘’‘”–‘ ƒ–‘• —‘–Ȍ Ȃ  ‘ ƒ—Ž‘ ȋƒ‡”‘’‘”–‘ †‡ ‘‰‘Šƒ•Ȍǡ †—”ƒ–‡ — †‡–‡”‹ƒ†‘ ƒ‘ ƒ”…ƒ†‘ ’‘” ‡’‹•×†‹‘• †‡ ‰—‡””ƒ• †‡ ’”‡­‘•Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ˆ‹ƒ‹• ‘•–”ƒ”ƒ  ‘ Šƒ˜‡” ‹†À…‹‘• †‡ ’”ž–‹…ƒ• †‡ ’”‡­‘•’”‡†ƒ–×”‹‘•†—”ƒ–‡‘’‡”À‘†‘ƒƒŽ‹•ƒ†‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ–‹–”—•–‡Ǣ‰—‡””ƒ•†‡’”‡­‘Ǣ’”‡†ƒ­ ‘Ǣ…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ•

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ƒ‹• ƒ– •–—†›‹‰ •‘‡ ˆƒ”‡ ™ƒ” ‡’‹•‘†‡• ‘ –Š‡ ƒ‹” –”ƒ•’‘”–‹‘ ‹†—•–”› ‹ ”ƒœ‹ŽǤ ‡”‡ ‡’Ž‘› –Š‡ ‘†—…– ƒ”ƒ‡–‡” ‘†‡Ž ‘ˆ –Š‡ ‡™ ’‹”‹…ƒŽ †—•–”‹ƒŽ ”‰ƒ‹œƒ–‹‘ ȋ Ȍ ƒ’’”‘ƒ…Š ‹ ‘”†‡” –‘ ƒƒŽ›œ‡ –Š‡ …‘†—…– ‘ˆ ˆ‹”• ƒ† –‘ •–—†› –Š‡ †‹ˆˆ‡”‡…‡• „‡–™‡‡ ƒ ƒ–‹…‘’‡–‹–‹˜‡ …‘†—…– ‘ˆ ’”‡†ƒ–‹‘ ƒ† ƒ ‘”ƒŽǡ Š‘™‡˜‡” ˆ‹‡”…‡ǡ …‘’‡–‹–‹‘Ǥ Š‡ …ƒ•‡ •–—†› ™ƒ• –Š‡ ƒ‹” •Š—––Ž‡ ‹‘ †‡ ƒ‡‹”‘ ȋƒ–‘• —‘– ƒ‹”’‘”–Ȍ Ȃ  ‘ ƒ—Ž‘ ȋ‘‰‘Šƒ• ƒ‹”’‘”–Ȍǡ †—”‹‰ ƒ ’‡”‹‘† ƒ”‡† „› –Š‡ ‡’‹•‘†‡•‘ˆˆƒ”‡™ƒ”•Ǥ ‹ƒŽ”‡•—Ž–•†‹†‘–”‡˜‡ƒŽ‡†–”ƒ…‡•‘ˆ’”‡†ƒ–‘”›’”‹…‡•†—”‹‰–Š‡’‡”‹‘†—†‡”‹˜‡•–‹‰ƒ–‹‘Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ–‹–”—•–Ǣ’”‹…‡™ƒ”•Ǣ’”‡†ƒ–‹‘Ǣƒ‹”Ž‹‡•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ–ƒŽ‹ƒ•ƒˆ‡”̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡””‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–—†‘ ‡’À”‹…‘ †‡ ’”ž–‹…ƒ• ’”‡†ƒ–×”‹ƒ• †‡ …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ ˜‘ŽǤ ͷǡǤ͵ǡ’’ǤͺͻǦͳʹʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹ͿǤŠ–Ǥ

30


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 123-140 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡•‡’‡Š‘†‡‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ•ǣ—ƒƒžŽ‹•‡—†‹ƒŽ Ž–‘ ‡”ƒ†‡•ǡ ‡Ž‘‹•ƒž”…‹ƒ‹”‡•ȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ‡…‡„‹†‘‡͸Ϳ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  …‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡ †ƒ• ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ• ± — ƒ••—–‘ †‡ ‰”ƒ†‡ …‘’Ž‡š‹†ƒ†‡ǡ —‹–‘• • ‘ ‘• ˆƒ–‘”‡• “—‡ †‡ˆ‹‡ ƒ ‡•…‘ŽŠƒ †‡ ˜‹ƒ‰‡ †‡ — ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘ ‘— †‡…‹• ‘ †‡ ‡˜‹‘ †‡ —ƒ …ƒ”‰ƒǤ Ž‰—• †‡••‡• ˆƒ–‘”‡• • ‘ †‡ˆ‹‹†‘• ’‡Ž‘• ‰‡•–‘”‡• †ƒ• ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ• ‡ ‘—–”‘•  ‘ • ‘ …‘–”‘Žž˜‡‹• ’‡Žƒ• ‡’”‡•ƒ•ǡ †‡’‡†‡ †‡ ˆƒ–‘”‡• †‘ ƒ„‹‡–‡ ‡š–‡”‘  ‘”‰ƒ‹œƒ­ ‘Ǥ •–‡ ƒ”–‹‰‘ „—•…ƒ …‘–”‹„—‹” ’ƒ”ƒ ‘ ƒ—‡–‘ †‘ …‘Š‡…‹‡–‘ †ƒ ”‡Žƒ­ ‘ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘ ‡ …ƒ”‰ƒ …‘ ƒ ”‡…‡‹–ƒ ‡ Ž—…”‘ †‡ ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ•ǡ —–‹Ž‹œƒ†‘ žŽ‹•‡ ˜‘Ž–×”‹ƒ †‡ ƒ†‘• ‡ ‹ˆ‡”²…‹ƒ ‡•–ƒ–À•–‹…ƒǤ ”ƒ–ƒǦ•‡ †‡ —ƒ ƒžŽ‹•‡ —Ž–‹˜ƒ”‹ž˜‡Ž …‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ †‡ —ƒ ƒ‘•–”ƒ †‡ ‡’”‡•ƒ• †‡ ˜ž”‹ƒ• Ž‘…ƒŽ‹†ƒ†‡• †‘ —†‘Ǥ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‘•–”ƒ ƒ ’‘•‹­ ‘ †ƒ• ‡’”‡•ƒ• ‡ ”‡Žƒ­ ‘  ˆ”‘–‡‹”ƒ †ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ …‘ ”‡•’‡‹–‘ ƒ‘ —•‘ †‡ •—ƒ• †‡ƒ†ƒ• †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ‡ …ƒ”‰ƒ ’ƒ”ƒ ’”‘†—œ‹” ”‡…‡‹–ƒ ‡ ƒ –‡†²…‹ƒ †‡ ”‡Žƒ­ ‘ ‡–”‡ ƒ”‰‡ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽ ‡ Ž—…”‘ ŽÀ“—‹†‘ †ƒ ƒ‘•–”ƒǤ  ƒžŽ‹•‡ ‹†‹…ƒ “—‡ —‹–ƒ• ‡’”‡•ƒ• †‡˜‡ „—•…ƒ” ƒ ‡ŽŠ‘”‹ƒ †‘ •‡— †‡•‡’‡Š‘ ƒ–”ƒ˜±• †‘ ƒ’‡”ˆ‡‹­‘ƒ‡–‘ †‡ •‡— ’‘”–ˆ×Ž‹‘ †‡ …Ž‹‡–‡•ǡ „—•…ƒ†‘ —ƒ …‘„‹ƒ­ ‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ‡ …ƒ”‰ƒ• “—‡ ’”‘†—œƒ ƒ‹‘” ˜ƒŽ‘” ƒ‰”‡‰ƒ†‘Ǥ  „—•…ƒ ‹†‹•…”‹‹ƒ†ƒ †‡ …Ž‹‡–‡• ’‘†‡  ‘ Ž‡˜ƒ” ƒ‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‡•’‡”ƒ†‘•Ǥ †‹…‹‘ƒŽ‡–‡ǡ •‡ ‘„•‡”˜ƒ “—‡ ‡š‹•–‡ —ƒ ”ƒœ‘ž˜‡Ž ”‡Žƒ­ ‘ ‡–”‡ ƒ”‰‡ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽ ‡ Ž—…”‘ ŽÀ“—‹†‘ǡ ‘ “—‡ ˆ‘”–ƒŽ‡…‡ ƒ ‡…‡••‹†ƒ†‡ †‡ …‘–”‘Ž‡ †‘• …—•–‘• ’ƒ”ƒ •‡‘„–‡””‡•—Ž–ƒ†‘•’ƒ”ƒ‘•ƒ…‹‘‹•–ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ‡’”‡•ƒƒ±”‡ƒǢ†‡•‡’‡Š‘ǢƒžŽ‹•‡—†‹ƒŽ

„•–”ƒ…– Š‡ …‘’‡–‹–‹˜‡‡•• ‘ˆ ƒ‹”Ž‹‡• ‹• ƒ •—„Œ‡…– ‘ˆ ‰”‡ƒ– …‘’Ž‡š‹–›ǡ ƒ› ƒ”‡ –Š‡ ˆƒ…–‘”• –Šƒ– †‡ˆ‹‡ ’ƒ••‡‰‡” …Š‘‹…‡ ‘ˆ –”ƒ˜‡Ž ‘” †‡…‹•‹‘ ‘ˆ •‡†‹‰ ƒ …ƒ”‰‘Ǥ ‘‡ ‘ˆ –Š‡•‡ ˆƒ…–‘”• ƒ”‡ †‡ˆ‹‡† „› ƒ‹”Ž‹‡ ƒƒ‰‡”• ƒ† ‘–Š‡”• ƒ”‡ ‘– …‘–”‘ŽŽƒ„Ž‡ „› ƒ‹”Ž‹‡•ǡ –Š‡› †‡’‡† ‘ ‡š–‡”ƒŽ ‡˜‹”‘‡– ˆƒ…–‘”•Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ •‡‡• –‘ …‘–”‹„—–‡ ˆ‘” –Š‡ ‘™Ž‡†‰‡ ‹…”‡ƒ•‡ ƒ„‘—– –Š‡ ”‡Žƒ–‹‘ „‡–™‡‡ ’ƒ••‡‰‡” ƒ† …ƒ”‰‘ ™‹–Š ƒ‹”Ž‹‡ ”‡˜‡—‡ ƒ† ’”‘ˆ‹–ǡ —•‹‰ ƒ–ƒ ˜‡Ž‘’‡– ƒŽ›•‹• ƒ† •–ƒ–‹•–‹…• ‹ˆ‡”‡…‡Ǥ ‘ǡ ‹– ‹• ƒ„‘—– ƒ —Ž–‹…”‹–‡”‹ƒ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ƒ •ƒ’Ž‡ ‘ˆ …‘’ƒ‹‡• ˆ”‘ •‡˜‡”ƒŽ ’ƒ”–• ‘ˆ –Š‡ ™‘”Ž†Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• •Š‘™ –Š‡ ’‘•‹–‹‘ ‘ˆ …‘’ƒ‹‡• ‹ ”‡Žƒ–‹‘ –‘ –Š‡ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ˆ”‘–‹‡” ™‹–Š ”‡•’‡…– –‘ –Š‡ —•‡ ‘ˆ ‹–• †‡ƒ†• ‘ˆ ’ƒ••‡‰‡”• ƒ† …ƒ”‰‘ –‘ ’”‘†—…‡ ”‡˜‡—‡ ƒ† –Š‡ –”‡† „‡–™‡‡ ‘’‡”ƒ–‹‘ƒŽ ƒ”‰‹ ƒ† ‡– ’”‘ˆ‹–• ‘ˆ –Š‡ •ƒ’Ž‡Ǥ Š‡ ƒƒŽ›•‹• ‹†‹…ƒ–‡• –Šƒ– ƒ› …‘’ƒ‹‡• —•– •‡ƒ”…Š ˆ‘” –Š‡ ‹’”‘˜‡‡– ‘ˆ ‹–• ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ –Š”‘—‰Š –Š‡ ‹’”‘˜‡‡– ‘ˆ ‹–• ’‘”–ˆ‘Ž‹‘ ‘ˆ …—•–‘‡”•ǡ •‡ƒ”…Š‹‰ ƒ …‘„‹ƒ–‹‘ ‘ˆ ’ƒ••‡‰‡”• ƒ† …ƒ”‰‘ –Šƒ– ’”‘†—…‡• „‡––‡” ƒ‰‰”‡‰ƒ–‡ ˜ƒŽ—‡Ǥ Š‡ ‹†‹•…”‹‹ƒ–‡ •‡ƒ”…Š ˆ‘” …—•–‘‡”• ™‹ŽŽ ‘– Ž‡ƒ† –‘ –Š‡ ™ƒ‹–‡† ”‡•—Ž–•Ǥ ††‹–‹‘ƒŽŽ›ǡ ‹ˆ ‹– ‹• ‘„•‡”˜‡† –Šƒ– –Š‡”‡ ‹• ƒ ”‡ƒ•‘ƒ„Ž‡ ”‡Žƒ–‹‘ „‡–™‡‡ ‘’‡”ƒ–‹‘ƒŽ ƒ”‰‹ ƒ† ‡– ’”‘ˆ‹–•ǡ–Š‹•ˆ‘”–‹ˆ‹‡•–Š‡‡…‡••‹–›‘ˆ–Š‡…‘–”‘Ž‘ˆ–Š‡…‘•–•–‘‰‡–”‡•—Ž–•ˆ‘”–Š‡•Šƒ”‡Š‘Ž†‡”•Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”Ž‹‡Ǣ’‡”ˆ‘”ƒ…‡Ǣ™‘”Ž†ƒƒŽ›•‹•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŠ‡Ž‘‹•ƒ̷’‡’Ǥ—ˆ”ŒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡”ƒ†‡•ǡ Ǥ ‡ ‹”‡•ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡•‡’‡Š‘ †‡ ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ•ǣ —ƒ ƒžŽ‹•‡ —†‹ƒŽǤ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’Ǥͳʹ͵ǦͳͶͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;ͺǤŠ–Ǥ

31


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 141-162 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–—†‘†‘†‡•‡’‡Š‘‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽ†‘•ƒ‡”‘’‘”–‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘• ”‡Žƒ–‹˜‘ƒ‘‘˜‹‡–‘†‡…ƒ”‰ƒ• ƒ‹‡Ž‡‹Ž˜ƒŽ‹˜‡‹”ƒǡ†‡”•‘‹„‡‹”‘‘””‡‹ƒȗ ‡„”ƒ…‡ǡ •–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡Ͷͷ†‡ƒ”­‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͻ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡ͽ†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘  ’”‡•‡–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ …‘’ƒ”‘— ‘• ’”‹…‹’ƒ‹• ƒ‡”‘’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• ‡ ”‡Žƒ­ ‘ ƒ‘ ‘˜‹‡–‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• —–‹Ž‹œƒ†‘ –±…‹…ƒ• “—ƒ–‹–ƒ–‹˜ƒ• †‡ ƒžŽ‹•‡ —Ž–‹˜ƒ”‹ƒ†ƒ …‘‘ ˆ‡””ƒ‡–ƒ• †‡ ƒ—šÀŽ‹‘  ‰‡•– ‘Ǥ •–‡ ƒ••—–‘ –‘”ƒǦ•‡ ”‡Ž‡˜ƒ–‡ †‡˜‹†‘  …”‡•…‡–‡ ”‡’”‡•‡–ƒ–‹˜‹†ƒ†‡ †ƒ• ”‡…‡‹–ƒ• ’”‘˜‡‹‡–‡• †ƒ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ ‡ †ƒ ƒ”ƒœ‡ƒ‰‡ †ƒ …ƒ”‰ƒ ƒ±”‡ƒ ƒ …‘’‘•‹­ ‘ †ƒ ”‡…‡‹–ƒ –‘–ƒŽ ‘• ’”‹…‹’ƒ‹• ƒ‡”‘’‘”–‘• †‘ ”ƒ•‹Ž ‡ †‘ —†‘Ǥ  …‘’ƒ”ƒ­ ‘ †‘• †‡œ ƒ‡”‘’‘”–‘• „ƒ•‡‘—Ǧ•‡ ‡ ˆƒ–‘”‡• †‡ †‡•‡’‡Š‘ …—‹†ƒ†‘•ƒ‡–‡ ‡•…‘ŽŠ‹†‘• †‡–”‡ ‘• ƒ’”‡•‡–ƒ†‘• ƒ Ž‹–‡”ƒ–—”ƒ ‡•–—†ƒ†ƒǤ  ƒžŽ‹•‡ ’‘” ƒ‰”—’ƒ‡–‘ Š‹‡”ž”“—‹…‘ ’”‘‘˜‡— ƒ ˆ‘”ƒ­ ‘ †‡ •‡‹• ‰”—’‘•ǡ •‡†‘ “—ƒ–”‘ †‡Ž‡• —‹–ž”‹‘•Ǥ  ƒžŽ‹•‡ ’‘” …‘’‘‡–‡• ’”‹…‹’ƒ‹• ”‡†—œ‹— ‘ ‡•’ƒ­‘ ƒ‘•–”ƒŽ †‘• –”‡œ‡ˆƒ–‘”‡•’ƒ”ƒ—‡•’ƒ­‘„‹†‹‡•‹‘ƒŽǡ‘“—‡ˆƒ…‹Ž‹–‘—ƒƒžŽ‹•‡“—ƒŽ‹–ƒ–‹˜ƒ†‘•ˆƒ–‘”‡•†‘•ƒ‡”‘’‘”–‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…ƒ”‰ƒƒ±”‡ƒǡ–‡”‹ƒ‹•†‡…ƒ”‰ƒ•ǡƒ‡”‘’‘”–‘•ǡƒžŽ‹•‡—Ž–‹˜ƒ”‹ƒ†ƒ

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ƒ’’Ž‹‡† •–ƒ–‹•–‹…ƒŽ —Ž–‹˜ƒ”‹ƒ–‡ –‡…Š‹“—‡• –‘ …‘’ƒ”‡ ƒŒ‘” ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”–• ƒ……‘”†‹‰ –‘ –Š‡‹” …ƒ”‰‘ ‘˜‡‡–Ǥ Š‹• ƒ––‡” ‹• ”‡Ž‡˜ƒ– †—‡ –‘ –Š‡ ‰”‘™‹‰ ’ƒ”–‹…‹’ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ‹…‘‡• ”‡Žƒ–‡† –‘ –Š‡ ƒ‹” …ƒ”‰‘ ‘˜‡‡– ƒ† •–‘”ƒ‰‡ ‹ –Š‡ …‘’‘•‹–‹‘ ‘ˆ –Š‡ –‘–ƒŽ ‹…‘‡ ƒ– ƒŒ‘” ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”–• ƒ† ™‘”Ž†™‹†‡Ǥ ‘’ƒ”‹•‘ ‘ˆ –Š‡ ƒŒ‘” –‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”’‘”–• ™ƒ• „ƒ•‡† ‘ ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ ˆƒ…–‘”• …ƒ”‡ˆ—ŽŽ› …Š‘•‡ ƒ‘‰ –Š‡ •–—†‹‡† Ž‹–‡”ƒ–—”‡Ǥ ‹‡”ƒ”…Š‹…ƒŽ …Ž—•–‡”‹‰ ƒƒŽ›•‹• ’”‘‘–‡† –Š‡ ˆ‘”ƒ–‹‘ ‘ˆ •‹š ‰”‘—’•ǡ „‡‹‰ ˆ‘—” ‘ˆ –Š‡ —‹–ƒ”›Ǥ Š‡ ƒ‹ …‘’‘‡–• ƒƒŽ›•‹• ”‡†—…‡† –Š‡ •’ƒ…‡ ‘ˆ –Š‡ –Š‹”–‡‡ ˆƒ…–‘”• ˆ‘” ƒ „‹Ǧ†‹‡•‹‘ƒŽ•’ƒ…‡ǡ™Šƒ–ˆƒ…‹Ž‹–ƒ–‡†–Š‡“—ƒŽ‹–ƒ–‹˜‡ƒƒŽ›•‹•‘ˆ–Š‡ˆƒ…–‘”•‘ˆ–Š‡ƒ‹”’‘”–•Ǥ

‡›™‘”†•ǣ…ƒ”‰‘ǡ…ƒ”‰‘–‡”‹ƒŽ•ǡƒ‹”’‘”–•ǡ—Ž–‹˜ƒ”‹ƒ–‡ƒƒŽ›•‹•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…‘””‡‹ƒ̷‹–ƒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ Ž‹˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘””‡‹ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–—†‘ †‘ †‡•‡’‡Š‘ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽ †‘• ƒ‡”‘’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• ”‡Žƒ–‹˜‘ ƒ‘ ‘˜‹‡–‘ †‡ …ƒ”‰ƒ•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤͳͶͳǦͳ͸ʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶ͹ǤŠ–Ǥ

32


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 163-181 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

’ƒ…–‘•†ƒ—–‹Ž‹œƒ­ ‘†‡…‡–”‘•†‡†‹•–”‹„—‹­ ‘ƒŽ‘‰À•–‹…ƒ†‡ †‹•–”‹„—‹­ ‘†‡’”‘†—–‘•ƒ…ƒ„ƒ†‘• ž”„ƒ”ƒ‘—–‹Š‘ ‡”ƒ†‡•ǡ ‡”ƒ†ƒ ‡Ž‘‹•‡ ƒŽƒ„ƒǡ —…ƒ• ”‹‡—‘•–ƒǡ‡ƒ–‘†ƒ‹Ž˜ƒ‹ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‡ –ƒŒ—„žȋ  Ȍ ‡…‡„‹†‘‡ͷͿ†‡Œ—ŽŠ‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͺ†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡ͷͶ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ ƒ „—•…ƒ ’‘” …‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡ǡ ƒ• ‡’”‡•ƒ• „—•…ƒ ‡•–”ƒ–±‰‹ƒ• Ž‘‰À•–‹…ƒ• “—‡ ‡Ž‡˜‡ •‡— À˜‡Ž †‡ •‡”˜‹­‘ •‡ “—‡ •‡— Ž—…”‘ •‡Œƒ ’‡ƒŽ‹œƒ†‘Ǥ ‡•–‡ …‘–‡š–‘ǡ ƒ ƒ†‘­ ‘ †‡ ‡–”‘• †‡ ‹•–”‹„—‹­ ‘ ȋȌ •—”‰‡ …‘‘ —ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ‡ˆ‹…ƒœ ’ƒ”ƒ –”ƒ–ƒ” ‘ –”ƒ†‡Ǧ ‘ˆˆ ‡–”‡ …—•–‘• Ž‘‰À•–‹…‘• ‡ À˜‡Ž †‡ •‡”˜‹­‘ ƒ‘ …Ž‹‡–‡Ǥ  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‘ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ± ‘•–”ƒ” …‘‘ †‹ˆ‡”‡–‡• ‘†‡Ž‘• †‡  ’‘†‡ ƒ—š‹Ž‹ƒ” ƒ „—•…ƒ ’‘” •‘Ž—­Ù‡• Ž‘‰À•–‹…ƒ• ‡ˆ‹…‹‡–‡•ǡ ’ƒ”ƒ †‹ˆ‡”‡–‡• ’”‘†—–‘•ǡ …‘ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• Ž‘‰À•–‹…ƒ• †‹˜‡”•ƒ•Ǥ ƒ”ƒ –ƒ–‘ǡ • ‘ ƒƒŽ‹•ƒ†ƒ• ƒ• ‡•–”ƒ–±‰‹ƒ• ƒ†‘–ƒ†ƒ• ’‘” –”²• ‡’”‡•ƒ• †‡ †‹ˆ‡”‡–‡• •‡‰‡–‘•ǡ “—‡ —–‹Ž‹œƒ ǡ ƒŽ± †‡ —ƒ “—ƒ”–ƒǡ “—‡ ‡„‘”ƒ ƒ‹†ƒ  ‘ ’‘••—ƒ — ǡ ‡•–—†ƒ ƒ ˜‹ƒ„‹Ž‹†ƒ†‡ †ƒ ƒ†‘­ ‘ †‡ —Ǥ • ƒžŽ‹•‡• …‘’ƒ”ƒ–‹˜ƒ• ’‡”‹–‹”ƒ …‘…Ž—‹” “—‡ ƒ ‡•…‘ŽŠƒ †‘ –‹’‘ǡ †ƒ Ž‘…ƒŽ‹œƒ­ ‘ ‡ †ƒ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒ ‡…‡••ž”‹ƒ ’ƒ”ƒ —  ± —ƒ †‡…‹• ‘ ‡•–”ƒ–±‰‹…ƒ †ƒ ‡’”‡•ƒ ‡ ‘ ’”‹‡‹”‘ ’ƒ••‘ƒ‡•…‘ŽŠƒ†‡•—ƒŽ‘‰À•–‹…ƒ†‡†‹•–”‹„—‹­ ‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…‡–”‘†‡†‹•–”‹„—‹­ ‘Ǣ†‡…‹• ‘‡•–”ƒ–±‰‹…ƒǢŽ‘‰À•–‹…ƒ†‡†‹•–”‹„—‹­ ‘

„•–”ƒ…– ‡‡‹‰ …‘’‡–‹–‹˜‡‡••ǡ …‘’ƒ‹‡• •‡ƒ”…Š ˆ‘” Ž‘‰‹•–‹…• •–”ƒ–‡‰‹‡• –Šƒ– ‹’”‘˜‡ –Š‡‹” Ž‡˜‡Ž ‘ˆ •‡”˜‹…‡ ™‹–Š‘—– ’‡ƒŽ‹œ‹‰ ’”‘ˆ‹–•Ǥ  –Š‹• …‘–‡š–ǡ –Š‡ ƒ†‘’–‹‘ ‘ˆ ‹•–”‹„—–‹‘ ‡–‡”• ȋȌ ƒ’’‡ƒ”• ƒ• ƒ ‡ˆˆ‹…‹‡– ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ ‹ †‡ƒŽ‹‰ ™‹–Š –Š‡ –”ƒ†‡Ǧ‘ˆˆ „‡–™‡‡ Ž‘‰‹•–‹…• …‘•–• ƒ† “—ƒŽ‹–› ‘ˆ •‡”˜‹…‡ –‘ –Š‡‹” …—•–‘‡”•Ǥ Š‹• ’ƒ’‡”ǯ• ‘„Œ‡…–‹˜‡ ‹• –‘ •Š‘™ Š‘™ †‹ˆˆ‡”‡–  ‘†‡Ž• …ƒ Š‡Ž’ ‹ –Š‡ •‡ƒ”…Š ˆ‘” ‡ˆˆ‹…‹‡– Ž‘‰‹•–‹…• •‘Ž—–‹‘• ˆ‘” †‹ˆˆ‡”‡– ’”‘†—…–• ™‹–Š †‹ˆˆ‡”‡– Ž‘‰‹•–‹…• …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…•Ǥ ‘” –Š‹• ‘„Œ‡…–‹˜‡ǡ –Š‡ •–”ƒ–‡‰‹‡• ƒ†‘’–‡† „› –Š”‡‡ …‘’ƒ‹‡• ƒ…–‹‰ ‹ †‹ˆˆ‡”‡– •‡‰‡–• –Šƒ– —•‡  ƒ”‡ ƒƒŽ›œ‡†ǡ ƒŽ‘‰ ™‹–Š ƒ ˆ‘—”–Š –Šƒ– ’”‡•‡–• ƒ …‘’ƒ› ™Š‹…Š †‘‡•ǯ– Šƒ˜‡ ƒ  „—– •–—†‹‡• –Š‡ ˜‹ƒ„‹Ž‹–› ‘ˆ ƒ†‘’–‹‰ ‘‡Ǥ Š‡ …‘’ƒ”ƒ–‹˜‡ ƒƒŽ›•‡• ƒŽŽ‘™‡† ˆ‘” –Š‡ …‘…Ž—•‹‘ –Šƒ– …Š‘‹…‡• ‘ˆ –›’‡ǡ Ž‘…ƒ–‹‘ ƒ† ‡…‡••ƒ”› ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ˆ‘” ƒ  ƒ”‡ •–”ƒ–‡‰‹… †‡…‹•‹‘• ˆ‘” …‘’ƒ‹‡• ƒ† –Š‡ ˆ‹”•– •–‡’‹–Š‡…Š‘‹…‡ˆ‘”‘—–„‘—†Ž‘‰‹•–‹…••–”ƒ–‡‰‹‡•‘ˆ–Š‡Ǥ ‡›™‘”†•ǣ†‹•–”‹„—–‹‘…‡–‡”•ǡ•–”ƒ–‡‰‹…†‡…‹•‹‘ǡ‘—–„‘—†Ž‘‰‹•–‹…•Ǥ

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ”•Ž‹ƒ͹Ͷ̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡”ƒ†‡•ǡ Ǥ Ǥǡ ƒŽƒ„ƒǡ Ǥ Ǥǡ ‘•–ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‹ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ’ƒ…–‘• †ƒ —–‹Ž‹œƒ­ ‘ †‡ …‡–”‘• †‡ †‹•–”‹„—‹­ ‘ ƒ Ž‘‰À•–‹…ƒ †‡ †‹•–”‹„—‹­ ‘†‡’”‘†—–‘•ƒ…ƒ„ƒ†‘•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’Ǥͳ͸͵ǦͳͺͳǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͺǤŠ–Ǥ

33


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 182-191 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

˜‘Ž—­ ‘†‘•–‡’‘•†ƒ•˜‹ƒ‰‡•†‘‘†‘–”‡ƒ ‡‰‹ ‘‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ†‡ ‘ƒ—Ž‘ ƒ”Ž‘•†—ƒ”†‘ƒ‹˜ƒƒ”†‘•‘ȗ ‘’ƒŠ‹ƒ†‡‰‡Šƒ”‹ƒ†‡”žˆ‡‰‘†‡ ‘ƒ—Ž‘ȋǦȌ ‡…‡„‹†‘‡͹Ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͿ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡•–‡ ‡•–—†‘ ˆ‘‹ ƒ˜ƒŽ‹ƒ” ƒ †‹•–”‹„—‹­ ‘ ‡ ƒ ‡˜‘Ž—­ ‘ –‡’‘”ƒŽ †ƒ• ˜‹ƒ‰‡• †‡ –”‡ ‡ †ƒ• ˜‹ƒ‰‡• ƒ ’± ȋ…ƒ‹Šƒ†ƒ• ‘ ‹À…‹‘ ‡ ‘ ˆ‹ƒŽ †ƒ• ˜‹ƒ‰‡• “—‡ —–‹Ž‹œƒ ‡•–‡ ‘†‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡Ȍ ƒ ‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ †‡  ‘ ƒ—Ž‘Ǥ ƒ”ƒ ƒ ƒžŽ‹•‡ •‡” ‘ —–‹Ž‹œƒ†‘• †ƒ†‘• †ƒ• ‡•“—‹•ƒ• ”‹‰‡Ȁ‡•–‹‘ ȋȌ †‘ ‡–”Ø †‡  ‘ ƒ—Ž‘ǡ ”‡ˆ‡”‡–‡• ƒ‘• ƒ‘• †‡ ͳͻͻ͹ǡ ʹͲͲʹ ‡ ʹͲͲ͹Ǥ  ”‡•—Ž–ƒ†‘ †‡•–ƒ ƒžŽ‹•‡ ‘• ’‡”‹–‹— …‘’”‡‡†‡” ‘ …”‡•…‹‡–‘ †ƒ• ˜‹ƒ‰‡• †‡ –”‡ǡ †‡ …‡”…ƒ †‡ ͹ͲΨ Ǧ ƒ‹‘” “—‡ ‘ …”‡•…‹‡–‘ †ƒ ’‘’—Žƒ­ ‘ †ƒ ‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒǡ †‡ ͳͷΨ ‡•–‡• ͳͲ ƒ‘• Ȃ ‡ǡ –ƒ„± ‘ ƒ—‡–‘ †‘ –‡’‘ ±†‹‘ †‡ ˜‹ƒ‰‡ †‡•–‡ ‘†‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡Ǥ —ƒ–‘ • …ƒ‹Šƒ†ƒ• †‡ ƒ…‡••‘ ƒ ‡•–‡ ‘†‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ǡ ˜‡”‹ˆ‹…‘—Ǧ•‡ “—‡ …‡”…ƒ †‡ ͷͲͲ ‹Ž –‹Šƒ –‡’‘ ƒ‹‘” ‘— ‹‰—ƒŽ ƒ ͳͷ ‹—–‘•Ǥ  †‹•–”‹„—‹­ ‘ ‡•’ƒ…‹ƒŽ †‡•–ƒ• …ƒ‹Šƒ†ƒ• ˆ‘‹ ƒƒŽ‹•ƒ†ƒ …‘•‹†‡”ƒ†‘Ǧ•‡ “—‡ ‡•–ƒ• ’‘†‡”‹ƒ •‡” –”ƒ•ˆ‘”ƒ†ƒ• ‡ ˜‹ƒ‰‡• †‡ „‹…‹…Ž‡–ƒ ƒ–”ƒ˜±• †‘ †‡•‡˜‘Ž˜‹‡–‘ †‡ ’‘ŽÀ–‹…ƒ• ’ï„Ž‹…ƒ• ’ƒ”ƒ ‡•–‡ ˆ‹Ǥ ‘’ƒ”‘—Ǧ•‡ –ƒ„± ‘ï‡”‘†‡…ƒ‹Šƒ†ƒ•’ƒ”ƒƒ•‡•–ƒ­Ù‡•†‡–”‡…‘‘ï‡”‘†‡˜ƒ‰ƒ•‘•„‹…‹…Ž‡–ž”‹‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”‡Ǣ˜‹ƒ‰‡•†‡„‹…‹…Ž‡–ƒǢ„‹…‹…Ž‡–ž”‹‘•Ǣ–‡’‘†‡˜‹ƒ‰‡Ǣ–‡’‘†‡…ƒ‹Šƒ†ƒǢ˜‹ƒ‰‡ƒ’±

„•–”ƒ…– Š‡ ƒ‹ ‘ˆ –Š‹• •–—†› ™ƒ• –‘ ‡˜ƒŽ—ƒ–‡ –Š‡ †‹•–”‹„—–‹‘ ƒ† –Š‡ ‡˜‘Ž—–‹‘ ‘ˆ –”ƒ‹ ƒ† ™ƒŽ‹‰ –‹‡ –”ƒ˜‡Ž• ȋ™ƒŽ• ‹ –Š‡ „‡‰‹‹‰ ƒ† ‹ –Š‡ ‡† ‘ˆ –”‹’• –‘ ƒ……‡•• –Š‹• ‘†‡ ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ȍ ‹ –Š‡ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ ‡‰‹‘ ‘ˆ  ‘ ƒ—Ž‘Ǥ ‘” –Š‡ ƒƒŽ›•‹• ‹– ™‹ŽŽ „‡ —•‡† –Š‡  ‘ ƒ—Ž‘ ‡–”‘ ”‹‰‹Ȁ‡•–‹ƒ–‹‘ ȋȌ ‡•‡ƒ”…Š ˆ‘” –Š‡ ›‡ƒ”• ‘ˆ ͳͻͻ͹ǡ ʹͲͲʹ ƒ† ʹͲͲ͹Ǥ Š‡ ”‡•—Ž– ‘ˆ –Š‹• ƒƒŽ›•‹• ‡ƒ„Ž‡† —• –‘ —†‡”•–ƒ† –Š‡ ‰”‘™–Š ‘ˆ –”ƒ‹ –”ƒ˜‡Ž Ǧ ƒ„‘—– ͹ͲΨ Žƒ”‰‡” –Šƒ –Š‡ ’‘’—Žƒ–‹‘ ‰”‘™–Š ‹ –Š‡ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒ ‡‰‹‘ǡ ƒ„‘—– ͳͷΨ ‹ –Š‡•‡ ͳͲ ›‡ƒ”• Ǧ ƒ† ƒŽ•‘ –Š‡ ‹…”‡ƒ•‹‰ ‘ˆ –Š‡ ƒ˜‡”ƒ‰‡ –”ƒ˜‡Ž –‹‡ ”‡Žƒ–‡† –‘ –Š‹• ‘†‡ ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǥ ‘…‡”‹‰ –‘ –Š‡ ™ƒŽ‹‰• ƒ†‡ –‘ ƒ……‡•• –Š‹• ‘†‡ ‘ˆ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǡ ‹– ™ƒ• ˆ‘—† –Šƒ– ƒ„‘—– ͷͲͲ –Š‘—•ƒ† Šƒ† –Š‡‹” –‹‡ ‰”‡ƒ–‡” –Šƒ ‘” ‡“—ƒŽ –‘ ͳͷ ‹—–‡•Ǥ Š‡ •’ƒ–‹ƒŽ †‹•–”‹„—–‹‘ ‘ˆ –Š‡•‡ Š‹‡• ™ƒ• ƒƒŽ›•‡† …‘•‹†‡”‹‰ –Š‡› …‘—Ž† „‡ –”ƒ•ˆ‘”‡† ‹–‘ „‹‡ –”‹’•ǡ –Š”‘—‰Š –Š‡ †‡˜‡Ž‘’‡– ‘ˆ ’—„Ž‹… ’‘Ž‹…‹‡• ˆ‘” –Š‹• ’—”’‘•‡ Ǥ ‡ ƒŽ•‘ …‘’ƒ”‡† –Š‡ —„‡” ‘ˆ ™ƒŽ‹‰• –‘ ƒ……‡•• –Š‡–”ƒ‹•–ƒ–‹‘•–‘–Š‡—„‡”‘ˆ˜ƒ…ƒ…‹‡•‹–Š‡„‹‡’ƒ”‹‰•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ–”ƒ‹Ǣ„‹‡–”‹’•Ǣ„‹‡’ƒ”‹‰•Ǣ–”ƒ˜‡Ž–‹‡•Ǣ™ƒŽ‹‰–‹‡•Ǣ™ƒŽ‹‰•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…’ƒ‹˜ƒ…ƒ”†‘•‘̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ”†‘•‘ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ˜‘Ž—­ ‘ †‘• –‡’‘• †ƒ• ˜‹ƒ‰‡• †‘ ‘†‘ –”‡ ƒ ‡‰‹ ‘ ‡–”‘’‘Ž‹–ƒƒ †‡  ‘ ƒ—Ž‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤͳͺʹǦͳͻͳǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;ͻǤŠ–Ǥ

34


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 192-209 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

’Ž‹…ƒ­ ‘†‡±–‘†‘—Ž–‹…”‹–±”‹‘‘’Žƒ‡Œƒ‡–‘†‡•‹•–‡ƒ †‡–”ƒ•’‘”–‡”ž’‹†‘†‡ƒ••ƒ ƒ”‹ƒ‹ƒ”Ž‹‹ǡ†‡”•‘‹„‡‹”‘‘””‡‹ƒȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒǡ •–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷ†‡ƒ”­‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͼ†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸ͽ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘  ’”‘Œ‡–‘ †‡ •‹•–‡ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ —”„ƒ‘ “—‡ Ž‡˜‡ ‡ …‘•‹†‡”ƒ­ ‘ ‘ …‘…‡‹–‘ †‡ ‘„‹Ž‹†ƒ†‡ •—•–‡–ž˜‡Ž ”‡“—‡” …‘’”‘‡–‹‡–‘• †‡ Ž‘‰‘ ’”ƒœ‘ ‡ ‰”ƒ†‡• ‹˜‡•–‹‡–‘• †‡ …ƒ’‹–ƒŽǤ  ’”‘„Ž‡ƒ ± “—‡ — „‘ –”ƒ­ƒ†‘ ‘— —ƒ „‘ƒ …‘ˆ‹‰—”ƒ­ ‘ †‡ ƒŽŠƒ  ‘ ± —ƒ ‡•…‘ŽŠƒ ׄ˜‹ƒǤ ‘ŽÀ–‹…‘•ǡ ‡‰‡Š‡‹”‘•ǡ —•—ž”‹‘•ǡ ƒ„‹‡–ƒŽ‹•–ƒ• ‡ ‘—–”‘• ‰”—’‘• †‡ ‹–‡”‡••‡ ‰‡”ƒŽ‡–‡ –² †‡•‡Œ‘• ‡ ‡š’‡…–ƒ–‹˜ƒ• †‹ˆ‡”‡–‡•Ǥ  ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ± ƒ —–‹Ž‹œƒ­ ‘ †‡ — ±–‘†‘ —Ž–‹…”‹–±”‹‘ ’ƒ”ƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ •‹•–‡ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ”ž’‹†‘ †‡ ƒ••ƒǤ  ’”‘’ו‹–‘ †‘ —•‘ ±–‘†‘ ‡ †ƒ Ž‹•–ƒ †‡ …”‹–±”‹‘•ǡ •‡Ž‡…‹‘ƒ†ƒ ƒ ’ƒ”–‹” †‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘• †‡ †‡•–ƒ“—‡ ƒ Ž‹–‡”ƒ–—”ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡•ǡ ± ƒ—š‹Ž‹ƒ” ƒ ‡•…‘ŽŠƒ †ƒ ‡ŽŠ‘” ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ’ƒ”ƒ — †ƒ†‘ •‹•–‡ƒ „—•…ƒ†‘ ƒ–‡†‡” ƒ‘• ‹–‡”‡••‡• †‘• †‹ˆ‡”‡–‡• ƒ‰‡–‡• ‡˜‘Ž˜‹†‘• ‘ ’”‘…‡••‘ǡ ƒŽ± †‡ ‰ƒ”ƒ–‹” ƒ •—•–‡–ƒ„‹Ž‹†ƒ†‡ ‡ Ž‘‰‘ ’”ƒœ‘Ǥ  ±–‘†‘‡ƒŽ‹•–ƒ†‡…”‹–±”‹‘••‡” ‘ƒ’Ž‹…ƒ†‘•‡—‡•–—†‘†‡…ƒ•‘‡—ƒ…‹†ƒ†‡†‡±†‹‘’‘”–‡„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡—”„ƒ‘Ǣ•‹•–‡ƒ•†‡–”ƒ•’‘”–‡”ž’‹†‘Ǣ’Žƒ‡Œƒ‡–‘—”„ƒ‘Ǣ–‡‘”‹ƒ—Ž–‹…”‹–±”‹‘†ƒ†‡…‹• ‘

„•–”ƒ…–  –”ƒ•’‘”– •›•–‡ ’”‘Œ‡…– –Šƒ– –ƒ‡• ‹–‘ …‘•‹†‡”ƒ–‹‘ –Š‡ •—•–ƒ‹ƒ„Ž‡ ‘„‹Ž‹–› …‘…‡’– ”‡“—‹”‡• Ž‘‰ –‡” ’Žƒ‹‰ ƒ† Žƒ”‰‡ ƒ‘—–• ‘ˆ …ƒ’‹–ƒŽǤ Š‡ ’”‘„Ž‡ ‹• –Šƒ– –Š‡ „‡•– …‘ˆ‹‰—”ƒ–‹‘ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ ‹• •‡Ž†‘ ƒ ‘„˜‹‘—• …Š‘‹…‡Ǥ ‘Ž‹–‹…‹ƒǡ ‡‰‹‡‡”•ǡ —•‡”•ǡ ‡˜‹”‘‡–ƒŽ‹•–• ƒ† ‘–Š‡” ‰”‘—’• ‘ˆ ‹–‡”‡•– ‘ˆ–‡ Šƒ˜‡ †‹ˆˆ‡”‡– ‡‡†• ƒ† ‡š’‡…–ƒ–‹‘•Ǥ Š‡ ƒ‹ ‰‘ƒŽ ‘ˆ –Š‹• ’ƒ’‡” ‹• –Š‡ ƒ’’Ž‹…ƒ–‹‘ ‘ˆ ƒ —Ž–‹…”‹–‡”‹ƒ ‡–Š‘† ‹ –Š‡ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ ”ƒ’‹† –”ƒ•‹– •›•–‡•Ǥ Š‡ ’—”’‘•‡ ‘ˆ –Š‡ —•‡ ‘ˆ –Š‡ ‡–Š‘† ƒ† –Š‡ …”‹–‡”‹ƒ Ž‹•–ǡ •‡Ž‡…–‡† ˆ”‘ ˜ƒ”‹‘—• ‹’‘”–ƒ– ’ƒ’‡”• ‹ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǡ ‹• –‘ Š‡Ž’ …Š‘‘•‡ –Š‡ „‡•– ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ ˆ‘” ƒ ‰‹˜‡ •›•–‡ –Šƒ– ™‹ŽŽ ‡‡– –Š‡ ‡‡†• ‘ˆ –Š‡ †‹ˆˆ‡”‡– ƒ‰‡–• ‹˜‘Ž˜‡† ‹ –Š‡ ’”‘…‡••ǡ ƒ• ™‡ŽŽ ƒ• –‘ ‡•—”‡ Ž‘‰ –‡” •—•–ƒ‹ƒ„‹Ž‹–›Ǥ Š‡ ‡–Š‘† ƒ†Ž‹•–‘ˆ…”‹–‡”‹ƒ™‹ŽŽ„‡ƒ’’Ž‹‡†‹ƒ…ƒ•‡•–—†›‘ƒ‡†‹—•‹œ‡”ƒœ‹Ž‹ƒ…‹–›Ǥ

‡›™‘”†•ǣ—”„ƒ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ”ƒ’‹†–”ƒ•‹–•›•–‡•Ǣ—”„ƒ’Žƒ‹‰Ǣ—Ž–‹…”‹–‡”‹ƒ†‡…‹•‹‘–Š‡‘”›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ…‘””‡‹ƒ̷‹–ƒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹ƒ”Ž‹‹ǡ Ǥ ‡ ‘””‡‹ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ’Ž‹…ƒ­ ‘ †‡ ±–‘†‘ —Ž–‹…”‹–±”‹‘ ‘ ’Žƒ‡Œƒ‡–‘ †‡ •‹•–‡ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ”ž’‹†‘ †‡ ƒ••ƒǤ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤͳͻʹǦʹͲͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶͺǤŠ–Ǥ

35


SB PT

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 210-228 Leituras & Ensaios

Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ƒ””‡†ƒ‡–‘†‡ƒ‡”‘ƒ˜‡•‘‡”…ƒ†‘„”ƒ•‹Ž‡‹”‘†‡ –”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘”‡‰—Žƒ” ž„‹‘†‡”•‘ƒ–‹•–ƒ†‘•ƒ–‘•ȗ ‡…”‡–ƒ”‹ƒ†‡˜‹ƒ­ ‘‹˜‹Ž ‡…‡„‹†‘‡ͷ͸†‡ƒ„”‹Ž†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͹Ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡ͷͽ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ƒ””‡†ƒ‡–‘ –‡ •‹†‘ …ƒ†ƒ ˜‡œ ƒ‹• —–‹Ž‹œƒ†‘ ’‡Žƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ• ’ƒ”ƒ ƒ ‘„–‡­ ‘ †‡ ƒ‡”‘ƒ˜‡•Ǥ Ž‡ ”‡’”‡•‡–ƒ —ƒ ’ƒ”…‡Žƒ •‹‰‹ˆ‹…ƒ–‹˜ƒ †‘• …—•–‘• †ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ•Ǥ ‘‘ǡ ‡ •—ƒ ‰”ƒ†‡ ƒ‹‘”‹ƒǡ ‘• …‘–”ƒ–‘• • ‘ ”‡ƒŽ‹œƒ†‘• …‘ ƒ””‡†ƒ†‘”ƒ• ‘ ‡š–‡”‹‘”ǡ ‘ …—•–‘ †‡ ƒ””‡†ƒ‡–‘ ‡•–ž „ƒ•–ƒ–‡ ƒ••‘…‹ƒ†‘ • ˆŽ—–—ƒ­Ù‡• †‘ …Ÿ„‹‘Ǥ ‘ ’”‡•‡–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ǡ ‘ …—•–‘ †‡ ƒ””‡†ƒ‡–‘ †‡ ƒ‡”‘ƒ˜‡• ’‘” ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ• „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ”‡‰—Žƒ” ˆ‘‹ ‘†‡Žƒ†‘ ‡ ˆ—­ ‘ǡ †‡–”‡ ‘—–”‘• ƒ•’‡…–‘•ǡ †ƒ –ƒšƒ †‡ …Ÿ„‹‘Ǥ ‘‘ …‘…Ž—• ‘ǡ †‡•–ƒ…ƒǦ•‡ ƒ ‡Žƒ•–‹…‹†ƒ†‡Ǧ…Ÿ„‹‘ †‘ …—•–‘ †‡ ƒ””‡†ƒ‡–‘ ‹‰—ƒŽ ƒ ͲǡʹͶΨǤ ‡••ƒ ƒ‡‹”ƒǡ ’‘†‡Ǧ•‡ ƒˆ‹”ƒ” “—‡ — ƒ—‡–‘ ’‡”…‡–—ƒŽ †ƒ –ƒšƒ †‡ …Ÿ„‹‘ ƒ…ƒ””‡–ƒ — ƒ—‡–‘ †‡ ͲǡʹͶΨ †‘ …—•–‘ †‡ ƒ””‡†ƒ‡–‘†ƒ•‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ””‡†ƒ‡–‘ǡ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘ǡ‡Žƒ•–‹…‹†ƒ†‡•

„•–”ƒ…– ‡ƒ•‹‰ Šƒ• „‡‡ ‹…”‡ƒ•‹‰Ž› —•‡† „› ƒ‹”Ž‹‡• –‘ ‘„–ƒ‹ ƒ‹”…”ƒˆ–•Ǥ – ”‡’”‡•‡–• ƒ •‹‰‹ˆ‹…ƒ– ’‘”–‹‘ ‘ˆ ƒ‹”Ž‹‡ǯ• …‘•–•Ǥ Š‡ Ž‡ƒ•‹‰ …‘•– ‹• •—„•–ƒ–‹ƒŽŽ› ƒ••‘…‹ƒ–‡† ™‹–Š ‡š…Šƒ‰‡ ”ƒ–‡ ˆŽ—…–—ƒ–‹‘• „‡…ƒ—•‡ ‘•– ‘ˆ …‘–”ƒ…–• ƒ”‡ ƒ†‡ ™‹–Š ˆ‘”‡‹‰ Ž‡ƒ•‹‰ …‘’ƒ‹‡•Ǥ  –Š‹• ™‘”ǡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”Ž‹‡•ǯ Ž‡ƒ•‹‰ …‘•– ™ƒ• ‘†‡Ž‡† ƒ……‘”†‹‰ –‘ǡ ƒ‘‰ ‘–Š‡” ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡•ǡ –Š‡ ‡š…Šƒ‰‡ ”ƒ–‡Ǥ • …‘…Ž—•‹‘ǡ ƒ Dz‡š…Šƒ‰‡ ”ƒ–‡Ǧ‡Žƒ•–‹…‹–›dz ‘ˆ Ž‡ƒ•‹‰ …‘•– ‡“—ƒŽ –‘ ͲǤʹͶΨ ™ƒ• ‡•–‹ƒ–‡†Ǥ Š—•ǡ ‹– …ƒ „‡ •ƒ‹† –Šƒ– ƒ ’‡”…‡–ƒ‰‡ ‹…”‡ƒ•‡‹–Š‡‡š…Šƒ‰‡”ƒ–‡‹’Ž‹‡•ƒ‹…”‡ƒ•‡‘ˆͲǤʹͶΨ‘ˆ–Š‡ƒ‹”Ž‹‡•ǯŽ‡ƒ•‹‰…‘•–Ǥ ‡›™‘”†•ǣŽ‡ƒ•‹‰Ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–Ǣ‡Žƒ•–‹…‹–‹‡•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣˆƒ„‹‘ƒ†‡”•‘ͺͷ̷›ƒŠ‘‘Ǥ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ–‘•ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  ƒ””‡†ƒ‡–‘ †‡ ƒ‡”‘ƒ˜‡• ‘ ‡”…ƒ†‘ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ”‡‰—Žƒ”Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤʹͳͲǦʹʹͺǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͷͽǤŠ–Ǥ

36


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 229-240 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡†ƒŽ‹–‡”ƒ–—”ƒ”‡…‡–‡†‘•‹’ƒ…–‘•†ƒ–ƒšƒ­ ‘†‡ ‡‹••Ù‡•‡–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘ ƒ—Ž‘‘‰±”‹‘‡”‡œ‹Ž˜ƒȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͻ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷ†‡ˆ‡˜‡”‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͸†‡ˆ‡˜‡”‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ”‡…‡–‡ ƒ”–‹‰‘ †‘• ƒ—–‘”‡• ƒ Ǥ ”—‡…‡” †‘ ‡’ƒ”–ƒ‡–‘ †‡ …‘‘‹ƒ †ƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ †ƒ ƒŽ‹ˆ×”‹ƒ ‡ †‡ ‹‰ Šƒ‰ †ƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ †ƒ ‘Ž—„‹ƒ ”‹–Ÿ‹…ƒ ‹–‹–—Žƒ†‘ Dz‹”Ž‹‡ ‹••‹‘ Šƒ”‰‡•ǣ ˆˆ‡…–• ‘ ‹”ˆƒ”‡•ǡ ‡”˜‹…‡ —ƒŽ‹–›ǡ ƒ† ‹”…”ƒˆ– ‡•‹‰dz ± †‹•…—–‹†‘ ‘• ’‘••À˜‡‹• ‹’ƒ…–‘• †‡ —ƒ …‘„”ƒ­ƒ –ƒ”‹ˆž”‹ƒ ’ƒ”ƒ ‡‹••Ù‡• †‡ ʹ ”‡ƒŽ‹œƒ†ƒ ƒ–”ƒ˜±• †‘ ƒ—‡–‘ †‘• ’”‡­‘• †‘ …‘„—•–À˜‡ŽǤ –”ƒ˜±• †‡••‡ ƒ—‡–‘ǡ ‘• ƒ—–‘”‡• ƒƒŽ‹•ƒ ƒ• …‘•‡“—²…‹ƒ• ‘• ’”‡­‘• †ƒ• –ƒ”‹ˆƒ• ƒ±”‡ƒ•ǡ “—ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡ •‡”˜‹­‘ ‡ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‡ ’”‘Œ‡–‘ †ƒ• ƒ‡”‘ƒ˜‡•Ǥ ƒ„± ± ƒƒŽ‹•ƒ†‘ ‘ ‹’ƒ…–‘ †‡••‡ ƒ—‡–‘ ƒ ‡•…‘ŽŠƒ ƒ‹• ƒ’”‘’”‹ƒ†ƒ †ƒ ”‡†‡ †‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ †‘• ‘’‡”ƒ†‘”‡•Ǥ ‘…Ž—‡ “—‡ ‡••ƒ –ƒ”‹ˆƒ †‡ ‡‹••Ù‡• ‹”ž ƒ—‡–ƒ” ‘ ’”‡­‘ †‘• „‹ŽŠ‡–‡• ƒ±”‡‘•ǡ ”‡†—œ‹”ž ƒ ‘ˆ‡”–ƒ †‡ ˜‘‘•ǡ ƒ—‡–ƒ”ž ƒ –ƒšƒ †‡ ‘…—’ƒ­ ‘ †ƒ• ƒ‡”‘ƒ˜‡•ǡ ƒ—‡–ƒ”ž ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ƒ “—‡‹ƒ †‡ …‘„—•–À˜‡Ž †ƒ• ƒ‡”‘ƒ˜‡• ‡  ‘ –‡”ž ‡ˆ‡‹–‘ ‘ –ƒƒŠ‘ †ƒ• ‡•ƒ•Ǥ —ƒ–‘ ƒ‘ –‹’‘ †‡ ‡•–”—–—”ƒ †‡ ”‡†‡ǡ …‘•–ƒ–ƒǦ•‡ “—‡ ƒ ‡•–”—–—”ƒ Š—„Ǧƒ†Ǧ •’‘‡ ȋ Ȍ —–‹Ž‹œƒǦ•‡ †‡ ƒ‡”‘ƒ˜‡• ƒ‹‘”‡•ǡ ƒ‹• ‡…‘Ø‹…ƒ• ‡ …‘ ƒ‹‘” ˆ”‡“—²…‹ƒ †‡ ˜‘‘ †‘ “—‡ ƒ ”‡†‡ ˆ—ŽŽ›Ǧ…‘‡…–‡† ȋ Ȍ ƒ• ‘‹†‡–‹ˆ‹…ƒ“—ƒŽƒ”‡†‡‹†‡ƒŽǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–ƒšƒ­ ‘†‡‡‹••Ù‡•†‡͸Ǣ‰ƒ•‡•†‘‡ˆ‡‹–‘‡•–—ˆƒǢ”‡†‡•†‡…‘’ƒŠ‹ƒ•ƒ±”‡ƒ•

„•–”ƒ…– Š‡ ”‡•‡ƒ”…Š‡”• ƒ Ǥ ”—‡…‡” ˆ”‘ ‡’ƒ”–‡– ‘ˆ …‘‘‹…•ǡ ‹˜‡”•‹–› ‘ˆ ƒŽ‹ˆ‘”‹ƒ ƒ† ‹‰ Šƒ‰ ˆ”‘ ‹˜‡”•‹–› ‘ˆ ”‹–‹•Š ‘Ž—„‹ƒ Šƒ˜‡ ’—„Ž‹•Š‡† ƒ ”‡…‡– ’ƒ’‡” ƒ„‘—– –Š‡ ƒ‹”Ž‹‡ ʹ ‡‹••‹‘• …Šƒ”‰‡• ‘ –Š‡ ‹…”‡ƒ•‡ ‹ –Š‡ ’”‹…‡ ‘ˆ ˆ—‡Ž ƒ† ‹–• ‡ˆˆ‡…–• ‘ ƒ‹”ˆƒ”‡•ǡ ƒ‹”Ž‹‡ •‡”˜‹…‡ “—ƒŽ‹–› ƒ† ƒ‹”…”ƒˆ– †‡•‹‰ ˆ‡ƒ–—”‡•Ǥ Š‡› ƒŽ•‘ ƒƒŽ›œ‡† –Š‡ ‹’ƒ…– ‘ˆ •—…Š ‹…”‡ƒ•‡ ‹ –Š‡ ’”‹…‡ ‘ˆ ˆ—‡Ž ‹ –Š‡ ‡–™‘” •–”—…–—”‡Ǥ Š‡‹” ”‡•—Ž–• •Š‘™ –Šƒ– ‡‹••‹‘ …Šƒ”‰‡• ™‹ŽŽ ”ƒ‹•‡ ˆƒ”‡•ǡ ”‡†—…‡ ˆŽ‹‰Š– ˆ”‡“—‡…›ǡ ‹…”‡ƒ•‡ Ž‘ƒ† ˆƒ…–‘”•ǡ ƒ† ”ƒ‹•‡ ƒ‹”…”ƒˆ– ˆ—‡Ž ‡ˆˆ‹…‹‡…›ǡ ™Š‹Ž‡ Šƒ˜‹‰ ‘ ‡ˆˆ‡…– ‘ ƒ‹”…”ƒˆ– •‹œ‡Ǥ ‡‰ƒ”†‹‰ –Š‡ ‡–™‘” •–”—…–—”‡ǡ –Š‡‹” …‘…Ž—•‹‘ ‹• Š—„Ǧƒ†Ǧ•’‘‡ ȋ Ȍ —•‡• Žƒ”‰‡” ƒ‹”…”ƒˆ–ǡ ‘”‡ ‡ˆˆ‹…‹‡– ƒ‹”…”ƒˆ– ˆ—‡Ž …‘•—’–‹‘ ƒ† ‘”‡ ˆŽ‹‰Š– ˆ”‡“—‡…› –Šƒˆ—ŽŽ›Ǧ…‘‡…–‡†ȋ Ȍ„—–†‘‘–‹†‡–‹ˆ›™Š‹…Š‹•–Š‡‹†‡ƒŽ‡–™‘”•–”—…–—”‡Ǥ ‡›™‘”†•ǣ͸‡‹••‹‘•…Šƒ”‰‡•Ǣ‰”‡‡Š‘—•‡‰ƒ•‡•Ǣƒ‹”Ž‹‡‡–™‘”•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ’”’‡”‡œ•‹Ž˜ƒ̷–‡””ƒǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹Ž˜ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ žŽ‹•‡ †ƒ Ž‹–‡”ƒ–—”ƒ ”‡…‡–‡ †‘• ‹’ƒ…–‘• †ƒ –ƒšƒ­ ‘ †‡ ‡‹••Ù‡• ‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤʹʹͻǦʹͶͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺͶǤŠ–Ǥ

37


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 241-255 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ƒ˜‹ƒ­ ‘…‹˜‹Ž„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ‘†‡„ƒ–‡ •‘„”‡ƒ—†ƒ­ƒ†‘…Ž‹ƒ ‘”‰‡Ǥ‹Ž˜‡‹”ƒȗǡƒˆƒ‡Žƒ–‡”ƒǡ ƒ‹‡Ž‹…‘Žƒ–‘ǡ—‹œ”‡––ƒ•ǡ ƒ„‹‘ƒ‰ƒŽŠ ‡•ǡŽ‡šƒ†”‡ ‹Ž‹œ‘Žƒ ‰²…‹ƒƒ…‹‘ƒŽ†‡˜‹ƒ­ ‘‹˜‹Ž ‡…‡„‹†‘‡ͽ†‡ƒ„”‹Ž†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡ͷ͹†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ • ‡–ƒ• †ƒ ”‰ƒ‹œƒ­ ‘ †‡ ˜‹ƒ­ ‘ ‹˜‹Ž –‡”ƒ…‹‘ƒŽ ȋ Ȍ ’ƒ”ƒ ƒ ‹–‹‰ƒ­ ‘ †‘• ‡ˆ‡‹–‘• ƒ†˜‡”•‘• †ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘ …‹˜‹Ž ‹–‡”ƒ…‹‘ƒŽ ƒ –”ƒ•‹­ ‘ …Ž‹ž–‹…ƒ • ‘ ƒ’”‡•‡–ƒ†ƒ• ‡ †‹•…—–‹†ƒ•ǡ ‘ …‘–‡š–‘ †ƒ• ‡‰‘…‹ƒ­Ù‡• †ƒ ‘˜‡­ ‘ —ƒ†”‘ †ƒ• ƒ­Ù‡• ‹†ƒ• ’ƒ”ƒ ƒ —†ƒ­ƒ †‘ Ž‹ƒ ȋ ȌǤ  ‘ ƒ’”‡•‡–ƒ†‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• †‘ ˜‡–ž”‹‘ ƒ…‹‘ƒŽ †ƒ• ‹••Ù‡• †‡ ƒ•‡• †‡ˆ‡‹–‘•–—ˆƒ†ƒ˜‹ƒ­ ‘‹˜‹Ž„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǡ“—‡‘•–”ƒ“—‡ƒ•‡‹••Ù‡•†‡ʹ–²…”‡•…‹†‘ǡƒ…‘’ƒŠƒ†‘‘…‘’‘”–ƒ‡–‘ †‘ –”žˆ‡‰‘Ǥ ‘” ‘—–”‘ Žƒ†‘ǡ ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‡‡”‰±–‹…ƒ ȋˆ—‡Ž ‡ˆˆ‹…‹‡…›Ȍǡ ‡†‹†ƒ ’‡Ž‘ …‘•—‘ †‡ …‘„—•–À˜‡Ž ’‘” –‘‡Žƒ†ƒǦ ‡“—‹˜ƒŽ‡–‡ ƒ—‡–‘—ǡ •‡ ‘ “—‡ ƒ “—ƒ–‹†ƒ†‡ ʹ ‡‹–‹†ƒ •‡”‹ƒ ƒ‹†ƒ ƒ‹‘”Ǥ …”‡‡–‘• ƒ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ ±†‹ƒ ‡ ƒ ’‘—…ƒ ‹†ƒ†‡ †ƒ• ƒ‡”‘ƒ˜‡• …‘–”‹„—À”ƒ ’ƒ”ƒ ƒ ‡ŽŠ‘”ƒ ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ †ƒ ‘••ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘Ǥ ‹ƒŽ‡–‡ǡ †‹•…—–‡Ǧ•‡ ‘• ƒ•’‡…–‘• ƒ„‹‡–ƒ‹•†ƒ‘ŽÀ–‹…ƒƒ…‹‘ƒŽ†‡˜‹ƒ­ ‘‹˜‹Ž˜‹•ǦǦ˜‹•‘•‘„Œ‡–‹˜‘•†ƒ ‡•–ƒž”‡ƒǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ˜‹ƒ­ ‘Ǣ‡‹‘ƒ„‹‡–‡Ǣ‡‹••Ù‡•†‡‰ƒ•‡•†‡‡ˆ‡‹–‘‡•–—ˆƒǢ—†ƒ­ƒ†‘…Ž‹ƒ

„•–”ƒ…– Š‡ ‹‹–‹ƒ–‹˜‡• ‘ˆ –Š‡ –‡”ƒ–‹‘ƒŽ ‹˜‹Ž ˜‹ƒ–‹‘ ”‰ƒ‹œƒ–‹‘ ȋ Ȍ ”‡‰ƒ”†‹‰ –Š‡ ‹–‹‰ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ƒ†˜‡”•‡ ‡ˆˆ‡…–• ‘ˆ ƒ˜‹ƒ–‹‘ ‘ …Ž‹ƒ–‡ …Šƒ‰‡ ƒ”‡ ”‡˜‹‡™‡† ‹ –Š‡ …‘–‡š– ‘ˆ –Š‡ ‡‰‘–‹ƒ–‹‘• ‘ –Š‡ ‹–‡† ƒ–‹‘• ”ƒ‡™‘” ‘˜‡–‹‘ ‘ Ž‹ƒ–‡ Šƒ‰‡ ȋ ȌǤ ‘‡ ”‡•—Ž–• ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ–‹‘ƒŽ ˜‡–‘”› ‘ˆ ”‡‡Š‘—•‡ ƒ•‡• ȋ Ȍ ˆ‘” ˜‹ƒ–‹‘ ƒ”‡ ’”‡•‡–‡† ƒ† †‹•…—••‡†Ǥ Š‡ †ƒ–ƒ •Š‘™ –Šƒ– –Š‡ ʹ ‡‹••‹‘• „› –Š‡ ƒ˜‹ƒ–‹‘ •‡…–‘” ‹ ”ƒœ‹Ž Šƒ˜‡ ‹…”‡ƒ•‡† ‘˜‡” –Š‡ ’‡”‹‘† ˆ‘…—•‡† ˆ‘ŽŽ‘™‹‰ –Š‡ ‹…”‡ƒ•‡ ‘„•‡”˜‡† ‹ –”ƒˆˆ‹…Ǥ ƒ–ƒ ƒŽ•‘ •Š‘™ ‰ƒ‹• ‹ ˆ—‡Ž ‡ˆˆ‹…‹‡…›ǡ †‡ˆ‹‡† ƒ• –Š‡ ”ƒ–‹‘ „‡–™‡‡ ˆ—‡Ž …‘•—’–‹‘ ƒ† –Š‡ ƒ‘—– ‘ˆ –‘‡•Ǧ ‡“—‹˜ƒŽ‡–ǡ ™Š‹…Š •—‰‰‡•– –Šƒ– ™‹–Š‘—– •—…Š ‹’”‘˜‡‡–ǡ –Š‡ ‡‹••‹‘• ‘ˆ ‰ƒ•‡• ™‘—Ž† „‡ ‡˜‡ ‰”‡ƒ–‡”Ǥ ‡…‡– ‹…”‡ƒ•‡• ‹ –Š‡ ƒ˜‡”ƒ‰‡ …ƒ’ƒ…‹–› ƒ† –Š‡ Ž‘™ ƒ‰‡ ‘ˆ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”…”ƒˆ– ˆŽ‡‡– …‘–”‹„—–‡† –‘ –Š‡ ‘„•‡”˜‡† ‹’”‘˜‡‡– ‘ˆ –Š‡ ‡˜‹”‘‡–ƒŽ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ‘ˆ ƒ˜‹ƒ–‹‘ •‡…–‘” ‹ ”ƒœ‹ŽǤ ‹ƒŽŽ› –Š‡ ‡˜‹”‘‡–ƒŽ ƒ•’‡…–• ‘ˆ –Š‡ ”‡…‡–Ž›ƒ†‘’–‡†”ƒœ‹Ž‹ƒƒ–‹‘ƒŽ‘Ž‹…›‘ˆ‹˜‹Ž˜‹ƒ–‹‘˜‹•ǦǦ˜‹•–Š‡‡˜‹”‘‡–ƒŽ‘„Œ‡…–‹˜‡•‘ˆ ƒ”‡ƒŽ•‘”‡Ǧ˜‹‡™‡†Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ˜‹ƒ–‹‘Ǣ‡˜‹”‘‡–Ǣ‰”‡‡Š‘—•‡‰ƒ•‡•‡‹••‹‘•Ǣ…Ž‹ƒ–‡…Šƒ‰‡

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ ‘”‰‡Ǥ‹Ž˜‡‹”ƒ̷ƒƒ…Ǥ‰‘˜Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹Ž˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥǡ ƒ–‡”ƒǡ Ǥǡ ‹…‘Žƒ–‘ǡ Ǥǡ ”‡––ƒ•ǡ Ǥ ƒ‰ƒŽŠ ‡•ǡ Ǥ ‡ ‹Ž‹œ‘Žƒǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ  ƒ˜‹ƒ­ ‘ …‹˜‹Ž „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ ‘ †‡„ƒ–‡ •‘„”‡ ƒ —†ƒ­ƒ†‘…Ž‹ƒǤ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’ǤʹͶͳǦʹͷͷǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶ͸ǤŠ–Ǥ

38


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 3, pp. 256-280 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‡”…ƒ†‘‘±•–‹…‘†‡ƒ”‰ƒ±”‡ƒǣ žŽ‹•‡‡•…”‹–‹˜ƒ‡…‘‘±–”‹…ƒ†‘‡–‘” ƒˆƒ‡Ž ”ƒ‰ƒȗ

‘ˆ–™ƒ”‡ ‡…‡„‹†‘‡ͷͽ†‡ˆ‡˜‡”‡‹”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸͸†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡ͷͶ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ƒ’”‡•‡–ƒ —ƒ ƒžŽ‹•‡ ‡…‘‘±–”‹…ƒ •‹’Ž‹ˆ‹…ƒ†ƒ †‘ •‡–‘” †‘±•–‹…‘ †‡ …ƒ”‰ƒ ƒ±”‡ƒ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘ ‡–”‡ ‘• ƒ‘• †‡ ͳͻͻ͹ ‡ ʹͲͲͳǡ ‹‹…‹ƒ†‘ …‘ —ƒ „”‡˜‡ …ƒ”ƒ…–‡”‹œƒ­ ‘ ƒ–—ƒŽ †‘ •‡–‘”ǡ ‘†‡ ± ’‘••À˜‡Ž …‘’”‡‡†‡” …‘‘ –ƒŽ ‹…Š‘ …‘’‘”–‘—Ǧ•‡ ƒ’ו ‘ ’‡”À‘†‘ ƒƒŽ‹•ƒ†‘Ǥ ‡•–ƒ ˆ‘”ƒǡ ƒ‘ …‘‡…–ƒ” –ƒ‹• ‹ˆ‘”ƒ­Ù‡•ǡ ‘ –‡š–‘ ’‘••‹„‹Ž‹–ƒ ƒ‘ Ž‡‹–‘” ”‡ƒŽ‹œƒ” ‹ˆ‡”²…‹ƒ• •‘„”‡ ’‘••À˜‡‹• ‘–‹˜‘• “—‡ Ž‡˜ƒ”ƒ ƒ ‘”‹‰‡ †‡ –ƒŽ ”‡ƒŽ‹†ƒ†‡ ‡š‹•–‡–‡Ǥ ‘••‹„‹Ž‹–ƒǡ ƒ••‹ǡ ‹†‡ƒŽ‹œƒ” ’‘••À˜‡‹• ”—‘• †‘ •‡‰‡–‘ ‘ ˆ—–—”‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…ƒ”‰ƒƒ±”‡ƒǢ•‡–‘”†‘±•–‹…‘Ǣ†‡ƒ†ƒǢ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ’”‡•‡–• ƒ ‡…‘‘‡–”‹… ƒƒŽ›•‹• ƒ„‘—– –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ †‘‡•–‹… ƒ‹” …ƒ”‰‘ ƒ”‡– ˆ”‘ ͳͻͻ͹ –‘ ʹͲͲͳǡ •–ƒ”–‹‰ „› ƒ •Š‘”– †‡•…”‹’–‹‘ ‘ˆ –Š‡ …—””‡– •‡…–‘” ‹ ‘”†‡” ’”‘˜‹†‡ –Š‡ •‡…–‘” ˆ‡ƒ–—”‡• ƒˆ–‡”™ƒ”† –Š‡ ƒƒŽ›œ‡† ’‡”‹‘†Ǥ Š—•ǡ –Š”‘—‰Š …‘‡…–‹‰ •—…Š ‹ˆ‘”ƒ–‹‘ǡ –Š‡ –‡š– …ƒ ƒŽŽ‘™• –Š‡ ”‡ƒ†‡” –‘ ƒ‡ ‹ˆ‡”‡…‡• ƒ„‘—– ’‘–‡–‹ƒŽ ”‡ƒ•‘• ˆ‘” •—…Š …—””‡– ƒ”‡–‹‰ˆ‡ƒ–—”‡•ǡƒ†ƒŽ•‘ƒŽŽ‘™‹‰•‘‡’”‡†‹…–‹˜‡‹–‡”’”‡–ƒ–‹‘ƒ„‘—––Š‡ˆ—–—”‡‘ˆ–Š‡•‡…–‘”Ǥ

‡›™‘”†•ǣƒ‹”…ƒ”‰‘Ǣ†‘‡•–‹…•‡…–‘”Ǣ†‡ƒ†Ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ”ƒˆ”ƒ‰ƒ̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ”ƒ‰ƒǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‡”…ƒ†‘ ‘±•–‹…‘ †‡ ƒ”‰ƒ ±”‡ƒǣ žŽ‹•‡ ‡•…”‹–‹˜ƒ ‡ …‘‘±–”‹…ƒ †‘ ‡–‘”Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤ͵ǡ’’Ǥʹͷ͸ǦʹͺͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͶͷǤŠ–Ǥ

39


Guia RELIT 2011 Acervo das Pesquisas em Transportes Vol. 5, n. 4 (2011) Diretório de Pesquisas Tarifas máxima e mínima para as concessões de transporte: um estudo estatístico Carlos Henrique Rocha, Reinaldo Crispiniano Garcia 41 Estimativa da demanda de carga captável pela estrada de ferro Norte-Sul José Eduardo Holler Branco, José Vicente Caixeta Filho 42 Uma análise da importância da regulação econômica do transporte aquaviário de passageiros na Amazônia Floriano Carlos Martins Pires Jr., Luiz Felipe Assis 43 Atributos de Paralisação como Indicador de Produtividade da Operação Portuária de Cabotagem em Manaus Jose Teixeira de Araujo Neto Santos, Poliana Cardoso, Márcia Helena Veleda Moita 44 Aplicação de análise envoltória de dados (DEA) para medir eficiência em portos brasileiros Cristina M. M. Acosta, Ana Maria V. A. da Silva, Milton Luiz Paiva de Lima 45 Ainda há diferença no serviço de bordo entre empresas aéreas brasileiras? João Luiz de Castro Fortes 46 Aplicação de uma proposta de medida de centralidade para avaliação de malha aérea de uma empresa do setor de transporte aéreo brasileiro Nissia C. R. Bergiante, João Carlos C. B. Soares de Mello, Mariana V. R. Nunes, Fernanda F. Paschoalino 47

Leituras & Ensaios Short haul rail freight services Marin Marinov, Philip Mortimer, Tom Zunder, Dewan M. Z. Islam 48 Análise de sistema de cobrança de passagem em transporte público urbano através de leitor digital biométrico Josimary G. T. Gonçalves, Marcos R. Savastano, Maria S. Santiago, Luiz A. Tozi 49 Transporte aéreo regional: entre economias de densidade e custos de transação Humberto Filipe de Andrade Januário Bettini, Alessandro V. M. Oliveira 50 Políticas públicas para a melhoria da competitividade da aviação regional brasileira Frederico Araujo Turolla, Maria Fernanda F. Lima, Thelma Harumi Ohira 51 Escolha do tamanho da aeronave pelas empresas aéreas Ricardo Gramulha 52 Estrutura de capital de empresas aéreas Heloisa Márcia Pires, Márcio Pereira Sousa 53 Análise da legislação sobre o transporte de produtos perigosos Ely Emerson Santos da Costa, Paulo Cezar Martins Ribeiro 54


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 4-16 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ƒ”‹ˆƒ•žš‹ƒ‡À‹ƒ’ƒ”ƒƒ•…‘…‡••Ù‡•†‡–”ƒ•’‘”–‡ǣ —‡•–—†‘‡•–ƒ–À•–‹…‘ ƒ”Ž‘• ‡”‹“—‡‘…Šƒǡ‡‹ƒŽ†‘”‹•’‹‹ƒ‘ ƒ”…‹ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡”ƒ•ÀŽ‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͽ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ ‡•–‡ ƒ”–‹‰‘ †‡‘•–”ƒǦ•‡ “—‡ ƒ –ƒ”‹ˆƒ †‡ •‡”˜‹­‘• ’ï„Ž‹…‘• …‘…‡†‹†‘• ’‘†‡ •‡” ‘„–‹†ƒ ‡†‘‰‡ƒ‡–‡ ƒ ’ƒ”–‹” †‘ ±–‘†‘ †‡ ”‡‰—Žƒ­ ‘ ’‡Žƒ –ƒšƒ †‡ ”‡–‘”‘Ǥ  ’ƒ”–‹…—Žƒ”ǡ ‡•–ƒ ’‡•“—‹•ƒ ƒ˜ƒ­ƒ ‘ –”ƒ„ƒŽŠ‘ †‡ ‘…Šƒǡ ƒ˜ƒŽ…ƒ–‡ ‡ Ž‹˜‡‹”ƒ ȋʹͲͲͻȌ “—‡ ’”‘’—•‡”ƒ — …”‹–±”‹‘ ’ƒ”ƒ †‡–‡”‹ƒ” ƒ –ƒ”‹ˆƒ À‹ƒ ‡ ƒ –ƒ”‹ˆƒ žš‹ƒ ˆƒ…–À˜‡‹• †‡ •‡”‡ …‘„”ƒ†ƒ• †‘• —•—ž”‹‘• ‡ǡ ƒ •‡”‡ ’—„Ž‹…ƒ†ƒ• ‘• ‡†‹–ƒ‹• †‡ Ž‹…‹–ƒ­ ‘ †‡ …‘…‡••Ù‡• †‘ –”ƒ•’‘”–‡Ǥ ‘”–ƒ–‘ǡ ‘ ˜ƒŽ‘” †ƒ –ƒ”‹ˆƒǦŽƒ…‡ †‘• Ž‹…‹–ƒ–‡• †‡˜‡ •‡ •‹–—ƒ” ‡–”‡ ‘ ˜ƒŽ‘” À‹‘ ‡ žš‹‘ǡ ‹…Ž—•‹˜‡ ‘• ‡š–”‡‘•Ǥ  ‘†‡Ž‘ ƒ’׋ƒǦ•‡ ‘ ±–‘†‘ †‡ ”‡‰—Žƒ­ ‘ ’‡Žƒ –ƒšƒ †‡ ”‡–‘”‘ ‡ǡ ’ƒ”ƒ ‡•–ƒ„‡Ž‡…‡” ƒ –ƒ”‹ˆƒ À‹ƒ ”‡…‘””‡Ǧ•‡ ƒ‘ …Šƒƒ†‘ …‘…‡‹–‘ †‡ …‡”–‡œƒ ‡“—‹˜ƒŽ‡–‡Ǥ ‘ ”ƒ•‹Žǡ ƒ• ƒ‰²…‹ƒ• ”‡‰—Žƒ†‘”ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ •‡ ˜ƒŽ‡ †‡•–‡ ±–‘†‘ ’ƒ”ƒ ”‡‰—Žƒ” ‡ –‡”‘• ‡…‘Ø‹…‘•Ǥ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ƒ˜ƒ­ƒ ‘ …”‹–±”‹‘ †‡•…”‹–‘ ƒ••—‹†‘ “—‡ ƒ• ˜ƒ”‹ž˜‡‹• ȋ†‡ƒ†ƒ ‡ …—•–‘•Ȍ ‡…‡••ž”‹ƒ• ’ƒ”ƒ †‡–‡”‹ƒ” ƒ –ƒ”‹ˆƒ À‹ƒ ‡ žš‹ƒ †‘• •‡”˜‹­‘• ’ï„Ž‹…‘• …‘…‡†‹†‘• ’‘••—‡ ’”‘’”‹‡†ƒ†‡• ‡•–‘…ž•–‹…ƒ•Ǥ ƒ”ƒ †‡‘•–”ƒ” ƒ •—ƒ ƒ’Ž‹…ƒ„‹Ž‹†ƒ†‡ǡ ‘ ‘†‡Ž‘ ’”‘’‘•–‘ ± ‹’Ž‡‡–ƒ†‘ ’ƒ”ƒ ƒ …‘…‡•• ‘ †‡ —ƒ Ž‹Šƒ†‡ؐ‹„—•‹–‡”Ǧ‡•–ƒ†—ƒŽǡ‘†‡•‡‘„–±‘•˜ƒŽ‘”‡•†ƒ•–ƒ”‹ˆƒ•À‹ƒ‡žš‹ƒ‡ǡ”‡ƒŽ‹œƒǦ•‡—ƒƒžŽ‹•‡†‡•‡•‹„‹Ž‹†ƒ†‡Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…‘…‡•• ‘Ǣ–ƒ”‹ˆƒžš‹ƒǢ–ƒ”‹ˆƒÀ‹ƒǢ–”ƒ•’‘”–‡Ǣ•‹—Žƒ­ ‘

„•–”ƒ…–

 –Š‹• ’ƒ’‡” ‹– ‹• ƒ”‰—‡† –Šƒ– Ž‡ƒ•‡† ’—„Ž‹… •‡”˜‹…‡• ’”‹…‡• …ƒ „‡ …ƒŽ…—Žƒ–‡† ‡†‘‰‡‘—•Ž› ˆ”‘ –Š‡ ”ƒ–‡ ‘ˆ ”‡–—” ”‡‰—Žƒ–‹‘ ‘†‡ŽǤ  ’ƒ”–‹…—Žƒ”ǡ –Š‹• ”‡•‡ƒ”…Š ‡š–‡†• –Š‡ ™‘” „› ‘…Šƒǡ ƒ˜ƒŽ…ƒ–‡ ƒ† Ž‹˜‡‹”ƒ ȋʹͲͲͻȌ ™Š‡”‡ ƒ ‡–Š‘† –‘ ’”‹…‡ ‹‹— ƒ† ƒš‹— Ž‡ƒ•‡† ˆƒ”‡• –‘ „‡ …Šƒ”‰‡† ˆ”‘ –Š‡ —•‡”• ™ƒ• ’”‡•‡–‡†Ǥ ‘”‡‘˜‡”ǡ –Š‡•‡ ˆƒ”‡• —•– „‡ ’—„Ž‹•Š‡† ‘ –Š‡ ’—„Ž‹… †‘…—‡– „‹††‹‰Ǥ Š‡”‡ˆ‘”‡ǡ –Š‡ ˜ƒŽ—‡ ‘ˆ –Š‡ Ž‡ƒ•‡† –ƒ”‹ˆˆ —•– „‡ „‡–™‡‡ –Š‡ ‹‹— ƒ† –Š‡ ƒš‹— ‘‡•ǡ ‹…Ž—†‹‰ –Š‡ ‡š–”‡‡ ˜ƒŽ—‡•Ǥ Š‡ ‘†‡Ž ‹• ‰”‘—†‡† —’‘ –Š‡ ”ƒ–‡ ‘ˆ ”‡–—” ”‡‰—Žƒ–‹‘ ‡–Š‘† ƒ†ǡ –‘ ‡•–ƒ„Ž‹•Š –Š‡ ‹‹— –ƒ”‹ˆˆǡ ‹– ‹• ”‡•‘”–‡† –‘ –Š‡ •‘Ǧ…ƒŽŽ‡† …‡”–ƒ‹–› ‡“—‹˜ƒŽ‡– …‘…‡’–Ǥ Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ –”ƒ•’‘”– ”‡‰—Žƒ–‘”› ƒ‰‡…‹‡• ƒ’’Ž› •—…Š ‡–Š‘† ‘ˆ ”‡‰—Žƒ–‹‘Ǥ Š‹• ’ƒ’‡” ƒ†˜ƒ…‡• –Š‡ †‡•…”‹„‡† ‡–Š‘† ƒ••—‹‰ –Šƒ– –Š‡ ‡‡†‡† ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• ȋ†‡ƒ† ƒ† …‘•–•Ȍ —•‡† –‘ †‡–‡”‹‡ –Š‡ ‹‹— ƒ† –Š‡ ƒš‹— –ƒ”‹ˆˆ• ‘ˆ –Š‡ Ž‡ƒ•‡† ’—„Ž‹… •‡”˜‹…‡• Šƒ˜‡ •–‘…Šƒ•–‹… ’”‘’‡”–‹‡•Ǥ ‘ •Š‘™ ‹–• ˆ‡ƒ•‹„‹Ž‹–›ǡ –Š‡ ’”‘’‘•‡† ‘†‡Ž ‹• ‹’Ž‡‡–‡† –‘ –Š‡ Ž‡ƒ•‹‰ ‘ˆ ƒ ‹–‡”Ǧ•–ƒ–‡ „—• •‡”˜‹…‡ǡ ™Š‡”‡ –Š‡ ˜ƒŽ—‡• ‘ˆ –Š‡ ‹‹— ƒ† ƒš‹— –ƒ”‹ˆˆ•ƒ”‡‘„–ƒ‹‡†ǡ„‡•‹†‡•ƒ‹‰ƒ•‡•‹–‹˜‹–›ƒƒŽ›•‹••–—†›Ǥ ‡›™‘”†•ǣ–”ƒ•’‘”–…‘…‡••‹‘Ǣƒš‹—–ƒ”‹ˆˆǢ‹‹—–ƒ”‹ˆˆǢ•‹—Žƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ”…‰ƒ”̷›ƒŠ‘‘Ǥ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘…Šƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ƒ”…‹ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ƒ”‹ˆƒ• žš‹ƒ ‡ À‹ƒ ’ƒ”ƒ ƒ• …‘…‡••Ù‡• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ǣ — ‡•–—†‘ ‡•–ƒ–À•–‹…‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͶǦͳ͸Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿͻǤŠ–Ǥ

41


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 17-50 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–‹ƒ–‹˜ƒ†ƒ†‡ƒ†ƒ†‡…ƒ”‰ƒ…ƒ’–ž˜‡Ž ’‡Žƒ‡•–”ƒ†ƒ†‡ˆ‡””‘‘”–‡Ǧ—Ž ‘•±†—ƒ”†‘ ‘ŽŽ‡””ƒ…‘ǡ ‘•±‹…‡–‡ƒ‹š‡–ƒ ‹ŽŠ‘ȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡†‡ ‘ƒ—Ž‘ ‡…‡„‹†‘‡͸͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ –‡˜‡ …‘‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ ’”‹…‹’ƒŽ ƒ ‡•–‹ƒ–‹˜ƒ †‡ †‡ƒ†ƒ †‡ …ƒ”‰ƒ …ƒ’–ž˜‡Ž ’‡Žƒ •–”ƒ†ƒ †‡ ‡””‘ ‘”–‡Ǧ—ŽǤ ”‘’Ø•Ǧ •‡ ‘ —•‘ †‡ — ‘†‡Ž‘ †‡ Ž—š‘ †‡ —•–‘ À‹‘ —Ž–‹’”‘†—–‘ ’ƒ”ƒ ƒ “—ƒ–‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †ƒ …ƒ”‰ƒ …ƒ’–ž˜‡Ž ’‡Žƒ ˆ‡””‘˜‹ƒǤ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‹†‹…ƒ”ƒ ˆŽ—š‘• “—‡ •‘ƒ ƒ’”‘š‹ƒ†ƒ‡–‡ ͳǡʹ ‹ŽŠ ‘ †‡ –‘‡Žƒ†ƒ• †‡ …ƒ”‰ƒ• …‘ ’‘–‡…‹ƒŽ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’‡Žƒ ˆ‡””‘˜‹ƒǡ …‘•‹†‡”ƒ†‘ ‘ –”‡…Š‘ “—‡ •‡ ‡…‘–”ƒ ƒ–—ƒŽ‡–‡ ‡ ‘’‡”ƒ­ ‘ǡ “—‡ Ž‹‰ƒ •–”‡‹–‘ ȋȌ ƒ–±  ‘ —À• ȋȌǤ  ƒžŽ‹•‡ †‘• ”‡•—Ž–ƒ†‘• ƒ—š‹Ž‹‘— ƒ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ­ ‘ †‘• ’”‹…‹’ƒ‹• …‡–”׋†‡• ‰‡”ƒ†‘”‡• †‡ …ƒ”‰ƒ ’ƒ”ƒ ƒ ˆ‡””‘˜‹ƒǡ ‘• ’‘–‘• †‡ –”ƒ•„‘”†‘ ƒ‹• ”‡’”‡•‡–ƒ–‹˜‘•‡‘•’”‹…‹’ƒ‹•’”‘†—–‘•…‘’‘–‡…‹ƒŽ†‡‘˜‹‡–ƒ­ ‘‘–”‡…Š‘ˆ‡””‘˜‹ž”‹‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ‡…‘‘‹ƒ†‘•–”ƒ•’‘”–‡•Ǣˆ‡””‘˜‹ƒ•Ǣ’”‘‰”ƒƒ­ ‘Ž‹‡ƒ”ǢŽ‘‰À•–‹…ƒǢ†‡ƒ†ƒ†‡…ƒ”‰ƒ

„•–”ƒ…– Š‡ ƒ‹ ‰‘ƒŽ ‘ˆ –Š‹• ’ƒ’‡” ™ƒ• –‘ ’”‘’‘•‡ ƒ ‘†‡Ž –‘ ‡•–‹ƒ–‡ –Š‡ ˆ”‡‹‰Š– †‡ƒ† ˆ‘” ”ƒœ‹Žǯ• ‘”–ŠǦ‘—–Š ƒ‹Ž™ƒ›Ǥ Š‡ ‡˜ƒŽ—ƒ–‹‘ ‘ˆ –Š‡ ƒ‘—– ‘ˆ …ƒ”‰‘ –Šƒ– …‘—Ž† „‡ ƒ––”ƒ…–‡† „› –Š‡ ”ƒ‹Ž™ƒ› ™ƒ• †‘‡ –Š”‘—‰Š –Š‡ —•‡ ‘ˆ ƒ —Ž–‹…‘‘†‹–› ‹‹— ‘•– Ž‘™ ‘†‡ŽǤ —”‹‰ ʹͲͲͷǡ –Š‡ ”‡•—Ž–• •Š‘™‡† ƒ –‘–ƒŽ ‘ˆ ͳǤʹ ‹ŽŽ‹‘ –‘• ‘ˆ ‹–‡”Ǧ”‡‰‹‘ƒŽ •‘›„‡ƒ ˆŽ‘™• –Šƒ– Šƒ˜‡ ’‘–‡–‹ƒŽ –‘ „‡ ‘˜‡† –Š”‘—‰Š –Š‹• ”ƒ‹Ž Ž‹‡ „‡–™‡‡ •–”‡‹–‘ ȋȌ ƒ†  ‘ —À• ȋȌǤ Š‹• ‘†‡Ž Šƒ• •Š‘™ –‘ „‡ ƒ ’”ƒ…–‹…ƒŽ –‘‘Ž ˆ‘” ‡˜ƒŽ—ƒ–‹‰ –Š‡ ’‘–‡–‹ƒŽ ˆŽ‘™• –”‘—‰Š ƒ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ƒ† ˆ‘” ‹†‡–‹ˆ›‹‰ –Š‡ ‘”‹‰‹• ƒ† ’”‘†—…–• ”‡Žƒ–‡† –‘–Š‡•‡ˆŽ‘™•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘‡…‘‘‹…•Ǣ”ƒ‹Ž™ƒ›ǢŽ‹‡ƒ”’”‘‰”ƒ‹‰ǢŽ‘‰‹•–‹…•Ǣˆ”‡‹‰Š–†‡ƒ†

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŒ˜…ƒ‹š‡–̷‡•ƒŽ“Ǥ—•’Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ”ƒ…‘ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ƒ‹š‡–ƒ ‹ŽŠ‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–‹ƒ–‹˜ƒ †ƒ †‡ƒ†ƒ †‡ …ƒ”‰ƒ …ƒ’–ž˜‡Ž ’‡Žƒ ‡•–”ƒ†ƒ †‡ ˆ‡””‘ ‘”–‡Ǧ—ŽǤ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’Ǥͳ͹ǦͷͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽ;ǤŠ–Ǥ

42


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 51-69 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

ƒƒžŽ‹•‡†ƒ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ†ƒ”‡‰—Žƒ­ ‘‡…‘Ø‹…ƒ†‘ –”ƒ•’‘”–‡ƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•ƒƒœØ‹ƒ Ž‘”‹ƒ‘ƒ”Ž‘•ƒ”–‹•‹”‡• ”Ǥȗǡ—‹œ ‡Ž‹’‡••‹• ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ‡…‡„‹†‘‡Ϳ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ –”ƒ•’‘”–‡†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•ƒƒœØ‹ƒ”‡“—‡”ƒ–‡­ ‘†ƒ•‹•–‹–—‹­Ù‡•‰‘˜‡”ƒ‡–ƒ‹•‡˜‘Ž˜‹†ƒ•…‘ƒ•‡‰—”ƒ­ƒ†ƒ˜‹†ƒ Š—ƒƒ ‡ †‘ ‡‹‘ ƒ„‹‡–‡ ˆŽ—˜‹ƒŽ ‡ …‘ ƒ ”‡‰—Žƒ‡–ƒ­ ‘ †‘• –”ƒ•’‘”–‡•Ǥ  –”ƒ•’‘”–‡ ˆŽ—˜‹ƒŽǡ ’”‹…‹’ƒŽ‡–‡ ”‡ƒŽ‹œƒ†‘ ‡ ‡„ƒ”…ƒ­Ù‡• ‹•–ƒ•ǡ ± ƒ …ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ’ƒ”ƒ ƒ ‰”ƒ†‡ ƒ‹‘”‹ƒ †ƒ ’‘’—Žƒ­ ‘ †ƒ ”‡‰‹ ‘Ǥ  ’”‡•‡–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ƒ’”‡•‡–ƒ ƒŽ‰—ƒ• …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• †‘ •‹•–‡ƒ “—‡ ‹–‡”Ž‹‰ƒ ‘• ’”‹…‹’ƒ‹• ’׎‘• ”‡‰‹‘ƒ‹• ‡ †‹•…—–‡ ƒ• …‘•‡“ò²…‹ƒ• †ƒ ˆƒŽ–ƒ †‡ ”‡‰—Žƒ‡–ƒ­ ‘ ‡…‘Ø‹…ƒǡ„‡…‘‘ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ•’ƒ”ƒ—‘˜‘‘†‡Ž‘”‡‰—Žƒ–×”‹‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘†‡’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•Ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒƒœØ‹ƒǢ”‡‰—Žƒ­ ‘‡…‘Ø‹…ƒ†‘–”ƒ•’‘”–‡ˆŽ—˜‹ƒŽ

„•–”ƒ…– Š‡ ’ƒ••‡‰‡” ”‹˜‡” –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒœ‘ ”‡“—‹”‡• –Š‡ ƒ––‡–‹‘ ˆ”‘ –Š‡ ‰‘˜‡”‡–ƒŽ ƒ‰‡…‹‡• ‹˜‘Ž˜‡† ™‹–Š –”ƒ•’‘”– ”‡‰—Žƒ–‹‘ ƒ† ™‹–Š –Š‡ •ƒˆ‡–› ‘ˆ Š—ƒ Ž‹ˆ‡ ƒ† ƒ“—ƒ–‹… ‡˜‹”‘‡–Ǥ Š‡ ”‡‰‹‘ƒŽ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹• ƒ‹Ž› ‘’‡”ƒ–‡† „› ’ƒ••‡‰‡”Ǧ…ƒ”‰‘ ‹š‡† ˜‡••‡Ž• ƒ† ‹• –Š‡ ‘Ž› ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ ˆ‘” ‘•– ”‡‰‹‘ƒŽ ‹Šƒ„‹–ƒ–•Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ ’”‡•‡–• •‘‡ ”‡Ž‡˜ƒ– …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…• ‘ˆ –Š‡ •›•–‡ …‘‡…–‹‰ –Š‡ ƒŒ‘” ”‡‰‹‘ƒŽ —”„ƒ …‡–”‡• ƒ† †‹•…—••‡• –Š‡ …‘•‡“—‡…‡• ‘ˆ –Š‡ Žƒ… ‘ˆ ‡…‘‘‹…ƒŽ”‡‰—Žƒ–‹‘ǡƒ•™‡ŽŽƒ••‘‡‹••—‡•”‡Žƒ–‡†–‘–Š‡†‹•…—••‹‘‘ˆƒ‡™”‡‰—Žƒ–‘”›‘†‡ŽǤ ‡›™‘”†•ǣ’ƒ••‡‰‡”™ƒ–‡”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ–”ƒ•’‘”–‹”ƒœ‹Ž‹ƒƒœ‘Ǣ‡…‘‘‹…”‡‰—Žƒ–‹‘‘ˆ”‹˜‡”–”ƒ•’‘”–

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣˆŽ‘”‹ƒ‘̷’‡‘Ǥ…‘’’‡Ǥ—ˆ”ŒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‹”‡• ”Ǥǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ••‹•ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ƒ ƒžŽ‹•‡ †ƒ ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ †ƒ ”‡‰—Žƒ­ ‘ ‡…‘Ø‹…ƒ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ“—ƒ˜‹ž”‹‘ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•ƒƒœØ‹ƒǤ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͷͳǦ͸ͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿͶǤŠ–Ǥ

43


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 70-87 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

–”‹„—–‘•†‡ƒ”ƒŽ‹•ƒ­ ‘…‘‘ †‹…ƒ†‘”†‡”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡†ƒ ’‡”ƒ­ ‘‘”–—ž”‹ƒ†‡ƒ„‘–ƒ‰‡‡ƒƒ—• ‘•±‡‹š‡‹”ƒ†‡”ƒïŒ‘Ǥƒ–‘•ǡ‘Ž‹ƒƒƒ”†‘•‘ǡ ž”…‹ƒ ‡Ž‡ƒ‡Ž‡†ƒ‘‹–ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘ƒœ‘ƒ•Ǧ Ȁ ‡…‡„‹†‘‡͸͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ • ‡’”‡•ƒ• ‹•–ƒŽƒ†ƒ• ‘   Ǧ ׎‘ †—•–”‹ƒŽ †‡ ƒƒ—• †‡ƒ†ƒ †‡ — •‹•–‡ƒ Ž‘‰À•–‹…‘ ‡ˆ‹…‹‡–‡ ’ƒ”ƒ “—‡ ‘• •‡—• ’”‘†—–‘• –‡Šƒ …‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡ ‘ ‡”…ƒ†‘ ‰Ž‘„ƒŽǤ  ’”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡ †‘ •‹•–‡ƒ Ž‘‰À•–‹…‘ †‡•–ƒ• ‡’”‡•ƒ• ‡•–ž „ƒ•‡ƒ†ƒ ‘• ’‘”–‘• “—‡ ”‡’”‡•‡–ƒ ‘ ’”‹…‹’ƒŽ ‡Ž‡‡–‘ †ƒ …ƒ†‡‹ƒ †‡ ƒ„ƒ•–‡…‹‡–‘Ǥ  †‡•‡’‡Š‘ ’‘”–—ž”‹‘ǡ –ƒ–‘ †‘•  Ǧ ‡”‹ƒ‹• †‡ •‘ ‹•–‘ ”‹˜ƒ–‹˜‘ “—ƒ–‘ †‘ ‘”–‘ ’ï„Ž‹…‘ ‡ ƒƒ—•ǡ ƒ’”‡•‡–ƒǦ•‡ „ƒ‹š‘ ‡ ”‡Žƒ­ ‘ ƒ ±†‹ƒ ƒ…‹‘ƒŽǤ •–‡ ƒ”–‹‰‘ „—•…ƒ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ” ‘• ’”‹…‹’ƒ‹• ƒ–”‹„—–‘• †‡ ’ƒ”ƒŽ‹•ƒ­ ‘ ‡ •—ƒ ‹ˆŽ—²…‹ƒ ƒ ’”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡ †ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ ’‘”–—ž”‹ƒ †‡ …ƒ„‘–ƒ‰‡Ǥ  ‡š’”‡•• ‘ ƒ–”‹„—–‘ †‡ ’ƒ”ƒŽ‹•ƒ­ ‘ ”‡ˆ‡”‡Ǧ•‡ ƒ‘ ‘–‹˜‘ ’‡Ž‘ “—ƒŽ ‘ ƒ˜‹‘ ’ƒ”ƒŽ‹•‘— •—ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ ‘ –‡”‹ƒŽǡ ‡•–ƒ• ’ƒ”ƒŽ‹•ƒ­Ù‡• …‘””‡•’‘†‡ ƒ Ͷ͸Ψ †‘ –‡’‘ „”—–‘ †ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘Ǥ  ”‡•—Ž–ƒ†‘ ‰‡”ƒ†‘ǡ ƒ ’ƒ”–‹” †ƒ ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ †‘ ƒ–”‹„—–‘ǡ ƒ’‘–ƒ “—‡ ‘ ƒ”ƒ†‘” ȋͶͺΨȌ ± ‘ ’”‹…‹’ƒŽ ”‡•’‘•ž˜‡Ž ’‡Žƒ• ’ƒ”ƒŽ‹•ƒ­Ù‡• ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ ‡ ƒ ”‡–ƒ †‡ ”‡‰”‡•• ‘ ‘•–”ƒ “—‡ ‘ À†‹…‡ †‘ ƒ–”‹„—–‘ —†ƒŽ‹‡ƒ”‡–‡‘…‘’‘”–ƒ‡–‘†ƒ’”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡ƒ‘’‡”ƒ­ ‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ’”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡’‘”–—ž”‹ƒǢƒ–”‹„—–‘•†‡’ƒ”ƒŽ‹•ƒ­ ‘Ǣ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ†‘ƒ–”‹„—–‘

„•–”ƒ…– Š‡ ‘’ƒ‹‡• •‡––Ž‡† ƒ–   Ǧ ‘Ž‘ †—•–”‹ƒŽ †‡ ƒƒ—• †‡ƒ† ˆ”‘ ƒ ‡ˆˆ‹…‹‡– Ž‘‰‹•–‹… •›•–‡ •‘ –Šƒ– –Š‡‹” ’”‘†—…–• ƒ”‡ …‘’‡–‹–‹˜‡ ‹ –Š‡ Ž‘„ƒŽ ƒ”‡–Ǥ Š‡ ’”‘†—…–‹˜‹–› ‘ˆ –Š‡ Ž‘‰‹•–‹… •›•–‡ ‘ˆ –Š‡•‡ …‘’ƒ‹‡• ‹• „ƒ•‡† ‘ –Š‡ ’‘”–• –Šƒ– ”‡’”‡•‡– –Š‡ ƒ‹ ‡Ž‡‡– ‘ˆ –Š‡ •—’’Ž› …Šƒ‹Ǥ Š‡ ’‘”– ’‡”ˆ‘”ƒ…‡ǡ ‡‹–Š‡” –Š‡  Ǧ ‡”‹ƒ‹• †‡ •‘ ‹•–‘ ”‹˜ƒ–‹˜‘ ƒ† –Š‡ —„Ž‹… ‘”– ‹ ƒƒ—•ǡ ƒ”‡ ƒ• ‹ –Š‡ ˆ‘ŽŽ‘™‹‰ǡ ”‡Žƒ–‡† –‘ –Š‡ ƒ–‹‘ƒŽ ƒ˜‡”ƒ‰‡Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ •‡‡• –‘ ‹†‡–‹ˆ› –Š‡ ƒ‹ ƒ––”‹„—–‡• ‘ˆ •–ƒ†•–‹ŽŽ ƒ† ‹–• ‹ˆŽ—‡…‡ ‘˜‡” –Š‡ ’”‘†—…–‹˜‹–› ‹ –Š‡ …ƒ„‘–ƒ‰‡ ‘ˆ ’‘”–—ƒ”› ‘’‡”ƒ–‹‘Ǥ Š‡ ‡š’”‡••‹‘ ƒ––”‹„—–‡ ‘ˆ •–ƒ†•–‹ŽŽ ”‡ˆ‡”• –‘ –Š‡ ‘–‹˜‡ ‹ ™Š‹…Š –Š‡ •Š‹’ •–‘’’‡† ‹–• ‘’‡”ƒ–‹‘ ‹ –Š‡ –‡”‹ƒŽǡ –Š‡•‡ •–ƒ†•–‹ŽŽ• …‘””‡•’‘† –‘ Ͷ͸Ψ ‘ˆ –Š‡ ”ƒ™ –‹‡ ‘ˆ ‘’‡”ƒ–‹‘Ǥ Š‡ ”‡•—Ž– ‘„–ƒ‹‡†ǡ ˆ”‘ –Š‡ ‹’‘”–ƒ…‡ ‘ˆ –Š‡ ƒ––”‹„—–‡ǡ ‹†‹…ƒ–‡• –Šƒ– –Š‡ •Š‹’‘™‡” ȋͶͺΨȌ ‹• –Š‡ ”‡•’‘•‹„Ž‡ ˆ‘” –Š‡ •–ƒ†•–‹ŽŽ• ‹ –Š‡ ‘’‡”ƒ–‹‘ ƒ† –Š‡ Ž‹‡ ‘ˆ ”‡‰”‡••‹‘ •Š‘™• –Šƒ– –Š‡ ‹†‡š ‘ˆ –Š‡ ƒ––”‹„—–‡ …Šƒ‰‡• Ž‹‡ƒ”Ž› –Š‡ „‡Šƒ˜‹‘” ‘ˆ –Š‡’”‘†—…–‹˜‹–›‹–Š‡‘’‡”ƒ–‹‘Ǥ ‡›™‘”†•ǣ’‘”–—ƒ”›’”‘†—…–‹˜‹–›ǡ•–ƒ†•–‹ŽŽƒ––”‹„—–‡•Ǣƒ––”‹„—–‡‹’‘”–ƒ…‡Ǥ ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŠ˜‘‹–ƒ̷›ƒŠ‘‘Ǥ…‘Ǥ„”Ǥ•ƒ—–‘”‡•ƒ‰”ƒ†‡…‡‘ƒ’‘‹‘†‘“‡ Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ–‘•ǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥǡ ƒ”†‘•‘ǡ Ǥ ‡ ‘‹–ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ –”‹„—–‘• †‡ ƒ”ƒŽ‹•ƒ­ ‘ …‘‘ †‹…ƒ†‘” †‡ ”‘†—–‹˜‹†ƒ†‡ †ƒ ’‡”ƒ­ ‘ ‘”–—ž”‹ƒ†‡ƒ„‘–ƒ‰‡‡ƒƒ—•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’Ǥ͹ͲǦͺ͹Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽͻǤŠ–Ǥ

44


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 88-102 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

’Ž‹…ƒ­ ‘†‡ƒžŽ‹•‡‡˜‘Ž–×”‹ƒ†‡†ƒ†‘•ȋȌ ’ƒ”ƒ‡†‹”‡ˆ‹…‹²…‹ƒ‡’‘”–‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘• ”‹•–‹ƒƒ”‹ƒƒ…Š‹…‘•–ƒǡƒƒ”‹ƒ‘Ž‡”†‡œƒ„—Œƒ†ƒ‹Ž˜ƒǡ ‹Ž–‘—‹œƒ‹˜ƒ†‡‹ƒȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘ ”ƒ†‡ ‡…‡„‹†‘‡͸͹†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ ‡•–—†‘ –‡˜‡ …‘‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ ‹†‡–‹ˆ‹…ƒ” „‡…Šƒ”‹‰• ‡ ’‘”–‘• „”ƒ•‹Ž‡‹”‘• —–‹Ž‹œƒ†‘ ƒ –±…‹…ƒ †‡ žŽ‹•‡ ˜‘Ž–×”‹ƒ †‡ ƒ†‘• ȋȌǤ ••ƒ –±…‹…ƒ ’‘••‹„‹Ž‹–‘— ƒ …‘•–”—­ ‘ †‡ — ‡•…‘”‡ †‡ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ –±…‹…ƒ ƒ ’ƒ”–‹” †‡ ‹•—‘• ‡ ’”‘†—–‘• …‘•‹†‡”ƒ†‘• ‹’‘”–ƒ–‡• ‘ ’”‘…‡••‘ †‡ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ †‡ …ƒ”‰ƒ• ’‘”–—ž”‹ƒ•Ǥ  ’ƒ”–‹” †‡••‡• À†‹…‡• ˆ‘‹ ’‘••À˜‡Ž ˜‡”‹ˆ‹…ƒ” “—ƒ‹• ’‘”–‘• ˜‡ ƒ’”‡•‡–ƒ†‘ ‡ŽŠ‘”‡• †‡•‡’‡Š‘•ǡ ‹•–‘ ±ǡ ‘–‹‹œƒ†‘ •‡—• ”‡…—”•‘• ’ƒ”ƒ ƒ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ †‡ •—ƒ• …ƒ”‰ƒ•Ǥ • ’‘”–‘• “—‡ •‡ ‘•–”ƒ”ƒ ‡ˆ‹…‹‡–‡• ˆ‘”ƒ ”‡‹ƒ ”ƒ…ƒ ȋȌǡ –ƒ“—‹ ȋȌǡ ƒ–ƒŽ ȋȌǡ ƒ–‘• ȋȌ ‡  ‘ ”ƒ…‹•…‘ †‘ —Ž ȋȌǤ ƒŽ‹•ƒ†‘ ‡••‡• ’‘”–‘• ’‡”…‡„‡Ǧ•‡ “—‡ ˆƒ–‘”‡• …‘‘ –‹’‘ †‡ …ƒ”‰ƒ ‘˜‹‡–ƒ†ƒǡ Ž‘…ƒŽ‹œƒ­ ‘ ‡ ‘†‡”‹œƒ­ ‘ …‘–”‹„—À”ƒ ’ƒ”ƒ “—‡ƒ–‹‰‹••‡ƒˆ”‘–‡‹”ƒ†‡‡ˆ‹…‹²…‹ƒǤ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒžŽ‹•‡‡˜‘Ž–×”‹ƒ†‡†ƒ†‘•Ǣ’‘”–‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘•Ǣ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ

„•–”ƒ…– Š‹• •–—†› ƒ‹‡† –‘ ‹†‡–‹ˆ› „‡…Šƒ”‹‰• ‹ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ’‘”–• —•‹‰ –Š‡ –‡…Š‹“—‡ ‘ˆ ƒ–ƒ ˜‡Ž‘’‡– ƒŽ›•‹• ȋȌǤ Š‹• –‡…Š‹“—‡ ‡ƒ„Ž‡† –Š‡ …‘•–”—…–‹‘ ‘ˆ ƒ •…‘”‡ ‘ˆ –‡…Š‹…ƒŽ ‡ˆˆ‹…‹‡…› ˆ”‘ ‹’—–• ƒ† ‘—–’—–• …‘•‹†‡”‡† ‹’‘”–ƒ– ‹ –Š‡ ’”‘…‡•• ‘ˆ ’‘”– Šƒ†Ž‹‰ •‡”˜‹…‡•Ǥ ”‘ –Š‡•‡ ‹†‹…‡• ‹– ™ƒ• ’‘••‹„Ž‡ –‘ ˜‡”‹ˆ› ™Š‹…Š ’‘”–• Šƒ˜‡ „‡‡ ’”‡•‡–‹‰ „‡––‡” ’‡”ˆ‘”ƒ…‡•ǡ ‹ ‘–Š‡” ™‘”†•ǡ ‘’–‹‹œ‹‰ –Š‡‹” ”‡•‘—”…‡• –‘ ‹’”‘˜‡ –Š‡ ‘˜‡‡– ‘ˆ –Š‡‹” …ƒ”‰‘Ǥ Š‡ ’‘”–• –Šƒ– •Š‘™‡† –‘ „‡ ‘”‡ ‡ˆˆ‹…‹‡– ™‡”‡ ”‡‹ƒ ”ƒ…ƒ ȋȌǡ –ƒ“—‹ ȋȌǡ ƒ–ƒŽ ȋȌǡ ƒ–‘• ȋȌ ƒ†  ‘ ”ƒ…‹•…‘ †‘ —Ž ȋȌǤ Š‡ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ –Š‡•‡ ’‘”–• •Š‘™‡† –Šƒ– ˆƒ…–‘”• Ž‹‡ –Š‡ ‹† ‘ˆ …ƒ”‰‘ ‘˜‡†ǡ Ž‘…ƒ–‹‘ ƒ† ‘†‡”‹œƒ–‹‘ …‘–”‹„—–‡† ˆ‘” –Š‡ –‘ ”‡ƒ…Š –Š‡ ˆ”‘–‹‡” ‘ˆ ‡ˆˆ‹…‹‡…›Ǥ ‡›™‘”†•ǣ†ƒ–ƒ‡˜‡Ž‘’‡–ƒƒŽ›•‹•Ǣ”ƒœ‹Ž‹ƒ’‘”–•Ǣ‡ˆˆ‹…‹‡…›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŽ’Žˆ—”‰̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ …‘•–ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ‹Ž˜ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ‹ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ’Ž‹…ƒ­ ‘ †‡ ƒžŽ‹•‡ ‡˜‘Ž–×”‹ƒ †‡ †ƒ†‘• ȋȌ ’ƒ”ƒ ‡†‹” ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‡ ’‘”–‘•„”ƒ•‹Ž‡‹”‘•Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͺͺǦͳͲʹǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͽͼǤŠ–Ǥ

45


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 103-118 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‹†ƒŠž†‹ˆ‡”‡­ƒ‘•‡”˜‹­‘†‡„‘”†‘ ‡–”‡‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ•„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ•ǫ ‘ ‘—‹œ†‡ƒ•–”‘ ‘”–‡•ȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷͽ†‡•‡–‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡Ϳ†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢƒ…‡‹–‘‡͸Ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶ

‡•—‘ •–‡ ‡•–—†‘ ‹˜‡•–‹‰ƒ …‘‘ ƒ “—ƒŽ‹†ƒ†‡ †‘ •‡”˜‹­‘ †‡ „‘”†‘ †‡ ‡’”‡•ƒ• ƒ…‹‘ƒ‹• —†‘— ƒ‘ Ž‘‰‘ †‡ ͳͲ ƒ‘• ƒ–”ƒ˜±• †ƒ ƒžŽ‹•‡ †‘• …—•–‘• ‡ …ƒ–‡”‹‰Ǥ • ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘•ǡ ƒ…‘•–—ƒ†‘• ƒ‘• ƒ‘• †‡ ‰Žƒ‘—” †ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘ǡ •‡ †‡’ƒ”ƒ”ƒ ƒ‘ Ž‘‰‘ †‘• ‹‘• †‡œ ƒ‘• …‘ —ƒ ’‡”…‡’–À˜‡Ž †‡–‡”‹‘”ƒ­ ‘ †‘• •‡”˜‹­‘• †‡ „‘”†‘ ‘ ”ƒ•‹Ž ‡ ‘ —†‘ ‡ǡ ‡ ƒŽ‰—• …ƒ•‘•ǡ …‘ ‹–”‘†—­ ‘ †‡ ’”‡…‹ˆ‹…ƒ­ ‘Ǥ  ‡•–—†‘ —–‹Ž‹œƒ ƒžŽ‹•‡ †‡ ’ƒ‹‡Ž †‡ †ƒ†‘• ’”‘˜‡‹‡–‡ †‘• ƒ—ž”‹‘• ’”‘†—œ‹†‘• ’‡Žƒ ‰²…‹ƒ ƒ…‹‘ƒŽ †‡ ˜‹ƒ­ ‘ ‹˜‹ŽǤ • ’”‹…‹’ƒ‹• ˆƒ–‘”‡• “—‡ ‹ˆŽ—‡…‹ƒ ‘• …—•–‘• †‡••‡ •‡”˜‹­‘ • ‘ Ž‡˜ƒ–ƒ†‘• ‡ ƒƒŽ‹•ƒ†‘• …‘ „ƒ•‡ ‡ …ƒ”ƒ…–‡”À•–‹…ƒ• ‡…‘Ø‹…ƒ• †‘ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘Ǥ Ž± †‹••‘ǡ ‘ ‡•–—†‘ †‡•‡˜‘Ž˜‡ — ‘†‡Ž‘ ‡…‘‘±–”‹…‘ …‘ ‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡ ’”‡˜‹• ‘ †‘• …—•–‘• †‡ …ƒ–‡”‹‰ ’ƒ”ƒ ‘• ’”ך‹‘• ƒ‘•Ǥ  ‡•–—†‘ ‘•–”ƒ ˆ‘”–‡ –‡†²…‹ƒ †‡ “—‡†ƒ ‡••‡• …—•–‘•ǡ Œ—–ƒ‡–‡ …‘ ƒ …‘˜‡”‰²…‹ƒ †‡ ˜ƒŽ‘”‡• ‰ƒ•–‘• ‡–”‡ ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ•ǡ ‡•’‡…‹ƒŽ‡–‡ †‡–”‡ ƒ• ‡’”‡•ƒ• “—‡ •‡ †‡•–ƒ…ƒ”ƒ ’‘” — •‡”˜‹­‘†‡„‘”†‘†‹ˆ‡”‡…‹ƒ†‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ•‡”˜‹­‘†‡„‘”†‘Ǣ…—•–‘•Ǣ‡…‘‘‡–”‹ƒǢ’ƒ‹‡Ž†‡†ƒ†‘•

„•–”ƒ…– Š‹• •–—†› ‹˜‡•–‹‰ƒ–‡• Š‘™ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ‹”Ž‹‡•ǯ “—ƒŽ‹–› ‘ˆ ‹ǦˆŽ‹‰Š– Šƒ• …Šƒ‰‡† ƒŽ‘‰ ͳͲ ›‡ƒ”• –Š”‘—‰Š ƒ ƒƒŽ›•‹• ‘ˆ …ƒ–‡”‹‰ …‘•–•Ǥ ƒ••‡‰‡”•ǡ —•‡† –‘ –Š‡ ƒ˜‹ƒ–‹‘ǯ• ‰‘Ž†‡ ›‡ƒ”•ǡ Šƒ˜‡ ˆƒ…‡† Žƒ–‡Ž› ”‡†—…‡† ƒ†ǡ ‹ •‘‡ …ƒ•‡•ǡ …Šƒ”‰‡† ‹ǦˆŽ‹‰Š– •‡”˜‹…‡Ǥ Š‡ •–—†› ƒƒŽ›œ‡• ’ƒ‡Ž †ƒ–ƒ ‘ˆ ‡ƒ”„‘‘• †‡˜‡Ž‘’‡† „› ”ƒœ‹Ž‹ƒ ƒ–‹‘ƒŽ ˜‹ƒ–‹‘ ‰‡…›Ǥ Š‡ ƒ‹ ˆƒ…–‘”• ‹ˆŽ—‡…‹‰ –Š‡•‡ …‘•–• ƒ”‡ ’‹’‘‹–‡† ƒ† ƒƒŽ›œ‡† ‹ Ž‹‰Š– ‘ˆ ‡…‘‘‹…ƒŽ …Šƒ”ƒ…–‡”‹•–‹…• ‘ˆ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– •…‡ƒ”‹‘Ǥ —”–Š‡”‘”‡ǡ –Š‹• •–—†› •Š‘™• ƒ ‡…‘‘‡–”‹… ‘†‡Ž –‘ ˆ‘”‡…ƒ•– …‘•– ˆ‘” ‡š– ›‡ƒ”•Ǥ Š‹• ™‘” •Š‘™• ƒ •–”‘‰ –‡†‡…› ‘ˆ †‡…”‡ƒ•‹‰ ‘ˆ …ƒ–‡”‹‰ …‘•–•ǡ ƒŽ‘‰ ™‹–Š …‘˜‡”‰‡…‡ ‘ˆ •’‡– ˜ƒŽ—‡• ƒ‘‰ –Š‡ ƒ‹”Ž‹‡•ǡ ‡•’‡…‹ƒŽŽ› –Š‡ ‘‡• ™Š‹…Š ™‡”‡ ‘™ „› –Š‡‹” †‹ˆˆ‡”‡–‹ƒ–‡† ‹ǦˆŽ‹‰Š– •‡”˜‹…‡Ǥ ‡›™‘”†•ǣ‹ǦˆŽ‹‰Š–•‡”˜‹…‡•Ǣƒ‹”Ž‹‡…ƒ–‡”‹‰Ǣ…‘•–•Ǣ‡…‘‘‡–”‹…•Ǣ’ƒ‡Ž†ƒ–ƒ

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŒŽˆ‘”–‡•̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘”–‡•ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‹†ƒ Šž †‹ˆ‡”‡­ƒ ‘ •‡”˜‹­‘ †‡ „‘”†‘ ‡–”‡ ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ• „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ•ǫǤ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͳͲ͵ǦͳͳͺǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͹ͷǤŠ–Ǥ

46


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 119-135 Diretório de Pesquisas

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

’Ž‹…ƒ­ ‘†‡—ƒ’”‘’‘•–ƒ†‡‡†‹†ƒ†‡…‡–”ƒŽ‹†ƒ†‡ ’ƒ”ƒƒ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘†‡ƒŽŠƒƒ±”‡ƒ†‡—ƒ ‡’”‡•ƒ†‘•‡–‘”†‡–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘„”ƒ•‹Ž‡‹”‘ ‹••‹ƒƒ”˜ƒŽŠ‘‘•ƒ‡”‰‹ƒ–‡ǡ ‘ ‘ƒ”Ž‘•ǤǤ‘ƒ”‡•†‡‡ŽŽ‘ȗǡ ƒ”‹ƒƒ‹‡‹”ƒƒ‰‡Ž—‡•ǡ ‡”ƒ†ƒ ‹†‡Ž‹•ƒ•…Š‘ƒŽ‹‘ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ Ž—‹‡•‡ ‡…‡„‹†‘‡ͷ͸†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ ‡•—‘ ‘ ‘ …”‡•…‹‡–‘ †‘ ‡”…ƒ†‘ †‡ ƒ˜‹ƒ­ ‘ •—”‰‡ ƒ ‡…‡••‹†ƒ†‡ †‡ ‘–‹‹œƒ” ”‡…—”•‘•ǡ ƒ—‡–ƒ” •‡‰—”ƒ­ƒ ‡ ‘ À˜‡Ž †‡ •‡”˜‹­‘ ȋ’ƒ”Ÿ‡–”‘• †‡ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ †ƒ ”‡†‡ȌǤ ‘ ‹••‘ǡ ƒ• ‡’”‡•ƒ• †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ‡•–—†ƒ •—ƒ• ”‘–ƒ•ǡ †‡ƒ†ƒ †‡ –”žˆ‡‰‘ǡ ‡•–”ƒ–±‰‹ƒ• ’ƒ”ƒ ‡•–ƒ„‡Ž‡…‡” ƒ‡”‘’‘”–‘• Š—„• ‡–”‡ ‘—–”‘• ’‘–‘•Ǥ •–‡ ƒ”–‹‰‘ –‡ …‘‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ ‡•–—†ƒ” ƒ ƒŽŠƒ ƒ±”‡ƒ †‡ —ƒ ‡’”‡•ƒ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ †‡ ’‡“—‡‘ ’‘”–‡ǡ †‡ ˆ‘”ƒ ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ” “—ƒ‹• ƒ‡”‘’‘”–‘• • ‘ …‘•‹†‡”ƒ†‘• …‡–”ƒ‹• ’‘” ‡•–ƒ ‡’”‡•ƒǤ ƒ”ƒ ƒ ‡†‹†ƒ †ƒ …‡–”ƒŽ‹†ƒ†‡ †‡•–ƒ ƒŽŠƒ …‘•‹†‡”ƒǦ•‡ †—ƒ• ƒžŽ‹•‡•Ǥ  ’”‹‡‹”ƒ „—•…ƒ “—ƒ–‹ˆ‹…ƒ” ƒ ‡š‹•–²…‹ƒ †‡ …‘‡š ‘ ‡–”‡ ‘• ˜±”–‹…‡• †ƒ ƒŽŠƒǡ  ‘ ‹’‘”–ƒ†‘ ƒ “—ƒ–‹†ƒ†‡ †‡ ˜Ø‘• †‹”‡–‘• ȋ•‡ ‡•…ƒŽƒ• ‡Ȁ‘— …‘‡šÙ‡•Ȍ ‡š‹•–‡–‡•ǡ ‹ˆ‘”ƒ­ ‘ ‡•–ƒ “—‡ …‘’‘”žǡ ’‘”–ƒ–‘ǡ ƒ •‡‰—†ƒ ƒžŽ‹•‡ ƒ •‡” ”‡ƒŽ‹œƒ†ƒǡ “—‡ ‡ –‡”‘• –‡×”‹…‘• ’‘†‡ •‡” †‡ˆ‹‹†ƒ …‘‘ — ‰”ƒˆ‘ —Ž–‹Ǧƒ”‡•–ƒǤ • †ƒ†‘• —–‹Ž‹œƒ†‘• ”‡ˆŽ‡–‡ ƒ ”‡ƒŽ‹†ƒ†‡ †ƒ ƒŽŠƒ †ƒ …‘’ƒŠ‹ƒ ƒ±”‡ƒ ‡•–—†ƒ†ƒ ‡ — ’‡”À‘†‘ †‡ —ƒ •‡ƒƒ ‘ ²• †‡ Œ—ŽŠ‘ †‡ ʹͲͳͲǤ • ”‡•—Ž–ƒ†‘• ‡…‘–”ƒ†‘• ’‘†‡ ‘”‹‡–ƒ” ƒ ‡’”‡•ƒ ‘ …žŽ…—Ž‘ †‡ ”‹•…‘• ƒ••‘…‹ƒ†‘• ƒ …‘‰‡•–‹‘ƒ‡–‘• ‘— “—ƒ‹•“—‡” ‘—–”‘• ‹’”‡˜‹•–‘• ‘• ƒ‡”‘’‘”–‘• “—‡ ƒ–—ƒǤ ƒ„± •‡” ‘ ‹• ’ƒ”ƒ ‡•–—†‘• †‡ ’‘••À˜‡‹• ‘–‹‹œƒ­Ù‡• ‡ •—ƒ• ”‘–ƒ• –‘”ƒ†‘ ƒ‡’”‡•ƒƒ‹•‡ˆ‹…‹‡–‡‡ǡ’‘”–ƒ–‘ƒ‹•…‘’‡–‹–‹˜ƒ‡•–‡‡”…ƒ†‘Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘Ǣƒ‡”‘’‘”–‘•Ǣ…‡–”ƒŽ‹†ƒ†‡ǢǢŠ—„ „•–”ƒ…– • –Š‡ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– ƒ”‡– ‰”‘™•ǡ ‘’–‹‹œ‡ •‘—”…‡•ǡ ‹…”‡ƒ•‡ •ƒˆ‡–› •–ƒ†ƒ”†• ƒ† ƒ‹” ’ƒ••‡‰‡” Ž‡˜‡Ž ‘ˆ •‡”˜‹…‡• ȋ‡–™‘” ‡ˆˆ‹…‹‡…› ’ƒ”ƒ‡–‡”•Ȍ „‡…ƒ‡ ‹’‡”ƒ–‹˜‡Ǥ ™‹‰ –‘ –Š‹• •…‡ƒ”‹‘ǡ ƒ‹”Ž‹‡• Šƒ˜‡ •–—†‹‡† –Š‡‹” ”‘—–‡•ǡ †‡ƒ†• ƒ† •–”ƒ–‡‰‹‡• ‹ ‘”†‡” –‘ ‡•–ƒ„Ž‹•Š Š—„• ƒ‹”’‘”–•Ǥ Š‹• ƒ”–‹…Ž‡ ‹–‡†‡† –‘ ƒƒŽ›œ‡ –Š‡ ‡–™‘” ‘ˆ ƒ ”ƒœ‹Ž‹ƒ •ƒŽŽ •‹œ‡ ƒ‹”Ž‹‡ —•‹‰ ƒ ‡–Š‘† –Šƒ– ‹•‘Žƒ–‡ –Š‡ Ž‘™Ǧ†‡‰”‡‡ ˜‡”–‹…‡• –‘ ˆ‹† –Š‡ …‡–”ƒŽ ‘†‡• ‘•– ‹’‘”–ƒ– –‘ –Š‡ …‘’ƒ›Ǥ ‘ –Š‡ ‡–™‘” …‡–”ƒŽ‹–› ‡ƒ•—”‡ ™‡ —•‡ –™‘ ƒ’’”‘ƒ…Š‡•Ǥ Š‡ ˆ‹”•– ‘‡ ‹†‡–‹ˆ‹‡• –Š‡ ‡š‹•–‡…‡ ‘ˆ ƒ …‘‡…–‹‘ ƒ‘‰ –Š‡ ˜‡”–‹…‡• ‘ˆ –Š‡ ‡–™‘”ǡ ‘– –ƒ‹‰ ‹–‘ ƒ……‘—– –Š‡ —„‡” ‘ˆ †‹”‡…– ˆŽ‹‰Š–•ǡ „—– ‘Ž› ™Š‡–Š‡” ‘” ‘– –Š‡”‡ ‹• ƒ …‘‡…–‹‘Ǥ Š‡ †ƒ–ƒ ”‡Žƒ–‡† –‘ –Š‡ –‘–ƒŽ —„‡” ‘ˆ †‹”‡…– ˆŽ‹‰Š–• ƒ”‡ —•‡† ‹ –Š‡ •‡…‘† ƒ’’”‘ƒ…Šǡ ™Š‹…Šǡ ‹ –Š‡‘”‡–‹…ƒŽ –‡”• ‹• †‡ˆ‹‡† ƒ• ƒ —Ž–‹Ǧ‡†‰‡• ‰”ƒ’ŠǤ ƒ–ƒ —•‡† •Š‘™‡† –Š‡ ”‡ƒŽ‹–› ‘ˆ –Š‡ ƒ‹”Ž‹‡ ‡–™‘” ƒ˜ƒ‹Žƒ„Ž‡ †—”‹‰ ƒ ™‡‡ ‹ —Ž›ǡ ʹͲͳͲǤ Š‡ ˆ‹†‹‰• …ƒ „‡ —•‡ˆ—Ž –‘ –Š‡ …‘’ƒ› ‹ ‘”†‡” –‘ …ƒŽ…—Žƒ–‡ –Š‡‹” ”‹•• ‹ –‡”• ‘ˆ ‘˜‡”…”‘™†‹‰ ƒ† ‘–Š‡” ‹…‹†‡–• ‹ –Š‡ ƒ‹”’‘”–•Ǥ Š‡ ”‡•—Ž–• …ƒ ƒŽ•‘ „‡ Š‡Ž’ˆ—Ž –‘ ‘’–‹‹œƒ–‹‘• ‹–Š‡”‘—–‡•–‘‹…”‡ƒ•‡‡ˆˆ‹…‹‡…›ƒ†–Š‡…‘’‡–‹–‹˜‡‡••‘ˆ–Š‡ƒ‹”Ž‹‡•–—†‹‡†Ǥ ‡›™‘”†•ǣ–”ƒ•’‘”–Ǣƒ‹”’‘”–•Ǣ…‡–”ƒŽ‹–›ǢǢŠ—„

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŒ…•‡ŽŽ‘̷’“Ǥ…’“Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡”‰‹ƒ–‡ǡ Ǥ Ǥ ǡ ‡ŽŽ‘ǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥ ǡ —‡•ǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ƒ•…Š‘ƒŽ‹‘ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ’Ž‹…ƒ­ ‘ †‡ —ƒ ’”‘’‘•–ƒ †‡ ‡†‹†ƒ †‡ …‡–”ƒŽ‹†ƒ†‡ ’ƒ”ƒ ƒ˜ƒŽ‹ƒ­ ‘ †‡ ƒŽŠƒ ƒ±”‡ƒ †‡ —ƒ ‡’”‡•ƒ †‘ •‡–‘” †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ „”ƒ•‹Ž‡‹”‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͳͳͻǦͳ͵ͷǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿͺǤŠ–Ǥ

47


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 136-153 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

Š‘”–Šƒ—Ž”ƒ‹Žˆ”‡‹‰Š–•‡”˜‹…‡• ƒ”‹ƒ”‹‘˜ȗǡŠ‹Ž‹’‘”–‹‡”ǡ ‘—†‡”ǡ‡™ƒǤǤ •Žƒ ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–›ǡ”—…”ƒ‹‡˜‡Ž‘’‡–•–†ǡ ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–›ǡ‡™…ƒ•–Ž‡‹˜‡”•‹–› ‡…‡„‹†‘‡ͷ͸†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ ƒ”–‹‰‘ ’”‡–‡†‡ †‡‘•–”ƒ” “—‡ ‘• •‡”˜‹­‘• †‡ …ƒ”‰ƒ ˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒ †‡ …—”–ƒ †‹•–Ÿ…‹ƒ • ‘ ‡š‡“—À˜‡‹• ‡ ƒ’”‡•‡–ƒ ‘’‘”–—‹†ƒ†‡• †‡ ‡”…ƒ†‘ǡ “—‡ –² ˜‹†‘ ƒ •‡” –”ƒ†‹…‹‘ƒŽ‡–‡ ‡‘•’”‡œƒ†ƒ•Ǥ –”ƒ˜±• †‡ —ƒ ƒžŽ‹•‡ ’”ž–‹…ƒ ‡ †ƒ ‹˜‡•–‹‰ƒ­ ‘ †‡ — …ƒ•‘ †‡ ‡•–—†‘ ‘•–”ƒ†‘ ƒ ”‡ƒŽ‹†ƒ†‡ ‘ ‡‹‘ ‹†‘ ˆ‘‹ ’‘••À˜‡Ž …‘…Ž—‹” “—‡ ’‘†‡ Šƒ˜‡” ‰”ƒ†‡• „‡‡ˆÀ…‹‘• “—‡” ’ƒ”ƒ ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• †‡ …ƒ”‰ƒ “—‡” ’ƒ”ƒ ‘’‡”ƒ†‘”‡• ‡ ’‘••—‹†‘”‡• †‡ …‹”…—Žƒ­Ù‡• ˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒ• •‡ ‘’–ƒ”‡ ’‘” ’”‡•–ƒ” •‡”˜‹­‘• †‡ …—”–ƒ †‹•–Ÿ…‹ƒǡ •‡”˜‹­‘• ”ž’‹†‘• ‘— †‡ …—”–‘ ’”ƒœ‘ ‡ †‡†‹…ƒ†‘• ƒ …‡”–‘• –‹’‘• †‡ ‡”…ƒ†‘”‹ƒ• Ž‘…ƒŽ‹œƒ†ƒ•Ǥ  ƒ”–‹‰‘ –ƒ„± ƒ„‘”†ƒ †‡ ˆ‘”ƒ „”‡˜‡ †‹ˆ‡”‡–‡• ‘†‡Ž‘• †‡ •—’‘”–‡ • †‡…‹•Ù‡• †‡ ‰‡•– ‘ ”‡Žƒ…‹‘ƒ†ƒ• …‘ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ …ƒ”‰ƒ ˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒǡ ƒŽ‡”–ƒ†‘ ’ƒ”ƒ ƒ ‡…‡••‹†ƒ†‡ ‡ ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ †‡ ‘˜‘• ‘†‡Ž‘• ‡ ‡–‘†‘Ž‘‰‹ƒ• “—‡ ƒ—š‹Ž‹‡ ƒ ‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǤ‘”ˆ‹ǡ• ‘–‹”ƒ†ƒ•…‘…Ž—•Ù‡•‡• ‘ƒ’‘–ƒ†ƒ•Ž‹Šƒ•†‡‹˜‡•–‹‰ƒ­ ‘ˆ—–—”ƒ•‡•–‡‹’‘”–ƒ–‡–‹’‘†‡–”ƒ•’‘”–‡Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ…ƒ”‰ƒˆ‡””‘˜‹ž”‹ƒǢ•‡”˜‹­‘•†‡…—”–ƒ†‹•–Ÿ…‹ƒǢ‘†‡Ž‘•ǢƒžŽ‹•‡’”ž–‹…ƒǢ‡•–—†‘†‡…ƒ•‘

„•–”ƒ…– Š‹• ’ƒ’‡” ƒ‹• –‘ †‡‘•–”ƒ–‡ –Šƒ– •Š‘”– Šƒ—Ž ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– •‡”˜‹…‡• …‘—Ž† „‡ –‡ƒ„Ž‡ ƒ† ™‘—Ž† ’”‡•‡– ƒ”‡– ‘’’‘”–—‹–‹‡• ™Š‹…Š …‘˜‡–‹‘ƒŽ ™‹•†‘ Šƒ• †‹•‹••‡†Ǥ  †‡• –‘’ ƒƒŽ›•‹• ƒ† …ƒ•‡ •–—†› ”‡•‡ƒ”…Š —˜‡‹Ž‹‰ –Š‡ …—””‡– •‹–—ƒ–‹‘ ‹ –Š‡  Šƒ˜‡ „‡‡ …‘†—…–‡† –Šƒ– …‘…Ž—†‡† –Šƒ– –Š‡”‡ …‘—Ž† „‡ „‡‡ˆ‹–• –‘ ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– …‘’ƒ‹‡• ƒ† –”ƒ‹ ‘’‡”ƒ–‘”•Ȁ‘™‡”• ‹ˆ –Š‡› ’”‘˜‹†‡ •Š‘”– †‹•–ƒ…‡ ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– •‡”˜‹…‡• ˆ‘” ”‡‰—Žƒ” ‘’‡”ƒ–‹‘•ǡ •Š‘”– ‘–‹…‡ ƒ† •’‘– –”ƒˆˆ‹… …ƒ–‡‰‘”‹‡•Ǥ Š‡ ’ƒ’‡” ƒŽ•‘ –‘—…Š‡• „”‹‡ˆŽ› —’‘ ‡š‹•–‹‰ …Žƒ••‡• ‘ˆ ‘†‡Ž• ˆ‘” •—’’‘”–‹‰ ƒƒ‰‡”‹ƒŽ †‡…‹•‹‘• ˆ‘” ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– “—‡•–‹‘‹‰ –Š‡ ˆƒ…– –Šƒ– —’Ǧ–‘Ǧ†ƒ–‡ ‘†‡Ž• ƒ† ‡–Š‘†• ƒ”‡ ”‡“—‹”‡† –‘ Š‡Ž’ ”ƒ‹Ž™ƒ› ˆ”‡‹‰Š– ‘’‡”ƒ–‘”• ‹’”‘˜‡ –Š‡‹” ‘’‡”ƒ–‹‘ƒŽ ‡ˆˆ‹…‹‡…›Ǥ – –Š‡ ‡† –Š‡ ’ƒ’‡” †”ƒ™•…‘…Ž—•‹‘•ƒ†‹†‡–‹ˆ‹‡•ƒ˜‡—‡•ˆ‘”ˆ—”–Š‡””‡•‡ƒ”…ŠǤ ‡›™‘”†•ǣ”ƒ‹Žˆ”‡‹‰Š–Ǣ•Š‘”–Šƒ—ŽǢ‘†‡Ž•Ǣ†‡•–‘’ƒƒŽ›•‹•Ǣ…ƒ•‡•–—†›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣƒ”‹Ǥƒ”‹‘˜̷…ŽǤƒ…Ǥ—Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ƒ”‹‘˜ǡ Ǥǡ ‘”–‹‡”ǡ Ǥ —†‡”ǡ Ǥ ‡ •Žƒǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ Š‘”– Šƒ—Ž ”ƒ‹Ž ˆ”‡‹‰Š– •‡”˜‹…‡•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ ˜‘ŽǤ ͷǡǤͶǡ’’Ǥͳ͵͸Ǧͳͷ͵Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿ͹ǤŠ–Ǥ

48


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 154-170 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡†‡•‹•–‡ƒ†‡…‘„”ƒ­ƒ†‡’ƒ••ƒ‰‡‡–”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘—”„ƒ‘ƒ–”ƒ˜±•†‡Ž‡‹–‘”†‹‰‹–ƒŽ„‹‘±–”‹…‘ ‘•‹ƒ”› ‹ƒ‹ƒ”‰ƒ ‘­ƒŽ˜‡•ǡƒ”…‘•‘„‡”–‘ƒ˜ƒ•–ƒ‘ǡ ƒ”‹ƒ—‡Ž‡ƒƒ–‹ƒ‰‘ǡ—‹œ–‘‹‘‘œ‹ȗ Ǧ ƒ…—Ž†ƒ†‡†‡‡…‘Ž‘‰‹ƒ ‡…‡„‹†‘‡ͷ;†‡‘˜‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷͺ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  –”ƒ•’‘”–‡ —”„ƒ‘ ± — •‡”˜‹­‘ †‡ ‰”ƒ†‡ ‹’‘”–Ÿ…‹ƒ ƒ ˜‹†ƒ †ƒ• ’‡••‘ƒ•Ǥ †‹‹•–”ƒ” ‘ •‹•–‡ƒ †‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘ …‘Ž‡–‹˜‘ •‡ –‘”‘— —ƒ ‘’‡”ƒ­ ‘ „ƒ•–ƒ–‡ …‘’Ž‡šƒ ’‡Ž‘• ’”‘„Ž‡ƒ• ‡š‹•–‡–‡• …‘ •‡‰—”ƒ­ƒǡ …‘ ˆ”ƒ—†‡•ǡ …‘ ‘…‘””²…‹ƒ †‡ ˆ‹Žƒ•ǡ ’‘” ‡š‡’Ž‘Ǥ  …‘–”‘Ž‡ †‡ ƒ…‡••‘ ‡ ‘ ’”‘…‡••‘ †‡ …‘„”ƒ­ƒ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡• • ‘ ’‘–‘• ˆ—†ƒ‡–ƒ‹•Ǥ  ‹‘‡–”‹ƒ ˜‡ …‘‘ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜ƒ ‘ ƒ…‡••‘ ‡ ‘ ’ƒ‰ƒ‡–‘Ǥ ‘‹ ƒ’Ž‹…ƒ†‘ ‘ •‘ˆ–™ƒ”‡ †‡ •‹—Žƒ­ ‘  ’ƒ”ƒ ƒƒŽ‹•ƒ” ‘• –‡’‘• †‡ ’ƒ‰ƒ‡–‘• –”ƒ†‹…‹‘ƒ‹• ‡ …‘’ƒ”ƒ” ‘• –‡’‘• ‘„–‹†‘• …‘ ‘ —•‘ †‡ — ƒ’ƒ”‡ŽŠ‘ „‹‘±–”‹…‘Ǥ  ‡•–—†‘ ˆ‘‹ ‡ˆ‡–—ƒ†‘ ƒ …‹†ƒ†‡ †‡  ‘ ‘•± †‘• ƒ’‘•ǡ Ǥ „•‡”˜‘—Ǧ•‡ “—‡ ‘ —•‘ †ƒ „‹‘‡–”‹ƒǡ …‘ˆ‘”‡ ƒ• •‹—Žƒ­Ù‡• ƒ’”‡•‡–ƒ†ƒ• ‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ǡ ‰‡”ƒ ˆ‹Žƒ• †‡ ’ƒ••ƒ‰‡‹”‘• ƒ ‡–”ƒ†ƒ †‘• ؐ‹„—•Ǥ ••ƒ• ˆ‹Žƒ• ƒ—‡–ƒ ‘ †™‡ŽŽ –‹‡ †‘• ˜‡À…—Ž‘•ǡ ”‡†—œ‹†‘ ƒ …ƒ’ƒ…‹†ƒ†‡ †ƒ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒ ‘ “—‡‘…ƒ•‹‘ƒ—’”‘„Ž‡ƒƒ‹‘”“—‡±ƒˆ‹Žƒ‡–”‡‘•’”×’”‹‘•˜‡À…—Ž‘•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡—”„ƒ‘ǡ’Žƒ‡Œƒ‡–‘ǡ„‹‘‡–”‹ƒ

„•–”ƒ…– ”„ƒ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‹• ƒ •‡”˜‹…‡ ‘ˆ ‰”‡ƒ– ‹’‘”–ƒ…‡ ‹ ’‡‘’Ž‡̵• Ž‹˜‡•Ǥ Š‡ ƒƒ‰‡‡– ‘ˆ ’—„Ž‹… –”ƒ•’‘”– •›•–‡ Šƒ• „‡…‘‡ ƒ …‘’Ž‹…ƒ–‡† ‘’‡”ƒ–‹‘ ”ƒ–Š‡” „› ’”‘„Ž‡• ™‹–Š •‡…—”‹–›ǡ ™‹–Š ˆ”ƒ—†ǡ ™‹–Š ‘……—””‡…‡ ‘ˆ “—‡—‡•ǡ ˆ‘” ‡šƒ’Ž‡Ǥ Š‡ ƒ……‡•• …‘–”‘Ž ƒ† –Š‡ ’”‘…‡•• ‘ˆ …‘ŽŽ‡…–‹‰ –‹…‡–• ƒ”‡ –Š‡ ‡› ’‘‹–•Ǥ ‹‘‡–”‹…• ‹• ƒ ƒŽ–‡”ƒ–‹˜‡ –‘ …‘–”‘Ž ƒ……‡•• ƒ† ’ƒ›‡–Ǥ Š‹• ’ƒ’‡” ƒ’’Ž‹‡† –Š‡ •‘ˆ–™ƒ”‡ ‘ˆ †‹•…”‡–‡ •‹—Žƒ–‹‘ –‘ ƒƒŽ›œ‡ –Š‡ –‹‡ ‘ˆ –”ƒ†‹–‹‘ƒŽ ’ƒ›‡–• ƒ† …‘’ƒ”‡ –Š‡ –‹‡• ‘„–ƒ‹‡† ™‹–Š –Š‡ —•‡ ‘ˆ ƒ „‹‘‡–”‹… †‡˜‹…‡Ǥ Š‡ •–—†› ™ƒ• …‘†—…–‡† ‹ –Š‡ …‹–› ‘ˆ ƒ‘ ‘•‡ †‘• ƒ’‘•ǡ Ǥ – ™ƒ• ‘„•‡”˜‡† –Šƒ– –Š‡ —•‡ ‘ˆ „‹‘‡–”‹…•ǡ ƒ• –Š‡ •‹—Žƒ–‹‘• ’”‡•‡–‡† ‹ –Š‹• ™‘”ǡ …”‡ƒ–‡• “—‡—‡• ‘ˆ ’ƒ••‡‰‡”• ƒ– –Š‡ ‡–”ƒ…‡ ‘ˆ –Š‡ „—•Ǥ Š‡•‡ ’ƒ••‡‰‡” “—‡—‡• ‹…”‡ƒ•‡ –Š‡ †™‡ŽŽ –‹‡ ‘ˆ ˜‡Š‹…Ž‡•ǡ ”‡†—…‹‰ –Š‡ …ƒ’ƒ…‹–› ‘ˆ –Š‡ ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ ™Š‹…Š …ƒ—•‡• ƒ „‹‰‰‡” ’”‘„Ž‡ǡ –Š‡„—•‡•“—‡—‡•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ—”„ƒ–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ǡ’Žƒ‹‰ǡ„‹‘‡–”‹…•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ–‘–‘Žƒ–̷„‘ŽǤ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ

‘­ƒŽ˜‡•ǡ Ǥ Ǥ Ǥǡ ƒ˜ƒ•–ƒ‘ǡ Ǥ Ǥǡ ƒ–‹ƒ‰‘ǡ Ǥ Ǥ ‡ ‘œ‹ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ žŽ‹•‡ †‡ •‹•–‡ƒ †‡ …‘„”ƒ­ƒ †‡ ’ƒ••ƒ‰‡ ‡ –”ƒ•’‘”–‡ ’ï„Ž‹…‘—”„ƒ‘ƒ–”ƒ˜±•†‡Ž‡‹–‘”†‹‰‹–ƒŽ„‹‘±–”‹…‘Ǥ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͳͷͶǦͳ͹ͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͺͺǤŠ–Ǥ

49


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 171-187 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘”‡‰‹‘ƒŽǣ ‡–”‡‡…‘‘‹ƒ•†‡†‡•‹†ƒ†‡‡…—•–‘•†‡–”ƒ•ƒ­ ‘ —„‡”–‘ ‹Ž‹’‡†‡†”ƒ†‡ ƒ—ž”‹‘‡––‹‹ȗǡŽ‡••ƒ†”‘ǤǤŽ‹˜‡‹”ƒ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡•–ƒ†—ƒŽ†‡ƒ’‹ƒ•ǡ •–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡Ϳ†‡‘—–—„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͼ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ƒï…‹‘ †ƒ …‘’”ƒ †ƒ ‡’”‡•ƒ ƒ±”‡ƒ ”‡‰‹‘ƒŽ ƒ–ƒƒŽ ’‡Žƒ  ‡ †‡œ‡„”‘ †‡ ʹͲͲͻ –‘‘— †‡ •—”’”‡•ƒ ’ƒ”…‡Žƒ †‘ ‡”…ƒ†‘Ǥ  •‹–—ƒ­ ‘ ˆ‹ƒ…‡‹”ƒ ˆ”ž‰‹Ž Šƒ˜‹ƒ ƒŽ‰—• ƒ‘•ǡ ƒ ƒ–ƒƒŽ ‹Šƒ• ±”‡ƒ• ’ƒ”‡…‹ƒ †‡•–‹ƒ†ƒ ƒ •—…—„‹” ƒ “—ƒŽ“—‡” ‹•–ƒ–‡ǣ †‹ˆ‹…—Ž†ƒ†‡• …”‡•…‡–‡• ‡ ƒ–‡” ‘ …‡”–‹ˆ‹…ƒ†‘ †‡ Š‘‘Ž‘‰ƒ­ ‘ ȋ Ȍ Œ—–‘  ǡ …ƒ•‘• †‡ ‡–”ƒ†ƒ• ‡‹‡–‡• ‘— ‡ˆ‡–‹˜ƒ• †‡ ƒ±”‡ƒ• ‡ ‡”…ƒ†‘• …ƒ–‹˜‘• †ƒ ‡’”‡•ƒǡ –ƒ‹• …‘‘ ƒ ƒ••ƒ”‡†‘ ȋƒ—”—ǡ ƒ”ÀŽ‹ƒ ‡ ”‡•‹†‡–‡ ”—†‡–‡Ȍǡ ƒ   ȋ —‹œ †‡ ‘”ƒȌ ‡ ƒ  ȋƒ”‹‰ž ‡ ”‡•‹†‡–‡ ”—†‡–‡Ȍ ‡ ƒ ’‡”†ƒ †‡ ͵ͳΨ †‘• •Ž‘–• ‘ ‡”‘’‘”–‘ †‡ ‘‰‘Šƒ• ’‘” ‘–‹˜‘ †‡ ‹‡ˆ‹…‹²…‹ƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǡ ‡†‹†ƒ ƒ—…‹ƒ†ƒ ƒ’ו ƒ ’”‹‡‹”ƒ ”‘†ƒ†ƒ †‡ ”‡†‹•–”‹„—‹­ ‘ †‡ •Ž‘–• ‡ ‘‰‘Šƒ• ”‡ƒŽ‹œƒ†ƒ ’‡Žƒ  ‘ •‡‰—†‘ •‡‡•–”‡ †‡ ʹͲͲͻ ˆ‘”ƒǡ ‡ …‘Œ—–‘ǡ –”²• ˆƒ–‘”‡• “—‡ ˆƒœ‹ƒ …”‡” “—‡ ƒ •‘„”‡˜‹†ƒ †ƒ ƒ–ƒƒŽ ’ƒ”‡…‹ƒ ”‡ƒŽ‡–‡ †—˜‹†‘•ƒǢ ‹‡•’‡”ƒ†‘ǡ ’‘”±ǡ ˆ‘‹ ‘ †‡•ˆ‡…Š‘ ƒ “—‡ •‡ ƒ••‹•–‹—ǡ ’‘‹• ‡˜‘Ž˜‡— ‘ ”‡‰”‡••‘ †ƒ  ‹Šƒ• ±”‡ƒ• ƒ — •‡‰‡–‘ †‡ ‡”…ƒ†‘ †‘ “—ƒŽ ‡Žƒ •‡ ƒˆƒ•–‘— ”‡‹–‡”ƒ†ƒ• ˜‡œ‡• ƒ‘ Ž‘‰‘ †‡ •‡—• ‹‘• ʹͲ ƒ‘• †‡ ‡š‹•–²…‹ƒǤ •–‡ ƒ”–‹‰‘ †‡ †‡†‹…ƒ ƒ ‡š’Ž‘”ƒ” ‡•–‡ ˆƒ–‘ǡ ƒ ’ƒ”–‹” †ƒ —–‹Ž‹œƒ­ ‘ †‘• …‘…‡‹–‘• †‡ ‡…‘‘‹ƒ• †‡ †‡•‹†ƒ†‡ ‡ …—•–‘• †‡ –”ƒ•ƒ­ ‘ǡ ‡ ƒ „—•…ƒ” ƒŽ‰—ƒ• ‹–‡”’”‡–ƒ­Ù‡•’ƒ”ƒ‘ˆ‹ƒŽƒ“—‡•‡ƒ••‹•–‹—Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣƒ˜‹ƒ­ ‘”‡‰‹‘ƒŽǢ‡…‘‘‹ƒ•†‡†‡•‹†ƒ†‡Ǣ…—•–‘•†‡–”ƒ•ƒ­ ‘

„•–”ƒ…–  ‹”Ž‹‡• „‘—‰Š– ƒ–ƒƒŽ ‡‰‹‘ƒŽ ‹”Ž‹‡• ‹ ‡…‡„‡” ʹͲͲͻ ƒ† •—”’”‹•‡† ƒ —„‡” ‘ˆ ƒ…ƒ†‡‹…• ƒ† ‹†—•–”‹ƒŽ ƒƒŽ›•–•Ǥ Ž–Š‘—‰Š ƒ–ƒƒŽ ‹”Ž‹‡• ™ƒ• —†‡” ˆ‹ƒ…‹ƒŽǡ …‘’‡–‹–‹˜‡ ƒ† ”‡‰—Žƒ–‘”› ’”‡••—”‡ ˆ‘” ƒ —„‡” ‘ˆ ”‡ƒ•‘• ‹ Žƒ•– ›‡ƒ”• ȋ‹…”‡ƒ•‹‰ †‹ˆˆ‹…—Ž–‹‡• ˆ‘” ‡‡’‹‰ ‹–• ƒ‹” ‘’‡”ƒ–‘”ǯ• …‡”–‹ˆ‹…ƒ–‡ †—‡ –‘ ƒ‹–‡ƒ…‡ ‹••—‡•Ǣ ‡–”› ‡’‹•‘†‡• ‘ˆ ”‹˜ƒŽ ƒ‹”Ž‹‡• ‹ ‘…‡ ‡š…Ž—•‹˜‡ ƒ‹”’‘”–• •—…Š ƒ• ƒ—”—ǡ ƒ”ÀŽ‹ƒ ƒ† —Àœ †‡ ‘”ƒǢ Ž‘•• ‘ˆ ͵ͳΨ ‘ˆ ‹–• •Ž‘–• ƒ–  ‘ ƒ—Ž‘ ‘‰‘Šƒ• ƒ‹”’‘”– †—‡ –‘ •…Š‡†—Ž‡ ‹‡ˆˆ‹…‹‡…›Ȍ –Š‡ ‡† ‘ˆ ‹–• Š‹•–‘”› ™ƒ• Š‹‰ŠŽ› •—”’”‹•‹‰ǡ ƒ• ‹– ‡˜‘Ž˜‡† –Š‡ ”‡–—” ‘ˆ  ‹”Ž‹‡• –‘ ƒ ƒ”‡– •‡‰‡– ˆ”‘ ™Š‹…Š ‹– ’”‘‰”‡••‹˜‡Ž› •–‡’’‡† ƒ™ƒ› ˆ‘” –™‘ †‡…ƒ†‡•Ǥ Š‹• ’ƒ’‡” ‡š’Ž‘”‡• ƒ† –”‹‡• ƒ ‹–‡”’”‡–ƒ–‹‘ ‘ •—…Š •–‘”› „› —•‹‰–Š‡…‘…‡’–•‘ˆ‡…‘‘‹‡•‘ˆ†‡•‹–›ƒ†–”ƒ•ƒ…–‹‘…‘•–•Ǥ ‡›™‘”†•ǣ”‡‰‹‘ƒŽƒ˜‹ƒ–‹‘Ǣ‡…‘‘‹‡•‘ˆ†‡•‹–›Ǣ–”ƒ•ƒ…–‹‘…‘•–•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŠ—„‡”–‘Ǥ„‡––‹‹̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‡––‹‹ǡ Ǥ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ Ž‹˜‡‹”ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ ”‡‰‹‘ƒŽǣ ‡–”‡ ‡…‘‘‹ƒ• †‡ †‡•‹†ƒ†‡ ‡ …—•–‘• †‡ –”ƒ•ƒ­ ‘Ǥ ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’Ǥͳ͹ͳǦͳͺ͹Ǥ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͿ;ǤŠ–Ǥ

50


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 188-231 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

‘ŽÀ–‹…ƒ•’ï„Ž‹…ƒ•’ƒ”ƒƒ‡ŽŠ‘”‹ƒ†ƒ…‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡†ƒƒ˜‹ƒ­ ‘ ”‡‰‹‘ƒŽ„”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ ”‡†‡”‹…‘”ƒ—Œ‘—”‘ŽŽƒȗǡƒ”‹ƒ ‡”ƒ†ƒ ”‡‹”‡†‡‹ƒǡ Š‡Žƒ ƒ”—‹Š‹”ƒ ‡œ…‘‡•“—‹•ƒ‡‘•—Ž–‘”‹ƒ–†ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸ͷ†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡ͷ;†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡ͷͿ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  …‘„‡”–—”ƒ †‘• •‡”˜‹­‘• †‡ ƒ˜‹ƒ­ ‘ ”‡‰—Žƒ” ‡•–ž ƒ••‘…‹ƒ†ƒ ƒ ‹’‘”–ƒ–‡• ‡š–‡”ƒŽ‹†ƒ†‡• ’‘•‹–‹˜ƒ• •‘„”‡ ƒ• ‡…‘‘‹ƒ• ”‡‰‹‘ƒ‹•Ǥ ‘ „ƒ•‡ ‡•–‡ ’”‡••—’‘•–‘ǡ ‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ƒ˜ƒŽ‹ƒ ’‘ŽÀ–‹…ƒ• ’ï„Ž‹…ƒ• “—‡ ’‘†‡”‹ƒ ‡•–‹—Žƒ” ‘ •‡‰‡–‘ †ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ‘ ”ƒ•‹Žǡ ’‡”‹–‹†‘ ƒ ‡ˆ‡–‹˜ƒ …‘˜‡”• ‘ †‘ •‡— ’‘–‡…‹ƒŽ ‡ „‡‡ˆÀ…‹‘• …‘…”‡–‘• ‡ ”‡ƒ‹• ’ƒ”ƒ ƒ •‘…‹‡†ƒ†‡ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǡ ‡ –‡”‘• †ƒ …‘’‡–‹­ ‘ •‡–‘”‹ƒŽ ‡ †ƒ …‘„‡”–—”ƒ –‡””‹–‘”‹ƒŽ †‘• •‡”˜‹­‘•Ǥ  ‡•–—†‘ ‘•–”ƒ “—‡ Šž ƒ­Ù‡• †‡ ’‘ŽÀ–‹…ƒ ’ï„Ž‹…ƒ “—‡ ’‘†‡”‹ƒ‡•–‹—Žƒ”ƒƒ˜‹ƒ­ ‘”‡‰‹‘ƒŽ‡‰‡”ƒ”‘ƒ’”‘˜‡‹–ƒ‡–‘†ƒ•‡š–‡”ƒŽ‹†ƒ†‡••—„Œƒ…‡–‡•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–”ƒ•’‘”–‡ƒ±”‡‘”‡‰‹‘ƒŽǢ…‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡Ǣ’‘ŽÀ–‹…ƒ•’ï„Ž‹…ƒ•Ǣ–”‹„—–ƒ­ ‘

„•–”ƒ…– Š‡ …‘˜‡”ƒ‰‡ ‘ˆ ”‡‰—Žƒ” ƒ˜‹ƒ–‹‘ ‹• ƒ••‘…‹ƒ–‡† ™‹–Š ‹’‘”–ƒ– ‡š–‡”ƒŽ‹–‹‡• ‘ ”‡‰‹‘ƒŽ ‡…‘‘‹‡•Ǥ ƒ•‡† ‘ –Š‹• ƒ••—’–‹‘ǡ –Š‹• ™‘” ‡˜ƒŽ—ƒ–‡• ’—„Ž‹… ’‘Ž‹…‹‡• –Šƒ– …‘—Ž† •–‹—Žƒ–‡ –Š‡ ”‡‰‹‘ƒŽ ƒ˜‹ƒ–‹‘ •‡‰‡– ‹ ”ƒœ‹Žǡ …”‡ƒ–‹‰ ”‘‘ ˆ‘” ƒ ‡ˆˆ‡…–‹˜‡ …‘˜‡”•‹‘ ‘ˆ ‹–• ’‘–‡–‹ƒŽ ‹–‘ …‘…”‡–‡ „‡‡ˆ‹–• ˆ‘” –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ •‘…‹‡–›ǡ „‘–Š ‹ –‡”• ‘ˆ •‡…–‘” …‘’‡–‹–‹‘ ƒ† ‰‡‘‰”ƒ’Š‹… …‘˜‡”ƒ‰‡‘ˆ–Š‡•‡”˜‹…‡•ǤŠ‡•–—†›•Š‘™•–Šƒ––Š‡”‡ƒ”‡’—„Ž‹…’‘Ž‹…›ƒ…–‹‘•–Šƒ–…‘—Ž†•–‹—Žƒ–‡”‡‰‹‘ƒŽƒ˜‹ƒ–‹‘–Š—•ƒŽŽ‘™‹‰ ˆ‘”–Š‡ƒ’’”‘’”‹ƒ–‹‘‘ˆ—†‡”Ž›‹‰‡š–‡”ƒŽ‹–‹‡•Ǥ ‡›™‘”†•ǣƒ‹”–”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘Ǣ…‘’‡–‹–‹˜‡‡••Ǣ’—„Ž‹…’‘Ž‹…‹‡•Ǣ–ƒšƒ–‹‘

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣˆ”‡†–—”‘ŽŽƒ̷’‡œ…‘Ǥ…‘Ǥ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ —”‘ŽŽƒǡ Ǥ Ǥǡ ‹ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ Š‹”ƒǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ ‘ŽÀ–‹…ƒ• ’ï„Ž‹…ƒ• ’ƒ”ƒ ƒ ‡ŽŠ‘”‹ƒ †ƒ …‘’‡–‹–‹˜‹†ƒ†‡ †ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘ ”‡‰‹‘ƒŽ „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǤ‡˜‹•–ƒ†‡‹–‡”ƒ–—”ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’ǤͳͺͺǦʹ͵ͳǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶͼͿǤŠ–Ǥ

51


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 232-239 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•…‘ŽŠƒ†‘–ƒƒŠ‘†ƒƒ‡”‘ƒ˜‡’‡Žƒ•‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ• ‹…ƒ”†‘ ”ƒ—ŽŠƒȗ

•–‹–—–‘‡…‘Ž×‰‹…‘†‡‡”‘ž—–‹…ƒ ‡…‡„‹†‘‡͸;†‡Œ—ŽŠ‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸͹†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  –”ƒ•’‘”–‡ ƒ±”‡‘ —†‹ƒŽ –‡”ž — ‰”ƒ†‡ ƒ—‡–‘ ƒ †‡ƒ†ƒǡ ’‘”± ‘ –ƒƒŠ‘ †ƒ• ƒ‡”‘ƒ˜‡•  ‘ ƒ…‘’ƒŠƒ”ž ‡•–‡ …”‡•…‹‡–‘Ǥ • ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ• ‡•…‘ŽŠ‡ ‘ –ƒƒŠ‘ †ƒ ƒ‡”‘ƒ˜‡ ƒ •‡” —–‹Ž‹œƒ†ƒ „ƒ•‡ƒ†ƒ ‡ …”‹–±”‹‘• • ”‘–ƒ• ‡ ƒ‡”‘’‘”–‘• ‡ “—‡ ‘’‡”ƒǤ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ Œ—•–‹ˆ‹…ƒǦ•‡ ƒ–”ƒ˜±• †‘ ‡•–—†‘ †‡ ‘•Š‡ ‹˜‘‹ ‡ ‹‡– ‹‡–˜‡Ž† •‘„”‡ “—ƒ‹• ˆƒ–‘”‡• ‹ˆŽ—‡…‹ƒ ƒ ‡•…‘ŽŠƒ†‘–ƒƒŠ‘†ƒƒ‡”‘ƒ˜‡’‡Žƒ•‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ–ƒƒŠ‘ƒ‡”‘ƒ˜‡Ǣ‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ•Ǣ…‘’‡–‹­ ‘Ǣˆ”‡“—²…‹ƒǤ

„•–”ƒ…–

Ž‘„ƒŽ ƒ‹” –”ƒ•’‘”– ™‹ŽŽ ‹…”‡ƒ•‡ ‹ †‡ƒ†ǡ „—– ƒ‹”…”ƒˆ– •‹œ‡ ™‹ŽŽ ‘– ˆ‘ŽŽ‘™ –Š‹• ‰”‘™–ŠǤ ‹”Ž‹‡• …Š‘‘•‡ –Š‡ ƒ‹”…”ƒˆ– •‹œ‡ –‘ „‡ —•‡† „ƒ•‡† ‘ ”‘—–‡• ƒ† ƒ‹”’‘”–• –Šƒ– –Š‡› ‘’‡”ƒ–‡Ǥ Š‹• ™‘” ‹• Œ—•–‹ˆ‹‡† „› –Š‡ •–—†› ‘•Š‡ ‹˜‘‹ ƒ† ‹‡– ‹‡–˜‡Ž† †‹† ƒ„‘—– ˆƒ…–‘”•–Šƒ–‹ˆŽ—‡…‡…Š‘‹…‡‘ˆƒ‹”…”ƒˆ–•‹œ‡„›ƒ‹”Ž‹‡•Ǥ

‡›™‘”†•ǣƒ‹”…”ƒˆ–•‹œ‡Ǣƒ‹”Ž‹‡•Ǣ…‘’‡–‹–‹‘ǢˆŽ‹‰Š–ˆ”‡“—‡…›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ”‹…ƒ”†‘̷‰”ƒ—ŽŠƒǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ

”ƒ—ŽŠƒǡ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •…‘ŽŠƒ †‘ –ƒƒŠ‘ †ƒ ƒ‡”‘ƒ˜‡ ’‡Žƒ• ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ ˜‘ŽǤ ͷǡ Ǥ Ͷǡ ’’Ǥʹ͵ʹǦʹ͵ͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ͸ͼǤŠ–Ǥ

52


SB PT Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 240-259 Leituras & Ensaios

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

•–”—–—”ƒ†‡…ƒ’‹–ƒŽ†‡‡’”‡•ƒ•ƒ±”‡ƒ• ž”…‹‘‡”‡‹”ƒ‘—•ƒǡ ‡Ž‘‹•ƒž”…‹ƒ‹”‡•ȗ ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ‡…‡„‹†‘‡͹†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͸ͻ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘  ‡•–—†‘ ƒƒŽ‹•ƒ ˆ‹ƒ…‡‹”ƒ‡–‡ ʹͶ ‡’”‡•ƒ• †ƒ ƒ˜‹ƒ­ ‘ …‹˜‹Žǡ –‘†ƒ• †‡ …ƒ’‹–ƒŽ ƒ„‡”–‘ …‘ ƒ­Ù‡• ‡‰‘…‹ƒ†ƒ• ƒ ‘Ž•ƒ †‡ ‘˜ƒ ‘” ȋȌǡ •‡†‘ “—‡ ͵ • ‘ ‡—”‘’±‹ƒ•ǡ Ͷ • ‘ •‡†‹ƒ†ƒ• ‡ ’ƒÀ•‡• †ƒ ±”‹…ƒ ƒ–‹ƒǡ ʹ ƒ•‹ž–‹…ƒ• ‡ ƒ• †‡ƒ‹• …‘ •‡†‡ ‘• •–ƒ†‘• ‹†‘•ǡ …‘ ”‡…‡‹–ƒ• –‘–ƒ‹• ‡ –‘”‘ †‡ ʹͲͲ „‹ŽŠÙ‡• †‡ †×Žƒ”‡• ƒ—ƒ‹•Ǥ • ƒžŽ‹•‡•ǡ “—‡ ƒ„”ƒ‰‡ …‹…‘ ƒ‘• †‡ ’—„Ž‹…ƒ­Ù‡• ˆ‹ƒ…‡‹”ƒ• †ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• ƒ±”‡ƒ•ǡ ƒ„‘”†ƒ ˜ƒ”‹ž˜‡‹• †‡ ‡•–”—–—”ƒ †‡ …ƒ’‹–ƒŽ –ƒ‹• …‘‘ ˆŽ—š‘ †‡ …ƒ‹šƒ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǡ ˆŽ—š‘ †‡ …ƒ‹šƒ †‡ ƒ…‹‘‹•–ƒ•ǡ À†‹…‡• †‡ ƒŽƒ˜ƒ…ƒ‰‡ ‡ À†‹…‡• †‡ Ž—…”ƒ–‹˜‹†ƒ†‡Ǥ „•‡”˜ƒ‘• “—‡ Š‘—˜‡ †‡œ ‹…‹†²…‹ƒ• †‡ ’ƒ••‹˜‘ ƒ †‡•…‘„‡”–‘ ƒ• ’—„Ž‹…ƒ­Ù‡• ƒ—ƒ‹• ƒƒŽ‹•ƒ†ƒ•ǡ •‡†‘ “—‡ †—ƒ• ‡’”‡•ƒ• ‘’‡”ƒ”ƒ ƒ’‡ƒ• …‘ …ƒ’‹–ƒŽ †‡ –‡”…‡‹”‘• †‡ ʹͲͲͶ ƒ ʹͲͲ͸ ‡ “—ƒ–”‘ ƒ±”‡ƒ• ‡ ʹͲͲͺ  ‘ ’‘••—Àƒ …ƒ’‹–ƒŽ ’”×’”‹‘ ‘ „ƒŽƒ­‘ ’ƒ–”‹‘‹ƒŽǤ ‡–”‡ ƒ• ‡˜‹†²…‹ƒ• ‡…‘–”ƒ†ƒ• †‡•–ƒ…ƒǦ•‡ —ƒ ‡ ”‡Žƒ­ ‘  ƒ”‰‡ ‘’‡”ƒ…‹‘ƒŽǡ “—‡ •—‰‡”‡  ‘ Šƒ˜‡” ‰ƒŠ‘ †‡ ‡•…ƒŽƒǡ …‘ …‘•‡“—‡–‡ ”‡†—­ ‘ †‡ …—•–‘• ‡ †‡ †‡•’‡•ƒ• ‘’‡”ƒ…‹‘ƒ‹•ǡ ’ƒ”ƒ ‡’”‡•ƒ• “—‡ ‘„–² ƒ‹‘”‡• ”‡…‡‹–ƒ•ǡ ’‘‹• ± Œ—•–ƒ‡–‡ ‡–”‡ ‡••ƒ• …‘’ƒŠ‹ƒ• “—‡ ˜‡”‹ˆ‹…ƒ‘•ƒƒ‹‘”‹…‹†²…‹ƒ†‡ƒ”‰‡•‘’‡”ƒ…‹‘ƒ‹•‡‰ƒ–‹˜ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣ‡•–”—–—”ƒ†‡…ƒ’‹–ƒŽǢˆŽ—š‘†‡…ƒ‹šƒǢŽ—…”‘Ǣ’ƒ–”‹Ø‹‘ŽÀ“—‹†‘

„•–”ƒ…– Š‡ •–—†› ‡šƒ‹‡• ˆ‹ƒ…‹ƒŽŽ› ʹͶ …‹˜‹Ž ƒ˜‹ƒ–‹‘ …‘’ƒ‹‡•ǡ ƒŽŽ ‘ˆ –Š‡ ƒ”‡ ’—„Ž‹… …‘’ƒ‹‡• ™‹–Š •Šƒ”‡• –”ƒ†‡† ‘ –Š‡ ‡™ ‘” –‘… š…Šƒ‰‡ǡ ‘ˆ ™Š‹…Š –Š”‡‡ ƒ”‡ —”‘’‡ƒǡ Ͷ ƒ”‡ Ž‘…ƒ–‡† ‹ ƒ–‹ ‡”‹…ƒ …‘—–”‹‡•ǡ –™‘ •‹ƒ ƒ† ‘–Š‡” „ƒ•‡† ‹ ‹–‡† –ƒ–‡•ǡ ™‹–Š –‘–ƒŽ ƒ—ƒŽ ”‡˜‡—‡• ƒ”‘—† ʹͲͲ „‹ŽŽ‹‘ †‘ŽŽƒ”•Ǥ Š‡ ƒƒŽ›•‹•ǡ …‘˜‡”‹‰ ˆ‹˜‡ ›‡ƒ”• ‘ˆ ˆ‹ƒ…‹ƒŽ ’—„Ž‹…ƒ–‹‘• ˆ”‘ ƒ‹”Ž‹‡•ǡ ƒ’’”‘ƒ…Š …ƒ’‹–ƒŽ •–”—…–—”‡ ˜ƒ”‹ƒ„Ž‡• •—…Š ƒ• ‘’‡”ƒ–‹‰ …ƒ•Š ˆŽ‘™ǡ …ƒ•Š ˆŽ‘™ –‘ •Šƒ”‡Š‘Ž†‡”•ǡ Ž‡˜‡”ƒ‰‡ ƒ† ’”‘ˆ‹–ƒ„‹Ž‹–› ”ƒ–‹‘•Ǥ ‡ Šƒ˜‡ ‘„•‡”˜‡† –Šƒ– –Š‡”‡ ™‡”‡ –‡ ‘……—””‡…‡• ‘ˆ —ˆ—†‡† Ž‹ƒ„‹Ž‹–‹‡• ‹ –Š‡ ƒ—ƒŽ ’—„Ž‹…ƒ–‹‘• ƒƒŽ›œ‡†Ǥ ™‘ …‘’ƒ‹‡• Šƒ† Œ—•– –Š‹”† ’ƒ”–‹‡• …ƒ’‹–ƒŽ •‹…‡ ʹͲͲͶ —–‹Ž ʹͲͲ͸ ƒ† ˆ‘—” ƒ‹”Ž‹‡• Šƒ† ‘ ‡“—‹–› •Šƒ”‡Š‘Ž†‡” ‹ –Š‡ „ƒŽƒ…‡ •Š‡‡–Ǥ ‘‰ –Š‡ ‡˜‹†‡…‡• ˆ‘—†‡† ‘‡ •–ƒ†• ‹ ”‡Žƒ–‹‘ –‘ ‘’‡”ƒ–‹‰ ƒ”‰‹ǡ ™Š‹…Š •—‰‰‡•–• –Š‡”‡ ƒ”‡ǯ– ‡…‘‘‹‡• ‘ˆ •…ƒŽ‡ǡ ™‹–Š …‘•‡“—‡– ”‡†—…–‹‘ ‘ˆ …‘•–• ƒ† ‘’‡”ƒ–‹‰ ‡š’‡•‡•ǡ ˆ‘” …‘’ƒ‹‡• –Šƒ– ‰‡– ‘”‡ ”‡˜‡—‡ǡ „‡…ƒ—•‡ ‹– ‹• ’”‡…‹•‡Ž› ƒ‘‰–Š‘•‡…‘’ƒ‹‡•–Šƒ–ˆ‘—†–Š‡Š‹‰Š‡•–‹…‹†‡…‡‡‰ƒ–‹˜‡‘’‡”ƒ–‹‰ƒ”‰‹•Ǥ

‡›™‘”†•ǣ…ƒ’‹–ƒŽ•–”—…–—”‡Ǣ…ƒ•ŠˆŽ‘™Ǣ‡ƒ”‹‰Ǣ‡“—‹–›

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹ŽǣŠ‡Ž‘‹•ƒ̷’‡’Ǥ—ˆ”ŒǤ„”Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘—•ƒǡ Ǥ Ǥ ‡ ‹”‡•ǡ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ •–”—–—”ƒ †‡ …ƒ’‹–ƒŽ †‡ ‡’”‡•ƒ• ƒ±”‡ƒ•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ ˜‘ŽǤ ͷǡ Ǥ Ͷǡ ’’Ǥ ʹͶͲǦʹͷͻǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͷǦͶ;ͼǤŠ–Ǥ

53


SB PT

Revista de Literatura dos Transportes vol. 5, n. 4, pp. 260-270 Leituras & Ensaios

Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

RELIT ™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”

ʹͳ͹͹ǦͳͲ͸ͷ

žŽ‹•‡†ƒŽ‡‰‹•Žƒ­ ‘•‘„”‡‘ –”ƒ•’‘”–‡†‡’”‘†—–‘•’‡”‹‰‘•‘• Ž›‡”•‘ƒ–‘•†ƒ‘•–ƒȗǡƒ—Ž‘‡œƒ”ƒ”–‹•‹„‡‹”‘ ‘’ƒŠ‹ƒ†‡‰‡Šƒ”‹ƒ†‡”žˆ‡‰‘ǦǦ‹‘ǡ‹˜‡”•‹†ƒ†‡ ‡†‡”ƒŽ†‘‹‘†‡ ƒ‡‹”‘ ‡…‡„‹†‘‡͸͸†‡†‡œ‡„”‘†‡͸ͶͷͶǢ”‡…‡„‹†‘‡˜‡”• ‘”‡˜‹•ƒ†ƒ‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸ͶͷͷǢƒ…‡‹–‘‡͹ͷ†‡Œƒ‡‹”‘†‡͸Ͷͷͷ

‡•—‘ •–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ –‡ ‘ ‘„Œ‡–‹˜‘ †‡ ƒ’”‡•‡–ƒ” ƒ ”‡‰—Žƒ‡–ƒ­ ‘ †‘ –”ƒ•’‘”–‡ –‡””‡•–”‡ †‡ ’”‘†—–‘• ’‡”‹‰‘•‘• ˜‹‰‡–‡ ‘ ”ƒ•‹Ž ‡ ƒŽ‰—• …ƒ•‘• ‘ ‡š–‡”‹‘”Ǥ ‘‹ †ƒ†‘ ‡ˆ‘“—‡ ƒ ‘˜‹‡–ƒ­ ‘ǡ ‹–‹‡”ž”‹‘ ‡ ƒ ‹ˆ”ƒǦ‡•–”—–—”ƒ …”‹ƒ†ƒ ’ƒ”ƒ ‘ ˆ—…‹‘ƒ‡–‘ †‘ •‡”˜‹­‘Ǥ ”‹‡‹”ƒ‡–‡ǡ ˆ‘‹ ƒ’”‡•‡–ƒ†ƒ ƒ †‡ˆ‹‹­ ‘ †‡ ’”‘†—–‘• ’‡”‹‰‘•‘•Ǥ  •‡‰—‹†ƒǡ ± ƒ’”‡•‡–ƒ†ƒ ƒ …Žƒ••‹ˆ‹…ƒ­ ‘ …‘ˆ‘”‡ ƒ• ”‡…‘‡†ƒ­Ù‡• †ƒ  ’ƒ”ƒ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‘• ‡•‘•Ǥ ‘”ƒ ƒ„‘”†ƒ†ƒ• ƒ• Ž‡‰‹•Žƒ­Ù‡• ˆ‡†‡”ƒ‹•ǡ ‡•–ƒ†—ƒ‹• ‡ —‹…‹’ƒ‹• „”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ•Ǥ •– ‘ ’”‡•‡–‡• ‡•–‡ –”ƒ„ƒŽŠ‘ ‘• …ƒ•‘• †ƒ ‰Žƒ–‡””ƒǡ •–ƒ†‘• ‹†‘• ‡ ƒƒ†žǤ ‹ƒŽ‡–‡ǡ ˆ‘‹ ˆ‡‹–ƒ —ƒ ƒžŽ‹•‡ †ƒ Ž‡‰‹•Žƒ­ ‘ƒ’”‡•‡–ƒ†ƒ‡ˆ‘”ƒ’”‘’‘•–ƒ•ƒŽ‰—ƒ•‡ŽŠ‘”‹ƒ•Ǥ ƒŽƒ˜”ƒ•Ǧ…Šƒ˜‡ǣŽ‡‰‹•Žƒ­ ‘Ǣ’”‘†—–‘•’‡”‹‰‘•‘•

„•–”ƒ…– Š‹• ™‘” Šƒ• –Š‡ ’—”’‘•‡ ‘ˆ •Š‘™‹‰ –Š‡ ”ƒœ‹Ž‹ƒ ”‡‰—Žƒ–‹‘ǡ ƒ† ƒŽ•‘ ˆ”‘ ‘–Š‡” …‘—–”‹‡•ǡ …‘…‡”‹‰ –‘ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‘ˆ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†•Ǥ ƒ• „‡‡ ‰‹˜‡ ƒ ƒ’’”‘ƒ…Š ‘ –Š‡ ‘˜‡‡–ǡ ”‘—–‡ ƒ† ‹ˆ”ƒ•–”—…–—”‡ …”‡ƒ–‡† –‘ ƒ‡ –Š‡ •‡”˜‹…‡ ™‘”•Ǥ – ˆ‹”•–ǡ –Š‡ †‡ˆ‹‹–‹‘ ‘ˆ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†• ™ƒ• •Š‘™‡†Ǥ ‡š–ǡ –Š‹• ™‘” ’”‡•‡–• –Š‡ …Žƒ••‹ˆ‹…ƒ–‹‘ ƒ……‘”†‹‰ –‘  •‡––‹‰• ƒ„‘—– –Š‡ –”ƒ•’‘”–ƒ–‹‘ ‘ˆ †ƒ‰‡”‘—• ‰‘‘†•Ǥ ‡†‡”ƒŽǡ –ƒ–‡ ƒ† —‹…‹’ƒŽ ”ƒœ‹Ž‹ƒ Ž‡‰‹•Žƒ–‹‘ ™‡”‡ „”‘ƒ…Š‡†Ǥ ’’‡ƒ”• ‹ –Š‹• ™‘” ‰Žƒ†ǡ ‹–‡† –ƒ–‡• ƒ† ƒƒ†ƒ …ƒ•‡•Ǥ – Žƒ•–ǡ ƒ ƒƒŽ›•‹• ƒ„‘—– –Š‡ ‡–‹‘‡† ”‡‰—Žƒ–‹‘ ™ƒ• †‘‡ ƒ† •‘‡ ‹’”‘˜‡‡–• ™‡”‡’”‘’‘•‡†Ǥ ‡›™‘”†•ǣŽ‡‰‹•Žƒ–‹‘ǢŠƒœƒ”†‘—•‰‘‘†•

ȗ—–‘”…‘””‡•’‘†‡–‡Ǥƒ‹Žǣ‡‡•…‘•–ƒ̷‰ƒ‹ŽǤ…‘Ǥ

‹–ƒ­ ‘‡…‘‡†ƒ†ƒ ‘•–ƒǡ Ǥ Ǥ Ǥ ‡ ‹„‡‹”‘ǡ Ǥ Ǥ Ǥ ȋʹͲͳͳȌ žŽ‹•‡ †ƒ Ž‡‰‹•Žƒ­ ‘ •‘„”‡ ‘ –”ƒ•’‘”–‡ †‡ ’”‘†—–‘• ’‡”‹‰‘•‘•Ǥ ‡˜‹•–ƒ †‡ ‹–‡”ƒ–—”ƒ †‘• ”ƒ•’‘”–‡•ǡ˜‘ŽǤͷǡǤͶǡ’’Ǥʹ͸ͲǦʹ͹ͲǤ

■ ±—‡”‹×†‹…‘†‡…‡••‘‹˜”‡ȋ’‡……‡•• ‘—”ƒŽȌǡ…‘ˆ‘…‘‡ ‡•– ‘‡…‘‘‹ƒ†‘•”ƒ•’‘”–‡•‡ƒ–‹†‘’‡Žƒ ‘…‹‡†ƒ†‡”ƒ•‹Ž‡‹”ƒ†‡Žƒ‡Œƒ‡–‘†‘•”ƒ•’‘”–‡•ȋȌǡ™‡„•‹–‡™™™Ǥ’‡•“—‹•ƒ‡–”ƒ•’‘”–‡•Ǥ‡–Ǥ„”ǤǦ ͸ͷͽͽǦͷͶͼͻǤ ”–‹‰‘†‹•’‘À˜‡Ž•‡”‡•–”‹­Ù‡•‡™™™Ǥ”‡Ž‹–Ǥ‘”‰Ǥ„”Ȁ”͸ͶͷͶǦͶͽͺǤŠ–Ǥ

54


Revista de Literatura dos Transportes

A RELIT A Revista de Literatura dos Transportes (RELIT) é uma publicação da SBPT - Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes. Tem por objetivo promover a difusão do conhecimento científico nas áreas de atuação da SBPT. A revista, de cunho acadêmicocientífico, é a única do gênero a manter foco específico nos campos do Planejamento e Economia dos Transportes. Possui periodicidade trimestral, processo rigoroso de avaliação em pares e compromisso com os prazos editoriais. Totalmente eletrônica, a RELIT é um Open Access Journal integrante do DOAJ, e mantido pela SBPT, a Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes, entidade responsável por uma aliança que congrega Centros de Pesquisa na área e que possuem participação do Diretório de Grupos do CNPq (DGP). Seu Conselho Editorial é composto por experientes professores doutores de universidades de todas as regiões do Brasil e inclusive do exterior, sempre na busca incessante pela excelência na produção e divulgação científica. A RELIT é um periódico com reconhecimento oficial, estando presente no Portal Ibict, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Na RELIT são publicados trabalhos nas áreas de Transportes e Serviços de Infraestrutura associada, com ênfase em questões de Gestão, Planejamento, Políticas Públicas, Economia e Logística de Transportes, bem como Impactos Sócio-Econômicos, Regulatórios e Ambientais associados. É constituída por duas seções: Diretório de Pesquisas e Leituras & Ensaios. A criação e desenvolvimento da RELIT é uma conquista de toda a comunidade acadêmica de transportes, na busca por um legado de consolidação das pesquisas na área gerencial do setor. Todos os pesquisadores e especialistas com trabalhos relacionados às áreas de afinidade da RELIT são convidados a submeter trabalhos.


Conselho Editorial O Conselho Editorial da RELIT é composto por quatro divisões interdependentes e fundamentais para o sucesso da revista: 1. Editor-Chefe; 2. Editores Associados; 3. Comitê Científico; e, 4. Equipe de Divulgação Científica e Divulgação (EDCE/RELIT). O EditorChefe e os Editores Associados formam a cúpula da revista, e possuem funções executivas de rotina. O Comitê Científico é composto por professores de notório saber e que têm a missão de prover a revista com orientações quanto às suas políticas e formas inserção e fortalecimento junto a comunidade científica. No Conselho Editorial da RELIT há experientes pesquisadores na área de transportes e áreas correlacionadas. O time conta com especialistas de todo o Brasil e de várias partes do mundo. Editor-Chefe • Alessandro V. M. Oliveira, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos, Brasil Editores Associados • Maria Cristina Barbot, Universidade do Porto, Porto, Portugal • Guilherme Lohmann, Southern Cross University, Gold Coast, Austrália • Floriano Carlos Martins Pires Jr, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Comitê Científico - Editores de Seção • Anderson Ribeiro Correia, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Bijan Vasigh, Embry-Riddle Aeronautical University, Florida, USA • Bruce Prideaux, James Cook University, Queensland, Australia • Carlos Alberto Faria, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Brasil • Carlos Müller, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos, Brasil


• Claudio Agostini, Universidad Alberto Hurtado, Santiago, Chile • Cláudio Jorge Pinto Alves, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Claudio Piga, Loughborough University, Loughborough, United Kingdom • David Gillen, University of British Columbia, Vancouver, Canada • David Levinson, University of Minnesota, Minnesota, USA • David Timothy Duval, University of Otago, Dunedin, New Zealand • Elton Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil • Floriano Carlos Martins Pires Jr, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil • Gilberto Sisto Fernández, Universidade do Estado de Mato Grosso, Cuiabá, Brasil • Gustavo Andrés Lipovich, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina • Gustavo Peixoto Silva, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil • Jaap de Wit, University of Amsterdam, Amesterdam, Netherlands • José Vicente Caixeta-Filho, Universidade de São Paulo, Piracicaba, Brasil • Jussara Socorro Cury Maciel, Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, Brasil • Lucia Helena Salgado, Instituto de Pesq. Econômica Aplicada, R. Janeiro, Brasil • Márcia Helena Veleda Moita, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Brasil • Márcio Rogério Silveira, Universidade Estadual Paulista, Ourinhos, Brasil • Marin Marinov, Newcastle University, Newcastle, United Kingdom • Martin Dresner, University of Maryland, Maryland, USA • Milton Luiz Paiva de Lima, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Brasil


• Mônica Maria Mendes Luna, Univ. Fed. de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil • Nelson Kuwahara, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Brasil • Newton Rabello de Castro Junior, Univ. Fed. do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil • Patrick S. McCarthy, Georgia Institute of Technology, Atlanta, USA • Reinaldo Crispiano Garcia, Universidade de Brasília, Brasília, Brasil • Renato da Silva Lima, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, Brasil • Rogéria Arantes Eller, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Tassio Carvalho, American Airlines, Dallas, USA • Vania Barcellos Gouvea Campos, Instituto Militar de Engenharia, R. Janeiro, Brasil • Wilson Abrahão Rabahy, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Equipe de Divulgação Científica e Editoração (EDCE/RELIT) Editor de Texto • Paulo Celestino, Jornalista-Chefe, Mtb 998/RN, RELIT, São Paulo, Brasil • Evandro Lisboa Freire, Coordenador de Editoração, RELIT, São Paulo, Brasil Leitor de Prova • Humberto Bettini, Coordenador de Divulgação Científica, RELIT, Campinas, Brasil


Pareceristas Ad-Hoc O trabalho dos pareceristas é de extrema importância para a qualidade de qualquer revista científica. Por um lado, as avaliações devem ser minuciosas, de acordo com o mais estrito rigor acadêmico e atualidade científica. Por outro, os pareceres devem obedecer os prazos editoriais, de forma a dar vazão à produção da revista, de acordo com a Política Editorial. Abaixo segue a lista dos membros do Corpo de Pareceristas Ad-Hoc da Revista de Literatura no ano de 2010, para os artigos publicados nas edições de 2011. A todos, as nossas saudações e um muito obrigado! Corpo de Pareceristas RELIT 2010/2011 • Alexandre Luiz Dutra Bastos - Departamento de Controle do Espaço Aéreo, R. Janeiro, Brasil • Anderson Ribeiro Correia, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Andre Dantas, University of Canterbury, Christchurch, Nova Zelândia • Carlos Alberto Faria, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Brasil • Carlos Müller, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Cláudio Jorge Pinto Alves, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Eduardo Luiz Machado, Intituto de Pesquisas Tecnológicas, São Paulo, Brasil • Elton Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil • Emmanuel Antônio dos Santos, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Erivelton Pires Guedes, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Brasília, Brasil • Floriano Carlos Martins Pires Jr, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil


• Frederico Araujo Turolla, ESPM, São Paulo, Brasil • Gilberto Sisto Fernández, Universidade do Estado de Mato Grosso, Cuiabá, Brasil • Guilherme Lohmann, Southern Cross University, Lismore, Austrália • Gustavo Peixoto Silva, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Brasil • Hercules E. Haralambides, Erasmus University Rotterdam, Holanda • Humberto Bettini, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil • João Carlos Correia Baptista Soares de Mello, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil • Jorge Alves da Silveira, Agência Nacional de Aviação Civil, Rio de Janeiro, Brasil • José Alberto Barroso Castañon, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brasil • José Vicente Caixeta-Filho, Universidade de São Paulo, Piracicaba, Brasil • Jussara Socorro Cury Maciel, Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, Brasil • Lucia Helena Salgado, Instituto de Pesq. Econômica Aplicada, Rio de Janeiro, Brasil • Luiz Cláudio Magalhães da Conceição, Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, R. Janeiro, Brasil • Luiz Antonio Tozi, Faculdade de Tecnologia, São José dos Campos, Brasil • Maged Dessouky, University of Southern California, Los Angeles, Estados Unidos • Márcia Helena Veleda Moita, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Brasil • Márcio Rogério Silveira, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil • Maria Cristina Barbot, Universidade do Porto, Porto, Portugal


• Maria Inês Faé, Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil • Maria Noémi Marujo, Universidade de Évora, Portugal • Marin Marinov, Newcastle University, Newcastle, Inglaterra • Milton Luiz Paiva de Lima, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Brasil • Moisés Diniz Vassallo, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil • Mônica Maria Mendes Luna, Univ. Fed. de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil • Nelson Kuwahara, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Brasil • Newton Rabello de Castro Junior, Univ. Fed. do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil • Protógenes Pires Porto, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Brasil • Reinaldo Crispiano Garcia, Universidade de Brasília, Brasília, Brasil • Renato da Silva Lima, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, Brasil • Renato Nunes de Lima Seixas, University of California, Berkeley, Estados Unidos • Rogéria Arantes Eller, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil • Rui Carlos Botter, Universidade de São Paulo, Brasil • Sérgio Ronaldo Granemann, Universidade de Brasília, Brasil • Tassio Carvalho, American Airlines, Dallas, Estados Unidos • Thomas Fujiwara, University of British Columbia, Vancouver, Canadá • Vania Barcellos Gouvea Campos, Instituto Militar de Engenharia, R. Janeiro, Brasil • Wilson Abrahão Rabahy, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil • Wilson Cabral de Sousa, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, S. J. Campos, Brasil


Submissão de Artigos Autores de artigos em transportes e áreas correlatas são convidados a submeter trabalhos à RELIT. Para isso, é preciso conhecer as regras de estruturação e formatação dos artigos, suas Seções e sua Política Editorial. A RELIT trabalha objetivando elevados padrões de qualidade dos artigos, de forma a manter-se como uma vitrine para os trabalhos publicados. Além disso, é necessário aos autores efetuar o cadastramento no Portal da SBPT, Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes, para a submissão eletrônica. O prazo de avaliação dos artigos costuma ser menor que sessenta dias, e os autores podem submeter não apenas artigos científicos - trabalhos de elevado rigor científico -, mas também resenhas, análises setoriais e estudos técnicos. Os artigos científicos devem ser submetidos à Seção Diretório de Pesquisas, e devem conter até 40 páginas. Os demais trabalhos devem conter no mínimo cinco páginas e devem manter o foco na relevância do tema que está sendo tratado, com vistas a torná-lo o máximo atrativo aos leitores da RELIT. Ambos os trabalhos são submetidos a pareceristas anônimos em sistema de avaliação "double-blind". Dependendo do trabalho, a editoria pode encaminhar para a avaliação de um, dois ou até três pareceristas ad-hoc.

Indexação A Revista de Literatura dos Transportes está presente em diversas bases de artigos científicos online. O objetivo é maximizar a visibilidade dos artigos publicados na revista. A participação nessas bases confere qualidade à revista, dado que aumenta as chances de pesquisadores de áreas afins baixarem os artigos, utilizarem em seus próprios trabalhos e efetuarem citações. • Portal de Revistas do ibict: IBICT é o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Tem por missão promover a competência, o desenvolvimento de recursos e a infra-estrutura de informação em ciência e tecnologia para a produção, socialização e integração do conhecimento científico-tecnológico.


• Base SEER: O Sistema de Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) é resultado da prospecção tecnológica realizada pelo IBICT para a disseminação da produção científica brasileira na Web. O sistema SEER surgiu em 2003, a partir da customização do Open Journal Systems (OJS), software de gerenciamento e publicação de revistas eletrônicas. • Portal DOAJ: O DOAJ é o Diretory of Open Access Journals (Diretório de Periódicos de Acesso Aberto), portal internacionalmente reconhecido pela comunidade acadêmica, vencedor do Spar Europe Award 2009. Possui mais de 2 mil periódicos de acesso livre em sua base mundial. • Portal LivRe!: É o portal desenvolvido pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, através do CIN - Centro de Informações Nucleares, para facilitar a identificação e o acesso a periódicos eletrônicos de acesso livre na Internet. Possui mais de 4 mil títulos. • Sumarios.org: Sumários de Revistas Brasileiras (Sumários.org) é uma base indexadora de periódicos científicos brasileiros. Resultado da retomada da série “Sumários Correntes Brasileiros”, pela Fundação de Pesquisas Científicas de Ribeirão Preto (FUNPEC-RP). • Google Scholar – Acadêmico: O Google Scholar é a base de documentos acadêmicos do Google. Nele, é possível pesquisar de forma ágil e obter resultados rápidos para pesquisas científicas em toda a internet, e em uma vasta gama de revistas científicas. • Plataforma Issuu: O issuu é uma plataforma de publicações digitais que permite a visualização no formato de E-book. Permite livre acesso aos artigos e a leitura online. Possui mais de 30 milhões de leitores e 250 mil novas publicações mensais • Portal SSRN: A SSRN é a Social Science Research Network, uma rede de pesquisas voltada para a rápida disseminação de pesquisas na área de ciências sociais. Recebeu inúmeros prêmios de excelência pelos serviços prestados à comunidade científica através da internet.


Foco e Escopo da Revista Publicação de natureza científica, com ênfase nas áreas de transportes e serviços de infraestrutura associada, voltadas para: •

Gestão e planejamento de transportes e infraestrutura de todos os modais de transporte;

Operações de transportes e infraestrutura;

Políticas públicas voltadas para transportes e infraestrutura;

Economia dos transportes e infraestrutura;

Logística de transportes;

Impactos sócio-econômicos, regulatórios e ambientais de transportes e infraestrutura;

Estudos de setores pertencentes à cadeia produtiva dos transportes, como combustíveis, manutenção e turismo.

Sub-áreas da Engenharia de Transportes nas quais atua primordialmente: 1. Planejamento dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001009) 2. Planejamento e Organização do Sistema de Transportes (código CNPQ/CAPES 31001017) 3. Economia dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001025).


Seções da Revista A Revista de Literatura dos Transportes possui as seguintes seções: • Diretório de Pesquisas: Onde são apresentados os resultados de pesquisas inéditas desenvolvidas na área e que sejam relevantes para uma maior compreensão dos fenômenos do setor pelos demais cientistas, tanto pela comunidade científica, como para os gestores e planejadores das políticas de transportes, governo, operadoras e também para a sociedade em geral. • Leituras & Ensaios: Onde os pesquisadores apresentam sua interpretação e olhar crítico da fronteira de pesquisa em transportes, na forma de resenhas, revisões e estudos sistemáticos de artigos científicos e tópicos inteiros, considerados relevantes. Estudos técnicos com elementos de rigor científico também são publicados nessa seção.

Processo de Avaliação por Pares A Revista de Literatura dos Transportes (RELIT) possui um Conselho Editorial composto por pesquisadores renomados, que exercem a função de avaliar e garantir a qualidade da publicação, emitindo pareceres sobre os trabalhos em cada seção da revista. Os trabalhos submetidos são apreciados por dois avaliadores, com a omissão da identificação do autor. Caso haja pareceres divergentes, o editor encaminhará o trabalho para um terceiro avaliador. Dependendo da qualidade do artigo (avaliada pela editoria), pode haver um procedimento fast track, onde apenas um avaliador (aliado ao editor) é convocado. Os pareceres são analisados e acatados pelo Conselho Editorial. O processo de avaliação é totalmente double blind.

Periodicidade A partir de 2011, a periodicidade da RELIT é trimestral. Contudo, as quatro edições anuais são lançadas no início de cada ano. Os artigos são avaliados ao longo do ano anterior, de acordo com os prazos típicos.


Política de Acesso Livre Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

Política de Privacidade Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou à terceiros.

Submissões Diretrizes de publicação para autores a) Serão aceitos somente trabalhos inéditos para publicação no idioma português, espanhol ou inglês, com as devidas revisões do texto, incluindo a gramatical e a ortográfica. Trabalhos publicados em congressos ou eventos da área, mas não publicados em outros periódicos, serão considerados. Trabalhos que não estejam em concordância com as normas de formatação não serão considerados para a publicação. b) Os textos serão postados em formato MS Word apenas, e somente por meio de submissão SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas), com cadastro de login e senha no Portal da Rede de Pesquisa em Transportes, website www.pesquisaemtransportes.net.br. c) Ao submeter um artigo para a RELIT, o(s) autor(es) automaticamente cedem integralmente os direito autorais à revista. Os autores estão autorizados a utilizarem seus respectivos artigos para outras finalidades, desde que expressamente autorizados e devidamente referenciada a publicação feita na RELIT. Postagem dos artigos nas páginas pessoais dos autores não requer solicitação prévia.


Estrutura dos artigos

a) No manuscrito não deverão ser colocados os dados dos autores para preservar o sigilo da avaliação por pares cegas. b) As normas de formatação e referenciação do artigo submetido podem ser obtidas clicandose no seguinte link: http://www.relit.org.br/relitformatacao.doc. Prazos As duas edições anuais de RELIT são publicadas até o final de janeiro de cada ano. Para ser considerado para a avaliação de um ano, os autores devem submeter seus artigos até o dia 31 de março do ano anterior à publicação. Os pareceristas deverão enviar suas avaliações até o dia 31 de junho do ano anterior. Os autores serão comunicados até 31 de julho dos resultados, e terão até 31 de outubro para enviarem os artigos revisados, no caso de aceitação. Todos os artigos serão disponibilizados, em versão preliminar, até 31 de julho do ano anterior. •

Submissão: até 31 de março do ano X.

Pareceres: até 31 de junho do ano X.

Comunicação aos autores e postagem de versão preliminar na página: até 31 de julho do ano X.

Envio da versão definitiva, revisada à luz dos comentários dos pareceristas (caso de aceite): até 31 de outubro do ano X.

Publicação na RELIT (caso de aceite): até 31 de janeiro do ano X+1.

Note que a RELIT possui um sistema híbrido de submissões: por deadline e por fluxo contínuo. A editoria incentiva os autores a seguirem os "Prazos Típicos" apresentados na "Ficha Técnica". Somente os artigos assim submetidos concorrerão ao Prêmio INC/RELIT e terão garantia de avaliação nos prazos estipulados - isto é, com vistas à publicação até 31 de janeiro do ano X+1. Os artigos submetidos fora do prazo típico (31 de março do ano X) serão considerados dentro de um regime de fluxo contínuo.


Publicação e Apoio A SBPT é uma sociedade científica sem fins lucrativos que tem por objetivo estimular, divulgar, promover e alavancar a produção científica e técnica aplicada ao setor de transportes, infraestrutura relacionada e setores correlatos, em particular aos aspectos relacionados ao planejamento, gestão, políticas públicas, regulação e economia setorial. O objetivo da SBPT é ser um ponto de encontro e de ideias de pesquisadores nas seguintes subáreas da Engenharia de Transportes: Planejamento dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001009), Planejamento e Organização do Sistema de Transportes (código CNPQ/CAPES 31001017) e Economia dos Transportes (código CNPQ/CAPES 31001025). A SBPT visa contribuir para a pesquisa em transportes no Brasil, alavancando a produtividade dos pesquisadores e colaborando com as demais associações científicas nacionais em prol de um maior fortalecimento da área. De acordo com seu estatuto, a SBPT possui os seguintes instrumentos para a consecução de seus objetivos: • fomento de debates, discussões e intercâmbios científicos na área, interligando os centros, núcleos e grupos de pesquisa no âmbito de sua Rede de Pesquisa em Transportes (RPT); • publicação de sua revista científica - a Revista de Literatura dos Transportes (RELIT); • promoção de eventos, seminários, cursos e encontros entre seus pesquisadores; • a promoção de intercâmbio com sociedades congêneres no Brasil e no exterior; • outras atividades pertinentes aos objetivos da Sociedade. Maiores informações no link pesquisaemtransportes.net.br para acessar o Portal da SBPT e conhecer os centros que atualmente constituem a RPT. Outros centros e grupos de pesquisa interessados em participar são bem-vindos.

Contato Editor-Chefe: editor@relit.org.br


RELIT

SB PT

www.relit.org.br ISSN 2177-1065

Sociedade Brasileira de Planejamento dos Transportes

Periódico de Acesso Livre (Open Access Journal)

Sociedade científica sem fins lucrativos, fundada por professores entusiastas da área de transportes

Acesso ao acervo completo (2007-): www.relit.org.br

Uma das únicas sociedades no mundo a manter o foco em planejamento dos transportes

Submissão eletrônica pelo Sistema SEER/IBICT

Visa a interação com sociedades congêneres no Brasil e no exterior

Primeiro Periódico Científico da América Latina com foco em Gestão e Economia dos Transportes

Responsável pela RPT – Rede de Pesquisa em Transportes, que congrega centros de pesquisa na área

Guia RELIT 2011  

Guia de Pronta Referência sobre os artigos publicados no Volume 5 da RELIT - Revista de Literatura dos Transportes.

Guia RELIT 2011  

Guia de Pronta Referência sobre os artigos publicados no Volume 5 da RELIT - Revista de Literatura dos Transportes.

Advertisement