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JULHO 2018

Sistema de alimentação

splitfeeding para uma produção de ovos

mais rentável

avicultura.info


E D I Ç ÃO B R A S I L

Densidade das aves e sua

do ovo antes 33 Manejo da incubação

07 influência na temperatura

David Jiménez Zarza

efetiva

Gerente Técnico e Comercial, Aviagen S.A.U

Brian Fairchild & Mike Czarick Departamento de Ciências Avícolas, Universidade da Geórgia

Tecnologias emergentes para a

44 identificação da condição do 19

peito de madeira

Bater de asas: gênese das interdições na planta

Dianna Bourassa

Departamento de Ciências Avícolas Auburn University, Auburn Alabama

Eduardo Cervantes Consultoria Internacional – Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

25

Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real Luiz Antônio Rasseli

Especialista em Controle de Qualidade em Dedos Depenadores de Aves

49

Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável Jon de los Mozos1, Felipe Sánchez Fernández2 & Adriano Perez Bonilla2 Trouw Nutrition R&D center Trouw Nutrition Global Marketing

1 2

1 aviNews América Latina Julho 2018


avicultura.info Investigar um surto de

59 doença de Marek: abordagem

67

diagnóstica progressiva Isabel M. Gimeno

Paulo Renê da Silva Junior

Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual da Carolina do Norte (Estados Unidos)

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17/04/2018

Como melhorar os índices produtivos das codornas Médico Veterinário graduado pela Universidade Federal de Lavras e consultor em coturnicultura

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Controle eficaz da salmonela nas rações Equipe técnica Nutriad

83

Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal Ray Jones, Marcelo Paolella & Hamilton Ida Equipe técnica Nuproxa

93

Natural beak smoothing na Índia: menos estresse, melhores resultados

avicultura.info 3 aviNews América Latina Julho 2018


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CONTRIBUIÇÕES HISTÓRICAS DO XIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PATOLOGIA E PRODUÇÃO DA AMEVEA DA COLÔMBIA

D

urante a semana de 21 a 25 de maio desse ano foi realizado o XIV Seminário Internacional de Patologia e Produção aviária para profissionais e médicos veterinários especializados em avicultura. O XIV Seminário Internacional de Patologia e Produção Aviária, organizado pela Associação Colombiana de Médicos Veterinários e Zootecnistas Especialistas em Avicultura (AMEVEA) e o departamento de Medicina Aviária (agora chamado de Saúde de Populações) da Universidade da Geórgia, foi realizado pela décima vez na cidade de Athens, Georgia.

A última edição do seminário foi um sucesso graças à visão, ao entusiasmo e ao incansável trabalho do Conselho da AMEVEA e, em particular, do Dr. Pedro Villegas, responsável pela organização, coordenação do programa técnico e edição de suas memórias.

BRASIL

EDITOR

As memórias do seminário possuem trabalhos de 34 conferencistas com temas que foram selecionados cuidadosamente por sua relevância nas áreas de gestão, prevenção de doenças, nutrição e patologia aviária para o bem-estar de galinhas reprodutoras, poedeiras comerciais e frangos de corte.

O comitê editorial da revista aviNews dá aqui o merecido reconhecimento e deseja felicitar à AMEVEA da Colômbia e ao Dr. Pedro Villegas por seus esforços e numerosas contribuições em benefício das gerações de profissionais e da indústria avícola no mundo hispânico.

GRUPO DE COMUNICAÇÃO AGRINEWS S.L. DESIGN GRÁFICO & WEB Marie Pelletier Enrique Núñez Ayllón Maitê Paier Antunes Ana Lorena Ríos de la Llave Sergio Rodríguez Núñez Oriol Marquès PUBLICIDADE Luis Carrasco +34 605 09 05 13 lc@agrinews.es Simone Dias +55 (11) 98585-2436 brasil@grupoagrinews.com DIREÇÃO TÉCNICA Dr. Gregorio Rosales, MVZ, MS, PhD., DACPV

Edgar Oviedo, Especialista de extensão-nutrição e manejo de frangos de corte

REDAÇÃO José Luis Valls Osmayra Cabrera Daniela Morales Priscila Beck TRADUÇÃO Diana Sorgato | Tikinet

Gostaríamos de reconhecer todos as empresas provedoras de produtos e serviços que tornam possível, através de seu apoio e patrocínios, a realização de eventos técnicos como o LPN Congress em Miami, Flórida, entre 23 e 25 de outubro. Esse congresso tem alto valor qualitativo sobre avicultura e nutrição animal e é dirigido exclusivamente ao público latino-americano. A direção técnica é liderada pelos Doutores Rosales e Edgar Oviedo na sala de frangos, Dr. Antonio Gilberto Bertechini na sala de postura, e na sala de nutrição e alimentação de monogástricos, o Dr. Mario Penz Junior.

PREPARAÇÃO/REVISÃO Hamilton Fernandes | Tikinet Mônica Silva / Tikinet COLABORADORES Winfridus Bakker Juan Carlos López Mike Czarick Dr. Susan Watkins Rodrigo Castillo Jorge Amado

Brian Jordan Ramiro Hernán Delgado Franco Douglas Waltman Douglas Zaviezo Víctor Naranjo

Barcelona - Espanha Tel: +34 93 115 44 15 info@grupoagrinews.com redacao@grupoagrinews.com

A direção da revista não é responsável pela opinião dos autores. Todos os direitos reservados. Imagens: Noun Project / Freepik/Dreamstime

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5 aviNews América Latina Julho 2018


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DENSIDADE DE AVES & SUA

INFLUÊNCIA NA TEMPERATURA EFETIVA Brian Fairchild & Mike Czarick Departamento de Ciências Avícolas, Universidade da Geórgia

frangos

O

controlador das condições ambientais dentro do galpão avícola toma decisões sobre o

funcionamento dos equipamentos de ventilação/aquecimento baseadas quase

e u m ida

Existem alguns controladores que ajustam a ventilação mínima em função dos níveis de umidade. do

ar do ga

o

Quando se trata do funcionamento do sistema de aquecimento do galpão, extratores, modo de ventilação (entrada versus túnel) e painéis de refrigeração por evaporação, as decisões são tomadas com base na temperatura do ar do galpão.

l

Nív

is d

de

e

exclusivamente na temperatura.

7 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva


A temperatura de conforto das aves — a sensação de frio ou calor — depende de muitos outros fatores além da simples temperatura do ar

É excessiva uma temperatura de 24 °C para um lote de aves? frangos

O fato de que uma temperatura de 24 °C (75 °F) seja excessiva para um lote de aves na idade de abate depende da velocidade do ar e da umidade relativa.

24ºC

Sensação de calor

Sensação de frescor

Conforme aumenta a umidade, a ave perde menos calor através da respiração e, portanto, se sentirá mais quente, embora a temperatura do galpão não tenha mudado.

Ao aumentar a velocidade do ar, aumenta a perda de calor pela ave e ela se sentirá mais fresca, novamente, embora a temperatura do galpão não tenha mudado.

Embora o controlador ambiental do galpão faça um bom trabalho ao manter a temperatura programada, pode não fazer tão bom trabalho ao controlar o conforto das aves se a umidade relativa e a velocidade do ar não forem consideradas ao ajustar a programação.

90% Uma temperatura de 24° C (75°F) sem movimento de ar

24ºC

e com uma umidade de 90% provavelmente provocará estresse por calor nas aves.

Uma temperatura de 24 °C (75 °F) com uma velocidade do ar de 3,55 m/s (700 pés/min) e uma umidade relativa de 20% pode levar as aves a sentir frio.

8 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva

20%


Densidade das aves Sobre o conforto das aves, a

Apesar de a maioria dos avicultores

densidade pode ter um efeito

entender que a umidade e a velocidade

superior ao da umidade relativa e

do ar podem afetar o conforto térmico

ao da velocidade do ar.

das aves, a densidade das aves é um fator subestimado.

Figura 1. Temperatura corporal interna em aves de lotes de baixa densidade e densidade comercial (Temperatura = 24 °C).

44

Grupo de densidade comercial

43,5

0,08m2/ave

42,5 42 41,5 41

Grupo de baixa densidade 0,06m2/ave

40,5

frangos

Tª corporal profunda (ºC)

43

75%

A Figura 1 mostra a média da temperatura corporal interna em frangos de corte de sete semanas de idade, distribuídos em dois grupos de diferentes densidades, em um galpão com 24°C (75 °F). A umidade relativa do galpão era de 75% e não foram utilizados ventiladores durante os dois dias de duração do estudo. Embora a temperatura do galpão, a umidade relativa e o movimento do ar fossem iguais para ambos os grupos, a temperatura corporal média foi muito diferente.

12:00 PM

10:00 AM

08:00 AM

06:00 AM

04:00 AM

02:00 AM

10:00 PM

12:00 AM

08:00 PM

06:00 PM

04:00 PM

02:00 PM

12:00 PM

10:00 AM

08:00 AM

06:00 AM

04:00 AM

02:00 AM

10:00 PM

12:00 AM

08:00 PM

06:00 PM

40

Nas aves do grupo de densidade comercial (0,08 m2/ave = 0,8 pés2/ave), a temperatura foi aproximadamente 2 °F superior.

No caso das aves do grupo de baixa densidade, a temperatura corporal oscilou em uma faixa normal de 41 a 41,5 °C (106 a 107 °F).

Ainda que 2 °F possa não parecer muito, geralmente é necessário uma variação de 5 a 10 °F na temperatura do ar para que se produza um aumento de 2 °F na temperatura corporal interna.

9 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva


Temperatura das aves As imagens térmicas capturadas das aves dos dois currais (Foto 1 e 2) confirmam que as aves estavam mais quentes no aviário de densidade comercial, embora as condições ambientais fossem idênticas.

Foto 1. Imagem térmica do lote de frangos de corte de baixa densidade (6 pés2/ave = 0,6 m2/ave).

37,77ºC

32,22ºC 26,6ºC 23,33ºC

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Foto 2. Imagem térmica de lote de frangos de corte de densidade comercial (0,8 pés2 = 0,08 m2/ave).

37,77ºC

32,22ºC

frangos

26,6ºC 23,33ºC

A temperatura das penas das aves, bem como a da cama circundante, era muito maior no aviário de densidade comercial, em comparação com o aviário de baixa densidade

11 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva


Temperatura cefálica

A temperatura cefálica (Foto 3 e 4), que conforme demonstram os estudos tende a se correlacionar com a temperatura corporal, foi 2°F maior nas aves do aviário de densidade comercial.

Foto 3. Temperatura cefálica máxima de um frango de corte de um lote de baixa densidade (6 pés2/ave = 0,6 m2/ave).

A elevação da temperatura corporal nos aviário de alta densidade se deve à redução no movimento do ar em torno da ave quando estão muito próximas entre si.

40ºC 37,77ºC 32,22ºC 26,6ºC 23,33ºC

É importante entender que, mesmo em climas frios, há movimento do ar em torno da ave devido ao

Foto 4. Temperatura cefálica máxima de um frango de corte de um lote de densidade comercial (0,8 pés2/ave = 0,08 m2/ave).

frangos

funcionamento da entrada de ar e às correntes naturais formadas pela ascensão do ar quente das aves.

40ºC 37,77ºC 32,22ºC

Embora a quantidade de movimento entre as aves seja leve quando comparada com a dos galpões com ventilação em túnel em climas quentes, resulta em uma quantidade significativa de calor sendo retirada das aves, o que faz com que elas se sintam mais frescas. Conforme aumenta a densidade, o movimento do ar em torno da ave diminui de forma natural, o que reduz a quantidade de calor eliminado e eleva a temperatura corporal.

12 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva

26,6ºC 23,33ºC


Períodos de escuridão e densidade A densidade parece ter um efeito maior sobre a temperatura corporal interna durante a noite, quando as luzes se apagam e as aves dormem.

Neste estudo, o período de escuridão foi da 0h às 4h.

Nas aves do aviário de densidade comercial, a temperatura corporal média mais que dobrou, resultando em uma diferença de até 3-4 °F entre ambos os aviários.

Quando as aves se deitam, a porcentagem de superfície de circulação do ar diminui significativamente. Tendo em conta que, para aves alojadas em densidades comerciais, o movimento do ar pelos flancos destas é muito limitado devido à estreita proximidade entre elas, de forma que a perda de calor da parte

frangos

Grupo de densidade comercial

Para as aves do aviário de baixa densidade, a temperatura corporal média variou aproximadamente 1 °F.

inferior é inclusive pior e prejudicial para

O aumento da temperatura corporal quando se desligam as luzes é consequência direta de uma queda da perda de calor nas aves deitadas.

as aves. Quanto mais tempo as aves permanecem deitadas, maior é o aumento de temperatura.

Apagamento das luzes

Grupo de baixa densidade

Considerando que, quando as luzes estão apagadas, as aves passam mais tempo deitadas, e sendo este o período em que se observa maior efeito da densidade na temperatura corporal, mesmo assim isso não significa que se deve ter uma densidade de 0,6m²/ave para garantir que estejam confortáveis.

13 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva


Da mesma forma que a velocidade do ar e a umidade relativa, a densidade das aves deve ser considerada na hora de programar o sistema de controle ambiental do galpão, principalmente em temperaturas quentes.

Conforme o espaço se torna mais

É importante considerar a densidade ao

limitado para o final do lote e o

determinar a temperatura-alvo para o final

movimento de ar em torno das aves

do lote.

é reduzido de forma natural, a diferença

O fato de criar uma ave em um lote de

entre a temperatura atual do ar (tal como

alta ou baixa densidade não tem muito

indicam os sensores de temperatura) e

efeito sobre sua temperatura corporal

a temperatura efetiva (a temperatura

durante a maior parte do lote.

percebida pelas aves) aumenta.

frangos

Tabela 1. Idade das aves versus temperatura-alvo (teórica).

Independentemente de criar uma ave de 1,81 kg (4 lb) em uma densidade de 0,07 m2/ave (0,7 pés2/ave) ou uma ave de 3,62 kg (8 lb) em uma densidade de 0,1 m2/ave (1 pés2/ave), a temperaturaalvo poderia ser a mesma durante as primeiras 3-4 semanas do lote porque, em todo caso, haveria suficiente espaço entre as aves e a densidade teria pouco efeito sobre a temperatura efetiva (Tabela 1).

Idade (dias)

Ave de 1,81 Kg (4lb)

Ave de 3,62 Kg (8lb)

0

33,88ºC

33,88ºC

7

31,11ºC

31,11ºC

14

27,22ºC

27,22ºC

21

23,88ºC

23,88ºC

28

21,11ºC

21,11ºC

35

21,11ºC As aves sentem calor

21,11ºC As aves estão confortáveis

No entanto, durante a quinta (e possivelmente a quarta) semana de um lote de aves de 1,81 kg (4 lbs), haveria muito menos espaço em comparação com o lote de 3,62 kg (8 lbs), de forma que, se fosse mantida a mesma temperatura no galpão, as aves de 1,81 kg (4 lbs) sentiriam mais calor.

14 aviNews América Latina Julho 2018 | Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva


䔀猀猀愀 猀愀戀攀搀漀爀椀愀 攀 攀砀瀀攀爀椀渀挀椀愀 琀洀 昀攀椀琀漀 搀愀 䈀椀最 䐀甀琀挀栀洀愀渀  愀  氀搀攀爀  椀渀搀椀猀挀甀琀瘀攀氀  攀洀  愀氀椀洀攀渀琀愀漀Ⰰ  愀氀漀樀愀洀攀渀琀漀  攀  最攀爀攀渀挀椀愀洀攀渀琀漀  搀攀  愀瘀攀猀⸀  一愀猀  切氀琀椀洀愀猀  搀挀愀搀愀猀Ⰰ  挀漀渀挀攀渀琀爀愀洀漀猀  最爀愀渀搀攀  瀀愀爀琀攀  搀漀  渀漀猀猀漀  攀猀瀀爀椀琀漀  瀀椀漀渀攀椀爀漀  渀愀 最攀猀琀漀 搀漀猀 匀䤀匀吀䔀䴀䄀匀 䰀䤀嘀刀䔀匀 䐀䔀 䜀䄀䤀伀䰀䄀匀 䔀  匀䤀匀吀䔀䴀䄀匀 䔀一刀䤀儀唀䔀䌀䤀䐀伀匀⸀ 伀匀 刀䔀匀唀䰀吀䄀䐀伀匀 䄀吀준 䄀䜀伀刀䄀㼀 一漀 洀甀渀搀漀Ⰰ 挀愀搀愀  伀匀 瘀攀稀  洀愀椀猀  最愀氀椀渀栀愀猀  挀栀愀洀愀洀  搀攀  氀愀爀  漀猀  渀漀猀猀漀猀  猀椀猀琀攀洀愀猀  氀椀瘀爀攀猀  搀攀  最愀椀漀氀愀猀  攀  搀攀  最愀椀漀氀愀猀  攀渀爀椀焀甀攀挀椀搀愀猀⸀  吀愀洀戀洀  漀昀攀爀攀挀攀洀漀猀  漀  洀愀椀漀爀  渀切洀攀爀漀  搀攀  漀瀀攀猀  搀漀  猀攀琀漀爀Ⰰ  爀攀猀瀀愀氀搀愀搀漀猀 瀀漀爀 甀洀愀 攀焀甀椀瀀攀 搀攀 攀猀瀀攀挀椀愀氀椀猀琀愀猀 愀氀琀愀洀攀渀琀攀  焀甀愀氀椀昀椀挀愀搀漀猀  攀  攀砀瀀攀爀椀攀渀琀攀猀Ⰰ  愀渀猀椀漀猀漀猀  瀀愀爀愀  愀樀甀搀ⴀ氀漀  愀  挀漀渀昀椀最甀爀愀爀  漀  猀椀猀琀攀洀愀  焀甀攀  愀琀攀渀搀攀  愀漀猀  爀攀焀甀椀猀椀琀漀猀  攀砀挀氀甀猀椀瘀漀猀 搀愀 猀甀愀 最爀愀渀樀愀⸀

伀倀윀픀䔀匀 䐀䔀 䜀䄀䤀伀䰀䄀匀 䔀一刀䤀儀唀䔀䌀䤀䐀䄀匀  䔀 䔀一刀䤀儀唀䔀䌀촀嘀䔀䤀匀

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Para compensar o efeito da limitação de espaço entre as aves na idade de abate sobre a temperatura efetiva, a temperaturaalvo deve ser reduzida durante as últimas duas semanas de engorda, independentemente da idade das aves criadas.

É difícil determinar atualmente quanto se deveria reduzir a temperatura-alvo no final do lote para compensar os efeitos da densidade sobre a temperatura-alvo.

Atualmente, a Universidade da Geórgia está realizando estudos para lançar luz sobre esse tema, mas por enquanto os produtores devem levar em conta que, quanto maior for a limitação de espaço entre as aves, maior será a diferença entre os indicadores dos sensores de temperatura do galpão e a temperatura que as aves sentem.

Densidade das aves e sua influência na temperatura efetiva

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BATER DE ASAS: GÊNESE DAS

INTERDIÇÕES NA PLANTA processamento

Eduardo Cervantes Lopez Consultoria Internacional – Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

C

om este sugestivo título desejo chamar a sua atenção, caro

leitor, para a grande importância dessa reação dos frangos quando, por alguma circunstância, se encontram em condições de estresse durante a engorda, o pré-abate e o processamento. Tradicionalmente comenta-se que a consequência do bater de asas é que as asas são maltratadas em diferentes graus de severidade. No entanto, analisando a situação minuciosamente, podemos concluir que há outros efeitos colaterais, ainda mais onerosos, que afetam outras partes do corpo com maior valor comercial.

19 aviNews América Latina Julho 2018 | Bater de asas: gênese das interdições na planta


Essa reação em cadeia do bater de asas se inicia nos galpões e decorre das visitas dos responsáveis por monitorar diariamente os frangos nas granjas. Esse trabalho disciplinado implica que o pessoal deve entrar nos galpões para inspecionar se todos os equipamentos estão funcionando normalmente, verificar a uniformidade e a vitalidade do lote e também para registrar a mortalidade etc.

lombos de seus companheiros lhes causam arranhões, porque tentam segurar-se para não cair.

Esse trabalho implica caminhar em meio aos

Essa fixação temporária lhes causa arranhões

animais. Se o pessoal o fizer deslocando-se

que podem levar a infecções, adquirindo

em um ritmo normal, como o faz fora dessas

outras dimensões dramáticas quanto à

instalações, as aves mudarão seu habitual

qualidade da carcaça processada, cuja

comportamento tranquilo para um estado de

classificação precisa ser de nível A.

máximo alerta, que manifestam caminhando rápido e fazendo pequenos voos, e a pista de aterrissagem são as costas das

processamento

Quando os frangos caminham sobre os

companheiras nos galpões.

Simultaneamente o reiterado bater provoca danos às suas próprias asas e às dos seus companheiros. Se o frango estiver sobre outro, baterá as asas contra seu próprio

Durante essa via crucis, os frangos batem as

corpo. Se nesse momento houver outro

asas intensamente, para fugir da situação de

vizinho, as asas impactarão contra sua

perigo que estão vivenciando: um intruso

parte superior. Se ambos baterem as asas

entrou no galpão, e desconhece-se suas

simultaneamente, estas serão maltratadas

intenções.

tanto interna quanto externamente.

20 aviNews América Latina Julho 2018 | Bater de asas: gênese das interdições na planta


Uma vez depenadas, detecta-se hematomas na última falange – ponta da asa –, na penúltima – região

As sequelas mais onerosas são as hemorragias produzidas na região do peito.

do cúbito e do rádio e na parte distal da articulação do osso úmero. Na planta, ao sair da última depenadora, as carcaças apresentam uma coloração vermelho escuro. cúbito e rádio última falange

Quando os frangos batem as asas, fazem voos curtos. Por esse motivo, os peitorais interiores – os filés –, são pouco exercitados, já que os frangos não têm a totalmente as asas. úmero

O peitoral maior é o que realiza mais trabalho cada vez que as aves abaixam as asas. Os peitorais, como todos os músculos, são irrigados por uma rede de vasos sanguíneos, os quais são submetidos a grandes pressões quando os animais batem as asas, principalmente ao movê-las

Nas aves mais pesadas essa situação se torna mais crítica, porque os vasos capilares que transportam os nutrientes, o oxigênio e/ou o gás carbônico e os resíduos

AVES LIGEIRAS

AVES PESADAS

para baixo.

Nas aves de menor peso as hemorragias são menores. Essas afecções à qualidade das carcaças, na maioria dos casos, são detectadas durante o desmembramento

do metabolismo se rompem, da mesma

e/ou desossamento. No entanto, alguns

forma que outros vasos de maior diâmetro,

vasos sanguíneos ficam com fissuras.

expelindo parte do sangue que mobilizam,

Muitas delas terminam se abrindo durante

dando origem a grandes hemorragias.

o processamento.

21 aviNews América Latina Julho 2018 | Bater de asas: gênese das interdições na planta

processamento

oportunidade de estender


Continuando com a jornada no pré-abate,

Pendurado no transportador aéreo de

se o bater de asas intenso aparecer durante

abate. Lembramos os fatores que o

a captura e o engaiolamento dos frangos,

propiciam:

a sequência de danos à qualidade dos animais que chegam à planta, explicada anteriormente, repete-se. A cor dos hematomas e hemorragias será escura. Na planta de processamento, se a infraestrutura física e operacional não for adequada, o bater de asas tornará a

Iluminação Desajuste do massageador de peito Tamanho dos frangos que supera o espaço disponível quando os ganchos estão a uma distância de 6 polegadas entre si.

ocorrer nos seguintes cenários:

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RECOMENDAÇÃO FINAL:

pendura até a entrada no aturdidor. As alterações de direção geram estresse nas aves porque, devido à ação da força centrífuga, os animais se separam uns segundos do massageador de peito, sentindo-se desprotegidos

Criar uma cultura básica a fim de que nas granjas, quando o pessoal entrar nos galpões para realizar seu trabalho de controle diário, caminhe lentamente como os frangos. Ao agir dessa forma, as aves se manterão

Pré-choque na entrada do tanque de

tranquilas, ao concluir que os

aturdimento

responsáveis por atendê-las são animais

Saída do tanque: fase tônica – os frangos

maiores que elas.

vibram, às vezes com muita intensidade,

Deve-se agir do mesmo modo durante

incluindo o bater de asas.

a captura e o engaiolamento das aves.

Aturdimento insuficiente em

Com esta nova filosofia empresarial

processamento a grandes velocidades.

deve-se reduzir extremamente os danos

Não é possível retirar as aves conscientes

às asas – parte das aves que cada

dos ganchos. Por esse motivo, devem

dia tem maior demanda – e o efeito

ser sacrificadas assim mesmo. Em

colateral de batê-las, as hemorragias e

consequência, estando completamente

os hematomas no peito.

conscientes sentirão muita dor, e a manifestarão contorcendo-se e batendo as asas intensamente.

processamento

Muitas curvas no trajeto após a

Esta nova filosofia permitirá disponibilizar mais quilos de carne de frango, produzida pelas granjas e transformada em produtos de muito

Bater de asas: gênese das interdições na planta

boa qualidade.

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23 aviNews América Latina Julho 2018 | Bater de asas: gênese das interdições na planta


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TECNOLOGIA

DE

COMBATE A BACTÉRIAS NOS TÚNEIS DE DEPENAÇÃO JÁ É REAL

abatedouro

Luiz Antônio Rasseli Especialista em Controle de Qualidade em Dedos Depenadores de Aves

E

ste artigo tem por objetivo contribuir para melhor entendimento, alertando quando o

caso, quanto aos riscos efetivos à Saúde Pública por causa de dedos depenadores mal construídos e, portanto, responsáveis por contaminação cruzada com origem em túneis de depenação.

A Salmonella tem sido combatida com sucesso, mas quando chega na área de depenagem tudo se complica por culpa de dedos construídos de forma duvidosa e sobre os quais os usuários não detêm nenhum controle.

Dedos depenadores podem proteger até 99,99% contra bactérias. Ou ajudar para sua disseminação, segundo estudos científicos. Por isso são elementos críticos. 25 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real


1

Figura 1. Mercado de dedos depenadores de aves –Brasil, 1º semestre de 2018–

No caso N°1 –onde há segurança– estão os dedos produzidos com:

10%

Proteção bactericida

Caso 1

Carcaças protegidas

segurança

Livres da contaminação cruzada São obrigatoriamente construídos com material nobre e virgem e proteção antimicrobiana até mesmo nas suas partes mais interiores. Portanto, possuem imunidade ao longo de toda vida útil. Se fazem acompanhar sempre de laudos oficiais emitidos por entidades reconhecidas.

20%

abatedouro

2

Caso 2

Em risco

70%

No caso N°2 estão os dedos feitos com: Matéria-prima de origem duvidosa Sem comprovação de procedência rastreável Materiais reciclados ou regenerados São ofertados sem nenhuma garantia real, com agravante que não possuem nenhuma proteção bactericida. É natural que potencializem a infecção das carcaças. Para confundir usuários, tais peças até se fazem, às vezes, acompanhar de “laudos” não reconhecidos por órgãos oficiais, antigos ou que versam sobre resultados diversos do fim proposto.

Dedos depenadores produzidos com matéria-prima nobre, com proteção bactericida contra Salmonella

Dedos depenadores ditos “atóxicos” que, na mesma medida que não contribuem para proliferação das bactérias, tampouco atuam contra.

26 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real

Dedos depenadores, em geral, feitos com matériaprima de origem duvidosa.


Com pouco tempo de uso dedos de qualidade duvidosa se apresentam desgastados, acentuando a fixação de bactérias em toda sua superfície, especialmente na região que tem contato direto com as penas –Figura 2.

Diferença entre dedos em função do material A diferença entre dedos de material nobre

Figura 3. Diferença percebida a olho nu, entre um material nobre, de fabricação superior, e um material duvidoso, inferior.

e os de material duvidoso já é visível antes mesmo de serem postos em operação. Lembram pneus na cor, no odor e no visual –Figura 3. São feitos buscando baratear custos, para competição entre fabricantes preocupados

abatedouro

em ganhar mercado e não com excelência. É natural que sejam potencialmente perigosos, abrindo flanco para as bactérias se alojarem fortemente em suas partes corroídas, onde hajam desgastes, quebras, rachaduras, ranhuras, fendas, reentrâncias, até em locais imperceptíveis a olho nu.

Consequências da escolha de um material de fabricação de baixa qualidade As consequências são péssimas, visto não existirem protocolos de higienização e desinfecção rigorosos bastante, que consigam sucesso nestes casos. Dependendo do estado do dedo, apesar dos esforços de sanitização feitos nos túneis, tal labuta acaba não valendo de nada e a próxima depenagem já poderá até estar previamente fadada à contaminação.

27 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real


Dedos sofrem desgastes e quebram facilmente porque o atrito no momento em que estão operando é impressionante. Peças mal construídas se corroem com a fadiga, inclusive os “dedos de silicone” ou “poliuretano termoplástico” –Figura 4–, todos nichos ideais para proliferação logarítmica de bactérias.

A própria ANVISA , na tentativa de coibir recorrentes abusos, publicou o Anexo 3.10. que pouco adiantou, já que ainda há quem fabrique dedos com matéria-prima de segundo uso, oriunda de reciclagem de borracha –Figuras 6 e 7.

Segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos o impacto sofrido pela carcaça no ato da depenação, guardadas as proporções, seria similar ao do pneu de um avião ao pousar –Figura 5. Assim, todo cuidado com dedos é pouco, visto que partículas suas se alojarão na pele e até mesmo em partes da carne.

Até tempos atrás pneus velhos e resíduos sucateados de elastômeros eram lixo tóxico muito incômodo para toda sociedade, de difícil degradação. Para sorte do meio ambiente vieram as Indústrias de Reciclagem, onde detritos imprestáveis das Indústrias da borracha são reduzidos a um pó preto, cáustico, fedorento, de baixa qualidade e barato, reutilizados na produção de novos artefatos de borracha de uso não humano, como nas rampas da Basílica de Aparecida –Figura 8–, Indústrias de Recauchutagem, rodovias, etc.


O regenerado obtido deste tipo de reciclagem não deveria nunca ser reutilizado em peças que possam ter contato com alimentos

Dedos de silicone ou de “poliuretano termoplástico” Silicone é um tipo de borracha “atóxica”,

Algo que chama surpreendentemente a

sendo esta sua única vantagem. Como

atenção é que, com o uso:

oposição ao seu uso há quatro pontos Mudam perigosamente da cor clara

negativos:

Se deformam

Propensão à quebra

Soltam fiapos que podem penetrar nas

Apto à deformação

carcaças –Figura 9

abatedouro

para o amarelo Falta-lhe resistência à abrasão

Aplicação de silicone

Alto custo Sua aplicação só é boa em produtos que tenham contato direto com os seres humanos (preservativos, chupetas, etc.), mas não para fabricação de peças que exijam esforços contínuos, desgastes e resistência. Portanto, não existem “dedos de silicone”.

Poliuretano termoplástico Existem sim peças de material “poliuretano termoplástico”, apelidados “dedos de silicone”. Que nada mais são que um

Até hoje não se sabe se seu material construtivo faz parte da Lista Positiva da ANVISA e do próprio FDA e se possuem também Grau Alimentício, já que se desconhecem seus laudos.

tipo comum de plástico que, a uma dada

E também se, ao se transmutarem da cor clara

temperatura, apresenta alta viscosidade,

para amarelo, tal metamorfose poderia estar

podendo então ser conformado e moldado

trazendo riscos à saúde humana e até que

no formato de qualquer coisa, como, por

ponto esta mudança de cor contribuiria para

exemplo, dedo depenador.

a incidência de contaminação cruzada no momento da depenagem.

29 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real


Para ter em conta... A depender da peça que se eleja, todas estas situações

Voltando aos dedos em geral, todos absorvem umidade ambiente. Dependendo da qualidade e a forma como são produzidos, isto pode contribuir fortemente para criação

são fatores que potencializam o advento de contaminação cruzada. Basta que se recorde o estado lastimável que fica a área ao final de cada dia –Figura 10.

de nichos favoráveis à fixação bacteriana e desenvolvimento de biofilme. Terminado o abate entram em operação equipes de limpeza, higienização e desinfecção. Mas, dependendo do estado caótico dos dedos em operação, a tarefa acabará se mostrando infrutífera. Apesar da depenação ser rápida, se dedos forem de qualidade duvidosa bastam apenas umas poucas carcaças com

abatedouro

Salmonella no túnel para que a linha inteira se contamine. O desastre é quase certo, pois o território é altamente propício a riscos.

Plantas de abate A bem dos abatedouros estes deveriam se unir e exigir das autoridades rigorosa fiscalização (que nunca houve) nas fábricas de dedos. Com certeza ocorrerão novidades, pois nada melhor que

São tidos como “críticos”, pois sem eles não há depenação

incentivar a transparência do setor desconhecido dos abatedouros, que é onde, afinal, reside o incubatório de muitos dos problemas vividos hoje.

Recentemente se conseguiu desenvolver Formulação Antibacteriana que chega a ser eficaz em até 99,99% contra Salmonella, confirmado por CONTROLBIO e ratificado

É nos dedos que as

pelo SENAI. Inclusive com benefício de

penas se enroscam ao

que as peças seguem operando contra as

longo da depenação.

bactérias ainda quando os dedos sofram

Portanto, dependendo da

desgastes.

escolha, dedos podem se transformar em bênçãos ou na tempestade perfeita.

No que depender desta avançada tecnologia, as bactérias estão com seus dias contados e a contaminação cruzada na depenagem também. Para os consumidores de carnes de aves é positivo.

30 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real


Benefícios de dedos construídos com materiais nobres e proteção bactericida

da média, pois não sofrem decomposição em seu conteúdo ou eficácia, mesmo que em altas

Por consequência, ajudam a prevenir a fabril, especialmente se aliado na sua construção a materiais nobres.

temperaturas e tampouco são lixiviados para o meio ambiente. Protegem as carcaças durante todo o tempo enquanto estiverem em operação, não

2

importando a que ponto sofram desgastes.

Pelo fato de que a proteção está em toda a peça, incluindo seu interior, a eficácia contra a

3

6 7

proliferação de bactérias no ambiente

Contribui para reduzir o uso de produtos químicos no saneamento de plantas alimentares, em especial em túneis de depenação.

8

A Proteção Bactericida permanece intacta durante a moldagem dos dedos por injeção, compressão ou

Salmonella perdurará enquanto

transferência. Isto significa

estiver em operação.

segurança de obtenção de

O efeito técnico é a obtenção de um material claramente resistente à proliferação de bactérias,

4

9

peças sempre perfeitas em quaisquer circunstâncias.

Dedos construídos com material

aumentando significativamente a

nobre e ainda com proteção

segurança alimentar dos

bactericida elevam substancialmente

produtos originados nos abatedouros usuários.

Dedos construídos com esta formulação ajudam a controlar num nível de até 99,99% a contaminação cruzada nos túneis de depenação.

5

abatedouro

1

Apresentam durabilidade acima

o grau de segurança dos produtos cárneos.

10

Isto significa redução de custos de produção com maximização de resultados.

Esta proteção pode ser aplicada também no abate de suínos,

11

máquinas colheitadeiras de alimentos, Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real

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ordenhadeiras de vacas, etc.

aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologia de combate às bactérias nos túneis de depenação já é real

31


MANEJO DO OVO

ANTES DA

INCUBAÇÃO David Jiménez Zarza Gerente Técnico e Comercial, Aviagen S.A.U

granja de matrizes deve tornar-se um pintinho saudável na granja de

criação de frangos de corte. Após a galinha botar o ovo, a qualidade deste só pode piorar, nunca será igual, por isso devemos prestar atenção ao

Dentro do ovo, um embrião está tão vivo como um pintinho de um dia, a única diferença é que não o vemos. A maioria das causas que podem influenciar na variabilidade da

trânsito entre a postura do

incubabilidade ou na perda

ovo incubável e o início da

de qualidade do pintinho

incubação.

matrizes

O

que começa sendo um ovo fértil na

se origina de um manejo inadequado do ovo antes de ser incubado.

©Simone Castellana

33 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação


Alojamento com ninhos São o ponto de partida para começar a

Os níveis de postura no chão devem ser

medir e falar da qualidade do pintinho.

os mínimos possíveis, devemos procurar

Os ninhos devem ser acessíveis, confortáveis e devem estar limpos. Devemos contar com pelo menos um terço

níveis inferiores a 1%, e em caso de superar 3%, devemos encontrar as causas e soluções.

de tapetes extras para poder limpá-los e trocá-los periodicamente.

matrizes

Manejo dos Ninhos Manter ninhos fechados até aparecerem os primeiros ovos

Eliminar as áreas sombreadas ou com pouca iluminação

Manter os ninhos e slats limpos, em boas condições

A intensidade na entrada dos ninhos deve ser mais baixa que na área da cama

Fechar os ninhos 1 hora antes do desligamento das luzes e abri-los 1 hora antes do acendimento destas. Se houver um alto nível de postura, abrir de 2 a 4 horas antes de acender as luzes

Os sistemas de ventilação devem ser mantidos em temperaturas entre 18 e 24°C

Pouca altura do slat (desde rente ao chão em ninhos com fossos até 30 cm do chão) Inclinação do slat < 5% Máximo 40 fêmeas/metro linear Alimentar durante os primeiros 30 minutos ou 6 horas após o acendimento Acesso à agua o tempo todo, desde que se comece a oferecer o alimento Não usar cercas elétricas Supervisionar o comportamento durante a alimentação Distribuição uniforme da luz Intensidade correta (mínimo 40-60 lux)

34 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação

Evitar as correntes de ar nos ninhos Distribuição uniforme da ventilação em todo o galpão Estimular as aves a subir ao slat Percorrer o galpão 10-12 vezes/dia durante as três primeiras semanas de postura. Deslocar as aves que estejam tentando aninhar Levantar cuidadosamente as aves que estejam tentando botar ovo no chão e colocá-las em um ninho Acostumar as aves ao barulho do ninho. Colocá-lo em funcionamento várias vezes ao dia, inclusive antes de o primeiro ovo ser botado Até 25% da postura dos ovos podem ser recolhidos à tarde, de preferência uma vez que o ninho esteja fechado (a maioria é comercial)


OVOS CONTAMINADOS & MORTALIDADE & PINTINHO Status ovo

Total bactérias

Coliformes

14 dias mortalidade

Ninho limpo

600

123

0,9

Ligeiramente sujo

20.000

904

2,3

Sujo

80.000

1,307

4,1

X133

X10

J.M. Mauldin,1998

Postura no chão e ovos sujos Estas são más notícias; não vão nos ajudar e vão piorar todo o processo

Ovos quebrados, fissurados, sujos, postura no chão Temperatura ambiente Incubabilidade e temperatura antes do armazenamento Os ovos quebrados, fissurados, sujos, postura no chão: Aumentam a contaminação bacteriana e com fungos como Aspergillus

Muita postura no chão e ovos sujos produzem “ovos que estouram” e disseminam a contaminação na incubadora Além disso, dispersam a contaminação ao embrião, o que aumenta a mortalidade do pintinho na granja de corte Recomenda-se não incubar os ovos sujos e evitar a postura no chão, mas é preciso trabalhar na melhoria do manejo para reduzir essa incidência. Normalmente não é economicamente viável não incubá-los (quando o preço do pintinho for elevado ou a produção for insuficiente).

Aumentam o risco de os ovos estourarem

Recolhê-los e manejá-los separadamente

Reduzem a qualidade do pintinho

Identificá-los claramente:

Reduzem a incubabilidade

matrizes

Os ninhos e a esteira transportadora vão influenciar em:

SE CARREGARMOS OVOS SUJOS

Marcá-los na granja Acomodá-los na parte baixa dos reboques Incubá-los em máquinas separadas

35 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação


O que fazemos com os ovos sujos? O ovo possui muitos mecanismos de defesa para lutar contra a contaminação: Cutícula

Um ovo lavado continua sendo

Casca

um ovo sujo, um ovo limpo é

Membranas

aquele que nunca esteve sujo

Proteínas antimicrobianas no albume

SEM LAVAR

LAVADOS

Muitas das técnicas usadas para desinfetar

matrizes

podem prejudicar muitos desses mecanismos

Luz U-V

ou interferir no funcionamento da casca.

Os produtos químicos reagem com a cutícula

Podemos usar diversas técnicas para fazer um ovo parecer “limpo”, mas o que

CUTÍCULA

Lixas, esponjas, panos úmidos usados em granjas para fazê-los parecer limpos, mas… são contaminados rapidamente.

Assim somente conseguimos que pareçam limpos, mas, além de contaminá-los, fechamos os poros, o que torna o processo de incubação mais difícil para o embrião. Ovos de postura no chão ou sujos que são lavados apresentam porcentagem de nascimento até 20% inferior àqueles que estão limpos e até 7 vezes mais mortalidade de pintinhos no final da primeira semana (4-7%).

CASCA VERDADEIRA

Composição do ovo

fazemos é correr o risco de piorar as coisas

MEMBRANA EXTERNA

MEMBRANA INTERNA

A cutícula Dá brilho ao ovo Cobre os poros e proporciona proteção microbiológica extra, principalmente quando o ovo está fresco

36 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação


Câmara para ovos

Microtrincas e fissuras Os ovos que apresentam rupturas de casca ou

É uma sala que deve ser dedicada, única e exclusivamente, ao armazenamento dos ovos produzidos. Deve ter capacidade de armazenamento de vários dias e capacidade de climatização entre 18 e 23 oC.

fissuras perceptíveis não devem ser incubados, já que ocorrerá a morte do embrião por desidratação e contaminação. Outras vezes se tratam de microtrincas, que não são detectadas, e esses ovos passam a ser incubados. A

ELEMENTOS:

incubabilidade se vê reduzida e, nos casos em que o filhote nasce, a mortalidade até os 14 dias

Bom isolante.

de vida chega a ser 4 vezes maior (5-7%) que

Cortina de ar em ambas as portas de

quando falamos de pintinhos procedentes de

entrada e saída do ovo.

ovos limpos.

Ventiladores para distribuir o ar de maneira uniforme.

Nesses casos, as perdas de peso durante a

Termógrafo para verificar as variações

incubação são maiores do que em circunstâncias

de temperatura.

normais, produzindo pintinhos menores e com

matrizes

maiores níveis de contaminação.

22,4ºC

Esta casuística pode ter relação com: Equipamento da granja: ninhos, esteiras, sistema centralizado de coleta,

16,9ºC

embaladoras…

Má distribuição do ar dentro da câmara de armazenamento requer circuladores de ar

Resfriamento muito rápido Transporte Espessura da casca Idade do lote

Quando empilhamos os ovos em bandejas é de vital importância ir deixando espaço entre as pilhas e ir colocando-os uniformemente;

Nutrição Devemos realizar vistorias após cada processo

se fizermos pilhas muito grandes e em muito

de manipulação de ovos e anotar a quantidade

pouco tempo, a temperatura interior da pilha ficará muito elevada e implicará grandes perdas de incubação.

de ovos com microtrincas ou quebrados; se os valores forem muito altos em algum dos momentos devemos adotar medidas para reduzir seu impacto.

Hoje em dia já dispomos da tecnologia necessária para descartar esses ovos fissurados e evitar sua incubação A temperatura dos ovos dentro da pilha pode variar em até 8 ºC em relação aos que estão no exterior.

37 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação


O transporte As distâncias entre granjas de matrizes e

Deve-se evitar sempre o resfriamento de

incubadoras podem ser as mais diversas, mas

ovo recém-carregado, principalmente se

na imensa maioria dos casos que o método

o caminhão já estiver carregado com ovos

de transporte mais usado dos ovos é o

procedentes de outras granjas.

caminhão.

Quando resfriamos o ovo, o volume da

É importante manter as mesmas condições

albumina e da gema se reduz, aumentando

ambientais entre o caminhão e o depósito

assim o volume da câmara de ar, a

de ovos da granja para conservar o potencial

qual permite a entrada de ar exterior

de nascimento.

(contaminado ou não) por sucção dentro

Normalmente a temperatura do caminhão

do ovo.

deve ser igual à do depósito da granja. Devemos evitar os golpes entre reboques

matrizes

de ovos e vibrações fortes; os caminhões

-

devem contar com um bom sistema de suspensão e fixar bem os reboques. Os caminhos de acesso às granjas e incubadoras

+

devem estar no melhor estado possível. Devemos usar medidores que registrem e salvem os dados de temperatura durante o transporte para verificar as variações de temperatura durante o trajeto. Da mesma forma, recomenda-se medir a temperatura externa e interna de vários ovos de diferentes locais para constatar as temperaturas. Após o transporte, os ovos devem descansar ao menos 12 horas antes de se iniciar a incubação. A limpeza e desinfeção de todos os elementos envolvidos no transporte de ovos é de vital importância para evitar a propagação de patógenos.

38 aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação

Por outro lado, se a temperatura do caminhão for maior que a do depósito da granja existe o risco de “transpiração” e contaminação do ovo (condensação produzida quando a superfície mais fria do ovo é exposta ao ar mais quente e/ou úmido).


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matrizes

Inclusive quando a temperatura for igual entre ambas as partes, a mesma “transpiração” pode ocorrer durante a carga ou descarga se o ambiente for excessivamente úmido. Nesse caso, o mais indicado é aumentar a temperatura do depósito dos 18-20oC recomendados a 23 oC, ou ainda pré aquecê-los até esta mesma temperatura de 23 ºC quatro horas antes do transporte dos ovos

Condições de armazenamento dos ovos

“SUOR DE OVOS” Ocorre quando há aumentos de temperatura e/ou umidade: Do depósito ao caminhão Do caminhão à incubadora Do depósito da sala à incubadora Se tiverem suado, deixar que sequem antes de:

Temperatura (ºC)

% HR

granja

18-23 ºC

75%

incubadora

18-20 oC

75%

<5

18 C

75%

>5

15 ºC

75-80%

>13

15 ºC

75-80%

o

O binômio temperatura de armazenamento do ovo e dias de depósito e sua relação com a perda de incubação e a qualidade do filhote, além da técnica do SPIDES* (Short

Fumigá-los

periods of incubation during egg storage),

Passá-los para uma sala mais fria

junto com novas pautas de manejo do ovo

Colocá-los em uma sala com movimento de ar para facilitar a secagem se isso

incubável, são temas que merecem um capítulo à parte.

chegar a ocorrer.

40

Dias de armazenagem

*Conteúdo sobre a técnica SPIDES desenvolvido na edição de dezembro de 2017 da aviNews España aviNews América Latina Julho 2018 | Manejo do ovo antes da incubação

Manejo do ovo antes da incubação

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NOSSA EXPERIÊNCIA A SERVIÇO DA

ATIVIDADE AVÍCOLA


TECNOLOGIAS EMERGENTES

IDENTIFICAÇÃO DA CONDIÇÃO DO PEITO DE MADEIRA

PARA A

E

Dr. Dianna Bourassa Departamento de Ciências Avícolas Auburn University, Auburn Alabama

mbora os reprodutores primários trabalhem já ativamente para diminuir a frequência de miopatias em geral,

abatedouro

uma nova investigação está sendo realizada para detectar de forma automatizada carcaças de frango afetadas por miopatias como a de “peito de madeira”. Neste breve artigo resumimos algumas das novas tecnologias com foco na identificação in vivo ou na planta de processamento de miopatias de forma automatizada.

44 aviNews América Latina Junho 2018 | Tecnologias emergentes para a identificação da condição do peito de madeira


Geralmente os problemas de peito de madeira são identificados e as carcaças classificadas manualmente, através da palpação de carcaças suspeitas por parte de empregados capacitados nas plantas de processamento. Atualmente estão sendo investigadas diferentes tecnologias para identificar rapidamente essa e outras miopatias de forma automatizada.

Algumas dessas tecnologias incluem: Imaginologia através de ultrassom Imaginologia fotográfica para determinar a morfologia do peito Análises da impedância bioelétrica

abatedouro

dos músculos peitorais Espectroscopia, imaginologia de terceira dimensão (3D) Imaginologia “hiperespectral Vis-NIR”

45 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologias emergentes para a identificação da condição do peito de madeira


ULTRASSOM

IMAGENS FOTOGRÁFICAS A geração de imagens fotográficas,

A geração de imagens através de

que ajudam a determinar com precisão a

ultrassom para prever os problemas

forma do peito em carcaças completas,

do peito de madeira está sendo

também tem sido utilizada para

investigada utilizando aves vivas

correlacionar a presença e a severidade

antes de serem processadas.

do problema de peito de madeira. Essa

As imagens por ultrassom são

tecnologia permite que as carcaças

correlacionadas com a presença e a

com peito de madeira possam ser

severidade dos problemas do peito

separadas rápida e automaticamente das

de madeira nos peitos já desossados,

carcaças normais antes de passar para

o que permite prever a presença de

a estação posterior de dessossamento e

problemas de peito de madeira.

processamento.

abatedouro

IMPEDÂNCIA BIOELÉTRICA A tecnologia de análise por impedância bioelétrica

Também estão sendo

funciona através da

desenvolvidas tecnologias para

medição da facilidade de

a identificação do peito de

sinais elétricos para serem

madeira imediatamente após o dessossamento, o que permite a fácil separação dos filés de peito

transmitidos através do tecido muscular.

afetados.

ESPECTROSCOPIA A espectroscopia serve para medir a composição da carne de frango mediante a detecção da passagem da luz através do tecido muscular.

46 aviNews América Latina Julho 2018 | Tecnologias emergentes para a identificação da condição do peito de madeira


A imaginologia de terceira dimensão (3D) se baseia em fatores próprios da morfologia dos filés de peito, que incluem espessura, volume, área, peso e densidade, para poder

TERCEIRA DIMENSÃO

detectar rapidamente peitos afetados.

Finalmente, a “hiperespectroscopia Vis-NIR”

HIPERESPECTROPIA Vis-NIR

permite gerar imagens através da análise de diferenças ínfimas na longitude da onda, para poder separar e descartar os filés de peito afetados por essa miopatia e os distingue

Tecnologias emergentes para a identificação da condição do peito de madeira

facilmente dos filés de peito normais.

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*Bibliografia a pedido anuncio_ABVista_Econase_170x120_CV.pdf

1

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SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO

SPLITFEEDING PARA UMA PRODUÇÃO DE OVOS MAIS RENTÁVEL Jon de los Mozos1, Felipe Sánchez Fernández2 & Adriano Perez Bonilla2 Trouw Nutrition R&D center 2 Trouw Nutrition Global Marketing

poedeiras

1

O método Splitfeeding proporciona uma ótima contribuição de nutrientes. Mediante o fornecimento de duas dietas diferentes por dia, satisfaz as demandas de nutrientes da galinha durante o processo de formação do ovo.

49 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável


Desde 2005 vem se desenvolvendo um novo programa de alimentação de poedeiras chamado Splitfeeding, para satisfazer as necessidades específicas de nutrientes produzidos em cada fase de formação do ovo, necessidades que variam ao longo do dia.

As galinhas poedeiras botam a

poedeiras

maioria dos ovos durante a manhã

As necessidades de aminoácidos,

(Etches, 1986; Larbier y Leclercq, 1992).

energia, cálcio e fósforo das poedeiras

O intervalo entre duas posturas

variam durante o dia, atendendo às

sucessivas é de 24 a 26 horas (Keshavarz,

diferentes necessidades de nutrientes

1998). Após a postura, a próxima

da galinha para a formação dos

ovulação ocorre 30 minutos depois.

diversos componentes do ovo.

A clara se forma nas quatro primeiras

Os sistemas de alimentação

horas do processo de formação do

em poedeiras com uma dieta

ovo e, a seguir, o ovo se desloca para

única, com níveis constantes de

o útero, onde a casca se deposita em

nutrientes, podem não proporcionar

torno da albumina. A duração desse

o uso otimizado dos nutrientes

processo é de aproximadamente

(Chah, 1972; Leeson e Summers, 1997).

não permanecem constantes, mas

20 horas (Larbier y Leclercq, 1992).

A formação da casca ocorre principalmente durante as últimas horas da tarde e à noite.

O resultado do uso de Splitfeeding é a produção mais rentável de ovos devido a uma melhor qualidade da casca, maior número de ovos aptos para a venda, menor custo de produção e melhora dos rendimentos produtivos.

As necessidades nutricionais das poedeiras variam durante o dia em função da evolução da formação do ovo

50 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável


Formação da casca: Últimas horas da tarde e durante a noite CICLO de postura

Maior ingestão de Cálcio

POSTURA

Maior ingestão de aminoácidos & energia

24h - 26h

+ 30 min

Após a ovulação

4H

Formação da clara

poedeiras

20H Ovo para o útero Depósito da casca sobre a albumina

Quando se oferece às aves dietas que permitem a escolha de nutrientes, observa-se que há um aumento da ingestão de aminoácidos e energia durante a manhã, perto do momento em que o ovo é produzido. A ingestão de cálcio é maior durante a parte final do dia.

51 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável


Ensaios de projeto experimental O trabalho de pesquisa realizado pela equipe de pesquisadores do Nutreco Poultry Reseach Center teve como objetivo determinar de forma precisa as necessidades nutritivas de diferentes elementos durante a manhã e a tarde quando se proporcionam duas dietas:

Chah (1972), num estudo, ofereceu às galinhas dietas em que elas podiam escolher por si mesmas os nutrientes. A ingestão diária total de aminoácidos, energia e cálcio foi, respectivamente, 11% , 8% e 26% menor que nas galinhas alimentadas com uma dieta única (Figura 1).

Energia

Isso sugere que a galinha utiliza de forma mais eficiente a energia, os aminoácidos, o cálcio e o fósforo ao consumir esses nutrientes nos momentos do dia em que suas necessidades são maiores. Portanto, a prática de fornecer uma dieta única pode NÃO ser uma estratégia adequada para o uso otimizado de nutrientes.

Aminoácidos Cálcio

poedeiras

Fósforo

Figura 1. Ingestão de nutrientes ao longo do dia com uma única comida e um sistema de alimentação de escolha. INGESTÃO DE ENERGIA

INGESTÃO DE PROTEÍNA

Deficiência

55

4

45

INGESTÃO DE CÁLCIO 1

Deficiência

3

35

2 Excesso

Excesso

25

1

15 6

10

14

18

22

Hora do dia

8% menos ingestão de energia

0

Excesso

0,75 Cálcio (g)

PC (g)

EM (Kcal)

Alimentação fracionada Comida única

Deficiência

0,5 0,25

6

10

14

18

22

0

Hora do dia

11% menos ingestão de proteína

52 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável

6

10

14

18

22

Hora do dia

26% menos ingestão de proteína


O resultado desse projeto de pesquisa foi o desenvolvimento do programa de alimentação Splitfeeding, no qual se proporcionam duas dietas ao dia com o objetivo de satisfazer melhor as necessidades dinâmicas de nutrientes no processo de formação do ovo:

1 2

Dieta da manhã: satisfaz as necessidades nas fases iniciais da formação do ovo. Dieta da tarde: satisfaz as necessidades da formação da casca.


Figura 2. Efeito do Splitfeeding na ingestão de nutrientes em comparação com uma dieta única. A

Cada teste foi realizado com um único nutriente, determinando o nível otimizado de energia, aminoácidos, cálcio e fósforo para dietas da manhã e da tarde durante todo o ciclo de postura.

A

B B

Em comparação com o sistema tradicional de dieta única, com o Splitfeeding se obtém uma redução na ingestão total de nutrientes (Figura 2), e o rendimento produtivo é no mínimo tão bom como quando se emprega uma única dieta.

A

G de PC /dia

Kcal/d Controle

EMA reduzida

Controle

100

100

99

95

98

poedeiras

B

90

B

97 96

85

95

80 75

93 92

A

70

Ingestão de cálcio % rel Comida única

A

Alimentação fracionada

Ingestão de P dig. % rel Comida única Alimentação fracionada

B B

A

O Splitfeeding melhora a qualidade da casca

Em todos os experimentos realizados com o Splitfeeding, observou-se uma melhora constante da qualidade da casca (peso, espessura ou SWUSA). (Figura 3). Kcal/d Controle

G de PC /dia EMA reducida

Controle

PC reducido bajo

PC reducido alto

Figura 3. Efeitos do Splitfeeding na produção de ovos não aptos para a venda

SWUSA, mg/cm2

Casca, espessura mm

Casca, peso em g

P < 0,05

P < 0,05

8300

0,381

6,28

0,280

6,26

λ 1,3%

6,22

λ 1,3%

0,378

0,375

6,16

0,374

6,14

0,374

Alimentação fracionada

λ 1,3%

8200 8150

0,376

6,18

P < 0,05

8250

0,379 0,377

6,20

Comida única

PC muito reduzido

A

A

94

6,24

PC pouco reduzido

8100 8050

Comida única

Alimentação fracionada

54 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável

Comida única

Alimentação fracionada


Figura 4. Efeitos do Splitfeeding na produção de ovos aptos para venda

O efeito de uma mudança no sistema de alimentação de uma dieta única para o Splitfeeding foi testado em um lote velho de galinhas (de 91 a 98 semanas de idade). Nas primeiras quatro semanas (91 a 94) utilizou-se uma alimentação única, e nas quatro semanas seguintes (95 a 98) as poedeiras foram alimentadas com um programa Splitfeeding.

-30%

8 6 4 2 0

Ovos quebrados e sem casca, % g

Ovos produzidos %

Ovos produzidos aptos para venda %

Alimentação única (91-94)

73,17

66,74 b

Splitfeeding (95-98)

72,23

69,26 a

1,71

1,79

Dieta e período

EEM (n= 128)

Com o Splitfeeding, reduziu-se significativamente a porcentagem de ovos quebrados ou defeituosos em comparação com o período anterior, com a dieta única, além de aumentar significativamente o número de ovos aptos para venda. (Figura 4).

Alimentação fracionada

Nos três experimentos em que se estudaram os efeitos da excreção de nutrientes, os resultados demonstraram que o Splitfeeding é um programa de alimentação mais sustentável ao reduzir a excreção de nitrogênio, fósforo e cálcio nas fezes (Figura 5).

O Splitfeeding reduz a excreção de nutrientes nas fezes

Com o Splitfeeding, conseguiu-se uma menor ingestão diária de nutrientes e um melhor uso desses nutrientes, dado que estes foram fornecidos quando as poedeiras precisavam deles.

4,1

2,10 2,08

4

-10%

3,9 3,8

-5%

2,06 2,04 2,02

3,7

2,00

3,6

1,98

3,5

1,96

3,4

1,94

Nitrogênio,% 8,3 8,2

poedeiras

Comida única

Fósforo,%

78,0

-4,1%

76,0

8,1

74,0

8,0

72,0

7,9

70,0

7,8

68,0

7,7

-8%

65,0

Cálcio,%

Umidade,%

Figura 5. Efeitos do Splitfeeding na excreção de nutrientes e na composição fecal

55 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável


O Splitfeeding é um sistema alternativo de nutrição com o qual a galinha chega perto de realizar um comportamento de alimentação voluntário e fisiológico, ajustando melhor a ingestão de nutrientes às diferentes necessidades ao longo do dia, conforme o processo de formação do ovo.

Com esse objetivo, fornecemos com o Splitfeeding duas dietas diferentes ao dia:

Dieta da manhã, planejada para satisfazer as necessidades quando o albume está se formando e se produz a postura.

poedeiras

Dieta da tarde, planejada para satisfazer as necessidades associadas à formação da casca.

Esta adaptação das necessidades fisiológicas da galinha poedeira durante o dia permite que o sistema Splitfeeding seja um programa de alimentação mais eficaz: O Splitfeeding contribui para o fornecimento otimizado dos nutrientes de que as galinhas precisam durante o processo de formação do ovo, o que resulta em uma produção de ovos mais rentável e sustentável. Benefícios proporcionados pelo Splitfeeding:

1 2 3

Melhora da qualidade da casca e aumento do número de ovos aptos para venda. Produção de ovos mais rentável através da redução do custo de produção. Melhora da eficiência dos nutrientes e sustentabilidade. Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável

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56 aviNews América Latina Julho 2018 | Sistema de alimentação splitfeeding para uma produção de ovos mais rentável


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INVESTIGAR UM SURTO DE

DOENÇA DE MAREK

ABORDAGEM DIAGNÓSTICA PROGRESSIVA patologia

Isabel M. Gimeno Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual da Carolina do Norte (Estados Unidos)

A

Doença de Marek (MD, do inglês Marek’s Disease) é uma grave

Os pontos críticos para estabelecer uma

ameaça para a indústria avícola e

imunidade adequada contra o MD incluem:

seu controle depende majoritariamente de uma vacinação eficaz. Quando ocorre um surto de MD, a

Manipulação adequada da vacina durante o procedimento de vacinação

maioria das empresas realiza uma

Correta administração da vacina

auditoria dos protocolos de vacinação

Replicação do vírus vacinal no frango

na incubadora. Além disso, outros aspectos críticos devem ser monitorados para poder entender melhor a origem do surto.

Incentivo a uma imunidade adequada, capaz de proporcionar proteção contra o vírus da Doença de Marek (MDV)

Neste artigo se analisa um surto de MD de forma progressiva para ressaltar os principais fatores responsáveis pelas falhas na vacinação/proteção.

59 aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva


Um monitoramento adequado da vacinação pode ser realizado através da medição da

Conhecendo o problema

replicação do vírus vacinal no pintinho de A doença de Marek (MD) é linfoproliferativa,

uma semana de vida.

causada pelo vírus MDV, um herpes-vírus que

Monitorar a vacinação não somente

afeta os frangos.

proporciona informações sobre a

1960

proteção do lote contra a MD, mas também serve para confirmar que a vacinação foi realizada corretamente.

Marek com sucesso a partir do final dos anos 60. No entanto, esporadicamente ocorrem surtos de MD em lotes vacinados,

A proteção contra a MD pode ser

o que provoca perdas econômicas

monitorada através da avaliação da carga

significativas e grande preocupação para

viral de MDVs oncogênicos em pintinhos a

a indústria avícola.

partir das 3 semanas de vida. Em caso de suspeita de vírus mais virulentos, pode-se

Uma vez que se tenha confirmado um surto

determinar o patotipo das cepas isoladas

de MD, é importante avaliar todos os pontos

para estabelecer o programa vacinal

críticos que tenham levado a uma falha na

apropriado.

imunização. Neste artigo conferimos os passos a seguir para investigar um surto de

Entender todos os pontos críticos

patologia

Conseguiu-se controlar a doença de

MD (Figura 1).

mencionados é a única forma de melhorar de forma efetiva os métodos de controle de MD.

Figura 1. Pontos críticos das falhas na imunização e pontos de controle Infecção precoce com MDV

Sequência de eventos Pontos críticos nas falhas de imunização Pontos de controle

Armazenamento e reconstituição da vacina

Administração da vacina

Manejo e/ou administração adequada de vacina

Titulação da vacina Ensaio de placa

Replicação da vacina no frango

Inibição por anticorpos maternos

Imunossupressão

Resposta imune contra a vacina

Estabelecimento da imunidade

Administração de outras vacinas

Replicação viral PCR em tempo real

Proteção

Cepas de campo de MDV altamente virulentas

Carga de DNA de MDV PCR em tempo real

(A) O resultado esperado após a vacinação contra a MD é o estabelecimento da imunidade e proteção contra a doença. Os passos necessários para o sucesso desse processo incluem o armazenamento, a reconstituição e a administração corretas; a adequada replicação do vírus vacinal no frango; o desenvolvimento de uma boa resposta imunitária; e o estabelecimento da imunidade (B) Vários fatores (em vermelho) podem afetar negativamente a sequência de eventos necessários para conseguir uma proteção adequada após a vacinação contra a MD (C) no caso de uma falha na imunização, existem três pontos de controle que podem ser monitorados: nível de anticorpos, replicação do vírus no frango e carga de DNA do MDV (diagnóstico precoce) Figura adaptada de Gimeno and Pandiri

60 aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva


Monitoramento da vacinação Verificação da vacinação As vacinas MD estão associadas a células e requerem cuidados especiais durante

Quando ocorre um surto de MD, as empresas

o armazenamento, a reconstituição e a

devem realizar uma auditoria da vacinação

administração.

para comprovar que as vacinas são manipuladas corretamente e que nenhum dos passos mencionados anteriormente foi

-196ºC

comprometido.

As vacinas MD são armazenadas em nitrogênio líquido a -196 °C. O descongelamento da vacina deve ser realizado em água morna durante alguns segundos e, imediatamente a seguir, deve-se colocá-la em gelo

patologia

até a reconstituição com o diluente adequado

As vacinas MD são suspensões instáveis de células, e uma diluição inadequada resulta em uma baixa uniformidade das doses. Além disso, a agitação periódica da vacina é necessária para evitar a sedimentação das células. A vacina reconstituída deve ser mantida refrigerada e deve ser utilizada rapidamente (30-60 minutos).

A adição de antibióticos, outros aditivos ou outras vacinas às vacinas contra MD podem comprometer significativamente o título de anticorpos destas

61 aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva


Titulação da vacina (ensaio de placa) A titulação das vacinas MD pode ser feita através de ensaio de placa. É importante que a titulação seja feita:

A contagem de células vivas tem demonstrado ser uma alternativa para avaliar a manipulação

A partir de ampolas

realizada na planta de incubação.

Realizar uma titulação das vacinas MD a partir da vacina reconstituída é difícil, considerando que a técnica requer instalações que permitam o cultivo celular, e há poucas plantas de incubação que contam com elas

Contagem de células

A partir da vacina reconstituída

da pena ou no baço. O uso de sangue não é recomendado, já que foram notificados muitos falsos negativos.

Os resultados obtidos a partir de amostras do baço e do cálamo da pena são muito compatíveis, tendo o cálamo da pena uma vantagem logística ao poder ser obtida a partir de um frango vivo. É essencial recolher amostras individuais dos frangos.

quantidade de vírus vacinal presente na vacina, ao menos pode proporcionar provas diretas de uma manipulação inadequada se o número de células rapidamente após sua reconstituição.

1 semana de vida O melhor momento para monitorar a vacinação é quando os frangos têm uma semana de vida, já que é possível diferenciar os frangos que receberam a dose completa daqueles que receberam a dose diluída.

3 semanas de vida

patologia

pela determinação do DNA viral no folículo

proporcione informações sobre a

mortas for muito elevado ou se aumentar

Monitoramento da replicação da vacina em frangos A replicação da vacina pode ser avaliada

Embora a contagem de células não

A partir de 3 semanas de vida, o vírus vacinal pode ser detectado na maioria dos frangos, independentemente da dose vacinal administrada.

A porcentagem de amostras em que o vírus vacinal pode ser detectado na primeira semana de vida depende da:

As amostras podem ser armazenadas a -70 °C ou podem ser coletadas em cartões FTA e mantidas em temperatura ambiente

Idade de vacinação Dose vacinal Cepa vacinal empregada Fatores fundamentais

-70ºC

na hora de interpretar

62 aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva

os resultados


Monitoramento da infecção precoce com MDV oncogênico Após a administração das vacinas MD, leva máximo de proteção.

para cada sorotipo e são empregados frequentemente para diferenciar as vacinas

A infecção por MDVs oncogênicos geralmente

dos sorotipos 2 e 3 e os vírus do sorotipo 1.

ocorre antes dos 5-7 dias nas granjas, o que

Ao empregar a cepa vacinal CVI988 do sorotipo 1, é necessário usar iniciadores

coloca em risco a eficácia da vacina. É possível determinar se ocorreu uma infecção

específicos de CVI988 e que não

precoce do lote através da quantificação da carga

amplifiquem outros sorotipos 1 de MDV.

de DNA de MDV no folículo da pena, no baço ou no sangue de frangos de 1 semana de vida.

Essa técnica requer condições rigorosas; deve-se tomar muito cuidado durante sua realização, bem como na hora de interpretar os resultados.

-70ºC

É crucial coletar amostras individuais dos frangos. As amostras podem ser armazenadas a -70 °C ou coletadas em cartões FTA e mantidas em temperatura ambiente

patologia

Iniciadores específicos para cada sorotipo

aproximadamente 5-7 dias para atingir o nível Têm-se descrito iniciadores específicos

3 semanas de idade

Monitoramento da proteção/diagnóstico precoce Recentemente demonstramos que a avaliação da carga de DNA de MDV no folículo da pena ou em amostras de sangue a partir de 3 semanas de idade pode ser útil para prever a proteção de um lote (9-11).

Caso sejam coletadas amostras de sangue, é importante que o anticoagulante empregado seja EDTA, e é essencial evitar misturar amostras de diferentes aves. As amostras podem ser armazenadas a -70 °C ou coletadas em cartões FTA e mantidas em temperatura ambiente

Lotes protegidos adecuadamente Nos lotes protegidos adequadamente contra a MD, a maioria dos frangos tem uma carga baixa de DNA de MDV, compatível com níveis de latência.

Lotes não protegidos adequadamente No entanto, nos lotes que não estão protegidos corretamente, muitos frangos têm uma elevada carga de DNA viral em níveis comparáveis aos tumores induzidos por MDV.

-70ºC aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva

63


Patotipificação de MDV Apesar de terem sido realizadas várias

Um diagnóstico preciso da MD é

tentativas para encontrar marcadores

muito importante para descartar

moleculares de virulência, até o momento a

outras doenças tumorais induzidas por

única forma de determinar o patotipo dos

vírus ou síndromes não neoplásicas

MDVs isolados é através de testes biológicos.

causadoras de lesões nervosas. No entanto, uma vez que a MD tenha sido confirmada, é necessário investigar o surto e identificar os

O teste “gold standard” ou padrão de referência se baseia em medir a capacidade do MDV de alterar a imunidade proporcionada por várias vacinas MD, estando os MDV virulentos (vMDV) protegidos por HVT; os MDV muito virulentos (vvMDV) protegidos por HVT+SB-1; e os MDV muito virulentos plus (vv+MDV) protegidos por CVI988.

do e to

logi

Em muitos casos há mais de um fator, mas a única forma de encontrar uma solução adequada é entender as causas desencadeadoras do surto.

a

É realizado em frangos suscetíveis SPF que possuem anticorpos maternos e requerem o uso de cepas MDV protótipo para cada patotipo (JM, Md5, e 648. para v, vv e vv+, respectivamente)

Estudo & análises

fatores que contribuíram para ele.

Esse teste requer tempo e uma infraestrutura disponível apenas em poucos laboratórios

Ao suspeitar de um aumento da virulência, recomenda-se investigar se o protocolo vacinal empregado pode proteger efetivamente contra esses isolados em concreto.

Outras alternativas

M

patologia

Definição e conceito

Prova Gold Standard

Foram descritos testes alternativos ao teste patotipificação “gold standard”, como a atrofia dos órgão linfoides, neuropatotipificação e carga de DNA viral. Todas as provas alternativas podem diferenciar facilmente v e vv+, mas são incapazes de discernir entre MDV vv e vv+. Será necessário realizar mais estudos para simplificar a patotipificação de MDV e para aumentar sua disponibilidade em outros laboratórios. Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva

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64 aviNews América Latina Julho 2018 | Investigar um surto de doença de Marek: abordagem diagnóstica progressiva


COMO MELHORAR OS ÍNDICES PRODUTIVOS

CODORNAS Paulo Renê da Silva Junior

Médico Veterinário graduado pela Universidade Federal de Lavras e consultor em coturnicultura

? codornas

DAS

67 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


codornas

OD

Z E LU

PER Í

OD

ÃO

MAN E

JO

NUTRIÇ

Fase de produção As codornas têm dificuldade para fazer a reposição de cálcio nos ossos durante seu

Início de postura A codorna deve chegar ao início de postura com a carcaça formada e com peso acima dos 160 gramas. Para que isso ocorra, são necessários cuidados especiais desde o início da recria.

período de produção, o que evidencia ainda mais a necessidade de aguardar a completa formação da carcaça para atingir melhores resultados e, também, mostra o quanto a nutrição na recria é importante.

Recria O início da recria requer cuidados e tem manejo complicado devido à necessidade de temperaturas mais altas, entre 34oC e 36oC. Uma desatenção nessa fase pode resultar em perdas sensíveis no desenvolvimento das codornas, prejudicando o ganho de peso, formação da carcaça e a uniformidade.

68 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


A vida produtiva das codornas japonesas é influenciada pelo manejo, nutrição e período de luz na recria, determinando a viabilidade e longevidade produtiva da ave.

Temperatura Um dos problemas mais comuns nessa fase é o excesso de calor, que causa desidratação, apatia, redução no consumo de ração e amontoamento, podendo levar a taxas elevadas de mortalidade. Outro problema seria o frio. Quando sentem frio, tendem a se amontoar

codornas

buscando aquecimento e, nessas situações, algumas codornas ficam impedidas de sair para se alimentar e beber água, o que gera desuniformidade e pode também levar a altas taxas de mortalidade. Após esse período crítico, entre 3 a 5 dias de vida, é preciso reduzir gradativamente a temperatura, preparando a codorna para retirar completamente a fonte de calor, o que deve ocorrer entre 10 e 15 dias de vida. Nas épocas mais frias do ano pode ser necessário fornecimento de calor à noite, até o 15º dia de vida, mesmo a codorna já estando empenada.

69 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


Luminosidade A luminosidade é outro fator que deve ser controlado. Nos primeiros dias são fornecidas 24 horas diárias. Após 15 dias de vida, reduz-se gradativamente a luz fornecida, visando atrasar a maturidade sexual das codornas, até atingir 13 horas de luz por dia no 21° dia. Mantém-se assim até o início da produção de ovos.

Para recrias realizadas no chão, com estruturas de alvenaria, recomenda-se: O anoitecer deve ser natural As luzes devem ser acesas antes do amanhecer, pois as codornas tendem a se amontoar buscando os primeiros feixes de luz que entrem por frestas (portas, janelas, telhas), podendo gerar altas mortalidades em função desses amontoamentos.


Galpões abertos Em galpões abertos, com sistema de cortinas, esse cuidado não é necessário, pois o dia amanhece uniforme dentro do galpão.

Recria em gaiolas Já em recria de gaiolas, sendo de alvenaria, ou cortinas, o amontoamento não ocorrerá. Esse período de luz deve ser levado até início da postura, quando a luz deve sofrer aumento de 1 hora semanal, até

codornas

atingir 16 horas diárias.

Em algumas regiões pode ser que sejam necessários períodos de luz de até 18 horas, dependendo do clima (calor) e da necessidade de ampliar o consumo de ração, sendo o período noturno mais fresco e, portanto, mais propício para estimular o consumo. Esse complemento de luz (de 16 para 18 horas) pode ser adicionado ao final do dia, no início do dia, ou em um intervalo noturno (neste caso apenas 1 hora).

71 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


Ajuste do bico Outro ponto importante é a data e a qualidade do ajuste de bico. É um procedimento delicado e de custo elevado, porém é muito eficiente para reduzir problemas de prolapso, desuniformidade e pico de produção.

Densidade durante a recria Outro fator importante e que pode

O primeiro ajuste de bico (aos 10 dias de

influenciar a formação da carcaça da

vida) pode ser mais suave, o segundo e

codorna é a densidade utilizada na recria.

mais severo próximo aos 30 dias.

codornas

Quando está acima da recomendada, Esses procedimentos melhoram o ganho

as codornas têm seu desenvolvimento

de peso e o empenamento para o primeiro

prejudicado e a uniformidade do lote fica

ajuste de bico, sendo que o segundo ajuste

comprometida.

de bico é importante para um consumo mais homogêneo da ração (garante o

Além de respeitar a área em cm²

consumo da dieta balanceada), as aves

recomendada pela linhagem, é

“ciscam” menos e, consequentemente,

importante observar qual a medida

reduzem o desperdício de ração, além de

de comedouro disponível por codorna

evitar a bicagem da cloaca.

alojada e também o número de bebedouros (nipple) disponíveis para as

É importante que a pessoa que realiza o

codornas. O comedouro deve oferecer, no

ajuste de bico tenha conhecimento para

mínimo, 1,4 cm por codorna e, para cada

tal, pois se exagerar pode “abrir o bico

20 codornas, deve possuir no mínimo

da ave” e se o corte for menor que o

1 nipple.

necessário, o bico volta a crescer e pode trazer problemas. Em galpões climatizados, com sistema dark house e iluminação controlada, com baixa luminosidade, o ajuste de bico torna-se opcional, pois a codorna fica mais calma e a diferença de mortalidade e produção torna-se bem menor, quando compararmos com lotes que sofreram ajuste de bico.

72 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


Transferência para o galpão de postura Com o controle da luminosidade, manejo adequado na recria, nutrição de qualidade, as aves vão se desenvolver de forma adequada e podem ser transferidas para postura entre 37 e 40 dias, antes do início da postura, que ocorrerá por volta dos 42 a 45 dias de vida.

No galpão de postura, é necessário verificar a pressão e vazão do bebedouro e o acesso

A data da transferência precisa de uma margem de segurança, que impeça o transporte de codornas já em postura, evitando que ocorra postura interna, quebra de ovos no oviduto além de lesões no ovário que podem prejudicar o início de produção das codornas e até mesmo a viabilidade.

a ração no comedouro, pois em algumas situações as codornas podem ter dificuldade para beber água ou comer, o que deve ser rapidamente observado e corrigido. É extremamente importante que os galpões tenham apenas uma idade de aves e que se utilize o sistema “todos dentro todos fora” (all in all out).

o manuseio das aves deve ser realizado de

Não existe limpeza e desinfecção bem feitos,

forma suave e evitando causar lesões na

se dentro do galpão ainda restarem aves de

aves:

outro lote. O processo adequado de limpeza

codornas

A transferência exige muitos cuidados,

e desinfecção quebra o ciclo de bactérias As caixas de transporte das codornas

e vírus patogênicos presentes no galpão e

devem estar limpas e desinfetadas.

diminui o desafio da codorna, tornando a

Não podem permitir que as codornas passem a cabeça para fora da caixa,

tarefa de se adaptar ao novo ambiente mais fácil.

o que aumenta o risco de morte por

Com os cuidados citados anteriormente

decapitação ou estrangulamento.

é possível reduzir significativamente a

Devem ter um espaço entre o piso e o fundo da caixa para evitar a amputação de dedos ao arrastar uma caixa sobre a outra.

mortalidade no início de postura das codornas, além de melhorar a taxa de postura e prolongar o pico de postura, garantindo ovos com boa qualidade de casca por um período maior.

A densidade utilizada na caixa deve ser adequada, temperatura adequada, visto que durante o dia podem ocorrer variações de temperatura e de umidade no ambiente que podem interferir no conforto da codorna durante o transporte.

73 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


Conclusões Um lote de codorna que inicia a postura com as aves abaixo do peso adequado, sem completar o desenvolvimento da carcaça e/ou com baixa uniformidade, terá maior mortalidade no início de produção e terá uma vida produtiva

codornas

menor, quando comparada com um lote

Em luminosidades maiores, ou com luz natural, isso ocorre porque logo após a postura, devido à coloração avermelhada da cloaca e seu

que atenda essas exigências.

movimento de contração para retornar

A principal causa de mortalidade

codornas, por curiosidade, bicam a

no início do ciclo produtivo está

cloaca levando a formação de edema

relacionada ao prolapso e a causa do

e dificultando o retorno a forma

prolapso está diretamente relacionada

normal, ficando exposta a bicagens

ao peso corporal da codorna e sua

consecutivas, aumentando o edema e

carcaça. Outro fator importante na

ocasionando o prolapso no momento

questão do prolapso é o ajuste de bico,

da postura do próximo ovo.

à forma original (piscando), as outras

quando tem maior luminosidade, para que as codornas não fiquem bicando a cloaca umas das outras.

74 aviNews América Latina Julho 2018 | Como melhorar os índices produtivos das codornas


O alto índice de crescimento do mercado de codornas nos últimos anos e a demanda por ovos fizeram os coturnicultores investirem em granjas

Porém, o setor deve repensar a

com estruturas caras e modernas.

maneira de olhar para o manejo

E, para honrar os compromissos financeiros assumidos, além da

da granja, priorizando o manejo sanitário e o bem-estar das aves,

dificuldade de se encontrar mão

que devem ter suas necessidades

de obra qualificada, os granjeiros e

atendidas para que consigam

técnicos deixaram de lado algumas

expressar todo seu potencial

ações de manejo que são extremamente

genético.

importantes para atingir altos níveis produtivos. Como as instalações eram novas e os investimentos não paravam de acontecer, sempre alojando novos galpões, isso mascarava o problema que estava por vir.

Como melhorar os índices produtivos das codornas

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CONTROLE EFICAZ DA SALMONELA NAS RAÇÕES

O

controle da salmonela é um dos principais desafios para o setor de

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produção animal. A salmonela é

uma bactéria muito disseminada que pode sobreviver por longo tempo, inclusive com baixos níveis de umidade. Dada a complexidade do controle da salmonela, é necessário adotar várias medidas para reduzir a contaminação, a proliferação e a sobrevivência da salmonela nas rações.

76 aviNews América Latina Julho 2018 | Controle eficaz da salmonela nas rações


As bactérias do gênero Salmonella

A relação existente entre as rações

(doravante, “a salmonela”) são um dos

destinadas ao consumo animal e a

principais grupos de micróbios patogênicos

salmonelose em pessoas e animais é

associados a um menor rendimento dos

conhecida há muitos anos. No entanto, dado

animais e a doenças de origem alimentar

que a salmonela está muito disseminada e é

nos consumidores.

muito persistente em uma ampla variedade de materiais, implica um problema difícil de

A contaminação das rações e das matérias-

resolver com uma única medida de controle.

primas críticas, como as farinhas de sementes oleaginosas e de proteínas de

O tratamento térmico é uma das principais

origem animal, é uma das principais vias

medidas para eliminar as bactérias presentes

de entrada da salmonela nos processos de

nas rações, mas é provável que não baste

produção animal.

para evitar totalmente a (re)contaminação por salmonela. Em muitos casos, recorre-se a uma combinação de tratamento térmico e

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químico para eliminar as bactérias.

Controle da salmonela nas rações

A salmonela é muito difícil de controlar e requer um programa de prevenção que inclua todos os meios possíveis. Por esse motivo, costumam-se combinar três estratégias diferentes para eliminar

1 Em primeiro lugar, é importante minimizar a contaminação das matérias-primas e das rações.

Procurar eliminar

a salmonela das rações

a maior

destinadas ao consumo

quantidade

animal.

possível de

3

micróbios

Adotar

patogênicos.

medidas para evitar a propagação das bactérias na ração.

2 77 aviNews América Latina Julho 2018 | Controle eficaz da salmonela nas rações


1 Prevenção da contaminação Considera-se que as matérias-primas introduzidas no moinho de ração são a principal fonte de contaminação por salmonela. Além disso, pode-se produzir contaminação adicional em cada um dos passos seguintes ao processamento. Algumas matérias-primas passam por mais de dez etapas de processamento antes de chegar ao moinho de ração. Portanto, é fundamental dispor de fornecedores que possam oferecer produtos certificados

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livres de salmonela.

Durante o recebimento das matérias-primas, é preciso tomar precauções para que não contaminem o restante do conteúdo do

2 Prevenção da proliferação

moinho de ração. Precisamente por esse

O principal fator que contribui para a

motivo, considera-se que a poeira é um dos principais fatores de risco no moinho.

proliferação bacteriana é a umidade. Geralmente o ambiente do moinho de ração

Além disso, é imprescindível exterminar os

não contém suficiente umidade para permitir

roedores, pássaros e insetos no interior do

a proliferação bacteriana. No entanto,

moinho de ração, já que todos eles podem

existem certas fontes de umidade que são

ser portadores da salmonela.

muito difíceis de evitar, como a condensação

O pessoal da fábrica também é um vetor

e a umidade ambiental.

importante de propagação da salmonela.

Além disso, durante o processo de fabricação

O uso de roupas de trabalho e calçados

a umidade é utilizada em ocasiões como

especiais pode contribuir para reduzir o

medida “higiênica”, por exemplo, para

risco de contaminação.

aumentar a temperatura no condicionador.

Sobra dizer que, como parte do protocolo integral de higiene do moinho de ração, é crucial que os caminhões que transportam a ração acabada para os clientes estejam limpos. É necessário implantar protocolos de higienização tanto para os caminhões que entregam a ração pronta para os clientes quanto para aqueles que transportam as matérias-primas da ração.

Essa umidade pode fazer com que a salmonela sobreviva e se prolifere, principalmente quando está presente em pontos localizados do sistema de produção.

A detecção desses pontos é uma importante tarefa do pessoal do moinho. Um método de amostragem e uma avaliação de riscos adequados podem ajudar a identificar esses pontos de proliferação.

78 aviNews América Latina Julho 2018 | Controle eficaz da salmonela nas rações


Os ácidos orgânicos, como os ácidos

Inicialmente há duas medidas para eliminar

fórmico e propiônico, agem em vários

as bactérias no processo de moagem da

níveis:

ração: Tratamento térmico (especialmente através de granulação)

NA RAÇÃO

3 Eliminação da salmonela

Os ácidos orgânicos têm a capacidade de alterar a regulação do pH intracelular e os processos metabólicos de

Tratamento químico.

diferentes bactérias. Além de suas

Os tratamentos químicos geralmente

propriedades bacteriostáticas,

consistem na adição de ácidos à ração. Os

também são tóxicos para diversos

ácidos de uso mais comum são os ácidos

micróbios patogênicos que

fórmico e propiônico; há numerosos

produzem doenças intestinais de

estudos que demonstram a sua capacidade

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origem alimentar.

de eliminação da salmonela em rações A eficácia dos ácidos varia enormemente e depende de numerosos fatores, como: A composição

NA FÁBRICA

destinadas ao consumo animal. Os ácidos orgânicos têm um efeito protetor residual a longo prazo, o que reduz a recontaminação e a contaminação cruzada nos equipamentos

O nível de umidade

de moagem e

O formato físico da ração

alimentação.

ácidos A forma química do produto ácido (por exemplo, se é um ácido puro ou um sal ácido).

NOS ANIMAIS

O nível de adição da combinação de A ação antimicrobiana dos ácidos orgânicos não se limita à matriz da ração, mas também atinge as partes próximas ao tubo digestivo. No entanto, os efeitos dos ácidos orgânicos vão além da atividade antimicrobiana: regulam a flora intestinal, melhoram a atividade das enzimas digestivas, aumentam a secreção pancreática e melhoram o estado da mucosa gastrointestinal.

79 aviNews América Latina Julho 2018 | Controle eficaz da salmonela nas rações


CONCLUSÕES Há muito tempo se sabe que existe uma evidente relação entre as rações destinadas ao consumo animal e a presença de salmonela em animais e inclusive em pessoas.

A Nutriad oferece uma estratégia de prevenção

Dado que a salmonela está muito

da salmonela em vários níveis:

disseminada e pode sobreviver durante

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muito tempo, é necessário implantar uma estratégia rigorosa de controle.

Descontaminação das matérias-primas

No moinho de ração, é preciso aplicar uma

críticas e das rações para eliminar a

combinação de três estratégias diferentes: Prevenção da contaminação Prevenção da proliferação Eliminação de bactérias. O tratamento térmico e químico da ração

salmonela. Proteção residual contra a recontaminação e a contaminação cruzada. Atividade de amplo espectro contra outros micróbios patogênicos contidos nos alimentos e contra a proliferação de mofo e fungos.

é eficaz para eliminar bactérias como a salmonela; ademais, o tratamento químico não somente tem efeitos benéficos para a ração, mas também para a fábrica e para os animais.

Melhora das condições higiênicas da água potável.

Além disso, a acidificação é uma parte essencial de uma estratégia multifuncional para conseguir um controle otimizado da salmonela nos processos de produção de

Melhora da ingestão e digestão da ração. Redução da transmissão horizontal dos micróbios patogênicos contidos nas rações

rações.

Melhora da saúde intestinal. Maior rendimento dos animais. Controle eficaz da salmonela nas rações

Redução da colonização da salmonela.

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80 aviNews América Latina Julho 2018 | Controle eficaz da salmonela nas rações


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FONTES HERBÁCEAS PARA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA E NATURAL NA

NUTRIÇÃO ANIMAL

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Ray Jones, Marcelo Paolella & Hamilton Ida Equipe técnica Nuproxa

Q

uase cem anos depois da sua descoberta, em 1922, a recomendação de suplementação com vitamina E para a nutrição otimizada de

animais de produção e de estimação é praticamente um consenso. Desde que se conseguiu a síntese da vitamina E, em 1938, na forma de acetato de alfa-tocoferol, sua suplementação dietética tem sido utilizada para garantir saúde, fertilidade, produtividade e longevidade de diferentes espécies. No entanto, pesquisas mais recentes suscitaram novos questionamentos sobre a eficiência e eficácia da suplementação com vitamina E sintética (acetato de alfa-tocoferol).

83 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


Já existem evidências de que as formas

No entanto, o alfa-tocoferol não funciona

naturais da vitamina E (presentes na natureza

sozinho e requer outros antioxidantes, como

em forma de tocoferóis e tocotrienóis)

o ácido ascórbico (vitamina C), glutationa,

podem ser mais eficientes e eficazes como

superóxido dismutase etc., para ser reciclado

suplemento do que as formas sintéticas,

e funcionar completamente.

proporcionando benefícios superiores aos do acetato de alfa-tocoferol.

De fato, sem esses antioxidantes complementares, o alfa-tocoferol pode tornar-se um pró-oxidante e iniciar a

A vitamina E (alfa-tocoferol) é reconhecida

peroxidação lipídica.

como um potente antioxidante, essencial para a manutenção e integridade das membranas celulares, e um composto eficaz para prevenir e tratar as condições

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de estresse oxidativo.

Resumindo, o alfa-tocoferol funcionará melhor em um meio que contenha outros antioxidantes.

Diferenças entre a vitamina E natural e a sintética Vitamina E é a denominação dada a um grupo de oito compostos lipossolúveis em seu estado natural, vegetal, com atividades antioxidantes. São classificados em duas famílias, tocoferóis e tocotrienóis, as quais se dividem em quatro subfamílias: α (alfa), β (beta), γ (gama), y δ (delta) (Figura 1). H3C

CH3 O

CH3 CH3

HO CH3 H3C

CH3 O

CH3

CH3 O

CH3

CH3 O

CH3 CH3

beta-Tocoferol

CH3

CH3

O

CH3

CH3 CH3

CH3

O

CH3

CH3

CH3 CH3

HO CH3

CH3

CH3

gama-Tocotrienol

CH3

CH3

CH3

alfa-Tocotrienol

CH3

CH3

gama-Tocoferol CH3

CH3

HO

CH3 CH3

CH3

O CH3

H3C

CH3

CH3

HO

CH3

CH3

CH3 delta-Tocoferol

HO

CH3

alfa-Tocoferol Vitamina E

CH3

HO

HO

CH3

H3C

O

CH3

CH3

CH3

CH3 CH3

HO

CH3

delta-Tocotrienol

CH3

CH3

beta-Tocotrienol

Figura 1 – Vitamina E natural (famílias e subfamílias)

84 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


O alfa-tocoferol é a forma mais abundante nas partes verdes das plantas, enquanto os tocotrienóis são encontrados

Antioxidante

principalmente nas sementes.

Esses compostos são antioxidantes, portanto, protegem a planta da toxicidade do oxigênio. Os tocoferóis e tocotrienóis eliminam os radicais peroxil dos lipídios, impedindo assim a propagação da peroxidação lipídica nas membranas, e os produtos subsequentes

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dos radicais tocoferoxil e tocotrienoxil, respectivamente, são reciclados para tocoferóis e tocotrienóis através da ação concertada de outros antioxidantes. Além disso, os tocoferóis e os tocotrienói protegem os lipídios e outros componentes da membrana ao reprimir fisicamente e reagir quimicamente com o oxigênio singleto (Munné-Bosch & Alegre, 2010). O alfa-tocoferol é conhecido por ter a maior atividade biológica e manter as maiores concentrações no plasma e nos tecidos de animais e humanos. O alfa-tocoferol produzido naturalmente pelas plantas se apresenta numa forma única: o estereoisômero RRR, sendo esta a forma produzida na natureza, como se pode esperar, é totalmente reconhecível e aproveitável pelos organismos, isto é, o alfa-tocoferol apresenta máxima atividade biológica como vitamina E.

85 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


No entanto, a forma mais comum de vitamina

2R Estereoisômeros retidos pela proteína de transferência de tocoferol

E usada para suplementação animal é a sintética (all-rac-alfa-tocoferol). Essa forma é quimicamente sintetizada a partir da reação

CH3 HO

catalisada entre trimetilhidroquinona e isofitol, CH3

que é submetida a uma destilação molecular de alto vácuo para resultar no dl-alfa-tocoferol purificado.

de 8 estereoisômeros do alfa-tocoferol em quantidades equivalentes, que se diferenciam

CH3

pelas conformações de três carbonos quirais nas posiciones 2, 4’ e 8’: RRR, RSR, RRS, RSS,

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CH3

CH3

S

CH3

Figura 2 - Os oito estereoisômeros da vitamina E sintética

CH3

HO

CH3

S SCH

CH3

3

H

S CH H 3

O

CH3

SSS-alfa-Tocoferol

CH3

S

CH3 H

S

CH3 H

O CH3

HO

CH3

HO

CH3

CH3

CH3

R

S

CH3

CH3

S

CH3

H CH3

CH3 CH3

O CH3

CH3

R

RSR-alfa-Tocoferol

H

R S

CH3

CH3 H

CH3 CH3

O CH3

CH3

R

RRS-alfa-Tocoferol

Enquanto todos têm atividade antioxidante

CH3

in vitro, somente as formas com a conformação R na posição 2 têm atividade biológica como vitamina E nos organismos. O dl-alfa-tocoferol contém somente 12,5%

H

R S CH3

de RRR-alfa-tocoferol (análogo ao natural).

CH3 H

CH3 CH3

SRS-alfa-Tocoferol

CH3

R

CH3 H

HO

CH3

CH3

CH3

RSS-alfa-Tocoferol

O

Por sua instabilidade, para poder ser utilizado em dietas o dl-alfa-tocoferol purificado deve ser submetido à esterificação, geralmente realizada com

S S

CH3

CH3

CH3 H

R

H CH3

O CH3

CH3

R

H

SRR-alfa-Tocoferol

CH3

CH3

CH3

CH3

CH3

2S Estereoisômeros não retidos pela proteína de transferência de tocoferol HO

R

H

O

HO

CH3

CH3

RRR-alfa-Tocoferol

R

CH3

SRR, SSR, SRS e SSS-α- tocoferol (Figura 2).

CH3

CH3

HO

química, é composto de uma combinação

R

H

O

CH3

O dl-alfa-tocoferol, obtido através de síntese

R

CH3

H

SSR-alfa-Tocoferol

ácido acético (outro processo químico), CH3

que resulta no acetato de alfa-tocoferol,

CH3

suplementos e aditivos de vitamina E

a forma comercial mais comum dos sintética.

86 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


Absorção e metabolização O alfa-tocoferol natural, enquanto se encontra nas plantas, é naturalmente protegido pelas estruturas celulares vegetais, que lhe conferem estabilidade natural. Além disso, já se encontra na forma disponível para ser absorvido ao chegar ao intestino, uma vez que não está esterificado e está 100% na forma RRR. Por outro lado, ao chegar ao intestino delgado, o acetato de alfa-tocoferol

Resumindo, uma pequena parte do dl-alfa-tocoferol é transferida do fígado para o restante do organismo para atuar como vitamina E, com grande parte simplesmente sendo metabolizada e excretada.

(vitamina E sintética) precisa ser hidrolisado por uma esterase pancreática para liberar o alfa-tocoferol para que este possa ser incorporado em uma fase lipídica e ser absorvido.

Fígado

a absorção intestinal, pode gerar

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Este passo adicional, requerido para Quilomícron

problemas para certos tipos de animais, como leitões recém-desmamados e pintinhos muito jovens, pelo atraso no tempo de absorção em comparação com a vitamina E natural (Wilburn et al., 2008). Ambas as formas de vitamina E, natural e sintética, são absorvidas pelo intestino e transportadas por quilomícrons para o fígado, essencialmente sem discriminação

Intestino

entre os diferentes isômeros. No entanto, uma vez que chegam ao fígado, a Proteína de Transferência de alfa-tocoferol (α-TTP), responsável por transferir o alfa-tocoferol do fígado e distribuí-lo aos tecidos do organismo, é específica para a forma natural RRR do alfa-tocoferol. A α-TTP pode transportar a forma RRR e pouco, ou nada, das outras formas. Estas posteriormente são metabolizadas no fígado e, finalmente, são excretadas sem desempenhar qualquer função como vitamina E no organismo (Chung et al., 2015; Hosomi et al., 1997; Lim & Traber, 2007; Traber & Arai, 1999).

87 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


Fontes de vitamina E na alimentação animal Os produtos à base de acetato de dl-alfa-tocoferol (vitamina E sintética) representam a fonte suplementar de vitamina E mais comumente utilizada na alimentação de animais de produção. Além de ser uma fonte sintetizada

Parte da vitamina E requerida pelos animais de produção procede dos ingredientes das dietas. São tocoferóis e tocotrienóis na forma realmente natural.

quimicamente, como mencionamos, é um acetato que requer uma etapa digestiva

Como descrito anteriormente, além de

e contém somente 12,5% de RRR-alfa-

apresentarem alta atividade biológica e

tocoferol.

serem naturalmente estáveis (pela proteção das estruturas celulares vegetais), estão

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Existem também no mercado

associados a outros antioxidantes naturais

produtos que obtêm o alfa-

que reciclam os tocoferóis e tocotrienóis.

tocoferol a partir de óleos

No entanto, tais níveis podem ser muito

vegetais. Estes são obtidos a partir da matériaprima original após vários passos de processamento químico. Além disso, devido à natureza instável do alfa-tocoferol depois de extraído das plantas, esses produtos também utilizam a esterificação para conferir-lhes

variáveis devido a diversos fatores, entre outros, a qualidade dos ingredientes e seu estado de conservação. Por esse motivo, para muitas espécies, os nutricionistas optam por garantir os níveis adequados através de fontes específicas de vitamina E que são adicionadas aos alimentos.

estabilidade, isto é, são produtos à base

Então, qual será a solução para garantir

acetato de alfa-tocoferol e requerem a etapa

os níveis de vitamina E natural nas dietas

de hidrólise no trato intestinal para que

animais formuladas?

possam ser absorbidos.

Nesse sentido, para garantir os níveis

Em função de todo o processo químico,

requeridos de vitamina E usando fontes

deveriam ser referidos como “naturais

genuinamente naturais, há produtos no

derivados” e não “naturais”. No entanto,

mercado que consistem em formulaçõe

esses produtos contêm somente o alfa-

herbáceas. Ervas como o manjericão

tocoferol na forma RRR, o que os diferencia

sagrado ou tulsi (Ocimum sanctum) e

muito das fontes sintéticas com dl-alfa-

a groselha espinhosa índia ou amla

tocoferol.

(Emblica officinalis), entre outras, são

Sua principal limitação para o uso na nutrição animal é o alto custo em comparação com as fontes sintéticas.

reconhecidas por seus efeitos antioxidantes e protetores e têm sido utilizadas há milhares de anos na medicina ayurveda.

88 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


Se antigamente sua utilização se dava por

O custo dos produtos herbáceos para

empirismo, experiência e conhecimento

suplementar a vitamina E pode ser

transmitido de uma geração para outra,

competitivo em comparação com as fontes

hoje existem inúmeras evidências científicas

sintéticas, mas há desafios para uma

que demostram claramente suas formas

suplementação segura.

de ação. Os mecanismos e associações complexas entre seus diversos componentes são atualmente objeto de múltiplos estudos científicos.

Além de ser necessária uma combinação correta, que promova a interação otimizada entre os componentes para executar plenamente o papel da vitamina E, a qualidade

Do que já se sabe, podemos destacar

dessas combinações herbáceas para garantir a

que 100% do alfa-tocoferol contido

consistência de sua composição é essencial.

configuração RRR.

Isso exige que os provedores, além de ter um profundo conhecimento da interação entre as

Adicionalmente, contém não somente

ervas e seus efeitos nos organismos, tenham

alfa-tocoferol, mas também todas as

um controle rígido e completo em sua

outras formas de vitamina E (tocoferóis

cadeia de suprimento, incluindo a produção

e tocotrienóis), bem como compostos

das ervas e os complexos métodos analíticos

conhecidos como fenilpropanoides, que

que lhes permitam controlar a qualidade de

agem sinergicamente com a vitamina

matérias-primas e produtos finais.

E, contribuindo para sua reciclagem e biodisponibilidade por mais tempo.

As diversas formas de vitamina E presentes nas fontes herbáceas formam complexos com fosfolipídios que lhes proporcionam estabilidade e uma base lipídica para melhor absorção intestinal. Numerosos relatos científicos

Portanto, a suplementação de vitamina E através de fontes herbáceas confiáveis na nutrição animal não é melhor somente pelo tipo de alfa-tocoferol proporcionado, mas também pela associação com outros compostos antioxidantes de ocorrência natural que interagem sinergicamente e pelo benefício econômico.

demonstram que, em suínos, aves de curral e gado, a combinação de compostos polifenólicos e vitamina E acaba sendo mais eficaz em termos de atividade antioxidante do que a vitamina E por si só (Lipinski et al., 2017; Fotina et al., 2013).

89 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal

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nessas combinações herbáceas está na


Resultados de ensaios com fontes herbáceas Estudos que comparam a eficácia entre a suplementação de vitamina E em dietas animais com fontes sintéticas

frangos de corte sob condições comerciais. Controle

Parâmetros

(padrão da indústria de nutrição animal) e fontes herbáceas têm sido

Vitamina E sintética (100 mg/kg)

Herbal E® 50 (100 mg/kg)

Herbal E® 50 (50 mg/kg)

Peso inicial, g

38,1

37.4

36,2

37,3

Peso vivo 42 dias, g

1,715

1,725

1,740

1,730

Consumo de alimento, g

3,247

3,277

3,250

3,287

respostas da suplementação dietética

Taxa de conversão

1,91

1.90

1,87

1,90

de vitamina E natural com um produto

Mortalidade %

10 (4/40)

10 (4/40)

2,5 (1/40)

2,5 (1/40)

comercial específico, que consiste em

Rendimento de carcaça, %

65,2

65,7

66,1

66,4

uma combinação herbácea (entre

Vit. E no fígado, µg/100g

2,38

4,8

6,15

5,95

realizados nos últimos anos. Os dados a seguir demonstram as

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Tabela 1 - Comparação de parâmetros produtivos entre o uso de Herbal E® e vitamina E sintética em

outras, Ocimum sanctum e Emblica officinalis), em comparação com a Chatterjee et al., 2006

vitamina E sintética em frangos de corte.

No teste realizado por Chatterjee et al. (2006), Tabela 1, não houve diferenças significativas entre aves alimentadas com 50 mg/kg da combinação herbácea e com 100 mg/kg de vitamina E sintética. Os níveis de vitamina E no fígado foram mais altos nas aves suplementadas com qualquer das fontes de vitamina E, mas o nível mais elevado foi obtido com a suplementação com o produto herbáceo comercial. Esta maior concentração de vitamina E no fígado é um indicador da maior biodisponibilidade da vitamina E de origem herbácea e/ou a redução de sua taxa de excreção em comparação com a vitamina E sintética. Tabela 2 - Comparação de parâmetros produtivos entre a suplementação com vitamina E sintética e com Herbal E® em frangos de corte comerciais Parâmetros

Controle

Vitamina E sintética (100 mg/kg)

Herbal E® 50 (100 mg/kg)

Herbal E® 50 (50 mg/kg)

Peso vivo 42 dias, g

1,325

1,589

1,577

1,579

Consumo de alimento, g

3,059

3,128

3,169

3,143

alimentados com a fonte herbácea e

Taxa de conversão

2,31

1,97

2,01

1,99

vitamina E sintética, mas a mortalidade

Mortalidade, %

3,33

1,66

0

0

foi reduzida nas aves alimentadas com

Dani et al. (2009), Tabela 2, observaram que o rendimento dos frangos foi similar entre os grupos

qualquer nível da combinação de ervas. Dani et al., 2009

90 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal


No estudo in vitro de Chatterjee e Agrawala (2005), Tabela 3,

Conclusões

demonstra-se que a mesma combinação herbácea comercial apresenta cerca de três vezes mais atividade antioxidante

A suplementação com vitamina E é reconhecida

que o acetato de alfa-tocoferol (vitamina E sintética). Foram

por ser benéfica e rentável na produção animal.

necessários 0,071 μM/ml do acetato de alfa-tocoferol para

O suplemento comumente utilizado para essa

inibir 50% dos radicais livres gerados, enquanto somente 0,029

finalidade é o acetato de dl-alfa-tocoferol

μM/ml do produto herbáceo bastou para fazer o mesmo em

(vitamina E sintética), em geral a 50%, que,

condições de estresse oxidativo induzido por ferro.

segundo pesquisas recentes, não seria a forma mais eficiente e eficaz de suplementação.

Tabela 3 - Comparação da produção de sêmen e recontagem entre a suplementação com vitamina E sintética e com Herbal E® em machos reprodutores de frangos de corte.

Combinações herbáceas com Ocimum sanctum, Emblica officinalis e outras ervas são fontes genuinamente naturais de vitamina E com muitas vantagens sobre a vitamina E sintética

Controle

Volume de sêmen, mL

0,37

0,47

0,47

Recontagem de espermatozoides, bilhões/mL

2,79

5,02

5,04

Herbal E® (150 mg/kg)

Chandrahas & Nagra, 2009 Os resultados do experimento de Das et al. (2009) mostram que a combinação herbácea com Ocimum sanctum, Emblica officinalis e outras ervas foi segura até 20 vezes a dose recomendada em ratos, os quais não apresentaram hematopoiese, toxicidade renal ou hepática após 90 dias de administração oral do produto.

para a produção animal, uma vez que:

1 Proporcionam vitamina E de forma natural, à base de

plantas, que é de duas a três vezes mais biodisponível para os animais em comparação com a vitamina E sintética;

2 A vitamina E natural é absorvida mais eficientementeque a vitamina E sintética;

3 Proporcionam não somente o alfa-tocoferol mais

biologicamente disponível, mas também todas as formas de vitamina E (tocoferóis e tocotrienóis), enquanto a vitamina E sintética proporciona unicamente acetato de dl-alfa-tocoferol, e somente uma pequena parte deste se encontra na forma mais biologicamente disponível;

4 Contêm ainda uma variedade de compostos fenólicos que complementam, melhoram e preservam as atividades da vitamina E quando são consumidos pelos animais;

5 Proporcionam vitamina E na forma que a natureza a

concebeu para ser utilizada de modo mais eficiente; os animais com acesso a formas naturais de vitamina E têm desempenho tão bom e até mesmo melhor que os animais suplementados com vitamina E sintética.

O uso de produtos comerciais à base de combinações herbáceas permite substituir Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal

BAIXAR O PDF

parcial ou totalmente a vitamina E 50 sintética, garantindo níveis produtivos equivalentes ou superiores.

91 aviNews América Latina Julho 2018 | Fontes herbáceas para suplementação de vitamina E natural na nutrição animal

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Parâmetros

Vitamina E sintética (200 mg/kg)


NATURAL BEAK SMOOTHING NA ÍNDIA reportagem publicitária

MENOS ESTRESSE MELHORES RESULTADOS

92 aviNews América Latina Julho 2018 | Natural beak smoothing na Índia: menos estresse, melhores resultados


P

ioneira no mercado avícola da Índia: essa é a melhor forma de descrever Life Line Feeds.

Há 20 anos

Há vinte anos investiu em ninhos para suas granjas de matrizes, em uma época em que as gaiolas ainda imperavam na Índia. Logo seriam também os primeiros

a instalar sistema de ambiente controlado (AC) em seus ninhos.

Atualidade

Neste ano foi dado um rotundo “sim” ao desgaste natural do bico: a última alternativa ao corte mecânico do bico com lâmina quente.

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reportagem publicitária

O desgaste natural do bico

O desgaste natural do bico da Roxell tem demonstrado reduzir consideravelmente o estresse e o risco de infecção nas reprodutoras. E a Life Line Feeds tinha muita vontade de testar esses benefícios.

O que os levou a escolher o desgaste natural do bico da Roxell? O desgaste natural do bico da Roxell está perfeitamente alinhado com a filosofia do Diretor Executivo da Life Line Feeds, Kishore Kumar, para quem o bem--estar animal é uma das principais prioridades. Nos últimos anos, a Life Line Feeds realizou investimentos estratégicos em soluções para reduzir o estresse dos animais. A empresa avícola descobriu a solução da Roxell para o desgaste natural do bico durante a feira comercial VIV Ásia, em 2017. Rapidamente projetaram planos para testar a solução da Roxell.

93 aviNews América Latina Julho 2018 | Natural beak smoothing na Índia: menos estresse, melhores resultados


Como se estabeleceu o teste do desgaste natural do bico?

Características

Esse prato inferior possui uma estrutura metálica rugosa. Cada vez que os frangos se alimentam, seus

A Life Line Feeds decidiu testar a solução em

bicos tocam a textura rugosa do prato

cinco galpões de criação e produção.

inferior e, pouco a pouco, os bicos vão

se desgastando naturalmente. Os galpões de testes

O processo é indolor e proporciona

com galinhas e galos

grandes benefícios para a saúde das

foram divididos em

reprodutoras.

diferentes áreas.

Instalação de pratos de alimentação com solução de desgaste natural

Observação

Em primeiro lugar, instalaram-se os pratos de alimentação da Roxell com a solução de desgaste natural do bico em áreas delimitadas.

NATURAL BEAK SMOOTHING Smoothing, saving, performing

A Roxell lança o conceito Natural Beak Smoothing, que permite o controle constante do crescimento dos bicos, enquanto suas reprodutoras se alimentam.

/ Evita que as aves sofram estresse; / Garante o rendimento das aves; / Atende as normas de bem-estar.

ALIMENTAÇÃO

Saiba mais em naturalbeaksmoothing.roxell.com

Os pintinhos cujos bicos tinham sido cortados mediante o método mecânico com lâmina quente foram colocados em outras áreas, para que fosse possível comparar as diferenças no bando.


Definimos áreas para pintinhos que não tinham sido submetidos ao tratamento do bico e que comeriam em pratos de alimentação sem o desgaste natural do bico

Quais foram os resultados dos testes? Uma vez que os frangos dos galpões de testes com o desgaste natural do bico

completaram 17 semanas, a Life Line Feeds chegou às seguintes conclusões: Menor taxa de mortalidade

Motivo:

Houve queda de 1% na taxa de mortalidade nos galpões com o desgaste natural do bico

Os animais se mostraram menos estressados em comparação com o estresse provocado pelo corte mecânico do bico mediante lâmina quente.

Consumo de ração reduzido 1 g menos de ração/galinha e, em média, 50 g adicionais de peso corporal

Os animais com bicos compridos e deformados desperdiçam mais ração

Os sistemas de alimentação por pratos da Roxell permitem uma importante economia diária

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Uniformidade melhorada Melhora de 3% a 5% na uniformidade nos galpões com desgaste natural do bico

Nos galpões de testes com o desgaste natural do bico, a saúde geral dos animais melhorou e é mais consistente

Por que a Life Line Feeds optou pelos pratos de alimentação Vitoo, KiXoo e Boozzter? A alimentação de precisão é básica para garantir que as reprodutoras se criem de forma uniforme e saudável. Todas as aves

devem ter as mesmas oportunidades de alimentação. Os sistemas de alimentação por prato da Roxell para reprodutoras oferecem uma distribuição rápida e equitativa. Além disso, o design dos pratos evita o desperdício de ração mediante o uso de um prato interior e exterior. É óbvia a necessidade de menos ração para atingir o peso desejado. A Life Line Feeds também observou que um sistema de alimentação por pratos automático reduz o número de pessoal necessário.

95 aviNews América Latina Julho 2018 | Natural beak smoothing na Índia: menos estresse, melhores resultados


Como foi colaborar com a Roxell? A transição de bebedouros e comedouros

manuais para um sistema automático requer muitos ajustes. Mas a Roxell nos ofereceu um excelente suporte, e agora nos sentimos muito à vontade com os sistemas da Roxell. Sabemos que podemos contar com um bom serviço de pós-venda, e a equipe

Sobre a Life Line Feeds

da Roxell, na Índia, está sempre pronta para auxiliar-nos por telefone.

É uma empresa de processamento avícola totalmente integrada, fundada em Chickmagaluru, no sudoeste da Índia, em 1986.

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Estamos muito satisfeitos com a parceria entre a Roxell e a Life Line Feeds

A Life Line Feeds conta com 8 galpões de

criação e 40 galpões de produção para um total de 170 mil reprodutoras anuais.

55%

Comercializa 55% de seus frangos de corte através do nome comercial “Life Line’s Tender Chicken”.

2010

Em 2010 adotou sistemas de alimentação por pratos, de transportee ninhos coletivos da

Roxell. Sua última aquisição foi a solução de desgaste natural do bico para suas reprodutoras. Natural beak smoothing na Índia: menos estresse, melhores resultados

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OUTUBRO

Miami Congresso de alto valor técnico e área de exposições com estandes

Onde se unem a avicultura e a nutrição animal de TODA a América Latina

Com a direção técnica do Dr. Gregorio Rosales, consultor privado, e Dr. Edgar Oviedo, especialista de extensão, nutrição e manejo de frangos de corte na sala de produção de carne de aves, reprodutoras pesadas e incubação avícola avícola

Também o, Dr. Antonio Gilberto Bertechini, Professor Titular da Universidade Federal de Lavras e pesquisador do CNPq na direção técnica de avicultura de postura e Dr. Mário Penz, Key Accounts Diretor da Cargill Nutrição Animal na direção técnica de nutrição animal

Consulte todas as informações do evento em

lpncongress.com


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