Revista aviNews Brasil Dezembro 2018

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DEZEMBRO 2018

USO ADEQUADO DE EM

BACTERINAS

REPRODUTORAS DE CARNE Rodrigo Espinosa P. 19

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Design compacto e 1 Solução: breast caps e front halves

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Innovación para el futuro


07

Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal Santiago Avendaño1 & Alejandro Corzo2

Diretor de Genética, Pesquisa e Desenvolvimento - Aviagen 2 Nutricionista - Aviagen 1

19

Disfluência aplicada

39 ao processamento

das aves Eduardo Cervantes López Consultoria Internacional Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne Rodrigo Espinosa Médico Veterinário, MAM Departamento de Serviços Técnicos Veterinários Aviagen América do Norte, Huntsville, AO

28

Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão Roger Banwell

Gerente de Desenvolvimento de Incubação da Petersime

com 44 Entrevista Mark Larson Vice-presidente de Vendas Internacionais para a América Latina da Big Dutchman

1 aviNews Brasil Dezembro 2018


51

Manejo da poedeira comercial Daniel A. Valbuena

Gerente Regional América Latina e Espanha Hy-line Internacional

Alguns quadros clínicos

63 associados a micotoxicose em galinhas

Manuel Contreras

MV, MS, Diplomado ACPV Special Nutrients, Miami, Florida, E.U.A.

83

Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos: perpectivas nos Estados Unidos John A. Smith DVM, MS, MAM, DACVIM, DACPV Alectryon LLC, Baldwin, Georgia, USAL

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avicultura.info

79

Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada? Equipe Técnica Delacon

86

Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes Equipe Técnica MSD

com 93 Entrevista Ricardo Santin Presidente do Conselho Diretor do Instituto Ovos Brasil

Direção Técnica Dr. Gregorio Rosales

Eng. Eduardo Cervantes

MVZ, MS, PhD., DACPV

Consultor internacional de processamento avícola

Dr. Edgar Oviedo

Prof. Antônio Bertechini

Especialista de extensão, nutrição e manejo de frangos de corte NCSU

Professor titular da Universidade Federal de Lavras e pesquisador do CNPq

3 aviNews Brasil Dezembro 2018



AS CONQUISTAS DA AVICULTURA EM 2018 E OS DESAFIOS DE 2019

N

este primeiro número de 2019 da aviNews queremos destacar as conquistas, problemas e soluções observados em 2018 e como podem afetar o novo ano. Em nível global a volatilidade dos mercados internacionais marcou 2018. No Brasil, as situações política, legais, de corrupção no setor cárneo e a greve dos caminhoneiros sacudiram a avicultura do gigante latino-americano. A situação política e social venezuelana continuou se agravando e não tem boas perspectivas para 2019. Por outro lado, alguns mercados avícolas locais observaram crescimentos positivos e reduções em importações de produtos avícolas como no caso do México e Colômbia. As políticas comerciais do atual governo dos Estados Unidos afetaram os preços e disponibilidade de alimentos para a avicultura latino-americana e espera-se maiores impactos em 2019. As disputas comerciais entre China e Estados Unidos são uma das maiores preocupações ou causas de incertezas. Soja, sorgo e grãos americanos de destilaria estão mais disponíveis desde que a China restringiu importações com encargos maiores. Porém, produtos avícolas e suinícolas americanos também tiveram menor mercado na China e foram ofertados em outras partes do mundo. A China buscará novos fornecedores, inclusive exportadores de soja da América Latina, o que pode aumentar preços para os avicultores brasileiros e argentinos, além de todos os que dependam desses países como fornecedores de soja.

brasil

EDITOR

Os produtores de soja brasileiros só veem boas perspectivas nessa situação e anunciaram, em novembro, que poderiam duplicar a produção na próxima década. O sucesso desses planos dependerá, em grande medida, da forma como o novo governo do Brasil encaminhará as políticas econômica e de desenvolvimento da infraestrutura necessária para os produtores de soja processarem e escoarem o grão, das áreas indicadas como promissoras para o cultivo, até os mercados internacionais. Os atuais desafios da avicultura mundial continuam aumentando na América Latina. A preocupação com o bem-estar animal aumentou para o setor avícola no Chile, com novas regras estabelecidas pelo governo. Outros países latino-americanos seguirão essa tendência, o que lhes exige mais capacitação e infraestrutura para atender os padrões de bem-estar avícola. As proibições de antibióticos promotores de crescimento e a busca de alternativas também inquietam os avicultores e técnicos. Em quase todos os países o controle governamental contra a Salmonella aumentou, tanto na planta de abate, como em toda a cadeia produtiva. As normas de impacto ambiental estão se tornando cada vez mais restritivas, ainda que a indústria avícola latino-americana esteja respondendo proativamente e cumprindo com as metas locais para o impacto ambiental. Na América Latina continua a preocupação com as cepas variantes de bronquite infecciosa, alguns focos de Newcastle e a Influenza Aviária que continua sendo um risco mundial.

Em 2019 esses desafios só aumentarão e será necessário enfrentá-los para continuar crescendo.

GRUPO DE COMUNICAÇÃO AGRINEWS S.L. DESIGN GRÁFICO & WEB Marie Pelletier Enrique Núñez Ayllón Maitê Paier Antunes Sergio Rodríguez Núñez Oriol Marquès PUBLICIDADE Luis Carrasco +34 605 09 05 13 lc@agrinews.es Simone Dias +55 (11) 98585-2436 brasil@grupoagrinews.com DIREÇÃO TÉCNICA Dr. Gregorio Rosales, MVZ, MS, PhD., DACPV

Edgar Oviedo, Especialista de extensão-nutrição e manejo de frangos de corte

REDAÇÃO José Luis Valls Osmayra Cabrera Daniela Morales Priscila Beck TRADUÇÃO Diana Sorgato | Tikinet PREPARAÇÃO/REVISÃO Hamilton Fernandes | Tikinet Mônica Silva | Tikinet COLABORADORES Winfridus Bakker Juan Carlos López Mike Czarick Dr. Susan Watkins Rodrigo Castillo Jorge Amado

Brian Jordan Ramiro Hernán Delgado Franco Douglas Waltman Douglas Zaviezo Víctor Naranjo

Barcelona - Espanha Tel: +34 93 115 44 15 info@grupoagrinews.com redacao@grupoagrinews.com

www.avicultura.info

A direção da revista não se responsabiliza pelas opiniões dos autores. Todos os direitos reservados. Imagens: Noun Project / Freepik/Dreamstime

5 aviNews Brasil Dezembro 2018



SELEÇÃO DE FRANGOS DE CORTE,

SUSTENTABILIDADE & BEM-ESTAR ANIMAL

frangos

Santiago Avendaño1 & Alejandro Corzo2 1 Diretor de Genética, Pesquisa e Desenvolvimento - Aviagen 2 Nutricionista - Aviagen

7 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal


A RECEITA PARA O

SUCESSO roteção Máxima p boro para Gum e e Newcastl a Controle d iral excreção v

Qualidade aprovada CHICK Program Serviços de suporte no campo


Os benefícios da avicultura para o meio ambiente, em comparação com outras espécies, ficam evidenciados claramente se levarmos em conta que os valores de CO2 equivalente por unidade de canal comestível oscilam entre 20 e 60 unidades para ruminantes; de 7 a 20 para suínos; e de 3,7 a 5 para aves.

Os frangos de corte modernos não somente têm maior eficiência biológica, mas também apresentam mais força nas pernas (resistência da tíbia à ruptura) e maior capacidade de digestão (por exemplo, maior superfície, maior pâncreas e fígado), sem que existam evidências de um impacto negativo sobre a função cardiovascular. Da mesma forma, há um interesse crescente em produtos de frangos de corte criados em sistemas de produção alternativos com taxas de crescimento não superiores a 50 g/dia e/ou necessidades específicas associadas ao bem-estar animal.

9 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal

frangos

C

om a crescente população mundial, existe preocupação com o aumento da demanda por carne, com a escassez de recursos e com o impacto ambiental.


Impacto do genótipo sobre a produtividade e os recursos naturais

frangos

Os frangos Ross 308 e 708 são genótipos comerciais consolidados, enquanto outros compõem uma faixa de aves de crescimento mais lento dentro do portfólio Rowan Range da Aviagen.

A Tabela 1 registra as diferenças no rendimento desses genótipos para chegar a 2,5 kg de peso. Enquanto há grandes diferenças em rendimento biológico favorecendo os genótipos modernos, uma pequena margem na porcentagem de viabilidade favorece os frangos de crescimento lento.

Genotipo Ross

Genotipo Rowan

Genótipo

GMD1, g

Dias

ICA1

Rendimento da carcaça, %

Rendimento do peito, %

Sobrevivência, %

Ross 308

65

38,5

1,62

73,4

22,7

96,5

Ross 708

63

39,7

1,63

74,3

24,2

97

Ranger Classic

49

50

1,83

72,2

20,8

97,5

Ranger Premium

50

51

1,83

72,7

21,6

97,5

Ranger Gold

47

55

1,90

71,4

19,8

97,8

Rowan Ranger

44

62,5

1,99

70,7

18,7

98

Rambler Ranger

34

74,6

2,15

69,2

17

98,5

Tabela 1. Rendimento biológico de sete genótipos da Aviagen de 2,5 kg de peso vivo

GMD = Ganho Médio Diário; ICA = Índice de Conversão Alimentar ajustada a 2,5 kg.

Alimento calculado para 1.000.000 aves/semana* 52 semanas *2,5kg*ICA; 2 Água calculada como Alimento*1,8; 3 Alimento composto por 65% de cereal (60% de milho e 40% de trigo) e 35% farinha de soja. Rendimentos agrícolas: milho 9 MT/ha; trigo 4 MT/ha; farinha de soja 2,9 MT/ha. 4 Alojamento calculado como 1.000.000 aves/semana*52/ Sobrevivência/25.000 aves/galpão*(densidade da população de base baseada em Ross 308)/Ciclos anuais. 1

10 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal


A eficiência biológica tem impacto direto sobre os recursos naturais e na eficiência de seu uso. A Tabela 2 apresenta as exigências anuais de alimento, superfície agrícola cultivável, água e alojamento para uma integração que processa (ou abate) 1.000.000 aves/semana. Tabela 2. Necessidades anuais estimadas para alimento, água, terreno e alojamento para os genótipos da Aviagen em uma integradora que processa 1.000.000 aves/semana com um peso corporal objetivo de 2,5 kg. Genótipo

Alimento (MT) 1

Água (MT) 2

Superfície Agrícola (ha) 3

Galpões para broilers4

Ross 308

210.600

379.080

48.232

286

Ross 708

211.900

381.420

48.530

297

Ranger Classic

237.900

428.220

54.485

398

Ranger Premium

237.900

428.220

54.485

392

Ranger Gold

247.000

444.600

56.569

633

Rowan Ranger

258.700

465.660

59.248

670

Rambler Ranger

279.500

503.100

64.012

839

Existe um aumento nos recursos necessários quando se passa dos genótipos convencionais para os de crescimento mais lento. As necessidades de alimento, água e superfície agrícola aumentam em 32,7% quando se passa do frango Ross 308 para o Rambler Ranger, com uma relação direta com a taxa de conversão alimentar. As necessidades de alojamento triplicam, já que incluem tanto as diferenças em densidade de população como o número de ciclos anuais, que depende do número de dias necessários para chegar a 2,5 kg de peso vivo. A densidade da população usada nessas estimativas foi de 42 kg/m2 para Ross 308 e 708, 38 kg/m2 para Rowan Classic e Rowan Premium, e 25 kg/m2 para Ranger Gold, Rowan Ranger e Rambler Ranger.

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Impacto da eficiência biológica sobre o meio ambiente

Potencial de Aquecimento Global (PCG): emissão de gases de efeito estufa na atmosfera durante um período de 100 anos.

frangos

Potencial de Eutrofização (PE): concentração de nitratos e fosfatos na água, e emissão de amoníaco na atmosfera. Potencial de Acidificação (PA): emissões de NH3 e dióxido de enxofre procedente da combustão de combustíveis fósseis.

Conforme aumentam a GMD e o % de peito, o PCG diminui de forma linear. O contrário ocorre no caso do IC e a taxa alimento/ peito. De tal forma, os genótipos com maior eficiência biológica têm o menor impacto ambiental em termos de emissões contaminantes.

y= -0,0103x + 1,6406 R2= 0,9721

1,35 1,30 1,25 PCG relativo (%)

O impacto ambiental mediante o uso do ciclo de vida - “Life Cycle Assessment” (LCA), permitiu calcular os níveis estimados de dióxido de carbono (CO2) equivalente por tonelada de canal comestível para os seguintes parâmetros de encargos ambientais:

1,20 1,15 1,10 1,05 1,00 0,95 0,90

30

Consumo de Energia Primária (CEP): consumo de energia, incluindo gás, eletricidade e propano.

40

50 GMD (g/dia)

70

y= -0,0524x + 2,2294 R2= 0,9259

1,35 1,30 1,25 PCG relativo (%)

Estimativas e suposições similares foram utilizadas como se descreveu na seção anterior.

60

1,20 1,15 1,10 1,05 1,00

A eficiência biológica é o principal fator determinante nas diferenças de impacto ambiental mostradas na Figura 1 que refletem a relação entre:

0,95 0,90

17

PCG e GMD % de peito e dos indicadores de eficiência biológica ICA e taxa alimento/peito (kg de alimento/kg de carne de peito)

12 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal

19

21 Rendimento Peito

Rambler Ranger Ranger Gold Rowan Ranger Ranger Classic

23

Ranger Premium Ross 708 Ross 308

25


Esses resultados são consistentes com pesquisas prévias que demonstram que os sistemas de produção de quintal e orgânicos têm um PCG previsto de 16% e 28% mais alto, respectivamente, que os sistemas de produção padrão. Além disso, o sistema de produção ecológico tem um impacto ambiental maior com um PE 40% mais alto, um PA 96% mais elevado e um CEP 59% superior ao dos sistemas padrão.

1,35 1,30 PCG relativo (%)

1,25 1,20 1,15 1,10 1,05 1,00 0,95 0,90

1,5

1,6

1,7

1,8 1,9 IC ajustado a 2,5 kg

2

2,1

y= 0,0625x + 0,5545 R2= 0,9839 1,30 PCG relativo (%)

1,25 1,20 1,15 1,10 1,05 1,00 0,95

6

7

8

9 10 Kg Alimento/Kg de Peito

11

Por outro lado, a eficiência biológica, em termos de necessidades nutricionais e duração do ciclo produtivo, está relacionada ao impacto ambiental dos diferentes sistemas de produção. O maior impacto ambiental sobre o PCG e CEP é atribuído ao alimento (incluindo produção, processamento e transporte) e ao consumo de água. Estes contribuíram em aproximadamente 70% do PCG e o 65-80% do CEP, dependendo do sistema de produção.

1,35

0,90

2,2

frangos

y= 0,5938x + 0,0286 R2= 0,9968

12

Figura 1. Potencial de Aquecimento Global (PCG) relativo para sete genótipos em função da GMD (Ganho Médio Diário, g/dia), IC (Índice de Conversão, kg/kg), rendimento de peito (%) e relação taxa alimento/peito (kg/kg) empregando Ross 308 como referência para a comparação.

O gás e a gasolina utilizados na granja ocuparam o segundo lugar quanto a seu impacto sobre o CEP, oscilando entre 12 e 25%, seguidos pela eletricidade (ventilação, alimentação e iluminação). O uso de gás, gasolina e eletricidade é geralmente mais baixo em sistemas de quintal e ecológicos, no entanto esses insumos não compensam os maiores índices de conversão alimentar e duração do ciclo de produção.

13 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal


Gerenciando a compensação entre a sustentabilidade ambiental e o bem-estar animal

frangos

A seleção para melhorar rendimentos no frango de corte (eficiência alimentar, viabilidade e rendimento da carcaça) e as reprodutoras (produção de pintos) podem contribuir para reduções acumuladas de PE (12%), PA (10%), PCG (9%) e CEP (4%) ao longo de um período de 15 anos. Isso acentua a importância de estabelecer objetivos de sustentabilidade a longo prazo. Em uma estratégia de melhoria genética sustentável, é fundamental manter o balanço entre a melhoria da eficiência biológica e os caracteres relacionados ao bem-estar animal. Isso se consegue controlando as correlações genéticas antagônicas entre caracteres, de forma a melhorar o objetivo de seleção de maneira harmônica. Uma CG favorável implica que os genes que controlam ambas as características tenham o mesmo efeito em cada de uma delas, enquanto uma correlação desfavorável ou antagonista significa que o efeito é oposto entre elas.

Um antagonismo entre características bem conhecido é a relação entre os rendimentos de frangos e as reprodutoras. O antagonismo genético entre o ICA e a incubabilidade é ilustrado na Figura 3 que mostra o valor de procriação estimado (EBV) para 1.385 aves como o desvio da média da população. A incubabilidade se mostra no eixo X e o ICA no eixo E. A seta descontínua indica uma tendência para a esquerda, mostrando aves com melhor ICA (mais baixo), mas com uma pior incubabilidade. A tendência para a direita mostra aves que melhoram quanto à incubabilidade, mas com pior ICA (mais alto). Neste exemplo, o ICA diminui para um ritmo de 0,012 (12 g de alimento/Kg de peso) por cada aumento na porcentagem de incubabilidade. De tal forma, para evitar esse antagonismo é necessário incluir ambas as características nos objetivos reprodutivos e selecionar as aves que são melhores simultaneamente para ambas (como se observa dentro do retângulo).

> IC Melhor incubabilidade, mas aumento do IC > % de nascimentos

< % de nascimentos

Melhora simultânea da incubabilidade e do IC

Melhor IC, mas reduzida % nascimentos < IC

14 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal

Figura 3. Valor de Procriação Estimado (EBV) para IC (Índice de Conversão) e eclosão como desvio da média da população.


Todas as correlações estão abaixo de 0,5, o que indica que a magnitude do antagonismo não é extrema. O mesmo conceito pode ser aplicado ao antagonismo genético entre as características associadas ao rendimento biológico e ao bem-estar animal.

Há uma CG máxima de 0,35 entre peso corporal e habilidade para caminhar. Em alguns casos, o antagonismo é baixo (quando as barras estão muito próximas de 0) ou não há antagonismo como é o caso entre peso corporal e pododermatite, ou entre a % de rendimento do peito e a discondroplasia tibial, pododermatite, dedos deformes e, em alguns casos, níveis de oxigênio.

A Figura 4 mostra a CG (em uma estirpe a nível de linhas de fundação entre peso corporal e rendimento do peito RP, %) em relação a várias características associadas ao bem-estar animal.

0,5

frangos

0,4 0,3 0,2 0,1 0 -0,1 -0,2

Correlação genética do peso corporal com...

Função cardiovascular

Mortalidade

Dedos deformes

Pododermatite

Discondroplasia tibial

Pontuação do andar

Defeitos nas patas

Função cardiovascular

Mortalidade

Dedos deformes

Pododermatite

Discondroplasia tibial

Avaliação da habilidade para caminhar

Deformação óssea das patas

-0,3

Correlação genética do rendimento com...

Figura 4. Faixa de correlação genética entre Peso Corporal e Rendimento do Peito com deformações ósseas das patas (%), Avaliação da habilidade para caminhar, discondroplasia tibial (%), pododermatite (%), dedos deformes (%), mortalidade (%) e níveis de saturação de oxigênio no sangue (%).

15 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal


Essas faixas de CG indicam que há amplas oportunidades de melhorar, tanto nas características de rendimento biológico, como naquelas relacionadas ao bem-estar animal, inclusive na presença de antagonismos genéticos. Isto é, desde que ambos os grupos de caracteres biológicos sejam incluídos em um programa amplo e balanceado de seleção.

frangos

Dessa forma é possível continuar melhorando geneticamente a eficiência produtiva, minimizando ao mesmo tempo a demanda por recursos naturais, sem que seja necessário negligenciar as melhorias na saúde e bemestar animal. Isso se consegue mediante a seleção de múltiplas características para melhorar tanto as condições físicas como o rendimento das aves.

A abordagem para selecionar, com precisão, o uso de novas tecnologias para a gestão de dados e o bom equilíbrio entre características se aplicam tanto aos genótipos convencionais, como a aves de crescimento lento para fazer com que qualquer produto resultante seja competitivo e sustentável. As referências serão disponibilizadas para quem solicitar.

Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal BAIXE EM PDF

16 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Seleção de frangos de corte, sustentabilidade e bem-estar animal




USO ADEQUADO DE

BACTERINAS EM

REPRODUTORAS DE CARNE Rodrigo Espinosa Médico Veterinário, MAM Departamento de Serviços Técnicos Veterinários Aviagen América do Norte, Huntsville, AO

As bacterinas ou vacinas bacterianas inativadas podem ser uma ferramenta valiosa nos programas de vacinação para estimular altos níveis de imunidade contra patógenos como:

reprodutoras

U

m bom programa de vacinação, juntamente com um manejo apropriado e uma boa biossegurança desempenham papel fundamental para promover a saúde, o bem-estar e a produtividade das reprodutoras de frango de corte.

Salmonella spp. Pasteurella multocida (cólera) Escherichia coli (E. coli) Avibacterium paragallinarum (coriza) Ornithobacterium rhinotracheale (ORT)

Este trabalho é um guia prático para induzir níveis otimizados de imunidade e minimizar o risco de efeitos adversos associados ao uso de bacterinas nas reprodutoras de frango de corte.

19 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne


Princípios gerais As bacterinas devem ser usadas sob supervisão de médicos veterinários especializados É importante usar produtos de manufatura confiável Seu armazenamento e manejo devem ser adequados As bacterinas devem ser mantidas em temperatura adequada antes de sua administração Esses produtos requerem manejo e aplicação por pessoal treinado

O processo de vacinação deve estar sujeito a auditoria constante A inspeção visual da técnica e do local de injeção é o melhor método para avaliar sua administração É imprescindível vacinar todas as aves. Uma ave não vacinada não poderá desenvolver a imunidade desejada a esses produtos inativados O objetivo é induzir níveis de anticorpos altos e duradouros


Idade de Administração

As bacterinas são constituídas por dois componentes, uma fase líquida e um adjuvante combinados para formar uma emulsão. A fase líquida contém os antígenos de bactérias específicas e o adjuvante é uma substância que ajuda a reforçar e prolongar a resposta imunológica da ave. O antígeno pode ser parte da bactéria ou componentes dela. No caso do adjuvante, o hidróxido de alumínio e o óleo mineral são os mais comumente usados. As emulsões simples consistem de uma fase líquida no seio de uma fase de óleo contínua, referidas como emulsão água em óleo (Ag/Ac). As emulsões duplas (Ag/Ac/Ag) são elaboradas ao dispersar água em óleo e, em seguida, dispersar esta emulsão Ag/Ac em água para que sejam menos densas e facilitar a sua injeção.

Devido ao potencial das bacterinas de causar uma forte reação, estas são administradas geralmente entre 8 e 10 semanas de idade, quando as reprodutoras para frango de corte têm suficiente peso e massa muscular para poder assimilá-las. Uma segunda dose é recomendada entre as 18 e 20 semanas para que os lotes superem a reação sem comprometer o seu peso, a uniformidade, o desenvolvimento sexual e o início da produção de ovos.

Procedimentos de Preparo, Manejo & Administração reprodutoras

Características das Bacterinas

Recomenda-se retirar as bacterianas do refrigerador por volta de 24 horas antes da administração para moderar sua temperatura. Vários fabricantes recomendam aquecê-las a aproximadamente 37 °C (100 °F) usando um banho de água morna antes da injeção. Essas medidas têm como finalidade reduzir as reações no local de injeção e facilitar sua aplicação (Figura 1).

A reação no local de injeção das bacterinas de emulsão em óleo é mais severa que a reação causada por vacinas virais inativadas. Isso se deve a certos componentes bacterianos potencialmente tóxicos, como lipopolissacarídeos ou endotoxinas. A reação às bacterinas em emulsões com óleo tende a ser mais severa e a produzir níveis maiores de anticorpos comparadas com emulsões em hidróxido de alumínio.

Figura 1. Equipamento para a vacinação e refrigerador/aquecedor para manter as bacterinas na temperatura adequada.

21 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne


Para evitar romper a emulsão é muito importante não congelá-las e evitar que se superaqueçam. O superaquecimento pode resultar na liberação de endotoxinas que podem provocar reações muito severas e mortalidade (síndrome hemorrágica pós-vacinal).

reprodutoras

Figura 2. Exemplos de injeção SC (esquerda) e injeção IM (direita)

As vias de injeção mais comumente usadas são a subcutânea (SC, sob a pele) na parte posterior do pescoço ou na prega inguinal e a intramuscular no peito ou coxa da perna (Figura 2). Um local alternativo é a parte baixa do apêndice da cauda em frangas de não menos de 16 a 18 semanas de idade. Os locais de injeção descritos anteriormente são exibidos na Figura 3.

Figura 3. Locais de injeção.

O local de injeção não produz um maior efeito na resposta imune, no entanto, o mais importante é que se aplique com precisão.

22 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne


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Para as injeções SC, recomenda-se usar agulhas de calibre 18-19 e de 10 a 12 mm (de 0,4 a 0,5 pol.) de comprimento.

Técnica adequada de aplicação Administração de uma dose completa Não negligenciar ou deixar aves sem vacinar

Para injeções IM, recomendam-se agulhas de calibre 18 e de 6 mm (0,25 pol.) de comprimento. Agulhas embotadas ou com bisel danificado devem ser substituídas imediatamente para não provocar danos nos tecidos da ave.

Seguir as recomendações do fabricante Em geral, quando as bacterinas são aplicadas corretamente por via subcutânea (SC) há uma menor reação do que com a injeção intramuscular (IM). Quando se realizam injeções SC, a vacina deve ser aplicada no terço distal do pescoço, e devem ser evitadas injeções muito próximas à cabeça, à base ou aos músculos do pescoço (Figura 4) para não provocar lesões severas.

Injeções IM

Estado físico (idade, peso) e saúde dos lotes para conseguir boa imunidade com um mínimo de reações adversas Treinamento dos profissionais envolvidos e auditorias dos métodos de manejo e administração

É indispensável usar agulhas novas estéreis e substituí-las periodicamente (como mínimo, uma vez a cada 500 aves).

Quando se usa a via IM, o músculo do peito é o melhor local possível, já que sua grossura oferece uma boa amortização da injeção.

Quando se injeta no peito, é necessário certificar-se de que a agulha se localize a 2.5-3.8 cm (1-1.5 pol.) de distância do esterno ou osso da quilha (Figura 5) e colocar a agulha no terço superior do peito, em direção para baixo, em um ângulo de 45°. Isso previne a aplicação da vacina dentro da cavidade abdominal. A aplicação de bacterinas nos músculos da perna não é comum nas reprodutoras de corte e em geral deve ser evitada para prevenir reações adversas.

Figura 4. Técnica correta de injeção SC no pescoço, apêndice da cauda e a prega inguinal. Figura 5. Vacinação IM correta no músculo do peito (a injeção não atinge o peitoral menor). A fotografia da direita é a avaliação post-mortem e é mostrada para ilustrar a correta vacinação IM, que não atinge o músculo peitoral menor. Deve-se priorizar a precisão e não a velocidade da vacinação. A inspeção visual da técnica de administração (no momento) e localização da vacina no local correto é o melhor método para determinar a precisão da injeção.

25 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne

reprodutoras

Bom planejamento e manejo adequado antes de sua administração

Injeções SC

O sucesso das bacterinas e a severidade da reação dependem dos seguintes fatores:


Métodos de Verificação A inspeção da localização é recomendada em uma hora após a vacinação. Seguida a injeção subcutânea (SC) no pescoço, as penas devem ser separadas para permitir a visualização da vacina sob a pele (Figura 6).

As penas úmidas indicam que a vacina foi mal aplicada. Para avaliar visualmente o procedimento após a aplicação intramuscular (IM), sugere-se sacrificar algumas aves que são erros de sexagem (usando um método adequado) para inspecionar o local de injeção.

Figura 6. Visualização da vacinação SC sob a pele (esquerda) e no músculo do peito (IM) (direita). A fotografia da direita corresponde a uma avaliação post-mortem e demonstra a vacinação correta IM no músculo do peito.


Se as aves se mostrarem deprimidas e letárgicas por alguns dias devido à reação, recomenda-se fazer um ajuste da quantidade de alimento para estimulá-las e oferecer ao lote uma quantidade adicional de energia. Isso ajuda a manter a uniformidade de peso e ajuda as aves a superar a reação tanto dos tecidos como sistêmica. A síndrome hemorrágica pós-bacterina que se apresenta em alguns casos é uma reação adversa que se deve possivelmente à presença de endotoxinas em algumas bacterinas. Esta síndrome é um processo inflamatório severo, que causa o acúmulo de proteínas (amiloidose) em órgãos como o fígado e resulta em um aumento do seu tamanho com uma aparência hemorrágica e manchada (Figura 7), além do acúmulo de fluido sanguinolento na cavidade abdominal (Figura 8).

Figura 7. Fígado inflamado e com uma superfície hemorrágica e manchada.

Nesses casos é comum encontrar uma reação inflamatória no local de injeção da vacina no peito. Para evitar, ou diminuir a incidência desses problemas, é imperativo contar com um bom planejamento da vacinação, manejo e administração das vacinas e idade das aves (evitar a administração de bacterinas separadas por poucas semanas). Da mesma forma, recomenda-se evitar bacterinas causantes de reações muito severas. As cicatrizes no local de injeção após a aplicação no peito podem resultar em problemas de interdição quando as aves são processadas ao final do ciclo de produção. Essas cicatrizes tendem a ser mais visíveis quando se usam bacterinas emulsionadas em óleo comparadas com vacinas virais inativadas. Por esse motivo, a maioria dos fabricantes prefere que as bacterinas sejam administradas por via SC em lugar da via IM e, para evitar também lesionar o músculo peitoral profundo (conhecido como filezinho), o que pode provocar a sua necrose (Figura 9).

Figura 9. Lesões no local de injeção IM.

Figura 8. Hemorragias na cavidade abdominal.

Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne BAIXE EM PDF

Para reduzir as reações adversas, alguns fabricantes disponibilizam bacterinas com volumes menores (garrafas de 250 ml, 0,25 ml por dose), com a mesma concentração de antígenos que os produtos convencionais (garrafas de 500 ml, 0,5 ml por dose).

27 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Uso adequado de bacterinas em reprodutoras de carne

reprodutoras

Respostas & Reações às Bacterinas


APRIMORANDO O

DE

DESEMPENHO

ECLOSÃO E PÓS-ECLOSÃO COM A ABORDAGEM

PERDA DE PESO NÃO LINEAR

DE

incubação

Roger Banwell Gerente de Desenvolvimento de Incubação da Petersime

D

eseja obter a máxima eclodibilidade e qualidade de pintinhos com mais precisão e menos trabalho?

A Petersime levou esta questão a sério e conduziu uma extensa pesquisa sobre como obter o melhor desempenho da eclosão e póseclosão. As conclusões? As condições ambientais desempenham um papel importante na influência das taxas de eclosão e da qualidade dos pintinhos. Ao otimizar esses fatores, você pode aumentar dramaticamente o rendimento e produzir melhores resultados. Roger Banwell, Gerente de Desenvolvimento de Incubação na Petersime, explica como o sistema de perda de peso da empresa se encaixa nesta filosofia.

28 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


«Uma das principais questões durante o período de incubação (ou seja, o tempo que leva um embrião para crescer e se tornar um pintinho) é a perda de peso dos ovos. Antes que o pintinho possa quebrar sua casca, ele precisa perfurar uma câmara de ar dentro do ovo para que possa aclimatar seus pulmões para a atmosfera externa (bicagem interna). Esta câmara de ar só pode ser formada se o ovo perder de 11 a 14% Câmara de ar do seu peso sob a forma de vapor de água».

incubação

Otimizar essa perda de peso pode ser um desafio. É por isso que a Petersime criou o seu sistema de perda de peso controlada Dynamic Weight Loss System™ (DWLS™).

«Tradicionalmente, os Gerentes de Incubatório usaram sistemas lineares de perda de peso, o que de forma gradual e constante permite que o ovo perca líquido durante o processo de incubação.»

No entanto, nossa pesquisa mostrou que obtivemos melhores resultados quando seguimos uma trajetória não linear e mantivemos altos níveis de fluido durante os estágios iniciais de incubação. Em seguida, removemos o fluido quando os embriões estivam totalmente desenvolvidos. DWLS™ mediu o peso do ovo em intervalos regulares e ajustou automaticamente o ambiente de incubação, resultando na perda de peso ideal».

29 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


COMPARANDO SISTEMAS DE PERDA DE PESO A Petersime realizou testes extensivos para provar seu sistema de perda de peso. «Nós realizamos 12 testes de campo comparando os dois métodos de perda de peso, linear versus não-linear (ou seja, DWLS™), em aproximadamente 1.380.000 ovos de duas espécies ou ‘lotes’ (Ross e Cobb). As aves poedeiras foram divididas em três grupos etários: 28-36 semanas, 37-45 semanas e 46-54 semanas».

Os pesquisadores aplicaram a seguinte metodologia:

incubação

Nós programamos duas incubadoras de estágio único idênticas (ver inserção) com exatamente as mesmas condições climáticas, para conseguir diferentes tipos de perda de peso. Isso significava que um ovo em uma trajetória linear perdeu mais peso, digamos, no dia 9, do que um ovo em uma incubadora não linear.

INCUBADORA A

NASCEDOUROS

No entanto, quando os ovos estavam prontos para serem transferidos para nascedouros, todos perderam a mesma quantidade de peso. Utilizamos nascedouros idênticos e sujeitamos os ovos exatamente às mesmas condições.

INCUBADORA B

Após o nascimento, os pintinhos foram levados a salas diferentes, onde continuouse acompanhando sua evolução. Entre os testes de campo, nós alternamos os métodos de perda de peso entre as incubadoras. Desta forma, nós conseguimos descartar quaisquer influências externas ou mecânicas.

SEDE A

SEDE B

Esquema da metodologia aplicada

30 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


INTERAÇÃO CONSTANTE O maior desafio para a Petersime foi identificar as condições ideais dentro da incubadora. Esse trabalho não foi fácil, considerando-se as diferenças na localização geográfica, alimentação dos lotes dos pais e condições de poedeira. «O que funciona na Rússia não funciona necessariamente na África do Sul ou na Indonésia. Você deve encontrar as condições ideais para cada local.

incubação

Afinal, você deseja uma eclodibilidade máxima e um desenvolvimento ideal, bem como melhor uniformidade de pintinhos e resultados consistentes. De preferência, todas as suas aves devem atingir o mesmo peso ao mesmo tempo, e não apenas algumas delas».

% de perda de peso

Perda de peso não-linear vs. perda de peso linear 12 10 8 6 4 2 0

Perda de peso não-linear Perda de peso linear

0 1 2

3

4 5 6

7 8

9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Dias

Aqui é onde o conceito do BioStreamer™ e o processo Embryo-Response Incubation™ da Petersime entram em ação. “A ideia é monitorar continuamente o comportamento do embrião e adaptar as condições de incubação de forma interativa de acordo com suas necessidades específicas. Nenhum dos lotes de ovos férteis são iguais, então você precisa personalizar seu ambiente. Os sistemas tradicionais de incubação de estágio único ignoram isso e usam apenas parâmetros de incubação médios”. Com as tecnologias da Petersime, os Gerentes de Incubatório obtêm uma melhor visão do processo de incubação.

«Facilitamos a eles a identificação das condições ideais de incubação para suas incubadoras. Além disso, nossos especialistas estão sempre à disposição para fornecer treinamento e conselhos profissionais».

31 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


DESEMPENHO APRIMORADO

«Nossos testes mostram uma melhoria incontestável no desempenho da eclosão e pós-eclosão. Em média, conseguimos +0,91% mais pintinhos para eclosão, o que significa que menos morreram no ovo durante as etapas finais de incubação (os chamados ‘óbitos tardios’)».

Mas esse método de perda de peso não linear realmente melhora o desempenho? A Petersime está convencida de que sim.

% de ganho

Resultados de eclosão provenientes dos testes 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0

1,43 0,91

0,84 0,46

28-36

37-45

46-54

Perda de peso por faixa etária

Média

37-45 SEMANAS

Gramas por dia Gramas por dia

28-36 SEMANAS

Com cada teste, percebíamos a mesma vantagem mensurável no desempenho. Os pintinhos ‘não-lineares’ se desenvolveram mais lentamente durante os estágios iniciais, seguidos por um período de crescimento compensatório. Em outras palavras, eles rapidamente alcançaram os pintinhos ‘lineares’ e, finalmente, os superaram».

Gramas por dia

Uma vez incubados, os pintinhos do sistema de perda de peso não linear também eram mais robustos. “Observamos taxas de mortalidade mais baixas, com -0,23% menos pintinhos morrendo após a eclosão. Também tivemos pesos de crescimento mais pesados, com nossos pintinhos ‘nãolineares’ pesando até 72 gramas mais do que os ‘lineares’.

46-54 SEMANAS

incubação

Idade (semanas)

110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10

110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10

110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10

7

14

21

28 Dias

35

Final

7

14

21

28 Dias

35

Final

7

14

21

28 Dias

35

Final

Perda de peso não-linear Perda de peso linear

32 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


O QUE MAIS A PETERSIME APRENDEU COM SEUS TESTES? Algumas das restrições da incubação tradicional claramente limitaram nossas ações e nosso pensamento. Embora não afirmamos ter mudado as leis da ciência aviária, agora sabemos que a perda de peso ideal está no ponto de eclosão.

incubação

Com uma uniformidade melhorada, podemos executar os nascedouros com baixos níveis de umidade até a eclosão estar completa e nossa abordagem da perda de peso na transferência pode ser muito mais flexível.

Ventilação - Perda de peso até

Transferência

% de perda de peso

% de ventilação

o ponto de eclosão

Ventilação MS Perda de peso MS Ventilação NLWS Perda de peso NLWS

NLWS = Perda de peso não-linear 0

2

4

6

8 10 12 14 Dias de incubação

16

18

20

A abordagem não linear e uma melhor compreensão da perda de peso alvo permitem um grau muito maior de controle na ventilação. Isso melhora a uniformidade da temperatura, eficiência energética e controle de troca de gás preciso/flexível, o que permite um melhor desenvolvimento vascular.

33 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


Incubadora de estágio único ou de carga múltipla? Os Gerentes de Incubatório tradicionalmente usaram incubadoras de carga múltipla para a incubação. Isso envolve colocar ovos de vários estágios embrionários em uma única incubadora, daí o nome. Como Roger Banwell explica, “Isso significa que todos os ovos estão sujeitos exatamente às mesmas condições, independentemente do estágio do processo em que estão. Se tiver bons resultados, não é possível identificar o porquê. Como resultado, é impossível replicar o seu sucesso”. Ovos em diferentes estágios exigem condições ambientais diferentes. É por isso que também oferecemos incubadoras de estágio único. Todos os ovos são colocados e retirados da incubadora ao mesmo tempo. Você obtém controle completo e consistente de cada parâmetro dentro da incubadora.

incubação

O resultado? Melhor desempenho em cada estágio do processo.

O resultado final é um aumento da incubabilidade e da qualidade/uniformidade dos pintinhos com um rendimento pósnascimento ótimo e, naturalmente, um processo de incubação mais natural que garante melhora das condições de bem-estar. Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão BAIXAR EM PDF

34 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Aprimorando o desempenho de eclosão e pós-eclosão


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DISFLUÊNCIA abatedouro

APLICADA AO PROCESSAMENTO DE AVES Eduardo Cervantes López Consultoria Internacional Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

O

presente artigo tem como objetivo atender a uma solicitação pontual de muitos empresários e/ou seu colaboradores:

Existe uma metodologia para aprender os diferentes aspectos que constituem o Mapa Mental dessa parte final do negócio, facilitando a realização diária de um trabalho gerencial efetivo?

Antes de abordar o assunto, considero de vital importância descrever o ambiente cotidiano onde realizamos nossa gestão profissional. A era da internet, que nos facilitou a qualidade de vida em geral, se caracteriza por oferecer uma contínua avalanche de informações, que nos oprime se não soubermos lidar com ela, mas que quando a dominamos constitui uma efetiva ferramenta de gestão integral.

A resposta é SIM.

39 aviNews Brasil Dezembro 2018 | DISFLUÊNCIA aplicada ao processamento de aves


Cegueira da informação Quando precisamos de algum dado pontual consultamos usualmente o Google, que generosamente nos apresenta muitas páginas para que tenhamos todo o conhecimento atualizado. A reação de alguns de nós é de espanto e desconcerto, porque não sabemos por onde começar. Esta situação é denominada “Cegueira da Informação”, que nos impede de tirar o máximo proveito do conhecimento consignado neste prático portal de pesquisa rápida.

abatedouro

Cegueira da Informação Refere-se à tendência de nossa mente deixar de assimilar dados quando há uma sobrecarga de informação. Motivo: o cérebro atinge um ponto de inflexão.

Os estudos sobre esta problemática concluíram que a capacidade para aprender da informação disponível e atualizada, não tem estado em sintonia com o seu ritmo acelerado de crescimento. Essa circunstância especial levanta a necessidade terminante de encontrar uma técnica para alcançar esse objetivo, já que os dados encontrados são efetivos elementos de gestão gerencial, se os soubermos utilizar.

Ao gerar disfluência , facilita-se a aprendizagem Para solucionar este problema, os especialistas concluíram que, ao gerar disfluência, facilita-se a aprendizagem. Esse conceito é definido como a capacidade de desmembrar a informação em pequenos fragmentos, para dessa forma assimilá-la cabalmente. Este processo é denominado triagem ou peneiração, que permite armazenar em nossa mente usando pastas devidamente identificadas por temas. Consequentemente, quando se requer um dado em particular, o cérebro seleciona a pasta adequada e nos permite relembrar todo o conhecimento adquirido, a fim de tomar a decisão correta. Um exemplo simples o ilustra melhor: se nos oferecem uma lista de vinhos e não somos especialistas nesse tema, a pessoa que nos atende gentilmente nos facilita as coisas, dizendo que há dois tipos: branco ou tinto, e nos explica qual devemos tomar conforme o tipo de carne que vamos consumir. Além disso, nos dá os preços e menciona algumas marcas. Com essa informação básica podemos tomar uma decisão para fazer o pedido em um restaurante. Como podemos aplicar o conceito anterior à nossa atividade diária, onde pontualmente devemos voltar-nos para os seguintes objetivos? Diminuir as interdições Aumentar o rendimento dos frangos processados Reduzir os gastos de operação Aumentar o valor agregado dos produtos

40 aviNews Brasil Dezembro 2018 | DISFLUÊNCIA aplicada ao processamento de aves


Conhecimento integral multidisciplinar

Mapa Mental

Gestão em tempo real dos pequenos detalhes para adotar as ações corretivas sobre o andamento, com o objetivo de manter todas as operações dentro dos parâmetros de controle estabelecidos.

Aspectos a considerar para que se desenvolva manualmente Condições especiais que o afetam Efeitos na qualidade, inocuidade e o rendimento dos frangos processados Que detalhes da fisiologia das aves devem ser conhecidos?

Poder dispor de conceitos e experiências sobre administração e os detalhes mais relevantes da matéria-prima que chega à planta: os frangos. 1

17/04/2018

Estabelecer uma série de pautas que permitam definir os aspectos centrais sobre o tema em particular, objeto de estudo. Algumas dicas podem ser úteis. Exemplo: jejum. O que se entende por este processo?

Conhecimento do ambiente que envolve uma atividade em particular.Exemplo: captura dos frangos, aturdimento, etc. Esta técnica nos permite localizar os fatores que potencialmente podem afetar a qualidade, inocuidade e o rendimento dos frangos processados.

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Pesquisa pontual

Nanogerência

ALGUMAS PAUTAS QUE DEVEMOS LEVAR EM CONTA:

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CASO PRÁTICO Por que as penas da cauda e das asas são as mais difíceis de remover?

abatedouro

Lembrando que uma forma pragmática de avaliar a qualidade da escaldagem é tentar retirar manualmente as penas da cauda, fazendo o menor esforço possível. Isto é, suavemente como ocorre com as que se encontram na região do peito. Especialistas consultados há muitos anos comentaram que se essa operação de controle não era realizada com facilidade, significava que os folículos não tinham se dilatado completamente e, portanto, as penas também não estavam soltas dentro deles. Portanto, era necessário revisar a operação de escaldagem para confirmar que os frangos durante o percurso dentro do tanque, estavam totalmente submersos. Se esta condição era cumprida acompanhada de uma turbulência uniforme da água em toda a superfície sob temperatura e tempo de permanência adequados, resolvia-se o problema. Apesar de todo o cenário anterior ser correto, não se conseguia remover satisfatoriamente as penas nessas duas áreas. Em outra ocasião aprendi outro conceito: “O excesso de corrente no aturdimento elétrico, gera uma maior contração muscular, afetando a efetividade da depenagem”. No entanto, o problema persistia ainda que se constatasse que o aturdimento era correto.

Há aproximadamente cinco anos, assisti a uma conferência sobre fatores que afetam a qualidade dos frangos processados, e o palestrante explicou que as penas mais difíceis de remover são as da cauda e das asas, porque são as únicas que estão inseridas nos músculos. Consequentemente, se a voltagem e, portanto, a amperagem aplicada aos frangos for excessiva, aumentará a contração muscular em geral. Portanto, as penas nessas duas áreas chegam ao escaldador mais apertadas, requerindo o aumento da temperatura da água com o objetivo de dilatar essas áreas dos frangos. Entendidos os conceitos anteriores, constatou-se que a remoção das penas da cauda melhorava significativamente, mas a presença de penas nas asas persistia, e era necessário colocar pessoas na saída da última depenadeira para terminar de removê-las. Não fazê-lo nesse local, onde o calor corporal das aves é relativamente alto, representava gargalos nas seções de embalamento de frangos inteiros e desmembrados. Uma pena em um frango embalado afeta a sua qualidade visual e questiona a efetividade dos controles de processo que devem existir na planta. Aprofundando mais no trabalho de campo nos abatedouros, estabeleceu-se que muitas depenadeiras estavam totalmente niveladas. Outras estavam inclinadas para cima na entrada e/ou saída e algumas desniveladas um pouco também na saída.

42 aviNews Brasil Dezembro 2018 | DISFLUÊNCIA aplicada ao processamento de aves


A situação se torna mais crítica se as depenadeiras estiverem inclinadas para cima na saída. É por esse motivo que os fabricantes desses equipamentos recomendam uma inclinação sequencial na saída entre 0 e 1 polegada para aumentar a sua efetividade na remoção dessas penas. Nesse ponto é importante lembrar que o calor corporal adquirido durante a escaldagem, deve conservar-se no trajeto da saída desse equipamento e a entrada na primeira depenadeira. Deve-se cumprir a mesma condição durante toda a depenagem. Esse requisito é facilitado se for utilizada água morna (entre 34 e 38 °C) nos aspersores das depenadeiras para impedir que as penas se acumulem nos dedos e nos respectivos discos e ganchos que seguram os frangos.

DISFLUÊNCIA aplicada ao processamento de aves BAIXAR EM PDF

Definição do DILEMA

Experimentação

1 5

PROCESSO DE DESIGN DE ENGENHARIA

4 Debate

Coleta de dados

2

3 Soluções a partir de Brainstorm

Este procedimento tem como objetivo aprender das experiências e observar as decisões tomadas a partir de diferentes perspectivas. Toma como ponto de referência o passado (vivências), para localizá-lo em um novo contexto de referência.

“subverte o anseio de nosso cérebro

pelas decisões binárias – vinho branco ou tinto?”- Dr. Eric Johnson, psicólogo Universidade Columbia (EUA).

Esse pesquisador sugere como rotina de trabalho: “fazer-se perguntas não convencionais para obrigar o cérebro a mudar a ótica tradicional diante das situações apresentadas”. A título de resumo, podemos afirmar que: “Qualquer problema pode ser resolvido passo a passo. Se dividirmos o que nos preocupa em partes cada vez menores, poderemos pensar com mais tranquilidade”. Convido meus caros leitores a combinar a paixão que nos domina neste emocionante mundo do frango de corte com a disfluência, para facilitar o processo integral de aprendizagem dos pequenos detalhes. Dessa forma, o trabalho cotidiano de gestão das atividades nessa parte final deste negócio será muito mais produtivo.

43 aviNews Brasil Dezembro 2018 | DISFLUÊNCIA aplicada ao processamento de aves

abatedouro

As penas das asas dos frangos se mantêm entrelaçadas, logo antes de entrar na primeira depenadeira, por estarem tão juntos uns dos outros. À medida que as penas dessa área vão sendo retiradas, as asas começam a pender por ação da gravidade. Consequentemente, à medida que avançam entre os discos porta-dedos, se as máquinas estiverem totalmente niveladas — paralelas ao chão —, as asas saem da área de contato dos dedos inferiores.

O detalhamento relatado faz parte de um sistema de tomada de decisões chamado “Processo de Design de Engenharia (PDI)”, cujo objetivo é obter informação gradativa do ambiente da situação que está sendo estudada.


Entrevista com...

MARK LARSON Vice-presidente de Vendas Internacionais para a América Latina da Big Dutchman.

Os equipamentos avícolas da Big Dutchman vêm sendo adaptados às exigências específicas de cada cliente. A América Latina não é exceção. Pelo contrário, é um mercado que sempre está inovando e em permanente mudança e a Big Dutchman cumpre papel importante nesse cenário, oferecendo a maior quantidade de opções ao cliente.

Há quantos anos você trabalha na indústria avícola?

Que produtos vocês oferecem à indústria avícola?

Comecei em 1990 como distribuidor da Big Dutchman. Desde aquele ano fui ascendendo, pouco a pouco, uma vez que fui adquirindo conhecimento no setor avícola, já que nessa indústria é muito difícil estudar para vender o equipamento técnico e saber como funciona por ser muito específico e haver muitas variáveis para gerenciar. Por isso, toda minha

Tudo o que está dentro dos galpões avícolas. Nossa empresa desenvolve equipamentos para frangos de corte, galinhas poedeiras e reprodutoras.

aprendizagem se deu na prática.

Atualmente qual é a sua responsabilidade dentro da empresa? Sou responsável pelas vendas internacionais da linha de equipamentos avícolas da Big Dutchman desde o México, até o Chile, excetuando o Brasil.

44 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Mark Larson

Nós fornecemos soluções práticas e que respeitam o meio ambiente, incluindo sistemas de alimentação, alojamento e ventilação para a produção de ovos e aves.

Frangos de corte

entrevista

Assim ressaltou em entrevista à aviNews, Mark Larson, que há 28 anos atua na Big Dutchman e em sua trajetória conheceu o negócio de perto, focado na indústria avícola da América Latina, interagindo diretamente com os clientes da região para fornecer equipamentos avícolas que realmente atendam às necessidades específicas de cada localidade, de acordo com sua localização geográfica e circunstância da empresa avícola.

Em frangos de corte oferecemos comedouros, bebedouros, silos de alimentação e transportadoras, pesagem de aves, iluminação, sistemas de ventilação e controles. Sempre nos aproximamos das necessidades do cliente. Nossos equipamentos de alta tecnologia para frango de corte permitem obter rendimento ótimo.


Perus

Em perus é um pouco diferente pelo tamanho. O bebedouro é diferente e o comedouro é maior, porém a ideia é a mesma.

Produção de ovos

Na produção de ovos, nossa empresa oferece uma linha completa de equipamentos desde alojamento, alimentação, coleta de ovos e sistemas ambientais, como também as ferramentas a serem utilizadas durante o manejo de produção de ovos como: Edifícios pré-fabricados; Comedouros; Bebedouros;

O que se entende por aviário puro? Significa que tem sistemas onde a ave pode entrar, botar o ovo, beber e comer, saindo depois. Então, a ave pode transitar livremente por todo o aviário, caminhar, saltar, voar, fazer tudo. Pela densidade, pode-se manejar mais aves por metro quadrado no aviário do que no piso.

O manejo desses sistemas deve ser correto desde o primeiro dia de alojamento e, como em toda a produção de ovos livres de gaiola, isso deve começar com as pintainhas.

Ambiente controlado; sistemas de produção de ovos.

Que sistemas são mais solicitados na América Latina para poedeiras? Na América Latina a maioria utiliza o sistema tradicional de gaiolas, sendo cerca de 97% dos clientes. No entanto, em todo o mundo as pessoas estão interessadas em equipamentos para criar galinhas livres de gaiolas. Então, já temos alguns projetos que estão começando com aviários, porém temos outros clientes que também têm bastante equipamentos no solo.

Como começaram os aviários? À medida que o mercado começou a a se movimentar da gaiola tradicional aos sistemas livres de gaiolas, os produtores foram desafiados a atender a demanda existente nas mesmas edificações, porém com menos aves.

Quando eliminaram os sistemas de baterias de gaiolas no prédios existentes, o problema que surgiu foi como utilizar melhor o espaço vertical que seria desperdiçado com os sistemas de solo disponíveis no momento. Um exemplo está no Chile, onde está o primeiro aviário puro da América Latina. A empresa se chama Coliumo. Uma vez instalados os equipamentos, a Big Dutchman (Estados Unidos) enviou um técnico pósvenda, a Erika Blair, para garantir um manejo ótimo das aves no que diz respeito à criação e alimentação. Em sua visita a Erika também treinou Antonia Reyes, que é a médca veterinária que gerencia essa parte do empreendimento.

Qual a diferença no manejo? O manejo é muito diferente entre galinhas em gaiolas e em sistemas livres de gaiolas, já que nesse último a ave transita. Então, é preciso treinar a galinha para botar o ovo no ninho. Por isso é preciso começar desde a criação da pintainha com um sistema especial para essa etapa, onde essas aves devem aprender a caminhar dentro do sistema, buscar o comedouro, o bebedouro, voar etc. Esse é outro manejo, totalmente dferente em ambos os sistemas. Há uma mudança de mentalidade das pessoas, há um know-how.

entrevista

Todos os tipos de gaiolas, aviários em

Na América Latina temos muito mais em piso, que o sistema aviário. Para o sistema em piso temos: Bebedouro; Comedouro; Ninho automático; Slats; Ambiente controlado (esse último depende de cada região).

O manejo é muito diferente entre galinhas em gaiolas e em sistemas livres de gaiolas.

45 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Mark Larson


Cada tipo de ave necessita de um equipamento específico? Para poedeiras, reprodutoras e frangos de corte usa-se o mesmo equipamento para controlar ambiente. A única diferença é a quantidade de equipamentos necessária e como são utilizados. Em frangos de corte busca-se a velocidade devido à sensação térmica. Em reprodutoras é menor a velocidade do ar (metros cúbicos por minuto).

Para todas as aves é muito melhor a ventilação túnel, que trabalha por pressão negativa para uma melhor sensação térmica.

entrevista

Leia para saber sobre ventilação!

Esse é um projeto chave nas mãos? Chave nas mãos no que diz respeito a todos os produtos necessários dentro do galpão, desde o prédio até sacar os equipamentos. Essa é a nossa vantagem: enviamos os edifícios pré-fabricados e os equipamentos. No entanto, os trabalhadores responsáveis pela construção são responsabilidade do dono da empresa. Nós enviamos o supervisor para que as instalações e o equipamento fluam naturalmente dentro da edificação. O ideal é comprar todo o sistema até o surgimento do ovo. Em seguida, vamos abastecendo o cliente de acordo com as novas exigências da nossa linha de produtos.

Como funciona o serviço técnico da sua empresa? Em toda a América Latina temos um bom grupo de técnicos, que supervisionam a instalação. O cliente tem sua própria equipe técnica, nós enviamos nossos supervisores in loco para que treinem os técnicos do cliente para fazer com que todos os equipamentos funcionem de forma eficiente. Por outro lado, também prestamos assistência no aspecto mecânico e elétrico com nossos especialistas em paineis, controles computadorizados etc.

Onde está a maior concentração de vendas de seus equipamentos? Estamos bem distribuídos nos países andinos, Cone Sul, México e América Central. Em relação às vendas depende do ano, do preço dos produtos avícolas, tudo é muito variável. Obviamente, o maior país deveria gerar mais negócios, porém não é sempre assim para nós.

O que difere sua empresa em relação a outras do mesmo setor? A Big Dutchman se caracteriza, sempre, por sua qualidade, confiabilidade e por oferecer a melhor rentabilidade. Hoje em dia é preciso diferenciar um produto de outro. O nosso é oferecer o melhor serviço, inovação e obter o maior número de informações da granja para poder usá-la em favor da empresa. Por exemplo, quanto está sendo consumido de água, alimento, mortalidade, clima, para projetar e poder programar o melhor rendimento, tudo isso através de um controle automatizado.

O ideal é comprar todo o sistema até o surgimento do ovo. Em seguida, vamos abastecendo o cliente de acordo com as novas exigências.

46 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Mark Larson


Como fabricante de equipamentos temos que trabalhar em conjunto com a linha genética. Sempre temos que estar alinhados com eles. Constantemente estamos perguntando pelas variáveis das linhas genéticas para nos adaptarmos. Além disso, cada país é um pouco diferente no que se refere a manejos disponíveis e há certos parâmetros fundamentais para trabalhar.

Qual o equipamento mais adequado para reprodutoras?

Leves

As leves estão buscando mais poleiros, já que as pesadas se movem menos. É algo diferente, porém, no final o equipamento é muito similar.

Pesadas

Em reprodutoras leves e pesadas, há diferenças. A ideia é a mesma, talvez o equipamento seja um pouco diferente. Tem o mesmo ninho e comedouro. Nas pesadas é necessário um comedouro exclusivo por macho. Basicamente, a combinação é um pouco diferente.

O manejo de reprodutoras pesadas é um tema complexo. Alimentação, equipamento, iluminação, climatização, só quando todos os componentes estão bem coordenados entre si, a geração de ovos para incubar pode funcionar com sucesso.

Vocês só vendem pacote completo? Preferimos vender o pacote porque, de certa forma, assim temos o controle de tudo. Por exemplo, se um cliente quer fazer o ambiente com outra marca, o comedouro e o ninho de outro, se há um problema, a quem chamo? Por isso, a tendência é buscar um fornecedor único. No nosso caso, a Big Dutchman oferece uma resposta para cada cliente já que existem várias opções com nossos produtos. Contamos com um grande portfólio de produtos.

A Big Dutchman oferece uma resposta para cada cliente já que existem várias opções com nossos produtos. Contamos com um grande portfólio de produtos.

entrevista

Como vocês se relacionam com as diferentes linha genéticas?

47 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Mark Larson


Quanto à capacitação, qual o papel da Big Dutchman? Sempre estamos cuidando de treinar as empresas que abastecemos com nossos produtos. Esse ano tivemos uma capacitação sobre ventilação e controle na Colômbia, com um bom grupo de pessoas que está manejando nossos equipamentos. Quanto mais equipamentos temos no mercado, é mais necessário realizar treinamentos, já que quando capacitamos uma pessoa, pode ser que vá para outra empresa. Isso é algo constante, a capacitação é permanente.

Como vem mudando o pessoal nas empresas com os anos? Antes, quando era semi-automático, buscava-se pessoal que soubesse manejar as aves. Agora que tudo é automático, precisa-se de pessoas que não tenham medo dos computadores para que se encarreguem de todos os equipamentos pelos controles, o painel (o problema não é tão grande na parte mecânica, como na parte eletrônica).

entrevista

De quanto em quanto tempo os cliente renovam um equipamento Big Dutchman?

Um equipamento Big Dutchman pode durar entre 20 e 25 anos. O bom é que nos últimos anos esse mercado está se automatizando. Ainda assim, há certas áreas em que o mercado é bastante maduro. Porém, chega o momento no qual a venda foi realizada há 20 anos e precisa ser renovada. Então, esse é o ciclo. Há um certo percentual de clientes que tem que mudar seus equipamentos. Nossa empresa sempre está inovando em equipamentos que atendam às necessidades do futuro, para os avicultores de hoje.

O que você espera dos tempos vindouros? Penso em buscar a forma de fazer mais coisas para o cliente, poder entregar tudo o que necessita. Que não tenha nada com o que se preocupar, que nos diga a data que quer alojar suas aves: “aí está”. Esse é um ponto almejado por muita gente.

Entrevista com Mark Larson

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48 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Mark Larson


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MANEJO DE

POEDEIRAS COMERCIAIS Daniel A. Valbuena Gerente Regional na América Latina e Espanha Hy-Line Internacional Palestra apresentada no XIV Seminário Internacional de Patologia e Produção Aviária Athens 2018.

A boa produção e rentabilidade de uma galinha poedeira

G

eneticamente vem-se trabalhando por melhores taxas de postura, destacando a persistência da produção, buscando um equilíbrio entre:

começa com pintainhas

Consumo de alimento

de boa qualidade. Os

Peso corporal

problemas ocorridos

Eficiência e produção de ovos

durante o período de crescimento não podem ser solucionados depois que se inicia a produção

Tudo isso acompanhado por trabalhos específicos sobre a qualidade interna e externa da casca.

de ovos.

À medida que a ave envelhece, perde a capacidade de absorver, metabolizar e mobilizar nutrientes, além de reduzir a capacidade de fixar sais de cálcio, o que afeta a qualidade da emplumação e sua cobertura 51 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

poedeiras

Agradecimento à Amevea Colômbia por autorizar a publicação.


O grande desafio das linhagens genéticas atuais é poder produzir uma ave que atenda às necessidades produtivas e econômicas do avicultor e que seja capaz de se adaptar aos novos sistemas de produção, medição de índices econômicos e tendências mundiais tais como o bem-estar animal.

$$$

Mais ovos

Menor consumo

Viabilidade

poedeiras

Qualidade da casca

Figura 1. Inter-relação genética-indústria-eficiência econômica

Seleção mais rápida

Aves ciclo longo

Maior peso corporal

Análise precisa da casca Ênfase persistência Custo sob crescimento

Automatização

Pressão densidade

Ovos/m2 Peso/massa ovos

Figura 2. Desenvolvimento dos sistemas da ave durante o crescimento

Crescimento & desenvolvimento

As pintainhas se desenvolvem de acordo com uma sequência de etapas fisiológicas. Aquelas que alcançarem, ou excederem as metas de peso corporal durante a fase de desenvolvimento, terão melhores oportunidades de atingir o potencial genético como poedeiras.

Esquelético

Digestivo Muscular Imunidade

Osso cortical

Desenvolvimento das fêmeas

Reprodutivo Gordura Osso medular

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Semanas de idade

52 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

O crescimento interrompido em algum momento durante a fase de desenvolvimento resultará em aves que precisam de reservas corporais e função de órgãos para manter uma produção elevada como poedeiras adultas.


0 A 6 SEMANAS DE IDADE Durante esta fase acontece a maior parte do desenvolvimento dos órgãos do aparelho digestivo (órgãos de distribuição) e do sistema imunológico. Os problemas ocorridos durante este período podem ter efeito negativo na função desses sistemas. As aves estressadas durante este período podem ter dificuldades durante a vida para digerir e absorver os nutrientes do alimento.

A imunossupressão também pode ocorrer devido a problemas durante este período deixando a ave mais suscetível a doenças e com menor resposta à vacinação

Este é um período de crescimento rápido, quando a ave obtém a maior parte dos componentes estruturais adultos – músculos, ossos e penas. Deficiências de crescimento durante este

Crescimento período impedirão que a ave obtenha Reservas nos ossos e músculos

reservas suficientes nos ossos e nos músculos, as quais são necessárias para manter um elevado nível de produção de ovos e manter uma boa qualidade da casca do ovo.

95% do esqueleto da ave se desenvolve ao final das 13 semanas de vida. É neste momento que ocorre a calcificação da estrutura dos ossos longos e não há como ocorrer um maior crescimento no tamanho dos ossos.

Qualquer crescimento compensatório ocorrido depois das 13 semanas de vida não vai aumentar o tamanho do esqueleto. A quantidade da reserva mineral disponível durante a formação da casca do ovo está diretamente relacionada com o tamanho do esqueleto da ave. A vacinação reativa, a debicagem, a manipulação e as práticas de manejo estressantes podem atrasar o desenvolvimento durante este período de crescimento rápido.

12 A 18 SEMANAS DE IDADE Durante este período, a taxa de crescimento diminui, o aparelho reprodutor se desenvolve e se prepara para a produção de ovos. O desenvolvimento muscular continua e também ocorre a proliferação de células adiposas. O ganho de peso em excesso neste período pode resultar em uma quantidade excessiva de gordura abdominal.

O baixo peso corporal e situações estressantes neste momento podem atrasar o início da produção de ovos. De 7 a 10 dias antes da oviposição do primeiro ovo, o osso medular localizado dentro das cavidades dos ossos longos pode ser aumentado, quando a ave se alimenta de uma ração de pré-postura contendo níveis mais elevados de cálcio do que a utilizada na fase de desenvolvimento.

53 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

poedeiras

6 A 12 SEMANAS DE IDADE


Metas de peso corporal nos pontos críticos do desenvolvimento

Aves brancas

Aves não brancas

6 semanas Desenvolvimento do sistema imunológico e aparelho digestivo

430 g

440 g

12 semanas Desenvolvimento do esqueleto e dos músculos

950 g

1060 g

17 semanas Determina a curva de peso do ovo

1210 g

1400 g

40 semanas Avalia a nutrição adequada da poedeira

1650 g

1930 g

Uniformidade do peso corporal poedeiras

A uniformidade do peso corporal de um lote é tão importante quanto alcançar a meta média de peso corporal. A meta de uniformidade deve ser 85% durante o período de crescimento, ou seja, 85% do peso individual deve estar dentro de 10% da média.

Uma má uniformidade do peso corporal dificulta a alimentação correta do lote tanto no período de crescimento quanto no da postura. Quando as galinhas começam o ciclo de produção em diferentes tempos, isso resulta em uma má uniformidade dos ovos. As aves com peso abaixo do ideal produzirão ovos pequenos.

Meta de boa uniformidade do peso corporal 85% das aves

1107g

1230g -10% da média

54 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

1350g +10% da média


Causas da má uniformidade 1

4

Aglomeração que provoca competição pelos comedouros e bebedouros.

3

Rejeição do alimento devido a má qualidade, micotoxinas ou modificações abruptas nos ingredientes, que alteram a microflora intestinal.

5

Nutrição inadequada devido à formulação da ração não coincidir com o consumo real de alimento.

Manejo do alimento Alimentação insuficiente, ou estimulação deficiente no consumo de ração. Comedouros lentos que levam à separação da ração.

6

Estresse devido à vacinação, manipulação excessiva das aves, ou por causa do calor.

Evitar que os comedouros fiquem vazios durante o dia, o que leva ao acúmulo de alimento fino.

7 8

poedeiras

2

Doenças entéricas, tais como coccidiose, Gumboro, espiroquetose enterite viral ou bacteriana.

Técnica ruim de debicagem.

Qualquer restrição no consumo de água também reduz o consumo de alimento. Deve-se ter água disponível o tempo todo. Entre as causas dos problemas no consumo de água incluem: Aglomeração, ou falhas nos equipamentos. Bebedouros que não estão a uma altura adequada.

Em lotes com má uniformidade, pode ser necessário dividir as aves por peso e depois alimentá-las separadamente. As aves de piso podem ser separadas na granja, segundo os diferentes tipos de peso.

Quando não for possível separá-las, o lote deve ser alimentado de acordo com os requisitos das aves com peso abaixo do ideal para o lote

55 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais


Programa de monitoramento Deve-se iniciar um programa de monitoramento do peso nos lotes com 1 semana de idade.

1

Durante as primeiras 4 semanas, quando as aves ainda estão pequenas, deve-se pesar aleatoriamente um grupo de 20 aves. Após as 4 semanas de idade, deve-se pesar individualmente pelo menos 100 aves por semana.

2 3

E elas devem continuar sendo pesadas semanalmente até atingir a maturidade do tamanho corporal nas 32 semanas e, depois, pelo menos a cada 2 semanas durante o restante do período de produção.

poedeiras

Nos lotes de aves criadas em gaiolas deve-se selecionar gaiolas de todos os níveis e posições dentro da granja. Todas as aves dentro dessas gaiolas devem ser pesadas separadamente e as gaiolas selecionadas devem ser pesadas semanalmente. Deve-se selecionar as gaiolas no início e no final das linhas de alimento, da mesma forma que os níveis altos e baixos.

É preferível monitorar o peso corporal semanalmente, já que desta forma o produtor pode identificar rapidamente os problemas de crescimento, o que permite tomar ações corretivas a tempo. É recomendável sempre pesar as aves antes de modificar o programa de alimentação, tal como na troca da alimentação inicial para a de crescimento. A mudança de alimento deve sempre basear-se na meta de peso corporal e não na idade do lote.

56 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

Os lotes com aves de baixo peso, ou com má uniformidade devem ter uma formulação na ração mais rica em nutrientes. Os lotes que vão passar por uma imunização forte, que envolva a manipulação das aves para a aplicação, devem receber novamente uma formulação de ração mais concentrada para compensar a perda de apetite.


A análise do desenvolvimento muscular do peito é um bom indicador de que a ave apresenta um desenvolvimento adequado e pode predizer a futura produtividade da poedeira.

Programas de iluminação decrescente Programas de iluminação decrescente: Promovem o crescimento Determinam a idade da maturidade sexual

O músculo contém glicogênio, uma fonte de energia rapidamente disponível utilizada na produção de ovos.

Influenciam no tamanho e na massa do ovo (dentro dos limites genéticos). Em um programa típico de iluminação decrescente, as horas de luz diminuem gradualmente nas primeiras 8 a 12 semanas, fornecendo ao lote de aves jovens em crescimento horas extras adicionais no tempo de alimentação para promover o crescimento.

Desenvolvimento adequado do músculo do peito

12 semanas

16 semanas

18 semanas

Maturidade sexual & tamanho do ovo

As aves que começam a postura de ovos com um músculo insuficiente não terão energia disponível a contento para manter uma produção elevada de ovos.

A idade da maturidade sexual e o tamanho do ovo não serão afetados se o período decrescente for de 12 semanas ou menos. Quando o período decrescente se estender além das 12 semanas de idade, atrasará a maturidade sexual e aumentará o tamanho do ovo. Os períodos decrescentes mais longos que 12 semanas são apropriados para mercados de ovo comercial, que exigem ovos grandes, ou em lotes de reprodutoras para ovos com maior peso para serem incubados.

Nos galpões abertos, os programas de iluminação artificial devem complementar a duração da luz natural do dia. Após o início do programa decrescente nas primeiras 12 semanas, as luzes artificiais são programadas para durarem mais que a luz natural do dia que o lote experimentará durante o período de crescimento, limitando a influência que as mudanças na duração da luz natural diária teriam no desenvolvimento da ave e na sua idade para a postura do primeiro ovo.

57 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

poedeiras

Desenvolvimento do músculo do peito


Manejo do tamanho da partícula de alimento para poedeiras As poedeiras atuais de alta produção chegam, inevitavelmente, a um estado de equilíbrio energético negativo durante o pico de produção.

Queda no pico de produção

A queda na produção durante o pico de produção é consequência direta do baixo consumo de ração pelas pintainhas de baixo peso e, para complicar ainda mais, é acompanhada de uma % de gordura significativamente inferior em sua carcaça. Para conseguir que elas tenham todos esses atributos em seu estágio produtivo, deve-se criar condições de uniformidade e peso, as quais devem ser alcançadas através do consumo e da ingestão de nutrientes com todas as determinações das matérias-primas.

Quanto à alimentação, as aves são granívoras e insectívoras.

Alimento finamente moído

poedeiras

Se as poedeiras dispõem de uma condição corporal ideal, podem utilizar suas reservas corporais em períodos críticos e obter uma curva de produção sem variação.

As aves têm olfato e paladar pouco desenvolvidos (12 papilas gustativas). O bico possui mecanorreceptores que respondem ao toque do alimento, preferindo partículas que se adaptem ao seu tamanho. Desde cedo, elas tendem a se alimentar de partículas grossas com cores brilhantes, independentemente da composição nutricional da partícula. A preferência por partículas maiores aumenta com a idade. Nas aves, os mecanorreceptores são mais importantes que os sensores químicos, porque percebem sinais de alimentos através de estímulos visuais, táteis e, em menor grau, olfativos. Em alimentos com granulometria heterogênea, as aves podem selecionar as partículas maiores, o que provoca um desequilíbrio nutricional.

As partículas maiores recebem maior tempo de exposição no intestino delgado, causando uma melhor utilização dos nutrientes

Um alimento finamente moído provoca baixo consumo e baixo desenvolvimento da musculatura da moela, o que limita sua capacidade digestiva. A forma como as matérias-primas são moídas e a granulometria exercem um impacto direto no consumo da ração pelas aves. Quando suas dietas são compostas de partículas finas, a moela atua mais como um órgão de transporte de alimento do que como um órgão de moedura, fazendo com que a granulometria da dieta seja um fator determinante na resposta produtiva.

58 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Manejo de poedeiras comerciais

A granulometria na ração balanceada não é mais que a medição do tamanho das partículas presentes em um alimento e o cálculo da quantidade de cada uma em um tamanho determinado. O tamanho das partículas é determinado pelo diâmetro da média geométrica e deve sempre incluir uma medida de dispersão (Nir et al.,1994).


Qual é a influência do tamanho da partícula? 1 2

Qualidade da mistura.

3

Utilização de nutrientes pelo animal.

4

Quantidade e qualidade das vilosidades intestinais.

5

A velocidade da passagem do alimento pelo aparelho digestivo.

6

O tamanho da moela.

7

O comprimento do trato gastrointestinal.

Qualidade do pellet.

Também o tamanho da partícula é afetado por: Tipo de ingrediente utilizado. Tipo de moedor utilizado.

Para obter uma melhor granulometria é fundamental o processo de moagem, uma vez que busca reduzir o tamanho da partícula na medida do possível e faz com que a dispersão seja a menor possível, aumentando a área de exposição dos ingredientes à ação das enzimas, o que aumenta a digestibilidade dos nutrientes e facilita o manejo e a mistura das matérias-primas, ampliando a eficiência da produção e a qualidade da partícula É essencial prestar muita atenção no início do manejo das aves para se obter bons resultados e melhores retornos de seus lotes de poedeiras. O crescimento de um lote com o peso e a correta formação corporal garantirá que o período de postura seja bem-sucedido. Problemas tais como baixo número de ovos e má qualidade da casca durante a postura, muitas vezes estão relacionados aos problemas que ocorreram durante o período de crescimento.

Velocidade de rotação do moedor. Tamanho da peneira.

Manejo de poedeiras comerciais

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roteção

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DOSE

Fígado

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Rins

Lesão Oral


ALGUNS QUADROS CLÍNICOS

ASSOCIADOS A MICOTOXICOSE EM GALINHAS

F

requentemente confundese as lesões causadas por micotoxinas com as produzidas

por outras entidades. Neste artigo revisaremos os quadros clínicos mais comuns que observamos em condições de campo em galinhas comerciais e reprodutoras, incluindo: Lesões orais; Fezes de consistência aquosa; Problemas com a qualidade do ovo.

Apesar de os danos hepáticos incluindo a síndrome do fígado gorduroso - serem muito comuns em galinhas, não os incluiremos nesta publicação.

61 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas

micotoxinas

Manuel Contreras, MV, MS, Diplomado ACPV Special Nutrients, Miami, Florida, E.U.A.


Lesões orais Associam-se, na maioria das vezes, à contaminação do alimento por micotoxinas e consistem na presença de erosões e úlceras na cavidade bucal.

Inicialmente aparecem como placas amareladas e esbranquiçadas situadas de maneira focal.

1

Foto 1. Material caseoso nas glândulas salivares localizadas no palato de uma galinha reprodutora de frangos de corte que consumia alimento contaminhado com as toxinas T2 e DAS.

micotoxinas

2

Posteriormente se tranformam em úlceras que se estendem ao palato, mucosa bucal, glândulas salivares e comissuras labiais.

Geralmente, as lesões labiais não são reportadas nas aves menores de 3 a 4 semanas, a menos que o nível de contaminação seja altamente elevado.

3

Em casos severos pode ocorrer necrose da ponta da língua ou do órgão completo.

Em países onde o sorgo é incluído na dieta em substituição ao milho, podem ser observadas em aves mais jovens porque, por vezes, o nível de contaminação com micotoxinas que causam essas lesões é maior nesse tipo de grão.

Milho

62 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas

Sorgo


Mecanismos de ação

É importante mencionar que a Toxina T2, MAS, DAS e a HT2, têm efeito tóxico-necrose em maior ou menor grau em quase todo o sistema digestivo, causando lesões na moela, fígado e ao longo de toda a mucosa grastrointestinal.

Micotoxinas como a Toxina T2, MAS - monoacetoxiscirpenol -, DAS - diacetoxiscirpenol - e toxina HT 2 - metabólito da T2 - produzem essas mudanças através de dois mecanismos de ação:

Efeito corrosivo por contato direto

Outros agentes

O primeiro é um efeito corrosivo por contato direto que lesiona o epitélio da cavidade bucal.

Absorção intestinal das micotoxinas

Em algumas ocasiões apresentam-se quadros clínicos no campo, onde se busca identificar, sem êxito, a T2 no alimento. No entanto, quando também se faz testes para detectar DAS ou HT 2, pode-se

Alimento muito fino

Este último mecanismo explica por que quando se usa um adsorvente de micotoxinas efetivo, relata-se uma diminuição no grau e número de aves que apresentam lesões orais.

A alimentação das aves com ração moída de forma muito fina, o uso incorreto de desinfetantes a base de amônio quaternário e acidificantes fortes podem provocar mudanças na aparência da mucosa bucal.

Trigo Milho

O segundo mecanismo consiste na absorção intestinal das micotoxinas mencionadas na primeira porção do intestino delgado e, então, transporte à corrente sanguínea. Uma vez no sangue, são secretadas na cavidade bucal através das glândulas salivares e causam novamente lesões no tecido bucal.

micotoxinas

Abaixo mencionaremos outros agentes que também podem ser confundidos com as lesões orais, ainda que essas mudanças, geralmente, não sejam tão severas e típicas como as provocadas por micotoxinas.

O alimento muito fino fará com que essas partículas tão pequenas se depositem com facilidade em diferentes áreas das comissuras labiais e boca, podendo levar o clínico a confundí-las com lesões orais. Por último, alguns países que substituem o trigo pelo milho na dieta. Esse grão tem a tendência de depositar-se em algumas áreas da boca e produzir depósitos que são relativamente parecidos com as lesões orais ocasionadas por micotoxinas.

identificar o agente etiológico.

63 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas


Diminuição do volume de alimento consumido & aumento do tempo de consumo O grande prejuízo do ponto de vista de eficiência produtiva causado pelas lesões orais é que diminuem o volume de alimento consumido e aumentam o tempo de consumo.

Fezes de consistência aquosa O aumento do tempo de consumo é muito crítico em climas quentes e em reprodutoras de frangos de corte, que concorrem vorazmente para consumir a dieta em muito poucas horas.

micotoxinas

O bico das aves é similar aos lábios e dentes dos mamíferos, portanto, qualquer tipo de incômodo afetará o consumo.

Diagnóstico diferencial a partir de histopatologia Ao realizar o diagnóstico diferencial a partir de histopatologia, não são observadas lesões típicas na cavidade bucal, que podem ser associadas com as micotoxinas do grupo dos tricoticenos. Porém, no timo aparecem mudanças histopatológicas típicas - afinamento do córtex do timo e depleção linfoide. Além dessas alterações, foram identificadas lesões em outros órgãos importantes dentro

Apesar de frequentemente as micotoxinas serem consideradas agentes causais desses quadros relativamente comuns na produção comercial, as fezes de consistência aquosa são um problema multifatorial. Existe a convicção de que a disbacteriose, ou o desequilíbrio nas populações microbianas que compõem parte da flora microbiana normal, é responsável por grande parte das patologias que se apresentam em nível gastrointestinal. Melhorar o balanço da flora microbiana deve ser um dos primeiros passos a se adotar para previnir essas afecções. Os agentes etiológicos associados com essa condição podem ser de tipo dietético/nutricional, agentes tóxicos, patológicos e ambientais.

do sistema imunológico.

64 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas


Elementos dietéticos/nutricionais A consistência das fezes tradicionalmente é associada com o uso de pasta de soja mal processada, inclusão de altos níveis de sal - sódio - e níveis muito altos de carbonato de cálcio em pó - não partícula - na ração consumida pelas galinhas poedeiras comerciais.

Coccidiostatos do grupo dos ionóforos como a Lasalocida estimulam uma maior eliminação de água se não forem diminuídos os níveis de sódio no alimento.

Altos níveis de magnésio na dieta pelo uso de pedra calcária com altos níveis de Mg - maior que 1% -, e o que se conhece como carbonato de cálcio dolomítico também podem produzir o quadro.

Micotoxinas

Citrinina

A Citrinina, outra micotoxina, também pode causar lesões renais, porém não a detectamos com frequência em condições comerciais.

Fumonisina

É preciso levar em consideração que uma vez que se combinem muitos desses tóxicos, haverá efeito sinérgico que aumentará o grau do transtorno que provocam.

Frequentemente são associadas com micotoxinas como a T-2 e DAS, pela enterite que causa no epitélio intestinal, ou como a Ocratoxina por seu efeito sobre a absorção de líquidos pelos rins.

Apesar de relacionar-se a Fumonisina e outras micotoxinas com transtornos na integridade intestinal quando usadas em níveis elevados no alimento em testes experimentais, em condições de campo é difícil estabelecer claramente uma relação entre essa micotoxina e a presença de lesões nos intestinos. O que se pode estabelecer é um efeito negativo sobre os parâmetros produtivos - conversão alimentar, ganho de peso etc.

65 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas

micotoxinas

v


Patógenos Infecções intestinais como Colibacilose, Clostridiose e Salmonelose estão tradicionalmente associadas com fezes muito úmidas pelas diarreias que provocam. As Espiroquetas, pouco frequentes em condições comerciais, também podem produzir diarreia.

Ambiente

micotoxinas

Dentre os fatores ambientais é necessário incluir o estresse calórico que acaba provocando consumo excessivo de água. Em algumas granjas utiliza-se água de poço contaminada com altos níveis de magnésio, potássio ou sódio, que podem produzir diarreias.

Má qualidade do ovo –externa e interna– Qualidade da casca A Aflatocina e Ocratoxina podem interferir na absorção da vitamina D 3 pelos efeitos prejudiciais sobre o fígado e rins, respectivamente. Como consequência da falta de D3, a produção normal de 25-hidroxi-D3 e 1, 25-dhidroxi-D3 é afetada. A enterite na primeira porção do intestino delgado, causada pela intoxicação pelas fusariotoxinas como a toxina T2, MAS e/ou DAS, gera falta de absorção de vitamina D3, cálcio e/ou fósforo no intestino, o que explica por que as cascas surgem com consistência mole.

Ovos de consistência aquosa O grande efeito negativo das fezes de consistência aquosa é o alto percentual de ovos sujos e a ineficiência produtiva das galinhas, que têm que comer mais para poder cobrir suas necessidades nutricionais.

Caracteriza-se pela apresentação da clara com consistência parecida com a da água. Nesses casos, a altura da albumina, que é medida em unidades Haugh - HU, é muito baixa.

A passagem rápida pelo trato gastrointestinal dificultará a absorção de nutrientes importantes.

Pode ser produto de micotoxinas como a Aflatoxina pelo efeito que tem sobre a síntese de proteína em nível hepático. Outras práticas de manejo que podem incidir são as seguintes: Tempo de armazenamento prolongado; Armazenamento a altas temperaturas; Umidade baixa nas salas de armazenamento. A Bronquite Infecciosa e a Síndrome da Queda de Postura - EDS - podem causar quadros similares.

66 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas


Foto 2. Manchas de sangue em um ovo produzido por uma reprodutora de frangos de corte de 32 semanas que consumia alimento contaminado por Aflatoxina.

Manchas da carne Pelo contrário, as manchas da carne consistem em pequenas seções de tecidos - mais escuros que as manchas de sangue - produzidas aparentemente quando pequenas seções do oviduto são recolhidas pelo ovo antes que sejam formadas as membranas da casca.

Manchas de sangue Produzida por uma hemorragia dentro do folículo ovárico durante a ovulação. Os vasos sanguíneos pequenos localizados no ovário se rompem quando a gema é liberada, o que faz com que o sangue seja transportado dentro da gema no oviduto e se torne parte do conteúdo do ovo. Normalmente essas manchas localizamse próximas da gema, ainda que ocasionalmente se espalhem na albumina.

As micotoxinas podem estar correlacionadas com muitos quadros clínicos, portanto, é necessário considerar muitos dos fatores mencionados no momento de realizar um diagnóstico diferencial.

micotoxinas

Normalmente são associadas com a albumina, não tanto com a gema e podem ser formadas por poções de manchas de sangue, ou pigmentos que foram degradados. Podem ser manchas de sangue produzidas antes da ovulação. A degradação da hemoglobina faz com que tenham uma cor mais escura.

Causas das manchas As causas mais importantes das manchas de sangue incluem a deficiência de vitamina K, Aflatoxina e a presença de ácaros vermelhos. O efeito da Aflatoxina sobre a fragilidade capilar dos vasos sanguíneos explica por que aumenta a incidência de manchas da carne e sangue nas galinhas que consomem dietas contaminadas. Recentemente foi publicado um trabalho científico na Poultry Science, demonstrando a relação entre as micotoxinas e uma maior incidência de manchas de sangue e carne Poultry Science 2015, Reunião Anual. Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas BAIXE EM PDF

67 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Alguns quadros clínicos associados a micotoxicose em galinhas



EXPERIÊNCIAS NA PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE

LIVRES DE ANTIBIÓTICOS

PERSPECTIVAS NOS ESTADOS UNIDOS

manejo

John A. Smith DVM, MS, MAM, DACVIM, DACPV Alectryon LLC, Baldwin, Georgia, USAL

69 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos


As restrições ou a proibição completa para o uso de antibióticos em frangos de corte estão aumentando, seja através da legislação (Europa) ou de estratégias de marketing (Estados Unidos).

manejo

Nos Estados Unidos (EUA), os termos de RWA (“Raised Without Antibiótics”) ou NAE (“No Antibiotics Ever”) são aceitos habitualmente para os frangos de corte criados sem antibióticos. Se as especificações RWA/NAE aparecem na etiqueta ou na propaganda, isso implica que não se pode utilizar nenhum tipo de antibiótico, sejam reservados para medicina humana ou não, e não poderão ser utilizados ao longo da vida do frango. Nos EUA, os ionóforos são considerados antibióticos, tanto no âmbito legislativo como de etiquetagem.

Os principais problemas nos programas RWA/NEA são: A retirada das doses terapêuticas dos antibióticos das vacinas contra a doença de Marek, o que leva a um aumento das infecções neonatais. O controle da coccidiose. O controle da Enterite Necrótica (EN). Problemas secundários associados à saúde e ao funcionamento da barreira intestinal.

O controle da umidade da cama é dificultado, principalmente com o uso de dietas somente com vegetais. A cama úmida é associada a lesões plantares e nos jarretes, problemas com a qualidade do ar (doenças respiratórias) e um aumento dos desafios por bactérias e Coccidias.

Além disso, apesar de os produtores e distribuidores de frangos RWA/NAE afirmarem que os lotes doentes devem ser tratados, isso implica que estes não poderão ser comercializados como RWA/ NAE. Isso gera pressões para os gerentes e veterinários para adiar o tratamento das aves afetadas até que as perdas sejam severas, o que resulta em perdas econômicas, piora do bem-estar animal e um dilema ético e moral para o veterinário responsável pelos lotes.

70 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos


Retirada das doses terapêuticas de antibióticos das vacinas contra a doença de Marek

É comum observar um aumento da mortalidade aos 7 dias de vida de 0,5-1%, ou mais sobre a média habitual.

Não há uma alternativa simples aos antibióticos para superar esses problemas. No entanto, a maior parte dessas perdas poderia ser evitada trabalhando com diligência e atenção aos detalhes. Os galpões de postura devem ser manejados para produzir um ovo incubável limpo. As instalações e procedimentos de armazenamento, coleta e transporte dos ovos devem estar limpos e ser projetados para minimizar a transpiração (condensação) dos ovos.

Todos os aspectos de limpeza e manutenção da planta de incubação são cruciais. A ventilação, manutenção e operação das máquinas específicas devem ser otimizadas para minimizar a janela de eclosão e produzir pintos de melhor qualidade. A vigilância constante dos tempos estabelecidos para a incubação e a retirada dos pintos das máquinas devem produzir um pinto que não esteja molhado nem desidratado. O monitoramento bacteriológico contínuo do ar da sala e da água de umidificação é um procedimento útil de controle de qualidade. A fumigação dos ovos e das instalações de incubação pode ser necessária, principalmente ao iniciar a transição para a produção RWA/NAE.

manejo

O impacto dessa mudança parece ter grande variação entre operações, provavelmente dependendo da qualidade da produção do ovo incubável, sanitização e manejo durante a incubação e criação dos pintos.

Um manejo adequado da criação é mais crítico do que nunca no caso da produção RWA/NAE.

71 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos


Coccidiose Vacinas Os programas de vacinação têm sido difíceis de gerenciar no âmbito comercial sem um suporte farmacológico, permitindo que a coccidiose clínica e a NE (geralmente devidas a um controle inadequado da coccidiose) se tornem um problema relevante.

VACINAÇÃO POR ASPERSÃO

manejo

As vacinas empregadas, sejam isoladas ou junto com um suporte farmacológico, devem ser frescas, com títulos altos e administradas cuidadosamente a fim de vacinar o maior número de pintos desde o primeiro dia. O padrão atual é a vacinação por aspersão, com a ajuda de substâncias colorantes para estimular a preparação das penas, luz brilhante na sala de processamento e períodos definidos de espera antes do transporte. A administração por aspersão costuma ser insuficiente devido à irregularidade da cobertura, com uma porcentagem significativa de pintos que ficam sem ser imunizados.

O sistema de aspersão de gota grossa, usando um gel, foi desenvolvido com o objetivo de melhorar a administração.

Sabe-se que doses pequenas e repetidas induzem uma melhor imunidade do que uma dose grande e única. A reciclagem das coccidias é importante para gerar imunidade. Boas práticas durante a criação são importantes para favorecer uma reciclagem adequada. A temperatura, iluminação, apresentação de alimento e água, além da qualidade do ar favorecem o conforto dos pintos, a busca de alimento e reduzem o estresse.

Os fabricantes de vacinas recomendam manter os pintos na área de criação durante um número de dias específico para conseguir uma reciclagem adequada. A umidade da cama é um fator importante para garantir uma boa reciclagem. Dado que a imunidade depende da reciclagem controlada das cepas vacinais, é lógico pensar que uma cama limpa seria o ideal para os programas de vacinação, mas nem sempre é esse o caso, já que a cama reutilizada geralmente dá melhores resultados com as vacinas. Possivelmente, a cama nova não favoreça uma reciclagem adequada. Talvez a flora normal presente na cama seja benéfica, ou pode ser que as coccidias que residem nela favoreçam o desenvolvimento de uma imunidade sólida.

Os coccidiostáticos sintetizados quimicamente não antibióticos Nos programas de marketing RWA/NAE, que permitem o uso de coccidiostáticos sintéticos, o controle da coccidiose é mais fácil. Porém, não é isento de problemas associados à ausência de ionóforos e antibióticos. Há um número limitado de coccidiostáticos químicos disponíveis. A maioria são compostos antigos e o fornecimento destes, às vezes, se vê limitado pela disponibilidade insuficiente. Além disso, alguns deles também são associados ao desenvolvimento de resistências.

Os produtos químicos, principalmente os menos potentes como o amprólio, também podem servir de apoio para os programas de vacinação, embora possa ser difícil determinar o melhor tempo para sua administração para evitar a supressão do desenvolvimento da imunidade.

72 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos



Várias bactérias benéficas (probióticas) Substâncias que favorecem as bactérias benéficas e/ou suprimem os patógenos (prebióticos)

Alternativas não farmacológicas Um grande número de substâncias não farmacológicas foi comercializado como ferramentas auxiliares ou substitutas dos coccidiostáticos ou antibióticos profilácticos na produção RWA/NAE. Esses compostos incluem:

Substâncias com supostas propriedades antissépticas Substâncias com propriedades imunomoduladoras Substâncias com suposta capacidade para unir-se aos sítios de ligação das bactérias, seja na bactéria ou nas células epiteliais, ou a combinação desses mecanismos.

Essas alternativas, quando muito, somente substituem parcialmente os benefícios dos antibióticos.


Enterite Necrótica & Disbacteriose

O risco da coccidiose e da NE frequentemente varia entre as granjas de um complexo de produção. Se a produção RWA/NAE abrange somente uma parte da produção, pode ser possível identificar os produtores com granjas de baixo risco e concentrar essa produção neles. Curiosa e inesperadamente, observouse um fenômeno em que a eficiência produtiva cai e a doença entérica aumenta, inclusive em granjas de baixo risco e com um bom manejo, quando estas granjas recebem lotes RWA/NAE repetidamente. A introdução de lotes convencionais (com ionóforos e/ou antibióticos profilácticos) nessas granjas frequentemente resulta em uma produção excelente, não somente para os lotes convencionais, mas também para os seguintes lotes RWA/NAE. A produção excelente no primeiro lote convencional é fácil de entender, já que a granja poderia estar povoada por cepas vacinais de coccidias suscetíveis aos coccidiostáticos existentes. A resposta posterior e contínua é mais difícil de explicar, embora se possa pensar que a alteração da microbiota do galpão poderia ser a responsável.

As intervenções a seguir foram sugeridas para ajudar nos programas de controle de NE nos programas RWA/NAE. O fornecimento de proteína crua deve ser restringido e a proteína usada deve ser de alta digestibilidade e valor biológico para minimizar a proteína residual que chega ao intestino grosso. O uso de dietas baseadas exclusivamente em produtos vegetais poderia dificultar a restrição proteica. Nesses casos poderia ser benéfico usar aminoácidos cristalinos para limitar a proteína crua, mantendo simultaneamente um balanço ideal de aminoácidos. O uso de proteases também pode resultar útil e sugeriu-se que as proteínas animais deveriam ser evitadas e que as dietas vegetais poderiam ser necessárias ou, ao menos, vantajosas. No entanto, quando for possível, o uso de uma proteína animal de alta qualidade e em proporções moderadas, poderia ser vantajoso na produção RWA/NAE. A farinha de peixe tem elevados níveis de zinco, glicina e metionina, que favorecem a proliferação de C. Perfringens e, portanto, deve ser usado de forma criteriosa.

75 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos

manejo

Outras abordagens de manejo

A Enterite Necrótica (NE) é associada tipicamente à coccidiose, por isso um controle adequado desta última doença prevenirá a maioria dos problemas clínicos associados à NE. A NE subclínica e a disbacteriose poderiam continuar sendo um problema, tanto nos programas que incluem unicamente a vacinação e o uso de coccidiostáticos químicos, como na ausência da coccidiose clínica.


A NE é o resultado do crescimento excessivo de Clostridium Perfringens, que geralmente se encontra em pequenas quantidades. Sua proliferação pode ser associada a uma disrupção da função normal intestinal que altera a flora inibitória permitindo a chegada de nutrientes (proteínas) às porções distais do intestino.

manejo

Em comparação com o milho, os grãos pequenos como trigo, centeio, aveia e cevada, com altos níveis de polissacarídeos sem amido são fatores predisponentes. As dietas moídas de forma muito fina também parecem predispor ao problema. Além disso, qualquer causa de irritação do intestino, causando secreção do muco ou reduções na digestão e absorção proteica pode predispor à NE. Isso pode ser o resultado de interrupções na alimentação, mudanças bruscas na composição da dieta, micotoxinas, farinha de soja pouco ou excessivamente cozida e taninos. Os programas RWA/NAE bemsucedidos são dispendiosos e o uso de uma dieta de qualidade é uma parte desse encarecimento. A cama molhada é associada à enterite necrótica, por isso o manejo da dieta e da ventilação para manter uma cama seca é crucial. Os clostrídium não gostam de ambientes ácidos nem altamente alcalinos, por isso a acidificação e outros tratamentos da cama podem ajudar. A acidificação da água poderia ser útil, bem como várias combinações de ácidos graxos voláteis de cadeia curta (tipicamente acético e propanoico), ácidos minerais (bissulfito de sódio), metionina e o iodo.

Medidas gerais de prevenção A prevenção de doenças é agora mais importante do que nunca e os protocolos de biossegurança devem ser projetados para minimizar todas as doenças. A ventilação, a água, a cama, a iluminação e a apresentação do alimento devem ser manejados de forma a reduzir o estresse e desafios respiratórios e a barreira da pele. Os programas de vacinação, tanto para reprodutoras como para frangos de corte, particularmente contra as doenças imunossupressoras (doença de Marek, doença de Gumboro e a anemia infecciosa aviária) e doenças respiratórias, devem ser robustos e a administração das vacinas deve ser vigiada cuidadosamente. O tempo de descanso entre lotes durante o ciclo de produção é ainda mais crítico nos programas RWA/NAE comparado com os programas convencionais.

Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos perspectivas nos Estados Unidos BAIXAR EM PDF

76 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Experiências na produção de frangos de corte livres de antibióticos - Perspectivas nos Estados Unidos


Alimentos mais saudáveis Nossa responsabilidade Os produtores, processadores e vendedores do setor avícola precisam de soluções sem antibióticos para atingir as demandas atuais dos consumidores.

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Pensando um passo à frente:

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ESTÁ PENSANDO EM ADITIVOS FITOGÊNICOS

PARA RAÇÃO BALANCEADA? Equipe da Delacon

V

ocê sabe quais são os produtos de confiança? O leite e a carne, por exemplo, são produtos de confiança,

já que você acredita que não estão

aditivos

avariados por contaminantes ou germes. Assim como você confia na indústria de alimentos, o agricultor tem que confiar que o fabricante de rações balanceadas oferece alta qualidade.

Da mesma maneira os aditivos fitogênicos, geralmente compostos por vários extratos de diversas plantas. É preciso garantir alta qualidade padronizada de todos esses ingredientes para ter um aditivo de boa qualidade final.

Os aditivos fitogênicos para rações balanceadas da DELACON oferecem essa alta qualidade através de processos de pesquisa e padronização, substituindo a confiança pelo conhecimento 79 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?


O que são os aditivos fitogênicos para rações balanceadas? Se alguma vez você já se perguntou como é definido o termo “Aditivos fitogênicos para rações (PFAs - sigla em inglês)”, a definição é a seguinte: os PFAs são aditivos para

Atualmente a DELACON utiliza mais de 100 ingredientes naturais em sua seleção de PFAs como: Substâncias picantes; Substâncias amargas;

rações balanceadas a base de plantas ou

Óleos essenciais;

botânicos.

Saponinas;

Há mais de 30 anos, a DELACON cunhou o

Flavonoides;

termo fitogênico, já que reconhecia o amplo

Mucilagens e taninos;

espectro de possíveis aplicações na nutrição

Derivados de diferentes plantas

animal.

comuns como a pimenta preta, o

aditivos

gengibre ou a curcuma.

Quais os benefícios dos PFAs e o que levar em consideração? Utilizados na nutrição animal por décadas,

Como podemos ver, os fitogênicos abrangem muito mais que óleos essenciais.

os fitogênicos também se mostraram ser efetivos para os produtores que buscam aumentar o rendimento animal na ausência de promotores de crescimento antibióticos (AGP), ou quando muda-se para programas totalmente livres de antibióticos. A cuidadosa seleção de diferentes ingredientes natuais baseados em plantas impacta no rendimento, otimiza as funções intestinais, proporciona efeitos antioxidantes e antiinflamatórios, inclusive promovendo a integridade intestinal. Tanto é que os estudos da DELACON demonstram que os produtos fitogênicos geram um retorno de investimento mínimo de 3:1.

80 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?


Quais produtos são considerados PFAs de alta qualidade? Os fitogênicos apresentam uma taxa de aceitação de 80% entre a geração “millenial”, apaixonada por gastronomia. Podem ser considerados peça chave na resolução de desafios presentes e futuros, inclusive os levantados pelas demandas do mercado consumidor, como a produção de ovos com galinhas livres de gaiolas.

Para ajudar a determinar quais produtos são PFAs de alta qualidade há vários fatores a serem considerados:

Confira a procedência do ingrediente

No mercado há produtos feitos com ingredientes naturais, vegetais ou sintéticos, idênticos à natureza. Apesar de as substâncias parecerem o mesmo, são bastante diferentes. Enquanto os extratos naturais de origem vegetal contém várias

aditivos

substâncias ativas, os ingredientes sintéticos, indênticos aos naturais contém apenas uma substância principal. O uso de fitogênicos puramente naturais repercute efeitos sinérgicos mais significativos entre as diferentes substâncias ativas e todos os agentes de uma planta. Isso se traduz em um modo de agir mais amplo do PFA, proporcionando benefícios mais efetivos para o animal.

Outro ponto muito importante é a padronização e alta qualidade dos ingredientes naturais derivados de plantas. Sem padronização e qualidade não se pode esperar alto rendimento que seja constante.

81 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?


Análise das matérias primas

Por que a padronização é necessária?

Depois da entrega, as matérias primas devem ser analisadas para garantir a conformidade com as especificações. Existem certos aspectos que completam os processos de qualidade e padronização como:

Os principais compostos ativos nos fitogênicos podem ter variações em suas concentrações, dependendo de: Sua fonte botânica e local de origem devido às condições de crescimento; Espécie da planta;

Implementação de auditorias; Tecnologia de produção padronizada; Análise do produto final; Testes de vida útil para o produto final.

Métodos de isolamento. No entanto, há vários procedimentos de gestão de qualidade que podem ser implementados para garantir a integridade

aditivos

do produto.

A qualidade e a padronização são as chaves para alcançar o rendimento esperado do produto. Por isso é importante seguir procedimentos específicos: trabalhar com fornecedores certificados garante que o uso de matérias primas é realizado de acordo com as especificações de compra.

É primordial controlar cada aspecto do processo de produção, desde trabalhar com fornecedores e testar matérias primas, até fabricar, analisar e embalar os aditivos fitogênicos finais enviados a clientes de todo o mundo.

Ingredientes de qualidade maior não significam nada se os princípios ativos não sobrevivem onde mais são necessários: no trato grastrointestinal do animal. Para garantir a eficiência do impacto dos fitogênicos devemos buscar os que são microencapsulados, o que evita a evaporação das substância ativas voláteis.

82 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?


Revise a Pesquisa

É preciso diligência ao avaliar qualquer produto para sua exploração pecuária. Busque os PFAs respaldados por uma extensa pesquisa, especialmente relacionada ao seu uso. Aqui deve haver a participação de um empresa de pesquisa independente e validação de terceiros.

O foco da pesquisa está em identificar e avaliar os compostos botânicos e suas combinações. Em seguida, testar esses compostos em laboratório a partir de ensaios in vitro

Como base também existe a de um processo sólido de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Os laboratórios modernos garantem testes controlados para desenvolver conhecimento profundo de como funcionam os compostos fitogênicos e os PFAs. Através dessa pesquisa, os produtos DELACON documentaram e revisaram completamente os modos

A DELACON examina produtos não apenas in vitro, como também em ensaios in vivo, o que levou à abertura, em 2011, de um dos espaços mais avançados de testes da Companhia nessa área: o PNRC para pesquisa aplicada e experimentos in vivo sob condições estritamente controladas e monitoradas.

de ação.

A equipe multinacional de P&D é formada por especialistas de diferentes disciplinas acadêmicas, inclusive ciências animais, imunologia, microbiologia ou biologia celular molecular. A combinação desses campos individuais de experiência resulta em um centro de conhecimento de alto rendimento, conforme se pode notar pelos efeitos sinérgicos de vários componentes ativos nos PFAs da DELACON.

83 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?

aditivos

pesquisa da própria empresa, fruto


O centro de pesquisa tem capacidade para fazer ensaios com leitões, frangos de corte e galinhas poedeiras, além de testes de emissões de gases.

A validação é necessária

Em cada região a DELACON trabalha com os distribuidores para realizar ensaios nas granjas e garantir que os PFAs sejam testados no mercado. Além disso, os PFAs

A seção de pesquisa e emissões

de alta qualidade também contam com o

do PNRC está equipada com

respaldo de especialistas independentes e

tecnologia de ponta. Tem

de pesquisas de terceiros.

câmaras hermeticamente vedadas, que permitem análise precisa da infuência dos PFAs sobre os gases nocivos produzidos quando os animais metabolizam o alimento.

aditivos

À medida que os produtores interessaram-se mais pelos aditivos alternativos, muitas universidades e instituições independentes de todo o mundo passaram a realizar testes com PFAs, inclusive pesquisas como a que

Essa pesquisa é importante

foi feita sobre o efeito antioxidante

já que a indústria sofre cada

dos fitogênicos em frangos de corte

vez mais pressão quanto ao

pela Universidade Estadual do Oeste

tema de minimizar os impactos

do Paraná, no Brasil.

ambientais do dióxido de carbono, metano, amoníaco ou o dióxido nitroso da produção animal.

Os efeitos dos PFAs devem ser validados a partir de ensaios comerciais em granjas, assim como por grupos independentes.

84 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?


Em cada região a DELACON trabalha com os distribuidores para realizar ensaios nas granjas para garantir que os produtos de PFA sejam testados em cada mercado.

Considerações finais para os PFAs

Com o resgistro zootécnico da UE para dois aditivos fitogênicos a base de

Embora todas essas características

plantas para rações balanceadas, deu-se

(ingredientes naturais e de qualidade,

um grande passo para comprovar a

microencapsulação, pesquisa e

eficácia dos PFAs da DELACON.

validação) identifiquem um PFA de

processo de registro, os cientistas independentes da Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos

alta qualidade, também é importante considerar a experiência da empresa e a reputação na fabricação de fitogênicos.

(EFSA) avaliam um arquivo de

A DELACON focou particularmente

dados completos e validados sobre

em fitogênicos puros a base de

a qualidade, segurança e eficácia do

plantas durante três décadas e se

aditivo para alimentos balanceados

comprometeu a forjar o futuro dos

para animais.

PFAs.

A DELACON foi a primeira e,

Essa experiência, junto com as equipes

atualmente a única, empresa a

de suporte técnico e atenção ao

conseguir o registro zootécnico de dois

cliente, permite à empresa tratar

aditivos fitogênicos a base de plantas

facilmente as perguntas do campo,

para rações, o que é considerado

focada no cliente, assim como planejar

“padrão de ouro” científico.

um programa de fitogênicos que ajude os produtores com seus problemas específicos e metas de produção.

São considerados todos os critérios necessários para o sucesso no trabalho do produtor que escolhe os fitogênicos. E existe uma empresa dedicada a isso: DELACON, a pioneira em fitogênicos.

Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada? BAIXAR EM PDF

85 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Está pensando em aditivos fitogênicos para ração balanceada?

aditivos

Para completar esse complexo


A REVOLUÇÃO DAS VACINAS

RECOMBINANTES Thiago Moreira Tejkowski1 e André Gomes2 1 Gerente Técnico Avicultura e 2 Gerente de Marketing da MSD Saúde Animal

I

nnovax ND-IBD® chega ao mercado brasileiro para iniciar um novo e

reportagem publicitária

disruptivo ciclo na avicultura local

Innovax ND-IBD® traz como palavras-chave a inovação, a conveniência, a eficácia e a performance, fazendo destes os seus grandes pilares que ao final do dia trazem retorno sobre o investimento ao usuário.

86 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes


A Innovax ND-IBD® chega ao Brasil como a nova geração das vacinas recombinantes. O ano ainda não acabou para a MSD Saúde Animal, a mesma continua inovando em 2018, após trazer Exzolt® (Fluralaner), para o tratamento de infestações por ácaros das aves, agora chega com mais inovação.

É a primeira vacina HVT (Herpesvirus of Turkeys) de construção dupla a fornecer proteção duradoura contra as três principais doenças que ameaçam a integração avícola brasileira.

Após 14 anos de estudos, ideias lógicas e suposições, aprendizado massivo, a MSD vagarosamente descobriu qual o sítio de inserção, qual o promotor, o quanto expressa, quais os genes, qual a ordem dos genes e se colocaríamos em um ou dois lugares.

Este desenvolvimento permitiu que a proteção contra ambas, IBD e ND, agora seja possível em uma única dose, fornecendo melhor proteção ao lote e aumentando a produtividade.

A vacinação no incubatório, com uma construção HVT, garante uma proteção mais uniforme, enquanto elimina as perdas de desempenho devido a reações de vacinas respiratórias contra NDV ou a preocupação sobre a interferência de anticorpos maternos com as vacinas tradicionais contra IBD.

Chegamos a uma expressão forte das proteínas, uma excelente viremia, alta capacidade de replicação e estabilidade dos genes inseridos in vitro e in vivo. Innovax ND-IBD® foi projetada para o controle eficaz, permitindo assim a máxima expressão do desempenho zootécnico das aves.

DOENÇA DE MAREK

Gene da proteína VP2

US25’

Gene da proteína F

US2 3’

Promoter

Figura 1. Construção da INNOVAX ND IBD

DOENÇA DE GUMBORO

DOENÇA DE NEWCASTLE

Figura 2. INNOVAX ND-IBD ®. Única aplicação, proteção contra três vírus.

87 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes

reportagem publicitária

é a primeira vacina com tripla ação para atuar na proteção contra a Doença de Marek, a Doença de Gumboro (IBD) e a Doença de Newcastle (ND) em uma só aplicação.


Melhorando a proteção e aumentando a produtividade 1

INOVAÇÃO

reportagem publicitária

Para construção da Innovax ND-IBD®, utilizou-se o HVT FC126, uma base comprovada para vacinas HVTs de construção única e é a espinha dorsal da construção dupla da nova vacina. O cassete contendo o importante gene da proteína F do NDV e o gene VP2 do do IBDV é inserido na posição US2 no vírus HVT (Figura 1).

2

3

RÁPIDA E ALTA PROTEÇÃO Após inúmeros testes in vitro, a Innovax ND-IBD® mostrou-se rápida e altamente protetiva nos testes in vivo, garantindo assim um controle eficaz para as três doenças (Gráficos 1, 2 e 3).

CONVENIÊNCIA A Innovax ND-IBD® (Figura 2) é aplicada no incubatório in ovo aos 18 dias de incubação (0,05 ml) ou em pintos de um dia de idade por via subcutânea (0,2 ml). Uma vez que as aves são vacinadas, o vírus infecta os linfócitos T e B, expressando e apresentando as proteínas do HVT (Marek), F (NDV) e VP2 (IBD). O sistema imunológico desenvolve imunidade (anticorpos e células mediadas) ao vírus HVT, mas também às proteínas IBD-VP2 e ND-F expressas pelos genes inseridos. Os anticorpos contra a proteína F previnem que o vírus da Doença de Newcastle se funda ou se una às células, fornecendo proteção contra o NDV. Os anticorpos contra a proteína VP2 impedem que o vírus da Doença de Gumboro infecte as células, fornecendo proteção contra a IBD.

88 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes


DOENÇA DE MAREK Contra a Doença de Marek, aves SPF (Specific Pathogen Free) foram vacinadas com Innovax ND-IBD® por via subcutânea e desafiadas aos 9 dias pós vacinação com a cepa muito virulenta do vírus (vvMDV) RB1, de acordo com a monografia 0589 da EU Farmacopéia.

DOENÇA DE GUMBORO Aves SPF foram vacinadas com Innovax ND IBD por via subcutânea e desafiadas aos 14, 21, 28 e 42 dias de idade com o vírus muito virulento (vvIBDv) CS89, de acordo com a monografia 0587 da EU Farmacopéia. Os controles foram vacinados apenas com vacina HVT. A rápida proteção contra vvIBDv já é observada aos 14 dias de idade. DOENÇA DE NEWCASTLE Para fornecer informações adicionais à América Latina, Ásia e Oriente Médio, testamos Innovax ND-IBD® contra um desafio do vírus da Doença de Newcastle genótipo VII. Neste estudo, a Innovax NDIBD® sozinha alcançou 90% de proteção em 20 dias. A adição de Nobilis® ND C2 forneceu proteção completa a partir dos 12 dias de idade.

89 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes

reportagem publicitária

As aves do grupo controle devem apresentar >70% de mortalidade ou lesões macroscópicas severas e a proteção deve ser >80% nas aves vacinadas. Após o desenvolvimento da imunidade, a proteção é para toda a vida da ave, devido a característica da vacina HVT persistente.


PERFORMANCE

4

Uma vantagem desta tecnologia é que não será preciso, em muitos casos, expor as aves aos vírus vacinais vivos, contra as doenças de Gumboro ou Newcastle. Consequentemente, elas reduzem o gasto de energia para criar imunidade contra essas enfermidades, o que contribui para melhor desempenho das aves nas granjas.

reportagem publicitária

A diferença de performance positiva é observada em todas a situações já comparadas com utilização da Innovax ND-IBD®. No Peru, primeiro país da América Latina a lançar a vacina, foram observados ganhos significativos em comparação com programas vacinais utilizando cepas W2512 (IBD) (Tabelas 1 e 2).

PROGRAMA VACINAL 1 rHVT ND + W2512

PROGRAMA VACINAL 2 Innovax®ND IBD + ND C2

PESO MÉDIO KG

2.915

2.914

IDADE

42.25

41.68

GPD

69.01

69.93

MORTALIDADE (%)

2.61

2.50

CA

1.68

1.65

IEP

399

410

PARÂMETROS

Considerações finais A MSD Saúde Animal busca dia após dia desenvolver tecnologias que agreguem valor aos mercados em todas as suas áreas de atuação, com o claro objetivo de melhorar a vida das pessoas com foco em ciência para animais mais saudáveis. Neste sentido, Innovax ND-IBD® chega ao mercado brasileiro para iniciar um novo e disruptivo ciclo na avicultura local, buscando auxiliar a agroindústria a seguir competitiva e a atender as necessidades cada vez maiores do mercado consumidor.

veio para ajudar nossa indústria a construir o futuro, que já começou.

Tabela 1. Teste 1 Em caso de dúvidas, procure o profissional da MSD responsável pelo seu território. Estamos à disposição para esclarecer qualquer questionamento que exista. Conte conosco!

PROGRAMA VACINAL 1 rHVT ND +ND ENTERICA+ W2512

PROGRAMA VACINAL 2 Innovax®ND-IBD +ND ENTÉRICA

PESO MÉDIO KG

2.910

3.000

IDADE

41.38

41.02

GPD

70.32

73.14

MORTALIDADE (%)

2.91

3.50

CA

1.74

1.71

Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes

IEP

383

402

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PARÂMETROS

Tabela 2. Teste 2

Fonte: Dados internos MSD

90 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Innovax ND-IBD® a revolução das vacinas recombinantes



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O que está por trás dos

RECORDES do OVO no BRASIL Entrevista com...

entrevista

RICARDO SANTIN Presidente do Conselho Diretor do Instituto Ovos Brasil

Em 2018, os brasileiros bateram recorde de consumo per capita de ovos. Cada brasileiro consumiu 212 ovos durante o ano passado, levando o país a uma marca histórica. Outra marca importante para o setor brasileiro, que em 2018 produziu 44,49 bilhões de unidades de ovos, refere-se aos números das exportações do produto. Enquanto em 2017 o Brasil exportou 6,045 mil toneladas de ovos, no ano passado o volume passou a 10,899 mil toneladas, ou seja, um expressivo crescimento de 80,3%. Em termos de receitas geradas com as exportações de ovos, o crescimento foi ainda mais expressivo. Enquanto de janeiro a novembro de 2017, o país gerou uma receita de US$ 7,49 milhões, no mesmo período de 2018, essa receita passou a US$15,12 milhões, ou seja, um crescimento de 101%. Por trás desses recordes existe uma mobilização, que envolve atores importantes, que planejam e desenvolvem ações estratégicas para fortalecer esse mercado. O Instituto Ovos Brasil é um deles.

Entidade sem fins lucrativos, o Instituto Ovos Brasil foi fundado em 2007 com a missão de expandir o conhecimento sobre o ovo, enquanto alimento saudável, de alto valor nutricional e seguro para consumidores de todas as idades e classes sociais. A entidade é composta por pessoas físicas e jurídicas, ligadas direta ou indiretamente às atividades do sistema agroindustrial do ovo e conta com a representação das principais regiões brasileiras produtoras de ovos. A aviNews Brasil conversou com o presidente do Conselho Diretor do Instituto Ovos Brasil, Ricardo Santin, que também é Diretor Executivo da ABPA. Ele comenta sobre os desafios que o setor enfrenta no mercado doméstico e também o trabalho que tem sido desenvolvido em parceria com a APEX-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para ampliar o avanço do produto brasileiro no mercado exterior. Veja o que nos conta Ricardo Santin! aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Ricardo Santin

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aviNews Brasil - Desde 1987, quando o IBGE começou a fazer os levantamentos sobre a produção anual de ovos no Brasil, os números nunca pararam de crescer. Pelo contrário, a cada ano, o país bate um novo recorde em relação à sua produção interna. Esse crescimento na produção está equilibrado com a velocidade do crescimento do consumo? Ricardo Santin - Agora está porque a gente tem visto um consumo mais forte, sem o excesso de produção. Embora nós tenhamos, nos últimos 12 meses, um pouco de excesso de oferta pelo que vemos nas notícias sobre o mercado, está equilibrado porque as pessoas começaram a comer mais ovo mesmo. O ovo foi absolvido da imagem de vilão da alimentação, passa a ser quase que um remédio.

Então, as pessoas hoje consomem ovo porque acreditam que é uma proteína boa, a um preço razoável e porque acreditam nos benefícios do consumo do ovo como fonte de proteína, de alimento e de saúde. Aí, agora, quando você tem uma produção mais elevada, também assiste a um aumento das exportações, que cresceram 80% e começam a fazer um perfil melhor dessa produção.

O ovo é rico em aminoácidos, cálcio, sódio, iodo, selênio, colina e vitaminas A, B, D e E. Esse alimento é descrito por nutricionistas como uma grande pílula de vitaminas, um coquetel de minerais necessários para uma dieta saudável.


Já há algum tempo a avicultura de postura vem atravessando momentos difíceis, devido aos altos preços dos insumos utilizados na formulação de ração e à força do recuo das cotações dos ovos comerciais. Pode-se dizer que o setor vive uma montanha russa econômica?

Segundo dados do setor, o número de poedeiras alojadas de janeiro a setembro de 2018 é cerca de 12% superior ao de 2017, estando em cerca de 87 milhões de poedeiras alojadas. O setor já tem planejado o escoamento da produção que será gerada por esse efetivo de poedeiras?

Em alguns pontos sim. Nós tivemos, nos últimos quatro a cinco anos, um período de bonança para o setor, quando o custo de produção e o aumento de consumo estavam vindo equilibrados com a oferta de produtos e o setor conseguiu rentabilizar. Mas aí é importante saber que o setor de ovos tem uma renda que é muito menor do que o de frango, suíno e boi.

A ABPA não pode, por força de compliance e em acordo com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), falar em preço de mercado, mas eu posso ler o que é veiculado pela imprensa. O fato de estar havendo aumento de oferta, o setor está planejando, mas o povo come. A única coisa que complica um pouco isso é o preço baixo, mas a população está comendo a quantidade de ovos que está sendo ofertada.

Desde outubro, novembro do ano passado, começou a descer um pouco, mas a gente entende que agora o setor começa a se recuperar através de campanhas de conscientização do consumo, para criar uma oportunidade de escoamento desse eventual excedente que pode ter no mercado.

O que se tem que fazer como uma forma de regular é aumentar a exportação porque daí você tem o consumo equilibrado entre mercado interno e o mercado externo.

entrevista

Então, quando você tem um aumento de custos, esse setor sente muito mais. Agora, para 2019, a gente vai ter uma diminuição do custo de produção para qualquer uma das proteínas com boa oferta de milho e farelo de soja. Então, de fato, a gente teve uma montanha russa algumas vezes, mas felizmente nos últimos três anos o setor estava na parte mais alta dessa montanha russa.

Os ovos são uma solução alimentar completa, que ajuda no desenvolvimento cerebral saudável de crianças pequenas e melhora os níveis de concentração na escola.

95 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Ricardo Santin


A conquista de mercados internacionais certamente é uma saída para o setor, porém, a percepção geral é de que a expertise para a exportação de ovos ainda está muito concentrada no Brasil. O setor tem algum plano de médio ou longo prazo para superar essa barreira? Sim. Nós temos um trabalho, que é o Brazilian Egg, que está dentro do projeto setorial da avicultura de postura, junto com a APEX. Há um incentivo da APEX para aumentar as exportações. Nós temos feito os exportadores de ovos participarem das feiras, junto com os exportadores de frango e de suíno. Ou seja, quem vai à procura de aves, de suíno, encontra também os ovos. E às vezes é até uma questão de oportunidade. Antes não se tinha conhecimento de que o Brasil vendia ovo, agora passa-se a saber disso.

entrevista

Então, a gente está fazendo uma campanha, um trabalho para que todos possam exportar. Inclusive produtores que não tinham esse hábito estão começando a ser incentivados a aderir ao projeto Brazilian Egg. E é fácil exportar, o que precisa é ter regularidade de exportação, como os grandes exportadores já têm. Mas nós estamos sim com o projeto de incentivar a exportação de ovos porque há espaço no mundo para comprar o ovo brasileiro.

96 aviNews Brasil Dezembro 2018 | Entrevista com Ricardo Santin


Quais tendências do mercado de consumo orientam a avicultura de postura brasileira hoje? Primeiro, a tendência é de crescimento do consumo. Nós temos hoje cada vez mais a consolidação do ovo como uma proteína positiva, boa, saudável e que faz bem para todo mundo e em todas as idades. Agora, em relação aos nichos de mercado, temos espaço para consumo de free range, cage-free, orgânico. Isto tudo depende do consumidor.

Quem manda no consumo é o consumidor, não são nem ong’s (organizações não governamentais) e nem supermercados. O consumidor leva para casa aquilo que ele quer e paga o que ele quer pagar dentro do seu preço de reserva. E é isso que tem que ser. Nós não podemos basear a nossa produção no fato de uma ong, que tenha uma boa penetração nos meios de comunicação, dizer que agora só se tem que comer determinado tipo de produto. Não. O ovo é uma proteína essencial para o crescimento das crianças, inclusive as que têm baixo poder aquisitivo. Então, eu não posso alijar essa população por conta de uma parcela que quer um produto especializado. Quem quer um produto especial, que pague e o terá. Agora, a tendência do consumo será manter, ainda, a produção industrial do ovo, como a gente tem, para poder dar alimento para a população.

Quais os planos do Instituto Ovos Brasil para 2019? A gente vai continuar com as campanhas que o Conselho colocou, com atletas, com gestantes, idosos, crianças, fazendo uma Semana do Ovo cada vez maior e fazendo ações de mídia no Brasil inteiro. Estamos saindo com algumas campanhas na televisão para incentivar mais ainda o consumo do ovo, já que não há nenhum mito mais. Então, a gente tem que trabalhar o aumento do consumo, inclusive de hábitos diferenciados. Por exemplo, o brasileiro ainda não tem o hábito de comer ovo de manhã cedo, enquanto grande população. Muita gente já consome o ovo de manhã, mas isso não é um hábito sedimentado como o é no México. Então, a gente vai fazer campanhas para que cada vez mais se consiga inserir esses novos hábitos.

entrevista

Essencial para os ossos, músculos, cartilagens, pele e sangue, a proteína do ovo ajuda a reparar o tecido corporal à medida que o ser humano envelhece.

Outro exemplo, são as dietas. Todo mundo sabe que comer ovo ajuda a emagrecer. Eu quero fazer uma saladinha com peito de frango e ovo porque isso vai me ajudar a emagrecer. Então, isso tudo é o que a gente já vem fazendo e vamos continuar em 2019, com ações focadas nos públicos-alvo que o Conselho definiu.

Gostaria de acrescentar alguma informação? Comam ovo! É bom e faz bem!

Entrevista com Ricardo Santin

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