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PERGUNTAS SOBRE INCUBATร“RIOS p. 23 Juan Carlos Lรณpez, PhD avicultura.info

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da eclosão

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07

Gestão da água de bebida na avicultura

sobre 23 Perguntas incubatórios

Susan Watkins MS, Ph. D

Juan Carlos López, PhD

Professora Honorária, Emeritus Universidade do Arkansas, Departamento de Agricultura

18

Processamento de precisão, é possível? Eduardo Cervantes López Consultoria Internacional Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

Hendrix Genetics

30

Tudo começa no incubatório: vacinação de incubatórios uma obrigação para a qualidade Equipe Técnica Ceva Saúde Animal

avicultura.info 1 aviNews Brasil Dezembro 2019


avicultura.info

37

A casca do ovo, sua estrutura, formaçâo & quais fatores afetam sua qualidade Alejandro Rodriguez Navarro Departamento de Mineralogia e Petrologia, Universidade de Granada, Espanha

42

A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana

Entrevista Prevenção & controle 51 do vírus da bronquite infecciosa aviária Mark W. Jackwood

Departamento de Sanidade de Populações Laboratório de Diagnóstico e Pesquisa Avícola Faculdade de Medicina Veterinária Universidade da Geórgia

BRF: a visão da gigante mundial sobre sustentabilidade e inovação Entrevista com Mariana Modesto

70

Gerente Executiva de Sustentabilidade BRF

VI Workshop Sindiavipar

76 a força da avicultura

brasileira reunida no PR

Direção Técnica

Dr. Gregorio Rosales MVZ, MS, PhD., DACPV

Tratamentos térmicos,

59 efeitos sobre os

nutrientes, microbilogia & qualidade física do alimento Antonio Apércio Klein

Consultor na AGROPEC, Consultoria Ltda

Eng. Eduardo Cervantes Consultor internacional de processamento avícola

Dr. Guillermo Díaz Arango

Zootecnista e Consultor Internacional em Nutrição e Produção de Poedeiras Comerciais

3 aviNews Brasil Dezembro 2019


DESAFIOS INTEGRAIS

T

odos nós, que trabalhamos na indústria do frango de corte, vemos como o consumo desta carne não para de crescer. Este aumento é marcado pela demanda da carne de peito. No entanto, 2020 nos promete, mais uma vez, grandes desafios que seguramente vamos cumprir, superando as expectativas. Com a ajuda dos talentosos geneticistas e nutricionistas, detalhes seguirão sendo aperfeiçoados para que os frangos, durante sua breve permanência nos galpões, adquiram o peso de abate, consolidando-se em aumento do percentual de integridade física dos mesmos. Este novo plus diminuirá os percentuais de condenações nas plantas, por problemas na pele - arranhões, celulite -, assim como em sua estrutura óssea. Da mesma forma, as instalações onde as aves são processadas deverão ser mais flexíveis durante a realização de suas operações, com o objetivo de conseguir produzir a maior quantidade de quilos de carne a partir do uso de tecnologias de ponta, que determinem em tempo real a qualidade dos animais recebidos para processamento. Portanto, a comunicação entre a planta e a área de produção deverá ser quantitativa e permanente. Desta forma, pode-se adotar ações corretivas durante a jornada de trabalho. Estreitar ainda mais a aliança estratégica entre a planta - áreas de post-abate e derivados -, à de Comercialização, será chave para encontrar a maneira de fazer crescer o interesse pelo consumo da carne de coxa. A meta é alcançar um nível de interesse, mínimo, ou igual ao existente pelas famosas asas. Para consegui-lo, sugiro por em prática uma série de conceitos de efetividade comprovada, que tem a Neuroeconomia.

Eng. Eduardo Cervantes

O mais conhecido é a Economia Comportamental, que direciona os hábitos dos consumidores por um determinado produto e/ ou serviço, criando um exitoso crescimento como os observados em algumas séries de televisão. À medida que forem sendo alcançados, poder-se-á manter um razoável equilíbrio entre os inventários das carnes de peito e coxa. Com o objetivo de cumprir esses desafios é preciso investir em Programas de Capacitação Direcionada com Sentido Prático. É oportuno lembrar que: “A ignorância é um dos aspectos mais dispendiosos que as empresas devem gradualmente reduzir”. Consciente disso, nós que estamos na atividade informativa, como Consultores e Diretores de Revistas Especializadas, temos a responsabilidade de oferecer sistematicamente eventos que superem estas expectativas. Com este propósito, nosso meio de comunicação vem se preparando a passos gigantescos para oferecer, em tempo real, atualizações sobre tudo o que acontece no mundo do frango de corte, permitindo à indústria fazer os ajustes pertinentes. Com esta diretriz, a Organização aviNews decidiu dar um espaço especial ao processamento e derivados no LPN Congress & Expo 2020, que acontece em Miami, nos dias 27, 28 & 29 de outubro de 2020. O objetivo é manter coerência conceitual e prática, identificada em todas as etapas prévias ao processamento das aves. É de vital importância fortalecer esta parte final da indústria do frango de corte, porque é onde se perde, ou se recupera, satisfatoriamente todo o investimento.

EDITOR

GRUPO DE COMUNICAÇÃO AGRINEWS S.L. DESIGN GRÁFICO & WEB Marie Pelletier Enrique Núñez Ayllón Maitê Paier Antunes Sergio Rodríguez Núñez Oriol Marquès PUBLICIDADE Luis Carrasco +34 605 09 05 13 lc@agrinews.es Karla Bordin +55 (19) 98177-2521 mktbr@grupoagrinews.com DIREÇÃO TÉCNICA Dr. Gregorio Rosales, MVZ, MS, PhD., DACPV

Eng. Eduardo Cervantes Consultor internacional de processamento de aves

Dr. Guillermo Díaz Arango Consultor técnico internacional em galinhas de postura

REDAÇÃO José Luis Valls Osmayra Cabrera Daniela Morales Priscila Beck COLABORADORES Winfridus Bakker Juan Carlos López Mike Czarick Dr. Susan Watkins Rodrigo Castillo Jorge Amado

Brian Jordan Ramiro Hernán Delgado Franco Douglas Waltman Douglas Zaviezo Víctor Naranjo

Barcelona - Espanha Tel: +34 93 115 44 15 info@grupoagrinews.com redacao@grupoagrinews.com

www.avicultura.info

Consultoria Internacional - Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves A direção da revista não se responsabiliza pelas opiniões dos autores. Todos os direitos reservados. Imagens: Noun Project / Freepik/Dreamstime

5 aviNews Brasil Dezembro 2019


Vantagem Aviagen

Inovações

Genética avícola inovadora. Líder de mercado em pesquisa e desenvolvimento. Tecnologia de ponta em desempenho, bem-estar e sustentabilidade. Nossas inovações fortalecerão o seu sucesso. Apresentaremos a você em aviagen.com

GLOBAL REACH

LOCAL TOUCH


GESTÃO DA ÁGUA DE BEBIDA NA

AVICULTURA

Susan Watkins MS, Ph. D / Professora Honorária, Emeritus Universidade do Arkansas, Departamento de Agricultura

patologia

Enquanto mais importante insumo na produção de carne e ovos, a água finalmente está recebendo a atenção minuciosa que merece para otimizar a produtividade e sanidade das aves.

A água pode assumir o papel de vetor de muitas doenças com impacto nos rendimentos das operações avícolas. Uma breve lista dos patógenos isolados em sistemas de água inclui Cólera Aviária, Bordetella, E. Coli, Samonella, Influenza Aviária, Campylobacter e Estafilococos.

7 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


BIOFILM Se as tubulações por onde passa a água estiverem sujas, o desenvolvimento de biofilm (biofilme) em seu interior se torna possível. Este biofilm se forma a partir do acúmulo de um grande número de microorganismos resistentes.

Para complicar mais as coisas, cada granja pode ter um sistema exclusivo de abastecimento.

patologia

O biofilm pode, inclusive, criar uma barreira, que protege estes organismos dos desinfetantes usados diariamente. Permitindo que estes possam esperar, pacientemente, até que não haja mais nenhum desinfetante presente para liberarem-se através do abastecimento de água. Pesquisadores da Universidade de Auburn comprovaram que a vacina viva contra laringotraqueíte aviária pode aderir ao biofilm, mantendo-se viável até três semanas depois.

Uma vez que os patógenos incorporam-se ao biofilme (dentro das tubulações de distribuição da água, nos reservatórios, reguladores e bebedouros dos galpões), podem contribuir para o surgimento de problemas de saúde nos lotes seguintes.

Sendo, cada fonte composta por um conjunto próprio e único de minerais, ou contaminantes, torna-se complicado o processo de identificação e resolução de problemas relacionados à água. Em certas ocasiões, pode parecer um tanto desalentador implementar um programa rentável para o manejo da água. No entanto, esta é uma prioridade para as indústrias avícolas que se propuseram a cumprir essa tarefa.

O consenso é que estes programas têm um retorno significativo para a saúde e produtividade das aves.

8 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


As chaves para o sucesso dos programas de manejo da água podem resumir-se em cinco pontos:

1

AVALIAR A GESTÃO DA ÁGUA E IDENTIFICAR OPORTUNIDADES

Isto implica inspecionar com olhos críticos os aspectos do sistema, desde o abastecimento, até o último bebedouro, e determinar onde pode haver riscos que devem ser corrigidos. Qual a fonte (a origem da água)? É um poço profundo, ou pouco profundo? É um reservatório aberto (como um rio, ou uma represa), ou a água é trazida de outros lugares?

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Cada tipo de fonte tem seus próprios riscos, que necessitam ser manejados para ajudar a preservar a qualidade da água. É importante prestar atenção às fontes de superfície, ou aos poços pouco profundos, que geralmente podem oferecer maior risco de contaminação microbiana, particularmente depois de inundações.


Quão longe tem a água que percorrer as tubulações de distribuição, até os galpões de produção? Qual a idade das linhas, ou tubulações de distribuição da água? Têm algum ponto cego, ou apresentam entupimentos? É possível limpar profundamente as tubulações quando não há aves presentes?

patologia

O sistema tem reservatórios? Quanto tempo a água permanece armazenada? Esvazia-se e limpase completamente os reservatórios de água? O reservatório é aberto, ou um contentor fechado? Utiliza-se algum tratamento da água? O saneamento da água é realizado de forma constante, ou é algo intermitente?

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Esta lista de verificação pode ser parte do processo de avaliação do sistema de água, estabelecendo um programa de manejo para reduzir riscos e evitar a introdução e proliferação de microorganismos patógenos.


CONHECER AS CONDIÇÕES DA ÁGUA

Não apenas devemos conhecer a quantidade de E. coli e coliformes, como também o total de bactérias aeróbicas totais (APC), posto que este é um claro indícador de contaminação. Várias pesquisas vinculam a contaminação por pseudomonas nos abastecimentos, com deficiência de rendimento. Desta forma, este é outro microorganismo geralmente diagnosticado quando existem problemas de rendimento.

Além disso, recomenda-se realizar testes nos bebedouros das aves. A comparação dos resultados ao final de uma linha de bebedouros, com os da fonte, permite saber se a qualidade da água está sendo perdida e a necessidade de tratá-la. Um perfil de minerais que inclui:

Ferro Manganês;

Uma boa regra para interpretar os resultados microbianos é que qualquer E. coli, ou coliforme presente, assim como mais de 10 mil unidades formadoras de colônias de bactérias totais por mililitro, justificam adotar medidas para o saneamento do sistema de água e para manter a boa qualidade de forma constante (Tabela 1).

Cálcio;

patologia

2

Magnésio; Sódio; Cloreto; Sulfatos; Nitratos ... ... assim como a alcalinidade e pH, são muito úteis para identificar problemas que podem ser criados pela água (Tabela 2). Não existe água pura, a menos que tenha sido destilada e desionizada, ou tratada por meio de osmose inversa.

Os contaminantes na água são muito parecidos com a roupa das pessoas, servindo como indicadores da identidade própria da mesma.

11 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


3 A maioria dos contaminantes tem níveis aceitáveis e os valores dos mesmos podem estar relacionados a certos problemas.

patologia

Os problemas típicos incluem: contaminantes (ferro e manganês) que promovem patógenos como E. coli, saúde intestinal (sódio, cloreto, magnésio e sulfato), redução do consumo (pH baixo, com menos de 50 ppm de alcalinidade, ou excesso de alcalinidade >300 ppm); falhas no equipamento como bebedouros entupidos, vazamentos, ou, inclusive tubulações seladas (cálcio, magnésio, ferro, manganês, sulfatos).

Ainda que um teste anual possa não ser factível, isto pode ajudar a apontar tendências quando a qualidade da água muda devido a inundações, secas, ou outras atividades como mineração e processos industriais próximos à fonte de abastecimento de água para as produções avícolas.

DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA COM SUPLEMENTOS

Isto pode ser tão simples como escolher um ácido inorgânico, em vez de um ácido orgânico para reduzir o pH da água com níveis elevados de alcalinidade e pH acima de 8.

ÁCIDA

ALCALINA NEUTRA

ESCALA DO PH DA ÁGUA

Isto também pode significar que para água ácida (pH <4,5), com baixa capacidade de amortecimento (alcalinidade <40), pode ser necessário bicarbonato de sódio como amortecedor e para melhorar o consumo. As opções para o saneamento também devem ser um bom complemento para a água. Escolha desinfetantes que sejam compatíveis com o pH, ou utilize produtos estabilizados para superar a perda do desinfetante durante condições de baixo fluxo, ou água parada. Em algumas ocasiões, o controle de certas doenças pode exigir o uso de mais de um produto de saneamento.

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4

DESENVOLVER UM SISTEMA CONSISTENTE DE SANEAMENTO

Frequentemente surge a pergunta:

quanto cloro, dióxido de cloro, ou perióxido de hidrogênio é suficiente?

Ainda que existam bons pontos de partida para os níveis de desinfetante na água potável, o teste final deve ser a verificação dos níveis microbianos. Estes devem estar sob controle sem a aplicação excessiva de desinfetantes, que possam impedir as aves de beber adequadamente.

Ao regularizar um nível residual de cloro livre, com resultado aceitável do teste microbiano, o pessoal de produção terá a validação de que o mesmo está sendo efetivo. Um programa diário de saneamento da água, associado a um programa de limpeza produnda das tubulações de água entre lotes, ajuda a minimizar o risco de formação de biofilm.

Há mais de meio século cuidando da sua produção avícola. Em todo o mundo.


patologia

5

A QUALIDADE DA ÁGUA DEVE SER UMA PRIORIDADE PARA TODOS As empresas com os programas de água mais exitosos consideram que sua qualidade é uma tarefa importante e tornam isso parte da cultura da equipe.

Do nível gerencial, até o empregado que cuida das aves diariamente, deve-se reconhecer que o fornecimento da melhor qualidade de água possível faz a diferença e, portanto, todos devem estar alerta para prevenir desvios do programas.

Proporcionar aos lotes a melhor água possível não é uma garantia de resultados, no entanto, quando a mesma falta, se torna um convite a ter problemas com o equipamento, a saúde dos lotes e a produção de ovos e carne. Pode parecer avassalador começar um programa sólido e permanente de garantia da qualidade da água, porém esta missão, que exige tempo e planejamento, não é um luxo, mas uma necessidade para otimizar o rendimento das aves modernas.

14 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


Tabela 1. Normas de qualidade da água para as aves domésticas CONTAMINANTES

NÍVEIS MÉDIOS CONSIDERADOS

NÍVEL MÁXIMO ACEITÁVEL

Bactéria Total Bactéria (TPC)

0 CFU/ml

1000-10,000

CFU/ml

0 CFU/ml

CFU/ml

Total de coliformes

0CFU/ml

50 CFU/ml 0 CFU/ml

Coliformes fecais

COMENTÁRIOS Bactérias totais é uma unidade utilizada como indicador da limpeza do sistema. Os números altos não necessariamente significam que as bactérias presentes são daninhas, porém significa que o sistema é capaz de abrigar organismos patógenos. Os altos níveis de bactérias podem afetar o sabor da água e reduzir o consumo por parte das aves. A presença de qualquer coliforme fecal significa que a água não é apta para o consumo das aves domésticas, ou dos seres humanos.

CFU / UFC: Unidades Formadoras de Colônias

Tabela 2 / Parte1. Normas de qualidade da água para as aves domésticas

pH

Dureza da água

NÍVEIS MÉDIOS CONSIDERADOS

6.5-7.8

60-180 mg/l

NÍVEL MÁXIMO ACEITÁVEL

5-8

250 mg/l

COMENTÁRIOS pH abaixo de 5 pode ser prejudicial para os equipamentos bebedouros, causando corrosão nos componentes metálicos, com exposição a longo prazo.

patologia

CONTAMINANTES

pH acima de 8 0 impacta a efetividade do cloro. Um pH alto, associado com alta alcalinidade, pode provocar menor consumo de água pelas aves devido ao sabor “amargo”. A dureza também pode ser determinada adicionando conteúdo de cálcio e magnésio. A dureza provoca depósitos que podem reduzir o volume da tubulação e fazer com que os bicos dos bebedouros tenham problemas de fluxo, ou inclusive vazamentos.

15 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


Tabela 2 / Parte2. Normas de qualidade da água para aves domésticas. Elementos Naturais.

CONTAMINANTES

NÍVEL MÁXIMO ACEITÁVEL

COMENTÁRIOS Não há limite superior para o cálcio. As aves são muito tolerantes ao cálcio, porém se os valores ultrapasssam 110 mg/l podem exigir produtos para mitigar a dureza da água. Polifosfatos, ou acidificadores para evitar a formação de depósitos.

Cálcio (Ca)

60 mg/l

Magnésio (Mg)

14 mg/l

125 mg/l

Níveis elevados combinados com sulfato podem causar fezes moles devido ao efeito laxante.

Ferro (Fe)

0,2 mg/l

0,3 mg/l

As aves são tolerantes ao sabor metálico do ferro, porém, um alto conteúdo de ferro pode danificar os bebedouros e promover o crescimento de E. coli e pseudomonas

0,05 mg/l

Pode interferir na absorção de outros microminerais. Pode ocasionar resíduos de grão preto nos filtros e bebedouros, além de se tratar de um nutriente chave para os patógenos. O tratamento inclui a oxidação com cloro, dióxido de cloro ou ozono, seguido de filtragem com areia verde.

Manganês (Mn)

patologia

NÍVEIS MÉDIOS CONSIDERADOS

0,01 mg/l

Quando combinado com altos níveis de sódio, resulta em água salgada que pode atuar como laxante e provocar altos níveis de corrosão no equipamento.

Cloreto (Cl)

50 mg/l

200 mg/l

A água salgada pode promover o crescimento de enterococos que podem causar problemas entéricos. A água salgada pode danificar o trato reprodutivo das aves reprodutoras, causando problemas de qualidade da casca e maior incidência de ovos sujos. Tratamentos - osmose inversa, menor nível de sal na dieta, misturar com água salgada, manter a água limpa e usar desinfetantes diários como perióxido de hidrógeno, ou iodo para prevenir o crescimento microbiano.

Sódio (Na)

50 mg/l

200 mg/l

Quando combinado com altos níveis de cloreto, gera água salgada que pode agir como laxante. A água salgada pode promover o crescimento de enterococos que podem contribuir a problemas entéricos. A água salgada pode prejudicar o trato reprodutivo das aves reprodutoras, causando problemas de qualidade da casca do ovo. Tratamento - osmose inversa, menor nível de sal na dieta, misturar com água salgada, manter a água limpa e usar desinfetantes diários como perióxido de hidrogênio, ou iodo, para prevenir o crescimento microbiano.

16 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


CONTAMINANTES

Sulfatos

Nitratos

NÍVEIS MÉDIOS CONSIDERADOS

15-40 mg/l

1-5 mg/l

NÍVEL MÁXIMO ACEITÁVEL

COMENTÁRIOS

200 mg/l

Os sulfatos podem causar diarreias nas aves. Se há cheiro de ovo podre, então as bactérias produtoras de sulfeto de hidrogênio estão presentes e o sistema exigirá cloração de choque, mais o estabelecimento de um bom programa diário de saneamento da água. Os sulfatos podem ser removidos arejando a água em um tanque de retenção, tratamento com desinfetantes, seguidos de filtragem.

25 mg/l

Se os nitratos se transformam em nitritos, isto pode resultar em pobres taxas de crescimento e conversão de alimento. A presença de nitratos pode indicar contaminação fecal, razão pela qual também devem ser realizados testes de detecção de bactérias. Pode ser removido com osmose inversa.

0 mg/l

0,014 mg/l

Cobre

0,002 mg/l

0,6 mg/l

A exposição contínua ao cobre poderia resultar em proventriculite

1,5 mg/l

Pode causar amargor na água, resultando na redução do consumo da mesma.

Zinc

patologia

A exposição a longo prazo pode causar ossos fracos e problemas de fertilidade em reprodutoras e perus.

Chumbo

Gestão da água de bebida na avicultura

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17 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Gestão da água de bebida na avicultura


PROCESSAMENTO DE PRECISÃO, É POSSÍVEL? Eduardo Cervantes López Consultoria Internacional - Gerência Produtiva e Inovadora em Processamento de Aves

R

ecentemente observei um programa esportivo na televisão europeia, onde explicavam o uso atual da

processamento

Inteligência Artificial (IA) no futebol, com o objetivo de que seus talentosos jogadores, a cada dia, desenvolvam seu trabalho com maior acertividade e menor desgaste físico. Para isso, os especialistas em IA desenvolveram programas sobre a maneira como um futebolista, e toda a equipe, deve se mover e deslocar-se dentro do campo

O encontro acidental com esta informação me fez lembrar uma célebre frase do pensador irlandês George Bernard Shaw:

“Alguns observam as coisas tal e

qual são e outros se perguntam o porquê. Eu sonho com coisas que não existem e me pergunto, por quê não?

durante uma partida. Essa tecnologia é comparada com a realidade nos treinamentos e partidas realizados semanalmente.

18 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Processamento de precisão, é possível?


Em seguida me surgiu a inquietude sobre como aplicar a IA nesta parte final da

O objetivo deste artigo é apresentar algumas áreas no processamento de aves, onde pode-se instalar esta

indústria de frangos de corte?

infraestrutura tecnológica.

Objetivo: conhecer a qualidade do frango vivo que chega diariamente às plantas, avaliar os fatores que durante

PENDURA

o processo podem afetá-la, tendo

Uma vez penduradas nos ganchos, as aves

grave impacto no rendimento das aves

passam por uma espécie de Scanner para

processadas. Além disso, otimizar o

determinar se têm hematomas, hemorragias

trabalho realizado pelos responsáveis

e/ou deslocamentos nas asas ou pernas. O

destas áreas e desenvolver um processo

complemento desta avaliação é estabelecer

mais eficiente, ao poder separar

o número de animais que chegaram com

estrategicamente os fluxos de frangos

problemas de qualidade à planta. Este

em dois grandes grupos:

equipamento deve estar localizado antes de os frangos entrarem no atordoador elétrico. A

Qualidade Grau A

informação é tomada como ponto de partida

sua qualidade física e sanitária.

antes do processamento. Hoje, essa técnica de Visão de Raio X é empregada para inspecionar todos os peitos

Recentemente me inteirei dos grandes

e garantir que não há nenhum material

êxitos da Avicultura de Precisão na

estranho, nem ossos.

criação e terminação de frangos. Esta tecnologia é utilizada também em outras produções agropecuárias: suínos, gado, poedeiras etc.

O uso da IA volta a atenção para a otimização de cada um dos recursos envolvidos, com o objetivo de obter as qualidades e pesos de frangos que o mercado necessita, sem que cheguem às plantas processadoras aves com características diferentes, que lamentavelmente terminam armazenadas nas câmaras frigoríficas, ocupando espaços muito caros, resultado do ambiente artificial - a infraestrutura criada, que é necessária para conservá-los. Sua permanência nestes locais é o mesmo que manter dinheiro congelado, o que afeta o fluxo de caixa das empresas.

TRAJETO FINAL TÚNEL DE SANGRIA antes de entrar na Escaldadora A sugestão é de, neste local, instalar outra Câmara Especial para verificar se durante o atordoamento, abate e sangria, os animais sofreram algum tipo de golpe e/ou traumatismo. Em caso positivo, identificá-lo e quantificá-lo. Dependendo do resultado, averiguar as causas e adotar as ações corretivas o quanto antes possível.

19 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Processamento de precisão, é possível?

processamento

O restante que tenha afetações em


Última Saída DEPENADEIRA

ANTES DO RESFRIAMENTO

Nos pontos anteriores os frangos têm

Como depois do posto de inspeção do

penas. Agora não mais precisam delas.

governo, realiza-se outras operações para

Portanto, são mais fáceis de serem

terminar de eviscerar os frangos, tais como

visualizadas pelo pessoal da qualidade,

corte do pescoço e pele, extração do bucho,

que os avalia e quantifica manualmente. Se

lavagem interior e exterior etc. É possível

colocarmos um scanner com um contador

que cheguem carcaças com problemas de

especial, facilitamos o trabalho destas

qualidade física. Em consequência, sugere-se

pessoas. Como a resposta é dada em tempo

que seja colocado em uso outro Sensor para

real, as implementações pertinentes são

garantir que os frangos certificados Grau A,

realizadas rapidamente. A meta é minimizar

efetivamente o sejam.

a quantidade de condenações produzidas durante o processamento das aves.

processamento

EVISCERAÇÃO

RESFRIAMENTO Há dois tipos: por ar, ou com água. As condições de temperatura são totalmente

Em muitos países, os inspetores do governo

diferentes no momento em que saem

têm a grande responsabilidade de certificar

desta área: agora se encontram frios.

o estado sanitário das carcaças e restos de

Por isso, considera-se que a revisão com

órgãos para consumo humano. Pensando em

esta tecnologia é muito oportuna, já

sua comodidade, pode-se instalar aparatos

que uma das características nesta etapa

de alta definição, com o objetivo de ajudá-los

é a contração dos tecidos em geral,

a realizar seu trabalho. Esta técnica pode lhes

colocando em evidência qualquer tipo

permitir aumentar a quantidade de frangos

de hematoma e/ou hemorragia que

avaliados por minuto durante o processamento.

antes não se pode detectar. Neste grupo,

70

Sei que nos EUA as velocidades das linhas de evisceração não devem

geralmente dividi-se os fluxos do produto em dois grupos: Frangos inteiros

superar os 70 frangos/minuto, para que 1min

Frangos para desprezar e desossar

os inspetores do USDA possam fazer seu trabalho. Os frangos que atendem todos os requisitos sanitários e físicos continuam na linha, junto com seus miúdos. Outros podem ser condenados totalmente.

Concluindo, afirmo que utilizar esta tecnologia digital durante o processamento das aves, que está funcionando em vários países da Europa e

Um terceiro grupo é transferido para

em outros continentes, complementaria a

uma linha de reprocessamento para que

Avicultura de Precisão. Fazê-lo contribuirá

sejam limpos, lavados e desinfetados.

para manter a coerência operacional que

Cumprida essas atividades, são reintegrados

deve orientar essa atividade, responsável

à linha de evisceração.

por continuar fornecendo, diariamente, a Proteína Animal mais Saudável, Nutritiva e

Processamento de precisão, é possível?

Econômica do Mundo.

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20 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Processamento de precisão, é possível?


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PERGUNTAS SOBRE

INCUBATÓRIOS

D

urante nossas visitas a incubatórios, frequentemente recebemos perguntas muito interessantes das equipes de trabalhadores, as quais gostaríamos de compartilhar com nossos leitores.

1 O que acontece se a

temperatura de incubação for excessivamente baixa nos primeiros dias?

Foto 1. Ocorrência de umbigo aberto e mal cicatrizado A mortalidade embrionária precoce aumentará e a qualidade dos pintinhos ficará comprometida. No momento de processá-los encontraremos um aumento dos umbigos abertos e mal cicatrizados (Foto 1).

Foto 2. Cérebro exposto devido a um elevado aumento da temperatura

Se o aumento da temperatura for muito alto, pode haver ocorrerência de cérebros expostos (Foto 2).

23 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios

Incubação

Juan Carlos López, PhD Hendrix Genetics


2 Quais os benefícios de transferir as aves às granjas no mesmo dia que nascem? 1

Devemos considerar que cada hora que o pintinho passa sem alimento, representa entre 0,2-0,4% menos peso da ave.

Vale destacar que, quando nascem, os pintinhos não têm alguns

2

sistemas fisiológicos totalmente

desenvolvidos, entre eles o digestivo e o imunológico.

Incubação

O sistema digestivo exige carboidratos para ativar seu desenvolvimento. Estudos demonstram que as aves que comem imediatamente têm maior peso corporal aos 7 dias e maior proporção de peito que as que foram submetidas a jejum.

Do ponto de vista imunológico, a ingestão de alimento estimula o peristaltismo intestinal e, por consequência, a absorção da gema com os benefícios que isso representa, principalmente, a transferência de imunoglobulinas maternas ao sistema circulatório e aos tecidos das aves. A postergação da ingestão faz com que as imunoglobulinas sejam utilizadas como fonte de energia e não cumpram sua função protetora.

Foto 3. Ave saindo facilmente de sua casca, sem nenhuma aderência, porém lhe faltará tempo de secagem e, na hora da primeira seleção na fita de transporte, ou na sexagem, será separada para descarte.

3

Por que os ovos armazenados por vários dias exigem mais tempo de incubação? Uma das razões é porque depois de cruzar o zero fisiológico, os ovos armazenados necessitam mais tempo para começar a multiplicação celular e a taxa metabólica inicial de desenvolvimento embrionário é mais lenta.

Além disso, o estresse do jejum produz glucocorticoides, que têm efeito

Além disso, a bicagem interna é prolongada devido ao aumento dos

imunosupressor.

níveis de corticosterona e da pressão parcial de dióxido de carbono, assim como da redução da pressão parcial de oxigênio da câmara de ar (Foto 3).

Por fim, a utilização da gema faz com que a reclamação de

problemas umbilicais no incubatório seja menor.

24 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios


4

Que níveis de dióxido de carbono são frequentemente encontrados em incubadoras de carga única e nas de carga múltipla? E nos nascedouros?

Na carga única, depois da primeira semana, encontramos níveis de dióxido de carbono entre 3000-4000 ppm.

Na carga múltipla, devido a sua menor capacidade de resfriamento, é preciso maior ventilação baixa, ao redor de 1500 ppm.

Nascedouros

Carga múltipla

Incubação

Carga única

Nos nascedouros é comum encontrar entre 4000-6000 ppm. Alguns nascedouros estimulam o nascimento das aves com altos níveis de dióxido de carbono, podendo chegar a picos entre 8000 - 10000 ppm, sem efeitos deletérios peceptíveis.

Algumas plantas aumentam os níveis de dióxido de carbono até 8000 ppm por alguns dias, para em seguida descender a níveis próximos a 1500, dias antes da transferência.

25 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios


5

6

Qual a dificuldade de incubar ovos a altas altitudes acima do nível do mar?

Qual a causa do nascimento de pintinhos com penas curtas, secas e olhos fechados, ou aves com cascas, ou membranas grudadas?

Em alta altitude, a pressão barométrica diminui.

Basicamente, a alta temperatura e/ou baixa umidade em nascedouros e/ou excessiva ventilação.

A difusão de oxigênio, dióxido de carbono e moléculas de água através dos poros da casca aumenta, gerando maior perda de peso (facilmente mais de 15%) e menor disponibilidade de oxigênio.

a

Essa grande perda de umidade irá provocar mortalidade, sendo o principal desafio a ser enfrentado.

Incubação

Controlar essa notória perda de umidade não é tão fácil, já que é necessário que o ar que entra na máquina seja mais úmido e assim o permaneça nela. Para que a umidade permaneça alta dentro da máquina, a ventilação ou a troca do ar deve ser menor. Porém, fazer isso pode trazer como consequência negativa o fato de a quantidade de oxigênio fornecida não ser adequada, além de a temperatura embrionária poder subir a níveis

c

b

deletérios para a viabilidade do embrião. Algumas empresas que têm incubatórios em altura, instalam seus planteis de reprodutoras em alturas superiores à da planta. Relata-se que ovos provenientes de granjas situadas em altas altitudes apresentam menor porosidade na casca e perdem menos peso durante a incubação. Adicionar oxigênio às incubadoras e nascedouros poderia ajudar a diminuir a perda de nascimento, porém é caro e implica o risco de aumento da possibilidade de incêndios.

26 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios

Fotos 4, 5 e 6. Porta de um nascedouro com grande quantidade de penugem aderida a sua superfície devido à excessiva circulação de ar (a), penugem curta (b) e aves com membranas aderidas como resultado da alta temperatura, baixa umidade (c).


7 Qual a causa de ovos manchados de sangue nas bandejas?

em nascedouros, o que impede a correta cicatrização dos umbigos das aves que, ao sair entram em contato com as cascas.

Por que há maior mortalidade nos primeiros dias na granja em aves provenientes de ovos de reprodutoras jovens? Uma causa é a variabilidade na etapa de desenvolvimento embrionário dos lotes jovens no momento da postura, grando comumente uma janela de nascimento mais ampla: as aves que nascem primeiro têm que esperar, dentro das bandejas do nascedouro, que as outras aves estejam prontas, o que resulta em desidratação.

Incubação

8

Geralmente a causa é a alta temperatura

Além disso, as cascas são mais grossas e a perda de umidade nos ovos não é ideal, gerando dificuldade e fadiga nas aves no processo de liberação da casca. Outra causa é que o sistema termorregulador está menos desenvolvido. Os pintinhos, ao chegarem à granja, têm mais problemas para manter a homeostase térmica. Se as aves sentirem frio, não se moverão em busca de alimento. Finalmente, o corpo das reprodutoras jovens ainda está em formação e alguns nutrientes exigidos pelo embrião pelas demandas fisiológicas das aves podem estar comprometidos.

Foto 7. Aves com temperatura corporal muito baixa amontoadas para tentar aquecer-se. Se essas aves não se alimentam, morrem.

27 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios


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Por que, em um incubatório de reprodutoras de frango de corte, pode haver mais fêmeas que machos no nascimento? Esta situação pode ser atribuída a alta temperatura de incubação: o embrião macho sofre mais o estresse calórico, já que ele, por si mesmo, gera mais calor metabólico, provocando mortalidade tardia. Além disso, por essa maior temperatura metabólica, os machos tendem a nascer primeiro e, ao ter que esperar dentro da máquina, se desidratam e podem ser eliminados.

Incubação

Finalmente, a alta temperatura gera mais machos de descarte por problemas de patas e umbigos pretos.

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10

A falta de giro de uma máquina incubadora nos primeiros dias pode gerar mortalidade embrionária?

Sim, pela diminuição na área vascular, do fluido sub-embrionário, desenvolvimento menor da membrana coriolantoide, mal posicionamento, adesão do antoide à membrana da gema e/ou da casca. Se a falta de giro é total, geralmente observa-se aumento na mortalidade nos primeiros dias de desenvolvimento. Quando é um giro parcial (ângulo 15°) a mortalidade ocorre na etapa intermediária-tardia (11-21 dias). Na natureza, as aves viram os ovos até 96 vezes ao dia. Os melhores nascimentos ocorrem em ângulos de 45 a 70°. A partir da segunda semana, o giro não é indispensável, por isso pode-se realizar a transferência antecipada.

28 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Perguntas sobre Incubatórios


TUDO COMEÇA NO INCUBATÓRIO

VACINAÇÃO DE

INCUBATÓRIOS

UMA OBRIGAÇÃO PARA A QUALIDADE Equipe Técnica Ceva Saúde

publireportagem

Adepta e promotora preliminar da vacinação nos incubatórios, a Ceva Saúde Animal iniciou sua estratégia fornecendo ao setor vacinas inovadoras para incubatórios combinadas com equipamentos de vacinação, como a vacinadora subcutânea para aves de um dia de idade Desvac Dovac ou a vacinadora in-ovo: Egginject.

A

tualmente, com mais de 500 vacinadoras subcutâneas nos incubatórios da América do Sul, além de vários equipamentos in-ovo, o sucesso da vacinação de incubatórios pela Ceva na região fala por si só. Ao longo dos anos, a Ceva Saúde Animal vem se concentrando em melhorar a qualidade da injeção em incubatórios onde nossos produtos estão em uso. O gráfico abaixo, extraído dos dados coletados durante as mais de 1700 auditorias realizadas na América do Sul de 2016 a 2018, mostra que a solução subcutânea para aves de um dia de idade no incubatório melhora a qualidade da injeção, diminuindo a incidência de falhas, como pintinhos com sangue ou penugem úmida após a injeção. Resultados similares são obtidos para vacinação in-ovo e para vacinação em spray.

30 aviNews Brasil Dezembro e 2019 | Tudo começa no incubatório. Vacinação de incubatórios, uma obrigação para a qualidade


96,8% 1.3

97,9%

98,4%

90% 1.1

QUALIDADE DA INJEÇÃO

80% 0.8

70%

0.7 0.6 0.5

60% 50% 0%

0.2 0.0 2016

0.1 0.0 2017

ANO

0.1 0.0 2018

O processo de vacinação requer uma abordagem holística, que inclua avaliação da eficácia e diagnóstico de problemas, definição de um protocolo de vacinação adaptado ao contexto da doença, fornecimento de equipamentos, acompanhamento após a vacinação, etc... Todos estes processos exigem que o pessoal seja treinado para atingir níveis de desempenho cada vez mais elevados. Esta é a razão pela qual o C.H.I.C.K. Program foi criado.

MÉTRICA SANGUE

PINTINHOS ÚMIDOS

INATIVADA

SEM VACINA

QUALIDADE DA INJEÇÃO

Figura 1. Evolução das principais falhas da injeção subcutânea entre 2016 e 2018.

C.H.I.C.K. PROGRAM PROGRAMA DE SERVIÇOS PARA INCUBATÓRIOS O gráfico anterior foi extraído do programa de serviços de vacinação de incubatórios onde a Ceva fornece assistência, conhecido como C.H.I.C.K. Program (‘Ceva Hatchery Immunization Control Keys’) – “Programa de Controle dos Pontos-Chave do Processo de Imunização no Incubatório”. A implementação profissional e correta deste programa em todos os incubatórios aos quais a Ceva está fornecendo soluções representa grande parte do sucesso da Ceva Saúde Animal. Atualmente, a administração de vacinas é realizada por meio de tecnologia bastante complexa e está se tornando cada vez mais automatizada.

Na América do Sul, o C.H.I.C.K. Program envolve mais de 30 equipes de especialistas que visitam diariamente os incubatórios dos clientes, para realizar uma série de testes, verificando se as vacinas da Ceva são adequadamente armazenadas, preparadas e administradas às aves.

publireportagem

LOCAL ERRADO

Os equipamentos fornecidos são verificados quanto à sua operação e limpeza adequadas.

A qualidade da administração das vacinas também é inspecionada. Todas estas áreas de operação envolvem a realização de treinamento contínuo aos operadores dos incubatórios. Na América Latina, a verdadeira expertise e conhecimento sobre incubatórios da nossa equipe, sua presença diária em mais de 250 incubatórios e este exclusivo serviço de vacinação de incubatórios ajudam o cliente da Ceva a melhorar continuamente o processo de vacinação para aves de um dia de idade ou in-ovo.

31 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tudo começa no incubatório. Vacinação de incubatórios, uma obrigação para a qualidade


MESMA QUALIDADE DE SERVIÇO EM TODOS OS LUGARES Desde o seu lançamento, há mais de 10 anos, os procedimentos operacionais padrão do C.H.I.C.K Program e os serviços ao cliente foram implementados em centenas de incubatórios, guiados por uma equipe dedicada de profissionais especializados. Estas equipes são apoiadas centralmente

publireportagem

e trabalham em conjunto para assegurar o mesmo nível de serviço de um país para outro. Mas isso não foi suficiente, foi decidido que a abordagem da Ceva precisava de um sistema de qualidade específico que incorporasse normas internacionais para nossos serviços, ao mesmo tempo em que reconhecesse a qualidade das equipes da Ceva pela boa implementação por uma empresa de certificação terceirizada independente. O grupo Bureau Veritas se encaixava perfeitamente nesse papel. Ao respeitar as regras básicas para o manuseio, mistura e administração de vacinas, por pessoas bem treinadas nos incubatórios, estas serão traduzidas em mais aves bem vacinadas que podem obter o máximo potencial de proteção no campo. É por isso que o cumprimento das normas descritas em um ‘Código de Qualidade de Práticas do C.H.I.C.K. Program’ é altamente valioso. Esse Código é o nosso guia de referência para a normatização dos serviços para incubatórios em todo o mundo, onde seis países já foram reconhecidos na América Latina.

O Selo de Qualidade do C.H.I.C.K. Program da Ceva reconhece as políticas, práticas e procedimentos aplicados por nossas equipes e garantem qualidade consistente nos serviços prestados aos incubatórios de nossos clientes.

O selo de qualidade da Bureau Veritas garante que a Ceva tenha equipes dedicadas e qualificadas para monitorar a qualidade da vacinação in-ovo e em pintinhos com um dia de idade. A Ceva oferece treinamento contínuo aos operadores de incubatórios de clientes envolvidos no processo de vacinação, abrangendo: Boas práticas de armazenamento, manuseio e preparação de vacinas. Controle da qualidade da administração em spray, subcutânea ou in-ovo. Cuidados e manutenção de equipamentos. Monitoramento de resultados.

32 aviNews Brasil Dezembro e 2019 | Tudo começa no incubatório. Vacinação de incubatórios, uma obrigação para a qualidade


A Ceva está comprometida com um cronograma de visitas regulares aos incubatórios oferecendo relatórios regulares aos gerentes do incubatório, utilizando ferramentas inovadoras de gerenciamento de dados, com o objetivo de acompanhar as ações corretivas e contribuir para a melhoria contínua dos resultados. Os equipamentos são instalados e revisados de acordo com um programa de manutenção preventiva para garantir a qualidade operacional adequada dos equipamentos diariamente. Em resumo, conforme declarado na filosofia de certificação ISO, “dizemos o que fazemos, fazemos o que dizemos e documentamos isso”.

NOVAS TECNOLOGIAS DE INCUBATÓRIOS PARA MELHORAR A SAÚDE PRECOCE O sistema imunológico das aves é complexo, afetado por muitos fatores. Desde as condições de armazenamento das vacinas até o plano de manutenção dos equipamentos de vacinação, além de diversos outros parâmetros podem afetar diretamente a resposta do sistema imunológico à vacinação e ao desempenho posterior. O nível de saúde das aves também é importante. Essa é a razão pela qual a Ceva incorporou recentemente um grupo de equipamentos e serviços, para ajudar a melhorar o estado de saúde precoce dos pintinhos.

OVOS PODRES E CONTAMINAÇÃO Mesmo se nos esforçarmos para reduzir a prevalência de ovos podres e contaminados seguindo todas as boas práticas recomendadas, é inevitável que alguns deles cheguem à transferência, aumentando a carga microbiológica das incubadoras e comprometendo a saúde dos pintinhos. Este fato é ainda mais importante quando a vacinação in-ovo é realizada.

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O Selo de Qualidade do C.H.I.C.K. Program é uma abordagem única para garantir ao cliente da Ceva que, em qualquer lugar do mundo, ele receberá a mesma e melhor qualidade de serviço.

Mesmo que muitas práticas tenham como objetivo maximizar o estado sanitário da produção, quanto mais antigo o lote, mais porosas e finas serão as cascas dos ovos, aumentando a contaminação. Como resultado, aumentará a mortalidade tardia do embrião e a eclosão e a qualidade dos pintinhos diminuirão. A inovadora tecnologia de ovoscopia Laser Life detecta e remove embriões mortos e ovos contaminados na transferência, reduzindo a pressão microbiológica durante a vacinação in-ovo e a pressão microbiológica no ambiente da incubadora. Como consequência, isto melhora a eclosão e a qualidade dos pintinhos, além de ajudar na produção de aves livres de antibióticos.

33 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tudo começa no incubatório. Vacinação de incubatórios, uma obrigação para a qualidade


OVOS DE CABEÇA PARA BAIXO (VIRADOS) Entretanto, o primeiro passo para melhorar o desempenho no incubatório é garantir que os ovos sejam posicionados corretamente na bandeja antes da incubação - com a extremidade arredondada para cima. É bem sabido que a porcentagem de eclosão de ovos de cabeça para baixo é 60% menor e, se eles eclodirem, serão descartados devido à má qualidade. Os ovos de cabeça para baixo podem representar 1-3% da produção anual de ovos no incubatório.

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Portanto, um equipamento automático de posicionamento de ovos, como o inovador Ovosense, que identifica e marca os ovos de cabeça para baixo para realocá-los na posição correta antes da incubação, dará 100% de chance de os ovos férteis produzirem bons pintinhos de um dia de vida. Como consequência, isto melhora a produção do incubatório, oferecendo uma análise rápida, simples e eficaz do posicionamento dos ovos.

Posicionamento correto: A cabeça do embrião está virada para a câmara de ar na extremidade romba. O embrião usará a câmara de ar para respirar na eclosão.

C

M

Y

Ovo de cabeça para baixo: A cabeça do embrião está localizada longe da câmara de ar. O embrião não consegue alcançar a câmara de ar para respirar na eclosão.

CM

MY

CY

CMY

K

RESUMO VACINAÇÃO IN-OVO Portanto, a qualidade do ovo é o principal fator que influencia o processo de incubação, especialmente quando a vacinação in-ovo é realizada. Uma baixa carga bacteriana e uma casca de ovo de boa qualidade são fundamentais para o sucesso de um pintinho de alta qualidade. Além disso, nesta era de produção avícola moderna, um processo de vacinação eficaz é absolutamente essencial. O progresso na tecnologia de vacinação deu grandes passos nas últimas décadas, com a vacinação in-ovo assumindo a liderança na batalha contra doenças.

A combinação das vacinas mais inovadoras, os equipamentos de vacinação mais seguros e confiáveis e o exclusivo serviço do C.H.I.C.K. Program, junto com uma equipe profissional e especializada, torna o compromisso da Ceva com a indústria avícola mundial e, na América Latina, a melhor solução da categoria, permitindo que a vacinação de incubatórios seja a melhor metodologia para uma correta imunização das aves. Além da saúde animal.

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A CASCA DO OVO

ESTRUTURA, FORMAÇÃO & QUAIS FATORES AFETAM SUA QUALIDADE Alejandro Rodriguez Navarro

A qualidade do ovo é de suma importância para os consumidores. Em particular, a qualidade da casca é um fator muito importante para a segurança alimentar do ovo, já que se estiver danificada, ou carente de cutícula, os ovos são mais suscetíveis à contaminação por bactérias.

Por outro lado, a postura dos ovos e, em particular, o processo de formação da casca do ovo, são processos muito caros ao organismo da galinha. Fazem com que a produção dos ovos e a qualidade das cascas dos mesmos deteriorem-se com a idade das galinhas durante o período de postura intensiva. Manter a produção de ovos e, em particular, a qualidade da casca do ovo através de ciclos extendidos de produção (até que as galinhas tenham 100 semanas) é um desafio muito importante da indústria. Desafio que pode ser superado a partir de programas de seleção geneticamente assistida e nutrição adequada da galinha durante o período de postura.

37 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A casca do ovo: estrutura, formação & quais fatores afetam sua qualidade

qualidade do ovo

Departamento de Mineralogia e Petrologia, Universidade de Granada, Espanha.


A produção sustentável de alimentos é um dos desafios mais importantes da nossa sociedade em um contexto de aumento constante da população mundial. O ovo é um dos alimentos mais completos, importantes e baratos da nossa dieta, rico em proteínas, vitaminas e ácidos gaxos. No entanto, a má qualidade da casca do ovo é um risco importante para a segurança alimentar do mesmo, já que os ovos com casca danificada contaminam-se mais facilmente por bactérias (Salmonella) (Travel et al., 2011).

qualidade do ovo

Neste artigo vamos descrever detalhadamente a estrutura da casca, sua formação, quais fatores determinam sua qualidade e como podem ser melhorados.

A casca do ovo é uma capa mineral fina (aproximadamente 350 micras de espessura), que protege o conteúdo do ovo contra impactos mecânicos, desidratação e contaminação por microorganismos (Nys et al., 1999; Hincke et al., 2012). Esta capa é perfurada po inúmeros poros que permitem a troca de gases necessária para a respiração do embrião. Também fornece o cálcio necessário para o desenvolvimento do esqueleto.

A casca do ovo é composta por membranas orgânicas, capa mineral e a cutícula que recobre a superfície externa da casca (Figura 1). As membranas da casca do ovo são uma rede de fibras de colágeno (principalmente tipo X), glicoproteínas e proteínas. Há uma membrana interna mais fina, localizada sobre a membrana limitante que rodeia a clara do ovo, além de uma membrana externa mais grossa unida aos sítios mamilares (parte interna da capa mineral). A parte mais grossa da capa mineral é constituída de cristais colunares de calcita (carbonato cálcico). Finalmente, a superfície exterior da casca do ovo é coberta pela cutícula, uma capa orgânica muito fina (de poucas micras de espessura), que tampa os poros, controlando a permeabilidade da casca e evitando a entrada de bactérias através da mesma (Muñoz et. al. 2015). A cutícula contém proteías (lisozima) e lipídeos com potente atividade antimicrobiana. Portanto, a cutícula, estando presente, é uma barreira efetiva contra a penetração de bactérias e é de grande importância para a segurança alimentar do ovo. É por isso que as normativas europeias não permitem a lavagem dos ovos, já que esta prática pode danificar e, inclusive, eliminar por completo esta capa protetora.

Figura 1. Ultra estrutura e microestrutura da casca do ovo. Imagens de microscopia eletrônica da superfície externa da casca do ovo com a cutícula (A) e da seção transversal da casca (B). PL, ML

e SM: capa paliçada, camada mamilar e membranas, respectivamente. A barra de escala equivale a 100 micras.

38 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A casca do ovo: estrutura, formação & quais fatores afetam sua qualidade


FORMAÇÃO DA CASCA

A formação e mineralização da casca do ovo é um processo que requer uma grande quantidade de cálcio. As galinhas necessitam mobilizar mais de 2g de cálcio ao dia, o que equivale a 10% de seu cálcio corporal total. Em geral, o cálcio provém, em parte da dieta e, em parte do esqueleto. Para obter um fornecimento adequado de cálcio, estimula-se a formação de vitamina D, que aumenta a absorção de cálcio pelas paredes do intestino e do útero. Além disso, as galinhas desenvolvem um novo tipo de osso dentro das cavidades da medula de seus ossos longos - osso medular - que é metabolicamente ativo e pode ser reabsorvido mais facilmente para liberar cálcio. O osso medular serve como depósito de cálcio para a calcificação da casca do ovo durante a noite, quando as galinhas não comem e o fornecimento de cálcio intestinal se esgota.

Durante o ciclo diário da postura, há mudanças notáveis na fisiologia das galinhas, que necessitam transportar grandes quantidades de íons de cálcio e carboidrato através do tecido uterino (Nys e Le Roy, 2018). Pela tarde, imediatamente antes de começar a formação da casca do ovo, as galinhas desenvolvem um apetite específico pelo cálcio e, durante a noite, quando se forma a casca do ovo, estimula-se a produção de vitamina D, o que aumenta a absorção de cálcio pelos tecidos do intestino. Além disso, a reabsorção do osso medular permite transferir cálcio, de forma constante, para a formação da casca do ovo quando as reservas de cálcio da dieta tenham sido esgotadas. Por outro lado, durante a formação da casca do ovo, as galinhas poedeiras hiperventilam para obter CO2 respiratório suficiente, a partir do qual formam-se íons de carbonato.

qualidade do ovo

As galinhas poedeiras têm adaptações fisiológicas específicas para a postura de ovos (Nys e Le Roy, 2018). Quando as galinhas alcançam a maturidade sexual, aproximadamente às 16 semanas de idade, os níveis de estrógeno aumentam e o oviducto começa a crescer muito rapidamente. Duas semanas depois, botam seu primeiro ovo.

O processo de calcificação da casca é a etapa mais longa do processo de formação do ovo (Nys et al., 1999). A mineralização da casca do ovo ocorre no útero e dura aproxidamente 18 horas, terminando com a deposição da cutícula, aproximadamente 1 hora antes da oviposição (expulsão).

A formação do osso medular começa, aproximadamente, duas semanas antes da postura do primeiro ovo (Whitehead, 2004).

39 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A casca do ovo: estrutura, formação & quais fatores afetam sua qualidade


A QUALIDADE DA CASCA A quantidade de ovos com a casca danificada corresponde, aproximadamente, a cerca de 6-8% da produção total. Estes ovos não podem ser comercializados, o que provoca perdas econômicas substanciais para a indústria produtora (Hamilton et. al. 1979). A má qualidade da casca representa ainda um risco importante para a segurança alimentar do ovo, já que os ovos com casca danificada são mais facilmente contaminados por bactérias.

qualidade do ovo

A qualidade da casca depende de muitos fatores, entre os quais idade, genética e nutrição, assim como fatores ambientais (tipo de gaiolas, progamas de iluminação) (Dunn et. al., 2009; Nus, 2017). Em particular, a qualidade da casca dos ovos deteriora-se com a idade da galinha. Por exemplo, o percentual de ovos danificados pode aumentar a até 20-30% da produção, em galinhas ao final do período de postura (65-70 semanas de idade). Esta é uma das principais razões para limitar o ciclo de produção até as 70 semanas de idade, ou um ano de postura (Travel et. al., 2011; Bain et. al., 2016). A diminuição gradual da qualidade da casca do ovo (a resistência à ruptura) com a idade da galinha deve-se, em parte, ao fato de a quantidade de mineral depositada manter-se quase constante durante o ciclo de produção (aproximadamente 6g), enquanto o tamanho do ovo aumenta ligeiramente com a idade da galinha (de 60 a 67g).

Hoje, o aumento do peso com a idade foi reduzido a partir da seleção das galinhas. Mesmo assim, o percentual de peso da casca e a grossura da casca do ovo tendem a diminuir à medida que a galinha envelhece. Ainda assim, há mudanças notáveis, com a idade da galinha, nas características estruturais da casca do ovo (diminuição da densidade mamilar e menor união entre a parte mineral e a membrana; aumento do tamanho dos cristais de calcita; diminuição da quantidade de cutícula), que reduzem as propriedades mecânicas e a qualidade e integridade da casca do ovo (Rodriguez-Navarro et. al., 2002; Robert et al., 2013). Este problema é suscetível de agravar-se agora que a indústria tem como objetivo estender o período de postura em galinhas até 100 semanas, para alcançar uma produção de 500 ovos por galinha em apenas um ciclo. É por isso que existe muito estresse na busca de soluções para manter o rendimento das galinhas e a qualidade do ovo durante períodos de produção mais longos. (Bain et al., 2016; Nys, 2017).

40 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A casca do ovo: estrutura, formação & quais fatores afetam sua qualidade


Uma nutrição adequada da galinha durante todo o período de postura, com níveis ótimos de cálcio e elementos traço (Mn, Zn, Cu) é elemento chave para manter a saúde geral da galinha, para acúmulo suficiente de cálcio no osso medular e formação e manutnção dos tecidos do oviduto em ciclos de postura prolongados, mantendo uma boa qualidade da casca (Nys 2017). Biografia disponível sob consulta.

qualidade do ovo

Sabe-se que, tanto a produção de ovos, como a qualidade da casca, é, em grande medida, geneticamente determinada, o que permitiu aumentar estes parâmetros a partir de programas de seleção assistidos geneticamente (Dunn et al., 2009; Bain et al., 2016). No entanto, a postura intensiva de ovos exige muito do organismo, razão pela qual é necessário que se faça uma manutenção ótima das condições de saúde das galinhas para alcançar o potencial genético das mesmas.

CONCLUSÕES A qualidade da casca do ovo é um fator muito importante para a segurança alimentar do mesmo. Manter a produção de ovos e, em particular, a qualidade da casca do ovo através de cliclos estendidos de produção (até 100 semanas) é um desafio muito importante da indústriaindústria, que pode ser superado a partir da seleção genética de galinhas. No entanto, a nutrição adequada da galinha durante o período de postura é elemento chave para manter a saúde geral da poedeira e, assim, alcançar seu potencial genético.

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41 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A casca do ovo: estrutura, formação & quais fatores afetam sua qualidade


entrevista

A GENÉTICA DA HENDRIX ALINHADA COM A AVICULTURA LATINO-AMERICANA

A Hendrix Genetics esteve presente no OVUM 2019, XXVI Congresso Latino-americano de Avicultura, em Lima, Peru. Durante o evento, a Hendrix contou com uma grande audiência de visitantes das mais importantes empresas avícolas, destacando-se pelo ambiente de amabilidade, reciprocidade e trabalho.

Na oportunidade, foram apresentadas diversas linhas genéticas que a Hendrix fornece à avicultura latino-americana: ISA, Bovans, Babcock, Dekalb, Hisex, Shaver, além da nova marca Sasso de aves alternativas. A aviNews América Latina esteve lá e conversou com os executivos da Hendrix, assim como produtores que utilizam a genética da empresa, para saber o que acharam do evento.

O gerente de área para a América do Sul, Fidel Gonzáles, destaca que a Hendrix foi fundada em 2005 e, desde então, a empresa vem crescendo em nível mundial, sob o lema “melhor vida hoje, melhor seleção hoje, para uma vida mais brilhante amanhã”.

42 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


O que você nos conta sobre inovação e

Qual o significado desse lema no crescimento da Hendrix? Vimos cumprindo este lema há dez anos, justamente pela evolução que temos alcançado nas diferentes linhas genéticas que manejamos. Neste momento existem cinco divisões, entre as quais temos poedeiras, perus, suínos, avicultura tradicional e alternativa, além da aquicultura. Onde a Hendrix se faz presente hoje? Estamos em 23 países e contamos com uma estrutura muito bem definida, de acordo com os diferentes continentes onde nos encontramos. Nestes lugares, atendemos o produtor conforme suas necessidades, em função das espécies de genética que manejamos. Quais as principais características das linhas da Hendrix? Uma das principais caracteristicas da Hendrix é o foco que damos à sustentabilidade, considerando que nos preocupamos muito com o bem-estar animal em nível mundial nas diferentes espécies. Esta é a chave que nos ajuda a manter-nos nas diferentes espécies em nível mundial.

desenvolvimento? Andam juntos, porque para poder ser sustentável também temos que ser inovadores, já que queremos produzir proteína para a grande população mundial que necessita dela a baixo custo. Sem dúvida, tem que ser uma proteína de qualidade. Para isto, temos áreas de pesquisa e desenvolvimento, que andam juntas com a sustentabilidade, sendo os pilares que nos ajudam a manter os fundamentos da empresa. No que a empresa está focando em termos de futuro? Ao futuro, estamos dando muito mais ênfase ao que são os ciclos de produção mais longos. Por exemplo, no caso das poedeiras, mantendo sempre o foco no bem-estar das aves, queremos que produzam mais ovos de melhor qualidade, a um custo mais baixo e com excelente qualidade de casca e interna, entre outras coisas.

entrevista

Dr. Fidel Gonzalez Gerente de Área da Hendrix Genetics para a América do Sul

Por que vocês acreditam que é isso que os clientes preferem? Nestes mais de 15 anos da empresa, entregamos aos nossos clientes o que prometemos, entregando produtos que quando tem 100 semanas de idade produzem 500 ovos por galinha alojada. Este tem sido um árduo trabalho, sobretudo no que diz respeito a cria e recria, para poder preparar essa poedeira para ser a galinha do futuro. Já conseguimos isso nas galinhas brancas em vários países, onde já alcançamos os 500 ovos vendáveis por ave alojada e já estamos apontando para 510 ovos por ave alojada.

Nas linhas marrons, estamos nos aproximando das 95-97 semanas de idade. O objetivo estabelecido há alguns anos era 2020. Estamos nos aproximando dele e já há muitas empresas que estão perto dos 500 ovos nas marrons. 43 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


Quais são as exigências dos clientes latinoamericanos? Na América Latina, o desempenho dos produtos é algo que os produtores nos pedem constantemente, a viabilidade e a produtividade que se apresenta nas diferentes regiões, climas e ambientes. Quais são as metas do futuro na América Latina?

entrevista

Em praticamente toda a América Latina, quando se compara com outras regiões do mundo, o crescimento anual do ovo é muito pequeno. Então, é preciso aproveitar todas as oportunidades que surgem aos distribuidores e produtores para melhorar esse crescimento. Isso, de acordo com as diferentes organizações, inclusive a “Associação LatinoAmericana do Ovo”, que tem estatística da maioria dos países e que nos mostram isso. Este crescimento, realmente não é tão grande como ocorre na Ásia e em outras regiões.

Gregorio López Ph.D. Gerente de Área do México e América Central da Hendrix Genetics

O Gerente de Área do México e América Central da Hendrix Genetics, Gregorio López Ph.D. nos contou sobre como esta casa genética opera e quais suas particularidades, dependendo do país. Qual a principal característica das reprodutoras que vocês vendem? Na área onde trabalho, os principais produtos são a Bovans White, no México, que tem boa participação, com 65% do mercado mexicano. É o maior mercado em ovos no mundo, com 130 milhões de poedeiras, sendo 95% a 96% ovos brancos e o restante ovos marrons. Depois temos outros produtos na América Central como a Dekalb White, que é a reprodutora que temos na Nicarágua, Honduras e Guatemala. Isso porque o mercado centroamericano gosta do ovo maior e branco. Em certos países, como Costa Rica e Panamá, entre outros, preferem o ovo marrom. Então, para estes mercados temos galinhas bem reconhecidas como a Isa Brown.

44 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


Eng. Martín Palominos Pecuária San Francisco

Por que o mercado opta pelos produtos da genética Hendrix? A Hendrix Genetics é uma empresa muito reconhecida. Os produtos se destacam porque são muito competitivos e confiáveis, têm muito boa produtividade, com baixa mortalidade, ou alta viabilidade. A produtividade é alta e as características da qualidade do ovo são muito boas, então é um produto muito aceito pelo mercado. Que serviços técnicos vocês oferecem? Nós não apenas entregamos um produto, como o acompanhamos até que tenha um desempenho aceitável, ainda que seja em condições difíceis, quer seja por questões de enfermidades, ou nutricionais. O que a Hendrix Genetics espera para o futuro em termos de México e América Central? Bom, o que queremos é basicamente a satisfação do cliente porque isso nos ajuda a ganhar mais clientes. Temos uma boa posição no mercado do México e América Central e queremos mantêla. Nestes momentos nos interessa ter nossos clientes satisfeitos e estamos contentes com a participação que temos. Sabemos que nossos produtos, com o tempo, terão participação ainda maior.

O Eng. Martín Palominos, da Pecuária San Francisco, no Peru, nos relata sua experiência com a Hendrix. Por que você escolheu a genética Hendrix? Eu a conheço porque também sou distribuidor da linha de suínos Hypor. Sei da seriedade, o avanço genético com o qual estão sempre preocupados e sabia que esta empresa tem boas alternativas em postura. Isso porque estamos há 12 anos trabalhando com poedeiras, vendendo ovos comerciais. No entanto, começamos a vender pintainhas para postura e, pelo volume, queríamos escolher uma boa alternativa de reprodutora no mercado. Dentre as alternativas, escolhemos a Dekalb, que é uma das linhas da Hendrix e estamos encantadíssimos com a decisão, já temos um milhão de galinhas em produção.

entrevista

A produtividade é alta e as características da qualidade do ovo são muito boas, então é um produto muito aceito pelo mercado

Quantas franguinhas de postura vocês vendem? Tivemos muito boa recepção. Começamos há apenas dois meses e vendemos aproximadamente 100 mil pintainhas de postura, com uma excelente expectativa de crescer. Quando vende, qual característica da pintainha você destaca? Bom, a maior garantia é o resultado na produção e imunidade da galinha, acompanhado de todo o estudo genético que é constante na Hendrix. Isto me dá garantia de obter um bom resultado, com um produto geneticamente são e homogêneo. O mercado está trabalhado para um ovo com permanência de cor com uma galinha de mais idade, que o ovo não seja muito grande, galinhas que iniciam a postura cedo, o que garante a rentabilidade do produtor.

45 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


D. Jorge García Proprietário da Inversiones Avipecuarias S.A.

Don Jorge García, proprietário da Inversiones Agropecuarias S.A. também avaliza a Hendrix. Qual sua ligação com a Hendrix? Há 15 anos tenho a representação da linha genética de poedeiras Hisex Brown, da Hendrix, no Peru e vendemos em todo o país. Que percentual a sua empresa tem do mercado peruano?

entrevista

Temos aproximadamente 27% do mercado nacional de pintainhas de postura, que são distribuídas em todo o Peru, sendo a segunda empresa em venda de franguinhas, depois da San Fernando. Por que vocês escolheram essa linha da Hendrix Genetics? Nós comercializamos a Hisex Brown porque se adequa muito ao mercado peruano por ter ovos de peso médio, ou seja, que não são muito grandes. As famílias peruanas preferem ovos de tamanho mais comercial para ter um número maior de ovos por quilo. Além disso, 99% do mercado nacional consome ovo marrom, enquanto apenas 1% consome o branco.

Quais características você destacaria na pintainha? O forte da Hisex Brown está na persistência dos ovos. É uma galinha que está chegando hoje a 100 semanas de idade produzindo cerca de 500 ovos por ave alojada, o que a posiciona como uma galinha altamente produtiva. Quanto ao abastecimento, de onde vem a genética Hendrix que atende o Peru? Nós importamos do Brasil, podemos trazer também da França, só que fica mais barato trazer do Brasil. A Hendrix melhorou não apenas a genética, como também a logística para fazermos as franguinhas chegarem às granjas com qualidade e rapidez. Em relação a serviços técnicos, a Hendrix presta algum tipo de suporte a vocês? Claro. A Hendrix nos visita a cada quatro meses, aproximadamente, com grupos auditando o que fazemos nas granjas. Por que o cliente escolhe vocês? Porque temos um produto de muito boa qualidade, livre de doenças, os parâmetros produtivos da galinha, como já disse, são muito bons não havendo nada parecido na concorrência. Geneticamente, nossos produtos são os melhores.

46 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


Edouard Perrault Diretor de vendas da Sasso

entrevista

Por sua vez, o Diretor de vendas da Sasso, Edouard Perrault, explicou que há dois anos a genética da Sasso passou a ser incorporada pela Hendrix Genetics. O propósito da Hendrix era ter uma genética diferenciada de frango de corte, diante da demanda mundial de proteína de melhor qualidade que a oferecida pelo frango convencional. Apesar de se tratar de uma demanda de nicho, vem crescendo de forma considerável em vários países. Como se dá a presença dessa genética na América Latina? Na América Latina é um pouco diferente já que é usado no mercado que chamam de frango crioulo. Trata-se de um mercado muito importante. Vendemos de 350 a 400 mil reprodutoras do México à Argentina. O mercado está nas áreas rurais, onde a gente não tem capacidade de produzir frangos de maneira industrial. Então, nessas áreas compram a nossa genética porque são frangos muito resistentes, rústicos, fáceis de produzir, sem necessidade de ração perfeitamente balanceada, com bom rendimento tanto para altitudes como climas quentes. Então, a gente desenvolveu uma economia lateral. A verdade é que são mercados que continuam crescendo.

47 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


Qual a participação da Sasso no mercado da América Latina? Temos 80% do mercado já que fomos os primeiros a entrar na região. Quais os países que mais compram esta genética? Neste momento, os países que mais compram este tipo de reprodutoras são México, Brasil, Colômbia, Panamá, Gautemala e Costa Rica.

entrevista

Quais as expectativas futuras da Sasso para essa região? Estamos trabalhando no Peru, Equandor e Bolívia, que são os grandes mercados com os quais esperamos desenvolver devido ao grande número de pessoas que habitam as áreas rurais e que é um mercado hoje descoberto. Realmente, temos uma grande expectativa para a comunidade andina.

A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana

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48 aviNews Brasil Dezembro 2019 | A genética da Hendrix alinhada com a avicultura latino-americana


Suas aves protegidas por toda a vida. O vírus vacinal se replica em vários órgãos1.

Não lesiona a Bolsa de Fabricius2.

VAXXITEK® HVT + IBD é uma vacina vetorizada de alta tecnologia que protege a ave contra Gumboro e Marek, sem prejudicar o sistema imunológico3. (1) Belote, BL, Westphal, P, Pickler, L., Kraieski, AL, Santin, E. Avaliação da resposta imune e histologia da bolsa cloacal em frangos vacinados com vacina vetorial HVT-IBD e desafiados com cepa Moulthop G603 do vírus da doença de Gumboro. Archieves of Veterinary Science v22, n.4, p.130-159, 2017. (1) Rautenschein, S; Simon, B; Jung, A; Poppel, M; Pradini, F; Lemiere, S. Protective efficacy of Vaxxitek HVT-IBD in commercial layers and broilers against challenge with very virulent infectious bursal disease virus. 16th WVPAC Marrakesh, November 8th-12th, 2009.

(2) Ingrao, F; Rauw, F; Lambrecht, B; Van der Berg, T. Infectious Bursal Disease: A complex host-pathogen interacion. Developmental and Comparative Immunology, 41 (2013) 429-438. (3) Rautenschlein, S; Lemiere, S; Simon, B; Prandini, F. A comparison of effects on the humoral and cell mediates immunity between an HVT IBD vector vaccine and an IBDV Immune Complex vaccine after in-ovo vaccination of commercial broilers. XXII WVPZ Congress, Cancun, Mexico. p.810-823, 2011. (3) Ingrao, F; Rauw, F; Lambrecht, B; Van der Berg, T. Infectious Bursal Disease: A complex host-pathogen interacion. Developmental and Comparative Immunology 41 (2013) 429-438.


PREVENÇÃO & CONTROLE

VÍRUS DA BRONQUITE INFECCIOSA AVIÁRIA DO

patologia

Mark W. Jackwood Departamento de Sanidade de Populações Laboratório de Diagnóstico e Pesquisa Avícola Faculdade de Medicina Veterinária Universidade da Geórgia

O vírus da Bronquite Infecciosa Aviária (do inglês, IBV) é um coronavírus altamente contagioso, que afeta o trato respiratório superior das aves.

51 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária


Iniciallmente, para a tipificação do IBV são usados testes a base de anticorpos neutralizantes. Porém, atualmente, o tipo de IBV é identificado geneticamente a partir da sequência da glicoproteína da “espícula” vírica (do inglês, spike). O tipo genético do vírus circulante no campo pode fornecer informação para selecionar uma, ou mais vacinas comerciais disponíveis para sua prevenção e controle. Trata-se de um vírus RNA que, por natureza, pode mudar rapidamente quando se replica dentro do hospedeiro.

patologia

Existem múltiplos tipos de IBV (e variantes desses tipos) com pouca, ou nenhuma capacidade de reação cruzada. Por isso, o desenvolvimento de uma vacina contra, unicamente um tipo do vírus, provavelmente não proporcione proteção adequada contra outro tipo.

Isso implica que, usar uma vacina homóloga ao vírus circulante é a melhor estratégia para garantir o sucesso. Se não existe uma vacina homóloga, a combinação de vários tipos vacinais de IBV, às vezes, pode proporcionar uma proteção aceitável e cumprir o objetivo de reduzir a replicação do vírus de campo para prevenir, ou minimizar sua transmissão.

Inúmeros estudos foram realizados para examinar as distintas combinações de tipos vacinais de IBV, frente à variante do vírus e esta informação pode ser extremamente valiosa para desenvolver uma estratégia vacinal. No entanto, atualmente é impossível predizer qual combinação de tipos vacinais proporcionará um nível aceitável de proteção contra novas variantes circulantes do vírus no campo. A única forma de saber com segurança se uma combinação de vacinas proporcionará a proteção adequada é realizar estudos de desafio em frangos.

52 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária


A Bronquite Infecciosa Aviária é uma doença infecciosa do aparato respiratório superior de distribuição mundial, que afeta os frangos. É uma doença muito importante do ponto de vista econômico, ao causar perdas de milhões de dólares anuais à indústria avícola, devido a reduções da produção, condenações no processamento e mortalidade. Também provoca perdas em reprodutoras e poedeiras por infecções com cepas do vírus que provocam lesões renais, diarreia e desidratação.

VACINAS VIVAS

Normalmente, as vacinas vivas são administradas aos pintinhos de um dia na planta de incubação e, às vezes, no campo aos 14-18 dias de vida.

VACINAS INATIVADAS

O patógeno causador da doença é o vírus da Bronquite Infecciosa Aviária (IBV), um vírus RNA encapsulado. Atualmente, a melhor e única estratégia para controlar este vírus é o uso de vacinas vivas atenuadas e inativadas.

As vacinas inativadas, que devem ser injetadas, são utilizadas depois da primo-vacinação (com vírus vivo) em reprodutoras e poedeiras para prolongar a imunidade durante a vida dos lotes.

Independentemente do tipo de vacina empregada, é difícil alcançar uma proteção completa, dado que os diferentes tipos de IBV não geram proteção cruzada.

Além disso, é difícil aplicar as vacinas vivas e inativadas corretamente, uma vez que falhas dos equipamentos, manejo inadequado das vacinas, uma técnica de administração deficiente e a diminuição das doses fazem com que os lotes não estejam protegidos adequadamente. Vacinamos contra o IBV para prevenir sinais clínicos da doença, porém as vacinas também podem reduzir a replicação e transmissão dos vírus patógenos de campo. Da mesma forma que todos os vírus RNA de sentido positivo, o IBV pode mutar rapidamente quando se replica. Isso é importante, já que essas mutações são uma fonte de novas variantes do virus, que podem se replicar e ser transmitidos, inclusive, em aves vacinadas.

patologia

INTRODUÇÃO

A vigilância (ou monitoramento) dos tipos de IBV circulantes no campo é crítica e componente imprescindível de uma estratégia de controle exitosa. O diagnóstico do IBV é realizado, quase exclusivamente, a partir de técnicas de biologia molecular. O RNA vírico pode ser detectado a partir de teste RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerasa a partir de Transcriptase Reversa) e por RT-PCR em tempo real. Os testes estão projetados para detectar todos os tipos de IBV e isso é acompanhado pela sequenciação do gen S1, que permite determinar o tipo genético, ou a partir de uma prova RT-PCR em tempo real de tipo específica. Determinar o (os) tipo(s) de IBV circulante no campo é necessário para selecionar vacinas efetivas e projetar as estratégias vacinais apropriadas para o controle do vírus.

53 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária


VARIANTES DO IBV A alta taxa de modificações genéticas experimentada por esse vírus contribui para a circulação de muitos tipos (variantes) diferentes no campo.

patologia

O tipo de vírus está determinado pela proteína da espícula localizada na superfície do vírus. Isso significa que diferentes tipos de vírus têm distintas proteínas nas espículas. A diversidade antigénica (variantes do vírus) surge quando ocorrem mutações, inserções, deleções e recombinações no gen que codifica a proteína da espícula. Isso pode resultar na presença de uma proteína espicular significativamente diferente na superfície do vírus e, em consequência, um novo IBV genética e antigénicamente.

IBV E SUA TRANSMISSÃO

Quando o vírus tem liberdade para se replicar e transmitir-se a aves não expostas, ou parcialmente protegidas, as mutações se acumulam e as que se apresentarem enquanto uma vantagem adaptativa se manterão.

Uma vacinação efetiva contra IBV reduz significativamente a replicação do vírus e evita sua transmissão. A média de novas infecções produzidas a partir de um só indivíduo infectado é conhecida como número RO e para IBV esse número é 19,95.

Se as mutações ocorrem no gen da espícula, o resultado pode ser a aparição de um novo tipo de IBV, contra o qual as vacinas talvez possam, ou não, ser efetivas.

Isso significa que apenas uma ave infectada pode transmitir o vírus a quase 20 aves suscetíveis. No entanto, o número RO de uma ave completamente protegida é 0,69.

Existem inúmeras variantes diferentes de IBV em todo o mundo. Nos EUA os vírus predominantes que circulam nas aves comerciais são:

Quando o RO é maior que 1, o foco continuará se propagando, enquanto se apresentar-se inferior a 1 acabará desaparecendo.

GA08 GA13 DMV/1639. Os tipos Arkansas e Mass também são isolados, porém, geralmente se associam a vírus vacinais.

Portanto, a vacinação tem dois objetivos:

1

Reduzir o RO a um número inferior a 1 para evitar a propagação do vírus.

2

Reduzir a replicação do vírus, limitando assim a possibilidade de aparecimento de novos vírus.

54 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária


Tratamos de controlar o IBV a partir da vacinação e, para poder desenvolver uma estratégia de vacinação efetiva, é necessário conhecer quais tipos de vírus circulam na região e que pretendemos controlar. Por isso, é importante contar com um programa de vigilância adequado para conhecer as variações dos vírus presentes e poder, consequentemente, atualizar as vacinas a serem utilizadas. É frequente a falta de proteção, ou a proteção parcial contra o vírus de campo pelo fato de a(s) vacina(s) empregada(s) conferirem uma proteção cruzada pobre ou resultante de uma técnica de vacinação incorreta. De fato, a administração de vacinas é crucial e sua aplicação incorreta é uma causa comum de falhas vacinais contra IBV. O equipamento de vacinação deve funcionar corretamente Deve-se administrar as doses completas A vacina deve ser preparada seguindo as instruções do fabricante Deve-se manter a vacina refrigerada

A aplicação incorreta da vacina pode resultar em uma reação severa devido à transmissão do vírus de aves vacinadas a aves não vacinadas, o que, além de tudo, pode terminar na reversão do vírus vacinal a uma forma mais virulenta.

Estudos realizados em nossos laboratórios, ainda não publicados, demonstram que se pode administrar simultaneamente 3, ou até 4 tipos vacinais diferentes, com bons resultados. Outros comprovam que o intervalo ideal entre a vacinação inicial e a seguinte é aproximadamente 2 semanas. Além disso, nem todas as vacinas contra IBV são iguais e alguns tipos vacinais demonstraram proporcionar uma melhor proteção cruzada que outros. Adicionalmente, o nível da resposta imunitária e o número de vacinações recebidas pode maximizar o desenvolvimento de uma imunidade com proteção cruzada. Novamente é importante considerar que não se pode predizer, confiavelmente, a proteção cruzada em frangos, sendo necessário fazer testes de vacinação e desafio das aves. Desenvolver uma estratégia de vacinação a partir de vacinas homólogas, ou uma combinação de vacinas heterólogas administradas várias vezes, é importante para o controle do IBV, já que reduz a replicação do vírus de campo para abaixo dos níveis de transmissão, previne, ou pelo menos retarda o aparecimento de novas variantes antigénicas capazes de provocar doença.

55 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária

patologia

CONTROLE DO IBV

Estabeleceu-se que IBVs com proteínas totalmente diferentes em suas espículas não geram proteção cruzada e as vacinas vivas atenuadas homólogas proporcionam a melhor proteção. No entenato, não dispomos de vacinas vivas atenuadas e homólogas para todos os tipos distintos de IBV presentes nos frangos. Por isso, são administrados diferentes tipos de vacinas simultaneamente na mesma vacinação, ou de forma sequencial em duas, ou mais vacinações subsequentes, com o objetivo de estimular uma proteção cruzada.


CONCLUSÕES O IBV é um coronavírus aviário com distribuição global, que provoca perdas econômicas sigificativas. O controle do IBV é realizado, principalmente, a partir da aplicação de vacinas vivas atenuadas e inativadas, porém, é difícil alcançar uma boa proteção devido à falta de proteção cruzada entre os diferentes tipos de vírus.

patologia

Os diferentes tipos de IBV surgem como consequência da replicação do vírus e, apesar de a recombinação poder cumprir um importante papel, historicamente foi a replicação, com a ocorrência de mutações, deleções e inserções no gen da glicoproteína da espícula e sua acumulação ao longo do tempo (deriva genética), a que resultou na aparição de novos tipos do mesmo. Se a vacinação não é realizada corretamente, ou se não se aplica o tipo, ou combinação de tipos vacinais adequados, conseguir-se-á apenas uma proteção parcial, o que permite que os vírus de campo continuem se replicando e transmitindo entre os frangos, aumentando assim a possibilidade de produção de mutações.

Realizar uma vigilância adequada e periódica dos vírus presentes no campo é uma parte essencial de um programa de controle de IBV. É crítico conhecer os tipos de IBV que circulam atualmente em uma região concreta para garantir que as vacinas e o programa vacinal selecionados constituam a melhor estratégia para controlar esta doença de grande relevância econômica.

Para obter mais informações sobre o envio de amostras para a detecção e identificação do IBV, acesse a página: https://vet.uga.edu/pdrc/diagnostic-lab.

Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária

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56 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Prevenção e controle do vírus da Bronquite Infecciosa Aviária


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TRATAMENTOS TÉRMICOS

EFEITOS SOBRE OS NUTRIENTES, MICROBIOLOGIA & QUALIDADE FÍSICA DO ALIMENTO Antonio Apércio Klein

O

custo da alimentação tem significativa importância na produção animal, já que o alimento representa cerca de 70% do custo do animal vivo, ou dos produtos derivados. Portanto, maximizar o uso do alimento, melhorando o índice de eficiência produtiva através da melhora da conversão alimentar, reduzindo o impacto negativo dos micoorganismos, é indispensável para a viabilidade econômica e ambiental. Uma das formas para melhorar essa eficiência é por meio do tratamento térmico do alimento.

Este texto objetiva indicar alguns parâmetros referenciais de operação para os diferentes processos, com ênfase na peletização e expansão, além de fórmulas classificadas como de alto conteúdo de amido (frangos de corte e suínos em crescimento e terminação), tentando melhorar os resultados com o uso destes processos. Trata-se de um tema muito controverso, onde aparecem dúvidas e incertezas relacionadas a alguns fatores e parâmetros, tanto nas empresas, como nos diferentes trabalhos científicos disponíveis. Além disso, também há vários aspectos que necessitam ser estudos com maior profundidade. No entanto, neste trabalho, tentaremos oferecer algumas orientações práticas e operacionais.

59 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento

nutrição

Consultor na AGROPEC, Consultoria Ltda


Principais variáveis trabalhadas nos tratamentos térmicos: Estas variáveis podem ser trabalhadas com diferentes intensidades correlacionadas e dependerão, basicamente, do tipo de alimento tratado, dos objetivos definidos e da estrutura dos processos.

TEMPERATURA UMIDADE TEMPO PRESSÃO

nutrição

Principais tratamentos térmicos utilizados na fabricação de alimentos balanceados: 1

2

Termo-acondicionamento: Tratamento térmico sem mudança do formato físico. Consiste em aquecer o alimento, em geral via calor indireto; e tem como objetivo básico fazer a higienização do alimento, ou seja, reduzir, ou eliminar microorganismos. Usados mais para reprodutoras de aves e postura comercial com o objetivo de manter a vantagem da granulometria. Peletização: É o processo mais usado na indústria de alimentos balanceados, em especial para animais de produção econômica (suínos, aves, bovinos). Neste processo, o alimento em farinha é transformado em grânulos (pellets). É o processo mais conhecido e onde acontecem menos dúvidas sobre a viabilidade econômica e operacional.

3

4

Expansão: Esse processo usa a variável pressão com maior intensidade e, normalmente, é usado como processo de intensificação do condicionamento em linhas de peletização. Também é usado para tratar termicamente (expandir) produtos individuais, ou em conjunto como milho, soja, trigo, tortas etc. Extrusão: É o processo mais complexo e trabalha com maior intensidade as variáveis. Em função de seu custo, em geral, não é

economicamente viável, a não ser para alimentos para animais de companhia e peixes.

60 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


Principais objetivos dos Tratamentos Térmicos:

Especificações referenciais para a qualidade física (ver adiante). Alterar quimicamente/bromatologicamente os nutrientes para que a formação dos grânulos seja possível de maneira estável e também para melhorar a digestibilidade. Busca-se três ações:

Reduzir/eliminar micoorganismos: Especificações referenciais: Bactérias e fungos totais: Animais de produção: <10.000 ufc/gr e reprodutoras 1.000 ufc/gr. Enterobactérias: Animais de produção: <1.000 ufc/gr e

reprodutoras 100 ufc/gr de alimento. Livre de Salmonella

nutrição

Alterar fisicamente o alimento: transformar o alimento farináceo em grânulos de formatos variados. Facilita a ingestão, tornando o alimento mais atrativo, gerando menos desperdícios.

Gelatizinação do amido: (Peletização 20 a 35%, Expansão 40 a 70%). Apesar de ser menos intensa na peletização, é determinante para a resistência dos pellets. Plastificação das partículas orgânicas. Fundamental para estabelecer forte aderência entre as partículas. Permeabilidade das paredes celulares. Facilita a penetração e ação dos sucos digestivos.

61 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


Cáclculo do retorno do investimento com base em algumas premissas previamente estabelecidas para frangos no Brasil, Maio de 2018 Para o processo de peletização: PROJEÇÃO RETORNO INVESTIMENTO PARA PREMISSAS ESTABELECIDAS - PESO MÉDIO VIVO 2,80 kg Linha de produção → Conversão Alimentar → Demonst. Resultados (R$/MIL) (-) (=) (-) (=)

ano 0

GANHO BRUTO Custos Operacionais Resultado Bruto IRPJ/CSLL (34%) Resultado Líquido

FLUXO DE CAIXA (R$/MIL) (+) (-)

100 mil aves/ dia = 1 L a 25Ton / hora 3,50% 4,50%

Resultado Bruto Depreciação/Amort IRPJ/CSLL (34%) Fluxo de Caixa Livre

ano 0

ano 0

TAXA MÍNIMA DE RETORNO

12,0%

CAIXA DESCONTADO (4.150,0) CAIXA DESCONTADO - ACUMUL (4.150,0)

nutrição

ano 2 4.177,9 1.980,3 6.158,2 (2.093,8) 4.064,4

ano 1

ano 2

ano 0

ano 0

ano 1

ano 2

5.371,6 1.980,3 7.351,9 (2.499,6) 4.852,3

5.371,6 1.980,3 7.351,9 (2.499,6) 4.852,3

ano 0

ano 1

ano 2

ano 1

ano 2

14.622,7 5.722,9 20.345,7 (6.917,5) 13.428,1

14.622,7 5.722,9 20.345,7 (6.917,5) 13.428,1

ano 1

ano 2

ano 0

6.158,2 6.158,2 7.351,9 7.351,9 20.345,7 415,0 415,0 415,0 415,0 1.020,0 (2.093,8) (2.093,8) (2.499,6) (2.499,6) (6.917,5) (4.150,0) (4.150,0) (10.200,0) (4.150,0) 4.479,4 4.479,4 (4.150,0) 5.267,3 5.267,3 (10.200,0) 14.448,1

VIABILIDADE ECON-FINANCEIRA

VALOR PRESENTE LÍQUIDO TAXA INTERNA DE RETORNO PAYBACK DESCONTADO PAYBACK SIMPLES

ano 1 4.177,9 1.980,3 6.158,2 (2.093,8) 4.064,4

350 mil aves/ dia = 2 L a 40= 80 Ton / hora 3,50% 4,50%

ano 1

ano 2

ano 0

ano 1

ano 2

12,0%

ano 0

4.702,9 552,9

ano 1

ano 2

18.800,7 5,722,9 24.523,6 (8.338,0) 16.185,6

18.800,7 5,722,9 24.523,6 (8.338,0) 16.185,6

ano 1

ano 2

20.345,7 24.523,6 24.523,6 1.020,0 1.020,0 1.020,0 (6.917,5) (8.338,0) (8.338,0) (10.200,0) 14.448,1 (10.200,0) 17.205,6 17.205,6

ano 1

ano 2

ano 0

12,0%

3.999,5 3.571,0 (4.150,0) (150,5) 3.420,5 (4.150,0)

21.159,7 107,9% 1 ANO E 1 MÊS 0 ANOS E 11 MESES

ano 0

ano 0

ano 1

ano 2

12,0%

4.199,0 (10.200,0) 12.900,1 11.518,0 (10.200,0) 15.362,1 13.716,2 4.751,9 (10.200,0) 2.700,1 14.218,1 (10.200,0) 5.162,1 18.878,3

25.611,2 126,9% 0 ANOS E 11 MESES 0 ANOS E 9 MESES

71.435,2 141,6% 0 ANOS E 9 MESES 0 ANOS E 8 MESES

87.015,3 168,7% 0 ANOS E 8 MESES 0 ANOS E 7 MESES

Para o processo de peletização + expansão, considerado somente o ganho e o custo adicional do processo de expansão. PROJEÇÃO RETORNO INVESTIMENTO PARA PREMISSAS ESTABELECIDAS - PESO MÉDIO 2,80 kg - EXPANSÃO AVES Linha produção → Conversão Alimentar → Demonst. Resultados (R$/MIL)

100 mil aves/ dia = 1 L a 25Ton / hora 1,50% 2,50% ano 0

GANHO BRUTO (-) Custos Operacionais (=) Resultado Bruto (-) IRPJ/CSLL (34%) (=) Resultado Líquido FLUXO DE CAIXA (R$/MIL) (+) (-)

ano 1

ano 2

ano 0

1.748,9 1.748,9 (1.085,7) (1.085,7) 663,2 663,2 (225,5) (225,5) 888,6 437,7 ano 0

ano 1

Resultado Bruto 663,2 Depreciação/Amot 80,0 IRPJ/CSLL (34%) (225,5) Investimento (800,0) Fluxo de Caixa Livre (800,0) 517,7

VIABILIDADE ECON-FINANCEIRA

ano 0

TAXA MÍNIMA DE RETORNO

12,0%

ano 2

ano 2

ano 0

663,2 80,0 (225,5) (800,0) 517,7 (800,0) ano 2

ano 0

CAIXA DESCONTADO (800,0) 462,2 CAIXA DESCONTADO - ACUMUL (800,0) (337,8)

412,7 74,9

(800,0) (800,0)

ano 1 1.829,1 80,0 (621,9) 1.287,2 ano 1

ano 2

ano 0

ano 1

ano 2

6.121,2 (2.850,1) 3.271,1 (1.112,2) 2.158,9

6.121,2 (2.850,1) 3.271,1 (1.112,2) 2.158,9

ano 1

ano 2

ano 2

ano 0

ano 1

ano 2

12,0% 1.149,3 349,3

ano 0

ano 0

ano 1

ano 2

10.201,9 (2,850,1) 7.351,9 (2.499,6) 4.852,2

10.201,9 (2,850,1) 7.351,9 (2.499,6) 4.852,2

ano 1

ano 2

1.829,1 3.271,1 3.271,1 7.351,9 7.351,9 80,0 200,0 200,0 200,0 200,0 (621,9) (1.112,2) (1.112,2) (2.400,6) (2.400,6) (2.000,0) (2.000,0) 1.287,2 (2.000,0) 2.358,9 2.358,9 (2.000,0) 5.052,2 5.052,2

12,0%

2.125,1 64,3% 1 ANO E 10 MESES 1 ANO E 7 MESES

ano 0

2.914,8 2.914,8 (1.085,7) (1.085,7) 1.829,1 1.829,1 (621,9) (621,9) 1.207,2 1.207,2

ano 1

VALOR PRESENTE LÍQUIDO TAXA INTERNA DE RETORNO PAYBACK DESCONTADO PAYBACK SIMPLES

ano 1

350 mil aves/ dia = 2 L a 40= 80 Ton / hora 1,50% 2,50%

ano 0

ano 1

ano 2

12,0%

1.026,2 (2.000,0) 2.106,2 1.880,5 (2.000,0) 4.510,9 4.027,6,2 1.375,4 (2.000,0) 106,2 1.986,7 (2.000,0) 2.510,9 6.538,5

6.473,0 160,9% 0 ANOS E 8 MESES 0 ANOS E 7 MESES

11.328,4 117,9% 0 ANOS E 11 MESES 0 ANOS E 10 MESES

26.546,2 252,6% 0 ANOS E 5 MESES 0 ANOS E 5 MESES

Para alcançar os objetivos econômicos e operacionais, é necessário entender como os processos de tratamento térmico afetam os nutrientes, a microbiologia e a forma física do alimento.

62 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


Tratamentos térmicos: Principais impactos sobre os alimentos e processos subsequentes Os Nutrientes

A proteína melhora até um certo ponto, depois se estabiliza e mais adiante aumentam os riscos da desnaturação excessiva. As vitaminas, enzimas, medicamentos e outros complementos são perdidos desde o princípio, o que se instensifica à medida que intensifica-se as variáveis usadas. Estes danos dependem do tipo/sensibilidade e da proteção que apresentam.

Tendência de como os Nutrientes são afetados com o Tratamento Térmico e Recomendações de Tempos de Retenção no Acondicionador

TEMPERATURA

Como regra geral e dentro dos limites recomendados para o uso das variáveis nos tratamentos térmicos, o amido tende a melhorar a digestibilidade à medida que as variáveis se intensificam.

Figura 3. Os nutrientes

95 90 85 80 75 70 65

40 a 45 segundos - PB 40 a 80 (120) segundos - PEN 40 a 60 (80) segundos - Agropec

20 30 40 50 60 70 80 90

100 110 120

SEGUNDOS Amido Proteína Vitaminas e enzimas

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Nutrição Animal de Qualidade


Microbiologia: Redução/Eliminação nutrição

Regra geral: Quanto mais intenso seja o uso das variáveis, maior será a redução dos microorganismos. Regra Prática: 40 segundos é suficiente para eliminar praticamente todos os microorganismos de maior risco, em especial as salmonellas, desde que a temperatura seja superior a 80oC (ideal 82 a 85oC) e a umidade acrescida via vapor, seja pelo menos de 3%.

Figura 4. Misturador. Mesmo que a redução de

É fundamental que o alimento seja fluidizado no acondicionador e que se mescle bem com o vapor. Na prática, devemos verificar que a cobertura do acondicionador esteja limpa.

64 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


Qualidade Física A qualidade física dos pellets melhora com a intensidade do uso das variáveis (temperatura, umidade, tempo e pressão).

Falta, ou deficiência, de um bom procedimento de limpeza e desinfecção nas paradas longas do processo. Quando as paradas são superiores a 3-4 horas, devemos fazer uma limpeza e desinfecção completas. Resfriamento e secagem deficiente. Manter atividade da água do alimento < 0,65%, máx 0,70%. Manter a diferença de temperatura pellets x ambiente < 8 ºC, máx 10ºC. Não usar ar contaminado para resfriamento e secagem. Restringir acesso à área de tratamento térmico. Ter equipamentos/silos/caminhões inadequados e/ou limpeza e desinfecção insuficiente desde a planta até o comedouro.

A pressão de compactação, apesar de ser importante, sem gelatinização e plastificação, não vai gerar resistência duradoura.

Como regra geral, a planta de alimentos deveria entregar os pellets dentro de uma qualidade física específica. Com base na literatura e alguns padrões referenciais, podemos considerar pellets de qualidade:

nutrição

microorganismos seja bastante eficiente na peletização, ainda temos grandes riscos de contaminação como:

A Qualidade física dos pellets depende muito do processo de acondicionamento. Sem uma boa gelatinização e plastificação não se consegue boas pontes de união entre as partículas.

PDI (Pellets Durability Index): > 90%. Método referencial: Professor Pfost – Kansas University. Dureza: Suínos: +- 2,5 kgf/mm2 Aves: +- 3 kgf/mm2. Método referencial Kahl. Outros Wagner, Schleuniger. Percentual de Pellets, ou de finos: Esse é o indicador mais importante, em especial, para aves. Algumas referências: % finos saída resfriadora: < 5% (máx 8%). % finos saída peneira: < 5% (ideal 2 a 3%) % finos saída planta: Com peneira < 5 a 6% Sem peneira < 8 a 10%. % finos no comedouro: < 30% (é o que interessa)

65 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


O importante é ter bastante pellets no comedouro. Com base em L. J. McKinney and R. G. Teeter, Oklahoma State University, Stillwater, Oklahoma 74078, pelo menos 70% de pellets. Figura 5. Dietário calórico por valores de mudanças na qualidade do pellet

Fonte: Predicting Effective Caloric Value of Nonnutritive Factors: I. Pellet Quality and II. Prediction of Consequential Formulation Dead Zones - L. J. McKinney and R. G. Teeter 1 Oklahoma State University. Stillwater, Oklahoma 74078

Qualidade do pellet

Até De

100

90

80

70

100

0

-4

-18

-41 -74 -84 -89 -96 -111

60

100% pellets para 90%= -4 MEn /Kg 100% pellets para 80%= -18 MEn /Kg 100% pellets para 70%= -41 MEn /Kg 100% pellets para 60%= -74 MEn /Kg 100% pellets para 20%= -111 MEn /Kg

Depois da saída da planta, os pellets sofrem uma série de impactos cuja intensidade depende da qualidade dos processos seguintes:

nutrição

Mudança de calorias (MEn/kg) atribuível à divergência da qualidade do pellet

Caminhão: O impacto sobre os pellets vai depender do tipo de caminhão, manejo da descarga e sobretudo do sistema de descarga. Principais tipos de caminhões e sistemas de descarga: Descarga pneumática: usado, principalmente, na Europa. Praticamente não danifica os pellets. Aumenta os finos entre 1 e 3%. Descarga mecânica: Normal: transportador helicoidal e sem orientação, ou limitações para descarga: quebra de pellets aproximada, dependendo um pouco da resistência: 20- 30%.

50

40

30

20

% de pellets Perda MEn/Kg

Depois dos 50% o impacto é mais suave

Normal melhorado: com transferência dos produtos entre roscas com sistema hidráulico, transportador com diâmetro maior e restrições de velocidade da descarga. Neste caso, a ruptura pode ser reduzida entre 8 e 12%, em pellets de boa qualidade (PDI > 90%). Transporte do silo da granja ao comedouro. Não há muita informação acadêmica sobre esse tema. Na prática, com base em diferentes avaliações em empresas, é possível concluir que podemos ter, dependendo do tipo e grau de automatização da granja, uma quebra semelhante à

registrada no caminhão.

Normal com restrições de velocidade de descarga e diâmetro da rosca maior: pode-se estimar uma redução na quebra, comparado à condição anterior, na ordem de 5 a 10%.

66 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


Quanto maior for a intensidade das variáveis usadas nos tratamentos térmicos, melhor será a qualidade física e maior a capacidade de reduzir/eliminar microorganismos, porém, em contrapartida, os riscos de danificar os nutrientes serão maiores. A questão chave é encontrar o equilíbrio entre potenciais ganhos e possíveis perdas.

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OPORTUNIDADES

Um dos maiores desafios da indústria de alimentos compostos, em termos de processamento, são os tratamentos térmicos. Tudo indica que temos grandes oportunidades e, ao mesmo tempo, grandes desafios. As principais oportunidades são: Melhorar a qualidade nutricional, buscando o equilíbrio entre ganhos potenciais e riscos. Manter a qualidade física até o comedouro.

nutrição

Eliminar os microorganismos patogênicos, sem que haja recontaminação nos processos seguintes.

DESAFIOS

Considerações Finais:

Os desafios começam no projeto, pois a qualidade física e a produtividade são definidas no projeto e caminham em sentidos contrários. Por isso, sugerimos não comprar equipamentos e sim processos com as especificações de qualidade e produtividade definidas. Para produzir com qualidade será necessário investir em máquinas maiores e mais seguras, investir em peneiras para separar os finos e na adição de líquidos post pellets. Ainda há muitas dúvidas que devem ser estudadas e cientificamente esclarecidas sobre este tema, o que é um desafio para as empresas, universidades, centros de pesquisa.

Assim, sem pretenção de esgotar o assunto, ser dono da verdade e não dar respostas prontas e definitivas, esperamos ter contribuído para avançar um pouco mais neste tema.

Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento

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68 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Tratamentos térmicos - efeitos sobre os nutrientes, microbiologia & qualidade física do alimento


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BRF: A VISÃO DA GIGANTE MUNDIAL SOBRE SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO

Entrevista com

Mariana Modesto Gerente executiva de sustentabilidade BRF

entrevista

Cerca de 90 mil colaboradores, mais de 12 mil produtores integrados, mais de 30 mil fornecedores e mais de 250 mil clientes globais. Quando se fala em BRF, não existem meias medidas, afinal, tratamos da maior exportadora de frango do mundo, além de líder em produção de suíno e frango no mercado brasileiro. Não é difícil imaginar o nível de interesse que as práticas produtivas adotadas pela gigante despertam em todos que formam a indústria avícola mundial. Com o objetivo de trazer aos seus leitores um pouco dessa experiência, a aviNews Brasil conversou com Mariana Modesto, gerente executiva de sustentabilidade da BRF.

Ela nos falou sobre o reforço estrutural da empresa no que se trata do tema de bem-estar animal. A divisão de sustentabilidade da BRF passou a contar, em 2018 com especialistas dedicados ao bem-estar animal na cadeia de suínos, no abate de aves e em agropecuária e transporte de aves (frango e peru).

Mariana também nos falou sobre inovação, que nos planos da BRF, vencedora do prêmio “As 100+ Inovadoras” na categoria indústria de alimentos, deverá representar 10% de sua receita até 2023.

Ela nos contou sobre a conexão dos projetos Indústria 4.0 e Agro 4.0, para conexão de toda a cadeia produtiva, desde as granjas de avós até as unidades industriais. Na entrevista você poderá se informar sobre o projeto piloto que contou com a instalação de sensores em 20 aviários na região de Toledo (PR), assim como os planos de lançamento, em 2020, de uma linha plant based sob a marca Sadia. Divirta-se!

70 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Entrevista com Mariana Modesto


aviNews - A BRF é a 2ª maior produtora e a maior exportadora mundial de frango. Domina 11,3% do comércio global de aves. Na visão da empresa, quais os principais desafios da indústria mundial de carne de frango, em termos de oferta de alimentos seguros?

aviNews - Na visão da BRF, existe equilíbrio entre as exigências da sociedade no que diz respeito ao bem-estar animal e o fato de a FAO diagnosticar que hoje existem 800 milhões de pessoas com restrições alimentares no mundo (restrições como um todo)? MM - Para a BRF, garantir acesso aos alimentos é a nossa essência – trazer vida melhor às pessoas, com alimentos saborosos, saudáveis, seguros e práticos. E na nossa visão, isso deve ser acompanhado de absoluta responsabilidade, em linha com os nossos pilares de segurança, qualidade e integridade. O bem-estar animal faz parte dessa estratégia, é um compromisso que está ligado ao desenvolvimento sustentável do nosso negócio. Temos uma área robusta focada em BEA em toda a nossa produção e visamos ser cada vez mais transparentes em relação aos nossos processos.

aviNews - Em termos de bem-estar animal, qual a iniciativa mais positivamente impactante adotada hoje pela BRF, no que diz respeito a resultados para a produção de carne de frango?

entrevista

Mariana Modesto - A BRF reconhece que valorizar o capital natural em seus processos produtivos e relações é essencial e de sua total responsabilidade, como promotora do desenvolvimento sustentável. Na nossa visão, a indústria mundial de carne, não apenas de frango, deve ter como prioridade ofertar alimentos seguros à população que cresce no mundo todo. E isso transcende a atuação da empresa abatedora e/ou processadora, é necessário que a cadeia toda se fortaleça. É nisso que acreditamos, tendo segurança, qualidade e integridade como os pilares fundamentais da nossa operação, do campo à mesa. Isso significa atuar de maneira ética, eficiente e responsável desde a produção do grão que alimenta os nossos animais até chegar ao produto final que os nossos parceiros entregam.

MM - Bem-estar animal (BEA) é uma das agendas que mais cresce na produção industrial moderna (com melhores práticas na criação, transporte e abate de animais) e tem se tornado, com frequência, um fator crescente na exigência do mercado. Sintonizados a esse debate, a BRF tem alinhado as suas práticas aos parâmetros nacionais e internacionais. A companhia conta também com a consultoria no Brasil, da World Animal Protection (WAP), ONG de referência internacional para o tema e os compromissos estão estruturados no programa global Animal Welfare Made in BRF (Bem-Estar Animal Feito pela BRF), orientado pelo Compromisso Público e validado pela alta direção da empresa. Neste compromisso, uma das abordagens é o modelo de cinco liberdades conceituado pelo Farm Animal Welfare Council (FAWC): animais livres de fome, sede e má nutrição (liberdade fisiológica); animais livres de desconforto (liberdade ambiental); animais livres de dor, lesões e doenças (liberdade sanitária); animais livres para expressar seu comportamento natural (liberdade comportamental) e animais livres de medo, stress e angústia (liberdade psicológica).

71 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Entrevista com Mariana Modesto


aviNews - No ponto de vista da BRF, qual o nível de interrelação entre automação x bem-estar animal x sustentabilidade ambiental x produtividade?

entrevista

MM - Na BRF temos total consciência da relevância da interdependência entre essas diferentes áreas. Por isso, contamos com um grupo de trabalho multidisciplinar de BEA, constituído pelos times de Qualidade, Agropecuária, Operações e Sustentabilidade, que reforça a posição responsável da companhia desde a criação até o abate de animais. Com colaboradores em toda a cadeia produtiva, são firmadas parcerias, acompanhamento de auditorias de parceiros de negócios e treinamentos sobre bem-estar animal para o público interno, integrados e transportadores de cargas vivas. Em 2018, o tema de bem-estar animal recebeu reforço de estrutura, passando a estar submetido à gerência de sustentabilidade em aspectos técnicos. A divisão passou a contar com três especialistas dedicados ao tema, com foco na cadeia de suínos, no abate de aves e em agropecuária e transporte de aves (frango e peru). Dessa forma, a BRF tem uma visão integrada e abrangente sobre os processos em toda a cadeia produtiva. Além disso, foi criado um Comitê de Transporte de Animais Vivos, com as áreas de Sustentabilidade, Agropecuária, Operações e SSMA, para padronização de normas corporativas, treinamentos, simulados  e consultoria ativa de toda a cadeia.

aviNews - O infortúnio da Peste Suína Africana na Ásia se tornou o fortúnio de muitas regiões produtoras de proteína animal. No que diz respeito à carne de frango, como a BRF vem planejando ocupar essa fatia de mercado? MM - Sem dúvida alguma, a peste suína africana na Ásia mudou a dinâmica global das proteínas, trazendo grandes oportunidades a países produtores e exportadores, como é o caso do Brasil.

72 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Entrevista com Mariana Modesto

Mas na nossa visão, esse é um episódio temporal, não estrutural. Por isso, a nossa estratégia de negócios é mais conservadora no que diz respeito a investimentos para atender à demanda chinesa. Hoje já temos 12 habilitações para exportar à China de fábricas no Brasil, entre frango e suíno, e estamos atuando em parceria com o MAPA e o governo chinês para viabilizar mais licenças, de maneira que o mercado tenha acesso aos nossos produtos, com a qualidade e segurança que sempre entregamos àquele País. Mas, ao mesmo tempo, mantemos esforços na expansão da nossa atuação internacional em outras localidades, como no México, que apresentam outras avenidas de crescimento mais estruturadas no longo prazo.

aviNews - Considerando sua complexidade e gigantismo industrial, qual a estratégia utilizada pela BRF para se manter ágil num mundo em que a tomada de decisões se dá de forma muito rápida? MM - A inovação na BRF faz parte da nossa estratégia, não se limitando a produtos, abrangendo e integrando a transformação dos processos e áreas de negócios, com diversas iniciativas que vão além de simples automações de máquinas ou aquisições de softwares de mercado. Hoje temos iniciativas operando e produzindo resultados no modelo de Labs e Squads como exemplo, e temos também o portal brfHub, com o conceito de inovação aberta, um dos nossos canais de conexão com as startups, por exemplo. Na BRF temos como meta que a inovação represente 10% da receita da empresa até 2023 e olhando para a área de TI, atuaremos tanto no modelo de solução de problemas de negócio, como também na proposição de soluções, aproveitando as tecnologias disponíveis como Inteligência Artificial, Blockchain, IOT, Advanced Analytics, entre outras.


Desta forma estamos viabilizando a transformação digital da companhia, onde projetos como Indústria 4.0 e o Agro 4.0 estarão conectando toda a nossa cadeia produtiva, partindo desde as granjas de avós e passando por incubatórios, integrados, fábricas de ração e chegando as unidades industriais.

Além disso, com o intuito de adoção das melhores práticas, a companhia garante treinamentos constantes para os times de gestores, técnicos, produtores, motoristas e operadores, além do aperfeiçoamento do processo de produção, englobando manejos, nutrição e cuidados sanitários para entregar cada vez mais alimentos seguros aos seus clientes.

aviNews - A BRF trabalha com uma cadeia muito complexa, cuja produção atravessa campo, indústria, varejo e vai até o lar dos consumidores. Qual a linha mestra que mantém o equilíbrio entre tantas fases, todas de altíssima complexidade e muito interligadas?

aviNews - A BRF informa trabalhar com mais de 12 mil produtores agropecuários. É claro que se trata de uma parte fundamental no que diz respeito à política de sustentabilidade da empresa. Qual a fórmula da BRF para atrair novos integrados e manter os que já são parte desse imenso universo?

Como uma empresa de atuação global, as práticas de bem-estar animal da BRF são balizadas pelas diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e os princípios aplicados na empresa vão além de normas e padrões internacionais, o que reforça o comprometimento da companhia.

MM - A BRF tem como premissa realizar práticas responsáveis e éticas desde a criação até o abate de animais. A companhia atua constantemente na implementação da cultura do bem-estar animal, estabelecendo metas e diretrizes internas relacionadas ao tema. Com uma gerência de BEA e um grupo de especialistas reportando a Vice-presidência de Qualidade e Sustentabilidade, a BRF tem colaboradores dedicados para tratar do tema em toda a cadeia produtiva, desde as áreas de operações até as funções de suporte e os “oficiais de bem-estar animal”, profissionais formalmente capacitados e certificados pelo Programa Steps de Abate Humanitário reconhecido pelo MAPA, para colocar em prática nossos compromissos.

entrevista

MM - Como meta, a companhia visa transformar positivamente toda sua cadeia global atuando com ética e responsabilidade e a produção de animais é a base de atuação.

73 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Entrevista com Mariana Modesto


aviNews - Na realidade atual da BRF, qual o nível de interligação de equipamentos de granjas à internet das coisas?

aviNews - Qual a realidade do uso de água na produção avícola da BRF? MM - A água é um insumo crítico para a indústria de alimentos, pois sua escassez pode comprometer tanto a atividade do campo (na criação dos animais e produção de commodities agrícolas) quanto as fábricas, que vão transformar a matéria-prima em alimento para o consumo.

entrevista

Respeitamos todos os aspectos legais determinados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) quanto ao consumo de água a ser usada na produção e orientamos todos os nossos parceiros. Além dos requisitos legais de processo, controlamos e monitoramos os limites estabelecidos em outorgas de uso de água.

MM - Com foco na obtenção de melhores resultados e criação de vantagens competitivas que fundamentem seu crescimento de forma sustentável, a BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, iniciou a implantação de internet das coisas em 2018. O objetivo no longo prazo é a conexão de toda a cadeia do agronegócio, com integração e monitoramento em tempo real, por meio da implantação de sensores e automatizações nas granjas, visando padronização e melhoria na gestão das informações. Dessa forma, a iniciativa busca maior precisão e acuracidade no planejamento e na execução da cadeia agropecuária. Este ano, o projeto piloto contou com a instalação de sensores em 20 aviários na região de Toledo, no Paraná, e com eles já é possível monitorar o peso das aves, temperatura interna e externa do ambiente, luminosidade, nível do consumo de ração, temperatura da água, umidade interna e externa e nível de CO². Os primeiros resultados ainda estão sendo apurados.

aviNews - Do ponto de vista de tendências de mercado, a BRF prevê apostar na produção de orgânicos? E qual a visão da empresa sobre a “carne vegetal”, ou “carne de laboratório”? MM - Este é um grande desafio para a indústria e uma excelente oportunidade, já que observamos um crescimento no número de pessoas que desejam consumir proteína alternativa em algum dia da semana, como o movimento SegundaFeira Sem Carne, por exemplo. Os hábitos de consumo e de vida dos consumidores se renovam a cada dia e o nosso papel é estar atento a eles. Por isso, anunciamos recentemente o lançamento de uma linha plant based sob a marca Sadia em 2020.

Mariana Modesto: BRF: a visão da gigante mundial sobre sustentabilidade e inovação

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74 aviNews Brasil Dezembro 2019 | Entrevista com Mariana Modesto


A

FORÇA DA AVICULTURA BRASILEIRA REUNIDA NO PARANÁ

S

evento

e fôssemos desafiados a escolher um elemento da gramática que pudesse definir a VI edição do Workshop Sindiavipar, optaríamos pelo Superlativo. Por que?

E justamente para manter essa posição de liderança do Estado é que os decisores da indústria avícola paranaense dedicaram-se a prestigiar mais de 35 palestras sobre as melhores práticas tecnológicas dentro de áreas como genética, nutrição e sanidade animal.

Entre os dias 7 e 8 de novembro, o evento reuniu mais de 1,1 mil pessoas, de mais de 240 empresas do setor avícola. Apenas em termos de público, estamos falando em uma audiência 200% maior que as expectativas iniciais dos organizadores do evento. Não é pouco, quando pensamos que a avicultura brasileira é responsável por aproximadamente 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Mais ainda, quando lembramos que o Paraná é o estado que lidera essa avicultura nacional, sendo responsável por 38% do volume exportado pelo Brasil.

Em seu discurso de abertura do evento, o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, destacou que 2019 ficará marcado pela recuperação econômica do setor avícola brasileiro, assim como pela conquista de novos mercados internacionais.

Isso se deve à qualidade e sanidade do nosso frango, além do investimento frequente das empresas em aperfeiçoamento e eficiência de suas produções. É por esses motivos que precisamos, cada vez mais, nos unir em prol de uma avicultura de excelência e, só podemos conquistar isso trabalhando juntos. destacou Martins

76 aviNews Brasil Dezembro 2019 | VI Workshop Sindiavipar – a força da avicultura brasileira reunida no PR


Também na abertura oficial do VI Workshop Sindiavipar, o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, destacou que 41% da demanda adicional por alimento do mundo deve sair do Brasil. Turra referiu-se à projeção de produção de alimentos para 2026/2027.

Na ocasião da Influenza Aviária, o Brasil assumiu a postura de maior exportador de frango do mundo e ninguém nos tira esse lugar. O melhor momento é esse mesmo e a explosão (da demanda) ainda não aconteceu, mas para o ano que vem vamos crescer muito mais.

Outro dado destacado pelo presidente da ABPA é de que até 2050, apenas a produção de proteína animal deverá crescer 70%. O atual cenário da PSA (Peste Suína Africana) na China, que provocou uma redução de 25% na produção de carne suína do país (13 milhões de toneladas), é o momento do Brasil, segundo Turra.

evento

salientou Turra.

Mercado Consumidor Além disso, é um público que diariamente é bombardeado por informações equivocadas sobre o modelo de produção do setor avícola.

O grande desafio do setor é entender o novo consumidor para poder desenhar seu modelo de comunicação. Não o modelo de produção, porque este já é exemplo para qualquer lugar do mundo.

salientou Ribas

Segundo Ribas o mercado consumidor quer clareza, transparência e objetividade.

Temos que fazer um bombardeio de informação qualificada para esse consumidor. alertou Ribas

Falar sobre tendências e exigências do consumidor de produtos avícolas foi a responsabilidade passada ao diretor corporativo de agropecuária da Seara Alimentos, José Antonio Ribas Junior.

Outro ponto destacado por Ribas referese às mudanças pelas quais passará o modelo de produção nos próximos anos em função da tecnologia. Segundo ele, mais que um desafio do setor, este é um desafio das pessoas, dos profissionais. “Tem espaço para todo mundo, para a carne vegetal, a carne de laboratório, só não podemos perder pela nossa ineficiência de comunicação”, concluiu.

77 aviNews Brasil Dezembro 2019 | VI Workshop Sindiavipar – a força da avicultura brasileira reunida no PR


Condenações e Lavagem de Carcaça

Autocontrole Ao abordar o tema “Perspectivas para o fortalecimento do autocontrole”, o Secretário Adjunto de Defesa do Mapa, Fernando Augusto Pereira Mendes, salientou que o autocontrole já está definido no RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal).

Números apresentados pelo especialista em processos de qualidade na Cobb-Vantress, Eder Barbon, demonstram que, enquanto no Brasil chega-se a descartar mais de 1,91% da carcaça de um frango por condenações no frigorífico, esse índice cai para:

Mendes apontou que o que vem sendo discutido entre o Ministério e o Setor Produtivo é a implementação do monitoramento do autocontrole para uma inteligência fiscalizatória. Os pilares da proposta que vem sendo discutida são:

Menos de 0,5% na América Latina; Menos de 0,67% nos Estados Unidos; Menos de 0,72% no México; e

A não oneração com processos de fiscalização desnecessários; Fiscalização com base no nível de autocontrole e indícios gerados pelo monitoramento do autocontrole; e

Segundo o especialista, a principal diferença entre o Brasil e os outros países é a metodologia de limpeza das carcaças. Enquanto na América Latina, Estados Unidos, México e União Europeia, utiliza-se água para eliminação de contaminações, no Brasil utiliza-se faca. Um estudo desenvolvido pela indústria avícola, em parceria com a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), está em discussão no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para que sejam realizados testes de lavagem de carcaça em seis grandes empresas do setor no Brasil. A partir dos resultados da iniciativa, que chegou a ser avaliada pela Embrapa, o setor deverá passar a pleitear que o referido protocolo seja transformado em normativa.

Fiscalização pesada em casos de ausência de autocontrole, ou indícios de fraude a partir do monitoramento.

Para o Secretário há duas demandas concretas para esse passo: tecnológica e de governança.

Em termos de informações e dados a serem analisados há um volume enorme, o que exige o desenvolvimento de tecnologia que permita recepcionar esses dados, cruzá-los com outros e fazer referências quanto a qualidade, segurança e robustez. Sobre a regulação de governança, há muito a avançar no estímulo à autorregulação por parte da própria empresa para a identificação de algum problema.

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Menos de 0,90% na União Europeia.

destacou Mendes

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Performance Reprodutiva de Galos

Matrizes Pesadas

“Como melhorar a performance reprodutiva de galos” foi a palestra ministrada pelo gerente de nutrição de aves da Vaccinar, Adhemar de Oliveira Neto, e pelo assessor técnico da linha aves, Cláudio Franco.

A integração de tecnologias para melhorias na nutrição e saúde de reprodutoras de frango e sua progênie foi o tema abordado por especialistas como Alex Maiorca, Pedro Tomasi, Cláudio Carvalho e Eva Hunka.

1. A primeira parte da palestra focou no

O especialista em nutrição e manejo de reprodutoras pesadas da DSM, Cláudio Carvalho, falou sobre automação na alimentação de reprodutoras, apresentando as vantagens e desvantagens entre diferentes sistemas de alimentação.

A segunda parte foi direcionada para a melhora da viabilidade dos espermatozoides, por meio de dietas a base de antioxidantes (enzimáticos e nãoenzimáticos).

A alimentação a vontade em reprodutores de corte promove a menor produção espermática, por isso é preciso pensar no controle de peso das aves. salientou Cláudio

Os espermatozoides são muito susceptíveis a serem oxidados por radicais livres e peróxidos devido a sua constituição corporal, o que nos obriga a fazer dietas especiais a fim de reduzir danos oxidativos. destacou Adhemar

2.

De acordo com o especialista, os antioxidantes (carotenoides, flavonoides, carnitina, arginina, dentre outros) aumentam o número de espermatozoides que penetram na camada perivitelínica, o nível de testosterona e a fertilidade.

Segundo ele, aviários, núcleos ou planteis maiores geram necessidade de automação, enquanto matrizeiros menores merecem um cálculo de viabilidade.

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efeito da nutrição e manejo de galos para alcançar o melhor peso corporal e uniformidade, garantindo a melhor fertilidade durante toda a vida produtiva dos animais.

Uma visão estratégica sobre a retirada de antimicrobianos foi o tema abordado pela biological business manager da Phibro, Eva Hunka. A médica veterinária abordou cuidados em diferentes situações como Coccidiose, Enterite Necrótica e E. Coli, que para serem evitadas é preciso um cuidado especial nas matrizes. Segundo ela, em matrizes é importante possuir um programa vacinal robusto e muito bem desenhado e adequado para cada região, que deve estar aliado à boa conservação da vacina, qualidade de aplicação da mesma, além de boa imunidade passiva. Outro ponto destacado por Eva é, no caso de migração para um sistema livre de antibióticos, não levar ovo de cama para o incubatório.

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Sobre a qualidade da matriz e desenvolvimento inicial da progênie, Alex Maiorka destacou a forte correlação existente entre o peso inicial e o de abate. “E o peso inicial vai desde a geração do saco vitelínico pela matriz”, destacou. O especialista apontou que o que parece mais importante na avaliação da concentração de macro elementos na fase do ovo é a baixa presença de carboidrato, que interfere na capacidade de absorção de oxigênio pelo embrião. VI Workshop Sindiavipar A força da avicultura brasileira reunida no PR

Para gerar o carboidrato acaba-se degradando outras proteínas e isso faz parte do ciclo dos embriões. O aporte nutricional de alguns elementos na matriz geram energia, produzem radicais livres que podem provocar alterações estruturais até mesmo de DNA, podendo ter impacto de mortalidade durante o período de desenvolvimento embrionário.

Ressaltou o especialista

Também falou sobre a relação da idade da matriz com a composição vitelínica que poderá influenciar no peso do embrião.

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