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uma receita que aprendi em um curso em Mougins, em Paris. Falei de comida para falar de Mougins, que é uma cidadezinha que fica perto de Cannes, meio medieval, onde Christian Dior apresentou suas primeiras coleções e onde Picasso morreu. E estudei lá. Sempre faço uma salada que fala de moda, mas fala de cultura geral, cinema... É assim que eu gosto de falar. E já estamos na segunda temporada.

Aqui as pessoas me ouvem porque sou a Regina Guerreiro. Mas sou o conteúdo, não a imagem.

Como foi esse período de reclusão e a volta à mídia? Fiquei sem trabalhar porque eu estava deprimida. Aconteceram muitas coisas, perdi o Luis (ex-marido), levei um golpe. Um dia, nem me lembro onde, fui almoçar com o Alberto (Hiar, da Cavalera) e contei uma história para ele, assim como estou contanto para você, e ele falou: a gente tem que gravar isso. Foi assim que surgiu o Enjoy!. Sou agradecida a ele. É uma forma de eu estar viva ainda.

Tem alguém que você gostaria de entrevistar hoje? Gostaria de entrevistar aquele baixinho que faz Lanvin, que está sempre de gravata borboleta. Adoro ele. Alber Elbaz.

O que você acha da mídia hoje? E os blogs? Não vejo blog de ninguém. Fiz o meu sem nunca ter visto outro. Fico revoltada. Como uma coisa tão séria, tão linda, que era sonho, alimento para a alma, virou isso. É muito triste. Ver mulheres super vulgares. Sempre fiz mais sucesso na Europa do que no Brasil.

O que seria estar na moda? Sempre foi ser uma pessoa ultrassensível, capaz de captar em tudo o que os estilistas fazem, o que bate na tua alma. Quando várias pessoas captam o mesmo desejo, vira moda.

Então ainda está apaixonada pela moda... Pela moda, não, mas pela beleza, sem dúvida. A beleza, uma mágica, um filme, a interpretação, um quadro, uma pintura. Essas coisas me apaixonam porque agarram o meu olhar. A moda não está agarrando, desculpa.

Enjoy! www.youtube.com.br/canalcavalerabrasil avianca em revista

ABR.15

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#57 - Paolla Oliveira  
#57 - Paolla Oliveira