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Automotive Ano 2 | Abril 2014 | Preço 3€ | Edição nº 11 | Publicação Mensal

Este exemplar é gratuito

Transparência os casos mais recentes na europa e em Portugal de investigações em prol da transparência e profissionalização do setor automóvel

Entrevista

Frotas

Pós-venda

Ensaio

Rede Top Car ENI Lubrificantes

Nissan Qashqai Estradas de Portugal

SIKA Tecauto

Opel Insignia ST Citroën C4 Picasso


Índice 04 SIKA 06 Tecauto 10 ENI Sintética 14 Rede TOPCAR 18 Valorcar 20 Acrilac e Festool 22 Citroen C4 Picasso 26 Alfredo Amaral 28 PSA Mangualde 32 Nissan Qashqai 34 LandRover Evoque 37 Opel Insignia ST 40 Comissão Europeia 42 Transparência 46 Continental Pesados 49 Europart Norte

Editorial Já faz um ano… Como escreveu Fernando Pessoa: “a vida é a maior empresa do mundo”; e esta nossa revista acaba de completar um ano. A vida ainda está curta, mas já muito se falou, mostrou e divulgou – é a nossa missão. Apesar de alguns a quererem calar (poucos), censurar (muitos) e até refazê-la de acordo com os seus interesses (individualistas), conseguimos continuar graças aos outros. Não são uns “outros” quaisquer; são aqueles que por razões claras e explícitas reconhecem valor, qualidade e isenção neste periódico; deram o seu contributo de forma livre, espontânea, sincera, honesta e sem rodeios. São esses “outros” que nos acompanham e avaliam, por isso nos criticam de forma positiva e construtiva, nos orientam quando estamos perdidos e nos dão a mão quando tropeçamos. Muitos cederam gentilmente os seus rostos, as suas empresas, as suas casas enfim, tudo aquilo que nos podiam oferecer e aos quais fazemos aqui o nosso sincero agradecimento. Ainda não tivemos oportunidade de dar a voz a todos esses “outros”, mas se a vida e a empresa assim nos permitir, com certeza o faremos. Aniversário sem festa, porque ainda é cedo para comemorar, porque há muitos para convidar e como bem diz um dos nossos entrevistados deste número, Bruno Ricardo: “de todo não é o meu perfil ser ostentatório, nem fazer clivagens sociais”. Estamos particularmente felizes, por nesta edição conseguirmos divulgar o trabalho das equipas de inspeção, forças de segurança e de justiça no tocante ao mercado automotivo. Finalmente e para bem de todos, alguns processos já acabaram, mas ficarão para a história. Esperamos que a memória não seja curta e episódios que denigrem as empresas e a integridade humana, desapareçam. Porque a Europa já começa a ter fome de transparência, justiça e equidade.

Fernando Pessoa – Pedras no Caminho Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, Mas não esqueço de que minha vida É a maior empresa do mundo… E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e Se tornar um autor da própria história… ...

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SIKA – retrato atualizado Entrevista a David Santos, responsável do sector Indústria da SIKA em Portugal David Santos com novas funções na SIKA, preparado? Com sete anos na Sika Portugal, inicio agora funções como responsável do sector Indústria. Até aqui o meu trajeto na Sika, perpassava a área comercial, a área das soluções para fachadas envidraçadas e vidros duplos. Mais tarde acompanhei de perto o mercado dos transportes e fui responsável técnico do sector industrial. Agora a função abrange todas as áreas dentro do sector industrial, o meu percurso favoreceu o conhecimento consistente deste mercado. A minha responsabilidade é transversal a todo este setor produtivo incluindo a direção comercial e gestão de tudo o que envolve receitas e despesas. Qual o posicionamento da SIKA no pós-venda automóvel? Contribuição e parceria. A Sika disponibiliza as melhores soluções para os clientes, seja qual for o mercado em

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que atua. O pacote oferta da Sika engloba um acompanhamento próximo aos clientes, a formação e também a certeza da inovação tecnológica, indo de encontro às melhores soluções que o cliente ambiciona. Por exemplo, no sector de produção automóvel o objetivo dos clientes é diminuir o peso das viaturas e diminuir o tempo do processo no fabrico – é nesses dois focos que a SIKA objetiva soluções. Investimos no acompanhamento de proximidade, exemplo disso é o suporte técnico que o nosso laboratório em Ovar permite nos ensaios de aderência, sempre ao dispor dos nossos clientes. A formação contínua, é uma imagem de marca da Sika. Quer a nível interno – como uma forma de manutenção da qualidade, atualidade e exploração da versatilidade dos nossos produtos - quer externo - na formação contínua aos nossos clientes, transmitindo-lhes as nossas aprendizagens. Que soluções/produtos oferecem para oficinas?


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A Sika disponibiliza as melhores soluções baseadas nas nossas competências nas áreas de selagem, colagem, isolamento acústico, reforço estrutural e proteção. Assim, os adesivos para substituição de vidro automóvel estão divididos da seguinte forma: SikaTack, Sikaflex e SikaTitan. A gama Sikaflex oferece os produtos para selagens em geral e colagens flexíveis. A gama SikaPower é constituída por adesivos estruturais para colagem de painéis e também por adesivos direcionados à reparação de plásticos. Os produtos da gama SikaGard são isolamentos interiores, selantes de cavidades e produtos anti gravilha. Em todas estas soluções, o posicionamento da Sika é “Best in class”. Que soluções/produtos para frotistas e transformadores de viaturas disponibilizam? A Sika desenvolve há vários anos, soluções robustas nesta área. No fabrico de painéis temos os nossos produtos SikaForce e SikaMelt. Na área da assemblagem temos as tecnologias de base poliuretano e híbrida Sikaflex e soluções mais evoluídas SikaForce. Temos ainda as soluções de selagem Sikaflex e colagem de vidros. Na transformação de viaturas, a Sika tem a solução completa em tudo o que são as tecnologias de colagem e selagem, e vários dos principais transformadores do mercado nacional. Qual a rede de distribuição da SIKA? Os grandes distribuidores são sempre apetecíveis e não fugimos à possibilidade de através destes chegar com mais facilidade às oficinas. São para todos os fabricantes um alvo importante e não fugimos à regra neste campo. Além dos maiores distribuidores, temos também relações de proximidade com outros de implantação regional, com quem temos vindo a estabelecer fortes parcerias, fomentando o conceito de distribuidor técnico. Com a abertura das nossas instalações em 2009, em Angola, ficou cimentado o mercado que a Sika tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Breve balanço de 2013. Em 2013, o Grupo Sika teve um resultado de vendas totais no valor de 6 biliões de francos suíços, sendo que um quinto está alocado ao negócio Indústria. A reparação automóvel é um dos cinco principais, os outros pilares são o sector de fabrico automóvel, os veículos de transporte, aplicações variadas em mercados que não de veículos, e os compósitos. O ano de 2013 foi um ano em que a Sika, a nível mundial, bateu os recordes de vendas em todas as zonas geográficas. Em Portugal foi também um ano positivo, acima do que estávamos a perspetivar.

No âmbito da estratégia implementada até 2018, o crescimento das vendas vai-se cifrar entre 6 a 8% ao ano. Em termos de resultados, o objetivo é alcançar e manter uma margem EBIT de mais de 10% e um “cash flow” de mais de 6%. A nível local (Portugal), temos a certeza que em 2014 vamos continuar a alargar a nossa rede de distribuição, que é, sem dúvida, a nossa grande aposta. Novidades/lançamentos para este ano? No sector da reparação automóvel temos, nestes primeiros três meses, já dois novos produtos no mercado. Um é para a área da substituição de vidro automóvel, Sika PowerClean Aid, que é uma inovação tecnológica para a eliminação da contaminação nos vidros. Uma problemática que se tem vindo a acentuar nos últimos tempos, inclusive nos mercados maduros. Inovamos no método de remoção de contaminação dos vidros que é manifestamente diferente do que havia no mercado. Na área das oficinas de colisão, lançamos o SikaPower -4720, um produto base epóxi de colagem estrutural que serve para a colagem de painéis de porta ou reforços de capot.

Perspetivas para 2014?

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Tecauto – Centro de Colisão equipado com a qualidade Standox A repintura automóvel emerge como uma nova área de negócio dentro de empresas que até há pouco tempo entregavam esta atividade a terceiros. Caso concreto deste novo paradigma é o Centro de Colisão do concessionário Tecauto da marca Volkswagen, em Torres Vedras, que está a comemorar o seu primeiro ano de existência. Falamos com Paulo Ferreira, administrador do grupo Tecline, que para além da Tecauto, integra mais cinco concessionários representantes das marcas Audi, Mercedes-Benz, Smart, Skoda e Seat, com unidades em Torres Vedras e Caldas da Rainha. “O Centro de Colisão foi projetado para executar trabalhos de repintura para os nossos concessionários, as principais seguradoras e demais empresas do setor au-

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tomóvel da nossa região. Foi um projeto desenvolvido em conjunto com a equipa técnica das Tintas Robbialac - Standox, liderado por Luís Alves e com o apoio do distribuidor José Agostinho, da Gareal, aqui de Torres Vedras. É recente, rentável e veio elevar a qualidade e a produtividade dos nossos serviços. Um grupo de retalho preocupado com a repintura automóvel A repintura faz parte de uma reformulação da área de pós-venda das marcas que representamos, de forma orgânica e estrutural. Temos um responsável para a área de pós-venda das marcas Volkswagen, Skoda, Audi e


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Seat; outro em exclusivo para as marcas Mercedes-Benz e Smart, e outro para o Centro de Colisão que é um projeto que está a evoluir muito bem. O objetivo destas alterações foi o de tornar toda a estrutura do grupo Tecline mais ajustada ao terreno, às necessidades e especificidades de cada cliente e de cada marca. É dentro desta estratégia que o Centro de Colisão e de Repintura se insere e graças ao apoio técnico dos profissionais das Tintas Robbialac - Standox e comercial do seu distribuidor Gareal, temos vindo a registar elevados índices de produtividade e de rentabilidade desta nova unidade de negócio. Terceirizar a repintura era perder a oportunidade de responder ao nosso cliente, era desperdiçar um contato privilegiado e transferir para outos a hipótese de resolução que estava nas nossas mãos. Pós-venda ganha um novo estatuto O setor do pós-venda é muito importante para o grupo Tecline e exemplo disto foi o prémio que conquistamos em 2011 como a melhor oficina de toda a rede Mercedes-Benz em Portugal. É uma área de negócio estratégi-

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ca e comprovadamente fideliza os clientes mantendo-os ativos nas nossas várias concessões automóveis. Praticamente só depende de nós oferecermos um serviço de qualidade no pós-venda, desde a manutenção programada, às revisões ou nos serviços adicionais, como a mudança de pneus ou as inspeções periódicas, por exemplo. Também o nosso cliente frota, caracterizado por pequenas e médias empresas, tem uma grande importância e é tratado com toda a distinção e os mesmos padrões de qualidade que oferecemos ao cliente particular. Preocupamo-nos em saber o nome dos motoristas de cada uma das viaturas, para criar uma relação muito próxima com estes profissionais e os ouvir. Dão-nos sugestões de onde devemos melhorar no atendimento ou acrescentar novas soluções aos nossos serviços de pós-venda, “passam a palavra” e comprovam a nossa qualidade. Transformar a repintura num negócio rentável O grupo Tecline emprega 110 pessoas e tem uma grande tradição na região oeste de Portugal, desde Torres Vedras até às Caldas da Rainha, onde estamos pre-


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sentes com concessionários e oficinas de prestigiadas marcas automóveis, como é o caso da Mercedes Benz e Volkswagen, por exemplo. Temos vindo a manter os nossos quadros e o nosso Centro de Colisão contribuiu para esta estabilidade, pois emprega 10 pessoas exclusivamente dedicadas a esta área de negócio. Aproveitando a experiência da unidade de Torres Vedras e o apoio técnico-comercial da equipa da Standox iremos inaugurar nas Caldas da Rainha mais um Centro de Colisão e de Repintura. Iremos recrutar novos profissionais contribuindo para gerar emprego também naquela região. Obviamente não vamos descurar a área de vendas das diversas concessões que representamos, mas seguramente vamos evoluir no pós-venda, que antes era visto pelas marcas automóveis como um serviço natural e secundário de qualquer concessionário, mas que agora é entendido como estratégico e gerador de muitos outros negócios, como é o caso da repintura automóvel onde estamos a criar empregos, atrair novos clientes e a trazer mais faturação para o nosso grupo e para os nossos fornecedores.”

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ENI-SINTÉTICA, binómio de

crescimento, sustentado na qualidade A ENI Lubrificantes desde 2008 é representada no nosso país pela empresa Sintética, José Nunes é o diretor geral, profissional com longo percurso no setor e que em entrevista à Revista Automotive falou sobre o desempenho da marca e a sua visão do mercado para os próximos anos

“O negócio global dos lubrificantes em Portugal representou um volume total de cerca de 47 mil toneladas em 2013, envolvendo todos os setores de consumo, do automotivo ao industrial, com uma queda de quase 22% face ao ano de 2011 e de 2% quando comparado com 2012. Deste volume total a ENI Lubrificantes foi responsável pela venda de 2.600 toneladas em Portugal, o que significou uma quota de 5,5% do mercado nacional. O setor automotivo, que engloba para além do negócio dos automóveis, também os camiões, as máquinas agrícolas, as máquinas de construção e de obras públicas, representou cerca de 50% de todo o nosso volume de vendas em 2013 cabendo ao setor industrial a responsabilidade pelos outros 50% do nosso volume de negócios. Dentro do setor automotivo, e no subsegmento das motos, os lubrificantes da marca ENI são os mais vendidos no mercado nacional; não sendo muito expressivo em termos volume, mas com importância pela notoriedade, pelo reforço na ligação que temos com o mercado das duas rodas e sem dúvida pela qualidade. Muitas marcas, um mercado, novos desafios. O mercado automóvel é de longe o mais apetecido: pela fatia de mercado, notoriedade e margens. A verdade é que já não se conseguem as mesmas margens de vendas que se verificavam no passado neste setor, o facilitismo da venda apenas em função dos preços baixos contaminou a qualidade, confiança e responsabilidade. O mercado industrial também padeceu com estas mazelas. Assim, a nossa visão e presença dos lubrificantes ENI em Portugal alargou-se para todas as áreas de negócio como a aviação e o marítimo, onde até já vendemos lubrificantes para submarinos. O mercado dos lubrificantes está em contínua evolução principalmente a nível tecnológico, o que tem possibi-

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litado entrar em outras áreas e com outras diversidades de sub-produtos, se assim podemos chamar. A consolidação das marcas de qualidade, sustentabilidade, confiança e garantia; têm conseguido ao longo do tempo provar que o facilitismo da venda apenas em função dos preços baixos, é um modo descartável e frágil de negócio. Os resultados positivos da nossa estratégia séria e consolidada permitem-nos olhar para o mercado nacional com otimismo. Para nós não basta a promoção da imagem, é indispensável a qualidade do produto, a confiança dos nossos clientes e acima de tudo relações duradouras e proveitosas para todas as partes. Investir na qualidade fidelizando o cliente


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A nossa estratégia a médio e a longo prazo, será investir cada vez mais no setor industrial; onde não há lugar para lubrificantes de “marca branca”, nem para produtos que não tenham todas as aprovações e certificações, além de exigirem elevados índices de qualidade e de garantia do fabricante. É por isso que são poucas as marcas de lubrificantes que conseguem entrar no setor industrial e a ENI, por ser um dos maiores grupos petrolíferos no mundo com grandes investimentos em centros de pesquisa, desenvolvimento e formação técnica dos seus profissionais e de apoio aos clientes, pode alcançar maior quota de venda na área industrial em Portugal. Quando iniciamos a nossa atividade há 6 anos, através da Sintética, a nossa quota no mercado dos lubrificantes em Portugal não chegava aos 2% e hoje estamos próximos dos 6%, com o mercado a cair globalmente acima dos 20%. Só prova que a nossa estratégia tem sido ajustada à realidade, tem respondido às expectativas, tem mantido a fidelização e os nossos clientes são sólidos e com saúde financeira.

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a atribuição de prémios para os melhores jovens em formação, o acesso a formação na alta competição e nos centros de investigação e desenvolvimento da ENI. Respondemos positivamente à diretiva europeia sobre energia renováveis, conhecida como Red 20-20-20 que prevê metas de redução de 20% de emissões de gases de efeito estufa, 20% de redução no consumo de energias e a produção de 20% de energia a partir de fontes renováveis até 2020. Concretizamos já, reconvertendo uma refinaria em Veneza para produção de biocombustível como gasóleo verde, nafta verde e GPL verde, a partir de matéria-prima biológica. Graças aos nossos clientes, no ano de 2013 as vendas da ENI Lubrificantes cresceram cerca de 25% em relação ao ano anterior. Tivemos algumas dores de crescimento, quer ao nível logístico quer ao nível das entregas mas conseguimos melhorar os nossos serviços e hoje estamos preparados para enfrentar os desafios de 2014, pois temos um bom ponto de partida que é a confiança dos nossos clientes”, conclui José Nunes.

Apoiar a formação técnica e atuar na sustentabilidade ambiental Procuramos apoiar as iniciativas no terreno, recentemente assinamos com o CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel, um protocolo que prevê a disponibilização de produtos lubrificantes,

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First Stop em convenção anual A convenção anual da First Stop Portugal, recentemente realizada, avaliou o ano de 2013 em todo o seu contexto e foram apresentadas as estratégias para 2014 e 2015, o local escolhido foi Unhais da Serra. Segundo Mário Mendes, coordenador da rede, “há sempre pontos a melhorar, outros a manter e especialmente alguma flexibilidade para as adaptações que se farão necessárias. Este encontro também permitiu a apresentação de uma série de ferramentas e de novas parcerias, que deverão ajudar todas as unidades First Stop a desenvolverem as suas atividades, de acordo com as características e exigências do mercado atual”.

Bosch com novas desmontadoras de rodas A divisão de pós-venda automóvel da Bosch lançou as novas desmontadoras de rodas TCE 4430 e TCE 4435, com novas características. Estes modelos, que se diferenciam por incorporar uma coluna de ajuda e um braço auxiliar (no modelo TCE 4430), foram concebidos para trabalhar com a máxima velocidade e elevado rendimento. Com um destalonador ajustável em quatro posições está equipado com uma válvula de escape rápida, evitando o esmagamento excessivo do pneu. A almofada de borracha incorporada foi pensada para proteger a jante de possíveis riscos. O sistema de enchimento integrado é controlado por um pedal lateral, sendo 25% mais rápido que as anteriores versões. Estes novos modelos TCE 4430 e TCE 4435 contam com 4 anos de garantia do fabricante Bosch; conseguem trabalhar com pneus especiais de veículos ligeiros (UHP, Run-Flat), de baixo perfil e em veículos comerciais ligeiros. Adicionando um kit especial de acessórios, também podem trabalhar com pneus de motos. Agilizam, dinamizam e trazem um novo visual mais compacto e eficiente para as oficinas que já fazem e para as que pretendem adicionar o serviço de reparação de pneus.

Ficha técnica Proprietário/editor: Prosa Serena Unipessoal, Lda. Nif: 509890326

Preço: 3 Periodicidade: Mensal

Diretor da revista: Eduardo Gaspar egaspar@automotivept.com

Gráfica: Mx3 Artes Gráficas; Parque Industrial Alto da Bela Vista, Sulim Park, Pav. 50. 2735-340 Cacém

Nº registo na ERC: 126335

Pré-Press: Daniel Pinho

Depóstio Legal: 357202/13

Crédito das Fotos: Fotos Media Center das marcas divulgadas; Fotos divulgação.

Sede Redação: Pq. Indust. Alto da Bela Vista, Sulim Park, Pav. 50. 2735-340 Cacém; Telf: +351 21 917 10 88.

Envio de notícias para: press@automotivept.com

Tiragem: 5000 exemplares

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Publicidade e outros assuntos comerciais: comercial@automotivept.com

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© Copyright: nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do proprietário e editor da Revista Automotive. Ressalva: As entrevistas, comentários, opiniões e pontos de vista dos profissionais publicados nesta edição não representam necessariamente as opiniões e pontos de vista das empresas para as quais exercem funções, nem representam necessáriamente as opiniões e pontos de vista da Revista Automotive.


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Catálogo 2014 da RPL Clima com facilidades úteis Organizado por gamas de veículos ligeiros, furgões e miniautocarros, camiões, máquinas de obras e máquinas agrícolas, o novo catálogo da RPL Clima já está disponível para os profissionais do pós-venda. Uma das facilidades na consulta do novo catálogo é que está organizado por separadores, o que facilita a identificação e visualização das peças indicadas e recomendadas cada tipo de veículo. Além das peças para sistemas de ar condicionado original, a equipa técnica RPL Clima incluiu um abrangente leque de peças universais e uma área dedicada às ferramentas, aos óleos e aos aditivos.

A RPL Clima dedica-se à importação e distribuição de peças para climatização automóvel, há 14 anos disponibilizando um serviço personalizado aos seus clientes e com qualidade do seu serviço assegurada pelas garantias das marcas Denso, Sanden e Delphi das quais é representante oficial em Portugal. A empresa liderada pelos sócios Rui Lopes e Rui Pedro, já expandiu as suas vendas pela Europa e também para Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique. Esta dinâmica e constância na qualidade e na expansão, tem fomentado parcerias e a fidelização de clientes, que conhecem o trabalho destes dois profissionais empenhados e conhecedores deste setor.

São várias as novidades que foram incrementadas no Catálogo de 2014 que segundo a empresa está disponível gratuitamente para os clientes e parceiros de negócio. PUB

Sherwin Williams lança AWP Performance Plus O AWP Performance Plus apresenta uma nova formulação de produto com características de secagem melhoradas e uma aplicação de produto mais fácil. Uma das vantagens do novo sistema AWP é o reduzido investimento, pois as embalagens foram criadas de acordo com as necessidades atuais na área de repintura automóvel. Assim, grande parte das cores lisas vêm em embalagens de 500 ml, as cores pérolas em frascos de 330 ml e os chamados Xiralics em frascos de 177 ml. Estas embalagens permitem ao cliente gerir melhor os investimentos em stock pois são uma garantia de que as cores com menos uso não vão ultrapassar o prazo de validade, o que acontece frequentemente com determinadas cores especiais que são disponibilizadas em embalagens muito superiores às reais necessidades das oficinas de pintura. Revista Automotive

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Rede TOPCAR – Proporcionar uma experiência positiva ao cliente A TOPCAR é uma rede de oficinas multimarcas que chegou a Portugal em outubro de 2011 através de uma parceria desenvolvida entre o atual Grupo Nors e a Groupauto Internacional, que está presente em 18 países onde desenvolveu o conceito de redes oficinais, acumulando uma experiência de 16 anos no mercado europeu. Apesar de pouco tempo no mercado nacional, a rede já conta com 45 associados e com tendência para crescer. Para conhecer o conceito desta rede, a Revista Automotive falou com Marco Silva responsável da rede TOPCAR em Portugal. “A nossa visão é que o conceito de redes oficinais é um negócio de futuro. Em termos de organização, de formação, de qualidade dos serviços, de utilização de equipamentos modernos, e mesmo de acesso à informação das marcas, o conceito de rede é muito forte e é aquele que mais cresce no nosso país. O grau de viabilidade deste tipo de negócio é tanto maior quando maior forem os parceiros de qualidade

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associados ao conceito. Temos um rigoroso caderno de encargos que prima pela qualidade e máximo envolvimento no negócio. De que forma atuam no pós-venda multimarca? O grupo Nors (ex-Grupo Auto Sueco), no qual estamos integrados, transporta uma história em Portugal de 80 anos no setor dos automóveis e camiões, quer na área das vendas quer na área do pós-venda. Com uma atuação transversal, estamos presentes em todas as áreas do negócio automóvel e o conceito TOPCAR veio complementar a presença do nosso grupo no serviço do pós-venda multimarca. Com a força deste grupo nacional e com a experiência adquirida internacionalmente, a rede TOPCAR embora recente em Portugal, tem-se revelado um projeto de sucesso quer para os grupos que desenvolveram esta metodologia de trabalho no nosso país, quer para os nossos associados e parceiros de negócio.


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A TOPCAR assenta em quatro grandes áreas que nos distinguem positivamente: informação, formação, imagem e o marketing das vendas. É a integração destas áreas que faz a força da rede em Portugal e nos países onde está implementada e em franco crescimento. Na área da informação, proporcionamos às nossas oficinas acesso às informações das marcas automóveis através de um centro de assistência técnica sediado em Barcelona, onde 20 profissionais dão apoio e orientações técnicas em horário útil de segunda a sexta-feira. Disponível quer para a rede de Espanha, conhecida por EuroTaller com 850 oficinas, quer para a rede TOPCAR em Portugal, atualmente composta por 45 oficinas. Qual a importância do centro de assistência? É uma estrutura fundamental para a rede sem a qual, muitos dos problemas que diariamente são colocados pelos nossos associados, dificilmente seriam solucionados a tempo e horas com a qualidade desejada pelos clientes. Ainda na área da informação, implementamos em 2013 um software de gestão que integra e faz o cruzamento das diferentes referências de peças originais e peças do pós-venda; das ofertas existentes e dos preços praticados pelas diferentes marcas, fazendo a orçamentação para o cliente final. As oficinas têm acesso aos tempários dos construtores e aos protocolos de revisão. Com este sistema, a rede TOPCAR passou a disponibilizar ao cliente final um orçamento com a aplicação de peças originais das marcas automóveis e um orçamento com a aplicação de peças de qualidade equivalente às originais. O cliente assim, poderá fazer a escolha de uma forma mais racional e fundamentada, porque oferecemos toda a informação; e não uma “indicação” ou opinião pessoal. A formação profissional é uma realidade? Damos muita importância à formação dos profissionais que integram a nossa rede. Em janeiro de cada ano enviamos o nosso plano de ação aos responsáveis de toda a rede. Este plano implica numa formação de 75 horas na área da mecatrónica, 48 horas na área da colisão através do Centro Zaragoza, e 16 horas de formação comercial. Também estamos atentos à evolução do mercado dos carros híbridos e por isso vamos proporcionamos já este ano 6 ações de formação para toda a nossa rede, facultando aos nossos profissionais conhecimentos necessários para estarem capacitados a trabalhar com este tipo de viatura, cuja utilização é massiva em vários países e que também cresce em Portugal.

A área de imagem preocupa-se em fazer a ativação da marca TOPCAR junto ao cliente final, seja ele empresarial ou particular. A nossa imagem é bastante simples mas que impacta logo à primeira vista. Toda a sinalética exterior e interior das nossas oficinas, consumíveis, materiais promocionais e também o fardamento dos funcionários seguem os modelos que foram testados em outros países e que também tem sido bem aceites pelos nossos associados. A visibilidade que demonstramos é a primeira forma de interpretação/avaliação que os outros fazem de nós. Comunicar em rede é mais vantajoso? Sim. No marketing de vendas, desenhamos centralmente as soluções mais adaptadas tendo em conta as melhores ofertas existentes nos nossos fornecedores de peças. O modelo de associativismo que preconizamos com a nossa rede assenta na sensibilização da importância do trabalho em conjunto e não na imposição. Muitas das promoções que lançamos ao mercado tem por base o contributo dos nossos associados. Isto torna mais fácil a implementação das promoções e as ações de venda em toda a rede. As oficinas são pertença dos nossos associados e por isso o nosso papel é de macro coordenação. Tivemos na nossa rede algumas oficinas independentes, mas que encontraram vantagens na TOPCAR. Também temos oficinas que foram criadas de raiz, através de empreen-

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dedores que procuravam oportunidades para investir no setor automóvel e encontraram na TOPCAR a solução para desenvolvimento de novos negócios. Estamos conscientes de que o cliente não tem a predisposição de ir a uma oficina fazer a reparação do seu automóvel, porque isto implica em realizar uma despesa que não estava prevista. Assim, precisamos orientá-lo na hora da orçamentação oferecendo-lhe uma informação transparente e com opções de escolha entre a aplicação de peças de origem e peças de qualidade equivalente, na reparação do seu automóvel. Como atraem e fidelizam o cliente profissional? A rede TOPCAR tem uma cobertura nacional e que oferece garantia numa lógica ibérica, com 900 pontos de assistência em Portugal e Espanha. Esta nossa abrangência geográfica com uma ampla rede de assistência é fator de confiança para o cliente, sobretudo para o cliente profissional que faz muitos quilómetros e que tem no automóvel a sua principal ferramenta de trabalho. Temos aqui uma vantagem competitiva face às redes oficinais de menor dimensão. A nossa rede também disponibiliza uma solução integrada para as empresas, tenham ou não frotas multimarcas de pequena ou de média dimensão, garantimos a consistência do preço em toda a rede TOPCAR, permitindo a utilização de qualquer oficina em qualquer ponto do país, para além de centralizarmos todo o processo negocial seja com a gestora de frota ou com um grupo segurador.

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Stock de peças e logística. De que forma abastecem a rede TOPCAR? A nossa rede própria de retalhos de peças ONEDRIVE, disponibiliza mais de 240 marcas, com um stock permanente no valor de 8 milhões de euros. Temos um serviço de entrega que abastece todas as oficinas da rede TOPCAR, algumas delas 4 vezes ao dia. O mesmo acontece com a rede de AS Partners que atua em zonas do país onde a ONEDRIVE não está presente. Estamos em constante evolução. Em janeiro deste ano estabelecemos uma parceria com um importante distribuidor de pneus. Este acordo visa proporcionar uma oferta de produtos ainda mais ampla e com preços mais competitivos para toda a rede TOPCAR e com isto beneficiar o cliente final. Por estarmos integrados num grupo de dimensão europeia garante aos nossos associados o acesso a um conjunto de soluções que uma oficina independente já não consegue oferecer, sobretudo ao nível da disponibilidade de peças; o acesso as referências das diferentes marcas que estão a ser constantemente atualizadas e o acesso a um preço competitivo na hora da orçamentação. Em 2014 vamos estar ainda mais ativos junto às frotas de novas empresas, realizaremos a convenção da nossa rede, continuaremos a investir na imagem TOPCAR e no software da nossa rede. Mantendo os nossos padrões de qualidade, acreditamos que iremos integrar mais associados à nossa rede, com o objetivo de chegarmos ao final do ano com 60 oficinas aderentes”, assim nos falou o motivado e dinâmico Marco Silva.


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Valorcar – grandes números numa pequena peça A Revista Automotive, com a clara intenção de “abrir o apetite” para a temática da reciclagem, fez um pequeno questionário à Valorcar. Ricardo Furtado, diretor geral fez a gentileza de o responder, e de aumentar o interesse para se saber mais, melhor e em pormenor; mas para tal, só mesmo com uma entrevista, que é interativa e personalizada… Onde está localizado o vosso centro de investigação e desenvolvimento? É feito em parceria? Quais os contributos de Portugal? Não existe propriamente um centro. O que a VALORCAR faz é identificar áreas onde a cadeia de processamento de (Veículos em Fim de Vida) VFV e de (Baterias de Veículos Usadas) BVU necessita de melhorar, como por exemplo, o desenvolvimento de um método de aproveitamento de um determinado material que ainda não tem destino de reciclagem. Nesses casos, lançamos projetos de investigação, muitas vezes em parceria com

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consultores e com a própria REDE VALORCAR e indústria de reciclagem, com vista a suprir essa necessidade. Quais os vossos dados de recolha 2013 - veículos, baterias, vidros, entre outros? Durante o ano de 2013 foram entregues nos centros de abate da REDE VALORCAR um total de 57.780 VFV, valor que representa um crescimento de 1,7% face a 2012 e que permitiu consolidar a tendência de subida que se verifica desde há dois anos. Os VFV recebidos deram origem a mais de 54 mil toneladas de materiais que foram em grande parte reutilizados e reciclados, de entre os quais se destacam os metais (40.486 t), as peças usadas (2.215 t), os pneus (1.948 t), os vidros (997 t), as baterias (782 t), os plásticos (315 t) e os óleos usados (230 t).


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No âmbito da informação, numa bateria por exemplo quantos elementos são reaproveitáveis e qual o valor final do produto? Durante o ano de 2013, os centros da REDE VALORCAR recolheram um total de 21.425 toneladas de Baterias de Veículos Usadas (BVU) em 12.555 locais diferentes (oficinas, lojas auto, centros de abate de veículos em fim de vida, etc.). Depois de recolhidas, estas baterias foram enviadas para reciclagem em 4 unidades industriais especialmente vocacionadas para esta atividade: neutralizam o ácido das baterias; recuperam o plástico das caixas (Polipropileno - PP) para posterior produção de vasos de plantas, tubos de rega ou mobiliário urbano e; recuperam o chumbo para produção de lingotes. Cerca de 90% deste chumbo é utilizado na produção de novas baterias, sendo o restante, de menor grau de pureza, encaminhado para o fabrico de munições de caça (cartuchos de chumbo), barreiras de proteção contra radiações, lastro de navios, contrapeso de elevadores, etc. No âmbito da reutilização, que produtos de nova utilização podem ser feitos a partir de um carro que vai para o desmantelamento? O ano de 2013 fica marcado pelo melhor resultado de sempre ao nível do reaproveitamento dos materiais dos VFV, tendo-se atingido uma taxa de reutilização/

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valorização de 92,7% (peso médio de cada VFV que é reaproveitado). Todos os VFV recebidos na REDE VALORCAR são despoluídos e desmantelados, o que possibilita a reutilização de diversas peças (motores, portas, etc.) e a reciclagem de inúmeros materiais: os metais (que representam cerca de 75% de um VFV) são fundidos e utilizados, por exemplo, no fabrico de vigas para a construção civil; a borracha dos pneus serve para fazer pavimentos para parques infantis ou relvados sintéticos; os plásticos são transformados em vasos para plantas ou em mobiliário urbano, como bancos de jardim ou passadeiras de praia; os vidros são reaproveitados na indústria cerâmica. Quantos veículos abandonados calculam que exista ainda em Portugal em terrenos baldios, parques públicos, quintais, etc.? É difícil estimar esse número. De qualquer forma, o abandono tem vindo a decrescer muito nos últimos anos, depois da entrada em vigor do Imposto Único de Circulação (IUC). Como só é possível cancelar o IUC mediante a apresentação de um comprovativo de exportação do veículo ou de um certificado de destruição (prova de que o veículo foi abatido num centro autorizado), as pessoas sabem que se abandonarem os veículos continuam a pagar o IUC todos os anos. PUB


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Acrilac e Festool - formação única e exclusiva Fundada em 1978 a Acrilac é uma empresa portuguesa de referência na distribuição de tintas, revestimentos, acessórios e equipamentos para pintura. Abrangem a área industrial, a repintura automóvel, a construção civil e inclusive a decorativa. De noticiar e destacar foi esta última formação que fez recentemente, única em Portugal em 2014; porque contou com a unidade móvel da Festool. Esta unidade circula por diversos países, não só para promover a marca, mas muito especialmente para atualizar os profissionais. Pensada até ao ínfimo pormenor, esta unidade móvel foi criada para permitir levar a fábrica, os produtos e a respetiva formação a todos os cantos do mundo. A publicidade e notoriedade são muito importantes para a Festool, mas a perceção, o conhecimento e o respeito do profissional pela marca são valores a não descurar. Acrilac e Festool somaram pontos, adicionaram formação e reuniram cerca de 90 profissionais da área da repintura automóvel. O resultado não poderia ter sido melhor: o tempo ajudou, a motivação dos participantes também, os profissionais demonstraram empenhamento e prontidão nas respostas. Assim, a pintura deu as cores, mas o aroma era de um excelente leitão, muito bem regado, ao ar livre e ainda puro da Malveira. Esta iniciativa faz parte da estratégia de formação/atualização da Acrilac denominada Profit Zone, uma forma

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de incentivar o hábito da formação, leitura e aprimoramento, dos donos de oficinas, distribuidores de produtos e equipamentos. Segundo Vasco Pereira da Silva, diretor comercial da Acrilac, “é crucial para todo o negócio, que os parceiros saibam usufruir de todas as mais-valias que têm entre mãos. A repintura é um negócio rentável, mas tem que ser bem gerido. E gerir bem é estar informado e colocar em prática as melhores metodologias e processos. Com a presença da unidade móvel da Festool conseguimos demonstrar as potencialidades dos processos e dos equipamentos da marca para o negócio da repintura automóvel. Reforçamos algumas orientações técnicas e sugerimos soluções para tornar esta área das oficinas mais económica face aos consumos de energia e rentável ao nível da produtividade. A nossa parceria comercial com a Festool já dura há três anos, temos vindo a conquistar novos clientes na área da repintura automóvel e ao mesmo tempo, atender às constantes exigências do mercado. Reunimos nesta ação quase 90 clientes profissionais da repintura que no seu dia-a-dia necessitam de equipamentos robustos, de soluções económicas e de processos que tornem a área de repintura rentável. A Festool vende processos e não somente produtos, e nesta ação


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procuramos demonstrar como é possível tirar o melhor proveito dos equipamentos que a marca disponibiliza. Foram desenvolvidos para se “acomodarem” numa oficina, com boa ergonomia, garantia de 3 anos e pensados para tornar o trabalho da repintura mais rentável. Na área da repintura automóvel, a Acrilac é um fornecedor global, comercializamos diversos equipa-

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mentos que vão desde cabines de pintura, até pistolas e ferramentas. Dispomos nas nossas instalações de Malveira de um centro de formação para uso dos nossos clientes e estamos muito satisfeitos com a evolução do negócio da repintura que voltou a ganhar mercado no nosso país”, salientou o diretor comercial da Acrilac.

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Um historiador de arte num Citroen C4 Picasso Caros leitores, estou de volta, o Bugias, aquele vosso “velho” conhecido, com pouca aptidão para atrair grandes massas (em todos os sentidos possíveis da palavra). Fui designado para fazer a reportagem deste assessment; diante da pessoa em causa e o carro em avaliação, calculei que não seria uma tarefa fácil. Nenhuma é, senão chamar-se-ia lazer! Prossigamos… Conheci então José Morgado, dinâmico, comunicativo, muito interativo, excelente humor e argucia. Nada daquela cena de velho do Restelo, de cabelo cumprido e seboso e com um ar de galante ultrapassado. O convidado é licenciado em História da Arte pela Universidade de Lisboa, foi gestor de uma agência de turismo, é funcionário de uma empresa aérea civil e recém-proprietário de uma loja de chocolates - apenas alguns tópicos do seu vasto currículo. José Morgado entrou no Picasso como se fosse no Louvre, observou o geral e o pormenor, nada escapou;

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foi conversa, passeio e diversão por quase um dia. Impossível descrever tanta meticulosidade, perspicácia e capacidade de observação, segue-se um pequeno resumo. “Vivi alguns anos na Suíça e muitos anos em Paris, carro que conduzia: um Citroen AX, uma viatura simples, mas que me deu muitas alegrias e que marcou muito a minha vida parisiense. O que me ficou sempre na memória e mundialmente conhecido foi o Citroen DS, conhecido por “boca de sapo”. Boca lembra chocolate, que sempre foi uma paixão gastronómica para mim e muitos outros milhares de bons apreciadores. Nesta altura da minha vida fez-me todo o sentido abrir a loja “Chocolataria Lisboa”. Na conjuntura do país, faz-me sentido poder adoçar um pouco a boca dos portugueses, principalmente aqueles que passarem próximo do Arco do Cego, onde está a loja.


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Fiquei agradavelmente surpreendido quando a Citroen teve a coragem de batizar um veículo de Picasso, um artista tão controverso, difícil de compreender, com tantos defeitos e virtudes (como todos nós), tão humano e ao mesmo tempo tão genial. Não se poderia esperar outra atitude deste carro. O novo C4 Picasso tem uma superfície vidrada ampla, permitindo muita visibilidade exterior para usufruir da paisagem, mas também muita segurança na mobilidade do veículo (ultrapassagens, rotundas - ângulos mortos) e para os peões. O detalhe do prolongamento da abertura da pala de sol, trás muito mais luz para dentro da viatura; permite usufruir daquilo que temos de melhor: o clima e a luminosidade. Tem uma linha exterior discreta, como ditam os novos tempos; e um espaço interior muito amplo. O tablier é contínuo, fluido e a posição central do painel de informações com comando em touch screen é mais participativo pelos demais ocupantes do carro. O fato dos 3 bancos traseiros serem independentes e com a mesma largura, com o piso completamente plano, permite muito conforto para quem vai atrás. Outro pormenor interessante é o rebatimento do encosto do banco à frente do passageiro, formando

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uma espécie de tampo de mesa, dando assim muitas possibilidades de transporte de objetos com variadíssimas dimensões, desde um quadro, a uma escultura de chocolate, uma peça de mobiliário, enfim, tudo aquilo que uma mente criativa puder explorar. Conforto a bordo, prazer na condução A suspensão deste carro é muito boa, a direção é leve, o conforto e a independência dos bancos fazem-nos sentir como se estivéssemos sentados em primeira classe num avião novo. Poderíamos avançar sobre a extensa obra de Picasso, como também da tecnologia e mecânica deste Citroen C4 Picasso e compararmos com o estado atual da aviação civil, acompanhados por um saboroso chocolate quente, mas parece-me que teria que escrever um livro, não lhe parece?” A minha resposta foi: não ao livro, não à temática, mas sim ao chocolate dentro do Citroen C4 Picasso, a caminho de casa e a pensar: como vou colocar tudo isto no papel? Afinal esta reportagem foi trabalho ou lazer? Peço a vossa melhor compreensão e que sejam poupados nas críticas ao autor.

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Peugeot Partner garante qualidade às Estradas de Portugal

Renovar e modernizar a frota de veículos e ao mesmo tempo contribuir para fortalecer a indústria automóvel nacional. São alguns dos aspetos destacados por António Ramalho, presidente das Estradas de Portugal, por ocasião da entrega de 41 viaturas em cerimónia decorrida na fábrica em Mangualde. “É com muita satisfação que anunciamos a escolha do Peugeot Partner: carros portugueses ao serviço da rede rodoviária nacional. A Peugeot foi a marca vencedora do concurso público: por oferecer um produto que melhor preenchia os diversos critérios, desde o preço até à garantia da rede de serviços pós-venda. Digo que é uma satisfação pois os modelos Partner são produzidos na fábrica de Mangualde, unidade fabril que já passou por diversos momentos difíceis, felizmente todos ultrapassados. Para nós das Estradas de Portugal estes novos modelos vão permitir uma poupança significativa ao nível das rendas em cerca de 46% e de melhoria em eficiência energética com uma redução em 22% por cada veículo nas emissões de Co2 e uma redução no consumo de combustível estimada em 28 mil litros por ano de utilização.

em Portugal o que demonstra que somos capazes de fabricar produtos de qualidade e com baixos custos de utilização. Projetamos que estas 41 viaturas irão percorrer mais de 1,8 milhões de quilómetros por ano, numa média de 45 mil quilómetros por cada viatura ano. Só um produto robusto e económico poderia ser escolhido. É um prazer para as Estradas de Portugal ter a Peugeot como fornecedora, assim como também é um prazer servir os utilizadores das nossas estradas com a garantia deste pós-venda. Não precisamos de viaturas paradas, queremos eficiência, garantia de qualidade e segurança para os nossos colaboradores e usuários. Manter a rede rodoviária com altos níveis de qualidade, é o melhor que podemos oferecer às marcas automóveis e aos nossos utilizadores. Estas 41 viaturas farão com certeza este trabalho”, destacou António Ramalho.

É uma poupança, tudo somado, de quase 50% nos custos de utilização destas viaturas que foram produzidas

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Peugeot a preparar as “Estradas” para o 308 versão carrinha Por ocasião da entrega das primeiras unidades do Peugeot Partner Furgão às Estradas de Portugal, Alfredo Amaral, diretor geral da marca em Portugal, explicou de que forma estão a preparar o objetivo de liderança de vendas no segmento C.

“O facto da fábrica estar em Portugal tem contribuído para tornar a nossa marca mais competitiva, ainda temos uma boa margem para crescer no setor das frotas, com destaque para as forças de segurança e dos correios, sem contar o setor da saúde e assistencial. Esta entrega de viaturas Partner às Estradas de Portugal vem comprovar que estamos mais competitivos: em robustez, economia de combustível, baixas emissões de CO2 e porque a Peugeot ofereceu garantias de um

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eficiente serviço de pós-venda através da sua bem implementada rede de concessionários. As 41 viaturas estão totalmente equipadas de fábrica e adaptadas para utilização sobretudo na fiscalização dos milhares de quilómetros da rede rodoviária. Mas não ficamos por aqui. Com base nas sugestões dos nossos clientes empresariais, percebemos que havia a necessidade de dispormos de uma viatura comercial mais bem equipada e assim lançamos o modelo Partner Office.


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Este modelo tem sido um sucesso de vendas, vem equipado com Touch-Screen com Sistema Android e integra funcionalidades como navegação, bluetooth, agenda, acesso à Internet e e-mail, câmara de marcha-atrás entre outras aplicações, permitindo ao utilizador profissional transportar as principais funcionalidades de um escritório para este furgão. É um produto fabricado em Portugal e o seu preço é o equivalente à versão de base do Peugeot Partner.

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condições de ombrear a concorrência mais direta e de podermos ambicionar a liderança do segmento C em Portugal, que é o nosso grande objetivo para 2014,” concluiu Alfredo Amaral.

Outro fator de destaque que muito orgulha a família Peugeot foi a recente eleição do modelo 308 como Carro do Ano Internacional, título que veio premiar um grande esforço de toda a marca no sentido de desenvolver um produto quase que revolucionário no seu segmento. Para o setor empresarial, onde as soluções de mobilidade e de preço contam muito, o Peugeot 308 tem vindo a ganhar destaque em Portugal, e os vários operadores de frotas já começam a reconhecer o modelo como um produto ajustado e bem posicionado no valor residual da viatura. A história do 308 é recente, e será dinamizada com o início da comercialização da versão carrinha já no final deste primeiro semestre e aí sim, estaremos em

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De Mangualde para Portugal Em entrevista à Revista Automotive, João Mattosinhos, diretor geral da fábrica de Mangualde, explicou o bom momento desta unidade do grupo PSA exemplificado pela escolha das Estradas de Portugal. A entrega destas 41 viaturas Peugeot Partner para as Estradas de Portugal, é um momento simbólico para a empresa? Sim. É um momento muito significativo para a história da fábrica de Mangualde. Vem demonstrar que temos a nossa qualidade reconhecida. Dentro e fora do país, aproveito para relembrar a entrega que fizemos aos correios de Paris. A escolha da empresa Estradas de Portugal, foi motivo de orgulho para todos nós e será continuado, ao vermos estas viaturas circularem pelas nossas estradas regularmente. O ritmo das encomendas será mantido em 2014? Sim. Porque o segmento C1 onde se inserem os veículos comerciais destinados às frotas, continua a ter um impacto significativo para o nosso negócio com cerca

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de 60% da nossa produção. As encomendas continuam em bom ritmo. Para ter uma ideia, geramos cerca de 5 milhões de euros de serviços aos nossos mais de 300 fornecedores só em 2013. Para manter este bom ritmo têm que ter alguma autonomia? Sem autonomia não há adaptação nem criatividade. Em 2013 conquistamos novos mercados para as marcas que produzimos aqui em Mangualde, como foi o caso do Reino Unido, mercado para onde produzimos o Peugeot Partner com volante à direita. Graças a uma gestão de fábrica bastante flexível, foi possível adaptarmos a este novo mercado e isto trouxe mais investimentos para a nossa unidade e para os fornecedores da região.


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Os clientes frotistas têm necessidades específicas em função das suas áreas de negócio, como responder a todos? Através de um produto standard com qualidade, que depois garante e permite a adaptação em atelier de pós-produção. Uma estrutura robusta e flexível, garante a execução de um bom trabalho, que irá corresponder às especificidades de cada cliente. A GEFCO tem sido o nosso parceiro para todas as ocasiões, garantindo também qualidade e garantia no seu atelier. A sua experiência no mercado permite poupar tempo ao nosso cliente, porque eles conhecem o nosso equipamento e exploram ao máximo as suas potencialidades. O que falta à fábrica PSA de Mangualde?

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para o diálogo, para esclarecer dúvidas e até para as tão desejadas fotografias. O que falta à região onde estão instalados? É imprescindível que a sociedade civil e o estado se mobilizem para manter o que já oferecemos, ampliar a sua área de atuação, investir em outras áreas de negócio, impulsionar atividades e serviços. É uma forma de potenciar o que já oferecemos e criar mais dinamismo e versatilidade a esta região. As unidades Peugeot Partner entregues às Estradas de Portugal é mais uma prova das nossas capacidades de adaptação às novas exigências; porque só assim há prosperidade”, salientou João Mattosinhos.

A Peugeot tem 25% de quota de mercado no segmento dos veículos comerciais ligeiros e isto é o resultado dos esforços da marca. Com mais de 50 anos de atividade, a fábrica registou em 2013 uma produção acima das 56 mil viaturas o que significou um crescimento de 29% face ao ano de 2012, gerando a criação de mais 300 postos de trabalho, tendo hoje um total de 1.130 colaboradores. Diante destes fatos e números está plenamente demonstrado que não nos falta interesse, motivação e encomendas. Em termos ambientais e sociais, somos uma empresa certificada a todos os níveis, garantimos assim às populações um modo de vida sustentável e saudável. Como podem verificar, não nos escondemos, pelo contrário, estamos sempre de portas abertas, disponíveis

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Opel em Portugal – mais oferta para aproximar o futuro Desde 2007 que os primeiros automóveis novos bi-fuel de série começaram a ser comercializados no mercado português. Até ao final de 2013, foram vendidos 3.636 automóveis, com apenas oito marcas a disponibilizarem produtos GPL de fábrica. A Opel este ano está a lançar no mercado nacional uma gama completa de 10 versões distribuídas por seis modelos. Um leque tão alargado de veículos a gás, batizados de FlexFuel vai preparando assim o caminho para a mudança de paradigma no que se refere a fontes de energia. Através desta atitude demonstra claramente que pretende ir de encontro aos anseios dos clientes por energias mais “limpas” e “amigas” do ambiente. Por outro lado, dá tempo aos tecnocratas de substituírem as fontes de entrada de capital no Estado (petróleo), por outras. Daí compreende-se a demora da introdução do

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carro elétrico: será difícil justificar porque um carro terá de pagar taxa de audiovisual, em Portugal, por exemplo. Para todos os gostos, utilidades e ocasiões a Opel disponibiliza FlexFuel: do utilitário Corsa, aos familiares Insignia e Insignia Sports Tourer, passando pelos monovolumes Meriva Tourer e Zafira Tourer, contemplando também o SUV Mokka e o familiar compacto Astra (carro e carrinha). A Opel distingue-se assim por fazer estreia em segmentos de mercado que até hoje não apresentavam nenhum automóvel a GPL. É o caso do novo Meriva Tourer


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1.4 Turbo FlexFuel, no segmento dos mini-monovolumes, e dos modelos Opel Insignia e Opel Zafira Tourer. Para não dececionar o cliente que procura economia, racionalidade no consumo e responsabilidade social a nova gama FlexFuel oferece motores modernos e potentes, como o 1.4 Turbo de 120 cv e 140 cv. João Falcão Neves, diretor geral da General Motors Portugal afirma que “chegou a hora de olhar para o GPL como uma alternativa real; por ter custos de utilização mais baixos, menores emissões e vida prolongada do motor. A legislação portuguesa eliminou a discriminação a que sujeitou estes veículos. Faltava uma oferta diversificada, capaz de propor uma solução moderna e competitiva em cada segmento. A Opel é a primeira marca a fazê-lo.” A designação FlexFuel destaca o facto de estas versões poderem funcionar a GPL ou a gasolina, bastando ao condutor premir uma tecla na consola central do tablier para selecionar um ou outro combustível. Os dez novos elementos da gama FlexFuel da Opel estão equipados de série com sistemas completos de alimentação de autogás instalados na fábrica, com plena cobertura de garantia da marca.

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A estratégia assim demonstrada pela marca, aponta para um percurso que tendencionalmente avança para uma opção mista, até chegar ao horizonte temporal dos exclusivamente elétricos. Permitindo no entanto, que pelo caminho haja tempo para uma adaptação política, económica e social que se proporcionará aquando da mudança dos motores a combustão para os elétricos.

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Qashqai: escolha racional e muito bem fundamentada

O Nissan Qashqai é um caso de sucesso dentro do segmento C, que é segmento de mercado mais competitivo em Portugal e onde se concentram quase 60% das vendas de viaturas ligeiras de passageiros a clientes frotistas. Neste segmento, as compras por parte das empresas são realizadas com base em critérios racionais como o valor residual ou o custo de utilização.

ta Automotive explicou as razões que posicionam o Qashqai como um produto estratégico da marca nipónica para manter, justificar e alavancar as suas vendas.

Além disto são também valorizados parâmetros como a versatilidade, o equipamento e a tecnologia a bordo, economia de combustível e emissões de CO2. Quanto mais profissional é a utilização da viatura, mais racionais e menos emotivos são os critérios de decisão de compra.

“Um produto com quase 8 anos de mercado tem a sua recetividade assegurada, mas a segunda geração do Qashqai adaptou-se aos critérios mais rigorosos de escolha e ajusta-se nas opções que as pessoas e as empresas priorizam atualmente.

São declarações de Ricardo Freitas, diretor de frotas da Nissan Ibéria Portuguesa, que em entrevista à Revis-

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Dentro do mercado das frotas é um produto que apresenta um valor residual elevado – o melhor do segmento C de acordo com a Eurotax - e um baixo custo de


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utilização, - também dos mais baixos do segmento de acordo com a 4Fleet - o que faz do Qashqai o terceiro modelo mais vendido em Portugal no segmento C, liderado pelo Renault Mégane e pelo Volkswagen Golf. Um produto que criou um novo segmento de mercado Quando foi lançado em finais de 2007, o Qashqai não tinha concorrente direto, era um produto que estava nitidamente a criar um novo subsegmento de mercado; agora conhecido como Crossover. Na altura, passou a oferecer ao cliente dois estilos numa única viatura, permitindo-lhe enfrentar com confiança as dificuldades da condução urbana. Abrimos assim caminho para que outros seguissem e acabamos todos por usufruir de uma viatura mais flexível e adaptável. Lançar a segunda geração do Qashqai representou um grande desafio para a própria Nissan, pois estávamos a partir de um produto de sucesso, com quase 2 milhões de viaturas vendidas no mundo. Assim, qualquer melhoria que fosse adicionada ao produto teria que ter em conta este bom historial de mercado. Mantivemos as boas características e acrescentamos mais recursos tecnológicos ao novo modelo, que não são vulgares em viaturas deste segmento, como por exemplo o sistema de estacionamento automático, as câmaras de visão 360º, os avisos dos sinais de trânsito, o sistema sonoro de anti colisão frontal e o alerta de fadiga de condução, entre outros. A tecnologia como fator de segurança Os recursos tecnológicos do Qashqai são fundamentais, para a segurança dos ocupantes e peões e são argumentos de venda fortes, sobretudo porque é um produto destinado à população ativa. Como ferramenta de trabalho é eficiente, como veículo de passeio é seguro, confortável e muito prático. É muito natural que quem utiliza este veículo na empresa, prefira-o também na sua garagem; e vice-e-versa. Contagia e fideliza.

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A nossa marca tem uma estrutura financeira própria, que é o RCI Banque Portugal, que intermedeia a atividade de venda com a rede de concessionários. Além disso disponibiliza também um amplo leque de produtos financeiros aos Clientes Nissan sejam o crédito, o Leasing o ALD ou o Nissan Business Finance, um produto de Aluguer Operacional. Estamos muito bem estruturados para oferecer soluções financeiras vantajosas para o cliente empresarial, com serviços adicionais como: gestão da frota (documentação, imobilização, sinistros e de combustível), manutenção da viatura através da nossa rede, inspeção periódica, substituição de pneus, etc. As vendas da Nissan Ibéria Portugal exclusivamente no mercado das frotas têm um peso de 40%, um percentual que temos vindo a incrementar nos últimos anos, seguindo a tendência do mercado. É crucial manter e expandir porque há mercado para tal. Estamos bem preparados em termos de gama para apresentar boas soluções à medida das necessidades das empresas, nas várias áreas de atividade, com modelos de vanguarda tecnológica, como é o caso do LEAF, viatura 100% elétrica ou do furgão NV-200, viatura comercial com prémios internacionais e de que estamos prestes a lançar também uma versão 100% elétrica. A nossa rede de concessionários está presente nas principais regiões do país, e conta com todo apoio da nossa área de negócio. Sejam as grandes frotas nacionais, sejam as pequenas e médias empresas são permanentemente acompanhados pela nossa rede em conjunto com a nossa equipa de frotas”, concluiu Ricardo Freitas.

A gama diesel do Nissan Qashqai é composta por quatro níveis de equipamento a que chamamos de Visia, Acenta, N-Tec e Tekna. O grande número de unidades que temos nas frotas de empresas como farmacêuticas, telecomunicações e bancos, também assenta no facto do Qashqai ser um produto com um dos melhores valores residuais de mercado, como é o caso da versão Acenta com motor 1.5dCi de 110 cavalos, e com apenas 99 gramas de emissão de CO2, que de acordo com a Eurotax nos apresenta um valor residual de 53% projectado a 48 meses / 100.000 km de utilização. Soluções de financiamento

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Nuno Ferreira num “Evoque Pure” A Ferreira e Filhos, oficina de reparação de pesados multimarca e concessionário IVECO, já sobejamente conhecida pelos nossos leitores e muito bem reconhecida pelos seus clientes, foi a empresa alvo escolhida por nós para testar o novo modelo Evoque da Range Rover. A escolha não foi inocente já todo o mercado automóvel sabe da paixão que Nuno Ferreira, diretor geral da empresa, nutre por veículos deste calibre.

“Quanto a este Evoque, gosto deste tipo de volante que concentra os vários comandos eletrónicos e de navegação.

Começou por “ajudar” o pai na oficina durantes as férias da escola. Aos 7 anos envergava um fato-macaco - motivo de distinção e bravura – oferecido pela mãe, provavelmente em reconhecimento pelos serviços prestados (não sujar as demais roupas com nódoas de graxa e óleo).

A caixa manual de 6 velocidades é precisa e ajuda no desempenho do motor de 2,2 litros. A performance deste motor de 150 cavalos em terreno mais acidentado, por onde estamos a passar neste momento, é muito boa. Agrada-me o comportamento dinâmico deste Evoque, em piso de terra e também na passagem por zonas com areia e por pequenos riachos.

“Este modelo Evoque da Range Rover está bem adaptado para utilização urbana, com conforto interior, bem equipado em termos tecnológicos, sente-se bem a estrada, em tudo semelhante a um executivo citadino. Quero explorar o que mais lhe deram e por isso só avançando para todo o terreno.” Espírito aventureiro Avançamos pela mata da Marinha Grande adentro, mesmo à grande e realmente por todos os terrenos.

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É com este tipo de experiência que conseguimos encontrar a interação e comunicação homem/máquina, quando há entendimento conseguimos progredir e compensar algumas falhas (humanas e da máquina). De outro modo não se avança nem no terreno nem na vida. O chassis duplo faz toda a diferença, mas só quando o confrontamos com verdadeiros desafios, não é numa lomba citadina que ele mostra as suas capacidades. É onde efetivamente ele é mais preciso –


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neste desnivelamento desconexo e pedregoso - que a duplicidade do chassis nos deixa com a coluna vertebral intacta. Melhoria contínua É fundamental para quem quer comprar um veículo destes que tenha a oportunidade de usufruir de todas as suas capacidades e só é possível fazê-lo aprendendo. Eu comecei justamente por aqui, nas redondezas com um modelo da marca Auto Union de 1932 na altura

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equipado com motor DKW e rapidamente vi-me com as quatro rodas no ar e com o motor a trabalhar. Não fossem as testemunhas presentes (que se arriscaram a ir comigo!) e esta situação teria caído no esquecimento. Daí para diante tem sido sempre a melhorar, aprimorar e a usufruir, não só do prazer da condução, mas da paisagem, da companhia, convívio, entreajuda, camaradagem e especialmente das amizades. Realmente este Evoque remexe com as nossas lembranças mais “Pure” e agradáveis do passado.

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Acabo de me lembrar que comecei os meus passeios de TT com o Rota do Sol há 28 anos e resolvi comprar à Guarda Fiscal um Land Rover que me custou na altura 900 contos. Desmontei toda a viatura acreditando que seria capaz de repará-la ao mais ínfimo pormenor. O tempo foi passando a paciência escasseando e a certa altura (nas vésperas) assumi que já não o conseguiria montar: acabei por ficar sem o jipe, sem dinheiro e sem participar do passeio. Sensibilizar e cativar o cliente Aproveito para fazer um aviso, é que quem compra uma viatura destas fica cativado por ela, é impossível deixar-se seduzir por outra. Foi assim que comecei, avancei e embarquei na aventura dos passeios de 15 dias em África, pelas rotas de Marrocos e pela Mauritânia onde se conduz pelo menos 11 mil Km em todos os tipos de terrenos e climas. Não há como explicar, só fazendo. O Evoque é um produto evoluído, fácil de conduzir, não é preciso ter muita experiência em todo o terreno para apreciar toda a potencialidade deste modelo. Foi muito prazerosa esta experiência, não só pela companhia, mas pelo novo Evoque Pure. A Range Rover tem um bom produto, é importante que sensibilize os clientes para as vantagens profissionais e pessoais deste segmento, fomente e sugira rotas, aproveite para reforçar alguns grupos já existentes e estimule a criação de outros para diferentes idades e preferências”, concluiu Nuno Ferreira.

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Opel Insignia Sports Tourer mesmo à séria Convidamos Bruno Ricardo, Gestor de Frota da Teixeira Duarte, divisão Alimentar em Angola. Por telefone, Bruno Ricardo foi muito objetivo: “pessoalmente não tenho interesse em fazer o assessment a uma viatura ostentatória, que faça clivagens sociais, porque de todo não é o meu perfil”. Acrescentou ainda que “ se for para simular as condições de Angola, então no mínimo a viatura tem que ter altura ao solo e principalmente robustez. Logicamente que terá que ser de uma marca que esteja dentro do portfólio distribuído pela Teixeira Duarte em Angola ” finalizou. Fomos buscá-lo com um Opel Insignia Sports Tourer e assim começou a conversa: “A Teixeira Duarte começou no Setor Automóvel em 1991 em Angola, atualmente representa diversas marcas como: a Chevrolet (GM), Honda, Nissan, Mahindra, Peugeot e Renault nos automóveis e nas viaturas pesadas a Renault Trucks e UD Trucks. A empresa não distribui Opel em Angola mas a Opel é uma marca do Grupo General Motors que detém a Chevrolet por isso está dentro dos parâmetros”.

Passando então à avaliação do carro “O carro é muito estável, com insonorização excelente. A caixa de velocidades é muito fácil de manusear, o motor tem uma resposta forte na dose certa, em autoestrada consigo ir com uma 3º velocidade a 110km/h que não esgota as rotações nem vai em esforço…e ainda tenho mais três mudanças para pôr! Tinha ideia que era um carro executivo pesado e ainda por cima por ser carrinha, pouco reativo. Mas não, a sensação é de leveza na condução e muito conforto. Quando pressiono o botão sport sinto uma maior precisão do volante e na resposta à aceleração. É sem dúvida uma ótima escolha para um cargo de direção em Portugal, é uma viatura com um design atrativo, tem bastante conforto e espaço interior que conjuga trabalho com lazer em família, mas para Angola não seria a escolha.

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Em Angola as estradas nas cidades são alcatroadas, mas grande parte é constituída pelo chamado “musseco”, estradas de terra batida pouco cuidadas. Por essa razão o parque automóvel de viaturas novas em Angola é muito de SUV’s, Pickup’s e 4x4 como RangeRover, Chevrolet Captiva, Dacia Duster, etc.” Então, avancemos para um musseco português. Como sabe, Insígnia é sinónimo de uma marca que identifica um estatuto e Tourer designa alguém que viaja por prazer. Certifiquemos se as palavras condizem com os atos; ou melhor se o nome corresponde à verdade. “Impressionante. Poças, gravilha, lama, pedras, buracos, crateras e não sinto o carro bater no chão, não dou cabeçadas no teto, as pernas não batem no volante, a carteira e o telemóvel não viajam no tablier. É muito mais confortável do que muitos modelos SUV que testei nas estradas de Angola. Impressionante. Mudei completamente a opinião que tinha deste carro. Se esta é a versão “normal”, penso que a versão “all road” se encaixaria perfeitamente para visitar as províncias que ficam longe de Luanda, por exemplo Benguela. Para fazer estes 540km só com uma faixa de rodagem, é preciso um carro com força para as ultrapassagens por causa do trafego intenso de camiões nessas estradas”. Fale-nos um pouco da sua frota. “Só na área de distribuição tenho que gerir cerca de 40 camiões: uns para transporte em temperatura ambiente, outros em ambiente de frio, os chamados camiões “cavalo” com plataformas pneumáticas e também os camiões hammarlift. Sou responsável também pela ges-

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tão das viaturas ligeiras e ligeiros de mercadorias, que rondam as duas dezenas. Em termos de pós-venda temos oficinas internas que fazem todo o tipo de reparações com a qualidade necessária. As redes de oficinas são muito incipientes, com muitas oficinas independentes e com um grau de profissionalização muito problemático. O mercado das peças também é pouco dinâmico e é frequente camiões ficarem parados 90 ou 130 dias à espera de peças para reparar. No geral, as viaturas asiáticas custam a metade do que as europeias, mas em contrapartida avariam constantemente e o tempo de conseguir uma peça pode chegar às vezes a um ano porque o stock de peças é muito reduzido em Angola. Claro que a progressivamente Angola se está a modificar no panorama automóvel, exemplo disso é a nova lei que proíbe carros com mais de 5 anos serem importados, justamente para evitar que Angola seja destino para escoamento de carros velhos”. Qual é a estrutura de custos de uma frota em Angola? “A gasolina é mais barata do que a água, por isso os custos com consumos, não são essenciais. Os pneus representam mais de 10% do custo anual da frota, porque o desgaste devido ao musseco é muito elevado e os furos são constantes. Diria que a manutenção é de facto o grande custo. Refiro-me à manutenção corretiva porque por diversos motivos é muito complicado fazer manutenção preventiva. Normalmente quando parte, parte à séria, e os custos são elevados. Temos que ter sempre viaturas pesadas e ligeiras de substituição, para minimizar os prejuízos de imobilização das viaturas”.


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FROTAS

O “visual” de uma viatura conta para uma frota? “Se se refere ao posicionamento da marca e ao design do modelo/viatura, para mim conta bastante numa escolha de um gestor de frota, porque explicita, divulga e confirma claramente a filosofia de uma empresa. O Opel Insignia Sports Tourer com este modelo consegue um compromisso entre conforto, visual executivo e moderno, qualidade e muita inovação tecnológica sem puxar pelo ego ou status do utilizador. Encaixa-se na Angola de agora e nos conduz para um futuro melhor”.

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transparencia

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A Comissão Europeia descobriu euros de infrações nos rolamentos A Comissão Europeia concluiu que duas empresas europeias - SKF e Schaeffler - e quatro empresas japonesas - JTEKT, NSK, NFC e NTN - operavam um cartel no mercado de rolamentos automotivos. Foram aplicadas coimas de mais de 953 milhões de euros, as maiores multas recaíram sobre as empresas europeias Schaeffler (370 milhões de euros) e SKF (315 milhões de euros). As japonesas NTN, NSK e NFC receberam multas de 201; 62 e 3,9 milhões de euros respetivamente. A JTEKT não foi multada uma vez que beneficiou de imunidade por revelar a existência do cartel à Comissão Europeia. Joaquín Almunia, Vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Política de Concorrência, demonstrou toda a indignação com que o resto do mundo nos vê. Não se espera, não se deseja e não se aprova uma

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atitude deste calibre, numa Europa que já está madura o suficiente para cometer tamanha irresponsabilidade. Importância dos rolamentos no setor automóvel = segurança mas como se comprovou ilicitude? Não estamos a falar das letras apostas numa mala de senhora, mas de vidas. Os rolamentos são comprados por fabricantes de carros e camiões ou fabricantes de peças de automóveis; e um único carro contém em média cerca de 100 a 150 rolamentos. O mercado europeu para esses produtos, vale pelo menos 2 bilhões de euros por ano. As pessoas cuja moral permite manipular preços (face ao valor que dão ao dinheiro), com mais ligeireza


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manipulam qualidade, garantia e fiabilidade; é impossível não fazer essa associação. Detalhes do modus operandi do cartel Os seis participantes no cartel coordenaram as suas estratégias durante mais de sete anos, de 2004 a 2011, em todo o Espaço Económico Europeu (EEE). Eles entraram em pleno acordo quanto à estratégia de preços comum, à manutenção das quotas de mercado estáveis e quiçá até à maneira de se cortejarem. As duas primeiras confirmadas no processo, a última claramente sarcástica. Provado ficou também, que combinavam uns com os outros as respostas aos pedidos de orçamentos e os pedidos anuais de redução de preços por parte dos fabricantes de automóveis e camiões. As reuniões multilaterais em que os participantes nos cartéis coordenavam a repercussão do aumento dos preços do aço eram chamadas de reuniões do “clube” ou reuniões do “aço “. Podiam ser mais criativos quantos aos nomes, mas pessoas com este tipo de atitudes, não devem ter neurónios suficientes para a criatividade, honestidade, humanização, entre outras.

transparencia

“Esta decisão histórica da Comissão Europeia, embora morosa, mas irrefutável, é parte de um esforço de investigação muito mais amplo com o objetivo de descobrir e - se a sua existência for confirmada - sancionar outros cartéis no setor automotivo”, afirmou Joaquín Almunia. Ainda assim, avisa: “Não vamos parar por aqui. Ainda estamos a investigar supostos cartéis para airbags, cintos de segurança, volantes, ar condicionado e radiadores, bem como sistemas de iluminação - para mencionar alguns exemplos. Se eles foram deixados sem contestação, podem prejudicar a competitividade de toda a nossa indústria automotiva, aumentando artificialmente os custos dos automóveis. Atribuo grande importância a este trabalho de investigação, que é uma de nossas prioridades na aplicação da legislação antitrust”.

Punição e amenização das coimas Punidos sem culpa já foram todos aqueles que sofreram as consequências de tão longo processo de cartelização. Esta violação flagrante das regras da UE que proíbem estritamente cartéis, só pôde perdurar porque houve a conivência, anuência e omissão de muitos. Potencialmente todas as empresas do sector automóvel, que compram rolamentos e com unidades de produção na Europa foram alvo deste cartel. A coima é significativa, porque reflete a importância económica do setor cartelizado, bem como o seu âmbito e a duração da infração.

Joaquín Almunia, Vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Política de Concorrência

Como todas as “empresas” (questiona-se se a partir de agora devem ser incluídas nesta nomenclatura) reconheceram seus erros, tiveram um desconto de 10% nas coimas. Esta amenização foi só monetária, aguarda-se com alguma expectativa quais as consequências reais, desta tão harmoniosa relação criminal. Relevância do setor das peças automóveis na economia europeia A política de concorrência no setor das peças automóveis é um componente importante para uma maior competitividade e transparência. No setor das peças automóveis, a aplicação das regras de concorrência da UE visam preservar e/ou reforçar as empresas para otimizarem as suas práticas. Visam essencialmente valorizar a qualidade, a utilização monetária como uma forma de pagamento justo, adequado e honesto; em todas as transações, nomeadamente as comerciais ou laborais.

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transparencia

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Transparência tão difícil de encontrar

Para encontrar a transparência é necessário todos os sentidos; alguns ainda acreditam que basta tornar opaca a verdade. E assim começa uma longa história de mentira, fraude, crime e mais uma listagem enorme de erros que infelizmente ainda não têm fim. Nem com a alfabetização das pessoas, o estar no primeiro mundo e outras tantas atitudes incentivadoras, dissuade as pessoas de terem comportamentos negativos. Criticam a corrupção, a fome, o desgoverno, mas na sua prática diária fazem-no sem o maior constrangimento; é o que nos prova os textos que se seguem.

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Oficinas em Espanha foram processadas e multadas O Ministério da Economia, da Inovação, Ciência e Emprego do Governo da Andaluzia, através dos seus escritórios regionais, informou que abriu processo contra 144 oficinas automóveis com diversas ilegalidades, o que de acordo com o executivo regional, operavam sem reunir os requisitos técnicos, financeiros ou administrativos estabelecidos pela Administração para esta tipologia de atividade económica. Estes processos constituem aproximadamente 55% de todas as queixas que foram registadas no ano passado,


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feitas quer por cidadãos, quer por outros organismos ligados à área ambiental. Em termos de valor económico, as sanções já impostas a cerca de metade das 144 oficinas excedem no seu conjunto os 180.000 euros, esse volume irá aumentar à medida que o tratamento das queixas e dos processos disciplinares forem trabalhados. Estas ações contam com o apoio dos profissionais do próprio setor automotivo, tem como objetivo combater a criminalidade nesta área e fortalecer e reforçar as garantias nas áreas complementares: ambiental, do consumidor, de segurança rodoviária e dos direitos dos trabalhadores e também reduzir a concorrência desleal. Esta iniciativa faz parte das várias ações que o Ministério da Economia tem desenvolvido no âmbito das suas competências, para o benefício de um parque de automóvel cada vez mais seguro e por uma transparência na concorrência no setor do pós-venda Organizações não-governamentais A organização FACUA – Consumidores em Ação de Andaluzia lançou uma campanha de informação alargada, sobre os problemas que podem ocorrer em oficinas de automóveis. Os consumidores podem assim conhecer em maior detalhe os seus direitos e a legislação em vigor, por exemplo se as oficinas podem reparar os veículos com peças usadas, o que fazer se o mecânico corrige

transparencia

uma falha diferente daquela solicitada pelo cliente, ou se o preço do orçamento pode ser aumentado depois de ser apresentado ao cliente. Além das coimas, a prisão já é uma realidade em Espanha Um espanhol foi preso pela Polícia Nacional Castellón no seguimento das investigações de delitos contra a propriedade intelectual e industrial. Na operação desenvolvida, os agentes apreenderam oito computadores e mais de 200 equipamentos de diagnóstico de diversas marcas falsificadas, no valor de mais de 125.000 euros, bem como uma grande quantidade de documentação técnica sobre a área de reparação automóvel. De acordo com fontes policiais, o detido que não tinha cadastro nem pertencia a nenhuma empresa de equipamentos de diagnóstico, distribuía equipamentos falsificados importados da China em oficinas espalhadas por toda a Espanha, atingiu um volume de negócios de mais de € 15.000 em um único mês. De acordo com o Ministério do Interior “a operação realizada pela Polícia Nacional não só serviu para esclarecer a responsabilidade criminal, mas também ajudou a reduzir o risco evidente para a segurança rodoviária que envolve o uso de equipamentos de diagnósticos fraudulentos “.

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transparencia

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A reação das marcas

Caso de Portugal - Operação “Parafuso”

A Delphi não demorou para emitir um comunicado ao mercado onde enfatiza que a pirataria de software é um problema de falsificação cada vez mais importante no pós-venda automóvel: os falsificadores duplicaram o equipamento de diagnóstico original e vendem tanto o seu hardware como o seu software no mercado pós-venda. No caso específico da Delphi, duplicam fisicamente o módulo para que tenha exatamente a mesma aparência que o hardware oficial da marca.

A Guarda Nacional Republicana realizou em Março, ações de fiscalização em todo o território nacional, com vista a identificar e reprimir possíveis incumprimentos à legislação sobre normas de funcionamento de operadores de reparação de veículos automóveis, no sentido de fazer uma correta gestão dos materiais usados na sua reparação.

O mesmo se aplica no caso do software de diagnóstico. Os falsificadores pirateiam a programação do software, duplicam-no e vendem-no conjuntamente com o hardware duplicado. Segundo a Delphi, grande parte das falsificações de equipamentos de diagnóstico vendem-se através de plataformas online. No caso da Autodata, Álvaro Oliveira Diretor Geral da Infortrónica/Autodata Portugal referiu em conversa com a Revista Automotive, que “a punição por falsificação de equipamentos de diagnóstico em Portugal ainda é muito morosa. Os organismos responsáveis pela fiscalização e cumprimento das leis são vários neste setor e os processos burocráticos e passagens de pasta entre organismos leva a que um processo de denúncia possa se arrastar durante anos sem que pouco ou nada seja feito”, resume.

Durante a operação foram elaborados 353 autos de contraordenação no âmbito dos diversos diplomas que regulamentam a atividade de reparação de veículos automóveis. Neste sentido, as infrações que mais se verificaram estão relacionadas com: a falta de licença de utilização (68); o não cumprimento da obrigatoriedade de inscrição e registo no Sistema Integrado de Registo da Agência Portuguesa do Ambiente/Sistema Integrado de Registo Eletrónico de Resíduos (52); a não realização de comunicação prévia para o exercício da atividade (42); a falta de auto controlo de emissões de poluentes provenientes de estufas de pintura para atmosfera (18) e o incumprimento do dever de assegurar a gestão de resíduos (13). A operação envolveu um efetivo de todos os comandos territoriais e da Direção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, num total de 634 militares.

Verdadeiro Falso

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A etiqueta tem a cor correta, está perfeitamente centrada

O VCI tem a etiqueta Delphi descentrada

A parte metálica é da cor do aluminio

A parte metálica é muito brilhante

A peça principal é de borracha

A peça principal é de plástico duro

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FORTE NA COR.

Resultados impressionantes. O sistema de repintura Standofleet para veículos comerciais, vai para além da área da cabine (tractor). Seja o chassi de um camião ou um autocarro de turismo, basta determinar qual o grau de robustez, resistência ou aparência desejado, dentro dos nossos diferentes acabamentos. A Standox permite obter os melhores resultados. www. Standox.com/standofleet www.robbialac.pt - official Standox for Portugal Importador oficialimporter da Standox em Portugal An Axalta Coating Systems Brand Uma marca da Axalta Coating Systems


Pesados

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De pneus premium a fornecedor preferencial de soluções Entrevistámos Carlos Oliveira, Diretor da divisão de Pesados da Continental em Portugal, que nos explica a importância das soluções para frotas. Quais as características da divisão de pesados da Continental em Portugal?

A Continental implementou a estratégia de reforçar de

A divisão de pesados da Continental em Portugal (CVT

forma significativa a sua presença no mercado de pesa-

– Commercial Tires) está repartida em duas grandes

dos a nível mundial. Na nossa “Visão 2025” estratégia a

divisões: Truck (pneus para camião e autocarro) e

longo prazo, a Continental pretende passar de fornece-

Specialty Tires (pneus técnicos e industriais). Cada uma

dor de pneus Premium, para fornecedor preferencial de

destas divisões tem uma equipa comercial autónoma e

soluções, integrando na divisão de pneus pesados todo

no caso da divisão Truck foi recentemente adicionado

o potencial de tecnologia e informação que o grupo

um departamento específico de gestão de frotas, com

Continental conquistou.

acompanhamento especializado a este segmento de utilizadores finais. Todas as funções de suporte de marketing são garantidas pela estrutura existente, comum a toda a Continental Pneus Portugal.

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Qual o posicionamento da Continental nos pesados?

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Um excelente exemplo desta política é a recente inauguração da nossa nova fábrica ContiLifeCycle, que já foi


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Pesados

distinguida com uma menção honrosa, pelo projeto de reciclagem de borracha de pneus em fim de vida. Que tipo de soluções disponibilizam para frotas? O Conti360º Fleet Services é um programa da Continental de âmbito europeu, que já estão associados mais de 2.500 retalhistas por toda a europa. É esta rede de retalhistas que implementa no terreno, porque estão habilitados a desenvolver, um conjunto de soluções direcionadas para as frotas ao nível dos pneus. O crescimento das frotas gera o aumento de tráfego, daí o Conti360º Fleet Services ser implementado em Portugal em meados de 2013. O Conti 360º Fleet Services favorece uma relação muito próxima entre a Continental, as frotas e os agentes retalhistas e materializa-se num conjunto de cinco packs de serviços: O ContiFitmentService - serviço de aconselhamento especializado sobre o pneu mais adequado (novo ou recauchutado) e o consequente serviço de montagem, no retalhista ou no cliente. O ContiFleetCheck - serviço de monitorização e medição digital sobre o estado dos pneus – pressão, profundidade do piso, quilometragem, danos e padrões de desgaste. Permite fazer um relatório exaustivo com análise da percentagem de pressões erradas, projeção de performance, estimativa de custos e de poupanças. O ContiBreakdownService é um serviço 24 horas que permite controlar os tempos de imobilização de uma frota após um furo. O ContiCasingManagement é um programa global de gestão da carcaça, desde a recolha do pneu usado, à inspeção e avaliação das carcaças de acordo com a sua recauchutabilidade, criando uma base de dados com rastreio total. Este processo é fundamental na redução de custos operacionais da frota. O ContiFleetReporting é um relatório digital com a análise detalhada de todos os serviços prestados e dados relativos aos pneus da frota: quantidade de produtos fornecidos e montados, ContiBreakdownServices prestados, ContiFleetChecks efectados e todos os custos associados ao fornecimento de produtos e serviços. Esta informação está disponível online em qualquer parte do mundo. De entre as vantagens de utilização do Conti360º Fleet Services destaca-se a oferta de serviços de forma global na Europa com estandardização de processos e de níveis de prestação dos mesmos.

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Pesados

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O Conti360º Fleet Services inclui ainda uma serie de

Reforçamos também a nossa estrutura interna de forma

outras iniciativas que passam por uma comunicação

a implementarmos e desenvolvermos este novo projeto,

orientada para os frotistas, com campanhas específicas,

criando uma área especializada de apoio a frotas. Ao

formação e programas de fidelização.

mesmo tempo iniciamos o lançamento da nossa nova

Como está implementada a rede de distribuição? A nossa rede de distribuição está implementada em Portugal de uma forma consistente e com a nossa abordagem Conti360º Fleet Services conseguimos cobrir todas as necessidades do mercado. Com soluções ajus-

gama de produtos de 3ª geração (GEN 3) onde se destaca uma linha de produtos específica para o segmento de autocarro – People, uma verdadeira inovação para o setor. Que novidades terá e que perspetivas tem para este ano?

tadas a cada cliente. Queremos que os nossos distribuidores evoluam como verdadeiros parceiros de negócio,

Serão lançados novos produtos da nova GEN3, todos

com valor acrescentado e garantias de que ao utilizador

eles dedicados ao transporte de mercadorias – seg-

final tem um serviço premium e diferenciador.

mento Goods. Iniciamos em Janeiro o lançamento da nossa nova linha de longo curso EcoPlus, com um foco

Como foram os resultados de 2013? O ano de 2013 foi realmente muito bom para a divisão

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especial na redução da resistência ao rolamento e consequente redução de consumos de combustível.

de pesados da Continental a nível global. Especifi-

Será também dinamizado um produto desenvolvido

camente para Portugal quer ao nível dos resultados

inteiramente pela Continental – o ContiPressureCheck,

obtidos quer ao nível da sua importância estratégica,

que visa garantir a monitorização das pressões dos

2013 foi o ano que consideramos histórico para esta di-

pneus de camião, reboque ou autocarro. Representa o

visão. Foi o arranque formal do projeto Conti 360º Fleet

primeiro passo na integração de todas as divisões de

Services, com a implementação das suas ferramentas de

negócio da Continental rumo ao objetivo de nos tornar-

suporte e formalização de toda a rede de parceiros 360º.

mos num fornecedor preferencial de soluções.


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Pesados

Europart Norte - versatilidade e rapidez na resposta A unidade de negócio da Europart de Vila do Conde tem à frente Mário Lopes, um profissional com longa carreira no setor das vendas de peças para o mercado dos pesados. Foi escolhido pela sua experiência, pelo bom relacionamento que tem com os clientes e especialmente porque na sua personalidade estão refletidos os valores empresa. Dentre eles: disponibilidade, qualidade, reconhecimento e eficiência; assim não há cliente que resista. Foi Mário Lopes que explicou à Revista Automotive de que forma é possível evoluir num setor em transformação e onde a concorrência nas vendas, é forte. Sem tabus, nem rodeios, de forma direta e clara, avançou. “Para alcançarmos resultados positivos temos que ser disciplinados na gestão e eficientes no atendimento ao cliente. A Europart de Vila do Conde é uma unidade de referência na comercialização de peças e equipamento para os clientes do setor dos transportes e o contínuo alargamento da nossa gama de produtos dá-

-nos uma vantagem competitiva que poucas empresas conseguem oferecer em Portugal. As recentes parcerias com as marcas Luk e Hengst, e a introdução de uma gama completa de lubrificantes e fluídos funcionais da marca Europart no nosso portefólio, estão a ser bem acolhidas pelos nossos clientes. Nossa área de abrangência vai desde Valência do Minho até Coimbra é neste espaço que respondemos a um grande número de empresas de transportes de mercadorias e de passageiros. São clientes de renome nacional, muitos deles com rotas e plataformas internacionais. Temos uma grande responsabilidade no atendimento deste leque tão alargado de empresas e na mobilidade das suas frotas de camiões e autocarros, que não podem estar paradas à espera de uma determinada peça.

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Pesados

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Esta versatilidade e rapidez de resposta só é possível graças ao nosso vasto portfólio de produtos e à estrutura operacional existente na Europart. É com base nestes fatores que conseguimos dar resposta às necessidades dos nossos clientes, conquistando a sua confiança e fidelidade. A nossa localização aqui na Zona Industrial de Vila do Conde, permite-nos um excelente contato com a “vizinhança” e são eles que testemunham a nosso favor e divulgam os nossos produtos, porque os utilizam e gostam. Também contamos com uma equipa de profissionais com grande experiência no setor, desde a logística ao atendimento no balcão, todos sabemos o que cliente precisa e a melhor solução. A rotatividade do pessoal é muito baixa e a atualização é constante, o que dá consistência e durabilidade às relações; dentro e fora da empresa. Procuramos também orientar a nossa equipa para áreas da sua preferência e onde dão maior rentabilidade, por exemplo: temos uma equipa exclusivamente para o acompanhamento das empresas de autocarros. Estas são as principais razões do nosso crescimento sustentado, do reconhecimento do nosso trabalho pelos nossos clientes e especialmente da nossa satisfação profissional.”

Transportadoras Renovação e Reforço das Frotas A TransRendufense numa primeira fase vai renovar a sua frota com a aquisição de 13 novos camiões do modelo FH 12 da marca VOLVO. A segunda fase de renovação da frota deverá ocorrer no último trimestre de 2014. Um investimento com retorno garantido, visto que os novos modelos trarão novas tecnologias mais amigas do ambiente, com poupança de combustível, de pneus, redução de sinistros e maior autonomia. Também a LASO renovou a sua frota com a aquisição de 20 novos camiões, um investimento que visa dotar a empresa com os melhores e mais sofisticados equipamentos existentes no mercado. O objetivo é satisfazer as necessidades dos clientes, e o cumprimento das normas de redução da emissão de CO2. Por sua vez, a TDN – Transportes David Neto que em 2013 havia reforçado e renovado a sua frota através da aquisição de 12 novas viaturas da marca Mercedes-Benz, projeta realizar uma nova aquisição em meados deste ano, mantendo a parceria com a marca Mercedes-Benz, e investir nas suas infraestruturas logísticas de apoio ao negócio.

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