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NEGÓCIOS

GOVERNO ESTENDE redução do IPI ATÉ O fim de outubro medidas do governo beneficiam leves e pesados governo prorrogou o desconto de IPI para automóveis até 31 de outubro, comoparte de uma série de medidas econômicas para continuar o processo de estímulo ao consumo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reapresentou a tabela, vigente desde 21 de maio, com a redução que varia de acordo com a cilindrada do veículo, motorização (flex ou a gasolina) e se encaixa nas normas do regime automotivo. A renúncia fiscal prevista para o período é de R$ 800 milhões. O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini demostrou que a estimativa de geração diária de impostos aumentou R$ 1,7 milhão durante a vigência da redução do IPI: embora tenha ocorrido queda de R$ 20,7 milhões na média diária do recolhimento, em PIS/Cofins o setor registrou incremento de R$ 10,6 milhões, R$ 9,5 milhões de ICMS e R$ 2,3 milhões de IPVA. Ao mesmo tempo, o número de postos de trabalho avançou de 145 mil para 147,7 mil. As medidas anunciadas exigem compromissos por parte das montadoras, como a manutenção do nível de emprego e a redução dos preços ao consumidor. Mantega

Valter Campanato/ABr

O

garantiu que as montadoras têm repassado a redução dos preços ao consumidor e que o governo tem controle rigoroso sobre isso. Segundo o ministro, nos últimos seis meses os preços dos carros estão em média 4,5% abaixo do IPCA, índice que mede a inflação. PESADOS O governo ouviu os apelos das montadoras de caminhões: uma das medidas mais expressivas dentro do pacote anunciado está a redução da taxa de juros de linhas do BNDES para o financiamento para caminhões por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que já estava em seu menor nível. A taxa passa de 5,5% ao ano para 2,5% ao ano

até 31 de dezembro. O prazo total para o financiamento foi mantido em 120 meses com um ano de carência. A taxa de juros também caiu na mesma proporção para o Procaminhoneiro, programa que contempla empresas de pequeno porte ou autônomos. Já para ônibus, incluindo híbridos, o governo manteve a taxa de juros em 5,5%, mas esticou sua vigência de 31 de agosto para 31 de dezembro. A princípio, as medidas anunciadas devem causar queda nas vendas de caminhões. A exemplo do que aconteceu com automóveis no fim de maio, os contratos deverão ser reprocessados para que sejam incluídos nas novas taxas. (Sueli Reis)

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Revista Automotive Business - edição 16  

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