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por Lísia Alexandre

Criado como uma técnica de resgate, o Rapel se tornou um esporte com cada vez mais adeptos.

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r livre, natureza. Cordas, ferragens. Medo, adrenalina. A ideia de descer uma grande altura pendurado em uma corda pode não ser das mais agradáveis à primeira vista, mas quem já desceu garante que a adrenalina vale a pena. E sempre pretendem repetir a experiência.

Foi assim com a Elane Lopes. Desceu a primeira vez no Canyon do Poty há 14 anos. Nunca tinha visto alguém fazer rapel “Nem sabia que podia”. Seu maior medo nem era a altura, era dela mesma.“Será que vou conseguir?” Esperou todo mundo descer e foi “Não escorreguei, não titubiei. Lembro de parar no meio da descida e pensar ‘acho que nasci de novo’” Gostou tanto da experiência que hoje leva pessoas de toda Teresina para fazer trilhas em cenários pouco explorados pelo turismo do estado, e aproveita as serras para apresentar o rapel, com o grupo Piauí Trilhas. Incluindo sua filha Terra, de apenas 8 anos, que faz o esporte em locais mais seguros como a ponte Estaiada, e deixa muito marmanjo para trás quando o assunto é coragem. Há 15 anos Maurício Sepúlveda começou a praticar rapel através de dois amigos. Identificou-se tanto com a sensação de liberdade que se tornou instrutor. Quando perguntado sobre como passar confiança para os iniciantes, ele responde “Medo sempre tem, e é normal, mas eu vou falando sobre o equipamento, da segurança que ele tem, da capacidade de peso, então elas se sentem mais seguras. As mulheres geralmente são mais corajosas.”

A ideia de descer uma grande altura pendurado em uma corda pode não ser das mais agradáveis à primeira vista, mas quem já desceu garante que a adrenalina vale a pena.”


o Equipamento Os equipamentos devem possuir certificações da UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo) e CE (Comunidade Europeia). As cordas e ferragens têm capacidade de sustentar até 3.000 kilos. É um esporte bastante seguro e fácil de praticar. Maurício proíbe terminantemente quem vai descer com ele de ingerir bebida alcoólica antes da prática. Tênis também é obrigatório para evitar escorregões e cortes. Não requer grandes habilidades ou treinamentos. Encontrando instrutores de confiança, o praticante nem precisa se utilizar da força, basta abrir e fechar a mão levemente para controlar a velocidade da descida. O controle na verdade está com o instrutor que fica em baixo, dando mais ou menos corda para o participante.

Os Lugares Na cidade ou na natureza, não faltam lugares para o rapel no Piauí. Claro que descer 90 metros no Bico da Arara – divisa Piauí (Amarante) e Maranhão- é muito mais emocionante que descer a ponte Juscelino Kubitschek, seja pela altura ou pelo cenário, mas as pontes são ótimas para iniciantes. Quem tiver disposição para algumas horas de viagem pode encontrar o lugar perfeito no Canyon do Poty (Castelo do Piauí), Cachoeira do Salto Liso ou Cachoeira do Urubu Rei (Pedro II), Morro do Miranda (Beneditinos), Serra da Capivara e Confusões (São Raimundo Nonato), além de inúmeras outras localidades que um olhar atento pode identificar. A natureza do Piauí inspira a prática do rapel e outros esportes ao ar livre, é só ter disposição e força de coragem.


NA FITA, NA RUA OU NO AR, O que importa é a adrenalina Jovens do litoral piauiense descobrem nas práticas radicais uma nova forma de viver por Francicleiton Cardoso

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sangue palpita nas veias, o suor no corpo, os cabelos molhados e a pele tostada ao sol das praias de mar azul esverdeado do Piauí. Adrenalina é o que alimenta as pessoas apaixonadas por essas sensações. Por essas modalidades que são um misto de esporte, aventura e descontração. BMX, Surf, Skate, Longboard, voo livre, kitesurf e slackline são algumas das várias práticas que movem o coração de um grupo de jovens no litoral do Estado. Jovens que consomem a essência radical que existe nessas palavras mais que os caranguejos e os peixes, típicos da região. Que amam pular e fazer malabarismo sobre as pranchas, no céu ou na água. Nills Barros, de 25 anos, é um desses garotos do rio, da praia, da areia e do radical. Nasceu, como ele mesmo afirma, para viver no litoral, embora goste muito da cidade grande. Nills é um eterno apaixonado por qualquer coisa que faça seu coração disparar de adrenalina e não sabe se contentar com apenas uma rotina, por isso experimenta todos os tipos de esportes possíveis. Para conhecer melhor os seus limites e aproveitar o que ele chama de ‘válvula de escape’; uma espécie de remoção do estresse. “Eu nunca sigo em um esporte por muito tempo, sou inconstante, mas todos que pratico ou que pratiquei funcionam como uma válvula de escape, quando pratico esqueço os problemas do dia a dia, sempre me jogo naquilo que faço, sabe. Dou o máximo de mim para ser um dos melhores naquilo que estou fazendo. Todos os esportes que pratico me trazem uma sensação de liberdade ao mesmo tempo uma adrenalina, uma euforia e uma vontade de buscar ainda mais, de querer sempre praticar”, analisa Nills.


O garoto, que nasceu na cidade de Luis Correia, litoral do Estado, conta como foi o seu primeiro contato com os esportes radicais. “Eu aprendi a velejar em 2011, fiz o curso com um amigo, ele é instrutor profissional credenciado pela International Kitesurf Organization (IKO), depois que aprendi a velejar fui morar em Brasília, daí dei um tempo do kitesurf e foi lá que conheci o Slackline”, conta. Na Capital Federal Nills não se sentiu movido pelo espírito aventureiro e resolveu voltar ao Piauí para novamente praticar os esportes. “Não cheguei a fazer o Slackline em Brasília, mas achei muito interessante. Depois voltei ao Piauí e vi novamente algumas pessoas praticando na praia de Barra Grande, lá foi minha primeira experiência na fita. Depois conheci um grupo de amigos que praticavam aqui e acabei me juntando a eles e comprei uma fita para mim mesmo. Passei cerca de seis meses treinando. Logo depois veio o skate Longboard. No mesmo lugar que eu fazia Slackline tinha sempre uma turma que

praticava o Long, resolvi fazer também, adquiri um e ando até hoje”, relata o jovem aventureiro. A paixão pelo radical desabrochou em Nills outro grande fascínio, a vontade de ser empresário. Mas como todo bom aventureiro, o garoto não quis fazer uma empresa qualquer, arriscou e desenvolveu um empreendimento de roupas também radicais, que fazem o maior sucesso em todo o Estado e fora dele, especialmente entre os que curtem as modalidades aventureiras. “Criar a Paradise foi uma ideia que surgiu para me tornar independente, mas também para agradar os praticantes de esportes como eu. Nossas roupas são para esse público, e para tantos outros”, avalia o empresário. Assim como Nills, mais de mil jovens praticam as modalidades em Parnaíba e demais cidades do litoral piauiense. São pessoas das mais diferentes classes sociais e das mais diversas cores, todas elas bronzeadas, amando o que fazem e estampando uma felicidade em sorrisos e cabelos jogados ao vento.

“No radical há preconceitos” Os praticantes de esportes radicais sofrem de muitos preconceitos, segundo Nills. Todos os meninos envolvidos nas modalidades são taxados de emblemas como ‘drogados’ e ‘desocupados’, mesmo aqueles que levam o esporte como um requisito profissional em suas vidas. “Um dia a gente estava andando de skate em Parnaíba, um amigo e eu, e um policial passou de moto e derrubou o meu amigo. Daí o meu amigo perguntou o que havia acontecido para ele tê-lo derrubado e o policial disse para gente deixar de ser vagabundo e procurar o que fazer. Eu fiquei revoltado com aquilo. A gente trabalha, se sustenta, não tem

nenhum tipo de envolvimento com drogas ou qualquer dessas coisas, a gente só quer se divertir um pouco. E mesmo assim existe esse preconceito sem tamanho no radical”, desabafa Nills. Ao contrário do que pensa algumas pessoas, os praticantes de esportes de alto risco e radicais impõem até regras de conduta para que não haja nenhum tipo de irregularidade ou envolvimento com drogas dentro do grupo. “A gente sempre patrocina os garotos que querem começar na vida do esporte e um dos prérequisitos é que eles não se envolvam com drogas. Além disto, eles também não podem sair da escola, por mais que estejam se dando bem na modalidade que estão praticando. É fundamental romper com esse preconceito mostrando que a gente faz uma coisa séria”, afirma o jovem.


Surfar e Voar com o

KITESURF O kitesurf, também conhecido como kiteboarding ou mesmo flysurf, é um desporto aquático que utiliza uma pipa, conhecida ainda como papagaio, e uma prancha com uma estrutura de suporte para os pés. O praticante, com a pipa presa à cintura, posiciona-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge pipa. O kitesurf foi inventado em 1985 por dois irmãos franceses: Bruno e Dominique Legaignoux, mas apenas atingiu alguma popularidade em meados da década de 1990.

“Surfando no asfalto” de Parnaíba com o

LONGBOARD O skate longboard, ou simplesmente longboard, é uma modalidade jovem no litoral do Piauí, mas que já cativou inúmeros adeptos. “Surfar no asfalto” praticando longboard é um dos mais radicais e rápidos esportes. A prática mistura o normal do skate com a maior velocidade de um shape maior e em um formato mais parecido com uma prancha de surf. Esse esporte radical consiste em descer ladeiras e estradas com certa inclinação, com movimentos que imitam o surf e o snowboard. Alguns gostam de descer cruzando a pista de um lado a outro, fazendo o que é conhecido como carving ou freeride. Outros são adeptos da modalidade Downhill, que significa ladeira abaixo em linha reta. Há ainda outros tipos de longboard inventados, como o Carve, Freebord e MountainBoard. Para Alexandre Maia, de 39 anos, 26 deles de skate, a modalidade é uma das mais prazerosas. “Quando comecei a andar de skate o Longboard era uma modalidade praticada apenas pelas lendas do skate, era até falta de respeito um moleque da minha idade andar de long. Com o término das competições de slide profissionais peguei um long para poder correr na categoria speed no circuito Colina Abaixo e fui treinando umas manobras de long também e pegando gosto pela coisa, para mim era um honra poder andar de long e ser aceito no meio das lendas”, conta Alexandre. Para muitos esqueitistas e longboarders o uso de equipamento de segurança é totalmente desnecessário, no entanto, é fundamental ressaltar que há a necessidade de fazer a proteção. As luvas são equipamento essencial para todas as modalidades do longboard e skate downhill. A joelheira é um equipamento desconfortável no início, mas é fundamental para quem anda de skate. Cotoveleira e protetor de coluna também são equipamentos indispensáveis.

Na praia de Macapá, litoral piauiense, a cerca de 380 km da capital Teresina, José, conhecido como “Barilou”, é a referência para quem quer aprender o esporte. “Eu aprendi a andar de kite em Jericoacoara com um professor americano no fim de 2001. Era artesão e achei muito interessante ver uma vela levando as pessoas. Tinha um cabelo grande e gostava de velejar encostando o cabelo na água. Foi por isso que ele colocou esse apelido em mim e ficou até hoje. Ninguém me conhece por meu nome, só por “Barilou”, conta o praticante e professor de kitesurf. Em Barra Grande, também no litoral, a praia fica na Rota dos Ventos, onde a constância dos ares permite a prática do esporte de forma ainda mais profissional. Entre praias e dunas, ventos e ondas, no entanto, o local não se limita a uma só modalidade. O Kitesurf é hoje o esporte mais popular na cidade, diversas pousadas estão preparadas para receber os velejadores de todo o mundo.


Meditação e Equilibrio

SOBRE A FITA O slackline é praticado desde 2011 em Parnaíba e, segundo os praticantes, surgiu, como a maioria dos esportes radicais, da influência de turis tas na cidade. É um esporte popular entre diversas tribos urbanas e envolve arte com meditação, ambas sob equilíbrio, literalmente. O slackline surgiu quando escaladores utilizavam da fita de suas cintas, para tentarem caminhar em equilíbrio, prendendo elas entre duas árvores ou pedras. Foi desta maneira que o esporte se popularizou, como sendo um treino de equilíbrio. O Slackline é indicado para todas as idades. Desde crianças a partir de 05 anos e até adultos com 80 anos. Muitos escaladores, skatistas e surfistas praticam o Slackline como uma forma divertida de treinar seu esporte, já que os movimentos e músculos usados são semelhantes aos realizados no Slackline e por isso ajudam no desempenho. Outros, como Nills, fazem pela paixão e fascínio. O Slackline possui muitos benefícios físicos e também mentais. O equilíbrio, a concentração, a consciência corporal, velocidade de reação e coordenação são alguns dos maiores benefícios do esporte.

Livre como um

PÁSSARO Em 1990 o voo livre é considerado um esporte radical, sendo particularmente entendido como voo não motorizado, que utiliza a atividade térmica e do vento na camada limite atmosférica para realizar voos locais ou de grande distância, possibilitando alterar tanto a velocidade quanto a trajetória, e ainda escolher o local de pouso. No litoral do Piauí, esse esporte é normalmente praticado nas dunas da Lagoa do Portinho, que conta com ventos muito propícios à modalidade. O voo é silencioso e livre como os dos pássaros, diferente dos esportes parecidos, como o paraquedas, que é menos harmonioso. As duas principais modalidades são o parapente e a asa-delta. Conhecido como “Serra do morcego”, ficando situado no povoado Lagoa do Barro, zona rural da cidade de Caxingó, município do extremo norte piauiense. É um paraíso natural para os que querem fazer voo livre no Piauí, em meio a grutas e montanhas e com quase cento e trinta metros de altitude ambiente, ideal para aventureiros e amantes da natureza. Além do voo livre, praticantes de trilhas e admiradores de arte rupestre também podem conferir o local.


por Caio Lucas Brandão

Esporte radical que mais cresce no mundo ganha adeptos teresinenses

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gilidade, tática, mira, destreza, e trabalho em grupo. Essas são algumas das características necessárias para um praticante de Paintball. O nome do esporte é auto explicativo, (do inglês: paint= tinta + ball= bola) este esporte de combate visa atirar bolas de tinta no oponente, usando marcador de ar comprimido, Nitrogênio ou CO2 . Jogado de forma individual ou em equipes tem como objetivo atingir o oponente, marcando suas roupas com tinta, sem causar dano ou lesão corporal. O Paintball é o esporte de aventura que mais cresce no mundo com cerca de 12 milhões de praticantes¹, tendo, inclusive, mais praticantes do que o milenar surf, nos Estados Unidos. O Paintball, por suas características, permite que não apenas homens joguem, mas também mulheres com qualquer idade. Os jogadores podem estar com qualquer condicionamento físico mas, óbvio, isso vai influenciar significativamente na experiência de jogo. Em Teresina, o crescimento do Paintball não tem sido diferente do resto do mundo. No Strike Paintball, localizado na zona leste da capital, mais de 300 pessoas visitam semanalmente o espaço para jogar.

Segundo uma das proprietárias do local, Gardênia Moritz, o jogo possui poucas restrições, sendo permitido participar crianças a partir dos 12 anos de idade acompanhadas dos pais. E a procura de crianças e adolescentes é grande, deste publico semanal mais da metade é de crianças. Na arena do strike Paintball jogam a partir de 6 pessoas e no Maximo 20, mas em arenas maiores este numero pode aumentar. Os estilos de jogo mais procurados são o matamata ou o modo bandeira. No mata-mata a equipe que derrotar todos os oponentes da outra ou o Maximo de oponentes até o fim da partida ganha. Já no modo bandeira o objetivo é derrotar os oponentes e colocar sua bandeira no campo adversário. Mas não é tão simples se ter um campo de Paintball. Segundo gardênia o local exige cuidados especiais e a fiscalização é muito rigorosa. “demoramos mais de um ano para receber a autorização e abrir a arena ao público. A ordem de funcionamento vem do exército, já que o marcador (arma utilizada no esporte) não deixa de ser uma arma, e é preciso de autorização para comprá-las, além das medidas de segurança que devem ser sempre tomadas e são fiscalizadas também pelo corpo de bombeiros”. 1 - Dados do livro Marketing esportivo. De PHILIP KOTLER, IRVING REIN, BEN SHIELDS,2006.


Segurança em primeiro lugar Mesmo envolvendo balas de tinta, no Paintball o jogador está sujeito à lesões, devido ao impacto da bala. Para isso uma serie de itens de segurança é necessária para que seja realizada a partida. Os itens obrigatórios para a pratica do Paintball são o colete, camisa manga longa, pescoceira, luva e o item principal: a máscara. Este item tem importância primordial pela região dos olhos ser uma das áreas mais sensíveis do corpo, e o impacto da bala pode causar sérios danos ao jogador, e até a cegueira.

Para manutenção da segurança, essencial para este tipo de prática, outro item obrigatório também é indispensável: o regulamento. Segundo Gardênia Moritz, todo jogador que entra na Arena tem de estar ciente do regulamento e deve cumpri-lo, para resguardar sua segurança e dos outros jogadores, cabendo ao arbitro fiscalizar os procedimentos dos participantes durante a partida. Dentre as medidas do regulamento estão itens como “nunca tire a máscara”, ”é proibida a participação de crianças menores de 12 anos” e “se for atingido, se entregue”. Esta ultima regra mostra outro fator interessante no paintball, o fato do juiz não conseguir ver todos os tiros de todos os jogadores, assim espera-se do jogador que seja atingido a própria ação de se entregar, no caso do juiz não identificar pela tinta nos uniformes. “A gente pede que eles se entreguem ate para o jogo não perder a graça, mas eles sempre gritam e a gente sabe que a pessoa foi atingida” – conta Gardênia.

Os itens obrigatórios para a pratica do Paintball são o colete, camisa manga longa, pescoceira, luva e o item principal: a máscara

Apesar do surgimento no Brasil no inicio da década de 90, o Paintball é um esporte novo em Teresina surgindo já no fim dos anos 2000. A procura está crescendo na cidade e com os jogadores assíduos tem surgido grupos prorprios na cidade como é o caso do grupo Gatilho urbano. Com 7componentes que costumam sempre jogar entre si e contra outros grupos, os participantes do Gatilho Urbano buscam manter o gosto pelo esporte semanalmente e buscam através da iniciativa própria se especializar no esporte. Eles possuem uniformes próprios e alguns marcadores próprios também como é o caso de Robert Alves, 23 anos estudante de medicina. “a gente procura se diferenciar, e também é uma forma de manter o grupo jogando junto, comprei meu marcador, mas é bom lembrar que é preciso ter licença (porte de arma) para comprar um”. Robert também responde a um questionamento

interessante sobre a pratica de esportes de tiro. Será que de alguma forma esses esportes podem incentivar a violência e comportamento agressivo? Segundo ele não. “sempre fui fã de jogos de tiro e o paintball permite que você faça isso pessoalmente, mas de forma que não machuque ninguém. O interessante do jogo é a busca pela adrenalina, a emoção na hora da partida”. O jogo é realmente sem restrições. De grupos de trabalho a famílias, as mais diferentes pessoas, com forma física diferente podem praticar o paintball. Gardênia Moritiz conta que uma senhora chama da Tia Bety, de 83 anos,comemorou seu aniversario com a família no Strike paintball, e que não ficou de fora da arena. “ela com 83 anos, estava na arena com a familia e como ninguém atirava nela, pra não machucar, ela ‘matava’ todos, foi uma experiência ótima, que mostra que o esporte pode ser praticado por todos.”


AVENTURA EM CONTATO COM A NATUREZA

A pratica de trilha é uma ótima opção pra quem curte adrenalina e o contato com o meio ambiente.

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o início eu ficava todo quebrado, com dores nos pés, nas costas e pensando se iria conseguir terminar o trajeto, mas quando chegava ao fim esquecia todas as minhas dores e só pensava no quão legal tinha sido essa aventura”. Essa poderia ser uma frase de qualquer pessoa que já passou por momentos difíceis na vida, mas é assim que o operador de sistemas Felipe Mateus descreve suas ações quando começou a praticar trilha. Acostumado com uma rotina intensa de trabalho e estudo Filipe encontrou no esporte um modo de fugir um pouco da rotina e conhecer lugares novos. Ele descobriu que se interessava por esportes radicais há dois anos durante uma viagem, desde então se diz apaixonado pela sensação que essa pratica lhe proporciona. “Sinto-me privilegiado em poder fazer algo de bom para meu corpo e minha mente. Apesar das adversidades fazer uma trilha sempre me traz coisas boas”.

por Mayra Monteiro As adversidades as quais Felipe se refere estão ligadas ao esporte quase como algo essencial para sua pratica. Fazer trilha consiste, basicamente, em fazer um trajeto em um ambiente natural com alguns obstáculos, como explica a instrutora Elane Lopes. “Uma trilha pode ser feita a pé, de bicicleta, com barcos, rapel, ou qualquer outro meio que possa garantir a conclusão do trajeto. Os obstáculos naturais são muito importantes, pois são eles que deixam a trilha mais interessante e motivam os participantes a querer executar a tarefa. É muito uma questão de desafio”, afirma. Além de instrutora Elane é um das fundadoras do grupo Piauí Trilhas que existe desde 1999 quando foi formado por amigos que gostavam de fazer trilha a pé ou de bike pelas proximidades de Teresina. Os idealizadores pensaram em algo que os pudessem deixar mais próximos da natureza e os fizessem sair da rotina do dia-a-dia.


O grupo explora sempre trilhas do estado do Piauí. Com um número significante de adeptos o Piauí Trilhas já promoveu visitas a pontos como cachoeira do Urubu em Pedro II, aos canyons do rio Poti na cidade de Buriti dos Montes, trilha do Mimbó em Amarante, entre muitas outras. As atividades do grupo são organizadas através das redes sociais, onde são postadas informações sobre o lugar onde será feita a trilha, quais as principais dificuldades e vantagens da aventura para então ser formado o grupo de pessoas que participarão. Dependendo do grau de dificuldade, a execução uma trilha pode durar alguns dias, deste modo os praticantes acabam por fazerem outras praticas esportivas como Camping “A trilha mais difícil que fiz foi à subida da serra de santo Antônio na cidade de Campo Maior. Quando terminamos

de subir já era noite e tivemos que acampar por lá. Lembro que tinha muito mosquito e fazia bastante frio, mas foi uma das trilhas mais prazerosas pra mim” afirma Filipe Mateus. As belezas naturais de um lugar são um dos aspectos que tornam uma trilha mais prazerosa. A serra de santo Antônio em Campo Maior é um dos lugares mais procurados para a pratica de trilhas devido às belezas que abriga, nela existem exóticas quedas d’ água e cachoeiras. Em tempo de chuva talhos de água escorrem pelas paredes da formação rochosa. Isso sem falar na vegetação nativa que é um cenário aparte, cactos, bromélias, troncos retorcidos compõem a paisagem e ao chegar ao ponto mais alto da serra é possível admirar a bela vista de toda a cidade e localidades mais próximas.


O Arvorismo na Cidade Verde

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e uma árvore a outra por entre os 192metros de extensão divididos em oito pistas. Nesse momento, a 10metros de altura, é preciso segurar firme o corredor de aço e pisar com cuidado nos degraus das pontes de madeira cerrada. Em todo o percurso, adrenalina e equilibro andam juntas. E, ao fim, o sentir-se livre de uma tirolesa com 30metros. A partir disso, a prática do Arvorismo transforma-se em esporte radical além de fazer parte de um projeto de educação ambiental e ecoturismo por um mundo mais sustentável. Em Teresina, o Arvorismo é realizado por entre as árvores da Avenida Marechal Castelo Branco, próximo a Câmara Municipal de Teresina, sob o olhar atento e aventureiro do educador físico Marconi Matos. Ele comenta que a pista foi construída a partir de um encontro inesperado. “Eu estava fazendo rapel com uma turma, na Ponte João Isidoro França, quando, na época, o então prefeito e secretário municipal de meio ambiente de Teresina perguntou se eu tinha vontade de fazer um projeto de ecoturismo. Então,

por Carlienne Carpaso

beleza, eu aceitei porque já tinha feito outras pistas. Eu mesmo fiz o projeto do Arvorismo e construí a ponte”, explica. Depois de quase dois anos elaboração respeitado a licença ambiental e o bem-estar na natureza, tudo estava pronto, e, no dia 22 de dezembro de 2012, ocorreu à inauguração do local. Atualmente, essa é a única pista no estado piauiense. Nela, segundo Marconi, novidades ocorrerão nos próximos meses para melhor atender aos atletas desse esporte. Entre elas estão os projetos para construção de uma parede de escalada, tirolesa pelo rio Poti, pista para deficiente visual; colocação de banheiros, quiosques e melhor iluminação elétrica durante a noite. O Arvorismo é para todas as idades e, em apenas uma volta, o praticamente pode perder até 500 gramas de calorias, contribuindo para a redução de peso através de exercícios físicos e conquistando massa muscular. Para Marconi, o esporte também ajuda na superação de algumas fobias e tratamento para doenças, como o medo de altura e labirintite, respectivamente.

Afinal, o que é esse Arvorismo? De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), o Arvorismo é uma atividade de turismo de aventura e atua na locomoção de pessoas por percursos em alturas instaladas em árvores ou em outras estruturas. Com relação a sua origem, algumas pesquisas relataram que, inicialmente, o Arvorismo surgiu na Costa Rica, nos anos 80, na necessidade dos pesquisadores coletarem espécies nas copas das árvores assim como permanecer nelas durante muito tempo a fim de observar

o comportamento dessas espécies. Como prática esportiva, foi desenvolvido na Nova Zelândia e na França, a partir dos anos 90. Até, enfim, chegar ao Brasil, em 2001, na cidade de Florianópolis, onde hoje está instalado o maior circuito de Arvorismo do sul do país. Para praticá-lo não é necessário ser atleta até porque todo o percurso é acompanhado por monitores praticantes. Além disso, existe toda uma estrutura de segurança composto por cabo de segurança, cadeirinha, luvas e capacetes, por exemplo.


MODALIDADES ARVORISMO TÉCNICO Estilo utilizado normalmente por pesquisadores com o objetivo de atravessar as copas das árvores devido aos seus estudos acadêmicos ou profissionais. Os pesquisadores normalmente têm seus próprios equipamentos.

A estudante Vanessa Caminha, juntos com os seus amigos Sandra Linda e Rafael Kowalshi, encarou o desafio e se aventurou por entre as pontes do Arvorismo. Vanessa comenta que adorou a atividade porque gosta de aventuras, principalmente, quando envolvem altura. Para a estudante essa “é uma diversão que carrega histórias de superação e domingos de lazer”. Para além dessas colocações, Vanessa afirma que mais que entretenimento e esporte, “o Arvorismo constitui uma terapia para aqueles que apresentam acrofobia, o conhecido ‘medo de altura’, um desafio possível para os que possuem labirintite e uma atividade de inclusão social para quem possui alguma deficiência física, com segurança e brilho”. “Resolvi me aventurar em nova adrenalina, comecei por trilha, ciclismo, motocross e acabei conhecendo a prática do Arvorismo, que me deu muito prazer porque é um sentimento diferente de aventura”.

ARVORISMO ACROBÁTICO Criado a partir do arvorismo técnico. Ele tem como o objetivo a diversão através do desafio. Com esse objetivo, aumenta-se o grau de dificuldade dos obstáculos durante o percurso. Para isso são necessários equilíbrio, coordenação e ousadia. ARVORISMO CONTEMPLATIVO Diferentemente das outras modalidades, no Arvorismo contemplativo não há a necessidade dos equipamentos de segurança. O percurso é preparado com proteções laterais, plataformas mais amplas e passarelas firmes entre as árvores, diminuindo, dessa forma, muito a dificuldade e os desafios. Nesta modalidade, o objetivo único é a contemplação da natureza.

Já para o professor Thyêgo Santos, o Arvorismo é uma experiência que lhe coloca fora da Rotina de trabalho e estudo, tornando a sua vida mais saudável. Ele relata que praticou, por muitos anos, atividades esportivas, mas depois de um tempo mergulhado no sedentarismo. “Resolvi me aventurar em nova adrenalina, comecei por trilha, ciclismo, motocross e acabei conhecendo a prática do Arvorismo, que me deu muito prazer porque é um sentimento diferente de aventura”. A jornalista Emanuele Madeira defende que o Arvorismo é uma experiência incrível, pois funciona como um esporte de habilidade e de raciocínio. “Com diferentes dificuldades, nós temos a oportunidade de sentir o nosso corpo trabalhando, é uma ‘furgere urbem’ no meio da cidade”, afirma. Ela acrescenta ainda que terminar o circuito é sensacional: “você termina mais leve e sai com uma sensação muito boa”.


Dando um rolê com o skate

mafrense O

por Pablo Cavalcante

skate, esporte urbano, se disseminou pelo mundo na década de 60 chegando também ao Piauí. Muito mais que um esporte, a tábua (que viria ser chamada de shape) com rodinhas se tornou o expoente de um movimento cultural forte e, que se antes era marginalizado, agora é cada vez mais popular. No Piauí não é diferente. O número de adeptos ao skate é cada vez maior e alcança crianças e jovens de todas as classes sociais. Em Teresina, o principal ponto para dá um rolé é A praça Ocílio Lago, lá fica a pista de skate mais tradicional

da cidade e, uma das primeiras. Recentemente, os skatistas da cidade ganharam um grande presente: um Plaza, pista no formato de praça que simula o cenário encontrado na rua, tendo escadarias, bancos, caixotes , bancos e corrimões como obstáculos. A pista é uma conquista da Associação Teresinense de Skate, ATS, que é representada por Tyago Costa, que além de ser presidente da associação e um dos skatistas mais antigos da cidade em atividade, é também o primeiro e único skatista profissional de nossa terra.

Quando recebeu a notificação da CBSK (confederação Brasileira de Skate), em Janeiro desse ano, Thyago Costa colocou de vez seu nome na história do esporte Piauiense. Além de ser um ativista do skate, lutando por campeonatos, novas pistas e de ser um dos criadores e o principal líder da Associação Teresinense de skate, Thyago se tornou o primeiro piauiense a se profissionalizar. O cara levou seus primeiros tombos em cima de um shape em 1998. Na época, a família de Thyago havia trocado temporariamente a Chapada do Corisco pelo Planalto Central e lá ficaram por 2 anos. A temporada em Brasília foi tempo suficiente pro ainda moleque Thyago Costa conhecer e se apaixonar pelo esporte das 4 rodinhas. Voltando pra Teresina, em 1999, o cenário encontrado por ele era completamente diferente do de Brasília. Com uma cena menos desenvolvida, Thyago continuou no skate e se tornou um dos principais entusiastas do esporte em terras mafrenses. Em 2001, Nasce a Associação Teresinense de Skate, criada por Thyago juntamente com outros skatistas da terrinha. A associação é a grande responsável por conquista

como as pistas de skate do Parque Lagoas do Norte e a do Parque Potycabana, que deve ser inaugurada em breve. Todos os anos, a CBSK abre inscrições para skatista, até então amadores, se inscreverem para participar de uma seleção para se tornarem profissionais. Na última seleção, 50 mil skatistas de todo o Brasil se inscreveram para a triagem. Deste, apenas 5 foram escolhidos, sendo Thyago o único do nordeste a ser selecionado. No momento Thyago treina para participar de seu primeiro torneio como profissional e espera representar bem não só o Piauí, mas todo o nordeste. Mesmo se profissionalizando, Thyago ainda não consegue viver do Skate, o atleta tem de conciliar os treinos, que acontecem 3 vezes por semana, com o trabalho em uma loja especializada no esporte e que pertence a sua família. Nesse começo de carreira, o skatista piauiense pretende ganhar experiência participando das primeiras competições. Além disso, Thyago também ambiciona representar bem sua mais nova patrocinadora, uma empresa do ramo do skate com sede em Fortaleza.


James Piva: O skate como ferramenta de transformação social Até pouco tempo, o skate era visto com preconceito. Marginalizados, seus praticantes eram tidos como usuários de droga, desocupados e por muitas vezes, uma ameaça à sociedade. Porém o panorama vem mudando e hoje o skate se apresenta como ferramenta de educação e inclusão social. No nosso estado, o cara responsável por esse trabalho social é James “Piva”. Aos 33 anos, Piva é responsável pela criação da primeira escolhinha de skate do Piauí e também do Maranhão. O trabalho com a escolinha de skate já dura 6 anos, e iniciou com muita dificuldade no centro social do bairro São Pedro, zona sul de Teresina. Os problemas se apresentaram logo no início do projeto; os skates que eram utilizados na escolinha, eram montados com peças doados pelos próprios skatistas, amigos do professor

e montados pelo próprio James Piva. Hoje, o trabalho é feito em um centro social localizado na cidade de Timon; Lá James encontrou um pouco mais de apoio dos órgãos públicos, com doações de material e a construção de uma pista onde acontecem as aulas.

“O SKATE EM SI, ERA MUITO MAIS MARGINALIZADO HÁ 5 ANOS ATRÁS. HOJE NÃO, HOJE A MÍDIA MOSTRA COMO UM TRAMPOLIM... COMO UM LANCE LEGAL, NÉ?!” Com o projeto, James leva uma nova perspectiva aos jovens daquela cidade. Muitos deles já não enxergam o skate apenas como uma diversão, e veem no esporte uma maneira de mudar de vida. Alguns deles já são até apoiados por marcas e conquistaram bons resultados em campeonatos

locais. O principal sonho desses meninos é se tornar um skatista profissional. O ídolo deles? Thyago Costa, que sempre que pode aparece na pista pra dá um role com a garotada. Dalila Maria, de 10 anos de idade, é uma das poucas alunas meninas da turma, e ao contrário do que se pode imaginar, não se intimida com os marmanjos. Com 10 meses na escolinha, a menina não pensa em abandonar o skate tão cedo e pretende aprender as manobras mais difíceis logo, logo. Como todo bom projeto social, comportamento e boas notas no colégio são aspectos muito cobrados pelo idealizador do projeto e que já são sentidos por alunos e pais. Outro ponto muito cobrado por James Piva é a disciplina e o senso de companheirismo. A escolhinha trabalha hoje com 45 crianças e funciona segunda, quarta e quinta, das 17 às 20 horas.

Doistempos Skatevídeo: A paixão de um videomaker A doistempos Skatevideos é um site especializado em skate que tem o objetivo de divulgar a cena do skate no nordestino. Criada por Alexandre Soares, o site conta com várias produções com skatistas teresinenses e leva o talento dos atletas piauienses para todo o país. Alexandre Soares sempre teve o sonho de produzir um vídeo sobre skate. skatista há onze anos, Alexandre resolveu juntar suas duas paixões: O vídeo e o skate. Em 2007 ele comprou sua primeira filmadora e desde então começou a fazer vários pequenos vídeos. Esse inicio serviu de processo de aprendizado, para produções maiores que viriam em seguida. A primeira delas foi em 2009; um vídeo de quase uma hora, intitulado SKATISTAS. Nesse trabalho, Alexandre Soares gravou com Caio Torres e James Piva, dois skatistas já consagrados dentro do cenário amador teresinense. O material também conta com um compilado de imagens feitas em campeonatos e duas partes de amigos filmados em vários lugares do país. O matérial foi o ponto de partida para produções mais elaboradas. Com o tempo, Alexandre investiu mais em capacitação e equipamentos melhores, como uma nova filmadora, tripé e lentes.

Tudo isso culminou no lançamento de sua segunda produção: A Hora Certa. Essa produção - um pouco menor, com duração de meia hora – traz as manobras de Suênio Campos, de Fortaleza-CE, Luciano Sousa e Thyago Costa, ambos de Teresina-PI. Seguindo o ritmo de um vídeo por ano, Skate é Mais é lançado em 2011, trazendo o mesmo formato que deu certo nas produções anteriores. Wanlenyo Gluno, de TeresinaPI, Diego Pereira, de Maceió-AL e Pedro Victor, de Campina Grande-PB, foram os atletas escolhidos para participarem dessa edição, que teve filmagens em todo o nordeste. Em 2012 Alexandre resolve mudar os caminhos da doistempos e resolve lançar um site da produtora. O Objetivo era movimentar ainda mais o cenário do skate no nordeste. O site hoje conta trabalha com vídeos menores, mas muito bem produzidos, trazendo vídeos skatistas não só do Piauí, mas também de todo o nordeste; assim como entrevistas e campeonatos fazendo o skate da região ser cada vez mais reconhecido e respeitado.


por Aureliano Machado Aprender a andar de bicicleta é uma das maiores conquistas que podemos ter quando crianças. Muitas vezes essa é a nossa primeira manifestação de independência e o primeiro resultado de algo que treinamos e trabalhamos duro para conseguir. Infelizmente, a rotina empregada durante a vida adulta muitas vezes nos leva a abandonar os passeios com a magrela. Mas, para quem deseja estar em forma e não fica confortável em academias, ela pode ser uma alternativa bastante eficaz.

O

ciclismo é um esporte que já conta com um bom número de adeptos na capital piauiense. Ele é indicado para todas as idades, pois apresenta uma menor sobrecarga nas articulações – comparando-se a corrida – diminuindo riscos de lesões nos joelhos e coluna. Ele também diminui o estresse, visto que se tem a liberação de endorfina e adrenalina que aumentam a sensação de bem estar. Além de tudo isso, ele treina grupos musculares como quadríceps, glúteos, abdômen, panturrilha e lombar. Em Teresina, já existem vários grupos voltados para a prática do ciclismo, das mais diversas formas, como os Los Cambitos BTT e Filhos do Sol Bikers. Estes são voltados para trilhas de média e longa distância, sempre em roteiros pelo Estado do Piauí. Já o Pedal Noturno e Pedal Livre, são grupos mais voltados para o lazer entretimento, e percorrem sempre em perímetro urbano. O Grupo Teresina Pedal Noturno, que atualmente conta com mais de 200 participantes, se reúne todas as terças e quintas, no período noturno, para pedalar nas ruas de Teresina. O líder Charles, que também é professor de educação física, afirma que a proposta para os participantes é possibilitar bem-estar e saúde. O único requisito para participar é dispor de bicicleta revisada e itens de segurança, como sinalizadores, luvas e capacete.

Cada dia é escolhido uma zona diferente para a pedalada, no entanto, o grupo passa por algumas dificuldades, entre elas a falta de ciclovias na capital e a consciência por parte de alguns motoristas de que o trânsito deve ser um ambiente compartilhado . O horário noturno foi escolhido em virtude do clima ser mais frio e o trânsito calmo. O local de saída nas terças é no cruzamento entre a Av. Frei Serafim com a Av. Miguel Rosa, e nas quintas na Av. Nossa Senhora de Fátima, sempre às 20:00 horas. Em conversa com um dos fundadores dos Los Cambitos BTT, Wagner Setubal, pode-se obter muitas curiosidades interessantes desse grupo. Los Cambitos já existe a sete anos e inicialmente foi fundado por ele e mais dois

companheiros, Fernando Lopes e Felipe Sampaio. O nome Los cambitos, foi meio que uma sátira em cima de outros grupos que queriam americanizar seus nomes, e se intitularam assim também por sentirem que tinha mais haver esse nome com a estética das canelas finas, o que não passava de uma brincadeira. “O nome do grupo vem acompanhado do BTT (bicicleta todo terreno), como é chamado o esporte em Portugal e Espanha, ao invés de Mountain Bike” afirma Setubal.

Aventura Especializada  

Aventura Especializada é o caderno digital resultado de projeto experimental na disciplina de jornalismo especializado do curso de comunicaç...

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