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FRACASSO DE JOGO HISTÓRICO MARKETING Entenda porque o Flamengo não consegue levantar dinheiro com Ronaldinho I pág. 07

Pepe relembra o maior clássico da história entre SANTOS E PALMEIRAS disputado em 1958 i pág. 10

TÁ LÁ 3 a 9 I fevereiro

O FUTEBOL ALÉM DAS 4 LINHAS i nº 04

a taça mais

cobiçada

A LIBERTADORES paga pouco aos clubes brasileiros, mas traz muito prestígio. sEIS CLUBES VÃO REPRESENTAR O país nESTA edição I pág. 03


www.talanet.com.br

Mesmo com seus defeitos, a

Fernando Gavini

Libertadores ainda é a meta

A

partir de terça-feira, quando o Fluminense terá pela frente o Arsenal de Sarandi, da Argentina, começa a fase de grupos da Copa Libertadores da América. Além do Flu, outros cinco brasileiros estão na disputa – Santos, Corinthians, Vasco, Flamengo e Internacional – em busca do titulo da competição, vencida nos dois últimos anos por clubes do país. Em 2010, o Colorado levantou o caneco, enquanto em 2011 foi o Peixe de Neymar que se consagrou como a melhor equipe do continente. A Libertadores é sem dúvida o mais importante campeonato de clubes

das Américas, mas ainda está há anos luz de ser tudo aquilo que poderia ser, ainda mais se comparada com a Liga dos Campeões, que está para a Europa assim como a Libertadores está para a América do Sul. Pouco rentável, a Libertadores só dá lucro ao campeão. Quem levanta a taça, ganha prestígio, abre portas em novos mercados e o direito de disputar o Mundial de Clubes. Para quem fica pelo caminho, a competição chega a ser, em muitos casos, deficitária. O valor total de premiação e direitos de transmissão pago ao campeão chega a ser inferior ao que

recebem Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras para jogarem o Campeonato Paulista, que em termos de importância e prestígio não serve para engraxar as chuteiras da Libertadores. E não é só no quesito dinheiro que a Libertadores precisa melhorar. O lugar dela no calendário também não ajuda. O ideal seria alongá-la por toda a temporada e não deixá-la limitada a seis meses de competição. A fórmula mais correta seria fazer como se faz na Europa. A Libertadores deveria ser disputada simultaneamente à Sul-Americana assim

Editor Chefe gavini@talanet.com.br

como acontece com a Liga dos Campeões da Europa e da Uefa Europa League. Os clubes brasileiros são os mais ricos do continente e deveriam se unir para lutar por mais dinheiro e por um calendário mais justo. Não há respaldo nenhum da CBF, mas modificações seriam benéficas a todos. Não tem nada mais chato que um time ganhar a Libertadores e abandonar o Campeonato Brasileiro. Com ela sendo disputada o ano todo, nenhum time poderia jogar a toalha na competição nacional em seus primeiros meses por já ter

atingido um objetivo como aconteceu com o Santos o ano passado. A Copa do Brasil, que também tinha o mesmo problema da Libertadores, já está resolvida. A partir de 2013 passará a ser disputada durante todo o ano, tendo, inclusive, a participação dos clubes classificados para a Libertadores. A reação é mais do que necessária. A Libertadores precisa mudar, crescer, se modernizar. Quando isso acontecer, só vai faltar reduzir drasticamente os Estaduais para o calendário ficar próximo do ideal. Mas aí é uma outra história, que fica para uma outra coluna.

paulistão 2012 5a rodada

6a rodada

7a rodada

04/02/2012 - sábado

08/02/2012 - quarta

11/02/2012 - sábado

17h00 – Mirassol x Botafogo - José Maria de Campos Maia 19h30 – Comercial x Mogi Mirim – Palma Travassos 19h30 – Portuguesa x Ituano – Canindé 19h30 – Paulista x Catanduvense – Jaime Cintra

17h00 – Ituano x Bragantino – Novelli Jr. 19h30 – Guarani x Portuguesa – Brinco de Ouro 19h30 – Guaratinguetá x Mirassol – Dario Rodrigues Leite 19h30 – Catanduvense x Ponte Preta – Silvio Salles 22h00 – Mogi Mirim x Corinthians – Romildão 22h00 – Palmeiras x XV de Piracicaba – Pacaembu

17h00 – Palmeiras x Ituano – Pacaembu 19h30 – Mirassol x Ponte Preta – José Maria de Campos Maia 19h30 – Bragantino x Mogi Mirim – Nabi Abi Chedid

05/02/2012 - domingo 17h00 – Santos x Palmeiras – Prudentão 17h00 – Corinthians x Bragantino – Pacaembu 17h00 – XV de Piracicaba x Oeste – Barão de Serra Negra 19h30 – Ponte Preta x São Paulo – Moisés Lucarelli 19h30 – São Caetano x Guarani – Anacleto Campanella 19h30 – Linenses x Guaratinguetá – Gilbertão

09/02/2012 - quinta 17h00 – Paulista x São Caetano – Jaime Cintra 19h30 – Oeste x Linense – Amaros 21h00 – Botafogo-SP x Santos – Santa Cruz 21h50 – São Paulo x Comercial-SP – Morumbi

O Periódico “TÁ LÁ”, produzido pela Áurea Editora, de distribuição semanal, e estritamente no município de São Paulo, observa formato, conteúdo e distribuição de acordo com as disposições legais e infralegais pertinentes, especialmente a Lei Municipal nº 14.517, de 16 de outubro de 2007. Declaram ainda os editores que os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores, e não correspondem à opinião do Periódico, o mesmo ocorrendo com os anúncios e ações publicitárias, cabendo a responsabilização direta dos seus subscritores e anunciantes.

12/02/2012 - domingo 17h00 – Corinthians x São Paulo – Pacaembu 17h00 – Guarani x Paulista – Brinco de Ouro 17h00 – Oeste x Guaratinguetá – Amaros 19h30 – XV de Piracicaba x Catanduvense – Barão da Serra Negra 19h30 – Santos x Linense – Vila Belmiro 19h30 – São Caetano x Comercial-SP – Anacleto Campanella 19h30 – Portuguesa x Botafogo-SP – Canindé

Diretor Executivo e Editorial: Dirceu Pereira Jr. - Editor Chefe: Fernando Gavini - Projeto Gráfico e Diagramação: M.Veras Design Gráfico - Reportagens: Pablo Guelli, Fernando Badô, Diógenes Menon e João Henrique Pugliesi Impressão: Gráfica Prol - Contato Comercial - Dirceu Pereira Jr (11) 5574.8910 - dirceu@aureaeditora.com.br Versão Digital - www.talanet.com.br - Contato: contato@talenet.com.br


especial - LIBERTADORES

POR DIÓGENES MENON

Libertadores: pouco rentável,

Foto: Gazeta Press

mas muito desejada

Principal competição da América do Sul, cuja fase de grupos começa semana que vem, paga aos clubes brasileiros menos do que o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Paulista

S

e participar da Copa Libertadores é o sonho de consumo de dez entre dez clubes brasileiros, vencer esta que é a mais importante competição de futebol das Américas significa a possibilidade de alçar a equipe à condição de destaque continental

e mundial. Um título da “Liberta” não somente coloca o time no hall dos grandes campeões, mas também reforça sua imagem ao redor do mundo e consolida novas oportunidades de negócios. Em princípio, estes termos parecem bastante convidativos. Mas

ao colocar no papel os prêmios reservados pela participação, fase a fase, do torneio, percebe-se que a conta não é bem assim. Em 2012, o campeão da Libertadores embolsará quase R$ 6 milhões. Este valor, a despeito da importância da competição, é menor que a premiação distribuída pelo Campeonato Brasileiro e até mesmo pelo Campeonato Paulista. Para ilustrar, vale lembrar que o título do Brasileirão do ano passado rendeu ao Corinthians aproximadamente R$ 8 milhões, isso sem contar a fortuna recebida pelos direitos de televisão. Apenas para participar do Paulistão de 2012, cada um dos quatro grandes de São Paulo vai arrecadar da Federação Paulista R$ 10 milhões. Já em 2011, o então presidente corintiano, Andrés Sanches, reclamava: “Financeiramente, disputar uma Libertadores não é nada rentável para o Corinthians. Eu tenho de pagar taxas muito mais altas com viagens, hospedagens, etc., do que a cota oferecida pelo título continental”, dizia à época o hoje dirigente da CBF. “Só o título interessa” – Os cerca de R$ 6 milhões ao campeão da Libertadores são distribuídos de

Campeão em 2011, Santos embolsou pouco, mas ganhou muito prestígio

forma gradativa, por cada mando de jogo. Na pré-Libertadores e na 1a Fase, por exemplo, são R$ 212 mil. Este valor cresce até a disputa da final, cujo mando vale R$ 548 mil aos participantes. A Conmebol ainda

03

premia o campeão com mais cerca de R$ 3,5 milhões, chegando a exatos R$ 5.99 milhões – veja quadro. Contudo, o campeão das Américas – e apenas ele – tem ainda uma outra premiação. Esta sim uma bolada, que talvez fizesse o ex-presidente corintiano rever sua conta. Automaticamente classificado para o Mundial de Clubes da Fifa, quem vencer a Libertadores recebe mais uma quantia de R$ 8.85 milhões, referente justamente ao torneio intercontinental. Ou seja: aos campeões, os louros - e também mais de R$ 14 milhões na conta.

Fase da competição

Cota por jogo em casa

Pré-Libertadores

R$ 212 mil (US$120 mil)

Fase de grupos

R$ 212 mil (US$120 mil)

Oitavas de final

R$ 318 mil (US$ 180 mil)

Quartas de final

R$ 407 mil (US$ 230 mil)

Semifinal

R$ 548 mil (US$ 310 mil)

Final

R$ 548 mil (US$ 310 mil)

vice-campeão

R$ 1.060.000 (US$ 600 mil)

campeão

R$ 3.530.000 (US$ 2 milhões)

Total para o campeão

R$ 5.990.000 (US$ 3.390.000)


04

especial - LIBERTADORES

POR DIÓGENES MENON

Dois últimos campeões se encontram na primeira fase

frente a frente Santos e Internacional. The Strongest e Juan Aurich correm por fora

N

Muricy Ramalho terá de enfrentar, logo na primeira fase, três adversários nada dispostos a colaborar com a meta santista. O mais importante e gabaritado deles é um tradicional conhecido:

Fotos: Gazeta Press

inguém no Santos faz questão de disfarçar: o objetivo maior neste ano de centenário do clube é levantar, pela quarta vez, a taça de campeão da América. Para tanto, o time de

Santos, de Neymar, quer se tornar o time brasileiro com maior número de conquistas

Vasco quer repetir superação de 2011 para

conquistar o Bi O ídolo Juninho Pernambucano

Internacional de Porto Alegre. O confronto marcará justamente o encontro dos dois últimos campeões da Libertadores. Para os colorados, também significa a chance de apagar a má impressão deixada no ano passado, quando foi eliminado dentro de casa pelo Peñarol, ainda nas oitavas-de-final. Mais que isso, voltar a conquistar a América significa para os gaúchos a oportunidade de enterrar definitivamente o vexame da eliminação para o modesto Mazembe (RD Congo), no Mundial de Clubes da Fifa 2010. Alheio aos problemas do Inter, o Santos inicia sua caminhada diante do The Strongest, da Bolívia. Ainda que não seja favorito à classificação à segunda fase, os bolivianos contam com um aliado importante: a altitude de La Paz, situada a 3.360 metros acima do nível do mar. Para vencer esse obstáculo, a equipe de

S

e há um clube que pode acreditar em volta por cima, este é o Vasco da Gama de 2011. Após amargar o pior início de Campeonato Carioca de sua história no ano passado, a equipe cruz-maltina se recuperou ao ponto de chegar ao vice-campeonato regional. Embalado, o Gigante da Colina seguiu comendo pelas beiradas, avançou fase a fase e sagrou-se campeão da Copa do Brasil, passando pela sensação do primeiro semestre, o Coritiba. Naquele momento, já no meio do ano, o Vasco era, junto do Santos, um dos dois únicos clubes brasileiros classificados para a Libertadores 2011. Que os outros se atropelassem no Brasileirão, certo? A equipe de São Januário reservou para a segunda metade do ano ainda mais poder de superação: deixou de lado a possível desmotivação por já estar classificada, superou a perda traumática do técnico Ricardo Gomes (que sofreu um AVC e teve de abandonar a campanha – felizmente já recuperado) e disputou, ponto a ponto, o título do Campeonato Brasileiro com o Corinthians, vendo a competição ser definida apenas na última rodada.

Vila Belmiro programou-se para chegar à cidade apenas no dia do jogo, o que minimiza os efeitos do ar rarefeito. “O ideal seria um período de sete dias de adaptação para cada mil metros. Mas com nosso calendário apertado, a saída é chegar mesmo a poucas horas do jogo”, explica o fisiologista do Peixe, Luís Fernando de Barros. Em tese, o rival que deve ofere-

cer menos resistência ao time de Neymar e cia. é o Juan Aurich, do Peru. Sem contar com a altitude (a cidade de Chiclayo fica no litoral norte do país), o Ciclone do Norte, como é conhecido, não tem muita tradição nem mesmo no Campeonato Peruano. Contudo, como diz o jargão, “isso é Libertadores, amigo!” E um pouco de respeito nunca fez mal a nenhum campeão.

Times-base Santos

Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Henrique, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho Inter

Muriel; Nei, Bolivar, Rodrigo Moledo e Kléber; Guiñazu, Tinga, D’Alessandro e Oscar; Dagoberto e Leandro Damião. Técnico: Dorival Junior The Strongest

Vaca; Parada, Ojeda, Mendez e Torrico; Paz, Reyes e Bejarano; Soliz, González e Escobar. Técnico: Mauricio Soria Juan Aurich Penny; Guadalupe, Contreras, Fleitas; Guizasola, Rojas, Valencia, Quina, Chiroque; Zuñiga, Tejada. Técnico: Juan Umaña

Sem contratações por conta de problemas financeiros, o técnico Cristovão Borges iniciou no estadual um rodízio entre os atletas, para poupar o elenco antes da estreia na competição continental.

O Vasco estreia contra o Nacional, do Uruguai, no dia 8/2. O clube ainda encara o Alianza Lima, do Peru e o Libertad, do Paraguai, pelo Grupo 5, um dos mais equilibrados da edição deste ano da Libertadores.

Times-base Vasco Fernando Prass; Fágner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Rômulo, Juninho Pernambucano, Felipe e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro Técnico: Cristovão Borges Nacional Uruguai

Burian; Nuñes, Scotti, Rolin e Placente; Piriz, Calzada Damonte e Recoba; Viudez e Medina. Técnico: Marcelo Gallardo Alianza Lima

Libman; Donayre, Ibañez, Aparício e Canova; Ponce, Beltrán, Quinteros e Bazán; Montaño e Fernández Técnico: Jose Soto Libertad

Rodrigo Muñoz; Carlos Bonet, Ismael Benegas, Nery Bareiro e Miguel Samudio; Rodolfo Gamarra, Víctor Cáceres, Sergio Aquino e Luciano Civelli; José Ariel Núñez e Pablo Velázquez. Técnico: Jorge Burruchaga.


05

Corinthians

Antes de conquistar a América,

Flu tem de passar nunca esteve tão perto pela Argentina

Fotos: Gazeta Press

O

O Corinthians, de Alex, terá como principal adversário na primeira fase o Cruz Azul

Pela primeira vez na história, Timão disputa a Libertadores pela terceira vez seguida

L

ogo após a prematura eliminação da pré-Libertadores de 2011, diante do Tolima, da Colômbia, o então presidente do Corinthians, Andrés Sanches, tratou de tranquilizar os torcedores mais desesperados com outra decepção: “Nós seremos campeões da Libertadores. O que precisamos é chegar lá todo ano, porque uma hora acontece”. O raciocínio tem fundamento. Vencer a competição continental torna-se uma tarefa menos hercúlea para quem está já está acostumado com as pedras que o caminho apresenta. Em 2012, o Corinthians participará pelo terceiro ano consecutivo da competição. É a primeira vez em sua história que o clube alcança esta marca. Passado o trauma da eliminação em 2011, cercado por um ambiente positivo pela construção de seu estádio, pela modernização de seu CT e ainda gabaritado pelo 5o título brasileiro, conquistado recentemente, não é otimismo exagerado cravar que o Corinthians nunca esteve tão perto de ser campeão da Libertadores como nessa atual edição. A manutenção do elenco e o maior tempo de preparo para a estreia na competição são dois fatores apontados como fundamentais para que a história em 2012 seja bastante diferente: “Jogar a pré-Libertadores é horrível, pois acontece muito cedo

na temporada. Erramos ano passado não somente em função disso. Mas realmente atrapalha, e este ano teremos esse tempo”, aponta o capitão Alessandro. Destacado como favorito a vencer o Grupo 6, o Corinthians enfrenta na 1a fase o Deportivo Táchira (Venezuela), o Cruz Azul (México) e o Nacional (Paraguai). De olho nos adversários internacionais, contudo, o

técnico Tite faz questão de valorizar o Campeonato Paulista, que tem servido de pré-temporada de luxo para o Timão: “Queremos chegar em fevereiro nas melhores condições possíveis. Mantivemos grande parte do elenco, e a ideia é afiná-lo ainda mais”, destaca. Visando ao máximo de entrosamento, o comandante emenda: “Não pouparemos jogadores (no Paulista) neste momento”.

Fluminense traz para essa Libertadores da América aquele que parece ser seu elenco mais poderoso nos últimos anos. Para a temporada 2012, juntaram-se ao já forte plantel do ano passado nomes como o do atacante Alex (ex-internacional), do lateral Jean (ex-São Paulo) e dos meias Wagner (Gaziantepsor-TUR) e Thiago Neves (ex-Flamengo) – este, a cereja do bolo das Laranjeiras. O investimento é justificável, uma vez que o Tricolor carioca enfrentará dois argentinos já na 1a fase: Arsenal de Sarandí, clube em ascensão no cenário sul-americano, e o temido Boca Juniors, hexacampeão da Libertadores, competição à qual está de volta após dois anos de ausência. O Grupo 4 será completado pelo Zamora, da Venezuela, cuja missão parece ser a de arrancar pontos dos três adversários mais gabaritados. O título da Libertadores é obsessão nas Laranjeiras desde 2008, quando a equipe viu escapar a chance de levantar o troféu ao perder a final nos pênaltis, diante do LDU, no Maracanã. Antes o Tricolor havia eliminado o São Paulo numa campanha memorável do ex-atacante Washington. Em 2011, foi a vez do Libertad, do Pa-

De volta, Thiago Neves quer o título que o Flu deixou escapar em 2008

raguai, eliminar o Flu nas oitavas-de-final. O técnico Abel Braga lembrou a final de 2008 e foi claro: “No papel, o Fluminense tem cara de campeão. No entanto, dentro de campo está muito longe disso ainda. Quem iria imaginar que a LDU seria campeã da Libertadores em 2008? Nós temos que pensar em um passo de cada vez. Temos que brigar com Boca Juniors e Arsenal. Depois disso, teremos uma série de outros jogos decisivos”, considerou.

Times-base

Times-base

Corinthians

Fluminense Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Wagner e Thiago Neves; Rafael Sobis e Fred. Técnico: Abel Braga

Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Alex; Willian (Danilo), Liedson e Emerson. Técnico: Tite Cruz Azul

José Corona; Fausto Pinto, Alejandro Castro Julio César Domínguez e Néstor Araujo; Gerardo Torrado, Cesar Villaluz, Héctor Gutiérrez e Christian Giménez; Alejandro Vela e Emanuel Villa. Técnico: Enrique Meza Enríquez Deportivo Táchira

Manuel Sanhouse; Gerzon Chacón, Loren Ray, Federico Martorell, Richard Badillo; Ángel Chourio, Javier Villafraz, Pedro Fernandéz; Maurice Cova, Sergio Herrera e Cristian Cásseres. Técnico: Manuel Contreras. Club Nacional

Ignacio Don; Héctor Benitez, Raul Píris, Hermino Miranda e Ricardo Mazacorte; Carlos Peralta, Fabio Ramos, Blas Irala e Marcos Melgarejo; Javier Gonzáles e Ariel Bogado. Técnico: Juan Manuel Battaglia

Boca Juniors

Orion; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Rivero, Somoza, Erviti e Riquelme; Cvitanich, Mouche (Blandi). Técnico: Julio César Falcioni Arsenal de Sarandí

Cristian Campestrini; Adrián González, Lisandro López, Guillermo Burdisso e Damián Pérez; Diego Torres, Iván Marcone, Nicolás Aguirre e Juan Pablo Caffa; Jorge Córdoba e Emilio Zelaya. Técnico: Gustavo Alfaro. Zamora

Luís Tera; Moisés Galezo, Jaime Bustamante, Johan Osorio e Dollbyz Rodrígues; Nelson Semperena, Josmar Zambrano, Dario Figueroa e César González; Luís Yanes e Gabriel Torres. Técnico: Jesús “Chuy” Vera


06

especial - LIBERTADORES

POR DIÓGENES MENON

Flamengo enfrenta Brasileiros na próprios monstros libertadores para vingar na Libertadores

Terça, 07/02/2012 Fluminense x Arsenal

Foto: Gazeta Press

o treinador ficou marcado por um fracasso com a camisa rubro-negra. A partida contra o América do México, válida pelas quartas-de-final da Libertadores 2008, marcou a despedida de Joel Santana, que havia acabado de acertar com a seleção da África do Sul. Depois de vencer o primeiro jogo fora de casa por 4 a 2, o Rubro-Negro levou uma surra em pleno Mara-

canã e perdeu por 3 a 0. O nome do jogo foi o paraguaio Cabañas, autor de dois gols. Em 2012, Mengão encara na 1ª fase o Olimpia, do Paraguai, o Emelec, do Equador, e o Lanús, da Argentina. Sem dúvida, o rubro-negro é o mais tradicional time da chave. Resta saber se vai superar seus problemas internos e comprovar isso em campo.

Times-base Flamengo Luxemburgo foi demitido na quinta

A

participação rubro-negra na Libertadores de 2012 começou cercada de problemas. A despeito da emocionada apresentação de Vagner Love, maior reforço para a temporada, o Flamengo encara uma série de crises desde a pré-Libertadores. A maior delas culminou com a saída de Vanderlei Luxemburgo no dia seguinte à vitória por 2 a 0 sobre o Real Potosí, que garantiu a classificação do Flamengo para a fase de grupos da Libertadores. Junto com o treinador, deixaram o clube o gerente Isaías Tinoco, além do preparador físico Antonio Mello e o auxiliar Junior Lopes. Para o lugar de Luxemburgo, Joel Santana deve ser o escolhido. Esta pode ser a quinta passagem do técnico no Flamengo, clube pelo qual foi campeão carioca em 1996 e em 2008. Pela Libertadores, no entanto,

APOIADORES DO TÁ LÁ:

Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio, Renato e Ronaldinho; Vagner Love e Deivid. Técnico: a definir Olímpia (Paraguai)

Martin Silva; Francisco Nájera, Adrián Romero, Enrique Meza e Sebastián Ariosa; FabioCaballero, Vladmir Marín e Sergio Orteman; Maximiliano Biancucchi, Pablo Zeballos e Luis Caballero. Técnico: Geraldo Pellusso Emelec

Dreer; A. Quiñones, Mina, Achiller e Bagüi; Gaibor, P. Quiñones, Wila e Giménes; Mondani e De Jesus. Técnico: Marcelo Fleitas Lanús

Agustín Marchesín, Marcos Pintos, Carlos Quintana, Paolo Goltz y Gastón Díaz, Mauro Camoranesi, Guido Pizarro y Eduardo Ledesma, Juan Neira, Santiago Salcedo y Cesar Carranza Técnico: Gabriel Schurrer

Quarta, 08/02/2012 Vasco x Nacional Quinta, 09/02/2012 Internacional x Juan Aurich Quarta, 15/02/2012 The Strongest x Santos Lanús x Flamengo Táchira x Corinthians

Quarta, 21/03/2012 The Strongest x Internacional Vasco x Libertad Corinthians x Cruz Azul Quinta, 22/03/2012 Santos x Juan Aurich Quarta, 28/03/2012 Olímpia x Flamengo Quinta, 29/03/2012 Zamora x Fluminense

Terça, 06/03/2012 Vasco x Alianza

Terça, 03/04/2012 Alianza x Vasco

Quarta, 07/03/2012 Boca Juniors x Fluminense Corinthians x Nacional (PAR)

Quarta, 04/04/2012 Internacional x Santos Emelec x Flamengo

Quinta, 08/03/2012 Santos x Internacional Flamengo x Emelec

Quarta, 11/04/2012 Fluminense x Boca Juniors Nacional (PAR) x Corinthians

Terça, 13/03/2012 Juan Aurich x Santos

Quinta, 12/04/2012 Flamengo x Lanús Nacional x Vasco

Quarta, 14/03/2012 Fluminense x Zamora Libertad x Vasco Cruz Azul x Corinthians

Quarta, 18/04/2012 Arsenal x Fluminense Corinthians x Táchira

Quinta, 15/03/2012 Internacional x The Strongest Flamengo x Olimpia

Quinta, 19/04/2012 Santos x The Strongest Juan Aurich x Internacional


marketing 07

Por Pablo GuElli

Um fracasso de marketing

Uma prova disso seria o fato de que São Paulo, Flamengo e outros clubes grandes ainda estão sem patrocinador master na camisa. O Palmeiras, que também começou a temporada sem, acertou com a Kia Motors na última terça-feira. “O Ronaldo, quando chegou no Corinthians, causou uma revolução no marketing esportivo do Brasil. Ele levou vários patrocinadores para o clube. Mas o Ronaldo é o Ronaldo, o Corinthians naquela época estava em um bom momento e tudo deu muito certo para todos. O Ronaldinho, além de não ter o mesmo apelo, chegou no Flamengo nesse momento de mudança no

mercado”, completa Beting. Na opinião do empresário João Frigério, sócio da consultoria de marketing esportivo Arantes Frigério Paulo, com sede na Suíça, a questão do carisma foi outro fator importante na conturbada parceria Ronaldinho-Flamengo-Traffic. “O trabalho do departamento de marketing é muito importante, claro, mas outros fatores também pesam - como carisma ou o jogador render dentro do campo. Em campo o Ronaldinho Gaúcho até que rendeu. Mas em termos de marketing ele não tem, nem de longe, o mesmo apelo midiático do Fenômeno”, diz.

Contrato mal-feito

Fotos: Gazeta Press

é o motivo da discórdia

Um ano depois de ter chegado ao Fla, Ronaldinho Gaúcho represente mais dor de cabeça do que lucros para o Rubro-Negro

A

contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, em janeiro de 2011, tinha tudo para dar certo. Afinal, um dos melhores jogadores de todos os tempos retornaria da Europa para atuar no time de maior torcida do Brasil, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, no momento em que o país cresce economicamente. As possibilidades de o Rubro-Negro lucrar dentro e fora de campo eram enormes. Desde a conquista de títulos importantes, passando pela exposição da “marca” Flamengo em todo o planeta, até a venda de produtos com o nome de Ronaldinho. O departamento de marketing de qualquer clube do mundo estaria esfregando as mãos com o potencial midiático do craque. Mas nada disso aconteceu. A grande jogada nunca veio. O furacão midiático que começou com sua contratação durou pouco mais de um mês. Depois arrefeceu, virou uma leve brisa, até que parou. Um ano depois, as notícias que

saem na imprensa sobre Ronaldinho são as seguintes: a Traffic parou de pagar o salário do jogador e deve a ele quase R$ 4 milhões; ele ameaçou não entrar em campo no primeiro jogo do Flamengo na Libertadores; Ronaldinho não foi garoto-propaganda de quase nada na televisão; o clube só conseguiu um patrocinador master sete meses após sua contratação; há boatos de que o Gaúcho e seu polêmico e inseparável irmão, Assis, já pediram “Em campo o Ronaldinho Gaúcho até que rendeu. Mas em termos de marketing ele não tem, nem de longe, o mesmo apelo midiático do Fenômeno”

a cabeça do técnico Vanderlei Luxemburgo para a diretoria. Em campo, o Flamengo até que

foi bem. Ganhou o campeonato carioca e se classificou para a Libertadores. Mas fora das quatro linhas, onde o marketing tinha todas as condições de triunfar e fazer rios de dinheiro, o que se viu foi um show de caneladas. “O Flamengo achou que tudo seria perfeito, que a contratação do Ronaldinho seria suficiente para conseguir um patrocinador rapidamente. Na época até falavam: ‘O maior do mundo, na maior torcida do mundo’. “Acharam que era impossível dar errado. E nesse oba-oba o clube se esqueceu de pensar em um projeto para um cenário mais complicado”, diz Erich Beting, fundador do site Máquina do Esporte e comentarista do canal BandSports. Segundo o jornalista, esse novo cenário surgiu no momento em que as empresas passaram a repensar a estratégia de investimento em esporte. Ele acredita que a mentalidade do mercado está mudando, e por isso já não é fácil fechar um bom acordo hoje em dia.

A briga entre Flamengo e Traffic e o consequente atraso nos salários de Ronaldinho foram causados por um contrato que nunca foi feito de verdade. “Esses problemas aconteceram porque o primeiro contrato foi alterado várias vezes e nunca se chegou a um consenso entre as partes. Foi um contrato em linhas gerais”, explica Marcos Duarte, diretor do departamento de marketing do Rubro-Negro. O que era para ser um contrato, acabou se tornando uma carta de intenções. Para a Traffic, o retorno da parceria seria quase totalmente baseado na geração

de receitas com Ronaldinho. Durante os sete primeiros meses de 2011, o Flamengo ficou sem patrocinador master. A Traffic desembolsava 75% do salário do atleta, que chega a R$ 1,5 milhão, mas não recebia nada em troca. A gota d’água veio no final de 2011, quando o Flamengo fechou um contrato de patrocínio com a Gillete via 9ine, a empresa do ex-jogador Ronaldo. Sem receber nenhum tostão, a Traffic fechou a torneira até que o contrato fosse finalmente assinado. Algo que ainda não aconteceu.

Ronaldinho e seu irmão Assis na chegada ao Flamengo

Números de Ronaldinho em 2011 Torneios

J

V

E

D

G

MG

Campeonato Carioca

13

8

5

0

4

0,31

Copa do Brasil

3

1

1

1

0

0

Sul-Americana

3

2

0

1

2

0,67

Brasileirão

31

13

13

5

14

0,45

Total

50

24

19

7

20

0,4


08

corinthians

POR Fernando Badô

Corinthians e Bragantino

mostram entrosamento nos bastidores

Fotos: Gazeta Press

Adversários neste domingo, clubes tem se entendido nos bastidores e negociado grande quantidade de atletas entre si

Titular absoluto, Paulinho foi contratado depois de brilhar no Bragantino

O

Corinthians é um dos maiores fregueses do Bragantino, adversário deste domingo, pelo campeonato paulista. Mas não exatamente no sentido figurado do futebol, mas pela grande quantidade de atletas que o alvinegro da Capital tem contratado do clube do interior nos últimos anos. Desde 2007, o Timão contratou oito jogadores do time de Bragança Paulista, tornando o Parque São Jorge um dos principais destinos dos atletas que se destacam no Bragantino. Na época, o presidente do clube do interior, Marqui-

De oito contratados, apenas

dois deram certo

Vindo do Bragantino, Bill tenta se firmar

A máxima de que quantidade não significa, necessariamente, qualidade, é perfeita para analisar as oito contratações de jogadores que o Corinthians fez junto ao Bragantino desde 2007. Apenas duas podem ser consideradas como bem sucedidas. Uma foi o goleiro Felipe, hoje no Flamengo. Foi um dos poucos poupados pela torcida na campanha que rebaixou o time à Série B. Depois, foi titular absoluto nos títulos da Série B, em 2008, e do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2009. Contudo, saiu do clube de modo tempestuoso. A outra é o volante Paulinho. Destaque do time em 2011, chegou a ser convocado pelo técnico Mano Menezes para a Seleção Brasileira e teve o nome cogitado como reforço de Milan e Roma. As outras contratações foram um fracasso. Os zagueiros Kadu e Zelão são os casos mais graves. O primeiro quase não teve oportunidades, e quando teve foi mal; o segundo foi praticamente expulso do clube pela torcida, acusado de ser baladeiro junto com o zagueiro Fabio Ferreira, hoje no Botafogo. O atacante Everton Santos fez apenas um gol em 35 jogos e, depois de passar sem destaque por Fluminense, Goiás e Ponte Preta, hoje defende o Seongnam, da Coreia do Sul. O volante Moradei fez parte do elenco campeão brasileiro, mas quase não jogou e ainda ficou de fora da partida decisiva, contra o Palmeiras, quando Tite preferiu improvisar o zagueiro Wallace na vaga do suspenso Ralf. Outro atacante, Bill, está de volta ao Corinthians, após ser destaque pelo Coritiba em 2011, mas, aparentemente, terá que esperar muito por uma oportunidade.

nho Chedid, confirmou o acordo comercial. “Fizemos uma parceria. Entre Corinthians e Bragantino está tudo resolvido”, disse, ao anunciar a venda de cinco jogadores: os zagueiros Kadu e Zelão, o volante Moradei, o atacante Everton Santos e o goleiro Felipe. Nos anos seguintes, chegaram o atacante Bill – que depois de boa passagem pelo Coritiba foi reintegrado ao elenco corintiano – e o meia Paulinho, que hoje é uma das peças chave do esquema de Tite. (leia mais no texto abaixo). A mais recente contratação corintiana oriunda de Bragança é outro Felipe, o zagueiro de 22 anos, que ainda não estreou. “Ele é alto e muito rápido. Joga pelos dois lados”, avalia Chedid. O jogador foi contratado em novembro passado, e na época o dirigente deu a entender que a parceria entre os clubes continuava firme, e que outro negócio estaria em andamento. “Mas prefiro não dizer o nome. É um meia-atacante”, disse. A promessa, contudo, não se concretizou. Mas não é só o Bragantino quem cede atletas. O goleiro Rafael Santos, que havia retornado ao Parque São Jorge após ter defendido o Avaí na Séria A no Brasileirão-2011,

fez o caminho inverso e chegou a Bragança para disputar a camisa 1 que era do goleiro Gilvan, até então o atleta mais antigo do clube do interior, que foi negociado com o Red Bull para a disputa da Série A-2 do Paulista. Em 2010, Rafael Santos era a maior aposta do técnico Mano Menezes, então no Corinthians, para o lugar de Felipe, que havia trocado o alvinegro paulistano para jogar no futebol português. Tanto que o atual treinador da Seleção Brasileira o escalou como titular no clássico contra o São Paulo, em 29 de março de 2010, pela 17ª rodada do Paulistão daquele ano. Após um bom primeiro tempo, o Corinthians vencia por 3 a 1, mas Rafael Santos falhou duas vezes e permitiu o empate tricolor. O desastre só não foi maior porque o Corinthians ainda fez mais um e venceu por 4 a 3. No ano passado, outro jogador do Corinthians fez parte do elenco do Bragantino que por pouco não conseguiu o acesso para a Série A do Brasileiro, o atacante Otacílio Neto. Mas a baixa média de gols (quatro em 21 jogos) levou o jogador de volta ao Parque São Jorge – já foi negociado com Paulista de Jundiaí.

Partida opõe irmãos no jogo de domingo O jogo deste fim de semana vai dividir a família Castán. De um lado o mais velho, Leandro, titular do Corinthians. Do outro, o caçula Luciano, recém-contratado pelo Bragantino, mas que não tem presença confirmada na partida. Leandro chegou ao Corinthians em 2010. Ainda reserva, teve algumas oportunidades improvisado na lateral esquerda. Mas só se firmou mesmo na equipe após o capitão William encerrar a carreira e abrir a vaga ao lado de Chicão. Castán correspondeu, mostrou segurança na campanha do pentacampeonato e hoje é titular absoluto. Luciano também é zagueiro. Teve uma passagem apagada pelo Santos em 2010. Foi para a Ponte Preta e também não vingou. Acabou negociado com o Paraná Clube, onde, finalmente, conseguiu ter uma sequencia de partidas durante a Série B.

Ser zagueiro parece algo de sangue para a família. O pai dos dois também atuou como beque do XV de Jaú entre os anos 80 e 90. “O pessoal que o viu jogando me fala que ele chegava junto”, afirma Leandro Castán.

Leandro Castán: família dividida


são paulo 09

Por Wagner Eufrosino

São Paulo se dá bem com craques

revelados na Ponte Preta No atual elenco Tricolor, dois jogadores se formaram na Macaca, são eles: o atacante Luis Fabiano e o goleiro Denis e defendo as cores desse clube foi graças a Ponte Preta”, disse o goleiro. Nascido na cidade de Campinas e fanático torcedor da Ponte Preta quando era garoto, Luis Fabiano guarda um carinho muito grande pelo clube em que ele começou na carreira, ao ponto de declarar que fazer gol na Macaca era como “bater na mãe”. Apesar de todo esse amor declarado pelo time de Campinas, o atacante “não perdoou a na mãe” em sua primeira passagem pelo São Paulo. Em cinco jogos disputados contra a Ponte Preta, Luis Fabiano marcou cinco gols, sendo quatro em confrontos pelo Campeonato Brasileiro e um pelo Campeonato Paulista. Além de atacante e goleiro, o São Paulo também já trouxe da Ponte Preta zagueiros para reforçar sua equipe e um deles foi Oscar, que virou um dos melhores da posição em toda a história do clube. Vice-campeão paulista pela Macaca em 1977 e 1979, Oscar chegou ao São Paulo com um carreira consolidada e já era o zagueiro da Seleção Brasileira. Mas foi no Tricolor que conquistou seu principais títulos na carreira. Em sete anos foi quatro vezes campeão Paulista e uma vez campeão Brasileiro. Discreto, calado, mas sempre determinado e apresentando um futebol de altonível, Mineiro se destacou na Ponte Preta e depois de uma rápida passagem pelo São Caetano, onde foi campeão paulista, o volante chegou ao São Paulo. Permaneceu no Tricolor por duas temporadas e ganhou quase tudo que disputou. Em 2005, Mineiro foi campeão paulista, da Libertadores da América e Mundial, quando foi o autor do único gol da partida disputada contra o Liverpool. No ano seguinte conquistou o Campeonato Brasileiro e chegou a disputar a Copa do Mundo da Alemanha em 2006, antes de se transferir para o futebol europeu.

Tricolor sustenta tabu de 26 anos A última derrota do São Paulo para a Ponte Preta em campeonatos paulistas, na cidade de Campinas, aconteceu no dia 16 de janeiro de 1985. Na ocasião, o Tricolor perdeu para a MacaFotos: Gazeta Press

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ão Paulo e Ponte Preta serão adversários na quinta rodada do Campeonato Paulista. E é bom o torcedor tricolor ficar de olho nos destaques do oponente. Não é de hoje que o clube do Morumbi busca matéria-prima na Macaca para transformar em grandes jogadores. Um dos primeiros a deixar Campinas foi o então lateral-direito Nelsinho Baptista, que hoje é treinador e coleciona títulos por clubes do Brasil e também do Japão. Mas um dos primeiros a se tornar ídolo da torcida são-paulina foi o goleiro Waldir Peres. Revelado na Ponte Preta, o camisa 1 ficou por onze anos no Tricolor, conquistou quatro títulos, sendo o mais importante o Campeonato Brasileiro de 1977. O goleiro Denis tem tudo para seguir os passos de Waldir Peres e se tornar um dos grandes jogadores do São Paulo. Contratado junto a Ponte Preta em 2009, Denis faz questão de ressaltar sua época na Macaca. “Comecei lá, fui desde o infantil até o profissional. Foram sete anos aprendendo, crescendo e até hoje tenho muito agradecer a eles. Tenho um carinho muito grande pelo clube e pelo estádio”, disse o goleiro que foi vice-campeão paulista em 2008, com o time de Campinas. A experiência adquirida nesses anos na Ponte Preta reflete até os dias de hoje para o goleiro Denis. “Na época em que jogava lá, eu sempre dizia que quem jogava na Ponte com a pressão da torcida que tem lá, poderia jogar qualquer clube. Tem essa coincidência dos jogadores que saíram de lá e fizeram história no São Paulo. Eu pretendo seguir essa mesma linha e fazer a minha história aqui”, afirmou Denis. Com a grave lesão que Rogério Ceni teve no ombro no início desta temporada, Denis já começou o desafio de substituir o principal ídolo do Tricolor e com isso se tornar o herdeiro da camisa nº. 1. “Se hoje estou aqui no São Paulo

Revelado pela Macaca, Denis quer seguir os passos de Waldir Peres, que foi ídolo no Morumbi

ca por 2 a 0, mas mesmo assim se classificou para a semifinal da competição. Na decisão venceu a Portuguesa em dois jogos e foi campeão paulista daquele ano. Apesar disso, o Tricolor do Morum-

Time de Emerson Leão não perde da Ponte no Paulista desde 1985

bi conquistou poucas vitórias desde então. Em 13 confrontos pelo Paulistão, nesse período, no estádio Moisés Lucarelli, o São Paulo venceu apenas três duelos e empatou 10 vezes, sendo quatro pelo placar de 0 a 0, quatro por 1 a 1 e duas por 2 a 2. O último duelo entre São Paulo e Ponte Preta, em Campinas foi no Paulistão de 2010. Na ocasião, o Tricolor venceu por 2 a 0, com dois gols de Washington. O atacante, que defendeu o São Paulo naquela temporada, também brilhou com a camisa da Ponte Preta e foi artilheiro do Paulista e da Copa do Brasil em 2001. Neste domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar no estádio Moisés Lucarelli e resta saber se o tabu será mantido ou se a Macaca faz valer o seu mando de campo e voltar a vencer o adversário depois de tantos anos.


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clássico

Por João Henrique Pugliesi

O maior duelo entre

Santos x Palmeiras Em 1958, Peixe bateu o Verdão por 7 a 6 no Pacaembu pelo Torneio Rio-São Paulo

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á se vão quase 54 anos e um jogo não sai da memória de José Macia, o Pepe. Santos 7 x 6 Palmeiras, válido pelo Torneio-Rio São Paulo, disputado no dia 6 de março de 1958, no estádio do Pacaembu. “Foi o jogo mais emocionante de toda a minha carreira. Duas viradas extraordinárias e eu marquei três gols, sendo um de pé direito e outro de cabeça, gols que eu raramente fazia. Na minha carreira toda, se fiz quatro gols de cabeça, foi muito”, comenta o Canhão da Vila. Descansando com sua esposa no sítio da família na cidade de Socorro (interior de São Paulo), Pepe recorre a seu caderno de anotações e começa a analisar: “Eram duas equipes fantásticas. A gente jogava e deixava o adversário jogar também. Era um futebol sem violência e com muita lealdade. O Palmeiras tinha cinco avantes e o Mazola teve uma atuação maravilhosa naquela noite.” Nos primeiros 45 minutos daquele memorável jogo, Pepe recorda que o Santos estava bem à vontade e, apesar do Palmeiras ter saído na frente no placar, com Urias, havia a certeza de que a reação era questão de tempo. Logo virou com gols de Pelé e Pa-

gão. O Palmeiras ainda empatou de novo com Nardo. Mas depois Dorval, Pepe e Pagão fecharam o primeiro tempo: 5 a 2 para o Peixe. “No intervalo, o Ciro Costa, que era o nosso tesoureiro, já separava os pacotinhos com dinheiro para pagar o nosso bicho, que naquela época dependia da renda do jogo.”

O Palmeiras voltou arrasador para o segundo tempo. Paulinho, duas vezes Mazola e Urias deixaram o Palmeiras na frente do placar: 6 a 5, com 34 minutos de jogo da etapa final. “Realmente levamos um susto. A gente se perguntava o que estava acontecendo. Tínhamos que entrar no jogo de novo. E para minha

O Pepe de hoje relembra com orgulho das façanhas obtidas na época de jogador

cinco mortes por infarto vindo a falecer devido a infarto. O Santos, que era comandado por Lula, tinha Manga; Hélvio e Dalmo; Fioti, Ramiro e Zito; Dorval, Jair, Pagão, Pelé e Pepe. Já o Palmeiras, do técnico Osvaldo Brandão, foi a campo com Edgar; Edson e Dema; Valdemar Carabina, Valdemar Fiúme e Formiga; Paulinho, Nardo, Mazola, Ivan e Urias. No intervalo, quando o Santos vencia por 5 a 2, a certeza da vitória tomava conta do vestiário do Peixe. Entre os palmeirenses, só triste-

cente. Já eram umas três da manhã e eu desci na Praça dos Andradas, em Santos, pra pegar um ônibus pra minha casa. Fiquei no fim da fila e consegui um lugarzinho no fundo do ônibus. Daí veio um rapaz, já um pouco mamado e sentou ao meu lado. Ele me reconheceu: você não é o Pepe? Sim sou, respondi. Vocês não jogaram agora com o Palmeiras no Pacaembu? Sim, jogamos. E quanto foi o jogo? Ganhamos de 7 a 6, respondi. Pô, não tô de brincadeira, fala sério. Tomei umas a mais, mas não tô bêbado, 7 a 6, até parece! O rapaz não quis acreditar e virou para o lado para dormir.”

Pelé fez apenas um gol no clássico de 1958

Jogo de 13 gols causou “Espetáculo Pirotécnico de Gols!” Esta foi a manchete do jornal A Gazeta Esportiva na noite de quinta-feira, dia 6 de março de 1958, retratando aquele memorável jogo, válido pelo Torneio Rio-São Paulo. Um clássico com 13 gols e que levou à loucura os 43.068 torcedores, que proporcionaram uma renda de CR$ 1.676.995,00. Um jogo para testar o coração dos torcedores e a imprensa na época noticiou que cinco torcedores não suportaram as fortes emoções,

felicidade fiz os dois últimos gols e saímos com a vitória. Foi um jogo fantástico, inesquecível. Eu me senti o dono do mundo quando fiz esses dois últimos gols”, ressalta Pepe. O sempre bem humorado Pepe puxa na memória e nos traz um fato que ele mesmo considera engraçado, ocorrido horas depois daquele jogo. “Naquela época, o Santos não tinha ônibus para a delegação. Então, quando jogávamos na Capital, pegávamos um carro particular, que poderia ser um táxi, sempre com quatro atletas dentro dele e seguíamos viagem. Depois daquele jogo, voltamos pra Baixada. Só que eu morava em São Vi-

za. O goleiro Edgar não parava de chorar, obrigando Osvaldo Brandão a sacá-lo do time para a entrada de Vítor. Brandão mexe com os brios dos atletas que voltam para o segundo tempo com uma nova postura. Com o uruguaio Caraballo no lugar de Nardo, o Palmeiras foi pra cima e virou para 6 a 5. Mas o Santos, de Pelé, que naquele ano nascia para o futebol, também tinha Pepe, o Canhão da Vila, que fez dois gols e levou o Peixe à vitória.

Ficha técnica Santos. Manga; Hélvio e Dalmo; Fioti, Ramiro (Urubatão) e Zito; Dorval, Jair, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe. Técnico – Lula. Palmeiras. Edgar (Vítor); Edson e Dema; Valdemar Carabina, Valdemar Fiúme e Formiga (Maurinho); Paulinho, Nardo (Caraballo), Mazola, Ivan e Urias. Local. Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo. Data. 06/03/1958, às 21h00 Árbitro. João Etzel Filho (SP) Renda. CR$ 1.676.995,00 Público. 43.068 pagantes Gols. Primeiro Tempo: Urias, aos 18, Pelé, aos 21, Pagão, aos 25, Nardo, aos 26, Dorval, aos 32, Pepe, aos 38, e Pagão, aos 46. Segundo Tempo: Paulinho, aos 16, Mazola, aos 19 e aos 27, Urias, aos 34, e Pepe, aos 38 e 41


clássico

Santos x Palmeiras, um clássico com poucas caras novas Enquanto o Peixe se empenha para manter suas estrelas, Verdão encontra dificuldades para se reforçar Fotos: Gazeta Press

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torcedor, que comparecer ao estádio Eduardo José Farah, o Prudentão, na cidade de Presidente Prudente, para acompanhar ao clássico entre Santos e Palmeiras, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, verá duas equipes com pouquíssimas novidades em relação aos elencos que fecharam o ano de 2011. Mas qual seria a razão de dois times grandes do Estado não reforçarem seus elencos? Pelo lado santista, a opção de manter a base e a análise de que o time não necessite de tantos reforços. Já a visão palmeirense talvez seja oposta, pois o time precisa de reforços, mas não tem os encontrado, pelo menos opções que se encaixem à realidade financeira em que o clube se encontra. Muricy Ramalho tem a base que em 2011 conquistou os títulos paulista e sul-americano e que disputou o Mundial de Clubes. Perdeu apenas Danilo, que foi para o Porto, de Portugal, mas em compensação trouxe Jorge Fucile, lateral titular da seleção uruguaia.

Enquanto Muricy, por opção, manteve a base de 2011, Felipão tenta se virar com os poucos reforços que recebeu

Já a diretoria palmeirense foi às compras, mas se deparou com uma dura realidade. Sem dinheiro em caixa, foi em busca do bom e barato, apesar do técnico Luiz Felipe Scolari vir a público pedir “camarões”. Mas camarão está caro e vieram outros pratos, digamos menos sofisticados, para a mesa do técnico palmeirense. O lateral esquerdo Juninho, que fez um bom Campeonato Brasileiro no ano passado, defendendo o Figueirense, o meia Daniel Carvalho, que estava no Atlético Mineiro, o zagueiro paraguaio Adalberto Román, que veio do River Plate, da Argentina, o atacante argentino Hernan Barcos, ex-LDU, do Equador, e, por último, o lateral direito Artur, que estava no São Caetano. O Santos, por sua vez, se empe-

nhou em manter suas estrelas. A intenção do presidente é fechar com o meia Zé Roberto no mês de maio, quando acaba o contrato do jogador com o Al Gharafa, do Catar. Atualmente com 37 anos, Zé Roberto teve uma boa passagem pelo Peixe, onde foi campeão paulista em 2007. Por enquanto Santos e Palmeiras se viram com o que têm. O torcedor do Palmeiras sofre mais com este elenco de poucas estrelas e o santista aposta que o ano do Centenário será tão glorioso quanto o ano que passou e, quem sabe, em dezembro, possa acompanhar uma revanche com o todo poderoso Barcelona, caso este venha conquistar novamente a Liga dos Campeões da Europa.

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Repetir início de 2011,

este é o objetivo do Santos no ano do centenário O início de 2011 foi excelente para o Santos, conquistando o bicampeonato paulista e o terceiro título na Taça Libertadores da América. Baseando-se no começo do último ano, o torcedor santista mantém a esperança no time atual, que sofreu pouquíssimas alterações. Este ano é especial para o clube. No próximo dia 14 de abril, o Santos completa 100 anos de fundação. As permanências de Paulo Henrique Ganso e, principalmente, Neymar foram frutos de uma enorme estratégia montada pela diretoria. Mas isso não significa que o técnico Muricy Ramalho não será atendido em suas reivindicações. “A diretoria tem se esforçado. Sei disso. Mas o jogador tem um preço. Quando o Santos se interessa, o preço já é outro, bem mais caro. Mas isso não quer dizer que deixaremos de reforçar o time. Além do mais, a base é a mesma e isso já ajuda”, analisa o técnico santista. Como o time de Vila Belmiro saiu de férias mais tarde, em razão do jogo do dia 18 de dezembro, diante do Barcelona, pela final do Mundial de Clubes, a comissão técnica decidiu fazer experiências no início do Campeonato Paulista. Nos três primeiros jogos, enquanto os titulares treinavam apenas fisicamente na Vila Belmiro, os reservas foram a campo nos em-

pates com o XV de Piracicaba e o Paulista e na vitória diante do São Caetano. Muricy deu uma força para os mais jovens, ficando fora do comando do time só no jogo de estreia com o XV, em Piracicaba. “Todos tiveram a chance de mostrar futebol. Uns vão ficar e outros não. No futebol, isso é muito simples. Quem vai bem, é mantido. Quem não vai, continua treinando. De uma maneira geral, eu fiquei satisfeito com o que vi”.

Ganso, assim como Neymar, permanece na Vila Belmiro

Palmeiras preocupado com

o jejum de títulos

Valdivia é um dos poucos remanescentes do time de 2008

A última vez que um capitão do Palmeiras levou uma taça foi há quatro anos, quando conquistou o Campeonato Paulista de 2008. O time era comandado por Vanderlei Luxemburgo e a decisão foi contra a Ponte Preta. O título veio com uma goleada por 5 a 0, com três gols de Alex Mineiro, um de Valdívia e um contra de Ricardo Conceição. Estavam em campo naquela tarde domingo: Marcos (Diego Cavalieri); Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Martinez, Diego Souza e Valdívia; Alex Mineiro

(Lenny) e Kleber (Denílson). Do time que proporcionou o último momento de alegria para o torcedor palmeirense somente o zagueiro Henrique, que foi para a Espanha, comprado pelo Barcelona, e retornou ano passado ao clube, e o meia Valdívia fazem parte do atual plantel. Muitas mudanças em tão pouco tempo justificam a instabilidade nos últimos anos, culminando com o fracasso nos campeonatos. Em relação à equipe atual, os comandados por Felipão ainda dependem das jogadas de bola parada do meio-campista Marcos Assunção,

ora em cobranças de faltas diretas ao gol, ora em cobranças de escanteios, aproveitando a estatura elevada de seus zagueiros e atacantes. Esta arma tem surtido efeito neste início de Campeonato Paulista. Superar a falta de técnica com raça parece que será o discurso oficial neste início de temporada. Felipão se desdobra pra montar o melhor time. “Eu tenho que trabalhar com aquilo que a diretoria me dá. Vamos em frente e enfrentaremos os adversários de igual pra igual. Quando não tivermos técnica, a raça entra em campo”, avalia Felipão.


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Fevereiro 2012 - Edição 4