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[FOTO&LEGENDA]

João Pessoa > Paraíba > TERÇA-FEIRA, 30 de agosto de 2011

EDITOR: Henrique França I E-MAIL: franca.henrique@gmail.com I TWITTER: @riquefranca

A cidade de Serra Branca voltou-se, no último final de semana, para a juventude. Reuniões, debates e encaminhamentos estiveram entre as atividades. A agenda teve início no sábado, com apresentação do Grupo Cultural de Capoeira, do Mestre Ioga.

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FOTO: Divulgação

> TELEFONES ÚTEIS

>>> PROTESTOS NOS PRESÍDIOS DA CAPITAL > Apenados ameaçaram greve de fome para pressionar saída de diretor

Harrison Targino: governo não vai ceder a pressões, mas vai apurar tudo > Alysson Bernardo

> Marcos Lima

alyssonbernardo@gmail.com

marcos885@hotmail.com

FOTOS: Ortilo Antônio

A manhã de ontem foi de muita movimentação na parte externa dos Presídios PB1 e PB2, no bairro de Jacarapé, em João Pessoa.

A

s informações de que apenados estariam debilitados devido a uma provável greve de fome e de sede, iniciada no último sábado, levou ao local, mulheres e filhos dos detentos, advogados, órgãos de defesa dos direitos humanos, médicos, enfermeiros e os secretários Harisson Targino (Administração Penitenciária) e Waldson Sousa (Saúde), além do comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, e o diretor do Hospital Edson Ramalho, coronel - PM Thaelman Dias de Queiroz. Os apenados estariam insatisfeitos com a permanência do capitão-PM Sérgio Fonseca de Sousa no cargo de diretor da unidade prisional. Harisson Targino, contudo, assegurou que o Estado não irá ceder à pressão dos presos, mas que todas as denúncias serão apuradas. O entra e sai nas penitenciárias foi uma constante, inclusive com a entrada de macas e pranchas de resgate, oriundas do Hospital Edson Ramalho. "Instalamos uma pequena enfermaria. O fato dos apenados não terem se alimentado ou ingerido água, deixou alguns debilitados", disse Thaelman Dias de Queiroz, diretor do Edson Ramalho. O Corpo de Bombeiros se manteve presente na frente da penitenciária durante todo o dia, com o objetivo de prevenir qualquer incêndio, de

acordo com o bombeiro-PM Keneth. Do lado de fora, um grupo de 20 mulheres, cujos maridos cumprem penas nas penitenciárias, protestavam contra a permanência do diretor da unidade prisional, capitão-PM Sérgio Fonseca de Sousa, recém nomeado para comandar a penitenciária em substituição a João Carlos, exonerado através de ato publicado no Diário Oficial. De acordo com elas, desde que o militar chegou ao local, alguns benefícios dos detentos foram cortados. "A greve de fome e de sede é no sentido de que os direitos dos presos sejam assegurados. Não existe facção criminosa na penitenciária e sim muita humilhação", afirmou Valmira Gomes, mulher de um detento, acrescentando que a polícia deveria se preocupar com os bandidos que estão soltos e não os recolhidos à prisão. "Estão fabricando bode expiatório para justificar a ação de vândalos nos atos de incêndios a ônibus na Capital", acrescentou. As mulheres dos detentos estão acampadas em frente às penitenciárias desde a última quinta-feira. O advogado Carlos Ribeiro, que defende diversos presos recolhidos em ambas as penitenciárias, disse ter acesso aos seus clientes e afirmou que entre eles não existe clima de indignação. "Afirmo com

ATROPELAMENTO

convicção de que os meus clientes estão sendo bem tratados. Não há motivos de revolta dos familiares", afirmou o advogado. Já a advogada Cínthia Cordeiro contestou o amigo de profissão alegando que nenhum advogado teve o direito ontem de conversar com seus constituintes. "Defendo 20 apenados e não tive acesso a eles. A última vez que conversei com eles foi à semana passada. Tenho informações oficiais de que eles não estão sendo bem tratados", alegou. Os secretários Harisson

Targino (Administração Penitenciária) e Waldson Sousa (Saúde), além do comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves se reuniram a portas fechadas com a direção da PB1 e PB2, Corpo de Bombeiros Militar, diretor do Hospital Edson Ramalho a portas fechadas. Eles deixaram a penitenciária sem falar com a imprensa. OAB CRIA COMISSÃO PARA INVESTIGAR - Ontem, a seccional paraibana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-

PB) formou uma comissão especial para apurar as denúncias de tortura e maus tratos aos detentos. À tarde, o presidente da entidade, Odon Bezerra, e integrantes da comissão, receberam o secretário Harrison Targino para discutir sobre as denúncias, em reunião. Em entrevista à imprensa no final da tarde de ontem, Harrison Targino informou que a greve de fome dos apenados já estava perdendo forças entre eles. O secretário destacou que não vai ceder ao

apelo dos detentos e que o diretor da unidade prisional vai permanecer no cargo. "A escolha do diretor não compete aos apenados. Se nós tivermos um Estado onde os apenados escolhem diretor, não estamos falando de segurança pública e administração penitenciária, mas de escola ou creche. Em presídio, a escolha cabe ao governador", revelou. Ele falou que novas visitas ao presídio podem ocorrer a qualquer momento e garantiu que todas as denúncias serão investigadas.

CLIMA SECO DO SERTÃO

Nélio Carneiro é o delegado responsável pelo inquérito O delegado Nélio Carneiro dos Santos, titular da 9ª Delegacia Distrital, em João Pessoa, foi designado em caráter especial pela Delegacia Geral de Polícia Civil para dar continuidade às investigações sobre um atropelamento na madrugada de 21 de junho do ano passado, na Avenida Hilton Souto Maior, no bairro de Mangabeira, que resultou na morte de Maria José dos Santos, de 50 anos, e ferimentos em seu namorado Aluísio Marcos da Silva, de 49 anos, policial militar reformado. Segundo informou o delegado Nélio, o psicólogo Eduardo Henriques Paredes do Amaral, de 32 anos, está sendo investigado como possível condutor do veiculo atropelador, um Citroen C4 Palace, placas MOA 3793-PB.

Do lado de fora, um grupo de 20 mulheres de presidiários protestavam contra a permanência do diretor, o capitão-PM Sérgio Fonseca

"Estamos investigando para descobrir se de fato o Eduardo dirigia o veículo que atropelou o casal, já que ele alegou que o carro tinha sido roubado pouco tempo antes, no bairro dos Bancários, após ter sofrido um problema mecânico", explicou a autoridade policial. Eduardo Paredes será ouvido na manhã de hoje na Central de Polícia, em João Pessoa. CASO FÁTIMA LOPES - O psicólogo Eduardo Henriques Paredes do Amaral é acusado de provocar o acidente automobilístico ocorrido na manhã do dia 24 de janeiro de 2010, na Avenida Epitácio Pessoa, que resultou na morte da defensora pública Fátima Lopes.

Pág. 10 Carteiros podem deflagrar greve a partir de

amanhã. Só na Capital são 800 profissionais

Focos de incêndios preocupam sousenses > George Wagner georgewagner1@gmail.com

O Sertão está "pegando fogo". As altas temperaturas vêm facilitando a formação de focos de incêndio no raio de 26 cidades de responsabilidade da Companhia do Corpo de Bombeiros do município de Sousa. Em muitos casos as chamas chegam a alcançar patamares preocupantes gerando risco para moradores das áreas atingidas e até funcionários de empresas localizadas em setores da periferia da cidade. No último domingo, uma ocorrência de grandes proporções aconteceu nas proximidades do 14º Batalhão da Polícia Militar. Em

[>>>] INCÊNDIOS são causados em sua maioria pela ação humana

[>>>] virtude das altas temperaturas registradas por volta do meio dia, o fogo espalhou-se rapidamente e chegou a ameaçar casas e indústrias localizadas nos bairros, Jardim Sorrilândia III, José Lins do Rêgo e Massapê. O incêndio só foi controlado horas depois. O major Carlos Jean Vieira de Sá, comandante da Companhia do Corpo de Bombeiros de Sousa, disse que "pelo menos dois registros de incêndios são

+ Cotidiano

notificados por dia nos municípios que formam o raio de ação da Companhia de Bombeiros Militar". Entretanto, pouco mais de cinco das cidades atendidas pela Companhia registraram focos de incêndio. A Unidade de Combate a Incêndio de Sousa criada há três anos conta com três veículos de combate a incêndios florestais no Sertão da Paraíba. Existem dois caminhões preparados para o combate as chamas. O primeiro deles chega a transportar seis mil litros de água e o segundo três mil, comportando também mangueiras que alcançam a extensão de 30 metros, usadas pelos agentes para debelarem as chamas. A corporação também dispõe de uma Unidade de Busca e Salvamento que carrega um equipamento chamado de "Bo-

lha de água" que comporta 750 litros de água e tem um acesso mais rápido aos locais das ocorrências. O comandante Carlos Jean Vieira de Sá disse que "o período de estiagem no Sertão e baixa umidade relativa do ar contribuem com a velocidade com que o fogo se espalha principalmente na vegetação seca e rasteira". Levantamentos feitos pelos próprios bombeiros apontam que os incêndios são causados em sua maioria pela ação humana, através de cigarros acesos jogados as margens das rodovias, agricultores que ateiam fogo no roçado, queima de lixões e pessoas que praticam caça e deixam fogueiras acesas em áreas impróprias.

Pág. 12 Pesquisar em supermercados diferentes

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JORNAL A UNIÃO  

30/08/2011

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