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A UNIÃO

MUNDO

João Pessoa, Paraíba - QUARTA-FEIRA, 27 de março de 2013

EUA prometem revidar ataque da Coreia do Norte contra aliados O governo norte-coreano mandou colocar mísseis em posição de combate A Casa Branca acusou a Coreia do Norte de seguir um padrão para aumentar as tensões e intimidar outras nações, e disse que essa atitude só provocará um maior isolamento do país, que anunciou ontem que colocou seus mísseis em “posição de combate” mirando os Estados Unidos e a Coreia do Sul. “A retórica belicista da Coreia do Norte e suas ameaças respondem a um padrão voltado a aumentar as tensões e intimidar outros países”, afirmou em sua entrevista coletiva diária o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. A Coreia do Norte “não conseguirá nada” com essas ameaças, apenas “um isolamento maior” e “solapar os esforços da comunidade internacional por assegurar a paz e a estabilidade no nordeste da Ásia”, anotou o porta-voz do presidente Barack Obama. Além disso, Carney disse que os Estados Unidos continuam pedindo à Coreia do Norte para “escolher o cami-

nho da paz e cumprir suas obrigações internacionais”. A resposta da Casa Branca aconteceu depois que a agência estatal norte-coreana “KCNA” informasse que a Coreia do Norte pôs seus mísseis e unidades de artilharia “em posição de combate”, com o ponto de mira nos Estados Unidos e Coreia do Sul. Por sua vez, o Departamento de Estado afirmou ontem que os Estados Unidos estão “totalmente capacitado e comprometido” para “nos defender e defender nossos aliados Coreia do Sul e Japão”. “Os Estados Unidos estão totalmente capacitados para nos defender diante de qualquer ataque (...). Estamos firmemente comprometidos a defender nossos aliados a Coreia do Sul e ao Japão”, afirmou Patrick Ventrell, um porta-voz do Departamento de Estado, durante uma entrevista coletiva. Ventrell reiterava assim a informação divulgada pelo Pentágono hoje ao insistir sobre a capacidade de reação americana diante de um hipotético ataque norte-coreano. O Comando Supremo do Exército Popular nortecoreano “está a partir deste momento em posição núme-

ro um de combate e toda sua artilharia de campanha, incluindo unidades de mísseis estratégicos e de artilharia de longo alcance”, informou em comunicado. Horas antes, a agência destacava que o líder nortecoreano, Kim Jong-un, dirigiu pessoalmente exercícios com fogo real no litoral leste do país. Em todo caso, o exército da Coreia do Sul “não detectou movimentos incomuns” nas Forças Armadas do Norte, segundo disse à agência EFE um porta-voz do Ministério da Defesa de Seul. As recentes ações da Coreia do Norte estão incluídas na campanha de ameaças que o país realiza há duas semanas e que incluiu de promessas de ataques nucleares preventivos a Coreia do Sul e EUA até exercícios militares e considerar nulo o armistício da Guerra da Coreia (1950-1953). Com o recrudescimento bélico, considerado por analistas sul-coreanos uma demonstração de força sem intenções de realizar um ataque real, a Coreia do Norte pretende dar resposta às sanções que a ONU lhe impôs no início do mês por seu último teste nuclear de fevereiro.

ECONOMIA

Argentina prorroga congelamento de preços de produtos mais dois meses Buenos Aires – O governo argentino prorrogou por mais 60 dias o congelamento de preços de produtos, que está em vigor desde fevereiro e deveria terminar no dia 1o de abril. A decisão foi anunciada ontem, após reunião entre o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, e representantes das cadeias de supermercados. Eles concordaram em manter os preços de produtos fixos até o dia 1o de junho. Moreno negociou o primeiro acordo de congelamento, de dois meses, com as redes de supermercados e de eletrodomésticos como forma de conter a alta da inflação. A medida foi criticada por economistas independentes,

que consideram ineficaz a estratégia do governo para manter a inflação sob controle. Os sindicatos oposicionistas também protestaram, acusando o governo de querer mascarar os índices inflacionários para fortalecer sua posição na hora de renegociar salários. Reajustes salariais Na Argentina, os reajustes salariais são decididos nas chamadas paritárias, acordos negociados entre trabalhadores e empresários, que precisam ser ratificados pelo Ministério do Trabalho para entrar em vigor. Hugo Moyano, líder da CGT (a maior central sindical do país), já tinha anunciado que iria pedir aumento salarial

de 30% para cobrir a inflação. O índice inflacionário, calculado por institutos privados, é três vezes superior ao oficial, que não supera 11% anuais. Na reunião com o setor privado, Moreno também negociou o lançamento de um novo cartão, o chamado supercard, que está sendo apelidado de Morenocard. O cartão será emitido pelas próprias redes de supermercados, com taxa de juros inferior a 22% ao ano. Os bancos argentinos, atualmente, cobram comissões em torno de 3% dos comerciantes que fazem as vendas com cartão de crédito. O governo argentino quer baixar esse percentual para menos de 1%.

Jornal A União  

Edição 27.03.13

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