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[ALERTA] Na Paraíba, 565 mil pessoas sofrem de depressão; incidência da doença está cada vez maior - Pág.9 CARIRI-AGRESTE

LITORAL Sol , nuvens e chuva 30o Máx. 23o Mín.

SERTÃO

Sol , nuvens e chuvas 32o Máx. 18o Mín.

Tênis na praia

O Beach Tênis chegou ao Brasil em 2008 e domina as cidades litorâneas. No Estado já ocorreu a primeira competição do esporte. Página 15

Sol , nuvens e chuvas 35 o Máx. 22 o Mín.

Nosso litoral

Além do Sanhauá

Foto: Marcos Russo

Fonte: INMET

Ortilo Antônio

clima&tempo

Fonte: Marinha do Brasil

Historiadores relatam que a ponte que liga Capital a Bayeux foi a 1ª do Brasil a cobrar pedágio. O dinheiro era revertido para manutenção da obra. Página 21

MARÉS

H ORA

ALTURA

ALTA

21h13

1.9m

baixa ALTA baixa

A UNIÃO

R$ 1,00 Assinatura anual R$ 160,00

118 ANOS - TERCEIRO JORNAL MAIS ANTIGO EM CIRCULAÇÃO NO BRASIL

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João Pessoa, Paraíba DOMINGO, 17 de abril de 2011

ANO CXVIII - Número 066

Prefeitos de 25 municípios da PB 'brigam' na Justiça por moradores Na Paraíba, 57 municípios perderam moradores e em outros 105 a população cresceu abaixo da média nacional, segundo o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo IBGE. Os números são contestados por 25 prefeitos, que alegam que suas cidades foram prejudicadas pelo método da pes-

Foto: Marcos Russo

quisa. Ao perder população, as Prefeituras também perderam R$ 6 milhões em Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na Paraíba, foi firmado um convênio, uma parceria entre IBGE e o Instituto de Terras e Planejamento Agrícola, na tentativa de conciliar divergências. PÁGINA 4

>>>NO ESTADO

Duas cidades contam com Orçamento Participativo Apenas dois municípios paraibanos - João Pessoa e Picuí - contam com o chamado Orçamento Participativo, pelo qual a população decide as prioridades para a aplicação do dinheiro público. Outras 19 cidades cami-

nham para implantação dessa prática e o Governo já começou a instalação do Orçamento Democrático em toda a Paraíba. Os órgãos de controle externo apoiam a iniciativa da participação popular. PÁGINA 3 Foto: Secom/JP

>>> SINDICÂNCIA O Orçamento Democrático foi implantado na Capital em 2005

>>> HISTÓRIA

Artefatos revelam uma PB de 3 mil anos atrás região, geralmente peças de uso na guerra ou em trabalho extrativista. A idade desses achados pode ser calculada entre três mil e cinco mil anos. O cachimbo já foi tema de monografia e agora está sendo estudado pela Sociedade Paraibana de Arqueologia.

Um cachimbo de barro, achado por arqueólogos na Lagoa de Canafístula, zona rural de Araçagi, pode ajudar a contar a história da Paraíba do período colonial. Dotado de entalhes artísticos, a peça se destaca em meio aos demais artefatos arqueológicos já localizados na mesma

Foto: Evandro Pereira

Foto: Divulgação

>>> TENDÊNCIA

Plugado Moeda

Palco

Os esmaltes passaram a ser os "queridinhos" da moda e acompanham as tendências da estação. Para o outono-inverno, a mulher pode ousar ou apostar nas cores nudes. A grande aposta da estação

pinça ainda é o instrumento mais usado para tirar pelos das sobrancelhas, mas uma técnica batizada de depilação egípcia vem ganhando espaço. Ela utiliza um fio de linha de algodão e leva embora os pelos indesejados com muito menos dor do que o método tradicional. PÁGINA 6 ○

Foto: Isabella Araújo

Professores questionam o suporte de papel e apostam na eficácia das novas tecnologias

Cores dos esmaltes acompanham a moda

Depilação egípcia para sobrancelha

A

O mundo encantado de um circo que chega a quase três séculos de existência PÁGINAS 11 e 12

Estoril

PÁGINA 10

DÓLAR > R$ 1,572 (compra) R$ 1,574 (venda) DÓLAR TURISMO > R$ 1,530 (compra) R$ 1,680 (venda) EURO > R$ 2,270 (compra) R$ 2,273 (venda)

são as unhas metálicas, com uma pegada rock, em tons de azul, como o royal ou acizentado. A novidade será as unhas com desenhos de oncinha ou adesivos metálicos.

As bibliotecas na era digital

LIVROS

PÁGINA 5

jornalauniao.blogspot. com

paraiba.pb gov.br

PÁGINA 17

> CONVÊNIO - Parceria da Casa de José Américo com A União vai incentivar a produção literária > ECONOMIA - Empasa comercializa pescado mais barato para a Semana Santa

AUTOSSUSTENTÁVEL >>> DISQUE 115 - A Cagepa disponibiliza ao usuário um Teleatendimento. Você pode solicitar serviços e consertos. Ligue grátis, inclusive de telefone público, em todo o Estado.


Opinião ○

>>>

EDITORIAL

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É óbvio que o Governo Federal, através da Comissão da Verdade, recém-criada, está participando do acordo em exibir a novela".

2 João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

}

A UNIÃO

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Timeline no

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A educação nacional professormelo@yahoo.com

17 ABRIL 2011 Como sempre aos domingo, fizemos uma seleção de tiradas de twitteiros famosos. Entre elas, declarações cômicas, irônicas e algumas críticas. O apresentadorMarceloTas,porexemplo, brinca com o tema do bullying, que está no foco da imprensa nacional. @MarceloTas - Marcelo Tas Antigamente não havia bullying, criança hiper ativa, síndrome do pânico... porque ninguém dava nome às nossas esquisitices @MarceloTas - Marcelo Tas Ronaldo tá querendo pegar o Ganso, empresarialmente falando é claro. Mas isso deve acabar em trocadilho infame. Aguarde. @hebeoficial - Hebe Camargo Me disseram que hoje é o dia do beijo?! Selinhos para todo meu Brasil!!! Amo vocês @millorfernandes Millôr Fernandes ...e no oitavo dia Deus fez o milagre brasileiro: um país todo de jogadores e técnicos de futebol. @ReginaldoRosssi ReginaldoRossi QUANDO ESTOU AQUI NA FRENTE DESSA MAQUINA ME SINTO COMO UM GAROTÃO DE 15 ANOS DE ESTRADA. @Leandra_leal - Leandra Leal O nível de discussão aqui as vezes me decepciona... Ninguém sabe o q é arma não letal e nem procura saber antes de falar, é microblog mas... @ccalligaris - Contardo Calligaris Hoje, no Rio, vou ver "Rio", em 3 D (legendado). Curioso de saber se concordo com quem adorou ou com quem acha um amontoado de estereotipias

As voltas com a qualidade do ensino no Brasil, recentemente foi aprovado pela justiça federal a legalidade do Piso Nacional para o magistério. No entendimento geral o País passaria a ter um parâmetro mínimo para remunerar seus profissionais da educação básica, para com isso corrigir desequilíbrios entre os entes federativos. A valorização do magistério nacional, não deveria ser somente promessa em períodos de eleição, mas uma meta para alçarmos posições significativas entre os países em desenvolvimento. O Fundo Monetário Internacional já aponta como um dos principais entraves às próximas décadas de crescimento a escassez de profissionais qualificados nos setores de infraestrutura, metalomecânica, indústria náutica e aeronáutica, isso para citarmos alguns, mas o déficit de profissionais para a educação também não para de crescer. Costumo ver muitos jovens egressos dos cursos de licenciatura, ou mesmo os que estão no estágio obrigatório afirmarem que querem "ser" professores, porém da Educação Superior Federal, pois há mais incentivos à qualificação, há melhores remunerações além da "estabilidade do emprego", eu retruco para esses futuros profissionais: mas quem irá ensinar seus filhos? Para Moacir Gaddotti, um dos grandes pesquisadores da Educação Brasileira, as mudanças são antes uma promessa de futuro melhor, são conjunturais, e não estruturais, para ele precisamos de uma política de Estado, e não promessas de governo. Aqui e acolá ouvimos falar de uma escola que teve um ótimo desempenho, mas a questão macrossocial e macropolítica nos impedem de

. > E-mail: auniaoredacao@gmail.com > twitter: @uniaogovpb

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ram. Concluído o ciclo de incentivos fiscais, dezenas, centenas até, de empresas seduzidas por novos desafios operacionais ou perspectivas de ampliação de capitais, abandonaram o barco por não identificar outros diferenciais em suas permanências, exceto os apoios financeiro e logístico concedidos pelos governos, como "isca" a novos empreendimentos. Sem isso, se mandaram para outras plagas. Semelhantes por raízes, todo Estado do Nordeste é parecido um com o outro, do ponto de vista humano. Alegres, cordatos, dinâmicos e impulsivos, os habitantes da região, pela fria perspectiva econômica, fazem parte do mesmo contingente de trabalhadores potenciais. A diferença entre um povo e outro está na sua capacidade de adequação ao ambiente que se forma ao redor. A qualificação profissional, nesse caso, entra como fator determinante ao estabelecimento de qualquer indústria que deseje se enfronhar sem ressalvas na região nordestina. Ao programar a instalação de dezenas de escolas profissionalizantes pelo Estado, o Governo da Paraíba busca estancar, conceitual e praticamente, essa nociva sangria dos altos investimentos, desvinculados dos longevos retornos. Ampliando a oferta de mão de obra qualificada, a Paraíba começa a ajudar seus filhos a conseguirem o pão de hoje e a rede de amanhã. Sem atropelos no meio do caminho. Com lápis, papel, chave de fenda e um laptop nas mãos.

Demétrio C. de Melo

(MANIFESTO DA ABMIGAER, associação dos militares da aeronáutica que quer censurar novela do SBT) ○

Lápis e chave de fenda Duas novas indústrias cimenteiras estão chegando à Paraíba, atreladas ao grupo Brennand. Protocolos foram assinados entre representantes do conglomerado e do Governo da Paraíba na última sextafeira, em Pitimbu. Centenas de empregos, entre diretos e indiretos, ultrapassarão a casa dos mil. Atraídas pelo aquecimento da construção civil verificado nos últimos anos na região polarizada por João Pessoa, tanto essas, como outras em conversação com a Cinep e outros órgãos promotores do desenvolvimento, começam a enxergar o futuro que se molda para o Estado, cujo planejamento de médio e longo prazo prevê elevado investimento na formação de mão de obra especializada. A seiva que lubrificará as máquinas que pousam em solo fértil. Sem esse plus técnico, todo esforço conjunto, entre investimentos e incentivos, poderia repetir adversas situações anteriores, desde a década de 1970, quando unidades importantes do parque industrial paraibano tiveram que ser fechadas, entre outros fatores relevantes, pela carência de profissionais qualificados às específicas tarefas que se impunham na linha de produção. Uma parcela de trabalhadores, por esforço próprio ou encaminhamento empresarial/institucional, conseguiu se moldar aos novos cenários e se estabelecer, contribuindo - até inconscientemente - com a manutenção do próprio emprego, numa contínua circunferência de sinergias positivas. Muitas ficaram, mas tantas saí-

utilizarmos os pequenos casos de sucesso como força política suficiente para gerarmos as mudanças necessárias. Mas os sinais estão aparecendo, o Ministério da Educação tem estado atento aos avanços nos indicadores de melhoria na educação básica, principalmente no que tange ao IDEB (índice nacional) e ao PISA (índice dos países membros da OCDE), se continuarmos no ritmo que estamos daqui a mais duas décadas estaremos com parâmetro educacional da Bulgária, da Polônia ou do Chile. Mas há países que estão ainda mais a nossa frente, emprego aqui economias em desenvolvimento como a nossa, a Coreia do Sul tem investido em média 5,5% do PIB com educação, sendo visto hoje como modelo de desenvolvimento educacional, é um país de território diminuto, mas que tem participação no mercado externo maior que o Brasil, pois é um dos maiores exportadores de bens de alto valor agregado. Se não sairmos dessa espiral de deficiência na educação, enquanto a sociedade não trilhar um caminho que venha a por a educação como um dos pilares do desenvolvimento, essa confortável posição de país emergente rapidamente será perdida, pois Índia, Indonésia, Tailândia, e outros, estão criando enclaves econômicos mais dinâmicos que o Brasil. Ou dito de outra forma a sociedade não se importará em entender questões que os afetam diretamente, tais como o tornar público o impacto que o Piso Nacional do Magistério trará aos estados diante da necessidade de pagá-lo, cerca de R$ 1,9 bilhão, enquanto congressistas, ministros do Supremo, Presidente da República e seu vice, recentemente tiveram seus vencimentos reajustados acarretando um impacto nas contas públicas de cerca de R$ 2 bilhões, mas que já caiu no esquecimento da população...

Domingos Sávio

ARTIGOS & CRÔNICAS Do domingo de Ramos ○

Carlos Pereira cpcsilva1@globo.com

Nos meus tempos de menino/adolescente que já se vão longe, o período da Quaresma era vivido com mais religiosidade e com bem mais roupa. Explico melhor: da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa, diariamente, havia cultos religiosos na Igreja do Rosário, com participação maciça da comunidade. As imagens dos santos eram cobertas de roxo, cor também dos paramentos dos sacerdotes e até os coroinhas usavam uma tarja roxa para sinalizar o luto a ser observado. O povo ficava mais triste e fazia sacrifícios, como por exemplo, deixar de ir à praia e até adiar festas de aniversário. O dia de hoje, por exemplo, domingo de Ramos era, para mim, o rito mais bonito. De manhã, depois da missa das sete, rezada por Frei Jorge, com a igreja superlotada, os fiéis empunhavam galhos de cróton, folhas de palmeira e de coqueiro ou ramos de oliveiras e saíam pelas ruas afora, dando uma volta inteira no quarteirão que circunda a Igreja. Na quarta-feira de trevas, não tinha aula e minha mãe dizia que era proibido até tomar banho. Na quinta-feira Santa o Bispo, na Catedral e os padres, nas paróquias, lavavam os pés de alguns fiéis, numa

cerimônia que se iniciou há mais de dois mil anos - como todos sabem. Na sexta-feira da Paixão, nada na cidade funcionava, a não ser os templos católicos. O comércio não abria e os restaurantes (eram poucos por sinal) cerravam suas portas, tanto quanto os postos de gasolina. Os cinemas exibiam a "Paixão de Cristo", em sessões contínuas, sempre arrancando lágrimas dos assistentes. O jejum (salvo o almoço de bacalhau) e a abstinência eram rigorosamente obedecidos e até as rádios só tocavam músicas clássicas ou cânticos religiosos. A procissão do Senhor Morto era a maior da cidade e arrastava multidões, todos querendo chegar mais perto do andor para tocar nas chagas de Cristo. O sábado era realmente o Sábado de Aleluia, quando acontecia a tão aguardada malhação do Judas, à época e ainda hoje, um dos eventos de maior participação popular de Jaguaribe. Na vila dos motoristas, os moradores das poucas casas existentes começavam a preparar o Judas ainda na quinta-feira, tudo de forma organizada e com uma pitada de segredo - o nome do Judas escolhido só seria divulgado na última hora, geralmente um político derrotado nas eleições, um vulto nacional execrado pela sociedade ou mesmo um meliante que tivesse cometido um crime hediondo (coisa difícil de suceder, naquele tempo).

O boneco era confeccionado de pano, de corpo inteiro. O cuidado maior se concentrava no rosto do Judas, que devia ter traços bem delineados para ajudar na identificação da personalidade escolhida para a malhação. Centenas de pessoas se concentravam na praça onde, pendurado numa vara de mais de 4 metros de altura, o corpo de Judas balançava, devidamente protegido por uma guarda de homens para evitar que se começasse a malhação antes do horário estabelecido. O espetáculo se dava no começo da noite e levava o tempo suficiente para que o boneco - já no chão - ficasse inteiramente desfigurado de levar pontapés e sopapos dos meninos em busca dos bombons que eram colocados na cabeça do Judas. E o lugar se transformava numa festa, em que não faltavam os vendedores de rolete, de algodão japonês, de cavaco chinês, de amendoim e até de lustrosos e saborosos pães-doces que a gente consumia com caldo de cana tirado na hora. Pra fechar as comemorações, assistia-se à missa do domingo de Páscoa e as famílias se reuniam para o aguardado almoço, em que não podia faltar o velho vinho de mesa Imperial, do qual até eu menino enxerido - tomava um pouquinho, com que se encerrava a Semana Santa daqueles tempos.

Vem-vem Chico Cardoso chicocardoso.caldeirao@gmail.com

Nada mais emocionante do que ouvir o canto do pássaro chamado vem-vem, um dos mais divertidos da flora brasileira. Quando ele canta transmite alegria e certamente espanta as suas mágoas, assim como nós também fazemos. Já ouvi muitas pessoas afirmarem que quando o "vemvem" canta é uma notícia que ele está dando. Ainda hoje existe superstição com relação ao cantar do "vem-vem". Relembro muito bem, que os meus pais diziam: "quando o vem-vem canta no olho das árvores temos que dizer logo a seguinte frase: "O que é meu vim-vim? Se for notícia boa, contigo venha. Se

for notícia má, contigo vá!" Bem na porta da cozinha da minha casa no Sítio Lagoa Redonda, município de Sousa - PB havia um pé de cajazeiras que cobria de sombra todo o nosso terreiro. E nessa árvore o "vem-vem" gostava de ficar o dia inteiro cantando. Durante a minha infância acreditei naquilo, mas com o passar do tempo, cheguei à seguinte conclusão: O "vemvem" é um pássaro como outro qualquer. Ele não adivinha nada. O "vem-vem" quase não é visto durante o tempo da seca, porque fica em algum lugar onde há água, tentando sobreviver. Quando o inverno chega, ele retorna para nossa região nordestina, preparar o seu ninho, cantar e alegrar o nosso povo. Hoje acredito que não

existe esse negócio de que o canto do "vem-vem" traz miséria, notícia ruim, desastre, etc. Ele não sabe de maneira nenhuma, que o seu cantar está sendo interpretado por algumas pessoas supersticiosas, como agouro. Pobre do "vem-vem", ele canta para alegrar, ou para espantar as suas mágoas. O "vem-vem" deve ser zelado por todos nós. Ninguém deve matá-lo e nem persegui-lo com baladeiras, pedradas, e outros instrumentos capazes de levá-lo à morte. É um pássaro amigo, feliz e cada vez que canta, encanta a todos nós. Aliás, matar pássaros é uma tarefa para desumanos. Os passarinhos devem ser respeitados, pois são criaturas de DEUS, como nós, e as suas vidas não podem ser roubadas por alguém, pois não cometem crime nenhum.

A UNIÃO

SUPERINTENDENTE Severino Ramalho Leite

DIRETORA DE OPERAÇÕES Albiege Fernandes

SUPERINTENDÊNCIA DE IMPRENSA E EDITORA Fundado em 2 de fevereiro de 1893 no governo de Álvaro Machado

DIRETORA TÉCNICA Beth Torres

EDITORA-GERAL Beth Torres

DIRETOR ADMINISTRATIVO José Arthur Viana Teixeira

EDITORA ADJUNTA Renata Ferreira

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Editores setoriais: Damásio Dias, Emmanuel Noronha, Giselle Ponciano, Henrique França, Ivo Marques, José Napoleão Ângelo, Juneldo Moraes, Neide Donato e William Costa. Projeto gráfico: Ricardo Araújo


FOTO: Divulgação

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O ministro do STF Luiz Fux declarou ser contra o plebiscito sobre comércio de armas no Brasil. Defensor do desarmamento, avalia que o "povo votou errado" ao manter, no referendo de 2005, o comércio de armas de fogo. se estabelecer uma política pública de recolhimento de armas.

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3 João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

DESARMAMENTO

Política A UNIÃO

>>> ORÇAMENTO DEMOCRÁTICO > Implantado com sucesso na Capital, ganha espaço noutras cidades

Campina Grande e mais 18 cidades vão implantar modelo de João Pessoa > Alexandre Nunes

FOTO:Secom

alexandrenunes.nunes@gmail.com

A prática do orçamento participativo ou democrático começa a ganhar abrangência na Paraíba, com experiências que estão dando certo, como em João Pessoa e Picuí, mas também com um estágio ainda incipiente em alguns municípios. O sistema de discussão e coleta de sugestões do Estado sobre como serão utilizados recursos públicos abre o ciclo de audiências públicas no próximo dia 26, em Sousa.

A

lém de João Pessoa e Picuí, onde o modelo já é realidade, outros municípios tentam vivenciar a experiência do orçamento participativo. Entre eles: Campina Grande, Itaporanga, Guarabira, Patos, Cajazeiras, Caaporã, Aguiar, Malta, Piancó, Quixaba, São João do Rio do Peixe, São Mamede, Dona Inês, Itaporanga, Itapororoca, Joca Claudino (Antiga Cidade de Santarém), Mamanguape e Pombal. No entanto, numa boa parte dos municípios paraibanos o orçamento ainda continua sendo feito por técnicos e sem nenhum compromisso com as reais necessidades da população e com a realidade do município. A descontinuidade tem sido um dos piores inimigos do orçamento participativo e isso é estimulado pelos próprios agentes públicos que muitas vezes consideram o mecanismo uma pedra no sapato porque rompe um padrão de relacionamento de troca de favores entre o Executivo e o Legislativo, ou seja um relacionamento com base em favorecimentos múltiplos. Para evitar a descontinuidade é preciso incentivar as pessoas a lutarem para manter o que já foi conquistado. Em alguns casos, por exemplo, mesmo com as plenárias do orçamento participativo e as demandas populares priorizadas no projeto de lei orçamentária, os vereadores são acionados pelo poder executivo e derrotam as propostas populares. Isso tem levado a um descrédito

da população e em algumas cidades já se detecta a ausência do povo nas plenárias. Nestes locais o orçamento participativo existe, até com estrutura administrativa oficializada, mas completamente esvaziado e desacreditado. Mesmo assim, o orçamento participativo é considerado um importante instrumento de democratização, já que assegura a participação direta da população na definição das principais prioridades para investimentos públicos. Para a diretora-geral da Câmara Municipal de João Pessoa, Vaneide Araújo, o principal caminho para uma real democracia semidireta é uma educação voltada para a cidadania, a fim de que as pessoas, ao conhecer seus direitos, sejam sujeitos ativos para sua implementação. Segundo Vaneide Araújo, o orçamento democrático/ participativo sem sombra de dúvidas contribui para o processo de cidadania plena. "Este processo representa uma metodologia de gestão pública, na qual a organização democrática da participação popular garante a eficácia no uso dos recursos públicos e assegura o controle social de receitas e despesas", explicou. Na opinão de Vaneide, o orçamento participativo é mais um passo para o aperfeiçoamento político, uma vez que a população organizada assume papel ativo e não apenas de recebedora do resultado final das ações governamentais.

Escolha popular nas prioridades É preciso avançar cada vez mais na discussão e escolha popular das prioridades nas políticas públicas a serem implementadas nos vários entes da federação, a exemplo dos municípios. É o que afirma o chefe da Controladoria Geral da União (CGU) - Regional Paraíba, Alberto Oliveira da Silva, ao se reportar à questão do orçamento democrático, que ele considera uma experiência valiosa para as gestões públicas. Alberto Silva lembrou a Lei Complementar 131, de 2009, que regulamenta a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), também vem com um nível de detalhamento ainda maior priorizando e enfatizando muito bem a questão da participação popular, ou seja, do gestor procurar ouvir os anseios da sociedade e incrementar ainda mais a transparência pública, colocando às claras todos os gastos e atos de gestão. "Nós da CGU, só temos que apoiar e parabenizar o gestor que adotar essa postura, porque a gente sabe que esse é o melhor caminho. Para buscar uma gestão moderna, é preciso estimular e abrir

espaço para a participação popular. A sociedade é quem deve apontar onde as políticas públicas devem ser implantadas", destacou. GESTÃO FORTALECIDA - O chefe da CGU na Paraíba disse perceber que o município que adota a postura de buscar a participação da sociedade no orçamento democrático, sai mais robustecido em termos de ações administrativas, e os objetivos são alcançados com mais facilidade e verdadeiramente revertidos em prol da sociedade. "A gente tem mais é que parabenizar os municípios da Paraíba que vivem essa experiência e o Governo do Estado por está também iniciando agora essas audiências, em busca da participação da sociedade na escolha das políticas públicas", complementou. Alberto Silva enfatizou que a Controladoria Geral da União compartilha da ideia do orçamento democrático. "A gente sabe que as gestões que adotam esse procedimento são sempre exitosas. Elas atingem o objetivo, as metas e realmente revertem suas ações em prol da sociedade", concluiu.

Vaneide Araújo, diretora-geral da Câmara Municipal de João Pessoa: é o principal caminho da democracia

Cinco mil participaram em 2010 O Orçamento Democrático de João Pessoa é considerado uma experiência que deu certo e, segundo o prefeito Luciano Agra, vem fazendo escola em outros municípios e Estados. De acordo com balanço apresentado pela prefeitura, só em 2010, cerca cinco mil pessoas participaram das reuniões nas comunidades e pelo menos 70% das obras realizadas pelo Governo Municipal resultam das demandas encaminhadas pela população. O Orçamento Democrático de João Pessoa, que completa seis anos de atividades, concluiu na última sexta-feira a primeira etapa do ciclo: As Audiências Regionais. Segundo o coordenador do Orçamento Democrático de João Pessoa, Tibério Limeira, entre as novidades que a coordenadoria pensou para 2011, estão OD Criança e os Fóruns Temáticos. NO INTERIOR - O município de Picuí é um dos pioneiros, junto com João Pessoa, na adoção do orçamento participativo. A praça temática Abilio Cesaer é um dos exemplos de obras construídas a partir de intervenção popular, através do orçamento participativo. "Em Picuí, o chamamento para o orçamento participativo é geral. Toda a sociedade civil organizada é convidada, a exemplo do Ministério Público, Igreja Católica e igrejas evangélicas que existem na comunidade, associações de bairros, sindicatos, câmara de vereadores. É dado a cada comunidade eleger um representante que apresenta

FOTO:Divulgação

Anderson Urtiga, secretário executivo da Famup os anseios locais", detalhou o Anderson Urtiga, secretário executivo da Famup. Em Pedras de Fogo, a experiência de orçamento participativo só aconteceu no ano de 2009 e não mais existe. Não acrescentou motivos que levaram a cidade a não continuar a experiência. Em Cajazeiras, a prefeitura, através da Secretaria Executiva da transparência e Orçamento Democrático, após convocar a população, realizou agora em abril seis audiências públicas do Orçamento Democrático. Em Patos, as 14 audiências públicas do Orçamento Participativo iniciaram em março e vão até o mês de junho. Em seguida, na plenária regional, os participantes votarão em três das ações credenciadas na etapa anterior, gerando uma lista com as prioridades da sua microrregião. O Orçamento Participativo de Campina Grande promove na próxima terça-feira, às 19h, no Teatro Rosil Caval-

canti, a Conferência Municipal da LDO - Lei das Diretrizes Orçamentárias - de 2012. Haverá a participação de delegados e conselheiros do COMOP - Conselho Municipal do Orçamento Participativo. O evento também estará aberto à comunidade em geral. Em Guarabira, a última audiência pública para que a Prefeitura de Guarabira discutisse o Orçamento Participativo com a comunidade, definindo as prioridades para 2011, aconteceu em 6 de outubro do ano passado. Itaporanga realiza reuniões itinerantes para que a população da zona urbana e rural participe de maneira direita na elaboração da Lei Orçamentária. Já a Prefeitura de Caaporã também vivencia uma experiência com orçamento participativo. Ela realizou no último dia 7 de abril uma reunião com gestores da PMC e a população em geral para debater a elaboração da LDO.

n ...

Famup vai auxiliar os municípios O secretário executivo da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Anderson Urtiga, disse que a entidade não faz um acompanhamento direto das experiências de orçamento participativo nos municípios. Ele acrescentou que, no entanto, a Famup auxilia os municípios a preparar o orçamento, tendo como modelo a experiência de orçamento participativo implantada em Picuí, pelo prefeito e também presidente da Famup, Rúbens Germano. "Alguns municípios solicitam à Famup informações de como preparar o orçamento

participativo, e nós passamos essas informações para eles e, quando necessário, colocamos um técnico nosso para ir auxiliá-los na formatação do OP", acrescentou. Anderson Urtiga considera o orçamento participativo uma forma democrática de dividir responsabilidades e que aperfeiçoa a participação da sociedade na gestão pública municipal. "O maior empecilho é porque muitas vezes o município não tem recursos próprios suficientes para tocar todas as obras de anseio da comunidade", lamentou.

Transparência e participação Só é possível se pode falar em transparência da gestão pública, com participação direta das pessoas no orçamento. A afirmação é do promotor Ádrio Nobre, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Patrimônio Público. Ao comentar sobre a importância do orçamento democrático, Ádrio Nobre disse que a garantia do direito de participação aos cidadãos é da própria democracia e que essa participação envolve inclusive a discussão das prioridades na hora de realizar os gastos públicos. Ele é da opinião que o orçamento público hoje se faz com envolvimento da sociedade. "Isso dá legitimidade à atuação dos gestores. Além disso, é exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, está no artigo 48, parágrafo único. Sem participação direta das pessoas no orçamento, não se pode falar em transparência da gestão pública. Isso mesmo. Transparência não é só dar publicidade do que se faz. É também permitir, de modo aberto e sem restrições, a participação da sociedade. Não há mais espaços, em um regime democrático, para uma Administração Pública de segredos", frisou. Sobre o papel do Ministério público no acompanhamento do orçamento democrático, o promotor afirmou que a instituição tem legitimidade para isso sim. "Se há uma regra vinculando a Administração Pública, na construção do orçamento, como é o caso, com previsão expressa na Lei de Responsabilidade Fiscal, cabe ao Ministério Público cobrar tal atendimento. O que o MP quer é uma Administração Pública que seja transparente, garantindo amplo controle social sobre diversos aspectos. Qualquer estrutura administrativa tem que se comportar de acordo com o que diz a Constituição e as demais leis", alertou. FISCALIZAÇÃO - Ele revelou que embora ainda não tenha sido desencadeada uma iniciativa articulada em todas as Promotorias do Estado, qualquer uma delas pode recomendar aos gestores o uso de instrumentos definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal para uma maior transparência administrativa. No caso do orçamento participativo, as audiências públicas são exigidas. Assim, em nome da legalidade, o MP pode agir de modo preventivo, orientando, antes de tudo. Parece ser esse o papel principal, dialogar e buscar soluções consensuais. Somente em situações de má-fé, a atuação repressiva deve-se fazer presente, sobretudo na responsabilização do gestor. Para o promotor Ádrio Nobre, o orçamento democrático é instrumento de participação popular e isso é controle social, de modo proativo. A sociedade controla a direção dos recursos públicos, indicando onde devem ser as prioridades. No seu entender, os mecanismos de controle sobre o dinheiro público sempre devem ser fortalecidos. E a participação da sociedade é fundamental.


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A UNIÃO

Política ○

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

>>> MENOS RECURSOS > Redução populacional atingiu 57 cidades e 105 tem crescimento abaixo da média

Paraibanos migram de municípios e 25 prefeitos contestam os dados > Rodrigo de Luna

ILUSTRAÇÃO:Reprodução

erickson_rodrigo@hotmail.com

A Paraíba tem hoje 57 cidades que perderam moradores, registrando uma redução populacional, e outras 105 que cresceram abaixo da média nacional. O levantamento é da Associação Transparência Municipal, com dados retirados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo IBGE. Os números, porém, são contestados por 25 prefeitos, alegando que suas cidades foram prejudicadas pelo método da pesquisa, ao levar em conta mapas territoriais projetados por satélites.

P

Cacimba de Dentro

Rio Tinto

"Quando os prefeitos entram num consenso, o Interpa repassa o relatório para Assembleia Legislativa, onde é criado um projeto de lei, que vai para votação", esclarece Nivaldo Magalhães, presidente do Interpa. "O problema é que é raro haver acordo, e quase sempre a situação tem de ser resolvida na Justiça", completa. Nivaldo lembra que, esse ano, os processos de três cidades foram encaminhados para AL: Parari, Rio Tinto e Mogeiro. Outros nove municípios estão com os processos em andamento: Patos, Riachão do Poço, Mãe d'água, Cacimba de Dentro, Maturéia, Umbuzeiro, Jacaraú, Lagoa Seca e Alhandra. "Nesses casos, falta os prefeitos assinarem um termo de aceitação para que os procedimentos tenham continuidade na Assembleia", diz. Ainda de acordo com Nivaldo, ainda existem mais 13 solicitações, incluindo as cidades de Juru, Sumé, Picuí, Bayeux e Santa Rita. "Até o final do mês, o Interpa vai dar uma resposta a todos esses prefeitos", garante. "A divisão territorial da Paraíba é regida por uma Lei de 1949, quando aqui existiam 41 municípios. Hoje, temos 223. Em todo o Brasil, o único Estado que conseguiu fazer um reordenamento político administrativo foi Santa Catarina, e com muita dificuldade", esclarece Magalhães. Por isso, a CNM e outras entidades dos prefeitos tentam outros caminhos para reaver o repasse perdido.

ela pesquisa, em dez anos, muitas mudanças aconteceram no Estado, que hoje possui cerca de seis milhões de habitantes, sendo 723,5 mil moradores da Capital. No mesmo período, em todo o Brasil, 1.514 cidades perderam população e a região Nordeste se destacou. Por outro lado, desde o ano 2000, a população brasileira cresceu 12% e hoje passa dos 190 milhões de habitantes. Naquela época, existiam 5.507 municípios, 58 a menos que no último Censo. Hoje, a pesquisa do IBGE é realizada pelo método do georeferenciador, que através de satélite, demarca os limites territoriais, independente de acidentes geográficos ou detalhes peculiares de cada região. O grande problema é que as cidades que aparecem na lista com população reduzida acabam sofrendo alguns prejuízos, por exemplo, de redução de repasse de verbas, no caso do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), ou quanto a questões eleitorais, com a possibilidade até de redução do número de vereadores na Câmara da cidade. Na Paraíba, diante dessa situação, foi criado um convênio, uma parceria entre IBGE e o Instituto de Terras e Planejamento Agrícola. A pedido de 25 prefeitos, os técnicos do Interpa visitam as cidades na tentativa de conciliar divergências. O levantamento é feito com o método antigo, manual, porém, que informa o real limite de cada município.

Juru

Sumé

Perda de R$ 6 mi em FPM Diante da diminuição populacional, quatro cidades paraibanas deixarão de ganhar R$ 6,4 milhões até o final do ano por conta da redução no valor do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM): Cacimba de Dentro, Juru, Rio Tinto e Sumé. O levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) levou em conta a previsão do que será repassado a cada cidade em 2011 e o que elas deveriam receber. A proposta tem como base o Projeto de Lei Complementar (PLP) 605/2010, sugerida pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e apresentada esse mês à Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, durante Audiência Pública. Dezenas de prefeitos foram até Brasília dar apoio à mudança, que impediria a redução no repasse por conta da diminuição demográfica. De acordo com levantamentos da CNM, 176 municípios sofreriam com a redução gradual dos repasses da União a partir de 2011, caso o PLP não seja aprovado. "A solução para esses municípios é a votação e aprovação deste projeto", defende Ziulkoski. O projeto está pronto para ir ao Plenário e, caso seja aprovado, a Receita deverá compensar os municípios por recursos não repassados desde o início deste ano. Enquanto isso não acontece, as cidades sofrem os pre-

Quem teve perda Municípios

População 2009

População 2010

Cacimba de Dentro Juru Rio Tinto Sumé

17.654 10.548 23.788 17.085

16.755 9.826 22.979 16.072

Panorama Político ○

> > > WAGNER BITTENCOURT DE OLIVEIRA

“As obras estão andando no cronograma adequado para atender as necessidades da Copa.” Secretário de Aviação Civil sobre aeroportos do país ○

Damásio Dias

Respeito às lições Há muito tempo o respeito pela figura dos professores foi resumido ao medo da reprovação. Como para alguns sistemas de ensino, essa condição foi transformada em exaustivas oportunidades de recuperação, nem mais isso os "heróis do quadro negro" têm para intimidar os desrespeitosos. Vivemos uma verdadeira guerra dentro dos educandários, onde o mais forte vence. O problema é que a violência, quase sempre, explode nas mãos dos professores, funcionários de apoio e até nos membros da direção. Ética moral, faz tempo que foi relegado ao restrito discurso impresso em livros didáticos. O maior dos absurdos é perceber que, impunes, agressores seguem fazendo vítimas. O desrespeito ao próximo é permanente, não

apenas nas escolas, mas em todos os ambientes de convívio social. Criar regras de convivência, regidas pela ética, é algo antigo e, se observarmos bem, já temos todos os argumentos e ferramentas para cumprir uma rotina de bom relacionamento em toda a cadeia social. Mas, quebrar regras é a principal prática, a mais atraente. É como se fazendo o errado, alguém se sentisse melhor que os outros, numa realização pessoal inconsequente. Cumprir as regras, isso é o mais difícil. Punir quem quebra as regras, fica cada vez mais difícil. Quando se faz a comparação de dano, claro que os defensores de uma solução diplomática - onde o melhor a fazer é esquecer e pôr uma pá de cal

juízos da redução. Juru, no sertão, a 420 km de João Pessoa, tem sido uma das mais prejudicadas, com uma perda estimada em R$ 1,6 milhão para 2011. A cidade recebeu cerca de R$ 213 mil reais referentes ao primeiro decênio de abril. O valor significa 75% do que será liberado em todo o mês e deverá ser aproveitado para pagamentos dos salários dos servidores e da Câmara Municipal. Esse montante equivale a um coeficiente 0,6, para uma população de 9.826 moradores. Antes da divulgação do Censo 2010, o coeficiente da cidade era 0,8. Para Sumé e Cacimba de Dentro, o prejuízo estimado é de R$ 1,59 milhão. As cidades que, segundo o IBGE, tiveram uma redução populacional de 1.733 e 899 moradores, respectivamente, têm um novo coeficiente de 1,0, o que garantirá um repasse em 2011 de R$ 9 milhões. Para o prefeito de Cacimba de Dentro, Edmilson Gomes (PSDB), a cidade foi uma das mais prejudicadas de todo o país. "A redução do nosso coeficiente tem gerado um prejuízo de R$ 200 mil por mês. Estou com a corda no pescoço, tendo que enxugar de todos os lados para a cidade não afundar", lamenta. O presidente da CNM disse que esta diminuição brusca nos recursos do FPM é prejudicial para o financiamento das políticas públicas. sobre o assunto. É uma lição que não pode passar adiante. Leis são criadas, ao menos acredita-se nisso, para estabelecer um relacionamento harmônico e respeitoso, que também impõe sanções, punições que devem, antes de mais nada, mostrar que não se deve ferir as regras. As lições ministradas nos últimos anos, porém, têm mostrado que não. Caimos no campo do entendimento. Ora, as leis podem ser interpretadas e não dizem, por si só, o que realmente é certo ou errado. Mais vale a compreensão dos atos, dos códigos e do modo de ver o mundo, mesmo que seja através da manifestação do pensamento de outro. Assim são aplicadas as leis. Porque moldar novos textos, se, fatalmente, ela cairá no campo das interpretações. "Cláusulas pétreas" regem o mundo, mas, o entendimento dos homens fecha a questão. E ponto final.

n ...

Paraíba ocupa a 12ª posição A Paraíba, que possui hoje cerca de 3,6 milhões de habitantes, ocupa a 12ª colocação no repasse do FPM nacional, o que representa, em média, 3,1% do total. A capital, João Pessoa, com 723,5 mil habitantes, tem 4,2% em comparação com as outras capitais brasileiras. Campina Grande se destaca por estar incluída entre as cidades que recebem repasse reserva: 1,4% do total nacional. Os 223 municípios paraibanos receberam esse mês R$ 78,5 milhões do Tesouro Nacional referente à primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de abril. A cota representa quase 4% do valor nacional, de quase R$ 2,5 bilhões e 75% do total que deverá ser repassado até o final de abril (R$ 105 milhões). Os municípios de coeficiente 0,8 receberam quase R$ 213 mil. Os de coeficiente 1,0 foram contemplados com R$ 355 mil; e para aqueles com coeficiente 1,2 chegaram aos cofres R$ 426 mil. Entre as cidades incluídas nesses valores estão Cacimba de Dentro, Juru, Rio Tinto e

>> Renovando O deputado estadual Trócolli Júnior voltou a defender mudanças no comando do PMDB paraibano. De acordo com ele, os novos tempos exigem uma renovação e a atualização. O parlamentar afirmou que existe uma nova realidade na Paraíba e no Brasil e que os membros do partido precisam acompanhá-la. Com a bandeira da renovação empunhada, contudo, o deputado destacou a importância do exgovernador José Maranhão, a quem declarou ser o “eterno presidente de honra do PMDB” na Paraíba. Dentro dessa defesa de renovação, Trócolli garante que segue no partido, com o propósito de ser eleito prefeito de Cabedelo, em 2012.

Sumé, que tiveram redução no repasse desde a divulgação do Censo. Na contramão dos dados, sete cidades paraibanas saíram lucrando com o aumento populacional e, consequente acréscimo no coeficiente para cálculo do FPM: Barra de Santa Rosa, Itapororoca, Itatuba, Pocinhos, São Bento, Seridó e Tacima. De acordo com o secretário executivo da Famup, Anderson Urtiga, os coeficientes só são alterados com autorização do IBGE, a partir de uma mudança na quantidade populacional da cidade ou diante da criação de uma nova lei. "Independente de o censo acontecer de dez em dez anos, a cada ano, o IBGE faz uma estimativa populacional e, a partir daí, pode haver alteração populacional e, assim, no repasse do FPM", explica. Segundo o IBGE, a divulgação do próximo levantamento só deverá ocorrer no início de julho. Essa contagem anual explica o fato de duas das cidades que tiveram redução no repasse (Rio Tinto e Sumé) não constarem na lista levantada pela Associação Transparência Municipal.

>> Comissões Os presidentes das comissões permanentes da Câmara Municipal de João Pessoa irão se reunir amanhã pela primeira vez. Embora já tenha transcorrido quase três meses após a abertura do ano legislativo, a reunião vai definir as datas em que serão realizadas as sessões dos colegiados. A expectativa é de que o trabalho seja realizado para dar sequência às atividades legislativas.

>> Contas no TRE Três candidatos a vagas na Assembleia Legislativa da Paraíba e na Câmara Federal tiveram as contas, referentes às Eleições 2010, consideradas não prestadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. A decisão foi tomada na sessão da última sexta-feira, quando os juízes também determinaram o encaminhamento dos processos ao Ministério Público Eleitoral, para as providências devidas.


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João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

Moda & Comportamento

A UNIÃO

5 ○

Uma gordinha, de cílios longos e pernas curtas. Sou apaixonada por moda e, por aqui, vou dar dicas para as meninas reais, lindas e cheias de curvas. http://gloss.abril.com.br/blog/entretopetes-e-vinis/

Pintou um ○

EDITOR: Neide Donato

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BLOG!

Fotos:Divulgação

clima

As cores dos esmaltes acompanham a moda e ganham os tons do outono inverno

> Lidiane Gonçalves lidianevgn@gmail.com

Q

uando você pensa em moda, o que vem à cabeça? Roupa, sapatos, brincos, pulseiras, anéis... Quando você pensar em moda, não esqueça de um item que está ficando mais importante a cada dia: o esmalte. Pois é, o esmalte não se resume mais apenas ao vermelho ou cores suaves, hoje você pode e deve ousar com cores diferentes, fortes. Neste inverno, o que vai fazer a cabeça das mulheres, ou melhor, às unhas, são os tons metálicos, nudes, brilhosos e até as estampas de oncinhas. A jornalista, pesquisadora e consultora em moda Agda Aquino, que adora esmaltes, disse que eles são uma excelente forma de pensar o novo momento da moda no Brasil e no mundo, pois eles são baratos e democráticos. "A verdade é que durante muito tempo os esmaltes se resumiam aos vermelhos e/ou os sem cor ou com cores suaves. A francesinha é mais recente no mundo dos esmaltes, mas também se tornou popular rapidamente e entrou para o rol dos clássicos. Então eis que alguns anos atrás começaram a surgir as cores fortes em tons diferentes, principalmente nas grandes coleções de grandes marcas do mundo, como a Chanel, por exemplo. Daí para a popularização foi um pulo. No Brasil bastou aparecer nas novelas para virar febre (mesmo que no começo as mulheres brasileiras tenham resistido à tendência colorida)", contou. Diferente do que o que acontecia anos atrás, hoje as coleções de esmaltes são lançadas em sintonia com as coleções da moda em geral. No entanto, não podemos nos esquecer que apesar disso, os esmaltes têm

também suas próprias leituras de tendências, que não estão separadas do que acontece com o mundo da moda. "Para essa estação as cores vibrantes das estações passadas também estarão nas unhas, como também as estampas de oncinha e outras vedetes da estação parecem também nos esmaltes", disse. Para Agda, as cores extremamente vibrantes e fortes continuam com opções para vários gostos, mas agora elas dão uma acalmada. "Tons pastéis são a pedida da vez. As metálicas, com brilho e em vários tons em azul são as preferidas da estação mas não as únicas. As novidades ficam por conta também das texturas e decorações diferentes", comentou. A modernidade para o inverno poderá ser encontrada em unhas metálicas, com uma pegada rock, em tons de azul, como o Royal ou acizentado. A novidade será as unhas com desenhos de oncinha ou adesivos metálicos. "A onda dos esmaltes holográficos (ou 3D) vem do verão 2011 e continua neste inverno. Tem também os esmaltes em tons nude (aqueles cor da pele/beges/marrons). Os esmaltes na cor lavanda são uma novidade que promete pegar em 2011. Caminham muito bem entre o moderno e o chique", deu a dica. O maior foco dos esmaltes ainda são as unhas das mãos, mas as tendências da moda também invadem os pés. A regra mais moderna é não usar a mesma cor - podem ser até cores bem diferentes, opostas mesmo. Também pode usar combinando, a mesma cor ou tom sobre tom, não há regras rígidas. "Quanto as francesinhas, acho que elas vão continuar existindo - tem gente que não abre mão delas. Só que de tempos em tempos elas serão repaginadas, não tem jeito. A onda da meia lua já passou, a próxima inovação vai ser por conta das unhas pontiagudas - que já fazem sucesso em alguns países, mas só vão pegar de vez no público brasileiro depois que algum personagem de alguma novela aparecer usando", comentou.

DESFAZENDO OS MITOS ças?

n ...

Cuidado com as unhas Para as unhas estarem realmente bonitas, não adianta apenas usar as cores da moda, é preciso que elas estejam bem cuidadas. Para isso, o Jornal A União, reuniu dicas maravilhosas. # Mantenha as unhas limpas. # As unhas devem ser cortadas retas na frente e ligeiramente arredondadas nas laterais para evitar que encravem. # Não roa as unhas. O hábito cria um terreno úmido e favorece infecções. Pode favo-

recer o crescimento irregular da unha. # Evite lixar a parte de cima da unha. # Não use sapatos apertados. # Use esfoliantes pelo menos uma vez por semana. # Mantenha uma alimentação balanceada, rica em proteínas, sais minerais e vitaminas A e B. Dietas constantes e pouca variação de alimentos comprometem a saúde das unhas. # Lixe as unhas sempre no mesmo sentido. # Evite tirar as cutículas totalmente, remova somente o excesso. Elas são uma proteção natural das unhas. Sua remoção pode provocar infecções causadas por bactérias e fungos. # Antes de pintar as unhas, sempre aplique uma camada de base fortalecedora.

# BELEZA Ononb nobnobnbonbonbo onoonoognogngon onon Sobrancelhas benfeitas valorizam olhar e deixam osgon traon on gon gon gong ogn gongongog - Página 00 çoson doon rosto harmoniosos - Página 6

> Os esmaltes podem deixar as unhas quebradi-

Não. Unhas quebradiças podem estar relacionadas a carência de alguns nutrientes no organismo ou a alguma doença específica. Para maiores informações consulte um especialista. > A unha precisa respirar, ou seja, devemos fazer um intervalo de um dia entre uma pintura e outra? Não é necessário fazer um intervalo entre uma pintura e outra, pois a unha é uma placa de queratina dura e sem orifícios. > O esmalte pode deixar a unha seca e sem brilho? Não. Pelo contrário, o esmalte age como um protetor da unha, diminuindo a perda de vapor d'água e prevenindo o contato direto com elementos prejudiciais, como detergente, por exemplo. > Quando o esmalte endurece é certo colocar óleo de banana ou acetona para amolecer? Não. Caso seja adicionada acetona, solventes ou óleo de banana que é um solvente até a boca do frasco sem deixar um espaço vazio, o frasco estoura já que os solventes são voláteis. > Esmaltes escuros deixam as unhas mais fortes? Não, isso é apenas uma ilusão. As fórmulas-base de todos os esmaltes são muito parecidas, sendo que a única diferença entre os claros e os escuros é a concentração de pigmentos nas fórmulas. Não existe nenhuma comprovação científica de que esmaltes vermelhos, ou mais escuros, deixam as unhas mais fortes do que os esmaltes mais claros.

# GASTRONOMIA A prazerosa arte de degustar um bom vinho para celebrar a Semana Santa - Página 7

# Saiba mais Por que se formam bolinhas após a esmaltação? Além de surgirem com o vento e o calor emanados por ventiladores e secadores de cabelo, as bolinhas também podem surgir devido a temperatura do nosso próprio corpo. Por que aparecem estrias no esmalte após a aplicação? As estrias podem ser causadas por resíduos de produtos de silicone (como creme para as mãos) sobre as unhas. Para evitar, limpe bem as unhas com removedor antes de passar a base. Esmaltes claros secam mais rápido que os escuros? Não, todos os esmaltes levam aproximadamente 3 minutos para secar independente da cor. Por que o esmalte lasca na ponta? Camadas muito grossas podem ficar pouco flexíveis e facilitar a quebra do esmalte. Antes de aplicar, remova o excesso de esmalte do pincel na boca do próprio frasco e após a aplicação, não se esqueça de remover os excessos da ponta da unha com um pauzinho de laranjeira ou algodão embebido em removedor. De onde surgem os nomes dos esmaltes? Na criação de uma coleção, tudo está interligado. Acompanha-se as tendências nas semanas de moda internacionais, e são desenvolvidas as cores e o tema-conceito da campanha. E é em torno desse tema que giram os nomes dos esmaltes. Como para a mulher brasileira o esmalte é um acessório fundamental e, muitas vezes, a escolha da cor está relacionada a seu estado de espírito, o nome do esmalte entra nesse universo para tornar tudo mais lúdico e interessante.

# CARREIRA Mulheres precisam equilibrar competências femininas e masculinas para ocupar cargos executivos - Página 8


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Compras

O e-closet é um site de e-commerce de moda, comandado por Giovanna Lemes Motta, que oferece, além de calçados e roupas, peças para casa e uma seção pet. As peças chegam às prateleiras virtuais ao mesmo tempo que chegam às lojas.

Consumo & Afins

fio ○

Por um

A UNIÃO

Sobrancelhas benfeitas valorizam o olhar e deixam os traços do rosto harmoniosos

Da hora

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Beleza

O estilista, Marc Jacobs criou uma edição limitada de camisetas em prol dos direitos igualitários para os homossexuais com as frases “Eu pago meus impostos, eu quero os meus direitos” e “Marc Jacobs orgulhosamente apoia HRC”. ○

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

> Neide Donato neidedonato@gmail.com

D

uas pequenas o r ções de pelos' localizados logo acima dos olhos e um poder incrível de levantar ou derrubar a expressão facial tanto de mulheres quanto de homens. As sobrancelhas são responsáveis por destacar os traços peculiares de cada um e valorizar o que há de mais expressivo: o olhar. Dependendo do formato, elas também são capazes de insinuar a personalidade da pessoa, por isso é bom ter cuidado na hora de modelá-las. "Quando o assunto é fazer as sobrancelhas, existem duas opções possíveis: fazer em casa ou recorrer a um designer de sobrancelhas. Apesar '

Campanha

Dumont inova e revive as pulseiras de couro para o inverno 2011, as peças trazem multiplicidade de cores e as formas instigam as mulheres a redescobrir os diversos estilos possíveis.

p

de parecer uma tarefa fácil, um erro na hora de tirar os pelos nessa região pode causar um estrago, resultando em uma aparência esteticamente desagradável", observa Jailson Gaby, coordenador técnico pedagógico do Instituto Embelleze. A pinça ainda é o instrumento mais usado, tanto em casa quanto nos salões de beleza, mas já há opções para quem quer fugir da 'tortura' de ter os pelos retirados um a um. A técnica batizada de depilação egípcia utiliza um fio de linha de algodão e leva embora os pelos indesejados com muito menos dor do que o método tradicional. A designer de sobrancelhas, Neves Vieira, que trabalha com a técnica há quatro anos, garante que a depilação egípcia é quase indolor. "Como vários pelos são retirados de uma vez a sensação

de dor é muito menor, fora que você não corre o risco de 'beliscar' a cliente com a pinça. Isso sem contar que evita a flacidez da pele que não precisa ser repuxada", argumenta. Além de doer menos, o método é muito mais higiênico do que o uso da pinça, já que para cada pessoa é usado um fio de linha específico que é descartado, logo após o término do trabalho, evitando assim o compartilhamento da pinça, comum no método tradicional. A estudante Noemi Ramalho é uma das que trocou a pinça pela linha. Ela conta que além da higiene, o uso do fio egípcio é muito melhor também para depilar pelos do buço. "Desde que conheci o método, abandonei a pinça e a cera de depilação. Agora faço as sobrancelhas e o buço utilizando o fio egípcio que doe menos e é totalmente higiênico", recomenda.

n ... Concertos e retoques A designer Neves Vieira conta que todas as suas clientes resolveram trocar o método depois que experimentaram o fio egípcio. "É possível fazer uma depilação bem feita e trabalhar o formato da sobrancelha dando expressividade ao olhar. O método também substitui a depilação dos pelos do rosto, principalmente do buço, com a vantagem de não correr o risco de manchar ou queimar a pele, fato que pode acontecer quando se usa a depilação com cera", assegura a designer que também tem cli-

entes do sexo masculino que utilizam a técnica para retirar os pelos da barba e do bigode. Segundo Neves Vieira, com o método é possível corrigir falhas, mudar o design e consertar erros cometidos. "Para quem tem falhas, ou quer mudar o formato da sobrancelha eu trabalho com Hena e micro pigmentação", comenta. O tempo médio gasto durante a depilação de sobrancelha com fio egípcio é de cerca de 15 minutos, para quem já utiliza a técnica e faz apenas a manutenção . No

caso de quem quer mudar o design, a troca requer um pouco mais de paciência, porque além de ter que esperar os pelos passarem a crescer no novo desenho, às vezes é necessário a utilização da Hena para delinear o formato. Mesmo parecendo fácil, Neves alerta que não é tão simples quanto parece. "Um erro pode encravar os pelos e até mesmo prejudicar a imagem facial, por isso se você quiser testar o fio egípcio é aconselhável procurar um profissional", finaliza.

# Confira o formato ideal para cada tipo de rosto: # Oval:sobrancelhas ligeiramente angulosas, com os fios mais arqueados. # Redondo: fugir das sobrancelhas finas que deixam a face mais rechonchuda e apostar nas angulosas. # Quadrado: sobrancelhas angulosas, retas com uma curva mais acentuada na ponta. # Longo: sobrancelhas mais retas, horizontais. # Coração: sobrancelha angulosa ou curvada. # Triangular e diamante: sobrancelha mais arredondada e arqueada.

>>>Combinandocomosolhos # Pequenos: mantenha sempre limpa a parte de baixo das sobrancelhas porque isso levanta o olhar. # Muito juntos: para criar a impressão de que os olhos estão mais separados limpe bem os cantos internos das sobrancelhas. # Muito separados: deixe o formato mais reto e limpe o necessário nos cantos internos, evite arquear as sobrancelhas. # Grandes: precisam de sobrancelhas fortes, então não depile demais para que não pareçam maiores.

Vitrine

Consumo do bem Concebidas com princípios ambientais, as sacolas retornáveis auxiliam na diminuição do uso de sacos plásticos em supermercados, lojas e no comércio em geral. Mas o uso das ecobags ganhou espaço nas ruas e agradou desde os amantes do estilo básico e confortável aos mais fashions. Além de práticas, elas conferem um visual moderno a quem usa. A preços populares, com design diferenciado, material resistente e muito charmosas, as opções são

MODA E COMPORTAMENTO ○

Práticidade ○

Neide Donato

úteis para ir às compras e belas para sair por aí no dia a dia. A rede Pão de Açúcar, por exemplo, conta com modelos de diferentes estampas, materiais e propostas. Desde os tipos em ráfia sintética, que trazem frutas estilizadas estampadas, modelos de algodão com mensagens de preservação ambiental e as de PET reciclado, desenvolvidas em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Essas devolvem parte da renda para projetos da fundação.

O Boticário apresenta seus grandes sucessos da perfumaria feminina em formato roll-on. Com embalagem portátil e de fácil aplicação, a linha permite a utilização dos produtos em qualquer ocasião.

Ação social

Tratamento De acordo com estudos internos da Unilever, cerca de 78% das mulheres brasileiras têm algum tipo de coloração nos cabelos. Luzes, tinturas, reflexos, luzes californianas e mechas estão entre os tratamentos mais populares. Para manter a cor vibrante do cabelo recém-colorido é preciso um cuidado intenso, pois ele pode enfraquecer, ficar poroso e assim perder a cor mais rapidamente a linha Seda Pro Color promete deixar os cabelos bonitos por quatro semanas, entre uma ida e outra ao salão. As canecas, itens mais antigos do portfólio de Natura Crer Para Ver, foram reformuladas. De cara nova, elas agora vêm com um visual mais moderno e que expressa de forma evidente as causas do Programa Crer Para Ver, que financia projetos de educação pública por meio de recursos arrecadados com a venda dos seus produtos. Indicadas para quem deseja substituir o uso de copos descartáveis, para quem é mobilizado pelas causas da marca ou ainda aos colecionadores, as novas canecas estão disponíveis nas cores azul esverdeado amarelo e vinho e são vendidas separadamente.

Dicas, sugestões ou comentários para esta coluna: atual.auniao@gmail.com


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Para emagrecer A Universidade de São Paulo (USP) acaba de realizar testes que comprovam o efeito emagrecedor da erva brasileira Pholia Negra. A pesquisa foi feita com o objetivo de verificar se a erva emagrece realmente e se apresenta algum efeito colateral e tóxico.

Livros & Afins

Decoração

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Em plena era tecnológica, a marca Lili Davys chega para conquistar seu espaço virtual. Entre os itens vendidos estão as almofadas Pin-ups, mulheres ícones do cinema que viraram febre na decoração.

Apague

Gastronomia

A UNIÃO

Se o cigarro fosse extinto hoje do planeta, quatro entre dez casos de câncer deixariam também de existir. Responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo, sendo 200 mil no Brasil segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para vários tipos de câncer.

> Alysson Bernardo

A proximidade da Semana Santa reforça o consumo do vinho, bebida que segundo a tradição católica, representa o sangue cristão

E

sta semana, povos no mundo inteiro celebram a Páscoa, momento em que a Igreja revive a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por representar o sangue cristão, o vinho, ao longo do tempo, se firmou como a bebida mais tradicional do período. Entre o religioso e o profano, no entanto, o líquido originado da uva ganhou admiradores que, bem mais do que simplesmente bebêlo, se empenham em apreciá-lo, com muita técnica e conhecimento. Tratam-se dos degustadores, pessoas de sentidos apurados, capazes de perceber diferenças tênues no sabor, na textura, no cheiro e na cor da bebida. A base de uma boa avaliação como essas, parte de uma premissa simples: afinal, você gosta do vinho que está tomando? Por quê? Respondendo a estas questões, a pessoa começa a se preparar para penetrar no universo degustativo. A degustação do vinho está intimamente relacionada ao uso dos sentidos. Nesta seara, entram, sobretudo, o olfato, o paladar, o tato e a visão. Afinal, os vinhos brancos e tintos devem as suas cores ou os seus tons cromáticos, por exemplo, a diversos fatores relacionados com a idade, com o clima onde suas uvas cresceram e o tipo de vinificação utilizada. Os brancos, por sua vez, são mais intensos e mais pálidos quando jovens. Depois, eles começam a passar de tons esverdeados para mais dourados e mais profundos, motivados pelo tempo

e pela oxidação nas garrafas. Em climas frios, eles geralmente são menos intensos. O universo degustativo nada seria sem os aromas. Segundo especialistas, a boca não capta matizes refinados como o suave aroma das limas e o perfume das ervas. Por detalhes como esses, outros tantos acabam sendo primordiais para quem deseja degustar o vinho de maneira minuciosa. Segundo o coordenador do Clube do Vinho na Paraíba, Joel Falconi, a escolha da taça e a forma de manuseá-la, por exemplo, estão entre eles. "Não é apenas um capricho. Existem taças específicas para degustação, pois o sabor fica mais apurado". Como tantas outras, a taça ideal para beber vinho, segundo Falconi, possui uma haste e um bojo. Mas com particularidades. "A haste, que é o pé da taça, não pode ser tão pequena. É nela que o degustador precisa segurar. Caso pegue no bojo, o perfume que a pessoa utiliza nas mãos já vai interferir na identificação do aroma da bebida. Além disso, segurando no bojo, a mão vai aquecer o vinho, o tirando da temperatura ideal", explicou. Logo, o mais correto é pegar a taça pela haste. O bojo também deve ter suas particularidades. A "boca" dele precisa ter uma abertura adequada, para permitir que o degustador aproxime ao máximo o nariz, para sentir o aroma. "O primeiro passo para iniciar a degustação é cheirar o vinho. Por isso, uma abertura grande do copo, além de contribuir para a pessoa sentir o aroma, favorece que a bebida solte o próprio aroma, sobretudo quando se volteia a taça em círculos, para subir o cheiro", acrescentou Falconi. Ainda de acordo com ele, a língua, no máximo, informa quanto aos quatro sabores básicos - doce, ácido, amargo e salgado -, além de comparar texturas, pesos e temperaturas. "Logicamente, os aromas são primordiais. Mas sem as informações do paladar, o prazer da degustação não seria o mesmo", ponderou.

# A História do Vinho O vinho não precisou esperar para ser inventado, pois a natureza encarregou-se de transformar as uvas colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco em uma das bebidas mais cultuadas de toda a História. Por isso, trata-se de uma bebida tão antiga quanto o próprio homem. Na Grécia e em Roma, a mitologia dedicou-lhe a um deus cheio de vida e alegria. Dionísio, ou Baco, como os romanos chamavam, sabia dar festas e apreciar a bebida. Há mais de dois mil anos, quando Jesus Cristo consagrou o pão e o vinho na última ceia que fez com os apóstolos, o destino do vinho foi selado até os dias de hoje. Na atualidade, a Ciência aponta inúmeros benefícios do vinho, como a possibilidade de reduzir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e até mesmo câncer. A religião também adota o consumo do vinho, uma vez que, para os cristãos, a bebida representa o sangue de Jesus e está presente em diversos rituais das mais variadas religiões. Para a economia, no entanto, o vinho representa um delicioso negócio em expansão.

O principal símbolo de Cartagena Desde muito tempo, tínhamos Cartagena das Índias na Colômbia, no rol das cidades fora dos grandes roteiros internacionais que teríamos de conhecer antes de encerrar o ciclo de viagens ao exterior que iniciamos no inicio da década de 60, nos levando a vários países do velho e do novo mundo. Trata-se de uma das mais antigas povoações das Américas, sabendo-se da sua fundação por Pedro de Heredia em junho de 1533 que, desde sua chegada notou sua localização estratégica e condições geográficas que tornavam a cidade, o lugar perfeito para ser o porto mais importante do Mar do Caribe, o que efetivamente aconteceu. De imediato, Cartagena se converteu em

uma cidade próspera e agitada, onde carregavam valiosos tesouros para a Europa e chegavam barcos repletos de africanos que vinham trabalhar como escravos. Foi protagonista de histórias apaixonantes de saques, batalhas, piratas, comerciantes e o encontro de três mundos: América, Europa e África. Os valiosos boutins que circulavam pelo porto, chamaram a atenção de piratas e corsários que, repetidas vezes atacaram a cidade para saqueá-la. Entre 1543 e 1697, Cartagena sofreu seis ataques de grande envergadura, entre eles o do inglês Francis Drake em 1586 e do francês Jean Bernard des Jeans que deixaram a cidade devastada em ambas as ocasiões. Para proteger-se dessas investidas, durante

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Fotos: Marcos Russo

Bebida sagrada alyssonbernardo@gmail.com

Existem taças específicas para degustação, pois o sabor fica mais apurado dependendo do recipiente

n ...

Brasil possui bons vinhos, segundo especialista Os vinhos brasileiros estão cada vez melhores, segundo o coordenador do Clube do Vinho da Paraíba, Joel Falconi. "Sabendo escolher, é possível encontrar bons vinhos no Brasil, sim. As pessoas têm a mania de falar que tudo o que é estrangeiro é melhor. Mas não é simplesmente assim", atentou. Entretanto, ele destacou que não se pode comparar um vinho nacional, encontrado por cerca de R$ 15, em supermercados, com um estrangeiro, que custa em média R$ 1,5 mil. "Não quer dizer que ele seja melhor apenas pelo fato de ele ser mais caro. Acontece que o preço elevado, geralmente, indica que se trata de uma bebida concebida de forma mais especializada, analisada minuciosamente.

Mas se tratando de custo-benefício, os brasileiros têm grande força e são muito bons", acrescentou. No Nordeste brasileiro, o Vale do São Francisco é um grande celeiro de vinícolas, que produzem e exportam vinhos para todos os lugares do mundo.

Degustadores se reúnem em João Pessoa No próximo dia 26, o Clube do Vinho da Paraíba - que no dia 1º de maio, completará 10 anos de existência -, promoverá a quinta edição do Concurso de Vinhos "Eva Prova e Aprova". O evento, criado em 2007, possui um diferencial interessante: as avaliações das bebidas a serem provadas ficam a cargo, apenas, de mulheres, caso único no Brasil. "Elas possuem um sexto sentido forte para apreciar a bebida", argumentou Falconi. No concurso, serão avaliados dois vinhos brancos e quatro espumantes, todos da marca Santa Colina, elaborados pela Cooperativa Vinícola Aliança, em Santana do Livramento, região da Campanha Gaúcha, na fronteira do Brasil com o Uruguai. O painel de provadoras deste ano contará com três "noviças": Ana Karla Delgado, Carolina Gurgel e Renata Sales Pinto. Elas serão acompanhadas pelas senhoras Aparecida Farias, Giuliana Petrucci e Rejane Calzavara Nóbrega.

os séculos XVII e XVIII, a cidade foi rodeada de muralhas e fortificações, para repelir os assaltos. Grande parte desse legado ainda se respira nas ruas, nas praças, nos parques e vários monumentos. De um verso do soneto “A Mi Ciudad Nativa” do poeta Luis Carlos Lopes, nasceu a ideia do monumento aos Zapatos Viejos (índios autóctones da região). Em honra do poeta cartagenês que dedicou sua obra a evocar as tradições da sua cidade e inclusive, inspirou o escultor que, referindo-se ao último verso do soneto e à cidade, disse: Fuiste heróica en tus dias coloniales, quando tus hijos, águilas caudales, no eran uma caterva de vincejos. Hoy, plena de rancio y desaliño, bien puedes inspirar este cariño que uno le tiene a sus Zapatos Viejos. A esbelta figura da foto acima foi criada pelo escultor Eladio Gil Zambrana, uma índia caribe (ou caraíba) que, no século XVI serviu de intérprete ao conquistador Dom Pedro de Heredia. Catalina era filha do cacique Galeras e nasceu na atual Galerazumba. A escultura colocada no centro da cidade em 9 de março de 1974 é uma reprodução do original de Hector “Tito” Lombana de 1960 e, desde então, se tem convertido em um dos mais representativos e queridos símbolos dos cartageneses.

De acordo com Joel Falconi, o evento terá início a partir das 20h, no restaurante Sonho Doce, no bairro Tambiá, em João Pessoa, e deverá reunir cerca de 70 pessoas. Após a sessão de provas, todos os associados e convidados presentes na festa participarão de um jantar, que será harmonizado com um Varietal Tinto Merlot da linha Stilo, seguido por outro Varietal Tinto Cabernet Sauvignon da linha Premium. HELENA DE TRÓIA - A quinta edição do concurso terá como patrona Helena de Tróia, personagem histórica da mitologia. A história de Helena, segundo os organizadores do evento, se tornou padrão por meio do qual o mundo clássico se avaliava a si mesmo, principalmente em uma época em que não havia ideias preconcebidas sobre como a sociedade deveria constituir-se ou conduzir-se, e onde tudo era permitida.

Cartagena das Índias conta atualmente com cerca de 800/900 mil habitantes, constituindo o principal porto colombiano da costa do Caribe. Possui uma grande refinaria de petróleo e um centro comercial e industrial, contando também com estaleiros de construção naval, uma Universidade de muita tradição e um Arcebispado bastante antigo. Fundada por Pedro de Heredia, seu nome homenageia a cidade espanhola de Cartagena, porto do Mediterrâneo, localizada na província de Murcia e fundada por cartagineses em 113 antes de Cristo. Geograficamente, Murcia fica ao Sul do antigo reino de Valência que, juntamente com Castelón, Alicante e a própria cidade de Valência, formam a região levantina. Cartagena situada dentro de um golfo protegido por uma grande península pode ter inspirado Pedro de Heredia a batizar sua homônima no litoral colombiano que, inflete para o sul atingindo a zona da Almeria, onde o Mediterrâneo se estreita ligando-se ao Atlântico através do Estreito de Gibraltar (domínio inglês), quase em frente de Ceuta (enclave espanhol no Norte da África), dentro do litoral marroquino. Não experimentamos os vinhos colombianos mas, bebemos várias vezes O Rom Medellin añejado em barris de carvalho por 12 anos, verdadeiramente Excelente !!!

Dicas, sugestões ou comentários para esta coluna: clubedovinhopb.blogspot.com


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! AtuaL Competências ○

Mercado de Trabalho ○

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"Quatro etapas para uma façanha: planejar objetivamente, preparar religiosamente, proceder positivamente, perseguir persistentemente." William A. Ward

Sua Carreira

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mistas

Ilustração: Domingos Sávio

Especialistas afirmam que para chegar ao topo, as mulheres precisam aliar qualidades femininas e masculinas > Lidiane Gonçalves lidianevgn@gmail.com

A

utonomia, independência, ação, foco, intensidade e velocidade são as principais qualidades que as pessoas têm que ter para ocupar cargos de chefia. Pelo menos isso é o que pensa o especialista em desenvolvimento de executivos Alexandre Costa. Para ele, as mulheres precisam equilibrar competências femininas e masculinas para ocupar cargos executivos. Alexandre disse que é necessário muito mais do que capacitação técnica para ocupar cargos de alto escalão e chegar ao topo da carreira profissional. "Tão ou mais importante do que ter diplomas em boas universidades, especializações e fluência em diversos idiomas é importante apresentar um conjunto de aptidões comportamentais e emocionais bem desenvolvido", comentou. A Paraíba está cheia desses exemplos. Executivas de grandes empresas, prefeitas, secretárias de Estado e de município e jornalistas, que estão ocupando os mais altos cargos na comunicação. O maior exemplo que podemos ter de uma mulher que chegou ao topo da carreira profissional é a presidenta Dilma Rousseff, eleita no último pleito a primeira mulher a governar o país. Então, se Dilma pode, o que impede que outras mulheres lutem para serem ultra-bem-sucedidas? A Resposta é: Nada! Mas a luta será um pouco maior que a que os homens travam para chegarem aos mesmos cargos. Para Alexandre Costa, de forma geral, no ambiente corporativo brasileiro há uma valorização de competências como autonomia, independência, ação, foco, intensidade e velocidade. "Historicamente essas são aptidões que fazem parte do universo da natureza masculina, em função disso os homens têm maior facilidade em desenvolvê-las. Isto ajuda a explicar por que as mulheres ainda ocupam menos de 25% dos cargos executivos no país", explica Alexandre Costa, especialista em desenvolvimento de executivos da Integraal Human Performance. Ele explica que apesar de serem características intrínsecas à natureza masculina, isso não significa que as mulheres não possam também desenvolvê-las e torná-las uma característica. "No 'chip' feminino, estão préprogramadas outras habilidades relacionadas à natureza feminina, tais como inter-relação, conexão, relacionamento, responsabilidade e acolhimento. Claramente, essas competências também são importantes e vêm ganhando cada vez maior destaque no universo corporativo. Contudo, possuí-las bem desenvolvidas apenas não é suficiente", afirma o especialista.

n ... Como seria a executiva ideal? Alexandre Costa pensa que a executiva ideal deve integrar e desenvolver as competências caracteristicamente femininas, mas também incorporar algumas das boas habilidades masculinas. "Em programas de seis meses, em média, trabalhamos no desenvolvimento de novas competências emocionais e comportamentais por meio de exercícios diários personalizados com foco no desafio de cada cliente, no seu estilo de vida e aprendizagem. Nossa atuação é integral, ou seja, simultânea nas múltiplas dimensões que compreendem o indivíduo: física, mental, emocional e espiritual. O segredo está no acompanhamento e no feedback de um profissional qualificado", esclarece Costa. O especialista garante que abordagens como esta podem contribuir de forma essencial para o crescimento de qualquer profissional, não importando sua área de atuação ou idade. "O mais importante é estar disposta a trabalhar para promover mudanças positivas no comportamento. O resultado é um crescimento sustentável, mais tranquilo e sem sofrimento", finaliza.

n ... Pesquisa mostra aumento no número de mulheres chefes O especialista Alexandre Costa disse que uma pesquisa que compara números dos anos de 2001 e 2011 mostrou que o número de mulheres chefes aumentou 52,72%. "essa pesquisa foi realizada pela Catho Online, empresa gestora de currículos e empregos na internet, identificou que em 2001, 15,1% dos executivos, CEOs ou presidentes eram mulheres. Dez anos depois, esse número subiu para 22,91%. Entretanto, segundo a Catho, essa presença em altos cargos se dá geralmente em empresas menores, enquanto nas grandes corporações, as mulheres representam a maioria em cargos como os de coordenadores e encarregados", disse.

n ... Exemplo de vencedora Um desses exemplos de mulheres que conseguiram chegar à chefia é Pollyana Menezes. Ela é contadora e atualmente é chefe administrativo financeira na Paraíba de uma empresa nacional. Por causa do cargo ela chefia quatro mulheres e 18 homens e é a única chefe na empresa que trabalha. Por algum tempo chefiou inclusive o noivo, que também é contador. Para conseguir chegar onde chegou a contadora conta que não foi tão fácil. Foram anos de estudo para se formar em uma faculdade e outros anos como estagiária nesta mesma empresa, até conseguir o cargo. "Não tenho dificuldades em chefiar homens em grau menor que o das mulheres, é relativamente a mesma coisa para mim", comentou. Ela disse ainda que sabe, porque chegou onde está. "Por meus esforços, dedicação, competência, responsabilidade, visão sistêmica, adaptabilidade, perfil de liderança. Além disso, para ser chefe você tem que ter profissionalismo e encarar os fatos em busca de soluções que sejam produtivas e rentáveis para o negócio", disse. A contadora disse ainda que para qualquer área é sempre necessário muito estudo. "É preciso sempre estar antenado, pois tudo muda muito rápido. Além da pós-graduação voltada para gestão de pessoas e de empresas que eu fiz, a empresa em que trabalho investe fortemente no treinamento de gestores", explicou.


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REDAÇÃO: (83) 3218-6511

O grande volume das chuvas que caíram sobre parte do Estado da Paraíba, nos últimos dias, provocou um pequeno novo deslizamento de terra na Barreira do Cabo Branco. A falésia tem sofrido com a erosão há alguns anos e preocupado pesquisadores.

[FOTO&LEGENDA]

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EDITOR: Henrique França I E-MAIL: franca.henrique@gmail.com I TWITTER: @riquefranca

FOTO: Evandro Pereira

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>>> REGISTRO > Na PB, mais de 565 mil pessoas sofrem desse transtorno , que é associado à afetividade

DEPRESSÃO, o que fazer? > Lidiane Gonçalves lidianevgn@gmail.com

Estima-se que 15% da população mundial apresentará depressão em algum momento da vida. Isso significa que, apenas na Paraíba, mais de 565 mil pessoas sofram com esse transtorno na dimensão mental, que é associado à afetividade. Fatores múltiplos podem desencadear o quadro depressivo.

A

incidência da doença é cada vez maior e este é considerado um problema de saúde pública. Tratamento medicamentoso e psicoterapia são indicados para o combate à depressão, mas amorosidade, tolerância e incentivo à fé por parte da família e amigos são fundamentais. A ajuda de profissionais pode ser gratuita, mas a Secretaria Estadual de Saúde não tem dados oficiais sobre a doença. TRANSTORNO - De acordo com Iara da Silva Machado, psicóloga, especialista em psicologia transpessoal e terapeuta em análise bioenergética e DMP (processo de memória profunda), a depressão é um transtorno na dimensão mental associado à afetividade e é considerada nos dias atuais um problema de saúde mundial, com incidência cada vez maior. "Do ponto de vista psicológico reconhecese que o ritmo acelerado para obtenção de reconhecimento e sucesso profissional e status social como validação do indivíduo na sociedade, em níveis de competitividade cada vez maiores, potencializando o campo mental, pode gerar expectativas na pessoa que alcancem patamares de ansiedade patológica, favorecendo assim a depressão, visto que o ter não alimenta o ser", comentou a especialista. Iara disse ainda que para o ser humano encontrar homeostase (equilíbrio) precisa transitar pelo eixo dos afetos tanto quanto do mental. Harmonizando assim as polaridades do pensamento e do sentimento, facultando uma ação no mundo mais humanizada.

Pág. 10 Sociedade Paraibana de Arqueologia estuda a origem de cachimbo primitivo

n

...

Fatores de quadros depressivos são múltiplos Para a psicóloga, os fatores desencadeantes de quadros depressivos são múltiplos: - natureza bioquímica, decorrente de alterações a nível de neurotransmissores, como a dopamina, serotonina e noradrenalina. -natureza genética pela alteração em níveis cromossômicos. - natureza orgânica em decorrência de disfunções da glândula da tireóide; menopausa; doenças como o câncer, epilepsia, AIDS. -natureza psicossocial que inclui eventos de "perdas emocionais" como perda de pessoas queridas por morte, divórcios, desempregos, etc. Assim como as causas, os sintomas também são variados. Os mais comumente apresentados são humor depressivo, anedonia, retardo psicomotor, desânimo, apatia, sentimentos de culpa e menos valia, sensação de déficit de memória, distúrbios no ritmo do sono, ideias recorrentes de morte ou suicídio, choro frequente, desinteresse na aparência e higienização pessoal, alterações no apetite, irregularidades no ciclo menstrual, pouca mobilidade, vitalidade e espontaneidade.

da a psicoterapia especializada". O modo como a doença afeta a vida das pessoas depende do nível de instalação da doença. "Isso pode ir desde estados depressivos leves, daí considerados 'normais', por exemplo, tristeza diante da perda de um ente querido, até os casos crônicos de prostração ou depressão profunda onde o indivíduo pode perder quase que totalmente a vontade de viver.

DIAGNÓSTICO - O diagnóstico da depressão é clínico, ou seja, pela observação da sintomatologia, associada ao nível de persistência e reincidência dos sintomas. "Quando se identifica a perseverança de pelo menos quatro dos sintomas mais comuns de estado depressivo é sugerido uma investigação clínica médica e psicológica para dirimir hipóteses", explicou Iara. Ela disse ainda que na contemporaneidade vêse mais diversificada as probabilidades diagnósticas devido ao alto grau de estresse, desgastes emocionais e exposições à níveis de tensão e pressão social cada vez mais alto, pela competitividade narcísica de ser o "melhor", tudo isso faculta uma gama maior de variáveis que interfere na percepção dos quadros depressivos.

EXISTE A CURA DA DEPRESSÃO? - Iara Machado comentou que não existe "vacina" preventiva para a depressão, a não ser a indicação do dr. Alexander lowen, quando afirma que a expressão é o antídoto da depressão. "Quando a pessoa aprende a manifestar sua realidade subjetiva, fazendo congruência entre o pensar, sentir e agir, a qualidade do fluxo da vida que flui no organismo promove a saúde. Assim, a depressão é tratada e pode ser o indivíduo curado se reconhecer que qualquer doença sinaliza que o corpo,e portanto o ser humano, não está em paz", disse. A ajuda contra a depressão deve ser buscada na medicina e na psicologia, associando atendimentos com profissionais de terapias ocupacionais, inclusive em ações sociais, e atividades físicas que gratificam e estabelecem prazer para a pessoa, à medida que o quadro regride. "O tratamento a ser feito é de ordem organicista, medicamentosa associado a psicoterapia especializada. A família também pode ajudar. A partir da compreensão de que o familiar está passando por um processo onde a manifestação da afetividade está comprometida. A amorosidade, tolerância e incentivo à fé na vida e aos tratamentos são fundamentais para a regressão do quadro instalado e recuperação da pessoa", explicou.

CONSEQUÊNCIAS DA DEPRESSÃO - Várias são as consequências da depressão. Iara Machado comentou que vão desde a perda da qualidade de saúde orgânica, passando pelo emocional, mental, social, psicológico, cognitivo e espiritual. "Nessa condição patológica, em casos crônicos, a pessoa pode chegar ao estado de prostração, onde a qualidade de vida é profundamente empobrecida e limitada. A terapêutica deve ser organicista (medicamentosa) associa-

+ Cotidiano

PESSOAS COM DEPRESSÃO - A estimativa de mais de 565 mil pessoas que passaram por este quadro depressivo na Paraíba é considerada alta pela psicóloga Iara. "É uma doença tão antiga quanto a humanidade. Na antiguidade era chamada de melancolia; na idade média pela repressão religiosa foi denominada de "possessão demoníaca", no renascimento foi associada a intelectualidade. Então creio que a depressão está mais associada a fenomenologia da "pneuma" (alma) como fundamento dos estudos do comportamento, ou seja, os conflitos que envolvem o ser, o existir e o realizar podem favorecer em algum momento estados depressivos em qualquer pessoa", disse.

Pág. 11 Circo Estoril é atração na Capital com

estrutura e espetáculo modernizados


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A UNIÃO

Geral

Cotidiano ○

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

>>> TEMA > A União inicia série de cinco reportagens sobre resgate de sítios arqueológicos da PB

Sociedade de Arqueologia estuda a origem do cachimbo primitivo FOTOS:MarcosRusso

> Hilton Gouvêa hiltongouvea@bol.com.br

A partir de hoje, A União dá início a uma série de cinco reportagens, que abordam meios de resgate dos sítios arqueológicos da Paraíba. A primeira versa sobre um

O cachimbo está servindo de pesquisa para especialistas em arqueologia na PB

]

cachimbo tecnicamente já reconhecido primitivo, encontrado no Brejo

Rio Mamanguape. Foi lá que descobriram dois monolitos, sendo um em forma de meia-lua e outro no formato de um pente. "A cada passo que nós damos, são encontrados objetos líticos que até então tinham sua importância ignorada pelos moradores locais", explica Silvinha. Agora, depois do cachimbo, ela alertou os pesquisadores da SPA e da UEPB para uma gravura que sugere o desenho de um pé humano, no Sítio Pitombas, pertinho de Canafístula. Ela argumenta que num paredão rochoso das proximidades existe outro desenho, parecido com cinco dedos humanos. O arqueologista Vanderley de Brito, ex-presidente da (SPA), disse que cachimbos tubulares de argila eram feitos e usados pelos índios da nação Cariri. "Esse povo de misteriosa origem, que dizia proceder de uma região onde existia um grande lago encantado", cultivava e consumia largamente o fumo. "Seus cachimbos, sendo de argila queimada, foram o marco de uma cultura legada à posteridade", insiste o pesquisador. Citando exemplos mais práticos sobre a origem do cachimbo tubular brejeiro, Brito lembra que alguns exemplares foram achados nos escombros do Arraial de Canudos (BA), porque, entre os beatos seguidores de Antônio Conselheiro, existiam cariris miscigenados. O nome Canudos, que lembra o tristemente célebre arraial baiano, segundo Euclides da Cunha, é uma referência aos cachimbos que os índios da região usavam. As pesquisas de Brito ainda confirmam que fragmentos cerâmicos de alguidares, cuias, cachimbos ou amuletos são relíquias de arte primitiva encontradas, há anos, de maneira fortuita no interior da Paraíba, principalmente quando são revolvidos os solos de antigos cemitérios e aldeias. "Os produtos das escavações têm contribuído com o estudo do desenvolvimento tecnológico dos primitivos habitantes da região", explica Brito.

Devido ao estágio incipiente das pesquisas arqueológicas e a ausência de escavações sistemáticas no Estado, pouco se sabe sobre a cultura cerâmica primitiva da região.

paraibano, hoje alvo de estudos de especialistas

U

m cachimbo de barro em forma tubular, encontrado nas margens da Lagoa do Caju, em Canafístula, na zona rural de Araçagi, a 110 km de João Pessoa, além de servir para elaborar uma monografia, planejada, em 2007, pela então universitária da UEPB, Severina Luís de França (Silvinha), agora é alvo de estudos de especialistas da SPA - Sociedade Paraibana de Arqueologia, com sede em Campina Grande -, nos dias atuais a maior autoridade em arqueologia no Estado da Paraíba. A monografia idealizada por Silvinha servirá de proposta para um projeto de educação ambiental a ser aplicado na Lagoa do Caju e de meios para que ela possa concluir seu curso de Geografia, no Campus da UEPB, em Guarabira, onde lecionam diversos integrantes da SPA, entre eles o atual presidente da entidade, Thomás Bruno e Carlos Antônio Belarmino, ambos autores de trabalhos de importância sobre os sítios arqueológicos paraibanos. O achado arqueológico de Silvinha, ao ser apresentado a Belarmino, este o identificou como "um cachimbo de cerâmica cozida, de forma tubular, dotado de artísticos entalhes nas bordas e de um furo na parte inferior, que sugere uma arte cerâmica primitiva". Trata-se de uma peça em cerâmica, trabalhada com esmero artístico, encontrada numa área onde sempre surgem de forma espontânea ou tecnicamente planejada, utensílios primitivos de uso manual, produzidos para a guerra ou usados em trabalho extrativista, de tribos indígenas que habitavam esta área, em épocas situadas antes da colonização.

]

Das margens da Lagoa de Canafístula, já saíram inúmeras machadinhas de pedra, empregadas na arte da guerra ou na agricultura, além de raspadores, masseradoras e almofarizes. As machadinhas, de tão corriqueiras na região, são chamadas de "pedras de corisco". A idade desses achados, inclusive a do cachimbo, pode ser calculada entre três mil e cinco mil anos. Essas descobertas estão sendo catalogadas pelo professor de Hidrogeografia e pré-História da UEPB Carlos Antônio Belarmino, que coordena a equipe encarregada de elaborar a caracterização geoambiental da Lagoa do Caju, um sítio arqueológico também situado na zona rural de Araçagi, onde existem gravuras rupestres tão importantes e misteriosas quanto as de Ingá.

URNAS E GRAVURAS - Mas, como o cachimbo doado a Silvinha surgiu 15Km adiante, na Lagoa de Canafístula, é nesta direção que, agora, a SPA e o pessoal da UEPB irá intensificar suas pesquisas. O cachimbo de Canafístula surgiu no mesmo período em que a avó do agricultor Raimundo Pereira achou uma urna funerária no Sítio Lagoa do Caju, daí a importância arqueológica das duas lagoas. Depois, as pesquisas vão se estender até o Sítio Caetano, nas margens do

#MartinhoMoreiraFranco ○

MARTINHOMOREIRAFRANCOéjornalistaepublicitário ○

martinhomoreira.franco@bol.com.br

Um amor de nome Foi uma notícia atrás da outra. A primeira, publicada aqui n'A UNIÃO, informava que na cidade de Ibiá, a 327 km de Belo Horizonte (MG), a dona de casa Márcia Maria Costa da Silva, de 31 anos, consegui registrar a filha caçula com o nome que havia sido vetado no cartório local: Kéthellyn Kevellyn. A segunda, divulgada na Folha de São Paulo, anunciava que, nove meses depois do nascimento da filha, um casal de Patos de Minas, a 390 km de Belo Horizonte, finalmente pôde registrar a menina com o nome escolhido pelos pais: Amora. Não me perguntem por que os casos ocorreram em Minas Gerais - e

praticamente à mesma distância da capital - pois eu não saberia responder. Nem acho que isso seja relevante. Relevância há no fato de cartórios mineiros terem na balança dois pesos e duas medidas. Questionar o nome Kéthellyn Kevellyn, sob a alegação de futuras situações vexatórias à criança, além de dificuldade na alfabetização, tudo bem. Mas vetar o nome Amora, pretextando o modismo de nome de fruta em mulher, pelo amor de Deus! Sou de uma família em que todas as mulheres da casa (seis irmãs, três filhas e cinco netas) têm o nome de Maria (Do Socorro, Do Carmo, De Fátima, Laura, Emília e

Ilza, as irmãs; Luiza, Amélia e Isabel, as filhas; Beatriz, Eduarda, Clara, Cecília e Isadora, as netas). Acho uma beleza! Francamente, não gostaria que nenhuma delas se chamasse Kéthellyn Kevellyn, mas, sinceramente, teria o maior gosto se qualquer uma possuísse de registro o nome de Amora. É um belo nome ou não é? Ainda mais devido à explicação do pai da garotinha de Patos de Minas, Márcio Silveira Lopes, de 30 anos, músico e auxiliar administrativo: - A gente brincava que Amora era o feminino de amor. Também gostamos da sonoridade, da sensibilidade do nome.

Silvinha França desenvolveu uma monografia, que tinha como tema o cachimbo

Panelas por acordelamentos O arqueologista Vanderley de Brito e outros membros da SPA também sustentam que este artesanato primitivo foi aprimorado por milênios, às margens dos rios, riachos, córregos, tanques e lagoas que existiram e ainda existem no interior, daí a coincidência de o cachimbo descoberto por Silvinha França ter saído das margens da Lagoa de Canafístula, na zona rural de Araçagi. Os habitantes primitivos da área utilizavam uma técnica primitiva para fazer panelas, inicialmente moldando vários rolos de barro, de comprimentos diferentes. Esses rolos ou "cordas" eram sobrepostos para formar o corpo do vaso e modelados de forma a preencher os espaços entre um e outro rolo. Pelo fato de os rolos parecerem cordas, a técnica ficou conhecida, entre os estudiosos, como acordelamento. Todos os artefatos cerâmicos da indústria pré-histórica foram moldados por essa técnica, que pode ser aferida através de uma radiografia. Os objetos de argila atribuídos aos índios também se apresentam decorados, com muita habilidade, em arte bidimensional e em relevo, através de desenhos geométricos e formas concêntricas que preenchem os objetos com as mais diversas formas e cores. "Devido ao estágio incipiente das pesquisas arqueológicas e a ausência de escavações sistemáticas no Estado, pouco se sabe sobre a cultura cerâmica primitiva da região", coloca Brito. Recentemente, o pesquisador Thomas Bruno vem se aplicando a um estudo desta natureza. Paralelamente, inúmeras notificações bibliográficas de achados fortuitos já permitem afirmar, que na Paraíba primitiva se de-

senvolveu uma sofisticada tecnologia de produção de peças cerâmicas, lisas ou decoradas. No Livro 30 Anos na Paraíba, lançado em 1969, o pesquisador paraibano Leon Clerot informa sobre um achado arqueológico no Vale do Rio Curimataú, que incluía um vaso cerâmico indígena quadrilátero, de ângulos arredondados, com aproximadamente 50 centímetros quadrados por 11 centímetros de profundidade. A peça era de cor cinza, internamente decorada com entrelaçados de cor pardo-escura. Uma cinta vermelha rodeava a borda interna. A parte externa apresentava-se recoberta de amarelo. Esta obra foi atribuída à arte ceramista tupi-guarani. Clerot também achou um cachimbo de barro no Sertão paraibano, semelhante aos exemplares da cultura guarani, encontrados no Rio Grande do Sul.

Perfeito, Márcio, sobretudo na parte do "feminino de amor". Confesso que nunca havia pensado nisso, mesmo sendo um apaixonado pelo clássico de Renato Teixeira ("Depois da curva da estrada/Tem um pé de araçá/Sinto vir água nos olhos/Toda vez que passo lá///Sinto o coração flechado/Cercado de solidão/Penso que deve ser doce/A fruta do coração///Vou contar para o seu pai/Que você namora/Vou contar pra sua mãe/Que você me ignora///Vou pintar a minha boca/Do vermelho da amora/Que nasce lá no quintal/Da casa onde você mora"). Que amor de nome é Amora!

(cujo nome não aparece no noticiário) não se pronunciou sobre o registro da caçula. Comentou, porém que, se a criança tivesse nascido do sexo masculino, gostaria que se chamasse Akon Elvis, em homenagem ao cantor predileto deste colunista (Roberto Carlos é o segundo, acreditem). Ká pra nós, pensem num casal pra gostar de K!

NEM TANTO Com todo o respeito por dona Márcia Maria Costa da Silva (e pela própria criança lá de Ibiá), já não posso dizer o mesmo com relação ao nome da nova filha dela, Kéthellyn Kevellyn. Nem com referência aos nomes dos seus outros filhos: Kélita Kerolayne, Kayck Kayron, Kawãn Kayson e Kawane Kayla. O pai de toda essa karrada

UM CACHIMBO E VÁRIAS VERSÕES - Citando MarcGrave, o sábio holandês que chegou ao Brasil no século XVI, com Maurício de Nassau, os cachimbos tubulares certamente eram utilizados pelos cariris. MarcGrave estudou pessoalmente este povo, seus costumes e respectiva língua. Segundo ele, "os indígenas de Pernambuco usavam tubos retos, largos, de madeira ou argila, tão amplos que cabiam uma mão humana dentro". Maurício de Nassau Sieger, antipenúltimo governador do Brasil no período de dominação holandesa, colocou, no Museu Etnográfico de Copenhagen (Dinamarca), desenhos de selvagens brasileiros, onde se destaca a figura de um tapuia (cariri) fumando um longo cachimbo, segundo testemunho de Estevão Pinto.

SAIDEIRA A empregada doméstica, daquelas bem simples, deu à filha o nome de Madeinusa. Quando uma pessoa da casa perguntou o motivo do nome, ela respondeu, inocentemente: - É que eu tava pegando umas roupas para lavar e li na etiqueta de uma camiseta a palavra "Máde in USA". Eu achei tão fofo...


João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

Geral ○

A UNIÃO

Cotidiano ○

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FOTOS:MarcosRusso

O Circo Estoril, instalado ao lado do Estádio Almeidão,na Capital, apresenta uma série de inovações para atrair os amantes da arte circense

>>> APRESENTAÇÃO > Alegria e muita magia de terça a domingo

Estoril traz tradição circense a JP com espetáculo modernizado > ALYSSON BERNARDO alyssonbernardo@gmail.com

Quando o palhaço Albino Portugal, em 1722, decidiu criar um circo, talvez ele não pudesse mensurar que o projeto iria tão longe. Naquele tempo, a ideia surgiu em meio aos cassinos de Estoril, um pequeno povoado português. Anos depois, acompanhado por outros artistas, o palhaço já estava rodando diversos países da Europa, com seu "palácio de lona", denominado Circo Estoril.

T

oda essa história chegou ao Brasil de navio pelo Porto de Santos, em São Paulo, há doze anos, para assim se propagar pela América Latina. Desde a semana passada, a moderna estrutura do circo foi montada ao lado do estádio Almeidão, em João Pessoa - onde permanece até o final de abril. Após quase três séculos na estrada, o Estoril revela ao público paraibano que a essência e o encanto circenses continuam vivos, mesmo diante das adaptações

que o circo precisou realizar ao longo de sua trajetória. No picadeiro, de terçafeira a domingo, os artistas se encontram para promover entretenimento e magia durante 1h45 de apresentação, que só é interrompida para um pequeno intervalo de quinze minutos. O espetáculo - que é renovado a cada ano -, conta, entre outras atrações, com contorcionistas, acrobatas, tecido aéreo, números com cavalos, com bambolês, pêndulo especial, dança, mágica - o

Estoril possui em sua equipe a primeira mulher a desenvolver números de magia e ilusionismo em picadeiros, no Brasil -, homem pássaro, globo da morte com cinco motos, as águas dançantes de Paris e, claro, palhaços. Trata-se de um batalhão de profissionais composto por brasileiros, uruguaios, chilenos, argentinos e portugueses. Um deles é o paulista Alex Padilha, de 24 anos, que cresceu no universo circense e, há um ano e meio, interpreta o palhaço Leco-Leco, no Estoril. Em sua carreira, ele já passou por sete circos, onde trabalhou como apresentador, iluminador, sonoplasta, diretor de marketing e, por "acidente", como palhaço. "Eu era apresentador, quando um colega pediu para fazer a apresentação de um espetáculo em meu lugar, por experimento. Aproveitei a brincadeira e pedi para, naquele dia, entrar no picadeiro como palhaço. Experimentei, gostei e estou aqui até hoje", revelou. Alex acompanhou de perto todas as mudanças que os circos precisaram enfrentar para se manter firmes até hoje. "O circo já foi muito mais valorizado. Agora, os espetáculos são mais visuais, não trabalham apenas o corpo dos artistas, mas sim um con-

junto agregado a som, luz e teatro", destacou. Os artistas também se profissionalizaram. No Estoril, por exemplo, todos têm carteira assinada, com direito a férias e décimo terceiro. Assim como em uma empresa, no circo os artistas ocupam cargos específicos, de acordo com o número que apresentam, recebendo salários diferenciados para cada tipo de apresentação. O diretor Administrativo do Estoril, Nivaldo Costa Júnior, 32, também nasceu no circo e é representante da sétima geração de uma família circense. Nas últimas décadas, ele precisou ficar atento para assimilar e vencer tantas transformações. "O circo acompanhou o ritmo das mudanças, se adaptando da melhor maneira possível, inclusive profissionalizando os números. Porém, o mais importante é que a essência circense foi preservada em meio a tanta evolução", disse. Além disso, algo que o tempo não conseguiu mudar foi a paixão dos profissionais pela arte circense. "Na próxima semana, iniciarei um curso de teatro em São Paulo e passarei cinco meses distante do circo. Quero construir muita coisa para mim e amo este universo. Devo muita coisa ao circo", acrescentou Alex.

Estrutura é montada em apenas dois dias

Deixando o lúdico um pouco de lado e observando o Estoril quanto a sua estrutura e equipe de pessoal, nos deparamos com algarismos surpreendentes. Quem observa a dimensão do Circo Estoril, por exemplo, custa a acreditar que tudo aquilo é montado em apenas dois dias. Mas é a realidade. Para isso acontecer, no entanto, é necessário o reforço da mão de obra de 70 profissionais - entre homens do efetivo do circo e trabalhadores do local onde a arena está erguida. Por falar em dimensão, a métrica da cobertura do circo impressiona: são 2.872 metros quadrados de lona - a atual, na cor vermelha, inclusive, foi inaugurada na montagem da estrutura em João Pessoa, e veio da Itália. Embaixo dela, são instaladas três mil cadeiras para receber o público, além de 12 camarotes, contendo quatro assentos em cada um. Todos os equipamentos utilizados no circo são transportados por todo o país em uma frota própria que conta com 25 carretas. Quanto ao pessoal, o Es-

toril tem um efetivo de, aproximadamente, 120 pessoas, entre artistas e funcionários envolvidos na parte técnica e administrativa do espetáculo. A faixa etária é diversificada, partindo desde crianças a idosos. Muitos vivem por lá com a família são cerca de 20 no local. A maioria mora no próprio local em que a estrutura foi erguida, e se divide em 22 trailers, verdadeiras casas itinerantes. Outros profissionais dormem em carretas transformadas em dormitórios. O palhaço Alex, por exemplo, reside em um quarto montado em um desses veículos. Os demais, por preferência, se hospedam em hotéis da cidade, retornando ao circo apenas no momento das apresentações. Mas estes são minoria. Geralmente, o circo permanece um mês em cada cidade. "Mas isso depende da resposta do público. Já ficamos dois meses em muitos locais e, em alguns específicos, até estendemos para um trimestre de apresentações", explicou

O palhaço continua sendo a grande expressão do riso e da alegria Nivaldo Júnior. Entretanto, pela facilidade de montar a estrutura, o Estoril também faz temporadas curtas, de apenas quatro dias, por exemplo,

em municípios pequenos. Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba, recebeu o circo por duas semanas, antes da temporada em João Pessoa.


Geral

A UNIÃO

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ministro do STF, Luiz Fux, disse O que não deve ser

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"povo votou errado" ao manter, no referendo de 2005, o comércio de armas de fogo.

apresentada nesta semana pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)

economia.auniao@pb.gov.br > REDAÇÃO: 83.3241-1010 ○

EDITOR: Henrique França > E-mail: franca.henrique@gmail.com > twitter: @riquefranca

> Proposta

efensor do proposta para a desarmamento, realização de um D A Fux avalia que o novo plebiscito foi

feita nova consulta popular sobre desarmamento em razão da tragédia de Realengo, no RJ.

12 João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

> Plebiscito

> GIRO > Voto errado

>>> ROTINA> As atividades dos artistas começam logo cedo e terminam à noite, com o espetáculo diário

Ensaios acontecem pela manhã e crianças estudam em escolas locais Quando se fala em bastidores do circo, uma grande curiosidade popular se refere ao cotidiano de quem vive por lá. "É uma vida normal, mas, a cada mês, em um local diferente", resume o diretor Administrativo, Nivaldo Costa Júnior. Contudo, para quem não está acostumado com o universo circense, vai achar a rotina bastante diferente, sim. Ao redor da lona, os trailers parecem formar uma pequena cidade.

A

FOTO:MarcosRusso

mentação matinal, eles usam o tempo para ensaios no picadeiro. Vanessa, por exemplo, ensaia diariamente, por cerca de 2h30. As crianças, amparadas por uma lei federal, vão à escola. Sim, elas são matriculadas em colégios de cada cidade onde o Estoril aporta. Quem não está ensaiando ou estudando, pode tirar o dia para passear na cidade. A obrigação dos artistas só começa à noite, com o espetáculo diário, que acontece às 20h30. No sábado, as sessões acontecem às 17h30 e 20h30. No domingo a jornada é tripla: uma apresentação às 10h, outra às 16h e a última às 19h. A segundafeira, merecidamente, é o dia de folga. "Fora isso, o único dia do ano que o circo para é a Sexta-Feira Santa", destacou Nivaldo Júnior. Apesar da jornada de espetáculos, ele assegura que o ritmo não é exaustivo. "Não é cansativo, pois, com o tempo, a gente se acostuma". Quando o circo é desmontado e segue para outra cidade, restam aos profissionais circenses as lembranças dos momentos e dos amigos que estão deixando para trás. "Já cheguei a retornar a um local que o circo passou, para reencontrar amigos que fiz por lá. Isso é muito bom", revelou o palhaço Alex Padilha.

lguns deles estão equipados com sistema de TV a cabo, internet e possuem até banheira de hidromassagem. Neles, vivem em média três pessoas. A bailarina Vanessa Guiner, 20, que também faz um número onde comanda 40 bambolês rodando em seu corpo, mora em um desses trailers com a irmã de 28 anos. "Crescemos no circo, com nossa família. Mas agora nossos pais ficaram em Campinas, em São Paulo e, pela primeira vez, estou na estrada apenas com minha irmã. Sentimos saudades e, aqui, temos que fazer tudo, como nossa própria refeição. É como se estivéssemos em uma casa convencional". Quem não faz a própria refeição, se alimenta em uma espécie de cozinha geral. Sim, o circo tem uma cozinheira específica para preparar comida para os funcionários. Antes de iniciar a montagem da estrutura, a administração do circo solicita a ligação de redes de energia e água, que são distribuídas através de uma rede local. Apenas o picadeiro é que conta com um gerador de energia específico. ROTINA COMEÇA POR VOLTA DAS 9H - O dia-a-dia dos profissionais circenses começa ainda pela manhã, por volta das 9h. Após a ali-

As bailarinas do Circo Estoril, com sua simpatia e beleza, brindam o público com uma coreografia que remonta o tempo dos grandes espetáculos

Falta de espaços em cidades é o desafio pessoas, o circo precisa investir, frequentemente, em inovação. "Anualmente, reciclamos o espetáculo, mantendo sempre a base, para não perder a essência. No final de cada ano, inclusive, realizamos seleção de novos artistas para a equipe", explicou. Voltando para a questão da estrutura, para poder funcionar, o circo precisa ser fiscalizado e receber aprovação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. "A estrutura e os equipamentos são revisados por nossa equipe diariamente. Investimos em segurança e conforto, para que as pessoas contemplem o espetáculo tranquilas e com comodidade", acrescentou Nivaldo. (AB)

Apesar dos avanços conquistados em estrutura, os circos atuais se deparam com alguns desafios pelo Brasil afora. Segundo o diretor administrativo do Estoril, a falta de espaço em grandes cidades é um dos grandes obstáculos que eles enfrentam. "É difícil encontrarmos espaços adequados para montar a estrutura do circo dentro das áreas urbanas. Eles estão cada vez mais escassos. Não é qualquer lugar que pode receber uma estrutura grandiosa como a nossa", atentou. Além disso, nos últimos anos, os circos têm perdido boa parte do público, segundo Nivaldo Júnior, devido à concorrência promovida por outros canais de entretenimento. Para reconquistar as

#Relações de Consumo ○

Klébia Ludgério ○

Compras coletivas: é preciso cautela cas importantes para que prejuízos sejam evitados, pois os riscos são iminentes. Ao iniciar qualquer compra, é primordial buscar informações sobre o fornecedor dos serviços. No caso dos sites de compras coletivas, é preciso ir além de pesquisar sobre o site que faz o intermédio na transação, é importante também buscar referências da empresa que está disponibilizando a oferta. Antes de fechar

- De terça à sexta-feira: 20h30; - Sábados: 17h30 e 20h30 - Domingos e feriados: 10h30, 16h e 19h

VALORES DOS INGRESSOS: - De terça à sexta-feira: R$ 10 (crianças*) e R$ 20 (adultos) - Sábados, domingos e feriados: R$ 15 (crianças) e R$ 30 (adultos) * O Estoril considera como crianças aquelas com idade de 3 a 12 anos.

O CDC e as compras coletivas procon@procon.pb.gov.br.

Serviço que cresce a cada dia e oferece descontos de até 90%, os sites de compra coletiva já se tornaram uma febre para aqueles que não temem realizar compras pela internet. Comprar o produto que você deseja ou contratar aquele serviço que há tempos você precisava com preços bem abaixo do praticado no mercado pode parecer um ótimo negócio à primeira vista, mas é preciso não se descuidar e ficar atento a algumas práti-

Horários das apresentações

negócio é necessário ainda certificar-se de que as empresas possuem endereço físico e telefone para contato. Uma vez confirmados os dados, outros aspectos precisam ser observados: como por exemplo se há dados sobre o prazo de validade da oferta disponibilizada, se existe um mínimo de compradores para que a oferta seja ativada e se é necessário agendamento para a realização do serviço contratado. Considerando ainda

que as transações para o pagamento disponibilizadas nesta modalidade de consumo podem ser realizadas apenas através de transferência bancária on-line ou através de cartões de crédito, um outro cuidado torna-se primordial: observar se o site no qual você está comprando oferece segurança e proteção de seus dados. Sites seguros possuem o desenho de um cadeado, que geralmente é colocado no canto inferior direto.

Por ser uma prática de consumo ainda recente, muitas pessoas desconhecem seus direitos no caso das transações realizadas nos sites de compras coletivas. Assim como nas compras individuais realizadas através da internet, o consumidor precisa ter seus direitos resguardados, entretanto, muitos ainda desconhecem o que pode ser feito em casos de problemas. No caso específico das compras coletivas, como a transação geralmente envolve um site intermediador e o

fornecedor, em casos de reclamações, os dois devem ser considerados corresponsáveis pelos probelmas. Neste sentido, cláusulas que indicam que o site de compras não se responsabiliza pelos produtos ou serviços oferecidos podem ser consideradas abusivas, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), tendo em vista que o site intermediador é tido como o agenciador da venda. Já nos casos necessidades de troca do produto, assim como as demais negociações realizadas através da internet, o consumidor tem o prazo de sete dias corridos também nos sites de compras coletivas.

Notas ...

> Preços: Uma oferta a preços muito baixos pode parecer irresistível, mas desconfie de valores exageradamente convidativos, pois o que pode estar ocorrendo é forma de induzir o consumidor a realizar um cadastro fornecendo seus dados pessoais, que poderão ser utilizados posteriormente. > Resolvendo problemas: Em casos de problemas após a compra, como fraudes ou propaganda enganosa, reclamações podem ser registradas no Procon Estadual. Para tanto, é necessário ter em mãos os documentos pessoais e e-mails ou outros documentos que possam servir como prova da transação realizada. > Contato:Para tirar dúvida com o Procon você pode ligar gratuitamente para o 0800-281-1512 ou ir até um dos núcleos de atendimento do órgão de defesa do consumidor na Paraíba. O Procon-PB possui sede em João Pessoa, Campina Grande, Sousa, Cajazeiras, Patos, São Bento e Guarabira.

INDICADORES [DÓLAR]

VARIAÇÃO

R$ 1,576

-0,13%

Comercial

COMPRA: R$ 1,5760

VENDA: R$ 1,5780

[EURO]

VARIAÇÃO

R$ 2,272 COMPRA: R$ 2,2727

-0,01%

VENDA: R$ 2,2765

[OURO]

R$ 77,4

VARIAÇÃO

0,0000%

[ÍNDICES ECONÔMICOS] INFLAÇÃO

IPCA 0,79% IGP-M 0,62%

INDICADORES TR 0,08% CDI 11,65% SELIC 11,75%

[BOLSAS] Brasil

EUA Espanha França Japão

| Bovespa

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Nasdaq Madri CAC 40 Nikkei

[ANOTE] 0,61% 0,16% -0,6% 0,1% -0,61%

SALÁRIO MÍNIMO: R$ 545,00 POUPANÇA: MÊS: 0,6218%

ANO: 6,90%


Esportes A UNIÃO

Twitter

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REDAÇÃO: 83.3218-6511

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Ronaldinho Gaúcho

fazia tempo q eu não entrava aqui, tudo bem galera?

> EDITOR: Ivo Marques > E-MAIL: ivo_esportes@yahoo.com.br > TWITTER: @ivo_marques

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

>>> CLÁSSICO > Embalado pelas cinco vitórias consecutivas, time tenta quebrar a invencibilidade do Galo

Botafogo encara o líder no Amigão > Wellington Sérgio

FOTOS:JunotLacet

wsergionobre@yahoo.com.br

Esporte e Sousa na briga pela quinta posição

Com uma campanha empolgante nos jogos de volta, o Alvinegro da Capital enfrenta o seu maior rival na briga pelo título e da vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D

A

boa fase do Botafogo e a sequência de cinco vitórias consecutivas neste returno, credencia a equipe de quebrar um tabu de dois anos sem ganhar do Treze, neste domingo, às 16h, no estádio Amigão, no clássico da 16ª rodada. O árbitro será o experiente João Bosco Sátiro, auxiliado por Broney Machado e Cléber Camelo. O Belo chega a Serra da Borborema disposto a dar o troco do jogo anterior, quando perdeu por 2 a 0, no dia 13 de março, no estádio Almeidão e de olho na terceira posição. A equipe ocupa a quarta colocação, com 27 pontos, uma menos do Campinense (28), que está na terceira. O Alvinegro da Maravilha do Contorno mexe novamente na equipe para outro difícil compromisso. O zagueiro Léo Oliveira cumprirá suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. Quem pode reaparecer na lateral esquerda é Rogerinho, que foi poupado na vitória em cima do Centro Sportivo Paraibano (2 a 1). As novidades do Alvinegro são os retornos de Válber (lateral direita) e André Oliveira (meia), que cumpriram suspensão. Líder invicto da competição, com 35 pontos, o Treze aposta no tabu e na força da torcida em campo. Nas últimas 15 partidas entre ambos, o Alvinegro serrano obteve 9 vitórias, 5 empates e apenas uma derrota, no dia 24 de fevereiro de 2008 no primeiro turno do Estadual. Um retrospecto que vale apenas na teoria, mas na prática a situação é totalmente diferente, onde o velho ditado popular diz "cada clássico é um clássico". O treinador Marcelo Vilar terá praticamente a força máxima, onde aguarda apenas a recuperação do meia Vaninho, que sentiu uma torção no tornozelo direito no início do empate contra o Sousa (0 a 0), no meio da semana.

[PATOS]

Invicto após 15 rodadas, o Treze recebe o Botafogo no Amigão na esperança de ampliar a sua vantagem na liderança do Campeonato Paraibano

Auto e CSP se enfrentam na Graça Auto Esporte e Centro Sportivo Paraibano (CSP) fazem o jogo da reabilitação, neste domingo, às 16h, no estádio Leonardo Vinagre da Silveira, a Graça. Antônio UImbelino será o árbitro, auxiliado por Nilton Atanásio e Dguero Xavier. Em situações opostas na competição, o Auto, que está na 8ª posição, com 13 pontos ganhos, briga para deixar as últimas colocações e se livrar de vez do "fantasma" do rebaixamento. Pelo lado do CSP, que está na vice-liderança, com 33 pontos, continua na briga para tomar a liderança do Treze, que

tem 35. O Clube do Povo terá o desfalque do zagueiro Alan Farias, que recebeu o terceiro cartão amarelo, na derrota para o Campinense (3 a 2), na última quinta-feira, no estádio Amigão. Galdino pode deixar o meio de campo e ser aproveitado na zaga ao lado de Amaral. Lamentando os gols perdidos na Serra da Borborema, o treinador automobilista, Chicão, espera uma melhor finalização dos jogadores, diante de um adversário forte. "São oportunidades que fazem falta para quem precisa pontuar. Torço que pos-

samos sair de campo com uma vitória e espantar definitivamente o rebaixamento", frisou. Na esperança da equipe voltar a vencer na disputa, o treinador do CSP, Ramiro Sousa, pedirá mais calma e atenção no momento do gol. Ele lamentou as chances perdidas contra o Botafogo, que levou o time a derrota. Sem o atacante Júnior Coxinha, que levou o terceiro cartão amarelo, Ramiro pode começar com Édson ao lado de Pingo. "Vamos analisar e buscar a solução mais viável para o companheiro de Pingo", explicou.

Campinense joga hoje no Sílvio Porto Motivado com a vitória sobre o Auto Esporte por 3 a 2, o Campinense enfrenta a Desportiva Guarabira, às 16h, no estádio Sílvio Porto, de olho em alcançar a segunda colocação. Severino Lemos apita, auxiliado por Luis Felipe e Felipe Messias. O Rubro-Negro tem 28 pontos e ocupa a terceira posição, cinco a menos que o Centro Sportivo Paraibano (CSP), que tem 33. Para este compromisso o treinador Maurício Simões deve colocar a base da vitória contra o Auto Esporte (3 a 2), De acordo com o comandante raposeiro, vencer o representante brejeiro dará ânimo aos jogadores para os clás-

sicos contra o Botafogo na próxima semana. Na próxima quarta-feira, o Campinense vai enfrentar o Botafogo, no Almeidão, jogo ainda atrasado da oitava rodada e quatro dias depois fará o jogo de volta no estádio Amigão. Esses confrontos devem definir a posição das duas equipes na classificação geral. E para o técnico Maurício Simões será fundamental, mas antes tem a Desportiva pelo caminho. "Temos que somar pontos para encarar o Botafogo nos próximos compromissos. O grupo está motivado e confiante em somar mais três pontos", frisou. Pelo lado da Desportiva,

o rebaixamento pode se tornar realidade neste domingo, caso não consiga vencer o seu adversário, o Auto Esporte, se saia bem na rodada. O técnico Luiz Oliveira não perde o otimismo, porque o time vem se apresentando bem nos jogos, como fez quarta-feira em Patos, mas os gols não tem saído devido a falta de competência dos atacantes. “A equipe tem demonstrado muita garra nos jogos e tem buscado os resultados positivos, mas a bola tem teimado em não entar”, disse. Além de enfrentar o Campinense, a Desportiva ainda terá confronto com o Auto Esporte e o Miramar.

FOTOS: Edônio Alves

Galdino, destaque do Auto Esporte

Esporte e Sousa, ambos com 20 pontos ganhos na classificação geral do Campeonato Paraibano, entram em campo neste domingo, a partir das 17h, no estádio José Cavalcante, ansiosos pela conquista de uma vitória e de olho nos jogos envolvendo Campinense e Botafogo, adversários diretos do G4. Embora a diferença seja considerável, as duas equipes prometem um jogo equilibrado e de muita emoção para o torcedor. Para Marcos Nascimento, independente de conquistar a vaga para as disputas da fase final, o Esporte tem de fazer a sua parte atuando em casa. “O nosso time não está sob pressão e sim jogando com tranquilidade em busca de resultados positivos. Está muito complicado alcançar a zona de classificação, mas garanto que o time vai entrar determinado para vencer o Sousa neste domingo”, disse. Já Hugo Sales, do Sousa, lamenta não ter chegado mais cedo ao clube. Reconhece as limitações de sua equipe, no entanto tem exaltado a garra e o espírito de luta do elenco na busca de melhores resultados no Campeonato. “Faltam três jogos para concluirmos a nossa participação na fase classificatória. Temos adversários dificeis pela frente, mas podemos superá-los e quem sabe contar com o tropeço dos adversários na briga pela classificação”, observou.


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Esportes ○

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

A UNIÃO

Dados do Ipea mostram a realidade de momento e situação deve mudar logo a partir dos investimentos vindos do Programa de Acelaração do Crescimento com recursos do BNDES

Rasteiras Asiático quer tomar o poder de Blatter

Ú

nico rival de Joseph Blatter nas eleições da Fifa do dia 1º de junho, o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohamad Bin Hammam, acredita que tem tantas chances quanto o suíço de conseguir o cargo. - Acho que tenho 50% de chances e espero que esta porcentagem cresça - disse o candidato nascido no Qatar. Bin Hammam, de 61 anos, pediu o apoio do continente asiático e afirmou que confia que as pessoas queiram mudanças na presidência da Fifa.

FOTO:Divulgação

Governo garante aeroportos

>>> COPA DE 2014 > Humberto Costa, líder do PT, não vê motivos para preocupações

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O aeroporto de Guarulhos terá invesatimentos do PAC e deve ficar pronto dentro do prazo estabelecido sem prejuízos para a realização da Copa

[NOVO ESTÁDIO]

líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), minimizou o resultado do estudo e disse que o Ipea levou em conta dados atuais sobre os aeroportos brasileiros. Segundo o líder do partido governista, a expectativa é que a situação mude conforme forem feitos os investimentos previstos pelo governo. "Não só com investimentos, que estão inteiramente garantidos, seja pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), seja pelo BNDES. Principalmente nossa certeza de que os prazos serão respeitados é que nós teremos um processo de tratamento das obras para a Copa e para a Olimpíada diferenciado, desde as licitações, passando pela concentração de ações que o governo deve realizar. Não tenho interesse em contestar o estudo, mas tenho convicção de que essa realidade mudará em breve e que já para a Copa das Confederações nós estaremos prontos pra receber todos os turistas que virão para o Brasil", afirmou. O estudo do Ipea gerou fortes críticas de parlamentares da oposição. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), chegou a dizer que o Brasil deveria desistir de sediar a Copa do Mundo de 2014. "Diante dessa situação, seria melhor o governo brasileiro pedir desculpas para a Fifa e abrir mão de realizar a Copa do Mundo. A continuar nesse ritmo em obras de infraestrurura, aeroportos, utilização do dinheiro público como vem sendo utilizado, estádios com dinheiro público, seria melhor para o país que o governo pedisse desculpas e devolvesse o projeto da Copa 2014 para que a Fifa escolhesse um novo país", declarou. O deputado Márcio Moreira (PP-MG), ex-servidor do Ipea e relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012 na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, criticou a publicação tardia do estudo. "Até lamento que o Ipea só tenha falado isso agora. Eu já fui do Ipea e posso falar. O Ipea já devia ter puxado a orelha do governo desde quando aprovamos a realização da Copa do Mundo", disse. Na manhã de quinta-feira, o Ipea divulgou uma nota técnica com um levantamento dos aeroportos que devem passar por obras para comportar a quantidade de turistas que a Copa do Mundo em 2014 vai atrair para o Brasil. Segundo o estudo do instituto, 10 dos 13 aeroportos das cidades-sede que precisam ser reformados não ficarão prontos a tempo da Copa de 2014. De acordo com o levantamento, as obras nos aeroportos de Manaus (AM), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Guarulhos e Campinas (SP), Salvador (BA) e Cuiabá (MT) ainda estão na fase de elaboração dos projetos e, por isso, só devem ficar prontos daqui a 92 meses, período que corresponde a mais de sete anos e meio.

O

BNDES investe R$ 280 milhões em Pernambuco O BNDES aprovou na última quinta-feira o financiamento de R$ 280 milhões à Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena Pernambuco Negócios e Investimentos S.A para a construção do estádio que será utilizado na Copa do Mundo de 2014. Os recursos serão utilizados para as obras que estão sendo realizadas em São Lourenço da Mata, região metropolitana de Recife. O banco já havia aprovado em janeiro deste ano, também no âmbito do programa BNDES ProCopa Arenas, financiamento de R$ 400 milhões para a capital pernambucana, que utilizará os recursos para ressarcir a SPE após a entrada em operação do estádio. O acordo segue o modelo de parceria públicoprivada selecionado pelo governo de Pernambuco. O consórcio vencedor, formado pela Odebrecht Participações e Investimentos S.A e pela Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A, manterá a Arena Pernambuco por um período de 33 anos. Os recursos liberados pelo BNDES correspondem a 41,9% do investimento total da SPE, que utilizará ainda, para execução do projeto, recursos próprios e outras fontes de financiamento. Até o momento, Amazo-

FOTO:Divulgação

A

Confederação Sul-Amer-i cana de Futebol (Conmebol) foi notificada esta semana da nova decisão do Japão de participar da Copa América, à qual tinha recusado pelo terremoto e o tsunami do dia 11 de março. O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, "foi notificado desta decisão do Japão", afirmou o porta-voz do organismo, Néstor Benítez, à Agência Efe. A seleção japonesa recusou o convite de participar do torneio no dia 4 de abril e, desde então, tinham especulado os nomes de vários possíveis substitutos, entre eles, Espanha e Costa Rica.

Maquete da Arena de Pernambuco, o novo estádio que será construído na cidade de São Lourenço da Mata nas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro já solicitaram o financiamento do BNDES. Treinamento -Em audiência de conciliação realizada esta semana, no Fórum da Barra da Tijuca, o proprietério do terreno adquirido pela CBF para a construção da sede e do centro de treinamento da Seleção Brasileira e os posseiros, que invadiram o local e o negociaram com uma construtora de São Paulo, não chegaram a um acordo. Por conta disso, a entidade

emitiu um comunicado em seu site oficial. A expectativa da CBF é que nas próximas semanas, a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro seja cumprida. De acordo com a ordem, os posseiros devem recuar e ocupar apenas a área que já vinha sendo utilizado anteriormente. - A CBF está confiante que a juíza Ana Cecilia Gomes de Almeida, da 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca, fará com que os invasores cumpram a decisão

do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por eles desrespeitada. A CBF aguarda o cumprimento da decisão para dar início às obras - publicou a CBF em seu site oficial. Por conta no atraso das obras, a Seleção Brasileira pode mudar de casa para a Copa do Mundo de 2014. Os posseiros, que viviam no local desde a década de 90, conseguiram vender o terreno para uma construtora de São Paulo, causando uma briga na Justiça do Rio de Janeiro. FOTO:Divulgação

[ EX-ÁRBITRO ]

Simon vai coordenar o Comitê gaúcho na Copa Depois de encerrar a carreira como árbitro em 2010, Carlos Eugênio Simon assume uma nova responsabilidade no futebol. O ex-juiz foi convidado pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, para assumir o cargo de coordenador-geral do Comitê Executivo gaúcho para a Copa de 2014. O próprio Simon confirmou, via Twitter, que aceitava a missão após se reunir com Tarso nessa quinta-feira. - O convite me deixa muita feliz. Eu tenho uma militância antiga no futebol. Tive possibilidade de participar de várias competições e agora vou poder contribuir com o meu Estado e com Porto Alegre

Japão recua e vai à Copa América

para realizar este evento que é o de maior importância do futebol mundial - disse Simon, que foi o árbitro brasileiro nos três últimos Mundiais (2002, 2006 e 2010). Ao ex-árbitro, serão atribuídas funções relativas ao Estado, com exceção das relacionadas à infraestrutura da capital. - Vamos trabalhar com firmeza, com transparência, com critério, porque temos que ter a disciplina e o respeito pelo bem público. Espero corresponder às expectativas do governo e de todo o povo gaúcho. Como Porto Alegre será cidade-sede, as questões sobre o Mundial são chefiadas pelo secretário extraordinário para a Copa, João Bosco Vaz.

Carlos Eugênio Simon encerrou a carreira de árbitro no final de 2010

Fifa quer imagem positiva da Copa

A

Fifa pretende que os meios de comunicação passem uma imagem positiva da Copa do Mundo no Brasil para que a população apoie as ações dos comitês que organizam o evento de 2014. A intenção da entidade máxima do futebol foi revelada na última segunda-feira (11) durante seminário para discutir as estratégias de comunicação para o Mundial, em Belo Horizonte. Serviu de porta-voz das intenções da Fifa o gestor municipal da Copa na capital mineira, Tiago Lacerda. “É importante que a imprensa tenha seu papel de fiscalizar e acompanhar as obras. Mas é importante também que divulgue as coisas positivas para nos ajudar a envolver a população na Copa do Mundo, como Mandela em 2010.”


A UNIÃO

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

Esportes ○

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FOTOS:VlamirLima/Divulgação

A Praia de Tambaú, no final de semana passado, presenciou a primeira competição oficial de Beach Tênis da história da Paraíba

>>> BEACH TÊNIS > Novo esporte invadiu as praias paraibanas

Tênis na praia? > Horácio Roque rdohelyos@hotmail.com

Após aparecer no Brasil em 2008, no Rio de Janeiro,o Beach Tênis começou a dominar o país inteiro. No final de semana passado, João Pessoa teve a primeira competição do esporte.

E

m um país repleto de praias como o Brasil, não iria demorar para que esportes praticados em quadras passassem a ser também praticado nas areias. O futebol e o vôlei são os mais famosos, seguidos do handebol. Mas é o ‘Beach Tênis’ que tem chamado a atenção nos últimos anos e conquistados adeptos pelo país inteiro. Tanto que, no último final de semana, a Praia do Tambaú presenciou a primeira competição de ‘Beach Tênis’ na Paraíba, que contou com a participação de 30 atletas locais e também do Rio Grande do Norte. O esporte, que se parece em muito com o jogo de peteca e lembra o famoso frescobol das praias brasileiras, nasceu em um local bem frio: Ravenna, na Itália, há cerca de 15 anos. Não é à toa, que os italianos são os melhores do mundo do esporte atualmente. O Beach Tênis só veio a desembarcar no Brasil somente em 2008, no Rio de Janeiro. Logo ganhou a adesão de uma das principais tenistas brasileira: a Joana Cortez. Ela, em seu currículo, tinha sido a número 1 do Brasil, bicampeã Pan-americana (1999 e 2003), representou o Brasil nas Olimpíadas de Sydney (2000). O esporte cresceu de lá para cá. Florianópolis, inclusive, já sediou uma competição internacional no ano passado e a Bahia também sediará uma em junho. Neste ano, foi dada a largada também no primeiro Circuito Brasileiro, cuja primeira etapa foi realizada em Santos (SP). Essa competição, que foi acolhida pela Confederação Brasileira de Tênis, ainda passará pelas cidades do Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Seguro. No Nordeste e, consecutivamente, na Paraíba, o esporte é mais recente ainda. De acordo com Fabiano Ventura, um dos pioneiros da modalidade no Estado, o Beach Tênis veio do Rio de Janeiro através de um colega, que trouxe todos os equipamentos

para o período de férias. Em novembro de 2009 Ele acabou chamando colegas tenistas e praticantes do frescobol para participar do jogo. Não demorou muito a todo esse pessoal encomendar os equipamentos e instalar de vez o novo passatempo por aqui. “Eu lembro que foi exatamente em novembro de 2009 que o Guilherme, um colega que veio passar férias por aqui, apresentou o esporte a gente. A turma gostou de imediato e foi um chamando o outro. Quando ele voltou para o Rio, tivemos que encomendar todo o equipamento para treinar por aqui”, lembrou Fabiano ventura, um dos pioneiros do Esporte. De passatempo e brincadeira, o grupo cresceu e está tentando oficializar sua prática. Hoje, eles têm treinos quatro vezes por semana na praia do Tambaú (segunda e quarta, às 17h; e sábado e domingo, às 10h). Para Fabiano, que praticava frescobol anteriormente, o esporte contagiou pela versatilidade e dinâmica. Ele comenta que quem veio do tênis tem mais vantagem, devido as semelhanças nas regras e no esporte. “Eu jogava frescobol, mas a maioria veio do tênis de quadra. Acho que eles se adaptaram melhor e tem mais vantagem devido às regras e ao esporte ser mais parecido. Nós do frescobol só temos a vantagem de já estarmos habituados com a areia e com o sol quente”, declarou Fabiano. Fabiano, no último final de semana, foi um dos organizadores da primeira competição do Beach Tênis na Paraíba. Participaram atletas do Rio Grande do Norte, além dos atletas locais. “O esporte chegou primeiro aqui e foi levado para lá, mas as primeiras competições foram no Rio Grande do Norte. Após elas, a turma estava cobrando uma aqui e resolvemos organizar”, disse Fabiano.

AS REGRAS DO JOGO Jogo O objetivo do jogo é devolver a bola recebida, sem ressalto no chão, para o campo adversário. Área de Jogo A área para os praticantes é menor e sem as divisórias comuns do tênis usual. A dimensão do campo de Beach Tênis na modalidade de singulares (uma pessoa) é 16x5m e de pares 16x8m, dividido ao meio por uma rede com 1,70m de altura - o que se parece em muito ao do vôlei de praia. Bola A bola é feita de borracha e feldroe é bem mais macia do que a usual no tênis de quadra. O peso, as dimensões e a pressão são homologadas pela I.F.B.T.

Raquete As raquetes parecem com a do frescobol, pois não apresentam uma rede em seu interior. Mas, elas são feitas de fibra de vidro e tem pequenas perfurações para deixar o ar passar. Suas medidas são no máximo 55cm de comprimento e 30cm de largura. Pontuação Neste quesito, o esporte é semelhante ao tênis usual. A pontuação é 15, 30, 40, ganha o jogo quem ganhar o ponto subsequente ao 40. Partidas Os singulares jogam uma melhor de 6 jogos e os de pares uma melhor de 9 jogos. Em caso de igualdade, joga-se um tie-break.


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A UNIÃO

Esportes ○

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

>>>CARIOCA > Rubro-negro, já classificado, encara hoje, às 16h, o Mesquita, pela última rodada da Taça Rio

Fla deve poupar pendurados No primeiro e único coletivo da semana, Vanderlei Luxemburgo confirmou o Flamengo para a partida de hoje, contra o Macaé, às 16h, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela oitava e última rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

blema, o Flamengo entrará em campo com a seguinte formação: Felipe; Rafael Galhardo, Jean, Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Maldonado, Fierro, Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid.

FOTO:Divulgação

O

treinador decidiu poupar Leonardo Moura, Welinton e Willians, todos pendurados, e escalou Ronaldinho Gaúcho. David, suspenso, já era desfalque certo. O camisa 10 do Flamengo poderia ficar de fora em função da bolha no pé direito, que o afastou dos treinos de quarta-feira. Porém, como

Leonardo Moura não deve enfrentar o Macaé, hoje, em Volta Redonda o jogador trabalhou normalmente na quinta e nesta sexta, Luxemburgo, então, deci-

diu escalá-lo. Para hoje, caso o treinador não tenha nenhum pro-

SEGUNDA POSIÇÃO - No coletivo, a equipe reserva formou desta maneira: Paulo Victor; Leonardo Moura, Welinton, David e Egídio; Fernando, Willians, Darío Bottinelli e Guilherme Negueba; Diego Maurício e Wanderley. Com 15 pontos, um atrás do Vasco, o Flamengo ocupa a segunda posição do grupo A na Taça Rio. Neste momento, o adversário rubro-negro na semifinal seria o Fluminense, líder da chave B. Porém, além do Tricolor, a equipe pode enfrentar o Botafogo, Olaria ou até mesmo o Duque de Caxias. Campeão da Taça Guanabara, o Flamengo, em caso de conquista do segundo turno, fatura o Campeonato Estadual de forma antecipada, sem a necessidade de duas partidas finais (dias 8 e 15 de maio).

[BOTAFOGO]

Técnico barra Márcio Azevedo e Caio para jogo contra o América Após o decepcionante empate com o Avaí na última quarta-feira, no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil (2 a 2), o treinador Caio Júnior decidiu alterar o time do Botafogo. No último coletivo, o técnico promoveu duas mudanças na equipe titular visando ao jogo contra o América, hoje, pela última rodada da Taça Rio, em São Januário. Vaiado no Engenhão e substituído ainda no primeiro tempo da partida contra o Avaí, o lateral-esquerdo Márcio Azevedo perdeu a vaga no time principal, sendo substituído por Guilherme. No meio-campo, o treinador escalou o jovem Cidinho no lugar de Caio. Assim, a equipe volta a atuar no 4-4-2. Dois jogadores considerados titulares não participaram do último treino. Com uma torção no tornozelo,

Alessandro não foi a campo e é dúvida para o jogo de hoje. Lucas treinou entre os titulares. Já o volante Marcelo Mattos foi liberado da atividade. Somália ocupou a vaga. A equipe provável para o duelo contra o América: Jeferson; Lucas (Alessandro), João Felipe, Antônio Carlos e Guilherme; Arévalo, Somália, Cidinho e Everton; Herrera e Loco Abreu. Em terceiro lugar no Grupo B, com 11 pontos, três a menos que Fluminense e Olaria, o Botafogo precisa derrotar o América por qualquer diferença e torcer para o que o Vasco vença o time da Rua Bariri, em Macaé. Outra alternativa para o Alvinegro é torcer para o que o Flu perca para o Nova Iguaçu no Engenhão. Se o Tricolor for derrotado por um gol de diferença, o Bota teria que superar o América por dois gols.

CAMPEONATO PAULISTA

Santos encara o Paulista, na Vila, com vários desfalques pela última vaga restante no G8. Para este jogo o Santos não terá algumas de suas principais peças, como Ganso, Neymar e Elano, que forçaram o terceiro cartão amarelo na última partida e cumprem suspenção. Outro que fica de fora é o volante Rodrigo Possebom, também suspenso. Na defesa, o Alvinegro também deve ter modificações. Dur-

Já classificado para as quartas de final do Paulistão, o Santos enfrenta o Paulista, neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, sem grandes ambições e com um time repleto de desfalques. Se o Peixe praticamente apenas cumpre tabela, para o Galo de Jundiaí a partida será decisiva, já que o time briga

val e Edu Dracena podem ser poupados e, assim, Bruno Aguiar e Vinicius Simon podem ganhar uma chance. Outros que devem ser preservados são os laterais Jonathan e Leo. O único fator que motiva o Santos para este "amistoso de luxo" é o fato de que uma vitória pode garantir ao time de Vila Belmiro a terceira colocação do

Coisas de futebol ○

edonio@uol.com.br

Edônio Alves

Os acadêmicos da bola No início dessa semana (na segunda-feira, 11), a Academia Brasileira de Letras, sediada no Rio de Janeiro, protagonizou um evento assaz incomum para o mundo do futebol. Fez uma homenagem aos 110 anos de nascimento do escritor paraibano José Lins do Rego e para isso convidou a diretoria do Flamengo para participar das homenagens. O convite aos beneméritos do Clube de Regatas do Flamengo se estendeu ao jogador Ronaldinho Gaúcho e a iniciativa tinha sua razão de

ser. É que entre as inúmeras atividades do intelectual e escritor José Lins do Rego, uma das mais importantes para ele - coisa que nem todos os seus leitores sabem - era a de ser cronista esportivo. Durante doze anos, pelas páginas do Jornal dos Sports do Rio de Janeiro, de propriedade do seu amigo Mário Filho, Zé Lins escreveu, entre 1945 e 1957, um total de 1.571 crônicas na sua coluna Esporte e Vida, cujo mote especulativo era relacionar o rico universo do futebol ao não tão menos

rico âmbito geral das coisas da vida. Isso incluía também, como parece óbvio para um intelectual preocupado que era com o seu campo prático de atuação - a literatura -, versar também sobre as relações do futebol com as expressões artísticas, fossem elas a poesia, o teatro, as artes plásticas, o romance, os grandes autores ou tudo que dissesse respeito ao par esporte e vida. Foi compreendendo a dimensão geral dessa atuação e militância intelectual de Zé Lins do Rego em torno

campeonato, caso o Corinthians perca. Mesmo assim, os jogadores, o técnico Muricy Ramalho e a torcida santista sabem que o que realmente importa neste momento é o jogo da próxima quarta-feira, contra o Deportivo Táchira (VEN), pela Libertadores. Em situação oposta está o Paulista, que aposta todas as suas fichas nesta "decisão". Ocu-

pando a nona colocação, o Galo tem uma tarefa difícil. Além de vencer o Peixe, a equipe de Jundiaí precisa torcer para que o São Caetano não ganhe do Linense e que a Portuguesa não bata o São Bernardo por uma diferença de três gols. A fase do Paulita, porém, não é boa. O time vem de duas derrotas e não poderá contar

com o seu principal jogador, o atacante Hernane que está suspenso. Fabinho deve entrar em seu lugar. Por outro lado, o lateral esquerdo Guigov, que não enfrentou a Portuguesa, devido a uma cláusula de seu contrato, volta ao time e deve ser escalado como titular pelo técnico Wagner Lopes.

do futebol, portanto, que a ABL, cuja direção atual tem uma nítida e louvável preocupação de aproximar o mundo acadêmico de autores e obras do mundo simples, mas não menos rico, de autores e obras do âmbito do povo. Assim o fez com o samba, quando convidou jornalistas, músicos e intelectuais ligados a essa arte para também homenagear e avaliarem, num bate-papo descontraído e memorialístico, do qual participei em dezembro do ano passado, a obra de Noel Rosa. Voltando ao futebol, saiba-se que Zé Lins era um dos seres humanos mais apaixonados pelo jogo, tendo sido, inclusive, além de torcedor fanático pelo clube, membro da diretoria do Flamengo e também um dos dirigentes da antiga CBD, hoje CBF, o órgão

máximo do futebol brasileiro. Ou seja: sua atuação e ligação com o mundo do futebol era tão visceral e radical quanto, talvez, com o universo mesmo da literatura, âmbito que o consagrou como um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Uma amostra exemplar dessa sua faceta até certo ponto heterodoxa de intelectual e de escritor é o livro Flamengo é puro amor, uma coletânea de 111 crônicas do autor, organizada pelo jornalista Marcos de Castro e publicada pela Editora José Olympio, em 2002. Quem quiser conhecer um outro Zé Lins; o homem do povo que brota dessas páginas; o torcedor apaixonado pelo seu Flamengo; o dirigente cioso da boa administração do futebol brasileiro e até o intelectual ranzinza que não abria mão

de defender o futebol ante os seus pares que o denegriam como atividade menor, que vá à leitura dessa agradável e fascinante obra. Obra essa - refiro-me ao conjunto de suas crônicas referido acima - que ele com certeza igualaria, sem o menor receio, à obra futebolística de um Ronaldinho Gaúcho, que, a propósito numa verdadeira jogada de letras da ABL - tornou-se o primeiro jogador de futebol do Brasil a receber a medalha Machado de Assis (o criador da Academia), como uma homenagem merecida feita pelos acadêmicos das letras aos acadêmicos da bola. Os flamenguistas Ronaldinho Gaúcho e Zé Lins do Rego são merecidamente, portanto, a partir de agora, com fato, foto, pompa e circunstância, os verdadeiros acadêmicos da Bola no Brasil.


A UNIÃO ○

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Palco ○

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o blog Notas Musicais, do crítico de música Mauro Ferreira, e fique por dentro das BLOG! Visite notíciasdomercadofonográfico.Oendereço: blognotasmusicais.blogspot.com.

Livro

EDITOR: William Costa

Cultura & Diversão Fotos: Isabella Araújo

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João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

A cada dia surgem novos defensores dos suportes digitais do livro. Mas o suporte tradicional ainda conta com uma imensa legião de adeptos

Professores questionam o suporte de papel e apostam na eficácia das novas tecnologias da informação

> Isabella Araújo isabellaag@gmail.com

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o mês do livro, uma discussão sobre leitura, bibliotecas e, claro, livros. Você se lembra da última vez em que esteve numa biblioteca? A pergunta, que pode pegar algum leitor desprevenido, na verdade foi proferida pelo professor do mestrado em Ciência da Informação, Guilherme Ataíde, ao grupo de estudantes que acompanha na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). E, talvez para surpresa geral, a totalidade dos pesquisadores respondeu

Nesta edição

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negando uma data. "Não lembro", contou cada um. Apesar de intrigante, o que eles disseram, no entanto, não carrega em si um tom de denúncia de distanciamento do conhecimento oferecido pelos livros por parte do grupo. É que os estudantes acessam os títulos dos diversos autores através da rede de computadores, utilizando inclusive suportes de leitura para e-books, como o Kindle e o Ipad. "Para que eu vou enfrentar fila na biblioteca se eu posso pegar tudo na internet?", disse um. A realidade do grupo é reveladora das novas formas com que as pessoas estão tendo acesso aos livros e exercitando uma das atividades

A internet já se transformou numa das ferramentas mais usadas pelas gerações atuais de leitores

# MÚSICA A violonista Belle Soares participa das homenagens a Augusto dos Anjos, na terça-feira, em Sapé - Página 18

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mais libertadoras do homem: a leitura. A questão serve de pano de fundo para levantar a velha discussão sobre o futuro dos livros, o hábito da leitura e a função das bibliotecas, dessa vez na sociedade tecnológica. O professor Guilherme Ataíde,

# LIVRO O autor indiano Nayan Chanda explica em livro porque a globalização é o destino da humanidade - Página 20

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com pesquisa na linha de Tecnologia, Representação e Disseminação da Informação, afirma que não utiliza mais o livro de papel para ler. Ele remete à maior vantagem que os livros digitais têm: a questão do espaço para armazenamento, e aponta para a estante de pesquisa da sala que ocupa na universidade: "Ela estava cheia, mas eu doei todos os livros para a biblioteca. As obras agora estão todas aqui", aponta para o Kindle e o Ipad. O professor Guilherme Ataíde faz a defesa da informação, independente do suporte utilizado. "Não interessa se é couro de bode, não interessa se é um pedaço de tijolo ou se é uma folha de papel. O que importa é a informação que está contida" disse o professor, que ainda acrescenta: "Não interessa o meio. O meio é só uma tecnologia. O livro de papel é uma tecnologia", ressalta. Mas seria essa afirmação um anúncio do fim do livro de papel? "Eu não estou dizendo que o livro de papel vai acabar, mas eu só posso falar por mim: não uso mais livro de papel", revela o professor. Neste mês abril, em que se celebra o Dia do Livro Infantil (18) e o Dia Mundial do Livro (23), o tema suscita um debate cujas projeções sobre o futuro do livro tradicional ainda são desconhecidas. No entanto, outro professor também da área de Ciência da Informação, Gustavo Freire, faz um resgate dessa discussão: "Na história da informação e da comunicação humana nenhuma

A maior capacidade de armazenar informações é uma das vantagens do livro digital.

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Doei os livros para a biblioteca. As obras agora estão aqui, no Kindle e o Ipad.

O digital, ao invés de concorrer com os livros, pode provocar o interesse pela leitura.

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Obra de Monteiro Lobato é analisada em novo livro

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LITERATURA

Professor

Professor

tecnologia acabou com a outra. Desde que surgiram os jornais diários, que essa discussão sobre o fim do livro foi colocada no palco", refere Gustavo Freire, que faz uma contextualização das sociedades atuais através da convergência de mídias e linguagens. "Manuel Castells (autor do livro A Sociedade em Rede, 1999) fala que o que vai caracterizar a sociedade de hoje é a convergência de linguagens. Qual a diferença de um livro infantil de 100 anos atrás para um livro digital hoje? A imagem em movimento. Esse é o diferencial. São as tecnologias hipertextuais: a voz e a imagem em movimento, além da escrita. Isso nos traz uma mudança incrível. Não temos como refletir sobre isso de maneira definitiva porque ainda estamos em processo", argumenta Gustavo Freire. O professor ainda indica outro autor com publicação sobre o tema, Umberto Eco (Não Contem com o Fim do Livro, 2010), ao falar sobre as funções do livro impresso, que são a comunicação das informações e a conservação dessas informações para as gerações futuras, sendo uma espécie de memória artificial humana. E o maior desafio em relação às tecnologias, na avaliação do professor, diz respeito à conservação: "Posso ter toda a obra de Shakespeare num pen drive. Isso atende à função da comunicação, mas à função da con-

servação, que é importantíssima para a memória da humanidade, nós ainda não sabemos até que ponto". Sobre essa questão da conservação da informação, o professor Guilherme Ataíde, bem mais adepto à revolução tecnológica, traz um ponto de vista para a perecibilidade da tecnologia: "Por exemplo, um CD tem duração de 10 anos, mas antes de se acabar vai surgindo um novo suporte e toda a informação vai migrando", diz. Mas, se esse é mesmo um caminho sem volta, como ficam situadas as bibliotecas, nesse contexto tecnológico? "Com certeza o espaço da biblioteca vai ser repensado", declara. Por sua vez, a biblioteca, na opinião do professor Gustavo Freire, já passou por essa revolução: "Temos os exemplos de bibliotecas digitais", diz, apontando os exemplos dos países de primeiro mundo e centrais, em relação à função da biblioteca: "Existe todo um catálogo com a maior parte das obras já digitalizadas, mas há um correspondente em papel. A biblioteca, como repositório da nossa memória social, tem uma função não apenas de guardar, mas de facilitar a comunicação e o acesso à informação", expressa Gustavo Freire, que defende o argumento de que o digital, ao invés de concorrer com os livros, pode provocar o interesse de leitura nas pessoas.

Gustavo Freire

Guilherme Ataíde

# CRÍTICA O poeta e crítico de literatura Hildeberto Barbosa Filho comenta a poesia de Jomar Morais Souto - Página 20


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A UNIÃO

Palco

João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011

>>> HOMENAGEM > Augusto dos Anjos

# William Costa

Foto: Divulgação

wpcosta.2007@gmail.com

Ononbonbonb ob

Palavras ausentes Um médico africano, que trabalhava em nossa cidade, gostava de zombar dos pacientes que o procuravam, na esperança de aliviarem as dores que sentiam. O que o senhor tem? Ah, doutor, é uma dor "fina" aqui, no pé da barriga. E a senhora? Uma dor "furando" aqui, nos "quartos", doutor. Ô povinho tonto, esse do Brasil, meu Deus! Dor "fina", dor que "fura"... isso não existe, ora! Quem trabalha com as palavras sabe muito bem que há realidades subjetivas - as sensações, por exemplo - que são impossíveis de traduzir e de expressar através da linguagem, seja a falada, seja a escrita. A língua portuguesa - não sei as outras, pois não as conheço - não conseguiu até hoje formular uma nomenclatura satisfatória, para dar conta de tantos tipos de dores. Buarque de Holanda cita algumas - dor de canela, de cotovelo, de facão, de viúva, de veado... -, mas são expressões mais afeitas ao folclore, não atingem a medula desta que é uma das mais desagradáveis sensações do corpo e da alma humanos. A classificação feita pela medicina - dor aguda e dor crônica também é precária, não esclarece nem tipifica nada. Como chamaríamos a dor de quem sente fome? De quem chora baixinho, desamparado, mesmo cercado de restaurantes, padarias, lanchonetes, pizzarias e supermercados? A dor dos solitários, dos que vagam a esmo pelas ruas, à noite, ou se trancam nos quartos em plena luz do dia, para fugir do mundo, que nome teria? Que nome dar à dor de quem leva um tapa na cara de um policial? A dor do empregado que o patrão explora e humilha - e são milhares, ainda, neste país -, teria um nome justo? A empregada negra que dorme no quartinho abafado, lá nos fundos da casa, ou na área de serviço do apartamento, ali pela madrugada, angustiada, chora calada. Teríamos um nome balsâmico para essa dor? E a dos filhos que ficaram em casa e há vinte dias não veem à mãe? Que nome escrupuloso não teria aquela dor de extensão mínima e intensidade máxima que se deve sentir (sem jamais poder conjecturar!), no exato instante em que a bala estoura o crânio. E quando a faca, rangendo, rasga o couro duro e cru das costas e perfura os pulmões? E quando acerta o centro do coração, espirrando sangue para dentro do que morre e para fora, no peito do que mata? Saudade é um nome ou é um sinônimo de dor? A dor que nasce da saudade de quem se ama necessita de um nome especial (e bem singelo!). Do pai, da mãe e dos irmãos... são todas saudades diferentes, como distintas são as saudades dos amigos e a dos cachorros. Todas teriam seus nomes, uns mais sublimes, outros chinfrins. Que fossem! Mas todas as dores teriam nome, e isso é essencial. A dor de quem viu a casa e os pais soterrados pela lama é parecida com a dor de quem viu o filho boiando no rio, com o rosto virado para baixo, mas não são iguais; um nome só, para as duas, seria inconsequente, assim como irresponsável seria denominar com uma só palavra a dor de quem teve o carro roubado, e a dor do outro cujo veículo submergiu em plena avenida. A dor de cada presidiário é uma. As de cada uma das vítimas também são divergentes. Sentem dores estranhas os amantes, os exilados, os esquecidos, os enjeitados, e os que não se enquadram. As terríveis dores geradas pelos preconceitos teriam nomes capazes de dar a exata medida do sofrimento que causam? E a legião de enfermos que neste momento grita nos hospitais? Seriam sutis as dores dos doentes mentais? E as dores geradas pela angústia, de que modo seriam classificadas? Quantos gramáticos seriam necessários para criar nomes para as dores que nascem dos carmas, dos traumas de guerra, das intempéries naturais, dos acidentes nucleares, das migrações, do totalitarismo, do capitalismo e do terror? E se todas fossem uma dor única, universal?

Horóscopo

l Nova > 03/ABR 14:32, Aquário

l Cheia > 18 /ABR 02:43, Áries

Crescente > 11/ABR l Ming. > 25/ABR 12:05, Peixes 02:46, Sagitário ○

Áries (21/03 a 20/04)

Libra (21/09 a 20/10)

● Fase lunar crescente no céu astrológico que estimula os arianos em suas iniciativas e atitudes, mas atenção, pois nesta semana ocorre um contato astrológico desafiador entre o seu planeta regente marte e plutão, simbolizando a tendência a extremismo e radicalismo.

● Este momento é propício a reflexões que sirvam de estímulo ao aperfeiçoamento, libriano. Constatação do que precisa ser modificado e que tem forte impacto sobre a saúde.

Touro (21/04 a 20/05)

● Fase propícia a repensar suas atitudes e a evitar agir de forma precipitada, escorpiano. O momento é de iniciativas profissionais e pessoais, mas também de reflexões e reavaliações.

● Encare o momento atual como de preparação a um novo ciclo que se aproxima, taurino. Você sente dificuldade com mudanças, mas é justamente isso que necessita para evoluir: mudar.

Gêmeos (21/05 a 20/06) ● Quando Mercúrio está retrógrado, as coisas ficam mais lentas do que você gostaria. Este período serve para que você reavalie, repense, reconsidere. E saiba aliar ideias e atitudes.

Câncer (21/06 a 20/07)

Artista está na programação da quinta edição do Celebrando os Anjos de Augusto > Guilherme Cabral guipb_jornalista@hotmail.com

A

violinista e cantora pop paraibana Belle Soares fará apresentação na próxima terça-feira (19), às 18h, na Praça João Pessoa, na cidade de Sapé, dentro da programação do V Celebrando os Anjos de Augusto, evento promovido pela Prefeitura do Município em comemoração aos 127 anos do poeta Augusto dos Anjos. Nesse primeiro show ao público sapeense, a artista executará clássicos do cancioneiro nacional, como ‘Paraíba Masculina’, ‘Asa Branca’ e ‘Feira de Mangaio’. A entrada é gratuita.

Durante a apresentação de Belle Soares no evento - que presta tributo ao poeta sapeense eleito "Paraibano do Século" - o público terá a oportunidade para conferir, bem de perto, todo o talento da artista - que ainda apresentará, no repertório, Meu ‘Sublime Torrão’ e ‘Xodó’, entre outros clássicos nordestinos como musicista e cantora, que a consagrou nacionalmente, depois de sua performance no Pôr do Sol da Praia do Jacaré, na cidade de Cabedelo. A musicista - que tem 23 anos de idade - se caracteriza pela inovação durante os shows, onde mescla ao seu talento instrumental o canto e a dança. Ela se inspirou no estilo pop da mundialmente famosa violinista Vanessa Mae para tocar suas músicas e montar o show "Belle Soares Pôr do Sol", onde canta, dança e toca ritmos variados. Além de pout-pourri de músicas nordestinas, executa o pop rock. No seu currículo, Belle Soares inclui a abertura, no ano passado - com grande sucesso - do

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‘Pérolas’ do cancioneiro popular nordestino estão no repertório que a artista vai apresentar.

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show da cantora Luiza Possi no Projeto Som das Seis, em João Pessoa. A artista paraibana ainda foi homenageada pela Câmara Municipal da João Pessoa com "votos de aplauso" ao seu trabalho. E, também, pelo jornal MG Turismo, com o "XV Troféu Mulher Influente", em Belo Horizonte. A musicista obteve, inclusive, o reconhecimento dos telespectadores do programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga na Rede Globo, se classificando fi-

nalista do quadro de novos talentos denominado "Você é o Show", conferido pelo voto popular. Um ano antes- ou seja, em 2009 - a musicista gravou, em Belo Horizonte (MG), o seu primeiro CD Demo, intitulado Belle Soares Pôr do Sol. As sessões aconteceram no Estúdio Sonhos e Sons, do consagrado músico e empresário Marcos Viana, responsável pelas trilhas sonoras de várias novelas, filmes e minisséries de sucesso da Rede Globo, a exemplo de O Clone, Olga, A Casa das Sete Mulheres, Terra Nostra, Chiquinha Gonzaga e Pantanal. "Belle Soares é o novo modelo de artista do século XXI, uma artista completa. Geralmente, os violinistas são rígidos, durões, tocam sentados. A Belle é uma ninfa do ar, libriana, dança linda, leve e solta com seu violino rodopiando; parece uma fada, uma artista do século XXI que une voz, talento instrumentista e talento coreográfico", disse Marcos Viana, referindo-se à musicista paraibana. Site da artista: www.bellesoares.com.br

# Roteiro de Cinema

A LUA E SEU ASTRAL

Belle Soares faz apresentação em Sapé

EM CARTAZ

# Seu Astral “Marte se aplica à oposição a Saturno, exata em 18/04. Nesse período, iniciativas sofrem inibição e podemos nos sentir mais limitados. Autoridades, como chefes e patrões estarão mais no pé.”

A cantora e violinista Belle Soares vai apresentar seu trabalho na próxima terça-feira, às 19h, na Praça João Pessoa, em Sapé

Escorpião (21/10 a 20/11)

Sagitário (21/11 a 20/12) ● Reflita se está emocionalmente envolvido com o trabalho e com os seus interesses, sagitariano. Dia interessante para buscar melhorias na atuação profissional, sem desmerecer os sentimentos.

Capricórnio (21/12 a 20/01)

● Grandes desafios de autonomia e independência, mas também de consideração aos relacionamentos. Não basta pensar apenas no que seja bom para você, mas que desconsidere sentimentos profundos.

● Muitas questões pedem a sua atenção na vida familiar e profissional, capricorniano. Perceba que você está sendo instigado a novas atitudes em família, no lar, na vida pessoal. Uma nova relação consigo é o que permitirá uma nova forma de se relacionar com as pessoas.

Leão (21/07 a 20/08)

Aquário (21/01 a 19/02)

● Este é um momento muito importante, tanto sob o aspecto individual como coletivo. Estamos sendo testados na nossa capacidade de agir em novos propósitos e direções, leonino.

● Questões relativas a finanças, heranças e recursos compartilhados estão em foco. Momento importante para perceber os comportamentos que devem ser modificados, aquariano.

Virgem (21/08 a 20/09)

Peixes (20/02 a 20/03)

● A Lua segue em seu signo indicando um momento de reflexão e auto-analise aos virginianos. Evite autocrítica excessiva. Mas é importante avaliar suas atitudes, buscando o aprimoramento.

● Entre as demandas pessoais e as que envolvem os relacionamentos está o desafio pisciano. Muitas questões a rever, especialmente as que dizem respeito aos seus valores e prioridades.

# CINEMA RIO (Rio, EUA, 2011). Gênero: Animação. Duração: 105 min. Legendado e dublado. Classificação: Livre. Direção: Carlos Saldanha. Blu é uma arara azul domesticada que vive com sua dona, Linda, na cidade de Moose Lake, Estados Unidos. As duas pensam que Blu é o último de sua espécie, mas descobrem que há outra arara azul no Rio de Janeiro e partem para a terra distante na expectativa de encontrar Jewel, uma arara azul fêmea. Blu e Jewel são sequestrados por contrabandistas de animais. CinEspaço 3/3D: 14h30 , 16h40, 18h50 (Dublado) e 21h (Legendado). CinEspaço 4: 14, 16, 18h, 20h e 22h (Dublado). Tambiá 1: 13h40, 15h50, 17h50 e 19h50 (Dublado). Tambiá 5: 14h10, 16h10, 18h10 e 20h10 (Dublado). Tambiá 6/ 3D: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 (Dublado). Manaíra 3: 15h, 17, 19h20 e 21h30 (Legendado). Manaíra 4: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 (Dublado). Manaíra 6/3D: 14h30, 16h40. 18h50 e 21h (Dublado). Manaíra7: 13h30, 15h40, 17h50 e 20h (Dublado). FÚRIA SOBRE RODAS (Drive Angry, EUA, 2011) - Legendado. Gênero: Ação. Duração: 105 min. Classificação: 16 anos. Direção: Patrick Lussier, com Nicolas Cage, Amber Heard, William Fichtner, Billy Burke. Milton, um criminoso que sai da prisão para uma última chance de redenção. Milton tem a missão de acabar com um culto de magia negra liderado por Jonas King, que assassinou sua filha. Milton tem três dias para detê-los antes que também sacrifiquem sua neta em uma noite de lua cheia. CinEspaço 1: 14h40. Manaíra 1: 14h40, 16h50, 19h10 e 21h25. AS MÃES DE CHICO XAVIER (Brasil, 2011). Gênero: Drama. Duração: 108 min. Classificação: 12 anos. Direção: Glauber Filho e Halder

Gomes, com Nelson Xavier, Vanessa Gerbelli, Via Negromonte, Tainá Muller, Caio Blat. Três mães têm a vida transformada. Ruth, cujo filho adolescente, Raul, enfrenta problemas com drogas; Elisa, que tenta suprir a ausência do marido dando total atenção ao filho, Theo, e Lara, professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada. Elas buscam conforto junto a Chico Xavier. CinEspaço 2: 15h50 e 19h50. Manaíra 5: 14h10, 16h30, 19h e 21h20. Tambiá 3: 14h10, 16h15, 18h20 e 20h30. COMO ESQUECER (Brasil, 2010). Gênero: Drama. Duração: 102 min. Classificação: 14 anos. Direção: Malu di Martino, com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natália Lage. Julia é uma professora de literatura inglesa que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antonia. Uma trama instigante que fala sobre pessoas comuns, que enfrentam os desafios de supera as dores do passado e buscar uma nova chance de ser feliz. CinEspaço 1: 17h, 19h10 e 21h40. VIPS (Brasil, 2011) Gênero: Drama. Duração: 98 min. Classificação: 12 anos. Direção: Toniko Melo, com Wagner Moura, Gisele Fróes, Juliano Cazarré, Jorge D'Elia. Marcelo assume várias identidades. Com nomes diferentes convive nos mais variados meios e aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser filho de um empresário do setor de aviação, num Carnaval no Recife. CinEspaço 2: 14h, 17h50 e 21h50. SEM LIMITES (The Dark Fields, EUA, 2011) Gênero: Ação. Duração: 105 min. Legendado. Classificação: 12 anos. Direção: Neil Burger, com Robert de Niro, Bradley Cooper. Há anos sofrendo um bloqueio criativo, o escritor Eddie Morra usa um remédio revolucionário e passa a usar 100% do seu cérebro. Ele consegue lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu e se torna o rei de Wall Street. Tambiá 4: 16h e 20h40.

VOVÓ...ZONA 3 - TAL PAI, TAL Pânico 4 [Suspense] FILHO (Big Mommas: Like Father, Like Son, EUA, 2011). Gênero: Comédia. Duração: 107 min. Dublado. Classificação: Livre. Direção: John Whitesell, com Martin Lawrence, Jessica Lucas, Brandon T. Jackson, Emily Rios e Michelle Ang. Trent testemunha um assassinato e, junto com o padrasto Malcolm, precisa encontrar um pendrive para botar o criminoso na cadeia, mas o arquivo está escondido numa escola de artes cênicas somente para garotas. . Manaíra 2: # Preços 13h50, 16h20, 18h40 e 21h10. Tambiá 2: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45. INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES (Battle: Los Angeles, EUA, 2011). Gênero: Ação. Duração: 113 min. Legendado. Classificação: 12 anos. Direção: Jonathan Liebesman, com Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Michael Peña e Bridget Moynahan. Depois de registros constantes de aparições OVNIs, a Terra é atacada por forças desconhecidas. As grandes cidades do mundo caem, mas Los Angeles resiste e se torna o último posto para a humanidade numa batalha inesperada. Tambiá 4: 13h40 e 18h20. ESPOSA DE MENTIRINHA (Just go with it, EUA, 2011). Gênero: Comédia Romântica. Duração: 116 min. Legendado. Classificação: 10 anos. Direção: Dennis Dugan, com Jennifer Aniston, Adam Sandler e Nicole Kidman. Danny Maccabee finge ser casado para atrair mulheres. Quando se apaixona por uma mulher, ele diz que está se divorciando e pede à melhor amiga para se passar por sua esposa. Manaíra 8: 13h40, 16h15, 18h45 e 21h15.

Divulgação

BOX Cinema Manaíra - Segunda-feira: R$ 8 e R$ 4. Quarta-feira: R$ 8 e R$ 4. Terça e quinta-feira: R$ 10 e R$ 5. Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 14 e R$ 7 (até às 17h. Após às 17h: R$ 16 e R$ 8). Salas 3D Segunda a quinta-feira: R$ 20 e R$ 10. Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 22 e R$ 11. Informações: 3268-5454/2106-6311. MULTIPLEX Tambiá - Segunda e quarta-feiras: R$ 7 e R$ 3,50. Terça e quinta-feira: R$ 9 e R$ 4,5. Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 12 e R$ 6. Sala 3D - Segunda e quarta-feira: R$ 14 e R$ 7. Terça e quinta-feira: R$ 12 e R$ 6. Sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 17 e R$ 8,50. Informações: 32144020. CINESPAÇO Mag Shopping - Sexta-feira a domingo e feriados: R$ 17 e R$ 8,50. Segunda, terça e quarta (exceto feriados): R$ 12 e R$ 6. 5ª Cinematográfica (exceto feriados): R$ 7 (preço único). Sala 3D - Sexta a domingo e feriados: R$ 24 e R$ 12. Segunda, terça e quarta (exceto feriados): R$ 20 e R$ 10. 5ª Cinematográfica (exceto feriados): R$ 10 (preço único). Informações: 3048-1140.

SE LIGUE! Mudanças de última hora na programação são de responsibilidade exclusiva dos exibidores.

SERVIÇO

l Funesc [3211-6280] l Mag Shopping [3246-9200] l Shopping Tambiá [3214-4000] l Shopping Iguatemi [3337-6000] l Shopping Sul [3235-5585] l Shopping

Manaíra (Box) [3246-3188] Sesc - Campina Grande [3337-1942] l Sesc - João Pessoa [3208-3158] l Teatro Lima Penante [3221-5835 ] l Teatro Ednaldo do Egypto [3247-1449] l Teatro Severino Cabral [33416538] l Bar dos Artistas [3241-4148] Galeria Archidy Picado [3211-6224] l Casa do Cantador [3337-4646]

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A UNIÃO João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

>>> LIVROS > Ensaio

Monteiro Lobato sem estigmas Fotos: Divulgação

Pesquisador lança livro sobre a obra polêmica do autor do Sítio do Picapau Amarelo

A

comemoração, no dia 18 de abril, do Dia Naci onal do Livro Infantil, é uma nova oportunidade para lembrar o escritor Monteiro Lobato, um dos autores de maior expressão no Brasil, até porque a data foi escolhida por ser seu aniversário de nascimento. Vira e mexe Monteiro Lobato volta a ser discutido em conversas e debates, seja por ocasião de adaptações das suas obras para a televisão, seja por meio de polêmicas em torno de temas trabalhados por ele, principalmente nas estórias do Sítio do Picapau Amarelo. Seguindo por essa estrada, o professor universitário e pesquisador paraibano Simão Farias Almeida vai lançar o livro Monteiro Lobato e a Problemática da Nação: Um Projeto Dialógico e Negociado, no dia 28 deste mês, na Fundação Casa de José Américo (FCJA), mostrando que é preciso livrar o escritor jornalista de outros estigmas. Em outubro do ano passado, um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão independente do Ministério da Educação (MEC), aconselhou a não circulação do seu livro Caçadas de Pedrinho nas escolas públicas, devido - segundo o documento - à presença de "comentários racistas" do narrador em relação à personagem Tia Nastácia. O parecer provocou defesas e críticas de professores, artistas e intelectuais sobre o que é ou não "politicamente correto" e a livre representação social na literatura. "Acusado de racismo por discursos de seus personagens contra Tia Nastácia, misoginia no comentário em relação à exposição vanguardista da pintora brasileira Anita Malfatti, anos antes da Semana de Arte Moderna, mero escritor regionalista e infantil ao criar o universo ficcional do Sítio do Pica-

Monteiro Lobato é alvo, na posteridade, de equívocos do “politicamente correto”

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Lobato queria defender um novo modelo de progresso para seu país, através da exploração do petróleo.

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pau Amarelo, anti-nacionalista ao criticar o estilo de vida caboclo do Jeca Tatu, Lobato, seus artigos e narrativas precisam perder essas etiquetas para então revelar uma personalidade e uma escrita engajadas com os debates nacionais de sua época", comenta Simão. Segundo o autor, Monteiro Lobato e a Problemática da Nação analisa a preocupação recorrente dele com a independência política, econômica e cultu-

ral do Brasil para se tornar uma nação de fato nos primeiros quarenta anos do século XX. Ele lembra, também, que sua crítica em jornal ou em livro não se livrou do contraditório ao sugerir esquecer o passado de país colonizado, de país imitador da França e dependente da Inglaterra, e ao elogiar a imitação da economia e da sociedade dos Estados Unidos. "Na verdade, o escritor, jornalista e intelectual não queria parecer cair em paradoxos, quando na verdade queria defender um novo modelo de progresso para seu país, seja através da exploração do petróleo sem interesses estrangeiros, seja através da imitação cultural", ressalta. A análise de Simão Farias privilegia a crítica de como Lobato representou as dificuldades do Brasil ser considerado uma nação na obra A Chave do Tamanho, publicada em plena Segunda Guerra Mundial. O momento era de forte nacionalismo em torno da participação do país nos combates bélicos, mas o es-

critor, com seu estilo irônico, mostra um país dividido em torno de um projeto autêntico para um mundo sem guerras. Na obra, Emília tenta acabar com o conflito armado desligando a chave da guerra, porém ela abaixa a chave errada, reduzindo o tamanho da humanidade em 40 vezes, provocando novos problemas como a dependência de pequenos insetos, para se locomover e não morrer de fome, mas também a falta de perspectiva de vida diante o ataque destes mesmos insetos. Os personagens então votam num plebiscito pela permanência da situação tão trágica quanto a guerra ou pela volta do tamanho da humanidade. "Trata-se de uma estória ousada ao tocar em temas como autoritarismo, democracia e liberdade num momento delicado da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas e do apoio aos países aliados na guerra. Não é à toa que é considerada a melhor obra do Sítio do Picapau Amarelo. É atual porque voltamos a uma situação onde o mundo discute a guerra como meio de imposição da democracia, caso dos bombardeios ocidentais às tropas do ditador Muammar Kadaffi na Líbia", destaca o autor. O livro de Simão Farias, com 185 páginas, é fruto da sua dissertação de mestrado concluída na Universidade Federal da Paraíba. A análise da presença de temas políticos no universo tão mágico do Sítio do Picapau Amarelo é uma boa pedida para professores, bibliotecários, pesquisadores das ciências humanas e amantes da literatura. O lançamento acontece às 18 horas do dia 28 de abril, na Fundação Casa José Américo, localizada na orla da praia do Cabo Branco.

# SERVIÇO > Título: Monteiro Lobato e a Problemática da Nação: Um Projeto Dialógico e Negociado Autor: Simão Farias Almeida Lançamento: 28 de abril Local: Fundação Casa de José Américo Endereço: Av. Cabo Branco, 3336, Cabo Branco

#Cena Aberta

Palco

cultura.auniao@gmail.com

Rumos Itaú Cultural abre inscrições

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As inscrições para o programa Rumos Itaú Cultural 201-2013, na categoria Rumos Educação, Cultura e Arte, estão abertas até 30 de junho. Os objetivos do programa: apoiar a formação de profissionais que desenvolvem propostas diferenciadas nos campos da cultura e da arte por meio da educação não formal, e contribuir à continuidade e ao aperfeiçoamento das ações existentes e para a criação de outras práticas de convergência entre cultura, arte e educação. Alguns prêmios: duas a três viagens coletivas formadoras, de 10 dias, a localidades no Brasil, determinadas pelo Itaú Cultural, difusão das experiências dos selecionados em publicações impressas e virtuais editadas pelo Itaú Cultural, além de R$ 10 mil e um kit com publicações e produtos audiovisuais do Itaú Cultural. Mais informações: rumoseducacao@itaucultural.org.br.

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O Instituto Arcana está convocando artistas e produtoras interessadas em participar III Festival Mulher em Cena, que ocorrerá neste ano, na cidade de Brasília (DF). O objetivo do evento é proporcionar um mosaico criativo da produção cultural feita por mulheres. É necessário que o inscrito tenha uma representação jurídica idônea. Enviar - até 30 de maio - os seguintes materiais: release do espetáculo/ficha técnica, três fotos, matérias de jornal (se houver), DVD do trabalho na íntegra e ficha de inscrição preenchida. Mais informações sobre inscrição e local para envio da correspondência no site www.arcana.org.br.

DIÁRIO DE UM LOUCO

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O monólogo Diário de um Louco, montagem do grupo Lavoura, com direção de Jorge Bweres, está em cartaz hoje, às 20h, no Teatro Santa Roza, na Praça Pedro Américo, no Centro Histórico de João Pessoa. O público é acomodado no palco, por isso o número de pessoas é limitado em 100 pessoas por sessão. A peça é baseada no conto do escritor russo Nikolai Gogol (1809 - 1852). Os ingressos custam R$ 20 (inteiro) e R$ 10 (meio). Informações: 3218-4382.

Mostra de Teatro Acadêmico do Ceará

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Encerram-se no dia 21 deste mês as inscrições para a 1ª Mostra Estadual de Teatro Acadêmico do Ceará. O evento é aberto a grupos brasileiros de teatro vinculados a instituições de ensino de nível superior ou escolas técnicas de nível médio, credenciadas pelo MEC. A mostra tem caráter competitivo e acontece de 3 a 7 de maio, na Universidade Federal do Ceará.

MinC rebate Marques Neto

O MinC divulgou nota sobre #Marques as acusações de José Castilho Neto, que se demitiu do

cargo de secretário do Plano Nacional do Livro e da Leitura: "A sociedade reconhece como fundamento da boa governança que a soma de áreas afins é condição para se alcançar maior eficiência, não se admitindo mais a dispersão de órgãos. Não é correto afirmar que um problema de agenda da ministra denote descaso com uma política".

Fotos: Divulgação

As Crônicas de Spiderwick, na Globo

# RECORD

O Julgamento do Diabo, hoje à noite na Band

# BAND 05h45 - Espaço Vida Vitoriosa 07h00 - Mac Steel (Desenho) 07h30 - Catdog 08h00 - Malcon 08h40 - Viver Bem 09h00 - Lugar Certo (Horário Alternativo) 09h30 - Don & Juan (Horário Alternativo) 10h00 - Auto Motor Vrum (Horário Alternativo) 10h30 - Brasil Caminhoneiro 11h00 - Infomercial 12h00 - Auto+ 12h45 - Band Clássicos 13h15 - Band Esporte Clube 15h00 - Gol, O Grande Momento do Futebol 15h30 - Fórmula Indy: Pré-Programa 17h00 - Fórmula Indy: GP de Long Beach 19h15 - Terceiro Tempo 21h00 - V.I.P. - Segurança Especial 21h45 - Domingo no Cinema: O Julgamento do Diabo 23h30 - Canal Livre 00h30 - Entrevista Coletiva (Horário Alternativo) 01h00 - Show Business (Reprise) 01h45 - Cine Band: No Futebol Nasce Uma

07h15 - Desenhos Bíblicos 08h00 - Record Kids 09h30 - Viver Bem 09h50 - PB Tem 10h20 - Correio Cidades 11h00 - Correio Espetacular 12h00 - Tudo É Possível 16h00 - Programa do Gugu 20h00 - Domingo Espetacular 23h00 - Tela Máxima 01h00 - Programação IURD OBS. Programação sujeita à mudança

# SBT 05h59 - Abertura 06h00 - Aventura Selvagem (Reprise) 07h00 - Pesca Alternativa 08h00 - Vrum 08h30 - Ganhe Mais Dinheiro com Jequiti 09h00 - Centavos da Sorte 09h30 - Criadores e Cia 10h00 - Cantos e Contos 11h00 - Domingo Legal 15h00 - Eliana 19h00 - Roda a Roda Jequiti 19h40 - Sorteio da Tele Sena 19h45 - Programa Sílvio Santos 00h00 - De Frente com Gabi 01h00 - Serie: Could Case/Arquivo Morto 02h00 - Série: Without a Trace/Desaparecidos 03h00 - Série: Nip/Tuck/Estética

Equipe do Belas na Rede, da RedeTV

# REDE TV 07h00 - Deus Te Quer Sorrindo 08h00 - É Notícia 09h00 - Centavos da Sorte 09h30 - Viver Bem 09h50 - TV Kids 10h00 - PBClip 11h00 - Manhã da Gente 11h50 - Clip Especial 12h00 - Se Liga No Pida 13h00 - Bola da Vez 14h00 - Futebol 2011 14h50 - Campeonato Inglês 17h00 - Olhar Digital 17h30 - Clip Especial 18h15 - Ritmo Brasil 18h45 - Belas na Rede 20h00 - Último Passageiro 21h00 - Pânico na TV 23h30 - Dr Hollywood 00h30 - É Notícia 01h30 - Bola na Rede 02h00 - Rede Verdade (Reprise) 02h45 - Cidade em Ação(Reprise) 04h00 - Rede

SERVIÇO

l Funesc [3211-6280] l Mag Shopping [3246-9200] l Shopping Tambiá [3214-4000] l Shopping Iguatemi [3337-6000] l Shopping Sul [3235-5585] l Shopping

Manaíra (Box) [3246-3188]

l Sesc - Campina Grande [3337-1942] l Sesc - João Pessoa [3208-3158] l Teatro Lima Penante [3221-5835 ] l Teatro Ednaldo do Egypto [3247-1449] l Teatro Severino Cabral [3341-6538] l Bar dos Artistas

[3241-4148] Galeria Archidy Picado [3211-6224] l Casa do Cantador [3337-4646]

Nicolas Cage e Eva Mendes em Vício Frenético, de Werner Herzog

> > > VÍCIO FRENÉTICO - Terence McDonagh é promovido a tenente após salvar um prisioneiro de afogamento em decorrência do furacão Katrina. Sofrendo de dores nas costas, ele passa a depender de analgésico e logo está viciado em Vicodin e cocaína, mas continua trabalhando em nome da lei. Ele é designado para investigar o assassinato de uma família de imigrantes africanos, mas seu próprio envolvimento em atividades ilegais ameaça colocar sua missão em risco. SE LIGUE: Hoje, às 22h, no Telecine Premium > > > CAÇADORES DE FANTASMAS - Encanadores durante o dia

e caçadores de fantasmas à noite. Esta série com episódios de uma hora acompanha um legitimo grupo de investigadores de atividade paranormal que percorrem casas mal-assombradas pelo país. SE LIGUE: Hoje, às 116h, no Discovery Travel

> > > THE SPIRIT - O FILME - Danny Colt é um detetive assassinado que volta à vida como um misterioso mascarado que protege os habitantes de Central City. Colt persegue o vilão Octopus e em meio às sombras, fará de tudo para defender seu único amor. SE LIGUE: Hoje, às 23h, no Syfy > > > A PROFECIA - O filho de Robert Thorn e Katherine morre logo após

SE LIGUE! Mudanças de última hora na programação publicada nesta AGENDA são de responsibilidade exclusiva dos exibidores e organizadores dos eventos.

Foto: Christine Eloy

>>> DESTAQUES A CABO

05h55 - Santa Missa com Padre Marcelo 06h46 - Sagrado 06h55 - Paraíba Comunidade 07h30 - Pequenas Empresas 08h00 - Globo Rural 08h55 - Auto Esporte 09h30 - Esporte Espetacular 12h30 - Aventuras do Didi 13h05 - Os Caras de Pau 13h50 - Temperatura Máxima: As Crônicas de Spiderwick 15h45 - Futebol 2011: Olaria x Vasco 18h00 - Domingão do Faustão 20h45 - Fantástico 23h05 - Batendo Ponto 23h40 - Domingo Maior: A Outra Face

Arcana promove festival em Brasília

# Roteiro de TV Esperança 03h45 - Espaço Vida Vitoriosa

Ononbonbonb ob

GUIA

# GLOBO

o parto. Antes que Katherine saiba, Robert adota um bebê para colocálo no lugar do filho. Seis anos depois Damien, o filho de Robert e Katherine, começa a dar sinais de que seja o Anti-Cristo. SE LIGUE: Amanhã, às 17h25, no Megapix


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A UNIÃO

Palco ○

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João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

>>>LIVROS > Lançamento

Uma história de 50 mil anos Foto: Divulgação

O indiano Nayan Chanda explica porque a globalização é o destino da humanidade Em Sem Fronteira, o autor afirma que o fenômeno é fruto, antes de mais nada, da incessante busca humana pelo progresso

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Nayan Chanda absolve a globalização e mostra o lado positivo do movimento

ssa história começa na África, há cerca de 50 mil anos. Por sobrevivência, os primeiros aventureiros avançaram, domando locais inóspitos. A busca por lucro, a vontade de conquistar fiéis, de explorar novas terras começou a milhares de anos. E agora recebe o nome de globalização. Sem Fronteira, de Nayan Chanda, ilumina os degraus dessa conquista global. E mostra que apesar de alguns percalços, é o destino natural da humanidade. O livro acaba de ser lançado pela Editora Record e chegou às livrarias na semana passada. Fernão de Magalhães comandou a primeira circunavegação do globo, em 1519. Antes de nos conectarmos à rede mundial de computadores, e de surfarmos o universo virtual, o navegador português singrava os mares num processo que começou séculos antes. E continua até hoje. A tão falada globalização, o mundo instantaneamente integrado e interdependente, é mais que um mero termo com definições culturais e econômicas. Mais que um sinônimo para capitalismo, é o desejo intrínseco do ser humano por uma vida melhor. Em Sem Fronteira, Nayan Chanda absolve o movimento e mostra seu lado positivo. Afirma que é fruto, antes de mais nada,

da incessante busca humana pelo progresso. E que foi levado a cabo por agentes como navegadores, missionários, aventureiros, mercadores, guerreiros. Ao deixarem seu habitat de origem para realizar suas ambições pessoais, não apenas levaram produtos, ideias e tecnologia. Mas reforçaram a noção do mundo como um todo. Quase tudo que comemos, bebemos e usamos hoje tem uma origem diferente de onde encontramos esses objetos. Como o café, só cultivado na Etiópia, chegou a nossas xícaras? Como o islamismo, nascido nos desertos arábicos, se tornou uma das mais fortes religiões monoteístas do planeta? Por que a moeda americana recebeu o nome de uma cidade mineradora alemã? Usando exemplos como Starbucks e MacDonald's, o autor desvela denominadores comuns e analisa suas consequências. Mesclando história, jornalismo e depoimento pessoal, disseca o papel das primeiras rotas de comércio, da domesticação de cavalos, do aparecimento da religião, do tráfico negreiro, da web nesta miríade de conexões globais. Chanda traça uma linha do tempo da globalização desde suas origens remotas, realçando seus principais atores e forças motrizes. Os mercadores foram substituídos pelas multinacionais; os missionários se tornaram ONGs; os aventureiros respondem pelo nome de turistas. Mas juntos continuam um processo de integração que começou há milhares de anos. Não uma conspiração do mundo ocidental, levada a cabo pelo FMI e pelas corporações, mas um dos instintos mais antigos do ser humano, a vontade de se inte-

grar. De se espalhar. Tão natural quanto respirar. O The New York Times registrou: Ao separar as características da globalização e ligá-las a uma cadeia quase infinita de precedentes históricos, Nayan Chanda desmistifica um fenômeno considerado por seus inimigos como quase satânico." O The Economist não ficou atrás: "Um livro dinâmico, recheado de fatos, anedotas e bravura... Chanda acompanha os avanços das práticas de comércio e tecnologia - de mulas e camelos a navios e aviões de carga -, e é ótimo em apontar profundas continuidades históricas... Chanda também advoga de forma sólida e atraente a favor da globalização e seu potencial como uma força do bem." SOBRE O AUTOR - Nayan Chanda é um típico espécime global. Nascido na Índia, na Bengala Ocidental, estudou História na cidade de Calcutá. Mudou-se depois para Paris, onde cursou doutorado em Relações Internacionais. Em 1974, se tornou correspondente da Far Eastern Economic Review, no Vietnã. Mais tarde iria para Hong Kong para assumir também a edição. Atualmente, dirige a revista digital Yale Global Online, no Centro de Estudos sobre a Globalização da Universidade de Yale.

# SERVIÇO >Título:SemFronteira(Bound together) Autor: Nayan Chanda Tradução: Alexandre Martins Editora: Record Páginas: 532 Preço: R$ 62,90

# Hildeberto Barbosa Filho Arte da palavra e palavra da vida Poucos títulos possuem a condensação da beleza e do mistério, como Fazenda de Murmúrios, de lavra poética de Jomar Morais Souto. Publicado, em 1980, pela Editora Universitária da UFPB, a coletânea cristaliza, em seu diversificado corpo lírico, as raízes telúricas e sertanejas de sua dicção peculiar. Tal viés também se alastra pelas páginas mais recentes, de Agrarianas e Outros Poemas Escolhidos (São Paulo: Ars poética, 1996), e da antologia Jo mar: Alados Poemas (Rio de Janeiro: Bom Texto, 2009). Não quis o poeta se desfazer do título e o aproveita, agora, nesta Nova Fazenda de Murmúrios e Outros Poemas, em fase de criação que associa inteira maturidade no trato do ritmo e na escansão dos versos ao frescor da percepção lírica e ao olhar empático para com os motivos e seres dos sítios rurais, referências históricas e biográficas de forte presença na poesia desse paraibano de Santa Luzia do Sabuji. A coruja, a abelha, a formiga, os pássaros, os ventos, as pedras, as flores, as cores, os elementos, os bichos, a mata, o campo, o mito e os ritos de uma fauna/ flora como que compõem o tecido imagético e melódico do discurso poético, sob uma perspectiva que, se não foge ao impacto realista de certos vocábulos, prima, no entanto,

pela costura mágica na arte de dizer. Qual um Câmara Cascudo, atento às miudezas anímicas de "Canto de Muro", ou mesmo um Manoel de Barros, tocado pelo impasse das miraculosas inutilidades, Jomar parece desenvolver um percurso que vai da natureza à cultura e volta da cultura à natureza, numa espécie de simbiose semântica que só a genuína poesia pode alcançar. Ainda nos momentos iniciais do longo poema, afirma o eu poético: "tremeluz, então, um caco / de vidro verde no chão. / - Será verdade, ilusão? /O relâmpago conduz / o quê na esteira bendita? / Ora são róseos ou azuis / os bichos que ele me dita. / Miro. Claro aqui não pus / sua claridade infinita, / mas, eu sei que ela me incita / a contar as suas cores, / cada uma mais bonita / como um desfile de flores". Já beirando o fecho dessa viagem imaginária, pelos murmúrios de uma fazenda toda subjetiva e memorial, canta o poeta: "Respira a noite as estrelas / acesas no vasto céu. / Levanto os olhos, e, ao vê-las, / pego o bisaco, o bornel, / quando espio algumas delas, / como se algumas estrelas / cintilassem mais que outras. / As mais belas estão longe, / ganham sss não sei onde.../ Na constelação de Órion / ou será na de Centauro? / - Onde andarão mesmo o Mauro /

(Poeta Mauro) e os seus livros? / - Os meus amigos Tarcísio, / Luís Correia ... O Recife / ainda navega no rio". Lavrando a terra com os apetrechos de uma técnica literária que se alicerça nas vertentes estilísticas da oralidade, eticamente centrado nos limites da origem e no desafio do pertencimento, Jomar Morais Souto põe seu talento individual a serviço da tradição. Sabendo cultivar, na clareira iluminada da poesia, a memória física dos ingredientes cotidianos (alguns talvez dissessem: "Antipoéticos"!, não foge, contudo, ao pacto estético firmado com seus pares na expressão mais vívida de sua geração. Passando ao largo dos modismos, do autoritarismo dos modismos e das grotescas inventividades, cultiva a poesia como arte da palavra, mas também como palavra da vida. Se Vanildo Brito impregnou de húmus filosófico a tessitura de seu verso; Se Luís Correia e, em certo sentido, Tarcísio Meira César convocaram o patetismo existencial para habitar a caverna de suas estrofes, referindo-me, assim, a três vozes decisivas da Geração 59, Jomar me parece responsável pela musicalidade lírica mais translúcida daquele momento histórico que passou e que não passa... > hildebertobarbosa@bol.com.brI


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> REDAÇÃO: 83.3218-6511

21 João Pessoa > Paraíba > DOMINGO, 17 de abril de 2011 ○

auniaoredacao@gmail.com

> EDITOR: Neide Donato > E-MAIL: neidedonato@gmail.com > TWITTER:@Neidedonato

FOTOS:MarcosRusso

A vida além do á u a h n a S > Hilton Gouvêa hiltongouvea@bol.com.br

Alguns historiadores contam que a ponte que liga João Pessoa a Bayeux foi a primeira do Brasil a cobrar pedágio, revertido na própria manutenção da obra

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anhauá é um nome estranho, não é? Pois, entre outras interpretações, este etmo tupi designa um pássaro nordestino, o sanhaçu (çai-sahi), que gosta muito de mamão, ainda ocorrente nas ilhas e bancos de areia deste rio histórico. Aqui, em 5 de agosto de 1585, João Tavares fez as pazes com o líder tabajara Piragibe. E assim, após sangrentas guerras contra franceses e potiguaras, conseguiu conquistar a Paraíba. Anos depois do estratégico acordo, o nome do passarinho serviu para batizar a famosa ponte que liga Bayeux a João Pessoa e que teria sido a primeira do Brasil a cobrar pedágio. Estudiosos do quilate de Wellington Aguiar afirmam que nas imediações do Sanhuá, na margem direita da antiga estrada entre Bayeux e João Pessoa, erguia-se a forca, o instrumento punitivo do governo imperial, para executar escravos infratores e criminosos. Para cá, na margem esquerda do rio, foi erguido o Forte do Varadouro, em novembro de 1585, cujo papel era defender a nascente Capitania Real que, dias mais tarde, abrigaria a cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. A ordem d'El Rey era construir um forte em alvenaria (pedra e cal), para isto determinando o mestre de obras Manoel Fernandes, que executou, ao pé da letra, a planta desenhada pelo engenheiro alemão Cristóvam Linz. O fortim, que tinha a forma de um polígono quadrangular, media 33 metros de lado, guarnecidos por dois baluartes. Sua primeira guarda foi composta de 50 soldados espanhóis, aí incluídos oito artilheiros de canhões. Em fevereiro de 1586 a praça de guerra recebe seu primeiro comandante, o capitão espanhol Francisco Morales, que acabou brigando com figurões portugueses. A Ponte Sanhauá é testemunha moderna de tudo isto. Olhando de cima dela para o Norte, a gente divisa o Porto das Pedras, uma via aquática utilizada por catadores de mariscos e caranguejos, além das ilhas de Stuart e Tiriri. Nessas imediações, portugueses e tabajaras guerrearam contra franceses e potiguaras, nos idos do século XVI. Nos meados do século XVII, os portugueses travam violentos combates com holandeses, nas mesmas imediações.

Puxando um pouquinho para trás de Stuart, onde o Sanhauá despeja as águas no rio Paraíba, a gente aporta em Forte Velho, distrito de Santa Rita, fundado pelo general espanhol Diogo Flores Valdez, em 1584. Valdez passou o comando do forte para Francisco Castejon, um patrício capitão espanhol, que acabou preso e remetido a ferros para a Espanha, por ter abandonado o posto, com medo dos índios potiguaras. CONSTRUIR, CAIR, RECONSTRUIR - Mas, voltemos à história da Ponte. É antiga. Até 1828, o rio Sanhauá corria solto. Bayeux, então denominada Barreiras, ainda pertencia a João Pessoa. O Conselho Provincial pediu verbas ao Imperador D. Pedro I para construíEm tupi, Sanhauá designa o pássaro nordestino, o sanhaçu (çai-sahi) ainda ocorrente nas ilhas e bancos de areia deste rio histórico la. E justificou que seria cobrado um pedágio a quem a utilizasse. Este pedágio seria revertido na própria ro cobra R$ 80,00 por uma viagem de meio-dia. jos e aratus, os crustáceos coloridos que ainmanutenção da ponte. É por isso que estudio- Com tão pouco, seus conhecimentos aumen- da existem na ilha em grande quantidade. O homem faturava uma notinha. Tempos depois sos da UFPB acreditam ser esta ponte a primei- tarão muito. ra a cobrar pedágio no país. As cerca de 20 famílias residentes na Ilha Eleutério se mudou para o continente. Deixou Em 1829 é publicado um edital com vis- de Stuart, no estuário do rio Paraíba, ainda vi- parte da família criada na ilha. Um dos filhos, tas à construção da obra, mas não aparecem vem da coleta de frutos, da agricultura de sub- João Ângelo de Brito, atualmente com 61 anos, interessados. Repete-se o edital em 1830 e sur- sistência e da pesca. Não fosse o telefone celu- nasceu lá. Por causa dos casamentos entre as ge um interessado, fazendo a previsão de que lar e os aparelhos de televisão que funcionam duas famílias, quem não for Brito nesta Ilha é a ponte, de madeira, estaria pronta em 1831. com baterias de automóveis os ilhéus seriam Nascimento. A parentela de Euletério vive por Em 1834, ela sofreu reparos gerais. No ano se- comparados aos nossos índios ancestrais, que lá. Os ilhéus de Stuart são conhecidos como guinte, constatou-se que o contrato não estava moraram ali pertinho, durante muitos anos, sendo mais cumprido. Em 1843, a ponte já es- até serem assimilados pela cultura do conquis- hábeis pescadores. Também levam para os mercados de João Pessoa, Livramento e Santa taria abandonada. tador europeu. Rita as melhores mangas-espada do estuário. Em 1855, no governo de João Capristano Bandeira de Melo, a ponte estava novamente MORTALIDADE ADULTA OU INFANTIL É RARA As tainhas e carapebas pescadas em Stuart quase pronta, quando desabou alguma coisa - Neste local ermo situado em Santa Rita, na são preferidas por causa da carne macia e para o lado do rio e a construção recomeçou. margem direita do rio Sanhauá, o maior aflu- abundante. Elas são produtos do mangue, berQuem afirma isto é a professora em Geociên- ente estuarino do Paraíba, a mortalidade adul- çário das espécies marinhas. A coleta de cocias da UFPB, Lígia Maria Tavares da Silva, em ta ou infantil é rara e, apesar da vida exigir dos cos e frutas nativas, como mangas e goiabas, "Esquecimento e Urbanização da Paraíba". A moradores extrema dedicação à pesca artesa- completam a fonte de renda familiar dos hacoisa continuou assim, com a ponte sofrendo nal e à rudimentar agricultura, ninguém recla- bitantes da ilha. diversas reconstruções, ao longo dos tempos. ma de nada, nem nutre maiores ambições por Mas, em 1942, a velha ponte foi substituí- dinheiro. Os visitantes, mesmo raros, são reda por outra, com moderna estrutura metálica. cebidos amistosamente. Os ilhéus oferecem Nos anos 60 e 70 do século passado, o imaginá- mangas, goiabas e água de coco aos de fora, rio popular sempre anunciava uma eventual sem cobrar nada por isso. "queda da ponte". Até que, na administração de Se acontecer de alguém oferecer uma gorHermano Almeida ela recebeu uma camada de jeta, por qualquer desses serviços, a resposta concreto e uma passarela especial para pedes- vem imediata, acompanhada de um sorriso tres, além de reforço especial em sua estrutu- amigável: "Não é preciso, senhor". E olha que ra. Hoje, a ponte, que divide os municípios de por aqui ninguém é rico, nem tirou a sorte granJoão Pessoa e Bayeux está interditada ao tráfe- de na loteria. Há mais de 70 anos que a ilha é go de veículos e espera por nova reforma. assim. Segundo relato dos próprios moradoDesta ponte já saíram barcos motorizados res, a movimentação de Stuart começou por e de passeio, que mostravam, aos turistas, na volta da década de 30, com a chegada do agridécada de 70, "as maravilhas do rio Paraíba". cultor Ângelo Eleutério de Brito, que meiou um Recentemente, na companhia do repórter fo- terreno com o então proprietário, para plantar tográfico Marcos Russo constatei algumas, milho, feijão, frutas e macaxeira. sendo uma delas as ilhas que povoam o ParaíEleutério também pescava e comercializaba. É bom de ver, pode acreditar. Um barquei- va tainhas, carapebas e aprisionava carangue-

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Hoje, a ponte está interditada ao tráfego de veículos e espera por nova reforma

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>>>EM PATOS > A Fundação Ernani Sátyro - Funes- funciona desde 1991 e é aberta à visitação pública

Casa guarda memórias de Ernani > Hilton Gouvêa hiltongouvea@bol.com.br

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casa de número 93, da Rua Miguel Sátyro, em Patos, a 300 Km de João Pessoa, está aberta à visitação pública desde 5 de março de 1991. É lá onde funciona a Funes Fundação Ernani Sátyro. Neste prédio viveu o ex-governador paraibano e, em seu interior, estão marcados os ambientes e recantos prediletos do ministro. O repasse do imóvel ao patrimônio histórico e cultural dos paraibanos foi possível graças à Lei Estadual nº 5.048/88, de 21 de junho de 1988, que deu origem a Funes, uma entidade mantida pelo poder público Estadual e que tem, por finalidade, dinamizar a cultura do Sertão, além de preservar a memória do respectivo patrono. A fim de espelhar-se na missão de integrar a comunidade às manifestações culturais, a Funes vem realizando promoções nas áreas de literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema nacional, incentivando a realização de congressos e seminários, gerando

conhecimento e capacidade cultural. Transformada em museu, a casa onde viveu Ernani Sátyro guarda as mesmas características de quando ele residia nela e reúne mobiliário original da época, objetos de uso pessoal, comendas e arquivo fotográfico. No imóvel está localizado o mausoléu, onde o ex-governador repousa ao lado de sua esposa, Antonieta Agra Sátyro. Entre suas atividades, a Funes oferece aos visitantes exposições permanentes e temporárias, as bibliotecas Ernani Sátyro e Maria Esther Sátyro Fernandes, que reúnem um acervo de mais de quatro mil livros, todos catalogados, para facilitar o acesso dos pesquisadores. Também abriga uma sala com fotos e documentos de exprefeitos de Patos, além de manter outra exclusiva para as figuras folclóricas da Morada do Sol, um espaço adaptado para os artistas, integrado pelo auditório Emílio Longo Fernandes. Duas outras atrações são especiais: a Calçada de leitura professorinha Antonieta - uma homenagem à primeira professora de Patos -, e o Jardim Capitulina Sátyro.

Fotos:Arquivo

Funes vem realizando promoções nas áreas de literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema nacional

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A cronologia de um homem público

1929 - 30 de outubro - Calcula-se que o primeiro ato público de Ernani Sátyro aconteceu aos 18 anos, quando ele, através de discurso improvisado em nome dos alunos do Lyceu Paraibano, saudou uma caravana de universitários da Aliança Liberal, que percorria o país em campanha política. 1930 - Aos 19 anos, ingressa na Faculdade de Direito do Recife. E, pela primeira vez, escreve um artigo no jornal A União, intitulado "Juarez Távora". 1932 - Inicia-se no jornalismo, atuando no Diário de Pernambuco. 1933 - Elege-se presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito do Recife. A posse ocorre a 3 de maio. Também conclui, a 7 de dezembro, o curso de bacharel em Direito. 1934 - 14 de outubro - Elege-se deputado à Assembleia Constituinte Estadual, pela legenda do Partido Libertador. 1935 - 27 de julho - Casa-se com Antonieta Agra Cavalcanti. Da Sociedade Campinense. 1936 - Desliga-se do Partido Libertador, e comunica sua decisão, por carta, ao deputado Antônio Botto de Menezes. A 30 de setembro sofre atentado à bala, em Patos. 1937 - O golpe do Estado Novo dissolve as assembleias constituintes. Ernani perde o mandato e dedica-se à advocacia. 1939 - 10 de julho - É nomeado chefe de Polícia da Paraíba. 1940 - 10 de julho - É nomeado prefeito da Capital, mandato que dura apenas 19 dias, por causa da queda do então interventor do Estado, Argemiro de Figueiredo. 1945 - 2 de dezembro - Elege-se deputado à Assembleia Nacional Constituinte, pela UDN União Democrática Nacional. 1950 - 3 de outubro - É eleito deputado federal pela primeira vez. Repete o feito em 1954 e 1958. 1961 - Na Convenção da UDN, em Recife, elege-se secretário-geral do Partido. Herbert Levy é eleito o presidente da legenda. 1963 - 3 de agosto - Assume a cadeira nº 32 da Academia Paraibana de Letras. Foi saudado pelo acadêmico Ivan Bichara Sobreira. 1964 - Com o objetivo de dar sustentáculo ao governo Do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Ernani é escolhido presidente do Bloco Parlamentar Revolucionário. 1965 - abril - A Convenção Nacional da UDN, realizada em Niterói (RJ) o elege presidente nacional do partido. 1966 - 3 de outubro - Pela sexta vez é eleito deputado federal. 1967 - Março - Assume a liderança do Governo Costa e Silva, na Câmara dos Deputados. 1968 - Por ato do presidente Costa e Silva, é nomeado presidente do Supremo Tribunal Militar. Ocorre a renúncia ao mandato de deputado federal. 1970 - É eleito indiretamente, pela AL-PB, governador da Paraíba, assumindo a 15 de março de 1971. Neste ano, toma posse como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado da Paraíba - IHGP. 1975 - 15 de março - Deixa o cargo de governador da Paraíba e é substituído por seu indicado, Ivan Bichara Sobreira. 1978 - 15 de novembro - Elege-se deputado federal pela sétima vez. 1979 - Toma posse na Academia Paraibana de Letras de Campina Grande, tendo, como patrono, Manuel Tavares Cavalcanti. 1982 - 15 de novembro - Eleito deputado federal pela oitava vez. 1985 - Festeja, em Brasília, as bodas de ouro com D. Antonieta Sátyro. 1986 - 8 de maio - Morre, em Brasília, aos 75 anos de idade. O sepultamento ocorre no mesmo dia, às 18 horas, na Capital Federal. 1993 - Seus restos mortais são transferidos de Brasília para o mausoléu da Fundação Ernani Sátyro, em Patos.

As bibliotecas Ernani Sátyro e Maria Esther Sátyro Fernandes reúnem um acervo de mais de quatro mil livros

Casa guarda as características de quando Sátyro residia nela e reúne mobiliário original da época, objetos de uso pessoal, comendas e arquivo fotográfico, além do mausoléu, onde o ex-governador e a esposa repousam


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>>>DISCURSO > Ernani Sátyro ressalta as qualidades do chanceler da Áustria

Homenagem ao ministro Karl Gruber OSr. Ernani Sátyro (Movimento de atenção. Palmas) - Senhor Ministro Karl Gruber: Ao apresentar a V. Exª. os cumprimentos da Câmara dos Deputados, não tenho qualquer hesitação em proclamar, entre os traços mais vivos de sua personalidade, aquele que representa para todos nós, componentes de um grande grupo da família humana, a senha comum, a palavra de toque, o meio possível de entendimento. Esse traço, Sr. ministro, é a fidelidade democrática. Poderia recapitular as atividades de V. Exª., em vários aspectos do conhecimento humano, principalmente no que se refere à engenharia elétrica, que recebeu a contribuição de sua capacidade inventiva. Mas tudo isso, por mais importante que tenha sido, para a própria ciência beneficiada, logo passou ao segundo plano, no espírito do jovem engenheiro, que se sentiu dominar por um impulso mais forte, uma espécie de revolta da própria vocação, parcialmente sacrificada, numa hesitação da adolescência. Para se dedicar à política, V. Exª. poderia proceder como qualquer outro. O cartão de entrada nos regimes livres, é muito simples - é a simples condição da cidadania. Mas V. Exª., democrata por instinto, logo percebeu que ainda lhe faltava um instrumento de luta, o mais sensível, o mais eficiente e poderoso contra todas as formas de negação da liberdade ou da dignidade humana. Esse instrumento é o Direito. Certamente que as leis envelhecem; que as fórmulas se tornam bolorentas e cediças; que os códigos, como nascem, também perdem a sua energia vital. Tudo isso está previsto no Direito, que é dinâmico por excelência. Ele destrói as coisas que precisam renascer. Não tivera ele a inspiração da natureza! Mas, através das concepções que se renovam, das doutrinas que se substituem, dos sistemas que se sucedem, é constante a presença do Direito, disciplinando a conduta dos homens. Só não é infalível. Por vezes parece estar até a serviço da tirania. Sim, porque a tirania procura também ser um direito. Mas não nos iludamos ele tem um pacto com os sentimentos mais puros do homem. V. Exª., Sr. ministro, ainda novel engenheiro eletricista, não deve ter sentido outra coisa, quando procurou iniciar-se no conhecimento das leis, aproveitando-se das horas de folga da repartição onde trabalhava. E só então, titulado em Direito, pela Universidade de Viena, entregou-se ao seu verdadeiro destino. Sua primeira luta, áspera e violenta, foi contra o nazismo. Esmagada sua pátria, voltou às atividades da engenharia, já agora o refúgio, o meio de subsistência de um lutador, detido na sua marcha. Mas o espírito cheio de inspirações, não se deixou conter nos limites da rotina. Datam dessa época as inovações que V. Exª. introduziu no conhecimento da eletricidade. Muita coisa ainda se pode invocar, dentro de suas múltiplas atividades, como técnico, pensador político ou homem de ação: seu precioso livro "A política do Centro"; seus estudos sobre o Emprego Total, sobre empreendimentos industriais e a eletricidade de baixa tensão; sua campanha pela autonomia do Tirol; sua atuação como ministro do Exterior e como vice-presidente da Organização Europeia de Cooperação Econômica. Tudo isso, porém, por mais grato que fosse, porventura, à vaidade do homem, pouco significaria para as aspirações do Estadista, que não se quer deter no passado, satisfeito das glórias conquistadas. O que interessa a V. Exª., bem o sabemos, é a reintegração de sua pátria na plenitude dos direitos e das condições econômicas, que lhe permitam ser, como já foi, uma grande nação. É claro que a grandeza de que falo não tem sentido territorial. Também somos sensíveis às outras formas de grandeza, tão várias, tão conhecidas, tão profundas, que nem é necessário apon-

Foto:Arquivo

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Ministro Karl Gruber recebeu os cumprimentos do então governador, Ernani Sátyro

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Um rastro de luz acompanha sempre o nome da Áustria, quer este se alargue, quer se retraia

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tá-las. A todas elas têm conhecido a pátria de V. Exª. Não mencionarei aqui o que de grande e de nobre tem produzido a Áustria, no domínio das letras, das artes e das ciências. É a maior homenagem que lhe posso prestar - esta de proclamar que nenhum homem medianamente instruído, pode ignorar a contribuição do gênio austríaco para a solução dos problemas humanos. Também não citarei nomes. Eles estão presentes nas harmonias de que vive impregnada a nossa sensibilidade. E afloram à simples percepção de certos mistérios desvendados, extraídos da parte mais negra da natureza humana. É natural que

passe o exagero de determinados princípios. Nem outra coisa se pode esperar dos precursores. Mas alguns pontos iluminados não voltarão a enegrecer jamais. Na imagem mental da configuração do mundo, que cada um de nós conduz - os americanos, mais que os europeus - é possível que nem sempre esteja vivo o desenho da terra de V. Exª. Se os homens o têm alterado tanto! Se alguns desses traços têm dançado no mapa, como se não fora uma crueldade brincar, como criança, com os limites das nações! É provável, assim, que a trêfega imaginação e a inconstante memória nem sempre tragam nítidas aquelas fronteiras. Uma coisa, porém, não se pode esquecer. É que um rastro de luz acompanha sempre o nome da Áustria, quer este se alargue, quer se retraia, nas caprichosas oscilações de sua delimitação geográfica. É por esse ponto luminoso, plantado em Viena - e até parece bastar-lhe o nome - que nós identificamos a nação. Senhor ministro: Que essa luz outrora tão forte, e no momento um tanto mortiça, possa voltar à antiga vivacidade, com a reconquista de todo o prestígio passado, são os votos da Câmara dos Deputados do Brasil. (Muito bem; muito bem. Palmas. O orador é cumprimentado).


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>>>JORNAL DE HONTEM

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# Fernando Moura

fernandomoura.pb@gmail.com

Fotos:Divulgação/Arquivo

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Um Cascudo na música que denigre as mulheres

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m algum momento do início da dé cada de 90 a coisa degringolou. Começou com dançarinas rebolando na boquinha da garrafa, continuou com tapinhas que não doíam, prosseguiu com a macharia uivando para as "cachorras" e chegaria até os dias atuais com grupos ditos musicais atarraxando a pornomusic até fazer corar no túmulo o mais cínico de nossos criadores, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que colocaria a mulher em suas peças em posições menos recatadas que a normalidade consentida. Botaram no orkult de todo mundo - como apregoa uma dessas "canções" que circulam como vírus pela internet, nas baladas e nos carros bombados dos trogloditas do novo milênio. O fim dos tempos - diriam alguns mais assustados com o movimento de degradação feminina que tomou conta da trilha sonora dos brasileiros nos últimos anos. Modismo de passagem e desvio recorrente de conduta seriam aplicações sociologicamente mais adequadas, embora politicamente incorretas. A mulher, infelizmente, sempre foi agredida e vilipendiada na música popular brasileira, seja em letras de renomados autores, como Noel Rosa, a exemplo de "Indigesta" ("Mas que mulher indigesta! Merece um tijolo na testa!"), ou Alvarenga e Benedito Lacerda, como "Lá vem ela chorando...", gravada por Carmem Miranda ("Lá vem ela chorando/ O que é que ela quer?/ Pancada não é, já dei!), seja em apologias sexuais gestadas nos bailes funks cariocas ou em palcos e aviões nordestinos. A banalização dessa temática parece que sempre tomou proporções anestésicas, ficando para o momento seguinte a tarefa de análise aprofundada dessa infeliz tendência que permeia pequenos ou enormes espaços na divulgação musical do país. Discussões pontuais que nunca chegam a uma movimentação oposta. Não há legislação que impeça esse bacanal de impropérios. Nem de longe se trata de qualquer tipo de censura ou cerceamento à criação livre, seja

de bom ou mau gosto. Se trata de respeito, imposto pelo senso comum, principalmente pelas rádios e tevês. Ou seria censura tentar impedir a circulação de alguma música que exaltasse o preconceito contra negros, estimulando conflitos étnicos e embates raciais? Seria cadeia, mermão! E por que com a mulher pode? Ainda que aparentemente não firam princípios legais, algumas letras desses pornoforrós, pornopagodes, pornofunks e outras aberrações sonoras, vendidas como música, atingem gravemente princípios humanitários e sociais - sem falar em aspectos morais, destacados pelos mais pudicos. Achar bonitinho e dançante a mulher que apanha na musiqueta da moda é meio caminho andado para repetir ou endossar situações semelhantes na vida real. Impedir que isso ocorra, definitivamente, não é censura, mas política de prevenção contra a violência doméstica, repudiada pela maioria da população, incluindo, provavelmente, boa parte dos inocentes úteis que cantam, tocam ou dançam tais cartilhas de depreciação explícita. A pior faceta dessa máscara dos horrores está, porém, encoberta pela ampla letargia de pais e educadores, ao não perceberem, proibirem ou debaterem com os filhos tais anomalias sociais, incutidas em crianças e adolescentes como seiva lúdica. Vão levar - e reproduzir - isso para o resto da vida, perpetuando uma tendência que se repete a cada geração, sempre com mais vigor, exatamente, porque não ocorreram incisivos freios éticos e estéticos em outras épocas, cuja postura machista exposta através do fascínio das sonoridades vai se transformando em normalidade. Antes, pelo menos, ainda escapavam as músicas. Agora, nem letra ou melodia podem ser consideradas digeríveis. Há quase 70 anos o tema já preocupava alguns pensadores brasileiros, como Câmara Cascudo. Em artigo publicado em A União de 23 de janeiro de 1942, o renomado etnógrafo perguntava a quem quisesse ouvir, critican-

do os sambas que destacavam, apologeticamente, os ângulos mais obscuros da identidade nacional: "Porque essa exaltação do vagabundo, da adultera, do bebado, do improdutivo, do relapso, do criminoso, não é asfixiada nas próprias fontes?". Ninguém deu ouvidos a ele e a outros e o resultado está aí, referendado por Gretchens, Xuxas, Carlas, Sheilas e Joelmas, sem previsão de um momento à frente para estancar a sangria. Ressalvando as melodias envolventes, Cascudo senta a pua nas letras dos sambas. Leia - ou ouça - as considerações do potiguar (respeitada a grafia da ocasião) em "Eu gosto do samba..." e imagine o que ele escreveria nos dias atuais, se tivesse sobrevivido às agressões sonoras análogas sofridas no seu tempo: "Eu gosto do samba, diz uma canção. Também eu. Mas o samba monomania, dado como característica da música brasileira, monopolizador dos briadcasting, rival do futeból, na consagração inferior de uma aptidão dispensavel e em que muito pouco perderiamos com sua inexistência, dêsse, sou inimigo pessoal. "Mas, não é o Samba o causador dessa birra muito atenuáda. A solene e completa implicancia é com literatura dos Sambas, a letra dos poetas, a inspiração que incha as largas velas de uma poesia que merece trinta anos de Fernando de Noronha e uma surra de urtiga. "Dessa literatura poética popular partem os filtros mais nocivos para o espírito do Povo em geral e da mocidade em particular. Tudo quanto um professor ensina em doze meses, um Samba acaba em três dias, naqueles três dias em que o Carnaval endoidece os mais circunspectos varões da terra pátria. "Conhecemos em Folclore Musical, as canções tradicionais. O que cantamos é outro elemento. É uma produção moderna, atual, contemporanea ao Código Penal como ao Código de Menores. Essa literatura, versinhos bambos, molengos, faceis, tão terrivelmente faceis que aprendemos e decoramos sem querer, semeiam veneno sutil, perigoso, entorpecedor e de efeitos tardios ou imediatamente fatais. "Qual é o assunto do Samba, da letra do Samba, em sua maioria absoluta? Um malandro vive num barracão, sustentado pela mulher (sentido figurado), dá-lhe várias coças e toca violão pela tarde. Uma noite a mulata fugiu e o malandro se queixa da ingrata. Outro tema: - A mulata sustenta o malandro e êsse a deixou por outra sustentadora, apesar da paciencia da primeira em receber pancadas, lavar roupas e cair em extasis, no barracão, quando o malandro cantava. O centrode-interesse dessa letra é o elogio da malandragem, da ocisosidade criminosa, do amor venal, da preguiça inútil (há preguiça remunerada), do que de mais baixo, de mais repelente, de mais sujo, de mais abjêto possa existir e ser mantido. Esses versos latrinarios escondem-se dentro de uma musica deliciosa, contagiante, musica que ondula, faisca, estremece e se irradia de nós mesmos uma antecipação de solidariedade rítmica. Todo prestigio, todo encanto, toda a maravilhosa popularidade do Samba é a sua musica. O que se deve combater é a letra, o enchimento podre que entumece de vicios uma das modalidades mais expressivas da melodia brasileira. "Pergunta-se se a mulher brasileira, se o trabalhador brasileiro, se a população dos morros cariócas merecem essa consagração pejorativa, essa vulgaridade de lôdo, universalidade de defeitos porcos como trapos... "Sabemos que êsses versos são feitos nas bancas dos cafés, degradando, diminuindo, desonrando a mulher através duma musica encantadora. E essa letra cloacina passa para os labios mais bonitos do Brasil. Para a garganta de gente de alto e baixo tópe. Cantam, cantamos todos... "Comparem essa versalhada com a letra dos fox-trots e dos songs, dos blues e dos swings norte-americanos. Vejam como aparece a mulher, a moça, a companheira, a namorada. Todos nós sabemos, perfeitamente bem, que a mulher, a moça, a companheira, a espôsa, a namorada brasileira não é aquele troço que chora ou é chorada dentro de um imaginário barracão. Mas o que se afirma, pelas vozes acariciantes das "estrêlas" radiofônicas, é justamente o contrário. "Porque essa musica embriagadora não terá melhor destino? Porque essas letras não passam por um crivo mais estreito? Porque essa exaltação do vagabundo, da adultera, do bebado, do improdutivo, do relapso, do criminoso, não é asfixiada nas próprias fontes? "Eu gosto do Samba. Vamos indo para o Carnaval. A letra do Samba é o que eu não tôpo..." * * * Para Adeildo Vieira e Nara Limeira.

Jornal A UNIÃO  

EDIÇÃO - 17/04/2011

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