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Página

Jornal de Escola - Fundado em 1990 - Nº 16 - III Série - Dezembro /2011 Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

Testemunhos de antigos alunos da Escola Mestre Martins Correia

Henrique Bento*João Mendes*Catarina Almeida

(Páginas 7 e 8)

Poesia ou talvez não… (Página 9)

Periodicidade: Trimestral (Período Letivo)

Entrevista com Ricardo Chibanga

”O Poeta é um fingidor”, Fernando Pessoa Página 10)

E porquê o Desenho e a Pintura? ... (Página 17)

“Terramoto de 1755, Os Quês e Porquês” (Página 18)

Deambulando pelas ruas de Sintra… Percurso Queirosiano (Página 12)

"Dia Internacional da Pessoa com Deficiência" (Página 22)

Agromais atribui prémio monetários a alunos. No dia 30 de Setembro, designado pelo Ministério da Educação por Dia do Di-

Ricardo Chibanga, figura incontornável do toureio nacional e internacional, esteve na nossa Escola para falar com o ENCONTRO ENCONTRO - Onde nasceu? Ricardo Chibanga - Em Moçambique.

Mensagem de despedida

ENCONTRO – Com que idade começou

Aos colegas que, por mim, manifestaram alguma amizade, respeito e consideração durante a minha carreira profissional nesta escola, agradeço sinceramente a sua amabilidade e companheirismo. Aos restantes colegas peço desculpas por não ter sabido cativar-lhes tão nobres sentimentos. ...

a tourear?

(Página 2)

ploma, decorreu a cerimónia de entrega dos diplomas de Quadros de Valor e de Excelência, de conclusão dos Cursos CEF, Profissional e Secundário relativos ao ano letivo 2009/2010. Foi também entregue o Diploma de Mérito ao melhor aluno do Ensino Secundário e do Curso Profissional que foram,respectivamente,Adriana Filipa Soares Narciso e Bruno Alexandre Félix Vedor. … (Página 16)

Ricardo Chibanga – Comecei a gostar de touros em Moçambique: havia uma praça de touros onde iam os toureiros portugueses, espanhóis, mexicanos. Comecei a gostar da festa brava. Não tinha condições para vir para a metrópole, nós não dizíamos Portugal. Na altura chamava-se metrópole porque Portugal tinha colónias africanas como Guiné, Angola, Moçambique, Cabo Verde. Dessas colónias todas aquela da qual eu gostava mais era de Moçambique porque tinha uma praça de touros. Era lá que encontrávamos touros, cavaleiros… e iam também toureiros portugueses, espanhóis, mexicanos. Foi por causa disto que eu comecei a ser conhecido destes senhores … (Página 3)


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Ficha Técnica Coordenadores (Deste número)

Editorial Caros leitores, Cá estamos de novo para vos dar a conhecer o que foi

Professores: Fernanda Silva Lurdes Marques Manuel André

acontecendo na nossa escola ao longo do primeiro perío-

Alunos: (Os mais assíduos)

grande figura do toureio, Ricardo Chibanga. Julgamos que

5º Ano -Turma B Francisca Alcobia Ana Luísa Ferreira Laura Oliveira João Mota Beatriz Santos Duarte Cerdeira

de testemunho de vida, vida construída a pulso. Para além

6º Ano -Turma c Bernardo Ferreira 7º Ano -Turma C Manuel Nunes Daniel Santos

do. Como é hábito, temos uma entrevista, desta vez a uma não devem perder esta entrevista, uma vez que é um grandisso, numa época em que muitos valores que consideramos fundamentais tendem a desaparecer é gratificante falar com uma pessoa que pauta a sua vida pela boa educação, pelo reconhecimento, pela gratidão e que não se queixa, antes agradece tudo o que a Vida e Deus, dado que é um homem de fé, lhe proporcionaram. Temos ainda outras pequenas entrevistas que pensamos que gostarão de ler, uma vez que são testemunhos de antigos alunos que frequentaram esta escola.

8º Ano - Turma A Ricardo Carvalho Rodrigo Ferreira

O restante é aquilo a que estão habituados, e que mostra

8º Ano - -Turma B André Moreira

nossos desejos de umas Boas Festas, de um bom descan-

Reprodução Luís Farinha

que esta época é de contenção financeira não se esque-

Propriedade

Solidariedade…

Agrupamento de Escolas Mestre Martins Correia

(Golegã, Azinhaga e Pombalinho) Sede: Escola Mestre Martins Correia Rua Luís de Camões - Apartado 40 2150 GOLEGÂ Telefone: 249 979 040 Fax: 249 979 045 E-mail: eebs.golega@telepac.pt Página Web: www.agrupamentoegap.pt Moodle: moodle.agrupametoegap.pt Biblioteca: biblioteca.agrupamentoegap.pt Jornal: encontro.agrupamentoegap.pt Tiragem 50 exemplares - Papel 100 exemplares - Digital

que este Jornal é feito sobretudo pelos alunos. É impossível fugir à repetição, por isso deixamos aqui os so para retomar forças para o segundo período e uma vez çam que podem sempre esbanjar Amizade, Compreensão, Os dinamizadores da Oficina de Jornalismo

Mensagem de despedida Aos colegas que, por mim, manifestaram alguma amizade, respeito e consideração durante a minha carreira profissional nesta escola, agradeço sinceramente a sua amabilidade e companheirismo. Aos restantes colegas peço desculpas por não ter sabido cativar-lhes tão nobres sentimentos.

Aos funcionários da nossa escola agradeço toda a colaboração prestada e a paciência que tiveram em me aturar ao longo de todos estes anos. Aos meus alunos mais decentes e educados desejo-lhes muitos sucessos na vida e faço votos para que, no futuro, ajudem a salvar este país. A todos muito obrigado e até sempre. Prof. António Braz


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Entrevista com Ricardo Chibanga amigo, de nos trazerem de Moçambique aos dois. Quando chegámos à metrópole, em Setembro de1962, nós não tínhamos bem a noção do que era o toureio; nós tínhamo-nos apaixonado pelo traje de luzes ENCONTRO – Mas este traje não se pode vestir logo, pois não?

ENCONTRO - Onde nasceu? Ricardo Chibanga - Em Moçambique. ENCONTRO – Com que idade começou a tourear? Ricardo Chibanga – Comecei a gostar de touros em Moçambique: havia uma praça de touros onde iam os toureiros portugueses, espanhóis, mexicanos. Comecei a gostar da festa brava. Não tinha condições para vir para a metrópole, nós não dizíamos Portugal. Na altura chamava-se metrópole porque Portugal tinha colónias africanas como Guiné, Angola, Moçambique, Cabo Verde. Dessas colónias todas aquela da qual eu gostava mais era de Moçambique porque tinha uma praça de touros. Era lá que encontrávamos touros, cavaleiros… e iam também toureiros portugueses, espanhóis, mexicanos. Foi por causa disto que eu comecei a ser conhecido destes senhores que gostavam da festa brava; nós, na altura, em Africa, era mais futebol. Na minha zona os jogadores de futebol eram famosos na metrópole.

Ricardo Chibanga – Não. Foi muito tarde. Chegámos numa quinta-feira, em Setembro de 1962 e no dia seguinte eram as festas da Nazaré, nessa sexta-feira toureavam Manuel dos Santos e Dimantino Viseu e no sábado Manuel dos Santos e António dos Santos, que eram naturais da Golegã. No domingo, sem termos noção do que era o toureio, pois nós queríamos ser toureiros mas não tínhamos a noção exata do que era ser toureiro, gostávamos da festa em si, vestiram-nos de toureiros para uma vacada, uma brincadeira. Entrámos e como nessa altura em Portugal os africanos eram futebolistas e estudantes foi uma grande surpresa, a alegria das pessoas ao verem-nos, dois africanos numa vacada. Nessa vacada as pessoas riram, brincaram, acharam graça. Nós tínhamos vindo para ficar três meses, setembro, outubro e Novembro e era para voltarmos novamente para África. No entanto, ficámos cá a treinar. Levaram-nos para Torres Novas para uma escola aprender toureio com o senhor Mário Leão. Quando saímos de Torres Novas ficámos cá dois anos e depois eu fui para a tropa. Quando acabei a tropa e como gostava da festa, vim para a Golegã. Na Golegã, foi o senhor Patrício Sousa Cecílio que nos ensinou a tourear, a mim e a outro amigo. Quando viram que eu estava em condições, foi nessa altura que eu comecei a vestir o traje de luzes. Aprendi, tive muita ajuda de muita gente, de

ENCONTRO - Qual era a sua zona? Ricardo Chibanga – É Mafalala onde nasceu o Coluna, o Hilário, o Matateu, o Vicente, o Eusébio, onde nasceram grandes jogadores da bola. Eu comecei a ir às touradas e aos toiros de Portugal, comecei a apaixonar-me pela roupa de toureio o traje de luzes, apaixonei-me por aquilo, comecei a gostar.

ENCONTRO – Tinha que idade? Ricardo Chibanga – Tinha 12, 14 anos. Depois tive a sorte de aqueles senhores gostarem de mim, ajudava a limpar as praças de toiros, quando havia corridas em Moçambique, no fim do ano, na Páscoa, nas festas da cidade em Julho. Comecei a gostar daquilo, e aqueles senhores também gostaram de mim, foram grandes senhores na minha vida. Gostaram de mim e também de um grande amigo meu. Então, foram falar com o governador geral, que na altura era Sarmento Rodrigues, para nos trazer para a metrópole. Quando chegámos cá eu tinha 18 anos. Vim de avião, da força área de Portugal, no avião do governador geral. Tive a sorte, assim como o meu

Foto Jornal Expresso Continua


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Entrevista com Ricardo Chibanga pessoas reconheciam o meu valor e

Ricardo Chibanga – São dois animais

ajudavam-me.

que se enfrentam, um racional e o ou-

Tive momentos difíceis, quando levava

tro irracional. A paixão faz-nos dominar

cornadas, estive várias vezes às portas

o irracional e vencer o medo. Nunca

da morte, levei uma cornada no pesco-

sacrifiquei nenhum touro como nenhum

ço, estive 18 dias em coma em Espa-

nunca me sacrificou. São dois seres

nha. Levei essa cornada quando esta-

vivos que se enfrentam para que vença

va a tourear de joelhos, porque as pes-

o mais forte, mas por vezes o mais

soas gostavam de me ver tourear de

fraco também pode vencer o mais for-

joelhos. Tinham simpatia e afeto para

te. Para mim, era a minha paixão, a

comigo e eu dava tudo por tudo. O Dr

minha glória, era algo que me dava

Isabelinha de Santarém, um grande

prazer, que me fazia feliz. Sentir, não

senhor e um grande médico, ajudou-

olhar ao perigo. Enfrentar o touro é

me muito porque essa cornada atingiu-

também um teste à nossa capacida-

grandes senhores da terra, da Golegã,

me a vista e tive de ser operado. Pas-

de… capacidade de enfrentar o “mais

que têm touros e ganadarias (é difícil

sados uns anos fui operado duas vezes

forte”.

citar todos e não quero esquecer-me

e colocaram-me uma lente que me

ENCONTRO – Quando se conhece al-

de nenhum), muitos goleganenses e do

danificou a vista e tive de fazer um

guém e se convive com essa pessoa,

resto do país também Quando viram

implante da córnea. Tenho de reconhe-

que eu estava em condições fui para

cer que era a minha profissão e não

Espanha. Em Espanha consegui vitó-

posso dizer mal porque todas as profis-

rias. Lutei e houve muitas tardes de

sões têm o bom e o mau. E eu, graças

glória, muitas… como também tive

a Deus, estou feliz e consegui o que

outras tardes difíceis, levei muitas cor-

nunca tinha conseguido e Portugal deu

nadas, mas com êxito. O difícil é quan-

-me tudo. Sou o primeiro toureiro negro

do sentimos que temos de ter valor

mundial e da história. Obrigado Portu-

para vencer o difícil e eu venci. Conse-

gal, nunca pensei na minha vida vencer

poder-se-á dizer que existe amizade. O

gui ser toureiro e doutorei-me no tou-

o que venci, tive todos os apoios, tanto

que significa amizade para si?

reio mundial em 15 de agosto de 1971

do governo português como do povo

Ricardo Chibanga – Amizade existe

em Sevilha, onde tomei a minha alter-

português. Deram-me tudo.

quando as pessoas são afáveis e

nativa que é o doutoramento de tou-

quando há respeito. Deve existir res-

reio. A minha vida foi espetacular, triun-

ENCONTRO - Nunca teve medo quando

peito e quando me faltam ao respeito

fei nos quatro continentes, África, Euro-

enfrentava o touro ajoelhado?

eu afasto-me. As pessoas são boas,

pa, América e Ásia, e na Ásia nunca

Ricardo Chibanga – Toda a gente

mas por vezes…são humanas, e quan-

tinha havido touradas, como por exem-

tem medo, mas domina-se. A ambição

do falta o calor humano… O calor hu-

plo na Indonésia e em Macau. Fui para

de querer vencer faz-nos dominar o

mano é a base de qualquer pessoa. A

muitos países, Moçambique, Angola,

medo. Não há nenhum toureiro que

base principal do ser humano é respei-

Portugal, Espanha, França, Colômbia,

não tenha medo. Toda a gente tem

tar o próximo e quando vejo que uma

Venezuela, México, Canadá, Estados

medo e cada um tenta dominá-lo para

pessoa não sabe respeitar o outro eu

Unidos… Estes são alguns dos países

vencer.

afasto-me. Respeito todo o ser huma-

onde tive a sorte de estar e tive a sorte

ENCONTRO - Estar frente ao touro, olhar

no.

de triunfar. E nos momentos difíceis, as

para ele olhos nos olhos…


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Entrevista com Ricardo Chibanga ENCONTRO - Por que motivo é que os

Ricardo Chibanga – É preciso gostar,

conhecidos em Portugal e pensava que

toureiros usam trajes coloridos, brilhan-

ter paixão, boa forma física e treinar.

gostaria também de ser alguém. Tive a

tes, dourados e prateados?

Mas a base principal é ter pujança e

sorte de poder seguir esta minha pai-

Ricardo Chibanga – O traje dourado

xão e estou cá! Mas tive de lutar para

é para os matadores de touros e o pra-

poder vencer naquilo que eu gostava.

teado para os subalternos, isto é, para os bandarilheiros. E nós como somos cabeça de cartaz, nós é que somos a

ENCONTRO – Já lhe devem ter colocado

base da festa, por isso a roupa doura-

esta questão, gosta de ser toureiro.

da, com luzes. Os bandarilheiros usam

Ricardo Chibanga – Adoro, é a minha

a cor prateada.

paixão. Se voltasse atrás faria tudo da mesma forma.

ENCONTRO – E o significado do capote

querer vencer.

vermelho, qual é?

ENCONTRO – São necessárias quantas

Ricardo Chibanga – O touro não vai

horas diárias de treino?

ENCONTRO – Se não tivesse sido tou-

ao vermelho, segue o vulto. O touro

Ricardo Chibanga – Não há horas

reiro, qual teria sido a sua profissão?

tem uma visão a preto e branco e o

específicas. Deve fazer-se ginástica

Ricardo Chibanga – Não sei. A vida

que ele segue é a sombra, o vulto.

diariamente, uma hora ou duas horas,

em África era bastante difícil e não

pegar nas muletas, nas bandarilhas.

tinha futuro. Era jovem e não sabia

Mas o principal é a pessoa sentir-se

quais eram as minhas ambições. A

forte e poderoso. Levei algumas corna-

pobreza que existia na minha família,

das quando não me sentia fisicamente

nessa altura não tinha condições de

forte, o próprio touro sentia que eu es-

vencer, mas tive a sorte de concretizar

tava mais fraco fisicamente. Quando eu

o meu sonho, concretizar a minha pai-

estava mais forte não sentia medo e

xão e ser toureiro. E se não o fosse,

sentia o impacto e confiança para en-

não sei o que iria fazer na minha vida.

frentar o touro. ENCONTRO – Não é então a cor vermelha que atrai o touro?

ENCONTRO – É necessário ter cuidado

ENCONTRO – O que sente quando che-

Ricardo Chibanga - Não. Pode usar-

com a alimentação?

ga à arena?

se outra cor porque o touro, como já

Ricardo Chibanga – Não necessaria-

Ricardo Chibanga – Quando chego à

disse, segue o vulto. O touro vai ao

mente.

arena peço a Deus Todo Poderoso que

engano, segue o vulto e o movimento. Usa-se esta cor por ser mais apelativa, mais viva. ENCONTRO – Por isso é que se uma pessoa estiver parada o touro não reage?

me ajude para poder triunfar, para que ENCONTRO – Mas é preciso ter muita

o público aprecie o espetáculo e para

coragem?

que eu possa retribuir a simpatia desse

Ricardo Chibanga – Lógico mas to-

público.

dos nós temos de ter coragem, mas é preciso gostar, sentir paixão. Se gostarmos ultrapassamos tudo. Para se

Ricardo Chibanga – O toureiro não se

ser toureiro é necessário sentir paixão,

mexe, está parado e quando o touro se

sentir-se feliz na vida. No meu caso, eu

aproxima, mexe, abana o capote para

queria vencer. Eu via os toureiros em

atrair o animal, e este vai ao engano.

África, com aqueles trajes e apaixonei-

ENCONTRO – Quais as características

me pelos trajes, pela beleza, pelo artis-

necessárias para exercer a sua profis-

ta na praça de touros. Ouvia falar dos

são?

jogadores de futebol que ficaram

Continua


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Entrevista com Ricardo Chibanga ENCONTRO – A Fé é muito importante?

país por onde passei. Quando as coi-

do, feliz. Consegui vencer o que nunca

Ricardo Chibanga – É a base princi-

sas corriam bem tinha aplausos, quan-

pensei.

pal porque Deus dá tudo.

do corriam mal tinha assobios, mas

ENCONTRO – Tem algum hábito que

sempre me senti feliz. Lutei, trabalhei,

cumpre antes de entrar na arena? Ricardo Chibanga – Deus é a minha base, tenho os meus santos. Faço as minhas orações, acredito que vou ser feliz e peço a Deus que me dê tudo de bom.

sinto-me muito honrado. ENCONTRO – Tem alguma praça de touros que o tenha marcado mais? Ricardo Chibanga – Não. Todas estão todas no meu coração, no entanto a de Sevilha tem um lugar especial, foi Sevilha, Madrid, Nîmes… Todas estão no meu coração. Em Jacarta toureei num campo de futebol, estavam lá cem mil pessoas, e também me senti lá feliz. ENCONTRO – Tem algum toureiro de

do? Quando recuperou do coma? RC – Nunca me revoltei com Deus porque Ele protegeu-me, a profissão em si é que me traiu. Foi Deus que me trouxe pessoas que me ajudaram a recuperar e que me deram calor. Foi Deus que trouxe essas pessoas que me deram mais “garra” para voltar à arena. ENCONTRO – Como se sente por ser o primeiro toureiro negro? Ricardo Chibanga – Sinto muita honra e muito orgulho, não é vaidade é muito orgulho por ter vencido, por ter sido o primeiro e por Portugal ter muito orgulho em mim. Obrigado Portugal por me ter trazido de África e por me ter feito toureiro. Sinto muito orgulho por ser o primeiro toureiro negro da História. Os portugueses deram-me tudo de bom. Triunfei, fui levado por pretos e brancos em ombros desde a praça de touros do Campo Pequeno até ao Saldanha. Senti-me muito feliz. Nunca senti problemas de cor, de raça, nem em Portugal, nem em nenhum outro

participou? Ricardo Chibanga – Não sei, foram

lá que fui doutor em toureio. Lisboa,

ENCONTRO – Nunca se sentiu revolta-

ENCONTRO – Em quantas touradas

eleição? Ricardo Chibanga – Tenho respeito e admiração por todos os meus colegas. Sinto o valor, as dificuldades com que enfrentamos os touros. Cada toureiro sabe lidar o touro, tem a sua arte, tem a sua forma de enfrentar o touro e admiro todos e tenho respeito por todos eles. ENCONTRO – E a nova geração de toureiros? Ricardo Chibanga - Em Portugal, estão a fechar as portas ao toureio a pé. Os novos toureiros a pé não conseguem vencer na vida, uma vez que lhes estão a fechar a porta. Há muitos que nunca tourearam na praça do Campo Pequeno; sentem-se desiludidos. ENCONTRO – Com que idade tirou a alternativa? Ricardo Chibanga – Tinha 25 anos, foi no dia 15 de agosto de 1971. ENCONTRO – Como se sente ao comemorar 40 anos de alternativa? Ricardo Chibanga – Sinto-me honra.

muitos anos… ENCONTRO – Pensa reformar-se um dia? Ricardo Chibanga – Já estou reformado há perto de cinco anos. ENCONTRO – Sabemos que tem uma praça desmontável. Continua a correr o mundo com a sua praça? Ricardo Chibanga – É o mundo do qual eu gosto e enquanto eu puder irei continuar a fazer aquilo que gosto. Estou e estarei sempre apaixonado pela festa brava. ENCONTRO – Sabemos que já é avô… O seu neto tem o seu nome. Como se sente? Ricardo Chibanga – Tenho muito orgulho e estou muito feliz. Peço a Deus que o meu neto estude e siga na sua vida. ENCONTRO – Gostava que o seu neto seguisse os seus pisadas? Ricardo Chibanga – Não, não… foram muito duras. Mas se ele gostar, eu estarei cá para o acompanhar no mundo da festa brava. De modo algum vou fechar as portas da felicidade ao meu neto, e estarei cá para a ajudar naquilo que precisar, pedindo sempre a Deus que o ajude a estar no bom caminho.


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Testemunhos de antigos alunos da Escola Mestre Martins Correia IDENTIFICAÇÂO

IDENTIFICAÇÂO

Henrique Manuel Lima Bento

João Henrique de Jesus Mota Martins Mendes - 31 anos

ENCONTRO - Estudou aqui até

ENCONTRO - Estudou aqui até

que ano?

que ano?

Não me lembro – talvez 90

Estudei até ao nono ano, tendo ido

depois para outra escola.

Voltei para esta escola, já no 12º ENCONTRO - Quando acabou

para terminar o secundário.

aqui os seus estudos, estudou mais ou foi trabalhar? Para onde é que foi estudar?

ENCONTRO - Quando acabou aqui os seus estudos, estu-

Que curso tirou ou está a tirar?

dou mais ou foi trabalhar?

Quando terminei o curso técnico profissional de agricultura fui

Continuei a estudar.

fazer o Arco em fotografia (2 anos), depois fui para Macau trabalhar como fotógrafo da Câmara das ilhas da Taipa

ENCONTRO - Para onde?

(Macau). Quando voltei inscrevi-me na licenciatura de Cinema

CECOA - Centro de Formação Profissional para o Comércio e

(4 anos), após terminar a licenciatura em cinema fiquei a tra-

Afins em Lisboa.

balhar na Universidade como professor de Fotografia. Um ano depois, fiz o Mestrado em Filosofia (estética), na Universi-

ENCONTRO - Que curso tirou ou está a tirar?

dade Nova de Lisboa. Actualmente estou a frequentar o Dou-

Curso Técnico de Gestão de PMEs.

toramento em Comunicação e Artes na Universidade Lusófona.

ENCONTRO - Que profissão tem? - Gosta do que faz? Porquê? Director Comercial numa Multinacional ligada ao Turismo não

ENCONTRO - Que profissão tem? – Gosta do que faz? Por-

comunitário. Gosto imenso do que faço. O contacto constante

quê?

com pessoas, realizar negociações, desenvolver novos pro-

Dou aulas, faço fotografia para exposições e realizo curtas

jectos e ter uma função mentalmente activa são as algumas

metragens.

das razões que me levam a gostar do que faço. ENCONTRO - Gostou de andar nesta escola, porquê? Sim, gostei bastante. O facto de ter encontrado bons profes-

ENCONTRO - Gostou de andar nesta escola, porquê?

sores e ter conhecido pessoas que marcaram a minha vida

Que coisas o marcaram nesta escola?

são as razões essenciais, mesmo que algumas delas nem se

Aconteceu-lhe alguma coisa de especial nesta escola,

apercebam que o tenham feito.

que queira partilhar connosco? Gostei de frequentar a escola secundária da Golegã, é sim-

ENCONTRO - Que coisas o marcaram nesta escola?

ples dizer porquê os meus colegas eram camaradas, os pro-

A entrega de alguns professores ao ensino e o facto de acre-

fessores eram bons professores mas sinceramente tenho

ditarem em nós, fazendo-nos ter a certeza que com trabalho

uma saudade enorme de sentir o cheiro da terra logo de ma-

tudo é possível e alcançável, independentemente do meio de

nhã, aqui em Lisboa não consigo cheirar senão o fumo dos

onde se vem.

carros. Os acontecimentos surgem na minha cabeça, gostava de

Aconteceu-lhe alguma coisa de especial nesta escola, que queira partilhar connosco?

estar a ouvir música sozinho perto dos feijoeiros, talvez por-

A que mais me recordo foi um professor de Matemática, em

que estes me inspiravam histórias que só acontecem dentro

concreto (Manuel André), que sem dúvida influenciou as mi-

da minha cabeça.

nhas escolhas em termos de continuidade dos estudos.


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Testemunhos de antigos alunos da Escola Mestre Martins Correia IDENTIFICAÇÂO

ENCONTRO – Que curso tirou ou está

Catarina Almeida – 28 anos

a tirar? Entrei para Arquitectura em 2000, frequentei até 2003 acabando por desistir, porque realmente não era o que eu gostava, mas com 18 anos sabemos lá nós o que queremos ser no futuro?! Daí a importância da Orientação Vocacional, para nos auxiliar nas nossas escolhas que poderão ser para sempre, mas a que não damos importância na altura em que nos confrontamos com milhares de opções para o nosso futuro. No entanto, tive a oportunidade de mudar de curso porque a minha família o permitiu, apesar de muito resistente ao início,. Assim em 2004 entrei para o ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada), onde tirei a Licenciatura em Ciências Psicológicas e Mestrado em Psicologia, área de especialização Psicologia Clínica.

ENCONTRO – Estudou aqui até que ano? Frequentei a Escola Secundária Mestre Martins Correia, que naquela altura se designava por Escola C+S da Golegã até ao 9º Ano. ENCONTRO – Quando acabou aqui os

ENCONTRO – Que profissão tem?

seus estudos, estudou mais ou foi trabalhar? Quando terminei o 9º Ano, por não haver na escola a área de artes, continuei os meus estudos noutra escola, em Torres Novas.

Gosta do que faz? Depois do meu percurso académico se não gostasse do que faço estava tramada (risos), seria uma pessoa infeliz certamente. Sou Psicóloga Clínica, adoro o que faço, apesar de achar que a Psicologia em Portugal ainda não é bem entendida e valorizada pela população em geral, o que acaba por ser um desafio para nós Psicólogos de última geração, construindo e mostrando o que realmente é a Psicologia e o trabalho de um Psicólogo, independentemente do contexto de intervenção.

ENCONTRO – Para onde foi estudar? Fui para a Escola Secundária Maria Lamas frequentar a área de artes até ao 12º Ano, porque na época queria “ser Arquitecta”. Coloquei de parte a hipótese de que para alcançar melhores resultados para ingressar no ensino superior com que sonhava, talvez continuar na “minha escola”, fosse a melhor opção, mas com 15 anos pensava lá eu nisso! Então lá fui eu para a Escola Secundária Maria Lamas, que não desvalorizo, tem bons professores e um bom sistema de ensino, no entanto, as relações interpessoais entre professor/aluno não correspondiam às que estava habituada até ao meu 9º ano. Carinho, preocupação e atenção por parte dos professores, que muitas vezes julguei e critiquei ao ponto de pensar ser uma maneira de me controlarem…e que hoje constato que estava tão enganada….

eram interessados, preocupados e atentos, se tivesse continuado cá….talvez o meu percurso tivesse sido bem diferente.

ENCONTRO – Que coisas a marcaram nesta escola? Tantas coisas me marcaram nesta escola….foi uma transição da primária para o ciclo, que se fez sem qualquer tipo de problema, as “ tias” como nós chamávamos, eram umas queridas, apesar de haver algumas que nós tínhamos prazer em irritar (risos), o grupo de amigas sempre muito unido, as cartas, os diários que escrevíamos umas às outras, que ainda guardo religiosamente e quando bate a nostalgia, folhei-os e farto-me de rir…. Mas aquilo que realmente ficou, foi a relação extraordinária que se construiu com alguns professores, relação que perdura até hoje com aqueles que continuam a leccionar na escola, infelizmente outros foram transferidos para agrupamentos longínquos, acabando por lhes perder o rasto, mas que estão presentes na minha memória.

ENCONTRO – Aconteceu-lhe alguma ENCONTRO – Gostou de andar nesta escola, porquê? Se me tivessem colocado essa questão quando tinha 14/15 anos, a minha resposta seria não, mas com essa idade apesar de acharmos que sabemos tudo, não sabemos nada….achava que era um ambiente muito controlado, toda a gente sabia o que fazia e o que não fazia (risos). Hoje respondo que Gostei e Muito e no meu interior existe um arrependimento de não ter continuado até ao 12º ano na escola da Golegã, onde o ambiente era acolhedor, os professores

coisa de especial nesta escola? Que queira partilhar? Penso que já foi tudo dito….Resta a saudade desta escola, dos professores que deixei, dos amigos que se perderam e outros que se ganharam. Quero apenas deixar uma mensagem aos alunos da Escola Secundária Mestre Martins Correia “a minha escola”, aproveitem ao máximo a escola, os amigos, as aulas e aqueles que vos ensinam, porque pode não ser claro para vós agora, mas …AQUI TÊM TUDO PARA ALCANÇAR OS VOSSOS SONHOS!!!!


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Poesia ou talvez não...

Sombras Existi num momento do qual ficou apenas uma sombra Que sentimentos regista esta imagem? Nenhuns! É apenas uma sombra, um registo de alguém que existiu no momento. Não é possível ler rosto no conjunto. Nem uma réstia de olhar ficou, apenas uma mancha no meio de folhas mortas que não

A melhor amiga do homem

voltará a repetir-se. Quantas sombras passaram entre aque-

A melhor amiga do homem é aquela que sempre esteve ali

las folhas?

mesmo ao seu lado

Quantos

risos

passaram

por

aquele

caminho?

sem que por vezes tenha dado por ela virgem, imaculada

Que resta de mim naquele lugar? Nada! Nem a sombra ficou.

nua mas vestida de branco

Resolveu seguir-me mas perdeu-me logo que apanhei outra

uma simples folha de papel

sombra maior que a minha. Esta sombra nunca mais existirá.

Encontramo-la normalmente em estado puro sem nada escrito

Ficou no passado decidindo não me seguir para o presente…

Nela lavramos as nossas emoções, os nossos desencantos e

E eu?! O que sou? Uma sombra? Não! Claro que não. Sou

dores amores e desamores

apenas um fazedor de sombras…

Nada diz mas tudo ouve Manuel André

Consente que nela despejemos os nossos segredos sem reclamar sem criticar apenas aceitando Para ela é uma dádiva deixou de ser uma folha em branco já não é virgem, mas continua pura agora tem conteúdo emoções que pode perpetuar até à eternidade A palavra pensada e depois nela escrita passou a ser a sua alma O homem aqui encontra uma grande amiga quase a namorada perfeita Dão prazer um ao outro trocam sentimentos os que o homem escreve os que o homem lê os que o homem recorda Após a morte a namorada mantém vivo o espírito de quem a namorou de quem dela se serviu para desabafar enfim amigos até que a morte os separe M. André


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”O Poeta é um fingidor”, Fernando Pessoa Se não sinto

Para fingir

É porque minto,

Por vezes, é preciso mentir

Se o pensar é mentira, por não sentir

Sem pensar

Então todos mentimos enquanto vivemos a sor-

No que se está a sentir

rir. Quando penso, Se o senti em tempos,

Na mentira que pronuncio

Posso agora repetir

Começo a sentir

E tudo o que direi não será mentir

A dor que queria afastar.

Ou serei assim tão louco para fingir? E agora só me resta, Alexandre Santos - 12ºA

Deixar de pensar Nesta dor que sinto Para esta quadra acabar. Miguel Santiago - 12ºA

Uma das dores É a sentida Graças ao leitor

A vida a passar

No texto, ela está contida.

Um ser a sentir Filipe Feijão - 12ºA

Com vontade de brincar Num momento a sorrir.

Tardes passadas

Escrever com poucas palavras

A sentir dor,

A dor que o tempo cura

Faço tudo

Tentar sentir às claras

Para esconder este ardor.

Com imensa ternura.

Fingir não serve,

Num momento de inspiração

Pois permite-me perceber

Poderei sentir sem a razão

Que estou “verde”

Dando chama ao coração

De dar a entender.

Para não sofrer uma ilusão. Joana Bexiga - 11ºA

Carlos Medinas – 12ºA


Página 11

”O Poeta é um fingidor”, Fernando Pessoa Pensar é sentir

Ouvi dizer que poesia é fingir

Tudo o que se sente

Fiquei então a perceber

Para refletir

Que na poesia não há mentir,

Sobre quem não mente

O poeta apenas a sensação quer fornecer.

Quem sabe fingir

A poesia trabalha

É porque dor não tem

Com sentimentos transmitidos,

ão é que saiba mentir

Uns confusos

Mas quer enganar alguém

Outros divertidos.

Para vidas transformadas

O poeta é um fingidor

É preciso viver

Tem na base o inteleto

Não pensar nas passadas

Quer fingir a dor

E sobreviver

Esperemos que fique atento. José Júlio - 12ºA

Joana Dias - 12ºA

Eu que tenho esta dor

Por eu fingir

Esta dor que é sentida

Há muita coisa que não sinto

Tenho de me esquecer dela

Mas por vezes deixo-me ir

Para esquecer uma dor fingida

Por vontade do destino

Pensam que é mentira

Querer é sentir

Mas não compreendem

É sinal que não minto

Eu modelo, crio e transformo

Quando não me apetece fugir

Tudo o que vejo na vida

Daquilo que sinto

O que vejo só eu sei

Logo, se sentir

O que os outros pensam não quero saber

Não estou a mentir

O que eu escrevo é a fingir

E como não vou fugir

Ficando o outro a perder

O melhor é fingir Luís Rainha - 12ºA

Catarina Alves - 11ºA


Página 12

Deambulando pelas ruas de Sintra… Percurso Queirosiano

dário e dos Cursos Profissionais “deambularam” pelas ruas de

A ação d' Os Maias passa-se em Lisboa, na segunda metade do séc. XIX. Conta-nos a história de três gerações da família Maia.A ação iniciase no outono de 1875, altura em que Afonso da Maia, nobre e rico proprietário, se instala no Ramalhete. O seu único filho – Pedro da Maia – de carácter fraco, resultante de uma educação extremamente religiosa e protecionista, casa-se, contra a vontade do pai, com a negreira, Maria Monforte, de quem tem dois filhos – um menino e uma menina. Mas a esposa acabaria por o abandonar para fugir com um napolitano, levando consigo a filha - Maria Eduarda - de quem nunca mais se soube o paradeiro. O filho – Carlos da Maia – viria a ser entregue aos cuidados do avô, após o suicídio de Pedro da Maia. Carlos passa a infância com o avô, formando-se depois, em

Sintra, seguindo os passos de Carlos da Maia, herói da famo-

Medicina, em Coimbra. Carlos regressa a Lisboa, ao Rama-

sa obra Os Maias de Eça de Queirós. Foram acompanhados

lhete, após a formatura, onde se vai rodear de alguns amigos,

por uma responsável do Departamento de Cultura, Turismo,

como o João da Ega, Alencar, Dâmaso Salcede, Euzébiozi-

Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Sintra que, ao

nho, o maestro Cruges, entre outros. Seguindo os hábitos dos

longo da “deambulação”, foi relembrando excertos da obra.

que o rodeavam, Carlos envolve-se com a Condessa de Gou-

No passado dia 21 de novembro, os alunos do Ensino Secun-

varinho, que depois irá abandonar. Um dia fica deslumbrado ao conhecer Maria Eduarda, que julgava ser mulher do brasileiro Castro Gomes. Carlos segue-a algum tempo sem êxito, mas acaba por conseguir uma aproximação quando é chamado por Maria Eduarda para visitar, como médico a governanta - Miss Sarah. Começam então os seus encontros com Maria Eduarda, visto que Castro Gomes estava ausente. Carlos chega mesmo a comprar uma casa onde instala a amante. Castro Gomes descobre o sucedido, através de uma carta enviada por Dâmaso Salcede e procura Carlos, dizendo que Maria Eduarda não era sua mulher, mas sim sua amante e que, portanto, podia ficar com ela. Entretanto, chega de Paris um emigrante, Sr Guimarães, que diz ter conhecido a mãe de Maria Eduarda e que a procura Esta visita de estudo teve como objectivos promover o desen-

para lhe entregar um cofre que, segundo ela lhe disse, conti-

volvimento integral dos alunos, alargando os seus conheci-

nha documentos que identificariam e garantiriam para a filha

mentos e forma de apreensão do mundo; tomar contacto com

uma boa herança. Essa mulher era Maria Monforte – a mãe

autores e obras da Literatura Portuguesa; desenvolver nos

de Maria Eduarda e também a mãe de Carlos. Os amantes

alunos diversas competências entre as quais, a capacidade

eram irmãos...Contudo, Carlos, inicialmente, não aceita este

de observação, de análise e o espírito crítico; estimular a rela-

facto e mantém abertamente a relação – incestuosa – com a

ção do aluno com espaços naturais e o interesse pela nature-

irmã. Afonso da Maia, o velho avô, ao receber a notícia morre

za; desenvolver o sentido estético; desenvolver competências

de desgosto. Ao tomar conhecimento, Maria Eduarda, agora

sociais, de forma a promover um convívio saudável entre to-

rica, parte para o estrangeiro, e Carlos, para se distrair, vai

dos.

correr o mundo.

Continua


Página 13

Deambulando pelas ruas de Sintra… Percurso Queirosiano O romance termina com o regresso de Carlos a Lisboa, passados dez anos, e o seu reencontro com Portugal e com Ega, que lhe diz: - "Falhámos a vida, menino!".

Sintra e Os Maias " Era uma linda manhã muito fresca, toda azul e branca, sem uma nuvem, com um lindo sol que aquecia, e punha nas ruas, nas fachadas das casas, barras alegres de claridade dourada." Os Maias, Cap.VIII

"Só ao avistar o Paço descerrou os lábios: - Sim senhor, tem cachet! E foi o que mais lhe agradou - este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente as-

" De vez em quando aparecia um bocado da serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias, ou via-se o Castelo da Pena, solitário, lá no alto.”

sentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes, resumindo tudo, como se essa residência fosse toda ela uma cozinha talhada às proporções de uma gula de rei que cada dia come todo um reino."

"Eram duas da tarde quando os dois amigos saíram enfim do hotel, a fazer esse passeio a Seteais - que desde Lisboa tentava tanto o maestro. Na praça, defronte das lojas vazias e silenciosas, cães vadios dormiam ao sol: através das grades da cadeia, os pre-

"Defronte do hotel da Lawrence, Carlos retardou o passo, mostrou-o ao Cruges. - Tem o ar mais simpático..."

sos pediam esmola.(...)

Continua


Página 14

Deambulando pelas ruas de Sintra… Percurso Queirosiano seu grande escudo de armas."

"Cruges, no entanto, encostado ao

(...) Iam ambos caminhando por uma

parapeito, olhava a grande planície de

das alamedas laterais, verde e fresca,

lavoura que se estendia em baixo, rica

de uma paz religiosa, como um claus-

e bem trabalhada, repartida em qua-

tro feito de folhagem."

dros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos assim que ele tinha na mesa do seu quarto. Tiras brancas de estrada serpeavam pelo meio(...) O mar ficava ao fundo, numa linha uni-

“(...) o maestro declarou que preferia

da esbatida na tenuidade difusa da

estar ali, ouvindo correr a água, a ver

bruma azulada: e por cima arredonda-

monumentos caturras...

va-se um grande azul lustroso como

- Sintra não são pedras velhas, nem

um belo esmalte,(...)”

coisas góticas... Sintra é isto, uma pouca de água, um bocado de musgo... Isto é um paraíso!...”

" - Vejam vocês isto!- gritou o Cruges, que parara, esperando-os, isto é subli-

" -Agora Cruges, filho, repara tu naque-

me.

la tela sublime.

Era apenas um bocadito de estrada,

O maestro embasbacou. No vão do

apertada entre dois velhos muros co-

arco, como dentro de uma pesada mol-

bertos de hera, assombreada por gran-

dura de pedra, brilhava, à luz rica da

des árvores entrelaçadas, que lhe fazi-

tarde, um quadro maravilhoso, de uma

am um toldo de folhagem aberto à luz

composição quase fantástica, como a

como uma renda: no chão tremiam

ilustração de uma bela novela de cava-

manchas de sol: e, na frescura e no

laria e de amor. Era no primeiro plano o

silêncio, uma água que se não via ia

terreiro, deserto e verdejando (...) e

fugindo e cantando."

"Quando passaram o arco,encontraram

emergindo abruptamente dessa copa-

" Mas ao chegar a Seteais, Cruges

Carlos sentado num dos bancos de

da linha de bosque assolhado, subia no

teve uma desilusão diante daquele

pedra, fumando pensativamente a sua

pleno resplendor do dia, destacando

vasto terreiro coberto de erva, com o

cigarrette. (...) do vale subia uma fres-

vigorosamente num relevo nítido sobre

palacete ao fundo, enxovalhado, de

cura e um grande ar; e algures, em

o fundo do céu azul-claro, o cume airo-

vidraças partidas, e erguendo pompo-

baixo, sentia-se um prantear de um

so da serra.”

samente sobre o arco, em pleno céu, o

repuxo."


Página 15

“Lá fora - Cá dentro” Pisando o palco … in English “I spy with my little eye” Na manhã do passado dia 21 de novembro, os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, do Ensino Secundário e dos Cursos Profissionais tiveram a oportunidade de assistir e participar numa representação teatral em inglês.

A paragem seguinte foi o Centro de Ciência Viva de Sintra que aguardava e era aguardada, com ansiedade, pelos alunos dos 7ºs anos de escolaridade e 3º ano do Curso Profissional.

Após a representação, seguiram diretamente para Sintra, tendo almoçado no jardim da vila. Aproveitaram esta pausa para respirar o “micro-clima”, conviver … e ainda percorrer algumas ruas da vila, esperando encontrar as famosas queijadas e os deliciosos travesseiros da Piriquita…

Esta visita de estudo teve como objectivos promover o desenvolvimento integral dos alunos, alargando os seus conhecimentos e forma de apreensão do mundo; desenvolver nos alunos diversas competências entre as quais, a capacidade de observação, de análise e o espírito crítico; estimular a relação do aluno com espaços naturais e o interesse pela natureza; desenvolver o sentido estético; desenvolver competências sociais, de forma a promover um convívio saudável entre todos; estimular os alunos para a aprendizagem da língua estrangeira e desenvolver as competências de oralidade/ comunicação nas línguas mãe e estrangeira.


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Notícias A Agromais, Entreposto Comercial Agrícola C.R.L., organiza-

Agromais atribui prémio monetários a alunos

ção de agricultores com sede em Riachos - Torres Novas, fundada em 1987 com o objetivo de consolidar e defender os interesses dos produtores agrícolas da Região do Norte do Vale do Tejo, ofereceu-se para atribuir os prémios monetários a estes alunos. A cerimónia decorreu no dia 25 de novembro, na sala multiuso, e contou com a presença do Presidente da Direção da Agromais – Engenheiro LuisVasconcellos e Souza, outros membros da Direção, o Diretor Executivo da Agromais – Dr Jorge Neves, um dos fundadores da Agromais – Engenheiro Alfredo Orvalho e ainda com o Presidente da Agrotejo – Engenheiro António José Carvalho. Em representação da autarquia esteve o Senhor Vereador Rui Medinas. O Diretor do Agrupamento agradeceu esta decisão da Agromais. De seguida, falou o Presidente da Agromais que fez um pequeno historial desta organização, da sua importância na região, salientando a importância da formação das gerações

No dia 30 de setembro, designado pelo Ministério da Educa-

futuras e manifestou ainda o desejo de haver um estreitar de

ção por “Dia do Diploma”, decorreu a cerimónia de entrega

relações entre o Agrupamento e a Agomais. O Presidente do

dos diplomas de Quadros de Valor e de Excelência, de con-

Conselho Geral agradeceu a generosidade e o gesto de me-

clusão dos Cursos CEF, Profissional e Secundário relativos

cenato.

ao ano letivo 2010/2011. Foi também entregue o Diploma de Mérito ao melhor aluno do Ensino Secundário e do Curso Profissional que foram, respetivamente, Adriana Filipa Soares Narciso e Bruno Alexandre Félix Vedor. O Ministério atribuía um prémio monetário de 500€ a cada curso. De acordo com o documento da DRELVT recebido no dia 27/11/2011, a Escola foi informada que “este ano não será atribuído o prémio monetário de 500 euros a cada aluno de mérito no dia da entrega dos respectivos diplomas, dia 30 de Setembro… “.

O aluno Constantino Diky proporcionou um agradável momento musical com a sua flauta transversal


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Comemoração do Hallowe`en

E porquê o Desenho e a Pintura? ... pequenos talentos que, a não serem desenvolvidos em tenra idade, se poderão perder bons designers, artistas plásticos, arquitetos e engenheiros, já para não falar das simples profissões que no dia-a-dia precisam de conhecimentos transmitidos nestas disciplinas. Haverá algo melhor que o deleite do E porquê o Desenho e a Pintura? Porquê levar as crianças a aprender a cortar papel e a colá-lo criando algo novo? A utilizar uma régua ou um compasso para traçar linhas que revelam o certo e o errado? Porquê levá-las a representar o mundo que as rodeia ou a expressar no papel ou na tela o seu olhar crítico e sonhador.

nosso olhar pelos trabalhos dos alunos expostos pelos corredores das escolas ao longo do ano? A mim sabe-me bem observar os seus sorrisos quando o seu trabalho é valorizado. Mais ainda

No dia 31 de Outubro, (véspera do Dia de todos os Santos) a Escola Básica 2,3/S Mestre Martins Correia comemorou o Halloween (abreviatura de All Hallows Even - Véspera de Todos os Santos), um evento tradicional e cultural dos Estados Unidos e do Reino Unido, e sinalizou o Dia de todos os Santos (All Hallows Day), comemorado em Portugal no dia 1 de Novembro. Nas aulas de E.V.T. e de Inglês, os alunos dos 2º e 3º ciclos empenharamse na criação de motivos alusivos a esta festividade, tendo posteriormente a oportunidade de exporem os seus trabalhos.

quando é destacado num espaço público. Algo como alguém disse um dia….deixem-nos

trabalhar,

deixem-

nos criar…. Cristina Rodrigues

Fala-se que alguns dos senhores que governam, ou pretendem governar este país, consideram a hipótese de fazer desaparecer a disciplina ou em limitar os tempos de aula onde a aprendizagem de técnicas de trabalho, explorando o concreto ou imaginário, pode ser feita. Pois bem, não se esqueçam eles que muitas das competências no âmbito da motricidade fina, de autoconfiança e de integração das crianças em grupo são desenvolvidas nas disciplinas sempre menosprezadas de Educação Visual e Tecnológica, Educação Visual e Educação Tecnológica. É através do trabalho plástico, na comunicação expressiva das artes/ofícios que se

Bruxas, monstros, fantasmas, esqueletos, morcegos, aranhas, abóboras transformadas em Jack O’Lanterns, Dráculas e Frankesteins fizeram, assim, parte de um cenário com símbolos alusivos ao evento e alteraram a decoração da sala polivalente. A par disso, podiam visualizar-se diapositivos sobre a origem e a tradição da comemoração do Dia de Todos os Santos, iniciativa tomada pela BE/CRE. A quem brincou ao “Trick or Treat – Travessura ou Doçura”, não faltou um docinho, não fosse alguém lembrar-se de pregar uma partida. Os alunos consideram que esta iniciativa deve ter continuidade, por permitir conhecer aspetos culturais nacionais e estrangeiros.


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“Terramoto de 1755, Os Quês e Porquês”

Atividade desenvolvida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil em articulação com o "Projeto Viagem no Tempo". O objectivo desta acção de sensibilização foi a introdução a medidas de protecção durante sismos, incêndios e inundações, tendo como base os acontecimentos de 1 de Novembro de 1755. Foram explicados cada um dos fenómenos e as ações tomadas para mitigar a situação. A atividade / ação de sensibilização destinou-se aos alunos dos 3º e 4º anos das escolas do 1º ciclo, no aniversário do terramoto de 1755. Foram apresentados slides alusivos ao terramoto de 1755, de modo a motivar os alunos e a suscitar discussão sobre as atitudes a tomar em caso de sismo, incêndio ou inundação; seguiu-se um momento de esclarecimento de dúvidas e conversa com os alunos sobre ações e agentes de protecção civil.

O que deves fazer: Em caso de terramoto:

▲Não te precipites para as saídas; ▲Mantém-te afastado das janelas, espelhos, chaminés, candeeiros ou móveis. ▲Protege-te no vão de uma porta interior, canto de uma sala, debaixo de uma mesa ou mesmo de uma cama ▲Não corras nem andes a vaguear pelas ruas. ▲Mantém-te afastado dos edifícios, sobretudo dos antigos, altos ou isolados, dos postes de eletricidade, dos taludes ou muros.

Em caso de incêndio:

▲Liga para o 112 ou avisa os Bombeiros. ▲Anda de gatas se houver fumo. ▲Não corras se a tua roupa começar a arder. ▲PARAR-DEITAR-ROLAR. ▲Antes de abrires uma porta verifica, com a palma da mão, se ela está quente. ▲Se não conseguires sair em segurança procura uma janela ou varanda de onde possas ser visto.

Em caso de inundação:

▲Afasta-te das zonas inundadas para não seres arrastado pela corrente. ▲Não brinques nem nades nas águas da inundação, pode ser muito perigoso! ▲Fica junto dos adultos. ▲Não fiques perto de cabos de eletricidade que estejam caídos no chão. Podes ficar elecrocutado. ▲A água da inundação pode estar contaminada com substâncias perigosas. Podes ficar doente se a beberes ou se comeres alimentos que estiveram em contacto com ela. ▲Procura abrigo num sítio alto. Para pedires socorro usa um pano, a lanterna a pilhas, ou aquilo que tiveres à mão.


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Espaço do 6º C O Presente de Natal

A mãe de Nádia, por entre o seu traba-

Helena embrulhou o cachecol da Nádia

Faltava um mês para o Natal.

lho, mostrou-lhe como se fazia. A se-

em papel vermelho e atou-o com um

- Vou tricotar um cachecol para a Nádia

guir a Nádia sentou-se com o seu gato

grande laço verde. Depois correu à

– disse Helena.

Tom e continuou a fazer lentamente a

procura de Nádia.

- Que boa ideia! – observou a mãe da

primeira fiada. Nádia tricotou,

Por fim, o cachecol de Nádia também

Helena – um presente feito por nós é

tricotou e tricotou. Não viu televisão,

ficou bastante comprido. Tricotou mais

sempre especial.

nem saiu de casa para ir brincar. E não

uma fiada.

- A Nádia vai gostar de um às riscas –

contou a Helena o seu segredo.

- Porque gosto muito da Helena, mais

decidiu Helena, enquanto a mãe esco-

O cachecol de Helena estava cada vez

este bocadinho – afirmou ela rindo-se.

lhia os novelos de lã e as agulhas de

mais comprido. O da Nádia também ia

A mãe rematou-o.

tricot.

aumentando cada vez mais.

Nádia embrulhou o cachecol de Helena

Na véspera de Natal, Helena achou

em papel verde e atou-o com um gran-

que o cachecol já estava bem comprido

de laço vermelho. Depois correu à pro-

e pediu à mãe que o rematasse.

cura de Helena.

- Ainda não chega! Tem de ser mais

Helena e Nádia abriram os seus pre-

comprido – disse-lhe a mãe.

sentes, no meio de um confusão de

Por isso, Helena continuou a tricotar

papel, laços e muitos nervos.

pela noite dentro e na manhã de Natal

Depois de verem os presentes puse-

ainda estava a tricotar.

ram os cachecóis ao pescoço e abra-

- Deves gostar muito da Nádia – obser-

çaram-se.

vou a mãe.

- Vou usar sempre o meu cachecol –

- Pois gosto – respondeu Helena.

disse Helena.

Na véspera de Natal, Nádia também

- E eu nunca o vou tirar – retorquiu

achou que o cachecol já estava muito

Nádia.

Enquanto ia fazendo o trabalho doméstico, a mãe de Helena foi ensinando à Helena como se tricotava. Helena sentou-se com Marmelada, a sua gata, e começou lentamente a primeira fiada. Tricotou, tricotou e tricotou. Não viu televisão nem saiu de casa para brincar. E não contou à Nádia o seu segredo. A Nádia também estava a pensar no Natal. - Vou tricotar um cachecol para a Helena – disse ela à mãe. - Um presente feito por nós é sempre especial – comentou a mãe de Nádia. – Boa ideia! - A Helena gosta de riscas – disse Nádia, enquanto a mãe escolhia os novelos de lã e as agulhas de tricot.

comprido e pediu à mãe que o rema-

Nádia Sofia Lopes—

6º C

tasse. - Ainda não chega – disse-lhe a mãe. Tem de ser mais comprido. Nádia tricotou a noite toda e na manhã de Natal ainda estava a tricotar. - Deves gostar muito da Helena – comentou a mãe. - Pois gosto – confirmou Nádia. Finalmente o cachecol da Helena ficou bem comprido. Ainda assim tricotou mais uma fiada antes de a mãe o rematar. - Porque gosto da Nádia, mais este bocadinho – disse ela rindo-se.

Sopa de letras


Página 20

Espaço do 6º C Natal

(chamada consoada) Nesta ceia serve

Dia do Não Fumador

O Natal é o aniversário do nascimento

-se bacalhau cozido com couves e os

No dia 17 de novembro, nós, a turma C

de Jesus Cristo, filho de Deus.

doces tradicionais: rabanadas, sonhos,

do 6º ano, comemorámos o “Dia do

Para o celebrarmos fazemos a partilha

coscorões, o tronco de Natal e muitos

Não Fumador”.

de presentes à volta de um pinheiro

outros doces deliciosos que sabore-

Para esse efeito, fizemos trabalhos

enfeitado e de um presépio. As crian-

amos, enquanto conversamos e joga-

individuais, em pares e em grupo, com

mos em família pela noite dentro. Ainda

a intenção de alertar os restantes alu-

no dia 24, no final da ceia, há a missa

nos, funcionários e professores para os

do galo, à meia-noite. É também tradi-

malefícios causados pelo tabaco e su-

ção haver um presépio e um pinheiro

as consequências. Para facilitar tal

enfeitado que se transforma numa linda

divulgação, os referidos trabalhos fo-

e luminosa árvore de Natal (que só se

ram expostos no Centro de Recursos

desfazem no dia 6 de Janeiro) e a troca

da Escola.

ças mais pequenas acreditam que um senhor gordo, de longas barbas brancas e de vestes vermelhas, chamado Pai Natal, percorre o mundo distribuindo presentes por todas as crianças. No entanto, em alguns países, só se dão os presentes no Dia de Reis (6 de Janeiro) e não no dia 25 de Dezembro. Para mim, a partilha de presentes é uma homenagem a Jesus Cristo, aproveitando-se a reunião de toda a família para celebrar o seu nascimento. Mas antigamente, há muitos séculos atrás, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d. C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, quando o Papa Júlio I determinou a data de 25 de Dezembro para esse efeito, já que se desconhece a verdadeira data do seu nascimento. Assim, o Natal é dedicado a Cristo, pelos cristãos, e é uma das festas mais importantes da Igreja, tal como a Páscoa. No dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, à noite, há a ceia de Natal

de presentes. No entanto, apesar de tudo isto ser importante, a verdade é que o verdadeiro significado do Natal é o nascimento de Cristo, que veio ao mundo com uma mensagem de paz e amor. Por isso, o Natal não é só bonitas decorações e presentes, sendo a sua essência o festejo do nascimento de Cristo, que deu a sua vida por nós. Esta é uma época que tem um brilho

Para reforçar o conhecimento das do-

especial, porque para além da luz pró-

enças provocadas pelo tabaco, recebe-

pria dos enfeites e das iluminações,

mos a visita do senhor enfermeiro Fer-

uma outra luz brilha mais: a generosi-

nando Graça, que nos mostrou radio-

dade que sentimos uns pelos outros,

grafias de pulmões de fumadores e de

nesta altura do ano.

não fumadores, sendo evidente nas

Laura Gonçalves - 6º C

primeiras o efeito das toxinas inaladas. Com tudo isto ficámos mais conscientes de que o tabaco prejudica a saúde de todos, quer sejamos fumadores, quer não,

pelo que fumar é um ato

irresponsável. Os alunos do 6º C


Página 21

Espaço do 6º B Dia da Alimentação

Dia do Não Fumador

Como comemorámos o Dia da Alimentação?

No dia 17 de Novembro, nós, a turma C do 6º ano, comemorámos o “Dia do

Formámos grupos de trabalho E começámos a trabalhar Com muito empenho e dedicação O fomos realizar

Não Fumador”. Para esse efeito, fizemos trabalhos individuais, em pares e em grupo, com a intenção de alertar os restantes alu-

Uns fizeram panfletos Outros cartazes E, todos nós mostrámos Daquilo que somos capazes

nos, funcionários e professores para os malefícios causados pelo tabaco e suas consequências. Para facilitar tal divulgação, os referidos trabalhos fo-

Maçãs e pêras fomos dar A quem quisesse Mais saudável ficar

ram expostos no Centro de Recursos

Uma boa alimentação É algo essencial Para a nossa saúde É o ideal!

enças provocadas pelo tabaco, recebe-

da Escola. Para reforçar o conhecimento das domos a visita do senhor enfermeiro Fernando Graça, que nos mostrou radioFilipa e Carolina

grafias de pulmões de fumadores e de não fumadores, sendo evidente nas primeiras o efeito das toxinas inaladas. Com tudo isto ficámos mais conscien-

Dia do Não Fumador

tes de que o tabaco prejudica a saúde de todos, quer sejamos fumadores,

Cigarro, cigarrinho Vai-te embora Seu mauzinho!

quer não,

irresponsável. Ana Sofia e Beatriz Costa

No Dia da Alimentação Alimentação que é necessária Necessária à vida Vida de todos nós Nós que participámos nas atividades Atividades propostas pelos professores Professores que nos deram uma tarefa Tarefa importante Importante de explicar Explicar às pessoas a importância Importância daquele dia Dia em que todos os grupos Grupos de trabalho Trabalho sobre a alimentação Alimentação que demonstrámos Em cartazes e slogans Slogans e panfletos Panfletos que muitos receberam Receberam uma peça de fruta Fruta saudável Saudável à nossa vida! Ana Beatriz e Leonor

pelo que fumar é um ato

Adivinha O que é que faz mal à nossa saúde, polui o ar e que enegrece os pulmões? R: O cigarro. Ana Sofia e Beatriz Costa

O tabaco faz mal à saúde E todos nós o deveríamos saber. O nosso objetivo é explicar, O que muitos não conseguem perceber. Fizemos cartazes e um PowerPoint sobre o tabagismo E logo ficámos a perceber, Este assunto é sério Em relação ao nosso viver. Um enfermeiro ensinou Como incentivo Incentivo que aprendemos Com entusiasmo. Alunos do 6ºB

Os alunos do 6º C


Página 22

"Dia Internacional da Pessoa com Deficiência" No âmbito do Projeto "Partilhar para Inovar - Gerir Comportamentos/Educar para Incluir", o Grupo de Educação Especial organizou em parceria com o CRIT (Centro de Reabilitação e Integração Torrejano) a Comemoração do

Exposição/venda 30/11 a 5/12

Por Cristina Matos Docente de Educação Especial

"Dia Internacional da Pessoa com Deficiência".

O evento teve o seu início no dia 30 de novembro com a abertura da exposição/venda de artigos realizados pelos alunos do CRIT da Valência Profissional. No dia 5 de dezembro contou com a boa colaboração dos alunos e técnicos do CRIT, que nos trouxeram

a

equipa de BOCCIA (modalidade desportiva paralímpica), um grupo de dança e um grupo de teatro.

Porquê comemorar o "Dia Internacional da Pessoa com Deficiência"? Esta atividade, de grande importância, teve como principal objetivo sensibilizar a Comunidade para a Educação Inclusiva. A Educação Inclusiva não é uma utopia, podemos torná-la realidade, basta cooperar, participar em tudo da vida de uma Escola, dizendo a todos os alunos e agentes educativos que vale a pena ver e fazer acontecer o sonhado. A inclusão não é um privilégio é um direito. É um exercício de cidadania da

Modalidade de BOCCIA, dança e teatro 5 de dezembro

comunidade educativa. Um agradecimento muito GRANDE a todos os docentes, assistentes operacionais e alunos que participaram e colaboraram. Partilhamos algumas fotografias do evento e dois trabalhos dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Golegã.

Continua


PĂĄgina 23

"Dia Internacional da Pessoa com DeficiĂŞncia"


Página 24

Viagem do passadao ao presente...

No ano letivo de 1990 /91 foi criado na

Oficina de Jornalismo - Metas e Finalidades 2011/13

Escola C+S da Golegã o Jornal EN-

Envolver 15 alunos dos vários níveis de

CONTRO, experiência partilhada por alunos, professores e pessoal não docente. Depois de uma pausa de dois

Ensino nas atividades desenvolvidas no âmbito da redação; Envolver três professores nas activida-

anos lectivos (1991 /93), foi retomado

des desenvolvidas no âmbito da reda-

no ano lectivo de 1993 /94, tendo so-

ção;

brevivido até ao ano lectivo de 1994/95

Envolver 20% dos alunos e 20% dos

graças ao empenho de alguns profes-

professores do Agrupamento em activi-

sores que, mesmo sem a atribuição de horas de redução para o efeito, seguiram em frente, com a colaboração indispensável de outros professores, de alguns elementos do pessoal não do-

dades nomeadamente elaboração de trabalhos e/ou artigos e dinamização de grupos/turma em participações coletivas; Publicação trimestral do Jornal EN-

cente, de vários alunos, da Associação

CONTRO – 50 exemplares em suporte

de Pais e Encarregados de Educação e

papel e 100 exemplares (formato PDF)

ainda do apoio do Conselho Directivo.

distribuídos por email, por trimestre;

Nos anos lectivos de 1995/98 o Clube

Será enviado um exemplar do jornal às

de Jornalismo funcionou, porém com a atribuição de créditos horários. Seguiuse uma nova pausa e, no ano lectivo de 2006/2007 retomou de novo a sua

várias entidades do concelho (C. Municipal, Juntas de Freguesia, Santa Casa da Misericórdia, …) e TIC existentes na escola.

actividade que se manteve ininterruptamente

até

hoje.

No jornal Encontro pode encontrar tudo sobre o nosso Agrupamento e também sobre a Comunidade Educativa em que se insere: atividades, notícias, trabalhos de alunos, entrevistas, textos de

Incluimos aqui algumas das capas de publicados

entre

1990

-

2007.apresentadas por ordem cronológica. O trabalho mais recente quase toda a gente conhece.

Os dinamizadores de Clubes/Oficinas que pretendam ver o seu trabalho publicitado com igual destaque podem

opinião da Comunidade Educativa.

números

Nota final

fazê-lo remetendo para à redação do jornal ENCONTRO artigo(s) com títulos em arial 11 negrito e textos a arial 9 com espaçamento entre linhas entre espaço simples a 1,5

ocupando o

artigo final no máximo uma página A4.


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Acontece... Feira dos Minerais Nos próximos dias 14 e 15 de dezembro vai realizar-se, mais uma vez, a Feira dos Minerais. Esta atividade, dinamizada pelo Grupo 520 (Ciências Naturais/Biologia) é dirigida a toda a comunidade educativa e terá lugar na sala polivalente do bar. A feira apresenta amostras de minerais, fósseis, rochas e bijuterias. Lá, poderás encontrar um presente especial para uma pessoa especial!

Para assinalar o Ano Internacional da Floresta, o Continente, em parceria com a Quercus, lançou a iniciativa “Rolhas que dão folhas”. Este projecto tem como objectivo sensibilizar as comunidades escolares, familiares e amigos para a reciclagem de rolhas de cortiça e para o apoio à reflorestação de Portugal. As escolas que juntarem mais rolhas, proporcionalmente ao número de alunos, ganham prémios. As rolhas recolhidas serão depois enviadas para reciclagem e o valor angariado com esta recolha vai permitir à Quercus realizar acções de reflorestação, através do projecto Green Cork. Este projecto tem como objectivo promover a cortiça enquanto material ecológico e a reflorestação com árvores autóctones. A Escola B. 2,3/S Mestre Martins Correia já está inscrita! Esta iniciativa apenas poderá ter êxito se toda a comunidade educativa se empenhar. Recolhe o maior número de rolhas de cortiça junto de familiares, amigos e restaurantes que queiram aderir a esta iniciativa.

XVII Olimpíadas do Ambiente Realizam-se, este ano lectivo, as XVII Olimpíadas do Ambiente. O tema central das XVII Olimpíadas do Ambiente é o Mar, focando as ameaças globais, conservação da natureza, estilos de vida, política ambiental, poluição, realidade nacional e recursos naturais. O Mar é, para muitos, uma fonte de rendimento e, para outros, uma fonte de inspiração. Para todos é, no entanto, o berço da vida, onde as primeiras moléculas se associaram para constituir os organismos que deram origem à vida que hoje conhecemos e que devemos preservar. A Escola já está inscrita na edição deste ano das Olimpíadas do Ambiente, na modalidade "Ambiente à Prova" (3º ciclo). Esta modalidade tem por objetivo avaliar os conhecimentos e incentivar o interesse pela temática, e será disputada em duas eliminatórias e uma Final Nacional. A primeira eliminatória terá lugar no dia 10 de Janeiro de 2012, a segunda será a 16 de Março de 2012, e a Final Nacional terá lugar em Lisboa, nos dias 4, 5 e 6 de Maio de 2012. Mostra que tens consciência ecológica – Inscreve-te e participa!


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Ferramentas gratuitas Microsoft educação

A Suite de Aprendizagem Microsoft é

Imagem e Vídeo

vimento de Software (SDKs) muito

uma combinação de aplicações e

completos para o desenvolvimento

ferramentas interativas com conteú-

Ferramentas de visualização, criação

de software diverso.

dos formativos, destinados tanto a

e edição de vídeos e imagens que

Alunos e Professores dos cursos

professores como a alunos, facilitan-

permitem

apresentações

tecnológicos de Informática e progra-

do a organização e o planeamento

multimédia e interativas no âmbito de

mação dos Ensinos Secundário e

das aulas, e permitindo torná-las

qualquer disciplina ou atividade não

Universitário podem ficar a conhecer

mais interativas e interessantes. Po-

curricular.

um leque muito variado de Ambien-

produzir

de fazer download em http://www.microsoft.com/portugal/

tes Integrados de Programação que Recursos

educacao/Educacao.aspx?id=601,

mador inexperiente até ao programa-

estas podem ser utilizadas sem limi-

Conjunto muito variado de ferramen-

tações. Ficam alguns exemplos:

tas para a sala de aula, orientadas para envolver alunos e professores

Comunicação e Colaboração

atrativa e estimulante.

nicação e a partilha entre toda a comunidade educativa, dentro e fora da

Segurança

sala de aula. Imagine um único local online atra-

Proteger o computador e as crianças

vés do qual pode usufruir de conver-

e jovens contra software malicioso e

sações instantâneas com os seus

conteúdos indesejáveis é uma preo-

colegas, da partilha de fotografias e

cupação de qualquer Pai, Professor

ficheiros com os seus alunos, do

ou Profissional de Educação.

contacto direto com toda a comuni-

Nesta secção encontrará algumas

dade educativa.

das ferramentas e recursos para melhorar a segurança do computador,

Criatividade

ajudar a proteger as informações pessoais dos utilizadores e promover

Recursos para a promoção da criati-

uma utilização consciente e segura

vidade e do conhecimento dos alu-

da Internet.

nos, tornando as aulas e o trabalho escolar mais estimulantes.

dor sénior. Microsoft Office 2010

na dinamização e exploração de conteúdos curriculares de forma mais

Ferramentas que potenciam a comu-

abarcam as necessidades do progra-

Software de Desenvolvimento Esta secção apresenta um conjunto de ambientes integrados de programação (IDEs) e de Kits de Desenvol-

As aplicações do Microsoft Office são das ferramentas mais úteis dentro e fora da sala de aula. Seja para realizar uma apresentação interativa com o Microsoft PowerPoint®, escrever com o Microsoft Word®, ou tirar notas com o Microsoft OneNote® - o Office é parte essencial do processo de ensino e aprendizagem. Iniciativas Microsoft para a Educação A Microsoft colabora com os parceiros educativos locais, nacionais e internacionais com o objetivo de disponibilizar tecnologias, ferramentas, programas e soluções que ajudam a enfrentar os desafios da educação bem como a melhorar as oportunidades de ensino e aprendizagem. Colaborou também com o nosso Agrupamento cedendo-nos gratuitamente a sua plataforma para alojar o nosso servidor de correio electrónico. Augusto Ramos


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Escola Bรกsica do 1ยบ Ciclo - Golegรฃ


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Escola Básica do 1º Ciclo - Golegã O terramoto de 1755

O terramoto de 1755 foi um dos mais marcantes de Portugal. Diz-se que foi de 9 na escala Richter. Depois do terramoto houve réplicas, originando a queda de edifícios e outros problemas graves como os incêndios. Era Dia de Todos os Santos e muita gente morreu dentro das igrejas por estar na hora da missa. Outros estavam a fazer o almoço e os fogões de lenha incendiaram as casas. Pensando ser mais seguro, algumas pessoas foram para a foz do rio Tejo. Mas, não contavam que o rio transbordasse criando uma enorme onda gigante, um maremoto que atingiu os 30 metros de altura, varrendo as pessoas e grande parte da cidade. Minutos depois toda a cidade estava destruída. Os ladrões aproveitaram para roubar o que encontraram pelo caminho. Os sobreviventes ficaram a viver em tendas, parecidas com as de campismo, e a família real também teve a sua. O rei D.José I ordenou ao seu primeiroministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, que dirigisse a reconstrução da cidade. A frase do Marques de Pombal que mais se destacou na altura foi: «Cuidar dos vivos e enterrar os mortos». A nova cidade nasceu com avenidas largas, modernas e prédios antisísmicos. Francisco Luz Sala dos Papagaios de Papel - 4ºano

O meu dia-a-dia Eu de manhã acordo, tomo o pequenoalmoço, lavo os dentes e penteio-me. Vou para a escola e faço os trabalhos das várias disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática ou Estudo do Meio nos livros ou na folha do dia.

Quando toca a campainha vou ao intervalo e brinco com as minhas amigas e os meus amigos. Volto para a sala de aula e faço outra coisa. A campainha toca novamente e vou almoçar com o centro, vou para o “comboio” à espera do meu par. Às vezes vou de carro por causa da chuva. Almoço sopa, carne ou peixe e fruta. No fim de almoçar vou ver televisão para o salão e depois vou fazer o “comboio” outra vez. Quando chego à escola, vou fazer outras coisas diferentes e a professora marca os trabalhos de casa. Toca novamente, arrumo o material saio da escola e vou para o centro lanchar. Lancho pão com manteiga e leite com chocolate. Vou para a minha sala fazer os trabalhos de casa e a seguir vou brincar. À noite, vou jantar a casa da minha avó. Quando a minha mãe quer, vamos ao café ou à feira. Adoro o meu dia-a-dia!

Carolina Carvalho Turma dos Amiguinhos - 2º Ano

A leitura é muito importante! Os alunos desta turma gostam muito de ler! Na turma fizemos algumas leituras. Aqui ficam resumos de algumas das nossas leituras e a recriação de uma personagem. A RAPOSA NO GALINHEIRO Numa noite de primavera uma raposa entrou num galinheiro através de um buraco. Lá, viu tantas galinhas que acabou por comê-las todas, ficou inchada e depois não conseguia sair. Estava a amanhecer e a raposa decidiu

fingir-se de morta. Pela manhã, o lavrador foi lá espreitar e viu a raposa, pensou matá-la, mas ela parecia-lhe morta, ele agarrou-a pelo rabo e atirou-a para o meio da horta. De repente, e para seu espanto, a raposa levantou-se, pôs a cauda virada para o ar e fugiu… O pobre lavrador jurou que nunca mais confiaria em raposas.

A GALINHA VERDE Num belo dia a Galinha Verde levantou -se com muito cuidado para não acordar os pintainhos que ainda dormiam. Foi buscar um avental e começou a varrer a capoeira. Nisto alguém bateu à porta. A galinha Verde abriu a janela e viu a Galinha Amarela que lhe perguntou se tinha roupa para engomar. A Galinha Verde explicou-lhe que fazia tudo em casa e fechou-lhe a janela no bico. A galinha Amarela foi embora a resmungar. A Galinha Amarela foi bater à porta da Galinha Preta, que era gorda, dizendo que tinham de expulsar dali a Galinha Verde porque era tão esquisita que lhes podia fazer mal. Foram as duas à esquadra da polícia falar com o Galo Vaidoso. De seguida foram todos para casa da Galinha Verde. Bateram à porta e a Galinha Verde ficou assustada. Quando abriu a porta eles entraram e estiveram a conversar. Quando acabaram a conversa o galo defendeu a galinha Verde e as outras foram embora zangadas. A Galinha Verde convidou o Galo Vaidoso para beber um licor e ver os seus filhotes (pintainhos) brincar. O Galo e a Galinha combinaram ficar amigos para sempre. O SEGREDO DO RIO (um aluno imaginou-se como uma das personagens) Eu e o rapaz que vivia numa casa no campo junto do ribeiro brincávamos

Continua


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Escola Básica do 1º Ciclo - Golegã juntos sempre que podíamos. Nós gostávamos muito de ir ver as árvores de fruto e de comer maçãs, laranjas, pêras e pêssegos. O nosso sítio favorito era junto ao ribeiro que tinha muitos peixes. Nós jogávamos à bola e xadrez, brincávamos com os peixes, atirávamos pedras ao ribeiro e subíamos às árvores. A mãe do rapaz fazia compotas com fruta que havia no pomar ao longo de todo ano e dava-nos ao lanche. Uma vez, ao fim do dia o rapaz apresentou-me o peixe e ficámos no ribeiro a contar e a recordar histórias da nossa vida. Foi maravilhoso! Por fim concluímos que gostaríamos de “ser peixes para nadar e descer ao fundo do ribeiro sem precisar de vir à tona respirar” .Turma de 4º ano “Patitos”

-


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Jardim de Infância - Golegã - ala Amarela Feira do Outono No passado mês de novembro realizámos uma Feira do Outono no nosso Agrupamento. Com os doces que nós fizemos e também com os das nossas avós, com as broinhas e muita fruta da época que as mães ofereceram, decorámos um “carrinho do Outono” muito divertido. Superámos as nossas expectativas. Os meninos e meninas da sala amarela agradecem muito a colaboração de todos.

Palavras Cruzadas


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Jardim de Infância - Golegã Sabem quem somos? Somos o grupo de crianças da Sala Verde do Jardim de Infância de Golegã! Alguns já frequentámos a Sala Verde no ano passado. Outros, viemos do Centro Social e Paroquial da Golegã. Um dos nossos colegas veio de mais longe: Lisboa. E os mais pequeninos vieram dos miminhos dos avós!

quantidade e outros menos.

Todos nós nos adaptámos muito bem.

Vivemos a tradição do Dia do Bolinho,

nos

com a expressão ‘Bolinho, bolinho, à

primeiros dias. Parece que faz parte da

porta do seu vizinho’. Enfeitámos com

nossa idade, como diz a nossa Educa-

abóboras

dora Tina!

saquinhos dos bolinhos, que levámos

Ao longo destes meses já aprendemos

para os nossos Pais!

chorámos

um

bocadinho

pintadas

por

nós

os

muitas coisas na Sala Verde. Em primeiro lugar fomo-nos conhecendo uns aos outros, através de jogos e de canções. Depois de estarmos adaptados construímos e trabalhámos as regras da nossa Sala. Com as regras aprendemos algumas palavras mágicas: “desculpa”, “por favor”, “com licença” e “obrigado”.

Nestas últimas semanas temos estado

Fizemos a Festa da Fruta através das

a falar e a trabalhar sobre o Outono. Construímos a Árvore do Outono, que tem cores muito bonitas como o vermelho, o amarelo, o castanho e cor de laranja! E agora a seguir vem o Natal! Durante o mês de dezembro vamos decorar a nossa sala com muitos motivos de Natal feitos por nós e, ainda, queremos preparar a Festa de Natal para fazermos em conjunto com os nossos Pais!

atividades da Semana da Alimentação. Aprendemos que todos os alimentos fazem bem ao nosso organismo, mas uns devem-se comer em mais

Só nos resta desejar a todos um Feliz Natal! Meninos e Meninas da Sala Verde do Jardim de Infância de Golegã


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Última hora...

Vai decorrer no dia 5 de janeiro, a atividade “Cantar as JaVai realizar-se na Escola, no dia 16 de dezembro (6ª-feira) a

neiras”, prevista no Plano Anual de Atividades do Agrupa-

atividade “Cantar o Natal”. Haverá uma sessão de abertura

mento, através do projeto da oficina da música, em articula-

com a apresentação de um momento musical, pelos alunos

ção com a professora Teresa Cruz da E.B.1 da Golegã. O

do Grupo de Flautas de Bisel da Oficina da Música.

grupo das Janeiras percorrerá as ruas do concelho a cantar

Os alunos terão oportunidade de conhecer e entoar canções

as janeiras seguindo um percurso previamente definido e di-

de Natal de vários pontos do mundo.

vulgado.

Esta atividade destina-se aos alunos do 5º e 6º anos.

A atividade terá início às 18.00 horas, na Escola Sede do

Os alunos interessados em participar nesta atividade devem

Agrupamento.

inscrever-se previamente, junto dos respetivos Delegados de

Esta atividade encontra-se aberta à comunidade educativa,

turma e da professora Maria do Carmo Lopes, até ao dia 9 de

devendo os interessados proceder à sua inscrição até ao dia

Dezembro.

13 de dezembro, junto das professoras Maria do Carmo Lo-

No dia dezasseis de dezembro, os alunos inscritos devem

pes e Teresa Cruz.

deslocar-se às salas de aula de acordo com o seu horário,

Preveem-se dois ensaios gerais, na escola sede do agrupa-

para marcarem a presença junto do respetivo professor. De

mento (sala 9), nos seguintes dias:

seguida devem dirigir-se à sala 6, para participarem nesta

14 de dezembro (4ª feira), das 15.40h às 17.10 h;

atividade e entoarem canções de Natal. O horário de partici-

4 de janeiro (4ª feira), no mesmo horário.

pação das turmas é o seguinte:

Horas

Anos/Turmas

10.20h-11.05h

6ºA/6ºC/6ºD

12.00h-12.45h

5ºA/5ºC

12.45h-13.30h

5ºB/5ºC


Jornal Encontro Dezembro de 2011