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ThomasNast

Biografia e Obra

U m fa m o so i l ustradorecartoonistadoséculoXIX. Edições de Inverno


Universidade de Coimbra Ediçþes de Inverno Dezembro de 2011

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Índice Editorial Bio de Thomas Nast Harper´s Weekly Santa Claus Webgrafia Dados Técnicos

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Este trabalho foi realizado no âmbito da cadeira de DR - Desenho e Representação do Curso de LDM - Licenciatura de Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Esta pequena publicação tem como objectivo mostrar a obra de Thomas Nast assim como os momentos mais importantes da sua vida, através de um design simples e minimalista.

Paginação e Design por:

Augusto Lopes Nº 2011150659 DR - LDM

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Bio Thomas Nast nasceu em Landau, na Alemanha em 1840 e morreu no dia 7 de Setembro de 1902 em Guayaquil, no Equa-

dor. Foi para os Estados Unidos aos 6 anos de idade. Nast, proviniente de uma familia de emigrantes alemães, começou a trabalhar em Nova Iorque como cartoonista aos 15 anos de idade. Ao contrario do que muitos pensam, foi ele o responsável pela criação da imagem do Pai Natal, tal como o conhecemos nos dias de hoje (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto).

“Auto-retrato” de Thomas Nast, 1859.


Desenho que evidência “Boss Tweed” como sendo um político corrupto, que só se interessava pelo dinheiro.

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Nast teve uma longa carreira como ilustrador e cartoonista do jornal “Harper’s Weekly” (1861-86), onde realizou alguns dos seus mais notáveis trabalhos, fazendo dele um famoso artista nos Estados Unidos.

Rebeldes, ilustração de 1863.


“This Is a White Man’s Government,” cartoon de Thomas Nast, 1868.

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Harper’s Weekly Publicada pela Harper & Brothers entre 1857 e 1916, apresentava notícias tanto nacionais como de estrangeiras, ficção, teses de vários assuntos e humor. Foi uma dos jornais para o qual Thomas Nast trabalhou. Nast realizou por um lado, impressionantes gravuras sobre assuntos como a guerra e a vida quotidiana, e por outro, criou numerosos cartoons de grande teor critico e político.


A utilização do mesmo cabeçalho em todas as edições do jornal, era uma das características que lhe conferia uma identidade própria.

Thomas Nast criava duplas páginas muito interessantes, tanto do ponto de vista técnico do desenho como também do ponto de vista da composição, como é demonstrado na imagem em baixo.

Dupla página da “Harper´s Weekly” que evidência o grande talento de Thomas Nast aliado à critica social.

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O presente desenho, realizado em 1862, é um excelente exemplo dos primeiros trabalhos de Nast sobre a temática da Guerra Civil. Este representa uma cena de um raid do exercito rebelde numa cidade do Oeste Americano. Os Sulistas são representados como um grupo de bárbaros. A imagem apresenta a Bandeira dos Confederados hasteada sobre a pilhagem efectuada à cidade. Um homem branco encontra-se a ser linchado no mesmo poste em que a bandeira se encontra hasteada. Homens embriagados violentam as mulheres. Os bens estão a ser pilhados. Um homem negro é morto, uma criança sofre abusos enquanto o cão de outra é morto a tiro mesmo à sua frente. Ilustrações como esta inflamaram os ânimos no Norte, e mantiveram os espiritos enraivecidos contra o Sul. Se alguma vez houve duvidas de que Nast representava o inimigo como gente cruel e desumana, debrucemo-nos sobre a ilustração seguinte.


Este desenho mostra como os Soldados Rebeldes decapitam um prisioneiro indefeso, no caso um soldado da União. Mostra simultaneamente cenas de pilhagens, morte e uma quantidade de outros crimes de guerra. Hoje, Nast é, não raras vezes, lembrado como cartoonista. Esta designação parece-nos algo desadequada, uma vez que descarta e ignora o seu verdadeiro talento enquanto artista. Os seus trabalhos que retratam a Guerra Civil não merecem ser consideradas como “cartoons”, mas sim como as verdadeiras peças de arte que são. O desenho que se segue demonstra o verdadeiro talento artístico de Nast.

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Este é um desenho inspirador que mostra a determinação dos soldados da União no seu caminho para a captura de Richmond. À medida que avançam podemos ver que alguns caem e no entanto continuam a encorajar os seus camaradas, incitando-os à victória. Desta forma transmite a mensagem de que o fim se aproxima e de que a victória pode ser alcançada.


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Santa Claus Foi enquanto criador de “Santa Claus” que Thomas Nast se tornou mais conhecido. Desenhou o pela primeira vez para a Harper´s Weekly em 1862. Mais tarde, por volta de 1931, a conhecida marca de refrigerantes - Coca- Cola - popularizou e eternizou a imagem deste generoso velhinho (pela mão do artista Haddon Sunblom) quando pela primeira vez a utilizou numa campanha publicitária, que para sempre o ligou a esta marca.

“Merry Old Santa Claus” de Thomas Nast Harper’s Weekly January 1, 1881


“Seeing Santa Claus” de 1876.

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“The Coming of Santa Claus” de 1872


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- http://www.biography.com/people/thomas-nast-9420600 - http://www.sonofthesouth.net/Thomas_Nast.htm - http://www.sauguscenturions.com/klipfel/trannast.htm - http://briarfiles.blogspot.com/2009/11/featured-pipe-smoker-santa-claus.html


Este trabalho foi realizado no formato B5. Fontes usadas:

Bodoni MT

Garamond

Adobe Garamond Pro

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Este trabalho pretende dar a conhecer, de forma sucinta, a obra de Thomas Nast como ilustrador, e brilhante cartoonista para sempre ligado à crítica politica e social numa América dividida e segregacionista. Podemos apreciar alguns dos seus mais emblemáticos trabalhos sobre a temática da Guerra Civil repletos de uma carga emocional forte e apelativa. No contraponto podemos deleitarnos com figuras tão ternurentas como a do Pai Natal que habita o imaginário colectivo.

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