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Revista Piauí

Fiesp

Skaf declara A bela Janaína apoio a França Paschoal Candidato derrotado pelo MDB justificou que compromisso pela educação é a razão de união. Pág.3

A Tribuna Campos do Jordão

atribunacamposdojordão

EDIÇÃO ESPECIAL ELEIÇÕES 2018

A deputada mais votada na história do país. Pág.5 Ano - XVIII - 12 de Outubro/2018 # 457

João Dória e Márcio França disputam o 2º turno em São Paulo Disputa acirrada

Atual governador foi a surpresa do pleito; pela primeira vez em 16 anos, eleição no Estado de São Paulo não é definida na primeira etapa. França já tem o apoio de Paulo Skaf e Major Olímpio. Pág.3 RUMO AO PLANALTO

Quem será o novo presidente do Brasil O candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro e o esquerdista Fernando Haddad buscam formar alianças e superar as resistências que cada um encontra em amplos setores sociais para vencer o segundo turno. Pág.7

CLIMÃO TUCANO

Alckmin insinua que Doria é um traidor

O esfacelamento do PSDB ficou evidente na reunião da direção nacional em Brasília. Num episódio atípico para seu perfil, Geraldo Alckmin, presidente do partido, insinuou que João Doria é traidor. Áudio da discussão obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo” revela que Alckmin interrompe o ex-prefeito paulistano. “Traidor eu não sou”, diz o ex-governador. Em seguida, uma voz abafada não identificada emenda: “E nem falso”. Pág.3

Blog do Roberto Gonçalves

METRALHADORA

Major Olímpio declara apoio a França

Principal aliado de Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio, presidente do partido no estado e eleito senador, disse que vai votar no atual governador Márcio França (PSB) no segundo turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Pág.2


A TRIBUNA

ESPECIAL ELEIÇÕES 2018

Ano - XVIII - 12 de Outubro/2018 # 457

Presidente e Jornalista Sérgio Cardoso MTB: 26.373-SP Diretor Executivo Washington Cardoso Editor de Arte Ronalt Willian Fotografia: Vandeir Rodrigues

“O Senhor é meu pastor e nada me faltará.”

A Tribuna Campos do Jordão

Colunistas Dr. Alex Barbosa Benilson Toniolo Eduardo Fondello Wagner Cirilo Conselho Ivan Franco Batista Daniel Lopes Lélio Gomes

(12) 3664.2352 (12) 99665.8290

redacao@atribunacamposdojordao.com.br redacaojt@hotmail.com atribunacamposdojordão

REDAÇÃO

Av. Januário Miráglia 1.750 • Loja. 05 Shopping Abernéssia - Abernéssia Campos do Jordão - SP

Revista Época

Informações e imagens extraídas de diversos veículos de comunicação: O Estado de S. Paulo, Veja, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 Vale e Região, Uol, globo.com e Piauí. Yahoo Noticias

Kamaleao.com

G.M.A. DA ROSA PEREIRA JORNAIS - ME CNPJ: 22.939..700/0001- 89 Tiragem: 4 mil exemplares

Departamento Comercial Júlio Matheus Juninho Ain Departamento Jurídico Dr. Nilton Maximino OAB/SP 95.161 Distribuição Júlio Matheus

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Tiririca

Alexandre Frota

Princípe Luiz Philippe

São Paulo elege palhaço, general, ator pornô e até príncipe A galeria de eleitos para integrar a bancada paulista na Câmara dos Deputados tem general, palhaço, príncipe e astro de filme pornô. Os novos deputados assumem em fevereiro para mandatos de quatro anos. Num discurso em dezembro de 2017, o comediante

Tiririca (PR) avisou que não tentaria a reeleição, se dizendo “decepcionado com a política”, mas recuou da decisão e conseguiu se manter no Legislativo. Teve votos de sobra para se reeleger (445 mil), o quinto mais votado, mas bem menos do que obteve em 2014 (1 mi-

lhão). Nas últimas eleições, a votação foi suficiente para carregar para a Câmara outros candidatos, de desempenho pior, o que inspirou o que se chama hoje de “efeito Tiririca”. O ator Alexandre Frota (PSL), de filmes pornográficos, surfou na onda de Jair

Bolsonaro, também de seu partido, e obteve 152 mil votos. Ele é conhecido por se envolver em polêmicas. Em 2015, foi acusado de fazer apologia ao estupro. Num programa de TV, o “Agora é Tarde”, relatou ter feito sexo com uma mulher desacorda-

da. Depois que fez cenas com a ex-chacrete Rita Cadilac, afirmou ter sido como “transar com a avó”. Cogitado para vice na chapa do presidenciável do PSL, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL), descendente da família

real brasileira, acabou não emplacando na vaga, mas concorreu a uma cadeira na Câmara e teve sucesso, com 116 mil votos. Conhecido como “prín-cipe”, ele é trineto da Princesa Isabel, tetraneto de dom Pedro 2º e hexaneto de dom João 6º.

Major Olímpio, sobre disputa em SP: ‘Por exclusão, voto em França’

Enquanto isso...

Veja

Eleito senador, político do PSL disse que “não sobe no palanque do PSDB” de João Doria.

Marcelinho Carioca, Luizão, Ademir da Guia, Maurren: ex-atletas fracassam nas urnas

Ex-jogadores de futebol, vôlei e basquete e até uma campeã olímpica não conseguiram reverter nas urnas o sucesso que tiveram nos campos, quadras e pistas de atletismo nestas eleições. Oito ex-atletas disputaram em São Paulo cargos para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, mas nenhum conseguiu se eleger. Maurren Maggi - Única mulher brasileira a conquistar uma medalha de ouro de atletismo em uma

Olimpíada, Marren Higa Maggi, disputou a sua primeira eleição. Ela ficou em quinto lugar na disputa pelo senado com 2.979.776 votos. Marcelinho Carioca O ex-jogador que foi ídolo no Corinthians concorreu a uma vaga para deputado estadual pelo Podemos. Marcelo Pereira Surcin, é figura carimbada nas eleições. Teve pouco mais de 28 mil votos. Luizão - Campeão mundial em 2002, Luiz Carlos Bombonato Goulart,

o Luizão disputou a sua primeira eleição concorrendo a uma vaga de deputado federal. O ex-jogador do Guarani, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Vasco, teve pouco mais de 14 mil votos. Zé Carlos - Ex-lateraldireito do São Paulo, José Carlos Almeida, disputou as eleições para deputado estadual. Ele jogou a semifinal entre Brasil e Holanda no lugar de Cafu. Zé Carlos teve pouco mais de 6 mil votos. Ademir da Guia - Ídolo

do Palmeiras nos anos 70, Ademir da Guia disputou uma vaga para deputado estadual. Em 2004 foi eleito vereador em São Paulo. Teve quase 15 mil votos. Rodrigão - Rodrigo Santana, o Rodrigão do Vôlei, concorreu a uma vaga para deputado federal. Rodrigão foi medalha de ouro com a seleção brasileira de vôlei nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e duas vezes medalha de prata, em 2008 e 2012. Teve menos de 8 mil votos.

Major Olímpio Principal aliado de Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio, presidente do partido no estado e eleito senador, disse que vai votar em Márcio França (PSB) no segundo turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O adversário do atual governador de São Paulo será o tucano João Doria. “Eu não alimento meu carrasco. Não subo no

palanque do PSDB. Por exclusão, vou votar em Márcio França”, disse Olímpio nesta quarta-feira. Ainda segundo o dirigente do PSL, o partido decidiu ficar neutro na disputa estadual e liberou seus militantes. “Não vamos entrar em lutas domésticas. O PSL liberou inclusive nos estados onde está no segundo turno. Nosso foco é a campanha do Jair Bolsonaro.


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Márcio França e João Dória disputam o 2º turno em São Paulo drigo Tavares (PRTB), com 3,21%, Professora Lisete, com 2,51%, Professor Claudio Fernando, com 0,14% e Toninho Ferreira com 0,08%. Não foram divulgados votos dos candidatos Marcelo Cândido (PDT) e Lilian Miranda (PCO). França foi a grande surpresa do pleito. Ele já vinha mostrando uma trajetória de melhora nas pesquisas Ibope, mas estava atrás de Paulo Skaf (MDB), em terceiro lugar, até o último levantamento, no sábado, atrás dele em 12 pontos. O emedebista terminou com 21,1% dos votos. Há 16 anos não se via um segundo turno no Estado. Embora Doria tenha passado para a segunda etapa do pleito em primeiro lugar, o número de votos alcançados por ele (6,3 milhões) foi o menor de um candidato tucano ao governo do Estado desde 1998, quando Mário Covas passou em segundo lugar, com 3,8 milhões de votos, contra Paulo Maluf. Nas quatro eleições esta-

Em reunião, Alckmin insinua que Doria é um traidor Na saída, ex-prefeito paulistano ironiza padrinho político: ‘Derrota abala’. O esfacelamento do PSDB ficou evidente na reunião da direção nacional da sigla, nesta terça-feira (9), em Brasília. Num episódio atípico para seu perfil, Geraldo Alckmin, presidente do partido, insinuou que João Doria é traidor. Candidato da sigla ao governo de São Paulo, Doria cobrava uma autoavaliação do PSDB depois de derrotas em diferentes frentes na eleição, a começar pela de Alckmin na disputa presidencial. Áudio da discussão obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo” revela que neste momento Alckmin interrompe o ex-prefeito paulistano. “Traidor eu não sou”, diz o exgovernador. Em seguida, uma voz abafada não identificada emenda: “E nem falso”. O ex-prefeito responde, tentando contemporizar: “Precisamos ter uma conduta com calma e equilíbrio. Estou tratando com calma e equilíbrio. Não de forma passional”. Na saída, Doria afirmou ao Painel, da Folha, que saía “em paz e sem ressentimentos”. “Não saio com nenhuma mágoa.” Ele deixou a reunião antes de seu término. A reunião aconteceu a portas fechadas, mas o entrevero foi relatado à Folha por participantes enquanto ainda estava em curso. Doria iniciou sua fala pedindo uma salva de palmas pa-ra Alckmin, derrotado no primeiro turno da disputa presidencial. O exgovernador, então, fez sinal de não com as mãos. Segundo aliados, Doria interpretou

o gesto como um “não precisa”. Já alckmistas dizem que ele estava mesmo recusando a homenagem. Ao deixar a reunião, Doria disse a jornalistas que discutiu com Alckmin porque a legenda não se programou financeiramente para o segundo turno nas disputas estaduais e foi irônico ao se referir ao presidenciável derrotado. “Quando você sai de uma campanha com um resultado inesperado, isso abala emocionalmente, gera sofrimento pessoal”, afirmou. Para encerrar a reunião, Alckmin citou Mario Covas. “Eleição a gente perde e a gente ganha, o importante é estar do lado certo.” Foi Alckmin o responsável pela ascensão de Doria dentro do PSDB. O ex-presidenciável tucano comprou uma briga interna pesada para lançar o então aliado à Prefeitura de São Paulo, em 2016. Após vencer a disputa, Doria passou a articular uma candidatura própria à Presidência da República. Alckmin se impôs, saiu candidato ao Planalto e Doria deixou a prefeitura para disputar o governo. Ao longo da campanha, porém, com o padrinho político passando por dificuldades, o ex-prefeito passou a flertar com Jair Bolsonaro (PSL). No domingo (7), logo após a votação do primeiro turno, quando Alckmin já havia perdido e o PSDB amargava o pior resultado desde sua fundação, Doria declarou apoio ao candidato do PSL.

Ex-prefeito ‘meteórico’ de SP João Dória e atual governador do Estado Márcio França duais seguintes, o postulante do PSDB sempre registrou entre 7,5 milhões de votos e 12,3 milhões, este último registrado por Serra na eleição de 2006.

A eleição deste ano em São Paulo bateu outra marca de 1998: foi a disputa mais apertada entre dois candidatos brigando por uma vaga no segundo turno desde o pro-

cesso de redemocratização do País, em 1985. Em 1998, Covas passou ao segundo turno com apenas 74,4 mil votos a frente de Marta Suplicy, então no PT,

terceira colocada. No pleito deste ano, a diferença entre França e Skaf com 99% das urnas apuradas era de apenas 70,5 mil. Dória é o candidato mais rejeitado pelos eleitores.

Skaf declara apoio a França, durante encontro do Sesi de Suzano

Candidato derrotado pelo MDB justificou que compromisso pela educação é a razão de união. O terceiro colocado no primeiro turno das eleições em São Paulo, Paulo Skaf (MDB), declarou seu apoio ao candidato à reeleição, Márcio França (PSB), durante visita ao Sesi de Suzano nesta quarta-feira (10). “Eu tenho uma preocupação com a educação. O Márcio França tem esse compromisso comigo de levar educação de qualidade para as escolas públicas de São Paulo. São Paulo não pode esperar mais 4 anos para melhorar o ensino. E essa razão é o grande motivo de estarmos juntos. O projeto comum pela educação, o projeto comum de tocar as obras e gerar emprego que São Paulo tanto precisa. Melhorar a saúde, o respeito as pessoas. E para isso precisa de governador com personalidade e caráter, que fale a verdade. Aí você confia.” Márcio França afirmou que o objetivo é melhorar as escolas estaduais e afirmou que se inspira no modelo do Sesi. “O grande desafio da gente é conseguir fazer isso para todo mundo, né, fazer esse padrão que possa ser para todo mundo”. Sobre o apoio de Skaf, França afirmou que foi uma questão de lealdade. “Quando a primeira vez ele entrou na vida pública, do ponto de vista eleitoral, foi a um convite meu. A gente tem essa relação de amizade, que tem a ver com sinceridade. Sinceridade com as pessoas,

G1 - Globo.com

A disputa para o governo do Estado de São Paulo – o segundo turno das eleições 2018 acontece no próximo dia 28 de outubro – promete ser bastante acirrada, assim como ocorreu no primeiro turno. De um lado o atual governador de São Paulo Márcio França (PSB) que ficou com 21,53% dos votos, em pesquisas anteriores, sua aprovação crescia a partir do ponto em que ficava mais conhecido do eleitorado paulista. Do outro, o ex-prefeito da capital, João Dória (PSDB), que ficou com 31,77% dos votos, ele havia assumido o compromisso de cumprir seu mandado como prefeito da cidade, mas não esperou completar nem um ano e três meses à frente da Prefeitura da maior cidade do País, abandonando o cargo para disputar o governo. Em quarto lugar ficou o petista Luiz Marinho (PT), com 12,66% dos votos, seguido de Major Costa e Silva (DC), com 3,69%, Rogério Chequer, com 3,32%, Ro-

Veja

Atual governador foi a surpresa do pleito; pela primeira vez em 16 anos, eleição no Estado de São Paulo não é definida na primeira etapa

Paulo Skaf e Márcio França no Sesi de Suzano-SP lealdade, enfim, afinidade que não se perde com o tempo”, disse o candidato. França também afirmou que houve conversas para uma aliança inclusive antes da campanha eleitoral. “A gente conversou muitas vezes antes da eleição, tentando fazer uma unidade para ver se era possível. Claro que com as posições que ele tinha, do ponto de vista numérico, foi muito difícil convencê-lo. Porque até eu também me entusiasmei com esse número, né?” O candidato do PSB ainda afirmou que se tivesse ficado de fora do segundo turno apoiaria Skaf. “Foi uma disputa acirrada, mas

foi dentro dessa lealdade. A gente não mistura as coisas, a gente tem limite de vida, de comportamento. É assim que ele ensina os filhos dele, que são meus amigos também, e é assim que eu ensino os meus filhos, né? As coisas passam, mas os nossos vínculos, o nosso caráter continua.” Doria foi duramente criticado durante a visita. “Se alguém tem dúvida sobre o caráter do Doria, pergunta ao Alckmin”, ironizou Skaf, ao lado de França, durante a primeira agenda conjunta. O candidato do MDB se referiu ao racha entre o exgovernador Geraldo Alckmin, presidente nacional do

PSDB, e o ex-prefeito de São Paulo, adversário de França no segundo turno, durante reunião da executiva nacional tucana. Na ocasião, Alckmin chamou Doria de “temerista”, na alusão a Michel Temer, e “traidor”. “Em relação ao João Doria, independentemente da afinidade de projetos, como governador, você tem que ter personalidade. Tem que ter caráter, tem que ter palavra, tem que ter uma postura de governador. Na minha opinião, quando penso sobre isso, não tenho a menor dúvida: levei um minuto pra decidir em relação entre João Doria e Marcio França”, concluiu Skaf.


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ASSEMBLEIA

Vale e região bragantina elegem quatro deputados e ampliam representação na Alesp Três deles terão o primeiro mandato como deputados estaduais. Candidato mais votado na região foi Daniel José (Novo), que é de Bragança Paulista e teve mais de 180 mil votos. de Bragança Paulista, e teve 183,4 mil votos. O montante corresponde a 0,88% dos votos. Mais de 100 candidatos com reduto eleitoral na região disputaram uma cadeira na Alesp. Em todo Estado de São Paulo concorreram ao cargo de deputado estadual 2.174 candidatos.

Repercussão

a 0,65% dos votos válidos. O deputado elenca saúde e infraestrutura como principais prioridades de atuação no novo mandato. Letícia Aguiar (PSL), de São José dos Campos, teve 60,9 mil votos e fará o primeiro mandato como deputada. Ela teve 0,29% dos votos válidos. Com atuação em Taubaté e São José, o empresário Sérgio Vitor (Novo) obteve 29,9 mil votos e também conseguiu uma cadeira na Alesp. Esse índice corresponde a 0,14% dos votos válidos. Eleito pela primeira vez, ele conta que ficou surpreso com o resultado.

G1 Vale e Região

O Vale do Paraíba e a região bragantina elegeram quatro deputados para ocupar uma das 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O número corresponde a um aumento na quantidade de representantes, sendo um a mais em relação à eleição de 2014. Daniel José (Novo), Edmir Chedid (DEM), Letícia Aguiar (PSL) e Sérgio Victor (Novo) foram eleitos. O mandato começa em janeiro de 2019 tem duração de quatro anos. No Estado, a candidata mais votada foi Janaina Paschoal (PSL) que obteve mais de 2 milhões de votos, o que corresponde a 9,92% do total de votos válidos. O sexto candidato mais votado para o cargo no Estado, e o mais votado na região, foi Daniel José (Novo), que é

Daniel José (Novo) foi o sexto entre os dez candidatos mais votados para a Alesp. Ele é economista e especialista em educação. O número de votos que ele teve foi de 183,4 mil votos e corresponde a 0,88% dos votos válidos. Outros candidatos Daniel José, Edmir Chedid, Letícia Aguiar e Sérgio Victor Edmir Chedid foi reeleito e terá o sétimo mandato con- Os dois deputados esta- não conseguiram se reele- mil votos, 0,28% dos votos que teve 51,9 mil votos, e secutivo. Ele somou 135,9 duais da região que atual- ger. Padre Afonso Lobato e Hélio Nishimoto (PSDB), que corresponde a 0,25% mil votos, correspondentes mente cumprem mandato (PV), de Taubaté, teve 59,1 de São José dos Campos, dos votos válidos. G1 Vale e Região

Vale elege dois deputados federais e mantém representação na Câmara O candidato eleito mais votado com reduto na região foi Eduardo Cury, com 94,2 mil votos. Milton Vieira contabilizou 77,4 mil votos. Dois candidatos do Vale do Paraíba foram eleitos para ocuparem duas das 70 vagas na Câmara dos Deputados. Com a reeleição do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) e a eleição do deputado estadual Milton Vieira (PRB), a região mantém a representação em Brasília. Nesta legislatura, que termina em dezembro, também são dois os deputados que representam a região na Câmara - Cury e Flavinho (PSB), da Canção Nova.

O candidato eleito mais votado para deputado federal em São Paulo foi Eduardo Bolsonaro (PSL), que somou 1,8 milhão de votos. Os dois eleitos com reduto na região são de São José dos Campos. Ao todo, 1.686 candidatos disputaram o cargo de deputado federal por São Paulo. O tucano Eduardo Cury recebeu 94,2 mil votos. O número é menor que os 185,6 mil da primeira vez em que foi eleito para o cargo. Ele foi o 45º mais votado. O 60º foi Milton

Eduardo Cury e Milton Vieira Vieira com 77,4 mil votos. O mandato inicia em 2019 e é válido por quatro anos. Cerca de 100 candidatos com base eleitoral nas regiões do Vale do

Paraíba e bragantina disputaram cadeiras na Câmara. Milton Vieira, que está na quarta legislatura como deputado estadual e já foi deputado federal, tem

a saúde como uma das bandeiras. O deputado federal Flavinho, cujo reduto eleitoral é Cachoeira Paulista, não concorreu à reeleição. *PMDB virou MDB em

maio de 2018. PEN virou PATRI em abril de 2018. PTdoB virou Avante em setembro de 2017. PTN virou PODE em maio de 2017. PSDC virou DC em maio de 2018.

PT ainda tem maior bancada da Câmara; Abstenção atinge 20,3%, PSL de Bolsonaro ganha 52 representantes maior percentual PT terá 56 deputados federais na próxima legislatura. Câmara dos Deputados será formada por 30 partidos diferentes.

A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes. PT e PSL elegeram o maior número de representantes. A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. São os dois partidos com mais deputados federais eleitos. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34). Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla reduziu quase pela metade: pulou de 66 para 34 deputados. Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal. A partir de 2019, a com-

Portal da Câmara dos Deputados

desde 1998

Número significa que quase 30 milhões de eleitores aptos que não compareceram às urnas. Maior colégio eleitoral do país, São Paulo teve aumento de 2 pontos percentuais nas abstenções.

posição da Câmara contará com representantes de 30 partidos, um recorde desde a redemocratização. Atualmente, 25 par-

tidos estão representados. Nas eleições de 2014, eram 28 partidos. Em 2010, 22 siglas. Em 2006, 21. Em 2002, 19. Em 1998, 18.

Pelnário da Câmara dos Deputados

Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas no último domingo (7), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,3%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o índice de abstenção também subiu, dois pontos percentuais, em relação ao último pleito, passando de 19,5% para 21,5%. Em número de eleitores, isso representa mais de 850 mil pessoas, de 6,2 milhões em 2014

para 7,1 milhões este ano. Em 1994, o percentual havia sido ainda maior: 29,3%, o que significa que 1 em cada 3 eleitores aptos não compareceram. A abstenção tem crescido desde 2006. Na ocasião, 16,8% dos eleitores não votaram. Quatro anos depois, o índice subiu para 18,1%, e chegou aos 19,4% nas eleições presidenciais passadas, em 2014. Em número de eleitores, a porcentagem desse ano representa 29,9 milhões de pessoas. No primeiro turno de 2014, 27,7 milhões de votantes se abstiveram do voto.


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Janaína Paschoal é a deputada mais votada na história do país Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma, Janaína, em sua primeira eleição, teve 2,06 milhões de votos. A apuração revelou nomes que marcaram as eleições para a Câmara dos Deputados e para o Senado. São candidatos que se tornaram um fenômeno nas urnas. Saíram do maior colégio eleitoral do país alguns dos campeões de voto deste primeiro turno. Por São Paulo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do candidato à presidência, conseguiu a reeleição atingindo a maior votação absoluta do Brasil para a Câmara, mais de 1,8 milhão de votos para o candidato do PSL. Para o Senado, em números ab-

solutos, também é de São Paulo o campeão na preferência dos eleitores. Major Olímpio, do PSL, ultrapassou os nove milhões de votos. Praticamente um em cada quatro eleitores paulistas votou nele. Para a Assembleia Legislativa de São Paulo mais uma votação recorde. A advogada Janaína Paschoal, na sua primeira eleição, se tornou a deputada mais votada. Não apenas do Estado de São Paulo, mas do Brasil. A novata conquistou 2,06 milhões de votos, cerca de 200 mil votos a mais do que o deputado federal Eduar-

do Bolsonaro. Com essa votação, ela poderia ser eleita, com muita folga, para a Câmara Federal. Janaína Paschoal foi uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Na época, ela fez discursos inflamados na Faculdade de Direito da USP, onde é professora. “Eu tenho muito interesse, inclusive acadêmico, na seara da segurança pública e também na área de educação. Me parece que as pessoas confiaram a mim o poder de falar por elas”, disse Janaína. Informações Jornal Nacional.

Joice Hasselmann é a federal mais votada do Brasil Aliada de Jair Bolsonaro, a jornalista conseguiu um número de votos expressivo.

Janaína Paschoal

Pleno.News

Joice Hasselmann (PSL) foi a deputada federal mais votada do Brasil. A jornalista conseguiu 1.078.659 votos por São Paulo, ficando atrás apenas de Eduardo Bolsonaro, que fez 1.843.715. Joice Hasselmann (PSL) foi a deputada federal mais votada do Brasil. A jornalista conseguiu 1.078.659 votos por São Paulo, ficando atrás apenas de Eduardo Bolsonaro, que fez 1.843.715. – Uma honra e grande responsabilidade representar São Paulo. Grata pelo apoio, carinho e confiança de todos. Agora teremos sapatada no congresso! – vibrou. Biógrafa do juiz Sergio Moro, Joice é conhecida por ser muito ativa no combate à corrupção.

Joice Hasselmann

Em 2016, ela participou de uma comissão especial da Câmara dos Deputados que analisou as 10 medidas contra a corrupção. Joice Hasselmann trabalhou na rádio CBN, na BandNews FM, na revista VEJA como apresentadora do TVEJA, na Record pela afiliada RIC TV e teve uma breve passagem no SBT pela afiliada Rede Massa. Também teve uma breve atuação na rádio Jovem Pan de São Paulo onde foi âncora do programa Os Pingos nos Is. A jornalista também atua por meio do seu canal no Youtube, onde apresenta e comenta o noticiário nacional, além de regularmente participar de palestras e congressos pelo país.

Assembleia Legislativa de SP terá 55% de deputados novos Mil Notícias

Dos 75 atuais deputados estaduais que tentaram a reeleição, apenas 42 conseguiram.

A Assembleia Legislativa de São Paulo terá 52 novos deputados estaduais eleitos, o que corresponde a 55% do total de 94 vagas. Outros 42 deputados conseguiram a reeleição. E 33 atuais parlamentares que se candidataram para mais um mandato não se reelegeram. Entre os destaques estão:

Prédio da Assembleia Legislativa de São Paulo

• A formação da bancada do PSL, que não tinha representatividade na Alesp, e passa a ter a maior bancada, com 15 deputados

estaduais • A entrada de novos 9 deputados de origem militar ou de segurança pública, que pode aumentar a chamada “bancada da bala” na Assembleia • O recorde de Janaína Paschoal, eleita com mais de 2 milhões de votos • A eleição da primeira deputada transexual, Erica Malunguinho • A eleição de uma bancada coletiva, na figura de Mônica Bancada Ativista • A eleição de Marcio Nakashima, irmão de Mércia Nakashima, assassinada em 2010

Novos deputados (52) •Adalberto Freitas - PSL •Adriana Borgo - PROS •Agente Federal Danilo Balas - PSL •Alex de Madureira - PSD •Alexandre Pereira - SD •Altair Moraes - PRB •Aprigio - PODE •Arthur Mamãe Falei - DEM •Ataide Teruel - PODE •Bruno Ganem - PODE

•Carla Morando - PSDB •Castelo Branco - PSL •Conte Lopes - PP •Coronel Nishikawa - PSL •Dalben - PR •Daniel José - NOVO •Daniel Soares - DEM •Delegada Graciela - PR •Delegado Bruno Lima - PSL •Douglas Garcia - PSL •Dr. Jorge do Carmo - PT

•Dra. Damaris Moura - PHS •Edna Macedo - PRB •Emidio de Souza - PT •Enio Tatto - PT •Érica Malunguinho da Silva PSOL •Frederico D’Avila - PSL •Gil Diniz - PSL •Heni Ozi Cukier - NOVO •Isa Penna - PSOL •Janaína Paschoal - PSL

•Leticia Aguiar - PSL •Major Mecca - PSL •Marcio da Farmacia - PODE •Marcio Nakashima - PDT •Marcos Bragato - PSDB •Marina Helou - REDE •Maurici - PT •Mônica da Bancada Ativista - PSOL •Paulo Fiorillo - PT •Professor Kenny - PP

•Professora Bebel - PT •Rafa Zimbaldi - PSB •Ricardo Mellao - NOVO •Rodrigo Gambale - PSL •Sargento Neri - AVANTE •Sergio Victor - NOVO •Tenente Coimbra - PSL •Tenente Nascimento - PSL •Thiago Auricchio - PR •Valeria Bolsonaro - PSL •Vinicius Camarinha - PSB


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Aécio, Renan, Jader e mais 32 alvos da Lava Jato se elegem RÉUS DA LAVA JATO ELEITOS - Aécio Neves (PSDBMG) eleito deputado federal e réu em ação penal no STF; - Arthur Lira (PP-AL) eleito deputado federal e réu em ação penal no STF; - Eduardo da Fonte (PPPE) eleito deputado federal e réu em ação penal no STF; - Agripino Maia (DEMRN) eleito deputado federal e réu em ação penal no STF; - Mário Negromonte Jr. eleito deputado federal e réu em ação de improbidade no Paraná; - Vander Loubet eleito deputado federal e réu em ação penal no STF. Aécio Neves DENUNCIADOS PELA PGR ELEITOS

- Aguinaldo Ribeiro (PPPB) - Câmara; - Ciro Nogueira (PP-PI) Senado; - Gleisi Hoffmann (PTPR) - Câmara; - Jader Barbalho (MDBPA) - Senado; - Odair Cunha (PT-MG) - Câmara; - Renan Calheiros (MDBL-AL) - Senado. Renan Calheiros é perito em se livrar das suas “broncas” na Justiça. Quando menos espera, a “raposa” mostra as suas garras; com a ajuda, claro, dos seus fieis eleitores.

No Rio de Janeiro, além dos investigados que sofreram reveses nas urnas, filhos de dois dos principais presos da Lava Jato também acabaram não

eleitos. O deputado federal Marco Cabral (MDB), filho do ex-governador Sérgio Cabral, não foi reeleito, e Danielle Cunha (MDB), filha do ex-depu-

tado Eduardo Cunha, foi derrotada. Danielle havia obtido R$ 2 milhões do MDB do Rio, via fundo eleitoral, para financiar sua campanha.

dos votos. A derrota de Dilma foi apontada na pesquisa de boca de urna do Ibope, divulgada após as 17h. De manhã, ao chegar na seção para votar em Belo Horizonte, foi recebida com aplausos e vaias. Aceitou responder a apenas duas perguntas antes de votar.

Durante a campanha, evitou dar entrevistas à imprensa. — Eu acredito que 2018 é a eleição da democracia e, por isso, seja a eleição mais importante dos últimos anos — disse, ao ser questionada sobre sua possível chegada ao Senado. A ex-presidente garantiu

seu direito de disputar as eleições depois de acordo Mais uma derrota para costurado na votação do a ex-presi ‘anta’ Dilma impeachment, em agosto de Rousseff. Quando ela achava que os 2016, pelo então presidente do Senado, Renan Calhei- mineiros iriam livrar ros (MDB). Ele a livrou da a sua cara, eis que punição pelos senadores mostram que os eles com a inabilitação para realmente funções públicas, como “comem quietos” Fernando Collor, em 1992.

Veja

sidente Dilma Rousseff (duas vezes denunciada pela Procuradoria-Geral da República), o ex-governador paranaense Beto Richa, que chegou a ser preso durante a campanha, e o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). A lista inclui ainda o senador Romero Jucá (MDB-RR), líderes tucanos, como Cássio Cunha Lima (PB) e Marconi Perillo, e petistas conhecidos do Congresso, como Marco Maia (RS) e Lindbergh Farias (RJ). Réu em ação penal aberta pelo juiz Sergio Moro, o ex-deputado Cândido Vaccarezza, que era do PT e agora está no Avante, tentou voltar a Câmara dos Deputados e fez apenas 5.200 votos em São Paulo.

Folha - Uol

O desgaste com delações e menções na Lava Jato não impediu que aos menos seis réus, 24 investigados e seis denunciados fossem eleitos nas eleições pelo país. Outros cinco alvos da operação vão ainda disputar o segundo turno. Na lista de eleitos, estão políticos que foram intensamente alvejados na Lava Jato, como os senadores reeleitos Renan Calheiros (MDB), em Alagoas, e Ciro Nogueira (PI), no Piauí, que chegou a ser alvo de buscas já na reta final da campanha, em desdobramento da delação da Odebrecht. O veterano Jader Barbalho (MDB) foi o mais votado para o Senado no Pará. Houve ainda três investigados que conseguiram se eleger, mas foram “rebaixados”: os hoje senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG), que, desgastados pelas investigações, decidiram concorrer a deputado federal. Gleisi, presidente nacional do PT, foi a terceira mais votada em seu estado. Com o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o foro especial, parte das investigações e procedimentos sobre esses políticos vem sendo enviada a instâncias inferiores nos estados. Entre os 46 alvos da operação que concorreram e foram derrotados, há nomes de primeira grandeza da política nacional, como a ex-pre-

Folha - Uol

Outros 46 investigados na operação acabaram derrotados no pleito.

Tchau querida

Dilma Rousseff fica em 4º lugar na disputa ao Senado em Minas Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS) são eleitos. Uma das surpresas do primeiro turno da eleição foi o revés na disputa ao Senado em Minas. Apontada pelas pequisas eleitorais como líder na disputa, a expresidente Dilma Rousseff amargou o quarto lugar, com 15,21% dos votos. Ela foi derrotada pelos candidatos Rodrigo Pacheco

(DEM) e pelo jornalista Carlos Viana (PHS), que obtiveram 20,49% e 20,23% dos votos, respectivamente. Em terceiro lugar ficou Dinis Pinheiro (Solidariedade), candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PSL). O excapitão chegou a gravar um vídeo pedindo apoio para Pinheiro. Ele teve 18,42%


A TRIBUNA

ESPECIAL ELEIÇÕES 2018

Ano - XVIII - 12 de Outubro/2018 # 457

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Radio Jacuipe

Bolsonaro e Haddad iniciam a campanha rumo ao Planalto

Quem será o novo presidente do Brasil: Jair Bolsonaro ou o ‘poste’ Fernando Haddad O candidato de extremadireita Jair Bolsonaro e o esquerdista Fernando Haddad buscam desde segunda-feira (7) formar alianças e superar as resistências que cada um encontra em amplos setores sociais para vencer o segundo turno, em 28 de outubro, da eleição presidencial do Brasil. Em uma rotina insólita, Haddad, do Partido dos

Trabalhadores (PT), visitou, como faz em todas as segundas-feiras, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o líder histórico da esquerda cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção. Após o anúncio de que disputaria o segundo turno, o candidato que fez toda campanha com base no slo-

gan “Haddad é Lula”, agradeceu a “liderança” de seu mentor. Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), acreditava na vitória no primeiro turno, mas recebeu 46,04% dos votos no domingo, enquanto Haddad alcançou 29,26%. O ex-capitão do Exército, de 63 amos, denunciou “problemas” nas ur-

nas eletrônicas que teriam impedido seu triunfo na eleição de 7 de outubro. Também denunciou os recursos financeiros e o apoio de “parte da mídia” que o PT receberia, ao mesmo tempo que prometeu trabalhar para “unir os brasileiros”. A preocupação de Bolsonaro pode parecer desnecessária, por

matematicamente não dever ser difícil obter os votos que faltaram para alcançar a maioria absoluta, sobretudo depois de ter recebido o apoio dos poderosos setores do agronegócio e das igrejas evangélicas. Mas as pesquisas de sábado apontavam um virtual empate técnico em caso de segundo turno,

com tendência favorável a Bolsonaro (45%-43% no Ibope e 45%-41% de acordo com o Datafolha). Bolsonaro está impossibilitado de fazer campanha nas ruas, pois ainda se recupera da facada que recebeu em um comício no dia 6 de setembro. Mas isso não o impediu de manter o apoio de seus partidários nas redes sociais.

O Globo

FolhaPress

Lula pediu para Haddad não visitá-lo mais durante campanha

Com tantas visitas, Haddad cumpre 1/3 da pena O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o candidato do partido ao Planalto, Fernando Haddad, deixe de visitá-lo na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para se concentrar na campanha. A informação é da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann. “[Lula] mandou um recado para mim. Manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui”, disse. “Nós estamos com um curto espaço de tempo. Nós temos que aproveitar as próximas semanas, as duas segundas, para que efetivamente a gente faça a campanha, as conversas que a gente precisa fazer e ganhe essa eleição”, afirmou Gleisi. Haddad visitou Lula em todas as segundas desde que foi oficializado como candidato do partido, em 11 de setembro. A última visita foi horas depois do

resultado de primeiro turno das eleições que o colocou no segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL). Desta vez última vez, porém, Haddad não concedeu entrevista aos jornalistas na frente da PF, como de costume, e escolheu um hotel em Curitiba para receber jornalistas. A campanha de Haddad no segundo turno deverá se concentrar no Sul e no Sudeste, onde seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), teve ampla vantagem. Segundo o governador reeleito do Maranhão pelo PCdoB, Flávio Dino, a ações no Nordeste ficarão a cargo dos governadores aliados, como ele. A figura de Lula tem tido menos destaque na campanha do petista Haddad. O próprio candidato fez menção uma única vez ao nome do ex-presidente em seu discurso de agradecimento pela vitória no primeiro turno.

Jair ‘Messias’ Bolsonaro

Bolsonaro comemora resultado e diz que unirá o país se for eleito Candidato do PSL à Presidência disputará o segundo turno com Fernando Haddad (PT). Em transmissão no Facebook, disse que Brasil está ‘à beira do caos’ Numa transmissão ao vivo no Facebook ao lado do economista Paulo Guedes, Jair Bolsonaro disse que, se for eleito, unirá o país. “O agradecimento que faço é a todos os brasileiros, ganhamos em quatro regiões. Perdemos no Nordeste, mas nossa votação no Nordeste foi muito boa e tenho certeza que Deus ajudará por ocasião do segundo turno”, afirmou Bolsonaro.

Em outro trecho da transmissão, o presidenciável Bolsonaro disse que o país “está à beira do caos” e, por isso, na opinião dele, “não podemos dar mais um passo à esquerda”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, com 99% das urnas apuradas, Bolsonaro tinha 46,23% dos votos e Fernando Haddad, 28,99%. Facada - Deputado federal desde 1991, Bolsonaro filiou-se ao PSL em março

para disputar a primeira eleição presidencial. Em 6 de setembro, foi vítima de uma facada no abdômen durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O candidato do PSL passou por cirurgias e ficou 23 dias internado. Em razão do atentado, Bolsonaro concentrou a campanha nas redes sociais, com a publicação de mensagens por escrito e de vídeos.

Sem fazer campanha nas ruas, Bolsonaro manteve o primeiro lugar nas pesquisas – ele liderou desde o início nos cenários sem o ex-presidente Lula – mesmo sem um espectro grande de alianças e com pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita de TV. A popularidade de Bolsonaro cresceu à base de um discurso anti-PT e antiesquerda.


A TRIBUNA

Ano - XVIII - 12 de Outubro/2018 # 457

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A TRIBUNA CAMPOS DO JORDÃO  

Edição 457

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