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Apresentação

É com grande satisfação e orgulho que lançamos a segunda edição da revista “Diário da Sexualidade”, desenvolvida pelos participantes da oficina curricular de Saúde e Sexualidade da Escola Estadual de Tempo Integral Doutor Celso Gama. A revista surgiu com o intuito de tornar possível reunir o máximo de informações e momentos vivenciados pelos alunos durante todo ano nas aulas de sexualidade, sendo ela um instrumento multiplicador do conhecimento, atingindo a escola como um todo e também a comunidade que a rodeia. Muitas pessoas acham que ao falar de sexualidade estamos falando apenas de sexo genital, mas é importante entender que o conceito de sexualidade é muito amplo e está ligado a tudo aquilo que somos capazes de sentir e expressar. Devemos compreender também que tudo que sentimos e vivemos acontece no nosso corpo, portanto, não é possível separar a sexualidade do corpo ou pensar no corpo sem considerar a sexualidade. Por isso, ouvimos tantas mensagens de controle do nosso corpo, “fecha a perna”, “não chora”, “tira a mão daí”, dentre outras, que têm por objetivo controlar também a nossa sexualidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde: “A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada um direito humano básico.” (WHO TECHNICAL REPORTS SERIES, 1975) A educação sexual é necessária e se mostra eficiente em sala de aula por permitir aos alunos interação e liberdade para debater suas ideias, desenvolver criatividade, ler, escrever e assim obterem autonomia na interpretação de informações sobre seu corpo e reflexão sobre seus sentimentos. A adolescência é marcada por inúmeros acontecimentos novos na vida dos alunos e, portanto o momento em que mais precisam de orientação profissional e coerente com suas necessidades dentro do contexto em que estão inseridos. A informação é direito de todos e precisa ser passada de forma educativa e realmente eficaz. Nossa ideia principal é levar aos leitores uma experiência diferente e reflexiva que objetiva impactos positivos no ambiente familiar dos alunos, na convivência escolar e também no desenvolvimento pessoal e social de cada um. Caro(a) leitor(a), sinta-se convidado(a) a viajar neste material incrível! Felipe Rodrigues Responsável pelo projeto

Aconteceu Na Escola

O evento de lançamento da revista “Diário da Sexualidade 1ª Edição – 2013” foi um sucesso e nos inspirou a continuar desenvolvendo este projeto em 2014. Confira agora os registros fotográficos deste evento único e inesquecível!

Agradecimentos

Fruto do trabalho coletivo, a revista de 2014 manteve alguns colaboradores e também ganhou novas parcerias que tornaram possível a realização do trabalho. Este ano não tivemos simples colaboradores, tivemos pessoas essenciais no desenvolvimento do projeto desde o início. Agradecemos aos alunos, da Escola Estadual de Tempo Integral Doutor Celso Gama, que protagonizaram e tornaram o projeto possível. Aos professores que estiveram envolvidos diretamente com os alunos e o projeto. À equipe gestora da escola pela colaboração no desenvolvimento do projeto durante o ano. À coordenadora e alunos bolsistas no subprojeto de Biologia do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência –PIBID – da Universidade Federal do ABC, pela participação e incentivo. À Diretoria Regional de Ensino de Santo André, por aprovar nosso projeto através do PRODESC. Ao Governo do Estado de São Paulo pelo incentivo financeiro e, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES/Brasil pelo apoio material e financeiro. Mais um ano nossas expectativas se tornam realidade.

Apoio

Colaboradores Elaboração e Organização - Felipe Rodrigues - Licenciado em Ciências Biológicas Revisão de Texto - Silvia Maria Didone - Licenciada em Letras | Jéssica Falquetti - Tradutora e Intérprete Revisão de Conteúdo - Mirian Pacheco Silvia - Coordenadora do Pibid/Biologia - UFABC


Elaboração e Organização - Felipe Rodrigues - Licenciado em Ciências Biológicas Revisão de Texto Silvia Maria Didone - Licenciada em Letras Jéssica Falquetti - Tradutora e Intérprete Revisão de Conteúdo Mirian Pacheco Silvia - Coordenadora do Pibid/Biologia - UFABC Projeto Gráfico Arte e Diagramação


Diário da Sexualidade

Gente Que Faz Acontecer O projeto não poderia parar em uma só edição. Para isso, novas caras realizaram esta espetacular edição da revista mais esperada de 2014.

“E foi aqui que tudo começou. O cantinho das ideias, onde trabalharam os protagonistas desse espetáculo chamado Revista Diário da Sexualidade”.

PIBID UFABC - Gabriela, Andressa, Roberto, Bárbara, Carol (Licenciandos) e Mirian (Coordenadora Subprojeto Biologia)

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Idealizador e Responsável pelo Projeto: Felipe Rodrigues Professor de Biologia e Educação Sexual

Silvia Maria Didone Professora de Orientação de Ensino e Pesquisa


2ª Edição

Turma - 8ª Série A (9ºAno) Turma - 8ª Série B (9ºAno)

Turma - 8ª Série C (9ºAno) Turma - 8ª Série D (9ºAno)

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Diário da Sexualidade

Importância da Família na Educação Sexual Não podemos escolher nossos familiares como fazemos com nossos amigos. Conviver com outras pessoas é um desafio e também uma vitória muito grande. Precisamos do apoio de outras pessoas para nos desenvolvermos e atingirmos nossos objetivos. É preciso que haja respeito entre os familiares para que todos se sintam à vontade para se expressarem e se sentirem ouvidos. A educação sexual não pode ser algo restrito apenas ao ambiente escolar, mas também em casa. Conversar sobre sexualidade causa certo desconforto em algumas famílias, porém é um assunto que precisa ser conversado. Sexualidade não é um mistério e trocar ideias sobre o assunto com os filhos significa evitar, em grande parte sustos durante a adolescência. Uma boa orientação está ligada a um bom relacionamento e para promover a melhor educação possível é preciso que as famílias estejam presentes na vida dos filhos... Que tal mantermos saudáveis os laços familiares? Pais e filhos devem refletir sobre este assunto! Para isso, algumas dicas importantes para melhorar a relação entre pais, filhos e escola.

versas frequentes ajudam muito para que as relações sejam próximas e saudáveis. Dica 7 – A escola é a maior aliada dos pais na educação e formação social e pessoal dos adolescentes. É preciso que os laços com a escola sejam de confiança para que o adolescente compreenda o quanto sua postura advinda de suas relações familiares pode tornar o aproveitamento escolar realmente satisfatório.

Dica1 – Uma boa conversa necessita que ambos os lados digam e ouçam para que haja confiança. Dica 2 – Conversar sobre sexualidade com os filhos, desde pequenos, evita que as informações sejam obtidas em fontes não confiáveis. Dica 3 – Supervisionar os filhos é sempre importante. Todo responsável deve ter noção plena dos envolvimentos externos dos filhos. A adolescência é uma fase de dúvidas e, portanto necessita de grande atenção dos pais. Dica 4 – Amigos influenciam muito no comportamento dos adolescentes. É importante conhecer os amigos e os familiares dos amigos de seus filhos. Dica 5 – Os filhos precisam saber o valor que a educação tem em sua formação. É importante que os pais tenham noção plena dos conteúdos que seus filhos assistem, leem e escutam. Dica 6 – Construir laços fortes com os filhos exige investimento. Carinho, atenção, saídas em família e con-

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Ilustrações elaboradas pelos alunos: Otávio Leal (8ªD) Arthur Amighini (8ªB) Jefferson Batista (8ªB) Gabriela Constantini (8ªD)


2ª Edição

Confissões de Adolescente

Todo adolescente carrega consigo uma porção de sentimentos e vivências das quais, em sua maioria, não expressam. A confiança é a melhor forma de conquistar respeito e, mais que isso, os adolescentes precisam se sentir seguros para expressar com qualidade suas ideias e não agirem de forma inconsequente. Realizamos uma atividade em que os alunos participantes foram levados a expressarem algo que guardavam, anonimamente, e alguns desabafos a gente confere agora.

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Diário da Sexualidade

Concurso de Redação: Ficar ou Namorar? Afinal, o que realmente importa? 1º Lugar A dúvida milenar Uma das dúvidas milenares é o que seria melhor: ficar ou namorar? Qual o lado bom de FICAR? Primeiro: você não tem que se preocupar se você mandou mal, amanhã ela não vai estar lá. Segundo: Qual é o nome dela mesmo? Mais um motivo para ficar: não precisa trabalhar a sua memorização! Terceiro: Traição nunca vai rolar, vocês não namoram mesmo... Quarto: Tá sem grana? Ninguém vai a um restaurante gourmet para “dar uns pegas”. Quinto e último (que eu saiba): Mandei bem? Então me recomenda pra suas amigas! Sobre namorar, será que é vantagem? Primeiro: ela sempre estará do seu lado, não importa se for um momento, seja fácil ou difícil. Segundo: se você a ama de verdade, não vai trocá-la por uma ficada de um dia. Terceiro: foi bom beijá-la? Se sim, ótimo! Poderá fazer isso por muitas vezes e muito tempo! Na verdade, não importa quantas vantagens ou desvantagens existam, cada um é responsável pelas suas escolhas e portanto deve decidir o que é melhor para si. Pois é, essa é uma das infinitas dúvidas milenares... para cada um, uma ideia. Quem sou eu para responder com total razão? Autor: Arthur Amighini Fernandes Costa - 8ºB 2º Lugar “Ser Feliz...” Adolescência é realmente uma fase confusa da vida, onde seus sentimentos, sua aparência, sua cabeça e o mundo estão confusos. Os hormônios estão a flor da pele! E sabe o pior? Seu coração... eu sei que não é o coração que manda nos sentimentos, mas é ele acelera quando aquela pessoa especial se aproxima. E essa pessoa? O que será que quer? Será que ele é igual a todas as outras? Dúvidas... Quando se está apaixonada é difícil responder. Nossas intenções podem ser iguais ou totalmente contrárias. Às vezes a pessoa quer curtir apenas, pegar, iludir e depois sair fora. Ao mesmo tempo você quer ser feliz ao lado da pessoa e fica em dúvida se o melhor é ficar e curtir sem compromisso e sem necessidade de se prender ou tentar investir em namorar, construir confiança, ter ao seu lado com a certeza de que ali é que mora a felicidade. De repente nem sabemos o que realmente importa, esta idade é cheia de novidades. Acima de tudo, buscamos ser felizes. Ficar, namorar, o que precisamos é pensar e tentar fazer aquilo que realmente nos importa, nos faz bem, sem ilusão e promessas, apenas sendo nós mesmos e buscando quem também nos valorize. Autora: Camila Kimberly Lopes - 8ªD 3º Lugar A importância de se sentir bem A pergunta “ficar ou namorar, o que realmente importa?” é relativa. Hoje em dia a opinião das pessoas está cada vez mais repetitiva, ao ponto de que se você responde algo (como essa pergunta) de forma contrária ao que as outras pessoas pensam faz com que passem a te ver de maneira diferente apenas por sua opinião ser diferente. Ir para uma festa e ficar com várias pessoas, ou alugar um filme e assistir com a pessoa que te agrada, seja qual for a escolha, devemos fazer o que nos faz bem. A felicidade não se baseia em estar comprometido ou não e sim se você se sente bem consigo mesmo. Temos que viver o que momento. O importante é estar feliz no caminho que seguimos, independente do que as pessoas pensam. Não há necessidade de ser o estereótipo, que por vezes, nos rotulam. O que importa é a felicidade, acima de tudo a felicidade. Autora: Gabriella Cristina Vespero - 8ªC

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Oficina da Escrita

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Ler e escrever é como namorar... Ambos caminham juntos, transformam a mente e torna os praticantes cada vez mais competentes para interpretar o mundo ao seu redor. Já que o assunto é sexualidade, que tal conhecer um pouco do que os alunos escreveram sobre o assunto? Se eu fosse pai eu... Ficaria bem surpreso e com um pouco de medo, pois seria um susto! Mesmo assim acredito que eu seria o mais responsável possível e estaria presente no dia-a-dia do meu filho. Teria que mudar minha vida. Não estou preparado, mas com toda certeza, seria um pai de verdade. Carlos A. Gomediano Neto - 8ª B Se eu fosse mãe eu... Sinceramente não saberia o que fazer. Entrar em pânico? Talvez chorar? Pensar na reação dos meus pais seria complicado. Como eu manteria essa criança? Acredito que essas dúvidas passam pela cabeça da gente mesmo quando adulta. Com certeza a maioria pensa em ser uma mãe liberal, amiga e etc., mas nem sempre é possível. Como fazer um filho entender o quanto é difícil tomar algumas decisões como chamar atenção quando se faz algo incorreto ou até mesmo impedir que ele faça alguma vontade pois sabemos que não vai lhe fazer bem? Espero ser mãe no momento certo e ser sensata com toda essa situação para dar o meu melhor, pois ser mãe, em qualquer idade, vai muito além de apenas permitir ao filho seu nascimento. Fernanda S. Cardoso - 8ª B Algumas saudades... Sinto saudade de tudo aquilo que eu fazia quando era criança. De não ter preocupações e nem responsabilidades. Sinto falta de acordar cedinho e ir para o sofá com o meu travesseiro para assistir TV globinho. Tenho saudade dos tempos em que os meus sentimentos não eram confusos e que eu não me importava com o que os outros pensavam de mim, porque além de tudo eu era feliz, fazendo bagunça, inventando minhas brincadeiras bobas e imaginando coisas. Saudade de ser inocente, bobinha, ser criança, de não entender como funciona o mundo ao meu redor e acreditar que tudo era só um sonho. Rafaella B. Silva - 8ª A Dois lados de uma história... ELE... Dia de excursão ao museu... Que chato! Pela 101ª vez estávamos indo a um museu de artes. Minha professora nos atormentou a semana inteira com quadros de Van Gogh e Michelangelo. Minha mãe me obrigou a ir mesmo depois de eu ter citado as 101 vezes anteriores que fui ao museu com a escola. Sem opção, eu estava mais uma vez dentro de um ônibus cheio de bichos, quer dizer, colegas. Apesar de alguns terem ido para ver o museu, outros foram para perder aula. Mesmo sendo obrigado, não podia perder a chance de ficar sem aula dupla semanal de português, pelo menos isso para animar a viagem! Ao chegar, descemos do ônibus e ficamos uma hora em fila até que as outras escolas chegassem. Que tédio! Estava começando a achar que não foi um bom negócio perder a aula de português. Quando os atrasados chegaram, os instrutores puderam começar a nos torturar com seus textos decorados e trocadilhos sem graça. Mas nesse ambiente chato e sonolento, emergia uma menina de cabelos e olhos pretos. Sua energia e interesse em tudo aquilo a deixa mais bonita. Trocamos olhares e senti um interesse dela por mim, assim como me interessei por ela. E foi lá, ao lado do bebedouro que eu descobri o quanto é bom ir ao museu. Ah, o amor! ELA... Estava em mais um passeio ao museu. Que legal! Se eu pudesse iria todos os dias ao museu de arte. Minha professora nos mostraria quadros de Van Gogh e Michelangelo. Minha mãe não queria que eu fosse, mas eu insisti para que ela me deixasse ir. Depois de muito pedir, estava mais uma vez dentro de um ônibus meus colegas indo para mais uma exploração do conhecimento. Alguns colegas não costumavam respeitar e acabavam atrapalhando as explicações. Odeio isso! Mesmo indo para ver o museu, me sentia culpada por ter perdido a aula dupla semanal de matemática. Isso era a única coisa que estraga a viagem. Depois de certo tempo chegamos. Descemos do ônibus e tivemos que ficar apenas cinco minutos em fila até que as outras escolas chegassem. Que ansiedade! Estava começando a achar que valeu a pena perder a aula de matemática. Quando os outros estudantes chegaram, os instrutores começaram a declamar textos maravilhosos e trocadilhos bem espertos. De repente, aqueles cabelos e olhos pretos... como não notar aquele garoto? Sua cara de entediado não estragava em nada sua beleza. Ele começou a me olhar e quando me dei conta também estava olhando para ele. Fui ao bebedouro, pois fiquei muito tímida, e quando ele surgiu lá, de surpresa, meu coração bateu forte... sei lá, parece que ter ido ao museu conseguiu me deixar ainda mais feliz. Surpresas da vida... Vitor Geraldi Gomes - 8ªD Sentimento Revolta IIh moleque, Sentimento de revolta! Eu não posso falar nada, Se “Pá” eles me cortam... Eles te alienam, E você nem percebe, Mas quando vai lutar, O arrego você pede...

Ainda sou moleque, Tenho ideia pra mandar, Escute minhas rimas, Comece a pensar...

Não importa minha voz, Importa é minha palavra, É como eu já disse, Ninguém será mais nada...

Um dia escrevendo. Olhei a minha volta... Porque realidade, Sempre tem que ter revolta?

Eu demorei pra chegar, Mas vocês nem viram minha volta... Se liga nessa então, Sentimento de revolta! João Vitor – 8ªA

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Diário da Sexualidade

Pesquisa na Escola Compreender o pensamento dos jovens que fazem parte da escola é um grande desafio, porém trabalhar com seus posicionamentos referente aos mais variados subtemas da educação sexual tem sido de grande valor para que suas dúvidas possam ser sanadas de forma satisfatória e com qualidade. A sexualidade está presente no nosso cotidiano, mas sabemos que diversos temas ligados à sexualidade ainda são um tabu. Para desvendar o que passa na cabeça dos adolescentes da nossa escola realizamos uma pesquisa sobre alguns temas ainda considerados polêmicos como traição, homossexualidade e paixão adolescente. Na pesquisa participaram os alunos das 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio. O resultado foi interessante e lembra um pouco as perguntas frequentemente vistas em revistas voltadas ao público adolescente, com um diferencial: os resultados demonstram um pouco da realidade de nossa escola. Você não pode perder essa!

Sobre homossexualidade...

Ao observar os dois primeiros gráficos, vemos que a maioria dos entrevistados manteriam a amizade com o seu amigo(a) que assumisse a homossexualidade, porém há alunos que não aceitam esta orientação sexual e se distanciariam, seja de maneira brusca cortando a amizade na hora, ou se distanciando aos poucos. Ao comparar os dois gráficos podemos notar também que há uma maior aceitação da homossexualidade feminina do que masculina. Então perguntamos: Porquê, para esses alunos, a sexualidade masculina incomoda mais do que a sexualidade feminina? Isso é machismo?

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Sobre traição...

Em relação à traição, com este gráfico, podemos notar que a grande maioria dos alunos não contaria ao seu (sua) amigo(a) sobre a traição, mesmo não aceitando a atitude. Caracas! É possível perceber também que há alunos que não perderiam tempo em contar sobre o ato de traição e a menor porcentagem dos alunos não contariam e aprovam o ato de traição... Ih, coisa séria hein!

2ª Edição

Sobre amizade e paixão...

Nesse gráfico vemos que quase metade dos entrevistados não daria uma chance para o(a) amigo(a) apaixonado(a). É, parece que a galera prefere escolher a serem escolhidos. Mas os apaixonados de plantão não devem desanimar! Ainda tem uma quantidade boa de alunos que aceitaria dar uma chance para o(a) amigo(a) apaixonado(a). Cabe a cada um escolher o que é melhor para si, na dúvida, mantenha a amizade!

Fonte de Informações sobre assuntos relacionados à sexualidade!

Conhecer a principal fonte de informações que os alunos utilizam, possibilita ao professor compreender os pensamentos deles e planejar estratégias para ajudá-los em suas dúvidas. Com o gráfico, vemos que em primeiro lugar, a maioria dos alunos utilizam as conversas com os amigos da escola como fonte de informação sobre sexualidade. Cuidado! Amigos não possuem tanta experiência e na tentativa de ajudar acabam dando conselhos com informações equivocadas. Em segundo lugar, a nossa tão amada Internet é a mais utilizada e, em terceiro lugar, a boa e velha conversa com os pais. Esperamos que as conversas com os pais e também com profissionais qualificados se torne ainda mais frequente para evitar problemas! Em caso de dúvidas, não tenha medo, pergunte!

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Diário da Sexualidade

Especial: Entrevistando Um Ginecologista Você já ouviu falar do profissional Ginecologista? Sabe qual a importância deste profissional na vida de uma mulher? O ginecologista é um médico especializado no tratamento da saúde da mulher, da infância à terceira idade. Em sua maioria, os profissionais dessa área também são obstetras, então além de cuidar e prevenir doenças do sistema reprodutor feminino podem diagnosticar outras doenças, como no aparelho reprodutor, coração, osteoporose entre outras doenças. A partir do momento em que os hormônios começam a agir no corpo da menina, o acompanhamento ginecológico se faz essencial. Hoje, as adolescentes iniciam sua vida sexual mais cedo e, por conta disso, começam a utilizar métodos contraceptivos sem orientação e buscam respostas às questões relacionadas ao seu corpo e sexualidade em fontes não confiáveis. A licencianda, Gabriela Brayner Costa (bolsista PIBID da UFABC), que acompanha as turmas de oitavas séries na oficina de educação sexual, marcou uma consulta com um ginecologista e fez uma entrevista bem interessante. O objetivo é que você leitor(a) conheça melhor como é o cotidiano deste profissional e a importância de seu trabalho para o bem estar das mulheres. A entrevista você confere aqui! 1. Porque você escolheu essa profissão? Médico: Primeiro acho que a pergunta é: Por que escolher ser médico? Um dos grandes incentivadores foi meu pai: ele foi meu espelho em casa e eu sempre admirava muito o que ele fazia. Apesar de sempre conviver com a correria de vida que ele tinha e, ainda que em muitas vezes, por força da profissão, trocava um pouco a família pelo trabalho, acabei me apaixonando. No final de uma faculdade de medicina você pensa: vou ser um cirurgião ou um clínico? A cirurgia é muito mais fascinante e segui nesta área. Apesar das dúvidas, achei a ginecologia mais interessante pela enorme abrangência que possibilitava. 2. Qual característica que impede a escolha da profissão de ginecologia? Médico: Acredito que a profissão de médico, em geral, é de doação e muitas pessoas não estão predispostas a isso. Às vezes não se tem hora para nada, você pode estar no meio de uma festa e ter que sair, assim como você pode estar no meio de um jantar de natal e ter que ir embora para atender um paciente. Então se você não se predispor a se doar mais, em alguns momentos, para a profissão do que para a sua vida, desencana e procure outra profissão.

5. Quais são as áreas de atuação de um profissional de ginecologia? Médico: Para as áreas principais você tem a sexologia, a obstetrícia. Dentro da ginecologia também se encontra a mastologia (câncer de mama), endocrinologia ginecológica e a uroginecologia. 6. Na sua opinião, quais são as maiores dificuldades da profissão? Médico: A má remuneração e o trabalho excessivo para obter maior qualidade de vida. Mas acho que o principal fator que hoje decepciona um pouco é o baixo reconhecimento da classe médica. Hoje em dia o médico, principalmente pela mídia, é dado mais como um vilão do que como um mocinho. Nosso juramento vai no princípio de “Hipócrates” que é o de se doar, de ajudar, de não lesar, mas hoje a sociedade enxerga o contrário, vê o médico como alguém que só cumpre horário. Não estou negando a existência de maus profissionais, mas o princípio de todo mundo é ajudar, e hoje, em raros casos você é reconhecido por isso. Um agradecimento sincero faz falta, afinal, não é fácil ajudar as pessoas.

7. Quais são as os melhores aspectos da profissão? Médico: Quando você é realmente reconhecido, isso 3. Você atua como ginecologista há quanto tempo? motiva. Existe a segurança de sempre conseguir traMédico: Há 13 anos. balho, se necessário, consegue dar um plantão extra 4. Além do trabalho na clínica, você atua em algum outro por exemplo. A cada dia você conhece 30, 40 pessoas diferentes, isso é muito interessante, esse aprender lugar? Médico: Sim, trabalho no Hospital São Luís e atual- diário com as pessoas que te procuram para algum mente também trabalho no Hospital Santa Joana. tipo de auxílio.

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8. Você acredita que para a sua profissão são necessários muitos sacrifícios? Médico: Sim, muitos. É obvio que você consegue ter uma vida normal como qualquer outra pessoa, mas existem algumas coisas que as outras profissões não têm. Eu lembro quando eu entrei na primeira aula da faculdade de medicina, o professor falou: “Olha, tá em tempo de vocês desistirem, porque a partir do momento que vocês se formarem, vocês vão carregar uma cruz que nunca poderão deixar de ser médicos”. Não importa onde você esteja, você não deixa de ser médico. 9. Quem deve procurar o ginecologista? Médico: Na realidade toda mulher, principalmente aquela que começou a ter suas menstruações ou já iniciou a sua vida sexual. Uma menina que tem uma queixa e precisa de auxilio, também tem que vir ao ginecologista. Acredito que toda mulher, pelo menos uma vez ao ano, obrigatoriamente tem que se consultar, de uma maneira preventiva. Isso permite saúde de qualidade e é o maior desafio que enfrentamos atualmente.

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paciente em questão.

13. Você acredita que o diálogo entre o médico paciente está mais fácil devido a facilidade de informações encontradas na internet? Médico: Muito por sinal. Apesar disso, as pessoas hoje buscam ferramentas de pesquisa na internet para interpretar os exames, e convenhamos, só encontram o estranho, porque o normal não costuma chamar público e não impressiona tanto. Por exemplo, muitas pacientes interpretam alterações em exames da pior maneira possível e chegam ao consultório achando que vão morrer. O diálogo com o profissional é o fator mais importante e que evita problemas desse tipo.

14. Tem algumas dicas para deixar aos leitores? Médico: De maneira nenhuma deixar de se prevenir! A prevenção é a principal forma de conscientização que buscamos hoje. O acesso a informação está facilitado e precisa ser utilizado, mas a prevenção deve prevalecer em relação a buscar tratamentos. Importante tirar dúvidas com um médico de confiança, evitar se basear em conversas familiares, pois isso atrapalha muito mais do que ajuda. Sempre que estiver com dúvidas ou 10. A partir de que idade é recomendada a primeira sintomas de algo, deve-se procurar ajuda médica. O diálogo atualmente está mais fácil e aliado a tecnologia ida ao ginecologista? Médico: Hoje se vê meninas que iniciam sua vida sexu- os pacientes só têm a ganhar. al precocemente, mas também se vê um número cada vez maior de mulheres que optam manter sua virgin- 15. Alguma consideração final? dade por um tempo mais prolongado. Então depende Médico: Gosto muito da minha profissão, acho que a da vida sexual e depende da própria mulher apresen- ginecologia é uma profissão completa pois é possível tar possíveis queixas ou não. Algumas mulheres têm trabalhar em muitos aspectos. Você consegue ter uma transtornos desde o início da primeira menstruação, já cumplicidade com seu paciente como nenhum outro médico tem. Muitas vezes as pacientes me trazem dúnecessitando um acompanhamento profissional. vidas de outras áreas porque elas não acreditam no 11. Quais são as dúvidas mais comuns entre as ado- que o médico da outra área fala. É muito bom ter essa confiança e nós gostamos bastante. Se abra para seu lescentes que procuram você no consultório? Médico: As principais dúvidas são relacionadas aos ginecologista porque ambos tem a ganhar, estabeleça métodos de contracepção. Já queixas de transtornos um relacionamento legal pois muitas vezes ele fica pro resto da vida e isso implica em saúde de qualidade. vaginais são verificados em todas as faixas etárias. 12. Quais exames são considerados como essenciais na vida da mulher? Médico: O mais frequentemente realizado é o de citologia oncótica, famoso papanicolau, que obrigatoriamente deve ser realizado uma vez ao ano. Á partir desse resultado outros exames se mostram necessários. A realização de ultrassonografias de mama, pélvica ou transvaginal é muito dependente de cada caso, não é um exame obrigatoriamente necessário, mas na rotina clínica nós acabamos solicitando, tanto para uma segurança médica quanto da própria paciente. Com o avanço tecnológico é possível investigar, por exemplo, riscos de uma trombose para quem vai iniciar um anticoncepcional, minimizando os riscos para a saúde da

Doutor And rey Marques Ascenção 37 anos Ginecologis ta

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Diário da Sexualidade

Saiba Mais: Curiosidades Sobre Reprodutor Masculino e Feminino

Sistema

Na escola, durante algumas aulas de ciências, aprendemos muitas coisas sobre o sistema reprodutor humano feminino e o masculino. Esses sistemas são formados por um conjunto de órgãos internos e externos que se unem para gerar uma nova vida. O sistema reprodutor feminino é composto por uma diversidade de órgãos, dentre os quais se destacam: a vagina, o útero as tubas uterinas e os ovários (onde são produzidos os óvulos). O sistema reprodutor masculino apresenta elementos externos como o pênis e o escroto, além de também contar com órgãos internos, tais como: os testículos, a próstata e as vesículas seminais, que produzem a parte do fluido que é expelido pelo corpo com a ejaculação. Até aqui, poucas novidades. No entanto, pesquisamos e separamos algumas curiosidades surpreendentes sobre sistema reprodutor que você provavelmente não sabia. 1. Por que os testículos de um homem ficam do lado de fora do corpo? Para grande parte dos mamíferos os testículos estão localizados na bolsa escrotal fora do corpo. A descida dos testículos de sua posição inicial, ao lado dos rins, para a bolsa escrotal geralmente ocorre ainda na gestação. No caso do ser humano a descida acontece por volta do 8º mês de gravidez. Essa mudança de posição acontece por que é necessária uma temperatura mais baixa que a do corpo para a produção dos espermatozoides. A temperatura ideal para a produção de espermatozoides é cerca de 1°C a menos do que a temperatura do corpo. Para você ter uma ideia, a temperatura do nosso corpo é mais ou menos 36,5°C, então a temperatura da bolsa escrotal é em média 35,5°. Parece pouco né? Mas para o nosso corpo apenas 1°C faz toda a diferença. Esta pequena diferença é tão importante que em dias mais frios a bolsa escrotal se contrai ficando mais perto do corpo para compartilhar o calor tornando-se mais quentinha e nos dias mais quentes ela relaxa se afastando mais do corpo para manter a temperatura ideal. 2. Quantos espermatozoides são necessários para garantir a fertilização? A resposta é mais fácil do que parece. Apenas um espermatozoide é necessário para fertilizar um óvulo. Apesar de ser necessário apenas um espermatozoide, para fertilizar o óvulo, a ejaculação do homem pode liberar em média 250 milhões de espermatozoides de uma só vez. Mas se é necessário apenas um, por que tantos são produzidos? A resposta é que este grande número de espermatozoides liberados aumenta as chances de fertilização, uma vez que o caminho dos espermatozoides até o óvulo, não é nada fácil e, a grande maioria deles se perde e morre pelo caminho. Assim, apenas algumas centenas conseguem chegar perto do óvulo. O caminho difícil acaba selecionando os melhores e mais bem preparados espermatozoides. Quando encontram o óvulo, apenas um espermatozoide conseguirá fertilizá-lo. Mas como evitar que mais de um espermatozoide consiga fertilizar o óvulo? Bom, neste caso, o óvulo possui mecanismos especiais e extremamente rápidos que impedem que outros espermatozoides consigam fertilizar após a chegada do primeiro.

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3. Sobre o parto humano... O nascimento de um ser humano é um processo natural e muito emocionante. Isto acontece porque os nossos recém-nascidos são extraordinariamente grandes. Mantendo as proporções de tamanho, quando nascemos somos duas vezes maiores que os bebês de outros grandes primatas como o chimpanzé e o gorila. Possuímos cérebros grandes e, portanto cabeças grandes. Em outros primatas, o cérebro do recém-nascido já é cerca de metade do seu tamanho quando adulto, mas em seres humanos, ao nascer o cérebro é bem menor possuindo apenas um quarto do tamanho do órgão adulto. Durante o nascimento, o bebê humano gira de uma forma complexa e normalmente acaba de cabeça para baixo dentro da barriga da sua mãe. Esta posição facilita a passagem do bebê durante o parto. O pulmão é o último órgão a amadurecer e quando isso acontece começa a produzir uma substância líquida (surfactante) que cai no líquido amniótico e provoca uma reação em cadeia fazendo a mulher entrar em trabalho de parto, indicando assim que o bebê está preparado para nascer. Por isso, vale ressaltar a importância de se permitir o parto normal, pois dentre os vários benefícios podemos destacar a maior facilidade no processo de respiração do bebê, maior rapidez na recuperação da mãe e maior estímulo do organismo para a aceleração na produção de leite.


4. Os homens possuem muito mais gametas do que as mulheres? É verdade que os homens possuem mais gametas que as mulheres. A mulher não produz óvulos durante sua vida, todos os seus óvulos são produzidos antes mesmo dela nascer. Durante sua vida os óvulos já produzidos apenas amadurecem. Traduzindo para números, ao nascer, as mulheres têm entre 1 e 2 milhões de óvulos, mas apenas cerca de 300 mil deles terão sobrado quando a puberdade chegar. E apenas uma quantidade de 300 a 400 deles serão, de fato, ovulados antes da menopausa. O momento de ovulação das mulheres geralmente ocorre dias antes da menstruação. Já no caso dos homens é bem diferente. Cada homem é capaz de produz mais de 500 bilhões de espermatozoides, isso porque ele produz espermatozoides durante toda a sua vida. Em uma ejaculação, um homem saudável pode liberar cerca de 250 milhões de espermatozoides de uma só vez. Isto são mais gametas lançados em um único momento do que uma mulher jamais terá em sua vida inteira.

7. Alguns animais possuem sistemas reprodutivos realmente estranhos... Os sistemas de órgãos internos dos mamíferos são muitas vezes semelhantes aos nossos, mas existem variações. Por exemplo, o pênis de algumas espécies de marsupiais, como os gambás e cangurus, é bifurcado na ponta e as fêmeas dessas espécies, por sua vez, também possuem duas vaginas. Na hora do acasalamento, cada parte do pênis penetra uma vagina, depositando o sêmen. O aparelho reprodutor dessas fêmeas também possui dois úteros, onde os filhotes podem ser gestados simultaneamente. Para completar a esquisitice, os filhotes nascem através de um terceiro orifício que é conhecido como falsa vagina. Já no caso de aves a maioria delas não possui nem pênis e nem vagina. Ambos os sexos possuem o que chamamos de cloaca, um único orifício usado tanto para a eliminação de resíduos do organismo, quanto para a reprodução.

Ilustrações feitas pelo aluno Jefferson Batista (8ªB)

2ª Edição

5. Os egípcios antigos já usavam métodos de contracepção milhares de anos atrás. Você pode pensar que métodos para evitar a gravidez é uma invenção relativamente nova, mas na realidade o controle de natalidade pode ter tido seu início cerca de 4 mil anos atrás. Por incrível que pareça, o registro mais antigo de métodos de contracepção vem do documento conhecido como Papiro Ginecológico de Kahun, de 1825 a.C. Um dos métodos de controle de natalidade mencionados no documento consistia na aplicação de mel, pelo médico, no interior da vagina da mulher o que impedia que ela engravidassem. Em outro caso, apesar de o texto não ser muito claro sobre como exatamente o método era utilizado, a técnica contraceptiva descoberta envolvia a utilização de esterco de crocodilo, que poderia ser colocado no colo do útero evitando assim a fertilização.

6. As partes reprodutivas masculinas e femininas eram descritas utilizando os mesmos termos. Até o final do século 17 e início do século 18, os médicos mantinham o modelo de pensamento de “apenas um sexo” para os sistemas reprodutivos, defendido pelo médico grego Galeno de Pérgamo quase 2.000 anos atrás. Embora as pessoas notassem as diferenças físicas óbvias entre os sexos, os profissionais da área viam os órgãos reprodutores masculinos e femininos como estruturas homólogas entre si, ou seja, estruturas que possuíam a mesma origem de formação, mas que apresentavam características diferentes. Na opinião de Galeno, por exemplo, as partes reprodutivas das mulheres eram o espelho do aparelho reprodutor masculino: a vagina seria o pênis invertido, os lábios seriam o prepúcio, ao passo que o útero seria a versão feminina do escroto e os ovários, os testículos das mulheres.

Fonte: http://hypescience.com/sistema-reprodutor/ Autora: Jéssica Maes

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Diário da Sexualidade

Sensualidade Sem Vulgaridade O nú artístico é a designação dada à exposição do corpo de uma pessoa nua em diversos meios artísticos (pintura, escultura, cine e fotografia). Muitas pessoas pensam nisso como um ato vulgar, porém o corpo precisa ser compreendido e acima de tudo desvendado para que haja melhor compreensão quanto ao que possuímos e como funcionamos. Sendo assim surge a pergunta: Como mostrar o corpo sem ser vulgar? A vulgaridade está em expor o corpo para promovê-lo como se fosse apenas um pedaço de carne sem sentimentos. O corpo humano pode ser entendido como uma arte e, isso acontece desde tempos passados. A partir da ideia do corpo humano como arte, os alunos foram convidados a pensar sobre a beleza que cada pessoa reflete e, para isso, se uniram e fizeram releituras de imagens de pessoas nuas, destacando os traços do corpo humano. Nosso lema foi: “sensualidade sem vulgaridade” e após uma seleção difícil, em meio a tanta qualidade artística dos trabalhos, confira algumas releituras que ficaram incríveis: Faria Bianca de

Gabriela

Daniela de Souza 8ªD

8ªB

Constanti

ne 8ªD

C

Lucas Henrique Ferreira – 8ª

ravo – 8ªA

Cossa B Mariana

Heloísa Guimarães Machado 8ª

A

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Olivia Veja – 8ªA


Vitor Lima da Silva – 8ªA

2ª Edição

Thaylla Souza F

erreira 8ªC

A

Rafaella Bezerra da Silva – 8ª

Você chega e m E o meu corpo e abraça Eu queria que já se derreteu Seu coração p um dia udesse ser meu . O seu toque e o O olhar e o sor seu cheiro Só de estar ao riso Me sinto no p seu lado araíso. E de um jeito Você consegue diferente Ganha a minhme conquistar É sensual sem a a atenção ser vulgar. Texto escrito p ela aluna Roberta B. Lim a – 8ªA

do Nataly Alexandra Ruth Silva Nascimento Souza 8ªD

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Diário da Sexualidade

Dossiê: Trocando ideias sobre AIDS e DST Pesquisamos e estudamos os conteúdos do portal do Ministério da Saúde sobre AIDS, DST e Hepatites Virais, e apresentamos aqui algumas informações importantes sobre os assuntos a fim de compartilhar informações e aumentar o conhecimento dos alunos e leitores da comunidade escolar. Vamos descobrir um pouco sobre esses assuntos de grande importância em nossa sociedade.

A AIDS não é um mito, mas sim uma verdade! O que é preciso conhecer sobre a AIDS? O que é HIV e AIDS afinal? Causador da AIDS, HIV significa vírus da imunodeficiência humana. Recebe esse nome, pois destrói o sistema imunológico. A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana) se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento das doenças oportunistas. Como se pega o HIV? - Sexo sem camisinha - pode ser vaginal, anal ou oral; - De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; - Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa; - Transfusão de sangue contaminado com o HIV; - Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados; Como viver bem com a AIDS? Atualmente, existem os medicamentos antirretrovirais - coquetéis antiaids que aumentam a sobrevida dos soropositivos. Será que tenho o HIV? Se desconfiar, o que deve ser feito? Basta fazer um dos testes existentes para diagnosticar a doença. Eles são gratuitos e seu resultado é seguro e sigiloso. É realizado a partir da coleta de sangue. Se der negativo, a pessoa não foi infectada pelo vírus. Existe tratamento? Como é? O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização exames. A pessoa só vai começar a tomar os medicamentos antirretrovirais quando exames clínicos e de laboratório indicarem a necessidade. Esses remédios buscam manter o HIV sob controle o maior tempo possível. A medicação diminui a multiplicação do HIV no corpo, recupera

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as defesas do organismo e, consequentemente, aumenta a qualidade de vida do soropositivo. Para que o tratamento dê certo, o soropositivo não pode se esquecer de tomar os remédios ou abandoná-los. Ao buscar apoio no serviço de saúde... - Você tem o direito de tirar todas as dúvidas. Não volte para casa com preocupações. - Sempre converse com um profissional, quando perceber alterações das suas condições de saúde. - Procure não faltar às consultas. Se estiver tomando medicação, lembre de sempre tomá-la corretamente. - Não tome medicamentos sem orientação, nem mesmo os mais comuns ou os remédios naturais. - Busque apoio da sua família e dos amigos. Identifique aqueles em que você mais confia para conversar sobre sua nova condição. Não se isole. - Ninguém deve sofrer discriminação por viver com HIV/aids! DST e Sintomas: Por quê conhecer faz bem! As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são muitas e podem ser causadas por diferentes agentes. Apesar disso, elas podem ter sintomas parecidos. Vamos conhecer algumas delas? Cancro mole: Os primeiros sintomas - dor de cabeça, febre e fraqueza - aparecem de dois a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os movimentos da perna de andar. Esse caroço pode


purulenta esverdeasangue. Nos homens, na cabeça do pênis ficam na vagina e/ou

Clamídia e Gonorreia: Nas mulheres, pode haver dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), aumento de corrimento, sangramento fora da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Entretanto, é muito comum estar doente e não ter sintoma algum. Nos homens, normalmente há uma sensação de ardor e esquentamento ao urinar, podendo causar corrimento ou pus, além de dor nos testículos. É possível que não haja sintomas e o homem transmita a doença sem saber. Condiloma acuminado (HPV): A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Herpes: Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente. Antes do surgimento das bolhas, pode haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e mal-estar. As bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas. Sífilis: Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos. A doença pode ficar sem apresentar sintomas por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo,

inclusive, levar à morte. Tricomoníase: Os sintomas mais comuns são dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, coceira nos órgãos sexuais, porém a maioria das pessoas infectadas não sente alterações no organismo. Hepatites virais: É a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Importantíssimo! Não sinta vergonha de conversar com o profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre sexo ou qualquer coisa diferente que esteja percebendo ou sentindo. É direito de todo brasileiro buscar esclarecimento e informações durante o atendimento de saúde.

Ilustração por Gabriela Constantini (8ªD)

drenar uma secreção da ou misturada com as feridas aparecem (glande). Na mulher, no ânus.

2ª Edição

Reproduzimos aqui parte dos conteúdos encontrados no site. Para mais informações, acesse: www.aids.gov.br

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Diário da Sexualidade

Que Tal Uma Fotonovela? Todos são protagonistas na conquista de seus sonhos e desenvolvimento pessoal. Os alunos se uniram e produziram uma fotonovela, isso mesmo, uma fotonovela! O tema escolhido foi AIDS, o cenário a própria escola. Confira o resultado de um dos grupos que realizaram o desafio. Título:“Esse pessoal sem noção, faz sexo sem proteção!” Estrelando... Grupo de Alunos 8º D

Na escola, dois adolescentes, Girassol e Humberto estudam em sala de aula. Humberto já teve relações sexuais e Girassol, por sua vez, ainda era virgem... De repente, um objeto muda a vida dos dois: Um lápis emprestado!

Lucas Catalane como “Paciente1” e “Editor” Morris Wiliam como “Portador do vírus HIV”

É muito legal. Não precisa ter medo, pode confiar em mim.

Você sabe que sempre gostei de você mas ainda não tenho certeza se devo ...

Vitor Geraldi como “Médico”

Otavio Leal como “Aluno Ignorante

Vinícius Borges (Ball) como “Paciente 2”

1 10 minutos depois.

Giovana Silvério como “A inocente”

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sta empre Ei, me pis?! um lá

3

4 lugar ço um Conhe om e secreto b muito ho daqui... pertin

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5 Nossa q vergo ue nha!

Vem princesa que logo menos você estará no céu.


2ª Edição

Já no lugar secreto...

ack

Sm

Smack,

6

smack

Poutz, entra logo! Tchauzinho, super curti!

7 Hospital: Sala de Espera. Nossa, que nojo... Ai... Eita mano...

8 Doutor viemos ver o resultado do nosso exame!!

posso omo Olá, c r jovens? ajuda

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O casal vai ao hospital em busca do resultado de um exame para DST’s.

Ca-fa-ges-te

É ...

Você está com AIDS, mas vamos com calma, melhor se acalmar moça. Eu juro que não imaginava que isso poderia acontecer comigo

Será que passa pelo ar?

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Bola pra frente, o negócio agora é tentar me cuidar ao máximo... AIDS não é o fim, vou superar!

Espero não perder minhas amizades. Hoje comprendo a importância da Prevenção.

12 Prevenção é liberdade! Busque informações e procure sempre ajuda de profissionais qualificados!

Ela era tão gata. HAHA!!

Eles tem Aids!!

11 Na escola, os outros alunos descobrem que Humberto e Girassol são portadores do vírus HIV, e isso causa grande constrangimento pela falta de informação dos colegas...

Fim Fotonovela produzida pelas alunos da 8ª Série D

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Diário da Sexualidade

Matéria especial: Estereótipos e Preconceito – Vale Refletir Estereótipo

Estereótipos são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc. Estereótipos são pressupostos sobre determinadas pessoas, muitas vezes eles acontecem sem ter conhecimento sobre grupos sociais ou características de indivíduos, como a aparência, condições financeiras, comportamento, sexualidade etc. O Estereótipo também faz parte do racismo, levando ao pensamento: ou você é um de nós ou é um deles. Existem estereótipos positivos também, por exemplo, quando somos reconhecidos por alguma característica que causa admiração. Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial. Estereótipo de beleza Um estereótipo de beleza são as noções predominantes da maior de uma sociedade que determinam o que é considerado belo. Os estereótipos de beleza vão sendo alterados com o tempo. Antigamente, estar acima do peso ideal era o estereótipo de beleza, porque transmitia a ideia de saúde, porque a pessoa tinha boa capacidade financeira e dinheiro suficiente para comer muito. Mais tarde, o estereótipo de beleza é bastante diferente, sendo que a maioria das pessoas acha que ser bonito é estar dentro do peso considerado ideal, em forma física. Preconceito É um fenômeno histórico. Há grande sentimento de impotência ao se tentar mudar alguém com forte preconceito. Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos. As crianças absorvem de maneira rápida os preconceitos e seus pais e colegas muito antes de formar suas próprias crenças e opiniões com base na experiência. A pressão dos colegas muitas vezes torna “legal” ou aceitável o preconceito como forma de fazer parte da turma. Divisão Sexual do Trabalho Chamamos de divisão sexual do trabalho a separação dos trabalhos considerados como “serviço de mulher” daqueles que são considerados como “serviço de homem”, por exemplo, ainda hoje, na nossa sociedade todas as atividades não remuneradas (sem pagamento), que fazem parte do cuidado com a casa e com as pessoas da família ainda são vistas como tarefas para as mulheres. Já o trabalho pago, geralmente realizado fora de casa, ainda é visto como sendo de maior responsabilidades dos homens. Essa visão ainda é muito forte nos dias de hoje apesar do crescimento do número de mulheres que saíram de casa para trabalhar. Além dessa divisão algumas profissões também são classificadas como femininas (professora, enfermeira, manicure, empregada doméstica, etc.) ou masculinas (executivo, bombeiro, mecânico, engenheiro, jogador de futebol, motorista de caminhão ou ônibus, etc.). Geralmente as profissões consideradas femininas são menos

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Alunos Arthur Amighini e Ivan Stering Pires (8ªB)

valorizadas e recebem um salário menor, porque o salário da mulher é visto como um “complemento” dos ganhos da família. Também o trabalho doméstico não remunerado (lavar, passar, cozinhar, cuidar de pessoas da família) é desvalorizado e não costuma ser visto como um trabalho. Quem nunca ouviu alguém dizer: “Ela não trabalha só cuida da casa...”. Já o trabalho do homem costuma ser mais valorizado e considerado mais cansativo. É comum, em casais que trabalham fora de casa, que a mulher faça o trabalho doméstico, enquanto o homem descansa. Essa divisão do trabalho está baseada simplesmente no fato de ser homem ou mulher, não levando em conta as reais capacidades e habilidades das pessoas. Além de ser preconceituosa, contribui para tornar ainda mais injusta a relação entre homens e mulheres. É preciso refletir sobre este tema para que o preconceito seja erradicado. Fonte: http://www.brasilescola.com/psicologia/atitude-preconceito-estereotipo.htm


2ª Edição

Receita: Como Utilizar a Camisinha Não sabe como se coloca uma camisinha? Chegou a hora de entender, mas não só a camisinha masculina, também a camisinha feminina. Lembrando que camisinhas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde! Sexo? Só se for com camisinha, evita gravidez e DST, ou seja, mais segurança no romance. Lembrese, ainda, que o sexo não é uma obrigação, cada um sabe o seu melhor momento e a prevenção é a parte mais importante da equação!

(Sexo + Camisinha = Prevenção + Segurança) – NUNCA ESQUEÇA ESTA LIÇÃO! Camisinha Masculina 1. Primeiramente, abra a camisinha sempre com as mãos e nunca com os dentes, tesoura ou algo do tipo. 2. Desenrole a camisinha até a base do pênis, depois de já estar segurando na ponta dela. Lembrese que para colocá-la o pênis deve estar ereto! 3. Depois da ejaculação, retire a camisinha com o pênis ainda duro. E antes de jogá-la no lixo, dê um nó no meio dela. Camisinha Feminina 1. Primeiramente, a garota deve encontrar uma posição confortável e introduzir a camisinha na vagina apertando o anel interno (o lado fechado). 2. Com o dedo indicador, ela vai empurrar a camisinha o mais fundo possível, deixando o anel externo (a parte externa) uns 3 cm pra fora da vagina. 3. Para finalizar, não esqueça de dar um nó no meio da camisinha antes de jogá-la no lixo.

Saiba mais!

Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual? Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si. O que fazer quando a camisinha estoura? A ruptura da camisinha implica risco real de infecção pelo HIV. Independentemente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão).

“Ilustrações feitas pela aluna Gabriela Constantini (8ªD)”

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Diário da Sexualidade

Quiz

Curiosidades Sobr e Homossexualidad e

Após muita pesquisa, essa edição da revista vem com um novo desafio sobre curiosidades. O tema escolhido foi Homossexualidade, e há muitas coisas interessantes que muitas pessoas não fazem ideia. Que tal testar seus instintos para desvendar a verdade em cada questão? 1. A respeito de gêmeos: A) Serão gays se forem idênticos, caso contrário, serão heterossexuais. B) Sempre terão a mesma orientação sexual. C) Se forem de sexos diferentes, terão orientações sexuais diferentes. D) A probabilidade de possuir a mesma orientação sexual é de 50 %. E) Serão gays se nascerem na lua nova ou minguante. 2. Em Nova Guiné, a homossexualidade: A) É liberada em feriados e aos finais de semana. B) É um crime. A condenação é prisão perpétua ou castração. C) É considerada normal e necessária para o crescimento das crianças. D) É considerada normal e sinal de superioridade. E) É permitida apenas aos homens que ingressam no exército. 3. O primeiro país do mundo a ter leis pelos direitos homossexuais foi: A) Dinamarca em 1989. B) França em 1969. C) Inglaterra em 1972. D) Brasil em 1970. E) República Tcheca em 1982. 4. Qual o primeiro país da América Latina que autorizou o casamento gay: A) México. B) Uruguai. C) Argentina. D) Colômbia. E) Eslováquia. 5. Na África: A) Teatros com menção homossexual são proibidos. B) Surgiram os primeiros relatos homossexuais. C) Apenas negros podem ser gays. D) Homossexuais podem ter duas esposas. E) 19 países ainda prendem homossexuais. 6. Considerada uma doença em 1979 na Suécia, a homossexualidade foi motivo de: A) Protesto: trabalhadores “faltaram no serviço por estarem se sentindo gays”. B) Deportação dos estrangeiros, que contaminaram o ar com micróbios gays. C) Descontos na compra de medicamentos psiquiátricos. D) Congresso médico, que reuniu mais de 200 profissionais para aprenderem sobre a descontaminação gay. E) Piada: a Suécia até hoje é conhecida como “homoside” (terra gay, em inglês). 7. Na Grécia Antiga: A) Atos homossexuais só eram permitidos com a aprovação íntima do César. B) Era vergonhoso não possuir um amante mais velho do mesmo sexo. C) As mulheres homossexuais eram chamadas prostitutas, enquanto os homens eram viris. D) Havia uma casa de banho reservada apenas à casais homossexuais. E) As mulheres eram iniciadas em práticas homossexuais para seduzir os homens.

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8. O termo sexual lésbica era utilizado: A) Era o termo usado para as prostitutas que aceitavam ter relações com mais de uma mulher, em um bordel famoso chamado Lesbos. B) Para as moças nascidas na Ilha de Lesbos, onde supostamente se mantinha relações femininas homossexuais. C) Eram assim chamadas as filhas do primeiro César, chamado Lesbos, que impedidas de ter contato com homens, tinham relações com mulheres. D) Eram assim chamadas as virgens da região de Lesbos, que eram criadas para prêmios em jogos olímpicos. E) Eram as descendentes de Lésbica, uma prostituta que só aceitava relações com mulheres. 9. No Séc. V a.C., na cidade de Tebas: A) Existiu o primeiro faraó homossexual, que mantinha relações com seus servos para que esses se tornassem divinos. B) Os sacerdotes mantinham relações sexuais com o faraó para provar sua lealdade, sendo sempre passivos. C) Foi criado um exército com mais de 150 casais homossexuais, que lutavam melhor para defender seus parceiros durante a batalha. D) Foi criado um templo em homenagem ao deus Tebas, líder dos mercenários e homossexuais. E) Os servos heterossexuais eram castrados, para não gerarem filhos. Nesse século, teve-se a maior população homossexual na história Egípcia. 10. Em Atenas: A) Todos os homens eram castrados após o primeiro filho, o que levou a maioria à práticas homossexuais. B) Em homenagem à deusa do amor Afrodite, as sacerdotisas de seu templo mantinham relações sexuais entre si, em suas adorações. C) Apenas homens pertencentes ao alto sacerdócio poderiam ter relações homossexuais. Entretanto, era liberada a relação heterossexual com a plebe. D) Aos 12 anos, meninos deveriam manter relações sexuais com seu mentor até os 18, quando se tornariam homens e deveriam ser mentor de outros jovens. E) O Deus do vinho, Dionísio, muitas vezes “influenciava” os homens durante suas festas, que acabam tendo relações homossexuais por ação divina. 11. Durante o período da Inquisição (1921), o papa Gregório instituiu a proibição de relações homossexuais, cuja pena era: A) Multa e reclusão aos jovens, e morte em fogueira aos maiores de 33 anos. B) Ser castrado e servir ao clero por tempo indeterminado. C) Ser enforcado em praça pública, afirmando seu “pecado” à sociedade. D) Morto em duelo por sua honra, contra 6 cardeais armados. E) Ser amarrado em praça pública nu, até a morte por exaustão ou apedrejamento. 12. Entre os astecas, antes da chegada do povo Europeu: A) Os sacerdotes deveriam ser homossexuais para não ter filhos. B) Na conquista das mulheres, os homens faziam rituais homossexuais publicamente. C) Antes de rituais de sacrifício, as sacerdotisas deveriam praticar atos homossexuais para purificar a alma. D) Os capturados que não eram mortos deveriam jurar fidelidade ao grande sacerdote e ser passivo em relações sexuais durante um ano. E) Existia um deus para a homossexualidade e prostituição, chamado Xochipili. 13. Em antigas tribos na América do Sul: A) Os homossexuais deviam deixar os cabelos longos, ter afazeres domésticos e ser passivo no sexo. B) Os homens homossexuais deviam trazer o dobro da caça, para não serem banidos pela falta de masculinidade. C) Deveriam andar travestidos, participar de rituais femininos e aceitar o sexo com qualquer pessoa do grupo. D) Eram destinados a caçar apenas os veados, daí a ligação com o animal. E) Existiam ocas apenas para homossexuais, de ambos os sexos, para a prática de rituais sexuais para a fertilidade do solo. 14. No Brasil indígena: A) Os índios eram em sua maioria homossexuais, mantendo relações heterossexuais exclusivamente em rituais de reprodução. B) Apenas homossexuais poderiam realizar o plantio das ervas medicinais. C) O curandeiro passava seus conhecimentos por meio de relações homossexuais, o que também era um ritual para a iniciação dos jovens. D) Os homossexuais deviam caçar para manter a tribo, enquanto os heterossexuais mantinham relações para aumentar a população. E) Os homossexuais não podiam se alimentar de carne, apenas frutos e vegetais, para não estragar a caça.

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Respostas: 1-D, 2-C, 3-A, 4-C, 5-E, 6-A, 7-B, 8-B, 9-C, 10-D, 11-A, 12-E, 13-A, 14-C


Diário da Sexualidade

Que Tal Um Labirinto?

O melhor momento para se ter uma relação sexual está relacionado com uma série de questões pessoais, dentre elas, o quanto se está preparado para iniciar uma vida sexual. Vale lembrar que é de extrema importância ter consciência da importância que a prevenção tem para evitar consequências não esperadas como gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis. Durante uma aula de educação sexual, os alunos aprenderam várias formas de prevenção, porém, uma delas é mais barata e segura, pois promove proteção contra uma gravidez indesejada e também doenças sexualmente transmissíveis. Nosso amigo faltou à aula, e agora tem dúvidas de qual seria essa a melhor maneira de prevenção, vamos ajudar!

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“Participação especial do aluno Morris William Szalaty (8ªD)”


2ª Edição

Inspire-se

Ler, escrever, interpretar... Tudo isso se completa para nos tornar ainda mais competentes. É preciso buscar o conhecimento com a sede de querer cada vez mais, de aprender de verdade. A galera pesquisou algumas dicas para enriquecer seus conhecimentos e tornar seus papos ainda mais interessantes. Inspire-se! Para se conectar... www.aids.gov.br – Portal do Governo Federal sobre AIDS e DST, vale a pena conferir, muito completo e interessante! www.camisinha.org.br – Quer saber mais sobre a camisinha? Acesse este portal!

Que tal preparar uma pipoca e juntar os amigos para se divertir assistindo alguns filmes? Indicamos aqui alguns filmes excelentes para refletir sobre questões relacionadas com sexualidade! A galera aprovou, e você o que acha? Confissões de Adolescente - 2014 A trama mostra as confusões das irmãs Tina, Bianca Alice e Carina, atualizadas para o cotidiano dos jovens em 2013. Com muito humor, ele traz à tona temas como exposição na internet, menstruação e relacionamento. Billy Eliot - 2000 Billy Elliot é um garoto de 11 anos que é obrigado pelo pai a treinar boxe, porém Billy fica fascinado pelo balé ao entrar em contato com a dança clássica em aulas realizadas na mesma academia. Ele resolve então pendurar as luvas e se dedicar de corpo e alma à dança, mesmo tendo que enfrentar o preconceito. A Cura - 1995 Erik é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho Dexter, que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda, a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail, que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos leem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, tentam chegar até ele para conseguir a cura. Meninos Não Choram - 1999 Saiba como Teena Brandon se tornou Brandon Teena e passou a reivindicar uma nova identidade, masculina, numa cidade rural de Falls City, Nebraska. Brandon inicialmente consegue criar uma imagem masculinizada de si mesma, se apaixonando pela garota com quem sai, Lana, e se tornando amigo de John e Tom. Entretanto, quando a identidade sexual de Brandon vem público, a revelação ativa uma espiral crescente de violência na cidade. Curta: Eu Não Quero Voltar Sozinho - 2010 Leonardo é um adolescente deficiente visual que em sua rotina conta com a ajuda da amiga Giovana. Com a chegada de Gabriel na escola, sua vida muda completamente, pois ao mesmo tempo que tenta inocentemente entender os novos sentimentos despertados pelo garoto, Leonardo tem que lidar com o ciúmes da amiga Giovana.

Dicas de leitura para refletir!

Guia dos Curiosos – Sexo Autores: Jairo Bauer e Marcelo Duarte

Depois Daquela Viagem Autora: Valéria Polizzi

PAI? EU? Autora: Tânia Alexandre Martinelli Luca está prestes a definir sua carreira e prestar vestibular e acaba engravidando Cláudia, com quem “ficou” algumas vezes. Diante disso, Luca se vê obrigado a rever seus planos e assumir novas responsabilidades.

Anjos no Aquário Autor: Júlio Emílio Braz

Sexo e Cia Autor: Jairo Bauer

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Diário da Sexualidade

Aconteceu Na Escola Muita coisa rolou durante o ano, e foi por conta da participação e das várias atividades realizadas que conseguimos realizar a revista. O que acha de conferir um pouco do que aprontamos durante o ano? Segue essa viagem... Oficina 1 – Organização Da Sala de Aula Novos alunos, nova revista, novas ideias. Uma sala de aula se torna mais interessante quando o ambiente torna possível um mergulho ainda maior no que se propõe a ensinar. Como as aulas se tratavam de Saúde e Sexualidade, os alunos precisavam tornar o ambiente interessante para discutirem sobre os assuntos, se expressarem, desenvolverem seus talentos, enfim, conseguirem sentir segurança. Portanto, eles modificaram a sala de aula até que ela deixou de parecer uma sala de aula e passou a ser um cantinho aconchegante em que aprenderiam mais sobre si, sobre os outros e a importância que a educação sexual tem na vida de cada um. O ambiente ficou incrível, apesar do grande trabalho. Todos terminaram a sala com a certeza de que valeu e muito o empenho e dedicação de cada um.

Oficina 2 – Almofadas da Paixão Almofadas são frequentemente abraçadas. Ora são enfeites, outrora podem ser os melhores amigos na expressão de nossos sentimentos. As alunas da 8ªD foram desafiadas a produzir almofadas com materiais existentes na escola, claro que com a ajuda da professora Marisa Poletto da Oficina de Saúde e Qualidade de Vida, que admiramos muito pela criatividade e força de vontade ao transformar materiais descartados no cotidiano em verdadeiras obras de criatividade e arte. As almofadas ficaram incríveis e serviram como apegos para os alunos durante algumas dinâmicas. Oficina 3 – Concurso de Revistas: Só para meninos/Só para meninas Antes de desenvolver esta revista seria interessante que os alunos fizessem um protótipo de revista. Eles pensavam que fariam qualquer revista, porém, não foi bem assim. As alunas de cada sala foram desafiadas a fazerem uma revista que agradasse o público masculino e os meninos desafiados a elaborar uma revista que agradasse o público feminino. Trabalho pronto, eles apresentaram para todos os colegas que foram convidados a eleger a revista que mais agradou. A diversão foi garantida e as propagandas feitas para tornar a revista famosa foram muito criativas. Oficina 4 – Discussão Sobre Aborto O aborto é um assunto muito delicado e que envolve muitas questões. Ainda assim, é preciso trabalhar com este assunto de forma crítica levando todos os alunos à reflexão sobre seus atos e consequências. Nossas discussões renderam muito e os questionamentos foram bem inteligentes. Acreditamos que fortaleceu ainda mais o senso crítico de todos os participantes.

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Oficina 5 – Jogos Didáticos Sobre Métodos Contraceptivos Quem nunca aprendeu algo brincando? Quanto mais se sabe sobre um jogo maiores são as chances de ganhar, e claro que quem desenvolve um jogo aprende em dobro. Sendo assim, os alunos se juntaram em grupos e com apoio dos colegas desenvolveram jogos didáticos para explicar como funcionam os métodos contraceptivos. Jogos desafiadores, curiosos, virtuais... Enfim, jogos para todos os gostos, porém com um único objetivo: dividir conhecimento de forma divertida e interativa. Oficina 6 – Dinâmica: Eu e o Outro Falar costuma ser mais fácil do que ouvir. A verdade é que observamos que a opinião dos outros é um fator decisivo e limitante para muitos alunos. Nesta dinâmica, tentamos mostrar para os alunos o que um vê no outro e não fala. Os alunos foram colocados em duplas, porém um ficou de costas para o outro. Importante ressaltar que foram escolhidos aleatoriamente para que não ficassem juntos por afinidade. Cada um com uma folha de sulfite em mãos, era hora então de começar. A ideia era que falassem algumas características que chamavam atenção no colega e depois fizessem um desenho de si e do colega. A surpresa foi ao trocarem as folhas e verificarem certas ideias que os colegas tinham deles. Tivemos resultados muito positivos nesta dinâmica, uma vez que os alunos perceberam a importância de ouvir os outros e entender que para cada pessoa eles representam algo e isso é baseado em suas atitudes cotidianas e vivências próprias. Oficina 7 – Campanhas: Saúde Reprodutiva e Importância da Família Melhor do que obter novos conhecimentos é também ser capaz de transmitir para os demais podendo utilizar criatividade e consciência crítica. Foi nesses moldes que os alunos foram convidados a desenvolverem cartazes somente com desenhos na tentativa de mostrar para a comunidade escolar o quanto a saúde reprodutiva implica em um desenvolvimento pleno e a importância que os familiares têm na formação pessoal e social de seus filhos. Oficina 8 – Pesquisando Curiosidades: Corpo Humano O corpo humano é recheado de curiosidades que o tornam muito interessante. A internet permite que essas informações sejam conseguidas de maneira ainda mais prática, porém, há muitos conceitos equivocados tornando o ato de pesquisar um verdadeiro desafio. Orientados pelo professor e utilizando a sala de informática da escola, os alunos pesquisaram curiosidades relacionadas ao sistema reprodutor tanto feminino quanto masculino. A cada pesquisa, mantínhamos comunicação pela rede social facebook e assim era possível avaliar o que era válido e o que era apenas especulação da rede. Com isso, todos tinham acesso aos diversos conteúdos pesquisados, com a qualidade de terem sido avaliados coerentemente e permitindo aprendizado e orientação em como pesquisar utilizando a internet de forma confiável. Oficina 9 – PIBID Responde e PIBID Segredos Duas dinâmicas criadas pelos alunos bolsistas do PIBID Biologia da UFABC. Na primeira a ideia era que os alunos escrevessem dúvidas que tinham sobre sexualidade e depositassem em uma caixinha. Posteriormente essas perguntas foram lidas pelos bolsistas e após responderem e discutirem entre si, responderam perguntas aos alunos, de forma anônima e bem descontraída. Nos segredos os alunos desabafaram sobre seus problemas pessoais na forma escrita, uma oportunidade de exporem seus sentimentos sobre problemas que incomodavam, sobre dúvidas que pairavam suas mentes, contar histórias engraçadas.

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Oficina 10 – Desafio Teatral Sempre que desafiados ao teatro os alunos se organizam e mostram algumas aptidões artísticas que surpreendem a todos! Pensando nisso realizamos quatro peças teatrais em que cada uma das quatro turmas de oitavas séries precisaram se unir e elaborar uma peça teatral voltada ao tema “Sexualidade”, falando um pouco de assuntos que aprenderam durante todo ano. Muita criatividade! Elaboraram programas de TV, acampamento, cidade... Cada sala deixou sua marca neste evento show de bola. Oficina 11 – Histórias, Nossas Histórias... Recordar é viver! Nada como rever fotos de infância e questionar os pais sobre situações que já passamos. Nesta atividade a ideia era criar uma linha do tempo, cada aluno com suas próprias fotos e compreender assim seu desenvolvimento desde pequeno, tanto biologicamente quando socialmente. A interatividade tomou conta e o resultado positivo foi garantido. Ah, como é bom lembrar...

Outras oficinas também foram realizadas com empenho e dedicação dos alunos. Aulas sempre com um clima agradável, de amizade e principalmente com muita interatividade e conhecimento sendo adquirido. Criatividade não faltou nas oficinas: Concurso de Redações; Fotonovela Sobre AIDS; Diarinho da Sexualidade; Jogos Didáticos Sobre Métodos Contraceptivos; Miniaturas de Nós; Sensualidade Sem Vulgaridade e Mensagens dos Estereótipos. Confira agora um pouco dessas oficinas através dos registros fotográficos...

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Fala Galera! “Um professor jovem, um assunto delicado: sexualidade. Os mistérios desvendam-se nas aulas da Oficina de Educação Sexual. Projeto: uma Revista. Professor e alunos empenham-se em atingir os objetivos propostos. Brincadeiras, seriedade, entusiasmo e compromisso na realização das atividades. Enfim... um final feliz: APRENDIZAGEM! Missão cumprida! Parabéns ao professor Felipe, aos alunos das 8ª séries da E.E. Dr. Celso Gama e todos os colaboradores deste projeto!” Assunta T. P. Donadel – Diretora da Escola “Sem comparação, mas das melhores aulas que já tive! A cada encontro amadureci mais. O meu professor me ensinou a ser uma pessoa diferente, ver todos o meu redor com mais respeito, não importando a cor, o gênero, as escolhas... Todos somos iguais.” Arthur Araújo Silva- Aluno 8ªC

“As aulas de sexualidade? São divertidas e interessantes pois temos a oportunidade de unirmos a turma toda para discutir sobre assuntos diferenciados mas sempre focando no assunto principal ‘’sexualidade’’. Adoro muito estar participando do projeto.” Bianca Faria- Aluna 8ªB

“Estar em sala de aula e não exercer o papel de aluna, que era o único que havia praticado até então, foi desafiador. Experimentei estar com alunos e participar da aprendizagem deles. Aprendi gírias, descobri quais cantores estão na moda, como dançar o passinho do romano... Cada atividade realizada fazia eu descobrir meu lado docente e percebi que meu crescimento pessoal estava lado a lado com os avanços de cada aluno a cada aula.” Gabriela Brayner Costa – Licencianda PIBID UFABC “Eu fiquei muito feliz ao conhecer a proposta das oficinas de Educação Sexual, pois pude perceber a paixão do professor no seu fazer docente. Fiquei ainda mais feliz, ao perceber o grande envolvimento dos bolsistas do Pibid/Biologia desde o momento em que começaram a participar da oficina. A troca de ideias e experiências, o planejamento e a realização das atividades foram acontecendo de modo colaborativo.” Profa. Dra. Mirian Pacheco Silva (Coordenadora do Pibid/Biologia - UFABC)

“Não são todos que têm o privilégio de participar de aulas como essa. Aprendemos que cada dia é uma nova oportunidade. Gostei muito dos trabalhos que realizamos. Acredito que somou muito e com qualidade.” Caroline Santos da Silva- Aluna 8ªC

“Aprendemos muito mais do que esperávamos. Aprendemos a respeitar a opinião dos outros e conviver com as diferenças. Com o passar do tempo crescemos e precisamos de uma ajuda para enfrentar determinados tipos de situações e isso foi muito positivo.” Eloisa da Silva Crivilin- Aluna 8ªA “Bem, as aulas de sexualidade foram as melhores aulas desse ano. Rimos, nos divertimos e aprendemos tantas coisas... Conseguimos tirar dúvidas das quais não temos coragem de perguntar aos nossos pais. Participar desta 2ª edição da revista é bem legal e marcante.” Thiago Dias Salemme- Aluno 8ªB

“A aula de sexualidade é a melhor aula que tive na escola. Aprendi muita coisa sobre as DST e Aids. Acredito que deveria ter esse tipo de aula em todas as escolas, já que a juventude de hoje precisa muito de orientação.” João Victor Meireles- Aluno 8ªA

“Nas aulas de sexualidade nós conseguimos desenvolver bastante a nossa mente, o nosso pensar. Talvez pelo fato de conversar muito sobre a adolescência. Isso colabora muito para ganhar maturidade e evitar futuros erros.” Gabriela Constantini- Aluna 8ªD “Aproveitamos ao máximo! Tivemos a presença do professor Felipe que colaborou com vários esclarecimentos e que nos ensinou com dedicação. O mais legal foi a forma descontraída de ensinar. Uma pena terem sido apenas três aulas semanais, mas foram além das expectativas.” Vinicius Borges de Mendonça- Aluno 8ªD

Revista Diário da Sexualidade - Edição 2 - 2014