Page 1

Boraceia

SÃO SEBASTIÃO

Juréia Brava

Engenho

SÃO SEBASTIÃO, SP, BRASIL

Caraguatatuba

Barra do Una Juquehy

As Ilhas

Conchas Preta

Ilhas das Couves

Barra do Sahy Baleia Camburizinho Cambury

Ilha dos Gatos

Boiçucanga

Brava

Divisa de município

Canto do mar

Enseada

Cigarras

de Fora

ATLAS AMBIENTAL

Maresias

Paúba

da Figueira São Francisco

CULTURA, AMBIENTE E CIDADANIA

Santiago

Portal da Olaria do Arrastão

Toque Toque Pequeno

Calhetas Toque Toque Grande

Ilha Toque Toque

Pontal da Cruz

atlas ambiental

Ilhote do Apara

Deserta

Porto Grande

Brava

Centro dos Sonhos

Deodato Preta

do Cebimar

3a Edição ISBN 978-85-63222-11-4

9 788563 222114

realização:

Cabelo Gordo

iniciativa:

do Tebar

Guaecá

Barequeçaba

Conheça o Arquipélago dos Alcatrazes – uma das mais ricas Unidades de Conservação do Brasil em biodiversidade – na página 100

SP, BRASIL

Grande Zimbros Pitangueiras

das Conchas do Araçá

Ilhabela


Conheรงa mais sobre a APA Marinha Litoral Norte na pรกgina 99

Conheรงa mais sobre a APA Baleia Sahy na pรกgina 99


ATLAS AMBIENTAL

SP, BRASIL


Dados Internacionais de Catalogação

na

Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

ATI N A E DU C AÇ ÃO Saraceni, Vinicius

Vinicius Saraceni |

Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil / Vinicius Saraceni,

Felipe Seibel |

ceo

conexões

Sueli Angelo Furlan. -- São Paulo :

Julia Pinheiro Andrade |

Atina Educação, 2018.

Diana Salles |

Nayara Coutinho |

m o d e l a g e m e i m p l e m e n ta ç ã o d e p r o j e t o s

Sueli Angelo Furlan |

ISBN 978-85-63222-11-4

1. Meio ambiente - Atlas (Ensino fundamental)

editorial

Carolina Castro |

edição de texto

edição de texto

Maria Clara Vieira |

11-11812

CDD-372.891

edição de texto

Verônica Fradenraich | Fino Verbo |

edição de texto

revisão de texto

Ivana Traversim |

Índices para catálogo sistemático:

organização de conteúdo

Stella Mesquita |

Eduardo Lima |

I. Furlan, Sueli Angelo. II. Título.

arquitetura de aprendizagem

coordenação editorial

Luiza Thebas |

revisão de texto

revisão de texto

1. Atlas : Meio ambiente : Ensino fundamental

Ivan Ciola |

372.891

Luciana Sanches |

revisão cartográfica

Casa de Ideias |

checagem

arte

Simone Fernandes | Edson Alves |

t r ata m e n t o d e i m a g e n s

cartografia

Tatiana Machado |

a d m i n i s t r at i v o

atina educação rua dr. virgílio de carvalho pinto, 445

CEP 05415-030 são paulo, sp

parceiros:

TEL. (11) 3768-9999

www.atinaedu.com.br

realização:

iniciativa:

imagem de satélite:

institucional:


Para mudarmos o mundo! Olhar para o céu estrelado de São Sebastião nos dá uma dimensão do Universo. A Terra pertence a esse espaço infinito. Vivemos em um planeta muito especial. Aqui tem água, solos e vida por toda parte. Uma vida complexa que pode ser estudada por meio de lentes poderosas – seja dos satélites, seja dos microscópios! Também podemos observar as curiosas relações entre os seres vivos através de nossas próprias lentes: os olhos. No entanto, essa beleza que herdamos, e que vamos deixar para o futuro, vive uma grande crise. Poluímos excessivamente o ar e sujamos os oceanos com grande quantidade de resíduos plásticos, fora a lista de espécies amea­çadas de extinção que não para de crescer. Além disso, nem sempre as pessoas vivem bem: há muita pobreza, fome, guerras, entre outros males. Tratamos mal plantas, animais e os próprios seres humanos. A vida parece em desequilíbrio. Será que estamos preparados para lidar com os principais desafios contemporâneos? Há algumas décadas um grande grupo de cientistas, ambientalistas, empresários, entre outros, criou o conceito

de “sustentabilidade”. A ideia possui dimensões ambientais, sociais e econômicas. Trata-se de uma “ideia-desafio” que requer participação e cooperação do máximo de pessoas para resolver os problemas da humanidade. Com essa clareza, a ONU, depois de ouvir gente do mundo todo, organizou uma grande agenda global chamada Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A proposta direciona nossas ações para termos um mundo mais próspero e equilibrado até 2030. Essas ações visam cuidar bem do nosso planeta, do ambiente e das pessoas. O que você tem a ver com isso?! Absolutamente tudo. Esta publicação que você tem em mãos é uma porta de entrada para que, juntos, possamos direcionar nossas atitudes para criar um mundo sustentável. Ao longo do Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil, você será apresentado aos ODS e a diversos temas relacionados. Será convidado a refletir sobre o que pode fazer para contribuir para essa agenda global. Acredite, podemos mudar o rumo da história. Para isso, é preciso apenas começar! atina educação


O futuro é agora Melhorar a vida no planeta começa com ações aqui: na escola, em casa, no bairro, em São Sebastião... Em 2015, o Brasil e outros 192 países-membros da ONU se reuniram para definir e priorizar uma ampla e ambiciosa agenda que garantisse o desenvolvimento sustentável do planeta. Consolidou-se, assim, um plano de ação em que todos esses países se comprometeram a cumprir a fim de chegarmos a 2030 garantindo uma vida sustentável, pacífica, próspera e justa para todos na Terra.

A denominada Agenda 2030 é uma oportunidade histórica para melhorar os direitos e o bem-estar de cada criança e de cada adolescente – especialmente os menos favorecidos – e garantir um planeta saudável para as atuais e futuras gerações. O Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil traz conteúdo e informações alinhados com essa agenda. Dividida em 17 objetivos, a Agenda 2030 tem o potencial de conduzir o desenvolvimento global para um caminho mais justo. Ela dá a oportunidade de oferecer a todas as crianças e a todos os adolescentes as ferramentas, as habilidades e os serviços de que necessitam para sobreviver, prosperar e percorrer a maior parte de sua vida com qualidade, segurança e felicidade.

SÃO SEBASTIÃO, SP, BRASIL

Veja exemplos de como a Agenda 2030, que tem uma ambição global, começa com uma ação local

SÃO SEBASTIÃO Divisa de município

Canto do mar

Enseada

Cigarras

ATLAS AMBIENTAL

Maresias

Paúba

da Figueira

SP, BRASIL

Sepituba Belveder

São Francisco

CULTURA, AMBIENTE E CIDADANIA

Santiago

Portal da Olaria do Arrastão

Toque Toque Pequeno

Pontal da Cruz

Ilhote do Apara

ATLAS AMBIENTAL

Deserta Calhetas

Porto Grande

Toque Toque Grande

Ilha Toque Toque

Brava

Centro dos Sonhos

Deodato Barequeçaba

Preta

do Cebimar

– uma das mais ricas rasil – na página 100

do Jardim

Guaecá

Cabelo Gordo

Grande Zimbros

das Conchas do Araçá

Ilhabela

Pitangueiras

23/01/18 10:22

Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil 4

Uma Educação de qualidade ultrapassa os muros da escola.

Garantir água limpa nos córregos depende de saneamento básico. Lago da Jureia


“O desenvolvimento sustentável exige uma compreensão ampla do papel de cada um de nós na promoção de um mundo mais justo e capaz de se preservar e reduzir desigualdades. Envolver crianças e adolescentes na agenda dos ODS é de fundamental importância para o sucesso desse enorme esforço global. Por isso, precisamos oferecer a eles oportunidades de debate e de contribuição para essa agenda, e não há como fazê-lo sem o engajamento e a participação da escola. Temos no Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil, uma bela oportunidade de conhecer e exercitar os ODS de forma contextualizada. Essa jornada começa aqui com você, comigo, com todos! Vamos lá?” Ítalo Dutra Chefe de Educação UNICEF Brasil

Para saber mais:

A vida debaixo d’água depende do ecossistema preservado e equilibrado. As ilhas

As áreas de Preservação garantem a vida sobre a Terra. Cachoeira Ribeirão de Itu 5


Tire a limpo O seu livro apresenta muitas linguagens. Entenda como ler cada uma delas “Antes mundo era pequeno, porque Terra era grande. Hoje mundo é muito grande, porque Terra é pequena.” Assim o cantor e compositor baiano Gilberto Gil começa a descrever na música Parabolicamará a transformação tecnológica. Atualmente, os meios de comunicação permitem saber o que acontece ao redor do mundo de forma instantânea. Por isso, cada vez mais o local onde vivemos, nosso país e o mundo estão conectados. No Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil, as escalas também se conectam – quer ver? A formação do povo brasileiro a partir da diversidade de povos nativos e de várias partes do mundo; atitudes cotidianas que podem causar impactos globais; a relação do desmatamento da Amazônia com o clima no Sudeste do Brasil, entre tantas outras conexões de diferentes escalas de tempo e espaço. São utilizadas diversas linguagens para apresentar os temas: textos, fotos, gravuras, infográficos, mapas, gráficos... O uso de recursos visuais e textuais diversificados torna a leitura mais interessante e facilita a compreensão dos assuntos. Veja a seguir alguns exemplos e saiba como ler os diversos tipos de linguagem. Este material traz temas variados, sob uma nova perspectiva. Conteúdos que instigam a curiosidade, a vontade de saber mais, de participar e de fazer diferença no mundo. Explore o livro à vontade: leia as imagens, reflita sobre os textos, vire de ponta-cabeça, converse com os amigos... Ele foi feito para você e para todos que vivem em São Sebastião. Aproveite!

6

NUMERAÇÃO Localize-se no livro pelo número das páginas e pelas cores, que indicam os capítulos.

TÍTULO É o “nome” do assunto. Chama a atenção e já indica qual o conteúdo abordado.

LINHA-FINA Frase curta que apresenta o texto e/ou resume o seu conteúdo.

TEXTO Conjunto de frases escritas que formam uma narrativa sobre determinado assunto. A estrutura dos textos pode variar, mas em princípio contempla: introdução, desenvolvimento e conclusão.

ENTENDA TERMOS E PALAVRAS Termos técnicos ou científicos estão grifados e explicados no glossário.


SUMÁRIO O seu livro está organizado em capítulos temáticos.

MAPAS Os mapas trazem informações sobre o território. Eles representam diversos tipos de informação em escala local, regional e até global.

FOTOS Podemos ver as coisas de várias perspectivas. Olhar de cima, de lado; de perto, de longe; focado, desfocado... As fotografias também podem ser feitas de muitas formas. Procure exemplos de diferentes tipos no seu livro.

SIGLAS E ABREVIATURAS Siglas são letras iniciais de um nome. Abreviatura é a forma reduzida de uma palavra. Ambas estão relacionadas nas páginas finais do livro.

ILUSTRAÇÕES Recurso visual (desenho, pintura, figura) utilizado para esclarecer ou complementar o conteúdo de um texto. GRÁFICOS Muitas vezes, os números podem ser mais bem visualizados por meio de gráficos de diferentes tipos.

INFOGRÁFICOS Resultado da integração de imagem com texto, os infográficos facilitam a compreensão de assuntos com o auxílio de recursos visuais.

AGRADECIMENTOS Todos os conteúdos são elaborados com a colaboração de especialistas, relacionados nas páginas finais do livro.

7


SUMÁRIO CU LTU RA

a 06 Tire limpo

14 Nossas origens

64 Terra aquecida

da 60 Sinais atmosfera

96 Em perigo!

8

70 Líquido precioso

74 Cidades iluminadas 72 Oferta limitada

68 Que tremedeira!

98 Diversidade protegida

em 94 Amazônia toda parte

22 Mistura brasileira

e 18 História maresia

66 Esquenta, esfria...

62 Influência dos oceanos

ondas 24 Nas do mundo

20 Riqueza dos povos

16 Choque cultural

12 Marca registrada

natureza 106 Ados desastres

defesa da 102 Em vida animal

vida em 100 AAlcatrazes

104 Delicado equilíbrio


E AM BIE NT

26

São Sebastião em números

no 30 Nós Universo

32

Quer ir do Universo a São Sebastião?

56 Suporte da vida

52 Espaço ao redor 0°

Boa V ista Linha do E q u ad o r

Arquipélago de S. Pedro e S. Paulo

AMAPÁ

RO R AIMA

Macap á

São Luí s

Belém Manaus

AMAZO NAS

Arquipélago de Fernando de Noronha

Fo rt aleza

Nor te

MAR ANH ÃO

PAR Á

CEAR Á

RIO G R ANDE DO NO RTE

Teresina

Nat al

PIAU Í Rio Branco

15°S

ACRE

±

Palmas

Port o Velho

MATO GR O SSO

Camp o Grand e

nos 112 Acredite seus sonhos

CID AD AN IA

110

O impacto de nossas ações

ESPÍRITO SAN TO

Vitó ria

RIO DE JAN E IR O

Rio d e Janeiro

Curit ib a

Trópi co de

Sul

SANTA CATAR INA

RIO G R ANDE DO SU L

Limite nacional

30°S

Su d es te

PAR ANÁ

Florianó p olis

Capr icórn io

Port o Alegre

OCEANO ATLÂNTICO

Zona Econômica Exclusiva 60°O

86 Energia da vida

45°O

90 Florestas biodiversas

30°O

84 Atitude saudável

e 116 Iguais diferentes

114 Cidadania criativa

Ilha de Trindade e Arquipélago de Martim Vaz

Belo Ho rizo nte

SÃO PAU LO

São Paulo

Limites regionais

80 Destino certo

SER G IPE Salv ad o r

MINAS GERAIS

MATO GR O SSO DO SU L

Capitais estaduais

76 Energia da água

GO IÁS

Goiânia

Cap ital nacional

75°O

BAH IA

Brasília

Cuiab á

LEGENDA

Recife Maceió

ALAG O AS Aracaju

DISTR ITO FEDER AL

Centro-Oes te

520

que 82 Será é lixo?

Nordes te

TO CANTINS

RO NDÔN IA

João Pessoa

PAR AÍBA PER NAMBU CO

Quilômetros

78 Fonte limpa

e 58 Altos baixos

na 54 Pé estrada

você 38 Onde está?

88 Paisagens brasileiras

dentro 92 Por da Amazônia

120 Identidade

118 Nosso poder

Referências

122

Agradecimentos

124

Créditos

125

Entenda termos e palavras

126

Siglas e abreviaturas

127 9


CULTURA


Do nosso jeito A cultura está por toda parte e em todos nós

Você é cultura. Sim, a cultura não é algo que se tem ou não, é quem somos. É o que nos molda, o que define nossas identidades. Tem a ver com a forma como pensamos, com o que valorizamos (e também com o que achamos que não é tão importante assim). Tem a ver com a nossa história: o nosso sotaque, o jeito de nos vestirmos, as comidas que apreciamos, as músicas que gostamos de ouvir, o ambiente que nos cerca, o local em que vivemos. Podemos passar horas listando o que é cultura – aliás, um exercício bem divertido! A identidade cultural de um lugar segue o mesmo caminho. Ou seja, tem a ver com a história, as paisagens, as pessoas com as quais convivemos, as características de seus moradores... Ah, vale ressaltar: as características que formam as identidades culturais não são únicas – são diversas, é o que as tornam ainda mais ricas e interessantes.

Foi com essa clareza que, pela primeira vez, a cultura foi incluída como parte de uma agenda global relacionada com “a Educação, cidades sustentáveis, segurança alimentar, meio ambiente, crescimento econômico, padrões sustentáveis de produção e consumo, bem como sociedades pacíficas e inclusivas” (UNICEF, 2017). E, assim, reconhecida como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela ONU. Há um entendimento de que a cultura contribui para a redução da pobreza e abre caminho para um desenvolvimento centrado nos contextos humanos, de forma inclusiva e equitativa. Aqui, no Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil abordaremos aspectos da cultura que podem contribuir para praticar a nossa parte nessa grande lição de casa global, que são os ODS. Lição que, quando feita, traz resultados imediatos.

11


Marca registrada Sotaques, paisagens, culinárias, hábitos... compõem as identidades de São Sebastião

Dá para se divertir bem em São Sebastião: são três dezenas de praias em mais de 100 km de orla; várias cachoeiras; prédios históricos; bares e baladas; festas típicas; esportes aquáticos e muito mais. Mas a vida em um município turístico tem seus ciclos. Na alta temporada, a vinda de turistas movimenta a economia e agita o dia a dia por aqui, em outros períodos é mais tranquilo. A inauguração de rodovias e a instalação do porto mudaram muita coisa no município, atraíram muita gente para visitar ou mesmo trabalhar. Algumas pessoas vivem exclusivamente do turismo; outras, do comércio; outras ainda, de atividades ligadas ao porto; além daquelas que vivem da pesca. A cultura caiçara preserva traços do modo de vida tradicional cultivados há séculos, como as técnicas de pesca e de construção de canoas e casas tradicionais. Essa cultura perdeu território com o crescimento de outras atividades econômicas, mas ainda está presente. E dessa mistura de pessoas e de culturas; de passado e presente; de mar e terra; de festa e tranquilidade; é feita a São Sebastião que conhecemos hoje. Já parou para pensar quais são as identidades do seu município? O que é a cara de São Sebastião? Fizemos uma seleção a partir de várias perspectivas – veja se faz sentido. E você, com o que se identifica?

AZUL MARINHO Prato típico caiçara, surgiu da abundância de alguns ingredientes na região: peixe, farinha de mandioca, banana e temperos. O nome do prato nasceu da cor azulada que a banana verde dá ao caldo de sua fervura, no qual o peixe é cozido posteriormente. 12 12

RESERVA INDÍGENA A cultura indígena segue viva na Reserva Indígena do Rio Silveiras – um espaço de 948 ha em meio à Mata Atlântica, entre São Sebastião e Bertioga, que abriga 120 famílias. Em 2017, pela primeira vez, a reserva recebeu visitantes para comemorar a Festa do Indígena, no dia 19 de abril, o Dia do Índio.

ECOTURISMO O PESM, importante Unidade de Conservação da Mata Atlântica, compõe boa parte do território do município, o que torna o ecoturismo uma atividade bastante intensa. Diversas atrações estão disponíveis para turistas, incluindo trilhas como a do Ribeirão de Itu, próxima a Boiçucanga.

CULTURA CAIÇARA A cultura caiçara tem diversas formas de expressão, ligadas ao modo de vida tradicional. Nas últimas décadas, o cenário mudou bastante e a cultura também se transformou. Por isso, projetos como a Casa Caiçara têm a importante missão de recuperar e preservar traços da memória do tempo dos antigos.

 ÍTIO ARQUEOLÓGICO DE S SÃO FRANCISCO No século 19, quando o tráfico de escravos estava no auge, os contrabandistas escondiam negros trazidos da África em uma fazenda na costa norte de São Sebastião. Ali virou um sítio arqueológico, com resquícios do imóvel original.


Festas tradicionais A seguir, festas que representam expressões da cultura sebastianense FESTA DE SÃO SEBASTIÃO Comemorada em 20 de janeiro, dia do padroeiro do município, a festa tem música na Igreja Matriz, missa campal e apresentação de movimentos folclóricos, com danças típicas, como a congada. A procissão com o santo passa pelo Centro Histórico e a festa chega ao auge com a distribuição de palmas, que representam o martírio de São Sebastião, o Santo Guerreiro.

PROCISSÃO MARÍTIMA DE SÃO PEDRO O bairro de São Francisco ainda mantém a tradição da pesca. Reduto de pescadores devotos de São Pedro, todos os anos, no dia 29 de junho, os moradores realizam uma procissão no mar em homenagem ao santo. Depois de uma missa, a estátua de São Pedro é levada de barco até Ilhabela, onde os barcos da ilha encontram os de São Sebastião e o frei do Convento Franciscano abençoa os anzóis.

ILHAS H  á muitas ilhas que se destacam na região, como as de Toque Toque, dos Gatos, As Ilhas, Montão de Trigo e Alcatrazes. Elas abrigam espécies raras da fauna e flora, são pontos de reprodução de aves marinhas, além de serem locais de vida para caiçaras e de lazer para a população local e turistas.

PRAIAS Qual praia simboliza melhor São Sebastião? Há quem diga que é Maresias, pelo surfe e pela vida noturna – isso sem contar a beleza natural da praia. Algumas são indicadas para navegação e iatismo; outras, para os demais esportes náuticos.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO A história de São Sebastião está presente em diversos edifícios antigos. Sete quadras do Centro foram tombadas pelo Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo, além de edifícios como a Capela de São Gonçalo, a Cadeia Pública e a Igreja Matriz. 13 13


Nossas origens

Vestígios arqueológicos revelam aspectos da vida dos paleoíndios antes da colonização As evidências da ocupação humana no que hoje se entende por território brasileiro remontam a mais de 50 mil anos. No entanto, essa datação ainda é contestada por alguns pesquisadores. O que se sabe é que aproximadamente 12 mil anos atrás teve início o chamado Período Arcaico, que se caracterizou pela presença de grupos que viviam principalmente da caça e da coleta de alimentos. Recursos aquáticos foram sistematicamente explorados e ocorreu o cultivo incipiente de vegetais. Esses grupos estavam dispersos por todo o país e deixaram evidências de sua existência em diferentes ambientes. Há aproximadamente 4 mil anos teve início o chamado Período Formativo, que foi caracterizado por sedentarismo, grande crescimento populacional e organização social complexa das comunidades. Nesse período, os sambaquis já estavam espalhados por grande parte da costa brasileira, construídos como monumentos funerários pelos pescadores-caçadores-coletores.

Vestígios do passado De Norte a Sul, vestígios de animais, esqueletos humanos e seus objetos explicam cenários e costumes antigos Sabe-se que, há 11 mil anos, a paisagem de cerrado abrigava animais de grande porte. Um bicho-preguiça chegava a pesar mais de 5 toneladas e a ter mais de 6 m de comprimento! Esses animais devem ter convivido com paleoíndios como Luzia, cujo crânio foi encontrado em Minas Gerais. Veja no mapa abaixo alguns vestígios encontrados no Brasil.

SÃO RAIMUNDO NONATO (PI)

ILHA DE MARAJÓ (PA) Nesta região foram encontrados diversos aterros contendo vestígios arqueológicos de povos indígenas, como a cerâmica.

Sinais de carvão são os indícios mais antigos da presença humana nas Américas.

CHAPADA DIAMANTINA (BA) Em uma gruta foi achado o esqueleto completo de um bicho­‑preguiça gigante.

MIL ANOS A.P.* AMAZÔNIA CENTRAL (AM) Vestígios de habitações de grupos de caçadores­ ‑coletores que viviam na região.

7510 A.P. ATÉ 2550 A.P.*

50.000 ANOS A.P.*

ALTO XINGU (MT) No local onde fica a aldeia Kuikuro de Ipatse, há vestígios de estradas interligando aldeias.

11 MIL ANOS A.P.* 1.100 ANOS A.P.*

11.500 ANOS A.P.*

LAGOA SANTA (MG)

3.700 ANOS A.P.*

Mais antigo crânio humano encontrado nas Américas, chamado de Luzia.

FLORIANÓPOLIS (SC) O sambaqui Garopaba do Sul é o maior do mundo: 30 m de altura, 200 m de diâmetro. *A.P. significa Antes do Presente, datação arqueológica que usa como referência de presente o ano de 1950.

1414


Montes de conchas

6

Os sambaquis estão presentes em grande parte da costa brasileira e eram usados, principalmente, para fins funerários As pesquisas arqueológicas desenvolvidas ao longo da costa brasileira revelam que a ocupação humana mais antiga nesta região foi a dos pescadores-caçadores-coletores – grupos que baseavam sua subsistência na pesca, na caça de animais de pequeno porte e na coleta de moluscos, crustáceos e vegetais. Esses grupos deixaram como vestígios os sambaquis, que são sítios arqueológicos formados pelo acúmulo de conchas. Neles podem ser encontradas grandes quantidades de ossos de fauna marinha e terrestre; vestígios de fogueiras; objetos feitos de ossos, dentes, conchas e pedras; além dos esqueletos humanos, muitos deles adornados com colares e pingentes. Veja mais sobre os sambaquis de São Paulo abaixo.

1

VALE DO RIBEIRA Muitos sambaquis fluviais e vestígios arqueológicos com datações que remontam a cerca de 10 mil anos.

2

CANANEIA Número elevado de sambaquis de dimensões medianas localizados a céu aberto e assentados sobre matrizes rochosas ou areia.

CONCHAS As conchas também detinham significado simbólico, além de sua importância na dieta e como matéria-prima nas construções dos sambaquis.

São Sebastião 3 4

1

5

6

2

4

3

CUBATÃO Apresentam numerosos vestígios animais, além dos sepultamentos humanos ricamente adornados com colares e pingentes.

CORPOS Eram sepultados, principalmente, em posição fetal, junto de acompanhamentos funerários e oferendas.

SANTOS Grande quantidade de sambaquis, alguns dos quais, em tempos antigos, já foram alvo de intervenções para a exploração de cal destinada a construções.

5

UBATUBA Foram encontrados sambaquis no continente e nas ilhas. Um exemplo é o do Mar Virado, composto por grande quantidade de espículas de ouriço, ossos de tartaruga e sepultamentos.

ILHABELA A maioria dos sambaquis apresenta dimensões modestas com formato achatado e é composta dos mesmos tipos de elementos que os sambaquis maiores de outras regiões.

FUNÇÃO Sambaquis são monumentos de cunho funerário e ritualístico, voltados essencialmente para o enterro dos mortos, mas também serviam de importante marco territorial.

TAMANHO Os sambaquis podem apresentar dimensões bastante distintas entre si. O volume também tem relação com festins e demais atividades de cunho funerário ocorridas na localidade.

ALIMENTAÇÃO Os sambaquieiros baseavam sua economia de subsistência na pesca e na caça de animais de pequeno porte, e também na coleta de moluscos, crustáceos e vegetais. 15


Choque cultural

A colonização promoveu o encontro de dois mundos – além de disputas e conflitos A história de São Sebastião é marcada por batalhas memoráveis, com muito derramamento de sangue. O conflito entre indígenas e europeus foi registrado em documentos históricos – como indica a ilustração ao lado, feita com base em registros do mercenário alemão Hans Staden no século 16. Para contextualizar, é importante voltarmos no tempo. Antes da chegada dos europeus, grupos indígenas viviam há milhares de anos nessas terras. Então, em 20 de janeiro de 1502, passou pela região a esquadra do navegador italiano Américo Vespúcio. Era Dia de São Sebastião. Resultado: o navegador – que também é apontado como o responsável por dar nome ao nosso continente, América – batizou a localidade com o nome do santo do dia. Em seguida, vieram os colonizadores portugueses, que começaram a ocupar a região após a divisão do Brasil em capitanias hereditárias, o ano era 1534. Os homens brancos tentaram dominar os nativos e submetê-los às suas regras e à escravização. Como consequência, houve muita revolta. Um dos principais combates dessa época aconteceu entre 1554 e 1567, na região que se estende do Litoral Norte de São Paulo ao Sul Fluminense. A Confederação dos Tamoios – como o conflito ficou conhecido – surgiu devido à resistência dos Tupinambás, que lutavam por sua liberdade e por seu território. Depois de várias batalhas e muitas mortes (tanto de um lado, quanto de outro), os indígenas foram vencidos pelos europeus e muitos foram escravizados. A ocupação das terras brasileiras, bem como as de São Sebastião, foi cheia de conflitos, mas não foi só isso que marcou essa história: a mistura de povos e culturas criou novos laços e tradições, que hoje fazem parte das identidades nacionais e locais.

16


Ilustração baseada em registros de Hans Staden, feitos no século 16 17 17


História e maresia São Sebastião se formou do encontro da terra com o mar e da mistura de povos

Até a chegada dos primeiros navegadores europeus no litoral paulista, a região era ocupada por indígenas dos grupos Tupi e Jê. O início da ocupação portuguesa na localidade onde hoje é São Sebastião data do século 16 – o que confere ao município o título de mais antigo do Litoral Norte de São Paulo. Devido à sua localização geográfica e ao difícil acesso por via terrestre, São Sebastião sempre teve uma história marcada por uma forte relação com o mar. Foi assim desde sempre: a canoa, por exemplo, já era usada por indígenas bem antes da chegada dos europeus e, até hoje, é parte da vida de caiçaras – é uma tradição e um símbolo do município. São Sebastião, historicamente, também utiliza o transporte marítimo como principal meio para ativida-

des comerciais – não apenas com as cidades vizinhas, mas também com outros países. Até mesmo a elevação à categoria de vila, em 1636, está associada ao crescimento das atividades portuárias no período do café. Nos anos 1940, a infraestrutura portuária foi ampliada e duas décadas depois foi instalado o Terminal de São Sebastião para o transporte de petróleo. Foi durante a década de 1970, com a construção da rodovia Rio-Santos, que São Sebastião passou a desenvolver mais intensamente atividades econômicas relacionadas ao turismo. Atualmente, o porto, o petróleo e o turismo são as principais fontes de renda do município. Conhecer mais a história de São Sebastião é um bom caminho para entender melhor o seu presente.

Obra Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500, de Oscar Pereira da Silva.

1500 11.500 ANOS A.P. Vestígios da presença humana no território que hoje é o Brasil.

Chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral à Baía de Todos os Santos.

1586 Diogo Rodrigues e José Adorno são os primeiros sesmeiros da região onde hoje é São Sebastião.

1500 PERÍODO AMERÍNDIO

Atlas Ambiental: São Sebastião 18

1600

PERÍODO COLONIAL 1502 O navegador italiano Américo Vespúcio chega à costa de São Sebastião em 20 de janeiro.

1534 Início do regime de Capitanias Hereditárias no Brasil. São Sebastião fazia parte da capitania de São Vicente.

1603 A 1610 Outras áreas de São Sebastião são concedidas por sesmarias para que a terra fosse explorada economicamente.

1540 Chegada dos primeiros negros africanos escravizados ao Brasil.

1700 1636 São Sebastião é elevado à categoria de vila.


Homens barreando uma casa de pau a pique, na década de 1920.

Hotel Beiramar, atual Casa Esperança, na década de 1940.

1914

1760 Início da Revolução Industrial

Felisberto Saraceni e família: os primeiros veranistas Inauguração da balsa de Ilhabela, na década de 1950. chegaram na década de 1940.

Início da Primeira Guerra Mundial

1969 O Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar) da Petrobras é inaugurado.

1918 Fim da Primeira Guerra Mundial

1789 Revolução Francesa

1864 Revolta de escravos na Fazenda Carmelita do Guaecá.

1902 Inauguração do Grupo Escolar de São Sebastião.

1939

1888 Abolição da escravatura

1800

1977 Criação do PESM.

Fim da Segunda Guerra Mundial

2017 É publicada a portaria que regulamenta a visitação pública ao Arquipélago de Alcatrazes.

1985 Diretas já

2000

1900 REPÚBLICA

IMPÉRIO 1798 O auge da produção de açúcar em São Sebastião, com uso de mais de 2,3 mil escravos, segundo historiadores.

1945

Início da Segunda Guerra Mundial

ERA VARGAS

1875 São Sebastião é elevada à categoria de cidade.

1916 Naufrágio do navio Príncipe das Astúrias em Ilhabela, com 477 mortes – número superado apenas pelo Titanic.

2008 Criação da APA Marinha do Litoral Norte.

1932 Início da obra da rodovia dos Tamoios.

DITADURA 1955 Em 20 de janeiro acontece a inauguração do Porto de São Sebastião.

1938 Inauguração da rodovia dos Tamoios.

1970 Inauguração da rodovia Rio-Santos ocorreu nessa década em São Sebastião.

2012 Início da obra de duplicação da rodovia dos Tamoios.

2013 Criação da APA Baleia-Sahy.

1987 Demarcação da Reserva Indígena Ribeirão Silveiras, localizada na divisa de São Sebastião com Bertioga.

Imagem de fundo: vista panorâmica de São Sebastião em 1906

19


Riqueza dos povos Saberes tradicionais resistem ao tempo e contribuem para a cultura nacional

“Vejam esta maravilha de cenário.” Assim começa a música Aquarela Brasileira, do compositor Silas de Oliveira. Nosso país tem tantas riquezas naturais e culturais que fica difícil saber por onde começar se quisermos contar o que essa terra tem de especial. A diversidade de paisagens, ritmos, danças, artesanatos, culinárias, sotaques e costumes faz do Brasil um local único, resultado de muitos “Brasis” diferentes.

CAIÇARAS Comunidades litorâneas que se formaram a partir da diversidade cultural de indígenas, portugueses e negros.

POVOS TRADICIONAIS DO BRASIL RR

AP

AM

CE

PA

RN PB

MA PI

AC

Açoriano

MT GO DF

Caboclo

MG

Caipira

ES

MS

Campeiro

SP

Jangadeiro

SC

Pescador Sertanejo Varjeiro Quilombola

20

RJ

PR

Pantaneiro Praieiro

AL SE

BA

Babaçueiro

Caiçara

PE

TO

RO

RS

560 Quilômetros

Fonte: Saberes Tradicionais e Biodiversidade no Brasil, 2001

Nós, brasileiros, temos alguns traços comuns, mas cada região tem uma identidade própria. Quer um exemplo? A língua portuguesa! Quase todos no Brasil falam o mesmo idioma, mas às vezes o sotaque da região é tão diferente que nem parece o mesmo. E quer expressão melhor ainda dessa diversidade cultural? Os povos tradicionais das diferentes regiões do país. Cada um deles tem um modo de vida próprio, cheio de história e tradição.

JANGADEIROS Vivem no litoral nordestino, desde o Ceará até o Sul da Bahia. Utilizam a jangada para pesca em alto-mar.


São Sebastião é um retrato dessa pluralidade. A origem de seu povo é diversa e ainda preserva aspectos da cultura tradicional caiçara. Povo que tem forte relação com a natureza, possui um conhecimento profundo sobre o ambiente e traz na memória muitas histórias de sua região. Ninguém melhor do que os caiçaras para saber a época certa de pescar camarão, tainha, garoupa e pescada.

As tradições são transmitidas oralmente, de geração para geração. Os grupos que preservam o modo de vida de seus antepassados são reconhecidos juridicamente como “povos e comunidades tradicionais”. Veja abaixo alguns desses povos que vivem no litoral de São Paulo e em outras regiões do Brasil. Suas identidades, rotinas e saberes fazem parte das tradições de nosso país e ajudam a compor a aquarela brasileira.

CAIPIRAS Moradores do campo que produzem alimentos para subsistência. Trazem aspectos culturais portugueses e indígenas.

SERINGUEIROS Vivem da extração do látex para produzir a borracha – fazem parte da cultura dos caboclos amazônicos.

CAMPEIROS Caracterizados pelas atividades pastoris, pelo traje típico e por costumes, como o de beber chimarrão. MARISQUEIROS A mariscagem é realizada principalmente por mulheres nas praias e nos manguezais.

PESCADORES ARTESANAIS Grandes conhecedores dos rios e do mar, confeccionam instrumentos de pesca, como redes, canoas e armadilhas. 21


Mistura brasileira Cada região tem características próprias, mas todas são a cara do nosso país

Mandioca, macaxeira ou aipim? Em cada local do Brasil se fala de um jeito. Canjica ou munguzá? No Sudeste, geralmente se pede canjica quando alguém quer comer grãos de milho cozidos com leite de coco e leite condensado. Já na Região Nordeste canjica é a papa cremosa amarela, de milho verde, aqui chamada curau; e o munguzá de lá é a canjica daqui. Que confusão! E todos esses pratos são típicos da festa junina, feitos à base de grãos

Matrizes culturais A mistura de hábitos e costumes faz parte da nossa cultura

À BRASILEIRA O Azul Marinho, por exemplo, é um típico prato caiçara: tem origem indígena com incremento de colonizadores, que trouxeram a banana-nanica da África ao Brasil.

LÁ NA QUITANDA A origem dos produtos consumidos no Brasil é diversa. O quiabo e a pimenta-malagueta vieram da África. Azeite de oliva, ovos e laranja foram trazidos pelos portugueses. Já mandioca, milho, feijão, abacaxi, mamão e caju são daqui mesmo, de terras brasileiras.

22 22

e raízes cultivados pelos indígenas, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca. Essa é apenas uma mostra de como nossa cultura tem influência dos muitos povos que viveram por aqui: indígenas, portugueses, africanos e imigrantes de outras partes do mundo. Todos trouxeram contribuições diversas para a música, o artesanato, as festas populares, a arquitetura, os hábitos e a culinária do Brasil.


São características que variam conforme a região e dão identidade própria a cada local. Prato típico do Litoral Norte, o Azul Marinho, por exemplo, tem origem indígena. Já a capoeira é popular na Bahia, assim como o candomblé – ícone da cultura afro-brasileira. Em Santa Catarina, destacam-se festas trazidas por europeus, como a alemã Oktoberfest. Em São Paulo, são tradicionais as pizzas, trazidas por italianos, e os sushis, pelos japoneses.

BARULHINHO BOM Influências variadas dão o tom da música brasileira. É o caso do samba: o pandeiro e a viola têm origem portuguesa; o ganzá é primo distante do pau de chuva indígena; o ritmo e a dança têm influência africana.

Somos herdeiros dessa mistura de gente de diferentes partes do mundo. Fruto dos encontros e desencontros que marcaram, e ainda marcam, a história do Brasil. A fusão de traços culturais de tantos lugares faz parte de nós, brasileiros. Nossa identidade é marcada pela diversidade – de jeitos de falar, de vestir, de festejar –, ao mesmo tempo que temos muitos traços culturais comuns, que são bem brasileiros.

Ô DE CASA! A arquitetura colonial, herança de Portugal, enfeitou as casas brasileiras com varandas. Já o hábito de repousar na rede e tomar banho todos os dias veio de práticas indígenas incorporadas Brasil afora.

23 23


Nas ondas do mundo

BANZAI PIPELINE, OAHU HAVAÍ, EUA Localizado no meio do oceano Pacífico, as praias do arquipélago aparecem sempre no calendário do Mundial de Surfe. A praia de Pipeline, no norte, se destaca por ondas tubulares com média de 4 m de altura.

O surfe cresceu muito em São Sebastião, que agora faz parte do Circuito Mundial No final dos anos 1980, São Sebastião era bem diferente do que você vê hoje – até no surfe, cujo principal objetivo é se manter em pé sobre uma prancha na onda pelo maior tempo possível. O município ainda não recebia grandes eventos e os atletas não descansavam em hotéis bacanas nem se refrescavam com açaí. “A gente acampava na praia e não tinha empresário para cuidar da carreira”, lembra Frank Constâncio, presidente da Associação de Surfe de São Sebastião. Nessa época, até havia alguns campeonatos pequenos, municipais. Mas só em 1993 São Sebastião recebeu pela primeira vez uma das etapas classificatórias do Circuito Mundial de Surfe (WCT, na sigla em inglês) – desde então, quase todos os anos, os sebastianenses podem ver os maiores surfistas do planeta deslizarem suas pranchas na praia de Maresias. Foi por lá, inclusive, que Gabriel Medina, o principal nome da história do surfe no Brasil até hoje, começou a praticar e se apaixonou pelo esporte. Ele pegou as primeiras ondas aos 9 anos e com 11 conquistou o primeiro campeonato nacional. Aos 20 anos, em 2014, Medina conquistou o título de campeão mundial. E o marco dele na história continuou: em 2016, consagrou-se o primeiro surfista a completar um back flip (mortal de costas) em uma competição oficial. A tendência é que o surfe – em São Sebastião e no mundo – cresça. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, pela primeira vez, os surfistas farão parte da festa e poderão também disputar medalhas.

24

MARESIAS, SÃO SEBASTIÃO BRASIL A praia se destaca por ter ondas mais cavadas. Quando chega do alto-mar, a água se quebra, formando ondas em túneis, perfeitas para o surfe.


PRAIA DO NORTE, NAZARÉ PORTUGAL Em outubro são formadas ondas gigantes, com mais de 30 m de altura. O fenômeno se dá devido ao relevo submarino, que atinge 5 km de profundidade na região.

PIPE, POLLOCK BEACH ÁFRICA DO SUL Praia conhecida pelas ótimas ondas para surfe. Porém, às vezes, dependendo da variação do vento e do acúmulo de areia no fundo do mar, as ondas podem não se formar.

SUNABE SEAWALL, CHATAN JAPÃO A localidade de Sunabe Seawall é considerada o centro do surfe da região de Okinawa, especialmente porque sempre existem boas ondas.

SNAPPER ROCKS, GOLD COAST AUSTRÁLIA Com bancada de areia artificial, a praia tem ondas constantes e rápidas com até 2 km de extensão. É sempre o local de abertura da temporada do WCT.

25 25


São Sebastião em números

Em São Sebastião residem mais de 85 mil pessoas. Quantidade suficiente para encher um estádio de futebol! Mas onde essas pessoas moram? A população se distribui ao longo dos 100 km de costa. Os moradores da Costa Norte ficam mais na área urbana; enquanto na Costa Sul há mais casas de veraneio, como pode ser visto nos mapas da página ao lado. Essa distribuição tem a ver com as Áreas de Preservação, a história e a economia do município.

Dados sociais, econômicos e ambientais ajudam governos a planejar ações

MAIS E MAIS GENTE

NOVOS MORADORES

Desde a década de 1990, São Sebastião teve um crescimento muito acima da média dos outros municípios do estado de São Paulo. Em quase 30 anos, o número de habitantes daqui aumentou cerca de 300%, enquanto a população total do estado aumentou menos de 50%.

Não foi só o nascimento de mais gente que levou ao crescimento da população, mas a chegada de novos moradores vindos de outras regiões.

ESTADO DE SP

(em milhões de habitantes) 33 1996

31 RAIO-X: 1991 Fundação: 16 de março de 1636 Gentílico: sebastianense SÃO SEBASTIÃO Área: 403 km2 (em milhares de habitantes) População estimada: 85.538 habitantes (2017) Densidade populacional: 212,2 hab/km2 (2017) 33 1991 Fonte: IBGE, 2017; Censo 2010. SOS Mata Atlântica, 2017

26 26

Esses dados todos não servem só para despertar sua curiosidade sobre a história do município. Servem também para ajudar o governo a criar políticas públicas – como avaliar se os bairros populosos precisam de mais infraestrutura ou não – ou para medir a importância do Porto de São Sebastião na geração de empregos e na economia local. Enfim, os indicadores permitem conhecermos melhor a realidade, identificar problemas e tomar medidas para melhorá-la.

Fonte: IBGE, 2010

43 1996

37 2000

58 2000

39 2007

67 2007

41 2010

45 2017

CRESCIMENTO POPULACIONAL (taxa anual, em %)

Estado de SP

73 2010

85 2017

6,26

São Sebastião

2,48 1,82 1,09

TAXA ANUAL DE IMIGRAÇÃO (por mil habitantes) São Sebastião Estado de SP 1991/2000

41,28 10,40 4,31 1,21 2000/2010

Fonte: IBGE, 2010 e 2011. Seade, 2011


Perfil municipal

DENSIDADE DEMOGRÁFICA

DOMICÍLIOS DE USO OCASIONAL

(em habitantes/km2)

(em porcentagem)

O Centro, onde se concentram as ruas de comércio e as atividades cotidianas, é a região com maior densidade demográfica de sebastianenses. Enquanto nas praias esse número é bem menor.

0 a 209 210 a 699 700 a 1.699 1.700 a 4.149 4.150 a 3.300 Sem informação

0 a 24% 25% a 49% 50% a 74% 75% a 100% Sem informação Fonte: IBGE, 2010 (números aproximados)

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

PIB PER CAPITA R$ 45.657 São Sebastião

R$ 45.064 Estado de SP

(porcentagem de renda por quintos da população)

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO

19% 5% 1/5

9% 1/5

12% 1/5

Mais pobres

R$ 29.324 Brasil

55%

Fonte: Atlas Brasil, 2010

1/5

1/5

R$ 111 milhões em impostos Fonte: Companhia Docas, 2017

Mais ricos

COMPOSIÇÃO DO PIB*

Fonte: Seade, 2015

Serviços 44% Impostos 42%

Indústria 7%

*O valor da agropecuária não atinge 1% do PIB.

Adm. Pública 7%

PIB DE SÃO SEBASTIÃO

R$ 5,772 bilhões

Fontes: IBGE, 2013; DATASUS, 2013

27 27


AMBIENTE


Haja natureza!

O que somos, temos e vivemos vem da natureza O ar que respiramos, os alimentos que ingerimos, nossas roupas, os meios de locomoção que usamos… percebe que tudo depende da natureza? Se olhar ao seu redor, poderá identificar que há plástico em vários produtos, não? E o plástico vem do petróleo, uma substância extraída do subsolo que leva milhões de anos para ser gerada – surge da decomposição de restos orgânicos de animais e de plantas. O pãozinho do nosso café da manhã? É feito de farinha de trigo e outros ingredientes. Para obter o trigo, é preciso plantá-lo e, para isso, solo fértil, água e Sol para crescer. Cada objeto ou produto que usamos em nosso dia a dia tem uma história – e ela, geralmente, começa utilizando algum tipo de recurso natural. Agora, se usamos tantos recursos da Terra, deveríamos cuidar bem deles, certo? Mas não é o que tem acontecido... A população do planeta aumenta a cada dia e utilizamos

cada vez mais recursos. Poluição da água e do ar, lixo por toda a parte, perda de biodiversidade, esgotamento de recursos minerais… À medida que o ambiente é degradado, a sociedade também é prejudicada e sofre as consequências. Proteger o mundo da degradação acelerada e promover ações de sustentabilidade é urgente e necessário. Muitas pessoas estão empenhadas nisso – e você pode ser uma delas! Mas, afinal, o que podemos fazer? Há muitas iniciativas que podem melhorar as coisas em casa, na escola, na rua, no bairro ou na cidade. Os temas tratados nesta seção do Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil convidam a refletir e agir nesse sentido. Por isso, destacamos alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os quais são contemplados nas próximas páginas.

29


Nós no Universo

A imagem da Terra flutuando no espaço sideral é fascinante. E ela se torna ainda mais interessante quando pensamos que ainda não descobriram outro planeta com vida! Nem com água em estado líquido ou atmosfera. Sabia que, entre os oito planetas que compõem o Sistema Solar, apenas quatro são sólidos? Os outros são compostos de gases e partículas. O Sol, por sua vez, é o centro do Sistema Solar – todos os astros giram ao redor

Moramos em São Sebastião, São Paulo, Brasil, na Terra, no Sistema Solar, no Universo...

dele por causa de sua força gravitacional. Ele também funciona como uma fonte de energia para os planetas. É a luz e o calor do Sol que possibilitam a vida na Terra. Todo o Sistema Solar está dentro de uma galáxia que conta com incontáveis estrelas, a Via Láctea. E, assim como ela, há muitas outras galáxias pelo Universo. Mas mesmo sendo tão imenso, o Universo não é algo distante: afinal, nós fazemos parte dele!

Da Terra ao infinito Veja como ir de São Sebastião até a galáxia Se a Terra parece grande, imagine a nossa galáxia! Veja na ilustração qual o nosso endereço dentro do Universo.

Aqui está o Centro de São Sebastião

Esferas celestes

Qual o maior planeta do Sistema Solar? E o menor? Qual gira mais rápido? Encontre as respostas dessas e de outras perguntas no infográfico. Ah, para medir a distância dos planetas em relação ao Sol é usada a Unidade Astronômica (UA). É uma medida-padrão que equivale à distância entre a Terra e o Sol – cerca de 150 milhões de km. 3030

1

SOL Diâmetro: 1.392.684 km Massa: 333.000 Terras Rotação: de 25 a 30 dias Translação galáctica (período orbital em torno do centro da galáxia): 230 milhões de anos

2

3

4

5

1. MERCÚRIO Diâmetro: 4.878 km Massa: 0,055 Terra Rotação: 58,6 dias Translação: 88 dias Distância do Sol: 0,39 UA

2. VÊNUS Diâmetro: 12.104 km Massa: 0,815 Terra Rotação: 243 dias Translação: 224,7 dias Distância do Sol: 0,72 UA

3. TERRA Diâmetro: 12.756 km Massa: 1 Terra Rotação: 1 dia Translação: 365,24 dias Distância do Sol: 1 UA

6

4. MARTE Diâmetro: 6.794 km Massa: 0,107 Terra Rotação: 1,03 dia Translação: 687 dias Distância do Sol: 1,5 UA


Branca como leite O nome Via Láctea vem do brilho das estrelas A imagem ao lado é uma visão artística do que é a nossa galáxia. Nela, estima-se que exista algo entre 200 bilhões e 400 bilhões de estrelas! Sua massa? Calcula-se que seja de 1,75 trilhão de massas solares. Seu nome? Via Láctea – vem do efeito esbranquiçado das estrelas, que lembra a cor do leite.

VIA LÁCTEA A Nuvem de Oort fica minúscula quando comparada à nossa galáxia.

PLANETAS EM ÓRBITA A estrela que chamamos de Sol é o centro do Sistema Solar. Em volta dele orbitam a Terra e outros sete planetas.

CINTURÃO DE KUIPER Em torno das órbitas dos planetas há um cinturão formado por corpos menores, mas que mesmo assim pode chegar a milhares de quilômetros de diâmetro. O corpo mais famoso desse cinturão é Plutão, que já foi considerado um planeta. NUVEM DE OORT Mais além do cinturão há uma “bolha gigante”, formada por núcleos de cometas. Fica a quase um ano-luz de distância do Sol. Todos os cometas que aparecem nas vizinhanças da Terra vieram de lá.

7

5. JÚPITER Diâmetro: 142.800 km Massa: 317,8 Terras Rotação: 0,414 dia Translação: 11,86 anos Distância do Sol: 5,2 UA

6. SATURNO Diâmetro: 120.000 km Massa: 95,2 Terras Rotação: 0,426 dia Translação: 29,46 anos Distância do Sol: 9,5 UA

8

7. URANO Diâmetro: 52.000 km Massa: 14,5 Terras Rotação: 0,74 dia Translação: 84,01 anos Distância do Sol: 19,2 UA

8. NETUNO Diâmetro: 48.400 km Massa: 17,2 Terras Rotação: 0,67 dia Translação: 164,8 anos Distância do Sol: 30,1 UA

NOTA: desenho fora de escala e com cores fantasia. 31


Quer ir do Universo a São Sebastião?

Groenlândia (DIN)

Islândia Alasca (EUA) 60°N

Canadá

Irlanda Andorra

Esp Açores (POR) Portugal Ilha da Madeira (POR) Marrocos Ilhas Canárias (ESP) Saara Ocidental Cabo Verde Mauritânia Senegal B Gâmbia F GuinéGuiné -Bissau Costa Marfim Serra Leoa Libéria

OCEANO

Estados Unidos da América

ATLÂNTICO Ilhas Bermudas (RUN)

30°N

Bahamas

México

Haiti Rep. Dominicana Porto Rico (EUA) Jamaica Honduras Guatemala Mar do Caribe Barbados Nicarágua El Salvador Trinidad e Tobago Costa Rica Venezuela Guiana Panamá Suriname Colômbia Guiana Francesa (FRA) Ilhas Galápagos (EQU) Equador Belize

Havaí (EUA)

Eis nosso planeta, a Terra, onde está...

Cuba

São Tomé e Príncipe

OCEANO PACÍFICO Peru

Samoa

ATLÂNTI

Bolívia

Polinésia Francesa (FRA)

Tonga

OCEAN

Brasil

Paraguai Chile 30°S

1 - Albânia 2 - Armênia 3 - Áustria 4 - Bélgica 5 - Bósnia - Herzegovina 6 - Croácia 7 - Eslováquia 8 - Eslovênia 9 - Holanda 10 - Hungria 11 - Kosovo 12 - Lituânia 13 - Luxemburgo 14 - Macedônia 15 - Moldávia 16 - Montenegro 17 - República Tcheca 18 - Romênia 19 - Sérvia 20 - Suíça

Então, vamos! 3232

Argentina

Uruguai

Ilhas Malvinas (RUN)

60°S

180°

150°O

120°O

90°O

60°O

30°O


OCEANO GLACIAL ÁRTICO 1 2

Finlândia

Suécia

Noruega

Dinamarca Reino Unido

5 6 7 8

Ucrânia 15

8 10 20 5 22 16 1114 Bulgária 1 Grécia

Mar Mediterrâneo

Cazaquistão Mar Negro

Geórgia

Turquia

Líbia

Egito

Ma rV

Gana Togo Benin

Níger

Chade

Kuwait

Nepal

Paquistão

Omã Iêmen

Camarões

Sudão do Sul

República Centro-Africana

Zâmbia

ICO

Bangladesh

Mianmar

Namíbia

África do Sul

15 17 18

Laos

Índia

20

Tailândia Vietnã

Sri Lanka

22 23

Kiribati

Palau

Malásia

Águas profundas

Nauru Indonésia

Ilhas Seychelles

21

Estados Federados da Micronésia

Filipinas

Brunei Maldivas

19

Ilhas Marianas (EUA)

Camboja

Somália

14

OCEANO PACÍFICO

Taiwan

Emirados Árabes Unidos

Águas rasas

Papua-Nova Guiné

Singapura

Ilhas Salomão

Fossas oceânicas

Tuvalu

Timor Leste

Maláui

Zimbábue Moçambique Botsuana

13

16

Comores Angola

12

Japão

Butão

Etiópia

Uganda Rep. Quênia Democrática 21 do Congo 6 Tanzânia

Gabão Congo

11

Coreia do Norte Coreia do Sul

Djibuti

Nigéria

Guiné Equatorial

NO

Sudão

Quirguistão Tajiquistão

Afeganistão

Irã

Catar Arábia Saudita

Eritreia

10

China

lho

Burkina Fasso do m

me er

Mali

Uzbequistão Azerbaijão 2 Turcomenistão

9

Mongólia

Mar Cáspio

Chipre Síria Líbano Israel 18 Iraque Jordânia

Malta

Argélia

4

Estônia Letônia 12 Bielorrússia Polônia

17 4 Alemanha 19 13 3 França 23 9 San Marino 7 Itália anha Tunísia

3

Rússia

Vanuatu Madagascar

Ilhas Maurício

Albânia Armênia Áustria Bélgica Bósnia-Herzegovina Burundi Croácia Eslováquia Eslovênia Hungria Kosovo Lituânia Luxemburgo Macedônia Moldávia Montenegro Países Baixos (Holanda) Palestina República Checa Romênia Ruanda Sérvia Suíça

Nova Caledônia

Neve e gelo

Fiji

Florestas densas Austrália

Suazilândia Lesoto

Zonas áridas OCEANO ÍNDICO Nova Zelândia

Ilhas do Príncipe Eduardo (AFS)

Ilhas Crozet (FRA) Ilhas Kerguelen (FRA)

²

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

0

1.300

2.600

1.143 Quilômetros

3.900

Antártida

Quilômetros 0°

30°L

60°L

90°L

120°L

150°L

180°

33


90°0'W

60°0'W

30°0'W

^ ^ Equador

^ ^ 0°0'

^ ^

^ ^

^

!

São Sebastião

^ Ca pr o de rópic T 7' 23°2

i có rn

io

^^ 30°0'S

^

Oce an o Atlân tico

LEGENDA 30°S

Atlas Ambiental: São Sebastião

Oce an o Pac ífic o

^ !

Limites internacionais Limite nacional Limites estaduais Capitais da América do Sul São Sebastião

120°O

(Grã-Bretanha)

500 Quilômetros 90° O

60° O

...a América do Sul, onde está o Brasil... 34 3434

30° O


20°S

São José do Rio Preto

! R

MATO GROSSO DO SUL

Araçatuba

MINAS GERAIS

Ribeirão Preto

! R

! R

Araraquara

! R

Presidente Prudente

! R

Marília

Bauru

! R

! R

Piracicaba

RIO DE JANEIRO

! R ! R

Campinas ! R

Trópico de Capricórnio

! R

Sorocaba

São José dos Campos

! O

! R São Sebastião PARANÁ

! R

25°S

LEGENDA

! O ! R ! R

Capital estadual Centro regional São Sebastião Limite do estado de São Paulo Limites dos estados vizinhos

± 43

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Santos

OCEANO ATLÂNTICO

43

! O

Quilômetros

Quilômetros

50°0

45°0

...ao qual pertence o estado de São Paulo... 35


23°36'S

Paraibuna Salesópolis

Caraguatatuba

Bertioga

LEGENDA Limites municipais Limite de São Sebastião 45°48'O

36 3636

2,1

Ilhabela

Quilômetros 45°36'O

...onde fica o município de São Sebastião...

45°24'O

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

23°48'S

SÃO SEBASTIÃO


23°48'0''S 23°48'15''S 45°24'30"O

70 Metros

45°24'30''O

23°48'30''S

45°24'15''O

45°24'0''O

...que possui um Centro. Bem-vindo!

23°48'45''S

37 37


Onde você está?

Sobrevoo em São Sebastião

Nas próximas páginas você fará um tipo de sobrevoo no município. Vamos percorrer os bairros e as praias. Na página ao lado, você pode ver como será feito o passeio: cada retângulo colorido representa uma página. Abaixo, você pode ver em destaque o Arquipélago dos Alcatrazes. Explore as imagens e conheça São Sebastião ainda melhor!

Agora você verá São Sebastião do alto. Consegue localizar seu bairro?

38 3838

Vida no oceano

23°36'S

Há cerca de uma hora de São Sebastião está o Arquipélago dos Alcatrazes, que fica a cerca de 35 km da costa. Suas ilhas abrigam enorme biodiveridade terrestre e marinha (veja mais na pág. 100). Abaixo as principais ilhas do Arquipélago.

ARQUIPÉLAGO DOS ALCATRAZES Ilha do Paredão Laje dos Trinta-Réis

Ilha da Sapata

Oceano Atlântico Laje do Alagado

Laje do Pescador

Parcel do Noroeste (Submerso)

Laje da Gaivota

Oceano Atlântico Ilha do Farol

23°48'S

Provavelmente, graças à locomoção diária para ir de casa para a escola, para a praia ou para a casa de amigos, você já deve ter criado um mapa mental do município, que ajuda a não se perder e a chegar onde quiser. Mas será que você tem um bom conhecimento do município como um todo? Qual é a praia mais ao Norte? E a mais ao Sul? Onde ficam as escolas, patrimônios históricos, centros culturais etc. que você pode frequentar? Quais são os bairros vizinhos ao seu? As imagens a seguir foram feitas por satélites, que ficam no espaço e, por isso, retratram São Sebastião de um ângulo que muitos ainda não conhecem. É assim, vendo de cima – um tanto acima das nuvens que sobrevoam as praias –, que podemos ter uma noção mais geral do espaço que vivemos. Ter essa visão nos ajuda a encarar o mundo a partir de novas perspectivas. A visão de cima também permite comparar distâncias e tamanhos, nos ajudando a perceber quão pequenos somos em relação ao mundo que nos cerca. Observe a área da Mata Atlântica e o espaço do município. Repare na imensidão do mar ao lado da pequenez das faixas de areia. Acompanhe o longo trajeto dos rios e veja por quantos locais diferentes eles passam. Olhe tudo atentamente e tente localizar sua escola, seu bairro e outros locais que lhe sejam familiares. Explore seu município, procure os locais que conhece, descubra novos pontos de referência e aperfeiçoe ainda mais o mapa que você tem aí na sua cabeça.

Laje da Caranha Ilhota da Caranha Laje Negra Parcel do Ilha do Sudoeste (Submerso) Oratório

Ilha de Alcatrazes

Ilha Rasa

750

LEGENDA Ilhas e parcéis

45°48'O

LEGENDA Ilhas e parcéis

Metros

45°36'O

45°24'O Fonte: IGC, 2017


Natividade da Serra

23°36'O

Imagens captadas pelo satélite SPOT 6/7 em agosto de 2017

Paraibuna

Salesópolis

Caraguatatuba

p. 50-51

zoom 6

Bertioga

p. 40-41

zoom 1

SÃO SEBASTIÃO p. 42-43

zoom 2 p. 44-45

zoom 3

p. 46-47

LEGENDA Limites municipais Limite de São Sebastião 45°48'O

zoom 4

p.

zoo

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

23°48'S

m5

49 48-

Ilhabela

3,3 Quilômetros 45°36'O

45°24'O

39 39


estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Escolas municipais

Rodoviária

Patrimônios históricos

Aeroporto

Biblioteca

Porto

Estádio

Ferrovia

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Escolas municipais Museu e Galeria

Transportes

Limite de Vitória

Universidades públicas Escolas municipais Teatro e Cinema

Rodoviária Transportes

Municípios vizinhos

Patrimônios históricos Universidades públicas Ponto de Interesse Turístico

Aeroporto Rodoviária

Biblioteca Patrimônios históricos Praias

Porto Aeroporto

Estádio Biblioteca

Ferrovia Porto

4

Área de Proteção Ambiental

BORACEIA

Centro de Esportes e Lazer Estádio

Limites de bairros Ferrovia

Museu e Centro deGaleria Esportes e Lazer

Limite de Limites deVitória bairros

Associação Sociedade Amigos Teatro e e Galeria Cinema Museu de Boraceia

Municípios vizinhos Limite de Vitória

Ponto Interesse Turístico Teatrode e Cinema

Municípios vizinhos

3

2 1

23°45'S

BERTIOGA

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados todos deste os BABícones, com clipping mask. nunca mexer naem posição eles lembrar de backupear este arquivo no package estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Transportes

Reserva Indígena do Rio Silveiras Universidades públicas

Praiasde Interesse Turístico Ponto Área de Proteção Ambiental Praias Área de Proteção Ambiental Praia de Boraceia

Escolas municipais

Transportes

Escolas municipais Universidades públicas

Transportes Rodoviária

Universidades públicas Patrimônios históricos

Rodoviária Aeroporto

Patrimônios históricos Biblioteca Biblioteca Estádio

Aeroporto Porto

23°46'S

Estádio LEGENDA Escolasde municipais Centro Esportes e Lazer

Ferroviade bairros Transportes Limites

Centro deGaleria Esportes e Lazer Universidades públicas Museu Escolaeou centro de educação

Limites deVitória bairros Rodoviária Limite de

Museu e Cinema Galeria Patrimônios históricos Teatro e Reserva indígena

Limite de Vitória Aeroporto Municípios vizinhos

Teatro e Cinema Biblioteca Ponto de Interesse Cultura e Lazer Turístico

Municípios vizinhos Porto

Ponto Estádio Praiade Interesse Turístico Praias Limite dos bairros Praias Centro Esportes e Lazer Área dede Proteção Ambiental Limite de municípios

4040

Ferrovia Porto

Área deeProteção Museu Galeria Ambiental 45°50'O 1. EM Boraceia

Teatro e Cinema

200 Metros

Praia Brava da Boraceia

Ferrovia Limites de bairros Limite de Vitória 2. EMEI Carrossel

Municípios vizinhos

45°49'O

3. EM Vilma Aparecida de Almeida Ribas

Ilha do Maracujá 4. Creche Peraltinha

45°48'O


zoom 1

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. 23°45'S nunca na posição deste ícones, eles arquivomexer no package nunca mexer na posição deste ícones,lembrar eles de backupear este estão linkados em todos os BAB com clipping mask. estãodeste linkados em todos nunca mexer na posição ícones, eles os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package lembrar de backupear estemask. arquivo 45°45'W no package 45°30'W JUREIA estão linkados em todos os BAB com clipping lembrar de backupear este arquivo no package nunca mexer na pos estão linkados em to ENGENHO BARRA DO UNA lembrar de backupe BARRA DO UNA

Escolas municipais

GENHO Escolas municipais

Transportes

Transportes

Universidades públicas

Rodoviária Escolas municipais

Patrimônios históricos

Aeroporto Universidades públicas

Rodoviária

Biblioteca

Porto Patrimônios históricos

Aeroporto

Estádio

Ferrovia Biblioteca

Porto

Escolas municipais

Limites de bairros Estádio

Ferrovia

Universidades públicas

Limite de Vitória Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

Patrimônios históricos

Municípios vizinhos Museu e Galeria

Limite de Vitória

Biblioteca

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos

Estádio

Transportes Universidades públicas

Rodoviária

Universidades públicas

Rodoviária Patrimônios históricos

Aeroporto

Patrimônios históricos

Biblioteca

Aeroporto

Porto

Biblioteca

Estádio

Porto

Ferrovia

Estádio

Ferrovia Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros Teatro e Cinema

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros Museu e Galeria

Limite de Vitória Ponto de Interesse Turístico

Museu e Galeria

Limite de Vitória Teatro e Cinema

Municípios vizinhos Praias

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos Ponto de Interesse Turístico

Ponto de Interesse Turístico

Praias

Praias

5

Escolas municipais

JUQUEY

8

6 7

Centro de Esportes e Lazer

9

Museu e Galeria

Transportes

Centro de Esportes e La

Ponto de Interesse Turístico

Praia da Barra doÁrea Una de Proteção Ambiental

JUQUEHY

Praias

Teatro e Cinema

Área de Proteção Ambiental

Praia do Engenho Área de Proteção Ambiental

Ponto de Interesse Turís

Praia da JureiaÁrea de Proteção Ambiental ILHA MONTÃO DE TRIGO

45°46'

ntão

Está localizada entre a enseada da Bertioga e o canal de São Sebastião, a cerca de 10 km da costa. Lá, moram cerca de 50 caiçaras que sobrevivem da pesca, da agricultura e do turismo. Na ilha não há praia e o desembarque é feito por uma estiva sobre as pedras.

23°52'S

Profª Maria Virgínia Silva 5. EM Sebastiana 6. EMEI Pir-lim-pim-pim

45°47'O

Museu e Galeria

Praias

Praia de Juquehy Área de Proteção Ambie 300 Metros

45°46'O

7. EM Barra do Una 8. EE Profa. Sebastiana Costa Bittencourt

45°45'O

9. Creche Barra do Una

41


13

JUQUEHY

Praia da Barra do Una

12

23°46'S

10

11

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Ilhote Cambaquarinha

Praia de Juquehy Ilhote Cambaquara Praia Preta

23°47'S

Praia das Conchas

AS ILHAS

23°48'S

Escolas municipais municipais Escolas Escolas municipais

Situada a cerca de 1,5 km de Juquehy, Sahy e Barra do Una, possui este nome porque tem três elevações que parecem independentes – na realidade, formam uma única ilha. Em suas praias, é possível tomar banho de Sol e mergulhar

Transportes Transportes Transportes

Universidades públicas públicas Universidades Universidades públicas

Rodoviária Rodoviária Rodoviária

Patrimônios históricos históricos Patrimônios Patrimônios históricos

Aeroporto Aeroporto Aeroporto

Biblioteca Biblioteca Biblioteca

Porto Porto Porto

Estádio Estádio Estádio

Ferrovia Ferrovia Ferrovia

Centro de de Esportes Esportes e Lazer Centro Centro de Esportes ee Lazer Lazer Museu e e Galeria Galeria Museu Museu Galeria Escolaeou centro de educação

Limites de de bairros bairros Limites Limites de bairros Limite de de Vitória Limite Vitória Limite de Vitória

Teatro Cinema Teatro ee Cinema Teatro e Cinema Cultura e Lazer

Municípios vizinhos vizinhos Municípios Municípios vizinhos

LEGENDA

Ponto de Interesse InteresseTurístico Turístico Ponto Ponto de Interesse Turístico Praiade Praias Praias Limite dos bairros Praias

ILHA DAS COUVES

O acesso é feito por barcos que partem de Barra do Una, Juquehy, Boiçucanga ou Sahy. Pelo mar, avista-se a pequena caverna Toca da Velha. É procurada por mergulhadores devido aos seus paredões, que impedem a aproximação de grandes embarcações

300 Metros

Educação Ambiental Área de Proteção Proteção Ambiental Área de Ambiental

4242

Área de Proteção Ambiental 45°46'O

10. EE Plínio Gonçalves de Oliveira Santos

2

45°45'O

11. EM Juquehy

45°44'O

12. EMEI Prof. Manoel Ferreira Matos

45°43'O

13. Creche Juquehy

45°42'O


zoom 2 BALEIA 22

20

CAMBURY

21

BALEIA BARRA DO SAHY

15 16

14

18

Instituto Verdescola

19

45°41'W

17

Praia da Barra do Sahy

24°05'S

Praia da Baleia 190

45°40'W

Praia de Camburizinho

Praia de Cambury

C.R.A.S. Boiçucanga

Metros

BOIÇUCANGA

23°48'S

Praia de Boiçucanga

ILHA DOS GATOS

A cerca de 10 minutos de barco de Cambury, a ilha guarda mistérios. É conhecida por ter sido o refúgio do milionário americano Rockefeller, que, na década de 1950, a teria comprado e construído nela uma mansão (hoje, abandonada) para proteger-se das eventuais consequências da Guerra Fria. 45°41'O

14. Creche Barra do Sahy 15. EM Henrique Tavares de Jesus

45°40'O

16. EMEI Sonho de Criança 17. EM Cambury

18. EMEI Prof. Lino Marques Vicente 19. Creche Cambury

45°39'O

20. EMEI Cavalinho de Pau 21. EM Sertão Cambury

45°38'O

22. EM Maria da Conceição de Deus Santos

43


Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

25

2 26 8

27

CAMBURY

C.R.A.S. Boiçucanga

23

29

24

23°47'S

30

BOIÇUCANGA

Praia de Boiçucanga

Projeto Buscapé

LEGENDA

23°48'S

Escola ou centro de educação Cultura e Lazer Praia

200

Limite dos bairros

4444

Praia Brava de Boiçucanga

Metros

45°38'O

23. EE Walkir Vergani 24. Colégio Objetivo - Boiçucanga

45°37'O

25. Creche Boiçucanga 26. EM Antônio Luiz Monteiro

45°36'O

27. EM Profª Guiomar Aparecida da Conceição Sousa 28. EMEI Gilmar Furtado Oliveira

29. Instituto Raízes – Unidade I 30. Instituto Raízes – Unidade II


34

35

zoom 3

32

S.O.M.A.R.

31

33

MARESIAS

Instituto Gabriel Medina

Praia de Maresias

Praia do Saco

PAÚBA

Praia de Paúba

45°35'O

31. EE Dulce César Tavares

45°34'O

32. EM Edileusa Brasil de Oliveira

33. Creche Maresias

45°33'O

34. EMEI Arlete Nascimento Moura

35. EM Edileusa Soares

SANTIAGO

45


23°

Centro de Esportes e Lazer

e Cinema Satellite Image SPOT Teatro 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Escolas municipais Limites de bairros Municípios vizinhos

36

e Galeria Ponto de Museu Interesse Turístico

Praia de Paúba

Praias

Teatro e Cinema

Transportes

Universidades Limite de Vitória públicas

Rodoviária

Patrimônios históricos Municípios vizinhos

Aeroporto

Associação de de Ambiental PAÚBA Turístico Ponto Interesse Área de Proteção Moradores de Paúba Praias Área de Proteção Ambiental

SANTIAGO

Biblioteca

Porto

Estádio

Ferrovia

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

Museu e Galeria

Limite de Vitória Escolas municipais

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos Universidades públicas

Ponto de Interesse Turístico Praias

23°49'S

Praia de Santiago eles nunca mexer na posição deste ícones, Área de Proteção Ambiental estão todos deste os BABícones, com clipping mask. nuncalinkados mexer naem posição eles lembrar de backupear este noclipping packagemask. estão linkados em todos os arquivo BAB com lembrar de backupear este arquivo no package

Transportes

Patrimônios históricos

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. Aeroportolembrar de backupear este arquivo no package

Biblioteca

Porto

Estádio

Ferrovia

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

Museu e Galeria

Limite de Vitória

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos

Rodoviária

TOQUE TOQUE PEQUENO

Praias

38

37

Ponto de Interesse Turístico

Praia de Toque Toque Pequeno

Escolas municipais

Área de Proteção Ambiental

Transportes

Universidades públicas

Rodoviária

Patrimônios históricos

Aeroporto

Transportes

Biblioteca

Porto

Escolas municipais Universidades públicas

Transportes Rodoviária

Estádio

Ferrovia Universidades públicas

Universidades públicas Patrimônios históricos

Rodoviária Aeroporto

Centro de Esportes e Lazer

históricos Limites dePatrimônios bairros

Patrimônios históricos Biblioteca

Aeroporto Porto

Museu e Galeria

Limite de Biblioteca Vitória

Biblioteca Estádio

Porto Ferrovia

Teatro e Cinema

MunicípiosEstádio vizinhos

Estádio Centro de Esportes e Lazer

Ferroviade bairros Limites

Ponto de Interesse Turístico

Centro de Esportes e La

Praias

Museu e Galeria

Área de Proteção Ambiental

Teatro e Cinema

Museu e Galeria

Ilhote de AparasdeVitória Limites bairros Limite de

Museu Galeria Teatro Cinema Escolaeou centro de educação

Limite de Vitória Municípios vizinhos

Teatro e Cinema Ponto de Interesse Cultura e Lazer Turístico

Municípios vizinhos

Ponto Praiade Interesse Turístico Praias Limite bairros Praias Área de dos Proteção Ambiental

CALHETAS

Praia de Calhetas

Ponto de Interesse Turís

Praia de Toque Toque Grande

200

45°33'O

36. EMEI Bolinha de Sabão

Praias

Área de Proteção Ambie

Metros

Área de Proteção Ambiental

4646

Escolas municipais

Escolas municipais

LEGENDA Centro de Esportes e Lazer

23°50'S

nunca mexer na pos estão linkados em to lembrar de backupe

45°32'O

37. EM Prof. João Gabriel de Sant'Anna

38. Centro Educacional Thales de Milleto

45°31'O


nunca mexer estão linkado zoom 4 lembrar de b

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Escolas mun

sição deste ícones, eles odos os BAB com clipping mask. ear este arquivo no package

s

azer

Universidade

Patrimônios Biblioteca

GUAECÁ

Estádio

Centro de Es Escolas municipais

Transportes Rodoviária Aeroporto Porto Ferrovia Limites de bairros Limite de Vitória Municípios vizinhos

TOQUE TOQUE GRA GR

Teatro e Cine

CALHETAS

Universidades públicas

Rodoviária

Patrimônios históricos

Aeroporto

Ponto de Inte

Biblioteca

Porto

Praias

Estádio

Ferrovia

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

Museu e Galeria

Limite de Vitória

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos

Praia de Guaecá

Área de Prot

Ilhote Guaecá

Ponto de Interesse Turístico Praias

Praia BravaÁrea de Proteção Ambiental de Guaecá

ILHA TOQUE TOQUE

45°31'O

stico 23°51'S

TOQUE TOQUE GRANDE

ental

45°30'O

Museu e Gale

Transportes

45°29'O

A ilha de Toque Toque não possui praias e é desabitada, mas sua riqueza marinha atrai visitantes e mergulhadores. A ilha deu nome a duas praias: Toque Toque Grande e Toque Toque Pequeno. Curioso é saber que seus nomes dizem respeito à distância da ilha e não à extensão das praias.

45°28'O

47


Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Escolas municipais Universidades públicas

Rodoviária

Patrimônios históricos

Aeroporto

Biblioteca

Porto

Estádio

Ilhote Guaecá

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Transportes

Escolas municipais

Ferrovia Transportes

GUAECÁ

Universidades públicas Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairrosRodoviária

Museu e Galeria Patrimônios históricos

Limite de Vitória Aeroporto

Teatro e Cinema Biblioteca

Porto Municípios vizinhos

Escolas municipais Limites de bairros

Transportes Rodoviária

Universidades públicas Limite de Vitória

Aeroporto

Patrimônios históricos Municípios vizinhos Escolas municipais Biblioteca

Teatro e Cinema

45°28'O

nunca me estão link lembrar d

Ferrovia

Ponto de InteresseEstádio Turístico

nunca nunca mexer mexer na na posição posição deste deste ícones, ícones, eles eles Centro de Esportes e Lazer Praias Praia de Guaecá estão linkados em todos os BAB com clipping estão linkados em todos os BAB com clipping mask. mask. e Galeria Área de Proteção Museu Ambiental lembrar lembrar de de backupear backupear este este arquivo arquivo no no package package OCEANO ATL ÂNTICO

nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. lembrar de backupear este arquivo no package

Toca do Buraco Ponto de Interesse Turístico do Bicho

Universidades públicas

Rodoviária Ferrovia

Patrimônios históricos Centro de Esportes e Lazer

Aeroporto Limites de bairros

Biblioteca Museu e Galeria

Porto Limite de Vitória

Escola

Estádio Teatro e Cinema

Ferrovia Municípios vizinhos

Univer

Estádio

39

Praias

Transportes Porto

Área de Proteção Ambiental

Chão Caiçara

Centro de Esportes e Lazer Ponto de Interesse Turístico Transportes Transportes Transportes

Patrimônios históricos históricos Patrimônios Patrimônios históricos

Aeroporto Aeroporto Aeroporto

Biblioteca Biblioteca Biblioteca

Porto Porto Porto

Estádio Estádio Estádio

Ferrovia Ferrovia Ferrovia Limites de bairros

Centro de de Esportes Esportes ee Lazer Lazer Centro Museu e e Galeria Galeria Museu Museu Galeria Escolaeou centro de educação

Limites de de bairros bairros Limites Limite de deVitória Vitória Limite Limite de Vitória

Teatro Cinema Teatro e Teatro ee Cinema Cinema Cultura e Lazer

Municípios vizinhos vizinhos Municípios Municípios vizinhos

23°51'S

Centro de Esportes e Lazer LEGENDA

Municípios vizinhos

Estádio

Centro

Ponto de Interesse Turístico Praias

Ilhote Itaçucê

Praia de Barequeçaba

Museu

PITANGUEIRAS Teatro

Área de Proteção Ambiental

Ponto d Praias

Praia de Pitangueiras

Praia do Zimbro Área de

Praia do Praia do Cebimar Cabelo Gordo

Ponto de Turístico Patrimônio histórico Ponto de Interesse Interesse Turístico Praias Praias Praia Praias

Bibliot

42

Rodoviária Rodoviária Rodoviária

BAREQUEÇABA

Teatro e Cinema Área de Proteção Ambiental

Limite de Vitória

41

Universidades públicas públicas Universidades Universidades públicas

Museu e Galeria

Patrim

40

Escolas municipais municipais Escolas Escolas municipais

Praias

Limites de bairros

200

Limite bairros Área dedos Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental

Metros

Ponto turístico 45°27'O

4848

39. EM Profª. Luiza Helena de Barros 40. Creche Barequeçaba

45°26'O

41. EM Barequeçaba 42. EMEI Arco-Íris

43. EM Profª. Iraydes Lobo Viana 44. Berçário Santana II

45°25'O

45. Creche da Topolândia 46. EMEI Reino da Alegria

47. EMEI Castelo Encantado 48. EM Profª. Verena de Oliveira Diária


5 53 2

estão linkados em todosPatrimônios os BAB históricos com clipping mask. Rodoviáriaeles Universidades nunca mexer públicas na posição deste ícones, lembrar de backupear este arquivo no epackage lembrar de backupear este arquivo no package Centro de Esportes Lazer nunca mexer na posição deste ícones, estão linkados emBiblioteca todos os BAB comeles clipping mask. Aeroporto Patrimônios históricos estão linkados em todos os BAB com clipping mask. de backupear este Museuarquivo e Galeria no package nunca mexer na posição deste ícones, eleslembrar Praia Deserta Estádio DESERTA Porto Biblioteca lembrarmask. de backupear este arquivo no package estão linkados em todos os BAB com clipping Teatro IeAD Cinema C.A.P.S. Escolas municipais Ferrovia Estádio TransportesCentro de Esportes e Lazer lembrar de backupear este arquivo no package Ponto de Interesse Turístico Rodoviáriae Galeria Limites de bairros Centro de Esportes e Museu Lazer

Praia das Pontinhas

61

Universidades públicas

zoom 5

Praias Aeroporto Teatro e Cinema Limite de Vitória Museu e Galeria Escolas municipais Transportes PORTO GRANDE Área de Proteção Ambiental Porto Ponto de Interesse Turístico e Cinema públicas EscolasTeatro municipais Transportes Municípios vizinhos Universidades E.T.E.C.

Patrimônios históricos

Estádio Estádio

Ferrovia Ferrovia

46

Museu e Galeria Centro ComunitárioMuseu e Galeria

59

58

OLARIA CIAMA Teatro e Cinema

49

as municipais

51

Praias PraiasTransportes

Área de Proteção Ambiental Escolas municipais Transportes Área de Proteção Ambiental Rodoviária rsidades públicas Escolas municipais

ITATINGA

43

Universidades públicas mônios históricos Patrimônios históricos

teca

Biblioteca

o

Estádio o de Esportes e Lazer

Porto Capela de São Gonçalo

Biblioteca

50

44

48

Ponto de Interesse Turístico Ponto de Interesse Turístico

Estádio Transportes Centro de Esportes e Lazer

Rodoviária Aeroporto Universidades públicas Museu e Galeria Rodoviária

TOPOLÂNDIA Aeroporto

Porto Patrimônios históricos

Porto

Ferrovia Biblioteca

Aeroporto Teatro ePraia Cinema do Deodato

Porto Ponto de Interesse Turístico

Ferrovia Limites de bairros Praia das Estádio Praias

Conchas

Estádioe Galeria Museu Teatro e Cinema Museu edeGaleria Ponto Interesse Turístico e Lazer Centro Praias de Esportes

Igreja Matriz Ferrovia Centro deCinema Esportes e Lazer Teatro e Ponto de Mestres Interesse Turístico Teatro e Cinema Associados Praias Museu e Galeria Área de Proteção Ambiental

62

47

45

Teatro e Cinema

OCEANO ATL ÂNTICO

Municípios vizinhos Escolas municipais Transportes Teatro e Cinema Aeroporto Patrimônios históricos Porto Aeroporto Biblioteca Patrimônios históricos Ferrovia Rodoviária

Estádio Universidades públicas Centro de Esportes e Lazer BAIRRO INDUSTRIAL Limites de bairros Limites de bairros C.A.E. Vila Amélia Universidades públicas Escolas municipais Transportes Ponto de Interesse Turístico Biblioteca Estádio Biblioteca Centro dePatrimônios Esportes e Lazer históricos Museu e Galeria Limite de Vitória VILA AMÉLIA Limite de Vitória Patrimônios históricos Universidades públicas Praias Rodoviária Casa da Câmara Centro deEstádio Esportes Estádio Museu e Biblioteca Galeria Teatroe eLazer Municípios vizinhos Praia doCinema Tebar e Cadeia Municípios vizinhos Aeroporto Biblioteca Patrimônios históricos Área de Proteção Ambiental Centro de Esportes e Lazer CENTRO Museu e Galeria Centro de Esportes e Lazer Teatro e Estádio Cinema Ponto Municipal de Interesse Turístico Teatro

Centro de Esportes e Lazer Centro de Esportes e Lazer

Topolândia

Biblioteca

Limite de Vitória Museu e GaleriaPatrimônios Rodoviária Universidades públicas Aeroporto Rodoviária históricos Universidades Área depúblicas Proteção Ambiental Porto Biblioteca Escolas municipais Transportes Estádio 60

Porto Porto

55

Biblioteca Biblioteca

57

54

56

Escolas municipais Transportes exer na posição Escolas deste ícones, eles municipais Transportes Biblioteca nunca na posição deste ícones, eles kados emmexer todos Universidades osUniversidades BAB com clipping mask. Rodoviária públicas Rodoviária nuncapúblicas mexer na posição deste ícones, eles Ferrovia Estádio Praias Escolas municipais Transportes Ponto depúblicas Interesse Turístico Rodoviária Praia do Porto Grande Universidades linkados todos os package BAB com clipping mask. de estão backupear esteem arquivo no Patrimônios históricos estão linkados BAB com clipping mask. Patrimônios históricos em todos os Aeroporto Aeroporto Patrimônios históricos Limites de bairros Centro de Esportes e Lazer lembrar de backupear este arquivo no package Área deTransportes Proteção Ambiental Escolas municipais Transportes Rodoviária Universidades públicas Escolas municipais Praias Aeroporto Patrimônios históricos lembrar de backupear este arquivo no package

Ferrovia

Rodoviária Porto Ferrovia Porto Limites de bairros Aeroporto Aeroporto Limites deFerrovia bairros Ferrovia Limite dePorto Vitória Porto de bairros Limite de Limites Vitória Limites deFerrovia bairros Municípios vizinhos Ferrovia de Vitória Municípios vizinhos LimiteLimite de Vitória Limites de bairros Limites de bairros Municípios vizinhos Municípios vizinhos Limite de Vitória

Limites de bairros Museude e Galeria Interesse Turístico Praias Ponto de Turístico ÁreaPonto deInteresse Proteção Ambiental Teatro e Cinema Anfiteatro

Limite de Vitória Municípios vizinhos

Limite de VitóriaPraias Teatro e Cinema Praias Área de Proteção Ambiental Observatório Ponto deAmbiental Interesse Turístico

Municípios vizinhos

Municípios vizinhos Ponto deProteção InteresseAmbiental Turístico Área de Área de Proteção Ambiental Praias Praias Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental

Limites de bairros Centro de Esportes e Lazer Limitede deEsportes Vitória Praia de bairros u e Galeria Centro e Lazer do Araçá Área de ProteçãoLimites Ambiental e Cinema

Museu e Galeria

Teatro e Cinema de Interesse Turístico

Limite de Vitória Municípios vizinhos Museu e Galeria

VARADOURO

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos

Limite de Vitória Municípios vizinhos

Ponto de Interesse Turístico Ponto de Interesse Turístico

Praias e Proteção Ambiental

Praias

Praia Grande Área de Proteção Ambiental Praia Preta

Área de Proteção Ambiental

45°24'O

49. EM Topolândia 50. EE Profª Josepha de Santana Neves

51. Berçário Santana I 52. Creche Meire Vasques dos Santos

45°23'O

53. EMEI Beija-flor 54. EM Henrique Botelho

55. Colégio Objetivo - Centro 56. EMEI Peteleco

57. EM Prof. Dr. José Machado Rosa 58. EE Profª. Maisa Theodoro da Silva

23°49'S

59. Creche São Sebastião 60. Escola Tia Marisa

61. Colégio Progresso 62. Creche Dona Laurinda

49


45°26'

nuncamexer mexerna naposição posiçãodeste desteícones, ícones,eles eles nunca nunca mexer na posição deste ícones, eles estãolinkados linkadosem emtodos todosos osBAB BABcom comclipping clippingmask. mask. estão estão linkados em todos os BAB com clipping nunca mexermask. na posição deste lembrar de backupear este arquivo no package lembrar de backupear este este arquivo no estão package lembrar de backupear arquivo no package linkados em todos os BA lembrar de backupear este arq

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

g mask. age

mexer na posição deste ícones, eles nunca mexer na posição deste ícones, eles nkados em todos os BAB com clipping mask. rtes estão linkados em todos os BAB com clipping mask. r de backupear este arquivo no package nunca mexer na posição deste ícones, eles lembrar de backupear este arquivo no package Rodoviária osição deste ícones, eles nunca mexer na posição deste ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping mask. nunca mexer na posição deste ícones, eles ão deste ícones, eles eles a posição deste ícones, nunca mexer natodos posição destecom ícones, eles mask. Aeroporto todos oslembrar BAB com clipping mask. estão linkados em os BAB clipping de backupear esteosarquivo no clipping package estão linkados em todos BAB com mask. os os BAB com clipping mask. em todos os BAB com clipping mask. r naeste posição deste ícones, eles estãode linkados em todos os BAB com clipping mask. ear arquivo node package lembrar backupear este arquivo no package Porto lembrar backupear este arquivo no package este noBAB package kupear este arquivo no package sição deste ícones, eles nunca mexer na posição destedeícones, eles este arquivo no package os emarquivo todos os com clipping mask. lembrar backupear Escolas municipais odos os BAB com clipping mask. estão linkados em todos os BAB com clipping mask. Ferrovia backupear este arquivo no package EscolasEscolas municipais municipais ear este arquivo no package lembrar de backupear este arquivo no package Universidades públicas Limites de bairros 6

Rodoviária Escolas municipais Rodoviária Rodoviária

Patrimônios históricos Patrimônios históricos Patrimônios históricos

Aeroporto Universidades públicas Aeroporto Aeroporto

67

Biblioteca Biblioteca Biblioteca

Porto Porto Porto

Transportes Rodoviária

Viveiro

Transportes

Estádio EstádioEstádio

Ferrovia Biblioteca Ferrovia Ferrovia

Centro de Esportes e Lazer Centro Centro de Esportes e Lazere Lazer de Esportes 71

ersidades públicas

Escolas municipais

Rodoviária

Universidades públicas

72

olas municipais

65

Municípios vizinhos

68

Universidades públicas Universidades públicas

MORRO DO ABRIGO

Limite de Vitória

Transportes Transportes Transportes

Patrimônios históricos

Limites de bairros Estádio LimitesLimites de bairros de bairros

69

64

45°24'O

63

70

66

Limite de Vitória Transportes Museu e Galeria simônios históricos Escolas municipais Aeroporto Centro de Esportes e Lazer SÃO FRANCISCO Museu Limite de Vitória e Galeria Limite de Vitória Museu e Galeria Transportes Escolas municipais Aeroporto Patrimônios históricosTransportes Escolas municipais Transportes TransportesTransportes ais Municípios vizinhos Rodoviária RESERVA Universidades públicas Teatro e Cinema Museu e Galeria Escolas municipais Transportes Porto oteca vizinhos e Cinema Municípios vizinhos e Cinema DUUniversidades MOULIN Praia da Figueira Municípios EspaçoPorto Cultura Batuíra Teatro Teatro Rodoviária Rodoviária s públicas Biblioteca Rodoviária Rodoviária Universidades públicas Rodoviária úblicas nicipais Transportes Aeroporto Patrimônios históricos Ponto de Interesse Turístico os Sítio Arqueológico Teatro e Cinema Rodoviária Universidades públicas Ferrovia dio Convento Nossa Ponto de Interesse Turístico Ponto de Interesse Turístico Transportes Escolas municipais Transportes São Francisco Aeroporto Aeroporto s Patrimônios históricos Ferrovia Estádio Senhora do Amparo Aeroporto Aeroporto Patrimônios históricos Aeroporto PORTAL Rodoviária tóricos des públicas Porto Biblioteca Praias Ponto de Interesse Turístico Patrimônios históricos Limites de bairros ro de Esportes e Lazer Praias Praias DA OLARIAPortoAeroporto Rodoviária Rodoviária Universidades públicas Porto Limites de bairros Biblioteca Centro de Esportes e Lazer Porto Porto Biblioteca Porto Aeroporto s históricos Ferrovia Estádio Praia de Área de Proteção Ambiental Praias Porto Biblioteca Limite de Vitória eu e Galeria Área deÁrea Proteção Ambiental Aeroporto de Proteção Ambiental Aeroporto Patrimônios históricos SãoVitória Francisco Ferrovia Ferrovia Limite de Estádio Museu e Galeria ARRASTÃO Ferrovia Ferrovia Estádio Ferrovia Porto e Lazer Limites de bairros Centro de Esportes Ferrovia Área de Proteção Ambiental Estádio Municípios vizinhos ro e Cinema Porto Porto Biblioteca Limites de bairros Limites de bairros Municípios vizinhos Lazer Centro de Esportes e Lazer Teatro e Cinema Limites de bairros Limites de bairros Centro de Esportes e Lazer Praia Portal da Olaria de bairros Ferrovia tes e Lazer Limite de Vitória Museu eLimites Galeria Fazenda Santana Limites de bairros Centro de Esportes e Lazer o de Interesse Turístico Ferrovia Ferrovia Estádio Limite de Vitória Limite de Vitória Museu e Galeria Ponto de Interesse Turístico Limite de Vitória Limite de Vitória Museu e Galeria Limite de Vitória Limites de bairros sportes e Lazer C.A.P.S. I vizinhos Municípios Teatro e Cinema Limite de Vitória Museu e Galeria E.T.E.C. as Limites de bairros azer Centro de Esportes e Lazer Teatro e CinemaLimites de bairros Municípios vizinhos Municípios vizinhos Municípios vizinhos Praias Praia do Arrastão Municípios Teatrovizinhos e Cinema Municípios vizinhos Limite de Vitória leria Ponto de Interesse Turístico Municípios vizinhos Teatro e Cinema de Proteção Ambiental Limite de Vitória Limite de Vitória Museu e Galeria Casarão Ki Fogo ístico Ponto de Interesse PORTO GRANDE PONTAL DA CRUZ ÁreaTurístico de Proteção Ambiental Ponto de Interesse Turístico Municípios vizinhos se Turístico ema DESERTA Praias Ponto de Interesse Turístico Municípios vizinhos Municípios vizinhos Teatro e Cinema Praias C.A.P.S. I AD Praias eresse Turístico Área de Proteção Ambiental Praias stico Ponto de Interesse Turístico Área de Proteção Ambiental iental Praia do Porto Grande Área de Proteção Ambiental lo Ambiental Praia do Pontal Área de Proteção Ambiental Praia das Praia Deserta Praias da Cruz Pontinhas teção Ambiental ental Área de Proteção Ambiental

23°46'S

5050

63. EM Profª Maria Francisca Santana de Moura Tavolaro 64. Creche Sermíramis Tavolaro Passos 65. EMEI Pingo de Gente

66. EE Profª. Nair Ferreira Neves 67. EM Walfrido Maciel Monteiro 68. EMEI Reino Encantado

69. EMEI Chapeuzinho Vermelho 70. EMEI Algodão Doce 71. Berçário Amigo da Criança

72. Colégio Mestre

Tra


Biblioteca

Porto

78

Praias

Ferrovia

77

80

79

Estádio e ícones, eles Área de Proteção Ambiental AB com clipping mask. Centro de Esportes e Lazer quivo no package Escolas municipais Museu eTransportes Galeria Universidades públicas

Teatro e CinemaRodoviária

Patrimônios históricos

Aeroporto DO MAR PontoCANTO de Interesse Turístico

CRAS

zoom 6 CARAGUATATUBA

Limites de bairros Limite de Vitória Municípios vizinhos

76

74 73

Porto Biblioteca nunca mexer na posição destePraias ícones, eles estão linkados em todos os BAB com clipping Ferrovia mask. Estádio Área de Proteção Ambiental lembrar de backupear este arquivo no package

Praia do Canto doLimites Mar de bairros

75

Centro de Esportes e Lazer

ENSEADA

Museu e Galeria

Limite de Vitória

Teatro e Cinema

Municípios vizinhos

Praia da Enseada

ansportes Rodoviária

nunca nunca mexer mexer na na posição posição deste deste ícones, ícones, e e estão estão linkados linkados em em todos todos os os BAB BAB com com cl cl lembrar lembrar de de backupear backupear este este arquivo arquivo no no p p

Centro CulturalPonto de Interesse Turístico Enseada Praias

Aeroporto

Área de Proteção Ambiental

Porto Ferrovia

Escolas municipais Limites de bairros Limite de Vitória

Universidades públicas

Patrimônios históricos Municípios vizinhos

CIGARRAS

Transportes

O C E ARodoviária NO ATL ÂNTICO Aeroporto

Biblioteca

Porto

Escolas municipais municipais Escolas Escolas municipais

Estádio

Ferrovia

Universidades públicas públicas Universidades Universidades públicas

Rodoviár Rodoviár Rodoviár

Centro de Esportes e Lazer

Limites de bairros

Patrimônios históricos históricos Patrimônios Patrimônios históricos

Aeroport Aeroport Aeroport

Museu e Galeria

Limite de Vitória Municípios vizinhos

Porto Porto Porto Ferrovia Ferrovia Ferrovia

Teatro e Cinema

Biblioteca Biblioteca Biblioteca Estádio Estádio Estádio

Limites d Limites Limites dd

Centro de de Esportes Esportes e Lazer Centro LEGENDA Centro de Esportes ee Lazer Lazer

Ponto de Interesse Turístico Praias

Praia das Cigarras

Transportes Transportes Transportes

Área de Proteção Ambiental

Museu e e Galeria Galeria Museu Museu Galeria Escolaeou centro de educação

Limite de de Limite Limite de

Teatro Cinema Teatro e Teatro ee Cinema Cinema Cultura e Lazer

Municípi Município Município

Ponto de Turístico Patrimônio histórico Ponto de Interesse Interesse Turístico

Praia do Barro

Praias Praias Praia Praias Limite bairros Área dedos Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Área de Proteção Ambiental Limite de municípios

250 Metros

Educação Ambiental 23°44'S

23°42'S

73. EMEI Pônei Azul 74. EM Solange de Paula

75. EE Profª. Maria José da Penha Frúgoli 76. Creche Maria Leonarda da Costa

77. EM Profª. Cynthia Cliquet 78. Creche Diva Bernardino

79. EMEI Mundo Encantado 80. EM Joana Alves

51


Espaço ao redor

Espaço ocupado

A ocupação do território começou pelo litoral, como a região de São Sebastião, e seguiu para o interior, pelos rios, em especial o rio Paraíba do Sul. Veja algumas características da região no mapa abaixo.

Cada lugar é único e suas características dependem da combinação de muitos fatores

REGIÃO METROPOLITANA DO VALE DO PARAÍBA E LITORAL NORTE (RMVPLN)

USO DA TERRA

22°30'S

MINAS GERAIS RIO DE JANEIRO

! R ! R

23°S

! R RA de Campinas

! R

! R LEGENDA ! O São Sebastião ! R Centros regionais

23°30'S

! R

Limite da RMVPLN

RM de São Paulo

Estados vizinhos

! R

RM da Baixada Santista

24°0'S

Repare ao seu redor. Observe as cores, a temperatura, os sons, os cheiros, a umidade... Cada vez que mudamos de local, tudo muda. Se a mudança for para outra região do Brasil aí, provavelmente, será preciso até trocar de roupa – afinal, há uma grande chance de o novo local estar mais frio ou mais quente do que aquele onde você estava. Pequenas cidades, metrópoles, florestas úmidas, plantações, rodovias, indústrias, rios em áreas planas, corredeiras nas montanhas… As paisagens mudam de um local para o outro, tanto por sua natureza quanto pela ação humana. Construir cidades e indústrias ou abrir áreas para plantações, por exemplo, são formas de ocupação do espaço. Mas como fazer para não prejudicar os ecossistemas ou a saúde humana? O primeiro passo é entender como estamos ocupando e usando o ambiente. Veja a seguir um pouco sobre esse processo em São Sebastião, no estado de São Paulo, e no Brasil. Depois você pode dar uma volta por seu município para entender como o espaço é ocupado e utilizado – seja para movimentar a economia, seja para atividades de lazer.

Características do Vale do Paraíba e do Litoral Norte

46°30'O

Regiões vizinhas (RAs e RMs) Corpos hídricos Uso da terra

SÃO SEBASTIÃO ! O

Mata Atlântica

OCEANO ATLÂNTICO

46°

Vegetação herbácea

45°30'O

45°O

±

Agricultura

20

Área urbana

Quilômetros

44°30'O

44°O

43°30'O

Fontes: IBGE, 2009/2011; CPLA/SMA-SP, 2006

Antes e depois da agricultura 1500 A Mata Atlântica preservada em sua totalidade.

De leste para oeste, o uso da terra no estado de São Paulo mudou ao longo dos séculos 1920 As fazendas de café devastam grande parte da mata nativa.

1952 Cidades e rodovias surgem sobre o verde natural.

Fonte: Victor, 2005

5252

2012 Restam poucas áreas remanescentes de mata nativa.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica, 2012


Cobertura da terra

N CORTE SUL-NORTE (S-N)

A vegetação e o uso da terra no Brasil As imagens ao lado ilustram, de forma abrangente, como é a vegetação e o uso da terra no Brasil. Foram feitos dois recortes: um representa uma linha imaginária do Sul ao Norte; e outro, de Oeste a Leste. Em cada um desses pontos está uma extremidade brasileira. Ao Sul, Arroio do Chuí; ao Norte, Monte Caburaí; a Oeste, a nascente do rio Moa; e a leste, a Ponta do Seixas. As ilustrações mostram apenas algumas características do território brasileiro, pois não seria possível retratar todos os seus detalhes em uma folha de papel. Ainda assim, é possível observar aspectos importantes, como a presença da Floresta Amazônica no Noroeste do país e a concentração de cidades na faixa litorânea.

S

VEGETAÇÃO

No corte S-N, os tipos de vegetação predominantes são os campos sulinos, os Cerrados e a Floresta Amazônica. Em relação aos usos da terra, os principais são: pecuária, grandes plantações e cidades.

S

N

USO DA TERRA

BRASIL

REGIÕES

Arquipélago de S. Pedro e S. Paulo

AMAPÁ

RO R AIMA

Macap á

Belém

São Luí s

Manaus

AMAZO NAS

Arquipélago de Fernando de Noronha

Fo rt aleza

Nor te

MAR ANH ÃO

PAR Á

CEAR Á

RIO G R ANDE DO NO RTE

Teresina

Nat al

PIAU Í Rio Branco

15°S

ACRE

±

Palmas

Port o Velho

TO CANTINS

RO NDÔN IA MATO GR O SSO

GO IÁS

MATO GR O SSO DO SU L Camp o Grand e

SÃO PAU LO

Su d es te

São Paulo

ESPÍRITO SAN TO

RIO DE JAN E IR O

Rio d e Janeiro

Trópi co de

Sul

SANTA CATAR INA

RIO G R ANDE DO SU L

O corte O-L mostra a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Caatinga, até chegar à Mata Atlântica, no litoral nordestino. Quanto mais perto das grandes cidades e do litoral, maior é o desmatamento.

Vitó ria

Curit ib a

Limites regionais

Florianó p olis

Capr icórn io

O

L

USO DA TERRA

Port o Alegre

Limite nacional

30°S

VEGETAÇÃO

L

Ilha de Trindade e Arquipélago de Martim Vaz

Belo Ho rizo nte

PAR ANÁ

Capitais estaduais

OCEANO ATLÂNTICO

Zona Econômica Exclusiva 75°O

Aracaju

SER G IPE Salv ad o r

MINAS GERAIS

Goiânia

Cap ital nacional

Recife Maceió

Brasília

Cuiab á

LEGENDA

O

ALAG O AS

BAH IA

DISTR ITO FEDER AL

Centro-Oes te

Quilômetros

Nordes te

CORTE OESTE-LESTE (O-L)

João Pessoa

PAR AÍBA PER NAMBU CO

520

N

S

Boa V ista Linha do E q u ad o r

60°O

45°O

30°O

O

L

53


Pé na estrada

Há muitas formas de se locomover pelo município, pelo país e pelo mundo

Quando tem uma festa lá no Centro, como você vai? À pé, de bicicleta, de carro ou de ônibus? Bom, depende de uma série de fatores: se é uma festa mais formal ou descolada, se o tempo está chuvoso ou seco, se você mora perto ou longe... E, se quisermos viajar para outra cidade, estado ou país, teremos de considerar também uma série de fatores: tempo, dinheiro, conforto... O mesmo tipo de dilema acontece em todos os lugares, especialmente quando as pessoas querem levar ou enviar algo para outro local. Como será que um produtor de maçãs do Rio Grande do Sul faz para que suas frutas cheguem fresquinhas a São Paulo? Ou como o criador de camarão do Ceará consegue enviar sua produção ao restante do país? Pois é: todos têm de escolher os meios de locomoção mais adequados ao transporte de seus produtos.

SÃO SEBASTIÃO

ACESSOS

Natividade da Serra

Caminhos em expansão Existem algumas opções para chegar ou sair de São Sebastião

SP 099

SP 055

Por terra, os dois principais acessos a São Sebastião são a rodovia rodovia Dr. Manuel Hipólito Rêgo (SP 055) e a dos Tamoios (SP 099). Estima-se que 25 milhões de pessoas usem a rodovia dos Tamoios por ano, entre turistas, residentes e trabalhadores do Litoral Norte. Devido à grande movimentação, a rodovia está sendo ampliada. Para minimizar o impacto ambiental, a obra conta com longos trechos de túneis e viadutos. Já pela água o principal meio de transporte é a balsa para Ilhabela, que é usada tanto por trabalhadores quanto por turistas.

Ubatuba

23°36'S

Paraibuna

O tamanho do Brasil faz com que o transporte seja uma tarefa um tanto desafiadora. No Período Colonial (1500-1822), uma das principais vias de transporte do país eram os rios. Hoje, porém, as hidrovias correspondem a apenas 14% do transporte de cargas. As ferrovias tiveram um papel importante no século 19 e no início do 20. No entanto, a partir da década de 1940, foram feitos investimentos em rodovias e os trens foram deixados de lado. Atualmente, a maior parte da carga (61%) percorre o Brasil sobre o asfalto. Já no cenário da aviação o transporte de pessoas cresce desde 2001 com a diminuição do preço das passagens aéreas. Há muitas opções de transporte, mas também muitos desafios para melhorar os meios de locomoção nas cidades e no país.

Salesópolis

LEGENDA Trajeto de balsa

Caraguatatuba

Principais rodovias Ruas e avenidas São Sebastião

Bertioga

Municípios vizinhos

SP 055

São Sebastião

23°48'S

Ilhabela

6

OCEANO ATLÂNTICO

SP 055

Quilômetros 5454

46°O

45°48'O

45°36'O

45°36'O

Fontes: Ministério dos Transportes, 2010; IBGE, 2016

Rodovia dos Tamoios


Estrada para todo lado

Infraestrutura de transporte

De norte a sul e de leste a oeste

Como pessoas e mercadorias circulam pelo Brasil

O estado de São Paulo tem uma extensa malha rodoviária e sua infraestrutura de transporte é a melhor do país. A Via Dutra (BR 116) liga a capital ao município do Rio de Janeiro; a Fernão Dias (BR 381) leva a Belo Horizonte; e a Régis Bittencourt (BR 116), a Curitiba. Para o interior, há rodovias como a Bandeirantes e a Anhanguera, entre outras.

Veja, nos mapas abaixo, os principais meios de transporte do Brasil: rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos.

0° 0°

Rodoanel Mário Covas

ESTADO DE SÃO PAULO

ACESSOS

RODOVIAS As principais vias de transporte ligam todas as regiões do país.

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

BR 262 Andradina Dracena

BR 267

Lins

Marília Assis

20°S

Presidente Epitácio Presidente Prudente

BR 154

Ituperava São José do Rio Preto

Malha ferroviária Malha ferroviária Principais rodovias

Botucatu

BR 272

Bragança BR Paulista 116

Campinas Sorocaba

Guarulhos

! R

BR 116

Quilômetros

BR 101

R São Sebastião !

São Sebastião PARANÁ

± 690

RIO DE JANEIRO

Americana

Piracicaba

BR 374

Principais rodovias Capitais estaduais Capitais estaduais

BR 369 BR Araras 267

Ibitinga Bauru Araraquara

Trópico de Capricórnio

LEGENDA

Franca BR 265

Santos OCEANO ATLÂNTICO

80 Quilômetros

O FUTURO A malha de hidrovias do Brasil é considerada pequena.

LEGENDA

25°S

SANTA CATARINA

! R

São Sebastião

Portos

! R

São Paulo

Ferrovias

Estado de São Paulo

Rodovias federais

Estados vizinhos

Rodovias estaduais

Aeroportos

RIO GRANDE DO SUL 50°O

LEGENDA Principais aeroportos internacionais Principais portos Principais hidrovias

± 690 Quilômetros

45°O

Fontes: IBGE, 2010; PNLT/DNIT/ Ministério dos Transportes, 2010

Fontes: IBGE, 2005; Antaq, 2007; e Infraero, 2012

55


Suporte da vida

Uma base firme e fértil sustenta as sociedades e as formas de vida terrestre

A gente mal percebe a sua existência. Ele é a base, literalmente! Está por baixo do asfalto, das construções, das nossas casas, dos nossos pés. Tão perto de nós que muitas vezes nem nos damos conta de sua existência. De quem estamos falando? Do solo! É dele que vêm muitos alimentos que comemos e é sobre ele que vivemos. Ele é importante até para equilibrar a umidade do ar – porque absorve a água da chuva e depois a devolve ao ar pela evaporação. Esse processo também

ajuda a manter estável a temperatura do planeta. O solo é fundamental para a sobrevivência da humanidade por diversos motivos. Cabe a nós, portanto, cuidar bem dele. Olhando ao redor, você pode pensar: por que eu deveria me preocupar em cuidar, se há tanta terra no mundo? Realmente, o solo é um recurso abundante. Quando mal utilizado, no entanto, o efeito pode ser desastroso – afinal, cada centímetro de solo leva até cerca de 10 mil anos para se formar novamente.

De cima para baixo Ações na superfície refletem no solo O correto uso do solo é fundamental para preservar suas qualidades e evitar a degradação. Desmatamento, plantio incorreto, contaminação da água e impermeabilização causam impactos graves na integridade do solo.

Solo tropical

Os solos predominantes em São Sebastião são os Cambissolos, geralmente rasos e pouco desenvolvidos; ocorrem principalmente nas áreas de relevo mais íngreme, como na Serra do Mar. Na área da planície costeira são encontrados os Espodossolos, bastante arenosos e com um horizonte escuro de acumulação de matéria orgânica. Nas áreas planas e úmidas, como nas margens dos rios, predominam solos mal drenados, como os Gleissolos. 5656

FILTRAGEM Parte da água é filtrada pelo solo até chegar ao lençol freático, onde fica armazenada.

RAVINA São veios abertos na terra causados pelo escoamento de água em solo exposto.


PLANTIO INCORRETO É a atividade agrícola irregular perto de rios, lagos e nascentes (as chamadas Áreas de Preservação Permanente – APP). Isso provoca assoreamento do rio ou contaminação da água por agrotóxicos.

VOÇOROCA É a fenda produzida na terra por forte enxurrada ou mesmo por uma chuva forte e demorada.

PASTAGEM O peso e o pisoteio do gado compactam o solo e o tornam menos poroso, com menor capacidade para absorver líquidos e nutrientes. Isso pode aumentar o escoamento superficial, ocasionando a erosão.

ÁGUA CONTAMINADA É o que chega ao lençol freático depois de lavar a superfície. Em lixões, é um líquido poluente escuro. Leia mais sobre lixo na página 80.

EROSÃO Algumas regiões sofrem maior erosão, um processo natural ligado à ação do clima e ao tipo do relevo. A retirada de cobertura vegetal pelo homem acelera esse processo, causando a perda do solo.

ÁREA URBANA A impermeabilização gerada pelas áreas urbanas aumenta o escoamento superficial da água, fazendo com que a vazão dos cursos d'água aumente. Assim, ela chega mais rápido às baixadas, podendo provocar enchentes nas cidades.

IMPERMEABILIZAÇÃO Asfalto e concreto impedem a infiltração de água no solo, causando seu empobrecimento. 57


CUESTA BASÁLTICA

Levemente ondulado, com colinas amplas e baixas com topos lisos. Na área central, os rios principais estão sempre em paralelo uns aos outros e com traçados ligeiramente inclinados em direção ao rio Paraná.

Constituída por rochas de arenito e basalto, forma uma faixa bastante desigual. De um lado, há um declive – uma superfície cuja altura diminui gradualmente ao longo do terreno –, do outro, há uma inclinação.

SÃO DE PAULO RELEVO SÃORELEVO PAULO

R R i o São José dos D

Ma to G ro sso do Sul

ran á

Pa

uap

eí Rio do P eix e R i o P ar a nap

an e

os

Ri

o

Tu r

o

Sa

vo

o T i et ê

Mina s Ge ra is

pu

ca

í

Ri

oP

ard

o

o

Ri o

Ag

Ri

rad

Ri

Ri

Rio

ou

de io Gran

Mo

g i-

Gu

u

R io P ir ac ic a ba

ma

ul

Ri

o

Ri o

ari R i b ei

e ra d I

e

ap

Rio

gu

Par an á

uquiá

P

S o a a d iting a r Pa Rio

Rio de Janeiro

íb ar a

! São Sebastião

J

u Ta q

5858

PLANALTO OCIDENTAL

Rio

Imagine-se de pé na praia, de costas para o mar. Imaginou? Agora, observe: que cenário você vê no horizonte? Uma muralha verde gigantesca, certo? Trata-se da Serra do Mar, uma cadeia montanhosa de cerca de mil km de extensão, que vai do estado do Paraná até o Rio de Janeiro. Essa paisagem é bem conhecida dos sebastianenses, mas você já se perguntou como ela se formou? Tudo começou com a separação da África e da América do Sul, há cerca de 150 milhões de anos. Os continentes se separaram por causa de uma imensa rachadura na crosta terrestre, por onde começou a extravazar magma, afastando as placas tectônicas. Assim surgiu também o Oceano Atlântico. Por causa dessa rachadura, existe uma enorme cordilheira no fundo do oceano, chamada Dorsal Mesoatlântica. Tempos depois, há cerca de 65 milhões de anos, na região onde atualmente é o litoral do Sudeste brasileiro, algumas falhas geológicas na superfície fizeram com que enormes blocos de rocha se erguessem, enquanto outros se rebaixavam – foi aí que surgiu a Serra do Mar, que com o tempo foi recoberta por florestas tropicais. A ação das chuvas, dos rios, entre outros fatores, provocou a erosão das rochas da escarpa e levou muitos sedimentos até as partes mais baixas e planas. Esse processo erosivo fez com que a serra recuasse mais para Leste, enquanto na baixada se formava a Planície Costeira. Agora, olhe novamente. Imagine tudo isso acontecendo ao longo de milhões de anos. Depois de saber como se formou, o que você vê não é mais apenas uma enorme muralha verde, e sim uma paisagem repleta de história.

O estado tem cinco grandes compartimentos geomorfológicos

20° S

O relevo está sempre presente: seja na subida de uma ladeira, seja em um mergulho no fundo do mar

A modelagem de São Paulo

25° S

Altos e baixos

Oceano Atlântico

74 Quilômetros 50° O

45° O

DEPRESSÃO PERIFÉRICA

PLANÍCIE COSTEIRA

PLANALTO ATLÂNTICO

Com altitudes entre 600 e 750 m, ocupa parte do Oeste paulista, pelos vales do Médio Tietê, Paranapanema e Mogi­‑Guaçu.

Compreende as baixadas do litoral e é formada por cordões e terraços arenosos. É mais estreita em algumas áreas; em outras se prolonga, como no Vale do Ribeira.

Depois da Serra do Mar há um trecho de rochas cristalinas antigas que formam um conjunto de morros. Essa estrutura vai do Sul do estado ao Nordeste do estado.


Um território, três interpretações

BRASIL

UNIDADES DE RELEVO

Existe mais de uma forma de dividir o relevo brasileiro O mapa é uma maneira de representar determinado espaço. Você já reparou que, muitas vezes, existe mais de uma representação possível para um mesmo fenômeno? Isso acontece com o relevo brasileiro. O mapa ao lado foi elaborado em 1995 pelo geógrafo Jurandyr Ross. Mas também há outras duas formas bastante reconhecidas de apresentar as unidades de relevo do país. Uma das primeiras classificações foi elaborada na década de 1940 pelo geógrafo Aroldo de Azevedo. Em 1958, outra classificação foi criada pelo geógrafo Aziz Ab'Sáber, que acrescentou novas unidades de relevo. Planalto da Amazônia oriental Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba Planaltos e chapadas da bacia do Paraná Planaltos e chapada dos Parecis Planaltos residuais norte-amazônicos Planaltos residuais sul-amazônicos Planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste Planaltos e serras Goiás-Minas Serras residuais do Alto do Paraguai Planalto da Borborema simulação do relevo e da vegetação Planalto sul-rio-grandense

Do mar ao interior

Na ilustração, uma desde o litoral, onde está São Sebastião, até o interior

LEGENDA 1

Planalto da Amazônia oriental Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba 3 Planaltos e chapadas da bacia do Paraná 4 Planaltos e chapada dos Parecis 5 LEGENDA Planaltos residuais norte-amazônicos 6 Planaltos residuais sul-amazônicos da Amazônia oriental Depressão da Amazônia ocid 7 Planalto Planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste Planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba Depressão marginal norte-a 8 Planaltos e serras Goiás-Minas Planaltos e chapadas da bacia do Paraná Depressão marginal sul-ama 9 Serras residuais do Alto do Paraguai Planaltos e chapada dos Parecis Depressão do Araguaia 10 PlanaltosPlanalto Borborema residuaisda norte-amazônicos Depressão cuiabana   11 PlanaltosPlanalto residuaissul-rio-grandense sul-amazônicos Depressão do Alto do Paragu  12 PlanaltosDepressão Amazônia ocidental e serras doda Atlântico leste-sudeste Depressão do Miranda e serras Goiás-Minas   13 PlanaltosDepressão marginal norte-amazônica Depressão sertaneja e do Sã do Alto do Paraguai Depressão do Tocantins  14 Serras residuais Depressão marginal sul-amazônica da Borborema Depressão periférica da bord  15 Planalto Depressão do Araguaia Planalto sul-rio-grandense Depressão periférica sul-rio  16 Depressão cuiabana Depressão do Alto do Paraguai-Guaporé  17 Depressão do Miranda   18 Depressão sertaneja e do São Francisco   19 Depressão do Tocantins   20 Depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná 21 Depressão periférica sul-rio-grandense   22 Planície do rio Amazonas 23 Planície do rio Araguaia   24 Planície do pantanal do rio Guaporé  25 Planície do Pantanal mato-grossense   26 454 Planície da lagoa dos Patos e Mirim  27 Planície e tabuleiros litorâneos Quilômetros   28 2

5 13

23

1 12

28

2

14

15

6

20

24

25

4 Depressão da Amazônia ocidental Depressão marginal norte-amazônica 16 Depressão marginal sul-amazônica 17 Depressão do Araguaia Depressão cuiabana 26 Depressão do Alto do Paraguai-Guaporé Depressão do Miranda Depressão sertaneja e do São Francisco 3 Depressão do Tocantins 18 Depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná 21 9 Depressão periférica sul-rio-grandense

22

10 19

Planície do rio Amazonas Planície do rio Araguaia Planície do pantanal do rio Guaporé Planície do Pantanal mato-grossense 8 Planície da lagoa dos Patos e Mirim Planície e tabuleiros litorâneos

±

7

11

Fontes: MMA/Ibama, 2007; Ross, Martinelli, 2006

27

Leia mais sobre erupções na página 68.

CORTE DO RELEVO

PLANALTO OCIDENTAL

CUESTAS BASÁLTICAS

PLANALTO ATLÂNTICO

Por volta de 354 milhões de anos atrás começaram a se acumular sedimentos, que se depositaram em camadas inclinadas (como as do desenho), formando uma grande bacia sedimentar.

Erupções de lava produziram rochas chamadas de basalto (em preto), que são bem resistentes à erosão. Processos erosivos na borda da bacia criaram um desnível, que deu origem às cuestas basálticas.

Há cerca de 545 milhões de anos, o terreno se ergueu com movimentos tectônicos que provocaram rachaduras gigantes (falhas), dando origem às escarpas da Serra do Mar com paredões de cerca de 800 m de altura.

São Paulo

Altitude

(em metros)

1.200 m

RIO PARANÁ

800 m

400 m

LEGENDA

A ilustração representa rochas formadas em diferentes períodos geológicos, veja a idade delas em milhões de anos (Ma)

0m

PRÉ-CAMBRIANO

CARBONÍFERO

PERMIANO

TRIÁSSICO

CRETÁCEO

PLIOCENO

mais de 545 Ma

entre 354 e 290 Ma

entre 290 e 248 Ma

entre 248 e 206 Ma

entre 142 e 65 Ma

entre 5,3 e 1,8 Ma

Fonte: Aziz Ab'Sáber, 1956 (adaptado por Diana Salles)

59 59


Temperatura, pressão, vento, umidade… ajudam especialistas a prever o tempo

Muitas vezes acordamos de manhã e na hora de escolher uma roupa bate aquela dúvida: será que vai esfriar? Na dúvida, pegamos um casaco. O céu está cheio de nuvens, melhor levar um guarda-chuva. Nem sempre é fácil decidir. Então, recorremos ao que diz a previsão do tempo. Atualmente, é possível prever o tempo com vários dias de antecedência. Para isso, os meteorologistas fazem análises de temperatura, pressão, vento e umidade. E não é só para decidir qual roupa usar que a previsão é importante, ela é muito útil para a agricultura, o transporte aéreo e marítimo, o turismo, a prevenção de enchentes, deslizamentos de terra etc. Só tem um porém: até as previsões erram! E por que é tão difícil acertar o tempo? Porque é um processo que envolve muitas variáveis e, além de ser difícil interpretar os sinais do tempo, nem todos têm acesso a dados confiáveis. E agora, não dá para confiar? As previsões a curto prazo, de alguns dias, por exemplo, são mais seguras do que as de períodos maiores, como dos próximos meses.

pluviosidade (em mm)

Mais distante do mar, Araraquara sofre bastante influência da continentalidade, marcada por um clima mais seco e com estações bem definidas, com grande amplitude térmica.

40°

350

35°

300

30°

250

25°

200

20°

150

15°

100

10°

50

0

0° J F M A M J J A S O N D meses do ano

Araraquara 21,7 °C | 1.430 mm

MASSA TROPICAL CONTINENTAL

LEGENDA Temperatura média anual

Climas do Brasil

Precipitação média anual

BRASIL

CLIMA Climas do Brasil

Clima ou tempo? A confusão é comum, mas a diferença é simples A diferença é a seguinte: o tempo nos diz qual é a condição atmosférica em um momento específico. Por exemplo: se vai chover ou ventar, se vai ficar nublado ou fazer sol. Por isso falamos em “previsão do tempo”, não do clima. Já o clima é o predomínio de certas características do tempo em um local ou região por um longo período, como décadas, séculos ou milênios. 6060

Tipos de clima

Trópico de Capricórnio Tipos de clima

Equatorial úmido

Tropical semiárido Equatorial úmido Tropical Tropical semiárido Tropical de altitude Litorâneo úmido Subtropical úmido Tropical Fonte: Girardi, 2005 Tropical de altitude Litorâneo úmido Subtropical úmido

Fonte: Girardi, 2005

Fonte: Simielli, 2010

temperatura (em °C)

Sinais da atmosfera

ARARAQUARA, SP

400


35°

300

30°

250

25°

200

20°

150

15°

100

10°

50

0

0° J F M A M J J A S O N D meses do ano

SÃO PAULO, SP A altitude faz com que o inverno seja frio e seco. Mas a urbanização tem contribuído para o aumento da temperatura no município – uma das razões é a produção de calor por causa da queima de combustíveis e a impermeabilização do solo.

MASSA POLAR ATLÂNTICA

A Terra e as estações A inclinação do eixo da Terra faz com que a incidência de radiação solar varie ao longo do ano, criando as quatro estações VERÃO NO SUL Entre dezembro e março, a luz e o calor se intensificam no hemisfério Sul. Já no Equador o Sol incide de forma mais constante ao longo do ano, por isso o clima é sempre quente.

VERÃO NO NORTE Entre junho e setembro, a incidência de luz e de calor do Sol é maior no hemisfério Norte. A inclinação do eixo do globo deixa o Sul mais distante, com dias mais frios e curtos.

Clima em São Sebastião Calor e umidade no Litoral Norte de São Paulo Os turistas visitam São Sebastião o ano todo, especialmente no verão, quando o calor atrai milhares de pessoas às praias. Mas é nessa época também que acontecem chuvas intensas. Embora a pluviosidade seja significativa ao longo do ano todo, as tempestades de verão são mais volumosas. Janeiro é o mês mais chuvoso, enquanto agosto é o menos úmido.

São Paulo 19,3 °C | 1.455 mm MASSA TROPICAL ATLÂNTICA

São Sebastião 22,6 °C | 1.289 mm

(Unicamp) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

400

40°

350

35°

300

30°

250

25°

200

20°

150

15°

100

10°

50

0

0° AM J J A A S SO ON D D J F M A meses do ano ano

temperatura (em °C)

Fontes: Cepagri/Unicamp, Instituto Agronômico de Campinas

SÃO SEBASTIÃO, SP O Litoral Norte paulista fica orientado no sentido Leste-Oeste, isso faz com que sua serra barre com mais facilidade as brisas marítimas e as frentes frias. O resultado? O trecho de litoral mais úmido do Brasil.

pluviosidade (em mm)

pluviosidade (em mm)

40°

350

temperatura (em °C)

400

61


Influência dos oceanos

A capacidade dos oceanos de acumular calor influencia a temperatura no continente

Brisas Como a temperatura no continente e no mar causa variação nos ventos A ilustração A mostra o sentido da brisa marítima, do mar para a terra durante o dia. Isso acontece porque o Sol aquece a Terra mais rapidamente do que o mar. Assim, o ar sobre a terra também fica quente mais rápido e, sendo menos denso, sobe, criando um espaço que será ocupado pelo ar que vem de cima do mar, mais frio e pesado. À noite, na ilustração B , acontece o oposto com a brisa terrestre.

6262

Quem aqui já observou um furacão de perto? No Brasil ele não ocorre. O país não tem as características climáticas que formam esse fenômeno: a água dos oceanos precisa ficar quente, acima dos 27 ºC. Há regiões, porém, em que os furacões não só são frequentes, mas têm se agravado. É o caso do Caribe, que em 2017 viu três furacões atingir a sua costa ao mesmo tempo – o que não é comum. Um deles, o Irma, alcançou a intensidade 5, a mais forte na escala Saffir-Simpson, com ventos que superam 250 km/h. Mas o que isso tem a ver com o clima? Tudo! Quanto maior a temperatura da água dos oceanos e o nível de umidade, maior a intensidade de um furacão. Logo, o aquecimento dos oceanos e das temperaturas globais pode gerar novos furacões e pôr em risco populações e construções próximas às praias.

Os oceanos são essenciais para a regulação do clima. Afinal, cerca de 70% do planeta é coberto por água (e cada litro armazena 4 mil vezes mais calor do que 1 kg de ar). Quando em contato com o ar seco, a água dos oceanos evapora. Com isso, o mar esfria e o ar esquenta. Nos últimos anos, estudiosos notaram o aquecimento dos mares, o que significa mais calor no planeta. Como eles medem isso? Por satélites que monitoram a altura da água em alto-mar. A ideia é fácil: se a altura subiu, o mar esquentou, já que a água quente se expande. O satélite envia ondas de rádio, as quais batem na água e voltam para ele. O tempo que isso leva define a altura da água. Por cobrir 7 km/s, o satélite dá a volta na Terra em duas horas. Ao longo dos anos, isso permite monitorar as variações do clima no planeta.

B

A

ar quente

ar mais frio

ar mais frio

ar quente


Mudança das marés CORRENTES SUPERFICIAIS

Há fases da Lua em que a pescaria é mais bem-sucedida Na cultura tradicional caiçara, o pescador sabe exatamente a hora certa de ir ao mar só de observar a natureza. Tudo influencia: o tipo de pesca, a fase da Lua e a corrente marítima. Durante os períodos de luas Nova e Cheia, a maré está mais alta e oscila bastante. No espaço de tempo entre seis e oito horas, ela enche (alta) e vaza (baixa) na mesma medida, o que favorece a pesca de cerco. Já nas luas Minguante e Crescente a maré fica mais baixa e oscila muito pouco, por isso é chamada de maré morta, favorecendo a pesca no costão com vara ou molinete. As correntes marítimas também influenciam. No Litoral Norte paulista, existe uma grande incidência de peixes migratórios que vêm e vão de acordo com a temperatura da água, dependendo da estação.

AMÉRICA CENTRAL 0°

SUPERFICIAIS Movidas pela força do vento, demoram em média um ano para dar a volta completa. A do Golfo e a Circumpolar Antártica transportam cerca de 100 milhões de m³ de água por segundo.

CORRENTES TERMO-HALINAS

AMÉRICA CENTRAL

PROFUNDAS Ao atingir áreas frias, a água evapora rapidamente e perde calor para a atmosfera. Com isso, fica densa e submerge fazendo o caminho contrário.  O ciclo leva cerca de um século. 63


64 6464

Segundo previsões do IPCC, a temperatura no século 21 pode aumentar entre 1 e 3,5 ºC.

PLANETA AQUECIDO

Temperatura média atual, em torno de 15 °C. Seres vivos estão adaptados ao clima.

CLIMA ATUAL

A temperatura média ficaria em torno de – 18 ºC e a Terra seria inóspita, nós nem existiríamos.

SEM EFEITO ESTUFA

Dizem que o clima do planeta está esquentando. Os cenários são um tanto catastróficos: derretimento do gelo polar, aumento do nível do mar, milhares de cidades alagadas, migrações em massa… Mas quem sabe até lá os cientistas já descobriram um jeito de irmos viver na Lua?! Mas lá a temperatura varia de –150 °C a +100 °C em um mesmo dia! Complicou... Aqui na Terra a temperatura é mais estável por que temos a atmosfera, uma camada de gases que fazem com que parte da radiação solar e do calor fique retida. Esse fenômeno chama-se Efeito Estufa e sem ele a vida na Terra seria impossível.

A teoria oposta diz que o fenômeno seria natural. De acordo com essa visão, a emissão de Gases do Efeito Estufa pelo homem seria insignificante perto das emissões naturais, como a dos vulcões. Também há os que defendem a relação da temperatura com os ciclos de maior ou menor radiação solar. Alguns até defendem que estaríamos entrando em período de resfriamento do planeta e não de aquecimento.

Há muitos estudos que explicam de maneiras diferentes as mudanças atuais no clima do planeta. Um dos argumentos principais da teoria do aquecimento global causado pelo homem (antropogênico) é que as atividades industriais e a queima de combustíveis fósseis estariam aumentando a concentração dos Gases do Efeito Estufa e provocando o aquecimento.

Visões divergem em relação às causas do aquecimento e às projeções relacionadas ao clima

Teorias e cenários

Estudos têm constatado o aumento da temperatura média do planeta. Grande parte da comunidade científica defende que o aquecimento está sendo causado pela humanidade. Acontece que a emissão dos Gases do Efeito Estufa (GEE), que provocam a retenção do calor solar, têm aumentado desde a Revolução Industrial, o que pode estar provocando o aquecimento do planeta. No entanto, há os que dizem que a causa é natural. Diversos estudos e teorias fundamentam as duas visões. Veja a seguir um pouco mais sobre esse tema complexo e entenda o que está em questão.

Mudanças no clima podem afetar toda vida no planeta

Terra aquecida


65

O dióxido de carbono (CO2) é o segundo gás que mais promove o Efeito Estufa. É liberado na queima de combustíveis fósseis e de biomassa. Desde a Revolução Industrial no século 18, sua concentração tem aumentado.

O vapor é o gás do Efeito Estufa presente em maior quantidade na atmosfera, por isso é o que mais contribui para o fenômeno. Sua quantidade é razoavelmente estável devido ao ciclo da água.

É o terceiro gás que mais contribui para o Efeito Estufa. É emitido por meio da degradação de biomassa, da flatulência e da eructação dos rebanhos.

METANO

GÁS CARBÔNICO

VAPOR D'ÁGUA

Não fosse o Efeito Estufa, a radiação solar refletiria na Terra e se dissiparia no espaço sideral. Isso significa que ficaria quente enquanto o sol estivesse batendo, mas, assim que ele sumisse no horizonte, ficaria gelado – o planeta não manteria o calor durante a noite. Mas não é isso o que acontece: parte da radiação fica retida na atmosfera. Os responsáveis por esse fenômeno fundamental para a vida no planeta são os Gases do Efeito Estufa, como o vapor d'água, o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

Como funciona o fenômeno que regula a temperatura do planeta

Efeito Estufa

Apesar de sua baixa concentração na atmosfera, o óxido nitroso (N2O) é o quarto maior contribuinte para o Efeito Estufa. Atividades agrícolas e industriais são as principais fontes antrópicas de emissões.

ÓXIDO NITROSO


Esquenta, esfria...

Nenhuma novidade: as mudanças do clima da Terra acontecem desde seu surgimento

No começo, tudo era fogo Veja as variações do clima terrestre ao longo da história do planeta

66 6666

Você saberia dizer o que as praias de Porto Grande (São Sebastião), Massaguaçu (Caraguatatuba) e Praia Grande (Ubatuba) têm em comum? Todas já receberam muros de contenção para proteger as construções à beira-mar. Essa é uma preocupação crescente para as cidades litorâneas, pois estudos afirmam que o aquecimento global pode aumentar o nível dos oceanos.

DE 4,5 BILHÕES A 3,8 BILHÕES DE ANOS ATRÁS A intensa atividade de vulcões libera muitos gases e partículas na atmosfera. As nuvens formadas por esses gases ficam carregadas e provocam chuvas intensas, formando oceanos e lagos. Não há vida.

É possível, e até provável, que a ação humana contribua para a elevação da temperatura média da Terra. Contudo, a história do nosso planeta revela que o clima sempre sofreu grandes variações naturais, com períodos quentes e outros frios. O que tem sido registrado recentemente é um aumento acelerado da temperatura, que já subiu cerca de 1 °C desde a década de 1980.

DE 3,8 BILHÕES A 540 MILHÕES DE ANOS ATRÁS O excesso de gases na atmosfera impede a entrada de raios solares. A temperatura despenca e inicia-se a primeira era glacial. Surge a vida, mas apenas nos oceanos: os organismos unicelulares.

DE 540 MILHÕES A 360 MILHÕES DE ANOS ATRÁS Com a dissipação dos gases, a radiação solar dá início ao degelo. O Efeito Estufa ajuda a reter calor, propiciando a vida das primeiras plantas e vertebrados marinhos e anfíbios.


Os ciclos naturais de mudanças no clima levam centenas, milhares ou milhões de anos para ocorrer, mas a intervenção humana pode acelerar esse processo. Embora não haja consenso sobre o tema do aquecimento, sabe-se que as atividades humanas têm provocado impactos significativos no meio ambiente. Por isso, é preciso encontrar formas mais sustentáveis de viver e produzir.

DE 360 MILHÕES A 248 MILHÕES DE ANOS ATRÁS O movimento das placas tectônicas ativa vulcões e provoca fissuras, liberando gases e aerossóis. A fumaça impede a passagem da luz solar, provocando mais um período de gelo.

DE 248 MILHÕES A 65 MILHÕES DE ANOS ATRÁS A temperatura média sobe e chega a 15 ºC. Surgem os dinossauros. Sua extinção em massa é explicada pela queda de um meteorito que teria levantado poeira e impedido a luz solar.

DE 65 MILHÕES A 1,8 MILHÃO DE ANOS ATRÁS A última fase glacial da Terra foi mais rápida. Surgimento dos hominídeos, que se deslocam da Ásia para a América pelo estreito de Bering: onde hoje é mar, na época era uma “passarela” de gelo.

PASSADO RECENTE Nos últimos séculos ocorreram pequenas variações no clima. Na Idade Média, as temperaturas se elevaram e no século 18 houve uma pequena era do gelo. Nos dias atuais, o calor voltou a aumentar.

67


Que tremedeira! Colisões entre placas tectônicas causam erupção de vulcões, terremotos e tsunamis

De repente, a água do copo começa a vibrar; o chão, a tremer; objetos começam a cair; e as paredes a balançar. Quem já passou por um terremoto conhece bem essa sensação. Algumas vezes acontece um tremor rápido que logo passa, mas quando é forte pode causar a destruição de cidades inteiras. Os terremotos ocorrem com frequência no Japão, na Índia, no México e nos países da América Central. Mas por que eles acontecem? Quando os con-

tinentes se deslocam com o movimento das placas tectônicas – imensos blocos de rocha que se movem de forma lenta e em várias direções –, o atrito entre os blocos libera energia, o que pode provocar terremotos, tsunamis e também mudanças no relevo. Um exemplo é a formação da Cordilheira dos Andes, na América do Sul, que é resultado do encontro entre a placa pacífica e a sul-americana há cerca de 200 milhões de anos.

Mudança lenta – e gigante Muito além da Pangeia A movimentação das placas tectônicas deu origem aos continentes, cujas formas foram definidas após a separação de um supercontinente chamado Pangeia. Além do relevo resultante disso, que pode ser visto em terra firme, no fundo do mar também existem contornos interessantes: no oceano Atlântico, por exemplo, há uma cordilheira submarina que separa a África da América do Sul, chamada Dorsal Mesoatlântica.

HÁ 2 BILHÕES DE ANOS Nessa época, as massas continentais estavam reunidas em três macrocontinentes, que, posteriormente, se fragmentaram e se reagruparam.

HÁ 545 MILHÕES DE ANOS Esse período, conhecido como Paleozoico, marca o começo da expansão da vida na Terra. Surgiram os animais com partes mineralizadas (como conchas).

HÁ 200 MILHÕES DE ANOS A Pangeia tem esse nome porque pan significa “junto”, e geia, “terra”. Nessa etapa da história das placas, tudo estava grudado e cercado pelo oceano Pantalassa.

Movimento constante A Terra está sempre se modificando Quando há um terremoto ou um vulcão em erupção, percebemos a movimentação nas camadas profundas do planeta. Esses fenômenos são como uma válvula de escape para a energia acumulada ao longo de milhões de anos!

6868

TERREMOTO A movimentação das placas tectônicas gera energia, que vai se acumulando com o tempo. A liberação repentina dessa força acarreta abalos na crosta.

VULCÕES A pressão interna faz com que rochas fundidas, chamadas de magma, rompam a crosta terrestre e cheguem à superfície, numa mistura bem quente de gases, lavas e cinzas.


Regiões próximas às bordas das placas são mais suscetíveis à movimentação. No Brasil, a terra também treme, mas pouco, pois o país está longe das bordas. Assim, as ocorrências são fracas e quase imperceptíveis. Na escala Richter, que mede a magnitude de um sismo, os abalos brasileiros chegam, no máximo, a 5 graus. Bem diferente de terremotos de maior magnitude, como o que aconteceu no Japão em 2011, de magnitude 8,9 graus, que provocou um tsunami com ondas de até 10 metros de altura.

Quebra-cabeça global São 12 placas principais e 38 menores

Vulcões Limite das placas tectônicas

4.200 Quilômetros

±

As placas tectônicas estão em constante movimento, em um grande empurra-empurra. Há placas se afastando (zonas de divergência) e outras se dirigindo para a mesma direção (zonas de convergência). No encontro das placas, uma submerge sob a outra, fazendo surgir grandes cadeias de montanhas. A energia liberada nesse contato também cria vulcões ou terremotos de grande magnitude. Veja o mapa ao lado: vulcões e cadeias de montanhas nas divisas das placas. Observe como são poucos os vulcões no centro das placas.

Fonte: USGS, 2012

HÁ 100 MILHÕES DE ANOS América do Sul e África ainda estavam juntas. Nessa época, imensos répteis – os dinossauros – habitavam a Terra. Eles viveram por cerca de 135 milhões de anos.

HÁ 85 MILHÕES DE ANOS As terras estavam perto da posição de hoje. Foi nesse período, pós-extinção dos dinossauros, que começaram a se desenvolver os mamíferos marinhos.

Quente demais!

3

No interior da Terra, a temperatura atinge 3.500 °C.

2

TSUNAMIS A energia dos abalos sob o oceano forma ondas gigantes (tsunamis), que têm velocidade de até 800 km/h.

ATUALMENTE Alguns pesquisadores descrevem os continentes de hoje como peças de um quebra-cabeça espalhadas sobre um tabuleiro, a crosta terrestre.

1

1

NÚCLEO

É composto de uma liga de ferro e níquel e corresponde a um terço da massa da Terra. É separado em dois: o sólido (na parte interna), com raio de cerca de 1.250 km; e o líquido, que envolve o primeiro.

2

DAQUI A 50 MILHÕES DE ANOS A cada ano, América e África se distanciam 3 cm. Com o tempo, é possível até mesmo que os continentes africano e europeu se unam novamente.

MANTO

Formado por minerais ricos em ferro e magnésio, com temperaturas de 100 a 3.500 °C. Divide-se em manto superior (400 km), zona de transição (de 400 a 1.000 km) e manto inferior (de 1.000 a 2.900 km).

3

CROSTA

Camada superficial formada por rochas, tais como granito e basalto. Em regiões continentais, a crosta tem espessura de 35 km, enquanto nas bacias oceânicas o tamanho é de 6,3 km. 69


70 7070

Ao chegar à Amazônia, a umidade vinda do oceano se une à evapotranspiração das árvores, intensificando a umidade do ar.

VAPORES

A Floresta Amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos.

VENTOS

gases poluentes e pode causar chuvas fortes ou secas extensas em outras re­giões do planeta. De toda a água do planeta 97,5%, é salgada, enquanto apenas 2,5% é doce – e a maior parte desta está retida em geleiras e calotas polares. É pouco diante do todo, mas poderia ser suficiente se bem utilizada. Basta observar a sujeira dos rios e o desperdício, principalmente na agricultura, que utiliza técnicas de irrigação que perdem muita água pela evaporação. A falta de água é preocupante. As reservas hídricas do mundo podem encolher 40% até 2030. Um bom gerenciamento, contudo, pode ajudar a reduzir a poluição e garantir o abastecimento da população mundial.

As correntes de ar que carregam a umidade da Floresta Amazônica são responsáveis pela ocorrência de chuvas no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste do país e em países vizinhos. A quantidade de vapor d'água transportado nas nuvens por dia é equivalente à vazão do rio Amazonas, que é de 200 mil m³/s. Se a floresta diminuir, sua evapotranspiração será reduzida e essa dinâmica alterada, podendo provocar secas e chuvas acima da média em diferentes regiões do país.

O ar úmido da Amazônia viaja pelo céu e leva chuvas para outras regiões

Correntes úmidas

Dá para acreditar que muitas das chuvas que caem em São Sebastião vêm da Amazônia? O fenômeno é chamado de rios voadores. Não sabia que rio voava? Na verdade, a expressão refere-se às correntes aéreas que transportam o vapor originado nos oceanos e alimentado pela evapotranspiração das árvores amazônicas, percorrendo um longo caminho até chegar ao Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul do Brasil. Essa é uma boa forma de ver como no clima tudo tem relação: oceanos, ventos, florestas, árvores, vapores, correntes e chuvas. Mas, se um fator se altera, prejudica todo o conjunto. Como o desmatamento na Amazônia, por exemplo, que reduz a quantidade água evaporada, aumenta a emissão de

Terra, o planeta água. Mas quanto de água podemos, de fato, usar?

Líquido precioso


71

Fonte: USGS Water Science School, 2016

Água para beber ÁGUA DOCE NO PLANETA

CHUVAS Os ventos recarregados de umidade levam chuvas ao Centro­ ‑Oeste, ao Sudeste e ao Sul do país. Certas regiões da Bolívia, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina também recebem as chuvas.

ÁGUA DOCE NA SUPERFÍCIE

Nos gráficos abaixo, é possível conferir a disponibilidade de água doce no mundo

ÁGUA NO PLANETA

A umidade atravessa a Amazônia rumo ao Oeste até ser contida pela Cordilheira dos Andes, desvia-se, então, em direção ao Sul do país e do continente.

CORRENTES


Oferta limitada

Apesar de a água estar em quase todos os lugares, não é tão simples tê-la em casa Em um primeiro olhar, São Sebastião não parece sofrer com a falta de água: muita chuva, rio para todo lado... Mas, especialmente na época de verão, ocorre, sim, falta de abastecimento de água em algumas áreas do município. Afinal, ter água no rio não é o mesmo que fazê-la chegar às casas de todo mundo. É fácil explicar essa falta de água na alta temporada, afinal, com a chegada dos veranistas, aumenta o consumo, e o município não está preparado para essa demanda. Em São Sebastião não existem grandes reservatórios de água, como represamentos ou barramentos, o que contribuiria para uma maior disponibilidade hídrica. Garantir o acesso à água para todos é um desafio global. Há previsões de que em 2050 seremos nove bilhões de pessoas na Terra, das quais mais de um bilhão viverão em cidades sem o suficiente de água. Se a população aumenta, também cresce a necessidade de abastecimento. Além disso, o desperdício, a má utilização e a poluição são os principais problemas que diminuem a oferta de água. Apesar de a água ser um recurso renovável, é preciso tomar medidas para evitar que o mau uso diminua sua disponibilidade. Problemas como a falta de proteção dos mananciais e a má distribuição – que faz sobrar água em alguns locais e faltar em outros – causam a escassez em algumas regiões. A falta de acesso à água já afeta mais de 40% das pessoas em nosso planeta. É preciso não apenas conservar as fontes de água existentes, mas ampliar o acesso à água. Para isso, cabe a cada um fazer sua parte. As empresas devem tomar medidas para diminuir a poluição em rios e lagos; governos devem garantir redes de abastecimento e tratamento adequados; enquanto a população deve evitar ao máximo o desperdício.

7272

Tipos de escassez Rios por perto não significam falta de problemas Os países pobres do mundo sofrem com a escassez econômica de água, pois não têm recursos para administrar suas bacias hidrográficas. Já em regiões semiáridas, como o Nordeste do Brasil, o problema é físico: a água no subsolo é salobra e os rios são intermitentes. Little or no water scarcity

Approaching physical water scarcity

Physical water scarcity

Economic water scarcity

Little or no water scarcity

Approaching physical water scarcity

Not estimated

Little or no water scarcity Not estimated

Approaching p

econômica da escassez física Escassez Não avaliada Pouca ou nenhuma escassez Little Little or no orEscassez no water water scarcity scarcity Approaching physical water scarcityfísica Not estimated Approaching physical water scarcity Not estimated Economic wate Physical water scarcity Physical water scarcity Economic waterphysical scarcityPróximo Approaching water scarcity Little or no water scarcity Not estimated

Fonte:water International Physical Physical water water scarcity scarcity Economic Economic water scarcity scarcityWater Physical water scarcity Economic water scarcity

ESCASSEZ FÍSICA

Management Institute

ESCASSEZ ECONÔMICA

CIDADE DE BELO JARDIM,

QUÊNIA

NO NORDESTE BRASILEIRO

36 litros(1)

20 litros(1)

REGIÃO METROPOLITANA

JORDÂNIA/

DE SÃO PAULO

ORIENTE MÉDIO

700 litros(1), mas chega ao índice do Quênia em regiões mais pobres

94 litros(1)

(1) Litros de água por pessoa/dia

Bem hidratadas

Como as famílias dos países desenvolvidos usam a água

50%

Nos países desenvolvidos, o consumo de água por Lavagem de família de classe média quintal e carro; é de 560 litros por pessoa/dia. Veja ao lado jardim e piscina para onde vai a água.

22,5%

15%

10%

2,5%

Vaso sanitário, bidê e ducha higiênica

Chuveiro, banheira e pia do banheiro

Tanque e máquinas de lavar roupa e louça

Preparo de alimentos e consumo


De onde vem?

Fonte de água

Conheça o caminho da água que chega às nossas casas A água que sai todos os dias pela sua torneira percorre um longo caminho até você. Primeiro, a água é captada de um manancial e depois ela passa por uma

Bacia do Prata e Aquífero Guarani abastecem diversos estados brasileiros e vários países da América do Sul A bacia do Prata se estende por 3 milhões de km², em áreas de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. No Brasil, fornece água para as regiões Sul e Sudeste. Além de ser a sede da segunda maior usina hidrelétrica do mundo, a Itaipu, é bastante usada para a navegação. Esses países também dividem o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, o Aquífero Guarani. Ele é formado por rochas capazes de reter água e de cedê-la. Esse imenso reservatório, que fica quase todo debaixo da terra, ocupa uma área de 1,2 milhão de km². A água chega até a superfície por meio de poços artesianos e das áreas de recarga.

MT

LITORAL NORTE

23°30' S

Litoral Norte

Alto Tietê

GO

MG

O cea n o Atl â n ti co

Baixada Santista

Bolívia

Legenda Hidrografia

o

20 S

MS SP Pa raguai

São Sebastião

RJ ! São Sebastião

PR

45°30'O 45°30'O

o

30 S

Oceano Atlântico

Principais Reservatórios

45° O

Bacias Hidrográficas

45° O

Fontes: IGC, 2017; Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 2013

RS

MANANCIAIS E TRATAMENTO São Sebastião é abastecido por nove ETA, que captam água de mananciais da Unidade Hidrográfica de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Litoral Norte. As ETA e os rios dos quais captam água são: Porto Novo (Rio Claro); São Francisco (Córrego São Francisco); Guaecá (Ribeirão Grande); Toque Toque Grande (Rio Toque Toque Grande); Maresias (Ribeirão da Barra); Boiçucanga (Afluente do Rio Grande); Cristina (Rio Cubatão); Juquehy (Rio Juquehy); e Boraceia (Ribeirão da Pedra Branca).

Arge n ti n a Uruguai

Aquífero Gu aran i Ba cia do Prata o

8,1 Quilômetros

SC

60 O

HIDROGRAFIA

Paraíba do Sul

23°30' S

BACIA DO PRATA E AQUÍFERO GUARANI

Estação de Tratamento de Água (ETA) da Sabesp, que faz a adição de produtos químicos. É essa água tratada que abastece as nossas casas.

o

50 O

Fontes: CAS/SRH/MMA, 2001 ETA Cristina: capacidade para atender 65 mil pessoas.

73


Cidades iluminadas

Na imagem noturna da Terra, é possível ver as regiões que mais usam energia elétrica 1

Nunca é noite no planeta todo ao mesmo tempo. Afinal, a Terra gira e há sempre uma face dela voltada para o Sol. Por isso, quando é noite no Brasil, é dia no Japão. Para que possamos comparar como a energia elétrica é usada nas diferentes regiões do mundo, utilizamos uma montagem feita com imagens de satélite. As luzes indicam regiões que são mais urbanizadas, uma vez que o uso de eletricidade é mais concentrado nas cidades. Compare a iluminação nos diferentes continentes e veja as metrópoles mais iluminadas. O uso de energia elétrica pode nos dizer muito sobre a distribuição da população e o desenvolvimento econômico ao redor do mundo.

2

Vista noturna do porto de São Sebastião

3

Atlas Ambiental: São Sebastião

5

7474

6

4


12

7 8

9 15 11

14

13

Metrópoles acesas Centros urbanos são os principais consumidores de energia elétrica. Veja alguns exemplos:

10

1 2 3 4 5 6

NOVA IORQUE CIDADE DO MÉXICO SALVADOR

9 MADRI 10 JOANESBURGO 11 CAIRO

RIO DE JANEIRO

12 MOSCOU

SÃO PAULO

13 14 15 16

BUENOS AIRES

7 LONDRES 8 PARIS

NOVA DÉLHI XANGAI

16

TÓQUIO SIDNEI

Fonte: NOAA's National Geophysical Data Center, 2010

75


Energia da água No Brasil, há mais de 500 hidrelétricas, principal fonte de energia do país

Televisão, forno microondas, geladeira, máquina de lavar, chuveiro elétrico… Esses são equipamentos comuns na casa de milhões de brasileiros. Já parou para pensar de onde vem a energia para fazer tudo isso funcionar? Sem falar no que é necessário para mover máquinas, iluminar as ruas, semáforos, e por aí vai. No Brasil, a principal fonte de energia elétrica são as usinas hidrelétricas, que podem gerar até 64,4% da

energia do país, enquanto a média mundial de capacidade de produção nesse tipo de usina é de 19,2%. Não é por acaso: somos um dos países com maior número de bacias hidrográficas do mundo. Sabia que a segunda maior hidrelétrica do mundo fica no Brasil? A usina binacional de Itaipu (que também pertence ao Paraguai) fornece 17% da energia elétrica consumida aqui e 76% da consumida pelos paraguaios.

Caminho completo Como a energia vai parar na sua casa Instaladas em rios, as usinas hidrelétricas usam a força da água, chamada de hidráulica, para gerar eletricidade. Veja, na ilustração, como a energia é produzida em uma usina, as transformações que ela sofre durante a transmissão e o seu percurso até chegar à sua rua, à sua casa, à sua escola, ao supermercado...

1. BARRAGEM É um muro bem largo e resistente que faz com que a água do rio fique retida, formando um reservatório.

2. CONTROLE Para evitar o risco de rompimento da barragem, na época das chuvas abrem-se as comportas para controlar a vazão.

3. FORÇA DA ÁGUA A água represada atravessa as tubulações da barragem com força, fazendo girar as hélices das turbinas.

4. PRODUÇÃO Ao girar, as hélices das turbinas criam uma grande força rotacional. No gerador, a energia desse movimento é convertida em eletricidade. 7676

5. FUGA

6. LONGO CAMINHO

Completada a missão, a água é liberada pelo canal de fuga, situado do outro lado da usina, e volta ao seu curso.

A energia em alta voltagem segue por linhas de transmissão formadas por torres, fios e cabos de ligas metálicas, até chegar à subestação.


A produção de energia hidrelétrica brasileira se concentra nas regiões Sudeste e Sul, mas um sistema integrado faz com que essa energia produzida chegue a diferentes pontos do território nacional por linhas de transmissão com cabos de ligas metálicas. Isso significa que, quando alguém acende uma lâmpada em São Sebastião, a energia pode ter vindo de qualquer uma das usinas interligadas a esse sistema.

Energia para quê? O uso de energia elétrica é cada vez mais difundido e a vida moderna depende cada vez mais dela. Cerca de 97,8% dos domicílios do país já têm fornecimento de energia. Já em São Sebastião são 99,8%. Veja como é utilizada a energia elétrica em seu município.

Residencial 41%

Rural 26%

Comercial 14%

Industrial 10%

Iluminação pública 6%

Poder público 3% Fonte: MME, 2017

7. DISTRIBUIÇÃO Na subestação, a tensão da energia é rebaixada para que ela seja distribuída pelos fios dos postes.

8. FIM DA LINHA Nos postes de rua, o transformador reduz ainda mais a voltagem da energia que é consumida pela população. 77


Fonte limpa

Já parou para pensar por que comemos? Não é só porque é gostoso ou estamos com vontade. Ah, então é por que sentimos fome, certo? Claro! Mas isso só acontece como uma reação do nosso corpo quando precisamos de energia e nutrientes. A vida em sociedade funciona de forma parecida: precisa de energia para iluminar as cidades, mover automóveis, aviões, indústrias...

Algumas fontes de energia, como a água, o vento e o Sol, não se esgotam

AP ! ! ! ! ! ! ! !

HIDRELÉTRICA A força das águas alimenta turbinas que geram energia elétrica, que é transmitida aos lares por uma complexa rede de distribuição. No Brasil, é a principal fonte de energia elétrica.

!

! ! ! !

!

!

! !

! !! !

PA

!

! ! !

MA ! ! ! !RR ! !

!! !

! !

! ! !!

! !

! !!

AM

! !! ! ! ! ! TO ! ! !

MT

Menos de 5 m/s *Inclui

as em fase de projeto e implantação

Fontes: UFPE; Cenbio/IEE, USP, 2008; CBEE, 2008; IBGE, 2000; Aneel, 2012

78

! ! !! ! ! ! ! !

CE

BRASIL PB ENERGIAS

AP !

PI! !! !!!!

!!

!

!

! ! ! !

RN

!

RENOVÁVEIS

PE ! ! ! AL SE

! ! !!

PA

MA

! CE ! !! ! ! BA !! ! ! ! ! !! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! PI ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! !! ! !! ! ! ! ! !! ! ! ! !! !! ! ! AC ! ! ! ! ! ! !! ! ! !!! ! DF ! ! ! ! ! TO ! !! ! ! RO ! ! ! !! ! ! ! GO ! ! !!!! ! ! !!! ! ! !! ! ! ! ! BA ! ! ! !!! !! MT ! ! ! ! !!! ! MG ! ! ! !! ! !! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! !!!!! ! ! ! ! ! !! ! ! ! !! ! !! ! ! !!!!!! ! ! ! ! !!! ! ! ! ES !!!!! !! ! !! !!!! !! ! ! !!! ! ! !! ! ! ! !!! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! !! !!! ! ! DF ! ! ! ! ! ! GO ! ! ! ! !!! ! !! ! !! ! ! !!! ! !! ! !! ! ! !! !!! ! ! !!!! !!!! MS !! !!! ! ! ! !!! !! ! ! ! ! ! ! !! ! ! MG ! ! !! !! ! Energia (potencial) ! solar ! ! ! ! ! ! ! !!!!! ! ! ! ! !! ! !! ! !! !! ! ! !! !!! !!!! ! !!! !!! !!!!! ! ! ES ! ! !! ! ! ! !!! ! !!! !!! ! ! !!!!!!!!!! ! ! !!! ! ! !!! ! ! Marés (potencial) ! !!!! ! ! !! !! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! !!! ! ! MS ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! RJ ! ! ! ! !! ! Hidrelétricas* ! !!! !! ! ! ! !! !!!! SP ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !!!!! ! !! !! !! ! Biomassa ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! RJ !! !!!! !!!e!!usinas –!! !!!!!! (biogás ! SP !! !!! ! PR etanol) ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! PR !! Parque ! !! ! ! !! eólico ! !!! ! !! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! !! ! ! ! !! ! ! ! ! ! Energia eólica (potencial) ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !! ! ! ! ! ! !!! ! !!! !! ! ! ! !! ! ! ! ! !! SC ! Mais de 8,5 m/s!! SC !! ! !! ! !! ! ! ! ! ! ! ! ! ! De 7 a 8,5 m/s !!!!! ! ! !! !! 414 ! ! ! ! !m/s !!!!!! RS De 6 a 7! ! ! Quilômetros De 5RS a 6 m/s

! ! !! ! !

Atualmente, são utilizadas sobretudo fontes de energia não renováveis e poluentes, como o petróleo, o gás e o carvão. O petróleo, por exemplo, leva milhões de anos para se formar no subsolo do planeta e não é considerado renovável, pois depois de extraído precisará do mesmo tempo para se formar novamente – e não podemos esperar milhões de anos, certo? Há muitos usos para o

RN PB PE ! ! ! AL SE

414 Quilômetros

EÓLICA Os moinhos de vento foram a primeira forma de utilizar a energia eólica. O Brasil tem grande potencial para esse tipo de energia, sobretudo no Nordeste.


petróleo, mas, como fonte de energia, o principal é como combustível para veículos de transporte. Uma das principais alternativas ao uso do petróleo são os biocombustíveis. Contudo, eles também poluem o ar quando queimados, pois emitem gás carbônico. Mesmo assim, são mais sustentáveis. Afinal, são produzidos a partir de plantas, que, quando crescem, captuORGÂNICA Bagaço de cana, restos de madeira, de palha ou de milho, lixo orgânico... Tudo isso pode ser usado como fonte de energia, transformada em gás, óleo ou etanol.

ram gás carbônico e liberam oxigênio, o que compensa os poluentes emitidos. A energia elétrica também tem fontes renováveis e não renováveis: atualmente, 80,6% de toda a capacidade energética do Brasil provém de fontes renováveis, enquanto a média global é de 23,6%. Uma sociedade sustentável deve ser baseada na energia renovável. Conheça algumas fontes abaixo.

SOLAR A energia solar pode ser transformada em energia elétrica por meio de placas fotovoltaicas. O calor do Sol também pode ser uma fonte de energia – para aquecer ambientes, por exemplo.

GEOTÉRMICA O calor do interior da Terra aquece a água, que é espirrada do solo – processo chamado gêiser. Usinas geotérmicas canalizam o vapor, que alimenta termelétricas.

MAREMOTRIZ A energia é gerada pela oscilação entre as marés baixa e alta. O movimento do mar, ao encher e esvaziar o reservatório, roda turbinas que geram eletricidade.

79


Destino certo

É imensa a quantidade de lixo produzido todo dia, por isso cada um deve cuidar da sua parte

Sem tratamento

Casca de mexerica, palito de sorvete, papel de bala... Já reparou quanto lixo uma pessoa produz? Ou parou para pensar para onde vai esse monte de resíduos que jogamos fora? Se não pensou, deveria! Todos precisam se preocupar com o destino correto daquilo que descartam. Desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrou em vigor, em 2010, essa é uma responsabilidade compartilhada. A lei prevê, por exemplo, reduzir a quantidade de resíduos descartados. Como fazer isso? Há muitas formas. Por exemplo: em vez de jogar fora um objeto que você não usa mais, veja se algum amigo se interessa

Aterro: meio do caminho

Muitos municípios do país ainda possuem lixões

Há dois tipos de aterro: o controlado e o sanitário

Nesses terrenos, o lixo é jogado a céu aberto e sem tratamento. É uma das piores formas de destinar os resíduos: causa doenças, mau cheiro e contamina o solo e o lençol freático. POLUIÇÃO DO AR A decomposição de matéria orgânica libera o gás metano, um dos causadores do Efeito Estufa.

80

SOLO CONTAMINADO A decomposição do lixo gera um líquido chamado chorume, que contamina o solo e o lençol freático.

DOENÇAS Quando o lixo não recebe tratamento, é mais fácil haver proliferação de pragas e doenças.

por ele e proponha uma troca boa para os dois. Ou, então, simplesmente doe, bem melhor do que mandar para o lixo. Separar o lixo reciclável também é fundamental. A quantidade de resíduos sólidos gerados no mundo é muito grande! Só no Brasil foram descartados 71 milhões de toneladas em 2016. Deste total, cerca de 10% nem foram coletados e acabaram indo parar em locais impróprios. Além disso, 30% dos municípios não têm iniciativa de coleta seletiva. Para melhorar a situação, é preciso reduzir ao máximo o lixo produzido, procurando dar destino mais adequado a cada resíduo que geramos.

MAU CHEIRO O lixo jogado a céu aberto cheira muito mal, o que é repulsivo para quem mora na vizinhança.

O aterro controlado, apesar de atender a algumas normas de segurança, ainda pode contaminar o solo. Já o aterro sanitário obedece a normas de impermeabilização do solo e tratamento de gases e líquidos eliminados na decomposição. Com a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, devem ir para os aterros sanitários apenas os rejeitos – resíduos que não podem ser reutilizados, reciclados ou tratados.


Transformação de resíduos Iniciativas de cuidado com o lixo em São Sebastião O município começou cedo a cuidar do seu lixo. Em 1989, uma organização não governamental chamada Mopress (Movimento de Preservação de São Sebastião) iniciou um programa local de coleta seletiva – até então, todo o lixo era depositado no lixão da praia da Baleia e em um aterro em Caraguatatuba. Com programas de conscientização e políticas que obrigavam os estabelecimentos a colocar lixos com cores diferentes para coleta seletiva, os resíduos gerados pelo município diminuíram.

Em 2001, todo o lixo começou a ser levado à Estação de Tratamento Mecânico e Biológico de Resíduos – um processo para decompor restos orgânicos e melhorar o reaproveitamento de materiais recicláveis. Em 2005, o lixão da praia da Baleia foi fechado e o lixo passou a ser transportado para um aterro particular em Tremembé, a 144 quilômetros de São Sebastião. Separar o lixo reciclável em casa e na escola é a primeira etapa dessa jornada.

Leia mais sobre reciclagem na página 82.

Sistema integrado

Conheça o manejo do lixo em uma usina de compostagem

COMPOSTAGEM Resíduos orgânicos são tratados por cerca de cem dias. O material peneirado serve de adubo.

INCINERADOR O lixo químico de hospitais é queimado a 800 oC para reduzir os danos ambientais.

ESGOTO Detritos gerados no funcionamento da usina são tratados antes de serem lançados ao rio.

BIOGÁS O gás metano liberado na decomposição orgânica é coletado e vira energia para a própria usina.

CHORUME O líquido é retirado do aterro, posto em tanques e tratado. Sua evaporação gera energia.

81


Será que é lixo?

Quase tudo que consumimos gera resíduos, mas sempre podemos escolher o melhor destino Imagine a cena: você circulando pelo mercado fazendo compras. Aquelas prateleiras cheias de gostosuras chamando a sua atenção. Para que o resultado dessa experiência não seja um problema ambiental, é preciso fazer boas escolhas. Há muitos produtos com alto custo para o meio ambiente. Na hora de decidir, é importante colocar na balança alguns critérios: você sabe se o produto gera alto impacto ambiental ou social? Há alguma opção com menos embalagem? Certo, você fez sua escolha, decidiu o que vale a pena comprar. Depois de usar o produto, veja se é possível dar um novo uso à embalagem. Pode embalar um novo produto, virar um vaso ou até um brinquedo, por exemplo. Não foi possível dar outro uso? Sem desespero. Há outros fins que você pode dar à embalagem. Se for uma latinha, um pote de vidro, uma embalagem de papel ou de plástico, é provável que seja reciclável. Aí, é só levar até um ponto de coleta seletiva na sua cidade. Quando não cuidamos do nosso lixo, ele pode poluir rios, contaminar o lençol freático e sujar o oceano. Resultado?! Maior perigo de contaminação e disseminação de doenças, animais mortos por consumirem lixo nos oceanos, menos disponibilidade de água limpa para consumo... O lixo é um dos grandes problemas da humanidade. A cada ano, mais de um bilhão de toneladas de resíduos sólidos são gerados! Pode imaginar o tamanho da montanha de lixo? Imagine em dez ou cem anos? Dá para ter uma ideia do tamanho do problema. Se cada um cuidar do que estiver consumindo, o resultado será maravilhoso. E mais: vamos contribuir para atingir um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que é assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. O Objetivo 12 dos ODS visa “reduzir substancialmente a geração de resí­duos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reúso”. 82

Suas escolhas… O descarte adequado é uma escolha essencial para dar início à diminuição do lixo.

VEJA QUANTO TEMPO LEVA PARA O PRODUTO QUE JOGAMOS NO AMBIENTE SE DECOMPOR 3 a 6 meses Guardanapo (Papel)

...impactam o planeta

Sempre devemos pensar antes de adquirir qualquer produto: preciso mesmo disso? Mais de 100 anos Lata de creme de leite (Aço)

Mais de 200 anos Lata de refrigerante (Alumínio)

Mais de 400 anos Garrafa de água (Plástico)

6 meses a 1 ano Roupa (Tecido) quanto de lixo cada brasileiro produz

Indeterminado Garrafa de suco (Vidro)

Tóxico Celular e eletrônicos

Indeterminado Sola do sapato (Borracha)

1,04 kg por dia = 379,6 kg por ano =

28,77

toneladas

durante toda a vida

(considerando a expectativa de vida de 75,8 anos do brasileiro, segundo o IBGE)


Diminua seu lixo utilizando os 5 Rs

Os 5 Rs são ações recomendadas para ajudar na tomada de decisões que podem ter impacto socioambiental. É uma política de reeducação que tem o potencial de alterar os hábitos das pessoas e de contribuir para a conservação do meio ambiente. Confira o que significa cada “R”.

1. Reduzir

2. Repensar

3. Reaproveitar

É possível diminuir o consumo ou encontrar uma alternativa menos nociva para o meio ambiente?

Será que preciso mesmo disso?

É possível usar isso novamente ou utilizar de outra forma?

4. Recusar

5. Reciclar

Se um item (ou seu material) é extremamente prejudicial ao ambiente, procure não consumir.

Como dar o destino correto a esse resíduo?

Veja o que pode (e o que não pode) ser reciclado

METAIS Pode • Latas de: óleo, sardinha, creme de leite... feitas de aço revestido com estanho • Latas de refrigerante e de chá; tampas de iogurte... feitas de alumínio • Panela sem cabo • Embalagem de marmitex Não pode • Esponja de aço • Lata de aerossol • Lata de tinta e verniz

PLÁSTICOS Pode • Sacolas, embalagens plásticas, garrafas PET, tampas de xampu, entre outros • Utensílios plásticos, como: canetas (sem o reservatório da tinta), escovas de dentes, baldes, copos etc. • Isopor Não pode • Celofane • Embalagens plásticas metalizadas, como as de salgadinhos

VIDRO Pode • Garrafas de bebida • F rascos e potes de diversos produtos, como: molhos, condimentos, remédios, perfumes, produtos de limpeza etc. Não pode • Espelhos • Lâmpadas • Cristais

PAPÉIS Pode • Papéis usados para escrever e/ou imprimir e papéis de caderno • Cartões e cartolinas, caixas de papelão • Papéis de embalagem, de embrulho de presentes Não pode • Papéis sujos ou engordurados • Os papéis recobertos com outro tipo de material, como o plástico (papéis plastificados) ou alumínio (papéis laminados)

EXIGEM DESCARTE ESPECIAL Não jogue no lixo comum, procure um posto de coleta • L âmpadas: as eletrônicas contém mercúrio, que é extremamente tóxico

•M  edicamentos: podem contaminar o meio ambiente e prejudicar a saúde da população •P  ilhas e baterias: contém produtos tóxicos e são um grande perigo quando descartadas incorretamente

Fontes: CEMPRE, 2017; IBGE, 2017; MMA, 2017

83


Atitude saudável Cuidados simples são importantes para prevenir uma série de doenças

Você já deve ter escutado que não podemos deixar água parada em pneus ou vasos e que devemos trocar diariamente a água do pote do animal de estimação. Saiba que, com essas ações preventivas, você ajuda a diminuir o número de casos de dengue em São Sebastião, evitando a reprodução do mosquito transmissor da doença. Grande parte do Brasil fica na Zona Tropical, o que significa um clima úmido, com muita chuva. Essas condições são propícias para a reprodução de mosquitos, por isso é muito importante prevenir, tomar atitudes antes que as doenças se propaguem. Para a febre amarela, que voltou a nos cercar, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, a prevenção se dá por meio dessas medidas e também pela vacinação da população. Uma das causas possíveis para o surto é o desmatamento de florestas: a alteração nas condições de equilíbrio ecológico pode causar um aumento na proliferação de mosquitos transmissores de doenças.

Dengue no Brasil Jornada pelo Oceano Atlântico O mosquito Aedes aegypti recebeu esse nome por causa de seu país de origem, o Egito. A jornada do inseto até o Brasil começou nos navios negreiros no século 16. Atualmente, é um problema de saúde pública.

Doenças: de onde vêm

As doenças podem ser causadas por agentes biológicos (como vermes, vírus, protozoários e bactérias) e agentes químicos (usados de forma incorreta, como produtos de limpeza e inseticidas).

AGENTE BIOLÓGICO

AGENTE QUÍMICO

NA ÁFRICA Mosquitos puseram seus ovos em moringas e, como resistem em locais secos por cerca de um ano, os ovos sobreviveram à viagem nas moringas vazias e, no Brasil, eclodiram quando estas foram reabastecidas.

NA ÁGUA É onde alguns agentes se reproduzem. Beber ou ter contato com água contaminada causa doenças.

NO SOLO Estão em terrenos onde há fezes de animais ou de pessoas doentes (esgoto a céu aberto).

NO AR Desmatamento e aumento da temperatura podem elevar o número de vetores nas cidades.

NA ÁGUA Esgoto e substâncias tóxicas jogados nos rios e mares causam doenças de pele e intoxicação.

NO SOLO Lixo hospitalar e resíduos industriais enterrados sem tratamento tornam-se perigosos.

NO AR Poluentes lançados na atmosfera são responsáveis por casos de infecção pulmonar.

EM CASA As condições climáticas do Brasil e da África são parecidas, e o mosquito sobreviveu e proliferou: as fêmeas se alimentam dos sulcos de vegetais e do sangue humano.

macho

fêmea

84

Há agentes na água, na terra, no ar e no solo

INFECÇÃO Quando a fêmea pica alguém que tem o vírus da dengue, ela o ingere e leva para outra pessoa sadia. Então, as plaquetas do sangue são destruídas, podendo causar hemorragia, que, quando não controlada, leva à morte.

EM MASSA Clima, falta de saneamento básico e desinformação são responsáveis pelos casos de dengue no Brasil. A alta incidência elevou a doença à categoria de epidemia em vários municípios do país.


As endemias brasileiras

Chega de dengue!

Entenda algumas doenças tropicais

Em 1994, o Brasil erradicou o vírus da poliomielite, que causa a paralisia infantil. No entanto, há algumas doenças que oferecem brasileiras um risco constante à população. Fatores ambientais, como o clima tropical, e socioeconômicos são asEndemias principais causas. Veja no Área coincidente mapa onde ocorrem algumas dessas endemias.

(febre amarela e doença de Chagas)

Veja abaixo os passos para a prevenção da dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Área sem números

LEGENDA expressivos de casos DOENÇA DE CHAGAS Chagas brasileiras pelo contato direto P r i n c i p a i s d o e n ç a s e n d ê m i c a s b r a s i le i rEndemias Causada BRASIL ENDEMIAS a s Esquistossomose Área coincidente com as fezes de um percevejo P r i n c i p a i s d o e n ç a s e n d ê m i c a s b r a s i le i r a s(febre amarela e doença de Chagas) chamado Febre amarela barbeiro, em que Área sem números se encontra o protozoário expressivos de casos Febre maculosa Trypanosoma cruzi. Chagas Endemias brasileiras

Leishmaniose ESQUISTOSSOMOSE Esquistossomose Área coincidente (febre amarela vem e doença Chagas) Malária A doença dedeum parasita Febre amarela Área sem números das doenças. Nota: dados relativos à alta incidência chamado Schistosoma, que se expressivos de casos

0° 0°

hospeda em Febre maculosa Chagas

caramujos que vivem em água doce, como a Leishmaniose dos rios. Esquistossomose Endemias brasileiras Malária Área coincidente Febre amarela FEBRE AMARELA

e doença de Chagas) Nota: dados (febre relativosamarela à alta incidência das doenças.

Na sem área urbana, é transmitida Área números Febre maculosa expressivos de casos pelo Aedes aegypti (o mesmo

±±

PREVENÇÃO 1 O mosquito coloca ovos em qualquer local úmido, e não apenas em água parada e limpa. Portanto, colocar areia nos pratos das plantas não adianta. Eles devem estar sempre secos.

Leishmaniose da dengue); Chagas

e, na silvestre, pelo mosquito Haemagogus Malária Esquistossomose janthinomys. Endemias brasileiras Nota: dados relativos à alta incidência das doenças.

356

Febre amarela Área coincidente (febre amarela e doença de Chagas)

Quilômetros

356

Área sem números FEBRE MACULOSA Febre maculosa expressivos de casos

De origem bacteriana, é por carrapatos Malária Endemias brasileiras Amblyomma, Esquistossomose como o de Área coincidente Nota: dados relativos à alta incidência doenças. cavalo; e pelodascarrapato­ (febre amarela amarela e doença de Chagas) Febre ‑estrela, de capivara. Área sem números

Quilômetros

Leishmaniose Chagas transmitida

expressivos de casos Febre maculosa Chagas Leishmaniose LEISHMANIOSE

CUTÂNEA insetos do gênero Lutzomyia (ou Nota: dados Febre relativosamarela à alta incidência das doenças. mosquito-palha). É causada Endemias brasileiras pelomaculosa protozoário Leishmania e Febre Área coincidente Área coincidente produz feridas no corpo. (febre amarela e doença de Chagas) Leishmaniose (febre amarela e EndemiasÁrea brasileiras sem números expressivos de Malária doença decasos Chagas) MALÁRIA Área coincidente (febre amarela e doença de Chagas) Nota: dados relativos A região amazônica à alta incidência das doenças. concentra Chagas Área semsem números Área números 99,7% dos casos, pois o expressivos de casos Esquistossomose expressivos de casos mosquito vetor (Anopheles), Fonte: Ministério da Saúde, 2007; SVS/MS, Chagas 2005; FUNASA/MS, 2006 que vive na floresta, só vai Febre amarela para a cidade quando há Esquistossomose Fonte: Ministério da Saúde, 2007; SVS/MS, 2005; FUNASA/MS, 2006 Fontes: MS, 2007; SVS/MS, 2005; Funasa/MS, 2006 Febre maculosa desmatamento.

PREVENÇÃO 2 Água sanitária, borra de café ou “receitinhas caseiras” não eliminam o Aedes aegypti. O ideal é usar veneno contra larvas, aplicado por profissionais de saúde da prefeitura.

Esquistossomose Transmitida por Malária

Dengue

Fonte: SVS, 2006

Febre amarela Leishmaniose

Febre maculosa Malária Nota: dados Leishmaniose relativos à alta incidência das doenças.

TRATAMENTO O vírus pode levar até oito dias para se manifestar. Os sintomas são parecidos com os da gripe. Nesse caso, não tome nenhum remédio: procure o posto de saúde e faça o exame de sangue. Para o tratamento, repouso e muita ingestão de líquidos. 85


Energia da vida

LUZ SOLAR

Graças à fotossíntese, a energia do Sol se torna disponível para todos os seres vivos Falar, pensar, respirar, crescer... Tudo que o nosso corpo faz requer energia e é por isso que precisamos nos alimentar para adquiri-la. Sua origem vai muito além dos alimentos: ela vem do Sol – a maior fonte de energia na Terra. E aí, você se pergunta: como a luz solar vem parar no nosso corpo? Não, não se trata de ficar ao sol na praia, pois o máximo que você vai conseguir é um bronzeado ou uma insolação. Quem disponibiliza essa energia para nós são os vegetais. Eles absorvem a energia do Sol e, por meio da fotossíntese, a transformam em um tipo de energia que pode ser usada por todos os seres vivos. No século 18, o químico francês Antoine-Laurent de Lavoisier disse que “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Com a energia é assim. Quando a radiação solar entra na atmosfera e é absorvida pelas plantas, ela passa por um processo de transformação ao longo da cadeia alimentar – relação de alimentação entre grupos de organismos. Isso também vale para as plantas aquáticas e algas – aliás, é nos oceanos que a fotossíntese é mais intensa. E o que acontece na cadeia alimentar? Explicamos: os vegetais absorvem a energia do Sol e a mantém em um tipo de molécula chamada glicose, que é o combustível que faz nosso corpo funcionar. Aí vem um animal que se alimenta de plantas (herbívoro) – chamado de consumidor primário – e come parte desse vegetal, absorvendo a glicose. Esse animal serve de alimento a outros seres (carnívoros), que são os consumidores secundários, e assim a energia é passada adiante. Um exemplo: um homem que come carne de boi, que se alimenta de capim. Ou seja, um consumidor secundário, um consumidor primário e um produtor. O mesmo vale para um homem que come um peixe que comeu algas. 86

GÁS CARBÔNICO

GÁS CARBÔNICO

OXIGÊNIO

ESTÔMATO Os estômatos são células presentes nas folhas, onde é feita a troca gasosa entre a planta e a atmosfera. Eles também regulam a quantidade de água na planta através da evapotranspiração

FOTOSSÍNTESE A fotossíntese acontece no cloroplasto, que fica dentro das células vegetais. É lá que a luz do Sol é absorvida e usada para transformar a água (absorvida pelas raízes) e o gás carbônico (capturado pelas folhas) em glicose – onde fica guardada a energia que será utilizada pela própria planta ou por outros seres vivos. A fotossíntese também libera moléculas de oxigênio, que são devolvidas à atmosfera.

GÁS CARBÔNICO (C02)

ÁGUA

CLOROPLASTO

GLICOSE (C6 H12 O6)

ÁGUA (H20)

LUZ SOLAR

OXIGÊNIO (02)


Fluxo de energia

Quanto mais é usada, menos fica disponível

A seta luminosa da ilustração ao fundo representa o fluxo de energia ao longo da cadeia alimentar, que vai passando de um ser vivo para outro. Percebeu que ela vai diminuindo de largura? Isso acontece porque, depois de se alimentarem, os seres vivos gastam energia para se movimentar e respirar, entre outras funções vitais, deixando uma quantidade menor disponível para o seu predador.

No exemplo, a planta (produtor) armazena energia na glicose, utiliza parte para a própria manutenção e disponibiliza o restante. Depois, formigas (consumidor primário) se alimentam das plantas; o tamanduá (consumidor secundário) come as formigas; e a onça (consumidor terciá­rio), o tamanduá. Cada um gasta parte da energia assimilada e deixa outra parte para os demais.

RESPIRAÇÃO Todos os seres respiram – inclusive as plantas. Não estamos falando da respiração pulmonar, mas da respiração celular, que, na maioria dos seres vivos, é realizada em uma organela chamada mitocôndria. É nela que a glicose, associada ao oxigênio, sofre transformações que provocam a liberação de energia, além de água e gás carbônico.

OXIGÊNIO (O2)

ENERGIA

ÁGUA (H20)

GÁS CARBÔNICO (C02)

GLICOSE (C6 H12 O6)

MITOCÔNDRIA

87


Paisagens brasileiras

Domínios de Natureza

Clima, relevo e vegetação formam grandes conjuntos naturais

Os Domínios são conjuntos ecológicos e paisagísticos, de grande extensão e certa homogeneidade. Difícil? Vamos simplificar: são regiões com um tipo de vegetação, de relevo e de clima com características parecidas. Esses conjuntos ocupam grandes áreas do país.

Os diversos cenários do país formam regiões com características próprias

^

RR

AP

Equador

^ ^ ^

^

^

AM

10º0'S

AC

PA

MA

^

^

BA

DF^ GO ^

^

20º0'S

Capitais

MS

Limites estaduais

^

PR

RS

^

^

SC

Mares de morros - Áreas mamelonares tropical-atlânticas florestadas

^

RJ

SP

Amazônico - Terras baixas com florestas equatoriais Cerrados - Chapadões tropicais interiores com cerrados e florestas-galeria

Caatingas - Depressões intermontanas e interplanálticas semiáridas Araucárias - Planaltos subtropicais com araucárias Pradarias - Coxilhas subtropicais com pradarias mistas

ES

^

^

Domínios morfoclimáticos e fitogeográficos

^

MG

Quilômetros

LEGENDA

^

AL ^ SE ^

TO

350

^

PB ^ PE

^

RO

RN ^

CE

PI

^

MT

30º0'S

Praias pequenas, rodeadas pela Mata Atlântica. Outras, supercompridas, de areia batida e repleta de coqueiros. Uma floresta que parece sem fim e rios tão grandes que até parecem mar. Mata seca e branca, que quando chove fica verdinha. Campos com vegetação rasteira e árvores retorcidas. O Brasil possui paisagens tão diversas que é bem difícil uma pessoa só conhecer todas. A gente até tem uma ideia: no Nordeste a vegetação é mais seca; na Amazônia há imensas florestas; no Sul vemos pradarias... Mas será que essas regiões correspondem aos diferentes tipos de paisagem brasileira? Se fôssemos dividir o país de acordo com características naturais, como seria? O geógrafo Aziz Ab’Sáber fez isso. Ele identificou os tipos de paisagem mais comuns, que apresentam certos padrões ecológicos, e criou um nome para esses conjuntos: Domínios de Natureza. Seis grandes Domínios recobrem o país: o Amazônico, a Caatinga, o Cerrado, os Mares de Morros, as Araucárias e as Pradarias. Entre eles existem grandes faixas de transição, que misturam características típicas de dois ou mais domínios. São Sebastião está na região dos Mares de Morros, que se estende por 650 mil km2 ao longo da costa brasileira. Eles têm esse nome por causa dos morros ondulados (em forma de meia-laranja) e das áreas serranas (como a Serra do Mar), cobertos por Mata Atlântica. Todos os Domínios têm enorme diversidade de vida e muitos recursos naturais, os quais, se bem aproveitados, podem ser muito úteis para a sociedade. No entanto, atividades econômicas têm ameaçado esses Domínios.

DOMÍNIOS DE NATUREZA

BRASIL

OCEANO ATLÂNTICO

^

^

Faixas de transição não diferenciada

70º0'O

60º0'O

50º0'O

40º0'O

Fonte: Aziz Ab'Sáber, 1965

88


Costa dos recifes

Riqueza da vida submersa

Há diferença entre os recifes e os recifes de corais. Os recifes são um tipo de formação rochosa sedimentar, submersa em águas oceânicas. Já os recifes de corais ocorrem sobre rochas, em águas quentes, límpidas e rasas. Nesse ambiente formam-se estruturas calcárias,

construídas por seres vivos, como: corais (que se parecem com algas, mas são animais), algas calcárias, moluscos e vários outros organismos. Essas estruturas abrigam uma grande diversidade de espécies, tais como: peixes, polvos, lagostas e algas.

VIDA DEBAIXO D’ÁGUA

BIODIVERSIDADE MARINHA

PROTEÇÃO DA COSTA

Os recifes de corais se formaram ao longo de milhões de anos e estão entre as comunidades marinhas mais antigas que se conhece. Em número de espécies, só perdem para as florestas tropicais. Estima-se que em um único recife haja mais de 3 mil espécies de animais e plantas e que, apesar de ocuparem menos de 1% dos oceanos, um quarto das espécies marinhas viva neles!

Os ambientes de recifes de corais abrigam milhares de espécies de peixes, moluscos, crustáceos, cnidários e algas. Por isso, são fontes de recursos pesqueiros para as comunidades humanas costeiras e matéria-prima de farmacoterápicos. Também são barreiras naturais que protegem a costa do mar e destino para turistas que gostam de mergulhar, passear de barco, pescar...

Dunas eólicas são formações costeiras de transição entre o ambiente marinho e o terrestre. Elas protegem os reservatórios de água doce da contaminação pela água salgada. Também impedem o avanço das marés sobre as construções. Porém, a vegetação que fixa as dunas precisa ser conservada para que elas não se desloquem.

89

89


Florestas biodiversas

Estima-se que 8% da biodiversidade mundial esteja abrigada na Mata Atlântica

Manguezais Tainha, Guaiamum e Martim Pescador são algumas espécies encontradas no manguezal do Araçá, em São Sebastião O manguezal é um ecossistema costeiro que fica na transição entre a terra e o mar, onde a água salgada se mistura à doce. Ocupa regiões da costa protegidas da arrebentação das ondas – nunca se formam de frente para o mar aberto. Essas áreas são consideradas “berçários” dos oceanos, porque oferecem condições ideais para a reprodução, a alimentação e o abrigo de inúmeros seres vivos. Estima-se que 25% dos manguezais já tenham sido destruídos, sobretudo por causa da ocupação urbana, da construção de portos e da aquicultura.

Quando os portugueses avistaram pela primeira vez as terras brasileiras, viram uma terra coberta por uma mata frondosa. Os indígenas que aqui habitavam conviviam integrados à floresta, não a des­ truíam. Mas, desde a colonização, a ocupação urbana e as atividades econômicas devastaram grande parte das florestas. Originalmente, a Mata Atlântica se estendia por 1,5 milhão de km²: o equivalente a quase um quinto do território! Os desmatamentos diminu-

TODOS PRECISAM DE ALIMENTO...

...MAS DE FONTES DIFERENTES

Os animais precisam de outros

A cadeia alimentar é formada por produtores (plantas), consumidores (animais) e decompositores (fungos e bactérias), que decompõem seres mortos.

seres vivos para se alimentar (obter energia) e desenvolver-se. Mas há quem produza sua própria comida, como as plantas.

CADEIA ALIMENTAR À esquerda, uma representação das relações alimentares do caranguejo aratu (vermelho). Ele come plantas e restos de animais mortos, como peixes e outros caranguejos. Também serve de alimento para peixes carnívoros, pássaros e seres humanos.

90

íram sua extensão para 8,5% da cobertura original. Apesar de drasticamente reduzida, a Mata Atlântica é uma das mais biodiversas florestas do mundo! Ainda abriga cerca de 8% da biodiversidade global, em florestas de Norte a Sul do país. Em São Sebastião, a Mata Atlântica apresenta diferentes tipos de ecossistema, como o jundu, a floresta de restinga, a floresta paludosa, o brejo de restinga, a floresta ombrófila densa e a floresta de altitude.

PLANTAS HALÓFITAS São as plantas adaptadas ao substrato do manguezal, formado por um lodo úmido, salobro, pobre em oxigênio e rico em matéria orgânica.


Mata Atlântica

Uma complexa rede de interações entre as formas de vida Segunda maior floresta úmida do Brasil, a Mata Atlântica abriga mais de 10 mil espécies de plantas catalogadas. As copas das árvores permitem a passagem de pouca luz e mantêm a umidade contida pela densa folhagem. Dentro da floresta, nota-se uma grande variedade de espécies de árvores, cipós, bromélias, orquídeas, samambaias, arbustos, musgos... A fauna habita o chão da floresta, os troncos e as copas das árvores.

MORADA NA FLORESTA A Mata Atlântica é o lar de mais de 1,3 mil espécies catalogadas de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e insetos que usam a flora diversificada como abrigo e alimento.

FLORESTA EM MOVIMENTO Para manter a riqueza e a variedade do ecossistema, as plantas precisam da dispersão de sementes, o que garante sua reprodução em toda a floresta.

DISPERSÃO DE SEMENTES O transporte dessas sementes é feito por animais, pelo vento, pela água, pela própria planta e pelo homem; quanto mais maneiras, maior a chance de reprodução.

AJUDA DOS BICHOS Aves e mamíferos têm papel fundamental nessa distribuição. Ao alimentarem-se de frutos, os animais carregam as sementes e depois as espalham por toda a mata.

COADAPTAÇÃO A propagação de sementes mostra que animais e plantas se ajudam: o sucesso das plantas favorece os animais, que assim colaboram para a reprodução das espécies da floresta.

91


92

ÁRVORE EMERGENTE A estrutura da floresta de terra firme é dividida em camadas. A mais alta, ocupada por árvores emergentes, fica acima das outras copas e pode chegar a 60 m. Tem altas taxas de radiação e é abrigo sobretudo para aves.

DOSSEL Formado pelo conjunto das copas das árvores, o dossel abriga a maioria dos animais da floresta. Seus galhos e as folhagens compõem uma espessa camada verde responsável por absorver boa parte dos raios solares.

BIODIVERSIDADE Cientistas estimam que o Domínio amazônico pode conter um quarto de todas as espécies vivas da Terra. A biodiversidade é extraordinária: há mais espécies vegetais em um hectare de floresta no médio Amazonas do que em todo o território europeu.

CLIMA As florestas amazônicas regulam o clima regional e até o global. Isso porque liberam um volume imenso de água na atmosfera por meio da evapotranspiração. Uma única árvore pode emitir até 500 L de água por dia!

A maior floresta tropical do planeta abriga também a mais rica diversidade de espécies. Confira, abaixo, como a vida está distribuída entre árvores, solos e águas

Por dentro da Amazônia


93

CAMADA RASTEIRA O chão da floresta é coberto por uma camada de folhas e material orgânico em decomposição, chamada serapilheira. Há pouca luz e algumas plantas rasteiras: mudas de árvores, arbustos e samambaias.

SUB-BOSQUE Abaixo do dossel, o ambiente é sombreado e ocupado por árvores jovens, cipós, orquídeas e bromélias. Como a intensidade de radiação é baixa, a mata não é tão densa, sendo possível caminhar entre as árvores.

ÁGUA A bacia Amazônica tem cerca de 15% de toda a água doce superficial do planeta – e a quantidade subterrânea pode ser dez vezes maior. Além da água na atmosfera, evaporada pela floresta.

POVOS DA FLORESTA Estima-se a presença humana na Amazônia há mais de 12 mil anos. Os povos aprenderam a utilizar os recursos da floresta, gerando mínimo impacto. Até hoje, populações tradicionais, como indígenas e ribeirinhos, obtêm dela alimento, medicamento e muito mais.

LUMINOSIDADE Apesar de estar em uma região equatorial, que tem altas taxas de radiação ao longo do ano, o interior da floresta é sombreado. Isso porque a luminosidade é filtrada pelo dossel, fazendo com que apenas 2% dela atinja o solo.


Georgetown

guiana

Bogotá

pA

O

fi

C

O

La Paz

C EA

Rio X ingu

Ri

MT

Ilha de Marajó

s azona Rio Am

Ta

PI

BELÉM

s jó pa

PA

Ri

o

Ju ta í

R io

ira de Ma Rio

BBA r a s i l

MA

porTo VELHo

GO rIo BraNco

ro

DF

peru

MG

TO

Parque Nacional do Xingu

BA

AMAZÔNIA CONTINENTAL

Bolívia

AMAZÔNIA CONTINENTAL í

cUIaBá

MT

fi

C

GO

O La Paz

Fonte: IBGE, 2010

ÁREA COM QUEIMADAS

AMAZÔNIA LEGAL

PI

paLMaS

MG

C

94

AMAZÔNIA CONTINENTAL

Macapá

TO

AC

pA

AMAZÔNIA LEGAL

AP

paLMaS MaNaUS

cUIaBá

BA

DF

AM

Parque r Nacional do Xingu

O

MG

AMAZÔNIA LEGAL

N

AMAZÔNIA LEGAL

DF

o

ón Lima

O

GO

Ta

antins Rio Toc

uá Rio X ingu

R io

C

MT

GO

MT ÁREA COM QUEIMADAS

EA COM QUEIMADAS

oJ

Ri

Ta

o

fi

C cUIaBá

La Paz

La Paz

u

Ju ta í

ón

C

pA

BA

Ri

antins Rio Toc

Rio X ingu

R io

oJ

u

Ju ta í

ón

Ta

uá u

oJ

Ri

o

ut aí

io

O

O

cUIaBá

PI

io

io

N

N

Bolívia

Bolívia

TO

í

Bolívia

í

TO

Parque Nacional do Xingu

Reserva de Desenvolvimento s õe Sustentável Mamirauá im

Â

CO

RR MA

Rio Japurá ol

L

I

EA

EA

do Xingu

r Rio Ma paLMaS

ro

PA

Rio S

T

NT

C

C

rIo BraNco

rIo BraNco

PI

paLMaS

peru

MA

R amba ru b U c ay Rio U a li bo Rio Ta m

O

ro

porTo VELHo

O

Boa VISTa

Brasil

Equador

AC

MA

porTo VELHo

s jó pa

AN

A

Lima

Brasil

BELÉM

CE

Guiana Francesa

suriname

o gr Ne Rio

Rio

O Caiena

Ilha de Marajó

s azona Rio Am

o gr Ne Rio

Brasil

AMAZÔNIA AC População: 24,3 milhões porTo VELHo rIo BraNco Área: 5 milhões de km² Área do Brasil: 59% Parque r o peru Áreas protegidas: 31% Nacional

Lima

Reserva de Rio Japurá Macapá

Desenvolvimento

PA

Paramaribo

guiana

Venezuela

u

CO

I

pa

Ri

Georgetown

Macapá

AP

DOMÍNIO ECOLÓGICO

AMAZÔNIA

AP

antins Rio Toc

Â

R amba ru b U c ay Rio U a li bo Rio Ta m

R amba ru b U U c o a yali Ri bo Rio Ta m

MaNaUS

ira de Ma o i R

r

RR

R P s QuantasR Amazônias você conhece? OA mesmo termo tem signifiõe Sustentável Mamirauá Ilha de Marajó A M m io Japurá Reserva deMacapá cados diferentes, taisRcomo: Amazonas é um estado brasileiro emazonaRsio So li BELÉM Desenvolvimento A o i R Bogotá MaNaUS s região; a Amazônia Biológica é o também nome do principal rio õe daSustentável A M Mamirauá m r li s Ilha de Marajó Rio Ma r ira ColômbiaRi o Domínio de Natureza composto dessa área jós Rio Sazona das florestas tropicais de BELÉM MaNaUS Ma Rio Am pa o i R América do Sul, enquanto a Amazônia Legal é umaadelimitação PA Ada io Mar RM r ir Quito Ri s de política da área amazônica jó no território brasileiro. Ma o gr Ne Rio

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

s õe li m

 CO

Â

oJ

L

o gr Ne Rio

Equador

L

CO

NT

Muitas amazônias

L

I

T

RR

Quito

T

Colômbia

O

T

Boa VISTa

NT

A

BoaNVISTa

Equador

Ja p u r á

oJ

CE

Guiana Francesa

suriname

Boa VISTaColômbia

Quito

o

Caiena

A

PRANCHA NOVA PANORAMA

Venezuela

O

I

O

Guiana Francesa

suriname

Guiana Francesa

suriname

AN

A

guiana

CE

NT

Paramaribo

Caiena

A

Georgetown

Bogotá

O

Venezuela

antins Rio Toc

A importância da região que abriga a mais extensa floresta tropical do mundo

Sua importância extrapola seus próprios limites: chega às nossas casas e alcança regiões distantes do planeta. Os ciclos de água por lá acabam regulando o clima e o regime de chuvas em outras regiões do país, como o Sul e o Sudeste. Por isso, o desmatamento pode provocar desequilíbrios climáticos nas diferentes regiões do Brasil e até do mundo. Apesar disso, a Amazônia vem sendo devastada. Um quinto das florestas já foi desmatado – e essa parcela aumenta a cada ano. Exploração de madeira ilegal, monocultura, pecuária extensiva, construção de estradas e hidrelétricas são as principais responsáveis. Uma saída é buscar um modelo econômico baseado em atividades O que aproveitem a floresta em pé, além de reforçar a fisCE AN calização, para impedir a ocupação ilegal. O

Rio X ingu

Amazônia em toda parte

A Amazônia não é só floresta – e a floresta não é uma só. Há quem diga que existem muitas “amazônias”. Afinal, a região apresenta diferentes tipos de ecossistema: florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, florestas que em certa época do ano ficam cobertas pela água e até savanas. É uma imensidão de formas de vida. Há muita gente que vive na beira dos rios, plantas de todo tipo, seres minúsculos que mal vemos, várias espécies de macacos, pássaros para todo lado, onças-pintadas, tribos indígenas e cidades com muitas pessoas. Olhando de longe aquelas imagens de uma floresta sem fim, pode até parecer tudo igual, mas que nada! Diversidade ali é marca registrada. Grandeza é outra palavra que caracteriza a Amazônia. Georgetown Paramaribo guiana Maior floresta tropical do mundo, maior bacia hidroVenezuela Caiena gráfica e a mais rica em biodiversidade. Paramaribo

AMAZÔNIA CONTINENTAL

DF

MG


FILHOS DA TERRA Existem cerca de 380 mil indígenas na Amazônia Legal. Esses povos são sobreviventes: estima-se que havia 5 milhões deles na região quando os europeus chegaram em 1500. Há diversas tribos distribuídas pelo território, com mais de 200 etnias e 140 línguas. Cada povo tem um modo de viver. Os Ashaninka conservam suas tradições da seguinte maneira: no verão, as crianças são instruídas pelos mais velhos sobre a vida na floresta – elas aprendem a pescar, fazer arco e flecha e construir abrigo na margem do rio. Tudo envolve a natureza, que é fundamental para os indígenas. Elementos como plantas, animais, água e terra são tão próximos que são tratados como membros da própria família.

PESCA  Uma das principais

atividades das comunidades rib eirinhas.

BEIRA DE RIO

s. nas aldeias amazônica scem próximas às outras PEQUENOS Crianças cre

TRANSPORTE  A canoa é essencial .

Desde o século 19, populações de várias partes do Brasil migraram para a Amazônia Legal. Muitas delas ocuparam as florestas, formando comunidades à beira dos rios da região – e são chamadas de ribeirinhas. Eles criaram um jeito bem específico de viver, pois aprenderam com os indígenas a usar os recursos da floresta. Sua principal fonte de renda é o extrativismo dos produtos típicos, como a castanha-do-brasil, o açaí e a borracha. Suas casas também têm um jeito bem particular: são erguidas sobre palafitas, ou diretamente no leito dos rios, em construções flutuantes que se adaptam à oscilação do nível das águas.

Cidades na floresta A maioria da população da Amazônia está distribuída nos centros urbanos da região icas têm amazôn icos. cidades s A econôm O s à o Ç d o rí e p OCUPA s te n onomia m difere nta à ec origem e as (PA) a) remo im c ragomin (a a s P u . 9 1 lo Mana u c e é Incra e s cha no s ntos do da borra e m ta n e e ass ção. surgiu d a minera lveu com vo n e s e d

Mais de três quartos da população da Amazônia Legal vive em cidades. Os centros urbanos de Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA) são os mais populosos, com mais de 1 milhão de habitantes cada um. Mas a maioria dos municípios da região é de pequeno porte: dos 771 municípios localizados na Amazônia Legal, 495 (quase dois terços) têm menos de 20 mil habitantes. 95


QUEIMADAS

Em perigo!

Usadas para eliminar a floresta após a retirada da madeira mais valiosa, matam e afastam animais, arrasam o solo, emitem muito CO2 e causam destruição praticamente irreversível do ecossistema.

MADEIRA ILEGAL O desmatamento começa com a derrubada ilegal de árvores gigantescas, antigas e valiosas. O corte e o arraste dos troncos degradam todo o ambiente. A madeira é vendida nos centros urbanos.

Estamos destruindo a Amazônia. Corte de árvores para produzir madeira, fogo para abrir pastagens e plantações... A conta disso tudo é bem alta! Já sentimos os efeitos da devastação. Abrir a torneira da sua casa e não sair água pode ter relação com o desmatamento, que interfere no clima do continente. Portanto, é preciso conter a destruição – antes que seja tarde demais.

ESTRADAS Abertas para melhorar o deslocamento de mercadorias e pessoas, as estradas se tornam o principal eixo da devastação. Cerca de dois terços do desmatamento da floresta ocorrem em torno delas.

Há milhares de espécies de peixes comestíveis na Amazônia. Tanto a pesca tradicional quanto a piscicultura são boas atividades econômicas – sempre respeitando a legislação ambiental.

PESCA A extração de produtos da floresta original sem danificar o ecossistema, como da castanha-do­ ‑brasil, açaí, látex, óleo de copaíba, gera renda e atende a consumidores do Brasil e do exterior.

Espécies nativas (como o guaraná) e exóticas (como café, cacau, manga e banana) são produzidas no meio da floresta, se beneficiando do ambiente propício e preservando a área.

EXTRATIVISMO

AGROFLORESTAS

Hospedagens no meio da mata, passeios de barco, visualização de animais, visitas a aldeias indígenas são algumas das atrações. É um dos maiores potenciais econômicos da floresta.

TURISMO 96


97

Floresta viva

Será que existem saídas para o desmatamento na Amazônia? Sim, existem. Para enxergá-las é preciso mudar o ponto de vista, entender que a floresta vale muito mais viva e de pé. E, a partir dessa perspectiva, pensar em formas sustentáveis de explorar seus recursos naturais. Conheça atividades econômicas já colocadas em prática que ajudam a conservar a floresta.

As árvores são plantadas em áreas de reflorestamento, retiradas de modo planejado e recebem um selo de certificação. Possibilita a extração de madeira sem degradar a floresta.

A produção de frutas, verduras e hortaliças pode ser integrada à floresta – e ainda recuperar áreas de pastagem degradadas. Sem agrotóxicos ou adubos químicos, é uma ótima opção.

MADEIRA CERTIFICADA

AGRICULTURA ECOLÓGICA

PESQUISA CIENTÍFICA É fundamental para o futuro da floresta! Por meio das pesquisas científicas são descobertas e estudadas espécies animais e vegetais, substâncias e materiais para a fabricação de medicamentos e serviços ambientais.

VIRE A PÁGINA PECUÁRIA EXTENSIVA

AGRICULTURA

MINERAÇÃO

HIDRELÉTRICAS

É a principal atividade econômica em áreas desmatadas. O gado causa compactação do solo, erosão e emissão de gases do Efeito Estufa. Sua carne é consumida em todo o mundo.

A monocultura, principalmente de soja e milho, avança cada vez mais sobre a Amazônia. É a principal responsável pela concentração fundiária e pela contaminação da água e do solo por agrotóxicos.

A exploração de alumínio, minério de ferro e ouro, entre outros, polui águas, ameaça a biodiversidade, desorganiza a drenagem e altera o relevo. Esses impactos não podem ser revertidos.

As construções desalojam comunidades, inundam áreas imensas e provocam desmatamento. Impactam centenas de milhares de quilômetros quadrados de florestas por onde são instaladas.


Diversidade protegida

Regiões com rica biodiversidade devem encontrar formas de conservá-la

A fauna e a flora de São Sebastião são tão ricas, tão diversificadas, tão especiais, que existem várias formas de protegê-las. No mapa (abaixo) é possível verificar diferentes tipos de proteção. Existem as áreas de uso sustentável – que permitem atividades com algumas restrições –, como as Áreas de Proteção Ambiental (APA); as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN); e Áreas de Relevante Interesse Ecológico (Arie). Outras são de proteção integral – ou seja, as intervenções humanas são

bem mais restritas –, como o Refúgio da Vida Silvestre (Revis), para proteger o Arquipélago dos Alcatrazes (veja mais na página 100), que também é protegido pela Estação Ecológica (Esec) Tupinambá. Sem contar que o município faz parte da maior área de proteção integral da Mata Atlântica do país, o PESM, que abrange 332 mil hectares em 25 municípios paulistas. O parque representa 74,3% da área do município. Essas iniciativas nos dão uma ideia da importância da conservação para São Sebastião.

SÃO SEBASTIÃO

ÁREAS PROTEGIDAS

São Sebastião

23°40'S

#

Esec Tupinambá Revis de Alcatrazes

PARQUE ESTADUAL SERRA DO MAR

LEGENDA

RPPN Rizzieri

#

APA Baleia Sahy

# RPPN Toque Toque Pequeno

Setor Boiçucanga

23°50'S

Satellite Image SPOT 6&7 – Brasil © AIRBUS DS 2017

Limite de São Sebastião Limite do PESM Área de Tombamento da Serra do Mar (Condephaat) APA Marinha Litoral Norte RPPN APA ARIE Esec Revis

Setor Cebimar Setor Costão do Navio

APA Marinha Litoral Norte

3,5

Ilhabela

Quilômetros 45°50'O

45°40'O

45°30'O

Fontes: IF, 2017; Secretaria Estadual de Meio Ambiente, 2017; Prefeitura do Município de São Sebastião, 2017

98


Uso e conservação As Áreas de Proteção Ambiental representam uma forma interessante de conciliar proteção da biodiversidade com uso sustentável – conheça as APA de São Sebastião

APA Marinha Litoral Norte Equilibrar interesses econômicos, sociais e ambientais é missão desta Unidade de Conservação A beleza do encontro da Serra do Mar com o Oceano Atlântico faz do Litoral Norte de São Paulo uma região deslumbrante. Para preservar não apenas essa boniteza, mas também um dos mais ricos ecossistemas costeiros e marinhos, com biodiversidade extremamente rica, foi criada a APA Marinha. A área dela inclui uma estreita faixa terrestre, mas sua maior parte está no mar e avança pelos quatro municípios do Litoral Norte: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. Nesse pedaço de terra e de mar é realizado um grande número de atividades: a pesca amadora e profissional, o mergulho, o passeio de jet-ski, o vaivém de escunas cheias de turistas, entre tantas outras. Resultado: risco de degradação da área. A missão da APA é zelar pela conservação ecológica e gerenciar as atividades de lazer e econômicas sem prejudicar o ambiente.

APA Baleia Sahy Reivindicação popular pela conservação da riqueza natural cria área de proteção Na região que abrange os bairros de Barra do Sahy, Cambury e Baleia, foram identificadas 84 espécies de aves, 14 delas endêmicas da Mata Atlântica! Além de 12 espécies de mamíferos – cinco delas com algum grau de ameaça de extinção. Isso sem contar as diversas espécies de peixes, répteis… Em relação à flora, vários tipos de ecossistema foram identificados na região, como Floresta Ombrófila Densa, Brejo de Restinga, Manguezal, Jundu e Rios. Toda essa riqueza natural fez com que a população se mobilizasse para reivindicar a criação de uma área de proteção. Assim, em 2013, foi criada a APA Baleia Sahy. Seu modelo de gestão compartilhada é inovador: consiste em um termo de parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente de São Sebastião e a ONG Instituto Conservação Costeira (ICC). A gestão busca, além de proteger a fauna e a flora locais, implementar projetos de educação ambiental nas comunidades da região, usando a área como um laboratório a céu aberto.

99


A vida em Alcatrazes

O arquipélago é uma das mais ricas Unidades de Conservação do Brasil em biodiversidade

Ambiente subaquático Há mais peixe em Alcatrazes do que em locais como Fernando de Noronha (PE) e Atol das Rocas (RN) Há no arquipélago entre 200 e 250 espécies de peixes. Em Fernando de Noronha (PE), esse número não passa de 150. Uma das razões é a localização. Alcatrazes fica em uma zona de transição entre águas tropicais (mais quentes) e subtropicais (mais frias). Por isso, acaba servindo de abrigo para espécies dos dois ambientes. O controle exercido pela Marinha, que usava algumas ilhas como alvo em treinamentos de tiro, ajudou a manter barcos de pesca afastados.

100

Visitar o Arquipélago dos Alcatrazes é assistir a um espetáculo da natureza, como nos melhores documentários sobre a vida selvagem. Olhando da praia, nem dá para ver as ilhas direito. Mas, ao chegar perto, percebemos na hora que estamos diante de um santuário ecológico quando avistamos as aves, principalmente as fragatas, que ali formam a maior colônia dessa espécie no país. Na água, a quantidade de peixes e tartarugas impressiona.

Desde a década de 1980, o acesso ao arquipélago estava limitado a pesquisadores e à Marinha. O processo para regulamentar a visitação ao arquipélago teve início em 2017, sob muitos olhares, para conciliar a conservação com o melhor uso por parte dos visitantes. Ótima notícia para ecoturistas, praticantes de mergulho, aventureiros e pesquisadores, que passam a contar com mais um destino de natureza para conhecer.

CORES VIVAS

PEIXES INUSITADOS

O peixe mais comum em Alcatrazes é a cotinga. Também encontramos em grande número peixes bem vistosos, como o sargento, nome relacionado às suas “divisas”, e o cirurgião, assim chamado em virtude do espinho (ou “bisturi”) na base da cauda.

A moreia é bem grande, pode chegar a 4 m de comprimento, enquanto as enguias têm apenas 50 cm. O gobi neon, por sua vez, é minúsculo, raramente ultrapassa o tamanho de um palito de fósforo.


AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

Trinta-réisde-bico-vermelho

Na área de proteção que engloba os Alcatrazes, já foram identificadas 93 espécies com algum grau de ameaça, entre animais e vegetais. Uma delas é o trinta-réis-de-bico-vermelho, cujo bico só fica dessa cor na fase adulta.

SÓ EXISTEM AQUI

jararaca-anã

Mais de 20 espécies são endêmicas. Entre elas uma jararaca-anã, bem menor que suas parentes encontradas no continente. Jararacas comuns chegam a 1,5 m de comprimento. A de Alcatrazes não passa dos 50 cm.

REIS DO ESPAÇO AÉREO As fragatas se alimentam de peixes, mas não mergulham para pescar, ao contrário dos atobás, que são excelentes mergulhadores. É deles que vem o nome das ilhas. Em árabe, alcatraz (al-gattas) significa “mergulhador”.

BERÇÁRIO MARINHO

SERES ESTRANHOS

Como a pesca é proibida, as águas de Alcatrazes funcionam como berçário, inclusive para peixes de valor comercial, como a enxada, ou ameaçados de extinção, como diferentes espécies de garoupa e badejo.

São mais de 400 os tipos de invertebrado, como estrelas-do­ ‑mar, ouriços, anêmonas e lesmas chamadas nudibrânquios. Um desses seres representa risco de desequilíbrio: o coral-sol, espécie invasora oriunda do Oceano Pacífico.

VISITANTES ILUSTRES As ilhas são frequentadas por pelo menos 13 espécies de cetáceos (mamíferos marinhos), entre elas a baleia­ ‑de-bryde e o golfinho-pintado. Também frequentam essas águas diferentes espécies de tartaruga, tubarão e raia. 101


102

Maior macaco das Américas, pesa cerca de 15 kg e só é encontrado nas serras do Mar e da Mantiqueira (SP).

(Brachyteles arachnoides)

MURIQUI

Só restaram 50 espécimes, na Caatinga, em Raso de Catarina (BA). Alimenta-se de cocos de licurizeiro.

(Anodorhynchus leari)

ARARA-AZUL-DE-LEAR

Tem apenas 50 cm. Antes encontrada no Cerrado e na Caatinga, agora é vista apenas em zoológicos.

(Cyanopsitta spixii)

ARARINHA-AZUL

Assim como nós, os animais também têm direito a morar e a se alimentar

Brasileiros ameaçados

Você já viu um bicho-preguiça ou um macaco-prego dando bobeira por aí? Aposto que não. Mas poderia vê-los na floresta do PESM, onde há registros de sua presença. Eles fazem parte da lista de 698 espécies da fauna terrestre que estão ameaçadas de extinção no Brasil. Além disso, estão na lista de ameaçados de extinção 475 espécies de animais aquáticos e marinhos e 2.113 espécies de plantas. Por outro lado, há espécies que saíram da lista de ameaçados de extinção, ou que estão com grau menor de ameaça. Políticas de proteção e reintrodução de animais na natureza e que visam à contenção do tráfico e do comércio ilegal ajudam a reduzir o risco de vida desses bichos. Há, inclusive, alguns fora de perigo, como a capivara, a víbora venenosa, a jararacuçu e o cateto – todos presentes no PESM, no núcleo de São Sebastião.

Símbolo da extinção na Mata Atlântica, vive entre Bahia e Minas Gerais e dorme em troncos de árvores.

(Leontopithecus chrysomela)

MICO-LEÃO-DE­‑ -CARA-DOURADA

FFoonte n t e: :IBGE, I B G E2005 ,2 0 0 5

Réptil

Mamífero

Peixe

Ave

Anfíbio

Animais em risco d e extinção (por classe)

Nota: devido à escala do mapa, as espécies encontram-se localizadas em apenas um ponto de sua área de ocorrência, e estão representados apenas alguns animais de cada classe.

Quilômetros

550

ANIMAIS EM EXTINÇÃO

Vive de frutas nas florestas densas do Norte, mas o desmatamento o deixou sem casa e sem comida.

(Ateles paniscus)

MACACO-ARANHA

BRASIL

Para não perder o título de país com a maior biodiversidade do planeta, é preciso preservar

Em defesa da vida animal


103

Ocupa o topo da cadeia alimentar, equilibrando o ecossistema. Suas garras e sua força não a livram dos caçadores.

(Panthera onça)

ONÇA-PINTADA

A carne branca é o motivo da caça da ave, que habita a Mata Atlântica e é conhecida pelo som que emite.

(Tinamus solitarius)

MACUCO

Também conhecida como gato-do-mato, é comum nas florestas tropicais e está ameaçada devido à caça.

(Leopardus pardalis)

JAGUATIRICA

É um mamífero terrestre e aquático que chega a ter 30 kg e 2 m de comprimento. Excelente nadador.

(Pteronura brasiliensis)

ARIRANHA

Seus chifres são usados como “troféu de caça”. Habita campos e locais inundados do Centro-Oeste ao Sul.

Peixe dos rios de cabeceira da bacia do rio Paraíba do Sul. Atinge cerca de 1,5 kg e 40 cm. A espécie é considerada rara.

(Brycon opalinus)

PIRAPITINGA-DO-SUL

É a maior das tartarugas marinhas (chega a ter 2 m de comprimento e 700 kg). Aproxima-se da costa só para reprodução.

(Dermochelys coriacea)

TARTARUGA-DE-COURO

Vítima da devastação dos mangues, a ave é vista na região amazônica e em trechos de manguezal (como na Baixada Santista).

(Eudocimus ruber)

GUARÁ

Alvo de caça, vive em áreas restritas (no rio Doce, em Minas Gerais, e em matas costeiras de Alagoas ao Rio de Janeiro).

(Lachesis muta rhombeata)

SURUCUCU-PICO-DE-JACA

Em campos e florestas não densas vive esse mamífero sem dente, lento e inofensivo (o que facilita sua captura).

O maior dos jacarés, com 5 m de comprimento, vive na bacia Amazônica. Seu couro é alvo de caçadores.

(Melanosuchus niger)

JACARÉ-AÇU

TAMANDUÁ-BANDEIRA

(myrmecophaga tridactyla)

CERVO-DO-PANTANAL

(Blastocerus dichotomus)


Delicado equilíbrio

Interações entre espécies e ambiente compõem os ecossistemas

Você já fez algum passeio pela mata? Costuma ir às praias da região? Ou mesmo ao mangue do Araçá? Em cada um desses locais existe um tipo de ecossistema diferente, no qual acontecem interações entre diferentes formas de vida. Mas não só entre elas. Em um ecossistema ocorre a interação do clima com o relevo; do solo com os microrganismos... Do grego oikos (casa) e systema (sistema), a palavra ecossistema significa “sistema onde se vive”. Até o tronco de uma árvore pode ser considerado um microecossistema, pois nele habitam seres microscópicos e insetos. Em uma escala maior, podemos incluir nessa classificação florestas, manguezais, costões rochosos e restingas.

Por exemplo, a fauna diversificada do manguezal do Araçá – em que há mariscos, camarões, caranguejos, siris, peixes e aves residentes e migratórias – e a forma como ela se relaciona entre si e com o meio caracterizam esse sistema ecológico. Cada ecossistema tem uma maneira própria de manter o seu equilíbrio. Qualquer alteração no ambiente, como a perda de biodiversidade, pode afetar o sistema. É como uma teia de aranha: se cortar um fio, ela pode se abalar um pouco, mas, se forem vários, ela pode perder sua estrutura e sua função, o que vai interferir diretamente na vida da aranha – e de todas as formas de vida que se relacionam com ela. SÃO SEBASTIÃO

ECOSSISTEMAS

Paraibuna 23°40'S

Salesópolis Salesópolis

Caraguatatuba Caraguatatuba

Bertioga

Bertioga

SÃO SEBASTIÃO

São Sebastião

23°50'S

LEGENDA Hidrografia Floresta Tropical Restinga

OCEANO ATL ÂNTICO

2,5

Manguezal Influência Urbana 45°50'O

Ilhabela

Quilômetros

km

Ilhabela

45°40'O

45°30'O

Fontes: IF, BCIM, 2016

104


costão rochoso

São Sebastião abriga diversos ecossistemas

Quem vive em São Sebastião às vezes mora perto da Restinga e, quando olha para a serra, pode observar a Floresta Tropical. Quando vai à praia no fim de semana, pode caminhar pela areia, olhar as cracas do Costão Rochoso e ver os caranguejos no Manguezal. Por se localizar no litoral, São Sebastião apresenta ecossistemas terrestres, como a Floresta Tropical e a Restinga; aquáticos, como os Rios e o Marinho; e costeiros, como o Manguezal, as Praias e o Costão Rochoso. Tais Ecossistemas existiam em todo o território do município, mas em algumas áreas foram degradados pela ocupação humana. É fundamental encontrar uma forma de conciliar a riqueza natural do município com a qualidade de vida da população. É o ambiente onde estão os seres vivos que habitam as rochas, cuja vida tem relação direta com as marés.

marinho

manguezal

floresta tropical

É um ecossistema muito rico. Seus moradores mudam de acordo com o relevo, a luz e as correntes marinhas.

É formado por uma associação de animais e plantas que vivem entre o mar e a terra. É uma zona úmida, típica dos trópicos.

Representa as florestas que vão desde o alto da serra até o mar. Há uma biodiversidade riquíssima em seu interior.

praia

restinga

rios

O tipo de areia, a topografia da praia e a sua orientação em relação à ondulação do mar determinam a vida no ambiente.

Vários ecossistemas litorâneos ocorrem na restinga – entre eles as florestas com arbustos baixos e tortuosos e as lagunas.

Dependendo da matéria orgânica e dos sedimentos que transportam, têm águas negras (ex.: rio Una) ou verdes (ex.: rio Cambury).

105


A natureza dos desastres

Como a combinação de aspectos ambientais e sociais impacta a vida de comunidades

106

Em fevereiro de 2015, fortes chuvas em Juquehy causaram um deslizamento de terra que interditou o único acesso terrestre a um local onde viviam 23 famílias. No ano seguinte, uma chuva intensa causou outro deslizamento, dessa vez em Boiçucanga, deixando dois mortos. Não raro, as tempestades de verão causam transtornos à população de São Sebastião.

Esses episódios são chamados de desastres naturais, mas será que são mesmo naturais? Compreender a natureza dos desastres é fundamental para pensar em formas de evitá-los ou de amenizar seus impactos. Para começar, é preciso saber a diferença entre evento e desastre. Um evento pode ser natural – como enchentes, secas e furacões. Ou tecnológico – como o

SECAS

ENCHENTES

Ocorrem quando os índices de água ficam abaixo da média do clima da região. De tempos em tempos, as secas no Semiárido nordestino provocam transtornos para a população. Entre 1877 e 1879, ocorreu a maior de todas, que dizimou boa parte da população e provocou grandes ondas migratórias.

Em períodos mais chuvosos, os rios podem transbordar. Por outro lado, também é comum no Brasil as cidades ocuparem as áreas de inundação dos rios. Por isso, as enchentes são tão frequentes. Entre 2008 e 2012, por exemplo, 27,7% das cidades do país sofreram com enchentes.


do rompimento de uma barragem. Um evento só causa um desastre quando provoca perturbações na vida coletiva. Muitas vezes, por falta de opção, pessoas acabam ocupando áreas de risco, ficando em uma situação vulnerável. Então, para prevenir danos maiores às comunidades é fundamental envolvê-las em ações de prevenção e prepa-

ração. Para elaborar tais medidas é importante promover a garantia de direitos e minimizar as consequências de eventos extremos. Você sabia que no município de São Sebastião há 17 áreas de risco para enchentes e deslizamentos de terra? É muito importante que toda a população entenda quais são as ameaças e como pode contribuir para evitar desastres.

DESLIZAMENTO DE TERRAS

RAIOS

TUFÕES

O escorregamento de materiais sólidos (rochas, vegetação etc.) em encostas costuma ocorrer em áreas inclinadas, sobretudo em períodos de chuvas. A retirada de cobertura vegetal e a ocupação também podem intensificar esse processo. Os deslizamentos são a maior causa de mortes por desastres socioambientais no país, cerca de 60%.

As descargas elétricas ocorrem entre áreas eletricamente carregadas, entre as nuvens e a terra, ou entre as próprias nuvens. O Brasil é campeão mundial de raios: ocorrem em média 50 milhões de descargas por ano. O estado do Amazonas é onde há maior incidência, cerca de 11 milhões por ano.

São redemoinhos de vento que ocorrem em torno de um núcleo de baixa pressão. Os ventos podem chegar a 360 km/h. São comuns no Brasil, mas geralmente ocorrem longe da costa. A região de maior ocorrência é o Sul do país.

107


cidadania


Somos a mudança

Nossas escolhas são melhores quando pensamos no que nos cerca Quando decidimos se vamos para a escola com transporte escolar, a pé ou de bicicleta, levamos em consideração os benefícios de cada tipo de deslocamento. Um pode ser mais rápido, outro mais saudável, outro mais divertido. Mas também podemos pensar em qual é menos poluente, mais barato ou que gera menos impacto ambiental. Ao nos relacionarmos com outras pessoas, também acontece algo parecido. Sempre temos escolhas a fazer. Se vemos alguém que se veste de um jeito muito diferente do nosso e achamos estranho, podemos nos deixar levar por uma visão preconceituosa – ou pensar como é interessante as diferenças e até mesmo querer conhecer melhor aquela pessoa.

Sempre temos opções quando interagimos com as pessoas ou com o ambiente que nos cerca. Podemos pensar só em nós e em nosso bem-estar ou no coletivo. Quando nossas escolhas se baseiam em valores voltados para o bem comum, para a sustentabilidade, para a valorização da diversidade cultural... então, contribuímos para um mundo melhor para todos. Quando o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi disse “seja a mudança que você quer ver no mundo”, ele dava a dimensão do poder de nossas escolhas. Ao fazê-las com consciência, estamos exercendo a nossa cidadania. As melhores escolhas de cada um, de cada cidadão do mundo, contribuem de forma significativa para vivermos em um planeta melhor.

109


Toda vez que alguém lhe diz para fechar a torneira enquanto escova os dentes, você logo pensa: “Nossa, que diferença faz alguns segundos?”. Pois some a esses poucos segundos: deixar a TV ligada enquanto faz outras atividades ou as luzes da casa acesas sem necessidade, tomar longos banhos e ficar um tempão com a porta da geladeira aberta decidindo o que vai comer. Agora multiplique isso por mais de 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta. Assim, dá para ter uma ideia da economia que haverá no mundo se cada um fizer a sua parte.

ad

ed

oS

o l, 2

26,4 kWh Com aquecedor solar de baixo custo

ci

ed

6,6 kWh

T FON

E:

So

CISTERNA A água da chuva pode ser captada por calhas em um reservatório simples de fazer. Serve para regar plantas, limpeza externa e dar descarga.

110

5 01

m

006

13 20

a, as

Tomar banho (por pessoa/mês) Com chuveiro elétrico

ve

e

FON

TE

m :E

Em um ônibus:

os

b

5

tad

0,5 L

ENERGIA

Em um carro:

se n

Com torneira fechada

*

12 L

m é d i a d e p a s s a g eir o s

Com torneira aberta

Capacidade por veículo*

a de

Escovar os dentes (por dois minutos e meio)

ÔNIBUS OU CARRO?

ci d

USO DA ÁGUA

TRANSPORTE PÚBLICO Maior uso de transporte coletivo reduz as emissões de poluentes e diminui o número de carros nas ruas, amenizando o trânsito.

c ap a

AQUECEDOR SOLAR Sua fabricação pode ser caseira e de custo acessível. Reduz o gasto mensal de energia, antes consumida em chuveiros elétricos.

T, 2

Pequenas atitudes em nosso dia a dia podem ter grandes resultados

Sim, pequenas atitudes em nosso cotidiano fazem uma grande diferença! Outra postura sustentável é dar preferência a produtos da própria região. Isso estimula o comércio e o desenvolvimento local. Além disso, diminui a logística de transporte, afetando diretamente a emissão dos gases poluentes e do Efeito Estufa, que – segundo parte da comunidade científica – está causando o aquecimento do planeta. Decisões como essas podem ter impactos locais e globais. Veja na ilustração algumas ideias de atitudes sustentáveis no cotidiano.

A PÉ OU DE BICICLETA Quanto mais pedestres e ciclistas, menos trânsito, poluição, barulho... Logo, mais qualidade de vida.

ícu

lo p

42 adrã

o

FON

T

O impacto de nossas ações

TE

:A

N


TELHADO VERDE Entre as boas alternativas para o telhado convencional está a cobertura vegetal, que traz benefícios como: drenagem da chuva, isolamento acústico e conforto térmico.

Orgânico 51%

e

za

púb

li c a

COLETA SELETIVA Cerca de 83% do lixo doméstico é compostável e/ou reciclável. Devemos fazer o possível para reduzi-lo e destiná-lo corretamente.

FON

, 20

GE A/

ed

pe

IB

Outros 17%

cos li m

08

Reciclável 32%

és t i

Quando se escolhem produtos ou serviços de fornecedores da região, há fortalecimento da economia local, geração de emprego e menos emissões de gases com transporte.

Composição do que é jogado no lixo*

í d u os u r b a n os d o m

ECONOMIA LOCAL

RESÍDUOS SÓLIDOS * R es

COMIDA SAUDÁVEL Alimentos da estação e in natura são mais indicados. Um prato saudável tem alimentos coloridos e diversificados.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL A educação nos informa, faz pensar, mudar hábitos e atitudes. Os 5 Rs são para lembrar de: Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Recusar e Reciclar.

ÁREAS VERDES Sua conservação gera benefícios em muitos aspectos: regulação do calor, da umidade e da chuva; proteção contra ventos fortes e contra a erosão da terra; diminuição da poluição sonora; filtragem do ar; e presença de animais.

TE

:M

M

MINHOCÁRIO De fabricação simples, permite a decomposição de resíduos orgânicos no próprio local e ainda produz ótimos fertilizantes naturais.

HORTA Pode ser adaptada a variados locais, como escola, casas e até apartamentos! Fornece legumes, verduras, temperos e ervas.

111


Acredite nos seus sonhos

Criatividade e persistência são essenciais para a realização de projetos inovadores O que o navegador Cristóvão Colombo e o empresário Steve Jobs têm em comum? Aparentemente, nada. Um descobriu a América, o outro revolucionou a vida moderna com o uso da tecnologia. Mas ambos tomaram iniciativas que mudaram o mundo. Cada um teve seus motivos – necessidade, talento ou vontade de concretizar uma ideia. Mas os dois foram corajosos, insistentes e inovadores. A iniciativa deles tem nome: chama-se atitude empreendedora. Termo que fala de iniciar algo novo, fazer com as próprias mãos e correr riscos para chegar aonde se quer. É uma jornada que pode ser árdua, mas que pode se tornar um meio de vida, uma maneira de resolver problemas coletivos ou o caminho ideal para quem quer realizar um sonho. Você tem um? Então, empreenda!

1 Inspiração

2 Preparação

Para realizar um sonho ou projeto de vida, o primeiro passo é entender o que se quer. Pode ser que alguém queira fazer de um hobby um negócio, outro pode querer criar um projeto social a partir de um problema da sua comunidade... JÚNIOR SE EMPOLGOU COM SUA IDEIA... JÚNIOR, PARAQUEDISTA Quer empreender, mas nunca planejou.

Quem já sabe o que quer precisa se dedicar: estudar, trabalhar na área, conhecer o que já foi (e o que é) feito por outros empreendedores. Quanto mais experiência tiver, maior a chance de sucesso do seu projeto.

PAULA AMA GAMES, PASSA HORAS E HORAS NO COMPUTADOR. TEM TALENTO PARA PROGRAMAÇÃO

JOÃO TEM VÁRIAS IDEIAS IRADAS DE SKATES PARA O SEU NEGÓCIO PAULA, PROGRAMADORA Adora criar aplicativos.

#ficadica Palavras-chave para fazer acontecer OTIMISMO O empreendedor deve ser o maior fã de seu sonho. Se ele mesmo não acreditar, quem vai? OUSADIA Trilhar um caminho novo exige coragem. Não tenha medo de errar: só não erra quem não faz!

JOÃO, SKATISTA Quer viver de skate.

JÚLIA RESOLVEU TRABALHAR EM CONFEITARIAS PARA GANHAR EXPERIÊNCIA

PROVAÇÃO É normal passar por dificuldades e desafios. Sem desânimo: aprenda com eles e siga em frente. OPORTUNIDADE Muitas vezes, de onde menos se espera, surge uma ideia nova. Olho aberto! PARCERIA Com um bom sócio ou aliado, o empreendedor pode se desenvolver melhor. 112

JÚLIA, CONFEITEIRA Quer fazer o melhor bolo do mundo.

NÃO DEU MUITO CERTO... AGORA É APRENDER COM O ERRO E SE PREPARAR MELHOR PARA A PRÓXIMA VEZ


4 Efetivação

3 Planejamento Planejar é fundamental para o sucesso de um empreendimento. O que é preciso para atingir sua meta? Quanto tempo será necessário? Recursos? Mais gente para ajudar? Também é bom pesquisar se há interesse das pessoas pelo projeto.

FOI ABRIR UM NEGÓGIO SEM SE PREPARAR

PENSOU EM VÁRIOS MODELOS DIFERENTES

ACHOU QUE TINHA UMA IDEIA GENIAL, MAS O PESSOAL QUERIA ALGO DIFERENTE...

O projeto está pronto para começar: hora de implementar. É o momento de testar, identificar problemas e acertar o rumo. É preciso ter determinação e resiliência (a capacidade de superar situações adversas).

5 Ampliação O projeto está dando certo, tem bons resultados e pode avançar. Esse avanço pode ser tanto a ampliação (mais lojas, maior produção) quanto a diversificação (novos serviços, novo público-alvo).

PAULA E JOÃO SE UNIRAM PARA CRIAR UM APLICATIVO QUE PERSONALIZASSE OS SKATES

A PARCERIA DEU CERTO. SKATES SOB MEDIDA PARA TODOS OS GOSTOS E O NEGÓCIO FOI BEM!

APRENDEU A COZINHAR MUITO BEM, MAS NÃO SE PLANEJOU E TEVE QUE DAR UM PASSO ATRÁS

COM O ALÔ-DOCE E O I-DOCE, ELA PÔDE AMPLIAR O NEGÓCIO

AÍ SE PREPAROU MELHOR: TRAÇOU UM PLANO E TESTOU AS POSSIBILIDADES DEPOIS DE SE PLANEJAR MELHOR, A CONFEITARIA FOI UM SUCESSO

113


Cidadania criativa

Você pode transformar seu bairro ou a sua cidade em um local melhor para viver

Um teto de guarda-chuvas sombreando a rua; uma escola no meio da via para ensinar pessoas a andarem de bicicleta; uma horta comunitária onde qualquer um pode colher temperos fresquinhos. Essas são algumas iniciativas que mudaram, para melhor, a vida nos locais onde foram implementadas. Muitas vezes, dá vontade de melhorar a cidade em que vivemos, mas desistimos por achar que essa é uma função exclusiva do Estado. Que nada! Uma praça, um parque ou o rio que atravessa o município pertencem

a todos, inclusive a você. É verdade que o Estado deve cuidar do espaço público para que fique sempre limpo, seguro e bem conservado, mas podemos contribuir para torná-lo ainda melhor. Basta tomar a iniciativa e fazer acontecer, individualmente ou em grupo. Geralmente, funciona melhor quando as pessoas que usam o espaço se unem para construir algo que desejam para a localidade. É relevante destacar que as intervenções, ainda que simples, muitas vezes exigem autorização ou supervisão das autoridades públicas. Isso é importante para garantir

Quem já fez acontecer Iniciativas criativas para melhorar o espaço Conheça, a seguir, oito projetos inspiradores, a maioria de baixo custo, que mudaram ou estão mudando para melhor a vida das pessoas pelo Brasil e pelo mundo.

CULTURA

ESPAÇO PÚBLICO

CULTURA

EM NOME DA

DOS A HORTA PARA TO

UM

TRADIÇÕES PRESERVADAS Resgatar a cultura dos antepassados e compartilhá­ ‑la. Essa é a missão do Chão Caiçara, um projeto que valoriza aspectos do modo de vida caiçara – da gastro­ nomia às artes manuais – por meio de eventos e ofi­ cinas. Idealizado por Lindomar dos Santos, o Nicinho, o projeto – cuja sede é no bairro de Barequeçaba – já contou com a participação de mais de mil pessoas. Uma atividade de sucesso é a degustação do café de garapa, antiga bebida da região. LOCAL QUEM FEZ QUANDO CUSTO FINANCIAMENTO

114

São Sebastião, SP, Brasil Voluntários

s Sebastião, aluno olândia, em São revezam nos No bairro da Top se as xim pró s escolas e professores da a a comunidade horta na qual tod cuidados de uma fª Maria Cecília pro la lher. Criado pe pessoas com pode plantar e co as jeto visa engajar Nobre Borges, o pro projeto também o ar, let mp co ra a comunidade. Pa o lixo orgânico e osteira, que usa conta com comp . própria horta cria adubo para a QUEM FEZ LOCAL QUEM FEZ QUANDO CUSTO FINANCIAMENTO

São

asil Sebastião, SP, Br Voluntários Desde 2011 Baixo

LOCAL

Litoral Norte,

QUEM FEZ CUSTO FINANCIAMEN

** Público

Baixo * Custeio viabilizado por meio de doações, financiamento coletivo. ** Custeio viabilizado por uma ou mais instâncias do poder público.

SP, Brasil

Voluntários Desde 1993

QUANDO

Desde 2011

Público** e Coletivo*

ESCRITA

O Encontro Re gional de Auto res do Litoral lista valoriza Norte pau­ a produção lit erária local, pr o encontro en omovendo tre escritores. O ev Maria Angélic ento, concebid a de Moura M iranda, costum o por cerca de 200 a reunir pessoas a ca da edição. O encontro é di objetivo do vulgar o traba lho de autore Norte e prom s do Litoral over a venda de livros.

TO

Baixo Coletivo*


E LIDAD

ESPAÇO PÚBLICO

MOBI

que a ideia, além de boa, não coloque em risco a segurança ou os direitos das pessoas. A transformação de um espaço público não significa alto investimento nem grandes construções, pode ser algo simples e barato. E mais: muitas empresas destinam recursos a esses projetos, que podem ser realizados nas horas de folga dos moradores da região. Iniciativas desse tipo dependem, acima de tudo, da vontade e do comprometimento de quem decide se envolver. A recompensa é um espaço mais acolhedor, uma comunidade mais unida, um local melhor para todos.

ENTO

AM CRUZ

de juntam es se de cruza­ r o d a is , mor alto A , EUA o asf ando loca s r tland ra pintar m o r o ç P a fo s p e s n a ade d ­ s, tra em e pos p Na cid em tem ntes bairro ra carros, eciam vira s h a e o n p m r p o e e s c if m e a d e d te en não s de on ­ os em os ap ment os, voltad adores que tir orgulho ia dos au t n d r n e é o e s M m a r. e cinz o d m . c a a ssar s de locid tados cheio igos e pa isso, a ve os pin m d ment a z u ram a m. Além r c A ive i nos R, EU que v is diminu nd, O

O RTE N

Por tla

ve tomó

L LOCA QUEM

MOBILIDADE

e

DO QUAN O CUST

tava sombra a, em Portugal, fal Na cidade de Águed dias de sol em o: tad sul tral. Re nas ruas da zona cen nos a pé. me ndo bavam circula for te, as pessoas aca comunicação de a nci agê a um de Até que o pessoal s sobre algu­ durar guarda-chuva teve a ideia de pen antiram a gar s uva -ch Os guarda mas dessas vias. pois disso, De al. loc o , coloriram sombra e, de quebra . cos ísti tur tos as ruas viraram pon

ários

t Volun Desd

FEZ

HUVAS

CÉU DE GUARDA-C

LOCAL LOCAL

1996

QUEM FEZ

Baixo * letivo

O

MENT

Desde 2012 Baixo

CUSTO

ir.org/

Público**

FINANCIAMENTO

yrepa

w.cit ://ww

QUANDO

Águeda, Portugal Iniciativa privada

QUANDO

Co

CIA FINAN

QUEM FEZ

http

http://sextafeira.pt/

MOBILIDAD

E

MEIO AMBIENTE

QUE ÔNIBUS PASSA AQUI? Em Porto Alegre (RS), os pontos de ônibus não tinham informações sobre as linhas. Até que dois publicitá­ rios tiveram uma ideia: criaram um adesivo para ser preenchido pelos próprios usuários com informações sobre os itinerários dos ônibus e espalharam-no pelos pontos da cidade. Os adesivos deram tão certo que a prefeitura os substituiu por placas informativas ofi­ ciais. A iniciativa já foi replicada até fora do Brasil.

Porto Alegre, RS, Brasil

LOCAL

Iniciativa individual

QUEM FEZ

2012

QUANDO

Baixo

CUSTO FINANCIAMENTO http://www.shoottheshit.cc/qopa/

Coletivo*

ESCOLA D

E

PARQUE ECOLÓGICO Na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, moradores transformaram um depósito de lixo em uma agro­ floresta batizada de Parque Ecoló gico Sitiê. Com hortas comunitárias, jardins, espa ço para atividades culturais e vista privilegiada da cidad e, o local atrai visitantes do mundo todo. O Sitiê promove um pro­ grama de inovação social ainda mais amplo, que pretende fazer do Vidigal a prim eira favela susten­ tável do mundo. LOCAL QUEM FEZ QUANDO CUSTO FINANCIAMENTO

Rio de Janeiro, RJ, Brasil Voluntários Desde 2006 Baixo Coletivo*

BICICLETA Em Bogotá, capital colo mbiana, um tas ensina a andar de grupo de ci maneira m clis­ bicicleta ou ais segura a pedalar en de graça, tre os carr para todos os. As aula de os gêneros s são tecem a ca e idades, da 15 dias e acon­ de promov no centro er o hábito da cidade. saudável da Além cio, a inicia pr tiva contrib ui para a di ática de exercí­ sito, a mel minuição do hora da qu alidade do trân­ consciênci ar e a form a cidadã. ação de LOCAL Bogotá, co

QUEM FEZ

lômbia

Estudante s Desde 201 3

QUANDO CUSTO FINANCIAM

Baixo

ENTO

https://ww

w.facebook

.com/BiciEs

Público**

cuelaBogo

ta/

115


Iguais e diferentes

Por que será que a lei afirma que somos todos iguais se somos tão diferentes?

Somos todos iguais?

Respondendo à pergunta sem rodeios: diante da lei, sim, somos todos iguais. Quem assegura isso é a Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Esse princípio tem nome: igualdade formal. Ele estabelece que todos devem possuir os mesmos direitos e deveres.

116

A partir de agora, esqueça o seu time do coração. Sabe aquela banda que você adora? Esqueça também. Seu corte de cabelo, suas roupas preferidas? Nada disso importa mais! Mas você deve estar pensando que, sem todas essas escolhas, você deixa de ser você, perde sua identidade. E é isso mesmo. Sem nossas diferenças, nossas particularidades, seríamos todos parecidos – e a vida seria muito sem graça, com um monte de gente igualzinha (ou muito parecida).

Vivemos em uma sociedade em que a liberdade individual é protegida por lei. Mas o fato é que a intolerância às diferenças existe e pode levar à violência, ao desrespeito e à exclusão. Apesar de errado, isso acontece em toda parte e não é de hoje. Para ter uma ideia, até a década de 1960, os negros eram proibidos de frequentar certos locais públicos nos Estados Unidos (EUA). Agora, chamamos isso de discriminação, mas na época era lei! Foi necessário um

Somos todos diferentes!

Todo tratamento igual é justo?

Exato: não existe uma pessoa igual à outra. E temos direito de ser diferentes. Quando a lei afirma que todos são iguais, ela declara que todos têm os mesmos direitos fundamentais, independentemente de suas diferenças. O simples fato de sermos humanos nos garante os direitos básicos.

Nem sempre. Quando certas diferenças impedem a garantia de direitos, leis podem diferenciar o tratamento entre pessoas. Esse é o princípio da igualdade material, que visa garantir a igualdade na prática. Imagine que todos abaixo tenham direito de ver o pôr do sol. Para isso, é preciso banquinhos para os mais baixos.


grande movimento social – liderado pelo pastor e ativista político estadunidense Martin Luther King – para começar a mudar a história. Em seu mais famoso discurso, Luther King falou que tinha um sonho: de um país onde negros e brancos conviveriam juntos, em espírito de irmandade. Os EUA estavam atrasados na conquista de uma sociedade igualitária. Naquela época já existia a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento criado pela ONU em meados de 1940, que diz que

todos são “iguais em dignidade e direitos”. O princípio norteou leis de muitos países, inclusive as do Brasil. Agora, sabe aquela pessoa que torce para outro time ou tem uma visão política diferente da sua? Então, ela é igual a você diante da lei. Afinal, no Brasil, todos têm os mesmos direitos fundamentais e devem ser respeitados em suas diferenças. A conquista da igualdade de direitos é um grande avanço histórico, mas é preciso aplicar a lei, garantindo os direitos na prática.

A realidade é desigual

Ações afirmativas

A condição social, a cor da pele, o gênero ou a origem, entre tantos outros fatores, podem limitar as oportunidades e até mesmo privar pessoas de seus direitos. Essas desigualdades muitas vezes levam a situações de exclusão, mesmo que não sejam intencionais. ACESSO RESTRITO À UNIVERSIDADE Mais da metade dos brasileiros declaram­ ‑se pretos ou pardos, mas representam apenas 13,3% dos estudantes universitários do país.

POPULAÇÃO BRASILEIRA

13,3% 53,6%

46,4%

pretos ou pardos

POPULAÇÃO BRASILEIRA DESIGUALDADE NA POLÍTICA Apesar de serem maioria no Brasil, as mulheres representaram apenas 13% de todos os candidatos eleitos nas eleições de 2016.

ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR

86,7%

CANDIDATOS ELEITOS EM 2016 NO BRASIL

48,44%

mulheres

Algumas características individuais ou coletivas também pedem um tratamento jurídico diferenciado – e de forma permanente. Dois exemplos: pessoas com necessidades especiais e populações indígenas. Para terem seus direitos essenciais garantidos e respeitados, esses grupos sociais necessitam de legislação com regulamentação específica.

Muitas vezes, as condições de vida de uma pessoa ou de um grupo são tão desfavoráveis que não basta elas serem iguais perante a lei. Nesses casos, é preciso intervir com medidas temporárias para promover a igualdade de fato – são as chamadas ações afirmativas. ACESSO FACILITADO A Lei de Cotas, que reserva um percentual das vagas nas faculdades para negros e pardos, é um exemplo de ação afirmativa.

Pessoas com deficiência física e/ou intelectual precisam de condições diferenciadas, várias previstas em lei. Alguns exemplos: adaptações para facilitar o acesso, incentivos para contratação em empresas, atividades diferenciadas nas escolas.

brancos

87%

51,56%

Direitos à diferença

13%

homens Fonte: IBGE, 2017

MULHERES NA POLÍTICA Para incentivar a participação política de ambos os gêneros, a lei brasileira exige que os partidos tenham um mínimo de 30% de candidatos de cada gênero.

As populações indígenas têm tradições profundamente ligadas ao território em que habitam – a manutenção do seu modo de vida depende dessa relação com a natureza. Por isso, esses povos têm o direito à demarcação das terras onde vivem. 117 117


Nosso poder

No Brasil, todo cidadão tem direito ao voto livre, que garante a escolha dos governantes

Imagine que, por um dia, você tenha o poder de definir ações que tornem o Brasil um país melhor. O que você decidiria? Como saber o que é prioridade, o que é realmente necessário? Como colocar as ideias em prática e obter os resultados esperados? Em que e quanto investir? Pois é exatamente essa a responsabilidade dos nossos governantes – seja no Executivo, seja no Legislativo. E somos nós quem escolhemos esses governantes, pelo voto direto.

Temos, portanto, uma enorme responsabilidade! Todo cidadão brasileiro acima de 16 anos tem o direito de votar. Mas nem sempre foi assim. No Brasil, os tipos de governo já mudaram muito ao longo da história e, com eles, mudaram também os direitos civis. Conhecer a história do país nos incentiva a participar e a valorizar conquistas de pessoas que lutaram por direitos. Durante o Brasil Império (de 1822 a 1889) só votavam homens livres e com alto poder aquisitivo. Com a

Legislativo, Executivo e Judiciário Veja qual é o papel de quem atua nos Três Poderes que regem o país SENADO FEDERAL

Legislativo Em cada esfera política, elabora leis, fiscaliza e controla os atos do Poder Executivo.

CONGRESSO NACIONAL FEDERAL

No Brasil, existem duas instâncias legislativas independentes: Câmara dos Deputados e Senado.

O Executivo colabora com o Legislativo sancionando ou vetando seus projetos de lei.

Executivo Presta serviços públicos por meio de órgãos diretos (ministérios e secretarias) e indiretos (entidades administrativas).

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERAL

É o cargo do chefe de Estado e do governo, que também comanda as Forças Armadas. Mandato: 4 anos

O Executivo define os membros do Judiciário, como ministros do Supremo e dos demais tribunais.

DEPUTADOS ESTADUAIS

ESTADUAL

CÂMARA DOS DEPUTADOS

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

FEDERAL

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decide sobre causas em que há violação da Constituição, como trabalho escravo.

Criam leis sobre assuntos de interesse estadual. Mandato: 4 anos

VEREADORES MUNICIPAL

CÂMARA MUNICIPAL

Criam leis sobre assuntos de interesse municipal. Mandato: 4 anos

Eleitos por estado, os deputados criam leis sobre assuntos de interesse nacional. Mandato: 4 anos ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA

ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA

ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA

Como agências reguladoras.

Como empresas públicas.

Como autarquias e fundações públicas.

GOVERNADOR

SECRETARIAS

PREFEITO

Por estado. Mandato: 4 anos

Como a de Educação.

MINISTÉRIOS Cada um coordena uma área específica, como Saúde e Educação.

ESTADUAL

REGIONAL

Judiciário Julga segundo as regras da Constituição Federal e as leis criadas pelo Poder Legislativo.

São três senadores por estado. Analisam e julgam os projetos de lei elaborados pela Câmara. Mandato: 8 anos

MUNICIPAL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Órgão judiciário estadual.

Dá o veredicto em causas decididas pelos demais tribunais (federais ou estaduais).

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decide ações sobre causas trabalhistas. TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Organiza e administra as eleições e garante a execução das leis eleitorais.

Por município. Mandato: 4 anos

Julga processos que envolvam a União. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO Julga causas trabalhistas no estado.

SECRETARIAS OU DEPARTAMENTOS

JUÍZES DE DIREITO

JUÍZES FEDERAIS

JUÍZES DO TRABALHO

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL Fiscaliza as eleições no estado.

JUÍZES ELEITORAIS

TRIBUNAL SUPERIOR MILITAR Específico para julgar militares.

118

JUÍZES MILITARES


proclamação da República em 1889, instituiu-se o presidencialismo e o voto livre para homens maiores de 21 anos. Só em 1932 o código eleitoral cedeu às mulheres o direito ao voto. O Brasil passou por duas ditaduras: a primeira (de 1937 a 1945) com Getúlio Vargas e a outra (de 1964 a 1985) com os militares. Em ambas, o voto popular sofreu restrições. O voto livre, para todo cidadão maior de 16 anos, só foi garantido em 1988 com a atual Constituição.

Ministério Público Defensor e porta-voz da sociedade Recebe as queixas da população, fiscaliza o cumprimento das leis e defende os cidadãos, atuando em causas particulares ou coletivas, ligadas a temas como: meio ambiente, direitos do consumidor, crianças e adolescentes, minorias étnicas e sociais e pessoas com deficiência.

Tribunal de Contas Controle da administração pública Controla os gastos públicos nos âmbitos municipal, estadual e federal. Órgão independente, fiscaliza de onde vêm as verbas usadas na administração pública e como elas são gastas. Caso haja alguma irregularidade, os fiscais do Tribunal de Contas podem fazer uma denúncia ao Ministério Público.

Nossa Constituição Um grande livro de direitos e deveres Em qualquer jogo há regras: isso pode, aquilo não. A sociedade também funciona mais ou menos assim, com regras. E a Constituição é o livro que reúne as principais delas, é um grande manual que descreve todos os direitos e deveres dos cidadãos brasileiros. A atual Constituição Federal está em vigor desde 1988. A elaboração dessa Carta Magna do Brasil – como também é chamada – foi cercada de muita expectativa, porque ela marcava a redemocratização do Brasil, depois de 21 anos de regras impostas pelo regime militar.

A importância dos documentos Veja quais são e para que serve cada um CERTIDÃO DE NASCIMENTO Sem ela, a pessoa não pode acessar serviços públicos (como hospitais e escolas). O documento é gratuito e feito nos cartórios. DOCUMENTO ÚNICO DE IDENTIFICAÇÃO O Registro Geral (RG) será substituído, até 2022, pelo Documento Único de Identificação Nacional, que unificará outros documentos, como o CPF e o Título de Eleitor. CADASTRO DE PESSOA FÍSICA (CPF) Permite a abertura de conta em banco e a obtenção de empréstimos. Pelo CPF, o governo checa se o trabalhador pagou o imposto de renda. TÍTULO DE ELEITOR Dá direito ao voto (opcional aos 16 anos e obrigatório dos 18 aos 70 anos). Identifica o eleitor e evita votos duplicados. CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO (CNH) Com a CNH, maiores de 18 anos podem dirigir. Os departamentos estaduais de trânsito a emitem após testes teórico e prático. PASSAPORTE Necessário para sair do Brasil, é emitido pela Polícia Federal. Exigido em portos, aeroportos e fronteiras internacionais. CARTEIRA DE TRABALHO A CTPS registra dados profissionais dos brasileiros, garantindo os direitos do trabalhador, como aposentadoria, seguro-‑desemprego e FGTS.

119


BANDEIRA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Identidade

Os símbolos unem as pessoas e criam o sentimento de pertencer a um lugar T odo país tem um hino e uma bandeira. Para o povo, não são apenas letra e música ou um tecido estampado, mas parte de sua identidade. Esses símbolos trazem o sentimento de pertencimento e existem em diversas esferas, como times de futebol, escolas, clubes, estados, cidades e até pessoas! Em Portugal, por exemplo, até o século 19, os hinos eram feitos para os reis. Geralmente, hinos são compostos por renomados maestros e têm letras que enaltecem o lugar e seus fundadores. O do Brasil surgiu para fortalecer sua identidade quando deixou de ser colônia, mas levou um século para ser oficializado. Acredita-se que sua melodia tenha sido composta em 1822 – ano da Independência – por Francisco Manuel da Silva, copista (que copiava as partituras à mão) da orquestra da corte. A letra só foi escrita em 1909, pelo crítico literário Joaquim Osório Duque Estrada. O hino de São Sebastião foi composto pelo poeta José Geraldo Lemos da Silva, antigo morador do bairro de Boiçucanga. Ele conta que a sua inspiração veio da época das capitanias hereditárias, quando o município era mais importante do que o Rio de Janeiro. A bandeira do Brasil tem uma história curiosa. Os dizeres “Ordem e Progresso” tem origem no lema “o amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim”, criado pelos positivistas franceses. Os governantes da época, porém, entendiam que a palavra “amor” poderia ser mal interpretada e a deixaram de fora.

120

1

FAIXAS Símbolo dos dias e das noites em que os bandeirantes lutaram pelo estado

3

BRASIL AZUL A cor do mapa significa o vigor e a força dos bandeirantes para o país

2

RETÂNGULO Representa o sangue dos bandeirantes derramado durante as conquistas

4

CORES Tributo aos povos (brancos, índios e negros) que deram origem ao brasileiro

4

Hino dos Bandeirantes

(Hino do estado de São Paulo)

(Letra: Guilherme de Almeida Música: Sérgio de Vasconcellos Corrêa) Paulista, para um só instante Dos teus quatro séculos ante A tua terra sem fronteiras, O teu São Paulo das “bandeiras”! Deixa atrás o presente: Olha o passado à frente! Vem com Martim Afonso a São Vicente! Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto, Bartira sonha sossegadamente Na sua rede virgem do Planalto. Espreita-a entre a folhagem de esmeralda; Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda! Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho, Botas-de-nove-léguas, João Ramalho. Serra-acima, dos baixos da restinga, Vem subindo a roupeta De Nóbrega e de Anchieta. Contempla os Campos de Piratininga! Este é o Colégio. Adiante está o sertão. Vai! Segue a entrada! Enfrenta! Avança! Investe!

Norte-Sul-Este-Oeste, Em “bandeira” ou “monção”, Doma os índios bravios. Rompe a selva, abre minas, vara rios; No leito da jazida Acorda a pedraria adormecida; Retorce os braços rijos E tira o ouro dos seus esconderijos! Bateia, escorre a ganga, Lavra, planta, povoa. Depois volta à garoa! E adivinha através dessa cortina, Na tardinha enfeitada de miçanga, A sagrada Colina Ao Grito do Ipiranga! Entreabre agora os véus! Do cafezal, Senhor dos Horizontes, Verás fluir por plainos, vales, montes, Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!


BANDEIRA DO BRASIL

BANDEIRA DE SÃO SEBASTIÃO

1

CORES Há várias interpretações, uma delas é a de que remetem às dos brasões da Família Real

3

LEMA É atribuído ao filósofo francês Augusto Comte, que tinha seguidores no Brasil

2

ESTRELAS Os 27 estados no céu do Rio de Janeiro. São Paulo fica abaixo do Cruzeiro do Sul

4

FORMATO É uma adaptação da bandeira imperial, na qual o escudo português ficava no losango

Hino Nacional do Brasil (Letra: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva) I

II

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó, Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do novo mundo!

Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!

Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó, pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Ó, pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do cruzeiro resplandece.

Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula – Paz no futuro e glória no passado.

Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.

Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó pátria amada!

Terra adorada Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó, pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

1

BRASÃO Representa o chamado “escudo português”, que evoca a origem lusitana

2

CORES O azul do brasão simboliza a justiça, a nobreza, a perseverança e a lealdade

3

COROA Símbolo de autonomia, suas torres classificam a cidade como sede de comarca

4

HASTES DE CANA Como suporte, fazem alusão à indústria açucareira, primeira da região

Hino de São Sebastião

(Composição: José Geraldo Lemos da Silva) Desde os tempos das capitanias Primórdios desta imensa nação Sob a história, que é tão longínqua Desbravaram e povoaram este chão Azulado por um lago natural E pela verde selva em comunhão Com areias mornas de um jardim tropical Tudo isso é nosso São Sebastião Por Deus, somos privilegiados Sempre visitados por quem sempre quer voltar São Sebastião, éden de felicidade! Até com a posteridade que o presente quer legar Sem menosprezo aos heróis do passado, Um povo entusiasmado que fez deste lugar

Paragem obrigatória de barqueiros e tropeiros, Mercadores, mensageiros, da terra e do mar Sem mencionar tantos feitos de outrora E os de agora não se pode negar Por aqui o ouro metal passou, O ouro verde parou, para o ouro negro chegar Por Deus, somos privilegiados Sempre visitados por quem sempre quer voltar São Sebastião, éden de felicidade! Até com a posteridade que o presente quer legar

121


Referências AB’SÁBER, Aziz. Os domínios da natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. 4a ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007. AFONSO, Marisa C. Arqueologia Jê no Estado de São Paulo. Revista Museu Arq. Etn., n. 27, p. 30-43, 2016.  ALMEIDA, Antônio P. de. Memória histórica de São Sebastião (V. I, II, III, IV, V e VI). Disponível em: <https:// www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/107195>. Acesso em: nov. 2015. ARRUDA, Rinaldo S. V.; DIEGUES, Antonio Carlos (Orgs.). Os saberes tradicionais e biodiversidade do Brasil. 1a ed. São Paulo: USP; Brasília: MMA, 2001. BENDAZZOLI, Cintia. O panorama da ocupação sambaquieira no arquipélago de Ilhabela, SP. 2014. Tese de doutorado – Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. BERMANN, Célio. Energia no Brasil: para quê? Para quem? Crise e alternativa para um país sustentável. 2a ed. São Paulo: Livraria da Física, 2003. BRAGA, Benedito; REBOUÇAS, Aldo da C.; TUNDISI, José G. (Org.). Águas doces no Brasil. 3a ed. São Paulo: Escrituras, 2006.

FUNARI, Pedro Paulo; NOELLI, Francisco S. 3a ed. São Paulo: Contexto, 2006.

CARDOSO, Beatriz de B. V.; RICCI, Fábio. O desenvolvimento tardio no Litoral Norte de São Paulo: influência da infraestrutura de transportes – Século XVIII a 1960. Revista Ciências Humanas, Universidade de Taubaté (Unitau, v. 6, n. 1, 2013.

FURLAN, Sueli Angelo. Tudo que você queria saber sobre plantas. 1a ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.

CCR RodoAnel. Mapa. Disponível em: <http://www.rodoa neloeste.com.br/mobile/#!/map>. Acesso em: nov. 2017. CLIMATE-Data. Clima: São Sebastião. Disponível em: <https://pt.climate-data.org/location/34837/>. Acesso em: nov. 2017. COMITÊ de Bacia Hidrográfica do Litoral Norte. Disponível em: <http://www.sigrh.sp.gov.br/cbhln/apresen tacao>. Acesso em: nov. 2017.

GALDINO, Clayton. Casas de mãos e barro: a arquitetura caiçara de São Sebastião. Cadernos do CEOM, ano 23, n. 32, Etnicidades, 2010. GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara V. Novo atlas geográfico do estudante. 1a ed. São Paulo: FTD, 2005. GOVERNO do Brasil. IBGE mapeia a infraestrutura dos transportes no Brasil. Disponível em: <http://www. brasil.gov.br/infraestrutura/2014/11/ibge-mapeia-ainfraestrutura-dos-transportes-no-brasil>. Acesso em: nov. 2017.

CONCESSIONÁRIA Tamoios. Disponível em: <http:// concessionariatamoios.com.br/>. Acesso em: nov. 2017.

HEITOR, Frúgoli Júnior. Centralidade em São Paulo: trajetórias, conflitos e negociações na metrópole. 1ª edição. São Paulo: Edusp, 2006.

DEAN, Warren. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

IBGE. Cidades@. Disponível em: <https://cidades.ibge. gov.br/painel/painel.php?codmun=355070>. Acesso em: nov. 2017.

DERSA. Disponível em: <http://www.dersa.sp.gov.br/ en/ferry-crossings/travessias-automoveis/sao-sebastiaoilhabela/>. Acesso em: nov. 2017.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Almanaque Brasil socioambiental 2008. São Paulo: ISA, 2007.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas geográfico escolar. 4a ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

DONATO, Hernâni. História de usos e costumes do Brasil. 1a ed. São Paulo: Melhoramentos, 2005.

_______. Fauna ameaçada de extinção. 1 ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2001.

FERNANDEZ, Ramón G. Os lavradores de cana de São Sebastião. Rev. Inst. Est. Bras., n. 40, p. 173-190, 1996.

BUSCH, Ana; VILELA, Caio. Um mundo de crianças. 1a ed. São Paulo: Panda Books, 2007.

FRANÇA, Ary. Ilha de São Sebastião: estudo de geografia humana. São Paulo: FFCL-USP, 1951.

a

122

CALDEIRA, Jorge. Viagem pela história do Brasil. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

IPHAN. Apresentação. Disponível em: <http://www.sigrh.sp.gov.br/cbhln/apresentacao>. Acesso em: nov. 2017. IZIDORO, Manoel Filho. Gente que faz história. 1a ed. Ribeirão Preto: Legis Summa, 1996. KENT, Jennifer; MYERS, Norman. The new atlas of planet management. 3a ed. Berkeley: Universidade da Califórnia, 2005.


KURIMORI, Juliana. Análise do conflito no uso e ocupação do solo no município de São Sebastião-SP. 2015. Trabalho de conclusão de curso – Instituto de Geo­ciências, Unicamp, Campinas, 2015.  MARCILIO, Maria Luiza. Caiçara: Terra e população. São Paulo: Edusp, 2006. MENDROT, Camile. Maravilhas do Brasil: paisagens. Trad. Douglas Victor Smith. 1. ed. São Paulo: Escrituras Editora, 2007. NEVES, Eduardo G. Arqueologia da Amazônia. 1a ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. NEVES, Walter A.; PILÓ, Luís B. O povo de Luzia: em busca dos primeiros americanos. 1a ed. São Paulo: Globo, 2008. PARQUE Estadual Serra do Mar. Disponível em: <http://www.parqueestadualserradomar.sp.gov.br/ pesm/>. Acesso em: nov. 2017. PREFEITURA de São Sebastião. Disponível em: <http:// www.saosebastiao.sp.gov.br/>. Acesso em: nov. 2017. REIS, Nestor G. Os engenhos da baixada santista e os do litoral norte de São Paulo, Revista USP, São Paulo, n. 41, p. 62-73, março/maio 1999. RESUMO Executivo de São Sebastião. Litoral sustentável – Desenvolvimento com inclusão social. Disponível em: <http://litoralsustentavel.org.br/resumos-executivos/ resumo-executivo-sao-sebastiao/>. Acesso em: nov. 2017. ROSS, Jurandyr L. S. Ecogeografia do Brasil. 1 ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. a

_______. Geomorfologia: ambiente e planejamento. 8a VENTURI, Luis Antonio B. (Org.). Praticando a geograed. São Paulo: Contexto, 2007. Coleção Repensando a fia: técnicas de campo e laboratório em geografia e anáGeografia. lise ambiental. 1a ed. São Paulo: Oficina de Texto, 2005. SABESP. Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/ VIDOR, Hodyn S. B. O. Geografia dos naufrágios – o Default.aspx>. Acesso em: nov. 2017. arquipélago de Ilhabela, SP. 2015. Trabalho de conclusão de Curso – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, Humanas, USP, São Paulo, 2015. razão e emoção. 4a ed. São Paulo: Edusp, 2008. SANTOS, Moacir José dos; RODRIGUES, Edson Wagner. Modernização econômica e portuária: o caso do porto de São Sebastião (SP). Colóquio. Revista do Desenvolvimento Regional, Faccat, Taquara/RS, v. 13, n. 2, jul./dez. 2016. SÃO PAULO. Secretaria do Meio Ambiente. Instituto Florestal. Inventário florestal da vegetação natural do estado de São Paulo. 1a ed. São Paulo: Imprensa Oficial, 2005. SILVA, Armando C. da. O litoral norte do estado de São Paulo, formação de uma região periférica. São Paulo: IGEOG/USP, 1975. SIMIELLI, Maria Elena R. Atlas geográfico escolar. 34a ed. São Paulo: Ática, 2007. _______. Primeiros mapas: como entender e construir. 6a ed. São Paulo: Ática, 2006. TUNDISI, José G. Água no século XXI: enfrentando a escassez. 2a ed. São Carlos: RiMa, 2005. _______; TUNDISI, Takako M. Limnologia. 1a ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. VEIGA, José E. da. Cidades imaginárias: o Brasil é menos urbano do que se calcula. 2a ed. Campinas: Autores Associados, 2003. 123


Agradecimentos

Nosso reconhecimento especial a todos que, de alguma forma, contribuíram para a elaboração do Atlas Ambiental: São Sebastião, SP, Brasil. Organização de conteúdo: SUELI ANGELO FURLAN ESPECIALISTAS Todo o conteúdo foi produzido com a colaboração de grandes conhecedores das temáticas trabalhadas – indicaram fontes, concederam entrevistas, revisaram os materiais, validaram os resultados. Abaixo, os nomes dos especialistas que contribuíram para a qualidade deste material. Agacir Eleutério, historiadora responsável pelo Centro de Memória e Integração Cultural; Akemi Kamimura, advogada especialista em direitos humanos pela Faculdade de Direito da USP; Anthony Guimarães, parasitólogo da Fund. Oswaldo Cruz; Antônio Carlos Rossin, eng. em saúde pública pela USP; Antônio Sérgio Fernandes, diretor de pesca da Secretaria do Meio Ambiente de São Sebastião; Artur Timerman, infectologista, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses; Célia Senna, doutora em biologia molecular pela UnB; Célio Bermann, professor de Energia da USP; Cintia Bendazolli, doutora em Arqueologia pela USP; Claudio Sirin, eng. agrônomo pela Unitau; Dayson José Lima, professor da Seduc-AM; Dinival Martins, eng. florestal da Unesp Botucatu; Edineia Correia, analista ambiental ICMBio Alcatrazes; Edson Rigonatti, partner da Astella Investimentos; Eliseu Waldman, epidemiologista pela USP; Emerson Galvani, geógrafo da USP; Fátima Roberti, bióloga da Divisão de Ensino da Fundação Parque Zoológico de São Paulo; Fernanda Palumbo, coord. pedagógica da Seduc de São Sebastião; Francisco Kronka, eng. agrônomo do Instituto Florestal de São Paulo; Frank Constâncio, presidente da Associação de Surfe de São Sebastião; Jesus Berrocal, geofísico da USP; José Ângelo dos Anjos, professor de Geologia da Unifacs; José Galizia Tundisi, presidente do IIE; José Roberto Meireles, biólogo, professor da UEFS; Juan Verdésio, especialista em energias renováveis da UnB; Juliana Benchimol, coordenadora de Educação Socioambiental da Fundação Espaço Eco; Jurandyr Ross, professor de Geografia da USP; Katherine Amorim, bióloga da Secretaria do Meio Ambiente de São Sebastião; Leandro Saadi, secretário adjunto da Secretaria de Turismo de São Sebastião; Lilia Schwarcz, professora de Antropologia da USP; Lindomar dos Santos (Seu Nicinho), criador do Chão Caiçara; Lucila Brioschi, cientista social da USP; Marcella Arruda, urbanista fundadora do MUDA Coletivo e integrante do Instituto A Cidade Precisa de Você; Marcelo Eduardo Stipp, geógrafo da UENP; Marcelo Sousa de Assumpção, físico da USP; Marcos Holler, pesquisador de História da Música da Udesc; Marcos Roberto Pinheiro, geógrafo especialista do Laboratório de Pedologia da USP; Maria Angélica Miranda, criadora do encontro de escritores do Litoral Norte (SP); Maria Cecília Nobre Borges, criadora da horta comunitária da Topolândia (São Sebastião); Maria Inês Lino, conselheira de política cultural da Secretaria de Educação de São Sebastião; Marjorie Nolasco, professora de Geologia da UEFS; Maurício Alves, chefe da Casa da Agricultura de São Sebastião e Ilhabela; Mauro Victor, eng. florestal e ambientalista; Menelick de Carvalho, professor de Direito da UnB; Norma Valêncio, professora do Depto. de Ciências Ambientais da UFSCar; Paulo Simionatto Polito, professor do Depto. de Oceanografia Física da USP; Philipe Marmo, relações públicas da Prefeitura de São Sebastião; Plácido Cali, especialista em Arqueologia e colaborador do Nupaub; Rafael Lourenço dos Santos, especialista em regulação da Aneel; Renan Cardoso, engenheiro florestal da Secretaria de Meio Ambiente de São Sebastião; Ricardo Romero, gestor do Núcleo São Sebastião do PESM; Rinaldo Sérgio Arruda, cientista social da PUC-SP; Roberto Dias da Costa, Astrônomo da USP; Sílvia Neri Godoy, analista ambiental ICMBio Alcatrazes; Sônia Maria Castellar, professora de Metodologia do Ensino de Geografia da FEUSP e integrante da Redladgeo; Tarik Resende Azevedo, geógrafo da USP; Tércio Ambrizzi, professor do Depto. de Ciências Atmosféricas da USP. EDUCADORES A publicação teve a participação especial de educadores que contribuíram para a elaboração de um material que faça sentido para os sebastianenses. Abaixo, o nome desses profissionais com os quais contamos (e contaremos daqui em diante!) para que tenhamos uma Educação cada vez melhor. Alexandre Mattos; Alícia Manitto; Ana Kátia Sousa; Ana Paula da Silva Santos; Cacilda da Silva; Cleoni Andrade; Diogo Vilhena; Edijane Rodrigues; Elisete Monteiro; Érika Souza; Érika Palumbo; Fábia Mandu; Fabíola dos Santos; Felipe Ramos; Fernanda da Silva; Gabriela Pasin; Gabriela da Motta Silva; Georgia Ventura; Gilvani Pinna; Gislene de Ângelo; Gizete Simone Santos; Ivani Gil; Janaína dos Santos; Janice Assis; Jozilene da Silva; Júlio Filho; Kátia dos Santos; Kátia Malhão; Kétria Cristina Giraud; Larissa Barbosa; Lícia Negri; Lúcia Silva; Lucínea dos Anjos; Marcelo da Silva; Márcia Estrela; Mayara Risther; Mirella Jesus; Mônica Rodrigues; Nivaldo Guti; Patrícia Gregório; Patrícia Diegues; Patrícia de Moura; Polliana Leandro; Raíza Tonon; Ricardo Fabiano de Castro; Rosana Conrado; Rosiane dos Anjos; Sâmela Souza; Sandra Elizabete de Paulo; Sayonara Martins; Silvana dos Santos; Simone Vianna; Sueli Franco; Tatiana Rodrigues; Thiago Curci; Vilma do Nascimento; Waldinéia Trindade; e Zenira da Silva. 124


Créditos Capa e quarta capa Imagem: 2010, Vistadivina/2003, Quickbird Ilustrações: Luiz Iria Contracapa Leandro Saadi Terceira capa Leandro Saadi/Acervo ICC P. 4 e 5 Fotos: Leandro Saadi P. 12 e 13 Textura de areia: Jannoon028/Freepik Foto da Igreja Matriz: Marcos Bonello/ PMSS Foto do sítio arqueológico São Francisco: Reginaldo Pupo Foto de indígenas: Luciano Vieira/PMSS Foto de pesca: Leandro Saadi Foto de ilha: Leandro Saadi Foto da Barra do Una: Gustavo Frazao/ Shutterstock Foto de ecoturismo: Leandro Saadi Foto de Azul Marinho: Felipe Seibel Foto da procissão de São Pedro: Marcos Bonello/PMSS Foto da festa do Padroeiro: Marcos Bonello/PMSS P. 14 e 15 Ilustrações: Sattu P. 16 e 17 Ilustração: Sattu P. 18 e 19 Foto de fundo: São Sebastião, 1906.: Comissão geográfica e geológica de São Paulo Quadro Desembarque de Cabral em Porto Seguro: Oscar Pereira da Silva, 1922. Museu Paulista, SP. Foto de homens barreando uma casa de pau a pique: Arquivo Histórico/PMSS Foto da inauguração da balsa: Arquivo Histórico/PMSS Foto de sr. Saraceni e família: Eliane Saraceni Foto do hotel Beiramar, atual Casa Esperança: Agnello Ribeiro dos Santos P. 20 e 21 Aquarelas: Meire de Oliveira Mapa de povos tradicionais: Atina Educação P. 22 e 23 Aquarela: Meire de Oliveira

P. 24 e 25 Planisfério: Nasa, 2010 Foto de Gabriel Medina: homydesign/ Shutterstock Foto da praia de Banzai Pipeline: surfglassy/Flickr Foto da praia de Pipe: Swell Surf Camp/ Flickr Foto da praia do Norte: Jeff Rowley/ Flickr Foto da praia de Sunabe Seawall: sigoipix/Flickr Foto da praia de Snapper Rocks: rod marshall/Flickr

Foto de rodovia: Milton Jung/Flickr Mapa de infraestrutura de transportes no estado de SP: Atina Educação Mapas de infraestrutura de transportes no Brasil: Atina Educação P. 56 e 57 Infográfico: Alexandre Jubran

P. 26 e 27 Infográfico: Mario Kanno

P. 58 e 59 Mapa de relevo de São Paulo: Nasa Earth Observatory, Atina Educação Mapa de unidades de relevo: Atina Educação Infográfico de perfil de relevo: Tato Araújo

P. 30 e 31 Ilustração galáxia: Sattu Imagens de satélite: 2010, Vistadivina. Nasa Earth Observatory Ortofoto do Centro de São Sebastião: Prefeitura de São Sebastião

P. 60 e 61 Mapa do Clima do Brasil: Atina Educação Ilustração do eixo da terra: Sattu Infográfico: Alexandre Jubran Foto: Leandro Saadi

P. 32 a 37 Imagens de satélite: 2010, Vistadivina. Nasa Earth Observatory © AIRBUS DS 2018 Ortofoto do Centro de São Sebastião: Prefeitura de São Sebastião.

P. 62 e 63 Ilustrações: Sattu Mapas: Eli Sumida

P. 38 a 51 Foto de Alcatrazes: Leandro Saadi Mapa de Alcatrazes: Atina Educação Imagens de satélite: © AIRBUS DS 2018 Foto da ilha de Montão de Trigo: Leandro Saadi.

P. 66 e 67 Infográfico: Sattu

P. 52 e 53 Mapa do uso da terra (RMVPLN): Atina Educação Mapas do desmatamento em São Paulo (1500, 1920 e 1952): Eli Sumida Mapa do desmatamento em São Paulo (2012): Atina Educação Mapa das Unidades da Federação e das grandes regiões: Atina Educação Ilustrações de vegetação e uso da terra: Sattu P. 54 e 55 Mapa de estradas de São Sebastião: Atina Educação Foto da rodovia dos Tamoios: Diogo Moreira/A2 FOTOGRAFIA

P. 64 e 65 Infográfico: Sattu

P. 68 e 69 Ilustração: Tato Araújo e Sattu Mapa de sismologia: Atina Educação P. 70 e 71 Infográfico: Sattu P. 72 e 73 Ilustrações: Sattu Mapas: Atina Educação P. 74 e 75 Montagem de satélite: 2010, Geodinâmica/NOAA’s National Geophysical Data Center Foto de São Sebastião: Flash It P. 76 e 77 Infográfico: Sattu P. 78 e 79 Infográfico: Fido Nesti

P. 80 e 81 Infográfico: Alexandre Jubran Fotos reciclagem: Reginaldo Pupo P. 82 e 83 Infográfico: Mario Kanno P. 84 e 85 Ilustrações: Sattu Mapa endemias: Atina Educação P. 86 e 87 Ilustração: Sattu P. 88 Mapa de Domínios da Natureza: Atina Educação P. 89 a 91 Infográficos: Marcelo Garcia P. 92 e 93 Infográfico: Luiz Iria P. 94 e 95 Ilustração de fundo: Luiz Iria ilustrações de animais: Luiz Iria Foto de índios: ESB Professional/ Shutterstock Foto aérea de Manaus: MMPOP/ Shutterstock Foto de pessoa em canoa: Alessandro Zappalorto/Shutterstock Foto de ribeirinho pescando: Sergio Amaral/MDS Mapa da Amazônia: Atina Educação P. 96 e 97 Infográfico: Luiz Iria P. 98 e 99 Mapa de áreas protegidas: Atina Educação Imagem de São Sebastião/parte: Spotmaps Fotos APA Marinha do Litoral Norte e Baleia Sahy: Leandro Saadi

Foto Foto Foto Foto Foto Foto Foto

do de do da de de de

costão rochoso: Celso Moraes marinho: Elsie C. Orabona mangue: Luciano Vieira mata atlântica: Paulo Brabo praia: Bruno Buccalon restinga: Helder rio: Mari & Nacho

P. 106 e 107 Infográfico: Mariana Coan P. 110 e 111 Infográfico: Simon Ducroquet P. 112 e 113 Ilustração: Adão Iturrusgarai P. 114 e 115 Foto do Parque Sitiê: Divulgação Foto de Encontro de Autores: Prefeitura Municipal de São Sebastião Foto de Umbrella Sky Project: Umbrella Sky Project Foto de Chão Caiçara: Caroline Castro Foto Biciescuela: Biciescuela Foto Horta da Topolândia: Prefeitura Municipal de São Sebastião Foto Que ônibus passa aqui?: Shoot The Shit Foto Rua para pessoas: Better Block P. 116 e 117 Ilustrações: Mario Kanno P. 118 e 119 Imagens de documentos: Eduardo Delfin Foto da Constituição: Folhapress Organograma dos 3 Poderes: Atina Educação P. 120 e 121 Ilustração das bandeiras: Alexandre Jubran

P. 100 e 101 Infográfico: Luiz Iria P. 102 e 103 Ilustrações: Sattu Mapa de animais em risco de extinção: Atina Educação P. 104 e 105 Mapa dos tipos de ecossistema: Atina Educação

125


Entenda termos e palavras A

AEROSSÓIS Partículas que se encontram suspensas em um meio gasoso (geralmente o ar). ANTRÓPICA Resultado da ação humana, geralmente relacionado à ecologia. ÁREA DE RECARGA Área em que a água infiltra o solo a ponto de conseguir alimentar o aquífero. ASSOREAMENTO Processo físico que leva à obstrução de um rio, lago, canal ou estuário por areia, detritos ou sedimentos. Resulta na redução da profundidade e diminuição da correnteza. ATMOSFERA Camada de ar que envolve a Terra. Tem 5 km de altura e é formada por cinco subcamadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

B

BACIA HIDROGRÁFICA Também chamada de bacia de drenagem de um curso d’água. É o conjunto de terras que drena a água das chuvas para o curso de água. Constitui uma área geográfica, medida em quilômetros quadrados. BIODIVERSIDADE Compreende a totalidade das múltiplas formas de vida que se pode encontrar na Terra (inclui a variedade genética dentro das populações e a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos e de microrganismos, as associações e a paisagem).

C

CABOCLO O termo, na história do Brasil, designa a pessoa que é descendente de brancos e indígenas. CADEIA ALIMENTAR Relação estrutural de alimentação entre seres vivos dentro de um ecossitema.

126

CAPITANIA HEREDITÁRIA Forma de administração territorial do império português, em que a coroa doou lotes de terras a particulares para que colonizassem e explorassem determinadas áreas do país.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO Abrange dois processos de perda de água: o do solo, pela evaporação; e o das plantas, pela transpiração e evaporação.

COMPOSTEIRA Estrutura que permite transformar resíduos orgânicos em adubo natural por meio de decomposição.

F

E

ECOLÓGICO Diz-se das interações entre os meios físicos e bióticos, também entre o homem e o meio ambiente. ENDEMIA Manifestação de doença infectocontagiosa que ocorre de forma contínua e com incidência significativa em uma população e/ou região. ENDÊMICA Diz-se da espécie animal que existe apenas em determinada região, seja por motivos geográficos (barreiras físicas) ou climáticas. ENERGIA Energia, em grego, significa “trabalho” (do grego energéia e do latim energia). Por definição, energia é a capacidade que um corpo tem de realizar um trabalho ou uma ação. EÓLICA Movido, vibrado ou produzido pela ação ou força do vento. EROSÃO Processo ou resultado de desgaste da superfície terrestre pela ação mecânica e química da água corrente, do clima (vento e chuva), da gravidade ou de outros agentes geológicos. ERUCTAÇÃO Ato de expulsar gases do estômago pela boca, comumente chamado de arroto. ESCARPA Declive muito íngreme de terreno, provocado por erosão.

FARMACOTERÁPICO Medicamentos usados para tratamento ou controle de doenças. FERTILIZANTE NATURAL Substância natural, mineral ou orgânica, que fornece nutrientes para as plantas. FLATULÊNCIA Emissão de gases pelo ânus, pum. FOTOVOLTAICO Que converte energia luminosa em energia elétrica ou eletromotriz. FUNDIÁRIA Aquilo que é referente à divisão de terras, geralmente em áreas rurais.

H

HOMINÍDEO Família taxonômica de primatas que compreende o homem e seus ancestrais.

I

INTERMITENTE Fenômeno que é interrompido em determinados períodos do tempo, como rios que apresentam água apenas na estação chuvosa.

MIGRAÇÃO Movimento de entrada (imigração) ou saída (emigração) de indivíduo ou grupo de pessoas entre países diferentes ou dentro de um mesmo país, por razões principalmente econômicas. Entre os animais, os fatores ambientais estão associados aos deslocamentos de algumas espécies durante períodos do ano.

O

ORGÂNICO Pertencente a uma classe de compostos químicos que contém cadeias ou anéis de carbono ligados a hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, incluindo plantas e animais.

P

PALAFITA Conjunto de estacas que sustentam habitações construídas sobre a água. PLAQUETA Componente do sangue responsável por parar sangramentos, formando coágulos, que vemos em nossa pele como a “casquinha” dos ferimentos em processo de cicatrização. PLUVIOSIDADE Quantidade de chuva, ou precipitação, que ocorre em determinada área em um certo período de tempo. POÇO ARTESIANO Grande buraco cavado de forma perpendicular ao solo até atingir o lençol freático (água subterrânea).

LENÇOL FREÁTICO Reservatório de água subterrânea decorrente da infiltração da água da chuva no solo.

POLUIÇÃO Degradação dos aspectos físicos ou químicos do ecossistema, por remoção ou adição de substâncias. Rios que recebem esgoto sem tratamento são meios comuns de poluição, mas essa alteração ambiental também pode ser atmosférica, térmica ou sonora.

M

R

L

MEIO AMBIENTE Conjunto de fatores físicos, biológicos e químicos que cerca os seres vivos, influenciando-os e sendo influenciado por eles.

RENDA Total das quantias recebidas por uma pessoa ou entidade em troca de trabalho ou de serviço prestado.

S

SALOBRA Dissolução com alguns sais ou substâncias na água que a torna desagradável ao paladar. A água do sertão nordestino é um exemplo. SANEAMENTO BÁSICO Atividade ligada ao abastecimento de água potável e escoamento de água pluvial e esgoto nas cidades. SEDENTARISMO Com relação à História, diz-se do hábito do ser humano de fixar residência, sem se mudar periodicamente para diferentes locais em busca de comida. SESMEIRO Pessoa que recebeu concessão de terras da coroa portuguesa nas Capitanias Hereditárias. SISMO Tremor de terra resultante da liberação de energia contida sob a crosta terrestre. SUSTENTÁVEL Qualidade de um elemento que permite a sua utilização no longo prazo de forma a não agredir o meio ambiente e garantir o bem-estar das gerações futuras.

T

TENSÃO Intensidade de energia elétrica que percorre fios e cabos ou que alimenta um circuito elétrico, como o de uma TV. TERMELÉTRICA Usina ou processo que converte a energia térmica (calor) em elétrica.

U

UNICELULARES Seres compostos por uma única célula, como as bactérias.

V

VAZÃO Quantidade de líquido que passa por uma corrente, em uma unidade de tempo, como litros por segundo.

VENTOS ALÍSIOS São ventos que sopram nos dois hemisférios, Norte e Sul, dos trópicos (de alta pressão) para o Equador (de baixa pressão). VETOR Portador e disseminador de doenças em um meio. É usado geralmente para designar um mosquito, outros animais ou algum organismo microscópico.


Siglas e abreviaturas A

ETA – Estação de Tratamento de Água

Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica

ETEC – Escola Técnica Estadual

Antaq – Agência Nacional de Transportes Aquaviários APA – Área de Proteção Ambiental APP – Áreas de Preservação Permanente ARIE – Área de Relevante Interesse Ecológico

N

Unesp – Universidade Estadual Paulista

UNIDADES

Unicamp – Universidade Estadual de Campinas

FEUSP – Faculdade de Educação da USP

NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration Nupaub – Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações, Humanas e Áreas Úmidas

NUMÉRICAS: mi - Milhão bi - Bilhão tri - Trilhão

FFCL – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ituverava

O

F

FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

BCIM – Base Cartográfica Contínua do Brasil

C CAE – Centro de Apoio Educacional CAPS – Centro de Atenção Psicossocial CAS – Centro de Apoio ao Surdo CBEE – Centro Brasileiro de Energia Eólica CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem Cenbio – Centro Nacional de Referência em Biomassa Cepagri – Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura CIAMA – Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno CNH – Carteira Nacional de Habilitação CPF – Cadastro de Pessoa Física CRAS – Centro de Referência de Assistência Social CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social

E EM – Escola Municipal EMEI – Escola Municipal de Educação Infantil EE – Escola Estadual

G GEE – Gases do Efeito Estufa

I Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância Unifacs – Universidade Salvador

ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ONU – Organização das Nações Unidas

Funasa – Fundação Nacional de Saúde

B

Pesos e medidas

P

PESM – Parque Estadual Serra do Mar PUC – Pontifícia Universidade Católica

Unitau – Universidade de Taubaté

USGS – United States Geological Survey USP – Universidade de São Paulo

W WCT – World Men's Championship Tour

LINEARES: mm - Milímetro cm - Centímetro m - Metro km - Quilômetro DE SUPERFÍCIE: mm² - Milímetro quadrado cm² - Centímetro quadrado m² - Metro quadrado km² - Quilômetro quadrado ha - Hectares

DE VOLUME: mm³ - Milímetro cúbico cm³ - Centímetro cúbico m³ - Metro cúbico ml - Mililitro L - Litro

DE VAZÃO: m³/s - Metro cúbico por segundo

DE MASSA: mg - Miligrama g - Grama kg - Quilograma t - Tonelada

DE POTÊNCIA: W - Watt kW - Quilowatt MW - Megawatt

DE TEMPERATURA: ºC - Grau Celsius

DE VELOCIDADE: m/s - Metro por segundo km/h - Quilômetro por hora km/s - Quilômetro por segundo

R

REVIS – Refúgios de Vida Silvestre RMVPLN – Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte

IEE – Instituto de Eletrotécnica e Energia

Seduc-AM – Secretaria da Educação do Estado do Amazonas

IF – Fundação Florestal

SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Unidades federativas

SRH – Secretaria de Recursos Humanos

AC Acre

MA Maranhão

RJ Rio de Janeiro

SVS – Secretaria de Vigilância Sanitária

AL Alagoas

MG Minas Gerais

RN Rio Grande do Norte

U

AM Amazonas

MS Mato Grosso do Sul

RO Rondônia

AP Amapá

MT Mato Grosso

RR Roraima

BA Bahia

PA Pará

RS Rio Grande do Sul

CE Ceará

PB Paraíba

SC Santa Catarina

DF Distrito Federal

PE Pernambuco

SE Sergipe

ES Espírito Santo

PI Piauí

SP São Paulo

GO Goiás

PR Paraná

TO Tocantins

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

IGC – Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo IGEOG – Instituto de Geografia da Universidade Estadual de Rio de Janeiro IIE – Instituto Internacional de Ecologia Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia

S

Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados

UC – Unidade de Conservação Udesc – Universidade do Estado de Santa Catarina

IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas

UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana

ISA – Instituto Socioambiental

UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná

M

UFPE – Universidade Federal de Pernambuco

MMA – Ministério do Meio Ambiente MME – Ministério de Minas e Energia

UFSCar – Universidade Federal de São Carlos

MS – Ministério da Saúde

UnB – Universidade de Brasília

127


Este livro foi composto nas fontes ITC Franklin Gothic e Adobe Caslon, em papel Couché Fosco 115g/m², impresso em offset pela gráfica Eskenazi em fevereiro de 2018


Conheรงa mais sobre a APA Marinha Litoral Norte na pรกgina 99

Conheรงa mais sobre a APA Baleia Sahy na pรกgina 99


Boraceia

SÃO SEBASTIÃO

Juréia Brava

Engenho

SÃO SEBASTIÃO, SP, BRASIL

Caraguatatuba

Barra do Una Juquehy

As Ilhas

Conchas Preta

Ilhas das Couves

Barra do Sahy Baleia Camburizinho Cambury

Ilha dos Gatos

Boiçucanga

Brava

Divisa de município

Canto do mar

Enseada

Cigarras

de Fora

ATLAS AMBIENTAL

Maresias

Paúba

da Figueira São Francisco

CULTURA, AMBIENTE E CIDADANIA

Santiago

Portal da Olaria do Arrastão

Toque Toque Pequeno

Calhetas Toque Toque Grande

Ilha Toque Toque

Pontal da Cruz

atlas ambiental

Ilhote do Apara

Deserta

Porto Grande

Brava

Centro dos Sonhos

Deodato Preta

do Cebimar

3a Edição ISBN 978-85-63222-11-4

9 788563 222114

realização:

Cabelo Gordo

iniciativa:

do Tebar

Guaecá

Barequeçaba

Conheça o Arquipélago dos Alcatrazes – uma das mais ricas Unidades de Conservação do Brasil em biodiversidade – na página 100

SP, BRASIL

Grande Zimbros Pitangueiras

das Conchas do Araçá

Ilhabela

NOVA EDIÇÃO: Atlas Ambiental São Sebastião, SP - Brasil  
New
Advertisement