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ÍNDICE

AMBIENTAL

FLORES DE ATIBAIA

EXPEDIENTE Marketing: Logus Imagem e Texto CNPJ: 27.108.391/0001-19 Edição Bimestral Distribuição Gratuita 5.000 exemplares Ano 03 / N° 12 Agosto / Setembro de 2018 Editor-chefe: João Manoel S. B. de Meneses Editor de Conteúdo: Renan Fatibello Editor de Arte e Imagem: Rafael Santana Veloni Diagramador: Rafael Santana Veloni Coordenação Editorial: Logus Imagem e Texto Jornalista Responsável: João Manoel S. B. de Meneses MTB: 68037SP Colunistas: Fernando Araujo Flávio Rodrigues Rafael Santana Veloni Renan Fatibello Aimoré Homsi Yndiara Macedo Shel Almeida Antônio Luiz Pereira Marco A. Gregorini Revisão: Renan Fatibello Fotógrafo: Paulo Caron Lee Andrew Gráfica: Grafilar GRÁFICA E EDITORA LTDA - ME CNPJ: 07.341.913/0001-10 www.atibaiaconnection.com.br atibaiaconnection@gmail.com (11) 98959-1651

AUTOMOTIVA OS TRÊS PILARES DO CUIDADO AUTOMOTIVO GASTRONOMIA ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E O IMPACTO NA SAÚDE COMPORTAMENTO VOCÊ É GEEK? INOVAÇÃO E TECNOLOGIA EMPRESAS DO FUTURO ATIBAIA HISTÓRICA COMPANHIA TÊXTIL BRASILEIRA TURISMO 2º ANIVERSÁRIO DA REVISTA ATIBAIA CONNECTION PROGRAMAÇÃO CULTURAL AGOSTO/SETEMBRO CULTURA E EDUCAÇÃO ATELIÊ LAMPROS REGIÃO BRAGANTINA INSTITUTO ENTRANDO EM CENA URBANISMO RUA JOSÉ LUCAS PROJETOS SOCIAIS 15º BAILE DA ALMA SAÚDE A HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA SAÚDE O QUE É NEUROPEDAGOGIA BY NIGHT RAFAEL CARDOSO

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CARTA DO EDITOR Dois anos se passaram! Chegamos a nossa 12ª edição, e parece que foi ontem que lançamos, em agosto de 2016, a 1ª edição da Revista Atibaia Connection. Os esforços em aglutinar os desenvolvedores de eventos, promotores de cultura, projetos filantrópicos e os comunicadores de Atibaia, finalmente geram resultados em meio ao turbulento contexto sociopolítico e econômico que vivemos no Brasil. São em momentos de crise que conseguimos sobrepujar as dificuldades com trabalho honesto, readequação de gastos e com melhor entendimento de coletivo e sociedade. Nos sentimos gratos em fazer parte da história de nossa querida Atibaia e Região Bragantina, contribuindo para o desenvolvimento do turismo, comércio e do fomento à cultura. Essa é a Revista Atibaia Connection!

João Manoel Suano Bezerra de Meneses


AMBIENTAL

Reconhecida como “a cidade das flores e dos morangos”, Atibaia está localizada a 65 km da capital paulista e a 88 km de São José dos Campos, destacando-se no cenário nacional pelo forte desempenho agrícola da região. Destaque especial para a produção floriculturista, em que Atibaia é responsável por cerca de 23% de toda a produção de flores do país, sendo seus produtos os principais abastecedores dos mercados atacadistas do segmento, como Cooperativa de Holambra, CEAGESP e CEASA. Atibaia possui cerca de 400 a 500 produtores de flores, sendo 60% pequenos produtores, 35% médios e 5% grandes floricultores. São aproximadamente três mil empregos diretos gerados pelas propriedades produtoras de flores. Entre os destaques da produção local,

estão as flores de corte, vaso e caixarias (flores de jardim), sendo as principais: rosas, crisântemos, lisianthus, áster, orquídeas, cyclamen, kalanchoes, gérberas, impatiens, petúnia, begônias, amor perfeito e girassol. O produtor rural tem adequado a cultura de algumas variedades de plantas e hortaliças, como o caso da propriedade da Sra. Ada, que antes produzia cogumelos champignon, e agora produz a qualidade shimeji. Os produtos orgânicos têm valor agregado no mercado, e Atibaia possui três propriedades com o selo “Brasil Certificado” que atestam a qualidade e procedência dos orgânicos, além de fiscalizar a produção. A organização pró ativa dos produtores, como o Conselho de Desenvolvimento Rural, tem importante atuação na discussão e

encaminhamento das demandas para o desenvolvimento das ações agrícolas da região, e reúne diferentes associações, lideranças, sindicatos e órgãos governamentais. Algumas demandas ainda são discutidas para um melhor desenvolvimento do setor agrícola, como a implantação de um entreposto para a comercialização e escoamento dos produtos produzidos pela região, além da pavimentação de estradas e vias nas áreas rurais. Grande parte da magnitude de Atibaia na produção de flores, hortaliçasefrutasédevidoaosprimeiros imigrantes japoneses, que chegaram na regiãonadécadade30,trazendoconsigo uma cultura milenar e conhecimentos a respeito da terra e do plantio. Associação Hortolândia de Atibaia

De 31 de agosto a 23 de setembro de 2018 De sexta a domingo, das 9hs às 18hs www.festadasfloresdeatibaia.com.br contato@festadasfloresdeatibaia.com.br Av. Horácio Neto, 1030 Pq. Edmundo Zanoni – Atibaia – SP

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AUTOMOTIVA

Ano a ano, estamos vendo um aumento na complexidade das áreas técnicas existentes em um automóvel. Hoje podemos identificar muita eletrônica, elétrica, rede digital de comunicação, sensores de diversos tipos, técnicas de solda, mecânicas mais finas, etc. Mesmo com tantas inovações tecnológicas, ainda identificamos muitos problemas no cuidado com o carro que comprometem a vida útil operacional do veículo. Identificamos três áreas que, mal cuidadas, podem acarretar grandes prejuízos ao proprietário: lubrificação incorreta, filtros inadequados e falta de aditivo no radiador do veículo. É muito comum vermos lubrificantes automotivos serem indicados por pessoas sem conhecimento técnico sobre o assunto. Óleo fora de especificação técnica significa redução drástica da vida útil do motor. Filtros sem qualidade podem comprometer a vida útil do motor do automóvel.

Falta de aditivo de radiador, aditivo vencido ou aditivo falso (água com corante) significa destruição das mangueiras e corrosão dos componentes do sistema de arrefecimento, tais como: radiador, bomba d’água, válvula termostática, cabeçote e motor. Erroneamente, escolhemos um lubrificante automotivo apenas pela sua viscosidade sem saber que um lubrificante é muito mais que sua viscosidade. O lubrificante automotivo necessita ter em sua formulação diversos aditivos para melhorar a ação lubrificante, detergente, aglutinante, antioxidante, antidesgaste, entre outras. Para se ter uma ideia, existem diversos tipos de lubrificantes automotivos com a sigla 5W-30, sendo que cada modelo de produto atende a uma determinada especificação técnica exigida por diferentes fabricantes automotivos. Um lubrificante com o código 5W-30 que atende a uma determinada montadora, não necessariamente atenderá a outras. Lubrificação automotiva exige conhecimento técnico.

Optar pela escolha de um filtro automotivo inadequado é o mesmo que colocarmos o café diretamente na água e bebermos sem coar. Não substituir o filtro frequentemente é o mesmo que tamparmos uma das narinas, obstruir parcialmente a outra e, de boca fechada, tentar respirar normalmente. Assim como essa ação nos ocasionará um imenso desconforto, a não substituição dos filtros causará ao automóvel desgaste prematuro das partes móveis, bem como um aumento significativo no consumo de combustível. O sistema de arrefecimento do automóvel é composto de diversos componentes, entre eles o radiador, mangueiras, reservatório de expansão, bomba de água, válvula termostática, água desmineralizada, aditivo, etc. É de fundamental importância que se use água sem sais e aditivo. Água filtrada, mineral ou mesmo "de torneira" é inadequada para o sistema de arrefecimento, pois possui sais que colaboram e/ou promovem a corrosão no sistema. Geralmente, a inobservância dessas recomendações traz grandes prejuízos financeiros ao proprietário do automóvel, quando não o deixa em situações de perigo. Nas próximas edições, vamos nos aprofundar em cada item falado trazendo para vocês, queridos leitores, um conhecimento melhor de como cuidar do seu automóvel. Aimoré Homsi Diretor Executivo da Tuaregue Comercial

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GASTRONOMIA

A nomenclatura pode ser nova, mas você provavelmente já os conheça há décadas. Biscoitos, sucos artificiais, refrigerantes, salgadinhos e macarrão instantâneo são apenas alguns exemplos dos ultraprocessados, alimentos sem valor nutritivo algum cada vez mais presentes na mesa do brasileiro e em crescente consumo em nosso país. Os alimentos ultraprocessados podem ser definidos como aqueles que passaram por processamentos e técnicas industriais, apresentando em suas composições altas quantidades de gorduras, sódio, açúcar, realçadores de sabor e outros componentes altamente prejudiciais à saúde, sem importância alimentar. Além disso, seu consumo dificulta o corpo a reconhecer a saciedade, fazendo com que o apetite seja constante. Este vício torna-se um ciclo, onde o indivíduo consome alimentos prontos ou de fácil preparo para matar sua fome, recorrendo a cada vez mais guloseimas e petiscos, seja por gula, ansiedade ou apenas praticidade. Tais tendências alimentares começaram a acontecer com a globalização e desregulamentação do mercado, cenário ideal para que grandes empresas nacionais e internacionais

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de alimentos ganhassem espaço no mercado de consumo. Com o passar das décadas, tal cenário tornou-se cada vez mais agressivo e apelativo, com divulgações de alimentos pouco saudáveis em larga escala, especialmente entre as crianças e jovens, principais atingidos pelos problemas causados pela má alimentação. Além do sobrepeso, a alimentação inadequada é responsável por diversas doenças graves como diabetes, hipertensão e obesidade. O problema é tão grande que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera fundamental que as gorduras trans, aquelas processadas a nível industrial, sejam eliminadas dos produtos. A organização alerta que medidas são necessárias para que a nutrição no Brasil melhore, como ações de política pública, regulação dos ambientes escolares, taxação de bebidas com alta concentração de açúcar e de alimentos ricos em sódio, por exemplo. A ANVISA vem estudando a implementação de novos rótulos de alimentos e bebidas açucaradas. No dia 15 de junho, o Brasil e demais países do Mercosul assinaram uma declaração na 42ª Reunião Ordinária

de Ministros de Saúde do Mercosul, no Paraguai, comprometendo-se a adotar novos rótulos frontais, com leituras mais simples e alertas com indicativos nutricionais. Deste modo o consumidor tem mais facilidade para compreender sobre os componentes e valores nutricionais dos alimentos que ele leva para casa. A conscientização e facilitação doconteúdoinformativonasembalagens se fazem extremamente necessárias. Tal conscientização a respeito dos nutrientes e componentes presentes nos alimentos ultraprocessados pode ser o início de uma revolução alimentar? Sem dúvidas que sim. Tais mudanças são fundamentais, seja por dificuldade na leitura dos rótulos, seja pelo baixo nível de educação e conhecimento a respeito da alimentação saudável. Este novo paradigma com certeza encontrará obstáculos pelo caminho, como vícios de consumo e altos preços dos produtos naturais e frescos ao consumidor final, porém é essencial que compreendamos de uma vez por todas que a nossa saúde começa no prato. Fernando Araújo Bacharel em Gastronomia


COMPORTAMENTO

A palavra geek teve o seu primeiro registro em 1876, significando “maluco” ou “bobo”, e com o tempo passou a descrever atrações bizarras de circo, como artistas que comiam insetos vivos, pessoas com deformidade ou alguma peculiaridade física em espetáculos conhecidos como “geek shows”. Atualmente, “Geek” é um nicho – lucrativo – da indústria do entretenimento e define os aficionados por esse universo. “Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...”, é a introdução do fenômeno divisor de águas na história do cinema, que cunhou o termo “blockbuster” e instaurou a Cultura Geek. Falamos de “Star Wars”, a mais bem-sucedida franquia do cinema, inspirada nas HQ’s de Flash Gordon, elementos de Star Trek (geeks precurssores) e demais “geekzices”. Estávamos nos anos 70 e George Lucas, pai do fenômeno “Star Wars”, não conseguia que os estúdios aceitassem

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seu então considerado bizarro (geek) roteiro sobre forças místicas, robôs, espadas de laser. Azar deles. O filme estreou em 25/05/1977 nos E.U.A. (no Brasil, em 1978). Em entrevistas, Lucas conta que ele mesmo tinha baixa expectativa em relação ao sucesso do filme que, no entanto, virou febre internacional. Star Wars se mantém vivo através de décadas graças à força criativa de seu gênio, à magia encantadora da sua história, porém, a grande “sacada” de Lucas foi o merchandising em torno da franquia, comercializando “action figures”, sabres de luz, réplicas de naves, games, vestuário. Após Star Wars, seguiramse muitas outras produções que atingem um público, ouso dizer uma tribo, visto como tão peculiar quanto os “geek shows” do fim do século XIX e início do XX. Entre os Geeks estão os fãs de quadrinhos, franquias como Star Wars, Arquivo X e outras,

os filmes de ação e aventura, tudo que traz o componente do fantástico, bizarro, estranho, diferente. O Geek é geralmente considerado o “esquisito” por sua imersão num universo fora do padrão socialmente aceito, como falar élfico, usar próteses de orelhas “Vulcanas”, fazer “Cosplay” (fantasiar-se como personagens de quadrinhos, filmes ou mangás), andar com réplicas de sabres de luz, etc. Longe de se envergonharem, os membros dessa cultura se orgulham disso! Os Geeks que, como eu, estavam no cinema em 1978 e viram o “Destroyer” Imperial passar sobre suas cabeças com a impecável trilha de John Willians, com certeza sabem do que estou falando. May The Force Be With You. Yndiara Macedo Escritora Especialista na Cultura Geek


INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

Há não muito tempo, a maior parte do valor de mercado de uma empresa era composta pelos ativos físicos, como os veículos, maquinários e imóveis. Com a expansão da internet e o avanço tecnológico, todo o cenário mundial passou por mudanças na comunicação que afetaram e afetam o modo como nós nos relacionamos e nos conectamos. Na Era do Conhecimento, fase que nossa sociedade está vivendo, mudouse drasticamente o comportamento do consumidor, que está ainda mais exigente e consciente a respeito dos valores dos produtos, serviços e empresas. O valor de uma mercadoria é algo que todo gestor tem conhecimento. Entretanto, mensurar o valor de uma marca ou patente não é tarefa tão fácil, especialmente em um cenário de mudanças bruscas. Desta forma, os ativos intangíveis não somente possuem valor, como têm importância crucial à empresa, uma vez que podem comprometer significativamente a avaliação do patrimônio da mesma. Os ativos intangíveis surgiram dos ativos imobilizados, cuja abrangência era maior e envolvia bens corpóreos, como veículos e imóveis, e bens incorpóreos, como marcas e softwares. Entende-se por intangível tudo aquilo que não é palpável e, portanto, não

pode ser tocado. A necessidade de criar um grupo mais específico e dissociado dos ativos imobilizados foi a base para a criação do grupo dos ativos intangíveis, que surgiu a partir da Lei nº 11.638/2007, vigente desde 2008. As startups, especialmente as tecnológicas, são ótimos exemplos de empresas que não possuem muitos ativos físicos, como caixa, contratos e estoques, mas possuem alto valor no mercado por

serem, de alguma forma, inovadoras. A preocupação com a imagem e a geração de valor de uma marca ou empresa, portanto, estão intimamente ligadas. Na chamada Era do Conhecimento, as empresas que analisam o cenário social e compreendem as mudanças comportamentais dos clientes percebem que o valor de mercado supera, muitas vezes, o valor contábil. As marcas e patentes, por exemplo, têm seu valor cada vez mais relacionado à capacidade de inovação e fidelização do consumidor. Algo que não pode ser ignorado pelas empresas do futuro. Marco A. Gregorini Diretor da SQUAD Treinamento e Consultoria

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ATIBAIA HISTÓRICA

COMPANHIA TÊXTIL BRASILEIRA

E SUA IMPORTÂNCIA HISTÓRICA PARA ATIBAIA O início do século XX foi uma época marcada por grandes transformações sociais e econômicas no Brasil e no mundo, e em Atibaia tal contexto não poderia ser diferente. Se ao longo do século XIX Atibaia viu o número de pequenas fábricas de troles, oficinas, moinhos e carroças crescer, após a Proclamação da República a cidade pode contemplar e usufruir do esplendor e dos benefícios do progresso que o período industrial proporcionou. A instalação das redes de água, luz e esgoto, o alargamento das ruas e o ajardinamento das praças foram alguns dos fatores contribuintes para o desenvolvimento e urbanização de Atibaia. O advento da máquina de beneficiar café também foi outra das maravilhas industriais que colocaram Atibaia no mapa econômico nacional. A crise do café, entretanto, abalaria a economia do município, exigindo deste uma alternativa urgente. Foi neste contexto que surgiu a Fábrica de Tecidos São João.

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Inaugurada em 1911 em um antigo casarão na Rua José Bim pelos atibaianos major Juvenal Alvim, Francisco Aguiar Peçanha, Francisco Pires de Camargo B enedito Aguiar Peçanha, Benedito de Almeida Bueno, Joaquim Pires de Camargo, Olegário Barreto e Florêncio Pires de Camargo, a fábrica marcou a vida de muitas famílias de Atibaia. Algum tempo depois, passou a se chamar Companhia Têxtil Brasileira. Lá eram fabricados produtos de algodão, brim e xadrez, comercializados em todos os estados brasileiros na época. A companhia ampliouse ao longo da primeira metade do século passado. Instalada em prédio próprio, com paredes de tijolos à vista no charmoso estilo inglês, tinha área construída com mais de 15.000 m², com 80% do maquinário vindo da Inglaterra e mais de 200 teares. Em seu livro “Terra de Jerônimo - Histórias do Quase Paraíso”, Gilberto Sant’Anna, prefeito de Atibaia entre 1983 e 1988, exprime a importância da fábrica: “Indiferente ao jogo natural da

venda e compra, o apito da fábrica de tecidos fez história. Anunciou a industrialização atibaiense do século XX, impondo disciplina e horários aos habitantes em geral. O major Juvenal Alvim articulou o surgimento da empresa como alternativa econômica à crise do café, iniciando dessa forma, pioneiramente, a industrialização do leste paulista (Bragança Paulista, Vale do Paraíba). A extraordinária visão do futuro privilegiou o capital produtivo, em detrimento da especulação imobiliária. Na década de cinquenta, ali trabalhavam oitocentos empregados.” Na década de 1960, junto à desmontagem da Estrada de Ferro, a Companhia Têxtil Brasileira encerrou suas atividades para sempre, deixando órfãos os trabalhadores que ali viveram, trabalharam e construíram relações. Definitivamente, a Companha Têxtil Brasileira fez história em Atibaia! Da Redação Revista Atibaia Connection


TURISMO

Com a premissa de fomentar, valorizar e divulgar a cultura, história, turismo e o mercado de produtos e serviços de Atibaia e Região Bragantina, a Revista Atibaia Connection completa dois anos de vida em agosto de 2018. Fazendo jus ao caráter difusor do turismo e cultura regionais, a festa de aniversário de dois anos da Revista Atibaia Connection será para lá de especial! O evento é aberto ao público e acontece dia 29 de agosto, quarta-feira, das 17h30 às 21h, no pátio externo do Café Dalí, anexo à Praça da Matriz. A festa contará com uma programação de 4 apresentações, trazendo o melhor da MPB, Samba raiz e produção teatral de nossa querida Atibaia. Tudo com muita música e alegria contagiante para todos os presentes.

HISTÓRIA DA REVISTA ATIBAIA CONNECTION Surgido da união dos sonhos de seus fundadores, o veículo de comunicação tem, desde o início, o objetivo de levar informação e conteúdo de qualidade ao público leitor, composto por moradores, empresários e turistas de Atibaia e toda Região Bragantina. A Revista Atibaia Connection é uma revista bimestral de caráter cultural, com impressão de 5400 exemplares por edição, totalizando pouco mais de 32 mil exemplares por ano. Com pouco mais de 200 mil acessos virtuais por mês em seu

PROGRAMAÇÃO

site e quase 12 mil likes em sua página oficial no Facebook, a mesma vem alcançando resultados expressivos de alcance e abrangência no Google Notícias e no Google Play Bancas. Sua metodologia de divulgação é alicerçada em um tripé de divulgação (revista física + site e mídias sociais + participação em eventos da região), pelo entendimento de uma mídia plural que transite e converse com a sociedade.

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Realizada no Polo UNIP Atibaia em agosto de 2016, a festa de lançamento da revista foi fechada ao público e contou com a presença de formadores de opinião e figuras públicas, que tiveram a chance de conhecer a proposta da mídia, além de participarem de um agradável momento de confraternização com apresentação musical e uma nova proposta de divulgação, alicerçada no conceito de marketing de conteúdo, desvencilhado de política e partidarismo. Ao longo destes dois anos, foram diversas as iniciativas públicas e privadas abordadas pela mídia, que, sem dúvidas, mantêm Atibaia e Região Bragantina no mapa cultural do Brasil; contribuindo para o seu crescimento cultural e econômico. Entretanto, seguindo no contrafluxo das mídias físicas, que vêm passando pelo processo de digitalização da informação nas últimas duas décadas, a Revista Atibaia Connection surgiu como portal virtual, em janeiro de 2015, antes mesmo da revista física. Porém, a ideia de criar e dar vida a um veículo de comunicação impresso que tivesse a cara de Atibaia é mais antiga do que o site. “A nossa proposta nasceu da união de sonhos. Desde o nome ao tipo de conteúdo abordado, passando pelo layout e qualidade do material. Tudo sobre a Revista Atibaia Connection foi planejado antes da execução do projeto”, conta Renan Fatibello Alves, um dos fundadores e sócio-proprietário da revista. “O planejamento da revista começou em meados de 2013, porém as ideias já eram mais antigas. Pela própria natureza do projeto demandar amplo investimento de tempo e capital, disponibilizamos o nosso site em janeiro de 2015, um ano e meio antes do lançamento da revista impressa, para que as pessoas já começassem a conhecer um pouco mais sobre sua proposta e o que a nossa região tem a oferecer”, destaca Renan. No portal, sempre ganharam espaço as notícias de cunho cultural, turístico e social, com foco nos eventos turísticos e culturais de Atibaia, bem como dos

municípios adjacentes, sendo que na revista impressa não poderia ser diferente. Por compreender que o público é ávido por consumir mais do que apenas lazer e entretenimento, a Revista Atibaia Connection também dá foco às pautas de diversas naturezas, porém sempre com um teor educativo. Nela o leitor pode encontrar, por exemplo, seções de gastronomia, música, programação cultural regional, urbanismo, arte, educação e muito mais, além de uma seção voltada a projetos sociais. “O acesso à saúde, educação e lazer são os pilares de qualquer sociedade sadia, não podemos ignorar isto. Muitos cidadãos buscam múltiplos conhecimentos e desejam melhorar o ambiente onde vivem, e a nossa revista busca contribuir com este ensejo, permeando a cultura e diversos conhecimentos de interesse geral”, afirma João Suano, editor-chefe da revista. “A confiança do empresariado e daqueles que acreditam em nosso projeto, aliás, é o que possibilita que a revista cresça, já que a distribuição da mesma é feita de maneira gratuita e controlada. Desta forma, o parceiro não somente valoriza e ajuda na promoção da cultura local, como divulga seu serviço a uma praça formada por mais de 300 mil leitores, entre revista física, portal e mídias sociais”, complementa João. Em cada edição, a Revista Atibaia Connection traz como matéria de capa um evento que acontece em Atibaia no período pertinente ao seu lançamento. Anualmente, são mais de 40 eventos fixos somente no município de Atibaia, movimentando a economia local, que é formada por 12 cidades e conta com ampla rede voltada à hotelaria e turismo. O trabalho desempenhado pelos profissionais da região que acreditam no poder da divulgação positiva também enriquece a revista. “Desde a primeira edição, foram diversos os colaboradores que fizeram história na Revista Atibaia Connection e contribuíram com seus conhecimentos para a qualidade da mesma. O leque de colunistas das mais diversas áreas profissionais da região é extenso, incluindo nomes como Flávio Rodrigues (músico e colunista), Marco Gregorini (gestor do Polo UNIP Atibaia), Antonio Luis Pereira (especialista em bucomaxilofacial) Luciana Nakagawa (psicopedagoga), Eduardo Shin (odontologo), Leonor Moreno (coach), Lilian Voguel (pesquisadora e historiadora), Itaís Dutra (publicitária e cerimonialista), Adriano Bedore (advogado e ambientalista), Paula Garcia de Ávila (jornalista) e Fernando Araujo (gastrônomo), dentre outros mais que prestigiam e enriquecem a revista, proporcionando conteúdo de qualidade ao leitor”, afirma Rafael Veloni, sócio-proprietário da revista. “Claro que, ao longo do tempo, a revista vem passando por algumas mudanças que podem ser notadas nas edições, o que é natural quando se trata de uma mídia dinâmica, contemporânea e que dialoga com o seu leitor”, finaliza Rafael.

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Flávio Rodrigues Músico e Colunista 19


PROGRAMAÇÃO CULTURAL


CULTURA E EDUCAÇÃO

NESTOR LAMPROS

A ARTE COMO FERRAMENTA DE VIDA Escritor, poeta, artista plástico, cartunista, dramaturgo, artista gráfico, ator e professor. Estes são alguns dos adjetivos que definem apenas uma parte de Nestor Lampros, artista residente em Atibaia cujas obras, fontes de diversas inspirações, exprimem a complexidade e as paixões do ser humano. “A arte é necessária porque a vida não basta”. A frase do crítico e poeta Ferreira Gullar sempre norteou a vida do artista. Desde cedo, Lampros mostrou pendor para o desenho, tendo estímulo e inspiração de seu pai, o também artista e publicitário Lukas Lampros, que nomeia a primeira biblioteca de artes da região, localizada na Incubadora de Artistas. Outros nomes que servem de inspiração a Nestor incluem Leonardo da Vinci, Jean Michel Basquiat, Pablo Picasso, Velázquez, Van Gogh, Monet, Tomie Ohtake, Os Gêmeos, Kandkinsky e Salvador Dalí. O interesse por quadrinhos e mangás também surgiu quando Nestor era criança. Fã de Tintin, Mafalda, Moebius, Asterix, O Lobo Solitário, Charlie Brown, bem como dos trabalhos de Will Eisner e da celebridade Stan Lee, Nestor já criava seus personagens

e histórias na adolescência. Lampros começou a dar aulas de HQ e Mangá em 2002, informalmente. A procura por seu trabalho aumentou e logo Nestor já tinha turmas no estúdio da sua casa. Nestor participou do concurso Linguagem Viva (SP), em 1993, e obteve a 1ª colocação em poesia. Várias vezes foi

o 1º colocado no Concurso de Contos e Poesias em Atibaia, sendo que em 2002 acabou como o representante da cidade no Mapa Cultural Paulista, onde em 2004 obteve o 2º lugar na finalíssima na modalidade “poesia” no Estado de São Paulo. Em 2008, novamente, chegou à final do Mapa Cultural Paulista, premiado outra vez. Participou de diversas exposições, como artista plástico, na cidade e fora dela. Criou ilustrações para livros e revistas em editoras, tais como a Ática, a Editora Três e a Patuá.

Em 2013, o Ateliê Lampros foi formalmente estabelecido, tendo como carro-chefe o curso de História em Quadrinhos, Mangá, Desenho de Observação e de Criação. O curso abrange diversas faixas etárias, a partir dos 8 anos, tendo como objetivo a qualidade e a excelência dos seus alunos. O Ateliê Lampros também trabalha com a venda das obras de Nestor Lampros (quadros, desenhos, caricaturas, charges...), produtos com sua marca (canecas, camisetas, ecobags), e localiza-se na Rua Jurandir da Cunha Lobo, 506, Atibaia Jardim. Os cursos acontecem às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h. Nas sextas, das 9h às 11h, das 16h até às 18h, e das 18h até ás 20h. Ateliê Lampros (11) 98989- 4070, lamprosatelie@gmail.com Face: @atelielampros Renan Fatibello Alves Editor de Conteúdo

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REGIÃO BRAGANTINA

Organização da sociedade civil de interesse público e sem fins lucrativos, o Instituto Entrando em Cena surgiu em Bragança Paulista em 2012, tendo como base a formação artística. No início, as aulas eram destinadas aos adolescentes entre 13 e 17 anos, que participavam no contraturno escolar. No entanto, atualmente, com tantos jovens já formados e com uma sede própria inaugurada em abril deste ano o Espaço Cultural Entrando em Cena - o foco se ampliou, assim como a faixa etária do público alvo. Aqueles adolescentes lá do começo se tornaram adultos e essa foi a motivação principal para a ampliação. Hoje, o foco do Entrando em Cena são jovens de 13 a 24 anos, que além da formação artística que recebem dentro do projeto Primeiro Ato, também passaram a receber incentivo técnico para criarem seus próprios grupos de pesquisa, que são fomentados a partir de orientação artística dentro do projeto Segundo Ato.

SOCIOCULTURAL E SOCIOECONÔMICO Atualmente, o Instituto Entrando em Cena trabalha com duas frentes de atuação. Além das atividades gratuitas oferecidas pelo Programa Sociocultural, que engloba o Primeiro Ato, o “Entrando em Cena Convida”, o “Entrando em

Cena Apresenta” e o “Entrando em Cena Circula”, que são atividades de formação de plateia e fomento à arte, e o “Entrando em Cena no Mundo” que trabalha o empreendedorismo, criou-se também o Programa Socioeconômico. Essa nova frente chega para atender a demanda de público infantil

e adulto que o programa gratuito não atende, e também para encontrar uma maneira de gerar recursos financeiros que irão contribuir para o desafio de manter ativo um espaço cultural independente. Esse programa também amplia a atuação do Instituto no sentido de criar oportunidade e profissionalização dos jovens artistas formados pelo Entrando em Cena. O propósito do Instituto sempre foi fomentar a arte transformadora por meio de formação artística, acesso e democratização da cultura e a profissionalização de jovens arteeducadores. O que há seis anos parecia apenas um sonho utópico se tornou algo real, que cumpre o propósito de transformar a vida de jovens que, consequentemente, transformam a sociedade. Se antes o Instituto Entrando em Cena tinha a intenção de ser algo “feito por jovens transformadores”, hoje trabalha ativamente “investindo em jovens transformadores”. Shel Almeida Jornalista e assessora de comunicação

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URBANISMO

RUA JOSÉ LUCAS

REVITALIZAÇÃO E SEU CONTEXTO HISTÓRICO

Considerada por muitos o coração de Atibaia, a Rua José Lucas é uma das vias mais antigas e importantes da cidade, servindo desde o seu início como principal passagem de grande fluxo de pedestres e veículos. Esta histórica via é responsável por “ligar” as duas igrejas centrais, Igreja da Matriz e Igreja do Rosário, além de reunir antigas casas e estabelecimentos comerciais que remetem ao período da formação do município. Além das igrejas, os prédios tombados da região incluem o Casarão Julia Ferraz e o Centro Cultura André Carneiro, importantes pontos turísticos que guardam memórias e histórias. Com o desenvolvimento urbano, Atibaia passou e passa por mudanças arquitetônicas, tendo suas características estéticas alteradas ao longo do tempo. Tais mudanças são, muitas vezes, responsáveis pela perda da identidade de uma localidade, e a Rua José Lucas é um exemplo, já que ela pouco apresenta de sua arquitetura original atualmente. A fim de mudar este panorama e resgatar a memória de sua

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comunidade, é planejado o início das obras de revitalização da via no segundo semestre de 2018. Para isto, o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur) destinou um investimento superior a R$ 600.000,00 que será utilizado no embelezamento e otimização da histórica rua. Além de promover o resgate histórico-social, o projeto corrigirá alguns pontos de intervenções realizadas nas décadas anteriores no município. As diversas intervenções do projeto incluem mudanças significativas na infraestrutura e paisagismo da via, da Praça da Matriz e seu entorno, bem como melhorias nos calçamentos e praças. Um novo coreto, a instalação de novos postes de iluminação e de canteiros também serão responsáveis por devolver à Atibaia características de uma típica e antiga cidade do interior. As fiações elétricas (atuais postes) serão aterradas, reconstituindo o panorama visual antigo. Também são previstas as construções de playground com

brinquedos e espaço de lazer às crianças, a fim de proporcionar um espaço de convivência para toda a população.

HISTÓRIA Outrora denominada “Rua Direita”, a Rua José Lucas foi criada em 1665 e assim denomina-se graças a José Lucas, cidadão que viveu em Atibaia no século XIX, responsável pela edificação do Fórum, da antiga Cadeia Municipal e também pelo Grupo Escolar José Alvim, cuja obra concluiu-se em 1904. Servindo como principal via da cidade durante a formação de Atibaia, a rua ligava a igreja de São João Batista (igreja da Matriz) à fonte do Rosário, onde hoje localiza-se a igreja de mesmo nome. Popularmente conhecida como “Rua das duas igrejas”, já teve seus nomes alterados para Rua de Cima, Rua da Consolação e até mesmo Rua João Pessoa, em homenagem ao político assassinado que culminou na vitória da Revolução de 30. Rafael Santana Veloni Colunista


PROJETOS SOCIAIS

15º BAILE DA ALMA

MOVIMENTA A NOITE DE ATIBAIA Tradicionalmente aberto ao público, o Baile da ALMA chega a sua 15ª edição dia 18 de agosto, das 22h às 03h. O evento conta com a apresentação da banda paulista Fênix, que brindará o público com músicas de Jazz, Blues, além de clássicos do Rock e da música Pop. É um evento dançante, que agita Atibaia há 15 anos; e neste ano não será diferente! Com lotação máxima prevista em 500 pessoas (4 por mesa), o baile conta com o sistema de “rolha livre”, podendo cada participante trazer sua garrafa de vinho ou destilado de preferência. No snack bar serão vendidos refrigerante, água e cerveja. O baile contará também com serviço de restaurante, que servirá deliciosos petiscos de pratos italianos para abrilhantar a noite. “O Baile da ALMA sempre foi um sucesso em todos os sentidos. O sentimento aglutinador, no esforço da prática filantrópica, é coroado aqui em um ambiente familiar e congregador”, afirma Oscar Schweitzer, atual presidente da instituição.

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Para fins filantrópicos, a renda do baile é revertida para o Fundo de Projetos da ALMA, que por consequência é investido em ações pontuais e projetos sociais de Atibaia. O evento, que acontece no centenário Clube Recreativo Atibaiano, na Praça da Matriz de Atibaia, começa pontualmente às 22h e o traje é social ou esporte fino. Participe deste lindo projeto dançante!

ASSOCIAÇÃO LIVRE DOS MAÇONS DE ATIBAIA Oficialmente fundada em 22/10/2007, a ALMA já dava seus primeiros passos em 2004, quando organizava seu 1º Baile no Clube São João em Atibaia. Esforço alcançado pelas Lojas Maçônicas de Atibaia que congregam a associação: Loja União Trabalho e Evolução (GLESP), Loja Areópago Atibaiense (GOB), Loja Itapetinga (GOB), Loja Atibaia (GOB) e Loja Luz Vida e Amor (GOP). “Em 2001 já debatíamos a necessidade da criação de uma

associação que congregasse os esforços maçônicos de Atibaia e região”, coloca José Luiz de Oliveira, ex-presidente e cofundador da instituição. “É o esforço conjunto de centenas de Irmãos, que hoje já contam esta história de 15 anos”, complementa. Além de palestras, seminários e sabatinas com candidatos a prefeitos, a ALMA tradicionalmente tem força atuante dentro do contexto social e benemérito de Atibaia. Seus esforços abrangem instituições como Casa do Caminho, Projeto Curumim, APAE Atibaia, Sociedade São Vicente de Paula, Santa Casa de Atibaia, Asilo Três Pistas, Espaço Crescer, entre outros. Não é a toa que todo este esforço foi reconhecido em maio de 2016, com o firmamento da ALMA como organização de utilidade pública, atuante no município de Atibaia. Esta é a Associação Livre dos Maçons de Atibaia! João Manoel S. B. de Meneses Jornalista Responsável


SAÚDE

sendo então o dentista um médico. Em 25 de outubro de 1884 houve a separação das profissões médico X dentista, em decreto de Dom Pedro II, criando-se assim as primeiras faculdades de odontologia do Brasil (nas atuais Faculdades de Medicina da Bahia e Rio de Janeiro). O acontecimento explica o fato de na data de 25 de outubro comemorar-se o dia do dentista no Brasil.

A ODONTOLOGIA EM ATIBAIA

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Em torno de 1535, quando foram formados os núcleos de povoação no Brasil, chegaram com as expedições colonizadoras os mestres de ofício (como eram chamados os profissionais na época) de diversas profissões, entre eles os “sangradores e barbeiros”, que realizavam pequenas cirurgias, sangravam e tiravam dentes. Além de cortar, pentear os cabelos e barbear, os barbeiros faziam curativos em vários tipos de machucados e operações cirúrgicas menores. Por terem adquirido grande habilidade manual, tais profissionais passaram a atuar na boca, fazendo também extrações dentárias. O termo “dentista” só veio a partir de 1800, quando figurou pela primeira vez em um documento do Reino Português. Até então, seriam os cirurgiões barbeiros e tiradentes. Aliás, impossível não se lembrar do patrono da odontologia brasileira, Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”, que teve sua evidência no cenário político do Brasil nas últimas décadas do século XVIII. Tiradentes era “dentista” e tido como muito habilidoso. A partir de 1782, criou-se a “licença para a prática de tiradentes”, que era concedida mediante o crivo das habilidades do candidato frente a uma comissão avaliadora. Até então, a atividade acontecia por proficiência, sem nenhum questionamento. Em 1879, por decreto, toda faculdade de medicina no Brasil deveria também ministrar a “Arte Dentária”,

Considerando a idade de Atibaia (353 anos) e a cronologia apresentada acima, vemos em nossa cidade e região todo este desdobramento histórico, principalmente considerando Atibaia como rota de viagem dos antigos Bandeirantes. Tentando buscar informações testemunhais da profissão em nossa cidade, entrevistei o nobre colega Dr. Paschoal Artese Netto, hoje com 55 anos de profissão na cidade. “Na dec. de 60, Atibaia contava com 5 dentistas: Dr. Carneiro Branco (que também atendia no grupo escolar José Alvim, única escola com atendimento odontológico na época); Dr. Rosendo (provavelmente o primeiro profissional da cidade já com formação acadêmica); Dr. Rubens Alvim e Dr. Sebastião Theodoro”, nos conta Dr. Paschoal. Também havia um “Prático” licenciado, provavelmente um dos últimos licenciados práticos sem formação acadêmica, porém não conseguimos identificar seu nome. Dr. Paschoal evidencia que, nesta época, a energia elétrica era gerada na usina local (hoje Bairro da Usina), e que o fornecimento não era regular o ano todo. Havia racionamento, pois a prioridade era manter o funcionamento da fábrica de tecelagem (única indústria na cidade). Alguns bairros tinham sua energia desligada em períodos comerciais, inviabilizando o atendimento odontológico. Nestes tempos reabria-se o consultório à noite, após o retorno da luz, e seguia-se noite adentro. Não havia fornecedores de materiais odontológicos e nem lojas na região. Os suprimentos do consultório chegavam por intermédio de “viajantes”, que também traziam uma “lista de compras” dos moradores de medicamentos, suprimentos e as próteses dentárias do laboratório em São Paulo. Dr. Paschoal finaliza nostálgico fazendo um paralelo. “De 5 profissionais na dec. de 60, para quase 200 regularmente inscritos atualmente na Prefeitura. É. Hoje os tempos são outros!”.

Antônio Luiz Pereira Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial CROSP: 39.187


SAÚDE

O QUE É NEUROPEDAGOGIA ENTENDA O PROCESSO DA APRENDIZAGEM

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A neuropedagogia é uma ciência abrangente que norteia de forma completa as melhores considerações da aprendizagem humana. Suas intervenções são de grande valia não só para estímulos em crianças em desenvolvimento “normal”, mas principalmente para aquelas com transtornos diversos que necessitam de um olhar mais apurado em seu tempo de aprendizagem, tendo em vista que todo ser humano aprende, não importando suas limitações. A neuropedagogia tem como princípio básico estudar como o cérebro humano aprende e como guarda este aprendizado. Com esta concepção extremamente ligada à neurociência, a neuropedagogia irá estudar e compreender o cérebro como propulsor do aprendizado, analisando métodos e metodologias que irão interferir de forma significativa para o verdadeiro aprender. Ensinar requer compreensão de como fazê-lo. O conhecimento da estrutura e funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) aplicado à pedagogia nos mostrou uma nova visão e uma nova compreensão dos processos de aprendizagem. Assim, a neuropedagogia vem tornando-se cada vez mais eficiente no trabalho de educadores e terapeutas.

Se quisermos compreender como ocorrem os processos intelectivos, precisamos compreender os mecanismos cerebrais responsáveis pela aprendizagem. Na maior parte dos casos, as transformações do cérebro ocorrem nos primeiros 6 anos da vida, momento em que as sinapses mais integradas ao sistema sobrevivem, enquanto as menos utilizadas são eliminadas. O cérebro está dividido em três partes fundamentais: o hipotálamo, o sistema límbico e o córtex. O hipotálamo trata-se de um pequeno órgão localizado na base do crânio que controla as funções de sobrevivência (fome, saciedade, sede). O sistema límbico tem a função de prover o indivíduo de emoções, é o lugar dos sentimentos. É responsável pelo equilíbrio emocional do ser humano, responsável pela produção das sensações ligadas aos processos emotivos. O córtex é responsável por três tarefas: o controle dos movimentos do corpo, a percepção dos sentidos e o pensamento. Poderíamos acrescentar que a capacidade de aprender está ligada ao prazer que a conquista do conhecimento pode proporcionar, principalmente quando este conhecimento é produzido pelo próprio educando. Isso nos leva a

entender que o nível de emoção no momento de aprender interfere no resultado final de processo. É preciso ressaltar que o aluno, sujeito da aprendizagem, é um ser social, afetivo, cognitivo e com um desenvolvimento motor, psicomotor e perceptivo a ser considerado. O ser humano é muito complexo, com fatores e particularidades específicas de cada indivíduo. A noção de educação como desenvolvimento humano define o objetivo maior da educação como a construção de competências e habilidades que lhes permitam alcançar seu desenvolvimento pleno e integral. É muito importante durante a aprendizagem que o aprendiz aprenda a ser, a conviver, a fazer e a conhecer. Esse conjunto de aprendizagens será um princípio organizador nesse processo de construção de habilidades e competências. Para a neuropedagogia, o cérebro humano é um universo maravilhoso e, estudando suas peculiaridades, é fácil perceber que inteligência e aptidão são qualidades aprendidas. Luciana Maria Pinheiro Nakagawa Pedagoga, Neuropedagoga e Psicopedagoga Clínica


BY NIGHT

Rafael Cardoso

CORDAS QUE DEDILHAM OS SONS DA AMÉRICA

A rica sonoridade da música latino-americana, que entrecorta de ritmos e toadas todo nosso vasto continente, sempre encontrou na leveza das seis cordas de violões como o de Juan Falú, Cacho Tirao e Lúcio Yanel um abrigo para sua mais bela expressão. E foi através do contato com estes mestres, somado a brasileiros como Baden Powell, Garoto e Rafael Rabello, que um dos violonistas mais talentosos de nossa região encontrou a inspiração para descobrir sua própria América. Estamos falando de Rafael Cardoso. Discípulo de nomes de peso do violão brasileiro como Marcos Murilo e Henrique Pinto, Rafael é formado pela Universidade Livre de Música (atual EMESP Tom Jobim) e pela Faculdade de Artes Alcântara Machado. Iniciou jovem sua carreira como concertista, compositor, arranjador e regente, colecionando em seu currículo trabalhos com a Confraria do Choro, Altemar Dutra Júnior e Banda Sinfônica

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do Estado de São Paulo. Foi também o responsável pelos arranjos para violão e contrabaixo da “Série Brasileira” de Edmundo Villani-Cortês. Desde 2006, o violonista mantém uma parceria de sucesso com o contrabaixista Pedro Macedo. Juntos, obtiveram prêmio máximo no concurso Mapa Cultural Paulista entre 2009 e 2012, trabalho esse que culminou no álbum SUR e turnês que passaram por diversos países da América do Sul e Europa, mostrando o resultado de anos de pesquisa da dupla.

RAFAEL CARDOSO OBRA COMPLETA PARA VIOLÃO - VOLUME 1 Em agosto deste ano, Rafael nos reserva o lançamento de seu mais novo trabalho: o primeiro volume de sua obra completa para violão. O álbum trará 13 faixas compostas por Rafael e algumas parcerias com amigos de longa data como Rafael Schimidt e Flávio

Rodrigues, e pretende contemplar diferentes gêneros da música latinoamericana. O trabalho contará com participações para lá de especiais, como a da cantora Badi Assad, que interpreta a faixa “Ela” (Cardoso/ Rodrigues), além, é claro, do parceiro Pedro Macedo, e ainda Adriano Tonon, Marcelo Alvim e Vítor Zago. Para os estudantes de música, o álbum ainda traz um algo a mais: um livro, que terá formato físico e digital, que contará com a partitura de todas as obras criadas para este trabalho. Desta maneira, não somente os apreciadores da boa música mas também os violonistas poderão se aprofundar ainda mais nesse vasto legado de nossas raízes latinas, contempladas aqui nas obras ricas e sensíveis de Rafael Cardoso. Redescobrir a América nunca foi tão prazeroso. Boa música à vista! Flávio Rodrigues Músico e Colunista


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