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“Meu Deus.” Ele fechou os olhos. Então encostou a testa úmida na minha, es egando com força. Seu suor cobriu minha pele, marcandome com um lascivo odor masculino que só ele tinha. Gideon soltou o corpo, relaxando minimamente. Virei a cabeça e beijei seu rosto quente. Ele enrijeceu. “Não.” Então me puxou na direção do elevador, arrastando-me pelo hall e chutando no caminho o conteúdo da bolsa que estava espalhado pelo chão. “Para com isso!”, gritei, tentando soltar o braço. Mas ele não me ouvia. Apertou o botão, e as portas do elevador privativo abriram no mesmo instante. Ele me jogou para dentro, e eu bati na parede do fundo. Desesperada, puxei o cinto do casaco, encontrando forças na urgência que sentia. Abri-o arrebentando os botões, que voaram para todo lado. As portas estavam fechando quando me virei para encarálo, mantendo o casaco aberto para que visse o que eu estava vestindo por baixo. Gideon esticou o braço, evitando que a porta fechasse, e a abriu por completo. Minha lingerie era vermelho-sangue — a nossa cor — e praticamente inexistente. A renda transparente exibia meus seios e meu sexo, e as faixas que se cruzavam sobre minha cintura deixavam entrever a pele. “Sua puta”, ele sibilou, entrando no espaço minúsculo e fazendo-o parecer ainda menor. “Você não consegue parar de me pressionar.” “Sua puta”, revidei, sentindo as lágrimas encherem meus olhos e escorrerem pelo rosto. Era doloroso demais que ele estivesse com tanta raiva de mim, mesmo entendendo o motivo. Gideon precisava de uma válvula de escape, e eu estava disposta a servir de alvo. Ele tinha me avisado… tentado me proteger… “Eu aguento, Gideon Cross. Aguento qualquer coisa que vier de você.” Ele me espremeu contra a parede do elevador com tanta força que o impacto tirou meu fôlego. Então cobriu minha boca com a sua, enfiando a língua. Apertou meus seios com violência, abrindo minhas pernas bruscamente com os joelhos. Arqueei o corpo junto ao dele, tentando me desvencilhar do casaco. Estava quente demais ali, o suor escorria pelas costas e pela barriga. Gideon arrancou-o e o jogou num canto, a boca ainda

Profile for Atâna Araújo

Livro 4 somente sua sylvia day  

Gideon me chama de anjo, mas ele é o milagre em minha vida. Meu lindo, guerreiro ferido, tão determinado a matar meus demônios enquanto se r...

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