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Eu também estava ligadíssima, atenta a cada palavra, ouvindo a mensagem que ele tentava passar, e me apaixonando ainda mais. Remexi-me no assento, sentindo um tesão quase insuportável. Gideon monopolizou as atenções do bar inteiro. De todas as vozes que ouvimos naquela noite, a sua era a única que se equiparava à de um profissional. Ele estava com os pés afastados, cantando um rock com suas roupas elegantes, e tão bem que não consegui imaginar nenhuma outra forma de cantar aquela música. Era bem diferente de ouvir Brett, tanto na forma de cantar como na reação que me causava. Fiquei de pé sem nem me dar conta do que estava fazendo, abrindo caminho em meio à plateia para chegar até ele. Gideon terminou de cantar e o bar explodiu em aplausos, interrompendo minha trajetória. Fiquei perdida na plateia, invisível em meio aos ombros que me cercavam. Ele me encontrou mesmo assim, abrindo caminho para me pegar em seus braços. Sua boca encontrou a minha, beijando-me com vontade, provocando uma nova onda de gritinhos e aplausos. Ao fundo, ouvi a banda começar mais uma música. Praticamente subi em cima de Gideon, ofegando em seu ouvido: “Agora!”. Eu não precisava explicar nada. Ele me pôs no chão, pegou-me pela mão e me puxou pelo bar e pela cozinha até o elevador de serviço. Eu me joguei em cima dele quando a porta se fechou, mas Gideon estava pegando o celular e pondo na orelha, jogando a cabeça para trás enquanto minha boca devorava seu pescoço. “Traz a limusine”, ele ordenou em um tom áspero, enfiou o telefone de novo no bolso e me beijou com toda a paixão que mantinha aprisionada dentro de si. Eu o devorei com ardor, mordendo seu lábio inferior enquanto saboreava sua boca com os movimentos da minha língua. Gideon grunhiu quando o prensei contra a parede almofadada do elevador, passando a mão pelo seu peito e descendo até encontrar sua ereção. “Eva… Nossa.” Quando paramos de descer, ele entrou em ação rapidamente, pegando-me pelo cotovelo e me puxando porta afora com passos velozes e impacientes. Saímos por um corredor de serviço para o saguão, atravessando mais uma multidão até enfim emergir ao ar livre na noite quente. A limusine estava parada no meio-fio. Angus saltou e abriu rapidamente a porta de trás.

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Livro 4 somente sua sylvia day  

Gideon me chama de anjo, mas ele é o milagre em minha vida. Meu lindo, guerreiro ferido, tão determinado a matar meus demônios enquanto se r...

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