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revista interna Ano 3 nº 8 mar.abr.mai/2011

Entrevista Roberto Mussnich fala sobre o aniversário de 49 anos da rede Solidariedade Conheça a AACD, entidade beneficiada com nossa venda de sacolas plásticas Economia Especialistas ensinam como ficar longe das dívidas

Atacadão na área! Como a chegada da empresa acelera o desenvolvimento das cidades – e das pessoas

Naiara Dias e Cleyton Bonilha, funcionários da nova loja em Teresina, Piauí


varejo |

Reflexos do crescimento

Notícias e serviços Brasil afora

Coleta seletiva

Tatiana Paiva

editorial

Estimados amigos,

É

fato que o nosso projeto de expansão tem sido muito forte – a nossa presença já é notada na maioria dos estados do Brasil. A maior prova da força do Atacadão, porém, está no impacto que causamos nas regiões onde somos pioneiros. Movimentamos o comércio local, geramos empregos diretos e indiretos, oferecemos maior variedade de produtos... Na reportagem de capa, você confere como estimulamos o desenvolvimento das cidades. Além da influência socioeconômica, projetos de responsabilidade social – como a parceria com o programa Sesc Mesa Brasil, que auxilia milhares de crianças e famílias carentes – sublinham o compromisso com o crescimento sustentável e os nossos valores corporativos. Cada vez mais, as ações e oportunidades criadas dentro e fora da rede apontam o sucesso e o reconhecimento do nosso trabalho. Juntos, podemos ainda mais! Boas vendas e boa leitura, Roberto Mussnich Diretor-geral

Expediente Revista Informe | Ano 3 nº 8 | mar.abr.mai/2011

Informe Atacadão é uma publicação trimestral interna dirigida aos colaboradores do Grupo Atacadão, COORDENADA pelo departamento de Comunicação/T&D - RH Matriz Gerência Marcos Tasso Coordenação de RH Marcelo Rocha Coordenação Editorial Lucio Silva Comitê Editorial Fabio Cesar (Marketing), Hélio Medeiros (Diretor de Operações), Heraldo Junior (Estagiário de Comunicação), Paulo Rogério (Marketing) e Roberto Mussnich (Diretor-geral)

Diretor Executivo Rodrigo Pipponzi Diretora Editorial Roberta Faria Atendimento Editorial Thiago Yamabuchi Editora Ana Luísa Vieira Repórteres Cristina Casagrande, Karina Sérgio Gomes e Rita Loiola Estagiários de Texto Flávio Carneiro e Juliana Dias Diretora de Arte Claudia Inoue Editora de Arte Mariana Bolzani Produção Claudine Luz e Carina Barros Revisão Paulo Kaiser Tratamento de Imagem Fabiano Valverde

Contato: comunicacao@atacadao.com.br Tiragem: 22.500 exemplares IMPRESSÃO: Neoband. Todos os direitos reservados.

2 INforme mar.abr.mai/2011

Reciclagem que transforma O que fazemos com as folhas que imprimimos? Por que as jogamos fora junto com o resto do lixo? Eram essas as perguntas feitas pelo departamento de RH da matriz do Atacadão, em São Paulo. E a resposta veio certeira: “Precisamos reciclar”. Em 2010, foram instalados coletores de papel no setor de RH para separar as folhas do lixo comum. A iniciativa deu tão certo que as áreas financeira e de fechamento de caixa também aderiram. O material é doado para a Cooperativa Central do Tietê. Lá trabalham mais de 70 pessoas, que fazem a triagem e a revenda dos recicláveis – além do papel, recebem sucata de alumínio, vidro e garrafas PET. Segundo Lucio Silva, analista de RH, a meta de 2011 é implantar o programa em todos os departamentos da matriz. Futuramente, a ideia é estender a reciclagem às demais lojas do Atacadão. “Queremos mostrar a todos que é possível transformar os resíduos em recursos para a reaplicação em outros projetos sociais”, afirma.

mais de 8 toneladas de papel foram

doadas para a Cooperativa Central do Tietê entre julho e dezembro de 2010

A cooperativa fica na Avenida Salim Farah Maluf, 179, próximo à Marginal do Tietê, em São Paulo. A população também pode entregar seus recicláveis no local.


Sustentabilidade

Lições de ecologia

Entrevista

Vamos celebrar! O Atacadão comemora 49 anos com 71 lojas e mais de 22 mil colaboradores. Roberto Mussnich fala sobre o aniversário e o futuro da empresa

Como você avalia a trajetória do Atacadão? Roberto: O atacado está na alma da companhia. A empresa nasceu nesse formato nas mãos do senhor Alcides Parizotto, no norte do Paraná. Em 1985, nos firmamos com a reinvenção do processo de atacado, oferecendo lojas de autosserviço, o que trouxe ótimos resultados. O que mudou com a compra do Atacadão pelo Carrefour? Roberto: O Atacadão não mudou: ele evoluiu. Passamos a ser uma empresa multinacional. Após a compra, a essência foi mantida viva, respeitando o nosso modelo de negócio. Agregamos muito da cultura internacional do Carrefour. Hoje, temos lojas na Colômbia e na Argentina.

A rede está em todas as regiões do país. Quais os passos para 2011? Roberto: O Norte passa a ser uma das nossas prioridades. Estamos fazendo a expansão com calma e planejamento. Construiremos uma filial no estado do Pará. Qual a receita de sucesso? Rober to: Nossa evolução é baseada no trabalho e na formação de pessoas. Existe um amor muito grande pela camisa que vestimos – os colaboradores têm a empresa dentro do peito. O Atacadão sempre foi, e sempre será, uma empresa de homens e exemplos. O segredo está em espalhar lojas pelo país e ter nesses locais boas relações de cultura de trabalho, lealdade e liderança.

Você sabia que o estacionamento do Atacadão pode abrigar um palco? Pois essa é a proposta do Planeta Água – Um Mundo Sustentável. O projeto acontece em uma grande tenda colorida e a programação é composta por uma peça de teatro e por gincanas, que ensinam crianças de escolas públicas, e visitantes em geral, a cuidar melhor do meio ambiente. As apresentações de 2011 começaram em fevereiro na loja do Guarujá (litoral de São Paulo) e devem passar por outras filiais até abril. Realizado em parceria com a empresa Bellini Cultural e apoiado pelas prefeituras e secretarias de educação das cidades, o Planeta Água oferece um ônibus personalizado e gratuito para buscar os estudantes. O conteúdo da peça foi criado por ambientalistas da Universidade de São Paulo. Desde 2006, mais de 17 mil crianças já participaram do projeto.

Diversão e aprendizado no Guarujá (SP)

Inaugurações inauguração

24/2

Teresina (PI)

Gerente: Vanderlei F. Fidelis Colaboradores: 297

Em breve

Rio Grande (RS) Gerente: Rodrigo Ferreira Colaboradores: 285

Em breve

Cuiabá (MT) Colaboradores: 285

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nossa capa |

A expansão da rede

Antes & depois mAIS EMPREGOS e DESENVOLVIMENTO. promessas políticas? Não. é o que O atacadão promove ONDE SE INSTALA Por Karina Sérgio Gomes (com a colaboração de Flávio Carneiro)

Ilustração Bernardo França Fotos Cândido Neto e arquivos pessoais

TERESINA (PI)

O QUE MUDA NAS CIDADES? Os benefícios que o Atacadão traz aos moradores

814.439 habitantes Inauguração da loja: 24/2/2011

T

odo mundo gosta do sossego das cidades do interior. Mas seus moradores bem sabem que a calmaria impõe algumas dificuldades. Por vezes, é preciso viajar horas para se consultar com um bom médico especialista, encontrar o produto desejado e buscar uma oportunidade de emprego. Com o objetivo de encurtar essa distância, o Atacadão faz o caminho inverso. Já presente nas principais capitais do país – entre elas, Teresina, no Piauí, que acaba de ganhar uma filial –, a empresa planeja ampliar cada vez mais sua participação nos municípios afastados dos grandes centros. A meta é alcançar 100 lojas em todo o Brasil até o final do ano que vem. Atualmente, a rede conta com 71 lojas de autosserviço, oito centros de distribuição e seis atacados-empresa. “Nas cidades onde somos pioneiros, notamos nossa influência social. Isso nos motiva muito”, diz Roberto Mussnich, diretor-geral da empresa, referindo-se aos benefícios trazidos por cada inauguração: vagas com carteira registrada, opções de compra e preços justos – condições necessárias para os pequenos comerciantes locais se desenvolverem. É a sensação de ver a família crescer. “Nossa maior satisfação é acompanhar de perto a alegria dos novos colaboradores. Já recebi muitos abraços emocionados de agradecimento”, conta. Calor baiano A recepção calorosa se repete a cada inauguração. Em Juazeiro, interior da Bahia, não foi diferente. “O Atacadão chegou aqui em 2008 e só vimos melhoras, como a boa geração de empregos na loja e nas

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Geração de empregos Antes do Atacadão chegar a Mossoró, Josué Balbino Costa tinha de viajar até Natal ou Fortaleza para abastecer a despensa de seu bufê. Desde a inauguração da loja, Josué só tem o que comemorar. “Compro mais barato, consegui baixar meus preços e a minha clientela aumentou 70%. Tive até de contratar mais funcionários”, festeja. O empresário ainda ampliou o cardápio do bufê, acrescentando receitas com frutos do mar.


crescimento da economia O comerciante Moacir Lopes Filho sai quase todos os dias de Petrolina e atravessa o rio São Francisco para ir ao Atacadão em Juazeiro. “Lá, eu encontro as melhores ofertas”, afirma. Moacir conseguiu baixar em 10% os preços dos produtos comercializados em seu mercadinho e ainda aumentou em cerca de 20% o seu lucro.

JUAZEIRO (BA)

230.538 habitantes Inauguração da loja: 27/11/2008

mais transporte A Joafra, empresa responsável pelos ônibus de Juazeiro, aumentou o trajeto e colocou um carro a mais para a linha Dom José Rodrigues. Os veículos intermunicipais, que ligam Petrolina a Juazeiro, também tiveram suas rotas alteradas para passar em frente à loja. “O ônibus é pontual, mas está sempre cheio de clientes e funcionários. É sinal de sucesso!”, diz o líder de setor Carlos Alberto dos Santos, que chega ao trabalho em apenas 20 minutos.

Desconto no posto

MOSSORÓ (RN)

234.390 habitantes Inauguração da loja: 17/7/2008

A rede de postos de gasolina Raul Lins, em Juazeiro, oferece aos funcionários do Atacadão cerca de 5% de desconto no abastecimento com cartão de crédito. Basta apresentar o crachá. O líder de loja Anderson Nunes Bezerra virou freguês: “Sempre economizo cada vez que encho o tanque”, diz.

3 mil clientes

atendidos por dia em cada loja (em média)

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nossa capa |

A expansão da rede

Bom para quem trabalha Como o Atacadão muda a vida dos colaboradores

TERESINA

MOSSORÓ

JUAZEIRO

funcionários

funcionários

funcionários

297

306

286

novas oportunidades

Plano de carreira

Naiara Monteiro Dias levantou às 3h da manhã para conseguir um bom lugar na fila de inscrição e concorrer a uma das vagas em Teresina. “Pesquisei sobre a empresa e descobri que seria um local muito bom para trabalhar”, conta. O processo seletivo durou quase dois meses e o esforço de Naiara valeu a pena. “Rezava todos os dias para conseguir uma vaga. Quando soube que passei, ajoelhei no meio da rua para agradecer”, diz a nova operadora de caixa.

chance de transferência

Logo na entrevista, Erison de Paiva Oliveira perceb e u o p o te n ci a l da empresa em Mossoró. Era a primeira vez que procurava por emprego e, mesmo sem experiências anteriores, conquistou a oportunidade de ser empacotador. Em seis meses, foi promovido a caixa. Tempo depois, subiu outro degrau e hoje é apoio de caixa. “Entrei na faculdade de administração porque pretendo crescer ainda mais no Atacadão”, planeja.

Aos 18 anos, José Adriano da Silva saiu de Juazeiro em busca de uma vida melhor em São Paulo. Na capital paulista, conseguiu um emprego no Atacadão e formou uma família feliz. A saudade dos pais e da Bahia, no entanto, começou a falar mais alto. Foram quase dois anos tentando uma vaga em alguma filial próxima de sua terra até conseguir a transferência. “Senti uma felicidade tremenda ao voltar para Juazeiro”, conta, emocionado, o líder de setor.

outras empresas que, depois do Atacadão, se instalaram em nossa cidade. Foi um grande estímulo para a região”, comemora o prefeito, Isaac Carvalho. Não é exagero dizer que a filial mudou a rotina dos juazeirenses. A lanchonete do Atacadão virou ponto de encontro e a empresa de ônibus fez desvios nas rotas para deixar os passageiros em frente à loja. Sem contar os vizinhos, que agora fazem suas compras por lá, como Moacir Lopes Filho, morador de Petrolina, cidade pernambucana que faz fronteira com a Bahia. Nova vida, vida nova A cultura local também se transforma com a chegada do Atacadão. Quem tinha o hábito de parcelar suas compras, por exemplo, aprende a pagar à vista. “Sempre ouço dos clientes: antes eu só comprava fiado, agora pago tudo é na hora”, conta Erison de Paiva Oliveira, apoio de caixa da filial 6 INforme mar.abr.mai/2011

de Mossoró, no Rio Grande do Norte. “Não faço mais dívidas. Só preciso me preocupar com o lucro”, confirma Josué Balbino, dono de um bufê na cidade. A chance de mudar de vida e trabalhar na rede leva até ao corre-corre, como aconteceu em Teresina. A equipe de seleção do Atacadão recebeu 2,6 mil currículos e 297 pessoas foram contratadas. “Estamos com expectativa muito boa”, afirma Cleyton Bonilha, supervisor administrativo da filial. “Quero receber todos os clientes com um sorriso no rosto”, diz, ansiosa, a operadora de caixa Naiara Monteiro Dias. As histórias de Juazeiro, Mossoró e Teresina são facilmente encontradas em qualquer outra loja do Atacadão no Brasil. Afinal, a empresa cria uma rede social e colabora para o crescimento da região onde quer que chegue. O segredo? “A ajuda dos colaboradores e a grande receptividade das cidades onde nos instalamos”, garante Roberto Mussnich.


Faça sua grana render

| crescendo juntos

Cuide bem do seu dinheiro Como está sua carteira? especialistas ensinam a ficar longe dos apertos e juntar mais Texto Juliana Dias

Ilustração Istock

Miralda Gama, baiana de Juazeiro, pechincha tudo para pagar sempre à vista. Desde o seu primeiro emprego, aos 17 anos, ela economiza de 20 a 30% do salário para realizar suas metas futuras. Tanto esforço está valendo a pena para a analista de Recursos Humanos do Atacadão: em 2010, logo após o aniversário de 36 anos, deu entrada em um apartamento. Quando sua filial atinge as metas – e ela recebe um dinheiro extra na participação nos lucros –, Miralda sabe o que fazer. “Deposito tudo na minha conta-poupança!”, garante. Roberto Nogueira Gomes, auxiliar de armazém da filial de Maringá (PR), também aprendeu a cortar gastos supérfluos. Tanto que, com a economia, voltou à faculdade. “No Atacadão, ganhamos plano de saúde e alimentação, gastos que eu tinha antes de trabalhar aqui e também ajudam na renda”, diz. Luiz Gustavo Santos, auxiliar de informática em Piracicaba (SP), criou uma fórmula e divide o salário em quatro partes: contas fixas, poupança, lazer e imprevistos. “Para conseguir uma boa vida financeira, é preciso ter determinação”, ensina. Segundo Christian Barbosa, especialista em produtividade, e Reinaldo Messias, consultor do Sebrae/SP, as histórias acima são exemplos a serem seguidos. Confira outras sugestões dos consultores para passar longe do vermelho e fazer seu dinheiro render – na hora do bônus e no resto do ano inteiro!

anote todos os gastos

quite suas dívidas

corte os excessos

Compre um caderno e, diariamente, marque tudo o que gastou. Destaque aquilo que quer comprar em uma cor diferente. Se for uma geladeira nova, por exemplo, some o quanto consegue economizar por mês para adquiri-la.

Se você está no vermelho, acerte todas as dívidas antes de pensar em qualquer nova compra. Se você conseguir ficar no azul ou já estiver com tudo em dia, trace os próximos objetivos. Fique atento para não gastar além da conta.

Pense se é realmente necessário trocar a TV ou o som do carro, comprar uma roupa nova ou um sapato diferente todo mês. Vale até brincar mais com as crianças em um parque ao ar livre do que levá-las sempre ao shopping.

Pesquise e pague à vista

Faça uma conta-poupança

Aprenda a investir em você

Evite as parcelas e os juros dos cartões de crédito e dos crediários. O ideal é deixar o cheque especial e os empréstimos bancários longe. Pesquise sempre os melhores preços. Vale até substituir: às vezes, uma marca de produto é tão boa quanto a outra – e pode ser bem mais barata.

A poupança é um fundo de reserva que pode ser resgatado em qualquer momento. Independentemente do valor que você ganha, guarde sempre um pouco por mês. O ideal é economizar até 30% do salário, contanto que isso não prejudique suas contas básicas, como água, luz, gás e telefone.

Monte uma turma de amigos para estudar nas horas vagas, procurem juntos por cursos de idiomas (em grupo, é mais fácil conseguir descontos) e mantenha o sonho de ingressar em uma universidade. São passos mais longos, que vão ajudar, e muito, no seu futuro profissional. mar.abr.mai/2011 INforme 7


comunidade |

De olho nos bons projetos

Na pró xim edição a :

Doutor es da

Alegria

Conheça a AACD, uma das instituições beneficiadas com a venda das sacolas plásticas do Atacadão Texto Cristina Casagrande Foto Claudine Luz Ilustração Tatiana Paiva

Felipe Amorim tem 10 anos e, como a maioria dos outros garotos de sua idade, é apaixonado por futebol e videogame. Nos intervalos da escola, ainda se diverte jogando capoeira. Tanta disposição é resultado do incentivo e das aulas de reabilitação desportiva que recebe na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo. Felipe frequenta a entidade desde os 2 anos, devido à má-formação congênita de seus braços e pernas. Lá, ganhou uma prótese nos membros inferiores, que lhe permite andar e praticar seus esportes favoritos. A história de Felipe é apenas um exemplo encontrado entre os milhares de pacientes atendidos diariamente pela AACD. A instituição, criada há mais de 60 anos, com dez unidades distribuídas 8 INforme mar.abr.mai/2011

pelo Brasil, é referência nacional no trabalho de prevenção, reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência física. E o Atacadão, sempre atento às questões sociais, criou uma maneira interessante de ajudar a instituição. “Nunca trabalhamos com sacolas plásticas, mas os clientes começaram a pedir. Para atendê-los, decidimos vendê-las e reverter o dinheiro para instituições sociais que admiramos”, explica Paulo Rogério de Lima, analista de marketing do Atacadão. A parceria começou em 2008 com os Doutores da Alegria (como você lerá na próxima edição) e, no início de 2010, foi firmado o acordo com a AACD. Cada sacolinha custa apenas 20 centavos e, até dezembro de 2010, foram arrecadados mais de R$ 154 mil para a AACD. O valor possibilitou cerca de 3,8 mil sessões de terapia aos pacientes da associação. Segundo o presidente da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro, trata-se de uma parceria importante. “Conseguimos mobilizar pessoas para a nossa causa e recebemos doações que beneficiarão diretamente milhares

de deficientes físicos”, afirma. Mais do que ninguém, o menino Felipe sente o resultado de boas ações como essa. “A AACD é como se fosse uma mãe para mim. Sei que aqui eu recebo tudo do que preciso para me desenvolver”, diz, com um sorriso largo.

Pequeno gesto, grande causa Todos os dias, o operador de caixa de Natal (RN) Quermir Filho, de 25 anos, embala as mercadorias de seus clientes com alegria. “Sinto-me privilegiado em poder ajudar de alguma forma. Quando eu mesmo compro no mercado, sempre faço questão de levar as sacolas só para contribuir”, afirma. No caixa, Quermir deixa as sacolas visíveis com o objetivo de incentivar os clientes a comprá-las. O natalense Sebastião Avelino dos Santos, de 55 anos, cliente há mais de dez, é um dos que abraçaram a ideia. “Desde que começaram a vendê-las, contribuo todas as vezes. Tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar, eu vou fazer.”


Informe08