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ÓRGÃO DA COMISSÃO DE TRABALHADORES DA CP - Nº 115 Dezembro 2013

EDITORIAL ESTAM0S A SER AFOGADOS NA MISÉRIA E NA MENTIRA!

Os habituais propagandistas da direita gostam muito de proclamar que nenhum governo rouba os mais fracos por prazer. Na realidade o que este governo PSD/CDS está a fazer é roubar aos mais desprotegidos para entregar o produto do assalto aos mais ricos e mais bem instalados na mesa dos senhores da alta finança. Trata-se, portanto, não de puro masoquismo, mas de uma clara e indesmentível opção de classe. Para fazer um milionário é necessário atirar dezenas de milhares de trabalhadores para a miséria extrema. Só assim se explica que numa altura em que País se debate com os horríveis efeitos do desemprego, da pobreza extrema e da exclusão social de milhões de homens, mulheres e crianças, ainda haja quem tenha o descaramento de afirmar que os sacrifícios estão a ser equitativamente distribuídos. Dizem as estatísticas que apenas nos dois últimos anos o número de multimilionários em Portugal teve um acréscimo de 78 unidades. Isto numa altura que o governo dos milionários se entretém todos os dias a cortar nos direitos, nos vencimentos, nos subsídios e nas pensões de quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira. E para que não fiquem dúvidas de qualquer espécie importa acrescentar que além do número de milionários ter crescido, não é de somenos importância o facto, indesmentível, de ter au-

mentado igualmente o valor médio de cada uma das suas fortunas. Para este governo de gente sem vergonha na cara, a sua justiça social vê-se no aumento escandaloso das fortunas milionárias, quase sempre obtidas, na mentira e no vendaval da especulação financeira, ao mesmo tempo que milhares de crianças vão para a escola com fome e milhares de reformados vão para a cama com a barriga a dar horas. É esta gente que está a destruir o Estado Social e ameaça todos os dias o nosso regime democrático. Este panorama de injustiça e horror social tem também, como todos sabemos e sentimos na pele, reflexos muito concretos no sector dos transportes, onde a estratégia do governo da direita aponta, indiscutivelmente, para a destruição do sector público e para a entrega do património das empresas, incluindo as ferroviárias, aos grupos financeiros que, há muito, as cobiçam. E, como é natural, as administrações que os governos (PS/ PSD/CDS), nomeiam para a concretização desta tarefa terão de estar, obviamente, ao serviço deste desiderato de entregar a alguns aquilo que é de todos. Esta é, no fundo, a grande e grave questão que se põe neste momento a todos os trabalhadores dos transporte e comunicações. A estratégia de privatização do sector passa pelo ataque despudorado aos direitos dos trabalhadores, como se verifica com o Decreto-Lei 133/2013, que, duma penada, atira para e caixote do lixo toda a contratação co-


EDITORIAL lectiva que levou dezenas e dezenas de anos a conquistar. Mas se o governo da direita, que é, como todos sabem, comandado pela grande finança, através das troikas interna/externa, tem a sua estratégias de ataque aos direitos dos trabalhadores e dos reformados, também nós devemos reforçar a nossa luta de combate às manobras dos que nos querem continuar explorar. Só unidos na luta contra a exploração! O povo vencerá.

VIAGENS DE NATAL SÃO PRESENTE ENVENENADO Talvez numa manifestação do máximo que a sua consciência social é capaz de atingir, o CA da CP decidiu conceder viagens aos trabalhadores no activo e seus familiares na época de Natal. Entendida no contexto real porque estão a passar as relações dos administradores com a generalidade dos ferroviários, esta decisão mais parece uma brincadeira de mau gosto, para não se lhe chamar uma provocação. Em primeiro lugar a recusa desta esmola, que mais parece um presente envenenado, é vista pelos trabalhadores como um enviesado truque, na tentativa de nos fazer esquecer que o governo e o conselho de administração pretendem é tirar-nos as concessões que são um direito regulamentar há mais de um século. E em troca de um direito de todos os ferroviários e suas famílias alargado a todos os dias do ano, o CA tem a “generosidade” de nos oferecer viagens de Natal (entre 21 de Dezembro e 2 de Janeiro) e, talvez, para que esta prenda envenenada não possa ainda ser contestada pelos falcões da direita, houve o cuidado de retirar os reformados e seus familiares do painel que poderia vir beneficiar desta extrema “generosidade natalícia” do CA. Mas o governo PSD/CDS, e os administradores da CP podem dormir descansados porque os FERROVIÁRIOS nunca iriam consentir-lhes mais esta profunda injustiça. Os REFORMADOS sempre tiveram direito às concessões e não é agora com um truque de ilusionismo barato como este, que os TRABALHADORES os vão abandonar. Estamos todos na LUTA pela reposição das concessões tal como elas funcionaram durante gerações, gerações e gerações de FERROVIÁRIOS.

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ADMINISTRAÇÃO ENTERRA DIREITOS SOCIAIS

Assassinada em golpes sucessivos e matematicamente calculados a administração da CP prepara-se agora para enterrar de vez as saudosas Actividades Sociais que, desde finais do século XIX, foram um exemplo de humanismo e civilizacional empresarial em Portugal. Todos se lembram que foi no governo PS de José Sócrates que deu início à demolição das Actividades Sociais desta empresa pública. Ao que se disse na altura extinção das A.S. justificava-se pelo elevado peso que tinham na deficitária economia da empresa. O tempo encarregou-se de demonstrar que se tratava de uma mentira, pois todas sabemos hoje que a liquidação das Actividades Sociais fez parte de uma estratégia político/ideológica de direita visando a destruição do estado social. Sabe-se, por exemplo, que o património da empresa e das Actividades Sociais está a ser paulatinamente desbaratado. Mas também sabemos que foi com o suporte dessa mentira que, em meia dúzia de anos, as sucessivas administrações do chamado arco da governabilidade PS/PSD e CDS acabaram com os Refeitórios, com as casas residenciais da empresa, com os Armazéns de Víveres, com os Parques de Campismos, com as Colónias de Férias, com os Infantários, com o despedimento colectivo dos seus trabalhadores. Tudo isto foi feito sob o falso pretexto de que era preciso equilibrar as contas da empresa para a salvar da falência. E a suprema prova de que tudo foi feito com má fé e objectivos mais do que obscuros vê-se no elevado numero de trabalhadores que foram afastados e na dramática perda de influencia do transporte ferroviário face à concorrência rodoviária. Mas para que não haja dúvidas quando ao desmantelamento das Actividades Sociais da CP surge agora o anúncio da venda dos

edifícios da antiga colónia de férias e do parque de campismo da Praia da Maçãs. A colónia e o parque de campismo de Valadares já foram parar às mãos do BPI, pelo que está mesmo a ver-se que entre a utilidade social para as crianças os direitos dos ferroviários e um banqueiro a administração da CP nem teve de pensar um segundo... Estão, de facto, a vender o País e o nosso caminho de ferro a patacos.

REFEITORIO em PORTO S. BENTO A Comissão de Trabalhadores da CP promoveu um Abaixo-Assinado, dirigido à Administração da empresa, sobre a imperiosa necessidade de dotar a estação de Porto S. Bento com um Refeitório/Cantina, indo, assim, ao encontro das necessidades manifestas dos trabalhadores. Este abaixo-assinado foi subscrito por cerca de três centenas de trabalhadores de todas as categorias profissionais. Como é sabido, a CT da CP, em maio de 2012, iniciou formalmente o processo reivindicativo deste equipamento social, através de ofício dirigido à Administração da CP e à Direção Executiva da CP Porto. Pese embora todos os processos de intenção manifestados – inclusivé com visitas ao local, projetos de execução, o aval da REFER e, até, com verbas já destinadas à sua realização mas até ao momento nada, ainda, foi concretizado. Recentemente, em reunião com a Dra. Cristina Dias, Administradora da CP para a CP Porto, mais uma vez foi referida tal necessidade. Foi-nos transmitido que o Refeitório teria entrado já para as 10 primeiras prioridades – tal-

vez, a sua execução tivesse lugar no início do próximo ano. Por fim, lamentamos que o divisionismo, o oportunismo e a falsidade continuem a fazer “escola” no seio dos trabalhadores ferroviários, mesmo quando se trata de um refeitório! Mais que lamentável, é triste.

Deixem-nos ser felizes!!... “Este Natal tem de ser mais uma etapa em que o povo acredite Que vale a pena lutar para ser feliz no NOVO ANO”.

POR UM NATAL FELIZ e PRÓSPERO ANO NOVO.


Parecer da Comissão de Trabalhadores da CP sobre o Plano de Formação 2014 e o Programa “Melhoria da Qualidade de Vida” A Comissão de Trabalhadores da CP (CT) sempre pugnou em por uma Formação Profissional contínua e alargada que, para além da melhoria de produtividade e adaptação à mudança, trouxesse para os trabalhadores da CP um incremento ao nível das competências psicossociais e sócioafetivas, desenvolvendo as capacidades cognitivas, comunicacionais, comportamentais e, até, psicomotoras. Neste sentido, a CT, valorizando a apresentação do Plano de Formação 2014 (desde que os pressupostos atrás enunciados sejam garantidos), a que acresce o Programa “Melhoria da Qualidade de Vida”, tentará contribuir para a sua melhoria apresentando um conjunto de sugestões, dúvidas e questionamentos. Objectivos Estratégicos Derivados do Plano Estratégico de Transportes (PET) 2011-2015, os Objetivos Estratégicos do Plano de Formação (PF) apresentados, reproduzem as linhas orientadoras inscritas no plano governamental para o sector dos transportes. Sendo um plano ao qual a CT desde sempre se opôs, sendo merecedor da viva contestação e repúdio dos trabalhadores, não podemos concordar que os Objetivos Estratégicos do PF tenham como pressuposto tal documento. A “Promoção da Eficiência” e o “Alcançar a sustentabilidade económico-financeira” são objetivos alcançáveis, entre outras condições, com o envolvimento dos profissionais do sector. Ora, se o enquadramento dos objetivos está sustentado num documento repudiado pelos trabalhadores, é contraproducente tal proposta, existindo, pelo contrário, outros trilhos que a CP pode percorrer atingindo de forma mais eficaz tais objetivos com o completo assentimento, concordância e empenho dos seus trabalhadores. Tomando como certo o PF previsto para 2014, consideramos que um dos objetivos que atentamos como fundamentais na formação - a promoção do desenvolvimento como pessoa – se encontra praticamente ausente de tal plano. Sugerimos, assim, que sejam contempladas ações formativas que efetivamente promovam o desenvolvimento do trabalhador como pessoa, nomeadamente na área cognitiva, comunicacional e comportamental. Plano de Formação 2014 Áreas de formação apresentadas: Segurança – Qualificação técnica; Seg.

Geral; Cliente; Gestão, Tecnologias Informação; Serv. Línguas e Qualidade e Ambiente. Observando o detalhe das formações planeadas, constata-se o seguinte: 1. O pessoal operacional (AC, OVC, ORV e Maquinistas) está, praticamente, confinado a formações relacionadas com a Segurança e Cliente; 2. A primazia da formação para o pessoal operacional encontra-se apenas na vertente produção, estando outras ações que contribuiriam para a valorização pessoal destes trabalhadores manifestamente ausentes; 3. Os Órgãos Centrais (OC) detêm uma grande e excessiva “fatia” das ações formativas a realizar em 2014, pelo que sugerimos que mais áreas de formação sejam abertas aos trabalhadores operacionais. Programa “Melhoria da Qualidade de Vida” Objetivo: “Promover o aumento da satisfação e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”. Comentário: Concordando que é urgente e absolutamente necessário fazer algo, a CT questiona-se sobre o conjunto de medidas que a CP irá tomar para o aumento da satisfação e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Para além deste processo de intenções, o que a CT tem verificado, em particular nos últimos anos, tem sido o oposto. Assim: • O número de efetivos tem diminuindo abruptamente, com efeito no agravamento dos ritmos de trabalho, da qualidade do serviço, do desgaste físico e psicológico. Acresce o facto de os trabalhadores, por escassez de RHs, serem obrigados a trabalhar quase consecutivamente, sem descansos e com diminuição de horas de repouso diário. Obviamente tal traduz-se num efetivo decréscimo da qualidade de vida e na diminuição da sua satisfação; • A dificuldade de compatibilizar a vida profissional com a vida familiar é outro dos dados negativos para o bem estar dos trabalhadores; • A substantiva diminuição da massa salarial dos trabalhadores ferroviários também não nos parece de molde a aumentar a satisfação e a qualidade de vida dos trabalhadores; • A degradação das condições de trabalho, nomeadamente no que respeita

a equipamentos, mobiliário e instalações, também não são de molde a incrementar níveis de satisfação de melhoria das condições de vida; • A destruição e abandono de equipamentos e atividades sociais, como sejam o encerramento de infantários e colónias de férias, igualmente não promovem a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores; • Eliminação das concessões de viagem, impossibilitando a deslocação dos ferroviários e seus familiares em viagens particulares e de lazer, com naturais consequências ao nível do sentimento de injustiça, de revolta e de indignação dos ferroviários. Programas propostos. Sugestões da CT Concordamos com os objetivos definidos para estas áreas: Identificar os problemas e definir estratégias, com vista à avaliação dos impactos psicológicos verificados nos trabalhadores que, no nosso entendimento, deveria ser transversal a todos os trabalhadores. Relativamente aos Meios a Utilizar, entendemos que os programas deverão ter a participação das ORT’s. Embora não saibamos o que são “Doenças Estranhas”, gostaríamos de sugerir um conjunto de medidas que, com certeza, melhorariam a qualidade de vida dos trabalhadores: • Aumentar os RH’s, com óbvias repercussões nos ritmos de trabalho, na compatibilização da vida profissional com a vida familiar, no descanso e repouso dos trabalhadores; • Melhorar/dotar os locais de trabalho com equipamentos e mobiliário adequado; • A restituição das concessões de viagem; • A implementação de ações sociais e de lazer, com ênfase em instalações e meios para a proteção e acompanhamento dos filhos menores dos ferroviários; • Promover a dignificação do trabalhador ferroviário, com políticas de incentivo, motivacionais e de reconhecimento. Concluindo, sustentamos, que, para a efectiva melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores é prioritário o cumprimento das sugestões propostas pela CT. Sem a sua efetiva implementação/reposição, qualquer programa por mais bem intencionado que seja tem uma forte probabilidade de vir a ser votado ao fracasso.

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BEM PREGAVA FREI TOMÁS! Aqui há dias, na televisão, a senhora secretária de Estado dos

Assuntos Parlamentares e mais qualquer coisinha teve a supina lata de fazer apelo às empresas para que invistam mais no apoio às famílias, designadamente em matéria de infantários. Confesso que, na minha recorrente ingenuidade cheguei a acreditar na sinceridade com a senhora secretária fez o referido apelo às empresas, mas não é que, ao chegar a casa dei com a minha Teresa, que continua esperta como sempre, escandalizada com o referido apelo da senhora governante, que a mim até me caíra bem. - Ouve lá Teresa, então tu estás contra o governo quando decide contra os trabalhadores, como é habitual, mas continuas a estar contra o governo quando defende precisamente o contrário, ou seja, quando defende qualquer coisa boa para os trabalhadores, como é o caso da governante que defende a abertura de infantários nas empresas... -Se calhar é por ouvires tanta mentira nas televisões. É que tu, Zé, parece que já não consegues distinguir uma coisa boa, de outra que não passa duma mistificação, que se destina enganar os mais ingénuos como tu... -Desculpa lá, Teresa, mas neste caso não estou a ver como é que tu consegues ver o mal num apelo que, a ser seguido, criaria melhores condições sociais para milhares de trabalhadores que não têm dinheiro para pagar os Infantários onde deixar os filhos... - E tu achas, Zé, que a senhora secretária, seja lá do que for, acredita uma única sílaba daquilo que disse a propósito dos infantários?... - Olha Zé, eu não estou dentro da cabeça dela, mas basta ver o que o PS e os partidos do actual governo PSD/ CDS acabam de fazer e fizeram aqui na CP, para se ver que o apelo da senhora secretária às empresas privadas tresanda a falsidade… -De facto, Teresa, não tinha visto o problema sob esse prisma, mas ainda assim até pode ser que o governo se disponha agora a corrigir o tiro e, correspondendo ao apelo da senhora

secretária, dê instruções claras aos comissários político/partidários da administração, no sentido de reconstruírem tudo o que, raivosamente destruíram, no capítulo das Actividades Sociais... -Ora assim já nos entendemos, Zé. É que os trabalhadores também têm obrigação de não se deixarem comer por parvos. -Tens razão. A música deles é tão bem engendrada que, que depois de muitas vezes repetida, pelos próprios ou pelos seus ‘’especialistas” de serviço, que muitos até os mais atentos podem “engolir” as patranhas que os exploradores nos querem impingir. - Mas, chegados aqui, talvez fosse conveniente que ficássemos a saber, com algum grau de garantia, qual o objectivo que esta gente pretende atingir com a destruição das Actividades Sociais da CP. Como é sabido o custo das Actividades Sociais mal chegava a meio por cento, repito: meio por cento, do défice operacional da CP, cuja grande responsabilidade cabe, sem margem para dúvidas, aos juros e outras alcavalas pagos à banca, para encher o cu aos banqueiros, que custam à CP mais do que duas somas dos salários anuais pagos ao conjunto dos ferroviários. Ficamos, afinal, sem perceber porque razão decidiu o governo mandatar os seus comissários político-partidários para acabarem de vez com as nossas Actividades Sociais, mas tudo nos leva a pensar que isto está a ser feito para que a entrega aos privados se faça pelo menor custo possível para os mesmos, ou seja, que se lixem os trabalhadores e os apelos descontextualizados, para não lhes chamar outras coisas muita mais pesadas, da senhora secretária de Estado de qualquer coisinha. Ficamos então com esta certeza; Tudo o que está a ser feito ao nível da gestão da CP tem hoje um claro e indesmentível objectivo, fazer uma caminha bem fofinha para o grupo que se prepara para abocanhar a CP. Tudo o resto é palavreado para enganar o pagode. Já pregoava Frei Tomás… Mas faz o que diz e, não o que ele faz.

“À TABELA” Nº 115 Dezembro de 2013 Orgão da CT da CP

Redacção - Secretariado da CT da CP Composição e Impressão - CT da CP Calçada do Duque, 20 1249-109 LISBOA Tel: 211023739 - 211023924 COM_TRAB_CP@cp.pt

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Zé Ferroviário

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