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ORGÃO DA COMISSÃO DE TRABALHADORES DA CP

Nº 71

EDITORIAL

DIA 20 É PARA MUDAR MAS É MESMO

A SÉRIO Desencantados e desiludidos com tanta promessa não cumprida, os trabalhadores ferroviários, tal como os de todos os outros sectores, poderão ser tentados a desinteressar-se das eleições do próximo dia 20. Mas esta não seria a atitude mais acertada de quem está mesmo interessado na defesa dos interesses concretos dos trabalhadores. No caso concreto do caminho de ferro e da CP todos sabemos o que tem sido a política dos sucessivos governos nos últimos vinte e oito anos. Todos sabemos quem é que tem estado à frente das empresas ferroviárias e todo o mal que nelas têm feito, quer aos trabalhadores, quer aos utentes. É preciso, pois, que no dia 20 se verifique uma mudança, mas uma mudança a sério, ou seja, uma mudança de políticas, e não só uma mudança de caras. Hoje só se deixa enganar quem quer. No dia 20 de Fevereiro devemos todos ir votar, mas para que as coisas mudem mesmo de verdade. Não podemos continuar a permitir que Portugal seja o País da Europa onde se regista a mais injusta distribuição da riqueza, porque todos sabemos que isso se deve às políticas que têm sido seguidas nos últimos vinte e oito anos. Vamos portanto dar o nosso contributo para que as coisas vão mesmo mudar.

R E N O VA Ç Ã O D A F R O TA B AT E TO D O S OS RECORDES Em apenas dois anos os CG’s da CP gastaram mais de um milhão e duzentos mil euros (240 mil contos) na compra de viaturas novas para os administradores e para os directores de serviço. Num momento em que o País está a braços com uma das suas maiores crises financeiras, brada aos céus que se gaste assim tanto dinheiro, sem, ao menos, a haver a obrigação das aquisições de tantos carros ser minimamente justificada. Ao todo, em dois anos (2003/2004), a CP, que toda a gente diz estar falida, comprou 47 carros, todos eles bem caros. Como é que o CG tem qualquer ponta de autoridade ou a lata para adiar os aumentos anuais dos trabalhadores a pretexto das dificuldades financeiras?


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O JOGO DA “ALTERNÂNCIA” É FARTAR VILANAGEM Conscientes de que o seu tempo chegou ao fim o Governo da direita e os seus homens de mão, na CP, tratam de nomear o maior número de “Boys”, todos eles muito bem pagos, para que os lugares de controlo fiquem todos ocupados. Mas o que estes estão a fazer agora já os outros o tinham feito antes. O maior escândalo a que estamos a assistir verifica-se, no concreto, na área da comunicação e marketing, para onde têm sido nomeados chefes e mais chefes que não têm ninguém para chefiar, e para onde se anuncia, com pompa e circunstância, um gasto de oito milhões de euros. E para que nem tudo pareça clientelismo nem amiguismo indisfarçáveis, lá se vão arrumando também alguns parceiros da dita alternância. Podemos apontar, a título de exemplo, o caso de um senhor que foi afastado por andar a lesar a CP, (dava aulas numa escola secundária nas horas em que devia estar ao serviço da CP), e acaba de ser premiado com a promoção

á categoria de administrador do Regional. Outro, por ser padrinho de casamento de um administrador foi também nomeado a membro de uma comissão executiva. E como não há duas sem três, a esposa de um vogal do CG foi para vice-presidente da comissão executiva do Regional. Mas temos, em paralelo, o caso de um senhor que sabia muito sobre o que se passou na Educação, nos últimos dois anos, e que foi enfiado à pressão, nos quadros da CP, com um vencimento de primeira classe. E o que dizer daquela menina que foi admitida à pressa, também na milionária secção de imagem, porque a empresa em que trabalhava estava a fechar? E nunca fazem a coisa por menos. Assentam todos praça em generais. Ou no topo da hierarquia ou como administradores, que os amigos são para as ocasiões... É fartar, vilanagem.

UMA VERDADEIRA VERGONHA O CG acaba de admitir nos quadros da CP, portanto com contrato sem termo, o sr. Bruno, que entra pela porta do cavalo, mas com o estatuto de director de departamento, de nível I, em regime de comissão de serviço e isenção de horário de trabalho. Tudo isto, que muitos engenheiros e quadros ferroviários com muitos anos de serviço na CP, ainda não conseguiram, foi atingido, num verdadeiro passe de mágica, pelo tal sr. Bruno, que não é engenheiro nem licenciado, nem tão pouco bacharel. Já agora questionamos se tem ao menos o 12º ano? Para que não haja dúvidas alguma esclarecemos ainda que o sr. Bruno, admitido na carreira dos bacharéis, sem o ser, foi, de imediato, nomeado para a chefia do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas, com o vencimento de

800 contos por mês. Ainda segundo julgamos saber qualquer dia a CP tem mais gente a trabalhar na comunicação e nas relações públicas, do que na exploração ferroviária. A admissão do sr. Bruno foi feita apenas com base no curriculum que apresentou. Não houve concurso de espécie nenhuma, porque para um lugar tão bem pago um bom pedido vale mais do que catorze concursos. Além do mais, que já é suficiente, a CT gostaria de saber para que vai servir esta aquisição quando é sabido que o sector da comunicação, relações públicas e marketing já tem funcionários na prateleira... Só para o trabalhador comum é que não há dinheiro. Uma vergonha.

PRAIAS DO SADO VOTADA AO ABANDONO Queixam-se muito justamente os trabalhadores de Praias do Sado do estado de abandono a que a estação tem sido votada. Boa parte das lâmpadas do sistema de iluminação estiveram fundidas durante meses a fio, de forma que há noite se tornava bastante inseguro andar por aquelas bandas. Mas os trabalhadores, com mais ou menos segurança, lá vão aguentado. Outro problema para o qual os trabalhadores têm reclamado uma solução urgente é a ligação dos esgotos à rede pública uma vez que funciona com uma fossa, que

transborda para a rua durante alguns meses por ano, sem que a CP dê solução imediata porque para resolver o assunto é necessário gastar uns miseráveis 300 euros que custou a respectiva limpeza. Para uma empresa que gasta uns valentes milhares de euros, todos os anos, a promover a imagem de marca dos seus líderes regionais com almoços de oferta aos trabalhadores e prendas chorudas a algumas chefias intermédias, que além disto ainda vai gastar oito milhões de euros em propaganda, esta forma de economizar parece-nos bastante estranha.

O RESTO É FOGUETÓRIO

não se sabe de quê. Chegou ainda ao conhecimento da CT que se fala à boca cheia do próximo encerramento de vários serviços da UVIR, ao longo da linha e Serviços Centrais. Esta informação chegou-nos igualmente através das Sub_CT’s e de alguns trabalhadores, porque sobre estes assuntos concretos o CG não se descose.

Através de trabalhadores e das respectivas Sub-CT’s teve a CT conhecimento de que vai ser extinto o Gabinete de Inovação e Desenvolvimento (GID), sendo o respectivo pessoal atirado para a UMAT, em Santa Apolónia, à espera 2


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ATRASO NOS AUMENTOS REFORÇA INJUSTIÇA SOCIAL A CP, em parceria com as restantes empresas do sector ferroviário, estão a protelar, para não dizer boicotar, as negociações dos AE’s, relativamente aos aumentos salariais. Os trabalhadores têm de dar uma resposta vigorosa a esta atitude antisocial do Governo e das administrações, que impõem austeridade a quem mais precisa para poderem contemplar os amigos e correligionários com benesses de todo o género. Para que todos possamos compreender a falta de ética destes senhores que estão à frente do País, lembramos, meramente a título de exemplo, que o engenheiro Mira Amaral, que acaba de ser reformado

da Caixa Geral de Depósitos com mais de quatro mil contos por mês, é hoje um dos defensores mais encarniçados das políticas de contenção salarial, porque diz ele, os portugueses estão a viver acima das possibilidades reais do País. É gente desta laia, sem escrúpulos, com esta moral e com esta falta de consciência social, que está à frente do País. Salta à vista que os administradores das empresas do sector não têm ponta de moral para negarem, como estão a negar, aumentos de 5 por cento (com o mínimo de 25 euros). Isto quando se sabe que a Refer tem dinheiro suficiente para

CG ANUNCIA “REESTRUTURAÇÃO” Numa reunião realizada no passado dia 12 de Janeiro, o CG, na pessoa do seu presidente e do vogal responsável pelos recursos humanos, informou a CT acerca da “reestruturação” da empresa, que já havia sido comunicada às ORT’s e à comunicação social em Dezembro passado. De acordo com as perspectivas do CG o sector de mercadorias ficará estabilizado em 2007, ao mesmo tempo que se prevê para 2010 a proeza que consistirá em transformar esta empresa na melhor de todo o espaço ibérico. Instado pela CT a explicar como é que a CP pode assumir tal compromisso, com o Governo de saída e

quando se sabe que a infraestrutura é gerida pela REFER, o presidente do CG afirmou que o controlo do sistema continua a ser dominado pela CP, sobretudo porque se caminha para a contratualização dos serviços públicos e a CP é que tem de marcar prazos (está-se mesmo a ver... veja-se o caso da Fértagus quando começou a fazer comboios até Setúbal). Questionado sobre a necessidade de se acelerar a modernização das linhas do interior, o presidente do CG esclareceu que isso vai acontecer no âmbito do processo de instalação da Alta Velocidade.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO Com sete governo da direita, que está, felizmente, de abalada, o escândalo das nomeações de última hora, para servir amigos e correligionários, está a atingir proporções nunca antes alcançadas. Todos sabemos que todos os governos do clube da chamada alternância têm cometido abusos neste domínio. Mas a verdade é que nunca se tinha ido tão longe. Não se contentando com o encaixar de amigos e amigas nos lugares de topo das empresas públicas, agora são os próprios administradores dessas empresas que se nomeiam uns aos outros, para que ninguém fique desamparado na hora da despedida que se aproxima.No caso concreto das empresas do grupo da CP tem sido um verdadeiro corridinho. Não sabemos se houve algum acordo prévio, mas salta à vista que, para já, o negócio tende para o equilíbrio de posições. Mas até pode ter sido por mera coincidência... Se não vejamos: Dois administradores da Refer acabam de ser colocados nos quadros da CP. Ao mesmo tempo, dois administradores da CP são admitidos no quadro da Refer. E para completar o ramalhete, um administrador da Emef acaba de entrar para o quadro da CP, fazendo-se acompanhar por uma das suas directoras de serviço. Ao todo são seis admissões nos quadros superiores das três empresas, numa altura em que centenas de trabalhadores continuam a ser pressionados para saírem.

pagar uma renda de 30.000 contos (mais 3.000 para manutenção), no Parque das Nações, ao mesmo tempo que a CP se atira para uma campanha publicitária no valor de 8 milhões de euros. E o que dizer da autentica macacada do comboio dos Pais Natais que ficaram pela módica quantia de 22.500 contos e dos milhares gastos nas chamadas reuniões de trabalho, em estabelecimentos hoteleiros, tais como na Quinta da Beloura (Grupo Hoteleiro Pestana), em Sintra, e outros, etc., etc. Obrigatoriamente tem de haver dinheiro para aumentos salariais dignos. Por isso os trabalhadores têm de lutar pela actualização dos seus salários. Com vigor. E com ruído, se for preciso.

REALIDADE VERSUS PROPAGANDA Quem ouvir e ver os actuais administradores da CP pode pensar que todos os problemas da empresa e do sector se resolvem com propaganda. Mas a realidade mostra-nos, quase todos os dias, que as coisas são muito diferentes. Ainda há pouco tempo fez-se um alarido enorme com a ligação FaroBraga, em comboio. Mas a propaganda omitiu que os passageiros são obrigados a mudar de comboio na estação do Oriente, com todos os incómodos que isso lhes acarreta. Mas há mais. O que dizer do facto dos passageiros que saem de Faro às 18h05, com destino ao Porto. Como o último Alfa sai de Lisboa às 21h00, estes passageiros são obrigados a passar a noite em Lisboa, uma vez que o comboio de Faro chega ao Oriente 45 minutos depois... Estamos certos que a CP tem possibilidade de corrigir este desfasamento de horários, desde que tenha como objectivo central servir melhor os utentes, evitando, assim, que eles fujam cada vez mais para os rodoviários.

“À TABELA” Nº 71 FEVEREIRO DE 2005 Orgão da CT da CP Redacção - Secretariado da CT da CP Composição e Impressão - CT da CP Calçada do Duque, 14 1249-109 LISBOA - Tel: 213215700 3


Tácticas A minha Teresa chegou-me um dia destes a casa zangada, mas mesmo muito zangada, com a CP, e, necessariamente com o pessoal que dá a cara por ela, nas bilheteiras, nos comboios, ao longo da via, que é aí que se escreve a nossa via sacra de todos os dias. Qual o motivo ou a razão pela qual a minha Teresa, que, como sabemos, pode ter só a quarta classe de educação de adultos, mas de parva não tem nada, estava tão zangada com o pessoal? Muito simples: Já depois do Natal foi ao Cacém visitar a sua prima Belmira, que fora, dias antes, dar um saltinho à sua aldeia, lá para os lados de Vila Real de Trás-osMontes. Os velhotes, lá na aldeia, estavam relativamente bem, para a idade, mas do que a minha Teresa não gostou mesmo nada foi da brincadeira de a obrigarem a comprar quatro bilhetes (4), para poder fazer a viagem até ao fim. Numa altura em que tanto se fala no combate à burocracia e todos apregoam a necessidade de facilitar os procedimentos, a prima Belmira minha Teresa ficou siderada quando o patife do factor, em Meleças, a obrigou a tirar quatro bilhetes (4), para poder fazer a viagem até ao fim, com os necessários transbordos. Até há pouco tempo, quando ainda não se combatia a burocracia e os governos não prometiam facilitar a vida aos cidadãos, o utente (que agora é cliente) comprava apenas um bilhete e corria a rede de ponta a ponta. É claro que a coisa deu bota. No caminho, sempre que o revisor lhe pedia o bilhete, a minha Teresa nunca sabia qual deles lhe devia apresentar. No regresso foi, segundo ela, a mesma pouca vergonha. Quatro bilhetes para fazer o percurso todo. -Então tu não achas que andam a brincar com a gente? Prometem facilitar o que é complicado e depois, quando se apanham no poleiro, tratam de complicar o que é simples? perguntou-me a minha Teresa, na ingénua ilusão de que somos nós, os da raia miúda, que tomamos as decisões. Lá lhe expliquei que entre os ferroviários até há quem admita que 4

isto dos quatro bilhetes até possa ser um mal menor, na medida em que resulta do rebaptismo das unidades de negócio da CP. E acrescentei eu, convencido de que lhe acalmava a indignação, que esta mudança teve a vantagem de voltar a reunir todo o pessoal numa única direcção de recursos humanos... -Quer então dizer, Zé, que eles rebaptizaram as unidades de negócio, ao mesmo tempo que reuniram todo o pessoal numa única Direcção de Recursos Humanos? -É isso. -E vocês não desconfiam da marosca? -Na verdade nem todos se mostram muito entusiasmados com a mudança, mas nós sempre defendemos um caminho de ferro unificado na CP, esta solução parece vir ao encontro das nossas exigências. -E se tudo isto não passar da aplicação de uma táctica, tão inteligente como traiçoeira, para facilitar a privatização dos sectores mais rentáveis, como os suburbanos de Lisboa e Porto, agora designados urbanos? -Eu confesso de tácticas não percebo nada, mas já que falas assim, poderias explicar melhor o que vai no teu pensamento? -Olha, Zé... Posso estar muito enganada e oxalá que esteja, mas esta história dos quatro bilhetes para ir do Cacém para Vila Real, aliada à reunificação de todo o pessoal, como sempre fora, parece-nos que traz água no bico. -Continuo a não perceber aonde queres chegar... -Então vou tentar ser ainda mais clara. Não digo que seja mesmo assim, mas que dá para desconfiar, lá isso dá. Lembras-te, Zé, quando aqui há anos, um CG da CP do PSD, ou do PS, já não me lembro bem, encomendou um estudo de viabilização da CP a uma consultoria canadiana? -Lembro, sim senhor, foi quando eles disseram, ou melhor, escreveram no relatório, que a CP nunca seria viável enquanto tivesse um

movimento sindical tão forte. -Ora muito bem. Como sabes, foi por essa altura que os CG’s, todos eles, sem excepção, se entregaram à cruzada do divisionismo sindical. Não obstante os estragos indiscutíveis que esta cruzada provocou na capacidade reivindicativa dos ferroviários, ainda assim a força dos trabalhadores é ainda temida pelos grupos financeiros que há muito aspiram abocanhar os bocados lucrativos da CP. -Então?... -Então, Zé, podemos estar perante uma táctica para viabilizar as privatização de acordo com os interesses dos grupos económicos que espreitam a melhor ocasião para se apoderarem de tudo o que dá lucro na rede da CP, deixando o resto para o Estado... -Não estou a perceber lá muito bem...-Se pensares bem, vais ver que chegas lá com facilidade. Por outro lado, fazendo regressar os trabalhadores das unidades de negócio à Casa Mãe, dá-se uma falsa ideia de reunificação, que tranquiliza de certa forma os trabalhadores. Mas o que se passa, na realidade é que esses mesmos trabalhadores vão ficar mais inseguros do que nunca, sabes porquê? -Já agora gostava de saber? -É assim: O grupo, nacional ou estrangeiro, que comprar (ou receber), por exemplo a CP Lisboa, só vai aceitar os trabalhadores que muito bem entender. Depois, para completar o quadro, admite pessoal a prazo e sem direitos, tal como se verificou na Fertágus, num dos consulados do PS. O pessoal que for ficando na CP vai ser cada vez mais considerado excedentário, passando a ser vítima permanente de todo o tipo de pressões (há quem lhe chame chantagem), para aceitar a rescisão “voluntária”, como eles cinicamente lhe chamam... -Mas fugimos um pouco à questão dos quatro bilhetes que a prima Belmira da minha Teresa teve de comprar para ir do Cacém a Vila Real... -Sobre isso, o que posso dizer-te, Zé, é que na era dos computadores e da Internet, isso só serve para complicar a vida às pessoas, além de agravar o custo das tarifas, pois os bilhetes aumentam na razão inversa da extensão dos percursos. -Queres tu então dizer que estas últimas mudanças não representam nada de bom, nem para os passageiros nem para os trabalhadores ferroviários? -Ora vez como tu lá chegaste? É tudo uma questão de táctica. Os CG’s do PSD e do PS que inventaram as unidades de negócio, no fundo foram uns tansos. Agora é que as coisas ficam como convém aos grupos financeiros, porque isto de trabalhadores com direitos é mesmo uma grande chatice.

Zé Ferroviário

À Tabela 71  

Orgão da Comissão de Trabalhadores da CP

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