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ORGÃO DA COMISSÃO DE TRABALHADORES DA CP

EDITORIAL

AINDA PIOR

Nº 69

MAIS UM... CP INVESTE CADA VEZ MAIS EM MATERIAL CIRCULANTE... TOPO DE GAMA

Quis o senhor Presidente da República brindar-nos com o primeiro-ministro que o dr. Manuel Barroso lhe indicou. Fê-lo com a legitimidade que a lei lhe confere e, por aí nada a dizer. Mas dar a decisão ao Povo seria uma alternativa tão ou mais legítima e, era a melhor para servir os interesses de quem trabalha e do País. Vamos então ao presente. O Governo de sucessão do dr. Manuel Barroso, o Esta é a zona dada pela concessionária para a tal que até já não gosta da arrogância americana, mas que mentiu aos portupermanência das crianças durante os turnos de gueses para justificar o seu apoio à férias na Colónia da Praia da Maçãs. guerra do Iraque, este governo que aí temos, com a dupla Lopes - Portas, é o pior desde o 25 de Abril. Vêm aí dias difíceis. O regresso à fórmula corporativa A opinião geral é de que se trata do governo mais à direique pretendia conciliar os interesses dos trabalhadores e ta depois da Revolução, com a agravante de que se trata dos empresários, sob o controlo destes, não nos dá marde um executivo da iniciativa do dr. Jorge Sampaio. gem para qualquer ilusão. O populismo da dupla Santana/ Os trabalhadores só têm condições para observar e julPortas vai-nos dar água pela barba. Mas os trabalhadores gar os efeitos da sucessão monárquica Barroso/Lopes, saberão mais uma vez estar à altura das circunstâncias. nos seus direitos, nas suas condições de vida, quer como Temos de nos mobilizar porque a luta vai ser dura. assalariados, quer como cidadãos. Já sabemos que a estratégia deste governo de direita e É neste ponto que a situação criada pelo dr. Jorge Sampaio se nos afigura intolerável. Trata-se, na perspectiva dos de extrema direita e do grande capital vai consistir na fortrabalhadores, de uma decisão errada. E temos todo o direi- ma demagógica da distribuição de alguns “rebuçados” to de o dizer. Assim como a direita não se cansa de tecer aos mais pobrezinhos, para que possa intensificar a elogios à “coragem” do Presidente, os trabalhadores têm o exploração da generalidade dos trabalhadores. Para o dr. direito legal e constitucional de lhe dizer que não concor- Bagão Félix a bitola é o salário mínimo nacional. Para ele dam com a sua decisão. De resto, na esteira da cedência à quem leva para casa 100 contos, já pode ser incluído na direita, o Presidente da República acaba de promulgar a categoria dos ricos, par dos Belmiros, dos Melos, etc. Observados com alguma distância os factos que se regulamentação do código do trabalho, que agrava, em muisucederam à saída do dr. Barroso parecem agora ganhar to, as restrições dos direitos dos trabalhadores. Pode o dr. Jorge Sampaio ter a certeza de que os trabalha- contornos mais precisos. Ao afirmar, como afirmou, logo dores que nele votaram por duas vezes dificilmente volta- no princípio, que o Presidente lhe garantira que não disriam a fazê-lo, convictos de que nos momentos decisivos se solveria o Parlamento, Barroso ter-se-ia precipitado, ou, preocupa mais em vender uma imagem da sua majestática antes pelo contrário limitou-se a traduzir o sentido exacto independência do que com os interesses concretos dos do que se passara na reunião de Belém? O tempo costuma ser o melhor juiz destas situações. Portugueses e do País.


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PRAIA DAS MAÇÃS

LÓGICA DO LUCRO DOMINA

É dos livros que, deixada à solta, a lógica do lucro se sobrepõe sempre à das preocupações sociais. Foi sempre assim e assim continua a ser. Um hospital, que deve essencialmente, preocupar-se com a saúde dos doentes, dificilmente resistirá à lógica do lucro se for entregue a uma qualquer empresa com fins lucrativos. É certo que ainda há pessoas que acreditam (ou dizem acreditar) na compatibilidade destes dois princípios, mas a verdade é que, quando chega a hora de cortar, quem fica a perder é sempre o doente, porque uma empresa que se formou para dar lucros, pode resistir a tudo menos aos prejuízos… O que está a passar-se na nossa Colónia de Férias da Praia das Maçãs é mais um exemplo do que afirmamos. Como sabemos, a CP, na sua já conhecida estratégia de reduzir ao mínimo as actividades sociais, decidiu entregar as instalações que possui naquela praia a uma empresa de turismo. O parque de campismo foi logo liminarmente varrido, para o que foi necessário abater mais de 40 por cento dos pinheiros mansos que o enriqueciam. Mas é da Colónia de Férias que hoje vimos tratar. Como se sabe, a CP concessionou a sua exploração à empresa Wondertur, que pode saber muito de turismo comercial, mas decididamente nada sabe de apoio às crianças. Logo que soube da entrega da concessão à referida empresa a CT tentou obter algumas informações junto do CG, mas o mais que conseguiu foi uma “garantia” de que os direitos dos ferroviários estavam devidamente assegurados através da reserva de dois turnos, de 15 dias cada, para os seus filhos. A realidade, porém, está a revelar-se bem diferente. A gente da Wondertur, dentro da lógica do lucro máximo que era de esperar, transformou a colónia de férias num pequeno inferno, quer para as crianças, quer para os monitores. Destas algumas delas já ali trabalham há mais de vinte anos e nunca viram um desastre como o deste ano. O pessoal posto ao serviço das crianças é polivalente, saltando da limpeza das instalações sanitárias, ou porteiro da noite para o serviço de mesas. Além disso o pessoal é manifestamente insuficiente, não obstante o seu alinha-

mento artificial para a visita que o CG ali fez com préaviso. Mas as queixas são muitas. Desde a deficiência à insuficiência da alimentação servida às crianças, com vários casos de más disposições e idas ao hospital, até ao desaparecimento de parte do equipamento pertencente à CP, há de tudo. O parque infantil foi desmontado para dar lugar a mais células para os turistas, o que obrigou a relegar para os fundos o único baloiço deixado à disposição das crianças. E já agora seria bom que se soubesse quem aprovou os projectos das obras ali realizadas. E o pior é que a gerente da concessionária se dá ao luxo de proclamar, alto e bom som, que é como ela quer, porque a manutenção das crianças não custa um centavo à CP. É claro que a D. Judite, assim se chama a gerente, se esquece de dizer quanto paga mensalmente por todas as instalações e pela enorme superfície ocupa. Se calhar não se quer lembrar porque está a pagar a décima parte do valor real que deveria… Quem sabe. Pelo andar da carruagem tudo leva a crer que a Wondertur deve ter um anjo da guarda que a protege de muita coisa. Para já protegeu-a da maçada de se submeter a um concurso para a concessão de que é beneficiária e que lhe dá, além dos lucros com o turismo propriamente dito, a possibilidade de poder afirmar que a CP não gasta um centavo com as crianças, de onde se infere que é ela que paga tudo. Pelo que nos é referido, quer pelas crianças, quer pelos seus pais e, até, pelas monitoras, que são maltratadas por essa D. Edite, o que parece pretender-se é criar um mau ambiente em torno da colónia de férias, para, a prazo, facilitar a sua extinção pura e simples. Algumas monitoras já manifestam a sua recusa de voltarem a trabalhar nas actuais condições. Mas será que os trabalhadores e os seus órgãos representativos irão assistir a tudo isto de braços caídos? Há todas as condições para manter a colónia de férias e o parque de campismo. O que se pede é a correcção do que está errado, para que a colónia e o parque de campismo possam continuar..

INFANTÁRIO DO ENTRONCAMENTO

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA As obras de beneficiação no infantário do Entroncamento estão finalmente a ser executados. Depois de anos de diligência da CT e da respectiva Sub-CT, o infantário está, finalmente a passar por importantes obras de beneficiação. Como diz o povo, na sua profunda sabedoria, “água mole em pedra dura… tanto bate até que fura”. Significa isto que a luta em defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores não tem prazo. Mantêm-se até que os problemas sejam solucionados e as suas legítimas aspirações atendidas por quem de direito. Além de substituição de peças de madeira do telhado, que estavam podres, fixação de asnas na parede e reparação do algeroz, para suprimir infiltrações de água, foi também procedido à limpeza das telhas, para reduzir a sua porosidade e aumento da infiltração de água da chuva. No ginásio vai ou já está montado um pavimento em borracha, com prévio tratamento de impermeabilização. 2

Na piscina foram também introduzidos alguns melhoramentos, como o revestimento da cobertura metálica do equipamento de tratamento de águas com borracha reciclada anti-choque. Foi ainda reparada a vedação da piscina, bem como da caixa de areia, incluindo a montagem de duas portas de acesso. Na piscina foi ainda modificado o perfil dos degraus de acesso, que passam a ter forma arredondada, por razões de segurança. Julgamos que a climatização do Infantário não foi esquecida. Aqui está um exemplo do que pode a persistência e a determinação dos órgãos representativos dos trabalhadores. A falta de resposta às nossas reivindicações não pode, de forma alguma, servir de pretexto para o abandono dessas mesmas reivindicações. Antes pelo contrário, se temos razão, se exigimos aquilo a que temos direito, devemos manter-nos firmes na luta, até que os objectivos sejam alcançados. Dure o tempo que durar.


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DIREITO DE CONCESSÕES

RECUSADO A FAMILIARES A CT protesta com toda a veemência contra a flagrante violação do direito às concessões, que está a ser praticado por algumas unidades de negócio, designadamente na zona do Barreiro. Para já as vítimas têm sido os familiares de ferroviários, que desde Maio são obrigados a pagar o bilhete por inteiro à SOFLUSA, em vez dos 25% a que têm direito nos termos dos acordos livremente negociados com a CP. Claro que toda a gente, desde o topo até à base, têm conhecimento desta situação. Mas ninguém se preocupa, pelo que temos toda a legitimidade para recear que a descoordenação instalada em

toda a rede, com a criação das unidades de negócio, esteja também a servir para retirar direitos sociais aos trabalhadores. Depois do exemplo dos infantários, temos agora o das concessões, para que até os mais ingénuos comecem a ver os resultados da divisão da empresa. De qualquer maneira a CT exige que a situação seja imediatamente corrigida e que os familiares prejudicados possam ser ressarcidos dos prejuízos sofridos com a máxima urgência possível. As leis são para se cumprir. Ou já estamos mesmo na república das bananas?

CENTRO DE FÉRIAS DE VALADARES Do Norte do País chega-nos a notícia, ou melhor, a confirmação, de que o Centro de Férias de Valadares continua à espera de importantes obras de beneficiação. Se a CP não acudir com urgência, dentro de um ano ou dois deixará de haver condições,

ainda que precárias, para o funcionamento da colónia e parque de campismo. É que não basta anunciar que as coisas estão a funcionar, omitindo-se deliberadamente o nível de precariedade como se mantêm em actividade.

POLÍTICA SOCIAL É SÓ CONVERSA? Num intempestivo apetite para gerar comunicações aos trabalhadores, o CG acaba de emitir uma espécie de carta-circular onde nos mimoseia com a promessa/ameaça da publicação da regulamentação do código do trabalho, aplicável ao sector ferroviário, para que se promova a adaptação global dos Acordos de Empresa. Era de esperar. No meio de uma série de notícias relativas ao corte nos salários reais, que os trabalhadores infelizmente bem conhecem desde o princípio do ano, o CG fala dos grandes benefícios que obteve junto da banca e da Petrogal em benefício dos trabalhadores, esquecendo-se que a mesma gasolineira concede a qualquer cliente, sem favor, descontos dez vezes superiores. Mas a questão de fundo reside no facto de que os ferroviários não podem ser desviados das suas reivindicações através de campanhas de promoção barata, género leve três e pague dois. Bom seria, aliás, que o CG, apostasse num relacionamento sério com os órgãos representativos dos trabalhadores, evitando remoques de gosto duvidoso, que poderia

substituir uma informação objectiva, completa e rigorosa, quanto aos rendimentos mensais e anuais de cada um dos seus membros, sem evasivas nem meias verdades. Nestes rendimentos de pouco interessa aos trabalhadores como tecnicamente são designados, desde que nenhum seja excluído, ou seja o vencimento propriamente dito, os subsídios por acumulação de funções, as ajudas de custos, as despesas com telefones privados, cartões de crédito e outras possíveis alcavalas. A CT continua disponível para um diálogo construtivo com o CG, mas é natural que exija reciprocidade. Não se pode arvorar a bandeira do diálogo apenas para tentar iludir o parceiro. Percebemos perfeitamente que as nossas posições divirjam muitas vezes. Pensamos até que isso é saudável. Mas uma coisa é a divergência de pontos de vista e outra, bem diferente é a quebra de compromisso de respeito mútuo em que deve assentar o diálogo.

LINHA DO VOUGA

ENCERRAMENTO ESTÁ A SER CIENTIFICAMENTE PREPARADO O que se passa na Linha do Vouga nos últimos meses atinge proporções de verdadeiro escândalo. Entre os trabalhadores e os passageiros fica-se com a sensação de que o encerramento daquela linha está a ser cientificamente preparado. Será uma espécie de parto sem dor. Quando chegar o momento certo a esmagadora maioria dos passageiros já foi pontapeada para o transporte rodoviário, ao mesmo tempo que os ferroviários terão sido chutados para outras linhas, quando não para a rescisão dita voluntária. Este nosso desabafo fundamentase em factos: Só em 15 dias foram suprimidas mais de 200 circulações. Desde o início do ano as circulações suprimidas ultrapassam já as mil. A falta de material é verdadeiramente dramática, mas ninguém parece preocupar-se com isso, como se se tratasse da situação mais normal do mundo. No final de Julho havia seis motoras triplas 9400 paradas em Guifões, a apodrecer. Os trabalhadores da EMEF, chocados com a situação e a pedido de maquinistas, chegam a prestar-se a fazer trabalho não pago, para desenrascar avarias. Isto acontece por que a EMEF se queixa de que a CP não lhe paga, segundo a chefia. No final, feitas as contas, quem ganha com toda esta ausência de coordenação? Claro que são as empresas rodoviárias, para as quais parece estar a ser preparado um brinde de estalo...

“À TABELA” Nº 69 SETEMBRO DE 2004 Orgão da CT da CP Redacção - Secretariado da CT da CP Composição e Impressão - CT da CP Calçada do Duque, 14 1249-109 LISBOA - Tel: 213215700 3


Ilusionismo barato... Cada dia que passa me convenço mais da esperteza fina da minha Teresa. É de facto uma mulher que além de bom senso tem um sexto sentido que facilita a fuga aos golpes traiçoeiros de quem lhe quer fazer mal, com um sorriso nos lábios. Mas vamos aos factos. Um dia destes, ainda antes do dr. Santana Lopes ter sucedido ao lugar do dr. Manuel Barroso, por sugestão directa deste, como se em plena monarquia nos encontrássemos, cheguei a casa com um papelinho que circulou na linha, no qual se ofereciam aos trabalhadores cinco paus de descontos na gasolina e não sei quantos por cento de descontos nas viagens de avião. Pensando eu que se tratava de uma pechincha mostrei o tal papel à minha Teresa, que, de imediato, o deixou cair sobre a mesa do jantar. -Então não tem interesse? -Interesse para quem? -Bem... Para... -Para quem talvez pretende que os trabalhadores passem a receber o salário em espécie. Distribuíam umas senhas de qualquer continente, com direito a vários brindes e um prémio final, para atrair o maralhal ao castigo.

-Oh Teresa, desta vez estás a ver mal as coisas e a exagerar. -Talvez esteja a exagerar, para que tu possas compreender onde eu quero chegar, mas que estou no caminho certo, lá isso estou. -Francamente não vejo que mal possa haver em termos uns descontos nas viagens de avião... -Olha que eu, para falar verdade, também não vejo nenhum mal nisso. O que me custa a engolir é que a CP, em lugar de resolver os verdadeiros problemas dos ferroviários, procura entretê-los com golpes de ilusionismo barato. -Mas, Teresa... -Qual mas, nem meio mas... Eu, se fosse ferroviário, pedia à CP para se preocupar antes com a reabertura dos Infantários, com a falta de condições de higiene e segurança em centenas de lugares de trabalho ao longo das linhas, etc. -Por esse caminho nunca mais lá vamos. -E muito menos irão se virem que vocês estão a engolir as pílulas da demagogia que eles lhes estão a atirar como quem dá amendoins aos macacos, no Jardim Zoológico...

-Penso que estás a misturar alhos com bugalhos, As condições de trabalho pouco têm a ver com os descontos que nos são oferecidos. -Lá isso têm e é aí que está o problema. -Qualquer dia na mesma proporção em que nos vão reduzindo os direitos e o salário real, vão-nos entretendo com este género de “rebuçados”, que até podem ter bom sabor e vir embrulhados em papel lustroso, mas que servem apenas para vos desviarem do rumo que devem seguir em defesa dos vossos direitos. -Olha, Teresa: Hoje estás para aí virada e já vi que estou a perder o meu tempo contigo. Amanhã também é dia e continuaremos esta conversa. Até porque vem cá o compadre Zé Maria, com a mulher, a Rita, e sempre podem dar uma ajuda para ver qual de nós está a ver melhor o problema... -Acho boa ideia, sim senhor. O que é preciso é a gente não se ralar com a discussão de problemas chatos. Viva o Euro e o resto são cantigas. É por estas e por outras do género que isto está como está. Qualquer dia põem quermesses à porta de cada instalação da CP, para o pessoal se entreter a ver se tem sorte nas rifas, porque com o pouco que nos pagam, a única saída pode estar na sorte, pois sempre nos pode calhar uma navalhita de terceira categoria ou um pente de plástico... Para mim trata-se claramente de ilusionismo e do mais barato...

Zé Ferroviário

TODOS CONTRA O DESMANTELAMENTO DO POLO DO BARREIRO A CT tem-se solidarizado com a luta da Comissão de Utentes de Transportes Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro, que pretende opor-se aos planos de desmantelamento do polo ferroviário do Barreiro. Num comunicado distribuído à população aquela comissão, depois de historiar o ataque que tem sido desferido contra o caminho de ferro, nos últimos vinte anos, defende a manutenção e a dinamização do polo ferroviário do Barreiro como infraestrutura fundamental na garantia da mobilidade das populações. 4

No comunicado a que fazemos referência aquela comissão considera inadmissível, por exemplo, que estejam já a ser desviados artificialmente do Barreiro alguns comboios, como é o caso dos comboios de longo curso, Inter-Cidades, InterRegionais e Regionais, além dos que servem Setúbal. Quem quiser utilizar estes comboios tem, agora de ir comprar o bilhete ao Pinhal Novo, com a agravante de que estas composições, uma vez largados os passageiros, à força, naquela estação, seguem

todos para o Barreiro, para reabastecimento e manutenção. Ora se os comboios vão para o Barreiro, em regime de marcha, porque razão não levam passageiros? Para alguns observadores tudo isto não passa de uma estratégia que visa afastar cada vez mais passageiros do caminho de ferro para os entregar, de bandeja, às rodoviárias privadas. Não iríamos tão longe, mas lá que dá que pensar, isso dá...


À Tabela 69