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Curso de Letras

Alto Paraíso – GO

Projeto Profissional e Organização do Trabalho Pedagógico

Coordenadora Geral Edna Cristina da Silva Professora Supervisora: Norma Lucia Neris de Queiroz Tutora Presencial Maria José Ferreira da Silva Tutora a Distancia Carla Cristie de França Silva

Coletânea de cartas Projeto profissional do futuro Professor de Letras Estudantes da Turma UaB 1

Brasília, 2009


SUMÁRIO

1. Maria Augusta Frigo Macedo 3 2. Gessélia Batista Dias Fernandes 8 3. Guilherme Gonçalves de Freitas 10 4. Maria de Fátima Guimarães de Campo 11 5. Ângela Moreira Silva 14 6. Joarez Paulino Vieira 16

7. José Rildo Santos Ribeiro 18

8. Maria Cristina Silva 20 9. Marina Silva Lima ALves 22 10. Raquel Sousa 24 11. Iolanda de Souza Anschau 25 12. Margareth Veloso de Aguiar 27 13. Tulio Marco da Silva 29 14. Gisley da Conceição Pignata ALves 32 15. Ágda Dias Pereira 34 16. Fabiane Domingues Mendes 36 17. Ivanir Aparecida Domingues Szervinisk 40 18. Adileis Ferreira dos Santos 42


Cartas

1.Estudante: Maria Augusta Frigo Macedo

Cara Ana Maria,

Como vai? E o Raízes? Estou bem, e com saudade. Aquela saudade boa que me reporta aos bons momentos vividos, durante nossas entrevistas: as risadas, o café que Zé Carlos servia com aquele chocolatinho, tão gostoso!

Os sucos de

maracujá, os momentos sérios de estudos, as trocas e parcerias. Quero fazer um retorno de nossas últimas conversas. Fique à vontade em complementar ou refazer “minhas falas”, ou melhor, meu texto. Mais uma vez, agradeço seu carinho e profissionalismo. Começo relembrando os conhecimentos necessários ao exercício docente nos dias de hoje. Além do óbvio, que é formação acadêmica, alguns pré-requisitos apontados por você falaram ao meu coração, embora, outros Educadores não os considerem. Você enfatizava, muito, a diferença que existe, na opinião do Raízes, entre Educador e Professor. Aliás, gostei muito da fala de Rubem Alves, sobre o assunto, no texto “Sobre Jequitibás e Eucaliptos”: (...) “Uma vez cortada a floresta virgem, tudo muda. É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça sem vergonha que cresce depressa para substituir as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer nem plantou. Para

certos

enfileirados,

gostos, em

fica

até

permanente

mais

bonito:

posição

de

todos

sentido,


preparados para o corte. E para o lucro. Acima de tudo, vão-se os mistérios, a sombras são penetradas e desconhecidas,

os

silêncios,

os

lugares

ainda

não

visitados. O espaço racionaliza-se sob a exigência da organização. Os ventos não mais serão cavalgados por espíritos misteriosos, porque todos eles só falarão de cifras, financiamentos e negócios. Que me entendam a analogia.” (...)

Outro

ponto

significativo

para

você,

são

os

Sete

Saberes,

indispensáveis, de Edgar Morin:

 As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão;  Os princípios do conhecimento pertinente;  Ensinar a condição humana;  Ensinar a identidade terrena;  Enfrentar as incertezas;  Ensinar a compreensão;  A ética do gênero humano.

Pude apreender o quão importante seria para a Educação como um todo, se esses Saberes fizessem parte do cotidiano das escolas. Dentre eles, Ensinar a Cidadania Planetária, faria dos seres humanos uma única família, restringindo, assim o preconceito que tanto mal nos faz e tanto nos impede de crescer! Outro Saber que me conquistou e quero vivenciá-lo em minhas próximas atuações, como Educadora, é Enfrentar as Incertezas, que como nos fala a Filosofia, nossa única certeza são as incertezas. Isso nos


faz criar planejamentos mais flexíveis e mais verdadeiros, nos faz ver o cotidiano com olhos encantados e não rotineiros e maçantes; nos faz levar aos Educandos a beleza do hoje, do agora e não o ranço do ontem, do que já passou, do que não tem mais significado, desprezando a energia que reina no momento! As “10 Competências” (Revista Cláudia, Ed. Abril, setembro/2007, pág. 168):

Flexibilidade; Convivência; Iniciativa; Ética; Criatividade; Escolha;

Auto-estima;

Maturidade;

Controle

e

Comunicação,

que nós devemos trabalhar com os Educandos para que obtenham sucesso nesse Mundo, em constante mudança, e a tão intrigante necessidade de ser trabalhado o auto-conhecimento nos Educadores, como maneira de enriquecer ou até priorizar a Educação Continuada, que vem sendo apontada como uma das maneiras, mais acertadas, de termos a tão sonhada Educação de Qualidade, encantou-me! Segundo sua fala, a influência da história de vida escolar e de formação do Educador no convívio com os Educandos é marcante, pois, no dia a dia, não está apenas ensinando algo, mas sendo uma referência na vida do outro. E só podemos ser para o outro aquilo que somos para nós mesmos. Daí a necessidade de nossa responsabilidade cósmica, aflorar! As características do profissional reflexivo e investigativo, que pareciam um mundo à parte, foi aos poucos sendo incorporado por minha mente, pois na verdade são características do EDUCADOR. Aquele que vê o Ensino-Apredizagem como pista de mão dupla:


Apreender e Ensinar, Ensinar e Aprender,

vai desenvolver

grande capacidade de reflexão, e uma boa dose de

humildade, sem, entretanto, fazer surgir o sentimento de desvalia! Outro ponto interessante foi refletir sobre Teoria & Prática, outro binômio indissolúvel. De nada vale uma Teoria sem reflexão, sem ligação com a realidade, sem respeito ao espaço em que estamos inseridos! O Educador deve ser movido pela paixão no que faz! Isso dá o tom necessário ao surgimento da afetividade, outro ponto, segundo você, crucial, para que tenhamos Educação para o Pensar, Educação para o Saber, e não apenas Educação Informativa que com o advento da tecnologia pode ser obtida sem o auxílio do professor, ou, simplesmente, “pelo dador de aula”. Agora, formar Educadores Leitores e Críticos é fácil para um EDUCADOR! Afinal, exemplos valem mais do que palavras, assim diz o ditado popular. O Educando sente-se valorizado se trabalhar, por vezes, em cima de um texto escrito por seu Educador, pois, nele, poderá perceber o encanto, a beleza e a magia do escrever! Nele, o Educando se percebe, quando identifica no Autor o seu companheiro, nessa viagem em busca do Saber! Leo Fraimam (Revista Cláudia, Ed. Abril, setembro/2007, pág. 168) aconselha:

“O hábito da leitura é básico em um mundo que exige formação continuada. Os livros ensinam a pensar, imaginar, criar, analisar o mundo e as pessoas.”

Por

último, quero reviver

a importância dos Sonhos e das

Possibilidades. O Projeto Raízes acredita que o sonho que se sonha só, é


apenas um sonho, o Sonho que partilhamos torna-se Realidade! Isso muda as Possibilidades! Aprendi, com você, a acreditar nisso. Posso tudo que creio, basta, apenas, traçar metas, buscar caminhos, que surgem à medida em que caminhamos! Educação é Vida! Educação é Movimento! Conte comigo para levar adiante a crença de que transformar é possível!

Maria Augusta, com um forte abraço.


2.Estudante: Gessélia Batista Dias Fernandes Ser um educador é ser um ser humano capaz de conviver com as diferenças, ser capaz de ver o humano que existe nas pessoas mesmo essa pessoa sendo aparentemente violenta e agressiva, de acordo com Libâneo (1998), a ação educativa é um processo natural da sociedade, sendo que as instituições de ensino se apropriaram desta tarefa, de forma sistêmica e intencional, porém o que podemos ver nos dias hoje é muitos professores que vêem na educação só mais um modo de sobrevivência, não tem pelo ensino aquela vocação que educação brasileira sonha. Em relação a competência “é hoje amplamente divulgada, especialmente nos meios educacionais. Dá-se atenção especial à educação, quando se faz necessário atribuir a algo ou a alguém o sucesso ou o fracasso do desenvolvimento tecnológico e científico da sociedade. Conforme Luckesi (1993), nesse momento, a educação aparece como "salvadora do mundo", como a principal responsável, muitas vezes como o único caminho para o desenvolvimento. Essa visão da educação como "redentora da humanidade", além de ser um argumento vazio e sem fundamento, não tem nenhuma base de sustentação teórico-metodológica que mereça uma discussão mais aprofundada. Num mundo globalizado, espera-se que o sujeito, dentro de seu campo profissional, trabalhe suas habilidades para enfrentar e solucionar situações que venham a aparecer. Não basta mais que o indivíduo tenha uma formação acadêmica. O conhecimento, se usado inadequadamente, não tem nenhum significado para a vida pessoal e nem para a profissional. Isso isoladamente não dá, ao professor, garantias de que será considerado "competente", a formação acadêmica não é mais um pressuposto para ingresso, permanência ou ascensão no emprego, dentro dos moldes atuais de empregabilidade do mundo do trabalho”, na visão de Perrenoud (1999), a competência vai além da aquisição de conhecimentos, que, isolados, não são mais suficientes. É necessário relacionar os conhecimentos com os problemas encontrados, ou seja, a competência tem que estar ligada a uma prática social. De acordo com o mesmo autor, todos nós temos necessidade de


compreender a razão e a forma como as coisas acontecem. Na educação, isso se torna mais evidente, pois diariamente se lida com o fracasso. No decorrer desse bimestre estive próxima a educação e observei bastante o que acontece na educação aqui em Cavalcante vemos professores que tem apenas 2ºgrau, vemos professores formados em letras e que estão dando aulas de matemática , química e física, percebemos que dão aula apenas pelo dinheiro e mais não tem domínio sobre a disciplina que leciona, porém não tem outro profissional

e não pode ficar sem aula. Com essas

atitudes o aprendizado nunca será eficaz para os alunos, e por isso é uma prática complexa. Os professores de Língua Materna precisam ter um amplo conhecimento da língua portuguesa, de literatura, ler livros clássicos, estar sempre informado, nos dias de hoje a informática esta aí e o professor deve aproveitá-la para contribuir com o bom aprendizado a seus alunos. Estou me formando para ser professora de português e farei o possível para ser uma pessoa que contribua com o ensino aprendizagem dos meus alunos, usarei a nossa rica literatura, escritores que são empenhados em formar bons cidadãos. Fonte de Pesquisa: http://www.uniube.br/propep/mestrado/revista/vol03/07/art01.htm http://www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt04/GT04-606--Int.doc/ http://www.fortium.com.br/faculdadefortium.com.br/wilson_costa/material/4676. doc


3.Estudante Guilherme Gonçalves de Freitas

Mãe, Venho por meio desta atribuir adjetivos e compartilhar opiniões contigo, professora de fato e de direito há mais de oito anos, sobre esta profissão que, acima de tudo, é um modo de vida ímpar, sendo esta minha primeira qualificação das muitas que virão. Mais que ninguém, muito por conta de sua experiência e também pelo fato de compartilhar junto a ti uma rotina desgastante, percebo na senhora uma pessoa capaz de ajudar-me nesta caminhada enquanto exerço minha carreira acadêmica para que, mais tarde, possamos nos juntar numa classe que, em minha opinião, acaba por sofrer com as próprias opiniões pejorativas e com, sobretudo, uma desvalorização suprema por conta de nossos “clientes” nesse mundo globalizado onde, cada vez mais, a prestação de serviço é valorizada sem, entretanto, reconhecer verdadeiros e importantes aspectos na construção de uma sociedade um pouco mais humanitária: justamente a relação interpessoal, sem qualquer benefício por conta de compensações financeiras e adjacentes. Todavia, creio que exista dentro de cada profissional de educação realmente apaixonado e dedicado à árdua, porém, valorosa tarefa de educar, uma grande vontade de aperfeiçoar-se cada vez mais, muito por conta da recorrente cobrança por várias seções da sociedade contemporânea em uma qualificação cada dia melhor dos alunos, claramente tendo em vista os inúmeros problemas que por vezes cercam e impedem um crescimento real e explicativo por parte destes. Dessa forma, analiso que a incessante busca por novos meios e experiências que possam provocar um efeito válido na mudança de situações desfavoráveis seja a maior virtude de um docente qualificado nos dias de hoje. Enquanto televisão, rádio, internet e mídias impressas nos rodeiam em nosso dia-a-dia, o professor possui várias fontes de pesquisa e de debate para, passo a passo, construir sua identidade profissional e assim conseguir transmitir suas idéias e ideais para aqueles que lhe escutam e assistem em suas aulas. Saber do que se fala é extremamente importante e saber ponderar aquilo que sai da boca também o é numa equiparação equivalente. Ou seja: saber do que falar e como falar é o caminho mais correto para uma execução preliminar de seu trabalho. Dessa forma, o professor que sabe o que fala e quando o faz também aprende a ter a noção do que deve ler e ouvir e quando também o fazer. Buscar fontes nas quais se inspirar, refletir e filtrar tais informações é outro ponto-chave no método exemplar de ensinar, creio eu. Não concorda, mãe? Acredito que o professor, em sua figura dentro de seu ambiente de trabalho ou hábitat natural – a sala de aula –, não pode ser visto apenas como uma figura superior, travestido como ditador ou determinador de opiniões. Ser um formador de opiniões é seu real dever, sem, entretanto, exaurir seus alunos e forçá-los a concordar com tudo que se propõe. Dessa forma, o docente deve se mostrar aberto aos que lhe rodeiam e trazê-los para perto de si, para, então, orientá-los como a figura que se espera para estes fora de suas casas, quando, infelizmente, nem mesmo pais e mães conseguem os


entender e moldar suas características pessoais... Para tal, uma aproximação contínua é avanço na preparação destas pessoas para o subseqüente crescimento profissional, assim como a inserção destes no mercado de trabalho, através, antes, de construção pedagógica em seus anos dentro das instituições de ensino, esteja o aluno em qualquer nível de aprendizado - educação básica, fundamental, técnica ou mesmo superior. A formação de cidadãos pensadores, assim como os mestres, formadores de opinião, tem passagem obrigatória por hábitos pouco explorados em nosso país e em nossas escolas, como o simples e proveitoso hábito de ler. Simplesmente ler. Revistas, jornais, enciclopédias, biografias, romances, etc. Desde que se leia, com qualidade e com discernimento, qualquer leitura é indicada e somente tende a enriquecer quem a desfruta. Dessa forma, exercitar a leitura e a plena capacidade de se ler e se entender o que salta aos olhos é determinante no sucesso de um professor na tarefa que lhe é incumbida. Há sim a frustração e a reclamação geral de que vários grupos de alunos que chegam a séries superiores simplesmente não conseguem interpretar aquilo que se lê. Alguns ainda não possuem a facilidade para efetuar tal ação sem empecilhos, e, por tal, não conseguem discorrer sobre o que lhe é alcançado através da vista. Claramente, um trabalho nas séries iniciais tem de ser melhor estruturado e efetuado para que tais dificuldades não se tornem comuns no ensino brasileiro, o que acaba por atrasar a capacitação real de vários jovens e também adultos em nosso país. Porém, é dever do professor buscar soluções inteligentes e passíveis de serem executadas independentemente do estágio então alcançado pelo discente, e isto se baseia em habilidades básicas como a preocupação em se aproximar mais deste, de entender a real razão de suas dificuldades, de apresentar-lhe diversas maneiras de eliminar tal deficiência e ajudá-lo a escolher um caminho concebível para uma solução plena da mazela. Assim mãe, acredito que um professor deve claramente aliar suas competências e habilidades acadêmicas com aquelas que talvez lhe sejam mais importantes: as emoções. Um professor, no que tange a ser um transformador de vidas, tem de saber as armas brancas que possui para atingir o seu alvo e sim ser uma figura de real e notória importância. Dito isso, baseio-me, em minha caminhada como aspirante a docente de Língua Portuguesa, muito em minhas experiências ao redor de conhecidos professores e também da senhora, enquanto tento aliar minhas habilidades como fáceis leitura e compreensão, além de escrita e todo o arsenal relativo à língua e linguagem, ao fato de tentar estar presente cada vez mais em ambientes propícios ao meu crescimento como aluno, que sou e como estou, e professor, que procuro ser. Para tal, busco aprofundarme numa área onde vejo certa necessidade de reparação para toda a união de profissionais, que é o lado emocional e emotivo de nossos alunos. Creio que enquanto ser humano em princípio, todo aspirante à educação tem seus sonhos, seus medos, seus sentimentos. E parafraseando o grande autor e intérprete brasileiro Renato Russo em sua obra “Sereníssima”, na qual o autor se auto-intitula um “animal sentimental”, creio que antes de tudo devemos valorizar a pessoa para que, preparada e amparada, a mesma possa evoluir como profissional. Assim mãe, também com sua ajuda espero tornar-me uma pessoa melhor e também um professor capaz de realizar tudo o que me proponho com o passar dos dias e com a experiência que certamente obterei através de várias batalhas que prevejo, nas quais espero me engajar de corpo e alma. Assim, despeço-me e espero retribuir todo o carinho e atenção a qual destinou aqui a dividir comigo pequenas observações sobre o assunto discorrido, contando que, estas tais, nos poderão ser de grande valia. Atenciosamente,


Guilherme.

4. Estudante: Maria de Fatima Guimarães de Campos

Cara Maria José,

Como vai? Estou com saudade! Espero que esteja bem! Querendo fazer um retorno de nossas últimas conversas, resolvi escrever-lhe em forma de carta. Desta maneira vou imaginar que conversamos como velhas amigas, enquanto nos deliciamos com uma gostosa tigela de açaí. Se acreditar que meu texto carece de correções, sinta-se à vontade! Penso que para chegarmos à Educação de Qualidade, tão significativa para nosso Brasil e porque não expandir ao nosso Planeta Azul, faz-se necessário compreendermos que hoje, ser Educador é muito mais complexo do que ser professor. Razão? Devido à desestruturação da Família, da regressão da Sociedade como um todo, dos preconceitos que assolam a humanidade, e tendo como pano de fundo a falta de vontade política para fazer o Bem, o Educador precisa Educar, ou seja: Compreender, Buscar Soluções, Ser Coerente, Participativo, Aprender a trabalhar com o improviso e as incertezas e ter escala de Valores, significativa. Só assim, dará conta de sua quase, Missão! Precisa ser investigativo, buscando saberes que transformam sua prática em algo que os Educandos possam levar para a vida e não apenas para as provas; que alias, é maneira inadequada de avaliar. Como diz Hoffmann é necessário mudar esse conceito de avaliação que não satisfaz. O Educando precisa ser avaliado diariamente, precisa ser visto, ouvido, precisa tecer afetividade para aprender! Já estamos a quase uma década do início do ano 2000, ocasião em que a UNICEF lançou as bases para a Educação do


terceiro milênio e em muitos espaços a escola continua impessoal, distante, informativa e punitiva, reportando-se à época de seu surgimento na Idade Média. Lembro que as quatro pilastras que deveriam nortear a Educação desse momento são: Aprender a Fazer/ Aprender a Conviver/ Aprender a Aprender e Aprender a SER. Precisamos trocar o TER pelo SER. Precisamos simplificar nossas

vidas

encontrando

tempo

para

o

que

nos

é

significativo.

Acompanhamos, e sofremos as conseqüências da crise norte-americana e estamos presenciando a “morte da sociedade capitalista” e o imenso esforço que governos fazem para “não deixá-la morrer”, injetando $ em empresas que só aprisionam em vez de libertar. Empresas que recebem benefícios e depois dispensam seus colaboradores, diante do mínimo obstáculo! Minha Mestra, você não acredita que os Educadores precisam nos fazer críticos e capazes de nos inserirmos no mundo do trabalho, por meio de nossa própria autonomia? Sinto que você, como Educadora que gosta de ler, faz com que ingressemos nesse mundo mágico e transformador, da leitura. Maneira simples e agradável de caminharmos em busca de um bom relacionamento com o saber! AH! Como é bom perceber que não apenas ensina, mas, é referência em nossa vida! Pois como é reflexiva, nos ensina a refletir! Como é investigadora, nos impele à investigação nos tornando autores de nossos quereres e saberes! Percebemos que a Paixão move suas ações e plasma nosso sentimento de pertinência. Outro aspecto de sua docência que admiro e quero que faça parte do meu agir, quando tiver minha Turma, é a capacidade de Sonhar!!! Não sonhos utópicos, mas realizáveis! Aqueles sonhos que transformam as dificuldades em possibilidades, pois são frutos da reflexão, da investigação e da necessidade de se perceber um Cidadão neste Mundão de Deus. Gratidão por tudo! Pelos silêncios e falas que povoaram meu universo, nesse tempo que foi minha Mestra! Com carinho, respeito e admiração. Maria de Fátima


5. Estudante: Ângela Moreira da Silva

Projeto Profissional do professor de língua portuguesa Querida amiga Kátia, tudo bem? Eu estou ótima graças a Deus. Bem estou te escrevendo esta carta para falar um pouco sobre meu curso de letras, que faço pela UNB. A mais ou menos uma semana atrás foi realizado um encontro no pólo de Alto Paraíso (cidade onde moro) entre os estudantes, a tutora Maria José e alguns professores da região. Este encontro teve a finalidade de abrir espaço para os professores de língua portuguesa falar sobre a elaboração do currículo escolar e sobre suas experiências como educador. Nossa Kátia este encontro foi muito proveitoso, eu adorei ver as professoras falarem sobre suas experiências como educadoras, sobre a importância de todos os funcionários da escola, trabalhar em grupo para a melhoria da educação dos alunos, sobre a importância de conhecer o dia – a – dia dos alunos e sobre a importância de ter um currículo bem elaborado. Em fim tudo que vir, ouvir e aprendi neste encontro sei que vai ser útil para a minha vida futura. As professoras que estive presente neste encontro foi Lucênia, Dell e Ana. Ana é uma professora já aposentada, que ocupou vários cargos importantes na areia da educação. Nossa Kátia você iria adorar conhecê-la, pois ela é uma graça, tem uma facilidade enorme para expor tudo que pensa e que sente. Ela costuma falar que é uma professora rebelde que não acha legal seguir o currículo ao pé da letra, pois acredita que os alunos aprendem muito mais quando o professor faz de suas alunas uma caixinha de surpresa, e segundo ela o currículo impede que o professor se torne criativo e dinâmico ao longo de suas aulas. Já a professora Dell, que no atual momento é diretora em uma escola na zona rural, falou que acha muito importante seguir o que foi escrito no currículo, pois o mesmo não foi elaborado só por um professor, e sim por todos, portanto todos estão de acordo com que foi escrito, já que estão de acordo porque não segui-lo?


Para Dell o currículo funciona como uma bússola que orientará o professor sobre o caminho que o mesmo deve seguir ao longo do ano. (Achei muito interessante). Querida Kátia o que eu também achei interessante no depoimento da diretora e professora Dell foi a preocupação que ela tem com o bem estar de seus alunos, ela se preocupa em saber se os alunos tomaram café antes de vir para escola, se estão se sentindo bem, se descansaram o suficiente no dia anterior. Na escola que a Dell trabalha é oferecido para todos os alunos café da manhã, almoço e lanche, pois a maioria dos alunos mora a cerca de 6 km da escola. Ela nos relatou que na escola, que a mesma direciona tem colchão, coberto, e comida para todos, caso os mesmos não tenha condição de voltar para suas casas (se chover e o rio encher, por exemplo) podem dormi na escola. Kátia com relação à professora Lucência, eu achei ela muito tradicional, não é criativa, não demonstrou ter laços de amizade com seus alunos e também não tem conhecimento do dia – a – dia dos mesmos. No que eu notei a Lucênia é apenas uma mera reprodutora de conhecimento. Kátia a Lucênia demonstra ter uma bagagem de conhecimento muito grande, porém não sabe passar para seus alunos com criatividade e com amor. Com relação ao currículo a mesma relatou que o segui ao pé da letra, pois assim como a Dell ela acredita que o mesmo a ajuda muito a seguir o caminho certo para torna seus alunos competentes na matéria de português. Minha amiga querida este encontro dentro de tantos outros foi muito importante e interessante, pois ao ouvir todos os relatos das professoras eu conseguir perceber a importância que tem um professor critico, criativo, reflexivo, dinâmico e pesquisador. Também percebi através da Dell como é importante a participação de todos na hora de elabora o currículo escola, pois no meu ponto de vista o currículo escolar é fundamental para a construção de uma educação que assegure a todos a igualdade de oportunidades, direito de aprender, tendo como princípio a valorização e a afirmação da vida. Kátia minha querida, eu acho que já falei demais sobre este encontro tão maravilhoso que tive com meus colegas, com a tutora Maria José que é um amor de pessoa e com estas três professoras que me fez refletir muito sobre o caminho que irei seguir ao me tornar uma professora. Beijos que Deus te abençoe.


6.Estudante: Joarez Paulino Vieira Atividade: semana 8

Ao amigo Guilherme Gonçalves de Freitas/Planaltina-DF Bom amigo Guilherme andei lendo o seu projeto, no qual vossa pessoa e sua colega, Karoline Costa Gontij, elaborarão para Escola Classe 08, da cidade de Planaltina-DF, abaixo fiz um pequeno comentário, tentando relaciona-lo com o projeto feito por mim e minha colega Gesselia para Escola Estadual Elias Jorge de Cavalcante-Go. PROJETO PROFISSIONAL E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO Escola Classe 08 é uma das escolas públicas da cidade. Assim como a maioria dos estabelecimentos dessa ramificação da educação brasileira, encontra-se em precária situação quanto a alguns aspectos primordiais no processo de ensinoaprendizagem, como falta de recursos materiais e financeiros, assim como má infra-estrutura física e lotação de salas de aula. É colega Guilherme, parece que a Escola Classe 08 de Planaltina-DF, não está tão diferente da Estadual Elias Jorge Cheim de Cavalcante-go, pois situação aqui está muito precária também, em todos os sentidos (os matérias didáticos, cadeiras, e capacitação de professores...), mais vejo uma saída, para conseguirmos mudar esta realidade tanto da sua escola como da minha, se conseguimos alevantar um participação mais freqüente dos responsáveis (pais, avós, irmãos + velhos...) dos alunos, quem sabe junto com eles podemos mudar está realidade cruel de ambas escolas!? Aproveitando a sua justificativa, poderíamos iniciar com uma “aproximação dos mesmos e demais participantes do ambiente escolar da literatura nacional, seja ela em que âmbito for, visando maior aproximação de disciplinas que possam ser estudadas quando houver a ampliação da leitura”, tento o ponto de vista dos pais, juntamente com os alunos, para


isso o objetivo do projeto continuaria o mesmo, pois o nosso ponto inicial tem tudo haver com “aproximar os alunos da literatura, especialmente brasileira, com a qual os mesmos têm oportunidade de apegar-se”, facilitando assim para os pais, o entender dos material pedagógico estudo pelo seu filho em sala de aula, visando dessa forma o desenvolvimento deste seu projeto que é “estimular à busca de livros, revistas e jornais antigos que possam haver na casa dos alunos e, assim, o envolvimento também dos pais quanto ao cotidiano escolar dos mesmos, o projeto é baseado na exemplificação de literaturas-chave para todos os alunos, como obras escolhidas quanto à fácil aceitação ou aclamação histórica, tais como “Dom Casmurro”, de Machado de Assis”, livros estes que fazem parte da nossa história e conseguintemente da dos pais dos alunos de ambas escolas, o pai ou mãe que nunca leu este tipo de obra, mais já ouvi falar, ou até assistiu na tv, no caso de Capitu, que é uma adaptação da obra Dom Casmurro de Machado de Assis, propondo desta forma para os alunos e pais uma forma de avaliar aprendizagem do dia a dia na escola, valorizando não apenas como algo superficial, pedagógico, didático, mas sim de importância tamanha para que os alunos também se sintam realizados com seus esforços, tendo como exemplo de o seus próprios pais, que participam fortemente da vida estudantil do seu filho.

De seu amigo e colega, Joarez Paulino Vieira, abraços e até mais ver.


7.Estudante José Rildo Santos Ribeiro Alto Paraíso – GO, 04 de maio de 2009.

Caro amigo,

Conforme lhe havia antecipado na última conversa em que tivemos, tenho mudado significativamente meus hábitos em razão dos meus estudos no curso de Letras pela UAB/UnB. Em consequência dessa nova rotina, os meus contatos pessoais com os meus amigos têm sido feitos de forma mais espaçada. Sei que é necessário o meu comprometimento nessa nova missão. É preciso me envolver por completo nesse desafio, porque se o estudo visa o preparo do professor, torna-se indispensável trabalhar com pesquisas, conhecer métodos eficazes de elaboração de projetos e materiais curriculares. Como é do conhecimento de todos, o sistema educacional, como muitos outros setores da nossa sociedade, penalizada por uma série de razões políticas, econômicas, sociais, encontra-se em crise, enraizada em todas as unidades da federação, razão pela qual se torna necessário verificar sua origem, congregar esforços e intervir de modo sistemático e coerente para reversão dessa situação bastante incômoda. Para conhecimento do exercício docente, nos é ensinado que é fundamental criar, estruturar e estimular a aprendizagem e a autoconfiança nas capacidades individuais para aprender. Ainda na condição de futuro professor de Língua Portuguesa, a nossa língua materna, temos uma enorme responsabilidade no desenvolvimento de competências e habilidades na formação de estudantes capazes e voltados pelo gosto da leitura e preparados para elaboração de textos.


Meu caro amigo, sei que você é um grande profissional da educação e um dos meus grandes incentivadores na busca desse propósito. Nas últimas semanas foram propostas várias atividades na disciplina “Projeto Profissional e Organização do Trabalho Pedagógico”, dentre elas destaco a elaboração de um Projeto Profissional Pedagógico e um Plano de Aula. Como era previsível, as dificuldades iniciais de fato aconteceram, mas, estamos amadurecendo na busca desses conhecimentos. Pretendo submeter à sua avaliação as cópias desses trabalhos e aguardo ansiosamente suas críticas e sugestões. Vários são os meus sonhos e projetos. E como são preceituados pelos grandes educadores, pretendo ser um professor estruturador e animador das aprendizagens e não apenas estruturador do ensino, mas, para isso, é necessário que eu esteja envolvido no processo de auto-formação e identificação profissional. Você se lembra de quando falei que imaginava que a profissão de professor era angustiante e que jamais me ingressaria nessa área? Pois então, as coisas mudam e hoje tenho um novo conceito. Imagino hoje que no futuro eu venha a dar aulas na alfabetização de adultos. O que você acha disso? Imagina você poder mudar a visão de muitos, transformando sonhos em realidade na vida das pessoas! Não é muito gratificante? Deixo um grande abraço e tão logo eu poder gozar minhas férias vamos nos encontrar pessoalmente e desfrutar de longos papos. Abraços, Seu amigo Rildo.


8.Estudante: Maria Cristina Silva

Alto Paraíso de Goiás, 30 de março de 2009.

À Minha querida amiga,

Tenho passado por algumas experiências novas e gostaria de compartilhar com você. Como sabe, estou fazendo o curso de Letras e aprendo a cada dia. Sinto o imenso compromisso que me aguarda e acredito que todo o conhecimento científico, pedagógico e didático não é suficiente para este grande desafio. Para o exercício docente nos dias atuais é necessária a elaboração de projetos e materiais curriculares em equipe, e uma constante pesquisa sobre a docência. É preciso também saber relacionar-se com a comunidade e estar sempre inovando, além de muitas outras coisas. O profissional docente tem que ser polivalente sabendo transformar as informações em conhecimento, tendo grande capacidade de adaptação, capacidade de dominar-se, sabedoria para decidir com base em informações, devendo sempre saber gerir a sua vida individual e em grupo. O professor da Língua Portuguesa precisa desenvolver competências e habilidades para formar estudantes leitores e escritores autônomos, capazes de inserir-se no mundo do trabalho e exercer sua cidadania de forma crítica. A sua análise está na percepção da diversidade de conhecimentos, na preparação dos alunos, no desenvolvimento da capacidade de trabalho autônomo e colaborativo e o espírito crítico baseado no diálogo. Criar, estruturar e dinamizar situações de aprendizagem e estimular a aprendizagem e a autoconfiança nas capacidades individuais para aprender são habilidades a desenvolver. Como vê saber ouvir o outro e a si próprio é também uma habilidade para o desenvolvimento docente. Tenho uma idéia para o desenvolvimento do meu projeto profissional e gostaria da sua opinião. A princípio realiza-se uma pesquisa com todos os alunos para saber o que mais gostam de fazer, qual o lazer de cada um, se fosse para mudar a idéia do professor e da escola como eles achariam que deveria ser e como os convenceriam desta mudança, etc.


Para que aconteça necessita-se da colaboração de todos. O primeiro passo é a direção da escola estar aberta para auxiliar nas transformações, oferecendo subsídios necessários, caso isto não aconteça o professor deve criar meios de angariar fundos. O segundo passo é por em prática. A idéia é, ao invés de se criar eventos semestrais e anuais nas escolas, tais como feira de ciências e show musical, acredito ser necessário levá-los para a sala de aula, no dia a dia, quebrando a rotina dos alunos. Se a pesquisa disser que eles querem música e dança, faça-os criar a música e a dança dentro da matéria, a cada dia uma dupla apresenta para a turma, com isto eles absorvem o conteúdo, interage-se, além de despertar a atenção dos colegas, tudo na maior felicidade, pois estarão fazendo o que gostam. Cabe ao professor fazer a correção do que foi feito. Acredito que delegar poderes ao jovem, os faça se sentir útil e responsável. Preciso te contar o que aconteceu comigo, como estou atrasada com minhas atividades por diversos problemas não a postei no dia. Como tínhamos reunião no Pólo não pude terminar, mas o mais interessante é que para uma outra atividade teremos que entrevistar um professor sobre o planejamento pedagógico e ao sair do Pólo fui procurar uma professora que me indicaram, a qual achei maravilhosa. Distraí-me trocando com ela informações sobre o ensino em Alto Paraíso. Ela falou sobre o grande problema dos professores da cidade em aceitar o novo, que chegou a fazer um trabalho com as crianças que deu certo, tiveram provas disto, mas que as professoras resistiam, arrumavam desculpas e não queriam continuar, preferindo a rotina de sempre. Pobres crianças não. Minha amiga te falo uma coisa, há tanto tempo que batalham por uma educação justa, fundamentada em pilares sólidos que levem a criança e o adolescente com segurança rumo ao conhecimento e ao desenvolvimento sócio-cultural, que eu te digo: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, está chegando a hora e é agora. Aguardo sugestões e críticas que possam me ajudar na construção do meu conhecimento. Um grande abraço de sua amiga, Maria Cristina Silva


9.Estudante: Marina Silva Lima Alves “Na escola dos meus sonhos cada criança é uma jóia única no teatro da existência, mais importante que todo o dinheiro do mundo.” Augusto Cury

Temos um grande desafio pela frente, de colocarmos em prática a nossa autoformação em benefício de nossa qualificação e de uma qualidade de ensino para nossos alunos. Utilizar também novos recursos educacionais, como a informática, para o enriquecimentos dos nossos conteúdos

e

o

aumento da motivação dos nossos alunos, pois estamos na era da informação , e não podemos deixar este recurso valioso de lado. Não devemos ter medo de arriscar a aprender coisas novas, se quisermos que nossos alunos aprendam com seriedade e dedicação, temos que ter em mente que a autoformação não é um processo isolado, ela é pilotada

por

três

pólos

principais:

si

(autoformação),

os

outros

(heteroformação), as coisas (ecoformação). Diante das cartas que li durante o encontro presencial, pude perceber em sua individualidade o Projeto Profissional de cada um como Professor de Língua Portuguesa e também as qualificações necessárias que um educador deve ter. Das cartas que li, como a de Raquel, a de Iolanda, entre outras, fica claro que ambas encaram a docência como um desafio e acima de tudo com responsabilidade e competência, sabendo que estarão formando o futuro da nossa geração. . Daí, Paulo Freire diz que o cultivo da humildade e da tolerância se torna indispensável nessa luta, uma vez que, os educandos não podem ser desvalorizados e desrespeitados em função da mesma. Algo extremamente importante que ele destaca é a consciência da vocação e o prazer de educar. A luta deve ser desenvolvida de forma organizada, politicamente consciente e crítica. Assim o professor será idôneo e não cairá na tentação de ver a


agtividade docente apenas como um bico, desprezando os educandos. O ensino é um dos meios de libertação do ser humano. Diante disso o professor deve ter consciência de que é possível mudar e acreditar nisso. Diante do desafio do ensino, uma das qualidades primordiais para a docência que muitos abordaram em suas cartas, foi o que Paulo Freire nos diz, que é a segurança que o professor deve ter em si mesmo. Suas atitudes são formas expressivas na revelação dessa segurança, tais como: o atuar, decidir, debater suas idéias, e a aceitação de rever-se. Assim, portando-se dessa segurança, o professor é capaz de reorganizar suas práticas avaliativas, ajustando-as à aprendizagem dos seus alunos. Outro aspecto importante debatido nas cartas é que todos nós educadores somos também avaliados todos os dias por nossos alunos e diante dessa avaliação o mesmo deve estar atento como esta sendo percebido por eles. Deste modo, com base nas cartas lidas, ficam as perguntas: Como os alunos de hoje sentiram prazer em estudar, se nos próprios educadores não estamos nos valorizando? O que as escolas estão oferecendo como diferencial para seus professores e alunos? Nossa educação está precisando de uma reforma, porque o que será do futuro do nosso país, se a base que é a educação está dilacerada? Que história positiva estamos deixando para os nossos filhos? Nesta breve síntese das cartas, pude perceber que educar não é uma tarefa simples, envolve muita dedicação, responsabilidade, amor, pois é a educação que se forma o adulto do futuro, e as alternativas pedagógicas são inúmeras. Cabe, portanto, à escola, orientar seu trabalho com o objetivo de preservar e impulsionar a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem, valorizando seus professores, preservando a autonomia do aluno e favorecendo o contato sistemático com os conteúdos, temas e atividades que melhor garantirão seu processo e integração como alfabetizando e cidadão.


10.Estudante: Raquel Sousa

Ao observar os textos produzidos pelos meus colegas de faculdade, ou seja, nem todos, pois alguns não foram, mas cada um tem seus motivos por não marcarem presença no nosso encontro da disciplina de Projeto Profissional. Notei que os trabalhos focavam no principal objetivo de um educador, o qual é formado para trabalhar com sabedoria e respeito à comunidade escolar e a sociedade. Que é de serem educadores com saberes importantes para atuar, de buscarem a capacidade e as habilidades dos alunos e, com isso transformalos em grandes escritores e leitores críticos para que assumam as suas funções de cidadãos na sociedade. Outra coisa importante é que cada um tem particularmente seu objetivo, sonhos e conquistas quando verdadeiramente assumirem seus postos, é de serem professores diferentes, isto é, um educador que não está na escolar apenas para receber, nem aquele que busca dos alunos nota, caligráfica, caderno organizado e nem o mais inteligente da turma, mas sim que todos possam conquistar seus sonhos e objetivos, assim como nos futuros educadores buscamos. E empolgados escrevem uma carta para alguém em particular relatando seus desenvolvimentos no curso de Letras, suas aprendizagens, seus descobertas, inclusive eu.


11.Estudante: Iolanda de Souza Anschau

Em relação ao trabalho realizado na Coletânea Cartas, pelos cursistas, nesta disciplina podem-se perceber pontos em comum nas reflexões e desejos dos estudantes de Letras e futuros educadores, também se observa pontos que são salientados por alguns, como por exemplo, a apresentação do professor relacionado à sua postura em sala de aula, diante dos alunos que deve ser firme, consciente e segura. Assim, na visão dos cursistas o professor deve estar preparado para responder os questionamentos dos alunos em sala de aula, sendo que o educador precisa manter-se sempre bem informado e ler muito num constante processo de pesquisas para manter-se atualizado. O intento de formar cidadãos críticos e bons leitores também é comum entre os futuros professores em curso, pois querem preparar bons leitores críticos, que saibam exercer seu papel participativo na sociedade. Outro ponto em comum abordado é o respeito que o professor deve ter pela bagagem de conhecimentos que o aluno trás consigo. Também, o domínio do conteúdo e o prazer pelo que faz devem ser imprescindíveis no educador, sendo que este deve avançar no ensino e nos conteúdos, respeitando o tempo que todos os alunos têm para efetuar o processo de aprendizagem particularmente, pois uns apresentam uma facilidade maior de assimilação no conteúdo do que outros. Um ponto destacado na carta pessoal por um dos estudantes, no seu conceito profissional, relaciona-se ao ensino da língua materna, onde o educador precisa estar consciente de que a língua não é usada de maneira uniforme por todos os falantes, destacando o regionalismo, ou seja, dialetos que variam de região para região, sendo que o docente deve ter conhecimento e domínio nessas variações. O desejo de formação profissional inclui também, uma vida continuada na aprendizagem, buscando recursos para trabalhar e suprir a heterogeneidade dos alunos. O trabalho em equipe está nos planos dos futuros educadores, pois há uma conscientização da importância da coletividade nos trabalhos escolares entre professores e direção. Dentro das competências e habilidades atribuídas pelos cursistas ao educador, está o desejo pessoal de ensinar e aprender, tomar decisões e agir num ato de reflexão-ação,


ser um pesquisador e despertar nos alunos esse desejo também, tornando-os capazes de adquirir sua própria autonomia e condicionando o aluno a participar ativamente no mundo do trabalho como cidadãos responsáveis e conscientes da realidade e críticos na visualização do mundo a sua volta. Formar cidadãos capazes de pensar está no desejo de cada um de nós, onde a reflexão do docente tem sido uma constante nos pensamentos entre os cursistas em relação ao bom desempenho do professor atuante. Cada carta descreve e relatam desejos e sonhos que se almeja realizar dentro da educação, onde de maneira peculiar cada um expressa os seus sentimentos pessoais sobre a questão do ensino, formação do docente, preocupações com o aluno e solicitações de apoio e viabilidade no trabalho a ser desenvolvido na área da educação. O conceito de competências e habilidades que o professore deve adquirir é mencionado na proposta de formação pessoal dos cursistas, sendo que foi muito bem assimilado por estes.


12.Estudante: Margareth Veloso de Aguiar

Projeto Profissional como professor de Língua Portuguesa. Olá minha querida irmã como vai à vida? Depois do natal agente não se viu mais, e eu tenho tantas novidades para ti falar! Pois é Beth, você sabe que eu estou cursando Letras pela UNB, através da Universidade Aberta do Brasil lembra-se? Pois é, na semana passada tivemos aqui no Pólo de Alto Paraíso, uma Presencial, e estiveram presentes três professoras que são “feras” no que diz respeito à educação. Uma foi a professora Lucênia de português lembra-se dela? Ela se expressou muito bem, falou de como desenvolve seu trabalho em sala de aula, dos livros didáticos que a escola adota, do qual ela não gosta muito, pois com eles suas aulas tem pouco rendimento. O regime escolar que a escola dela adota, é aquele conservador, uma escola onde tudo vêm pronto, você não pode mudar nada, tem que seguir tudo nos mínimos detalhes. Sabe aquela escola “chata” de antigamente, onde não tínhamos liberdade de expressão, onde o professor batia na gente, você mesma foi uma que uma vez apanhou de palmatória, e ficou de castigo no quarto escuro depois da aula lembra-se, que a mamãe foi te buscar brava como uma “onça” Pois é a Lucênia afirmou que lá é mais ou menos assim. Beth teve também outra professora chamada Ana, bem “arrojada” mesmo, daquelas que não aceita “cabresto” Recém chagada de São Paulo, já aposentada, ocupou alguns cargos importantes dentro da “Educação” Falou com maestria, uma pessoa dinâmica, marcante, você acredita que ela levou um balde, água limpa, café, e um copo grande de vidro, para demonstrar como funciona a mente do professor. Exemplo, primeiro colocou o balde no chão, colocou café no copo (quase meio copo), pegou uma jarra de mais ou menos uns três litro de água limpa, chamou o marido dela para segurar a jarra inclinada sobre o copo de café, e explicou que quando começamos a estudar (referia-se ao professor), nossa mente se parece com o café preto, daí ela pediu que o marido jogasse a água limpa dentro do café. Conforme a água caía sobre o café a coloração ia mudando e foi indo até ficar totalmente limpa a água do copo, já que todo o café havia escorrido para dentro do balde que estava no chão. E assim é nossa mente, disse ela, no começo nossa mente é turva como o café, e na medida em que vamos nos aprofundando no aprendizado, nossa mente vai clareando, e se continuarmos na busca pelo conhecimento nossa ela ficará cada vez mais clara, até ficar cristalina como a água. Beth eu adorei a maneira simples como ela expõe as coisas. Ela sempre trabalhou com crianças, por isso a simplicidade ao explicar e exemplificando de maneira natural. Donde se conclui que; a simplicidade é a maneira mais rápida e fácil de se atingir o alvo desejado, e isso na educação é o máximo para quem trabalha com pessoas no geral. Depois falou a professora Tel da escola rural lá do sertão. A Tel é outra para quem eu também “tiro o meu chapéu”.


Eu reparei que ela ficou meio inibida, pois ela se pronunciou logo depois da Ana que falou “tudo” aos poucos Tel se posicionou de maneira serena, e começou a falar de sua escola. Contou-nos, que logo depois que se formou, e isso deve ter no mínimo uns 10 anos, ela veio para Alto Paraíso e foi lecionar La na escola do sertão. Lá tudo era muito pobre, inclusive a escola. E foi por falta de funcionários que a escola não tinha, que Tell teve que se desdobrar em “dez”, como professora que ele era mesmo, depois como faxineira, merendeira, diretora, fez batizado, e até um parto. Tel falou de sua escola com 45 alunos, que lá todos se conhecem. Quando chove e o rio enche, os alunos não podendo atravessar, dormem na escola, e daí tem que se improvisar. Falou do seu projeto de “Escola Técnica de Desenvolvimento sustentável”, que ela um dia vai implantar, das reuniões que fazem semanalmente para discutirem os problemas da escola e da comunidade entre outras coisas. Beth, foi tão proveitosa aquela presencial, que eu nunca irei esquecê-la, as outras foram “chatinhas”, cansativas, o corpo dói de ficar sentado o dia inteiro, só levantamos na hora do almoço e logo temos que voltar. Minha irmã, para terminar quero dizer que, senti tanta simpatia pelo trabalho desenvolvido pelas professoras Lucência, Ana e Tel, que já sei que tipo de professora eu quero ser. Quero “pegar” um pouquinho da experiência e habilidade de cada uma delas, a humildade da Lucência, pois eu não gosto nem um pouco que me dêem ordem com autoritarismo, (não gosto, e não faço com os outros), da “irreverência e rebeldia da Ana”(irreverência e rebeldia do “bem”, da força, da boa vontade e do multiprofissionalismo da Tel. Betinha querida, termino esta desejando tudo de bom a você e a todos.

Beijos fique com Deus. Sua mana Margareth.


13.Estudante: Tulio Marco da Silva Atualmente, com todas as transformações que o mundo e o ser humano têm sofrido, mais do que nunca é necessário rever os conhecimentos necessários à função docente. Com o advento da internete e também com o avanço em todos os meios de transmissão de informações, bem como com a questão da globalização, é necessário que o docente esteja sempre atualizado e repensando seus saberes, suas técnicas, suas metodologias, seus recursos e demais aspectos inerentes ao desenvolvimento de sua prática educacional. Então, faz-se necessário que o docente tenha conhecimento do processo educacional como um todo, como um organismo vivo e mutável. O professor não pode ser o detentor do conhecimento, mas um mediador no processo de aquisição de conhecimentos. O

professor, então, deverá mais que “saber” o conteúdo. Ele deve

estar aberto a novas experiências, novos caminhos, novas metodologias e à agregação de novos valores. Ele deverá saber, ou seja, deverá possuir conceitos básicos como comprometimento e saber ouvir. Ele deverá saber o peso da relação professor-aluno e que esta é a chave mestra para o desenrolar de uma educação qualitativa e bem sucedida. O docente também deverá saber que ele mesmo está em constante processo de formação, pois como sabemos a formação do professor é contínua e infinita. Segundo Paulo Freire em Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996 p. 23-46, cabe ao professor estimular a “curiosidade”. Segundo Freire é a curiosidade que nos remete à pesquisa, à descoberta do novo, à criação e à aquisição de saberes que nos serão úteis em diversas ocasiões. Portanto, o professor deverá ter uma percepção/compreensão muito clara da realidade que o cerca, levando em conta aspectos sociais, políticos, culturais, econômicos, sociais, bem como de todo o contexto situacional. Os conhecimentos e/ou saberes necessários à docência não se traduzem em apenas técnicas, metodologias ou meros conceitos, mas na pura e simples compreensão da realidade. Realidade em que está à sua margem o aluno, o professor e o ambiente, nos possibilitando transformar a


nossa realidade, a pensarmos e refletirmos criticamente num processo evolutivo onde aprender e ensinar tornam-se sinônimos. Para que estes saberes sejam aplicados é necessária a figura de um profissional reflexivo. O professor reflexivo é representado por um sujeito que como o nome diz, reflete sobre suas práticas, que pensa. Este profissional é indagador e assume sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, reflexão e análise. Podemos perceber na prática que os professores reflexivos são aqueles que conseguem resolver os problemas de sala através da identificação do problema e reunindo informações para subsidiar a sua resolução. O professor reflexivo, em sua prática docente, é aquele que são sensíveis ao contexto institucional e cultural em que ensinam, ou seja, reconhecem que a maneira como ensinam é influenciada pelas crenças culturais que ele e seus alunos têm do papel da educação. Ser um professor reflexivo é participar de forma ativa no desenvolvimento curricular, bem como se envolver nos projetos escolares.

Meu Projeto Profissional como professor de Língua Portuguesa

Gênero textual: carta.

Alto Paraíso de Goiás/GO, 30 de março de 2009.

Preza Professora Lurdes Cunha,

É com muito prazer que venho mais uma vez confidenciar-lhe mais uma de minhas conquistas. Assim como sempre o faço, escrevo-lhe para relatar minhas conquistas, metas e sonhos. Estou montando meu Projeto Profissional como professor de Língua Portuguesa e apesar de não ter experiência na área docente pretendo colocar em prática o que tenho adquirido durante este meu processo de formação acadêmica. Então, minha querida exprofessora, vou lhe relatar nesta breve carta o que pretendo para o meu exercício docente. Pretendo trabalhar com língua e literatura portuguesa do 6º ao 9º ano. Para tanto, estou estudando a fundo os conteúdos para estar apto a desenvolver um bom trabalho do ponto de vista “técnico”. Contudo, estou muito motivado, pois descobri na interdisciplinaridade uma grande ferramenta para enriquecer e motivar meus alunos.


Através de aulas de campo, seminários, palestras, jogos escolares e gincanas, pretendo relacionar o ensino de língua portuguesa a áreas da biologia, matemática, física, arte e demais áreas. Para tanto, busquei me qualificar através de cursos de extensão, leituras, bem como da revisão de muitos de meus conceitos à respeito das práticas e saberes necessários à prática docente. Vou me valer agora, professora, dos saberes que a senhora me ensinou como: reconhecer a educação como um organismo vivo e mutável; reconhecer o papel do professor como um mediador no processo de ensino; estar aberto a novas experiências e a agregação de novos valores à prática docente; reconhecer a importância da relação professor/aluno no processo de ensino aprendizagem, etc. Também incluí neste meu Projeto Profissional como professor de Língua Portuguesa as competências e habilidades que achei serem fundamentais para que este tenha sucesso, tais como: respeitar as identidades e as diferenças; desenvolver o pensamento critico e flexível; adquirir, avaliar e transmitir informações; entender e ampliar fundamentos científicos e tecnológicos; desenvolver a criatividade, saber conviver em grupo e a mais importante, aprender a aprender. Assim, sonho em poder dar uma nova roupagem e uma nova visão ao conceito hoje existente da função docente. Não quero ser um detentor do conhecimento, mas sim, uma ponte entre a fonte e o sedento. Não quero ser mestre na acepção básica da palavra, mas sim um “mediador”, um “facilitador”. Diante disto, minha querida professora, busco a possibilidade de contribuir para uma visão mais humanizada do processo de aquisição do conhecimento, buscando ter na pessoa do professor mais um amigo-pesquisador. Não irei ensinar, mas aprender junto. Eis aqui, minha querida, meu singelo projeto. Obrigado por mais uma vez me permitir compartilhar com você mais um de meus sonhos que em breve se tornará realidade. Um abraço! Do seu eterno aluno,

Túlio Marco da Silva

Bibliografia:


RICHARDS, J. C. "O Professor Reflexivo: Guia para investigação do comportamento em sala de aula", Série Portifolio 2, 1 ed., SBS Editora, 2003.

Freire, Paulo. “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 23-46. 14.Estudante: Gisley da Conceição Pignata Alves

Água Fria de Goiás, 16 de abril de 2009.

Boa noite, Gilcena Tudo bem!

Visando a evolução social e individual de cada ser encontro-se a necessidade da

implantação

de

uma projeto

cuja

essência

seja

o

desenvolvimento de aptidões e habilidades promovendo valores e atitudes. Transformando sonhos em realidades, transformando a escolas que temos a escola que queremos. A escola Professor Raimundo fica na cidade de Água Fria de Goiás, foi construída no ano de 1995, ela é mantida pela prefeitura municipal, na responsabilidade do atual secretario de educação Professor Antonio Carlos e com recursos do FUNDEB. A escola oferece o ensino fundamental de 1º ao 5º ano nos turnos matutinos e vespertinos e o EJA no noturno. A escola professor Raimundo pretende contribuir para a formação integral de seus alunos, numa perspectiva humanista e social buscando resgatar a dignidade da pessoa humana e preparando-a para o pleno exercício da cidadania. A escola pretende formar cidadãos conscientes de seu papel social, influentes e participativos no contexto educacional ciente de ser um cidadão possuidor de direitos e deveres.


Inspirando nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, temos por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, preparando-o para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, respeitando a liberdade de idéias e as práticas sociais. A vida moderna nos impõe desafios e torna-se necessária a adoção de métodos e técnicas diversificadas e flexíveis, que possam não apenas despertar, mas acima de tudo, manter o interesse e a motivação do aluno para aprender sempre. A escola tem como meta: •

Diminuir o índice de reprovação;

Melhorar

a

capacidade

do

corpo

docente,

para

o

desenvolvimento dos alunos especiais; •

Desenvolver a capacidade de leitura, escrita e cálculo;

Realizar

encontros

pedagógicos

para

trabalhar

as

dificuldades detectadas e melhorar a qualidade do ensino.

Tenha um ótimo feriado e boa noite.

Gisley da Conceição Pignata Alves


15.Estudante: Ágda Dias Pereira

Alto Paraíso, 30 de março de 2009 Prezado professora Sandra Bernardes Rabelo, Estou cursando a disciplina “Projeto Político e Organização do trabalho Pedagógico”, do Curso de Licenciatura em Língua e Literatura Portuguesa. Durante o estudo dessa disciplina, estou analisando as obras Formação docente e profissional de Francisco Imbernóm e professores reflexivos em uma escola reflexiva de Isabel Alarcão, onde estas ressaltam a necessária renovação da instituição educativa e esta nova forma de educar requerem uma redefinição importante da profissão de docente e que se assumam novas competências profissionais no quadro de um conhecimento pedagógico, científica e cultural revisto. Em outras palavras, a nova era requer um profissional da educação diferente. Criar, estruturar a aprendizagem e auto-confiança nas capacidades individuais para aprender são competências que o professor de hoje tem de desenvolver. O grande desafio para os professores é ajudar a desenvolver nos alunos, futuros cidadãos, a capacidade de trabalha autônomo e colaborativo, mas também o espírito crítico. O desenvolvimento critica faz-se no dialogo, no confronto de idéias e de praticas, na capacidade de se ouvir o outro, mas também de se ouvir a si próprio e de auto-criticar. A noção de professor reflexivo baseia-se na consciência da capacidade de pensamento e reflexão que caracteriza o ser humano como criativo e não como mero reprodutor de idéias e práticas que são exteriores No entanto, não podemos analisar as mudanças da profissão docente sem observar que isso esteve presente durante muitos anos ao redor do debate sobre a profissionalização docente, e como diz Labaree (1999; 20). A formação assume um papel que vai além do ensino que pretende uma mera atualização científica, pedagógica e didática e se transforma na possibilidade


de criar espaços de participação, reflexão e formação para que as pessoas aprendam e se adaptem para poder conviver com as mudanças e com a incerteza. Sandra Bernardes, ao analisamos a relação entre educação na prática, a inovação requer novas e velhas concepções pedagógicas e uma nova cultura profissional forjada nos valores da colaboração e do progresso social, considerado como transformação educativa e social. É verdade que as inovações introduzem-se lentamente no campo educacional, mas, além dessa lentidão endêmica, não podemos ignorar outros fatores: o ambiente de trabalho dos professores, o clima e o incentivo profissional, a formação tão padronizada que eles recebem, a história vulnerabilidade política do magistério, o baixo prestígio profissional, a atomização e o isolamento forçado pela estrutura e a falta de controle inter e intra-profissional. A possibilidade de inovação nas instituições educativas não pode ser propostas sem um novo conceito de profissionalização do docente, que dever romper com inércia e práticas do passado assumidas passivamente como elementos intrínsecos á profissão. A formação inicial deve fornecer as bases para poder construir um conhecimento pedagógico especializado; a formação inicial, como começo da socialização profissional e da educação e da assunção de princípios e regras práticas, deve evitar dar a imagem de um modelo profissional assistencial e voluntarista que freqüentemente leva a um posterior papel de técnico-continuísta, reflexo de um tipo de educação que serve para adaptar de um modo acrítico os indivíduos á ordem social e torna os professores vulneráveis ao entorno econômico, político e social. A formação inicial deve dotar uma bagagem sólida nos âmbito científica, culturais contextual, psicopedagógico e pessoal que deve capacitar o futuro professor a assumir a tarefa educativa em toda sua complexidade, atuando reflexivamente com flexibilidade e rigor necessários, isto é, apoiando suas ações em uma fundamentação válida para evitar cair no paradoxo de ensinar e não ensinar. Diante dessas afirmações, meu projeto profissional terá como base os parâmetros curriculares nacionais, que, focalizará as variedades lingüísticas, na valorização da leitura como fonte de informações via acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética entre outras possibilidades. Anseio que, meus futuros alunos realizem produções nas linguagens da gramática ; que eles saibam apreciar produtos de português em suas varias linguagens desenvolvendo tanto a fruição quanto a analise estética.

Referencias Bibiograficas: Formação Docente e Profissional de Francisco Imbernón, 6ª edição, editora Cortez.


Professores reflexivos em uma escola reflexiva de Isabel Alarcão, editora Cortez. PCNs da língua Portuguesa Agda Dias Pereira

16.Estudante: Fabiane Domingues Mendes

“... O professor deve ter consciência de que ele é agente na produção do saber e não mero reprodutor de conhecimento. Por isso, o professor está em constante formação e passa a ser aluno também, pois sempre aprende algo novo. Da mesma forma os discentes. É uma relação recíproca.” Paulo Freire.

Para a formação do professor é necessário primeiramente estar a par de todas as práticas relacionadas à educação, é preciso que o educador reconheça toda a sua bagagem

cultural

que

o

aluno

traz

consigo

ao

ingressar

no

processo

ensino/aprendizagem, sua inquietude, linguagem, suas curiosidades, seus anseios e seus “conhecimentos”. Assim estaremos respeitando a autonomia e a dignidade do educando, pois este respeito não consiste num favor ou numa atitude generosa por parte do docente, mas consiste num imperativo étnico. Para que o educador tenha essa visão e venha agir de acordo com o imperativo ético nessa relação é fundamental o uso do “bom senso”. O bom senso deve reger toda a relação professor/aluno desde o simples prazo na entrega de uma tarefa como nos relacionamentos interpessoais.

Caminhamos em direção a uma ação "efetiva" quando o assunto for professor de Educação, primeiramente, ele tem que estar especializado no componente curricular “Educação”, onde terá seu foco de atuação nas intervenções com e nas práticas


sistematizadas. Destaco a palavra "efetiva", que numa de suas acepções significa "o que existe realmente", ou seja, entendo que nosso campo profissional está no caminho para aceitar de forma cada vez mais consensual a "efetiva" existência de, pelo menos, dois campos diferentes de atuação profissional, que demandam "competências" específicas.

Com sensibilidade e paixão, o educador mostra-nos como transformar, em sala de aula, o atual sistema de ensino, que é tão excludente e injusto, e que por isso mesmo, não satisfaz as necessidades dos alunos e –por que não – dos professores também.

Os educadores e educadoras devem ser norteados por princípios éticos, já que exercem a prática formadora. Mas essa deve ser a ética universal do ser humano. Essa ética condena o cinismo, a exploração, a mentira, a ilusão e quem destrói os sonhos, as utopias. A ética que não aceita preconceitos de qualquer natureza. A ética que liberta. Por isso, essa não pode estar desvinculada a atividade educacional de forma alguma. E a melhor forma de lutar por ela, é vivê-la, como sabiamente o autor observa. Muitas vezes, quem é ético, é taxado de ingênuo ou idealista. É imprescindível à atividade do aprendizado que o professor demonstre segurança no conteúdo ministrado. E antes de exigir competência de seus alunos, deve mostrar que o é. O docente deve ser comprometido com o trabalho. A autonomia deve ser fundada na responsabilidade

Ensinar requer que o professor conheça a fundo a sua profissão, as dimensões que caracterizam a essência prática para que este se torne seguro no seu propósito. Ensinar requer a apreensão da realidade. A apreensão da realidade nesse sentido nos leva a transpor a idéia de aprender apenas para nos adaptarmos, mas, sobretudo para transformarmos a realidade, para que façamos intervenções e para que possamos recriála. A capacidade de ensinar decorre da capacidade de aprender.


E, por último, a partir da escrita ou em conjunto com outras linguagens, elabore o seu Projeto profissional como Professor de Língua Portuguesa, destacando nele, os conhecimentos necessários ao exercício da docência (saberes, competências e habilidades), sonhos e possibilidades.

Alto Paraíso 28.03.2009

Querido professor Cícero Abílio, estou felicíssima em escrever-te esta carta, pois és uma pessoa realmente digna de saber em primeira mão que estou desenvolvendo o meu projeto profissional como professora de Língua Portuguesa. Dentro de uma sala de aula,na disciplina de português, é possível planejar diversas atividades articulando as várias linguagens existentes. Do mesmo modo, estas linguagens podem interagir com as diversas áreas do conhecimento e do currículo em múltiplas associações, sejam elas históricas estéticas ou críticas. Portanto, a língua portuguesa promove o desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos necessários a diversas áreas de estudo. Essa ação é muito freqüente na educação, pois o tempo de desenvolvimento das atividades é curto em função da capacidade dos alunos. No período escolar, a aproximação que os alunos têm com os conteúdos é de natureza abrangente e centralizadora, pois eles fazem todo tipo de relações com suas experiências extra-escolares e aprendizagens anteriores em todas as áreas. Pretendo desenvolver o meu papel como professora, desejo que seja fundamental para o desenvolvimento dos meus alunos, por esse motivo estou empenhadíssima, apesar de saber muito bem que a sala de aula é composta por alunos em diferentes níveis de desenvolvimento, tanto real quanto potencial, sendo assim sei que devo agir, em situações de interações significativas, possibilitar que cada um seja agente de aprendizagem do outro. Almejo que meus alunos sejam seres críticos, que tenham conhecimento global do que se passa ao redor deles, quero prepará-los para encarar a sociedade com competência educacional, pois sei perfeitamente que para o professor, não é suficiente conhecer o aluno. É necessário que saiba como funciona o processo de aprendizagem, quais os fatores que facilitam ou prejudicam, como o aluno pode aprender de maneira mais eficaz, além de outros aspectos ligados à situação de aprendizagem, envolvendo o aluno, o professor e a sala de aula. Logicamente, que neste processo não se exclui a compreensão do papel do professor.


Analisando as formas básicas entre o ensinar e o transmitir saber, engloba todo contexto, no meu projeto pedagógico profissional, tenho como embasamento um ensino eficaz com os processos psicológicos que devem ser ativados nos alunos para que se beneficiem dele, para que assim, as funções da aprendizagem proporcionem uma via útil para relacionar as minhas práticas de ensino como professora eficaz com a teoria da aprendizagem, para que assim o processo ensino-aprendizagem tenha êxito. Termino com um forte abraço e com uma frase fantástica de Paulo Freire, a base do meu projeto profissional como professora da língua portuguesa “Só aprende aquele que se apropria do aprendido transformando-o em apreendido, com o que pode por isso mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situações existentes concretas" Paulo Freire. Fabiane Domingues Mendes Referência Bibliográfica: Obra: Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa Autores: Paulo Freire Editora: Paz e Terra Obra:Interdisciplinaridade: uma proposta desde a Educação Infantil Autora: Por Grace Ribeiro


17.Estudante: Ivanir Aparecida Domingues Szervinsk

Atualmente, na área educacional tem-se verificado um aumento significativo de estudos que procuram investigar as especificidades, a natureza e os processos de construção de conhecimentos ou de saberes de professores (MONTALVÃO; MIZUKAMI, 2002). Estas investigações aconteceram porque, segundo Gauthier et al. (1998) a formalização dos saberes necessários à execução das tarefas que lhe são próprias é uma das condições essenciais a toda a profissão. Ainda Gauthier et al. (1998) destaca que o ensino é a mobilização de vários saberes que formam uma espécie de reservatório no qual o professor se abastece para responder às exigências específicas de sua situação concreta de ensino. Nesta relação podemos destacar que os acadêmicos precisam desenvolver saberes mais relacionados aos alunos, como também a si próprios enquanto pessoas, pois ainda estão presos a uma compreensão de saberes ligados somente ao trato com o conhecimento em si. Logicamente precisam saber que o humano da pessoa e suas interações com os outros também fazem parte da profissão professor. Isto pode ser observado nas palavras de Nóvoa (1995, p.29): “Diz-me como ensinas, dir-te-ei quem és e vice-versa”.

Projeto Profissional - Carta

São João da Aliança- 23 de abril de 2009

Cara professora Carla Cristie, Sabemos que a profissão de professor de língua portuguesa exige um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. E eu com futura professora de Língua Portuguesa, me inspiro nas palavras de Jacques Delors (1998) que aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.


É para isso acontecer é preciso, Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo. Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes conseqüências na educação. Quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.

Ivanir Aparecida Domingues Szervinsk.


18.Estudante: Adileis Ferreira das Dores

PROJETO PROFISSIONAL Conhecer e respeitar as diferenças variadas linguísticas do português falado, mas interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem o produz e valorizar a leitura como fonte de informação, utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, usar os conhecimentos adquiridos por meio da pratica de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de analise critica. O domínio da língua oral e escrita é fundamental, pois é por meio dela que o homem se comunica essa responsabilidade e considerando os diferentes níveis de conhecimento cabe o professor promover sua ampliação de forma que cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos e produzir textos eficazes nas mais variadas situações. Considerar os conhecimentos dos alunos em relação ao que pretende ensinar, identificando ate que ponto os conteúdos ensinados foram realmente aprendidos, considerar o nível de complexidade dos diferentes conteúdos como definidor o grau de autonomia possível dos alunos, na realização das atividades. Considerar o nível de aprofundamento possível de cada conteúdo em função das possibilidades de compreensão dos alunos nos diferentes momentos do seu processo de aprendizagem, mas é fundamental que esses critérios sejam utilizados de maneira articulada, de tal forma que, se possa organizar uma sequência de conteúdos que favoreça a aprendizagem da melhor maneira possível. Se o objetivo é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam é preciso organizar o trabalho educativo para que experimentem e aprendam isso na escola. Principalmente quando os alunos não têm contato com bons materiais de leitura e com adultos leitores, quando não participam de praticas onde ler é indispensável, a escola deve oferecer materiais de qualidade, modelos de leitores proficientes e praticas de leituras eficazes. Essa pode ser a única oportunidade de esses alunos integrarem significativamente com textos cuja finalidade não seja apenas a resolução de pequenos problemas do cotidiano. É preciso, oferecerlhes os textos do mundo: não se formam bons leitores solicitando aos alunos que leiam apenas durante as atividades na sala de aula, apenas no livro didático, apenas porque o professor pede. Eis a primeira e talvez a mais importante estratégia didática para a pratica da leitura: o trabalho com a diversidade textual. Sem ela pode-se ate ensinar ler, mas certamente não formarão leitores competentes.



Coletânea de Cartas Alto Paraiso