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Sindicato ASSUFOP

30 anos de lutas, conquistas e desafios. EXPEDIENTE GESTÃO - 2011-2013 - DIRETORIA: Luiza de Marillac dos Reis, Sérgio Geraldo Neves, Maria Luiza Vieira, Nativo Lourenço de Barros, Dirlene Azevedo Gomes, Luciana Rodrigues dos Santos, João Orlando Tobias, José Augusto Nunes Nogueira, Fabrícia Helena Mol Silva dos Santos, Alessandro Luiz Maximiano Dias, Gilberto Correa Mota, Harley Balduíno Saraiva, Maurílio Marcos Conceição, José Maria Marcelino| CONSELHO FISCAL: José Henrique Rodrigues, Pedro Alexandre de Paula e Carlos Nazareth Neves. ESPECIAL ASSUFOP, 30 ANOS | Informativo do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP. COORDENAÇÃO: Gilberto Correa Mota, diretor de Imprensa e Divulgação | JORNALISTA RESPONSÁVEL: Douglas Couto | PROJETO GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO: Arlindo Diorio | REVISÃO: Érica Aniceto | COLABORAÇÃO: Kaio Barreto | IMPRESSÃO: Sempre Editora | TIRAGEM: 3.000 exemplares. SINDICATO ASSUFOP | www.assufop.org.br Rua Diogo de Vasconcelos, 408, Estação | Ouro Preto/MG | Fale conosco: (31) 3551-2401/3551-2577 - E-mail: assufop@yahoo.com.br

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


Foi fundada em 27 de julho de 1983 a Associação dos Servidores da UFOP (ASSUFOP), como órgão representativo da categoria de trabalhadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Em 1990, transformou-se em Sindicato dos Trabalhadores Técnicoadministrativos, com objetivo de promover a união e desenvolver a integração e solidariedade entre os técnico-administrativos, por meio de atividades de caráter social, político, cultural, recreativo, desportivo e assistencial. Possui 1.029 trabalhadores sindicalizados. O Sindicato ASSUFOP mantém convênio com o comércio de Ouro Preto e Mariana em diversos ramos de atividade e também com o Hospital Santa Casa de Misericórdia (Ouro Preto) e Monsenhor Horta (Mariana) e com alguns profissionais de saúde. Mantém também um contrato coletivo com a Unimed Inconfidentes, de abrangência estadual. A estrutura de direção é presidencialista, eleita a cada biênio. Possui sede própria, à Rua Diogo de Vasconcelos, 408, Praça da Estação, em Ouro Preto (MG). É filiado à FASUBRA Sindical (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras). Nesses 30 anos de existência, o Sindicato ASSUFOP esteve presente em eventos nacionais, tais como congressos e plenárias, representando a categoria. Consolidouse como uma das grandes forças sindicais da região, participando das lutas por melhores condições de trabalho e por uma sociedade mais justa e igualitária. Em comemoração ao aniversário de fundação do Sindicato ASSUFOP, nesta edição especial apresentamos um pouco dessa história de lutas, conquistas e desafios, ouvindo a experiência dos ex-presidentes que estiveram à frente da entidade, desde sua criação, em 1983, até os dias atuais e também de alguns membros da base sindical.

Páginas 4 a 15 - História do Sindicato em seus 30 anos de existência - Registro dos quadros de gestão - Depoimentos

Páginas 16 e 17 - Orgulho de fazer parte: depoimentos de trabalhadores associados ao Sindicato ASSUFOP

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Página 18 - 30 anos de história e lutas: alguns personagens que contribuíram para a construção dessa história

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1983-1985

O começo de tudo... O dia 27 de julho é a data da histórica fundação da ASSUFOP, que nasceu em 1983 como Associação dos Servidores da UFOP. Surgiu inspirada nos movimentos estudantis, que, na década de 1980, ganhava força no País, conforme explicou José Cardozo Filho, fundador e o primeiro diretorpresidente da entidade. “Desde a época de estudante, em Mariana, eu participava dos movimentos e agremiações e, quando ingressei na universidade, já tinha a ideia de criação de uma associação para os trabalhadores, nos moldes das que estavam sendo criadas em outras universidades. Não era ainda um sindicato, porque na época a gente estava no Regime Militar, que não permitia falar em sindicato”, explicou Cardozo. A ideia implícita era a criação de uma cooperativa, de maneira que pudesse facilitar a

vida dos servidores. Foi criado o “armazém”, que por anos fez a diferença na vida dos trabalhadores. “Era um período com a inflação galopante, e o preço dos alimentos praticados no comércio em Ouro Preto era bem salgado. A associação tinha as ferramentas adequadas para adquirir a mercadoria em quantidade maior em Belo Horizonte e oferecer aos trabalhadores a preço de custo”, lembrou Cardozo. Passados 30 anos de criação do ASSUFOP, Cardozo acredita que a associação, que mais tarde se transformou em sindicato, cumpriu seu objetivo. “Esse sindicato beneficiou demais os servidores, porque nasceu forte na luta, reivindicando melhores condições de trabalho e salários. Com muita humildade, posso dizer que dá orgulho ver que floresceu a ideia lá da década de 1980: a criação da associação”, finalizou. José Cardozo Filho

GESTÃO - 1983-1985 Presidente: José Cardozo Filho Vice-Presidente: Flávio Duarte de Almeida DIRETORIA: Venâncio dos Santos Lopes, Elizabeth Moreira Leite, Vicente de Melo, José Tarcísio Lopes Cançado, Manoel Botelho da Fonseca, Paulo Gonçalves Mudin, Luiz Carlos Heidenreich e Clotilde Maria de Assis.

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


1985-1987

Em 1985, a primeira greve Um dos marcos da recém-criada ASSUFOP, e que ainda hoje é recordado com saudosismo pelo segundo diretor-presidente da entidade, Romeu Teixeira Campos, é a primeira grande greve na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Romeu assumiu a direção da entidade em 1985, e confessa que abraçou a causa como uma missão. “Eu assumi como um sacerdócio, um serviço ao povo da universidade para elevar o nível do setor técnicoadministrativo que estava sem consciência dos seus direitos”, disse. A primeira grande missão foi mobilizar a categoria na greve que paralisou a universidade e deu mais credibilidade à associação. “Até hoje ainda se fala muito nessa mobilização. Na época, Victor Godoy, que trabalhava na administração, chegou a dizer que duvidava que

houvesse alguma greve em Ouro Preto. Isso chegou ao nosso conhecimento e provamos a ele justamente o contrário. A gente mobilizou a greve e parou a universidade”, recorda. Aos poucos, a entidade descobriu a sua força. “A associação foi criada para cumprir as tarefas assistencialistas. Tanto que logo fizeram o armazém, mas havia muita gente do setor que viu a iniciativa como uma entidade cujos objetivos eram pequenos e precisava levar o setor para os movimentos sociais, a fim de lutar por seus direitos, e o negócio era transformar a associação em sindicato”, disse Romeu. Para o ex-presidente, não resta dúvida da importância da ASSUFOP na vida dos trabalhadores. “Hoje os técnico-administrativos são muito mais respeitados, graças ao trabalho da ASSUFOP ao longo dos 30 anos de muita luta e conquistas”. Romeu Teixeira Campos

GESTÃO - 1985-1987 Presidente: Romeu Teixeira Campos Vice-Presidente: Osvaldo Gonçalves Costa DIRETORIA: José das Dores Silva, Aloizio Moura de Almeida, José da Silva Gomes, Geraldo Monteiro Filho. CONSELHO DELIBERATIVO: Flavio Duarte de Almeida, Eurídice Ana Huhn Cristino, Mário José Maia, José Jacinto Ferreira, Hilton Timóteo Rodrigues, Lúgera Ana da Silva, Francisco Geraldo Alves, Pedro dos Santos, Sirlei da Conceição Gomes, Luzia Célia da Silva, Sebastião Teodoro, José Maria de Oliveira Pena, João Bosco Toledo, Márcio Flávio Mol. CONSELHO FISCAL: Benedito Amâncio de Morais, Paulo da Silva, Antônio Laia, Paulo Juventino Ferraz e Luiz Alcides Mesquita Lara.

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1987-1989

A criação do “chequinho” A partir de 1987, a ASSUFOP dava os passos para a transformação da associação em sindicato. Era um período de transição, tempo de luta e muitos desafios, marcado pelo encerramento das atividades da “mercearia”, conforme recorda Salvador Gentil dos Santos, presidente da entidade à época. “Ficamos com alguns atendimentos e buscávamos alternativas para garantir a alimentação do pessoal”, disse Salvador. Uma iniciativa da gestão foi a criação do “chequinho”, uma espécie de “cartão de crédito” de hoje, utilizado pelos associados para fazer a compra no mercado. “Foi um marco importante, que ajudou muito trabalhador mais carente a fazer a lista de compras do mês. Mas também houve muito abuso, o pessoal assumia compromisso e depois a associação era chamada a intermediar. Ainda assim, foi super importante para o funcionalismo”, explicou o ex-presidente.

Apesar dos desafios, Salvador acredita que a associação teve um papel importante para os trabalhadores. “Sinto orgulho de ter contribuído para a melhoria de muita gente e acredito que a associação foi relevante. Ainda hoje há pessoas que não entendem que a filosofia mudou de filantropia e se voltou para trabalhista, e se sentem insatisfeitas com o fato de a associação ter se transformado em sindicato. No entanto, da nossa filantropia da antiga associação para a luta trabalhista do sindicato de hoje, eu acredito que os servidores têm mais assistência”, disse Salvador. Para o ex-presidente, o engajamento dos novos companheiros à luta é fundamental para o fortalecimento da categoria. “É preciso entender que eles precisam entrar e compor o maior número de associados, para que a nossa voz seja ouvida e as nossas reinvidicações sejam atendidas pela administração”, aconselhou. Salvador Gentil dos Santos

GESTÃO - 1987-1989 Presidente: Salvador Gentil dos Santos Vice-Presidente: Vicente de Mello DIRETORIA: Lísia Rócio de Abreu, Luzia Cardoso, Wanda Ramos Fernandes, Márcio Lourenço Capucho. CONSELHO DELIBERATIVO: Alcione Ramos de Oliveira Morais, Antônio Margarida da Silva, Elcio do Nascimento BC Maia, Elmano Luiz da Cunha, Francisco Basílio de Castro Neto, Hilton Timóteo Rodrigues, José Custódio Fernandes, José Geraldo da Silva II, José Humberto Cerceau Ibrahim, Maria Geralda Satler, Antônio Leocádio Reis Ferreira, José Antônio da Silva, Leone Alves Ferreira, Lúcio da Silva André, Wesley Orfeu Alves. CONSELHO FISCAL: Alvimar Ambrósio, Geraldo Monteiro Filho, Raimundo de Paula Dias, José Izidoro Mendes e Paulo Amaro.

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


1989-1991

Associação virou sindicato Sob a direção de Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho, o ano de 1990 passou a ser outro marco histórico da ASSUFOP. A associação dos servidores da UFOP, criada com a finalidade assistencial, assumiria o papel de representação sindical, com a mudança para Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos. “Quando assumimos a presidência da ASSUFOP, já havia sido promulgada a Constituição 1988, que permitia a associação sindical dos servidores públicos. A partir daí, demos início ao processo, que foi importante por legitimar a associação enquanto representação sindical, legalizando uma situação já existente. Eu acredito que foi o passo mais importante da nossa gestão”, disse Arisovaldo. Na avaliação do ex-presidente, a sua gestão foi ativa, marcada pela participação dos movimentos sindicais e o início da gestão democrática na UFOP, com o reitor Fernando ABC. Foi também o período de implantação do Plano de Cargos e Salários dos

técnico-administrativos na universidade. “Era o momento de vida nacional ativo, com as assembleias sempre cheias e movimentos fortes. Foi um período de grande movimentação sindical”, recorda o expresidente. Passadas décadas da transição, Ariosvaldo acredita que o papel do sindicato está consolidado. “Vivemos um momento em que o sindicato desempenha o papel que lhe cabe na sociedade, que é ampliar os direitos dos trabalhadores, coordenado com uma proposta social que, no nosso caso, é a educação em terceiro grau”, disse. O grande desafio, segundo ele, é evitar a tentação corporativista. “Penso que o nosso papel é ampliar os direitos dos trabalhadores, sempre coordenados com a construção de uma nova sociedade. A nossa entidade tem feito isso, trabalhado a parte sindical e se colocando bem nas questões gerais sempre quando é chamada”. Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho

GESTÃO - 1989-1991 Presidente: Ariosvaldo Figueiredo Santos Filho Vice-Presidente: Hilton Timóteo Rodrigues DIRETORIA: Maria do Carmo Lima e Silva, Neide Nativa, Rubens Tavares dos Santos, Geraldo Aureliano Maurílio. CONSELHO DELIBERATIVO: Elido Bonomo, Luiza de Marillac dos Reis, João de Deus de Castro, Adão Geraldo Gomes Pereira, Maria Clara Apolonio Correia, Antônio Lourenço Pinheiro, Milton Borges Campos Filho, Maria do Socorro Gomes Nominato, Paulo Juventino Ferraz, José Antônio da Silva, Raimundo da Silva Filho, Euzébio Cândido Correia, Afonso José de Souza Quites, Maria das Graças Silva Camargo, Maria José Marcelino. CONSELHO FISCAL: José Augusto Nunes Nogueira, José Mauro Elias, Adão José do Patrocínio, Ilário Monteiro da Silva e Maurílio Marcos da Conceição.

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1991-1993 | 1995-1997

Em defesa da democracia A garantia do processo democrático na eleição para a Reitoria da UFOP e a mobilização da classe trabalhadora nos movimentos de lutas sociais, entre elas a contra a privatização da Vale do Rio Doce, foram marcos das gestões de Rubens Tavares dos Santos à frente do Sindicato ASSUFOP. Ele assumiu a presidência entre 1991 e 1993, e retornou anos mais tarde, no período de 1995 a 1997.

na Praça Tiradentes, no “21 de Abril”.

“Fomos uma das primeiras universidades do país a organizar um sindicato. A nossa missão era acabar com assistencialismo forte que existia. Ficamos orgulhosos por ter sido um dos precursores da luta dos trabalhadores dentro de uma universidade pública”, disse Rubens.

Em todas as ações, havia a grande participação do ASSUFOP. “A turma atendia o nosso chamamento, confiava em nosso trabalho, dava respaldo em nossa atuação política e vinha em massa”, completa o expresidente.

Entre os fatos marcantes da época, o ex-presidente recorda a ocupação da reitoria no período em que a universidade estava sob o comando de interventores. Na luta contra a privatização da Vale do Rio Doce, os movimentos sindicais colocaram 15 mil pessoas

“Foram passos marcantes da época, mostramos que Ouro Preto tinha um sindicato forte e ativo. Participamos de movimentos de lutas fortes, lutamos contra o fechamento da Alcan, as demissões em massa e apoiamos o MST (Movimento dos Sem-Terra) em uma ação na localidade chamada Cafundão”.

Para Rubens, o maior orgulho é ter contribuído para fazer do ASSUFOP uma das maiores forças sindicais de Ouro Preto e região. “Com a nossa atuação, mostramos que a região tinha uma representação política forte, sempre fomos referência na luta em defesa dos trabalhadores”, disse. Rubens Tavares dos Santos

GESTÃO - 1991-1993 Presidente: Rubens Tavares dos Santos Vice-Presidente: Geraldo Horta DIRETORIA: Neide Aparecida Gomes, Flávio Henrique Ferreira, João de Deus de Castro, João Orlando Tobias, Hilton Timóteo Rodrigues, Geraldo Beraldo Moreira, Decio José Alves, Diniz da Cruz Neves, Jorge Raimundo de Paula, Antônio Lourenço Pinheiro, Lúgera Ana da Silva e Paulo Roberto dos Santos. CONSELHO FISCAL: Ilário Monteiro da Silva e Raimundo de Paula Dias. GESTÃO - 1995-1997 Presidente: Rubens Tavares dos Santos Vice-Presidente: João de Deus de Castro DIRETORIA: Gabriel Augusto Sanches Hernandes, João Batista Pereira, Neide do Rosário Lemos, Djalma Gomes de Assis, Maurílio Marcos da Conceição, Geraldo Beraldo Moreira, Sérgio Geraldo Neves, Joaquim de Paula Moreira, Oliveiro Soares Rodrigues, Geraldino da Silva Ramalho, Vicente de Paula Cândido e Agostinho Ferreira Guimarães. CONSELHO FISCAL: Antônio Helvécio da Silva, Maria José Marcelino e Raimundo da Silva Filho.

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


1993-1995

Reavaliando a própria história Hilton Timóteo Rodrigues é o sexto presidente a assumir a direção do ASSUFOP, mas a sua atuação em defesa da classe é antiga. Seja como diretor ou conselheiro do sindicato, ele esteve sempre presente, nas lutas e participando de diversas conquistas para os servidores técnicoadministrativos da UFOP. “Se estamos neste patamar hoje, isso se deve à luta de muita gente, mas, principalmente, da participação da nossa base. E não podemos deixar de reconhecer o empenho dos nossos funcionários que, na parte administrativa, há anos tem sempre ajudado a organizar a categoria”, disse o ex-presidente. Na avaliação de Hilton, ao longo dos 30 anos, o sindicato vem cumprindo sua missão. “Ainda que pese poder dizer que houve diretorias mais ou menos combativas no nível político, isso se deve à temperatura da nossa base. Nenhuma diretoria faz

o movimento isoladamente, é preciso ter condições políticas do momento”. Em relação à sua gestão na presidência, ele preferiu não fazer uma avaliação pontual. “Quem poderia responder a isso é a nossa história e também quem conviveu conosco. Eu só não cometeria os erros que cometi. Apesar de que todo ser humano tem erros e acertos. Ninguém acerta o tempo todo, eu não seria nada do que sou e não teria nada do que fiz se não fosse a nossa base”, disse. Para Hilton, não restam dúvidas de que, se não fosse a atuação do sindicato, a categoria não teria as conquistas. “Por isso, defendo que é preciso fortalecer a nossa representação. Nesses 30 anos, acredito que fizemos muito e ainda teremos que fazer muito mais. Hoje, a condição que o sindicato dá para a luta é bem melhor que no passado, quando começamos com a entidade”, disse o ex-presidente. Hilton Timóteo Rodrigues

GESTÃO - 1993-1995 Presidente: Hilton Timóteo Rodrigues Vice-Presidente: Maurílio Marcos da Conceição DIRETORIA: Maria José Marcelino, Luzia Célia Moreira, Geraldo Horta, Antônio Lourenço Pinheiro, Sérgio Geraldo Neves, Djalma Gomes de Assis, Oliveiro Soares Rodrigues, Sebastião Teodoro Ferreira, Geraldo Beraldo Moreira, José Ricardo Borges, Dimas da Cruz Neves, Paulo Silva. CONSELHO FISCAL: Braz Pereira Silva, José Teixeira Oscar e Oscar Venâncio Ferreira.

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1977-1999 | 2001-2003

Tempo de lutas e desafios A gestão de Sérgio Neves no Sindicato ASSUFOP foi marcada por um período de luta e muitos desafios. Após ter passado pela direção sindical, ele se candidatou à presidência e foi eleito em 1997. “A gente vivia um momento um tanto quanto conturbado, era a gestão de Dirceu do Nascimento como reitor e período de efervescência na UFOP, de grandes embates com a administração da universidade”, disse. Um dos grandes desafios era a abertura de diálogo com a reitoria. “Dirceu foi um reitor de diálogo difícil, muito autoritário, e tinha na sua administração pessoas ligadas a partido de esquerda. Era o governo FHC (Fernando Henrique Cardoso), que manteve a classe sem reajuste por oito anos”, recorda. Apesar dos desafios, Sérgio garante ter conseguido algumas pequenas conquistas para os servidores com a administração da UFOP. “Mas no plano federal não

avançamos, porque com o governo FHC não havia conversa”. Em 2001, Sérgio Neves foi eleito, novamente, ainda com Dirceu do Nascimento na reitoria. O último ano de seu mandato coincidiu com início do governo Lula. “Logo de cara, enfrentamos uma greve pesada contra a Reforma da Previdência”, disse. Para Sérgio, apesar das dificuldades, as lutas contribuíram para o fortalecimento da categoria. “As pessoas foram se conscientizando do seu papel enquanto servidor público, e, com isso, o sindicato conseguiu defender a nossa causa, de universidade pública, gratuita e de qualidade para todos”. “A gente não avançou em tudo que queria, não temos a carreira que desejamos e o salário ainda não é o que a gente espera, mas muitas coisas avançaram e a luta sempre foi positiva. Se não fosse a luta do sindicato, as coisas estariam piores”, disse. Sérgio Geraldo Neves

GESTÃO - 1997-1999 Presidente: Sérgio Geraldo Neves Vice-Presidente: João de Deus de Castro DIERTORIA: Neide do Rosário Lemos, Maria José Marcelino, Rubens Tavares dos Santos, Ariosvaldo Figueiredo dos Santos Filho, Silvia Maria de Paula Alves Rodrigues, José do Espírito Santo Souza, João Batista Pereira, Antônio Celso Torres, Nativo Lourenço de Barros, José Pereira de Figueiredo Filho, Vicente de Paula Cândido e João Raimundo de Souza. CONSELHO FISCAL: Maurílio Marcos da Conceição, João Orlando Tobias e Flávio Henrique Ferreira. GESTÃO - 2001-2003 Presidente: Sergio Gerado Neves Vice-Presidente: Maria José Marcelino DIRETORIA: José Pereira de Figueiredo Filho, Braz Pereira da Silva, João Batista Pereira, Luciana Rodrigues dos Santos, Francisco de Paula Coelho, Geraldo Mariano Lourenço, José Geraldo Fernandes Papa, Leonel Antônio da Silva Neto, João Bosco Neves, Maria Chaves dos Santos, Pedro Tomaz e Hilton Timóteo Rodrigues. CONSELHO FISCAL: Humberto Alves da Silva e José Pereira de Figueiredo.

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


1999-2001

Diálogo difícil com o poder Quando assumiu a presidência em 1999, João Orlando Tobias herdou um grande desafio: enfrentar a administração da UFOP, que mantinha um diálogo difícil com o Sindicato ASSUFOP. “Foi um período de muita luta e que mobilizou toda a categoria. Apesar das dificuldades internas com a reitoria, sempre enfrentamos e batemos de frente em defesa dos técnico-administrativos. Foi uma gestão de diálogo difícil com o poder tanto local quanto nacional”, disse. Na gestão de João Orlando, a categoria se mobilizou em duas greves. “Infelizmente, não conseguimos atingir 100% dos nossos objetivos, mas o que conseguimos foi com muita luta e garra da nossa diretoria, em especial da nossa base, que participava dos nossos movimentos. Conseguimos

parar quase 100% da universidade”. Após dedicar boa parte de sua vida à luta sindical, João Orlando se prepara agora para a aposentadoria, mas se orgulha por ter dado a sua contribuição para a construção de um sindicato forte e atuante. “O sindicato ASSUFOP é tudo na minha vida. Sou sócio fundador e, nesses 30 anos, sempre participei das lutas. Em primeiro lugar, está a minha família, e depois está o sindicato. Eu gosto muito de fazer parte e tenho afinidade com todos os diretores. Nesse tempo, não medi esforço para me dedicar à luta da categoria, e valeu a pena. Eu devo me aposentar no ano que vem, mas levarei comigo todos esses anos de luta que vivi aqui”, disse João Orlando.

João Orlando Tobias

GESTÃO - 1999-2001 Presidente: João Orlando Tobias Vice-Presidente: Luiza de Marillac Reis DIRETORIA: Sérgio Geraldo Neves, Antônio Celso Torres, Luciana Rodrigues dos Santos, Neide Nativa, Elson Rezende de Melo, Reinaldo Paulino Pimenta, Paulo Roberto Santos, José Vitorino Santos, Silvia Maria de Paula Alves Rodrigues, Raimundo da Silva Filho, Geraldo Mariano Lourenço e Antônio Leocadio Reis Ferreira. CONSELHO FISCAL: Humberto Alves da Silva, Braz Pereira da Silva e Ezequiel Pereira.

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2003-2005

A mulher na presidência Maria José Marcelino é a primeira mulher a chegar à presidência do Sindicato ASSUFOP. Eleita em 2003, ela admite ter sido um período de muito trabalho, mas, acima de tudo, de quebra de preconceitos. “Foi um marco importante para mim e para todos os colegas. Assumi a direção de um sindicato machista, numa época em que homens não estavam acostumados a ver mulher no comando. Sofri com esse preconceito, mas, graças a Deus, abriram-se as portas e hoje temos mais uma companheira de luta na presidência”, disse.

A gestão da primeira mulher na direção do ASSUFOP foi marcada também pela mobilização de greves, caravanas à Brasília e movimentos em defesa dos direitos dos trabalhadores. A luta se tornara ainda mais árdua com a eleição de Lula à Presidência da República. “O momento crucial para gente foi quando, infelizmente, Lula assumiu o poder, porque antes a gente tinha o PT e a CUT ao nosso lado, nas lutas. Depois da eleição, essas lideranças ocuparam o poder e ficou mais difícil conseguir alguma coisa do governo, que deveria ser dos trabalhadores”, analisou.

O preconceito foi apenas um dos desafios para essa mulher que decidiu dedicar sua vida à luta pela classe trabalhadora. “O período foi trabalhoso, estávamos envolvidos com questões de passivos trabalhistas, vivíamos em meio à cobrança da base. O governo não tinha preocupação em pagar e as pessoas não tinham paciência, tivemos um trabalho intenso, mas conseguimos apagar os resíduos do Plano Bresser”.

Apesar dos desafios, Maria José não esmoreceu. “A atuação da gente é contínua na vida sindical, é uma luta constante, a presidência é apenas um cargo. O sindicato é a força do trabalhador. Se o sindicato é forte, a categoria avança junto; daí a importância de contar com o apoio da classe. O sindicato somos todos nós. A diretoria passa e o sindicato fica. É importante as pessoas nos apoiarem nas lutas”, defendeu. Maria José Marcelino

GESTÃO - 2003-2005 Presidente: Maria José Marcelino Vice-Presidente: Maria Chaves dos Santos DIRETORIA: Neide do Rosário Lemos, Francisco de Paula Coelho, Maria Raquel Pedrosa Xavier, Geraldo Aureliano Maurílio, Hilton Timóteo Rodrigues, Sérgio Geraldo Neves, João Batista Pereira, José Geraldo Fernandes Papa, Pedro Tomaz, Braz Pereira da Silva, Luciana Rodrigues dos Santos, Antônio Julio Sales, CONSELHO FISCAL: Luiza de Marillac dos Reis, Milton Silva Coelho, Dirlene Conceição de Azevedo, João Bosco de Paula e José Hermenegildo da Costa.

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Especial

ASSUFOP 30 ANOS


2005-2007 | 2007-2009

Gestão com trabalho em equipe Um dos marcos das gestões de Leonel Antônio da Silva Neto é o trabalho em equipe. Apesar de ter chegado à direção sindical sem qualquer experiência, ele aceitou o desafio confiante no grupo que apoiou a sua eleição. “Todos que trabalharam no sindicato faziam parte da equipe. Na minha época, cada um contribuiu para o bom andamento dos trabalhos”, disse. Leonel assumiu a presidência em 2005, foi reeleito em 2007 e ficou no cargo por dois anos. “Na época em que entrei no sindicato, a gente estava saindo de uma greve, que nos levou a participar de reuniões no comando nacional em Brasília”, recorda. Apesar de todo sacrifício, ele garante ter valido a pena. “Quando me proponho a fazer alguma coisa, eu me dedico ao máximo. No sindicato, eu sempre

procurei fazer o melhor, embora ninguém seja perfeito e nem acerte sempre, mas, se houve erro, não foi intencional ou por negligencia”, destacou. Entre as ações da sua gestão, ele destacou a implantação do cartão assistencial, que veio substituir o antigo “chequinho”, a construção da página do sindicato na internet e também a implantação do plano de saúde para os servidores. Também foram feitas reformas na sede, como a construção do calçamento na entrada do sindicato e na sauna. “O sindicato é a entidade que ajuda na defesa do trabalhador, embora muitos não entendam assim. Ele é a representação da classe trabalhadora. Então, todos os servidores da universidade deveriam ser sindicalizados e se envolver mais”, disse.

Leonel Antônio da Silva Neto

GESTÃO - 2005-2007 Presidente: Leonel Antônio da Silva Neto Vice-Presidente: Washington Luiz Gonçalves DIRETORIA: Terezinha Alexandrina Costa e Silva, Lindomar Pedrosa, Adilson Raimundo Ribeiro, Maria Raquel Pedrosa Xavier, Fábio Luiz Martins da Silva, José Antônio da Silva, Geraldino Lopes Duarte, João Bosco de Paula, Leandro Henrique dos Santos, Cláudio Batista Rodrigues, Décio José Alves, José Mauro Elias, Fábio Luiz Martins da Silva. CONSELHO FISCAL: José Geraldo Pereira, Luciana Rodrigues dos Santos e Sérgio Geraldo Neves. GESTÃO - 2007-2009 Presidente: Leonel Antônio da Silva Neto Vice-Presidente: Adão Julio da Conceição DIRETORIA: Maria de Jesus Carvalho Gomes, Maria do Carmo Lima e Silva, Raimundo Nonato Tomaz Gomes, Antônio Carlos Camilo, Hilton Timóteo Rodrigues, Nativo Lourenço de Barros, José Henrique Rodrigues, Pedro Tomaz, Leandro Henrique dos Santos, Margarida Maria Dias, José Geraldo Pereira, Francisco de Paula Coelho CONSELHO FISCAL: José Milton Natividade, Sérgio Geraldo Neves, Vicente Coelho Magalhães e Luciana Rodrigues dos Santos.

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2009-2011

A nossa missão é reconstruir 14

Especial

ASSUFOP 30 ANOS


Em 2009, coube novamente a uma mulher, Luiza de Marillac dos Reis, assumir a luta à frente da presidência do ASSUFOP, com a missão de reconstruir o sindicato e recolocá-lo no cenário de lutas em defesa dos direitos dos técnico-administrativos. “Percebemos que o sindicato estava perdendo um pouco a sua característica de luta e que estava voltando a assumir um caráter meramente assistencialista; então entendemos que precisávamos reerguer o sindicato não no ponto de vista físico, mas de luta, e resgatar essa nossa característica”, disse. Para consolidar o projeto de recolocar o sindicato no caminho das lutas sindicais é que Marillac foi reeleita em 2011. “Foi um período difícil, enfrentamos uma greve que marcou de modo triste o movimento sindical, com a criminalização do movimento. O governo federal, por meio da AGU (Advocacia Geral da União), à revelia das universidades, entrou com pedido de decretação da ilegalidade da greve. Foi terrível, sentimos na pele um pouco do que significou a ditadura”, recordou. Ao final do seu segundo mandato à frente do ASSUFOP, Marillac avalia que a sensação é de que

poderia ter feito mais pela categoria. “A gente termina com a consciência tranquila de que, se não fizemos tudo que desejávamos, conquistamos coisas que não pensávamos. Um avanço muito importante em nossa gestão foi a aprovação no Conselho Universitário da Estatuinte, que é um pleito de mais de duas décadas da categoria. Sem dúvida, essa conquista deve ser creditada à nossa entidade, que lutou incansavelmente, às vezes de forma isolada, para a sua aprovação”. O desafio, agora, segundo ela, é conseguir modificar a estrutura de poder dentro da universidade, onde há a hegemonia do segmento docente, em detrimento aos técnicoadministrativos, que ainda são vistos como meros apoiadores e trabalhadores de segunda classe. Para Marillac, a criação do ASSUFOP foi uma conquista. “Apesar de a gente questionar determinada postura de determinadas administrações da entidade, todas foram importantes para que chegássemos hoje aonde chegamos. Temos um sindicato respeitado tanto em nível local quanto nacional. O reflexo disso é que, hoje, tenho a honra de fazer parte da direção nacional da FASUBRA”.

Luiza de Marillac dos Reis

GESTÃO - 2009-2011 Presidente: Luiza de Marillac dos Reis Vice-Presidente: Sérgio Geraldo Neves DIRETORIA: Maria Luiza Vieira, Luiz Gonzaga Pinto, Dirlene da Conceição Azevedo Gomes, Flávio Antônio de Abreu Magela, Fábio Luiz Martins da Silva, Nativo Lourenço de Barros, Luciana Rodrigues dos Santos, Raimundo da Silva Filho, João Bosco de Paula, Miguel Arcanjo Gomes, Geraldo Mariano Lourenço, João Raimundo de Souza CONSELHO FISCAL: Irmazio Ferreira dos Santos, José Secundino da Silva, José Teixeira Mendes e Braz Adeodato Sales Neto.

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Orgulho de DJALMA GOMES DA SILVA, ESCOLA DE NUTRIÇÃO “ASSUFOP sempre foi tudo para nós, servidores. Sem ela, a gente não teria conseguido o respeito interno que a gente tem hoje. Vale à pena fazer parte do sindicato, pois uma pessoa sozinha não consegue fortalecimento. Um grupo, unido, consegue muito mais coisas”.

GERALDO MAGELA BHERING, ESCOLA DE NUTRIÇÃO “Vi a ASSUFOP nascer e para mim ela é uma associação de classes muito importante. A administração é experiente e sabe dirigir e conduzir a ASSUFOP. Ela é o único órgão de classe que nós temos, que nos representa”.

MARIA GORETE, ESCOLA DE NUTRIÇÃO “A ASSUFOP é por nos ajudar a resolver problemas políticos, garantindo os direitos dos funcionários. Mas, além disso, também nos coloca em contato com outros colegas, nos proporciona lazer, dão apoio. Estou quase me aposentando e pretendo ajudar o sindicato, também, movimentando com o dom que eu tiver”.

LORENA FAGUNDES, CENTRO DE CIÊNCIAS DA VIDA “Graças ao ASSUFOP eu sei dos meus direitos e aprendo a lutar por eles e ser solidária também com os direitos dos outros. Acho a administração competente, eles nos ajudam de forma muito especial no Biotério, conseguindo melhores condições de trabalho, por exemplo. Vale a pena fazer parte dela, pois não adianta caminhar sozinho”.

ÉRIKA CRISTINA, CENTRO DE CIÊNCIAS DA VIDA “A ASSUFOP é importante, pois é por ela que a gente reivindica nossos direitos de uma forma melhor. A gente tem apoio maior do sindicato e passa a conhecer melhor a UFOP”.

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ASSUFOP 30 ANOS


fazer parte

As vésperas dos 30 anos do Sindicato ASSUFOP, alguns de nossos companheiros falam sobre a experiência com o sindicato e a sua importância para os trabalhadores.

IONE LIMA, CENTRO DE SAÚDE “A ASSUFOP me traz segurança. Digo que, como um todo, o sindicato é minha terceira casa e eu me sinto muito bem lá. Ser associado a ela é uma garantia a mais. Sei que tem alguém pensando na minha comodidade e eu tenho total confiança neles”.

PEDRO TOMAZ, ESCOLA DE MINAS “O Sindicato é extremamente importante por ser um órgão legítimo de representação dos trabalhadores. Gosto muito do Sindicato, pois tudo que eles podem fazer para a gente, eles fazem. Todos os segmentos da sociedade deveriam ter um órgão assim. A ASSUFOP defende nossos direitos há trinta anos e o trabalho dela é fundamental para nós”.

FLÁVIO HENRIQUE, PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO “É muito interessante ter uma entidade que luta pelos direitos dos trabalhadores. Se a gente depender de algo na Justiça, por exemplo, temos essa facilidade de contar com o apoio da ASSUFOP. Estamos protegidos contra o descaso do governo”.

WASHINGTON LUIS GONÇALVES, PREFEITURA DA UNIVERSIDADE “Acredito que a associação seja importante não só para mim, mas para todos os outros servidores. É uma entidade que sempre esteve ao lado do trabalhador. É instrumento de luta contra qualquer problema. Ela está sempre pronta para nos atender. Vale muito a pena estar associado a ela por ser uma forma de organizar e ter força. Sozinho nós não conseguimos nada, e ela faz uma interlocução entre nós servidores e a UFOP”.

TATIANA HUNDREL, ICSA “A ASSUFOP auxilia muito na representação política do funcionário. Esse trabalho eles fazem muito bem. Vale a pena ser sindicalizados, pois, além disso, ainda contamos com benefícios como convênio médico, medicamentos mais baratos e até mesmo lazer”.

Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP | JULHO 2013

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ASSUFOP

30 anos de história e lutas

Os 30 anos do Sindicato ASSUFOP não podem ser contados sem que se mencionem alguns personagens que contribuíram para a construção dessa história de lutas e conquistas. São os funcionários, desde a área da limpeza à secretaria, gente simples e dedicada que veste a camisa do sindicato. Com 23 anos de casa (a serem completados no próximo dia 23 de agosto), Ana Célia é a funcionária mais antiga, e se orgulha da sua trajetória no sindicato. Ela, que chegou como auxiliar de divulgação, foi conquistando seu espaço até ocupar o cargo na secretaria. Nessas duas décadas, ela passou por 12 diretorias.

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“Quando eu cheguei ao sindicato, não sabia fazer outra coisa, era o meu primeiro emprego. Foi aqui que construí a minha carreira, aprendi conceitos importantes para a vida, como ter ética profissional. Eu gosto muito de trabalhar aqui. Não saberia fazer outra coisa, porque aqui foi o primeiro lugar que trabalhei”, disse Ana. Rômulo Ramalho é outro que, em agosto, completará duas décadas no Sindicato ASSUFOP. Entrou em 1993, como funcionário do bar “Hora Extra” e responsável pela área de lazer do sindicato. Hoje, ele é assistente administrativo. “Foi uma oportunidade que apareceu, e eu logo assumi a

função com muito prazer e seriedade, até porque a gente trata diariamente com o público e busca resolver os problemas que nos são apresentados”, disse Rômulo. Ele diz sentir orgulho por fazer parte da família ASSUFOP há tanto tempo. “É a melhor representação sindical dos trabalhadores da região”, assegura. Além de Ana Célia e Rômulo, o Sindicato ASSUFOP possui outros funcionários na ativa: Douglas Couto, Edna Gertrudes Fernandes, Gislene Rosina Fernandes da Silva e Isaias Vieira Martins, que fazem parte desta casa e trabalham de segunda a sexta, com o objetivo de atender mais e melhor a todos.

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Jornal julho 2013