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Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA e UFRB - Nº 400 - 1ª QUINZENA DE JULHO-2011 - SALVADOR-BA - assufba@ufba.br

Em greve, servidores da UFBA e UFRB comemoram o Dois de Julho com mobilização Desfilando pelas ruas, ladeiras e praças, os baianos resgatam anualmente a história de luta e liberdade do seu povo, que culminou na Independência da Bahia, comemorada desde 1823. Este ano, a ASSUFBA Sindicato esteve com os servidores em Greve, para denunciar as reivindicações da categoria no Dois de Julho, cuja data foi oficialmente considerada bem imaterial do Estado. Em greve há 20 dias, os servidores realizaram uma grande manifestação para pedir o apoio da sociedade baiana. Leia mais página 2

Américo B. Barros

Servidores da UFBA mostram a força do movimento no Dois de Julho

Assembleia Geral na Escola Politécnica avalia greve e debate PL1992/07 Américo B. Barros

CALENDÁRIO 06/07 (Quarta-feira) 14h Reunião do GT Capacitação e Qualificação da Assufba,na Sede da Asssufba 07/07 (Quinta-feira) 09h Assembleia Geral de Greve, no auditório do IMS/CAT, em Vitória da Conquista

Servidores avaliam greve e debatem o PL 1992 no 23º dia de movimento

Comando de Greve realiza mais um arrastão político no Campus de Ondina - Página 3 Movimento de Greve é elogiado - Página 4 Democracia Universitária Corre risco em Barreiras - Página 4

08/07 (Sexta-feira) 09h Assembleia Geral para avaliação da greve, na Escola Politécnica da UFBA. 09h Assembleia para avaliação da greve, no auditório do IMS/ CAT em Vitória da Conquista. 09h Assembleia Geral na UFRB, em Cruz das Almas.


Greve mobiliza servidores da UFBA e UFRB Em duas semanas de Greve em todo o país, já são 47 Universidades Federais paradas. Com esses números e grande representatividade da categoria, foi realizada na manhã desta terça (28), na reitoria, a avaliação da greve dos servidores técnico-administrativos da UFBA e UFRB. “A nossa greve iniciada no dia 13 de junho está forte. A mobilização intensa tem garantido a unidade do movimento e ampliação a cada dia”, ressalta Renato Jorge Pinto, coordenador geral da ASSUFBA Sindicato. Renato Jorge destacou também a importância dos arrastões políticos, assembleias e mobilizações realizadas em Cruz das Almas, Barreiras e Vitória da Conquista, que fortalecem o movimento e intensificam a luta incomodando o governo. “Não aceitaremos mais preju-

ízos em nossa carreira”, afirmou.

INFORMES NACIONAIS A situação nacional da greve foi conduzida na assembléia por Aline Soares, servidora do COM-HUPES, que representou a categoria no Comando Nacional de Greve(CNG). “A marcha que realizamos em Brasília com participação de sete Categoria faz avaliação da greve na reitoria mil servidores federais até o Ministério do Planejamento, Orçamento e que após manifestação no MPOG soliciGestão (MPOG) mostrou a força do nosso tou reunião com o CNG da FASUBRA e movimento e a capacidade de organização se dispôs a ajudar na negociação dos servida categoria”, enfatizou a representante do dores. “A data limite para negociação com comando. o governo ficou para o dia 5 de julho, data Aline Soares destacou também o em que a categoria espera receber proposapoio do Ministério da Educação (MEC), ta efetiva do governo. Estamos atentos”.

Em greve, servidores da UFBA e UFRB comemoram o Dois de Julho com mobilização Durante o cortejo, que saiu do Largo da Lapinha, os trabalhadores técnico-administrativos entregaram à população uma Carta Aberta explicando os motivos da greve. “A nossa greve caminha para a vitória. Lutamos por melhores condições de trabalho e salários, mas principalmente em defesa da Universidade Pública e Democrática”, ressaltou o coordenador jurídico da ASSUFBA Sindicato, Paulo Vaz. A categoria aproveitou as comemorações dos 188 anos de Independência da Bahia para empunhar balões, pirulitos e faixas com suas reivindicações. Segundo o presidente da CTB

Bahia, Adilson Araújo, os trabalhadores das universidades expõem, mais uma vez, que lutam acima de tudo pela valorização do trabalho e contra o corte de verbas no orçamento da Educação e Saúde. Para os servidores presentes no desfile cívico, o movimento de greve se unifica, cresce e fortalece a categoria rumo às conquistas que compõem a luta. “Há 20 dias estamos fortemente mobilizados e só iremos parar quando obtivermos propostas do governo que atendam aos nossos interesses e necessidades”, salientou a coordenadora de Comunicação da ASSUFBA Sindicato, Cássia Maciel.

Assembleia Geral avalia Greve e debate PL 1992 Com grande representatividade da categoria, cerca de 400 servidores lotaram hoje (05), o auditório da Escola Politécnica da UFBA, no 23º dia de greve. Durante a assembleia, a categoria analisou o movimento, e ratificou seu posicionamento pela abertura de negociações.Foi debatido também, o PL 1992/07, que tem como finalidade instituir previdência complementar ao servidor público federal. Os informes nacionais da greve foram encaminhados pelo coordenador jurídico da ASSUFBA, Paulo Vaz, que fez uma retrospectiva das ações feitas em Brasília com o Ministério da Educação e do Planejamento. Paulo Vaz relatou também as várias tentativas feitas para que o governo reabrisse as negociações. “O espirito do pessoal do probatório contagia a categoria. Nunca houve uma participação tão intensa desse segmento”, realçou. Para o coordenador da FASUBRA, João Paulo Ribeiro, a trajetória da greve iniciada no dia 6, na verdade, teve seu começo um ano antes, em 2010, quando começou a luta pela Campanha Salarial 2011. Já o coordenador de Formação Sindical, Antônio Bomfim disse que a categoria

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tem que estar com todas as atenções redobradas. “Estamos acendendo um sinal de alerta. Não podemos arrefecer agora”. PL 1992- Do SINDILEGIS (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União),representado pela segunda vice-presidente, Lucieni Pereira, os servidores tomaram conhecimento do que vai significar a aprovação do PL 1992/07. “Este PL pretende instituir uma previdência complementar ao servidor público federal, ocupante de cargo efetivo e membro de Poder, podendo se estender aos Estados e Municípios. Isso pode gerar um “sucateamento” do serviço público. O coordenador geral da ASSUFBA, Renato Jorge Pinto considera importante debater o PL 1992 exatamente por causa dos novos servidores que irão ingressar na universidade“Não podemos fragilizar o serviço público e suas carreiras. Por este motivo precisamos rejeitar esse projeto”, enfatizou. A assembleia contou também com a participação dos servidores do judiciário, em greve desde 1º de junho e da APUB, que também apoia o movimento dos servidores técnicos da UFBA e UFRB.

Dois de Julho de 1823: Símbolo de Vitória, Marco de Liberdade Em 1823, havia resistência das tropas portuguesas à Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822. No entanto, as tropas foram expulsas em definitivo da Bahia por soldados enviados por Dom Pedro I que tiveram o decisivo apoio da gente negro-mestiça baiana. A Independência do Brasil se consolidou com a luta dos heróis inspirados pelos ideais de liberdade da Revolta dos Búzios de 1798, quando foi formulada pela primeira vez a criação de uma república livre do exclusivismo colonial e da escravidão. Pela sua importância histórica, pesquisadores defendem que a festa deveria ser reconhecida e comemorada em todo o Brasil. Autora do projeto que eleva o Dois de Julho à marco histórico no calendário nacional, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB) realçou a importância desta data máxima para os baianos. “Não se trata de criar um feriado, mas que a nossa história seja reconhecida e conste nos livros de História do Brasil”, destacou. Já secretário da SECOPA(Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa), Ney Campello, o Dois de Julho representa a retomada do orgulho cívico baiano. “Um dia de luta que repete a coragem histórica de nosso povo”, assinala.

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Comando de Greve realiza mais um arrastão político no Campus de Ondina Na última quarta-feira (29), os servidores técnico-administrativos da UFBA, fizeram um grande arrastão político no Campus de Ondina e constataram a adesão maciça ao movimento em grande parte das unidades/órgãos. “Verificamos apenas o funcionamento de setores essenciais, como os de pagamento e transporte. A área administrativa do Campus e unidades de ensino aderiram ao movimento, como prevíamos”, enfatizou o coordenador geral da ASSUFBA Sindicato, Renato Jorge Pinto. O Comando Local de Greve percorreu o Campus de Ondina, visitando as unidades e seus mais diversos setores, no sentido de dialogar com a categoria. “Estamos trazendo as informações sobre a greve para os servidores, para que tenham conhecimento de como está a nossa luta pela pauta nacional de reivindicações”, explicou José Gomes, coordenador de Esporte e Cultura da ASSUFBA. Gomes ressaltou ainda que os trabalhadores em greve estão lutando prin-

cipalmente contra o congelamento dos salários por dez anos. “Esse filme do congelamento dos salários nós já vimos no governo FHC e não podemos permitir que isso se repita”, argumentou. Para Mario Sergio Nascimento, coordenador de Esporte e Cultura da ASSUFBA, a reunião com o governo, no

próximo dia 5 de julho será decisiva. “Estaremos em Brasília e esperamos que o MPOG e o MEC apresentem uma proposta que contemple a categoria. Nós vamos analisar o conteúdo apresentado e, caso seja satisfatório, o movimento dará sinal verde para a conclusão da negociação. Estamos atentos”, ressaltou. Américo B. Barros

Comando Local de Greve intensifica diálogo com a categoria

Movimento de Greve é elogiado na reunião do CONSUNI Na última terça-feira (28), representantes dos servidores técnico-administrativos no Conselho Universitário da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estiveram na Reitoria da instituição para a reunião do CONSUNI. Os coordenadores da ASSUFBA Sindicato entregaram aos conselheiros uma carta do Comando Local de Greve explicando o posicionamento dos servidores e solicitando apoio na

luta por uma universidade mais justa. Regimento Interno da Faculdade de Medicina, Orçamento e Repositório compuseram a pauta. O coordenador geral da ASSUFBA, Renato Jorge Pinto, informou aos membros do Conselho que o movimento de Greve já conta com a adesão 47 universidades em todo o país. Já o coordenador Antônio Bomfim enfatizou o objetivo do movimento. “A greve não é contra Américo B. Barros

Representantes dos servidores informam sobre o movimento e solicitam apoio

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o Governo Dilma ou o Reitorado. Estamos em defesa da Universidade”. Durante as mobilizações, o Comando de Greve tem defendido a manutenção de serviços essenciais nos Hospitais Universitários, para não prejudicar a população. Essa postura foi elogiada em outras unidades, a exemplo do registro feito pelo vice-diretor da Faculdade de Educação da UFBA, Prof. Prudente Neto. “Parabenizo a conduta dos trabalhadores em greve, pelo bom senso e pelo apoio durante o concurso realizado na unidade. Eles não nos abandonaram”, afirmou o professor. A coordenadora de Comunicação da ASSUFBA, Cássia Virgínia, destacou a participação dos servidores em estágio probatório na greve e afirmou que há um ruído na comunicação sobre a situação desses trabalhadores. Segundo a coordenadora, a participação dos recém-ingressos é garantida por lei e não deve acarretar qualquer risco para os trabalhadores em greve, uma vez que o STF já tem posicionamento jurídico sobre esse direito dos trabalhadores. ESPAÇO LIVRE

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Américo B. Barros

NOTAS Democracia Universitária corre risco em Barreiras

Categoria dialoga e recebe o apoio do vice-reitor da UFRB, Silvio Soglia

Passeata marca o nono dia de Greve dos servidores em Cruz das Almas Na tarde da quarta (21), centenas de servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) realizaram um grande ato no centro de Cruz das Almas, entoando palavras de ordem como “Na universidade a Greve é de verdade!”, “Lutar, vencer, a Greve é pra valer!”. Em seguida, saíram em passeata pela cidade. Com faixas, pirulitos sobre a situação das universidades brasileiras, mensagens contra a privatização dos Hospitais Universitários, por turnos contínuos na UFRB, os servidores ocuparam as ruas e dialogaram com a população sobre a greve, entregando uma carta aberta sobre os motivos do movimento e pedindo o apoio da população. “Já são 47 universidades paradas em todo o país. O nosso movimento é por melhores salários, condições de trabalho e em defesa da universidade pública. Somos contra o Projeto de Lei 549/09, onde o governo quer congelar os salários por dez anos, sendo que o servidor público federal com mais baixo piso é o das universidades. Uma vergonha! É por isso que estamos lutando em defesa da Universidade Pública”, reEXPEDIENTE

latou o coordenador de Formação Sindical da ASSUFBA Sindicato, Antônio Bomfim Moreira. A coordenadora geral da ASSUFBA, Aída Celeste Maia, ressaltou o corte de R$50 bilhões que o governo quer fazer no orçamento. “Pode atingir as universidades, comprometendo o seu desenvolvimento. A nossa categoria está mobilizada e unida para garantir nossas reivindicações”, salientou. Do centro da cidade, os trabalhadores se dirigiram ao Campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde foram ouvidos pelo professor Silvio Soglia, vice-reitor da UFRB. No encontro com a categoria, o mesmo se dispôs a intermediar as reivindicações na próxima reunião da ANDIFES. Ele também enfatizou que considera o movimento legitimo, em vista das demandas requeridas pelos servidores. Após o encontro, os servidores realizaram no Campus uma grande confraternização junina que se estendeu noite adentro. O ânimo politico foi a tônica da festa, que reuniu mais uma vez, técnicos da UFBA e UFRB, dispostos a lutar até a conquista dos direitos exigidos.

Informativo da ASSUFBA - Sindicato dos Técnico-Administrativos da UFBA e UFRB. Editado e publicado sob a responsabilidade da diretoria da entidade. Tel.: (71) 3245-7444 / 7775.

Renato Jorge (PCU), Nadja Rabelo (PROEXT), Aída Celeste Silveira Maia (UFRB), Iolita Oliveira Teles de Sousa (Dança), Antonio Valter Almeida da Silva (MCO), Devanice Ribeiro Guimarães (MCO - aposentada), Ana Coelho (UFRB), Paulo Cesar Vaz Santos (MCO), Marilene Sousa Cruz de Almeida (HUPES), Cássia Virgínia Maciel (MCO), Valmiro dos Santos (Enfermagem), Eliete Gonçalves da Silva (HUPES), Umberto Bastos (MAS), Maria Eloísa Góes (Aposentada), Edgar de Jesus (Aposentado), Mario Sérgio Nascimento Silva (SMURB), José Gomes da Silva (RU). SUPLENTES: Maria Luisa dos Santos e Santos (HUPES), Nelson Gomes das Neves (SAD), Antônio Bonfim Moreira (POLI), Rosimary Silva Freitas (EXT), Vicente José de Lima Neto (MAT). Jornalista: Daniela Sansão. Fotógrafo: Américo Barros. Diagramação: Tiago Lima.

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A Congregação do Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (ICADS) da UFBA realizou reunião no dia 15 de junho para definir os critérios para escolha do novo diretor(a) e vice-diretor(a) do Instituto, decidindo para o processo o seguinte peso dos votos: 48% para docentes; 33% para discentes e 19% para técnico-administrativos. Um retrocesso! “Esta resolução fere de morte a democracia universitária e o direito do técnico-administrativo participar da consulta no Instituto de forma paritária”, ressalta Ricardo da Mota Ferreira, contador do ICADS/UFBA. “Entendemos essa decisão como um retrocesso político, já que temos consolidado na comunidade universitária um avanço na democracia para escolha de seus dirigentes. A última consulta para escolha do Reitor (a) na UFBA, o voto foi paritário entre as categorias que constroem a universidade. A Democracia está de luto e corre perigo. Acreditamos que o ICADS esteja inserido nesta conjuntura”, observa o coordenador de Formação Sindical, Antônio Bomfim. “Defendemos o voto paritário por compreendermos que a universidade é uma instituição social, pública, que deve expressar de maneira clara a estrutura e o modo de funcionamento da sociedade em sua comunidade como um todo. Caminhamos desta forma para a criação de uma nova Universidade que provavelmente irá perpetuar tais princípios distorcidos e que corroem a democracia”, alertou Ricardo Ferreira, dizendo ainda que:” Estamos de olhos abertos contra o autoritarismo”. “Com relação a greve em Barreiras, quase 100% do quadro técnico do ICADS está no movimento, fazendo uma grande luta”, informou o técnico do ICADS/UFBA.

Servidores realizam Assembleia na próxima quinta Com 100% de adesão na greve, os servidores do IMS/CAT, em Vitória da Conquista continuam firmemente mobilizados. Os 45 servidores técnico-adminstrativos vão realizar na próxima quinta (7), às 9h, Assembleia Geral no auditório do IMS/CAT para avaliar a greve. “A nossa greve está forte e bastante divulgada nos blogs e emissoras de TV de Conquista”, ressaltou Alexandre Rogério Santana da Silva, representante da Seção IMS/CAT.

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Espaço Livre n°400