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Vitor Santos, Carlos Coke & Pedro Olivença 27

Figura 4 – Ciclo de escavação (adaptado de Pinto, 2010).

Com este procedimento foi possível obter o controlo sistemático das variações litológicas e o seu consequente posicionamento na sequência litostratigráfica da região. Em conjunto com a informação recolhida na frente de desmonte, permitiu também identificar o desenvolvimento de algumas das principais estruturas ao longo do traçado do túnel. 4. Identificação da Camada Seixinhos em amostra recolhida no túnel Os trabalhos de escavação do Túnel do Marão iniciados pelo emboquilhamento poente intersectaram a Formação Moncorvo e, tendo em atenção a estrutura geológica que constitui a Serra do Marão, a sua progressão para Este vai intersectando sucessivamente unidades mais antigas, do ponto de vista estratigráfico.

As litologias pelíticas estão geralmente associadas a grande monotonia e constância no aspecto e mesmo nas suas propriedades físicas e mecânicas. Como resultado destas características litológicas, a Formação Moncorvo não tem praticamente referências tais como as superfícies de estratificação e outros marcadores estratigráficos fundamentais para definir o controlo da estrutura. Acresce o facto de, o metamorfismo de contacto desenvolvido pela intrusão do granito de Amarante, que aflora cerca de 800 m a Oeste, ter obliterado grande parte das estruturas sedimentares originais, dando lugar ao aparecimento de alguns minerais de neoformação dos grupos das andaluzites (quiastolites), das granadas (almandina) e das anfíbolas (grunerite). A Formação Moncorvo está representada ao longo dos primeiros 750 m de escavação. Neste espaço, foram certamente, interceptadas várias dobras e cartografadas

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Geonovas n.º 26  

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