
Ano 3 | Edição 1
27 de maio de 2021
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Ano 3 | Edição 1
27 de maio de 2021

Entre os destaques do primeiro dia de XIII Congresso Paulista de Neurologia estiveram as conferências com palestrantes internacionais. Um deles foi Martin Samuels, fundador do Departamento de Neurologia do Hospital Brigham and Women’s (EUA), que falou sobre “How neurologists think and lessons from my patients”, focando em casos clínicos.
Um deles foi o de um homem de 46 anos - que serviu ao exército, onde teve diversas lesões na cabeça e no pescoço, embora sem nunca ter perdido a consciência - com dores de cabeça, que pioravam quando ele cava em pé. O diagnóstico de hipotensão intracranial foi sugerido pelo palestrante, que solicitou aos residentes que não zessem uma ressonância magnética. “Eles me ignoraram e zeram exames que mostraram algumas alterações”, disse Samuels.
“Foi quando um patologista, quase aposentado, viu as informações e perguntou: ‘Quem está com o paciente com sí lis?’ Nenhum dos residentes respondeu, mas tratava-se desse paciente. O médico, experiente, reconheceu um padrão. Con rmaram com o homem e ele a rmou que sim, tinha tido doenças venéreas no exército. Ou seja, faltava apenas a pergunta certa para o diagnóstico”, completou o também professor da Universidade Harvard (EUA).
Outro convidado internacional foi Avindra Nath, canadense especialista em Neuroimunologia e diretor clínico do Instituto Nacional de Saúde nos Estados Unidos, com a aula “Neurological manifesta-






tions of coronavirus infections”. Ele começou lembrando que, ainda hoje, se juntarmos o número de pessoas que morrem por fome ou por guerras, ele ainda é menor do que o de indivíduos que morrem por uma única infecção.
“A maior parte da evolução acontece nestes momentos. Mas pandemias são devastadoras”, argumentou, antes de mostrar uma capa da revista Time, de 2017, que dizia – após a pandemia de ebola na África Ocidental, encerrada em 2016 –: “Não estamos preparados para a próxima pandemia”.
Segundo Nath, mesmo com várias pandemias causadas por vírus, não há um esforço aplicado no desenvolvimento de antivírus, o que teoricamente seria possível. “Lembremos que todos os coronavírus humanos conhecidos, sete até agora, apresentam complicações neurológicas nos infectados”, complementou.
O terceiro palestrante foi o uruguaio-estadunidense José Biller, neurocirurgião e professor no Centro Médico da Universidade de Loyola (Estados Unidos). A sua aula focou nas “Vascular Myelopathies”.
Abordando, por exemplo, as malformações vasculares da medula espinhal, disse: “Elas são raras e representam 5% a 10% das malformações do sistema nervoso central. São potencialmente perigosas e as principais categorias incluem fístula antro-venosa dural perimedular, malformações cavernosas e malformações vasculares complexas associadas a distúrbios”.
Segundo o especialista, são algumas das malformações vasculares complexas encontradas na atuação dos neurologistas: Síndrome de Cobb, Síndrome de Klippel-Trenaunay-Weber, Síndrome de Rendu-Osler-Weber e Síndrome de Parkes-Weber.
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Antes do início das aulas, os congressistas puderam assistir ao vídeo de abertura do evento, gravado pelos membros da Comissão Organizadora. Rubens José Gagliardi, também presidente da Apan, iniciou agradecendo os responsáveis pelo sucesso do Congresso e enaltecendo a parceria entre a Associação e a APM. Em seguida, Ronaldo Abraham, Acary Bulle de Oliveira, Marcel Simis, Wilson Marques e José Luiz Pedroso deixaram suas mensagens. Pedroso ressaltou os 1.400 trabalhos enviados, que tiveram uma análise muito criteriosa. “Participem da sessão de pôsteres e apresentações orais, teremos a premiação no sábado. E na sexta-feira, às 19h, temos um encontro marcado na Sessão Survivor”, nalizou.
No espaço dedicado à Semiologia, o coordenador das mesas, Eduardo Mutarelli, iniciou falando sobre “Como diagnosticar distúrbios neurológicos funcionais”. Em seguida, os palestrantes Eliana Garzon, “Semiologia das crises epilépticas”; Ylmar Corrêa, “Tremor”; Orlando Barsottini, “Semiologia das síndromes atáxicas”; e Rodrigo de Holanda Mendonça, “Dicas semiológicas para o diagnóstico das miopatias”. À tarde, Mutarelli ministrou outra aula, sobre “Como transmitir o diagnóstico de distúrbio neurológico funcional”. Completaram a mesa Mario Siqueira (“Dicas semiológicas para a localização das mononeuropatias periféricas”), Péricles Maranhão (“Sistema vestibular à beira do leito”) e Daniel Ciampi de Andrade (“Semiologia da dor”).



No módulo sobre Distúrbios do Movimento - coordenado por Henrique Ballalai Ferraz e moderado por Marcia Rubia Gonçalves -, as aulas foram de Egberto Barbosa (“Como não cair nas armadilhas do diagnóstico da Doença de Parkinson”), Vitor Tumas (“Como eu faço tratamento inicial da Doença de Parkinson”), Sonia Maria de Azevedo Silva (“Vale a pena tratar os sintomas não motores da Doença de Parkinson?”), Monica Haddad (“Como identi car e tratar o parkinsonismo vascular?”) e Rubens Cury (“Quando indicar o tratamento cirúrgico na Doença de Parkinson?”). À tarde, com coordenação de Vanderci Borges e moderação de Luiza Piovesana, as palestras foram de Alberto Espay (“Myoclonus: diagnosis and management”), Patricia Maria Carvalho Aguiar (“Distonia”), Roberta Arb Saba (“Discinesia tardia”), Jacy Parmera (“Degeneração corticobasal”) e Laura Silveira Moriyama (“Infância e adolescência”).




Pela manhã, focando nos debates sobre Dor, a mesa foi coordenada por José Speziali, que deu a aula “Dor crônica segundo a CID-11”. Completaram a programação: Fabiola Dach (“Lombalgias”), Rogério Adas (“Terapêutica da dor neuropática central”), Karen Ferreira (“Canabinoides”) e Daniel Ciampi (“Covid-19”). À tarde, o espaço foi dedicado aos Distúrbios do Sono e coordenado por Dalva Poyares, que palestrou sobre “Insônia e distúrbios do ritmo circadiano”. Também participaram: Lea Grinberg (“Sono e marcadores precoces não cognitivos das demências”), Alan Eckeli (“Atualizações em distúrbios do movimento”), Nonato Rodrigues (“Hiperssonias do SNC”) e Gustavo Moreira (“Ventilação em pacientes com doenças neuromusculares”).






As discussões da manhã sobre Cerebrovascular foram moderadas por Rodrigo Bazan e Danyelle Sadala Regers, com palestras de Sheila Martins (“Implementação do programa ‘Cut stroke in half’ e ‘HEARTS’”), Marcelo Calderado (“Experiência para treinamento de equipe com uso de simulação realística”), José M. Ferro (“Trombose venosa cerebral”), Felipe Torres Pacho (“Investigação etiológica do ABC”) e do coordenador da sala Rubens José Gagliardi (“Cuidados com a anticoagulação após AVCI recente”). À tarde, assumiram a presidência e a secretaria Eli Faria Evaristo e Vivian Dias Gagliardi. As aulas trataram de “Trombectomia mecânica no AVCI leve” (Raul Nogueira), “Níveis pressóricos ideais na prevenção secundária do AVC” (Gisele Sampaio Silva), “Tratamento da oclusão da artéria basilar” (Francos Antunes Dias), “Trombólise com tecnoteplase” (Octavio Marques Pontes Neto) e “Doença vascular intracraniana” (Letícia Januzi de Rocha).



Durante todo o dia, o coordenador das discussões sobre Epilepsia foi Carlos Guerreiro. Palestraram: Elza Márcia Yacubian (“Epilepsias genéticas na infância e adolescência”), Kette Valente (“Comorbidades psiquiátricas”), Maria Luiz de Manreza (“Distúrbios reprodutivo-endócrinos em homens”), Luiz Eduardo Betting (“Tratamento medicamentoso das epilepsias focais”) e Ana Carolina Coan (“Novas opções terapêuticas nas epilepsias da infância”). À tarde, deram aulas: Lecio Figueira (“Tratamentos medicamentosos”), Carmen Lisa Jorge (“Vídeo-EEG na investigação”), Clarissa Yasuda (“Investigação mínima na indicação de cirurgia de epilepsia”), Fernando Cendes (“Indicações indiscutíveis do tratamento cirúrgico das epilepsias”) e Luiz Henrique Castro (“Dilemas na indicação cirúrgica de epilepsias refratárias”).



Pela manhã, as aulas sobre Genética foram coordenadas por Marcondes França Junior, que também palestrou a respeito do tema “Terapias avançadas em Neurogenética: Presente e Futuro”. Também falaram José Luiz Pedroso (“Diagnóstico em Neurogenética: como solicitar e interpretar os testes moleculares”), Alberto Martinez (“Ataxias espásticas: um novo grupo de doenças neurológicas”), Wilson Marques Jr. (“Novas doenças por expansão de nucleotídeos”) e Edmar Zanoteli (“Enfermidades neurológicas x triagem neonatal: É tempo de rever as doenças-alvo?”). À tarde, a discussão foi sobre Neuromodulação, com coordenação e palestra de Marcel Simis sobre “TMS e tDCS na Dor Crônica”. Na sequência: “Neuromodulação no AVC” (Polyana Piza), “Tratamento da Depressão com TMS” (Izio Klein), “Estimulação Não-Invasiva no Parkinson” (Rubens Cury) e “O Estado do Arte do DBS” (Daniel Benzecry).


Cinco debates sobre Neurointensivismo ocorreram pela manhã, com os especialistas defendendo sim e não sobre os temas – coordenados por Gisele Sampaio e moderados por Maramélia Miranda Alves e Octavio Marques Pontes Neto: “Pro laxia de Crises Epilépticas em Neurointensivismo sempre deve ser considerada” (Pedro Kurtz e Luis Otávio Caboclo), “Lesões Isquêmicas em Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico: os mecanismos estão bem estabelecidos” (Eva Rocha e Aneesh Singhal), “Transformação Hemorrágica pós Acidente Vascular Cerebral Isquêmico: sempre deletéria” (João Brainer de Andrade e Jamary Oliveira Filho), “Monitorização multimodal avançada em pacientes com isquemia cerebral tardia é essencial em terapia intensiva neurológica” (Airton Leonardo Manoel e Raul Valiente) e “Infarto Maligno de Artéria Cerebral Média: o tratamento será apenas clínico em breve” (Gisele Sampaio e Sheila Martins). Neurologia infantil foi o tema da tarde, com mesa coordenada por Umbertina Reed. Falaram: Ana Carolina Coan (“Epilepsias: transição do cuidado da adolescência para a idade adulta”), Claudio Gusmão (“Tratamento dos distúrbios de movimento na infância”), Isabella Peixoto de Barcelos (“Tratamento das doenças mitocondriais”), Karine Teixeira (“Apresentação clínica e diagnóstico das leucodistro as de início tardio”) e Renata Barbosa Paolilo (“Espectro clínico da encefalopatia por anti-MOG”).

Sala 9
A última sala do dia foi dedicada à Neuroinfecção pela manhã. Ronaldo Abraham coordenou o debate e palestrou sobre “Neurocisticercose: o que há de bom, o que ainda falta”. José Vidal abordou “Dilemas Diagnósticos nas Meningites Bacterianas Agudas”; Marzia P. Sohler, “Diagnóstico Neurológico e Liquórico das Neuroarboviroses”; Augusto Penalva, “HTLV e Outros Retrovírus”; e Marcus Tulius T. Silva, “Neuromicoses”. No período da tarde, as discussões foram sobre Acupuntura, coordenadas por André Wan Wen Tsai. “Bases Neuro siológicas da Acupuntura” (Alexandre Valotta da Silva), “Cefaleia e Acupuntura” (Chien Hsin Fen), “Acupuntura Escalpeana na Sequela de AVCI” (Wu Tu Hsing), “Neuromodulação Vagal Periférica” (Fernando Sant’Anna), e “A importância dos Parâmetros de Estimulação Elétrica na Neuromodulação Induzida pela Acupuntura” (Liaw Wen Chao) foram as aulas ministradas.





Sala 8


O módulo sobre Neurorreabilitação foi coordenado por Adriana Conforto e teve aulas de Laura Lopes, sobre “Cuidados Paliativos em Neurologia”; Hermano Krebs, “Terapia Robótica em Reabilitação Neurológica”; Gustavo Luvizzuto, “Negligência Visuoespacial: Diagnóstico e Tratamento”; Maria Elisa Piemonte, “Telerreabilitação”; e Eliane Miotto, “Reabilitação Cognitiva: o que o Neurologista precisa saber”. À tarde, a mesa foi dedicada à Neurologia da Covid-19, com coordenação e palestra de Marcus Tulius T. Silva, sobre “Doença Cerebrovascular e Cefaleia Associadas ao SARS-Cov2”. Também foram apresentados “A Neurologia das Pandemias” (Abelardo Araújo), “SARS-Cov2: Tudo o que o Neurologista precisa saber” (Camila Malta Romano), “Manifestações do Sistema Nervoso Central Associadas ao SARS-Cov2 (Marco Antonio Lima) e “Manifestações do Sistema Nervoso Periférico Associadas ao SARS-Cov2” (Augusto Penalva).






Cinco simpósios satélites foram oferecidos antes do almoço. A PTC abordou “Escolha do ASO como opção terapêutica: Per l do paciente”, com Rodrigo Holanda; a Biogen, “Vacinação em pacientes com Esclerose Múltipla e Acesso ao Mercado”, com Ana Claudia Piccolo e Sandro Paim; o Fleury-Genômica, “Quando pedir um painel direcionado ou um EXOMA?”, com Wagner A. R. Baratela e Miguel Mitne; a Takeda, “Os desa os do diagnóstico precoce do TDAH”, com Rodrigo Carneiro de Campos; e a P zer, “Identi cação e Manejo da Amiloidose na Visão dos Especialistas”, com Marcondes França, Alberto Martinez, Otavio Filho e Ilka Boin. Antes do encerramento do dia, mais dois simpósios: Biogen, “Dados de vida real de Spiranza em AME tipo 2 e 3: experiência nacional e internacional”, com Rodrigo Holanda e Vivian Drory; e Novartis, “A importância do efetivo controle da EM e quais as repercussões na qualidade de vida”, com Herval Ribeiro e Gutemberg Santos.
Visite os estandes virtuais e interaja com os patrocinadores. No sábado, após a premiação dos pôsteres, será sorteado um Apple Watch SE entre os congressistas que também assistirem ao máximo de aulas, incluindo as conferências internacionais, participarem fazendo perguntas aos palestrantes e conferirem a apresentação dos trabalhos cientí cos.















XIII Congresso Paulista de Neurologia
Comissão Organizadora: Acary Souza Bulle de Oliveira, José Luiz Pedroso, Marcel Simis, Ronaldo Abraham, Rubens José Gagliardi e Wilson Marques.
Comissão Cientí ca: Acary Souza Bulle de Oliveira, Adriana Bastos Conforto, Ana Cláudia Piccolo, André Wan Wen Tsai, Antônio José da Rocha, Bruno Yuji Tsuboi, Carlo Domenico Marrone, Carlos Alberto Bordini, Carlos Guerreiro, Cristiana Borges Pereira, Dalva Poyares, Edmar Zanoteli, Eduardo Genaro Mutarelli, Eli Faria Evaristo, Elza Márcia Yacubian, Gisele Sampaio Silva, Henrique Ballalai, José Geraldo Speziali, José Luiz Pedroso, Luis Augusto Seabra Rios, Marcel Simis, Marcelo Calderaro, Márcia Rubia Rodrigues Gonçalves, Marco Antônio Chieia, Marcondes França Jr., Marcus T. Silva, Orlando Barsottini, Péricles Maranhão, Ricardo Nitrini, Rodrigo Bazan, Romeu Fadul Jr., Ronaldo Abraham, Rubens José Gagliardi, Suzana Malheiros, Tarso Adoni, Umbertina Conti Reed, Viviane Flumignan Zétola, Wagner


Mauad Avelar, Wilson Marques Júnior e Yara Dadalti Fragoso.
Associação Paulista de Neurologia - www.apan-sp.com.br
Presidente: Rubens José Gagliardi. 1º Secretário: Wilson Marques Júnior. 2º Secretário: José Luiz Pedroso. Tesoureiro: Marcel Simis. Diretor Cientí co: Acary Bulle de Oliveira. Diretor de Eventos: Ronaldo Abraham.
Associação Paulista de Medicina – www.apm.org.br
Presidente: José Luiz Gomes do Amaral. Diretores Cientí cos: Paulo Pêgo Fernandes e Renato Azevedo Júnior. Diretores de Comunicações: Everaldo Porto Cunha e José Eduardo Paciência Rodrigues. Diretores de Eventos: Roberto de Mello e Cláudio Alberto Galvão Bueno da Silva.
O informativo Neurologia em Pauta é uma publicação interna do XIII Congresso Paulista de Neurologia, com periodicidade diária.
Coordenadora de Comunicação APM: Giovanna Rodrigues (Mtb. 52.311/SP). Repórter: Guilherme Almeida (Mtb. 81.152/SP). Projeto Grá co e Diagramação: Giselle de Aguiar Pires (Tess Tecnologia). Imagens: BBustos Fotogra a. Departamento Comercial APM: Karina Dias e Malu Ferreira.